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Instruções para Prova de Nutrologia

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QUESTÃO 01
Paciente de 49 anos com antecedente de doença do refluxo gastroesofágico. Endoscopia digestiva alta demonstra esofagite Los Angeles C e hérnia de hiato por deslizamento com 4cm de extensão. Ao exame físico abdominal, sem dor à palpação ou visceromegalias palpáveis. IMC: 24,9kg/m2. Após uso de omeprazol em dose otimizada, apresenta importante melhora dos sintomas, apesar de alguns episódios de disfagia. Com relação ao caso, assinale a melhor alternativa:
O tratamento cirúrgico do refluxo gastroesofágico pode ser proposto após realizar estudo radiológico contrastado de esôfago, estômago e duodeno.
O tratamento cirúrgico do refluxo gastroesofágico pode ser proposto após realizar estudo radiológico contrastado de esôfago, estômago e duodeno e manometria esofágica.
O tratamento cirúrgico do refluxo gastroesofágico pode ser proposto sem necessidade de mais exames complementares.
O tratamento cirúrgico está contraindicado, já que o paciente teve melhora dos sintomas após tratamento medicamentoso.
A) O tratamento cirúrgico do refluxo gastroesofágico pode ser proposto após realizar estudo radiológico contrastado de esôfago, estômago e duodeno.
B) O tratamento cirúrgico do refluxo gastroesofágico pode ser proposto após realizar estudo radiológico contrastado de esôfago, estômago e duodeno e manometria esofágica.
C) O tratamento cirúrgico do refluxo gastroesofágico pode ser proposto sem necessidade de mais exames complementares.
D) O tratamento cirúrgico está contraindicado, já que o paciente teve melhora dos sintomas após tratamento medicamentoso.

QUESTÃO 02
Paciente em investigação de megaesôfago chagásico apresenta estudo radiológico contrastado de esôfago, estômago e duodeno com ondas terciárias e diâmetro máximo do esôfago de 5cm. Manometria mostra aperistalse esofágica. Qual o melhor tratamento nesse momento?

A) Esofagectomia em 3 campos.
B) Tratamento medicamentoso.
C) Cardiomiotomia com fundoplicatura.
D) Esofagectomia transhiatal.

QUESTÃO 03
Paciente com doença de refluxo gastresofágico, em seguimento de Esôfago de Barrett, apresenta disfagia rapidamente progressiva. Realizada a endoscopia digestiva alta com visualização de lesão de 32cm a 38cm da arcada dentária superior (ADS), sendo a transição esofagogástrica a 40 cm da ADS. Conforme a classificação topográfica de Siewert, como classificar esta lesão?

A) Tipo 1.
B) Tipo 2.
C) Tipo 3.
D) Lesão não passível de classificação.

QUESTÃO 04
Homem, 60 anos, com diagnóstico de carcinoma espinocelular de esôfago médio. Foi submetido a tratamento neoadjuvante com quimio e radioterapia. Realizado re-estadiamento clínico com tomografia de pescoço, tórax, abdome e pelve, negativo para metástases e endoscopia demonstra retração cicatricial em topografia do tumor, com biópsias negativas para neoplasia. Qual a melhor conduta para o caso nesse momento?

A) Novo estadiamento clínico em 6 meses.
B) Ultrassom endoscópico com biópsias seriadas.
C) Radioterapia complementar.
D) Esofagectomia transtorácica com esôfago-gastro anastomose.

QUESTÃO 05
Homem, 44 anos, com perda ponderal não quantificada há 6 meses e sensação de empachamento progressivo com vômitos recorrentes. Endoscopia digestiva alta mostra lesão subepitelial a 1cm de piloro, em grande curvatura de antro gástrico. Ultrassom endoscópico demonstra lesão subepitelial de 5cm de diâmetro sugestiva de tumor gastrointestinal estromal (GIST). Tomografia de tórax, abdome e pelve negativas para metástases. Sobre o caso, qual a melhor conduta terapêutica?

A) Gastrectomia subtotal com reconstrução em Y de Roux.
B) Gastrectomia subtotal com linfadenectomia D2 e reconstrução em Y de Roux.
C) Gastrectomia em cunha.
D) Gastrectomia total com linfadenectomia D2 e reconstrução em Y-de-Roux.

QUESTÃO 06
Mulher, 77 anos, realizou durante consulta de rotina Endoscopia Digestiva Alta que mostrou lesão elevada de 1cm em grande curvatura gástrica. Biópsia de lesão demonstra adenocarcinoma gástrico bem diferenciado. Quais exames devem ser solicitados nesse momento para definir a melhor conduta terapêutica?

A) Tomografia de tórax, abdome e pelve.
B) Tomografia de tórax, abdome e pelve e ultrassom endoscópico.
C) PET-CT de corpo inteiro.
D) Não há necessidade de exames adicionais, considerando que se trata de paciente idosa e não será proposto tratamento invasivo para a mesma.

QUESTÃO 08
Homem, 29 anos, com queixa de perda ponderal > 10% do peso corpóreo nos últimos 6 meses, empachamento progressivo e anemia sintomática. Endoscopia digestiva alta mostra lesão ulcerada, de 5cm de diâmetro, em grande curvatura de antro gástrico, friável ao toque, ocupando cerca de 50% da circunferência do órgão, cujo exame anatomopatológico da biópsia demonstra adenocarcinoma. Estadiamento clínico demonstra 3 lesões hepáticas de 3cm cada em segmentos II e VI do fígado. Sobre o caso, assinale a melhor alternativa cirúrgica.

A) Gastrectomia subtotal com reconstrução em Y de Roux com linfadenectomia D2 e hepatectomia lateral esquerda.
B) Gastrectomia subtotal com reconstrução em Y de Roux com radioterapia intra-operatória.
C) Gastrectomia subtotal com reconstrução em Y de Roux.
D) Gastroenteroanastomose em Y de Roux.

Qual é a classificação da hérnia desta paciente e qual é o preparo pré-operatório mais adequado, entre as opções apresentadas?

(A) Hérnia moderada. Iniciar protocolo de pneumoperitônio pré-operatório progressivo. Se a espirometria mostrar distúrbio ventilatório, iniciar corticoide 5 dias antes da operação. Suspender o tabagismo desde já.
(B) Hérnia grande. Iniciar programa de emagrecimento, ponderando inclusive a oportunidade de fazer gastroplastia para obesidade mórbida. Manter HbA1C < 8% e suspender o tabagismo ao menos 4 semanas antes da operação.
(C) Hérnia muito grande. Iniciar CPAP noturno ao menos quatro semanas antes da operação. Fazer protocolo de pneumoperitônio pré-operatório progressivo, além de suspender o tabagismo.
(D) Hérnia moderada. Manter HbA1C < 8% e suspender o tabagismo ao menos duas semanas antes da operação. Fazer gastroplastia no mesmo ato operatório da correção da hérnia incisional.

