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<p>Aula 04</p><p>EBSERH (Psicólogo - Psicologia</p><p>Hospitalar) Conhecimentos Específicos</p><p>Autor:</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas</p><p>Cesar</p><p>01 de Agosto de 2024</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>1</p><p>Sumário</p><p>Apresentação	....................................................................................................................................................................	2</p><p>1 – Teoria das Relações Humanas ....................................................................................... 10</p><p>Grupos ........................................................................................................................................... 56</p><p>1 – Grupos operativos e grupos terapêuticos ................................................................. 68</p><p>2 – Grupos vivenciais ................................................................................................................ 71</p><p>3 – Processo grupal .................................................................................................................. 72</p><p>4 – Práticas Grupais para promoção de saúde .............................................................. 75</p><p>5 – Psicoterapia de Grupo ...................................................................................................... 76</p><p>5.1 - Características das Psicoterapias de Grupo ................................................. 76</p><p>5.2 - Perspectivas Teóricas e Práticas em Psicoterapia de Grupo ................... 78</p><p>Lista de questões ....................................................................................................................... 87</p><p>Gabarito ...................................................................................................................................... 127</p><p>Resumo ....................................................................................................................................... 128</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar</p><p>Aula 04</p><p>EBSERH (Psicólogo - Psicologia Hospitalar) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>2</p><p>APRESENTAÇÃO</p><p>Olá, Psi!</p><p>Hoje vamos estudar os seguintes tópicos:</p><p>o Análise Institucional;</p><p>o Relações Humanas;</p><p>o Programas em saúde mental;</p><p>o Educação em saúde;</p><p>o Planejamento, programação, monitoramento e avaliação de programas em</p><p>saúde.</p><p>o Grupos.</p><p>Os tópicos “Programas em Saúde Mental”; “Educação em Saúde” e “Planejamento,</p><p>programação, monitoramento e avaliação de programas em saúde” foram produzidos pela</p><p>psicóloga Larissa Helen, especialista em saúde pela modalidade de residência</p><p>multiprofissional - HUB/UnB, cujo Instagram é @amordepsi_</p><p>Aproveite os recursos didáticos disponíveis e organize sua rotina de estudos. Com</p><p>disciplina e dedicação, você irá garantir o seu caminho para o sucesso.</p><p>Em caso de dúvidas, estou à disposição. Seguem meus canais de comunicação:</p><p>Prof. Thayse Duarte</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar</p><p>Aula 04</p><p>EBSERH (Psicólogo - Psicologia Hospitalar) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>3</p><p>ANÁLISE INSTITUCIONAL</p><p>A Análise Institucional ou Socioanálise é uma das modalidades</p><p>do Institucionalismo amplamente difundida no Brasil. Ela foi protagonizada por René</p><p>Lourau e Georges Lapassade a partir da década de 60, surgindo como um desdobramento</p><p>da Terapia Institucional, da Pedagogia Institucional, da Filosofia, da Sociologia Política e</p><p>da Dinâmica de Grupo americana de Kurt Lewin. No entanto, a Socioanálise direcionou-</p><p>se para a análise de grupos sociais, em contraste com o foco em indivíduos.</p><p>Essa abordagem consiste em uma análise coletiva, na qual os participantes se</p><p>comprometem a revelar tudo, sem receios dos “não-ditos” da instituição. O objetivo da</p><p>Socioanálise é ir além da psicossociologia grupal e da sociologia das organizações,</p><p>explorando as determinações ocultas dos grupos. O papel do analista é auxiliar na</p><p>elucidação dos conteúdos adormecidos, expondo o material oculto por meio</p><p>de “dispositivos analisadores”. Esses dispositivos podem ser divididos em duas categorias:</p><p>CONSTRUÍDOS</p><p>Criados pelo analista e pelo</p><p>coletivo para desencadear o</p><p>processo de análise. Exemplos</p><p>incluem pesquisas quantitativas</p><p>e qualitativas, exibição de filmes</p><p>ou psicodramas.</p><p>ESPONTÂNEOS</p><p>Fenômenos que fazem parte do</p><p>cotidiano das organizações</p><p>institucionais, como os</p><p>fundadores, a missão, o poder, o</p><p>dinheiro, a sexualidade, a</p><p>burocracia (leis, normas,</p><p>regulamentos e constituições) e</p><p>as práticas do estabelecimento.</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar</p><p>Aula 04</p><p>EBSERH (Psicólogo - Psicologia Hospitalar) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>4</p><p>A pesquisa da história da instituição é a principal fonte de coleta de analisadores. A</p><p>análise do material histórico é fundamental, pois reconstruir o passado auxilia na</p><p>compreensão das dinâmicas presentes e futuras.</p><p>A Análise Institucional considera o conceito de instituição como um dos pilares</p><p>fundamentais. Segundo Baremblitt (1996, p. 177), as instituições são como “árvores de</p><p>decisões lógicas” que regulam as atividades humanas, estabelecendo o que é proibido,</p><p>permitido ou indiferente. Essas instituições podem ser expressas em leis, princípios,</p><p>fundamentos, normas ou diretrizes.</p><p>No contexto da análise institucional, as instituições abrangem uma ampla</p><p>gama de áreas, incluindo linguagem, relações de parentesco, religião,</p><p>Estado, educação, justiça e saúde. Elas são os alicerces que moldam a</p><p>vida social e organizacional.</p><p>Para que uma instituição cumpra sua função regulamentadora de maneira concreta,</p><p>ela precisa se materializar em organizações e estabelecimentos. Por exemplo, a instituição</p><p>da educação se manifesta na organização estatal, como o Ministério da Educação, que</p><p>define não apenas o funcionamento das escolas, mas também suas obrigações e deveres</p><p>na sociedade.</p><p>Os institucionalistas veem a sociedade como um “tecido de instituições” que se</p><p>entrelaçam e se articulam para regular a produção e reprodução da vida humana na Terra</p><p>e as relações entre as pessoas (Baremblitt, 1996, p. 29).</p><p>Vale ressaltar que as instituições informam e moldam as organizações, e estas, por</p><p>sua vez, se manifestam nos estabelecimentos. Esses estabelecimentos incluem</p><p>equipamentos técnicos, como máquinas, instalações e arquivos. É por meio desses</p><p>equipamentos que os agentes dão vida às instituições, tornando-as tangíveis e efetivas por</p><p>meio de suas práticas.</p><p>Os agentes são os protagonistas que dão vida às instituições. Eles carregam</p><p>práticas que podem ser verbais, não verbais, teóricas ou técnicas. Esses agentes estão</p><p>sempre em constante dinamismo. Por exemplo, os professores e seus alunos atuam na</p><p>instituição de educação, enquanto os profissionais de saúde e seus pacientes atuam na</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar</p><p>Aula 04</p><p>EBSERH (Psicólogo - Psicologia Hospitalar) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>5</p><p>instituição de saúde. Esses agentes agem dentro de suas respectivas organizações e</p><p>estabelecimentos.</p><p>Nas instituições (não devemos confundir com organizações ou estabelecimentos),</p><p>existem duas vertentes que se contrapõem dialeticamente: a vertente instituinte e a parte</p><p>instituída. O instituinte é sempre um processo, enquanto o instituído é um resultado. Há</p><p>uma tensão constante entre esses dois polos. O instituinte é dinâmico, mutável e mutante,</p><p>enquanto o instituído é estático e assentado. O instituído representa a lei, a ordem e o</p><p>conhecido, enquanto o instituinte é transformador, criativo e revolucionário, sempre</p><p>informado pelo instituído que o gera e que é regenerado por ele.</p><p>Quanto mais revolucionária for uma prática, mais elementos instituintes</p><p>Princípios + diretrizes: universalidade,</p><p>integralidade (ocorre em todos os níveis da atenção), equidade à</p><p>(princípios doutrinários), descentralização, participação e controle</p><p>socialà (diretrizes – constam na CF/88). A sua clientela compõe-se</p><p>de profissionais de saúde, grupos sociais e população em geral,</p><p>respeitando as suas formas de organização.</p><p>15. (IBFC- Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN – 2021) As atividades de</p><p>educação em saúde estimulam a prevenção de doenças, a promoção de saúde e o</p><p>engajamento da população em assuntos relacionados à saúde e qualidade de vida.</p><p>Sobre a educação em saúde, assinale a alternativa incorreta.</p><p>A) As práticas de educação em saúde envolvem os profissionais de saúde que valorizem a</p><p>prevenção e a promoção tanto quanto as práticas curativas.</p><p>B) As práticas de educação em saúde envolvem os gestores que apoiem os profissionais</p><p>diretamente ligados a área</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar</p><p>Aula 04</p><p>EBSERH (Psicólogo - Psicologia Hospitalar) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>38</p><p>C) As práticas de educação em saúde envolvem a população que necessita construir seus</p><p>conhecimentos e aumentar sua autonomia nos cuidados, individual e coletivamente</p><p>D) As práticas de educação em saúde envolvem as escolas e instituições de ensino do país,</p><p>que são os responsável pela disseminação da educação</p><p>COMENTÁRIOS:</p><p>A) certa. Como vimos acima à As práticas de educação em saúde envolvem três segmentos</p><p>de atores prioritários:</p><p>1- Os profissionais de saúde que valorizem a prevenção e a promoção tanto quanto as</p><p>práticas curativas;</p><p>B) certa. Exatamente o que vimos acima.</p><p>C) certa. Exatamente o que vimos acima.</p><p>D) errada. As escolas e instituições fazem parte, mas não são as RESPONSÁVEIS. A</p><p>educação em saúde, então, é prática privilegiada no campo das ciências da saúde, em</p><p>especial da saúde coletiva, uma vez que pode ser considerada no âmbito de práticas onde</p><p>se realizam ações em diferentes organizações e instituições por diversos agentes dentro e</p><p>fora do espaço convencionalmente reconhecido como setor saúde</p><p>16. (IBFC-SESACRE - Biólogo- 2019) Promoção da Saúde tem que ser viabilizada pela</p><p>Educação em Saúde, processo político de formação para a cidadania ativa, para a</p><p>ação transformadora da realidade social e busca da melhoria da qualidade de vida.</p><p>Sobre Educação em Saúde, assinale a alternativa correta.</p><p>A) O Estado e não o indivíduo é responsável sobre a saúde individual e coletiva</p><p>B) A Educação em Saúde prepara cada indivíduo para a tomada de decisões, para o controle</p><p>social e exigência de direito, atuando sobre os fatores determinantes e condicionantes da</p><p>sua saúde e qualidade de vida</p><p>C) O papel da educação não é fortalecer a ação individual e sim a ação coletiva</p><p>D) A Educação em Saúde não pode ser considerada um fator fundamental na geração de</p><p>mudanças políticas, econômicas e sociais, que são essenciais para que se alcance saúde</p><p>para todos</p><p>COMENTÁRIOS:</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar</p><p>Aula 04</p><p>EBSERH (Psicólogo - Psicologia Hospitalar) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>39</p><p>A) errada. O Estado é um dos responsáveis, mas não o único. É um dever social que os</p><p>profissionais da saúde têm de passar autonomia para os usuários de “cuidarem de si</p><p>mesmos”.</p><p>B) certo. Conceito excelente sobre educação em saúde.</p><p>C) errada. É papel da educação em saúde fortalecer ações no campo individual e coletivo.</p><p>D) errada. Ela pode ser considerada um fator fundamental, pois rompe com a ideia de</p><p>verticalidade e implementa a noção de que todos os saberes são bem-vindos e úteis para</p><p>a promoção de saúde e prevenção de doenças.</p><p>17. (IBFC - 2019 - SESACRE - Enfermeiro) Um dos fatores mais importantes na ação</p><p>educativa em saúde é o envolvimento de várias pessoas para a solução de diversos</p><p>problemas. Sobre a educação em saúde, assinale a alternativa correta.</p><p>A) O que motiva a participação, o ponto de partida, é a discussão coletiva dos problemas</p><p>B) O mapa do território pouco influencia no diagnóstico dos problemas na comunidade</p><p>C) não é preciso de pessoas com experiência em diversas áreas do conhecimento para atuar</p><p>em espaços de produção de saúde</p><p>D) não é preciso sensibilizar pessoas para mudar as práticas em saúde</p><p>COMENTÁRIOS:</p><p>A) certo. A educação em saúde envolve vários atores (gestão, usuários, profissionais da</p><p>saúde e etc.) que em conjunto vão pensar COLETIVAMENTE em mapear os territórios e agir</p><p>conforme as necessidades de maneira a respeitas os saberes de cada pessoa/local.</p><p>B) errada. A proposta da educação em saúde é pensar em conjunto com o território vivo,</p><p>ou seja, as pessoas, as instituições, as configurações e o seu mapeamento.</p><p>C) errada. É preciso pessoas de diferentes áreas do conhecimento para atuar nas áreas da</p><p>saúde e conseguir passar, de maneira não hierarquizada, os seus conhecimentos para serem</p><p>somados aos dos usuários.</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar</p><p>Aula 04</p><p>EBSERH (Psicólogo - Psicologia Hospitalar) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>40</p><p>D) errada. É importante a sensibilização de pessoas para que ocorrem mudanças nos hábitos</p><p>e práticas em saúde.</p><p>18. (IBFC - 2019 - SESACRE - Psicólogo) A educação em saúde tem vivenciado, no último</p><p>século, profundas mudanças, tanto no plano conceitual como no das práticas dele</p><p>decorrentes, fruto das transformações pelas quais passou a humanidade em termos</p><p>políticos, econômicos e sociais. Considere o conceito holístico em educação em</p><p>saúde, bem como o seu processo de evolução conceitual, analise as afirmativas</p><p>abaixo e dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F).</p><p>( ) É importante que os modelos de educação em saúde realize recomendações individuais,</p><p>centradas exclusivamente nas mudanças de comportamento do indivíduo.</p><p>( ) Os profissionais de saúde devem estabelecer vínculos e criar laços de corresponsabilidade</p><p>com os usuários que irão decidir o que é bom para si, de acordo com suas próprias crenças,</p><p>valores, expectativas e necessidades.</p><p>( ) No processo de educação em saúde é priorizado a relação assimétrica entre profissional</p><p>de saúde e paciente, orientado, exclusivamente, para a prevenção e o tratamento da</p><p>doença.</p><p>Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.</p><p>A) V, F, V</p><p>B) V, V, F</p><p>C) V, F, F</p><p>D) F, V, F</p><p>COMENTÁRIOS:</p><p>I) FALSO. Exclusivamente nas mudanças de comportamento dos indivíduos torna a questão</p><p>errada. A educação em saúde é um campo que abrange os indivíduos e a coletividade.</p><p>II) VERDADEIRO. O vínculo, respeito, comprometimento, horizontalização fazem com que</p><p>o cuidado se torne mais eficaz e autônomo. As crenças, valores, expectativas são do usuário</p><p>de acordo com o seu território e história de vida, não cabe ao profissional da saúde querer</p><p>romper com isso, mas sim mobilizar, sensibilizar e respeitar.</p><p>III) FALSO. É priorizado a relação assimétrica no sentido de horizontal, mas não foca</p><p>exclusivamente na prevenção de doenças.</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar</p><p>Aula 04</p><p>EBSERH (Psicólogo - Psicologia Hospitalar) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>41</p><p>Letra D</p><p>19. ( IBFC - 2022 - EBSERH - Pedagogo) Na Educação Permanente em Saúde (EPS) os</p><p>agentes que poderão compor os polos de atuação são os gestores estaduais e</p><p>municipais de saúde e de educação, os docentes; estudantes da educação técnica,</p><p>de graduação e de pós-graduação; trabalhadores de saúde; agentes sociais e</p><p>parceiros intersetoriais. A Educação Permanente em Saúde (EPS) é uma concepção</p><p>de trabalho no Sistema Único de Saúde (SUS) concebida como _____________.</p><p>Assinale a alternativa que preencha corretamente a lacuna.</p><p>A) um conceito privilegiado</p><p>pelas práticas de saúde, os saberes existentes, os valores</p><p>preestabelecidos e as estruturas de poder e organização, considerando o saber médico</p><p>exclusivamente</p><p>B) um conceito revolucionário que relaciona a gestão administrativa, serviço, docência e</p><p>saúde, contribuindo para o desenvolvimento profissional, a gestão setorial e o controle</p><p>social</p><p>C) um conceito administrativo, com a aprendizagem cotidiana e comprometida com os</p><p>coletivos. Os atores do cotidiano são os principais detentores da tomada de decisão sobre</p><p>acolher, respeitar, ouvir, cuidar e responder com elevada qualidade</p><p>D) um conceito pedagógico, fomento a aprendizagem cotidiana e comprometida com os</p><p>coletivos. Os protagonistas ordinários são os principais detentores da tomada de decisão</p><p>sobre acolher, respeitar, ouvir, cuidar e responder com elevada qualidade</p><p>E) um conceito administrativo que relaciona ensino, serviço, docência e saúde, contribuindo</p><p>para o desenvolvimento profissional, a gestão setorial e o controle social</p><p>COMENTÁRIO: Educação permanente – estratégia de reestruturação dos serviços, a partir</p><p>da análise dos determinantes sociais e econômicos, mas sobretudo de valores e conceitos</p><p>dos profissionais. Propõe transformar o profissional em sujeito, colocando-o no centro do</p><p>processo ensino-aprendizagem (BRASIL, 2007).</p><p>CONCEITO MAIS AMPLO DA CARTILHA: A EPS é uma estratégia político-pedagógica que</p><p>toma como objeto os problemas e necessidades emanadas do processo de trabalho em</p><p>saúde e incorpora o ensino, a atenção à saúde, a gestão do sistema e a participação e</p><p>controle social no cotidiano do trabalho com vistas à produção de mudanças neste</p><p>contexto. Objetiva, assim, a qualificação e aperfeiçoamento do processo de trabalho em</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar</p><p>Aula 04</p><p>EBSERH (Psicólogo - Psicologia Hospitalar) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>42</p><p>vários níveis do sistema, orientando-se para a melhoria do acesso, qualidade e humanização</p><p>na prestação de serviços e para o fortalecimento dos processos de gestão político-</p><p>institucional do SUS, no âmbito federal, estadual e municipal.</p><p>Lembrando que: A educação continuada contempla as atividades que</p><p>possui período definido para execução e utiliza, em sua maior parte, os pressupostos da</p><p>metodologia de ensino tradicional, como exemplo as ofertas formais nos níveis de pós-</p><p>graduação. Relaciona-se ainda às atividades educacionais que visam promover a aquisição</p><p>sequencial e acumulativa de informações técnico-científicas pelo trabalhador, por meio de</p><p>práticas de escolarização de caráter mais formal, bem como de experiências no campo da</p><p>atuação profissional, no âmbito institucional ou até mesmo externo a ele (Brasil, 2012).</p><p>Logo: a alternativa correta é a letra D</p><p>20. (IBFC - 2019 - SESACRE - Psicólogo) Leia a sentença abaixo:</p><p>“As práticas de educação em saúde envolvem três segmentos de atores prioritários:</p><p>_____, que valorizem a prevenção e a promoção tanto quanto as práticas curativas; _____</p><p>que apoiam e incentivam essas ações; e _____, que necessita construir seus</p><p>conhecimentos e aumentar sua autonomia nos cuidados, individual e coletivamente”</p><p>(FALKENBERG, M. F. et al. 2014).</p><p>Assinale a alternativa que preencha correta e respectivamente as lacunas.</p><p>A) os usuários do serviço de saúde / as políticas de saúde/ a população</p><p>B) A equipe de saúde / os gestores/ os usuários</p><p>C) os profissionais de saúde / os gestores / a população</p><p>D) os usuários do serviço / a população/ os profissionais de saúde.</p><p>COMENTÁRIOS: Questão muito interessante!! Falamos sobre esses três atores lá em cima.</p><p>Questão correta: letra C</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar</p><p>Aula 04</p><p>EBSERH (Psicólogo - Psicologia Hospitalar) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>43</p><p>A letra B pode trazer dúvidas, mas precisamos pensar em educação em</p><p>saúde PARA A POPULAÇÃO e não apenas para os usuários que estão se beneficiando do</p><p>serviço de saúde.</p><p>21. (IBFC - 2019 - Prefeitura de Cabo de Santo Agostinho - PE - Fisioterapeuta) A prática</p><p>educativa em saúde é um compromisso e desafio que o Sistema Único de Saúde (SUS)</p><p>apresenta em seu contexto. Busca desenvolver a capacidade individual e coletiva dos</p><p>profissionais, visando a melhora da qualidade de vida e saúde da comunidade</p><p>assistida pelo serviço. Neste contexto, analise as afirmativas abaixo.</p><p>I. A Educação Permanente em Saúde (EPS) é pressuposto da aprendizagem significativa e</p><p>problematizadora, na qual, propõe estratégias capazes de criar uma construção coletiva</p><p>norteando caminhos para a relação dialógica e horizontal.</p><p>II. A Educação Permanente em Saúde (EPS) tornou-se importante meio de trabalho para as</p><p>equipes multidisciplinares, por integrar a interdisciplinaridade a partir de ações</p><p>integralizadoras e humanizadas.</p><p>III. Com a Educação Permanente em Saúde (EPS), fica como compromisso para as Equipes</p><p>da Saúde da Família participar das ações da EPS de forma coletiva e contextualizadora,</p><p>atuando de forma não verticalizada e programática na doença.</p><p>Assinale a alternativa correta.</p><p>A) apenas a afirmativa I está correta</p><p>B) apenas a afirmativa II está correta</p><p>C) apenas a afirmativa III está correta</p><p>D) as afirmativas I, II e III estão corretas</p><p>COMENTÁRIOS: Não há erro em nenhuma alternativa, todas as três trazem conceitos</p><p>importantes e perspectivas interessantes de serem lembradas para a prova. Questão boa</p><p>para pegar as definições que a própria banca usa sobre educação em saúde.</p><p>Alternativa correta é a letra D</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar</p><p>Aula 04</p><p>EBSERH (Psicólogo - Psicologia Hospitalar) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>44</p><p>PLANEJAMENTO E PROGRAMAÇÃO,</p><p>MONITORAMENTO E AVALIAÇÃO DE PROGRAMAS DE</p><p>SAÚDE</p><p>As referências estão pautadas em autores importantes para o tema, como Emerson</p><p>Mehry, Jairnilson Paim, cartilhas do Ministério da Saúde e produções científicas da</p><p>FIOCRUZ.</p><p>Planejamento à monitoramento à avaliação</p><p>Planejamento</p><p>/programar</p><p>Para fazer acontecer ações da saúde, é importante primeiramente que se</p><p>tenha PLANEJAMENTO à de acordo com as necessidades reais da</p><p>população, ou seja, é a investigação do território. O território é vivo, então</p><p>é necessário saber quais pessoas, instituições que serão inseridos na ação</p><p>(características epidemiológicas e organização de cada serviço dos entes</p><p>federativos e suas regiões de saúde). A história das políticas de saúde antes</p><p>do SUS traz que as ações não tinham tantos planejamentos, eram mais</p><p>generalistas e pouco eficazes.</p><p>Planejamento significa avaliar constantemente (monitorar).</p><p>ESTAR ATENTOS À REALIDADE DE CADA LUGAR.</p><p>Planejamento está no campo da gestão + assistência + usuários de saúde.</p><p>Podemos dividir planejamento em três perspectivas:</p><p>1-Planejamento como instrumento/atividade do processo de gestão das</p><p>organizações: Envolve o planejamento da gestão em torno de como as</p><p>ações serão executadas, pessoas, insumos, objetivos, metas, dentre outros.</p><p>Assume espaços para as tecnologias de organização de processos de</p><p>trabalho que visem procedimentos eficazes e produtivos da realização de</p><p>ações. Se associa ao campo administrativo – organização da empresa.</p><p>Questões administrativas envolvem gerenciamento à gestão que trata-se</p><p>de avaliações para o objetivo final.</p><p>Ex: Uma UBS tem o gerente. O CAPS tem o gerente. Esse são responsáveis</p><p>pelo uso efetivo das pessoas, insumos, materiais que serão utilizados na ação</p><p>(planejamento da gestão).</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar</p><p>Aula 04</p><p>EBSERH (Psicólogo - Psicologia Hospitalar) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>45</p><p>2- Planejamento como prática social: determina novas relações sociais</p><p>3-Planejamento</p><p>como instrumento/atividade de ação governamental</p><p>para a produção de políticas públicas: pensa-se na necessidade da</p><p>população como um todo, lembrando que o Brasil é amplo e cada região</p><p>têm as suas próprias necessidades.</p><p>Níveis de planejamento:</p><p>União à planejamento normativo (mais enrijecido)</p><p>Estados à Planejamento estratégico</p><p>Municípios à Planejamento operacional (mais flexível)</p><p>O planejamento é ascendente e integrado</p><p>(Municípios até a União), ouvidos os respectivos conselhos de saúde, pois é</p><p>uma rede DESCENTRALIZADA e MUNICIPALIZADA, tendo que vista que os</p><p>municípios são os que estão mais perto da realidade social dos usuários, com</p><p>vista na sua rotina e peculiaridades. Integrado à ações dos entes federativos</p><p>se convergem, pois todos precisam planejar.</p><p>O planejamento ocorre então através dos órgãos deliberativos (participação</p><p>social no SUS – LEI 8142). A ação de planejar deve levar em consideração:</p><p>ações e serviços de saúde INCLUSIVE mapeando a rede privada que tem</p><p>amparo na legislação com caráter complementar.</p><p>Planejamento estratégico situacional à PES</p><p>Carlos Matus e o Planejamento Estratégico Situacional (PES): surgiu da</p><p>reflexão sobre a necessidade de aumentar a capacidade de governar. Ele</p><p>concebeu o planejamento como um processo dinâmico e contínuo que</p><p>precede e preside a ação, e que envolve aprendizagem-correção-</p><p>Municípios Estados	 União</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar</p><p>Aula 04</p><p>EBSERH (Psicólogo - Psicologia Hospitalar) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>46</p><p>aprendizagem. Sua contribuição consistiu em elaborar um método de</p><p>planejamento em que ação, situação e ator social formam um todo</p><p>complexo, centrado em problemas e em operações que deverão ser</p><p>efetuadas para saná-los. Toma como ponto de partida a noção de situação,</p><p>entendida como um conjunto de problemas identificados, descritos e</p><p>analisados na perspectiva de um determinado ator social.</p><p>O que é problema? É definido por esse autor como algo considerado fora</p><p>dos padrões de normalidade para um ator social. Esses padrões são</p><p>definidos a partir do conhecimento, do interesse e da capacidade de agir do</p><p>ator sobre uma dada situação. Por sua vez, ator social é uma pessoa, um</p><p>grupamento humano ou uma instituição que, de forma transitória ou</p><p>permanente, é capaz de agir, produzindo fatos na situação.</p><p>Essas ações são flexíveis e podem</p><p>ser reajustadas, rompe com o planejamento normativo (inflexível) e foca em</p><p>ações continuamente construídas, indo além dos diagnósticos situacionais,</p><p>implementando um olhar amplo sobre a situação, que pode incluir o</p><p>diagnóstico à isso proporciona ações sucessivas e diversas sobre</p><p>determinadas situações problema. Obs.!! No PES: Identificação de</p><p>problemas à planejamento sobre as identificações e priorizar quais</p><p>problemas devem ser olhados (chamado de viabilidade/fato político).</p><p>Tabela tirada de uma página do UNA – SUS</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar</p><p>Aula 04</p><p>EBSERH (Psicólogo - Psicologia Hospitalar) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>47</p><p>Qual a diferença entre planejamento</p><p>e programação?</p><p>Planejamento significa estruturar um plano, ou seja, planejar e formalizar os</p><p>acontecimentos e recursos necessários para entrega dos produtos aos</p><p>clientes.</p><p>Programação é utilizada para as atividades de curto prazo e está relacionado</p><p>a execução e não ao planejamento. O objetivo principal da programação</p><p>é determinar as ações que maximizem o rendimento dos recursos para o</p><p>alcance dos objetivos estratégicos.</p><p>A dimensão tática se refere ao planejamento de curto prazo, ou seja, o que</p><p>habitualmente se compreende por programação. O horizonte temporal da</p><p>programação é mais estreito e o objetivo é o de determinar o conjunto de</p><p>ações que permitam concretizar os objetivos fixados no momento</p><p>estratégico, ou criar as condições necessárias para que esses objetivos sejam</p><p>viáveis no futuro</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar</p><p>Aula 04</p><p>EBSERH (Psicólogo - Psicologia Hospitalar) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>48</p><p>Monitoramento/</p><p>Avaliação</p><p>Monitorar é cíclico à avaliar os planejamentos que foram feitos.</p><p>O monitoramento: é um processo sistemático e contínuo que, produzindo</p><p>informações sintéticas e em tempo eficaz, permite a rápida avaliação</p><p>situacional e a intervenção oportuna que confirma ou corrige as ações</p><p>monitoradas. Constitui-se em um instrumento de gestão importante para a</p><p>tomada de decisão, tendo em vista:</p><p>1-O planejamento de ações estratégicas;</p><p>2-A avaliação de resultados: para melhor clareza sobre a ação e pontos a</p><p>melhorar;</p><p>3-A cobrança de responsabilidades;</p><p>4-A visibilidade das prioridades e aplicação dos recursos (conceito advindo</p><p>do PES).</p><p>Mapear o</p><p>território Identificar</p><p>problemas e</p><p>criar propostas</p><p>(priorizar</p><p>problemas)</p><p>monitorar as</p><p>ações de</p><p>maneira cíclica</p><p>Avaliar os</p><p>resultados</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar</p><p>Aula 04</p><p>EBSERH (Psicólogo - Psicologia Hospitalar) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>49</p><p>Diferença entre o conceito de monitoramento e avaliação</p><p>pelo Ministério da Saúde:</p><p>O monitoramento pode ser definido como o acompanhamento dos</p><p>objetivos quantitativos e qualitativos predefinidos em termos de estrutura,</p><p>processos e resultados com vistas ao aprimoramento da eficiência, da</p><p>efetividade e da qualidade dos serviços (BRASIL, 2019).</p><p>JÁ a avaliação da situação de saúde da população decorre em grande parte</p><p>das atividades de monitoramento realizadas a partir das informações</p><p>produzidas no cotidiano. Daí a importância de se compreender os processos</p><p>avaliativos como integrantes do processo de trabalho e essenciais para</p><p>orientação das práticas de saúde. (BRASIL, 2019)</p><p>•acompanhamento contínuo</p><p>•analisa se a ação está saindo conforme planejado. Monitorar</p><p>•julgamento sobre a ação com base nos monitoramentos</p><p>•olha tudo que foi feito: finalísticoAvaliação</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar</p><p>Aula 04</p><p>EBSERH (Psicólogo - Psicologia Hospitalar) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>50</p><p>O Ministério da Saúde disponibiliza um esquema para entendermos melhor</p><p>o monitoramento.</p><p>22. (IBFC - 2019 - Prefeitura de Candeias - BA - Psicólogo) No que tange o processo de</p><p>monitoramento e avaliação de programas de saúde, analise as afirmativas a seguir e</p><p>assinale a alternativa correta.</p><p>I. O monitoramento em saúde é um acompanhamento periódico, não</p><p>sistematizado, de indicadores de saúde, visando à obtenção de informações em</p><p>tempo pertinente para subsidiar a tomada de decisões e redução de problemas.</p><p>II. Diferente do processo de monitoramento, a avaliação requer maior rigor no uso</p><p>de procedimentos metodológicos na busca de evidências, com credibilidade para</p><p>fazer o julgamento adequado sobre a intervenção adotada.</p><p>III. Na gestão em saúde é fundamental que os processos de monitoramento e</p><p>avaliação estejam intimamente vinculados ao planejamento em saúde, uma vez</p><p>que estes representam a espinha dorsal da gestão.</p><p>IV. Devido à complexidade dos processos de monitoramento e avaliação dos</p><p>programas de saúde, é necessário contar com áreas técnicas como apoiadores</p><p>desse processo, de maneira descentralizada e participativa.