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<p>Aula 48 - Profa.</p><p>Graziela</p><p>Medicina Veterinária p/ Concursos -</p><p>Curso Regular</p><p>Autor:</p><p>Ana Paula Salim, Graziela Kopinits</p><p>de Oliveira</p><p>01 de Agosto de 2023</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>Ana Paula Salim, Graziela Kopinits de Oliveira</p><p>Aula 48 - Profa. Graziela</p><p>Índice</p><p>..............................................................................................................................................................................................1) Considerações Iniciais e Exame ortopédico 3</p><p>..............................................................................................................................................................................................2) Fratura 11</p><p>..............................................................................................................................................................................................3) Displasia coxofemoral 28</p><p>..............................................................................................................................................................................................4) Luxação de patela 34</p><p>..............................................................................................................................................................................................5) Sistema Locomotor - Questões comentadas 40</p><p>..............................................................................................................................................................................................6) Sistema Locomotor - Lista de questões 71</p><p>Medicina Veterinária p/ Concursos - Curso Regular</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>2</p><p>87</p><p>APRESENTAÇÃO DO CURSO</p><p>Olá corujinhas, dando continuidade ao nosso do Curso de Clínica Médica de Pequenos Animais</p><p>vamos aprender um pouco mais sobre afecções do sistema locomotor de pequenos animais, para te auxiliar</p><p>no concurso desejado, objetivando seu sucesso. Nosso material é composto por teoria e questões, voltado</p><p>para provas objetivas e discursivas de concursos da área de medicina veterinária. Através desse material</p><p>trazemos a vocês, alunos, uma visão direcionada e baseada em conteúdos rotineiramente abordados em</p><p>editais e provas dor principais concursos de medicina veterinária.</p><p>A forma de abordagem de nosso curso atende tanto o aluno que está iniciando os estudos na área,</p><p>como aquele que está estudando há mais tempo, além de trazer conceitos importantes para facilitar o</p><p>entendimento do conteúdo.</p><p>Para que nosso aprendizado seja mais bem fixado por você, resolveremos e discutiremos questões</p><p>cobradas em outros concursos, de forma a levantar situações práticas que podem ser abordadas em sua</p><p>prova. Dessa maneira, buscamos abordar o conteúdo de forma dinâmica.</p><p>Em relação à nossa metodologia de estudo, traremos as aulas em .pdf com uma leitura de fácil</p><p>compreensão e assimilação, abordando todos os assuntos do edital de forma completa e direcionada,</p><p>aprofundando os assuntos mais importantes. Esse material trará uma série de esquemas, imagens, resumos</p><p>e questões com as informações que realmente importam para sua aprovação na vaga desejada.</p><p>Você terá ainda vários canais de contato direto e pessoal com o Professor. Por meio do fórum de</p><p>dúvidas, e-mail, WhatsApp e Telegram. Dessa forma poderemos sanar juntos todas as dúvidas que surgirem</p><p>no decorrer do estudo.</p><p>Teremos ainda videoaulas que irão complementar seu estudo, com uma didática leve e</p><p>compreensível, traremos os tópicos principais dos assuntos mais pedidos em editais de residência. Assim,</p><p>você vai poder revisar o conteúdo e complementar seu estudo. E, é claro, revisões pontuais para te deixar</p><p>muito bem-preparado para o dia da prova.</p><p>Essas VIDEOAULAS são um complemento ao nosso .pdf e NÃO ATENDEM A TODOS OS PONTOS QUE</p><p>VAMOS ANALISAR NOS NOSSOS LIVROS ELETRÔNICOS. Por vezes, haverá aulas com vários vídeos; outras</p><p>Ana Paula Salim, Graziela Kopinits de Oliveira</p><p>Aula 48 - Profa. Graziela</p><p>Medicina Veterinária p/ Concursos - Curso Regular</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>3</p><p>87</p><p>que terão videoaulas apenas em parte do conteúdo; e outras, ainda, que não conterão vídeos. Nosso foco</p><p>é, sempre, o estudo ativo!!!!</p><p>Então vamos começar e trilhar juntos a sua jornada de APROVAÇÃO no concurso desejado! Bom</p><p>estudo!! E contem comigo.</p><p>Ana Paula Salim, Graziela Kopinits de Oliveira</p><p>Aula 48 - Profa. Graziela</p><p>Medicina Veterinária p/ Concursos - Curso Regular</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>4</p><p>87</p><p>APRESENTAÇÃO PESSOAL</p><p>Farei agora uma apresentação pessoal, para que você me conheça melhor. Meu nome é Graziela</p><p>Kopinits de Oliveira. Sou graduada em Medicina Veterinária pela Universidade Federal Rural de Pernambuco</p><p>(UFRPE). Realizei meu mestrado em Cirurgia Veterinária pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e</p><p>o doutorado em Ciência Veterinária, com ênfase em cirurgia, pela Universidade Federal Rural de Pernambuco</p><p>(UFRPE).</p><p>Fui docente durante sete anos na graduação, em faculdades da rede privada, nas áreas de clínica e</p><p>cirurgia de cães e gatos, aprimorando dessa forma minha didática. Além disso fui preceptora e professora de</p><p>curso de aprimoramento na área de clínica e cirurgia de pequenos animais.</p><p>Minha experiência em concurso público se deu através da realização e aprovação em concursos de</p><p>residência (UFRPE), no último concurso do Ministério da Agricultura (MAPA) - o qual, mesmo sendo</p><p>convocada, não assumi a vaga - e no cargo que exerço atualmente, como médico Veterinário (TAE) na</p><p>Universidade Federal de Alagoas (UFAL), na área de cirurgia de cães e gatos.</p><p>Tenho ainda um capítulo no livro impresso "Tratado de técnica cirúrgica veterinária", sobre técnicas</p><p>e instrumentais ortopédicos, além de apostilas e alguns artigos publicados, que me treinaram para o</p><p>desenvolvimento do material que usaremos em nosso curso.</p><p>Deixarei abaixo meus contatos para quaisquer dúvidas ou sugestões. Terei o prazer em orientá-los da</p><p>melhor forma possível nesta caminhada que estamos iniciando para sua aprovação.</p><p>E-mail: grakopinits@gmail.com</p><p>Instagram: @vetgraziela</p><p>Telegram: @grakopinits</p><p>Ana Paula Salim, Graziela Kopinits de Oliveira</p><p>Aula 48 - Profa. Graziela</p><p>Medicina Veterinária p/ Concursos - Curso Regular</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>5</p><p>87</p><p>ESTUDO DAS ENFERMIDADES DO SISTEMA LOCOMOTOR DE</p><p>PEQUENOS ANIMAIS</p><p>Considerações Iniciais e Exame ortopédico</p><p>Na aula de hoje vamos estudar as Enfermidades do sistema locomotor de pequenos animais, este</p><p>conteúdo é abordado de várias maneiras nas provas de residência de clínica médica de pequenos animais,</p><p>por isso, é importante que você, aluno, esteja atento para este tema.</p><p>Neste capítulo temos muitos tópicos, e estes foram abordados em provas anteriores da forma</p><p>bastante mesclada, no entanto fraturas, displasia coxofemoral e luxação de patela merecem uma atenção</p><p>especial durante os estudos. Aqui nesse capítulo iremos trazer, ainda, alguns casos clínicos, para que você</p><p>consiga formular uma linha de pensamento de atendimento aos pacientes, pois é uma forma que tem cada</p><p>vez mais aparecido nos concursos. Então, vamos iniciar nosso estudo desse assunto e focar e nos aprofundar</p><p>no que for mais importante para seu sucesso no concurso almejado.</p><p>Você vai perceber que este livro traz, no decorrer do texto e ao final, diversas questões de concursos</p><p>passados, meu objetivo é praticarmos e entendermos juntos os assuntos cobrados, para que você esteja</p><p>preparado no dia da sua prova. Vale lembrar que este material foi elaborado após uma análise extensa de</p><p>provas e editais de concursos anteriores de medicina veterinária, e ele foca nos principais pontos do assunto</p><p>abordado.</p><p>O sistema locomotor é composto por ossos, articulações, tendões,</p><p>à diminuição da quantidade total e da densidade do</p><p>tecido ósseo (osteopenia). Além disso, se o estresse estiver concentrado em áreas que não foram</p><p>previamente expostas a altas cargas, pode haver dano ao osso que resulta em fratura. Isso ocorre</p><p>quando os implantes transferem continuamente a carga de forma muito eficiente para áreas que</p><p>anteriormente carregavam menos tensão2.</p><p>4. (UFERSA/2023) (DENNY; Butterworth, 2006). Um banco de ossos conservados em glicerina a</p><p>98% pode ser muito útil na resolução de osteossínteses com sequestro ósseo considerável ou</p><p>outras perdas de tecidos ósseos. Ao optar por osteossíntese com implante de “material ósseo</p><p>de animal de espécie diferente do receptor”, pode-se afirmar que, se trata de implante:</p><p>a) Aloenxerto</p><p>b) Xenoenxerto</p><p>c) Autoenxerto</p><p>d) Homógeno</p><p>e) Autólogo</p><p>Comentários:</p><p>A alternativa B está correta e é o gabarito da questão. Uma vez que o xenoenxerto é a enxertia</p><p>de tecidos originados de animais de espécies diferentes da do receptor.</p><p>2 Moghaddam, N.S. et al. Metals for bone implants: safety, design, and efficacy. Biomanuf Rev. v.1, n.1, 2016.</p><p>Ana Paula Salim, Graziela Kopinits de Oliveira</p><p>Aula 48 - Profa. Graziela</p><p>Medicina Veterinária p/ Concursos - Curso Regular</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>43</p><p>87</p><p>A letra A está incorreta. O aloenxerto é o enxerto em que a espécie do doador e receptor são a</p><p>mesma, porém eles são geneticamente diferentes.</p><p>A letra C está incorreta. O autoenxerto é o tipo de enxertia na qual o doador e receptor são o</p><p>mesmo indivíduo.</p><p>A letra D está incorreta. O enxerto homógeno, são enxertos com origem da mesma espécie.</p><p>A letra E está incorreta. O enxerto autólogo, são enxertos com origem do próprio indivíduo.</p><p>5. (UFERSA/2023) A classificação para o grau de acometimento de luxação patelar em cão que se</p><p>apresenta com patela permanecendo luxada medialmente a maior parte do tempo, mas pode ser</p><p>reduzida manualmente com a extensão do joelho; entretanto, após a redução manual, a flexão e</p><p>a extensão do joelho resultam em uma nova luxação patelar; há um deslocamento medial do</p><p>grupo muscular quadríceps. Podem estar presentes anormalidades dos tecidos moles de suporte</p><p>da articulação do joelho e deformidades do fêmur e da tíbia. A classificação para este</p><p>acometimento de luxação patelar é:</p><p>a) Grau I.</p><p>b) Grau II.</p><p>c) Grau III.</p><p>d) Grau IV.</p><p>e) Grau V.</p><p>Comentários:</p><p>A alternativa C está correta e é o gabarito da questão. Uma das classificações das luxações</p><p>patelares em cães é baseada no grau e intensidade. Como descrito a seguir:</p><p>Grau 1: luxação patelar intermitente, elevação ocasional do membro, se a patela é luxada</p><p>manualmente, ela retorna à tróclea quando liberada, não há crepitação à palpação.</p><p>Ana Paula Salim, Graziela Kopinits de Oliveira</p><p>Aula 48 - Profa. Graziela</p><p>Medicina Veterinária p/ Concursos - Curso Regular</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>44</p><p>87</p><p>Grau 2: luxação patelar um pouco mais frequente, o paciente apresenta sinais leves e intermitentes</p><p>de claudicação, a patela luxa facilmente quando o membro é rotacionado, a redução ocorre com</p><p>manobras opostas à rotação.</p><p>Grau 3: a patela está permanentemente luxada, com torção/rotação da tíbia e desvio da crista</p><p>tibial (30-60%), muitos animais usam o membro com o joelho semiflexionado. Tróclea muito rasa</p><p>ou achatada.</p><p>Grau 4: a tíbia se apresenta medialmente rotacionada, e ocorre um maior desvio da crista tibial</p><p>(60-90%), a patela permanece luxada, não podendo ser reduzida manualmente. O membro pode</p><p>estar erguido ou o animal se move abaixado. Tróclea rasa, ausente ou convexa.</p><p>6. (UFERSA/2023) (TOBIAS; JOHNSTON, 2012) O dispositivo ortopédico registrados nas imagens</p><p>que se seguem estão relacionados à utilização ortopédica de:</p><p>a) Implante de pinos de Rush</p><p>b) Implante de haste bloqueada</p><p>c) Nivelamento de platô tibial</p><p>d) Fixador esquelético externo</p><p>e) Distracionador muscular</p><p>Comentários:</p><p>Ana Paula Salim, Graziela Kopinits de Oliveira</p><p>Aula 48 - Profa. Graziela</p><p>Medicina Veterinária p/ Concursos - Curso Regular</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>45</p><p>87</p><p>A letra B está correta e é o gabarito da questão. O material demonstrado na imagem é</p><p>característico de implantes do tipo haste bloqueada. As hastes intertravadas ou bloqueadas são</p><p>inseridas no canal medular e travadas no lugar com parafusos ou cavilhas cruzadas, colocadas</p><p>através dos segmentos proximais e distais da fratura e da haste. Este tipo de implante resiste a</p><p>todas as forças que atuam nas fraturas. A haste fornece suporte de flexão, enquanto os parafusos</p><p>ou pinos ósseos de bloqueio fornecem suporte axial e rotacional. As hastes entrelaçadas podem</p><p>ser usadas efetivamente em animais com pontuações de avaliação de fratura altas e médias3.</p><p>7. (UFERSA/2023) (FOSSUM, 2015) Para resolução da não união do processo ancôneo pode ser</p><p>recomendada:</p><p>a) Osteotomia parcial do processo ancôneo</p><p>b) Fixação com mini placa e parafusos</p><p>c) Utilização de pino intramedular</p><p>d) Osteotomia ulnar e uso de parafuso de folga</p><p>e) Osteotomia e cerclagem com fio de aço</p><p>Comentários</p><p>A alternativa D está correta e é o gabarito da questão. A não união do processo ancôneo, ou</p><p>displasia do cotovelo, ocorre quando não há a união óssea do processo ancôneo com a metáfise</p><p>proximal da ulna. O principal tratamento para essa afecção é a osteotomia ulnar associada à</p><p>fixação do processo ancôneo, com parafuso lag (ou de folga), resultando em uma alta taxa de</p><p>consolidação.</p><p>3 Fossum, T.W. Small animal surgery. 5ed. Philadelphia: Elsevier, 2019.</p><p>Ana Paula Salim, Graziela Kopinits de Oliveira</p><p>Aula 48 - Profa. Graziela</p><p>Medicina Veterinária p/ Concursos - Curso Regular</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>46</p><p>87</p><p>8. (UFG/2023) Um cão foi encaminhado ao hospital veterinário em decorrência de acidente</p><p>automobilístico. Após a avaliação clínica e estabilização do paciente, foi realizado exame</p><p>ortopédico e radiográfico constatando polifratura de pelve com grave cominução do púbis. Nesse</p><p>caso em específico, é importante realizar o seguinte procedimento:</p><p>(A) palpação abdominal caudal.</p><p>(B) exame radiográfico contrastado da bexiga e uretra.</p><p>(C) palpação das tuberosidades isquiáticas.</p><p>(D) reflexo tibial cranial.</p><p>Comentários</p><p>A alternativa B está correta e é o gabarito da questão. A força necessária para causar uma fratura</p><p>é suficiente para ocasionar lesões em órgãos, de diversos graus. No caso de fraturas pélvicas com</p><p>deslocamento, ou cominução, o risco de lesão a órgãos urinários é alto, sendo necessária</p><p>investigação diagnóstica, especialmente por meio de radiografia contrastada, dos órgãos desse</p><p>sistema.</p><p>9. (UFG/2023) A haste intramedular bloqueada é um método de fixação esquelética interna</p><p>consagrada na medicina humana e veterinária. Quais são suas características mecânicas em relação</p><p>às forças atuantes e em quais ossos há a recomendação técnica para sua implantação?</p><p>(A) É alocada no eixo neutro de forças, possuindo resistência às forças de flexão, rotação,</p><p>compressão, cisalhamento e tensão, sendo recomendada sua implantação no úmero, na tíbia e no</p><p>fêmur.</p><p>(B) Possui resistência mecânica somente nas forças de rotação e torsão, sendo indicada no úmero,</p><p>no rádio e no fêmur.</p><p>(C) É alocada no eixo neutro de forças e, por essa característica, não sofre nenhum</p><p>comprometimento mecânico. Pode ser implantada no úmero, na tíbia e no rádio.</p><p>Ana Paula Salim, Graziela Kopinits de Oliveira</p><p>Aula 48 - Profa. Graziela</p><p>Medicina Veterinária p/ Concursos - Curso Regular</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>47</p><p>87</p><p>(D) Possui resistência mecânica somente nas forças de cisalhamento e compressão, podendo ser</p><p>implantada no rádio, na ulna, no fêmur e na tíbia.</p><p>Comentários</p><p>A alternativa A está correta e é o gabarito da</p><p>questão. As hastes intertravadas ou bloqueadas são</p><p>inseridas no canal medular e travadas com parafusos ou cavilhas cruzadas, colocadas através dos</p><p>segmentos proximais e distais da fratura e da haste, sendo alocadas perto do eixo neutro do osso.</p><p>Este tipo de implante resiste a todas as forças que atuam nas fraturas. O mecanismo de travamento</p><p>das hastes bloqueadas fornece estabilidade na torção e compressão. O momento de inércia da</p><p>haste interbloqueada fornece a este implante maior resistência à flexão. A haste bloqueada é</p><p>usada principalmente para fraturas diafisárias do úmero, fêmur ou tíbia.</p><p>10. (UFG/2023) A doença de Legg-Perthes em cães resulta:</p><p>(A) no colapso da epífise femoral devido à interrupção no fluxo sanguíneo.</p><p>(B) na fragmentação do processo coronoide medial pela inadequada conformação anatômica.</p><p>(C) na incongruência da articulação umerorradioulnar em virtude de fatores hereditários.</p><p>(D) nas rupturas completas ou parciais dos ligamentos colaterais da articulação tarsocrural</p><p>causadas pela doença articular degenerativa.</p><p>Comentários:</p><p>A alternativa A está correta e é o gabarito da questão. A doença de Legg Calvé Perthes (necrose</p><p>avascular da cabeça femoral, necrose asséptica da cabeça femoral, osteocondrite da cabeça</p><p>femoral) é uma anormalidade de desenvolvimento que geralmente afeta cães jovens de raças</p><p>pequenas. É caracterizada por uma necrose isquêmica da cabeça femoral resultando em uma</p><p>deformação e uma incongruência da articulação.