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<p>Que forças atuam na carga durante o transporte</p><p>A amarração da carga deve ser feita</p><p>para as condições normais de viagem.</p><p>Porém a condição normal de viagem não</p><p>deve ser entendida como tranqüila e</p><p>com direção controlada com a distância</p><p>e velocidades adequadas.</p><p>Amarração da carga deve ser feita para</p><p>“viagem normal”, e isto também inclui</p><p>frenagens bruscas, mudanças</p><p>repentinas de direção e más condições</p><p>de conservação das estradas, ruas e</p><p>avenidas.</p><p>Considerando que a amarração da carga</p><p>deve ser efetuada de acordo com estas</p><p>considerações, todas as medições e</p><p>cuidados devem ser verificados, pois</p><p>ninguém sabe ou imagina o que pode</p><p>ocorrer durante o transporte, mesmo</p><p>em pequenas e curtas distâncias.</p><p>As seguintes forças podem ocorrer em viagens normais e corriqueiras:</p><p>Na direção do deslocamento 0,8 G corresponde à 80% do peso da carga (c = 0,8)</p><p>Nas laterais (máximo) 0,5 G corresponde à 50% do peso da carga (c = 0,5)</p><p>Para trás (máximo) 0,5 G corresponde à 50% do peso da carga (c = 0,5)</p><p>O peso (P)</p><p>O peso é a força pela qual um corpo é</p><p>atraído pela Terra verticalmente ao</p><p>solo.</p><p>Ela é calculada multiplicando-se o valor</p><p>da massa em kg pelo valor da</p><p>aceleração da gravidade (g = 9,81</p><p>m/s²) P = m x g</p><p>A força de massa (F)</p><p>A força de massa, também chamada</p><p>de inércia ou força centrífuga é a força</p><p>que neutraliza a mudança de estado</p><p>de movimento.</p><p>Ela é calculada multiplicando-se o valor</p><p>da massa pelo valor da aceleração. F =</p><p>m x a</p><p>Obs.: Durante o cálculo relativo à</p><p>segurança da carga, a força de inércia</p><p>é geralmente representada pelo</p><p>conceito de força de massa, sendo</p><p>utilizado o fator de aceleração</p><p>correspondendo ao peso, por exemplo,</p><p>0,5 P</p><p>A força de atrito (Fat)</p><p>A força de atrito tem um papel</p><p>primordial na fixação da carga. Atua</p><p>entre a carga e a superfície de</p><p>carregamento, impedindo o</p><p>movimento. É feita a diferenciação</p><p>entre atrito estático – com o</p><p>coeficiente de atrito estático</p><p>(µestático) com o coeficiente de atrito</p><p>cinético (µ).</p><p>O atrito estático ocorre, por exemplo,</p><p>quando a carga deve ser deslocada em</p><p>relação à superfície de carregamento.</p><p>O atrito cinético se apresenta quando</p><p>já existe um movimento, por exemplo,</p><p>entre a carga e a superfície de</p><p>carregamento. Esta última é menor</p><p>que o atrito estático.</p><p>Durante o cálculo da segurança da carga, é considerado apenas o atrito cinético. A dimensão da</p><p>força de atrito dependerá do Peso “P” da carga e do coeficiente de atrito cinético (µ).</p><p>Ela é calculada multiplicando-se o valor do coeficiente de atrito pelo valor do peso. Fat = µ x P</p><p>Para melhor compreendermos, se o coeficiente de atrito entre a carga e o assoalho é µ=0,2 e a</p><p>carga possui um peso de 1.000 daN (= 1.000 kg), ela é "presa" pela força de atrito somente em</p><p>0,2 x 1.000 daN = 200 daN (=200 kg) e uma força de 800 daN deverá ser aplicada para amarrar à</p><p>carga com segurança ao veículo de transporte.</p><p>Se o coeficiente de atrito entre a carga e o assoalho é µ=0,6 (por exemplo quando utilizando uma</p><p>manta anti-deslizante) a mesma carga é "presa" com 0,6 x 1.000 daN = 600 daN, e agora somente</p><p>uma força de 400 daN deverá ser aplicada para amarrar à carga com segurança ao veículo de</p><p>transporte.</p><p>Concluímos que, com a utilização de mantas anti-deslizantes, teremos uma redução de até 50% de</p><p>cintas de amarração (com amarração por atrito) ou amarrações de menores dimensões (com</p><p>amarração diagonal).</p><p>Amarração por Atrito</p><p>A utilização da</p><p>amarração por atrito,</p><p>um método associado à</p><p>força, está amplamente</p><p>disseminada, visto que</p><p>é facilmente vista nas</p><p>rodovias brasileiras,</p><p>porém sem o respaldo</p><p>técnico necessário para</p><p>garantir a estabilidade e</p><p>imobilidade da carga</p><p>durante o transporte.</p><p>A amarração por atrito</p><p>(ou para baixo),</p><p>realmente se realiza</p><p>através do uso de cintas</p><p>de amarração que são</p><p>tensionadas sobre a</p><p>carga.</p><p>Através da força de</p><p>pré-tensionamento, as</p><p>cintas de amarração</p><p>atuam verticalmente em</p><p>relação à carga e a</p><p>superfície de</p><p>carregamento,</p><p>produzindo força de</p><p>compressão e aumento</p><p>do atrito, de modo que</p><p>as forças atuantes</p><p>durante o transporte</p><p>não consigam mover a</p><p>carga.</p><p>A força de pré-tensionamento aplicada deverá</p><p>ser mensurada através de um dispositivo</p><p>medidor de tensão, uma vez que a norma EN</p><p>12.195-2 recomenda um máximo de 50% da</p><p>força de tração admissível (LC) na forma de força</p><p>de pré-tensionamento.</p><p>(Por exemplo, para um conjunto de capacidade</p><p>2.500 daN, a força máxima de</p><p>pré-tensionamento não poderá exceder 1.250</p><p>daN).</p><p>Outro ponto importante é que a norma EN</p><p>12.195-2 especifica que os conjuntos de</p><p>amarração utilizados neste tipo de amarração</p><p>sejam identificados em suas etiquetas com seu</p><p>STF (Força de Tensão Padrão), que é o valor do</p><p>pré-tensionamento atingido na cinta de</p><p>amarração com uma força manual na alavanca</p><p>da catraca SHF (Força de Tensão manual) de 50</p><p>daN = 50 kgf.</p><p>Detalhe de etiqueta de identificação do conjunto de amarração</p><p>O cálculo da força de tensionamento Fv se realiza por meio da fórmula simplificada, quando o ângulo</p><p>de inclinação α varia de 90º à 83º:</p><p>Onde,</p><p>Fv = Força de Pré-Tensão</p><p>c = Coeficiente de aceleração: para frente 0,8, para os lados 0,5 e para trás 0,5</p><p>μ = coeficiente de atrito cinético</p><p>P = Peso da carga</p><p>K = coeficiente:</p><p>- 1.5 sem deslizadores de canto</p><p>- 2.0 com deslizadores de canto.</p><p>O ângulo de inclinação α</p><p>Uma eficiente força de pré-tensão na amarração por atrito depende, dentre outros fatores, do ângulo α da</p><p>cinta de amarração.</p><p>Ilustração do ângulo α Faixas de atuação – Ângulo α</p><p>Com um ângulo de amarração α variando entre 90º à 83º, uma ótima força de</p><p>pré-tensão nas cintas é obtida.</p><p>Um ângulo de amarração α inferior à 83º deve ser considerado para cálculo das</p><p>tensões;</p><p>Um ângulo de amarração α inferior à 30º não deve ser utilizado em amarração por</p><p>atrito.</p><p>Obs.: Para um ângulo de amarração de 90º, a força de pré-tensionamento possui 100% de eficiência. Para</p><p>um ângulo de amarração de 30º, a força de pré-tensionamento possui somente 50% de eficiência.</p><p>Caso tenhamos deslizadores de cantos, podemos assumir que a tensão aplicada no lado da catraca</p><p>também será conseguida do outro lado e, desta forma conseguiremos duas vezes o valor da pré-tensão da</p><p>catraca que estamos utilizando. (k=2)</p><p>Caso não tenhamos deslizadores de cantos, a tensão aplicada no lado oposto da catraca será de 50% do</p><p>valor obtido no lado em que está a catraca. ( k=1,5).</p><p>Amarração Direta</p><p>A Amarração Direta consiste em fixar a carga diretamente ao veículo de transporte.</p><p>Um dos tipos é a Amarração Diagonal:</p><p>Conexão direta ao veículo assim como na carga por meio de Amarração Diagonal:</p><p>Neste tipo de amarração, podemos</p><p>reduzir a quantidade de amarrações de</p><p>8 para 4, devido à adição do ângulo</p><p>longitudinal β e do ângulo transversal</p><p>α, ao ângulo vertical.</p><p>Com a ajuda da Amarração Diagonal, é</p><p>possível fixar a maioria das cargas</p><p>pesadas. Com este método, os pontos</p><p>de amarração são posicionados na</p><p>superfície do assoalho do caminhão e na</p><p>própria carga. Os conjuntos de</p><p>amarração (cintas, cabos de aço ou</p><p>correntes) ficam conectados entre esses</p><p>pontos de amarração e, em contraste</p><p>com a Amarração por Atrito, são</p><p>levemente tensionados e esticados por</p><p>meio do aperto manual.</p><p>Neste caso, o fato de uma carga ficar</p><p>fixada de forma suficiente dependerá,</p><p>em sua maioria, da capacidade de carga</p><p>(LC) dos conjuntos de amarração</p><p>utilizados.</p><p>As forças de fixação exigidas resultam</p><p>do escorregamento da carga durante a</p><p>viagem. Uma vez que a amarração</p><p>absorve diretamente as forças</p><p>produzidas pelos movimentos do veículo</p><p>(acelerações, desacelerações e forças</p><p>centrífugas), usa-se como base de</p><p>cálculo a tensão permitida dos</p><p>equipamentos utilizados (cintas, cabos</p><p>de aço ou correntes).