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SISTEMA NERVOSO
 
HISTOLOGIA 
Tecido Nervoso 
 O tecido nervoso é muito rico em células diferentes, mas possui pouca 
matriz extracelular. Não há fibras na matriz, mas há carboidratos e 
glicoproteínas que conferem uma estrutura de gel, permitindo a difusão entre 
capilares e células. 
 Os neurônios são responsáveis pela transmissão da informação 
através da diferença de potencial elétrico na sua membrana, enquanto as 
demais células, as células da neuróglia (ou glia), sustentam-os e podem 
participar da atividade neuronal ou da defesa. 
 
 
 A menor célula do corpo humano é um neurônio (neurônios 
granulares) e a maior também é um neurônio (neurônios motores da medula 
espinhal). 
 
Neurônios 
 Responsáveis pela recepção e pelo processamento de informações 
através da transmissão por meio da liberação de neurotransmissores. 
 Neurônios que estão no Diencéfalo e no Tálamo são especificamente 
secretores. (5%). 
 Divisão Estrutural: 
1. Corpo celular ou Pericárdio: Centro da célula, onde ficam as organelas e 
que também é capaz de receber estímulos. Contém o núcleo da célula. Rico 
em retículo endoplasmático granuloso, contém Corpúsculo de Nissl 
(Interpreta); 
2. Dendritos: Prolongamentos cujo diâmetro diminui à medida que se afastam 
do pericárdio. São ramificados e numerosos e constituem o principal local 
para receber os estímulos do ambiente, de células epiteliais sensoriais ou de 
outros neurônios (Capta); 
SOI II 
 
 
 
 
 
3. Axônio: Prolongamento único e ramificado na terminação, conduz o 
impulso que transmite informações de um neurônio para outras células 
(nervosas, musculares, glandulares). Ao longo do axônio que é encontrado a 
bainha de mielina. Geralmente, o axônio se origina de uma pequena formação 
cônica que se projeta do corpo celular, denominada Cone de Implantação. 
 
 Os Terminais dos Axônios se comunicam com os Dendritos de outro 
Axônio. Um se conecta com o outro. 
 1. O Neurônio é uma Célula Excitável, especializada na recepção de 
estímulos. 2. Condução do impulso nervoso (elétrico). Oscilação de íons para 
propagar a carga elétrica. 3. Neuritos ou Fibras Nervosas = Dendritos e 
Axônios. 
 Os neurotransmissores que estão no Terminal dos Axônios vão ser 
liberados por meio de uma carga elétrica, a qual libera os neurotransmissores 
para o dendrito do próximo neurônio, conduzindo uma informação. 
 
 03 formas: 
Neurônios Bipolares: Que tem um Dendrito e um Axônio. 
Neurônios Multipolares: Que apresentam vários Dendritos e um Axônio. 
Neurônios Pseudounipolares: Que apresentam junto ao corpo celular um 
prolongamento único que logo se divide em dois, assumindo a função de 
dendrito e axônio cada um, dirigindo-se um ramo para a periferia e outro para 
o SNC. 
 A maior parte de Neurônios do nosso corpo são os Multipolares. 
 
 Classificação dos neurônios: 
1. Motores (Eferentes): Controlam órgãos efetores, tais como glândulas 
exócrinas e endócrinas e fibras musculares. Eles vão do SNC para o SNP 
(Gânglios). 
2. Sensoriais (Aferentes): Recebem estímulos sensoriais do meio ambiente e 
do próprio organismo e conduzem essas informações até o SNC. 
3. Interneurônios (Integradores): Estabelecem conexões entre neurônios, 
sendo, portanto, fundamentais para a formação de circuitos neuronais desde 
os mais simples até os mais complexos. 
 
Microscopia do neurônio 
 
 As setas indicam um espesso prolongamento. 
 O tecido em torno do neurônio é constituído por grande quantidade 
de prolongamentos de outros neurônios e de células da glia, que não podem 
ser individualizados neste tipo de preparo. Os outros núcleos pertencem, em 
sua maioria, a células da glia e, em menor número, a células endoteliais de 
capilares. 
 Corpúsculo de Nissl: Acumulo de Retículo Endoplasmático Rugoso. 
 
Células do Sistema Nervoso 
 Substância Cinzenta: Corpo Celular (Macro). No Cérebro ela é 
chamada de Córtex, que fica na periferia. OBS: Na Medula Espinal a 
substância cinzenta está localizada no CENTRO da Medula, formando uma 
estrutura chamada H Medular. 
 Substância Branca: Axônios (Micro). Os axônios são prolongamentos 
da membrana que serão enovelados pela Bainha de Mielina (Gordura: 
Lipídios). 
 
 Geralmente as células da Neuróglia são menores que os Neurônios, 
mas são 5 a 25 vezes mais numerosas. 
 Ao contrário dos Neurônios, a Neuróglia não gera e propaga Potencial 
de Ação e pode se multiplicar e se dividir no Sistema Nervoso maduro. 
 Quando ocorre uma lesão ou uma doença, a Neuróglia se multiplica 
para preencher os espaços anteriormente ocupados pelos Neurônios. 
 Neuróglias ou Células da Glia: são as principais Células de Suporte 
do SNC, elas participam da formação e permeabilidade da barreira entre o 
sangue e os Neurônios, fagocitam substâncias estranhas, produzem líquido 
cerebroespinhal e formam bainha de mielina na volta dos axônios. Existem 4 
tipos no SNC Micróglia, Astrócitos, Oligodendrócitos e Ependimárias; e 2 
tipos no SNP: as células de Schwann e as células satélites. 
 
 
 
Células de Suporte 
 A bainha de mielina é um revestimento com multicamadas de lipídios 
e proteínas em torno de alguns axônios; sua função é isolar e aumentar a 
velocidade de condução dos impulsos nervosos. Esses axônios são 
considerados mielinizados. 
 Oligodendrócitos responsáveis pela formação e manutenção da 
bainha de mielina ao redor dos axônios do SNC; 
 Células de Schwann – Essas células circundam os axônios do SNP. 
Como os oligodendrócitos, elas formam a bainha de mielina ao redor dos 
axônios. Um único oligodendrócito mieliniza vários axônios, mas cada célula 
de Schwann mieliniza um único axônio. Uma célula de Schwann também 
pode conter até 20 ou mais axônios amielínicos, axônios que não dispõem de 
uma bainha de mielina. As células de Schwann participam da regeneração 
dos axônios, que é mais facilmente realizada no SNP do que no SNC. 
 
 Nas células de Schwann há espaços dos axônios que não são 
revestidos por Bainha de Mielina são denominas Nodos de Ranvier. A porção 
interna é a bainha de mielina. A camada externa citoplasmática nuclease desta 
célula, que envolve a bainha de mielina, é o neurolema (bainha de Schwann). 
O neurolema é encontrado apenas ao redor de axônio do SNP. 
 
 
 Astrócitos: controle da composição iônica e molecular do meio 
extracelular, nutrição dos neurônios, transferência de substância para os 
neurônios, formação da barreira hematoencefálica. Podem ser 
protoplasmásticos e os fibrosos. Os primeiros predominam na substância 
cinzenta, e os segundos predominam na substância branca. 
 
 Células Satélites: Têm funções iguais ao dos Astrócitos mas em 
menor quantidade e direcionadas para gânglios (SNP) que necessitam de uma 
nutrição maior. Envolvem os corpos celulares dos neurônios nos gânglios. 
Suporte e regulação de trocas de substâncias. 
 Microglias: São as células imunológicas do SNC. Não são produzidas 
pelo tecido nervoso, e sim pelas células da medula óssea. São células 
fagocitárias e pró-inflamatórias. 
 
Células Ependimárias 
 As células ependimárias que revestem os ventrículos são modificadas 
e formam o epitélio cúbico ou colunar (revestimento interno do cérebro) dos 
plexos coroides. Elas possuem microvilos, pregas basais, numerosas 
mitocôndrias, zônulas de oclusão e lâmina basal. Transportam água, íons e 
proteínas, produzindo o líquido cerebrospinal. 
 Localização: As células ependimárias são encontradas revestindo os 
ventrículos do cérebro e o canal central da medula espinhal. 
 Forma: Estas células são geralmente cilíndricas ou cuboides e 
possuem cílios na superfície apical, que ajudam no movimento do líquido 
cefalorraquidiano (LCR) através do sistema ventricular. 
 
 
 
Nervos e Gânglios Periféricos 
 O endoneuro envolve cada fibra nervosa e consiste em fibras 
reticulares, sintetizadas pelas células de Schwann, fibrilas colágenas,estende inferior e lateralmente de cada lado 
das quatro últimas vértebras cervical e da primeira vértebra torácica; passa 
sobre a primeira costela posteriormente à clavícula e, então, penetra na axila. 
Ele inerva ombros e membros superiores. 
 As raízes (ramos anteriores) dos nervos espinais L1 a L4 forma o 
plexo lombar. O plexo lombar inerva a parede anterior lateral do abdome, os 
órgãos genitais externos e parte dos membros inferiores. 
 As raízes (ramos anteriores) dos nervos espinais L4 e L5 e S1 a S4 
formam o plexo sacral. Esse plexo está localizado principalmente anterior ao 
sacro. O plexo sacral inerva as regiões glúteas, o períneo e os membros 
inferiores. O maior nervo do corpo humano – o nervo isquiático – se origina 
no plexo sacral. 
 Os ramos anteriores dos nervos espinais S4 e S5 e os nervos coccígeos 
formam um pequeno plexo coccígeo. Desse plexo surgem os nervos 
anococcígeos), que suprem uma pequena área de pele na região coccígea. 
 
Vias Aferentes ou Ascendentes da Medula Espinal 
 As vias que transmitem informações para as regiões mais rostrais do 
SNC se chamam vias ascendentes. (Sensitivas - Parte Posterior). 
 Tratos e Fascículos são a organização de axônios por função. 
 Sensibilidades Gerais: Tato; Propriocepção; Temperatura; Dor. 
 Atravessam, ou cruzam, o SNC de um lado a outro em algum ponto 
ao longo de seu curso. 
 Consistem em uma cadeia de dois ou três neurônios ligados em série 
que contribuem para tratos sucessivos ao longo de determinada via. 
 A maioria das vias é organizada espacialmente de maneira específica, 
de acordo com a região do corpo que abastecem. Por exemplo, em um trato 
ascendente os axônios que transmitem impulsos das partes superiores do 
corpo se situam lateralmente aos axônios que transmitem impulsos das partes 
inferiores do corpo. 
 Todas as vias são simétricas bilateralmente, ocorrendo nos lados 
direito e esquerdo do encéfalo ou da medula espinal. 
 Espino = Via Aferente; Cortico = Via Eferente. 
 
 As VIAS CONSCIENTES possuem essas cadeias constituídas por 
três neurônios, os quais possuem os seguintes princípios gerais: Neurônios I 
ou de Primeira Ordem: Geralmente localizam-se fora do sistema nervoso 
central em um gânglio sensitivo. Neurônios II ou de Segunda Ordem: 
Localizam-se no corno posterior da medula espinal. Neurônios III ou de 
Terceira Ordem: Estão presentes no tálamo e emitem axônios que chegam ao 
córtex por radiações talâmicas. 
 Vias Ascendentes Principais: 
Espinotalâmica Lateral: Dor e Temperatura. Decussação na medula. 
Espinotalâmica Anterior: Via de Pressão e Tato Protopático (Grosso). 
Decussação na medula. 
Espinocerebelar (Posterior e Anterior): Via de Propriocepção Inconsciente, 
fusos neuromusculares, OTG e Receptores Articulares. Anterior: Decussação 
na medula. Posterior; Não decussa. 
Funículo Grácio: Via de Propriocepção Consciente (Fino) e Sensibilidade 
Vibratória (Membros Inferiores). Decussação no Bulbo. 
Funículo Cuneiforme: Via de Propriocepção Consciente (Fino) e 
Sensibilidade Vibratória (Membros Superiores). Decussação no bulbo. 
Sistema da coluna dorsal-leminisco medial: fidelidade temporal e espacial 
Trato lemnisco medial é uma junção do funículo grácil e cuneiforme 
 
 
 
 
1. Receptores sensitivos detectam um estímulo sensitivo. 
 
2. O sinal é transmitido de um nervo sensitivo até a medula. Os axônios de 
neurônios sensitivos seguem por três vias possíveis (etapas 3, 4 e 5). 
3. Axônios de neurônios sensitivos penetram no corno posterior de substância 
cinzenta e depois se estendem para a substância branca da medula espinal e 
ascendem para o encéfalo como parte de um trato sensitivo. 
4. Axônios de neurônios sensitivos penetram no corno posterior de substância 
cinzenta e fazem sinapse com interneurônios cujos axônios se estendem para 
a substância branca da medula espinal e, depois, ascendem para o encéfalo 
como parte de um trato sensitivo. 
 
5. Axônios de neurônios sensitivos penetram no corno posterior de substância 
cinzenta e fazem sinapse com interneurônios que, por sua vez, fazem sinapse 
com neurônios motores somáticos que estão envolvidos nas vias reflexas 
espinais. 
 
Vias Efetentes (Motoras) 
 A eferência motora da medula espinal para os músculos esqueléticos 
envolve neurônios motores somáticos do corno anterior de substância 
cinzenta. Muitos neurônios motores somáticos são regulados pelo encéfalo. 
Axônios oriundos de centros encefálicos mais altos formam tratos motores 
que descem do encéfalo para a substância branca da medula espinal. Nesse 
local eles fazem sinapse com neurônios motores somáticos, seja direta ou 
indiretamente ao fazer sinapse primeiro com interneurônios e depois com 
neurônios motores somáticos. 
 Quando os neurônios motores somáticos são ativados, eles 
transmitem eferência motora na forma de impulsos nervosos ao longo de seus 
axônios, que atravessam de modo sequencial o corno anterior de substância 
cinzenta e a raiz anterior para penetrar no nervo espinal. A partir do nervo 
espinal, axônios de neurônios motores somáticos se estendem para os 
músculos esqueléticos do corpo. 
 A eferência motora da medula espinal para o músculo cardíaco, para 
a musculatura lisa e para as glândulas envolve neurônios motores autônomos 
do corno lateral. Quando os neurônios motores autônomos são ativados, eles 
transmitem a eferência motora autônoma na forma de impulsos nervosos ao 
longo de seus axônios, que atravessam de modo sequencial o corno lateral, o 
corno anterior e a raiz anterior para penetrar no nervo espinal. 
 A partir do nervo espinal, axônios de neurônios motores autônomos 
provenientes da medula espinal fazem sinapse com outro grupo de neurônios 
motores autônomos localizados no sistema nervoso periférico (SNP). Os 
axônios desse segundo grupo de neurônios motores autônomos, por sua vez, 
fazem sinapse com o músculo cardíaco, a musculatura lisa e as glândulas. 
 Principais Tratos Motores: 
- Trato corticospinal lateral: Inervação dos músculos dos membros e do 
tronco. Relacionado a movimentos voluntários finos. Decussação no bulbo. 
- Trato corticospinal anterior: Inervação dos músculos do tronco e dos 
membros proximais como os músculos dos ombros e quadris. Importante 
para movimentos mais amplos e menos finos. Decussação ao nível onde 
fazem sinapse com neurônios motores. 
- Trato rubroespinal: tônus muscular e modulação dos reflexos. Não realiza 
decussação completa, pode afetar bilateralmente. 
- Trato Reticuloespinal: tônus muscular e modulação dos reflexos. Não 
realiza decussação completa, pode afetar bilateralmente. 
- Trato vestibuloespinal: Equilíbrio e postura. Lateral não cruza. Medial cruza 
parcial afetando ambos lados. 
 
