Prévia do material em texto
<p>Otávio Souza ∙ Método OBA ∙ @pmminas</p><p>1</p><p>Siga meu Instagram: www.instragram.com/pmminas</p><p>Mentorias: https://pmminas.com/</p><p>Combo de Apostilas: https://pmminas.com/</p><p>Grupo de Estudos (aulas semanais gratuitas): https://t.me/pmminas</p><p>Youtube: https://www.youtube.com/pmminas</p><p>Contato: prof.otaviosouza@gmail.com</p><p>Autor: Otávio Souza – PMMINAS</p><p>Ed.23.11.06 – v2</p><p>ATENÇÃO: PROIBIDA A VEICULAÇÃO DESTES MATERIAIS, ainda que sem finalidade de lucro (uso autorizado</p><p>apenas para o comprador), todos os direitos reservados. Muito cuidado com a investigação social, fase</p><p>importantíssima do seu certame - a honra militar começa nos estudos.</p><p>DOS CRIMES CONTRA A PROPRIEDADE INTELECTUAL</p><p>Violação de direito autoral → ainda que não tenha objetivo de lucro é crime!</p><p>ART. 184. Violar direitos de autor e os que lhe são conexos:</p><p>Pena – detenção, de 3 (três) meses a 1 (um) ano, ou multa.</p><p>§ 1º Se a violação consistir em reprodução total ou parcial, com intuito de lucro direto ou indireto, por</p><p>qualquer meio ou processo, de obra intelectual, interpretação, execução ou fonograma, sem autorização</p><p>expressa do autor, do artista intérprete ou executante, do produtor, conforme o caso, ou de quem os</p><p>represente:</p><p>Pena – reclusão, de 2 (dois) a 4 (quatro) anos, e multa.</p><p>Bizu: esse crime INDEPENDE de você ter ou não lucro, o mero compartilhamento incide no caput</p><p>do artigo. Quando há lucro o crime é qualificado (ainda mais grave) nos termos do §1º.</p><p>O QUE SIGNIFICAM AS CORES DOS GRIFOS?</p><p>Azul → prazos e datas.</p><p>Verde → títulos de determinados assuntos relevantes.</p><p>Vermelho → atenção + palavras importantes as quais são alvo de pegadinhas.</p><p>Laranja → artigos que já caíram e caem bastante em concursos policiais militares.</p><p>Vermelho → pegadinhas com troca de palavras.</p><p>LIVE COM APROVADOS (APRENDA A ESTUDAR COM ELES E SEJA APROVADO VOCÊ TAMBÉM):</p><p>1. Carol 1ª Colocada Soldado PMMG: https://youtu.be/kEByCpuKPVU</p><p>2. Juliana 1ª Colocada Oficial PMMG: https://youtu.be/v4ftXoAHD4c</p><p>3. Filipe: https://www.instagram.com/p/CPWzRDmjx-6/</p><p>4. Bruno: https://www.instagram.com/p/CPZWVKojWfe/</p><p>ATENÇÃO: Qual a finalidade desta Apostila? Com este material quero que tenha uma base sólida para encarar</p><p>a prova de Soldado da PMMG. Mas, Otávio, e os aprofundamentos? Este PDF, somado a realização de questões</p><p>específicas para a banca CRS/PMMG fornecerá os aprofundamentos jurídicos necessários e suficientes para sua</p><p>aprovação.</p><p>Estas foram, inclusive, as palavras do Filipe Carvalho que hoje é oficial da Polícia Militar de Minas Gerais: ”Otávio,</p><p>estudei somente por seus materiais e metodologia e fui aprovado na PMMG, obrigado irmão” – nos links acima é</p><p>possível assistir à várias entrevistas com alunos aprovados pelo Método OBA.</p><p>Licenciado para Alexandre CPF 182.435.437-16, celular (21) 992341639 - Protegido por Otávio Souza</p><p>Otávio Souza ∙ Método OBA ∙ @pmminas</p><p>2</p><p>TÓPICOS MAIS COBRADOS NAS PROVAS ANTERIORES:</p><p>1º Dos Direitos e Deveres Individuais e Coletivos (art. 5º da CF/1988)</p><p>2º Dos princípios fundamentais (art. 1º ao 4º da CF/1988)</p><p>3º Segurança Pública (art. 144 da CF/1988)</p><p>Sumário</p><p>TÍTULO I: DOS PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS ..............................................................3</p><p>TÍTULO II: DOS DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS ...........................................5</p><p>CAPÍTULO I: DOS DIREITOS E DEVERES INDIVIDUAIS E COLETIVOS ............................... 5</p><p>CAPÍTULO III: DA NACIONALIDADE........................................................................... 19</p><p>CAPÍTULO IV: DOS DIREITOS POLÍTICOS .................................................................. 23</p><p>TÍTULO III: DA ORGANIZAÇÃO DO ESTADO ............................................................... 26</p><p>CAPÍTULO VII: DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA............................................................. 26</p><p>SEÇÃO I - DISPOSIÇÕES GERAIS ......................................................................... 26</p><p>SEÇÃO III - DOS MILITARES DOS ESTADOS ........................................................... 31</p><p>TÍTULO IV: DA ORGANIZAÇÃO DOS PODERES ............................................................ 33</p><p>CAPÍTULO III: DO PODER JUDICIÁRIO ....................................................................... 33</p><p>SEÇÃO VII - DOS TRIBUNAIS E JUÍZES MILITARES ................................................. 33</p><p>SEÇÃO VIII - DOS TRIBUNAIS E JUÍZES DOS ESTADOS ........................................... 33</p><p>TÍTULO V: DA DEFESA DO ESTADO E DAS INSTITUIÇÕES DEMOCRÁTICAS ................. 36</p><p>CAPÍTULO II: DAS FORÇAS ARMADAS ....................................................................... 36</p><p>CAPÍTULO III: DA SEGURANÇA PÚBLICA .................................................................... 40</p><p>Licenciado para Alexandre CPF 182.435.437-16, celular (21) 992341639 - Protegido por Otávio Souza</p><p>Otávio Souza ∙ Método OBA ∙ @pmminas</p><p>3</p><p>TÍTULO I: DOS PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS</p><p>OBRIGATÓRIO DECORAR ESSES 3 ARTIGOS ABAIXO 1 AO 4 – caiu até em prova oral</p><p>ART. 1º A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito</p><p>Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como FUNDAMENTOS:</p><p>I - a SOBERANIA;</p><p>II - a CIDADANIA</p><p>III - a DIGNIDADE da pessoa humana;</p><p>IV - os VALORES SOCIAIS do trabalho e da livre iniciativa;</p><p>V - o PLURALISMO POLÍTICO.</p><p>Atenção: a diferença entre os fundamentos, os objetivos fundamentais e os princípios que</p><p>regem as relações internacionais caiu várias vezes na PMMG – DECORE.</p><p>Mnemônico para os FUNDAMENTOS da República = SO.CI.DI.VA.PLU</p><p>So.berania</p><p>Ci.dadania</p><p>Di.gnidade da pessoa humana</p><p>Va.lores Sociais do Trabalho e da Livre Iniciativa</p><p>Plu.ralismo Político</p><p>Parágrafo único. Todo o poder emana do POVO, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente,</p><p>nos termos desta Constituição.</p><p>ART. 2º São Poderes da União, INDEPENDENTES e HARMÔNICOS entre si, o Legislativo, o Executivo e o</p><p>Judiciário.</p><p>Atenção: o art. 2º caiu no CFO 2022.</p><p>ART. 3º Constituem OBJETIVOS FUNDAMENTAIS da República Federativa do Brasil:</p><p>I - CONSTRUIR uma sociedade livre, justa e solidária;</p><p>II - GARANTIR o desenvolvimento nacional;</p><p>III - ERRADICAR a pobreza e a marginalização e REDUZIR as desigualdades sociais e regionais;</p><p>IV - PROMOVER o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras</p><p>formas de discriminação.</p><p>Licenciado para Alexandre CPF 182.435.437-16, celular (21) 992341639 - Protegido por Otávio Souza</p><p>Otávio Souza ∙ Método OBA ∙ @pmminas</p><p>4</p><p>Atenção: os incisos I a IV do art. 3º já caíram no CFO 2022.</p><p>Bizu: repare que todos começam com VERBOS</p><p>Mnemônico para os OBJETIVOS da República = CON GARRA ERRA POUCO</p><p>Con.struir uma sociedade livre, justa e solidária</p><p>Gar.antir o desenvolvimento nacional</p><p>Erra.dicar a pobreza e a (...)</p><p>Pro.mover o bem de todos (...)</p><p>ART. 4º A República Federativa do Brasil rege-se nas suas relações internacionais pelos seguintes princípios:</p><p>PRINCÍPIOS DAS RELAÇÔES INTERNACIONAIS</p><p>I - independência nacional;</p><p>II - prevalência dos direitos humanos (inovação da CF/88);</p><p>III - autodeterminação dos povos (inovação da CF/88);</p><p>IV - não-intervenção;</p><p>V - igualdade entre os Estados;</p><p>VI - defesa da paz;</p><p>VII - solução pacífica dos conflitos;</p><p>VIII - repúdio ao terrorismo e ao racismo (inovação da CF/88);</p><p>IX - cooperação entre os povos para o progresso da humanidade (inovação da CF/88);</p><p>X - concessão de asilo político (bizu: esse é campeão de cair nas provas da PMMG).</p><p>Parágrafo único. A República Federativa do Brasil buscará a integração econômica, política, social e cultural</p><p>dos povos da América Latina, visando à formação de uma comunidade latino-americana de nações.</p><p>Atenção: o art. 4º é campão de cair nas provas da PMMG. Caiu no CFO 2022, CFSd 2023.</p><p>Licenciado para Alexandre CPF 182.435.437-16, celular (21) 992341639 - Protegido por Otávio</p><p>de caráter indenizatório previstas em lei.</p><p>§ 12. Para os fins do disposto no inciso XI do caput deste artigo, fica facultado aos Estados e ao Distrito Federal</p><p>fixar, em seu âmbito, mediante emenda às respectivas Constituições e Lei Orgânica, como limite único, o subsídio</p><p>mensal dos Desembargadores do respectivo Tribunal de Justiça, limitado a noventa inteiros e vinte e cinco</p><p>centésimos por cento do subsídio mensal dos Ministros do Supremo Tribunal Federal, não se aplicando o disposto</p><p>neste parágrafo aos subsídios dos Deputados Estaduais e Distritais e dos Vereadores.</p><p>§ 13. O servidor público titular de cargo efetivo poderá ser READAPTADO para exercício de cargo cujas atribuições</p><p>e responsabilidades sejam compatíveis com a limitação que tenha sofrido em sua capacidade física ou mental,</p><p>enquanto permanecer nesta condição, desde que possua a habilitação e o nível de escolaridade exigidos para o</p><p>cargo de destino, mantida a remuneração do cargo de origem .</p><p>§ 14. A aposentadoria concedida com a utilização de tempo de contribuição decorrente de cargo, emprego ou função</p><p>pública, inclusive do Regime Geral de Previdência Social, acarretará o rompimento do vínculo que gerou o referido</p><p>tempo de contribuição .</p><p>§ 15. É VEDADA a complementação de aposentadorias de servidores públicos e de pensões por morte a seus</p><p>dependentes que não seja decorrente do disposto nos §§ 14 a 16 do ART. 40 ou que não seja prevista em lei que</p><p>extinga regime próprio de previdência social .</p><p>Licenciado para Alexandre CPF 182.435.437-16, celular (21) 992341639 - Protegido por Otávio Souza</p><p>Otávio Souza ∙ Método OBA ∙ @pmminas</p><p>31</p><p>§ 16. Os órgãos e entidades da administração pública, individual ou conjuntamente, devem realizar avaliação das</p><p>políticas públicas, inclusive com divulgação do objeto a ser avaliado e dos resultados alcançados, na forma da lei.</p><p>.</p><p>ART. 38. Ao SERVIDOR PÚBLICO da administração DIRETA, autárquica e fundacional, no exercício de mandato</p><p>ELETIVO, aplicam-se as seguintes disposições:</p><p>I - tratando-se de mandato eletivo federal, estadual ou distrital, ficará afastado de seu cargo, emprego</p><p>ou função;</p><p>II - investido no mandato de Prefeito, será afastado do cargo, emprego ou função, sendo-lhe facultado</p><p>optar pela sua remuneração;</p><p>III - investido no mandato de Vereador, havendo compatibilidade de horários, perceberá as vantagens de</p><p>seu cargo, emprego ou função, sem prejuízo da remuneração do cargo eletivo, e, não havendo</p><p>compatibilidade, será aplicada a norma do inciso anterior (bizu: pode acumular a remuneração dos 2 cargos</p><p>se tiver compatibilidade de horário, se não tiver ele escolhe um ou outro);</p><p>IV - em qualquer caso que exija o afastamento para o exercício de mandato eletivo, seu tempo de serviço</p><p>será contado para todos os efeitos legais, exceto para promoção por merecimento;</p><p>V - na hipótese de ser segurado de regime próprio de previdência social, permanecerá filiado a esse regime,</p><p>no ente federativo de origem (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019)</p><p>SEÇÃO III - DOS MILITARES DOS ESTADOS, DO DISTRITO FEDERAL E DOS TERRITÓRIOS</p><p>Bizu: não precisa nem dizer que é EXTREMAMENTE importante né! (refere-se aos militares dos</p><p>estados o que inclui as policiais militares).</p><p>ART. 42 Os membros das Polícias Militares e Corpos de Bombeiros Militares, instituições organizadas com</p><p>base na HIERARQUIA E DISCIPLINA, são MILITARES DOS ESTADOS, do Distrito Federal e dos Territórios.</p><p>Bizu: quem compreender que as instituições militares (IMEs) são organizadas com base na</p><p>hierarquia e disciplina todo o direito militar fica mais compreensível. Ademais, caiu em prova policial</p><p>perguntando qual era o nome dos militares no âmbito dos Estados e a resposta está justamente no</p><p>art. 42 acima: MILITARES DOS ESTADOS. Outro ponto importante é que as patentes dos</p><p>OFICIAIS são conferidas pelo GOVERNADOR e não pelo comandante geral, como é o caso da</p><p>entrega das graduações das praças, segundo o EMEMG.</p><p>§ 1º Aplicam-se aos MILITARES DOS ESTADOS, do Distrito Federal e dos Territórios, além do que vier a ser fixado</p><p>em lei, as disposições do ART. 14, § 8º; do ART. 40, § 9º; e do ART. 142, §§ 2º e 3º, cabendo a lei estadual</p><p>específica dispor sobre as matérias do ART. 142, § 3º, inciso X, sendo as patentes dos oficiais conferidas pelos</p><p>respectivos GOVERNADORES.</p><p>Bizu:</p><p>Art. 14, § 8º: O militar alistável é elegível, atendidas as seguintes condições:</p><p>I - se contar menos de dez anos de serviço, deverá afastar-se da atividade;</p><p>II - se contar mais de dez anos de serviço, será agregado pela autoridade superior e, se eleito,</p><p>passará automaticamente, no ato da diplomação, para a inatividade.</p><p>Licenciado para Alexandre CPF 182.435.437-16, celular (21) 992341639 - Protegido por Otávio Souza</p><p>Otávio Souza ∙ Método OBA ∙ @pmminas</p><p>32</p><p>Art. 40, § 9º: O tempo de contribuição federal, estadual, distrital ou municipal será contado para</p><p>fins de aposentadoria, observado o disposto nos §§ 9º e 9º-A do art. 201, e o tempo de serviço</p><p>correspondente será contado para fins de disponibilidade.