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<p>i</p><p>CENTRO UNIVERSITÁRIO INTERNACIONAL UNINTER</p><p>ESCOLA SUPERIOR POLITÉCNICA</p><p>BACHARELADO EM ENGENHARIA ELÉTRICA</p><p>DISCIPLINA DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS INDUSTRIAIS</p><p>RELATÓRIO DE ATIVIDADE PRÁTICA</p><p>LUCAS ELIAS GAIPO</p><p>PROF. SAMUEL POLATO RIBAS</p><p>ITAÚNA – (MG)</p><p>2024</p><p>1</p><p>1 INTRODUÇÃO</p><p>As instalações elétricas industriais são fundamentais para o funcionamento de sistemas au-</p><p>tomatizados e de grande escala, garantindo a operação segura e eficiente de equipamentos e</p><p>máquinas. Dentro desse contexto, os motores elétricos desempenham um papel essencial, sendo</p><p>responsáveis pela conversão de energia elétrica em energia mecânica para movimentação de</p><p>diversas máquinas e processos industriais.</p><p>Apesar do avanço nas tecnologias de acionamento, como os inversores de frequência e</p><p>partidas suaves, os sistemas de partida eletromecânicos ainda são amplamente utilizados em</p><p>diversas indústrias, devido à sua simplicidade, robustez e baixo custo. Entre os principais mé-</p><p>todos de acionamento, destacam-se as chaves de partida direta, chaves de partida com reversão</p><p>e chaves de partida estrela-triângulo, cada uma com características específicas e aplicabilidades</p><p>conforme as demandas de operação e controle.</p><p>Neste relatório, será abordado o desenvolvimento de experimentos práticos para imple-</p><p>mentação de diferentes sistemas de partida de motores, onde foram montados os circuitos de</p><p>força e de comando para chave de partida direta, além do circuito de comando para chave de</p><p>partida com reversão e chave de partida estrela-triângulo. Esses experimentos proporcionaram</p><p>a aplicação dos conceitos teóricos estudados, utilizando ferramentas e materiais específicos,</p><p>simulando situações reais de instalações industriais.</p><p>2 OBJETIVOS</p><p>O presente relatório tem como objetivo relatar o desenvolvimento de experimentos prá-</p><p>ticos realizados na disciplina de Instalações Elétricas Industriais, com foco na implementação</p><p>de sistemas de partida de motores elétricos trifásicos.</p><p>Especificamente, os objetivos são:</p><p>• Implementar e testar o circuito de força e de comando de uma chave de partida direta;</p><p>• Montar e avaliar o funcionamento de um circuito de comando de chave de partida direta</p><p>com reversão no sentido de rotação do motor;</p><p>• Realizar a montagem e verificação do circuito de comando de uma chave de partida</p><p>estrela-triângulo;</p><p>• Compreender o funcionamento e as diferenças entre os tipos de partida de motores apli-</p><p>cados em ambientes industriais, bem como seus critérios de escolha.</p><p>2</p><p>Esses objetivos visam proporcionar ao aluno uma experiência prática no desenvolvi-</p><p>mento de circuitos de comando e força, preparando-o para lidar com situações reais no ambiente</p><p>industrial.</p><p>3 DISPOSITIVOS ELETROMECÂNICOS NA PARTIDA DE MOTORES</p><p>A automação industrial depende fortemente de dispositivos eletromecânicos para garan-</p><p>tir a operação segura e eficiente de máquinas e equipamentos. Nas instalações elétricas indus-</p><p>triais, o acionamento de motores trifásicos é uma das principais demandas, e para isso, o uso de</p><p>componentes como fusíveis, contatores, relés de sobrecarga, relés temporizadores e botoeiras é</p><p>indispensável. Esses dispositivos, embora de uso cotidiano, desempenham papéis fundamentais</p><p>na proteção, controle e operação das máquinas. A seguir, são descritos e detalhados os princi-</p><p>pais elementos utilizados nas montagens realizadas.