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INFECTOLOGIA Síndromes Febris Resumo definitivo para prova • atualização 2026 1/5 DENGUE Agente: vírus dengue (DENV), RNA, família Flaviviridae. Existem 4 sorotipos (DENV-1 a DENV-4). A infecção por um sorotipo gera imunidade duradoura para ele e proteção cruzada apenas temporária para os demais. Transmissão: principalmente pela picada da fêmea do Aedes aegypti infectada. O vetor tem hábitos predominantemente diurnos e urbanos. O ser humano é o principal hospedeiro amplificador no ciclo urbano. Fisiopatologia que cai em prova: viremia + resposta inflamatória. Na fase crítica pode ocorrer aumento da permeabilidade capilar → extravasamento plasmático → hemoconcentração, derrames cavitários e choque. NS1 é antígeno viral, não anticorpo. FASE FEBRIL (geralmente 2-7 dias) • Febre alta de início súbito. • Cefaleia, dor retro-orbitária, adinamia, mialgia/artralgia. • Náuseas, vômitos; pode ocorrer diarreia. • Exantema maculopapular, com ou sem prurido, podendo acometer palmas e plantas. FASE CRÍTICA - atenção à defervescência Surge sobretudo quando a febre começa a cair, em geral entre o 3º e o 7º dia. É quando podem aparecer os sinais de alarme e o extravasamento plasmático. A evolução para choque pode ser rápida. Sinais de alarme: • dor abdominal intensa e contínua; • vômitos persistentes; • acúmulo de líquidos (ascite, derrame pleural/pericárdico); • hipotensão postural e/ou lipotimia; • hepatomegalia >2 cm; • sangramento de mucosa; • letargia/irritabilidade; • aumento progressivo do hematócrito. DECORA: a dengue grave é definida por choque/extravasamento plasmático grave, sangramento grave e/ou disfunção grave de órgãos. Disfunção de órgãos: pode incluir hepatite grave, encefalite, miocardite e outras formas de falência orgânica. Sangramento gastrointestinal é importante, principalmente em pacientes com fatores de risco hemorrágico. FASE DE RECUPERAÇÃO Reabsorção do líquido extravasado, melhora hemodinâmica e da diurese. O exantema pode persistir. É necessário vigiar hiper-hidratação, especialmente após reposição volêmica intensa. DIAGNÓSTICO ESPECÍFICO Até o 5º dia: métodos diretos - RT-PCR, isolamento viral e detecção de antígeno NS1. A partir do 6º dia: sorologia (principalmente IgM). Em áreas com cocirculação de arbovírus, interpretar sorologia com cautela por reações cruzadas. Laboratório típico: leucopenia pode ocorrer; plaquetopenia é frequente; hematócrito em elevação sugere hemoconcentração/extravasamento. A tendência do hematócrito deve ser interpretada junto da clínica e da hidratação. PROVA DO LAÇO Avalia fragilidade capilar, mas tem baixo valor preditivo para gravidade/hospitalização. Não deve atrasar conduta. Técnica clássica: calcular PA média, manter manguito insuflado e contar petéquias em área padronizada. Resultado deve ser interpretado no contexto clínico. CLASSIFICAÇÃO EM 4 GRUPOS Grup o Quem entra Conduta-base A Sem sinais de alarme; sem condição especial/comorbidade relevante/risco social Ambulatorial + hidratação oral + sintomáticos + orientação B Sem sinais de alarme, mas com condição especial, comorbidade, risco social ou sangramento cutâneo induzido/espontâneo Hemograma + observação até resultado + hidratação oral C Com pelo menos 1 sinal de alarme e sem sinal de gravidade Internação + hidratação IV imediata + exames D Choque, sangramento grave ou disfunção grave de órgãos Emergência + expansão rápida + UTI NOTIFICAÇÃO: todo caso suspeito de dengue deve ser notificado. Evitar AAS e AINEs