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Otávio Souza ∙ Método OBA ∙ @pmminas 
1 
Siga meu Instagram: www.instragram.com/pmminas 
Mentorias: https://pmminas.com/ 
Combo de Apostilas: https://pmminas.com/ 
Grupo de Estudos (aulas semanais gratuitas): https://t.me/pmminas 
Youtube: https://www.youtube.com/pmminas 
Contato: prof.otaviosouza@gmail.com 
Autor: Otávio Souza – PMMINAS 
Ed.23.11.06 – v2 
 
ATENÇÃO: PROIBIDA A VEICULAÇÃO DESTES MATERIAIS, ainda que sem finalidade de lucro (uso autorizado 
apenas para o comprador), todos os direitos reservados. Muito cuidado com a investigação social, fase 
importantíssima do seu certame - a honra militar começa nos estudos. 
DOS CRIMES CONTRA A PROPRIEDADE INTELECTUAL 
Violação de direito autoral → ainda que não tenha objetivo de lucro é crime! 
ART. 184. Violar direitos de autor e os que lhe são conexos: 
Pena – detenção, de 3 (três) meses a 1 (um) ano, ou multa. 
§ 1º Se a violação consistir em reprodução total ou parcial, com intuito de lucro direto ou indireto, por 
qualquer meio ou processo, de obra intelectual, interpretação, execução ou fonograma, sem autorização 
expressa do autor, do artista intérprete ou executante, do produtor, conforme o caso, ou de quem os 
represente: 
Pena – reclusão, de 2 (dois) a 4 (quatro) anos, e multa. 
Bizu: esse crime INDEPENDE de você ter ou não lucro, o mero compartilhamento incide no caput 
do artigo. Quando há lucro o crime é qualificado (ainda mais grave) nos termos do §1º. 
 
O QUE SIGNIFICAM AS CORES DOS GRIFOS? 
Azul → prazos e datas. 
Verde → títulos de determinados assuntos relevantes. 
Vermelho → atenção + palavras importantes as quais são alvo de pegadinhas. 
Laranja → artigos que já caíram e caem bastante em concursos policiais militares. 
Vermelho → pegadinhas com troca de palavras. 
 
LIVE COM APROVADOS (APRENDA A ESTUDAR COM ELES E SEJA APROVADO VOCÊ TAMBÉM): 
1. Carol 1ª Colocada Soldado PMMG: https://youtu.be/kEByCpuKPVU 
2. Juliana 1ª Colocada Oficial PMMG: https://youtu.be/v4ftXoAHD4c 
3. Filipe: https://www.instagram.com/p/CPWzRDmjx-6/ 
4. Bruno: https://www.instagram.com/p/CPZWVKojWfe/ 
ATENÇÃO: Qual a finalidade desta Apostila? Com este material quero que tenha uma base sólida para encarar 
a prova de Soldado da PMMG. Mas, Otávio, e os aprofundamentos? Este PDF, somado a realização de questões 
específicas para a banca CRS/PMMG fornecerá os aprofundamentos jurídicos necessários e suficientes para sua 
aprovação. 
Estas foram, inclusive, as palavras do Filipe Carvalho que hoje é oficial da Polícia Militar de Minas Gerais: ”Otávio, 
estudei somente por seus materiais e metodologia e fui aprovado na PMMG, obrigado irmão” – nos links acima é 
possível assistir à várias entrevistas com alunos aprovados pelo Método OBA. 
Licenciado para GEOVANE PEREIRA CPF 139.031.696-33, celular (37) 998185656 - Protegido por Otávio Souza
 
 
Otávio Souza ∙ Método OBA ∙ @pmminas 
2 
TÓPICOS MAIS COBRADOS NAS PROVAS ANTERIORES: 
1º Dos Direitos e Deveres Individuais e Coletivos (art. 5º da CF/1988) 
2º Dos princípios fundamentais (art. 1º ao 4º da CF/1988) 
3º Segurança Pública (art. 144 da CF/1988) 
 
Sumário 
TÍTULO I: DOS PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS ..............................................................3 
TÍTULO II: DOS DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS ...........................................5 
CAPÍTULO I: DOS DIREITOS E DEVERES INDIVIDUAIS E COLETIVOS ............................... 5 
CAPÍTULO III: DA NACIONALIDADE........................................................................... 19 
CAPÍTULO IV: DOS DIREITOS POLÍTICOS .................................................................. 23 
TÍTULO III: DA ORGANIZAÇÃO DO ESTADO ............................................................... 26 
CAPÍTULO VII: DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA............................................................. 26 
SEÇÃO I - DISPOSIÇÕES GERAIS ......................................................................... 26 
SEÇÃO III - DOS MILITARES DOS ESTADOS ........................................................... 31 
TÍTULO IV: DA ORGANIZAÇÃO DOS PODERES ............................................................ 33 
CAPÍTULO III: DO PODER JUDICIÁRIO ....................................................................... 33 
SEÇÃO VII - DOS TRIBUNAIS E JUÍZES MILITARES ................................................. 33 
SEÇÃO VIII - DOS TRIBUNAIS E JUÍZES DOS ESTADOS ........................................... 33 
TÍTULO V: DA DEFESA DO ESTADO E DAS INSTITUIÇÕES DEMOCRÁTICAS ................. 36 
CAPÍTULO II: DAS FORÇAS ARMADAS ....................................................................... 36 
CAPÍTULO III: DA SEGURANÇA PÚBLICA .................................................................... 40 
 
 
Licenciado para GEOVANE PEREIRA CPF 139.031.696-33, celular (37) 998185656 - Protegido por Otávio Souza
 
 
Otávio Souza ∙ Método OBA ∙ @pmminas 
3 
TÍTULO I: DOS PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS 
OBRIGATÓRIO DECORAR ESSES 3 ARTIGOS ABAIXO 1 AO 4 – caiu até em prova oral 
ART. 1º A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito 
Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como FUNDAMENTOS: 
I - a SOBERANIA; 
II - a CIDADANIA 
III - a DIGNIDADE da pessoa humana; 
IV - os VALORES SOCIAIS do trabalho e da livre iniciativa; 
V - o PLURALISMO POLÍTICO. 
 
Atenção: a diferença entre os fundamentos, os objetivos fundamentais e os princípios que 
regem as relações internacionais caiu várias vezes na PMMG – DECORE. 
Mnemônico para os FUNDAMENTOS da República = SO.CI.DI.VA.PLU 
So.berania 
Ci.dadania 
Di.gnidade da pessoa humana 
Va.lores Sociais do Trabalho e da Livre Iniciativa 
Plu.ralismo Político 
Parágrafo único. Todo o poder emana do POVO, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, 
nos termos desta Constituição. 
 
ART. 2º São Poderes da União, INDEPENDENTES e HARMÔNICOS entre si, o Legislativo, o Executivo e o 
Judiciário. 
 
Atenção: o art. 2º caiu no CFO 2022. 
ART. 3º Constituem OBJETIVOS FUNDAMENTAIS da República Federativa do Brasil: 
I - CONSTRUIR uma sociedade livre, justa e solidária; 
II - GARANTIR o desenvolvimento nacional; 
III - ERRADICAR a pobreza e a marginalização e REDUZIR as desigualdades sociais e regionais; 
IV - PROMOVER o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras 
formas de discriminação. 
 
Licenciado para GEOVANE PEREIRA CPF 139.031.696-33, celular (37) 998185656 - Protegido por Otávio Souza
 
 
Otávio Souza ∙ Método OBA ∙ @pmminas 
4 
Atenção: os incisos I a IV do art. 3º já caíram no CFO 2022. 
Bizu: repare que todos começam com VERBOS 
Mnemônico para os OBJETIVOS da República = CON GARRA ERRA POUCO 
Con.struir uma sociedade livre, justa e solidária 
Gar.antir o desenvolvimento nacional 
Erra.dicar a pobreza e a (...) 
Pro.mover o bem de todos (...) 
ART. 4º A República Federativa do Brasil rege-se nas suas relações internacionais pelos seguintes princípios: 
PRINCÍPIOS DAS RELAÇÔES INTERNACIONAIS 
I - independência nacional; 
II - prevalência dos direitos humanos (inovação da CF/88); 
III - autodeterminação dos povos (inovação da CF/88); 
IV - não-intervenção; 
V - igualdade entre os Estados; 
VI - defesa da paz; 
VII - solução pacífica dos conflitos; 
VIII - repúdio ao terrorismo e ao racismo (inovação da CF/88); 
IX - cooperação entre os povos para o progresso da humanidade (inovação da CF/88); 
X - concessão de asilo político (bizu: esse é campeão de cair nas provas da PMMG). 
Parágrafo único. A República Federativa do Brasil buscará a integração econômica, política, social e cultural 
dos povos da América Latina, visando à formação de uma comunidade latino-americana de nações. 
 
Atenção: o art. 4º é campão de cair nas provas da PMMG. Caiu no CFO 2022, CFSd 2023. 
 
Licenciado para GEOVANE PEREIRA CPF 139.031.696-33, celular (37) 998185656- Protegido por Otávio Souza
 
 
Otávio Souza ∙ Método OBA ∙ @pmminas 
5 
TÍTULO II: DOS DIREITOS E GARANTIAS 
FUNDAMENTAIS 
CAPÍTULO I: DOS DIREITOS E DEVERES INDIVIDUAIS E 
COLETIVOS 
ART. 5º Todos são iguais perante a lei (bizu: igualdade formal), sem distinção de qualquer natureza, garantindo-
se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à 
igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: 
I - homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, nos termos desta Constituição; 
II - ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei; 
III - NINGUÉM será submetido a tortura nem a tratamento desumano ou degradante; 
IV - é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato; 
 
Atenção: o inciso IV do art. 5º caiu no CFSd QPPM/2017 – Interior. 
V - é assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo, além da indenização por dano material, 
moral ou à imagem; 
VI - é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos 
religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias (bizu: exemplo de 
norma eficácia contida); 
VII - é assegurada, nos termos da lei, a prestação de assistência religiosa nas entidades civis e militares de 
internação coletiva (exemplo de norma eficácia contida); 
VIII - ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política, 
salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação 
alternativa, fixada em lei; 
IX - é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente 
de censura ou licença; 
 
Atenção: o inciso IX do art. 5º caiu no CFO 2020. 
X - são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a 
indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação; 
XI - a CASA é asilo inviolável do indivíduo, ninguém nela podendo penetrar sem consentimento do 
morador, SALVO em caso de FLAGRANTE DELITO ou DESASTRE, ou para prestar SOCORRO, ou, durante 
o DIA, por determinação judicial; 
 
Licenciado para GEOVANE PEREIRA CPF 139.031.696-33, celular (37) 998185656 - Protegido por Otávio Souza
 
 
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6 
Atenção: o inciso XI do art. 5º caiu no CFSd QPPM/2017 – Interior e no CFSd 2022. 
 
Bizu: observe que a regra é a inviolabilidade do domicílio, ninguém podendo adentrar sem a 
autorização do morador. Porém, o próprio legislador trouxe algumas exceções expressas e o 
desrespeito desses requisitos legais pode ensejar em crime, por exemplo, abuso de autoridade (lei 
13.869/2019); violação de domicílio (art. 150 do CP), dentre outros. 
As exceções são: 
A qualquer hora do dia e da noite e sem consentimento do morador: 
1. quando houver flagrante delito; 
2. em caso de desastre (imagine a casa pegando fogo, sendo inundada etc.); 
3. prestar socorro (alguém passando mal, alguém ferido etc.); 
Somente durante o DIA, ainda que sem consentimento do morador: 
1. por determinação judicial (o juiz, que é autoridade judiciária, emana um mandado que irá 
individualizar essa diligência, possibilitando que o Estado, mediante as forças policiais, viole o 
domicílio de alguém determinado). 
INVIOLABILIDADE DA CORRESPONDÊNCIA E DAS COMUNICAÇÕES 
XII - é INVIOLÁVEL o sigilo da correspondência e das comunicações telegráficas, de dados e das 
comunicações telefônicas, SALVO, no último caso, por ordem judicial, nas hipóteses e na forma que a 
lei estabelecer para fins de investigação criminal ou instrução processual penal; 
Bizu: Em resumo, são 2 as possíveis pegadinhas do inciso XII: 
1. trocar ordem judicial por ordem administrativa ou policial (somente ordem judicial enseja a 
quebra do sigilo das comunicações telegráficas). 
2. Inverter a ordem dos termos “correspondência”; “comunicações telegráficas”; “dados e das 
comunicações telefônicas”. Isso ocorre porque o legislador usa o termo “no último caso”, 
referindo-se a comunicações telefônicas, portanto é importante observar se o comando da 
questão traz comunicações telefônicas como o último elemento do texto, veja a questão abaixo 
que abordou essas 2 pegadinhas (leia os comentários dela). Link da questão: 
https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/questoes/1a724946-f1 
O inciso XII protege a comunicação de dados, enquanto o inciso LXXIX tutela os dados 
propriamente ditos. O STF entendeu que o sigilo de encomendas também está protegido pelo inciso 
XII e que o termo encomenda está abrangido pela terminologia adotada pelo legislador: 
“correspondência”. Em suma, correspondência (cartas) engloba encomendas (objetos com ou sem 
valor econômico que são transportados). Assim como toda circulação de objetos e dados que 
envolvam a intimidade do emitente e do destinatário. Além disso, vale ressaltar que esse direito não 
é absoluto e os Correios podem abrir a encomenda/correspondência em determinadas circunstâncias 
legais, como suspeita de objeto ou substância proibidos, drogas em geral, explosivos etc. 
Enfim, o sigilo de correspondência pode sofrer restrições por tempo limitado durante o estado de 
defesa e de sítio decretados pelo Presidente. 
O habeas corpus é medida idônea (correta) para impugnar decisão judicial que autoriza a quebra 
de sigilos fiscal e bancário em procedimento criminal, haja vista a possibilidade destes resultarem 
em constrangimento à liberdade do investigado. 
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Otávio Souza ∙ Método OBA ∙ @pmminas 
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XIII - é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais 
que a lei estabelecer (bizu: exemplo de norma eficácia contida); 
XIV - é assegurado a todos o ACESSO À INFORMAÇÃO e resguardado o sigilo da fonte, quando 
necessário ao exercício profissional (lembrar da lei de informação, Lei nº 12.527); 
 
