Logo Passei Direto
Buscar

Fisioterapia traumato ortopédica

Material sobre fisioterapia ortopédica e traumatológica, com princípios de atuação; anatomia do esqueleto e crânio; posição anatômica, avaliação postural, testes funcionais e goniometria; fisioterapia esportiva; traumas e doenças da coluna; mobilização, osteoporose, fraturas, artroplastia e patologias tendíneas.

Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

Fisioterapia ortopédica e traumatológica 
 
 
1 
www.estetus.com.br 
 
 
FISIOTERAPIA ORTOPÉDICA E 
TRAUMATOLÓGICA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fisioterapia ortopédica e traumatológica 
 
 
2 
www.estetus.com.br 
Sumário 
 
A IMPORTÂNCIA DA FISIOTERAPIA NA ORTOPEDIA ................................... 3 
ESQUELETO HUMANO .................................................................................... 3 
CRÂNIO HUMANO ............................................................................................ 4 
POSIÇÃO ANATÔMICA ..................................................................................... 7 
AVALIAÇÃO POSTURAL ................................................................................... 8 
TESTES FUNCIONAIS .................................................................................... 10 
GONIOMETRIA BÁSICA .................................................................................. 13 
FISIOTERAPIA ESPORTIVA ........................................................................... 21 
TRAUMATISMOS DA COLUNA CERVICAL .................................................... 24 
DOENÇAS INFLAMATÓRIAS .......................................................................... 26 
INFLAMAÇÃO .................................................................................................. 27 
DOENÇA DE GRISEL ...................................................................................... 27 
CERVICOBRAQUIALGIA ................................................................................. 28 
CERVICALGIA ................................................................................................. 29 
COLUNA VERTEBRAL .................................................................................... 31 
DOENÇAS DEGENERATIVAS DA COLUNA VERTEBRAL ............................ 31 
ESPONDILOLISTESE ...................................................................................... 33 
COMPRESSÃO DA MEDULA ESPINHAL ....................................................... 35 
DOENÇAS DEGENERATIVAS DO DISCO INTERVERTEBRAL ..................... 36 
MOBILIZAÇÃO ARTICULAR ............................................................................ 37 
COLUNA TOROCOLOMBAR ........................................................................... 39 
HERNIA DE DISCO ......................................................................................... 41 
LOMBOCIATALGIA .......................................................................................... 42 
DOENÇA DE SCHEUERMANN ....................................................................... 43 
OSTEOPOROSE ............................................................................................. 45 
PUBEÍTE .......................................................................................................... 47 
OSTEOARTROSE DO QUADRIL .................................................................... 49 
FRATURAS DO QUADRIL ............................................................................... 52 
FRATURAS TROCANTERIANAS .................................................................... 53 
ATROPLASTIA TOTAL DE QUADRIL ............................................................. 54 
PATOLOGIAS NAS ARTICULAÇÕES E TENDÕES ....................................... 60 
REFERÊNCIAS ................................................................................................ 69 
 
 
 
 
Fisioterapia ortopédica e traumatológica 
 
 
3 
www.estetus.com.br 
A IMPORTÂNCIA DA FISIOTERAPIA NA ORTOPEDIA 
 
A fisioterapia ortopédica e traumatológica atua na prevenção e tratamento 
de doenças nos ossos, músculos, ligamentos e articulações, além de traumas 
ortopédicos, utilizando principalmente recursos elétricos, mecânicos e térmicos, 
além de cinesioterápicos. 
 
ESQUELETO HUMANO 
 
O esqueleto (FIGURA 1) é formado pelo conjunto de todos os ossos do 
corpo. Suas funções são suportar o corpo, proteger os órgãos e servir de 
alavanca para os movimentos, tornando-se possível a locomoção. (MARQUE, 
2009; NAGLER, 1976). 
Do encontro de dois ossos diferentes formam-se as chamadas 
articulações. As articulações são unidas por ligamentos, que proporcionam 
estabilidade, permitindo tipos específicos de movimentos para cada uma delas. 
Os músculos, com sua capacidade de contrair e relaxar, produzem os 
movimentos do nosso corpo. (NAGLER, 1976). 
 
ESQUELETO HUMANO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Crânio 
 
Fisioterapia ortopédica e traumatológica 
 
 
4 
www.estetus.com.br 
O crânio humano (FIGURA 2) protege o encéfalo e os órgãos a ele 
associados para os sentidos da visão, audição, gosto e olfato. É dividido em duas 
partes, a craniana e a facial. Na parte craniana encontra-se o cérebro, que 
juntamente com a medula espinhal formam o Sistema Nervoso Central (SNC). 
Os ossos que constituem a parte craniana são: parietal, temporal e occipital. A 
segunda parte do crânio é chamada de parte facial, sendo composta pelos 
ossos: maxilar, mandibular, nasal e palatino. (NAGLER, 1976; GARDNER; 
OSBURN, 1971). 
 
 
CRÂNIO HUMANO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Coluna Vertebral 
 
 
A coluna vertebral humana tem a função de manter o eixo longitudinal do 
corpo, suportar e movimentar a cabeça e oferecer uma base estrutural para 
articulação e ação dos membros. É composta por 33 vértebras, sendo que cada 
uma delas possui um canal vertebral, por onde passa a medula espinhal. Entre 
Fisioterapia ortopédica e traumatológica 
 
 
5 
www.estetus.com.br 
uma vértebra e outra existem os chamados discos intervertebrais, que 
amortecem os choques realizados contra a nossa coluna. (MARQUES, 2009; 
NAGLER, 1976). 
O pescoço é composto por sete vértebras cervicais, as duas primeiras são 
diferentes quanto à sua forma. A primeira é chamada de atlas, sobre a qual o 
crânio descansa, a segunda chama-se axis. Os movimentos da cabeça ocorrem 
principalmente ao redor dessa vértebra. (NAGLER, 1976). 
Na região do peito existem 12 vértebras torácicas e, na região lombar, 5 
vértebras lombares, logo abaixo encontra-se o sacro, formado de 5 vértebras 
coccígeas ou também chamado de cauda óssea. (NAGLER, 1976; GARDNER; 
OSBURN, 1971). Os ossos da caixa torácica são o esterno e doze pares de 
costelas, elas encontram-se presas posteriormente a doze vértebras torácicas e 
anteriormente, ao esterno por meio de cartilagem, já as duas últimas são livres 
em suas extremidades anteriores, por esse motivo recebem o nome de costelas 
flutuantes. A função do tórax é proporcionar aos pulmões uma caixa rígida, que 
também aumenta e diminui seu volume para manter uma diferença de pressão 
entre a caixa torácica e a atmosfera externa. (NAGLER, 1976). 
 
 
Cintura Escapular e Membros Superiores (MMSS) 
 
 
Quanto à cintura escapular e os MMSS, podemos citar os principais 
ossos: clavícula, escápula, úmero, rádio, ulna, punho e dedos. (NAGLER, 1976). 
A clavícula é um osso em forma de S, localiza-se na parte anterior do peito, 
sendo que sua parte proximal une-se com o esterno e a distal com a escápula. 
Ela tem a função de estabilizar a cintura escapular. (NAGLER, 1976). 
A escápula é um osso triangular e chato situado na parte posterior e 
superior do corpo, prendendo-se à caixa torácica principalmente por músculos. 
Esse osso serve de base para a inserção de músculos do tórax e do braço. 
(NAGLER, 1976). O úmero é popularmente conhecido como “osso do braço”, 
sua extremidade proximal apresenta uma cabeça arredondada e duas 
protuberâncias, nomeadas de tubérculos maior e menor. A parte distal desse 
osso alarga-se para formar os chamados côndilos, mediano e lateral. (NAGLER, 
Fisioterapia ortopédica e traumatológica 
 
 
6 
www.estetus.com.br 
1976). 
O rádio é um osso longo, localizado na parte lateral do antebraço, oualongamentos antes, durante e depois do trabalho; 
• sempre procurar um médico e seguir a risca as orientações 
prescritas. 
 
 
Síndrome do Túnel do Carpo 
 
A Síndrome do Túnel do Carpo (STC) é uma afecção que acomete o nervo 
mediano por compressão (FIGURA 36). (CAMPOS, 2003). Ela se expressa por 
dor e parestesias (formigamento) na palma da mão e dedos, mas o paciente 
pode relatar sintomas dolorosos mais proximais, incluindo o ombro. No início os 
sinais são noturnos, porém posteriormente aparecem com uma duração mais 
prolongada e desaparecem com movimentos da mão. Com a progressão da 
doença pode ocorrer fraqueza e atrofia dos músculos da eminência tênar, além 
disso, a sensibilidade também pode ser alterada. (BARBOSA, 2006; OLIVEIRA, 
2000). 
Fisioterapia ortopédica e traumatológica 
 
63 
www.estetus.com.br 
 
NERVO MEDIANO 
 
. 
 
A STC é a neuropatia por compressão mais comum e mais estudada do 
membro superior. (NAKAMOTO, 2011; TURRINI, 2005; KOUYOUMDJIAN, 
1999). 
Na população, 70% dos pacientes apresentam idade entre 40 e 70 anos, 
sendo que sua incidência é maior no sexo feminino, entre 45 a 54 anos. Esta 
síndrome também é causa comum e importante de afastamentos do ambiente 
de trabalho. (CAMPOS, 2003; OLIVEIRA, 2000; TURRINI, 2005). 
O diagnóstico da STC é feito principalmente por exame clínico, somente 
quando há alguma dúvida ou suspeita são realizados exames complementares. 
A análise clínica é composta principalmente por dois testes, Sinal de Tinel, que 
é pesquisado com a precursão do punho, sendo positivo com dor ou 
formigamento no polegar, indicador ou entre os dedos médios. E o sinal de 
Phalen, pesquisado por meio da flexão do punho a 90O, se os sintomas 
http://giimariano.blogspot.com.br/2011/04/sindrome-do-tunel-do-carpo-
Fisioterapia ortopédica e traumatológica 
 
64 
www.estetus.com.br 
ocorrerem após 60 segundos, é considerado positivo. (TURRINI, 2005). 
Quanto aos exames complementares para o auxílio no diagnóstico, a 
ultrassonografia e a ressonância magnética (RM) são os mais indicados devido 
à possibilidade de visualização direta da compressão do nervo mediano e outras 
estruturas de partes moles do túnel do carpo, evitando assim falsos-positivos ou 
falsos-negativos que podem, sem duvida, ocorrer durante o diagnóstico clínico. 
(OLIVEIRA, 2000, TURRINI, 2005). 
O tratamento da STC clássica, ou seja, sem associação com qualquer 
doença sistêmica, deve ser iniciada se a sintomatologia passa a interferir nas 
atividades de vida diária do paciente. Inicialmente é realizado um tratamento 
conservador, com modificações de atividades, remoção de constrições, 
utilização de medicamentos anti-inflamatórios não hormonais, devidamente 
prescritos pelo médico, em alguns casos é indicada a injeção local de 
corticosteroides, sendo que o tratamento cirúrgico é reservado somente para 
casos mais graves ou com a ineficácia do tratamento conservador. 
(KOUYOUMDJIAN, 1999). 
 
 
Fasceíte 
 
 
 
É uma inflamação que ocorre na estrutura que sustenta a sola dos pés 
(FIGURA 37). O sintoma mais característico dessa afecção é dor ao redor da 
base do calcâneo e no arco, normalmente pela manhã ao sair da cama. 
(SANTOS, 2013). 
Fisioterapia ortopédica e traumatológica 
 
65 
www.estetus.com.br 
FASCEÍTE PLANTAR 
 
. 
 
Segundo Santos (2013), o tratamento consiste basicamente em: 
 
• Palmilha ortopédica; 
• Eventuais modificações do treinamento; 
• Anti-inflamatórios (prescritos pelo médico); 
• Fisioterapia: alongamento, ultrassom, crioterapia; 
• Repouso. 
 
Após um período de 3 a 6 meses, se esse tratamento não apresentar 
resultados satisfatórios, devem-se considerar injeções de cortisona. 
http://umrecomecar.blogspot.com.br/2010/08/fascite-plantar.html
Fisioterapia ortopédica e traumatológica 
 
66 
www.estetus.com.br 
Ruptura de Tendões 
 
O tendão é um cordão fibroso, constituído de tecido conjuntivo. Sua 
principal função é manter o equilíbrio estático e dinâmico do corpo. Temos vários 
tendões espalhados pelo nosso corpo e por inúmeras causas eles podem se 
romper, seja por esporte, ou em algum acidente. Segue abaixo uma breve 
descrição de ruptura do tendão de Aquiles. (OLIVEIRA, 2013). 
O tendão de Aquiles encontra- se no calcanhar, sua ruptura afeta a parte 
de trás da perna e ocorre principalmente em indivíduos que praticam esportes 
de impacto (FIGURA 38). A lesão pode ser desde um simples estiramento, até 
uma lesão parcial ou total, sendo que todas são debilitantes. (SIMÕES, 2013). 
 
RUPTURA TOTAL DO TENDÃO DE AQUILES 
 
. 
 
