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a) A palavra “epopéia”(l.2) está sendo utilizada em sentido figurado, pois não se refere a um poema longo, mas a uma ação ou série de ações grandiosas. b) A eliminação da primeira ocorrência de “nem”(l.3) e a substituição da segunda(l.4) por e mantêm a correção sintática do período. c) Os termos “brasileiro e negro”(l.5) e “jornalistas brasileiros”(l.6) exercem função sintática idêntica. d) Pode-se, sem alterar a correção do período, substituir “nos quais” (l. 8 a 9) por em que. e) A transformação do trecho “nos quais a palavra Brasil”(l.8 a 9) por nos quais falar no Brasil dispensa outras transformações no texto. Gabarito: E Comentário. A troca sugerida no item e retira do texto o vocábulo “palavra”, referente do adjetivo “associada” em “a não ser quando associada a Pelé”. Com isso, houve prejuízo para a coesão textual (“em países remotos nos quais falar no Brasil não faz o menor sentido, a não ser quando associada a Pelé”). Comentários aos itens corretos: a) Em sentido denotativo (com “d” de “dicionário), é um “poema de longo fôlego acerca de assunto grandioso e heróico”. Em sentido conotativo (figurado) é “uma ação ou série de ações heróicas” (definição do “Aurélio”). A diferença entre sentido denotativo e conotativo já foi objeto de várias questões de prova, inclusive neste último concurso para o Tribunal de Contas da União (provas em 21 e 22 de janeiro de 2006 – próxima questão a ser comentada). b)A conjunção aditiva negativa nem significa “e não”. Por isso, sua retirada de uma oração – que já apresenta um advérbio de negação – e, em seu lugar, a colocação da conjunção “e” não provocariam erro gramatical, tampouco prejuízo para a coerência textual: “Sem ele, talvez o Brasil não tivesse derrotado o complexo de inferioridade de sua sociedade em geral e o racismo velado que se manifestava até no futebol.” 13 c) Tanto “brasileiro e negro” quanto “jornalistas brasileiros” exercem a função de aposto em relação ao termo que sucedem, respectivamente, Pelé e nós. d) A troca do pronome relativo “os quais” pelo “que” (ambos acompanhados da preposição em) não modifica a correção do período: “... em países remotos em que a palavra Brasil não faz o menor sentido...”. 06 - (ACE TCU/2006) Em relação ao texto, assinale a opção incorreta. As barreiras regulatórias vão da dificuldade burocrática de abrir um empreendimento ao custo tributário de mantê-lo em funcionamento. No Brasil, representam 11% da muralha antidesenvolvimento e resultam, na maioria das vezes, da mão pesada do Estado – criador de labirintos burocráticos, de onerosa e complexa teia de impostos e de barreiras comerciais. (Adaptado de Revista Veja, 7 de dezembro de 2005.) a) A substituição de “da” (l.1) por desde a mantém a correção gramatical do período. b) A substituição de “ao” (l. 2) por até o mantém a correção gramatical do período. c) As formas verbais “representam” (l.3) e “resultam” (l. 4) referem-se a “As barreiras regulatórias” (l.1). d) A expressão “mão pesada” (l. 4) está sendo empregada em sentido conotativo. e) A expressão “teia” (l. 5) está empregada em sentido denotativo. Gabarito: E Comentário. As preposições desde e de servem para o estabelecimento limites, sejam reais - físicos ou não – como em “do Oiapoque ao Chuí”, sejam referentes a uma enumeração – “As barreiras regulatórias vão da/desde a dificuldade burocrática de abrir um empreendimento...”. Por sua vez, tanto a preposição a como até são usadas em contraposição àquelas – “... até o / ao custo tributário de mantê-lo em funcionamento.”. Observe a questão de paralelismo sintático – se houver artigo após a primeira preposição (seja ela desde ou de), deve-se empregar artigo 14