pelo risco hemorrágico. Hidratação oral do adulto (Grupos A/B): referência do MS: 60 mL/kg/dia, sendo 1/3 com solução de reidratação oral e 2/3 com outros líquidos. Analgesia/antitérmico: dipirona ou paracetamol, conforme avaliação clínica. INFECTOLOGIA Síndromes Febris Resumo definitivo para prova • atualização 2026 2/5 DENGUE - CONDUTAS GRUPO A • Acompanhamento ambulatorial. • Hidratação oral e sintomáticos. • Orientar sinais de alarme e retorno imediato se surgirem. • Exames complementares a critério médico, conforme situação epidemiológica e clínica. GRUPO B • Sem sinais de alarme, mas com condição especial/comorbidade/risco social ou manifestação hemorrágica cutânea. • Solicitar hemograma e manter em observação até o resultado. • Se hematócrito normal e estável: seguimento com reavaliação clínica/laboratorial. • Se hemoconcentração ou surgimento de sinal de alarme → Grupo C. GRUPO C - sinais de alarme • Iniciar SF 0,9% 10 mL/kg na 1ª hora imediatamente, sem esperar exames. • Reavaliar após 1 h: sinais vitais, PA, perfusão e diurese. • Manter 10 mL/kg na 2ª hora até avaliação do hematócrito. Cada fase de expansão totaliza no máximo 20 mL/kg em 2 h. • Se não houver melhora clínica/hemodinâmica ou do hematócrito: repetir expansão, até 3 vezes, com reavaliação. • Se melhorar: manutenção com SF: 25 mL/kg em 6 h, depois 25 mL/kg em 8 h. • Se não melhorar → conduzir como Grupo D. Exames do Grupo C: hemograma, albumina e transaminases; imagem pode incluir RX de tórax e USG de abdome para derrames cavitários. Outros exames conforme necessidade. GRUPO D - dengue grave • SF 0,9% 20 mL/kg em até 20 minutos, imediatamente. • Reavaliação clínica muito frequente + hematócrito seriado. • Pode repetir a fase de expansão até 3 vezes. • Se resposta adequada: retornar à condução do Grupo C. • Se choque persiste: interpretar hematócrito. Hematócrito alto sugere extravasamento persistente; hematócrito em queda com choque levanta suspeita de hemorragia/coagulopatia. • Permanecer em UTI até estabilização, mínimo de 48 h. ATENÇÃO: idosos, cardiopatas e pacientes com insuficiência renal exigem ajuste individual dos volumes para evitar sobrecarga. Critérios de alta (principais): estabilidade hemodinâmica por 48 h, ausência de febre por 24 h, melhora clínica, hematócrito normal/estável por 24 h e plaquetas em elevação. CHIKUNGUNYA Agente: CHIKV, vírus RNA da família Togaviridae (Alphavirus). Transmitido principalmente por Aedes aegypti e Aedes albopictus. Marca clínica: artralgia/artrite intensa, muitas vezes incapacitante, tipicamente bilateral/simétrica e mais evidente em extremidades, podendo ocorrer edema e tenossinovite. FASES DA DOENÇA Aguda: até 14 dias. Febre geralmente súbita + artralgia/artrite, cefaleia, mialgia, fadiga e exantema. Idosos podem ter casos sem febre. Pós-aguda: 15 a 90 dias. A febre tende a desaparecer, mas podem persistir/recidivar dor musculoesquelética, artrite/tenossinovite e dor neuropática. Crônica: após 90 dias. Persistência de sintomas articulares, periarticulares e/ou neuropáticos; alguns casos evoluem com artrite inflamatória persistente. Fatores associados à persistência/cronicidade: sexo feminino, idade >45 anos, dor intensa/edema/rigidez/poliartrite na fase aguda, doença articular prévia, diabetes e outros marcadores de maior atividade inflamatória. DIAGNÓSTICO • Fase inicial: RT-PCR/isolamento viral. • Sorologia IgM/IgG conforme tempo de doença; sorologia pareada pode ajudar. • Sempre considerar dengue e Zika no diferencial conforme cenário