Atenção: o inciso XIV do art. 5º caiu no CFSd 2019. 
XV - é livre a locomoção no território nacional em tempo de PAZ, podendo qualquer pessoa, nos termos 
da lei, nele entrar, permanecer ou dele sair com seus bens; 
XVI – todos podem REUNIR-SE PACIFICAMENTE, SEM ARMAS, em locais abertos ao público, 
INDEPENDENTEMENTE DE AUTORIZAÇÃO, desde que não frustrem outra reunião anteriormente 
convocada para o mesmo local, sendo apenas exigido prévio AVISO à autoridade competente; 
 
Atenção: o inciso XVI do art. 5º caiu no CFSd 2019. 
Bizu: o remédio constitucional apto a frear abusos, ameaça ou cerceamento do direito de 
locomoção (direito de ir e vir) é o Habeas Corpus. 
Bizu: CUIDADO com esse dispositivo, porque ele cai MUITO. Veja que o direito a reunião é possível, 
porém não é absoluto. A pegadinha consiste em dizer que há necessidade de autorização para 
exercer esse direito, o que é uma inverdade. Exige-se tão somente o mero aviso prévio à autoridade 
competente, justamente para conseguir efetivar esse direito ao maior número de pessoas (o aviso 
é uma forma de organizar para que reuniões anteriormente marcadas não sejam frustradas, afinal, 
já dizia Newton que 2 corpos não ocupam um mesmo espaço). 
XVII - é PLENA a liberdade de associação para fins lícitos, vedada a de caráter PARAMILITAR; 
Bizu: no art. 5º, inciso XX, discutimos sobre a possibilidade de os militares se associarem e vimos 
que é possível, sendo vedado apenas a sindicalização e a greve por forca do art. 142 da CF/88, 
ademais é proibido ao militar, enquanto no serviço ativo, de se filiar a partidos políticos. Mas o que 
importa no inciso XVII acima é a definição de associação de caráter paramilitar, que é absolutamente 
vedada pela CF/88. Essas são organizações civis, armadas e pautadas na hierarquia e disciplina as 
quais ameaçam o EstadoDemocrático de Direito que define que apenas o Estado tem o monopólio 
do uso da força. 
XVIII - a criação de associações e, na forma da lei, a de cooperativas INDEPENDEM de autorização, 
sendo vedada a interferência estatal em seu funcionamento; 
XIX - as ASSOCIAÇÕES só poderão ser compulsoriamente DISSOLVIDAS ou ter suas atividades 
SUSPENSAS por decisão judicial, exigindo-se, no primeiro caso, o trânsito em julgado. 
Bizu: compulsoriamente = obrigatoriamente, sem poder de escolha para o particular. 
Dissolução: A dissolução da associação é uma medida mais gravosa, porque ela deixa de existir 
(medida permanente), logo exige o trânsito em julgado para serem dissolvidas (“trânsito em 
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Otávio Souza ∙ Método OBA ∙ @pmminas 
8 
julgado” refere-se ao momento em que uma decisão - sentença ou acordão - torna-se definitiva, não 
podendo mais ser objeto de recursos). 
Suspensão: por outro lado, a suspensão das atividades apenas exige decisão judicial (não se exige 
trânsito em julgado da decisão), afinal se trata de uma medida temporária. 
Trânsito em julgado = não se pode mais recorrer da decisão. 
XX - NINGUÉM poderá ser compelido a ASSOCIAR-SE ou a PERMANECER associado; 
Bizu: compelido = obrigado. Ademais, saiba que os militares podem se associar, porém não 
podem fazer parte de sindicatos, são institutos jurídicos distintos e o legislador constitucional só se 
atentou à sindicalização dos militares, vedando-a. A PMMG, por exemplo, tem várias associações, 
como a ASPRA (Associação dos Praças Policiais e Bombeiros Militares de Minas Gerais) e a AOPMBM 
(Associação dos Oficiais da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais). Essas 
associações têm a finalidade de representar coletivamente o interesse das respectivas classes, 
efetivar e defender os direitos de seus associados. Vale ressaltar que a associação não é obrigatória 
como preceitua o inciso XX da CF/88, assim como não há obrigatoriedade em permanecer associado, 
podendo sair a qualquer momento. 
XXI - as entidades associativas, quando expressamente autorizadas, têm legitimidade para 
REPRESENTAR seus filiados judicial ou extrajudicialmente; 
XXII - é garantido o direito de propriedade; 
XXIII - a propriedade atenderá a sua FUNÇÃO SOCIAL; 
XXIV - a LEI estabelecerá o procedimento para DESAPROPRIAÇÃO por necessidade ou utilidade pública, 
ou por interesse social, mediante JUSTA e PRÉVIA indenização em DINHEIRO, ressalvados os casos 
previstos nesta Constituição (exemplo de lei de eficácia limitada); 
 
Atenção: o inciso XXIV do art. 5º caiu no CFO 2018 e no CFSd 2019. 
XXV - no caso de iminente perigo público, a autoridade competente poderá usar de propriedade 
particular, assegurada ao proprietário indenização ULTERIOR, se houver dano; 
 
Atenção: o inciso XXV do art. 5º caiu no CFO 2018, no CFSd 2019 e no CFSd 2022. 
Bizu: A REQUISIÇÃO ADMINISTRATIVA cai bastante e é uma das espécies de intervenção do 
Estado na propriedade particular prevista no inciso XXV acima, pontos importantes: 
a) iminente perigo público (acontecendo ou estar para acontecer imediatamente) 
b) propriedade particular 
c) indenização é ULTERIOR (após o uso da propriedade particular e APENAS se houver dano) 
Ex: policial que requisita a moto de algum cidadão para evitar fuga de um perigoso traficante. 
XXVI - a PEQUENA PROPRIEDADE RURAL, assim definida em lei, desde que trabalhada pela família, não 
será objeto de penhora para pagamento de débitos decorrentes de sua atividade produtiva, 
dispondo a lei sobre os meios de financiar o seu desenvolvimento; 
Licenciado para GEOVANE PEREIRA CPF 139.031.696-33, celular (37) 998185656 - Protegido por Otávio Souza
 
 
Otávio Souza ∙ Método OBA ∙ @pmminas 
9 
XXVII - aos autores pertence o direito exclusivo de utilização, publicação ou reprodução de suas obras, 
transmissível aos herdeiros pelo tempo que a lei fixar; 
XXVIII - são assegurados, nos termos da lei: 
a) a proteção às participações individuais em obras coletivas e à reprodução da imagem e voz 
humanas, inclusive nas atividades desportivas; 
b) o direito de fiscalização do aproveitamento econômico das obras que criarem ou de que 
participarem aos criadores, aos intérpretes e às respectivas representações sindicais e associativas; 
XXIX - a lei assegurará aos autores de inventos industriais privilégio temporário para sua utilização, bem 
como proteção às criações industriais, à propriedade das marcas, aos nomes de empresas e a outros signos 
distintivos, tendo em vista o interesse social e o desenvolvimento tecnológico e econômico do País; 
XXX - é garantido o direito de herança; 
XXXI - a sucessão de bens de estrangeiros situados no País será regulada pela lei brasileira em benefício do 
cônjuge ou dos filhos brasileiros, sempre que não lhes seja mais favorável a lei pessoal do "de cujus" (bizu: 
“de cujus” = morto, falecido); 
XXXII - o Estado promoverá, na forma da lei, a defesa do consumidor (Código de Defesa do Consumidor); 
XXXIII - todos têm direito a receber dos órgãos públicos informações de seu interesse particular, ou de 
interesse coletivo ou geral, que serão prestadas no prazo da lei, sob pena de responsabilidade, ressalvadas 
aquelas cujo sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade e do Estado (bizu: lembrar da lei de 
informação 12.527/11 que preconiza que a publicidade é a regra e o sigilo sempre excepcional); 
 
Atenção: o inciso XXXIII do art. 5º caiu no CFO 2022. 
XXXIV - são a todos assegurados, independentemente do pagamento de TAXAS 
Bizu: ao falar de taxas, petição e certidões lembre-se do poder de polícia o qual pode cobrar taxas, 
caiu isso na PMMG): 
a) o direito de PETIÇÃO aos Poderes Públicos em defesa de direitos ou contra ilegalidade ou abuso 
de poder; 
b) a obtenção de CERTIDÕES em repartições públicas, para defesa de direitos e esclarecimento de 
situações de interesse pessoal; 
XXXV - a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito – (bizu: é o princípio 
da INAFASTABILIDADE DA JURISDIÇÃO) 
XXXVI - a lei não prejudicará o direito adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa julgada; 
XXXVII - NÃO haverá juízo ou tribunal de exceção (bizu: observe que não há ressalvas) 
 
Atenção: o inciso XXXVII do art. 5º caiu no CFSd 2019. 
TRIBUNAL DO JURI 
XXXVIII - é reconhecida a instituição do JÚRI, com a organização que lhe der a lei, assegurados: 
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Otávio Souza ∙ Método OBA ∙ @pmminas 
10 
a) a plenitude de defesa; 
b) o sigilo das votações; 
c) a soberania dos veredictos; 
d) a competência para o julgamento dos crimes DOLOSOS contra a VIDA 
Mnemônico: PSS.COM 
Plenitude de defesa; 
Soberania dos veredictos (decisão judicial e política de forma soberana); 
Sigilo das votações; 
.COMpetência para julgar crimes DOLOSOS contra a vida. 
Bizu: lembrar que os crimes contra a vida cometidos por militares dos Estados contra civil serão 
de competência do JÚRI – ART. 9º do CPM. Se os militares forem das Forças Armadas e o crime for 
contra vida civil, em determinados contextos (GLO/Missões etc.), a competência será da Justiça 
Militar da União. Sempre leia e relia o art. 9º do CPM, pois cai bastante. 
XXXIX - não há crime sem lei ANTERIOR que o defina, nem pena sem PRÉVIA cominação legal. 
Bizu: o inciso XXXIX traz a conceituação do princípio da legalidade penal, em que pese alguns 
defenderem que se trata do princípio da anterioridade penal, entenda, porque o princípio da 
legalidade, para parte da doutrina, se divide em outros dois: anterioridade penal e reserva legal. 
Princípio da Legalidade Penal: “nullum crimen nulla poena sine previa lege” que significa que 
para o agente ser punido é preciso uma lei clara e objetiva previamente estabelecida e umapena 
formalmente e previamente estipulada em lei, proporcional e adequada à reprovabilidade da conduta 
que seja anterior à conduta. 
Reserva Legal: só a lei ordinária ou complementar define o que é ou não crime. 
*alguns doutrinadores tratam o princípio da legalidade e da reserva legal como sinônimos, outros 
fazem distinção. 
Anterioridade Penal: o agente jamais poderá ser responsabilizado por lei penal que seja criada 
posteriormente à sua conduta. Imagine o caso de alguém ser punido penalmente por uma lei que 
não existia à data dos fatos, isso é incabível no Direito Penal Brasileiro. Esse princípio é chamado de 
irretroatividade penal por alguns doutrinadores. 
Atenção, pois existem questões militares que entenderam que no inciso XXXIX está o princípio 
implícito da legalidade penal, da anterioridade penal ou os dois juntos e todas foram tidas como 
corretas, veja-as abaixo: 
Anterioridade penal: https://www.qconcursos.com/questoes-militares/questoes/b43d36bb-54 
Legalidade penal: https://www.qconcursos.com/questoes-militares/questoes/5f71a66e-c0 
Os dois juntos: https://www.qconcursos.com/questoes-militares/questoes/8f7b240e-8c 
XL - a lei penal NÃO retroagirá, salvo para BENEFICIAR o réu. 
Bizu: é PRINCÍPIO DA NÃO-RETROATIVIDADE PENAL em prejuízo do réu; 
XLI - a lei punirá qualquer discriminação atentatória dos direitos e liberdades fundamentais; 
XLII - a prática do RACISMO constitui crime INAFIANÇÁVEL e IMPRESCRITÍVEL, sujeito à pena de 
reclusão, nos termos da lei 
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Atenção: o inciso XLII do art. 5º caiu no CFSd 2022. 
Bizu: tanto o racismo quanto a ação de grupos armados são inafiançáveis e IMPRESCRITÍVEIS, 
mnemônico = R.AÇÃO. Porém eles podem gozar de graça ou anistia, não confunda com o 3T+H 
abaixo; 
XLIII - a lei considerará crimes inafiançáveis e insuscetíveis de graça ou anistia a prática da 
tortura, o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, o terrorismo e os definidos como 
crimes hediondos, por eles respondendo os mandantes, os executores e os que, podendo evitá-
los, se omitirem; 
Bizu: 3T+H (tráfico, tortura, terrorismo + hediondos = inafiançáveis e insuscetíveis de anistia ou 
graça) 
XLIV - constitui crime INAFIANÇÁVEL e IMPRESCRITÍVEL a ação de grupos armados, civis 
ou militares, contra a ordem constitucional e o Estado Democrático; 
 (bizu: caiu no CFSd 2018) 
XLIII - a lei considerará crimes INAFIANÇÁVEIS e INSUSCETÍVEIS DE GRAÇA OU ANISTIA a prática 
da tortura, o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, o terrorismo e os definidos como crimes 
hediondos, por eles respondendo os mandantes, os executores e os que, podendo evitá-los, se omitirem; 
 
