Prévia do material em texto
<p>Pós biopsia Paciente 1 Pré TO sem contraste evidenciando - a) Quais são estes exames? pequeno hematoma renal Radiografia de abdome Urotomografia ou tomografia computadorizada de abdome total Paciente 2 TO Pós Ultrassonografia de rins e vias urinárias ou total - b) Qual o diagnóstico? TC sem contraste evidenciando - RX: Imagem radiopaca na topografia da coraliforme presente volumoso hematoma renal na região (NÃO consigo AFIRMAR QUE ESTÁ NO RIM) avisar que a imagem está projetada na topografia renal Uro TC: (plano coronal) imagem hiperdensa de formato coraliforme ocupando todo o seio renal do lado esquerdo SEMANA 10 - USG: imagem / hiperecóica no sejo renal associado a sombra acústica posterior, com cálice dilatado (um USG não é o melhor, mas é bom para visualizar cálculos cálice foi obstruído - imagem escura) Não consigo analisar o ureter inteiro Consegue ver dilatação do sistema coletor, pelve, ureter proximal - renal vasos / gordura / pelve e cálice (sistema coletor) e distal - MELHOR exame para litíase renal -> TC - Estação 3: Paciente com dor lombar esquerda irradiando para o flanco do - Estação 1: mesmo lado. Paciente referindo dor lombar esquerda há 7 dias, com hematúria associada. Realizou os seguintes exames. RIM DIREITO T - a) Qual o diagnóstico? Rim direito normal (pelve renal que não dá para discernir as partes) Rim esquerdo com hidronefrose (dilatação do sejo renal) por obstrução abaixo no ureter a) Quais são estes exames? Ultrassonografia de abdome total ou ultrassonografia de rins e b) Qual o próximo exame a ser solicitado? vias urinárias Uro TC ou tomografia computadorizada de abdome total para - Tomografia computadorizada de abdome total ou urotomografia conseguir visualizar melhor o ureter (protocolo com baixa dose de radiação e sem contraste - pede para ver cálculos) - b) Qual a alteração observada? - USG: Presença de cálculo - imagem com sombra acústica posterior na junção ureterovesical (cálculo obstruindo ureter dilatado) causando dilatação a montante TC: Presença de cálculo na junção vesicoureteral esquerda - imagem hiperdensa ovalada na junção ureterovesical do lado esquerdo (plano axial baixo para cima) Dilatação pelve renal direita</p><p>Observe nas imagens abaixo a evolução do saco gestacional, bem como aparecimento da vitelina e crescimento do Dilatação da pelve renal esquerda 6 asemana 7 Ruptura de ureter SEMANA 11 Discutir sobre o ultrassom gestacional (incluir os achados indicativos de infecção congênita) A imagem ao lado, corresponde a uma marcação importante realizada no ultrassom gestacional entre 11 e 14 semanas, Correlacione os objetivos da solicitação do ultrassom durante período chamada translucência nucal Qual motivo de realizar essa gestacional, colocando os objetivos corretos na coluna à direita. medida? Objetivos do ultrassom gestacional Nos últimos 20 anos, várias pesquisas comprovaram que o Avalian biometria fetal medida da TN promove rastreio efetivo e precoce para a malformações congênitas trissomia do 21 e outras aneuploidias maiores (trissomias Avaliação do amniótico do 18 e do 13). Além disso, a TN aumentada está Avaliação da placenta associada a defeitos cardíacos e outras malformações e Avaliação do colo uterino síndromes genéticas. Avaliação do sexo fetal Ultrassonografia durante pré-natal: Ultrassom Morfológico de 2° Trimestre o exame quando deverá ser realizado uma vez a cada trimestre primeiro poderá ser solicitado após a oitava semana de gestação, em busca do saco gestacional intrauterino com embrião apresentando ativida-de possibilitando, diagnóstico de falhas grosseiras de fechamento do canal medular ou ausência da calota A medida da translucência nucal (TN) é utilizada entre 11 e 12 semanas de idade gestacional como marcador de cromossomopatia. segundo exame deverá ser realizado em torno de 20 24 semanas. Nessa fase são melhores as condições para avaliação da morfologia Um terceiro ultrassom deverá se realizado no terceiro confirmando ou não os achados anteriores e eventuais Nessa époda são avaliados crescimento fetal, o volume de líquido a localização da placenta o bem-estar fetal por meio do perfil biofísico fetal (PBF) Qualquer alteração observada no exame clínico, como crescimento uterino não compatível e sangramento genital, entre outras, exigirá a repetição do Referência Manual SOGIMIG de Ginecologia e MedBook Disponível Correção: TN - entre 11 e 14 semanas As fotos acima representam etapas importante na avaliação Por que ultrassom do trimestre é importante?