 
 
De acordo com Simões (2013), os sinais e sintomas para a ruptura do 
tendão de Aquiles são: 
• Dor e inchaço perto do seu calcanhar, acompanhados ou não de 
http://www.ruinelson.net/2012/09/10/minha-historia-de-ruptura-do-tendao-
http://www.ruinelson.net/2012/09/10/minha-historia-de-ruptura-do-tendao-
Fisioterapia ortopédica e traumatológica 
 
67 
www.estetus.com.br 
hematoma; 
• Incapacidade de dobrar o pé para baixo ou “empurrar” a perna no 
impulso da marcha; 
• Incapacidade de manter-se na ponta dos pés. 
• Quando ocorre a lesão, em alguns casos pode-se ouvir um som de 
estalo, conhecido como sinal da pedrada; 
 
Causas 
 
A lesão pode ocorrer pelo menor fluxo de sangue no local, que prejudica 
a cicatrização, além disso, muitas vezes as lesões podem ser causadas por um 
aumento repentino na quantidade de estresse do tendão, algumas doenças, 
medicamentos ou a própria degeneração. (SIMÕES, 2013). 
 
Exemplos: 
 
• - Aumento da intensidade no esporte (treino ou competição); 
• - Pisar em um buraco, ou torção com ou sem contato físico; 
• - Fraqueza muscular ou degeneração tendinosa. 
 
Segundo Simões (2013), os fatores de risco são: 
 
 
• a idade média para a ruptura do tendão de Aquiles é de 30 a 
40 anos; 
• há uma maior probabilidade de ocorrer em homens; 
• ocorre com maior frequência em indivíduos que praticam 
esportes que envolvem corrida, saltos, arranques e paradas repentinas; 
• infiltrações com corticoide para a redução de dor e inflamação 
podem enfraquecer os tendões e têm sido associadas com a ruptura do tendão 
de Aquiles quando realizadas mais de duas ou três vezes por ano. 
• certos antibióticos como fluoroquinolonas, a ciprofloxacina ou 
levofloxacina, aumentam o risco de ruptura. 
Fisioterapia ortopédica e traumatológica 
 
68 
www.estetus.com.br 
 
 
Tratamentos 
 
O tratamento depende da idade do pacientes, nível de atividade e da 
gravidade da lesão. Em geral, pessoas mais jovens e ativas optam pela cirurgia 
para reparar uma ruptura completa, enquanto pessoas mais velhas são mais 
propensas a optar por tratamento não cirúrgico. (SIMÕES, 2013). 
 
Reabilitação 
 
Após o tratamento, sendo ele cirúrgico ou não, o paciente deve passar 
por um programa de reabilitação com exercícios de fisioterapia para fortalecer 
os músculos das pernas e tendão de Aquiles. A maioria das pessoas volta ao 
seu nível anterior de atividade em média de quatro a seis meses. (SIMÕES, 
2013). 
De acordo com Simões (2013), alguns cuidados devem ser tomados 
quanto à prevenção de problemas no tendão de Aquiles: 
 
• alongar e fortalecer os músculos da panturrilha; 
• não saltar durante uma corrida sem estar devidamente 
aquecido; 
• fortalecimento e exercícios ajudam o músculo e tendão a 
absorverem mais força e evitar lesões; 
• evitar correr em superfícies duras, irregulares ou 
escorregadias; 
• utilização de tênis com boa absorção de impacto; 
• aumentar a intensidade do treino lentamente, pois lesões do 
tendão de aquiles geralmente ocorrem também em casos onde houve aumento 
abrupto de treinos. 
 
 
 
Fisioterapiaortopédica e traumatológica 
 
69 
www.estetus.com.br 
REFERÊNCIAS 
 
BANDEIRA, C. J. Ebah: O que é inflamação. Disponível em: 
. Acesso em: 
30 out. 2013. 
BARBOSA, V. R. N. et al. Dor e parestesias nos membros superiores e 
diagnóstico da síndrome do túnel do carpo. Arq. Neuropsiquiatr. v. 64, n. 6, p. 
997-1000, 2006. 
BARROS FILHO, T. E. P.; BASILE JUNIOR, R. Coluna vertebral: diagnóstico e 
tratamento das principais patologias. São Paulo: Sarvier, 1997. 
BENITES, M. V. Cifose de Scheuermann. Disponível em: 
. Acesso em: 
30 out. 2013. 
BERTOLINI, G. R. F.; BARBIERI, C. H.; MAZZER, N. Análise Longitudinal de 
Músculos Sóleos, de Ratos, Submetidos a Alongamento Passivo com Uso Prévio 
de Ultrassom Terapêutico. Rev. Bras. Med. Esporte. v. 15, n. 2, p. 115-118, 2009. 
BIOSET. Disponível em: 
. Acesso em: 30 out. 
2013. 
BIOSFERA. Lombalgia e acupuntura. Disponível em: 
. Acesso em: 30 out. 2013. 
BLOG. Disponível em: . Acesso em: 30 out. 2013. 
BLOG. Disponível em: 
. Acesso em: 23 out. 
2013. 
BLOGERS. Dicas para o fortalecimento muscular. Disponível em: 
. Acesso 
em: 30 out. 2013. 
BRIDI QUIROPRAXIA. Disponível em: 
. Acesso em: 22 out. 2013. 
BUENO, V. Disponível em: . Acesso em: 22 out. 2013. 
http://www.ebah.com.br/content/ABAAAAo8UAI/que-inflamacao
http://www.drviniciusbenites.com.br/procedimentos/visualizar/4
http://www.bioset.com.br/site/default.aspx?pagina=lab15
http://biosferaacupuntura.blogspot.com.br/
http://blog.colchoesgazin.com.br/melhor-dormir-de-lado/
http://blog.colchoesgazin.com.br/melhor-dormir-de-lado/
http://www.santafisio.com/trabalhos/ver.asp?codigo=42
http://www.blogers.com.br/dicas-para-o-fortalecimento-muscular/
http://bridiquiropraxia.blogspot.com.br/2009/10/pubeite-pubalgia-como-
http://www.drmc.com.br/opiniao-de-
Fisioterapia ortopédica e traumatológica 
 
70 
www.estetus.com.br 
CAMPOS, C. C. et al. Tradução e validação do questionário de avaliação de 
gravidade dos sintomas e do estado funcional na síndrome do túnel do carpo. 
Arq. Neuropsiquiatr. v. 61, n. 1, p. 51-55, 2003. 
CARDIOFIT. Disponível em: . Acesso em: 
28 out. 2013. 
CIENCIAS MORFOLÓGICAS. Posição anatômica. Disponível em: 
. Acesso em: 30 out. 2013. 
CLINICA S&E. Corrente Russa. Disponível em: 
. Acesso em: 30 out. 2013. 
COSTA, P. H. L. Movimento Articular: aspectos morfológicos e funcionais. São 
Paulo: Manole, 2005. 
CURIOSIDADES DO MUNDO. Como é formado o esqueleto humano. Disponível 
em: . Acesso em: 30 out. 2013. 
DANDY, D. J. Ortopedia e traumatologia prática: diagnóstico e tratamento. Rio 
de Janeiro: Revinter, 2000. 
DERMATOFUNCIONAL. Corrente galvânica. Disponível em: 
. Acesso em: 23 out. 2013. 
DESEJOS DE BELEZA. Tratando as estrias: corrente galvânica. Disponível em: 
. Acesso 
em: 30 out. 2013. 
DETSCH, C. et al. Prevalência de alterações posturais em escolares do ensino 
médio em uma cidade no Sul do Brasil. Ver. Pan Am Public Health. v. 21, n. 4, 
2007. 
DOR NAS COSTAS: LOMBALGIA, CERVICALGIA E CIÁTICO. Disponível em: 
. Acesso em: 30 out. 2013. 
DOWNIE, P. A. Fisioterapia de Cash. São Paulo: Manole, 1981. 
DR. OSMAR SAÚDE. Desgaste da cartilagem do quadril pode provocar 
osteoartrose. Disponível em: . Acesso em: 30 out. 2013. 
DR. RINALDI ACUPUNTURA. Lesões da coluna vertebral e acupuntura. 
Disponível em: http://drjarinaldiacupuntura.blogspot.com.br/2011/10/lesoes-da- 
coluna-vertebral-e-acupuntura.html>. Acesso em: 30 out. 2013. 
http://www.cardiofit.com.br/?cat=6
http://cienciasmorfologicas.webnode.pt/introdu%C3%A7%C3%A3o%20a%20anato
http://cienciasmorfologicas.webnode.pt/introdu%C3%A7%C3%A3o%20a%20anato
http://csaudeestetica.com.br/?page_id=197
http://www.curiosidadesdomundo.com/como-formado-constituido-esqueleto-
http://www.curiosidadesdomundo.com/como-formado-constituido-esqueleto-
http://www.curiosidadesdomundo.com/como-formado-constituido-esqueleto-
http://www.dermatofuncional.pt/corrente-galvanica
http://desejosdebeleza.com/tratando-as-estrias-corrente-galvanica/
http://www.drgilberto.com/dor_nas_costas.html
http://www.drosmarsaude.com/desgaste-na-
http://drjarinaldiacupuntura.blogspot.com.br/2011/10/lesoes-da-
Fisioterapia ortopédica e traumatológica 
 
71 
www.estetus.com.br 
ENFERMAGEM. Fratura do colo do fêmur. Disponível em: 
. 
Acesso em: 30 out. 2013. 
FERNANDES, S. Tens. Disponível em: 
. Acesso em: 30 out. 2013. 
FERREIRA, F. P. Lesões meniscais. Disponível em: 
. Acesso em: 29 out. 
2013. 
FERREIRA, S. C.; ISSY A. M.; SAKATA, R. K. Avaliação do Efeito da 
Estimulação Nervosa Elétrica Transcutânea (TENS) para Analgesia após 
Toracotomia. Rev. Bras. Anestesiol. v. 61, n. 5, p. 561-567, 2011. 
FIGUEIREDO, F.; MONT’ ALVÃO, C. Ginástica Laboral e Ergonomia. Rio de 
Janeiro: Sprint, 2005. 
FILHOTE DE POMBO. As 14 piores lesões do futebol de todos os tempos. 
Disponível em: . Acesso em: 30 out. 2013. 
FISIOTERAPIA. Artroplastia total de quadril. Disponível em: 
. Acesso em: 30 out. 2013. 
FISIOTERAPIA E GERONTOLOGIA. Disponível em: 
. Acesso em: 30 out. 2013. 
FISIOTERAPIA – RECURSOS TERAPEUTICOS UFVJM. Micro-ondas. 
Disponível 
em: . Acesso em: 03 out. 
2013. 
GARDNER, W. D.; OSBURN W. A. Anatomia Humana: estrutura do corpo. São 
Paulo: Atheneu, 1971. 
GOBBI, F. C. M. Blogeinstein: O que faz o fisioterapeuta. Disponível em: 
. Acesso em: 30 out. 
2013. 
GREGORI, C.; CIPRIANO JUNIOR, C.; AQUINO, L. M.; BRANCO, J. N. R.; 
BERNARDELLI, G. F. Estimulação Elétrica Nervosa Transcutânea de Curta 
http://enfermeiropsf.blogspot.com.br/2010/02/fratura-do-colo-do-femur.html
http://simonefernandesfisioterapeuta.blogspot.com.br/2012/04/tens-forma-
http://www.milton.com.br/esporte/saiba_mais/ort_4.htm
http://www.filhotedepombo.com/2009/12/as-14-piores-lesoes-no-
http://www.filhotedepombo.com/2009/12/as-14-piores-lesoes-no-
http://fisioterapiaortopedia.blogspot.com.br/2010/07/artroplastia-total-do-quadril-
http://fisioterapiaortopedia.blogspot.com.br/2010/07/artroplastia-total-do-quadril-
http://fisioterapiaegerontologia.blogspot.com.br/2011/07/patologias-da-coluna-
http://rtufvjm.blogspot.com.br/2009/06/diatermia.html
http://www.einstein.br/blog/paginas/post.aspx?post=931
Fisioterapia ortopédica e traumatológica 
 