Qual é o diagnóstico mais provável e a melhor conduta?

(A) Sepse. Antibioticoterapia de amplo espectro, inicialmente empírica.
(B) Síndrome de abstinência. Diazepam.
(C) Peritonite. Nova abordagem cirúrgica.
(D) Delirium hiperativo. Neuroléptico.

Qual é a hipótese diagnóstica mais provável e qual a conduta imediata que deve ser tomada?

(A) Hemorragia pós-operatória. Coleta de hemoglobina e coagulograma e fazer tromboelastograma e tomografia de abdome e pelve.
(B) Síndrome compartimental abdominal. Mensuração da pressão intravesical e solicitar imediatamente avaliação cirúrgica, para fazer peritoniostomia.
(C) Síndrome compartimental abdominal. Mensuração da pressão intravesical, sondagem nasogástrica descompressiva, aprofundamento da sedação com bloqueio neuromuscular e evitar excesso de fluidos.
(D) Infecção de sítio cirúrgico. Troca de sondas e cateteres, coleta de culturas e administração de antibióticos de amplo espectro.

Qual é a principal hipótese diagnóstica e qual deve ser a conduta, além de suporte ventilatório e clínico?

(A) Embolia gordurosa. Postergar a fixação da fratura até normalização das condições clínicas.
(B) Lesão cerebral traumática grave e contusão pulmonar. Medidas clínicas para hipertensão intracraniana e avaliação neurocirúrgica de urgência.
(C) Embolia gordurosa. Fixação da fratura de fêmur logo que possível.
(D) Lesão cerebral traumática grave e contusão pulmonar. “Pulso” de corticosteroides.

Durante o preparo pré-operatório para operação de gastroplastia, um paciente de 45 anos com IMC = 42,5 kg/m2, informa que é testemunha de Jeová e apresenta um parecer jurídico que o protege contra transfusão sanguínea compulsória. Qual é a alternativa correta, a respeito da condução do caso?

(A) O médico pode opor-se a operar este paciente, bastando referenciá-lo para outro médico da rede de atendimento.
(B) Como o paciente já apresenta parecer jurídico, o médico é obrigado a fazer a cirurgia sem utilizar transfusão sanguínea.
(C) O médico deve operar o paciente e fazer transfusão sanguínea, se for pertinente, independentemente de qualquer parecer jurídico.
(D) O caso deve ser encaminhado para o comitê de ética médica do hospital, que decidirá sobre o que fazer.

Vítima de ferimento por arma de fogo em hipocôndrio direito, um paciente de 30 anos deu entrada no pronto-socorro estável hemodinamicamente. A tomografia de abdome mostrou ferimento hepático, nos segmentos 6 e 7, com líquido ao redor do fígado. Optou-se por realizar videolaparoscopia. Foi achado apenas sangue ao redor do fígado. Os ferimentos foram visualizados, não havendo sangramento nem saída de bile. Optou-se por aspirar todo o sangue. No quinto dia pós-laparoscopia, o paciente, que aparentemente vinha evoluído bem, embora com aceitação alimentar ainda ruim, apresentou dor e distensão abdominal, além de febre e icterícia.

(A) Laparotomia exploradora.
(B) Nova videolaparoscopia.
(C) Pesquisa de foco infeccioso (culturas e radiografia) e observação clínica.
(D) Tomografia de abdome e pelve.

Atropelada por ônibus, uma menina de 12 anos é transportada de helicóptero para o pronto-socorro. Atendimento realizado na cena: imobilização com colar cervical e prancha rígida, intubação traqueal, ventilação mecânica, acesso venoso em membro superior direito e administração de soro fisiológico. Saturação de O2: 85%, frequência cardíaca: 140 bpm. Ao dar entrada na sala de emergência, a criança continuava com saturação em torno de 83%, apesar de FiO2 de 100%, e com frequência cardíaca de 120 bpm. No exame clínico do tórax, nota-se ausência de murmúrio vesicular do lado esquerdo. Qual é a principal suspeita clínica e qual deve ser a primeira medida terapêutica?

(A) Pneumotórax hipertensivo. Drenagem torácica no quinto espaço intercostal esquerdo, na linha axilar média.
(B) Atelectasia por intubação seletiva. Reposicionamento do tubo traqueal.
(C) Pneumotórax hipertensivo. Punção torácica no segundo espaço intercostal esquerdo, na linha hemiclavicular.
(D) Pneumotórax simples. Radiografia de tórax na sala de emergência, seguida de drenagem de tórax.

Uma senhora de 69 anos, tem quadro de dor localizada em hipocôndrio direito, acompanhada de anorexia e náuseas. O exame de ultrassonografia mostra vesícula biliar com cálculos. Foi submetida a colecistectomia videolaparoscópica, que não teve intercorrências. Saiu de alta após 48 horas. O exame anatomopatológico da vesícula biliar mostrou adenocarcinoma localizado no fundo da vesícula, com invasão até a lâmina própria (estadiamento: pT1a). Qual é a melhor conduta, agora?

(A) Nova operação para ressecção do leito vesicular.
(B) Reoperação para ressecção hepática central, associada a limpeza ganglionar (linfadenectomia).
(C) Acompanhamento ambulatorial, pois a colecistectomia é considerada curativa em mais de 80% desses casos.
(D) Quimioterapia com 5-fluorouracil (5-FU), combinado a doxorrubicina.

Um rapaz de 23 anos foi vítima de ferimento por projétil de arma de fogo, com entrada no hemitórax esquerdo, na zona perigosa de Ziedler. Chega à sala de emergência agitado, com hálito etílico, taquipneico e descorado. Pressão arterial: 60 x 40 mmHg, pulso: 140 batimentos por minuto. Nota-se estase jugular bilateral e não há desvio de traqueia. À ausculta pulmonar, o murmúrio vesicular está diminuído à esquerda, embora sem hipertimpanismo, e normal à direita. Não tem dor abdominal à palpação. Subitamente, o paciente apresenta parada cardíaca e é intubado com sucesso. Qual o diagnóstico mais provável e a próxima conduta?

(A) Tamponamento cardíaco. Toracotomia anterolateral esquerda.
(B) Pneumotórax hipertensivo esquerdo. Drenagem torácica.
(C) Choque hipovolêmico. Sangue tipo O Rh negativo e massagem cardíaca externa.
(D) Hemotórax maciço. Drenagem torácica.

