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<p>Atividade de</p><p>Revisão</p><p>G1</p><p>Valor: 2.0</p><p>Curso: DIREITO Disciplina: DIREITO PENAL III Data: 26/09/2024</p><p>Turma: Professor: ABIZAIR PANIAGO Nota:</p><p>Aluno: CAROLINE APARECIDA CHAVES DE LIRA</p><p>EXERCÍCIOS DE REVISÃO</p><p>QUESTÕES OBJETIVAS</p><p>1) Ana, após realizar exame médico, descobriu estar grávida. Estando convicta de que a gravidez se</p><p>deu em decorrência da prática de relação sexual extraconjugal que manteve com Pedro, seu colega</p><p>de faculdade, e temendo por seu matrimônio decidiu por si só que iria praticar um aborto. A jovem</p><p>comunicou a Pedro que estava grávida e pretendia realizar um aborto em uma clínica clandestina.</p><p>Pedro, por sua vez, procurou Robson, colega que cursava medicina, e o convenceu a praticar o aborto</p><p>em Ana. Assim, alguns dias depois de combinar com Pedro, Robson encontrou Ana e realizou o</p><p>procedimento de aborto.</p><p>Sobre a questão apresentada, é correto afirmar que a conduta de Ana se amolda ao crime previsto no</p><p>a) art. 124, segunda parte, do Código Penal (consentimento para o aborto). Robson, por sua vez, tem</p><p>sua conduta subsumida ao crime previsto no art. 126, do Código Penal (aborto provocado por</p><p>terceiro com consentimento). Já Pedro responderá como partícipe no crime de Robson.</p><p>b) art. 124, segunda parte, do Código Penal (consentimento para o aborto). Robson, por sua vez, tem</p><p>sua conduta subsumida ao crime previsto no art. 124, segunda parte, do Código Penal. Já Pedro</p><p>responderá como partícipe no crime de Ana.</p><p>c) art. 125, segunda parte, do Código Penal (consentimento para o aborto). Robson, por sua vez, tem</p><p>sua conduta subsumida ao crime previsto no art. 124 do Código Penal (aborto provocado por</p><p>terceiro sem consentimento). Já Pedro responderá como partícipe no crime de Robson.</p><p>d) art. 124, primeira parte, do Código Penal (autoaborto). Robson, por sua vez, tem sua conduta</p><p>subsumida ao crime previsto no art. 126 do Código Penal (aborto provocado por terceiro com</p><p>consentimento). Já Pedro responderá como partícipe no crime de Ana.</p><p>e) art. 126, primeira parte, do Código Penal (autoaborto). Robson, por sua vez, tem sua conduta</p><p>subsumida ao crime previsto no art. 124 do Código Penal (aborto provocado por terceiro com</p><p>consentimento). Já Pedro responderá como participe no crime de Ana.</p><p>2) Darlan, apaixonado por outra, decidiu matar sua mulher, Amélia. Mesmo sabendo que ela estava</p><p>grávida de seis meses, não se deixou dissuadir do intuito homicida, até porque também não queria o</p><p>nascimento do filho desta união. Com o uso de uma faca de churrasco, golpeou-a por várias vezes em</p><p>seu abdômen. Pensando que a tivesse matado, imediatamente fugiu do local, o que permitiu aos</p><p>vizinhos, alertados pelos gritos de Amélia, socorrê-la e levá-la a um hospital, pois, em que pese a</p><p>violência do ataque, a mulher sobreviveu. Mas, infelizmente, ela não resistiu aos ferimentos e morreu</p><p>pouco depois de ter entrado na sala de atendimento hospitalar. O médico que a atendeu, Dr. José,</p><p>percebeu que o feto ainda vivia, apesar da morte da mãe, e imediatamente realizou cesariana. A</p><p>criança foi retirada do claustro materno com vida, mas também não sobreviveu mais de cinco minutos.</p><p>Com base no caso descrito acima, assinale com V (verdadeiro) ou com F (falso) as seguintes</p><p>afirmações.</p><p>(V ) Ocorreram dois crimes dolosos contra a vida, homicídio e aborto consumados, aplicando-se as</p><p>respectivas penas conforme a regra estabelecida pelo Código Penal para o concurso material de</p><p>crimes.