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AULA 3
Técnicas de Exames e 
Aconselhamento Psicológico: 
Avaliação Cognitiva
TEAP 1 
OBJETIVOS: 
Compreender os procedimentos do psicodiagnóstico/ avaliação psicológica 
clínica, que deve, ser realizada com base em teorias e estudos científicos.
Caracterizar o conceito de entrevista e anamnese.
DESENVOLVER RACIOCÍNIO CLÍNICO 
 
Técnicas de Exames e 
Aconselhamento Psicológico: 
Avaliação Cognitiva 
Definindo a entrevista clínica: 
“‘Conjunto de TÉCNICAS DE INVESTIGAÇÃO DE
 TEMPO LIMITADO, dirigido por um entrevistador 
treinado, que utiliza conhecimentos psicológicos, 
em uma relação profissional …..
(Cunha, 2007, p.45)
Definindo a entrevista clínica: 
“‘com objetivo de descrever e avaliar aspectos 
pessoais, relacionais ou sistêmicos 
(indivíduo, família, casal, rede social etc.), 
em um processo que visa fazer recomendações, 
encaminhamentos ou propor algum tipo de 
intervenção em benefício das pessoas entrevistadas” 
(Cunha, 2007, p.45)
Definindo a entrevista clínica: 
 
- TÉCNICAS : série de procedimentos que possibilitam 
investigar os temas em questão;
- INVESTIGAÇÃO: objetivo de descrever e avaliar;
(levantamento de informações) 
(Cunha, 2007, p.45)
Entrevista psicológica 
- Técnica de investigação científica em psicologia;
- Técnica é o ponto de interação entre a ciência e as 
necessidades práticas;
- Os objetivos da ENTREVISTA PSICOLÓGICA: 
investigação, diagnóstico, psicoterapia etc.;
(Bleger, 1980)
Entrevista psicológica 
- Técnica de investigação científica em psicologia com: 
- Regras ou indicações práticas de sua 
execução;
- Instrumento fundamental não só para os psicólogos, 
mas também para outros profissionais (psiquiatra, 
assistente social, sociólogo, etc.)
(Bleger, 1980)
 Reflexão : 
 Consulta é sinônimo de entrevista ?
 Consulta: 
- Consiste na solicitação da assistência técnica ou 
profissional que pode ser prestada ou satisfeita de 
diversas formas;
- Consulta não é sinônimo de entrevista; 
- Consulta não é sinônimo de anamnese.
(Bleger, 1980)
Entrevista psicológica 
- Regra BÁSICA: obter dados completos de seu 
comportamento total no decorrer da 
entrevista.
Recolher informações:
 
- aplicando nossa função de escutar;
- nossa função de vivenciar e observar. 
(Bleger, 1980)
Influências da Teoria da Entrevista 
- PSICANÁLISE: 
Dimensão inconsciente do comportamento , da 
transferência e a contratransferência, 
resistência, etc. 
- GESTALT
- Entrevista como um TODO , no qual o entrevistador é 
um de seus integrantes.
- comportamento deste como um dos elementos da 
TOTALIDADE. 
(Bleger, 1980)
Influências da Teoria da Entrevista 
- BEHAVIORISMO: 
importância da observação do comportamento. 
- Na investigação científica (método experimental):
- procedimento de observação em condições 
controladas, ou pelo menos, em condições conhecidas. 
(Bleger, 1980)
2 tipos de Entrevistas, segundo Bleger (1980): 
● Entrevista aberta;
● Entrevista fechada.
(Bleger, 1980)
 Entrevista aberta: 
- Entrevistador tem ampla liberdade para as perguntas ou 
para as sua intervenções;
- PACIENTE UTILIZA DO PROCESSO DE ASSOCIAÇÃO 
LIVRE, NÃO SEGUE ROTEIRO.
- FLEXIBILIDADE : cada CASO É UM CASO.
(Bleger, 1980)
 Entrevista aberta: 
- Liberdade do entrevistador: conforme a estrutura 
psicológica (personalidade) particular.
- PERMITE UMA INVESTIGAÇÃO MAIS AMPLA E 
PROFUNDA DA PERSONALIDADE DO INDIVÍDUO.
(Bleger, 1980)
 Entrevista fechada: 
(Bleger, 1980)
 Entrevista fechada: 
- Perguntas já estão previstas, assim como a ordem e a 
maneira de formulá-las;
- ENTREVISTADOR NÃO PODE ALTERÁ-LAS;
- SEGUE UM ROTEIRO; 
- PSICÓLOGO NÃO DEIXA O PACIENTE LIVRE PARA SUAS 
ASSOCIAÇÕES;
(Bleger, 1980)
 Entrevista fechada: 
REFLEXÃO:
A Entrevista fechada assemelha-se com a 
Anamnese?
(Bleger, 1980)
 Anamnese: 
- FINALIDADE PRINCIPAL da ANAMNESE: 
Compilação de dados preestabelecidos;
- Permite obter uma síntese tanto da situação presente, como 
da história de um indivíduo, do adoecimento, assim como do 
saudável;
- “Se o paciente não fornecer informações, estas 
devem ser “extraídas” deles”.
(Bleger, 1980)
 Anamnese: 
- Trabalha-se com a suposição de que:
O paciente conhece sua vida e está capacitado, portanto, a 
fornecer dados sobre a mesma.
- LEVANTAMENTO DETALHADO DA HISTÓRIA DE 
DESENVOLVIMENTO DA PESSOA, PRINCIPALMENTE NA 
INFÂNCIA. 
- SISTEMÁTICA E FORMAL.
- ESTRUTURADA CRONOLOGICAMENTE. (Cunha, 2007 ) 
(Bleger, 1980)
 Anamnese: 
- OBJETIVO: o levantamento detalhado da história 
de desenvolvimento da pessoa (Cunha, 2007 ); 
- Recomendo fortemente a leitura do Cap. 6 “ A 
história do examinado”, no livro: Psicodiagnóstico-V 
[recurso eletrônico] / Jurema Alcides Cunha ... [et al.]. – 5. 
ed. rev. e ampl. – Dados eletrônicos. – Porto Alegre : 
Artmed, 2007.
 