</p><p>3.1 FUSÍVEIS</p><p>Os fusíveis são dispositivos de proteção utilizados em circuitos elétricos para interrom-</p><p>per o fluxo de corrente em casos de sobrecarga ou curto-circuito. Eles contêm um fio condutor</p><p>que se funde quando a corrente excede um valor pré-determinado, interrompendo o circuito e</p><p>protegendo os equipamentos conectados. Existem diferentes tipos de fusíveis, como os fusíveis</p><p>de cartucho e os fusíveis NH, sendo amplamente aplicados em painéis de distribuição e em</p><p>circuitos de força e comando de motores.</p><p>Segundo a Siemens, “em comparação com outros dispositivos de proteção, os fusíveis</p><p>têm correntes e valores de corte consideravelmente menores. Como resultado, dificilmente há</p><p>um método mais acessível de fornecer proteção contra curto-circuito de acordo com a coorde-</p><p>nação IEC 60947-4” (SIEMENS, 2024).</p><p>3</p><p>Figura 1: Aplicação de Fusíveis</p><p>3.2 CONTATORES</p><p>Contatores são dispositivos eletromecânicos que permitem o controle remoto de circui-</p><p>tos de força, sendo amplamente utilizados para acionar motores elétricos. Funcionam por meio</p><p>da energização de uma bobina, que provoca o fechamento dos contatos principais, permitindo</p><p>a passagem de corrente elétrica. Em sistemas de partida de motores, os contatores atuam como</p><p>seccionadores, acionando e desligando o circuito conforme o comando recebido.</p><p>“Esses dispositivos, podem atuar tanto em sistemas monofásicos, como trifásicos, con-</p><p>trolando o fluxo de energia no sistema mediante os comandos recebidos pelo operador ou sis-</p><p>tema automático de acionamento” (SCHNEIDER, 2022). Os contatores são formados por três</p><p>partes principais: o núcleo, a bobina e os contatos. A bobina é energizada pelo circuito de co-</p><p>mando, criando um campo eletromagnético que movimenta o núcleo móvel, fechando os con-</p><p>tatos e permitindo a passagem da corrente. Esse processo possibilita o controle eficiente e re-</p><p>moto de circuitos de alta potência, garantindo segurança e durabilidade em sistemas industriais.</p><p>4</p><p>Figura 2: Funcionamento de contator</p><p>3.3 RELÉS DE SOBRECARGA</p><p>Os relés de sobrecarga são dispositivos de proteção que atuam em caso de excesso de</p><p>corrente em motores elétricos, evitando danos por superaquecimento. Diferente dos fusíveis,</p><p>que atuam imediatamente, os relés de sobrecarga permitem uma resposta temporizada, atuando</p><p>apenas quando o motor opera com sobrecarga por um período prolongado. São amplamente</p><p>usados em conjunto com contatores em circuitos de partida de motores. “O tempo para o desli-</p><p>gamento está relacionado com a corrente de sobrecarga e a corrente ajustada no relé, que se</p><p>encontra devidamente representada na curva de disparo do relé. Após o desarme, deve-se aguar-</p><p>dar o restabelecimento do sistema para que se faça o rearme, que pode ser feito de forma manual</p><p>ou automática” (WEG, [s.d], p.4).</p><p>Os relés de sobrecarga geralmente possuem um ajuste que permite ao usuário configurar</p><p>a corrente de desarme de acordo com as especificações do motor ou equipamento protegido,</p><p>assegurando que o relé funcione de maneira eficaz para diferentes aplicações. Além disso, esses</p><p>dispositivos são projetados para oferecer alta durabilidade e confiabilidade, reduzindo a neces-</p><p>sidade de manutenções frequentes e prolongando a vida útil do sistema de acionamento. Sua</p><p>versatilidade também permite que sejam utilizados em diversas aplicações industriais, desde</p><p>pequenos motores até grandes sistemas de automação, sempre garantindo a proteção adequada</p><p>contra sobrecargas. A utilização é fundamental para a segurança em ambientes industriais, pois</p><p>previne sobreaquecimentos que podem resultar em incêndios ou falhas catastróficas no equipa-</p><p>mento.