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Ficha técnica 2015 – SEBRAE MINAS Todos os direitos reservados. É permitida a reprodução total ou parcial, de qualquer forma ou por qualquer meio, desde que divulgadas as fontes. SEBRAE MINAS Olavo Machado Júnior Presidente do Conselho Deliberativo Afonso Maria Rocha Diretor-superintendente Marden Marcio Magalhaes Diretor de Operações Anderson Costa Cabido Diretor-técnico Unidade de Atendimento Individual ao Empreendedor Mônica Xavier Segantini de Castro Gerente Viviane Soares da Costa Laurana Silva Viana Equipe Técnica Consultoria Jurídica Chaves Vilhena Sociedade de Advogados Apresentação Quer abrir o seu próprio negócio? Ponto de Partida: aqui começa o sucesso A série Ponto de Partida é constituída por manuais com informações essenciais sobre a abertura de negócios. É objetivo deste manual oferecer respostas a questões tais quais “Como funciona o empreendimento?”, “Quais os equipamentos necessários?”, “Existe legislação específica?”, “Quais são as instituições ligadas a esta atividade?”, entre outras. A equipe de profissionais responsável pela elaboração dos manuais tem a preocupação de manter as informações atualizadas, por meio de consulta frequente a empresários, instituições setoriais (associações, sindicatos, Conselhos Regionais), consultores especializados, bem como pela leitura (livros, revistas e Internet) e participação em Feiras e Eventos. O Sebrae Minas não se responsabiliza pelo resultado final do empreendimento, uma vez que o sucesso de um negócio depende de muitos fatores, como comportamento empreendedor, existência de mercado, experiência, atenção às características próprias do segmento, dentre outros. Entretanto, o Sebrae Minas dispõe de diversos programas para orientar e capacitar empreendedores e empresários. Para mais informações, visite um dos nossos Pontos de Atendimento, acesse www.sebraemg.com.br ou ligue 0800 570 0800. Atenção: é recomendável a leitura do manual “Como abrir uma indústria”, para obtenção de outras informações importantes e complementares. http://www.sebraemg.com.br/ Sumário O negócio ........................................................................................... 5 Normas técnicas ................................................................................ 10 Local e estrutura ............................................................................... 12 Recursos humanos............................................................................. 14 Equipamentos, produtos e serviços ...................................................... 15 Legislação específica .......................................................................... 16 Endereços úteis ................................................................................. 21 Sugestões de vídeo ............................................................................ 22 Cursos e eventos ............................................................................... 23 Referências ....................................................................................... 24 Saiba como montar: Fábrica de molhos, temperos e condimentos 5 Atualizado em: out./2015 O negócio Saiba mais sobre a montagem e o funcionamento do seu futuro empreendimento De acordo com a Classificação Nacional de Atividades Econômicas – CNAE, a fabricação de temperos e condimentos, pimenta em conserva, molho de pimenta e ketchup1 se caracteriza como fabricação de especiarias, molhos, temperos e condimentos (1095-3/00) e compreende: - A preparação de especiarias e condimentos (canela, baunilha, colorífico, mostarda, sal preparado com alho etc.); - A preparação de molhos de tomate, molhos em conserva, maionese etc.; - A preparação de temperos diversos desidratados, congelados, liofilizados, em conserva etc. Já a fabricação de molho (extrato) de tomate se caracteriza como fabricação de conservas de frutas (1031-7/00) e compreende: - A fabricação de concentrados de tomate (extratos, purês, polpas). Alerta Nada impede que você explore atividades cumulativamente, como fabricação de especiarias, molhos, temperos, condimentos e fabricação de massa de tomate, mas lembre-se de fazer constar nos atos constitutivos no Contrato Social as duas atividades. O mercado de temperos é bastante concorrido e dominado por grandes empresas. Portanto, ao optar por este ramo de atividade, o empreendedor deve estar apto a desenvolver e oferecer aos clientes produtos diferenciados quanto à variedade e/ou forma de apresentação. A produção deve ser orientada pelo tipo de público-alvo, o que requer a realização de uma pesquisa de mercado, que irá identificar o perfil de consumo na região em que a empresa pretende atuar. A pesquisa mostrará, por exemplo, que os tipos de temperos com maior demanda no Sul de Minas são diferentes daqueles mais procurados no Norte de Minas, e o produtor deve estar atento a esse aspecto. Outro item importante a ser considerado é a qualidade dos ingredientes que compõem os temperos. A proximidade da unidade de produção com os fornecedores de matérias- primas também é importante, no sentido de reduzir os custos de transporte e estocagem de grandes quantidades de insumos. 