</p><p>2</p><p>( F ) Ocorreram dois crimes dolosos contra a vida, homicídio consumado e aborto tentado, uma vez</p><p>que o feto não foi expulso do ventre materno, aplicando-se as respectivas penas cumulativamente.</p><p>( ) Caso constatada a inobservância culposa de regra técnica da profissão pelo Dr. José, na realização</p><p>da cesariana, que tivesse contribuído para a eliminação da vida do nascente, Darlan responderia por</p><p>homicídio consumado, contra Amélia, e por aborto tentado, em relação ao feto, com a aplicação da</p><p>mais grave das penas cabíveis, aumentada de um sexto até metade. O Dr. José seria responsabilizado</p><p>por homicídio culposo, com aumento de um terço da pena.</p><p>( ) Se a gestante não tivesse morrido e o parto se desse a termo, vindo, porém, a criança a falecer dez</p><p>dias depois, em consequência de também ter sido atingida pelas facadas, quando já titular de vida</p><p>extrauterina, Darlan responderia por tentativa de homicídio, contra Amélia, e por homicídio</p><p>consumado, contra a criança, aplicando-se a mais grave das penas cabíveis, aumentada de um sexto</p><p>até metade.</p><p>A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é</p><p>V – F – F – F.</p><p>V – F – V – V.</p><p>F – V – F – V.</p><p>F – V – V – F.</p><p>V – F – V – F.</p><p>3) Dalva, em período gestacional, foi informada de que seu bebê sofria de anencefalia, diagnóstico</p><p>confirmado por laudos médicos. Após ter certeza da irreversibilidade da situação, Dalva, mesmo sem</p><p>estar correndo risco de morte, pediu aos médicos que interrompessem sua gravidez, o que foi feito logo</p><p>em seguida.</p><p>Nessa situação hipotética, de acordo com a jurisprudência do STF, a interrupção da gravidez</p><p>a) deve ser interpretada como conduta atípica e, portanto, não criminosa.</p><p>b) deveria ter sido autorizada pela justiça para não configurar crime.</p><p>c) é isenta de punição por ter ocorrido em situação de aborto necessário.</p><p>d) configurou crime de aborto praticado por Dalva.</p><p>e) configurou crime de aborto praticado pelos médicos com consentimento da gestante.</p><p>4) Rapaz de 30 (trinta) anos, que não estuda, nem trabalha e convive com o genitor, diz-lhe, pela</p><p>primeira vez, que quer se matar, sem condutas antecedentes que denunciassem tal intenção. O pai,</p><p>que nunca cogitou matar o filho, sem falar nada, imediatamente antes de sair pela porta da casa e</p><p>deixar o rapaz sozinho, entrega um frasco com veneno, que é ingerido pelo moço, que morre minutos</p><p>depois:</p><p>a) É caso de autoria mediata, respondendo o pai por homicídio comissivo por omissão, pois o filho</p><p>encontra-se sob sua guarda;</p><p>b) Trata-se de homicídio qualificado pelo emprego de veneno, com incidência da agravante de</p><p>crime praticado contra descendente;</p><p>c) O pai responderá por homicídio culposo, porque atuou com imprudência, violando dever objetivo</p><p>de cuidado;</p><p>d) O caso é atípico, pois a lei não pune o suicídio;</p><p>e) O pai responderá por crime de auxílio ao suicídio, com incidência de agravante genérica de crime</p><p>praticado contra descendente.</p><p>5) Mediante promessa de pagamento de cem reais, a intrometida vizinha Florisbela participa</p><p>dolosamente do infanticídio executado pela jovem mãe Aldegunda que, em desespero, se encontrava</p><p>então sob forte influência do estado puerperal. Sobre Florisbela, à vista do entendimento hoje</p><p>dominante na doutrina, com esses dados em princípio pode-se afirmar que</p><p>a) responderia por homicídio doloso qualificado, caso a lei brasileira classificasse o infanticídio como</p><p>modalidade privilegiada de homicídio.