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Estudos para AP1-Práticas de Ensino 3
Aula 1:
É necessária a inclusão dos conhecimentos sobre métodos e técnicas de avaliação, na prática docente. Conceitos de Paulo Freire, como educação bancária, problematização e aprendizagem crítica, entre outros, fundamentaram essa discussão. Nos currículos tradicionais dos cursos de formação de professores, a Prática de Ensino funciona como uma espécie de integradora das disciplinas teóricas específicas com as de fundamentação, voltadas para a Educação. Ou seja, uma prática que vem depois da teoria e, dessa forma, se apresenta dela dissociada. O conceito de problematização apresentado por Paulo Freire expressa uma visão e uma prática de avaliação que são o oposto das posturas tradicionais e autoritárias: um desafio que, vencido por meio da compreensão, conduz à compreensão crítica do mundo. A Prática de Ensino, em nosso curso, não é um simples treinamento ou aplicação das teorias e procedimentos aprendidos em várias disciplinas. O marco inicial da Prática de Ensino deve ser a discussão dos aspectos epistemológicos do ensino, e esta reflexão não pode ser limitada às questões técnicas do mesmo, mas deve abranger os contextos social e político, internos e externos à escola, à ética, à moral e à eqüidade.
· Material complementar 1:
A live "Avaliação da Aprendizagem na Educação Superior em um Contexto Não Presencial" aborda os desafios e as estratégias de avaliação em ambientes de ensino remoto, especialmente no ensino superior. A discussão foca na adaptação de métodos tradicionais de avaliação para o contexto online, considerando as particularidades desse formato, como a necessidade de flexibilização, uso de tecnologias, e a importância de garantir a autenticidade e a integridade dos processos avaliativos. A live enfatiza a relevância de avaliações formativas e diversificadas, que promovam o engajamento dos estudantes e reflitam de forma mais precisa o aprendizado em ambientes virtuais.
Aula 2:
A Prática de Ensino, em nosso curso, não é um simples treinamento ou aplicação das teorias e procedimentos aprendidos em várias disciplinas. O marco inicial da Prática de Ensino deve ser a discussão dos aspectos epistemológicos do ensino, e esta refl exão não pode ser limitada às questões técnicas do mesmo, mas deve abranger os contextos social e político, internos e externos à escola, à ética, à moral e à eqüidade.
· Material Complementar 2:
O Capítulo 2, “Paradigmas de Avaliação: Uma Visão Panorâmica”, de Lívia Suassuna, presente no livro “Avaliação em Língua Portuguesa: Contribuições para a Prática Pedagógica”, aborda as diferentes abordagens e paradigmas de avaliação no contexto educacional. Suassuna explora a evolução histórica das práticas avaliativas, destacando a transição dos modelos tradicionais, centrados na mensuração e classificação, para abordagens mais contemporâneas, que valorizam o processo de aprendizagem e o desenvolvimento do aluno. O capítulo enfatiza a importância de adotar práticas avaliativas mais integradas, reflexivas e alinhadas às necessidades pedagógicas, incentivando uma avaliação que não apenas mede o desempenho, mas também promove o aprendizado contínuo e significativo.
Aula 3:
No paradigma subjetivista não são evidentes as preocupações com a objetividade cientifi camente construída. Ao contrário do paradigma objetivista, o subjetivista admite que a Ciência contém impregnações diversas e que, de fato, é pouco objetiva, é parcial e incapaz de formular leis gerais sobre o funcionamento da natureza. Suas bases epistemológicas situam-se nos limites do idealismo. Sua presença nos processos de avaliação educacional é acentuada, disputando ainda hoje a hegemonia com o paradigma objetivista.
Aula 5
A avaliação como operação de medida se utiliza de testes e provas como seus principais instrumentos. Sempre procura responder à questão “quanto vale” o produto escolar realizado pelo aluno, sem se preocupar com o processo de realização. Possivelmente, por esta razão, procura sempre garantir a legitimidade do produto realizado contra as fraudes ou, em linguagem escolar, “colas”. As preocupações com a validade e fi dedignidade dos resultados geram estudos docimásticos e fazem avançar uma nova ciência denominada Docimologia. A próxima aula discutirá a avaliação com referência aos objetivos. A preocupação com os objetivos será apresentada como uma das maneiras de defi nir o que deve ser medido.
Aula 6:
As noções de fi dedignidade e validade têm papel relevante no contexto da avaliação como operação de medida. Graças aos cuidados com uma e outra noção, os testes podem ser padronizados. Não é, porém, uma tarefa das mais fáceis a elaboração de um teste bem calibrado. Há pelo menos seis fases, que vão desde a defi nição do que medir até a comunicação dos resultados aos alunos e às suas famílias.
Aula 8:
Há muito claramente, pelo menos, dois propósitos educacionais: educar para Ser e educar para Ter. A opção por um ou outro não é aleatória ou ingênua. Educar para Ser signifi ca educar o Sujeito para seu próprio deleite, para que se delicie como ser humano, que se realize como pessoa na relação com os outros e com as coisas. Educar para Ter está associado à instrumentalização do sujeito para acumular bens, consumir etc. Nesse sentido, age em conformidade com as emulações sociais, podendo tornar-se ambicioso, competitivo. Segundo a lógica da Teoria do Capital Humano, os Estados que investem na educação das crianças, jovens e adultos se benefi ciam na medida que se tornam mais produtivos, sofi sticados consumistas etc. As modalidades de avaliação com referências a objetivos e a competências e habilidades têm sido usadas em conformidade com a Teoria do Capital Humano.
Aula 9:
A história da avaliação por objetivos relaciona-se com o período da Segunda Guerra Mundial, com a reconstrução no pós-guerra e com a reordenação do processo produtivo no Brasil, a partir do fi nal dos anos 50. Naquela ocasião, de modo semelhante ao que ocorria no mundo do trabalho fabril, a objetivação do trabalho pedagógico implicou também a adoção de princípios de racionalidade, efi ciência e produtividade. A avaliação por objetivos signifi ca um avanço no âmbito da avaliação como operação de medida ao trazer, para o centro do processo, os objetivos cognitivos e as taxionomias de objetivos cognitivos e afetivos, particularmente a taxionomia elaborada por Benjamin S. Bloom e equipe. O fato de ser um avanço, entretanto, não a exime de críticas. Tem sido acusada de ser redutora, unidimensional e adialética, de ser invadida pelo imaginário empresarial e aproximar-se dos balanços contábeis, e de ser tida como balanços somativos; nada mais que isso. Na próxima aula, estaremos iniciando a discussão de uma variação da avaliação por objetivos: a avaliação com referência a competências e habilidades.

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