epidemiológico. TRATAMENTO - FASE AGUDA • Hidratação, repouso relativo e analgesia. • Dipirona ou paracetamol; em dor moderada/intensa podem ser necessários opioides fracos conforme avaliação. • Evitar AAS e AINEs na fase aguda enquanto dengue não estiver excluída. • Não usar corticoide na fase aguda. DECORA: DENGUE = risco de extravasamento/choque. CHIKUNGUNYA = dor articular intensa e possibilidade de persistência >90 dias. INFECTOLOGIA Síndromes Febris Resumo definitivo para prova • atualização 2026 3/5 CHIKUNGUNYA - CONTINUAÇÃO TRATAMENTO - FASE PÓS-AGUDA (15-90 dias) A conduta depende do padrão predominante: • dor musculoesquelética não inflamatória: AINE pode ser considerado após a fase aguda, se não houver contraindicação e dengue tiver sido afastada; • artrite/tenossinovite: prednisona pode ser indicada após o período agudo, com dose, duração e desmame conforme protocolo e perfil do paciente; • dor neuropática: considerar fármacos específicos, como amitriptilina ou gabapentina, conformeavaliação. TRATAMENTO - FASE CRÔNICA (>90 dias) Reabilitação é central. Analgésicos/AINEs e corticoide podem ser usados em casos selecionados. Na artrite inflamatória persistente, o guia do MS propõe hidroxicloroquina como opção preferencial, com reavaliação após cerca de 8 semanas; resposta favorável pode levar à manutenção por meses. Falha pode exigir metotrexato e avaliação reumatológica. Não decorar “hidroxicloroquina por 6 semanas”. O manejo crônico é reavaliado e pode ser prolongado, com monitorização clínica/laboratorial. ZIKA Agente: ZIKV, vírus RNA da família Flaviviridae. Não é o mesmo vírus da dengue, embora compartilhe vetor e família viral. Transmissão: principalmente Aedes; também pode ocorrer transmissão vertical e sexual. Quadro clássico: geralmente leve, com pouca ou nenhuma febre, exantema maculopapular pruriginoso precoce, conjuntivite não purulenta, artralgia, cefaleia e linfonodomegalia. Complicações: síndrome de Guillain-Barré e outras manifestações neurológicas; na gestação, risco de síndrome congênita associada ao Zika, incluindo microcefalia. Diagnóstico: métodos diretos são preferíveis na fase inicial. Referência clássica do MS: RT-PCR em soro até o 5º dia; urina pode ser utilizada até o 15º dia. Sorologia a partir do 6º dia, com cautela para reação cruzada com outros flavivírus. Tratamento: suporte e sintomáticos. Enquanto dengue não estiver excluída, evitar AAS/AINEs. LEPTOSPIROSE Agente: Leptospira spp., bactéria espiroqueta. Reservatórios importantes: roedores, especialmente ratos, que eliminam leptospiras na urina. Transmissão: contato de pele/mucosas com água, lama ou solo contaminado por urina de animais infectados - clássico após enchentes e exposição a esgoto. FORMA ANICTÉRICA / FASE PRECOCE Síndrome febril aguda com cefaleia e mialgia. Achados muito sugestivos: mialgia intensa de panturrilhas e sufusão conjuntival. A maioria evolui sem forma grave. FORMA GRAVE - SÍNDROME DE WEIL Clássica tríade de gravidade: icterícia + insuficiência renal + manifestações hemorrágicas. A icterícia pode ser intensa. Hemorragia pulmonar/alveolar é complicação grave. Pode ocorrer lesão renal com alterações eletrolíticas, inclusive hipocalemia em alguns casos. LABORATÓRIO Leucocitose com desvio, plaquetopenia, aumento de CPK, bilirrubinas e enzimas hepáticas podem ocorrer; ureia/creatinina ajudam a avaliar lesão renal. DIAGNÓSTICO • Fase precoce: métodos diretos, especialmente PCR, têm maior utilidade. • Fase tardia: sorologia ganha importância. • MAT (microaglutinação) é