</p><p>O cálculo da capacidade de carga LC de cada um dos quatro equipamentos à serem utilizados, se realiza</p><p>por meio da fórmula</p><p>simplificada (retirada da EN 12.195-2):</p><p>Podemos verificar que, na Amarração Diagonal,</p><p>teremos dois ângulos, α e β.</p><p>O ângulo α é medido entre o equipamento de</p><p>amarração e a superfície de carregamento.</p><p>O ângulo β é medido entre o equipamento de</p><p>amarração e o eixo longitudinal da superfície de</p><p>carregamento.</p><p>Uma vez conhecendo-se estes ângulos, temos</p><p>que retirar das tabelas as relações</p><p>trigonométricas dos mesmos, que no caso do</p><p>ângulo α será o seno e o cosseno e no caso do</p><p>ângulo β apenas o cosseno.</p><p>Para obtermos os maiores níveis de segurança e as menores</p><p>capacidades de carga dos conjuntos de amarração, o ângulo α deverá</p><p>permanecer no intervalo de 20º a 65º e o ângulo β deverá</p><p>permanecer no intervalo de 6º a 55º.</p><p>Outro tipo é a Amarração Inclinada:</p><p>Conexão direta ao veículo assim como na carga por meio de Amarração Inclinada (longitudinal e/ou transversal):</p><p>Neste tipo de amarração, como podemos ver na ilustração acima, a possibilidade de deslocamento da carga é bloqueada</p><p>no sentido longitudinal ou transversal.</p><p>Analisando o bloqueio no sentido longitudinal, existe a possibilidade da carga mover-se em curvas no sentido transversal</p><p>e vice-versa.</p><p>Desta forma, a Amarração Inclinada é totalmente eficaz quando utilizamos 8 conjuntos de amarração, sendo 4 no</p><p>longitudinal e 4 no transversal, o que em muitas situações é considerado trabalhoso e de alto custo.</p><p>A estabilidade da carga</p><p>De acordo com a norma EN 12.195-1 e a norma alemã</p><p>VDI 2700, a carga deve ser amarrada contra a</p><p>possibilidade de tombamento lateral.</p><p>Sabemos que no transporte rodoviário a força de</p><p>massa Fg lateral é de 0,5, ou seja, 50% do peso da</p><p>carga tende à se deslocar nas curvas e movimentos do</p><p>caminhão.</p><p>Ao calcular a estabilidade lateral, uma fator de perda</p><p>de 0,2 deve ser adicionado.</p><p>Isto significa que a carga que não é estável para os</p><p>lados deverá ser segura por 0,7 Fg (0,5 + 0,2), o que</p><p>equivale a 70% do seu peso contra tombamento.</p><p>Uma carga é estável se a distância do centro de</p><p>gravidade até a extremidade de tombamento (Bs)</p><p>dividida pela altura do centro de gravidade (Hs) é</p><p>maior que o coeficiente de aceleração (c) ao qual a</p><p>carga deve ser amarrada em sentido contrário.</p><p>A carga é estável se:</p><p>Para frente: Bs dividido por Hs = maior que 0,8</p><p>Para os lados: Bs dividido por Hs = maior que 0,7</p><p>Para trás: Bs dividido por Hs = maior que 0,5</p><p>A amarração de cargas instáveis deve ser feita levando em consideração:</p><p>Amarração contra deslizamento;</p><p>Amarração contra tombamento;</p><p>Se a carga é segura através da amarração por atrito, as cintas utilizadas deverão ao mesmo tempo</p><p>cumprir os dois passos acima.</p><p>Cintas de</p><p>amarraçã</p><p>o</p><p>Uma cinta de amarração com catraca é um dispositivo composto por fita plana de material sintético de alta tenacidade</p><p>com catraca, com ou sem acessórios.</p><p>A cinta deve ser produzida com fita tecida totalmente de fios industriais garantidos pelo fabricante do fio, como sendo</p><p>estáveis à luz e ao calor, com tenacidade não abaixo de 60 cN/tex, de um dos seguintes materiais:</p><p>poliamida (PA), multifilamento de alta tenacidade;</p><p>poliéster (PES), multifilamento de alta tenacidade;</p><p>polipropileno (PP), multifilamento de alta tenacidade</p><p>As faixas de temperatura para utilizações permitidas são:</p><p>-40°C a +80°C para polipropileno (PP)</p><p>-40°C a +100°C para poliamida (PA)</p><p>-40°C a +100°C para poliéster (PES)</p><p>Os conjuntos de amarração podem ser compostos por uma ou duas partes.</p><p>Conjunto de amarração de uma parte</p><p>Para o sistema composto por uma parte, uma das extremidades da cinta é costurada diretamente na catraca e a outra</p><p>extremidade é livre para entrar no tambor ranhurado da catraca.</p><p>Deve-se informar a largura da cinta e a capacidade de carga do sistema, considerando que o fator de segurança é de</p><p>2:1 e jamais deveremos trabalhar com a carga de ruptura.</p><p>Conjunto de amarração de duas partes</p><p>Para o sistema composto de duas partes, a parte curta é costurada diretamente na catraca sendo uma das extremidades</p><p>equipada com um terminal metálico (gancho).</p><p>A parte longa possui uma extremidade livre para entrar no tambor ranhurado da catraca e a outra com outro terminal</p><p>metálico (gancho).</p><p>Deve-se informar a largura da cinta e a capacidade de carga do sistema. Porém, estas possuem capacidade definida pela</p><p>norma EN 12.195-2, conforme a tabela abaixo:</p><p>25mm – Capacidade 250 kgf Direto – 500 kgf em cesto (U invertido);</p><p>35mm – Capacidade 1.000 kgf Direto – 2.000 kgf em cesto (U</p><p>invertido);</p><p>50mm – Capacidade 2.000 kg Direto – 4.000 kgf em cesto (U</p><p>invertido);</p><p>50mm – Capacidade 2.500 kgf Direto – 5.000 kgf em cesto (U</p><p>invertido);</p><p>75mm – Capacidade 5.000 kgf Direto – 10.000 kgf em cesto (U</p><p>invertido);</p><p>100 mm - Capacidade 5.000 kgf Direto – 10.000 kgf em cesto (U</p><p>invertido);</p><p>No Brasil, os conjuntos de amarração são fabricados em Poliéster (PES) e Polipropileno (PP) e é de extrema importância</p><p>saber distinguir estes materiais.</p><p>Menor custo</p><p>Em linhas gerais, o polipropileno (PP) apresenta menor resistência e maior alongamento que o poliéster (PES). Também</p><p>apresenta menor custo e em geral o comprador não conhece o produto e tampouco sabe distinguí-lo.</p><p>Na amarração por atrito, é de vital importância que a cinta de amarração apresente o menor alongamento possível, pois</p><p>isto significa que a força transferida para a carga passa a ser menor, fato que condena todo o estudo e cálculo das</p><p>tensões realizado e, na prática, a carga permanece solta e sujeita à deslocamento nas frenagens.</p><p>O alongamento máximo das cintas não deve ultrapassar 7% do comprimento original quando tracionado à capacidade de</p><p>carga nominal (LCT).</p><p>Identificação dos conjuntos de amarração</p><p>Cada unidade ou sub-unidade do conjunto de amarração, se desmontável, deve ser identificada sobre um rótulo com as</p><p>seguintes informações:</p><p>Capacidade da amarração (LCT)</p><p>Comprimentos em metros;</p><p>Força manual normal SHF</p><p>Força de tensão padrão STF (daN), que foi testada e aprovada para a catraca quando usada para amarração por</p><p>atrito;</p><p>Aviso: "Proibido para levantamento de cargas";</p><p>Matéria prima da cinta (símbolo);</p><p>Fabricante ou fornecedor;</p><p>Código de registro de fabricação;</p><p>Número e item da norma ABNT ou EN 12.195-2;</p><p>Mês e ano de fabricação;</p><p>Alongamento da cinta total em %;</p><p>Fator de segurança 2:1</p><p>Capacidade dos equipamentos de amarração (LCT)</p><p>A capacidade de carga das cintas de amarração são impressas na etiqueta com o símbolo LCT = Limite de Carga de</p><p>Trabalho. Ela é indicada em daN (decaNewton – 1 daN = 1 kgf) e este valor é definido para tração direta. Se a</p><p>amarração é utilizada ao redor da carga, formando um loop, este valor é duplicado.</p><p>A capacidade de carga das cintas de amarração nunca deve ser excedida. Por razões de segurança, a carga mínima de</p><p>ruptura é o dobro da capacidade da amarração (LCT). A capacidade de carga do sistema (LC) não deve ser confundida</p><p>com a força de pré-tensionamento da catraca (Stf).</p><p>Força de Tensão Manual (Shf)</p><p>A força que é aplicada à alavanca da catraca por meio do punho do operador. Por razões ergonômicas, esta força foi</p><p>fixada em 50 daN = 50 kgf.</p><p>Força de Pré-Tensionamento (Stf)</p><p>A força que é produzida pela força manual aplicada na catraca e que efetivamente é transferida para a cinta de</p><p>amarração.</p><p>Manuseio de cintas de amarração</p><p>Utilize somente cintas sem danificações;</p><p>Não exceda à capacidade de carga do sistema;</p><p>Não aplique nós às cintas de amarração;</p><p>Não utilize cintas de amarração em aplicações de elevação de cargas;</p><p>A etiqueta de identificação sempre deverá estar presente e legível.</p><p>Elementos de Tensão (Catracas)</p><p>Um elemento de tensão é um dispositivo mecânico que permite</p><p>transferir tensão à cinta de amarração.</p><p>Vale salientar que no mercado brasileiro encontramos os mais</p><p>diversos tipos de catracas.</p><p>Caso encontre desgaste prematuro das engrenagens sob condições</p><p>normais de</p><p>utilização (sem sobrecarga), amassamentos e torções</p><p>na alavanca, certamente adquiriu produto de custo reduzido e que</p><p>não é testado de acordo com a norma EN 12.195-2.