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11 ianamara rosa silva joyce da silva costa késsya da silva cabral fortunato marciel linhares julio pedro lucas azevedo cardoso silvana pereira moura borges Politraumatismo e a atuação fisioterapêutica PRODUÇÃO TEXTUAL Interdisciplinar em grupo Sistema de Ensino A DISTÂNCIA FISIOTERAPIA Cachoeiro de Itapemirim-ES 2022 ianamara rosa silva joyce da silva costa késsya da silva cabral fortunato marciel linhares julio pedro lucas azevedo cardoso silvana pereira moura borges Produção Textual Interdisciplinar em Grupo apresentada a Universidade Norte do Paraná, no curso de Fisioterapia como requisito parcial do 3º/2º semestre para o aproveitamento das disciplinas do curso. Politraumatismo e a atuação fisioterapêutica PRODUÇÃO TEXTUAL INTERDISCIPLINAR em Grupo Cachoeiro de Itapemirim-ES 2022 SUMÁRIO INTRODUÇÃO.........................................................................................................................4 2.DESENVOLVIMENTO........................................................................................................5 2.1 DESAFIO 1...........................................................................................................................5 2.2. DESAFIO 2 .........................................................................................................................5 2.3. DESAFIO 3 .........................................................................................................................6 2.4. DESAFIO 4 .........................................................................................................................8 3.CONCLUSÃO........................................................................................................................9 REFERÊNCIAS......................................................................................................................10 introdução Trauma é uma alteração estrutural ou desequilíbrio fisiológico do organismo, induzido pela troca de energia entre os tecidos e o meio, como ocorre nos acidentes automobilísticos. Os eventos traumáticos mais frequentes são os que envolvem motociclistas, seguidos por acidentes automobilísticos e pelas quedas, e as vítimas podem apresentar lesões em diferentes estruturas, tanto em tecidos moles como nos ossos. Geralmente as vítimas de acidentes automobilísticos apresentam fraturas expostas que necessitam fixação e reabilitação adequadas, para que o paciente alcance uma grau de funcionalidade igual ou bem próximo ao período pré-acidente. A proposta de Produção Textual Interdisciplinar em Grupo (PTG) terá como temática “Politraumatismo e a atuação fisioterapêutica”. Esta temática foi desenvolvida com intuito de aliar os aspectos práticos da profissão com o conhecimento das respostas fisiológicas e bioquímicas diante do trauma. Onde diferentemente do traumatismo, o Politraumatismo significa que o indivíduo sofreu múltiplas lesões e/ou fraturas, que podem acometer órgãos vitais e diversos sistemas. O traumatismo consiste somente em uma lesão em qualquer parte do corpo. E a intenção do estudo é mostrar que a intervenção fisioterapêutica se mostra benéfica, uma vez que os objetivos propostos são alcançados, com o uso de técnicas respaldadas na literatura e estudos da área. Além da manutenção e ganho de amplitude de movimento e força muscular, ausência de queixa álgica e do edema inicial, o paciente tende a não apresentar complicações pulmonares nem circulatórias, mostrando a importância do atendimento fisioterápico também na prevenção. 2.desenvolvimento 2.1. DESAFIO 1 Em relação à clavícula, temos a articulação esternoclavicular e a acromioclavicular, que são de extrema importância quando falamos sobre movimento da cintura escapular. Descreva essas duas articulações, incluindo tipo de articulação e sua biomecânica dentro da articulação do ombro. A articulação esternoclavicular é a que conecta o membro superior ao esqueleto axial, especificamente a extremidade esternal com o manúbrio do esterno. A articulação acromioclavicular é aquela entre a região distal da clavícula e um processo ósseo da escápula chamado acrômio. Logo, É uma articulação tipo selar com três graus de liberdade, existe um disco entre as duas superfícies ósseas e a cápsula é mais espessa anteriormente que posteriormente. O disco separa o esterno da clavícula e aumenta a estabilidade, os ligamentos dessa articulação são: o esternoclavicular anterior e esternoclavicular posterior que suportam a articulação anteriormente, o costoclavicular e o interclavicular, que limitam a elevação e o abaixamento excessivo respectivamente. Essa articulação possui os movimentos de elevação, depressão, protração, retração e rotação. Acromioclavicular é uma articulação incongruente, isto é, as superfícies de cartilagem dos dois ossos que compõem esta articulação não tem um encaixe perfeito. Esta articulação é estabilizada por ligamentos entre a clavícula e o acrômio e pelos ligamentos trapezoide e conóide, que estão entre a clavícula e o processo coracóide da escápula. Pode causar doenças como a Artrose e ósteolise. 