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SEMANA 01 - 22/01 PEDIATRIA SUMÁRIO TEMA PÁGINA STRIKE: PUERICULTURA 1 STRIKE: IMUNIZAÇÕES 11 DISCURSIVA MASTER: TRIAGEM NEONATAL 17 1 PEDIATRIA STRIKE: PUERICULTURA CALENDÁRIO DE CONSULTAS 2 anos Anual CRESCIMENTO • Em recém-nascido pré-termo usar idade gestacional corrigida até 2-3 anos de idade para plotar valores em gráficos • IG corrida = idade cronológica em semanas - (40 semanas - idade gestacional do nascimento) • Curvas especiais: ◦ Prematuro (Intergrowth 21): pode ser usada até 64 semanas de idade pós-concepcional ◦ Síndrome de Down ◦ Paralisia cerebral Perímetro cefálico • Gráfico de 0-5 anos • Mediar em todas as consultas até 2 anos • Crescimento: ◦ 1º trimestre: 2 cm/mês ◦ 2º trimestre: 1 cm/mês ◦ 2° semestre: 0,5 cm/mês • Interpretação curva: Z +2 PC acima do esperado Estatura • Gráfico 0-19 anos • 0-24 meses: antropômetro horizontal • > 24 meses: estadiômetro de parede • Crescimento: ◦ 0-12 meses: 25 cm ◦ 12-24 meses: 12 cm ◦ 2-4 anos: 7-8 cm/ano ◦ 4 anos-puberdade: 6 cm/ano ◦ Puberdade: meninas 8-12 cm/ano e meninos 9-13 cm/ano ◦ Velocidade de crescimento nunca é inferior a 5 cm/ano • 2 PEDIATRIA • Interpretação curva: Z +2 Peso elevado BAIXA ESTATURA: estatura igual ou menor a 2 desvio-padrão para idade e sexo ao abaixo do percentil 3 • PASSO 1: avaliar história e exame físico para verificar se existe algum dado que indique uma doença de base que justifique a baixa estatura • PASSO 2: avaliar estatura-alvo ◦ Meninas = [(estatura do pai em cm - 13) + estatura da mãe em cm]/2 ◦ Meninos = [(estatura do mãe em cm + 13) + estatura da pai em cm]/2 • PASSO 3: avaliar velocidade de crescimento (VC) no último ano > principal dado na avaliação da baixa estatura ◦ VC investigar ◦ VC > 5 cm/ano = variante normal do crescimento > prosseguir para passo 4 STRIKE: PUERICULTURA 3 PEDIATRIA • PASSO 4: avaliar idade óssea (IO) ◦ Idade óssea criança com estatura alvo normal, VC normal, IO atrasada e história familiar de atraso de crescimento e puberdade. Estatura final não será acometida. ◦ Idade óssea = idade cronológica + estatura alvo baixa = baixa estatura familiar > estatura alvo baixa com VC normal e idade óssea compatível com idade cronológica. Causas patológicas de baixa estatura: displasias esqueléticas (desproporção segmentos corporais), doenças sistêmicas como doença celíaca / acidose tubular renal / doença renal crônica, endocrinopatias, síndromes genéticas com doença de Turner • INVESTIGAÇÃO: hemograma, PCR, função renal, eletrólitos, gasometria venosa, urina 1, albumina, fosfatase alcalina, TSH, T4 livre, ferritina, anti-transglutaminase IgA, IGF-1, IGFBP3, cariótipo (obrigatório em meninas) ESTADO NUTRICIONAL • Gráfico IMC de 0-19 anos +1 e ≤ +2 Risco sobrepeso Sobrepeso > +2 e ≤ +3 Sobrepeso Obesidade Z > +3 Obesidade Obesidade grave OBESIDADE Excesso de gordura corporal e não somente excesso de peso DIAGNÓSTICO: através de métodos de avaliação de composição corporal • IMC: pode superestimar o diagnóstico de obesidade pois não consegue diferenciar ganho de peso por massa magra ou massa gorda • Bioimpedanciometria elétrica: pouco disponível e sem valor de referência na pediatria • Circunferência