</p><p>5</p><p>Figura 3: Relé de Sobrecarga WEG</p><p>3.4 RELÉS TEMPORIZADORES</p><p>Relés temporizadores são dispositivos essenciais em sistemas elétricos, utilizados para</p><p>controlar o tempo de acionamento ou desligamento de componentes em um circuito. Esses dis-</p><p>positivos garantem uma operação eficiente e segura, permitindo a sincronização de diferentes</p><p>etapas em processos industriais. No contexto das partidas estrela-triângulo, por exemplo, o relé</p><p>temporizador é responsável por garantir a transição suave entre as configurações estrela e tri-</p><p>ângulo, evitando picos de corrente no motor durante o acionamento. Além disso, esses relés</p><p>podem ser ajustados para diferentes tempos conforme a necessidade do sistema, assegurando</p><p>que cada componente opere no momento certo.</p><p>Podem ser utilizados em diversos tipos de aplicações industriais, como</p><p>partidas de mo-</p><p>tores elétricos, quadros de comando, fornos industriais, injetoras, entre outras. Também podem</p><p>ser utilizados em aplicações residenciais e comerciais (WEG, [s.d.], p. 6). Sua versatilidade os</p><p>torna indispensáveis em diversas configurações, contribuindo para a eficiência energética e a</p><p>segurança operacional. Em muitos casos, o uso de relés temporizadores não apenas melhora a</p><p>funcionalidade dos sistemas elétricos, mas também prolonga a vida útil dos equipamentos, mi-</p><p>nimizando os riscos de falhas e interrupções inesperadas.</p><p>6</p><p>Figura 4: Relés temporizadores WEG</p><p>3.5 BOTOEIRAS</p><p>As botoeiras são dispositivos de comando manual que permitem o acionamento ou des-</p><p>ligamento de circuitos elétricos. Elas podem ser do tipo normalmente aberta (NA) ou normal-</p><p>mente fechada (NF), dependendo da função que exercem no circuito. Nas partidas de motores,</p><p>botoeiras são usadas para iniciar e interromper o funcionamento dos contatores, oferecendo um</p><p>meio simples e seguro de controlar o sistema. Além de sua função operacional, a escolha de</p><p>botoeiras adequadas é crucial para a segurança e a eficácia do sistema, já que um acionamento</p><p>incorreto pode levar a falhas no funcionamento dos equipamentos.</p><p>A importância das cores nas botoeiras não pode ser subestimada. “atualmente, as cores</p><p>dos botões são sobretudo utilizadas para indicar a prioridade da ação, ao passo que a intermi-</p><p>tência serve geralmente para chamar a atenção do utilizador final. (SCHNEIDER, 2024). Por</p><p>exemplo, o uso do vermelho para parar uma máquina e do verde para iniciar uma operação é</p><p>uma prática comum, pois facilita a identificação rápida da ação desejada. Essa padronização</p><p>7</p><p>não apenas melhora a usabilidade, mas também contribui para um ambiente de trabalho mais</p><p>seguro, reduzindo o risco de acidentes e garantindo uma resposta rápida em emergências.</p><p>Figura 5: Importância da Escolha das Cores de Botões</p><p>4 DESENVOLVIMENTO DO TRABALHO</p><p>As práticas realizadas focaram na montagem e teste de três tipos de sistemas de partida</p><p>de motores elétricos trifásicos: a chave de partida direta, a chave de partida direta com reversão</p><p>no sentido de rotação, e a chave de partida estrela-triângulo. Todas as montagens foram reali-</p><p>zadas utilizando o kit disponibilizado pelo polo de apoio presencial, conforme as orientações</p><p>descritas no roteiro da atividade.</p><p>Figura 6: Kit utilizado nas Práticas</p><p>8</p><p>A seguir, são detalhados os procedimentos de cada experimento e os resultados obtidos.