</p><p>Antes do fechamento da cartilagem de crescimento na cabeça femoral, a vascularização da</p><p>epífise proximal depende quase exclusivamente dos vasos da membrana sinovial com uma</p><p>Ana Paula Salim, Graziela Kopinits de Oliveira</p><p>Aula 48 - Profa. Graziela</p><p>Medicina Veterinária p/ Concursos - Curso Regular</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>48</p><p>87</p><p>contribuição muito variável e mínima das artérias do ligamento da cabeça femoral. Em filhotes, a</p><p>falta de alternativa aos vasos da membrana sinovial para irrigar a epífise femoral é responsável</p><p>pela necrose óssea. A necrose das trabéculas ósseas formará fissuras na epífise proximal do fêmur.</p><p>A cartilagem articular da cabeça femoral recebendo seus nutrientes e oxigênio do líquido sinovial</p><p>não é a priori alterada. No entanto, as trabéculas remanescentes são incapazes de suportar</p><p>tensões mecânicas e colapsam formando microfraturas e a cartilagem é finalmente esmagada. O</p><p>tratamento de escolha consiste na colocefalectomia4.</p><p>11. (UFRPE/2023) A displasia coxofemoral se caracteriza pelo desenvolvimento anormal da</p><p>articulação do quadril. Em relação a esta enfermidade marque um V para a assertiva verdadeira e</p><p>F para a assertiva falsa:</p><p>( ) As causas da displasia coxofemoral são multifatoriais; tanto fatores hereditários quanto</p><p>ambientais possuem um papel no desenvolvimento da anormalidade do osso e tecidos moles;</p><p>( ) A incidência da displasia coxofemoral é menor nos cães de raças grandes;</p><p>( ) A sinfisiodese púbica juvenil é indicada para cães com mais de um ano de idade e esta</p><p>pode ser realizada para alterar o crescimento da pelve e o grau de ventroversão do acetábulo;</p><p>( ) A substituição total do quadril é realizada com maior frequência quando o tratamento</p><p>clínico da osteoartrite do quadril não pode mais manter a função do membro e a qualidade de</p><p>vida do paciente;</p><p>a) FVVV.</p><p>b) VVFV.</p><p>c) VFFV.</p><p>d) VFVV.</p><p>4 Aguado, E.; Goyenvalle, E. Legg Calvé Perthes disease in the dog. Morphologie. v.105, p.143—147, 2021.</p><p>Ana Paula Salim, Graziela Kopinits de Oliveira</p><p>Aula 48 - Profa. Graziela</p><p>Medicina Veterinária p/ Concursos - Curso Regular</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>49</p><p>87</p><p>e) VVVV.</p><p>Comentários</p><p>A alternativa C está correta e é o gabarito da questão.</p><p>A primeira afirmativa: “As causas da displasia coxofemoral são multifatoriais; tanto fatores</p><p>hereditários quanto ambientais possuem um papel no desenvolvimento da anormalidade do osso</p><p>e tecidos moles” é verdadeira. Causas multifatoriais como hereditárias, ambientais, nutricionais</p><p>e hormonais estão envolvidas na etiologia da displasia coxofemoral (DCF). Geneticamente, a DCF</p><p>uma doença de herança complexa, o que significa que múltiplos genes, combinados com fatores</p><p>ambientais, podem influenciar a expressão da condição. A administração de altas doses de</p><p>estrogênio exógeno a filhotes e cadelas grávidas leva ao aumento da frouxidão da articulação do</p><p>quadril em filhotes. Animais obesos ou de rápido crescimento, também apresentam predisposição</p><p>ao desenvolvimento de DCF. Além disso, os excessos dietéticos contribuem para o</p><p>desenvolvimento da doença. Hipercalcemia em filhotes resulta em atraso na remodelação óssea e</p><p>na maturação da cartilagem. levando, à displasia coxofemoral canina.</p><p>A segunda afirmativa: “A incidência da displasia coxofemoral é menor nos cães de raças</p><p>grandes” é falsa. Uma vez que cães de raças grandes e gigantes, como Pastor alemão, Rottweiler,</p><p>Labrador, Golden Retriever, são mais predispostos ao desenvolvimento dessa doença.</p><p>A terceira afirmativa: “a sinfisiodese púbica juvenil é indicada para cães com mais de um</p><p>ano de idade e esta pode ser realizada para alterar o crescimento da pelve e o grau de</p><p>ventroversão do acetábulo” é falsa. A sinfiodese púbica juvenil tem sido recomendada em cães</p><p>de 12 a 20 semanas de idade, de raças predispostas e com frouxidão palpável da articulação do</p><p>quadril. O procedimento envolve a aplicação de eletrocirurgia na cartilagem hialina da sínfise</p><p>púbica, resultando em necrose induzida pelo calor dos condrócitos germinativos. Vários estudos</p><p>demonstraram que o fechamento prematuro da sínfise púbica, causada pelo procedimento, resulta</p><p>em encurtamento do ramo púbico, limitando assim o crescimento circunferencial da porção ventral</p><p>do canal pélvico enquanto o crescimento dorsal permanece irrestrito. À medida que o crescimento</p><p>pélvico progride, o resultado é a rotação externa dos acetábulos na direção axial ventrolateral,</p><p>Ana Paula Salim, Graziela Kopinits de Oliveira</p><p>Aula 48 - Profa. Graziela</p><p>Medicina Veterinária p/ Concursos - Curso Regular</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>50</p><p>87</p><p>aumentando assim a cobertura das cabeças femorais. A cobertura melhorada da cabeça femoral</p><p>e a congruência articular associada atenuam o desenvolvimento da osteoartrite típica da DCF5.</p><p>A quarta afirmativa: “A substituição total do quadril é realizada com maior frequência quando o</p><p>tratamento clínico da osteoartrite do quadril não pode mais manter a função do membro e a</p><p>qualidade de vida do paciente” é verdadeira. O objetivo do tratamento da DCF é aliviar a dor,</p><p>diminuir as alterações degenerativas secundárias e estabilizar a função articular. O tratamento</p><p>clínico se baseia na utilização de anti-inflamatórios não esteroidais, analgésicos, exercícios</p><p>controlados, mudanças na alimentação, controle do peso e fisioterapia. A substituição total do</p><p>quadril é considerada um procedimento de resgate, pois a articulação coxofemoral não pode ser</p><p>reparada e, portanto, a articulação é removida e substituída. Mais comumente, é realizada quando</p><p>o tratamento médico da osteoartrite do quadril não consegue mais manter a função do membro</p><p>e a qualidade de vida do paciente6.</p><p>12. (UFRPE/2023) Qual destas suturas é indicada para ligamentos e tendões:</p><p>a) Kessler.</p><p>b) Gambee.</p><p>c) Aberdeen.</p><p>d) Donatti.</p><p>e) Sultan.</p><p>Comentários</p><p>5 Johnston, S.A.; Tobias, K.M. VETERINARY SURGERY: SMALL ANIMAL, 2ed., 2v., Missouri: Elsevier, 2018, 2600p.</p><p>6 Fossum, T.W. Small animal surgery. 5ed. Philadelphia: Elsevier, 2019.</p><p>Ana Paula Salim, Graziela Kopinits de Oliveira</p><p>Aula 48 - Profa. Graziela</p><p>Medicina Veterinária p/ Concursos - Curso Regular</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>51</p><p>87</p><p>A alternativa A está correta e é o gabarito da questão. Padrões de sutura especializados</p><p>são</p><p>necessários para resistir ao arrancamento quando o tendão é colocado sob tensão. O arranjo linear</p><p>do colágeno na arquitetura normal do tendão fornece pouca força de retenção para padrões de</p><p>sutura simples. Um padrão modificado, útil no reparo de tendões em pequenos animais é o</p><p>locking-loop (Kessler) pois permite que os feixes de tendões sejam envolvidos.</p><p>13. (Médico Veterinário/UFJ - 2022) A luxação da articulação do quadril é comumente</p><p>diagnosticada em cães atropelados. Assinale a alternativa que não se constitui um método de</p><p>tratamento dessa afecção.</p><p>a) Toggle pin.</p><p>b) Resseção da cabeça e colo femoral.</p><p>c) Estabilização intra-articular com pino em cavilha.</p><p>d) Acetabuloplastia.</p><p>e) Sutura iliofemoral com âncora.</p><p>Comentários</p><p>A alternativa D está correta e é o gabarito da questão. A acetabuloplastia é indicada para</p><p>pacientes com displasia coxofemoral, sendo um procedimento que visa a diminuição da</p><p>instabilidade dessa articulação, por meio da inserção de um reparo ósseo, cartilaginoso ou</p><p>sintético, na borda craniodorsal do acetábulo, aumentando o grau de cobertura da cabeça femoral</p><p>pelo acetábulo7.</p><p>14. (Médico Veterinário/UFJ - 2022) Um dos grandes desafios da cirurgia ortopédica são os casos</p><p>de não união óssea, que acontece em decorrência da ineficácia do método de estabilização eleito,</p><p>7 Ferreira, M.P. et al. Acetabuloplastia extracapsular para tratamento de displasia coxofemoral em cão – relato de</p><p>caso. Acta Scientiae Veterinariae. v.35, p.101-104, 2006.</p><p>Ana Paula Salim, Graziela Kopinits de Oliveira</p><p>Aula 48 - Profa. Graziela</p><p>Medicina Veterinária p/ Concursos - Curso Regular</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>52</p><p>87</p><p>resultando em instabilidade no foco da fratura e, muitas vezes, por infecção. Um dos tratamentos</p><p>nesses casos é a coleta de enxerto ósseo autógeno esponjoso. Existem locais específicos de</p><p>coleta. Indique o sítio que possui melhor qualidade óssea e celular para enxertia:</p><p>a) crista ilíaca.</p><p>b) calota craniana.</p><p>c) epífise proximal da tíbia.</p><p>d) tuberosidade maior do úmero.</p><p>e) trocanter maior do fêmur.</p><p>Comentários</p><p>A alternativa D está correta e é o gabarito da questão. Os autoenxertos de osso esponjoso são</p><p>considerados o padrão-ouro com o qual todos os materiais de enxerto são comparados, pois</p><p>fornecem ótimas propriedades osteogênicas, osteoindutoras e osteocondutoras e não são</p><p>imunogênicos. Enxertos de osso esponjoso autógeno são recomendados quando a formação</p><p>rápida do osso é desejada, para auxiliar a cicatrização quando a cicatrização ideal não é</p><p>conseguida (defeitos corticais após o reparo da fratura, animais adultos e idosos com fraturas,</p><p>uniões atrasadas, não uniões, osteotomias, artrodese articular e cística defeitos), ou para promover</p><p>a formação óssea em fraturas infectadas. O osso esponjoso pode ser colhido de qualquer metáfise</p><p>de osso longo, no entanto, o úmero proximal é mais frequentemente usado porque é acessível e</p><p>contêm grande quantidade de osso esponjoso8.</p><p>15. (UnB/2022) Sobre as lesões da articulação femorotibiopatelar em cães, é correto afirmar:</p><p>a) O teste de gaveta e o teste de compressão tibial são indicados para o diagnóstico de luxação</p><p>patelar.</p><p>8 Johnston, S.A.; Tobias, K.M. VETERINARY SURGERY: SMALL ANIMAL, 2ed., 2v., Missouri: Elsevier, 2018, 2600p.</p><p>Ana Paula Salim, Graziela Kopinits de Oliveira</p><p>Aula 48 - Profa. Graziela</p><p>Medicina Veterinária p/ Concursos - Curso Regular</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>53</p><p>87</p><p>b) Técnicas cirúrgicas de correção da luxação patelar incluem a trocleoplastia, transposição da</p><p>tuberosidade da tíbia e imbricação lateral, correções de deformidades angulares de fêmur e tíbia.</p><p>c) A técnica de osteotomia de nivelamento do platô tibial é indicada nos casos de lesões de</p><p>ligamento colateral da articulação femorotibiopatelar.</p><p>d) A ocorrência de doença articular degenerativa é infrequente nos casos de ruptura de ligamento</p><p>cruzado cranial.</p><p>e) A osteocondrite dissecante do joelho é mais comum em cães idosos de pequeno porte.</p><p>Comentários</p><p>A alternativa B está correta e é o gabarito da questão. A cirurgia para correção de luxação patelar</p><p>é indicada em pacientes que apresentam claudicação e é fortemente aconselhada naqueles com</p><p>placas de crescimento ativas porque a deformidade esquelética pode piorar rapidamente.</p><p>Numerosas técnicas cirúrgicas visam conter a patela dentro do sulco troclear. A transposição da</p><p>tuberosidade tibial, liberação da contenção medial, reforço da contenção lateral (imbricação</p><p>lateral), aprofundamento do sulco troclear (trocleoplastia), osteotomia femoral, osteotomia tibial,</p><p>sutura antirrotacional e transposição da origem do reto femoral têm sido defendidos para correção</p><p>da luxação patelar. Geralmente, uma combinação de técnicas é necessária para alcançar a</p><p>estabilidade intraoperatória da patela9.</p><p>A letra A está incorreta. O teste de gaveta e o teste de compressão tibial são indicados para o</p><p>diagnóstico de ruptura de ligamento cruzado.</p><p>A letra C está incorreta. A técnica de osteotomia de nivelamento do platô tibial é indicada nos</p><p>casos de lesões de ligamento cruzado da articulação femorotibiopatelar. Já em casos de ruptura</p><p>de ligamento colateral da articulação femorotibiopatelar o tratamento inclui a reconstrução dos</p><p>ligamentos colaterais e meniscocapsulares e da cápsula articular.</p><p>9 Fossum, T.W. Small animal surgery. 5ed. Philadelphia: Elsevier, 2019.</p><p>Ana Paula Salim, Graziela Kopinits de Oliveira</p><p>Aula 48 - Profa. Graziela</p><p>Medicina Veterinária p/ Concursos - Curso Regular</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>54</p><p>87</p><p>A letra D está incorreta. A doença articular degenerativa em cães com ruptura de ligamento</p><p>cruzado cranial é frequente e se deve à má distribuição de carga no joelho.</p><p>A letra E está incorreta. Osteocondrite dissecante do joelho acomete mais comumente cães jovens</p><p>de raças grandes, e resulta da osteocondrose, que provoca o atraso da ossificação óssea, com</p><p>consequente espessamento cartilaginoso, podendo provocar desprendimento de flaps.</p><p>16. (UnB 2022) Sobre a classificação de fraturas, assinale a alternativa com as afirmações</p><p>corretas.</p><p>I. A fratura de Salter-Harris tipo III percorre a fise e a epífise do osso.</p><p>II. A fratura em espiral é um tipo especial de fratura cominutiva em que a linha de fratura</p><p>circunda a diáfise.</p><p>III. Em uma fratura por avulsão, o fragmento ósseo é desprendido devido à força de</p><p>tração excessiva no local de inserção do músculo, ligamento ou tendão.</p><p>IV. Na fratura transversa, a linha de fratura percorre perpendicularmente o eixo longitudinal</p><p>do osso.</p><p>(A) I e II, apenas.</p><p>(B) I, II e III, apenas.</p><p>(C) I, III e IV, apenas.</p><p>(D) III e IV, apenas</p><p>(E) I, II, III e IV.</p><p>Comentários</p><p>A alternativa C está correta e é o gabarito da questão.</p><p>A primeira afirmativa: “A fratura de Salter-Harris tipo III percorre a fise e a epífise do osso” está</p><p>correta. As fraturas de Salter-Harris são fraturas do disco epifisário (placa de crescimento ósseo),</p><p>Ana Paula Salim, Graziela Kopinits de Oliveira</p><p>Aula 48 - Profa. Graziela</p><p>Medicina Veterinária p/ Concursos - Curso Regular</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>55</p><p>87</p><p>ocorrendo em pacientes com esqueleto imaturo. A classificada como tipo III afeta a fise e se</p><p>estende através da epífise do osso.</p><p>A segunda afirmativa: “A fratura em espiral é um tipo especial de fratura cominutiva em que a</p><p>linha de fratura circunda a diáfise” está incorreta. A fratura em espiral é uma fratura simples, não</p><p>cominutiva, causada por um mecanismo rotatório (força de torção). É uma fratura instável.</p><p>A terceira afirmativa: “Em uma fratura por avulsão, o fragmento ósseo é desprendido devido à</p><p>força de tração excessiva no local de inserção do músculo, ligamento ou tendão”, está correta. A</p><p>fratura avulsão ocorre quando o ponto de</p><p>inserção de um tendão ou ligamento é fraturado e</p><p>distraído do resto do osso10, isso ocorre como resultado de uma força de tração contrária.</p><p>A quarta afirmativa: “Na fratura transversa, a linha de fratura percorre perpendicularmente o eixo</p><p>longitudinal do osso” está correta. Fratura transversal ocorre quando a linha de fratura cruza o</p><p>osso perpendicularmente (dentro de 30º) ao eixo longo do osso.</p><p>17. (UnB 2022) Em relação a fraturas, analise as afirmativas seguintes.</p><p>I. Fraturas expostas devem ser tratadas por métodos de fixação interna quando o tempo</p><p>decorrido do trauma é superior a seis horas.</p><p>II. Complicações na cicatrização óssea podem incluir união retardada, não união,</p><p>osteomielite e má união.</p><p>III. Para o tratamento de fraturas de alto strain, são recomendados métodos de</p><p>estabilização absoluta.</p><p>IV. Na cicatrização óssea indireta, não ocorre a formação de tecido conjuntivo fibroso e</p><p>calo cartilaginoso na área fraturada.</p><p>Estão corretas:</p><p>a) I e II, apenas.</p><p>10 Fossum, T.W. Small animal surgery. 5ed. Philadelphia: Elsevier, 2019.</p><p>Ana Paula Salim, Graziela Kopinits de Oliveira</p><p>Aula 48 - Profa. Graziela</p><p>Medicina Veterinária p/ Concursos - Curso Regular</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>56</p><p>87</p><p>b) II e III, apenas.</p><p>c) III e IV, apenas.</p><p>d) I, III e IV, apenas.</p><p>e) I, II, III e IV.</p><p>Comentários</p><p>A alternativa B está correta é o gabarito da questão.</p><p>A primeira afirmativa: “Fraturas expostas devem ser tratadas por métodos de fixação interna</p><p>quando o tempo decorrido do trauma é superior a seis horas” está incorreta. Fraturas expostas,</p><p>particularmente as com mais de 6hs decorridas do trauma, devem ser tratadas por métodos de</p><p>fixação externo (fixadores esqueléticos externos lineares, circulares e híbridos).</p><p>A segunda afirmativa: “Complicações na cicatrização óssea podem incluir união retardada, não</p><p>união, osteomielite e má união” está correta. A osteossíntese é um processo complexo, pelo a</p><p>fratura inicia uma cascata de eventos biológicos direcionados ao restabelecimento da função</p><p>mecânica do osso. O método de consolidação óssea, primário ou secundário, é influenciado por</p><p>fatores intrínsecos do paciente individual e da fratura e por fatores extrínsecos dos métodos de</p><p>reparo da fratura e tratamentos auxiliares. Estratégias (mecânicas e biológicas) e dispositivos foram</p><p>desenvolvidos para apoiar ou melhorar o mecanismo de cura. Se essas estratégias, sejam</p><p>mecânicas ou biológicas ou ambas, forem insuficientes, a consolidação da fratura será retardada</p><p>(aumento do tempo para que a união óssea ocorra), sem sucesso (não-união) ou imprópria (má</p><p>união). Além disso, se houver contaminação óssea, pode ocorrer a osteomielite11.</p><p>A terceira afirmativa: “Para o tratamento de fraturas de alto strain, são recomendados métodos</p><p>de estabilização absoluta” está correta. As características mecânicas no foco de fratura</p><p>influenciam o desenvolvimento do calo ósseo durante a cicatrização e para que cicatrização óssea</p><p>primária seja alcançada é imprescindível a estabilidade absoluta no foco de fratura. O conceito de</p><p>11 Johnston, S.A.; Tobias, K.M. VETERINARY SURGERY: SMALL ANIMAL, 2ed., 2v., Missouri: Elsevier, 2018, 2600p.</p><p>Ana Paula Salim, Graziela Kopinits de Oliveira</p><p>Aula 48 - Profa. Graziela</p><p>Medicina Veterinária p/ Concursos - Curso Regular</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>57</p><p>87</p><p>strain de Perren indica que a deformação relativa no foco de fratura estabilizado é decorrente do</p><p>tamanho da lacuna de fratura original. Fraturas redutíveis (sem cominuição) são classificadas como</p><p>de alto strain, pois uma baixa força sobre a linha de fratura causa grande movimentação com efeito</p><p>deletério ao processo de consolidação12.