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<p>UNIVERSIDADE SANTA CECÍLIA</p><p>CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM LOGÍSTICA</p><p>Reynaldo Corralles Filho - RA 232748</p><p>PROJETO INTEGRADOR III:</p><p>A GESTÃO DE ESTOQUE EM UMA FARMÁCIA DE MANIPULAÇÃO E SUA MONTA</p><p>SANTOS</p><p>2024</p><p>UNIVERSIDADE SANTA CECÍLIA</p><p>CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM LOGÍSTICA</p><p>Reynaldo Corralles Filho - RA 232748</p><p>PROJETO INTEGRADOR III:</p><p>A GESTÃO DE ESTOQUE EM UMA FARMÁCIA DE MANIPULAÇÃO E SUA MONTA</p><p>Apresento o Projeto Integrador III como</p><p>um dos pré-requisitos para aprovação,</p><p>no Curso Superior de Tecnologia em Logística</p><p>Orientador: Prof. Mariana Delpech Fonteles</p><p>SANTOS</p><p>2024</p><p>SUMÁRIO</p><p>1.INTRODUÇÃO.............................................................................................</p><p>6</p><p>2. EMBASAMENTO TEÓRICO.......................................................................</p><p>7</p><p>2.1 Metodologia da Curva ABC.......................................................................</p><p>7</p><p>2.2 Estoque......................................................................................................</p><p>8</p><p>2.3 Tipos de Estoque.......................................................................................</p><p>2.4 Gestão de Estoque....................................................................................</p><p>2.5 Estoque Mínimo.........................................................................................</p><p>2.6 Controle de Estoque..................................................................................</p><p>2.7 Critérios de Avaliação de Estoques...........................................................</p><p>2.7.1 PEPS......................................................................................................</p><p>2.7.2 UEPS......................................................................................................</p><p>2.7.3 Custo Médio Ponderado.........................................................................</p><p>2.8 Inventário...................................................................................................</p><p>2.8.1 Funções do Controle de Inventário.........................................................</p><p>2.8.2 Inventário em Excel................................................................................</p><p>3. METODOLOGIA..........................................................................................</p><p>4. RESULTADOS E DISCUSSÃO...................................................................</p><p>4.1 A Empresa.................................................................................................</p><p>4.2 O Processo................................................................................................</p><p>4.3 Análise e Discussão..................................................................................</p><p>5. CONSIDERAÇÕES FINAIS........................................................................</p><p>REFERENCIAS................................................................................................</p><p>9</p><p>9</p><p>10</p><p>10</p><p>11</p><p>11</p><p>11</p><p>12</p><p>12</p><p>13</p><p>13</p><p>14</p><p>14</p><p>15</p><p>15</p><p>16</p><p>16</p><p>17</p><p>RESUMO</p><p>A gestão do estoque é um mecanismo essencial para qualquer empresa e para que seja eficiente, é necessário garantir um equilíbrio entre a demanda e a oferta. É imperativo manter os materiais organizados de maneira clara, objetiva e controlada para que facilite os processos de localização e contagem de matéria-prima, ajudando a controlar a produção e otimizando o tempo de trabalho. O controle correto do estoque pode reduzir os custos, porém esse é um desafio para pequenas empresas, tendo em vista que na maioria das vezes possuem recursos financeiros mais restritos, o que reduz a viabilidade de investimentos em sistemas operacionais. O atual cenário de competição extremamente acirrada entre as organizações tem exigido destas organizações a adoção de estratégias que propiciem uma vantagem que possa contribuir com sua sobrevivência. Neste cenário a gestão de estoque tornou-se um fator fundamental como elemento de redução de custos e atendimento ao consumidor. O setor de farmácias de