</p><p>4.1 EXPERIÊNCIA 1: CIRCUITO DE COMANDO E FORÇA DA CHAVE DE PAR-</p><p>TIDA DIRETA</p><p>A chave de partida direta é uma das formas mais simples e comuns de acionamento de</p><p>motores trifásicos, sendo amplamente utilizada em aplicações onde não é necessário reduzir a</p><p>corrente de partida. Ela tem como principal vantagem a sua simplicidade, tanto no que diz res-</p><p>peito à montagem quanto à operação. No entanto, em motores de maior porte, esse método pode</p><p>gerar picos de corrente, o que limita sua aplicação a motores de pequeno e médio porte. O</p><p>experimento foi dividido em duas etapas: a montagem do circuito de comando e a montagem</p><p>do circuito de força. Cada etapa foi realizada com base nos diagramas fornecidos no roteiro e</p><p>utilizando os componentes do kit disponibilizado pelo polo. A seguir, são descritos as etapas e</p><p>os resultados de cada parte.</p><p>4.1.1 Circuito de Comando</p><p>Na primeira etapa, foi montado o circuito de comando da chave de partida direta. O</p><p>circuito utilizou dois botoeiras (uma de partida e uma de parada), um contator e uma fonte de</p><p>24 V para alimentação do comando. O objetivo era garantir que o contator pudesse ser energi-</p><p>zado e desenergizado manualmente, permitindo o controle do motor. A montagem seguiu as</p><p>orientações do diagrama fornecido pelo roteiro, que pode ser observado a seguir pela figura 7.</p><p>9</p><p>Figura 7: Circuito de Comando Experimento 1</p><p>A simplicidade deste circuito se reflete na facilidade de operação. Após a montagem do</p><p>circuito (Figura 8), foi realizado o teste inicial. Ao pressionar a botoeira de partida, o contator</p><p>foi energizado, permitindo a passagem de corrente. Em seguida, ao acionar a botoeira de parada,</p><p>o circuito foi desenergizado, interrompendo a alimentação do motor. O sistema funcionou con-</p><p>forme esperado, demonstrando sua confiabilidade em aplicações onde o controle direto do mo-</p><p>tor é necessário.</p><p>10</p><p>Figura 8: Montagem do Circuito de comando Experimento 1</p><p>11</p><p>Esse método de controle é altamente vantajoso em sistemas que requerem respostas rá-</p><p>pidas e diretas, como linhas de produção que demandam a partida e parada frequentes dos mo-</p><p>tores. Durante o teste prático, foi possível observar o funcionamento correto do contator, con-</p><p>forme mostrado na Figura 9, onde o contator foi ativado pelo comando da botoeira B2 e desli-</p><p>gado com o acionamento da botoeira de parada, B1.</p><p>Figura 9: Teste do Circuito de comando Experimento 1</p><p>12</p><p>4.1.2 Circuito de Força</p><p>O circuito de força foi montado utilizando disjuntores e conectado ao contator presente</p><p>no circuito de comando. O diagrama (Figura 10) orientou a construção do circuito, que é res-</p><p>ponsável por alimentar diretamente o motor trifásico. O inversor de frequência que faz parte do</p><p>Kit, foi fundamental para permitir a realização da prática utilizando a rede monofásica presente</p><p>no polo, uma vez que não possuíamos a disponibilidade de uma rede trifásica, e ainda pelo fato</p><p>de nosso motor ter uma frequência de 50Hz.</p><p>Figura 10: Circuito de Força Experimento 1</p><p>13</p><p>A principal vantagem da partida direta reside na simplicidade de sua montagem e no</p><p>número reduzido de componentes necessários, como mostrado na montagem final do circuito</p><p>(Figura 11). Contudo, essa simplicidade também traz uma limitação: a corrente de partida ele-</p><p>vada, característica desse método, pode causar desgaste nos equipamentos se for utilizada com</p><p>motores de grande porte ou em sistemas onde o controle da corrente de partida é crucial.