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1
{Direito Civil VII}
Família 
Professora: Roberta Manzano
Parentes em linha reta
Art. 1.591. São parentes em linha reta as pessoas que estão umas para com as outras na relação de ascendentes e descendentes.
Art. 1.594. Contam-se, na linha reta, os graus de parentesco pelo número de gerações, e, na colateral, também pelo número delas, 
subindo de um dos parentes até ao ascendente comum, e descendo até encontrar o outro parente.
Ascendentes: são as gerações da sua família que antecederam a sua chegada ao mundo. Exemplo: Pais, avós, bisavós, trisavós, 
etc...
Descendentes: por conseguinte, são as gerações que vêm após seu nascimento, e dependem de você para se nascerem. Exemplo: 
filhos, netos, bisnetos, trinetos, etc.
Obs.: Importante ressaltar que independente do grau de parentesco, quando este for em linha reta será considerado parente, ou seja, 
mesmo que o seu parentesco com seu octavô seja de 8º grau, ainda serão parentes. No parentesco em Linha Reta, há também a 
distinção da Linha Paterna, familiares com vínculo sanguíneo do pai, e da Linha Materna, familiares com vínculo sanguíneo da mãe.
Dhébora Freire Pereira da Silva
2
Parentes em linha colateral
Art. 1.592. São parentes em linha colateral ou transversal, até o quarto grau, as pessoas provenientes de um só tronco, sem 
descenderem uma da outra.
Diferente do em linha reta, o parente colateral não descende ou ascende da pessoa, mas ainda sim faz parte do mesmo tronco 
familiar. Na linha colateral, embora não descendendo um do outro, são descendentes de um tronco ancestral comum. Exemplo: o 
parentesco entre irmão, um não descende do outro, porém são descendentes do mesmo pai, por isso são "ligados" pelo parentesco 
colateral.
Obs.: Ressalta-se que na Linha Colateral, só é considerado parente aquele até o 4º grau, diferente da Linha Reta que segue 
infinitamente.
Art. 1.594. Contam-se, na linha reta, os graus de parentesco pelo número de gerações, e, na colateral, também pelo número delas, 
subindo de um dos parentes até ao ascendente comum, e descendo até encontrar o outro parente.
Parentesco por afinidade (Afins)
Art. 1.595. Cada cônjuge ou companheiro é aliado aos parentes do outro pelo vínculo da afinidade.
Aqui fica claro a premissa do parentesco por afinidade, é a ligação aos parentes do cônjuge (Casamento) ou do companheiro (União 
Estável).
§ 1o O parentesco por afinidade limita-se aos ascendentes, aos descendentes e aos irmãos do cônjuge ou companheiro.
Importante limitação do vínculo, estabelecendo que só se estende aos ascendentes e descendentes, ou seja, os parentes em linha 
reta e aos irmãos do cônjuge ou companheiro.
§ 2o Na linha reta, a afinidade não se extingue com a dissolução do casamento ou da união estável.
Dhébora Freire Pereira da Silva
3
1. Conceito de Família
Conceito antigo: Considera-se família o conjunto de pessoas que descendem de um tronco ancestral comum, ou seja, é o conjunto 
de pessoas ligadas pelo parentesco e pelos laços do casamento.
Conceito Contemporâneo: Família é a presença de um vínculo afetivo que une pessoas com identidades e projetos de vida em 
comum, gerando comprometimento mútuo.