Atenção: o inciso XLIII do art. 5º caiu no CFSd 2022 e no CFO 2022. 
Bizu: 3T+H (tráfico, tortura, terrorismo + hediondos = inafiançáveis e insuscetíveis de anistia ou 
graça) 
XLIV - constitui crime INAFIANÇÁVEL e IMPRESCRITÍVEL a ação de grupos armados, civis ou 
militares, contra a ordem constitucional e o Estado Democrático; 
PRINCÍPIO DA INTRANSCENDÊNCIA DA PENA 
XLV - nenhuma pena passará da pessoa do condenado, podendo a obrigação de reparar o dano e a 
decretação do perdimento de bens ser, nos termos da lei, estendidas aos sucessores e contra eles 
executadas, até o limite do valor do patrimônio transferido – bizu: princípio da intranscendência da pena; 
 
Atenção: o inciso XLV do art. 5º caiu no CFO 2020. 
PRINCPÍPIO DA INDIVIDUALIZAÇÃO DAS PENAS: 
XLVI – a LEI regulará a INDIVIDUALIZAÇÃO DA PENA e adotará, entre outras, as seguintes: 
a) privação ou restrição da liberdade; 
b) perda de bens; 
c) multa; 
d) prestação social alternativa; 
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e) suspensão ou interdição de direitos; 
PRINCPÍPIO DA HUMANIZAÇÃO DAS PENAS: 
XLVII - NÃO haverá penas: 
a) de morte, SALVO em caso de guerra declarada, nos termos do art. 84, XIX; 
b) de caráter perpétuo; 
c) de trabalhos forçados; 
d) de banimento; 
e) cruéis; 
 
Atenção: o inciso XLVII do art. 5º caiu no CFSd 2019 e no CFO 2020. 
 
Bizu: esse inciso é campeão de cair nas provas da PMMG, inclusive, já foi questão de prova ORAL. 
Preste atenção, porque o inciso XLVI traz o princípio da individualização da pena e aquelas que são 
aceitas pela ordem constitucional inaugurada em 1988. Por outro lado, o inciso XLVII preceitua o 
princípio da humanização das penas e traz o rol de sanções proibidas pelo ordenamento jurídico 
brasileiro. Esses assuntos com 4 ou 5 tópicos objetivos são muito cobrados na prova oral do 
CFO/PMMG. 
XLVIII - a pena será cumprida em estabelecimentos distintos, de acordo com a natureza do delito, a idade 
e o sexo do apenado; 
XLIX - é assegurado aos presos o respeito à integridade física e moral; 
L - às presidiárias (mulheres) serão asseguradas condições para que possam permanecer com seus filhos 
durante o período de amamentação; 
LI - NENHUM brasileiro será extraditado (regra), salvo (exceção) o naturalizado, em caso de crime 
comum, praticado ANTES da naturalização, ou de comprovado envolvimento em tráfico ilícito de 
entorpecentes e drogas afins, na forma da lei - (caiu no CFO 2015). 
 
Atenção: o inciso LI do art. 5º caiu no CFO 2015 e no CFSd 2022. 
Bizu: lembre que a regra é que nenhum brasileiro será extraditado, o brasileiro nato NUNCA 
(vedação absoluta). Porém há exceções para o brasileiro naturalizado: 
1. quando este cometer crime comum antes da naturalização; 
2. envolvimento com tráfico ilícito de drogas (a qualquer tempo, mesmo que depois da 
naturalização). 
LII - NÃO será concedida extradição de ESTRANGEIRO por CRIME POLÍTICO ou de OPINIÃO; 
 
Atenção: o inciso LII do art. 5º caiu no CFO 2015. 
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Bizu: o brasil é contra perseguições políticas ilegítimas, oferecendo inclusive asilo político nesses 
casos. Logo, nem o estrangeiro poderá ser extraditado por crime político ou de opinião, há como 
pano de fundo a soberania do país e o direito à liberdade de expressão. Esse inciso comunga do art. 
14 da DUDH: 
“Toda pessoa, vítima de perseguição, tem o direito de procurar e de gozar asilo em outros países”. 
LIII - NINGUÉM será processado nem sentenciado senão pela autoridade competente; 
LIV - NINGUÉM será privado da liberdade ou de seus bens sem o devido processo legal; 
LV - aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos acusados em geral são assegurados o 
contraditório e ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes; 
LVI - são INADMISSÍVEIS, no processo, as provas obtidas por meios ILÍCITOS; 
LVII - NINGUÉM será considerado CULPADO até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória. 
Bizu: o inciso LVII preconiza o princípio da PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA ou também chamado 
de princípio da não-culpabilidade o qual está em sintonia com a Declaração Universal dos Direitos 
Humanos (DUDH), relembre seu artigo 11: 
“Todo ser humano acusado de um ato delituoso tem o direito de ser presumido inocente até que a 
sua culpabilidade tenha sido provada de acordo com a lei, em julgamento público no qual lhe 
tenham sido asseguradas todas as garantias necessárias à sua defesa”. 
A CF/88 traz o momento jurídico “trânsito em julgado” que significa quando não há mais possibilidade 
de impetrar recurso contra a decisão de condenação que desfigura a presunção de inocência do 
acusado. 
LVIII - o civilmente identificado não será submetido a identificação criminal, salvo nas hipóteses previstas 
em lei; 
LIX - será admitida AÇÃO PRIVADA nos crimes de ação pública, se esta não for intentada no prazo legal. 
Bizu: Ação PenalPrivada Subsidiária da Pública é possível quando há demora, morosidade, 
desídia do Ministério Público em oferecer denúncia ou requerer diligências. Nesse sentido, abre-se 
ao particular o poder de oferecer a ação privada subsidiária da pública com prazo decadencial de 6 
meses, podendo estender esse direito a quem puder representá-lo (em regra o cônjuge, ascendente, 
descendente ou irmão). 
Bizu: na ação penal privada há a transferência do ius puniendi (direito de punir) do Estado para o 
particular? NAOOOO! Há legitimidade extraordinária (excepcional) do particular quando ele é titular 
da ação penal privada subsidiária da pública. 
Bizu: E se o MP optar pelo arquivamento do IP, há possibilidade de ação penal privada subsidiária 
da pública? 
NAOOO! Quando o MP optar pelo arquivamento do IP, não há possibilidade da ação penal privada 
subsidiária da pública. 
Bizu: há decadência imprópria, prazo de 6 meses, no cenário de ação penal privada subsidiária da 
pública para o particular, se exceder perde-se o direito. 
Aplica-se a ação penal privada subsidiária da pública no Código Penal Militar, ainda que não 
tenha previsão expressa, por força constitucional que é lei máxima e conforma os demais ramos do 
direito. 
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LX - a lei só poderá restringir a publicidade dos atos processuais quando a defesa da intimidade ou o 
interesse social o exigirem 
Bizu: lembrar que os atos judiciais/processuais são, em regra, públicos. Portanto a restrição ou 
sigilo só são possíveis em casos excepcionais e previstos em lei. Inclusive a publicidade é um dos 
princípios expressos da administração pública, previsto no art. 37 da CF/88. 
LXI - NINGUÉM será preso senão em flagrante delito ou por ordem escrita e fundamentada de 
autoridade judiciária competente, SALVO nos casos de TRANSGRESSÃO MILITAR ou CRIME 
PROPRIAMENTE MILITAR, definidos em lei; 
 
Atenção: o inciso LXI do art. 5º caiu no CFSd QPPM/2017- Interior, no CFSd 2018, no CFO 
2020 e no CFSd 2022. 
Bizu: decore este inciso com TODAS as suas forças: 
Regra: toda pessoa para ser presa precisa estar em flagrante delito ou mediante ordem fundamenta 
da autoridade JUDICIÁRIA (não confunda com autoridade policial). 
Exceção: nos casos de transgressão militar (âmbito administrativo, lembrar do Código de Ética e 
Disciplina dos Militares) ou crimes PROPRIAMENTE militares, dispensa-se a necessidade de ordem 
escrita e fundamentada de autoridade judiciária e o flagrante. Ou seja, a prisão pode ser realizada 
para além dessas circunstâncias dada a natureza particular das Instituições Militares que são 
construídas sob os mandamentos da hierarquia e disciplina. 
LXII - a PRISÃO de qualquer pessoa e o local onde se encontre serão comunicados IMEDIATAMENTE ao 
JUIZ competente e à FAMÍLIA do preso ou à pessoa por ele indicada. 
 
Atenção: o inciso LXII do art. 5º caiu no CFSd 2022. 
Bizu: CPP inclui o MP, também 
CPP - ART. 306. A prisão de qualquer pessoa e o local onde se encontre serão comunicados 
imediatamente ao juiz competente, ao Ministério Público e à família do preso ou à pessoa por 
ele indicada. 
LXIII - o preso será informado de seus direitos, entre os quais o de permanecer CALADO, sendo-lhe 
assegurada a assistência da família e de advogado; 
 
Atenção: o inciso LXIII do art. 5º caiu no CFSd 2022. 
LXIV - o preso tem direito à identificação dos responsáveis por sua prisão ou por seu interrogatório policial; 
 
Atenção: o inciso LXIV do art. 5º caiu no CFSd/2017- Interior e no CFSd 2019. 
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LXV - a prisão ilegal será imediatamente RELAXADA pela autoridade judiciária (bizu: sempre que falar em 
prisão ILEGAL caberá RELAXAMENTO e não revogação); 
 
Atenção: o inciso LXV do art. 5º caiu no CFSd 2019. 
LXVI - ninguém será levado à prisão ou nela mantido, quando a lei admitir a LIBERDADE PROVISÓRIA, 
com ou sem fiança; 
 
Atenção: o inciso LXVI do art. 5º caiu no CFSd/2017- Interior e no CFSd 2019. 
Bizu: a liberdade provisória é a REGRA, isto é, o acusado deve responder em liberdade quando 
não presentes os requisitos legais das prisões cautelares. 
LXVII - NÃO HAVERÁ PRISÃO CIVIL POR DÍVIDA, SALVO a do responsável pelo inadimplemento 
voluntário e inescusável de OBRIGAÇÃO ALIMENTÍCIA e a do DEPOSITÁRIO INFIEL; 
 
Atenção: o inciso LXVII do art. 5º caiu no CFO 2016. 
Bizu: Antes de tudo assista ao vídeo da AGU Explica: https://youtu.be/xZZ6hNsHGKw 
muito cuidado com esse inciso da CF/88 que prevê as possibilidades de prisão civil por dívida, porque 
ele NÃO é inconstitucional, por mais que alguns defendam isso erroneamente no que tange a 
impossibilidade da prisão do depositário infiel. Calma, eu explico, porque a prisão do depositária 
infiel é realmente ilícita, porém formalmente constitucional, afinal está prevista expressamente no 
texto constitucional. 
O que realmente ocorreu foi a paralisação dos efeitos dessa prisão, por força de norma supralegal 
que é a Convenção Americana dos Direitos Humanos (Pacto de São José da Costa Rica) que cai na 
sua prova na matéria de Direitos Humanos inclusive. Portanto, no Brasil só é possível uma única 
forma de prisão civil por dívida: a do devedor de alimentos (pensão alimentícia). 
Nesse cenário, tem-se a Súmula Vinculante 25 do STF: 
“É ilícita a prisão civil de depositário infiel, qualquer que seja a modalidade de depósito”. 
PRESTAR MUITA ATENÇÃO nos REMÉDIOS CONSTITUCIONAIS abaixo (também chamados de writs 
constitucionais): 
1. Habeas Corpus (HC); 
2. Mandado de Segurança, 
3. Mandado de Injunção, 
4. Habeas Data 
5. Ação Popular; 
6. Ação Civil Pública. 
LXVIII - conceder-se-á HABEAS CORPUS sempre que alguém sofrer ou se achar ameaçado de sofrer 
violência ou coação em sua liberdade de LOCOMOÇÃO, por ilegalidade ou abuso de poder; 
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Atenção: o inciso LXVIII do art. 5º caiu no CFO 2015, no CFO 2016 e no CFSd 2022. 
Vídeo da AGU explica sobre o Habeas Corpus: https://youtu.be/TtEcb70DJV4 
LXIX - conceder-se-á MANDADO DE SEGURANÇA para proteger direito líquido e certo, não amparado 
por habeas corpus ou habeas data, quando o responsável pela ilegalidade ou abuso de poder for autoridade 
pública ou agente de pessoa jurídica no exercício de atribuições do Poder Público; 
 
Atenção: o inciso LXIX do art. 5º caiu no CFO 2016 e no CFO 2019. 
LXX - o MANDADO DE SEGURANÇA COLETIVO pode ser impetrado por: (caiu no CFO 2019); 
a) partido político com representação no Congresso Nacional; 
b) organização sindical, entidade de classe ou associação legalmente constituída e em funcionamento há 
pelo menos um ano, em defesa dos interesses de seus membros ou associados; 
 
Atenção: o inciso LXX do art. 5º caiu no CFO 2019. 
Bizu: sobre mandado de segurança, indico, primeiramente o vídeo do AGU explica e depois o resumo 
do Prof. João Souto G. Messias: 
AGU Explica: https://youtu.be/Cu1KtLnLCyQ 
Parte 1: https://youtu.be/Uui1NktpEVY 
Parte 2: https://youtu.be/qrC9LK6gY8Q 
LXXI - conceder-se-á MANDADO DE INJUNÇÃO sempre que a falta de norma regulamentadora torne 
inviável o exercício dos direitos e liberdades constitucionais e das prerrogativas inerentes à nacionalidade, 
à soberania e à cidadania (mais restrita que a Ação Direta de Inconstitucionalidade por Omissão - ADO; 
 