Uma mulher de 69 anos, hipertensa e diabética, tem história de dor abdominal localizada em região de flanco e fossa ilíaca esquerda, associada a febre de 38 °C e calafrios, há 5 dias. Pulso: 110 bpm, rítmico; PA: 120 X 80 mmHg. O abdome é doloroso na região da fossa ilíaca esquerda, com sinais de peritonismo no quadrante inferior esquerdo. O exame tomográfico mostra diverticulite aguda, tipo Hinchey II, com abscesso de 6,0 cm x 6,0 cm x 4,0 cm, localizado na região do cólon sigmoide. Qual é a melhor conduta, em condições ideais, além de cuidados dietéticos e antibioticoterapia?

(A) Hidratação intravenosa e controle clínico, internada.
(B) Laparotomia exploradora com ressecção cólica, anastomose primária em dois planos e drenagem da cavidade abdominal.
(C) Laparotomia exploradora, com ressecção do segmento cólico acometido e cirurgia de Hartmann.
(D) Drenagem percutânea do abscesso, guiada por radiologia intervencionista.

Os RHA estão +. O FAST é negativo. Qual é a melhor conduta para o quadro abdominal desta criança?
Angiotomografia de abdome.
Laparotomia ou laparoscopia.
Observação e repetição do FAST.
Reavaliação após conduta ortopédica.
A) Angiotomografia de abdome.
B) Laparotomia ou laparoscopia.
C) Observação e repetição do FAST.
D) Reavaliação após conduta ortopédica.

Qual deve ser a conduta?
Tomografia de abdome para avaliação de provável lesão despercebida.
Enteroclisma gota a gota, dieta enteral precoce e troca de antibióticos.
Laparotomia com peritoniostomia.
Melhora da reposição volêmica, com albumina ou plasma fresco congelado.
A) Tomografia de abdome para avaliação de provável lesão despercebida.
B) Enteroclisma gota a gota, dieta enteral precoce e troca de antibióticos.
C) Laparotomia com peritoniostomia.
D) Melhora da reposição volêmica, com albumina ou plasma fresco congelado.

Qual das alterações a seguir é observada durante a laparoscopia?
Aumento da pressão endotraqueal.
Aumento da complacência pulmonar.
Aumento do fluxo sanguíneo portal.
Aumento do fluxo sanguíneo renal.
A) Aumento da pressão endotraqueal.
B) Aumento da complacência pulmonar.
C) Aumento do fluxo sanguíneo portal.
D) Aumento do fluxo sanguíneo renal.

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Questões resolvidas

QUESTÃO 01
Paciente de 49 anos com antecedente de doença do refluxo gastroesofágico. Endoscopia digestiva alta demonstra esofagite Los Angeles C e hérnia de hiato por deslizamento com 4cm de extensão. Ao exame físico abdominal, sem dor à palpação ou visceromegalias palpáveis. IMC: 24,9kg/m2. Após uso de omeprazol em dose otimizada, apresenta importante melhora dos sintomas, apesar de alguns episódios de disfagia. Com relação ao caso, assinale a melhor alternativa:
O tratamento cirúrgico do refluxo gastroesofágico pode ser proposto após realizar estudo radiológico contrastado de esôfago, estômago e duodeno.
O tratamento cirúrgico do refluxo gastroesofágico pode ser proposto após realizar estudo radiológico contrastado de esôfago, estômago e duodeno e manometria esofágica.
O tratamento cirúrgico do refluxo gastroesofágico pode ser proposto sem necessidade de mais exames complementares.
O tratamento cirúrgico está contraindicado, já que o paciente teve melhora dos sintomas após tratamento medicamentoso.
A) O tratamento cirúrgico do refluxo gastroesofágico pode ser proposto após realizar estudo radiológico contrastado de esôfago, estômago e duodeno.
B) O tratamento cirúrgico do refluxo gastroesofágico pode ser proposto após realizar estudo radiológico contrastado de esôfago, estômago e duodeno e manometria esofágica.
C) O tratamento cirúrgico do refluxo gastroesofágico pode ser proposto sem necessidade de mais exames complementares.
D) O tratamento cirúrgico está contraindicado, já que o paciente teve melhora dos sintomas após tratamento medicamentoso.

QUESTÃO 02
Paciente em investigação de megaesôfago chagásico apresenta estudo radiológico contrastado de esôfago, estômago e duodeno com ondas terciárias e diâmetro máximo do esôfago de 5cm. Manometria mostra aperistalse esofágica. Qual o melhor tratamento nesse momento?

A) Esofagectomia em 3 campos.
B) Tratamento medicamentoso.
C) Cardiomiotomia com fundoplicatura.
D) Esofagectomia transhiatal.

QUESTÃO 03
Paciente com doença de refluxo gastresofágico, em seguimento de Esôfago de Barrett, apresenta disfagia rapidamente progressiva. Realizada a endoscopia digestiva alta com visualização de lesão de 32cm a 38cm da arcada dentária superior (ADS), sendo a transição esofagogástrica a 40 cm da ADS. Conforme a classificação topográfica de Siewert, como classificar esta lesão?

A) Tipo 1.
B) Tipo 2.
C) Tipo 3.
D) Lesão não passível de classificação.

QUESTÃO 04
Homem, 60 anos, com diagnóstico de carcinoma espinocelular de esôfago médio. Foi submetido a tratamento neoadjuvante com quimio e radioterapia. Realizado re-estadiamento clínico com tomografia de pescoço, tórax, abdome e pelve, negativo para metástases e endoscopia demonstra retração cicatricial em topografia do tumor, com biópsias negativas para neoplasia. Qual a melhor conduta para o caso nesse momento?

A) Novo estadiamento clínico em 6 meses.
B) Ultrassom endoscópico com biópsias seriadas.
C) Radioterapia complementar.
D) Esofagectomia transtorácica com esôfago-gastro anastomose.

QUESTÃO 05
Homem, 44 anos, com perda ponderal não quantificada há 6 meses e sensação de empachamento progressivo com vômitos recorrentes. Endoscopia digestiva alta mostra lesão subepitelial a 1cm de piloro, em grande curvatura de antro gástrico. Ultrassom endoscópico demonstra lesão subepitelial de 5cm de diâmetro sugestiva de tumor gastrointestinal estromal (GIST). Tomografia de tórax, abdome e pelve negativas para metástases. Sobre o caso, qual a melhor conduta terapêutica?