</p><p>Art. 142. (...)</p><p>§ 2º Não caberá habeas corpus em relação a punições disciplinares militares.</p><p>§ 3º Os membros das Forças Armadas são denominados militares, aplicando-se-lhes, além das que</p><p>vierem a ser fixadas em lei, as seguintes disposições:</p><p>I - as patentes, com prerrogativas, direitos e deveres a elas inerentes, são conferidas pelo Presidente</p><p>da República e asseguradas em plenitude aos oficiais da ativa, da reserva ou reformados, sendo-</p><p>lhes privativos os títulos e postos militares e, juntamente com os demais membros, o uso dos</p><p>uniformes das Forças Armadas;</p><p>II - o militar em atividade que tomar posse em cargo ou emprego público civil permanente,</p><p>ressalvada a hipótese prevista no art. 37, inciso XVI, alínea "c", será transferido para a reserva, nos</p><p>termos da lei;</p><p>III - o militar da ativa que, de acordo com a lei, tomar posse em cargo, emprego ou função pública</p><p>civil temporária, não eletiva, ainda que da administração indireta, ressalvada a hipótese prevista no</p><p>art. 37, inciso XVI, alínea "c", ficará agregado ao respectivo quadro e somente poderá, enquanto</p><p>permanecer nessa situação, ser promovido por antiguidade, contando-se-lhe o tempo de serviço</p><p>apenas para aquela promoção e transferência para a reserva, sendo depois de dois anos de</p><p>afastamento, contínuos ou não, transferido para a reserva, nos termos da lei;</p><p>IV - ao militar são proibidas a sindicalização e a greve;</p><p>V - o militar, enquanto em serviço ativo, não pode estar filiado a partidos políticos;</p><p>VI - o oficial só perderá o posto e a patente se for julgado indigno do oficialato ou com ele</p><p>incompatível, por decisão de tribunal militar de caráter permanente, em tempo de paz, ou de tribunal</p><p>especial, em tempo de guerra;</p><p>VII - o oficial condenado na justiça comum ou militar a pena privativa de liberdade superior a dois</p><p>anos, por sentença transitada em julgado, será submetido ao julgamento previsto no inciso anterior;</p><p>VIII - aplica-se aos militares o disposto no art. 7º, incisos VIII, XII, XVII, XVIII, XIX e XXV, e no art.</p><p>37, incisos XI, XIII, XIV e XV, bem como, na forma da lei e com prevalência da atividade militar, no</p><p>art. 37, inciso XVI, alínea "c";</p><p>X - a lei disporá sobre o ingresso nas Forças Armadas, os limites de idade, a estabilidade e outras</p><p>condições de transferência do militar para a inatividade, os direitos, os deveres, a remuneração, as</p><p>prerrogativas e outras situações especiais dos militares, consideradas as peculiaridades de suas</p><p>atividades, inclusive aquelas cumpridas por força de compromissos internacionais e de guerra.</p><p>§ 2º Aos pensionistas dos militares dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios aplica-se o que for fixado em</p><p>lei específica do respectivo ente estatal.</p><p>§ 3º Aplica-se aos militares</p><p>dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios o disposto no ART. 37, inciso XVI,</p><p>com prevalência da atividade militar. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 101, de 2019)</p><p>Bizu: lembra que comentamos sobre a EC 101 de 2019? Veja ela aqui! Volte no ART. 37 para</p><p>lembrar da cumulação de cargos que agora estende-se aos militares dos estados.</p><p>Licenciado para Alexandre CPF 182.435.437-16, celular (21) 992341639 - Protegido por Otávio Souza</p><p>Otávio Souza ∙ Método OBA ∙ @pmminas</p><p>33</p><p>TÍTULO IV: DA ORGANIZAÇÃO DOS PODERES</p><p>CAPÍTULO III: DO PODER JUDICIÁRIO</p><p>SEÇÃO VII - DOS TRIBUNAIS E JUÍZES MILITARES</p><p>Atenção: seção importante, pois há pertinência temática com a função policial-militar.</p><p>ART. 122. São ÓRGÃOS DA JUSTIÇA MILITAR:</p><p>I - o Superior Tribunal Militar (STM);</p><p>II - os Tribunais e Juízes Militares instituídos por lei.</p><p>ART. 123. O SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR compor-se-á de QUINZE MINISTROS (15) vitalícios, nomeados</p><p>pelo Presidente da República, depois de aprovada a indicação pelo Senado Federal, sendo TRÊS dentre oficiais-</p><p>generais da Marinha, QUATRO dentre oficiais-generais do Exército, TRÊS dentre oficiais-generais da</p><p>Aeronáutica, TODOS DA ATIVA e do posto mais elevado da carreira, e CINCO dentre civis (Bizu: 3-4-3-5).</p><p>Atenção: o caput do art. 123 caiu no CFO 2022.</p><p>Parágrafo único. Os MINISTROS CIVIS serão escolhidos pelo</p><p>Presidente da República dentre brasileiros com mais de trinta e cinco e menos de setenta anos de idade,</p><p>sendo:</p><p>I - três dentre advogados de notório saber jurídico e conduta ilibada, com mais de dez anos de efetiva</p><p>atividade profissional;</p><p>II - dois, por escolha paritária, dentre juízes auditores e membros do Ministério Público da Justiça Militar.</p><p>ART. 124. à JUSTIÇA MILITAR compete processar e julgar os CRIMES MILITARES definidos em lei</p><p>(bizu: DECORE este artigo)</p><p>Parágrafo único. A LEI disporá sobre a organização, o funcionamento e a competência da Justiça Militar.</p><p>SEÇÃO VIII - DOS TRIBUNAIS E JUÍZES DOS ESTADOS</p><p>Bizu: cuidado com essa seção, pois além de cair DEMAIS, aplica-se à Justiça Militar ESTADUAL, isto</p><p>é, envolve a estrutura das polícias militares e, portanto, há pertinência temática com sua prova.</p><p>ART. 125. Os ESTADOS organizarão sua Justiça, observados os princípios estabelecidos nesta Constituição.</p><p>§ 1º A competência dos tribunais será definida na CONSTITUIÇÃO DO ESTADO, sendo a lei de</p><p>organização judiciária de iniciativa do TRIBUNAL DE JUSTIÇA.</p><p>§ 2º CABE AOS ESTADOS a instituição de representação de inconstitucionalidade de leis ou atos</p><p>normativos estaduais ou municipais em face da Constituição Estadual, vedada a atribuição da legitimação</p><p>para agir a um único órgão.</p><p>(IMPORTANTE!!!) ------------------------------------------------------------</p><p>Licenciado para Alexandre CPF 182.435.437-16, celular (21) 992341639 - Protegido por Otávio Souza</p><p>Otávio Souza ∙ Método OBA ∙ @pmminas</p><p>34</p><p>§ 3º A LEI ESTADUAL PODERÁ CRIAR, mediante proposta do TRIBUNAL DE JUSTIÇA, a JUSTIÇA</p><p>MILITAR ESTADUAL, constituída, em PRIMEIRO GRAU, pelos juízes de direito e pelos Conselhos de</p><p>Justiça e, em SEGUNDO GRAU, pelo próprio Tribunal de Justiça, ou por Tribunal de Justiça Militar nos</p><p>Estados em que o efetivo militar seja superior a VINTE MIL INTEGRANTES.</p><p>Atenção: o parágrafo 3º do art. 125 caiu no CFSd 2022.</p><p>Bizu: JME – Justiça Militar Estadual</p><p>1º grau: juízes de direito do juízo militar + Conselhos de Justiça (permanente e especial);</p><p>2º grau: pelo Tribunal de Justiça OU por Tribunal de Justiça Militar (somente quando o efetivo militar</p><p>de determinado Estado conter mais de vinte mil integrantes – hoje possuem apenas 3: MG, SP e</p><p>RS).</p><p>§ 4º COMPETE À JUSTIÇA MILITAR ESTADUAL processar e julgar os MILITARES DOS ESTADOS, nos</p><p>crimes militares definidos em lei E as ações judiciais contra atos disciplinares militares,</p><p>RESSALVADA a competência do JÚRI quando a vítima for CIVIL, cabendo ao TRIBUNAL</p><p>COMPETENTE decidir sobre a perda do posto e da patente dos OFICIAIS e da graduação das PRAÇAS;</p><p>Atenção: o parágrafo 4º do art. 125 caiu no CFSd QPPM/2017- Interior e no CFSd 2022.</p><p>Bizu: decore todos esses detalhes. O §4º é a justificativa constitucional para a NÃO possibilidade</p><p>de julgar civis na justiça militar estadual, pois o texto normativo deixa expresso que serão</p><p>apenas os “MILITARES DOS ESTADOS”. Além disso, compreender que a CF/88 só permite a perda</p><p>do posto e da patente dos oficiais e a graduação das praças por meio de decisão de TRIBUNAL</p><p>COMPETENTE.</p><p>§ 5º COMPETE AOS JUÍZES DE DIREITO DO JUÍZO MILITAR processar e julgar, SINGULARMENTE,</p><p>os crimes militares cometidos contra civis E as ações judiciais contra atos disciplinares militares,</p><p>CABENDO AO CONSELHO DE JUSTIÇA, sob a presidência de juiz de direito, processar e julgar os</p><p>demais crimes militares (caiu no CFO 2015).</p><p>Atenção: o parágrafo 5º do art. 125 caiu no CFO 2015 e no CFSd 2022 e no CFO 2023.</p><p>Bizu: competência residual do Conselho de Justiça (aquilo que sobra).</p><p>1. Juízes de Direito do Juízo Militar processam e julgam SINGULARMENTE:</p><p>a) crimes militares cometidos contra civis;</p><p>b) ações judiciais contra atos disciplinares militares.</p><p>2. Conselho de Justiça (pode ser permanente, para as praças, ou especial, para os oficiais.</p><p>Lembre-se de que o juiz de direito é quem preside o Conselho de Justiça):</p><p>Licenciado para Alexandre CPF 182.435.437-16, celular (21) 992341639 - Protegido por Otávio Souza</p><p>Otávio Souza ∙ Método OBA ∙ @pmminas</p><p>35</p><p>a) processar e julgar os demais crimes militares, isto é, tem uma competência residual “aquilo</p><p>que sobra”.</p><p>§ 6º O Tribunal de Justiça poderá funcionar descentralizadamente, constituindo Câmaras regionais, a fim de</p><p>assegurar o pleno acesso do jurisdicionado à justiça em todas as fases do processo.</p><p>§ 7º O Tribunal de Justiça instalará a justiça itinerante, com a realização de audiências e demais funções da</p><p>atividade jurisdicional, nos limites territoriais da respectiva jurisdição, servindo-se de equipamentos públicos</p><p>e comunitários.</p><p>ART. 126. Para dirimir conflitos fundiários, o Tribunal de Justiça proporá a criação de varas especializadas,</p><p>com competência exclusiva para questões agrárias.</p><p>Parágrafo único. Sempre que necessário à eficiente prestação jurisdicional, o JUIZ far-se-á presente no</p><p>local do litígio.</p><p>Licenciado para Alexandre CPF 182.435.437-16, celular (21) 992341639 - Protegido por Otávio Souza</p><p>Otávio Souza ∙ Método OBA ∙ @pmminas</p><p>36</p><p>TÍTULO V: DA DEFESA DO ESTADO E DAS</p><p>INSTITUIÇÕES DEMOCRÁTICAS</p><p>CAPÍTULO II: DAS FORÇAS ARMADAS</p><p>ART. 142. As FORÇAS ARMADAS, constituídas pela Marinha, pelo Exército e pela Aeronáutica, são instituições</p><p>nacionais PERMANENTES e REGULARES, organizadas com base na hierarquia e na disciplina, sob a autoridade</p><p>suprema do Presidente da República, e destinam-se à DEFESA DA PÁTRIA, à Garantia Dos Poderes</p><p>Constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da LEI E DA ORDEM.</p><p>Atenção: o art. 142 caiu no CFSd 2017 – Interior.</p><p>§ 1º Lei complementar estabelecerá as normas gerais a serem adotadas na organização, no preparo e no emprego</p><p>das Forças Armadas.</p><p>§ 2º NÃO caberá HABEAS CORPUS em relação a punições disciplinares MILITARES.</p><p>O STF admite impetração do habeas corpus em relação a punições disciplinares militares</p><p>quando seu objeto for tão somente relacionado aos PRESSUPOSTOS DE LEGALIDADE da</p><p>punição, jamais quanto ao MÉRITO. Mas fique atento ao comando da questão, porque para</p><p>cobrar a posição jurisprudencial ou doutrinária em detrimento da literalidade de lei precisa estar</p><p>expresso no enunciado da questão.</p><p>Neste sentido o STF no RE 338840:</p><p>RECURSO EXTRAORDINÁRIO. MATÉRIA CRIMINAL. PUNIÇAO DISCIPLINAR MILITAR.</p><p>Não há que se falar em violação ao art. 142, 2º, da CF, se a concessão de habeas corpus,</p><p>impetrado contra punição disciplinar militar, volta-se tão-somente</p><p>para os pressupostos</p><p>de sua LEGALIDADE, excluindo a apreciação de questões referentes ao MÉRITO. Concessão</p><p>de ordem que se pautou pela apreciação dos aspectos fáticos da medida punitiva militar, invadindo</p><p>seu mérito. A punição disciplinar militar atendeu aos pressupostos de legalidade, quais sejam, a</p><p>hierarquia, o poder disciplinar, o ato ligado à função e a pena susceptível de ser aplicada</p><p>disciplinarmente, tornando, portanto, incabível a apreciação do habeas corpus. Recurso conhecido e</p><p>provido.</p><p>Exemplo disso foi a prova da PMGO 2022 que cobrou a literalidade de lei, por não prever o</p><p>entendimento da corte no comando da questão, logo a afirmação “Não cabe habeas corpus em</p><p>relação a punições disciplinares militares” estava correta dentre as alternativas.</p><p>Faça a questão da PMGO 2022:</p><p>https://questoes.grancursosonline.com.br/questoes-de-concursos/direito-constitucional/2469292</p><p>§ 3º Os membros das Forças Armadas são denominados MILITARES, aplicando-se-lhes, além das que vierem</p><p>a ser fixadas em lei, as seguintes disposições - (bizu: caiu no CFSd/2019)</p><p>Licenciado para Alexandre CPF 182.435.437-16, celular (21) 992341639 - Protegido por Otávio Souza</p><p>Otávio Souza ∙ Método OBA ∙ @pmminas</p><p>37</p><p>Atenção: o parágrafo 3º do art. 142 caiu no CFSd 2019.</p><p>Bizu: os militares estaduais, PMs, são chamados de Militares dos Estados, isso caiu em provas da</p><p>PMMG.</p><p>I - as PATENTES (bizu: só oficial tem patente, pois praça tem graduação), com prerrogativas, direitos e</p><p>deveres a elas inerentes, são conferidas pelo Presidente da República e asseguradas em PLENITUDE</p><p>aos OFICIAIS da ativa, da reserva ou reformados, sendo-lhes privativos os títulos e postos militares e,</p><p>juntamente com os demais membros, o uso dos uniformes das Forças Armadas;</p><p>II - o militar em atividade que tomar posse em cargo ou emprego público civil PERMANENTE, ressalvada</p><p>a hipótese prevista no ART. 37, inciso XVI, alínea "c", será transferido para a RESERVA, nos termos da lei;</p><p>III - o militar da ativa que, de acordo com a lei, tomar posse em cargo, emprego ou função pública civil</p><p>TEMPORÁRIA, não eletiva, ainda que da administração indireta, ressalvada a hipótese prevista no ART.