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UNIVERSIDADE CESUMAR 4° Ano – Medicina Veterinária Bárbara Victoria de Araújo Borino1; Juliana Tais Rabbers2; Juliane Santos da Silva3; Marina Ortega Moreira4. ARTICULAÇÃO FEMORO-TIBIO-PATELAR EM CÃES: Revisão bibliográfica Maringá 2022 Bárbara Victoria de Araújo Borino1 Juliana Tais Rabbers2 Juliane Santos da Silva3 Marina Ortega Moreira4 1956343-21; 1905893-22; 1958524-23; 1958329-24. ARTICULAÇÃO FEMORO-TIBIO-PATELAR EM CÃES: Revisão bibliográfica Dissertação apresentada como Atividade de Estudo Programado (AEP) submetida a Universidade Cesumar, como requisito à obtenção de nota parcial referente ao 1° bimestre, orientado pelo professor Rodrigo Rolim. Maringá 2022 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO 6 2 ANATOMIA E BIOMECÂNICA DO JOELHO 7 3 PRINCIPAIS AFECÇÕES DO JOELHO 10 3.1 Ruptura do ligamento cruzado cranial 10 3.1.1 Tratamento por meio da correção cirúrgica 10 3.2 Luxação patelar 15 3.2.1 Tratamento 16 3.3 Doença articular degenerativa 19 3.4 Condrossarcoma 21 REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS 23 LISTA DE FIGURAS Figura 1 – Anatomia do joelho. Figura 2 – Vista proximal do platô tibial e meniscos. Figura 3 – Apresentação esquemática das localizações e direções das perfurações, para colocação da prótese de náilon. Figura 4 – Confecção de faixa da fáscia lata, com esquematização do procedimento. Figura 5 – Fixação e passagem da fáscia lata com uso de pinça hemostática e sua correspondente esquematização. Figura 6 – Finalização da sutura da fascia lata no ligamento patelar, de acordo com a demonstração esquemática ao lado. Figura 7 – Sutura do defeito da fascia lata, observando-se a sua fixação (seta). Figura 8 – Modelo demonstrando a articulação do joelho após a realização da osteotomia de nivelamento do platô da tíbia e fixação com placa e parafusos. RESUMO A articulação femorotibiopatelar apresenta 3 ossos, fêmur, tíbia e patela. Ela é uma região de alto movimento principalmente em cães de grande porte. As lesões nessa região são significativas e algumas áreas são de extrema importância clínica. Os ligamentos dessa articulação, podem ter parcialmente sua estrutura dentro da cavidade sinovial, dificultando diagnóstico, abordagem artroscopica e ultrassonografia. Nessa articulação temos a presença do ligamento cruzado cranial e caudal, que por exemplo tem a sua estrutura principal dentro da cavidade sinovial. O objetivo do projeto em questão é realizar uma revisão bibliográfica, a qual inclui a anatomia, biomecânica e principais afecções e tratamento usados atualmente no mercado até o presente momento. O objetivo do presente estudo é uma revisão bibliográfica sobre a anatomia e biomecânica da articulação femoro-tibio-patelar em cães, assim como das principais afecções, como a ruptura do ligamento cruzado cranial mais decorrente em cães de grande porte, ou a luxação patelar medial ou lateral, sendo que se desenvolvem, em cães de pequeno porte e cães de grande porte, respectivamente, além de processos degenerativos articulares, listando o método diagnóstico e tratamento para cada enfermidade. Palavras-chave: Articulação, Cães, Ligamento. ABSTRACT Keywords: INTRODUÇÃO Comment by ENVY-PRO: Deve se pautar a apresentar a empresa! anatomia e biomecânica do joelho A articulação do joelho é classificada como composta, sendo formada por três ossos, o fêmur, a tíbia e a patela, podendo assim ser dividida em duas articulações funcionais a femorotibial e a femoropatelar. É também uma articulação verdadeira possuindo assim uma cavidade articular, cápsula articular fibrosa, cartilagem articular, liquido sinovial, osso subcondral e estruturas anexas como os ligamentos, meniscos, entre outras. O conjunto das estruturas ósseas formada pelo fêmur, tíbia e patela, com as restrições estáticas e dinâmicas dos ligamentos, cápsula articular e musculatura que recobre a articulação contribuem para a sua estabilidade e função, permitindo a flexão, extensão e os movimentos laterais e axiais. A cápsula articular é formada por uma lâmina fibrosa que se insere na porção distal do fêmur e recobre cranialmente a patela, caudalmente ela passa por cima dos côndilos do fêmur e envolve os ligamentos cruzados, em algumas partes é reforçada e é de onde se originam os ligamentos femorotibiais colaterais; e uma lâmina sinovial que cobre uma grande parte das estruturas intra-articulares, sendo composta por células capazes de produzir líquido sinovial, que por sua vez, é responsável por nutrir e proteger a cartilagem articular, por mecanismo de difusão de nutrientes e graças à presença de enzimas