manipulação, pertencente ao setor de varejo, sofre com a alta concorrência existente no mercado. Este Projeto Integrador III objetivou analisar a implementação de uma ferramenta de controle de estoque em uma pequena empresa no setor de farmácias de manipulação, identificando os fatores intervenientes no processo de adoção da ferramenta analisada. Para atingir o objetivo proposto optou-se por uma pesquisa descritiva, por meio de um estudo de caso, em uma farmácia de manipulação na cidade de Santos. Como resultado pôde-se identificar os principais fatores intervenientes na gestão de estoque da empresa analisada, bem como, os problemas advindos da falta de controle dos estoques. Conclui-se, portanto que o software Excel, utilizado para controle dos estoques, apesar de uma ferramenta considerada mais simples, pode representar uma ferramenta adequada para gestão de estoques de micro e pequenas empresas.</p><p>PALAVRAS-CHAVE: Controle de Estoque, Farmácia de Manipulação e Gestão de Estoque.</p><p>ABSTRACT</p><p>Inventory management is an essential mechanism for any company and for it to be efficient, it is necessary to ensure a balance between demand and supply. It is imperative to keep materials organized in a clear, objective and controlled manner to facilitate the processes of locating and counting raw materials, helping to control production and optimizing working time. Correct inventory control can reduce costs, but this is a challenge for small companies, considering that in most cases they have more restricted financial resources, which reduces the feasibility of investing in operational systems. The current scenario of extremely fierce competition between organizations has required these organizations to adopt strategies that provide an advantage that can contribute to their survival. In this scenario, inventory management has become a fundamental factor as an element of cost reduction and customer service. The compounding pharmacy sector, belonging to the retail sector, suffers from the high competition in the market. This Integrator III Project aimed to analyze the implementation of a stock control tool in a small company in the compounding pharmacy sector, identifying the factors involved in the process of adopting the analyzed tool. To achieve the proposed objective, a descriptive research was chosen, through a case study, in a compounding pharmacy in the city of Santos. As a result, it was possible to identify the main factors involved in the inventory management of the analyzed company, as well as the problems arising from the lack of inventory control. It is therefore concluded that the Excel software, used for inventory control, despite being considered a simpler tool, can represent an appropriate tool for inventory management in micro and small companies.</p><p>KEYWORDS: Stock Control, Compounding Pharmacy and Stock Management.</p><p>1. INTRODUÇÃO</p><p>O controle de estoque é fundamental para o sucesso das empresas, já que reduz os custos, garante que o material necessário estará disponível quando for necessário e possibilita que a empresa tome as melhores decisões, impedindo que ela cometa erros, como comprar itens desnecessários apenas por estarem com preço atrativo.</p><p>No ambiente empresarial, se por um lado baixos níveis de estoques podem levar a perdas de economias de escala e altos custos de falta de produtos, por outro lado o excesso de estoques representa custos operacionais e de oportunidade do capital empatado. Encontrar o ponto ótimo neste trade-off não é em geral uma tarefa simples. (FERREIRA FILHO ET AL,2006, P.9)</p><p>Existem quatro tipos de estoque a serem controlados e organizados, sendo eles: Matéria prima, Produtos em processo, Produtos acabados e Peças de manutenção. O grande gargalo de muitas empresas é focar a gestão e o controle apenas do estoque dos produtos acabados, sendo que com a organização da matéria prima e as peças de manutenção será possível otimizar o tempo de trabalho já que estarão arrumados de forma</p><p>clara, além de otimizar os investimentos financeiros.</p><p>Atualmente, vive-se em um mundo altamente tecnológico e conectado, onde é possível que uma pessoa se comunique e obtenha, de forma fácil e rápida, informações de qualquer assunto ou local do mundo. Nesta realidade competitiva, os processos produtivos das empresas devem buscar melhorias por medidas estratégicas que reduzam custos, aumentem a produtividade, qualidade e aceitação no mercado.