72 
www.estetus.com.br 
Duração no Pós-operatório de Cirurgia Cardíaca.Arq. Bras. Cardiol. v. 94, n. 3, 
p. 345-351, 2010. 
GREVE, J. M. D.; CASALIS, M. E. P.; BARROS FILHO, T. E. P. Diagnóstico e 
tratamento da lesão da medula espinhal. São Paulo: Roca, 2001. 
JEFISIOTERAPIABLOG. Correntes diadinâmicas de Bernard. Disponível em: 
. Acesso em: 28 out. 2013. 
JORNAL PONTO INICIAL. Hérnia de disco: como a quiropraxia pode ajudar 
quem sofre de dores causadas por disfunções nos discos da coluna. Disponível 
em: 
. Acesso em: 30 out. 2013. 
KISNER, C.; COLBY, L. A. Exercícios Terapêuticos: Fundamentos e Técnicas. 
São Paulo: Manole, 2005. 
KLEPER, J. O que é osteoporose. Disponível em: 
. 
Acesso em: 22 out. 2013. 
KOLT, G. S.; SNYDER-MACKLER, L. Fisioterapia no esporte e no exercício. Rio 
de Janeiro: Revinter, 2008. 
KOUYOUMDJIAN, J. A. Síndrome do túnel do carpo: aspectos atuais. Arq. 
Neuropsiquiatr. v. 57, n. 2-b, p. 504-512, 1999. 
KOUYOUMDJIAN, J. A. Síndrome do túnel do carpo: aspectos clínico- 
epidemiológicos em 668 casos. Arq. Neuropsiquiatr. v. 57, n. 2-a, p. 202-207, 
1999. 
LIPOSCKI, D. B.; ROSA NETO, F.; SAVALL, A. C. Validação do conteúdo do 
Instrumento de Avaliação Postural – IAP. Disponível em: 
. Acesso em: 24 ago. 2013. 
LOUREDO, P. Tendinite. Disponível em: 
. Acesso em: 30 out. 2013. 
MARIANC, G. A síndrome do túnel do carpo. Disponível em: 
. Acesso em: 30 out. 2013. 
http://jefisioterapia.blogspot.com.br/2010/04/correntes-diadinamicas-de-
http://www.jornalpontoinicial.com.br/?p=2701
http://oreumatologista.blogspot.com.br/2010/01/o-que-e-osteoartrose.html
http://www.efdeportes.com/efd109/validacao-do-conteudo-do-instrumento-de-
http://www.brasilescola.com/doencas/tendinite.htm
http://maratonismo.blogs.sapo.pt/1423.html
http://giimariano.blogspot.com.br/2011/04/sindrome-do-tunel-do-carpo-stc.html
http://giimariano.blogspot.com.br/2011/04/sindrome-do-tunel-do-carpo-stc.html
Fisioterapia ortopédica e traumatológica 
 
73 
www.estetus.com.br 
MARQUES, A. P. Manual de Goniometria. São Paulo: Manole, 2003. 
MARQUES, R. M. Bases, métodos e técnicas de avaliação. Bauru, 2009, 44 p. 
Apostila do curso de Fisioterapia - Faculdades Integradas de Bauru. 
MARQUES, R. M. Abordagem em Fisioterapia Esportiva. Bauru, 2009, 70 p. 
Apostila do curso de Fisioterapia - Faculdades Integradas de Bauru. 
MARQUES, R. M. Artroplastia total de quadril. Bauru, 2009, 9 p. Apostila do curso 
de Fisioterapia - Faculdades Integradas de Bauru. 
MEDICINA DO ESPORTE. A atuação da fisioterapia nas tendinopatias. 
Disponível em: . Acesso em: 30 out. 
2013. 
MEDICINA E SAÚDE NA LINGUAGEM QUE VOCÊ ENTENDE. Pernas 
inchadas 
(edemas de membros inferiores). Disponível em: 
. Acesso em: 30 out. 2013. 
MELDAU D.C. Inflamação crônica. Disponível em: 
. Acesso 
em: 28 out. 2013. 
MELDAU, D. C. Lombociatalgia. Disponível em: 
. Acesso em: 22 out. 2013. 
MORGAN, C. R.; SANTOS, F. S. Estudo da estimulação elétrica nervosa 
transcutânea (TENS) nível sensório para efeito de analgesia em pacientes com 
osteoartrose de joelho. Fisioter. Mov. v. 24, n. 4, p. 637-646, 2011. 
MSD. Compressão da medula espinhal. Disponível em: 
. Acesso em: 30 out. 2013. 
NAGLER, W. Manual de Fisioterapia. São Paulo: Atheneu, 1976. 
NAKAMOTO, H. A. et al. Avaliação da sensibilidade cutânea em pacientes com 
síndrome do túnel do carpo relacionada à hemodiálise. Acta. Ortop Bras. v. 19, 
n. 5, p. 268-272, 2011. 
O ALONGAMENTO. Disponível em: 
. Acesso em: 29 out. 2013. 
OLIVEIRA, M. Tendão. Disponível em: . Acesso em: 28 out. 2013. 
PROJECTISTA. Gaiolas de faraday. Disponível em: 
http://iafe.com.br/guia_det.php?id=28
http://www.drbayma.com/pernas-inchadas-ou-edema-de-membros-inferiores/
http://www.drbayma.com/pernas-inchadas-ou-edema-de-membros-inferiores/
http://www.infoescola.com/sistema-imunologico/inflamacao-cronica/
http://www.infoescola.com/doencas/lombociatalgia/
http://www.manualmerck.net/?id=95&cn=887
http://www.sogab.com.br/user2/oalongamento.htm
http://www.infoescola.com/sistema-
Fisioterapia ortopédica e traumatológica 
 
74 
www.estetus.com.br 
. Acesso em: 30 out. 
2013. 
RUI NELSON.NET. Minha história de ruptura do tendão de Aquiles. Disponível 
em: . Acesso em: 30 out. 2013. 
SALDANHA, R. Manual de goniometria: membro superior. Disponível em: 
. Acesso em: 30 out. 2013. 
SALTER, R. B. Distúrbios das lesões do sistema musculoesquelético. Rio de 
Janeiro: Medsi, 1985. 
SANTOS, C. I. S. et al. Ocorrência de desvios posturais em escolares do ensino 
público fundamental de Jaguariúna. São Paulo. Rev. Paul Pediatr. v. 27, n.1, 
2009. 
SANTOS, E. Transpirar Saúde: Terapias corporais e treinamentos esportivos. 
Disponível em: . Acesso em: 22 out. 2013. 
SANTOS, M. T. S. Doenças da coluna cervical. Disponível em: 
. Acesso em: 30 out. 2013. 
SAÚDE EM MOVIMENTO. Bursite. Disponível em: 
. Acesso em: 30 out. 2013. 
SERES. Afecções associadas: osteoporose. Disponível em: 
. Acesso em: 30 out. 2013. 
SHESTACK, R. Fisioterapia prática. São Paulo: Manole, 1980. 
SIMÕES, A. P. Ruptura do tendão de Aquiles ocorre com atletas em esportes de 
impacto. Disponível em: . Acesso em: 28 out. 2013. 
SOUSA, L.; GOMES, F. Z.; PITANGUI, A. C. R.; NAKANO, A. M. S. Avaliação 
da 
estimulação elétrica transcutânea do nervo para alívio de dor após cesárea: 
ensaio clínico randomizado. Rev. Bras. Saúde Matern. Infant. v. 9, n. 1, p. 49-57, 
2009. 
http://www.projectista.pt/produto/gaiolas-de-faraday/
http://www.ruinelson.net/2012/09/10/minha-historia-de-ruptura-do-tendao-de-
http://www.ruinelson.net/2012/09/10/minha-historia-de-ruptura-do-tendao-de-
http://www.ruinelson.net/2012/09/10/minha-historia-de-ruptura-do-tendao-de-
http://roselysaldanha.wordpress.com/2011/04/22/manual-de-goniometria-membro-
http://roselysaldanha.wordpress.com/2011/04/22/manual-de-goniometria-membro-
http://eduardosantossaude.blogspot.com.br/2009/06/o-que-e-
http://marcotuliosette.site.med.br/index.asp?PageName=Doen-E7as-20da-
http://www.saudeemmovimento.com.br/conteudos/conteudo_frame.asp?cod_noticia
http://www.saudeemmovimento.com.br/conteudos/conteudo_frame.asp?cod_noticia
http://www.seres.org.pt/categoria/conteudo/id/35
http://globoesporte.globo.com/eu-
Fisioterapia ortopédica e traumatológica 
 
75 
www.estetus.com.br 
SPARVOLISAUDE’S BLOG. Cervicalgia. Disponível em: 
. Acessoem: 30 
out. 2013. 
THERAPY MOVI. Disponível em: . Acesso em: 
29 out. 2013. 
TODAY’S NEWS. A musculação e a tendinite. Disponível em: 
. Acesso em: 
30 out. 2013. 
TONELLA, R. M.; ARAUJO, S.; SILVA, A. M. O. Estimulação Elétrica Nervosa 
Transcutânea no Alívio da Dor Pós-Operatória Relacionada com Procedimentos 
Fisioterapêuticos em Pacientes Submetidos a Intervenções Cirúrgicas 
Abdominais. Rev. Bras. Anestesiol. v. 56, n. 6, p. 630-642, 2006. 
TONEZZER, T.; TAGLIAFERRO, J.; COCCO, M; MARX, A. Uso da Estimulação 
Elétrica Nervosa Transcutânea Aplicado ao Ponto de Acupuntura PC6 para a 
Redução dos Sintomas de Náusea e Vômitos Associados à Quimioterapia 
Antineoplásica. Rev. Bras. Canceriol. v. 58, n. 1, p. 7-14, 2012. 
TRANSPIRAR SAÚDE: TERAPIAS CORPORAIS E TREINAMENTOS 
ESPORTIVOS. Disponível em: 
. Acesso 
em: 22 out. 2013. 
TURRINI, E. et al. Diagnóstico por imagem do punho na síndrome do túnel do 
carpo. 
Ver. Bras Reumatol. v. 45, n. 2, p. 81-83, 2005. 
UM RECOMEÇAR. Fasceíte plantar. Disponível em: 
 Acesso em: 
30 out. 2013. 
http://sparvolisaude.wordpress.com/2012/10/27/cervicalgia/
http://darlan-/
http://news.slnutrition.com/2010/09/a-musculacao-e-a-tendinite/
http://eduardosantossaude.blogspot.com.br/2009/04/cervicalgia.html
http://umrecomecar.blogspot.com.br/2010/08/fascite-plantar.html
Nutrição básica 
 
76 
www.estetus.com.br 
VERONESI JUNIOR, J. R. Testes ortopédicos funcionais para fisioterapia. São 
Paulo: Andreoli, 2001. 
VERTEBRAL. Disponível em: 
 Acesso em: 22 out. 2013. 
 
 
 
http://www.vertebral.med.br/patologias_doenca.asp
Nutrição básica 
 
77 
www.estetus.com.brdo 
polegar. A ulna também é um osso longo e fica na parte medial do antebraço, ou 
seja, do lado em que se localiza o dedo mínimo. Lembremos sempre que a 
localização de lateral e medial é baseada na posição anatômica normal, ou seja, 
em pé, com as palmas das mãos viradas para frente. (NAGLER, 1976). 
O punho é composto por oito ossos pequenos, conhecidos como ossos 
do carpo. Os cinco ossos metacárpicos apresentam forma de cilindro e fazem a 
ligação do punho com os dedos, são numerados de um a cinco, do polegar ao 
mínimo. Os dedos são formados pelas chamadas falanges, sendo somente duas 
no polegar e três nos outros dedos. Um só osso do dedo é chamado de falange, 
sendo classificado pela sua posição em: proximal, medial e distal. (NAGLER, 
1976). 
 
 
Cintura Pélvica e Membros Inferiores (MMII) 
 
 
Os principais ossos que formam a cintura pélvica e os membros inferiores 
(MMII) são: ílio, ísquio, púbis, fêmur, tíbia, fíbula, tarso, metatarsos e falanges. 
(NAGLER, 1976). Os ossos ílio, ísquio e púbis formam a parte lateral da cintura 
pélvica, esses três em conjunto formam também o acetábulo. Na extremidade 
inferior do ísquio encontra-se uma proeminência óssea que tem a função de 
suportar nosso corpo quando estamos sentados, ela recebe o nome de 
tuberosidade isquiática. (NAGLER, 1976). 
A articulação do quadril é formada com a junção da extremidade proximal 
do fêmur (maior e mais longo osso do organismo) e o acetábulo. Já a 
extremidade distal do fêmur forma os côndilos medial e lateral, que se articulam 
com a plataforma tibial, formada pela extremidade proximal da tíbia. Esses ossos 
juntamente com a patela formam o joelho. (NAGLER, 1976; GARDNER; 
OSBURN, 1971). 
Na superfície proximal e anterior da tíbia encontra-se um tubérculo, 
conhecido como tuberosidade tibial. Nele ocorre a ligação da extremidade distal 
do tendão muscular do quadríceps. Já a extremidade distal da tíbia forma o 
Fisioterapia ortopédica e traumatológica 
 
 
7 
www.estetus.com.br 
maléolo medial, que é uma parte da articulação do tornozelo, a formação do 
encaixe para a articulação do tornozelo está completa quando há também a 
junção da extremidade distal da fíbula. A fíbula apresenta-se na face lateral da 
perna e permanece em contato com a tíbia em todas as suas extremidades, ou 
seja, tanto na proximal quanto na distal. (NAGLER, 1976). 
O tarso (popularmente conhecido como tornozelo) é formado por sete 
ossos, nomeados de ossos do tarso. O calcâneo é o maior desse grupo, seguido 
pelo talo, que também é o osso mais proximal, articulando-se diretamente em 
conjunto com a tíbia e fíbula. Metatarsos é o nome dado a um conjunto de cinco 
ossos que ligam os ossos tarsais aos dedos dos pés. Eles assemelham-se aos 
ossos metacarpais da mão e sua principal função é dar suporte ósseo aos dedos 
dos pés. As falanges dos dedos dos pés são mais 
curtas quando comparadas aos dedos das mãos, porém igualmente 
apresentam o dedo maior contendo somente duas falanges e o restante 
contendo três falanges. (NAGLER, 1976). 
 