 Cortéx somatossensorial: parte do cérebro que reconhece onde os 
tratos sensoriais ascendente se originam. 
 Cada via tem uma região correspondente. 
 
Arcos Reflexos 
 Reflexos são movimentos involuntários que ocorrem quase 
imediatamente após um estímulo. 
 Os reflexos periféricos são extremamente rápidos, pois ocorrem na 
medula espinal por vias neurais chamadas arcos reflexos. Isso significa que 
os sinais não precisam se deslocar para o encéfalo para instigar uma resposta. 
 O encéfalo recebe sinais sensoriais ao mesmo tempo em que uma 
resposta reflexa ocorre. Isso permite a consciência do estímulo e de respostas 
amplas a um evento. 
 Por exemplo, se você tocar acidentalmente um prato quente que 
acabou de sair do forno, você vai retirar a mão automaticamente (arco reflexo 
da medula espinal) e registrar a dor como sensação de queimadura 
(processamento no encéfalo). A atividade reflexa pode produzir uma resposta 
da qual estamos conscientes (por exemplo, pisar em uma tachinha), ou 
inconsciente (como mecanismos que controlam os sistemas de órgãos do 
corpo). Estes podem ser classificados de forma funcional como envolvendo 
osistema nervoso somático (reflexos de que estamos conscientes) ou sistema 
nervoso autônomo (reflexos de que estamos inconscientes). Lesões no 
encéfalo ou na medula espinal podem levar a uma resposta reflexa alterada, 
devido a interrupção das vias de comunicação. 
 Existem dois tipos de arcos reflexos: monossinápticos e 
polissinápticos. 
 Monossináptico: vias reflexas monossinápticas são compostas de 
apenas dois neurônios: um neurônio sensorial (Aferente) e um neurônio 
motor (Eferente). Somente os reflexos mais simples são monossinapticos. 
Um exemplo de reflexo monossináptico é o reflexo da resposta patelar. Só 
vai e volta. 
 
 Polissinápticos: reflexos polissinápticos são compostos de pelo menos 
três neurônios: Um neurônio sensorial, um ou mais interneurônios, um 
neurônio motor. A maioria dos reflexos são polissinápticos. Os 
interneuronios que conectam os neurônios sensoriais e motores permitem o 
processamento ou a inibição do reflexo pelo encéfalo. Um exemplo é o 
reflexo de afastamento. O receptor que está no músculo é o 
fusoneuromuscular. 
 
 Os impulsos nervosos que se propagam para o SNC, no seu interior e 
para fora dele, seguem vias específicas que dependem do tipo de informação, 
de sua origem e de seu destino. A via seguida pelos impulsos nervosos que 
produzem um reflexo é denominada arco reflexo. 
 Um reflexo é uma resposta automática para um estímulo produzido 
por um arco reflexo. 
 O arco reflexo geralmente apresenta cinco componentes básicos: 1. 
Receptor Sensorial, 2. Neurônio Sensorial, 3. Interneurônio, 4. Neurônio 
Motor, 5. Órgão Efetor. 
 
Reflexo de alongamento 
 O reflexo de alongamento é produzido em resposta ao alongamento 
do músculo. 
 O reflexo é instigado através de uma única sinapse entre um neurônio 
sensorial e um motor, ou seja, monossinaptico. 
 Sinapse: É a junção entre duas células nervosas. É através desta 
junção que os sinais são enviados de uma célula nervosa para outra por 
transmissão química. 
 A via central para este reflexo é confinada à medula espinal, embora 
a informação também seja passada para o encéfalo. 
 O reflexo de alongamento é o mais rápido de todos os reflexos 
espinais. 
 O reflexo de alongamento em ação: na vida cotidiana, o reflexo de 
alongamento nos ajuda a manter nossa postura ereta. Por exemplo, se 
começarmos a nos inclinar para um lado, os músculos posturais do lado para 
o qual nos inclinamos se estica. Isso estimula os receptores de alongamento 
nesse músculo, o que faz com que os músculos posturais se contraiam e, 
portanto, corrige a postura. A informação dos receptores sensoriais atinge o 
encéfalo, mas ela não é necessária nem exigida em várias funções reflexas 
simples. Contudo, há sempre alguma inibição tônica dos neurônios motores 
inferiores do córtex cerebral. Portanto, quando os neurônios motores 
superiores ou as vias para a medula espinhal acima do nível do neurônio 
motor inferior são danificados, os reflexos que envolvem os neurônios 
motores inferiores são exagerados. 
 
Reflexo de Resposta Patelar 
 Um exemplo clássico de um reflexo de alongamento é o reflexo de 
resposta patelar. 
 Esse reflexo envolve somente dois neurônios. 
 Golpear o ligamento logo abaixo da patela estira o músculo 
quadríceps. 
 Receptores sensoriais no músculo são estimulados e disparam um 
impulso em um axônio sensorial. 
 O axônio sensorial faz sinapse diretamente com um neurônio motor 
que conduz o impulso para os quadríceps, o que desencadeia a contração. 
 
 As condições a seguir fazem o reflexo de resposta patelar se torne 
mais exagerado: Lesão na Medula Espinal Superior; Acidente Vascular 
Encefálico, Lesão Cerebral; Paralisia Cerebral; 
 As condições a seguir fazem o reflexo de resposta patelar se torne 
mais diminuído: Lesão de Receptor Sensorial; Inflamação das Terminações 
Nervosas. 
 
Fuso Muscular 
 Fusos musculares são receptores sensoriais que são estimulados por 
alterações no comprimento do músculo. 
 A sensibilidade ao reflexo é controlada pelo alongamento 
(relaxamento) e encurtamento (contração) das fibras do fuso muscular. 
 Os fusos musculares não apenas desempenham um papel importante 
em na iniciação do reflexo, mas também são essenciais na regulação da 
contração do músculo para garantir que ele não se alongue demais durante o 
reflexo. 
 Isto é obtido pela ativação de neurônios motores que resistem ao 
alongamento muscular. Evita Rupturas. 
 
Fisiologia dos Sentidos Especiais: Audição 
 Dividido em orelha externa, média e interna. 
 O pavilhão da orelha externa direciona as ondas sonoras para o meato 
acústico externo. 
 As ondas sonoras alternadas de alta e baixa pressão no ar, quando 
atingem a membrana timpânica, fazem com que a membrana vibre para frente 
e para trás. A membrana timpânica vibra lentamente em resposta a sons de 
baixa frequência (graves) e rapidamente em resposta a sons de alta frequência 
(agudos). 
 A área central da membrana timpânica conecta-se ao martelo, que 
vibra com a membrana timpânica. Essa vibração é transmitida do martelo 
para a bigorna e depois para o estribo. 
 À medida que o estribo move-se para frente e para trás, sua placa basal 
de formato oval, que é fixada por meio de um ligamento à circunferência da 
janela do vestíbulo, faz vibrar essa janela. Essas vibrações são cerca de 20 
vezes mais vigorosas do que as da membrana timpânica, porque os ossículos 
auditivos transformam eficientemente pequenas vibrações espalhadas por 
uma grande área de superfície (a membrana timpânica) em vibrações maiores 
em uma superfície menor (a janela do vestíbulo). 
 O movimento do estribo na janela do vestíbulo estabelece ondas de 
pressão fluida na perilinfa da cóclea. À medida que a janela do vestíbulo 
projeta-se para dentro, ela empurra a perilinfa da rampa do vestíbulo. 
 Ondas de pressão são transmitidas da rampa do vestíbulo para a rampa 
do tímpano e, eventualmente, para a janela da cóclea, fazendo com que ela 
projete-se para fora na orelha média. 
 À medida que as ondas de pressão deformam as paredes da rampa do 
vestíbulo e da rampa do tímpano, elas também empurram a membrana do 
vestíbulo para frente e para trás, criando ondas de pressão na endolinfa dentro 
do ducto coclear. 
 As ondas de pressão na endolinfa fazem a lâmina basilar vibrar, o que 
move as células ciliadas do órgão espiral contra a membrana tectória. Isso 
leva à flexão dos estereocílios e, finalmente, à geração de impulsos nervosos 
em neurônios de primeira ordem nas fibras nervosas cocleares (nervo 
vestibulococlear). 
 
 Transdução Sonora: 
- As células ciliadas internas promovem a transdução das vibrações 
mecânicas em sinais elétricos. Conforme a lâmina basilar vibra, os 
estereocílios no ápice da célula ciliada dobram-se para frente e para trás e 
deslizam uns contra os outros. Canais de cátions mecanossensíveis estão 
localizados na membrana dos estereocílios. 
- A abertura desses canais permite que cátions na endolinfa, principalmente 
K+, entrem no citosol das células ciliadas. 
- À medida que os cátions entram, eles produzem um potencial receptor 
despolarizante. Uma proteína de ligação de ponta une um canal de cátions 
mecanossensível em um estereocílio à ponta de seu estereocílio vizinho mais 
alto. 
- Quando a célula ciliada está em repouso, os estereocílios apontam para cima 
e os canais de cátions estão em um estado parcialmente aberto. Isso permite 
que alguns íons K+ entrem na célula, causando um potencial receptor 
despolarizante fraco. 
- A despolarização fraca espalha-se ao longo da membrana plasmática e abre 
alguns canais de Ca2+ dependentes de voltagem na base da célula. Como 
resultado, uma pequena quantidade de Ca2+ entra na célula e desencadeia a 
exocitose de um pequeno número de vesículas sinápticas contendo 
neurotransmissor. 
- O baixo nível de liberação de neurotransmissores gerauma baixa frequência 
de impulsos nervosos no neurônio auditivo de primeira ordem que faz sinapse 
com a célula ciliada. Quando a vibração da lâmina basilar promove a 
curvatura dos estereocílios em direção aos estereocílios mais altos, as 
ligações de ponta são esticadas e puxadas nos canais de cátions, fazendo com 
que os canais de cátions abram-se completamente. 
- Como resultado, uma quantidade maior de K+ entra na célula, causando um 
forte potencial receptor despolarizante. Isso leva à abertura de mais canais de 
Ca2+ dependentes de voltagem e liberação de mais neurotransmissores. 
- O aumento da liberação de neurotransmissores gera uma maior frequência 
de impulsos nervosos no neurônio auditivo de primeira ordem. Quando a 
vibração da lâmina basilar faz com que os estereocílios desviem-se do 
estereocílio mais alto, as ligações de ponta ficam frouxas e todos os canais de 
cátions fecham-se. Como o K+ não é capaz de entrar na célula ciliada, a célula 
torna-se mais negativa no interior (em comparação ao estado de repouso) e 
um potencial receptor hiperpolarizante se desenvolve. 
- Essa hiperpolarização resulta em pouca liberação de neurotransmissor e o 
neurônio auditivo de primeira ordem gera muito poucos impulsos nervosos. 
 
Fisiologia dos Sentidos Especiais: Olfato 
 A lâmina perpendicular do osso etmoide, localizada na parte superior 
da cavidade nasal, possui aberturas que conectam as partículas olfativas 
presentes no ar com o bulbo olfatório. 
 As células olfatórias reagem às moléculas odoríferas da mesma 
maneira que a maioria dos receptores sensitivos reage a seus estímulos 
específicos: um potencial receptor (despolarização) desenvolve-se e 
desencadeia um ou mais impulsos nervosos. 
 Esse processo, denominado transdução olfatória, ocorre da seguinte 
maneira: a ligação de um odorífero a uma proteína do neurônio sensitivo 
olfatório em um cílio olfatório estimula uma proteína de membrana 
denominada proteína G, a qual, por sua vez, ativa a enzima adenilato ciclase 
para produzir uma substância chamada adenosina monofosfato cíclica 
(cAMP), um tipo de segundo mensageiro. 
 A cAMP abre um canal catiônico que permite a entrada de Na+ e 
Ca2+ no citosol, o que causa a formação de um potencial receptor 
despolarizante na membrana da célula olfatória. Se a despolarização atinge o 
limiar, é gerado um impulso nervoso ao longo do axônio da célula olfatória. 
 
Fisiologia dos Sentidos Especiais: Paladar 
 As substâncias químicas que estimulam as células gustativas são 
conhecidas como elementos gustativos. Quando um elemento gustativo é 
dissolvido na saliva, ele pode entrar em contato com as membranas 
plasmáticas das microvilosidades gustativas, que são os sítios de transdução 
do paladar. 
 O resultado é um potencial receptor despolarizante capaz de estimular 
a exocitose das vesículas sinápticas da célula gustativa. Por sua vez, as 
moléculas de neurotransmissores liberadas desencadeiam potenciais 
graduados que produzem impulsos nervosos nos neurônios sensitivos de 
primeira ordem responsáveis por fazer sinapses com células gustativas. 
 O potencial receptor surge de forma diferente para elementos 
gustativos distintos. 
- Os íons sódio (Na+) em um alimento salgado, por exemplo, entram nas 
células gustativas através dos canais de Na+ na membrana plasmática. O 
acúmulo de Na+ dentro da célula causa despolarização, o que leva à liberação 
do neurotransmissor. 
- Os íons hidrogênio (H+) em estimulantes gustativos azedos, por sua vez, 
fluem para as células gustativas através dos canais de H+. Novamente, o 
resultado é a despolarização e a liberação do neurotransmissor. 
- Outros elementos gustativos, responsáveis por estimular os sabores doce, 
amargo e umami, não entram nas células gustativas. Em vez disso, eles se 
ligam a receptores na membrana plasmática que estão ligados às proteínas G. 
Essas proteínas então ativam enzimas produtoras do segundo mensageiro, o 
inositol trifosfato (IP3), que, por sua vez, causa despolarização da célula 
gustativa e a liberação do neurotransmissor. 
 Uma célula gustativa individual responde a apenas um tipo de 
estimulante gustativo. Isso se deve ao fato de que a membrana de uma célula 
gustativa dispõe de canais iônicos ou receptores para apenas um dos sabores 
primários; por exemplo: uma célula gustativa que detecta sabores amargos 
tem apenas receptores para eles, não é capaz de responder a sabores salgados, 
azedos, doces ou umami. 
 Portanto, cada célula gustativa é “sintonizada” para detectar um sabor 
primário específico e essa segregação é mantida à medida que a informação 
do sabor específico é retransmitida para o cérebro. 
 