</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar</p><p>Aula 04</p><p>EBSERH (Psicólogo - Psicologia Hospitalar) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>51</p><p>A) I, II, III e IV estão corretas</p><p>B) apenas as afirmativas I e IV estão corretas</p><p>C) apenas as afirmativas II, III e IV estão corretas</p><p>D) apenas as afirmativas II e III estão corretas</p><p>COMENTÁRIOS:</p><p>Alternativa</p><p>correta é a letra C</p><p>I) FALSO. O monitoramento é contínuo de forma sistematizada. “O monitoramento é um</p><p>processo sistemático e contínuo que, produzindo informações sintéticas e em tempo eficaz,</p><p>permite a rápida avaliação situacional e a intervenção oportuna que confirma ou corrige as</p><p>ações monitoradas”.</p><p>Pegue sempre as afirmativas corretas e entenda os conceitos utilizados</p><p>pela banca!!!</p><p>23. (IBFC - 2019 - Prefeitura de Candeias - BA - Psicólogo) “Os indicadores de saúde</p><p>representam uma das principais ferramentas para os processos de monitoramento de</p><p>avaliação. São medidas-síntese que contêm informação relevante sobre</p><p>determinados atributos e dimensões do estado de saúde, bem como do desempenho</p><p>do sistema de saúde. Vistos em conjunto, devem refletir a situação sanitária de uma</p><p>população e servir para a vigilância das condições de saúde (BRASIL, 2012)”. Sobre</p><p>aos indicadores de saúde, assinale a alternativa incorreta.</p><p>A) A qualidade dos dados dos indicadores de morbidade pode ficar comprometida devido</p><p>à diversidade de suas fontes, como exemplos, sistemas de vigilância, registros hospitalares</p><p>e ambulatoriais</p><p>B) A incidência é um indicador fundamental para analisar a ocorrência de novos eventos na</p><p>população e seus fatores associados; e a prevalência é fundamental para planejar e</p><p>organizar os serviços de saúde</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar</p><p>Aula 04</p><p>EBSERH (Psicólogo - Psicologia Hospitalar) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>52</p><p>C) A taxa de mortalidade materna é calculada pelo número de óbitos maternos por causas</p><p>e afecções relacionadas à gravidez, parto e puerpério, até 42 dias após a gravidez, dividido</p><p>pelo número de mulheres grávidas na população residente no ano considerado</p><p>D) Os indicadores de mortalidade representam uma fonte fundamental de informação</p><p>demográfica, geográfica e de causa de morte. Estes dados são usados para quantificar os</p><p>problemas de saúde e determinar ou monitorar prioridades e metas em saúde</p><p>COMENTÁRIOS:</p><p>A ALTERNATIVA FALSA É A LETRA C</p><p>Não é assim que se calcula a taxa de mortalidade, mas sim: nº de óbitos/ nº de nascidos</p><p>vivos x 100.000. Definição de termos utilizados no indicador Óbito Materno: “Morte de uma</p><p>mulher durante a gestação ou dentro de um período de 42 dias após o término da gestação,</p><p>independentemente da duração ou da localização da gravidez, devida a qualquer causa</p><p>relacionada com ou agravada pela gravidez ou por medidas em relação a ela, porém não</p><p>devida às causas acidentais ou incidentais” (OMS,1997).</p><p>É o tipo de questão que a gente faz por eliminação. O enunciado pede</p><p>pela alternativa falsa, e sabemos algumas coisas sobre monitoramento e avaliação:</p><p>1- Os indicadores podem ser diversos, é assim nos sistemas de saúde, pois isso facilita a</p><p>identificação e planejamento da ação.</p><p>2- Diferença entre incidência e prevalência: incidência é uma medida da ocorrência de</p><p>novos casos durante um período especificado em uma população em risco de ter a doença.</p><p>Enquanto a prevalência se refere a casos novos e casos existentes da doença.</p><p>3- Os indicadores servem para que possam ser feitas análises de quantificação do problema</p><p>e planejar as prioridades e monitora-las.</p><p>24. O Sistema de Planejamento, Monitoramento e Avaliação das Ações em Saúde</p><p>(Sisplam) constitui o início de um trabalho que busca institucionalizar o processo de</p><p>planejamento estratégico, cujo primeiro passo foi a estruturação e implementação</p><p>de um sistema de planejamento, monitoramento e avaliação das ações do Ministério</p><p>da Saúde, baseado em instrumentos específicos. São três os módulos que compõem</p><p>o Sisplam, a saber:</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar</p><p>Aula 04</p><p>EBSERH (Psicólogo - Psicologia Hospitalar) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>53</p><p>A) programação, monitoramento e avaliação.</p><p>B) avaliação, planejamento e monitoramento.</p><p>C) planejamento, fiscalização e avaliação.</p><p>D) orçamento, programação e ação.</p><p>E) orçamento, programação e avaliação.</p><p>COMENTÁRIOS:</p><p>Alternativa correta é a letra A</p><p>A fase de Programação: é um detalhamento do plano gerencial do programa e das suas</p><p>ações que foram PLANEJADAS, envolvendo indicadores, metas, tarefas e recursos</p><p>orçamentários.</p><p>A fase de Monitoramento: após a conclusão da fase de programação, os programas, as</p><p>ações e as tarefas são enviadas para a fase de monitoramento para que a sua execução seja</p><p>acompanhada.</p><p>A fase de Avaliação: após o encerramento do exercício, programas e ações serão avaliados</p><p>de forma integrada quanto aos objetivos definidos, aos indicadores e às metas</p><p>programadas.</p><p>25. (SELECON - 2023 - IF-RJ - Nutricionista) Em observância aos princípios do Sistema</p><p>Único de Saúde, no âmbito da Política Nacional de Alimentação e Nutrição, avaliar e</p><p>monitorar as metas nacionais de alimentação e nutrição para o setor saúde, de acordo</p><p>com a situação epidemiológica e nutricional e as especificidades regionais, é</p><p>responsabilidade institucional:</p><p>A) do Distrito Federal</p><p>B) do Ministério da Saúde</p><p>C) das secretarias regionais de saúde</p><p>D) das secretarias estaduais de saúde</p><p>E) das secretarias municipais de saúde</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar</p><p>Aula 04</p><p>EBSERH (Psicólogo - Psicologia Hospitalar) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>54</p><p>COMENTÁRIOS:</p><p>Alternativa correta é a letra B.</p><p>Falou de plano nacional à Ministério da saúde</p><p>Falou em plano estadual à Secretarias de saúde</p><p>Falou em plano municipal à Secretarias municipais de saúde</p><p>26. (Prefeitura de Piedade - SP) Conforme o Artigo 14 da Portaria GM 3.088/11 Para</p><p>operacionalização da Rede de Atenção Psicossocial cabe:</p><p>I - À União, por intermédio do Ministério da Saúde, o apoio à implementação,</p><p>financiamento, monitoramento e avaliação da Rede de Atenção Psicossocial em todo</p><p>território nacional;</p><p>II - Ao Estado, por meio da Secretaria Estadual de Saúde, apoio à implementação,</p><p>coordenação do Grupo Condutor Estadual da Rede de Atenção Psicossocial, financiamento,</p><p>contratualização com os pontos de atenção à saúde sob sua gestão, monitoramento e</p><p>avaliação da Rede de Atenção Psicossocial no território estadual de forma regionalizada; e</p><p>III - ao Município, por meio do Conselho Estadual de Saúde, implementação, coordenação</p><p>do Grupo Condutor Municipal da Rede de Atenção Psicossocial, financiamento,</p><p>contratualização com os pontos de atenção à saúde sob sua gestão, monitoramento e</p><p>avaliação da Rede De Atenção Psicossocial no território municipal.</p><p>A) apenas as afirmativas I e II estão corretas.</p><p>B) apenas as afirmativas I e III estão corretas.</p><p>C) apenas as afirmativas II e III estão corretas.</p><p>D) Todas as afirmativas estão corretas.</p><p>COMENTÁRIOS:</p><p>Alternativa correta é a letra A</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar</p><p>Aula 04</p><p>EBSERH (Psicólogo - Psicologia Hospitalar) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>55</p><p>III) Falsa. Por meio do conselho municipal de saúde.</p><p>27. (Instituto Consulplan - 2019 - Prefeitura de Suzano - SP - Fisioterapeuta) “Órgão</p><p>responsável por formular, normatizar, fiscalizar, monitorar e avaliar políticas e ações</p><p>em articulação com o Conselho Nacional de Saúde.” A afirmativa se refere a:</p><p>A) Ministério da Saúde.</p><p>B) Conselho de Saúde.</p><p>C) Secretaria Estadual de Saúde (SES).</p><p>D) Secretaria Municipal de Saúde (SMS).</p><p>COMENTÁRIOS:</p><p>O Ministério da Saúde é o gestor nacional do SUS, formula, normatiza, fiscaliza, monitora</p><p>e avalia políticas e ações, em articulação com o Conselho Nacional de Saúde. Atua no</p><p>âmbito da Comissão Intergestores Tripartite (CIT) para pactuar o Plano Nacional de Saúde.</p><p>Integram sua estrutura: Fiocruz, Funasa, Anvisa, ANS, Hemobrás, Inca, Into e oito hospitais</p><p>federais.</p><p>Gabarito: A</p><p>28. Com relação à avaliação de programas e de políticas sociais na área de saúde, julgue</p><p>o item que se segue.</p><p>(CESPE - 2010 - MPU - Analista de Saúde - Serviço Social) Diferentemente do</p><p>monitoramento, essa avaliação pontual corresponde ao acompanhamento sistemático</p><p>de determinados serviços em execução.</p><p>COMENTÁRIO: Errada. Trocou os conceitos. A avaliação é finalística, após ter ocorrido</p><p>todo o monitoramento. O monitoramento é sistemático ao longo da execução.</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar</p><p>Aula 04</p><p>EBSERH (Psicólogo - Psicologia Hospitalar) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>56</p><p>GRUPOS</p><p>A formação de um grupo pressupõe que exista uma interação entre as pessoas de</p><p>maneira que estas se influenciem mutuamente na busca de um interesse em comum, o</p><p>que se constitui como uma coesão entre seus integrantes. Os pequenos grupos, como é</p><p>caso de um grupo psicoterápico, costumam reproduzir as características sociais,</p><p>econômicas, políticas e individuais de grandes grupos. As principais características que</p><p>encontramos num grupo são:</p><p>ü Vinculo afetivo;</p><p>ü Tarefa ou objetivo em comum;</p><p>ü Quantidade de pessoas que não prejudique a comunicação;</p><p>ü Enquadramento e o seguimento dessas regras;</p><p>ü Interação entre os membros entre si e do grupo como um todo;</p><p>ü Preservação da identidade dos integrantes;</p><p>ü Presença de formas contraditórias: coesão e desintegração do grupo</p><p>ü Campo grupal dinâmico: fenômenos de fantasias, ansiedades, mecanismos de</p><p>defesa.</p><p>PRINCIPAIS TEÓRICOS DOS ESTUDOS GRUPAIS</p><p>KURT LEWIN BION PICHON RIVIÈRE</p><p>Elaborou a Teoria de</p><p>Campo, que se baseia em</p><p>duas suposições</p><p>fundamentais:</p><p>a) o comportamento</p><p>humano é derivado da</p><p>totalidade de fatos</p><p>coexistentes;</p><p>b) esses fatos coexistentes</p><p>têm o caráter de um</p><p>Mentalidade de grupo: para</p><p>Bion, designa que um grupo</p><p>constituído como tal e</p><p>funciona como uma unidade,</p><p>com uma atividade mental</p><p>coletiva própria e que muitas</p><p>vezes se conflita com a</p><p>mentalidade de cada um dos</p><p>indivíduos componentes do</p><p>todo grupal.</p><p>O grupo se estabelece</p><p>quando um conjunto de</p><p>pessoas motivadas por</p><p>necessidades semelhantes</p><p>se une em torno de uma</p><p>atividade específica, em</p><p>tempo e espaço</p><p>determinados,</p><p>estabelecidos entre elas. A</p><p>técnica de grupo operativo</p><p>consiste em um trabalho</p><p>com grupos, cujo objetivo é</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar</p><p>Aula 04</p><p>EBSERH (Psicólogo - Psicologia Hospitalar) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>57</p><p>campo dinâmico, no qual</p><p>cada parte do campo</p><p>depende de uma inter-</p><p>relação com as demais</p><p>outras partes.</p><p>O comportamento</p><p>humano não depende</p><p>somente do passado, ou</p><p>do futuro, mas do campo</p><p>dinâmico atual e presente.</p><p>Esse campo dinâmico é "o</p><p>espaço de vida que</p><p>contém a pessoa e o seu</p><p>ambiente psicológico”.</p><p>• Campo grupal: O</p><p>comportamento no</p><p>grupo é resultado</p><p>da inter-relação</p><p>entre os indivíduos</p><p>formando um</p><p>campo relacional</p><p>que ocorre no</p><p>presente e de forma</p><p>dinâmica, chamado</p><p>de “espaço de</p><p>vida”.</p><p>• Dinâmica de</p><p>grupos (Lewin):</p><p>Estuda as relações</p><p>entre teoria e</p><p>prática. Propõe que</p><p>para compreender</p><p>os fenômenos do</p><p>grupo o observador</p><p>participe dele.</p><p>• Supostos</p><p>básicos: Diante das</p><p>mudanças promovidas</p><p>através da</p><p>aprendizagem no</p><p>processo grupal,</p><p>alguns estados</p><p>mentais se opõem ao</p><p>cumprimento da</p><p>tarefa, a saber:</p><p>• Dependência: grupo</p><p>responsabiliza o líder</p><p>pelas novas ações;</p><p>• Luta-fuga: escolha de</p><p>um inimigo a ser</p><p>enfrentado;</p><p>• Acasalamento /</p><p>Expectativa</p><p>messiânica: esperança</p><p>de que necessidades</p><p>sejam solucionadas</p><p>por um novo membro</p><p>do grupo (“o</p><p>messias”).</p><p>• Valência: é um termo</p><p>que Bion extraiu da</p><p>Química para aplicá-la</p><p>na dinâmica de</p><p>grupos, com o fim de</p><p>assinalar a maior ou</p><p>menor disposição do</p><p>indivíduo para fazer</p><p>combinações com os</p><p>demais, de acordo</p><p>com a vigência do</p><p>suposto básico em</p><p>atividade. A</p><p>predominância</p><p>harmônica das</p><p>valências é que dá uma</p><p>promover um processo de</p><p>aprendizagem para os</p><p>sujeitos envolvidos.</p><p>Aprender em grupo</p><p>significa uma leitura crítica</p><p>da realidade, uma atitude</p><p>investigadora, uma abertura</p><p>para as dúvidas e para as</p><p>novas inquietações.</p><p>Teoria dos vínculos à</p><p>Propõe que o grupo tem</p><p>como organizadores:</p><p>• Vínculo: elo entre os</p><p>indivíduos através da</p><p>representação</p><p>interna mútua. Os</p><p>modelos de</p><p>vinculação</p><p>aprendidos</p><p>primariamente são</p><p>utilizados nas várias</p><p>situações sociais.</p><p>• Tarefa: forma como</p><p>as necessidades de</p><p>cada membro são</p><p>compartilhadas de no</p><p>grupo.</p><p>• Grupos</p><p>operativos: buscou</p><p>observar os fatores</p><p>conscientes e</p><p>inconscientes que</p><p>regem a dinâmica</p><p>grupal e propôs o</p><p>foco em uma tarefa</p><p>proposta.</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar</p><p>Aula 04</p><p>EBSERH (Psicólogo - Psicologia Hospitalar) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>58</p><p>força de coesão</p><p>grupal.</p><p>• Grupo de trabalho:</p><p>Plano consciente do</p><p>grupo de trabalho, no</p><p>qual os indivíduos</p><p>estão voltados para a</p><p>tarefa. A elaboração</p><p>das resistências que os</p><p>medos causam, indica</p><p>que a tarefa está em</p><p>andamento e o grupo</p><p>se mantém em</p><p>direção ao projeto.</p><p>Pichon-Rivière, psiquiatra argentino e estudioso dos grupos, trouxe valiosas</p><p>contribuições para a compreensão da estrutura e funcionamento dos grupos. Sua obra é</p><p>um legado significativo, especialmente no campo da Psicologia Social. Uma das</p><p>metodologias que ele desenvolveu é a dos grupos operativos (falaremos mais sobre eles</p><p>adiante). Vamos explorar o conceito central que fundamenta o funcionamento desses</p><p>grupos: os Esquemas Conceituais Referenciais Operativos (ECROS).</p><p>O grupo operativo é constituído de pessoas reunidas com um objetivo</p><p>comum, chamado de "grupo centrado na tarefa que tem por finalidade</p><p>aprender a pensar em termos de resolução das dificuldades criadas e</p><p>manifestadas no campo grupal”.</p><p>O que são os ECROS?</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar</p><p>Aula 04</p><p>EBSERH (Psicólogo - Psicologia Hospitalar) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>59</p><p>Os ECROS são conjuntos organizados de conceitos gerais e teóricos. Eles se referem</p><p>a um setor da realidade e a um universo específico de discurso. Esses esquemas conceituais</p><p>permitem uma aproximação instrumental ao objeto particular que está sendo investigado</p><p>ou trabalhado no contexto grupal. Resumindo, os ECROS são o conjunto de experiências,</p><p>conhecimentos e afetos com os quais o sujeito pensa, sente e age.</p><p>Como os ECROS funcionam nos grupos operativos?</p><p>No grupo operativo, os indivíduos são conduzidos a um processo de ressignificação dos</p><p>conceitos epistemofílicos dos ECROS. Esses esquemas conceituais permitem</p><p>uma compreensão aprofundada de cada fato particular, orientando a intervenção e</p><p>a mudança. O ECRO é um modelo científico que simplifica e aproxima os fatos naturais</p><p>estudados, enriquecendo a compreensão desses fenômenos. Serve como um instrumento</p><p>de apreensão da realidade, permitindo que os grupos operativos atuem de forma criativa e</p><p>ativa e fornecendo uma base conceitual sólida para a compreensão e ação no contexto</p><p>grupal.</p><p>Nos grupos, acontece uma distribuição de papéis grupais. Deve-se observar se existe</p><p>uma fixação em alguns deles, pois podem afetar negativamente o grupo em seus objetivos.</p><p>Vejamos quais são esses papéis (Zimerman, 1993):</p><p>Porta voz à aquele que enuncia/denuncia os problemas grupais e expõe</p><p>o que outros membros pensam e sentem;</p><p>Bode expiatório à se torna depositário das características negativas do</p><p>grupo e dos conteúdos inconscientes indesejados, assumindo para si os</p><p>“defeitos” dos outros membros. Essa pessoa concentra sobre si as tensões</p><p>do grupo; tende a aparecer como “culpada” por situações que são, de</p><p>fato, grupais;</p><p>Radar à membro do grupo que capta os primeiros sinais</p><p>sutis de tensão</p><p>ou ansiedade que começam a surgir. Funciona como caixa de ressonância</p><p>e demonstra as ansiedades do grupo;</p><p>Instigador à perturba o clima grupal elaborando e estabelecendo uma</p><p>rede de intrigas entre os membros provocando a divisão do grupo</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar</p><p>Aula 04</p><p>EBSERH (Psicólogo - Psicologia Hospitalar) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>60</p><p>manifestando e instigando os demais participantes a manifestar sua</p><p>insatisfação;</p><p>Sabotador à tem atitudes que buscam aliviar a tensão oportunizando ao</p><p>grupo a fuga e o não enfrentamento das dificuldades. Assim, age contra</p><p>os objetivos do grupo, podendo contribuir para sua divisão. É um</p><p>obstáculo para a o cumprimento das tarefas;</p><p>Líder à surge entre os membros do grupo de forma espontânea e é</p><p>seguido pelos demais membros. Essa postura de liderança caminha por</p><p>dois vieses; a liderança positiva que motiva e constrói ou a liderança</p><p>negativa em que prevalece o egoísmo e a desestruturação do grupo;</p><p>Indutor de Coalizões à assume para si a tarefa de dissolver conflitos e</p><p>disputas atenuando as divergências e promovendo consensos;</p><p>Atuador pelos demais à atua ou executa tarefas que não são permitidas.</p><p>Os demais membros, nesse caso, expressam uma ambivalência de</p><p>sentimentos; ao mesmo tempo em que criticam, divertem-se com prazer</p><p>perante a situação;</p><p>Moralistaà assume uma postura zelosa da “moral e dos bons costumes”</p><p>geralmente este papel fica a cargo da pessoa que está facilitando o grupo.</p><p>Segundo Rocha (2005), a transformação de uma realidade só é possível quando as</p><p>pessoas, articuladas entre si, aprendem por intermédio do processo grupal, gerando</p><p>mudanças no indivíduo e no grupo. O produto dessa aprendizagem é resultante de uma</p><p>efetiva produção conjunta. O desenvolvimento de um grupo não acontece de forma linear</p><p>mas, em forma espiral progressiva. Esse processo vem ao encontro do esquema pichoniano</p><p>denominado cone invertido, que descreve vetores importantes para analisar os conteúdos</p><p>explícitos e implícitos do grupo numa evolução permanente, na qual dialeticamente é</p><p>conduzido de forma espiralada, conforme a figura seguir:</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar</p><p>Aula 04</p><p>EBSERH (Psicólogo - Psicologia Hospitalar) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>61</p><p>Figura – Cone invertido de Pichon-Rivière. Fonte: encenanasaudemental.com (2018)</p><p>ü Afiliação e pertença: processo pelo qual indivíduos se reconhecem e se integram no</p><p>grupo;</p><p>ü Cooperação: confrontação e articulação das diferentes necessidades dos indivíduos</p><p>e do grupo de modo geral;</p><p>ü Pertinência: a ênfase que é dada a tarefa no grupo e como é colocada em prática;</p><p>ü Comunicação: acontece de acordo com os elementos: emissor, receptor,</p><p>mensagem, codificação, decodificação;</p><p>ü Aprendizagem: mudanças ocorridas no processo de adaptação à realidade;</p><p>ü Tele: aspectos inconscientes da história dos sujeitos que ampliam e distanciam a</p><p>relação dos membros do grupo;</p><p>ü Verticalidade: História de cada integrante interfere no campo grupal;</p><p>ü Horizontalidade: situação do vínculo grupal a partir da intersecção das histórias de</p><p>cada sujeito.</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar</p><p>Aula 04</p><p>EBSERH (Psicólogo - Psicologia Hospitalar) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>62</p><p>Segundo Zimmerman (2007), o enquadre seria a soma das regras, atitudes</p><p>e combinações que viabilizam o trabalho em grupo, não sendo o</p><p>enquadre apenas o espaço físico, mas também o horário, a frequência dos</p><p>encontros, a duração, a composição do grupo, pois isso tudo influencia</p><p>nas configurações grupais. O autor diz que a função do enquadre está</p><p>relacionada com a delimitação de papéis e de posições, direitos e</p><p>deveres. Mas o enquadre sempre sofre o risco de vir a ser desvirtuado</p><p>pelas pressões de cada um e de todos, sob forma de demandas</p><p>insaciáveis, por formas de resistência e transferência. A atmosfera grupal</p><p>está relacionada com o enquadre e depende da atitude afetiva interna do</p><p>grupoterapeuta, de seu estilo de trabalhar, de seus referenciais teóricos.</p><p>29. (FCC – 2019 – TJ/MS) Na Psicologia Social, as contribuições de Kurt Lewin foram</p><p>sobre</p><p>a) teoria de campo e dinâmica de grupos.</p><p>b) construcionismo social e educacional.</p><p>c) interacionismo e aprendizagem social.</p><p>d) aprendizagem vicária e modelação.</p><p>e) conceitos de ação social e racionalização.</p><p>Comentários: Como vimos, Lewin elaborou a Teoria de Campo, que se baseia em duas</p><p>suposições fundamentais:</p><p>1) o comportamento humano é derivado da totalidade de fatos coexistentes;</p><p>2) esses fatos coexistentes têm o caráter de um campo dinâmico, no qual cada parte</p><p>do campo depende de uma inter-relação com as demais outras partes.</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar</p><p>Aula 04</p><p>EBSERH (Psicólogo - Psicologia Hospitalar) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>63</p><p>O comportamento humano não depende somente do passado, ou do futuro, mas do campo</p><p>dinâmico atual e presente. Esse campo dinâmico é "o espaço de vida que contém a pessoa</p><p>e o seu ambiente psicológico”.</p><p>ü Campo grupal: O comportamento no grupo é resultado da inter-relação entre os</p><p>indivíduos formando um campo relacional que ocorre no presente e de forma</p><p>dinâmica, chamado de “espaço de vida”.</p><p>ü Dinâmica de grupos (Lewin): Estuda as relações entre teoria e prática. Propõe que</p><p>para compreender os fenômenos do grupo o observador participe dele.</p><p>Letra B: Errada. O construcionismo social tem como base os pensamentos de Marx, Weber,</p><p>Escola de Frankfurt, entre outros.</p><p>Letra C: Errada. O conceito de aprendizagem social foi desenvolvido por Bandura.</p><p>Letra D: Errada. Os conceitos de aprendizagem vicária e modelação também eram utilizados</p><p>por Bandura.</p><p>Letra E: Errada. Lewin deu contribuições à Pesquisa-Ação. Contudo, o conceito de</p><p>racionalização é típico de alguns autores da psicanálise.</p><p>Gabarito: A</p><p>30. (Instituto Excelência – 2019 – CRIS/SP) Base teórica de Kurt Lewin em que um</p><p>conjunto de realidades físicas e psicológicas são analisadas em mútua</p><p>interdependência:</p><p>a) Teoria de campo.</p><p>b) Teoria do espaço vital.</p><p>c) Teoria geral do Estado.</p><p>d) Nenhuma das alternativas.</p><p>Comentários: Lewin usou o conceito físico de “campo de forças” em sua teoria para</p><p>explicar os fatores ambientais que influenciam o comportamento humano. Assim, “campo”</p><p>é um espaço subjetivo, próprio, que envolve nossos sentimentos e nossa percepção da</p><p>realidade, e conta com alguns limites, estabelecidos principalmente pelas características</p><p>físicas e sociais do ambiente. A teoria de campo, então, é fundamentada em duas</p><p>suposições:</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar</p><p>Aula 04</p><p>EBSERH (Psicólogo - Psicologia Hospitalar) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>64</p><p>1) o comportamento humano é derivado da totalidade de fatos coexistentes;</p><p>2) esses fatos coexistentes têm o caráter de um campo dinâmico, no qual cada parte</p><p>do campo depende de uma inter-relação com as demais outras partes.</p><p>O comportamento humano não depende somente do passado, ou do futuro, mas do campo</p><p>dinâmico atual e presente. Esse campo dinâmico é “o espaço de vida que contém a pessoa</p><p>e o seu ambiente psicológico”. Resumindo, na Teoria de Campo, as realidades físicas e</p><p>psicológicas são analisadas em mútua interdependência. Ou seja, o ser humano irá se</p><p>comportar em resposta à totalidade dos fatos, que são coexistentes e têm o caráter de um</p><p>campo dinâmico.</p><p>Gabarito: A</p><p>31. (IMPARH – 2020 – IJF) Para Lewin, os atos do indivíduo não podem ser explicados</p><p>sobre a base de uma psicodinâmica do indivíduo, mas devem ser explicados sobre a</p><p>base da natureza das forças sociais, o campo, ao qual</p><p>está exposto (Kaplan & Sadock,</p><p>1983, p. 4). Sobre a Teoria de Campo de Lewin, considere as afirmativas a seguir.</p><p>I. Para Lewin, o comportamento do indivíduo não pode ser explicado a partir da</p><p>psicodinâmica do indivíduo, mas deve ser explicado sobre a base da natureza das forças</p><p>sociais, o campo, ao qual ele está exposto.</p><p>II. O espaço vital psicológico é compreendido como a totalidade de fatos que determinam</p><p>o comportamento de um indivíduo em um certo momento.</p><p>III. Lewin, influenciado pela teoria psicanalítica de Freud, defendeu que o comportamento</p><p>de um indivíduo é mais bem explicado pela sua história de vida infantil do que pelo</p><p>ambiente em que ele vive no presente.</p><p>É correto o que se afirma em:</p><p>a) I, apenas.</p><p>b) III, apenas.</p><p>c) I e II, apenas.</p><p>d) I, II e III.</p><p>Comentários: Vamos analisar os itens:</p><p>I – Certo. Assertiva de acordo com o que vimos até agora. Também está referenciada no</p><p>texto de Kaplan e Sadock citado por Boris no artigo "Elementos para uma história da</p><p>psicoterapia de grupo":</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar</p><p>Aula 04</p><p>EBSERH (Psicólogo - Psicologia Hospitalar) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>65</p><p>"A tendência na psicoterapia de grupo foi estudar o indivíduo dentro do grupo. Embora</p><p>tentativas tenham sido feitas de examinar como o grupo como uma totalidade funcionava,</p><p>o grupo era, como o colocava Freud, simplesmente uma coleção de indivíduos reunidos</p><p>juntos para um objetivo particular. Foi o movimento da psicologia social, encabeçado por</p><p>homens como Kurt Lewin, que viu o grupo como diferente qualitativamente da simples</p><p>soma de suas partes. De acordo com Lewin, o grupo é uma entidade em seu próprio direito,</p><p>com qualidades particulares e únicas que são diferentes dos indivíduos dos quais é</p><p>composto (...) Para Lewin, os atos do indivíduo não podem ser explicados sobre a base de</p><p>uma psicodinâmica do indivíduo, mas devem ser explicados sobre a base da natureza das</p><p>forças sociais, o campo, ao qual está exposto."</p><p>II – Certo. Assertiva de acordo com Lewin. Veja um trecho do livro "Psicologias" de Bock:</p><p>“O principal conceito de Lewin é</p><p>o do espaço vital, que ele define como a totalidade dos fatos que determinam o</p><p>comportamento do indivíduo num certo momento”.</p><p>III – Errado. Lewin não enfatiza a história infantil. Veja um trecho do artigo "A concepção de</p><p>envelhecimento com base na teoria de campo de Kurt Lewin e a dinâmica de grupos" de</p><p>Beleza e Soares:</p><p>"Na década de trinta, Kurt Lewin referia-se ao peso da motivação para o comportamento</p><p>social. Para melhor demonstrar sua importância para o desencadeamento de certos</p><p>comportamentos, Lewin criou a teoria de campo fundamentada em duas suposições: 1) O</p><p>ser humano comporta-se em resposta à totalidade de fatos coexistentes; e 2) Os fatos</p><p>coexistentes resultam no campo dinâmico onde cada um de seus componentes é</p><p>interdependente. Para o mesmo, o comportamento humano não depende somente do</p><p>passado, ou do futuro, mas do campo dinâmico atual e presente. Esse campo dinâmico é</p><p>“o espaço de vida que contém a pessoa e o seu ambiente psicológico”."</p><p>"A concepção de envelhecimento com base na teoria de campo de Kurt Lewin e a dinâmica</p><p>de grupos" (Beleza e Soares).</p><p>Somente I e II são corretas.</p><p>Gabarito: C</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar</p><p>Aula 04</p><p>EBSERH (Psicólogo - Psicologia Hospitalar) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>66</p><p>32. (IMPARH – 2020 – IJF) Para Bion, ao se descobrir a dinâmica subjacente de um grupo</p><p>de trabalho e falar sobre ela a fim da superação das dificuldades do grupo, assegura-</p><p>se a possibilidade de se minimizar os riscos de estagnação, frustrações e conflitos</p><p>inúteis. Segundo Bion, o grupo de trabalho tem uma dinâmica relacional na qual</p><p>prevalecem processos:</p><p>a) irracionais e inconscientes.</p><p>b) de pressupostos básicos.</p><p>c) racionais e conscientes.</p><p>d) de nível primário e inconscientes.</p><p>Comentários: "Fernández (2006) escreve que, segundo Bion, o comportamento de um</p><p>grupo se desenvolve em dois níveis: o nível da tarefa comum, o qual é racional e</p><p>consciente e corresponde ao que Bion chama de grupo de trabalho, e o nível das emoções</p><p>comuns, que corresponde a uma circulac ̧ão emocional e fantasmática inconsciente de</p><p>estados afetivos, o que ele chamou de pressupostos básicos.</p><p>Para Bion, o comportamento grupal desejável, satisfatório, seria o comportamento de um</p><p>'grupo de trabalho', no qual os sujeitos apresentariam um posicionamento mais maduro em</p><p>relação à tarefa do grupo e ao seu próprio papel, na dinâmica grupal (Fernándéz, 2006).</p><p>Quanto a noção de pressupostos básicos, entendo que Bion a cria na tentativa de explicar</p><p>o porque� de o grupo agir e se vincular de determinada maneira, correspondendo a</p><p>processos mais primitivos de funcionamento, do ponto de vista mental, imaturos;</p><p>representando, assim, a paralisação do grupo."</p><p>Gabarito: C</p><p>33. (CESGRANRIO – 2024 – UNEMAT) A partir da Psicologia Social crítica, do final do</p><p>século XX, os processos grupais passam a ser compreendidos como projetos, um</p><p>eterno “vir a ser”, constituídos em uma tensão entre serialidade e totalidade</p><p>(Lapassade, 1982). Há uma ameaça constante de dissolução do grupo e de volta à</p><p>serialidade, em que cada integrante assume e afirma sua individualidade, sendo mais</p><p>um na presença dos demais. Ao mesmo tempo, há uma busca pela totalidade, em</p><p>que cada um dos integrantes participa com os demais, introjeta-os e dá sentido à</p><p>relação estabelecida, afirmando-se e assumindo a totalidade do grupo. Nesse</p><p>sentido, a metodologia dos grupos operativos de Enrique Pichon- -Riviere contribuiu</p><p>para o trabalho de grupos, explicitando seus modos de funcionamento e permitindo</p><p>que todos elaborem sobre a experiência coletivamente.</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar</p><p>Aula 04</p><p>EBSERH (Psicólogo - Psicologia Hospitalar) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>67</p><p>O conceito que fundamenta o funcionamento dos grupos operativos é o de Esquemas</p><p>Conceituais Referenciais Operativos (ECROS), que é definido como</p><p>a) relações de aproximação e afastamento entre as redes de preferência e de rejeição,</p><p>nos grupos e na comunidade.</p><p>b) valores, crenças, medos e fantasias de cada um dos que estão em contato quando</p><p>se está agindo em grupo.</p><p>c) situação de forças no espaço vital, entendendo este como totalidade dos fatos que</p><p>determinam o comportamento de um indivíduo em um determinado momento.