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Diagnóstico do TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade) 
 
 
O diagnóstico do TDAH é clínico, baseado em critérios estabelecidos pelo DSM-5 
(Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais) ou CID-11, e deve ser 
realizado por um profissional especializado (psiquiatra, neurologista ou psicólogo). 
Segue o processo: 
 
1. Critérios Diagnósticos (DSM-5) 
O TDAH se divide em 3 subtipos: 
Apresentação combinada (desatenção + hiperatividade/impulsividade) 
Predominantemente desatento 
Predominantemente hiperativo/impulsivo 
Sintomas de DESATENÇÃO (pelo menos 6, por ≥6 meses) 
Dificuldade em manter atenção em tarefas 
Parece não ouvir quando falado diretamente 
Não segue instruções ou termina atividades 
Evita tarefas que exigem esforço mental prolongado 
Distrai-se facilmente com estímulos externos 
Esquece atividades cotidianas 
Sintomas de HIPERATIVIDADE/IMPULSIVIDADE (pelo menos 6, por ≥6 meses) 
Agitação (bater mãos/pés, inquietação) 
Dificuldade em ficar sentado 
Corre ou sobe em coisas excessivamente (em crianças) 
Fala excessivamente 
Responde antes da pergunta ser concluída 
Interrompe conversas ou jogos 
Outros requisitos: 
Sintomas presentes antes dos 12 anos. 
Prejuízo em dois ou mais contextos (escola, casa, trabalho). 
Não serem explicados por outro transtorno (ansiedade, depressão). 
 
2. Processo de Avaliação 
a) Entrevista Clínica Detalhada 
Histórico do paciente e familiares (o TDAH tem 70-80% de herdabilidade). 
Impacto dos sintomas na vida acadêmica, social e profissional. 
b) Instrumentos Complementares 
Escalas de avaliação: 
SNAP-IV (para crianças e adultos) 
ADHD-RS (Escala de Avaliação do TDAH) 
DIVA-5 (Entrevista diagnóstica para adultos) 
Relatos de pais, professores ou cônjuges (especialmente para crianças). 
c) Exames de Exclusão 
Avaliação neuropsicológica (para descartar dificuldades de aprendizagem). 
Exames físicos: TSH (hipotireoidismo pode simular TDAH), audiometria. 
 
3. Diagnóstico Diferencial 
Condições que podem mimetizar ou coexistir com TDAH: 
Ansiedade ou depressão 
Transtornos do sono (apneia, insônia) 
Dificuldades de aprendizagem (dislexia) 
Transtorno do espectro autista (TEA) 
 
4. Particularidades por Idade 
Crianças 
Sintomas são mais evidentes (hiperatividade, problemas escolares). 
Avaliação multidisciplinar (escola, psicólogo, família). 
Adultos 
Hiperatividade pode ser internalizada (inquietude mental). 
Dificuldade em organizar tarefas, procrastinação crônica. 
 
5. Tratamento (Após Diagnóstico Confirmado) 
Medicação: Estimulantes (metilfenidato, lisdexanfetamina) ou não estimulantes 
(atomoxetina). 
Terapia cognitivo-comportamental (TCC): Para manejo de impulsividade e 
organização. 
Ajustes ambientais: Rotinas estruturadas, técnicas de estudo. 
 
Quando Encaminhar a um Especialista? 
Suspeita de TDAH com prejuízos significativos. 
Casos complexos (comorbidades como depressão ou TEA). 
Resistência ao tratamento inicial. 
Importante: O diagnóstico deve ser cuidadoso para evitar falsos positivos (ex.: criança 
agitada ≠ TDAH). Se possível, envolver uma equipe multidisciplinar. 
 
Fonte: DSM-5, Associação Brasileira do Déficit de Atenção (ABDA), diretrizes da AAP 
(Academia Americana de Pediatria).

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