Atenção: o inciso LXXI do art. 5º caiu no CFO 2015, no CFO 2016 e no CFO 2019. 
Vídeo da AGU explica sobre o Mandado de Injunção: https://youtu.be/FFafLicOWrQ 
LXXII - conceder-se-á HABEAS DATA: 
a) para assegurar o conhecimento de informações relativas à pessoa do impetrante,constantes de registros 
ou bancos de dados de entidades governamentais ou de caráter público; 
b) para a retificação de dados, quando não se prefira fazê-lo por processo sigiloso, judicial ou administrativo; 
 
Atenção: o inciso LXXII do art. 5º caiu no CFO 2016. 
Vídeo da AGU explica sobre o Habeas Data: https://youtu.be/4XkmDPXsvSc 
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LXXIII - qualquer CIDADÃO é parte legítima para propor AÇÃO POPULAR que vise a anular ato lesivo ao 
patrimônio público ou de entidade de que o Estado participe, à moralidade administrativa, ao meio 
ambiente e ao patrimônio histórico e cultural, ficando o autor, salvo comprovada má-fé, isento de 
custas judiciais e do ônus da sucumbência; 
 
Atenção: o inciso LXXIII do art. 5º caiu no CFO 2015 e no CFO 2019. 
Vídeo da AGU explica sobre o Ação Popular: https://youtu.be/iprCG8O6B68 
Bizu: Não confundir ação popular com ação civil pública – esta é proposta pelo Ministério Público 
em casos específicos e diferentes da ação popular que é proposta por qualquer CIDADÃO. Às vezes 
as provas trazem que a ação popular pode ser proposta por qualquer PESSOA, isso está errado, 
pois cidadão é diferente de pessoa. Cuidado com os termos e conceitos jurídicos, seu examinador 
gosta desses detalhes! 
LXXIV - o Estado prestará assistência jurídica integral e gratuita aos que comprovarem insuficiência de 
recursos; 
 
Atenção: o inciso LXXIV do art. 5º caiu no CFSd QPPM/2017 – Interior. 
LXXV - o Estado indenizará o condenado por erro judiciário, assim como o que ficar preso além do tempo 
fixado na sentença; 
 
Atenção: o inciso LXXV do art. 5º caiu no CFSd QPPM/2017 – Interior. 
LXXVI - são GRATUITOS para os reconhecidamente pobres, na forma da lei: 
a) o registro civil de NASCIMENTO; 
b) a certidão de ÓBITO (morte); 
Bizu: lembrar que são os documentos de quando a pessoa nasce e morre. 
Bizu: a extinção da punibilidade pela morte só será possível à vista da certidão de óbito (art. 62 
CPP) 
LXXVII - são GRATUITAS as ações de habeas corpus e habeas data, e, na forma da lei, os atos 
necessários ao exercício da cidadania (bizu: ambas começam com “H”). 
LXXVIII - a todos, no âmbito JUDICIAL e ADMINISTRATIVO, são assegurados a razoável duração do 
processo e os meios que garantam a celeridade de sua tramitação; 
 
Atenção: o inciso LXXVIII do art. 5º caiu no CFSd QPPM/2017 – Interior. 
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LXXIX - é assegurado, nos termos da lei, o direito à proteção dos DADOS PESSOAIS, inclusive nos meios 
digitais <ALTERAÇÃO 2022 EC. Nº 115>. 
§ 1º As normas definidoras dos direitos e garantias fundamentais têm APLICAÇÃO 
IMEDIATA. 
§ 2º Os direitos e garantias expressos nesta Constituição não excluem outros decorrentes do 
regime e dos princípios por ela adotados, ou dos tratados internacionais em que a República 
Federativa do Brasil seja parte. 
§ 3º Os tratados e convenções internacionais sobre DIREITOS HUMANOS que forem 
aprovados, em cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, por três quintos dos votos dos 
respectivos membros, serão EQUIVALENTES às emendas constitucionais 
Bizu: ser equivalente não quer dizer que são emendas constitucionais, apenas possuem o status 
e a roupagem de uma Emenda Constitucional. Observe que se exige um quórum de votação 
especial dada a importância desse instrumento jurídico. Guarde que são 2 turnos em cada casa do 
congresso nacional e o quórum é de 3/5 dos votos dos respectivos membros, caso isso ocorra, o 
tratado e as convenções internacionais que tenham conteúdo (objeto) sobre Direitos Humanos 
serão equivalentes às emendas constitucionais. Noutro giro, se esses tratados ou Convenções 
internacionais, sobre Direitos Humanos, não atingirem o quórum acima eles terão força 
SUPRALEGAL, isto é, acima das leis e abaixo da Carta Magna. Exemplo disso é o Pacto de São José 
da Costa Rica que tem força supralegal e, inclusive, paralisou a lei que delineava o procedimento do 
depositário infiel. 
§ 4º O Brasil se submete à jurisdição de TRIBUNAL PENAL INTERNACIONAL (TPI) a cuja 
criação tenha manifestado adesão. 
 
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CAPÍTULO III: DA NACIONALIDADE 
ART. 12. São BRASILEIROS: 
I - NATOS: 
a) os nascidos na República Federativa do Brasil, ainda que de pais estrangeiros, desde que estes NÃO 
estejam a serviço de seu país (bizu: ius solis); 
b) os nascidos no ESTRANGEIRO, de pai brasileiro ou mãe brasileira, desde que qualquer deles ESTEJA 
a serviço da República Federativa do Brasil; 
c) os nascidos no ESTRANGEIRO de pai brasileiro ou de mãe brasileira, desde que sejam REGISTRADOS 
em repartição brasileira competente OU venham a RESIDIR na República Federativa do Brasil E OPTEM, 
em qualquer tempo, depois de atingida a MAIORIDADE, pela nacionalidade brasileira; 
 
Atenção: o inciso I do art. 12 caiu no CFO 2015, no CFO 2019, no CFSd 2022 e no CFO 2023. 
Bizu: a primeira possibilidade basta um requisito apenas: registrar em repartição brasileira 
competentes. Já a segunda possibilidade exige 2 requisitos: vir residir no Brasil E optar pela 
nacionalidade brasileira a qualquer tempo após atingir maioridade. 
II - NATURALIZADOS: 
a) os que, na forma da lei, adquiram a nacionalidade brasileira, exigidas aos originários de países de 
língua portuguesa apenas residência por UM ano ininterrupto e idoneidade moral; 
 
Atenção: a alínea “a” do inciso II do art. 12 caiu no CFO 2015. 
Bizu: esta é a chamada naturalização ordinária a qual é um ato discricionário da Administração 
Pública, podendo ou não ser concedida a naturalização da alínea “a”; 
b) os estrangeiros de qualquer nacionalidade, residentes na República Federativa do Brasil há mais de 
QUINZE anos ininterruptos e sem condenação penal, desde que REQUEIRAM a nacionalidade brasileira; 
 
Atenção: a alínea “b” do inciso II do art. 12 caiu no CFO 2015, no CFO 2019, no CFSd 2022 
e no CFO 2023. 
Bizu: esta é a chamada naturalização extraordinária a qual é um ato vinculado da Administração 
Pública, devendo ser concedida a naturalização da alínea “b”; 
§ 1º Aos PORTUGUESES com residência permanente no País, se houver reciprocidade em favor de 
brasileiros, serão atribuídos os direitos inerentes ao brasileiro, salvo os casos previstos nesta Constituição 
§ 2º A lei NÃO poderá estabelecer distinção entre brasileiros natos e naturalizados (regra), salvo (exceção) 
nos casos previstos nesta Constituição. Veja-os abaixo. 
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Atenção: o parágrafo 2º do art. 12 caiu no CFO 2019. 
§ 3º SÃO PRIVATIVOS DE BRASILEIRO NATO OS CARGOS: 
I - de Presidente e Vice-Presidente da República; 
II - de Presidente da Câmara dos Deputados; 
III - de Presidente do Senado Federal; 
IV - de Ministro do Supremo Tribunal Federal; 
V - da carreira diplomática; 
VI - de oficial das Forças Armadas. 
VII - de Ministro de Estado da DEFESA 
 
Atenção: o parágrafo 3º do art. 12 caiu no CFO 2018 e no CFO 2023. 
Bizu: só o ministro DEFESA, os demais ministros NÃO entram. Pegadinha de prova: trocar DEFESA 
por justiça, economia, saúde, etc. 
Bizu: para lembrar desta lista é só imaginar a linha sucessória do Presidente da república, caso 
morra, impeachment ou tenha seu cargo vago. 
Mnemônico = MP3.com 
M inistro do STF (não confundir com Ministro do STJ – superior Tribunal de Justiça) 
P residente da República e Vice-presidente 
P residente da Câmara dos Deputados 
P residente do Senado Federal. 
C arreiras diplomáticas 
O ficiais dar Forças Armadas 
M inistro da Defesa (não confundir com ministro da economia, saúde, educação, etc) 
<ALTERAÇÃO JURÍDICA 2023> § 4º - Será declarada a PERDA DA NACIONALIDADE do brasileiro que: 
I - tiver cancelada sua naturalização, por sentença judicial, em virtude de fraude relacionada ao 
processo de naturalização ou de atentado contra a ordem constitucional e o Estado Democrático; 
 
Bizu: o § 4º, I, preceitua regras apenas para o brasileiro naturalizado (cancela a naturalização). 
→ Ocorreu uma especificação e uma redução da margem de discricionariedade (limitou o alcance). 
Guarde esses requisistos para a perda da nacionalidade (brasileiro naturalizado): 
1. fraude no processo de naturalização; 
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Exemplo: documentos falsos apresentados. 
2. atentado contra a ordem constitucional; 
3. atentado contra o Estado Democrático; 
4. exige-se sentença judicial. 
Exemplo: TÍTULO XII do Código Penal. 
Atenção: em ambas é exigida a sentença judicial. Não há que se falar em trânsito em julgado 
para a perda da nacionalidade (STF afirma que presunção de inocência é aplicada ao Direito Penal). 
Essa hipótese de cancelamento não atinge o brasileiro nato. Este possui nacionalidade 
originária. 
II - fizer pedido expresso de perda da nacionalidade brasileira perante autoridade brasileira 
competente, ressalvadas situações que acarretem apatridia. 
 
Bizu: o § 4º, II, preconiza regras para o brasileiro naturalizados e natos. 
Requisitos: 
1. Renúncia expressa; 
2. Autoridade brasileira competente (Ministro da Justiça); 
3. Não configurar apatridia (apátrida). 
→ Essa hipótese mudou bastante (renúncia à nacionalidade): agora, para perder a 
nacionalidade brasileira há necessidade de pedido expresso (antes isso era automático quando a 
pessoa adquiria outra nacionalidade de forma voluntária). 
→ Porém, ainda que peça a perda da nacionalidade de forma expressa, isso não será possível se 
resultar em apatridia, ou seja, a pessoa se tornar apátrida (indisponibilidade dos direitos 
fundamentais). 
§ 5º A renúncia da nacionalidade, nos termos do inciso II do § 4º deste artigo, NÃO impede o interessado de 
READQUIRIR sua nacionalidade brasileira ORIGINÁRIA, nos termos da lei. 
 
Bizu: o § 5º preceitua a hipótese de readquirir a nacionalidade brasileira originária quando a tenha 
renunciado nos termos do inciso II do § 4º. 
→ Nos casos em que a pessoa readquiri a nacionalidade, ela volta a ter o status que tinha antes, 
seja nacionalidade originária ou secundária (nato ou naturalizado). 
 
Atenção: o parágrafo 4º do art. 12 caiu no CFO 2015 e no CFO 2019. 
ART. 13. A língua portuguesa é o idioma oficial da República Federativa do Brasil. 
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§1º São SÍMBOLOS DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL a BANDEIRA, o HINO, as ARMAS o SELO 
nacional. 
(Bizu: Mnemônico – BA.HI.A.S) 
§ 2º Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios poderão ter símbolos próprios. 
 
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CAPÍTULO IV: DOS DIREITOS POLÍTICOS 
ART. 14. A SOBERANIA POPULAR será exercida pelo SUFRÁGIO UNIVERSAL (bizu: todos podem votar e ser 
votados, como regra) e pelo voto DIRETO e SECRETO, com valor igual para todos, e, nos termos da lei, mediante: 
I – plebiscito (bizu: convocação do povo antes da criação da norma – “P” de prévio/antes); 
II – referendo (bizu: convocação do povo após a edição da norma); 
III - iniciativa popular (bizu: projeto de lei proposto pelos cidadãos – ex.: lei da ficha limpa). 
 
Atenção: o art. 14 caiu no CFO 2018. 
§ 1º O alistamento eleitoral e o VOTO são (bizu: é a capacidade eleitoral ATIVA = direito de votar): 
I - obrigatórios para os maiores de DEZOITO anos; 
II - facultativos para: 
a) os analfabetos; 
b) os maiores de SETENTA anos (bizu: examinador costuma trocar por 60 ou 65 anos); 
c) os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos. 
§ 2º NÃO podem alistar-se como eleitores os estrangeiros e, durante o período do serviço militar obrigatório, 
os conscritos. 
§ 3º SÃO CONDIÇÕES DE ELEGIBILIDADE, NA FORMA DA LEI: 
Bizu: é a capacidade eleitoral PASSIVA = direito de ser votado): 
I - a nacionalidade brasileira; 
II - o pleno exercício dos direitos políticos; 
III - o alistamento eleitoral; 
IV - o domicílio eleitoral na circunscrição; 
V - a filiação partidária; 
VI - a idade mínima de: 
a) trinta e cinco anos para Presidente e Vice-Presidente da República e Senador; 
b) trinta anos para Governador e Vice-Governador de Estado e do Distrito Federal; 
c) vinte e um anos para Deputado Federal, Deputado Estadual ou Distrital, Prefeito, Vice-Prefeito e juiz de paz; 
d) dezoito anos para Vereador. 
 
