Prévia do material em texto
Geografia Econômica Material Teórico Responsável pelo Conteúdo: Profa. Dra.Vivian Fiori Revisão Textual: Profa. Ms. Rosemary Toffoli Evolução do pensamento econômico 5 · Introdução · Transformações Econômicas no Mundo: uma Breve Síntese · Autores Clássicos do Pensamento Econômico · Escola Marginalista ou Neoclássica · Geografia Econômica · Apresentar alguns autores e teorias importantes do pensamento econômico. · Evidenciar os processos históricos e econômicos e sua dimensão espacial. Esta unidade tratará da evolução do pensamento econômico, bem como das mudanças empreendidas no mundo, com ênfase nas situações existentes na Europa, difundidas ao mundo e conhecidas como mercantilismo e capitalismo. É fundamental compreender que existem diferentes maneiras de se compreender a questão econômica, tanto na Geografia, quanto em outras ciências ou áreas do conhecimento. É essencial também perceber que o mundo foi se transformando ao longo do tempo e isso alterou as formas de análise do mundo, que atualmente encontra-se num processo cada vez mais integrado economicamente, a qual denominamos de globalização. Leia atentamente o texto da disciplina, realize as atividades propostas e procure ler os materiais complementares. Evolução do pensamento econômico 6 Unidade: Evolução do pensamento econômico Contextualização A economia foi ampliada a partir do momento em que homens e mulheres passaram a produzir excedentes e fazer trocas comerciais. Hoje, ao fazermos isso, trocamos por dinheiro (papel-moeda), ou pelo dinheiro em forma de cartões de crédito, cartões de débito ou cheques, por exemplo. Podemos considerar que o dinheiro é um equivalente de troca, tornado uma mercadoria de equivalência entre as trocas comerciais. Contudo, as formas de equivalência, ao longo da história e também conforme os lugares, eram muito variados. Era mais comum, num primeiro momento, que fossem trocados produtos in natura. Desse modo, alguém que pescava trocava com outro grupo seu produto da pesca com, por exemplo, outro que cultivava trigo. Fazer a proporção entre quantos peixes valiam x de trigo era sempre algo complicado. Com o passar do tempo, alguns povos definiram uma moeda-mercadoria, ou seja, as trocas seriam feitas a partir de um só equivalente num determinado lugar ou por um determinado povo. Tornaram-se moeda-mercadoria, por exemplo, o sal (de onde vem a palavra salário), o arroz, conchas, gado, trigo etc. Isto é explicado no site do Banco Central (BC) do Brasil1 , que assim comenta: O sal foi outra moeda–mercadoria; de difícil obtenção, principalmente no interior dos continentes, era muito utilizado na conservação de alimentos. Ambas deixaram marca de sua função como instrumento de troca em nosso vocabulário, pois, até hoje, empregamos palavras como pecúnia (dinheiro) e pecúlio (dinheiro acumulado) derivadas da palavra latina pecus (gado). A palavra capital (patrimônio) vem do latim capita (cabeça). Da mesma forma, a palavra salário (remuneração, normalmente em dinheiro, devida pelo empregador em face do serviço do empregado) tem como origem a utilização do sal, em Roma, para o pagamento de serviços prestados. Posteriormente, alguns povos e civilizações começaram a usar da moeda em forma de metal, num primeiro momento, em estado natural e, depois, cunhadas em moedas de ouro, prata etc. que geralmente eram pesadas, daí que os nomes de várias moedas fazem referência ao peso, tais como: peso, libra etc. Na Idade Média, sobretudo na Europa, passou-se a guardar ouro, minerais de valores, ou até mesmo moedas com ourives que em geral davam um recibo. Começa a surgir o embrião do que viria a ser o papel-moeda. Atualmente, convivemos com diversas formas de dinheiro, cujas transações são cada vez mais eletrônicas. Leia o texto da disciplina e terá mais informações de como o pensamento econômico foi evoluindo, assim como o mundo foi se transformando e tornando-se mais complexo, tanto quanto as formas de dinheiro. 7 Introdução Nesta unidade, discutiremos as seguintes temáticas: os autores clássicos do pensamento econômico; algumas mudanças no mundo econômico, em seu contexto histórico e espacial e, por fim, as diferentes concepções de Geografia Econômica. Transformações Econômicas no Mundo: uma Breve Síntese Embora se considere que o nascimento da Economia como ciência é representada pela publicação do livro “A Riqueza das Nações”, de Adam Smith, em 1776, deve-se ter em mente que a discussão sobre as relações econômicas é mais antiga, e permeia todas as sociedades, desde o início da civilização humana. Desde as sociedades consideradas mais primitivas, o ser humano teve de aprender a organizar o trabalho, dividindo as tarefas entre pessoas que caçavam, pescavam, que praticavam a agricultura ou a pecuária. Devemos ressalvar que nem todas as situações sociais e econômicas ocorreram do mesmo modo com todos os povos ou sociedades, tampouco em todos os lugares. Em geral, à medida que a produção primitiva foi aumentando, estabeleceram-se as trocas, o intercâmbio de itens que se tornaram excedentes em um grupo, para outros grupos. Com a evolução das técnicas (ainda que locais), a domesticação de animais e plantas e o emprego de