método de referência para confirmação sorológica. TRATAMENTO Antibiótico deve ser iniciado na suspeita. • Casos leves/precoces: doxiciclina ou amoxicilina. • Casos graves/hospitalizados: penicilina cristalina, ampicilina, ceftriaxona ou cefotaxima, conforme protocolo e perfil do paciente. • Suporte intensivo conforme insuficiência renal, respiratória ou choque. DECORA: LEPTOSPIROSE = enchente/urina de roedor + panturrilha + sufusão conjuntival. WEIL = icterícia + IRA + hemorragia. INFECTOLOGIA Síndromes Febris Resumo definitivo para prova • atualização 2026 4/5 FEBRE AMARELA Agente: vírus da febre amarela, RNA, gênero Flavivirus. No Brasil atual: transmissão silvestre. Vetores principais: mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes; primatas não humanos são hospedeiros importantes/sentinelas. Macacos não transmitem diretamente ao ser humano. O último registro de febre amarela urbana no Brasil foi em 1942. Incubação: em geral 3-6 dias após a picada. QUADRO CLÍNICO Início súbito com febre, cefaleia, mialgia, calafrios, náuseas, vômitos e fraqueza. Pode ocorrer sinal de Faget (febre com bradicardia relativa). Muitos melhoram após a fase inicial; uma parcela entra em breve remissão e depois evolui para fase tóxica. FASE GRAVE/TÓXICA Retorno da febre + icterícia, manifestações hemorrágicas, insuficiência hepática e renal, alteração do nível de consciência, choque e falência de múltiplos órgãos. Laboratório: transaminases elevadas, frequentemente AST/TGO > ALT/TGP; hiperbilirrubinemia, plaquetopenia/coagulopatia e disfunção renal podem ocorrer. Não vale decorar “LDL aumentado”. Caso suspeito para vigilância: pessoa não vacinada ou com situação vacinal ignorada, quadro febril agudo com icterícia e/ou hemorragia, associado a exposição recente em área de risco/epizootia. Diagnóstico: métodos moleculares e sorológicos conforme fase da doença e vigilância epidemiológica. Tratamento: suporte; formas graves requerem UTI. Evitar AAS pelo risco hemorrágico. Prevenção: vacinação. FEBRE AMARELA: “febre → melhora breve → piora com icterícia/hemorragia/IRA” é um padrão clássico de prova. MALÁRIA Agente: protozoários do gênero Plasmodium. No Brasil, destacam-se P. vivax e P. falciparum. Vetor: fêmea do mosquito Anopheles. Ciclo: mosquito inocula esporozoítos → fígado → hepatócitos → formação/liberação de merozoítos → invasão das hemácias. A ruptura de hemácias participa dos paroxismos febris e da anemia. CLÍNICA Febre, calafrios, sudorese, cefaleia, mialgia, astenia, náuseas, anemia, esplenomegalia e trombocitopenia. A periodicidade clássica pode aparecer, mas não deve ser exigida para suspeitar. P. vivax: forma hipnozoítos hepáticos, responsáveis por recaídas meses depois sem nova picada. P. falciparum: maior associação com formas graves, por sequestramento de hemácias parasitadas na microcirculação → malária cerebral, insuficiência renal, edema pulmonar, choque etc. DIAGNÓSTICO • Gota espessa: método fundamental para detecção/quantificação. • Esfregaço delgado: ajuda na identificação da espécie. • TDR pode ser utilizado em situações definidas pelo MS. • Em geral: anemia, trombocitopenia, hiperbilirrubinemia e aumento de LDH podem ocorrer. TRATAMENTO - PONTOS ATUAIS (Brasil, 2026) P. falciparum: ACT por 3 dias. Em setembro de 2026, o MS passou a indicar artesunato + mefloquina (ASMQ) como primeira opção; arteméter + lumefantrina permanece esquema ACT reconhecido em protocolos. Associar primaquina em dose única para gametócitos quando não houver contraindicação. Malária