POSIÇÃO ANATÔMICA 
 
Damos o nome de posição anatômica, (FIGURA 3) à posição em que o 
corpo fica ereto, com os MMII unidos, pontas dos pés e palmas das mãos 
voltadas para frente e MMSS estendidos ao lado do corpo. (NAGLER, 1976; 
COSTA, 2005). 
 
POSIÇÃO ANATÔMICA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fisioterapia ortopédica e traumatológica 
 
 
8 
www.estetus.com.br 
FONTE: COSTA, 2005. 
 
Movimentos do Corpo Humano 
 
Quanto aos nossos movimentos do corpo humano, quando ocorre um 
afastamento de qualquer extremidade em relação à linha média, damos o nome 
de abdução. Se acontecer o contrário, ou seja, uma aproximação de 
extremidades em relação à linha média dá o nome de adução. Quando uma 
extremidade gira pelo seu eixo longitudinal, chamamos esse movimento de 
rotação. Se um ângulo de qualquer articulação reduz, damos o nome de flexão, 
o oposto, ou seja, quando o ângulo aumenta, titulamos de extensão. (NAGLER, 
1976). 
A parte da estrutura do corpo mais próxima deste é denominada 
extremidade proximal, a mais afastada, extremidade distal. O lado frontal do 
corpo (lado da face e abdômen) é designado lado anterior, já o lado de trás do 
corpo (costas e glúteos) lado posterior. (NAGLER, 1976). 
 
AVALIAÇÃO POSTURAL 
 
A postura pode ser definida como a posição do corpo parado ou o arranjo 
em harmonia das partes corpóreas em movimento. Uma boa postura é o 
resultado da capacidade dos ligamentos, músculos e cápsulas articulares em 
manter o corpo ereto, em uma mesma posição por um longo período. (SANTOS, 
2009). A avaliação postural, principalmente na infância, é importante para a 
identificação e correção da postura inadequada, evitando maiores transtornos 
futuros. 
 
Fatores que Afetam a Postura Correta 
 
São múltiplos os fatores que podem influenciar a postura de um indivíduo, 
como hereditariedade, ambiente, condições físicas habitacionais, fatores 
emocionais, socioeconômicos, obesidade, sedentarismo, utilização inadequada 
de calçados e alterações consequentes do crescimento e desenvolvimento 
humanos. No caso de crianças podemos também citar o uso incorreto de 
Fisioterapia ortopédica e traumatológica 
 
 
9 
www.estetus.com.br 
mochilas escolares e a postura inadequada durante as aulas, hábitos esses que, 
se não corrigidos, serão levados para a adolescência e vida adulta. (SANTOS, 
2009; LIPOSCKI; ROSA NETO; SAVALL, 2013; DETSCH, 2007). 
 
Protocolo de Avaliação Postural 
 
Para uma boa avaliação postural é extremamente necessária a utilização 
de instrumentos validados para estabelecer uma linguagem comum entre os 
profissionais de diferentes áreas. Deste modo, segue abaixo o (IAP) Índice de 
Avaliação Postural (FIGURA 4), que no ano de 2007 foi devidamente validado 
no país por Liposcki (2013). 
 
ÍNDICE DE AVALIAÇÃO POSTURAL 
Fisioterapia ortopédica e traumatológica 
 
 
10 
www.estetus.com.br 
 
FONTE: LIPOSCK, 2013. 
 
TESTES FUNCIONAIS 
Fisioterapia ortopédica e traumatológica 
 
 
11 
www.estetus.com.br 
Os testes funcionais em fisioterapia são de extrema importância para a 
compreensão das condições cinesiológicas funcionais do paciente que será 
avaliado. (VERONESI JUNIOR, 2011). Segundo Marques (2009), seguem 
abaixo alguns exemplos de testes funcionais para a articulação do joelho. 
 
 
Teste de Lachmann 
 
Para a realização desse teste o paciente deve estar posicionado em 
decúbito dorsal (barriga para cima), com o joelho flexionado entre 15º e 30º. Com 
uma das mãos o terapeuta segura o fêmur do paciente e com a outra puxa a tíbia 
para frente, os músculos devem estar completamente relaxados (FIGURA 5). Se 
houver um deslocamento perceptível da tíbia em relação ao fêmur, é sinal de 
que o ligamento colateral anterior (LCA) está lesado. 
 
 TESTE DE LACHMANN 
 
. 
 
Sinal de Payr 
 
 
Para a realização desse teste o paciente deve estar sentado com as 
http://darlanalencartherapymovi.blogspot.com.br/2011_11_01_archive.html
http://darlanalencartherapymovi.blogspot.com.br/2011_11_01_archive.html
Fisioterapia ortopédica e traumatológica 
 
 
12 
www.estetus.com.br 
pernas cruzadas (em forma de borboleta, ou índio), (FIGURA 6). O terapeuta 
exerce uma pressão sobre o joelho afetado. Se o paciente sentir dores na 
interlinha articular medial, é sinal que há danos no corno posterior do menisco. 
 
SINAL DE PAYR 
 
. 
 
 
Sinal de Zohlen 
 
O paciente deve estar em decúbito dorsal, com a perna estendida. O 
terapeuta pressiona a patela com os polegares a partir das direções proximal, 
medial e lateral e pede ao paciente que estenda ainda mais a perna, tencionando 
o músculo quadríceps. Em caso de lesão patelar, o quadríceps puxa a patela em 
direção cranial, pressionando-a contra o côndilofemoral. 
 
Teste de Apreensão segundo Fairbank 
Durante esse teste o paciente permanece em decúbito dorsal, com o 
joelho estendido e a coxa relaxada. O terapeuta pressiona a patela com os dois 
polegares em direção lateral. Nesse momento, pede-se ao paciente que flexione 
o joelho (FIGURA 7). Se ocorrerem dores fortes, há uma luxação patelar. 
 
 
TESTE DE APREENSÃO SEGUNDO FAIRBANK 
http://www.milton.com.br/esporte/saiba_mais/ort_4.htm
Fisioterapia ortopédica e traumatológica 
 
 
13 
www.estetus.com.br 
. 
 
GONIOMETRIA BÁSICA 
 
A Goniometria é um método que nos permite medir os ângulos articulares 
do nosso corpo, através de um aparelho simples denominado goniômetro 
(FIGURA 8). É comumente utilizado pelos fisioterapeutas para determinar a 
presença de disfunção, estabelecer um diagnóstico, traçar objetivos do 
tratamento e avaliar a recuperação funcional durante e ao término do tratamento. 
(MARQUES, 2009). 
 
GONIÔMETRO 
http://static.portaleducacao.com.br/arquivos/imagens_artigos/25012013123157joelho.jpg
http://static.portaleducacao.com.br/arquivos/imagens_artigos/25012013123157joelho.jpg
Fisioterapia ortopédica e traumatológica 
 
 
14 
www.estetus.com.br 
 
. 
 
Segundo Marques (2009), os planos e eixos utilizados na goniometria são: 
 
• Plano Sagital: onde ocorrem os movimentos deflexão e extensão 
 
PLANO SAGITAL 
http://roselysaldanha.wordpress.com/2011/04/22/manual-de-goniometria-
http://roselysaldanha.wordpress.com/2011/04/22/manual-de-goniometria-
Fisioterapia ortopédica e traumatológica 
 
 
15 
www.estetus.com.br 
 
FONTE: COSTA, 2005. 
 
• Plano Frontal: onde ocorrem os movimentos de adução e abdução 
(FIGURA 10); 
 
PLANO FRONTAL 
Fisioterapia ortopédica e traumatológica 
 
 
16 
www.estetus.com.br 
 
FONTE: COSTA, 2005. 
 
• Plano Transverso: onde ocorrem os movimentos de rotação 
(FIGURA 11). 
Fisioterapia ortopédica e traumatológica 
 
 
17 
www.estetus.com.br 
PLANO TRANSVERSO 
 
FONTE: COSTA, 2005. 
Fisioterapia ortopédica e traumatológica 
 
18 
www.estetus.com.br 
Segundo Marques (2003), seguem abaixo as amplitudes articulares 
normais na Goniometria. 
 
Ângulos Articulares dos Membros Superiores (MMSS) 
 
Articulação do ombro 
 
• Movimento de flexão: 0 – 180o; 
• Movimento de extensão: 0 – 45o; 
• Movimento de abdução: 0 – 180o; 
• Movimento de adução: 0 – 40o; 
• Movimento de Rotação Medial: 0 - 90o 
• Movimento de Rotação Lateral: 0 - 90o 
 
Articulação do cotovelo 
 
• Movimento de Flexão: 0 – 145º 
• Movimento de Extensão: 145 – 0º 
 
Articulação radioulnar 
 
• Movimento de pronação: 0 – 90º 
• Movimento de Supinação: 0 – 90º 
 
Articulação do punho 
 
• Movimento de Flexão: 0 – 90 º 
• Movimento de Extensão: 0 – 70º 
• Movimento de Adução: 0 – 45º 
• Movimento de Abdução: 0 – 20º 
Articulação carpometacarpal do polegar 
 
• Movimento de Flexão: 0 – 15º 
Fisioterapia ortopédica e traumatológica 
 
19 
www.estetus.com.br 
• Movimento de Abdução: 0 – 70º 
• Movimento de Extensão: 0 – 70º 
 
Articulação metacarpofalângica 
 
• Movimento de Flexão: 0 – 90º 
• Movimento de extensão: 0 – 30º 
• Movimento de Abdução: 0 – 20º 
• Movimento de Adução: 0 – 20º 
 
Articulação interfalângica 
 
• Movimento de Flexão: 0 – 110º 
• Movimento de Extensão: 0 – 10º 
 
Ângulos Articulares do Membros Inferiores (MMII) 
 
Articulação do quadril 
 
• Movimento de Flexão: 0 – 125º 
• Movimento de Extensão: 0 – 10º 
• Movimento de Adução: 0 – 15º 
• Movimento de Abdução: 0 – 45º 
• Movimento de Rotação Medial: 0 – 45º 
• Movimento de Rotação Lateral: 0 – 45º 
 
 
 
Articulação do joelho 
 
• Movimento de Flexão: 0 – 140º 
 
Articulação do tornozelo 
Fisioterapia ortopédica e traumatológica 
 
20 
www.estetus.com.br 
 
• Movimento de Flexão dorsal: 0 – 20º 
• Movimento de Flexão Plantar: 0 – 45º 
• Movimento de Abdução: 0 – 20º 
• Movimento de Adução: 0 – 40º 
 
Articulação metatarsofalângica 
 
• Movimento de Flexão – Primeiro dedo: 0 – 45º 
• Movimento de Flexão – Segundo ao quinto dedo: 0 – 40º 
• Movimento de Extensão – Primeiro dedo: 0 – 90º 
• Movimento de Extensão – Segundo ao quinto dedo: 0 – 45º 
 
Articulação interfalângica 
 
• Movimento de Flexão (interfalângicas) – Primeiro dedo: 0 -90º 
• (Interfalângicas Proximais) – Segundo ao quinto dedo: 0 – 35º 
• (Interfalângicas Distais) – Segundo ao quinto dedo: 0 – 60º 
 
Angulos Articulares da Coluna Vertebral 
 
Coluna vertebral cervical 
 
• Movimento de Flexão: 0 – 65º 
• Movimento de Extensão: 0 – 50º 
• Movimento de Flexão Lateral: 0 – 40º 
• Movimento de Rotação: 0 – 55º 
 
Coluna vertebral lombar 
 
• Movimento de Flexão: 0 – 95º 
• Movimento de Extensão: 0 – 35º 
• Movimento de Flexão Lateral: 0 – 40º 
Fisioterapia ortopédica e traumatológica 
 
21 
www.estetus.com.br 
• Movimento de Rotação: 0 – 35º 
 
 
FISIOTERAPIA ESPORTIVA 
 
LESÕES TÍPICAS DA MODALIDADE 
 
Lesões que podem ocorrer na modalidade esportiva (FIGURA 12) são 
geralmente por sobrecarga e traumáticas, ou seja, acidentais. (MARQUES, 
2009). Existem fatores externos e internos que determinam as lesões esportivas. 
• Fatores externos: a forma de se adaptar, o equipamento 
inadequado, clima frio, iluminação deficiente, entre outros. 
(MARQUES, 2009). 
• Fatores internos: altura do atleta, biotipo, níveis de deficiência 
(auditiva ou visual) nos casos de esportes adaptados. (MARQUES, 
2009). 
 
LESÕES ESPORTIVAS 
 
. 
 