1 A classificação acima é uma indicação para melhor entendimento do negócio e o que ele compreende. O Sebrae Minas se isenta de responsabilidades quanto ao enquadramento do negócio na CNAE, devendo o empreendedor consultar as autoridades fiscais e um profissional de contabilidade antes mesmo do registro da empresa. Saiba como montar: Fábrica de molhos, temperos e condimentos 6 Atualizado em: out./2015 É possível optar pelo atendimento direto ao consumidor final ou a clientes corporativos, como restaurantes, lanchonetes, hotéis, cantinas etc. A forma de comercialização dependerá do tipo de consumidor, devendo-se utilizar embalagens para pequenas porções para o varejo e embalagens maiores (um quilo, por exemplo) para consumidores institucionais. Dentre as estratégias mercadológicas que devem ser adotadas para divulgar os produtos no mercado incluem-se a promoção de degustação em supermercados, a publicação de anúncios em revistas de culinária, a participação em feiras do setor supermercadista e de restaurantes, dentre outras. O regime de operação previsto para uma fábrica de temperos e condimentos é de oito horas por dia, em 25 dias no mês. Tipos de temperos Existem, basicamente, três tipos de temperos: em pó, líquido ou pasta. Os temperos em pó (condimentos) podem ser simples, compostos de apenas um tipo de condimento; ou mais elaborados, constituindo uma mistura de vários ingredientes. A sua produção é basicamente a secagem, moagem e embalagem. Os temperos líquidos são basicamente o molho de pimenta, o molho de alho e molho inglês. Dentre os temperos em pasta, o mais utilizado é a pasta de alho e sal, que pode ser incrementada com o acréscimo de outros ingredientes como pimenta e cebola. Em relação às receitas de temperos, destaca-se a importância do desenvolvimento de novos produtos que se ajustem às necessidades dos clientes. Assim sendo, recomenda- se ao empreendedor investir em suas habilidades culinárias, a partir da leitura de publicações específicas e da participação em cursos. Dicas básicas de higiene Os funcionários devem manter uma higiene pessoal esmerada e deve usar roupa protetora, sapatos adequados e touca protetora, sendo esses artigos ser laváveis, ou descartáveis Os equipamentos devem ser limpos e higienizados antes e após o uso, com agentes sanitizantes neutros e biodegradáveis, que não deixam resíduos prejudiciais ao meio ambiente e à saúde das pessoas. Os vasilhames, máquinas, pratosde balança, utensílios metálicos e mesas de aço inox podem ser desinfetados com vapor produzido com caldeira, muito utilizado em indústrias, ou espalhando água fervente sobre o material. Os outros materiais que não suportam o Saiba como montar: Fábrica de molhos, temperos e condimentos 7 Atualizado em: out./2015 calor, bem como paredes e pisos, devem ser desinfetados com produtos químicos à base de iodo ou cloro. O manipulador, no exercício da atividade deve retirar todos os objetos de adorno pessoal. Embalagens A escolha das embalagens dependerá do tipo de produto que será oferecido, do público que será atendido e também da estratégia de marketing adotada pela empresa. Embalagens plásticas: potes e bisnagas. Os potes plásticos, normalmente, são utilizados para temperos em pasta, e as bisnagas, para temperos líquidos. Já as embalagens de vidro podem ser utilizadas para molho de pimenta, pimenta em conserva e outros. Existem também as embalagens tipo “sachê” que são utilizadas, principalmente, no segmento de condimentos como ketchup, maionese e pimenta. As grandes redes de lanchonetes multinacionais fast-food contribuíram para essa aceitação no mercado, promovendo uma mudança no hábito alimentar da população brasileira, porque as dosagens individuais evitam uso abusivo e, consequentemente, desperdício. Para as lanchonetes, sachê tem maior custo do que os tradicionais potes e bisnagas, mas passa a representar economia maior nos produtos oferecidos. Para o consumidor, a embalagem sachê significa garantia de higiene e conservação, sem o perigo de utilizar um produto estragado por falta de cuidados ou vencimento do prazo de validade. A tendência mundial da indústria alimentícia está voltada para porções individuais. Além do consumo prático, elimina qualquer desperdício. Etapas do Processamento Seleção da matéria prima: Os frutos devem ser sadios, e em bom estado de maturação (nem verdes, nem maduros demais). No caso de compostas e tomates industrializados a aparência do tomate tem que estar em perfeito estado. Para a fabricação de produtos triturados, podem ser usados tomates estar bem mais maduros. Atenção: é importante pensar na qualidade dos outros alimentos utilizados, como farinha, açúcar e condimentos. Saiba como montar: Fábrica de molhos, temperos e condimentos 8 Atualizado em: out./2015 A limpeza