</p><p>Resposta: Para avaliar o crescimento fetal, volume de líquido - Se esse ultrassom da alto risco não significa que a criança amniótico, localização da placenta o bem-estar fetal por meio do vai nascer com a cromossomopatia, mas tem alto risco não é perfil biofísico fetal (PBF) de certeza absoluta Para rastreamento e encaminhamento diagnóstico efetivos no segundo trimestre é realizada a avaliação de marcadores Outros nomes: Ultrassom obstétrico com translucência ou ultrassonográficos durante o exame morfológico, entre 19 e 24 ultrassom morfológico obstétrico do primeiro trimestre entre semanas de gestação. Nesse exame, a anatomia fetal é examinada em detalhes para afastar a presença de ULTRASSOM MORFOLÓGICO DO 2° TRIMESTRE: malformações estruturais fetais ou sinais que indiquem anomalias mais importante é avaliar a morfologia fetal buscando A detecção dos diversos marcadores malformações ultrassonográficos está relacionada com alguns fatores, como Uma vez que quase todos os órgãos já completaram seu experiência do operador, resolução do aparelho de ultrassom, desenvolvimento idade gestacional quando da realização do exame Entre 20 a 24 semanas ultrassonográfico, dificuldade técnica na avaliação fetal em Também serve: Para avaliar o crescimento fetal, volume virtude do panículo adiposo materno, volume de líquido de líquido amniótico, localização da placenta o bem-estar amniótico, número de fetos e posição fetal. A presença de fetal por meio do perfil biofísico fetal (PBF) múltiplas anormalidades ultrassonográficas está associada a Busco malformações fetais para poder designar minhas aumento significativo do risco de anomalias cromossômicas, condutas, fazendo todo o planejamento no pós-parto melhora sendo a associação menos clara para as anormalidades isoladas. o prognóstico do bebê e mãe ANOTAÇÕES ESTAÇÃO ULTRASSOM OBSTÉTRICO COM DOPPLER 3° Biometria fetal: tamanho e peso TRIMESTRE Avaliação do colo: por transvaginal, pode identificar colo curto Normalmente com umas 33 semanas bem variável SUS: Avaliar a vitalidade do feto entre outras características 1° importante: 11 a 14 semanas para avaliar cromossomopatia 2° 20 a 24 semanas para avaliar a morfologia fetal Estação 2: Assista o vídeo e responda aos comandos 1° ultrassom ultrassom obstétrico transvaginal bem no comecinho - serve para estimar / datar a idade gestacional - Marcos: a) Para que serve o ultrassom da translucência nucal? 1° aparece o saco gestacional (em torno de 4 semanas) Quando solicitar? 2° aparece a vesícula vitelínica (em torno de 5 semanas Serve para observar o acúmulo de líquido na nuca do bebê nutrição) que pode estar associada a cromossomopatias, estimando 3° embrião (em torno de 6 semanas) riscos, também posso avaliar a morfologia fetal solicitar entre ideal para pedir esse primeiro ultrassom é com 7 8 semanas, 11 a 14 semanas (11 a 13 semanas e 6 dias) pois assim já conseguirá visualizar melhor o embrião Serve para: b) Por que o US morfológico do segundo trimestre é Ver que a gestação está localizada no local certo (dentro do importante? Qual o melhor período para realização útero) mais importante é avaliar a morfologia fetal buscando Para ver quantos embriões malformações Para ver sinais de má evolução irregularidades Uma vez que quase todos os órgãos já completaram seu Vai datar a gestação a partir da medida do embrião (a dpp do desenvolvimento ultrassom é com 40 semanas) erro mínimo no começo da - Entre 20 a 24 semanas gestação, depois pode não ser tão fidedigno QUANDO se enxergar o bebê inteiro USG do 1° trimestre principal objetivo da TN é rastrear CROMOSSOMOPATIA, Comprimento cabeça-nádega (CCN) a partir dessa medida ele mas também podem ser pesquisadas malformações grosseiras calcula a idade gestacional e data provável do parto (medida Quando há muito acúmulo de líquido na nuca, possui uma maior mais fidedigna para fazer os cálculos) chance de cromossomopatia, sendo um bom marcador de Pelo transvaginal do 1° trimestre também posso medir cromossomopatia, quando a TN é aumentada Mas existem outros marcadores também - idade materna USG obstétrico: Crescimento fetal Quadro 73.1 Desempenho dos diferentes métodos de rastreio da trissomia do 21 Líquido amniótico (ILA) mede no vertical a maior medida do bolsão de líquido (meço só líquidos sem parte fetal). É Método de rastreamento TD (%) esperado o índice entre 8 a 22 Idade materna (IM) 30 Placenta (vejo localização, espessura, maturidade / IM e bioquímica sérica materna entre 15 e 18 semanas 50 70 envelhecimento placentário (classificação de Grannum) com IM e TN entre a e a semanas + 6 dias 70 80 o passar o tempo vai calcificando) IM e TN e dosagem sérica materna da fração livre da 85 90 Condições gerais de vitalidade B-HCG e PAPP-A entre a a semanas + 6 dias Posição fetal IM e TN e osso nasal fetal (ON) entre a e a 90 semanas + 6 dias Biometria fetal padrão estimativa de peso e idade IM. TN, ON e dosagem sérica materna da fração livre da 95 gestacional B-HCG e PAPP-A entre a e a semanas + 6 dias Diametro biparietal (DBP) HCG: gonadotrofina humana; PAPP-A: proteína plasmática A associada à gestação. Circunferência cefálica (CC) Circunferência abdominal (CA) Junção de vários marcadores para aumentar a probabilidade de Comprimento do fêmur (CF) dar certo Calculadora de risco baseada em vários parâmetros fetal Infecções congênitas medicine foundation</p><p>Toxoplasmose: Figura 18.1 Algoritmo para avaliação de sangramento vaginal no primeiro trimestre da gestação. (*Essa etapa deve ser omitida caso mulher apresente positivo ou diagnóstico de gravidez In direto para ultrassonografia transvaginal.) Características radiográficas Ultrassom Os achados intracranianos que podem estar presentes ultrassonograficamente incluem: hidrocefalia fetal calcificação intracraniana fetal tende a ser distribuída aleatoriamente por todo o cérebro Também pode haver presença de microcefalia . Veja: toxoplasmose cerebral congênita Figura 18.2 Saco gestacional Figura Medida do comprimento (CCN). Outras descobertas incluem: calcificação fetal hepatoesplenomegalia fetal ascite fetal Características radiográficas