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<p>EDUCAÇÃO DE JOVENS E</p><p>ADULTOS</p><p>Olá!</p><p>É de nosso conhecimento que adultos que não puderam concluir o ensino</p><p>fundamental e médio durante o período regular frequentemente enfrentam desafios</p><p>para participar de escolas tradicionais e concluir seus estudos, devido a uma série</p><p>de fatores. Considerando as dificuldades que esses alunos enfrentam devido à</p><p>carga de trabalho excessiva imposta pelo mercado, a Educação a Distância surge</p><p>como uma abordagem educacional eficaz.</p><p>Essa modalidade tem experimentado um crescimento contínuo no Brasil e</p><p>tem sido constantemente reconsiderada como uma das alternativas para a</p><p>Educação de Jovens e Adultos (EJA). Neste módulo, exploraremos com mais</p><p>profundidade essas possibilidades.</p><p>Bons estudos!</p><p>AULA 06 –</p><p>O ENSINO PARA JOVENS</p><p>E ADULTOS ATRAVÉS</p><p>DAS MODALIDADES DE</p><p>EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA</p><p>E SEMIPRESENCIAL</p><p>6 MODALIDADE EAD: UMA POSSIBILIDADE DE INSERÇÃO E PERMANÊNCIA</p><p>NA EJA</p><p>Os progressos tecnológicos são uma parte integrante do nosso dia a dia e,</p><p>consequentemente, os métodos educacionais também estão intrinsecamente ligados</p><p>à tecnologia. O potencial das Tecnologias de Comunicação e Informação (TICs) é</p><p>inegável, uma vez que podem ser utilizadas para criar um ambiente estimulante para</p><p>facilitar a aprendizagem eficaz dos estudantes.</p><p>O desafio reside em conceber abordagens pedagógicas genuinamente</p><p>inovadoras, que transcendam a mera reaplicação em diferentes contextos de</p><p>aprendizado, como ressaltado por Magnavita (2003).</p><p>O uso das TICs tem o potencial de aprimorar as abordagens pedagógicas,</p><p>contudo, é imperativo que o educador esteja disposto a empregá-las para fomentar</p><p>um método de ensino e aprendizagem que capacite os alunos a desempenhar um</p><p>papel ativo. Nesse cenário, os estudantes devem ser encorajados a dialogar com os</p><p>professores, colaborar na produção e construção coletiva do conhecimento, em vez</p><p>de simplesmente reproduzir um modelo de instrução baseado na memorização e</p><p>concentrado exclusivamente no conhecimento transmitido pelos professores.</p><p>Dessa maneira, as TICs trouxeram à Educação a Distância por meio da internet</p><p>a capacidade de reduzir a separação geográfica entre educador e aluno, promovendo</p><p>o crescimento de um formato que oferecem flexibilidade tanto em relação aos horários</p><p>quanto ao local designado para o aprendizado. Isso concede ao aluno a capacidade</p><p>de gerenciar o tempo dedicado aos estudos e elimina os custos associados aos</p><p>deslocamentos.</p><p>Para prosseguir com o tópico, é crucial compreender o conceito de Educação</p><p>a Distância (EAD). Esta constitui uma forma de instrução que atravessou diversas</p><p>metamorfoses sociais e avanços tecnológicos, evoluindo desde a correspondência por</p><p>carta até a nossa atualidade, em que tablets e smartphones ocupam um lugar central</p><p>no dia a dia urbano.</p><p>No Brasil, a EAD teve sua expansão mais efetiva a partir da popularização dos</p><p>computadores e da Internet. Foi reconhecida ao nível de legislação educacional a</p><p>partir da publicação da LDB lei nº 9.394/96, que no art. 80 destaca que: “O Poder</p><p>Público incentivará o desenvolvimento e a veiculação de programas de ensino a</p><p>distância, em todos os níveis e modalidades de ensino, e de educação continuada.”</p><p>A EAD desempenha um papel fundamental na democratização da educação</p><p>no Brasil, por viabilizar que estudantes entrem em contato com o ensino formal,</p><p>mesmo quando estão afastados dos principais centros educacionais. Além disso, a</p><p>EAD oferece uma oportunidade para pessoas que trabalham, permitindo-lhes</p><p>participar de cursos sem a necessidade de frequentar aulas presenciais de segunda</p><p>a sexta-feira, em um horário específico em uma instituição educacional. Isso é</p><p>especialmente significativo, já que as responsabilidades ligadas à vida familiar e</p><p>profissional tornariam inviável o deslocamento diário para uma escola.