e a sanitização: Todos os vegetais devem ser submetidos a higienização, e o processo começa com a lavagem de bucha e detergente. O segundo passo e a imersão em uma combinação de água, com 50 ppm (1mg/litro) de cloro ativo por 10 minutos, depois os tomates são enxaguados em água pura. Esta etapa é chamada de sanitização. O preparo do produto: Selecionar os tipos e a quantidade de ingredientes para cada produto A embalagem: As embalagens têm como objetivo de proteger o alimento contra qualquer tipo de deterioração seja de danos físicos, químico ou fisiológico. No processamento artesanal de tomate, são utilizados embalagens de vidro para compotas e doces, frascos plásticos para molhos. Na hora de embalar é preciso ficar atento à higiene, inclusive com as embalagens que devem ser esterilizados para evitar a contaminação. As embalagens de vidro devem ser lavadas com água corrente e sabão neutro, depois devem ser fervidos. Tratamento térmico: O tratamento térmico é um uma etapa muito importante, pois elimina os microrganismos patogênicos, e reduz aqueles que deterioram os alimentos. Rotulagem: O rotulo é importante para identificar o seu produto e para fornecer os consumidores as informações essenciais. Quando se destina a comercialização, o rótulo deve conter uma serie de informações exigidas pelo Regulamento Técnico para Rotulagem de Alimentos Embalados. Código de barras - Código Nacional de Produtos – EAN Caso você pretenda distribuir seus produtos em supermercados e mercearias, os mesmos deverão possuir um código de barras. O Código Nacional de Produtos também é conhecido como código de barras EAN. Todos os bens de consumo fabricados no país podem ter seu respectivo Código Nacional de Produto, indispensável no processo de padronização e informatização de estabelecimentos comerciais e também nas transações entre indústria e comércio. Esse código é adquirido através da filiação do fabricante do produto ao GS1 Brasil (EAN Brasil) para obter a concessão de uso dos dígitos de país e fabricante. Após receber as numerações da GS1, a empresa deverá elaborar os dígitos de produtos. De posse da numeração completa, as barras serão obtidas através de um "filme master" ou de impressoras automáticas de código de barras. Saiba como montar: Fábrica de molhos, temperos e condimentos 9 Atualizado em: out./2015 Para se associar e obter o código de barras (prefixo GLN) acesse www.gs1br.org e clique em “Códigos e Padrões”, localizado na parte superior esquerda e clique em “Começando a usar o código de barras”. A imagem abaixo descreve as etapas do processo de filiação: Figura extraída do site www.gs1br.org em 29/01/2016. 1) Faça seu cadastro com os dados da sua empresa. 2) Envie os documentos da sua empresa por e-mail, por fax ou pelos Correios. 3) Faça o pagamento do boleto. (No site você irá encontrar a tabela de valores). Para gerar os códigos de barras dos seus produtos, acesse Cadastro Nacional de Produtos - CNP. Mais informações acesse www.gs1br.org/cnp. Somente depois de recebido e analisado os documentos, o boleto para pagamento da taxa associativa será enviado por email. Após pagamento da taxa de filiação e compensação bancária, a licença do prefixo GS1 (código de barras) será encaminhada à empresa no prazo máximo de 24h por email e correio. Comercialização O processamento artesanal de tomates constitui de uma forma de aproveitamento da produção do final de safras e dos produtos que não dão classificação para o comércio, e também, daqueles produtos que vão para o mercado e retornam ao produtor, mas sempre em condições de consumo. Para o sucesso na comercialização os produtos devem ter excelente qualidade, e essa qualidade, vai depender da matéria prima empregada, da qualidade dos produtos, da higiene no preparo, e das embalagens utilizadas. Os produtos artesanais, geralmente são comercializados em casas especializadas, quiosques, feiras e em locais que tem grande fluxo de turista. Para conquistar os consumidores, você deve manter um padrão de qualidade. Alerta! Este é um mercado concorrido e conta com a presença de marcas fortes. Haverá consumidores para o seu produto? Qual será a estratégia adotada pela empresa? Saiba como montar: Fábrica de molhos, temperos e condimentos 10 Atualizado em: out./2015 Normas técnicas Verifique algumas das normas para o seu negócio Norma técnica é um documento de caráter universal, simples e eficiente, no qual são indicadas regras, linhas básicas ou características mínimas que devem ser seguidas por determinado produto, processo ou serviço. Devidamente utilizada, a norma técnica proporciona a perfeita ordenação das atividades e a obtenção de resultados semelhantes e padronizados, para que um mesmo produto possa ser adotado em diferentes países. As normas técnicas podem ser utilizadas para: - Racionalizar processos, eliminando desperdícios de tempo, de matéria-prima e de mão de obra; - Assegurar a qualidade do produto oferecido ao mercado; - Conseguir aumento de vendas; - Incrementar