A) Gastrectomia subtotal com reconstrução em Y de Roux.
B) Gastrectomia subtotal com linfadenectomia D2 e reconstrução em Y de Roux.
C) Gastrectomia em cunha.
D) Gastrectomia total com linfadenectomia D2 e reconstrução em Y-de-Roux.

QUESTÃO 06
Mulher, 77 anos, realizou durante consulta de rotina Endoscopia Digestiva Alta que mostrou lesão elevada de 1cm em grande curvatura gástrica. Biópsia de lesão demonstra adenocarcinoma gástrico bem diferenciado. Quais exames devem ser solicitados nesse momento para definir a melhor conduta terapêutica?

A) Tomografia de tórax, abdome e pelve.
B) Tomografia de tórax, abdome e pelve e ultrassom endoscópico.
C) PET-CT de corpo inteiro.
D) Não há necessidade de exames adicionais, considerando que se trata de paciente idosa e não será proposto tratamento invasivo para a mesma.

QUESTÃO 08
Homem, 29 anos, com queixa de perda ponderal > 10% do peso corpóreo nos últimos 6 meses, empachamento progressivo e anemia sintomática. Endoscopia digestiva alta mostra lesão ulcerada, de 5cm de diâmetro, em grande curvatura de antro gástrico, friável ao toque, ocupando cerca de 50% da circunferência do órgão, cujo exame anatomopatológico da biópsia demonstra adenocarcinoma. Estadiamento clínico demonstra 3 lesões hepáticas de 3cm cada em segmentos II e VI do fígado. Sobre o caso, assinale a melhor alternativa cirúrgica.

A) Gastrectomia subtotal com reconstrução em Y de Roux com linfadenectomia D2 e hepatectomia lateral esquerda.
B) Gastrectomia subtotal com reconstrução em Y de Roux com radioterapia intra-operatória.
C) Gastrectomia subtotal com reconstrução em Y de Roux.
D) Gastroenteroanastomose em Y de Roux.

Qual é a classificação da hérnia desta paciente e qual é o preparo pré-operatório mais adequado, entre as opções apresentadas?

(A) Hérnia moderada. Iniciar protocolo de pneumoperitônio pré-operatório progressivo. Se a espirometria mostrar distúrbio ventilatório, iniciar corticoide 5 dias antes da operação. Suspender o tabagismo desde já.
(B) Hérnia grande. Iniciar programa de emagrecimento, ponderando inclusive a oportunidade de fazer gastroplastia para obesidade mórbida. Manter HbA1C < 8% e suspender o tabagismo ao menos 4 semanas antes da operação.
(C) Hérnia muito grande. Iniciar CPAP noturno ao menos quatro semanas antes da operação. Fazer protocolo de pneumoperitônio pré-operatório progressivo, além de suspender o tabagismo.
(D) Hérnia moderada. Manter HbA1C < 8% e suspender o tabagismo ao menos duas semanas antes da operação. Fazer gastroplastia no mesmo ato operatório da correção da hérnia incisional.

Qual é o diagnóstico mais provável e a melhor conduta?

(A) Sepse. Antibioticoterapia de amplo espectro, inicialmente empírica.
(B) Síndrome de abstinência. Diazepam.
(C) Peritonite. Nova abordagem cirúrgica.
(D) Delirium hiperativo. Neuroléptico.

Qual é a hipótese diagnóstica mais provável e qual a conduta imediata que deve ser tomada?

(A) Hemorragia pós-operatória. Coleta de hemoglobina e coagulograma e fazer tromboelastograma e tomografia de abdome e pelve.
(B) Síndrome compartimental abdominal. Mensuração da pressão intravesical e solicitar imediatamente avaliação cirúrgica, para fazer peritoniostomia.
(C) Síndrome compartimental abdominal. Mensuração da pressão intravesical, sondagem nasogástrica descompressiva, aprofundamento da sedação com bloqueio neuromuscular e evitar excesso de fluidos.
(D) Infecção de sítio cirúrgico. Troca de sondas e cateteres, coleta de culturas e administração de antibióticos de amplo espectro.

Qual é a principal hipótese diagnóstica e qual deve ser a conduta, além de suporte ventilatório e clínico?

(A) Embolia gordurosa. Postergar a fixação da fratura até normalização das condições clínicas.
(B) Lesão cerebral traumática grave e contusão pulmonar. Medidas clínicas para hipertensão intracraniana e avaliação neurocirúrgica de urgência.
(C) Embolia gordurosa. Fixação da fratura de fêmur logo que possível.
(D) Lesão cerebral traumática grave e contusão pulmonar. “Pulso” de corticosteroides.

Durante o preparo pré-operatório para operação de gastroplastia, um paciente de 45 anos com IMC = 42,5 kg/m2, informa que é testemunha de Jeová e apresenta um parecer jurídico que o protege contra transfusão sanguínea compulsória. Qual é a alternativa correta, a respeito da condução do caso?

(A) O médico pode opor-se a operar este paciente, bastando referenciá-lo para outro médico da rede de atendimento.
(B) Como o paciente já apresenta parecer jurídico, o médico é obrigado a fazer a cirurgia sem utilizar transfusão sanguínea.
(C) O médico deve operar o paciente e fazer transfusão sanguínea, se for pertinente, independentemente de qualquer parecer jurídico.
(D) O caso deve ser encaminhado para o comitê de ética médica do hospital, que decidirá sobre o que fazer.

Vítima de ferimento por arma de fogo em hipocôndrio direito, um paciente de 30 anos deu entrada no pronto-socorro estável hemodinamicamente. A tomografia de abdome mostrou ferimento hepático, nos segmentos 6 e 7, com líquido ao redor do fígado. Optou-se por realizar videolaparoscopia. Foi achado apenas sangue ao redor do fígado. Os ferimentos foram visualizados, não havendo sangramento nem saída de bile. Optou-se por aspirar todo o sangue. No quinto dia pós-laparoscopia, o paciente, que aparentemente vinha evoluído bem, embora com aceitação alimentar ainda ruim, apresentou dor e distensão abdominal, além de febre e icterícia.

(A) Laparotomia exploradora.
(B) Nova videolaparoscopia.
(C) Pesquisa de foco infeccioso (culturas e radiografia) e observação clínica.
(D) Tomografia de abdome e pelve.

Atropelada por ônibus, uma menina de 12 anos é transportada de helicóptero para o pronto-socorro. Atendimento realizado na cena: imobilização com colar cervical e prancha rígida, intubação traqueal, ventilação mecânica, acesso venoso em membro superior direito e administração de soro fisiológico. Saturação de O2: 85%, frequência cardíaca: 140 bpm. Ao dar entrada na sala de emergência, a criança continuava com saturação em torno de 83%, apesar de FiO2 de 100%, e com frequência cardíaca de 120 bpm. No exame clínico do tórax, nota-se ausência de murmúrio vesicular do lado esquerdo. Qual é a principal suspeita clínica e qual deve ser a primeira medida terapêutica?