</p><p>3</p><p>b) responderia por homicídio privilegiado, com Aldegunda, caso a lei brasileira classificasse o</p><p>infanticídio como modalidade privilegiada de homicídio.</p><p>c) responde por homicídio qualificado.</p><p>d) responde por infanticídio qualificado.</p><p>e) responde por infanticídio privilegiado, com Aldegunda.</p><p>6) Durante o carnaval, Alberto supôs que Bruno estaria olhando para sua namorada. Estando sob</p><p>efeito de álcool, Alberto agrediu Bruno com chutes e joelhadas na região do abdômen, o que</p><p>ocasionou a queda de Bruno, fazendo-o chocar-se contra o meio-fio da calçada, onde bateu a</p><p>cabeça, vindo a óbito. No exame pericial, constatou-se que a causa da morte foi hemorragia</p><p>encefálica em razão da ruptura de um aneurisma cerebral congênito, situação desconhecida tanto</p><p>pelo autor, como pela vítima e por seus familiares.</p><p>Nessa situação hipotética, de acordo com o entendimento do STJ, a conduta de Alberto configura</p><p>a) fato atípico.</p><p>b) lesão corporal de natureza grave.</p><p>c) lesão corporal seguida de morte.</p><p>d) homicídio qualificado pela torpeza.</p><p>e) lesão</p><p>corporal simples.</p><p>7) Giles, ex-namorado de Hildebranda, ao tomar conhecimento de que ela está em um novo</p><p>relacionamento amoroso, movido pelo ciúme, decide dar-lhe uma surra e, para tanto, convida-a a ir ao</p><p>seu apartamento, sob o pretexto de que gostaria de lhe devolver alguns pertences pessoais, deixados</p><p>por ela no imóvel. Acreditando na sinceridade do convite, Hildebranda comparece ao local, onde</p><p>Giles a agride, desferindo-lhe socos no rosto. Ela vem então a ser hospitalizada, em decorrência dos</p><p>ferimentos sofridos, sobrevindo alta médica dois dias depois.</p><p>Diante do caso narrado, Giles deverá responder por:</p><p>a) lesão corporal grave, com incidência das circunstâncias agravantes da dissimulação e das</p><p>consequências do crime (hospitalização da vítima);</p><p>b) lesão corporal leve, com incidência das circunstâncias agravantes da dissimulação e de ter sido o</p><p>crime cometido com violência contra a mulher, na forma da lei específica;</p><p>c) lesão corporal qualificada pela violência doméstica, sopesando-se em desfavor do réu as</p><p>circunstâncias judiciais da dissimulação e das consequências do crime (hospitalização da vítima);</p><p>d) lesão corporal qualificada pela violência doméstica, sopesando-se em desfavor do réu a</p><p>circunstância judicial das consequências do crime (hospitalização da vítima), com incidência da</p><p>circunstância agravante da dissimulação;</p><p>e) lesão corporal grave, com a pena aumentada pela violência doméstica, sopesando-se em</p><p>desfavor do réu a circunstância judicial das consequências do crime (hospitalização da vítima),</p><p>com incidência das circunstâncias agravantes da dissimulação e de ter sido o crime cometido com</p><p>violência contra a mulher, na forma da lei específica.</p><p>8) Caio, 18 anos, Tício, 20 anos e Mévio, 22 anos, integram uma torcida organizada de uma</p><p>agremiação futebolística. No dia de uma partida de seu clube, encontram um torcedor do time rival</p><p>sozinho, saindo do trem a uma curta distância. Mévio então olhou para Caio e Tício e fez gestos com as</p><p>mãos denotando que os três perseguissem e agredissem o torcedor rival. Ao efetivamente alcançarem</p><p>a vítima, o lesionaram com socos e pontapés.</p><p>9) Pelo exposto, é correto afirmar que Caio, Tício e Mévio devem responder por crime de</p><p>a) lesão corporal, cada qual isoladamente, eis que não houve concurso de pessoas e sim autoria</p><p>colateral.