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AFYA- FACULDADE DE CIÊNCIAS MÉDICAS CRUZEIRO DO SUL - ACRE CURSO DE BACHARELADO EM MEDICINA CLINICA INTEGRADA II – MARC II GUSTAVO PINHEIRO GOMES PROJETO TERAPÊUTICO SINGULAR (PTS) CRUZEIRO DO SUL – ACRE 2026 Paciente: Henrique 5 anos, Mãe Eliane. Diagnóstico situacional: Paciente Henrique preencheu critérios diagnósticos para Transtorno do Espectro Autista (Nível 1) com comorbidade comportamental compatível com TDAH. Foi descartada deficiência intelectual, com inteligência preservada, mas com comprometimento funcional importante na comunicação social, nas habilidades acadêmicas iniciais e na regulação emocional. Definição de Metas: Curto prazo: Orientações: ➢ Explicar o diagnóstico de forma clara, empática e acolhedora utilizando o protocolo SPIKES, garantindo compreensão e suporte emocional à mãe. ➢ Orientar a família quanto ao manejo adequado do TEA e das dificuldades comportamentais associadas ao TDAH. ➢ Orientar sobre redução do tempo de exposição a telas para no máximo 1 hora por dia, priorizando atividades lúdicas, educativas e interativas. ➢ Orientar sobre alimentação equilibrada, incentivando variedade alimentar e redução de alimentos ultraprocessados. ➢ Reforçar a importância de rotina estruturada diária, com horários definidos para alimentação, brincadeiras, estudo e sono. ➢ Orientar sobre higiene do sono, incluindo rotina regular para dormir, ambiente adequado e redução de estímulos noturnos. ➢ Orientar sobre a importância da estimulação cognitiva, motora e social, com atividades dirigidas adequadas para a faixa etária. ➢ Orientar a família sobre a importância de cuidador(a) ou acompanhante terapêutico com experiência em desenvolvimento infantil. ➢ Retorno em 30 dias. Prescrição: Uso Oral 1- Melatonina 210 mcg -------------------------------------------- 1 frasco Tomar 01 gota por dia a noite após as 20 horas. Médio prazo: ➢ Acompanhar evolução clínica do Henrique junto a equipe E-Multi. ➢ Monitorar a evolução do desenvolvimento cognitivo, social e comportamental. ➢ Avaliar resposta às terapias multiprofissionais. ➢ Melhorar habilidades de comunicação, interação social e adaptação escolar. ➢ Reduzir sintomas de desatenção, impulsividade e hiperatividade. ➢ Melhorar a autonomia nas atividades diárias. Solicitação de novos exames para exclusão de comorbidades: • Hemograma; • Creatinina; • Ureia; • TSH e T4L; • Vitamina B12 e D; • Glicemia em jejum; • Ferro sérico; • Perfil Lipídico; • Audiometria ou emissões otoacústicas (se ainda não realizado). Longo Prazo: ➢ Promover maior autonomia funcional. ➢ Avaliar resposta às terapias multiprofissionais. ➢ Melhorar habilidades sociais e comunicação. ➢ Favorecer adaptação escolar e desempenho acadêmico. ➢ Reduzir impacto dos sintomas de TDAH no aprendizado. ➢ Promover integração social e desenvolvimento emocional saudável. ➢ Cuidado contínuo. ➢ Avaliar a necessidade da introdução da terapia medicamentosa. Prescrição: Henrique 5 anos, 18kg. Uso Oral 1. Metilfenidato 10mg -------------------------------------------------- 2 cx. Tomar 1 comprimido ao dia, pela a manhã. Em caso de dificuldade para ingestão, amassar o comprimido e diluir em água. 2. Risperidona 1mg/mL ----------------------------------------------- 1 frasco. Tomar 0,25mL à noite. No retorno avaliar necessidade da continuação com o tratamento ou aumento da dose. Divisão de responsabilidades: ➢ Médico: Responsável pelo acompanhamento geral do paciente e pela coordenação do Projeto Terapêutico Singular. Deve monitorar o crescimento, desenvolvimento neuropsicomotor e evolução clínica de Henrique, orientar a família sobre rotina, alimentação, higiene do sono e redução do uso de telas. Também cabe a este profissional solicitar e avaliar exames complementares, além de realizar encaminhamentos para a equipe multiprofissional e integrar as informações dos demais profissionais envolvidos no cuidado. ➢ Neuropediatra: Responsável pela avaliação especializada do neurodesenvolvimento, acompanhamento do diagnóstico de TEA e investigação de sintomas compatíveis com TDAH. Deve orientar condutas terapêuticas específicas e indicar exames complementares quando necessário, incluindo avaliação neurológica ou genética. ➢ Psicólogo: Responsável pelo acompanhamento psicológico da criança, com foco no desenvolvimento de habilidades sociais, regulação emocional e manejo comportamental por meio de intervenções terapêuticas, como a terapia cognitivo-comportamental. Também orienta a família quanto às estratégias de manejo em casa. ➢ Enfermagem: Realiza acolhimento, monitoramento clínico, orientações em saúde, reforço da adesão ao tratamento e organização do seguimento. ➢ Fisioterapeuta: Avalia e reabilita alterações motoras e funcionais, visando recuperação da mobilidade e independência nas atividades diárias. ➢ Psicopedagogo: Responsável por avaliar e acompanhar dificuldades relacionadas ao processo de aprendizagem, desenvolvendo estratégias que auxiliem no desenvolvimento das habilidades acadêmicas iniciais e orientando a escola sobre possíveis adaptações pedagógicas. ➢ Terapeuta Ocupacional: Responsável por trabalhar habilidades motoras, integração sensorial e autonomia nas atividades de vida diária, contribuindo para a organização da rotina e melhora da funcionalidade da criança. ➢ Nutricionista: Responsável pela avaliação do estado nutricional e orientação alimentar, auxiliando no manejo de possíveis seletividades alimentares e promovendo hábitos alimentares saudáveis. ➢ Fonoaudiólogo: Responsável por avaliar e estimular o desenvolvimento da linguagem e da comunicação, tanto verbal quanto não verbal, além de trabalhar habilidades de interação social e compreensão da linguagem. ➢ Paciente: Participa ativamente do tratamento, comparece às consultas, segue orientações e comunica mudanças no quadro clínico. ➢ Família / Responsável: Responsável por garantir a adesão às consultas e terapias indicadas, aplicar as orientações da equipe de saúde no ambiente domiciliar, organizar uma rotina estruturada para a criança e estimular atividades que favoreçam o desenvolvimento social, cognitivo e emocional. ➢ Escola: Responsável por oferecer suporte educacional adequado, realizar adaptações pedagógicas quando necessário, estimular a interação social e manter comunicação com a família e a equipe de saúde sobre o desempenho e comportamento da criança.