ferramentas agrícolas liberaram mão-de-obra para a prática do comércio e de alguns tipos de manufaturas. Um dos primeiros povos a pensar sistematicamente como esta produção se organizava foram os gregos. O pensamento filosófico da Grécia incluía vários setores da atividade humana: a astronomia, a matemática, a agricultura, a política e, também, a economia. O próprio termo “economia” deriva das palavras gregas oykos, que significa “casa”, e nomos, que significa “norma”. Ou seja, o termo economia tem relação com as “normas da casa”, as regras que determinam como se estabelecem as relações de produção, de troca e de uso final dos bens e serviços produzidos pelo homem. Obviamente, o universo grego era muito mais restrito comparativamente ao complexo econômico existente hoje, no século XXI. Assim, devemos relativizar o conhecimento grego, de acordo com as práticas e a realidade de sua época. A relação dos gregos com a economia estava totalmente vinculada ao pensamento filosófico grego como um todo. Para Platão, autor de “A República”, as atividades ligadas ao comércio, por exemplo, eram indignas do ser humano, pois tiravam-lhe tempo do lazer, da prática de atividades filosóficas ou políticas. O trabalho duro deveria ser feito pelas castas inferiores, e a cobrança de juros era abominada. Platão acreditava que a felicidade residia em abrir mão dos bens materiais e propriedades, e tudo deveria ser comum a todos. Já Aristóteles, discípulo de Platão, acreditava que, como as pessoas são desiguais, não podem ter a mesma proporção na divisão dos bens comuns, pois seria injusto. Acreditava na propriedade particular, porque achava que a disputa pelos bens promovia a competição e o crescimento. 8 Unidade: Evolução do pensamento econômico O império Romano absorveu grande parte do pensamento grego, o que o fez adotar diversas ideias e também aprimorá-las. Por ser um Império de grande extensão territorial, cujas fronteiras estavam constantemente em expansão, havia grande intercâmbio de mercadorias, além de uma divisão social do trabalho bem maior que nas polis (cidades-Estado gregas). Havia uma riqueza muito grande em circulação, organizada principalmente ao redor das cidades, que tinham sempre, em seu entorno, mercados públicos, onde se vendia tanto produtos locais, quanto trazidos de outras províncias. Com a decadência do Império Romano, no período da Idade Média (séculos V-XV), houve certa decadência desta pujança econômica no continente europeu, já que as relações eram baseadas, eminentemente, no feudalismo. A circulação de bens era muito mais restrita, permanecendo quase sempre em escala regional. Além disso, a filosofia de trabalho, baseada nas ideias da Igreja Católica, condenava diversaspráticas ligadas à acumulação de bens, como a cobrança de juros. Conforme explica Leo Huberman, o mundo medieval europeu tinha nas corporações de ofícios sua principal forma de trabalho, muito diferente do que conhecemos atualmente com o capitalismo: Mas as corporações de artesãos na Idade Média eram diferentes. Todos os que se ocupavam de um determinado trabalho – aprendizes, jornaleiros, mestres artesãos- pertenciam à mesma corporação. Tanto mestres como ajudantes podiam fazer parte da mesma organização e lutar pelas mesmas coisas. Isso porque a distância entre o trabalhador e o patrão não era muito grande. (HUBERMAN, 1985, p. 64). Apenas com o Renascimento europeu, no século XV e, em seguida, com as grandes navegações, a descoberta de novas terras (colonialismo) e a abertura de novas rotas comerciais, foi que o conhecimento econômico foi novamente valorizado, pois havia necessidade de se “pensar” acerca do mundo da produção e da circulação de bens e valores intercontinentais. A filosofia e a religião fizeram um papel importante nesse ponto. O pensamento ligado ao Calvinismo – doutrina religiosa protestante, que exaltava o individualismo e a prosperidade – ganhou força, especialmente na Holanda e nos países nórdicos. Você sabia? A Liga Hanseática A Liga Hanseática, ou Hansa, foi uma associação comercial, existente entre cidades pertencentes ao Sacro Império Romano Germânico. Está relacionada ao renascimento comercial, que se iniciou no século XIII, em que as diversas cidades comerciais do norte da Europa começam a se organizar para defender seus interesses O feudalismo – sistema econômico que prevalecia na Europa durante a Idade Média – foi desaparecendo, gradativamente, à medida que surgiam novas relações, baseadas na circulação em escala mais ampla, entre cidades, Estados, principados e as novas colônias de além-mar. Surge, assim, o mercantilismo. 