braquial • Prega cutânea tricipital e subescapular ◦ > P90 = excesso de adiposidade STRIKE: PUERICULTURA 4 PEDIATRIA • Circunferência abdominal: um dos critérios diagnósticos + prognósticos. Correlação melhor que IMC com comorbidades e síndrome metabólica ◦ Ponto médio entre última costela fixa e borda superior da crista ilíaca ◦ Curva disponível de 5-17 anos: sexo, etnia e idade ◦ > P90 = aumentada ◦ CA/E: adequada quando aumento de leptina > ação no hipotálamo > redução do anabolismo e aumento do catabolismo ◦ Na obesidade tem aumento cada vez maior da leptina com redução da sensibilidade + aumento de NPY (orexígeno) > aumento do consumo e redução da queima calórica • Desordens genéticas em que a única manifestação é a obesidade + socioambiental desfavorável: deficiência de leptina, deficiência de receptor de leptina, disfunção leptina FATORES INDIVIDUAIS EPIGENÉTICOS • Filho de mãe tabagista > RN PIG = baixa oferta intraútero > mudança funcional do genoma (reversível) > aumento do apetite, redução da saciedade, aumento do estoque com adipogênese, diminuição do gasto energético = Programação metabólica • Ambiente compatível = Match = saúde • Alimentação inadequada com excesso de caloria = mismatch = aumento doença cardiovascular PREVENÇÃO Composição da alimentação • Aleitamento materno exclusivo até 6 meses • > 2 anos: leite de vaca com baixo teor de gordura • Retardar ao máximo introdução de açúcar refinado • Não usar sal até 1 ano • Não usar temperos prontos • Base da alimentação com alimentos in natura ou minimamente processados Quanto comer • Excesso de proteína associado a obesidade • Máximo 3 porções de leite/dia • Respeitar saciedade • Proporção entre grupos alimentares STRIKE: PUERICULTURA 5 PEDIATRIA Quando / Como / Onde comer • Horários regulares e sem pressa • Local adequado • Sem telas • Não usar alimento como recompensa ou para acalmar criança Atividade física • Estimular caminhadas • Atividades lúdicas sem competição OBJETIVOS • Classificar gravidade: IMC • Avaliar: comorbidades, adesão aos combinados, conscientização • Traçar metas terapêuticas com a família e paciente • Definir nível de atenção à saúde necessário METAS TERAPÊUTICAS IDEAIS • Sobrepeso ◦ Sem morbidade = manutenção ◦ Comorbidades 2-7 anos = manutenção ◦ Comorbidades > 7 anos = redução • Obesidade ◦ Sem morbidade 2-7 anos = manutenção ◦ Sem morbidade > 7 anos = redução ◦ Comorbidades = redução • Após estirão: dieta normocalórica + aumento de gasto OU dieta hipocalórica + gasto mantido > Balanço negativo • Crianças: dieta normocalórica balanceada + atividade física normal para a idade EXERCÍCIOS FÍSICOS • 1-5 anos: >/= 180 min/dia em vários típicos de atividade física • 5-17 anos: >/= 60 min/dia com atividade moderada a vigorosa - prioritariamente aeróbio com treinamento de resistência 3x/semana EXPOSIÇÃO A TELA •em jejum, HbA1c, colesterol total e frações, triglicérides, TGP > anual • Avaliar necessidade: insulina de jejum, hemograma e vitamina D DESNUTRIÇÃO ENERGÉTICO PROTEICA Situação de desbalanço energético com gasto energético superior à ingesta calórica. Pode ser de causa primária associada a fatores ambientais e comportamentais, sobretudo à fome, e causas secundárias onde há