</p><p>37, inciso XVI, alínea "c", ficará AGREGADO ao respectivo quadro e somente poderá, enquanto permanecer</p><p>nessa situação, ser promovido por antiguidade, contando-se-lhe o tempo de serviço apenas para aquela</p><p>promoção e transferência para a reserva, sendo depois de dois anos de afastamento, contínuos ou não,</p><p>transferido para a reserva, nos termos da lei;</p><p>IV - ao MILITAR são proibidas a sindicalização e a greve;</p><p>Atenção: o inciso IV do parágrafo 3º do art. 142 caiu no CFSd 2019.</p><p>V - o MILITAR, enquanto em serviço ativo, não pode estar filiado a partidos políticos;</p><p>Atenção: o inciso V do parágrafo 3º do art. 142 caiu no CFSd 2017.</p><p>VI - o OFICIAL só perderá o posto e a patente se for julgado indigno do oficialato OU com ele</p><p>incompatível, por decisão de TRIBUNAL MILITAR de caráter permanente, em tempo de paz, ou de</p><p>TRIBUNAL ESPECIAL, em tempo de guerra;</p><p>Bizu: muito cuidado com o ART. 99 e 107 do CPM: pois possuem entendimento diverso:</p><p>ART. 99: A perda e posto e patente resulta da condenação a pena privativa de liberdade por tempo</p><p>superior a dois anos, e importa a perda das condecorações. A CF/88 exige decisão de Tribunal, já</p><p>o CPM, não, pois prevê perda automática do posto e patente para os oficiais que cometerem crimes</p><p>com PPL superior a 2 anos. Então o que fazer? É só prestar atenção no comando do examinador, se</p><p>ele perguntar conforme a CF/88 responda com base nela. Por outro lado, se perguntar “conforme o</p><p>CPM” responda o que está previsto nele.</p><p>ART. 107. Salvo os casos dos arts. 99, 103 (perda de posto e patente), nº II, e 106, a imposição</p><p>da pena acessória deve constar expressamente da sentença (ou seja, o caso do ART. 103 NÃO</p><p>precisa constar na sentença, pois teria, em tese, efeito automático, segundo o CPM). Porém, o que</p><p>se aplica hoje em dia é a CF/88. Mas repito, responda conforme o comando do examinador.</p><p>Licenciado para Alexandre CPF 182.435.437-16, celular (21) 992341639 - Protegido por Otávio Souza</p><p>Otávio Souza ∙ Método OBA ∙ @pmminas</p><p>38</p><p>O inciso VI caiu até na prova oral do CFO/PMMG 2023, demonstrando que a CRS adora esse</p><p>conteúdo.</p><p>VII - o OFICIAL condenado na justiça comum ou militar a pena privativa de liberdade superior a DOIS</p><p>anos, por sentença transitada em julgado, será submetido ao julgamento previsto no inciso anterior (bizu:</p><p>trata-se da perda de posto e patente);</p><p>VIII - aplica-se aos MILITARES o disposto no ART. 7º, incisos VIII, XII, XVII, XVIII, XIX e XXV, e no ART.</p><p>37, incisos XI, XIII, XIV e XV, bem como, na forma da lei e com prevalência da atividade militar, no</p><p>ART. 37, inciso XVI, alínea "c”.</p><p>Bizu: no ART. 7º os direitos sociais aplicados aos MILITARES, segundo o ART. 142, VIII, da CF/88,</p><p>são:</p><p>1. décimo terceiro salário com base na remuneração integral ou no valor da aposentadoria;</p><p>2. salário-família pago em razão do dependente do trabalhador de baixa renda nos termos da lei;</p><p>3. gozo de férias anuais remuneradas com, pelo menos, um terço a mais do que o salário normal;</p><p>4. licença à gestante, sem prejuízo do emprego e do salário, com a duração de cento e vinte dias;</p><p>5. licença-paternidade, nos termos fixados em lei;</p><p>6. assistência gratuita aos filhos e dependentes desde o nascimento até 5 (cinco) anos de idade em</p><p>creches e pré-escolas;</p><p>Atenção: caiu na prova oral do CFO 2022.</p><p>ART. 37, inciso XVI, alínea "c” → possibilidade de cumulação de cargo ou emprego privativo de</p><p>profissionais de saúde, com profissões regulamentadas.</p><p>X - a LEI disporá sobre o ingresso nas Forças Armadas, os limites de idade, a estabilidade e outras condições</p><p>de transferência do militar para a inatividade, os direitos, os deveres, a remuneração, as prerrogativas e</p><p>outras situações especiais dos militares, consideradas as peculiaridades de suas atividades, inclusive aquelas</p><p>cumpridas por força de compromissos internacionais e de guerra (caiu no CFO 2020).</p><p>Atenção: o inciso X do parágrafo 3º do art. 142 caiu no CFO 2020.</p><p>Bizu: caiu no CFSd 2017 em conjunto com o ART. 42, § 1º da Constituição Federal de 1988,</p><p>revise-os. “(...) § 1º Aplicam-se aos militares dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios, além</p><p>do que vier a ser fixado em lei, as disposições do ART. 14, § 8º; do ART. 40, § 9º; e do ART. 142,</p><p>§§ 2º e 3º, cabendo a lei estadual específica dispor sobre as matérias do ART. 142, § 3º, inciso</p><p>X,sendo as patentes dos oficiais conferidas pelos respectivos governadores”.</p><p>ART. 143. O serviço militar é OBRIGATÓRIO nos termos da lei</p><p>Atenção: o art. 143 caiu no CFSd 2019.</p><p>§ 1º Às Forças Armadas compete, na forma da lei, atribuir SERVIÇO ALTERNATIVO aos que, em tempo de PAZ,</p><p>após alistados, alegarem imperativo de consciência, entendendo-se como tal o decorrente de crença religiosa</p><p>Licenciado para Alexandre CPF 182.435.437-16, celular (21) 992341639 - Protegido por Otávio Souza</p><p>Otávio Souza ∙ Método OBA ∙ @pmminas</p><p>39</p><p>e de convicção filosófica ou política, para se eximirem de atividades de caráter essencialmente militar (bizu:</p><p>chamada também de escusa de consciência).</p><p>§ 2º As MULHERES e os ECLESIÁSTICOS ficam isentos do serviço militar obrigatório em tempo de paz, sujeitos,</p><p>porém, a outros encargos que a lei lhes atribuir.</p><p>Atenção: o parágrafo 2º do art. 143 caiu no CFSd 2017 e no CFSd 2019.</p><p>Bizu: no caso de imperativo de consciência, fica a pessoa obrigada a prestar o serviço alternativo.</p><p>Pois, caso negue a obrigação a todos imposta alegando escusa de consciência e não preste o serviço</p><p>alternativo ela fica sujeita a PERDA de direitos políticos segundo a doutrina majoritária.</p><p>Licenciado para Alexandre CPF 182.435.437-16, celular (21) 992341639 - Protegido por Otávio Souza</p><p>Otávio Souza ∙ Método OBA ∙ @pmminas</p><p>40</p><p>CAPÍTULO</p><p>III: DA SEGURANÇA PÚBLICA</p><p>ART. 144. A segurança pública, DEVER do Estado, DIREITO e RESPONSABILIDADE de todos, é exercida para a</p><p>preservação da ORDEM PÚBLICA e da INCOLUMIDADE DAS PESSOAS e do PATRIMÔNIO, através dos</p><p>seguintes ÓRGÃOS</p><p>Bizu: preste atenção na divisão de competências dos atores sociais “é responsabilidade de todos”,</p><p>portanto, na sua redação, não jogue a culpa apenas no Estado.</p><p>I - polícia federal;</p><p>II - polícia rodoviária federal;</p><p>III - polícia ferroviária federal;</p><p>IV - polícias civis;</p><p>V - polícias militares e corpos de bombeiros militares.</p><p>VI - polícias penais federal, estaduais e distrital (bizu: NÃO tem polícia penal MUNICIPAL)</p><p>Bizu: o rol acima é TAXATIVO (exaustivo), portanto são apenas esses os órgãos encarregados</p><p>da segurança pública. Isso condiciona o legislador infraconstitucional, não podendo os Estados da</p><p>federação editarem normas que atribuam a atividade de segurança pública a outros órgãos distintos</p><p>dos previstos no rol do art. 144. Por exemplo, não pode MG elaborar uma lei que preceitue que os</p><p>agentes de trânsito exercem atividade de segurança pública. Isso feriria o imperativo constitucional,</p><p>mediante vício de inconstitucionalidade material, por não respeitar o rol taxativo do art. 144.</p><p>O art. 144 despenca nas provas:</p><p>Caiu no CFO 2015: https://www.qconcursos.com/questoes-militares/questoes/a24ca60a-6e</p><p>Caiu no CFO 2016: https://www.qconcursos.com/questoes-militares/questoes/a790e23c-85</p><p>Caiu no CFO 2020: https://www.qconcursos.com/questoes-militares/questoes/b9c5002b-4b</p><p>(Escrivão PC/MA 2018 CEBRASPE) A CF, em seu art. 144, apresenta o rol dos órgãos</p><p>encarregados da segurança pública. Esse rol é taxativo para a União, para os estados e para</p><p>o Distrito Federal. (Gabarito: CERTO)</p><p>POLÍCIA FEDERAL</p><p>§1º A POLÍCIA FEDERAL, instituída por lei como órgão permanente, organizado e mantido pela União e estruturado</p><p>em carreira, destina-se a:</p><p>I - apurar infrações penais contra a ordem política e social ou em detrimento de bens, serviços e interesses</p><p>da União ou de suas entidades autárquicas e empresas públicas, assim como outras infrações cuja prática</p><p>tenha repercussão interestadual ou internacional e exija repressão uniforme, segundo se dispuser em</p><p>lei;</p><p>II - prevenir e reprimir o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, o contrabando e o descaminho,</p><p>sem prejuízo da ação fazendária e de outros órgãos públicos nas respectivas áreas de competência;</p><p>III - exercer as funções de polícia marítima, aeroportuária e de fronteiras;</p><p>Licenciado para Alexandre CPF 182.435.437-16, celular (21) 992341639 - Protegido por Otávio Souza</p><p>Otávio Souza ∙ Método OBA ∙ @pmminas</p><p>41</p><p>IV - exercer, com exclusividade, as funções de polícia judiciária da União.</p><p>PONTOS DE PEGADINHA DE PROVA – sobre a PF a qual se destina a:</p><p>a) instituída por LEI, é um órgão permanente e mantido pela UNIÃO;</p><p>b) tem como finalidade apurar infrações penais contra a ordem política e social; bens, serviços e</p><p>interesses da UNIÃO ou entidades autárquicas e empresas públicas.</p><p>Bizu: não tem previsão expressa das sociedades de economia mista a qual, em regra, é</p><p>julgada na justiça estadual, veja as súmulas do STJ e STF:</p><p>Súmula 42 do STJ: Compete à Justiça Comum Estadual processar e julgar as causas cíveis</p><p>em que é parte sociedade de economia mista e os crimes praticados em seu detrimento.</p><p>Súmula nº 556 do STF: É competente a justiça comum para julgar as causas em que é</p><p>parte sociedade de economia mista;</p><p>c) atua na repercussão de infrações penais de viés INTERESTADUAL (envolva mais de um Estado</p><p>da federação) ou INTERNACIONAL. A intenção é a repressão uniforme de crimes, por exemplo, o</p><p>tráfico de drogas e organizações criminosas.</p><p>d) impedir:</p><p>contrabando = importação de mercadoria proibida;</p><p>descaminho = mercadoria permitida, porém com importação fora dos trâmites legais;</p><p>É por essa razão que existe grande efetivo da PF nas fronteiras.</p><p>Bizu: não confundir a Polícia Federal com a Polícia Civil que também é judiciária naquelas</p><p>situações residuais (que não forem de competência da União).</p><p>Atenção: a Polícia Militar também pode exercer função de polícia judiciária militar no que</p><p>tange aos crimes militares, porém isso está definido no Código de Processo Penal,</p><p>principalmente em seu art. 7º.</p><p>POLÍCIA RODOVIÁRIA FEDERAL</p><p>§ 2º A POLÍCIA RODOVIÁRIA FEDERAL, órgão permanente, organizado e mantido pela União e estruturado em</p><p>carreira, destina-se, na forma da lei, ao patrulhamento OSTENSIVO das RODOVIAS FEDERAIS.</p><p>Atenção: o parágrafo 2º do art. 144 caiu no CFSd 2017 QPPM/2017 – Interior.</p><p>POLÍCIA FERROVIÁRIA FEDERAL</p><p>§ 3º A POLÍCIA FERROVIÁRIA FEDERAL, órgão permanente, organizado e mantido pela União e estruturado em</p><p>carreira, destina-se, na forma da lei, ao patrulhamento ostensivo das ferrovias federais.</p><p>POLÍCIA CIVIL</p><p>§ 4º Às POLÍCIAS CIVIS, dirigidas por delegados de polícia de carreira, incumbem, ressalvada a competência da</p><p>União, as funções de polícia JUDICIÁRIA e a apuração de infrações penais, EXCETO AS MILITARES - (bizu:</p><p>caiu no CFSd/2019).</p><p>Licenciado para Alexandre CPF 182.435.437-16, celular (21) 992341639 - Protegido por Otávio Souza</p><p>Otávio Souza ∙ Método OBA ∙ @pmminas</p><p>42</p><p>Bizu: quem apura as infrações penais militares é a própria Polícia Militar e Corpo de Bombeiros</p><p>Militar as quais exercem, nesse caso, função de polícia judiciária militar.</p><p>POLÍCIA MILITAR</p><p>§ 5º Às POLÍCIAS MILITARES cabem a polícia OSTENSIVA E a preservação da ORDEM PÚBLICA; aos CORPOS</p><p>DE BOMBEIROS MILITARES, além das atribuições definidas em lei, incumbe a execução de atividades de DEFESA</p><p>CIVIL.</p><p>Atenção: o parágrafo 5º do art. 144 caiu no CFSd 2017 QPPM/2017 – Interior e no CFSd</p><p>2019.</p><p>Bizu:</p><p>Polícias Militares: polícia ostensiva + preservação da ordem pública (bizu: função preventiva).</p><p>Corpos de Bombeiros Militares: execução de atividades de DEFESA CIVIL</p><p>POLÍCIA PENAL</p><p>§ 5º-A. Às POLÍCIAS PENAIS, vinculadas ao órgão administrador do sistema penal da unidade federativa a que</p><p>pertencem, cabe a segurança dos estabelecimentos penais.</p><p>§ 6º As POLÍCIAS MILITARES e os corpos de bombeiros militares, forças AUXILIARES e RESERVA do</p><p>Exército subordinam-se, juntamente com as polícias civis e as polícias penais estaduais e distrital, aos</p><p>GOVERNADORES dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios.</p><p>Atenção: o parágrafo 6º do art. 144 caiu no CFSd 2022.</p><p>Bizu: PM, BM, PC, PP se subordinam aos governadores dos Estados. Observe que o parágrafo</p><p>acima traz, expressamente, que apenas a PM e BM são forças auxiliares e reserva do Exército (guarde</p><p>esses dois adjetivos), porque algumas questões trocam essas terminologias. Noutro sentido, as</p><p>forças armadas – marinha, exército e aeronáutica – estão sob a autoridade suprema do Presidente</p><p>da República.</p><p>§ 7º A LEI disciplinará a organização e o funcionamento dos órgãos responsáveis pela segurança pública, de maneira</p><p>a garantir a eficiência de suas atividades.</p><p>GUARDAS MUNICIPAIS</p><p>§ 8º Os MUNICÍPIOS poderão constituir GUARDAS MUNICIPAIS destinadas à proteção de seus BENS,</p><p>SERVIÇOS e INSTALAÇÕES, conforme dispuser a lei (bizu: não tem expresso o termo pessoas) - (bizu: caiu no</p><p>CFSd/2019).</p><p>Atenção: o parágrafo 8º do art. 144 caiu no CFSd 2019.