Figura 18.3 Figura 18.5 Batimento embrionário positivo. Ultrassom É esperado batimentos se não há óbito embrionário Se o diâmetro médio do saco gestacional é maior que 25 Cérebro mm espero ver embrião, se não não evoluiu calcificação intracraniana fetal principalmente calcificação periventricular (focos hiperecogênicos), considerada uma das características mais comuns 6 hidrocefalia fetal parênquima de aparência heterogênea microcefalia aderências intraventriculares Outro calcificação fetal hepatomegalia fetal evidência de restrição de crescimento (RCIU) intestino ecogênico Estas descobertas estão associadas a resultados desfavoráveis, permitindo que as mães Figura 18.6 Diâmetro médio do saco gestacional > 25mm critério diagnós- considerem a interrupção da gravidez se identificada suficientemente tico de gestação não se não tenho > 25mm gestação SEMANA 12 E 13 inviável Gestação inviável, pois a média do diâmetro do saco - OBJETIVOS DAS SEMANAS: gestacional está maior que 25 Conhecer os métodos de avaliação biofísica da vitalidade fetal Aprender o uso do ultrassom na avaliação e diagnóstico do aborto - Estação 1: - Com ajuda da referência abaixo, responda aos comandos. CARLOS HENRIQUE MASCARENHAS SILVA, BENITO PIO VITORIO CECCATO JUNIOR. Manual SOGIMIG de ultrassonografia em ginecologia e obstetrícia. - 1. ed. Rio de Janeiro: Medbook, 2018. Capítulo 18: Sangramento no Primeiro trimestre da gestação. Páginas 223-226. a) Quais são os critérios de abortamento pelo ultrassom transvaginal? Quadro 18.1 Achados diagnósticos para abortamento por meio da Figura 18.7 Batimento cardíaco ausente no ultrassonografia transvaginal Ausência de batimento cardíaco fetal Embrião com CCN 7mm e ausência de batimentos cardíacos Diâmetro médio do saco gestacional 25mm e ausência de embrião Quando eu repito o ultrassom - após 14 dias (as vezes é uma Ausência de embrião vivo 14 dias depois de ultrassom que mostrou gestação muito precoce / recente e o embrião pode não ter se saco gestacional sem desenvolvido ainda) Ausência de embrião vivo 11 dias depois de ultrassom que mostrou saco gestacional com vitelínica</p><p>SEMPRE REPETIR o ULTRASSOM EM 14 DIAS tem que ter ocorrido nesse tempo alguma modificação (se não tinha embrião vai aparecer, se não tinha batimento agora vai ter) b) Defina ameaça de abortamento. o que pode ser identificado no ultrassom transvaginal? Considera-se como ameaça de abortamento o caso de uma gestante com sangramento vaginal com colo uterino fechado, cujos critérios diagnósticos de abortamento espontâneo não foram atingidos (quando a gravidez ainda é viável, mas há intercorrências) Quadro 18.2 Achados suspeitos para mas não diagnósticos, por meio da ultrassonografia transvaginal Figura 18.10 Abortamento completo. Embrião com CCN < 7mm e ausência de batimentos Diâmetro médio do saco gestacional entre 16 e 24mm e ausência de embrião Estação 2 Ausência de embrião vivo 7 a 13 dias após ultrassonografia transvaginal que mostrou saco gestacional sem Realize a leitura do material disponibilizado no Canvas e responda aos comandos. Ausência de embrião vivo 7 a 10 dias após ultrassonografia transvaginal que mostrou saco gestacional com vazio (âmnio é visto adjacente à vesicula vitelina e embrião não a) Como se caracteriza o sofrimento fetal agudo? é visto) sofrimento fetal agudo é desencadeado durante o trabalho aumentada (> 7mm) de parto e caracterizado por hipóxia, hipercapnia e acidose. Nova ultrassonografia transvaginal 7 a 10 dias depois para avaliar a Decorre de uma redução aguda nas trocas materno-fetais, com viabilidade da gravidez diminuição transitória, ou permanente, do aporte de oxigênio necessário ao concepto. c) Defina aborto retido. b) Como se caracteriza o sofrimento fetal crônico? Os casos de aborto retido (missed abortion) apresentam critério Entende-se por sofrimento fetal crônico a privação crônica de diagnóstico de abortamento pela USTV, mas o pro-duto da nutrientes e de oxigênio, alterando o crescimento e concepção não foi expulso do útero (colo uterino fechado). desenvolvimento normal do feto, antes de desencadeado o trabalho de parto. d) o que é um aborto inevitável? abortamento inevitável é caracterizado por uma grávida com c) Qual estudo de imagem avalia a resistência da sangramento vaginal acompanhado de cólicas e colo uterino circulação uterina e fetoplacentária? dilatado. A ultrassonografia obstétrica com doppler e) o que esperar no ultrassom transvaginal de uma paciente Troca fetoplacentária avaliada pelas: artéria umbilical (no com aborto incompleto? E no aborto completo? cordão baixa resistência e alto fluxo) e artéria cerebral média (baixo fluxo e alta resistência) Em caso de abortamento incompleto (Figura 18.9), a grávida apresenta sangramento vaginal e/ou cólica, colo uterino dilatado Aumento a resistência da umbilical diminui o fluxo = e produto da concepção no canal cervical ou expulso sofrimento bebê vai dilatar a artéria cerebral média para parcialmente com material ainda dentro da cavidade. aumentar o fluxo e diminuir a resistência para compensar a falta Quando zera a relação de uma com a outra começou a inverter o normal das artérias isso é ruim e muito prejudicial Pode-se avaliar fluxo venoso do bebê mas é em último caso Figura 18.9 Abortamento incompleto. Note a presença de material heterogê- neo