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EMBARGOS, 
SUSPENSÃO E 
EXTINÇÃO DA 
EXECUÇÃO
ÍNDICE
1.  EMBARGOS À EXECUÇÃO - ASPECTOS GERAIS ..........................................................3
Conceito ...................................................................................................................................................................................3
Garantia do juízo ...................................................................................................................................................................3
Efeito suspensivo .................................................................................................................................................................4
Embargos manifestamente protelatórios .................................................................................................................4
2.  EMBARGOS À EXECUÇÃO - MATÉRIA E PROCEDIMENTO .........................................6
Prazo ..........................................................................................................................................................................................6
Matérias que podem ser objeto de embargos à execução .................................................................................7
Procedimento ........................................................................................................................................................................9
3. SUSPENSÃO DA EXECUÇÃO .........................................................................................10
O que é a suspensão da execução? .......................................................................................................................... 10
Hipóteses processuais gerais de suspensão do processo .............................................................................. 10
Hipóteses de suspensão da execução ...................................................................................................................... 11
4. PRESCRIÇÃO INTERCORRENTE E PRINCIPAIS ALTERAÇÕES TRAZIDAS PELA LEI 
14.195/2021 ...........................................................................................................................14
Prescrição Intercorrente ................................................................................................................................................. 14
Alterações da Lei nº 14.195/2021 ................................................................................................................................. 14
5. EXTINÇÃO DA EXECUÇÃO ..............................................................................................16
Hipóteses de extinção da execução .......................................................................................................................... 16
www.trilhante.com.br 3
1. Embargos à Execução - Aspectos Gerais
Conceito
Embargos à execução é um instrumento processual de defesa do executado na Execução 
de Título Extrajudicial. Em observância ao princípio do contraditório e da ampla defesa, deve 
ser sempre dada a oportunidade de o executado apresentar sua defesa no procedimento. Na 
execução, então, temos essa oportunidade de manifestação, a qual é consubstanciada nos 
embargos à execução.
Na doutrina, é comum se afirmar que os embargos à execução têm natureza de ação.
Nas palavras de Daniel Amorim Assumpsão Neves:
A natureza jurídica dos embargos pode ser inteiramente creditada à tradição da autonomia das ações, 
considerando-se que no processo de execução busca-se a satisfação do direito do exequente, não havendo 
espaço para a discussão a respeito da existência ou da dimensão do direito exequendo, o que deverá ser feito 
em processo cognitivo, chamado de embargos à execução. (NEVES. Daniel Amorim Assumpsão. Manual de 
direito processual civil, 10ª ed, 2018, pg. 1339 a 1340)
Essa autonomia do processo de execução é atestada até mesmo pela disposição no CPC 
que prevê que se trata de processo autônomo, distribuído por dependência, autuado em 
apartados e instruído com cópias das peças processuais relevantes.
A autuação em apartado, inclusive, possibilita o desenvolvimento autônomo das duas 
ações (a ação de execução principal e os embargos à execução), inclusive com decisões em 
momentos distintos.
Atenção! Não estamos falando aqui de cumprimento de sentença, mas sim de execução de 
título extrajudicial.
Garantia do juízo
Em relação à necessidade ou não da garantia do juízo, ou seja, da necessidade de efetuar 
algum tipo de pagamento para se apresentar os embargos à execução, aponta-se que, de 
acordo com a regra do Novo CPC, não é necessário tal pagamento em garantia para que 
os embargos sejam admitidos. No entanto, caso seja requerido o efeito suspensivo dos 
embargos à execução, será excepcionalmente necessária a realização da garantia do juízo. 
Importante salientar que se forem Embargos manifestamente protelatórios, constituirão ato 
atentatório à dignidade da justiça.
www.trilhante.com.br 4
Efeito suspensivo
Em regra os Embargos à Execução não têm efeito suspensivo. Expcionalmente, será admitido, 
desde que:
• Estejam presentes os requisitos da tutela provisória (probabilidade do direito e perigo de dano);
• Execução esteja garantida.
O efeito suspensivo pode ser atribuído apenas à parcela da Execução. Ele pode ser revogado 
ou modificado por decisão fundamentada. 