Características que levaram a esse novo conceito:
a) O entendimento de que o casamento não é sinônimo de procriação;
b) o tabu da virgindade da mulher;
c) emancipação feminina e o advento da pílula anticoncepcional;
d) a procura da felicidade nos relacionamentos;
e) afastamento da religião “laicismo jurídico”;
f) quebra da figura do adultério;
g) lei Maria da Penha
2. Funções da Família
a) Função biológica
b) Função econômico – assistencial
c) Função econômico – educacional
d) Obrigação alimentar (Descendentes, ascendentes e parentes até o 2º grau)
e) Função afetiva
3. Características do Direito de Família 
a) Intransmissibilidade:Em regra não se transfere por ato jurídico, nem inter vivos, nem causa mortis. (Exceção: Adoção)
b) Irrenunciável: Ninguém pode despojar-se por vontade própria, 
c) Imprescritível: em decorrência de ser personalíssimo, não prescreve. Ex.: o direito de investigar a paternidade e pedir alimentos).
d) Oponível Erga Omnes: oponível contra todas as demais pessoas. Ex.: a pessoa casada é casada perante toda a sociedade.
Obs.: Todas essas características importam também em algumas exceções (ex.: adoção, prescrição dos alimentos, legitimidade para 
pleitear direitos de família etc.)
Dhébora Freire Pereira da Silva
4
4. Fontes do Direito de Família
— Pode surgir tanto do casamento quanto da união estável
— Parentesco
— Afetividade
Modalidades do parentesco: 
a) Natural: vínculo biológico
b) Civil: Por adoção
c) Afinidade (≠ de afetividade): é aquele parentesco que se constitui através do casamento ou união estável. É formado entre uma 
pessoa e os parentes do seu cônjuge ou companheiro (descendentes, ascendentes e colaterais de 2º grau). Esse parentesco em 
regra não é perpétuo, exceto com os colaterais em linha reta do cônjuge ou companheiro.
5. Família na Constituição Federal
Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros 
residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:
 I - homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, nos termos desta Constituição;
Art. 6º São direitos sociais a educação, a saúde, a alimentação, o trabalho, a moradia, o transporte, o lazer, a segurança, a 
previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados, na forma desta Constituição. 
Art. 226. A família, base da sociedade, tem especial proteção do Estado.
§ 1º O casamento é civil e gratuita a celebração.
§ 2º O casamento religioso tem efeito civil, nos termos da lei.
§ 3º Para efeito da proteção do Estado, é reconhecida a união estável entre o homem e a mulher como entidade familiar, devendo a 
lei facilitar sua conversão em casamento. 
§ 4º Entende-se, também, como entidade familiar a comunidade formada por qualquer dos pais e seus descendentes.
§ 5º Os direitos e deveres referentes à sociedade conjugal são exercidos igualmente pelo homem e pela mulher.
§ 6º O casamento civil pode ser dissolvido pelo divórcio, após prévia separação judicial por mais de um ano nos casos expressos em 
lei, ou comprovada separação de fato por mais de dois anos.
§ 6º O casamento civil pode ser dissolvido pelo divórcio. 
§ 7º Fundado nos princípios da dignidade da pessoa humana e da paternidade responsável, o planejamento familiar é livre decisão 
do casal, competindo ao Estado propiciar recursos educacionais e científicos para o exercício desse direito, vedada qualquer forma 
coercitiva por parte de instituições oficiais ou privadas. 
§ 8º O Estado assegurará a assistência à família na pessoa de cada um dos que a integram, criando mecanismos para coibir a 
violência no âmbito de suas relações.
Art. 227. É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança, ao adolescente e ao jovem, com absoluta prioridade, o 
direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à 
convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, 
crueldade e opressão. 
6. Princípios do Direito de Família
a) Princípio do respeito da dignidade humana
b) Princípio da liberdade de escolha para formação da família
c) Princípio da igualdade e respeito às diferenças (art. 5, CF)
d) Princípio da solidariedade familiar
e) Princípio da proteção integral às crianças, adolescentes e idosos
f) Princípio da paternidade responsável
g) Princípio da igualdade entre os cônjuges e entre os filhos
h) Princípio da afetividade
Dhébora Freire Pereira daSilva
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7. Casamento
I. Conceito: Instituto civil pelo meio do qual, atendida às solenidades legais (habilitação, celebração e registro), estabelece entre 
duas pessoas a comunhão plena de vida em família, com base na igualdade de direitos e deveres, vinculando os cônjuges 
mutuamente como consortes e companheiros entre si, responsáveis pelos encargos da família.