Atenção: o inciso VI do parágrafo 3º do art. 14 caiu no CFO 2018. 
***§ 4º São INELEGÍVEIS os INALISTÁVEIS e os ANALFABETOS 
Bizu: os analfabetos não podem ser votados/eleitos (capacidade eleitoral passiva), porém podem 
votar (capacidade eleitoral ativa), na modalidade facultativa. 
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§ 5º O Presidente da República, os Governadores de Estado e do Distrito Federal, os Prefeitos e quem os houver 
sucedido, ou substituído no curso dos mandatos poderão ser reeleitos para um único período subsequente. 
§ 6º Para concorrerem a outros cargos, o Presidente da República, os Governadores de Estado e do Distrito 
Federal e os Prefeitos devem renunciar aos respectivos mandatos ATÉ SEIS MESES antes do pleito. 
Bizu: os CHEFES do Poder EXECUTIVO, precisam renunciar o mandato até seis meses antes do 
pleito 
§ 7º São INELEGÍVEIS (bizu: não podem ser votados, capacidade eleitoral passiva), no território de jurisdição do 
titular, o cônjuge e os parentes consanguíneos ou afins, até o SEGUNDO grau ou por adoção, do Presidente da 
República, de Governador de Estado ou Território, do Distrito Federal, de Prefeito ou de quem os haja substituído 
dentro dos seis meses anteriores ao pleito, salvo se já titular de mandato eletivo e candidato à reeleição. 
Bizu: são casos de NEPOTISMO, observe que diz respeito apenas ao Poder Executivo, para ser 
mais preciso, aos chefes do poder executivo – PR, Governadores e Prefeitos. 
§ 8º O MILITAR alistável é ELEGÍVEL, atendidas as seguintes condições (bizu: saibe de cor e salteado) 
I - se contar MENOS de dez anos de serviço, deverá AFASTAR-SE da atividade; 
II - se contar MAIS de dez anos de serviço, será AGREGADO pela autoridade superior e, se eleito, passará 
automaticamente, no ato da diplomação, para a inatividade. 
 
Atenção: o parágrafo 8º do art. 14 caiu no CFSd 2022. 
§ 9º Lei complementar estabelecerá outros casos de inelegibilidade e os prazos de sua cessação, a fim de proteger 
a probidade administrativa, a moralidade para exercício de mandato considerada vida pregressa do candidato, e a 
normalidade e legitimidade das eleições contra a influência do poder econômico ou o abuso do exercício de função, 
cargo ou emprego na administração direta ou indireta. 
§ 10. O mandato eletivo poderá ser impugnado ante a Justiça Eleitoral no prazo de QUINZE dias contados da 
diplomação, instruída a ação com provas de abuso do poder econômico, corrupção ou fraude. 
§ 11. A ação de impugnação de mandato tramitará em segredo de justiça, respondendo o autor, na forma da 
lei, se temerária ou de manifesta má-fé. 
<INOVAÇÃO 2021> § 12. Serão realizadas concomitantemente às eleições municipais as consultas populares 
sobre questões locais aprovadas pelasCâmaras Municipais e encaminhadas à Justiça Eleitoral até 90 (noventa) dias 
antes da data das eleições, observados os limites operacionais relativos ao número de quesitos. 
<INOVAÇÃO 2021> § 13. As manifestações favoráveis e contrárias às questões submetidas às consultas populares 
nos termos do § 12 ocorrerão durante as campanhas eleitorais, sem a utilização de propaganda gratuita no rádio e 
na televisão. 
ART. 15. É VEDADA a CASSAÇÃO DE DIREITOS POLÍTICOS, cuja PERDA ou SUSPENSÃO só se dará nos casos: 
I - cancelamento da naturalização por sentença transitada em julgado (bizu: caso de PERDA dos direitos 
políticos → única hipótese de perda segundo a doutrina majoritária); 
II - incapacidade civil absoluta (bizu: caso de suspensão dos direitos políticos); 
III - condenação criminal transitada em julgado, enquanto durarem seus efeitos (bizu: caso de suspensão dos 
direitos políticos); 
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IV - recusa de cumprir obrigação a todos imposta ou prestação alternativa, nos termos do ART. 5º, VIII (bizu: caso 
de suspensão dos direitos políticos); 
V - improbidade administrativa, nos termos do ART.37,§ 4º (bizu: caso de suspensão dos direitos políticos) 
ART. 16. A lei que alterar o processo eleitoral entrará em vigor na data de sua publicação, não se aplicando à 
eleição que ocorra até UM ano da data de sua vigência. 
 
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TÍTULO III: DA ORGANIZAÇÃO DO ESTADO 
CAPÍTULO VII: DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA 
Bizu: DOMINE este Capítulo! 
SEÇÃO I - DISPOSIÇÕES GERAIS 
ART. 37. A administração pública DIRETA e INDIRETA de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, 
do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de LEGALIDADE, IMPESSOALIDADE, 
MORALIDADE, PUBLICIDADE e EFICIÊNCIA e, também, ao seguinte: 
 
Atenção: o art. 37 caiu no CFO 2022. 
Bizu: talvez o ponto mais importante deste capítulo inteiro. Quero que compreenda e vá para prova 
com o ART. 37 DECORADO! Mnemônico para os princípios EXPRESSOS da Administração Pública 
= L.I.M.P.E – um dos mais famosos entre os concurseiros. Ressalto que se aplica à administração 
pública DIRETA e INDIRETA. 
I - os cargos, empregos e funções públicas são acessíveis aos BRASILEIROS que preencham os requisitos 
estabelecidos em lei, assim como aos ESTRANGEIROS, na forma da lei; 
II - a investidura em cargo ou emprego público depende de aprovação prévia em concurso público de provas 
ou de provas e títulos, de acordo com a natureza e a complexidade do cargo ou emprego, na forma prevista em 
lei, ressalvadas as nomeações para cargo em COMISSÃO declarado em lei de LIVRE nomeação e 
exoneração; 
 
Atenção: o inciso II do art. 37 caiu no CFSd 2022. 
Definição da Teoria dos Motivos Determinantes adota pela PMMG no CFO 2018: Uma vez 
enunciados pelo agente os motivos em que se calçou, ainda quando a lei não haja expressamente 
imposto a obrigação de enunciá-los, o ato só será válido se estes realmente ocorreram e o 
justificavam. A afirmativa trata-se da chamada “teoria dos motivos determinantes” 
Bizu: os cargos em comissão são atos discricionários da administração pública e não exigem 
apresentação dos motivos que levaram a investidura de determinada pessoa no cargo, emprego ou 
função. Porém, se o administrador indicar o motivo da investidura ou exoneração este deve ser 
verdadeiro e existente, sob pena de decretação de sua nulidade com base na Teoria dos Motivos 
Determinantes. 
III - o prazo de validade do concurso público será de até DOIS anos, prorrogável uma vez, por igual período; 
IV - durante o prazo improrrogável previsto no edital de convocação, aquele aprovado em concurso público de 
provas ou de provas e títulos será convocado com PRIORIDADE sobre novos concursados para assumir cargo ou 
emprego, na carreira; 
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V - as FUNÇÕES DE CONFIANÇA, exercidas exclusivamente por servidores ocupantes de CARGO EFETIVO, e 
os CARGOS EM COMISSÃO, a serem preenchidos por servidores de CARREIRA nos casos, condições e 
percentuais mínimos previstos em lei, destinam-se apenas às atribuições de direção, chefia e assessoramento; 
Bizu: fique atento na diferença entre funções de confiança e cargos em comissão, ambos são de 
livre nomeação e exoneração (discricionário). Porém para funções de confiança o servidor precisa 
ocupar cargo efetivo, enquanto cargos em comissão exige apenas que o servidor seja de carreira. 
VI - é garantido ao servidor público CIVIL o direito à livre associação sindical; 
 
Atenção: o inciso VI do art. 37 caiu no CFSd 2022. 
VII - o direito de greve será exercido nos termos e nos limites definidos em lei específica; 
Bizu: lembrar que militar não pode exercer o direito de greve nem sindicalização: 
IV - ao militar são proibidas a sindicalização e a greve 
VIII - a lei reservará percentual dos cargos e empregos públicos para as pessoas portadoras de deficiência e definirá 
os critérios de sua admissão; 
IX - a lei estabelecerá os casos de contratação por TEMPO DETERMINADO para atender a necessidade 
temporária de excepcional interesse público; 
X - a remuneração dos servidores públicos e o subsídio de que trata o § 4º do ART. 39 somente poderão ser fixados 
ou alterados por lei específica, observada a iniciativa privativa em cada caso, assegurada revisão geral anual, 
sempre na mesma data e sem distinção de índices; 
XI - a remuneração e o subsídio dos ocupantes de cargos, funções e empregos públicos da administração direta, 
autárquica e fundacional, dos membros de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos 
Municípios, dos detentores de mandato eletivo e dos demais agentes políticos e os proventos, pensões ou outra 
espécie remuneratória, percebidos cumulativamente ou não, incluídas as vantagens pessoais ou de qualquer outra 
natureza, não poderão exceder o subsídio mensal, em espécie, dos Ministros do Supremo Tribunal 
Federal, aplicando-se como limite, nos Municípios, o subsídio do Prefeito, e nos Estados e no Distrito Federal, 
o subsídio mensal do Governador no âmbito do Poder Executivo, o subsídio dos Deputados Estaduais e 
Distritais no âmbito do Poder Legislativo e o subsidio dos Desembargadores do Tribunal de Justiça, limitado 
a noventa inteiros e vinte e cinco centésimos por cento (90,25%) do subsídio mensal, em espécie, dos Ministros 
do Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito do Poder Judiciário, aplicável este limite aos membros do Ministério 
Público, aos Procuradores e aos Defensores Públicos; 
XII - os vencimentos dos cargos do Poder Legislativo e do Poder Judiciário NÃO poderão ser superiores aos 
pagos pelo PODER EXECUTIVO; 
XIII - é vedada a VINCULAÇÃO ou EQUIPARAÇÃO de quaisquer espécies remuneratórias para o efeito de 
remuneração de pessoal do serviço público; 
 
Atenção: os incisos XII e XIII do art. 14 já caíram na PMMG. 
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XIV - os acréscimos pecuniários percebidos por servidor público não serão computados nem acumulados para fins 
de concessão de acréscimos ulteriores; 
XV - o subsídio e os vencimentos dos ocupantes de cargos e empregos públicos são irredutíveis, ressalvado o 
disposto nos incisos XI e XIV deste artigo e nos arts. 39, § 4º, 150, II, 153, III, e 153, § 2º, I; 
XVI - é VEDADA a ACUMULAÇÃO remunerada de cargos públicos, EXCETO, quando houver 
COMPATIBILIDADE DE HORÁRIOS, observado em qualquer caso o disposto no inciso XI: 
a)a de dois cargos de professor; 
b) a de um cargo de professor com outro técnico ou científico; 
c) a de dois cargos ou empregos privativos de profissionais de saúde, com profissões regulamentadas; 
Bizu – MUITO IMPORTANTE: a regra é NÃO poder acumular cargos públicos, exceto para os 
citados acima, quando houver compatibilidade de horários. Ficar atento, pois teve alteração 
recente sobre os MILITARES dos ESTADOS e do DF: 
O ART. 42 sofreu alteração pela EC 101 de 2019 
ART. 42. […] § 3o Aplica-se aos MILITARES DOS ESTADOS, DO DISTRITO FEDERAL E DOS 
TERRITÓRIOS o disposto no inciso XVI do ART. 37 da CF/88. 
Observe abaixo as possibilidades de o militar DO ESTADO ou do DF CUMULAR cargos 
públicos: 
CARGO PÚBLICO MILITAR ESTADUAL MILITAR FEDERAL 
PROFESSOR Pode acumular Não pode acumular 
TÉCNICO OU CIENTÍFICO Pode acumular Não pode acumular 
SAÚDE Pode acumular Pode acumular 
 