</p><p>A quarta afirmativa: “Na cicatrização óssea indireta, não ocorre a formação de tecido conjuntivo</p><p>fibroso e calo cartilaginoso na área fraturada” está incorreta. A cicatrização indireta é marcada</p><p>pelos processos de ossificação endocondral e intramembranosa e envolve cinco fases: a fase</p><p>inflamatória, a fase de formação do calo cartilaginoso, a fase de neovascularização ou</p><p>angiogênese, a fase de formação do calo ósseo e a remodelação.</p><p>18. (USP/2022) As fraturas que envolvem a linha fisária possuem classificação específica,</p><p>dependendo das estruturas acometidas. Aquelas que ocorrem ao longo da linha fisária e epífise,</p><p>sendo geralmente articulares, são denominadas de fraturas do tipo:</p><p>(A) Articular complexa.</p><p>(B) Salter-Harris do tipo III.</p><p>(C) Múltipla.</p><p>(D) Composta.</p><p>(E) Salter-Harris do tipo I.</p><p>Comentários</p><p>A alternativa B está correta e é o gabarito da questão. A fratura de Salter-Harris são fraturas que</p><p>ocorrem em pacientes pediátricos, uma vez que são fraturas do disco epifisário. Embora todas as</p><p>fraturas de Salter-Harris envolvam a placa epifisária, as cargas aplicadas ao osso, a forma do osso</p><p>e a localização da fise dentro desse osso levam à propagação da fratura em várias regiões do osso.</p><p>12 Macedo, A.S.; et al. A Física por trás dos implantes utilizados para fraturas de alto strain: revisão de literatura.</p><p>Brazilian Journal of Veterinary Research and Animal Science. v.55, 2018.</p><p>Ana Paula Salim, Graziela Kopinits de Oliveira</p><p>Aula 48 - Profa. Graziela</p><p>Medicina Veterinária p/ Concursos - Curso Regular</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>58</p><p>87</p><p>Existem cinco padrões clássicos de fraturas de Salter-Harris. As fraturas do tipo I estão confinadas</p><p>à fise. As fraturas do tipo II envolvem uma porção da fise e metáfise adjacente. Estes são os tipos</p><p>mais comuns de fraturas de Salter-Harris. As fraturas do tipo III envolvem uma porção da fise e</p><p>epífise. As fraturas do tipo IV envolvem a metáfise, a fise e a epífise. As fraturas do tipo V são</p><p>fraturas de compressão da fise sem deslocamento radiográfico óbvio13.</p><p>19. (UFV/2022) Em relação às doenças que acometem a articulação coxofemoral, assinale a</p><p>afirmação correta.</p><p>(A) Os sinais de dor e claudicação na displasia coxofemoral são geralmente leves e aparecem em</p><p>cães idosos. Embora cães jovens também sejam acometidos são, na maioria dos casos,</p><p>assintomáticos.</p><p>(B) O objetivo do tratamento da displasia coxofemoral é diminuir a velocidade de progressão da</p><p>osteoartose, controlar a dor e proporcionar estabilidade à articulação.</p><p>(C) Na luxação coxofemoral traumática, a redução fechada da cabeça do fêmur no acetábulo</p><p>apresenta maior taxa de sucesso, com menos recidiva do que a redução aberta.</p><p>(D) Diferentemente de outras articulações, a fratura acetabular não requer uma redução perfeita</p><p>e uma estabilização absoluta uma vez que a cabeça e o colo femoral podem ser excisadas evitando</p><p>assim a osteoartrose.</p><p>(E) A necrose asséptica da cabeça do fêmur é uma doença que acomete cães adultos de raças</p><p>grandes e tem como diagnóstico diferencial a displasia coxofemoral e diferentes neoplasias</p><p>articulares.</p><p>Comentários</p><p>A alternativa B está correta e é o gabarito da questão. O objetivo do tratamento da DCF é aliviar</p><p>a dor, diminuir as alterações degenerativas secundárias e estabilizar a função articular. O</p><p>13 Johnston, S.A.; Tobias, K.M. VETERINARY SURGERY: SMALL ANIMAL, 2ed., 2v., Missouri: Elsevier, 2018, 2600p.</p><p>Ana Paula Salim, Graziela Kopinits de Oliveira</p><p>Aula 48 - Profa. Graziela</p><p>Medicina Veterinária p/ Concursos - Curso Regular</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>59</p><p>87</p><p>tratamento clínico se baseia na utilização de anti-inflamatórios não esteroidais, analgésicos,</p><p>exercícios controlados, mudanças na alimentação, controle do peso e fisioterapia.</p><p>20. (PM/ES – 2022) É uma estrutura anatômica que permite um grau limitado de movimento</p><p>rotacional do joelho:</p><p>(A) o côndilo femoral.</p><p>(B) a patela.</p><p>(C) o menisco.</p><p>(D) o acetábulo.</p><p>(E) o ligamento patelar medial.</p><p>Comentários</p><p>A alternativa C está correta e é o gabarito da questão. Os meniscos</p><p>são discos de fibrocartilagem</p><p>em forma de C localizados entre os côndilos do fêmur e da tíbia. Servem para absorção e</p><p>distribuição de força e impactos, além de contribuírem para a estabilidade do joelho.</p><p>21. (PM/SP – 2022) A luxação de patela é uma das anormalidades mais comuns que acomete o</p><p>joelho dos cães. Sobre a luxação de patela, é correto afirmar que</p><p>(A) a origem da luxação de patela é congênita e não traumática.</p><p>(B) o tratamento da luxação de patela é apenas cirúrgico.</p><p>(C) a avaliação do movimento de gaveta é positivo quando se constata a ruptura do ligamento</p><p>cruzado cranial.</p><p>(D) a luxação de patela acomete apenas cães de porte grande devido ao seu maior peso.</p><p>(E) a luxação de patela pode ser dividida em quatro níveis diferentes de gravidade.</p><p>Comentários</p><p>Ana Paula Salim, Graziela Kopinits de Oliveira</p><p>Aula 48 - Profa. Graziela</p><p>Medicina Veterinária p/ Concursos - Curso Regular</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>60</p><p>87</p><p>A alternativa E está correta e é o gabarito da questão. Uma das classificações das luxações</p><p>patelares em cães é baseada na gravidade. Como descrito a seguir:</p><p>Grau 1: luxação patelar intermitente, elevação ocasional do membro, se a patela é luxada</p><p>manualmente, ela retorna à tróclea quando liberada, não há crepitação à palpação.</p><p>Grau 2: luxação patelar um pouco mais frequente, o paciente apresenta sinais leves e</p><p>intermitentes de claudicação, a patela luxa facilmente quando o membro é rotacionado, a redução</p><p>ocorre com manobras opostas à rotação.</p><p>Grau 3: a patela está permanentemente luxada, com torção/rotação da tíbia e desvio da</p><p>crista tibial (30-60%), muitos animais usam o membro com o joelho semiflexionado. Tróclea muito</p><p>rasa ou achatada.</p><p>Grau 4: a tíbia se apresenta medialmente rotacionada, e ocorre um maior desvio da crista</p><p>tibial (60-90%), a patela permanece luxada, não podendo ser reduzida manualmente. O membro</p><p>pode estar erguido ou o animal se move abaixado. Tróclea rasa, ausente ou convexa.</p><p>A letra A está incorreta. A origem da luxação de patela pode ser tanto congênita quanto</p><p>traumática.</p><p>A letra B está incorreta. O tratamento da luxação de patela pode ser clínico, baseado na utilização</p><p>de AINES, analgésicos, exercícios controlados, alimentação equilibrada, perda de peso e</p><p>fisioterapia.</p><p>A letra C está incorreta. A avaliação do movimento de gaveta tem resultado positivo quando se</p><p>constata a ruptura do ligamento cruzado cranial ou caudal.</p><p>A letra D está incorreta. A luxação de patela pode acometer cães de todos os portes, sendo os de</p><p>raças pequenas os mais predispostos.</p><p>22. (PM/SP – 2022) Sobre o diagnóstico da displasia coxofemoral, doença ortopédica bastante</p><p>estudada em caninos, assinale a afirmativa correta.</p><p>Ana Paula Salim, Graziela Kopinits de Oliveira</p><p>Aula 48 - Profa. Graziela</p><p>Medicina Veterinária p/ Concursos - Curso Regular</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>61</p><p>87</p><p>(A) O diagnóstico definitivo por exame radiográfico pode ser feito aos 12 meses de idade do</p><p>animal.</p><p>(B) As alterações radiográficas mais comuns são o rasamento acetabular, a luxação ou subluxação</p><p>coxofemoral e o achatamento da cabeça femoral.</p><p>(C) A avaliação radiográfica para displasia coxofemoral deve obrigatoriamente ser feita com o</p><p>animal sob sedação.</p><p>(D) A posição radiográfica preconizada para o exame de displasia coxofemoral é a dorsoventral.</p><p>(E) Os achados radiográficos da displasia coxofemoral em filhotes são muito parecidos com os</p><p>osteomalácia.</p><p>Comentários</p><p>A alternativa B está correta e é o gabarito da questão. A avaliação do quadril pela Orthopedic</p><p>Foundation for Animals deve ser realizada acordo com evidências de subluxação, conformação do</p><p>quadril associada à congruência articular e evidências de osteoartrite em nove pontos específicos</p><p>(margem acetabular cranial, cabeça femoral, fóvea, fossa acetabular, borda acetabular caudal,</p><p>margem acetabular dorsal, junção da cabeça e do colo femoral, região da fossa trocantérica e</p><p>margem craniolateral acetabular)14.</p><p>A alternativa A está incorreta. A Orthopedic Foundation for Animals certificará um cão após os</p><p>dois anos de idade, com sete notas estabelecidas para a categorização da congruência</p><p>radiográfica entre a cabeça do fêmur e o acetábulo. As normas do Colégio Brasileiro De Radiologia</p><p>Veterinária (CBRV) para avaliação da displasia coxofemoral em cães emite um laudo preliminar aos</p><p>12 meses de idade, e o definitivo apenas com 24 meses de idade.</p><p>A alternativa C está incorreta. O cão deve ser fortemente sedado ou anestesiado para relaxamento</p><p>e posicionamento adequados.</p><p>14 Carneiro, R.K.; et al. AVALIAÇÃO RADIOGRÁFICA DA DISPLASIA COXOFEMORAL EM CÃES. Ciência Animal,</p><p>v.30, n.4, p.104-116, 2020.</p><p>Ana Paula Salim, Graziela Kopinits de Oliveira</p><p>Aula 48 - Profa. Graziela</p><p>Medicina Veterinária p/ Concursos - Curso Regular</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>62</p><p>87</p><p>A alternativa D está incorreta. A incidência radiográfica padrão para o diagnóstico de displasia</p><p>coxofemoral é a incidência ventrodorsal da pelve com os membros posteriores estendidos</p><p>simetricamente e girados para dentro para centralizar a patela sobre os sulcos trocleares.</p><p>A alternativa E está incorreta. Os achados de DCF em filhotes são parecidos com os de adultos e</p><p>consiste em doença articular degenerativa, lassidão e incongruência articular.</p><p>23. (ESFCEX/2021) No tratamento de osteoartrite, doenças degenerativas osteoarticulares e</p><p>displasia coxofemoral dos cães, recomenda-se o emprego do anti-inflamatório não esteroidal</p><p>(AINE), que atua diminuindo a produção de prostaglandinas via inibição da enzima COX,</p><p>preferencialmente a COX-2. Assinale a alternativa que apresenta o medicamento que atende a</p><p>tais características.</p><p>(A) Cetoprofeno.</p><p>(B) Carprofeno.</p><p>(C) Dipirona.</p><p>(D) Prednisolona.</p><p>(E) Paracetamol.</p><p>Comentários</p><p>A alternativa B está correta e é o gabarito da questão. O carprofeno um anti-inflamatório não</p><p>esteroidal (AINE) COX-2 seletivo indicado apenas para cães, uma vez que apresenta meia-vida</p><p>prolongada em gatos. A dose oral em cães é de 4.4mg/kg a cada 24 horas ou 2.2mg/kg a cada 12</p><p>horas. É um dos principais AINES indicados para pacientes com afecções ortopédicas, devido a</p><p>segurança de seu uso por tempo prolongado. O carprofeno inibe a fosfolipase e de forma</p><p>reversível, a cicloxigenase, alterando os mecanismos inflamatórios e da dor.</p><p>A alternativa A está incorreta. O cetoprofeno é um AINE não seletivo para COX-2.</p><p>Ana Paula Salim, Graziela Kopinits de Oliveira</p><p>Aula 48 - Profa. Graziela</p><p>Medicina Veterinária p/ Concursos - Curso Regular</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>63</p><p>87</p><p>A alternativa C está incorreta. A dipirona sódica é um derivado da pirazolona, classificado como</p><p>analgésico não opioide. Sendo um AINE não seletivo para COX-2.</p><p>A alternativa D está incorreta. A prednisolona é um anti-inflamatório esteroidal.</p><p>A alternativa E está incorreta. O paracetamol é um AINE não seletivo para COX-2, classificado</p><p>como analgésico não opioide.</p><p>24. (Prefeitura de Saltinho/SC-2019) alguns termos são utilizados com referência aos ossos.</p><p>Assinale a alternativa que não condiz com o termo correto:</p><p>A) Osso compacto (denso ou cortical) é a camada dura e constitui o exterior da maioria dos ossos</p><p>e forma quase toda a haste dos ossos longos.</p><p>B) Osso esponjoso é composto por espiculas dispostas de modo a formar uma rede porosa. Os</p><p>espaços em geral são preenchidos por medula óssea.</p><p>C) Epífise refere se a cada extremidade de um osso longo sendo a extremidade mais próximas ao</p><p>corpo é a epífise proximal e a mais distante é a epífise distal.</p><p>D) Diáfise é a haste oval de um osso longo entre as duas epífises.</p><p>E) Metáfise de um osso maduro é a área larga adjacente a epífise.</p><p>Comentários</p><p>A alternativa D está incorreta e é o gabarito da questão. Embora a</p><p>diáfise seja realmente a haste</p><p>oval do osso longo, ela está localizada entre as duas metáfises.</p><p>25. (Médico Veterinario - UEM/2017) Você atendeu um cão que sofreu uma osteossíntese de tíbia.</p><p>Após 30 dias, ele apresentou claudicação e drenagem cutânea sero-sanguinolenta no foco</p><p>cirúrgico, tendo como principal suspeita uma osteomielite. Baseado no exposto, este animal</p><p>também apresentará</p><p>A) dor e edema locais, febre e leucocitose.</p><p>Ana Paula Salim, Graziela Kopinits de Oliveira</p><p>Aula 48 - Profa. Graziela</p><p>Medicina Veterinária p/ Concursos - Curso Regular</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>64</p><p>87</p><p>B) edema local, febre e leucocitose.</p><p>C) dor local, febre e leucocitose.</p><p>D) dor e edema locais, temperatura e leucograma normais.</p><p>E) dor e edema locais, febre e leucograma normal.</p><p>Comentários:</p><p>A letra D está correta e é o gabarito da questão. A osteomielite, a inflamação do osso e da medula</p><p>óssea, geralmente causada por infecção anterior ou persistente com microrganismos. Os sinais</p><p>clínicos associados à osteomielite incluem claudicação, edema, calor, dor à palpação, vias de</p><p>drenagem e eritema localizado. Sinais sistêmicos, como pirexia, leucocitose ou elevação de outros</p><p>marcadores inflamatórios, não são achados consistentes15.</p><p>26. (Médico Veterinario - UEM/2017) Você atendeu um cão atropelado há 48 horas, apresentando</p><p>uma fratura aberta e oblíqua de diáfise tibial. Qual sua conduta?</p><p>A) Lavagem e colocação de placa e parafuso.</p><p>B) Lavagem e tala.</p><p>C) Lavagem e colocação de fixador externo.</p><p>D) Lavagem e colocação de pino intramedular com cerclagem.</p><p>E) Lavagem e colocação de haste bloqueada.</p><p>Comentários:</p><p>A letra C está correta e é o gabarito da questão. As fraturas expostas em animais de pequeno</p><p>porte representam uma combinação única de tecidos moles e lesões ortopédicas. O manejo bem-</p><p>sucedido das fraturas expostas previne a infecção, promove a consolidação da fratura e restaura</p><p>15 Gieling, F.; et al. Bacterial osteomyelitis in veterinary orthopaedics: Pathophysiology, clinical presentation and</p><p>advances in treatment across multiple species. The Veterinary Journal. v.250, p.44-54, 2019.</p><p>Ana Paula Salim, Graziela Kopinits de Oliveira</p><p>Aula 48 - Profa. Graziela</p><p>Medicina Veterinária p/ Concursos - Curso Regular</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>65</p><p>87</p><p>a função da extremidade afetada. As chaves para o sucesso do tratamento incluem desbridamento</p><p>imediato e agressivo de material contaminado e tecido inviável; irrigação de feridas; administração</p><p>de antimicrobianos; e restauração da cobertura de tecido mole para cicatrização de ossos,</p><p>tendões, ligamentos e estruturas neurovasculares. O método de fixação mais indicado para este</p><p>tipo de fratura é o fixador externo, uma vez que pode ser colocado afastado do foco de fratura e</p><p>sem a necessidade de localização dentro do canal medular, tem tempo de aplicação</p><p>potencialmente reduzido, permite fácil acesso para tratamento de feridas abertas, causa</p><p>interrupção mínima dos tecidos durante a aplicação e remoção do implante16.</p><p>27. (MV/UFAL – 2016) Em relação às fraturas de Rádio e Ulna em pequenos animais, é correto</p><p>afirmar:</p><p>A) o exame neurológico é parte fundamental na avaliação das fraturas do rádio e da ulna devido</p><p>ao possível envolvimento do nervo torácico.</p><p>B) a fixação externa é o método de escolha para as fraturas não complicadas do rádio e ulna,</p><p>principalmente em fraturas abertas.</p><p>C) nos cães jovens, a cicatrização é favorecida em animais com pouco peso, ou seja, de pequeno</p><p>porte.</p><p>D) o uso de pinos intramedulares é recomendado no tratamento das fraturas do rádio.</p><p>E) este tipo de fratura é mais comum em pequenos animais.</p><p>Comentários:</p><p>16 Johnston, S.A.; Tobias, K.M. VETERINARY SURGERY: SMALL ANIMAL, 2ed., 2v., Missouri: Elsevier, 2018, 2600p.</p><p>Ana Paula Salim, Graziela Kopinits de Oliveira</p><p>Aula 48 - Profa. Graziela</p><p>Medicina Veterinária p/ Concursos - Curso Regular</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>66</p><p>87</p><p>==1365fc==</p><p>A letra B está correta e é o gabarito da questão. O método de fixação mais indicado para às</p><p>fraturas de Rádio e Ulna é o fixador externo, principalmente em fraturas abertas desses ossos, uma</p><p>vez que pode ser colocado afastado do foco de fratura e sem a necessidade de localização dentro</p><p>do canal medular, tem tempo de aplicação potencialmente reduzido, permite fácil acesso para</p><p>tratamento de feridas abertas, causa interrupção mínima dos tecidos durante a aplicação e</p><p>remoção do implante17.</p><p>28. (PM/MG - 2009) A panosteíte é uma moléstia auto-limitante dos ossos longos que ocorre em</p><p>cães jovens de raças grandes. Muito comum no Pastor Alemão, afeta mais machos que fêmeas.</p><p>Sobre esta patologia é CORRETO afirmar:</p><p>A. ( ) a anormalidade mais comumente encontrada é a rarefação óssea (radiotransparência).</p><p>B. ( ) os animais não apresentam sintomas de dor.</p><p>C. ( ) os animais que apresentam esta patologia devem ser sacrificados para evitar sua transmissão</p><p>ao plantel.</p><p>D. ( ) a radiografia geralmente confirma o diagnóstico.</p><p>Comentários:</p><p>A alternativa D está correta e é o gabarito da questão. O diagnóstico da panosteíte geralmente é</p><p>confirmado por meio de exames radiográficos. Os sinais radiográficos são progressivos e</p><p>consistem em alargamento do forame nutrício, osso radiopaco, irregular ou mosqueado dentro</p><p>dos canais medulares e pode, ainda, ocorrer remodelação dos canais medulares, e espessamento</p><p>cortical.