No mesmo prazo dos Embargos, o Executado pode reconhecer o crédito e requerer o 
parcelamento da dívida. Neste caso o Executado renunciao ao direito de opor Embargos. 
Deferido o parcealmento, os atos executivos são suspensos. Segundo o art. 916 do CPC:
Art. 916. No prazo para embargos, reconhecendo o crédito do exequente e comprovando o depósito de trinta 
por cento do valor em execução, acrescido de custas e de honorários de advogado, o executado poderá requerer 
que lhe seja permitido pagar o restante em até 6 (seis) parcelas mensais, acrescidas de correção monetária e de 
juros de um por cento ao mês.
Quando o executado é citado ele tem algumas opções:
1. Pagar a dívida
2. Opor embargos à execução
3. Requerer o parcelamento
Nesta última hipótese, o executado deve um valor que não tem como pagar. Assim, faz o 
requerimento do parcelamento da dívida em até 6 vezes, acrescida de correção monetária 
e juros de 1% ao mês. Quando pede para parcelar, no entanto, presume-se que o executado 
assumiu a dívida e, consequentemente, renunciou a possibilidade de oposição de embargos 
à execução.
Atenção! Na Execução Fiscal, continua a existir o efeitos suspensivo decorrente da mera 
apresentação dos embargos.
Embargos manifestamente protelatórios
Embargos protelatórios são aqueles opostos sem qualquer fundamento razoavelmente sério, 
os quais tem por fim unicamente adiar o andamento do processo.
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Nota-se que a oposição dos embargos à execução era um instrumento bastante utilizado 
como forma de protelar o andamento do processo antes, quando os embargos tinham 
automaticamente o efeito suspensivo. No entanto, como visto, atualmente a regra é a de que 
os embargos à execução não têm esse efeito, sendo concedido apenas em casos especiais 
a serem analisados pelo magistrado.
De qualquer forma, mesmo que atualmente, na prática, o uso dos embargos como forma 
de protelar o processo não seja mais tão usual visto que não há de qualquer forma o efeito 
suspensivo imediato, se o magistrado julgar que há a intenção manifestamente protelatória 
da parte, serão rejeitados liminarmente os embargos, e se ensejará multa por ato atentatório 
à dignidade da justiça, pois falamos de abuso do direito de defesa do executado.
Art. 918.  O juiz rejeitará liminarmente os embargos: (...)
III - manifestamente protelatórios.
Parágrafo único.   Considera-se conduta atentatória à dignidade da justiça o oferecimento de embargos 
manifestamente protelatórios.
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2. Embargos à Execução - Matéria e ProcedimentoPrazo
O prazo para o oferecimento dos embargos à execução é de 15 dias, contatos, conforme o 
caso, na forma do art. 231 do CPC:
Art. 231.  Salvo disposição em sentido diverso, considera-se dia do começo do prazo:
I - a data de juntada aos autos do aviso de recebimento, quando a citação ou a intimação for pelo correio;
II - a data de juntada aos autos do mandado cumprido, quando a citação ou a intimação for por oficial de justiça;
III - a data de ocorrência da citação ou da intimação, quando ela se der por ato do escrivão ou do chefe de 
secretaria;
IV - o dia útil seguinte ao fim da dilação assinada pelo juiz, quando a citação ou a intimação for por edital;
V - o dia útil seguinte à consulta ao teor da citação ou da intimação ou ao término do prazo para que a consulta 
se dê, quando a citação ou a intimação for eletrônica;
VI - a data de juntada do comunicado de que trata o art. 232 ou, não havendo esse, a data de juntada da carta 
aos autos de origem devidamente cumprida, quando a citação ou a intimação se realizar em cumprimento de 
carta;
VII - a data de publicação, quando a intimação se der pelo Diário da Justiça impresso ou eletrônico;
VIII - o dia da carga, quando a intimação se der por meio da retirada dos autos, em carga, do cartório ou da 
secretaria.
IX - o quinto dia útil seguinte à confirmação, na forma prevista na mensagem de citação, do recebimento da 
citação realizada por meio eletrônico.