</p><p>Figura 11Montagem do Circuito de Força experimento 1</p><p>O teste foi realizado para garantir que o motor fosse alimentado corretamente e pudesse</p><p>ser desligado com segurança ao pressionar a botoeira de parada. Durante os testes (Figura 12),</p><p>foi possível observar que, embora o motor tenha sido acionado com eficiência, em aplicações</p><p>de maior potência, seria necessário avaliar o impacto da corrente de partida sobre a rede elétrica</p><p>e os equipamentos. Para realização dos testes, foi necessário a parametrização básica do inver-</p><p>sor de frequência, seguindo as orientações descritas no roteiro.</p><p>14</p><p>Figura 12: Teste do Circuito de Força Experimento 2</p><p>Apesar dessa limitação, a chave de partida direta continua sendo uma solução muito</p><p>eficaz para motores de pequeno e médio porte, onde os picos de corrente não são problemáticos.</p><p>Sua confiabilidade e simplicidade de operação são características que a tornam uma escolha</p><p>comum em muitos ambientes industriais.</p><p>4.2 EXPERIÊNCIA 2: CIRCUITO DE COMANDO DA CHAVE DE PARTIDA DI-</p><p>RETA COM REVERSÃO NO SENTIDO DE ROTAÇÃO</p><p>A chave de partida direta com reversão no sentido de rotação permite inverter o sentido</p><p>de giro do motor trifásico ao alterar a sequência das fases. Esse tipo de partida é especialmente</p><p>útil em aplicações que exigem alternância no sentido de operação, como em guinchos, eleva-</p><p>dores e transportadores helicoidais. A simplicidade do comando torna essa técnica bastante efi-</p><p>ciente, mas é crucial garantir o intertravamento entre os contatores para evitar falhas.</p><p>15</p><p>O circuito de comando foi montado utilizando três botoeiras (partida, reversão e parada)</p><p>e dois contatores intertravados, que garantem que apenas um dos contatores seja energizado por</p><p>vez, evitando o acionamento simultâneo de ambos e, consequentemente, um curto-circuito. O</p><p>diagrama utilizado foi o apresentado durante o roteiro e que pode ser observado a seguir, repre-</p><p>sentado na Figura 13.</p><p>Figura 13: Circuito de Comando Experimento 2</p><p>Com base nesse diagrama, a montagem do circuito foi realizada conforme os compo-</p><p>nentes disponíveis no kit do polo (Figura 14). Essa técnica apresenta grande vantagem em apli-</p><p>cações onde é necessário alternar o sentido de operação do motor. Apresentando ótimo custo-</p><p>benefício em relação a partidas com equipamento eletrônicos, porém se trata de uma partida</p><p>direta, e deve ser observada a potência do motor para a sua utilização, pois os picos de corrente</p><p>gerados na partida podem gerar grandes distúrbios na rede elétrica.</p><p>16</p><p>Figura 14: Montagem do Circuito de Comando Experimento 2</p><p>O teste foi conduzido acionando-se a botoeira de partida (B1), que energizou o contator</p><p>responsável pelo giro em um sentido. Em seguida, após ser pressionado a botoeira de parar (B1)</p><p>e desenergizar o primeiro contator, a botoeira de reversão (B3) foi pressionada energizando o</p><p>segundo contator, o que inverteria o sentido de rotação do motor, caso houvesse algum motor</p><p>conectado. O intertravamento funcionou corretamente, assegurando que os contatores não fos-</p><p>sem ativados simultaneamente. Durante o teste (Figura 15), foi possível verificar a eficiência</p><p>do sistema e a segurança oferecida pelo intertravamento, que garantiu uma operação sem falhas.</p><p>17</p><p>Figura 15: Teste do Circuito de Comando Experimento 2 com o contator de reversão acionado</p><p>A reversão do sentido de rotação é um recurso essencial em diversas aplicações indus-</p><p>triais, como no controle de transportadoras e máquinas que exigem movimento em dois senti-</p><p>dos. Esse tipo de chave de partida proporciona simplicidade e eficiência, mas sua correta im-</p><p>plementação, com os intertravamentos, é fundamental para evitar problemas de segurança.