XVII - a PROIBIÇÃO de ACUMULAR estende-se a empregos e funções e abrange autarquias, fundações, 
empresas públicas, sociedades de economia mista, suas subsidiárias, e sociedades controladas, direta ou 
indiretamente, pelo poder público; 
XVIII - a administração fazendária e seus servidores fiscais terão, dentro de suas áreas de competência e jurisdição, 
precedência sobre os demais setores administrativos, na forma da lei; 
XIX – somente por LEI ESPECÍFICA poderá ser CRIADA AUTARQUIA e AUTORIZADA A INSTITUIÇÃO DE 
EMPRESA PÚBLICA, DE SOCIEDADE DE ECONOMIA MISTA E DE FUNDAÇÃO, cabendo à lei 
COMPLEMENTAR, neste último caso, definir as áreas de sua atuação; 
Bizu: esse inciso é de GRANDE importância. Resumindo, a LEI específica: 
1) CRIARÁ Autarquia e Fundação Pública De Direito Público; 
2) AUTORIZARÁ instituição de Empresa Pública (ex.: caixa econômica federal), Sociedade De 
Economia Mista (ex.: banco do brasil) e Fundação Pública De Direito Privado. 
XX - depende de autorização legislativa, em cada caso, a criação de subsidiárias das entidades mencionadas 
no inciso anterior, assim como a participação de qualquer delas em empresa privada; 
XXI - ressalvados os casos especificados na legislação, as obras, serviços, compras e alienações serão contratados 
mediante processo de LICITAÇÃO pública que assegure igualdade de condições a todos os concorrentes, com 
cláusulas que estabeleçam obrigações de pagamento, mantidas as condições efetivas da proposta, nos termos da 
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lei, o qual somente permitirá as exigências de qualificação técnica e econômica indispensáveis à garantia do 
cumprimento das obrigações. 
Bizu: vale a leitura do ART. 3 da lei 8.666 – lei de licitações: 
“ART. 3o A licitação destina-se a garantir a observância do princípio constitucional da ISONOMIA, 
a seleção da PROPOSTA MAIS VANTAJOSA para a administração e a promoção do 
desenvolvimento nacional sustentável e será processada e julgada em estrita conformidade com os 
princípios básicos da legalidade, da impessoalidade, da moralidade, da igualdade, da publicidade, da 
probidade administrativa, da vinculação ao instrumento convocatório, do julgamento objetivo 
e dos que lhes são correlatos.” – um dos objetivos da licitação é aumentar a competição e 
proporcionar a materialização do interesse público. 
XXII - as administrações tributárias da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, atividades essenciais 
ao funcionamento do Estado, exercidas por servidores de carreiras específicas, terão recursos prioritários para a 
realização de suas atividades e atuarão de forma integrada, inclusive com o compartilhamento de cadastros e de 
informações fiscais, na forma da lei ou convênio. 
§ 1º A PUBLICIDADE dos atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos deverá ter caráter 
EDUCATIVO, INFORMATIVO ou de ORIENTAÇÃO social, dela não podendo constar nomes, símbolos ou imagens 
que caracterizem PROMOÇÃO PESSOAL de autoridades ou servidores públicos. 
Bizu: pense nos prefeitos que colocam placas em obras públicas com intuito de atribuir àquela obra sua imagem 
pessoal com intuito de angariar mais votos – isso é proibido. 
§ 2º A não observância do disposto nos incisos II e III implicará a NULIDADE do ato e a punição da autoridade 
responsável, nos termos da lei. 
§ 3º A lei disciplinará as formas de participação do usuário na administração pública direta e indireta, regulando 
especialmente: 
I - as reclamações relativas à prestação dos serviços públicos em geral, asseguradas a manutenção de 
serviços de atendimento ao usuário e a avaliação periódica, externa e interna, da qualidade dos serviços; 
II - o acesso dos usuários a registros administrativos e a informações sobre atos de governo, observado o 
disposto no ART. 5º, X e XXXIII; 
III - a disciplina da representação contra o exercício negligente ou abusivo de cargo, emprego ou função 
na administração pública. 
§ 4º - Os ATOS DE IMPROBIDADE administrativa importarão a SUSPENSÃO dos direitos políticos, a PERDA da 
função pública, a INDISPONIBILIDADE dos bens e o RESSARCIMENTO ao erário, na forma e gradação previstas 
em lei, sem prejuízo da ação penal cabível. 
Bizu: NUNCA existirá CASSAÇÃO DE DIREITOS POLÍTICOS, apenas PERDA ou SUSPENSÃO, 
cuidado! Essa pegadinha é muito recorrente em concursos. Atos de improbidade são disciplinados 
em lei própria - LEI Nº 8.429/92. 
§ 5º A lei estabelecerá os prazos de prescrição para ilícitos praticados por qualquer agente, servidor ou não, que 
causem prejuízos ao erário, ressalvadas as respectivas ações de ressarcimento. 
§ 6º As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de serviços públicos responderão 
pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, causarem a terceiros, assegurado o direito de regresso contra o 
responsável nos casos de dolo ou culpa 
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Bizu: a administração pública responde objetivamente pelo dano causado por seus servidores 
(responsabilidade civil objetiva = independe da demonstração de dolo ou culpa). Porém, a 
administração pública pode mover ação de regresso contra o servidor se ele tiver agido com dolo 
ou culpa (responsabilidade civil subjetiva = exige-se demonstração de dolo ou culpa do servidor 
na ação de regresso movida pela administração pública). A ação de regresso é imprescritível. 
§ 7º A lei disporá sobre os requisitos e as restrições ao ocupante de cargo ou emprego da administração direta e 
indireta que possibilite o acesso a informações privilegiadas. 
§ 8º A AUTONOMIA GERENCIAL, orçamentária e financeira dos órgãos e entidades da administração direta e 
indireta poderá ser ampliada mediante contrato, a ser firmado entre seus administradores e o poder público, que 
tenha por objeto a fixação de metas de desempenho para o órgão ou entidade, cabendo à lei dispor sobre (Bizu: 
este artigo versa sobre os CONTRATOS DE GESTÃO os quais permitem mais eficiência e autonomia dentro da 
Administração Pública, na sua distribuição de competência): 
I - o prazo de duração do contrato; 
II - os controles e critérios de avaliação de desempenho, direitos, obrigações e responsabilidade 
dos dirigentes; 
III - a remuneração do pessoal. 
§ 9º O disposto no inciso XI aplica-se às empresas públicas e às sociedades de economia mista, e suas subsidiárias, 
que receberem recursos da União, dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios para pagamento de despesas 
de pessoal ou de custeio em geral. 
§ 10. É vedada a percepção simultânea de proventos de aposentadoria decorrentes do ART. 40 ou dos arts. 42 e 
142 com a remuneração de cargo, emprego ou função pública, ressalvados os cargos acumuláveis na forma desta 
Constituição, os cargos eletivos e os cargos em comissãodeclarados em lei de livre nomeação e exoneração. 
§ 11. Não serão computadas, para efeito dos limites remuneratórios de que trata o inciso XI do caput deste artigo, 
as parcelas de caráter indenizatório previstas em lei. 
 § 12. Para os fins do disposto no inciso XI do caput deste artigo, fica facultado aos Estados e ao Distrito Federal 
fixar, em seu âmbito, mediante emenda às respectivas Constituições e Lei Orgânica, como limite único, o subsídio 
mensal dos Desembargadores do respectivo Tribunal de Justiça, limitado a noventa inteiros e vinte e cinco 
centésimos por cento do subsídio mensal dos Ministros do Supremo Tribunal Federal, não se aplicando o disposto 
neste parágrafo aos subsídios dos Deputados Estaduais e Distritais e dos Vereadores. 
§ 13. O servidor público titular de cargo efetivo poderá ser READAPTADO para exercício de cargo cujas atribuições 
e responsabilidades sejam compatíveis com a limitação que tenha sofrido em sua capacidade física ou mental, 
enquanto permanecer nesta condição, desde que possua a habilitação e o nível de escolaridade exigidos para o 
cargo de destino, mantida a remuneração do cargo de origem <INOVAÇÃO 2021>. 
§ 14. A aposentadoria concedida com a utilização de tempo de contribuição decorrente de cargo, emprego ou função 
pública, inclusive do Regime Geral de Previdência Social, acarretará o rompimento do vínculo que gerou o referido 
tempo de contribuição <INOVAÇÃO 2021>. 
§ 15. É VEDADA a complementação de aposentadorias de servidores públicos e de pensões por morte a seus 
dependentes que não seja decorrente do disposto nos §§ 14 a 16 do ART. 40 ou que não seja prevista em lei que 
extinga regime próprio de previdência social <INOVAÇÃO 2021>. 
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§ 16. Os órgãos e entidades da administração pública, individual ou conjuntamente, devem realizar avaliação das 
políticas públicas, inclusive com divulgação do objeto a ser avaliado e dos resultados alcançados, na forma da lei. 
<INOVAÇÃO 2021>. 
ART. 38. Ao SERVIDOR PÚBLICO da administração DIRETA, autárquica e fundacional, no exercício de mandato 
ELETIVO, aplicam-se as seguintes disposições: 
I - tratando-se de mandato eletivo federal, estadual ou distrital, ficará afastado de seu cargo, emprego 
ou função; 
II - investido no mandato de Prefeito, será afastado do cargo, emprego ou função, sendo-lhe facultado 
optar pela sua remuneração; 
III - investido no mandato de Vereador, havendo compatibilidade de horários, perceberá as vantagens de 
seu cargo, emprego ou função, sem prejuízo da remuneração do cargo eletivo, e, não havendo 
compatibilidade, será aplicada a norma do inciso anterior (bizu: pode acumular a remuneração dos 2 cargos 
se tiver compatibilidade de horário, se não tiver ele escolhe um ou outro); 
IV - em qualquer caso que exija o afastamento para o exercício de mandato eletivo, seu tempo de serviço 
será contado para todos os efeitos legais, exceto para promoção por merecimento; 
V - na hipótese de ser segurado de regime próprio de previdência social, permanecerá filiado a esse regime, 
no ente federativo de origem (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019) 
 
SEÇÃO III - DOS MILITARES DOS ESTADOS, DO DISTRITO FEDERAL E DOS TERRITÓRIOS 
Bizu: não precisa nem dizer que é EXTREMAMENTE importante né! (refere-se aos militares dos 
estados o que inclui as policiais militares). 
ART. 42 Os membros das Polícias Militares e Corpos de Bombeiros Militares, instituições organizadas com 
base na HIERARQUIA E DISCIPLINA, são MILITARES DOS ESTADOS, do Distrito Federal e dos Territórios. 
Bizu: quem compreender que as instituições militares (IMEs) são organizadas com base na 
hierarquia e disciplina todo o direito militar fica mais compreensível. Ademais, caiu em prova policial 
perguntando qual era o nome dos militares no âmbito dos Estados e a resposta está justamente no 
art. 42 acima: MILITARES DOS ESTADOS. Outro ponto importante é que as patentes dos 
OFICIAIS são conferidas pelo GOVERNADOR e não pelo comandante geral, como é o caso da 
entrega das graduações das praças, segundo o EMEMG. 
§ 1º Aplicam-se aos MILITARES DOS ESTADOS, do Distrito Federal e dos Territórios, além do que vier a ser fixado 
em lei, as disposições do ART. 14, § 8º; do ART. 40, § 9º; e do ART. 142, §§ 2º e 3º, cabendo a lei estadual 
específica dispor sobre as matérias do ART. 142, § 3º, inciso X, sendo as patentes dos oficiais conferidas pelos 
respectivos GOVERNADORES. 
Bizu: 
Art. 14, § 8º: O militar alistável é elegível, atendidas as seguintes condições: 
I - se contar menos de dez anos de serviço, deverá afastar-se da atividade; 
II - se contar mais de dez anos de serviço, será agregado pela autoridade superior e, se eleito, 
passará automaticamente, no ato da diplomação, para a inatividade. 
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Art. 40, § 9º: O tempo de contribuição federal, estadual, distrital ou municipal será contado para 
fins de aposentadoria, observado o disposto nos §§ 9º e 9º-A do art. 201, e o tempo de serviço 
correspondente será contado para fins de disponibilidade. 
Art. 142. (...) 
§ 2º Não caberá habeas corpus em relação a punições disciplinares militares. 
§ 3º Os membros das Forças Armadas são denominados militares, aplicando-se-lhes, além das que 
vierem a ser fixadas em lei, as seguintes disposições: 
I - as patentes, com prerrogativas, direitos e deveres a elas inerentes, são conferidas pelo Presidente 
da República e asseguradas em plenitude aos oficiais da ativa, da reserva ou reformados, sendo-
lhes privativos os títulos e postos militares e, juntamente com os demais membros, o uso dos 
uniformes das Forças Armadas; 
II - o militar em atividade que tomar posse em cargo ou emprego público civil permanente, 
ressalvada a hipótese prevista no art. 37, inciso XVI, alínea "c", será transferido para a reserva, nos 
termos da lei; 
III - o militar da ativa que, de acordo com a lei, tomar posse em cargo, emprego ou função pública 
civil temporária, não eletiva, ainda que da administração indireta, ressalvada a hipótese prevista no 
art. 37, inciso XVI, alínea "c", ficará agregado ao respectivo quadro e somente poderá, enquanto 
permanecer nessa situação, ser promovido por antiguidade, contando-se-lhe o tempo de serviço 
apenas para aquela promoção e transferência para a reserva, sendo depois de dois anos de 
afastamento, contínuos ou não, transferido para a reserva, nos termos da lei; 
IV - ao militar são proibidas a sindicalização e a greve; 
V - o militar, enquanto em serviço ativo, não pode estar filiado a partidos políticos; 
VI - o oficial só perderá o posto e a patente se for julgado indigno do oficialato ou com ele 
incompatível, por decisão de tribunal militar de caráter permanente, em tempo de paz, ou de tribunal 
especial, em tempo de guerra; 
VII - o oficial condenado na justiça comum ou militar a pena privativa de liberdade superior a dois 
anos, por sentença transitada em julgado, será submetido ao julgamento previsto no inciso anterior; 
VIII - aplica-se aos militares o disposto no art. 7º, incisos VIII, XII, XVII, XVIII, XIX e XXV, e no art. 
37, incisos XI, XIII, XIV e XV, bem como, na forma da lei e com prevalência da atividade militar, no 
art. 37, inciso XVI, alínea "c"; 
X - a lei disporá sobre o ingresso nas Forças Armadas, os limites de idade, a estabilidade e outras 
condições de transferência do militar para a inatividade, os direitos, os deveres, a remuneração, as 
prerrogativas e outras situações especiais dos militares, consideradas as peculiaridades de suas 
atividades, inclusive aquelas cumpridas por força de compromissos internacionais e de guerra. 
§ 2º Aospensionistas dos militares dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios aplica-se o que for fixado em 
lei específica do respectivo ente estatal. 
§ 3º Aplica-se aos militares dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios o disposto no ART. 37, inciso XVI, 
com prevalência da atividade militar. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 101, de 2019) 
Bizu: lembra que comentamos sobre a EC 101 de 2019? Veja ela aqui! Volte no ART. 37 para 
lembrar da cumulação de cargos que agora estende-se aos militares dos estados. 
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TÍTULO IV: DA ORGANIZAÇÃO DOS PODERES 
CAPÍTULO III: DO PODER JUDICIÁRIO 
SEÇÃO VII - DOS TRIBUNAIS E JUÍZES MILITARES 
Atenção: seção importante, pois há pertinência temática com a função policial-militar. 
ART. 122. São ÓRGÃOS DA JUSTIÇA MILITAR: 
I - o Superior Tribunal Militar (STM); 
II - os Tribunais e Juízes Militares instituídos por lei. 
ART. 123. O SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR compor-se-á de QUINZE MINISTROS (15) vitalícios, nomeados 
pelo Presidente da República, depois de aprovada a indicação pelo Senado Federal, sendo TRÊS dentre oficiais-
generais da Marinha, QUATRO dentre oficiais-generais do Exército, TRÊS dentre oficiais-generais da 
Aeronáutica, TODOS DA ATIVA e do posto mais elevado da carreira, e CINCO dentre civis (Bizu: 3-4-3-5). 
 