doenças de base que impedem alimentação adequada ou que levam a gasto energético aumentado no organismo. DIAGNÓSTICO: Classificação de Gómez: boa utilidade em crianças 91% Eutrofia 90-76% Desnutrição 1º grau / Leve 75-61% Desnutrição 2º grau / Moderada 95% > 90% Desnutrição aguda > 95% 90% CLASSIFICAÇÃO OMS: AVALIAÇÃO DO Z ESCORE EM GRÁFICOS • Desnutrição: Z escore 6 meses é sinal de alerta ◦ Preensão plantar pode permanecer até 9 meses AVALIAÇÃO: • PC + 2 OU presença de 3 ou mais alterações fenotípicas OU ausência de 1 ou mais reflexo/habilidade para faixa etária anterior = PROVÁVEL ATRASO NO DESENVOLVIMENTO = acionar rede de atenção especializada para avaliação do desenvolvimento • Ausência de 1 ou mais reflexos/habilidades para faixa etária atual OU 1 ou mais fator de risco = ALERTA PARA O DESENVOLVIMENTO = orientar cuidador sobre estimulação da criança, retorno em 30 dias • Todos os reflexos/habilidades presentes para sua faixa etária = DESENVOLVIMENTO ADEQUADO = elogiar cuidador, orientar cuidador para que continue a estimular a criança, retornar para acompanhamento conforme rotina do serviço de saúde, informar sinais de alerta PREVENÇÃO DE ACIDENTES • Acidentes mais frequentes nas faixas etárias: 1,45m Cinto segurança banco dianteiro Acima de 13 anos Acima de 10 anos STRIKE: PUERICULTURA 11 PEDIATRIA STRIKE: IMUNIZAÇÕES COMPOSIÇÃO • AGENTES VIVOS: ◦ Ativação de imunidade humoral e celular de forma mais duradoura ◦ Administração VO / ID / SC ◦ Risco para imunocomprometidos ◦ Realizar as vacinas de febre amarela, varicela, tríplice viral e tetraviral com intervalo de 30 dias entre si • AGENTES NÃO VIVOS: ◦ Ativa principalmente imunidade humoral e precisa de várias doses para proteção prolongada ◦ Sem risco para imunocomprometidos CONTRAINDICAÇÕES • GERAL: reação anafilática confirmada após dose anterior • AGENTE VIVO ATENUADO: imunodeficiência congênita ou adquirida, neoplasia maligna, corticoide em dose imunossupressora, quimioterapia, radioterapia, gestante CARTÃO VACINAL 12 PEDIATRIA Adolescentes: • Hepatite B: 3 doses • Febre amarela: 1 dose • Tríplice viral: 2 doses • HPV: 2 doses (9-14 anos) • ACWY: 1 dose (11-14 anos) • dT: reforço a cada 10 anos BCG Vacina com objetivo de evitar formas graves de tuberculose • Vacina de bacilos vivos do Mycobacterium bovis • Dose única, ID, ao nascimento • Indicações: ◦ 1 ano = esquema 2 doses • Contraindicações: ◦ 10 mm, ausência de cicatrização em 12 semanas, abscesso subcutâneo frio, linfadenopatia regional supurada = Notificar e iniciar isoniazida ◦ Disseminação = Notificar e iniciar rifampicina + isoniazida + etambutol HEPATITE B • Vacina de agente não vivo feita a partir do AgHbS purificado por engenharia genética • Esquema: ao nascimento + 2-4-6 meses (com pentavalente), IM ◦ Mãe com AgHbSpositivo: RN deve receber ao nascimento vacina e imunoglobulina hiperimune até 7 dias, de preferência nas primeiras 12-24h • Indicação: toda população deve ter pelo menos 3 doses • Contraindicação: reação anafilática à dose anterior • Efeitos adversos: reação local PENTAVALENTE • DTP + Hepatite B + Hemófilos B • Esquema: 2-4-6 meses • Disponível até 6 anos 11 meses e 29 dias STRIKE: IMUNIZAÇÕES 13 PEDIATRIA DTP • Vacina de agente