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Otávio Souza ∙ Método OBA ∙ @pmminas 1 Siga meu Instagram: www.instragram.com/pmminas Mentorias: https://pmminas.com/ Combo de Apostilas: https://pmminas.com/ Grupo de Estudos (aulas semanais gratuitas): https://t.me/pmminas Youtube: https://www.youtube.com/pmminas Contato: prof.otaviosouza@gmail.com Autor: Otávio Souza – PMMINAS Ed.23.11.06 – v2 ATENÇÃO: PROIBIDA A VEICULAÇÃO DESTES MATERIAIS, ainda que sem finalidade de lucro (uso autorizado apenas para o comprador), todos os direitos reservados. Muito cuidado com a investigação social, fase importantíssima do seu certame - a honra militar começa nos estudos. DOS CRIMES CONTRA A PROPRIEDADE INTELECTUAL Violação de direito autoral → ainda que não tenha objetivo de lucro é crime! ART. 184. Violar direitos de autor e os que lhe são conexos: Pena – detenção, de 3 (três) meses a 1 (um) ano, ou multa. § 1º Se a violação consistir em reprodução total ou parcial, com intuito de lucro direto ou indireto, por qualquer meio ou processo, de obra intelectual, interpretação, execução ou fonograma, sem autorização expressa do autor, do artista intérprete ou executante, do produtor, conforme o caso, ou de quem os represente: Pena – reclusão, de 2 (dois) a 4 (quatro) anos, e multa. Bizu: esse crime INDEPENDE de você ter ou não lucro, o mero compartilhamento incide no caput do artigo. Quando há lucro o crime é qualificado (ainda mais grave) nos termos do §1º. O QUE SIGNIFICAM AS CORES DOS GRIFOS? Azul → prazos e datas. Verde → títulos de determinados assuntos relevantes. Vermelho → atenção + palavras importantes as quais são alvo de pegadinhas. Laranja → artigos que já caíram e caem bastante em concursos policiais militares. Vermelho → pegadinhas com troca de palavras. LIVE COM APROVADOS (APRENDA A ESTUDAR COM ELES E SEJA APROVADO VOCÊ TAMBÉM): 1. Carol 1ª Colocada Soldado PMMG: https://youtu.be/kEByCpuKPVU 2. Juliana 1ª Colocada Oficial PMMG: https://youtu.be/v4ftXoAHD4c 3. Filipe: https://www.instagram.com/p/CPWzRDmjx-6/ 4. Bruno: https://www.instagram.com/p/CPZWVKojWfe/ ATENÇÃO: Qual a finalidade desta Apostila? Com este material quero que tenha uma base sólida para encarar a prova de Soldado da PMMG. Mas, Otávio, e os aprofundamentos? Este PDF, somado a realização de questões específicas para a banca CRS/PMMG fornecerá os aprofundamentos jurídicos necessários e suficientes para sua aprovação. Estas foram, inclusive, as palavras do Filipe Carvalho que hoje é oficial da Polícia Militar de Minas Gerais: ”Otávio, estudei somente por seus materiais e metodologia e fui aprovado na PMMG, obrigado irmão” – nos links acima é possível assistir à várias entrevistas com alunos aprovados pelo Método OBA. Licenciado para GEOVANE PEREIRA CPF 139.031.696-33, celular (37) 998185656 - Protegido por Otávio Souza Otávio Souza ∙ Método OBA ∙ @pmminas 2 TÓPICOS MAIS COBRADOS NAS PROVAS ANTERIORES: 1º Dos Direitos e Deveres Individuais e Coletivos (art. 5º da CF/1988) 2º Dos princípios fundamentais (art. 1º ao 4º da CF/1988) 3º Segurança Pública (art. 144 da CF/1988) Sumário TÍTULO I: DOS PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS ..............................................................3 TÍTULO II: DOS DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS ...........................................5 CAPÍTULO I: DOS DIREITOS E DEVERES INDIVIDUAIS E COLETIVOS ............................... 5 CAPÍTULO III: DA NACIONALIDADE........................................................................... 19 CAPÍTULO IV: DOS DIREITOS POLÍTICOS .................................................................. 23 TÍTULO III: DA ORGANIZAÇÃO DO ESTADO ............................................................... 26 CAPÍTULO VII: DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA............................................................. 26 SEÇÃO I - DISPOSIÇÕES GERAIS ......................................................................... 26 SEÇÃO III - DOS MILITARES DOS ESTADOS ........................................................... 31 TÍTULO IV: DA ORGANIZAÇÃO DOS PODERES ............................................................ 33 CAPÍTULO III: DO PODER JUDICIÁRIO ....................................................................... 33 SEÇÃO VII - DOS TRIBUNAIS E JUÍZES MILITARES ................................................. 33 SEÇÃO VIII - DOS TRIBUNAIS E JUÍZES DOS ESTADOS ........................................... 33 TÍTULO V: DA DEFESA DO ESTADO E DAS INSTITUIÇÕES DEMOCRÁTICAS ................. 36 CAPÍTULO II: DAS FORÇAS ARMADAS ....................................................................... 36 CAPÍTULO III: DA SEGURANÇA PÚBLICA .................................................................... 40 Licenciado para GEOVANE PEREIRA CPF 139.031.696-33, celular (37) 998185656 - Protegido por Otávio Souza Otávio Souza ∙ Método OBA ∙ @pmminas 3 TÍTULO I: DOS PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS OBRIGATÓRIO DECORAR ESSES 3 ARTIGOS ABAIXO 1 AO 4 – caiu até em prova oral ART. 1º A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como FUNDAMENTOS: I - a SOBERANIA; II - a CIDADANIA III - a DIGNIDADE da pessoa humana; IV - os VALORES SOCIAIS do trabalho e da livre iniciativa; V - o PLURALISMO POLÍTICO. Atenção: a diferença entre os fundamentos, os objetivos fundamentais e os princípios que regem as relações internacionais caiu várias vezes na PMMG – DECORE. Mnemônico para os FUNDAMENTOS da República = SO.CI.DI.VA.PLU So.berania Ci.dadania Di.gnidade da pessoa humana Va.lores Sociais do Trabalho e da Livre Iniciativa Plu.ralismo Político Parágrafo único. Todo o poder emana do POVO, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição. ART. 2º São Poderes da União, INDEPENDENTES e HARMÔNICOS entre si, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário. Atenção: o art. 2º caiu no CFO 2022. ART. 3º Constituem OBJETIVOS FUNDAMENTAIS da República Federativa do Brasil: I - CONSTRUIR uma sociedade livre, justa e solidária; II - GARANTIR o desenvolvimento nacional; III - ERRADICAR a pobreza e a marginalização e REDUZIR as desigualdades sociais e regionais; IV - PROMOVER o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação. Licenciado para GEOVANE PEREIRA CPF 139.031.696-33, celular (37) 998185656 - Protegido por Otávio Souza Otávio Souza ∙ Método OBA ∙ @pmminas 4 Atenção: os incisos I a IV do art. 3º já caíram no CFO 2022. Bizu: repare que todos começam com VERBOS Mnemônico para os OBJETIVOS da República = CON GARRA ERRA POUCO Con.struir uma sociedade livre, justa e solidária Gar.antir o desenvolvimento nacional Erra.dicar a pobreza e a (...) Pro.mover o bem de todos (...) ART. 4º A República Federativa do Brasil rege-se nas suas relações internacionais pelos seguintes princípios: PRINCÍPIOS DAS RELAÇÔES INTERNACIONAIS I - independência nacional; II - prevalência dos direitos humanos (inovação da CF/88); III - autodeterminação dos povos (inovação da CF/88); IV - não-intervenção; V - igualdade entre os Estados; VI - defesa da paz; VII - solução pacífica dos conflitos; VIII - repúdio ao terrorismo e ao racismo (inovação da CF/88); IX - cooperação entre os povos para o progresso da humanidade (inovação da CF/88); X - concessão de asilo político (bizu: esse é campeão de cair nas provas da PMMG). Parágrafo único. A República Federativa do Brasil buscará a integração econômica, política, social e cultural dos povos da América Latina, visando à formação de uma comunidade latino-americana de nações. Atenção: o art. 4º é campão de cair nas provas da PMMG. Caiu no CFO 2022, CFSd 2023. Licenciado para GEOVANE PEREIRA CPF 139.031.696-33, celular (37) 998185656- Protegido por Otávio Souza Otávio Souza ∙ Método OBA ∙ @pmminas 5 TÍTULO II: DOS DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS CAPÍTULO I: DOS DIREITOS E DEVERES INDIVIDUAIS E COLETIVOS ART. 5º Todos são iguais perante a lei (bizu: igualdade formal), sem distinção de qualquer natureza, garantindo- se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: I - homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, nos termos desta Constituição; II - ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei; III - NINGUÉM será submetido a tortura nem a tratamento desumano ou degradante; IV - é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato; Atenção: o inciso IV do art. 5º caiu no CFSd QPPM/2017 – Interior. V - é assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo, além da indenização por dano material, moral ou à imagem; VI - é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias (bizu: exemplo de norma eficácia contida); VII - é assegurada, nos termos da lei, a prestação de assistência religiosa nas entidades civis e militares de internação coletiva (exemplo de norma eficácia contida); VIII - ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política, salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa, fixada em lei; IX - é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença; Atenção: o inciso IX do art. 5º caiu no CFO 2020. X - são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação; XI - a CASA é asilo inviolável do indivíduo, ninguém nela podendo penetrar sem consentimento do morador, SALVO em caso de FLAGRANTE DELITO ou DESASTRE, ou para prestar SOCORRO, ou, durante o DIA, por determinação judicial; Licenciado para GEOVANE PEREIRA CPF 139.031.696-33, celular (37) 998185656 - Protegido por Otávio Souza Otávio Souza ∙ Método OBA ∙ @pmminas 6 Atenção: o inciso XI do art. 5º caiu no CFSd QPPM/2017 – Interior e no CFSd 2022. Bizu: observe que a regra é a inviolabilidade do domicílio, ninguém podendo adentrar sem a autorização do morador. Porém, o próprio legislador trouxe algumas exceções expressas e o desrespeito desses requisitos legais pode ensejar em crime, por exemplo, abuso de autoridade (lei 13.869/2019); violação de domicílio (art. 150 do CP), dentre outros. As exceções são: A qualquer hora do dia e da noite e sem consentimento do morador: 1. quando houver flagrante delito; 2. em caso de desastre (imagine a casa pegando fogo, sendo inundada etc.); 3. prestar socorro (alguém passando mal, alguém ferido etc.); Somente durante o DIA, ainda que sem consentimento do morador: 1. por determinação judicial (o juiz, que é autoridade judiciária, emana um mandado que irá individualizar essa diligência, possibilitando que o Estado, mediante as forças policiais, viole o domicílio de alguém determinado). INVIOLABILIDADE DA CORRESPONDÊNCIA E DAS COMUNICAÇÕES XII - é INVIOLÁVEL o sigilo da correspondência e das comunicações telegráficas, de dados e das comunicações telefônicas, SALVO, no último caso, por ordem judicial, nas hipóteses e na forma que a lei estabelecer para fins de investigação criminal ou instrução processual penal; Bizu: Em resumo, são 2 as possíveis pegadinhas do inciso XII: 1. trocar ordem judicial por ordem administrativa ou policial (somente ordem judicial enseja a quebra do sigilo das comunicações telegráficas). 