</p><p>Catracas com haste curta</p><p>A catraca com haste curta é também chamada de catraca padrão (conforme a norma EN 12.195-2) .</p><p>A força de pré-tensionamento de uma catraca padrão será identificada na etiqueta como Stf e seu valor varia de 250 à</p><p>350 daN em tração direta para uma força de 50 daN (= 50 kgf) na alavanca. Valores maiores podem ser atingidos,</p><p>porém medidos com o auxilio de um dispositivo indicador de tensão.</p><p>A alavanca da catraca padrão deve ser empurrada para cima para aplicar tensão à cinta.</p><p>Catraca com haste longa</p><p>A catraca com haste longa é também chamada de catraca prolongada de alta pré-tensão e em geral são ergonômicas.</p><p>A força de pré-tensionamento de uma catraca prolongada será identificada na etiqueta como Stf e seu valor varia de 375</p><p>à 1.000 daN em tração direta.Valores maiores podem ser atingidos, porém medidos com o auxilio de um dispositivo</p><p>indicador de tensão.</p><p>A alavanca da catraca padrão deve ser empurrada para baixo para aplicar tensão à cinta.</p><p>Obs.: Conectar barras com o intuito de prolongar a alavanca da catraca além de perigoso é proibido, pois as catracas</p><p>podem ser sobrecarregadas, danificadas e sérios acidentes podem lesionar o usuário.</p><p>Catraca de grande capacidade de carga</p><p>As catracas de grande capacidade são dimensionadas para receber cintas de largura 75mm e 100mm e são mais largas</p><p>que as cintas convencionais que possuem 50mm de largura. Estes sistemas foram projetados para amarração diagonal e</p><p>não para amarração por atrito. Desta forma, a força de pré-tensão das catracas de grande capacidade são similares às</p><p>forças de pré-tensão das catracas com hastes prolongadas, cerca de 600 à 750 daN.</p><p>Catraca tipo guincho (fixa)</p><p>As catracas tipo guincho são fixas no veículo e possuem operação mecânica. As forças de pré-tensão das catracas desse</p><p>tipo podem variar em uma grande faixa de valores e informações devem ser fornecidas pelos fabricantes.</p><p>Dispositivos de medição das forças de pré-tensão</p><p>Existem diferentes tipos de dispositivos de medição capazes de determinar de forma rápida e precisa a pré-tensão das</p><p>cintas de amarração, os quais serão abordados em item específico.</p><p>Elementos de conexão (ganchos)</p><p>Elementos de conexão são os dispositivos utilizados para conectar as cintas de amarração aos pontos de amarração nos</p><p>veículos de transporte e/ou ao ponto de amarração na carga.</p><p>Devem possuir capacidade de carga correspondente à das cintas e atender ao mesmo fator de segurança. Os elementos</p><p>de conexão não devem ser carregados em qualquer parte da carroceria e devem ser conectados nos pontos de</p><p>amarração de dentro para fora.</p><p>Travas de segurança</p><p>Os elementos de conexão podem ser fabricados na forma de garra, tipo jota, tipo delta, entre outros. Alguns destes</p><p>ganchos são equipados com travas de segurança.</p><p>Deve-se exigir dos fabricantes que estes ganchos atendam à norma e à capacidade de carga e ruptura do conjunto de</p><p>amarração, ou seja, caso o conjunto de amarração tenha capacidade de carga direta de 2.500kg, os ganchos devem</p><p>atendem a esta capacidade e possuir carga mínima de ruptura duas vezes a este valor. (fator de segurança 2:1).</p><p>Os elementos de conexão nunca devem ser utilizados como nas fotos abaixo:</p><p>Nota: se os elementos de fixação são conectados erroneamente, eles podem quebrar.</p><p>Não devem ser conectados de qualquer forma e em qualquer parte da carroceria.</p><p>Cabos de</p><p>aço -</p><p>Amarraçã</p><p>o de</p><p>cargas</p><p>A correta especificação de cabos de aço é de vital importância, pois, seu bom desempenho</p><p>na amarração de cargas será definido a partir da especificação.</p><p>Atualmente no Brasil, a norma técnica com os requisitos mínimos para a fabricação é a ISO</p><p>2408. Para amarração de cargas, indicamos à norma EN 12.195-4 como referência com as</p><p>devidas adequações de resistência e fatores de segurança.</p><p>Destacamos que os cabos podem ser utilizados tanto para amarração direta quanto para a</p><p>amarração diagonal. Segundo a norma EN 12.195-4, o fator de segurança dos cabos de</p><p>aço é de 3:1 sendo a classe dos cabos de aço a serem utilizados 6x19 ou 6x36 com alma</p><p>de fibra ou alma de aço.</p><p>Abaixo seguem os itens que deverão ser considerados durante a especificação do cabo de</p><p>aço:</p><p>Diâmetro nominal;</p><p>Classe (6x19 ou 6x36);</p><p>Tipo de alma (aço ou fibra);</p><p>Torção regular;</p><p>Acabamento (polido ou galvanizado)</p><p>Para utilização onde o produto fica sujeito à intempéries, recomenda-se a utilização dos</p><p>cabos galvanizados, uma vez que a corrosão interna é um alto fator de risco para a</p><p>amarração de cargas.</p><p>Na tabela de capacidades apresentada abaixo, é considerada eficiência de 90% na carga de</p><p>ruptura em função do tipo de acabamento da extremidade (trançado flamengo com</p><p>presilha de aço).</p><p>diâmetro capacidade de carga (LC)</p><p>kgf diâmetro capacidade de carga</p><p>(LC) kgf</p><p>1/8" 219 7/8" 9630</p><p>3/16" 480 1" 12510</p><p>1/4" 870 1.1/8" 15720</p><p>5/16" 1350 1.1/4" 19350</p><p>3/8" 1920 1.3/8" 23280</p><p>7/16" 2580 1.1/2" 27480</p><p>1/2" 3210 1.5/8" 32100</p><p>9/16" 4050 1.3/4" 37200</p><p>5/8" 4980 1.7/8" 42600</p><p>3/4" 7140 2" 48000</p><p>Conforme EN 12.195-4 6x19/6x36 AF EIPS</p><p>Fator de Segurança 3:1 Eficiência 90%</p><p>Enrolamento do cabo de aço em tambores e catracas fixas</p><p>Quando da instalação de um cabo</p><p>novo no tambor ou catraca fixa, é</p><p>importante que a primeira camada de</p><p>cabo de aço enrolada esteja firme e</p><p>corretamente posicionada.</p><p>Se a primeira camada possuir</p><p>espaçamentos o tramo superior</p><p>poderá se encaixar entre os mesmos</p><p>fazendo com que o cabo sofra sérios</p><p>danos ou mesmo promover alívio de</p><p>tensão repentina durante o</p><p>desenrolamento.</p><p>Caso seja enrolado exercendo esforço</p><p>ou interferência no tramo vizinho, fará</p><p>com que os arames sejam esmagados</p><p>comprometendo a capacidade de</p><p>carga do cabo, assim como a</p><p>segurança da amarração.</p><p>Utilização indevida de cabos de aço em</p><p>catraca fixa</p><p>Posição Correta Espaçamento</p><p>Lubrificação</p><p>A lubrificação de cabos de aço é importante não só para sua proteção contra a corrosão,</p><p>mas também para a redução do desgaste interno gerado pelo atrito proveniente do</p><p>movimento relativo das pernas, arames e do cabo de aço contra partes do equipamento.</p><p>A lubrificação aplicada durante a fabricação do cabo, é adequada para o período de</p><p>armazenamento e o início das operações. Para uma boa conservação e desempenho do</p><p>cabo, recomenda-se sua lubrificação periódica.</p><p>A periodicidade da relubrificação, deve ser definida por pessoa qualificada e medida</p><p>através das condições de lubrificante remanescente no cabo.</p><p>Correntes</p><p>para</p><p>amarração</p><p>As correntes de</p><p>amarração são</p><p>feitas de aço e</p><p>possuem um</p><p>tensionador de</p><p>alavanca ou uma</p><p>catraca</p><p>tensionadora.</p><p>A norma técnica</p><p>mais atualizada e</p><p>utilizada como</p><p>base é a EN</p><p>12.195-3 e os</p><p>dispositivos</p><p>devem ser</p><p>fornecidos com</p><p>certificado de</p><p>garantia.</p><p>A produção de</p><p>correntes para</p><p>amarração</p><p>necessita de aço</p><p>com pelo menos</p><p>qualidade 8</p><p>(Grau 80).</p><p>A cor das</p><p>correntes</p><p>diferem-se entre</p><p>si e podem ser</p><p>escolhidas</p><p>livremente pelos</p><p>fabricantes.</p><p>A capacidade de carga de uma corrente de amarração</p><p>é identificada em plaqueta de aço com a sigla LC –</p><p>Capacidade de Carga.</p><p>Ela é indicada em daN (decaNewton – 1 daN = 1 kgf)</p><p>e este valor é definido para tração direta. Se a</p><p>amarração é utilizada ao redor da carga, formando um</p><p>loop, este valor é duplicado.</p><p>Diâmetro nominal da Corrente LC em daN – Grau 8 LC em daN – Grau 10</p><p>6 mm 2.200 daN 3.000 daN</p><p>8 mm 4.000 daN 5.000 daN</p><p>10 mm 6.300 daN 8.000 daN</p><p>12 mm 10.000 daN 13.000 daN</p><p>16 mm 16.000 daN 20.000 daN</p><p>Fonte: EN 12.195-3 para sistemas de amarração de cargas de correntes grau 8</p><p>Combinações</p><p>Devido a diferentes reações e variações de comprimento quando sob carga, a combinação de diferentes</p><p>sistemas de amarração</p><p>tais como cabos de aço, cintas sintéticas e correntes não é permitida para amarrar</p><p>a mesma carga e na mesma direção.</p><p>Também não é permitida a combinação de partes e elementos de correntes de diferentes qualidades (ex.