 
No Psicodiagnóstico, na Entrevista Inicial, 
normalmente utiliza-se a ENTREVISTA SEMI 
DIRIGIDA .
Nesta entrevista pretende-se suscitar alguns 
questionamentos.
(Ocampo, 2001)
 Entrevista SEMI DIRIGIDA 
- A entrevista semi-dirigida na qual o sujeito inicia falando sobre 
o que quer, enquanto o entrevistador busca mais 
aprofundamento nos pontos referentes A ALGUNS 
CONTEÚDOS QUE SABEMOS QUE VAMOS INVESTIGAR: 
(Simon, 1989)
 Entrevista SEMI DIRIGIDA 
- Produtividade (estudos, aspirações, desempenho atual);
- Sócio-cultural (preferências, atividades sociais etc.);
- Afetivo-relacional (implicações emocionais nas relações);
- Orgânico - Saúde física (cuidados corporais, alimentação, 
sono).
(Simon, 1989)
 ENTREVISTA INICIAL: Entrevista SEMI DIRIGIDA 
- Na entrevista semi-dirigida o sujeito tem liberdade de falar, 
para expor seus problemas começando por onde preferir e 
incluindo o que desejar (Ocampo, 2001, p.17).
- RECOMENDA-SE COMEÇAR COM UMA TÉCNICA DIRETIVA 
NO PRIMEIRO MOMENTO DA ENTREVISTA:
(Ocampo, 2001, p. 17)
 ENTREVISTA INICIAL: Entrevista SEMI DIRIGIDA 
1º APRESENTAÇÃO MÚTUA;
2º ESCLARECIMENTO DO ENQUADRAMENTO 
PELO PSICÓLOGO;
3º TÉCNICA DE ENTREVISTA LIVRE PARA QUE 
O PACIENTE TENHA OPORTUNIDADE DE SE 
EXPRESSAR SOBRE O MOTIVO CONSULTA.
. (Ocampo, 2001, p. 17)
 OBJETIVOS DA ENTREVISTA INICIAL: 
1º Perceber a primeira impressão que nos desperta o paciente, 
e ver se ela mantém ao longo de toda a entrevista ou muda;
2º Considerar o que verbaliza: o que, como e quando verbaliza e 
com que ritmo;
3º Grau de coerência ou discrepância entre o que foi verbalizado 
e o que captamos (linguagem não-verbal);
4º Captar o que o paciente nos transfere e o que isto provoca.
5º Planejar a bateria de testes; (Ocampo, 2001, p. 19-20)
A Técnica da Entrevista SEMI DIRIGIDA 
2 razões centrais para recomendar esta técnica: 
1º DEVEMOS CONHECER EXAUSTIVAMENTE O PACIENTE;
2º necessidade de extrair da entrevista certos dados que nos 
permitam formular hipóteses, planejar a bateria de testes e, 
posteriormente, interpretar com maior precisão os dados do teste 
e entrevista final.
(Ocampo, 2001, p. 18)
 Entrevista PSICOLÓGICA : 
- Diferente da consulta e da anamnese, a entrevista psicológica 
refere ao ESTUDO E A UTILIZAÇÃO DO 
COMPORTAMENTO TOTAL DO INDIVÍDUO, DURANTE O 
TEMPO QUE ESSA DURAR.
- INTERVENÇÃO TÉCNICA - VIA DE MÃO DUPLA:
RELAÇÃO HUMANA ENTRE DUAS PESSOAS
(Bleger, 1980)
 Entrevista psicológica: 
- Todo ser humano tem sua personalidade: conjunto ou 
repertório de possibilidades e condutas que o indivíduo 
exterioriza durante a entrevista;
- ENTREVISTA funciona como uma situação onde se 
observa parte da vida do paciente, que se desenvolve 
em relação a nós e frente a nós. 
IMPORTÂNCIA DO ENQUADRAMENTO
(Bleger, 1980)
 Entrevista psicológica: 
HIPÓTESE DA ENTREVISTA:
Cada ser humano tem organizada uma história de sua 
vida e um esquema de seu presente.
Desta história e deste esquemas temos que DEDUZIR O que 
ele não sabe.
*Atenção para os comportamentos não verbais*
(Bleger, 1980)Entrevista psicológica: 
Quando se entrevista vários integrantes de um GRUPO: 
família, ou instituição (ESCOLA):
OBSERVAR AS DIVERGÊNCIAS E CONTRADIÇÕES NO 
DISCURSO! DADOS MUITO IMPORTANTES DESTA 
ORGANIZAÇÃO!
CADA SITUAÇÃO É ORIGINAL E ÚNICA!
(Bleger, 1980)
 