9 A era mercantilista é marcada pelo enriquecimento rápido das nações que estavam mais conectadas ao comércio e produção de mercadorias nas colônias. Primeiramente, Portugal e Espanha enriqueceram com suas colônias. Em seguida, este espaço foi ocupado pela Holanda (Países Baixos), França e, principalmente, pela Inglaterra. Vários elementos econômicos essenciais ainda hoje, como a moeda, o câmbio, o padrão- ouro, difundiram-se nesse período. Havia muitas discussões entre pensadores da época mercantilista, sobre qual era a melhor maneira de propiciar o enriquecimento das nações. Havia os defensores do aumento das exportações e pelo protecionismo, ou seja, a proteção da produção nacional contra a concorrência estrangeira, como foi o caso do francês Jean Baptiste Colbert. Para o também francês Richard Cantillon, o principal elemento de incremento da riqueza de um país estava no trabalho e no valor da terra (SOUZA, 2003). O mercantilismo, bem como o pacto colonial e o aumento do comércio entre as nações, ocasionou mudanças fundamentais para o surgimento de um novo sistema econômico, o capitalismo. O acúmulo de riquezas da era mercantilista ocasionou o fortalecimento do uso de moedas metálicas nas trocas internacionais, trazendo mais segurança. Além disso, a escala aumentada de circulação levava a uma situação de competição entre agentes financiadores, reduzindo os juros e aumentando diversos tipos de investimentos. Essas foram as bases do capitalismo, que se difundiram mais a partir do século XVIII e século XIX. O sistema capitalista começa a adquirir destaque quando surgem as primeiras levas de trabalhadores assalariados, que são empregados por companhias comerciais. Cada companhia pertence a um proprietário, ou seja, alguém que é dono de um meio de produção. Ao trabalhador cabe apenas “vender” sua força de trabalho, mediante um pagamento, que é o salário. O surgimento da burguesia como classe privilegiada, em detrimento da nobreza, é uma das características iniciais do capitalismo. Os burgueses dedicam-se ao artesanato e ao comércio, ou seja, é deles que provém a comercialização e distribuição das riquezas, sejam oriundas da agricultura, da pecuária ou do tráfico de escravos das colônias. Durante o capitalismo comercial, a classe dos burgueses cresceu, especialmente em nações como Inglaterra e Holanda, financiando o comércio internacional, a produção colonial e as manufaturas. O potencial de transformação das manufaturas agregava valor às mercadorias. Isso significa dizer que o valor de uma arroba de algodão cru é bem menor que o valor do mesmo algodão já beneficiado e trabalhado. Portanto, o capitalismo ampliou as possibilidades de divisão social do trabalho. Havia, assim, a burguesia, os agricultores, os trabalhadores assalariados, os funcionários de governo, entre tantas outras atividades que foram criadas a partir daí. 10 Unidade: Evolução do pensamento econômico Você sabia? Ética Protestante A obra de Max Weber (1864-1920) “A ética protestante e o espírito do capitalismo”, retrata a existência de um comportamento ético acerca da acumulação de riquezas. Esse modo de pensar, de acordo com o autor, teria surgido juntamente com a propagação do protestantismo, nas nações anglo-saxônicas e do norte da Europa. Para Weber, a economia tradicional encarava o trabalho apenas como um fator necessário para sobrevivência, e não como valor em si. Já a “ética protestante” considera que a recompensa material será dada àqueles que tiverem méritos durante sua existência terrestre, ou seja, que tenham trabalhado arduamente para obter êxito. Esta visão, segundo o autor, favoreceu o desenvolvimento do sistema capitalista, já que a riqueza passa a ser considerada fruto do trabalho, ou seja, os méritos do trabalho árduo e da dedicação levam à prosperidade do indivíduo. No contexto das transformações que tomaram a Europa no século XVIII - como a Revolução Francesa e a Revolução Industrial - surgiu uma nova corrente teórica econômica, a Fisiocracia. Para os fisiocratas, havia três classes: a produtiva, dos agricultores; a classe dos proprietários de terras; e a classe estéril, ou seja, os que se ocupam do comércio, indústria e prestação de serviços. Assim sendo, apenas a agricultura era verdadeira geradora de riqueza, contrariando a opinião de pensadores de outras correntes, como Turgot (1727-1781), que defendia que o trabalho e a livre circulação de mercadorias eram formas de desenvolver o país. A economia fisiocrata era bastante organicista, para o que talvez tenha contribuído o fato de que seu maior pensador, François Quesnay (1694-1774), fosse médico. Era um modelo econômico liberal, que pregava a livre circulação e a mínima intervenção governamental na economia. Foi nesse período histórico que começou a referir-se aos estudiosos desses assuntos como “economistas”. Os economistas fisiocratas acreditavam no princípio da auto-regulação dos mercados e no “laissez-faire” (deixar fazer). Porém, a crença na superioridade econômica da produção agrícola tornava os fisiocratas extremamente tolerantes à nobreza e à oligarquia. A Revolução Industrial, tanto em seu princípio (século XVIII na Inglaterra) como durante todo o século XIX, levou a mudanças sem precedentes nos fatores de produção. A industrialização alterou o equilíbrio de poder que existia no mercantilismo, levando a Inglaterra a dominar o cenário econômico mundial. A seguir, vamos destacar alguns autores importantes para o pensamento clássico ocidental. 