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<p>1</p><p>ESTRATÉGIA LOGÍSTICA</p><p>1</p><p>SUMÁRIO</p><p>1. INTRODUÇÃO ...................................................................................................... 4</p><p>2. LOGÍSTICA ESTRATÉGICA ................................................................................ 5</p><p>3. GESTÃO DE LOGÍSTICA ESTRATÉGICA ........................................................... 6</p><p>3.1 Planejamento Estratégico ..................................................................... 6</p><p>3.2 Redução de Custos .............................................................................. 6</p><p>3.3 Logística Enxuta ................................................................................... 7</p><p>3.4 Gerenciamento de Riscos .................................................................... 7</p><p>3.5 Respostas Rápidas .............................................................................. 7</p><p>3.6 Logística Integrada ............................................................................... 8</p><p>3.7 Melhorias Contínuas............................................................................. 8</p><p>5. Tecnologia na logística estratégica ..................................................................... 10</p><p>5.1 10</p><p>Inteligência Artificial ............................................................................................ 10</p><p>5.2 Machine Learning ............................................................................... 11</p><p>5.3 Big Data .............................................................................................. 11</p><p>5.4 Rastreamento ..................................................................................... 11</p><p>5.5 Apps de logística ................................................................................ 12</p><p>6. LOGÍSTICA ESTRATÉGICA E OS RESULTADOS DAS OPERAÇÕES ............ 13</p><p>6.1 13</p><p>Ganho em Eficiência ........................................................................................... 13</p><p>6.2 Aumento da qualidade dos produtos e serviços ................................. 13</p><p>6.3 Elevação da satisfação dos clientes ................................................... 14</p><p>Criação de vantagem competitiva ....................................................................... 14</p><p>7. A OBTENÇÃO E MANUTENÇÃO DE VANTAGENS COMPETITIVAS .............. 15</p><p>8. TIPOS DE ESTRATÉGIAS LOGÍSTICAS ........................................................... 18</p><p>8.1 18</p><p>2</p><p>Liderança nos Custos ......................................................................................... 18</p><p>8.2 Diferenciação ..................................................................................... 19</p><p>8.3 Inovação ............................................................................................. 19</p><p>8.4 Parceria .............................................................................................. 20</p><p>8.5 Expansão ........................................................................................... 20</p><p>8.6 Diversificação ..................................................................................... 21</p><p>9. ESTRATÉGIAS LOGÍSTICAS X VANTAGEM COMPETITIVA ........................... 22</p><p>10. A IMPORTÂNCIA DA PARTICIPAÇÃO DE UM SISTEMA LOGÍSTICO ............ 24</p><p>11. POSICIONAMENTO LOGÍSTICO ...................................................................... 26</p><p>11.1 Planejamento Logístico ...................................................................... 28</p><p>11.2 Decisões de Puxar Versus Empurrar os Produtos ............................. 31</p><p>12. ESTRATÉGIAS DE LOGÍSTICA PARA E-COMMERCE .................................... 34</p><p>12.1 A principal Razão Para Abandonarem seu Carrinho: Logística e Entrega</p><p>34</p><p>12.2 Calcular o Peso Cubado ..................................................................... 34</p><p>12.3 Negociar com as Transportadoras ..................................................... 35</p><p>REFERÊNCIAS ......................................................................................................... 42</p><p>3</p><p>FACULESTE</p><p>A história do Instituto FACULESTE, inicia com a realização do sonho de um</p><p>grupo de empresários, em atender a crescente demanda de alunos para cursos de</p><p>Graduação e Pós-Graduação. Com isso foi criado a FACULESTE, como entidade</p><p>oferecendo serviços educacionais em nível superior.</p><p>A FACULESTE tem por objetivo formar diplomados nas diferentes áreas de</p><p>conhecimento, aptos para a inserção em setores profissionais e para a participação</p><p>no desenvolvimento da sociedade brasileira, e colaborar na sua formação contínua.</p><p>Além de promover a divulgação de conhecimentos culturais, científicos e técnicos</p><p>que constituem patrimônio da humanidade e comunicar o saber através do ensino,</p><p>de publicação ou outras normas de comunicação.</p><p>A nossa missão é oferecer qualidade em conhecimento e cultura de forma confiável</p><p>e eficiente para que o aluno tenha oportunidade de construir uma base profissional e</p><p>ética. Dessa forma, conquistando o espaço de uma das instituições modelo no país</p><p>na oferta de cursos, primando sempre</p><p>4</p><p>1. INTRODUÇÃO</p><p>A estratégia de logística comercial consiste no planejamento, implementação</p><p>e controle das redes que ligam a empresa ao consumidor final, por onde fluem</p><p>fisicamente os produtos comercializados e a informação requerida, de tal forma que,</p><p>chegando ao máximo o nível de serviço e ao mínimo o nível de custo, otimize-se o</p><p>objetivo da estratégia integrada de comercialização.</p><p>Entendemos por logística de produção o movimento físico do produto, desde</p><p>seus estados iniciais de matériaprima e materiais até o final do seu processo de</p><p>fabricação, no que se refere à planificação, implementação e controle dos estoques</p><p>intermédios do produto em processo, estoque de matéria-prima e materiais,</p><p>organização de depósitos de produtos em processo, matérias-primas e materiais,</p><p>localização destes depósitos, localização de plantas e depósitos intermédios, etc.</p><p>Entendemos por função de logística de comercialização, como a enfocamos</p><p>anteriormente, o movimento físico do produto terminado, desde a(s) planta(s) e</p><p>depositeis), até as mãos do consumidor final, no que se refere a planejamento,</p><p>implementação e controle da estrutura e operações de distribuição. Ou seja, qual é o</p><p>processo eficiente que permita dispor o produto correto, no lugar adequado e no</p><p>momento preciso.</p><p>Evidentemente, nosso enfoque deve consistir em integrar funções, tais como</p><p>seleção de canais de distribuição, localização de depósitos, processamento de</p><p>informação e serviços ao cliente, gestão de estoques e quase todas as funções que</p><p>até agora têm sido dirigidas separadamente (mesmo que tal manejo fosse eficiente).</p><p>Por outro lado, o estreito vínculo de todas estas atividades pode ser analisado</p><p>através de um critério formalizador e até talvez normativo, já que se conta com uma</p><p>bateria muito completa de modelos matemáticos de enorme utilidade prática para a</p><p>tomada deste tipo de decisões.