as vendas de produtos em outros mercados; - Reduzir a troca e a devolução de produtos; - Reverter o produto, processo ou serviço em patrimônio tecnológico, industrial e comercial para o País, quando da relação com o mercado internacional; - Reforçar o prestígio de serviços prestados; - Aumentar o prestígio dedeterminada marca; - Garantir saúde e segurança. Estão listadas, a seguir, algumas normas técnicas relacionadas à segurança de alimentos: Código: NBR 22000 Data de publicação: 5/6/2006 Título: Sistemas de gestão da segurança de alimentos – Requisitos para qualquer organização na cadeia produtiva de alimentos. *Essa norma especifica requisitos para o sistema de gestão da segurança de alimentos, em que uma organização na cadeia produtiva de alimentos precisa demonstrar sua habilidade em controlar os perigos, a fim de garantir que o alimento está seguro no momento do consumo humano. Código: ISO/TS 22004 Data de publicação: 27/11/2006 Título: Sistemas de gestão da segurança de alimentos – Guia de aplicação da ABNT NBR ISO 22000:2006. *Essa especificação técnica fornece orientações genéricas que podem ser aplicadas na utilização da ABNT NBR ISO 22000. Saiba como montar: Fábrica de molhos, temperos e condimentos 11 Atualizado em: out./2015 Código: NBR15635 Data de publicação: 09/09/2015 Título: Serviços de alimentação – Requisitos de boas práticas higiênico- sanitárias e controles operacionais essenciais. *Essa norma especifica os requisitos de boas práticas e dos controles operacionais essenciais a serem seguidos por estabelecimentos que desejam comprovar e documentar que produzem alimentos em condições higiênico-sanitárias adequadas para o consumo. A seguir, normas técnicas relacionadas ao código de barras. É necessário verificar perante o INPI a existência de outras normas relacionadas sobre o assunto: NBR 10174 Data de publicação: 01/1988 Título: Identificação, localização, impressão e marcação do Código Nacional de Produtos - Padrão EAN. *Fixa procedimentos a serem seguidos pela empresa para identificação de seus produtos junto a autoridade nacional designada. Normas Técnicas: o que eu tenho a ver com isso? História em quadrinhos publicada pela ABNT e Sebrae. Destina-se a empresários de diversos setores, com informações sobre normas técnicas, vantagens e a importância de adquiri-las. O gibi tem por objetivo sensibilizar a todos sobre a importância da normalização de uma forma simples e agradável. Para fazer o download, acesse www.abnt.org.br, clique em “Imprensa” e depois em “Publicações”. Acordo de cooperação técnica e financeira Sebrae/ABNT para acesso a normas técnicas para micro e pequenas empresas O Sebrae e a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) firmaram um convênio que possibilita às micro e pequenas empresas o acesso às normas técnicas brasileiras por 1/3 do seu preço de mercado. O objetivo dessa ação é facilitar e intensificar o uso das normas técnicas, bem como o acesso à sua elaboração, qualificando produtos e auxiliando as MPEs a se tornarem mais competitivas e conquistarem novos mercados. Para saber mais sobre a parceira e obter as normas técnicas acesse o site http://www.abnt.org.br/paginampe/. Saiba como montar: Fábrica de molhos, temperos e condimentos 12 Atualizado em: out./2015 Local e estrutura Acerte na escolha, construção e decoração do ponto O local onde a fábrica será instalada deve contar com água tratada de qualidade, rede de esgoto, rede elétrica compatível com as necessidades do empreendimento, segurança e ser dotada de fácil acesso (de preferência, por vias pavimentadas). Em relação à estrutura do empreendimento, devem ser observados alguns aspectos, tais como a necessidade de pisos, paredes e bancadas serem impermeáveis, de material lavável e higienizados com água e sabão, todos os dias. Quanto às áreas de armazenamento, deve-se observar se são arejadas. Os produtos têm ainda que ser mantidos sobre estrados, a 20 cm do chão e da parede. As instalações sanitárias devem ser ventiladas, com portas de fechamento automático. A fábrica deve ter ainda um espaço para a administração, estoques de matérias-primas e de produtos acabados e área para carga e descarga. Também é recomendável disponibilizar local independente para o lixo, sem comunicação com a área de processamento. Também é importante contratar empresas especializadas para dedetizar os locais de produção e armazenagem de alimentos. As instalações são de grande importância no processamento de alimentos. Os produtores que desejam comercializar os seus produtos, precisa ter um local exclusivo para a sua fabricação conforme a legislação sanitária para alimentos. Devem ainda ter espaço suficiente, de modo que possibilite a circulação das pessoas que trabalham na produção. Veja detalhes importantes: Paredes: Revestimento lavável, e impermeável; Teto: De laje; Piso: Lavável, impermeável e antiderrapante; Pia: Com bojo e aço inox; Bancadas e mesas: Impermeáveis e laváveis ; Janelas e portas: Telas nas janelas