</p><p>17 Johnston, S.A.; Tobias, K.M. VETERINARY SURGERY: SMALL ANIMAL, 2ed., 2v., Missouri: Elsevier, 2018, 2600p.</p><p>Ana Paula Salim, Graziela Kopinits de Oliveira</p><p>Aula 48 - Profa. Graziela</p><p>Medicina Veterinária p/ Concursos - Curso Regular</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>67</p><p>87</p><p>A alternativa A está incorreta. Uma das anormalidades mais comuns em pacientes com panosteíte</p><p>é a presença de radiopacidade, decorrente de formação óssea tanto no canal medular, quando na</p><p>cortical.</p><p>A alternativa B está incorreta. A panosteíte é uma doença de cães jovens que causa claudicação,</p><p>dor óssea, produção de osso endosteal e, ocasionalmente, produção de osso subperiosteal.</p><p>A alternativa C está incorreta. A panosteíte não se trata de uma doença infectocontagiosa, não</p><p>sendo transmitida do animal portador ao restante do plantel.</p><p>29. (PM/MG - 2009) Sobre os enxertos ósseos em cães, é CORRETO afirmar:</p><p>A. ( ) o enxerto ósseo estimula a diferenciação de células mesenquimais e pluripotentes em</p><p>osteoblastos.</p><p>B. ( ) o enxerto ósseo não age como armação para a neoformação óssea.</p><p>C. ( ) o enxerto ósseo não estimula a formação óssea.</p><p>D. ( ) o osso de um animal não pode ser utilizado para enxerto em outro animal.</p><p>Comentários:</p><p>A alternativa A está correta e é o gabarito da questão. O enxerto ósseo é indicado para auxiliar</p><p>na cicatrização óssea. As opções de enxerto incluem autoenxerto (osso transplantado de um local</p><p>para outro no mesmo animal), aloenxerto (osso transplantado de um animal para outro da mesma</p><p>espécie), biomateriais (matriz óssea desmineralizada [DBM], colágeno), substitutos ósseos</p><p>sintéticos (cerâmica de fosfato tricálcico, biovidro e polímeros) e compósitos de células</p><p>osteogênicas, fatores de crescimento osteoindutores e matriz osteocondutora sintética. As</p><p>principais propriedades do enxerto ósseo são a osteogênese (capacidade das células de</p><p>sobreviver ao transplante e servir como fonte de osteoblastos), a osteoindução (capacidade do</p><p>material de induzir a migração e diferenciação de células-tronco mesenquimais em osteoblastos</p><p>por meio da presença da superfamília do fator de crescimento transformador-β), a osteocondução</p><p>(capacidade do material de fornecer um andaime para a invasão do osso hospedeiro, que</p><p>Ana Paula Salim, Graziela Kopinits de Oliveira</p><p>Aula 48 - Profa. Graziela</p><p>Medicina Veterinária p/ Concursos - Curso Regular</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>68</p><p>87</p><p>determina a velocidade da osteointegração, ligação da superfície entre o enxerto e o osso</p><p>hospedeiro.</p><p>30. (PM-MG - 2009) Sobre a utilização de pinos intramedulares em fraturas de ossos longos em</p><p>cães, é CORRETO afirmar:</p><p>A. ( ) pinos intramedulares podem ser usados para redução de fraturas expostas com ótimos</p><p>resultados.</p><p>B. ( ) o pino intramedular deve ocupar aproximadamente de 60 a 70 % da cavidade medular.</p><p>C. ( ) o pino intramedular só pode ser utilizado pela técnica cirúrgica aberta, uma vez que a técnica</p><p>fechada não oferece segurança.</p><p>D. ( ) pinos intramedulares nunca devem ser utilizados associados à cerclagem com fios de aço</p><p>para evitar reação galvânica.</p><p>Comentários</p><p>A alternativa B está correta e é o gabarito da questão. Uma recomendação geral é preencher pelo</p><p>menos de 60 a 70% do diâmetro medular (quando o pino é usado como único dispositivo</p><p>Enxerto ósseo</p><p>Osteogênese</p><p>Osteoindução</p><p>Osteocondução</p><p>Ana Paula Salim, Graziela Kopinits de Oliveira</p><p>Aula 48 - Profa. Graziela</p><p>Medicina Veterinária p/ Concursos - Curso Regular</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>69</p><p>87</p><p>intramedular). Em geral, quanto maior for o diâmetro do pino intramedular, melhor será para</p><p>estabilidade à fratura e resistência do implante18.</p><p>A alternativa A está incorreta. A utilização de pinos intramedulares em fraturas expostas é</p><p>contraindicada, uma vez que este dispositivo é colocado dentro do canal medular e dessa forma</p><p>pode permitir disseminação de bactérias para toda a cavidade medular e a formação de biofilme.</p><p>A alternativa C está incorreta. A colocação do pino intramedular de forma fechada é indicada e</p><p>segura. A técnica fechada conserva os tecidos moles, o suprimento sanguíneo e as extremidades</p><p>ósseas do foco da fratura.</p><p>A alternativa D está incorreta. A associação de pino intramedular com cerclagem pode ser</p><p>realizada, não havendo contraindicação para sua utilização.</p><p>18 Johnston, S.A.; Tobias, K.M. VETERINARY SURGERY: SMALL ANIMAL, 2ed., 2v., Missouri: Elsevier, 2018, 2600p.</p><p>Ana Paula Salim, Graziela Kopinits de Oliveira</p><p>Aula 48 - Profa. Graziela</p><p>Medicina Veterinária p/ Concursos - Curso Regular</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>70</p><p>87</p><p>1</p><p>LISTA DE QUESTÕES</p><p>1. (UPF/2023) Com relação à classificação das fraturas, a imagem a seguir representa uma fratura</p><p>fisária denominada de fratura de Salter-Harris: Diante disso, assinale a alternativa que representa</p><p>o tipo de fratura da imagem:</p><p>a) Tipo II.</p><p>b) Tipo III.</p><p>c) Tipo IV.</p><p>d) Tipo V.</p><p>e) Tipo I.</p><p>2. (UFERSA/2023) (DENNY, 2006) As fraturas fisárias, em ossos longos, são classificadas conforme:</p><p>a) Salter Harris</p><p>b) Direção e linhas de fratura</p><p>c) Mecanismos de perfuração</p><p>Ana Paula Salim, Graziela Kopinits de Oliveira</p><p>Aula 48 - Profa. Graziela</p><p>Medicina Veterinária p/ Concursos - Curso Regular</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>71</p><p>87</p><p>2</p><p>d) O grau de exposição</p><p>e) Redutibilidade</p><p>3. (UFERSA/2023) (DENNY, 2006) A retirada de implantes metálicos (placas e parafusos) em uma</p><p>osteossíntese femoral deve ser considerada diante das condições que se seguem, excetuando-se</p><p>a alternativa:</p><p>a) lúpus eritematoso discoide, histopatológico da lesão e da junção muco-cutânea, terapia</p><p>sistêmica imunossupressora.</p><p>b) leishmaniose cutânea, parasitológico direto de linfonodo ou reação em cadeia da polimerase</p><p>(PCR) de medula, milteforan.</p><p>c) pênfigo foliáceo, citologia de pústula ou histopatológico de pústula, corticoterapia</p><p>imunossupressora.</p><p>d) demodiciose, parasitológico direto, isoxasolinas.</p><p>e) vitiligo, histopatológico da área despigmentada, corticoterapia imunossupressora.</p><p>4. (UFERSA/2023) (DENNY; Butterworth, 2006). Um banco de ossos conservados em glicerina a</p><p>98% pode ser muito útil na resolução de osteossínteses com sequestro ósseo considerável ou</p><p>outras perdas de tecidos ósseos. Ao optar por osteossíntese com implante de “material ósseo</p><p>de animal de espécie diferente do receptor”, pode-se afirmar que, se trata de implante:</p><p>a) Aloenxerto</p><p>b) Xenoenxerto</p><p>c) Autoenxerto</p><p>d) Homógeno</p><p>e) Autólogo</p><p>Ana Paula Salim, Graziela Kopinits de Oliveira</p><p>Aula 48 - Profa. Graziela</p><p>Medicina Veterinária p/ Concursos - Curso Regular</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>72</p><p>87</p><p>3</p><p>5. (UFERSA/2023) A classificação para o grau de acometimento de luxação patelar em cão que se</p><p>apresenta com patela permanecendo luxada medialmente a maior parte do tempo, mas pode ser</p><p>reduzida manualmente com a extensão do joelho; entretanto, após a redução manual, a flexão e</p><p>a extensão do joelho resultam em uma nova luxação patelar; há um deslocamento medial do</p><p>grupo muscular quadríceps. Podem estar presentes anormalidades dos tecidos moles de suporte</p><p>da articulação do joelho e deformidades do fêmur e da tíbia. A classificação para este</p><p>acometimento de luxação patelar é:</p><p>a) Grau I.</p><p>b) Grau II.</p><p>c) Grau III.</p><p>d) Grau IV.</p><p>e) Grau V.</p><p>6. (UFERSA/2023) (TOBIAS; JOHNSTON, 2012) O dispositivo ortopédico registrados nas imagens</p><p>que se seguem estão relacionados à utilização ortopédica de:</p><p>Ana Paula Salim, Graziela Kopinits de Oliveira</p><p>Aula 48 - Profa. Graziela</p><p>Medicina Veterinária p/ Concursos - Curso Regular</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>73</p><p>87</p><p>4</p><p>a) Implante de pinos de Rush</p><p>b) Implante de haste bloqueada</p><p>c) Nivelamento de platô tibial</p><p>d) Fixador esquelético externo</p><p>e) Distracionador muscular</p><p>7. (UFERSA/2023) (FOSSUM, 2015) Para resolução da não união do processo ancôneo pode ser</p><p>recomendada:</p><p>a) Osteotomia parcial do processo ancôneo</p><p>b) Fixação com mini placa e parafusos</p><p>c) Utilização de pino intramedular</p><p>d) Osteotomia ulnar e uso de parafuso de folga</p><p>e) Osteotomia e cerclagem com fio de aço</p><p>8. (UFG/2023) Um cão foi encaminhado ao hospital veterinário em decorrência de acidente</p><p>automobilístico. Após a avaliação clínica e estabilização do paciente, foi realizado exame</p><p>ortopédico e radiográfico constatando polifratura de pelve com grave cominução do púbis. Nesse</p><p>caso em específico, é importante realizar o seguinte procedimento:</p><p>(A) palpação abdominal caudal.</p><p>(B) exame radiográfico contrastado da bexiga e uretra.</p><p>(C) palpação das tuberosidades isquiáticas.</p><p>(D) reflexo tibial cranial.</p><p>Ana Paula Salim, Graziela Kopinits de Oliveira</p><p>Aula 48 - Profa. Graziela</p><p>Medicina Veterinária p/ Concursos - Curso Regular</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>74</p><p>87</p><p>5</p><p>9. (UFG/2023) A haste intramedular bloqueada é um método de fixação esquelética interna</p><p>consagrada na medicina humana e veterinária. Quais são suas características mecânicas em relação</p><p>às forças atuantes e em quais ossos há a recomendação técnica para sua implantação?</p><p>(A) É alocada no eixo neutro de forças, possuindo resistência às forças de flexão, rotação,</p><p>compressão, cisalhamento e tensão, sendo recomendada sua implantação no úmero, na tíbia e no</p><p>fêmur.</p><p>(B) Possui resistência mecânica somente nas forças de rotação e torsão, sendo indicada no úmero,</p><p>no rádio e no fêmur.</p><p>(C) É alocada no eixo neutro de forças e, por essa característica, não sofre nenhum</p><p>comprometimento mecânico. Pode ser implantada no úmero, na tíbia e no rádio.</p><p>(D) Possui resistência mecânica somente nas forças de cisalhamento e compressão, podendo ser</p><p>implantada no rádio, na ulna, no fêmur e na tíbia.</p><p>10. (UFG/2023) A doença de Legg-Perthes em cães resulta:</p><p>(A) no colapso da epífise femoral devido à interrupção no fluxo sanguíneo.</p><p>(B) na fragmentação do processo coronoide medial pela inadequada conformação anatômica.</p><p>(C) na incongruência da articulação</p><p>umerorradioulnar em virtude de fatores hereditários.</p><p>(D) nas rupturas completas ou parciais dos ligamentos colaterais da articulação tarsocrural</p><p>causadas pela doença articular degenerativa.</p><p>Ana Paula Salim, Graziela Kopinits de Oliveira</p><p>Aula 48 - Profa. Graziela</p><p>Medicina Veterinária p/ Concursos - Curso Regular</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>75</p><p>87</p><p>6</p><p>11. (UFRPE/2023) A displasia coxofemoral se caracteriza pelo desenvolvimento anormal da</p><p>articulação do quadril. Em relação a esta enfermidade marque um V para a assertiva verdadeira e</p><p>F para a assertiva falsa:</p><p>( ) As causas da displasia coxofemoral são multifatoriais; tanto fatores hereditários quanto</p><p>ambientais possuem um papel no desenvolvimento da anormalidade do osso e tecidos moles;</p><p>( ) A incidência da displasia coxofemoral é menor nos cães de raças grandes;</p><p>( ) A sinfisiodese púbica juvenil é indicada para cães com mais de um ano de idade e esta</p><p>pode ser realizada para alterar o crescimento da pelve e o grau de ventroversão do acetábulo;</p><p>( ) A substituição total do quadril é realizada com maior frequência quando o tratamento</p><p>clínico da osteoartrite do quadril não pode mais manter a função do membro e a qualidade de</p><p>vida do paciente;</p><p>a) FVVV.</p><p>b) VVFV.</p><p>c) VFFV.</p><p>d) VFVV.</p><p>e) VVVV.</p><p>12. (UFRPE/2023) Qual destas suturas é indicada para ligamentos e tendões:</p><p>a) Kessler.</p><p>b) Gambee.</p><p>c) Aberdeen.</p><p>d) Donatti.</p><p>e) Sultan.</p><p>Ana Paula Salim, Graziela Kopinits de Oliveira</p><p>Aula 48 - Profa. Graziela</p><p>Medicina Veterinária p/ Concursos - Curso Regular</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>76</p><p>87</p><p>7</p><p>13. (Médico Veterinário/UFJ - 2022) A luxação da articulação do quadril é comumente</p><p>diagnosticada em cães atropelados. Assinale a alternativa que não se constitui um método de</p><p>tratamento dessa afecção.</p><p>a) Toggle pin.</p><p>b) Resseção da cabeça e colo femoral.</p><p>c) Estabilização intra-articular com pino em cavilha.</p><p>d) Acetabuloplastia.</p><p>e) Sutura iliofemoral com âncora.</p><p>14. (Médico Veterinário/UFJ - 2022) Um dos grandes desafios da cirurgia ortopédica são os casos</p><p>de não união óssea, que acontece em decorrência da ineficácia do método de estabilização eleito,</p><p>resultando em instabilidade no foco da fratura e, muitas vezes, por infecção. Um dos tratamentos</p><p>nesses casos é a coleta de enxerto ósseo autógeno esponjoso. Existem locais específicos de</p><p>coleta. Indique o sítio que possui melhor qualidade óssea e celular para enxertia:</p><p>a) crista ilíaca.</p><p>b) calota craniana.</p><p>c) epífise proximal da tíbia.</p><p>d) tuberosidade maior do úmero.</p><p>e) trocanter maior do fêmur.</p><p>15. (UnB/2022) Sobre as lesões da articulação femorotibiopatelar em cães, é correto afirmar:</p><p>Ana Paula Salim, Graziela Kopinits de Oliveira</p><p>Aula 48 - Profa. Graziela</p><p>Medicina Veterinária p/ Concursos - Curso Regular</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>77</p><p>87</p><p>8</p><p>a) O teste de gaveta e o teste de compressão tibial são indicados para o diagnóstico de luxação</p><p>patelar.</p><p>b) Técnicas cirúrgicas de correção da luxação patelar incluem a trocleoplastia, transposição da</p><p>tuberosidade da tíbia e imbricação lateral, correções de deformidades angulares de fêmur e tíbia.</p><p>c) A técnica de osteotomia de nivelamento do platô tibial é indicada nos casos de lesões de</p><p>ligamento colateral da articulação femorotibiopatelar.</p><p>d) A ocorrência de doença articular degenerativa é infrequente nos casos de ruptura de ligamento</p><p>cruzado cranial.</p><p>e) A osteocondrite dissecante do joelho é mais comum em cães idosos de pequeno porte.</p><p>16. (UnB 2022) Sobre a classificação de fraturas, assinale a alternativa com as afirmações</p><p>corretas.</p><p>I. A fratura de Salter-Harris tipo III percorre a fise e a epífise do osso.</p><p>II. A fratura em espiral é um tipo especial de fratura cominutiva em que a linha de fratura</p><p>circunda a diáfise.</p><p>III. Em uma fratura por avulsão, o fragmento ósseo é desprendido devido à força de</p><p>tração excessiva no local de inserção do músculo, ligamento ou tendão.</p><p>IV. Na fratura transversa, a linha de fratura percorre perpendicularmente o eixo longitudinal</p><p>do osso.</p><p>(A) I e II, apenas.</p><p>(B) I, II e III, apenas.</p><p>(C) I, III e IV, apenas.</p><p>(D) III e IV, apenas</p><p>(E) I, II, III e IV.</p><p>Ana Paula Salim, Graziela Kopinits de Oliveira</p><p>Aula 48 - Profa. Graziela</p><p>Medicina Veterinária p/ Concursos - Curso Regular</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>78</p><p>87</p><p>9</p><p>17. (UnB 2022) Em relação a fraturas, analise as afirmativas seguintes.</p><p>I. Fraturas expostas devem ser tratadas por métodos de fixação interna quando o tempo</p><p>decorrido do trauma é superior a seis horas.</p><p>II. Complicações na cicatrização óssea podem incluir união retardada, não união,</p><p>osteomielite e má união.</p><p>III. Para o tratamento de fraturas de alto strain, são recomendados métodos de</p><p>estabilização absoluta.</p><p>IV. Na cicatrização óssea indireta, não ocorre a formação de tecido conjuntivo fibroso e</p><p>calo cartilaginoso na área fraturada.</p><p>Estão corretas:</p><p>a) I e II, apenas.</p><p>b) II e III, apenas.</p><p>c) III e IV, apenas.</p><p>d) I, III e IV, apenas.</p><p>e) I, II, III e IV.</p><p>18. (USP/2022) As fraturas que envolvem a linha fisária possuem classificação específica,</p><p>dependendo das estruturas acometidas. Aquelas que ocorrem ao longo da linha fisária e epífise,</p><p>sendo geralmente articulares, são denominadas de fraturas do tipo:</p><p>(A) Articular complexa.</p><p>(B) Salter-Harris do tipo III.</p><p>(C) Múltipla.</p><p>(D) Composta.</p><p>Ana Paula Salim, Graziela Kopinits de Oliveira</p><p>Aula 48 - Profa. Graziela</p><p>Medicina Veterinária p/ Concursos - Curso Regular</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>79</p><p>87</p><p>10</p><p>(E) Salter-Harris do tipo I.</p><p>19. (UFV/2022) Em relação às doenças que acometem a articulação coxofemoral, assinale a</p><p>afirmação correta.</p><p>(A) Os sinais de dor e claudicação na displasia coxofemoral são geralmente leves e aparecem em</p><p>cães idosos. Embora cães jovens também sejam acometidos são, na maioria dos casos,</p><p>assintomáticos.</p><p>(B) O objetivo do tratamento da displasia coxofemoral é diminuir a velocidade de progressão da</p><p>osteoartose, controlar a dor e proporcionar estabilidade à articulação.</p><p>(C) Na luxação coxofemoral traumática, a redução fechada da cabeça do fêmur no acetábulo</p><p>apresenta maior taxa de sucesso, com menos recidiva do que a redução aberta.</p><p>(D) Diferentemente de outras articulações, a fratura acetabular não requer uma redução perfeita</p><p>e uma estabilização absoluta uma vez que a cabeça e o colo femoral podem ser excisadas evitando</p><p>assim a osteoartrose.</p><p>(E) A necrose asséptica da cabeça do fêmur é uma doença que acomete cães adultos de raças</p><p>grandes e tem como diagnóstico diferencial a displasia coxofemoral e diferentes neoplasias</p><p>articulares.</p><p>20. (PM/ES – 2022) É uma estrutura anatômica que permite um grau limitado de movimento</p><p>rotacional do joelho:</p><p>(A) o côndilo femoral.</p><p>(B) a patela.</p><p>(C) o menisco.