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LG – 2o dia | Caderno 1 - Amarelo - Página 15 QUESTÃO 20 Renan Motta Lima O autor do texto acima pretendeu, por meio de uma mensagem marcada por ironia, obter um efeito de humor (no caso, humor negro...). Uma eventual consecução dos seus objetivos tem a ver com a ênfase conferida à função de linguagem emotiva, em razão da presença do pronome possessivo “nossa” , da primeira pessoa. apelativa, por estar centrada no público a quem se deseja um mundo mais vibrante. fática, tendo em vista a sigla da instituição emitente, de difícil decodificação. poética, dado o emprego polissêmico de “vibrante”, estabelecendo intencional ambiguidade. referencial, pelo caráter tipicamente informativo da mensagem formulada. QUESTÃO 21 Para Gabriel Cohn, a informação deve ser entendida como uma matéria que envolve “um processo seletivo, comandado pela disjuntiva ou “ cuja “orientação básica é no sentido da inclusão/exclusão”. Acrescenta que a forma característica da informação nesse processo “é a do sistema, vale dizer, de entidades capazes de construir e manter fronteiras em relação ao que lhe é externo” (Cohn, 2001). Isso nos leva a concluir pelo fato de que a informação não pode ser invocada como panaceia para a participação, principalmente no atual contexto social em que a profusão e a disponibilidade de informações vêm sendo invocadas como o milagre da era da informação que democratiza e possibilita a participação de todos na vida social. É fato que esse processo contribui para a produção de novos sentidos e práticas sociais, mas pergunta Cohn: que novos sentidos seriam estes? Ele aponta para o fato de que é da natureza da informação a redução das incertezas dos sujeitos sociais, mas não por um conjunto de opções interpretativas, e sim pela exclusão, definindo o que é relevante ou não em um determinado sistema ou campo de escolhas. A pergunta que fazemos é a seguinte: quem exclui o que e para quê? Se é pertinente tal pergunta, com ela, enfatizamos a dimensão do poder que envolve os processos informacionais. Esse entendimento relaciona a informação com um tipo de poder que induz a uma interpretação pela exclusão e contrasta com a comunicação já que esta é, fundamentalmente, um processo aditivo, e não de exclusão, operando através da conjuntiva e, como acentua Cohn. Assim sendo, se a informação fecha as opções pela exclusão, a comunicação abre opções, ou seja, caracterizando-se como sendo um processo aberto e expansivo dando lugar à alteridade nas interações sociais. Sob esse aspecto, a informação não deixa de ser uma variável voltada para eliminar as indeterminações dos sentidos ou dos ruídos comunicacionais pela disjuntiva ou, enquanto a comunicação é um processo expansivo voltado para a inclusão e a alteridade das interações sociais. OLIVEIRA, Valdir de Castro. Comunicação, informação e participação popular nos Conselhos de Saúde (fragmento). Disponível em: www.scielo.br. Acesso em 27 jun. 2016. Esse fragmento foi retirado de um trabalho acadêmico formulado no âmbito do Departamento de Comunicação Social da Universidade Federal de Minas Gerais, pelo seu professor titular. No excerto, o professor discorre sobre o papel social da informação, confrontando-o com o da comunicação, mencionando posicionamento de um outro autor a respeito, para quem a informação supera a comunicação, já que esta não apresenta o caráter expansivo daquela. apresenta as características típicas de um processo aditivo, de inclusão. é elemento definitivo na democratização da participação das pessoas na vida social. propicia as condições para o estabelecimento da alteridade como princípio de interação. acaba por provocar, pela definição seletiva de relevâncias, a exclusão de opções.