11 Autores Clássicos do Pensamento Econômico As teorias econômicas clássicas baseiam-se, essencialmente, nos seguintes pilares: do individualismo, no qual o trabalho e o esforço pessoal de cada um, ao gerar um bem individual, contribuem para o bem coletivo; e do liberalismo, segundo o qual a maior liberdade dada aos agentes econômicos e o mínimo de interferência, resulta em efeitos mais benéficos para o conjunto da sociedade. No ambiente ideológico no qual a Inglaterra torna-se uma potência, surge Adam Smith (1723-1790), que publica o livro “A Riquezadas Nações”, contextualizada no período da Revolução Industrial inglesa. Sua teoria baseia-se na existência de uma “mão invisível” do mercado, que não seria nada sobrenatural, e, sim, baseada numa racionalidade presente no equilíbrio entre oferta e procura de bens. Para Smith, os consumidores sempre tentam adquirir mais bens por menores preços, ao passo que os produtores buscam obter mais lucros pelos seus produtos, pagando menos pelos insumos utilizados na produção. Caberia ao Estado assegurar este ambiente, de liberdade máxima dos agentes de mercado, além do direito de propriedade e outros serviços, como saúde e educação, segundo sua teoria. O crescimento das nações seria, então, propiciado pelo incremento da produção, conforme nos explica Souza: O trabalho fica ainda mais produtivo com o emprego de mais capital; a maior produtividade resultante incrementa o valor do produto total, por unidade de tempo. São as trocas e a expansão das áreas de mercado que aumentam a demanda, possibilitando maior volume de produção, com menor custo (economias de escala), mediante o emprego de trabalho e capitais adicionais. A sequência maior escala, menores custos, maior produtividade dos fatores capital e trabalho e maiores lucros, implica em novos investimentos e geração de novos empregos; em suma, implica no crescimento econômico nacional. (SOUZA, 2014, p. 13). Adam Smith foi o primeiro a elaborar um modelo abstrato que explicava, minuciosamente, o funcionamento interno do sistema capitalista (HUNT,1981). Se pensarmos no contexto histórico e geográfico em que Smith vivia, podemos perceber mais facilmente como isso ocorreu. A Inglaterra era a nação mais rica do mundo, palco da Revolução Industrial, influenciando o mercado internacional. A renda obtida com o comércio exterior era muito maior do que a do comércio interno, fazendo com que o país agisse de modo a influenciar os demais, em busca de mercados consumidores. As maiores invenções do período foram inglesas, como a máquina a vapor, criada por James Watt, que propiciou o desenvolvimento de todo um sistema tecnológico envolvendo propulsão, fazendo surgir os trens e a navegação a vapor, além de indústrias. 12 Unidade: Evolução do pensamento econômico Adam Smith foi o primeiro a creditar à produção o destino da sociedade humana, ou seja, as relações entre os homens, bem como a própria existência humana, são determinadas pelas relações de produção. Essa ideia permaneceria em vários outros pensadores da economia, como Karl Marx, por exemplo. Já David Ricardo (1772-1823), filho de ricos capitalistas ingleses, criou uma teoria econômica que explica como o crescimento demográfico, ao longo do tempo, prejudica a economia nacional. Para ele, as melhores terras eram ocupadas primeiro, passando-se, gradativamente, para outras de menor qualidade, o que reduz a produtividade. Em última análise, esgotadas as possibilidades, a produção nacional cai, reduzindo a renda, gerando desemprego e queda nos investimentos, afetando toda a economia. A solução encontrar-se-ia no controle de natalidade e na livre importação de alimentos (outro teórico que tratou disso foi Thomas Malthus). Outra proposição importante na teoria de Ricardo, que é muito importante em termos de Geografia Econômica, diz respeito às vantagens comparativas. David Ricardo acreditava que os países não necessitavam de vantagem absoluta em tudo, mas poderiam ter vantagens em alguns setores, com relação a outros, gerando uma competição saudável no âmbito do sistema capitalista. Saiba Mais Malthus e sua teoria da população Thomas Malthus (1766-1834) era de uma família inglesa rica, e estudou na Universidade de Cambridge. Nasceu no período de transição de uma Inglaterra agrária, dominada pela nobreza, para um país urbano, onde a burguesia exercia o poder. A urbanização mais acelerada, o aumento da produtividade e a grande massa de trabalhadores influenciaram as ideias malthusianas. Para Malthus, a população cresce em progressão geométrica (2,4,16...), ao passo que a produção de alimentos cresce em progressão aritmética (1,2,3...). Assim sendo, seria necessário controlar o aumento da população, para que não houvesse escassez. Malthus contrapunha-se, especialmente, ao economista francês Jean-Baptiste Say, criador da chamada lei de equilíbrio dos mercados, ou lei de Say, segundo a qual a “oferta cria sua própria procura”. Segundo Malthus, a queda no consumo ocorria quando não havia demanda efetiva, por conta da queda de renda ou redução dos salários reais da população. Ao longo do tempo, isso leva a um declínio na acumulação por parte das empresas. Outro autor importante que tratou de economia foi Karl Marx (1818-1883), filósofo e pensador alemão do século XIX, que buscou criar uma teoria econômica baseada na realização do capital por meio do Valor-Trabalho (ideia originalmente discutida por David Ricardo). Sua principal obra é conhecida como “O capital”, que forma um conjunto de livros nos quais há críticas ao capitalismo e propõe alguns conceitos para analisar o modo capitalista de produção. Marx observou que o sistema capitalista está sujeito a crises alternadas de superprodução e de estagnação, momentos em que há movimentos do capital, favorecendo o surgimento de desigualdades em sua distribuição. Para Marx, o valor do trabalho para se produzir uma mercadoria corresponde ao tempo necessário que é empregado para sua fabricação. A partir daí, Karl Marx elabora uma teoria sobre o desenvolvimento do materialismo histórico, ligando a existência humana aos modos de produção. Evidenciando o modo de produção capitalista, a produção de mercadorias, as formas de trabalho no capitalismo e as diferenças das classes sociais. 