</p><p>Com o rápido acesso à informação, em uma sociedade, com inúmeras</p><p>possibilidades e diversos meios de comunicação na web, um dos grandes desafios</p><p>impostos à educação contemporânea, segundo Oliveira (2008, p. 195), “[...] consiste</p><p>justamente em como desenvolver, de forma prioritária, mais competências e</p><p>habilidades do que assimilações de conteúdos.”, visto que, devido às rápidas</p><p>mudanças, essas informações envelhecem e/ou se tornam obsoletas.</p><p>O cenário educacional futuro está sendo moldado no presente, influenciado de</p><p>maneira significativa pelas comodidades oferecidas pelas ferramentas eletrônicas. As</p><p>sofisticadas tecnologias da comunicação digital não necessitam serem rejeitadas, mas</p><p>sim compreendidas, a fim de serem harmoniosamente incorporadas ao campo</p><p>educacional. Esse processo possibilita que o indivíduo aprendiz se aproprie dessas</p><p>tecnologias, em vez de ser subjugado por sua própria lógica (OLIVEIRA, 2008).</p><p>Sobre as aulas virtuais, Oliveira (2008, p. 199) destaca que “O termo “virtual” é</p><p>atribuído a uma realidade que não existe fisicamente, pois não pode ser percebida</p><p>pelos órgãos dos sentidos; geralmente alguma abstração de algo real.” Dessa forma,</p><p>a aula virtual se materializa por meio de um Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA),</p><p>acessível a professores e alunos através da internet. Esse ambiente virtual engloba</p><p>uma série de ferramentas e recursos digitais que viabilizam a interação entre</p><p>educadores e estudantes.</p><p>Portanto, ao ponderar sobre as abordagens pedagógicas tanto na aula virtual</p><p>quanto na aula presencial, Oliveira (2008) revisita questões cruciais ao enfatizar que</p><p>não há uma única abordagem para moldar a educação em contextos presenciais ou</p><p>online. Em vez disso, é necessário obter uma compreensão mais profunda dos</p><p>mecanismos das Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) na educação, a</p><p>fim de aproveitar plenamente as oportunidades de comunicação e troca de</p><p>informações que elas proporcionam.</p><p>Frente a esses desafios que os educadores enfrentam ou podem enfrentar,</p><p>Oliveira (2008) observa que não existe um método específico para conduzir uma aula,</p><p>independentemente da modalidade de ensino na qual o professor esteja envolvido.</p><p>Porém, ele reforça a importância do professor ser um orientador “[...] na mediação</p><p>didático-pedagógica a distância, para garantir a interatividade dos protagonistas do</p><p>processo didático e o desenvolvimento de uma aprendizagem sólida e duradoura.”</p><p>(OLIVEIRA, 2008, p. 202).</p><p>Assegurar o engajamento ativo dos alunos, evitando a armadilha de</p><p>proporcionar uma educação centrada unicamente no saber dos educadores, é um</p><p>desafio relevante. Essa questão é explorada por Freire (1994), que critica o modelo</p><p>educacional em que o professor desempenha o papel de um “depositante” de</p><p>conteúdo e os alunos são conduzidos a uma mera memorização dos tópicos</p><p>abordados em sala de aula, sem estimular a busca pelo conhecimento. Esse formato</p><p>de ensino é rotulado por Freire como “educação bancária”.</p><p>Na visão “bancária” (FREIRE, 1994) da educação, o “saber” é uma doação dos</p><p>que se julgam sábios aos que julgam nada saber:</p><p>[...] O educador, que aliena a ignorância, se mantém em posição fixas,</p><p>invariáveis. Será sempre o que sabe, enquanto os educandos serão sempre</p><p>os que não sabem. A rigidez desta posição nega a educação e o</p><p>conhecimento como processos de busca (FREIRE, 1994, p. 33 – 34).</p><p>Seguindo essa ideia, é de extrema importância, durante o processo de</p><p>planejamento e implementação de um curso ou disciplina na modalidade de EAD,</p><p>evitar o equívoco de simplesmente transpor o modelo de ensino presencial para o</p><p>ambiente online. No contexto do ensino à distância, é imperativo que o educador se</p><p>envolva completamente no processo de planejamento desde o início, contemplando a</p><p>gestão pedagógica do Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) e considerando até</p><p>mesmo aspectos relacionados ao suporte técnico para auxiliar tanto professores</p><p>quanto alunos.