e portas para evitar entrada de animais. Área de produção - As instalações da área de produção devem ser projetadas de forma a possibilitar o fluxo ordenado. Atenção Outro ponto importante é a água, que deve ser potável e deve existir quantidade suficiente, para atender as necessidades daquela atividade que esta sendo desenvolvida. Saiba como montar: Fábrica de molhos, temperos e condimentos 13 Atualizado em: out./2015 - Na área de manipulação dos alimentos devem existir lavatórios exclusivos para a higiene das mãos, para limpeza dos alimentos e para lavar louças. - As luminárias localizadas sobre a área de preparação dos alimentos devem ser apropriadas e estar protegidas contra explosões e quedas acidentais. - Os coletores utilizados para deposição dos resíduos das áreas de preparação e armazenamento de alimentos devem ser dotados de tampas acionadas sem contato manual. - Os resíduos devem ser frequentemente coletados e estocados em local fechado e isolado da área de preparação. - Pisos e paredes devem ser revestidos de material lavável e na cor branca, facilitando a higienização. - As portas da área de preparação e armazenamento de alimentos devem ser dotadas de fechamento automático. - O estoque deve estar próximo da área de produção. Circulação/DML/Copa/Administração - Definir um local para o depósito de material de limpeza (DML), que contenha tanque e espaço para armazenagem do lixo. - As empresas devem oferecer a seus empregados condições de conforto e de higiene que garantam refeições adequadas por ocasião dos intervalos previstos na jornada de trabalho, bem como meios para conservar e aquecer o alimento na hipótese do trabalhador trazer de casa. - Em todos os locais de trabalho deve haver iluminação, natural ou artificial, adequada à natureza da atividade. - Um ambiente confortável gera bem-estar e disposição, aumentando a produtividade. Instalações Sanitárias - IS: - As instalações sanitárias (IS) devem possuir lavatórios e estar supridas de produtos destinados à higiene pessoal. - As instalações sanitárias (IS) não podem se comunicar diretamente com os locais de trabalho ou destinado às refeições. É interessante que sejam separadas por sexo! - Os revestimentos utilizados nas instalações sanitárias (IS) devem ser impermeáveis e laváveis. - Os coletores de resíduos das IS devem também ser dotados de tampa e acionados sem contato manual. Saiba como montar: Fábrica de molhos, temperos e condimentos 14 Atualizado em: out./2015 Recursos humanos Possua um quadro de colaboradores à altura Os funcionários devem ser capacitados para as funções que irão exercer e precisam receber treinamento constante a respeito da higiene necessária na fabricação de molhos, temperos e condimentos. Também devem estar cientes do quão importante suas tarefas são para o sucesso do empreendimento. Todos os colaboradores devem trabalhar com boa apresentação pessoal, utilizando uniformes de cor clara, calças adequadas, cabelos curtos e cobertoscom boné ou rede. Suas mãos devem estar limpas e suas unhas, curtas. Também é vedado o uso de adornos nos dedos ou pulsos. Sugestão de composição da equipe de trabalho, que irá variar de acordo com a estrutura do empreendimento: Auxiliar administrativo Auxiliar financeiro Comprador Pessoal da produção Gerente de produção Vendedor(a) Gerente geral Há também alguns prestadores de serviços de que você poderá precisar: Advogado Contador Bombeiro hidráulico Designer de embalagens Eletricista Marceneiro Pedreiro Pintor Responsável técnico Saiba como montar: Fábrica de molhos, temperos e condimentos 15 Atualizado em: out./2015 Equipamentos, produtos e serviços Do que você precisa para montar Os equipamentos devem ser adquiridos após analisar quais são essenciais para o funcionamento da fábrica e que impactarão diretamente na qualidade do produto e nos resultados da empresa. Dicas para equipamentos Balanças Descascadora de alho Embalagem tipo sachê Envasadora Lacre vedante para embalagens plástica Liquidificador industrial Misturadores Moinhos Multiprocessador Potes de vidro e plástico para tempero Rotuladoras Seladoras Triturador e homogeneizador Matérias-primas Alho Pimenta Cebola Sal Ervas Vinagre Etc. Saiba como montar: Fábrica de molhos, temperos e condimentos 16 Atualizado em: out./2015 Legislação específica Conheça as leis que regulamentam o negócio que você pretende montar Regularização Sanitária A atividade está sujeita à fiscalização sanitária, sendo obrigatória a obtenção de Alvará ou Licença Sanitária, que deverá ser requerida na Secretaria Municipal de Vigilância Sanitária, onde será informada a documentação necessária para sua regularização. Consulte a Secretaria Municipal de Vigilância Sanitária, antes de iniciar o negócio, para saber sobre as normas de edificação e instalação necessárias à reforma ou adequação do imóvel, pois desta dependerá a regularização do empreendimento. Normas básicas sobre alimentos A fábrica deve cumprir as normas sanitárias estabelecidas pelo Ministério