</p><p>Grau 80 com Grau 100).</p><p>Identificação dos dispositivos de amarração de correntes</p><p>Correntes de amarração devem possuir plaqueta de identificação metálica permanente e com as</p><p>seguintes informações:</p><p>Capacidade de carga em kiloNewtons;</p><p>Força de tensão padrão Stf em (decaNewtons) para qual o equipamento é designado;</p><p>Para os tensionadores, especificação da máxima força de tensão manual para atingir o</p><p>WLL;</p><p>Tipo de amarração;</p><p>Aviso: Utilizar somente em amarração!;</p><p>Nome ou símbolo do fabricante ou fornecedor;</p><p>Código de rastreabilidade;</p><p>Número e parte da norma européia, EN 12.195-3;</p><p>Os tensionadores devem ser identificados pelo menos com o nome ou símbolo do fabricante.</p><p>Modelo de plaqueta de identificação – Grau 8</p><p>Manuseio de correntes de amarração</p><p>Os sistemas de amarração de correntes devem ser manuseados somente por pessoa devidamente</p><p>qualificada. Recomenda-se realizar inspeção visual antes de cada uso, buscando por amassamentos,</p><p>deformações, torções e danos nos componentes.</p><p>Utilize somente correntes em bom estado e inspecionadas;</p><p>Não exceda a capacidade de carga (LC) das correntes;</p><p>Não aplicar nós nas correntes.</p><p>Não utilizar correntes de amarração em aplicações de elevação.</p><p>Não utilize as correntes em cantos vivos.</p><p>As plaquetas de identificação devem sempre estar presentes e legíveis.</p><p>Cordas</p><p>A história da corda, um instrumento de auxílio e extensão, confunde-se com a própria história da</p><p>humanidade.</p><p>Suas aplicações são bastante amplas, da construção civil e eletromecânica, passando por utilização</p><p>“offshore” como amarração de petroleiros, ancoragem de plataformas e monobóias e atividades</p><p>esportivas e recreativas. Mas é na amarração de cargas no transporte rodoviário que iremos concentrar</p><p>nossas atenções.</p><p>Fibras naturais</p><p>O uso das cordas de fibras naturais, bem como sua forma construtiva, vem sendo amplamente</p><p>substituídos pelas sintéticas e formas específicas de construção, a fim de adequar-se às normas técnicas</p><p>e oferecer segurança àqueles que se submetem a esses elementos tensis.</p><p>As fibras sintéticas mais utilizadas na atualidade são o polietileno, polipropileno, poliéster e o poliamida</p><p>(nylon).</p><p>Importante: no dia a dia do mercado de amarração de cargas, nos deparamos todos os dias com a</p><p>utilização de cordas trançadas de poliéster RECICLADAS, fabricadas pela extrusão das garrafas PET.</p><p>Estes materiais apresentam baixa carga de ruptura e de trabalho e um elevado alongamento. Neste</p><p>processo, a fibra de poliéster perde algumas de suas propriedades originais (diminuição da tenacidade</p><p>= resistência).</p><p>Tipos de cordas</p><p>Torcida 3 ou 4 pernas</p><p>Muito utilizada nas atividades ligadas a navegação, náutica e pesca, sua principal característica é a</p><p>facilidade da confecção de emendas, alças e costuras. Sua geometria helicoidal garante a corda um maior</p><p>alongamento.</p><p>Eventualmente podem ocorrer o distorcimento ou o encavalamento das pernas, quando mal construídas</p><p>ou submetidas a grandes esforços de tração.</p><p>Nota: não é recomendada para a amarração de cargas no transporte rodoviário</p><p>devido ao elevado alongamento e reduzida vida útil.</p><p>Trançada sem alma</p><p>Tem sua aplicação garantida na pecuária para a fabricação de cabrestos e outros acessórios de montaria.</p><p>Também é muito utilizada na fabricação de bolsas e artefatos. Sua principal vantagem é a facilidade na</p><p>confecção de alças, onde sua ponta é introduzida no seu próprio corpo, que é oco. Normalmente tem sua</p><p>resistência à tração reduzida em relação às suas congêneres.</p><p>Nota: não é recomendada para a amarração de cargas no transporte rodoviário</p><p>devido à baixa resistência à tração.</p><p>Trançada com alma</p><p>Apesar de introduzida no Brasil na última década, este tipo de corda tem tido seu uso ampliado a muitas</p><p>aplicações e em todas as regiões. Muito usada na amarração de cargas no transporte rodoviário devido a</p><p>sua excelente capacidade de confecção de nós. Dependendo da fibra utilizada (poliéster reciclado, por</p><p>exemplo), pode apresentar elevado alongamento, o que não é desejável.</p><p>Nota: é a construção mais recomendada para a amarração de cargas, sendo a fibra</p><p>mais utilizada o polipropileno multifilamentado, devido à maciez, maleabilidade e</p><p>resistência abrasiva.</p><p>Fibras mais utilizadas na cordoaria</p><p>São divididas em Naturais e Sintéticas, sendo estas últimas, hoje em dia, as preferidas principalmente</p><p>pelas suas características de resistência à tração e durabilidade. São elas:</p><p>Naturais</p><p>Das que ainda são produzidas na indústria brasileira, podemos destacar o sisal e o algodão. Além disso,</p><p>existem ainda o cânhamo, manila, rami e a juta.</p><p>Sintéticas</p><p>Entre as principais, destacam-se o Poliamida (nylon), polipropileno, polietileno e poliéster. Estas fibras</p><p>são apresentadas em Monofilamentos e Multifilamentos.</p><p>Principais características das fibras utilizadas em cordoarias no Brasil</p><p>Características Poliamida</p><p>(Nylon) Poliéster Polipropileno Polipropileno Sisal</p><p>Absorção ao</p><p>choque Excelente Bom Muito Bom Razoável Fraca</p><p>Resistência à</p><p>abrasão Muito Bom Excelente Muito Bom Bom Excelente</p><p>Resistência à</p><p>fadiga Bom Excelente Excelente Bom Fraca</p><p>Resistência à</p><p>tração Excelente Excelente Muito Bom Razoável Fraca</p><p>Flutuabilidade Negativa Negativa Positivo Positiva Negativa</p><p>Raios UV Muito Bom Excelente Bom Razoável Bom</p><p>Alongamento Médio Baixo Médio Alto Baixo</p><p>Resistência Química</p><p>Ácidos Razoável Bom Excelente Excelente Fraca</p><p>Alcalinos Muito Bom Razoável Excelente Excelente Fraca</p><p>Solventes</p><p>Orgânicos Muito Bom Bom Muito Bom Muito Bom Fraca</p><p>O que observar na hora de escolher uma corda</p><p>Diâmetro</p><p>É a espessura da corda traduzida em milímetros ou polegadas. Nas aplicações em que a mão do homem</p><p>estará em permanente contato com a corda, é importante que se observe a “pega“. Diâmetros inferiores</p><p>a 12 mm não são recomendados nestes casos.</p><p>Rendimento</p><p>É a quantidade de metros encontrada em um quilo de corda (kg/m). Cordas de um mesmo diâmetro têm</p><p>rendimentos diferentes em função do peso específico de suas matérias-primas.</p><p>Carga de ruptura</p><p>É o ponto de rompimento de uma corda quando submetida a esforço de tração maior que sua resistência.</p><p>Ao escolher uma corda, nunca o faça pelo seu limite que é a carga de ruptura. Utilize sempre a carga de</p><p>trabalho como padrão de carga a ser usada. Lembre-se que a carga de ruptura é o limite máximo de</p><p>resistência à tração da corda.</p><p>Nota importante: ao dar um nó em uma corda, sua resistência é automaticamente</p><p>reduzida (tem-se o efeito dos nós e emendas). Portanto, lembre-se sempre que as</p><p>tabelas de cargas de rupturas referem-se a cordas sem nó.</p><p>Carga de trabalho</p><p>Significa a carga média ideal que uma corda deve ser submetida quando em uso. Este é o padrão correto</p><p>na escolha de uma corda. A carga de trabalho está intimamente relacionada com a carga de ruptura, isto</p><p>é, ela é encontrada usando-se um fator redutor na carga de ruptura. Este redutor pode variar de acordo</p><p>com o grau de responsabilidade e riscos empregados no uso de uma corda.</p><p>Em aplicações de baixo risco, é utilizado um fator redutor entre 5 e 7 vezes a carga de ruptura. Já para</p><p>aplicações em que existe o risco de vidas humanas, o fator (índice) aumenta para 10 a 12 vezes a carga</p><p>de ruptura.</p><p>Nota importante: neste caso deve-se considerar a queda de resistência à tração de</p><p>uma corda quando da aplicação de um determinado nó, o qual poderá reduzir a</p><p>resistência em até 40%.</p><p>Exemplo: uma corda cuja carga de ruptura seja de 1.400 kgf, para aplicação de</p><p>baixo risco, calcula-se da seguinte forma: 1.400 : 7 = 200 kgf.</p><p>Elasticidade</p><p>É a propriedade de alongamento de uma corda. Este alongamento (alto ou baixo) é o resultado de uma</p><p>combinação da elasticidade da fibra</p><p>e da construção utilizadas na corda. Cordas com maior alongamento</p><p>são mais indicadas em que o “tranco” é um fenômeno que ocorre com freqüência. A alta elasticidade é</p><p>capaz de reduzir o impacto e absorver melhor sua energia.</p><p>Exemplo: cordas de escalada (rapel) são fabricadas em poliamida (nylon), uma</p><p>fibra que possui boa absorção de choques. Por isso, são chamadas cordas</p><p>dinâmicas.