</p><p>Neste contexto, a gestão de estoque se torna um diferencial para ganhos produtivos através da economia e da busca por satisfação dos consumidores. Cabe a este setor realizar o controle de todo o material para suprir as necessidades, sempre visando diminuir a mobilização de recursos financeiros com o mesmo (VIEIRA, 2009).</p><p>Basicamente, o estoque serve tanto para atender às incertezas de demanda e do tempo de ressuprimento, quanto para proteger contra aumento de preços e incentivar a economia e melhora do nível de serviço (BALLOU, 2009).</p><p>Realizar o dimensionamento de estoque é um trabalho complexo, pois há muitos fatores que devem ser considerados a fim de atender a imprevisibilidade de demanda; como, por exemplo, a sua natureza espacial e/ou temporal, a extensão de sua variabilidade e seu grau de aleatoriedade (BALLOU, 2009).</p><p>Para isso, existem diversas ferramentas para auxiliar no processo de previsão de demanda e dimensionamento de estoque. O inventário e o controle de produtos sempre foram uma árdua tarefa para os departamentos de logística ou responsáveis pelos mesmos nas empresas (CHING, 2013).</p><p>Diante dessa afirmativa, e, a fim de evitar a falta de itens, a empresa precisa garantir que haja um estoque de segurança. Para isso, segundo Chiavenato (2005), devem ser utilizadas técnicas para controle e dimensionamento de estoques para estabelecer níveis adequados ao abastecimento da empresa - sem que ocorram volumes excessivos ou insuficientes.</p><p>Algumas das técnicas que podem ser utilizadas neste processo são: a definição do ponto de ressuprimento, realização da previsão de demanda, cálculo do estoque de segurança e do lote econômico de compras, elaboração da curva ABC e entre outros.</p><p>2. EMBASAMENTO TEÓRICO</p><p>2.1 Metodologia da Curva ABC</p><p>A curva ABC, também chamada de diagrama de Pareto ou regra de 80/20, é um método de categorização de estoques, cujo objetivo é determinar quais são os produtos mais importantes de uma empresa. É um instrumento que permite identificar itens que justificam mais atenção e tratamento adequado no gerenciamento do estoque. Em conformidade com Viana (2010, p.64) a classificação ABC poderá ser implementada de várias maneiras, como tempo de reposição, valor demanda/consumo, inventário, aquisições e outras, mas predomina a classificação pelo valor de consumo.</p><p>Conforme o Umov.me (2020) os Grupos A, B e C desta estratégia são:</p><p>Categoria A: Identifica produtos com maior importância para empresa, que representam até 80% das vendas.</p><p>Categoria B: Identifica produtos com importância intermediária, que representam até 15% das vendas.</p><p>Categoria C: Identifica os produtos de menor importância, que representam até 5% das vendas.</p><p>2.2 Estoque</p><p>Estoque é qualquer objeto ou material que necessita ficar armazenado por um determinado período até sua utilização, ou seja, é uma reserva de material que toda empresa deve manter para repor quando necessário ao funcionamento dela.</p><p>Segundo Gasnier (2002, p, 27) o propósito fundamental dos estoques é amortecer as consequências das incertezas impedindo ou minimizando os efeitos nos demais processos na cadeia de suprimento.</p><p>Entretanto, a manutenção de materiais em estoque é algo necessário para que a empresa possa suprir as necessidades de materiais durante suas atividades.</p><p>Quando se trata de qualidade, para Love (1979) é qualquer quantidade de produtos ou materiais, sob controle da empresa, em um estado relativamente ocioso, esperando por seu uso ou venda.</p><p>Os estoques são recursos ociosos que possuem valor econômico, os quais representam um investimento destinado a incrementar as atividades de produção e servir aos clientes. Entretanto, a formação de estoques consome capital de giro, que pode não estar tendo nenhum retorno do investimento efetuado e, por outro lado, pode ser necessitado com urgência em outro segmento da empresa, motivo pelo qual o gerenciamento deve projetar níveis adequados, objetivando manter o equilíbrio entre estoque e consumo (VIANA, 2010).</p><p>2.3 Tipos de estoque</p><p>Tudo que se utiliza para fazer os produtos e prestar serviços, faz parte do estoque. Conforme o Portal Educação (2013) os quatro tipos de estoque são:</p><p>a) Estoques de Insumos: Os insumos são as matérias primas ou outros materiais que estão armazenados na empresa aguardando o processo de produção ou outro tipo de processo.