</p><p>Licenciado para Alexandre CPF 182.435.437-16, celular (21) 992341639 - Protegido por Otávio Souza</p><p>Otávio Souza ∙ Método OBA ∙ @pmminas</p><p>43</p><p>Bizu: cuidado! As guardas municipais, em regra, não se destinam à segurança de pessoas, mas</p><p>limita-se a cuidar do patrimônio público, seus serviços e instalações. Portanto, há uma série</p><p>de decisões dos tribunais que vedam a revista pessoal pelos guardas municipais. Por outro</p><p>lado, isso não quer dizer que eles não possam prender em flagrante, afinal qualquer pessoa pode</p><p>(flagrante facultativo) e as autoridades policiais devem (flagrante obrigatório).</p><p>É constitucional a atribuição</p><p>às guardas municipais do exercício do poder de polícia de</p><p>trânsito, inclusive para a imposição de sanções administrativas legalmente previstas, por exemplo,</p><p>aplicar as multas de trânsito.</p><p>STF. Plenário. RE 658570/MG, rel. orig. Min. Marco Aurélio, red. p/ o acórdão Min. Roberto Barroso,</p><p>julgado em 6/8/2015 (repercussão geral) (Info 793).</p><p>§ 9º A remuneração dos servidores policiais integrantes dos órgãos relacionados neste artigo será fixada na</p><p>forma do § 4º do art. 39.</p><p>Art. 39, §4º O membro de Poder, o detentor de mandato eletivo, os Ministros de Estado e os</p><p>Secretários Estaduais e Municipais serão remunerados exclusivamente por subsídio fixado em</p><p>parcela única, vedado o acréscimo de qualquer gratificação, adicional, abono, prêmio, verba de</p><p>representação ou outra espécie remuneratória, obedecido, em qualquer caso, o disposto no art. 37,</p><p>X e XI.</p><p>Bizu: caiu na prova da PMGO 2022, também, na PMMG.</p><p>SEGURANÇA VIÁRIA</p><p>§ 10. A SEGURANÇA VIÁRIA, exercida para a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do</p><p>seu patrimônio nas vias públicas:</p><p>I - compreende a educação, engenharia e fiscalização de TRÂNSITO, além de outras atividades previstas</p><p>em lei, que assegurem ao cidadão o direito à mobilidade urbana eficiente; e</p><p>II - compete, no âmbito dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, aos respectivos órgãos ou</p><p>entidades executivos e seus agentes de trânsito, estruturados em Carreira, na forma da lei.</p><p>Bizu: “segurança viária” é diferente “segurança pública”, logo suas atividades são distintas e</p><p>não se confundem. A segurança viária, protagonizada pelos agentes de trânsito, consiste no exercício</p><p>da “segurança viária”, que compreende a educação, engenharia e fiscalização de trânsito, além de</p><p>outras atividades previstas em lei, que assegurem ao cidadão o direito à mobilidade urbana eficiente</p><p>(art. 144, § 10, da CF/88).</p><p>Licenciado para Alexandre CPF 182.435.437-16, celular (21) 992341639 - Protegido por Otávio Souza</p><p>Souza</p><p>Otávio Souza ∙ Método OBA ∙ @pmminas</p><p>5</p><p>TÍTULO II: DOS DIREITOS E GARANTIAS</p><p>FUNDAMENTAIS</p><p>CAPÍTULO I: DOS DIREITOS E DEVERES INDIVIDUAIS E</p><p>COLETIVOS</p><p>ART. 5º Todos são iguais perante a lei (bizu: igualdade formal), sem distinção de qualquer natureza, garantindo-</p><p>se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à</p><p>igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:</p><p>I - homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, nos termos desta Constituição;</p><p>II - ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei;</p><p>III - NINGUÉM será submetido a tortura nem a tratamento desumano ou degradante;</p><p>IV - é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato;</p><p>Atenção: o inciso IV do art. 5º caiu no CFSd QPPM/2017 – Interior.</p><p>V - é assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo, além da indenização por dano material,</p><p>moral ou à imagem;</p><p>VI - é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos</p><p>religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias (bizu: exemplo de</p><p>norma eficácia contida);</p><p>VII - é assegurada, nos termos da lei, a prestação de assistência religiosa nas entidades civis e militares de</p><p>internação coletiva (exemplo de norma eficácia contida);</p><p>VIII - ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política,</p><p>salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação</p><p>alternativa, fixada em lei;</p><p>IX - é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente</p><p>de censura ou licença;</p><p>Atenção: o inciso IX do art. 5º caiu no CFO 2020.</p><p>X - são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a</p><p>indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação;</p><p>XI - a CASA é asilo inviolável do indivíduo, ninguém nela podendo penetrar sem consentimento do</p><p>morador, SALVO em caso de FLAGRANTE DELITO ou DESASTRE, ou para prestar SOCORRO, ou, durante</p><p>o DIA, por determinação judicial;</p><p>Licenciado para Alexandre CPF 182.435.437-16, celular (21) 992341639 - Protegido por Otávio Souza</p><p>Otávio Souza ∙ Método OBA ∙ @pmminas</p><p>6</p><p>Atenção: o inciso XI do art. 5º caiu no CFSd QPPM/2017 – Interior e no CFSd 2022.</p><p>Bizu: observe que a regra é a inviolabilidade do domicílio, ninguém podendo adentrar sem a</p><p>autorização do morador. Porém, o próprio legislador trouxe algumas exceções expressas e o</p><p>desrespeito desses requisitos legais pode ensejar em crime, por exemplo, abuso de autoridade (lei</p><p>13.869/2019); violação de domicílio (art. 150 do CP), dentre outros.</p><p>As exceções são:</p><p>A qualquer hora do dia e da noite e sem consentimento do morador:</p><p>1. quando houver flagrante delito;</p><p>2. em caso de desastre (imagine a casa pegando fogo, sendo inundada etc.);</p><p>3. prestar socorro (alguém passando mal, alguém ferido etc.);</p><p>Somente durante o DIA, ainda que sem consentimento do morador:</p><p>1. por determinação judicial (o juiz, que é autoridade judiciária, emana um mandado que irá</p><p>individualizar essa diligência, possibilitando que o Estado, mediante as forças policiais, viole o</p><p>domicílio de alguém determinado).</p><p>INVIOLABILIDADE DA CORRESPONDÊNCIA E DAS COMUNICAÇÕES</p><p>XII - é INVIOLÁVEL o sigilo da correspondência e das comunicações telegráficas, de dados e das</p><p>comunicações telefônicas, SALVO, no último caso, por ordem judicial, nas hipóteses e na forma que a</p><p>lei estabelecer para fins de investigação criminal ou instrução processual penal;</p><p>Bizu: Em resumo, são 2 as possíveis pegadinhas do inciso XII:</p><p>1. trocar ordem judicial por ordem administrativa ou policial (somente ordem judicial enseja a</p><p>quebra do sigilo das comunicações telegráficas).</p><p>2. Inverter a ordem dos termos “correspondência”; “comunicações telegráficas”; “dados e das</p><p>comunicações telefônicas”. Isso ocorre porque o legislador usa o termo “no último caso”,</p><p>referindo-se a comunicações telefônicas, portanto é importante observar se o comando da</p><p>questão traz comunicações telefônicas como o último elemento do texto, veja a questão abaixo</p><p>que abordou essas 2 pegadinhas (leia os comentários dela). Link da questão:</p><p>https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/questoes/1a724946-f1</p><p>O inciso XII protege a comunicação de dados, enquanto o inciso LXXIX tutela os dados</p><p>propriamente ditos. O STF entendeu que o sigilo de encomendas também está protegido pelo inciso</p><p>XII e que o termo encomenda está abrangido pela terminologia adotada pelo legislador:</p><p>“correspondência”. Em suma, correspondência (cartas) engloba encomendas (objetos com ou sem</p><p>valor econômico que são transportados). Assim como toda circulação de objetos e dados que</p><p>envolvam a intimidade do emitente e do destinatário. Além disso, vale ressaltar que esse direito não</p><p>é absoluto e os Correios podem abrir a encomenda/correspondência em determinadas circunstâncias</p><p>legais, como suspeita de objeto ou substância proibidos, drogas em geral, explosivos etc.</p><p>Enfim, o sigilo de correspondência pode sofrer restrições por tempo limitado durante o estado de</p><p>defesa e de sítio decretados pelo Presidente.</p><p>O habeas corpus é medida idônea (correta) para impugnar decisão judicial que autoriza a quebra</p><p>de sigilos fiscal e bancário em procedimento criminal, haja vista a possibilidade destes resultarem</p><p>em constrangimento à liberdade do investigado.</p><p>Licenciado para Alexandre CPF 182.435.437-16, celular (21) 992341639 - Protegido por Otávio Souza</p><p>Otávio Souza ∙ Método OBA ∙ @pmminas</p><p>7</p><p>XIII - é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais</p><p>que a lei estabelecer (bizu: exemplo de norma eficácia contida);</p><p>XIV - é assegurado a todos o ACESSO À INFORMAÇÃO e resguardado o sigilo da fonte, quando</p><p>necessário ao exercício profissional (lembrar da lei de informação, Lei nº 12.527);</p><p>Atenção: o inciso XIV do art. 5º caiu no CFSd 2019.</p><p>XV - é livre a locomoção no território nacional em tempo de PAZ, podendo qualquer pessoa, nos termos</p><p>da lei, nele entrar, permanecer ou dele sair com seus bens;</p><p>XVI – todos podem REUNIR-SE PACIFICAMENTE, SEM ARMAS, em locais abertos ao público,</p><p>INDEPENDENTEMENTE DE AUTORIZAÇÃO, desde que não frustrem outra reunião anteriormente</p><p>convocada para o mesmo local, sendo apenas exigido prévio AVISO à autoridade competente;</p><p>Atenção: o inciso XVI do art. 5º caiu no CFSd 2019.</p><p>Bizu: o remédio constitucional apto a frear abusos, ameaça ou cerceamento do direito de</p><p>locomoção (direito de ir e vir) é o Habeas Corpus.</p><p>Bizu: CUIDADO com esse dispositivo, porque ele cai MUITO. Veja que o direito a reunião é possível,</p><p>porém não é absoluto. A pegadinha consiste em dizer que há necessidade de autorização para</p><p>exercer esse direito, o que é uma inverdade. Exige-se tão somente o mero aviso prévio à autoridade</p><p>competente, justamente para conseguir efetivar esse direito ao maior número de pessoas (o aviso</p><p>é uma forma de organizar para que reuniões anteriormente marcadas não sejam frustradas, afinal,</p><p>já dizia Newton que 2 corpos não ocupam um mesmo espaço).</p><p>XVII - é PLENA a liberdade de associação para fins lícitos, vedada a de caráter PARAMILITAR;</p><p>Bizu: no art. 5º, inciso XX, discutimos sobre a possibilidade de os militares se associarem e vimos</p><p>que é possível, sendo vedado apenas a sindicalização e a greve por forca do art. 142 da CF/88,</p><p>ademais é proibido ao militar, enquanto no serviço ativo, de se filiar a partidos políticos. Mas o que</p><p>importa no inciso XVII acima é a definição de associação de caráter paramilitar, que é absolutamente</p><p>vedada pela CF/88. Essas são organizações civis, armadas e pautadas na hierarquia e disciplina as</p><p>quais ameaçam o Estado Democrático de Direito que define</p><p>que apenas o Estado tem o monopólio</p><p>do uso da força.</p><p>XVIII - a criação de associações e, na forma da lei, a de cooperativas INDEPENDEM de autorização,</p><p>sendo vedada a interferência estatal em seu funcionamento;</p><p>XIX - as ASSOCIAÇÕES só poderão ser compulsoriamente DISSOLVIDAS ou ter suas atividades</p><p>SUSPENSAS por decisão judicial, exigindo-se, no primeiro caso, o trânsito em julgado.</p><p>Bizu: compulsoriamente = obrigatoriamente, sem poder de escolha para o particular.</p><p>Dissolução: A dissolução da associação é uma medida mais gravosa, porque ela deixa de existir</p><p>(medida permanente), logo exige o trânsito em julgado para serem dissolvidas (“trânsito em</p><p>Licenciado para Alexandre CPF 182.435.437-16, celular (21) 992341639 - Protegido por Otávio Souza</p><p>Otávio Souza ∙ Método OBA ∙ @pmminas</p><p>8</p><p>julgado” refere-se ao momento em que uma decisão - sentença ou acordão - torna-se definitiva, não</p><p>podendo mais ser objeto de recursos).</p><p>Suspensão: por outro lado, a suspensão das atividades apenas exige decisão judicial (não se exige</p><p>trânsito em julgado da decisão), afinal se trata de uma medida temporária.</p><p>Trânsito em julgado = não se pode mais recorrer da decisão.</p><p>XX - NINGUÉM poderá ser compelido a ASSOCIAR-SE ou a PERMANECER associado;</p><p>Bizu: compelido = obrigado. Ademais, saiba que os militares podem se associar, porém não</p><p>podem fazer parte de sindicatos, são institutos jurídicos distintos e o legislador constitucional só se</p><p>atentou à sindicalização dos militares, vedando-a. A PMMG, por exemplo, tem várias associações,</p><p>como a ASPRA (Associação dos Praças Policiais e Bombeiros Militares de Minas Gerais) e a AOPMBM</p><p>(Associação dos Oficiais da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais). Essas</p><p>associações têm a finalidade de representar coletivamente o interesse das respectivas classes,</p><p>efetivar e defender os direitos de seus associados. Vale ressaltar que a associação não é obrigatória</p><p>como preceitua o inciso XX da CF/88, assim como não há obrigatoriedade em permanecer associado,</p><p>podendo sair a qualquer momento.</p><p>XXI - as entidades associativas, quando expressamente autorizadas, têm legitimidade para</p><p>REPRESENTAR seus filiados judicial ou extrajudicialmente;</p><p>XXII - é garantido o direito de propriedade;</p><p>XXIII - a propriedade atenderá a sua FUNÇÃO SOCIAL;</p><p>XXIV - a LEI estabelecerá o procedimento para DESAPROPRIAÇÃO por necessidade ou utilidade pública,</p><p>ou por interesse social, mediante JUSTA e PRÉVIA indenização em DINHEIRO, ressalvados os casos</p><p>previstos nesta Constituição (exemplo de lei de eficácia limitada);</p><p>Atenção: o inciso XXIV do art. 5º caiu no CFO 2018 e no CFSd 2019.</p><p>XXV - no caso de iminente perigo público, a autoridade competente poderá usar de propriedade</p><p>particular, assegurada ao proprietário indenização ULTERIOR, se houver dano;</p><p>Atenção: o inciso XXV do art. 5º caiu no CFO 2018, no CFSd 2019 e no CFSd 2022.</p><p>Bizu: A REQUISIÇÃO ADMINISTRATIVA cai bastante e é uma das espécies de intervenção do</p><p>Estado na propriedade particular prevista no inciso XXV acima, pontos importantes:</p><p>a) iminente perigo público (acontecendo ou estar para acontecer imediatamente)</p><p>b) propriedade particular</p><p>c) indenização é ULTERIOR (após o uso da propriedade particular e APENAS se houver dano)</p><p>Ex: policial que requisita a moto de algum cidadão para evitar fuga de um perigoso traficante.