</p><p>5</p><p>As atividades ou funções integradas pela estratégia de logística são aquelas</p><p>que permitem, por sua correta compaginação, construir a ponte entre a empresa,</p><p>que opera numa economia dinâmica mediante um ou mais produtos elaborados por</p><p>uma ou mais plantas, e seus respectivos mercados.</p><p>2. LOGÍSTICA ESTRATÉGICA</p><p>O conceito de logística estratégica não é novo, apesar de muitas empresas</p><p>ainda não investirem o suficiente nessa ideia. Ainda que ela extrapole o patamar</p><p>operacional, é necessário amadurecer as questões relacionadas para alavancar os</p><p>resultados organizacionais.</p><p>Para que obtenha o crescimento esperado e para que o negócio continue</p><p>fluindo e aparecendo no mercado, não basta apenas que a empresa busque um</p><p>excelente resultado operacional. Correr atrás apenas da lucratividade sem melhorar</p><p>a competitividade</p><p>é uma estratégia que já se mostra ultrapassada.</p><p>Pensando no potencial que essa gestão tem e em como ela pode revolucionar</p><p>as operações, resolvemos elaborar este artigo para explicar melhor o assunto.</p><p>A logística estratégica pode ser definida como o setor responsável por</p><p>elaborar e implementar ações voltadas para a otimização dos fluxos de</p><p>trabalho, redução de custos, criação de valor, elaboração de soluções diferenciadas</p><p>e obtenção de vantagem competitiva.</p><p>Por meio dela, as empresas conseguem manter o foco nas necessidades dos</p><p>clientes e no que precisa ser feito para satisfazê-las. Dessa forma, todas as</p><p>atividades são geridas e executadas de modo a gerar eficiência e oferecer</p><p>diferenciais aos produtos e serviços.</p><p>6</p><p>3. GESTÃO DE LOGÍSTICA ESTRATÉGICA</p><p>Para que a logística em uma empresa chegue ao patamar estratégico, não</p><p>basta ir além das rotinas operacionais. Nos tópicos abaixo, fizemos uma relação de</p><p>alguns aspectos que são indispensáveis.</p><p>3.1 Planejamento Estratégico</p><p>O planejamento é a base de qualquer atividade bem-sucedida. Por meio dele,</p><p>são definidos os objetivos, as metas e quais ações devem ser adotadas para que se</p><p>alcance o que foi proposto.</p><p>Isso quer dizer que, nesse caso, deve-se pensar além das operações de estoque e</p><p>transporte, por exemplo, e começar a elaborar estratégias e alternativas para que</p><p>a logística proporcione ganhos para o desempenho organizacional.</p><p>Em outras palavras, consiste na definição de ações voltadas para a redução</p><p>de custos, a criação de valor e de diferenciais competitivos, entre outros pontos.</p><p>1. 3.2 Redução de Custos</p><p>A redução de custos é um dos aspectos mais básicos da logística estratégica. Para</p><p>que a transformação ocorra e a empresa possa se beneficiar disso, é necessário</p><p>pensar em ações que ajudem a diminuir os dispêndios, ao mesmo tempo em que se</p><p>gera eficiência nos processos.</p><p>Para se chegar a essa redução, vale a pena considerar alguns pontos, como:</p><p> Eliminação (ou redução) de desperdícios;</p><p> Redução dos níveis de estoque;</p><p>7</p><p> Eliminação de tarefas desnecessárias (que não agregam valor);</p><p> Otimização dos fluxos de trabalho.</p><p>Vale lembrar que, ao diminuir os gastos, a empresa ganha aumentando a margem</p><p>de lucro ou, então, oferecendo preços mais atraentes para os seus clientes e</p><p>alavancando o faturamento.</p><p>2. 3.3 Logística Enxuta</p><p>A logística enxuta é baseada no sistema de produção enxuta, criado pela</p><p>Toyota. O objetivo é eliminar qualquer desperdício que ocorra na operação e</p><p>promover ganho de eficiência nas atividades.</p><p>Para isso, deve-se colocar em prática algumas ações, como:</p><p> Mapeamento dos processos;</p><p> Identificação de falhas;</p><p> Elaboração de soluções eficazes;</p><p> Monitoramento dos resultados.</p><p>3. 3.4 Gerenciamento de Riscos</p><p>O gerenciamento de riscos é um ponto fundamental para minimizar os pontos</p><p>fracos e as ameaças que podem comprometer os resultados das operações. Ele</p><p>consiste na identificação dos riscos envolvidos nos processos e na definição de</p><p>ações que podem ajudar a eliminá-los ou minimizar os impactos.</p><p>Essa tarefa ajuda a aumentar a previsibilidade dos resultados, a elaborar</p><p>cenários — pessimista, realista e otimista — que podem acontecer e a identificar</p><p>como a equipe deve se comportar diante de cada um deles.</p><p>4. 3.5 Respostas Rápidas</p><p>Tendo em vista que os mercados estão cada vez mais competitivos, ao</p><p>mesmo tempo em que os clientes se tornaram mais exigentes, oferecer respostas</p><p>rápidas é o melhor caminho para se destacar.</p><p>8</p><p>Isso diz respeito tanto aos processos internos quanto à forma como os</p><p>consumidores são atendidos e têm as suas demandas solucionadas. Porém, para</p><p>que isso seja possível, deve-se ter um fluxo de informações bem estruturado,</p><p>estimular o compartilhamento de dados e manter a comunicação fluida entre todas</p><p>as áreas — alcançando a sinergia.</p><p>5. 3.6 Logística Integrada</p><p>A logística integrada consiste no esforço para integrar processos, pessoas,</p><p>setores e, até mesmo, os parceiros de negócio envolvidos na mesma cadeia</p><p>logística. Aqui, entramos no mesmo assunto do tópico anterior e ressaltamos a</p><p>importância de a comunicação ser clara, constante e fluida.</p><p>A partir daí, todos os envolvidos conseguem monitorar o status das</p><p>atividades, ainda que elas não tenham se iniciado dentro do fluxo — em outras</p><p>palavras, é possível fornecer um prazo de entrega para o cliente mesmo quando os</p><p>produtos ainda nem saíram do fornecedor — tudo graças à confiabilidade dos</p><p>processos e ao compartilhamento das informações.</p><p>Dessa forma, consegue-se planejar com mais eficiência, alcançar a sinergia</p><p>entre todos os envolvidos e promover resultados ainda mais satisfatórios, de uma</p><p>ponta a outra da cadeia de abastecimento.</p><p>6. 3.7 Melhorias Contínuas</p><p>A adoção de uma rotina de melhorias contínuas depende da avaliação</p><p>constante dos processos e da identificação de pontos que podem ser aprimorados.</p><p>Com ela, as empresas se colocam no caminho da excelência e, constantemente,</p><p>desenvolvem soluções que contribuirão para otimizar as operações.</p><p>9</p><p> A AMPLIAÇÃO DO CAMPO DE ATUAÇÃO DA LOGÍSTICA</p><p>O campo de atuação da logística tem ampliado-se bastante, devido à</p><p>mudanças no mercado que têm intensificado a pressão competitiva, dentre as quais</p><p>podemos citar:</p><p> As empresas estão explorando fontes mais baratas de trabalho e material, para</p><p>assim conseguir penetrar na demanda de novos mercados. Todavia aproveitar estas</p><p>oportunidades levam à maior complexidade da cadeia logística (mais participantes na</p><p>cadeia, maior fluxo de informações e materiais, etc.).</p><p> Com o nível de informação dos consumidores aumentando, e ao mesmo tempo</p><p>estes sendo contemplados com um maior número de alternativas de oferta de um</p><p>determinado produto, cresce a demanda por produtos que tenham qualidade superior</p><p>e ao mesmo tempo preço baixo (competitivo).</p><p> A necessidade de estar de acordo com as mudanças de preferência do</p><p>consumidor, conduz a inovar rapidamente para manter-se a frente dos consumidores.</p><p> Tempos reduzidos de “lead-time” para reabastecimento levam as empresas a</p><p>terem menores estoques no sistema e aumentar a flexibilidade reduzindo custos.