2. Inverter a ordem dos termos “correspondência”; “comunicações telegráficas”; “dados e das comunicações telefônicas”. Isso ocorre porque o legislador usa o termo “no último caso”, referindo-se a comunicações telefônicas, portanto é importante observar se o comando da questão traz comunicações telefônicas como o último elemento do texto, veja a questão abaixo que abordou essas 2 pegadinhas (leia os comentários dela). Link da questão: https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/questoes/1a724946-f1 O inciso XII protege a comunicação de dados, enquanto o inciso LXXIX tutela os dados propriamente ditos. O STF entendeu que o sigilo de encomendas também está protegido pelo inciso XII e que o termo encomenda está abrangido pela terminologia adotada pelo legislador: “correspondência”. Em suma, correspondência (cartas) engloba encomendas (objetos com ou sem valor econômico que são transportados). Assim como toda circulação de objetos e dados que envolvam a intimidade do emitente e do destinatário. Além disso, vale ressaltar que esse direito não é absoluto e os Correios podem abrir a encomenda/correspondência em determinadas circunstâncias legais, como suspeita de objeto ou substância proibidos, drogas em geral, explosivos etc. Enfim, o sigilo de correspondência pode sofrer restrições por tempo limitado durante o estado de defesa e de sítio decretados pelo Presidente. O habeas corpus é medida idônea (correta) para impugnar decisão judicial que autoriza a quebra de sigilos fiscal e bancário em procedimento criminal, haja vista a possibilidade destes resultarem em constrangimento à liberdade do investigado. Licenciado para GEOVANE PEREIRA CPF 139.031.696-33, celular (37) 998185656 - Protegido por Otávio Souza Otávio Souza ∙ Método OBA ∙ @pmminas 7 XIII - é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer (bizu: exemplo de norma eficácia contida); XIV - é assegurado a todos o ACESSO À INFORMAÇÃO e resguardado o sigilo da fonte, quando necessário ao exercício profissional (lembrar da lei de informação, Lei nº 12.527); Atenção: o inciso XIV do art. 5º caiu no CFSd 2019. XV - é livre a locomoção no território nacional em tempo de PAZ, podendo qualquer pessoa, nos termos da lei, nele entrar, permanecer ou dele sair com seus bens; XVI – todos podem REUNIR-SE PACIFICAMENTE, SEM ARMAS, em locais abertos ao público, INDEPENDENTEMENTE DE AUTORIZAÇÃO, desde que não frustrem outra reunião anteriormente convocada para o mesmo local, sendo apenas exigido prévio AVISO à autoridade competente; Atenção: o inciso XVI do art. 5º caiu no CFSd 2019. Bizu: o remédio constitucional apto a frear abusos, ameaça ou cerceamento do direito de locomoção (direito de ir e vir) é o Habeas Corpus. Bizu: CUIDADO com esse dispositivo, porque ele cai MUITO. Veja que o direito a reunião é possível, porém não é absoluto. A pegadinha consiste em dizer que há necessidade de autorização para exercer esse direito, o que é uma inverdade. Exige-se tão somente o mero aviso prévio à autoridade competente, justamente para conseguir efetivar esse direito ao maior número de pessoas (o aviso é uma forma de organizar para que reuniões anteriormente marcadas não sejam frustradas, afinal, já dizia Newton que 2 corpos não ocupam um mesmo espaço). XVII - é PLENA a liberdade de associação para fins lícitos, vedada a de caráter PARAMILITAR; Bizu: no art. 5º, inciso XX, discutimos sobre a possibilidade de os militares se associarem e vimos que é possível, sendo vedado apenas a sindicalização e a greve por forca do art. 142 da CF/88, ademais é proibido ao militar, enquanto no serviço ativo, de se filiar a partidos políticos. Mas o que importa no inciso XVII acima é a definição de associação de caráter paramilitar, que é absolutamente vedada pela CF/88. Essas são organizações civis, armadas e pautadas na hierarquia e disciplina as quais ameaçam o EstadoDemocrático de Direito que define que apenas o Estado tem o monopólio do uso da força. XVIII - a criação de associações e, na forma da lei, a de cooperativas INDEPENDEM de autorização, sendo vedada a interferência estatal em seu funcionamento; XIX - as ASSOCIAÇÕES só poderão ser compulsoriamente DISSOLVIDAS ou ter suas atividades SUSPENSAS por decisão judicial, exigindo-se, no primeiro caso, o trânsito em julgado. Bizu: compulsoriamente = obrigatoriamente, sem poder de escolha para o particular. Dissolução: A dissolução da associação é uma medida mais gravosa, porque ela deixa de existir (medida permanente), logo exige o trânsito em julgado para serem dissolvidas (“trânsito em Licenciado para GEOVANE PEREIRA CPF 139.031.696-33, celular (37) 998185656 - Protegido por Otávio Souza Otávio Souza ∙ Método OBA ∙ @pmminas 8 julgado” refere-se ao momento em que uma decisão - sentença ou acordão - torna-se definitiva, não podendo mais ser objeto de recursos). Suspensão: por outro lado, a suspensão das atividades apenas exige decisão judicial (não se exige trânsito em julgado da decisão), afinal se trata de uma medida temporária. Trânsito em julgado = não se pode mais recorrer da decisão. XX - NINGUÉM poderá ser compelido a ASSOCIAR-SE ou a PERMANECER associado; Bizu: compelido = obrigado. Ademais, saiba que os militares podem se associar, porém não podem fazer parte de sindicatos, são institutos jurídicos distintos e o legislador constitucional só se atentou à sindicalização dos militares, vedando-a. A PMMG, por exemplo, tem várias associações, como a ASPRA (Associação dos Praças Policiais e Bombeiros Militares de Minas Gerais) e a AOPMBM (Associação dos Oficiais da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais). Essas associações têm a finalidade de representar coletivamente o interesse das respectivas classes, efetivar e defender os direitos de seus associados. Vale ressaltar que a associação não é obrigatória como preceitua o inciso XX da CF/88, assim como não há obrigatoriedade em permanecer associado, podendo sair a qualquer momento. XXI - as entidades associativas, quando expressamente autorizadas, têm legitimidade para REPRESENTAR seus filiados judicial ou extrajudicialmente; XXII - é garantido o direito de propriedade; XXIII - a propriedade atenderá a sua FUNÇÃO SOCIAL; XXIV - a LEI estabelecerá o procedimento para DESAPROPRIAÇÃO por necessidade ou utilidade pública, ou por interesse social, mediante JUSTA e PRÉVIA indenização em DINHEIRO, ressalvados os casos previstos nesta Constituição (exemplo de lei de eficácia limitada); Atenção: o inciso XXIV do art. 5º caiu no CFO 2018 e no CFSd 2019. XXV - no caso de iminente perigo público, a autoridade competente poderá usar de propriedade particular, assegurada ao proprietário indenização ULTERIOR, se houver dano; Atenção: o inciso XXV do art. 5º caiu no CFO 2018, no CFSd 2019 e no CFSd 2022. Bizu: A REQUISIÇÃO ADMINISTRATIVA cai bastante e é uma das espécies de intervenção do Estado na propriedade particular prevista no inciso XXV acima, pontos importantes: a) iminente perigo público (acontecendo ou estar para acontecer imediatamente) b) propriedade particular c) indenização é ULTERIOR (após o uso da propriedade particular e APENAS se houver dano) Ex: policial que requisita a moto de algum cidadão para evitar fuga de um perigoso traficante. XXVI - a PEQUENA PROPRIEDADE RURAL, assim definida em lei, desde que trabalhada pela família, não será objeto de penhora para pagamento de débitos decorrentes de sua atividade produtiva, dispondo a lei sobre os meios de financiar o seu desenvolvimento; Licenciado para GEOVANE PEREIRA CPF 139.031.696-33, celular (37) 998185656 - Protegido por Otávio Souza Otávio Souza ∙ Método OBA ∙ @pmminas 9 XXVII - aos autores pertence o direito exclusivo de utilização, publicação ou reprodução de suas obras, transmissível aos herdeiros pelo tempo que a lei fixar; XXVIII - são assegurados, nos termos da lei: a) a proteção às participações individuais em obras coletivas e à reprodução da imagem e voz humanas, inclusive nas atividades desportivas; b) o direito de fiscalização do aproveitamento econômico das obras que criarem ou de que participarem aos criadores, aos intérpretes e às respectivas representações sindicais e associativas; XXIX - a lei assegurará aos autores de inventos industriais privilégio temporário para sua utilização, bem como proteção às criações industriais, à propriedade das marcas, aos nomes de empresas e a outros signos distintivos, tendo em vista o interesse social e o desenvolvimento tecnológico e econômico do País; XXX - é garantido o direito de herança; XXXI - a sucessão de bens de estrangeiros situados no País será regulada pela lei brasileira em benefício do cônjuge ou dos filhos brasileiros, sempre que não lhes seja mais favorável a lei pessoal do "de cujus" (bizu: “de cujus” = morto, falecido); XXXII - o Estado promoverá, na forma da lei, a defesa do consumidor (Código de Defesa do Consumidor); XXXIII - todos têm direito a receber dos órgãos públicos informações de seu interesse particular, ou de interesse coletivo ou geral, que serão prestadas no prazo da lei, sob pena de responsabilidade, ressalvadas aquelas cujo sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade e do Estado (bizu: lembrar da lei de informação 12.527/11 que preconiza que a publicidade é a regra e o sigilo sempre excepcional); Atenção: o inciso XXXIII do art. 5º caiu no CFO 2022. XXXIV - são a todos assegurados, independentemente do pagamento de TAXAS Bizu: ao falar de taxas, petição e certidões lembre-se do poder de polícia o qual pode cobrar taxas, caiu isso na PMMG): a) o direito de PETIÇÃO aos Poderes Públicos em defesa de direitos ou contra ilegalidade ou abuso de poder; b) a obtenção de CERTIDÕES em repartições públicas, para defesa de direitos e esclarecimento de situações de interesse pessoal; XXXV - a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito – (bizu: é o princípio da INAFASTABILIDADE DA JURISDIÇÃO) XXXVI - a lei não prejudicará o direito adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa julgada; XXXVII - NÃO haverá juízo ou tribunal de exceção (bizu: observe que não há ressalvas) Atenção: o inciso XXXVII do art. 5º caiu no CFSd 2019. TRIBUNAL DO JURI XXXVIII - é reconhecida a instituição do JÚRI, com a organização que lhe der a lei, assegurados: Licenciado para GEOVANE PEREIRA CPF 139.031.696-33, celular (37) 998185656 - Protegido por Otávio Souza Otávio Souza ∙ Método OBA ∙ @pmminas 10 a) a plenitude de defesa; b) o sigilo das votações; c) a soberania dos veredictos; d) a competência para o julgamento dos crimes DOLOSOS contra a VIDA Mnemônico: PSS.COM Plenitude de defesa; Soberania dos veredictos (decisão judicial e política de forma soberana); Sigilo das votações; .COMpetência para julgar crimes DOLOSOS contra a vida. Bizu: lembrar que os crimes contra a vida cometidos por militares dos Estados contra civil serão de competência do JÚRI – ART. 9º do CPM. Se os militares forem das Forças Armadas e o crime for contra vida civil, em determinados contextos (GLO/Missões etc.), a competência será da Justiça Militar da União. Sempre leia e relia o art. 9º do CPM, pois cai bastante. XXXIX - não há crime sem lei ANTERIOR que o defina, nem pena sem PRÉVIA cominação legal. Bizu: o inciso XXXIX traz a conceituação do princípio da legalidade penal, em que pese alguns defenderem que se trata do princípio da anterioridade penal, entenda, porque o princípio da legalidade, para parte da doutrina, se divide em outros dois: anterioridade penal e reserva legal. Princípio da Legalidade Penal: “nullum crimen nulla poena sine previa lege” que significa que para o agente ser punido é preciso uma lei clara e objetiva previamente estabelecida e umapena formalmente e previamente estipulada em lei, proporcional e adequada à reprovabilidade da conduta que seja anterior à conduta. Reserva Legal: só a lei ordinária ou complementar define o que é ou não crime. *alguns doutrinadores tratam o princípio da legalidade e da reserva legal como sinônimos, outros fazem distinção. Anterioridade Penal: o agente jamais poderá ser responsabilizado por lei penal que seja criada posteriormente à sua conduta. Imagine o caso de alguém ser punido penalmente por uma lei que não existia à data dos fatos, isso é incabível no Direito Penal Brasileiro. Esse princípio é chamado de irretroatividade penal por alguns doutrinadores. Atenção, pois existem questões militares que entenderam que no inciso XXXIX está o princípio implícito da legalidade penal, da anterioridade penal ou os dois juntos e todas foram tidas como corretas, veja-as abaixo: Anterioridade penal: https://www.qconcursos.com/questoes-militares/questoes/b43d36bb-54 Legalidade penal: https://www.qconcursos.com/questoes-militares/questoes/5f71a66e-c0 Os dois juntos: https://www.qconcursos.com/questoes-militares/questoes/8f7b240e-8c XL - a lei penal NÃO retroagirá, salvo para BENEFICIAR o réu. Bizu: é PRINCÍPIO DA NÃO-RETROATIVIDADE PENAL em prejuízo do réu; XLI - a lei punirá qualquer discriminação atentatória dos direitos e liberdades fundamentais; XLII - a prática do RACISMO constitui crime INAFIANÇÁVEL e IMPRESCRITÍVEL, sujeito à pena de reclusão, nos termos da lei Licenciado para GEOVANE PEREIRA CPF 139.031.696-33, celular (37) 998185656 - Protegido por Otávio Souza Otávio Souza ∙ Método OBA ∙ @pmminas 11 Atenção: o inciso XLII do art. 5º caiu no CFSd 2022. Bizu: tanto o racismo quanto a ação de grupos armados são inafiançáveis e IMPRESCRITÍVEIS, mnemônico = R.AÇÃO. Porém eles podem gozar de graça ou anistia, não confunda com o 3T+H abaixo; XLIII - a lei considerará crimes inafiançáveis e insuscetíveis de graça ou anistia a prática da tortura, o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, o terrorismo e os definidos como crimes hediondos, por eles respondendo os mandantes, os executores e os que, podendo evitá- los, se omitirem; Bizu: 3T+H (tráfico, tortura, terrorismo + hediondos = inafiançáveis e insuscetíveis de anistia ou graça) XLIV - constitui crime INAFIANÇÁVEL e IMPRESCRITÍVEL a ação de grupos armados, civis ou militares, contra a ordem constitucional e o Estado Democrático; (bizu: caiu no CFSd 2018) XLIII - a lei considerará crimes INAFIANÇÁVEIS e INSUSCETÍVEIS DE GRAÇA OU ANISTIA a prática da tortura, o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, o terrorismo e os definidos como crimes hediondos, por eles respondendo os mandantes, os executores e os que, podendo evitá-los, se omitirem; Atenção: o inciso XLIII do art. 5º caiu no CFSd 2022 e no CFO 2022. Bizu: 3T+H (tráfico, tortura, terrorismo + hediondos = inafiançáveis e insuscetíveis de anistia ou