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FICHAMENTO de leitura Artigo 1: REPENSANDO A INFÂNCIA, COM BOURDIEU. Leena Alanen. Objetivo: Ampliar a teoria sociológica de Bourdieu de modo a começar a tornar os seus conceitos (ou "ferramentas de pensamento") e seu distinto pensamento relacional do mundo social úteis para o avanço dos Estudos Sociais das Crianças e da Infância. (1) Compreensão: Quais foram os temas mais relevantes abordados no texto 1. A abordagem relacional da sociologia da infância, que busca compreender as relações entre as gerações e os campos sociais, e não apenas as características etárias ou biológicas das crianças. 2. Os conceitos de Pierre Bourdieu, como habitus, capital, campo e violência simbólica, que podem ser aplicados ao estudo da infância como uma categoria social, que se define e se diferencia em relação a outras categorias, especialmente a dos adultos. 3. A análise dos campos da infância, das posições e das estratégias dos agentes sociais, incluindo as crianças, que participam ativamente da construção e da transformação da sociedade, e que enfrentam conflitos e desigualdades nos diferentes espaços em que estão inseridos. (2) Reflexão: trechos relevantes que merecem ser destacados (com número de página onde se encontram) 1. as crianças tendem a ser vistas em um quadro convencional de socialização, que (muito previsivelmente) leva subestimar a agência [agency] das crianças e enfatizar a influência de adultos (principalmente os pais) na vida das crianças, bem como ignorar os fatores estruturais mais amplos que impactam em suas vidas (MORROW, 1999, p. 760-761; ver também MORROW, 2001, 2006) (p. 40); 2. A infância, portanto, não é apenas uma categoria etária, mas também uma categoria social, que se define em relação a outras categorias, especialmente a dos adultos. A infância é também um campo de lutas simbólicas, onde as crianças e os adultos disputam o reconhecimento e a legitimidade de suas visões de mundo e seus interesses. (p.43) 3. A sociologia da infância, como uma perspectiva teórica e metodológica, busca reconhecer as crianças como atores sociais, que possuem uma agência e uma cultura próprias, e que participam ativamente da construção e da transformação da sociedade. Nesse sentido, a sociologia da infância se aproxima da abordagem relacional de Bourdieu, que também valoriza a capacidade de ação e de resistência dos agentes sociais nos diferentes campos em que estão envolvidos. (p.46) (3) Metodologia e problema da pesquisa: apresentar ainda breve resumo do texto. Metodologia: A metodologia é baseada na abordagem relacional da sociologia da infância, que usa os conceitos de Bourdieu para analisar as relações entre as gerações e os campos sociais. A autora faz uma revisão bibliográfica dos principais textos de Bourdieu e de outros autores que aplicaram sua teoria ao estudo da infância. Ela também apresenta alguns exemplos empíricos de pesquisas que utilizaram a abordagem relacional em diferentes contextos, como a escola, a família e a mídia. Problema: A compreensão da infância como uma categoria social, que se define e se diferencia em relação a outras categorias. A autora questiona as visões naturalizantes e universalizantes da infância, que ignoram as especificidades e as diversidades das experiências infantis. Ela também critica as abordagens que tratam as crianças como objetos ou vítimas da sociedade, que negam sua agência e sua cultura. Ela propõe, então, uma visão crítica e emancipatória da infância, que reconhece as crianças como sujeitos sociais, que participam ativamente da construção e da transformação da sociedade, e que enfrentam conflitos nos diferentes campos em que estão inseridos. Resumo: O texto explora as contribuições do sociólogo francês Pierre Bourdieu para o estudo da infância e das crianças. A autora defende uma abordagem relacional da sociologia da infância, que considera as gerações como categorias sociais que dependem das relações entre si. Ela também propõe usar os conceitos de Bourdieu, como campo, habitus, capital e violência simbólica, para analisar as posições e as disputas dos diferentes agentes sociais envolvidos na infância, como as crianças, os adultos, as famílias e as instituições. FICHAMENTO de leitura Artigo 2: TEORIA DO BEM-ESTAR DAS CRIANÇAS. Leena Alanen. Objetivo: Discutir as contribuições dos novos Estudos sobre a infância para o entendimento do bem-estar social das crianças nas sociedades ocidentais avançadas, a partir de uma perspectiva sociológica e geracional. (1) Compreensão: Quais foram os temas mais relevantes abordados no texto 1. A importância das crianças e da infância nos processos de reconfiguração do bem-estar social nas sociedades ocidentais avançadas. 2. A necessidade de desenvolver novos modelos de produção de bem-estar social que promovam investimentos nas crianças como futuros trabalhadores e cidadãos. 3. A análise das condições materiais e relacionais das crianças em diferentes contextos sociais e culturais. 