não vivo feita com Toxoide diftérico + toxoide tetânico + bacilos mortos inteiros do Pertussis • A letra maiúscula da vacina indica o agente com maior concentração ◦ DTP / DTP / DTPa: crianças até 7 anos ◦ dT / dTpa: a partir de 7 anos e adultos • Esquema: intramuscular ◦ Pentavalente 2-4-6 meses ◦ Reforço DTP 15 meses e 4 anos ◦ dT a cada 10 doses • Efeitos adversos: vacina muito reatogênica > relacionado ao componente Pertussis ◦ Febre alta / choro persistente / reação local ◦ Episódio hipotônico-hiperresponsivo até 48h da vacina: fazer DTPa nas próximas doses ◦ Crise convulsiva até 72h da vacina: fazer DTPa nas próximas doses ◦ Encefalopatia até 7 dias da vacina: fazer DT nas próximas doses ◦ Anafilaxia: não fazer próximas doses • Indicações de DTPa: ◦ Episódio hipotonico-hiporresponsivo ou crise convulsiva nas doses anteriores ◦ Doença convulsiva crônica ou doença neurológica crônica incapacitante ◦ Cardiopatia ou pneumopatia com risco de descompensação com febre ◦ RN internado em unidade neonatal ou realizar esquema com VIP ◦ Anafilaxia • Efeitos adversos: pólio vacinal STRIKE: IMUNIZAÇÕES 14 PEDIATRIA ROTAVÍRUS (VORH) • Vacina de vírus vivo atenuado, monovalente • Esquema: via oral ◦ 1ª dose: de 1 mês e 15 dias a 3 meses e 15 dias ◦ 2ª dose: de 3 meses e 15 dias a 7 meses e 29 dias ◦ Intervalo de pelo menos 4 semanas entre as doses ◦ Se não fizer nesse período determinado não pode realizar mais. Se não realizou a 1ª dose não pode fazer a 2ª dose. • Contraindicações: ◦ Imunodeficiência ◦ Malformação congênita não corrigida de trato gastrointestinal ◦ Invaginação intestinal prévia ◦ Reação anafilática à dose anterior • Efeitos adversos: invaginação intestinal PNEUMO 10 VALENTE • Vacina de agente não vivo com polissacarídeos conjugados • Esquema: 2-4 meses e reforço aos 12 meses, intramuscular ◦ Criança com > 12 meses sem vacinação prévia : fazer 1 dose até 4 anos 11 meses e 29 dias • Contraindicações: anafilaxia • Efeitos adversos: raros • Pneumo 13-valente (CRIE): HIV, transplantados, oncológicos • Pneumo 23-valente (CRIE): HIV, transplantados, doenças crônicas, oncológicos > vacina polissacarídica, só pode ser realizada a partir de 2 anos MENINGO C • Vacina de agente não vivo com oligossacarídeo conjugado • Esquema: 3-5 meses e reforço com 12 meses, intramuscular ◦ Criança com > 12 meses sem vacinação prévia : fazer 1 dose até 4 anos 11 meses e 29 dias ◦ Tem indicações a mais no CRIE • Contraindicação: anafilaxia MENINGO ACWY • Vacina de agente não vivo com polissacarídeo conjugado • Esquema: 1 dose de 11-14 anos ◦ Tem indicações a mais no CRIE FEBRE AMARELA • Vacina de vírus vivo atenuado cultivado em ovo de galinha • Esquema: 9 meses + reforço com 4 anos, subcutânea ◦ > 5 anos e adultos: dose única • Contraindicações: ◦ não conta como dose do esquema habitual ◦ Vacina pós exposição: não conta como dose do esquema habitual ◦ Adolescentes: 2 doses • Contraindicações ◦ 60 anos ◦ Gestantes e puérperas ◦ Trabalhadores da área de saúde ◦ Professores ◦ Povos indígenas ◦ População privada de liberdade e trabalhador do sistema prisional ◦ Trabalhador de transporte coletivo e portuário ◦ Doenças crônicas • Contraindicação: anafilaxia a dose anterior STRIKE: IMUNIZAÇÕES 