graça) XLIV - constitui crime INAFIANÇÁVEL e IMPRESCRITÍVEL a ação de grupos armados, civis ou militares, contra a ordem constitucional e o Estado Democrático; PRINCÍPIO DA INTRANSCENDÊNCIA DA PENA XLV - nenhuma pena passará da pessoa do condenado, podendo a obrigação de reparar o dano e a decretação do perdimento de bens ser, nos termos da lei, estendidas aos sucessores e contra eles executadas, até o limite do valor do patrimônio transferido – bizu: princípio da intranscendência da pena; Atenção: o inciso XLV do art. 5º caiu no CFO 2020. PRINCPÍPIO DA INDIVIDUALIZAÇÃO DAS PENAS: XLVI – a LEI regulará a INDIVIDUALIZAÇÃO DA PENA e adotará, entre outras, as seguintes: a) privação ou restrição da liberdade; b) perda de bens; c) multa; d) prestação social alternativa; Licenciado para GEOVANE PEREIRA CPF 139.031.696-33, celular (37) 998185656 - Protegido por Otávio Souza Otávio Souza ∙ Método OBA ∙ @pmminas 12 e) suspensão ou interdição de direitos; PRINCPÍPIO DA HUMANIZAÇÃO DAS PENAS: XLVII - NÃO haverá penas: a) de morte, SALVO em caso de guerra declarada, nos termos do art. 84, XIX; b) de caráter perpétuo; c) de trabalhos forçados; d) de banimento; e) cruéis; Atenção: o inciso XLVII do art. 5º caiu no CFSd 2019 e no CFO 2020. Bizu: esse inciso é campeão de cair nas provas da PMMG, inclusive, já foi questão de prova ORAL. Preste atenção, porque o inciso XLVI traz o princípio da individualização da pena e aquelas que são aceitas pela ordem constitucional inaugurada em 1988. Por outro lado, o inciso XLVII preceitua o princípio da humanização das penas e traz o rol de sanções proibidas pelo ordenamento jurídico brasileiro. Esses assuntos com 4 ou 5 tópicos objetivos são muito cobrados na prova oral do CFO/PMMG. XLVIII - a pena será cumprida em estabelecimentos distintos, de acordo com a natureza do delito, a idade e o sexo do apenado; XLIX - é assegurado aos presos o respeito à integridade física e moral; L - às presidiárias (mulheres) serão asseguradas condições para que possam permanecer com seus filhos durante o período de amamentação; LI - NENHUM brasileiro será extraditado (regra), salvo (exceção) o naturalizado, em caso de crime comum, praticado ANTES da naturalização, ou de comprovado envolvimento em tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, na forma da lei - (caiu no CFO 2015). Atenção: o inciso LI do art. 5º caiu no CFO 2015 e no CFSd 2022. Bizu: lembre que a regra é que nenhum brasileiro será extraditado, o brasileiro nato NUNCA (vedação absoluta). Porém há exceções para o brasileiro naturalizado: 1. quando este cometer crime comum antes da naturalização; 2. envolvimento com tráfico ilícito de drogas (a qualquer tempo, mesmo que depois da naturalização). LII - NÃO será concedida extradição de ESTRANGEIRO por CRIME POLÍTICO ou de OPINIÃO; Atenção: o inciso LII do art. 5º caiu no CFO 2015. Licenciado para GEOVANE PEREIRA CPF 139.031.696-33, celular (37) 998185656 - Protegido por Otávio Souza Otávio Souza ∙ Método OBA ∙ @pmminas 13 Bizu: o brasil é contra perseguições políticas ilegítimas, oferecendo inclusive asilo político nesses casos. Logo, nem o estrangeiro poderá ser extraditado por crime político ou de opinião, há como pano de fundo a soberania do país e o direito à liberdade de expressão. Esse inciso comunga do art. 14 da DUDH: “Toda pessoa, vítima de perseguição, tem o direito de procurar e de gozar asilo em outros países”. LIII - NINGUÉM será processado nem sentenciado senão pela autoridade competente; LIV - NINGUÉM será privado da liberdade ou de seus bens sem o devido processo legal; LV - aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos acusados em geral são assegurados o contraditório e ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes; LVI - são INADMISSÍVEIS, no processo, as provas obtidas por meios ILÍCITOS; LVII - NINGUÉM será considerado CULPADO até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória. Bizu: o inciso LVII preconiza o princípio da PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA ou também chamado de princípio da não-culpabilidade o qual está em sintonia com a Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH), relembre seu artigo 11: “Todo ser humano acusado de um ato delituoso tem o direito de ser presumido inocente até que a sua culpabilidade tenha sido provada de acordo com a lei, em julgamento público no qual lhe tenham sido asseguradas todas as garantias necessárias à sua defesa”. A CF/88 traz o momento jurídico “trânsito em julgado” que significa quando não há mais possibilidade de impetrar recurso contra a decisão de condenação que desfigura a presunção de inocência do acusado. LVIII - o civilmente identificado não será submetido a identificação criminal, salvo nas hipóteses previstas em lei; LIX - será admitida AÇÃO PRIVADA nos crimes de ação pública, se esta não for intentada no prazo legal. Bizu: Ação PenalPrivada Subsidiária da Pública é possível quando há demora, morosidade, desídia do Ministério Público em oferecer denúncia ou requerer diligências. Nesse sentido, abre-se ao particular o poder de oferecer a ação privada subsidiária da pública com prazo decadencial de 6 meses, podendo estender esse direito a quem puder representá-lo (em regra o cônjuge, ascendente, descendente ou irmão). Bizu: na ação penal privada há a transferência do ius puniendi (direito de punir) do Estado para o particular? NAOOOO! Há legitimidade extraordinária (excepcional) do particular quando ele é titular da ação penal privada subsidiária da pública. Bizu: E se o MP optar pelo arquivamento do IP, há possibilidade de ação penal privada subsidiária da pública? NAOOO! Quando o MP optar pelo arquivamento do IP, não há possibilidade da ação penal privada subsidiária da pública. Bizu: há decadência imprópria, prazo de 6 meses, no cenário de ação penal privada subsidiária da pública para o particular, se exceder perde-se o direito. Aplica-se a ação penal privada subsidiária da pública no Código Penal Militar, ainda que não tenha previsão expressa, por força constitucional que é lei máxima e conforma os demais ramos do direito. Licenciado para GEOVANE PEREIRA CPF 139.031.696-33, celular (37) 998185656 - Protegido por Otávio Souza Otávio Souza ∙ Método OBA ∙ @pmminas 14 LX - a lei só poderá restringir a publicidade dos atos processuais quando a defesa da intimidade ou o interesse social o exigirem Bizu: lembrar que os atos judiciais/processuais são, em regra, públicos. Portanto a restrição ou sigilo só são possíveis em casos excepcionais e previstos em lei. Inclusive a publicidade é um dos princípios expressos da administração pública, previsto no art. 37 da CF/88. LXI - NINGUÉM será preso senão em flagrante delito ou por ordem escrita e fundamentada de autoridade judiciária competente, SALVO nos casos de TRANSGRESSÃO MILITAR ou CRIME PROPRIAMENTE MILITAR, definidos em lei; Atenção: o inciso LXI do art. 5º caiu no CFSd QPPM/2017- Interior, no CFSd 2018, no CFO 2020 e no CFSd 2022. Bizu: decore este inciso com TODAS as suas forças: Regra: toda pessoa para ser presa precisa estar em flagrante delito ou mediante ordem fundamenta da autoridade JUDICIÁRIA (não confunda com autoridade policial). Exceção: nos casos de transgressão militar (âmbito administrativo, lembrar do Código de Ética e Disciplina dos Militares) ou crimes PROPRIAMENTE militares, dispensa-se a necessidade de ordem escrita e fundamentada de autoridade judiciária e o flagrante. Ou seja, a prisão pode ser realizada para além dessas circunstâncias dada a natureza particular das Instituições Militares que são construídas sob os mandamentos da hierarquia e disciplina. LXII - a PRISÃO de qualquer pessoa e o local onde se encontre serão comunicados IMEDIATAMENTE ao JUIZ competente e à FAMÍLIA do preso ou à pessoa por ele indicada. Atenção: o inciso LXII do art. 5º caiu no CFSd 2022. Bizu: CPP inclui o MP, também CPP - ART. 306. A prisão de qualquer pessoa e o local onde se encontre serão comunicados imediatamente ao juiz competente, ao Ministério Público e à família do preso ou à pessoa por ele indicada. LXIII - o preso será informado de seus direitos, entre os quais o de permanecer CALADO, sendo-lhe assegurada a assistência da família e de advogado; Atenção: o inciso LXIII do art. 5º caiu no CFSd 2022. LXIV - o preso tem direito à identificação dos responsáveis por sua prisão ou por seu interrogatório policial; Atenção: o inciso LXIV do art. 5º caiu no CFSd/2017- Interior e no CFSd 2019. Licenciado para GEOVANE PEREIRA CPF 139.031.696-33, celular (37) 998185656 - Protegido por Otávio Souza Otávio Souza ∙ Método OBA ∙ @pmminas 15 LXV - a prisão ilegal será imediatamente RELAXADA pela autoridade judiciária (bizu: sempre que falar em prisão ILEGAL caberá RELAXAMENTO e não revogação); Atenção: o inciso LXV do art. 5º caiu no CFSd 2019. LXVI - ninguém será levado à prisão ou nela mantido, quando a lei admitir a LIBERDADE PROVISÓRIA, com ou sem fiança; Atenção: o inciso LXVI do art. 5º caiu no CFSd/2017- Interior e no CFSd 2019. Bizu: a liberdade provisória é a REGRA, isto é, o acusado deve responder em liberdade quando não presentes os requisitos legais das prisões cautelares. LXVII - NÃO HAVERÁ PRISÃO CIVIL POR DÍVIDA, SALVO a do responsável pelo inadimplemento voluntário e inescusável de OBRIGAÇÃO ALIMENTÍCIA e a do DEPOSITÁRIO INFIEL; Atenção: o inciso LXVII do art. 5º caiu no CFO 2016. Bizu: Antes de tudo assista ao vídeo da AGU Explica: https://youtu.be/xZZ6hNsHGKw muito cuidado com esse inciso da CF/88 que prevê as possibilidades de prisão civil por dívida, porque ele NÃO é inconstitucional, por mais que alguns defendam isso erroneamente no que tange a impossibilidade da prisão do depositário infiel. Calma, eu explico, porque a prisão do depositária infiel é realmente ilícita, porém formalmente constitucional, afinal está prevista expressamente no texto constitucional. O que realmente ocorreu foi a paralisação dos efeitos dessa prisão, por força de norma supralegal que é a Convenção Americana dos Direitos Humanos (Pacto de São José da Costa Rica) que cai na sua prova na matéria de Direitos Humanos inclusive. Portanto, no Brasil só é possível uma única forma de prisão civil por dívida: a do devedor de alimentos (pensão alimentícia). Nesse cenário, tem-se a Súmula Vinculante 25 do STF: “É ilícita a prisão civil de depositário infiel, qualquer que seja a modalidade de depósito”. PRESTAR MUITA ATENÇÃO nos REMÉDIOS CONSTITUCIONAIS abaixo (também chamados de writs constitucionais): 1. Habeas Corpus (HC); 2. Mandado de Segurança, 3. Mandado de Injunção, 4. Habeas Data 5. Ação Popular; 6. Ação Civil Pública. LXVIII - conceder-se-á HABEAS CORPUS sempre que alguém sofrer ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação em sua liberdade de LOCOMOÇÃO, por ilegalidade ou abuso de poder; Licenciado para GEOVANE PEREIRA CPF 139.031.696-33, celular (37) 998185656 - Protegido por Otávio Souza Otávio Souza ∙ Método OBA ∙ @pmminas 16 Atenção: o inciso LXVIII do art. 5º caiu no CFO 2015, no CFO 2016 e no CFSd 2022. Vídeo da AGU explica sobre o Habeas Corpus: https://youtu.be/TtEcb70DJV4 LXIX - conceder-se-á MANDADO DE SEGURANÇA para proteger direito líquido e certo, não amparado por habeas corpus ou habeas data, quando o responsável pela ilegalidade ou abuso de poder for autoridade pública ou agente de pessoa jurídica no exercício de atribuições do Poder Público; Atenção: o inciso LXIX do art. 5º caiu no CFO 2016 e no CFO 2019. LXX - o MANDADO DE SEGURANÇA COLETIVO pode ser impetrado por: (caiu no CFO 2019); a) partido político com representação no Congresso Nacional; b) organização sindical, entidade de classe ou associação legalmente constituída e em funcionamento há pelo menos um ano, em defesa dos interesses de seus membros ou associados; Atenção: o inciso LXX do art. 5º caiu no CFO 2019. Bizu: sobre mandado de segurança, indico, primeiramente o vídeo do AGU explica e depois o resumo do Prof. João Souto G. Messias: AGU Explica: https://youtu.be/Cu1KtLnLCyQ Parte 1: https://youtu.be/Uui1NktpEVY Parte 2: https://youtu.be/qrC9LK6gY8Q LXXI - conceder-se-á MANDADO DE INJUNÇÃO sempre que a falta de norma regulamentadora torne inviável o exercício dos direitos e liberdades constitucionais e das prerrogativas inerentes à nacionalidade, à soberania e à cidadania (mais restrita que a Ação Direta de Inconstitucionalidade por Omissão - ADO; Atenção: o inciso LXXI do art. 5º caiu no CFO 2015, no CFO 2016 e no CFO 2019. Vídeo da AGU explica sobre o Mandado de Injunção: https://youtu.be/FFafLicOWrQ LXXII - conceder-se-á HABEAS DATA: a) para assegurar o conhecimento de informações relativas à pessoa do impetrante,constantes de registros ou bancos de dados de entidades governamentais ou de caráter público; b) para a retificação de dados, quando não se prefira fazê-lo por processo