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<p>EXERCÍCIOS – ARCADISMO</p><p>1- Sobre as características do Arcadismo, é correto afirmar, exceto:</p><p>a) Os poetas árcades defendiam o bucolismo como estilo de vida no campo, longe dos</p><p>centros urbanos. A vida pobre e feliz no ambiente campestre contrasta com a vida</p><p>luxuosa e triste na cidade.</p><p>b) Apego excessivo pela forma em detrimento do conteúdo. O Arcadismo defendeu a</p><p>“arte pela arte”, um retorno aos ideais literários clássicos.</p><p>c) Como expressão artística da burguesia, o Arcadismo veiculou também certos ideais</p><p>políticos e ideológicos dessa classe, formulados pelo Iluminismo.</p><p>d) O desejo de aproveitar o dia e a vida enquanto é possível, também conhecido</p><p>como carpe diem.</p><p>e) A poesia árcade apresentou um convencionalismo amoroso: não há variações</p><p>emocionais de um poema para o outro nem de poeta para poeta, importando mais</p><p>escrever poemas como os poetas clássicos escreviam.</p><p>2- Sobre o Arcadismo no Brasil, podemos afirmar que:</p><p>a) produziu obras de estilo rebuscado, pleno de antíteses e frases tortuosas, que refletem</p><p>o conflito entre matéria e espírito.</p><p>b) não apresentou novidades, sendo mera imitação do que se fazia na Europa.</p><p>c) além das características européias, desenvolveu temas ligados à realidade brasileira,</p><p>sendo importante para o desenvolvimento de uma literatura nacional.</p><p>d) apresenta já completa ruptura com a literatura européia, podendo ser considerado a</p><p>primeira fase verdadeiramente nacionalista da literatura brasileira.</p><p>e) presente sobretudo em obras de autores mineiros como Tomás Antônio Gonzaga,</p><p>Cláudio Manuel da Costa, Silva Alvarenga e Basílio da Gama, caracteriza-se como</p><p>expressão da angústia metafísica e religiosa desses poetas, divididos entre a busca da</p><p>salvação e o gozo material da vida.</p><p>3- Poema satírico sobre os desmando administrativos e morais imputados a Luís da</p><p>Cunha Menezes, que governou a Capitania das Minas de 1783 e 1788:</p><p>a) Marília de Dirceu</p><p>b) Vila Rica</p><p>c) Fábula do Ribeirão do Carmo</p><p>d) Cartas Chilenas</p><p>e) O Uruguai</p><p>4- Leia a estrofe de Tomás Antônio Gonzaga e faça o que se pede:</p><p>"Casa no Campo"</p><p>Eu quero uma casa no campo</p><p>Onde eu possa compor muitos rocks rurais</p><p>E tenha somente a certeza</p><p>Dos amigos do peito e nada mais</p><p>Eu quero uma casa no campo</p><p>Onde eu possa ficar no tamanho da paz</p><p>E tenha somente a certeza</p><p>Dos limites do corpo e nada mais</p><p>Eu quero carneiros e cabras pastando solenes</p><p>No meu jardim</p><p>Eu quero o silêncio das línguas cansadas</p><p>Eu quero a esperança de óculos</p><p>Meu filho de cuca legal</p><p>Eu quero plantar e colher com a mão</p><p>A pimenta e o sal</p><p>Eu quero uma casa no campo</p><p>Do tamanho ideal, pau-a-pique e sapé</p><p>Onde eu possa plantar meus amigos</p><p>Meus discos e livros</p><p>E nada mais</p><p>(Elis Regina)</p><p>Sobre a personagem central feminina, podemos afirmar que:</p><p>a) Marília é mostrada, ao mesmo tempo, como pessoa e como encarnação do Amor, como</p><p>categoria absoluta.</p><p>b) Apesar da beleza deslumbrante da amada, não se verifica, na construção dessa</p><p>personagem, qualquer idealização clássica da mulher.</p><p>c) O poeta dirige-se a Marília unicamente como sua noiva e futura esposa.</p><p>d) A beleza luxuriante de Marília contrasta com o ideal de serena fruição dos prazeres</p><p>sadios da vida.</p><p>e) Marília, pela sua intensa sensualidade, representa o ideal de amante e não o de noiva</p><p>ou esposa.</p><p>5- Observe a letra da música e responda o que se pede:</p><p>Os teus olhos espalham a luz divina,</p><p>A quem a luz do sol em vão se atreve;</p><p>Papoila ou rosa delicada e fina</p><p>Te cobre as faces, que são cor da neve.</p><p>Os teus cabelos são uns fios de ouro;</p><p>Teu lindo corpo bálsamo vapora.</p><p>Ah! não, não fez o Céu, gentil Pastora,</p><p>Para glória de amor igual Tesouro.</p><p>(TAG, MD, Parte I, Lira I)</p><p>a) Quais características do Arcadismo podemos encontrar nesta música?</p><p>b) Transcreva versos que contenham essas características.</p><p>c) Qual o significado de “paz” trazido na letra da música?</p><p>d) Qual o objetivo do sujeito de querer uma casa no “campo”?</p><p>e) Qual o sentido do verso “Eu quero o silêncio das línguas cansadas”?</p><p>6- Qual dessas afirmações não caracterizava a poesia arcádica realizada no Brasil no século</p><p>XVIII?</p><p>a) Procurava-se uma super valorização da natureza.</p><p>b) A poesia seguia o lema de “cortar o inútil” do texto.</p><p>c) As amadas eram ninfas, lembrando a mitologia grega e romana.