II. Capacidade para casar: 16 anos (idade núbil)
Obs.: O homem e a mulher que tenha entre 16 e 18 anos que queiram se casar necessitam de autorização de ambos os pais, ou de 
seus representantes legais, enquanto não atingida a maioridade civil. Caso haja divergência entre os pais, o juiz será uma espécie de 
árbitro para solucionar a questão.
IMPORTANTE: Atualmente pessoas menores de 16 anos NÃO podem se casar (Lei recente autorizada pelo Presidente Jair 
Bolsonaro). Antigamente era possível o casamento de pessoas menores de 16 anos para evitar imposição ou cumprimento de pena 
criminal ou em caso de gravidez.
III. Procedimentos: a) Habilitação (art. 1525):Trata-se da regularização dos nubentes. 
Art. 1.525. O requerimento de habilitação para o casamento será firmado por ambos os nubentes, de próprio punho, ou, a seu 
pedido, por procurador, e deve ser instruído com os seguintes documentos:
I- certidão de nascimento ou documento equivalente;
II – autorização por escrito das pessoas sob cuja dependência legal estiverem, ou ato judicial que a supra; (Não é mais necessário o 
ato judicial pois não existe mais essa possibilidade. O pródigo é considerado relativamente incapaz).
III – declaração de duas testemunhas maiores, parentes ou não, que atestem conhecê-los e afirmem não existir impedimento que os 
iniba de casar; (Para dar publicidade)
IV – declaração do estado civil, do domicílio e da residência atual dos contraentes e de seus pais, se forem conhecidos; (Se a pessoa 
for divorciada é necessário levar a carta averbada ou certidão de óbito, se for viúva),
V – certidão de óbito do cônjuge falecido, de sentença declaratória de nulidade ou de anulação de casamento, transitada em julgado, 
ou do registro da sentença de divórcio.
Fases do procedimento de habilitação: 1ª) Requerimento de habilitação → 2ª) Autuação → 3ª) Abrir vista para o tabelião, fazendo os 
proclamas ou não → 4ª) Tabelião certifica a regularidade da habilitação → 5ª) Remete ao MP; homologa → 6ª) Expedição pelo 
tabelião da certidão de habilitação para celebrar o casamento.
Obs.: A partir da emissão da certidão de habilitação os nubentes possuem o prazo de 90 para celebrarem o casamento. (Prazo 
decadencial). Da 1ª a 6 ª etapa leva-se em média 2 meses.
b) Celebração
c) Registro
d) *consumação* (corrente de alguns autores)
Obs.: A partir da emissão da certidão de habilitação os nubentes possuem o prazo de 90 para celebrarem o casamento. 
Ação de posse do estado de casado: Em regra, ninguém pode alegar estado de casado sem essa prova. Entretanto, o registro não é 
essencial, pois mesmo em sua ausência, o casamento pode ser provado pelos meios de provas admitidas em direito para justificar a 
perda ou a falta do documento (art. 1.543, parágrafo único).Na ausência do registro, a ação de posse de estado de casado é a 
melhor prova do casamento (≠ da ação de reconhecimento de união estável, apesar de apresentar provas semelhantes).
Dhébora Freire Pereira da Silva
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Ausente: Quando um cônjuge desaparece e dele não se tem mais notícias por muitos anos, surge para o outro cônjuge o direito de 
entrar com o processo de ausência. Para isso será nomeado um curador que ficará responsável pelos bens (1ª fase); abertura de 
sucessão provisória (2ª fase); abertura de sucessão definitiva (3ª fase); sentença
1ª fase → 1 a 3 anos → 2ª fase → 10 anos → 3ª fase → 10 anos
Obs.: Na 3ª fase o cônjuge pode ser habilitado para casamento (não pode união estável)
Morte presumida: Quando uma pessoa desaparece e dela não se tem mais notícias por muitos anos, e não se sabe se está viva ou 
morta, é possível fazer o pedido de reconhecimento de morte presumida. A sentença produz certidão de óbito, transformando a morte 
presumida em morte real.
