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<p>CENTRO UNIVERSITÁRIO PRESIDENTE ANTONIO CARLOS</p><p>MEDICINA</p><p>CLÍNICAS INTEGRADAS I</p><p>TECNOLOGIA DE INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO – SEMANA 3</p><p>IGOR NUNES DE FREITAS</p><p>ARAGUAÍNA</p><p>2024</p><p>A dismenorreia é caracterizada por cólicas menstruais dolorosas que ocorrem antes ou</p><p>durante o período menstrual. A cólica ocorre durante a descamação endometrial, as células</p><p>endometriais liberam prostaglandinas, que são responsáveis pelas contrações miometriais, no</p><p>início da menstruação. As mulheres com dismenorreia mais intensa apresentam níveis mais altos</p><p>de prostaglandinas no líquido menstrual, principalmente durante os dois primeiros dias de</p><p>menstruação. Existem dois principais tipos de dismenorreia: primária e secundária. Ambos os</p><p>tipos apresentam diferenças em relação à idade, apresentação clínica e resposta ao tratamento.</p><p>Dismenorreia Primária:</p><p>• Idade: Geralmente começa na adolescência, logo após a menarca (primeira menstruação)</p><p>e pode persistir até a idade adulta.</p><p>• Apresentação Clínica: A dor é geralmente caracterizada por cólicas na região pélvica</p><p>inferior, que podem irradiar para a região lombar e coxas. A dor começa um ou dois dias</p><p>antes do início da menstruação e pode durar de 2 a 3 dias.</p><p>• Resposta ao Tratamento: A dismenorreia primária costuma responder bem a medidas de</p><p>autocuidado, como repouso, aplicação de calor na região pélvica, exercícios leves, uso de</p><p>analgésicos de venda livre (como ibuprofeno e naproxeno) e contraceptivos hormonais.</p><p>Mudanças no estilo de vida e técnicas de relaxamento também podem ser eficazes.</p><p>Dismenorreia Secundária:</p><p>• Idade: Pode ocorrer em qualquer idade após a menarca e geralmente está associada a</p><p>condições médicas subjacentes.</p><p>• Apresentação Clínica: A dor pode ser mais intensa e duradoura em comparação com</p><p>a dismenorreia primária. Pode estar associada a doenças ginecológicas, como</p><p>endometriose, miomas uterinos, infecções pélvicas ou aderências.</p><p>• Resposta ao Tratamento: O tratamento da dismenorreia secundária está diretamente</p><p>relacionado à causa subjacente. Por exemplo, se a endometriose for a causa, opções</p><p>de tratamento podem incluir medicamentos anti-inflamatórios não esteroides</p><p>(AINEs), contraceptivos hormonais, cirurgia laparoscópica para remover tecido</p><p>endometrial ectópico ou outras intervenções específicas para a condição subjacente.</p><p>Correlação teórico-prática:</p><p>Na prática médica, essa compreensão sobre a dismenorreia é essencial para realizar um</p><p>diagnóstico diferencial adequado. Os médicos precisam avaliar cuidadosamente a história clínica,</p><p>os sintomas, realizar exames físicos e, se necessário, solicitar exames complementares para</p><p>identificar a causa subjacente da dismenorreia. Além disso, realizar a abordagem de tratamento</p><p>mais adequada com base na gravidade da dor, na idade da paciente, nas preferências pessoais e</p><p>na presença de condições médicas subjacentes.</p><p>REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</p><p>PINHO, Liziane Estrela Estrela et al. Terapia manual no tratamento da dismenorreia</p><p>primária: revisão sistemática. Revista pesquisa em fisioterapia, v. 7, n. 2, p. 224- 232, 2017.</p><p>ALVES, Thais Piola et al. Dismenorreia: diagnóstico e tratamento. Revista Científica da</p><p>Faculdade de Educação e Meio Ambiente, v. 7, n. 2, p. 1-12, 2016.</p>

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