no canal cervical (setas). Acima: colo aberto com restos Caso 1: traçado Doppler Caso 2: traçado Doppler No abortamento completo (Figura 18.10), o produto da UA normal AU normal concepção foi expulso do útero e o colo uterino se encontra fechado. sangramento vaginal e dor são leves ou ausentes. Diástole cheia e baixa resistência artéria umbilical</p><p>Pela ultrassonografia, avaliam-se (4 parâmetros) os movimentos respiratórios, o tônus e os movimentos fetais, além do volume do líquido amniótico. Quando as variáveis ultrassonográficas estiverem normais. pode-se ainda incluir, ou não, a avaliação da FCF (pode ser um 5° parâmetro) por um período de 20 minutos pela CTG Quadro 4 Variáveis avaliadas no perfil biofísico fetal Normal (2 pontos) Anormal ponto) Movimento fetal movimentos corporais ou de membros 30 minutos movimentos em 30 minutos Movimento respiratório fetal movimentos com duração de 30 em 30 minutos Ausência de movimentos ou movimentos <30 segundos em 30 minutos AAAAAAAAAE fetal movimentos de de membros ou abertura/ Ausência de movimentos movimentos fechamento da mão em 30 minutos Volume líquido Pelo menos um bolsão >7 Bolsão cm Cardiotocografia anteparto 2 acelerações transitórias de 15 segundos em 20 minutos Aceleração insatisfatória e/ou acelerações em 20 minutos h) Na avaliação do perfil biofísico fetal de uma paciente foi Caso 5: traçado Doppler constatado oligodrâmnio. Quais os valores do ILA da AU anormal em vário de Líquido Amniótico) para ser considerado este diagnóstico? Diástole vazia e aumento da resistência - anormal avaliação subjetiva ou a medida do índice do líquido amniótico (ilA) O ilA é determinado pelo somatório do líquido encontrado nos quatro quadrantes formados por duas linhas imaginárias perpendiculares, que se cruzam no nível da cicatriz umbilical materna Quadro 5 Avaliação do volume de líquido amniótico pela ultrassonografia Maior bolsão de líquido amniótico Interpretação cm Entre cm Reduzido Caso 1: traçado Doppler Caso 2: traçado Doppler Entre cm Entre 18 cm Normal ACM direito normal ACM direito normal < 5 cm muita preocupação SEMANA 14 Papel do USG e mamografia na avaliação das mamas Quais os métodos de imagem disponíveis para avaliação das mamas? Mamografia Ultrassonografia Ressonância magnética Tomosíntese mamária Caso 3: traçado Doppler Caso 4: Doppler ACM no Todos esses métodos estão disponíveis ACM anormal em... rmal apesar de.. câncer de mama é mais frequente em mulheres no Brasil, após câncer de pele não melanoma, com taxa ainda ascendente de mortalidade o rastreamento por meio da mamografia é estratégia mais implementada no mundo A cerebral média anormal vai agir como a umbilical diástole para a detecção precoce da Essa estratégia consiste na repetição de mamografias de rotina em cheia e baixa resistência mulheres sem sinais ou sintomas suspeitos desse No rastreamento passou a ser recomendado como política pública em 2004. d) Quais doenças podem alterar a resistência da circulação A Organização Mundial da Saúde (OMS) enfatiza a necessidade de ações de fetoplacentária? Cite 3. monitoramento e avaliação para sucesso da estratégia do As etapas do rastreamento vão desde a A resistência na circulação fetoplacentária pode ser afetada por identificação convite às mulheres da de acordo com periodicidade e faixa etária, até a diversas doenças, tais como pré-eclâmpsia, restrição de investigação diagnóstica, tratamento e os cuidados para as mulheres com exames Em cada uma dessas crescimento fetal, doenças autoimunes e trombofilias. etapas, é importante garantir os profissionais e os recursos materiais necessários para efetiva Referência Ministério da Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Parâmetros e) o que é avaliado na cardiotocografia? técnicos para rastreamento do câncer de mama. Rio de INCA FCF e a contratilidade uterina no momento do parto Cuidado, pois pode dar muito falso negativo ex: bebê pode estar Mamografia: dormindo Conforme as Diretrizes para a Detecção Precoce do Câncer de Mama no Brasil, o rastreamento mamográfico deve ser oferecido às mulheres com idade de 50 a 69 uma vez a cada dois anos, pois é nessa faixa etária e f) Qual o valor da frequência cardíaca fetal que sugere periodicidade que se observa balanço favorável entre riscos e benefícios do rastreamento o diagnóstico precoce, bradicardia e taquicardia no exame de cardiotocografia? por meio da avaliação oportuna de sinais e sintomas suspeitos de câncer de é também recomendado e Bradicardia FCF basal (linha de base) <110 bpm por 10 constitui prioridade assistencial no cenário de apresentação avançada da doença no minutos. A avaliação de triagem de rotina inclui a obtenção de duas visões (craniocaudal [CC] mediolateral de Taquicardia FCF basal (linha de base) >160 bpm por 10 cada mama. Na visão CC a mama é levantada e posicionada na placa e a compressão é aplicada de Na vista do minutos. a mama é compactada e imagem do lado em um ângulo o posicionamento dos seios é crítico posicionamento inadequado pode levar à exclusão de partes da mama do campo de visão, arriscando a não Normalmente se faz a cardiotocografia de 20 a 30 min visualização de um Essas duas visões padrão garantem imagens adequadas das partes inferiores e laterais relativamente móveis e das partes superiores e medial relativamente fixas da mama. Obtenção de duas visões para cada mama auxilia na g) o que é avaliado no perfil biofísico fetal? distinção de estruturas sobrepostas de verdadeiras Um tipo de ultrassom Existem também aquisições complementares adicionais, como aquisição em perfil, compressão localizada (para PBF inclui tanto a monitorização ultrassonográfica como a magnificação (para microcalcificações) e manobra de Eklund (para avaliação das próteses). cardiotocográfica.