</p><p>XXVI - a PEQUENA PROPRIEDADE RURAL, assim definida em lei, desde que trabalhada pela família, não</p><p>será objeto de penhora para pagamento de débitos decorrentes de sua atividade produtiva,</p><p>dispondo a lei sobre os meios de financiar o seu desenvolvimento;</p><p>Licenciado para Alexandre CPF 182.435.437-16, celular (21) 992341639 - Protegido por Otávio Souza</p><p>Otávio Souza ∙ Método OBA ∙ @pmminas</p><p>9</p><p>XXVII - aos autores pertence o direito exclusivo de utilização, publicação ou reprodução de suas obras,</p><p>transmissível aos herdeiros pelo tempo que a lei fixar;</p><p>XXVIII - são assegurados, nos termos da lei:</p><p>a) a proteção às participações individuais em obras coletivas e à reprodução da imagem e voz</p><p>humanas, inclusive nas atividades desportivas;</p><p>b) o direito de fiscalização do aproveitamento econômico das obras que criarem ou de que</p><p>participarem aos criadores, aos intérpretes e às respectivas representações sindicais e associativas;</p><p>XXIX - a lei assegurará aos autores de inventos industriais privilégio temporário para sua utilização, bem</p><p>como proteção às criações industriais, à propriedade das marcas, aos nomes de empresas e a outros signos</p><p>distintivos, tendo em vista o interesse social e o desenvolvimento tecnológico e econômico do País;</p><p>XXX - é garantido o direito de herança;</p><p>XXXI - a sucessão de bens de estrangeiros situados no País será regulada pela lei brasileira em benefício do</p><p>cônjuge ou dos filhos brasileiros, sempre que não lhes seja mais favorável a lei pessoal do "de cujus" (bizu:</p><p>“de cujus” = morto, falecido);</p><p>XXXII - o Estado promoverá, na forma da lei, a defesa do consumidor (Código de Defesa do Consumidor);</p><p>XXXIII - todos têm direito a receber dos órgãos públicos informações de seu interesse particular, ou de</p><p>interesse coletivo ou geral, que serão prestadas no prazo da lei, sob pena de responsabilidade, ressalvadas</p><p>aquelas cujo sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade e do Estado (bizu: lembrar da lei de</p><p>informação 12.527/11 que preconiza que a publicidade é a regra e o sigilo sempre excepcional);</p><p>Atenção: o inciso XXXIII do art. 5º caiu no CFO 2022.</p><p>XXXIV - são a todos assegurados, independentemente do pagamento de TAXAS</p><p>Bizu: ao falar de taxas, petição e certidões lembre-se do poder de polícia o qual pode cobrar taxas,</p><p>caiu isso na PMMG):</p><p>a) o direito de PETIÇÃO aos Poderes Públicos em defesa de direitos ou contra ilegalidade ou abuso</p><p>de poder;</p><p>b) a obtenção de CERTIDÕES em repartições públicas, para defesa de direitos e esclarecimento de</p><p>situações de interesse pessoal;</p><p>XXXV - a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito – (bizu: é o princípio</p><p>da INAFASTABILIDADE DA JURISDIÇÃO)</p><p>XXXVI - a lei não prejudicará o direito adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa julgada;</p><p>XXXVII - NÃO haverá juízo ou tribunal de exceção (bizu: observe que não há ressalvas)</p><p>Atenção: o inciso XXXVII do art. 5º caiu no CFSd 2019.</p><p>TRIBUNAL DO JURI</p><p>XXXVIII - é reconhecida a instituição do JÚRI, com a organização que lhe der a lei, assegurados:</p><p>Licenciado para Alexandre CPF 182.435.437-16, celular (21) 992341639 - Protegido por Otávio Souza</p><p>Otávio Souza ∙ Método OBA ∙ @pmminas</p><p>10</p><p>a) a plenitude de defesa;</p><p>b) o sigilo das votações;</p><p>c) a soberania dos veredictos;</p><p>d) a competência para o julgamento dos crimes DOLOSOS contra a VIDA</p><p>Mnemônico: PSS.COM</p><p>Plenitude de defesa;</p><p>Soberania dos veredictos (decisão judicial e política de forma soberana);</p><p>Sigilo das votações;</p><p>.COMpetência para julgar crimes DOLOSOS contra a vida.</p><p>Bizu: lembrar que os crimes contra a vida cometidos por militares dos Estados contra civil serão</p><p>de competência do JÚRI – ART. 9º do CPM. Se os militares forem das Forças Armadas e o crime for</p><p>contra vida civil, em determinados contextos (GLO/Missões etc.), a competência será da Justiça</p><p>Militar da União. Sempre leia e relia o art. 9º do CPM, pois cai bastante.</p><p>XXXIX - não há crime sem lei ANTERIOR que o defina, nem pena sem PRÉVIA cominação legal.</p><p>Bizu: o inciso XXXIX traz a conceituação do princípio da legalidade penal, em que pese alguns</p><p>defenderem que se trata do princípio da anterioridade penal, entenda, porque o princípio da</p><p>legalidade, para parte da doutrina, se divide em outros dois: anterioridade penal e reserva legal.</p><p>Princípio da Legalidade Penal: “nullum crimen nulla poena sine previa lege” que significa que</p><p>para o agente ser punido é preciso uma lei clara e objetiva previamente estabelecida e uma pena</p><p>formalmente e previamente estipulada em lei,</p><p>proporcional e adequada à reprovabilidade da conduta</p><p>que seja anterior à conduta.</p><p>Reserva Legal: só a lei ordinária ou complementar define o que é ou não crime.</p><p>*alguns doutrinadores tratam o princípio da legalidade e da reserva legal como sinônimos, outros</p><p>fazem distinção.</p><p>Anterioridade Penal: o agente jamais poderá ser responsabilizado por lei penal que seja criada</p><p>posteriormente à sua conduta. Imagine o caso de alguém ser punido penalmente por uma lei que</p><p>não existia à data dos fatos, isso é incabível no Direito Penal Brasileiro. Esse princípio é chamado de</p><p>irretroatividade penal por alguns doutrinadores.</p><p>Atenção, pois existem questões militares que entenderam que no inciso XXXIX está o princípio</p><p>implícito da legalidade penal, da anterioridade penal ou os dois juntos e todas foram tidas como</p><p>corretas, veja-as abaixo:</p><p>Anterioridade penal: https://www.qconcursos.com/questoes-militares/questoes/b43d36bb-54</p><p>Legalidade penal: https://www.qconcursos.com/questoes-militares/questoes/5f71a66e-c0</p><p>Os dois juntos: https://www.qconcursos.com/questoes-militares/questoes/8f7b240e-8c</p><p>XL - a lei penal NÃO retroagirá, salvo para BENEFICIAR o réu.</p><p>Bizu: é PRINCÍPIO DA NÃO-RETROATIVIDADE PENAL em prejuízo do réu;</p><p>XLI - a lei punirá qualquer discriminação atentatória dos direitos e liberdades fundamentais;</p><p>XLII - a prática do RACISMO constitui crime INAFIANÇÁVEL e IMPRESCRITÍVEL, sujeito à pena de</p><p>reclusão, nos termos da lei</p><p>Licenciado para Alexandre CPF 182.435.437-16, celular (21) 992341639 - Protegido por Otávio Souza</p><p>Otávio Souza ∙ Método OBA ∙ @pmminas</p><p>11</p><p>Atenção: o inciso XLII do art. 5º caiu no CFSd 2022.</p><p>Bizu: tanto o racismo quanto a ação de grupos armados são inafiançáveis e IMPRESCRITÍVEIS,</p><p>mnemônico = R.AÇÃO. Porém eles podem gozar de graça ou anistia, não confunda com o 3T+H</p><p>abaixo;</p><p>XLIII - a lei considerará crimes inafiançáveis e insuscetíveis de graça ou anistia a prática da</p><p>tortura, o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, o terrorismo e os definidos como</p><p>crimes hediondos, por eles respondendo os mandantes, os executores e os que, podendo evitá-</p><p>los, se omitirem;</p><p>Bizu: 3T+H (tráfico, tortura, terrorismo + hediondos = inafiançáveis e insuscetíveis de anistia ou</p><p>graça)</p><p>XLIV - constitui crime INAFIANÇÁVEL e IMPRESCRITÍVEL a ação de grupos armados, civis</p><p>ou militares, contra a ordem constitucional e o Estado Democrático;</p><p>(bizu: caiu no CFSd 2018)</p><p>XLIII - a lei considerará crimes INAFIANÇÁVEIS e INSUSCETÍVEIS DE GRAÇA OU ANISTIA a prática</p><p>da tortura, o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, o terrorismo e os definidos como crimes</p><p>hediondos, por eles respondendo os mandantes, os executores e os que, podendo evitá-los, se omitirem;</p><p>Atenção: o inciso XLIII do art. 5º caiu no CFSd 2022 e no CFO 2022.</p><p>Bizu: 3T+H (tráfico, tortura, terrorismo + hediondos = inafiançáveis e insuscetíveis de anistia ou</p><p>graça)</p><p>XLIV - constitui crime INAFIANÇÁVEL e IMPRESCRITÍVEL a ação de grupos armados, civis ou</p><p>militares, contra a ordem constitucional e o Estado Democrático;</p><p>PRINCÍPIO DA INTRANSCENDÊNCIA DA PENA</p><p>XLV - nenhuma pena passará da pessoa do condenado, podendo a obrigação de reparar o dano e a</p><p>decretação do perdimento de bens ser, nos termos da lei, estendidas aos sucessores e contra eles</p><p>executadas, até o limite do valor do patrimônio transferido – bizu: princípio da intranscendência da pena;</p><p>Atenção: o inciso XLV do art. 5º caiu no CFO 2020.</p><p>PRINCPÍPIO DA INDIVIDUALIZAÇÃO DAS PENAS:</p><p>XLVI – a LEI regulará a INDIVIDUALIZAÇÃO DA PENA e adotará, entre outras, as seguintes:</p><p>a) privação ou restrição da liberdade;</p><p>b) perda de bens;</p><p>c) multa;</p><p>d) prestação social alternativa;</p><p>Licenciado para Alexandre CPF 182.435.437-16, celular (21) 992341639 - Protegido por Otávio Souza</p><p>Otávio Souza ∙ Método OBA ∙ @pmminas</p><p>12</p><p>e) suspensão ou interdição de direitos;</p><p>PRINCPÍPIO DA HUMANIZAÇÃO DAS PENAS:</p><p>XLVII - NÃO haverá penas:</p><p>a) de morte, SALVO em caso de guerra declarada, nos termos do art. 84, XIX;</p><p>b) de caráter perpétuo;</p><p>c) de trabalhos forçados;</p><p>d) de banimento;</p><p>e) cruéis;</p><p>Atenção: o inciso XLVII do art. 5º caiu no CFSd 2019 e no CFO 2020.</p><p>Bizu: esse inciso é campeão de cair nas provas da PMMG, inclusive, já foi questão de prova ORAL.</p><p>Preste atenção, porque o inciso XLVI traz o princípio da individualização da pena e aquelas que são</p><p>aceitas pela ordem constitucional inaugurada em 1988. Por outro lado, o inciso XLVII preceitua o</p><p>princípio da humanização das penas e traz o rol de sanções proibidas pelo ordenamento jurídico</p><p>brasileiro. Esses assuntos com 4 ou 5 tópicos objetivos são muito cobrados na prova oral do</p><p>CFO/PMMG.</p><p>XLVIII - a pena será cumprida em estabelecimentos distintos, de acordo com a natureza do delito, a idade</p><p>e o sexo do apenado;</p><p>XLIX - é assegurado aos presos o respeito à integridade física e moral;</p><p>L - às presidiárias (mulheres) serão asseguradas condições para que possam permanecer com seus filhos</p><p>durante o período de amamentação;</p><p>LI - NENHUM brasileiro será extraditado (regra), salvo (exceção) o naturalizado, em caso de crime</p><p>comum, praticado ANTES da naturalização, ou de comprovado envolvimento em tráfico ilícito de</p><p>entorpecentes e drogas afins, na forma da lei - (caiu no CFO 2015).</p><p>Atenção: o inciso LI do art. 5º caiu no CFO 2015 e no CFSd 2022.</p><p>Bizu: lembre que a regra é que nenhum brasileiro será extraditado, o brasileiro nato NUNCA</p><p>(vedação absoluta). Porém há exceções para o brasileiro naturalizado:</p><p>1. quando este cometer crime comum antes da naturalização;</p><p>2. envolvimento com tráfico ilícito de drogas (a qualquer tempo, mesmo que depois da</p><p>naturalização).</p><p>LII - NÃO será concedida extradição de ESTRANGEIRO por CRIME POLÍTICO ou de OPINIÃO;</p><p>Atenção: o inciso LII do art. 5º caiu no CFO 2015.</p><p>Licenciado para Alexandre CPF 182.435.437-16, celular (21) 992341639 - Protegido por Otávio Souza</p><p>Otávio Souza ∙ Método OBA ∙ @pmminas</p><p>13</p><p>Bizu: o brasil é contra perseguições políticas ilegítimas, oferecendo inclusive asilo político nesses</p><p>casos. Logo, nem o estrangeiro poderá ser extraditado por crime político ou de opinião, há como</p><p>pano de fundo a soberania do país e o direito à liberdade de expressão. Esse inciso comunga do art.</p><p>14 da DUDH:</p><p>“Toda pessoa, vítima de perseguição, tem o direito de procurar e de gozar asilo em outros países”.</p><p>LIII - NINGUÉM será processado nem sentenciado senão pela autoridade competente;</p><p>LIV - NINGUÉM será privado da liberdade ou de seus bens sem o devido processo legal;</p><p>LV - aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos acusados em geral são assegurados o</p><p>contraditório e ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes;</p><p>LVI - são INADMISSÍVEIS, no processo, as provas obtidas por meios ILÍCITOS;</p><p>LVII - NINGUÉM será considerado CULPADO até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória.</p><p>Bizu: o inciso LVII preconiza o princípio da PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA ou também chamado</p><p>de princípio da não-culpabilidade o qual está em sintonia com a Declaração Universal dos Direitos</p><p>Humanos (DUDH), relembre seu artigo 11:</p><p>“Todo ser humano acusado de um ato delituoso tem o direito de ser presumido inocente até que a</p><p>sua culpabilidade tenha sido provada de acordo com a lei, em julgamento público no qual lhe</p><p>tenham sido asseguradas todas as garantias necessárias à sua defesa”.</p><p>A CF/88 traz o momento jurídico “trânsito em julgado” que significa quando não há mais possibilidade</p><p>de impetrar recurso contra a decisão de condenação que desfigura a presunção de inocência do</p><p>acusado.</p><p>LVIII - o civilmente identificado não será submetido a identificação criminal, salvo nas hipóteses previstas</p><p>em lei;</p><p>LIX - será admitida AÇÃO PRIVADA nos crimes de ação pública, se esta não for intentada no prazo legal.</p><p>Bizu: Ação Penal Privada Subsidiária da Pública é possível quando há demora, morosidade,</p><p>desídia do Ministério Público em oferecer denúncia ou requerer diligências. Nesse sentido, abre-se</p><p>ao particular o poder de oferecer a ação privada subsidiária da pública com prazo decadencial de 6</p><p>meses, podendo estender esse direito a quem puder representá-lo (em regra o cônjuge, ascendente,</p><p>descendente ou irmão).