Fisiologia dos Sentidos Especiais: Visão 
 A túnica fibrosa é a camada superficial do bulbo ocular e consiste na 
córnea anterior e na esclera posterior. A córnea é uma camada transparente 
que cobre a íris colorida. Por ser curva, a córnea ajuda a focar a luz na retina. 
 A esclera, o “branco” do olho, é uma camada de tecido conjuntivo 
denso composta principalmente de fibras colágenas e fibroblastos. A esclera 
cobre todo o bulbo do olho, exceto a córnea; isso dá forma ao bulbo ocular, 
torna-o mais rígido, protege suas partes internas e serve como local de fixação 
para os músculos extrínsecos do bulbo ocular. 
 A túnica vascular, ou úvea, é a camada média do bulbo ocular. É 
composta de três partes: corioide, corpo ciliar e íris. 
 A corioide altamente vascularizada, que é a porção posterior da túnica 
vascular, reveste a maior parte da superfície interna da esclera. Seus 
numerosos vasos sanguíneos fornecem nutrientes para a superfície posterior 
da retina. A corioide também contém melanócitos que produzem o pigmento 
melanina, o que faz com que essa camada tenha coloração marrom escura. A 
melanina na corioide absorve os raios de luz dispersos, o que impede a 
reflexão e a dispersão da luz dentro do bulbo ocular. Como resultado, a 
imagem lançada na retina pela córnea e pela lente permanece nítida e clara. 
 O corpo ciliar aparece na cor marrom escura, porque contém 
melanócitos produtores de melanina. Além disso, o corpo ciliar consiste em 
processos ciliares e músculo ciliar. Os processos ciliares são protrusões ou 
pregas, na superfície interna do corpo ciliar, que contêm capilares sanguíneos 
secretores de humor aquoso. O músculo ciliar é uma faixa circular de 
músculo liso; a contração ou o relaxamento desse músculo altera a rigidez 
das fibras zonulares, o que, por conseguinte, altera a forma da lente, 
adaptando-a para visão de perto ou de longe. 
 A íris consiste em melanócitos e fibras musculares lisas circulares e 
radiais. Uma função principal da íris é regular a quantidade de luz que entra 
no bulbo ocular através da pupila. 
 Atrás da pupila e da íris, dentro da cavidade do bulbo ocular, está a 
lente. Dentro das células da lente, proteínas chamadas cristalinas, dispostas 
como as camadas de uma cebola, compõem o meio refrativo da lente, que, 
em geral, é perfeitamente transparente e carece de vasos sanguíneos. É 
envolta por uma cápsula de tecido conjuntivo transparente e mantida em 
posição por fibras zonulares circundantes, que se ligam aos processos ciliares. 
A lente ajuda a focar as imagens na retina para facilitar a visão clara. 
 A terceira e mais interna camada do bulbo ocular, a retina, reveste os 
três quartos posteriores do bulbo e é o início da via visual. 
 A retina consiste em um estrato pigmentoso e um estrato neural. O 
extrato pigmentoso da retina é uma lâmina de células epiteliais que contêm 
melanina localizada entre a corioide e a parte neural da retina. A melanina no 
extrato pigmentoso da retina, como na corioide, também ajuda a absorver os 
raios de luz dispersos. O extrato neural (sensitivo) da retina é uma 
protuberância em multicamadas do cérebro que processa dados visuais 
extensivamente antes de enviar impulsos nervosospara os axônios que 
formam o nervo óptico. 
 As imagens focadas na retina são invertidas (de cabeça para baixo). 
Elas também sofrem reversão da direita para a esquerda; isto é, a luz do lado 
direito de um objeto atinge o lado esquerdo da retina e vice-versa. A razão 
pela qual o mundo não parece invertido e revertido é que o encéfalo 
“aprende” cedo na vida a coordenar imagens visuais com as orientações dos 
objetos. 
 Três camadas distintas de neurônios da retina – a camada de células 
fotorreceptoras, a camada de células bipolares e a camada de células 
ganglionares – são separadas por duas zonas, as camadas sinápticas externa 
e interna, onde ocorrem os contatos sinápticos. 
 Os fotorreceptores são células especializadas na camada 
fotorreceptora que iniciam o processo pelo qual os raios de luz são finalmente 
convertidos em impulsos nervosos. Existem dois tipos de fotorreceptores: 
bastonetes e cones. Cada retina tem cerca de 6 milhões de cones e 120 
milhões de bastonetes. 
 As luzes mais brilhantes estimulam os cones, que produzem a visão 
de cores. Os bastonetes nos permitem ver com pouca luz, como o luar; como 
os bastonetes não fornecem visão de cores, com pouca luz, podemos ver 
apenas preto, branco e todos os tons de cinza entre ele. 
 A partir dos fotorreceptores, a informação flui através da camada 
sináptica externa para as células bipolares e destas através da camada 
sináptica interna para as células ganglionares. Os axônios das células 
ganglionares estendem-se posteriormente ao disco óptico e saem do bulbo 
ocular como o nervo óptico (II). O disco óptico também é denominado ponto 
cego. 
 
Sono 
 Estado de inconsciência parcial ou completa; 
 Ritmo circadiano: a luz influencia a retina, fazendo a liberação de 
cortisol e mantendo a vigília, à noite a glândula pineal libera melatonina 
influenciada pela ausência de luz; 
 Com advento da luz elétrica esse ritmo foi afetado; 
 O hipotálamo é responsável por regular esses ritmos biológicos; 
 No dia: picos de cortisol; na noite: picos de melatonina; 
 A melatonina é um poderoso antioxidante quando liberada 
regulamente, associada ao bom sono, reduz até mesmo as chances de câncer. 
 O sono é dividido em fases: 
REM – Movimento Rápido dos Olhos = cérebro ativo, alta atividade cerebral; 
paradoxal, dessincronizado, sonhos, diminuição dos tônus musculares. 
NREM 1 – Não REM 
NREM 2 
NREM3 – sono profundo, diminuição da frequência cardíaca, diminuição da 
pressão arterial, ondas lentas, sono relaxante, não lembra ou não tem sonhos. 
 Quanto mais profundo o sono, maior a amplitude e menor a 
frequência. 
 Há diferentes estratégias para reduzir a atividade cerebral como ioga, 
meditação, orações, etc. 
 Quando o sono está regulado e suprindo a necessidade fisiológica, 
ativa-se as vias serotoninérgicas, localizadas nos núcleos de hard. 
 Acredita-se que o peptídeo muraminil acumula-se nos longos 
períodos de vigília e que esta causa as sensações associadas como a fadiga, 
cansaço, oscilação de humor, desconcentração. 
 Quando se consome álcool ele inibe o sistema nervoso fazendo com 
que o sono não seja reparador, com grande atividade cerebral. 
 
Controle do Comportamento Alimentar 
 A fome tem relação com a interação de fatores fisiológicos e 
comportamentais; 
 Hipotálamo regula a fome, libido, hormônios, sede, etc. 
 A fome interfere diretamente no comportamento humano; 
 Para o bem-estar físico e mental a alimentação possui 70% de 
importância. Na atualidade, a obesidade é uma epidemia. 
 Fatores neurais, endócrinos, adipocitários, intestinais, 
comportamentais e psicológicos influenciam a fome. 
 Deve-se comer devagar para que o estômago distenda e envie 
mensagem ao hipotálamo de saciedade. 
 A leptina é o hormônio da saciedade e é liberada pelos adipócitos. 
 O núcleo arqueado no hipotálamo é responsável pelo controle do 
consumo alimentar. 
 As informações sobre a saciedade/fome são transmitidas por meio do 
nervo vago, que é predominantemente parassimpático. 
 O início do ciclo da digestão começa com os estímulos visuais dos 
alimentos. 
BIOQUÍMICA 
Metabolismo de Glicose no Sistema Nervoso 
 Glicose é a principal molécula utilizada pelo Sistema Nervoso para 
produção de energia; 
 Oxidação = perda de elétrons; 
 Homeostase = regulação; equilíbrio; manutenção; 
 Glicólise = quebra da glicose; glicogênese = produção de glicogênio 
a partir de glicose; glicogenólise = quebra do glicogênio para produzir 
glicose; gliconeogênese= produção de glicose a partir de outros compostos 
como lactato. 
 O metabolismo anaeróbido (sem utilização de oxigênio) é exclusivo 
para carboidratos, sendo 25% de toda glicose utilizada nesse metabolismo. 
 O consumo de glicose no SN é gasto em funções como: bomba de 
sódio e potássio: para manutenção do potencial de repouso, exocitose e 
endocitose: gasto no controle de neurotransmissores pela fenda sináptica; 
transporte de vesícula: proteínas motoras gastam energia para levar os 
neurotransmissores até a fenda sináptica pelos microtúbulos. 
 Os GLUTs são transportadores de glicose, eles determinam quais 
sistemas possuem prioridade na utilização da glicose. Sistema que possuem 
GLUTs com alta afinidade à glicose possuem mais fácil difusão. 
 Transporte ativo: gasto de energia (ex: bomba de sódio potássio); 
difusão facilitada: sem gasto de energia (ex: GLUT). 
 Metabolismo Anaeróbico de Glicose ou Glicolítico: não depende de 
oxigênio, menos energia, oxidação parcial, produção de molécula ácida 
(lactato) 
 Metabolismo Aeróbico de Glicose ou Oxidativo: depende de oxigênio 
e de mitocôndria, mais energia, oxidação total. 
 Na cadeia respiratória (parte do metabolismo oxidativo) complexos 
proteicos, para sintetizar o ATP, transportam os elétrons até o oxigênio final. 
 Durante essa transferência de elétrons, espécies reativas de oxigênio 
são perdidas (elétrons livres); eles podem gerar doenças, para a homeostase 
é necessário a presença de alguns alimentos e vitaminas. 
 Os astrócitos se localizam próximo aos vasos sanguíneos, eles são os 
que, através do GLUT 1, captam a glicose diretamente dos vasos. 
 O neurônio possui maior presença de GLUT 3, astrócitos de GLUT 1 
e micróglia de GLUT 5. 
 O astrócito faz metabolismo glicolítico e joga o lactato para fora por 
meio do MCT. 
 O neurônio pega esse lactato e transforma em piruvato para, 
posteriormente, realizar o Metabolismo Oxidativo. 
 O astrócito também armazena glicose em forma de glicogênio para 
posterior utilização pelo SN. 
 
EMBRIOLOGIA 
Conceitos Iniciais 
 Tubo neural é o primórdio do SNC. 
 Crista neural forma o SNP. 
 Todo sistema nervoso é formado por ectoderma. 
 O processo de neurulação consiste no fechamento completo do tubo 
neural. 
 A sinalização de genes garante a diferenciação do ectoderma em cada 
estrutura que ele forma posteriormente, isso ocorre por meio de diferentes 
contatos. 
 A partir da terceira semana do desenvolvimento ocorre a neurulação. 
 
Formação Inicial do Embrião 
 O zigoto possui capacidade máxima de diferenciação celular, a partir 
das sucessivas divisões ele vai perdendo sua capacidade de diferenciação. 
 Zigoto vira a mórula que vira blastocisto. 
 
 A cavidade blastocística é indispensável para o crescimento do 
embrião. 
 
Primeira Semana do Desenvolvimento 
 Ocorre a fecundação; 
 Divisão e migração celular. 
 
Segunda Semana do Desenvolvimento 
 Formação do blastocisto e nidação. 
 Formação do disco bilaminar (2 camadas de células, hipoblasto e 
epiblasto, cavidade amniótica para cima e vesícula umbilical para baixo) 
 
1. Disco bilaminar; 2. Nidação 
Hipoblasto amarelo; Epiblasto branco. 
 
Terceira Semana do Desenvolvimento e início da Quarta 
 Aparecimento da linha primitiva. 
- Há uma proliferação de células do epiblasto e migração delas para o centro 
do epiblasto, o marcodessas células que fica é a linha primitiva (linha azul) 
e o centro marcado é o nó primitivo. A linha primitiva divide o embrião em 
região cefálica e caudal. 
 
 Diferenciação das três camadas germinativas: 
- Disco embrionário bilaminar se diferencia em disco embrionário trilaminar: 
quando as células chegam no nó primitivo elas começam a envaginar e ocupar 
o espaço entre o hipoblasto e o epiblasto, induzindo diferenciação celular em 
todas as camadas e formando o mesoblasto. 
- Epiblasto vira ectoderma; hipoblasto vira endoderma e mesoblasto vira 
mesoderma. 
- Mudanças no formato. 
- Rearranjo e movimento de células. 
- Alterações nas propriedades adesivas. 
- Inicia uma regressão da linha primitiva pois a proliferação de células está 
diminuindo; 
- Inicia a diferenciação de órgãos; 
- Crescimento da prega neural (linha cinza), primórdio do SN. 
- Canal notocordal: células adentrando no mesoderma, primórdio da 
notocorda. 
 
- O mesoderma não chega até o final, tendo partes de encontro entre ecto e 
endo (boca e ânus) 
 Desenvolvimento da notocorda. 
- O processo de migração das células é tão intenso que forma um canal de 
comunicação (canal neuroentérico) entre a cavidade amniótica e a vesícula 
umbilical. 
- A regeneração dessa obliteração forma a placa notocordal, que induz a 
formação da placa neural por meio da formação da notocorda na região 
mesodérmica. 
 
- O canal notocordal cresce para a região cefálica e a linha primitiva regride 
para a região caudal. 
- A notocorda, localizada no mesoderma, induz a formação da placa neural, 
localizada no ectoderma, por meio do processo de sinalização gênica por 
contato ou tração de tecido. 
 
 
 Neurulação 
- Formação do tubo neural 
 Teratoma 
- Não ocorre a regressão da linha primitiva, descontrole na proliferação 
celular. 
- Tumor de célula germinativa 
- Geralmente benigno 
- Contém tecidos derivados de todas as 3 camadas germinativas, em 
diferentes estágios de diferenciação 
- Incidência 1/35.000 RN 
- Compromete 4 meninas: 1 homem 
 
 Aparecem durante a terceira semana, já que a placa neural e o sulco 
neural se desenvolvem no aspecto posterior do embrião trilaminar. O SNC é 
derivado do tubo neural, que se origina do ectoderma. 
 A Placa Neural é o primeiro estágio de desenvolvimento do Sistema 
Nervoso. Essa placa neural começa a se aprofundar em uma invaginação 
formando o Sulco Neural. Logo após é formada a Goteira Neural, onde tem 
um aprofundamento maior do Sulco Neural e lateralmente são formadas as 
Cristas Neurais. A dobra, que é limite entre a goteira e a crista, é chamada de 
Prega Neural. Acontece uma fusão nas Pregas Neurais. O último estágio de 
formação após essa fusão é o Tubo Neural. 
 Placa Neural; Sulco Neural; Goteira Neural; Prega Neural (Limite 
entre Goteira e Crista); Cristas Neurais (Lateralmente); Tubo Neural (Último 
Estágio - Fusão das Pregas Neurais). 
 Placa -> Sulco: 3ª semana º Sulco -> Cristas e Tubo: inicio da 4ª 
semana. 
 