</p><p>Ana Paula Salim, Graziela Kopinits de Oliveira</p><p>Aula 48 - Profa. Graziela</p><p>Medicina Veterinária p/ Concursos - Curso Regular</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>80</p><p>87</p><p>==1365fc==</p><p>11</p><p>(D) o acetábulo.</p><p>(E) o ligamento patelar medial.</p><p>21. (PM/SP – 2022) A luxação de patela é uma das anormalidades mais comuns que acomete o</p><p>joelho dos cães. Sobre a luxação de patela, é correto afirmar que</p><p>(A) a origem da luxação de patela é congênita e não traumática.</p><p>(B) o tratamento da luxação de patela é apenas cirúrgico.</p><p>(C) a avaliação do movimento de gaveta é positivo quando se constata a ruptura do ligamento</p><p>cruzado cranial.</p><p>(D) a luxação de patela acomete apenas cães de porte grande devido ao seu maior peso.</p><p>(E) a luxação de patela pode ser dividida em quatro níveis diferentes de gravidade.</p><p>22. (PM/SP – 2022) Sobre o diagnóstico da displasia coxofemoral, doença ortopédica bastante</p><p>estudada em caninos, assinale a afirmativa correta.</p><p>(A) O diagnóstico definitivo por exame radiográfico pode ser feito aos 12 meses de idade do</p><p>animal.</p><p>(B) As alterações radiográficas mais comuns são o rasamento acetabular, a luxação ou subluxação</p><p>coxofemoral e o achatamento da cabeça femoral.</p><p>(C) A avaliação radiográfica para displasia coxofemoral deve obrigatoriamente ser feita com o</p><p>animal sob sedação.</p><p>(D) A posição radiográfica preconizada para o exame de displasia coxofemoral é a dorsoventral.</p><p>(E) Os achados radiográficos da displasia coxofemoral em filhotes são muito parecidos com os</p><p>osteomalácia.</p><p>Ana Paula Salim, Graziela Kopinits de Oliveira</p><p>Aula 48 - Profa. Graziela</p><p>Medicina Veterinária p/ Concursos - Curso Regular</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>81</p><p>87</p><p>12</p><p>23. (ESFCEX/2021) No tratamento de osteoartrite, doenças degenerativas osteoarticulares e</p><p>displasia coxofemoral dos cães, recomenda-se o emprego do anti-inflamatório não esteroidal</p><p>(AINE), que atua diminuindo a produção de prostaglandinas via inibição da enzima COX,</p><p>preferencialmente a COX-2. Assinale a alternativa que apresenta o medicamento que atende a</p><p>tais características.</p><p>(A) Cetoprofeno.</p><p>(B) Carprofeno.</p><p>(C) Dipirona.</p><p>(D) Prednisolona.</p><p>(E) Paracetamol.</p><p>24. (Prefeitura de Saltinho/SC-2019) alguns termos são utilizados com referência aos ossos.</p><p>Assinale a alternativa que não condiz com o termo correto:</p><p>A) Osso compacto (denso ou cortical) é a camada dura e constitui o exterior da maioria dos ossos</p><p>e forma quase toda a haste dos ossos longos.</p><p>B) Osso esponjoso é composto por espiculas dispostas de modo a formar uma rede porosa. Os</p><p>espaços em geral são preenchidos por medula óssea.</p><p>C) Epífise refere se a cada extremidade de um osso longo sendo a extremidade mais próximas ao</p><p>corpo é a epífise proximal e a mais distante é a epífise distal.</p><p>D) Diáfise é a haste oval de um osso longo entre as duas epífises.</p><p>E) Metáfise de um osso maduro é a área larga adjacente a epífise.</p><p>Ana Paula Salim, Graziela Kopinits de Oliveira</p><p>Aula 48 - Profa. Graziela</p><p>Medicina Veterinária p/ Concursos - Curso Regular</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>82</p><p>87</p><p>13</p><p>25. (Médico Veterinario - UEM/2017) Você atendeu um cão que sofreu uma osteossíntese de tíbia.</p><p>Após 30 dias, ele apresentou claudicação e drenagem cutânea sero-sanguinolenta no foco</p><p>cirúrgico, tendo como principal suspeita uma osteomielite. Baseado no exposto, este animal</p><p>também apresentará</p><p>A) dor e edema locais, febre e leucocitose.</p><p>B) edema local, febre e leucocitose.</p><p>C) dor local, febre e leucocitose.</p><p>D) dor e edema locais, temperatura e leucograma normais.</p><p>E) dor e edema locais, febre e leucograma normal.</p><p>26. (Médico Veterinario - UEM/2017) Você atendeu um cão atropelado há 48 horas, apresentando</p><p>uma fratura aberta e oblíqua de diáfise tibial. Qual sua conduta?</p><p>A) Lavagem e colocação de placa e parafuso.</p><p>B) Lavagem e tala.</p><p>C) Lavagem e colocação de fixador externo.</p><p>D) Lavagem e colocação de pino intramedular com cerclagem.</p><p>E) Lavagem e colocação de haste bloqueada.</p><p>27. (MV/UFAL – 2016) Em relação às fraturas de Rádio e Ulna em pequenos animais, é correto</p><p>afirmar:</p><p>A) o exame neurológico é parte fundamental na avaliação das fraturas do rádio e da ulna devido</p><p>ao possível envolvimento do nervo torácico.</p><p>Ana Paula Salim, Graziela Kopinits de Oliveira</p><p>Aula 48 - Profa. Graziela</p><p>Medicina Veterinária p/ Concursos - Curso Regular</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>83</p><p>87</p><p>14</p><p>B) a fixação externa é o método de escolha para as fraturas não complicadas do rádio e ulna,</p><p>principalmente em fraturas abertas.</p><p>C) nos cães jovens, a cicatrização é favorecida em animais com pouco peso, ou seja, de pequeno</p><p>porte.</p><p>D) o uso de pinos intramedulares é recomendado no tratamento das fraturas do rádio.</p><p>E) este tipo de fratura é mais comum em pequenos animais.</p><p>28. (PM/MG - 2009) A panosteíte é uma moléstia auto-limitante dos ossos longos que ocorre em</p><p>cães jovens de raças grandes. Muito comum no Pastor Alemão, afeta mais machos que fêmeas.</p><p>Sobre esta patologia é CORRETO afirmar:</p><p>A. ( ) a anormalidade mais comumente encontrada é a rarefação óssea (radiotransparência).</p><p>B. ( ) os animais não apresentam sintomas de dor.</p><p>C. ( ) os animais que apresentam esta patologia devem ser sacrificados para evitar sua transmissão</p><p>ao plantel.</p><p>D. ( ) a radiografia geralmente confirma o diagnóstico.</p><p>29. (PM/MG - 2009) Sobre os enxertos ósseos em cães, é CORRETO afirmar:</p><p>A. ( ) o enxerto ósseo estimula a diferenciação de células mesenquimais e pluripotentes em</p><p>osteoblastos.</p><p>B. ( ) o enxerto ósseo não age como armação para a neoformação óssea.</p><p>C. ( ) o enxerto ósseo não estimula a formação óssea.</p><p>D. ( ) o osso de um animal não pode ser utilizado para enxerto em outro animal.</p><p>Ana Paula Salim, Graziela Kopinits de Oliveira</p><p>Aula 48 - Profa. Graziela</p><p>Medicina Veterinária p/ Concursos - Curso Regular</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>84</p><p>87</p><p>15</p><p>30. (PM-MG - 2009) Sobre a utilização de pinos intramedulares em fraturas de ossos longos em</p><p>cães, é CORRETO afirmar:</p><p>A. ( ) pinos intramedulares podem ser usados para redução de fraturas expostas com ótimos</p><p>resultados.</p><p>B. ( ) o pino intramedular deve ocupar aproximadamente de 60 a 70 % da cavidade medular.</p><p>C. ( ) o pino intramedular só pode ser utilizado pela técnica cirúrgica aberta, uma vez que a técnica</p><p>fechada não oferece segurança.</p><p>D. ( ) pinos intramedulares nunca devem ser utilizados associados à cerclagem com fios de aço</p><p>para evitar reação galvânica.</p><p>Ana Paula Salim, Graziela Kopinits de Oliveira</p><p>Aula 48 - Profa. Graziela</p><p>Medicina Veterinária p/ Concursos - Curso Regular</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>85</p><p>87</p><p>16</p><p>GABARITO</p><p>1 - E</p><p>2 - A</p><p>3 - C</p><p>4 - B</p><p>5 - C</p><p>6 - B</p><p>7 - D</p><p>8 - B</p><p>9 - A</p><p>10 - A</p><p>11 - C</p><p>12 - A</p><p>13 - D</p><p>14 - D</p><p>15 - B</p><p>16 - C</p><p>17 - B</p><p>18 - B</p><p>19 - B</p><p>20 - C</p><p>21 - E</p><p>22 - B</p><p>23 - B</p><p>24 - D</p><p>25 - D</p><p>26 - C</p><p>27 - B</p><p>28 - D</p><p>29 - A</p><p>30 - B</p><p>Ana Paula Salim, Graziela Kopinits de Oliveira</p><p>Aula 48 - Profa. Graziela</p><p>Medicina Veterinária p/ Concursos - Curso Regular</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>86</p><p>87</p><p>músculos e ligamentos. As</p><p>principais funções do sistema locomotor são locomoção, suporte de carga, dar forma ao corpo, força,</p><p>proteção de órgãos, reserva e homeostase de minerais, produção celular (medula óssea), absorção de</p><p>toxinas e metais pesados para minimizar o efeito em outros órgãos.</p><p>Um ponto importante das questões de sistema locomotor, é o entendimento do exame ortopédico</p><p>e de alguns testes que são específicos para determinada doença. Além disso, características do paciente,</p><p>como espécie, raça, idade, porte e sexo, podem ajudar na obtenção do diagnóstico, já que algumas</p><p>Ana Paula Salim, Graziela Kopinits de Oliveira</p><p>Aula 48 - Profa. Graziela</p><p>Medicina Veterinária p/ Concursos - Curso Regular</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>6</p><p>87</p><p>alterações do sistema locomotor são mais comuns em animais com determinadas características (Quadro</p><p>01).</p><p>Faixa etária Enfermidades</p><p>Jovem Panosteíte</p><p>Luxação medial de patela congênita</p><p>Necrose asseptica da cabeça ddo fêmur</p><p>Osteocondrite dissecante da cabeça do úmero</p><p>Fratura de Salter-Harris</p><p>Não-união do processo ancôneo</p><p>Displasia coxofemoral</p><p>Osteodistrofia hipertrófica</p><p>Hiperparatireoidismo secundário alimentar</p><p>Adulto Displasia coxofemoral</p><p>Displasia de cotovelo</p><p>Ruptura de ligamento cruzado cranial</p><p>Fratura</p><p>Idoso Naoplasia óssea (osteossarcoma)</p><p>Doença do disco intervertebral</p><p>Osteopatia hipertrófica pulmonar</p><p>Hiperparatireoidismo secundário renal</p><p>Doença articular degenerativa</p><p>Enfermidades ortopédicas mais comuns em cães, de acordo com a faixa etária1.</p><p>As principais causas de afecções no sistema locomotor são traumas, luxações, doenças do</p><p>desenvolvimento, processos inflamatórios, contusões, miopatias, doenças congênitas, neoplasias (FIGURA</p><p>01), doenças sistêmicas e doenças degenerativas.</p><p>1 Feitosa, F.L. Semiologia Veterinária - a Arte do Diagnóstico. 3ed. São Paulo: Roca. 2014.</p><p>Ana Paula Salim, Graziela Kopinits de Oliveira</p><p>Aula 48 - Profa. Graziela</p><p>Medicina Veterinária p/ Concursos - Curso Regular</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>7</p><p>87</p><p>Figura 1. Paciente canino apresentando osteossarcoma em fêmur.</p><p>O exame ortopédico deve ser criterioso, e sempre precedido de exame físico geral. Além disso, como</p><p>algumas doenças ortopédicas e neurológicas apresentam sinais clínicos parecido, é importante que os</p><p>pacientes ortopédicos sejam também submetidos a exame neurológico. Para melhor entendimento de</p><p>questões relacionadas ao sistema locomotor, traremos, a seguir, alguns termos bastante utilizados em</p><p>questões.</p><p> Claudicação: é uma alteração da marcha do animal, que consiste em apoio parcial do membro,</p><p>decorrente de dor, visando diminuir o peso sobre o membro afetado.</p><p> Impotência funcional: incapacidade de apoiar o membro acometido no chão, pode também ser</p><p>chamada de claudicação sem apoio de membro.</p><p> Decúbito: incapacidade do animal em se manter em estação, pode ser esternal ou lateral.</p><p> Abdução: movimento de membros para fora da linha do corpo.</p><p> Adução: movimento de membros em direção ao centro do corpo.</p><p> Valgo: desvio lateral anormal da extremidade, distalmente à articulação ou ponto de referência</p><p>no plano frontal.</p><p> Varo: desvio medial anormal da extremidade, distalmente à articulação ou ponto de referência no</p><p>plano frontal.</p><p>Ana Paula Salim, Graziela Kopinits de Oliveira</p><p>Aula 48 - Profa. Graziela</p><p>Medicina Veterinária p/ Concursos - Curso Regular</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>8</p><p>87</p><p>==1365fc==</p><p>A observação da marcha do paciente, e a palpação constituem passos importantes do exame</p><p>ortopédico. Todos os ossos, articulações, tendões, ligamentos e tecidos musculares devem ser palpados em</p><p>busca de dor, crepitações, instabilidades, alterações de temperatura e tumefações.</p><p>Após inspeção e palpação cuidadosas, deve-se realizar alguns exames específicos, como teste de</p><p>hiperextensão (avaliação de articulações), teste de flexão e extensão, teste de estabilidade lateral e medial</p><p>(ligamentos colaterais), manobra do tendão bicipital (articulação escapulo-umeral), teste de compressão</p><p>trocantérica (instabilidade coxofemoral), stand teste (inflamação e fibrose da articulação coxofemoral),</p><p>teste de Ortolani (displasia coxofemoral), testes de Barlow (displasia coxofemoral), avaliação de</p><p>instabilidade patelar (luxação de patela), teste de compressão tibial (ligamento cruzado cranial) e teste de</p><p>gaveta (avaliação de ruptura de ligamento cruzado cranial e caudal).</p><p>Agora vamos nos aprofundar um pouquinho resolvendo juntos uma questão!</p><p>(Prefeitura de Saltinho - SC/2019) O termo esqueleto é aplicado para a armação de estruturas duras que</p><p>suporta e protege os tecidos moles dos animais. Os ossos são geralmente divididos em quatro classes de</p><p>acordo com sua forma e função. Desta forma, a estrutura dos ossos é</p><p>A) O osso é uma substância viva com vasos sanguíneos, vasos linfáticos nervos e músculos.</p><p>B) Os ossos funcionam como armação do corpo e como alavancas para os músculos e inserções de músculos,</p><p>proporcionam proteção para algumas vísceras, contêm a medula óssea que está relacionada com a formação</p><p>das células sanguíneas e reserva de minerais.</p><p>C) O número de ossos do esqueleto de um animal não varia com a idade.</p><p>D) Ele não é considerado um órgão hematopoiético.</p><p>E) Os ossos têm uma estrutura orgânica com tecido fibroso, esponjoso em alguns casos e células.</p><p>Comentários</p><p>A alternativa B está correta e é o gabarito da questão. O tecido ósseo tem diversas funções no organismo,</p><p>sendo as principais locomoção, suporte de carga, dar forma ao corpo, força, proteção de órgãos, reserva e</p><p>homeostase de minerais, produção celular (medula óssea), absorção de toxinas e metais pesados para</p><p>minimizar o efeito em outros órgãos. Além disso, serve de estrutura de inserção de músculo, bem como</p><p>como braço de alavanca nos movimentos biomecânicos.</p><p>Ana Paula Salim, Graziela Kopinits de Oliveira</p><p>Aula 48 - Profa. Graziela</p><p>Medicina Veterinária p/ Concursos - Curso Regular</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>9</p><p>87</p><p>A letra A está incorreta. O osso é um tecido do corpo animal, constituído por células e matriz extracelular</p><p>calcificada.</p><p>A letra C está incorreta. A quantidade de ossos do esqueleto de um animal varia com a idade, os animais</p><p>jovens possuem maior número de ossos uma vez que alguns deles se fundem durante o crescimento.</p><p>A letra D está incorreta. A medula óssea, responsável pela produção de células sanguíneas (função</p><p>hematopoiética), está localizada nas cavidades intertrabeculares do osso esponjoso e no canal medular da</p><p>diáfise dos ossos longos.</p><p>A letra E está incorreta. A matriz óssea orgânica é constituída principalmente por fibras de colágeno imersas</p><p>em mucopolissacarídeos, água, eletrólitos, glicoproteínas e células.</p><p>Gostaria de deixar um convite a vocês: SIGAM NOSSO PERFIL DO INSTAGRAM e visitem nossa</p><p>PÁGINA NA WEB, ESPECÍFICOS SOBRE RESIDÊNCIA NA ÁREA DE SAÚDE. Lá teremos diversas informações</p><p>úteis e artigos, tudo visando te auxiliar para alcançar a aprovação. Aproveitem!</p><p>Instagram: @estrategia.saude</p><p>Site: https://linkme.bio/estrategia.saude/</p><p>Boa aula!</p><p>Ana Paula Salim, Graziela Kopinits de Oliveira</p><p>Aula 48 - Profa. Graziela</p><p>Medicina Veterinária p/ Concursos - Curso Regular</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>10</p><p>87</p><p>1</p><p>Fratura</p><p>Fraturas (Figura 01) são falhas na continuidade do tecido ósseo, podendo ser causada por traumas</p><p>(automobilístico, queda, briga, agressões, avulsões), doenças ósseas ou fadiga do osso. As fraturas podem</p><p>ser classificadas de acordo com os fatores causais, a presença de comunicação externa (aberta ou fechada),</p><p>o osso envolvido, a sua localização no osso, a severidade (completa ou incompleta, reduzida ou deslocada,</p><p>simples ou multifragmentar), a sua morfologia (transversa, obliqua</p><p>curta ou longa, espiral, avulsão) e a</p><p>estabilidade da fratura após redução e fixação.</p><p>Deve-se sempre lembrar que, quando o osso é fraturado ocorre o comprometimento da função do</p><p>sistema locomotor e da vascularização no local da fratura, além de lesão de tecidos circunvizinhos. Casos de</p><p>pacientes politraumatizados são comuns, pois, a força necessária para causar uma fratura é suficiente para</p><p>ocasionar lesões em órgãos, de diversos graus.</p><p>Figura 1. Fratura óssea em um cão.</p><p>Ana Paula Salim, Graziela Kopinits de Oliveira</p><p>Aula 48 - Profa. Graziela</p><p>Medicina Veterinária p/ Concursos - Curso Regular</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>11</p><p>87</p><p>2</p><p>Os esquemas a seguir correlacionam ossos fraturados após um trauma, com as lesões concomitantes</p><p>mais comuns.</p><p>Pacientes que sofreram trauma necessitam, inicialmente da abordagem ABCDE, uma vez que podem</p><p>apresentar lesões com risco de morte. A analgesia preemptiva também é mandatória nesses pacientes,</p><p>devendo-se sempre optar por analgesia multimodal, com utilização de analgésicos, anti-inflamatórios não</p><p>Fêmur</p><p>- Luxação coxofemoral;</p><p>- Contusão pulmonar;</p><p>- Hemoabdômen;</p><p>- Hérnia diafragmática;</p><p>- Miocardite traumática.</p><p>Pelve</p><p>- Ruptura de bexiga urinária, ruptura uretral ou</p><p>avulsão ureteral;</p><p>- Lesão de nervos periféricos (principalmente do</p><p>tronco lombossacral e do nervo ciático)</p><p>- Lesões de reto;</p><p>- Contusão pulmonar;</p><p>- Hemoabdômen.</p><p>Úmero</p><p>- Plexo braquial;</p><p>- Traumatismo cranioencefálico;</p><p>- Contusão pulmonar;</p><p>- Hérnia driafragmática;</p><p>- Miocardite traumática;</p><p>- Lesões abdominais.</p><p>Ana Paula Salim, Graziela Kopinits de Oliveira</p><p>Aula 48 - Profa. Graziela</p><p>Medicina Veterinária p/ Concursos - Curso Regular</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>12</p><p>87</p><p>3</p><p>esteroidais (AINE), e se necessário, relaxantes musculares, anestesia local ou locorregional e sedativos. Os</p><p>AINEs mais comumente utilizados em pacientes fraturados estão listados a seguir.</p><p>Meloxicam</p><p>Indicado para cães e gatos, na dose de 0.1mg/kg a</p><p>cada 24hs para cães e 0.05 mg/kg a cada 24hs para</p><p>gatos.</p><p>Carprofeno</p><p>Indicado apenas para cães, uma vez que</p><p>apresenta meia-vida prolongada em gatos. A</p><p>dose oral em cães é de 4.4mg/kg a cada 24</p><p>horas ou 2.2mg/kg a cada 12 horas .