Deve-se atentar que o prazo para embargar é contado de forma independente no caso de 
haver mais de um embargante. Dessa forma, de acordo com o previsto no art. 915, §1º do 
CPC, havendo litisconsórcio passivo na execução, o prazo de cada um é independente.
Essa normativa atesta, mais uma vez, que os embargos à execução têm a natureza jurídica 
de ação. Isto porque, sendo um direito abstrato de acionar o juízo, não se pode condicionar o 
direito de um executado ao dos outros..
A Lei nº 14.195/2021 inseriu a citação por meio eletrônico como modalidade preferencial de 
citação. 
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Matérias que podem ser objeto de embargos à execução
O art. 917 do CPC prevê matérias que podem ser objeto de embargos à execução. Vejamos:
Art. 917.  Nos embargos à execução, o executado poderá alegar:
I - inexequibilidade do título ou inexigibilidade da obrigação;
II - penhora incorreta ou avaliação errônea;
III - excesso de execução ou cumulação indevida de execuções;
IV - retenção por benfeitorias necessárias ou úteis, nos casos de execução para entrega de coisa certa;
V - incompetência absoluta ou relativa do juízo da execução;
VI - qualquer matéria que lhe seria lícito deduzir como defesa em processo de conhecimento.
Veremos alguns dos objetos supracitados:
EXCESSO DE EXECUÇÃO OU CUMULAÇÃO INDEVIDA DE EXECUÇÕES
O art. 917 §2º prevê as hipóteses de excesso de execução.
Art. 917, §2º Há excesso de execução quando:
I - o exequente pleiteia quantia superior à do título;
II - ela recai sobre coisa diversa daquela declarada no título;
III - ela se processa de modo diferente do que foi determinado no título;
IV - o exequente, sem cumprir a prestação que lhe corresponde, exige o adimplemento da prestação do 
executado;
V - o exequente não prova que a condição se realizou.
Ainda cabe ao embargante indicar o valor que entende correto nos casos de alegação de 
excesso de execução, sob pena de extinção liminar dos embargos.
Vejamos um caso: Maria executa extrajudicialmente um cheque no valor de 5 mil contra o 
devedor Eduardo. Em sede de embargos à execução, Eduardo deseja alegar que o valor do 
cheque não seria de 5 mil, mas de 3 mil. Caso Eduardo alegue excesso de execução mas não 
apresente em seus embargos o valor que entende correto ou qualquer cálculo em relação 
a esse valor, seus embargos serão rejeitados liminarmente pelo juiz que julga a causa. Por 
outro lado, caso Eduardo apresente o valor que entende dever, a execução seguirá somente 
em relação à parte incontroversa (3 mil reais) e os 2 mil reais restantes seguirão em discussão 
para que se comprove qual a verdadeira dívida.
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Obs.: Os embargos também serão rejeitados liminarmente:
• Se forem intempestivos;
• Nos casos de indeferimento da petição inicial ou de improcedência liminar do pedido (arts. 330 e 
332 do CPC);
• Se forem manifestamente protelatórios.
INEXEQUIBILIDADE DO TÍTULO OU INEXIGIBILIDADE DA OBRIGAÇÃO
O título pode ser inexequível por duas razões:
• Título apresentado não consta em lei como sendo um título executivo (acarreta a nulidade da 
execução em virtude da ausência de título, frente ao princípio da taxatividade e do nulla executio sine 
título), ou
• Falta ao título certeza, liquidez ou exigibilidade.
Segundo o CPC:
Art. 783.  A execução para cobrança de crédito fundar-se-á sempre em título de obrigação certa, líquida e 
exigível.