13 Escola Marginalista ou Neoclássica Se para os economistas clássicos a desigualdade na aferição da renda da terra e o valor- trabalho são os pilares da economia, os marginalistas – também chamados de neoclássicos – creem que a maximização da utilidade dos bens, pela vasta gama de consumidores e produtores de uma sociedade, é que estabelece os preços e quantidades de mercadorias a serem produzidas. O termo marginalista relaciona-se com margem, no sentido de que a decisão de produção e consumo é tomada com base numa margem de relação entre custo e benefício. A base do pensamento marginalista está na microeconomia, ou seja, nas decisões individuais de consumo. Prioriza, ainda, a demanda em detrimento da oferta, o que significa que a busca por satisfação de necessidades leva os consumidores a adquirirem determinados bens, e não está relacionada necessariamente com sua oferta. Existe uma abordagem hedonista da utilidade dos bens, ou seja, as pessoas são influenciadas por seus gostos, que determinam a quantidade demandada de cada bem, de acordo com certos aspectos psicológicos. Apesar disso, o pensamento marginalista considera a existência da racionalidade nas relações de produção e consumo, defendendo ainda o livre mercado e o equilíbrio estabelecido pelo próprio mercado (SOUZA, 2003). O principal teórico marginalista é Alfred Marshall (1842-1924), que estabeleceu, no livro “Princípios de Economia”, alguns critérios pelos quais os preços são formados. Para Marshall, quanto mais útil for um bem, mais ele será procurado pelas pessoas, o que aumentará seu valor e seu preço. A valorização deste produto fará com que mais firmas tentem fornecê-lo, de modo a ampliar seus lucros. O equilíbrio de mercado seria encontrado no momento em que passe a existir um mesmo preço para compradores e vendedores. Desse modo, houve diferentes autores clássicos e neoclássicos que contribuíram para o pensamento econômico. A partir do século XIX-XX é estabelecida uma hierarquia capitalista, com países centrais industrializados – basicamente os países europeus e mais os Estados Unidos da América, e países de economia agrícola e fornecedores de matérias-primas, como o Brasil. Começa a desenhar-se, em finais do séculoXIX, um mercado internacional, no qual os eventos desencadeados em um lugar podem afetar a todos, como ficou comprovado no episódio da quebra da Bolsa de Valores de Nova Iorque, em 1929. A divisão internacional do trabalho, cujo conceito é central na teoria econômica de Marx, intensifica-se na segunda metade do século XX, em função da integração entre as economias dos países, com grande fluxo de produtos entre regiões produtoras e transformadoras. Este mercado internacional amplia-se ainda mais após o fim da Segunda Guerra Mundial (1939-1945), com a necessidade de reconstrução das forças produtivas de Europa e Japão, arrasados pela guerra. Esse período marca também a ascensão dos Estados Unidos como potência máxima do mundo capitalista, com uma economia pujante, que cresce à custa de um imenso e rico mercado interno. 14 Unidade: Evolução do pensamento econômico A moeda norte-americana, o dólar, passa a ser uma espécie de unidade de medida monetária internacional, o que torna o mundo capitalista “satélite” da economia norte-americana, que detém o poder de estabelecer preços e condições das mais diversas mercadorias mundo afora. Neste mundo em constante integração econômica, foi surgindo uma necessidade crescente de compreensão dos diversos fatores que influenciam a produção, distribuição e consumo das mercadorias, elevando a ciência econômica ao centro das inquietações da sociedade. A Economia passa a relacionar-se de forma mais dinâmica com outras áreas do conhecimento, como o Direito, a Política, a Matemática e, indubitavelmente, com a Geografia. Enquanto ciência, a Geografia buscou aprimorar sua noção de como as relações econômicas interagem espacialmente, promovendo a distribuição tanto dos fatores de produção como também da população pela superfície do globo. Num mundo cada vez mais global, novos atores vão emergir, este é o caso da China, que vem se destacando como o país de maior crescimento econômico no mundo, bem como novas teorias econômicas vão surgir para buscar compreender o processo de globalização que se intensifica com as inovações técnicas de transportes e comunicação, que vão ampliar as trocas comerciais e os sistemas produtivos no final do século XX e no começo do século XXI. Tais mudanças vão acarretar novas fases do capitalismo, com o capitalismo financeiro cada vez mais forte no mercado e vários e sucessivas crises globais. Novos patamares nas relações de comércio internacional, com a circulação de mercadorias por meio de contêineres e navios gigantes e super portos modernos, que possibilitam a integração do comércio mundial. Cabe também à Geografia estudar tais questões. A seguir, vamos evidenciar as mudanças pelas quais a questão econômica passou a ser tratada pela Geografia. 