</p><p>b) lesão corporal em concurso de pessoas.</p><p>c) associação criminosa e crime de lesão corporal.</p><p>4</p><p>d) constrangimento ilegal e crime de lesão corporal.</p><p>e) organização criminosa e crime de lesão corporal.</p><p>10) Saulo se desentendeu, na fila do caixa de um supermercado, com outra consumidora, Viviane, que</p><p>estava no 8º mês de gestação, e lhe desferiu um fortíssimo soco no rosto. Em razão do golpe, Viviane</p><p>perdeu o equilíbrio e caiu com a barriga no chão. Ao ser levada ao hospital, foi constatado que Viviane</p><p>apresentava lesão leve na face, mas que havia perdido o bebê em decorrência da queda.</p><p>Considerando o estado gravídico evidente de Viviane, a conduta praticada por Saulo configura o</p><p>crime de:</p><p>a) lesão corporal seguida de morte;</p><p>b) lesão corporal qualificada pelo aborto;</p><p>c) aborto na modalidade dolo eventual, apenas;</p><p>d) aborto culposo, ficando a lesão corporal absorvida;</p><p>e) lesão corporal leve em concurso formal com aborto na forma culposa.</p><p>11) De acordo com o que prevê o Código Penal (CP) acerca dos crimes contra a pessoa,</p><p>caracteriza, obrigatoriamente, uma qualificadora do crime de homicídio o seu cometimento</p><p>a) contra vítima menor de 14 anos, apenas quando praticado na modalidade culposa.</p><p>b) por motivo de vingança.</p><p>c) contra a mulher, apenas no caso de menosprezo ou discriminação em razão do seu gênero.</p><p>d) com emprego de arma de fogo de uso restrito.</p><p>e) contra primo de policial civil, em razão da função exercida.</p><p>12) Kátia, namorada de Lizandra, em um restaurante, inconformada com o anúncio desta de que</p><p>deseja pôr fim ao relacionamento amoroso, desfere-lhe facadas, com o intuito de matá-la, deixando</p><p>em seguida o local. Socorrida por terceiros, Lizandra é hospitalizada, vindo o enfermeiro Miguel, por</p><p>descuido, a trocar a medicação prescrita à paciente, aplicando-lhe substância diversa, que lhe</p><p>provoca a morte, por choque anafilático.</p><p>Diante do caso narrado, Kátia deverá responder por:</p><p>a) feminicídio e Miguel, por homicídio culposo;</p><p>b) tentativa de feminicídio e Miguel, por homicídio culposo;</p><p>c) tentativa de feminicídio e Miguel, por homicídio doloso;</p><p>d) lesão corporal qualificada e Miguel, por homicídio doloso;</p><p>e) lesão corporal qualificada e Miguel, por homicídio culposo.</p><p>13) Sobre o crime de homicídio, analise as afirmativas a seguir.</p><p>I. O homicídio cometido contra menor de 14 anos é hipótese de crime qualificado com previsão de</p><p>aumento de pena quando o autor é ascendente da vítima.</p><p>II. A jurisprudência é firme em aceitar a convivência entre o homicídio objetivamente qualificado e ao</p><p>mesmo tempo subjetivamente privilegiado.</p><p>III. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme em apontar que, para incidência do aumento</p><p>de pena pela prática de homicídio na presença física de descendentes da vítima, estes devem</p><p>presenciar todo o inter criminis, não bastando presenciar parte do evento criminoso sob pena de</p><p>violação do princípio da legalidade.</p><p>IV. A discussão anterior entre o autor e vítima pode ou não afastar a qualificadora do motivo fútil,</p><p>dependendo da análise do caso concreto.</p><p>V. Não há bis in idem nos casos em que, havendo condenação por homicídio duplamente qualificado,</p><p>uma qualificadora é utilizada para qualificar abstratamente o delito e outra para incrementar a pena</p><p>na segunda fase da dosimetria.</p><p>5</p><p>Estão corretas as afirmativas</p><p>a) I, III e V, apenas.