</p><p>b) Estoque de Produtos em Processamento: Cada processo de fabricação, é composto por fases, devido algumas serem mais complexas e numerosas, é necessário o estoque de produtos em processamento.</p><p>c) Estoque de Produtos Acabados: Produtos que já estão prontos, passaram por todos os processos de fabricação e estão disponíveis para que o cliente possa realizar a compra.</p><p>d) Estoque de produtos acessórios: São os produtos que auxiliam nos processos de fabricação, mas que não necessariamente participam da composição dos produtos.</p><p>2.4 Gestão de estoque</p><p>Com o aumento da disputa no mercado, surgem preços cada vez mais competitivos que diminuem cada vez mais a margem de lucro, para que a empresa consiga se manter no negócio, é importante que haja atenção às necessidades dos clientes e redução de custos através da gestão do estoque.</p><p>Para Gasnier (2002) o estoque parado representa uma estagnação do material, em um sistema eficiente o material deve apresentar um fluxo continuo entrando e saindo rapidamente de forma sincronizada, esse método impõe a necessidade da concepção de um sistema gerencial com elevada taxa de renovação, ou seja, com uma movimentação constante dos estoques. O gerenciamento de estoque reflete quantitativamente nos resultados obtidos pela empresa, tende a ter sua ação concentrada na aplicação de instrumentos gerenciais baseados em técnicas e métodos que permitam usufruir de um sistema para avaliar os processos e alcançar os objetivos, a importância da gestão de estoque pode ser percebida quando o material necessário está disponível no momento exato e correto para atender a necessidade da empresa.</p><p>De acordo com Viana (2010, p. 117), gestão é um conjunto de atividades que visa por meio das respectivas políticas de estoque ao pleno atendimento das necessidades da empresa com máxima eficiência e menor custo. Portanto, o principal objetivo resume-se na busca da estabilidade entre estoque e consumo.</p><p>2.5 Estoque Mínimo</p><p>Mais conhecido como estoque de segurança, o estoque mínimo é de extrema importância para que seja possível definir a quantidade necessária para que se possa manter o equilíbrio do estoque, sem que falte ou sobre produtos. O estoque de segurança é determinado por procedimentos estatísticos que lidam com a natureza aleatória da variabilidade presente. O tamanho do estoque de segurança a ser mantido depende da extensão da variabilidade e do nível de disponibilidade de estoque proporcionado. Uma previsão muito precisa é essencial para minimizar os níveis dos estoques de segurança. Na verdade, se os prazos de entrega e a demanda pudessem ser previstos com certeza absoluta, não haveria necessidade de nível algum de estoque de segurança. (BALLOU, 2001, p. 274).</p><p>2.6 Controle de estoque</p><p>Observar o comportamento do estoque, seja qual for o método, é de fundamental importância para todos os tipos de organização, independentemente de seu tamanho ou setor de atuação. Planejar, organizar, manter o estoque em dia é uma tarefa a ser feita diariamente para que não haja excessos ou perdas. Neste contexto, a gestão de estoque se torna um diferencial para ganhos produtivos através da economia e da busca por satisfação dos consumidores. Cabe a este setor realizar o controle de todo o material par suprir as necessidades,</p><p>sempre visando diminuir a mobilização de recursos financeiros com o mesmo (VIEIRA, 2009).</p><p>Basicamente, o estoque serve tanto para atender às incertezas de demanda e do tempo de ressuprimento, quanto para proteger contra aumento de preços e incentivar a economia e melhora do nível de serviço (BALLOU, 2013).</p><p>Manter o Controle de Estoque é algo fundamental; por isso, se deve considerar a utilização de diferentes ferramentas para o inventário da empresa, com os seguintes objetivos: Informação atualizada; economia de tempo na preparação de inventários; ter um controle de estoque mais preciso e ter um histórico dos inventários realizados.</p><p>Segundo Slack et al. (2013), todas as operações mantêm um estoque de algum tipo.</p><p>2.7 Critérios de avaliação de estoque</p><p>Dentre os critérios mais utilizados para que se possa realizar uma avaliação dos estoques encontramos: PEPS (primeiro a entrar, primeiro a sair), UEPS (último a entrar, primeiro a sair) e, Custo médio ponderado. A seguir descreveremos os princípios abordados por cada um desses critérios.