sigiloso, judicial ou administrativo; Atenção: o inciso LXXII do art. 5º caiu no CFO 2016. Vídeo da AGU explica sobre o Habeas Data: https://youtu.be/4XkmDPXsvSc Licenciado para GEOVANE PEREIRA CPF 139.031.696-33, celular (37) 998185656 - Protegido por Otávio Souza Otávio Souza ∙ Método OBA ∙ @pmminas 17 LXXIII - qualquer CIDADÃO é parte legítima para propor AÇÃO POPULAR que vise a anular ato lesivo ao patrimônio público ou de entidade de que o Estado participe, à moralidade administrativa, ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural, ficando o autor, salvo comprovada má-fé, isento de custas judiciais e do ônus da sucumbência; Atenção: o inciso LXXIII do art. 5º caiu no CFO 2015 e no CFO 2019. Vídeo da AGU explica sobre o Ação Popular: https://youtu.be/iprCG8O6B68 Bizu: Não confundir ação popular com ação civil pública – esta é proposta pelo Ministério Público em casos específicos e diferentes da ação popular que é proposta por qualquer CIDADÃO. Às vezes as provas trazem que a ação popular pode ser proposta por qualquer PESSOA, isso está errado, pois cidadão é diferente de pessoa. Cuidado com os termos e conceitos jurídicos, seu examinador gosta desses detalhes! LXXIV - o Estado prestará assistência jurídica integral e gratuita aos que comprovarem insuficiência de recursos; Atenção: o inciso LXXIV do art. 5º caiu no CFSd QPPM/2017 – Interior. LXXV - o Estado indenizará o condenado por erro judiciário, assim como o que ficar preso além do tempo fixado na sentença; Atenção: o inciso LXXV do art. 5º caiu no CFSd QPPM/2017 – Interior. LXXVI - são GRATUITOS para os reconhecidamente pobres, na forma da lei: a) o registro civil de NASCIMENTO; b) a certidão de ÓBITO (morte); Bizu: lembrar que são os documentos de quando a pessoa nasce e morre. Bizu: a extinção da punibilidade pela morte só será possível à vista da certidão de óbito (art. 62 CPP) LXXVII - são GRATUITAS as ações de habeas corpus e habeas data, e, na forma da lei, os atos necessários ao exercício da cidadania (bizu: ambas começam com “H”). LXXVIII - a todos, no âmbito JUDICIAL e ADMINISTRATIVO, são assegurados a razoável duração do processo e os meios que garantam a celeridade de sua tramitação; Atenção: o inciso LXXVIII do art. 5º caiu no CFSd QPPM/2017 – Interior. Licenciado para GEOVANE PEREIRA CPF 139.031.696-33, celular (37) 998185656 - Protegido por Otávio Souza Otávio Souza ∙ Método OBA ∙ @pmminas 18 LXXIX - é assegurado, nos termos da lei, o direito à proteção dos DADOS PESSOAIS, inclusive nos meios digitais <ALTERAÇÃO 2022 EC. Nº 115>. § 1º As normas definidoras dos direitos e garantias fundamentais têm APLICAÇÃO IMEDIATA. § 2º Os direitos e garantias expressos nesta Constituição não excluem outros decorrentes do regime e dos princípios por ela adotados, ou dos tratados internacionais em que a República Federativa do Brasil seja parte. § 3º Os tratados e convenções internacionais sobre DIREITOS HUMANOS que forem aprovados, em cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, por três quintos dos votos dos respectivos membros, serão EQUIVALENTES às emendas constitucionais Bizu: ser equivalente não quer dizer que são emendas constitucionais, apenas possuem o status e a roupagem de uma Emenda Constitucional. Observe que se exige um quórum de votação especial dada a importância desse instrumento jurídico. Guarde que são 2 turnos em cada casa do congresso nacional e o quórum é de 3/5 dos votos dos respectivos membros, caso isso ocorra, o tratado e as convenções internacionais que tenham conteúdo (objeto) sobre Direitos Humanos serão equivalentes às emendas constitucionais. Noutro giro, se esses tratados ou Convenções internacionais, sobre Direitos Humanos, não atingirem o quórum acima eles terão força SUPRALEGAL, isto é, acima das leis e abaixo da Carta Magna. Exemplo disso é o Pacto de São José da Costa Rica que tem força supralegal e, inclusive, paralisou a lei que delineava o procedimento do depositário infiel. § 4º O Brasil se submete à jurisdição de TRIBUNAL PENAL INTERNACIONAL (TPI) a cuja criação tenha manifestado adesão. Licenciado para GEOVANE PEREIRA CPF 139.031.696-33, celular (37) 998185656 - Protegido por Otávio Souza Otávio Souza ∙ Método OBA ∙ @pmminas 19 CAPÍTULO III: DA NACIONALIDADE ART. 12. São BRASILEIROS: I - NATOS: a) os nascidos na República Federativa do Brasil, ainda que de pais estrangeiros, desde que estes NÃO estejam a serviço de seu país (bizu: ius solis); b) os nascidos no ESTRANGEIRO, de pai brasileiro ou mãe brasileira, desde que qualquer deles ESTEJA a serviço da República Federativa do Brasil; c) os nascidos no ESTRANGEIRO de pai brasileiro ou de mãe brasileira, desde que sejam REGISTRADOS em repartição brasileira competente OU venham a RESIDIR na República Federativa do Brasil E OPTEM, em qualquer tempo, depois de atingida a MAIORIDADE, pela nacionalidade brasileira; Atenção: o inciso I do art. 12 caiu no CFO 2015, no CFO 2019, no CFSd 2022 e no CFO 2023. Bizu: a primeira possibilidade basta um requisito apenas: registrar em repartição brasileira competentes. Já a segunda possibilidade exige 2 requisitos: vir residir no Brasil E optar pela nacionalidade brasileira a qualquer tempo após atingir maioridade. II - NATURALIZADOS: a) os que, na forma da lei, adquiram a nacionalidade brasileira, exigidas aos originários de países de língua portuguesa apenas residência por UM ano ininterrupto e idoneidade moral; Atenção: a alínea “a” do inciso II do art. 12 caiu no CFO 2015. Bizu: esta é a chamada naturalização ordinária a qual é um ato discricionário da Administração Pública, podendo ou não ser concedida a naturalização da alínea “a”; b) os estrangeiros de qualquer nacionalidade, residentes na República Federativa do Brasil há mais de QUINZE anos ininterruptos e sem condenação penal, desde que REQUEIRAM a nacionalidade brasileira; Atenção: a alínea “b” do inciso II do art. 12 caiu no CFO 2015, no CFO 2019, no CFSd 2022 e no CFO 2023. Bizu: esta é a chamada naturalização extraordinária a qual é um ato vinculado da Administração Pública, devendo ser concedida a naturalização da alínea “b”; § 1º Aos PORTUGUESES com residência permanente no País, se houver reciprocidade em favor de brasileiros, serão atribuídos os direitos inerentes ao brasileiro, salvo os casos previstos nesta Constituição § 2º A lei NÃO poderá estabelecer distinção entre brasileiros natos e naturalizados (regra), salvo (exceção) nos casos previstos nesta Constituição. Veja-os abaixo. Licenciado para GEOVANE PEREIRA CPF 139.031.696-33, celular (37) 998185656 - Protegido por Otávio Souza Otávio Souza ∙ Método OBA ∙ @pmminas 20 Atenção: o parágrafo 2º do art. 12 caiu no CFO 2019. § 3º SÃO PRIVATIVOS DE BRASILEIRO NATO OS CARGOS: I - de Presidente e Vice-Presidente da República; II - de Presidente da Câmara dos Deputados; III - de Presidente do Senado Federal; IV - de Ministro do Supremo Tribunal Federal; V - da carreira diplomática; VI - de oficial das Forças Armadas. VII - de Ministro de Estado da DEFESA Atenção: o parágrafo 3º do art. 12 caiu no CFO 2018 e no CFO 2023. Bizu: só o ministro DEFESA, os demais ministros NÃO entram. Pegadinha de prova: trocar DEFESA por justiça, economia, saúde, etc. Bizu: para lembrar desta lista é só imaginar a linha sucessória do Presidente da república, caso morra, impeachment ou tenha seu cargo vago. Mnemônico = MP3.com M inistro do STF (não confundir com Ministro do STJ – superior Tribunal de Justiça) P residente da República e Vice-presidente P residente da Câmara dos Deputados P residente do Senado Federal. C arreiras diplomáticas O ficiais dar Forças Armadas M inistro da Defesa (não confundir com ministro da economia, saúde, educação, etc) <ALTERAÇÃO JURÍDICA 2023> § 4º - Será declarada a PERDA DA NACIONALIDADE do brasileiro que: I - tiver cancelada sua naturalização, por sentença judicial, em virtude de fraude relacionada ao processo de naturalização ou de atentado contra a ordem constitucional e o Estado Democrático; Bizu: o § 4º, I, preceitua regras apenas para o brasileiro naturalizado (cancela a naturalização). → Ocorreu uma especificação e uma redução da margem de discricionariedade (limitou o alcance). Guarde esses requisistos para a perda da nacionalidade (brasileiro naturalizado): 1. fraude no processo de naturalização; Licenciado para GEOVANE PEREIRA CPF 139.031.696-33, celular (37) 998185656 - Protegido por Otávio Souza Otávio Souza ∙ Método OBA ∙ @pmminas 21 Exemplo: documentos falsos apresentados. 2. atentado contra a ordem constitucional; 3. atentado contra o Estado Democrático; 4. exige-se sentença judicial. Exemplo: TÍTULO XII do Código Penal. Atenção: em ambas é exigida a sentença judicial. Não há que se falar em trânsito em julgado para a perda da nacionalidade (STF afirma que presunção de inocência é aplicada ao Direito Penal). Essa hipótese de cancelamento não atinge o brasileiro nato. Este possui nacionalidade originária. II - fizer pedido expresso de perda da nacionalidade brasileira perante autoridade brasileira competente, ressalvadas situações que acarretem apatridia. Bizu: o § 4º, II, preconiza regras para o brasileiro naturalizados e natos. Requisitos: 1. Renúncia expressa; 2. Autoridade brasileira competente (Ministro da Justiça); 3. Não configurar apatridia (apátrida). → Essa hipótese mudou bastante (renúncia à nacionalidade): agora, para perder a nacionalidade brasileira há necessidade de pedido expresso (antes isso era automático quando a pessoa adquiria outra nacionalidade de forma voluntária). → Porém, ainda que peça a perda da nacionalidade de forma expressa, isso não será possível se resultar em apatridia, ou seja, a pessoa se tornar apátrida (indisponibilidade dos direitos fundamentais). § 5º A renúncia da nacionalidade, nos termos do inciso II do § 4º deste artigo, NÃO impede o interessado de READQUIRIR sua nacionalidade brasileira ORIGINÁRIA, nos termos da lei. Bizu: o § 5º preceitua a hipótese de readquirir a nacionalidade brasileira originária quando a tenha renunciado nos termos do inciso II do § 4º. → Nos casos em que a pessoa readquiri a nacionalidade, ela volta a ter o status que tinha antes, seja nacionalidade originária ou secundária (nato ou naturalizado). Atenção: o parágrafo 4º do art. 12 caiu no CFO 2015 e no CFO 2019. ART. 13. A língua portuguesa é o idioma oficial da República Federativa do Brasil. Licenciado para GEOVANE PEREIRA CPF 139.031.696-33, celular (37) 998185656 - Protegido por Otávio Souza Otávio Souza ∙ Método OBA ∙ @pmminas 22 §1º São SÍMBOLOS DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL a BANDEIRA, o HINO, as ARMAS o SELO nacional. (Bizu: Mnemônico – BA.HI.A.S) § 2º Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios poderão ter símbolos próprios. Licenciado para GEOVANE PEREIRA CPF 139.031.696-33, celular (37) 998185656 - Protegido por Otávio Souza Otávio Souza ∙ Método OBA ∙ @pmminas 23 CAPÍTULO IV: DOS DIREITOS POLÍTICOS ART. 14. A SOBERANIA POPULAR será exercida pelo SUFRÁGIO UNIVERSAL (bizu: todos podem votar e ser votados, como regra) e pelo voto DIRETO e SECRETO, com valor igual para todos, e, nos termos da lei, mediante: I – plebiscito (bizu: convocação do povo antes da criação da norma – “P” de prévio/antes); II – referendo (bizu: convocação do povo após a edição da norma); III - iniciativa popular (bizu: projeto de lei proposto pelos cidadãos – ex.: lei da ficha limpa). Atenção: o art. 14 caiu no CFO 2018. § 1º O alistamento eleitoral e o VOTO são (bizu: é a capacidade eleitoral ATIVA = direito de votar): I - obrigatórios para os maiores de DEZOITO anos; II - facultativos para: a) os analfabetos; b) os maiores de SETENTA anos (bizu: examinador costuma trocar por 60 ou 65 anos); c) os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos. § 2º NÃO podem alistar-se como eleitores os estrangeiros e, durante o período do serviço militar obrigatório, os conscritos. § 3º SÃO CONDIÇÕES DE ELEGIBILIDADE, NA FORMA DA LEI: Bizu: é a capacidade eleitoral PASSIVA = direito de ser votado): I - a nacionalidade brasileira; II - o pleno exercício dos direitos políticos; III - o alistamento eleitoral; IV - o domicílio eleitoral na circunscrição; V - a filiação partidária; VI - a idade mínima de: a) trinta e cinco anos para Presidente e Vice-Presidente da República e Senador; b) trinta anos para Governador e Vice-Governador de Estado e do Distrito Federal; c) vinte e um anos para Deputado Federal, Deputado Estadual ou Distrital, Prefeito, Vice-Prefeito e juiz de paz; d) dezoito anos para Vereador. Atenção: o inciso VI do parágrafo 3º do art. 14 caiu no CFO 2018. ***§ 4º São INELEGÍVEIS os INALISTÁVEIS e os ANALFABETOS Bizu: os analfabetos não podem ser votados/eleitos (capacidade eleitoral passiva), porém podem votar (capacidade eleitoral ativa), na modalidade facultativa. Licenciado para GEOVANE