Atenção: o caput do art. 123 caiu no CFO 2022. 
<ALTERADO EM 2022 – EC 122> Parágrafo único. Os MINISTROS CIVIS serão escolhidos pelo 
Presidente da República dentre brasileiros com mais de trinta e cinco e menos de setenta anos de idade, 
sendo: 
I - três dentre advogados de notório saber jurídico e conduta ilibada, com mais de dez anos de efetiva 
atividade profissional; 
II - dois, por escolha paritária, dentre juízes auditores e membros do Ministério Público da Justiça Militar. 
ART. 124. à JUSTIÇA MILITAR compete processar e julgar os CRIMES MILITARES definidos em lei 
(bizu: DECORE este artigo) 
Parágrafo único. A LEI disporá sobre a organização, o funcionamento e a competência da Justiça Militar. 
 
SEÇÃO VIII - DOS TRIBUNAIS E JUÍZES DOS ESTADOS 
Bizu: cuidado com essa seção, pois além de cair DEMAIS, aplica-se à Justiça Militar ESTADUAL, isto 
é, envolve a estrutura das polícias militares e, portanto, há pertinência temática com sua prova. 
ART. 125. Os ESTADOS organizarão sua Justiça, observados os princípios estabelecidos nesta Constituição. 
§ 1º A competência dos tribunais será definida na CONSTITUIÇÃO DO ESTADO, sendo a lei de 
organização judiciária de iniciativa do TRIBUNAL DE JUSTIÇA. 
§ 2º CABE AOS ESTADOS a instituição de representação de inconstitucionalidade de leis ou atos 
normativos estaduais ou municipais em face da Constituição Estadual, vedada a atribuição da legitimação 
para agir a um único órgão. 
(IMPORTANTE!!!) ------------------------------------------------------------ 
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§ 3º A LEI ESTADUAL PODERÁ CRIAR, mediante proposta do TRIBUNAL DE JUSTIÇA, a JUSTIÇA 
MILITAR ESTADUAL, constituída, em PRIMEIRO GRAU, pelos juízes de direito e pelos Conselhos de 
Justiça e, em SEGUNDO GRAU, pelo próprio Tribunal de Justiça, ou por Tribunal de Justiça Militar nos 
Estados em que o efetivo militar seja superior a VINTE MIL INTEGRANTES. 
 
Atenção: o parágrafo 3º do art. 125 caiu no CFSd 2022. 
 
Bizu: JME – Justiça Militar Estadual 
1º grau: juízes de direito do juízo militar + Conselhos de Justiça (permanente e especial); 
2º grau: pelo Tribunal de Justiça OU por Tribunal de Justiça Militar (somente quando o efetivo militar 
de determinado Estado conter mais de vinte mil integrantes – hoje possuem apenas 3: MG, SP e 
RS). 
§ 4º COMPETE À JUSTIÇA MILITAR ESTADUAL processar e julgar os MILITARES DOS ESTADOS, nos 
crimes militares definidos em lei E as ações judiciais contra atos disciplinares militares, 
RESSALVADA a competência do JÚRI quando a vítima for CIVIL, cabendo ao TRIBUNAL 
COMPETENTE decidir sobre a perda do posto e da patente dos OFICIAIS e da graduação das PRAÇAS; 
 
Atenção: o parágrafo 4º do art. 125 caiu no CFSd QPPM/2017- Interior e no CFSd 2022. 
 
Bizu: decore todos esses detalhes. O §4º é a justificativa constitucional para a NÃO possibilidade 
de julgar civis na justiça militar estadual, pois o texto normativo deixa expresso que serão 
apenas os “MILITARES DOS ESTADOS”. Além disso, compreender que a CF/88 só permite a perda 
do posto e da patente dos oficiais e a graduação das praças por meio de decisão de TRIBUNAL 
COMPETENTE. 
§ 5º COMPETE AOS JUÍZES DE DIREITO DO JUÍZO MILITAR processar e julgar, SINGULARMENTE, 
os crimes militares cometidos contra civis E as ações judiciais contra atos disciplinares militares, 
CABENDO AO CONSELHO DE JUSTIÇA, sob a presidência de juiz de direito, processar e julgar os 
demais crimes militares (caiu no CFO 2015). 
 
Atenção: o parágrafo 5º do art. 125 caiu no CFO 2015 e no CFSd 2022 e no CFO 2023. 
 
Bizu: competência residual do Conselho de Justiça (aquilo que sobra). 
1. Juízes de Direito do Juízo Militar processam e julgam SINGULARMENTE: 
 a) crimes militares cometidos contra civis; 
 b) ações judiciais contra atos disciplinares militares. 
2. Conselho de Justiça (pode ser permanente, para as praças, ou especial, para os oficiais. 
Lembre-se de que o juiz de direito é quem preside o Conselho de Justiça): 
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 a) processar e julgar os demais crimes militares, isto é, tem uma competência residual “aquilo 
 que sobra”. 
§ 6º O Tribunal de Justiça poderá funcionar descentralizadamente, constituindo Câmaras regionais, a fim de 
assegurar o pleno acesso do jurisdicionado à justiça em todas as fases do processo. 
§ 7º O Tribunal de Justiça instalará a justiça itinerante, com a realização de audiências e demais funções da 
atividade jurisdicional, nos limites territoriais da respectiva jurisdição, servindo-se de equipamentos públicos 
e comunitários. 
ART. 126. Para dirimir conflitos fundiários, o Tribunal de Justiça proporá a criação de varas especializadas, 
com competência exclusiva para questões agrárias. 
Parágrafo único. Sempre que necessário à eficiente prestação jurisdicional, o JUIZ far-se-á presente no 
local do litígio. 
 
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TÍTULO V: DA DEFESA DO ESTADO E DAS 
INSTITUIÇÕES DEMOCRÁTICAS 
CAPÍTULO II: DAS FORÇAS ARMADAS 
ART. 142. As FORÇAS ARMADAS, constituídas pela Marinha, pelo Exército e pela Aeronáutica, são instituições 
nacionais PERMANENTES e REGULARES, organizadas com base na hierarquia e na disciplina, sob a autoridade 
suprema do Presidente da República, e destinam-se à DEFESA DA PÁTRIA, à Garantia Dos Poderes 
Constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da LEI E DA ORDEM. 
 
Atenção: o art. 142 caiu no CFSd 2017 – Interior. 
§ 1º Lei complementar estabelecerá as normas gerais a serem adotadas na organização, no preparo e no emprego 
das Forças Armadas. 
§ 2º NÃO caberá HABEAS CORPUS em relação a punições disciplinares MILITARES. 
 
O STF admite impetração do habeas corpus em relação a punições disciplinares militares 
quando seu objeto for tão somente relacionado aos PRESSUPOSTOS DE LEGALIDADE da 
punição, jamais quanto ao MÉRITO. Mas fique atento ao comando da questão, porque para 
cobrar a posição jurisprudencial ou doutrinária em detrimento da literalidade de lei precisa estar 
expresso no enunciado da questão. 
Neste sentido o STF no RE 338840: 
RECURSO EXTRAORDINÁRIO.MATÉRIA CRIMINAL. PUNIÇAO DISCIPLINAR MILITAR. 
Não há que se falar em violação ao art. 142, 2º, da CF, se a concessão de habeas corpus, 
impetrado contra punição disciplinar militar, volta-se tão-somente para os pressupostos 
de sua LEGALIDADE, excluindo a apreciação de questões referentes ao MÉRITO. Concessão 
de ordem que se pautou pela apreciação dos aspectos fáticos da medida punitiva militar, invadindo 
seu mérito. A punição disciplinar militar atendeu aos pressupostos de legalidade, quais sejam, a 
hierarquia, o poder disciplinar, o ato ligado à função e a pena susceptível de ser aplicada 
disciplinarmente, tornando, portanto, incabível a apreciação do habeas corpus. Recurso conhecido e 
provido. 
Exemplo disso foi a prova da PMGO 2022 que cobrou a literalidade de lei, por não prever o 
entendimento da corte no comando da questão, logo a afirmação “Não cabe habeas corpus em 
relação a punições disciplinares militares” estava correta dentre as alternativas. 
Faça a questão da PMGO 2022: 
https://questoes.grancursosonline.com.br/questoes-de-concursos/direito-constitucional/2469292 
§ 3º Os membros das Forças Armadas são denominados MILITARES, aplicando-se-lhes, além das que vierem 
a ser fixadas em lei, as seguintes disposições - (bizu: caiu no CFSd/2019) 
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Atenção: o parágrafo 3º do art. 142 caiu no CFSd 2019. 
Bizu: os militares estaduais, PMs, são chamados de Militares dos Estados, isso caiu em provas da 
PMMG. 
I - as PATENTES (bizu: só oficial tem patente, pois praça tem graduação), com prerrogativas, direitos e 
deveres a elas inerentes, são conferidas pelo Presidente da República e asseguradas em PLENITUDE 
aos OFICIAIS da ativa, da reserva ou reformados, sendo-lhes privativos os títulos e postos militares e, 
juntamente com os demais membros, o uso dos uniformes das Forças Armadas; 
II - o militar em atividade que tomar posse em cargo ou emprego público civil PERMANENTE, ressalvada 
a hipótese prevista no ART. 37, inciso XVI, alínea "c", será transferido para a RESERVA, nos termos da lei; 
III - o militar da ativa que, de acordo com a lei, tomar posse em cargo, emprego ou função pública civil 
TEMPORÁRIA, não eletiva, ainda que da administração indireta, ressalvada a hipótese prevista no ART. 
37, inciso XVI, alínea "c", ficará AGREGADO ao respectivo quadro e somente poderá, enquanto permanecer 
nessa situação, ser promovido por antiguidade, contando-se-lhe o tempo de serviço apenas para aquela 
promoção e transferência para a reserva, sendo depois de dois anos de afastamento, contínuos ou não, 
transferido para a reserva, nos termos da lei; 
IV - ao MILITAR são proibidas a sindicalização e a greve; 
 
Atenção: o inciso IV do parágrafo 3º do art. 142 caiu no CFSd 2019. 
V - o MILITAR, enquanto em serviço ativo, não pode estar filiado a partidos políticos; 
 
Atenção: o inciso V do parágrafo 3º do art. 142 caiu no CFSd 2017. 
VI - o OFICIAL só perderá o posto e a patente se for julgado indigno do oficialato OU com ele 
incompatível, por decisão de TRIBUNAL MILITAR de caráter permanente, em tempo de paz, ou de 
TRIBUNAL ESPECIAL, em tempo de guerra; 
Bizu: muito cuidado com o ART. 99 e 107 do CPM: pois possuem entendimento diverso: 
ART. 99: A perda e posto e patente resulta da condenação a pena privativa de liberdade por tempo 
superior a dois anos, e importa a perda das condecorações. A CF/88 exige decisão de Tribunal, já 
o CPM, não, pois prevê perda automática do posto e patente para os oficiais que cometerem crimes 
com PPL superior a 2 anos. Então o que fazer? É só prestar atenção no comando do examinador, se 
ele perguntar conforme a CF/88 responda com base nela. Por outro lado, se perguntar “conforme o 
CPM” responda o que está previsto nele. 
ART. 107. Salvo os casos dos arts. 99, 103 (perda de posto e patente), nº II, e 106, a imposição 
da pena acessória deve constar expressamente da sentença (ou seja, o caso do ART. 103 NÃO 
precisa constar na sentença, pois teria, em tese, efeito automático, segundo o CPM). Porém, o que 
se aplica hoje em dia é a CF/88. Mas repito, responda conforme o comando do examinador. 
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O inciso VI caiu até na prova oral do CFO/PMMG 2023, demonstrando que a CRS adora esse 
conteúdo. 
VII - o OFICIAL condenado na justiça comum ou militar a pena privativa de liberdade superior a DOIS 
anos, por sentença transitada em julgado, será submetido ao julgamento previsto no inciso anterior (bizu: 
trata-se da perda de posto e patente); 
VIII - aplica-se aos MILITARES o disposto no ART. 7º, incisos VIII, XII, XVII, XVIII, XIX e XXV, e no ART. 
37, incisos XI, XIII, XIV e XV, bem como, na forma da lei e com prevalência da atividade militar, no 
ART. 37, inciso XVI, alínea "c”. 
Bizu: no ART. 7º os direitos sociais aplicados aos MILITARES, segundo o ART. 142, VIII, da CF/88, 
são: 
1. décimo terceiro salário com base na remuneração integral ou no valor da aposentadoria; 
2. salário-família pago em razão do dependente do trabalhador de baixa renda nos termos da lei; 
3. gozo de férias anuais remuneradas com, pelo menos, um terço a mais do que o salário normal; 
4. licença à gestante, sem prejuízo do emprego e do salário, com a duração de cento e vinte dias; 
5. licença-paternidade, nos termos fixados em lei; 
6. assistência gratuita aos filhos e dependentes desde o nascimento até 5 (cinco) anos de idade em 
creches e pré-escolas; 
Atenção: caiu na prova oral do CFO 2022. 
ART. 37, inciso XVI, alínea "c” → possibilidade de cumulação de cargo ou emprego privativo de 
profissionais de saúde, com profissões regulamentadas. 
X - a LEI disporá sobre o ingresso nas Forças Armadas, os limites de idade, a estabilidade e outras condições 
de transferência do militar para a inatividade, os direitos, os deveres, a remuneração, as prerrogativas e 
outras situações especiais dos militares, consideradas as peculiaridades de suas atividades, inclusive aquelas 
cumpridas por força de compromissos internacionais e de guerra (caiu no CFO 2020). 
 