 
 
 
 As peças 25 e 29 são da 3ª semana, e a peça 30 da 4ª semana. 
 A notocorda (Sinalização: Sonic Hedgehog - SHH) e o mesênquima 
paraxial induzem o ectoderma subjacente a se diferenciar na placa neural. 
 Induz o processo de neurulação; 
 Formada pelo endoderma; 
 Filo Cordata; 
 O bloqueio da BMP-4 feito por proteínas, sintetizadas pela notocorda, 
atuam no nódulo primitivo e mesoderma adjacente, levando a diferenciação 
do neuroectoderma. 
 Falhas no sistema nervoso: Os Genes estão prejudicados. Ou seja, se 
a notocorda não se formar, não tem neurulação. A notocorda se degenera 
quase completamente, persistindo uma pequena parte que forma o núcleo 
pulposo das vértebras. 
 O Tubo Neural dá origem ao SNC. 
 A Crista Neural que se separaram do tudo dá origem a maior parte do 
SNP e SNA. 
 
Quarta Semana do Desenvolvimento 
 A neurulação começa durante a 4º semana (22-23 dias). 
 A notocorda apenas influencia o desenvolvimento do Tubo Neural. 
 Os somitos são as bases para a formação dos corpos vertebrais. 
 A vértebra vai abraçando o tubo neural e automaticamente 
incentivando o seu fechamento. 
 Ao final da 4º semana já existe um tubo dilatado na extremidade 
cefálica para a formação do encéfalo - SNC. 
 O Neuroporo Rostral se fecha aproximadamente no 25º dia; (Abertura 
Cranial)). Ele dará origem ao Encéfalo. 
 O Neuroporo Caudal se fecha aproximadamente no 27º dia; Ele dará 
origem a Medula Espinal. 
 
 O lúmen do Tubo Neural se torna o Canal Neural, o qual se comunica 
livremente com a cavidade amniótica. O canal neural forma o sistema 
ventricular do encéfalo e o canal central da medula espinal. 
 A parte anterior do tubo neural se expande, junto com o tecido da 
crista neural, dilatando e desenvolvendo constrições que determinam o 
aparecimento de três regiões chamadas de Vesículas Encefálicas Primárias: 
1. Prosencéfalo; 2. Mesencéfalo; 3. Rombencéfalo; 
OBS: Apenas o Mesencéfalo continua na idade adulta. 
 Tanto o prosencéfalo quanto o rombencéfalo se subdividem, 
formando as Vesículas Encefálicas Secundárias. 
 Prosencéfalo dá origem: 1. Telencéfalo 2. Diencéfalo. 
 Rombencéfalo dá origem: 1. Metencéfalo 2. Mielencéfalo 
 As diversas vesículas encefálicas originam as seguintes estruturas no 
adulto: 
Telencéfalo: formam os hemisférios cerebrais e os ventrículos laterais, unidos 
ao 3º ventrículo pelos dois forames interventriculares. 
Diencéfalo: dá origem ao tálamo, ao hipotálamo, ao epitálamo e ao terceiro 
ventrículo. 
Mesencéfalo: forma estrutura de mesmo nome e o aqueduto do mesencéfalo. 
Tronco Encefálico: (diferencia muito cedo e é muito conservada. 
Responsável pelos sentidos). Une o 3º e o 4º ventrículo. 
Metencéfalo: dá origem à ponte, ao cerebelo e à parte superior do quarto 
ventrículo. 
Mielencéfalo: forma o bulbo (medula oblonga) e a parte inferior do quarto 
ventrículo. Coluna de núcleos (agregados de corpos celulares neuronais no 
encéfalo) viscerais aferentes (indo p/ encéfalo) e eferentes (saindo do 
encéfalo). 
 
 
 A placa do teto do mielencéfalo está constituída por uma única 
camada de células ependimárias recobertas externamente pela pia-máter. 
 As paredes destas regiões encefálicas dão origem ao tecido nervoso, 
enquanto o interior oco do tubo se transforma em ventrículos (espaços 
preenchidos por líquido). 
 O tecido expandido da crista neural é importante no desenvolvimento 
da cabeça. A maioria das estruturas protetoras do encéfalo é derivada deste 
tecido. 
 
Formação da Medula Espinal 
 É derivada do neuroectoderma. 
 O Terço Caudal do Tubo Neural representa a futura Medula Espinal. 
 Não sofre dilatação mas vai manter uma luz no seu interior, chamado 
Canal Central Medular. 
 Substância Branca fica externamente. Substância Cinza fica 
internamente. 
 O líquor circula por dentro e por fora da Medula. É assim formado o 
H medular. 
 Parte Posterior (Acima - Lâmina Alar): Sensitivo; Parte Anterior 
(Abaixo - Lâmina Basal): Motora 
 
Formação das meninges 
 Dura-Máter: Do mesênquima, mesoderma que envolve o tubo neural. 
Densa e espessa. 
 As Leptomeninges; Pia-Máter e Aracnóide: originam-se das células 
da Crista Neural. Mais delicadas e íntimas. 
 Durante a quinta semana, começa a formar um fluido cérebro espinal 
(FCS ou Liquor), que pode constituir um meio nutritivo para as células 
epiteliais dos tecidos neurais. 
 Até a 7ª semana temos uma cauda. As sacrais se fudem e formam o 
sacro. As coccígeas se fudem e formam o cocci. 
 Cauda Equina: “Fiapos”, nervos ao final da Medula Espinal. 
 
Sistema Nervoso Periférico 
 O desenvolvimento embriológico do SNP é paralelo ao SNC, e 
decorre ao final da 3° Semana ou início da 4°Semana. 
 Acontece ao mesmo tempo do Sistema Nervoso Central. 
 As Cristas Neurais (Esquerda e Direita) começam a liberar várias 
células ao longo de todo nosso corpo.Durante o processo de migração elas 
começam a se fixar, diferenciar e amadurecer. 
 Iniciam a diferenciação dos neurônios e as Células da Glia. Eles vão 
se agrupando e formando espécies de colônias e aglomerados de corpos 
celulares. 
 Gânglios são conjuntos de corpos celulares. Eles vão se ramificando 
e crescendo de maneira “descontrolada”. Vão se formando outros gânglios 
com outros corpos celulares que emitem outros estímulos (Estações de 
Reforços). 
 O Mesoderma estará associado com a uma estrutura chamada 
Somitos. Somitos são estruturas originadas do mesoderma que vão originar a 
pele, os músculos e o tecido ósseo. 
 Esclerótomos se originam na 6º semana - Os ossos da coluna 
vertebral. Para produzir as proteínas e lipídios é um processo demorado. 
Surgem desmielinizados e começam a se mielinizar. 
 Mielinização é no fim do período fetal, nascimento, até 1 ano de 
idade. 
 
 Assim como ocorre o desenvolvimento do SNC, o SNP tende a 
crescer em paralelo, conectando os tecidos corporais à medula espinal. 
 A vértebra é ventral ao Tubo Neural. Entre os recessos passam os 
nervos. 
 O gânglio é um conjunto de células nervosas, sobretudo corpos 
neuronais. Quem comanda são as Fibras Nervosas que são prolongamentos 
de neurônios e os gânglios. 
 Células de Schwann que revestem as células nervosas do SNP. 
 
Malformações do Sistema Nervoso 
 Hipoplasia cerebelar; redução do volume cerebral. 
 Aplasia Cerebelar; 
 Hidrocefalia: Obstrução dos ventrículos laterais e do aqueduto 
cerebral / aumento de produção; 
 Exencefalia; cérebro situado fora do crânio. 
 Anencefalia; cérebro subdesenvolvido e crânio incompleto. 
 Espinha Bífida; desenvolvimento incompleto da medula espinal. 
 
Alterações Funcionais do Sistema Nervoso 
 Autismo; 
 Bipolaridade; 
 Epilepsia; 
 Esquizofrenia; 
 Processos Depressivos; 
 Processos Neurodegenerativos: Parkinson; Huntington; Alzheimer 
 
Má formações Aula 
 Alterações morfológicas geram alterações fisiológicas, mas alterações 
fisiológicas não geram alterações morfológicas. 
 Agenesia do Corpo Caloso: falta de corpo caloso, intercruza a linha dos 
dois hemisférios, não tão grave; 
 
 Dandy-Walker: afeta o cerebelo e a capacidade motora, sinal mais 
comum é o desequilíbrio. 
 
 Arnold Chiar: estrangulamento da região do tronco encefálico, 
hipertrofia do forame magno, afeta diretamente o mesencéfalo, a ponte e o 
bulbo. O bulbo tem função no controle cardiorrespiratório, normalmente há 
morte por asfixia nessa doença. 
 
 Macrocefalia, normalmente associada à hidrocefalia: há um acúmulo 
de líquor; 
 Microcefalia: falha na divisão celular, diminuição da massa encefálica. 
 
Próximos problemas são relacionados ao fechamento caudal do tubo neural, 
necessário diagnóstico na gestação pois o parto tem de ser cesária: 
 Meningocele: medula espinal exposta dentro de uma bolsa. 
 
 Mielosquise: medula espinal exposta sem a presença de bolsa. 
 
 Mielomeningocele: medula espinal e fibras nervosas estão expostas 
dentro de uma bolsa. 
 
 Espinha bífida oculta: geralmente não apresenta sintomas. 
 
Doenças do SN 
 Os núcleos da base são áreas compostas por copos de neurônios, em 
doenças degenerativas os neurônios do núcleo da base sofrem apoptose, o 
que gera, consequentemente, uma diminuição da região e posteriormente, 
em fase mais avançada da doença, dilatação dos ventrículos. 
 Doença de Hantington: 
- Monogênia 
- Atinge uma proteína de alto peso molecular, a proteína huntingtina 
- Há um aumento significativo no número de trincas da proteína (mais de 30). 
Isso é detectado como um erro e essa proteína sofre apoptose. 
- É uma doença hereditária, dominante, progressiva e degenerativa que ataca 
o SNC. 
- Atinge o cromossomo 4. 
 Doença de Parkinson 
- Multigênia 
- Afeta os genes PARKs 
- Essas mudanças irão alterar a entrada de O2 na mitocôndria, o que causará 
um acúmulo de radicais livres de oxigênio (ROS) 
- Isso gerará a morte de células por falta de energia 
- O diagnóstico é baseado em sinais, sintomas e achados. 
- Há um dano ao músculo estriado esquelético 
- Acomete principalmente a substância negra dos núcleos da base que afetam 
a transmissão de informação e geram os tremores. 
 
Embriologia dos Sentidos: audição 
 Espessamento da ectoderme superficial – o placoide ótico – aparece de 
cada lado do embrião, ao nível da região caudal do rombencéfalo, formando 
a vesícula ótica (parte do mesoderma), primórdio da orelha interna. 
 Para formação da orelha média parte-se do desenvolvimento do recesso 
tubotimpânicoda primeira bolsa faríngea. A parte proximal do recesso forma 
a tuba faringotimpânica (tuba auditiva). A parte distal do recesso se expande 
e se transforma na cavidade timpânica, que gradualmente envolve os 
pequenos ossos das orelhas médias – os ossículos auditivos (martelo, bigorna 
e estribo) –, seus tendões e ligamentos e o nervo da corda timpânica. 
 O primórdio da membrana timpânica é a primeira membrana faríngea, 
que separa o primeiro sulco faríngeo da primeira bolsa faríngea. 
 A aurícula (pavilhão auricular), que se projeta do lado da cabeça, 
desenvolve-se a partir das proliferações mesenquimais no primeiro e segundo 
arcos faríngeos. 
 
 Apêndices (bolas), fístulas (buraco) e seio pré-auriculares são sinais de 
possíveis má formações no aparelho auditivo. 
 Orelha de implantação baixa: chance de má formação. 
 
Embriologia dos Sentidos: visão 
 O desenvolvimento inicial do olho resulta de uma série de sinais 
indutivos e é evidente pela primeira vez no início da quarta semana, quando 
as fendas ópticas (sulcos) surgem nas pregas neurais encefálicas. 
 Conforme as pregas neurais se fusionam, os sulcos ópticos invaginam 
para formar divertículos ocos – as vesículas ópticas – que se projetam da 
parede do prosencéfalo para o interior do mesênquima adjacente. A formação 
das vesículas ópticas é induzida pelo mesênquima adjacente para o encéfalo 
em desenvolvimento. 
 A íris se desenvolve a partir da borda do cálice óptico, que cresce para 
dentro e cobre parcialmente o cristalino. A maior parte da íris e do cristalino 
é derivada de mesoderma. 
 A córnea, parte mais exterior, que possui alta regeneração, se 
desenvolve a partir de ectoderma. 
 A retina, por possuir receptores e muito tecido nervoso, se desenvolve 
a partir de neuroectoderma. 
 
Má formações do olho 
 Ciclopia: incompatível com a vida 
 Microftalmia: um olho menor, com desvio e afuncional 
 Anoftalmia: falta de um olho 
 Aniridia: falta de íris, não enxerga, possui intolerância à luz; 
 Catarata congênita: defeito na córnea, relaciona-se com invasão de 
microorganismos.glicosaminoglicanos e fibroblastos esparsos. 
 O perineuro contorna cada feixe de fibras nervosas (fascículos). É 
formado por várias camadas concêntricas de fibroblastos modificados. Entre 
as células, há fibrilas colágenas e elásticas esparsas. 
 O epineuro é a camada que reveste o nervo e preenche os espaços 
entre os feixes de fibras nervosas. É constituído por tecido conjuntivo denso 
não modelado, para suportar o estiramento do feixe nervoso, e tecido 
conjuntivo frouxo, podendo incluir células adiposas. 
Cortes transversais 
 
 
 
 
 
Epineuro: verde claro; Perineuro: verde escuro 
 
Endoneuro: porções rosa claro entre as fibras, marcados em azul. 
Região vazia entre as fibras: ausência da bainha de mielina (que foi removida) 
 
No interior de quase todas as fibras nervosas é possível observar um pequeno 
círculo bastante corado: é o axônio seccionado transversalmente e que é 
ressaltado em azul escuro ao usar o cursor. O axônio deveria estar 
aproximadamente no centro da bainha de mielina, porém em muitos casos se 
deslocou durante a preparação do tecido. 
Ainda examinando as fibras nervosas, é possível notar uma delgada faixa 
bastante corada que delimita cada fibra: é o citoplasma da célula que envolve 
os axônios. No sistema nervoso periférico esta função é exercida 
pelas células de Schwann, que envolve trechos do axônio e que contém a 
mielina. Este envoltório fica ressaltado em amarelo. 
 
Os gânglios são conjuntos de neurônios situados no SNP. Nessa imagem de 
um corte de um gânglio observa-se núcleos grandes, com nucléolos 
volumosos. São os corpos celulares de neurônios. 
Uma característica importante dos neurônios ganglionares é a presença de 
pequenas células que recobrem os neurônios, localizadas em seu tecido 
conjuntivo. São denominadas células satélites de neurônios ou células 
satélites gliais. Ficam ressaltadas em verde ao passar o cursor ou clicar na 
imagem. 
 
 
 
 
 
 
 
Cortes Longitudinais 
 
Seta: Trata-se do intervalo entre duas células de Schwann 
denominado nódulo de Ranvier. 
 
Em roxo e comprido: seguimentos de axônio; 
Circulares: bainha de mielina. 
 