PEREIRA CPF 139.031.696-33, celular (37) 998185656 - Protegido por Otávio Souza Otávio Souza ∙ Método OBA ∙ @pmminas 24 § 5º O Presidente da República, os Governadores de Estado e do Distrito Federal, os Prefeitos e quem os houver sucedido, ou substituído no curso dos mandatos poderão ser reeleitos para um único período subsequente. § 6º Para concorrerem a outros cargos, o Presidente da República, os Governadores de Estado e do Distrito Federal e os Prefeitos devem renunciar aos respectivos mandatos ATÉ SEIS MESES antes do pleito. Bizu: os CHEFES do Poder EXECUTIVO, precisam renunciar o mandato até seis meses antes do pleito § 7º São INELEGÍVEIS (bizu: não podem ser votados, capacidade eleitoral passiva), no território de jurisdição do titular, o cônjuge e os parentes consanguíneos ou afins, até o SEGUNDO grau ou por adoção, do Presidente da República, de Governador de Estado ou Território, do Distrito Federal, de Prefeito ou de quem os haja substituído dentro dos seis meses anteriores ao pleito, salvo se já titular de mandato eletivo e candidato à reeleição. Bizu: são casos de NEPOTISMO, observe que diz respeito apenas ao Poder Executivo, para ser mais preciso, aos chefes do poder executivo – PR, Governadores e Prefeitos. § 8º O MILITAR alistável é ELEGÍVEL, atendidas as seguintes condições (bizu: saibe de cor e salteado) I - se contar MENOS de dez anos de serviço, deverá AFASTAR-SE da atividade; II - se contar MAIS de dez anos de serviço, será AGREGADO pela autoridade superior e, se eleito, passará automaticamente, no ato da diplomação, para a inatividade. Atenção: o parágrafo 8º do art. 14 caiu no CFSd 2022. § 9º Lei complementar estabelecerá outros casos de inelegibilidade e os prazos de sua cessação, a fim de proteger a probidade administrativa, a moralidade para exercício de mandato considerada vida pregressa do candidato, e a normalidade e legitimidade das eleições contra a influência do poder econômico ou o abuso do exercício de função, cargo ou emprego na administração direta ou indireta. § 10. O mandato eletivo poderá ser impugnado ante a Justiça Eleitoral no prazo de QUINZE dias contados da diplomação, instruída a ação com provas de abuso do poder econômico, corrupção ou fraude. § 11. A ação de impugnação de mandato tramitará em segredo de justiça, respondendo o autor, na forma da lei, se temerária ou de manifesta má-fé. <INOVAÇÃO 2021> § 12. Serão realizadas concomitantemente às eleições municipais as consultas populares sobre questões locais aprovadas pelasCâmaras Municipais e encaminhadas à Justiça Eleitoral até 90 (noventa) dias antes da data das eleições, observados os limites operacionais relativos ao número de quesitos. <INOVAÇÃO 2021> § 13. As manifestações favoráveis e contrárias às questões submetidas às consultas populares nos termos do § 12 ocorrerão durante as campanhas eleitorais, sem a utilização de propaganda gratuita no rádio e na televisão. ART. 15. É VEDADA a CASSAÇÃO DE DIREITOS POLÍTICOS, cuja PERDA ou SUSPENSÃO só se dará nos casos: I - cancelamento da naturalização por sentença transitada em julgado (bizu: caso de PERDA dos direitos políticos → única hipótese de perda segundo a doutrina majoritária); II - incapacidade civil absoluta (bizu: caso de suspensão dos direitos políticos); III - condenação criminal transitada em julgado, enquanto durarem seus efeitos (bizu: caso de suspensão dos direitos políticos); Licenciado para GEOVANE PEREIRA CPF 139.031.696-33, celular (37) 998185656 - Protegido por Otávio Souza Otávio Souza ∙ Método OBA ∙ @pmminas 25 IV - recusa de cumprir obrigação a todos imposta ou prestação alternativa, nos termos do ART. 5º, VIII (bizu: caso de suspensão dos direitos políticos); V - improbidade administrativa, nos termos do ART.37,§ 4º (bizu: caso de suspensão dos direitos políticos) ART. 16. A lei que alterar o processo eleitoral entrará em vigor na data de sua publicação, não se aplicando à eleição que ocorra até UM ano da data de sua vigência. Licenciado para GEOVANE PEREIRA CPF 139.031.696-33, celular (37) 998185656 - Protegido por Otávio Souza Otávio Souza ∙ Método OBA ∙ @pmminas 26 TÍTULO III: DA ORGANIZAÇÃO DO ESTADO CAPÍTULO VII: DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Bizu: DOMINE este Capítulo! SEÇÃO I - DISPOSIÇÕES GERAIS ART. 37. A administração pública DIRETA e INDIRETA de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de LEGALIDADE, IMPESSOALIDADE, MORALIDADE, PUBLICIDADE e EFICIÊNCIA e, também, ao seguinte: Atenção: o art. 37 caiu no CFO 2022. Bizu: talvez o ponto mais importante deste capítulo inteiro. Quero que compreenda e vá para prova com o ART. 37 DECORADO! Mnemônico para os princípios EXPRESSOS da Administração Pública = L.I.M.P.E – um dos mais famosos entre os concurseiros. Ressalto que se aplica à administração pública DIRETA e INDIRETA. I - os cargos, empregos e funções públicas são acessíveis aos BRASILEIROS que preencham os requisitos estabelecidos em lei, assim como aos ESTRANGEIROS, na forma da lei; II - a investidura em cargo ou emprego público depende de aprovação prévia em concurso público de provas ou de provas e títulos, de acordo com a natureza e a complexidade do cargo ou emprego, na forma prevista em lei, ressalvadas as nomeações para cargo em COMISSÃO declarado em lei de LIVRE nomeação e exoneração; Atenção: o inciso II do art. 37 caiu no CFSd 2022. Definição da Teoria dos Motivos Determinantes adota pela PMMG no CFO 2018: Uma vez enunciados pelo agente os motivos em que se calçou, ainda quando a lei não haja expressamente imposto a obrigação de enunciá-los, o ato só será válido se estes realmente ocorreram e o justificavam. A afirmativa trata-se da chamada “teoria dos motivos determinantes” Bizu: os cargos em comissão são atos discricionários da administração pública e não exigem apresentação dos motivos que levaram a investidura de determinada pessoa no cargo, emprego ou função. Porém, se o administrador indicar o motivo da investidura ou exoneração este deve ser verdadeiro e existente, sob pena de decretação de sua nulidade com base na Teoria dos Motivos Determinantes. III - o prazo de validade do concurso público será de até DOIS anos, prorrogável uma vez, por igual período; IV - durante o prazo improrrogável previsto no edital de convocação, aquele aprovado em concurso público de provas ou de provas e títulos será convocado com PRIORIDADE sobre novos concursados para assumir cargo ou emprego, na carreira; Licenciado para GEOVANE PEREIRA CPF 139.031.696-33, celular (37) 998185656 - Protegido por Otávio Souza Otávio Souza ∙ Método OBA ∙ @pmminas 27 V - as FUNÇÕES DE CONFIANÇA, exercidas exclusivamente por servidores ocupantes de CARGO EFETIVO, e os CARGOS EM COMISSÃO, a serem preenchidos por servidores de CARREIRA nos casos, condições e percentuais mínimos previstos em lei, destinam-se apenas às atribuições de direção, chefia e assessoramento; Bizu: fique atento na diferença entre funções de confiança e cargos em comissão, ambos são de livre nomeação e exoneração (discricionário). Porém para funções de confiança o servidor precisa ocupar cargo efetivo, enquanto cargos em comissão exige apenas que o servidor seja de carreira. VI - é garantido ao servidor público CIVIL o direito à livre associação sindical; Atenção: o inciso VI do art. 37 caiu no CFSd 2022. VII - o direito de greve será exercido nos termos e nos limites definidos em lei específica; Bizu: lembrar que militar não pode exercer o direito de greve nem sindicalização: IV - ao militar são proibidas a sindicalização e a greve VIII - a lei reservará percentual dos cargos e empregos públicos para as pessoas portadoras de deficiência e definirá os critérios de sua admissão; IX - a lei estabelecerá os casos de contratação por TEMPO DETERMINADO para atender a necessidade temporária de excepcional interesse público; X - a remuneração dos servidores públicos e o subsídio de que trata o § 4º do ART. 39 somente poderão ser fixados ou alterados por lei específica, observada a iniciativa privativa em cada caso, assegurada revisão geral anual, sempre na mesma data e sem distinção de índices; XI - a remuneração e o subsídio dos ocupantes de cargos, funções e empregos públicos da administração direta, autárquica e fundacional, dos membros de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, dos detentores de mandato eletivo e dos demais agentes políticos e os proventos, pensões ou outra espécie remuneratória, percebidos cumulativamente ou não, incluídas as vantagens pessoais ou de qualquer outra natureza, não poderão exceder o subsídio mensal, em espécie, dos Ministros do Supremo Tribunal Federal, aplicando-se como limite, nos Municípios, o subsídio do Prefeito, e nos Estados e no Distrito Federal, o subsídio mensal do Governador no âmbito do Poder Executivo, o subsídio dos Deputados Estaduais e Distritais no âmbito do Poder Legislativo e o subsidio dos Desembargadores do Tribunal de Justiça, limitado a noventa inteiros e vinte e cinco centésimos por cento (90,25%) do subsídio mensal, em espécie, dos Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito do Poder Judiciário, aplicável este limite aos membros do Ministério Público, aos Procuradores e aos Defensores Públicos; XII - os vencimentos dos cargos do Poder Legislativo e do Poder Judiciário NÃO poderão ser superiores aos pagos pelo PODER EXECUTIVO; XIII - é vedada a VINCULAÇÃO ou EQUIPARAÇÃO de quaisquer espécies remuneratórias para o efeito de remuneração de pessoal do serviço público; Atenção: os incisos XII e XIII do art. 14 já caíram na PMMG. Licenciado para GEOVANE PEREIRA CPF 139.031.696-33, celular (37) 998185656 - Protegido por Otávio Souza Otávio Souza ∙ Método OBA ∙ @pmminas 28 XIV - os acréscimos pecuniários percebidos por servidor público não serão computados nem acumulados para fins de concessão de acréscimos ulteriores; XV - o subsídio e os vencimentos dos ocupantes de cargos e empregos públicos são irredutíveis, ressalvado o disposto nos incisos XI e XIV deste artigo e nos arts. 39, § 4º, 150, II, 153, III, e 153, § 2º, I; XVI - é VEDADA a ACUMULAÇÃO remunerada de cargos públicos, EXCETO, quando houver COMPATIBILIDADE DE HORÁRIOS, observado em qualquer caso o disposto no inciso XI: a)a de dois cargos de professor; b) a de um cargo de professor com outro técnico ou científico; c) a de dois cargos ou empregos privativos de profissionais de saúde, com profissões regulamentadas; Bizu – MUITO IMPORTANTE: a regra é NÃO poder acumular cargos públicos, exceto para os citados acima, quando houver compatibilidade de horários. Ficar atento, pois teve alteração recente sobre os MILITARES dos ESTADOS e do DF: O ART. 42 sofreu alteração pela EC 101 de 2019 ART. 42. […] § 3o Aplica-se aos MILITARES DOS ESTADOS, DO DISTRITO FEDERAL E DOS TERRITÓRIOS o disposto no inciso XVI do ART. 37 da CF/88. Observe abaixo as possibilidades de o militar DO ESTADO ou do DF CUMULAR cargos públicos: CARGO PÚBLICO MILITAR ESTADUAL MILITAR FEDERAL PROFESSOR Pode acumular Não pode acumular TÉCNICO OU CIENTÍFICO Pode acumular Não pode acumular SAÚDE Pode acumular Pode acumular XVII - a PROIBIÇÃO de ACUMULAR estende-se a empregos e funções e abrange autarquias, fundações, empresas públicas, sociedades de economia mista, suas subsidiárias, e sociedades controladas, direta ou indiretamente, pelo poder público; XVIII - a administração fazendária e seus servidores fiscais terão, dentro de suas áreas de competência e jurisdição, precedência sobre os demais setores administrativos, na forma da lei; XIX – somente por LEI ESPECÍFICA poderá ser CRIADA AUTARQUIA e AUTORIZADA A INSTITUIÇÃO DE EMPRESA PÚBLICA, DE SOCIEDADE DE ECONOMIA MISTA E DE FUNDAÇÃO, cabendo à lei COMPLEMENTAR, neste último caso, definir as áreas de sua atuação; Bizu: esse inciso é de GRANDE importância. Resumindo, a LEI específica: 1) CRIARÁ Autarquia e Fundação Pública De Direito Público; 2) AUTORIZARÁ instituição de Empresa Pública (ex.: caixa econômica federal), Sociedade De Economia Mista (ex.: banco do brasil) e Fundação Pública De Direito Privado. XX - depende de autorização legislativa, em cada caso, a criação de subsidiárias das entidades mencionadas no inciso anterior, assim como a participação de qualquer delas em empresa privada; XXI - ressalvados os casos especificados na legislação, as obras, serviços, compras e alienações serão contratados mediante processo de LICITAÇÃO pública que assegure igualdade de condições a todos os concorrentes, com cláusulas que estabeleçam obrigações de pagamento, mantidas as condições efetivas da proposta, nos termos da Licenciado para GEOVANE PEREIRA CPF 139.031.696-33, celular (37) 998185656 - Protegido por Otávio Souza Otávio Souza ∙ Método OBA ∙ @pmminas 29 lei, o qual somente permitirá as exigências de qualificação técnica e econômica indispensáveis à garantia do