</p><p>Em frente à este quadro de intensa competição, a logística aumenta seu espectro de</p><p>ação, como pode ser visto no quadro abaixo:</p><p>Figura 1</p><p>10</p><p>Fonte: Key Words: estrategy, competitive advantage, costs reduction</p><p>4. Tecnologia na logística estratégica</p><p>A tecnologia deve ser vista como uma ferramenta para melhorar resultados,</p><p>reduzir falhas e aprimorar as atividades que empresa desempenha, principalmente</p><p>quando falamos em logística e todas as suas complexidades.</p><p>A logística estratégica se torna mais precisa se as pessoas responsáveis</p><p>escolherem os instrumentos certos para as atividades mais compatíveis.</p><p>Selecionamos abaixo algumas opções de utilização da tecnologia que podem</p><p>melhorar ainda mais a estratégia aplicada.</p><p>5.1 Inteligência Artificial</p><p>Tecnologias inteligentes já estão presentes em alto volume dentro das</p><p>indústrias. Elas têm como objetivo não apenas automatizar processos, mas torná-los</p><p>mais ágeis e automáticos por meio da tomada de decisão.</p><p>As análises tornam-se mais precisas por meio da IA dentro dos softwares que</p><p>fazem os cálculos de acordo com um conjunto de parâmetros. Isso ajuda a evitar</p><p>falhas e prever problemas. Além disso, os processos tornam-se mais capazes,</p><p>permitindo um aumento da produtividade.</p><p>Nas indústrias, por exemplo, podemos citar as máquinas a prova de erros,</p><p>que conseguem identificar se determinada peça está diferente do padrão. Com esse</p><p>11</p><p>parâmetro instalado, ela sozinha toma a decisão de parar a produção, ou de</p><p>descartar a peça, sem precisar que uma pessoa conduza o seu processo.</p><p>8. 5.2 Machine</p><p>Learning</p><p>Já pensou em uma máquina que toma decisões por conta própria? Essa é a</p><p>ideia principal do Machine Learning. O termo diz respeito a um conjunto de critérios,</p><p>parâmetros e um histórico de dados que permitem que as ferramentas possam</p><p>tomar pequenas decisões.</p><p>Um excelente exemplo é o cálculo de previsão de demandas que o sistema</p><p>MRP faz de acordo com o histórico de pedidos do cliente. Muitos sistemas enviam</p><p>de forma automática os pedidos aos fornecedores para a compra de componentes,</p><p>de acordo com os parâmetros de leadtime, tempo de trânsito e estoque de</p><p>segurança previamente definido.</p><p>9. 5.3 Big Data</p><p>O Big Data não é uma ferramenta, mas sim um meio de armazenagem e</p><p>processamento de dados de alto volume que auxilia as demais ferramentas a</p><p>conseguirem ter o desempenho que os instrumentos que utilizam a inteligência</p><p>artificial precisam.</p><p>Além disso, ele aumenta o nível de confiabilidade dos processos e faz com</p><p>que um sistema possa carregar e cruzar os dados para que a operação se torne</p><p>mais eficiente e precisa.</p><p>10. 5.4 Rastreamento</p><p>Sendo que a base para um transporte de qualidade é a garantia da segurança</p><p>e o atendimento de prazos, proporcionar ao cliente um rastreamento em tempo real</p><p>da carga pode ser um dos maiores diferenciais que uma transportadora pode</p><p>oferecer.</p><p>Essa funcionalidade faz com que os responsáveis acompanhem todo o</p><p>percurso da carga. Dessa forma, no caso de qualquer incidente ou algo fora do</p><p>12</p><p>planejado, como um congestionamento, a rota será atualizada. É uma forma de</p><p>prevenir qualquer atraso, assegurando que os prazos de entrega sejam garantidos.</p><p>11. 5.5 Apps de logística</p><p>Hoje o mercado oferece a facilidade dos aplicativos de celular para ter a</p><p>ferramenta em mãos no momento em que ela é necessária.</p><p>De acordo com estudos da Grail Insights, uma consultora internacional que</p><p>realiza pesquisas sobre fatores importantes do mercado, foi apontado que, a Cargo</p><p>X é Top of Mind – número um em lembrança de marca, dentro todas as opções de</p><p>app para logístic.</p><p>O aplicativo da Cargo X tem como foco fechar um gap que existe entre a</p><p>comunicação das necessidades dos motoristas e a demanda dos transportadores.</p><p>Ele cruza informações relacionadas aos destinos e aos fretes disponíveis,</p><p>fazendo com que, toda vez que um transportador precise de um motorista, essa</p><p>demanda possa ser vista pelos caminhoneiros perto do local de coleta, facilitando no</p><p>encontro das duas necessidades.</p><p>13</p><p>5. LOGÍSTICA ESTRATÉGICA E OS RESULTADOS DAS OPERAÇÕES</p><p>A partir do momento em que a logística estratégica é colocada em prática, ela</p><p>pode proporcionar diversos benefícios para as organizações, principalmente no que</p><p>diz respeito ao relacionamento com os clientes e à experiência que eles têm com o</p><p>negócio. Entre as principais vantagens, podemos citar algumas a seguir.</p><p>6.1 Ganho em Eficiência</p><p>Eficiência quer dizer obter o melhor resultado possível, gastando o mínimo</p><p>possível de recursos. Quando se otimiza os processos, investe-se na redução de</p><p>custos, elimina-se desperdícios e as equipes conseguem produzir mais — pode-se</p><p>dizer que as rotinas vão se tornar mais eficientes.</p><p>12. 6.2 Aumento da qualidade dos produtos e serviços</p><p>A partir de todas as correções e melhorias aplicadas aos processos, é seguro</p><p>dizer que a qualidade dos produtos, serviços e, até mesmo, do atendimento</p><p>aumenta. Em parte, isso também se dá pelo fato de que as atenções estão voltadas</p><p>para a criação de valor.</p><p>14</p><p>13. 6.3 Elevação da satisfação dos clientes</p><p>A partir do momento em que o foco se volta para o cliente (e as suas</p><p>necessidades) e para o aumento da qualidade, as chances de que o público se torne</p><p>mais satisfeito com as soluções oferecidas pelo seu negócio são elevadas.</p><p>Além disso, ainda se pode contar com o benefício de uma imagem positiva no</p><p>mercado, que se desenvolve graças às opiniões positivas que as pessoas relatam</p><p>umas para as outras.</p><p>14. Criação de vantagem competitiva</p><p>Por fim, podemos dizer que a redução dos custos, o aumento da lucratividade, a</p><p>satisfação dos clientes e o investimento em boas práticas levam à criação de</p><p>vantagem competitiva — o que coloca a sua empresa em um patamar superior aos</p><p>concorrentes.</p><p>A logística estratégica é uma forma de otimizar a gestão e conseguir resultados</p><p>cada vez mais eficazes, que vão muito além de gerir uma operação eficiente e</p><p>satisfatória. Quando bem implementada, ela permite que as empresas se coloquem</p><p>no caminho para o crescimento e se posicionem de maneira mais forte no mercado.</p><p>15</p><p>6. A OBTENÇÃO E MANUTENÇÃO DE VANTAGENS COMPETITIVAS</p><p>A vantagem competitiva de uma organização é um conceito relacionado com</p><p>a sua posição em relação às suas concorrentes, representa a diferenciação dos</p><p>seus serviços, possibilitando um melhor posicionamento no mercado.</p><p>Para tirar o melhor proveito destas vantagens, é necessário planejar e</p><p>implementar estratégias adequadas organização e ao ambiente no qual está</p><p>envolvida, visando estabelecer uma posição lucrativa e sustentável em relação às</p><p>forças provenientes da concorrência.</p><p>A grande dificuldade está em definir as estratégias competitivas e o modo de</p><p>implantá-las. As técnicas tradicionais para formulação de estratégias logísticas</p><p>consideravam a logística como um sistema de suporte para a estratégia global da</p><p>organização, tornando-se desta forma uma ferramenta para a estratégia global,</p><p>ficando subordinada à esta.</p><p>O controle do fluxo de materiais, hoje, constitui o fator chave para o sucesso</p><p>em vários casos, justificando desta forma esta técnica descendente.</p><p>A logística também abre novas linhas estratégicas, assim como outros</p><p>departamentos (marketing, informática, etc..).