lisossomais, respectivamente. A membrana sinovial possui vasos sanguíneos que juntamente com o líquido sinovial suprem o aporte de nutrientes das estruturas articulares. A articulação femorotibial é responsável pela principal sustentação do peso corporal e se baseia na união entre os côndilos do fêmur com a extremidade proximal da tíbia que apresenta as eminências intracondilares, como não há congruência entre as faces articulares é necessária a presença de meniscos laterais e mediais entre os côndilos femorais e a tíbia. Esses meniscos são estruturas fibrocartilaginosas em formato semilunar que auxiliam na estabilização da superfície de contato da articulação e agem como amortecedores, sendo importantes na transmissão ou absorção da força atuante sobre a articulação, como também auxiliam na estabilidade rotacional e varo-valgo e na própria lubrificação da articulação. Sua fixação ao platô tibial feita pelos ligamentos meniscotibiais cranial e caudal. Ademais o menisco lateral possui um ligamento extra ao fêmur distal, há também um ligamento meniscofemoral que vai do ângulo caudal do menisco lateral para a porção interior do côndilo femoral medial, e por fim há o ligamento transverso do joelho que conecta os ângulos craniais dos dois meniscos em carnívoros. Os ligamentos femorotibiais, ou seja, que unem o fêmur á tíbia são: os ligamentos colaterais lateral e medial, sendo que o lateral (também chamado de fibular) tem origem no epicôndilo lateral do fêmur e sua inserção tem um ramo no côndilo lateral da tíbia e um ramo mais forte na cabeça da fíbula, já o ligamento colateral medial ou também chamado de tibial se origina entre o epicôndilo medial do fêmur e uma área rugosa distal próximo ao côndilo medial da tíbia, se fusionando a cápsula articular e o menisco medial; os ligamentos cruzados do cranial e caudal se localizam principalmente na fossa intercondilar do fêmur entre as duas bolsas sinoviais das articulações femorotibiais, o cranial tem origem na região intercondilar do côndilo femoral lateral, se prolonga craniodistalmente e se insere na área intercondilar central da tíbia, já o ligamento cruzado caudal surge da área intercondilar do côndilo femoral medial, se orienta caudodistalmente e se insere na incisura poplítea da tíbia;por fim, o ligamento poplíteo oblíquo se baseia em filamentos fibrosos unidosa cápsula articular que seguemda região lateroproximal a mediodistal. Os ligamentos colaterais extracapsulares têm por função limitar a movimentação valga e vara do joelho, já os ligamentos cruzados intra-articulares atuam na flexão e extensão da articulação, sendo que o cruzado cranial age restringindo o deslocamento tibial cranial, além de controlar a rotação interna da tíbia durante a flexão e contrapor a hiperextensão articular, ademais impede a excessiva movimentação vara ou valga da tíbia, quando a articulação está flexionada. A articulação femoropatelar é responsável por aumentar a eficiência mecânica do quadríceps e facilitar a função dos músculos extensores, a qual é formada pela face articular da patela e do fêmur, e por realizar o movimento de deslize na tróclea do fêmur é classificada como uma articulação troclear. Os ligamentos da articulação femoropatelar podem ser separados em retináculos patelares e ligamentos femoropatelares. Os retináculos patelares são filamentos de tecido conectivo advindos da fáscia regional entre o tendão do músculo quadríceps, a patela, oscôndilos femorais e a tróclea da tíbia. Os ligamentos femoropatelares laterais e mediais são faixas de fibras soltas unidas parcialmente aos retináculos, que se prolongam entre os epicôndilos do fêmur e próximo da patela. A patela se une à tuberosidade da tíbia por meio de um único ligamento patelar, o qual é constituído pela porção distal do tendão de inserção do músculo quadríceps femoral. O ligamento patelar é separado da cápsula articular pelo corpo adiposo infrapatelar. A cápsula articular é ampla e apresenta proximalmente bolsas sob o tendão de inserção do músculo quadríceps femoral, e distalmente, ela apresenta uma comunicação com a cavidade da articulação femorotibial. As articulações femoropatelar e femorotibial possuem a mesma cápsula articular com três bolsas, uma para a articulação femoropatelar, uma para a articulação femorotibial medial e a terceira para a articulação femorotibial lateral, sendo que todas se intercomunicam. Há também há presença de ossos sesamóides denominados fabelas, que se inserem no tendão de origem do músculo gastrocnêmio. Figura 1 – Anatomia do joelho. Fonte: Veterinary Referral Surgical Practice Figura 2 – Vista proximal do platô tibial e meniscos. Fonte: Slatter, 