da Saúde para a fabricação de alimento, lembrando que, quando se tratar de produtos congelados é obrigatório constar no rótulo destes a expressão "congelado" próxima a designação do produto. A rotulagem do produto deve atender as regras exigidas pelo Ministério da Agricultura e/ou Anvisa, por essa razão recomendamos que você solicite às referidas entidades informações detalhadas sobre o assunto. Estas normas são de extrema importância, pois se não observadas antes de iniciar o negócio, este poderá se tornar inviável devido às adequações necessárias para os negócios que envolvam a produção de alimentos. Por exemplo, a estrutura física da fábrica que deve atender a algumas exigências específicas estabelecidas pela Vigilância Sanitária para emissão de licença/alvará. Assim, se você fizer uma reforma no imóvel sem atentar para as exigências das normas correrá o risco de ter que reformá-lo novamente para adequar às especificações da Vigilância Sanitária. Abaixo listamos as principais normas sanitárias cuja leitura na íntegra é muito relevante, pois mencionam informações específicas e necessárias para o exercício da atividade. Legislação Data de Publicação Conteúdo Portaria n° 326 01/08/1997 Aprova o Regulamento Técnico: "Condições Higiênico-Sanitárias (...)” Resolução RDC nº 23 16/03/2000 Dispõe sobre O Manual de Procedimentos Básicos (...) Resolução RDC n° 259 23/09/2002 Aprova o Regulamento Técnico sobre Rotulagem de Alimentos Embalados Saiba como montar: Fábrica de molhos, temperos e condimentos 17 Atualizado em: out./2015 Resolução RDC nº 275 23/10/2002 Dispõe sobre o Regulamento Técnico de Procedimentos Operacionais (...) Resolução RDC nº 359 26/12/2003 Aprova o Regulamento Técnico de Porções de Alimentos Embalados (...) Resolução RDC nº 360 26/12/2003 Aprova o Regulamento Técnico sobre Rotulagem Nutricional (...) Resolução RDC nº 272 22/09/2005 Aprova o “Regulamento Técnico para Produtos de Vegetais, (...)” Resolução RDC nº 273 22/09/2005 Aprova o “Regulamento Técnico para Misturas para o preparo (...)” Resolução RDC nº 276 22/09/2005 Aprovar o “Regulamento técnico para especiarias, temperos e molhos (...)” Resolução RDC nº 24 29/06/2010 Dispõe sobre a oferta, propaganda, publicidade, informação (...) Resolução RDC nº 27 09/08/ 2010 Dispõe sobre as categorias de alimentos e embalagens isentos (...) O cumprimento das normas citadas não exclui o cumprimento de outros regulamentos existentes ou que podem ser aprovados. Informações detalhadas devem ser obtidas diretamente na Vigilância Sanitária Municipal. Registro do Produto Os molhos, temperos e condimentos estão isentos de registro sanitário. No entanto, a empresa deve comunicar à Vigilância Sanitária, autoridade competente, no prazo máximo de dez dias, a data de início da fabricação. Essa comunicação ocorrerá uma vez, quando a empresa iniciar a produção, para permitir que a comercialização do produto se inicie imediatamente. Entretanto, a continuidade da produção dependerá do resultado da inspeção sanitária na fábrica, pela Vigilância Sanitária, que ocorrerá no prazo máximo de 60 dias. Responsabilidade técnica O empreendimento está sujeito a responsabilidade técnica e registro da empresa em órgão competente, devendo manter, em seu quadro, profissional habilitado perante o órgão ou conselho de classe fiscalizador de profissão regulamentada. Como a responsabilidade técnica para a atividade não é privativa de um órgão ou conselho de classe específico, consulte o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia - CREA, Conselho Regional de Química – CRQ e Conselho Regional de Nutricionista - CRN, para obter mais informações sobre o registro do empreendimento e do profissional competente para responder pela atividade. Saiba como montar: Fábrica de molhos, temperos e condimentos 18 Atualizado em: out./2015 Lembre-se: Se sua empresa descumprir algum requisito das normas de caráter higiênico-sanitárias poderá sofrer as seguintes penalidades, sem prejuízo de outras: - Advertência; - Multa; - Apreensão ou condenação de matérias-primas; - Suspensão da atividade; - Interdição, total ou parcial, do estabelecimento. Importante: A legislação brasileira está sujeita a alterações constantes. É necessário e indispensável que o empreendedor solicite às autoridades fiscais informações atualizadas sobre exigências e requisitos legais, para a regularização da pessoa jurídica e a exploração da atividade econômica. As instruções recebidas sobre legislação devem ser confirmadas pelas autoridades fiscais e pelo profissional de contabilidade responsável pela escrita fiscal da empresa. Tipos de licenças e registros necessários Licença ou Alvará de funcionamento Prefeitura Vistorias e observância às normas de segurança Corpo de Bombeiros Licença Ambiental Órgãos municipais ou estaduais de meio ambiente Licença Sanitária Secretaria Municipal de Vigilância Sanitária Registro de Responsabilidade Técnica Conselho Regional de Engenharia e Agronomia ou Conselho Regional de Química