Medula Espinal 
 A Substância Branca está localizada mais externamente, enquanto a 
Substância Cinzenta se distribui mais internamente e está disposta na forma 
de letra H. 
 A Substância Branca é composta basicamente de fibras nervosas 
mielinizadas (axônios), enquanto a Substância cinzenta apresenta corpos 
celulares e dendritos. 
 
 
 A parte posterior do H medular é formada por duas pontas mais 
afuniladas chamadas de Cornos Posteriores, que recebem os neurônios 
sensitivos vindo dos nervos periféricos. 
 A parede anterior do H medular é formada por projeções mais 
arredondas chamada de Cornos Anteriores, que parte os neurônios motores 
que vão para os nervos periféricos. 
 Cornos Anteriores: 
Classificação Funcional: Os neurônios dos cornos anteriores são 
principalmente motoneurônios ou neurônios motores, responsáveis pela 
inervação dos músculos esqueléticos. Eles são classificados funcionalmente 
como neurônios motores somáticos. O Neurônio é maior. 
Classificação Estrutural: Estruturalmente, esses neurônios são tipicamente 
multipolares, com um corpo celular grande e vários dendritos que recebem 
sinais. 
 Cornos Posteriores: 
Classificação Funcional: Os neurônios encontrados nos cornos posteriores 
são principalmente neurônios sensoriais que recebem e transmitem sinais 
sensoriais (como dor, temperatura e toque) ao sistema nervoso central. 
Classificação Estrutural: Estruturalmente, muitos desses neurônios também 
são multipolares, mas existem também neurônios pseudounipolar. 
 Substância Branca: 
Oligodendrócitos: Responsáveis pela produção da mielina que envolve os 
axônios, facilitando a condução rápida de impulsos nervosos. 
Astrócitos: Embora mais comuns na substância cinzenta, eles também estão 
presentes na substância branca e desempenham funções de suporte 
metabólico e manutenção da homeostase, são fibrosos. 
Microglia: É um Macrófago. Função de defesa. São as células imunológicas 
do SNC. 
 Substância Cinzenta: 
Astrócitos: Altamente abundantes na substância cinzenta, eles fornecem 
suporte estrutural, regulam a transmissão sináptica e ajudam na manutenção 
do ambiente extracelular. 
Micróglia: Células imunes do sistema nervoso central que participam na 
defesa contra infecções e remoção de detritos celulares. 
Oligodendrócitos: Também encontrados em menor número na substância 
cinzenta, mas desempenham papel na mielinização de alguns axônios 
presentes nessa região. 
Ependimárias: Revestem os ventrículos e o canal central da medula, ajudando 
na movimentação do líquido cefalorraquidiano. 
 
Meninges 
 Dura-Máter; Aracnóide; Pia-Máter; Espaço Epidural (entre dura-
máter e crânio ou canal vertebral); Espaço Subaracnoide (entre pia-máter e 
aracnoide); Espaço subdural (entre a dura-máter e a aracnoide) 
 Três revestimentos distintos de tecido conjuntivo que envolvem e 
protegem a medula espinal e o encéfalo. 
 Dura-máter. A mais superficial das três meninges espinais é uma 
camada espessa e resistente de tecido conjuntivo denso não modelado. 
 Aracnoide-máter. Essa camada, a camada meníngea média, é um 
revestimento avascular delgado constituído por células e delicadas fibras 
elásticas e de colágeno dispostas em um arranjo frouxo. 
 Pia-máter. Essa meninge mais interna é uma camada fina e 
transparente de tecido conjuntivo que adere à superfície da medula espinal e 
do encéfalo; é constituída por finas células pavimentosas a cúbicas em 
fascículos entrelaçados com fibras de colágeno e algumas delicadas fibras 
elásticas. 
 
 
 
Histologia do Cerebelo 
 Organizado em folhas; 
 Substância Branca e Substância Cinzenta; 
 Substância Branca: núcleos de células da glia. 
 Substância Cinzenta possui 3 camadas: molecular, de células de 
Purkinge e granulosa. 
 Camada molecular: células da glia, fibras de axônios, raros neurônios. 
 Camada de Purkinge: corpos celulares grandes. 
 Camada granulosa: pequenos neurônios. 
 Ordem: substância Branca, Camada Granulosa, Camada de Purkinge, 
Camada Molecular. 
 
 
 
 
Histologia dos Sentidos: Gustação 
 A língua é uma massa de músculo estriado esquelético revestida por 
uma camada mucosa cuja estrutura varia de acordo com a região. 
 As papilas são elevações do epitélio oral e da lâmina própria que 
assumem diversas formas e funções. Há quatro tipos: filiformes (tato, possui 
tecido queratinizado), fungiformes, foliadas e circunvaladas (outras: 
relacionadas à gustação). 
 As papilas fungiformes são distribuídas por toda extensão da língua, 
enquanto as circunvaladas estão ao final da língua. 
 As papilas filiformes não possuem botões gustativos, possuem função 
mecânica auxiliando na textura doa alimentos e mistura durante a mastigação. 
 As papilas fungiformes detectam sabores e são sensíveis à 
temperatura e ao toque. 
 As papilas circunvaladas diferenciam sabores. 
 
Papilas Filiformes e abaixo delas encontra-se tec. conjuntivo, mucosa. 
 
Fibras musculares distribuídas em vários sentidos 
 
Botões Gustativos 
 
 
 
Histologia dos Sentidos: Audição 
 Lâmina apresenta o vestíbulo e as regiões da cóclea; 
 Possui 3 escalas: vestibular, média e timpânica 
 Na escala média, há a presença do órgão de Corti. 
 
 
Histologia dos Sentidos: Visão 
 1. Túnica Fibrosa 
Região Externa 
Córnea (anterior) 
a) Epitélio anterior da córnea: Epitélio estratificado pavimentoso rico em 
terminações nervosas livre e fibras colágenas. 
b) Membrana de Bowmann: não identificada na lâmina. 
c) Estroma: formado por fibras colágenas paralelas entre si. 
d) Membrana Descemente: fibras colágenas organizadas em retículo 
e) Epitélio posterior da córnea: Epitélio pavimentoso simples. 
 
 
- Esclera (posterior) 
Apresenta-se envolvida pela cápsula deTenon e preenchida por fibras 
colágenas organizadas em diferentes sentidos proporcionando movimentos 
rotativos em todas as direções. 
 
 2. Túnica Vascular 
Região Mediana 
a) Coróide: Tecido conjuntivo rico em vasos sanguíneos e fibras colágenas. 
b) Corpo Ciliar 
c) Íris 
 
 3. Túnica Nervosa 
Região Interna 
- Retina 
Região interligada com o Sistema Nervoso Central, através do nervo óptico. 
a) Camada das células pigmentares: Células cúbicas com grânulos de 
melanina fortemente corados em marrom. 
b) Camada dos cones e bastonetes: Células fotosensitivas. 
Plexiforme externa: região de sinapses. 
c) Camada das células bipolares: células organizadas em várias camadas 
com núcleos redondos pequenos e bem corados. 
Plexiforme interna: região de sinapses. 
d) Camada das células ganglionares: formada por células nervosas em duas 
ou três camadas. 
Apresentam núcleos globosos com nucléolos bem evidentes. 
 
 4. Compartimentos 
4.1. Câmara Anterior 
Situada entre a íris e a córnea 
4.2. Câmara Posterior 
Situada entre a íris e o cristalino 
4.3. Espaço Vítreo 
Situado posteriormente ao cristalino e circundado pela retina, abriga uma 
substância gelatinosa. 
 
 
 
FISIOLOGIA 
Organização do Sistema Nervoso 
 O sistema nervoso é o principal sistema de controle e comunicação do 
corpo. Cada pensamento, ação, instinto e emoção refletem a sua atividade. 
Suas células comunicam-se por meio de sinais elétricos, que são rápidos e 
específicos e, normalmente, produzem respostas quase imediatas. 
Funções do Sistema Nervoso 
 Detectar estímulos externos e internos por meio de receptores 
sensoriais; 
 Transmitir as informações que ainda serão analisadas (aferências); 
 Efetuar a análise das informações; 
 Transmitir as informações já analisadas (eferências); 
 Estabelecer uma resposta, normalmente um comportamento; 
 Organizar e coordenar o funcionamento das funções motoras, 
viscerais, endócrinas e psíquicas. 
 
Sistema nervoso central 
 O sistema nervoso central (SNC) é formado pelo encéfalo e pela 
medula espinal. É também a fonte de pensamentos, emoções e memórias. 
 A maioria dos sinais que estimulam a contração dos músculos e a 
secreção de glândulas origina-se no SNC. 
 
Sistema nervoso periférico 
 O sistema nervoso periférico (SNP) consiste em todo o sistema 
nervoso fora do SNC. Os componentes do SNP incluem nervos e receptores 
sensitivos. 
 SNP está organizado em divisões sensitivas e motoras. A divisão 
sensitiva ou aferente transmite o estímulo (inputs) para o SNC por meio de 
receptores sensitivos no corpo. Essa divisão fornece ao SNC informações 
sensitivas sobre os sentidos somáticos (sensações táteis, térmicas, dolorosas 
e proprioceptivas) e sentidos especiais (olfato, paladar, visão, audição e 
equilíbrio). 
 A divisão motora ou eferente do SNP transmite a resposta (output) do 
SNC para os efetores (músculos e glândulas). Essa divisão é subdividida em 
sistema nervoso somático e sistema nervoso autônomo. 
 O sistema nervoso somático (SNS) transmite a resposta do SNC 
apenas para os músculos esqueléticos; como suas respostas motoras podem 
ser controladas de forma consciente, a ação dessa parte do SNP é voluntária. 
 O sistema nervoso autônomo (SNA) transmite a resposta do SNC 
para: músculo liso, músculo cardíaco e glândulas; nesses casos, como as 
respostas motoras normalmente não estão sob controle consciente, a ação do 
SNA é involuntária. 
 Simpática: os nervos dessa parte aumentam a frequência cardíaca, por 
exemplo. Relacionada ao exercício ou ações de emergência. 
 Parassimpática: diminui a frequência cardíaca. Ação de relaxamento, 
repouso e digestão. 
 Sensitivos ou Aferentes: Quando transmitem os impulsos nervoso dos 
órgãos receptores até o sistema nervoso central. 
 Motores ou Eferentes: Quando transmitem impulsos nervosos do 
sistema nervoso central para os órgãos efetores. 
 
 
 
 Nervo: Feixe composto por muitos axônios associados ao seu tecido 
conjuntivo e vasos sanguíneos, que se situa fora do encéfalo e da medula 
espinal. 12 pares de nervos cranianos emergem do encéfalo e 31 pares de 
nervos espinais emergem da medula. Estes nervos são responsáveis por 
conduzir os impulsos nervosos para dentro ou para fora do SNC. 
 Gânglios: pequenas massas de tecido nervoso compostas por corpos 
celulares localizados fora do encéfalo e da medula. Possuem íntima 
associação com nervos cranianos e espinais. 
 Receptor sensitivo: estrutura do sistema nervoso que monitora as 
mudanças nos ambientes interno e externo. Ex: fotorreceptores do olho, 
receptores olfatórios. 
 
Composição do Encéfalo: 
 
Sistema Nervoso Autônomo 
 Parassimpático 
- Receptor colinérgico: muscaríneo e nicotínico 
- Neurônio pré-ganglionar longo 
- Neurônio pós-ganglionar curto 
- Pois a maior parte dos gânglios parassimpáticos se localizam próximos ao 
tecido alvo e partem da medula, pois se originam no nervo vago, tronco 
cerebral e tronco sacral. 
 Simpático 
- Receptores adrenérgicos - a1: vasos sanguíneos (vasodilatação); a2: no 
elemento pré-sináptico (inibe simpático, reduz pressão arterial); B1: coração 
e vasos (aumenta frequência cardíaca, vasoconstrição, aumenta PA); B2: 
pulmão (broncodilatação); B3: tecido adiposo (lipólise). 
- Neurônio pré-ganglionar curto 
- Neurônio pós-ganglionar longo 
- Pois a maior parte dos gânglios simpáticos se localizam próximos a medula 
espinal e vai em direção ao tecido-alvo, pois se originam entre T1 a L2. 
 
Plexos do SNA 
 No tórax, abdome e pelve, os axônios de ambos os neurônios 
simpáticos e parassimpáticos formam redes emaranhadas denominadas 
plexos autônomos, muitos dos quais se situam ao longo das artérias 
principais. 
 Os plexos autônomos também podem conter gânglios simpáticos e 
axônios de neurônios autônomos. 
 Os plexos principais no tórax são o plexo cardíaco, que supre o 
coração e o plexo pulmonar, que supre a árvore brônquica. 
 O plexo celíaco (solar) é o maior plexo autônomo e circunda o tronco 
celíaco. Ele contém dois grandes gânglios celíacos, dois gânglios 
aorticorrenais e uma densa rede de axônios autônomos e, encontra-se 
distribuído no estômago, baço, pâncreas, fígado, vesícula biliar, rins, medula 
suprarrenal, testículos e ovários. 
 O plexo mesentérico superior contém o gânglio mesentérico superior 
e supre os intestinos delgado e grosso. 
 O plexo mesentérico inferior contém o gânglio mesentérico inferior, 
que inerva o intestino grosso. Os axônios de alguns neurônios pós-
ganglionares simpáticos a partir do gânglio mesentérico inferior também se 
estendem através do plexo hipogástrico, que é anterior à quinta vértebra 
lombar, para suprir as vísceras pélvicas. 
 O plexo renal contém o gânglio renal e supre as artérias renais dentro 
dos rins e ureteres. 
 
 
 
 
 
Tronco Encefálico 
 
 Bulbo 
- A medula oblonga, muitas vezes chamada apenas de bulbo, representa a 
transição entre a medula espinal e o próprio encéfalo. 
- A sua substância branca inclui tratos somatossensoriais ascendentes, que 
levam informação sensorial ao encéfalo, e o trato corticospinal descendente, 
que conduz informação do cérebro para a medula espinal. 
- Cerca de 90% das fibras dos tratos corticospinais cruzam a linha média para 
o lado oposto do corpo, na região do bulbo chamada de pirâmides. 
- Como resultado desse cruzamento, cada lado do encéfalo controla o lado 
oposto do corpo. 
- A substância cinzenta do bulbo inclui os núcleos que controlam muitas 
funções involuntárias, como pressão arterial, respiração, deglutição e vômito. 
- Nervos cranianos associados: nervo vestibolococlear (VIII), nervo 
glossofaríngeo (IX), nervo vago (X), nervo acessório (XI), nervo hipoglosso 
(XII). 
 
 Ponte 
- A ponte é uma saliência bulbosa na superfície ventral do tronco encefálico, 
acima do bulbo e abaixo do mesencéfalo. 
- Suafunção principal é atuar como estação retransmissora de informações 
entre o cerebelo e o cérebro, a ponte muitas vezes é agrupada com o cerebelo. 
- A ponte também coordena o controle da respiração junto aos centros do 
bulbo. 
- Nervos cranianos associados à ponte: nervo trigêmeo (V), nervo abducente 
(VI), nervo facial (VII), nervo vestibulococlear (VIII). 
 