2003a Principais afecções do joelho Ruptura do ligamento cruzado cranial As lesões ligamentares são a causa mais comum de claudicação em membros pélvicos e de afecção degenerativa da cartilagem da articulação femoro-tíbio-patelar em cães, sendo a principal lesão a ruptura do ligamento cruzado cranial. O ligamento cruzado cranial atua como maior estabilizador articular contra a translação cranial e rotação interna da tíbia em relação ao fêmur, sendo assim, quando o ligamento é rompido, a articulação se torna instável e alterações inflamatórias se iniciam. São inúmeras as técnicas descritas atualmente para a correção da ruptura do ligamento, essas técnicas visam a estabilidade articular, e podem ser classificadas com intra-articulares ou extra-articulares. As técnicas intra-articulares consistem em substituir o ligamento rompido por outro material, como o enxerto autógeno ou alógeno ou materiais sintéticos. Essa técnica possibilita a reconstituição anatômica da articulação. Os materiais mais vantajosos para serem usados são os sintéticos, pois excluem a necessidade de enxertos e reduzem o trauma e tempo cirúrgico. As técnicas extra-articulares consistem em estabilizar a articulação nos seus graus de movimento, usando suturas com tecidos ou materiais sintéticos. A ruptura do ligamento cruzado cranial maior ocorrência em fêmeas castradas por conta do aumento do peso; Raças de grande porte, como Rottweilers, chow-chow, entre outras, sendo que a obesidade está fortemente ligada à ruptura do ligamento cruzado, devido a carga excessiva que o ligamento sofre durante a marcha. Tratamento por meio da correção cirúrgica O tratamento indicado para a ruptura do ligamento cruzado é cirúrgico, sendo que a técnica ideal para o tratamento ainda é uma controversa no campo da veterinária, havendo diversos tipos de técnica com uma complexa avaliação ou comparação de resultados. Os parâmetros utilizados para medir o sucesso da técnica são subjetivos como deambulação, grau de claudicação, presença de movimento de gaveta, satisfação do proprietário e integridade da técnica de substituição. Técnica usando fio monofilamentar É realizada a artrotomia lateral e a identificação dos ligamentos cruzados e meniscos, são inspecionados seguindo a secção do ligamento cruzado cranial e seus pontos de inserção. Perfura-se um túnel do ponto do ponto de inserção do ligamento cruzado cranial, superfície caudo-medial do côndilo lateral até a superfície do epicôndilo lateral. Uma segunda perfuração é feita transversalmente do epicôndilo lateral até o medial. Uma terceira perfuração é realizada da superfície do epicôndilo medial até a face lateral do côndilo medial. A quarta perfuração é realizada da região crânio-medial do platô da tíbia até a face lateral proximal da tíbia. Uma quinta perfuração é feita transversalmente da face lateral da tíbia até a sua face medial proximal. E uma sexta perfuração é realizada da face medial da tíbia até a superfície crânio-lateral do platô da tíbia. Com auxílio de uma agulha longa de 10 cm, calibre 12, o fio de náilon monofilamento número 0.8 é introduzido por todos os túneis, seguindo a formação de uma X. Depois de inserido o fio, ele é tracionado com o membro em extensão e fixado com auxílio de um contra pino de náilon na face lateral da tíbia, extra capsular. Posteriormente a articulação é lavada com solução fisiológica estéril e é realizada a artrorrafia, com fio náilon monofilamento agulhado 2-0. Essa técnica foi considerada eficaz, proporcionando estabilização imediata da articulação femorotibiopatelar e permitindo a recuperação funcional do membro pélvico. É uma técnica de fácil implantação e de baixo custo. Figura 3 – Apresentação esquemática das localizações e direções das perfurações, para colocação da prótese de náilon. Fonte: Romano, 2006 a. Técnica de sindesmoplastia com fáscia lata autógena É realizada a incisão de pele e subcutâneo no sentido longitudinal, lateralmente à articulação femorotibiopatelar, desde o terço cranial do fêmur até o terço proximal da tíbia. Rebateu-se uma faixa da fáscia lata com largura aproximadamente de 1,5cm, que foi liberada na sua inserção proximal até a porção distal, permanecendo íntegra na altura da tuberosidade da tíbia. Em seguida é feita a sutura da parte pedicular do neo-tendão proveniente da fáscia lata no ligamento patelar e transpassou o neo tendão sob a fabela lateral com auxílio de uma pinça hemostática curva. Realiza-se uma segunda rafia sob pressão envolvendo o neo tendão ao músculo gastrocnêmico em sua porção cranial, e direciona-se a extremidade desse fragmento para sutura no ligamento patelar. A abordagem com uso