grave: artesunato IV é o tratamento de escolha, seguido de esquema oral adequado quando houver condições. P. vivax: tratamento sanguíneo com cloroquina quando indicado + cura radical dos hipnozoítos. Em 2026, o SUS ampliou o uso de tafenoquina em dose única para elegíveis, obrigatoriamente após teste quantitativo de G6PD. Quando tafenoquina não é indicada, usa-se primaquina conforme protocolo. NÃO confundir: “artesunato + mefloquina + lumefantrina” não é combinação tripla. ASMQ e arteméter/lumefantrina são esquemas ACT distintos. INFECTOLOGIA Síndromes Febris Resumo definitivo para prova • atualização 2026 5/5 FEBRE MACULOSA Agentes: bactérias do gênero Rickettsia. No Brasil, R. rickettsii está associada à Febre Maculosa Brasileira, potencialmente grave; R. parkeri costuma produzir quadro mais brando em áreas específicas. Transmissão: picada de carrapato infectado. Contexto epidemiológico é essencial: contato com áreas de mata/grama, carrapatos, capivaras, cavalos e outros hospedeiros. Região Sudeste é importante para R. rickettsii. QUADRO CLÍNICO Síndrome febril aguda com cefaleia intensa, mialgia, náuseas/vômitos e sintomas gastrointestinais. O exantema clássico costuma surgir entre o 2º e o 5º/6º dia, começando em punhos/tornozelos e podendo progredir para tronco, palmas e plantas. A ausência de exantema nos primeiros dias não exclui a doença. A vasculite sistêmica pode evoluir com petéquias/púrpura e acometer SNC, pulmões, coração, rins e fígado. Formas graves podem cursar com encefalopatia, edema pulmonar, choque e falência de órgãos. Laboratório: trombocitopenia, hiponatremia e elevação de transaminases/CPK podem ocorrer. O padrão leucocitário é variável; não use leucopenia isoladamente para excluir ou confirmar. DIAGNÓSTICO ETIOLÓGICO • RIFI (imunofluorescência indireta) em amostras pareadas, buscando elevação significativa de títulos. • PCR pode ser complementar, especialmente em material adequado. • A coleta de exames nunca deve atrasaro tratamento. TRATAMENTO Doxiciclina é o antibiótico de escolha para todos os casos suspeitos, independentemente da idade ou gravidade. Iniciar imediatamente na suspeita, antes da confirmação. Manter por 7 dias ou até 3 dias após o fim da febre, conforme protocolo. Apresentação IV é útil em casos graves. Cloranfenicol é alternativa quando doxiciclina não pode ser usada. Profilaxia: não se recomenda antibiótico profilático para assintomáticos apenas por história de picada de carrapato. DECORA: FEBRE + exposição a carrapato + exantema em punhos/tornozelos → DOXICICLINA IMEDIATA. Não espere sorologia. DIFERENCIAL RÁPIDO DE PROVA Doença Pista que diferencia Dengue Febre alta + mialgia/dor retro-orbitária + plaquetopenia; alarme na defervescência; hemoconcentração. Chikungunya Artralgia/artrite MUITO intensa, simétrica/distal, com edema; pode persistir >90 dias. Zika Exantema pruriginoso precoce + conjuntivite não purulenta + pouca/nenhuma febre. Leptospirose Enchente/urina de roedor + panturrilhas + sufusão conjuntival; Weil = icterícia + IRA + hemorragia. Febre amarela Exposição silvestre + febre; possível remissão breve e retorno com icterícia/hemorragia/IRA. Malária Área de transmissão + febre/calafrios + anemia/trombocitopenia; confirmar com gota espessa/TDR. Febre maculosa Carrapato + febre + exantema em punhos/tornozelos (pode faltar no início); tratar já com doxiciclina. PEGADINHAS QUE VOCÊ NÃO DEVE LEVAR PARA A PROVA 1. NS1 é antígeno da dengue. 2. Na chikungunya, risco de persistência aumenta com idade >45 anos, não