</p><p>d) a alteração da mente individual, um predomínio da emoção sobre a razão e um papel</p><p>central do inconsciente coletivo nas ações dos indivíduos que são totalmente</p><p>direcionados por meio da sugestão do líder e do contágio rápido.</p><p>e) a existência de um propósito comum, o reconhecimento comum dos limites de cada</p><p>membro, a distinção entre os subgrupos internos e a valorização dos membros</p><p>individualmente por suas contribuições ao grupo.</p><p>Comentários: Segundo Rivière, o grupo operativo, que é criado artificialmente com</p><p>indivíduos em situação semelhante, configura-se sobre a base de vínculos internalizados a</p><p>partir do grupo familiar, vínculos que se propagam pelos subsequentes grupos com os quais</p><p>o sujeito se relaciona. O autor parte da hipótese de que no grupo familiar um membro</p><p>assume o papel de porta-voz, o que o torna depositário de todas as angústias, ansiedades</p><p>e patologias que circulam no espaço em que vive. Desse modo, o porta-voz passa a</p><p>funcionar como paradigma para o comportamento do grupo familiar como um todo. Coisa</p><p>semelhante acontece no grupo operativo: nesse também surge um porta-voz que simboliza</p><p>os ideais do grupo e passa a servir como modelo aproximado para a conduta dos seus</p><p>membros em cada nova experiência com que se defrontam. Ele define ECRO como um</p><p>conjunto organizado de conceitos gerais, teóricos, referidos</p><p>a um setor do real, a um</p><p>determinado universo de discurso, que permite uma aproximação instrumental ao objeto</p><p>particular (apud ADAMSOM, 2008, p. 01). De maneira mais clara, pode-se dizer</p><p>que ECRO é o conjunto de experiências, conhecimentos e afetos com os quais o sujeito</p><p>pensa/sente/age.</p><p>Gabarito: B</p><p>34. (UNIFASE – 2023 – UNIFASE/RJ) O trabalho de grupos em atenção primária é uma</p><p>alternativa para as práticas assistenciais. Estes espaços favorecem o aprimoramento</p><p>de todos os envolvidos, não apenas no aspecto pessoal como também no</p><p>profissional, por meio da valorização dos diversos saberes e da possibilidade de</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar</p><p>Aula 04</p><p>EBSERH (Psicólogo - Psicologia Hospitalar) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>68</p><p>intervir criativamente no processo de saúde-doença de cada pessoa. (DIAS, SILVEIRA</p><p>– 2009)</p><p>Considerando os papéis grupais, analise a definição a seguir e assinale a alternativa</p><p>correspondente: “é aquele que assume as ‘culpas’ do grupo. Assume o papel de</p><p>depositário dos conteúdos, percebidos como negativos, que provocam malestar no grupo,</p><p>medo, culpa e vergonha.”</p><p>a) O líder de mudança.</p><p>b) O líder de resistência.</p><p>c) O bode expiatório.</p><p>d) O porta-voz.</p><p>e) O silencioso.</p><p>Comentários: Pichon-Rivière, em sua abordagem sobre grupos, identificou</p><p>diferentes papéis que emergem nas dinâmicas grupais. Um desses papéis é o do “bode</p><p>expiatório”.</p><p>Bode expiatório: Este papel é assumido por alguém que se torna o depositário das</p><p>angústias, ansiedades e patologias percebidas como negativas no grupo. Essa pessoa é</p><p>responsabilizada por questões problemáticas e muitas vezes carrega o peso emocional do</p><p>grupo. O “bode expiatório” pode experimentar mal estar, medo, culpa e vergonha devido</p><p>a essa carga.</p><p>Gabarito: C</p><p>1 – Grupos operativos e grupos terapêuticos</p><p>Há duas modalidades de grupo que podem ser classificados de acordo com sua</p><p>finalidade: grupo operativo ou grupo terapêutico. Vejamos:</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar</p><p>Aula 04</p><p>EBSERH (Psicólogo - Psicologia Hospitalar) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>69</p><p>GRUPOS OPERATIVOS à segundo Pichon-Rivière (1991), o grupo operativo</p><p>assemelha-se ao funcionamento do grupo familiar (como também propõe Zimerman, 2000)</p><p>e pode ser definido como um “conjunto de pessoas reunidas por constantes de tempo e</p><p>espaço, articuladas por sua mútua representação interna, que se propõe, implícita ou</p><p>explicitamente, uma tarefa que constitui sua finalidade”. Um dos objetivos da técnica dos</p><p>grupos operativos, como sinaliza Pichon-Rivière (1991) é o de auxiliar na minimização dos</p><p>medos básicos e o de favorecer o rompimento dos estereótipos que funcionam como</p><p>barreira à mudança:</p><p>ü Grupos operativos voltados ao ensino-aprendizagem: “aprender a</p><p>aprender” (Zimerman, 2000). A finalidade é a de treinar o grupo para</p><p>desenvolver uma tarefa comum;</p><p>ü Grupos institucionais: grupos realizados em instituições em geral. Nas</p><p>empresas, o psicólogo organizacional desenvolve trabalhos com</p><p>colaboradores; nas escolas podem ser realizados grupos de pais, de alunos</p><p>e/ou de professores etc;</p><p>ü Grupos comunitários: um exemplo clássico são os grupos na área de saúde.</p><p>Podem ser com adolescentes, gestantes, líderes comunitários, de caráter</p><p>preventivo, de tratamento ou reabilitação.</p><p>GRUPOS OPERATIVOS TAMBÉM PODEM TRAZER BENEFÍCIOS</p><p>TERAPÊUTICOS!</p><p>GRUPOS TERAPÊUTICOS à se reúnem regularmente com um</p><p>propósito terapêutico, sob a orientação de um ou dois terapeutas:</p><p>ü Grupos de autoajuda: apresenta benefícios terapêuticos. Segundo Zimerman</p><p>(2000) possui esse nome porque consiste de pessoas que apresentam o</p><p>mesmo tipo de necessidades, isto é, são considerados grupos homogêneos.</p><p>Como exemplos há: alcoólicos anônimos (A. A.), narcóticos anônimos (N.A.) e</p><p>neuróticos anônimos (N.A.). São grupos formados espontaneamente e que</p><p>preservam o anonimato. A característica fundamental, como ressalta</p><p>Zimerman (2000) está na liderança do grupo: “costumam operar sob a</p><p>liderança de pessoas pertencentes a mesma categoria diagnóstica dos demais</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar</p><p>Aula 04</p><p>EBSERH (Psicólogo - Psicologia Hospitalar) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>70</p><p>integrantes e que passaram, ou estão passando, pelas mesmas dificuldades e</p><p>experiências afetivas destes”;</p><p>ü Grupos psicoterápicos propriamente ditos: refere-se basicamente ao</p><p>enfoque teórico-técnico ao qual cada abordagem teórica está fundamentada:</p><p>psicanalítica, cognitivo-comportamental, psicodrama e sistêmica;</p><p>ü Orientação analítica: utiliza interpretações para identificar fenômenos grupais</p><p>(identificação, projeção, fantasias inconscientes etc.);</p><p>ü Cognitivo comportamental: tem objetivos claros e estruturados voltados para</p><p>algum problema ou específico. Utiliza como recursos: psicoeducação,</p><p>aprendizagem de habilidades sociais, tarefas de casa e automonitoramento</p><p>etc;</p><p>ü Psicodrama: busca a ressignificação das experiências de vida através da</p><p>dramatização. Utiliza como elementos: cenário, protagonista, diretor, ego</p><p>auxiliar, público e cena.;</p><p>ü Teoria sistêmica: concebe o grupo como um sistema que está em constante</p><p>interação, complementação e suplementação dos papéis.</p><p>Tipos de grupos:</p><p>Homogêneo: destina-se àquele grupo de pessoas que possuem</p><p>características comuns. São exemplos: grupos de obesos, deprimidos,</p><p>psicossomatizadores, etc.</p><p>Heterogêneo: refere-se a pessoas que tenham características diferentes</p><p>entre si. Por exemplo: um grupo formado por uma pessoa obsessiva-</p><p>compulsiva, outra histérica, e assim por diante.</p><p>Aberto: caracteriza-se por não ter um prazo para o término, além do que</p><p>permite que entrem e saiam pessoas do grupo.</p><p>Fechado: entende-se que as mesmas pessoas iniciam e terminam juntas,</p><p>com prazo definido, não podendo entrar novos membros.</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar</p><p>Aula 04</p><p>EBSERH (Psicólogo - Psicologia Hospitalar) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>71</p><p>2 – Grupos vivenciais</p><p>Os grupos vivenciais são estruturados para simular situações do cotidiano,</p><p>permitindo que os participantes compartilhem experiências e promovam mudanças</p><p>pessoais. Esses grupos são considerados propícios para a perspectiva de alteridade, onde</p><p>cada participante tem a oportunidade de se expressar e refletir, criando um campo</p><p>interacional fértil.</p><p>Nos grupos vivenciais, a vivência compartilhada é um terreno fértil para o</p><p>crescimento pessoal e a confirmação mútua.</p><p>Esses grupos visam criar vínculos com características opostas à coerção presente em</p><p>diferentes contextos, sendo utilizados em áreas como psicologia clínica e institucional.</p><p>Por outro lado, os grupos operativos são uma abordagem que visa o bem-estar</p><p>psíquico de grupos pequenos. Eles promovem um processo de aprendizagem para os</p><p>participantes, permitindo uma leitura crítica da realidade, investigação e abertura para</p><p>novas inquietações. A técnica dos grupos operativos é baseada na interação e na formação</p><p>do sujeito, e tem relação com a psicanálise de grupo. Enquanto os grupos vivenciais</p><p>focam nas experiências compartilhadas, os grupos operativos têm uma abordagem mais</p><p>voltada para a aprendizagem.</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar</p><p>Aula 04</p><p>EBSERH (Psicólogo - Psicologia Hospitalar) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>72</p><p>3 – Processo grupal</p><p>O processo grupal é um conjunto de fenômenos comuns aos grupos. Podemos</p><p>citar como exemplo: a coesão social, a liderança, as normas e a identificação grupal</p><p>(Bock, 2012).</p><p>Coesão social, liderança, normas, tomada de decisão, identificação</p><p>grupal são alguns conceitos produzidos para dar</p><p>visibilidade e</p><p>compreensão ao que acontece quando se está em grupo, visando, também,</p><p>como finalidade pragmática, a possibilidade de controle e intervenção.</p><p>Coesão social: é definida por Rodrigues et al. como “[…] a quantidade de pressão exercida</p><p>sobre os membros de um grupo a fim de que nele permaneçam (...)</p><p>Normas grupais: Rodrigues et al. definem as normas do grupo como “[…] padrões ou</p><p>expectativas de comportamento partilhados pelos membros de um grupo”. Esses padrões</p><p>são utilizados pelos membros como referências para seus comportamentos, sentimentos e</p><p>suas percepções e julgamentos</p><p>• Visam o bem-estar psíquico e</p><p>promovem um processo de</p><p>aprendizagem entre os</p><p>participantes;</p><p>• Baseados na interação e formação</p><p>do sujeito.</p><p>Grupos</p><p>Operativos</p><p>• Focam na experiência</p><p>compartilhada;</p><p>• Simulam situações cotidianas</p><p>(exemplo: treino em habilidades</p><p>sociais).</p><p>Grupos</p><p>Vivenciais</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar</p><p>Aula 04</p><p>EBSERH (Psicólogo - Psicologia Hospitalar) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>73</p><p>Liderança: tem sido consensual entre autores no campo da Psicologia social dos grupos</p><p>que a liderança é “[…] um fenômeno emergente, fruto da interação entre os membros do</p><p>grupo e dependente da atmosfera e das finalidades do grupo, embora isso não signifique</p><p>deixar inteiramente de lado a influência de algumas características de personalidade</p><p>presentes naqueles que exercem papéis de liderança</p><p>Tomada de decisão: os grupos sempre apresentam uma forma de tomada de decisão.</p><p>Podem ser mais autocráticos ou mais democráticos, mas as decisões são sempre tomadas</p><p>por formas (processos, procedimentos) que podem satisfazer ou não os membros do grupo.</p><p>A tomada de decisão está relacionada com a estrutura e o funcionamento do grupo e é uma</p><p>das fontes mais importantes de satisfação ou insatisfação dos membros. Conhecer um</p><p>grupo implica conhecer sua organização e, nela, a maneira como são tomadas as decisões.</p><p>Identificação grupal: é um tema relacionado à coesão e ao pertencimento nos grupos.</p><p>Interessa conhecer as fontes do grupo que permitem identificação de seus membros. A</p><p>tarefa do grupo, sua meta e objetivo, sua identidade social, seus membros, seu</p><p>funcionamento, suas atividades, suas regras, seu papel social, enfim, muitos são os fatores</p><p>que permitem que alguém deseje, em algum momento, fazer parte de determinado grupo</p><p>e/ou permanecer nele (fatores de atração e manutenção no grupo).</p><p>35. (IBADE – 2020) Quando um grupo se estabelece, uma série de fenômenos passa a</p><p>atuar sobre as pessoas individualmente e, consequentemente, sobre o grupo,</p><p>chama(m)-se:</p><p>a) dinâmica de grupo.</p><p>b) grupos operativos.</p><p>c) processo grupal.</p><p>d) vínculos.</p><p>e) pertença grupal.</p><p>Comentários: Os fenômenos que atuam sobre as pessoas e sobre o grupo são os</p><p>PROCESSOS GRUPAIS, dentre os quais podemos destacar (Alexandre, 2002):</p><p>ü COESÃO;</p><p>ü COOPERAÇÃO;</p><p>ü CONFLITO;</p><p>ü FORMAÇÃO DE NORMAS;</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar</p><p>Aula 04</p><p>EBSERH (Psicólogo - Psicologia Hospitalar) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>74</p><p>ü LIDERANÇA;</p><p>ü STATUS;</p><p>ü PAPEL SOCIAL.</p><p>Gabarito: C</p><p>36. (INSTITUTO AOCP – 2022 – Pref. Vitória/ES) Para intervenções em grupos vivenciais,</p><p>é importante a compreensão dos processos que ocorrem nessas relações</p><p>interpessoais. Assim, assinale a alternativa que apresenta os conceitos que ocorrem</p><p>nos processos grupais, ressaltados pela Psicologia Social.</p><p>a) Coesão, normas, liderança, tomada de decisão e identificação.</p><p>b) Objetivo individualizados, visão comum, foco no processo e participação integrada.</p><p>c) Expectativas comuns, influência grupal, processo decisório e comunicação.</p><p>d) Filiação, integração, comunicação formal e socialização.</p><p>Comentários: O processo grupal é um conjunto de fenômenos comuns aos grupos.</p><p>Podemos citar como principais: a coesão social, a liderança, as normas e a identificação</p><p>grupal.</p><p>Gabarito: A</p><p>37. (IBFC – 2022 – EBSERH) Pichon Rivière foi o idealizador dos grupos</p><p>_________________, que se caracterizam pela realização de atendimentos</p><p>psicológicos em grupos, voltados para a realização de tarefas objetivas, num modo</p><p>de intervenção, organização e resolução dos problemas grupais. Assinale a</p><p>alternativa que preencha corretamente a lacuna.</p><p>a) de convivência</p><p>b) de psicodrama</p><p>c) informativos</p><p>d) operativos</p><p>e) de sala de espera</p><p>Comentários: Para Pichon-Rivière o grupo operativo é constituído de pessoas reunidas</p><p>com um objetivo comum, chamado de "grupo centrado na tarefa que tem por finalidade</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar</p><p>Aula 04</p><p>EBSERH (Psicólogo - Psicologia Hospitalar) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>75</p><p>aprender a pensar em termos de resolução das dificuldades criadas e manifestadas no</p><p>campo grupal".</p><p>Gabarito: D</p><p>38. (CEBRASPE – 2018 – EBSERH) Julgue o item subsequente, com relação aos cuidados</p><p>e procedimentos reconhecidos como necessários ao planejamento e programação</p><p>de serviços grupais para assistência a portadores de transtornos mentais.</p><p>Durante as atividades de um grupo vivencial, a realidade, o sofrimento e as necessidades</p><p>dos participantes são vivenciados e, com essa experiência, os componentes do grupo</p><p>aprendem a pedir aquilo de que necessitam, a tratar conflitos, respeitar o outro e lidar com</p><p>o próprio sofrimento com a colaboração de pares que vivem e expressam dificuldades</p><p>diversas.</p><p>Comentários: Veja a referêencia a seguir:</p><p>"Os grupos de Apoio da ABRAZ estão divididos em dois que são os Informativos e de Apoio</p><p>Social e Emocional. Nos Grupos Informativos, as informações acerca da doença de</p><p>Alzheimer são passadas aos cuidadores familiares ou não através de palestras conferidas</p><p>por convidados especialistas e pelo coordenador do grupo de apoio.</p><p>Abordam informações sobre a doença em si, os tratamentos, cuidados necessários a esse</p><p>idoso com demência, entre outros, sendo que o cuidador pode também participar de</p><p>forma ativa da palestra, contando suas experiências e frustrações, com a finalidade de</p><p>envolver os participantes do debate com o tema em questão que é a doença de Alzheimer</p><p>e contribuir também com o palestrante (ABRAZ, 2015)."</p><p>Gabarito: Certo.</p><p>4 – Práticas Grupais para promoção de saúde</p><p>As práticas grupais de promoção de saúde são intervenções coletivas que visam</p><p>favorecer o desenvolvimento da cidadania. Tendo como recurso principal a educação em</p><p>saúde, são grupos que estimulam a cooperação entre os participantes para o</p><p>desenvolvimento de atividades a favor da conquista de uma vida digna (Sanchez, 2018).</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar</p><p>Aula 04</p><p>EBSERH (Psicólogo - Psicologia Hospitalar) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>76</p><p>Trazendo para o contexto organizacional, a Psicologia participa da elaboração de</p><p>diferentes modalidades de atenção aos trabalhadores, a exemplo de práticas grupais com</p><p>portadores de doenças crônicas, como espaço de reflexão ao preparar os indivíduos para o</p><p>enfrentamento das situações vividas. São grupos de caráter informativo-terapêutico, que</p><p>valorizam o conhecimento e a subjetividade dos trabalhadores visando ao fortalecimento e</p><p>a ressignificação do processo de adoecimento, além de legitimar o seu discurso, estimular</p><p>a sua participação e autonomia em relação ao tratamento, o que propicia o</p><p>autoconhecimento (Brasília, 2008).</p><p>5 – Psicoterapia de Grupo</p><p>Em relação às intervenções psicoterápicas em grupo, pode-se dizer que:</p><p>O termo Psicoterapia de Grupo é empregado para se referir a intervenções em</p><p>saúde mental, sejam no âmbito da psicologia clínica, da saúde ou hospitalar. Essa técnica</p><p>psicoterápica é amplamente adotada nos diferentes pontos de atenção à saúde mental</p><p>(Unidades Básicas, CAPS e Hospitais Gerais, por</p><p>exemplo) devido a sua abrangência e</p><p>resolutividade – evitando o isolamento de pessoas com transtornos mentais.</p><p>É uma importante modalidade de tratamento, uma vez que cria um espaço de</p><p>expressão das subjetividades dos membros do grupo. Pode ser conduzida de modo aliado</p><p>ou não à psicoterapia individual.</p><p>5.1 - Características das Psicoterapias de Grupo</p><p>A modalidade de intervenção grupal apresenta três características fundamentais:</p><p>setting,</p><p>finalidade (ou objetivo) e estrutura.</p><p>O setting terapêutico diz respeito às características e dinâmica do local onde</p><p>acontecerá a psicoterapia de grupo. A estrutura e dinâmica da instituição irão delimitar as</p><p>possibilidades de intervenção e as circunstâncias sob as quais ela irá acontecer. Por</p><p>exemplo: a intervenção grupal com usuários de um CAPS não poderá ser planejada</p><p>igualmente àquela realizada com pacientes de um ambulatório – pois o vínculo do paciente,</p><p>a estrutura e dinâmica, e as circunstâncias desses pontos de atenção são completamente</p><p>diferentes. Assim, o planejamento e a postura do profissional precisarão se ajustar ao</p><p>contexto.</p><p>Finalidade (ou objetivo): É necessário entender qual o propósito que norteará a</p><p>psicoterapia em grupo. Para isso, algumas perguntas precisam ser feitas: Essa proposta irá</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar</p><p>Aula 04</p><p>EBSERH (Psicólogo - Psicologia Hospitalar) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>77</p><p>favorecer o cuidado integral e impactar a saúde e autonomia dos pacientes? O grupo terá</p><p>qual viés? Qual perspectiva teórica irá orientar a análise da dinâmica grupal?</p><p>Em termos de estrutura, será necessário pensar na composição grupal – se</p><p>homogênea ou heterogênea (será um grupo misto ou delimitado por diagnóstico ou alguma</p><p>característica?), se será grupo aberto ou fechado – isto é, permitirá a rotatividade dos</p><p>participantes ou não?</p><p>Além disso, definir se o número de encontros será estabelecido previamente ou,</p><p>posteriormente, em um consenso com os participantes. Também o tempo de cada sessão</p><p>e sua frequência. Essas três características deverão ser consideradas independentemente</p><p>da perspectiva teórica que orienta as ações do psicoterapeuta. Esse, por sua vez, será</p><p>considerado elemento-chave.</p><p>O psicoterapeuta realizará o manejo do grupo, sendo o responsável por integrar os</p><p>membros em torno dos objetivos ou tarefa. Essa integração deve ser não impositiva,</p><p>devendo emergir a partir de um comprometimento subjetivo do próprio participante. Nesse</p><p>caso, acontecerá mediante a percepção do grupo como um espaço de autocuidado que</p><p>viabiliza a construção de autonomia.</p><p>Para tanto, o psicoterapeuta precisa oferecer suporte e garantir um clima</p><p>compreensível, agradável e respeitoso. Com base no que foi exposto, lembre-se do</p><p>esquema seguinte:</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar</p><p>Aula 04</p><p>EBSERH (Psicólogo - Psicologia Hospitalar) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>78</p><p>5.2 - Perspectivas Teóricas e Práticas em Psicoterapia de Grupo</p><p>O psicoterapeuta precisa ter a liberdade de escolher a perspectiva teórica que</p><p>melhor se adequa aos propósitos da psicoterapia de grupo. Poderão ser utilizados grupos</p><p>operativos, psicoterapia de grupo com base na psicanálise, psicoterapia cognitivo-</p><p>comportamental de grupo, psicodrama, etc.</p><p>Grupos Operativos. Propostos por Pichon-Rivière, os grupos operativos na saúde</p><p>mental podem ser de quatro tipos (Ministério da Saúde, 2013):</p><p>1. Ensino Aprendizagem: refletir e discutir sobre temas e questões;</p><p>2. Institucionais: discutir temas de interesses de uma instituição (escola, igreja, etc.);</p><p>3. Comunitário: tratar de situações relativas à comunidade;</p><p>4. Terapêutico: lidar com situações de sofrimento;</p><p>Psicoterapia em</p><p>Grupo</p><p>Setting Terapêutico</p><p>Características e</p><p>dinâmica do local</p><p>Finalidade</p><p>Propósito/Objetivo</p><p>Estrutura</p><p>Composição,</p><p>abertura, nº de</p><p>encontros,</p><p>tempo, frequência</p><p>Características</p><p>Fundamentais</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar</p><p>Aula 04</p><p>EBSERH (Psicólogo - Psicologia Hospitalar) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>79</p><p>De modo geral, o objetivo central dos grupos operativos é o de promover mudanças.</p><p>Essas mudanças acontecem de modo gradual, a partir da concretização de papeis e</p><p>posições dos membros. Com isso, os integrantes se tornam aptos a cumprir a tarefa para a</p><p>qual o grupo foi inicialmente organizado. Assim, o processo de mudança acontece mediante</p><p>três momentos</p><p>(Bastos, 2010):</p><p>• Grupo Pré-tarefa: caracteriza por resistência entre os integrantes do grupo; o novo</p><p>provoca ansiedade e medo. Com a elaboração das ansiedades básicas e abertura às</p><p>possibilidades que o grupo pode trazer, passa-se para o segundo momento.</p><p>• Grupo na Tarefa: é o percurso do grupo para alcançar seus objetivos; relaciona-se com a</p><p>forma como cada membro interage com base nas suas necessidades e as redireciona para</p><p>os objetivos do grupo (implicando em flexibilidade, descentramento e abertura para o</p><p>novo). Com a problematização das dificuldades que surgem no processo de alcance dos</p><p>objetivos;</p><p>• Grupo em Tarefa: elaboração de um projeto comum de mudanças pode ser operado;</p><p>Para que esses momentos de fato aconteçam, a presença de um coordenador é</p><p>necessária. O papel dele é o de indagar e problematizar. Para isso, irá estabelecer ligações</p><p>entre as falas e os membros do grupo, dirigindo-os para a tarefa.</p><p>Além do coordenador, pode haver um observador. O observador irá registrar os</p><p>acontecimentos da sessão, resgatar a história do grupo e, depois, analisar com o</p><p>coordenador os pontos emergentes, o movimento do grupo e os papeis que estão sendo</p><p>desempenhados.</p><p>Portanto, o grupo operativo apresenta uma tarefa explícita (diagnóstico, tratamento,</p><p>aprendizagem), tarefa implícita (vivências individuais em relação ao grupo) e o enquadre</p><p>(tempo, frequência, duração, função de coordenador ou observador).</p><p>O grupo se estrutura (grupo pré- tarefa), desestrutura (grupo na tarefa) e se</p><p>reestrutura (grupo em tarefa). Desenvolve-se a partir de dois eixos: vertical e horizontal</p><p>(Beatriz & Bastos 2010; Castanho, 2012).</p><p>• Eixo vertical: singularidade de cada indivíduo – história, processos psíquicos de cada</p><p>membro do grupo;</p><p>• Eixo horizontal: grupo pensado em sua totalidade.</p><p>Veja como esse assunto pode cair em prova:</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar</p><p>Aula 04</p><p>EBSERH (Psicólogo - Psicologia Hospitalar) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>80</p><p>39. (IBFC - Divinópolis – 2018) O atendimento psicológico em grupo tem sido</p><p>comumente utilizado nos espaços de saúde por apresentar uma série de aspectos</p><p>positivos. A realização de atendimentos psicológicos em grupos, voltados para a</p><p>realização de tarefas objetivas, num modo de intervenção, organização e resolução</p><p>dos problemas grupais, que foi pela</p><p>primeira vez utilizada e começou a ser utilizada e sistematiza por Pichon-Rivière é</p><p>chamado de:</p><p>a) Grupo de sala de espera</p><p>b) Grupo de convivência</p><p>c) Grupo psicodramático</p><p>d) Grupo operativo</p><p>Comentários: Como você viu nesta aula, Pichon-Rivière propôs os grupos operativos. O</p><p>grupo psicodramático foi estudado por Moreno. Grupos de sala de espera são transitórios,</p><p>formados a partir da dinamicidade do ambiente no qual acontecem.</p><p>Gabarito: D</p><p>De acordo com Furlan e Ribeiro (2011):</p><p>Psicoterapia de Grupo Psicanalítica: Como o próprio nome indica, é uma</p><p>psicoterapia de grupo que compreende o indivíduo e as interações grupo-paciente-</p><p>terapeuta a partir do viés psicanalítico. Os fenômenos grupais serão analisados a partir de</p><p>seus elementos: transferência, contratransferência, papéis, resistência e insights. O grupo é</p><p>uma nova entidade, com leis,</p><p>mecanismos próprios e objetivos comuns.</p><p>A escuta do inconsciente irá nortear a compreensão</p><p>ela agrega e</p><p>mais contribui para transformações no imaginário social. Isso, por sua vez, afeta as</p><p>instituições e as relações de poder onde esses agentes atuam.</p><p>Além disso, temos o organizado e o organizante, que informam as organizações.</p><p>Eles são alimentados pelas instituições que os moldam e pelos agentes que lhes dão vida.</p><p>O organizante é dinâmico e transformador, enquanto o organizado representa a burocracia,</p><p>a permanência e a cristalização.</p><p>Para ocorrerem transformações em qualquer organização, é necessário</p><p>haver tensão, que pode ser revolucionária ou conservadora, dependendo</p><p>do nível de questionamentos que estão ocorrendo dentro da instituição.</p><p>Se o momento é de muita instabilidade ou anarquia, o desejo será por</p><p>ordem, e vice-versa.</p><p>1. (IBFC – 2022 – EBSERH) Assinale a alternativa que apresenta os autores que são</p><p>reconhecidos por terem desenvolvido a proposta da Análise Institucional.</p><p>a) Moreno e Lourau</p><p>b) Lapassade e Lewin</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar</p><p>Aula 04</p><p>EBSERH (Psicólogo - Psicologia Hospitalar) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>6</p><p>c) Lourau e Lapassade</p><p>d) Lewin e Moreno</p><p>e) Lewin e Lourau</p><p>Comentários: A Análise Institucional foi protagonizada por René Lourau e Georges</p><p>Lapassade a partir da década de 60.</p><p>Gabarito: C</p><p>2. (FUNDATEC – 2023 – Pref. Dom Pedro/RS) René Lourau (1933-2000), um dos</p><p>fundadores da teoria da Análise Institucional (AI), dedicou grande parte de sua</p><p>carreira ao estudo e desenvolvimento da AI, que tem influenciado diversas áreas do</p><p>conhecimento, incluindo a Psicologia. Tal teoria propõe uma reflexão crítica sobre as</p><p>instituições e as práticas sociais que sustentam e reproduzem a ordem estabelecida,</p><p>buscando identificar as relações de poder que permeiam essas práticas e criar</p><p>espaços para a transformação institucional. Analise as assertivas a respeito do</p><p>conceito de analisador na teoria da AI, assinalando V, se verdadeiras, ou F, se falsas.</p><p>( ) É uma ferramenta que permite observar uma prática social a partir de diferentes</p><p>perspectivas. Por exemplo, um analisador pode ser usado para identificar relações de poder</p><p>invisíveis em uma organização, permitindo que sejam criados espaços para novas formas de</p><p>organização e ação coletiva.</p><p>( ) O conceito de analisador refere-se a uma técnica para analisar as práticas institucionais e</p><p>identificar as relações de poder de um grupo em uma situação ou, ainda, em uma</p><p>organização ou instituição.</p><p>( ) Analisador é entendido como a relação que os sujeitos estabelecem com a instituição em</p><p>que estão inseridos. Em outras palavras, refere-se às formas pelas quais os indivíduos se</p><p>envolvem emocionalmente, cognitivamente e/ou socialmente com as normas, valores,</p><p>regras e práticas institucionais, tanto de maneira consciente quanto inconsciente.</p><p>( ) Analisador diz respeito à capacidade de articulação entre diversos elementos, sujeitos e</p><p>práticas dentro de uma instituição. As instituições são compostas por múltiplos elementos</p><p>que se interconectam e interagem, como as normas, os valores, as relações de poder, os</p><p>processos de produção e as relações sociais.</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar</p><p>Aula 04</p><p>EBSERH (Psicólogo - Psicologia Hospitalar) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>7</p><p>A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:</p><p>a) V – V – V – V.</p><p>b) V – F – F – V.</p><p>c) V – V – F – F.</p><p>d) F – F – V – V.</p><p>e) F – V – V – F.</p><p>Comentários: A Análise Institucional (AI) é uma abordagem teórica e prática que se</p><p>originou da Psicologia Social e da Sociologia, com contribuições de outras áreas</p><p>como Filosofia e Antropologia. Seu objetivo é compreender as instituições sociais (como</p><p>escolas, hospitais, empresas, organizações governamentais, entre outras) e os processos</p><p>de transformação e mudança que ocorrem dentro delas. A base dessa abordagem é o</p><p>pressuposto de que as instituições são construídas socialmente e carregam valores,</p><p>normas, práticas e discursos que moldam as relações e comportamentos dos indivíduos que</p><p>nelas atuam. Essas instituições podem ser fontes de poder, controle, resistência e</p><p>reprodução de desigualdades.</p><p>A AI busca questionar e transformar essas instituições, promovendo maior participação e</p><p>protagonismo dos sujeitos envolvidos, bem como a democratização das relações de</p><p>poder. Ela adota uma postura crítica e reflexiva, buscando desconstruir hierarquias e</p><p>estruturas de dominação presentes nas instituições. Para isso, utiliza diferentes ferramentas</p><p>e técnicas de investigação, como entrevistas, observação participante, análise documental</p><p>e grupos de discussão, a fim de compreender os processos institucionais e identificar pontos</p><p>de intervenção.</p><p>É relevante destacar que a Análise Institucional não é um método rígido, mas sim</p><p>uma abordagem teórico-prática que permite adaptação e criação de estratégias conforme</p><p>o contexto e os objetivos de transformação institucional. Ela tem sido aplicada em diversos</p><p>campos, como saúde, educação, trabalho social, assistência social e justiça. Em resumo, a</p><p>Análise Institucional visa analisar e transformar as instituições sociais, promovendo a</p><p>participação, a democratização e a desconstrução de práticas hierárquicas e opressivas, com</p><p>o objetivo de construir relações mais igualitárias e emancipatórias.</p><p>Sobre o conceito de analisador, temos as seguintes definições:</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar</p><p>Aula 04</p><p>EBSERH (Psicólogo - Psicologia Hospitalar) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>8</p><p>Hess afirma que “por analisador se entenderá então uma situação que efetua (de maneira</p><p>implícita) a análise” (HESS, 1979: 179)</p><p>“O papel do analisador parece consistir em trazer à luz certas situações e levar o conjunto</p><p>do grupo a não poder safar-se demasiado facilmente de sua verdade” (GUATTARI, apud</p><p>LAPASSADE, 1971: 71).