da fáscia lata foi eficaz para a realização da sindesmoplastia, apresentando resultados positivos em relação ao grau de claudicação apresentado pelo animal. A escolha da largura seccionada depende da técnica escolhida e do peso do animal. Figura 4 – Confecção de faixa da fáscia lata, com esquematização do procedimento. Fonte: FERREIRA, 2009. Figura 5 – Fixação e passagem da fáscia lata com uso de pinça hemostática e sua correspondente esquematização. Fonte: FERREIRA, 2009. Figura 6 – Finalização da sutura da fascia lata no ligamento patelar, de acordo com a demonstração esquemática ao lado. Fonte: FERREIRA, 2009. Figura 7 – Sutura do defeito da fascia lata, observando-se a sua fixação (seta). Fonte: FERREIRA, 2009. Técnica de Osteotomia de nivelamento do platô da Tíbia (TPLO) Feita em quatro etapas: determinação pré-operatória do APT, osteotomia da tíbia proximal, rotação do segmento de platô da tíbia e fixação interna da osteotomia. A determinação do APT é essencial, pois quantifica a rotação do platô tibial para obtenção de um APT de quinto grau. Sua mensuração se dá a partir de exames radiográficos em projeção mediolateral, inicialmente desenha-se uma linha unindo os ápices cranial e caudal do côndilo medial da tíbia, e em seguida o eixo da tíbia é estabelecido unindo o centro do platô da tíbia, que é no ponto médio entre os tubérculos intercondilares e o centro da articulação talocrural. O APT é definido entre a linha que une os ápices cranial e caudal do côndilo medial da tíbia e uma linha desenhada perpendicularmente àquela do eixo da tíbia. A técnica cirúrgica consiste na realização da incisão cutânea precisamente por cima da patela, os tecidos moles são divulsionados e o ligamento colateral medial é localizado. É colocado o guia específico para TPLO no aspecto medial da tíbia, sendo fixado ao platô tibial e ao terço dista da diáfise por dois pinos. Em seguida é feita a osteotomia da porção proximal da tíbia com serra e lâmina circular e rotacionado até obtenção do ângulo de 5 graus. Após o procedimento, deve ser feita a avaliação radiográfica a fim de verificar o alinhamento ósseo Essa técnica promove rápidarecuperação e retorno da função do membro, apresenta bons resultados, e permite a detenção da evolução de fenômenos de osteoartrose. Figura 8 – Modelo demonstrando a articulação do joelho após a realização da osteotomia de nivelamento do platô da tíbia e fixação com placa e parafusos. Fonte: SLOCUM; DEVINE-SLOCUM,1998. Luxação patelar A luxação de patela é uma das mais comuns anormalidades que acomete o joelho dos cães. A afecção pode ser congênita ou traumática, sendo a luxação de patela medial congênita a mais frequente. A fisiopatologia da luxação congênita não está inteiramente compreendida, visto haver poucos dados objetivos para sugerir quais das deformidades associadas contribuem para a indução da luxação e quais desenvolvem como consequência do deslocamento patelar. A intensidade das deformidades depende da severidade da luxação patelar e da idade do animal. Outro fator importante é a permanência da luxação, quanto mais tempo às forças anormais atuarem na placa fisária de um cão jovem, maiores serão as alterações angulares e de torção. Os sinais clínicos variam com o grau de luxação e incluem claudicação intermitente ou consistente, defeitos conformacionais, dor e relutância em se mover. O diagnóstico é baseado na palpação do joelho afetado, contudo o exame radiográfico é útil para documentar o grau de deformidade do membro e o grau de osteoartrite presente na articulação do joelho. O tratamento é dependente do grau da luxação, sendo em sua maioria realizado por meio de procedimentos cirúrgicos de reconstrução dos tecidos moles e ósseos. Entretanto, o objetivo é conseguir que a patela se posicione adequadamente no sulco troclear e, assim, permaneça durante toda a amplitude do movimento O deslocamento da patela é apenas uma das anormalidades presentes na luxação patelar, visto haver numerosas alterações músculo-esqueléticas primárias ou secundárias. De acordo com o tipo e severidade das anormalidades, a luxação patelar pode ser classificada em graus I, II, III e IV Em grande parte dos casos, a luxação de patela em cães afeta as raças de menor porte, mesmo que também estejam presentes em alguma medidas nas raças maiores. Principalmente quando a sua origem é genética. No caso dos cães, as raças mais afetadas são: Poodle, Yorkshire, Shih Tzu, Dachshund, Pequinês, Lhasa Apso, Lulu da Pomerânia, Chihuahua, Bichon Frisé e Pug. Já em cães de grande porte, o peso é fator determinante para o desenvolvimento da doença. A enfermidade é mais frequente em cães