</p><p>Robenacoxibe</p><p>Indicado para cães e gatos, na dose de 2 mg/kg</p><p>SC, a cada 24hs, em cães e gatos, 1–4 mg/kg</p><p>oral, a cada 24hs em cães e 1–2.4 mg/kg oral, a</p><p>cada 24hs em gatos.</p><p>Firocoxib</p><p>Indicado apenas para cães. A dose em cães é de</p><p>5mg/Kg a cada 24h.</p><p>Deracoxib</p><p>Indicado apenas para cães. A dose em cães é de</p><p>1-2mg/Kg a cada 24h.</p><p>Etodolaco</p><p>Indicado apenas para cães. A dose em cães é de</p><p>5–15 mg/kg VO a cada 24h.</p><p>Ana Paula Salim, Graziela Kopinits de Oliveira</p><p>Aula 48 - Profa. Graziela</p><p>Medicina Veterinária p/ Concursos - Curso Regular</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>13</p><p>87</p><p>4</p><p>Gruen, M.E. 2022 AAHA Pain Management Guidelines for Dogs and Cats. J Am Anim Hosp Assoc, v.58, p.55–76, 2022.</p><p>Pacientes fraturados apresentam como principais sinais clínicos dor, claudicação (normalmente sem</p><p>apoio do membro), mobilidade anormal, deformidade, comprometimento da função, contusão e edema.</p><p>A avaliação física do membro acometido vai revelar dor e crepitação. É importante avaliar a integridade da</p><p>pele, músculos, vasos, nervos e tendões.</p><p>O diagnóstico é baseado nos dados de anamnese e histórico (trauma, alimentação deficiente ou em</p><p>excesso, doenças concomitantes, neoplasias), nos sinais clínicos, no exame físico e nos exames</p><p>complementares. Dentre os exames complementares, a radiografia é conclusiva e deve sempre ser realizada</p><p>em no mínimo duas projeções ortogonais (Figura 2), já que o osso é uma estrutura 3D, e uma só projeção</p><p>não mostra a real situação da fratura.</p><p>Grapiprant</p><p>Indicado apenas para cães. A dose em cães é de</p><p>2mg/Kg a cada 24.</p><p>"O Grapiprant é o primeiro AINE piprant, ou seja, AINEs que bloqueiam os receptores de</p><p>prostaglandinas. Grapiprant bloqueia o receptor EP4, deixando inalterada a produção de</p><p>prostaglandinas. "</p><p>Ana Paula Salim, Graziela Kopinits de Oliveira</p><p>Aula 48 - Profa. Graziela</p><p>Medicina Veterinária p/ Concursos - Curso Regular</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>14</p><p>87</p><p>5</p><p>Figura 2. Imagem radiográfica (projeções ventro dorsal e lateral) e cirúrgica de fratura distal de fêmur em um cão.</p><p>A avaliação da fratura é mais bem alcançada por uma descrição sistemática e repetível da fratura.</p><p>Uma descrição precisa da fratura inclui (1) osso afetado, (2) localização da fratura no osso, (3) se a fratura é</p><p>aberta ou fechada para o ambiente, (4) grau de cominuição e (5) deslocamento da fratura1. O conhecimento</p><p>da conformação da fratura é importante na decisão do método de redução e estabilização.</p><p>As fraturas podem ser completas ou incompletas e podem ainda ser classificadas como em galho</p><p>verde, que ocorre em um animal imaturo, avulsão ou transversal. Linhas de fratura oblíquas correm em</p><p>ângulo com a linha perpendicular do longo eixo do osso; elas são descritas como fraturas oblíquas curtas se</p><p>tiverem 45 graus ou menos ou fraturas oblíquas longas se forem maiores que 45 graus em relação à</p><p>perpendicular do eixo longo do osso. As fraturas espirais são semelhantes às fraturas oblíquas longas, mas</p><p>envolvem o eixo longo do osso. Por fim, as fraturas podem ser não deslocadas (reduzidas) ou deslocadas. A</p><p>direção do deslocamento é descrita como a localização do segmento distal em relação ao segmento</p><p>proximal1.</p><p>1 Fossum, T.W. Small animal surgery. 5ed. Philadelphia: Elsevier, 2019.</p><p>Ana Paula Salim, Graziela Kopinits de Oliveira</p><p>Aula 48 - Profa. Graziela</p><p>Medicina Veterinária p/ Concursos - Curso Regular</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>15</p><p>87</p><p>6</p><p>A figura a seguir demonstra as configurações das linhas de fratura em um osso longo.</p><p>Figura 3: Classificação das fraturas. (Manual MSD, disponível em: https://www.msdmanuals.com/pt/profissional/les%C3%B5es-</p><p>intoxica%C3%A7%C3%A3o/fraturas/vis%C3%A3o-geral-das-fraturas).</p><p>O tratamento de fraturas normalmente é cirúrgico, e consiste na redução e estabilização do osso por</p><p>meio de implantes. A utilização de suporte temporário do membro fraturado, por meio de bandagem, é</p><p>indicada em casos de fraturas ou luxações abaixo das articulações do joelho e cotovelo, uma vez que a</p><p>imobilização acima dessas estruturas dificilmente é alcançada. O principal tipo de coaptação externa é a</p><p>bandagem de Robert Jones.</p><p>A redução da fratura objetiva o reposicionamento anatômico dos fragmentos ósseos e a restauração</p><p>do alinhamento e função normal do membro. Os procedimentos de redução e estabilização podem ser</p><p>realizados por método aberto ou fechado, dependendo do tipo e local da fratura e do grau de deslocamento</p><p>ósseo2.</p><p>2 Tudury, E.A.; Potier, G.M.A. Tratado de Técnica Cirúrgica Veterinária. São Paulo: MedVet, 2009.</p><p>Ana Paula Salim, Graziela Kopinits de Oliveira</p><p>Aula 48 - Profa. Graziela</p><p>Medicina Veterinária p/ Concursos - Curso Regular</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>16</p><p>87</p><p>7</p><p>Após redução da fratura deve-se realizar a fixação do osso na posição reduzida. O objetivo da fixação</p><p>óssea com implantes ortopédicos é diminuir o movimento no foco de fratura e neutralizar, se possível, as</p><p>forças que agem na fratura (compressão, torção, tração, flexão e cisalhamento) transferindo para a</p><p>implante. A imagem a seguir esquematiza as principais forças que atuam no foco de fratura (Figura 4).</p><p>Figura 4. Força de tração (A), flexão (B), cisalhamento (C), compressão (D) e rotação (E) (Tudury, E.A.; Potier, G.M.A. Tratado de Técnica</p><p>Cirúrgica Veterinária. São Paulo: MedVet, 2009).</p><p>A escolha do implante para a realização da osteossíntese vai depender da característica</p><p>do</p><p>implante, da conformação, fatores mecânicos e biológicos da fratura e das características e condições</p><p>clínicas do animal. Os principais métodos de fixação de fraturas e suas características estão descritos no</p><p>quadro a seguir.</p><p>Tipo de implante Características</p><p>Pino intramedular - Tipos: Steinmann, Kirschner, Rush ou Schanz;</p><p>- Liso ou rosqueado;</p><p>- Podem ser colocados por método aberto ou fechado e de forma normágrada</p><p>pou retrógrada;</p><p>- Podem ser utilizados em fratura diafisárias de úmero, fêmur, tíbia, ulna e</p><p>ossos metacarpos e metatarsos, sendo são contraindicados para o rádio;</p><p>- Deve ocupar no mínimo 60 a 70% do diâmetro do canal medular;</p><p>- Um ou mais pinos podem ser inseridos no canal medular para que a</p><p>estabilidade e o alinhamento da fratura sejam mantidos;</p><p>- Neutraliza as forças de flexão;</p><p>- Baixa resistência a cargas compressivas ou rotacionais e falta de fixação</p><p>(intertravamento) com o osso;</p><p>Ana Paula Salim, Graziela Kopinits de Oliveira</p><p>Aula 48 - Profa. Graziela</p><p>Medicina Veterinária p/ Concursos - Curso Regular</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>17</p><p>87</p><p>8</p><p>- Vantagens: incisões menores, menor lesão aos tecidos moles, método pouco</p><p>traumático, baixo custo, tempo reduzido para implantação, fácil remoção, não</p><p>prejudica o aporte sanguíneo medular e ósseo;</p><p>- Desvantagens na utilização deste método incluem: a migração do pino, dor</p><p>ou ponta proeminente lesionando tecidos moles;</p><p>- Podem ser usados como pinos cruzados ou colocados em um padrão</p><p>triangulado para estabilizar fraturas metafisárias e fisárias.</p><p>Pinos transfixados - Indicado para fraturas de ossos longos, osteotomias corretivas, artrodese</p><p>articular e imobilização articular temporária;</p><p>- Podem ser inseridos por método aberto ou fechado;</p><p>- Vantagens: fácil aplicação, diversas indicações, não resulta em danos aos</p><p>tecidos moles e preserva a vascularização do osso;</p><p>- Desvantagens: infecção do implante, eritema, edema e drenagem ao redor</p><p>dos pinos, tamanho da estrutura que pode causar desconforto ao paciente;</p><p>- O tamanho do pino deve ter até 25 a 30% do diâmetro do osso;</p><p>- As armações de fixação (Figura 5) são classificadas pelo número de planos</p><p>ocupados e pelo número de lados do membro a partir do qual o fixador se</p><p>projeta. Sendo unilateral-uniplanar (tipo Ia), unilateral-biplanar (tipo Ib),</p><p>bilateral-uniplanar (tipo II) e bilateral-biplanar (tipo III);</p><p>- Fixadores do tipo I são indicados em fraturas simples, relativamente estáveis,</p><p>os do tipo II são indicados em fraturas relativamente instáveis, o tipo III é</p><p>recomendado em fraturas muito instáveis e artrodese, em animais maiores;</p><p>- Fixadores circulares (Ilizarow) é indicado para estabilização de fraturas e suas</p><p>complicações, artrodese ou como método dinâmico na correção - Podem</p><p>complementar a estabilidade do pino intramendular e ser ligados a este (“Tie-</p><p>in”);</p><p>- As estruturas do tipo Ia resistem ê compressão e rotação. As estruturas tipo</p><p>Ib e tipo III resistem à compressão axial, flexão e rotação. As armações do tipo</p><p>II resistem à compressão axial, à flexão no mesmo plano do fixador e à rotação;</p><p>- Permite o retorno imediato do paciente às atividades, no entanto, a atividade</p><p>deve ser restrita a caminhadas na coleira e reabilitação física até que a fratura</p><p>esteja cicatrizada.</p><p>Ana Paula Salim, Graziela Kopinits de Oliveira</p><p>Aula 48 - Profa. Graziela</p><p>Medicina Veterinária p/ Concursos - Curso Regular</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>18</p><p>87</p><p>==1365fc==</p><p>9</p><p>Placa e parafuso - Quando aplicadas adequadamente, as placas ósseas neutralizam as forças de</p><p>carga axial, flexão e torção que atuam nos ossos fraturados;</p><p>- Funcionam como placas de compressão (faixa de tensão), neutralização</p><p>(impede a ação das forças fisiológicas de tensão, flexão, compressão e</p><p>distração) ou de apoio (suporte ou ponte);</p><p>- São usados para tratar animais com escores de avaliação de fratura altos,</p><p>médios e baixos;</p><p>- Osteossíntese de placas minimamente invasiva tornar mínimo os danos</p><p>biológicos;</p><p>- Proporciona conforto pós-operatório e uso precoce do membro, no entanto,</p><p>a atividade deve ser restrita a caminhadas na coleira e reabilitação física até</p><p>que a fratura esteja cicatrizada.</p><p>Haste bloqueada - Neutraliza todas as forças que atuam nas fraturas;</p><p>- Recomendado para fraturas dialisarias de tíbia, fêmur e úmero, cominutiva</p><p>ou não, sendo contraindicado para fraturas de rádio;</p><p>Fragmentos distal e proximal precisam estar preservados para ancorar o</p><p>parafuso;</p><p>- Os parafusos devem ser alocados a pelo menos 2 cm da linha de fratura;</p><p>- A localização intramedular da haste elimina o risco de falha da estrutura por</p><p>meio da remoção do parafuso;</p><p>- Permite o retorno imediato do paciente às atividades, no entanto, a atividade</p><p>deve ser restrita a caminhadas na coleira e reabilitação física até que a fratura</p><p>esteja cicatrizada.</p><p>Cerclagem e</p><p>hemicerclagem</p><p>- Fio de cerclagem é o fio ortopédico colocado ao redor da circunferência do</p><p>osso e de hemicerclagem ou fio interfragmentário é colocado através de</p><p>orifícios no osso.</p><p>- Promove compressão estática interfragmentária dos fragmentos ósseos;</p><p>- Pode ser utilizado em combinação com outros implantes ortopédicos para</p><p>complementar o suporte axial, rotacional e de flexão de fraturas;</p><p>- Fio de cerclagem não é recomendado para estabilizar linhas de fratura</p><p>oblíquas curtas (45 graus ou menos) ou transversais.</p><p>Banda de tensão - Indicada em fraturas envolvendo o olécrano, trocanter maior, tuberosidade</p><p>do calcâneo ou tuberosidade tibial;</p><p>Ana Paula Salim, Graziela Kopinits de Oliveira</p><p>Aula 48 - Profa. Graziela</p><p>Medicina Veterinária p/ Concursos - Curso Regular</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>19</p><p>87</p><p>10</p><p>- O objetivo da banda de tensão é transformar as forças elásticas em forças</p><p>compressivas.</p><p>Figura 5. A. Armação tipo IA; B. Armação tipo IB; C. Armação tipo II; D. Armação tipo III (Tudury, E.A.; Potier, G.M.A. Tratado de Técnica</p><p>Cirúrgica Veterinária. São Paulo: MedVet, 2009).</p><p>O pós-operatório de osteossíntese requer a utilização de analgesia, terapia anti-inflamatória com</p><p>AINEs, e restrição de atividades físicas ou atividades físicas controladas, associado a fisioterapia. Em caso</p><p>de armações de pinos transfixados, há necessidade de limpeza acurada da estrutura, visando diminuir o risco</p><p>de infecção do implante.</p><p>A avaliação radiográfica para acompanhamento das osteossínteses deve ser realizada no pós-</p><p>operatório imediato, aos 30, 60 e 120 dias, os fatores a se considerar são os 4As, aparato (viabilidade do</p><p>implante), alinhamento, aposição dos fragmentos e atividade óssea. As principais complicações da</p><p>osteossíntese são a não união, a união retardada, a má união e a osteomielite.</p><p>A não união (pseudartrose) consiste no insucesso em obter a cicatrização óssea, podendo ser do tipo</p><p>viável (hipertróficas, moderadamente hipertróficas ou oligotróficas) ou não viável (distróficas, necróticas,</p><p>defeituosas e atróficas). O tratamento da não união viável consiste em desbridamento do foco de fatura,</p><p>associado a remoção do implante solto e fixação rígida com compressão dinâmica. É recomendável a</p><p>utilização de mecanismos que visem auxiliar na reativação da cicatrização, como enxerto ósseo autógeno,</p><p>matriz óssea desmineralizada, medula óssea e fatores de crescimento.</p><p>Ana Paula Salim, Graziela Kopinits de Oliveira</p><p>Aula 48 - Profa. Graziela</p><p>Medicina Veterinária p/ Concursos - Curso Regular</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>20</p><p>87</p><p>11</p><p>O tratamento da pseudartrose inviável é mais difícil e demorado, sendo muitas vezes mal-sucedido,</p><p>e requer a remoção do osso inviável, associada a utilização de enxertos ósseos. Em muitos casos, a</p><p>amputação é escolhida com base em um mau prognóstico para função, custo e esforço. O osso esponjoso</p><p>autógeno é a fonte mais rica de células, fatores de crescimento e estrutura de matriz para induzir a</p><p>regeneração óssea, a associação com fatores de crescimento (rhBMP-2 ou rhBMP-7), tem sido usada em</p><p>conjunto com materiais de matriz adequados. A fixação rígida é usada para garantir o alinhamento</p><p>anatômico adequado e a função mecânica, e a atividade biológica é promovida agressivamente3.</p><p>A união retardada consiste em fraturas que cicatrizam mais lentamente do que o previsto. As fraturas</p><p>de ossos longos geralmente apresentam união de bordas, radiograficamente, em 12 semanas, com uniões</p><p>tardias, sinais de atividade óssea progressiva são visíveis em radiografias sequenciais e a união óssea é</p><p>prevista, mas não garantida. Os fatores que contribuem para uniões tardias incluem o estado sistêmico do</p><p>paciente, natureza do trauma, resposta local do hospedeiro, gerenciamento da fratura e fatores</p><p>farmacológicos4.</p><p>O tratamento de união atrasada é realizado com técnicas que estimulem a cicatrização óssea</p><p>primária ou usando estratégias que encorajem uma resposta celular mais agressiva, como a introdução de</p><p>proteínas morfogenéticas ósseas, matriz óssea desmineralizada, ou osso esponjoso autógeno. Grandes</p><p>lacunas de fratura devem ser evitadas e, se presentes, devem ser tratadas com scaffolds naturais ou</p><p>sintéticos. A rigidez mecânica dos dispositivos deve ser adequada para a fratura e situação específica5.</p><p>A má união óssea ocorre em fraturas, consolidadas, que, no entanto, apresentam desvio do eixo</p><p>anatômico do osso, prejudicando a função do membro, podendo levar ao desenvolvimento de desvio</p><p>angulares e/ou osteoartrite. O tratamento se baseia na realização de osteotomia corretiva.</p><p>Osteomielite é a inflamação do osso e da medula óssea, geralmente associada a infecção (bactéria</p><p>ou fungo), que pode resultar de disseminação hematógena do microrganismo, ou pós-traumática, pela</p><p>3 Johnston, S.A.; Tobias, K.M. VETERINARY SURGERY: SMALL ANIMAL, 2ed., 2v., Missouri: Elsevier, 2018, 2600p.</p><p>4 Fossum, T.W. Small animal surgery. 5ed. Philadelphia: Elsevier, 2019.</p><p>5 Johnston, S.A.; Tobias, K.M. VETERINARY SURGERY: SMALL ANIMAL, 2ed., 2v., Missouri: Elsevier, 2018, 2600p.</p><p>Ana Paula Salim, Graziela Kopinits de Oliveira</p><p>Aula 48 - Profa. Graziela</p><p>Medicina Veterinária p/ Concursos - Curso Regular</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>21</p><p>87</p><p>12</p><p>inoculação de microrganismos durante trauma ou cirurgia. A osteomielite relacionada ao implante envolve</p><p>a formação de biofilme bacteriano, que leva ao aumento da resistência do microrganismo ao antibiótico.</p><p>Os sinais clínicos da osteomielite são claudicação, edema, calor, dor à palpação, vias de drenagem e</p><p>eritema localizado. Sinais sistêmicos, como pirexia, leucocitose ou elevação de outros marcadores</p><p>inflamatórios não são achados consistentes. No caso de osteomielite hematogênica, pirexia, taquicardia,</p><p>taquipneia, hipotensão ou outros sinais de sepse podem ou não estar presentes. Sinais radiológicos típicos</p><p>de osteomielite incluem osteopenia regional, reação periosteal, lise óssea focal, recorte endosteal, perda da</p><p>arquitetura trabecular óssea, nova aposição óssea e esclerose periférica. Na osteomielite crônica ou não</p><p>tratada, o sequestro também pode ser identificado6.</p><p>Cultura microbiológica é definitiva para osteomielite bacteriana e é essencial para determinar a</p><p>suscetibilidade in vitro do organismo a fármacos antimicrobianos. Amostras para cultura não devem ser</p><p>coletadas de vias de drenagem, mas por aspiração com agulha fina de material diretamente ao redor dos</p><p>ossos envolvidos ou a partir de osso coletado durante a intervenção cirúrgica. Culturas fúngicas e avaliação</p><p>citológica ou histológica de biópsias podem ser diagnósticas de osteomielite fúngica7.</p><p>O tratamento de pacientes com osteomielite varia de acordo com o estágio da doença, a gravidade</p><p>dos sinais e a causa subjacente. A antibioticoterapia sistêmica continua sendo o pilar no tratamento da</p><p>osteomielite em pequenos animais. A seleção é baseada na sensibilidade e a administração sistêmica</p><p>continua por pelo menos seis semanas ou até a remoção do implante8. O esquema a seguir demonstra o</p><p>tratamento empírico para os principais microrganismos envolvidos em osteomielite.