</p><p>Corda Trançada – Polipropileno Multifilamentado – NBR 9789:2001</p><p>Principais caracterís�cas das cordas trançadas de polipropileno mul�filamentado</p><p>Número de</p><p>Referência</p><p>(diâmetro)</p><p>Embalagem Padrão</p><p>sob</p><p>pré-tensão</p><p>Tensão para</p><p>determinar o</p><p>perímetro e a</p><p>densidade</p><p>linear</p><p>(tolerância +/-</p><p>5%)</p><p>Peso linear</p><p>sob tensão</p><p>prévia</p><p>Carga de</p><p>ruptura</p><p>mínima</p><p>mm m kg kgf kg/10</p><p>0m</p><p>tolerân</p><p>cia</p><p>daN kgf</p><p>6 220 4 4 2,00 +/-</p><p>10% 420 430</p><p>8 220 7 8 3,10 +/-</p><p>10% 735 750</p><p>10 220 10 13 4,45 +/-</p><p>5% 1150 1170</p><p>12 220 14 18 6,30 +/-</p><p>5% 1620 1650</p><p>14 220 21 26 9,50 +/-</p><p>5% 2170 2210</p><p>16 220 26 32 12,00 +/-</p><p>5% 2800 2850</p><p>18 220 35 42 16,00 +/-</p><p>5% 3480 3550</p><p>Corda Trançada – Poliéster – NBR 9789:2001</p><p>Principais características das cordas trançadas de poliéster</p><p>Número de</p><p>Referência</p><p>(diâmetro)</p><p>Embalagem Padrão</p><p>sob</p><p>pré-tensão</p><p>Tensão para</p><p>determinar o</p><p>perímetro e a</p><p>densidade</p><p>linear</p><p>(tolerância +/-</p><p>5%)</p><p>Peso linear</p><p>sob tensão</p><p>prévia</p><p>Carga de</p><p>ruptura</p><p>mínima</p><p>mm m kg kgf kg/10</p><p>0m</p><p>tolerân</p><p>cia</p><p>daN kgf</p><p>6 220 6 4 2,70 +/-</p><p>10% 550 560</p><p>8 220 10 8 4,80 +/-</p><p>10% 1000 1020</p><p>10 220 18 13 7,60 +/-</p><p>8% 1560 1590</p><p>12 220 24 18 11,00 +/-</p><p>8%</p><p>2230 2270</p><p>14 220 32 26 14,80 +/-</p><p>8% 3120 3180</p><p>16 220 43 32 19,50 +/-</p><p>5% 3980 4060</p><p>18 220 54 42 24,50 +/-</p><p>5% 4980 5080</p><p>Air</p><p>Ba</p><p>gs</p><p>A utilização de Air Bags (colchões de ar) vem sendo cada vez mais especificada por indústrias no</p><p>mercado brasileiro em sua maioria na exportação de paletes de produtos diversos em containeres e</p><p>também em caminhões fechados (tipo Baú).</p><p>Trata-se de um saco de polietileno com medidas padronizadas, com válvula especial para enchimento e</p><p>esvaziamento com ar comprimido e cobertos por uma, duas, quatro ou seis camadas de papel kraft.</p><p>Um dos grandes problemas existentes na consolidação de cargas em containeres e em caminhões do tipo</p><p>Baú, é que as dimensões dos paletes somadas sempre são inferiores à medida da largura do container e</p><p>sempre temos um espaço vago entre as fileiras de paletes.</p><p>Ao exportar esta carga, com os movimentos gerados pelas ondas em alto mar, a carga é removida da sua</p><p>posição inicial e é danificada, sendo rejeitada pelo destinatário, acarretando grandes prejuízos para o</p><p>exportador. Estes danos também prejudicam os transportadores, as pessoas dos depósitos e os operários</p><p>que lidam com os produtos danificados.</p><p>Por outro lado, as companhias de seguros estão preocupadas com as enormes indenizações pagas em</p><p>conseqüência dos danos de transporte, o que gera aumento de custo das apólices e que faz diminuir a</p><p>competitividade das empresas exportadoras.</p><p>Abaixo alguns exemplos:</p><p>Após a realização de análise técnica, define-se a quantidade de Air Bags à serem utilizados para garantir</p><p>à carga (em geral de 2 à 4) e os Air Bags são inflados com ar comprimido (pressão de trabalho variável</p><p>de acordo com a quantidade de camadas de papel), até o ponto em que atinjam a pressão de trabalho e</p><p>pressionam à carga contra as paredes do container ou caminhão, inibindo a possibilidade de</p><p>deslocamento por atrito.</p><p>Muitas empresas utilizam meios e produtos não seguros para preencher estes espaços, como por</p><p>exemplo: paletes vazios, isopor e madeira. Ao visualizarmos somente as cargas de exportação, há uma</p><p>preocupação crescente de muitos países sobre a utilização indiscriminada de madeira e, portanto, seu uso</p><p>vem sendo proibido a cada dia.</p><p>Com relação aos caminhões para transporte de bens e produtos nas estradas, ruas e avenidas,</p><p>certamente há casos onde o sistema Air Bag pode ser utilizado e de forma reutilizável.</p><p>Para este tipo de produto não há normas técnicas de fabricação, porém há um padrão e garantia de</p><p>fabricação à nível mundial. As capacidades e medidas mudam, mas em geral a resistência varia de acordo</p><p>com o aumento das camadas de papel kraft utilizadas.</p><p>Pontos de ancoragem nos veículos de transporte</p><p>No Brasil não há uma regra ou norma específica que trate dos</p><p>pontos de ancoragens dos veículos de transporte.</p><p>Apenas temos o conceito de que tais terminais são importantes</p><p>e que devem suportar determinada carga, mas não está</p><p>explícito sua capacidade. Basta olharmos para a maioria absoluta</p><p>de caminhões para constatar tamanho perigo.</p><p>Em função disso, trazemos a prática da Alemanha, país que</p><p>possui normas e regras específicas para os pontos de ancoragem</p><p>desde 1993.</p><p>Naquele país, desde 1º de outubro de 1993, todos novos</p><p>veículos de transporte de cargas com plataforma aberta</p><p>devem estar equipados com pontos de amarração, de</p><p>acordo com as normas da Associação Alemã de Transporte</p><p>de Cargas (BGF), chamado de parágrafo 22 normas de</p><p>prevenção de acidentes “Veículos“ BV D 29. Desde Julho de</p><p>2000, estes equipamentos obrigatórios também são</p><p>exigidos pela norma européia EN 12.640.</p><p>A norma EN 12640</p><p>Esta norma determina as exigências mínimas para pontos de amarração em veículos de transporte</p><p>de cargas comerciais com um peso total permissível superior a 3,5 toneladas.</p><p>Esta norma não é aplicada para:</p><p>Veículos que se destinam somente ao transporte de cargas volumosas;</p><p>Veículos que se destinam somente ao transporte de cargas especiais, que exijam</p><p>equipamentos especiais para a amarração;</p><p>O número de pontos de amarração está relacionado com o comprimento do assoalho do veículo.</p><p>A distância máxima entre a parede frontal e o primeiro ponto de amarração será de 50</p><p>centímetros.</p><p>A distância máxima entre dois pontos de amarração será de 120 centímetros (entre eixos</p><p>será de 150 centímetros)</p><p>A parede frontal deverá ser equipada com pelo menos dois pontos de amarração.</p><p>A força de tensão máxima permissível dos pontos de amarração resultam do peso total permissível</p><p>do veículo de transporte.</p><p>Força de tensão permissível para pontos de amarração</p><p>Veículos com peso total permissível superior a 3,5 toneladas e inferior a 7,5 toneladas –</p><p>800 daN = 800 kgf</p><p>Veículos com peso total permissível superior a 7,5 toneladas e inferior a 12 toneladas –</p><p>1.000 daN = 1.000 kgf</p><p>Veículos com peso total permissível superior a 12 toneladas – 2.000 daN = 2.000 kgf</p><p>Pontos de amarração na parede frontal – 1.000 daN = 1.000 kgf</p><p>Obs.: os pontos de amarração e suas respectivas capacidades deverão ser identificadas no piso do</p><p>veículo.</p><p>Sistemas com pontos de amarração variáveis</p><p>De acordo com a norma EN 12640, os pontos de</p><p>amarração também podem ser variáveis sob</p><p>trilhos com encaixes seguros.</p><p>Todos os tipos de sistemas de pontos de</p><p>amarração permitem ao operador conectar os</p><p>terminais de amarração no veículo para a</p><p>manutenção da estabilidade e segurança da</p><p>carga.</p><p>Cada furo na barra lateral é um ponto de</p><p>amarração.</p><p>As cintas podem também ser utilizadas</p><p>em qualquer um dos pontos de</p><p>amarração.</p><p>Pontos de amarração com capacidades</p><p>de carga particulares</p><p>Geralmente, pontos de amarração com</p><p>capacidades de carga particulares são utilizados</p><p>em veículos especiais.</p><p>Estes pontos possuem capacidade de carga</p><p>superior à exigida pela norma EN 12640.</p><p>Entretanto, estes pontos de ancoragem são</p><p>identificados com a capacidade de carga pelo</p><p>fabricante.</p><p>Estes componentes foram desenvolvidos para</p><p>aplicação em elevação de cargas e a identificação</p><p>em toneladas corresponde à elevação de cargas.</p><p>Em elevação de cargas, o fator de segurança é</p><p>de 4:1.</p><p>Em amarração de cargas, o fator de segurança é</p><p>de 2:1, portanto, podemos considerar o dobro da</p><p>capacidade identificada no componente para</p><p>utilização em amarração de cargas.</p><p>Ex.: Capacidade de carga para elevação:</p><p>5 tons.</p><p>Para amarração, 10 tons.</p><p>Mantas Anti Deslizantes</p><p>Verificamos anteriormente que o coeficiente de atrito estático entre a carga e o assoalho do caminhão é um</p><p>dos fatores mais importantes a ser considerado na amarração de cargas.</p><p>Para a segurança da carga, o atrito entre a superfície de transporte e a carga tem uma importância decisiva.