da raça Cocker Spaniel, Labrador Retriever, Bulldog Inglês e no Golden Retriever. Existem dois tipos de luxação, a luxação patelar medial e a lateral. A luxação patelar medial uma das causas mais comuns de claudicação em raças pequenas, mesmo que acometa algumas grandes. Normalmente, grande parte é decorrente de traumatismo. Além disso, em alguns casos a luxação coxofemoral traumática pode também ser acompanhada pela luxação patelar medial. Em fraturas tibiais em cães jovens, a patela pode-se tornar luxada. Também são comuns as luxações mediais de origem congênita, principalmente em animais que apresentam anormalidades musculoesqueléticas. Algumas das principais consequências da luxação de patela medial são: Torção lateral da porção distal do fêmur; Deslocamento medial do grupo muscular do quadríceps; Arqueamento lateral do terço distal do fêmur; Displasia da epífise femoral; Instabilidade rotacional da articulação do joelho; Deformidade tibial. Em contraponto, a luxação patelar lateral é a mais comum em cães de raças grandes. As causas ainda são desconhecidas mas podem estar relacionadas a anteversão ou a coxa valga (aumento anormal do ângulo formado pelo colo femoral e a diáfise do plano frontal) da articulação coxofemoral. Assim, há uma alteração da linha de força produzida pela tração do quadríceps, lateral ao eixo longitudinal do sulco troclear. Quando a luxação e patela em cães é lateral devido a causas congênitas, assim como a medial, as anormalidades fisárias ocorrem no lado oposto. Tratamento O tratamento da luxação de patela pode ser cirúrgico ou conservador, quando a instabilidade da patela não estiver relacionada com os sinais clínicos, ou quando a claudicação ocorre algumas vezes, casualmente, pode-se indicar o tratamento conservador. O tratamento conservador utiliza anti-inflamatórios não esteroidais para redução das sinovites, e por sua eficácia em diminuir dor nas articulações. Também se recomenda a redução de peso, fisioterapia, nutrição apropriada associado aos anti-inflamatórios e analgésicos. O repouso só é apropriado em casos intensamente dolorosos caso contrário, é indicada a fisioterapia para fortalecer o membro e potencializar sua função. Com relação à fisioterapia, os pacientes com grau I e II de luxação de patela apresentam ótimos resultados apenas com a introdução de técnicas de fisioterapia veterinária, muitas vezes evitando até a intervenção cirúrgica. As diferentes técnicas e métodos garantem aos cães uma recuperação mais completa, desde o emagrecimento até o fortalecimento muscular, articular, de mobilidade e confiança. Em caso de cirurgia, o pet deve ser indicado pra fisioterapia no quinto dia de pós-operatório. Os métodos de fisioterapia incluem: a hidroterapia veterinária que consiste em exercícios de fisioterapia realizados na água, normalmente os mais utilizados pelos pets são a natação ou esteira aquática (hidroesteira), promovendo benefícios físicos e psicológicos para os animais, relaxando e reduzindo os impactos dos exercícios; acupuntura veterinária é um tratamento que visa à restauração e manutenção da saúde do pet através do equilíbrio de sua energia vital, estimulando os meridianos (canais) por onde circulam essa energia vital do organismo do animal, sendo feito em diferentes frentes, desde técnicas de manipulação, agulhas, massagens, aplicação de calor e outros. Concernente ao tratamento cirúrgico há técnicas cirúrgicas aplicáveis na estabilização das luxações patelares, as quais podem ser divididas em duas classes: reconstrução do tecido mole ou reconstrução do tecido ósseo. As trocleoplastias têm a finalidade de criar uma superfície mais profunda para que a patela se encaixe. A ressecção da margem troclear (cunha) ou ressecção troclear em bloco são técnicas de trocleoplastias que visam manter a integridade da articulação patelo-femorais por meio do aprofundamento cirúrgico do sulco troclear. Para a realização de uma trocleoplastia, utiliza-se uma lâmina de bisturi, e realizam-se duas incisões de forma paralela na parte de dentro da cartilagem da tróclea. Para uma acomodação adequada da patela, o sulco deve ser bastante largo. Com uma broca ou um desgastador ósseo, retira-se a cartilagem entre as incisões. É imprescindível aprofundar de modo igual o sulco na altura do osso subcondral hemorrágico, garantindo assim a renovação da fibrocartilagem. Depois desse tipo de trocleoplastia, origina-se um tecido fibrocartilaginoso, acima da articulação do sulco que foi aprofundado. Outra técnica é a imbricação lateral por sutura, na qual coloca-se uma sutura de poliéster através do ligamento femorofabelar e da fibrocartilagem parapatelar