PENHORA INCORRETA OU AVALIAÇÃO ERRÔNEA
Em relação aos vícios da penhora, temos três possibilidades:
• Impenhorabilidade de bens: nesse caso, o bem encontra-se no rol de bens impenhoráveis, 
como, por exemplo, aqueles previstos no art. 833 do CPC, os quais, normalmente, são indispensá-
veis à manutenção da dignidade da pessoa do executado e, por isso, não podem sofrer constrição 
para garantia de patrimônio alheio;
• Ofensa à ordem regulamentada no art. 835 do CPC: este art.prevê uma ordem preferencial a 
ser seguida na penhora, sendo preliminarmente penhoradas as quantias em dinheiro, seguido dos tí-
tulos da dívida pública, títulos de valores mobiliários, veículos e assim por diante. Se uma penhora não 
seguiu essa ordem e foi prejudicial ao executado, é possível tal fato ser alegado em sede de embar-
gos à execução, requerendo-se a troca do bem penhorado, por exemplo;
• Descompasso formal com os atos procedimentais da penhora: já a avaliação errônea ocorre 
por vício na estimativa realizada pelo oficial de justiça. Interessante observar que essa hipótese po-
derá também ser alegada pelo embargante em sua manifestação, pois interessa a ambas as partes a 
correta avaliação de um bem penhorado que servirá à execução.
RETENÇÃO POR BENFEITORIAS NECESSÁRIAS OU ÚTEIS
Essa matéria é cabível unicamente na execução fundada em obrigação de entrega de coisa 
certa.
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Art. 1.219, CC. O possuidor de boa-fé tem direito à indenização das benfeitorias necessárias e úteis, bem como, 
quanto às voluptuárias, se não lhe forem pagas, a levantá-las, quando o puder sem detrimento da coisa, e 
poderá exercer o direito de retenção pelo valor das benfeitorias necessárias e úteis.
Procedimento
Se os embargos forem recebidos, o Exequente será ouvido no prazo de 15 dias. Pode ou não 
haver instrução, a critério do juiz. A decisão que encerra os Embargos à Execução se trata 
de sentença.
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3. Suspensão da Execução
O que é a suspensão da execução?
É o período em que não ocorrem quaisquer atos processuais referentes a uma execução em 
andamento (salvo em hipótese de providências urgentes) ou seja, é um período no qual a 
execução fica pausada.
A suspensão é tratada nos arts. 313 e 315. Também nos arts. 921 a 923 do CPC de 2015, em 
título chamado Da suspensão e da extinção da execução. Deve-se notar, no entanto, que 
as regras relativas a esse título são aplicáveis, também, ao cumprimento de sentença. 
Atenta-se ao fato de que as providências urgentes podem ser praticadas pelo juiz no caso 
de suspensão da execução. No entanto, nos casos de suspensão do processo em razão de 
arguição de impedimento ou suspensão do juiz, este NÃO poderá sequer praticar os atos 
urgentes, devendo eventual requerimento ser resolvido por seu substituto legal.
Exemplo: João é juiz que julga a ação entre Paulo e Maria. Maria, no entanto, passa a suspeitar 
que João é amigo íntimo de Paulo e alega a suspeição do magistrado para julgar a ação. 
João, então, determina a autuação em apartado do incidente, por se considerar competente 
para julgar a ação, e ordena a sua remessa para o tribunal. O relator que fará o julgamentodo 
incidente declara o recebimento e determina a suspensão do processo até que seja julgado 
o incidente. Nesse caso, nenhuma providência urgente (seja de Paulo seja de Maria) poderá 
ser requerida a João, e, sim, ao seu substituto legal, uma vez que se trata de suspensão do 
processo em razão de arguição de suspeição. Assim será até que se decida, afinal, se João é 
suspeito ou não.
Hipóteses processuais gerais de suspensão do processo
As hipóteses gerais de suspensão do processo, previstas nos arts. 313 e 315 do CPC, são 
aplicáveis no processo de execução.
Relembrando rapidamente as causas de suspensão do processo, temos:
• Morte ou perda da capacidade processual da parte: suspende-se o processo desde a morte. 
No caso da morte do réu, intima-se o autor para que ele promova a citação do respectivo espólio, 
sucessor ou, se for o caso, dos herdeiros, no prazo que se designar (de, no mínimo, 2 e, no máximo, 
6 meses - art. 313 §2º, I, CPC). No caso da morte do autor, e sendo transmissível o direito em litígio, 
determinar-se-á a citação do seu espólio, do sucessor ou, se for o caso, dos herdeiros para habilitação 
no prazo designado.
• Morte ou perda da capacidade processual do advogado: no caso de morte do procurador de 
qualquer das partes, o juiz determinará que a parte constitua novo mandatário no prazo de 15 dias, 
podendo dilatar esse prazo de acordo com as peculiaridades do caso concreto. No caso de autor 
omisso, extingue-se o procedimento; no caso do réu omisso, segue-se o processo à sua revelia.