(A) Pneumotórax hipertensivo. Drenagem torácica no quinto espaço intercostal esquerdo, na linha axilar média.
(B) Atelectasia por intubação seletiva. Reposicionamento do tubo traqueal.
(C) Pneumotórax hipertensivo. Punção torácica no segundo espaço intercostal esquerdo, na linha hemiclavicular.
(D) Pneumotórax simples. Radiografia de tórax na sala de emergência, seguida de drenagem de tórax.

Uma senhora de 69 anos, tem quadro de dor localizada em hipocôndrio direito, acompanhada de anorexia e náuseas. O exame de ultrassonografia mostra vesícula biliar com cálculos. Foi submetida a colecistectomia videolaparoscópica, que não teve intercorrências. Saiu de alta após 48 horas. O exame anatomopatológico da vesícula biliar mostrou adenocarcinoma localizado no fundo da vesícula, com invasão até a lâmina própria (estadiamento: pT1a). Qual é a melhor conduta, agora?

(A) Nova operação para ressecção do leito vesicular.
(B) Reoperação para ressecção hepática central, associada a limpeza ganglionar (linfadenectomia).
(C) Acompanhamento ambulatorial, pois a colecistectomia é considerada curativa em mais de 80% desses casos.
(D) Quimioterapia com 5-fluorouracil (5-FU), combinado a doxorrubicina.

Um rapaz de 23 anos foi vítima de ferimento por projétil de arma de fogo, com entrada no hemitórax esquerdo, na zona perigosa de Ziedler. Chega à sala de emergência agitado, com hálito etílico, taquipneico e descorado. Pressão arterial: 60 x 40 mmHg, pulso: 140 batimentos por minuto. Nota-se estase jugular bilateral e não há desvio de traqueia. À ausculta pulmonar, o murmúrio vesicular está diminuído à esquerda, embora sem hipertimpanismo, e normal à direita. Não tem dor abdominal à palpação. Subitamente, o paciente apresenta parada cardíaca e é intubado com sucesso. Qual o diagnóstico mais provável e a próxima conduta?

(A) Tamponamento cardíaco. Toracotomia anterolateral esquerda.
(B) Pneumotórax hipertensivo esquerdo. Drenagem torácica.
(C) Choque hipovolêmico. Sangue tipo O Rh negativo e massagem cardíaca externa.
(D) Hemotórax maciço. Drenagem torácica.

Uma mulher de 69 anos, hipertensa e diabética, tem história de dor abdominal localizada em região de flanco e fossa ilíaca esquerda, associada a febre de 38 °C e calafrios, há 5 dias. Pulso: 110 bpm, rítmico; PA: 120 X 80 mmHg. O abdome é doloroso na região da fossa ilíaca esquerda, com sinais de peritonismo no quadrante inferior esquerdo. O exame tomográfico mostra diverticulite aguda, tipo Hinchey II, com abscesso de 6,0 cm x 6,0 cm x 4,0 cm, localizado na região do cólon sigmoide. Qual é a melhor conduta, em condições ideais, além de cuidados dietéticos e antibioticoterapia?

(A) Hidratação intravenosa e controle clínico, internada.
(B) Laparotomia exploradora com ressecção cólica, anastomose primária em dois planos e drenagem da cavidade abdominal.
(C) Laparotomia exploradora, com ressecção do segmento cólico acometido e cirurgia de Hartmann.
(D) Drenagem percutânea do abscesso, guiada por radiologia intervencionista.

Os RHA estão +. O FAST é negativo. Qual é a melhor conduta para o quadro abdominal desta criança?
Angiotomografia de abdome.
Laparotomia ou laparoscopia.
Observação e repetição do FAST.
Reavaliação após conduta ortopédica.
A) Angiotomografia de abdome.
B) Laparotomia ou laparoscopia.
C) Observação e repetição do FAST.
D) Reavaliação após conduta ortopédica.

Qual deve ser a conduta?
Tomografia de abdome para avaliação de provável lesão despercebida.
Enteroclisma gota a gota, dieta enteral precoce e troca de antibióticos.
Laparotomia com peritoniostomia.
Melhora da reposição volêmica, com albumina ou plasma fresco congelado.
A) Tomografia de abdome para avaliação de provável lesão despercebida.
B) Enteroclisma gota a gota, dieta enteral precoce e troca de antibióticos.
C) Laparotomia com peritoniostomia.
D) Melhora da reposição volêmica, com albumina ou plasma fresco congelado.

Qual das alterações a seguir é observada durante a laparoscopia?
Aumento da pressão endotraqueal.
Aumento da complacência pulmonar.
Aumento do fluxo sanguíneo portal.
Aumento do fluxo sanguíneo renal.
A) Aumento da pressão endotraqueal.
B) Aumento da complacência pulmonar.
C) Aumento do fluxo sanguíneo portal.
D) Aumento do fluxo sanguíneo renal.