2.2. DESAFIO 2 Um dos fatores importantes para consolidação óssea está relacionada a ingestão e a absorção de cálcio pelo organismo. Desta forma, descreva sucintamente a vitamina que atua no organismo facilitando os processos de absorção de cálcio. A vitamina D, extremamente importante para quem tem Fibrose Cística, é um hormônio esteroide, cuja principal função consiste na regulação do equilíbrio do cálcio, formação e reabsorção óssea. A Vitamina D favorece a absorção do cálcio no intestino, sendo importante para fortalecer os ossos e os dentes, além de evitar diversas doenças como raquitismo, osteoporose, câncer, problemas cardíacos, diabetes e hipertensão. A principal fonte da vitamina D é representada pela formação endógena (fisiológica) nos tecidos cutâneos após a exposição à radiação ultravioleta B, ou seja, quando tomamos sol. Uma fonte alternativa e menos eficaz de vitamina D é a dieta (ingestão através da alimentação), responsável por apenas 20% das necessidades corporais, mas que assume um papel de maior importância em idosos, pessoas institucionalizadas e habitantes de climas temperados. A vitamina D se divide em duas categorias, que são: vitamina D2 (ergocalciferol) e vitamina D3 (colecalciferol). Ambas podem ser obtidas através da alimentação, no entanto somente a D3 é sintetizada a partir da exposição solar. A pele, quando exposta à radiação ultravioleta, tem seu precursor cutâneo da vitamina D, o 7-DESIDROCOLESTEROL clivado fotoquimicamente originando a PRÉ-VITAMINA D3. Essa pré-vitamina é termolábil, em um período de 48 horas, sofre um rearranjo molecular dependente da temperatura, o que resulta na formação da vitamina D3 (COLECALCIFEROL). No fígado, sofre hidroxilação, mediada por uma enzima citocromo P450, e, a etapa final da produção do hormônio é a hidroxilação adicional que acontece nas células do túbulo contorcido proximal no rim, originando o CALCITRIOL forma biologicamente ativa. 2.3. DESAFIO 3 Em meio a diversas complicações sistêmicas, o paciente também sofreu fratura bilateral de fêmur, com fratura diafisária e epifisária exposta no fêmur esquerdo e fratura trocantérica no direito. Descreva detalhadamente a anatomia do fêmur relacionando com as fraturas do paciente. As fraturas da diáfise do fêmur são lesões graves, decorrentes de forças violentas, na maioria das vezes relacionadas a comprometimento de outros órgãos e que podem gerar deformidades e sequelas ao paciente, em função de complicações imediatas ou tardias. A melhor abordagem terapêutica para as fraturas diafisárias do fêmur é eminentemente cirúrgica o qual existe diferentes técnicas e diversos tipos de implantes que podem ser utilizados para a sua estabilização, tendo como critério de escolha a instabilidade da fratura e os traços que ela apresenta, além das lesões de partes moles, neurovasculares, órgãos vitais e idade cronológica ou fisiológica do paciente. O tratamento cirúrgico tem a finalidade de diminui às incidências de morbidade e mortalidade provocadas pela fratura além de restaurar a anatomia óssea, a função do membro e reabilitar o paciente efetivamente, devolvendo sua funcionalidade para permite o retorno as suas atividades diárias o mais breve possível (ARNDT, 2011). O fêmur, ou osso da coxa é o mais longo e resistente osso do corpo, a sua extensão oscila entre um quarto e um terço do comprimento do corpo, estende-se desde a articulação do quadril, onde sua cabeça articula-se com o acetábulo, estabilizada por um conjunto de ligamentos capsulares, até a articulação do joelho onde seus côndilos articulam-se com a tíbia e a patela. A forma do fêmur e própria para dar sustentação ao peso corporal e transmitir as forças de reação do solo por intermédio do osso longo, colo e cabeça até o acetábulo (KISNER, 2009). A cabeça do fêmur é lisa é arredondada apresenta uma pequena depressão que é a fóvea. O colo do fêmur conecta a cabeça à diáfise, na superfície anterior do colo encontra-se a linha intertrocantérica áspera, ele serve para estender as forças de sustentação de peso lateral e inferior ao fulcro articular. O trocanter maior serve para a inserção de vários músculos que atuam na articulação do quadril, o trocanter menor é o local onde o colo do fêmur se une a diáfise do fêmur (DUTTON, 2010). As fraturas da diáfise do fêmur são secundárias a uma força de alta energia em 75% dos casos. Os mecanismos de lesão pode ser um golpe direto ou uma força indireta transmitida pelo joelho flexionado. As colisões em automóveis e motocicletas são as causas mais comuns, mas o ferimento por arma de fogo vem aumentando a proporção desta fratura (SIMON e SHERMAN, 2013). Já a fratura diafisária do fêmur oriunda de mecanismo de baixa energia ocorre pincipalmente devido a quedas de própria altura, que pode estar relacionado a doenças patológicas como a osteoporose, acometendo preferencialmente o gênero feminino entre os 60 a 70 anos de idade. As fraturas diafisária ocorrem no corpo do fêmur, e não se estende até a região articular, são lesões graves provenientes geralmente de traumas de grande energia como acidentes de trânsito e quedas de alturas, em que a dissipação de energia cinética é grande, provocando lesões com graus variados de cominação e traumas associados cada