</p><p>2.7.1 PEPS</p><p>Conforme Basso (2011, p. 174) diz que o método PEPS considera que o primeiro elemento que entra no estoque é o primeiro que deve ser baixado dos estoques por ocasião das vendas, como o seu respectivo valor de incorporação. Isto é que as primeiras matérias-primas adquiridas são as primeiras a entrar no processo ou os primeiros produtos produzidos são os primeiros a serem vendidos.</p><p>A vantagem do PEPS se dá em os valores ser próximos aos atuais de mercado (IUDÍCIBUS; MARION, 2010). Porém, Gomes et. Al. (2011) destaca que o custo de mercadorias vendidas pode apresentar oscilações e uma baixa no valor, pois utiliza como cálculo os lotes iniciais.</p><p>2.7.2 UEPS</p><p>Método UEPS (último a entrar, primeiro a sair). O método UEPS é baseado no fato de que o último item a entrar é o primeiro a sair. Ou seja, as últimas matérias-primas adquiridas são as primeiras a entrar no processo ou os últimos produtos produzidos são os primeiros a serem vendidos, segundo Schier (2011, p 164), utiliza o último preço de aquisição para fins de baixa de estoque.</p><p>Esse modo de avaliação alcança o custo de reposição e responde a norma do conservadorismo, todavia é visto como contrário a lei na legislação brasileira (MARION, 2009).</p><p>2.7.3 Custo médio ponderado</p><p>É usado em empresas, onde seus estoques tenham um controle permanente, e que em cada aquisição, o seu preço médio é atualizado pelo método do custo médio ponderado (Ferreira, 2007, p. 32), este custo serve para identificar o valor de cada item e a quantidade disponível no estoque, além de ajudar os gestores a identificar prejuízos e produtos sem rotatividade.</p><p>No método de avaliação de estoque pelo custo médio cada mercadoria existente no estoque final adquire o valor do custo médio ponderado do item nos períodos variados, da qual, o mesmo deve estar livre para a comercialização (REDAELLI, 1998).</p><p>Araújo (1987, p. 216) declara que: Este método contábil avalia o preço de todas as retiradas do estoque, ao preço unitário médio do suprimento total do item em estoque. Tem ele um efeito estabilizante, pois nivela as flutuações de preços, porém, ao longo do prazo, reflete os custos reais de compra de materiais.</p><p>2.8 Inventário</p><p>A base fundamental de qualquer sociedade comercial é a compra e venda de mercadorias e produtos acabados; daí a importância da gestão de estoque por ela. É por isso que é de extrema importância conhecer e implementar os mecanismos e técnicas adequados.</p><p>Zapata Cortês (2016) expressa o seguinte “Consideram-se mercadorias os artigos de comércio adquiridos que estão disponíveis para venda”</p><p>O inventário deve ser feito de acordo com a demanda da empresa, diário, semanal, mensal, semestral ou anual, empresa de pequeno porte acaba por trabalhar com estoque mínimo e algumas nem estoque tem, a compra é feita de acordo com os itens que vão ficando com estoque baixo. O inventário feito da forma correta garante a empresa que, os itens no qual ela trabalha estão com a validade em dia, além de mostrar aqueles itens que tem grande rotatividade.</p><p>Fornecer ou distribuir adequadamente os materiais necessários para a empresa. Colocando-os disponíveis no momento certo, a fim de evitar aumentos de custos e perdas. Permitindo satisfazer as necessidades reais da empresa, às quais deve estar constantemente adaptada.</p><p>2.8.1 Funções do controle de inventário</p><p>Dentre as diversas funções atribuídas a necessidade de controle de inventário pode-se citar: eliminação de irregularidades na oferta, compra ou produção em lotes, permitir que a organização manipule materiais perecíveis, tomada de decisões sobre os estoques, dentre outras.</p><p>Existem duas decisões básicas de estoque que os gerentes devem tomar ao tentar executar as funções de estoque que acabamos de revisar.</p><p>Essas duas decisões são tomadas para cada item no estoque:</p><p>1.- Quanto de um item pedir quando o estoque desse item for fornecido?</p><p>2.- Quando reabastecer o estoque deste item?</p><p>A obtenção de maior eficiência operacional e acurácia entre as quantidades físicas e a necessidade de atendimento de clientes tornou-se um fator diferencial para maior competitividade entre empresas do setor de varejo de farmácias.