Processo Inflamatório e suas Fases 
http://www.filhotedepombo.com/2009/12/as-14-piores-lesoes-no-futebol-de-
http://www.filhotedepombo.com/2009/12/as-14-piores-lesoes-no-futebol-de-
Fisioterapia ortopédica e traumatológica 
 
22 
www.estetus.com.br 
 
O processo inflamatório é uma resposta do organismo diante de uma 
agressão. Após uma lesão, há alguns sinais que nosso organismo apresenta 
para mostrar que há algo errado acontecendo, ou seja, que ele foi agredido. 
(DUTTON, 2010). Segundo Marques (2009), estes sinais são chamados de 
sinais flogísticos. São eles: 
 
• calor: como consequência de uma alteração circulatória; 
dor: como consequência do edema e da inflamação; 
• rubor: como consequência da presença de sangue rico em 
oxigênio; 
• tumor: devido ao acúmulo de células inflamatórias de defesa. 
 
O processo inflamatório apresenta três fases: aguda, subaguda e crônica. 
As mesmas serão descritas separadamente a seguir. 
 
Fase aguda 
 
Inicia-se logo após a ocorrência da lesão (FIGURA 13). Apresenta os 
seguintes sinais clínicos: edema, rubor, calor, dor, espasmo muscular e perda 
da função. (MARQUES, 2009; DUTTON 2010). 
 
FASE AGUDA DA LESÃO 
 
. 
 
Fase subaguda 
 
Inicia-se após alguns dias em que houve a lesão, os sinais clínicos de 
inflamação diminuem e inicia-se o reparo do local lesado. Sua duração gira em 
torno de 10 a 17 dias. Os sintomas clínicos são: diminuição dos sinais flogísticos, 
melhora da amplitude de movimento (ADM), sendo que pode ocorrer dor ao final 
do movimento. (MARQUES 2009, DUTTON, 2010). 
 
Fase crônica 
 
Nesta fase não existem mais sinais de inflamação, porém a função do 
movimento ainda não foi recuperada completamente. Há o desenvolvimento de 
tecido cicatricial, iniciando-se no 14º ao 21º dia após a lesão. Não há sinais de 
inflamação, sendo a dor referida somente quando há uma sobrecarga na 
estrutura lesada, podendo-se também apresentar diminuição de força muscular 
e talvezalguma perda da função. Essa fase pode durar até um ano, em que 
formará tecido cicatricial e desenvolverá tecido novo. (MARQUES, 2009; 
DUTTON, 2010). 
 
AVALIAÇÕES 
 
Para a avaliação de uma lesão ser apropriada, é necessária uma história 
anterior à lesão detalhada pelo paciente, explicando exatamente como ocorreu 
o trauma, se já houve intervenção de algum outro profissional, como foi, quem o 
encaminhou para a fisioterapia e se ele realiza juntamente algum outro tipo de 
tratamento, como por exemplo, o medicamentoso (FIGURA 14). Para isso o 
fisioterapeuta deve ter um conhecimento aprofundado de anatomia, cinesiologia, 
biomecânica, além de uma observação e um exame físico completo. 
(MARQUES, 2009). 
 
Fisioterapia ortopédica e traumatológica 
 
24 
www.estetus.com.br 
AVALIAÇÃO FISIOTERAPIA ORTOPÉDICA 
 
. 
TRAUMATISMOS DA COLUNA CERVICAL 
 
Nas fraturas da coluna cervical (FIGURA 15) é necessário extremo 
cuidado, pois o deslocamento de fragmentos nessa área geralmente são mais 
graves. Após o trauma, a manipulação do paciente deve ser realizada com muita 
cautela para evitar uma lesão maior na medula espinhal. Em um paciente 
consciente uma manipulação após o traumatismo geralmente não acomete 
riscos, pois quando consciente ocorre um espasmo muscular que protege o local 
da lesão. Infelizmente esse espasmo não ocorre em pacientes inconscientes, 
por isso deve haver um cuidado maior na hora da manipulação pós-trauma, pois 
há um histórico grande de pacientes neurologicamente intactos que se tornaram 
paraplégicos pelas manipulações descuidadas durante os primeiros socorros. 
Os traumatismos cervicais podem ser causados por flexão, extensão, 
compressão vertical e rotação. (DANDY, 2000). 
 
COLUNA CERVICAL 
http://www.einstein.br/blog/paginas/post.aspx?post=931
Fisioterapia ortopédica e traumatológica 
 
25 
www.estetus.com.br 
 
. 
 
 
Traumatismos por Flexão 
 
São os mais comuns e mais graves. As lesões que mais ocorrem são 
fraturas por esmagamento da coluna vertebral, ruptura do ligamento 
supraespinhoso (o que torna a coluna instável), luxações das facetas posteriores 
e luxação com fraturas do corpo vertebral. (DANDY, 2000). 
 
Traumatismos por Extensão 
 
Os traumas por extensão são muito comuns na coluna cervical superior, 
em geral, são menos graves do que os traumatismos por flexão. Os mais comuns 
são: fratura do processo odontoide, fratura do enforcado, acotovelamento do 
ligamento longitudinal posterior, que em alguns casos pode causar a síndrome 
da artéria espinhal anterior e a fratura do corpo vertebral com prolapso de disco. 
(DANDY, 2000). 
 
Fraturas por Compressão Vertical 
 
Existem duas fraturas que podem ser causadas por compressão vertical, 
http://marcotuliosette.site.med.br/index.asp?PageName=Doen-E7as-20da-
http://marcotuliosette.site.med.br/index.asp?PageName=Doen-E7as-20da-
Fisioterapia ortopédica e traumatológica 
 
26 
www.estetus.com.br 
a fratura do atlas, que é causada por algo que caia sobre a cabeça do indivíduo, 
e a fratura por explosão, onde a compressão vertical pode romper os corpos 
vertebrais e causar dor. (DANDY, 2000). 
 
Traumatismos por Rotação 
 
A maior parte dos traumatismos por rotação é causada por uma 
combinação de forças. A rotação com flexão acompanha-se por luxação da 
faceta articular e a rotação com extensão lesa os elementos posteriores. Os 
traumatismos por extensão-flexão combinados mais conhecidos como “chicote” 
são comuns nos acidentes de tráfego com colisão traseira, nos quais a cabeça 
da vitima é atirada para trás e o pescoço hiperestendido. (DANDY, 2000). 
As lesões na coluna cervical também podem ser esportivas, geralmente 
têm origem no tecido mole, sendo que fraturas são incomuns. As fraturas ou 
deslocamentos da coluna cervical no esporte são observados nas regras do 
futebol, e ocorrem na hiperflexão, hiperextensão e compressão axial. Quanto à 
atuação da fisioterapia, existem poucos estudos sobre isso, porém alguns 
estudos mostram a eficácia com a terapia eletromagnética. (KOLT; SNYDER-
MACKLER, 2008). 
 
DOENÇAS INFLAMATÓRIAS 
 
A inflamação é uma reação do organismo a uma infecção ou algum dano 
que ocorreu no tecido (FIGURA 16). Sendo assim, as doenças inflamatórias 
podem ser do tipo agudas ou crônicas. A inflamação crônica tem uma duração 
prolongada (semanas a meses), durante esse tempo, destruições teciduais e 
tentativas de reparação ocorrem ao mesmo tempo. Na inflamação crônica 
podemos citar algumas doenças como: artrite reumatoide, aterosclerose, 
tuberculose e pulmonares. (WIKIPEDIA, 2013; MELDAU, 2013). 
De acordo com Meldau (2013), a origem da inflamação crônica ocorre da 
seguinte forma: 
 
• Infecções persistentes; 
• Exposição prolongada a agentes tóxicos exógenos ou endógenos; 
http://www.infoescola.com/doencas/aterosclerose/
http://www.infoescola.com/doencas/tuberculose/
http://www.infoescola.com/sistema-imunologico/inflamacao-cronica/
Fisioterapia ortopédica e traumatológica 
 
27 
www.estetus.com.br 
• Autoimunidade: em alguns casos há a ocorrência de reações 
imunes contra os próprios tecidos do indivíduo, o que leva a 
doenças autoimunes. Essas doenças podem resultar em diversas 
doenças inflamatórias crônicas. 
 
Segundo Meldau (2013), a inflamação aguda manifesta-se por alterações 
vasculares, como: edema e infiltração especialmente de neutrófilos. Já na 
inflamação crônica podemos encontrar as seguintes características: 
• Infiltração de células mononucleares (macrófagos, linfócitos e 
plasmócitos), reflexo de uma reação persistente à lesão. 
• Destruição tecidual induzida pelas células inflamatórias. 
• Tentativas de cicatrização por substituição do tecido danificado por 
tecido conjuntivo, fibrose. 
 
 
INFLAMAÇÃO 
. 
 
DOENÇA DE GRISEL 
 
http://www.infoescola.com/saude/doencas-auto-imunes/
http://www.infoescola.com/medicina/edema/
http://www.infoescola.com/citologia/macrofagos/
http://www.infoescola.com/citologia/linfocitos/
http://www.infoescola.com/sistema-imunologico/inflamacao-cronica/
http://www.ebah.com.br/content/ABAAAAo8UAI/que-inflamacao
Fisioterapia ortopédica e traumatológica 
 
28 
www.estetus.com.br 
A principal característica da doença de Grisel é uma luxação não 
traumática do atlas, sendo comum em crianças, surge após infecções próximas 
ao pescoço, como rinites e amidalites, manifestando-se como um torcicolo 
doloroso. (BARROS FILHO; BASILE JÚNIOR, 1997). Nessa afecção, o paciente 
apresenta a cabeça inclinada para um dos lados e rodada para o lado oposto. 
Durante a palpação pode- se verificar que o músculo que deveria estar contraído 
está relaxado, estando contraído o do lado oposto, o que é chamado de torcicolo 
paradoxal. A palpação e movimentação do pescoço são dolorosas, com limitação 
do movimento. (BARROS FILHO; BASILE JÚNIOR, 1997). 
 
O diagnóstico não é difícil, porém como o indivíduo nunca é avaliado por 
um especialista, o diagnóstico em sua maioria é realizado tardiamente. 
(BARROS FILHO; BASILE JÚNIOR, 1997; MARQUES, 2009). 
 
CERVICOBRAQUIALGIA 
 
A cervicobraquialgia não possui uma causa aparente, mas raramente 
inicia- se de maneira súbita, geralmente relaciona-se com movimentos bruscos 
do pescoço, longa permanência em posição forçada, esforço ou trauma. 
Geralmente, melhora com o repouso e exacerba com a movimentação. Os 
fenômenos sensitivos mais comuns residem principalmente na irradiação da 
cervical para o membro superior e tórax, referindo parestesias nos mesmos 
locais. Os fenômenos motores residem em paresias, sendo raros casos de 
paralisias e alterações de reflexo. As regiões cutâneas e musculares 
comprometidas dependem da raiz atingida. (BARROS FILHO; BASILE JÚNIOR,1997). 
 
Comprometimento da Raiz C5 
 
• Dor e parestesia: pescoço, ápice do ombro e face anterolateral do 
braço; 
• Alteração de sensibilidade na área deltoideana; 
• Alteração de motricidade: deltoide e bíceps; 
• Alteração de reflexos: deltoide, estilorradial. 
Fisioterapia ortopédica e traumatológica 
 
29 
www.estetus.com.br 
 
Comprometimento da Raiz C6 
 
• Dor e parestesia: pescoço, ombro, borda medial da omoplata, face 
lateral do braço, dorso do antebraço; 
• Alteração da sensibilidade: 1º e 2º dedos; 
• Alteração de motricidade: bíceps; 
• Alteração de reflexos: bicipital, estilorradial. 
 
Comprometimento da Raiz C7 
 
• Dor e parestesia: pescoço, peitoral, face lateral do braço, dorso do 
antebraço, 2º e 3º dedos; 
• Alteração de sensibilidade: 2º e 3º dedos; 
• Alteração de motricidade: tríceps; 
• Alteração de reflexos: tricipital. 
 
Comprometimento da Raiz C8 
 
• Dor e parestesia: pescoço, borda medial do braço e antebraço, dois 
últimos dedos; 
• Alteração de sensibilidade: 4º e 5º dedos; 
• Alteração de motricidade: intrínseca da mão. 
 
Para o diagnóstico da existência ou não da compressão, a primeira opção 
é a ressonância magnética, quando esta não é possível, recorre-se para a 
tomografia computadorizada e a mielografia. (BARROS FILHO; BASILE 
JÚNIOR, 1997) 
 
CERVICALGIA 
 
É uma síndrome que causa dor e rigidez na coluna cervical, sendo comum 
no sexo feminino (FIGURA 17). Esta afecção relaciona-se principalmente com 
Fisioterapia ortopédica e traumatológica 
 
30 
www.estetus.com.br 
a má postura e movimentos repetitivos. A cervicalgia, quando crônica, é 
observada em pacientes que não mostram um bom condicionamento físico, 
apresentam rigidez, espasmo muscular e postura inadequada. Esses indivíduos 
psicologicamente podem apresentar problemas familiares, depressão, disfunção 
sexual e geralmente encontram-se fora do mercado de trabalho. (MARQUES, 
2009). 
Com relação aos sintomas, os mais comuns observados nessa patologia 
são: atitude de defesa e rigidez dos movimentos, 
alteração da mobilidade do pescoço e dor durante a palpação, também 
abrangendo a região do ombro e, em casos mais graves ou prolongados, há 
irradiação para todo o membro superior. 
A dor pode ser leve e local, com apenas uma sensação de cansaço, até 
uma dor mais forte e limitante. Além disso, o MMSS pode apresentar alterações 
de sensibilidade e força muscular. Em alguns casos ocorrem também alterações 
nos reflexos encontrados em algumas inserções musculares no punho, cotovelo 
e ombro. (TRANSPIRAR SAÚDE, 2013). 
 