• Suspensão por convenção das partes: as partes podem convencionar, de acordo com seus 
interesses, pela suspensão do processo, desde que por prazo não superior a 6 meses.
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• Arguição de impedimento ou suspeição: nesse caso, como já visto, os pedidos urgentes (a 
exemplo das tutelas de urgência) serão dirigidos ao substituto legal do juiz acusado de parcial, en-
quanto não declarado o efeito em que o incidente será recebido ou se este for recebido com o efeito 
suspensivo pelo relator que o julgará.
• Admissão de incidente de resolução de demandas repetitivas.
• Prejudicialidade: processo será suspenso quando a sentença depender do julgamento de ou-
tra causa ou da declaração de existência ou de inexistência de relação jurídica que constitua objeto 
principal de outro processo pendente de julgamento, nunca podendo o prazo da suspensão exceder 
a 1 ano, neste caso.
• Necessidade de verificação de determinado fato ou produção de prova requisitada em ou-
tro juízo.
• Força maior.
• Acidentes e fatos da navegação de competência do tribunal marítimo.
• Parto ou adoção pela advogada, quando esta for a única patrona da causa: neste caso, o 
prazo de suspensão será de 30 dias, contados a partir da data do parto ou da concessão de adoção. 
Nota-se que se trata de um prazo processual, sendo contato somente em dias úteis, e que a advoga-
da poderá renunciar a esse prazo, se desejar.
• Paternidade do advogado, no caso de ele ser o único patrono da causa: suspensão terá prazo 
de 8 dias, contados a partir da data do parto ou da concessão da adoção. Na mesma lógica do caso 
anterior, esse prazo é renunciável pelo advogado.
Hipóteses de suspensão da execução
Art. 921.  Suspende-se a execução:
I - nas hipóteses dos arts. 313 e 315, no que couber;
II - no todo ou em parte, quando recebidos com efeito suspensivo os embargos à execução;
III - quando não for localizado o executado ou bens penhoráveis; 
IV - se a alienação dos bens penhorados não se realizar por falta de licitantes e o exequente, em 15 (quinze) dias, 
não requerer a adjudicação nem indicar outros bens penhoráveis;
V - quando concedido o parcelamento de que trata o art. 916.
(...)
Art. 922.  Convindo as partes, o juiz declarará suspensa a execução durante o prazo concedido pelo exequente 
para que o executado cumpra voluntariamente a obrigação.
Parágrafo único.  Findo o prazo sem cumprimento da obrigação, o processo retomará o seu curso.
CONCESSÃO DE EFEITO SUSPENSIVO AOS EMBARGOS
No inciso II do art. 921 do CPC, é previsto que se suspende a execução no caso de os embargos 
à execução serem recebidos com efeito suspensivo.
www.trilhante.com.br 12
Neste caso, enquanto os embargos são julgados, nenhum ato relacionado à execução pode 
ocorrer. 
CONCESSÃO DO PARCELAMENTO DO ART.916, CPC
No inciso V do art. 921 do CPC, é exposta tal hipótese. Haverá renúncia ao direito da oposição 
de embargos, portanto, durante o período do pagamento não ocorrerá a execução. 
CONVENÇÃO DAS PARTES
Avença entre as partes para cumprimento voluntário. Trata-se de uma liberalidade do 
exequente, que pode aceitar ou não o acordo com o executado. Trata-se de um acordo entre 
as partes para que à parte possa ser dada a chance de adimplir a obrigação voluntariamente.
AUSÊNCIA DE INTERESSADOS NA AQUISIÇÃO DO BEM PENHORADO
Se não ocorrer arrematação ou adjudicação dos bens e não existirem outros bens penhoráveis, 
há a suspensão da execução.
Isto ocorre quando a alienação dos bens penhorados é frustrada pela falta de licitantes, sem 
que o exequente requeira a adjudicação nem indique outros bens penhoráveis.
