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CIÊNCIAS HUMANA NA EDUCAÇÃO INFANTIL ATIVIDADES DE GEOGRAFIA A disciplina de geografia é crucial para a educação infantil, uma vez que, nessa fase, a criança deve explorar o mundo que acerca para se orientar, localizar, se deslocar e agir no ambiente. A relevância do ensino de geografia está claramente expressa na Base Nacional Comum Curricular (BNCC, 2017) ao estabelecer que: [...] a educação geográfica contribui para a formação do conceito de identidade, expresso de diferentes formas: na compreensão perceptiva da paisagem, que ganha significado à medida que, ao observá-la, nota-se a vivência dos indivíduos e da coletividade; nas relações com os lugares vividos; nos costumes que resgatam a nossa memória social; na identidade cultural; e na consciência de que somos sujeitos da história, distintos uns dos outros e, por isso, convictos das nossas diferenças (BRASIL, 2017, p. 359). A maneira mais eficaz de ensinar geografia é por meio do lúdico. Embora possuam similaridades e discrepâncias em relação ao desenvolvimento infantil, Piaget e Vygotsky enfatizam a importância do lúdico para o progresso das crianças. De acordo com Vygotsky (1984) e Piaget (1998), a utilização de jogos e brincadeiras tem um papel fundamental no desenvolvimento infantil, abrangendo os aspectos cognitivo, motor, social e de ensino e aprendizado. Sendo assim, é através da brincadeira que a criança expressa e constrói o seu próprio pensamento. Segundo Piaget (1998), os jogos estimulam a aquisição de conhecimento e compreensão do ambiente em que vivemos. ATIVIDADE 1: Nesta atividade, será utilizado o conceito de espaço/tempo. Objetivos: Conhecer o ambiente em que vive e os elementos que o compõe. Os recursos utilizados: livro “Da minha Janela” (Escritor Otávio Júnior), papel, tesoura, canetinha e lápis de cor. Campo de Experiência: Traços, sons, cores e formas (EI03TS02) Expressar-se livremente por meio de desenho, pintura, colagem, dobradura e escultura, criando produções bidimensionais e tridimensionais. Inicialmente, leria o livro. “Da minha janela” (Escritor Otávio Júnior) Após isso, seria fornecendo-lhes um papel em forma de janela, para que pudessem pintar e adicionar desenhos que melhor se adequassem, e outro dividido ao meio, para que pudessem colocar, de um lado, o que veem das janelas e, de outro, o que gostariam de ver nas suas janelas. ATIVIDADE 2 A atividade aplicará o conceito de território. O objetivo é compreender as origens das brincadeiras e participar das brincadeiras de diferentes países. Recursos utilizados: mapa-múndi, giz, brincadeiras. Campo de Experiência: Corpo, gestos e movimentos (EI03CG02) Demonstrar controle e adequação do uso de seu corpo em brincadeiras e jogos, escuta e reconto de histórias, atividades artísticas, entre outras possibilidades. No primeiro momento, será mostrado o mapa-múndi, mostrar sutilmente a divisão dos continentes e citar 5 países, colar as bandeiras dos países. Em seguida, explanar sobre uma brincadeira específica de cada país e convidar as crianças a se divertirem com ela. 1º continente americano–será citado nosso Brasil. A brincadeira será amarelinha. Explicar a brincadeira da amarelinha: o primeiro jogador joga a pedra no número (1) com um pé só e, em seguida, salta, alternando entre pisar com um e dois pés, até o final da amarelinha. Quando atingir o final da amarelinha, volta ao início e recolhe a pedra no número 1. Em seguida, é a vez do segundo jogador. Não pode pisar na linha senão é a vez do outro. Após isso, fazer no chão com giz, uma amarelinha para as crianças brincarem. 2º continente africano–será citada a África. A brincadeira citada será DaGa (significa Jiboia). Explicar a brincadeira DaGa: essa brincadeira consiste em desenhar um retângulo no chão, que será a casa da serpente. A criança que ocupa o retângulo será a serpente. Todos devem permanecer um pouco afastado do retângulo, aqueles que foram pegos devem permanecer juntos no retângulo, de mãos dadas. Vence a cobra quem não for pego. As crianças se divertirão com essa atividade. 