Art 7, CC. Pode ser declarada a morte presumida sem decretação de ausência: 
I - se for extremamente provável a morte de quem estava em perigo de vida;
II - se alguém, desaparecido em campanha ou feito prisioneiro, não for encontrado até dois anos após o término da guerra. 
Parágrafo único: A declaração da morte presumida, nesses casos, somente poderá ser requerida depois de esgotadas as buscas e 
averiguações, devendo a sentença fixar a data provável do falecimento.
IV. Causas impeditivas de matrimônio: O casamento será nulo, portanto não produzirá efeitos
Art. 1.521. Não podem casar:
I - os ascendentes com os descendentes, seja o parentesco natural ou civil;
II - os afins em linha reta;
III - o adotante com quem foi cônjuge do adotado e o adotado com quem o foi do adotante;
IV - os irmãos, unilaterais (irmão por parte de pai ou de mãe)ou bilaterais (irmão por parte do mesmo pai e mãe), e demais colaterais, 
até o terceiro grau inclusive; (Decreto 3.200, de 1941 refere à possibilidade de casamento entre colaterais de 3º grau mediante 
exame, que deve ser realizado antes do pedido de habilitação, atestando a incompatibilidade sanguínea para que não se tenha 
descendentes com deficiência).
V - o adotado com o filho do adotante;
VI - as pessoas casadas;
VII - o cônjuge sobrevivente com o condenado por homicídio ou tentativa de homicídio contra o seu consorte.
Art. 1.522. Os impedimentos podem ser opostos, até o momento da celebração do casamento, por qualquer pessoa capaz.
Parágrafo único. Se o juiz, ou o oficial de registro, tiver conhecimento da existência de algum impedimento, será obrigado a declará-
lo.
V. Suspensão do casamento: Suspende-se o casamento até que se resolva o óbice. Caso sejam conhecidas as causas ou 
suscitadas depois de celebrado o casamento, a única consequência será a imposição do regime de separação de bens (art.1641)
Art. 1.523. Não devem casar:
I - o viúvo ou a viúva que tiver filho do cônjuge falecido, enquanto não fizer inventário dos bens do casal e der partilha aos herdeiros;
II - a viúva, ou a mulher cujo casamento se desfez por ser nulo ou ter sido anulado, até dez meses depois do começo da viuvez, ou 
da dissolução da sociedade conjugal;
III - o divorciado, enquanto não houver sido homologada ou decidida a partilha dos bens do casal;
IV - o tutor ou o curador e os seus descendentes, ascendentes, irmãos, cunhados ou sobrinhos, com a pessoa tutelada ou 
curatelada, enquanto não cessar a tutela ou curatela, e não estiverem saldadas as respectivas contas.
Parágrafo único. É permitido aos nubentes solicitar ao juiz que não lhes sejam aplicadas as causas suspensivas previstas nos incisos 
I, III e IV deste artigo, provando-se a inexistência de prejuízo, respectivamente, para o herdeiro, para o ex-cônjuge e para a pessoa 
tutelada ou curatelada; no caso do inciso II, a nubente deverá provar nascimento de filho, ou inexistência de gravidez, na fluência do 
prazo.
Dhébora Freire Pereira da Silva
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Art. 1.641. É obrigatório o regime da separação de bens no casamento:
I - das pessoas que o contraírem com inobservância das causas suspensivas da celebração do casamento;
II - da pessoa maior de sessenta anos;
(Revogado)
II – da pessoa maior de 70 (setenta) anos; (Redação dada pela Lei nº 12.344, de 2010)
III - de todos os que dependerem, para casar, de suprimento judicial.
Dhébora Freire Pereira da Silva

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