</p><p>Gabarito: C</p><p>RELAÇÕES HUMANAS</p><p>As Relações Humanas constituem uma disciplina emergente em um mundo que já</p><p>existe há muito tempo. Esse mundo é antigo como o próprio tempo. Por natureza, somos</p><p>seres egoístas, e as Relações Humanas servem como um guia de comportamento que nos</p><p>ensina a compreender, respeitar, participar, prestar atenção e reconhecer a dignidade</p><p>humana. Nosso equilíbrio psíquico depende de como nos ajustamos ao ambiente, e esse</p><p>ajuste está intrinsecamente ligado à nossa comunicação com os outros. Embora</p><p>precisemos uns dos outros, muitas vezes o próximo nos incomoda, o que pode gerar</p><p>conflitos.</p><p>As ciências das Relações Humanas exploram a convivência e a comunicação, esse</p><p>fluxo magnético que aproxima as pessoas. A comunicação é a ponte que conecta indivíduos</p><p>entre si e também liga indivíduos a grupos, bem como grupos entre si. As dificuldades na</p><p>comunicação surgem dos desajustes e das divergências individuais, sejam elas econômicas,</p><p>sociais, políticas, religiosas, filosóficas ou educacionais. Essas dificuldades muitas vezes</p><p>tornam as relações humanas desumanas.</p><p>O equilíbrio psíquico está intrinsecamente ligado ao nosso ajuste ao</p><p>meio. Esse ajuste, por sua vez, depende da comunicação com os outros</p><p>(Zaitter; Lemos, 2012).</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar</p><p>Aula 04</p><p>EBSERH (Psicólogo - Psicologia Hospitalar) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>9</p><p>As relações humanas são desafiadoras ao longo da vida devido à diversidade entre</p><p>os indivíduos. Cada um de nós é único, como impressões digitais sem igual. Essas</p><p>diferenças criam barreiras mesmo entre pessoas que se gostam e se simpatizam.</p><p>Na velhice, assim como em qualquer outra fase da vida, podem surgir desafios na</p><p>comunicação e nos relacionamentos. A incompreensão, hostilidade, medo e resistência</p><p>com que as pessoas encaram o envelhecimento agravam esses problemas. No</p><p>do grupo. Por isso, a atenção do</p><p>terapeuta irá flutuar (atenção flutuante) sobre a comunicação verbal e não-verbal, o dito e</p><p>o não dito, os conteúdos manifestos e latentes. O grupo psicoterapêutico irá possibilitar a</p><p>circulação e a socialização de falas e escutas,</p><p>construindo sentidos individuais e grupais e possibilitando o autoconhecimento, as</p><p>potencialidades e limitações individuais.</p><p>Yalom (1970) propõe um conjunto de onze fatores primários terapêuticos da</p><p>terapia grupal, que têm sido utilizados como referencial teórico-metodológico para a</p><p>sistematização das mudanças terapêuticas proporcionadas pelos grupos. Segundo Souza &</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar</p><p>Aula 04</p><p>EBSERH (Psicólogo - Psicologia Hospitalar) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>81</p><p>Cols (2010), esses fatores estariam presentes em todos os grupos, sendo que a intensidade,</p><p>ocorrência e frequência desses fatores indicariam o seu maior ou menor potencial</p><p>terapêutico, dependendo do tipo de grupo, das peculiaridades de seus participantes, o</p><p>estágio de desenvolvimento grupal e o modelo teórico utilizado para fazer a leitura do</p><p>material – especialmente os relatos verbais produzidos. O aparecimento dos fatores</p><p>terapêuticos no grupo por si só pode ser indicativo de que o processo está sendo vivenciado</p><p>como benéfico para seus participantes, mas também a exploração de quais fatores são mais</p><p>marcantes no grupo pode ser um rico instrumento para a elucidação de suas características</p><p>intrínsecas àquele momento. Vejamos:</p><p>1- instilação de esperança;</p><p>2- universalidade;</p><p>3- compartilhamento de informações;</p><p>4- altruísmo;</p><p>5- recapitulação corretiva do grupo familiar primário;</p><p>6- desenvolvimento de técnicas de socialização;</p><p>7- comportamento imitativo;</p><p>8- aprendizagem interpessoal;</p><p>9- coesão grupal;</p><p>10- catarse;</p><p>11- fatores existenciais.</p><p>o instilação de esperança - perceber que o grupo já ajudou outros participantes;</p><p>o universalidade - identificar que outros membros do grupo vivenciam situação e</p><p>sentimentos semelhantes;</p><p>o compartilhamento de informações - instrução didática recebida da coordenação do</p><p>grupo e compartilhamento de informações e orientações entre os membros do</p><p>grupo;</p><p>o altruísmo - satisfação em oferecer ajuda a outros membros do grupo;</p><p>o recapitulação corretiva do grupo familiar primário - reviver experiências</p><p>insatisfatórias e conflitos com o grupo familiar primário no convívio com outros</p><p>participantes e, assim, reelaborar sua experiência familiar de maneira corretiva.</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar</p><p>Aula 04</p><p>EBSERH (Psicólogo - Psicologia Hospitalar) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>82</p><p>o desenvolvimento de técnicas de socialização - aprendizagem social e</p><p>desenvolvimento de habilidades sociais básicas;</p><p>o comportamento imitativo - reprodução/ imitação do comportamento de outro</p><p>membro por julgá-lo adequado e satisfatório;</p><p>o aprendizagem interpessoal - aprender a interagir com outras pessoas por meio de</p><p>relacionamentos autênticos e gratificantes, sem distorções;</p><p>o coesão grupal - atração que os membros sentem por seu grupo e pelos demais</p><p>membros;</p><p>o catarse - mais comum em grupos com objetivos psicoterápicos, é uma descarga</p><p>emocional com compartilhamento de sentimentos internos, profundos; e</p><p>o fatores existenciais - reconhecimento de que alguns fatos da vida são inerentes à</p><p>condição humana e não há como evitá-los;</p><p>INDICAÇÕES das psicoterapias de grupo segundo Cordioli (2008):</p><p>o Psicoterapias de grupo de orientação dinâmica: padrões de relacionamento</p><p>interpessoal considerados desadaptativos e aspectos de caráter desadaptativos;</p><p>o Psicoterapias cognitivo-comportamentais: ansiedade ou fobia social; transtorno</p><p>obsessivo-compulsivo; ansiedade generalizada, insônia; transtorno do pânico, como</p><p>terapia complementar; fobais específicas; estresse pós-traumático; dor crônica.</p><p>o Grupos de autoajuda: pacientes agudos internados em hospitais psiquiátricos; em</p><p>situações de crise ou estresse agudo; manejo de condições médicas; condições</p><p>psiquiátricas.</p><p>CONTRAINDICAÇÕES:</p><p>o Incompatibilidades com as normas do grupo;</p><p>o Fóbicos sociais;</p><p>o Incompatibilidade ou desavenças com um ou mais membros do grupo;</p><p>o Transtornos de borderline, antissocial;</p><p>o Ansiedade, depressão ou sintomas psicóticos graves;</p><p>o Dificuldades sérias de empatizar ou de se expor;</p><p>o Incapacidade de estabelecer uma relação honesta e fazer laços com o grupo,</p><p>aspectos relacionados a personalidade antissocial.</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar</p><p>Aula 04</p><p>EBSERH (Psicólogo - Psicologia Hospitalar) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>83</p><p>40. (UNESC – 2022 – PREF. LAGUNA) As psicoterapias de grupo surgiram a partir da</p><p>necessidade de estender a um número maior de pessoas as possibilidades de</p><p>atendimento psicoterápico. É CORRETO afirmar:</p><p>a) Candidatos à terapia de grupo não precisam de motivação ou envolvimento</p><p>emocional para participar, mas ter capacidade de se revelarem e de</p><p>comprometerem a comparecer regularmente às sessões.</p><p>b) A terapia em grupo faz uso de ingredientes terapêuticos que existem na</p><p>terapia individual, mas que foram adaptados ao processo grupal.</p><p>c) Foi particularmente após a reforma psiquiátrica, que o tratamento em grupo</p><p>teve um grande desenvolvimento.</p><p>d) Diferentemente como ocorre em um sistema familiar, no grupo terapêutico</p><p>não existe uma distribuição complementária de papéis e posições.</p><p>e) Grupos com enfoque cognitivo-comportamental têm objetivos claros e são</p><p>estruturados à semelhança das sessões da terapia individual.</p><p>A alternativa A está incorreta. A motivação é o desejo e a disposição consciente de fazer</p><p>mudanças na vida. O paciente motivado busca espontaneamente o tratamento, e não por</p><p>imposição de outras pessoas, reconhecendo sua responsabilidade, e não só a do terapeuta,</p><p>no desfecho da psicoterapia.</p><p>A alternativa B está incorreta. A maioria das terapias grupais provém da adaptação das</p><p>técnicas utilizadas previamente no formato individual (como por exemplo, a TCC em grupo),</p><p>porém, nem todos os modelos de psicoterapia seguem essa regra.</p><p>A alternativa C está incorreta. Na verdade, foi durante a Segunda Guerra Mundial, período</p><p>em que os problemas psiquiátricos eram avassaladores e as equipes hospitalares eram</p><p>limitadas, que o tratamento em grupo teve grande desenvolvimento.</p><p>A alternativa D está incorreta. Segundo Cordioli & Grevet (2019), em grupo, os participantes</p><p>reproduzem os papéis que ocupam no dia a dia de suas relações, formando um campo</p><p>grupal dinâmico, no qual gravitam fantasias, ansiedades, mecanismos de defensa e</p><p>fenômenos resistenciais e transferenciais.</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar</p><p>Aula 04</p><p>EBSERH (Psicólogo - Psicologia Hospitalar) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>84</p><p>A alternativa E está correta. A TCC em grupo é uma psicoterapia com foco no presente e</p><p>com metas definidas. Como a maioria das terapias grupais, a TCC em grupo provém da</p><p>adaptação das técnicas primeiramente utilizadas no formato individual. Na TCC em grupo,</p><p>são utilizadas técnicas de reestruturação cognitiva, exposições para enfrentamento de</p><p>estímulos temidos (p. ex., exposição in vivo, interoceptiva), exercícios para realizar em casa,</p><p>treino de respiração e relaxamento muscular.</p><p>Gabarito: E.</p><p>41. (IBFC – 2022 – EBSERH) Pichon Rivière foi o idealizador dos grupos</p><p>_________________, que se caracterizam pela realização de atendimentos</p><p>psicológicos em grupos, voltados para a realização de tarefas objetivas, num modo</p><p>de intervenção, organização e resolução dos problemas grupais. Assinale a</p><p>alternativa que preencha corretamente a lacuna.</p><p>a) de convivência</p><p>b) de psicodrama</p><p>c) informativos</p><p>d)</p><p>operativos</p><p>e) de sala de espera</p><p>Comentários: Para Pichon-Rivière o grupo operativo é constituído de pessoas reunidas</p><p>com um objetivo comum, chamado de "grupo centrado na tarefa que tem por finalidade</p><p>aprender a pensar em termos de resolução das dificuldades criadas e manifestadas no</p><p>campo grupal".</p><p>Gabarito: D</p><p>42. (Instituto AOCP – 2015 – EBSERH) Objetivando o trabalho institucional, cabe ao</p><p>psicólogo detectar os pontos de urgência a serem trabalhados a partir de técnicas</p><p>grupais, pontuando que, em todos os grupos, há “um tipo de relação que é,</p><p>paradoxalmente, uma não relação, no sentido de uma não-individuação, que se</p><p>impõe como matriz ou como estrutura básica de todo o grupo”. A essa forma de</p><p>relação grupal denominamos</p><p>a) sociabilidade sincrética.</p><p>b) sociabilidade por interação.</p><p>c) sociabilidade amistosa.</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar</p><p>Aula 04</p><p>EBSERH (Psicólogo - Psicologia Hospitalar) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>85</p><p>d) grupos operativos.</p><p>e) grupos de autoajuda.</p><p>Comentários: O conceito de sociabilidade sincrética, quando utilizado como expressão</p><p>dos aspectos transubjetivos, permite o conhecimento dos processos psíquicos não só dos</p><p>participantes do grupo como também do seu grupo de pertença. Objetivando o trabalho</p><p>institucional, cabe ao psicólogo detectar os pontos de urgência a serem trabalhados a partir</p><p>de técnicas grupais, pontuando que, em todos os grupos, há "um tipo de relação que é,</p><p>paradoxalmente, uma não relação, no sentido de uma não-individuação, que se impõe</p><p>como matriz ou como estrutura básica de todo o grupo" (Bleger, 1984, p.102). A essa forma</p><p>de relação grupal, o autor denominou sociabilidade sincrética, em contraponto à</p><p>sociabilidade por interação, na qual os indivíduos se relacionam de uma forma através da</p><p>qual há maiores recursos para se promover relações de complementaridade e de aceitação</p><p>das diferenças. Quanto mais um grupo assuma a condição de uma organização, tanto mais</p><p>sua finalidade será a de existir por si próprio, deixando de lado os objetivos pelos quais se</p><p>originou. Esse fenômeno é considerado, por Bleger (2001), uma lei geral das organizações:</p><p>"Em todas elas, os objetivos explícitos para os quais foram criadas correm sempre o risco</p><p>de passar a um segundo plano, passando ao primeiro plano a perpetuação da organização</p><p>como tal"</p><p>Gabarito: A</p><p>43. (CEBRASPE – 2018 – EBSERH) Julgue o item subsequente, com relação aos cuidados</p><p>e procedimentos reconhecidos como necessários ao planejamento e programação</p><p>de serviços grupais para assistência a portadores de transtornos mentais.</p><p>Durante as atividades de um grupo vivencial, a realidade, o sofrimento e as necessidades</p><p>dos participantes são vivenciados e, com essa experiência, os componentes do grupo</p><p>aprendem a pedir aquilo de que necessitam, a tratar conflitos, respeitar o outro e lidar com</p><p>o próprio sofrimento com a colaboração de pares que vivem e expressam dificuldades</p><p>diversas.</p><p>Comentários: "Os grupos de Apoio da ABRAZ estão divididos em dois que são</p><p>os Informativos e de Apoio Social e Emocional. Nos Grupos Informativos, as informações</p><p>acerca da doença de Alzheimer são passadas aos cuidadores familiares ou não através de</p><p>palestras conferidas por convidados especialistas e pelo coordenador do grupo de apoio.</p><p>Abordam informações sobre a doença em si, os tratamentos, cuidados necessários a esse</p><p>idoso com demência, entre outros, sendo que o cuidador pode também participar de</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar</p><p>Aula 04</p><p>EBSERH (Psicólogo - Psicologia Hospitalar) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>86</p><p>forma ativa da palestra, contando suas experiências e frustrações, com a finalidade de</p><p>envolver os participantes do debate com o tema em questão que é a doença de Alzheimer</p><p>e contribuir também com o palestrante (ABRAZ, 2015)."</p><p>Gabarito: Certo.</p><p>44. (CEBRASPE – 2018 – EBSERH) Julgue o item subsequente, com relação aos cuidados</p><p>e procedimentos reconhecidos como necessários ao planejamento e programação</p><p>de serviços grupais para assistência a portadores de transtornos mentais.</p><p>Cada grupo deve ser prioritariamente focado em uma condição clínica específica como, por</p><p>exemplo, grupos formados exclusivamente por portadores de esquizofrenia ou de</p><p>depressão.</p><p>Comentários: O grupo pode, mas não necessariamente DEVE ser formado por uma mesma</p><p>demanda, pois há casos que comprometeriam o resultado e desenvolvimento dos</p><p>indivíduos, o que poderia ocorrer, por exemplo, em certos grupos de depressão. Um grupo</p><p>formado por pessoas com diferentes diagnósticos pode proporcionar uma maior troca de</p><p>experiências e crescimento dentro do grupo. Cada um aprende novas vivências e é possível</p><p>refletir acerca de questões que, antes, poderiam ficar limitadas a um diagnóstico específico.</p><p>Gabarito: Errado.</p><p>Fim de aula! Aguardo a sua presença em nosso próximo encontro!</p><p>Um abraço,</p><p>Prof. Thayse Duarte</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar</p><p>Aula 04</p><p>EBSERH (Psicólogo - Psicologia Hospitalar) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>87</p><p>LISTA DE QUESTÕES</p><p>1. (IBFC – 2022 – EBSERH) Assinale a alternativa que apresenta os autores que são</p><p>reconhecidos por terem desenvolvido a proposta da Análise Institucional.</p><p>a) Moreno e Lourau</p><p>b) Lapassade e Lewin</p><p>c) Lourau e Lapassade</p><p>d) Lewin e Moreno</p><p>e) Lewin e Lourau</p><p>Comentários: A Análise Institucional foi protagonizada por René Lourau e Georges</p><p>Lapassade a partir da década de 60.</p><p>Gabarito: C</p><p>2. (FUNDATEC – 2023 – Pref. Dom Pedro/RS) René Lourau (1933-2000), um dos</p><p>fundadores da teoria da Análise Institucional (AI), dedicou grande parte de sua</p><p>carreira ao estudo e desenvolvimento da AI, que tem influenciado diversas áreas</p><p>do conhecimento, incluindo a Psicologia. Tal teoria propõe uma reflexão crítica</p><p>sobre as instituições e as práticas sociais que sustentam e reproduzem a ordem</p><p>estabelecida, buscando identificar as relações de poder que permeiam essas</p><p>práticas e criar espaços para a transformação institucional. Analise as assertivas a</p><p>respeito do conceito de analisador na teoria da AI, assinalando V, se verdadeiras,</p><p>ou F, se falsas.</p><p>( ) É uma ferramenta que permite observar uma prática social a partir de diferentes</p><p>perspectivas. Por exemplo, um analisador pode ser usado para identificar relações de poder</p><p>invisíveis em uma organização, permitindo que sejam criados espaços para novas formas de</p><p>organização e ação coletiva.</p><p>( ) O conceito de analisador refere-se a uma técnica para analisar as práticas institucionais e</p><p>identificar as relações de poder de um grupo em uma situação ou, ainda, em uma</p><p>organização ou instituição.</p><p>( ) Analisador é entendido como a relação que os sujeitos estabelecem com a instituição em</p><p>que estão inseridos. Em outras palavras, refere-se às formas pelas quais os indivíduos se</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar</p><p>Aula 04</p><p>EBSERH (Psicólogo - Psicologia Hospitalar) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>88</p><p>envolvem emocionalmente, cognitivamente e/ou socialmente com as normas, valores,</p><p>regras e práticas institucionais, tanto de maneira consciente quanto inconsciente.</p><p>( ) Analisador diz respeito à capacidade de articulação entre diversos elementos, sujeitos e</p><p>práticas dentro de uma instituição. As instituições são compostas por múltiplos elementos</p><p>que se interconectam e interagem, como as normas, os valores, as relações de poder, os</p><p>processos de produção e as relações sociais.</p><p>A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:</p><p>a) V – V – V – V.</p><p>b) V – F – F – V.</p><p>c) V – V – F – F.</p><p>d) F – F – V – V.</p><p>e) F – V – V – F.</p><p>Comentários: A Análise Institucional (AI) é uma abordagem teórica e</p><p>prática que se</p><p>originou da Psicologia Social e da Sociologia, com contribuições de outras áreas</p><p>como Filosofia e Antropologia. Seu objetivo é compreender as instituições sociais (como</p><p>escolas, hospitais, empresas, organizações governamentais, entre outras) e os processos</p><p>de transformação e mudança que ocorrem dentro delas. A base dessa abordagem é o</p><p>pressuposto de que as instituições são construídas socialmente e carregam valores,</p><p>normas, práticas e discursos que moldam as relações e comportamentos dos indivíduos que</p><p>nelas atuam. Essas instituições podem ser fontes de poder, controle, resistência e</p><p>reprodução de desigualdades.</p><p>A AI busca questionar e transformar essas instituições, promovendo maior participação e</p><p>protagonismo dos sujeitos envolvidos, bem como a democratização das relações de</p><p>poder. Ela adota uma postura crítica e reflexiva, buscando desconstruir hierarquias e</p><p>estruturas de dominação presentes nas instituições. Para isso, utiliza diferentes ferramentas</p><p>e técnicas de investigação, como entrevistas, observação participante, análise documental</p><p>e grupos de discussão, a fim de compreender os processos institucionais e identificar pontos</p><p>de intervenção.</p><p>É relevante destacar que a Análise Institucional não é um método rígido, mas sim</p><p>uma abordagem teórico-prática que permite adaptação e criação de estratégias conforme</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar</p><p>Aula 04</p><p>EBSERH (Psicólogo - Psicologia Hospitalar) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>89</p><p>o contexto e os objetivos de transformação institucional. Ela tem sido aplicada em diversos</p><p>campos, como saúde, educação, trabalho social, assistência social e justiça. Em resumo, a</p><p>Análise Institucional visa analisar e transformar as instituições sociais, promovendo a</p><p>participação, a democratização e a desconstrução de práticas hierárquicas e opressivas, com</p><p>o objetivo de construir relações mais igualitárias e emancipatórias.</p><p>Sobre o conceito de analisador, temos as seguintes definições:</p><p>Hess afirma que “por analisador se entenderá então uma situação que efetua (de maneira</p><p>implícita) a análise” (HESS, 1979: 179)</p><p>“O papel do analisador parece consistir em trazer à luz certas situações e levar o conjunto</p><p>do grupo a não poder safar-se demasiado facilmente de sua verdade” (GUATTARI, apud</p><p>LAPASSADE, 1971: 71).</p><p>Gabarito: C</p><p>3. (INSTITUTO AOCP – 2016 – EBSERH) A Teoria das Relações Humanas ganhou</p><p>força após a quebra da bolsa de Nova Iorque em 1929, gerando um novo olhar</p><p>ao homem trabalhador. De acordo com essa teoria, assinale a alternativa correta.</p><p>a) O homem que era visto como “social” passou a ser visto como “econômico” para</p><p>que a crise fosse superada de maneira mais rápida, trazendo benefícios à população.</p><p>b) Com o advento da teoria das relações humanas, uma nova concepção passou a</p><p>dominar o ambiente administrativo, sendo que a motivação, liderança e comunicação</p><p>não faziam parte dessa nova concepção, por já estarem anteriormente inseridas no</p><p>contexto de trabalho.</p><p>c) A teoria das relações humanas também está inserida no contexto hospitalar, já que</p><p>o hospital deixou de ser visto como uma organização para tratar o corpo biológico e</p><p>passou a ser entendido como espaço de construção de relações entre as pessoas</p><p>que interagem o tempo todo, resgatando a importância da discussão do que é</p><p>humano no campo da saúde e da necessidade de fazer parte de toda ação</p><p>desenvolvida nessa área.</p><p>d) Com essa nova visão de homem, seu comportamento precisou por algum momento,</p><p>ser entendido como passivo na tentativa de reorganização do sistema.</p><p>e) O nível de produção não tem relação com integração social.</p><p>Comentários:</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar</p><p>Aula 04</p><p>EBSERH (Psicólogo - Psicologia Hospitalar) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>90</p><p>Letra A: Errada. Pelo contrário: a concepção do homem social começou a se fortalecer.</p><p>Letra B: Errada. Motivação, liderança e comunicação não estavam inseridas no contexto de</p><p>trabalho anteriormente.</p><p>Letra C: Certa. Exatamente. A visão ampla de ser humano biopsicossocial é fortalecida</p><p>com as relações humanas.</p><p>Letra D: Errada. As inovações trazidas pela Teoria das Relações Humanas buscaram uma</p><p>nova abordagem para a recuperação das empresas, com ênfase na preocupação com o</p><p>bem-estar humano. Isso incluiu a participação dos funcionários nas decisões da empresa</p><p>(comportamento ativo).</p><p>Letra E: Errada. Vimos que, na experiência de Hawthorne, o nível de produção é</p><p>determinado pela expectativa do grupo, pelos benefícios cedidos pela organização, como</p><p>intervalos de descanso e refeições durante esses e sábado livre. Os trabalhadores</p><p>esperavam ser reconhecidos, compreendidos e aceitos e produziam mais quando estavam</p><p>entre seu grupo informal.</p><p>Gabarito: C</p><p>4. (CEBRASPE – 2018 – EBSERH) Julgue o item seguinte, acerca das relações</p><p>humanas e do trabalho do psicólogo no âmbito interdisciplinar.</p><p>Visões compartilhadas são frutos de interações de visões individuais.</p><p>Comentários: Segundo Senge (2006) o surgimento de visões verdadeiramente</p><p>compartilhadas é um processo demorado. As visões compartilhadas evoluem como</p><p>subproduto de interações de visões individuais. A experiência sugere que essas visões</p><p>genuinamente compartilhadas exigem conversas constantes nas quais os indivíduos não só</p><p>se sentem livres para expressar seus sonhos, como também aprendem a ouvir os sonhos</p><p>uns dos outros. Como resultado deste processo, surgem novos insights sobre o que é</p><p>possível.</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar</p><p>Aula 04</p><p>EBSERH (Psicólogo - Psicologia Hospitalar) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>91</p><p>Gabarito: Certo.</p><p>5. (FGV - MPE-SP – 2023) A Nota Técnica 11/2019 do Ministério da Saúde, publicada</p><p>em 04/02, trouxe mudanças na Política de Álcool e outras Drogas e passou a</p><p>incluir as comunidades terapêuticas e os hospitais psiquiátricos na Rede de</p><p>Atenção Psicossocial do SUS.</p><p>Essas mudanças foram consideradas por muitos especialistas como um retrocesso em</p><p>relação à política de saúde mental até então vigente em função:</p><p>A) do foco no cuidado em rede, com base territorial e respeito à liberdade e singularidade</p><p>dos usuários.</p><p>B) das práticas de atenção desenvolvidas nos hospitais psiquiátricos, orientadas pela lógica</p><p>da redução de danos e centralidade nos usuários.</p><p>C) do retorno à lógica manicomial, com a prática de internação prolongada, isolamento e o</p><p>forte componente religioso que orienta as ações das comunidades terapêuticas.</p><p>D) da elaboração do projeto terapêutico singular, institucional e educacional, incentivando</p><p>a autonomia e participação das pessoas que se encontram na condição de internos.</p><p>E) do incentivo ao uso das drogas lícitas, que não têm potencial de causar danos, e da</p><p>abstinência do uso das drogas ilícitas, por seu potencial de causar dependência.</p><p>COMENTÁRIOS:</p><p>A) errada. Essas características não fazem parte da essência da nota técnica, como o próprio</p><p>enunciado traz.</p><p>B) errada. As práticas desenvolvidas não são de redução de danos, mas sim foco na</p><p>abstinência.</p><p>C) certa. O retorno dos hospitais psiquiátricos como parte da rede igualmente equiparado</p><p>aos CAPS foi um retrocesso para as lutas manicomiais, que ocorrem no BRASIL desde a</p><p>segunda metade da década de 70. Lembrando que as comunidades terapêuticas são de</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar</p><p>Aula 04</p><p>EBSERH (Psicólogo - Psicologia Hospitalar) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>92</p><p>ordem do setor privado sem fins lucrativos e o que se encontra na prática são</p><p>posicionamentos religiosos como orientações para os tratamentos.</p><p>D) errada. Essa nota técnica não incentiva a autonomia do sujeito e a exploração dos PTS.</p><p>E) errada.</p><p>A nota técnica não incentiva o uso de drogas ilícitas.</p><p>6. (IBFC-EBSERH-2022) Trata-se de uma estratégia que compõe um dos eixos</p><p>norteadores da política de saúde mental para o tratamento da dependência</p><p>química na perspectiva da lógica ampliada, em que se busca o resgate do usuário</p><p>em seu papel autorregulado, através da realização de um plano traçado com o</p><p>usuário, de estratégias que estão voltadas para a defesa de sua vida, aumentando</p><p>seu grau de liberdade e de corresponsabilidade no tratamento, sem que haja a</p><p>exigência imediata e automática da abstinência. Tal estratégia é conhecida como</p><p>__________. Assinale a alternativa que preencha corretamente a lacuna.</p><p>A) referência</p><p>B) internação compulsória</p><p>C) redução de danos</p><p>D) matriciamento</p><p>E) contratransferência</p><p>COMENTÁRIOS:</p><p>A) errada. Referência é o nome dado ao momento que a atenção básica encaminha,</p><p>referência o paciente a outro nível de complexidade.</p><p>B) errada. Internação compulsória é uma modalidade encontrada na lei 10.2016 exigida</p><p>pelo juiz. Além disso, não está de acordo com o enunciado de aumento de liberdade.</p><p>C) correta. A política de redução de danos segundo o Ministério da saúde: “é uma estratégia</p><p>de saúde pública que busca controlar possíveis consequências adversas ao consumo de</p><p>psicoativos - lícitos ou ilícitos - sem, necessariamente, interromper esse uso, e buscando</p><p>inclusão social e cidadania para usuários”.</p><p>D) errada. Matriciamento ou apoio matricial é um novo modo de produzir saúde em que</p><p>duas ou mais equipes, num processo de construção compartilhada criam uma proposta de</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar</p><p>Aula 04</p><p>EBSERH (Psicólogo - Psicologia Hospitalar) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>93</p><p>intervenção pedagógico-terapêutica. Não está necessariamente ligada e estratégias de</p><p>saúde mental para o tratamento de dependências químicas.</p><p>E) contratransferência: é um conceito psicanalítico que envolve as emoções do analista no</p><p>decorrer do processo terapêutico.</p><p>7. (IBFC- EBSERH- 2022) De acordo com a Política Nacional de Saúde Mental</p><p>estabelecida após a Reforma Psiquiátrica, o dispositivo preferencial para tratar um</p><p>paciente que faz uso abusivo e prejudicial de álcool, caracterizado como uma</p><p>situação de dependência, deve ser o/a _______. Assinale a alternativa que</p><p>preencha corretamente a lacuna.</p><p>A) Enfermaria de Hospital Dia</p><p>B) Centro de Atenção Psicossocial (CAPS)</p><p>C) Enfermaria de Hospital Geral</p><p>D) Unidade de Desintoxicação</p><p>E) Enfermaria de Hospital Psiquiátrico</p><p>COMENTÁRIOS:</p><p>A) errada. PORTARIA Nº 44, DE 10 DE JANEIRO DE 2001. “Definir como Regime de</p><p>Hospital Dia a assistência intermediária entre a internação e o atendimento ambulatorial,</p><p>para realização de procedimentos clínicos, cirúrgicos, diagnósticos e terapêuticos, que</p><p>requeiram a permanência do paciente na Unidade por um período máximo de 12 horas”.</p><p>Não seria o melhor equipamento para tratar uma pessoa que faz abuso de substâncias.</p><p>B) certa.</p><p>C) errada. Essa proposta é para situações de urgência ou crise instalada, ou seja, de caráter</p><p>excepcional e não preferencial para a realização do tratamento.</p><p>D) errada. Essas unidades costumam ter caráter privado "clínicas de reabilitação", que não</p><p>fazem parte da rede como proposta preferencial.</p><p>E) errada. A enfermaria de hospital psiquiátrico não é uma estratégia prioritária NA ÓTICA</p><p>DA REFORMA PSIQUIÁTRICA.</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar</p><p>Aula 04</p><p>EBSERH (Psicólogo - Psicologia Hospitalar) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>94</p><p>8. (IBFC- Prefeitura de Cuiabá- 2023) Leia a seguir o trecho extraído de Leal (1994):</p><p>“...O movimento Basaglia, que eu aprecio, e estou de acordo ..., é um movimento que</p><p>ao meu ver não se ocupa do mundo interno do paciente...” sobre o movimento Basaglia</p><p>referido no trecho acima pela psiquiatra brasileira Nise da Silveira, assinale a alternativa</p><p>correta.</p><p>A) O movimento Basaglia citado, refere-se à cidade de Basaglia, no Sul da Itália, onde</p><p>manicômios deixaram de existir a partir de 1980.</p><p>B) O movimento Basaglia citado, refere-se ao manicômio italiano onde mais de 200</p><p>pacientes morreram após um incêndio.</p><p>C) O movimento Basaglia citado, refere-se a proposta de ampliação da rede de manicômios</p><p>na Itália no fim do século XX.</p><p>D) O movimento Basaglia citado, refere-se a Franco Basaglia, Psiquiatra italiano que</p><p>dedicou a vida à luta antimanicomial, um dos responsáveis pelo encerramento dos hospitais</p><p>psiquiátricos italianos em 1978</p><p>COMENTÁRIOS:</p><p>A) errada. O movimento não se refere a uma cidade.</p><p>B) errada. Basaglia foi um grande nome da Reforma Psiquiátrica, não teria como ser o nome</p><p>de um hospital psiquiátrico.</p><p>C) errada. Basaglia foi um grande nome da Reforma Psiquiátrica, não teria como ser o nome</p><p>de uma ampliação de manicômios.</p><p>D) certa. 