CERVICALGIA 
 
. 
 
Alguns sintomas menos comuns são: dificuldade na escrita ou na marcha, 
alterações na fala, dor de cabeça, zumbidos, náuseas, visão turva, febre, 
http://sparvolisaude.wordpress.com/2012/10/27/cervicalgia/
Fisioterapia ortopédica e traumatológica 
 
31 
www.estetus.com.br 
sudorese noturna, cansaço, perda de peso, entre outros. (TRANSPIRAR 
SAÚDE, 2013). Segundo Transpirar Saúde (2013), os principais objetivos da 
fisioterapia na reabilitação na cervicalgia são: 
 
- diminuir a dor e inflamação; 
- restaurar a mobilidade e flexibilidade; 
- fortalecer a musculatura. 
 
 
COLUNA VERTEBRAL 
 
Fraturas da Coluna Vertebral 
 
As fraturas e luxações da coluna vertebral tornaram-se comuns após a 
chegada de transportes automobilísticos de alta velocidade. Embora 80% das 
lesões traumáticas da coluna vertebral não sejam acompanhadas de graves 
complicações, em um primeiro momento todas devem ser tratadas como graves. 
Deste modo, a mobilização e transporte das pessoas que tenham sofrido o 
trauma são de extrema importância. (SALTER, 1985). 
Na criança, a coluna vertebral é muito mais flexível do que em adultos, 
portanto, o risco de fraturas e luxações é significantemente menor, exceto em 
casos de acidentes automobilísticos e quedas de consideráveis alturas. Quando 
uma lesão traumática na coluna vertebral é clinicamente suspeitada por dor local 
provocada, espasmo muscular e deformidade, o exame radiológico tem que ser 
completo, sendo que em alguns casos é necessária a realização de tomografias. 
(SALTER, 1985). 
 
DOENÇAS DEGENERATIVAS DA COLUNA VERTEBRAL 
 
Normalmente são causadas por desgaste dos discos e das vértebras, das 
articulações e também de seus ligamentos estabilizadores, o que pode levar a 
alterações da coluna vertebral. (MARQUES, 2009). 
 
Osteoartrose ou Espondiloartrose 
Fisioterapia ortopédica e traumatológica 
 
32 
www.estetus.com.br 
 
É a mais comum das doenças reumatológicas, tem caráter degenerativo 
e progressivo, acometendo as articulações, deteriorando a cartilagem que 
reveste as extremidades ósseas, causando dor, inflamação e incapacidade. Sua 
incidência é maior no sexo feminino, principalmente no período da menopausa, 
e em pessoas com mais de 65 anos de idade. (MARQUES, 2009; KLEPER, 
2013). 
A osteoartrose pode ser classificada em primária (idiopática) e 
secundária, estando relacionada com processos traumáticos. Também pode 
apresentar uma classificação de acordo com seu local de desenvolvimento, 
sendo periférica quando acomete as articulações dos membros e central quando 
acomete a coluna vertebral. (MARQUES, 2009). 
 
Segundo kleper (2013), as principais articulações acometidas são: 
 
• joelhos; 
• coluna lombar e cervical; 
• dedos e mãos; 
• quadril. 
 
Os fatores de risco para osteoartrose são: (KLEPER, 2013) 
 
• obesidade - ocasionando sobrecarga de peso, o que também 
dificulta muito o tratamento; 
• traumas repetitivos e 
• hereditariedade, sendo que um histórico familiar com muitos 
casos de osteoartrite acaba sendo um alto fator de risco para o aparecimento de 
osteoartrose. 
A dor é o sintoma mais importante da osteoartrose. A sua intensidade 
varia muito, dependendo da articulação acometida, podendo estar relacionada 
ao exercício físico ou ocorrer em repouso. A maioria dos pacientes refere à 
sensação de rigidez articular, tendo a impressão de que a articulação está 
“presa”. Em alguns casos, durante a realização de movimentos, podem ser 
Fisioterapia ortopédica e traumatológica 
 
33 
www.estetus.com.br 
percebidas crepitações (estalos), devido ao atrito das superfícies articulares que 
estão irregulares. Nos casos mais avançados podem ocorrer deformidades e 
perda de função, o que limita o paciente a desenvolver suas atividades de vida 
diárias. (KLEPER, 2013). O diagnóstico é feito principalmente por achados 
clínicos e radiológicos. 
Os achados radiológicos normalmente apresentam a presença de 
osteófitos e diminuição do espaço articular. Exames laboratoriais geralmente são 
normais na osteoartrose. (MARQUES, 2009; KLEPER, 2013). Segundo Kleper 
(2013), quanto ao tratamento não medicamentoso, o objetivo principal é 
melhorar e preservar a função da articulação e consequentemente melhorar a 
qualidade de vida do paciente. Os tratamentos para esta afecção envolvem 
desde orientações educacionais até ao uso de medicação, fisioterapia e, em 
alguns casos, cirurgia. O tratamento não medicamentoso inclui: 
 
• uso de calçados apropriados e palmilhas para manter o 
alinhamento corporal; 
• perda de peso; 
• manter boa força muscular; 
• atividade física diária (sempre sendo compatível com a idade 
e condicionamento físico individual, com exercícios de baixo impacto, sempre 
respeitando o acometimento articular); 
• fisioterapia. 
 
Para o tratamento fisioterapêutico é indicado cinesioterapia, hidroterapia 
e termoterapia, acompanhado de terapia medicamentosa prescrita pelo médico 
e tratamento cirúrgico em casos graves, com deformidades impactantes. 
(MARQUES, 2009). 
ESPONDILOLISTESE 
 
É o deslizamento de uma vértebra em relação à vértebra de baixo, 
podendo ocorrer nos sentidos anterior, posterior ou lateral (FIGURA 18). 
SegundoMarques (2009), esta afecção pode ser dividida em cinco grupos: 
 
Fisioterapia ortopédica e traumatológica 
 
34 
www.estetus.com.br 
• displásica: quando a lesão ocorre por uma fratura de fadiga. 
• degenerativa: por um processo degenerativo do disco ou 
articulação; 
• traumática: por uma fratura aguda e; 
• patológica: por uma enfermidade óssea, como, por exemplo, 
um tumor ósseo. 
 
 
 ESPONDILOLISTESE 
 
. 
No esporte, a espondilolistese é geralmente uma fratura por estresse, 
devido a uma sobrecarga mecânica na parte interarticular. Embora possa ser 
unilateral ou bilateral, no esporte são mais comuns casos unilaterais, ocorrendo 
do lado oposto ao mais ativo. Os atletas apresentam uma incidência de 
espondilolistese mais alta do que 5% vista na população geral. (KOLT; SNYDER-
MACKLER, 2008). 
O tratamento fisioterapêutico no quadro agudo consiste no alívio da dor, 
utilizando aparelhos de eletroterapia, (ex. interferencial e o TENS), correção 
postural, inclinação pélvica e retreinamento do transverso do abdome. (KOLT; 
http://www.drgilberto.com/dor_nas_costas.html
Fisioterapia ortopédica e traumatológica 
 
35 
www.estetus.com.br 
SNYDER-MACKLER, 2008). 
 
 
COMPRESSÃO DA MEDULA ESPINHAL 
 
A medula espinhal está protegida pela coluna vertebral, mas alguns 
distúrbios podem gerar compressão da mesma, o que altera sua função normal. 
As patologias que comprometem a medula espinhal podem ser classificadas em: 
congênitas, traumáticas, degenerativas, tumorais, infecciosas, doenças 
neurológicas e sistêmicas e doenças vasculares (FIGURA 19). (MARQUES, 
2009; GREVE; CASALIS; BARROS FILHO, 2001). 
A compressão normalmente pode ocorrer por uma vértebra fraturada, 
ruptura dos discos cartilaginosos e por um tumor na medula ou na coluna 
vertebral. Uma compressão súbita pode ocorrer por uma lesão ou sangramento 
causado por uma infecção, tumor ou vaso sanguíneo anormal. (MARQUES, 
2009). 
Quando a compressão é muito grande, os sinais nervosos são 
bloqueados, se a compressão for descoberta e tratada rapidamente, pode evitar 
a destruição dos nervos e a função neurológica pode ser completamente 
restabelecida. A área lesada irá determinar quais funções sensitivas e motoras 
serão afetadas. (MARQUES, 2009). 
O tratamento irá depender completamente da causa. Frequentemente são 
necessárias intervenções cirúrgicas pra eliminar a causa da compressão, exceto 
em alguns casos onde a compressão é causada por tumores, em que um 
tratamento com radioterapia pode ser eficaz. Compressões por infecção são 
tratadas com antibióticos. (MARQUES, 2009). 
 
 
COMPRESSÃO DA MEDULA ESPINHAL POR UM TUMOR 
Fisioterapia ortopédica e traumatológica 
 
36 
www.estetus.com.br 
 
. 
 
DOENÇAS DEGENERATIVAS DO DISCO INTERVERTEBRAL 
 
As doenças degenerativas do disco intervertebral (FIGURA 20) ocorrem 
como um processo natural de envelhecimento, mas também podem ser 
causadas por traumas ou carregamento repetido de peso. Alguns fatores que 
podem acelerar a degeneração discal são o tabagismo, a obesidade e fatores 
genéticos, (VERTEBRAL, 2013). 
Os sintomas são: dor na parte inferior das costas (lombar), podendo ser 
irradiar-se para as nádegas e parte proximal das coxas. A dor pode piorar com 
atividades ou quando o indivíduo permanece longos períodos de pé ou sentado. 
Pela manhã, normalmente a dor está acompanhada de rigidez. (VERTEBRAL, 
2013). 
O uso de medicamentos e outras formas de tratamento conservador, 
como a fisioterapia, geralmente são necessários. A cirurgia é indicada somente 
em casos extremos, quando as pessoas não melhoram após um longo período 
de tratamento conservador e apresentam uma diminuição muito grande da 
qualidade de vida. (VERTEBRAL, 2013). 
 
 
http://www.manualmerck.net/?id=95&cn=887
Fisioterapia ortopédica e traumatológica 
 
37 
www.estetus.com.br 
DISCO INTERVERTEBRAL 
 
. 
 
MOBILIZAÇÃO ARTICULAR 
 
Alongamentos 
 
Alongamento é um termo geral utilizado para descrever qualquer manobra 
fisioterapêutica elaborada para aumentar a mobilidade dos tecidos moles e 
melhorar a amplitude de movimento (ADM). Trata-se de uma atividade simples, 
que proporciona relaxamento e bem-estar (FIGURA 21). Com ele podem-se 
evitar muitos problemas, inclusive doenças ocupacionais, ou seja, aquelas 
relacionadas com o trabalho. Além disso, tem a vantagem de poder ser realizado 
em quase todos os lugares, a qualquer hora e sem a necessidade de nenhum 
tipo de equipamento. (FIGUEIREDO; MONT’ALVÃO, 1999; KISNER; COLBY, 
2005). 
O alongamento pode ser indicado em situações que exigem grande 
esforço físico, em uma pré-atividade com o objetivo de preparar o organismo 
para o esforço e também em uma pós-atividade, com o fim de melhorar a 
oxigenação dos músculos, diminuindo o acúmulo de ácido lático, que causa 
fadiga muscular, e o risco de instalações de lesões. (FIGUEIREDO; 
http://fisioterapiaegerontologia.blogspot.com.br/2011/07/patologias-da-
Fisioterapia ortopédica e traumatológica 
 
38 
www.estetus.com.br 
MONT’ALVÃO, 1999). 
Apenas com um exame sistemático e avaliação do paciente o 
fisioterapeuta pode determinar quais estruturas estão restringindo o movimento 
e, no caso de serem indicados procedimentos de alongamento, quando e quais 
tipos usar. Logo no início do processo de reabilitação do alongamento passivo, 
as técnicas que envolvem a intervenção direta do profissional são mais 
adequadas. 
Com o tempo e melhora do paciente, pode-se inserir o emprego de 
exercícios praticado independentemente pelo paciente, após cuidadosa 
instrução e supervisão direta do fisioterapeuta. Em alguns casos, indica-se o uso 
de dispositivos de alongamento mecânico, em articular, quando as fisioterapias 
manuais foram ineficazes. Independente do tipo de alongamento escolhido, para 
que o ganho de mobilidade se torne permanente, é necessário aplicar um grau 
apropriado de força e resistência à fadiga e empregar regularmente em 
atividades funcionais. (KISNER; COLBY, 2005). 
 
ALONGAMENTOS 
 
FONTE: Disponível em: 
. 
 