15 Geografia Econômica A Geografia Econômica é uma parte do conhecimento geográfico que busca analisar as atividades econômicas de forma espacial. Contudo, sua forma de análise pode variar conforme a perspectiva geográfica e ao longo do tempo. Segundo Claval (2005), existe um campo do conhecimento econômico chamado “Economia Espacial”, cujo objetivo é investigar como os custos de transporte e a localização das atividades econômicas interferem nos lucros. Os primeiros trabalhos neste campo do conhecimento se deram com Von Thunen, em 1826, ao estudar a localização da produção agrícola. No final do século XIX, consolida-se a sistematização da Geografia como disciplina acadêmica, por meio dos trabalhos de Friedrich Ratzel e Paul Vidal de La Blache, entre outros. Devemos ter em conta o contexto econômico desse período: o amplo desenvolvimento dos sistemas de transporte, especialmente das ferrovias e navegação a vapor, impulsionava o desenvolvimento e alterava rapidamente a fisionomia das regiões, principalmente por meio da introdução da produção em escala. Lembramos que a sistematização da Geografia, iniciada pelo determinismo alemão, foi continuada com as teorias possibilistas de Vidal de La Blache, na França, que inauguraram a noção de ‘gênero de vida’, fundamental para a Geografia Econômica. Tal teoria enxerga no homem um agente transformador do meio, utilizando-se da técnica para ampliar suas condições de sobrevivência e desenvolvimento. Uma das principais inovações da construção teórico-metodológica de Vidal de La Blache está na adoção do estudo das regiões como base para análise das relações entre o homem e o meio. A despeito das contestações acerca deste método, sua obra influencia, posteriormente, as escolas de planejamento regional, importante instrumento de política do século XX. Após a Primeira Guerra Mundial (1914-1918), ganha corpo a ideia de que a Geografia deve afastar-se de uma perspectiva descritiva, com ares de conhecimento especulativo, para algo de caráter mais mensurável e científico. A evolução dos sistemas técnicos havia levado o mundo a um conjunto assustador de novas possibilidades de conhecimento. Tendo isso em mente, torna-se mais fácil entender o interesse de tais estudiosos em compreender o fenômeno da localização espacial da produção. Com a evolução técnica, começa a esboçar-se uma conexão entre sistemas produtivos, além do aumento do intercâmbio de mercadorias entre regiões e países. Ao longo do século XX, começam a surgir teorias a respeito da localização espacial da produção, especialmente entre geógrafos europeus, japoneses e norte-americanos. Neste período, não é possível precisar uma diferenciação entre o conhecimento geográfico e o econômico, já que os trabalhos desenvolvidos envolvem pesquisadores de variadas formações. A partir da década de 1930, alguns acontecimentos levam a um maior desenvolvimento do campo da Geografia Econômica, especialmente para uso no planejamento. 16 Unidade: Evolução do pensamento econômico A crise econômica, ocasionada pela quebra da Bolsa de Nova York, em 1929, levou a um processo de maior intervenção dos Estados Nacionais no setor econômico. As teorias econômicas de John Maynard Keynes – conhecidas genericamente pelo termo “keynesianismo” – passam a figurar como solução para a crise de superprodução do sistema capitalista. Mesmo em uma nação reconhecidamente liberal em seus aspectos econômicos, como os Estados Unidos, passa-se a reconhecer a necessidade de uma intervenção estratégica do Estado para correção das atividades econômicas. No governo do presidente Franklin Delano Roosevelt cria-se um conjunto de ações conhecidas como New Deal – “novo acordo” – que passam, principalmente, pela ação do governo no desenvolvimento da infraestrutura do país, especialmente nos setores de energia, transportes e habitação. Estas políticas demandam um conhecimento de como dadas ações, em pontos estratégicos do território, podem levar ao estabelecimento de novas atividades e setores produtivos, impulsionando a economia. A teoria dos lugares centrais, de Walter Christaller (1933) é uma tentativa de explicação de como os espaços se organizam em função da produção. A despeito de possíveis críticas ao perfil especulativo desta teoria, ela é um marco fundamental da Geografia Econômica e Urbana, tendo influenciado, posteriormente, diversos autores. No pós Segunda Guerra Mundial (1939-1945), surge uma nova visão da Geografia, focada em dados estatísticos e quantitativos. A análise espacial passa a ser vista como algo mensurável e quantificável, com a incorporação de novas técnicas e utilização de equipamentos. Este viés favoreceu o surgimento de muitos estudos de Geografia Econômica em diversos países. No