vez mais graves, os quais se encontram como sendo os mais comuns à fratura do quadril, lesões ligamentares de joelho e fratura da tíbia. Acometem principalmente jovens e adultos do gênero masculino abaixo dos 30 anos de idade (PIRES et al., 2010). As manifestações clínicas da fratura diafisária do fêmur incluem edema, encurtamento e deformidade no membro, perda da função, crepitação palpável no foco da fratura, dor intensa, mudança de cor local e às vezes associação de lesão em outros segmentos. O diagnóstico clínico é realizado através da história e quadro clínico do paciente, sendo necessária uma inspeção minuciosa em busca de alguma lesão associada, para a confirmação da fratura é realizado o exame de radiografia nas incidências anteroposterior e perfil em toda extensão do fêmur. 2.4. DESAFIO 4 O traumatismo cranioencefálico (TCE) é uma das principais causas de morte e incapacidades persistentes no mundo. As principais causas envolvem acidentes de trânsito, quedas e assaltos, podendo envolver estruturas como o escalpo, crânio, meninges e encéfalo. Na situação geradora de aprendizagem apresentada, ocorreu a formação de um hematoma subdural como consequência do TCE. Dentro desse contexto, explique o que é um hematoma subdural. Aproveite para comentar a respeito dos tipos de hematomas subdurais existentes, suas características principais e sintomas relacionados. O hematoma subdural é quando acontece um acúmulo de sangue entre o cérebro e seu revestimento externo, o crânio. Esta condição é uma emergência médica e deve ser tratada imediatamente. Existem dois tipos de hematoma subdural, são eles: · Hematoma subdural agudo: É uma colecção de sangue com deterioração neurológica aguda devido ao aumento da pressão intracraniana. Têm uma elevada taxa de mortalidade se não forem drenados cirurgicamente e ocorre devido a uma lesão grave na cabeça e é o tipo mais perigoso · Hematoma subdura crônico: O sangue acumula-se lentamente, coagula e é encapsulado por tecido fibroso. Ocorre com traumatismos mínimos e devido a um trauma menor na cabeça. 3.CONSIDERAÇÕES FINAIS Sabe-se que a Fisioterapia também atua como uma grande aliada na minimização das sequelas recorrentes aos traumas, atuando na reabilitação destes pacientes desde sua admissão na emergência. Além disso, esse profissional preconiza pela humanização nos atendimentos, proporcionado a reorganização dos padrões de saúde e da atenção primaria. Atualmente umas das dificuldades encontradas por esses profissionais é quanto a falta de consciência da equipe sobre as competências que cabem ao fisioterapeuta na urgência e emergência. Porém, de acordo com investigações e atuação do mesmo, vem ganhando espaço pelos benefícios que proporcionam aos pacientes. Logo, o serviço de Fisioterapia na unidade de urgência e emergência, desempenha papel importante seja na admissão, na transferência interna desses pacientes, e no acompanhamento, avaliando a necessidade de uso de oxigenioterapia suplementar e realizando a titulação da mesma, auxiliando a equipe multiprofissional na intubação orotraqueal, e realizando o manejo ventilatório, e a assistência diária, desempenhando condutas especificas para cada indivíduo de acordo com a necessidade. E em relação a fisioterapia em casos de traumas, pelo número elevado de pacientes politraumatizados com necessidade de ventilação mecânica, observa-se principalmente condutas com ênfase nos protocolos respiratórios, seja ela no ajuste e manejo ventilatório, na utilização de técnicas especificas e a na necessidade de aspiração de vias aérea superior. Sem essa terapia, o imobilismo poderia causar diversas complicações, como úlceras de decúbito, diminuição de força muscular, tromboembolismo e pneumonia, dessa forma a fisioterapia motora assume papel importante tanto na assistência aguda do paciente politraumatizado quanto no atendimento de reabilitação, ambulatorial e orientação domiciliar, visando promover maior independência funcional e qualidade de vida. Sendo assim o estudo pode auxiliar na admissão e no manejo deste perfil de pacientes na urgência e emergência, além de ressaltar a importância do profissional fisioterapeuta junto a equipe multidisciplinar. REFERÊNCIAS ARNDT, Ângela Barbosa Montenegro; TELLES, José Luiz; KOWALSKI, Sérgio Cândido. O Custo Direto da fratura de fêmur por quedas em pessoas idosas: análise no setor privado de saúde na cidade de Brasília, 2009. Rev. Bras. Geriatr. Gerontol. Rio de Janeiro, v.14, n. 2, p. 221-231, 2011. BRASILEIRO FILHO, Geraldo. Bogliolo: patologia. 10. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2021. DEKAS Plus Softgels. Callion Pharma. Bula de Remédio Lichtenstein et al. Vitamina D: ações extraósseas e uso racional. Revista da Associação Médica Brasileira. v. 59, n° 5, p. 495-506, 2013. DUFOUR, M. Biomecânica funcional: membros, cabeça, tronco. Barueri: Manole, DUTTON, Mark. Fisioterapia ortopédica: exame, avaliação e intervenção. 2ª. ed. Porto Alegre: Artmed, 2010.2016 ENNINGHORST, Natalie MD; MCDOUGALL, Debra RN; EVANS, Julie A. RN; SISAK, KRISZTIAN MD; BALOGH, Zsolt J. MD. Population-based epidemiology of femur shaft fractures. 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