NÃO LOCALIZAÇÃO DO EXECUTADO OU DE BENS PENHORÁVEIS
O inciso III do art. 921 do CPC prevê que se suspende a execução quando o executado ou 
seus bens não forem localizados. A partir dessa suspensão, começa a correr a prescrição 
intercorrente, que é aquela que decorre da demora demasiada para o efetivo cumprimento 
da sentença ou da execução.
É importante complementar que essa hipótese de suspensão da execução envolve quatro 
situações:
1. Quando o executado não é encontrado (inovação trazida pela Lei nº 14.195/2021);
2. Quando não é localizado nenhum bem do devedor (não tem nada em seu nome);
3. Quando são localizados bens, mas são considerados impenhoráveis (bem de família, 
por exemplo);
4. Quando existem e foram localizados bens do devedor passíveis de penhora, mas se 
alienados, não serão suficientes para pagar nem as custas da execução, nos termos do 
art. 836 do CPC/2015.
Nessas situações, segundo os §§ 1º e 4º do art. 921:
  
§1º Na hipótese do inciso III, o juiz suspenderá a execução pelo prazo de 1 (um) ano, durante o qual se suspenderá 
a prescrição.
§4º O termo inicial da prescrição no curso do processo será a ciência da primeira tentativa infrutífera de 
localização do devedor ou de bens penhoráveis, e será suspensa, por uma única vez, pelo prazo máximo previsto 
no §1º deste artigo. 
www.trilhante.com.br 13
Portanto, a  prescrição intercorrente se inicia a partir da primeira tentativa fracassada de 
encontrar o devedor ou seus bens. O CPC prevê, ainda, que a partir desse momento, a parte 
credora poderá suspender essa prescrição por uma única vez, pelo prazo de 1 ano. Após este 
prazo, a prescrição volta a correr.
Além disso, o §4º-A dispõe que:
§4º-A  A  efetiva citação, intimação do devedor ou constrição de bens penhoráveis interrompe o prazo de 
prescrição, que não corre pelo tempo necessário à citação e à intimação do devedor, bem como para as 
formalidades da constrição patrimonial, se necessária, desde que o credor cumpra os prazos previstos na lei 
processual ou fixados pelo juiz.
E o §5º ressalta de que o reconhecimento da prescrição pelo juiz, após oitiva das partes, no 
prazo de 15 dias, resultará na extinção do feito sem gerar ônus para os litigantes. 
O §6º dispõe que:
§6º A  alegação de nulidade quanto ao procedimento previsto neste artigo somente será conhecida caso 
demonstrada a ocorrência de efetivo prejuízo, que será presumido apenas em caso de inexistência da intimação 
de que trata o § 4º deste artigo.
E, por fim, o §7º descreve que as regras do art. 921, apesar de localizado no título relativo ao 
procedimento de execução de título extrajudicial, aplicam-se também ao cumprimento de 
sentença.
www.trilhante.com.br 14
4. Prescrição Intercorrente e Principais Alterações 
Trazidas pela Lei 14.195/2021
Prescrição Intercorrente
Prescrição intercorrente é aquelaque corre no curso do processo em razão da inércia de uma 
das partes. Acontece depois do ajuizamento do processo, quando ele fica paralisado por um 
período - suficiente para a ocorrência da prescrição. 
O prazo da prescrição intercorrente é o mesmo da prescrição da pretensão. Ex.: 3 anos para 
execução de notas promissórias e duplicatas; 5 anos para cobrança de dívida líquidas.
Alterações da Lei nº 14.195/2021
A Lei nº 14.195/2021 trouxe regras específicas para a prescrição intercorrente nas Execuções 
de Título Extrajudicial e Cumprimentos de Sentença. 
1. O CPC previa a suspensão da Execução pela ausência de bens penhoráveis. Com 
a Lei nº 14.195/2021, a suspensão ocorre quando não localizado o devedor e quando 
não encontrados bens penhoráveis. Veja que ausência é diferente de não localização. 
2. A suspensão da prescrição intercorrente pela não localização do devedor ou de 
bens penhoráveis pode ocorrer uma única vez e o prazo máximo é de 1 ano. Estas 
limitações não eram expressas na redação original do CPC.