Brasil, especificamente, já existia o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (1937), que passou a publicar, regularmente, dados importantes sobre a evolução do panorama brasileiro, em seus vários aspectos – sociais, econômicos e políticos – permitindo a construção de análises fundamentais para o planejamento governamental e para a atividade econômica em geral. O surgimento e rápido desenvolvimento das tecnologias dos satélitesderam início aos primeiros sistemas de posicionamento global, cuja utilização foi banalizada de modo assustador no inicio do século XXI. As possibilidades tecnológicas de conhecimento e dominação dos territórios ampliam-se dramaticamente, tomando proporções nunca vistas. Contudo, o que chegava aos livros didáticos de Geografia, e, mesmo algumas produções acadêmicas, era bastante tradicional. Preocupavam-se mais em descrever o que se produzia e onde, do que com as implicações existentes nesta produção e sua relação com o território. Aquela visão: qual é o maior produtor de petróleo do mundo? Onde se localizam os maiores produtores de café? Ou a descrição das produções por países. Tudo isto é Geografia Tradicional! Como forma de elaborar novas concepções de análise da Geografia Econômica num mundo cada vez mais global e desigual, a escola geográfica Crítica surge em meados da década de 1970, influenciada especialmente pelo pensamento econômico marxista. Entre seus principais teóricos destacam-se Neil Smith, David Harvey, Edward Soja e Milton Santos. Sua principal característica é a busca de criação de análises espaciais que incorporassem as contradições do espaço geográfico, especialmente das desigualdades existentes, tanto entre países como no âmago das regiões. 17 Os métodos da Nova Geografia, ou Geografia Teórico-Quantitativa – extremamente calcados em modelos matemáticos e nas ciências exatas – apresentavam dificuldades em explicar determinados contextos sobre as desigualdades espaciais, considerando-se os processos históricos e políticos. De acordo com a geógrafa brasileira Bertha K. Becker, ao tratar sobre a Geografia Crítica: [...] Será a leitura qualitativa da realidade concreta revelada pelo espaço geográfico, com suas tensões e contradições, derivadas das relações sociais, econômicas e políticas, que irá marcar a geografia crítica e os novos horizontes conceituais e metodológicos a ela associada. Essa corrente defendia, sobretudo, uma geografia menos “neutra” e, portanto, mais engajada com os princípios de justiça social, diminuição das desigualdades sociais e regionais. (BECKER, 2010, p. 28). Alguns dos principais autores da escola conhecida como Geografia Crítica são: David Harvey Norte-americano, que aponta a acumulação flexível do capital como o mais recente estágio no processo de acumulação na sociedade capitalista. Tal processo estaria ligado tanto à localização da produção, como também as relações entre capital e trabalho, apoiando-se nas possibilidades dadas pelas novas tecnologias para privilegiar a acumulação de capitais. Neil Smith Que procurou desenvolver a teoria marxista de desenvolvimento desigual e combinado em âmbito geográfico, explicitando como o capitalismo altera as relações entre os lugares, produzindo e ampliando desigualdades, o que contraria os princípios econômicos liberais, presentes na obra de David Ricardo, por exemplo. Milton Santos Geógrafo brasileiro que produziu uma teoria explicativa do espaço geográfico como sendo um conjunto combinado de dois sistemas – um sistema de objetos e de ações – que orientam os fluxos de mercadorias, pessoas e informações. Além disso, Santos teoriza que este conjunto é dotado de fixos, que são os sistemas de engenharia, indústrias, que servem à expansão do capital por meio dos fluxos, que são as mercadorias, informações, dados e serviços móveis. Tornando, assim, os atores hegemônicos (donos dos meios de produção do grande capital) fundamentais na compreensão dos usos corporativos do território. Assim, a partir da escola da Geografia Crítica busca-se tratar da questão econômica, observando-se a divisão territorial do trabalho e o papel que os países, regiões ou determinados territórios têm dentre desse processo de economia global. A partir da análise crítica evidenciou-se a diversidade e desigualdade existente no mundo econômico, tanto entre países como também internamente. A análise do território tornou-se importante ferramenta da Geografia, sob o viés político, social e econômico. Outro aspecto essencial foi a elaboração de teorias e conceitos geográficos para analisar a questão econômica. Este foi o caso do conceito de circuito espacial de produção usado por Milton Santos. Este conceito leva-nos a compreender todas as fases pelas quais passam uma determinada produção, desde a matéria-prima até sua produção final e consumo. Isso permite verificar a multilocalização da produção, da circulação e do consumo das mercadorias. 