</p><p>Sociedades de GO, mastologia rastreio anual a partir de 40 Porque não faço em < 40 anos ? sensibilidade reduzida pela anos quantidade elevada de tecido fibroglandular, o que dificulta a MS: bianual de 50 a 69 anos (fala que muitas vezes diagnostica visualização por ser muito opaco lesões que não vão evoluir) BI-RADS: Rastreamento: objetiva-se diagnosticar precocemente antes da paciente apresentar sintomas sentir o nódulo o Sistema de Notificação e Dados de Imagem Mamária (BI-RADS) foi desenvolvido pelo American College of Radiology para padronizar formato de um relatório de BI-RADS também foi estendido para ultrassom A mamografia usa radiação ionizante também dose mamário e ressonância magnética (RM). uso de BI-RADS para relatórios padronizados ajuda a orientar a tomada de decisões e serve como uma ferramenta útil na coleta de dados e auditoria de práticas 2 incidências: Antes de existir o Bi-rads não havia padronização das lesões Crânio-caudal: pressionar a mama de cima para baixo prejuízo para a paciente Oblíqua média lateral: pressiona pelos lados Documento em que se compilou características que Importante para pegar a totalidade da mama e não perder lesões classificam os diagnósticos Tabela 1. Categorias do BI-RADS, recomendações e risco de câncer OML: Divido a mama em superior e inferior na linha do mamilo RISCO DE CÂNCER CC: divide a mama em lateral e pelo mamilo CATEGORIA IMPRESSÃO DIAGNÓSTICA RECOMENDAÇÃO (%) sempre a parte virada para baixo será medial 0 Exame inconclusivo Complementar estudo Exame incompleto 1 Normal Exame de rotina anual 0 4 quadrantes: Superior medial / lateral 2 Achado Benigno Exame de rotina anual 0 Inferior medial / lateral Realizar controle precoce 3 Achado provavelmente benigno (em 6, 24 36 meses) Das mamas direita ou esquerda Prosseguir investigação: 4 Achado suspeito 3-94% realizar biopsia Visão normal de MLO (obliqua mediolateral) de ambos os Visão normal (craniocaudal) de ambas as mamas Prosseguir investigação: 5 Achado altamente suspeito realizar biópsia Lateral Lateral Upper 6 Achado investigado previamente Tratamento adequado 100 com resultado positivo (câncer) No 6: não é porque sumiu no exame de imagem que ela deixou de ter câncer ela ainda tem! No 0: não consigo distinguir pela mamografia (sempre quando se tem dúvida), precisa de um exame complementar USG ou RM (quando um método não conseguiu classificar definitivamente e é necessário complementar com outros exames) Medial Compressão localizada quando um amontoado de glândulas se dissipa no momento em que se comprime caso não complementar com outros exames Avaliação do padrão de densidade da mama Quadro Resultados categoria e condutas correspondentes (mamografia): Categoria Achados mamográficos Conduta Negativo Sem achados Rotina do rastreamento A densidade da mama resulta de proporções variadas de gordura, tecido conjuntivo e elementos Benigno Achados benignos Rotina do rastreamento ductais e relatório de mamografia deve mencionar o padrão de densidade utilizando a classificação Provavelmente Achados provavelmente Controle radiológico por três RADS padrão em tecido mamário predominantemente gorduroso (A), fibroglandular disperso (B), heterogêneo (C) ou benigno benignos anos (semestral no primeiro tecido mamário denso (D) ano e anual nos segundo e terceiro Confirmando estabilidade da volta à rotina. Eventualmente biopsia Suspeito (baixa, média Achados suspeitos de histopatológico alta malignidade 5. Altamente suspeito Achados altamente suspeitos de malignidade Incompleta ou não Necessidade de Realizar ação necessária conclusiva avaliação adicional e classificar conforme (outras incidências categorias anteriores manobras ultrassonografia) MAMOGRAFIA DIGITAL Fonte American College of Colégio Brasileiro de Quanto mais preto + gordura (mama menos densa) Quanto mais claro + tecido glandular (mama densa menor Paciente com prótese: sensibilidade da mamografia menor benefício ficar fazendo mamografia) Paciente jovem possui muito tecido fibroglandular na mama Ao decorrer do envelhecimento vai tendo a substituição do tecido glandular por gordura tecido adiposo A: mama de uma paciente mais velha D: mama de uma paciente mais jovem Preocupo com nódulos com formato suspeito Manobra de eklund CCD aperto o tecido espalho ele e são mais opacos / brancos empurro o implante para frente não atrapalha Faz 4 vezes em cada mama 2 modos sem empurrar e 2 Porque aperta? espalha o parênquima e diminui sobreposição modos com a manobra para conseguir visualizar melhor</p><p>- USG esfera anecoica líquido fica mais preto - Distorção arquitetural (+ difícil) - Prótese Visão geral do léxico de mamografia BI-RADS (imagem celular) Macrocalcificações - Alterações inflamatórias (melhor - machuca menos) - Febrasgo e sociedades - Mamografia: - Anual entre 40 e 74 anos (febrasgo e sociedades) > 75 anos (expectativa de vida de > 7 anos