</p><p>18</p><p>4.3 EXPERIÊNCIA 3: CIRCUITO DE COMANDO DA CHAVE DE PARTIDA ES-</p><p>TRELA-TRIÂNGULO</p><p>A chave de partida estrela-triângulo é uma solução amplamente utilizada em motores de</p><p>maior potência, onde a corrente de partida pode ser um problema. Esse método de acionamento</p><p>reduz a corrente inicial ao ligar o motor em configuração estrela, e após um intervalo de tempo,</p><p>o sistema faz a transição automática para a configuração triângulo, permitindo que o motor</p><p>atinja sua potência total de forma gradual e com segurança.</p><p>O circuito de comando para a chave de partida estrela-triângulo foi montado utilizando</p><p>três contatores, um relé temporizador e duas botoeiras (partida e parada). O relé temporizador</p><p>é o elemento fundamental para realizar a transição entre as configurações, garantindo que o</p><p>motor opere inicialmente em estrela e, após um tempo definido, passe para a configuração tri-</p><p>ângulo. O diagrama do circuito está ilustrado na Figura 16, que foi seguido como orientado no</p><p>roteiro disponibilizado.</p><p>Figura 16: Circuito de Comando Experimento 3</p><p>19</p><p>Após seguir o diagrama, a montagem foi realizada utilizando os componentes disponí-</p><p>veis no kit do polo (Figura 17). Esse tipo de partida é fundamental para motores de grande porte,</p><p>pois a configuração estrela reduz a corrente inicial que, sem esse controle, poderia causar so-</p><p>brecargas no sistema elétrico ou até danos ao motor. A transição para triângulo, realizada após</p><p>um tempo programado, permite que o motor alcance sua potência total com menor impacto</p><p>sobre a rede.</p><p>Figura 17: Montagem do Circuito de Comando Experimento 3</p><p>20</p><p>Embora o motor não estivesse conectado no experimento, o circuito de comando operou</p><p>conforme esperado, e se o motor estivesse conectado, teria iniciado na configuração estrela e,</p><p>após o tempo definido, teria feito a transição para triângulo. Durante os testes, foi observado</p><p>que a botoeira de partida (B2) acionou o circuito corretamente, energizando o contator K1 e K3</p><p>que faria o motor rodar na configuração de estrela, como observado na figura 18 e, após o</p><p>intervalo de 10 segundos configurado no relé temporizador, a transição para o contator K1 e</p><p>K2 que fariam o motor rodar na configuração de triângulo, como mostrado na Figura 19.</p><p>Figura 18: Teste Experimento 3 com os Contatores K1 e K3 Acionado Enquanto o Temporizador Conta o</p><p>Tempo de 10s</p><p>21</p><p>Figura 19:Teste Experimento 3 com os Contatores K1 e K2 Acionado Após o Temporizador Conta r o Tempo</p><p>de 10s</p><p>Esse tipo de chave de partida oferece uma solução eficiente e segura para sistemas que</p><p>exigem controle sobre a corrente de partida, garantindo uma transição suave entre as fases e</p><p>preservando a integridade tanto do motor quanto da rede elétrica.</p><p>5 CONCLUSÕES</p><p>As práticas desenvolvidas ao longo deste trabalho proporcionaram uma valiosa experiência</p><p>sobre a montagem e operação de circuitos de comando de motores trifásicos, com destaque para</p><p>os sistemas de partida direta, partida direta com reversão no sentido de rotação e partida estrela-</p><p>triângulo. Cada um desses métodos tem sua aplicação específica e vantagens, e a experimenta-</p><p>ção prática permitiu compreender os princípios que regem esses sistemas amplamente utiliza-</p><p>dos na indústria.