Campo da Entrevista psicológica: 
 RELAÇÃO INTERPESSOAL
- DINÂMICO: está sujeito a permanente MUDANÇA.
- INTERAÇÃO:INTERDEPENDÊNCIA E INTER-RELACIONADOS 
(Bleger, 1980)
ENTREVISTADOR:
SUAS ATITUDES, 
IDENTIFICAÇÃO, 
CONTRATRANSFERÊNCIA
ENTREVISTADO: 
TRANSFERÊNCIA, 
ESTRUTURAS DO 
COMPORTAMENTO, 
ANSIEDADES, 
DEFESAS, ETC.
I
N
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A
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O
 
2 fenômenos importantíssimos: 
 TRANSFERÊNCIA E CONTRATRANSFERÊNCIA
 
(Bleger, 1980)
ENTREVISTADOR:
CONTRATRANSFERÊNCIA:
RESPOSTAS DO ENTREVISTADOR 
ÁS MANIFESTAÇÕES DO 
ENTREVISTADO
EFEITO que têm sobre eles.
Ex. atitude do entrevistado irrita 
e provoca rejeição do 
entrevistador
ENTREVISTADO: 
TRANSFERÊNCIA: 
SENTIMENTOS, ATITUDES E 
CONDUTAS INSCONSCIENTES.
Ex:.relações interpessoais no 
seu meio familiar; 
Ex: atitudes afetivas que o 
entrevistado atualiza em 
relação ao entrevistador.
I
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T
E
R
A
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 Interpretação da Entrevista psicológica: 
Para guiar a interpretação é sempre focar o 
BENEFÍCIO DO ENTREVISTADO e não a “descarga” de 
uma ansiedade do entrevistador.
A INTERPRETAÇÃO É UMA HIPÓTESE QUE DEVE SER 
VERIFICADA.
NÃO REALIZAR INTERPRETAÇÕES FORA DO CONTEXTO: 
Ex:.CALAR-SE E SÓ OUVIR.
(Bleger, 1980)
Leituras básicas: 
● E-BOOK disponível na Biblioteca UNINOVE. Capítulos 5 e 6. 
Psicodiagnóstico-V [recurso eletrônico] / Jurema Alcides Cunha ... 
[et al.]. – 5. ed. rev. e ampl. – Dados eletrônicos. – Porto Alegre : 
Artmed, 2007.
● BLEGER, J. Temas de psicologia: entrevista e grupos. S.P, São 
Paulo: Martins Fontes, 1980. Capítulo: A entrevista psicológica: 
seu emprego no diagnóstico e na investigação. (PDF POSTADO NO 
CLASS ROOM)
Leituras complementares: 
● SERAFINI, A. J. Entrevista psicológica no psicodiagnóstico. In: HUTZ, 
C.S. (org). Psicodiagnóstico. Porto Alegre: Artmed, 2016. Cap. 5. p. 
45-51. E-BOOK disponível na Biblioteca UNINOVE.
● SILVA, M. A.; BANDEIRA, D. R. A entrevista de anamnese. In: HUTZ, 
C.S. (org). Psicodiagnóstico. Porto Alegre: Artmed, 2016. Cap. 6. p. 
53-68. E-BOOK disponível na Biblioteca UNINOVE.

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