</p><p>Para formular estas novas linhas é necessário reverter o quadro atual,</p><p>pensando na logística de forma ascendente, fazendo – a presente durante o</p><p>16</p><p>processo de planejamento estratégico, criando desta maneira novas alternativas de</p><p>ação que advém da filosofia logística, e que devem estar presente durante o</p><p>processo de formulação estratégica, para que possam criar meios para</p><p>operacionalizar–los eficientemente.</p><p>Segundo Fabbe-Costes, N. at all, “logística estratégica consiste em planejar e</p><p>desenvolver ações estratégicas que seriam impossíveis sem uma forte competência</p><p>logística”, a logística é colocada como uma grande vantagem competitiva.</p><p>De acordo com os dois pontos de vistas citados, as diferenças entrem as</p><p>perspectivas da “estratégia” e da “logística” são mostradas na fig.2</p><p>Figura 2</p><p>Fonte: Fabbe – Costes & Colin, Formuling logistics strategy</p><p>Para a formulação estratégica da logística devemos considerar dois pontos</p><p>clássicos da estratégia: o desempenho e a missão. Para definir o alcance da direção</p><p>tomada, como produzir, para quem direcionar e as necessidades a serem satisfeitas.</p><p>Deve-se extrair a vantagem competitiva a partir da compreensão das regras</p><p>de concorrência, que nos levam a determinar a atratividade e a rentabilidade a longo</p><p>prazo. A globalização do mercado nos permitiu verificar um considerável</p><p>crescimento na exigência da prestação de serviços por parte do cliente, o que</p><p>consequentemente aumenta a necessidade de controle de toda uma cadeia logística</p><p>17</p><p>(suprimentos, produção e distribuição física) planejada para uma organização,</p><p>devendo ser considerada com ênfase na determinação de sua estratégia.</p><p>PORTER sugere que as regras de concorrência sejam englobadas em cinco</p><p>forças competitivas:</p><p> A entrada de novos concorrentes;</p><p> A ameaça de substitutos;</p><p> O poder de negociação dos compradores;</p><p> O poder de negociação dos fornecedores;</p><p> A rivalidade dos concorrentes existentes.</p><p>Devemos também considerar, além das cinco forças citadas por PORTER,</p><p>uma regra mais atual e que tem obtidos grandes resultados no aperfeiçoamento de</p><p>uma cadeia logística a parceria entre clientes e fornecedores. A parceria verdadeira</p><p>é aquela na qual o fornecedor é visto realmente como uma extensão da</p><p>organização, com trocas de tecnologias, treinamentos, até apoio financeiro, se</p><p>necessário.</p><p>A formulação é então designada para apontar soluções organizacionais que</p><p>alcancem objetivos definidos. Para alcançar o êxito nesta formulação deve-se</p><p>entender que é necessário uma perfeita sincronia entre a logística e os outros</p><p>setores da organização, a logística se torna eficiente desta maneira</p><p>18</p><p>7. TIPOS DE ESTRATÉGIAS LOGÍSTICAS</p><p>Algumas estratégias logísticas são aqui definidas conceitualmente e ilustradas com</p><p>alguns estudos de casos selecionados.</p><p> Liderança nos custos</p><p> Diferenciação</p><p> Inovação</p><p> Parceria</p><p> Expansão</p><p> Diversificação</p><p>Como sugerido por Fabbe-Costes, N., vamos usar as siglas “EL” para</p><p>designar estratégia logística e a sigla “LE” para designar logística estratégica, visto</p><p>que serão fornecidos os conceitos segundo as duas perspectivas, ascendente e</p><p>descendete.</p><p>8.1 Liderança nos Custos</p><p>(EL) A liderança nos custos é a estratégia na qual a organização objetiva</p><p>reduzir ao máximo possível seus custos logísticos, desde a obtenção da matéria-</p><p>19</p><p>prima, seu transporte, a produção, o transporte do produto acabado e finalmente a</p><p>entrega do produto ao cliente.</p><p>• A centralização de distribuidores de uma companhia de bebidas. Uma</p><p>determinada área que era coberta por dez distribuidores passou a Ter somente um</p><p>distribuidor, maior, mais forte, devido a parceria com a companhia através de</p><p>financiamento à juros baixos ampliou sem armazém, recebeu apoio logístico da</p><p>companhia, através de programação de distribuição, roteirização de frotas, etc...Com</p><p>isso a companhia conseguiu reduzir seus estoques e ao mesmo tempo os custos</p><p>financeiros de capital imobilizado.</p><p>(LE) A liderança de custos busca reduzir os custos globais através da logística.</p><p>• Uma indústria automobilística, através de uma técnica logística, pode obter</p><p>um melhor controle do fluxo externo reduzindo o número de fornecedores e</p><p>reduzindo seus custos da cadeia de suprimentos.</p><p>15. 8.2 Diferenciação</p><p>16.</p><p>(EL) A diferenciação objetiva melhorar a qualidade do serviço logístico</p><p>oferecido, obtendo vantagem sobre os concorrentes desta maneira.</p><p>• A Mory-Protect, um fornecedor logístico francês, tem se especializado na</p><p>logística de produtos perigosos (químicos) e se tornou um especialista reconhecido.</p><p>(LE) A diferenciação busca permitir através da logística um aumento na</p><p>diferenciação.</p><p>• Uma industria de “aircraft”, para aumentar seu campo de atuação montou um</p><p>sistema logístico capaz de suprir todas suas estações de trabalho uma por uma,</p><p>dependendo do tipo de “aircraft” a ser montado.</p><p>17. 8.3 Inovação</p><p>18.</p><p>(EL) Obter através da logística um suporte para que se produza uma</p><p>inovação.</p><p>• Uma organização de entregas via correio promete aos seus clientes um</p><p>serviço de entrega em no máximo 48 horas, que é usado como seu marketing. Essa</p><p>inovação comercial depende muito de uma forte integração do fluxo físico e de</p><p>informações e da automatização do centro de distribuição fornecido à organização</p><p>pelo serviço postal.</p><p>20</p><p>(LE) Utilizar a logística como um recurso ou meio para alcançar esta inovação.</p><p>• A IBM em Montpelier (França) começou a usar ume rede EDI de trabalho com</p><p>os seus fornecedores. Uma estação de trabalho poderia requisitar diretamente do</p><p>fornecedor, que tinha 48horas para efetuar a entrega. Com isso a IBM conseguiu</p><p>reduzir seu ciclo de produção em 70% (melhor reação), reduzir custos e obter</p><p>grandes vantagens desta inovação tecnológica. Ao mesmo tempo a IBM poderia</p><p>produzir produtos sob encomendas para os seus clientes.</p><p>19. 8.4 Parceria</p><p>(EL) Utilizar a logística como sentido (modo) de aliança.</p><p>• A IBM fez uma aliança com uma companhia transportadora francesa. Na</p><p>parceria estabelecida criaram uma nova firma, da qual a IBM possui 49% das ações.</p><p>Esta nova firma ficou responsável pela distribuição física dos microcomputadores</p><p>IBM e se tornou uma especialista em entregas just-in-time com armazéns</p><p>completamente automatizados.</p><p>(LE) Utilizar a logística como um recurso ( um motor) para a parceria</p><p>• Uma indústria (Tailleur Industrie) projetista e operadora de armazéns</p><p>especializados em entregas sincronizadas de peças para fábricas organizadas em</p><p>base just-in-time associou-se à uma transportadora subsidiária da Renault para</p><p>atender à todas as solicitações feitas por fábricas automobilísticas e aeronáuticas.</p><p>20. 8.5 Expansão</p><p>(EL) Utilizar a logística como um suporte para obter sucesso nos planos de</p><p>expansão da missão da organização.</p><p>• Grandes organizações multinacionais têm que possuir um grande e forte</p><p>sistema logístico para poderem controlar com habilidade suas instalações</p><p>complementares em outros países.</p><p>(LE) Utilizar a logística para conseguir novos clientes.