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<p>NUTROLOGIA</p><p>INSTRUÇÕES</p><p>• Verifique se este CADERNO DE QUESTÕES contém 120 questões de múltipla escolha.</p><p>• Caso não esteja completo, informe imediatamente o fiscal da sala. Não serão aceitas</p><p>reclamações posteriores.</p><p>• Escreva seu nome completo, sala, carteira e assine no campo indicado.</p><p>• Utilize caneta de tinta preta ou azul.</p><p>• Responda as questões de múltipla escolha na FOLHA OBJETIVA.</p><p>• Não será permitida qualquer espécie de consulta nem o uso de aparelhos eletrônicos.</p><p>As imagens de pacientes e de exames complementares exibidos têm prévia autorização para apresentação.</p><p>"Direitos autorais reservados. Proibida a reprodução, ainda que parcial, sem autorização prévia".</p><p>Boa prova!</p><p>03/Janeiro/2021</p><p>Nome do Candidato:</p><p>_________________________________________</p><p>_________________________________________</p><p>ASSINATURA</p><p>SALA: CARTEIRA:</p><p>RESIDÊNCIA MÉDICA - 2021</p><p>C</p><p>A</p><p>D</p><p>E</p><p>R</p><p>N</p><p>O</p><p>D</p><p>E</p><p>Q</p><p>U</p><p>E</p><p>S</p><p>T</p><p>Õ</p><p>E</p><p>S</p><p>Página 2/24 Residência Médica 2021 - Faculdade de Medicina da USP</p><p>Residência Médica 2021 - Faculdade de Medicina da USP Página 3/24</p><p>QUESTÃO 01</p><p>Paciente de 49 anos com antecedente de doença do refluxo</p><p>gastroesofágico. Endoscopia digestiva alta demonstra esofagite</p><p>Los Angeles C e hérnia de hiato por deslizamento com 4cm de</p><p>extensão. Ao exame físico abdominal, sem dor à palpação ou</p><p>visceromegalias palpáveis. IMC: 24,9kg/m2. Após uso de</p><p>omeprazol em dose otimizada, apresenta importante melhora dos</p><p>sintomas, apesar de alguns episódios de disfagia. Com relação</p><p>ao caso, assinale a melhor alternativa:</p><p>(A) O tratamento cirúrgico do refluxo gastroesofágico pode ser</p><p>proposto após realizar estudo radiológico contrastado de</p><p>esôfago, estômago e duodeno.</p><p>(B) O tratamento cirúrgico do refluxo gastroesofágico pode ser</p><p>proposto após realizar estudo radiológico contrastado de</p><p>esôfago, estômago e duodeno e manometria esofágica.</p><p>(C) O tratamento cirúrgico do refluxo gastroesofágico pode ser</p><p>proposto sem necessidade de mais exames</p><p>complementares.</p><p>(D) O tratamento cirúrgico está contraindicado, já que o</p><p>paciente teve melhora dos sintomas após tratamento</p><p>medicamentoso.</p><p>QUESTÃO 02</p><p>Paciente em investigação de megaesôfago chagásico apresenta</p><p>estudo radiológico contrastado de esôfago, estômago e duodeno</p><p>com ondas terciárias e diâmetro máximo do esôfago de 5cm.</p><p>Manometria mostra aperistalse esofágica. Qual o melhor</p><p>tratamento nesse momento?</p><p>(A) Esofagectomia em 3 campos.</p><p>(B) Tratamento medicamentoso.</p><p>(C) Cardiomiotomia com fundoplicatura.</p><p>(D) Esofagectomia transhiatal.</p><p>QUESTÃO 03</p><p>Paciente com doença de refluxo gastresofágico, em seguimento</p><p>de Esôfago de Barrett, apresenta disfagia rapidamente</p><p>progressiva. Realizada a endoscopia digestiva alta com</p><p>visualização de lesão de 32cm a 38cm da arcada dentária</p><p>superior (ADS), sendo a transição esofagogástrica a 40 cm da</p><p>ADS. Conforme a classificação topográfica de Siewert, como</p><p>classificar esta lesão?</p><p>(A) Tipo 1.</p><p>(B) Tipo 2.</p><p>(C) Tipo 3.</p><p>(D) Lesão não passível de classificação.</p><p>QUESTÃO 04</p><p>Homem, 60 anos, com diagnóstico de carcinoma espinocelular</p><p>de esôfago médio. Foi submetido a tratamento neoadjuvante com</p><p>quimio e radioterapia. Realizado re-estadiamento clínico com</p><p>tomografia de pescoço, tórax, abdome e pelve, negativo para</p><p>metástases e endoscopia demonstra retração cicatricial em</p><p>topografia do tumor, com biópsias negativas para neoplasia. Qual</p><p>a melhor conduta para o caso nesse momento?</p><p>(A) Novo estadiamento clínico em 6 meses.</p><p>(B) Ultrassom endoscópico com biópsias seriadas.</p><p>(C) Radioterapia complementar.</p><p>(D) Esofagectomia transtorácica com esôfago-gastro</p><p>anastomose.</p><p>QUESTÃO 05</p><p>Homem, 44 anos, com perda ponderal não quantificada há 6</p><p>meses e sensação de empachamento progressivo com vômitos</p><p>recorrentes. Endoscopia digestiva alta mostra lesão subepitelial</p><p>a 1cm de piloro, em grande curvatura de antro gástrico.</p><p>Ultrassom endoscópico demonstra lesão subepitelial de 5cm de</p><p>diâmetro sugestiva de tumor gastrointestinal estromal (GIST).</p><p>Tomografia de tórax, abdome e pelve negativas para metástases.</p><p>Sobre o caso, qual a melhor conduta terapêutica?</p><p>(A) Gastrectomia subtotal com reconstrução em Y de Roux.</p><p>(B) Gastrectomia subtotal com linfadenectomia D2 e</p><p>reconstrução em Y de Roux.</p><p>(C) Gastrectomia em cunha.</p><p>(D) Gastrectomia total com linfadenectomia D2 e reconstrução</p><p>em Y-de-Roux.</p><p>QUESTÃO 06</p><p>Mulher, 77 anos, realizou durante consulta de rotina Endoscopia</p><p>Digestiva Alta que mostrou lesão elevada de 1cm em grande</p><p>curvatura gástrica. Biópsia de lesão demonstra adenocarcinoma</p><p>gástrico bem diferenciado. Quais exames devem ser solicitados</p><p>nesse momento para definir a melhor conduta terapêutica?</p><p>(A) Tomografia de tórax, abdome e pelve.</p><p>(B) Tomografia de tórax, abdome e pelve e ultrassom</p><p>endoscópico.</p><p>(C) PET-CT de corpo inteiro.</p><p>(D) Não há necessidade de exames adicionais, considerando</p><p>que se trata de paciente idosa e não será proposto</p><p>tratamento invasivo para a mesma.