3. A prescrição intercorrente terá início com a ciência da primeira tentativa infrutífe-
ra de localização do devedor ou de bens penhoráveis. Pela redação original do CPC, a 
prescrição começava a correr após o prazo de 1 ano de suspensão. 
Redação original do CPC Lei nº 14.195/2021
Art. 921. Suspende-se a execução:
III - quando o executado não possuir 
bens penhoráveis;
Art. 921. Suspende-se a execução:
III - quando não for localizado o executa-
do ou bens penhoráveis; 
§1º Na hipótese do inciso III, o juiz 
suspenderá a execução pelo prazo 
de 1 (um) ano, durante o qual se 
suspenderá a prescrição.
§4º (...) prescrição no curso do processo 
(...) será suspensa, por uma única vez, 
pelo prazo máximo previsto no §1º 
deste artigo.
§4º Decorrido o prazo de que trata 
o §1º sem manifestação do exe-
quente, começa a correr o prazo 
de prescrição intercorrente.
§4º O termo inicial da prescrição no curso 
do processo será a ciência da primeira 
tentativa infrutífera de localização do 
devedor ou de bens penhoráveis (...)
www.trilhante.com.br 15
A Lei nº 14.195/2021 também trouxe uma hipótese de interrupção da prescrição (perceba 
que é diferente de suspensão), que não era prevista na redação original do CPC:
Art.921, §4º-A  A efetiva citação, intimação do devedor ou constrição de bens penhoráveis interrompe o prazo 
de prescrição, que não corre pelo tempo necessário à citação e à intimação do devedor, bem como para as 
formalidades da constrição patrimonial, se necessária, desde que o credor cumpra os prazos previstos na lei 
processual ou fixados pelo juiz.
Ao intimar ou citar o devedor ou a penhorar um bem, o prazo da prescrição intercorrente zera. 
Ele não reinicia automaticamente, pois após a citação, intimação ou penhora, existem alguns 
trâmites processuais (formalidades) relativos à citação, intimação ou penhora que impedem 
que o prazo de prescrição volte a correr. 
 
A prescrição intercorrente pode ser reconhecida de ofício, mas é necessária a oitiva das 
partes.
Qualquer nulidade do procedimento do art. 921 do CPC, só poderá ser reconhecida se 
demonstrado efetivo prejuízo. Este só será presumido caso não tenha ocorrido a intimação 
(ciência) do Exequente da primeira tentativa infrutífera de encontrar o devedor ou de busca 
de bens. 
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5. Extinção da Execução
A extinção da execução é o encerramento do processo de execução. Tem disciplina nos 
arts. 924 e 925 do CPC.
Atente-se ao fato de que, nos termos do art. 925 do CPC, a extinção da execução só produz 
efeitos depois de declarada por sentença. Isso significa que apenas quando é prolatada a 
sentença pelo magistrado é que se pode dizer que a execução foi extinta. Não há Extinção, 
então, com a mera ocorrência de uma de suas hipóteses, apenas com a sentença assim 
dispondo expressamente.
Hipóteses de extinção da execução
O CPC, em seu art. 924 traz as hipóteses de extinção da execução. Vejamos:
Art. 924.  Extingue-se a execução quando:
I - a petição inicial for indeferida;
II - a obrigação for satisfeita;
III - o executado obtiver, por qualquer outro meio, a extinção total da dívida;
IV - o exequente renunciar ao crédito;
V - ocorrer a prescrição intercorrente.
A seguir, faremos uma breve análise de cada uma dessas hipóteses.
INDEFERIMENTO DA INICIAL
Conforme estudado no início do curso sobre execução, para que ela possa ser ajuizada, são 
necessários alguns requisitos.
O processo de execução de título extrajudicial, conforme já analisado, exige do exequente 
a elaboração de uma petição inicial, a qual, por sua vez, deve seguir as regras do art. 319 
do CPC, naquilo que for cabível. Assim, a petição deverá indicar o juízo ao qual é dirigida, as 
informações das partes, os fatos e fundamentos do pedido, etc.
