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<p>A madeira é um dos materiais mais antigos utilizados na construção civil. Não</p><p>sendo muito usuais nos dias atuais, as estacas de madeira desempenharam</p><p>um papel importante para a execução de fundações de muitas edificações</p><p>construídas no passado. Antes do advento do concreto e do aço, este tipo de</p><p>estaca era muito utilizada em diversos tipos de construção, como pontes e</p><p>edifícios.</p><p>As estacas de madeira são classificadas como estacas de deslocamento, pois</p><p>sua introdução no solo é através de um processo que não promove a retirada</p><p>de solo. Estas estacas são troncos retilíneos de madeira resistente e possuem</p><p>boa capacidade de carga.</p><p>Fonte: https://engenhariaconcreta.com/estacas-de-madeira/</p><p>No Brasil, a madeira mais empregada é o eucalipto, principalmente como</p><p>fundação de obras provisórias. Para obras definitivas tem-se usado as</p><p>denominadas “madeiras de lei”, como a peroba rosa, a aroeira, a</p><p>maçaranduba, o ipê, braúna e outras.</p><p>A madeira tem duração praticamente ilimitada quando mantida</p><p>permanentemente submersa. Entretanto, quando submetida à variação de nível</p><p>d’água apodrece por ação de fungos aeróbios que se desenvolvem no</p><p>ambiente água-ar.</p><p>A cravação por percussão é o processo mais utilizado, utilizando-se para tanto</p><p>pilões de queda-livre ou automáticos.</p><p>As principais vantagens das estacas de madeira de são:</p><p>• Baixo custo, em lugares em que se tem fácil acesso ao material.</p><p>• São leves e fáceis de transportar.</p><p>https://engenhariaconcreta.com/estacas-de-madeira/</p><p>• Facilidade em fazer emendas, proporcionando o alcance de uma boa</p><p>profundidade sem comprometer o funcionamento estrutural da mesma.</p><p>• Possui um grande período de vida útil quando trabalham submersas. Em</p><p>fundações antigas, na condição especificada, as estacas se apresentam</p><p>quase que intactas após muitos anos de utilização.</p><p>As principais desvantagens das estacas de madeira de são:</p><p>• As estacas de madeira não devem ser utilizadas em ambientes com</p><p>variação do nível do lençol freático, isto é, só devem ser utilizadas em</p><p>ambientes submersos. Esta variação do nível de água favorece o</p><p>apodrecimento da madeira com o surgimento de fungos aeróbicos.</p><p>• Este tipo de estaca é mais frágil durante o processo de cravação. Caso</p><p>o executor não tenha a experiência e o cuidado necessário é possível</p><p>estragar a cabeça da estaca durante a cravação.</p><p>• Em regiões onde este recurso não é tão disponível o custo da estaca de</p><p>madeira pode ser alto e similar aos outros tipos de estaca.</p><p>Para a utilização de estacas de madeira alguns cuidados devem ser tomados:</p><p>• Os troncos de madeira devem ter diâmetro mínimo de 15 cm na base e</p><p>de 25 cm no topo, para preservar a estaca durante a cravação.</p><p>• Durante a cravação da estaca em solos mais resistentes é necessário</p><p>que a ponta da estaca seja protegida com ponteira de aço para evitar</p><p>que a mesma seja danificada.</p><p>• Utilizar proteção no topo da estaca durante a cravação, evitando assim</p><p>que o topo da estaca seja comprometido durante a execução.</p><p>• A escolha do processo de cravação. Este tipo de estaca pode ser</p><p>cravada por meio da percussão, prensagem ou vibração. Esta escolha</p><p>deve levar em consideração a disponibilidade de equipamentos, boas</p><p>condições e segurança das edificações do entorno e disponibilidade</p><p>financeira da obra.</p><p>Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=i8JKfqSWvS4</p><p>Segundo ALONSO (1996) a carga (axial) estrutural de estacas de madeira,</p><p>depende da seção média da estaca, bem como do tipo de madeira empregada,</p><p>e sugere, como ordem de grandeza, para carga admissível (força axial</p><p>estrutural máxima dividida por um coeficiente de segurança) os valores</p><p>apresentados abaixo</p><p>Fonte: http://www.set.eesc.usp.br/static/media/producao/2005DO_AlexandreJo</p><p>sedeSoaresMina.pdf</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=i8JKfqSWvS4</p><p>http://www.set.eesc.usp.br/static/media/producao/2005DO_AlexandreJosedeSoaresMina.pdf</p><p>http://www.set.eesc.usp.br/static/media/producao/2005DO_AlexandreJosedeSoaresMina.pdf</p><p>Os diâmetros comercialmente existentes variam de 10cm a 40cm</p><p>Com relação aos métodos de cálculo, os métodos semi-empíricos, baseados</p><p>em ensaios in situ, são os mais utilizados.</p><p>O método de Aoki-Velloso foi elaborado considerando correlações com o</p><p>ensaio CPT, porém como não é muito utilizado no Brasil, o valor de da</p><p>resistência de ponta qc, pode ser substituído por uma correlação com o NSPT</p><p>através de um fator k, que depende do tipo de solo. Os fatores F1 e F2 são</p><p>fatores correção de escala devido a diferença do comportamento entre a</p><p>estaca e o ensaio do cone e a influência do método executivo, tipo de estaca.</p><p>O método de Décourt-Quaresma (1978) e atualizado por Décourt (1996), leva</p><p>em consideração o NSPT e introduz os fatores à resistência lateral e de ponta,</p><p>respectivamente para a utilização da equação para o uso em estacas</p><p>escavada, estaca hélice contínua, estaca raiz e estacas injetadas sob pressão,</p><p>uma vez que o método foi elaborado com base em resultado de provas de</p><p>cargas executados em estacas pré moldadas e estaca Franki.</p><p>Recomendamos que sempre, ao necessitar executar uma estaca ou um</p><p>projeto de fundações, consulte um Engenheiro Civil especializado em</p><p>Geotecnia e execute em primeiro lugar uma sondagem para conhecimento das</p><p>camadas e resistência do solo.</p>