</p><p>QUESTÃO 07</p><p>Paciente de 58 anos, com antecedente de gastrectomia parcial</p><p>por úlcera perfurada há 5 anos. Vem ao ambulatório por quadro</p><p>de dispepsia e regurgitação intensa com resposta inadequada a</p><p>tratamento clínico com inibidor de bomba de prótons. Endoscopia</p><p>digestiva alta mostra: esofagite erosiva grave (Classe C de Los</p><p>Angeles), status pós gastrectomia parcial com reconstrução à</p><p>Billroth II, lago mucoso bilioso abundante e intenso edema e</p><p>enantema com erosões em mucosa gástrica principalmente</p><p>próximo a anastomose gastrojejunal. Sobre o caso, assinale a</p><p>melhor conduta:</p><p>(A) Totalização de gastrectomia com reconstrução em Y-de-</p><p>Roux.</p><p>(B) Otimizar tratamento clínico com dose dobrada de inibidor</p><p>de bomba de prótons.</p><p>(C) Solicitar pH-metria para comprovar o refluxo gastro</p><p>esofágico.</p><p>(D) Conversão da reconstrução à Billroth II em Y de Roux.</p><p>Página 4/24 Residência Médica 2021 - Faculdade de Medicina da USP</p><p>QUESTÃO 08</p><p>Homem, 29 anos, com queixa de perda ponderal > 10% do peso</p><p>corpóreo nos últimos 6 meses, empachamento progressivo e</p><p>anemia sintomática. Endoscopia digestiva alta mostra lesão</p><p>ulcerada, de 5cm de diâmetro, em grande curvatura de antro</p><p>gástrico, friável ao toque, ocupando cerca de 50% da</p><p>circunferência do órgão, cujo exame anatomopatológico da</p><p>biópsia demonstra adenocarcinoma. Estadiamento clínico</p><p>demonstra 3 lesões hepáticas de 3cm cada em segmentos II e VI</p><p>do fígado. Sobre o caso, assinale a melhor alternativa cirúrgica.</p><p>(A) Gastrectomia subtotal com reconstrução em Y de Roux</p><p>com linfadenectomia D2 e hepatectomia lateral esquerda.</p><p>(B) Gastrectomia subtotal com reconstrução em Y de Roux</p><p>com radioterapia intra-operatória.</p><p>(C) Gastrectomia subtotal com reconstrução em Y de Roux.</p><p>(D) Gastroenteroanastomose em Y de Roux.</p><p>QUESTÃO 09</p><p>Paciente de 68 anos com quadro de colúria e acolia fecal há 7</p><p>dias. Ultrassonografia de abdome superior demonstrava</p><p>colecistopatia crônica calculosa e dilatação de vias biliares intra</p><p>e extra-hepáticas, com cálculo de 1 cm em colédoco distal.</p><p>Realizada colangiopancreatografia retrógrada endoscópica</p><p>(CPRE) com retirada do cálculo após infundibulotomia,</p><p>cateterização da via biliar principal e introdução de sonda tipo</p><p>basket.</p><p>No 1º dia após procedimento, paciente evolui com dor em andar</p><p>superior do abdômen, irradiada para região lombar e vômitos. Ao</p><p>exame físico apresenta-se ictérico, ++/4+, frequência cardíaca de</p><p>120 bpm, temperatura 38oC, dor a palpação de andar superior do</p><p>abdômen e extenso enfisema de subcutâneo na região cervical.</p><p>A principal hipótese diagnóstica é:</p><p>(A) Perfuração duodenal.</p><p>(B) Pancreatite aguda.</p><p>(C) Colangite.</p><p>(D) Sangramento.</p><p>QUESTÃO 10</p><p>Paciente de 71 anos, em pós-operatório de</p><p>duodenopancreatectomia (há 2 anos) por adenocarcinoma de</p><p>cabeça de pâncreas. Apresenta-se em unidade de pronto</p><p>atendimento</p><p>Exame clínico: abdome levemente timpânico a</p><p>percussão, sem dor à descompressão brusca.</p><p>A medicação a ser associada para o tratamento da obstipação</p><p>intestinal é:</p><p>(A) Senna.</p><p>(B) Polietilenoglicol.</p><p>(C) Supositório glicerina.</p><p>(D) Docusato de sódio.</p><p>QUESTÃO 89</p><p>Mulher de 61 anos com queixa de cefaleia recorrente há um mês,</p><p>bitemporal, associada a dor e rigidez nos ombros. Antecedentes</p><p>pessoais: hipertensão arterial sistêmica, diabetes mellitus tipo 2</p><p>insulino-dependente e doença arterial coronariana com</p><p>angioplastia há um ano. Exame clínico: IMC 34 kg/m2,</p><p>hipersensibilidade à palpação do couro cabeludo, sem lesões</p><p>cutâneas; dor à movimentação de ombros, com força preservada.</p><p>Restante do exame sem alterações.</p><p>A causa mais provável para a dor nos ombros é:</p><p>(A) Polimiosite.</p><p>(B) Fibromialgia.</p><p>(C) Polimialgia reumática.</p><p>(D) Síndrome miofascial.</p><p>QUESTÃO 90</p><p>Homem de 60 anos, previamente hipertenso e diabético, será</p><p>submetido à cirurgia de revascularização do miocárdio. Está</p><p>hospitalizado há 36 horas.</p><p>Em relação à antibioticoprofilaxia, a conduta mais adequada é:</p><p>(A) Vancomicina duas horas antes, com repetição</p><p>intraoperatória após quatro horas.</p><p>(B) Cefuroxima duas horas antes, sem repetição</p><p>intraoperatória.</p><p>(C) Clindamicina uma hora antes, sem repetição</p><p>intraoperatória.</p><p>(D) Cefazolina uma hora antes, com repetição intraoperatória</p><p>após quatro horas.</p><p>QUESTÃO 91</p><p>Homem de 56 anos, hipertenso e com sobrepeso, está internado</p><p>na unidade de terapia intensiva há três dias por quadro de</p><p>insuficiência respiratória decorrente de COVID-19. O paciente</p><p>está sedado, sob ventilação mecânica há 36 horas, no modo</p><p>volume controlado: volume corrente = 480 mL, frequência</p><p>respiratória = 32 ipm, fluxo = 60 L/min (quadrado),</p><p>PEEP =11 cmH20, pressão de pico = 40 cmH20, pressão de</p><p>platô = 26 cmH2O, FIO2 = 60%, sem sinais de assincronia.</p><p>Gasometria arterial: pH = 7,25, PaCO2 = 50 mmHg,</p><p>PaO2 = 65 mmHg, Sata O2 = 91%, bicarbonato = 26 mEq/L. Peso</p><p>predito = 80 Kg.</p><p>A conduta mais adequada para esse paciente é:</p><p>(A) Colocar o paciente em posição prona.</p><p>(B) Aumentar o volume corrente para 640 mL.</p><p>(C) Iniciar bloqueio neuromuscular.</p><p>(D) Aumentar PEEP para 15 cm H2O, após manobra de</p><p>recrutamento.</p><p>QUESTÃO 92</p><p>Mulher de 42 anos está internada por COVID-19 há três dias.