17 PEDIATRIA DISCURSIVA MASTER: TRIAGEM NEONATAL TESTE DO CORAÇÃOZINHO Realizado para diagnóstico precoce de cardiopatias congênitas críticas (necessitam de abordagem cirúrgica / cateterismo no 1º ano de vida). • Fluxo pulmonar dependente de canal: Atresia de valva pulmonar ou estenose pulmonar de grau acentuado > comprometimento do coração direito • Fluxo sistêmico dependente de canal: Atresia ou estenose crítica da valva aórtica ou obstrução crítica no arco aórtico > comprometimento do coração esquerdo • Circulação em paralelo: transposição de grandes vasos ROTINA DE REALIZAÇÃO • Todos RN com mais de 34 semanas de idade gestacional a partir de 24 horas de vida • Oximetria de membro superior direito + algum membro inferior • SatO2 ≥ 95% em ambos membros ou diferença entre elesAUDITIVA • Antecedente familiar de surdez permanente com início na infância • Permanência em UTI neonatal por > 5 dias • Necessidade de ventilação extracorpórea, ventilação assistida, exposição a drogas ototóxicas (aminoglicosídeo, diurético de alça), hiperbilirrubinemia importante, anóxia neonatal grave • Peso nascimento avaliação a via de condução da audição (orelha externa até cóclea) • PEATE = potencial evocado de tronco encefálico > avalia a via neurossensorial da audição (cóclea até tronco encefálico) • Acompanhamento = rotina de puericultura habitual • Monitoramento = rotina de puericultura habitual + avaliação fonoaudiológica entre 7-12 meses REFLEXO DO OLHO VERMELHO Rastreia alterações que comprometem transparência dos meios oculares (catarata congênita, glaucoma congênito, toxoplasmose congênita, retinoblastoma) • Realizado com oftalmoscópio direto com distância de 30 cm do olho do paciente em sala escura • Normal: reflexo vermelho bilateral • Resultado alterado: solicitar avaliação do oftalmologista TESTE DO PEZINHO Diagnóstico de doenças assintomáticas com testes de boa sensibilidade sendo capaz de interferir no curso da doença permitindo tratamento precoce específico ou eliminação de sequelas HIPOTIREOIDISMO CONGÊNITO • Etiologias: ◦ Disgenesia (85%): agenesia tireoide, tireoide ectópica, hipoplasia de tireoide ◦ Disormonogênese (10-15%): alterações na produção de hormônios tireoidianos ◦ Transitório: mãe com uso de amiodarona, mãe com hipotireoidismo com presença de anticorpos • Quadro clínico: hipotonia muscular, dificuldade respiratória, cianose, icterícia prolongada, constipação, atraso para eliminação de mecônio, bradicardia, sopro cardíaco, anemia, sonolência e dificuldade de amamentação, choro rouco, hérnia umbilical, alargamento de fontanela, déficit de crescimento, retardo da maturação óssea, atraso desenvolvimento neuropsicomotor, deficiência intelectual • Diagnóstico: dosagem de TSH no teste do pezinho ◦ 20 = avaliação médica + TSH e T4L séricos • Iniciar Levotiroxina o mais precoce possível (preferencialmente nas primeiras 2-4 semanas de vida) para evitar sequelas neurológicas e atraso no desenvolvimento neuropsicomotor DISCURSIVA MASTER: TRIAGEM NEONATAL 20 PEDIATRIA HIPERPLASIA ADRENAL CONGÊNITA • O tipo mais comum ocorre por mutação na enzima 21 hidroxilase que participa do metabolismo da progesterona na adrenal. A ausência dessa enzima leva uma redução na