3º continente europeu–será citado Inglaterra. A brincadeira em questão será de pega-pega. O “pegador” fecha os olhos e conta até dez enquanto os outros jogadores se afastam. O primeiro a ser tocado torna-se o “pegador” e o jogo continua. As crianças poderão experimentar essa brincadeira. 4º continente, Ásia–será citado o Japão. A brincadeira Jô-quem-pô, também conhecida como “pedra, papel e tesoura”, é conduzida com as mãos: a mão fechada é a pedra, a mão aberta é o papel e a mão fechada com dois dedos esticados é a tesoura. A pedra ganha da tesoura; papel ganha da pedra; tesoura ganha do papel. Cada jogador deve demonstrar, ao mesmo tempo, a opção escolhida com a mão. Após a explicação, a turma será dividida em duplas para poder brincar. 5º continente, Oceania–será citado Austrália. A brincadeira “que horas são seus lobos?” consiste em uma criança ser o lobo. Essa criança ficará de costas e as outras crianças ficarão distantes do urso e dirão “que horas são seus lobos”. As horas ditas pelo urso serão convertidas em passos. Por exemplo, se o urso disser sete horas, as crianças darão sete passos. Quando as crianças chegarem perto, o urso falará “hora do jantar” e tentará pegar as crianças. A próxima criança a ser pega será o próximo urso. ATIVIDADES DE HISTÓRIA O ensino de História é relevante para a educação infantil por estimular a criança a procurar e refletir sobre sua própria história. O estímulo às descobertas e ao conhecimento de sua história faz com que ela compreenda que é parte da sociedade, se veja como um sujeito ativo na sociedade, conhecendo, dessa forma, os processos de produção do conhecimento (HÖFLING, 2003). ATIVIDADE 1: A atividade será dividida em duas partes, utilizando os conceitos de espaço/tempo para proporcionar à criança uma compreensão da sua história social e do seu tempo. Objetivo: é que a criança conheça sua história e identidade. Recursos utilizados: Árvore genealógica, cola e fotos. Campo de Experiência: O eu, o outro e o nós (EI03EO03) Ampliar as relações interpessoais, desenvolvendo atitudes de participação e cooperação; Espaços, tempos, quantidades, relações e transformações (EI03ET06) Relatar fatos importantes sobre seu nascimento e desenvolvimento, a história dos seus familiares e da sua comunidade. A atividade proposta é a elaboração de uma árvore genealógica, até a terceira geração, com a participação do país. O trabalho será com nomes e fotografias, apresentando-se como se conheceram. Além disso, a criança poderá apresentar uma breve descrição de sua árvore genealógica na aula. A segunda parte consiste em solicitar aos alunos que façam perguntas à sua família sobre a origem, como se conheceram e a situação da cidade quando aqui chegaram. Se possível, pode trazer fotos. BIBLIOGRAFIA BRASIL, Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Base Nacional Comum Curricular. Brasília-DF: MEC/SEB, 2017. Disponível em: . Acessado em 16 de junho de 2024. FERMIANO, Maria Beliante. SANTOS, Adriane Santarosa dos. Ensino de História para o Fundamental 1: Teoria e Prática / Maria Belintane Fermiano e Adriane Santarosa dos Santos. São Paulo: Contexto, 2014. HÖFLING, Maria Arlete Zülzke. As páginas de História. Cad. Cedes, Campinas, v. 23, n. 60, p. 179-188, ago. 2003. Disponível em: Acessado em: 16 de junho de 2024. IBGE EDUCA, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Da educação Infantil ao ensino médio 20 propostas do IBGE para trabalhar com Geografia. Disponível em . Acessado em 16 de junho de 2024 INGLESA, Cultura. Brincadeiras da Inglaterra: conheça as principais!. Disponível em: . Acesso em: 16 junho de 2024. PIAGET, Jean. A psicologia da criança. Ed Rio de Janeiro:Bertrand Brasil, 1998. VYGOTSKY, Lev. A formação social da mente: o Desenvolvimento dos Processos Psicológicos Superiores. São Paulo: Martins Fontes, 1984.