18 Unidade: Evolução do pensamento econômico Aprofundando o Tema Circuito Espacial de Produção O mundo encontra-se organizado em subespaços articulados dentro de uma lógica global. Já não podemos falar de circuitos regionais de produção. Com a crescente especialização regional, com os inúmeros fluxos de todos os tipos, intensidades e direções, temos de falar de circuitos espaciais da produção. Essas seriam as diversas etapas pelas quais passaria um produto, desde o começo do processo de produção até chegar ao consumo final. Se quiséssemos, por exemplo, conhecer os circuitos produtivos da agroindústria de cana-de-açúcar, teríamos de observar todos os momentos da produção, desde o plantio de cana até o consumo do álcool, do açúcar ou de outros derivados. Teríamos de observar, então, vários itens distintos, sobre a matéria-prima – local de origem, formas de seu transporte, tipo de veículo transportador etc. ; sobre a mão-de- obra -, qualificação, origem, variação das necessidades nos diferentes momentos da produção etc.; sobre estocagem – quantidade e qualidade dos armazéns, dos silos, proximidade da indústria, relação entre estocagem e produção etc.; sobre transportes – qualidade e diversidade das vias de transportes dos meios de transportes etc.; sobre a comercialização – existência ou não de monopólio de compra, formas de pagamento, taxação de impostos etc.; sobre o consumo – quem consome, onde, tipo de consumo, se produtivo ou consumitivo etc. Se formos estudar os circuitos espaciais da produção canavieira do Estado de São Paulo, produtos de mais de 50% da colhida no país no ano de 1980, poderíamos começar estudando seu plantio numa das áreas produtoras e terminá-lo onde há o consumo do álcool e do açúcar e seus derivados”. Fonte: Extraído de SANTOS, Milton. Urbanização brasileira. 2008, p. 55-56. Desse modo, houve um avanço em relação aos estudos de Geografia Econômica a partir das teorias e concepções críticas. Finalizando esta unidade, verificou-se que a questão econômica pode ser analisada por diversas ciências e que a Geografia tem sido mais uma a compreender as mudanças empreendidas pelo mundo econômico. O mundo foi se tornando mais complexo, com novas formas de produção econômica, novas técnicas e de forma cada vez mais global. A divisão social e territorial do trabalho é hoje mais complexa, com mais atividades existentes e cada vez mais multilocalizada. Um mesmo produto, por exemplo, pode ser produzido em diferentes etapas e regiões do mundo. Importante perceber que a dimensão econômica na Geografia deve ter caráter espacial, assim como é essencial relacioná-las a outras dimensões – política, social, entre outras. Ao longo da história da Geografia, a questão econômica deixou de ser apenas uma descrição de fatos econômicos, localizações puras e simples, para tornar-se um estudo integrado de situações políticas, econômicas e sociais no espaço geográfico 19 Material Complementar Vídeos: BM & BOVESPA. A história do dinheiro. Episódio 1. São Paulo, BM & BOVESPA, Programa exibido em 08-08-2009. https://www.youtube.com/watch?v=qh4Vn0I1R6w Livros: SOUZA, Nali de Jesus. Uma introdução à história do pensamento econômico. Relatório de Pesquisa da Área de História Econômica. Porto Alegre: NEP/PUC-RS. http://www.nalijsouza.web.br.com/introd_hpe.pdf Acesso: 20/11/2014. Sites: CLAVAL, Paul. Geografia Econômica e Economia. Revista GeoTextos, vol. 1, n. 1, 2005. Paul Claval 11-27. http://www.portalseer.ufba.br/index.php/geotextos/article/view/3028/2132.Acesso em 20/01/2015. CLAVAL, Paul. Marxismo e Geografia Econômica na obra de David Harvey. Revista Espaço e Economia [Online], 3 | 2013. http://espacoeconomia.revues.org/570 Acesso em 20/01/2015. 20 Unidade: Evolução do pensamento econômico Referências BECKER, Bertha. MINISTÉRIO DAS RELAÇÕES EXTERIORES. Manual do Candidato - Geografia. Fundação Alexandre de Gusmão. Disponível em: http://funag.gov.br/loja/ download/1014-Manual_do_candidato_-_Geografia.pdf CLAVAL, Paul. Geografia Econômica e Economia. GeoTextos, vol. 1, n. 1, 2005. Paul Claval 11-27. Disponível em: http://www.portalseer.ufba.br/index.php/geotextos/article/ view/3028/2132. Acesso em 20/01/2015. HARVEY, David. A produção capitalista do espaço. São Paulo: Annablume, 2005. HARVEY, David. Condição pós-moderna: uma pesquisa sobre as origens da mudança cultural. São Paulo. Edições Loyola, 1992. HUBERMAN, Leo. História da riqueza do homem. Rio de Janeiro: Zahar, 1985. HUNT, E. K. História do pensamento econômico. Rio de Janeiro: Elsevier, 1981. SANTOS, Milton. A natureza do espaço: Técnica e tempo. Razão e emoção. São Paulo: Edusp, 2006. SANTOS, Milton. A urbanização brasileira. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2008. SANTOS, Milton. Economia espacial: críticas e alternativas. Tradução de Maria Irene de Q. F. SZMRECSÁNYL. São Paulo: Edusp, 2003. SANTOS, Milton. O espaço dividido: Os dois circuitos da economia urbana: países subdesenvolvidos. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2004. SMITH, Neil. Espaço e capital. O espaço como mercadoria. In: SMITH, N. Desenvolvimento desigual: natureza, capital e a produção do espaço. Rio de Janeiro: Bertrand do Brasil, 1988, p. 127-139. SOUZA, Nali de Jesus. Curso de Economia. São Paulo: Atlas, 2003. SOUZA, Nali de Jesus. Uma introdução à história do pensamento econômico. Relatório de Pesquisa da Área de História Econômica. Porto Alegre: NEP/PUC-RS. Disponível em: http://www.nalijsouza.web.br.com/introd_hpe.pdf. Acesso: 20/11/2014. 21 Anotações