</p><p>No geral, temos: quanto mais lisa for a superfície de transporte da carga, maior devem ser as forças para</p><p>alcançar a segurança da carga com cintas de amarração.</p><p>A manta anti-deslizante distingue-se pelas vantagens decisivas em relação às borrachas tradicionais, que são</p><p>provadas tanto na técnica de medição quanto em testes práticos.</p><p>Diferença</p><p>A utilização deste tipo de equipamento é um dos fatores determinantes na segurança e na quantidade de</p><p>sistemas de amarração a serem utilizados. Pode ser a diferença em viabilizar ou não a amarração.</p><p>Em situações onde o fator de atrito é muito baixo, encontramos como resultado da simulação e cálculo do</p><p>sistema uma quantidade muito grande de catracas o que inviabiliza a operação por motivos técnicos e</p><p>financeiros. Já com a inserção da manta anti-deslizante com fator de atrito estático mínimo garantido de 0,6</p><p>por exemplo, a amarração passa a ser totalmente viável.</p><p>Abaixo ressaltamos algumas características de manta anti-deslizante Grip, da empresa SpanSet, disponível no</p><p>mercado brasileiro:</p><p>Complemento ideal às cintas de amarração</p><p>Reutilizável</p><p>Coeficiente de atrito µ > 0,6 *</p><p>Alta resistência contra combustíveis</p><p>Alta resistência mecânica</p><p>Disponível em várias larguras e espessuras</p><p>Fácil manuseio</p><p>Alta resistência</p><p>Em relação à combustíveis como diesel ou óleo hidráulico, a manta antideslizante SpanSet Grip oferece uma</p><p>excelente resistência. Diferentemente das esteiras antideslizantes com alto índice de vazios, nenhum líquido é</p><p>absorvido e devido à alta compressão da superfície, a esteira não fica "escorregadia“ pela compactação do</p><p>material, que pode provocar uma grande queda do coeficiente de atrito.</p><p>O esforço de flexão também é excelente: "as fissuras não podem ser averiguadas nos testes de flexão",</p><p>conforme o relatório de teste FLog. Mesmo líquidos congelados não podem prejudicar a manta Grip. O gelo</p><p>pode ser simplesmente retirado, visto que ele somente permanece na superfície.</p><p>Economia por meio da utilização múltipla</p><p>A manta Grip é reutilizável não apresentando problemas na superfície de alta compressão e em sua estrutura</p><p>robusta. O coeficiente de atrito também permanece estável após muitas utilizações. No caso de sujeira</p><p>excessiva, ela pode ser limpa de forma simples.</p><p>Alta performance com reduzida espessura</p><p>Com somente 2 mm de espessura de material, a manta Grip é nitidamente mais fina e mais leve que os</p><p>modelos tradicionais de espessura 8 mm. Ela oferece um excelente manuseio e pode ser facilmente</p><p>armazenada. Para a área de cargas muito pesadas, especialmente no transporte de máquinas, caso seja</p><p>necessário uma superfície de maior espessura, é recomendada a utilização da manta Grip com espessura de</p><p>9,5 mm.</p><p>Menos gastos também na segurança de carga</p><p>Mesmo em combinações de material com superfícies lisas - por exemplo, metal com metal - a manta facilita e</p><p>simplifica a segurança da carga, além de oferecer a garantia de uma resistência ideal contra o deslizamento.</p><p>Coeficiente de atrito</p><p>Testada pelo Flog (Fachgebiet Logistik, Universidade de Dortmund, na Alemanha) foi considerada</p><p>“especialmente apropriada e altamente recomendada“. Essa nova manta de borracha sólida, robusta, de alta</p><p>compressão é resistente à rupturas, flexível, reutilizável, de fácil limpeza em relação à líquidos, congelados,</p><p>etc, além de permitir várias aplicações com o coeficiente de atrito (μ) mínimo de 0,6*.</p><p>Se a madeira for transportada em uma superfície mais lisa, deve-se prestar uma especial atenção quanto à</p><p>segurança da carga. Com a utilização da manta, a segurança torna-se simplificada e controlada.</p><p>No caso de transporte de pacotes de placas de aço, as superfícies lisas estão em contato umas com as outras.</p><p>Além disso, o peso maior exige uma segurança da carga cuidadosa e especial. A utilização da manta Grip,</p><p>também entre os pacotes de placas é indispensável.</p><p>Segurança</p><p>Rolos de papel são idealmente protegidos com</p><p>a manta Grip. Os rolos são facilmente</p><p>colocados sobre a manta e, desta forma, é</p><p>garantida a segurança da carga com custos</p><p>reduzidos.</p><p>A manta Grip satisfaz evidentemente os</p><p>requisitos da norma VDI 2700 Parte 9</p><p>(Alemanha) para a segurança de carga de</p><p>rolos de papel no tráfego rodoviário</p><p>Especialmente as peças de concreto redondas</p><p>são protegidas somente com recursos</p><p>adicionais. Juntamente com vigas transversais</p><p>apropriadas, a manta Grip, neste caso,</p><p>também é utilizada gerando segurança e</p><p>gastos reduzidos com equipamentos de</p><p>amarração.</p><p>Especificações Técnicas</p><p>Designação Espessura [mm] Formato [mm] Peso [kg]</p><p>Cargas até 10 tons.</p><p>RH-200x200x2/C 2,0 200 x 200 0,09</p><p>RH-5000x266x2/C 2,0 5.000 x 266 2,97</p><p>RH-20000x150x2/C 2,0 20.000 x 150 6,10</p><p>Cargas acima 10 tons.</p><p>RH-200x200x9/C 9,5 200 x 200 0,41</p><p>RH-5000x266x9/C 9,5 5.000 x 266 13,74</p><p>Elemento</p><p>s de</p><p>Conexão</p><p>Elementos de conexão são os dispositivos utilizados para conectar as cintas de amarração, correntes e cabos de aço aos</p><p>pontos de amarração nos veículos de transporte e/ou ao ponto de amarração na carga.</p><p>Devem possuir capacidade de carga correspondente às das cintas, correntes e cabos de aço, além de atender ao mesmo</p><p>fator de segurança.</p><p>Na Europa, devem vir identificados em baixo relevo com a capacidade de carga em daN e com a identificação do</p><p>fabricante.</p><p>Tipos</p><p>Os elementos de conexão podem ser fabricados na forma de garra, tipo jota, tipo delta entre outros. Alguns destes</p><p>ganchos são equipados com travas de segurança.</p><p>Estes não devem ser carregados em qualquer parte da carroceria e devem ser conectados nos pontos de amarração de</p><p>dentro para fora.</p><p>Os elementos de conexão nunca devem ser utilizados como nas fotos abaixo!</p><p>Nota: Se os elementos de fixação são conectados erroneamente eles podem se deformar e/ou quebrar.</p><p>Não devem ser conectados de qualquer forma e em qualquer parte da carroceria.</p><p>É necessário a instalação de pontos de ancoragem na carroceria, em geral soldáveis e apropriados para este fim.</p><p>Medidore</p><p>s de</p><p>Tensão -</p><p>TFI</p><p>Na amarração por atrito, conforme a norma EN 12.195-1, dimensionamos a força que devemos aplicar à carga sendo</p><p>que esta força é dependente do peso da carga, do coeficiente de atrito estático entre as superfícies em contato e do</p><p>ângulo de inclinação das cintas e, ao final, da força de tensão padrão transferida pelo usuário à cinta de amarração</p><p>através da haste da catraca.</p><p>Uma vez calculada e dimensionada a quantidade de amarrações com catracas ergonômicas por exemplo, onde a tensão</p><p>de cada conjunto de amarração deverá atingir a força de pré-tensão de aproximadamente 750 daN, como ter a certeza</p><p>de que na prática as cintas estão realmente tensionadas neste valor? R.: Através da utilização de medidores de tensão</p><p>que podem ou não estarem incorporados à catraca.</p><p>Os medidores de tensão incorporados às catracas são dispositivos mecânicos de aço que possuem uma escala graduada</p><p>(em geral 250 daN, 500 daN, 750 daN e 1.000 daN) e um pino que se desloca nesta escala à medida que tensionamos</p><p>o sistema.</p><p>Um dos grandes benefícios deste tipo de equipamento é o de permitir ao motorista e demais envolvidos no transporte a</p><p>conferência da tensão residual no sistema após percorrer certa distância. É muito comum e inclusive recomendado que</p><p>todo sistema de amarração têxtil seja retensionado após determidada distância percorrida, pois a carga pode se</p><p>acomodar e assentar no assoalho do caminhão e também as cintas podem alongar-se. (limite máximo de 7% do</p><p>comprimento total).</p><p>Exemplos de aplicação – TFI – Tension Force Indicator – Fabricante SpanSet</p><p>Medidores</p><p>de Tensão - Delog</p><p>Na amarração por atrito, conforme a norma EN</p><p>12.195-1, dimensionamos a força que devemos aplicar</p><p>à carga sendo que esta força é dependente do peso da</p><p>carga, do coeficiente de atrito estático entre as</p><p>superfícies em contato e do ângulo de inclinação das</p><p>cintas e, ao final, da força de tensão padrão</p><p>transferida pelo usuário à cinta de amarração através</p><p>da haste da catraca.</p><p>Uma vez calculada e dimensionada a quantidade de</p><p>amarrações com catracas ergonômicas por exemplo,</p><p>onde a tensão de cada conjunto de amarração deverá</p><p>atingir a força de pré-tensão de aproximadamente 750</p><p>daN, como ter a certeza de que na prática as cintas</p><p>estão realmente tensionadas neste valor? R.: Através</p><p>da utilização de medidores de tensão que podem ou</p><p>não estarem incorporados à catraca.