</p><p>2.8.2 Inventário em Excel</p><p>O modelo permite o gerenciamento automatizado de estoque a partir de uma única tela (aba). Onde se podem adicionar produtos, removê-los e verificar seu status. Em lojas ou empresas de pequeno e médio porte, não é incomum que o estoque e o controle de produtos sejam realizados com Excel (ou com software equivalente). No entanto, conhecer em tempo real a situação da mercadoria é decisivo para tomar decisões informadas, o que traz benefícios para a empresa. O Excel tem limitações nesse sentido e, em longo prazo, pode ser prejudicial por não ter havido um investimento em softwares especializados de controle de estoque. O Microsoft Excel é um programa de computador para análise de dados. A principal característica deste aplicativo é seu design em forma de planilhas ou tabelas, onde o usuário adiciona valores sobre os quais os cálculos são feitos por meio de fórmulas, além de poder representá-los graficamente. Graças às suas funções, o Excel tornou-se uma ferramenta comum no mundo dos negócios. Também em algumas lojas, sem ser um programa especificamente concebido para o efeito. A Microsoft Excel, de fato, oferece alguns modelos (arquivos XLTM) para determinadas tarefas de logística. Um dos mais comuns é o modelo “Warehouse Inventory”.</p><p>Com esta planilha, os itens podem ser inseridos e removidos de acordo com os pedidos do ERP, fazer lista de itens, recuperar dados de cada local ou acompanhar o valor do estoque. Pode-se, obviamente, personalizar os templates com base nas variáveis do negócio: por exemplo, o número de referências, seu peso e tamanho ou a data de validade do produto. A realização de um inventário em Excel tem a vantagem da sua simplicidade, pois muitos trabalhadores já estão familiarizados com a sua interface por tê-la utilizado em outros contextos que não a logística.</p><p>No entanto, como o controle é feito manual mente deve-se ter muita atenção para que não haja erros</p><p>3. METODOLOGIA</p><p>Um Projeto Integrador para ser considerado cientifico deve seguir uma metodologia e um método adequado, de forma a ser possível a replicação do estudo. Nesse trabalho optou-se por uma pesquisa descritiva, a qual, conforme Andrade (2002), o pesquisador não interfere nos fatos analisados devendo apenas observar, descrever, analisar e interpretar esses fatos. Como meio para se atingir os resultados esperados utilizou-se de um estudo de caso.</p><p>Conforme Yin (2002), esse tipo de pesquisa permite o estudo abrangente de determinado objeto mantendo-se as características originais. A coleta de dados ocorreu por meio de observação e análise documental.</p><p>4. RESULTADOS E DISCUSSÃO</p><p>Neste item apresenta-se a empresa analisada e em seguida discorre-se a respeito dos processos adotados em um período anterior a adoção do novo sistema de controle do estoque, analisando-se e discutindo-se os resultados</p><p>com base nos acontecimentos comparativamente com a literatura.</p><p>4.1 A Empresa</p><p>A empresa analisada é uma farmácia de manipulação localizada na cidade de Santos, fundada em 1983 desde então trabalhando com manipulação e homeopatia. É uma empresa familiar e de pequeno porte a mesma sempre foi situada no mesmo endereço, e com o decorrer dos anos houve a expansão.</p><p>Atualmente a farmácia conta com uma equipe de 16 funcionários sendo: 6 farmacêuticos, 3 auxiliares de farmácias, 1 estagiaria na área farmacêutica, 1 auxiliar de logística; 4 recepcionistas e 1 auxiliar de limpeza.</p><p>A farmácia tem como um de seus principais princípios a entrega de medicamentos eficazes e dentro dos critérios de qualidade designados pelos órgãos governamentais, para a população. Por se tratar de uma empresa de pequeno porte, no setor de varejo na área da saúde, o estoque não era entendido com o devido cuidado que deveria ter o controle de estoque.</p><p>4.2 O Processo</p><p>A empresa não tinha uma pessoa responsável pela gestão de estoque (revenda), com isso as recepcionistas eram as funcionárias que faziam a reposição de medicamentos, porém sem auxilio de alguma ferramenta que pudesse minimizar a possibilidade de que produtos pudessem ter o devido controle de vencimento. Este fator era de fundamental importância para a entrega de produtos dentro da qualidade exigida pelos consumidores.</p><p>O processo acabava por não usar o método PEPS o que é o mais adequado a se usar nesta empresa, além de ter um grande estoque de produtos parados e muitos itens com validade curta ou já vencidos parados.</p><p>O controle da validade dos medicamentos no momento dos recebimentos é de fundamental importância, podendo-se ou devendo-se utilizar o modelo de controle de estoque conhecido como PVPS (primeiro que vence é o primeiro que sai).