cumprimento das obrigações. Bizu: vale a leitura do ART. 3 da lei 8.666 – lei de licitações: “ART. 3o A licitação destina-se a garantir a observância do princípio constitucional da ISONOMIA, a seleção da PROPOSTA MAIS VANTAJOSA para a administração e a promoção do desenvolvimento nacional sustentável e será processada e julgada em estrita conformidade com os princípios básicos da legalidade, da impessoalidade, da moralidade, da igualdade, da publicidade, da probidade administrativa, da vinculação ao instrumento convocatório, do julgamento objetivo e dos que lhes são correlatos.” – um dos objetivos da licitação é aumentar a competição e proporcionar a materialização do interesse público. XXII - as administrações tributárias da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, atividades essenciais ao funcionamento do Estado, exercidas por servidores de carreiras específicas, terão recursos prioritários para a realização de suas atividades e atuarão de forma integrada, inclusive com o compartilhamento de cadastros e de informações fiscais, na forma da lei ou convênio. § 1º A PUBLICIDADE dos atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos deverá ter caráter EDUCATIVO, INFORMATIVO ou de ORIENTAÇÃO social, dela não podendo constar nomes, símbolos ou imagens que caracterizem PROMOÇÃO PESSOAL de autoridades ou servidores públicos. Bizu: pense nos prefeitos que colocam placas em obras públicas com intuito de atribuir àquela obra sua imagem pessoal com intuito de angariar mais votos – isso é proibido. § 2º A não observância do disposto nos incisos II e III implicará a NULIDADE do ato e a punição da autoridade responsável, nos termos da lei. § 3º A lei disciplinará as formas de participação do usuário na administração pública direta e indireta, regulando especialmente: I - as reclamações relativas à prestação dos serviços públicos em geral, asseguradas a manutenção de serviços de atendimento ao usuário e a avaliação periódica, externa e interna, da qualidade dos serviços; II - o acesso dos usuários a registros administrativos e a informações sobre atos de governo, observado o disposto no ART. 5º, X e XXXIII; III - a disciplina da representação contra o exercício negligente ou abusivo de cargo, emprego ou função na administração pública. § 4º - Os ATOS DE IMPROBIDADE administrativa importarão a SUSPENSÃO dos direitos políticos, a PERDA da função pública, a INDISPONIBILIDADE dos bens e o RESSARCIMENTO ao erário, na forma e gradação previstas em lei, sem prejuízo da ação penal cabível. Bizu: NUNCA existirá CASSAÇÃO DE DIREITOS POLÍTICOS, apenas PERDA ou SUSPENSÃO, cuidado! Essa pegadinha é muito recorrente em concursos. Atos de improbidade são disciplinados em lei própria - LEI Nº 8.429/92. § 5º A lei estabelecerá os prazos de prescrição para ilícitos praticados por qualquer agente, servidor ou não, que causem prejuízos ao erário, ressalvadas as respectivas ações de ressarcimento. § 6º As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de serviços públicos responderão pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, causarem a terceiros, assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa Licenciado para GEOVANE PEREIRA CPF 139.031.696-33, celular (37) 998185656 - Protegido por Otávio Souza Otávio Souza ∙ Método OBA ∙ @pmminas 30 Bizu: a administração pública responde objetivamente pelo dano causado por seus servidores (responsabilidade civil objetiva = independe da demonstração de dolo ou culpa). Porém, a administração pública pode mover ação de regresso contra o servidor se ele tiver agido com dolo ou culpa (responsabilidade civil subjetiva = exige-se demonstração de dolo ou culpa do servidor na ação de regresso movida pela administração pública). A ação de regresso é imprescritível. § 7º A lei disporá sobre os requisitos e as restrições ao ocupante de cargo ou emprego da administração direta e indireta que possibilite o acesso a informações privilegiadas. § 8º A AUTONOMIA GERENCIAL, orçamentária e financeira dos órgãos e entidades da administração direta e indireta poderá ser ampliada mediante contrato, a ser firmado entre seus administradores e o poder público, que tenha por objeto a fixação de metas de desempenho para o órgão ou entidade, cabendo à lei dispor sobre (Bizu: este artigo versa sobre os CONTRATOS DE GESTÃO os quais permitem mais eficiência e autonomia dentro da Administração Pública, na sua distribuição de competência): I - o prazo de duração do contrato; II - os controles e critérios de avaliação de desempenho, direitos, obrigações e responsabilidade dos dirigentes; III - a remuneração do pessoal. § 9º O disposto no inciso XI aplica-se às empresas públicas e às sociedades de economia mista, e suas subsidiárias, que receberem recursos da União, dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios para pagamento de despesas de pessoal ou de custeio em geral. § 10. É vedada a percepção simultânea de proventos de aposentadoria decorrentes do ART. 40 ou dos arts. 42 e 142 com a remuneração de cargo, emprego ou função pública, ressalvados os cargos acumuláveis na forma desta Constituição, os cargos eletivos e os cargos em comissãodeclarados em lei de livre nomeação e exoneração. § 11. Não serão computadas, para efeito dos limites remuneratórios de que trata o inciso XI do caput deste artigo, as parcelas de caráter indenizatório previstas em lei. § 12. Para os fins do disposto no inciso XI do caput deste artigo, fica facultado aos Estados e ao Distrito Federal fixar, em seu âmbito, mediante emenda às respectivas Constituições e Lei Orgânica, como limite único, o subsídio mensal dos Desembargadores do respectivo Tribunal de Justiça, limitado a noventa inteiros e vinte e cinco centésimos por cento do subsídio mensal dos Ministros do Supremo Tribunal Federal, não se aplicando o disposto neste parágrafo aos subsídios dos Deputados Estaduais e Distritais e dos Vereadores. § 13. O servidor público titular de cargo efetivo poderá ser READAPTADO para exercício de cargo cujas atribuições e responsabilidades sejam compatíveis com a limitação que tenha sofrido em sua capacidade física ou mental, enquanto permanecer nesta condição, desde que possua a habilitação e o nível de escolaridade exigidos para o cargo de destino, mantida a remuneração do cargo de origem <INOVAÇÃO 2021>. § 14. A aposentadoria concedida com a utilização de tempo de contribuição decorrente de cargo, emprego ou função pública, inclusive do Regime Geral de Previdência Social, acarretará o rompimento do vínculo que gerou o referido tempo de contribuição <INOVAÇÃO 2021>. § 15. É VEDADA a complementação de aposentadorias de servidores públicos e de pensões por morte a seus dependentes que não seja decorrente do disposto nos §§ 14 a 16 do ART. 40 ou que não seja prevista em lei que extinga regime próprio de previdência social <INOVAÇÃO 2021>. Licenciado para GEOVANE PEREIRA CPF 139.031.696-33, celular (37) 998185656 - Protegido por Otávio Souza Otávio Souza ∙ Método OBA ∙ @pmminas 31 § 16. Os órgãos e entidades da administração pública, individual ou conjuntamente, devem realizar avaliação das políticas públicas, inclusive com divulgação do objeto a ser avaliado e dos resultados alcançados, na forma da lei. <INOVAÇÃO 2021>. ART. 38. Ao SERVIDOR PÚBLICO da administração DIRETA, autárquica e fundacional, no exercício de mandato ELETIVO, aplicam-se as seguintes disposições: I - tratando-se de mandato eletivo federal, estadual ou distrital, ficará afastado de seu cargo, emprego ou função; II - investido no mandato de Prefeito, será afastado do cargo, emprego ou função, sendo-lhe facultado optar pela sua remuneração; III - investido no mandato de Vereador, havendo compatibilidade de horários, perceberá as vantagens de seu cargo, emprego ou função, sem prejuízo da remuneração do cargo eletivo, e, não havendo compatibilidade, será aplicada a norma do inciso anterior (bizu: pode acumular a remuneração dos 2 cargos se tiver compatibilidade de horário, se não tiver ele escolhe um ou outro); IV - em qualquer caso que exija o afastamento para o exercício de mandato eletivo, seu tempo de serviço será contado para todos os efeitos legais, exceto para promoção por merecimento; V - na hipótese de ser segurado de regime próprio de previdência social, permanecerá filiado a esse regime, no ente federativo de origem (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019) SEÇÃO III - DOS MILITARES DOS ESTADOS, DO DISTRITO FEDERAL E DOS TERRITÓRIOS Bizu: não precisa nem dizer que é EXTREMAMENTE importante né! (refere-se aos militares dos estados o que inclui as policiais militares). ART. 42 Os membros das Polícias Militares e Corpos de Bombeiros Militares, instituições organizadas com base na HIERARQUIA E DISCIPLINA, são MILITARES DOS ESTADOS, do Distrito Federal e dos Territórios. Bizu: quem compreender que as instituições militares (IMEs) são organizadas com base na hierarquia e disciplina todo o direito militar fica mais compreensível. Ademais, caiu em prova policial perguntando qual era o nome dos militares no âmbito dos Estados e a resposta está justamente no art. 42 acima: MILITARES DOS ESTADOS. Outro ponto importante é que as patentes dos OFICIAIS são conferidas pelo GOVERNADOR e não pelo comandante geral, como é o caso da entrega das graduações das praças, segundo o EMEMG. § 1º Aplicam-se aos MILITARES DOS ESTADOS, do Distrito Federal e dos Territórios, além do que vier a ser fixado em lei, as disposições do ART. 14, § 8º; do ART. 40, § 9º; e do ART. 142, §§ 2º e 3º, cabendo a lei estadual específica dispor sobre as matérias do ART. 142, § 3º, inciso X, sendo as patentes dos oficiais conferidas pelos respectivos GOVERNADORES. Bizu: Art. 14, § 8º: O militar alistável é elegível, atendidas as seguintes condições: I - se contar menos de dez anos de serviço, deverá afastar-se da atividade; II - se contar mais de dez anos de serviço, será agregado pela autoridade superior e, se eleito, passará automaticamente, no ato da diplomação, para a inatividade. Licenciado para GEOVANE PEREIRA CPF 139.031.696-33, celular (37) 998185656 - Protegido por Otávio Souza Otávio Souza ∙ Método OBA ∙ @pmminas 32 Art. 40, § 9º: O tempo de contribuição federal, estadual, distrital ou municipal será contado para fins de aposentadoria, observado o disposto nos §§ 9º e 9º-A do art. 201, e o tempo de serviço correspondente será contado para fins de disponibilidade. Art. 142. (...) § 2º Não caberá habeas corpus em relação a punições disciplinares militares. § 3º Os membros das Forças Armadas são denominados militares, aplicando-se-lhes, além das que vierem a ser fixadas em lei, as seguintes disposições: I - as patentes, com prerrogativas, direitos e deveres a elas inerentes, são conferidas pelo Presidente da República e asseguradas em plenitude aos oficiais da ativa, da reserva ou reformados, sendo- lhes privativos os títulos e postos militares e, juntamente com os demais membros, o uso dos uniformes das Forças Armadas; II - o militar em atividade que tomar posse em cargo ou emprego público civil permanente, ressalvada a hipótese prevista no art. 37, inciso XVI, alínea "c", será transferido para a reserva, nos termos da lei; III - o militar da ativa que, de acordo com a lei, tomar posse em cargo, emprego ou função pública civil temporária, não eletiva, ainda que da administração indireta, ressalvada a hipótese prevista no art. 37, inciso XVI, alínea "c", ficará agregado ao respectivo quadro e somente poderá, enquanto permanecer nessa situação, ser promovido por antiguidade, contando-se-lhe o tempo de serviço apenas para aquela promoção e transferência para a reserva, sendo depois de dois anos de afastamento, contínuos ou não, transferido para a reserva, nos termos da lei; IV - ao militar são proibidas a sindicalização e a greve; V - o militar, enquanto em serviço ativo, não pode estar filiado a partidos políticos; VI - o oficial só perderá o posto e a patente se for julgado indigno do oficialato ou com ele incompatível, por decisão de tribunal militar de caráter permanente, em tempo de paz, ou de tribunal especial, em tempo de guerra; VII - o oficial condenado na justiça comum ou militar a pena privativa de liberdade superior a dois anos, por sentença transitada em julgado, será submetido ao julgamento previsto no inciso anterior; VIII - aplica-se aos militares o disposto no art. 7º, incisos VIII, XII, XVII, XVIII, XIX e XXV, e no art. 37, incisos XI, XIII, XIV e XV, bem como, na forma da lei e com prevalência da atividade militar, no art. 37, inciso XVI, alínea "c"; X - a lei disporá sobre o ingresso nas Forças Armadas, os limites de idade, a estabilidade e outras condições de transferência do militar para a inatividade, os direitos, os deveres, a remuneração, as prerrogativas e outras situações especiais dos militares, consideradas as peculiaridades de suas atividades, inclusive aquelas cumpridas por força de compromissos internacionais e de guerra. § 2º Aospensionistas dos militares dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios aplica-se o que for fixado em lei específica do respectivo ente estatal. § 3º Aplica-se aos militares dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios o disposto no ART. 37, inciso XVI, com prevalência da atividade militar. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 101, de 2019) Bizu: lembra que comentamos sobre a EC 101 de 2019? Veja ela aqui! Volte no ART. 37 para lembrar da cumulação de cargos que agora estende-se aos militares dos estados. Licenciado para GEOVANE PEREIRA CPF 139.031.696-33, celular (37) 998185656 - Protegido por Otávio Souza Otávio Souza ∙ Método OBA ∙ @pmminas 33 TÍTULO IV: DA ORGANIZAÇÃO DOS PODERES CAPÍTULO III: DO PODER JUDICIÁRIO SEÇÃO VII - DOS TRIBUNAIS E JUÍZES MILITARES Atenção: seção importante, pois há pertinência temática com a função policial-militar. ART. 122. São ÓRGÃOS DA JUSTIÇA MILITAR: I - o Superior Tribunal Militar (STM); II - os Tribunais e Juízes Militares instituídos por lei. ART. 123. O SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR compor-se-á de QUINZE MINISTROS (15) vitalícios, nomeados pelo Presidente da República, depois de aprovada a indicação pelo Senado Federal, sendo TRÊS dentre oficiais- generais da Marinha, QUATRO dentre oficiais-generais do Exército, TRÊS dentre oficiais-generais da Aeronáutica, TODOS DA ATIVA e do posto mais elevado da carreira, e CINCO dentre civis (Bizu: 3-4-3-5). Atenção: o caput do art. 123 caiu no CFO 2022. <ALTERADO EM 2022 – EC 122> Parágrafo único. Os MINISTROS CIVIS serão escolhidos pelo Presidente da República dentre brasileiros com mais de trinta e cinco e menos de setenta anos de idade, sendo: I - três dentre advogados de notório saber jurídico e conduta ilibada, com mais de dez anos de efetiva atividade profissional; II - dois, por escolha paritária, dentre juízes auditores e membros do Ministério Público da Justiça Militar. ART. 124. à JUSTIÇA MILITAR compete processar e julgar os CRIMES MILITARES definidos em lei (bizu: DECORE este artigo) Parágrafo único. A LEI disporá sobre a organização, o funcionamento e a competência da Justiça Militar. SEÇÃO VIII - DOS TRIBUNAIS E JUÍZES DOS ESTADOS Bizu: cuidado com essa seção, pois além de cair DEMAIS, aplica-se à Justiça Militar ESTADUAL, isto é, envolve a estrutura das polícias militares e, portanto, há pertinência temática com sua prova. ART. 125. Os ESTADOS organizarão sua Justiça, observados os princípios estabelecidos nesta Constituição. § 1º A competência dos tribunais será definida na CONSTITUIÇÃO DO ESTADO, sendo a lei de organização judiciária de iniciativa do TRIBUNAL DE JUSTIÇA. § 2º CABE AOS ESTADOS a instituição de representação de inconstitucionalidade de leis ou atos normativos estaduais ou municipais em face da Constituição Estadual, vedada a atribuição da legitimação para agir a um único órgão. (IMPORTANTE!!!) ------------------------------------------------------------ Licenciado para GEOVANE PEREIRA CPF 139.031.696-33, celular (37) 998185656 - Protegido por Otávio Souza Otávio Souza ∙ Método OBA ∙ @pmminas 34 § 3º A LEI ESTADUAL PODERÁ CRIAR, mediante proposta do TRIBUNAL DE JUSTIÇA, a JUSTIÇA MILITAR ESTADUAL, constituída, em PRIMEIRO GRAU, pelos juízes de direito e pelos Conselhos de Justiça e, em SEGUNDO GRAU, pelo próprio Tribunal de Justiça, ou por Tribunal de Justiça Militar nos Estados em que o efetivo militar seja superior a VINTE MIL INTEGRANTES. Atenção: o parágrafo 3º do art. 125 caiu no CFSd 2022. Bizu: JME – Justiça Militar Estadual 1º grau: juízes de direito do juízo militar + Conselhos de Justiça (permanente e especial); 2º grau: pelo Tribunal de Justiça OU por Tribunal de Justiça Militar (somente quando o efetivo militar de determinado Estado conter mais de vinte mil integrantes – hoje possuem apenas 3: MG, SP e RS). § 4º COMPETE À JUSTIÇA MILITAR ESTADUAL processar e julgar os MILITARES DOS ESTADOS, nos crimes militares definidos em lei E as ações judiciais contra atos disciplinares militares, RESSALVADA a competência do JÚRI quando a vítima for CIVIL, cabendo ao TRIBUNAL COMPETENTE decidir sobre a perda do posto e da patente dos OFICIAIS e da graduação das PRAÇAS; Atenção: o parágrafo 4º do art. 125 caiu no CFSd QPPM/2017- Interior e no CFSd 2022. Bizu: decore todos esses detalhes. O §4º é a justificativa constitucional para a NÃO possibilidade de julgar civis na justiça militar estadual, pois o texto normativo deixa expresso que serão apenas os “MILITARES DOS ESTADOS”. Além disso, compreender que a CF/88 só permite a perda do posto e da patente dos oficiais e a graduação das praças por meio de decisão de TRIBUNAL COMPETENTE. § 5º COMPETE AOS JUÍZES DE DIREITO DO JUÍZO MILITAR processar e julgar, SINGULARMENTE, os crimes militares cometidos contra civis E as ações judiciais contra atos disciplinares militares, CABENDO AO CONSELHO DE JUSTIÇA, sob a presidência de juiz de direito, processar e julgar os demais crimes militares (caiu no CFO 2015). Atenção: o parágrafo 5º do art. 125 caiu no CFO 2015 e no CFSd 2022 e no CFO 2023. Bizu: competência residual do Conselho de Justiça (aquilo que sobra). 1. Juízes de Direito do Juízo Militar processam e julgam SINGULARMENTE: a) crimes militares cometidos contra civis; b) ações judiciais contra atos disciplinares militares. 2. Conselho de Justiça (pode ser permanente, para as praças, ou especial, para os oficiais. Lembre-se de que o juiz de direito é quem preside o Conselho de Justiça): Licenciado para GEOVANE PEREIRA CPF 139.031.696-33, celular (37) 998185656 - Protegido por Otávio Souza Otávio Souza ∙ Método OBA ∙ @pmminas 35 a) processar e julgar os demais crimes militares, isto é, tem uma competência residual “aquilo que sobra”. § 6º O Tribunal de Justiça poderá funcionar descentralizadamente, constituindo Câmaras regionais, a fim de assegurar o pleno acesso do jurisdicionado à justiça em todas as fases do processo. § 7º O Tribunal de Justiça instalará a justiça itinerante, com a realização de audiências e demais funções da atividade jurisdicional, nos limites territoriais da respectiva jurisdição, servindo-se de equipamentos públicos e comunitários. ART. 126. Para dirimir conflitos fundiários, o Tribunal de Justiça proporá a criação de varas especializadas, com competência exclusiva para questões agrárias. Parágrafo único. Sempre que necessário à eficiente prestação jurisdicional, o JUIZ far-se-á presente no local do litígio. Licenciado para GEOVANE PEREIRA CPF 139.031.696-33, celular (37) 998185656 - Protegido por Otávio Souza Otávio Souza ∙ Método OBA ∙ @pmminas 36 TÍTULO V: DA DEFESA DO ESTADO E DAS INSTITUIÇÕES DEMOCRÁTICAS CAPÍTULO II: DAS FORÇAS ARMADAS ART. 142. As FORÇAS ARMADAS, constituídas pela Marinha, pelo Exército e pela Aeronáutica, são instituições nacionais PERMANENTES e REGULARES, organizadas com base na hierarquia e na disciplina, sob a autoridade suprema do Presidente da República, e destinam-se à DEFESA DA PÁTRIA, à Garantia Dos Poderes Constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da LEI E DA ORDEM. Atenção: o art. 142 caiu no CFSd 2017 – Interior. § 1º Lei complementar estabelecerá as normas gerais a serem adotadas na organização, no preparo e no emprego das Forças Armadas. § 2º NÃO caberá HABEAS CORPUS em relação a punições disciplinares MILITARES. O STF admite impetração do habeas corpus em relação a punições disciplinares militares quando seu objeto for tão somente relacionado aos PRESSUPOSTOS DE LEGALIDADE da punição, jamais quanto ao MÉRITO. Mas fique atento ao comando da questão, porque para cobrar a posição jurisprudencial ou doutrinária em detrimento da literalidade de lei precisa estar expresso no enunciado da questão. Neste sentido o STF no RE 338840: RECURSO EXTRAORDINÁRIO.MATÉRIA CRIMINAL. PUNIÇAO DISCIPLINAR MILITAR. Não há que se falar em violação ao art. 142, 2º, da CF, se a concessão de habeas corpus, impetrado contra punição disciplinar militar, volta-se tão-somente para os pressupostos de sua LEGALIDADE, excluindo a apreciação de questões referentes ao MÉRITO. Concessão de ordem que se pautou pela apreciação dos aspectos fáticos da medida punitiva militar, invadindo seu mérito. A punição disciplinar militar atendeu aos pressupostos de legalidade, quais sejam, a hierarquia, o poder disciplinar, o ato ligado à função e a pena susceptível de ser aplicada disciplinarmente, tornando, portanto, incabível a apreciação do habeas corpus. Recurso conhecido e provido. Exemplo disso foi a prova da PMGO 2022 que cobrou a literalidade de lei, por não prever o entendimento da corte no comando da questão, logo a afirmação “Não cabe habeas corpus em relação a punições disciplinares militares” estava correta dentre as alternativas. Faça a questão da PMGO 2022: https://questoes.grancursosonline.com.br/questoes-de-concursos/direito-constitucional/2469292 § 3º Os membros das Forças Armadas são denominados MILITARES, aplicando-se-lhes, além das que vierem a ser fixadas em lei, as seguintes disposições - (bizu: caiu no CFSd/2019) Licenciado para GEOVANE PEREIRA CPF 139.031.696-33, celular (37) 998185656 - Protegido por Otávio Souza Otávio Souza ∙ Método OBA ∙ @pmminas 37 Atenção: o parágrafo 3º do art. 142 caiu no CFSd 2019. Bizu: os militares estaduais, PMs, são chamados de Militares dos Estados, isso caiu em provas da PMMG. I - as PATENTES (bizu: só oficial tem patente, pois praça tem graduação), com prerrogativas, direitos e deveres a elas inerentes, são conferidas pelo Presidente da República e asseguradas em PLENITUDE aos OFICIAIS da ativa, da reserva ou reformados, sendo-lhes privativos os títulos e postos militares e, juntamente com os demais membros, o uso dos uniformes das Forças Armadas; II - o militar em atividade que tomar posse em cargo ou emprego público civil PERMANENTE, ressalvada a hipótese prevista no ART. 37, inciso XVI, alínea "c", será transferido para a RESERVA, nos termos da lei; III - o militar da ativa que, de acordo com a lei, tomar posse em cargo, emprego ou função pública civil TEMPORÁRIA, não eletiva, ainda que da administração indireta, ressalvada a hipótese prevista no ART. 37, inciso XVI, alínea "c", ficará AGREGADO ao respectivo quadro e somente poderá, enquanto permanecer nessa situação, ser promovido por antiguidade, contando-se-lhe o tempo de serviço apenas para aquela promoção e transferência para a reserva, sendo depois de dois anos de afastamento, contínuos ou não, transferido para a reserva, nos termos da lei; IV - ao MILITAR são proibidas a sindicalização e a greve; Atenção: o inciso IV do parágrafo 3º do art. 142 caiu no CFSd 2019. V - o MILITAR, enquanto em serviço ativo, não pode estar filiado a partidos políticos; Atenção: o inciso V do parágrafo 3º do art. 142 caiu no CFSd 2017. VI - o OFICIAL só perderá o posto e a patente se for julgado indigno do oficialato OU com ele incompatível, por decisão de TRIBUNAL MILITAR de caráter permanente, em tempo de paz, ou de TRIBUNAL ESPECIAL, em tempo de guerra; Bizu: muito cuidado com o ART. 99 e 107 do CPM: pois possuem entendimento diverso: ART. 99: A perda e posto e patente resulta da condenação a pena privativa de liberdade por tempo superior a dois anos, e importa a perda das condecorações. A CF/88 exige decisão de Tribunal, já o CPM, não, pois prevê perda automática do posto e patente para os oficiais que cometerem crimes com PPL superior a 2 anos. Então o que fazer? É só prestar atenção no comando do examinador, se ele perguntar conforme a CF/88 responda com base nela. Por outro lado, se perguntar “conforme o CPM” responda o que está previsto nele. ART. 107. Salvo os casos dos arts. 99, 103 (perda de posto e patente), nº II, e 106, a imposição da pena acessória deve constar expressamente da sentença (ou seja, o caso do ART. 103 NÃO precisa constar na sentença, pois teria, em tese, efeito automático, segundo o CPM). Porém, o que se aplica hoje em dia é a CF/88. Mas repito, responda conforme o comando do examinador. Licenciado para GEOVANE PEREIRA CPF 139.031.696-33, celular (37) 998185656 - Protegido por Otávio Souza Otávio Souza ∙ Método OBA ∙ @pmminas 38 O inciso VI caiu até na prova oral do CFO/PMMG 2023, demonstrando que a CRS adora esse conteúdo. VII - o OFICIAL condenado na justiça comum ou militar a pena privativa de liberdade superior a DOIS anos, por sentença transitada em julgado, será submetido ao julgamento previsto no inciso anterior (bizu: trata-se da perda de posto e patente); VIII - aplica-se aos MILITARES o disposto no ART. 7º, incisos VIII, XII, XVII, XVIII, XIX e XXV, e no ART. 37, incisos XI, XIII, XIV e XV, bem como, na forma da lei e com prevalência da atividade militar, no ART. 