4. A crítica às abordagens tradicionais do bem-estar infantil que ignoram ou subestimam a agência, a diversidade e a participação das crianças. (2) Reflexão: trechos relevantes que merecem ser destacados (com número de página onde se encontram) 1. Na recente década, a situação das infâncias contemporâneas e o bem-estar das crianças tornaram-se uma preocupação constante no discurso público e em debates políticos por toda a Europa. (p. 751) 2. O que os Estados precisam fazer agora é desenvolver novos modelos que promovam ‘investimentos’ em pessoas (ou seja: em ‘capital humano’) em vez de redistribuir dinheiro e benefícios. (p. 752) 3. A perspectiva sociológica e geracional do bem-estar das crianças propõe que este seja entendido como um fenômeno relacional, que envolve tanto as condições materiais como as relacionais das crianças (p. 754) (3) Metodologia e problema da pesquisa: apresentar ainda breve resumo do texto. Metodologia: A metodologia do artigo é baseada em uma revisão bibliográfica de estudos sociológicos sobre a Infância e o bem-estar social, com ênfase nos novos Estudos sobre a Infância, que propõem uma abordagem geracional e relacional do bem-estar das crianças. Problema: Analisar como as crianças e a infância são concebidas e tratadas nos processos de reconfiguração do bem-estar social nas sociedades ocidentais avançadas, e como os novos Estudos sobre a infância podem contribuir para o entendimento e a promoção do bem-estar social das crianças nessas sociedades. Resumo: O artigo discute como os novos Estudos sobre a Infância podem contribuir para a compreensão e a promoção do bem-estar social das crianças nas sociedades ocidentais avançadas. A autora propõe uma abordagem teórica que reconhece as crianças como agentes sociais e sujeitos de direitos, e não apenas como objetos de proteção e cuidado. Ela também sugere alguns indicadores para medir o bem-estar das crianças, considerando as dimensões materiais, temporais e espaciais de suas vidas. FICHAMENTO de leitura Artigo 3: A REINVENÇÃO DO OFÍCIO DE CRIANÇA E DE ALUNO. Manuel Jacinto Sarmento Objetivo: Analisar as mudanças na condição social da infância e na relação entre crianças e escola, considerando as práticas sociais das crianças na internet e os efeitos dessas práticas na sua vida e aprendizagem. (1) Compreensão: Quais foram os temas mais relevantes abordados no texto 1. A mudança da condição social da infância na sociedade contemporânea, marcada por incerteza e transformação. 2. A reconfiguração do estatuto da infância, da escola e das relações intergeracionais, a partir dos conceitos de “ofício de criança” e “ofício de aluno”. 3. A crítica ao determinismo tecnológico e a valorização da agência das crianças como atores sociais. (2) Reflexão: trechos relevantes que merecem ser destacados (com número de página onde se encontram) 1. Em tempos de incerteza e de transformação social, a condição infantil encontra-se em constante mudança. Mudança da “normatividade” que se constituiuna modernidade ocidental; mudança nas imagens e representações sociais sobre as crianças e a infância; mudanças nas práticas sociais das crianças e dos adultos e dos padrões de interação entre ambos; mudanças no estatuto da infância face às famílias, à escola, às instituições. (p.581) 2. O filósofo italiano G. Agamben, na sua reflexão sobre as relações entre a infância e a história, onde sustenta que a infância perpetua as relações sociais através da assimilação dos valores, da experiência colectiva acumulada e dos ideais sociais contidos nas brincadeiras e incorporados nos artefactos com que brincam, escreveu: “Se é verdade que aquilo com que brincam as crianças é a História, e se o jogo é o relacionamento com os objectos e os comportamentos humanos que capta nestes o puro carácter histórico-temporal, então não parecerá irrelevante que, em um fragmento de Heraclito – na origem do pensamento europeu, portanto Aion, o tempo em seu carácter original, figure como ,,uma criança que joga com os dados’’, e que a dimensão aberta nesse jogo seja definida como o ,,reino da criança’’ (Agamben, 2005: 88). (p. 582) 3. Assimilar o currículo, não somente o formal, mas também o chamado “currículo oculto” (onde se aprendem as regras não explícitas, mas igualmente necessárias da cena pedagógica) é tornar-se um “nativo da cultura escolar”, capaz de desempenhar o “papel de aluno” sem perturbar a ordem institucional nem demandar atenção particular (Sirota, 1993). (p.587) (3) Metodologia e problema da pesquisa: apresentar ainda breve resumo do texto. Metodologia: O autor utiliza uma abordagem sociológica para analisar as mudanças na condição social da infância e na relação entre crianças e escola, a partir dos conceitos de “ofício de criança” e “ofício de aluno”. Ele também recorre a dados empíricos de pesquisas realizadas com crianças sobre as suas práticas na internet e os seus efeitos na vida e na aprendizagem. Ele utiliza uma perspectiva crítica e reflexiva, que questiona o determinismo tecnológico e valoriza a agência das crianças como atores sociais. Problema: O problema que o autor busca responder é como as tecnologias de informação e comunicação, e em especial a internet, se integram nos processos de reconfiguração do estatuto da infância, pelas práticas sociais das crianças. Ele também procura entender como essas práticas afetam a condição de aluno e a relação com a escola, considerando as transformações societais e as representações sociais sobre a infância Resumo: O artigo é um texto sociológico que analisa as mudanças na condição social da infância na contemporaneidade, especialmente em relação à escola e às tecnologias de informação e comunicação. O autor utiliza os conceitos de “ofício de criança” e “ofício de aluno” para questionar como as crianças se apropriam e reconfiguram o seu estatuto social, através das suas práticas sociais. O autor rejeita o determinismo tecnológico como causa explicativa da “morte da infância” e propõe uma abordagem mais complexa e contextualizada das transformações societais que afetam as crianças e as relações intergeracionais. FICHAMENTO de leitura Artigo 4: objetivo: (1) Compreensão: Quais foram os temas mais relevantes abordados no texto (2) Reflexão: trechos relevantes que merecem ser destacados (com número de página onde se encontram) (3) Metodologia e problema da pesquisa: apresentar ainda brave resumo do texto. FICHAMENTO de leitura Artigo 5: objetivo: (1) Compreensão: Quais foram os temas mais relevantes abordados no texto (2) Reflexão: trechos relevantes que merecem ser destacados (com número de página onde se encontram) (3) Metodologia e problema da pesquisa: apresentar ainda brave resumo do texto.