</p><p>O docente que está prestes a trabalhar em um ambiente virtual deve ter uma</p><p>compreensão profunda de que a EAD apresenta características próprias que exigem</p><p>uma abordagem diferenciada. Essas particularidades devem ser tratadas com</p><p>meticulosidade e revisadas sempre que necessário, garantindo assim um ambiente</p><p>de aprendizagem eficaz e envolvente.</p><p>Arredondo (1999) ressalta aspectos que necessitam de consideração para a</p><p>estruturação e realização da modalidade de ensino à distância, tais como:</p><p> Planejamento de metodologia específica considerando a separação geográfica</p><p>de alunos e professores;</p><p> Quais serão os recursos utilizados para a comunicação e mediação entre</p><p>professores e aluno;</p><p> Elaboração de materiais próprios, suporte fornecido para o aluno; e auxílio e</p><p>formação continuada dos professores.</p><p>Ao contribuir significativamente para a democratização da educação no Brasil,</p><p>a EAD emerge como uma ferramenta de destaque na inclusão de jovens e adultos no</p><p>sistema educacional formal. Além disso, ela desempenha um papel crucial na</p><p>promoção da retenção desses estudantes, permitindo que eles estudem e se</p><p>organizem de maneira autônoma, respeitando seus próprios ritmos e disponibilidade</p><p>de tempo.</p><p>No entanto, é vital que a instituição educacional (gestão e professores) esteja</p><p>ciente da vasta diversidade social entre os alunos da Educação de Jovens e Adultos</p><p>(EJA). Em uma sala de aula, é possível encontrar uma gama variada de situações:</p><p>desde alunos que possuem acesso a celulares, computadores e internet, até aqueles</p><p>que não têm qualquer familiaridade com tecnologias ou até mesmo não são</p><p>alfabetizados. “Quando pensamos em EAD para grupos de EJA, remete-nos uma</p><p>possibilidade de acessibilidade de complementação dos estudos e, principalmente,</p><p>para obtenção do reconhecimento formal de suas aptidões, que acaba sendo o</p><p>diferencial desses trabalhadores diante de um mercado de trabalho cada vez mais</p><p>competitivo.” (SOUZA; FERNANDES; BARRETO, 2014, p. 10).</p><p>Alunos que não foram alfabetizados ou não concluíram a fase de alfabetização</p><p>requerem, em primeiro lugar, o estabelecimento de uma base sólida em leitura e</p><p>escrita. Esse processo pode ser facilitado mediante uma introdução inicial ao uso de</p><p>tecnologias na própria sala de aula. Além disso, o desenvolvimento da autonomia é</p><p>um fator crucial para os estudantes envolvidos na Educação de Jovens e Adultos</p><p>(EJA). Assim, uma vez que essa etapa seja completada, eles estarão preparados para</p><p>integrar a modalidade de Educação a Distância (EAD) e continuar sua jornada</p><p>educacional.</p><p>O ponto crucial a lembrar é que, seja qual for o nível de alfabetização, é</p><p>responsabilidade do professor criar um ambiente que motive os alunos a reconhecer</p><p>a importância do compromisso e do envolvimento com o próprio processo de</p><p>aprendizado. Para Boff, Ferrari e Zanin (2016, p. 4):</p><p>Nesse contexto e com esse pensar, nossa escola entende que a educação</p><p>contribui para que as pessoas aprendam a gerenciar as informações</p><p>disponíveis e se constituam dinâmicas, autônomas, cooperativas, críticas e</p><p>criativas. Entende, também, que prepara o cidadão para interagir na</p><p>sociedade de maneira consciente, crítica e coerente, integrando as</p><p>dimensões do pensar, sentir e agir.</p><p>No que diz respeito à integração tecnológica dos alunos, Souza, Fernandes e</p><p>Barreto (2014) destacam a importância de debater o uso da Educação a Distância</p><p>(EAD) na Educação de Jovens e Adultos (EJA). É fundamental considerar os</p><p>progressos tecnológicos e a necessidade de familiarização com a tecnologia que os</p><p>jovens e adultos devem possuir atualmente. Isso não apenas possibilita a sua</p><p>integração social, valendo-se das novas formas de comunicação, mas também é</p><p>essencial para a sua inserção e/ou permanência em um mercado de trabalho cada</p><p>vez mais orientado pela informatização.