1978-2018: 40 anos da aprovação da lei 180 (Lei Basaglia), que decretou o</p><p>encerramento dos hospitais psiquiátricos italianos (com quase cem mil internados), principal</p><p>alvo da longa e incansável luta de Franco Basaglia, que dedicou a vida inteira ao combate</p><p>da violência das instituições totais (artigo: Franco Basaglia: biografia de um revolucionário)</p><p>9. (IBFC- Prefeitura de Cuiabá- 2023) Uma das principais diferenças entre a Portaria</p><p>nº 3.088, de dezembro de 2011, que institui a rede de atenção psicossocial para</p><p>pessoas com sofrimento ou transtorno mental e com necessidades decorrentes</p><p>do uso de crack, álcool e outras drogas no âmbito do SUS, para a Nota Técnica nº</p><p>11/2019- CGMAD / DAPES / SAS/MS, é em relação aos leitos de hospitais</p><p>psiquiátricos. Em relação a esses leitos, a Nota Técnica:</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar</p><p>Aula 04</p><p>EBSERH (Psicólogo - Psicologia Hospitalar) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>95</p><p>A) Considera alguns serviços em saúde mental como sendo substitutos de outros</p><p>B) Não fomenta o fechamento dos leitos de hospitais psiquiátricos</p><p>C) Orienta a diminuição gradativa dos leitos de hospitais psiquiátricos, já que prevê a</p><p>substituição do atendimento em regime fechado, para atendimentos ambulatoriais</p><p>D) Retira os hospitais psiquiátricos como sendo um serviço da Rede de Atenção Psicossocial</p><p>COMENTÁRIOS:</p><p>INTERESSANTÍSSIMO a banca trazer sobre a nota técnica que conversamos lá em cima.</p><p>Bora relembrar o que ela traz:</p><p>A) errada. A nota técnica desconsidera "serviços substitutivos", ela equipara todos os</p><p>equipamentos como sendo complementos um dos outros.</p><p>B) certa. Não tem proposta de fechar os leitos psiquiátricos, já que inseriu novamente os</p><p>hospitais psiquiátricos na rede.</p><p>C) errada. Não orienta sobre diminuição gradativa.</p><p>D) errada. É bem o contrário né? Acrescenta os hospitais psiquiátricos na rede.</p><p>10. (IBFC- Prefeitura de Cuiabá- 2023) A Nota Técnica nº 11/2019-</p><p>CGMAD/DAPES/SAS/MS apresenta definições gerais a respeito da nova</p><p>modalidade de Centro de Atenção Psicossocial (CAPS), chamado de CAPS AD IV.</p><p>Assinale a alternativa incorreta a respeito deste CAPS.</p><p>A) Deve funcionar 24 horas por dia, todos os dias da semana, inclusive aos fins de semana</p><p>e feriados</p><p>B) Deve funcionar de forma a prestar assistência às pessoas em cenas abertas de uso de</p><p>drogas, as chamadas “cracolândias”</p><p>C) Deve ser composto por uma equipe completa, incluindo psiquiatras e equipe de</p><p>enfermagem de plantão</p><p>D) A modalidade desse serviço deve atender somente pacientes adultos em emergências</p><p>psiquiátricas</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar</p><p>Aula 04</p><p>EBSERH (Psicólogo - Psicologia Hospitalar) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>96</p><p>Comentários: Para respondermos essa questão, vamos nos ater a este trecho da nota</p><p>técnica: "Para tanto, foi criada nova modalidade</p><p>de CAPS (IV AD) para funcionar 24 horas</p><p>nas regiões de cracolândias, com equipe completa, incluindo psiquiatras e equipe de</p><p>enfermagem de plantão. Tal modalidade de Serviço está programada para atender</p><p>pacientes em situações de emergência psiquiátrica, encaminhá-los para abordagens</p><p>terapêuticas em outros Serviços da Rede ou absorvê-los no próprio CAPS-AD”.</p><p>A) certa.</p><p>B) certa.</p><p>C) certa.</p><p>D) errada. Não se limita a adultos.</p><p>Os CAPS AD IV são Pontos de Atenção Especializada, que integram a</p><p>Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), e que se destinam a proporcionar atenção integral e</p><p>continuada às pessoas com quadro de dependência de substâncias psicoativas</p><p>(relacionadas aos consumos de álcool, crack e outras drogas). Devem funcionar 24 (vinte e</p><p>quatro) horas por dia, todos os dias da semana, inclusive aos fins de semana e feriados.</p><p>Visam o atendimento de adultos ou crianças e adolescentes, conjunta ou separadamente,</p><p>sendo que, tratando-se destes dois últimos grupos populacionais, seu atendimento deverá</p><p>adequar-se ao previsto no Estatuto da Criança e Adolescente. Estes novos Centros podem</p><p>ser de dois tipos: CAPS AD IV Novo ou CAPS AD IV Reestruturado, resultado, este último,</p><p>da adaptação de um CAPS AD pré-existente.</p><p>Poderão ser criados em todas as capitais estaduais, bem como nos Municípios com</p><p>população acima de 500.000 habitantes, devendo funcionar de forma a prestar assistência</p><p>às pessoas em cenas abertas de uso de drogas, as chamadas “cracolândias”. Sua</p><p>implementação deverá ocorrer conforme o previsto no Plano de Ação Regional ou</p><p>instrumento equivalente. Para funcionar 24 horas nas regiões de cracolândias, o CAPS AD</p><p>IV deverá contar necessariamente com equipe completa, incluindo psiquiatras e equipe de</p><p>enfermagem de plantão. Os demais profissionais de Saúde Mental, que juntamente com</p><p>psiquiatras e equipe de enfermagem que comporão o Serviço, trabalharão em turno diurno.</p><p>Tal modalidade de Serviço está programada para atender pacientes em situações de</p><p>emergência psiquiátrica, encaminhá-los para abordagens terapêuticas em outros Serviços</p><p>da Rede ou absorvê-los no próprio CAPSAD para tratamento de reabilitação psicossocial.</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar</p><p>Aula 04</p><p>EBSERH (Psicólogo - Psicologia Hospitalar) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>97</p><p>11. (IBFC- Prefeitura de Cuiabá- 2023) Os Consultórios na Rua são caracterizados</p><p>como uma estratégia de cuidados que busca atuar frente aos problemas e</p><p>necessidades de saúde da população em situação de rua. Em relação ao trabalho</p><p>das equipes de Consultório na Rua, analise as afirmativas a seguir e dê valores</p><p>Verdadeiro (V) ou Falso (F).</p><p>( ) Atua com a estratégia de busca ativa e cuidado aos usuários de álcool, crack e outras</p><p>drogas.</p><p>( ) São formados por equipes multiprofissionais e prestam atenção integral à saúde de uma</p><p>referida população em situação de rua in loco.</p><p>( ) Ofertam cuidados principalmente relacionados à saúde física desta população, não sendo</p><p>característica dessas equipes prestar cuidados em saúde mental.</p><p>( ) São equipes que atuam de forma fixa em um ponto da cidade, não caracterizando um</p><p>trabalho itinerante.</p><p>Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.</p><p>A) F - V - F - F</p><p>B) V - F - F - V</p><p>C) V - V - F - F</p><p>D) F - V - V - V</p><p>COMENTÁRIOS:</p><p>Gabarito correto é letra C) V-V-F-F</p><p>É busca ativa</p><p>É formado por equipe multi e atuação in loco</p><p>Ofertam cuidados integrais (mental e físico)</p><p>São equipes itinerantes e não fixas.</p><p>BORA ENTENDER CONSULTÓRIO DE RUA PELO MINISTÉRIO DA</p><p>SAÚDE:</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar</p><p>Aula 04</p><p>EBSERH (Psicólogo - Psicologia Hospitalar) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>98</p><p>A estratégia Consultório na Rua foi instituída pela Política Nacional de Atenção Básica, em</p><p>2011, e visa ampliar o acesso da população em situação de rua aos serviços de saúde,</p><p>ofertando, de maneira mais oportuna, atenção integral à saúde para esse grupo</p><p>populacional, o qual se encontra em condições de vulnerabilidade e com os vínculos</p><p>familiares interrompidos ou fragilizados. Chamamos de Consultório na Rua equipes</p><p>multiprofissionais que desenvolvem ações integrais de saúde frente às necessidades dessa</p><p>população. Elas devem realizar suas atividades de forma itinerante e, quando necessário,</p><p>desenvolver ações em parceria com as equipes das Unidades Básicas de Saúde do território.</p><p>Ressalta-se que a responsabilidade pela atenção à saúde da população em situação de rua</p><p>como de qualquer outro cidadão é de todo e qualquer profissional do Sistema Único de</p><p>Saúde, mesmo que ele não seja componente de uma equipe de Consultório na Rua (eCR).</p><p>Desta forma, em municípios ou áreas em que não haja eCR, a atenção deverá ser prestada</p><p>pelas demais modalidades de equipes da Atenção Básica. É importante destacar, ainda,</p><p>que o cuidado em saúde da população em situação de rua deverá incluir os profissionais de</p><p>Saúde Bucal e os Nasf do território onde essas pessoas estão concentradas. Os Consultórios</p><p>na Rua são formados por equipes multiprofissionais, podendo fazer parte delas as seguintes</p><p>profissões:</p><p>A: enfermeiro, psicólogo, assistente social ou terapeuta ocupacional;</p><p>B: agente social, técnico ou auxiliar de enfermagem, técnico em saúde bucal, cirurgião-</p><p>dentista, profissional/professor de educação física ou profissional com formação em arte e</p><p>educação.</p><p>Ação: No processo de trabalho, devem estar garantidas ações para o cuidado in loco (no</p><p>próprio local), a partir da abordagem ampliada dos problemas de saúde e sociais, bem</p><p>como ações compartilhadas e integradas às Unidades Básicas de Saúde (UBS). A depender</p><p>da necessidade do usuário, essas equipes também devem atuar junto aos Centros de</p><p>Atenção Psicossocial (CAPS), aos serviços de Urgência e Emergência e a outros pontos de</p><p>atenção da rede de saúde e intersetorial. Diante das especificidades dessa população, a</p><p>estratégia de redução de danos deverá ser transversal a todas as ações de saúde realizadas</p><p>pelas equipes. Todas as ações realizadas pelas eCR devem ser registradas no Sistema de</p><p>Informação em Saúde para Atenção Básica (Sisab), por meio da Estratégia e-SUS AB!</p><p>12. (IBFC- Prefeitura de Cuiabá- 2023) Em 2011 foi instituída a Rede de Atenção</p><p>Psicossocial (RAPS) no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Assinale a</p><p>alternativa incorreta em relação a RAPS.</p><p>A) Tem como finalidade a criação, ampliação e articulação de pontos de atenção à saúde</p><p>para pessoas com sofrimento ou transtorno mental</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar</p><p>Aula 04</p><p>EBSERH (Psicólogo - Psicologia Hospitalar) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>99</p><p>B) Atua diretamente junto a população com necessidades decorrentes do uso de crack,</p><p>álcool e outras drogas</p><p>C) Deve favorecer a reabilitação e a reinserção das pessoas atendidas na sociedade, por</p><p>meio do acesso ao trabalho, renda e moradia solidária</p><p>D) No desenvolvimento da lógica do cuidado para as pessoas atendidas, tem como eixo</p><p>central a construção do projeto terapêutico comum a todos os usuários</p><p>COMENTÁRIOS:</p><p>A) certa. Art. 1º Fica instituída a Rede de Atenção Psicossocial, cuja finalidade é a criação,</p><p>ampliação e articulação de pontos de atenção à saúde para pessoas com sofrimento ou</p><p>transtorno mental e com necessidades decorrentes do uso de crack, álcool e outras drogas,</p><p>no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).</p><p>B) certa. Art. 1º Fica instituída a Rede de Atenção Psicossocial, cuja finalidade é a criação,</p><p>ampliação e articulação de pontos de atenção à saúde para pessoas com sofrimento ou</p><p>transtorno mental e com necessidades decorrentes do uso de crack, álcool e outras drogas,</p><p>no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).</p><p>C) certa. Art. 4º São objetivos específicos da Rede de Atenção Psicossocial:</p><p>IV - promover a</p><p>reabilitação e a reinserção das pessoas com transtorno mental e com necessidades</p><p>decorrentes do uso de crack, álcool e outras drogas na sociedade, por meio do acesso ao</p><p>trabalho, renda e moradia solidária;</p><p>D) errada. PTS e não comum a todos. Lembram do Plano Terapêutico Singular/individual?</p><p>§ 3º O cuidado, no âmbito do Centro de Atenção Psicossocial, é desenvolvido por</p><p>intermédio de Projeto Terapêutico Individual, envolvendo em sua construção a equipe, o</p><p>usuário e sua família, e a ordenação do cuidado estará sob a responsabilidade do Centro</p><p>de Atenção Psicossocial ou da Atenção Básica, garantindo permanente processo de</p><p>cogestão e acompanhamento longitudinal do caso.</p><p>13. (IBFC- Prefeitura de Cuiabá- 2023) O Serviço Residencial Terapêutico no âmbito</p><p>do Sistema Único de Saúde é considerado uma estratégia de</p><p>desinstitucionalização de usuários dos serviços de saúde mental. Assinale a</p><p>alternativa que não corresponde a uma característica dos Serviços Residenciais</p><p>Terapêuticos.</p><p>A) Devem estar localizadas dentro dos limites de unidades hospitalares gerais ou</p><p>especializadas</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar</p><p>Aula 04</p><p>EBSERH (Psicólogo - Psicologia Hospitalar) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>100</p><p>B) São consideradas unidades de moradia inseridas na comunidade</p><p>C) Devem estar vinculadas à rede pública de serviços de saúde</p><p>D) Tem como caráter fundamental tornar-se um espaço que garanta o convívio social, a</p><p>reabilitação psicossocial e o resgate de cidadania do sujeito, promovendo os laços afetivos,</p><p>a reinserção no espaço territorial</p><p>COMENTÁRIOS:</p><p>A) errada. Segundo o MS: Não tem que estar nos limites do hospital. O Serviço Residencial</p><p>Terapêutico (SRT) – ou residência terapêutica ou simplesmente "moradia" – são casas</p><p>localizadas no espaço urbano, constituídas para responder às necessidades de moradia de</p><p>pessoas portadoras de transtornos mentais graves, institucionalizadas ou não.</p><p>B) certo. Segundo o MS: O processo de reabilitação psicossocial deve buscar de modo</p><p>especial a inserção do usuário na rede de serviços, organizações e relações sociais da</p><p>comunidade. Ou seja, a inserção em um SRT é o início de longo processo de reabilitação</p><p>que deverá buscar a progressiva inclusão social do morador.</p><p>C) certo. As residências terapêuticas deverão estar vinculadas aos CAPS (ou outro</p><p>dispositivo ambulatorial), mesmo configuradas como "outro serviço" na Ficha Cadastral de</p><p>Estabelecimento de Saúde (FCES) dos CAPS de referência.</p><p>D) certo. O processo de reabilitação psicossocial deve buscar de modo especial a inserção</p><p>do usuário na rede de serviços, organizações e relações sociais da comunidade. Ou seja, a</p><p>inserção em um SRT é o início de longo processo de reabilitação que deverá buscar a</p><p>progressiva inclusão social do morador.</p><p>Os Serviços Residenciais Terapêuticos, também</p><p>conhecidos como Residências Terapêuticas, são casas, locais de moradia, destinadas a</p><p>pessoas com transtornos mentais que permaneceram em longas internações psiquiátricas e</p><p>impossibilitadas de retornar às suas famílias de origem.</p><p>As Residências Terapêuticas foram instituídas pela Portaria/GM nº 106 de fevereiro de 2000</p><p>e são parte integrante da Política de Saúde Mental do Ministério da Saúde. Esses</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar</p><p>Aula 04</p><p>EBSERH (Psicólogo - Psicologia Hospitalar) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>101</p><p>dispositivos, inseridos no âmbito do Sistema Único de Saúde/SUS, são centrais no processo</p><p>de desinstitucionalização e reinserção social dos egressos dos hospitais psiquiátricos. Tais</p><p>casas são mantidas com recursos financeiros anteriormente destinados aos leitos</p><p>psiquiátricos. Assim, para cada morador de hospital psiquiátrico transferido para a</p><p>residência terapêutica, um igual número de leitos psiquiátricos deve ser descredenciado do</p><p>SUS e os recursos financeiros que os mantinham devem ser realocados para os fundos</p><p>financeiros do estado ou do município para fins de manutenção dos Serviços Residenciais</p><p>Terapêuticos.</p><p>O Programa De Volta para Casa: foi instituído pelo Presidente Lula, por meio da assinatura</p><p>da Lei Federal 10.708 de 31 de julho de 2003 e dispõe sobre a regulamentação do auxílio-</p><p>reabilitação psicossocial a pacientes que tenham permanecido em longas internações</p><p>psiquiátricas. O objetivo deste programa é contribuir efetivamente para o processo de</p><p>inserção social dessas pessoas, incentivando a organização de uma rede ampla e</p><p>diversificada de recursos assistenciais e de cuidados, facilitadora do convívio social, capaz</p><p>de assegurar o bem-estar global e estimular o exercício pleno de seus direitos civis, políticos</p><p>e de cidadania.</p><p>Além disso, o De Volta para Casa atende ao disposto na Lei 10.216 que determina que os</p><p>pacientes longamente internados ou para os quais se caracteriza a situação de grave</p><p>dependência institucional, sejam objeto de política específica de alta planejada e</p><p>reabilitação psicossocial assistida. Em parceria com a Caixa Econômica, o Programa de Volta</p><p>Para Casa (PVC) oferece auxílio à reabilitação psicossocial e é destinado às pessoas</p><p>acometidas por transtornos mentais, com histórico de internação de longa permanência, a</p><p>partir de dois anos ininterruptos, em hospitais psiquiátricos ou de custódia. O auxílio à</p><p>reabilitação atua para restituir o direito de morar e conviver em liberdade, bem como</p><p>promover a autonomia e o protagonismo de seus usuários.</p><p>Objetivo: O de Volta Para Casa pretende favorecer a ampliação da rede de relações fora da</p><p>unidade hospital, estimulando o bem-estar global, o exercício pleno dos direitos civis,</p><p>políticos e de cidadania dessas pessoas.</p><p>14. (IBFC- Prefeitura de Cuiabá- 2023) Um dos programas em saúde mental instituídos</p><p>a partir da luta antimanicomial foi o Programa de Volta para Casa. Em relação ao</p><p>programa, analise as afirmativas a seguir.</p><p>I. O benefício consiste no pagamento mensal de auxílio ao beneficiário ou seu</p><p>representante legal, se for o caso.</p><p>II. É destinado às pessoas acometidas por transtornos mentais, com histórico de</p><p>internação de curta permanência em hospitais psiquiátricos.</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar</p><p>Aula 04</p><p>EBSERH (Psicólogo - Psicologia Hospitalar) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>102</p><p>III. O auxílio à reabilitação atua para restituir o direito de morar e conviver em liberdade,</p><p>bem como promover a autonomia e o protagonismo de seus usuários.</p><p>Estão corretas as afirmativas:</p><p>A) III apenas</p><p>B) II e III apenas</p><p>C) I e III apenas</p><p>D) I e II apenas</p><p>COMENTÁRIOS:</p><p>I) exatamente como vimos acima sobre o programa.</p><p>II) longa duração e não curta.</p><p>III) exatamente o objetivo que vimos acima.</p><p>Letra C é a correta.</p><p>15. (IBFC- Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN – 2021) As atividades de</p><p>educação em saúde estimulam a prevenção de doenças, a promoção de saúde e</p><p>o engajamento da população em assuntos relacionados à saúde e qualidade de</p><p>vida. Sobre a educação em saúde, assinale a alternativa incorreta.</p><p>A) As práticas de educação em saúde envolvem os profissionais de saúde que valorizem a</p><p>prevenção e a promoção tanto quanto as práticas curativas.</p><p>B) As práticas de educação em saúde envolvem os gestores que apoiem os profissionais</p><p>diretamente ligados a área</p><p>C) As práticas de educação em saúde envolvem a população que necessita construir seus</p><p>conhecimentos e aumentar sua autonomia nos cuidados, individual e coletivamente</p><p>D) As práticas de educação em saúde envolvem as escolas e instituições de ensino do país,</p><p>que são os responsável pela disseminação da educação</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar</p><p>Aula 04</p><p>EBSERH (Psicólogo - Psicologia Hospitalar) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>103</p><p>COMENTÁRIOS:</p><p>A) certa. Como vimos acima à As práticas de educação em saúde envolvem três segmentos</p><p>de atores prioritários:</p><p>1- Os profissionais de saúde que valorizem a prevenção e a promoção tanto quanto as</p><p>práticas curativas;</p><p>B) certa. Exatamente o que vimos acima.</p><p>C) certa. Exatamente o que vimos acima.</p><p>D) errada. As escolas e instituições fazem parte, mas não são as RESPONSÁVEIS. A</p><p>educação em saúde, então, é prática privilegiada no campo das ciências da saúde, em</p><p>especial da saúde coletiva, uma vez que pode ser considerada no âmbito de práticas onde</p><p>se realizam ações em diferentes organizações e instituições por diversos agentes dentro e</p><p>fora do espaço convencionalmente reconhecido como setor saúde</p><p>16. (IBFC-SESACRE - Biólogo- 2019) Promoção da Saúde tem que ser viabilizada pela</p><p>Educação em Saúde, processo político de formação para a cidadania ativa, para</p><p>a ação transformadora da realidade social e busca da melhoria da qualidade de</p><p>vida. Sobre Educação em Saúde, assinale a alternativa correta.</p><p>A) O Estado e não o indivíduo é responsável sobre a saúde individual e coletiva</p><p>B) A Educação em Saúde prepara cada indivíduo para a tomada de decisões, para o controle</p><p>social e exigência de direito, atuando sobre os fatores determinantes e condicionantes da</p><p>sua saúde e qualidade de vida</p><p>C) O papel da educação não é fortalecer a ação individual e sim a ação coletiva</p><p>D) A Educação em Saúde não pode ser considerada um fator fundamental na geração de</p><p>mudanças políticas, econômicas e sociais, que são essenciais para que se alcance saúde</p><p>para todos</p><p>COMENTÁRIOS:</p><p>A) errada. O Estado é um dos responsáveis, mas não o único. É um dever social que os</p><p>profissionais da saúde têm de passar autonomia para os usuários de “cuidarem de si</p><p>mesmos”.</p><p>B) certo. Conceito excelente sobre educação em saúde.</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar</p><p>Aula 04</p><p>EBSERH (Psicólogo - Psicologia Hospitalar) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>104</p><p>C) errada. É papel da educação em saúde fortalecer ações no campo individual e coletivo.</p><p>D) errada. Ela pode ser considerada um fator fundamental, pois rompe com a ideia de</p><p>verticalidade e implementa a noção de que todos os saberes são bem-vindos e úteis para</p><p>a promoção de saúde e prevenção de doenças.</p><p>17. (IBFC - 2019 - SESACRE - Enfermeiro) Um dos fatores mais importantes na ação</p><p>educativa em saúde é o envolvimento de várias pessoas para a solução de</p><p>diversos problemas. Sobre a educação em saúde, assinale a alternativa correta.</p><p>A) O que motiva a participação, o ponto de partida, é a discussão coletiva dos problemas</p><p>B) O mapa do território pouco influencia no diagnóstico dos problemas na comunidade</p><p>C) não é preciso de pessoas com experiência em diversas áreas do conhecimento para atuar</p><p>em espaços de produção de saúde</p><p>D) não é preciso sensibilizar pessoas para mudar as práticas em saúde</p><p>COMENTÁRIOS:</p><p>A) certo. A educação em saúde envolve vários atores (gestão, usuários, profissionais da</p><p>saúde e etc.) que em conjunto vão pensar COLETIVAMENTE em mapear os territórios e agir</p><p>conforme as necessidades de maneira a respeitas os saberes de cada pessoa/local.</p><p>B) errada. A proposta da educação em saúde é pensar em conjunto com o território vivo,</p><p>ou seja, as pessoas, as instituições, as configurações e o seu mapeamento.</p><p>C) errada. É preciso pessoas de diferentes áreas do conhecimento para atuar nas áreas da</p><p>saúde e conseguir passar, de maneira não hierarquizada, os seus conhecimentos para serem</p><p>somados aos dos usuários.</p><p>D) errada. É importante a sensibilização de pessoas para que ocorrem mudanças nos hábitos</p><p>e práticas em saúde.</p><p>18. (IBFC - 2019 - SESACRE - Psicólogo) A educação em saúde tem vivenciado, no</p><p>último século, profundas mudanças, tanto no plano conceitual como no das</p><p>práticas dele decorrentes, fruto das transformações pelas quais passou a</p><p>humanidade em termos políticos, econômicos e sociais. Considere o conceito</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar</p><p>Aula 04</p><p>EBSERH (Psicólogo - Psicologia Hospitalar) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>105</p><p>holístico em educação em saúde, bem como o seu processo de evolução</p><p>conceitual, analise as afirmativas abaixo e dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F).</p><p>( ) É importante que os modelos de educação em saúde realize recomendações individuais,</p><p>centradas exclusivamente nas mudanças de comportamento do indivíduo.</p><p>( ) Os profissionais de saúde devem estabelecer vínculos e criar laços de corresponsabilidade</p><p>com os usuários que irão decidir o que é bom para si, de acordo com suas próprias crenças,</p><p>valores, expectativas e necessidades.</p><p>( ) No processo de educação em saúde é priorizado a relação assimétrica entre profissional</p><p>de saúde e paciente, orientado, exclusivamente, para a prevenção e o tratamento da</p><p>doença.</p><p>Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.</p><p>A) V, F, V</p><p>B) V, V, F</p><p>C) V, F, F</p><p>D) F, V, F</p><p>COMENTÁRIOS:</p><p>I) FALSO. Exclusivamente nas mudanças de comportamento dos indivíduos torna a questão</p><p>errada. A educação em saúde é um campo que abrange os indivíduos e a coletividade.</p><p>II) VERDADEIRO. O vínculo, respeito, comprometimento, horizontalização fazem com que</p><p>o cuidado se torne mais eficaz e autônomo. As crenças, valores, expectativas são do usuário</p><p>de acordo com o seu território e história de vida, não cabe ao profissional da saúde querer</p><p>romper com isso, mas sim mobilizar, sensibilizar e respeitar.</p><p>III) FALSO. É priorizado a relação assimétrica no sentido de horizontal, mas não foca</p><p>exclusivamente na prevenção de doenças.</p><p>Letra D</p><p>19. ( IBFC - 2022 - EBSERH - Pedagogo) Na Educação Permanente em Saúde (EPS) os</p><p>agentes que poderão compor os polos de atuação são os gestores estaduais e</p><p>municipais de saúde e de educação, os docentes; estudantes da educação</p><p>técnica, de graduação e de pós-graduação; trabalhadores de saúde; agentes</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar</p><p>Aula 04</p><p>EBSERH (Psicólogo - Psicologia Hospitalar) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>106</p><p>sociais e parceiros intersetoriais. A Educação Permanente em Saúde (EPS) é uma</p><p>concepção de trabalho no Sistema Único de Saúde (SUS) concebida como</p><p>_____________.</p><p>Assinale a alternativa que preencha corretamente a lacuna.</p><p>A) um conceito privilegiado pelas práticas de saúde, os saberes existentes, os valores</p><p>preestabelecidos e as estruturas de poder e organização, considerando o saber médico</p><p>exclusivamente</p><p>B) um conceito revolucionário que relaciona a gestão administrativa, serviço, docência e</p><p>saúde, contribuindo para o desenvolvimento profissional, a gestão setorial e o controle</p><p>social</p><p>C) um conceito administrativo, com a aprendizagem cotidiana e comprometida com os</p><p>coletivos. Os atores do cotidiano são os principais detentores da tomada de decisão sobre</p><p>acolher, respeitar, ouvir, cuidar e responder com elevada qualidade</p><p>D) um conceito pedagógico, fomento a aprendizagem cotidiana e comprometida com os</p><p>coletivos. Os protagonistas ordinários são os principais detentores da tomada de decisão</p><p>sobre acolher, respeitar, ouvir, cuidar e responder com elevada qualidade</p><p>E) um conceito administrativo que relaciona ensino, serviço, docência e saúde, contribuindo</p><p>para o desenvolvimento profissional, a gestão setorial e o controle social</p><p>COMENTÁRIO: Educação permanente – estratégia de reestruturação dos serviços, a partir</p><p>da análise dos determinantes sociais e econômicos, mas sobretudo de valores e conceitos</p><p>dos profissionais. Propõe transformar o profissional em sujeito, colocando-o no centro do</p><p>processo ensino-aprendizagem (BRASIL, 2007).</p><p>CONCEITO MAIS AMPLO DA CARTILHA: A EPS é uma estratégia político-pedagógica que</p><p>toma como objeto os</p><p>problemas e necessidades emanadas do processo de trabalho em</p><p>saúde e incorpora o ensino, a atenção à saúde, a gestão do sistema e a participação e</p><p>controle social no cotidiano do trabalho com vistas à produção de mudanças neste</p><p>contexto. Objetiva, assim, a qualificação e aperfeiçoamento do processo de trabalho em</p><p>vários níveis do sistema, orientando-se para a melhoria do acesso, qualidade e humanização</p><p>na prestação de serviços e para o fortalecimento dos processos de gestão político-</p><p>institucional do SUS, no âmbito federal, estadual e municipal.</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar</p><p>Aula 04</p><p>EBSERH (Psicólogo - Psicologia Hospitalar) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>107</p><p>Lembrando que: A educação continuada contempla as atividades que</p><p>possui período definido para execução e utiliza, em sua maior parte, os pressupostos da</p><p>metodologia de ensino tradicional, como exemplo as ofertas formais nos níveis de pós-</p><p>graduação. Relaciona-se ainda às atividades educacionais que visam promover a aquisição</p><p>sequencial e acumulativa de informações técnico-científicas pelo trabalhador, por meio de</p><p>práticas de escolarização de caráter mais formal, bem como de experiências no campo da</p><p>atuação profissional, no âmbito institucional ou até mesmo externo a ele (Brasil, 2012).</p><p>Logo: a alternativa correta é a letra D</p><p>20. (IBFC - 2019 - SESACRE - Psicólogo) Leia a sentença abaixo:</p><p>“As práticas de educação em saúde envolvem três segmentos de atores prioritários:</p><p>_____, que valorizem a prevenção e a promoção tanto quanto as práticas curativas; _____</p><p>que apoiam e incentivam essas ações; e _____, que necessita construir seus</p><p>conhecimentos e aumentar sua autonomia nos cuidados, individual e coletivamente”</p><p>(FALKENBERG, M. F. et al. 2014).</p><p>Assinale a alternativa que preencha correta e respectivamente as lacunas.</p><p>A) os usuários do serviço de saúde / as políticas de saúde/ a população</p><p>B) A equipe de saúde / os gestores/ os usuários</p><p>C) os profissionais de saúde / os gestores / a população</p><p>D) os usuários do serviço / a população/ os profissionais de saúde.</p><p>COMENTÁRIOS: Questão muito interessante!! Falamos sobre esses três atores lá em cima.</p><p>Questão correta: letra C</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar</p><p>Aula 04</p><p>EBSERH (Psicólogo - Psicologia Hospitalar) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>108</p><p>A letra B pode trazer dúvidas, mas precisamos pensar em educação em</p><p>saúde PARA A POPULAÇÃO e não apenas para os usuários que estão se beneficiando do</p><p>serviço de saúde.</p><p>21. (IBFC - 2019 - Prefeitura de Cabo de Santo Agostinho - PE - Fisioterapeuta) A</p><p>prática educativa em saúde é um compromisso e desafio que o Sistema Único de</p><p>Saúde (SUS) apresenta em seu contexto. Busca desenvolver a capacidade</p><p>individual e coletiva dos profissionais, visando a melhora da qualidade de vida e</p><p>saúde da comunidade assistida pelo serviço. Neste contexto, analise as</p><p>afirmativas abaixo.</p><p>I. A Educação Permanente em Saúde (EPS) é pressuposto da aprendizagem significativa e</p><p>problematizadora, na qual, propõe estratégias capazes de criar uma construção coletiva</p><p>norteando caminhos para a relação dialógica e horizontal.</p><p>II. A Educação Permanente em Saúde (EPS) tornou-se importante meio de trabalho para as</p><p>equipes multidisciplinares, por integrar a interdisciplinaridade a partir de ações</p><p>integralizadoras e humanizadas.</p><p>III. Com a Educação Permanente em Saúde (EPS), fica como compromisso para as Equipes</p><p>da Saúde da Família participar das ações da EPS de forma coletiva e contextualizadora,</p><p>atuando de forma não verticalizada e programática na doença.</p><p>Assinale a alternativa correta.</p><p>A) apenas a afirmativa I está correta</p><p>B) apenas a afirmativa II está correta</p><p>C) apenas a afirmativa III está correta</p><p>D) as afirmativas I, II e III estão corretas</p><p>COMENTÁRIOS: Não há erro em nenhuma alternativa, todas as três trazem conceitos</p><p>importantes e perspectivas interessantes de serem lembradas para a prova. Questão boa</p><p>para pegar as definições que a própria banca usa sobre educação em saúde.</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar</p><p>Aula 04</p><p>EBSERH (Psicólogo - Psicologia Hospitalar) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>109</p><p>Alternativa correta é a letra D</p><p>22. (IBFC - 2019 - Prefeitura de Candeias - BA - Psicólogo) No que tange o processo</p><p>de monitoramento e avaliação de programas de saúde, analise as afirmativas a</p><p>seguir e assinale a alternativa correta.</p><p>I. O monitoramento em saúde é um acompanhamento periódico, não sistematizado,</p><p>de indicadores de saúde, visando à obtenção de informações em tempo pertinente</p><p>para subsidiar a tomada de decisões e redução de problemas.</p><p>II. Diferente do processo de monitoramento, a avaliação requer maior rigor no uso de</p><p>procedimentos metodológicos na busca de evidências, com credibilidade para fazer</p><p>o julgamento adequado sobre a intervenção adotada.