Em relação especificamente ao processo de execução, o art. 798 prevê algumas especificidades 
para a instrução da petição inicial:
Art. 798.  Ao propor a execução, incumbe ao exequente:
I - instruir a petição inicial com:
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a) o título executivo extrajudicial;
b) o demonstrativo do débito atualizado até a data de propositura da ação, quando se tratar de execução por 
quantia certa;
c) a prova de que se verificou a condição ou ocorreu o termo, se for o caso;
d) a prova, se for o caso, de que adimpliu a contraprestação que lhe corresponde ou que lhe assegura o 
cumprimento, se o executado não for obrigado a satisfazer a sua prestação senão mediante a contraprestação 
do exequente;
II - indicar:
a) a espécie de execução de sua preferência, quando por mais de um modo puder ser realizada;
b) os nomes completos do exequente e do executado e seus números de inscrição no Cadastro de Pessoas 
Físicas ou no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica;
c) os bens suscetíveis de penhora, sempre que possível.
Parágrafo único.  O demonstrativo do débito deverá conter:
I - o índice de correção monetária adotado;
II - a taxa de juros aplicada;
III - os termos inicial e final de incidência do índice de correção monetária e da taxa de juros utilizados;
IV - a periodicidade da capitalização dos juros, se for o caso;
V - a especificação de desconto obrigatório realizado.
Assim, pode-se dizer que, se a petição inicial da execução não for instruída corretamente, o 
juiz deverá intimar a parte para que corrija algum elemento indispensável faltante no prazo 
de 15 dias e, não o fazendo, o juiz indeferirá a petição inicial, ocorrendo, assim, a hipótese 
aqui estudada de extinção do processo de execução sem resolução do mérito.
Note que é essencial que o juiz dê o prazo à parte para que emende a inicial a fim de seguir 
os ditames legais.
Dessa maneira, por exemplo, se uma pessoa ingressa com ação de execução de um cheque 
(título extrajudicial), mas esquece de fazer a juntada de tal cheque, o juiz a intimará para que 
junte ao processo e, esta não o fazendo, determinará o juiz o indeferimento da inicial e a 
extinção do processo de execução.
SATISFAÇÃO DA OBRIGAÇÃO
Importante lembrar que o objetivo principal da execução é o cumprimento da obrigação 
principal. Assim, se a obrigação já foi satisfeita por outros meios, claro que a execução perderá 
o seu objeto, não tendo mais razão para prosseguir.
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EXTINÇÃO TOTAL DA DÍVIDA POR OUTRO MEIO QUE NÃO A SATISFAÇÃO
Essa modalidade de extinção da execução difere-se da satisfação uma vez que, neste caso, 
a obrigação não foi satisfeita. Aqui, a extinção se dá por uma razão alheia à própria obrigação. 
Temos como exemplo o da obrigação devida por um indivíduo que falece e não deixa herdeiros, 
ou que, mesmo deixando herdeiros, não deixa patrimônio sob o qual a execução possa recair. 
Nesse caso, teremos a extinção da execução por conta de extinção total da dívida por outro 
meio que não a satisfação da obrigação.
RENÚNCIA QUANTO AO CRÉDITO PELO EXEQUENTE
Na hipótese de renúncia do crédito pelo exequente, este renuncia ao seu direito de receber o 
crédito, liberando o executadodo débito em questão.
Interessante apontar que parte da doutrina aponta que este inciso do CPC (Art. 924, IV) 
seria até mesmo desnecessário. Isto porque a renúncia do crédito seria uma das formas de 
extinção da obrigação, já sendo abrangida pela hipótese anterior prevista no art. 924 inciso 
anterior, com a extinção da obrigação por outro meio que não a efetiva satisfação.
PRESCRIÇÃO INTERCORRENTE
A Lei nº 14.382/22 inseriu o art.206-A no CC. A partir dele, identifica-se que o prazo da 
prescrição intercorrente é o mesmo prazo da prescrição da pretensão, observadas as causas 
de interrupção e suspensão:
Art. 206-A. A prescrição intercorrente observará o mesmo prazo de prescrição da pretensão, observadas as 
causas de impedimento, de suspensão e de interrupção da prescrição previstas neste Código e observado o 
disposto no art. 921 da Lei nº 13.105, de 16 de março de 2015 (Código de Processo Civil). (Redação dada pela Lei 
nº 14.382, de 2022).
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