</p><p>• Continent, uma grande cadeia de supermercados francesa, abastece seus</p><p>armazéns na Grécia com a mesma ferramenta logística utilizada por seus armazéns</p><p>no sul da França.</p><p>21</p><p>21. 8.6 Diversificação</p><p>(EL) Emprega o uso da sinergia logística.</p><p>• As indústrias de automóveis estão se tornando verdadeiras projetistas de</p><p>veículos ( criando mais combinações atrativas para os seus clientes) e montadoras</p><p>(Convergindo tudo necessário para produzir o veículo solicitado pelo cliente com</p><p>base just-in-time) utilizando a sua grande capacidade (comercial e logística) de</p><p>mobilizar recursos (industriais e tecnológicos) de seus fornecedores.</p><p>(LE) Diversificar seus objetivos através da logística</p><p>• Telemarket, uma subsidiária de uma cadeia de lojas francesa oferece à seus</p><p>clientes o serviço de compras por telefone ou minitel ( sistema de vídeo) com</p><p>entrega pontual. Esses clientes são obviamente diferentes daqueles que vão aos</p><p>centros comerciais da cidade.</p><p>22</p><p>8. ESTRATÉGIAS LOGÍSTICAS X VANTAGEM COMPETITIVA</p><p>Os exemplos citados acima evidenciam que uma organização não pode</p><p>centrar sua estratégia somente na logística ( informática e marketing estão</p><p>implicitamente se não explicitamente associadas ) e que também não podem</p><p>estreitamente objetivar somente um resultado ( diferenciação por exemplo ). As</p><p>estratégias genéricas mencionadas e separadamente ilustradas anteriormente não</p><p>são somente dependentes mas são, também, geralmente combinadas.</p><p>A logística é o resultado do esforço dos diversos setores de uma organização,</p><p>no tocante ao fluxo de materiais/ou serviços, estando aí o motivo pelo qual</p><p>organizações que utilizam administração estratégica estão mais habilitadas a elevar</p><p>o nível do serviço logístico prestado.</p><p>A logística é um fator relevante na busca de uma boa posição no mercado em</p><p>relação aos seus concorrentes para as organizações, principalmente através da</p><p>oferta de um serviço adequado aos seus clientes, do aumento de produtividade, do</p><p>canal logístico e da melhoria da rentabilidade dos capitais envolvidos</p><p>Na atualidade as grandes oportunidades de conquista e manutenção de</p><p>mercados encontram-se na relação cliente-fornecedor (ou cliente-empresa) e não do</p><p>processo produtivo em si. Com isso ocorre a grande valorização do serviço prestado</p><p>ao cliente e, como conseqüência, a logística destaca-se como fator de</p><p>competitividade entre as empresas.</p><p>23</p><p>Para usufruir desta vantagem é necessário que as empresas estabeleçam</p><p>estratégias, na diferenciação dos serviços prestados ao cliente ou na liderança de</p><p>custos</p><p>por exemplo, enfatizando a importância da utilização do sistema logístico</p><p>para viabilizar este objetivo.</p><p>Organizações comerciais e industriais podem ser imaginadas como sistemas</p><p>compostos de processos operacionais estruturados e regulados por um conjunto de</p><p>estratégias, que são objeto de intensa pressão do ambiente no qual pertence. (ver</p><p>fig. 3 )</p><p>Figura 3</p><p>Fonte: Costes & Colin, Formuling logistics strategy</p><p>As responsabilidades da organização são múltiplas, implicando em uma</p><p>integração e coordenação através de uma estratégia claramente definida. Segundo</p><p>Fabbe – Costes et all Somente através do uso da estratégia conseguimos usar as</p><p>informações obtidas na operação, integrando-as, formulando rapidamente planos de</p><p>ação e tendo a habilidade de reunir o máximo de segurança para confrontar com as</p><p>incertezas as organizações estarão hábeis para enfrentar a extrema instabilidade do</p><p>ambiente que aparece caracterizando o fim do milênio.</p><p>24</p><p>A estratégia, a nível científico, faz com que as organizações formulem e</p><p>alcancem seus objetivos, aproveitando oportunidades emergidas e, ao mesmo</p><p>tempo, permanecendo em harmonia com os seus ambientes.</p><p>9. A IMPORTÂNCIA DA PARTICIPAÇÃO DE UM SISTEMA LOGÍSTICO</p><p>É grande a importância da participação de um sistema logístico na obtenção</p><p>de melhores posições de empresas em relação aos seus concorrentes no mercado,</p><p>visto que atualmente os custos logísticos estão intimamente relacionados, não só</p><p>com o seu sucesso no mercado, mas com a manutenção de sua posição e melhoria</p><p>contínua de seu gerenciamento de cadeia de suprimentos, tanto no transporte, na</p><p>confiabilidade, na integridade, na pontualidade e na qualidade de seu produto. Pois</p><p>para que se tenha um baixo custo global não necessitamos somente de mão-de-</p><p>obra barata e material barato, necessitamos sim de infra-estrutura para a eficiência</p><p>no controle e manutenção de uma cadeia logística bem estruturada para que os</p><p>custos logísticos, que estão realmente pesando nos custos globais, sejam reduzidos</p><p>sem que haja perda no nível de serviço. (Ballou, 1997).</p><p>Como citado na figura 4:</p><p>Figura 4</p><p>25</p><p>Fonte: Ronald H. Business Logistics – Importance and Some Research Opportunities)</p><p>Para aproveitar estas oportunidades é necessário que as empresas</p><p>estabeleçam estratégias como as citadas no artigo conceitualmente e com os</p><p>exemplos e atuem no componente logístico de forma eficaz, dentro da sua cadeia de</p><p>valores.</p><p>A logística é um fator de alta relevância na competitividade pois pode</p><p>possibilitar a oferta de um serviço adequado aos clientes, diferenciando a</p><p>organização das demais concorrentes do seguimento a que pertencem e também</p><p>reduzir os custos globais através da logística, melhorando a rentabilidade dos</p><p>capitais envolvidos no investimento, automatizando o fluxo interno de informações,</p><p>ou outras estratégias citadas no trabalho conceitualmente.</p><p>26</p><p>10. POSICIONAMENTO LOGÍSTICO</p><p>De acordo com Wanke (2006), o posicionamento logístico refere-se ao</p><p>conjunto de três decisões integradas ao longo do tempo, que, além de apoiar a</p><p>execução e operacionalização de determinada política de atendimento ao cliente,</p><p>pode fornecer subsídios relevantes para a elaboração ou reformulação dessa</p><p>política, dado que se objetiva minimizar os custos logísticos totais para determinado</p><p>nível de serviço.</p><p>Ainda segundo o autor, o posicionamento logístico abrange as decisões de</p><p>dimensionamento da rede de instalações, localização dos estoques nessa rede e</p><p>definição da política de transporte.</p><p>O dimensionamento da rede de instalações envolve a determinação do</p><p>número de armazéns, sua localização e sua missão, ou seja, as regiões de mercado</p><p>que devem ser atendidas por armazém.</p><p>27</p><p>A localização dos estoques diz respeito a seu grau de centralização da rede,</p><p>ou seja, às quantidades de produto que devem ser mantidas em cada instalação.</p><p>Por último, a definição da política de transporte envolve, para determinado</p><p>grau de centralização, a escolha do modal de transporte mais adequado e dos</p><p>procedimentos para consolidação de cargas.</p><p>Em linhas gerais, as empresas devem escolher a política de atendimento ao</p><p>cliente que minimize o custo logístico total de manutenção de estoques,</p><p>armazenagem e transporte para um determinado nível de serviço exigido pelo</p><p>mercado. Basicamente existem dois caminhos possíveis a serem seguidos (Wanke,</p><p>2006). No primeiro, a empresa poderá adotar uma política de resposta rápida,</p><p>caracterizada por estoques mais centralizados, utilização intensiva de transporte</p><p>expresso e pequena dependência de previsões de vendas. No segundo, uma</p><p>política de antecipação à demanda, caracterizada pela descentralização de</p><p>estoques, localizados próximos aos clientes potenciais, e pela utilização intensiva de</p><p>carregamentos consolidados.