lateral. Em seguida se faz uma série de suturas de imbricação por dentro da cápsula articular fibrosa e da borda lateral do tendão patelar, até a sutura femorofabelar e as suturas de imbricação, com a perna levemente flexionada. Caso a patela esteja fora de posição a maior parte do tempo, o retináculo oposto ao lado da luxação estará distendido; nas luxações mediais há um retináculo lateral excedente. Quando a patela tiver sido restringida, faz-se uma excisão no excesso de retináculo e da cápsula articular, fechando a Artrotomia. Outra técnica consiste na liberação articular medial, que é utilizada em animais que apresentam luxação patelar medial de graus III e IV, pois a capsular articular se encontra rígida, sendo assim que essa liberação da cápsula articular medial é feita com uma incisão parapatelar medial através da fáscia medial e da cápsula articular, liberando o posicionamentoda patela lateralmente. Quando não se tem uma deformidade óssea, a sutura do retináculo lateral pode ser eficaz para restabelecer a estabilidade em luxação traumática de patela, nos casos congênitos a correção pode ser realizada de muitas maneiras tais como a capsulectomia ou imbricação capsular, enxerto de fáscia lata, saindo da patela e contornando a fabela lateral e suturas realizadas envolvendo a patela e fabela lateral, ou em volta da fabela da crista tibial. Outra técnica também utilizada para reduzir a tensão sobre a patela é a sutura da borda do bíceps femoral cranialmente sobre o quadríceps, desviando assim a tensão para o músculo abdominal lateral. O sucesso dessas técnicas que colocam suporte nos tecidos moles depende da ausência de deformidades ósseas, que podem levar a recidivas. Na patelectomia é utilizada a técnica de artrotomia lateral padrão. Para expor a superfície articular fragmentada, a patela é rebatida medialmente, e fazse a reversão da mesma. Com um bisturi ou uma rugina, retiram-se os fragmentos de fratura. A retirada da patela provoca alterações biomecânicas da puxada do quadríceps, enfraquecendo essa parte do ligamento da patela. Em consequência utilizam-se suturas de apoio de aço inoxidável 4-0, com o objetivo de reforçar e apertar o ligamento da patela. Essa técnica é indicada apenas em casos onde a lesão seja irreversível. Mesmo quando a patela for recolocada, se apresentar erosões, o animal pode apresentar claudicação. A técnica de ressecção da margem troclear e em bloco tem como objetivo aumentar a profundidade do sulco troclear, mantendo a patela e a integridade da articulação patelofemoral. Em cães de grande porte, constantemente se usa uma serra de oscilação. Já nas raças pequenas ou miniaturas, utiliza-se para proferir cortes na tróclea, uma serra com dentes finos, manual, ou a borda cortante de uma lâmina de bisturi no 20 e martelo, ambas técnicas se baseia na retirada de osso da base, e reposicionamento para aumentar a profundidade do sulco troclear. Pode também ser feita a transposição da tuberosidade da tíbia para corrigir a luxação da patela, pois quando a tuberosidade tibial mover-se medialmente, é feita a correção, mudando-se a junção do ligamento da patela, posicionando-a mais lateralmente. É feito o transplante através de uma osteotomia da tuberosidade abaixo do músculo tibial cranial. Utiliza-se um ou dois fios de aço Kirschner, para firmar a tuberosidade tibial em seu posicionamento.O procedimento de transposição da tuberosidade da tíbia é realizado com o cruzamento lateral da crista tibial. Com uma incisão parapatelar lateral, por dentro da fáscia lata, alongando-se distalmente acima da tuberosidade tibial, inferiormente da linha articular. Contrapondo o músculo tibial cranial da direção contrária à tuberosidade lateral da tíbia e ao platô tibial, na região do tendão extensor digital longo. Coloca-se um osteótomo abaixo do ligamento patelar, e realiza-se uma osteotomia parcial tibial da crista. Com um ou dois fios de Kirschner pequenos, fixa-se a tuberosidade tibial em seu novo posicionamento. Doença articular degenerativa Também conhecida artrose ou osteoartrose, é uma enfermidade crônica que apresenta evolução lenta, que acomete a cartilagem de articulações sinoviais levando muitas vezes a uma formação de osteófitos nas margens sinoviais e fibrose de tecidos moles periarticulares. A degeneração articular pode ter uma causa primária, geralmente ocasionada pelo envelhecimentodo tecido cartilaginoso, sem apresentar um fator desencadeante único, ou pode surgir de forma secundária, resultando de afecções que causam instabilidade articular e sobrecarga das articulações que levam ao aparecimento de fraturas ósseas, luxações de patela e