 Mesencéfalo 
- A terceira região do tronco encefálico, o mesencéfalo, é uma área 
relativamente pequena, situada entre a região inferior do diencéfalo e o tronco 
encefálico. 
- A principal função do mesencéfalo é controlar o movimento dos olhos, mas 
ele também retransmite sinais para os reflexos auditivos e visuais. 
- Nervos cranianos associados ao mesencéfalo: nervo oculomotor (III), nervo 
trocleares (IV). 
 
Nervos Cranianos 
 Os dois primeiros nervos, olfatório e óptico originam-se do 
prosencéfalo. 
 
I. Olfatório: é totalmente sensitivo; contém axônios que conduzem 
impulsos nervosos relacionados com o olfato. O epitélio olfatório ocupa a 
parte superior da cavidade nasal, recobrindo a superfície inferior da lâmina 
cribriforme e se estendendo para baixo ao longo da concha nasal superior. 
II. Óptico: ele contém axônios que conduzem impulsos nervosos para a 
visão. Na retina, bastonetes e cones iniciam sinais visuais e transmitem esses 
sinais para as células bipolares, que transmitem os sinais para as células 
ganglionares. Cerca de 10 mm posteriormente ao bulbo do olho, os dois 
nervos ópticos se fundem e formam o quiasma óptico. No quiasma óptico, 
axônios da metade medial de cada olho cruzam para o lado oposto; axônios 
da metade lateral permanecem do mesmo lado. 
III. Oculomotor: A partir do mesencéfalo. Axônios no ramo superior 
inervam o músculo reto superior (músculo extrínseco do bulbo do olho) e o 
músculo levantador da pálpebra. Axônios no ramo inferior suprem os 
músculos reto medial, reto inferior e oblíquo inferior (músculos extrínsecos 
do bulbo do olho). Esses neurônios motores somáticos controlam 
movimentos do bulbo do olho e da pálpebra superior. 
IV. Troclear: origina na face posterior do mesencéfalo. Esses axônios 
motores somáticos inervam o músculo oblíquo superior, outro músculo 
extrínseco do bulbo do olho. 
V. Trigêmeo: é um nervo craniano misto e é o maior dos nervos 
cranianos. Ele emerge de duas raízes na face anterior lateral da ponte. Possui 
3 ramos: oftálmico, maxilar e mandibular. O nervo oftálmico contém axônios 
sensitivos provenientes da pele sobre a pálpebra superior, da córnea, das 
glândulas lacrimais, da parte superior da cavidade nasal, da face lateral do 
nariz, da fronte e da metade anterior do escalpo. O nervo maxilar inclui 
axônios sensitivos da mucosa do nariz, do palato, de parte da faringe, dos 
dentes superiores, do lábio superior e da pálpebra inferior. O nervo 
mandibular contém axônios sensitivos dos dois terços anteriores da língua 
(não do paladar), da bochecha e da mucosa inferior à bochecha, dentes 
mandibulares, pele sobre a mandíbula e a lateral da cabeça anterior à orelha, 
e mucosa do assoalho da boca. Neurônios motores branquiais do nervo 
trigêmeo fazem parte do nervo mandibular e suprem os músculos da 
mastigação. 
VI. Abducente: Neurônios do nervo abducente (NC VI) se originam em 
um núcleo na ponte (núcleo do nervo abducente). Axônios motores somáticos 
se estendem a partir desse núcleo para o músculo reto lateral, outro músculo 
extrínseco do bulbo do olho, através da fissura orbital superior. 
VII. Facial: é um nervo craniano misto que se origina na ponte; seus 
axônios sensitivos se estendem a partir dos calículos gustatórios nos dois 
terços anteriores da língua e entram no osso temporal para se unir ao nervo 
facial. A parte sensitiva do nervo facial também contém axônios provenientes 
da pele no meato acústico externo que transmitem sensações táteis, álgicas e 
térmicas. A parte motora inerva os músculos da orelha média, da face, do 
escalpo e do pescoço. 
VIII. Vestibulococlear: Trata-se de um nervo craniano sensitivo que tem 
dois ramos, o ramo vestibular e o ramo coclear. O ramo vestibular carreia 
impulsos para o equilíbrio e o ramo coclear carreia impulsos para a audição. 
Se origina no bulbo/ponte. 
IX. Glossofaríngeo: é um nervo craniano misto. Origina-se do bulbo. 
Neurônios motores suprem o músculo estilofaríngeo, que auxilia na 
deglutição, e axônios de neurônios motores parassimpáticos estimulam a 
secreção de saliva pela glândula parótida. Axônios sensitivos do nervo 
glossofaríngeo surgem de calículos gustatórios no terço posterior da língua, 
proprioceptores em alguns músculos da deglutição supridos pela parte 
motora. 
X. Vago: é um nervo misto originado do bulbo. Axônios sensitivos no 
nervo vago surgem da pele da orelha externa (detectam sensações táteis, 
dolorosas e térmicas); alguns receptores gustativos na epiglote e na faringe e 
proprioceptores nos músculos do pescoço e da faringe. Além disso, os 
axônios sensitivos provêm de barorreceptores no seio carótico e em 
quimiorreceptores nos glomos carótico e para-aórticos. A maioria dos 
neurônios sensitivos provém de receptores sensitivos viscerais em muitos 
órgãos das cavidades torácica e abdominal e transmitem sensações (tais como 
fome, plenitude e desconforto) provenientes desses órgãos. Os neurônios 
motores suprem músculos da faringe, da laringe e do palato mole que são 
utilizados na deglutição, na vocalização e na tosse. Os axônios dos neurônios 
motores parassimpáticos no nervo vago se originam nos núcleos do bulbo e 
suprem os pulmões, o coração, as glândulas do sistema digestório e a 
musculatura lisa das vias respiratórias, do esôfago, do estômago, da vesícula 
biliar, do intestino delgado e de boa parte do intestino grosso. 
XI. Acessório: é motor e se origina do bulbo. O nervo acessório transmite 
impulsos motores para os músculos esternocleidomastóideo e trapézio de 
modo a coordenar os movimentos da cabeça. 
XII. Hipoglosso: é motor e se origina no bulbo. Conduz impulsos nervosos 
para a fala e a deglutição. 
 
Cerebelo 
 O cerebelo é a segunda maior estrutura no encéfalo. Ele está 
localizado na base do crânio, logo acima da nuca. 
 O nome cerebelo significa “pequeno cérebro” e, de fato, a maioria das 
células nervosas do encéfalo está no cerebelo. 
 A função especializada do cerebelo é processar informações 
sensoriais e coordenar a execução dos movimentos. 
 As informações sensoriais que nele chegam vêm de receptores 
somáticos da periferia do corpo e de receptores do equilíbrio, localizados na 
orelha interna. O cerebelo também recebe informações motoras de neurônios 
vindos do cérebro. 
 
Cérebro 
 Diencéfalo: 
- O diencéfalo, ou “entre-encéfalo”, situa-se entre o tronco encéfalico e o 
cérebro. 
- É composto de duas porções principais, o tálamo e o hipotálamo, e duas 
estruturas endócrinas, as glândulas hipófise e pineal. 
- A maior parte do diencéfalo é ocupada por diversos pequenos núcleos que 
compõem o tálamo. O tálamo recebe fibras sensoriais do trato óptico, das 
orelhas e da medula espinal, bem como informação motora do cerebelo. Ele 
envia fibras para o cérebro, onde a informação é processada. 
- O tálamo, muitas vezes, é descrito como uma estação de retransmissão, pois 
a maioria das informações sensoriais provenientes de partes inferiores do 
SNC cruza por ele. 
- Assim como a medula espinal, o tálamo pode modificar a informação que 
cruza por ele, o que o torna um centro integrador, bem como uma estação de 
retransmissão. 
- O hipotálamo encontra-se abaixo do tálamo. Embora o hipotálamo ocupe 
menos de 1% do volume total do encéfalo, ele é o centro da homeostasia e 
contém centros que controlam vários comportamentos motivados, como 
fome e sede. 
- As eferências do hipotálamo também influenciam muitas funções da divisão 
autônoma do sistema nervoso, bem como uma variedade de funções 
endócrinas.O hipotálamo recebe informações de múltiplas origens, incluindo 
o cérebro, a formação reticular e vários receptores sensoriais. 
- Comandos do hipotálamo vão primeiro ao tálamo e, por fim, para múltiplas 
vias efetoras. Duas estruturas endócrinas importantes estão localizadas no 
diencéfalo: a glândula hipófise e a glândula pineal. 
- A neuro-hipófise (hipófise posterior) é uma expansão inferior do hipotálamo 
que secreta neuro-hormônios sintetizados em seus núcleos. 
- A adeno-hipófise (hipófise anterior) é uma glândula endócrina verdadeira. 
Os seus hormônios são regulados por neuro-homônios hipotalâmicos 
secretados no sistema porta hipota-lãmico-hipofisário. 
- A glândula pineal secreta o hormônio melatonina. 
 
 Telencéfalo 
 
- O córtex cerebral é uma região de substância cinzenta que forma a margem 
externa do cérebro. Embora tenha apenas 2 a 4 mm de espessura, o córtex 
cerebral contém bilhões de neurônios dispostos em camadas distintas. 
- Durante o desenvolvimento embrionário, quando as dimensões do encéfalo 
aumentam rapidamente, a substância cinzenta do córtex aumenta muito mais 
rapidamente do que a substância branca mais profunda. Como resultado, a 
região cortical dobra sobre si mesma e forma várias cristas elevadas e 
depressões denominadas sulcos do cérebro. As cristas são denominadas giros 
do cérebro. Os sulcos são de vários tipos diferentes: 
1.Os sulcos separam os giros do cérebro. 
2.Os sulcos interlobares separam os vários lobos do cérebro. 
3.As fissuras do cérebro separam partes do encéfalo. 
- A fissura cerebral mais proeminente, a fissura longitudinal do cérebro, 
separa suas metades direita e esquerda, que são denominados hemisférios 
cerebrais. Na fissura longitudinal do cérebro entre os hemisférios cerebrais 
está localizada a foice do cérebro. Os hemisférios cerebrais são conectados 
internamente pelo corpo caloso, uma faixa larga de substância branca 
contendo axônios que se estendem entre os hemisférios cerebrais no assoalho 
da fissura longitudinal. 
- A substância branca cerebral consiste primariamente em axônios 
mielinizados em três tipos de fibras: 
1.Fibras de associação contendo axônios que conduzem impulsos nervosos 
entre giros do mesmo hemisfério. 
2.Fibras comissurais contendo axônios que conduzem impulsos nervosos dos 
giros de um hemisfério cerebral para giros correspondentes do outro 
hemisfério. O corpo caloso (o maior grupo de fibras no encéfalo, contendo 
aproximadamente 300 milhões de fibras), a comissura anterior e a comissura 
posterior, são três importantes grupos de fibras comissurais. 
3.As fibras de projeção contêm axônios que conduzem impulsos nervosos do 
cérebro para partes inferiores do sistema nervoso central (tálamo, tronco 
encefálico ou medula espinal) ou das partes inferiores do sistema nervoso 
central para o cérebro. Um exemplo é a cápsula interna, uma faixa espessa de 
substância branca que contém axônios ascendentes assim como axônios 
descendentes. 
 
Áreas de Brodmann 
 Divisão do córtex cerebral humano em 52 áreas funcionais distintas. 
 Brodmann identificou essas áreas com base nas diferentes estruturas 
das células nervosas e nos arranjos característicos das camadas celulares. Este 
esquema ainda é amplamente utilizado hoje, sendo atualizado com 
frequência. 
 Descobriu-se que diversas áreas definidas por Brodmann controlam 
funções encefálicas específicas. 
 A área 4 é o córtex motor, responsável pelo movimento voluntário. 
 As áreas 1, 2 e 3 constituem o córtex somatossensorial primário, que 
recebe informação sensorial principalmente da pele e das articulações. 
 A área 17 é o córtex visual primário, que recebe sinais sensoriais dos 
olhos e os retransmite para outras áreas, para processamento adicional. 
 As áreas 41 e 42 constituem o córtex auditivo primário. 
 A área de Broca é a 44 e está relacionada à fala. 
 
Núcleos da Base 
 A segunda região da substância cinzenta cerebral consiste nos núcleos 
da base, que estão envolvidos no controle do movimento. 
 O termo corpo estriado (denominação de parte dos núcleos da base) 
se refere ao aspecto listrado (estriado) da cápsula interna quando passa entre 
os núcleos do corpo estriado. 
 Composto por: globo pálido, núcleo caudado e putame. 
 Os núcleos da base recebem aferências do córtex cerebral e enviam 
eferências para as partes motoras do córtex via núcleos dos grupos mediais e 
ventrais do tálamo. 
 Apresentam diversas conexões entre si. 
 Uma importante função dos núcleos da base é ajudar a regular o início 
e o término dos movimentos. 
 A atividade dos neurônios no putame precede ou antecipa os 
movimentos corporais; 
 A atividade dos neurônios no núcleo caudado ocorre antes dos 
movimentos oculares. 
 O globo pálido ajuda a regular o tônus muscular necessário para 
movimentos corporais específicos. 
 O corpo estriado também controla contrações subconscientes dos 
músculos esqueléticos. Exemplos incluem o balanço automático dos braços 
durante a caminhada e a gargalhada em resposta a uma piada. 
 Os núcleos da base também ajudam a iniciar e terminar alguns 
processos cognitivos, atenção, memória e planejamento, além de interagir 
com o sistema límbico para regular comportamentos emocionais. 
 O circuito do putâmen exerce ação por duas vias motoras, a via direta 
e a indireta. A ativação da via direta por receptores dopaminérgicos D1 
(excitatórios) faz com que ocorra uma inibição da atividade do globo pálido 
e da substância negra, gerando uma ativação talâmica e a resposta motora. Já, 
a ativação da via indireta por receptores dopaminérgicos D2 (inibitórios) faz 
com que haja uma ativação da atividade do globo pálido e da substância 
negra, inibindo a atividade talâmica e, consequentemente, a resposta motora 
também. 
 Núcleos da base e o Parkinson: na doença há uma degradação dos 
receptores tipo D1 excitatórios. 
 
Sistema Límbico 
 A terceira região da substância cinzenta do cérebro é o sistema 
límbico. 
 Ele age como uma ligação entre as funções cognitivas superiores 
como o raciocínio, e as respostas emocionais mais primitivas, como o medo. 
As principais áreas do sistema límbico são a amígdala e o giro do cíngulo, 
relacionados à emoção e à memória, e o hipocampo, associado ao 
aprendizado e à memória. 
 
Ventrículos 
 Ventrículos encefálicos: existem quatro ventrículos preenchidas pelo 
liquor no interior do encéfalo. 1º e 2º Ventrículos são chamados de 
ventrículos laterais (VL). Terceiro ventrículo encontrado entre os tálamos; 
Quarto ventrículo localizado sobre a ponte e a medula e abaixo do cerebelo. 
O trajeto do liquor é unidirecional. (Produzido no Plexo CORIOIDE - Onde 
a pressão é maior.) 
 Ventrículos laterais: são duas cavidades localizadas em cada 
hemisfério cerebral que produzem e contêm líquido cefalorraquidiano. Os 
ventrículos laterais são separados pelo septo pelúcido, uma fina membrana; 
Os VLs se comunicam com o 3º ventrículo pelo forame interventricular. 
 