</p><p>6 Gieling, F.; et al. Bacterial osteomyelitis in veterinary orthopaedics: Pathophysiology, clinical presentation and advances in</p><p>treatment across multiple species. The Veterinary Journal. v.250, p.44-54, 2019.</p><p>7 Fossum, T.W. Small animal surgery. 5ed. Philadelphia: Elsevier, 2019.</p><p>8 Griffon, D. Osteomyelitis in: Complications in Small Animal Surgery, 2016.</p><p>Ana Paula Salim, Graziela Kopinits de Oliveira</p><p>Aula 48 - Profa. Graziela</p><p>Medicina Veterinária p/ Concursos - Curso Regular</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>22</p><p>87</p><p>13</p><p>Staphylococcus coagulase</p><p>negativa</p><p>Primeira geração de cefalosporinas, nafcilina</p><p>Staphylococcus coagulase</p><p>positiva</p><p>Cefalosporina de primeira geração, amoxicilina-</p><p>clavulanato, quinolonas, cloramfenicol, sulfametoxazol-</p><p>trimetoprima</p><p>Staphylococcus</p><p>pseudintermedius</p><p>Primeira geração de cefalosporinas, amoxicilina-</p><p>clavulanato, oxacillina</p><p>Actinomyces</p><p>Penicilina</p><p>Proteus, Pseudomonas,</p><p>Escherichia coli</p><p>Quinolonas, aminoglicosideos, segunda ou</p><p>terceira generação de cefalosporinas, ticarcilina-</p><p>clavulanato, imipenem</p><p>Anaerobios</p><p>Amoxicilina-clavulanato, clindamicina, metronidazol,</p><p>penicilina</p><p>Blastomyces, Coccidioides</p><p>Itraconazol, cetoconazol, anfotericina B</p><p>Ana Paula Salim, Graziela Kopinits de Oliveira</p><p>Aula 48 - Profa. Graziela</p><p>Medicina Veterinária p/ Concursos - Curso Regular</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>23</p><p>87</p><p>14</p><p>Os objetivos principais do tratamento incluem (1) remoção, sempre que possível, de tecido necrótico,</p><p>sequestro e implante (biofilme); (2) desbridamento meticuloso, de modo que a interrupção adicional no</p><p>ambiente vascular seja minimizada; e (3) remoção e/ou interrupção do biofilme. Lavagem abundante com</p><p>fluido isotônico deve ser realizada durante toda a cirurgia. A troca de instrumentos é aconselhável porque</p><p>os usados durante o desbridamento são contaminados. Uso de fixação esquelética externa, em conjunto</p><p>com gerenciamento de feridas, é a melhor opção para pacientes com osteomielite9.</p><p>Se a ferida for tratada de forma aberta, a área deve ser irrigada com clorexidina diluída a 0,05% duas</p><p>vezes ao dia e preenchida com uma esponja embebida em clorexidina. A ferida deve ser protegida até que</p><p>esteja fechada para diminuir o risco de infecção iatrogênica. Drenos contínuos de sucção fechados são</p><p>mantidos por 1 a 4 dias, dependendo do volume e consistência da drenagem. Se houver fratura, os cuidados</p><p>pós-operatórios são ditados pelo procedimento de estabilização utilizado. A atividade deve ser restrita a</p><p>caminhadas na coleira até que a fratura esteja cicatrizada. Os animais afetados devem ser acompanhados</p><p>quanto a sinais de febre recorrente, dor, inchaço e/ou vias de drenagem e analgésicos fornecidos conforme</p><p>apropriado10.</p><p>Fratura exposta</p><p>Fratura exposta ocorre quando há falha na continuidade de pele e tecidos moles no foco da fratura,</p><p>causando exposição do osso ao ambiente. As fraturas expostas são consideradas emergências ortopédicas,</p><p>devido ao alto risco de contaminação do tecido ósseo. A contaminação e o fornecimento de sangue</p><p>inadequado aumentam o risco de infecção, união retardada e necrose.</p><p>A abordagem inicial ao paciente com fratura exposta deve ser direcionada para limpeza e proteção</p><p>da ferida, analgesia e antibioticoprofilaxia. Se houver hemorragia, esta deverá ser contida antes da</p><p>avaliação clínica.</p><p>Para classificar uma fratura exposta, o estado neurovascular da extremidade lesionada e a lesão aos</p><p>tecidos moles deve ser cuidadosamente avaliados para determinar o tamanho e localização da ferida, o grau</p><p>9 Johnston,</p><p>S.A.; Tobias, K.M. VETERINARY SURGERY: SMALL ANIMAL, 2ed., 2v., Missouri: Elsevier, 2018, 2600p.</p><p>10 Fossum, T.W. Small animal surgery. 5ed. Philadelphia: Elsevier, 2019.</p><p>Ana Paula Salim, Graziela Kopinits de Oliveira</p><p>Aula 48 - Profa. Graziela</p><p>Medicina Veterinária p/ Concursos - Curso Regular</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>24</p><p>87</p><p>15</p><p>de dano muscular e a presença de contaminação. Avaliação do suprimento de sangue é fundamental para</p><p>fornecer um prognóstico, e requer exame minucioso, incluindo palpação dos pulsos e apreciação de</p><p>quaisquer diferenças de temperatura ao longo da pele superfícies. A pele com descoloração venosa (escura)</p><p>sugere insuficiência venosa enquanto um reenchimento lento indica uma insuficiência arterial. Os esquemas</p><p>de classificação de fratura exposta descrevem a relação e grau de dano aos tecidos moles, e são projetados</p><p>para correlacionar com diretrizes de tratamento e prognóstico11.</p><p>O esquema de classificação de fraturas expostas de Gustilo-Anderson está descrito a seguir:</p><p> Tipo 1: ferida 1 cm, sem danos extensos aos tecidos moles, retalhos ou avulsões. A ferida externa</p><p>normalmente é criada de fora para dentro por alta forças de energia.</p><p> Tipo 3A: Fratura exposta com cobertura adequada de tecidos moles do osso fraturado, apesar de</p><p>extensa laceração ou retalhos de tecidos moles ou trauma de alta energia, independentemente do tamanho</p><p>da ferida.</p><p> Tipo 3B: Fratura exposta com extensa perda de tecidos moles, remoção do periósteo e exposição</p><p>óssea; geralmente associado a contaminação maciça.</p><p> Tipo 3C: Fratura exposta associada a lesão arterial que requer reparo.</p><p>O tratamento deve ser iniciado assim que o paciente estiver estável e se baseia em três pilares:</p><p>erradicação da infecção, cicatrização da fratura e recuperação das funções do membro. O primeiro passo é</p><p>a instituição de antibioticoterapia, antibiótico sistêmico selecionado para o tratamento inicial de uma</p><p>fratura exposta deve ser direcionado para uma ampla gama de organismos Gram-positivos e Gram-</p><p>negativos. Bactérias frequentemente isoladas de culturas iniciais de feridas incluem Staphylococcus spp.,</p><p>Streptococcus spp., Klebsiella spp., Pseudomonas spp., Clostridium spp., Enterobacter spp. e Escherichia coli.</p><p>11 Perry, K.L. Management of open fractures: part 1. Companion animal. v.21 n.3, p.165-170, 2016.</p><p>Ana Paula Salim, Graziela Kopinits de Oliveira</p><p>Aula 48 - Profa. Graziela</p><p>Medicina Veterinária p/ Concursos - Curso Regular</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>25</p><p>87</p><p>16</p><p>O uso inicial de uma cefalosporina de primeira ou segunda geração para fraturas tipo I e tipo II e a</p><p>combinação de uma cefalosporina e uma fluoroquinolona para tratamento de fraturas tipo III são</p><p>recomendados12.</p><p>A abordagem à ferida deve ser realizada com o paciente anestesiado, deve-se cobrir a ferida com</p><p>material estéril, visando proteção. Radiografias são necessárias para determinar a extensão da lesão tecidual</p><p>e óssea, no entanto, o curativo inicial deve ser mantido, para evitar contaminação e trauma na lesão.</p><p>A tricotomia ao redor do ferimento deve ser realizada, e a pele limítrofe deve ser limpa, seguido de</p><p>antissepsia com clorexidine 2% ou PVPI degermante. A ferida deve ser irrigada abundantemente, visando</p><p>diminuir a carga bacteriana e remover corpos estranhos, de preferência com soluções cristaloides. A pressão</p><p>da irrigação deve ser de preferência baixa a moderada. O desbridamento deve ser feito em ambiente estéril,</p><p>em fraturas expostas classificadas como tipo I deve-se proceder a excisão do tecido necrótico e nos tipos II</p><p>e III há necessidade de desbridamento mais extenso. Todo o material estranho deve ser removido e</p><p>pequenos fragmentos ósseos podem ser descartados. Os anexos de tecidos moles e o suprimento de sangue</p><p>para os fragmentos ósseos devem ser preservados, tendão, ligamento, cartilagem, vasos ou nervos devem</p><p>ser irrigados e limpos, sem serem removidos. Amostras de tecido necrótico e do fundo da ferida devem ser</p><p>colhidos para cultura e antibiograma.</p><p>O manejo da ferida pós-desbridamento pode ser realizado por primeira ou segunda intensão, de</p><p>acordo com as características da lesão e o tempo decorrido até o atendimento. Opções para tratamento por</p><p>segunda intensão incluem terapia por pressão negativa, substituto sintético da pele, curativos de</p><p>poliuretano, curativos úmidos e secos, curativos hidrocolóides, entre outros.</p><p>Após desbridamento, deve-se realizar a redução e fixação rígida da fratura, no entanto, a ferida inicial</p><p>não deve ser utilizada para acesso à osteossíntese. A escolha do tipo de implante irá depender do tipo e</p><p>classificação da fratura exposta, como descrito a seguir.</p><p>✓ Tipo 1: mesmo método de fixação que seria usado para uma fratura fechada de configuração</p><p>semelhante.;</p><p>12 Johnston, S.A.; Tobias, K.M. VETERINARY SURGERY: SMALL ANIMAL, 2ed., 2v., Missouri: Elsevier, 2018, 2600p.</p><p>Ana Paula Salim, Graziela Kopinits de Oliveira</p><p>Aula 48 - Profa. Graziela</p><p>Medicina Veterinária p/ Concursos - Curso Regular</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>26</p><p>87</p><p>17</p><p>✓ Tipo 2: podem frequentemente ser tratadas usando o mesmo método de fixação que seria</p><p>usado para fraturas fechadas, no entanto, é necessário um julgamento apropriado e</p><p>experiente na escolha do método;</p><p>✓ Tipo 3: pode impedir a fixação interna.</p><p>A utilização de adjuvante de cicatrização, como enxerto ósseo esponjoso, sulfato de cálcio, proteína</p><p>morfogenética óssea (BMP-2), estimulação elétrica do osso, ultrassom de baixa intensidade, células tronco</p><p>ou outros tipos de osteoindutores está relacionada com menor tempo de cicatrização e maior taxa de</p><p>sucesso. Acompanhamento pós cirúrgico da ferida e função dos membros, a troca de curativos e a avaliação</p><p>clínica e radiográfica aos 15, 30, 60 e 120 dias é necessário.</p><p>As possíveis complicações são a infecção superficial ou profunda (osteomielite), a união retardada ou</p><p>não união óssea, a necrose de tecidos moles, os problemas no reparo de tecidos moles, o dano neurológico</p><p>temporário ou permanente, o sequestro ósseo e a septicemia. Em alguns casos, complicações podem levar</p><p>à necessidade de nova intervenção ou mesmo de amputação do membro acometido (perda vascular severa,</p><p>avulsão de plexo nervoso, perda motora significativa, perda óssea/necrose significativa, infecção duradoura</p><p>após tratamento).</p><p>Ana Paula Salim, Graziela Kopinits de Oliveira</p><p>Aula 48 - Profa. Graziela</p><p>Medicina Veterinária p/ Concursos - Curso Regular</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>27</p><p>87</p><p>1</p><p>Displasia coxofemoral</p><p>A displasia coxofemoral (DCF) é um distúrbio comum do desenvolvimento do cão, consistindo em</p><p>vários graus de frouxidão do quadril, remodelação progressiva das estruturas do quadril e subsequente</p><p>desenvolvimento frequente de osteoartrite (OA)1. Tem como consequência, além da OA, a subluxação ou</p><p>luxação coxofemoral. É uma doença comum em cães de raças grandes e gigantes de crescimento rápido</p><p>(Pastor Alemão, Rottweiler, Labrador, Golden Retiver, São Bernardo, Bulldog inglês, Mastim Napolitano e</p><p>Dogue Alemão).</p><p>A displasia coxofemoral é multifatorial, tendo envolvimento de fatores genéticos, ambientais,</p><p>nutricionais, hormonais. Geneticamente, a DCF uma doença de herança complexa, o que significa que</p><p>múltiplos genes, combinados com fatores ambientais, podem influenciar a expressão da condição. A</p><p>administração de altas doses de estrogênio exógeno a filhotes e cadelas grávidas leva ao aumento da</p><p>frouxidão da articulação do quadril em filhotes. Animais obesos ou de rápido crescimento, também</p><p>apresentam predisposição ao desenvolvimento de DCF. Além</p><p>disso, os excessos dietéticos contribuem para</p><p>1 Syrcle, J. Hip Dysplasia. Vet Clin Small Anim. v.47, p.769–775, 2017.</p><p>Displasia coxofemoral -</p><p>Alteraçõesa anatômicas</p><p>Arrasamento</p><p>acetabular</p><p>Adelgaçamento ou</p><p>ruptura do</p><p>ligamento redondo</p><p>Instabilidade</p><p>articular</p><p>Subluxação ou</p><p>luxação</p><p>Doença articular</p><p>degenerativa</p><p>Ana Paula Salim, Graziela Kopinits de Oliveira</p><p>Aula 48 - Profa. Graziela</p><p>Medicina Veterinária p/ Concursos - Curso Regular</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>28</p><p>87</p><p>2</p><p>o desenvolvimento da doença. Hipercalcemia em filhotes resulta em atraso na remodelação óssea e na</p><p>maturação da cartilagem. levando, à displasia coxofemoral canina.</p><p>Os sinais clínicos da DCF consistem em claudicação, dor, intolerância ao exercício, dificuldade em</p><p>deitar-se ou levantar, marcha cambaleante, relutância em subir escadas. Ao exame físico o paciente vai</p><p>apresentar dor à palpação coxofemoral, marcha vacilante ou de aparência atáxica, com exame neurológico</p><p>normal, andar com as costas arqueadas, base estreita ou base larga dos membros posteriores. Ao exame</p><p>ortopédico, além dos sinais de dor à extensão, rotação externa e abdução da articulação do quadril, atrofia</p><p>muscular e/ou luxação, o animal irá apresentar os sinal de Bardens, sinal de Ortolani e o stand teste</p><p>positivos.</p><p>A displasia do quadril é dolorosa em cães jovens porque o desgaste da cartilagem articular expõe as</p><p>fibras de dor no osso subcondral e a frouxidão causa estiramento dos tecidos moles. Em cães mais</p><p>velhos, a displasia da anca causa dor devido à osteoartrite2.</p><p>O diagnóstico de DCF é confirmado por exames radiográficos com o paciente sobre sedação profunda</p><p>ou anestesia. A incidência radiográfica padrão para o diagnóstico de displasia coxofemoral é a incidência</p><p>ventrodorsal da pelve com os membros posteriores estendidos simetricamente e girados para dentro para</p><p>centralizar a patela sobre os sulcos trocleares. As técnicas mais comumente relatadas incluem radiografia</p><p>em extensão do quadril, ângulo de Norberg, radiografias de estresse por distração e a visualização da</p><p>borda acetabular dorsal3.</p><p>2 Fossum, T.W. Small animal surgery. 5ed. Philadelphia: Elsevier, 2019.</p><p>3 Butler, J.R. Canine Hip Dysplasia: Diagnostic Imaging. Vet Clin Small Anim. v.47, p.777–793, 2017.</p><p>Ana Paula Salim, Graziela Kopinits de Oliveira</p><p>Aula 48 - Profa. Graziela</p><p>Medicina Veterinária p/ Concursos - Curso Regular</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>29</p><p>87</p><p>3</p><p>A Fundação Ortopédica para Animais certificará um cão com mais de dois anos de idade dentro de</p><p>sete graus estabelecidos para categorizar a congruência radiográfica entre a cabeça do fêmur e o acetábulo.</p><p>Quadris determinados radiograficamente como “normais” podem ser ainda classificados como excelentes,</p><p>bons, regulares ou limítrofes; animais com displasia são categorizados como leve, moderado ou grave4.</p><p>Tabela 1: Classificação da DCF de acordo com a Fundação Ortopédica para Animais (FOA)5.</p><p>Número Graduação FOA Descrição</p><p>1 Excelente Conformação superior</p><p>Cobertura quase completa da cabeça femoral</p><p>2 Boa</p><p>Ligeiramente inferior à conformação superior</p><p>Boa cobertura da cabeça femoral</p><p>3 Regular Pequenas irregularidades do quadril</p><p>Pequena incongruência articular</p><p>Acetábulo ligeiramente raso</p><p>4 Limítrofe</p><p>Não há consenso sobre displásico vs normal</p><p>Maior incongruência do que um quadril “regular”</p><p>Nenhuma alteração osteoartrítica (OA)</p><p>Variante anatômica que não pode ser distinguida da OA</p><p>5 Leve Subluxação significativa, cobertura parcial da cabeça femoral e</p><p>acetábulo raso</p><p>Geralmente sem alterações artríticas</p><p>6 Moderada Subluxação mais significativa, cabeça femoral mal coberta</p><p>OA/remodelação/esclerose ao longo do colo femoral, cabeça</p><p>e rebordo acetabular</p><p>7 Severa Subluxação grave, perda parcial ou total da cobertura da</p><p>cabeça femoral</p><p>OA avançada</p><p>4 Fossum, T.W. Small animal surgery. 5ed. Philadelphia: Elsevier, 2019.</p><p>5 Reagan, J.K. Canine Hip Dysplasia Screening Within the United States: Pennsylvania Hip Improvement Program and Orthopedic</p><p>Foundation for Animals Hip/Elbow Database. Vet Clin Small Anim. v.47, p.795–805, 2017.</p><p>Ana Paula Salim, Graziela Kopinits de Oliveira</p><p>Aula 48 - Profa. Graziela</p><p>Medicina Veterinária p/ Concursos - Curso Regular</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>30</p><p>87</p><p>==1365fc==</p><p>4</p><p>As radiografias de estresse podem ser usadas para detectar a suscetibilidade da raça à displasia do</p><p>quadril já aos quatro meses (Penn Hip). As radiografias de estresse requerem que o cão esteja sob sedação</p><p>profunda ou anestesia leve para eliminar a tensão muscular. As visualizações radiográficas são feitas com os</p><p>quadris em uma posição de postura neutra e distraída (obtida pela alavancagem de um distrator</p><p>personalizado entre as pernas). Um índice de distração é calculado e usado para prever a probabilidade de</p><p>desenvolvimento de doença articular degenerativa (DAD) radiográfica secundária à frouxidão do quadril.</p><p>O ângulo de Norberg e a sobreposição femoral (% de cobertura) são duas formas para quantificar o</p><p>grau de subluxação femoral nas radiografias em extensão do quadril. O ângulo de Norberg é calculado</p><p>medindo o ângulo entre uma linha que conecta o centro da cabeça femoral entre os quadris esquerdo e</p><p>direito e uma linha que conecta o centro da cabeça femoral com a ponta lateral da borda acetabular cranial.</p><p>O ângulo de Norberg maior que 105° é geralmente considerado normal. Ângulos de Norberg menores que</p><p>105 são consistentes com frouxidão do quadril. A sobreposição femoral normal é considerada de 50%, com</p><p>valores menores do que isso sendo consistente com incongruência articular. A porcentagem de sobreposição</p><p>femoral é comumente usada para determinar o sucesso pós-operatório do procedimento de osteotomia</p><p>pélvica tripla6.</p><p>Tabela 2. Classificação da DCF de acordo com o ângulo de Norberg.