produção da aldosterona e cortisol, levando a crise adrenal, e aumento na produção de testosterona e 17 OH progesterona, levando a virilização • Diagnóstico: elevação de 17 OH progesterona > confirmação com dosagem sérica • Quadro clínico: ◦ Forma clássica perdedora de sal: virilização da genitália externa + crise adrenal (desidratação, hiponatremia, hipercalemia) ◦ Forma clássica não perdedora de sal: virilização da genitália ◦ Forma não clássica: pubarca precoce, oligossintomática em meninos • Tratamento: reposição hormonal (hidrocortisona / fludrocortisona) ◦ Crise adrenal: expansão volêmica + correção glicemia + correção distúrbios hidroelétricos + corticoide (hidrocortisona / fludrocortisona) HEMOGLOBINOPATIAS • Alteração na quantidade ou formação de cadeias de hemoglobina • Diagnóstico confirmado com eletroforese de hemoglobina aos 6 meses de vida, quando há queda na Hb fetal FENILCETONÚRIA • Fenilanina é um aminoácido essencial que através da fenilalanina hidroxilase leva a formação de neurotransmissores. Na Fenilcetonúria há uma ausência dessa enzima levando a um acúmulo de fenilalanina associado a uma redução de produção de neurotransmissores o que causa um atraso global do DNPM e deficiência intelectual • Diagnóstico: dosagem de Fanilalanina no teste do pezinho > confirmação do diagnóstico repetindo a dosagem ◦ 10-20 = Fenilcetonúria leve ◦ > 20 = Fenilcetonúria clássica • Tratamento com redução da ingestão do aminoácido com dieta hipoproteica ◦ Não há contraindicação ao aleitamento materno FIBROSE CÍSTICA • Doença autossômica recessiva com mutação do canal de condutância transmembrana (CFTR) responsável pelo transporte de cloro e fluidificação das secreções • Quadro clínico: variável e extenso pelo acometimento de vários órgãos e diferentes mutações com diferentes graus de acometimento da função do canal DISCURSIVA MASTER: TRIAGEM NEONATAL 21 PEDIATRIA RESPIRATÓRIO INFECÇÕES CRÔNICAS E DE REPETIÇÃO, BRONQUIECTASIA Pancreático Insuficiência endócrina e exócrina Nutricional Desnutrição Hepatobiliar Esteatose, cirrose biliar Intestinal Íleo meconial Sistema reprodutor Infertilidade Glândulas sudoríparas Desidratação • Diagnóstico: 2 testes do pezinho com IRT aumentando + teste do cloro no suor alterado ◦ Na presença de íleo meconial diagnóstico somente com teste de cloro no suor • Tratamento: acompanhamento multidisciplinar em centro de referência com manejo nutricional, tratamento de complicações, fisioterapia respiratória e tratamento direcionado a mutação em vigência TOXOPLASMOSE CONGÊNITA • Quadro clínico: maioria assintomático ◦ Clássico: Coriorretinite + calcificações intracerebrais + proteinorraquia • Diagnóstico: IgM para toxoplasmose no teste do pezinho ◦ Teste alterado: solicitar sorologia materna e fetal, fundo de olho, USG de crânio, TC de crânio, liquor, PEATE, hemograma e transaminases DEFICIÊNCIA DE BIOTINIDASE • Deficiência do metabolismo de biotina levando a quadro de crise convulsiva, hipotonia, microcefalia, atraso DNPM, distúrbios visuais e auditivos • Diagnóstico: 2 testes do pezinho alterados • Tratamento: reposição de biotina DISCURSIVA MASTER: TRIAGEM NEONATAL STRIKE: PUERICULTURA STRIKE: IMUNIZAÇÕES DISCURSIVA MASTER: TRIAGEM NEONATAL