</p><p>III. Na gestão em saúde é fundamental que os processos de monitoramento e avaliação</p><p>estejam intimamente vinculados ao planejamento em saúde, uma vez que estes</p><p>representam a espinha dorsal da gestão.</p><p>IV. Devido à complexidade dos processos de monitoramento e avaliação dos programas</p><p>de saúde, é necessário contar com áreas técnicas como apoiadores desse processo,</p><p>de maneira descentralizada e participativa.</p><p>A) I, II, III e IV estão corretas</p><p>B) apenas as afirmativas I e IV estão corretas</p><p>C) apenas as afirmativas II, III e IV estão corretas</p><p>D) apenas as afirmativas II e III estão corretas</p><p>COMENTÁRIOS:</p><p>Alternativa correta é a letra C</p><p>I) FALSO. O monitoramento é contínuo de forma sistematizada. “O monitoramento é um</p><p>processo sistemático e contínuo que, produzindo informações sintéticas e em tempo eficaz,</p><p>permite a rápida avaliação situacional e a intervenção oportuna que confirma ou corrige as</p><p>ações monitoradas”.</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar</p><p>Aula 04</p><p>EBSERH (Psicólogo - Psicologia Hospitalar) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>110</p><p>Pegue sempre as afirmativas corretas e entenda os conceitos utilizados</p><p>pela banca!!!</p><p>23. (IBFC - 2019 - Prefeitura de Candeias - BA - Psicólogo) “Os indicadores de saúde</p><p>representam uma das principais ferramentas para os processos de monitoramento</p><p>de avaliação. São medidas-síntese que contêm informação relevante sobre</p><p>determinados atributos e dimensões do estado de saúde, bem como do</p><p>desempenho do sistema de saúde. Vistos em conjunto, devem refletir a situação</p><p>sanitária de uma população e servir para a vigilância das condições de saúde</p><p>(BRASIL, 2012)”. Sobre aos indicadores de saúde, assinale a alternativa incorreta.</p><p>A) A qualidade dos dados dos indicadores de morbidade pode ficar comprometida devido</p><p>à diversidade de suas fontes, como exemplos, sistemas de vigilância, registros hospitalares</p><p>e ambulatoriais</p><p>B) A incidência é um indicador fundamental para analisar a ocorrência de novos eventos na</p><p>população e seus fatores associados; e a prevalência é fundamental para planejar e</p><p>organizar os serviços de saúde</p><p>C) A taxa de mortalidade materna é calculada pelo número de óbitos maternos por causas</p><p>e afecções relacionadas à gravidez, parto e puerpério, até 42 dias após a gravidez, dividido</p><p>pelo número de mulheres grávidas na população residente no ano considerado</p><p>D) Os indicadores de mortalidade representam uma fonte fundamental de informação</p><p>demográfica, geográfica e de causa de morte. Estes dados são usados para quantificar os</p><p>problemas de saúde e determinar ou monitorar prioridades e metas em saúde</p><p>COMENTÁRIOS:</p><p>A ALTERNATIVA FALSA É A LETRA C</p><p>Não é assim que se calcula a taxa de mortalidade, mas sim: nº de óbitos/ nº de nascidos</p><p>vivos x 100.000. Definição de termos utilizados no indicador Óbito</p><p>Materno: “Morte de uma</p><p>mulher durante a gestação ou dentro de um período de 42 dias após o término da gestação,</p><p>independentemente da duração ou da localização da gravidez, devida a qualquer causa</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar</p><p>Aula 04</p><p>EBSERH (Psicólogo - Psicologia Hospitalar) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>111</p><p>relacionada com ou agravada pela gravidez ou por medidas em relação a ela, porém não</p><p>devida às causas acidentais ou incidentais” (OMS,1997).</p><p>É o tipo de questão que a gente faz por eliminação. O enunciado pede</p><p>pela alternativa falsa, e sabemos algumas coisas sobre monitoramento e avaliação:</p><p>1- Os indicadores podem ser diversos, é assim nos sistemas de saúde, pois isso facilita a</p><p>identificação e planejamento da ação.</p><p>2- Diferença entre incidência e prevalência: incidência é uma medida da ocorrência de</p><p>novos casos durante um período especificado em uma população em risco de ter a doença.</p><p>Enquanto a prevalência se refere a casos novos e casos existentes da doença.</p><p>3- Os indicadores servem para que possam ser feitas análises de quantificação do problema</p><p>e planejar as prioridades e monitora-las.</p><p>24. O Sistema de Planejamento, Monitoramento e Avaliação das Ações em Saúde</p><p>(Sisplam) constitui o início de um trabalho que busca institucionalizar o processo</p><p>de planejamento estratégico, cujo primeiro passo foi a estruturação e</p><p>implementação de um sistema de planejamento, monitoramento e avaliação das</p><p>ações do Ministério da Saúde, baseado em instrumentos específicos. São três os</p><p>módulos que compõem o Sisplam, a saber:</p><p>A) programação, monitoramento e avaliação.</p><p>B) avaliação, planejamento e monitoramento.</p><p>C) planejamento, fiscalização e avaliação.</p><p>D) orçamento, programação e ação.</p><p>E) orçamento, programação e avaliação.</p><p>COMENTÁRIOS:</p><p>Alternativa correta é a letra A</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar</p><p>Aula 04</p><p>EBSERH (Psicólogo - Psicologia Hospitalar) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>112</p><p>A fase de Programação: é um detalhamento do plano gerencial do programa e das suas</p><p>ações que foram PLANEJADAS, envolvendo indicadores, metas, tarefas e recursos</p><p>orçamentários.</p><p>A fase de Monitoramento: após a conclusão da fase de programação, os programas, as</p><p>ações e as tarefas são enviadas para a fase de monitoramento para que a sua execução seja</p><p>acompanhada.</p><p>A fase de Avaliação: após o encerramento do exercício, programas e ações serão avaliados</p><p>de forma integrada quanto aos objetivos definidos, aos indicadores e às metas</p><p>programadas.</p><p>25. (SELECON - 2023 - IF-RJ - Nutricionista) Em observância aos princípios do Sistema</p><p>Único de Saúde, no âmbito da Política Nacional de Alimentação e Nutrição, avaliar</p><p>e monitorar as metas nacionais de alimentação e nutrição para o setor saúde, de</p><p>acordo com a situação epidemiológica e nutricional e as especificidades</p><p>regionais, é responsabilidade institucional:</p><p>A) do Distrito Federal</p><p>B) do Ministério da Saúde</p><p>C) das secretarias regionais de saúde</p><p>D) das secretarias estaduais de saúde</p><p>E) das secretarias municipais de saúde</p><p>COMENTÁRIOS:</p><p>Alternativa correta é a letra B.</p><p>Falou de plano nacional à Ministério da saúde</p><p>Falou em plano estadual à Secretarias de saúde</p><p>Falou em plano municipal à Secretarias municipais de saúde</p><p>26. (Prefeitura de Piedade - SP) Conforme o Artigo 14 da Portaria GM 3.088/11 Para</p><p>operacionalização da Rede de Atenção Psicossocial cabe:</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar</p><p>Aula 04</p><p>EBSERH (Psicólogo - Psicologia Hospitalar) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>113</p><p>I - À União, por intermédio do Ministério da Saúde, o apoio à implementação,</p><p>financiamento, monitoramento e avaliação da Rede de Atenção Psicossocial em todo</p><p>território nacional;</p><p>II - Ao Estado, por meio da Secretaria Estadual de Saúde, apoio à implementação,</p><p>coordenação do Grupo Condutor Estadual da Rede de Atenção Psicossocial, financiamento,</p><p>contratualização com os pontos de atenção à saúde sob sua gestão, monitoramento e</p><p>avaliação da Rede de Atenção Psicossocial no território estadual de forma regionalizada; e</p><p>III - ao Município, por meio do Conselho Estadual de Saúde, implementação, coordenação</p><p>do Grupo Condutor Municipal da Rede de Atenção Psicossocial, financiamento,</p><p>contratualização com os pontos de atenção à saúde sob sua gestão, monitoramento e</p><p>avaliação da Rede De Atenção Psicossocial no território municipal.</p><p>A) apenas as afirmativas I e II estão corretas.</p><p>B) apenas as afirmativas I e III estão corretas.</p><p>C) apenas as afirmativas II e III estão corretas.</p><p>D) Todas as afirmativas estão corretas.</p><p>COMENTÁRIOS:</p><p>Alternativa correta é a letra A</p><p>III) Falsa. Por meio do conselho municipal de saúde.</p><p>27. (Instituto Consulplan - 2019 - Prefeitura de Suzano - SP - Fisioterapeuta) “Órgão</p><p>responsável por formular, normatizar, fiscalizar, monitorar e avaliar políticas e</p><p>ações em articulação com o Conselho Nacional de Saúde.” A afirmativa se refere</p><p>a:</p><p>A) Ministério da Saúde.</p><p>B) Conselho de Saúde.</p><p>C) Secretaria Estadual de Saúde (SES).</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar</p><p>Aula 04</p><p>EBSERH (Psicólogo - Psicologia Hospitalar) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>114</p><p>D) Secretaria Municipal de Saúde (SMS).</p><p>COMENTÁRIOS:</p><p>O Ministério da Saúde é o gestor nacional do SUS, formula, normatiza, fiscaliza, monitora</p><p>e avalia políticas e ações, em articulação com o Conselho Nacional de Saúde. Atua no</p><p>âmbito da Comissão Intergestores Tripartite (CIT) para pactuar o Plano Nacional de Saúde.</p><p>Integram sua estrutura: Fiocruz, Funasa, Anvisa, ANS, Hemobrás, Inca, Into e oito hospitais</p><p>federais.</p><p>Gabarito: A</p><p>28. Com relação à avaliação de programas e de políticas sociais na área de saúde,</p><p>julgue o item que se segue.</p><p>(CESPE - 2010 - MPU - Analista de Saúde - Serviço Social) Diferentemente do</p><p>monitoramento, essa avaliação pontual corresponde ao acompanhamento sistemático</p><p>de determinados serviços em execução.</p><p>COMENTÁRIO: Errada. Trocou os conceitos. A avaliação é finalística, após ter ocorrido</p><p>todo o monitoramento. O monitoramento é sistemático ao longo da execução.</p><p>29. (FCC – 2019 – TJ/MS) Na Psicologia Social, as contribuições de Kurt Lewin foram</p><p>sobre</p><p>a) teoria de campo e dinâmica de grupos.</p><p>b) construcionismo social e educacional.</p><p>c) interacionismo e aprendizagem social.</p><p>d) aprendizagem vicária e modelação.</p><p>e) conceitos de ação social e racionalização.</p><p>Comentários: Como vimos, Lewin elaborou a Teoria de Campo, que se baseia em duas</p><p>suposições fundamentais:</p><p>1) o comportamento humano é derivado da totalidade de fatos coexistentes;</p><p>2) esses fatos coexistentes têm o caráter de um campo dinâmico, no qual cada parte</p><p>do campo depende de uma inter-relação com as demais outras partes.</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar</p><p>Aula 04</p><p>EBSERH (Psicólogo - Psicologia Hospitalar) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>115</p><p>O comportamento humano não depende somente do passado, ou do futuro, mas do campo</p><p>dinâmico atual e presente. Esse campo dinâmico é "o espaço de vida que contém a pessoa</p><p>e o seu ambiente psicológico”.</p><p>ü Campo grupal: O comportamento no grupo é resultado da inter-relação entre os</p><p>indivíduos formando um campo relacional que ocorre no presente e de forma</p><p>dinâmica, chamado de “espaço de vida”.</p><p>ü Dinâmica de grupos (Lewin): Estuda as relações entre teoria e prática. Propõe que</p><p>para compreender os fenômenos do grupo o observador participe dele.</p><p>Letra B: Errada. O construcionismo social tem como base os pensamentos de Marx, Weber,</p><p>Escola de Frankfurt, entre outros.</p><p>Letra C: Errada. O</p><p>conceito de aprendizagem social foi desenvolvido por Bandura.</p><p>Letra D: Errada. Os conceitos de aprendizagem vicária e modelação também eram utilizados</p><p>por Bandura.</p><p>Letra E: Errada. Lewin deu contribuições à Pesquisa-Ação. Contudo, o conceito de</p><p>racionalização é típico de alguns autores da psicanálise.</p><p>Gabarito: A</p><p>30. (Instituto Excelência – 2019 – CRIS/SP) Base teórica de Kurt Lewin em que um</p><p>conjunto de realidades físicas e psicológicas são analisadas em mútua</p><p>interdependência:</p><p>a) Teoria de campo.</p><p>b) Teoria do espaço vital.</p><p>c) Teoria geral do Estado.</p><p>d) Nenhuma das alternativas.</p><p>Comentários: Lewin usou o conceito físico de “campo de forças” em sua teoria para explicar</p><p>os fatores ambientais que influenciam o comportamento humano. Assim, “campo” é um</p><p>espaço subjetivo, próprio, que envolve nossos sentimentos e nossa percepção da realidade,</p><p>e conta com alguns limites, estabelecidos principalmente pelas características físicas e</p><p>sociais do ambiente. A teoria de campo, então, é fundamentada em duas suposições:</p><p>1) o comportamento humano é derivado da totalidade de fatos coexistentes;</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar</p><p>Aula 04</p><p>EBSERH (Psicólogo - Psicologia Hospitalar) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>116</p><p>2) esses fatos coexistentes têm o caráter de um campo dinâmico, no qual cada parte</p><p>do campo depende de uma inter-relação com as demais outras partes.</p><p>O comportamento humano não depende somente do passado, ou do futuro, mas do campo</p><p>dinâmico atual e presente. Esse campo dinâmico é “o espaço de vida que contém a pessoa</p><p>e o seu ambiente psicológico”. Resumindo, na Teoria de Campo, as realidades físicas e</p><p>psicológicas são analisadas em mútua interdependência. Ou seja, o ser humano irá se</p><p>comportar em resposta à totalidade dos fatos, que são coexistentes e têm o caráter de um</p><p>campo dinâmico.</p><p>Gabarito: A</p><p>31. (IMPARH – 2020 – IJF) Para Lewin, os atos do indivíduo não podem ser explicados</p><p>sobre a base de uma psicodinâmica do indivíduo, mas devem ser explicados sobre</p><p>a base da natureza das forças sociais, o campo, ao qual está exposto (Kaplan &</p><p>Sadock, 1983, p. 4). Sobre a Teoria de Campo de Lewin, considere as afirmativas</p><p>a seguir.</p><p>I. Para Lewin, o comportamento do indivíduo não pode ser explicado a partir da</p><p>psicodinâmica do indivíduo, mas deve ser explicado sobre a base da natureza das forças</p><p>sociais, o campo, ao qual ele está exposto.</p><p>II. O espaço vital psicológico é compreendido como a totalidade de fatos que determinam</p><p>o comportamento de um indivíduo em um certo momento.</p><p>III. Lewin, influenciado pela teoria psicanalítica de Freud, defendeu que o comportamento</p><p>de um indivíduo é mais bem explicado pela sua história de vida infantil do que pelo</p><p>ambiente em que ele vive no presente.</p><p>É correto o que se afirma em:</p><p>a) I, apenas.</p><p>b) III, apenas.</p><p>c) I e II, apenas.</p><p>d) I, II e III.</p><p>Comentários: Vamos analisar os itens:</p><p>I – Certo. Assertiva de acordo com o que vimos até agora. Também está referenciada no</p><p>texto de Kaplan e Sadock citado por Boris no artigo "Elementos para uma história da</p><p>psicoterapia de grupo":</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar</p><p>Aula 04</p><p>EBSERH (Psicólogo - Psicologia Hospitalar) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>117</p><p>"A tendência na psicoterapia de grupo foi estudar o indivíduo dentro do grupo. Embora</p><p>tentativas tenham sido feitas de examinar como o grupo como uma totalidade funcionava,</p><p>o grupo era, como o colocava Freud, simplesmente uma coleção de indivíduos reunidos</p><p>juntos para um objetivo particular. Foi o movimento da psicologia social, encabeçado por</p><p>homens como Kurt Lewin, que viu o grupo como diferente qualitativamente da simples</p><p>soma de suas partes. De acordo com Lewin, o grupo é uma entidade em seu próprio direito,</p><p>com qualidades particulares e únicas que são diferentes dos indivíduos dos quais é</p><p>composto (...) Para Lewin, os atos do indivíduo não podem ser explicados sobre a base de</p><p>uma psicodinâmica do indivíduo, mas devem ser explicados sobre a base da natureza das</p><p>forças sociais, o campo, ao qual está exposto."</p><p>II – Certo. Assertiva de acordo com Lewin. Veja um trecho do livro "Psicologias" de Bock:</p><p>“O principal conceito de Lewin é</p><p>o do espaço vital, que ele define como a totalidade dos fatos que determinam o</p><p>comportamento do indivíduo num certo momento”.</p><p>III – Errado. Lewin não enfatiza a história infantil. Veja um trecho do artigo "A concepção de</p><p>envelhecimento com base na teoria de campo de Kurt Lewin e a dinâmica de grupos" de</p><p>Beleza e Soares:</p><p>"Na década de trinta, Kurt Lewin referia-se ao peso da motivação para o comportamento</p><p>social. Para melhor demonstrar sua importância para o desencadeamento de certos</p><p>comportamentos, Lewin criou a teoria de campo fundamentada em duas suposições: 1) O</p><p>ser humano comporta-se em resposta à totalidade de fatos coexistentes; e 2) Os fatos</p><p>coexistentes resultam no campo dinâmico onde cada um de seus componentes é</p><p>interdependente. Para o mesmo, o comportamento humano não depende somente do</p><p>passado, ou do futuro, mas do campo dinâmico atual e presente. Esse campo dinâmico é</p><p>“o espaço de vida que contém a pessoa e o seu ambiente psicológico”."</p><p>"A concepção de envelhecimento com base na teoria de campo de Kurt Lewin e a dinâmica</p><p>de grupos" (Beleza e Soares).</p><p>Somente I e II são corretas.</p><p>Gabarito: C</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar</p><p>Aula 04</p><p>EBSERH (Psicólogo - Psicologia Hospitalar) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>118</p><p>32. (IMPARH – 2020 – IJF) Para Bion, ao se descobrir a dinâmica subjacente de um</p><p>grupo de trabalho e falar sobre ela a fim da superação das dificuldades do grupo,</p><p>assegura-se a possibilidade de se minimizar os riscos de estagnação, frustrações</p><p>e conflitos inúteis. Segundo Bion, o grupo de trabalho tem uma dinâmica</p><p>relacional na qual prevalecem processos:</p><p>a) irracionais e inconscientes.</p><p>b) de pressupostos básicos.</p><p>c) racionais e conscientes.</p><p>d) de nível primário e inconscientes.</p><p>Comentários: "Fernández (2006) escreve que, segundo Bion, o comportamento de um</p><p>grupo se desenvolve em dois níveis: o nível da tarefa comum, o qual é racional e</p><p>consciente e corresponde ao que Bion chama de grupo de trabalho, e o nível das emoções</p><p>comuns, que corresponde a uma circulac ̧ão emocional e fantasmática inconsciente de</p><p>estados afetivos, o que ele chamou de pressupostos básicos.</p><p>Para Bion, o comportamento grupal desejável, satisfatório, seria o comportamento de um</p><p>'grupo de trabalho', no qual os sujeitos apresentariam um posicionamento mais maduro em</p><p>relação à tarefa do grupo e ao seu próprio papel, na dinâmica grupal (Fernándéz, 2006).</p><p>Quanto a noção de pressupostos básicos, entendo que Bion a cria na tentativa de explicar</p><p>o porque� de o grupo agir e se vincular de determinada maneira, correspondendo a</p><p>processos mais primitivos de funcionamento, do ponto de vista mental, imaturos;</p><p>representando, assim, a paralisação do grupo."</p><p>Gabarito: C</p><p>33. (CESGRANRIO – 2024 – UNEMAT) A partir da Psicologia Social crítica, do final do</p><p>século XX, os processos grupais passam a ser compreendidos como projetos, um</p><p>eterno “vir a ser”, constituídos em uma tensão entre serialidade e totalidade</p><p>(Lapassade, 1982). Há uma ameaça constante de dissolução do grupo e de volta</p><p>à serialidade, em que cada integrante assume e afirma sua individualidade, sendo</p><p>mais um na presença dos demais. Ao mesmo tempo, há uma busca pela</p><p>totalidade, em que cada um dos integrantes participa com os demais, introjeta-</p><p>os e dá sentido à relação estabelecida, afirmando-se e assumindo a totalidade do</p><p>grupo. Nesse sentido, a metodologia dos grupos operativos de Enrique Pichon- -</p><p>Riviere contribuiu para o trabalho de grupos, explicitando seus modos de</p><p>entanto,</p><p>quando superamos essas barreiras, laços profundos de afeto se formam entre as pessoas,</p><p>tanto na família quanto fora dela. É notável como a interação humana pode transcender as</p><p>diferenças de idade e nos conectar em uma teia de experiências compartilhadas.</p><p>A capacidade de adaptação ao meio e a habilidade de se relacionar com os outros</p><p>são características essenciais que podem moldar a personalidade. Cícero, com sua</p><p>eloquência e influência, introduziu os romanos às principais escolas da filosofia grega e</p><p>deixou um legado duradouro na cultura europeia. Afinal, a sabedoria e a compreensão</p><p>mútua transcendem as gerações e permanecem relevantes ao longo do tempo.</p><p>Basicamente, há dois tipos de relação humana:</p><p>INTERPESSOAL</p><p>Interação das pessoas em</p><p>eventos, com a família,</p><p>escola, trabaljo e etc.</p><p>INTRAPESSOAL</p><p>Interação da</p><p>pessoa consigo</p><p>mesma.</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar</p><p>Aula 04</p><p>EBSERH (Psicólogo - Psicologia Hospitalar) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>10</p><p>1 – Teoria das Relações Humanas</p><p>A Teoria das Relações Humanas, também conhecida como Escola das Relações</p><p>Humanas, reúne as teorias sobre o comportamento humano no ambiente de trabalho, com</p><p>o objetivo de orientar os estudos da Administração. Essas teorias ganharam destaque na</p><p>década de 1920, durante a Grande Depressão causada pela quebra da bolsa de valores de</p><p>Nova Iorque em 1929.</p><p>Entre 1927 e 1932, a Hawthorne, uma empresa de fabricação de equipamentos e</p><p>componentes telefônicos da Western Electric Company, contratou uma equipe de</p><p>cientistas sociais para observar o comportamento dos funcionários. O foco era entender a</p><p>relação entre a iluminação e a eficiência dos operários, medida pela produção.</p><p>O médico especializado em psicopatologia George Elton Mayo e seu assistente, o</p><p>engenheiro Fritz J. Roethlisberger, lideraram essa pesquisa. Mayo é considerado o “pai”</p><p>das Relações Humanas.</p><p>Experiência de Hawthorne</p><p>Em 1927, Elton Mayo coordenou uma experiência numa empresa de</p><p>equipamentos e componentes telefônicos, chamada Western Eletric</p><p>Company, onde percebeu que os trabalhadores eram conduzidos pela</p><p>fadiga, excesso de trabalho, acidentes no trabalho, rotatividade do pessoal,</p><p>causas da má condição do local de trabalho.</p><p>A experiência foi dividida em fases, a saber:</p><p>Na primeira fase, os pesquisadores observavam dois grupos de</p><p>trabalhadores que executavam o mesmo serviço, porém em iluminações</p><p>diferentes. Um grupo trabalhava sob iluminação constante enquanto outro</p><p>trabalhava sob iluminação variável. Perceberam que o fator psicológico</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar</p><p>Aula 04</p><p>EBSERH (Psicólogo - Psicologia Hospitalar) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>11</p><p>influenciava na produção, quando a iluminação aumentava produziam mais</p><p>e quando a iluminação diminuía produziam menos.</p><p>Na segunda fase, os pesquisadores mudaram o local de trabalho, a forma</p><p>de pagamento, estabeleceram pequenos intervalos de descanso e</p><p>distribuíam lanches leves nesses intervalos. Perceberam então que, os</p><p>trabalhadores apresentaram maior rendimento na produção, pois</p><p>trabalhavam satisfeitos.</p><p>Na terceira fase, os pesquisadores se preocuparam com as relações entre</p><p>funcionários e os entrevistaram para conhecer suas opiniões, pensamentos</p><p>e atitudes acerca de punições aplicadas pelos superiores e pagamentos,</p><p>descobriram uma espécie de organização informal dentro da organização</p><p>que se manifestava por padrões formados pelos próprios trabalhadores.</p><p>Na quarta fase, os pesquisadores analisaram a organização informal,</p><p>fizeram pagamentos de acordo com a produção do grupo e não mais</p><p>individualmente. Perceberam que os trabalhadores se tornaram mais</p><p>solidários.</p><p>Concluíram que: o nível de produção é determinado pela expectativa do</p><p>grupo, pelos benefícios cedidos pela organização, como intervalos de</p><p>descanso e refeições durante esses e sábado livre.</p><p>Os trabalhadores esperavam ser reconhecidos, compreendidos e aceitos</p><p>e produziam mais quando estavam entre seu grupo informal.</p><p>As inovações trazidas pela Teoria das Relações Humanas buscaram uma nova</p><p>abordagem para a recuperação das empresas, com ênfase na preocupação com o bem-</p><p>estar humano. Isso incluiu a participação dos funcionários nas decisões da empresa e uma</p><p>compreensão mais profunda dos aspectos afetivos no ambiente de trabalho, além de limites</p><p>para o controle burocrático.</p><p>As principais características da Teoria das Relações Humanas são:</p><p>1. Complexidade Humana: O ser humano não pode ser reduzido a um ser cujo</p><p>comportamento é simples e mecânico.</p><p>2. Dualidade Guiada: O homem é simultaneamente guiado pelo sistema social e pelas</p><p>demandas biológicas.</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar</p><p>Aula 04</p><p>EBSERH (Psicólogo - Psicologia Hospitalar) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>12</p><p>3. Necessidades Universais: Todos os homens possuem necessidades de segurança,</p><p>afeto, aprovação social, prestígio e autorrealização.</p><p>Essa abordagem resultou em maior envolvimento dos funcionários nas</p><p>decisões da empresa e na disponibilização de informações sobre o</p><p>local de trabalho. Além disso, houve uma melhor compreensão dos</p><p>aspectos ligados à afetividade humana no ambiente de trabalho e a</p><p>definição de limites para o controle burocrático e regulamentação social.</p><p>3. (INSTITUTO AOCP – 2016 – EBSERH) A Teoria das Relações Humanas ganhou força</p><p>após a quebra da bolsa de Nova Iorque em 1929, gerando um novo olhar ao homem</p><p>trabalhador. De acordo com essa teoria, assinale a alternativa correta.</p><p>a) O homem que era visto como “social” passou a ser visto como “econômico” para</p><p>que a crise fosse superada de maneira mais rápida, trazendo benefícios à população.</p><p>b) Com o advento da teoria das relações humanas, uma nova concepção passou a</p><p>dominar o ambiente administrativo, sendo que a motivação, liderança e comunicação</p><p>não faziam parte dessa nova concepção, por já estarem anteriormente inseridas no</p><p>contexto de trabalho.</p><p>c) A teoria das relações humanas também está inserida no contexto hospitalar, já que</p><p>o hospital deixou de ser visto como uma organização para tratar o corpo biológico e</p><p>passou a ser entendido como espaço de construção de relações entre as pessoas</p><p>que interagem o tempo todo, resgatando a importância da discussão do que é</p><p>humano no campo da saúde e da necessidade de fazer parte de toda ação</p><p>desenvolvida nessa área.</p><p>d) Com essa nova visão de homem, seu comportamento precisou por algum momento,</p><p>ser entendido como passivo na tentativa de reorganização do sistema.</p><p>e) O nível de produção não tem relação com integração social.</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar</p><p>Aula 04</p><p>EBSERH (Psicólogo - Psicologia Hospitalar) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>13</p><p>Comentários:</p><p>Letra A: Errada. Pelo contrário: a concepção do homem social começou a se fortalecer.</p><p>Letra B: Errada. Motivação, liderança e comunicação não estavam inseridas no contexto de</p><p>trabalho anteriormente.</p><p>Letra C: Certa. Exatamente. A visão ampla de ser humano biopsicossocial é fortalecida</p><p>com as relações humanas.</p><p>Letra D: Errada. As inovações trazidas pela Teoria das Relações Humanas buscaram uma</p><p>nova abordagem para a recuperação das empresas, com ênfase na preocupação com o</p><p>bem-estar humano. Isso incluiu a participação dos funcionários nas decisões da empresa</p><p>(comportamento ativo).</p><p>Letra E: Errada. Vimos que, na experiência de Hawthorne, o nível de produção é</p><p>determinado pela expectativa do grupo, pelos benefícios cedidos pela organização, como</p><p>intervalos de descanso e refeições durante esses e sábado livre. Os trabalhadores</p><p>esperavam ser reconhecidos, compreendidos e aceitos e produziam mais quando estavam</p><p>entre seu grupo informal.</p><p>funcionamento e permitindo que todos elaborem sobre a experiência</p><p>coletivamente.</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar</p><p>Aula 04</p><p>EBSERH (Psicólogo - Psicologia Hospitalar) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>119</p><p>O conceito que fundamenta o funcionamento dos grupos operativos é o de Esquemas</p><p>Conceituais Referenciais Operativos (ECROS), que é definido como</p><p>a) relações de aproximação e afastamento entre as redes de preferência e de rejeição,</p><p>nos grupos e na comunidade.</p><p>b) valores, crenças, medos e fantasias de cada um dos que estão em contato quando</p><p>se está agindo em grupo.</p><p>c) situação de forças no espaço vital, entendendo este como totalidade dos fatos que</p><p>determinam o comportamento de um indivíduo em um determinado momento.</p><p>d) a alteração da mente individual, um predomínio da emoção sobre a razão e um papel</p><p>central do inconsciente coletivo nas ações dos indivíduos que são totalmente</p><p>direcionados por meio da sugestão do líder e do contágio rápido.</p><p>e) a existência de um propósito comum, o reconhecimento comum dos limites de cada</p><p>membro, a distinção entre os subgrupos internos e a valorização dos membros</p><p>individualmente por suas contribuições ao grupo.</p><p>Comentários: Segundo Rivière, o grupo operativo, que é criado artificialmente com</p><p>indivíduos em situação semelhante, configura-se sobre a base de vínculos internalizados a</p><p>partir do grupo familiar, vínculos que se propagam pelos subsequentes grupos com os quais</p><p>o sujeito se relaciona. O autor parte da hipótese de que no grupo familiar um membro</p><p>assume o papel de porta-voz, o que o torna depositário de todas as angústias, ansiedades</p><p>e patologias que circulam no espaço em que vive. Desse modo, o porta-voz passa a</p><p>funcionar como paradigma para o comportamento do grupo familiar como um todo. Coisa</p><p>semelhante acontece no grupo operativo: nesse também surge um porta-voz que simboliza</p><p>os ideais do grupo e passa a servir como modelo aproximado para a conduta dos seus</p><p>membros em cada nova experiência com que se defrontam. Ele define ECRO como um</p><p>conjunto organizado de conceitos gerais, teóricos, referidos a um setor do real, a um</p><p>determinado universo de discurso, que permite uma aproximação instrumental ao objeto</p><p>particular (apud ADAMSOM, 2008, p. 01). De maneira mais clara, pode-se dizer</p><p>que ECRO é o conjunto de experiências, conhecimentos e afetos com os quais o sujeito</p><p>pensa/sente/age.</p><p>Gabarito: B</p><p>34. (UNIFASE – 2023 – UNIFASE/RJ) O trabalho de grupos em atenção primária é uma</p><p>alternativa para as práticas assistenciais. Estes espaços favorecem o</p><p>aprimoramento de todos os envolvidos, não apenas no aspecto pessoal como</p><p>também no profissional, por meio da valorização dos diversos saberes e da</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar</p><p>Aula 04</p><p>EBSERH (Psicólogo - Psicologia Hospitalar) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>120</p><p>possibilidade de intervir criativamente no processo de saúde-doença de cada</p><p>pessoa. (DIAS, SILVEIRA – 2009)</p><p>Considerando os papéis grupais, analise a definição a seguir e assinale a alternativa</p><p>correspondente: “é aquele que assume as ‘culpas’ do grupo. Assume o papel de</p><p>depositário dos conteúdos, percebidos como negativos, que provocam malestar no grupo,</p><p>medo, culpa e vergonha.”</p><p>a) O líder de mudança.</p><p>b) O líder de resistência.</p><p>c) O bode expiatório.</p><p>d) O porta-voz.</p><p>e) O silencioso.</p><p>Comentários: Pichon-Rivière, em sua abordagem sobre grupos, identificou</p><p>diferentes papéis que emergem nas dinâmicas grupais. Um desses papéis é o do “bode</p><p>expiatório”.</p><p>Bode expiatório: Este papel é assumido por alguém que se torna o depositário das</p><p>angústias, ansiedades e patologias percebidas como negativas no grupo. Essa pessoa é</p><p>responsabilizada por questões problemáticas e muitas vezes carrega o peso emocional do</p><p>grupo. O “bode expiatório” pode experimentar mal estar, medo, culpa e vergonha devido</p><p>a essa carga.</p><p>Gabarito: C</p><p>35. (IBADE – 2020) Quando um grupo se estabelece, uma série de fenômenos passa</p><p>a atuar sobre as pessoas individualmente e, consequentemente, sobre o grupo,</p><p>chama(m)-se:</p><p>a) dinâmica de grupo.</p><p>b) grupos operativos.</p><p>c) processo grupal.</p><p>d) vínculos.</p><p>e) pertença grupal.</p><p>Comentários: Os fenômenos que atuam sobre as pessoas e sobre o grupo são os</p><p>PROCESSOS GRUPAIS, dentre os quais podemos destacar (Alexandre, 2002):</p><p>ü COESÃO;</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar</p><p>Aula 04</p><p>EBSERH (Psicólogo - Psicologia Hospitalar) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>121</p><p>ü COOPERAÇÃO;</p><p>ü CONFLITO;</p><p>ü FORMAÇÃO DE NORMAS;</p><p>ü LIDERANÇA;</p><p>ü STATUS;</p><p>ü PAPEL SOCIAL.