</p><p>Graduação de acordo com o</p><p>ângulo de Norberg</p><p>Descrição</p><p>Grau A (HD-) Articulação normal</p><p>Congruência de cabeça femoral e acetábulo</p><p>Ângulo de Norberg > 105°</p><p>Espaço articular estreito e regular</p><p>Grau B (HD+/-) Ligeira incongruência de cabeça femoral e acetábulo</p><p>Ângulo de Norberg ≥ 105°</p><p>Grau C (HD+) Incongruência de cabeça femoral e acetábulo</p><p>Ângulo de Norberg ≥ 100°</p><p>Ligeiro achatamento do bordo cranial acetabular</p><p>6 Butler, J.R.; Gambino, J. Canine Hip Dysplasia: Diagnostic Imaging. Vet Clin Small Anim. v.47, p.777–793, 2017.</p><p>Ana Paula Salim, Graziela Kopinits de Oliveira</p><p>Aula 48 - Profa. Graziela</p><p>Medicina Veterinária p/ Concursos - Curso Regular</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>31</p><p>87</p><p>5</p><p>Sinais degenerativos iniciais</p><p>Grau D (HD++)</p><p>Displasia coxofemoral moderada</p><p>Incongruência evidente e sinais de subluxação</p><p>Ângulo de Norberg aproximadamente 95°</p><p>Achatamento acetabular e sinais de osteoartrite</p><p>Grau E (HD+++) Displasia coxofemoral grave</p><p>Alterações displásicas evidentes</p><p>Luxação ou subluxação</p><p>Achatamento acetabular e sinais</p><p>de osteoartrose</p><p>Ângulo menor do que 90°</p><p>Exames ultrassonográficos, tomografia computadorizada, artroscopia e ressonância magnética</p><p>também são métodos diagnósticos de imagem úteis para acompanhar a progressão da DCF.</p><p>O tratamento da DCF pode ser conservativo ou cirúrgico. Se a osteoartrite estiver instalada, as</p><p>alterações displásicas serão irreversíveis e progressivas. Tanto as opções conservadoras, quanto as cirúrgicas</p><p>são disponíveis para tratar pacientes imaturos e maduros com sinais clínicos atribuídos a DCF. O manejo</p><p>conservador se baseia na utilização de anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs), analgésicos,</p><p>nutracêuticos, controle de peso, exercícios controlados, fisioterapia e modificação ambiental.</p><p>Existem muitas opções de tratamento cirúrgico para DCF, todas modificando de alguma forma a</p><p>anatomia</p><p>da articulação coxofemoral. As opções para cães esqueleticamente imaturos, para prevenir o</p><p>desenvolvimento de sinais clínicos de DCF ou prevenir ou diminuir os efeitos clínicos da OA secundária,</p><p>incluem a sinfisiodese púbica juvenil e osteotomia pélvica dupla (ramo púbico e ílio) ou tripla (ramo púbico,</p><p>ísquio e ílio). Em pacientes maduros, as opções cirúrgicas visam eliminar a OA no quadril e, portanto, são</p><p>consideradas procedimentos de resgate. A artroplastia total do quadril e a colocefalectomia são opções</p><p>cirúrgicas para pacientes maduros ou imaturos nos quais outros procedimentos cirúrgicos não são uma</p><p>opção. O único procedimento cirúrgico descrito que aborda especificamente apenas a dor associada à DCF</p><p>Ana Paula Salim, Graziela Kopinits de Oliveira</p><p>Aula 48 - Profa. Graziela</p><p>Medicina Veterinária p/ Concursos - Curso Regular</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>32</p><p>87</p><p>6</p><p>é a denervação coxofemoral. O mecanismo proposto de alívio da dor é a destruição dos nervos que inervam</p><p>a cápsula articular por curetagem da borda dorsal do acetábulo7.</p><p>7</p><p>TRATAMENTO CLÍNICO</p><p>• AINEs;</p><p>• Analgésicos;</p><p>• Nutracêuticos;</p><p>• Controle de peso;</p><p>• Exercícios controlados;</p><p>• Fisioterapia;</p><p>• Modificação ambiental.</p><p>TRATAMENTO CIRÚRGICO</p><p>• Sinfisiodese púbica juvenil ;</p><p>• Osteotomia pélvica tripla;</p><p>• Artroplastia total do quadril;</p><p>• Colocefalectomia;</p><p>• Denervação coxofemoral.</p><p>Ana Paula Salim, Graziela Kopinits de Oliveira</p><p>Aula 48 - Profa. Graziela</p><p>Medicina Veterinária p/ Concursos - Curso Regular</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>33</p><p>87</p><p>Luxação de patela</p><p>A luxação de patela consiste na mudança intermitente ou permanente, lateral, medial ou</p><p>bidirecional, da localização da patela em relação ao sulco troclear. É uma das principais causas de</p><p>claudicação em cães. A luxação patelar é comum em cães de raças pequenas e toys, no entanto pode ocorrer</p><p>também em cães de raças grandes. Sendo as raças Poodle, Lulu da Pomerânia, Yorkshire Terrier, Chihuahua,</p><p>Bulldog Francês, Lhasa Apso, Cavalier King Charles Spaniel, Bichon, Pug, Bulldog, West Highland White</p><p>Terrier, Jack Russell Terrier e Shit-tzu mais predispostas ao desenvolvimento da doença.</p><p>A luxação patelar é um distúrbio congênito/desenvolvimento, mas pode ser secundária a trauma</p><p>causando ruptura ou estiramento da cápsula articular e da fáscia, levando à instabilidade femoro-tibio-</p><p>patelar. Ocasionalmente, pode ocorrer luxação patelar como complicação secundária ao tratamento da</p><p>doença do ligamento cruzado cranial ou fraturas envolvendo fêmur ou tíbia1.</p><p>A maioria das luxações patelares são mediais e diagnosticadas em cães de raças pequenas. A luxação</p><p>lateral ocorre com menor frequência e é comumente diagnosticada em cães de raças grandes ou</p><p>gigantes.</p><p>A maioria dos pacientes com luxação patelar apresenta anormalidades musculoesqueléticas</p><p>associadas, como deslocamento medial do grupo muscular do quadríceps, torção lateral do fêmur distal,</p><p>arqueamento lateral do terço distal do fêmur, displasia epifisária femoral, instabilidade rotacional da</p><p>articulação do joelho, ou deformidade tibial. Cães com luxação patelar medial apresentam desenvolvimento</p><p>1 Di Dona, F.; Valle, G.D.; Fatone, G. Patellar luxation in dogs. Veterinary Medicine: Research and Reports. v.9, p.23–32, 2018.</p><p>Ana Paula Salim, Graziela Kopinits de Oliveira</p><p>Aula 48 - Profa. Graziela</p><p>Medicina Veterinária p/ Concursos - Curso Regular</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>34</p><p>87</p><p>anormal do sulco troclear. O grau de anormalidade varia de uma tróclea quase normal a um sulco troclear</p><p>ausente2.</p><p>A luxação de patela é classificada de acordo com o grau e a intensidade como descrito a seguir:</p><p> Grau 1: luxação intermitente, elevação ocasional do membro, a patela é luxada manualmente e</p><p>retorna à tróclea quando liberada, não há crepitação.</p><p> Grau 2: luxação um pouco mais frequente, sinais leves e intermitentes de claudicação, patela luxa</p><p>facilmente quando o membro é rotacionado, a redução ocorre com manobras opostas à rotação.</p><p> Grau 3: patela está permanentemente luxada, com torção/rotação da tíbia e desvio da crista tibial</p><p>(30-60%), muitos animais usam o membro, com o joelho semiflexionado. Tróclea muito rasa ou achatada.</p><p> Grau 4: tíbia medialmente rotacionada, e desvio maior da crista tibial (60-90%), patela permanece</p><p>luxada, não podendo ser reduzida manualmente. O membro pode estar erguido ou o animal se move</p><p>abaixado. Tróclea rasa, ausente ou convexa.</p><p>Os sinais clínicos de luxação patelar são claudicação intermitente ou contínua, com elevação</p><p>ocasional do membro, relutância em subir e descer de obstáculos e dor. Um achado comum durante a</p><p>avaliação da marcha é a tentativa do cão de esticar a perna para trás para permitir que a patela se acomode</p><p>no sulco, quando luxada. A luxação lateral produz sintomatologia mais grave que a medial. Considerando</p><p>que a luxação traumática tem início súbito e está, geralmente, associada a trauma3.</p><p>As manifestações clínicas pioram com aumento de peso, erosão da cartilagem, luxação crônica,</p><p>ruptura de ligamento cruzado, ou luxação coxofemoral. O diagnóstico é principalmente clínico, o exame</p><p>físico do paciente deve ser realizado em decúbito lateral, realizando-se palpação leve e rotação do membro,</p><p>em busca de luxação, crepitação, rotação e angulação do membro, localização da patela na tróclea, presença</p><p>de movimentos de gaveta (ruptura de ligamento cruzado).</p><p>2 Fossum, T.W. Small animal surgery. 5ed. Philadelphia: Elsevier, 2019.</p><p>3 Di Dona, F.; Valle, G.D.; Fatone, G. Patellar luxation in dogs. Veterinary Medicine: Research and Reports. v.9, p.23–32, 2018.</p><p>Ana Paula Salim, Graziela Kopinits de Oliveira</p><p>Aula 48 - Profa. Graziela</p><p>Medicina Veterinária p/ Concursos - Curso Regular</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>35</p><p>87</p><p>O exame radiográfico do joelho é importante para confirmar a luxação e avaliar as alterações</p><p>articulares degenerativas e deformidades de angulação óssea. Em luxação de grau III ou IV, as radiografias</p><p>padrão craniocaudal e medial-lateral mostram que a patela está deslocada medialmente, enquanto com</p><p>uma luxação de grau I ou II a patela pode estar dentro do sulco troclear ou deslocada 4. As projeções</p><p>adicionais incluem a visão axial do fêmur para avaliar o ângulo de torção femoral, ou ângulo de anteversão,</p><p>e a visão tangencial (Skyline) para avaliar a profundidade do sulco troclear e a integridade das cristas</p><p>trocleares5. Exames adicionais incluem ultrassonografia do joelho e tomografia computadorizada.</p><p>O tratamento da luxação patelar pode ser clínico ou cirúrgico. O manejo clínico se baseia na utilização</p><p>de anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs), analgésicos, nutracêuticos, controle de peso, exercícios</p><p>controlados, fisioterapia e modificação ambiental.</p><p>A cirurgia é aconselhada em pacientes sintomáticos imaturos ou adultos jovens porque a luxação</p><p>patelar intermitente pode desgastar prematuramente a cartilagem articular da patela. As técnicas cirúrgicas</p><p>usadas em animais em crescimento ativo não devem afetar adversamente o crescimento do esqueleto.</p><p>Numerosas técnicas cirúrgicas visam conter a patela dentro do sulco troclear. A transposição da</p><p>tuberosidade tibial, a liberação da contenção medial, o reforço da contenção lateral, o aprofundamento</p><p>do sulco troclear (trocleoplastia), a osteotomia femoral, a osteotomia tibial, a sutura antirrotacional e a</p><p>transposição da origem do reto femoral têm sido defendidos para correção da luxação patelar. Geralmente,</p><p>é necessária uma combinação de técnicas para obter a estabilidade intraoperatória da patela6.</p><p>4 Fossum, T.W. Small animal surgery. 5ed. Philadelphia: Elsevier, 2019.</p><p>5 Di Dona, F.; Valle, G.D.; Fatone, G. Patellar luxation in dogs. Veterinary Medicine: Research and Reports. v.9, p.23–32, 2018.</p><p>6 Fossum, T.W. Small animal surgery. 5ed. Philadelphia: Elsevier, 2019.</p><p>Ana Paula Salim, Graziela Kopinits de Oliveira</p><p>Aula 48 - Profa. Graziela</p><p>Medicina Veterinária p/ Concursos - Curso Regular</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>36</p><p>87</p><p>==1365fc==</p><p>(Médico Veterinário - UFMG/2018) Considerando o sistema de graduação da luxação de patela de Putnam</p><p>e adaptado por Singleton, é INCORRETO afirmar que</p><p>A) na luxação de Grau I, a patela pode ser luxada durante o exame físico, mediante a extensão completa da</p><p>articulação do joelho.</p><p>B) na luxação de Grau III, a patela é luxada de forma intermitente, apresentando torção da tíbia e</p><p>arrasamento de tróclea.</p><p>PRINCIPAIS TÉCNICAS PARA CORREÇÃO DA</p><p>LUXAÇÃO DE PATELA</p><p>Liberação da</p><p>contenção medial</p><p>Trocleoplastia em</p><p>cunha ou recessão</p><p>em bloco</p><p>Transposição da</p><p>crista tibial</p><p>Imbricação lateral</p><p>A maioria dos cães submetidos a cirurgia precisa de alguma combinação de técnicas ósseas e</p><p>de tecidos moles.</p><p>Ana Paula Salim, Graziela Kopinits de Oliveira</p><p>Aula 48 - Profa. Graziela</p><p>Medicina Veterinária p/ Concursos - Curso Regular</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>37</p><p>87</p><p>C) na luxação de Grau IV, a patela está permanentemente luxada. A tróclea pode apresentar-se rasa, ausente</p><p>ou até mesmo convexa.</p><p>D) na luxação de Grau II, ocorrem sinais de claudicação intermitentes e discretos. A patela luxa-se com</p><p>facilidade, especialmente quando o membro é rotacionado e a patela é empurrada.</p><p>Comentários:</p><p>A alternativa B está incorreta, e é o gabarito da questão. A classificação da luxação patelar segue o descrito</p><p>a seguir7:</p><p>Grau I</p><p>A patela pode ser luxada, mas raramente ocorre luxação espontânea da patela durante o movimento</p><p>articular normal. A luxação manual da patela pode ser realizada durante o exame físico, mas a patela reduz</p><p>quando a pressão é liberada. Flexão e extensão da articulação são normais.</p><p>Grau II</p><p>Deformidades angulares e torcionais do fêmur podem estar presentes em grau leve. A patela pode ser</p><p>deslocada manualmente com pressão lateral ou pode luxar com a flexão da articulação do joelho. A patela</p><p>permanece luxada até que o examinador a reduza ou ela é reduzida espontaneamente quando o animal</p><p>estende e desvia sua tíbia.</p><p>Grau III</p><p>A patela permanece luxada medialmente na maior parte do tempo, mas pode ser reduzida manualmente</p><p>com o joelho em extensão. No entanto, após a redução manual, a flexão e a extensão do joelho resultam em</p><p>reluxação da patela. Há um deslocamento medial do grupo muscular do quadríceps. Anormalidades do</p><p>tecido mole de suporte da articulação do joelho e deformidades do fêmur e da tíbia podem estar presentes.</p><p>Grau IV</p><p>Pode haver uma rotação medial de 80 a 90 graus do platô tibial proximal. A patela está permanentemente</p><p>luxada e não pode ser reposicionada manualmente. O sulco troclear femoral é raso ou ausente, e há</p><p>deslocamento medial do grupo muscular do quadríceps. Anormalidades do tecido mole de suporte da</p><p>articulação do joelho e deformidades do fêmur e da tíbia são notáveis.</p><p>7 Fossum, T.W. Small animal surgery. 5ed. Philadelphia: Elsevier, 2019.</p><p>Ana Paula Salim, Graziela Kopinits de Oliveira</p><p>Aula 48 - Profa. Graziela</p><p>Medicina Veterinária p/ Concursos - Curso Regular</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>38</p><p>87</p><p>Ana Paula Salim, Graziela Kopinits de Oliveira</p><p>Aula 48 - Profa. Graziela</p><p>Medicina Veterinária p/ Concursos - Curso Regular</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>39</p><p>87</p><p>QUESTÕES COMENTADAS</p><p>1. (UPF/2023) Com relação à classificação das fraturas, a imagem a seguir representa uma fratura</p><p>fisária denominada de fratura de Salter-Harris: Diante disso, assinale a alternativa que representa</p><p>o tipo de fratura da imagem:</p><p>a) Tipo II.</p><p>b) Tipo III.</p><p>c) Tipo IV.</p><p>d) Tipo V.</p><p>e) Tipo I.</p><p>A alternativa E está correta e é o gabarito da questão. já que a imagem apresentada no enunciado</p><p>ilustra a fratura de Salter-Harris do tipo I. A fratura de Salter-Harris são fraturas que ocorrem em</p><p>pacientes pediátricos, uma vez que são fraturas do disco epifisário. Embora todas as fraturas de</p><p>Salter-Harris envolvam a placa epifisária, as cargas aplicadas ao osso, a forma do osso e a</p><p>Ana Paula Salim, Graziela Kopinits de Oliveira</p><p>Aula 48 - Profa. Graziela</p><p>Medicina Veterinária p/ Concursos - Curso Regular</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>40</p><p>87</p><p>localização da fise dentro desse osso levam à propagação da fratura em várias regiões do osso.</p><p>Existem cinco padrões clássicos de fraturas de Salter-Harris. As fraturas do tipo I estão confinadas</p><p>à fise. As fraturas do tipo II envolvem uma porção da fise e metáfise adjacente. Estes são os tipos</p><p>mais comuns de fraturas de Salter-Harris. As fraturas do tipo III envolvem uma porção da fise e</p><p>epífise. As fraturas do tipo IV envolvem a metáfise, a fise e a epífise. As fraturas do tipo V são</p><p>fraturas de compressão da fise sem deslocamento radiográfico óbvio.</p><p>Figura 1. Classificação de fratura pelo sistema Salter-Harris para fraturas fisárias, metafisárias e/ou epifisárias (Fonte: Johnston, S.A.;</p><p>Tobias, K.M. VETERINARY SURGERY: SMALL ANIMAL, 2ed., 2v., Missouri: Elsevier, 2018, 2600p.).</p><p>2. (UFERSA/2023) (DENNY, 2006) As fraturas fisárias, em ossos longos, são classificadas conforme:</p><p>a) Salter Harris</p><p>b) Direção e linhas de fratura</p><p>c) Mecanismos de perfuração</p><p>d) O grau de exposição</p><p>e) Redutibilidade</p><p>Ana Paula Salim, Graziela Kopinits de Oliveira</p><p>Aula 48 - Profa. Graziela</p><p>Medicina Veterinária p/ Concursos - Curso Regular</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>41</p><p>87</p><p>Comentários:</p><p>A alternativa A está correta e é o gabarito da questão. As fraturas fisárias são classificadas segundo</p><p>o esquema de Salter-Harris, que identifica a localização da linha de fratura. Fraturas Salter-Harris</p><p>Tipo I estão localizadas ao longo da própria fise. As fraturas Salter-Harris Tipo II na fise e em uma</p><p>porção da metáfise. As fraturas Salter-Harris Tipo III acometem a fise e a epífise, sendo,</p><p>normalmente, fraturas articulares. Fraturas Salter-Harris Tipo IV também são fraturas articulares,</p><p>localizadas na epífise, passando pela fise e metáfise. Já as fraturas Salter-Harris Tipo V são fraturas</p><p>compressivas da fise não visibilizadas em radiografias, mas que se evidenciam quando a função</p><p>fisária cessa1.</p><p>3. (UFERSA/2023) (DENNY, 2006) A retirada de implantes metálicos (placas e parafusos) em uma</p><p>osteossíntese femoral deve ser considerada diante das condições que se seguem, excetuando-se</p><p>a alternativa:</p><p>a) lúpus eritematoso discoide, histopatológico da lesão e da junção muco-cutânea, terapia</p><p>sistêmica imunossupressora.</p><p>b) leishmaniose cutânea, parasitológico direto de linfonodo ou reação em cadeia da polimerase</p><p>(PCR) de medula, milteforan.</p><p>c) pênfigo foliáceo, citologia de pústula ou histopatológico de pústula, corticoterapia</p><p>imunossupressora.</p><p>d) demodiciose, parasitológico direto, isoxasolinas.</p><p>e) vitiligo, histopatológico da área despigmentada, corticoterapia imunossupressora.</p><p>Comentários:</p><p>1 Fossum, T.W. Cirurgia de pequenos animais, 4. ed., Rio de Janeiro: Elsevier, 2014.</p><p>Ana Paula Salim, Graziela Kopinits de Oliveira</p><p>Aula 48 - Profa. Graziela</p><p>Medicina Veterinária p/ Concursos - Curso Regular</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>42</p><p>87</p><p>A letra C está incorreta e é o gabarito da questão. Ao contrário do que a alternativa afirma, a</p><p>presença de estresse ósseo é um fator que deve ser considerado para a remoção de implantes</p><p>metálicos, isso porque, alteram a distribuição de forças no osso inserido, e se, a proteção contra</p><p>estresse reduzir a carga observada anteriormente nas áreas ao redor do implante, essas áreas</p><p>podem se remodelar em resposta e levar</p>