 
Fortalecimentos 
 
http://www.sogab.com.br/user2/oalongamento.htm
Fisioterapia ortopédica e traumatológica 
 
39 
www.estetus.com.br 
 
O fortalecimento muscular é uma atividade que tem o intuito de 
desenvolver força, resistência e tonificação dos músculos. (FIGURA 22). Em 
indivíduos que não possuem nenhuma patologia, o fortalecimento muscular tem 
objetivo de complementar outras atividades físicas e pode ser realizado por 
intermédio do levantamento de pesos livres ou com o auxílio de máquinas 
específicas para cada grupo muscular. (CARDIOFIT, 2013). 
Na fisioterapia, o fortalecimento muscular é aplicado em indivíduos com 
condições patológicos, seu principal objetivo é a recuperação de alguma 
condição física que foi perdida, como, por exemplo, em casos de pacientes pós 
AVE com perda de força muscular ou em casos onde o indivíduo, após um 
trauma, teve parte do seu corpo imobilizado por gesso ou tipoia, por um longo 
período, o que também consequentemente pode causar perda de força muscular 
por desuso. Além disso, exercícios de força são considerados de grande 
importância no tratamento e prevenção de doenças como a osteoporose. 
(CARDIOFIT, 2013). 
FORTALECIMENTO MUSCULAR 
 
. 
 
COLUNA TOROCOLOMBAR 
 
TRAUMATISMO DA COLUNA TOROCOLOMBAR 
 
http://www.blogers.com.br/dicas-para-o-fortalecimento-muscular/
Fisioterapia ortopédica e traumatológica 
 
40 
www.estetus.com.br 
Fraturas da coluna torácica e lombar correspondem a 90% das fraturas 
da coluna vertebral. O local mais comum onde esse tipo ocorre é entre T11e L2, 
pois a região é muito flexível e apresenta maior movimentação. (MARQUES, 
2009). 
 
COLUNA TOROCOLOMBAR 
 
. 
http://drjarinaldiacupuntura.blogspot.com.br/2011/10/lesoes-da-coluna-
Fisioterapia ortopédica e traumatológica 
 
41 
www.estetus.com.br 
HERNIA DE DISCO 
 
É uma afecção rara em crianças e adolescentes, ocorre em qualquer local 
da coluna vertebral, sendo mais comum na região lombar. Na hérnia de disco 
acontece a ruptura do anel fibroso, juntamente com o deslocamento da massa 
central do disco intervertebral (FIGURA 24). Esta afecção pode surgir por 
consequência de pequenos traumas ao longo do tempo ou como resultado de 
um trauma severo na coluna. (MARQUES, 2009; BARROS FILHO; BASILE 
JUNIOR, 1997). 
A hérnia é comum e pode ocorrer em qualquer faixa etária, sendo que sua 
incidência apresenta-se maior em pessoas com idade entre 30 e 50 anos, com 
prevalência de 4,8% em homens e 2,5% em mulheres. (MARQUES, 2009). Os 
principais objetivos no tratamento contra a hérnia de disco são: alívio da dor, 
aumento da capacidade funcional e o retardamento da progressão da doença. 
(MARQUES, 2009). 
 
HÉRNIA DE DISCO 
 
. 
http://www.jornalpontoinicial.com.br/?p=2701
Fisioterapia ortopédica e traumatológica 
 
42 
www.estetus.com.br 
LOMBOCIATALGIA 
 
 
Ocorre quando há um estreitamento do canal vertebral, mais 
precisamente na região lombar. Seu diagnóstico é difícil devido à sintomatologia 
semelhante à hérnia de disco, síndrome do piriforme e artrose discal. (MELDAU, 
2013). A principal característica desta afecção é a irradiação da dor para as 
nádegas e face posterior da coxa, em alguns casos podendo alcançar o pé 
(FIGURA 25). O paciente acaba apresentando impossibilidade de realizar suas 
atividades rotineiras. (MELDAU, 2013). 
A dor pode ser do tipo aguda, surgindo durante a realização de um 
movimento, ao levantar peso, ou crônica, aparecendo gradualmente. Outra 
característica importante é a rigidez matinal, que melhora com a movimentação. 
(MELDAU, 2013). 
 
 
LOMBOCIATALGIA 
 
. 
http://www.infoescola.com/medicina/hernia-de-disco/
http://www.infoescola.com/doencas/sindrome-do-piriforme/
http://biosferaacupuntura.blogspot.com.br/
Fisioterapia ortopédica e traumatológica 
 
43 
www.estetus.com.br 
Segundo Meldau (2013), algumas manifestações clínicas são: 
 
 
 Parestesia da região ou dos MMII e pé. 
 Aumento da dor à palpação; 
 Hipertrofia e hipertonia. 
 
 
O diagnóstico é feito por meio do exame físico, quadro clínico e 
radiografia, que evidencia: 
 
• Escoliose; 
• Diferença de comprimento entre os membros; 
• Alterações sacroilíacas; 
• Hiperlordose lombar; 
• Espondilólise; 
• Estreitamento do espaço entre as vértebras L5 e S1; 
• Sacro horizontalizado. 
 
 
O tratamento primeiramente é conservador, englobando repouso e uso de 
medicamentos, a opção por uma cirurgia ocorre somente quando os resultados 
do tratamento conservador não são satisfatórios. O principal objetivo da 
fisioterapia é o controle da dor para que seja possível a recuperação funcional. 
(MELDAU, 2013). 
 
 
DOENÇA DE SCHEUERMANN 
 
 
 
É uma doença comum, também conhecida popularmente como “cifose 
estrutural do adolescente”, cujas características são dor leve e persistente nas 
costas, uma corcunda (cifose) causada por alterações vertebrais, não sendo 
http://www.infoescola.com/saude/escoliose/
Fisioterapia ortopédica e traumatológica 
 
44 
www.estetus.com.br 
possível sua correção ativa ou passivamente e ombros arredondados (FIGURA 
26). Esta afecção normalmente manifesta-se pela primeira vez na adolescência, 
principalmente em idade escolar (o que mostra a importância do 
acompanhamento de um fisioterapeuta nas escolas), sendo sua incidência maior 
no sexo masculino. (MARQUES, 2009; BARROS FILHO; BASILE JUNIOR, 
1997). 
 
 CIFOSE DE SCHEUERMANN 
 
: . 
 
 
Esta afecção é diagnosticada principalmente pelo exame radiológico, que 
mostra uma cifose maior que 45o, sua etiologia é desconhecida. Os pacientes 
tem idade entre 12 e 17 anos, sendo a queixa principal má postura, cansaço e 
às vezes dor ao nível da cifose. Existe também um aumento da lordose lombar 
e uma retração dos músculos isquiotibiais e peitorais maiores. Em cerca de 30% 
http://www.drviniciusbenites.com.br/procedimentos/visualizar/4
Fisioterapia ortopédica e traumatológica 
 
45 
www.estetus.com.br 
dos casos há uma leve escoliose associada. O tratamento conservador é o mais 
frequente, que deve ser realizado somente durante a fase de crescimento do 
paciente, pois é impossível a correção da deformidade por esse meio após o 
término do seu crescimento. 
O tratamento baseia-se no uso de um colete chamado Milwaukee, usado 
24 horas por dia, podendo ser retirado por 1 hora para higiene e descanso do 
paciente. Os tratamentos cirúrgicos são exceções, indicado somente em casos 
de muita dor intratável, pois tem alta morbidade e poucos benefícios. Além disso, 
esta doença, mesmo quando não tratada possui uma evolução benigna. 
(BARROS FILHO; BASILE JUNIOR, 1997). 
 
 
OSTEOPOROSE 
 
Osteoporose significa ”ossos porosos”, essa doença resulta em uma 
acentuada diminuição na quantidade total de osso no esqueleto, sendo que a 
reabsorção óssea é o fator de desequilíbrio mais importante (FIGURA 27). Os 
fatores etiológicos na produção de osteoporose incluem distúrbios hormonais, 
desuso e sensibilidade, sendo que em alguns pacientes dois ou mais fatores 
podem estar combinados. 
Normalmente esse processo inicia-se na faixa de 33 a 40 anos, ele é lento, 
e sua incidência é maior em mulheres, principalmente após a menopausa, devido 
à diminuição da produção de estrógeno. A perda óssea é um processo indolor, 
até que a fratura ocorra. Após a menopausa a maioria das mulheres corre o risco 
de desenvolver osteoporose, sendo que algumas características do estilo de vida 
de cada uma pode aumentá-lo, como a falta de exercícios, álcool e fumo. 
(MARQUES, 2009; SALTER, 1985). 
Os métodos radiológicos normais só conseguem detectar a osteoporose 
depois que já ocorreu de 20% a 30% de perda óssea, por esse motivo é indicado 
um exame mais específico, denominado densitometria, que é capaz de detectar 
perda óssea de até 1%. (MARQUES, 2009). 
OSTEOPOROSE 
Fisioterapia ortopédica e traumatológica 
 
46 
www.estetus.com.br 
 
. 
 
A Organização Mundial da Saúde (OMS) classifica quais as pessoas que 
podem ser indicadas para realizar a densitometria, são elas: toda mulher com 
deficiência de estrógeno, pacientes com anormalidades vertebrais ao raio-X, que 
fazem terapia utilizando glicocorticoides em longo prazo, que estão em 
tratamento para a osteoporose e precisam monitorar as alterações de massa 
óssea, entre outros. (MARQUES, 2009). 
Segundo Reinaldo (2009), para o tratamento desta afecção o mais 
importante é o diagnóstico precoce, porém algumas medidas preventivas podem 
ser realizadas, como por exemplo: 
http://www.seres.org.pt/categoria/conteudo/id/35
Fisioterapia ortopédica e traumatológica 
 
47 
www.estetus.com.br 
▪ alimentação equilibrada e rica em cálcio; 
▪ prática de exercícios físicos; 
▪ banhos de sol nos horários benéficos à pele; 
▪ não fumar e ingerir álcool ou café; 
▪ ter um acompanhamento médico com certa periodicidade. 
 
 
PUBEÍTE 
 
A pubeíte ou pubalgia é uma afecção dolorosa que ocorre na sínfise 
púbica ou na origem da musculatura adutora e pode piorar progressivamente 
com esforço físico (FIGURA 28). A pubalgia é uma afecção muito comum no 
meio esportivo (principalmente jogadores de futebol e corredores), sendo muito 
rara a sua ocorrênciaem pessoas que não praticam esportes. (BRIDI 
QUIROPRAXIA, 2013). 
Sua principal característica é o desgaste da sínfise púbica (articulação 
localizada na parte anterior da bacia), decorrente de um desequilíbrio muscular 
da bacia e todo membro inferior. (MARQUES, 2009). 
Manifesta-se inicialmente por dor na região afetada. Nessa fase ela pode 
ser confundida com outras doenças, como a hérnia inguinal e lesão muscular do 
adutor (virilha). São necessários exames complementares para esclarecimento 
e diagnóstico, como raio-X, ressonância magnética ou tomografia. (MARQUES, 
2009). 
 
PUBEÍTE 
Fisioterapia ortopédica e traumatológica 
 
48 
www.estetus.com.br 
 
http://maratonismo.blogs.sapo.pt/1423.html 
 
 
 
No caso da pubeíte crônica, as causas são o encurtamento dos músculos 
posteriores da coxa, a sobrecarga à musculatura adutora da coxa e a fraqueza 
dos abdominais. (BRIDI QUIROPRAXIA, 2013). Segundo Bridi Quiropraxia 
(2013), a sintomatologia pode apresentar-se em quatro estágios evolutivos: 
 
I. A dor aparece após um jogo; 
II. A dor aparece durante um jogo; 
III. A dor aparece no início da atividade física; 
IV. A dor desencadeia-se em repouso e aos mínimos movimentos. 
 
 
O tratamento inicial se dá com o afastamento do indivíduo ou atleta do 
esporte por um período de aproximadamente 2 a 4 semanas, com a utilização 
de anti-inflamatórios não hormonais prescritos por um médico e a fisioterapia 
http://maratonismo.blogs.sapo.pt/1423.html
Fisioterapia ortopédica e traumatológica 
 
49 
www.estetus.com.br 
como coadjuvante na melhora da dor. (MARQUES, 2013). 
 
OSTEOARTROSE DO QUADRIL 
 
A osteoartrose é uma doença que atinge a cartilagem articular, porém a 
progressão pode envolver também a cápsula, membrana sinovial e osso, esta 
afecção não é sistêmica, ou seja, somente as articulações são afetadas. 
(DOWNIE, 1981). Nas radiografias observa-se: diminuição do espaço articular, 
esclerose do osso subcondral, cistos ósseos, formação osteofitária nas margens 
articulares, irregularidades nas superfícies articulares, anquilose óssea, entre 
outros. (DOWNIE, 1981). 
 
OSTEOARTROSE 
 
Fisioterapia ortopédica e traumatológica 
 
50 
www.estetus.com.br 
http://www.drosmarsaude.com/desgaste-na-cartilagem-do-quadril-pode- 
provocar-osteoartrose 
http://www.drosmarsaude.com/desgaste-na-cartilagem-do-quadril-pode-
Fisioterapia ortopédica e traumatológica 
 
51 
www.estetus.com.br 
Segundo Downie (1981), os principais sintomas são: 
 
 
 dor; 
 incapacidade; 
 deformidade articular e perda da função. 
 