e possibilidade de realizar procedimentos diagnósticos e terapêuticos - USG: - Adjunta à mamografia em mamas densas - RM: - Comparação: - Sem evidências para mulheres de risco populacional usual Qual destes nódulos tem características suspeitas para malignidade na - Tomossíntese: mamografia? - Em associação com mamografia, quando disponível Benigno Benigno - Ministério da saúde: Suspeito - Mamografia: - 50 69 anos bianual Alto-risco: acompanhamento médico realização de acordo com a indicação médica SEMANA 15 Estação 1 - Avalie o caso clínico e os exames solicitados, identificando-os Suspeito é o último - espiculado, maior e discutindo suas principais indicações. - Maria, 32 anos, relata que está tentando engravidar - Ultrassom da mama há cerca de 2 anos e não consegue. Os exames de imagem a - Indicações: seguir foram solicitados durante a A ultrassonografia é comumente utilizada para acompanhamento diagnóstico de uma anormalidade observada na HISTEROSSALPINGOGRAFIA mamografia de rastreamento para esclarecer características de uma lesão em As principais indicações do US de mamas são: Melhorar a especificidade da mamografia na caracterização de Monitorização de procedimentos Avaliação da resposta à quimioterapia adjuvante. Avaliação de processos Avaliação das mamas densas em pacientes sintomáticas (exemplo: nódulos - Radiografia contrastada da pelve para visualizar a perviedade Útil para adicionar informações à mamografia - complementar das tubas uterinas, seu posição, trajeto principalmente Injeta-se contraste iodado por uma sonda, que vai preenchendo a cavidade uterina, contraste preenche as tubas uterinas e contraste cai na cavidade peritoneal e é por fim reabsorvido Geralmente quem faz esse exame são mulheres buscando causas de infertilidade Nódulo sólido benigno Nódulo benigno Nódulo sólido maligno - Contra-indicações: Os nódulos acima foram visualizados ao ultrassom. Analise-os e cite as principais - Suspeita de gravidez diferenças entre os nódulos benignos e malignos. - Infecção genital - último está muito espiculado (Bi-rads 4) - Alergia ao iodo - primeiro cisto. anecoico, benigno (bi-rads 2) - Metrorragia - Segundo bi-rads 3 - Imagem dos critérios ultrassonográficos BI-RADS - Prova de Cotté - Positiva: contraste na cavidade peritoneal trompas pérvias - Achados: - Negativa: exame alterado trompa não pérvia (obstrução - Mamografia: tubária - impossibilita a gestação natural) - Microcalcificações - Nodulos Ultrassonografia endovaginal - Distorção arquitetural (mais fácil) - Consigo avaliar muito bem as paredes e cavidade uterina - Prótese - Macrocalcificações - Alterações inflamatórias - Ultrassonografia: - Nódulos</p><p>D2-Ov Lt Vol - imagem - colo + útero no longitudinal - imagem - transversa - Consegue acompanhar as mudanças do endométrio ao longo do ciclo - ovário também é possível acompanhar durante a evolução do ciclo - possibilita acompanhar para programar uma gestação - Ultrassonografia pélvica via abdominal - Bexiga cheia serve como janela acústica - Para fazer pesquisa de puberdade precoce, mulheres virgens - Útero retrovertido com mioma - Serve para completar o ultrassom transvaginal - pois neste o campo de visão é maior - Se tenho uma massa muito grande consigo medir ele inteiro - maior campo de visão - Ressonância magnética da pelve - Mioma dentro do miométrio - intramural não dão muito AW sintomas PW - Mioma que empurra para dentro da cavidade são mais sintomáticos - Ovário com VI B - Vagina aberta por gel vaginal para melhor visualização - Suspeita de endometriose no reto - passa gel retal também - Sagital T2</p><p>Outro ovário Estação 3 Discutir os estadiamentos clínicos para as pacientes dos casos abaixo: PASSOS. Eduardo P. Rotinas em Ginecologia. 8 ed. 2023. Capítulo 22, página 278. https://radiopaedia.org/articles/cervical-cancer-staging-1 A) Uma mulher de 45 anos é diagnosticada com câncer cervical inicial, confinado ao colo uterino e com cerca de 3 cm de diâmetro. Ausência de outras alterações. IB: carcinoma invasor > 5 mm de profundidade, limitado ao colo Como é cerca de 3 cm seria o diagnóstico de IB2 = carcinoma invasor > 2 cm e < ou = a 4 cm na maior dimensão Ovário no corte axial T2 B) Uma mulher de 39 anos é diagnosticada com câncer cervical avançado que disseminou para a parede pélvica direita. Ela tem hidronefrose direita evidenciada na urografia excretora. Linfonodomegalias nas cadeias A amostra da biópsia confirma que é um carcinoma indiferenciado. IIIC1 C) Paciente R.M.S. feminino, 35 anos, branca, solteira, do com o 1° grau incompleto, paraense, procedente do município de Viseu. Relata que em meados de abril de 2006, iniciou com episódios de hemorragia vaginal recorrente, sem estar relacionada a um fator desencadeante específico. Sua menarca ocorreu aos 14 anos e coitarca aos 18 anos. Ao longo de sua vida, teve apenas um parceiro sexual e 02 gestações. Nega tabagismo e nunca havia sido submetida a qualquer tipo Cavidade uterina axial T2 de exame ginecológico preventivo. Durante a investigação, foi submetida à colposcopia, onde se observou uma tumoração ulcerada sangrante limitada ao colo uterino, sendo feito coleta de material do colo uterino para realização de histopatologia. o exame revelou a presença de carcinoma espinocelular moderadamente Qual o estadiamento clínico? IB. pois é possível