</p><p>Figura 5</p><p>Fonte: Artigo publicado na revista Tecnologística, jun. 2000 apud Wanke ET AL 2006.</p><p>28</p><p>11.1 Planejamento Logístico</p><p>Cada vez mais as empresas atuantes no mercado brasileiro estão se</p><p>estruturando para atender às exigências de um ambiente altamente dinâmico e</p><p>competitivo. A definição da política e da estrutura mais apropriada para atendimento</p><p>aos clientes constitui um fator crítico para o sucesso de uma empresa, além de ser</p><p>uma forma de obter vantagem competitiva sustentável a longo prazo.</p><p>De acordo com Lima, a configuração de uma malha logística está</p><p>intrinsecamente relacionada às estratégias de produção, estoque e distribuição de</p><p>uma empresa. De forma geral, devem-se escolher as políticas que minimizem os</p><p>custos totais (custos com operação, estoque, armazenagem e transporte),</p><p>respeitando os níveis de serviço e as restrições dos seus clientes.</p><p>“Os níveis de serviço ao cliente, a localização, os estoques e o transporte</p><p>são as principais áreas de planejamento por causa do impacto que as</p><p>decisões nessas áreas causam na lucratividade, no fluxo de caixa e no</p><p>retorno sobre o investimento da empresa. Cada área de decisão está</p><p>interrelacionada com as outras e não deve ser planejada sem ao menos</p><p>considerar os efeitos das compensações (trade-offs).” (Ballou, 2001, p.43)</p><p>Segundo Ballou (2001), os efeitos das compensações levam ao conceito de</p><p>custo total. A análise da compensação de custos é o reconhecimento de que os</p><p>padrões de custo de várias atividades da empresa apresentam freqüentemente</p><p>características que as põem em conflito entre si. Esse conflito é gerenciado pelo</p><p>equilíbrio das atividades, devendo ser otimizado coletivamente.</p><p>Em um estudo de desenho da malha logística, devem ser analisados trade-</p><p>offs, conforme se observa na figura abaixo:</p><p>Figura 6</p><p>29</p><p>Fonte: HIJJAR, Maria Fernanda. Artigo publicado na revista Tecnologística, ano V, nº 51, fev. 2000.</p><p>A análise dos trade-offs tem como objetivo atingir o melhor nível de serviço a</p><p>um menor custo total possível (Ballou, 2001). O aumento do nível de serviço</p><p>praticado pelas empresas diminui a perda nas vendas, porém provoca aumento, na</p><p>maioria das vezes, dos seus custos totais.</p><p>No entanto, a diminuição do custo de vendas perdidas compensa o custo de</p><p>manutenção do nível de serviço. Serviço melhorado geralmente significa que deve</p><p>ser pago mais por transporte, processamento de pedidos e estoques.</p><p>O ponto de equilíbrio, ou a melhor compensação, ocorre em um ponto abaixo</p><p>do nível de serviço ao cliente de 100% (perfeito), conforme pode ser visto na figura</p><p>abaixo.</p><p>Figura 7</p><p>30</p><p>Fonte: HIJJAR, Maria Fernanda. Artigo publicado na revista Tecnologística, ano V, nº 51, fev.</p><p>2000.</p><p>De acordo com HIJJAR (apud WANKE ET AL 2006) 12, o serviço ao cliente é</p><p>cada vez mais valorizado, tanto pelos consumidores finais quanto pelos clientes</p><p>institucionais,</p><p>pois apenas bons produtos e bons preços não são suficientes para</p><p>atender às exigências de uma transação comercial. Isso porque, embora produto e</p><p>preço sejam fatores essenciais, a rapidez na entrega, a disponibilidade de produto, o</p><p>bom atendimento, a ausência de avarias, entre vários outros itens de serviço criam</p><p>valor ao reduzir os custos para o cliente e/ou aumentar sua vantagem competitiva.</p><p>Os custos associados a esses fatores aumentam a uma taxa mais alta quando</p><p>elevamos o nível de serviço ao cliente. Os custos de distribuição serão sensíveis ao</p><p>nível de serviço ao cliente fornecido, especialmente se já estiver em alto nível.</p><p>Na situação em que os clientes compram em pequenas quantidades e os</p><p>pontos de estocagem são reabastecidos em grandes volumes, o custo de transporte</p><p>a partir dos pontos de estocagem excede o custo de aquisição, de forma que o custo</p><p>de transporte declina quando o número de armazéns aumenta. No entanto, à</p><p>medida que o número de pontos de estocagem cresce, o nível de estoque também</p><p>cresce por toda a rede e os custos de estocagem aumentam.</p><p>O estoque de segurança aumenta o nível do inventário médio e também afeta</p><p>o nível de serviço ao cliente através da disponibilidade de estoque. Quando um</p><p>pedido é colocado, o custo das vendas perdidas acaba minimizando. Aumentando o</p><p>nível médio do inventário, aumenta-se o custo de manutenção de estoques. Os</p><p>custos de transportes permanecem relativamente sem serem afetados.</p><p>Figura 8</p><p>31</p><p>“Nem todos os produtos devem ser fornecidos ao mesmo nível de serviços</p><p>ao cliente” (Ballou, 2001, p.48)</p><p>Este é um princípio fundamental da estratégia logística. As exigências de</p><p>serviços ao cliente variam, e com elas as características dos produtos e níveis de</p><p>vendas entre múltiplos itens que a empresa distribui. Como conseqüência, múltiplas</p><p>estratégias de distribuição devem ser adotadas dentro da característica de cada</p><p>produto. Estocar todos os produtos em todas as localizações pode simplificar o</p><p>planejamento e controle, mas essa estratégia nega as diferenças inerentes entre</p><p>produtos e seus custos, acarretando custos de distribuição maiores do que os</p><p>necessários.</p><p>11.2 Decisões de Puxar Versus Empurrar os Produtos</p><p>Normalmente, a decisão entre puxar ou empurrar depende da análise</p><p>conjunta de dois fatores: visibilidade da demanda e tempos do ciclo de</p><p>ressuprimento e distribuição. A visibilidade da demanda refere-se ao fato de uma</p><p>empresa da cadeia de suprimento ter acesso às informações da demanda do cliente</p><p>final em tempo real. Difere-se da previsibilidade da demanda ou do grau de</p><p>acuracidade no processo de previsão de vendas.</p><p>A precisão depende da qualidade das informações históricas, do método de</p><p>previsão, número de concorrentes e produtos substitutos. Já os tempos do ciclo de</p><p>32</p><p>suprimento e distribuição referem-se aos tempos médios de recebimento do insumo</p><p>mais demorado para a produção e de entrega do produto para o cliente.</p><p>A visibilidade da demanda permite que os fluxos de produtos sejam puxados,</p><p>ou seja, coordenados pelo estágio mais próximo do consumidor final, com base nas</p><p>informações de venda em tempo real capturadas pela tecnologia de informação.</p><p>Figura 9</p><p>Por outro lado, os tempos do ciclo de suprimento e distribuição permitem</p><p>responder se o fluxo de produtos poderá ser puxado ou empurrado, quando os</p><p>comparamos com o tempo de resposta exigido pelo cliente final.</p><p>Figura 10</p><p>33</p><p>Se o tempo de resposta exigido pelo cliente final for superior à duração do</p><p>ciclo de distribuição, o fluxo pode ser acionado pelo estágio mais próximo do</p><p>consumidor final (puxado). Se o tempo de resposta exigido pelo cliente final for</p><p>inferior à duração do ciclo de suprimento, o fluxo será coordenado pelo estágio mais</p><p>próximo do fornecedor inicial (empurrado) e direcionado por previsões de vendas</p><p>que sinalizem para a formação de estoques. Utilizar previsões de vendas significa</p><p>muitas vezes produzir, distribuir, armazenar e transportar quantidades superiores à</p><p>demanda real num dado momento.