</p><p>Os autores reforçam a ideia de inserção da EAD na EJA afirmando que “Fazer</p><p>uso da educação a distância como continuidade de formação para indivíduos que</p><p>configuram os sujeitos da EJA, significa inseri-los à sociedade contemporânea, e</p><p>ofertar uma forma maleável, estimulante, diversificada, atual de formação básica”.</p><p>(SOUZA; FERNANDES; BARRETO, 2014, p. 4). E complementam que “O processo</p><p>de socialização dos estudantes da EJA inclui a preparação desses alunos para o uso</p><p>dos mecanismos tecnológicos disponíveis na sociedade, como o computador e o uso</p><p>de internet com todo o arsenal de redes sócio - virtuais de amizades e conhecimentos</p><p>diversos.” (SOUZA; FERNANDES; BARRETO, 2014, p. 4).</p><p>Nessa perspectiva, a chance de retenção desses estudantes na instituição</p><p>educacional cresce, visto que eles percebem a atenção dada às suas necessidades e</p><p>iniciam o processo de vivenciar a evolução de sua inclusão na comunidade, resultando</p><p>em um fortalecimento de sua participação como cidadãos plenos.</p><p>6.1 Modalidades semipresenciais e a distância: EJA</p><p>A modalidade semipresencial da Educação a Distância (EAD) viabiliza um</p><p>método de instrução que combina aulas virtuais com encontros presenciais entre</p><p>educadores e estudantes. Esses encontros podem ser agendados em uma base</p><p>semanal, quinzenal ou até mensal. Por outro lado, na modalidade totalmente a</p><p>distância, as interações entre professores e alunos ocorrem inteiramente online, com</p><p>a possibilidade de reservar encontros presenciais somente para a realização de</p><p>avaliações.</p><p>Tanto a aula presencial quanto a aula virtual devem ser conduzidas com o</p><p>propósito de promover uma abordagem educacional que estimule a análise crítica,</p><p>baseando-se na interação construtiva entre o educador e os educandos. Isso implica</p><p>em incentivar a participação ativa de todos os envolvidos no processo de aprendizado.</p><p>Nesse contexto, destaca-se a relevância da orientação humana, evidenciando</p><p>a função crucial do professor em criar um ambiente de ensino enriquecedor, cativante</p><p>e variado. O docente também deve reconhecer o aluno como um indivíduo capaz de</p><p>pensar e agir na prática pedagógica, organizando o ambiente virtual de maneira a</p><p>propiciar uma experiência que favoreça a construção do conhecimento por parte do</p><p>aluno.</p><p>A educação a distância, então, pode ser sumariamente definida como uma</p><p>educação em que existe uma união de alunos e professores por mecanismos</p><p>tecnológicos, onde os educandos e os professores se encontram de acordo</p><p>com a necessidade e disponibilidade do aluno, e não mais, exclusivamente,</p><p>por processos físicos e temporais como na educação presencial (SOUZA;</p><p>FERNANDES; BARRETO, 2014, p. 6).</p><p>O ensino à distância (EAD) não tem a finalidade de diminuir o envolvimento do</p><p>professor, mas sim remodelar seu papel, uma vez que o educador continua a ser</p><p>fundamental na orientação do processo. O objetivo do professor é guiar e facilitar a</p><p>jornada do aluno, assegurando que este não esteja em isolamento durante o processo</p><p>educacional. No planejamento das aulas, o educador precisa se preparar para</p><p>empregar táticas de interação e mediação tanto entre os alunos quanto com eles</p><p>próprios. Essa abordagem visa a inspirar e provocar os alunos, estimulando-os a</p><p>explorar novos saberes. Importante ressaltar que:</p><p>A Educação de Jovens e Adultos a distância significa, então, a possibilidade</p><p>de articular no trabalho pedagógico, a realidade sociocultural dos estudantes,</p><p>o desenvolvimento e os interesses específicos de cada educando, bem como</p><p>os conhecimentos acumulados historicamente pela humanidade, a qual todos</p><p>têm direito de acesso, de acordo com as políticas fundamentais que</p><p>democratizam o saber (SOUZA; FERNANDES; BARRETO, 2014, p. 10).