visualizar a olho nu Quadro 22.2 Estadiamento Figo do câncer de colo do útero Carcinoma confinado ao colo (a extensão ao corpo é IA Carcinoma invasor diagnosticado somente por microscopia com invasão mm IA1 Invasão estromal 3 mm de profundidade IA2 Invasão estromal 3 mm e 5 mm de profundidade IB Carcinoma invasor 5 mm de profundidade, ao colo IB1 Carcinoma invasor > 5 mm de profundidade e 2 cm de diâmetro IB2 Carcinoma invasor 2 cm e 4 cm na maior dimensão IB3 Carcinoma invasor 4 cm na maior dimensão Carcinoma além do mas não ao terço inferior da vagina ou à parede pélvica Axial T1 é bom para ver foco hemático - destaca bem sangue IIA Envolvimento do terço superior da vagina sem incluir os paramétrios Carcinoma invasor <4 cm na maior dimensão Bom para visualizar endometriose - focos brilhantes IIA2 Carcinoma invasor 4 cm na maior dimensão Envolvimento parametrial sem atingir a parede pélvica No axial T2 o foco hemático retrai fica + preto III Carcinoma envolve terço inferior da vagina e/ou a parede pélvica e/ou causa hidronefrose ou rim não funcionante e/ou envolve linfonodos IIIA Carcinoma envolve terço inferior da vagina sem extensão à parede pélvica RM é um excelente exame para avaliação da pelve além da IIIB Extensão à parede pélvica e/ou hidronefrose ou rim não funcionante ultrassonografia Envolvimento de linfonodos pélvicos e/ou para-aórticos incluindo independentemente do tamanho do tumor "r" ou "p" IIIC1 somente em linfonodos pélvicos Estação 2 IIIC2 em linfonodos para-aórticos Após avaliar as situações apresentadas, proponha e explique IV Carcinoma se estende além da pelve ou envolve a mucosa da bexiga ou reto Edema bolhoso não classificado como qual melhor exame aplicado a cada situação clínica. estádio IV Situação A: Paciente sexo 25 anos, referindo IVA Atinge órgãos pélvicos IVB Atinge órgãos distância irregularidade menstrual. USG transvaginal / endovaginal SEMANA 16 Situação B: Paciente sexo feminino. 13 anos, com dor em baixo Aprender sobre a avaliação por imagem da Hiperplasia ventre. prostática benigna e Ca de próstata USG pélvica via abdominal Estação 1: Situação C: Paciente 35 anos, sexo feminino, com dificuldade Avalie as imagens abaixo, leio o material complementar e para engravidar, referindo dores pélvicas cíclicas que pioram responda aos comandos. progressivamente Zattar, Luciana, et al. Radiologia diagnóstica prática: manual da Ressonância magnética de pelve (melhor opção) residência do Hospital Anatomia (páginas 709 a USG com preparo para endometriose 711), HPB (páginas 716 e 717) e Lesões prostáticas malignas (páginas 718 a 726).</p><p>Desvantagem: Tem acurácia limitada (62%) na identificação do câncer de próstata: Óstio do ureter da bexiga urinária Falso-negativos: mais do que 40% dos cânceres são isoecogênicos e 1 a 5% são Falso-positivos: a prostatite pode aparecer Utrículo prostático seminal Ultrassonografia transretal (USTR): fornece informações sobre penetração na cápsula e invasão de vesícula seminal. Reto Colículo seminal 1. método é invasivo, fáscia retal (verumontanum) 2. Alto custo 3. Resultados falso-positivos e falso-negativos são observados Próstata em 50 e 30% dos casos, respectivamente. Óstio do ducto Fáscia É indicada quando o toque digital ou as dosagens de PSA vêm retrovesical ejaculatório (de Denovillier) acompanhados de resultados incoerentes ou duvidosos Diafragma urogenital b) A tomografia computadorizada é útil na avaliação da próstata? Centro tendíneo do períneo TC: não tem papel na avaliação local do câncer de próstata, Óstio do ducto bulbouretral Glândula bulbouretral podendo ser útil na avaliação de linfonodomegalias e (de Cowper) metástases c) Quais os achados da HPB nos exames de imagem? USG: método inicial. Avalia tamanho (normal até 30 g) próstata globosa com aumento central da glândula, em relação à periferia, áreas nodulares com ecogenicidade variada, calcificações), protrusão intravesical do lobo médio (se maior que 1,0 cm, a cirurgia é o método preferencial) (Figura 10), espessamento parietal e divertículos na bexiga urinária (sinais de bexiga de esforço), capacidade vesical e resíduo pós-miccional (até 30 mL: de 30-80 mL: pequeno; de 80-130 mL: moderado; maior que 130 mL: acentuado). TC: dimensões aumentadas, elevação do assoalho vesical, podendo ou não conter calcificações. RM: múltiplos nódulos com sinal heterogêneo em T2 na zona de transição (sinal varia conforme componente estromal ou glandular da HPB). Nódulos com hipossinal em T2 podem simular câncer de próstata, mas tendem a ser encapsulados e de contornos definidos; em contrapartida, as lesões malignas são mal delimitadas (Figura 11). Podem apresentar restrição à difusão. d) Qual o papel da ressonância multiparamétrica na Cortes axiais de ressonância magnética ponderada em T2 demonstrando as avaliação do câncer de próstata? estruturas anatômicas prostáticas. A: zona periférica (linha tracejada rosa); B: zona de transição (linha tracejada amarela); C: estroma fibromuscular (linha demonstraram que a RMMP utilizada como triagem antes da tracejada em azul); D: seminais (linha tracejada em verde); E: feixes biópsia e biópsia guiada por RM é superior à biópsia guiada vasculonervosos (linhas tracejadas arredondadas); F: ângulos retoprostáticos por ultrassom com melhora da detecção de (linha laranja). cânceres