</p><p>b) I, II e III, apenas.</p><p>c) II, IV e V, apenas.</p><p>d) I, III e IV, apenas.</p><p>e) I, II, IV e V, apenas.</p><p>14) Kátia, proprietária de uma casa de veraneio, é informada por uma vizinha de que populares</p><p>estão invadindo seu quintal, para fazer uso da piscina, aproveitando-se de sua ausência. Para pôr fim</p><p>ao abuso, Kátia instala um dispositivo que eletrifica a água da piscina, por ela acionado sempre que</p><p>está ausente. O dispositivo em questão não é visível, tampouco existe no local qualquer aviso sobre o</p><p>risco de se entrar na piscina. Alguns dias depois, um adolescente pula o muro do quintal da residência</p><p>de Kátia, então ausente, e, ao mergulhar na piscina, recebe forte descarga elétrica, que o faz</p><p>desfalecer, vindo ele a morrer afogado.</p><p>Diante do caso narrado, a correta adequação típica do fato é:</p><p>a) fato atípico;</p><p>b) homicídio;</p><p>c) fato típico, porém lícito, pois praticado em legítima defesa;</p><p>d) fato típico, porém lícito, pois praticado em estado de necessidade;</p><p>e) fato típico, porém lícito, pois praticado no exercício regular de direito.</p><p>15) Homero, ex-namorado de Ilma, ao tomar conhecimento de que ela está grávida de um filho</p><p>dele, decide matá-la, razão pela qual a convida para uma conversa particular em sua residência, sob</p><p>o pretexto de que gostaria de combinar com ela uma assistência, moral e material, durante a</p><p>gestação. Ao chegar ao local combinado, Ilma é golpeada a pauladas por Homero, notadamente na</p><p>cabeça, daí resultando sua morte e, consequentemente, a do feto.</p><p>Diante do caso narrado, a correta adequação típica do fato é:</p><p>a) homicídio qualificado pela dissimulação;</p><p>b) homicídio qualificado pela dissimulação e pelo emprego de meio cruel;</p><p>c) homicídio qualificado pelo emprego de meio cruel e por ter sido praticado contra a mulher, por</p><p>razões da condição de sexo feminino (feminicídio);</p><p>d) homicídio qualificado pela dissimulação, pelo emprego de meio cruel e por ter sido praticado</p><p>contra a mulher, por razões da condição de sexo feminino (feminicídio), e aborto provocado por</p><p>terceiro;</p><p>e) homicídio qualificado pela dissimulação, pelo emprego de meio cruel e por ter sido praticado</p><p>contra a mulher, por razões da condição de sexo feminino (feminicídio), com a pena aumentada</p><p>por</p><p>ter sido o crime cometido durante a gestação, e aborto provocado por terceiro.</p><p>16) Assinale a alternativa que apresenta, respectivamente, hipótese de qualificação do homicídio</p><p>doloso e de aumento de pena do homicídio culposo.</p><p>a) Se o agente foge para evitar prisão em flagrante; se o agente deixa de prestar imediato socorro à</p><p>vítima.</p><p>b) Praticado para assegurar a ocultação de outro crime; se o agente não procura diminuir as</p><p>consequências do seu ato.</p><p>c) Praticado com qualquer arma de fogo; praticado com inobservância de regra técnica de</p><p>profissão.</p><p>d) Com emprego de veneno; com emprego de arma de fogo de uso restrito ou proibido.</p><p>e) Por motivo fútil; com emprego de meio que possa resultar perigo comum.</p><p>6</p><p>17) Acerca dos crimes contra a pessoa, assinale a alternativa CORRETA:</p><p>a) O infanticídio admite modalidade culposa.</p><p>b) A circunstância de o homicídio ser praticado por milícia configura uma qualificadora do crime.</p><p>c) Se o crime de que trata o § 2º do artigo 122 do Código Penal for cometido contra menor de 14</p><p>(quatorze) anos ou contra quem não tem o necessário discernimento para a prática do ato, ou</p><p>que, por qualquer outra causa, não pode oferecer resistência, responde o agente pelo crime de</p><p>homicídio, nos termos do art. 121 do aludido Código.