</p><p>Gabarito: C</p><p>36. (INSTITUTO AOCP – 2022 – Pref. Vitória/ES) Para intervenções em grupos</p><p>vivenciais, é importante a compreensão dos processos que ocorrem nessas</p><p>relações interpessoais. Assim, assinale a alternativa que apresenta os conceitos</p><p>que ocorrem nos processos grupais, ressaltados pela Psicologia Social.</p><p>a) Coesão, normas, liderança, tomada de decisão e identificação.</p><p>b) Objetivo individualizados, visão comum, foco no processo e participação integrada.</p><p>c) Expectativas comuns, influência grupal, processo decisório e comunicação.</p><p>d) Filiação, integração, comunicação formal e socialização.</p><p>Comentários: O processo grupal é um conjunto de fenômenos comuns aos grupos.</p><p>Podemos citar como principais: a coesão social, a liderança, as normas e a identificação</p><p>grupal.</p><p>Gabarito: A</p><p>37. (IBFC – 2022 – EBSERH) Pichon Rivière foi o idealizador dos grupos</p><p>_________________, que se caracterizam pela realização de atendimentos</p><p>psicológicos em grupos, voltados para a realização de tarefas objetivas, num</p><p>modo de intervenção, organização e resolução dos problemas grupais. Assinale a</p><p>alternativa que preencha corretamente a lacuna.</p><p>a) de convivência</p><p>b) de psicodrama</p><p>c) informativos</p><p>d) operativos</p><p>e) de sala de espera</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar</p><p>Aula 04</p><p>EBSERH (Psicólogo - Psicologia Hospitalar) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>122</p><p>Comentários: Para Pichon-Rivière o grupo operativo é constituído de pessoas reunidas</p><p>com um objetivo comum, chamado de "grupo centrado na tarefa que tem por finalidade</p><p>aprender a pensar em termos de resolução das dificuldades criadas e manifestadas no</p><p>campo grupal".</p><p>Gabarito: D</p><p>38. (CEBRASPE – 2018 – EBSERH) Julgue o item subsequente, com relação aos</p><p>cuidados e procedimentos reconhecidos como necessários ao planejamento e</p><p>programação de serviços grupais para assistência a portadores de transtornos</p><p>mentais.</p><p>Durante as atividades de um grupo vivencial, a realidade, o sofrimento e as necessidades</p><p>dos participantes são vivenciados e, com essa experiência, os componentes do grupo</p><p>aprendem a pedir aquilo de que necessitam, a tratar conflitos, respeitar o outro e lidar com</p><p>o próprio sofrimento com a colaboração de pares que vivem e expressam dificuldades</p><p>diversas.</p><p>Comentários: Veja a referêencia a seguir:</p><p>"Os grupos de Apoio da ABRAZ estão divididos em dois que são os Informativos e de Apoio</p><p>Social e Emocional. Nos Grupos Informativos, as informações acerca da doença de</p><p>Alzheimer são passadas aos cuidadores familiares ou não através de palestras conferidas</p><p>por convidados especialistas e pelo coordenador do grupo de apoio.</p><p>Abordam informações sobre a doença em si, os tratamentos, cuidados necessários a esse</p><p>idoso com demência, entre outros, sendo que o cuidador pode também participar de</p><p>forma ativa da palestra, contando suas experiências e frustrações, com a finalidade de</p><p>envolver os participantes do debate com o tema em questão que é a doença de Alzheimer</p><p>e contribuir também com o palestrante (ABRAZ, 2015)."</p><p>Gabarito: Certo.</p><p>39. (IBFC - Divinópolis – 2018) O atendimento psicológico em grupo tem</p><p>sido</p><p>comumente utilizado nos espaços de saúde por apresentar uma série de aspectos</p><p>positivos. A realização de atendimentos psicológicos em grupos, voltados para a</p><p>realização de tarefas objetivas, num modo de intervenção, organização e</p><p>resolução dos problemas grupais, que foi pela</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar</p><p>Aula 04</p><p>EBSERH (Psicólogo - Psicologia Hospitalar) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>123</p><p>primeira vez utilizada e começou a ser utilizada e sistematiza por Pichon-Rivière é</p><p>chamado de:</p><p>a) Grupo de sala de espera</p><p>b) Grupo de convivência</p><p>c) Grupo psicodramático</p><p>d) Grupo operativo</p><p>Comentários: Como você viu nesta aula, Pichon-Rivière propôs os grupos operativos. O</p><p>grupo psicodramático foi estudado por Moreno. Grupos de sala de espera são transitórios,</p><p>formados a partir da dinamicidade do ambiente no qual acontecem.</p><p>Gabarito: D</p><p>40. (UNESC – 2022 – PREF. LAGUNA) As psicoterapias de grupo surgiram a partir da</p><p>necessidade de estender a um número maior de pessoas as possibilidades de</p><p>atendimento psicoterápico. É CORRETO afirmar:</p><p>a) Candidatos à terapia de grupo não precisam de motivação ou envolvimento</p><p>emocional para participar, mas ter capacidade de se revelarem e de</p><p>comprometerem a comparecer regularmente às sessões.</p><p>b) A terapia em grupo faz uso de ingredientes terapêuticos que existem na</p><p>terapia individual, mas que foram adaptados ao processo grupal.</p><p>c) Foi particularmente após a reforma psiquiátrica, que o tratamento em grupo</p><p>teve um grande desenvolvimento.</p><p>d) Diferentemente como ocorre em um sistema familiar, no grupo terapêutico</p><p>não existe uma distribuição complementária de papéis e posições.</p><p>e) Grupos com enfoque cognitivo-comportamental têm objetivos claros e são</p><p>estruturados à semelhança das sessões da terapia individual.</p><p>A alternativa A está incorreta. A motivação é o desejo e a disposição consciente de fazer</p><p>mudanças na vida. O paciente motivado busca espontaneamente o tratamento, e não por</p><p>imposição de outras pessoas, reconhecendo sua responsabilidade, e não só a do terapeuta,</p><p>no desfecho da psicoterapia.</p><p>A alternativa B está incorreta. A maioria das terapias grupais provém da adaptação das</p><p>técnicas utilizadas previamente no formato individual (como por exemplo, a TCC em grupo),</p><p>porém, nem todos os modelos de psicoterapia seguem essa regra.</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar</p><p>Aula 04</p><p>EBSERH (Psicólogo - Psicologia Hospitalar) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>124</p><p>A alternativa C está incorreta. Na verdade, foi durante a Segunda Guerra Mundial, período</p><p>em que os problemas psiquiátricos eram avassaladores e as equipes hospitalares eram</p><p>limitadas, que o tratamento em grupo teve grande desenvolvimento.</p><p>A alternativa D está incorreta. Segundo Cordioli & Grevet (2019), em grupo, os participantes</p><p>reproduzem os papéis que ocupam no dia a dia de suas relações, formando um campo</p><p>grupal dinâmico, no qual gravitam fantasias, ansiedades, mecanismos de defensa e</p><p>fenômenos resistenciais e transferenciais.</p><p>A alternativa E está correta. A TCC em grupo é uma psicoterapia com foco no presente e</p><p>com metas definidas. Como a maioria das terapias grupais, a TCC em grupo provém da</p><p>adaptação das técnicas primeiramente utilizadas no formato individual. Na TCC em grupo,</p><p>são utilizadas técnicas de reestruturação cognitiva, exposições para enfrentamento de</p><p>estímulos temidos (p. ex., exposição in vivo, interoceptiva), exercícios para realizar em casa,</p><p>treino de respiração e relaxamento muscular.</p><p>Gabarito: E.</p><p>41. (IBFC – 2022 – EBSERH) Pichon Rivière foi o idealizador dos grupos</p><p>_________________, que se caracterizam pela realização de atendimentos</p><p>psicológicos em grupos, voltados para a realização de tarefas objetivas, num</p><p>modo de intervenção, organização e resolução dos problemas grupais. Assinale a</p><p>alternativa que preencha corretamente a lacuna.</p><p>a) de convivência</p><p>b) de psicodrama</p><p>c) informativos</p><p>d) operativos</p><p>e) de sala de espera</p><p>Comentários: Para Pichon-Rivière o grupo operativo é constituído de pessoas reunidas</p><p>com um objetivo comum, chamado de "grupo centrado na tarefa que tem por finalidade</p><p>aprender a pensar em termos de resolução das dificuldades criadas e manifestadas no</p><p>campo grupal".</p><p>Gabarito: D</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar</p><p>Aula 04</p><p>EBSERH (Psicólogo - Psicologia Hospitalar) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>125</p><p>42. (Instituto AOCP – 2015 – EBSERH) Objetivando o trabalho institucional, cabe ao</p><p>psicólogo detectar os pontos de urgência a serem trabalhados a partir de técnicas</p><p>grupais, pontuando que, em todos os grupos, há “um tipo de relação que é,</p><p>paradoxalmente, uma não relação, no sentido de uma não-individuação, que se</p><p>impõe como matriz ou como estrutura básica de todo o grupo”. A essa forma de</p><p>relação grupal denominamos</p><p>a) sociabilidade sincrética.</p><p>b) sociabilidade por interação.</p><p>c) sociabilidade amistosa.</p><p>d) grupos operativos.</p><p>e) grupos de autoajuda.</p><p>Comentários: O conceito de sociabilidade sincrética, quando utilizado como expressão</p><p>dos aspectos transubjetivos, permite o conhecimento dos processos psíquicos não só dos</p><p>participantes do grupo como também do seu grupo de pertença. Objetivando o trabalho</p><p>institucional, cabe ao psicólogo detectar os pontos de urgência a serem trabalhados a partir</p><p>de técnicas grupais, pontuando que, em todos os grupos, há "um tipo de relação que é,</p><p>paradoxalmente, uma não relação, no sentido de uma não-individuação, que se impõe</p><p>como matriz ou como estrutura básica de todo o grupo" (Bleger, 1984, p.102). A essa forma</p><p>de relação grupal, o autor denominou sociabilidade sincrética, em contraponto à</p><p>sociabilidade por interação, na qual os indivíduos se relacionam de uma forma através da</p><p>qual há maiores recursos para se promover relações de complementaridade e de aceitação</p><p>das diferenças. Quanto mais um grupo assuma a condição de uma organização, tanto mais</p><p>sua finalidade será a de existir por si próprio, deixando de lado os objetivos pelos quais se</p><p>originou. Esse fenômeno é considerado, por Bleger (2001), uma lei geral das organizações:</p><p>"Em todas elas, os objetivos explícitos para os quais foram criadas correm sempre o risco</p><p>de passar a um segundo plano, passando ao primeiro plano a perpetuação da organização</p><p>como tal"</p><p>Gabarito: A</p><p>43. (CEBRASPE – 2018 – EBSERH) Julgue o item subsequente, com relação aos</p><p>cuidados e procedimentos reconhecidos como necessários ao planejamento e</p><p>programação de serviços grupais para assistência a portadores de transtornos</p><p>mentais.</p><p>Durante as atividades de um grupo vivencial, a realidade, o sofrimento e as necessidades</p><p>dos participantes são vivenciados e, com essa experiência, os componentes do grupo</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar</p><p>Aula 04</p><p>EBSERH (Psicólogo - Psicologia Hospitalar) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>126</p><p>aprendem a pedir aquilo de que necessitam, a tratar conflitos, respeitar o outro e lidar com</p><p>o próprio sofrimento com a colaboração de pares que vivem e expressam dificuldades</p><p>diversas.</p><p>Comentários: "Os grupos de Apoio da ABRAZ estão divididos em dois que são</p><p>os Informativos e de Apoio Social e Emocional. Nos Grupos Informativos, as informações</p><p>acerca da doença de Alzheimer são passadas aos cuidadores familiares ou não através de</p><p>palestras conferidas por convidados especialistas e pelo coordenador do grupo de apoio.</p><p>Abordam informações sobre a doença em si, os tratamentos, cuidados necessários a esse</p><p>idoso com demência, entre outros, sendo que o cuidador pode também participar de</p><p>forma ativa da palestra, contando suas experiências e frustrações, com a finalidade de</p><p>envolver os participantes do debate com o tema em questão</p><p>que é a doença de Alzheimer</p><p>e contribuir também com o palestrante (ABRAZ, 2015)."</p><p>Gabarito: Certo.</p><p>44. (CEBRASPE – 2018 – EBSERH) Julgue o item subsequente, com relação aos</p><p>cuidados e procedimentos reconhecidos como necessários ao planejamento e</p><p>programação de serviços grupais para assistência a portadores de transtornos</p><p>mentais.</p><p>Cada grupo deve ser prioritariamente focado em uma condição clínica específica como, por</p><p>exemplo, grupos formados exclusivamente por portadores de esquizofrenia ou de</p><p>depressão.</p><p>Comentários: O grupo pode, mas não necessariamente DEVE ser formado por uma mesma</p><p>demanda, pois há casos que comprometeriam o resultado e desenvolvimento dos</p><p>indivíduos, o que poderia ocorrer, por exemplo, em certos grupos de depressão. Um grupo</p><p>formado por pessoas com diferentes diagnósticos pode proporcionar uma maior troca de</p><p>experiências e crescimento dentro do grupo. Cada um aprende novas vivências e é possível</p><p>refletir acerca de questões que, antes, poderiam ficar limitadas a um diagnóstico específico.</p><p>Gabarito: Errado.</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar</p><p>Aula 04</p><p>EBSERH (Psicólogo - Psicologia Hospitalar) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>127</p><p>GABARITO</p><p>1. C 11. C 21. D 31. C 41. D</p><p>2. C 12. D 22. C 32. C 42. A</p><p>3. C 13. B 23. C 33. B 43. CERTO</p><p>4. CERTO 14. C 24. A 34. C 44. ERRADO</p><p>5. C 15. D 25. B 35. C</p><p>6. C 16. B 26. A 36. A</p><p>7. B 17. A 27. A 37. D</p><p>8. D 18. D 28. ERRADO 38. CERTO</p><p>9. B 19. D 29. A 39. D</p><p>10. D 20. C 30. A 40. E</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar</p><p>Aula 04</p><p>EBSERH (Psicólogo - Psicologia Hospitalar) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>==1365fc==</p><p>128</p><p>RESUMO</p><p>Análise Institucional:</p><p>CONSTRUÍDOS</p><p>Criados pelo analista e pelo</p><p>coletivo para desencadear o</p><p>processo de análise. Exemplos</p><p>incluem pesquisas quantitativas</p><p>e qualitativas, exibição de filmes</p><p>ou psicodramas.</p><p>ESPONTÂNEOS</p><p>Fenômenos que fazem parte do</p><p>cotidiano das organizações</p><p>institucionais, como os</p><p>fundadores, a missão, o poder,</p><p>o dinheiro, a sexualidade, a</p><p>burocracia (leis, normas,</p><p>regulamentos e constituições) e</p><p>as práticas do estabelecimento.</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar</p><p>Aula 04</p><p>EBSERH (Psicólogo - Psicologia Hospitalar) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>129</p><p>Relações Humanas:</p><p>Grupos:</p><p>INTERPESSOAL</p><p>Interação das pessoas</p><p>em eventos, com a</p><p>família, escola, trabaljo</p><p>e etc.</p><p>INTRAPESSOAL</p><p>Interação da</p><p>pessoa consigo</p><p>mesma.</p><p>• Visam o bem-estar psíquico e</p><p>promovem um processo de</p><p>aprendizagem entre os</p><p>participantes;</p><p>• Baseados na interação e formação</p><p>do sujeito.</p><p>Grupos</p><p>Operativos</p><p>• Focam na experiência</p><p>compartilhada;</p><p>• Simulam situações cotidianas</p><p>(exemplo: treino em habilidades</p><p>sociais).</p><p>Grupos</p><p>Vivenciais</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar</p><p>Aula 04</p><p>EBSERH (Psicólogo - Psicologia Hospitalar) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>Gabarito: C</p><p>4. (CEBRASPE – 2018 – EBSERH) Julgue o item seguinte, acerca das relações humanas</p><p>e do trabalho do psicólogo no âmbito interdisciplinar.</p><p>Visões compartilhadas são frutos de interações de visões individuais.</p><p>Comentários: Segundo Senge (2006) o surgimento de visões verdadeiramente</p><p>compartilhadas é um processo demorado. As visões compartilhadas evoluem como</p><p>subproduto de interações de visões individuais. A experiência sugere que essas visões</p><p>genuinamente compartilhadas exigem conversas constantes nas quais os indivíduos não só</p><p>se sentem livres para expressar seus sonhos, como também aprendem a ouvir os sonhos</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar</p><p>Aula 04</p><p>EBSERH (Psicólogo - Psicologia Hospitalar) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>14</p><p>uns dos outros. Como resultado deste processo, surgem novos insights sobre o que é</p><p>possível.</p><p>Gabarito: Certo.</p><p>PROGRAMAS EM SAÚDE MENTAL</p><p>Sabemos que o movimento de Reforma Psiquiátrica no Brasil teve início na década</p><p>de 70, configurando-se como um movimento histórico de substituição dos manicômios por</p><p>uma rede de atenção comunitária, inspirado pelas experiências da Inglaterra, Itália e França.</p><p>A criação do SUS em 1988 e a proposta de uma REDE DE ATENÇÃO À SAÚDE (RAS), deu</p><p>espaço para que fosse pensado em concretude sobre possíveis equipamentos para o campo</p><p>da saúde mental, conhecida como REDE DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL (RAPS).</p><p>Esse movimento visa descontruir os manicômios, mas não para</p><p>por aí, não valeria de nada manter as mesmas práticas, então propõem reestabelecer a</p><p>relação do indivíduo com o corpo social, com os direitos civis e com os próprios</p><p>sentimentos.</p><p>A RAPS é pautada na portaria 3.088/2011 e tem como finalidade:</p><p>Art. 1º Fica instituída a Rede de Atenção Psicossocial, cuja finalidade é a criação,</p><p>ampliação e articulação de pontos de atenção à saúde para pessoas com sofrimento ou</p><p>transtorno mental e com necessidades decorrentes do uso de crack, álcool e outras</p><p>drogas, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).</p><p>Atenção</p><p>básica/atenção</p><p>primária</p><p>1- UBS: Conjunto de ações e serviços com vista na promoção da</p><p>saúde mental, prevenção e cuidado dos transtornos mentais,</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar</p><p>Aula 04</p><p>EBSERH (Psicólogo - Psicologia Hospitalar) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>15</p><p>(AB/AP) ações de redução de danos e cuidado com necessidades</p><p>decorrentes do uso de crack, álcool e outras drogas.</p><p>2- Equipes da AP em situações específicas:</p><p>2.1: Consultórios de rua: pessoas em situação de rua, pessoas</p><p>com transtornos mentais e com abuso de substancias lícitas e</p><p>ilícitas.</p><p>2.2: Apoio a residência de caráter transitório: oferece suporte</p><p>clínico, coordenando o cuidado e prestando serviços de atenção</p><p>à saúde de forma longitudinal e articulada com os outros pontos</p><p>de atenção da rede.</p><p>2.3: Centro de Convivência: é unidade pública, articulada às</p><p>Redes de Atenção à Saúde, em especial à Rede de Atenção</p><p>Psicossocial, onde são oferecidos à população em geral espaços</p><p>de sociabilidade, produção e intervenção na cultura e na cidade.</p><p>O Núcleo de Apoio à Saúde da</p><p>Família, vinculado à Unidade Básica de Saúde é constituído por</p><p>profissionais de saúde de diferentes áreas de conhecimento, que</p><p>atuam de maneira integrada, sendo responsável por apoiar as</p><p>Equipes de Saúde da Família, as Equipes de Atenção Básica para</p><p>populações específicas e equipes da academia da saúde,</p><p>atuando diretamente no apoio matricial e, quando necessário,</p><p>no cuidado compartilhado junto às equipes que está vinculado,</p><p>incluindo o suporte ao manejo de situações relacionadas ao</p><p>sofrimento ou transtorno mental e aos problemas relacionados ao</p><p>uso de crack, álcool e outras drogas.</p><p>NASF à Emulti (Portaria 635/3023)</p><p>Atenção psicossocial</p><p>especializada</p><p>O Centro de Atenção Psicossocial de que trata o caput deste</p><p>artigo é constituído por equipe multiprofissional que atua sob a</p><p>ótica interdisciplinar e realiza atendimento às pessoas com</p><p>transtornos mentais graves e persistentes e às pessoas com</p><p>necessidades decorrentes do uso de crack, álcool e outras</p><p>drogas, em sua área territorial, em regime de tratamento</p><p>intensivo, semi-intensivo, e não intensivo.</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar</p><p>Aula 04</p><p>EBSERH (Psicólogo - Psicologia Hospitalar) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>16</p><p>As atividades no Centro</p><p>de Atenção Psicossocial são realizadas prioritariamente em</p><p>espaços coletivos (grupos, assembleias de usuários, reunião</p><p>diária de equipe), de forma articulada com os outros pontos de</p><p>atenção da rede de saúde e das demais redes. O cuidado é</p><p>desenvolvido por intermédio de Projeto Terapêutico</p><p>Individual/singular (PTS), envolvendo em sua construção a</p><p>equipe, o usuário e sua família.</p><p>Modalidades de CAPS:</p><p>I - CAPS I: atende pessoas com transtornos mentais graves e</p><p>persistentes e também com necessidades decorrentes do uso de</p><p>crack, álcool e outras drogas de todas as faixas etárias; indicado</p><p>para Municípios com população acima de vinte mil habitantes;</p><p>II - CAPS II: atende pessoas com transtornos mentais graves e</p><p>persistentes, podendo também atender pessoas com</p><p>necessidades decorrentes do uso de crack, álcool e outras</p><p>drogas, conforme a organização da rede de saúde local, indicado</p><p>para Municípios com população acima de setenta mil</p><p>habitantes;</p><p>III - CAPS III: atende pessoas com transtornos mentais graves e</p><p>persistentes. Proporciona serviços de atenção contínua, com</p><p>funcionamento vinte e quatro horas, incluindo feriados e finais</p><p>de semana, ofertando retaguarda clínica e acolhimento noturno</p><p>a outros serviços de saúde mental, inclusive CAPS Ad, indicado</p><p>para Municípios ou regiões com população acima de duzentos</p><p>mil habitantes;</p><p>IV - CAPS AD: atende adultos ou crianças e adolescentes,</p><p>considerando as normativas do Estatuto da Criança e do</p><p>Adolescente, com necessidades decorrentes do uso de crack,</p><p>álcool e outras drogas. Serviço de saúde mental aberto e de</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar</p><p>Aula 04</p><p>EBSERH (Psicólogo - Psicologia Hospitalar) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>17</p><p>caráter comunitário, indicado para Municípios ou regiões com</p><p>população acima de setenta mil habitantes;</p><p>V - CAPS AD III: atende adultos ou crianças e adolescentes,</p><p>considerando as normativas do Estatuto da Criança e do</p><p>Adolescente, com necessidades de cuidados clínicos contínuos.</p><p>Serviço com no máximo doze leitos, para observação e</p><p>monitoramento, de funcionamento 24 horas, incluindo feriados</p><p>e finais de semana; indicado para Municípios ou regiões com</p><p>população acima de duzentos mil habitantes; Obs.!! É uma</p><p>junção de CAPSad + CAPS III</p><p>VI - CAPSij: atende crianças e adolescentes com transtornos</p><p>mentais graves e persistentes e os que fazem uso de crack, álcool</p><p>e outras drogas. Serviço aberto e de caráter comunitário indicado</p><p>para municípios ou regiões com população acima de cento e</p><p>cinquenta mil habitantes.</p><p>Os CAPS foram os primeiros</p><p>serviços substitutivos ao modelo asilar.</p><p>Atenção de Urgência</p><p>e Emergência</p><p>São responsáveis, em seu âmbito de atuação, pelo acolhimento,</p><p>classificação de risco e cuidado nas situações de urgência e</p><p>emergência das pessoas com sofrimento ou transtorno mental e</p><p>com necessidades decorrentes do uso de crack, álcool e outras</p><p>drogas.</p><p>São pontos dessa rede</p><p>1-SAMU 192;</p><p>2-Sala de Estabilização;</p><p>3-UPA 24 horas;</p><p>4-As portas hospitalares de atenção à urgência/pronto socorro;</p><p>5-Unidades Básicas de Saúde, entre outros</p><p>Atenção Hospitalar I - Enfermaria especializada para atenção às pessoas com</p><p>sofrimento ou transtorno mental e com necessidades decorrentes</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar</p><p>Aula 04</p><p>EBSERH (Psicólogo - Psicologia Hospitalar)</p><p>Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>18</p><p>do uso de crack, álcool e outras drogas, em Hospital Geral,</p><p>oferece tratamento hospitalar para casos graves relacionados aos</p><p>transtornos mentais e ao uso de álcool, crack e outras drogas, em</p><p>especial de abstinências e intoxicações severas à Deve conter</p><p>PTS e duração menor possível, composição multi com</p><p>funcionamento inter.</p><p>II - Serviço Hospitalar de Referência para Atenção às pessoas com</p><p>sofrimento ou transtorno mental e com necessidades decorrentes</p><p>do uso de crack, álcool e outras drogas oferece suporte</p><p>hospitalar, por meio de internações de curta duração, para</p><p>usuários de álcool e/ou outras drogas, em situações assistenciais</p><p>que evidenciarem indicativos de ocorrência de comorbidades de</p><p>ordem clínica e/ou psíquica, sempre respeitadas as</p><p>determinações da Lei nº 10.216, de 6 de abril de 2001, e sempre</p><p>acolhendo os pacientes em regime de curtíssima ou curta</p><p>permanência. Funciona em regime integral, durante vinte e</p><p>quatro horas diárias, nos sete dias da semana, sem interrupção</p><p>da continuidade entre os turnos.</p><p>Essa lei também é conhecida como</p><p>"lei Paulo Delgado" e traz: no seu Art. 6o sobre internações</p><p>psiquiátricas, enfatizando que "somente será realizada mediante</p><p>laudo médico circunstanciado que caracterize os seus motivos"</p><p>à cabível apenas na voluntária e involuntária.</p><p>Tipos de internação psiquiátrica:</p><p>I - Internação voluntária: aquela que se dá com o</p><p>consentimento do usuário;</p><p>II - Internação involuntária: aquela que se dá sem o</p><p>consentimento do usuário e a pedido de terceiro; prazo de 72</p><p>horas.</p><p>III - Internação compulsória: aquela determinada pela Justiça.</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar</p><p>Aula 04</p><p>EBSERH (Psicólogo - Psicologia Hospitalar) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>19</p><p>Reabilitação</p><p>psicossocial</p><p>1-As ações de caráter intersetorial: destinadas à reabilitação</p><p>psicossocial, por meio da inclusão produtiva, formação e</p><p>qualificação para o trabalho de pessoas com transtorno mental</p><p>ou com necessidades decorrentes do uso de crack, álcool e</p><p>outras drogas em iniciativas de geração de trabalho e</p><p>renda/empreendimentos solidários/ cooperativas sociais.</p><p>Estratégias de</p><p>Desinstitucionalização</p><p>O componente Estratégias de Desinstitucionalização é</p><p>constituído por iniciativas que visam a garantir às pessoas com</p><p>transtorno mental e com necessidades decorrentes do uso de</p><p>crack, álcool e outras drogas, em situação de internação de</p><p>longa permanência, o cuidado integral por meio de</p><p>estratégias substitutivas, na perspectiva da garantia de direitos</p><p>com a promoção de autonomia e o exercício de cidadania,</p><p>buscando sua progressiva inclusão social.</p><p>1-Os Serviços Residenciais Terapêuticos: são moradias inseridas</p><p>na comunidade, destinadas a acolher pessoas egressas de</p><p>internação de longa permanência (dois anos ou mais</p><p>ininterruptos), egressas de hospitais psiquiátricos e hospitais de</p><p>custódia, entre outros.</p><p>2- O Programa de Volta para Casa: é uma política pública de</p><p>inclusão social que visa contribuir e fortalecer o processo de</p><p>desinstitucionalização, instituída pela Lei nº 10.708, de 31 de</p><p>julho de 2003, que provê auxílio reabilitação para pessoas com</p><p>transtorno mental egressas de internação de longa</p><p>permanência.</p><p>A intenção da RAPS à hospital psiquiátrico</p><p>pode ser acionado para o cuidado das pessoas com transtorno</p><p>mental nas regiões de saúde enquanto o processo de</p><p>implantação e expansão da Rede de Atenção Psicossocial ainda</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar</p><p>Aula 04</p><p>EBSERH (Psicólogo - Psicologia Hospitalar) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>20</p><p>não se apresenta suficiente, devendo estas regiões de saúde</p><p>priorizar a expansão e qualificação dos pontos de atenção da</p><p>Rede de Atenção Psicossocial para dar continuidade ao</p><p>processo de substituição dos leitos em hospitais psiquiátricos.</p><p>Obs.!! Infelizmente, vamos ver mais adiante que esse</p><p>posicionamento não é uma realidade.</p><p>Atenção residencial</p><p>de caráter transitório</p><p>I - Unidade de Acolhimento: oferece cuidados contínuos de</p><p>saúde, com funcionamento de vinte e quatro horas, em</p><p>ambiente residencial, para pessoas com necessidade</p><p>decorrentes do uso de crack, álcool e outras drogas, de ambos</p><p>os sexos, que apresentem acentuada vulnerabilidade social e/ou</p><p>familiar e demandem acompanhamento terapêutico e protetivo</p><p>de caráter transitório cujo tempo de permanência é de até seis</p><p>meses; e</p><p>II - Serviços de Atenção em Regime Residencial, entre os quais</p><p>Comunidades Terapêuticas: serviço de saúde destinado a</p><p>oferecer cuidados contínuos de saúde, de caráter residencial</p><p>transitório por até nove meses para adultos com necessidades</p><p>clínicas estáveis decorrentes do uso de crack, álcool e outras</p><p>drogas.</p><p>As comunidades terapêuticas são entidades</p><p>privadas, sem fins lucrativos, que realizam gratuitamente o</p><p>acolhimento de pessoas com transtornos decorrentes do uso,</p><p>abuso ou dependência de substâncias psicoativas, em regime</p><p>residencial transitório e de caráter exclusivamente voluntário. O</p><p>período de acolhimento varia de 3 meses a 12 meses, conforme</p><p>o projeto terapêutico da entidade. NÃO integram o SUS e</p><p>tampouco o Sistema Único de Assistência Social (SUAS), mas são</p><p>equipamentos da rede suplementar de atenção (acaba</p><p>recebendo financiamentos dos governos para dar suporte à</p><p>rede).</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar</p><p>Aula 04</p><p>EBSERH (Psicólogo - Psicologia Hospitalar) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>21</p><p>Obs.!! Não confundir comunidades terapêuticas com residências</p><p>terapêuticas que veremos adiante.</p><p>Precisamos falar sobre NOTA TÉCNICA Nº 11/2019</p><p>“A RAPS foi ampliada e passa a contar com hospitais psiquiátricos especializados,</p><p>hospitais-dia, unidades ambulatoriais e CAPS IV AD, além dos antigos serviços já existentes,</p><p>com o objetivo de ofertar uma variedade de cuidados, que possam dar conta das diferentes</p><p>necessidades dos pacientes e seus familiares”.</p><p>A Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) passa a ser formada pelos seguintes pontos</p><p>de atenção (Serviços):</p><p>1- CAPS (Centro de Atenção Psicossocial), em suas diferentes modalidades;</p><p>2- Serviço Residencial Terapêutico (SRT);</p><p>3- Unidade de Acolhimento (adulto e infanto-juvenil);</p><p>4- Enfermarias Especializadas em Hospital Geral;</p><p>5- Hospital Psiquiátrico</p><p>6- Hospital-Dia</p><p>7- Atenção Básica;</p><p>8- Urgência e Emergência;</p><p>9- Comunidades Terapêuticas;</p><p>10- Ambulatório Multiprofissional de Saúde Mental - Unidades Ambulatorias</p><p>Especializadas;</p><p>Todos os Serviços, que compõem a RAPS, são igualmente importantes e devem</p><p>ser incentivados, ampliados e fortalecidos. O Ministério da Saúde não considera mais</p><p>Serviços como sendo substitutos de outros, não fomentando mais fechamento de</p><p>unidades de qualquer natureza. A Rede deve ser harmônica e complementar. Assim,</p><p>não há mais porque se falar em “rede substitutiva”, já que nenhum Serviço substitui</p><p>outro.</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar</p><p>Aula 04</p><p>EBSERH (Psicólogo - Psicologia Hospitalar) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>22</p><p>Criação de uma nova modalidade de CAPS: CAPS (IV AD)</p><p>para funcionar 24 horas nas regiões de cracolândias, com equipe completa, incluindo</p><p>psiquiatras e equipe de enfermagem de plantão. Tal modalidade de Serviço está</p><p>programada para atender pacientes em situações de emergência psiquiátrica,</p><p>encaminhá-los para abordagens terapêuticas em outros Serviços da Rede ou</p><p>absorvê-los no próprio CAPS-AD.</p><p>5. (FGV - MPE-SP – 2023) A Nota Técnica 11/2019 do Ministério da Saúde, publicada</p><p>em 04/02, trouxe mudanças na Política de Álcool e outras Drogas e passou a incluir</p><p>as comunidades terapêuticas</p><p>e os hospitais psiquiátricos na Rede de Atenção</p><p>Psicossocial do SUS.</p><p>Essas mudanças foram consideradas por muitos especialistas como um retrocesso em</p><p>relação à política de saúde mental até então vigente em função:</p><p>A) do foco no cuidado em rede, com base territorial e respeito à liberdade e singularidade</p><p>dos usuários.</p><p>B) das práticas de atenção desenvolvidas nos hospitais psiquiátricos, orientadas pela lógica</p><p>da redução de danos e centralidade nos usuários.</p><p>C) do retorno à lógica manicomial, com a prática de internação prolongada, isolamento e o</p><p>forte componente religioso que orienta as ações das comunidades terapêuticas.