 Forame Interventricular (de Monro): é a passagem que conecta cada 
ventrículo lateral ao terceiro ventrículo. 
 
 Terceiro Ventrículo: localizado no diencéfalo, o terceiro ventrículo é 
uma cavidade que comunica os ventrículos laterais com o Aqueduto do 
Mesencéfalo. 
 
 Aqueduto cerebral/mesencéfalo (de sylvius): um canal estreito que 
liga o terceiro ventrículo ao quarto ventrículo, localizado no mesencéfalo. 
 
 Quarto Ventrículo: localizado entre o tronco encefálico e o cerebelo, 
o quarto ventrículo é uma cavidade que se comunica com o canal central da 
medula espinhal. 
 
 Aberturas laterais (de luschka): duas aberturas laterais no quarto 
ventrículo que permitem a passagem do líquido cefalorraquidiano para o 
espaço subaracnóideo. 
 
 Abertura mediana (de magendie): uma abertura no quarto ventrículo 
que permite a comunicação do líquido cefalorraquidianocom o espaço 
subaracnóideo. 
 
Medula Espinal 
 Acompanha a Coluna Vertebral; 
 Divisões: Cervical, Torácica: Lombar, Sacral, Coccígea; 
 Contém os pares de nervos que controlam funções específicas; 
 Conduz os impulsos ao cérebro ou ao cerebelo e coordena atos 
involuntários; 
 O SNC é composto pelo encéfalo e pela medula espinal, que ocupam 
o crânio e o canal vertebral, respectivamente. O encéfalo é a parte do SNC 
que está localizada no crânio e contém cerca de 85 bilhões de neurônios. 
 A medula espinal conecta-se com o encéfalo por meio do forame 
magno do osso occipital e está envolvida pelos ossos da coluna vertebral. A 
medula espinal possui cerca de 100 milhões de neurônios. 
 O encéfalo e a medula espinal são contínuos entre si no forame 
magno. O SNC processa informações sensitivas agindo como, por exemplo, 
fonte dos pensamentos, emoções e memórias. Também é responsável pela 
maioria dos sinais que estimulam a contração muscular e a liberação das 
secreções glandulares. 
 Canal Central da Medula: um canal que percorre o centro da medula 
espinhal e contém líquido cefalorraquidiano. 
 
Plexo Coroide 
 São redes de vasos sanguíneos localizadas nos ventrículos que 
produzem o líquido cefalorraquidiano. 
 Localizados nos VLs e 4°V. 
 Plexo Corióide: Série de pequenos vasos coberto de pia máter e 
Células Epêndimárias. 
 Será drenado nos seios principalmente seio sagital superior. Há um 
“fluxo” de liquor mantido por gradientes de pressão intracraniana. 
 
Neurônios 
 Célula altamente especializada e excitável. 
 Dividida em 3 regiões principais: soma ou corpo celular (centro 
trófico da célula), dendritos (recepção de impulsos nervosos) e axônio 
(transmissão de impulsos nervosos). 
 Região elevada no dendrito: espinhos dendríticos. 
 Os espinhos dendríticos não são permanentes, podendo mudar os 
padrões de conexão, ponto básico da neuroplasticidade. 
 
Potencial de Ação 
 Os sinais neurais são transmitidos por potenciais de ação, que 
consistem em mudanças rápidas no potencial de membrana. Cada potencial 
de ação se inicia com uma mudança repentina do potencial normal de repouso 
negativo para um potencial de membrana positivo e, em seguida, termina com 
uma mudança quase igualmente rápida de volta ao potencial negativo de 
repouso. 
 Despolarização: A abertura rápida dos canais de sódio voltagem 
dependentes inicia o potencial de ação; 
 Repolarização: A abertura lenta dos canais de potássio voltagem 
dependentes termina o potencial de ação. 
 Hiperpolarização: A bomba de sódio potássio restabelece o potencial 
de repouso. 
 
 A membrana é feita de lipídio, ou seja, não se mistura com água. 
(Apolar). Tudo que é Polar, que se mistura com água vai ter dificuldade de 
entrar na célula. Nesses casos, vamos utilizar um canal, que é feito de 
proteína. 
 Tem Hormônio que derivado de colesterol e tem hormônio que é 
derivado de proteína. 
 Hormônio derivado de colesterol (Testosterona; Estrogênio) tem 
característica lipídica, neste caso ele vai ter mais facilidade de entrar na 
célula. 
 Hormônio derivado de proteína (Insulina) terá mais dificuldade de 
entrar na célula. 
 Em um neurônio, os estímulos se propagam sempre no mesmo 
sentido. São recebidos pelos DENDRITOS, seguem pelo CORPO 
CELULAR, percorrem o AXÔNIO e da extremidade deste, são passados a 
células seguinte. 
 As células nervosas e algumas outras células do nosso corpo possuem 
uma diferença de voltagem entre um lado e o outro da membrana celular. 
Quando a célula nervosa está em repouso o seu interior é carregado 
negativamente em comparação ao meio externo da célula é o Potencial de 
Repouso da Membrana (-70mV). 
 Outros dois íons importantes no processo do potencial de ação são o 
Sódio e o Potássio. Ambos são carregados positivamente, sendo que em 
repouso, quando a célula não está recebendo estimulo, o seu interior tem uma 
maior concentração de potássio e o meio extracelular tem uma maior 
concentração de sódio. 
 
 Na membrana celular existe uma proteína responsável pela 
manutenção da concentração dos íons sódio e potássio dentro e fora da célula, 
que se chama Bomba Sódio Potássio. 
 O transporte ativo é o transporte pela membrana celular que exige 
gasto de energia, ou seja, a bomba sódio potássio utiliza energia vinda do 
ATP para bombear o sódio e o potássio. 
 
Estímulo (Químico; Mecânico ou Elétrico) 
 Quando uma célula nervosa recebe um estímulo, canais de sódio 
localizados na membrana celular se abrem e o sódio, como está mais 
concentrado fora da célula do que dentro da célula, por difusão entra na 
célula. 
 Lembrando que o Sódio possui carga positiva e o meio intracelular 
está negativos. 
 Então se eu tenho carga positiva entrando dentro da célula o meio 
intracelular passa a se tornar menos negativo e isso acontece até que a célula 
atinja uma voltagem chamada de LIMIAR. Essa voltagem limiar acontece 
aproximadamente a -50mV. 
 A partir deste momento, outros canais de Sódio que são voltagem 
dependente, ou seja, que percebe esse limiar, eles se abrem, e a membrana 
celular se torna altamente permeável ao Sódio, que entra em grande 
quantidade de forma abrupta dentro da célula fazendo com que ela inverta a 
sua polaridade, ou seja, ela deixa de ser negativa e se torna positiva e isso é 
chamado de DESPOLARIZAÇÃO. É gerado um POTENCIAL DE AÇÃO 
ao longo da membrana até atingir o terminal pré-sináptico do um 
NEURÔNIO MOTOR. 
 
 Nesse momento os canais de Sódio se fecham e ao mesmo tempo se 
abrem canais de Potássio, que está concentrado mais dentro do que fora da 
célula. 
 Com a abertura dos canais de potássio, o mesmo vai de dentro para 
fora da célula. 
 O Potássio tem carga positiva e a partir do momento que vou tirar 
carga positiva da célula o potencial de membrana vai caindo essa célula vai 
se tornando cada vez menos positiva até ficar negativa de novo. Esse processo 
de restauração de polaridade da célula é chamado de REPOLARIZACAO. 
 Esses canais de Potássio possuem um fechamento tardio, ou seja, sai 
mais potássio do que a quantidade basal do que quando a célula estava em 
repouso, isso acaba resultando e uma HIPERPOLARIZAÇÃO. O interior da 
célula fica mais negativa do que quando estava no início. 
 Depois que esses eventos acontecem a Bomba Sódio Potássio fica 
responsável por restaurar a quantidade basal de sódio e de potássio dentro e 
fora da célula garantindo o Potencial de Repouso da Membrana Celular. 
 Os sinais neurais são transmitidos por potenciais de ação, que 
consistem em mudanças rápidas no potencial de membrana. Cada potencial 
de ação se inicia com uma mudança repentina do potencial normal de repouso 
negativo para um potencial de membrana positivo e, em seguida, termina com 
uma mudança quase igualmente rápida de volta ao potencial negativo de 
repouso. 
 O Potencial de Ação segue a Lei do Tudo ou Nada. Toda vez que o 
neurônio recebe um estímulo que atinge o limiar, o potencial de ação 
acontece, aquela região da membrana da célula despolariza. Por outro lado, 
quando esse estímulo não é suficiente para chegar aquele limiar da voltagem 
o Potencial de Ação não acontece. 
 
Potencial Saltatório 
 Os Nodos de Ranvier (Bainha de Mielina) vão realizar cargas elétricas 
saltatórias ao longo da membrana do Axônio. Intervalos entre os Nodos de 
Ranvier permite uma repolarização melhor do axônio. Se tem repolarização 
mais rápida, a despolarização também ocorre mais rápido. Continuamente 
acelerado. 
 Vantagens: tem Baixo desperdício energético e são mais rápidos. 
 Utiliza Neurônios Motores. 
 
Funcionamento Sináptico 
 Sinapse: local de contato entre um terminal axônico e uma célula 
nervosa, muscular ou glandular. Comunicação entre si e outras células. 
 Neurônio x neurônio = é uma junção anatômica especializada entre 
dois neurônios, onde a atividade elétrica de um influenciaa atividade do 
outro. 
 Neurônios se comunicam entre si através da transmissão sináptica. 
 
 
Sinapses 
 Ocorrem interações dos neurônios em junções especializadas, 
denominadas sinapses. Em geral, um axônio forma ramos em sua terminação, 
que exibem pequenas regiões dilatadas, denominadas terminais sinápticos ou 
botões sinápticos. 
 Os botões sinápticos situam-se próximo a uma estrutura pós-sináptica 
adjacente (um dendrito ou soma). Eles são separados por um espaço estreito 
(20 a 30 nm), denominado fenda sináptica. Os botões sinápticos contêm 
vesículas sinápticas, que contêm uma substância química neurotransmissora. 
Quando liberado pelo terminal axonal, o transmissor liga-se a receptores do 
neurônio pós-sináptico e altera a permeabilidade de sua membrana a 
determinados íons. 
 Receptores ionotrópicos (receptores nos canais iônicos controlados 
por ligante). Haverá um trânsito de íons (dependendo da seletividade do canal 
iônico), podendo haver entrada (influxo) ou saída (efluxo) de acordo com o 
gradiente eletroquímico. 
 Se o NT (neurotransmissor) faz com que o potencial de membrana se 
desloque em direção ao limiar para a geração de PA (potencial de ação)  a 
ação do NT é dita ser excitatória. 
 Como regra, se os canais abertos são permeáveis ao Na+, o efeito 
resultante será a despolarização da célula pós-sináptica (ação excitatória) 
 Uma despolarização transitória (entrada de cátions) da membrana 
pós-sináptica causada pela liberação pré-sináptica de NT é denominada 
Potencial Excitatório Pós-Sináptico (PEPS). 
 Se o NT faz com que o potencial de membrana se desloque para longe 
do limiar para a geração de PA’s  a ação do NT é dita ser inibitória. 
 Como regra, NT’s que abrem um canal permeável ao Cl tendem a ser 
inibitórios, assim como aqueles NT’s que abrem um canal permeável 
somente ao K+. 
 Uma hiperpolarização transitória (entrada de ânions ou saída de 
cátions) da membrana pós-sináptica causada pela liberação pré-sináptica de 
NT é denominada Potencial Inibitório Pós-Sináptico (PIPS). 
 O NT altera o canal iônico indiretamente. 2º mensageiro que modifica 
a excitabilidade do neurônio pós-sináptico Efeito menos rápido do que aquele 
do receptor ionotrópico. Demoram mais, mas possuem efeitos mais robustos. 
 
 
Indiretamente: acetilcolina e dopamina. 
 Na zona do gatilho (a parte inicial do axônio) é feito o cálculo dos 
sinais recebidos (PEPS e PIPS) e a partir disso dispara ou não o potencial de 
ação, dependendo do alcance do limiar. 
 A somação espacial ocorre quando as correntes de potenciais 
graduados quase simultaneamente se combinam. 
 
 A somação temporal ocorre quando dois ou mais potenciais 
graduados de um neurônio pré-sináptico ocorrem próximos no tempo. 
 
Sinapse química: 
 O neurônio pré‑sináptico libera uma substância transmissora, que se 
liga aos receptores pós‑sinápticos, provocando excitação ou inibição. A 
transmissão de sinais nas sinapses químicas é “unidirecional” – do terminal 
pré-sináptico do axônio para o dendrito ou soma pós-sináptico. 
 O receptor pós-sináptico pode ser elétrico (inotrópicos) ou 
bioquímico (metanotrópicos). 
 O neurônio pré-sináptico 1 libera de vesículas 2 uma substância 
transmissora 3 que se difunde por meio da fenda sináptica 4 e se liga a um 
receptor na célula pós-sináptica 5. 
 As terminações do neurônio pré-sináptico são chamados de Botões 
Terminais. 
 
 1 - Elemento pré-sináptico: Terminal axônico (botão sináptico) do 
neurônio pré-sináptico 
2 – Os botões terminais contém vesículas sinápticas: 50 nm (diâmetro) 
(pequenas organelas esféricas limitadas por membranas localizadas nos 
terminais axônicos e que estocam os neurotransmissores) 
3 - Neurotransmissor: sinal químico liberado do terminal axônico e utilizado 
na comunicação com o neurônio pós-sináptico 
4 - Fenda sináptica: 20-40 nm (conteúdo: matriz protéica fibrosa) 
5 - Elemento pós-sináptico: dendrito do neurônio pós-sináptico (espinho 
dendrítico). 
 