37, inciso XVI, alínea "c”. Bizu: no ART. 7º os direitos sociais aplicados aos MILITARES, segundo o ART. 142, VIII, da CF/88, são: 1. décimo terceiro salário com base na remuneração integral ou no valor da aposentadoria; 2. salário-família pago em razão do dependente do trabalhador de baixa renda nos termos da lei; 3. gozo de férias anuais remuneradas com, pelo menos, um terço a mais do que o salário normal; 4. licença à gestante, sem prejuízo do emprego e do salário, com a duração de cento e vinte dias; 5. licença-paternidade, nos termos fixados em lei; 6. assistência gratuita aos filhos e dependentes desde o nascimento até 5 (cinco) anos de idade em creches e pré-escolas; Atenção: caiu na prova oral do CFO 2022. ART. 37, inciso XVI, alínea "c” → possibilidade de cumulação de cargo ou emprego privativo de profissionais de saúde, com profissões regulamentadas. X - a LEI disporá sobre o ingresso nas Forças Armadas, os limites de idade, a estabilidade e outras condições de transferência do militar para a inatividade, os direitos, os deveres, a remuneração, as prerrogativas e outras situações especiais dos militares, consideradas as peculiaridades de suas atividades, inclusive aquelas cumpridas por força de compromissos internacionais e de guerra (caiu no CFO 2020). Atenção: o inciso X do parágrafo 3º do art. 142 caiu no CFO 2020. Bizu: caiu no CFSd 2017 em conjunto com o ART. 42, § 1º da Constituição Federal de 1988, revise-os. “(...) § 1º Aplicam-se aos militares dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios, além do que vier a ser fixado em lei, as disposições do ART. 14, § 8º; do ART. 40, § 9º; e do ART. 142, §§ 2º e 3º, cabendo a lei estadual específica dispor sobre as matérias do ART. 142, § 3º, inciso X,sendo as patentes dos oficiais conferidas pelos respectivos governadores”. ART. 143. O serviço militar é OBRIGATÓRIO nos termos da lei Atenção: o art. 143 caiu no CFSd 2019. § 1º Às Forças Armadas compete, na forma da lei, atribuir SERVIÇO ALTERNATIVO aos que, em tempo de PAZ, após alistados, alegarem imperativo de consciência, entendendo-se como tal o decorrente de crença religiosa Licenciado para GEOVANE PEREIRA CPF 139.031.696-33, celular (37) 998185656 - Protegido por Otávio Souza Otávio Souza ∙ Método OBA ∙ @pmminas 39 e de convicção filosófica ou política, para se eximirem de atividades de caráter essencialmente militar (bizu: chamada também de escusa de consciência). § 2º As MULHERES e os ECLESIÁSTICOS ficam isentos do serviço militar obrigatório em tempo de paz, sujeitos, porém, a outros encargos que a lei lhes atribuir. Atenção: o parágrafo 2º do art. 143 caiu no CFSd 2017 e no CFSd 2019. Bizu: no caso de imperativo de consciência, fica a pessoa obrigada a prestar o serviço alternativo. Pois, caso negue a obrigação a todos imposta alegando escusa de consciência e não preste o serviço alternativo ela fica sujeitaa PERDA de direitos políticos segundo a doutrina majoritária. Licenciado para GEOVANE PEREIRA CPF 139.031.696-33, celular (37) 998185656 - Protegido por Otávio Souza Otávio Souza ∙ Método OBA ∙ @pmminas 40 CAPÍTULO III: DA SEGURANÇA PÚBLICA ART. 144. A segurança pública, DEVER do Estado, DIREITO e RESPONSABILIDADE de todos, é exercida para a preservação da ORDEM PÚBLICA e da INCOLUMIDADE DAS PESSOAS e do PATRIMÔNIO, através dos seguintes ÓRGÃOS Bizu: preste atenção na divisão de competências dos atores sociais “é responsabilidade de todos”, portanto, na sua redação, não jogue a culpa apenas no Estado. I - polícia federal; II - polícia rodoviária federal; III - polícia ferroviária federal; IV - polícias civis; V - polícias militares e corpos de bombeiros militares. VI - polícias penais federal, estaduais e distrital (bizu: NÃO tem polícia penal MUNICIPAL) Bizu: o rol acima é TAXATIVO (exaustivo), portanto são apenas esses os órgãos encarregados da segurança pública. Isso condiciona o legislador infraconstitucional, não podendo os Estados da federação editarem normas que atribuam a atividade de segurança pública a outros órgãos distintos dos previstos no rol do art. 144. Por exemplo, não pode MG elaborar uma lei que preceitue que os agentes de trânsito exercem atividade de segurança pública. Isso feriria o imperativo constitucional, mediante vício de inconstitucionalidade material, por não respeitar o rol taxativo do art. 144. O art. 144 despenca nas provas: Caiu no CFO 2015: https://www.qconcursos.com/questoes-militares/questoes/a24ca60a-6e Caiu no CFO 2016: https://www.qconcursos.com/questoes-militares/questoes/a790e23c-85 Caiu no CFO 2020: https://www.qconcursos.com/questoes-militares/questoes/b9c5002b-4b (Escrivão PC/MA 2018 CEBRASPE) A CF, em seu art. 144, apresenta o rol dos órgãos encarregados da segurança pública. Esse rol é taxativo para a União, para os estados e para o Distrito Federal. (Gabarito: CERTO) POLÍCIA FEDERAL §1º A POLÍCIA FEDERAL, instituída por lei como órgão permanente, organizado e mantido pela União e estruturado em carreira, destina-se a: I - apurar infrações penais contra a ordem política e social ou em detrimento de bens, serviços e interesses da União ou de suas entidades autárquicas e empresas públicas, assim como outras infrações cuja prática tenha repercussão interestadual ou internacional e exija repressão uniforme, segundo se dispuser em lei; II - prevenir e reprimir o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, o contrabando e o descaminho, sem prejuízo da ação fazendária e de outros órgãos públicos nas respectivas áreas de competência; III - exercer as funções de polícia marítima, aeroportuária e de fronteiras; Licenciado para GEOVANE PEREIRA CPF 139.031.696-33, celular (37) 998185656 - Protegido por Otávio Souza Otávio Souza ∙ Método OBA ∙ @pmminas 41 IV - exercer, com exclusividade, as funções de polícia judiciária da União. PONTOS DE PEGADINHA DE PROVA – sobre a PF a qual se destina a: a) instituída por LEI, é um órgão permanente e mantido pela UNIÃO; b) tem como finalidade apurar infrações penais contra a ordem política e social; bens, serviços e interesses da UNIÃO ou entidades autárquicas e empresas públicas. Bizu: não tem previsão expressa das sociedades de economia mista a qual, em regra, é julgada na justiça estadual, veja as súmulas do STJ e STF: Súmula 42 do STJ: Compete à Justiça Comum Estadual processar e julgar as causas cíveis em que é parte sociedade de economia mista e os crimes praticados em seu detrimento. Súmula nº 556 do STF: É competente a justiça comum para julgar as causas em que é parte sociedade de economia mista; c) atua na repercussão de infrações penais de viés INTERESTADUAL (envolva mais de um Estado da federação) ou INTERNACIONAL. A intenção é a repressão uniforme de crimes, por exemplo, o tráfico de drogas e organizações criminosas. d) impedir: contrabando = importação de mercadoria proibida; descaminho = mercadoria permitida, porém com importação fora dos trâmites legais; É por essa razão que existe grande efetivo da PF nas fronteiras. Bizu: não confundir a Polícia Federal com a Polícia Civil que também é judiciária naquelas situações residuais (que não forem de competência da União). Atenção: a Polícia Militar também pode exercer função de polícia judiciária militar no que tange aos crimes militares, porém isso está definido no Código de Processo Penal, principalmente em seu art. 7º. POLÍCIA RODOVIÁRIA FEDERAL § 2º A POLÍCIA RODOVIÁRIA FEDERAL, órgão permanente, organizado e mantido pela União e estruturado em carreira, destina-se, na forma da lei, ao patrulhamento OSTENSIVO das RODOVIAS FEDERAIS. Atenção: o parágrafo 2º do art. 144 caiu no CFSd 2017 QPPM/2017 – Interior. POLÍCIA FERROVIÁRIA FEDERAL § 3º A POLÍCIA FERROVIÁRIA FEDERAL, órgão permanente, organizado e mantido pela União e estruturado em carreira, destina-se, na forma da lei, ao patrulhamento ostensivo das ferrovias federais. POLÍCIA CIVIL § 4º Às POLÍCIAS CIVIS, dirigidas por delegados de polícia de carreira, incumbem, ressalvada a competência da União, as funções de polícia JUDICIÁRIA e a apuração de infrações penais, EXCETO AS MILITARES - (bizu: caiu no CFSd/2019). Licenciado para GEOVANE PEREIRA CPF 139.031.696-33, celular (37) 998185656 - Protegido por Otávio Souza Otávio Souza ∙ Método OBA ∙ @pmminas 42 Bizu: quem apura as infrações penais militares é a própria Polícia Militar e Corpo de Bombeiros Militar as quais exercem, nesse caso, função de polícia judiciária militar. POLÍCIA MILITAR § 5º Às POLÍCIAS MILITARES cabem a polícia OSTENSIVA E a preservação da ORDEM PÚBLICA; aos CORPOS DE BOMBEIROS MILITARES, além das atribuições definidas em lei, incumbe a execução de atividades de DEFESA CIVIL. Atenção: o parágrafo 5º do art. 144 caiu no CFSd 2017 QPPM/2017 – Interior e no CFSd 2019. Bizu: Polícias Militares: polícia ostensiva + preservação da ordem pública (bizu: função preventiva). Corpos de Bombeiros Militares: execução de atividades de DEFESA CIVIL POLÍCIA PENAL § 5º-A. Às POLÍCIAS PENAIS, vinculadas ao órgão administrador do sistema penal da unidade federativa a que pertencem, cabe a segurança dos estabelecimentos penais. § 6º As POLÍCIAS MILITARES e os corpos de bombeiros militares, forças AUXILIARES e RESERVA do Exército subordinam-se, juntamente com as polícias civis e as polícias penais estaduais e distrital, aos GOVERNADORES dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios. Atenção: o parágrafo 6º do art. 144 caiu no CFSd 2022. Bizu: PM, BM, PC, PP se subordinam aos governadores dos Estados. Observe que o parágrafo acima traz, expressamente, que apenas a PM e BM são forças auxiliares e reserva do Exército (guarde esses dois adjetivos), porque algumas questões trocam essas terminologias. Noutro sentido, as forças armadas – marinha, exército e aeronáutica – estão sob a autoridade suprema do Presidente da República. § 7º A LEI disciplinará a organização e o funcionamento dos órgãos responsáveis pela segurança pública, de maneira a garantir a eficiência de suas atividades. GUARDAS MUNICIPAIS § 8º Os MUNICÍPIOS poderão constituir GUARDAS MUNICIPAIS destinadas à proteção de seus BENS, SERVIÇOS e INSTALAÇÕES, conforme dispuser a lei (bizu: não tem expresso o termo pessoas) - (bizu: caiu no CFSd/2019). Atenção: o parágrafo 8º do art. 144 caiu no CFSd 2019. Licenciado para GEOVANE PEREIRA CPF 139.031.696-33, celular (37) 998185656 - Protegido por Otávio Souza Otávio Souza ∙ Método OBA ∙ @pmminas 43 Bizu: cuidado! As guardas municipais, em regra, não se destinam à segurança de pessoas, mas limita-se a cuidar do patrimônio público, seus serviços e instalações. Portanto, há uma série de decisões dos tribunais que vedam a revista pessoalpelos guardas municipais. Por outro lado, isso não quer dizer que eles não possam prender em flagrante, afinal qualquer pessoa pode (flagrante facultativo) e as autoridades policiais devem (flagrante obrigatório). É constitucional a atribuição às guardas municipais do exercício do poder de polícia de trânsito, inclusive para a imposição de sanções administrativas legalmente previstas, por exemplo, aplicar as multas de trânsito. STF. Plenário. RE 658570/MG, rel. orig. Min. Marco Aurélio, red. p/ o acórdão Min. Roberto Barroso, julgado em 6/8/2015 (repercussão geral) (Info 793). § 9º A remuneração dos servidores policiais integrantes dos órgãos relacionados neste artigo será fixada na forma do § 4º do art. 39. Art. 39, §4º O membro de Poder, o detentor de mandato eletivo, os Ministros de Estado e os Secretários Estaduais e Municipais serão remunerados exclusivamente por subsídio fixado em parcela única, vedado o acréscimo de qualquer gratificação, adicional, abono, prêmio, verba de representação ou outra espécie remuneratória, obedecido, em qualquer caso, o disposto no art. 37, X e XI. Bizu: caiu na prova da PMGO 2022, também, na PMMG. SEGURANÇA VIÁRIA § 10. A SEGURANÇA VIÁRIA, exercida para a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do seu patrimônio nas vias públicas: I - compreende a educação, engenharia e fiscalização de TRÂNSITO, além de outras atividades previstas em lei, que assegurem ao cidadão o direito à mobilidade urbana eficiente; e II - compete, no âmbito dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, aos respectivos órgãos ou entidades executivos e seus agentes de trânsito, estruturados em Carreira, na forma da lei. Bizu: “segurança viária” é diferente “segurança pública”, logo suas atividades são distintas e não se confundem. A segurança viária, protagonizada pelos agentes de trânsito, consiste no exercício da “segurança viária”, que compreende a educação, engenharia e fiscalização de trânsito, além de outras atividades previstas em lei, que assegurem ao cidadão o direito à mobilidade urbana eficiente (art. 144, § 10, da CF/88). Licenciado para GEOVANE PEREIRA CPF 139.031.696-33, celular (37) 998185656 - Protegido por Otávio Souza