ruptura de ligamento cruzado cranial, sendo uni ou bilateral e de intensidade variável. A decorrência dessas doenças pode ser agravada pela: obesidade, predisposição genética, idade, ou traumatismos. Os efeitos físicos de carregar excesso de peso colaboram para o aparecimento ou agravamento de doenças osteoarticulares assim como a idade ou traumas que desestabilizam a articulação. O diagnóstico é feito com base na anamnese, histórico do paciente, exame físico e aspectos radiográficos. No exame físico pode estar presente dor na articulação, diminuição da amplitude de movimento, crepitação na flexão e extensão das articulações, e talvez, edema articular. Diferentes fatores são identificados como causa da doença, dentre eles podemos citar degenerações articulares ou periarticulares, como fraturas de superfície articular, lesão de ligamentos e meniscos, subluxação ou luxação articular, defeitos de conformação e deformidade angular. A etiopatogenia da doença ainda não está totalmente esclarecida. Porém acredita-se que processos anormais da cartilagem articular, alterações físicas no osso subcondral em associação com a deficiente absorção de impactos que ocorrem devido à mudança de espessura da cartilagem articular com alterações metabólicas dos condrócitos sejam os principais mecanismos desencadeadores da doença. Observa-se que a articulação do joelho do ombro e a articulação coxofemoral são as articulações mais acometidas e, desencadeiam processos degenerativos.Nessas articulações o processo degenerativo acontece devido ao uso excessivo da articulação ou de conformações inadequadas que realizam forças indesejadas sobre a cartilagem. A obesidade está associada à osteoartrite de joelhos, levando a uma dificuldade de locomoção dos animais. À medida que o índice de massa corporal do animal aumenta, aumentase também o risco para o desenvolvimento da osteoartrite. A doença degenerativa articular resulta de um processo bioquímico reparador e não degenerativo, ela ocorre quando há o rompimento da estrutura da cartilagem normal. Os eventos patológicos ocorrem como resultado de diversas interações entre a cartilagem articular e tecidos adjacentes, em resposta à lesão dos condrócitos ou da matriz. O processo inflamatório inicia-se na sinóvia, cápsula articular ou osso subcondral, dando inicio a cascata dos mediadores inflamatórios. Quando ocorreà lesão, inicia-seentão a degradação da matriz por enzimas mediadoras da inflamação (produção aumentada, de qualidade anormal de proteoglicanos,e diminuição na produção de colágeno tipo II). Ao mesmo tempo, os componentes da cartilagem tentam impedir a progressão ou reparar o processo da degeneração Inicialmente claudicação e rigidez podem estar evidentes somente após esforços acentuados, sendo visto como o sintoma mais importante apresentando intensidade variada, podendo ser localizada ou atingir outra região não acometida pela disfunção. Geralmente quando o animal estiver em repouso os sintomas desaparecem, porém terá retorno quando este voltar a movimentar-se, e nos casos mais avançados, pode permanecer por horas após o término da atividade. O animal apresentará também disfunção articular, atrofia muscular, redução da amplitude de movimento, podendo haver derrame e inflamação local em graus variáveis. Podem estar presentes edema articular, os mesmos são palpáveis e dolorosos nas articulações periféricas, podendo interferir gradativamente na realização dos movimentos articulares Inicialmente claudicação e rigidez podem estar evidentes somente após esforços acentuados, sendo visto como o sintoma mais importante apresentando intensidade variada, podendo ser localizada ou atingir outra região não acometida pela disfunção. Geralmente quando o animal estiver em repouso os sintomas desaparecem, porém terá retorno quando este voltar a movimentar-se, e nos casos mais avançados, pode permanecer por horas após o término da atividade. A radiografia simples é o método mais usado para se analisar a evolução da doença, sendo essencial para o seu diagnóstico devido à sua disponibilidade, baixo custo e sensibilidade, as quais permitem avaliação das principais alterações morfológicas da articulação. O objetivo da radiografia é definir a extensão e as alterações degenerativas naturais, tentando identificar osresponsáveis pelas alterações anormais. A partir dessas imagens obtidas, podem-se determinar os procedimentos que poderão ser adotados. Entre as áreas ósseas associadas com articulações que podem ser avaliadas pelo exame radiográfico estão: a placa óssea subcondral, o osso subcondral trabecular (epífise), as margens articulares e as áreas onde ligamentos, tendões