</p><p>Conforme ressaltado por Souza, Fernandes e Barreto (2014), a Educação a</p><p>Distância (EAD) reitera a importância de examinar e explorar o papel do educador em</p><p>face dessas inovadoras oportunidades advindas das tecnologias no contexto das</p><p>abordagens pedagógicas. Isso naturalmente evoca considerações sobre a</p><p>preparação inicial e contínua</p><p>do professor. Segundo Freire (1996, p. 18) “Por isso é</p><p>que, na formação permanente dos professores, o momento fundamental é o da</p><p>reflexão sobre a prática. É pensando a prática de hoje, ou de ontem que se pode</p><p>melhorar a próxima prática.”</p><p>Proporcionar uma intervenção educativa que crie um ambiente propício para a</p><p>aprendizagem do aluno implica na constante reavaliação da prática pedagógica, em</p><p>conjunção com os princípios teóricos orientadores seguidos pelo professor.</p><p>[...] se os homens são seres do que fazer é exatamente porque seu fazer é</p><p>ação e reflexão. É práxis. É transformação do mundo. E, na razão mesma em</p><p>que o que fazer é práxis, todo fazer do que fazer tem de ter uma teoria que</p><p>necessariamente o ilumine. O que fazer é teoria e prática. É reflexão e ação</p><p>(FREIRE, 1994, p. 70).</p><p>Dessa forma, é evidente a importância do professor em manter uma busca</p><p>contínua por conhecimento, abrangendo tanto os aspectos específicos de sua área</p><p>quanto a compreensão dos recursos digitais à sua disposição. Essa busca transcende</p><p>a modalidade de ensino escolhida para sua atuação, permitindo-lhe reformular</p><p>estratégias didáticas pertinentes. Isso ressalta que o ato de ensinar traz consigo</p><p>demandas significativas, exigindo do professor que ele não se autorize a transmitir</p><p>aquilo que não domina:</p><p>Aprender precedeu ensinar ou, em outras palavras, ensinar se diluía na</p><p>experiência realmente fundante de aprender. Não temo dizer que inexiste</p><p>validade no ensino de que não resulta um aprendizado em que o aprendiz</p><p>não se tornou capaz de recriar ou de refazer o ensinado, em que o ensinado</p><p>que não foi apreendido não pode ser realmente aprendido pelo aprendiz.</p><p>(OLIVEIRA, 2008, p. 12-13)</p><p>Para efetivamente conduzir uma aula virtual, é imperativo considerar as</p><p>particularidades inerentes à sua organização e planejamento, independentemente de</p><p>ser uma aula semipresencial ou totalmente a distância. Nesse contexto, é fundamental</p><p>examinar os desafios emergentes e indicar direções que enriqueçam a qualidade das</p><p>aulas virtuais, oferecendo propostas pedagógicas que fomentem a aquisição de novas</p><p>competências por parte dos alunos. Esse processo visa prepará-los adequadamente</p><p>para enfrentar um mercado de trabalho caracterizado por intensa competitividade e</p><p>avanços tecnológicos.</p><p>REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</p><p>ARREDONDO, S. C. Educacion a distancia: bases conceptuales y perspectivas</p><p>mundiales. In: MARTINS, O. B; POLAK, Y. N.; SÁ, R. A. (Org.). Educação a</p><p>distância: um debate multidisciplinar. Curitiba: NEAD/UFPR, 1999.</p><p>BRASIL. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases</p><p>da educação nacional. Brasília: Presidência da República, 1996. Disponível em:</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9394.htm. Acesso em 24 ago. 2023.</p><p>FREIRE, P. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. 25.</p><p>ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1996.</p><p>FREIRE. P. Pedagogia do oprimido. 32. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1994.</p><p>MAGNAVITA, C. Desafios pedagógicos. In: ALVES, L. R. G.; NOVA, C. C. Educação</p><p>e tecnologias: trilhando caminhos. Salvador: UNEB, 2003.</p><p>OLIVEIRA, E. G. Aula virtual e presencial: são rivais? In: VEIGA, I. P. A. (Org.). Aula:</p><p>gênese, dimensões, princípios e práticas. Campinas: Papirus, 2008. p. 187-224.</p><p>SOUZA, J. B.; FERNANDES, L. L.; BARRETO, M. S. A educação a distância para a</p><p>educação de jovens e adultos: uma proposta de inserção social. In: ENCONTRO DE</p><p>PESQUISA EDUCACIONAL, 5., 2014, Pernambuco. Anais... Pernambuco: [s.n.],</p><p>2014.</p><p>6 MODALIDADE EAD: UMA POSSIBILIDADE DE INSERÇÃO E PERMANÊNCIA NA EJA</p><p>6.1 Modalidades semipresenciais e a distância: EJA</p><p>REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</p>