</p><p>Além dos dispositivos mecânicos, temos os digitais que</p><p>são incorporados ao sistema de amarração e que</p><p>realizam a medição da tensão nas cintas através de</p><p>sensores no seu interior, apresentando os resultados</p><p>com intervalo de confiança de +/- 30 daN em uma</p><p>escala de medição que varia de 0 à 1.000 daN.</p><p>Este tipo de equipamento auxilia e muito às empresas</p><p>de transporte à terem a certeza de que às tensões</p><p>dimensionadas no projeto da amarração da carga</p><p>sejam realmente cumpridas.</p><p>Após as medições, o equipamento é retirado do</p><p>conjunto de amarração e poderá ser utilizado</p><p>posteriormente durante o transporte para novas</p><p>verificações.</p><p>Exemplo de aplicação</p><p>Delog Fabr. SpanSet</p><p>Inspeçã</p><p>o -</p><p>Cintas</p><p>de</p><p>Poliéste</p><p>r</p><p>Deve-se inspecionar o conjunto de amarração</p><p>durante a sua utilização em busca de defeitos</p><p>aparentes. Caso sejam constatados defeitos</p><p>que possam colocar em risco a segurança,</p><p>deve-se retirar o conjunto de amarração de</p><p>uso.</p><p>Devemos sempre levar em consideração:</p><p>Quando forem detectadas fissuras,</p><p>trincas, amassamentos, redução de área</p><p>metálica, rupturas ou corrosão na catraca</p><p>e nos terminais metálicos.</p><p>Quando for detectado abertura superior à</p><p>5% nos ganchos ou deformações em</p><p>geral.</p><p>De acordo com os prazos de inspeção estabelecidos pelo fabricante, é necessário realizar um inspeção</p><p>anual por pessoa qualificada. Dependendo das condições de trabalho, é possível que sejam necessárias</p><p>mais inspeções em intervalos menores. Deve-se então atentar para as seguintes situações:</p><p>A cinta apresenta corte na região central</p><p>devido à exposição à superfície irregular e</p><p>cortante, resultando em perda de</p><p>resistência.</p><p>REMOVER DE SERVIÇO</p><p>A cinta apresenta cortes no sentido</p><p>transversal (largura) devido ao contato com</p><p>canto vivo. Este tipo de dano resultará em</p><p>uma substancial perda de resistência.</p><p>REMOVER DE SERVIÇO</p><p>A utilização de nós nas cintas jamais deverá</p><p>ser utilizado. Cintas que apresentem cortes</p><p>nunca deverão ser unidas por nós.</p><p>REMOVER DE SERVIÇO</p><p>A cinta apresenta corte na região central</p><p>devido à exposição à superfície irregular e</p><p>cortante, resultando em perda de</p><p>resistência.</p><p>REMOVER DE SERVIÇO</p><p>Aqui a cinta foi utilizada sobre um canto vivo.</p><p>Nunca tente unir qualquer tipo de dano nas</p><p>cintas de amarração.</p><p>REMOVER DE SERVIÇO</p><p>A cinta de amarração foi sobrecarregada até</p><p>seu limite e rompeu. Prevenção: Sempre</p><p>verifique e inspecione a quantidade correta</p><p>de amarrações e suas capacidades.</p><p>REMOVER DE SERVIÇO</p><p>OBS.: Todos os danos acima podem ser evitados com a utilização de luvas de proteção e protetores de</p><p>canto.</p><p>Informações importantes:</p><p>a) Utilize a quantidade correta de amarrações em boas condições, resistentes o bastante para a carga à</p><p>ser transportada;</p><p>b) Para as catracas, retire de uso quando apresentar deformações no tambor ranhurado e na trava de</p><p>segurança, desgaste da engrenagem ou ruptura da alavanca de tensão.</p><p>c) Nos terminais metálicos, retire de uso quando constatar alongamento e abertura dos ganchos superior</p><p>à 5%, fisuras, corrosão considerável e deformações permanentes.</p><p>d) Aplique tensão somente com os dispositivos apropriados – não utilize barras adicionais. Verifique a</p><p>tensão novamente durante sua viagem.</p><p>e) Não utilizar nós no sistema de amarração.</p><p>f) Utilize as proteções contra abrasão e cantos vivos</p><p>g) Quando o tensionador for uma catraca, tenha certeza de que pelo menos duas voltas completas de</p><p>cinta estejam enroladas no tambor.</p><p>h) Não exponha as cintas contra álcalis e ácidos fortes.</p><p>i) Todo conjunto de amarração deve conter etiqueta de identificação com a identificação do fabricante,</p><p>comprimento, capacidade de carga, data de fabricação, código de rastreabilidade. Na inexistência da</p><p>etiqueta ou caso as informações estejam ilegíveis, deve-se solicitar a substituição da mesma após</p><p>inspeção pelo fabricante ou retirá-la de uso por não conhecer o responsável técnico legal pela fabricação</p><p>do produto.</p><p>j) Em caso de dúvidas, consulte-nos.</p><p>Inspeçã</p><p>o -</p><p>Cabos</p><p>de aço</p><p>Muitas vezes é entendido que a “inspeção” é limitada apenas ao cabo de aço. Porém, a mesma deve ser estendida a</p><p>todas as partes do equipamento que tenham contato com o cabo, ou seja, durante a inspeção do cabo, devemos</p><p>inspecionar também as partes do equipamento e no caso da amarração, as catracas que os armazenam.</p><p>Podemos dividir a inspeção do cabo em dois tipos: freqüente e periódica.</p><p>Inspeção freqüente</p><p>A inspeção freqüente detecta problemas como: dobras, amassamento, gaiola de passarinho, perna fora de posição,</p><p>alma saltada, grau de corrosão, pernas rompidas, entre outros, que possam comprometer a segurança do cabo.</p><p>Essa inspeção é feita por análise visual e deve ser realizada pelo operador do equipamento (motorista) ou outra</p><p>pessoa responsável. Caso seja detectado algum dano grave ou insegurança quanto às condições do cabo, o mesmo</p><p>deve ser retirado e submetido à uma inspeção periódica.</p><p>Inspeção periódica</p><p>Já a inspeção periódica analisa detalhadamente as condições do cabo de aço. A freqüência deve ser determinada por</p><p>uma pessoa qualificada e deve estar baseada em fatores como: vida média do cabo determinada pela experiência</p><p>anterior, agressividade do meio ambiente, relação entre a carga usual de trabalho e a capacidade máxima do</p><p>equipamento, freqüência de operação e exposição a trancos.</p><p>As inspeções não precisam necessariamente serem realizadas em intervalos iguais, e devem ser mais freqüentes</p><p>quando se aproxima o final da vida útil do cabo. É importante que esta inspeção abranja todo o comprimento do cabo,</p><p>com foco nos trechos onde ele trabalha nos pontos críticos do equipamento.</p><p>Critérios de Substituição</p><p>Não existe uma regra precisa para se determinar o momento exato da substituição de um cabo de aço, uma vez que</p><p>diversos fatores estão envolvidos.</p><p>Aspectos como: meio ambiente, condições gerais de partes do equipamento (polias/tambores), condições de uso do</p><p>equipamento, período de uso do equipamento, entre outros, influenciam diretamente na sua durabilidade. Desta</p><p>forma, a substituição do cabo deve ser feita baseada em sua inspeção.</p><p>Pontos críticos</p><p>O primeiro passo para uma boa inspeção é detectar os pontos críticos no equipamento. Chamamos de pontos críticos</p><p>qualquer ponto que possa expor o cabo a um esforço maior a desgastes ou mesmo algum dano.</p><p>Na maior parte dos equipamentos, estes pontos são trechos onde o cabo trabalha em contato direto com alguma parte</p><p>do equipamento como: polia, tambor, entre outros.</p><p>É importante lembrar que, ninguém melhor do que o operador do equipamento para conhecer os pontos críticos dos</p><p>cabos.</p><p>O critério de substituição de cabos sugerido abaixo é baseado na norma ASME (American Society for Mechanical</p><p>Engineering).</p><p>Antes da substituição, algumas características devem ser consideradas.</p><p>Redução de diâmetro</p><p>Geralmente a redução do diâmetro do cabo pode ser causada por: desgaste excessivo dos arames, deterioração da</p><p>alma ou corrosão interna ou externa. Para cabos convencionais (Classes 6x7, 6x19 e 6x37), as normas admitem uma</p><p>redução da ordem de 5% do diâmetro real do cabo. Já para cabos</p><p>de aço de elevadores (Classe 8x19), é admitida</p><p>uma redução de diâmetro da ordem de 6% . É necessário ressaltar, porém, a correta medição do diâmetro conforme já</p><p>comentado anteriormente. Desta forma, quando verificado uma redução menor que as propostas acima, o cabo deverá</p><p>ser substituído.</p><p>Corrosão</p><p>Além de acelerar a fadiga, a corrosão também diminui a resistência à tração do cabo de aço por meio da redução de</p><p>área metálica. A corrosão pode apresentar-se na parte interna ou externa do cabo.</p><p>Embora a detecção da corrosão interna seja mais difícil visualizar, alguns indícios como variações de diâmetro ou perda</p><p>de afastamento podem indicar sua existência.