</p><p>Bizu: na ação penal privada há a transferência do ius puniendi (direito de punir) do Estado para o</p><p>particular? NAOOOO! Há legitimidade extraordinária (excepcional) do particular quando ele é titular</p><p>da ação penal privada subsidiária da pública.</p><p>Bizu: E se o MP optar pelo arquivamento do IP, há possibilidade de ação penal privada subsidiária</p><p>da pública?</p><p>NAOOO! Quando o MP optar pelo arquivamento do IP, não há possibilidade da ação penal privada</p><p>subsidiária da pública.</p><p>Bizu: há decadência imprópria, prazo de 6 meses, no cenário de ação penal privada subsidiária da</p><p>pública para o particular, se exceder perde-se o direito.</p><p>Aplica-se a ação penal privada subsidiária da pública no Código Penal Militar, ainda que não</p><p>tenha previsão expressa, por força constitucional que é lei máxima e conforma os demais ramos do</p><p>direito.</p><p>Licenciado para Alexandre CPF 182.435.437-16, celular (21) 992341639 - Protegido por Otávio Souza</p><p>Otávio Souza ∙ Método OBA ∙ @pmminas</p><p>14</p><p>LX - a lei só poderá restringir a publicidade dos atos processuais quando a defesa da intimidade ou o</p><p>interesse social o exigirem</p><p>Bizu: lembrar que os atos judiciais/processuais são, em regra, públicos. Portanto a restrição ou</p><p>sigilo só são possíveis em casos excepcionais e previstos em lei. Inclusive a publicidade é um dos</p><p>princípios expressos da administração pública, previsto no art. 37 da CF/88.</p><p>LXI - NINGUÉM será preso senão em flagrante delito ou por ordem escrita e fundamentada de</p><p>autoridade judiciária competente, SALVO nos casos de TRANSGRESSÃO MILITAR ou CRIME</p><p>PROPRIAMENTE MILITAR, definidos em lei;</p><p>Atenção: o inciso LXI do art. 5º caiu no CFSd QPPM/2017- Interior, no CFSd 2018, no CFO</p><p>2020 e no CFSd 2022.</p><p>Bizu: decore este inciso com TODAS as suas forças:</p><p>Regra: toda pessoa para ser presa precisa estar em flagrante delito ou mediante ordem fundamenta</p><p>da autoridade JUDICIÁRIA (não confunda com autoridade policial).</p><p>Exceção: nos casos de transgressão militar (âmbito administrativo, lembrar do Código de Ética e</p><p>Disciplina dos Militares) ou crimes PROPRIAMENTE militares, dispensa-se a necessidade de ordem</p><p>escrita e fundamentada de autoridade judiciária e o flagrante. Ou seja, a prisão pode ser realizada</p><p>para além dessas circunstâncias dada a natureza particular das Instituições Militares que são</p><p>construídas sob os mandamentos da hierarquia e disciplina.</p><p>LXII - a PRISÃO de qualquer pessoa e o local onde se encontre serão comunicados IMEDIATAMENTE ao</p><p>JUIZ competente e à FAMÍLIA do preso ou à pessoa por ele indicada.</p><p>Atenção: o inciso LXII do art. 5º caiu no CFSd 2022.</p><p>Bizu: CPP inclui o MP, também</p><p>CPP - ART. 306. A prisão de qualquer pessoa e o local onde se encontre serão comunicados</p><p>imediatamente ao juiz competente, ao Ministério Público e à família do preso ou à pessoa por</p><p>ele indicada.</p><p>LXIII - o preso será informado de seus direitos, entre os quais o de permanecer CALADO, sendo-lhe</p><p>assegurada a assistência da família e de advogado;</p><p>Atenção: o inciso LXIII do art. 5º caiu no CFSd 2022.</p><p>LXIV - o preso tem direito à identificação dos responsáveis por sua prisão ou por seu interrogatório policial;</p><p>Atenção: o inciso LXIV do art. 5º caiu no CFSd/2017- Interior e no CFSd 2019.</p><p>Licenciado para Alexandre CPF 182.435.437-16, celular (21) 992341639 - Protegido por Otávio Souza</p><p>Otávio Souza ∙ Método OBA ∙ @pmminas</p><p>15</p><p>LXV - a prisão ilegal será imediatamente RELAXADA pela autoridade judiciária (bizu: sempre que falar em</p><p>prisão ILEGAL caberá RELAXAMENTO e não revogação);</p><p>Atenção: o inciso LXV do art. 5º caiu no CFSd 2019.</p><p>LXVI - ninguém será levado à prisão ou nela mantido, quando a lei admitir a LIBERDADE PROVISÓRIA,</p><p>com ou sem fiança;</p><p>Atenção: o inciso LXVI do art. 5º caiu no CFSd/2017- Interior e no CFSd 2019.</p><p>Bizu: a liberdade provisória é a REGRA, isto é, o acusado deve responder em liberdade quando</p><p>não presentes os requisitos legais das prisões cautelares.</p><p>LXVII - NÃO HAVERÁ PRISÃO CIVIL POR DÍVIDA, SALVO a do responsável pelo inadimplemento</p><p>voluntário e inescusável de OBRIGAÇÃO ALIMENTÍCIA e a do DEPOSITÁRIO INFIEL;</p><p>Atenção: o inciso LXVII do art. 5º caiu no CFO 2016.</p><p>Bizu: Antes de tudo assista ao vídeo da AGU Explica: https://youtu.be/xZZ6hNsHGKw</p><p>muito cuidado com esse inciso da CF/88 que prevê as possibilidades de prisão civil por dívida, porque</p><p>ele NÃO é inconstitucional, por mais que alguns defendam isso erroneamente no que tange a</p><p>impossibilidade da prisão do depositário infiel. Calma, eu explico, porque a prisão do depositária</p><p>infiel é realmente ilícita, porém formalmente constitucional, afinal está prevista expressamente no</p><p>texto constitucional.</p><p>O que realmente ocorreu foi a paralisação dos efeitos dessa prisão, por força de norma supralegal</p><p>que é a Convenção Americana dos Direitos Humanos (Pacto de São José da Costa Rica) que cai na</p><p>sua prova na matéria de Direitos Humanos inclusive. Portanto, no Brasil só é possível uma única</p><p>forma de prisão civil por dívida: a do devedor de alimentos (pensão alimentícia).</p><p>Nesse cenário, tem-se a Súmula Vinculante 25 do STF:</p><p>“É ilícita a prisão civil de depositário infiel, qualquer que seja a modalidade de depósito”.</p><p>PRESTAR MUITA ATENÇÃO nos REMÉDIOS CONSTITUCIONAIS abaixo (também chamados de writs</p><p>constitucionais):</p><p>1. Habeas Corpus (HC);</p><p>2. Mandado de Segurança,</p><p>3. Mandado de Injunção,</p><p>4. Habeas Data</p><p>5. Ação Popular;</p><p>6. Ação Civil Pública.</p><p>LXVIII - conceder-se-á HABEAS CORPUS sempre que alguém sofrer ou se achar ameaçado de sofrer</p><p>violência ou coação em sua liberdade de LOCOMOÇÃO, por ilegalidade ou abuso de poder;</p><p>Licenciado para Alexandre CPF 182.435.437-16, celular (21) 992341639 - Protegido por Otávio Souza</p><p>Otávio Souza ∙ Método OBA ∙ @pmminas</p><p>16</p><p>Atenção: o inciso LXVIII do art. 5º caiu no CFO 2015, no CFO 2016 e no CFSd 2022.</p><p>Vídeo da AGU explica sobre o Habeas Corpus: https://youtu.be/TtEcb70DJV4</p><p>LXIX - conceder-se-á MANDADO DE SEGURANÇA para proteger direito líquido e certo, não amparado</p><p>por habeas corpus ou habeas data, quando o responsável pela ilegalidade ou abuso de poder for autoridade</p><p>pública ou agente de pessoa jurídica no exercício de atribuições do Poder Público;</p><p>Atenção: o inciso LXIX do art. 5º caiu no CFO 2016 e no CFO 2019.</p><p>LXX - o MANDADO DE SEGURANÇA COLETIVO pode ser impetrado por: (caiu no CFO 2019);</p><p>a) partido político com representação no Congresso Nacional;</p><p>b) organização sindical, entidade de classe ou associação legalmente constituída e em funcionamento há</p><p>pelo menos um ano, em defesa dos interesses de seus membros ou associados;</p><p>Atenção: o inciso LXX do art. 5º caiu no CFO 2019.</p><p>Bizu: sobre mandado de segurança, indico, primeiramente o vídeo do AGU explica e depois o resumo</p><p>do Prof. João Souto G. Messias:</p><p>AGU Explica: https://youtu.be/Cu1KtLnLCyQ</p><p>Parte 1: https://youtu.be/Uui1NktpEVY</p><p>Parte 2: https://youtu.be/qrC9LK6gY8Q</p><p>LXXI - conceder-se-á MANDADO DE INJUNÇÃO sempre que a falta de norma regulamentadora torne</p><p>inviável o exercício dos direitos e liberdades constitucionais e das prerrogativas inerentes à nacionalidade,</p><p>à soberania e à cidadania (mais restrita que a Ação Direta de Inconstitucionalidade por Omissão - ADO;</p><p>Atenção: o inciso LXXI do art. 5º caiu no CFO 2015, no CFO 2016 e no CFO 2019.</p><p>Vídeo da AGU explica sobre o Mandado de Injunção: https://youtu.be/FFafLicOWrQ</p><p>LXXII - conceder-se-á HABEAS DATA:</p><p>a) para assegurar o conhecimento de informações relativas à pessoa do impetrante, constantes de registros</p><p>ou bancos de dados de entidades governamentais ou de caráter</p><p>público;</p><p>b) para a retificação de dados, quando não se prefira fazê-lo por processo sigiloso, judicial ou administrativo;</p><p>Atenção: o inciso LXXII do art. 5º caiu no CFO 2016.</p><p>Vídeo da AGU explica sobre o Habeas Data: https://youtu.be/4XkmDPXsvSc</p><p>Licenciado para Alexandre CPF 182.435.437-16, celular (21) 992341639 - Protegido por Otávio Souza</p><p>Otávio Souza ∙ Método OBA ∙ @pmminas</p><p>17</p><p>LXXIII - qualquer CIDADÃO é parte legítima para propor AÇÃO POPULAR que vise a anular ato lesivo ao</p><p>patrimônio público ou de entidade de que o Estado participe, à moralidade administrativa, ao meio</p><p>ambiente e ao patrimônio histórico e cultural, ficando o autor, salvo comprovada má-fé, isento de</p><p>custas judiciais e do ônus da sucumbência;</p><p>Atenção: o inciso LXXIII do art. 5º caiu no CFO 2015 e no CFO 2019.</p><p>Vídeo da AGU explica sobre o Ação Popular: https://youtu.be/iprCG8O6B68</p><p>Bizu: Não confundir ação popular com ação civil pública – esta é proposta pelo Ministério Público</p><p>em casos específicos e diferentes da ação popular que é proposta por qualquer CIDADÃO. Às vezes</p><p>as provas trazem que a ação popular pode ser proposta por qualquer PESSOA, isso está errado,</p><p>pois cidadão é diferente de pessoa. Cuidado com os termos e conceitos jurídicos, seu examinador</p><p>gosta desses detalhes!</p><p>LXXIV - o Estado prestará assistência jurídica integral e gratuita aos que comprovarem insuficiência de</p><p>recursos;</p><p>Atenção: o inciso LXXIV do art. 5º caiu no CFSd QPPM/2017 – Interior.</p><p>LXXV - o Estado indenizará o condenado por erro judiciário, assim como o que ficar preso além do tempo</p><p>fixado na sentença;</p><p>Atenção: o inciso LXXV do art. 5º caiu no CFSd QPPM/2017 – Interior.</p><p>LXXVI - são GRATUITOS para os reconhecidamente pobres, na forma da lei:</p><p>a) o registro civil de NASCIMENTO;</p><p>b) a certidão de ÓBITO (morte);</p><p>Bizu: lembrar que são os documentos de quando a pessoa nasce e morre.</p><p>Bizu: a extinção da punibilidade pela morte só será possível à vista da certidão de óbito (art. 62</p><p>CPP)</p><p>LXXVII - são GRATUITAS as ações de habeas corpus e habeas data, e, na forma da lei, os atos</p><p>necessários ao exercício da cidadania (bizu: ambas começam com “H”).</p><p>LXXVIII - a todos, no âmbito JUDICIAL e ADMINISTRATIVO, são assegurados a razoável duração do</p><p>processo e os meios que garantam a celeridade de sua tramitação;</p><p>Atenção: o inciso LXXVIII do art. 5º caiu no CFSd QPPM/2017 – Interior.</p><p>Licenciado para Alexandre CPF 182.435.437-16, celular (21) 992341639 - Protegido por Otávio Souza</p><p>Otávio Souza ∙ Método OBA ∙ @pmminas</p><p>18</p><p>LXXIX - é assegurado, nos termos da lei, o direito à proteção dos DADOS PESSOAIS, inclusive nos meios</p><p>digitais .</p><p>§ 1º As normas definidoras dos direitos e garantias fundamentais têm APLICAÇÃO</p><p>IMEDIATA.</p><p>§ 2º Os direitos e garantias expressos nesta Constituição não excluem outros decorrentes do</p><p>regime e dos princípios por ela adotados, ou dos tratados internacionais em que a República</p><p>Federativa do Brasil seja parte.</p><p>§ 3º Os tratados e convenções internacionais sobre DIREITOS HUMANOS que forem</p><p>aprovados, em cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, por três quintos dos votos dos</p><p>respectivos membros, serão EQUIVALENTES às emendas constitucionais</p><p>Bizu: ser equivalente não quer dizer que são emendas constitucionais, apenas possuem o status</p><p>e a roupagem de uma Emenda Constitucional. Observe que se exige um quórum de votação</p><p>especial dada a importância desse instrumento jurídico. Guarde que são 2 turnos em cada casa do</p><p>congresso nacional e o quórum é de 3/5 dos votos dos respectivos membros, caso isso ocorra, o</p><p>tratado e as convenções internacionais que tenham conteúdo (objeto) sobre Direitos Humanos</p><p>serão equivalentes às emendas constitucionais. Noutro giro, se esses tratados ou Convenções</p><p>internacionais, sobre Direitos Humanos, não atingirem o quórum acima eles terão força</p><p>SUPRALEGAL, isto é, acima das leis e abaixo da Carta Magna. Exemplo disso é o Pacto de São José</p><p>da Costa Rica que tem força supralegal e, inclusive, paralisou a lei que delineava o procedimento do</p><p>depositário infiel.</p><p>§ 4º O Brasil se submete à jurisdição de TRIBUNAL PENAL INTERNACIONAL (TPI) a cuja</p><p>criação tenha manifestado adesão.</p><p>Licenciado para Alexandre CPF 182.435.437-16, celular (21) 992341639 - Protegido por Otávio Souza</p><p>Otávio Souza ∙ Método OBA ∙ @pmminas</p><p>19</p><p>CAPÍTULO III: DA NACIONALIDADE</p><p>ART. 12. São BRASILEIROS:</p><p>I - NATOS:</p><p>a) os nascidos na República Federativa do Brasil, ainda que de pais estrangeiros, desde que estes NÃO</p><p>estejam a serviço de seu país (bizu: ius solis);</p><p>b) os nascidos no ESTRANGEIRO, de pai brasileiro ou mãe brasileira, desde que qualquer deles ESTEJA</p><p>a serviço da República Federativa do Brasil;</p><p>c) os nascidos no ESTRANGEIRO de pai brasileiro ou de mãe brasileira, desde que sejam REGISTRADOS</p><p>em repartição brasileira competente OU venham a RESIDIR na República Federativa do Brasil E OPTEM,</p><p>em qualquer tempo, depois de atingida a MAIORIDADE, pela nacionalidade brasileira;</p><p>Atenção: o inciso I do art. 12 caiu no CFO 2015, no CFO 2019, no CFSd 2022 e no CFO 2023.</p><p>Bizu: a primeira possibilidade basta um requisito apenas: registrar em repartição brasileira</p><p>competentes. Já a segunda possibilidade exige 2 requisitos: vir residir no Brasil E optar pela</p><p>nacionalidade brasileira a qualquer tempo após atingir maioridade.