clinicamente significativos (detecção 12% maior), QUADRO Regiões anatômicas da próstata redução do sobrediagnóstico de cânceres clinicamente não Zona periférica (ZP) Zona central (ZC) Zona transição (ZT) Estroma fibromuscular anterior (EFA significativos e redução da necessidade de biópsias em Situada posterolateralmente estende-se Situa-se ao redor dos ductos Envolve uretra Região aglandular da base ápice composta de estroma predominantemente na base sinal em T2 aproximadamente 30%, especialmente quando a Alto sinal simétrico homogêneo em T2 Em formato de com baixo sinal em Sinal heterogeneamente baixo em densidade do PSA é <0,15 circundando uretra prostática no ápice situa-se junto aos ductos 15-20% das neoplasias originam-se envolvendo glândula central ejaculatórios zona transição da base terço Além disso, a RMMP possui papel primordial no estadiamento 5% das neoplasias originam-se da zona médio glândula T do tumor, com avaliação da presença e da localização da 75% das neoplasias originam-se na zona periférica extensão extraprostática por meio da padronização de critérios de identificação, sendo possível estratificar o risco a) Qual o método de imagem utilizado para avaliação inicial de pacientes que podem se beneficiar de um tratamento mais da próstata? Quais as vantagens e desvantagens deste invasivo ou excluir os pacientes que podem ser prejudicados método? pelo sobretratamento. Esses critérios serão mais bem Ultrassonografia transretal discutidos adiante. Vantagens: Avalia tamanho (normal até 30 g) próstata A ressonância também possui aplicabilidades importantes globosa com aumento central da glândula, em no estadiamento M, na vigilância ativa e na recorrência relação à periferia, áreas nodulares com ecogenicidade variada, bioquímica. calcificações), protrusão intravesical do lobo médio (se A RMMP tem uma ótima sensibilidade na identificação de que 1,0 cm, a cirurgia é o método preferencial) (Figura 10), cânceres clinicamente significativos, aqueles com maior espessamento parietal e divertículos na bexiga urinária capacidade de disseminação extraprostática, (sinais de bexiga de esforço), capacidade vesical e resíduo correspondendo no anatomopatológico ao câncer de próstata pós-miccional (até 30 mL: desprezível; de 30-80 mL: pequeno; com Gleason 7 e/ou com um volume de tumor relevante (0,5 de 80-130 mL: moderado; maior que 130 mL: acentuado). cm3).</p><p>Resolução: RMMP Cerca de 75% das lesões ocorrem na ZP 20 a 25% na ZT e 5 a 10% na ZC. Atualmente, a USG tem papel importante como método de imagem usado para guiar biópsias ou implante de sementes de braquiterapia. A RMMP tem sido empregada na detecção, caracterização, estadiamento, monitoração e vigilância ativa do câncer de próstata, assim como no direcionamento de biópsias com fusão e no planejamento cirúrgico. Atualmente, a classificação mais recomendada para definir o risco dos achados na RMMP representarem um câncer de próstata clinicamente significativo chama-se PI-RADS (Prostate Imaging Reporting and Data System), que em 2019 teve sua atualização para a versão 2.1. A escala em uma pontuação de 1 a 5 (que é dada para cada sendo 1 o mais provavelmente benigno e 5, altamente suspeito de QUADRO 6 Classificação versão 2.1 USG de próstata via abdominal USG transretal (muito invasivo, baixa adesão pelos homens) PI-RADS muito baixo (é altamente improvável que o câncer clinicamente significativo esteja presente) TC (osso sempre bem branco plano axial) pior, não dá para PI-RADS baixo (é improvável que o câncer clinicamente significativo esteja presente) avaliar direito a próstata RM (melhor exame, consegue ver com detalhes cada zona da PI-RADS intermediário (a presença de câncer clinicamente significativo é próstata PI-RADS alto (é provável que câncer clinicamente significativo esteja presente) PI-RADS 5 muito alto (é altamente provável que o câncer clinicamente significativo esteja presente) USG não é um bom exame para ver texturas na maioria das vezes não consegue visualizar câncer, nódulos. Serve para ver o via abdominal atende bem, possibilitando uma medição Consigo identificar HBP Consegue visualizar bem a bexiga bexiga com parede espessada, próstata pode empurrar / protrusão da bexiga, consegue ver resíduo miccional Para HBP o USG via abdominal atende bem USG transretal não é utilizado para HBP, usa-se para guiar biópsia Vantagens: exame barato, sem radiação, fornece várias informações de tamanho da próstata, bexiga, volumes residuais Desvantagem principal: não consigo destacar bem as texturas TC: - Não é exame de escolha, pois não possibilita a visualização da anatomia da próstata Se a próstata tiver muito aumentada é possível ver, mas não é o melhor método para isso No contexto de CA consigo avaliar linfonodomegalias e metástases ósseas Achados no USG de HBP Próstata globosa (aumentada), heterogênea e hipo Protrusão intravesical FIGURA 10 Hiperplasia prostática benigna. Imagens no eixo sagital (A) e axial (B) da pelve demonstrando próstata globosa, medindo com protrusão do lobo médio para o interior da Medida > 1 é o quanto a próstata está entrando e protruindo a bexiga necessidade de cirurgia Volume de resíduos (pré e pós-miccional) se ficar muito, significa que não está esvaziando direito se espera < 30 ml após a micção (normal), se for maior que isso está alterado</p>