</p><p>d) Para a configuração das lesões corporais de natureza grave, exige-se que a vítima permaneça</p><p>incapaz para as ocupações habituais por mais de 60 dias.</p><p>18) Com relação ao “induzimento, instigação ou auxílio a suicídio ou a automutilação” é correto</p><p>afirmar que o crime</p><p>a) só se configura se a vítima atenta contra a própria vida.</p><p>b) é qualificado se da conduta resulta morte.</p><p>c) é privilegiado, com efetiva redução de pena, se a vítima não se mutila ou não atenta contra a</p><p>própria vida.</p><p>d) tem pena aumentada se o agente deixa de prestar imediato socorro à vítima.</p><p>e) só se configura se a vítima atenta contra a própria vida, produzindo em si, ao menos, lesão corporal</p><p>de natureza grave.</p><p>19) Desolados após a morte dos pais em um acidente de trânsito, os irmãos Paulo e Roberto, com 21</p><p>anos e 19 anos de idade, respectivamente, fizeram um pacto de suicídio a dois em 20/2/2022: fecharam</p><p>as portas e janelas do apartamento, e Paulo abriu a válvula de gás. Após poucos minutos, ambos</p><p>desmaiaram. Os vizinhos sentiram o forte odor de gás e arrombaram o apartamento, evitando o óbito</p><p>dos irmãos. Em decorrência da queda da própria altura, Paulo sofreu lesão corporal leve, e Roberto,</p><p>lesão corporal gravíssima.</p><p>Acerca dessa situação hipotética, é correto afirmar que</p><p>a) Paulo e Roberto não poderão ser responsabilizados criminalmente, por se tratar de autolesões.</p><p>b) Paulo deverá responder pelo crime de homicídio na forma tentada (art. 121 c/c art. 14, inc. II, do</p><p>Código Penal), e Roberto, pelo crime de induzimento, instigação ou auxílio a suicídio ou a</p><p>automutilação na forma simples (art. 122, caput, do Código Penal).</p><p>c) Paulo deverá responder pelo crime de induzimento, instigação ou auxílio a suicídio ou a</p><p>automutilação na forma qualificada (art. 122, § 1.º, do Código Penal), e Roberto não poderá ser</p><p>responsabilizado criminalmente.</p><p>d) Paulo deverá responder pelo crime de induzimento, instigação ou auxílio a suicídio ou a</p><p>automutilação na forma qualificada (art. 122, § 1.º, do Código Penal), e Roberto, pelo crime de</p><p>induzimento, instigação ou auxílio a suicídio ou a automutilação na forma simples (art.</p><p>122, caput, do Código Penal).</p><p>e) Paulo deverá responder pelo crime de homicídio na forma tentada (art. 121 c/c art. 14, inc. II, do</p><p>Código Penal), e Roberto não poderá ser responsabilizado criminalmente.</p><p>20) Marque a alternativa incorreta:</p><p>a) Em relação ao crime de infanticídio, a lei brasileira não adotou o critério psicológico, mas sim o</p><p>critério fisiopsicológico, levando em conta o desequilíbrio oriundo do processo do parto.</p><p>b) A incidência da qualificadora do feminicídio, prevista no artigo 121, § 2°, VI, do Código Penal,</p><p>reclama situação de violência praticada por homem ou por mulher contra a mulher em situação</p><p>de vulnerabilidade, num contexto caracterizado por relação de poder e submissão. Pode-se ainda</p><p>afirmar que, segundo entendimento do Superior Tribunal de Justiça, a qualificadora em análise é de</p><p>natureza subjetiva.</p><p>c) O perdão judicial constitui causa extintiva de punibilidade que afasta os efeitos da sentença</p><p>condenatória e, diferentemente do perdão do ofendido, não precisa ser aceito para gerar efeitos.</p><p>7</p><p>d) No que concerne ao crime de homicídio, é possível a coexistência das circunstâncias</p><p>privilegiadoras com as qualificadoras de natureza objetiva.</p>