</p><p>A chave de partida direta demonstrou sua simplicidade e eficiência em aplicações que não</p><p>exigem controle da corrente de partida, sendo ideal para motores de pequeno e médio porte. No</p><p>entanto, foi possível concluir que, para motores de maior potência, o uso desse método pode</p><p>22</p><p>resultar em picos de corrente que, a longo prazo, podem comprometer a integridade do motor e</p><p>dos componentes elétricos envolvidos.</p><p>No experimento de partida direta com reversão, a aplicação de contatores intertravados</p><p>garantiu a segurança do sistema, prevenindo acionamentos simultâneos que poderiam resultar</p><p>em falhas catastróficas. Essa solução é fundamental em máquinas e sistemas que exigem alter-</p><p>nância no sentido de rotação, oferecendo um controle preciso e seguro.</p><p>A partida estrela-triângulo, por sua vez, demonstrou ser a solução ideal para motores de</p><p>grande porte, onde a corrente de partida elevada pode ser prejudicial. Embora o motor não</p><p>estivesse conectado no experimento, o funcionamento correto do circuito de comando eviden-</p><p>ciou a eficácia desse método ao garantir uma partida suave, com redução da corrente inicial e</p><p>transição automática para triângulo, protegendo a rede elétrica e o motor.</p><p>Com essas práticas, foi possível não apenas reforçar o entendimento teórico dos dispositi-</p><p>vos e circuitos envolvidos, mas também observar de forma prática as vantagens e limitações de</p><p>cada método de partida. A aplicação correta desses sistemas é essencial para a segurança, du-</p><p>rabilidade e eficiência das operações industriais. Além disso, a experiência consolidou a impor-</p><p>tância do planejamento cuidadoso e da execução precisa no contexto de instalações elétricas</p><p>industriais, destacando o papel crucial dos dispositivos de comando e proteção no funciona-</p><p>mento seguro e eficiente dos motores elétricos.</p><p>23</p><p>6 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</p><p>SCHNEIDER ELECTRIC. Como escolher a cor correta dos botões de pressão/luz-piloto</p><p>para a interface da sua máquina. Disponível em: https://blog.se.com/br/indus-</p><p>tria/2024/02/07/como-escolher-a-cor-correta-dos-botoes-de-pressao-luz-piloto-para-a-inter-</p><p>face-da-sua-maquina/. Acesso em: 19 out. 2024.</p><p>SCHNEIDER ELECTRIC. Contatores: para que servem e quais seus tipos. Disponível em:</p><p>https://blog.se.com/br/eletrica/2022/06/14/o-que-e-um-contator-e-qual-sua-funcao/. Acesso</p><p>em: 19 out. 2024.</p><p>SIEMENS. Linha de Fusíveis Siemens. Disponível em: https://www.siemens.com/br/pt/pro-</p><p>dutos/energia/produtos-baixa-tensao/fusiveis.html. Acesso em: 19 out. 2024.</p><p>WEG. Relés de sobrecarga térmico – linha RW. Disponível em: https://static.weg.net/me-</p><p>dias/downloadcenter/h3f/h86/WEG-reles-de-sobrecarga-termico-linha-rw-50042397-cata-</p><p>logo-portugues-br-dc.pdf. Acesso em: 19 out. 2024.</p><p>WEG. Relés eletrônicos – solução compacta e segura para diversas aplicações. Disponível</p><p>em: https://static.weg.net/medias/downloadcenter/hb4/h1d/WEG-reles-temporizadores-prote-</p><p>tores-e-de-nivel-50009830-catalogo-portugues-br-dc.pdf. Acesso em: 19 out. 2024.</p><p>1 INTRODUÇÃO</p><p>2 OBJETIVOS</p><p>3 Dispositivos Eletromecânicos na Partida de Motores</p><p>3.1 Fusíveis</p><p>3.2 CONTATORES</p><p>3.3 relés de sobrecarga</p><p>3.4 relés temporizadores</p><p>3.5 botoeiras</p><p>4 DEsenvolvimento do trabalho</p><p>4.1 Experiência 1: Circuito de comando e força da chave de partida direta</p><p>4.1.1 Circuito de Comando</p><p>4.1.2 Circuito de Força</p><p>4.2 Experiência 2: CIRCUITO DE COMANDO DA CHAVE DE PARTIDA DIRETA COM REVERSÃO NO SENTIDO DE ROTAÇÃO</p><p>4.3 Experiência 3: CIRCUITO DE COMANDO DA CHAVE DE PARTIDA ESTRELA-TRIÂNGULO</p><p>5 CONCLUSÕES</p><p>6 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</p>