Essa afecção é bastante comum e afeta a maioria das articulações que 
suportam muito peso, bilateralmente, sendo que a incidência é similar nos dois 
sexos, apesar das lesões serem diferentes. (DOWNIE, 1981). A osteoartrose 
especificamente de quadril é uma doença muito comum na população adulta de 
meia-idade e idosa (sobretudo acima dos 65 anos). 
Nela ocorre o desgaste da articulação do quadril, mais especificamente 
da cavidade articular. A osteoartrose de quadril em sua maioria não apresenta 
uma causa específica, podendo ser consequência de outras doenças como 
defeitos congênitos do quadril, artrite reumatoide, pós-traumatismos, etc. 
(MARQUES, 2009). Os primeiros sintomas dessa afecção são desconforto na 
região inguinal, nádega, coxa e algumas vezes joelho, aumentando com 
atividade física e melhorando com repouso. Com o passar do tempo a dor se 
intensifica e ocorre a rigidez, não apresentando melhora mesmo com repouso. 
(MARQUES, 2009; DOWNIE, 1981). 
De acordo com Downie (1981), as incapacidades do paciente com esta 
afecção podem incluir: 
 
• colocação de sapatos e meias; 
• cortar as unhas dos dedos dos pés; 
• levantar ou sentar na cama, cadeira ou vão sanitário; 
• subir escadas, entrar ou sair do banho. 
 
Segundo Marques (2009), o tratamento pode ser conservador ou 
cirúrgico. Nos casos onde não é necessária a realização de cirurgia, deve-se 
seguir um rigoroso protocolo: 
 
Fisioterapia ortopédica e traumatológica 
 
52 
www.estetus.com.br 
• evitar esportes de impacto; 
• subir escadas e carregar peso; 
• fazer um programa de fisioterapia, praticar atividades físicas 
moderadas, sem muito impacto, como natação ou hidroterapia e 
• utilizar, quando necessário e com prescrição médica, anti-
inflamatórios não esteroides. 
 
 
FRATURAS DO QUADRIL 
 
As fraturas na região do quadril ocorrem com mais frequência em idosos 
do sexo feminino, principalmente em indivíduos que também apresentem 
osteoporose e algumas vezes em casos de acidentes graves. Em sua maioria, o 
tratamento é cirúrgico, sendo o principal objetivo da cirurgia, fazer com que o 
paciente volte a retomar a marcha o mais breve possível, principalmente pelos 
riscos cardiorrespiratórios. 
As fraturas do quadril podem ser divididas em intracapsulares (mediais) e 
extracapsulares (laterais), sendo que as fraturas mediais são muito pobres em 
vascularização, o que pode levar a uma necrose da cabeça femoral (FIGURA 
30). (MARQUES, 2009). 
 
FRATURA DO COLO DO FÊMUR 
 
http://enfermeiropsf.blogspot.com.br/2010/02/fratura-do-colo-do- 
http://enfermeiropsf.blogspot.com.br/2010/02/fratura-do-colo-do-
Fisioterapia ortopédica e traumatológica 
 
53 
www.estetus.com.br 
femur.html 
 
As fraturas de quadril foram classificadas quanto à sua localização. As 
mediais foram caracterizadas por Garden como tipo I, II, III e IV, e as laterais por 
Tronzo em 4 tipos, 2 estáveis e 2 instáveis. (MARQUES, 2009). O tratamento 
clínico nas fraturas de quadril é sempre cirúrgico nos casos em que são instáveis 
ou que exista risco de necrose da cabeça do fêmur. Nas fraturas de Garden que 
tem tendência à necrose, indica-se a artroplastia de quadril, que pode ser total 
ou parcial. (MARQUES, 2009). 
 
FRATURAS TROCANTERIANAS 
 
Fraturas Intertrocantéricas 
 
A área entre o trocanter maior e o trocanter menor constitui a região 
intertrocantérica. Os trocanteres maior e menor são pontos de inserção dos 
músculos glúteo médio, glúteo máximo, ileopsoas e rotadores externos. Estas 
fraturas são extracapsulares. Nos adultos essas fraturas ocorrem devido a 
trauma de alto impacto. Nos idosos, a maioria delas ocorre devido a uma simples 
queda. (BUENO, 2013). 
O quadro clínico do paciente pode variar, sendo de dor intensa – com 
impossibilidade de deambulação – e dor moderada, na qual o paciente é capaz 
de deambular, dependendo se a fratura apresenta-se com ou sem desvio. As 
fraturas intertrocantéricas devem, em sua maioria, ser tratadas por meio de 
cirurgia, com urgência de no máximo 48 horas. 
Os tratamentos conservadores são restritos. Podem ser indicados para 
pacientes idosos que apresentam um estado de saúde com alto risco de 
mortalidade devido à anestesia ou à cirurgia propriamente dita, em casos 
também em que o paciente não deambule mais e a fratura não cause nenhum 
desconforto. (BUENO, 2013). 
 
Fraturas Subtrocantéricas 
 
A região subtrocantérica compreende o trocânter menor até a junção dos 
Fisioterapia ortopédica e traumatológica 
 
54 
www.estetus.com.br 
terços médios e proximal da diáfise femoral, também se trata de fraturas 
extracapsulares. Podem ser causadas por trauma de baixo impacto, em pessoas 
idosas que apresentem diagnóstico de osteoporose e em adultos com doenças 
ósseas. Traumas de alto impacto ocorrem somente em casos de acidentes 
automobilísticos, quedas de grandes alturas, lesões por arma de fogo, etc. 
Quanto aos sinais e sintomas, a principal deformidade observada é o desvio em 
varo causado pelos adutores. 
Outra característica é que o membro fraturado apresenta-se mais curto, 
com rotações a angulações anormais. (BUENO, 2013). Para esse tipo de fratura 
o tratamento cirúrgico é sempre a melhor opção. É realizado o tratamento 
conservador somente quando o paciente é muito idoso e/ou apresenta um alto 
risco de mortalidade devidoà anestesia e cirurgia. (BUENO, 2013). 
 
 
ATROPLASTIA TOTAL DE QUADRIL 
 
 
 
Nesta cirurgia ocorre a substituição da cabeça do fêmur e da cartilagem 
acetabular. Pode ser dividida em cimentada e não cimentada, onde cada 
indicação dependerá da idade, tipo de artrose, característica do osso, qualidade 
de vida do paciente, entre outros. (MARQUES, 2013). 
 
 
Atroplastia total de Quadril Cimentada 
 
É a substituição da cabeça do fêmur e cartilagem acetabular por próteses 
que fixam o osso por intermédio de um cimento ósseo denominado 
polimetilmetacrilato (FIGURA 31). É indicada para pacientes que apresentam 
qualidade de vida óssea ruim, independente da idade cronológica. (MARQUES, 
2009). 
 
 
ARTROPLASTIA TOTAL DE QUADRIL CIMENTADA 
Fisioterapia ortopédica e traumatológica 
 
55 
www.estetus.com.br 
 
. 
 
 
Atroplastia Total de Quadril Não Cimentada 
 
Nesse tipo de cirurgia não se utiliza cimento ósseo para a fixação dos 
componentes. Após o encaixe da prótese haverá crescimento ósseo ao redor do 
implante, onde ocorrerá a amarração. Também são chamados de implantes de 
fixação biológica e são indicados para pacientes que apresentam boa qualidade 
óssea. (MARQUES, 2009). 
 
Objetivos Fisioterapêuticos 
 
Os principais objetivos fisioterapêuticos são: reduzir o quadro álgico e 
edema, manter o tônus muscular e a integridade articular, melhorar a circulação 
local e promover uma reeducação funcional do membro. (MARQUES, 2009). 
 
Tratamento Fisioterapêutico 
 
http://fisioterapiaortopedia.blogspot.com.br/2010/07/artroplastia-total-do-
http://fisioterapiaortopedia.blogspot.com.br/2010/07/artroplastia-total-do-
Fisioterapia ortopédica e traumatológica 
 
56 
www.estetus.com.br 
Segundo Marques (2009), o tratamento fisioterapêutico é dividido em 
algumas fases que serão listadas detalhadamente a seguir: 
 
Pós-operatório imediato 
 
• Paciente posicionado no leito em decúbito dorsal (FIGURA 32); 
• MMII elevados a 10 cm e abduzidos em torno de 15o pelo apoio 
abdutor ou travesseiro, colocado desde o centro cirúrgico, o que 
evita a adução e rotação interna; 
• Exercícios ativos de dorsiflexão e plantiflexão de tornozelo para 
auxílio do retorno venoso; 
• Exercícios respiratórios para evitar complicações pulmonares. 
Fisioterapia ortopédica e traumatológica 
 
57 
www.estetus.com.br 
DECÚBITO DORSAL 
 
 
 
 
. 
 
 
 
 
Primeiro pós-operatório 
 
 
 
 Mesmo posicionamento do P.O imediato; 
 Evitar movimentos de rotação do quadril, trabalhando somente com 
exercícios isométricos 
 Cabeceira a 45o, iniciam-se exercícios isométricos para 
fortalecimento de quadríceps; 
 Exercícios ativos de dorsiflexão e plantiflexão, com exercícios 
ativorresistidos, trabalhando também tríceps sural. 
 
 
 
Segundo pós-operatório 
 
• Manter os exercícios do primeiro P.O; 
http://cienciasmorfologicas.webnode.pt/introdu%C3%A7%C3%A3o%20a%20anatomia/posi%C3%A7
http://cienciasmorfologicas.webnode.pt/introdu%C3%A7%C3%A3o%20a%20anatomia/posi%C3%A7
Fisioterapia ortopédica e traumatológica 
 
58 
www.estetus.com.br 
• Paciente em decúbito lateral, com região poplítea apoiada, podem-
se iniciar exercícios isométricos para isquiotibiais. 
 
Terceiro pós-peratório 
 
 
• Manter exercícios anteriores; 
• Transferir o paciente para uma cadeira reclinável a 45o; 
• Na cadeira, realizar exercícios de flexoextensão de joelho, 
fortalecimento de quadríceps e amplitude de joelhos, preparando o 
paciente para a deambulação. 
 
 
Quarto pós-operatório 
 
• Manter exercícios anteriores; 
• Colocar o paciente em decúbito ventral para a realização de 
exercícios ativoassistido da musculatura extensora do quadril; 
• Colocar o paciente em posição ortostática com ajuda de um andador, 
sem realização de descarga de peso do lado operado. 
 
 
Quinto pós-operatório 
 
• Manter conduta anterior; 
• Paciente na posição ortostática, realizar exercícios de flexão, 
extensão, adução, abdução e circundação com o membro operado, 
lembrando que o limite de flexoextensão é de 45o; 
• Exercícios de transferência de peso de um membro para o outro, 
sempre com ajuda do fisioterapeuta, lembrando que a carga de peso 
no membro operado deve ser mínima. 
 
Orientações após alta hospitalar 
Fisioterapia ortopédica e traumatológica 
 
59 
www.estetus.com.br 
 
 
 
• Realizar em casa os exercícios aprendidos; 
• Não cruzar as pernas; 
• Não sentar em sofás ou cadeiras baixas; 
• Quando sentado não flexionar o tronco; 
• Ao dormir colocar um travesseiro entre as pernas para manter a 
abdução, durante aproximadamente 8 a 12 semanas. 
 
 
MANTER A ABDUÇÃO QUANDO DEITADO 
 
http://blog.colchoesgazin.com.br/melhor-dormir-de-lado/>. 
http://blog.colchoesgazin.com.br/melhor-dormir-de-lado/
Fisioterapia ortopédica e traumatológica 
 
60 
www.estetus.com.br 
PATOLOGIAS NAS ARTICULAÇÕES E TENDÕES 
 
Bursite 
 
Bursas são sacos revestidos de tecidos sinoviais que contêm líquido 
sinovial e apresentam-se nos locais onde ocorre a fricção entre tendões e ossos 
(FIGURA 34). Como resultado da repetida e excessiva fricção, a bursa pode 
desenvolver inflamação (bursite por fricção), como o joanete. Alterações 
degenerativas e a calcificação de um tendão subjacente podem irritar a bursa 
que está no local e produzir uma bursite química, um exemplo é a bursite 
subacromial. Infecções da bursa por organismos piogênicos ou granilomatosos 
resultam em uma bursite séptica ou infecciosa, que embora seja inicialmente 
aguda, pode se tornar crônica. (SALTER, 1985). 
BURSA 
 
. 
http://www.saudeemmovimento.com.br/conteudos/conteudo_frame.asp?cod_noticia=750
http://www.saudeemmovimento.com.br/conteudos/conteudo_frame.asp?cod_noticia=750
Fisioterapia ortopédica e traumatológica 
 
61 
www.estetus.com.br 
Tendinite 
 
 
 
Os tendões são fibras resistentes agrupadas que estão entre os músculos 
e o osso. Em alguns casos esses tendões podem sofrer algum tipo de 
inflamação, causando a tendinite (FIGURA 35), que pode ter causas mecânicas 
e químicas. (LOUREDO, 2013). 
 
 
TENDINITE DE COTOVELO 
 

Mais conteúdos dessa disciplina