</p><p>Conforme Zapata Cortés (2016) minimização dos riscos de que haja perdas no controle de estoques, ajudando na garantia da obediência da validade para atendimento aos requisitos regulares, definidos pelos órgãos governamentais.</p><p>4.3 Análise e Discussão</p><p>O processo de recebimento e separação de materiais, realizado pelas recepcionistas, não eram realizados com a utilização de nenhuma ferramenta de controle, por mais simples que fosse, fato que gerava com que produtos com data de vencimento mais próxima fossem vendidos antes, gerando a obsolescência de material e, consequentemente, prejuízo financeiro.</p><p>Para que a farmácia minimizasse a possibilidade de perdas financeiras com a obsolescência de materiais, em virtude do prazo de vencimento, o primeiro passo foi propiciar um treinamento para as recepcionistas no sentido de conscientiza-las da importância da organização do estoque que privilegiasse a obediência ao prazo de vencimento. Treinamento para funcionários é uma atividade importantíssima para qualquer empresa, independentemente de seu tamanho ou setor de atuação.</p><p>Após esse treinamento, foi realizada uma análise em todos os itens de revenda. Primeiramente foram planilhados os itens: descrição, validade e quantidade, após essa atividade foi feito um inventário dos materiais já existentes na empresa, visando o mapeamento e identificação da validade destes materiais.</p><p>Com essas informações foi elaborada uma planilha utilizando-se o software Excel sendo que, a partir disso foi analisado a rotatividade dos itens. Com essa ferramenta foi possível ter um controle no estoque (entrada e saída) já que é feito um inventario a cada 15 dias, e sendo assim muitos produtos foram tirados de linha, permanecendo somente aqueles que tinham um giro de estoque, a planilha demonstra quantidade de produto, nome e quantos dias falta para vencer.</p><p>A utilização do PVPS, a partir da organização dos estoques, foi de fundamental importancia para a redução ou eliminação da sobra em estoques de materiais com prazo de validade vencidos. A realização de um inventário cíclico no estoque, também, colaborou para a minimização dos problemas do momento anterior, antes da aplicação dos controles desenvolvidos.</p><p>5. CONSIDERAÇÕES FINAIS</p><p>Este Projeto Integrador III teve como principal objetivo analisar a aplicação do software Excel como ferramenta de controle do estoque em uma farmácia de manipulação. Neste sentido entende-se que os objetivos foram atingidos, podendo-se comprovar por meio da pesquisa a importância tanto de uma boa gestão de estoque, quanto da utilização de ferramentas oriundas da área da tecnologia da informação como instrumento de controle e melhoria de resultados.</p><p>Empresas de micro e pequeno porte não possuem disponibilidade financeira, dentre outras razões, para altos investimentos em soluções que demandem grandes desembolsos de caixa. Portanto, soluções mais simples e de menor investimento, como a utilização de planilhas do software Excel, podem representar um grande apoio a sobrevivência destas empresas no mercado.</p><p>A realização de inventário, a preocupação com o treinamento de funcionários, também, representa boas políticas para melhoria de resultados obtidos através de funcionários. Entende-se que este estudo não esgota o assunto, portanto, sugere-se como pesquisas futuras a aplicação desta solução em micro e pequenas empresas de outros setores.</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>ANDRADE, M. M. Como preparar trabalhos para cursos de pós-graduação. Noções práticas. 5ª Ed. São Paulo: Atlas, 2002. 21 fev 2024.</p><p>ARAÚJO, Jorge Sequeira de. Almoxarifados administração e organização. 9 ed. São Paulo: Ed. Atlas, 1987. Acesso em: 21 fev 2024.</p><p>BALLOU, Ronald H. Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos: Planejamento, Organização e Logística Empresarial. 4ª ed. Porto Alegre: Bookman, 2001. Acesso em: 20 fev 2024.</p><p>BALLOU, Ronald H. Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos: Logística Empresarial. Bookman, 2009. Acesso em: 20 fev 2024.</p><p>BALLOU, Ronald H. Logística Empresarial. São Paulo: Atlas, 2013. Acesso em: 21 fev 2024.</p><p>BASSO, Irani Paulo. Contabilidade Geral Básica. 4.ed. rev. Ijuí: Unijuí, 2011. Acesso em: 21 fev 2024.</p><p>CHIAVENATO, I. 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