ou Conselho Regional de Nutricionistas Registro do empreendimento Conselho Regional de Engenharia e Agronomia ou Conselho Regional de Química ou Conselho Regional de Nutricionistas Fundamentação legal a) Lei Federal nº 2.800, de 18 de junho de 1956 – Cria os Conselhos Federal e Regionais de Química, dispõe sobre o exercício da profissão de químico, e dá outras providências; b) Lei Federal nº 5.194, de 24 de dezembrode 1966 – Regula o exercício das profissões de Engenheiro, Arquiteto e Engenheiro-Agrônomo e dá outras providências; Saiba como montar: Fábrica de molhos, temperos e condimentos 19 Atualizado em: out./2015 c) Lei Federal nº 6.583, de 20 de outubro de 1978 – Cria os Conselhos Federal e Regionais de Nutricionistas, regula seu funcionamento, e dá outras providências; d) Lei Federal n° 6.839, de 30 de outubro de 1980 – Dispõe sobre o registro de empresas nas entidades fiscalizadoras do exercício de profissões; e) Lei Federal nº 8.234, de 17 de setembro de 1991 – Regulamenta a profissão de nutricionista e determina outras providências; f) Lei Federal nº 9.782, de 26 de janeiro de 1999 – Define o Sistema Nacional de Vigilância Sanitária, cria a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, e dá outras providências; g) Decreto-Lei nº 986, de 21 de outubro de 1969 – Institui normas básicas sobre alimentos; h) Decreto Federal nº 85.877, de 7 de abril de 1981 – Estabelece normas para execução da Lei nº 2.800, de 18 de junho de 1956, sobre o exercício da profissão de químico, e dá outras providências; i) Decreto Federal nº 3.029, de 16 de abril de 1999 – Aprova o Regulamento da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, e dá outras providências; j) Portaria n° 326 da Secretaria de Vigilância Sanitária do Ministério da Saúde – SVS/MS, de 30 de julho de 1997 - aprova o Regulamento Técnico: “Condições Higiênico-Sanitárias e de Boas Práticas de Fabricação para Estabelecimentos Produtores/Industrializadores de Alimentos”. k) Resolução Normativa do CFQ nº 12, de 20 de Outubro de 1959 - Dispõe sobre responsabilidade técnica; l) Resolução nº 218 do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia – Confea, de 29 de junho de 1973 – Discrimina atividades das diferentes modalidades profissionais de Engenharia, Arquitetura e Agronomia; m) Resolução RDC nº 23, de 15 de março de 2000, expedida pela MS/Anvisa – Dispõe sobre O Manual de Procedimentos Básicos para Registro e Dispensa da Obrigatória de Registro de Produtos Pertinentes à Área de Alimentos. n) Resolução RDC n° 259, de 23 de setembro de 2002, expedida pela MS/Anvisa – Aprova o Regulamento Técnico sobre Rotulagem de Alimentos Embalados. o) Resolução RDC nº 275, de 21 de outubro de 2002, expedida pela MS/Anvisa – Dispõe sobre o Regulamento Técnico de Procedimentos Operacionais Padronizados aplicados aos Estabelecimentos Produtores/Industrializadores de Alimentos e a Lista de Verificação das Boas Práticas de Fabricação em Estabelecimentos Saiba como montar: Fábrica de molhos, temperos e condimentos 20 Atualizado em: out./2015 Produtores/Industrializadores de Alimentos. p) Resolução RDC nº 359, de 23 de dezembro de 2003, expedida pela MS/Anvisa – Aprova o Regulamento Técnico de Porções de Alimentos Embalados para Fins de Rotulagem Nutricional, conforme o anexo. q) Resolução RDC nº 360, de 23 de dezembro de 2003, expedida pela MS/Anvisa – Aprova o Regulamento Técnico sobre Rotulagem Nutricional de Alimentos Embalados, tornando obrigatória a rotulagem nutricional, conforme anexo. r) Resolução RDC nº 272, de 22 de setembro de 2005, expedida pela Anvisa – Aprova o “Regulamento Técnico para Produtos de Vegetais, Produtos de Frutas e Cogumelos Comestíveis”, constante do Anexo desta Resolução. s) Resolução RDC nº 273, de 22 de setembro de 2005, expedida pela Anvisa – Aprova o “Regulamento técnico para misturas para o preparo de alimentos e alimento prontos para o consumo. t) Resolução RDC Anvisa – Agência Nacional de Vigilância Sanitária – nº 276, de 22 de setembro de 2005 – Aprova o “Regulamento técnico para especiarias, temperos e molhos”, constante do Anexo desta Resolução. u) Resolução RDC nº 24, de 15 de junho de 2010, expedida pela MS/Anvisa - Dispõe sobre a oferta, propaganda, publicidade, informação e outras práticas correlatas cujo objetivo seja a divulgação e a promoção comercial de alimentos considerados com quantidades elevadas de açúcar, de gordura saturada, de gordura trans, de sódio, e de bebidas com baixo teor nutricional. v) Resolução RDC nº 27, de 06 de agosto de 2010, expedida pela MS/Anvisa - Dispõe sobre as categorias de alimentos e embalagens isentos e com obrigatoriedade de registro sanitário. Saiba como montar: Fábrica de molhos, temperos e condimentos 21 Atualizado em: out./2015 Endereços úteis Saiba onde você poderá obter mais informações CONSELHO REGIONAL DE ENGENHARIA E AGRONOMIA DE MINAS GERAIS - CREA Av. Álvares Cabral, 1.600 - Santo Agostinho 30.170.001 - Belo Horizonte - MG Tel.: (31) 3299-8700 www.crea-mg.org.br