</p><p>II - NATURALIZADOS:</p><p>a) os que, na forma da lei, adquiram a nacionalidade brasileira, exigidas aos originários de países de</p><p>língua portuguesa apenas residência por UM ano ininterrupto e idoneidade moral;</p><p>Atenção: a alínea “a” do inciso II do art. 12 caiu no CFO 2015.</p><p>Bizu: esta é a chamada naturalização ordinária a qual é um ato discricionário da Administração</p><p>Pública, podendo ou não ser concedida a naturalização da alínea “a”;</p><p>b) os estrangeiros de qualquer nacionalidade, residentes na República Federativa do Brasil há mais de</p><p>QUINZE anos ininterruptos e sem condenação penal, desde que REQUEIRAM a nacionalidade brasileira;</p><p>Atenção: a alínea “b” do inciso II do art. 12 caiu no CFO 2015, no CFO 2019, no CFSd 2022</p><p>e no CFO 2023.</p><p>Bizu: esta é a chamada naturalização extraordinária a qual é um ato vinculado da Administração</p><p>Pública, devendo ser concedida a naturalização da alínea “b”;</p><p>§ 1º Aos PORTUGUESES com residência permanente no País, se houver reciprocidade em favor de</p><p>brasileiros, serão atribuídos os direitos inerentes ao brasileiro, salvo os casos previstos nesta Constituição</p><p>§ 2º A lei NÃO poderá estabelecer distinção entre brasileiros natos e naturalizados (regra), salvo (exceção)</p><p>nos casos previstos nesta Constituição. Veja-os abaixo.</p><p>Licenciado para Alexandre CPF 182.435.437-16, celular (21) 992341639 - Protegido por Otávio Souza</p><p>Otávio Souza ∙ Método OBA ∙ @pmminas</p><p>20</p><p>Atenção: o parágrafo 2º do art. 12 caiu no CFO 2019.</p><p>§ 3º SÃO PRIVATIVOS DE BRASILEIRO NATO OS CARGOS:</p><p>I - de Presidente e Vice-Presidente da República;</p><p>II - de Presidente da Câmara dos Deputados;</p><p>III - de Presidente do Senado Federal;</p><p>IV - de Ministro do Supremo Tribunal Federal;</p><p>V - da carreira diplomática;</p><p>VI - de oficial das Forças Armadas.</p><p>VII - de Ministro de Estado da DEFESA</p><p>Atenção: o parágrafo 3º do art. 12 caiu no CFO 2018 e no CFO 2023.</p><p>Bizu: só o ministro DEFESA, os demais ministros NÃO entram. Pegadinha de prova: trocar DEFESA</p><p>por justiça, economia, saúde, etc.</p><p>Bizu: para lembrar desta lista é só imaginar a linha sucessória do Presidente da república, caso</p><p>morra, impeachment ou tenha seu cargo vago.</p><p>Mnemônico = MP3.com</p><p>M inistro do STF (não confundir com Ministro do STJ – superior Tribunal de Justiça)</p><p>P residente da República e Vice-presidente</p><p>P residente da Câmara dos Deputados</p><p>P residente do Senado Federal</p><p>.</p><p>C arreiras diplomáticas</p><p>O ficiais dar Forças Armadas</p><p>M inistro da Defesa (não confundir com ministro</p><p>da economia, saúde, educação, etc)</p><p>§ 4º - Será declarada a PERDA DA NACIONALIDADE do brasileiro que:</p><p>I - tiver cancelada sua naturalização, por sentença judicial, em virtude de fraude relacionada ao</p><p>processo de naturalização ou de atentado contra a ordem constitucional e o Estado Democrático;</p><p>Bizu: o § 4º, I, preceitua regras apenas para o brasileiro naturalizado (cancela a naturalização).</p><p>→ Ocorreu uma especificação e uma redução da margem de discricionariedade (limitou o alcance).</p><p>Guarde esses requisistos para a perda da nacionalidade (brasileiro naturalizado):</p><p>1. fraude no processo de naturalização;</p><p>Licenciado para Alexandre CPF 182.435.437-16, celular (21) 992341639 - Protegido por Otávio Souza</p><p>Otávio Souza ∙ Método OBA ∙ @pmminas</p><p>21</p><p>Exemplo: documentos falsos apresentados.</p><p>2. atentado contra a ordem constitucional;</p><p>3. atentado contra o Estado Democrático;</p><p>4. exige-se sentença judicial.</p><p>Exemplo: TÍTULO XII do Código Penal.</p><p>Atenção: em ambas é exigida a sentença judicial. Não há que se falar em trânsito em julgado</p><p>para a perda da nacionalidade (STF afirma que presunção de inocência é aplicada ao Direito Penal).</p><p>Essa hipótese de cancelamento não atinge o brasileiro nato. Este possui nacionalidade</p><p>originária.</p><p>II - fizer pedido expresso de perda da nacionalidade brasileira perante autoridade brasileira</p><p>competente, ressalvadas situações que acarretem apatridia.</p><p>Bizu: o § 4º, II, preconiza regras para o brasileiro naturalizados e natos.</p><p>Requisitos:</p><p>1. Renúncia expressa;</p><p>2. Autoridade brasileira competente (Ministro da Justiça);</p><p>3. Não configurar apatridia (apátrida).</p><p>→ Essa hipótese mudou bastante (renúncia à nacionalidade): agora, para perder a</p><p>nacionalidade brasileira há necessidade de pedido expresso (antes isso era automático quando a</p><p>pessoa adquiria outra nacionalidade de forma voluntária).</p><p>→ Porém, ainda que peça a perda da nacionalidade de forma expressa, isso não será possível se</p><p>resultar em apatridia, ou seja, a pessoa se tornar apátrida (indisponibilidade dos direitos</p><p>fundamentais).</p><p>§ 5º A renúncia da nacionalidade, nos termos do inciso II do § 4º deste artigo, NÃO impede o interessado de</p><p>READQUIRIR sua nacionalidade brasileira ORIGINÁRIA, nos termos da lei.</p><p>Bizu: o § 5º preceitua a hipótese de readquirir a nacionalidade brasileira originária quando a tenha</p><p>renunciado nos termos do inciso II do § 4º.</p><p>→ Nos casos em que a pessoa readquiri a nacionalidade, ela volta a ter o status que tinha antes,</p><p>seja nacionalidade originária ou secundária (nato ou naturalizado).</p><p>Atenção: o parágrafo 4º do art. 12 caiu no CFO 2015 e no CFO 2019.</p><p>ART. 13. A língua portuguesa é o idioma oficial da República Federativa do Brasil.</p><p>Licenciado para Alexandre CPF 182.435.437-16, celular (21) 992341639 - Protegido por Otávio Souza</p><p>Otávio Souza ∙ Método OBA ∙ @pmminas</p><p>22</p><p>§1º São SÍMBOLOS DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL a BANDEIRA, o HINO, as ARMAS o SELO</p><p>nacional.</p><p>(Bizu: Mnemônico – BA.HI.A.S)</p><p>§ 2º Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios poderão ter símbolos próprios.</p><p>Licenciado para Alexandre CPF 182.435.437-16, celular (21) 992341639 - Protegido por Otávio Souza</p><p>Otávio Souza ∙ Método OBA ∙ @pmminas</p><p>23</p><p>CAPÍTULO IV: DOS DIREITOS POLÍTICOS</p><p>ART. 14. A SOBERANIA POPULAR será exercida pelo SUFRÁGIO UNIVERSAL (bizu: todos podem votar e ser</p><p>votados, como regra) e pelo voto DIRETO e SECRETO, com valor igual para todos, e, nos termos da lei, mediante:</p><p>I – plebiscito (bizu: convocação do povo antes da criação da norma – “P” de prévio/antes);</p><p>II – referendo (bizu: convocação do povo após a edição da norma);</p><p>III - iniciativa popular (bizu: projeto de lei proposto pelos cidadãos – ex.: lei da ficha limpa).</p><p>Atenção: o art. 14 caiu no CFO 2018.</p><p>§ 1º O alistamento eleitoral e o VOTO são (bizu: é a capacidade eleitoral ATIVA = direito de votar):</p><p>I - obrigatórios para os maiores de DEZOITO anos;</p><p>II - facultativos para:</p><p>a) os analfabetos;</p><p>b) os maiores de SETENTA anos (bizu: examinador costuma trocar por 60 ou 65 anos);</p><p>c) os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos.</p><p>§ 2º NÃO podem alistar-se como eleitores os estrangeiros e, durante o período do serviço militar obrigatório,</p><p>os conscritos.</p><p>§ 3º SÃO CONDIÇÕES DE ELEGIBILIDADE, NA FORMA DA LEI:</p><p>Bizu: é a capacidade eleitoral PASSIVA = direito de ser votado):</p><p>I - a nacionalidade brasileira;</p><p>II - o pleno exercício dos direitos políticos;</p><p>III - o alistamento eleitoral;</p><p>IV - o domicílio eleitoral na circunscrição;</p><p>V - a filiação partidária;</p><p>VI - a idade mínima de:</p><p>a) trinta e cinco anos para Presidente e Vice-Presidente da República e Senador;</p><p>b) trinta anos para Governador e Vice-Governador de Estado e do Distrito Federal;</p><p>c) vinte e um anos para Deputado Federal, Deputado Estadual ou Distrital, Prefeito, Vice-Prefeito e juiz de paz;</p><p>d) dezoito anos para Vereador.</p><p>Atenção: o inciso VI do parágrafo 3º do art. 14 caiu no CFO 2018.</p><p>***§ 4º São INELEGÍVEIS os INALISTÁVEIS e os ANALFABETOS</p><p>Bizu: os analfabetos não podem ser votados/eleitos (capacidade eleitoral passiva), porém podem</p><p>votar (capacidade eleitoral ativa), na modalidade facultativa.</p><p>Licenciado para Alexandre CPF 182.435.437-16, celular (21) 992341639 - Protegido por Otávio Souza</p><p>Otávio Souza ∙ Método OBA ∙ @pmminas</p><p>24</p><p>§ 5º O Presidente da República, os Governadores de Estado e do Distrito Federal, os Prefeitos e quem os houver</p><p>sucedido, ou substituído no curso dos mandatos poderão ser reeleitos para um único período subsequente.</p><p>§ 6º Para concorrerem a outros cargos, o Presidente da República, os Governadores de Estado e do Distrito</p><p>Federal e os Prefeitos devem renunciar aos respectivos mandatos ATÉ SEIS MESES antes do pleito.</p><p>Bizu: os CHEFES do Poder EXECUTIVO, precisam renunciar o mandato até seis meses antes do</p><p>pleito</p><p>§ 7º São INELEGÍVEIS (bizu: não podem ser votados, capacidade eleitoral passiva), no território de jurisdição do</p><p>titular, o cônjuge e os parentes consanguíneos ou afins, até o SEGUNDO grau ou por adoção, do Presidente da</p><p>República, de Governador de Estado ou Território, do Distrito Federal, de Prefeito ou de quem os haja substituído</p><p>dentro dos seis meses anteriores ao pleito, salvo se já titular de mandato eletivo e candidato à reeleição.</p><p>Bizu: são casos de NEPOTISMO, observe que diz respeito apenas ao Poder Executivo, para ser</p><p>mais preciso, aos chefes do poder executivo – PR, Governadores e Prefeitos.</p><p>§ 8º O MILITAR alistável é ELEGÍVEL, atendidas as seguintes condições (bizu: saibe de cor e salteado)</p><p>I - se contar MENOS de dez anos de serviço, deverá AFASTAR-SE da atividade;</p><p>II - se contar MAIS de dez anos de serviço, será AGREGADO pela autoridade superior e, se eleito, passará</p><p>automaticamente, no ato da diplomação, para a inatividade.</p><p>Atenção: o parágrafo 8º do art. 14 caiu no CFSd 2022.</p><p>§ 9º Lei complementar estabelecerá outros casos de inelegibilidade e os prazos de sua cessação, a fim de proteger</p><p>a probidade administrativa, a moralidade para exercício de mandato considerada vida pregressa do candidato, e a</p><p>normalidade e legitimidade das eleições contra a influência do poder econômico ou o abuso do exercício de função,</p><p>cargo ou emprego na administração direta ou indireta.</p><p>§ 10. O mandato eletivo poderá ser impugnado ante a Justiça Eleitoral no prazo de QUINZE dias contados da</p><p>diplomação, instruída a ação com provas de abuso do poder econômico, corrupção ou fraude.</p><p>§ 11. A ação de impugnação de mandato tramitará em segredo de justiça, respondendo o autor, na forma da</p><p>lei, se temerária ou de manifesta má-fé.</p><p>§ 12. Serão realizadas concomitantemente às eleições municipais as consultas populares</p><p>sobre questões locais aprovadas pelas Câmaras Municipais e encaminhadas à Justiça Eleitoral até 90 (noventa) dias</p><p>antes da data das eleições, observados os limites operacionais</p><p>relativos ao número de quesitos.</p><p>§ 13. As manifestações favoráveis e contrárias às questões submetidas às consultas populares</p><p>nos termos do § 12 ocorrerão durante as campanhas eleitorais, sem a utilização de propaganda gratuita no rádio e</p><p>na televisão.</p><p>ART. 15. É VEDADA a CASSAÇÃO DE DIREITOS POLÍTICOS, cuja PERDA ou SUSPENSÃO só se dará nos casos:</p><p>I - cancelamento da naturalização por sentença transitada em julgado (bizu: caso de PERDA dos direitos</p><p>políticos → única hipótese de perda segundo a doutrina majoritária);</p><p>II - incapacidade civil absoluta (bizu: caso de suspensão dos direitos políticos);</p><p>III - condenação criminal transitada em julgado, enquanto durarem seus efeitos (bizu: caso de suspensão dos</p><p>direitos políticos);</p><p>Licenciado para Alexandre CPF 182.435.437-16, celular (21) 992341639 - Protegido por Otávio Souza</p><p>Otávio Souza ∙ Método OBA ∙ @pmminas</p><p>25</p><p>IV - recusa de cumprir obrigação a todos imposta ou prestação alternativa, nos termos do ART. 5º, VIII (bizu: caso</p><p>de suspensão dos direitos políticos);</p><p>V - improbidade administrativa, nos termos do ART.37,§ 4º (bizu: caso de suspensão dos direitos políticos)</p><p>ART. 16. A lei que alterar o processo eleitoral entrará em vigor na data de sua publicação, não se aplicando à</p><p>eleição que ocorra até UM ano da data de sua vigência.</p><p>Licenciado para Alexandre CPF 182.435.437-16, celular (21) 992341639 - Protegido por Otávio Souza</p><p>Otávio Souza ∙ Método OBA ∙ @pmminas</p><p>26</p><p>TÍTULO III: DA ORGANIZAÇÃO DO ESTADO</p><p>CAPÍTULO VII: DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA</p><p>Bizu: DOMINE este Capítulo!</p><p>SEÇÃO I - DISPOSIÇÕES GERAIS</p><p>ART. 37. A administração pública DIRETA e INDIRETA de qualquer dos Poderes da União, dos Estados,</p><p>do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de LEGALIDADE, IMPESSOALIDADE,</p><p>MORALIDADE, PUBLICIDADE e EFICIÊNCIA e, também, ao seguinte:</p><p>Atenção: o art. 37 caiu no CFO 2022.</p><p>Bizu: talvez o ponto mais importante deste capítulo inteiro. Quero que compreenda e vá para prova</p><p>com o ART. 37 DECORADO! Mnemônico para os princípios EXPRESSOS da Administração Pública</p><p>= L.I.M.P.E – um dos mais famosos entre os concurseiros. Ressalto que se aplica à administração</p><p>pública DIRETA e INDIRETA.</p><p>I - os cargos, empregos e funções públicas são acessíveis aos BRASILEIROS que preencham os requisitos</p><p>estabelecidos em lei, assim como aos ESTRANGEIROS, na forma da lei;</p><p>II - a investidura em cargo ou emprego público depende de aprovação prévia em concurso público de provas</p><p>ou de provas e títulos, de acordo com a natureza e a complexidade do cargo ou emprego, na forma prevista em</p><p>lei, ressalvadas as nomeações para cargo em COMISSÃO declarado em lei de LIVRE nomeação e</p><p>exoneração;</p><p>Atenção: o inciso II do art. 37 caiu no CFSd 2022.