Atenção: o inciso X do parágrafo 3º do art. 142 caiu no CFO 2020. 
 
Bizu: caiu no CFSd 2017 em conjunto com o ART. 42, § 1º da Constituição Federal de 1988, 
revise-os. “(...) § 1º Aplicam-se aos militares dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios, além 
do que vier a ser fixado em lei, as disposições do ART. 14, § 8º; do ART. 40, § 9º; e do ART. 142, 
§§ 2º e 3º, cabendo a lei estadual específica dispor sobre as matérias do ART. 142, § 3º, inciso 
X,sendo as patentes dos oficiais conferidas pelos respectivos governadores”. 
ART. 143. O serviço militar é OBRIGATÓRIO nos termos da lei 
 
Atenção: o art. 143 caiu no CFSd 2019. 
§ 1º Às Forças Armadas compete, na forma da lei, atribuir SERVIÇO ALTERNATIVO aos que, em tempo de PAZ, 
após alistados, alegarem imperativo de consciência, entendendo-se como tal o decorrente de crença religiosa 
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e de convicção filosófica ou política, para se eximirem de atividades de caráter essencialmente militar (bizu: 
chamada também de escusa de consciência). 
§ 2º As MULHERES e os ECLESIÁSTICOS ficam isentos do serviço militar obrigatório em tempo de paz, sujeitos, 
porém, a outros encargos que a lei lhes atribuir. 
 
Atenção: o parágrafo 2º do art. 143 caiu no CFSd 2017 e no CFSd 2019. 
Bizu: no caso de imperativo de consciência, fica a pessoa obrigada a prestar o serviço alternativo. 
Pois, caso negue a obrigação a todos imposta alegando escusa de consciência e não preste o serviço 
alternativo ela fica sujeitaa PERDA de direitos políticos segundo a doutrina majoritária. 
 
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CAPÍTULO III: DA SEGURANÇA PÚBLICA 
ART. 144. A segurança pública, DEVER do Estado, DIREITO e RESPONSABILIDADE de todos, é exercida para a 
preservação da ORDEM PÚBLICA e da INCOLUMIDADE DAS PESSOAS e do PATRIMÔNIO, através dos 
seguintes ÓRGÃOS 
Bizu: preste atenção na divisão de competências dos atores sociais “é responsabilidade de todos”, 
portanto, na sua redação, não jogue a culpa apenas no Estado. 
I - polícia federal; 
II - polícia rodoviária federal; 
III - polícia ferroviária federal; 
IV - polícias civis; 
V - polícias militares e corpos de bombeiros militares. 
VI - polícias penais federal, estaduais e distrital (bizu: NÃO tem polícia penal MUNICIPAL) 
Bizu: o rol acima é TAXATIVO (exaustivo), portanto são apenas esses os órgãos encarregados 
da segurança pública. Isso condiciona o legislador infraconstitucional, não podendo os Estados da 
federação editarem normas que atribuam a atividade de segurança pública a outros órgãos distintos 
dos previstos no rol do art. 144. Por exemplo, não pode MG elaborar uma lei que preceitue que os 
agentes de trânsito exercem atividade de segurança pública. Isso feriria o imperativo constitucional, 
mediante vício de inconstitucionalidade material, por não respeitar o rol taxativo do art. 144. 
 
O art. 144 despenca nas provas: 
Caiu no CFO 2015: https://www.qconcursos.com/questoes-militares/questoes/a24ca60a-6e 
Caiu no CFO 2016: https://www.qconcursos.com/questoes-militares/questoes/a790e23c-85 
Caiu no CFO 2020: https://www.qconcursos.com/questoes-militares/questoes/b9c5002b-4b 
(Escrivão PC/MA 2018 CEBRASPE) A CF, em seu art. 144, apresenta o rol dos órgãos 
encarregados da segurança pública. Esse rol é taxativo para a União, para os estados e para 
o Distrito Federal. (Gabarito: CERTO) 
 
POLÍCIA FEDERAL 
§1º A POLÍCIA FEDERAL, instituída por lei como órgão permanente, organizado e mantido pela União e estruturado 
em carreira, destina-se a: 
I - apurar infrações penais contra a ordem política e social ou em detrimento de bens, serviços e interesses 
da União ou de suas entidades autárquicas e empresas públicas, assim como outras infrações cuja prática 
tenha repercussão interestadual ou internacional e exija repressão uniforme, segundo se dispuser em 
lei; 
II - prevenir e reprimir o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, o contrabando e o descaminho, 
sem prejuízo da ação fazendária e de outros órgãos públicos nas respectivas áreas de competência; 
III - exercer as funções de polícia marítima, aeroportuária e de fronteiras; 
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IV - exercer, com exclusividade, as funções de polícia judiciária da União. 
PONTOS DE PEGADINHA DE PROVA – sobre a PF a qual se destina a: 
a) instituída por LEI, é um órgão permanente e mantido pela UNIÃO; 
b) tem como finalidade apurar infrações penais contra a ordem política e social; bens, serviços e 
interesses da UNIÃO ou entidades autárquicas e empresas públicas. 
Bizu: não tem previsão expressa das sociedades de economia mista a qual, em regra, é 
julgada na justiça estadual, veja as súmulas do STJ e STF: 
Súmula 42 do STJ: Compete à Justiça Comum Estadual processar e julgar as causas cíveis 
em que é parte sociedade de economia mista e os crimes praticados em seu detrimento. 
Súmula nº 556 do STF: É competente a justiça comum para julgar as causas em que é 
parte sociedade de economia mista; 
c) atua na repercussão de infrações penais de viés INTERESTADUAL (envolva mais de um Estado 
da federação) ou INTERNACIONAL. A intenção é a repressão uniforme de crimes, por exemplo, o 
tráfico de drogas e organizações criminosas. 
d) impedir: 
contrabando = importação de mercadoria proibida; 
descaminho = mercadoria permitida, porém com importação fora dos trâmites legais; 
É por essa razão que existe grande efetivo da PF nas fronteiras. 
Bizu: não confundir a Polícia Federal com a Polícia Civil que também é judiciária naquelas 
situações residuais (que não forem de competência da União). 
Atenção: a Polícia Militar também pode exercer função de polícia judiciária militar no que 
tange aos crimes militares, porém isso está definido no Código de Processo Penal, 
principalmente em seu art. 7º. 
 
POLÍCIA RODOVIÁRIA FEDERAL 
§ 2º A POLÍCIA RODOVIÁRIA FEDERAL, órgão permanente, organizado e mantido pela União e estruturado em 
carreira, destina-se, na forma da lei, ao patrulhamento OSTENSIVO das RODOVIAS FEDERAIS. 
 
Atenção: o parágrafo 2º do art. 144 caiu no CFSd 2017 QPPM/2017 – Interior. 
POLÍCIA FERROVIÁRIA FEDERAL 
§ 3º A POLÍCIA FERROVIÁRIA FEDERAL, órgão permanente, organizado e mantido pela União e estruturado em 
carreira, destina-se, na forma da lei, ao patrulhamento ostensivo das ferrovias federais. 
 
POLÍCIA CIVIL 
§ 4º Às POLÍCIAS CIVIS, dirigidas por delegados de polícia de carreira, incumbem, ressalvada a competência da 
União, as funções de polícia JUDICIÁRIA e a apuração de infrações penais, EXCETO AS MILITARES - (bizu: 
caiu no CFSd/2019). 
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Bizu: quem apura as infrações penais militares é a própria Polícia Militar e Corpo de Bombeiros 
Militar as quais exercem, nesse caso, função de polícia judiciária militar. 
 
POLÍCIA MILITAR 
§ 5º Às POLÍCIAS MILITARES cabem a polícia OSTENSIVA E a preservação da ORDEM PÚBLICA; aos CORPOS 
DE BOMBEIROS MILITARES, além das atribuições definidas em lei, incumbe a execução de atividades de DEFESA 
CIVIL. 
 
Atenção: o parágrafo 5º do art. 144 caiu no CFSd 2017 QPPM/2017 – Interior e no CFSd 
2019. 
Bizu: 
Polícias Militares: polícia ostensiva + preservação da ordem pública (bizu: função preventiva). 
Corpos de Bombeiros Militares: execução de atividades de DEFESA CIVIL 
POLÍCIA PENAL 
§ 5º-A. Às POLÍCIAS PENAIS, vinculadas ao órgão administrador do sistema penal da unidade federativa a que 
pertencem, cabe a segurança dos estabelecimentos penais. 
§ 6º As POLÍCIAS MILITARES e os corpos de bombeiros militares, forças AUXILIARES e RESERVA do 
Exército subordinam-se, juntamente com as polícias civis e as polícias penais estaduais e distrital, aos 
GOVERNADORES dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios. 
 
Atenção: o parágrafo 6º do art. 144 caiu no CFSd 2022. 
Bizu: PM, BM, PC, PP se subordinam aos governadores dos Estados. Observe que o parágrafo 
acima traz, expressamente, que apenas a PM e BM são forças auxiliares e reserva do Exército (guarde 
esses dois adjetivos), porque algumas questões trocam essas terminologias. Noutro sentido, as 
forças armadas – marinha, exército e aeronáutica – estão sob a autoridade suprema do Presidente 
da República. 
§ 7º A LEI disciplinará a organização e o funcionamento dos órgãos responsáveis pela segurança pública, de maneira 
a garantir a eficiência de suas atividades. 
 
GUARDAS MUNICIPAIS 
§ 8º Os MUNICÍPIOS poderão constituir GUARDAS MUNICIPAIS destinadas à proteção de seus BENS, 
SERVIÇOS e INSTALAÇÕES, conforme dispuser a lei (bizu: não tem expresso o termo pessoas) - (bizu: caiu no 
CFSd/2019). 
 
Atenção: o parágrafo 8º do art. 144 caiu no CFSd 2019. 
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Bizu: cuidado! As guardas municipais, em regra, não se destinam à segurança de pessoas, mas 
limita-se a cuidar do patrimônio público, seus serviços e instalações. Portanto, há uma série 
de decisões dos tribunais que vedam a revista pessoalpelos guardas municipais. Por outro 
lado, isso não quer dizer que eles não possam prender em flagrante, afinal qualquer pessoa pode 
(flagrante facultativo) e as autoridades policiais devem (flagrante obrigatório). 
 
É constitucional a atribuição às guardas municipais do exercício do poder de polícia de 
trânsito, inclusive para a imposição de sanções administrativas legalmente previstas, por exemplo, 
aplicar as multas de trânsito. 
STF. Plenário. RE 658570/MG, rel. orig. Min. Marco Aurélio, red. p/ o acórdão Min. Roberto Barroso, 
julgado em 6/8/2015 (repercussão geral) (Info 793). 
§ 9º A remuneração dos servidores policiais integrantes dos órgãos relacionados neste artigo será fixada na 
forma do § 4º do art. 39. 
Art. 39, §4º O membro de Poder, o detentor de mandato eletivo, os Ministros de Estado e os 
Secretários Estaduais e Municipais serão remunerados exclusivamente por subsídio fixado em 
parcela única, vedado o acréscimo de qualquer gratificação, adicional, abono, prêmio, verba de 
representação ou outra espécie remuneratória, obedecido, em qualquer caso, o disposto no art. 37, 
X e XI. 
Bizu: caiu na prova da PMGO 2022, também, na PMMG. 
 
SEGURANÇA VIÁRIA 
§ 10. A SEGURANÇA VIÁRIA, exercida para a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do 
seu patrimônio nas vias públicas: 
I - compreende a educação, engenharia e fiscalização de TRÂNSITO, além de outras atividades previstas 
em lei, que assegurem ao cidadão o direito à mobilidade urbana eficiente; e 
II - compete, no âmbito dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, aos respectivos órgãos ou 
entidades executivos e seus agentes de trânsito, estruturados em Carreira, na forma da lei. 
Bizu: “segurança viária” é diferente “segurança pública”, logo suas atividades são distintas e 
não se confundem. A segurança viária, protagonizada pelos agentes de trânsito, consiste no exercício 
da “segurança viária”, que compreende a educação, engenharia e fiscalização de trânsito, além de 
outras atividades previstas em lei, que assegurem ao cidadão o direito à mobilidade urbana eficiente 
(art. 144, § 10, da CF/88). 
 
 
 
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