</p><p>Arames rompidos</p><p>A ruptura de arames, geralmente ocorre por abrasão, fadiga por flexão ou amassamentos gerado por uso indevido ou</p><p>acidente durante o funcionamento do cabo, podendo ocorrer tanto nos arames internos quanto nos externos. Dentro</p><p>do possível é importante que, durante a inspeção, os arames rompidos sejam retirados do cabo com um alicate.</p><p>Os arames internos mantêm contato internamente na perna e na alma. Já os arames externos mantêm contato nas</p><p>regiões de contato entre pernas ou entre a perna e a alma.</p><p>Dois tipos de quebras devem ser analisados:</p><p>Quebra de topo, em que as rupturas dos arames são notadas no topo da perna.</p><p>Quebra no vale, localizada na região entre pernas.</p><p>A ruptura de arames no vale deve ser tratada com muito cuidado, pois a mesma é gerada através do “nicking”</p><p>formado pelo atrito entre pernas.</p><p>Geralmente, quando detectado um rompimento de arames no vale, certamente outros estarão rompidos ou na</p><p>eminência de se romper. Muitas vezes a ruptura dos arames externos dá-se no topo do cabo de aço, sendo gerados</p><p>por desgaste abrasivo, fadiga por flexão ou mesmo amassamentos. Algumas normas, como, por exemplo, a NBR ISO</p><p>4309, apresentam fórmulas complexas para a determinação do número máximo de arames rompidos, mas mesmo</p><p>assim podem ser usadas.</p><p>Abaixo, sugerimos o critério de determinação de fios rompidos segundo normas ASME.</p><p>A quantidade de arames rompidos deve ser verificada no comprimento de um passo.</p><p>O passo do cabo de aço é definido como a distância na qual uma perna dá uma volta completa em torno da alma do</p><p>cabo.</p><p>A tabela abaixo sugere a quantidade máxima de fios rompidos em um passo.</p><p>CRITÉRIO DE FIOS ROMPIDOS PARA CABOS CONVENCIONAIS</p><p>CLASSE (CLASSIFICAÇÃO) Fios rompidos aleatoriamente em 1</p><p>passo</p><p>Fios rompidos na perna em 1</p><p>passo</p><p>6x19 6 3</p><p>6x37 12 4</p><p>Tabela baseada nas normas ASME B30.2 e B30.5.</p><p>Danos por temperatura</p><p>Se, durante a inspeção, for detectado alguma evidência de dano por alta temperatura, o cabo deverá ser substituído.</p><p>Cabos expostos a altas temperaturas (acima de 300 ºC) podem apresentar redução em sua capacidade de carga.</p><p>Estes danos poderão ser verificados por meio da aparência do lubrificante (borra) ou mesmo pela alteração de cor dos</p><p>arames na região afetada.</p><p>Danos por distorção</p><p>Os danos apresentados abaixo são motivos suficientes para a substituição do cabo de aço.</p><p>Alma Saltada</p><p>Gerada por alívio repentino de tensão</p><p>Gaiola de Passarinho</p><p>Gerada por alívio repentino de tensão</p><p>Rompimento</p><p>Cabo de aço que trabalhou fora da polia.</p><p>Podemos perceber duas características de rupturas nos</p><p>arames: amassamento e sobrecarga</p><p>Rabo de porco</p><p>Gerado pelo trabalho do cabo em diâmetros pequenos</p><p>Perna de Cachorro</p><p>Gerado durante manuseio do cabo</p><p>Ruptura de pernas</p><p>Gerado por algum acidente durante o trabalho do cabo</p><p>Esmagamento</p><p>Dano geralmente causado pelo enrolamento desordenado de cabos no tambor ou mesmo pelo incorreto ângulo</p><p>formado entre a polia de desvio e o tambor</p><p>Registro de inspeção</p><p>É importante que, em cada inspeção, sejam registradas as seguintes informações:</p><p>Equipamento, fabricante, especificação do cabo, data de instalação do cabo, data de retirada do cabo e os resultados</p><p>apresentados durante a inspeção.</p><p>Estes registros ajudarão na previsão de uma vida média do cabo, bem como a rastreabilidade de problemas.</p><p>Corrent</p><p>es</p><p>O controle regular de inspeção por pessoa qualificada deve ser realizado pelo menos uma vez por</p><p>ano ou em intervalos menores dependendo das condições de utilização. A inspeção deve ser</p><p>documentada e arquivada em formulário específico.</p><p>No caso de constatação de qualquer uma das situações abaixo, os sistemas de amarração de</p><p>correntes devem ser retirados de uso:</p><p>a) A plaqueta de identificação está ilegível ou não presente;</p><p>b) Torções, deformações, nós e quebra</p><p>ou trincas de componentes (anéis de</p><p>carga, ganchos, elos de união, etc)</p><p>c) Aumento do comprimento da</p><p>corrente por deformação plástica</p><p>(deformação) dos elos maior que 5% do</p><p>comprimento original;</p><p>d) Desgaste dos elos da corrente</p><p>causados por abrasão externa e entre</p><p>os próprios elos na região de contato</p><p>entre os mesmos.</p><p>Uma redução de até 10% é permitida;</p><p>e) Cortes, amassamentos, falhas,</p><p>corrosão, elos torcidos e componentes,</p><p>especialmente amassamentos</p><p>profundos nas áreas de elevada tensão</p><p>e transversais são inadmissíveis;</p><p>f) Nos ganchos de conexão, a abertura</p><p>do gancho não poderá exceder 10% do</p><p>valor nominal.</p><p>A trava de segurança dos ganchos deve</p><p>percorrer todo o caminho durante a</p><p>abertura e/ou fechamento e</p><p>permanecer alinhada.</p><p>Examine cuidadosamente a espessura</p><p>com relação à redução de área metálica</p><p>e deformações. Uma redução por</p><p>abrasão máxima de 5% é permitida.</p><p>As correntes de amarração devem ser descartadas quando:</p><p>⦁ Se o diâmetro da corrente é reduzido em mais de 10% do diâmetro original;</p><p>⦁ Se o alongamento dos elos da corrente ultrapassam 5% do comprimento original;</p><p>⦁ Se existem amassamentos, deformações, corrosão intensa nos acessórios e elos;</p><p>⦁ Se a medida da abertura do gancho é 10% maior que a medida original.</p><p>Exemplos de correntes de amarração que devem ser descartadas:</p><p>O elo da corrente está</p><p>amassado e parcialmente</p><p>cortado;</p><p>O gancho foi substancialmente</p><p>sobrecarregado e torcido.</p><p>Note: Reparos em correntes de amarração somente podem ser realizados pelo fabricante ou</p><p>pessoa por ele autorizada. Ao mesmo tempo, deve-se garantir que a corrente mantém as</p><p>características e performance originais.</p><p>Cordas</p><p>e seus</p><p>cuidado</p><p>s</p><p>Nós</p><p>São indispensáveis na amarração de cargas. Entretanto, eles são responsáveis pela redução de</p><p>cerca de 40% da resistência de uma corda. Dessa forma, ao utilizar uma corda com nó, lembrar que</p><p>sua resistência à tração está consideravelmente reduzida. O mesmo efeito deve ser levado em</p><p>conta com a carga de trabalho.</p><p>Emendas</p><p>São utilizadas sempre que é necessário unir uma corda à outra. Quando bem feitas, não causam</p><p>redução nas cargas, já que a corda na emenda dobra de diâmetro. São muito utilizadas para</p><p>reparar uma corda quando esta sofreu uma abrasão muito forte em determinada secção do seu</p><p>comprimento. É mais indicado eliminar-se um pedaço da corda sensivelmente afetada pela abrasão</p><p>a fazer-se uma costura de emenda.</p><p>Abrasão</p><p>É talvez uma das principais causas de desgaste e redução da vida útil de uma corda. Por ser</p><p>sensível ao atrito em superfícies cortantes, ásperas e pontiagudas, as cordas devem ser</p><p>manuseadas evitando-se sempre que possível este atrito. Portanto, evite o contato da corda com</p><p>superfícies de grande abrasividade.</p><p>Intempéries</p><p>A ação dos raios ultra-violeta (UV) e a umidade sobre as fibras de uma corda reduzem</p><p>sensivelmente sua vida útil e a segurança no uso do produto. Portanto, evite, sempre que possível,</p><p>deixar uma corda exposta ao tempo. Cordas fabricadas com fibras naturais são muito sensíveis à</p><p>umidade, fator de provoca o surgimento de fungos e bactérias que a destroem. Algumas fibras</p><p>sintéticas, derivadas do petróleo (polipropileno por exemplo), podem ser sensíveis aos raios UV se</p><p>não forem tratadas (estabilizadas) com produtos químicos na sua fabricação.</p><p>Temperaturas</p><p>Algumas temperaturas (acima de 80ºC)</p><p>ou muito baixas (inferiores a -10ºC) interferem na</p><p>performance e durabilidade das cordas. Evite à exposição e a utilização das cordas em temperaturas</p><p>extremas.</p><p>Produtos Químicos</p><p>Na maioria dos casos, RECOMENDA-SE MANTER AS CORDAS LONGE DE PRODUTOS QUÍMICOS.</p><p>Algumas fibras são mais resistentes do que outras a produtos de origem ácida ou alcalina.</p><p>No caso da utilização da corda requerer um contato próximo e freqüente com determinados</p><p>produtos químicos, consulte o fabricante e informe suas necessidades, antes de adquiri-la.</p><p>Contato Manual</p><p>Parece que não, mas este é um item importante para o usuário de uma corda. A relação entre o</p><p>diâmetro da corda, a textura de sua fibra e a mão do usuário é muito importante para sua</p><p>segurança e conforto.</p><p>Fibras naturais e multifilamentadas com diâmetros superiores a 12mm são melhores no contato</p><p>manual e tem boa "pega".</p><p>Assim, procure sempre estar atento a esta relação para obter um melhor resultado!</p>