</p><p>d) Os poetas da época usavam pseudônimos.</p><p>e) Diversos poemas foram dedicados a reis e rainhas, e tinham um objetivo político.</p><p>7- Carpe diem é um dos temas recorrentes na poesia do Arcadismo que também pode aparecer</p><p>na poesia de outros estilos de época. entre as alternativas a seguir, assinale aquela que</p><p>NÃO apresenta um exemplo desse tema:</p><p>a) Tristes lembranças! e que em vão componho</p><p>A memória da vossa sombra!</p><p>Que néscio em vós a ponderar me ponho!</p><p>COSTA, Cláudio Manuel da. Poemas escolhidos.</p><p>Rio de Janeiro: ediouro, 1997. p. 49.</p><p>b) Ah! não, minha Marília,</p><p>Aproveite-se o tempo, antes que faça</p><p>O estrago de roubar ao corpo as forças,</p><p>e ao semblante a graça!</p><p>GONZAGA, Tomás Antônio. Marília de Dirceu. São Paulo: Martin Claret. 2009. p. 48.</p><p>c) Gozai, gozai da flor da formosura,</p><p>Antes que o frio da madura idade</p><p>Tronco deixe despido, o que é verdura.</p><p>MATOS, Gregório de. Poemas escolhidos. São Paulo: Cultrix, 1976. p. 320.</p><p>d) Amanhã! – o que val’, se hoje existes!</p><p>Folga e ri de prazer e de amor;</p><p>hoje o dia nos cabe e nos toca,</p><p>De amanhã Deus somente é Senhor!</p><p>DIAS, Gonçalves. Poesia e prosa completas. Rio neiro: Nova Aguilar, 1998. p. 444.</p><p>de Ja</p><p>8- O texto I é barroco; o texto II é arcádico. Comparando-os, é correto afirmar,</p><p>EXCETO:</p><p>A) Os barrocos e árcades expressam sentimentos.</p><p>B) As construções sintáticas barrocas revelam um interior conturbado.</p><p>C) O desejo de viver o prazer é dirigido à amada nos dois textos.</p><p>D) Os árcades têm uma visão de mundo mais angustiada que os barrocos.</p><p>E) A fugacidade do tempo é temática comum aos dois estilos.</p><p>TEXTO III</p><p>Onde estou? este sítio desconheço:</p><p>Quem fez diferente aquele prado?</p><p>Tudo outra natureza tem tomado;</p><p>e em contemplá-lo tímido esmoreço.</p><p>Uma fonte aqui houve; eu não me esqueço</p><p>De estar a ela um dia reclinado.</p><p>Ali em vale um monte está mudado:</p><p>Quanto pode dos anos o progresso!</p><p>Árvores aqui vi tão florescentes,</p><p>Que faziam perpétua a primavera:</p><p>Nem troncos vejo agora decadentes.</p><p>eu me engano: a região esta não era:</p><p>Mas que venho a estranhar, se estão presentes</p><p>Meus males, com que tudo degenera!</p><p>Texto I</p><p>Discreta e formosíssima Maria,</p><p>enquanto estamos vendo claramente</p><p>Na vossa ardente vista o Sol ardente,</p><p>e na rosada face a aurora fria;</p><p>enquanto pois produz, enquanto cria</p><p>essa esfera gentil, mina excelente</p><p>No cabelo o metal mais reluzente,</p><p>E na boca a mais f na pedraria.</p><p>Gozai, gozai da flor da formosura,</p><p>Antes que o frio da madura idade</p><p>Tronco deixe despido o que é verdura.</p><p>Que passado o zenith da mocidade,</p><p>Sem a noite encontrar da sepultura,</p><p>É cada dia ocaso da beldade.</p><p>MATOS, Gregório de.</p><p>Texto II</p><p>Minha bela Marília, tudo passa;</p><p>A sorte deste mundo é mal segura;</p><p>Se vem depois dos males a ventura,</p><p>Vem depois dos prazeres a desgraça.</p><p>estão os mesmos deuses</p><p>Sujeitos ao poder do ímpio Fado:</p><p>Apolo já fugiu do Céu brilhante,</p><p>Já foi pastor de gado.</p><p>Ah! enquanto os Destinos impiedosos</p><p>Não voltam contra nós a face irada,</p><p>Façamos, sim façamos, doce amada,</p><p>Os nossos breves dias mais ditosos,</p><p>Um coração, que frouxo</p><p>A grata posse de seu bem difere,</p><p>A si, Marília, a si próprio rouba,</p><p>e a si próprio fere.</p><p>Ornemos nossas testas com as flores;</p><p>e façamos de feno um brando leito,</p><p>Prendamo-nos, Marília, em laço estreito,</p><p>Gozemos do prazer de sãos Amores.</p><p>Sobre as nossas cabeças,</p><p>Sem que o possam deter, o tempo corre;</p><p>e para nós o tempo, que se passa,</p><p>Também, Marília, morre.</p><p>GONZAGA, Tomás Antônio.</p><p>COSTA, Cláudio Manuel da. Sonetos (VII). In: RAMOS, Péricles Eugênio da Silva (Intr., sel. e notas). Poesia do</p><p>outro – Antologia. São Paulo: Melhoramentos, 1964. p. 47.</p><p>A crítica literária brasileira tem ressaltado que o terceiro verso do poema é aquele que</p><p>concentra o tema central. essa mesma crítica, por outro lado, anotou com propriedade a</p><p>importância do décimo segundo verso: este verso exprime uma mudança de atitude, que</p><p>se corrige nos versos finais graças à descoberta, feita pelo eu poemático, da verdadeira</p><p>causa do fenômeno descrito em todo o poema. Responda:</p><p>a) Qual o tema que o terceiro verso concentra? TRANSCREVA outros dois versos que</p><p>o repercutem.</p><p>b) A que causas o eu poemático atribui o fenômeno observado na natureza?</p>

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