 Quando um botão sináptico é ativado por um potencial de ação, o 
transmissor é liberado na fenda sináptica, de onde se liga a receptores 
específicos no dendrito ou na soma pós-sináptico para causar excitação ou 
inibição da membrana pós-sináptica. 
 As Vesículas são transportadas e ancoradas nas proteínas de 
ancoragem. Nas vesículas existem proteínas que se ligam em receptores de 
membrana pois estão ancoradas a proteína. 
 O cálcio entra na célula e se liga na ENZIMA CALMODULINA 
(cálcio dependente) e ela se torna uma enzima Ativa. Elas degradam as 
Proteínas de Ancoragem. 
 Quando a vesícula é solta, ela se liga no receptor. A enzima 
Calmodulina fosforila os Microtúbulos e então libera as Vesículas de 
Acetilcolina* que estavam presas aos Microtúbulos do citoesqueleto no 
interior da célula. 
 As Vesículas de Acetilcolina* tem uma proteína chamada V-SNARE, 
que tem afinidade pela T-SNARE presente na membrana da célula. Libera 
Acetilcolina na fenda que vai procurar um receptor, que no caso esse receptor 
está acoplado ao canal de Sódio. 
 Com a liberação das vesículas no interior da célula vai ocorrer a união 
das duas proteinas V-SNARE com T- SNARE e consequentemente a 
liberação dos NEUROTRANSMISSORES ACETILCOLINA (ACH) na 
fenda sináptica. 
 Quando Acetilcolina se liga o Canal se Abre. O Sódio mais 
concentrado fora, entra. A célula começa a ficar menos negativa até atingir o 
limiar e quando atinge o limiar vai abrir mais Canais de Voltagem 
independente de Sódio, que entra, a célula se torna mais positiva e gera uma 
despolarização. 
 O NEUROTRANSMISSOR ACETILCOLINA na FENDA 
SINÁPTICA vai procurar um sítio de ligação (RECEPTOR DE 
ACETILCOLINA) que se encontra na MEMBRANA PÓS SINÁPTICA. Vai 
seguir ao longo de toda membrana. Vai atingir um Receptor de 
Dihidropiridina que está acoplado ao Canal de Rianodina. Esse canal está no 
Retículo Sarcoplasmático. 
 Em cada célula esse Cálcio vai ter uma ação. Se for um músculo, 
contrai. Se for uma glândula libera insulina. Essa despolarização também 
atinge Canais de Potássio, que vão abrir, e a célula volta a ficar negativa, se 
Repolarizando. Quem corrige é a Bomba Sódio Potássio. 
 Logo a seguir, os neurotransmissores ACH que estão na fenda 
sináptica são degradados por enzimas chamadas de 
ACETILCOLINESTERASE (ACTHase), degradando Acetilcolina, 
fechando os CANAIS DE SÓDIO NEUROTRANSMISSORES 
DEPENDENTE e bloqueando a entrada de sódio na célula. 
 O NEUROTRANSMISSOR ACETILCOLINA degradado pela 
enzima acetilcolinesterase, vai ser transformado em uma MOLÉCULA DE 
ACETATO E UMA DE COLINA. As duas moléculas formadas são 
posteriormente transportadas para o neurônio pré-sináptico e lá é sintetizada 
novamente em NEUROTRANSMISSOR ACETILCOLINA. 
 Um dado interessante é que somente 10% da acetilcolina liberada é 
captada pelos receptores, o resto é degradado pela acetilcolinesterase. 
 As membranas não se tocam, mas são separadas pela fenda sináptica, 
preenchida com líquido intersticial; 
 Potencial de Ação → Canal de Cálcio → Cálcio Voltagem 
Independente → Neurônio pré-sináptico → Vesículas → Proteína de 
Ancoragem → Libera um neurotransmissor → Fenda → Liga-se a receptores 
no pós-sináptico → Sinal químico (Tipo de Neurotransmissor) → Potencial 
de ação. 
 Impulso mais lento que o elétrico; 
 
 
 
 
 
Sinapse elétrica: 
 O tipo menos comum de sinapse (nos mamíferos) é a sinapse elétrica. 
Essas sinapses consistem em junções comunicantes, que formam canais de 
baixa resistência entre os neurônios pré e pós-sinápticos. 
 Nessas sinapses, diversos íons podem se mover livremente entre os 
dois neurônios, mediando, assim, a rápida transferência de sinais, que podem 
se propagar por grandes agrupamentos de neurônios. 
 Canal que permite que os íons passem diretamente do citoplasma de 
uma célula para o citoplasma de outra, formado por2 subunidades (uma de 
cada célula): - Conexona. 
 Os neurônios são ditos estarem eletricamente acoplados, por ação das 
junções comunicantes, o que faz com que os neurônios disparem ao mesmo 
tempo. 
 Condução muito rápida. Exemplos: neurônios do tronco encefálico 
que geram atividade elétrica rítmica básica para o fenômeno da respiração e 
neurônios secretores de neurohormônios no hipotálamo. 
 
Recuperação e Degradação do Neurotransmissor (NT) 
 Astrócitos tem papel fundamental na receptação de 
neurotransmissores. 
 Difusão simples das moléculas do NT para fora da sinapse (3 na 
figura) 
 Recaptação do NT para dentro do terminal pré-sináptico (1 na figura) 
- Ação de proteínas transportadoras específicas na membrana pré-sináptica - 
Destino: enzimaticamente destruídos OU reciclados (vesículas sinápticas) 
 Captação pela glia (1 na figura) (transportadores de membrana) 
 Degradação enzimática na própria fenda sináptica (2 na figura) 
 Desensibilização (exposição ininterrupta a altas concentrações do 
NT). 
 
 
 
Sinalização Neurócrina 
 Existe uma quantidade enorme de pequenos neurônios 
(interneurônios) espalhados ao longo do córtex com a função de inibição 
neuronal, mantendo assim um controle melhor do nível de excitação 
neuronal. 
 Neurotransmissores: Agem em uma SINAPSE e geram uma resposta 
rápida; Sinais Parácrinos (células-alvo localizadas perto do neurônio que as 
secreta). 
 Neuromoduladores ou neuropeptídios: Agem tanto em áreas 
sinápticas quanto em áreas não-sinápticas (região vizinha) e produzem ação 
mais lenta; Sinais Parácrinos (células-alvo localizadas perto do neurônio que 
as secreta). 
 
Neurotransmissores 
 
 
 
 
Ação no receptor: excitatório. 
 
 
Ação no receptor: predominantemente excitatória. 
 
 
 
Circulação Cerebral 
 Altamente vulnerável a alterações do seu suprimento sanguíneo. 
 Anóxia (ausência completa de O2) gera sintomas neurológicos em 
segundos e danos neurológicos irreversíveis em minutos. 
 A vasculatura encefálica tem características anatômicas e fisiológicas 
que protegem o encéfalo. Quando essas características falham ocorre o AVE 
(Acidente Vascular Encefálico): refere-se a sintomas ou sinais neurológicos 
que resultam de doenças envolvendo os vasos sanguíneos (focais e agudos). 
 
Fluxo Sanguíneo Cerebral 
 Interconexões entre os vasos sanguíneos (anastomoses) protegem o 
encéfalo quando parte de seu suprimento sanguíneo é bloqueado. 
 Panorama encefálico: 1 – Recebe 15% do débito cardíaco 2 – 
Consome 20% do O2 do corpo 3 – Fluxo sanguíneo: 750-1000 ml/min. (4 X 
mais para a substância cinzenta do que para a substância branca). 
 Substância cinzenta: corpos celulares dos neurônios; substância 
branca: axônios (alta mielinização). 
 A auto-regulação é altamente importante para o sistema nervoso. 
 Normal: pressões arteriais médias (60-150 mmHg) = fluxo encefálico 
constante (> 150 mmHg ouProdução de FCE 
extracoroidal (pequena porcentagem da produção total de FCE). 
 Absorção do FCE: Vilosidades aracnoides, Granulações aracnoides. 
Grupos de vilosidades que atravessam a dura-máter para dentro da luz dos 
seios sagitais superiores e outras estruturas venosas (válvulas unidirecionais). 
 Taxa de formação do FCE: ~ 500 ml/dia (volume inteiro renovado 3 
ou 4 vezes por dia). 
 As vilosidades em si são visíveis microscopicamente e suas células 
contêm vacúolos que transportam FCE de um lado da célula para o outro, 
desembocando no vaso sanguíneo. 
 Funções: Auxílio na manutenção da estabilidade do microambiente 
extracelular de neurônios e células gliais. Fluxo unidirecional favorável à 
remoção de metabólitos potencialmente danosos (sistema ventricular  
espaço subaracnóide  seios venosos) Protetora (almofada mecânica contra 
impactos do calvário ósseo durante o movimento da cabeça). 
 O transporte e a troca de substâncias nos plexos coróides são 
bidirecionais, responsáveis pela contínua produção de FCE e pelo transporte 
ativo de metabólitos para fora do SNC (para o sangue). 
 Hidrocefalia: Etiologia: 1 - Secreção excessiva de FCE (rara) 2 - 
Absorção deficiente de FCE (comum) 3 - Obstrução das passagens do FCE 
(comum). 
 1 – Tumores do plexo coróide (papiloma) 2 – Papiloma (alto conteúdo 
protéico) Pós-traumatismo Pós-hemorragia subaracnóidea Pós-meningite 
bacteriana Trombose venosa 3 – Tumores Malformações congênitas Seqüela 
de cicatrizes (gliose). 
 
Pressão Intracraniana (PIC) 
 O crânio possui, nos adultos, um compartimento rígido preenchido 
com 3 componentes: tecido cerebral (80%), sangue (10-12%) e líquor (8-
10%). De acordo com a doutrina de MonroKellie, todos os três componentes 
estão em um estado de equilíbrio dinâmico. Se o volume de um dos 
componentes aumenta, o volume de um ou mais dos outros componentes 
deve diminuir ou a pressão intracraniana (PIC) irá aumentar. 
 Mudança agudas na pressão arterial ou venosa podem alterar bastante 
a PIC. 
 Mudança crônicas na pressão arterial ou venosa podem ser 
compensadas por vários mecanismos, inclusive colaterização venosa e 
aumento de absorção ou decréscimo de formação do FCE. 
 Mensuração contínua através de cateteres introduzidos nos 
ventrículos laterais, os quais são acoplados a transdutores sensíveis à pressão 
(VR: 5-15 mmHg). 
 Objetivo: identificar e manejar emergencialmente uma Hipertensão 
Intracraniana (HIC) Risco. Hipoperfusão cerebral, Herniações cerebrais. 
  PIC: 1ª medida:  líquor 2ª medida:  líquor +  FSC. 
 Curva de Langfitt que expressa a relação entre pressão e volume 
intracraniano. 
 
Medula Espinal 
 É a principal via de comunicação entre o encéfalo e o SNP abaixo da 
cabeça (corpo). 
 Ela integra as informações aferentes e produz respostas por meio de 
mecanismos reflexos. 
 É uma estrutura cilíndrica, ligeiramente achatada anterior e 
posteriormente, é protegida pelas vértebras, por seus ligamentos e músculos 
associados, pelas meninges espinais e pelo LCS; 
 É a continuação do bulbo (medula oblonga), a parte caudal do tronco 
encefálico. 
 Estende-se do forame magno no osso occipital até o nível da segunda 
vértebra lombar (L II); 
 É composta pelos segmentos cervical, torácico, lombar e sacral, 
nomeados de acordo com a porção da coluna vertebral onde os nervos entram 
e saem. 
 Dá origem a 31 pares de nervos espinais, que saem da coluna vertebral 
através dos forames intervertebrais e sacrais. 
 A medula espinal é a via de influxo sensitivo para o encéfalo e de 
efluxo motor do encéfalo. 
 
 
 Ao longo de sua extensão, há duas, intumescências ou dilatações: 
 A Intumescência Cervical na região cervical inferior corresponde ao 
local onde as fibras nervosas que inervam os membros superiores entram e 
saem da medula espinal. 
 A Intumescência Lombossacral, nas regiões torácica, lombar e sacral 
superior, é o local onde as fibras nervosas que inervam os membros inferiores 
entram ou saem da medula espinal. 
 Logo abaixo da intumescência lombossacral, a medula espinal 
afunila-se para formar uma região cônica denominado Cone Medular, que 
termina no nível do disco intervertebral entre a primeira e a segunda vértebra 
lombar (L I – L II) em adultos. 
 Um filamento longo de tecido conjuntivo, o filamento terminal, 
estende-se do cone medular e conecta-se ao cóccix inferiormente ancorando 
a medula espinal de modo a não ser empurrada pelos movimentos corporais. 
 A medula espinal e os nervos espinais contribuem para a manutenção 
da homeostasia por fornecerem respostas rápidas e reflexas a muitos 
estímulos; 
 Na primeira camada é protegida pela coluna vertebral fornecendo 
grande defesa contra traumatismos e impactos. 
 Na segunda camada protetora é composta pelas meninges (3 
membranas), além disso, o espaço entre duas das meninges contém o LCE 
que envolve o SNC em um ambiente sem peso e fornece um coxim hidráulico 
que absorve energia. 
 
Parte Interna da Medula Espinal 
Substância Branca 
 A Substância Branca consiste primariamente em feixes de axônios 
mielinizados. 
 Dois sulcos penetram na substância branca da medula espinal e a 
dividem em lados direito e esquerdo. A fissura mediana anterior é um sulco 
largo na face anterior e o sulco mediano posterior é uma depressão estreita na 
face posterior da medula espinal. 
 A substância branca da medula espinal contém 12 tratos sensitivos e 
motores principais, os quais servem como uma via expressa pela qual as 
aferências (influxo) sensitivas chegam ao encéfalo e as eferências (efluxo) 
motoras vão do encéfalo para os músculos esqueléticos e outros efetores. 
 
Substância Cinzenta 
 A Substância Cinzenta tem formato semelhante ao da letra H ou de 
uma borboleta. É constituída por dendritos e corpos celulares de neurônios, 
axônios não mielinizados e neuróglia. A comissura cinzenta forma a barra da 
letra H. 
 No centro da comissura cinzenta é um espaço pequeno denominado 
Canal Central, esse canal se estende por todo o comprimento da medula 
espinal e é preenchido por líquido cerebrospinal. 
 A substância cinzenta de cada lado da medula espinal é subdividida 
em regiões denominadas cornos: Os Cornos Posteriores de substância 
cinzenta contêm axônios de neurônios sensitivos assim como corpos 
celulares e axônios de interneurônios. Os Cornos Anteriores de substância 
cinzenta contêm núcleos motores somáticos, que são agrupamentos de corpos 
celulares de neurônios motores somáticos que fornecem impulsos nervosos 
para contração de músculos esqueléticos. 
 
 
Estruturas da Medula Espinal 
 Raiz Posterior (Dorsal): Vias Aferentes (sensitivas). 
 Raiz Anterior (Ventral): Vias Eferentes (motoras); 
 Conjunto de fibras nervosas que estão entrando e saindo com funções 
diferentes. Vão chegar Neurônios e vão sair Neurônios. 
 As raízes se unem para formar um nervo espinal misto. (Sensitivos e 
Motores), no sulco lateral anterior e lateral posterior 
 Aglomerado de corpo de neurônios são chamados de Gânglios (SNP). 
 Vários Corpos de Neurônios com funções semelhantes formam um 
Núcleo (SNC). 
 Vários Axônios formam o Trato. 
 Os cornos fazem comunicação com as raizes. 
 
 
Plexos 
 O plexo cervical é formado pelas raízes dos primeiros quatro nervos 
cervicais (C1 a C4), com contribuições de C5. Existe um plexo cervical de 
cada lado do pescoço ao longo das primeiras vértebras cervicais (C I a C IV). 
- O plexo cervical inerva a pele e os músculos da cabeça, do pescoço e da 
parte superior dos ombros e do tórax. Os nervos frênicos se originam do plexo 
cervical e fornecem as fibras motoras para o diafragma. Ramificações do 
plexo cervical também correm paralelamente a dois nervos cranianos, o nervo 
acessório (NC XI) e o nervo hipoglosso (NC XII). 
 Os ramos anteriores dos nervos espinais C5 a C8 e T1 formam as 
raízes do plexo braquial, que se

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