</p><p>Desta forma, empurrar o fluxo de produtos implicará na descentralização dos</p><p>estoques por muitas instalações, associada a uma política de produção para</p><p>estoque e à consolidação do transporte pela utilização de modais mais baratos e</p><p>lentos. Por outro lado, uma decisão para puxar o fluxo de produtos pode implicar</p><p>tanto na utilização de previsões de vendas quanto na utilização da demanda real</p><p>pelo estágio mais próximo ao consumidor final.</p><p>No caso do direcionamento pela demanda real, puxar o fluxo de produtos</p><p>implicará na centralização física dos estoques, na produção contra-pedido e na</p><p>utilização de transporte premium pela contratação de modais mais caros. Alguns</p><p>fabricantes, como cervejarias, experimentam tempos de ciclo de suprimento e</p><p>produção muito superiores a 24 horas.</p><p>Nestas circunstâncias, o fluxo de produção e de compras deve ser empurrado</p><p>com base em previsões de vendas futuras para que não haja falta de estoque. Outra</p><p>decisão da estratégia de posicionamento logístico é a referente à alocação dos</p><p>estoques, se vão ser centralizados ou descentralizados. A centralização dos</p><p>estoques significa postergar ao máximo o transporte dos produtos, só sendo</p><p>movimentados quando o cliente final colocar seu pedido.</p><p>Já a descentralização dos estoques significa antecipar seu transporte por</p><p>outras instalações intermediárias no momento corrente, com base em previsões de</p><p>vendas futuras. Para decidir com relação à alocação dos estoques devem ser</p><p>observadas características do produto e da demanda, além da decisão de</p><p>coordenação do fluxo de produtos.</p><p>34</p><p>11. ESTRATÉGIAS DE LOGÍSTICA PARA E-COMMERCE</p><p>Sabia que você pode estar perdendo dinheiro por não ter uma estratégia de</p><p>logística eficaz? Pare para imaginar a seguinte situação:</p><p>Você e sua equipe investiram um bom orçamento em marketing e outras</p><p>ações para levar os consumidores ao seu e-commerce. Agora eles estão na sua</p><p>loja. Encontraram algo que adoraram. Adicionam ao carrinho. Que maravilha!</p><p>Clicaram em “Prosseguir” e… Pronto! Abandonaram o carrinho. Desconectaram da</p><p>sua loja. Você perdeu mais algumas vendas. O que pode estar acontecendo? O que</p><p>há de errado?</p><p>12.1 A principal Razão Para Abandonarem seu Carrinho: Logística e Entrega</p><p>Provavelmente você investe o máximo para projetar uma loja virtual com a</p><p>melhor experiência de compra para seus consumidores, com uma boa campanha de</p><p>marketing, analise de ações e resultados. A má notícia é: isso não resolve o</p><p>problema. E a boa notícia é: tenho sete ações para você incorporar à sua estratégia</p><p>de logística para ajudar a gerar uma economia significativa para sua empresa e aos</p><p>seus clientes. Tudo isso sem sacrificar a qualidade da sua logística.</p><p>12.2 Calcular o Peso Cubado</p><p>Antes de analisar as diferentes estratégias para melhorar seus custos de</p><p>logística, você precisa saber o peso cubado do seus produtos e da embalagem que</p><p>será utilizada. A maioria das transportadoras usa o peso cubado para calcular os</p><p>preços de entrega. Além de ser uma boa prática, é essencial calcular o espaço a ser</p><p>usado para armazenar seus produtos. Você também precisará saber o peso cubado</p><p>antes de expedir os pedidos, a fim de garantir que esteja pagando o preço correto.</p><p>O peso cubado serve para medir a densidade da carga. Ele compara o</p><p>tamanho com o peso real do pacote. Depois de comparar o peso cubado com o</p><p>peso real, a taxa será calculada pelo maior desses dois valores. Esse será o peso</p><p>considerado.</p><p>35</p><p>Por que o peso cubado é importante? Há muitas décadas, as transportadoras</p><p>tinham um problema para cobrar o preço corretamente. Principalmente porque os</p><p>diversos tipos de mercadorias eram transportados nos caminhões, navios ou nos</p><p>aviões. Por vezes as mercadorias eram mais pesadas, mas não ocupavam o</p><p>compartimento inteiro ou então</p><p>eram bem leves. Ou seja, ela não faziam nem</p><p>cócegas para o motor trabalhar, mas ocupavam o baú inteiro. Para ilustrar melhor, lá</p><p>vai uma charada: o que pesa mais? Uma tonelada de chumbo ou uma tonelada de</p><p>algodão?</p><p>Cada modal calcula o peso cubado de formas diferentes, utilizando-se o fator</p><p>de cubagem. Frequentemente, no modal rodoviário é comum 300 kg por metro</p><p>cúbico; no aéreo 167 kg por metro cúbico (também utilizado por couriers); e no</p><p>marítimo 1.000 kg por metro cúbico.</p><p>12.3 Negociar com as Transportadoras</p><p>A negociação de preços é relativamente simples: quanto mais envios você</p><p>tem, menos você paga. Se você não está enviando quantidade suficiente para ter</p><p>uma taxa mais competitiva, sua melhor opção é fazer uma boa previsão do volume</p><p>de entregas com base na projeção das suas vendas. Muitas transportadoras estão</p><p>dispostas a conceder um certo desconto se acreditarem que serão consideradas</p><p>como seu parceiro de longa data quando o seu volume aumentar.</p><p>É como negociar com os tubarões: você também precisa saber vender seu</p><p>peixe. Sua empresa não é a única nem a primeira de pequeno ou médio porte com a</p><p>qual eles trabalham. Então eles darão um tempo, possivelmente algo em torno de</p><p>três meses, para você trabalhar bastante e aumentar a quantidade de entregas,</p><p>antes de exigir que você tenha um volume mínimo de entregas por mês.</p><p>Portanto, atenção: aproveite os preços reduzidos de entrega nesse meio tempo</p><p>e invista o dinheiro que você vai economizar no marketing da sua loja. Tudo para</p><p>aumentar as vendas e manter os preços oferecidos a você no longo prazo. Do</p><p>contrário, esqueça: os preços vão subir.</p><p>36</p><p> ESCALE SUA LOJA POR MEIO DE UM OPERADOR DE FULFILLMENT</p><p>Você negociou com as transportadoras na melhor das expectativas. Ainda</p><p>assim, não foi bom o suficiente para atrair a atenção dos seus clientes. O que fazer?</p><p>Desapega de ficar olhando para seu estoque com seus produtos todo santo dia na</p><p>sua sala, garagem, salão ou qualquer seja o espaço que você utiliza. Avalie usar os</p><p>serviços de um operador de fulfillment. É um tipo de empresa especialista em</p><p>logística. Basicamente ela faz o seguinte: recebe as mercadorias dos seus</p><p>fornecedores; armazena; faz a gestão de estoque; importa os seus pedidos; separa</p><p>os produtos; embala os pacotes dos seus clientes; faz a expedição, a gestão das</p><p>entregas e dos fretes.</p><p>Isso pode ser extremamente vantajoso. Afinal, o operador de fulfillment tem</p><p>tarifas de frete melhores, por conta do maior volume movimentado com todos os</p><p>seus clientes. Como especialista em logística e transportes, ele poderá te orientar</p><p>sobre as melhores práticas e estratégias de logística para economizar em diversos</p><p>aspectos. Ao invés de investir em um salão ou galpão, segurança, vigilância, mão de</p><p>obra, insumos, suprimentos, equipamentos, entre outras muitas coisas, você pagará</p><p>apenas uma taxa fixa por espaço utilizado e por pedido expedido. E ainda terá</p><p>acesso à uma tabela de frete mais competitiva.</p><p>Você ganha mais tempo e liberdade para se concentrar na gestão da sua loja</p><p>e na venda dos seus produtos, pois eles farão a gestão de estoque e das entregas.