</p><p>Definição da Teoria dos Motivos Determinantes adota pela PMMG no CFO 2018: Uma vez</p><p>enunciados pelo agente os motivos em que se calçou, ainda quando a lei não haja expressamente</p><p>imposto a obrigação de enunciá-los, o ato só será válido se estes realmente ocorreram e o</p><p>justificavam. A afirmativa trata-se da chamada “teoria dos motivos determinantes”</p><p>Bizu: os cargos em comissão são atos discricionários da administração pública e não exigem</p><p>apresentação dos motivos que levaram a investidura de determinada pessoa no cargo, emprego ou</p><p>função. Porém, se o administrador indicar o motivo da investidura ou exoneração este deve ser</p><p>verdadeiro e existente, sob pena de decretação de sua nulidade com base na Teoria dos Motivos</p><p>Determinantes.</p><p>III - o prazo de validade do concurso público será de até DOIS anos, prorrogável uma vez, por igual período;</p><p>IV - durante o prazo improrrogável previsto no edital de convocação, aquele aprovado em concurso público de</p><p>provas ou de provas e títulos será convocado com PRIORIDADE sobre novos concursados para assumir cargo ou</p><p>emprego, na carreira;</p><p>Licenciado para Alexandre CPF 182.435.437-16, celular (21) 992341639 - Protegido por Otávio Souza</p><p>Otávio Souza ∙ Método OBA ∙ @pmminas</p><p>27</p><p>V - as FUNÇÕES DE CONFIANÇA, exercidas exclusivamente por servidores ocupantes de CARGO EFETIVO, e</p><p>os CARGOS EM COMISSÃO, a serem preenchidos por servidores de CARREIRA nos casos, condições e</p><p>percentuais mínimos previstos em lei, destinam-se apenas às atribuições de direção, chefia e assessoramento;</p><p>Bizu: fique atento na diferença entre funções de confiança e cargos em comissão, ambos são de</p><p>livre nomeação e exoneração (discricionário). Porém para funções de confiança o servidor precisa</p><p>ocupar cargo efetivo, enquanto cargos em comissão exige apenas que o servidor seja de carreira.</p><p>VI - é garantido ao servidor público CIVIL o direito à livre associação sindical;</p><p>Atenção: o inciso VI do art. 37 caiu no CFSd 2022.</p><p>VII - o direito de greve será exercido nos termos e nos limites definidos em lei específica;</p><p>Bizu: lembrar que militar não pode exercer o direito de greve nem sindicalização:</p><p>IV - ao militar são proibidas a sindicalização e a greve</p><p>VIII - a lei reservará percentual dos cargos e empregos públicos para as pessoas portadoras de deficiência e definirá</p><p>os critérios de sua admissão;</p><p>IX - a lei estabelecerá os casos de contratação por TEMPO DETERMINADO para atender a necessidade</p><p>temporária de excepcional interesse público;</p><p>X - a remuneração dos servidores públicos e o subsídio de que trata o § 4º do ART. 39 somente poderão ser fixados</p><p>ou alterados por lei específica, observada a iniciativa privativa em cada caso, assegurada revisão geral anual,</p><p>sempre na mesma data e sem distinção de índices;</p><p>XI - a remuneração e o subsídio dos ocupantes de cargos, funções e empregos públicos da administração direta,</p><p>autárquica e fundacional, dos membros de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos</p><p>Municípios, dos detentores de mandato eletivo e dos demais agentes políticos e os proventos, pensões ou outra</p><p>espécie remuneratória, percebidos cumulativamente ou não, incluídas as vantagens pessoais ou de qualquer outra</p><p>natureza, não poderão exceder o subsídio mensal, em espécie, dos Ministros do Supremo Tribunal</p><p>Federal, aplicando-se como limite, nos Municípios, o subsídio do Prefeito, e nos Estados e no Distrito Federal,</p><p>o subsídio mensal do Governador no âmbito do Poder Executivo, o subsídio dos Deputados Estaduais e</p><p>Distritais no âmbito do Poder Legislativo e o subsidio dos Desembargadores do Tribunal de Justiça, limitado</p><p>a noventa inteiros e vinte e cinco centésimos por cento (90,25%) do subsídio mensal, em espécie, dos Ministros</p><p>do Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito do Poder Judiciário, aplicável este limite aos membros do Ministério</p><p>Público, aos Procuradores e aos Defensores Públicos;</p><p>XII - os vencimentos dos cargos do Poder Legislativo e do Poder Judiciário NÃO poderão ser superiores aos</p><p>pagos pelo PODER EXECUTIVO;</p><p>XIII - é vedada a VINCULAÇÃO ou EQUIPARAÇÃO de quaisquer espécies remuneratórias para o efeito de</p><p>remuneração de pessoal do serviço público;</p><p>Atenção: os incisos XII e XIII do art. 14 já caíram na PMMG.</p><p>Licenciado para Alexandre CPF 182.435.437-16, celular (21) 992341639 - Protegido por Otávio Souza</p><p>Otávio Souza ∙ Método OBA ∙ @pmminas</p><p>28</p><p>XIV - os acréscimos pecuniários percebidos por servidor público não serão computados nem acumulados para fins</p><p>de concessão de acréscimos ulteriores;</p><p>XV - o subsídio e os vencimentos dos ocupantes de cargos e empregos públicos são irredutíveis, ressalvado o</p><p>disposto nos incisos XI e XIV deste artigo e nos arts. 39, § 4º, 150, II, 153, III, e 153, § 2º, I;</p><p>XVI - é VEDADA a ACUMULAÇÃO remunerada de cargos públicos, EXCETO, quando houver</p><p>COMPATIBILIDADE DE HORÁRIOS, observado em qualquer caso o disposto no inciso XI:</p><p>a) a de dois cargos de professor;</p><p>b) a de um cargo de professor com outro técnico ou científico;</p><p>c) a de dois cargos ou empregos privativos de profissionais de saúde,</p><p>com profissões regulamentadas;</p><p>Bizu – MUITO IMPORTANTE: a regra é NÃO poder acumular cargos públicos, exceto para os</p><p>citados acima, quando houver compatibilidade de horários. Ficar atento, pois teve alteração</p><p>recente sobre os MILITARES dos ESTADOS e do DF:</p><p>O ART. 42 sofreu alteração pela EC 101 de 2019</p><p>ART. 42. […] § 3o Aplica-se aos MILITARES DOS ESTADOS, DO DISTRITO FEDERAL E DOS</p><p>TERRITÓRIOS o disposto no inciso XVI do ART. 37 da CF/88.</p><p>Observe abaixo as possibilidades de o militar DO ESTADO ou do DF CUMULAR cargos</p><p>públicos:</p><p>CARGO PÚBLICO MILITAR ESTADUAL MILITAR FEDERAL</p><p>PROFESSOR Pode acumular Não pode acumular</p><p>TÉCNICO OU CIENTÍFICO Pode acumular Não pode acumular</p><p>SAÚDE Pode acumular Pode acumular</p><p>XVII - a PROIBIÇÃO de ACUMULAR estende-se a empregos e funções e abrange autarquias, fundações,</p><p>empresas públicas, sociedades de economia mista, suas subsidiárias, e sociedades controladas, direta ou</p><p>indiretamente, pelo poder público;</p><p>XVIII - a administração fazendária e seus servidores fiscais terão, dentro de suas áreas de competência e jurisdição,</p><p>precedência sobre os demais setores administrativos, na forma da lei;</p><p>XIX – somente por LEI ESPECÍFICA poderá ser CRIADA AUTARQUIA e AUTORIZADA A INSTITUIÇÃO DE</p><p>EMPRESA PÚBLICA, DE SOCIEDADE DE ECONOMIA MISTA E DE FUNDAÇÃO, cabendo à lei</p><p>COMPLEMENTAR, neste último caso, definir as áreas de sua atuação;</p><p>Bizu: esse inciso é de GRANDE importância. Resumindo, a LEI específica:</p><p>1) CRIARÁ Autarquia e Fundação Pública De Direito Público;</p><p>2) AUTORIZARÁ instituição de Empresa Pública (ex.: caixa econômica federal), Sociedade De</p><p>Economia Mista (ex.: banco do brasil) e Fundação Pública De Direito Privado.</p><p>XX - depende de autorização legislativa, em cada caso, a criação de subsidiárias das entidades mencionadas</p><p>no inciso anterior, assim como a participação de qualquer delas em empresa privada;</p><p>XXI - ressalvados os casos especificados na legislação, as obras, serviços, compras e alienações serão contratados</p><p>mediante processo de LICITAÇÃO pública que assegure igualdade de condições a todos os concorrentes, com</p><p>cláusulas que estabeleçam obrigações de pagamento, mantidas as condições efetivas da proposta, nos termos da</p><p>Licenciado para Alexandre CPF 182.435.437-16, celular (21) 992341639 - Protegido por Otávio Souza</p><p>Otávio Souza ∙ Método OBA ∙ @pmminas</p><p>29</p><p>lei, o qual somente permitirá as exigências de qualificação técnica e econômica indispensáveis à garantia do</p><p>cumprimento das obrigações.</p><p>Bizu: vale a leitura do ART. 3 da lei 8.666 – lei de licitações:</p><p>“ART. 3o A licitação destina-se a garantir a observância do princípio constitucional da ISONOMIA,</p><p>a seleção da PROPOSTA MAIS VANTAJOSA para a administração e a promoção do</p><p>desenvolvimento nacional sustentável e será processada e julgada em estrita conformidade com os</p><p>princípios básicos da legalidade, da impessoalidade, da moralidade, da igualdade, da publicidade, da</p><p>probidade administrativa, da vinculação ao instrumento convocatório, do julgamento objetivo</p><p>e dos que lhes são correlatos.” – um dos objetivos da licitação é aumentar a competição e</p><p>proporcionar a materialização do interesse público.</p><p>XXII - as administrações tributárias da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, atividades essenciais</p><p>ao funcionamento do Estado, exercidas por servidores de carreiras específicas, terão recursos prioritários para a</p><p>realização de suas atividades e atuarão de forma integrada, inclusive com o compartilhamento de cadastros e de</p><p>informações fiscais, na forma da lei ou convênio.</p><p>§ 1º A PUBLICIDADE dos atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos deverá ter caráter</p><p>EDUCATIVO, INFORMATIVO ou de ORIENTAÇÃO social, dela não podendo constar nomes, símbolos ou imagens</p><p>que caracterizem PROMOÇÃO PESSOAL de autoridades ou servidores públicos.</p><p>Bizu: pense nos prefeitos que colocam placas em obras públicas com intuito de atribuir àquela obra sua imagem</p><p>pessoal com intuito de angariar mais votos – isso é proibido.</p><p>§ 2º A não observância do disposto nos incisos II e III implicará a NULIDADE do ato e a punição da autoridade</p><p>responsável, nos termos da lei.</p><p>§ 3º A lei disciplinará as formas de participação do usuário na administração pública direta e indireta, regulando</p><p>especialmente:</p><p>I - as reclamações relativas à prestação dos serviços públicos em geral, asseguradas a manutenção de</p><p>serviços de atendimento ao usuário e a avaliação periódica, externa e interna, da qualidade dos serviços;</p><p>II - o acesso dos usuários a registros administrativos e a informações sobre atos de governo, observado o</p><p>disposto no ART. 5º, X e XXXIII;</p><p>III - a disciplina da representação contra o exercício negligente ou abusivo de cargo, emprego ou função</p><p>na administração pública.</p><p>§ 4º - Os ATOS DE IMPROBIDADE administrativa importarão a SUSPENSÃO dos direitos políticos, a PERDA da</p><p>função pública, a INDISPONIBILIDADE dos bens e o RESSARCIMENTO ao erário, na forma e gradação previstas</p><p>em lei, sem prejuízo da ação penal cabível.</p><p>Bizu: NUNCA existirá CASSAÇÃO DE DIREITOS POLÍTICOS, apenas PERDA ou SUSPENSÃO,</p><p>cuidado! Essa pegadinha é muito recorrente em concursos. Atos de improbidade são disciplinados</p><p>em lei própria - LEI Nº 8.429/92.</p><p>§ 5º A lei estabelecerá os prazos de prescrição para ilícitos praticados por qualquer agente, servidor ou não, que</p><p>causem prejuízos ao erário, ressalvadas as respectivas ações de ressarcimento.</p><p>§ 6º As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de serviços públicos responderão</p><p>pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, causarem a terceiros, assegurado o direito de regresso contra o</p><p>responsável nos casos de dolo ou culpa</p><p>Licenciado para Alexandre CPF 182.435.437-16, celular (21) 992341639 - Protegido por Otávio Souza</p><p>Otávio Souza ∙ Método OBA ∙ @pmminas</p><p>30</p><p>Bizu: a administração pública responde objetivamente pelo dano causado por seus servidores</p><p>(responsabilidade civil objetiva = independe da demonstração de dolo ou culpa). Porém, a</p><p>administração pública pode mover ação de regresso contra o servidor se ele tiver agido com dolo</p><p>ou culpa (responsabilidade civil subjetiva = exige-se demonstração de dolo ou culpa do servidor</p><p>na ação de regresso movida pela administração pública). A ação de regresso é imprescritível.</p><p>§ 7º A lei disporá sobre os requisitos e as restrições ao ocupante de cargo ou emprego da administração direta e</p><p>indireta que possibilite o acesso a informações privilegiadas.</p><p>§ 8º A AUTONOMIA GERENCIAL, orçamentária e financeira dos órgãos e entidades da administração direta e</p><p>indireta poderá ser ampliada mediante contrato, a ser firmado entre seus administradores e o poder público, que</p><p>tenha por objeto a fixação de metas de desempenho para o órgão ou entidade, cabendo à lei dispor sobre (Bizu:</p><p>este artigo versa sobre os CONTRATOS DE GESTÃO os quais permitem mais eficiência e autonomia dentro da</p><p>Administração Pública, na sua distribuição de competência):</p><p>I - o prazo de duração do contrato;</p><p>II - os controles e critérios de avaliação de desempenho, direitos, obrigações e responsabilidade</p><p>dos dirigentes;</p><p>III - a remuneração do pessoal.</p><p>§ 9º O disposto no inciso XI aplica-se às empresas públicas e às sociedades de economia mista, e suas subsidiárias,</p><p>que receberem recursos da União, dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios para pagamento de despesas</p><p>de pessoal ou de custeio em geral.</p><p>§ 10. É vedada a percepção simultânea de proventos de aposentadoria decorrentes do ART. 40 ou dos arts. 42 e</p><p>142 com a remuneração de cargo, emprego ou função pública, ressalvados os cargos acumuláveis na forma desta</p><p>Constituição, os cargos eletivos e os cargos em comissão declarados em lei de livre nomeação e exoneração.</p><p>§ 11. Não serão computadas, para efeito dos limites remuneratórios de que trata o inciso XI do caput deste artigo,</p><p>as parcelas</p>