</p><p>D) da elaboração do projeto terapêutico singular, institucional e educacional, incentivando</p><p>a autonomia e participação das pessoas que se encontram na condição de internos.</p><p>E) do incentivo ao uso das drogas lícitas, que não têm potencial de causar danos, e da</p><p>abstinência do uso das drogas ilícitas, por seu potencial de causar dependência.</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar</p><p>Aula 04</p><p>EBSERH (Psicólogo - Psicologia Hospitalar) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>23</p><p>COMENTÁRIOS:</p><p>A) errada. Essas características não fazem parte da essência da nota técnica, como o próprio</p><p>enunciado traz.</p><p>B) errada. As práticas desenvolvidas não são de redução de danos, mas sim foco na</p><p>abstinência.</p><p>C) certa. O retorno dos hospitais psiquiátricos como parte da rede igualmente equiparado</p><p>aos CAPS foi um retrocesso para as lutas manicomiais, que ocorrem no BRASIL desde a</p><p>segunda metade da década de 70. Lembrando que as comunidades terapêuticas são de</p><p>ordem do setor privado sem fins lucrativos e o que se encontra na prática são</p><p>posicionamentos religiosos como orientações para os tratamentos.</p><p>D) errada. Essa nota técnica não incentiva a autonomia do sujeito e a exploração dos PTS.</p><p>E) errada. A nota técnica não incentiva o uso de drogas ilícitas.</p><p>6. (IBFC-EBSERH-2022) Trata-se de uma estratégia que compõe um dos eixos</p><p>norteadores da política de saúde mental para o tratamento da dependência química</p><p>na perspectiva da lógica ampliada, em que se busca o resgate do usuário em seu</p><p>papel autorregulado, através da realização de um plano traçado com o usuário, de</p><p>estratégias que estão voltadas para a defesa de sua vida, aumentando seu grau de</p><p>liberdade e de corresponsabilidade no tratamento, sem que haja a exigência</p><p>imediata e automática da abstinência. Tal estratégia é conhecida como __________.</p><p>Assinale a alternativa que preencha corretamente a lacuna.</p><p>A) referência</p><p>B) internação compulsória</p><p>C) redução de danos</p><p>D) matriciamento</p><p>E) contratransferência</p><p>COMENTÁRIOS:</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar</p><p>Aula 04</p><p>EBSERH (Psicólogo - Psicologia Hospitalar) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>24</p><p>A) errada. Referência é o nome dado ao momento que a atenção básica encaminha,</p><p>referência o paciente a outro nível de complexidade.</p><p>B) errada. Internação compulsória é uma modalidade encontrada na lei 10.2016 exigida</p><p>pelo juiz. Além disso, não está de acordo com o enunciado de aumento de liberdade.</p><p>C) correta. A política de redução de danos segundo o Ministério da saúde: “é uma estratégia</p><p>de saúde pública que busca controlar possíveis consequências adversas ao consumo de</p><p>psicoativos - lícitos ou ilícitos - sem, necessariamente, interromper esse uso, e buscando</p><p>inclusão social e cidadania para usuários”.</p><p>D) errada. Matriciamento ou apoio matricial é um novo modo de produzir saúde em que</p><p>duas ou mais equipes, num processo de construção compartilhada criam uma proposta de</p><p>intervenção pedagógico-terapêutica. Não está necessariamente ligada e estratégias de</p><p>saúde mental para o tratamento de dependências químicas.</p><p>E) contratransferência: é um conceito psicanalítico que envolve as emoções do analista no</p><p>decorrer do processo terapêutico.</p><p>7. (IBFC- EBSERH- 2022) De acordo com a Política Nacional de Saúde Mental</p><p>estabelecida após a Reforma Psiquiátrica, o dispositivo preferencial para tratar um</p><p>paciente que faz uso abusivo e prejudicial de álcool, caracterizado como uma</p><p>situação de dependência, deve ser o/a _______. Assinale a alternativa que preencha</p><p>corretamente a lacuna.</p><p>A) Enfermaria de Hospital Dia</p><p>B) Centro de Atenção Psicossocial (CAPS)</p><p>C) Enfermaria de Hospital Geral</p><p>D) Unidade de Desintoxicação</p><p>E) Enfermaria de Hospital Psiquiátrico</p><p>COMENTÁRIOS:</p><p>A) errada. PORTARIA Nº 44, DE 10 DE JANEIRO DE 2001. “Definir como Regime de</p><p>Hospital Dia a assistência intermediária entre a internação e o atendimento ambulatorial,</p><p>para realização de procedimentos clínicos, cirúrgicos, diagnósticos e terapêuticos, que</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar</p><p>Aula 04</p><p>EBSERH (Psicólogo - Psicologia Hospitalar) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>25</p><p>requeiram a permanência do paciente na Unidade por um período máximo de 12 horas”.</p><p>Não seria o melhor equipamento para tratar uma pessoa que faz abuso de substâncias.</p><p>B) certa.</p><p>C) errada. Essa proposta é para situações de urgência ou crise instalada, ou seja, de caráter</p><p>excepcional e não preferencial para a realização do tratamento.</p><p>D) errada. Essas unidades costumam ter caráter privado "clínicas de reabilitação", que não</p><p>fazem parte da rede como proposta preferencial.</p><p>E) errada. A enfermaria de hospital psiquiátrico não é uma estratégia prioritária NA ÓTICA</p><p>DA REFORMA PSIQUIÁTRICA.</p><p>8. (IBFC- Prefeitura de Cuiabá- 2023) Leia a seguir o trecho extraído de Leal (1994):</p><p>“...O movimento Basaglia, que eu aprecio, e estou de acordo ..., é um movimento que</p><p>ao meu ver não se ocupa do mundo interno do paciente...” sobre o movimento Basaglia</p><p>referido no trecho acima pela psiquiatra brasileira Nise da Silveira, assinale a alternativa</p><p>correta.</p><p>A) O movimento Basaglia citado, refere-se à cidade de Basaglia, no Sul da Itália, onde</p><p>manicômios deixaram de existir a partir de 1980.</p><p>B) O movimento Basaglia citado, refere-se ao manicômio italiano onde mais de 200</p><p>pacientes morreram após um incêndio.</p><p>C) O movimento Basaglia citado, refere-se a proposta de ampliação da rede de manicômios</p><p>na Itália no fim do século XX.</p><p>D) O movimento Basaglia citado, refere-se a Franco Basaglia, Psiquiatra italiano que</p><p>dedicou a vida à luta antimanicomial, um dos responsáveis pelo encerramento dos hospitais</p><p>psiquiátricos italianos em 1978</p><p>COMENTÁRIOS:</p><p>A) errada. O movimento não se refere a uma cidade.</p><p>B) errada. Basaglia foi um grande nome da Reforma Psiquiátrica, não teria como ser o nome</p><p>de um hospital psiquiátrico.</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar</p><p>Aula 04</p><p>EBSERH (Psicólogo - Psicologia Hospitalar) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>26</p><p>C) errada. Basaglia foi um grande nome da Reforma Psiquiátrica, não teria como ser o nome</p><p>de uma ampliação de manicômios.</p><p>D) certa. 1978-2018: 40 anos da aprovação da lei 180 (Lei Basaglia), que decretou o</p><p>encerramento dos hospitais psiquiátricos italianos (com quase cem mil internados), principal</p><p>alvo da longa e incansável luta de Franco Basaglia, que dedicou a vida inteira ao combate</p><p>da violência das instituições totais (artigo: Franco Basaglia: biografia de um revolucionário)</p><p>9. (IBFC- Prefeitura de Cuiabá- 2023) Uma das principais diferenças entre a Portaria nº</p><p>3.088, de dezembro de 2011, que institui a rede de atenção psicossocial para pessoas</p><p>com sofrimento ou transtorno mental e com necessidades decorrentes do uso de</p><p>crack, álcool e outras drogas no âmbito do SUS, para a Nota Técnica nº 11/2019-</p><p>CGMAD / DAPES / SAS/MS, é em relação aos leitos de hospitais psiquiátricos. Em</p><p>relação a esses leitos, a Nota Técnica:</p><p>A) Considera alguns serviços em saúde mental como sendo</p><p>substitutos de outros</p><p>B) Não fomenta o fechamento dos leitos de hospitais psiquiátricos</p><p>C) Orienta a diminuição gradativa dos leitos de hospitais psiquiátricos, já que prevê a</p><p>substituição do atendimento em regime fechado, para atendimentos ambulatoriais</p><p>D) Retira os hospitais psiquiátricos como sendo um serviço da Rede de Atenção Psicossocial</p><p>COMENTÁRIOS:</p><p>INTERESSANTÍSSIMO a banca trazer sobre a nota técnica que conversamos lá em cima.</p><p>Bora relembrar o que ela traz:</p><p>A) errada. A nota técnica desconsidera "serviços substitutivos", ela equipara todos os</p><p>equipamentos como sendo complementos um dos outros.</p><p>B) certa. Não tem proposta de fechar os leitos psiquiátricos, já que inseriu novamente os</p><p>hospitais psiquiátricos na rede.</p><p>C) errada. Não orienta sobre diminuição gradativa.</p><p>D) errada. É bem o contrário né? Acrescenta os hospitais psiquiátricos na rede.</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar</p><p>Aula 04</p><p>EBSERH (Psicólogo - Psicologia Hospitalar) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>27</p><p>10. (IBFC- Prefeitura de Cuiabá- 2023) A Nota Técnica nº 11/2019-</p><p>CGMAD/DAPES/SAS/MS apresenta definições gerais a respeito da nova modalidade</p><p>de Centro de Atenção Psicossocial (CAPS), chamado de CAPS AD IV. Assinale a</p><p>alternativa incorreta a respeito deste CAPS.</p><p>A) Deve funcionar 24 horas por dia, todos os dias da semana, inclusive aos fins de semana</p><p>e feriados</p><p>B) Deve funcionar de forma a prestar assistência às pessoas em cenas abertas de uso de</p><p>drogas, as chamadas “cracolândias”</p><p>C) Deve ser composto por uma equipe completa, incluindo psiquiatras e equipe de</p><p>enfermagem de plantão</p><p>D) A modalidade desse serviço deve atender somente pacientes adultos em emergências</p><p>psiquiátricas</p><p>Comentários: Para respondermos essa questão, vamos nos ater a este trecho da nota</p><p>técnica: "Para tanto, foi criada nova modalidade de CAPS (IV AD) para funcionar 24 horas</p><p>nas regiões de cracolândias, com equipe completa, incluindo psiquiatras e equipe de</p><p>enfermagem de plantão. Tal modalidade de Serviço está programada para atender</p><p>pacientes em situações de emergência psiquiátrica, encaminhá-los para abordagens</p><p>terapêuticas em outros Serviços da Rede ou absorvê-los no próprio CAPS-AD”.</p><p>A) certa.</p><p>B) certa.</p><p>C) certa.</p><p>D) errada. Não se limita a adultos.</p><p>Os CAPS AD IV são Pontos de Atenção Especializada, que integram a</p><p>Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), e que se destinam a proporcionar atenção integral e</p><p>continuada às pessoas com quadro de dependência de substâncias psicoativas</p><p>(relacionadas aos consumos de álcool, crack e outras drogas). Devem funcionar 24 (vinte e</p><p>quatro) horas por dia, todos os dias da semana, inclusive aos fins de semana e feriados.</p><p>Visam o atendimento de adultos ou crianças e adolescentes, conjunta ou separadamente,</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar</p><p>Aula 04</p><p>EBSERH (Psicólogo - Psicologia Hospitalar) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>28</p><p>sendo que, tratando-se destes dois últimos grupos populacionais, seu atendimento deverá</p><p>adequar-se ao previsto no Estatuto da Criança e Adolescente. Estes novos Centros podem</p><p>ser de dois tipos: CAPS AD IV Novo ou CAPS AD IV Reestruturado, resultado, este último,</p><p>da adaptação de um CAPS AD pré-existente.</p><p>Poderão ser criados em todas as capitais estaduais, bem como nos Municípios com</p><p>população acima de 500.000 habitantes, devendo funcionar de forma a prestar assistência</p><p>às pessoas em cenas abertas de uso de drogas, as chamadas “cracolândias”. Sua</p><p>implementação deverá ocorrer conforme o previsto no Plano de Ação Regional ou</p><p>instrumento equivalente. Para funcionar 24 horas nas regiões de cracolândias, o CAPS AD</p><p>IV deverá contar necessariamente com equipe completa, incluindo psiquiatras e equipe de</p><p>enfermagem de plantão. Os demais profissionais de Saúde Mental, que juntamente com</p><p>psiquiatras e equipe de enfermagem que comporão o Serviço, trabalharão em turno diurno.</p><p>Tal modalidade de Serviço está programada para atender pacientes em situações de</p><p>emergência psiquiátrica, encaminhá-los para abordagens terapêuticas em outros Serviços</p><p>da Rede ou absorvê-los no próprio CAPSAD para tratamento de reabilitação psicossocial.</p><p>11. (IBFC- Prefeitura de Cuiabá- 2023) Os Consultórios na Rua são caracterizados como</p><p>uma estratégia de cuidados que busca atuar frente aos problemas e necessidades de</p><p>saúde da população em situação de rua. Em relação ao trabalho das equipes de</p><p>Consultório na Rua, analise as afirmativas a seguir e dê valores Verdadeiro (V) ou Falso</p><p>(F).</p><p>( ) Atua com a estratégia de busca ativa e cuidado aos usuários de álcool, crack e outras</p><p>drogas.</p><p>( ) São formados por equipes multiprofissionais e prestam atenção integral à saúde de uma</p><p>referida população em situação de rua in loco.</p><p>( ) Ofertam cuidados principalmente relacionados à saúde física desta população, não sendo</p><p>característica dessas equipes prestar cuidados em saúde mental.</p><p>( ) São equipes que atuam de forma fixa em um ponto da cidade, não caracterizando um</p><p>trabalho itinerante.</p><p>Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.</p><p>A) F - V - F - F</p><p>B) V - F - F - V</p><p>C) V - V - F - F</p><p>D) F - V - V - V</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar</p><p>Aula 04</p><p>EBSERH (Psicólogo - Psicologia Hospitalar) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>29</p><p>COMENTÁRIOS:</p><p>Gabarito correto é letra C) V-V-F-F</p><p>É busca ativa</p><p>É formado por equipe multi e atuação in loco</p><p>Ofertam cuidados integrais (mental e físico)</p><p>São equipes itinerantes e não fixas.</p><p>BORA ENTENDER CONSULTÓRIO DE RUA PELO MINISTÉRIO DA</p><p>SAÚDE:</p><p>A estratégia Consultório na Rua foi instituída pela Política Nacional de Atenção Básica, em</p><p>2011, e visa ampliar o acesso da população em situação de rua aos serviços de saúde,</p><p>ofertando, de maneira mais oportuna, atenção integral à saúde para esse grupo</p><p>populacional, o qual se encontra em condições de vulnerabilidade e com os vínculos</p><p>familiares interrompidos ou fragilizados. Chamamos de Consultório na Rua equipes</p><p>multiprofissionais que desenvolvem ações integrais de saúde frente às necessidades dessa</p><p>população. Elas devem realizar suas atividades de forma itinerante e, quando necessário,</p><p>desenvolver ações em parceria com as equipes das Unidades Básicas de Saúde do território.</p><p>Ressalta-se que a responsabilidade pela atenção à saúde da população em situação de rua</p><p>como de qualquer outro cidadão é de todo e qualquer profissional do Sistema Único de</p><p>Saúde, mesmo que ele não seja componente de uma equipe de Consultório na Rua (eCR).</p><p>Desta forma, em municípios ou áreas em que não haja eCR, a atenção deverá ser prestada</p><p>pelas demais modalidades de equipes da Atenção Básica. É importante destacar, ainda,</p><p>que o cuidado em saúde da população em situação de rua deverá incluir os profissionais de</p><p>Saúde Bucal e os Nasf do território onde essas pessoas estão concentradas. Os Consultórios</p><p>na Rua são formados por equipes multiprofissionais, podendo fazer parte delas as seguintes</p><p>profissões:</p><p>A: enfermeiro, psicólogo, assistente social ou terapeuta ocupacional;</p><p>B: agente social, técnico ou auxiliar de enfermagem, técnico em saúde bucal, cirurgião-</p><p>dentista, profissional/professor de educação física ou profissional com formação em arte e</p><p>educação.</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar</p><p>Aula 04</p><p>EBSERH (Psicólogo - Psicologia Hospitalar) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>30</p><p>Ação: No processo de trabalho, devem estar garantidas ações para o cuidado in loco (no</p><p>próprio local), a partir da abordagem ampliada dos problemas de saúde e sociais, bem</p><p>como ações compartilhadas e integradas às Unidades Básicas de Saúde (UBS). A depender</p><p>da necessidade do usuário, essas equipes também devem</p><p>atuar junto aos Centros de</p><p>Atenção Psicossocial (CAPS), aos serviços de Urgência e Emergência e a outros pontos de</p><p>atenção da rede de saúde e intersetorial. Diante das especificidades dessa população, a</p><p>estratégia de redução de danos deverá ser transversal a todas as ações de saúde realizadas</p><p>pelas equipes. Todas as ações realizadas pelas eCR devem ser registradas no Sistema de</p><p>Informação em Saúde para Atenção Básica (Sisab), por meio da Estratégia e-SUS AB!</p><p>12. (IBFC- Prefeitura de Cuiabá- 2023) Em 2011 foi instituída a Rede de Atenção</p><p>Psicossocial (RAPS) no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Assinale a alternativa</p><p>incorreta em relação a RAPS.</p><p>A) Tem como finalidade a criação, ampliação e articulação de pontos de atenção à saúde</p><p>para pessoas com sofrimento ou transtorno mental</p><p>B) Atua diretamente junto a população com necessidades decorrentes do uso de crack,</p><p>álcool e outras drogas</p><p>C) Deve favorecer a reabilitação e a reinserção das pessoas atendidas na sociedade, por</p><p>meio do acesso ao trabalho, renda e moradia solidária</p><p>D) No desenvolvimento da lógica do cuidado para as pessoas atendidas, tem como eixo</p><p>central a construção do projeto terapêutico comum a todos os usuários</p><p>COMENTÁRIOS:</p><p>A) certa. Art. 1º Fica instituída a Rede de Atenção Psicossocial, cuja finalidade é a criação,</p><p>ampliação e articulação de pontos de atenção à saúde para pessoas com sofrimento ou</p><p>transtorno mental e com necessidades decorrentes do uso de crack, álcool e outras drogas,</p><p>no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).</p><p>B) certa. Art. 1º Fica instituída a Rede de Atenção Psicossocial, cuja finalidade é a criação,</p><p>ampliação e articulação de pontos de atenção à saúde para pessoas com sofrimento ou</p><p>transtorno mental e com necessidades decorrentes do uso de crack, álcool e outras drogas,</p><p>no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).</p><p>C) certa. Art. 4º São objetivos específicos da Rede de Atenção Psicossocial: IV - promover a</p><p>reabilitação e a reinserção das pessoas com transtorno mental e com necessidades</p><p>decorrentes do uso de crack, álcool e outras drogas na sociedade, por meio do acesso ao</p><p>trabalho, renda e moradia solidária;</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar</p><p>Aula 04</p><p>EBSERH (Psicólogo - Psicologia Hospitalar) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>31</p><p>D) errada. PTS e não comum a todos. Lembram do Plano Terapêutico Singular/individual?</p><p>§ 3º O cuidado, no âmbito do Centro de Atenção Psicossocial, é desenvolvido por</p><p>intermédio de Projeto Terapêutico Individual, envolvendo em sua construção a equipe, o</p><p>usuário e sua família, e a ordenação do cuidado estará sob a responsabilidade do Centro</p><p>de Atenção Psicossocial ou da Atenção Básica, garantindo permanente processo de</p><p>cogestão e acompanhamento longitudinal do caso.</p><p>13. (IBFC- Prefeitura de Cuiabá- 2023) O Serviço Residencial Terapêutico no âmbito do</p><p>Sistema Único de Saúde é considerado uma estratégia de desinstitucionalização de</p><p>usuários dos serviços de saúde mental. Assinale a alternativa que não corresponde a</p><p>uma característica dos Serviços Residenciais Terapêuticos.</p><p>A) Devem estar localizadas dentro dos limites de unidades hospitalares gerais ou</p><p>especializadas</p><p>B) São consideradas unidades de moradia inseridas na comunidade</p><p>C) Devem estar vinculadas à rede pública de serviços de saúde</p><p>D) Tem como caráter fundamental tornar-se um espaço que garanta o convívio social, a</p><p>reabilitação psicossocial e o resgate de cidadania do sujeito, promovendo os laços afetivos,</p><p>a reinserção no espaço territorial</p><p>COMENTÁRIOS:</p><p>A) errada. Segundo o MS: Não tem que estar nos limites do hospital. O Serviço Residencial</p><p>Terapêutico (SRT) – ou residência terapêutica ou simplesmente "moradia" – são casas</p><p>localizadas no espaço urbano, constituídas para responder às necessidades de moradia de</p><p>pessoas portadoras de transtornos mentais graves, institucionalizadas ou não.</p><p>B) certo. Segundo o MS: O processo de reabilitação psicossocial deve buscar de modo</p><p>especial a inserção do usuário na rede de serviços, organizações e relações sociais da</p><p>comunidade. Ou seja, a inserção em um SRT é o início de longo processo de reabilitação</p><p>que deverá buscar a progressiva inclusão social do morador.</p><p>C) certo. As residências terapêuticas deverão estar vinculadas aos CAPS (ou outro</p><p>dispositivo ambulatorial), mesmo configuradas como "outro serviço" na Ficha Cadastral de</p><p>Estabelecimento de Saúde (FCES) dos CAPS de referência.</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar</p><p>Aula 04</p><p>EBSERH (Psicólogo - Psicologia Hospitalar) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>32</p><p>D) certo. O processo de reabilitação psicossocial deve buscar de modo especial a inserção</p><p>do usuário na rede de serviços, organizações e relações sociais da comunidade. Ou seja, a</p><p>inserção em um SRT é o início de longo processo de reabilitação que deverá buscar a</p><p>progressiva inclusão social do morador.</p><p>Os Serviços Residenciais Terapêuticos, também</p><p>conhecidos como Residências Terapêuticas, são casas, locais de moradia, destinadas a</p><p>pessoas com transtornos mentais que permaneceram em longas internações psiquiátricas e</p><p>impossibilitadas de retornar às suas famílias de origem.</p><p>As Residências Terapêuticas foram instituídas pela Portaria/GM nº 106 de fevereiro de 2000</p><p>e são parte integrante da Política de Saúde Mental do Ministério da Saúde. Esses</p><p>dispositivos, inseridos no âmbito do Sistema Único de Saúde/SUS, são centrais no processo</p><p>de desinstitucionalização e reinserção social dos egressos dos hospitais psiquiátricos. Tais</p><p>casas são mantidas com recursos financeiros anteriormente destinados aos leitos</p><p>psiquiátricos. Assim, para cada morador de hospital psiquiátrico transferido para a</p><p>residência terapêutica, um igual número de leitos psiquiátricos deve ser descredenciado do</p><p>SUS e os recursos financeiros que os mantinham devem ser realocados para os fundos</p><p>financeiros do estado ou do município para fins de manutenção dos Serviços Residenciais</p><p>Terapêuticos.</p><p>O Programa De Volta para Casa: foi instituído pelo Presidente Lula, por meio da assinatura</p><p>da Lei Federal 10.708 de 31 de julho de 2003 e dispõe sobre a regulamentação do auxílio-</p><p>reabilitação psicossocial a pacientes que tenham permanecido em longas internações</p><p>psiquiátricas. O objetivo deste programa é contribuir efetivamente para o processo de</p><p>inserção social dessas pessoas, incentivando a organização de uma rede ampla e</p><p>diversificada de recursos assistenciais e de cuidados, facilitadora do convívio social, capaz</p><p>de assegurar o bem-estar global e estimular o exercício pleno de seus direitos civis, políticos</p><p>e de cidadania.</p><p>Além disso, o De Volta para Casa atende ao disposto na Lei 10.216 que determina que os</p><p>pacientes longamente internados ou para os quais se caracteriza a situação de grave</p><p>dependência institucional, sejam objeto de política específica de alta planejada e</p><p>reabilitação psicossocial assistida. Em parceria com a Caixa Econômica, o Programa de Volta</p><p>Para Casa (PVC) oferece auxílio à reabilitação psicossocial e é destinado às pessoas</p><p>acometidas por transtornos mentais, com histórico de internação de longa permanência, a</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar</p><p>Aula 04</p><p>EBSERH (Psicólogo - Psicologia Hospitalar) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>33</p><p>partir de dois anos ininterruptos, em hospitais psiquiátricos ou de custódia. O auxílio à</p><p>reabilitação atua para restituir o direito de morar e conviver em liberdade, bem como</p><p>promover a autonomia e o protagonismo de seus usuários.</p><p>Objetivo: O de Volta Para Casa pretende favorecer a ampliação da rede de relações fora da</p><p>unidade hospital, estimulando o bem-estar global, o exercício pleno dos direitos civis,</p><p>políticos e de cidadania dessas pessoas.</p><p>14. (IBFC- Prefeitura de Cuiabá- 2023) Um dos programas</p><p>em saúde mental instituídos a</p><p>partir da luta antimanicomial foi o Programa de Volta para Casa. Em relação ao</p><p>programa, analise as afirmativas a seguir.</p><p>I. O benefício consiste no pagamento mensal de auxílio ao beneficiário ou seu</p><p>representante legal, se for o caso.</p><p>II. É destinado às pessoas acometidas por transtornos mentais, com histórico de</p><p>internação de curta permanência em hospitais psiquiátricos.</p><p>III. O auxílio à reabilitação atua para restituir o direito de morar e conviver em</p><p>liberdade, bem como promover a autonomia e o protagonismo de seus usuários.</p><p>Estão corretas as afirmativas:</p><p>A) III apenas</p><p>B) II e III apenas</p><p>C) I e III apenas</p><p>D) I e II apenas</p><p>COMENTÁRIOS:</p><p>I) exatamente como vimos acima sobre o programa.</p><p>II) longa duração e não curta.</p><p>III) exatamente o objetivo que vimos acima.</p><p>Letra C é a correta.</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar</p><p>Aula 04</p><p>EBSERH (Psicólogo - Psicologia Hospitalar) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>34</p><p>EDUCAÇÃO EM SAÚDE</p><p>O conceito de educação em saúde se sobrepõe ao de promoção da saúde, como uma</p><p>definição mais ampla de um processo que abrange a participação de toda a população no</p><p>contexto de sua vida cotidiana e não apenas das pessoas sob risco de adoecer. Adiante</p><p>iremos entender a problemática sobre o tema a partir da cartilha do Ministério da Saúde:</p><p>Educação em saúde, diretrizes (2007) e o artigo: Educação em saúde e educação na saúde:</p><p>conceitos e implicações para a saúde coletiva (FALKENBERG, M. F. et al. 2014)</p><p>Educação em</p><p>saúde</p><p>Histórico: O termo educação em saúde vem sendo utilizado desde as</p><p>primeiras décadas do século XX. A expansão da medicina preventiva</p><p>para algumas regiões do país, a partir da década de 1940, com o</p><p>Serviço Especial de Saúde Pública (SESP), apresentava estratégias de</p><p>educação em saúde autoritárias, tecnicistas e biologicistas, em que as</p><p>classes populares eram vistas e tratadas como passivas e incapazes de</p><p>iniciativas próprias (Estados paternalistas). As ações do Estado se</p><p>davam por meio das chamadas campanhas sanitárias. Outras formas</p><p>de educação em saúde eram caracterizadas por ações verticais de</p><p>caráter informativo com o intuito de transformar hábitos de vida,</p><p>colocando o indivíduo como o responsável pela sua saúde. Há uma</p><p>noção de fragmentação da educação em saúde (campo da saúde -</p><p>Aos primeiros, cabia desenvolver os conhecimentos científicos</p><p>capazes de intervir sobre a doença, diagnosticando-a e tratando-a o</p><p>mais rapidamente possível. Campo da educação: cabia desenvolver</p><p>ações educativas capazes de transformar comportamentos) –</p><p>momento que o termo conhecido era EDUCAÇÃO E SAÚDE à</p><p>conhecido também como educação bancária (verticalizada).</p><p>Houve um marco que foi aos poucos mudando a</p><p>concepção dualista de educação e saúde: Movimento de Educação</p><p>Popular em Saúde que se formou nos últimos 40 anos (influenciado</p><p>por Paulo Freire).</p><p>Qual é a essência? Compreender que devem ocorrer TROCAS entre</p><p>os usuários em saúde e os profissionais, como quebra do paradigma</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar</p><p>Aula 04</p><p>EBSERH (Psicólogo - Psicologia Hospitalar) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>35</p><p>da verticalidade. O indivíduo participa da sua saúde como forma de</p><p>cuidado de si e suporte dos profissionais.</p><p>Educação popular em saúde à organiza a partir da aproximação com</p><p>outros sujeitos no espaço comunitário, privilegiando os movimentos</p><p>sociais locais, num entendimento de saúde como prática social e</p><p>global e tendo como balizador ético-político os interesses das classes</p><p>populares. Baseia-se no diálogo com os saberes prévios dos usuários</p><p>dos serviços de saúde, seus saberes “populares”, e na análise crítica</p><p>da realidade.</p><p>1- Diálogo</p><p>2- Autonomia</p><p>3- Afetividade</p><p>4- Trocas e respeito</p><p>5- Junto com a comunidade</p><p>Educação permanente em saúde: definição pelo MS à A Política</p><p>Nacional de Educação Permanente em Saúde - PNEPS é considerada</p><p>uma importante estratégia do SUS e visa contribuir para a organização</p><p>dos serviços de saúde, com a qualificação e a transformação das</p><p>práticas em saúde, por meio da formação e do desenvolvimento dos</p><p>profissionais e trabalhadores da saúde, buscando articular a</p><p>integração entre ensino e serviço, com vistas ao fortalecimento dos</p><p>princípios fundamentais do SUS. Ligada ao aprendizado dos</p><p>PROFISSIONAIS na prática.</p><p>é diferente da educação continuada à</p><p>envolve as atividades de ensino mais enrijecidas e estruturadas como</p><p>o caso das pós-graduação, cursos específicos, possui duração definida</p><p>e utiliza metodologia tradicional. Um profissional transmite</p><p>conhecimento a outro.</p><p>Definição pelo MS: Processo educativo de construção de</p><p>conhecimentos em saúde que visa à apropriação temática pela</p><p>população [...]. Conjunto de práticas do setor que contribui para</p><p>aumentar a autonomia das pessoas no seu cuidado e no debate com</p><p>os profissionais e os gestores a fim de alcançar uma atenção de saúde</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar</p><p>Aula 04</p><p>EBSERH (Psicólogo - Psicologia Hospitalar) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>36</p><p>de acordo com suas necessidades. Reafirma ainda que essas práticas</p><p>são pedagógicas e sociais, de conteúdo técnico, político e cientifico.</p><p>A educação em saúde se vincula, então, principalmente, mas não</p><p>somente, à atenção primária, no que tange as promoções de saúde.</p><p>Trata-se de analisar a comunidade e entender as demandas, fazer um</p><p>diagnóstico em conjunto para que as ações sejam mais efetivas.</p><p>As práticas de educação em saúde envolvem três segmentos de</p><p>atores prioritários:</p><p>1- Os profissionais de saúde que valorizem a prevenção e a promoção</p><p>tanto quanto as práticas curativas;</p><p>2- Os gestores que apoiem esses profissionais;</p><p>3- A população que necessita construir seus conhecimentos e</p><p>aumentar sua autonomia nos cuidados, individual e coletivamente.</p><p>A educação em saúde como processo político pedagógico à requer</p><p>o desenvolvimento de um pensar crítico e reflexivo, permitindo</p><p>desvelar (descobrir) a realidade e propor ações transformadoras que</p><p>levem o indivíduo à sua autonomia e emancipação.</p><p>O sujeito à é histórico e social, capaz de propor e opinar nas decisões</p><p>de saúde para cuidar de si, de sua família e de sua coletividade, por</p><p>isso é necessário estimular a autonomia.</p><p>Como seriam as práticas de educação em saúde? São inerentes ao</p><p>trabalho em saúde, mas muitas vezes estão relegadas (esquecidas) a</p><p>um segundo plano no planejamento e organização dos serviços, na</p><p>execução das ações de cuidado e na própria gestão (que são as</p><p>técnicas um tanto verticalizadas, ex: os profissionais escolhem por</p><p>conta própria falar sobre algum tema para a população, sem antes</p><p>consultá-los quanto ao que seriam as maiores dúvidas e desafios). Por</p><p>isso, quando se pensa no marco de educação popular, pensa-se em</p><p>primeiro mapear a região/território, para que possam ser feitas</p><p>intervenções a partir da necessidade do usuário e somado aos</p><p>conhecimentos do mesmo.</p><p>A educação em saúde à é prática social que pode ocorrer em</p><p>qualquer espaço levando em consideração o território.</p><p>Thayse Duarte Varela Dantas Cesar</p><p>Aula 04</p><p>EBSERH (Psicólogo - Psicologia Hospitalar) Conhecimentos Específicos</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>37</p><p>Bases conceituais Educação em Saúde: é um processo sistemático,</p><p>contínuo e permanente que objetiva a formação e o desenvolvimento</p><p>da consciência crítica do cidadão, estimulando a busca de soluções</p><p>coletivas para os problemas vivenciados e a sua “participação real” no</p><p>exercício do controle social.</p><p>A finalidade da ação de Educação em Saúde é a transformação:</p><p>Esta ação, como área do conhecimento, contribui de forma decisiva</p><p>para a consolidação dos princípios e diretrizes do SUS:</p>

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