</p><p>Com o dinheiro que gastaria nessas atividades operacionais, você pode reverter</p><p>para investir em marketing e focar no que você faz de melhor. Assumirá um papel</p><p>mais estratégico no seu negócio, enquanto eles cuidam do restante, sem prejudicar</p><p>a qualidade do atendimento aos seus clientes.</p><p>37</p><p> OFERECER FRETE GRÁTIS COM UM VALOR MÍNIMO DE PEDIDO</p><p>Onde há dificuldade sempre existe uma oportunidade. Depois de visitar e</p><p>adicionar produtos ao carrinho, e ainda assim ter clientes abandonando o seu site</p><p>apenas porque o frete é alto, por que não eliminar completamente esse problema e</p><p>atrair novos clientes oferecendo frete grátis?</p><p>O primeiro passo para isso é estabelecer um valor mínimo. Embora você</p><p>esteja absorvendo parte do custo da entrega, o ticket médio de seus pedidos vai</p><p>aumentar e irá compensar a diferença no frete. No entanto, antes de sair oferecendo</p><p>frete grátis por aí, analise as margens dos seus produtos e faça o mapeamento para</p><p>as regiões viáveis à oferta da gratuidade do transporte. Talvez você ajuste o mínimo</p><p>somente para entregas na sua região ou então para produtos específicos de maior</p><p>valor agregado.</p><p>Algumas outras coisas devem ser consideradas antes de oferecer frete grátis.</p><p>Você pode oferecê-lo em períodos específicos como um apelo às campanhas</p><p>sazonais — para gerar mais vendas. Além disso, considere a possibilidade de</p><p>oferecer frete grátis a membros do seu programa de fidelidade. Se ainda não tiver,</p><p>avalie criar um, e faça o possível para coletar informações úteis para ofertar novas</p><p>promoções. Há ferramentas para ajudar você nessa prática.</p><p>Antes de dar frete grátis, faça com que eles se inscrevam ou participem de</p><p>campanhas de e-mail, redes sociais ou indicação de amigos. Dessa forma, você</p><p>pode segmentar os clientes com as próximas promoções, campanhas e</p><p>lançamentos. Frete grátis aliado a essas dicas pode ser uma tática de marketing</p><p>altamente poderosa e lucrativa ao seu negócio.</p><p>38</p><p> COBRAR O VALOR DA ENTREGA DOS SEUS CLIENTES</p><p>Você fez as contas mas não vai dar para absorver os custos para ofertar frete</p><p>grátis. Não perca a esperança. Ainda pode oferecer as melhores ofertas, cobrando</p><p>exatamente o quanto você pagaria para enviar os seus produtos. Da forma correta,</p><p>essa abordagem é benéfica para ambas as partes e pode criar um nível de</p><p>transparência para a sua marca.</p><p>Permita que seus clientes saibam que os fretes são os melhores possíveis e</p><p>que você não está ganhando nada em cima da logística e da entrega. Transforme</p><p>esse ponto negativo sobre os valores de frete em uma relação de confiança com a</p><p>sua marca, que pode ser construída durante a jornada de compra. Lembre-se: as</p><p>pessoas compram de empresas que elas gostam e a melhor maneira de transformar</p><p>seus clientes em fãs é conquistá-los sendo honestos com eles.</p><p>Dica bônus: se possível, disponibilize no checkout um menu de fretes para</p><p>seus clientes. Apresente as taxas de entrega dos métodos disponíveis. Dessa forma</p><p>eles verão em primeira mão que os preços são justos, sem custos adicionais.</p><p>39</p><p> PROMOVER O FRETE FIXO</p><p>Dependendo do tamanho e do peso dos seus produtos, o frete fixo pode ser</p><p>uma boa opção. Você pode oferecer frete fixo aos clientes com base no tamanho, no</p><p>peso ou na quantidade total de itens. Antes de fixar o frete em sua loja, faça a lição</p><p>de casa: calcule o custo exato de quanto é essa taxa e qual transportadora funciona</p><p>melhor para sua empresa.</p><p>Por exemplo, se você vende itens pequenos e pesados, aproveite as taxas de</p><p>transportadoras do modal rodoviário. Muitas transportadoras oferecem diferentes</p><p>métodos de envio para simplificar a cobrança de seus clientes. Há muitas</p><p>oportunidades e muita flexibilidade quando se trata de frete fixo. Portanto, você</p><p>precisará pesquisar e testar diferentes transportadoras e métodos para aproveitar ao</p><p>máximo todas as opções.</p><p>40</p><p> ANALISAR A RENTABILIDADE DOS PRODUTOS SEM CONTAR COM O</p><p>CUSTO DE FRETE</p><p>É bom pesquisar a opção de entrega mais econômica com base no tamanho,</p><p>peso e valor dos seus produtos, muitas vezes esquecidos por pequenas empresas.</p><p>Geralmente eles não fazem essa análise da rentabilidade com adição correta dos</p><p>custos de logística e frete antes de comprá-los. Isso porque se sentem</p><p>sobrecarregados quando precisam comparar entre as tabelas das diversas opções</p><p>de operadores, transportadoras e os vários métodos e preços que elas oferecem.</p><p>Aqui estão algumas perguntas que você pode fazer antes de comprar novos</p><p>itens para sua loja:</p><p>O item é caro? Se você está vendendo um produto de baixo custo, é provável</p><p>que seu cliente não queira pagar a mais pelo frete.</p><p>Qual é o tamanho do item já embalado?</p><p>Qual é o peso do item com a embalagem?</p><p>Seu produto cabe em uma embalagem padrão?</p><p>É pesado ou leve em relação ao seu tamanho? Lembra do peso cubado…</p><p>Em média, quantos pedidos você faz por mês?</p><p>Qual é o percentual de entregas locais, regionais e interestaduais?</p><p>Por quanto tempo o seu cliente está disposto a esperar pelo pedido?</p><p>Seu cliente estaria disposto a pagar mais pela entrega expressa?</p><p>Isso dá muito trabalho, não é mesmo? Não existe atalho para fazer essas</p><p>pesquisas e elas servem somente para o seu negócio. Não vale colar, pois a</p><p>pesquisa do amigo do lado pode ser bem diferente e distorcer sua estratégia —</p><p>podendo gerar resultados dos quais você não deseja. Ter as respostas a essas</p><p>perguntas é a melhor maneira de decidir por quais operadores logísticos,</p><p>transportadoras e métodos de entrega são adequados para o seu negócio.</p><p>41</p><p>SAIBA MAIS</p><p>Neste vídeo, que separamos para você é abordado os quatro</p><p>pilares básicos para se estabelecer uma estratégia logística.</p><p>Acesse: https://www.youtube.com/watch?v=6PGMNMqI-qM</p><p>Neste vídeo, que separamos para você, Melim fala sobre</p><p>algumas atitudes que devem ser evitadas quando for planejar</p><p>e aplicar a estratégia na gestão de sua empresa.</p><p>Acesse: https://www.youtube.com/watch?v=hOD-5L_Nsto&t=12s</p><p>Neste vídeo, que separamos para você é abordada a logística</p><p>estratégica, e as decisões importantes para organização.</p><p>Acesse: https://www.youtube.com/watch?v=zmK_L8mkAM8</p><p>42</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>ALMEIDA, C. M. P. R. Estratégia Logística. Curitiba, PR. Iesde Brasil, 2009. 316p.</p><p>BEATRIZ, A. Logística estratégica: como revolucionar o setor de operações?.</p><p>Artigos Cargo X. 06/02/2020.</p><p>CID, W. 7 Estratégias de logística para e-commerce de pequeno e médio porte.</p><p>E-commerce Brasil. 14 de março de 2019.</p><p>DANTAS, M. L. C. FILHO, Coimbra. J. L. Estratégias logísticas x Vantagem</p><p>competitiva. UFSC/EPS. Santa Catarina.</p><p>LEVY, A. R. Situação da estratégia de logística dentro da estratégia integrada</p><p>de comercialização. Rev. adm. empres. vol.17 no.5 São Paulo Set./Oct. 1977</p><p>PORTER, Michael E. , Vantagem Competitiva, criando e sustentando um</p><p>desempenho superior. Editora Campus, 1992.</p><p>VIDAL, J. M. Importância da logística nas estratégias de distribuição das</p><p>empresas e aplicação de um modelo de DRP. Rio de Janeiro – 2009.</p><p>43</p>

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