CONSELHO REGIONAL DE QUÍMICA - CRQ Rua São Paulo, 409, 16º andar, Centro 30.170.902 - Belo Horizonte - MG Tel.: (31) 3279-9800 www.crqmg.org.br CONSELHO REGIONAL DE NUTRICIONISTAS - CRN Rua Maranhão, 310, 4º andar – Santa Efigênia 30.150.330 - Belo Horizonte - MG Tel.: (31) 3226-8403 www.crn9.org.br FUNDAÇÃO ESTADUAL DE MEIO AMBIENTE – FEAM Cidade Administrativa do Estado de Minas Gerais Rodovia Prefeito Américo Gianetti, 41/43 - Bairro Serra Verde 31630-900 - Belo Horizonte - Minas Gerais Telefone Geral da Cidade Administrativa: (31) 39151000 www.feam.br INSTITUTO DE TECNOLOGIA DE ALIMENTOS – ITAL Av. Brasil, 2880 13070-178 – Campinas - SP Tel.: (19) 3743-1700 – Fax: (19) 3743-1799 www.ital.sp.gov.br SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE DE MINAS GERAIS Cidade Administrativa do Estado de Minas Gerais Rodovia Prefeito Américo Gianetti, s/nº - Serra Verde 31630-901 - Belo Horizonte – MG Tel.: (31) 3916 - 0453 www.saude.mg.gov.br Saiba como montar: Fábrica de molhos, temperos e condimentos 22 Atualizado em: out./2015 Sugestões de vídeo Vale conferir! 1) Como produzir picles, pasta de alho e corantes Duração: 60 min. Acompanha manual. *O vídeo trata dos seguintes assuntos: picles de cebola; picles mistos; picles de pepino fatiado; picles de minipepino; pasta de alho; corante de açafrão; corante de urucum, dentre outros. 2) Processamento de tomate Duração: 60 minutos. Acompanha manual. *O vídeo apresenta os Estrutura física para processamento de tomate; Etapas do processamento; Cálculo do custo de produção e do preço de venda dos produtos; Embalagens Comercialização. 3) Produção e processamento de pimenta Duração: 60 min. Acompanha manual. *O vídeo é apresentado em duas partes. A primeira trata do cultivo da pimenta e a segunda mostra o processamento para a fabricação de diversos produtos, tais como: pimenta em salmoura; molho de pimenta; pimenta em pó. Além de informações sobre área de processamento, embalagens e comercialização. **Estes cursos são oferecidos em dois formatos: em livro + DVD ou online Os vídeos acima poderão ser adquiridos no seguinte endereço: CPT – CENTRO DE PRODUÇÕES TÉCNICAS Rua José de Almeida Ramos, 37 – Cx. Postal 01 36570-000 – Viçosa – MG Tel.: (31) 3899-7000 – Fax: (31) 3899-7091 www.cpt.com.br Saiba como montar: Fábrica de molhos, temperos e condimentos 23 Atualizado em: out./2015 Cursos e eventos2 Vale conferir! SERVIÇO NACIONAL DE ATIVIADE COMERCIAL – SENAC Rua Tupinambás, 1062 – Centro 30120-910 – Belo Horizonte – MG Tel.: 0800-724 4440 www.mg.senac.br *Oferece curso “Boas práticas na manipulação de alimentos”. 2 O interessado deverá entrar em contato com as instituições, a fim de confirmar as datas e os valores dos cursos. Saiba como montar: Fábrica de molhos, temperos e condimentos 24 Atualizado em: out./2015 Referências Agência Nacional de Vigilância Sanitária - Anvisa Disponível em: . Acesso em: 24 out. 2015. Assembleia Legislativa do Estado de Minas Gerais Disponível em:. Acesso em: 24 out. 2015. BRAGANÇA, Maria da Graça Lima. Processamento de tomate. Patrícia Resende. Viçosa: CPT, 2000. il. (Indústria Caseira). CASTRO, Francisco Aécio de. Como fazer extrato de tomate. Brasília: IBCT-INSTITUTO BRASILEIRO DE INFORMAÇÃO CIÊNCIA E TECNOLOGIA, 1993, 18p. Classificação Nacional de Atividades Econômicas – CNAE. Disponível em: . Acesso em: 5 out. 2009. Conselho Federal de Engenharia e Agronomia – Confea. Disponível em: . Acesso em: 24 out. 2015. Conselho Federal de Química – CFQ. Disponível em: . Acesso em: 24 out. 2015. Conselho Federal de Nutricionistas – CFN. Disponível em: . Acesso em: 24 out. 2015. Conselho Nacional do Meio Ambiente – CONAMA. Disponível em: . Acesso em: 24 out. 2015. Fundação Estadual de Meio Ambiente – Feam. Disponível em: . Acesso em: 24 out. 2015. FURLAN, Marcos Roberto. Ervas e temperos; cultivo e comercialização. Cuiabá: SEBRAE- MA, 1998. Gastronomias. Disponível em: . Acesso em: 13 abr. 2007. Instituto Mineiro de Agropecuária – IMA. Disponível em: . Acesso em: 11 out. 2012. LEITE, Valéria Serpa. Preciso de que tipo de licença para abrir o meu negócio? Pequenas Empresas & Grandes Negócios, São Paulo, nº 249, pp.104-105, out. 2009. http://www.ima.mg.gov.br/%3e Saiba como montar: Fábrica de molhos, temperos e condimentos 25 Atualizado em: out./2015 MELLO, Ribeiro de. Sachê – Fábrica. Perfil Como Abrir Seu Próprio Negócio, 1990. SEBRAE-MG. Ministério da Agricultura. Disponível em: . Acesso em: 11 out. 2012. Presidência da República. Disponível em: . Acesso em: 24 out. 2015. PRODUÇÃO e processamento de pimenta. [S.l.: s.n.]. (Agroindústria). Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável – Semad Disponível em: . Acesso em: 24 out. 2015. Serviço Brasileiro de Reposta Técnica – SBRT. Disponível em: . Acesso em 4 mar. 2007. Serviço Brasileiro de Reposta Técnica – SBRT. Disponível em: Acesso em 13 jun. 2007. http://www.meioambiente.mg.gov.br/ Saiba como montar: Fábrica de molhos, temperos e condimentos 26 Atualizado em: out./2015