e cápsula articular se unem. Além do baixo custo, o exame ultrassonográfico permite a avaliação direta da cartilagem articular e da membrana sinovial, e como principal desvantagem a impermeabilidade do osso às ondas sonoras, que limita o acesso a determinadas regiões das articulações. A avaliação ultrassonográfica da articulação do joelho de cães hígidos, o ligamento patelar apresenta-se como uma estrutura homogênea de baixa a moderada ecogenicidade, o ligamento cruzado cranial apresenta-se mais hipoecogênico que o ligamento patelar. Além da ultrassonografia temos também a ressonância magnética de alto campo que é dos métodos diagnósticos o padrão ouro para avaliar afecções musculoesqueléticas, porém apresenta um custo elevado, acesso restrito e para que o exame seja realizado o animal tem de ser sedado o que limita a sua utilização. Condrossarcoma Os condrossarcomas são neoplasias malignas, com prognóstico ruim a reservado, podem afetar diversasespécies domésticas, assim como o ser humano.São mais prevalentes em cães adultose de raças grandes, originandose, na maiorparte dos casos, em ossos chatos e esqueleto apendicular O condrossarcoma desenvolve-se no tecido cartilaginoso e é o segundo tumor primário mais comum, correspondendo a aproximadamente por 5% dos casos, com predileção pelas raças Pastor Alemão, Boxer e Golden Retriever. Em cães, esse tumor ocorre em idade média de 7,2 anos com faixa etária de seis a 14 anos. As regiões mais acometidas pelo condrossarcoma são a cavidade nasal que é o local mais comum em cães, costelas, ossos longos, pelve, vértebras, dígitos, osso peniano e nas regiões extra-esqueléticas, como glândula mamária, válvulas cardíacas, aorta, laringe, traqueia, pulmões e oment. São tumores de crescimento lento e baixa incidência de metástase. Além disso, é uma neoplasia maligna na qual, células cartilaginosas tumorais produzem quantidades variáveis de matriz fibrilar neoplásica podendo se desenvolver primariamente em sítios esqueléticos ou raramente extra-esqueléticos. O tratamento dessa neoplasia é cirúrgico, com remoção do segmento acometido e amplas margens sadias. Contudo, não raramente, pacientes que apresentam tumores infiltrados em grandes áreas, principalmente na pelve e nas estruturas adjacentes, não são tratados . Os condrossarcomas apresentam uma variada aparência radiológica, o que torna difícil sua distinção dos osteossarcomas. A lesão pode apresentar osteólise e reação periosteal, achados aqui descritos, e conter pontos de calcificação e ossificação intralesional, além do espessamento da cortical. A radiografia embora inespecífica apresentou informações valiosas, uma vez que, quanto mais radiotransparente o tumor maior a probabilidade de malignidade. Assim, optou-se por realizar o diagnóstico por meio do exame histopatológico, pois se deve realizar a diferenciação histológica de tumores mesenquimais envolvendo cartilagens, nos quais abrange o condrossarcoma, osteossarcoma e outros tipos de sarcomas O prognóstico para cães com condrossarcoma, tratados unicamente com ressecção óssea ou em combinação com quimioterapia é mais favorável quando comparado a neoplasias mais agressivas como o osteossarcoma.Entretanto, os condrossarcomas pouco diferenciados, embora não causem metástases com frequência são localmente infiltrativos, de crescimento rápido e o prognóstico tende a ser reservado A amputação do membro ou do local afetado pelo condrossarcoma ainda é um dos métodos mais eficazes de tratamento, mas a precocidade de procurar recurso tão logo seja observado o problema, torna o prognóstico mais favorável. Embora muitas das abordagens estejam ainda sendo pesquisadas, o uso de terapia múltipla com radioterapia e quimioterapia, incorporados a tratamentos inovadores, pode oferecer melhor opção terapêutica, principalmente para animais com neoplasias ósseas cujo prognóstico é extremamente desfavorável. 4 6 Referencias Bibliográficas ALMEIDA, Mariana Ferreira de. Ruptura do ligamento cruzado cranial em cães: comparação dos meios de diagnóstico radiográfico, ultrassonográfico e por tomografia computadorizada. 2013. Disponível em: . Acesso em: 31 de março de 2022. AMAZOOZKY, S.P.; TARVIN, G.B. Reparo Cirúrgico das Luxações e Fraturas Patelares. In: BOJRAB, M.J. Técnicas atuais em cirurgia de pequenos animais. 3. ed. São Paulo: Roca, 1996. FERREIRA, Manoel Luiz et al. Estudo da técnica da sindesmoplastia extra-articular com fascia lata autógena: modelo em cães. Revista do Colégio Brasileiro de Cirurgiões, v. 36, n. 2, p. 161-166, 2009. Disponivel em: . Acesso em: 01 de abril de 2022. 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