</p><p>Está em uso de cateter de O2 3 L/min e recebendo</p><p>dexametasona 6 mg IV uma vez ao dia. Exame clínico:</p><p>PA = 100/74 mmHg, FC = 94 bpm, SatO2 = 92 e pulmões com</p><p>estertores grossos difusos. Restante do exame sem alterações.</p><p>Há uma hora cefaleia holocraniana e rebaixamento do nível de</p><p>consciência. Foi realizada tomografia de crânio, cuja imagem é</p><p>apresentada.</p><p>A conduta terapêutica mais adequada para esta paciente é:</p><p>(A) Descompressão cirúrgica.</p><p>(B) Heparinização plena.</p><p>(C) Antiagregação plaquetária.</p><p>(D) Trombólise endovascular.</p><p>QUESTÃO 93</p><p>Mulher de 90 anos, viúva, vem à consulta ambulatorial trazida por</p><p>um dos filhos por apatia há seis semanas. Frequentava sempre</p><p>a igreja, porém nesse período não quer mais sair de casa. O</p><p>apetite está reduzido, perdeu 4 kg e também está com dificuldade</p><p>para dormir. Tem antecedentes de hipertensão arterial,</p><p>constipação crônica e quedas frequentes.</p><p>A melhor opção de tratamento para esta paciente é:</p><p>(A) Amitriptilina.</p><p>(B) Fluoxetina.</p><p>(C) Bupropiona.</p><p>(D) Mirtazapina.</p><p>Residência Médica 2021 - Faculdade de Medicina da USP Página 17/24</p><p>QUESTÃO 94</p><p>Mulher de 68 anos, oriental, vem em consulta com queixa de dor</p><p>em coxa direita iniciada há um mês, inespecífica, de ritmo</p><p>mecânico, sem outros sintomas, com alívio apenas temporário</p><p>quando faz uso de analgésico comum. Antecedentes:</p><p>hipertensão arterial, dislipidemia e osteoporose. Faz uso de</p><p>losartana, anlodipino e sinvastatina há 10 anos e alendronato há</p><p>sete anos. Exame clínico: dor à mobilização do quadril direito,</p><p>sem outras alterações.</p><p>Faz parte do tratamento desta paciente:</p><p>(A) Associar cálcio e vitamina D.</p><p>(B) Suspender alendronato.</p><p>(C) Substitutir alendronato por ácido zoledrônico.</p><p>(D) Avaliar adesão ao tratamento.</p><p>QUESTÃO 95</p><p>Mulher de 20 anos, gestante de 10 semanas, foi encaminhada</p><p>pelo obstetra por apresentar sorologia reagente para sífilis.</p><p>Refere quadro de urticária generalizada e hipotensão 30 minutos</p><p>após a administração de penicilina benzatina aos 15 anos. Nega</p><p>uso do medicamento posteriormente ou sintomas semelhantes</p><p>com qualquer outro medicamento. Já foi medicada com</p><p>cefalexina em duas ocasiões sem reações adversas.</p><p>A conduta mais adequada é:</p><p>(A) Iniciar tratamento com penicilina benzatina.</p><p>(B) Iniciar tratamento com estolato de eritromicina.</p><p>(C) Comprovar alergia à penicilina com teste cutâneo e</p><p>dessensibilizar, se positivo.</p><p>(D) Solicitar RAST para penicilina e, se negativo, liberar o uso</p><p>de penicilina.</p><p>QUESTÃO 96</p><p>Mulher de 37 anos em tratamento para artrite reumatoide</p><p>apresenta anemia com ferro sérico = 26 ug/dL e ferritina</p><p>sérica = 110 ng/mL. A anemia desta paciente se caracteriza por:</p><p>(A) Elevação da hepcidina e liberação da ferroportina.</p><p>(B) Elevação da hepcidina e bloqueio da ferroportina.</p><p>(C) Queda da hepcidina e liberação da ferroportina.</p><p>(D) Queda da hepcidina e bloqueio da ferroportina.</p><p>QUESTÃO 97</p><p>Mulher de 60 anos, diabética há 10 anos, está internada há três</p><p>dias por coma hiperosmolar, desencadeado por infecção urinária.</p><p>Foi hidratada, recebeu insulina regular em bomba de infusão por</p><p>dois dias e ceftriaxona. Em casa usava metformina 850 mg nas</p><p>três refeições e empagliflozina, 25 mg/dia. Hoje, está em uso de</p><p>insulina NPH 12 U/dia (em duas doses) e insulina regular</p><p>conforme glicemia capilar pré-refeições. Exames de hoje:</p><p>glicemia de jejum = 120 mg/dL, ureia = 50 mg/dL,</p><p>creatinina = 1,6 mg/dL, peptídeo C elevado, HbA1c = 11%. Foi</p><p>decidido por alta hoje, com seguimento ambulatorial.</p><p>O tratamento hipoglicemiante mais adequado para esta paciente</p><p>é:</p><p>(A) Insulina NPH e metformina.</p><p>(B) Insulina NPH e glicazida.</p><p>(C) Empagliflozina e metformina.</p><p>(D) Empaglifozina e glicazida.</p><p>QUESTÃO 98</p><p>Mulher de 29 anos com diagnóstico de hipertensão arterial</p><p>sistêmica desde a primeira gestação. Está na 8ª semana de uma</p><p>segunda gestação, em uso de enalapril 20 mg 12/12 horas e</p><p>hidroclorotiazida 12,5 mg uma vez ao dia. Assintomática. Exame</p><p>clinico sem alterações, PA = 120/74 mmHg.</p><p>A melhor conduta no momento é:</p><p>(A) Trocar medicações para losartana e atenolol.</p><p>(B) Suspender enalapril.</p><p>(C) Trocar medicações para nifedipino e metildopa.</p><p>(D) Suspender hidroclorotiazida.</p><p>QUESTÃO 99</p><p>Mulher de 53 anos é admitida com quadro de cólica ureteral</p><p>recorrente. Nega poliúria, polidipsia, fraqueza muscular, dores</p><p>ósseas ou fraturas. Ex-tabagista de 50 maços-ano, parou há três</p><p>anos. Relata constipação intestinal há três meses, com melhora</p><p>com uso de lactulose. Exames laboratoriais: cálcio</p><p>total = 12,8 mg/dL, fósforo = 2,3 mg/dL, creatinina = 0,77 mg/dL,</p><p>25-OH-vitamina D = 7 ng/dL; PTH = 232 pg/mL.</p><p>Para indicação de paratireoidectomia é necessário:</p><p>(A) Ultrassonografia cervical.</p><p>(B) Cintilografia com sestamibi tecnécio-99m.</p><p>(C) Investigar neoplasia maligna.</p><p>(D) Nenhum outro exame.</p><p>QUESTÃO 100</p><p>Mulher de 22 anos foi ferroada por abelha há uma semana. Após</p><p>10 minutos, iniciou quadro de urticária em todo corpo e dispneia.</p><p>Na investigação inicial após uma semana, a pesquisa de IgE</p><p>sérica específica foi não reagente para veneno de abelha</p><p>(0,20 kU/L).</p><p>A conduta mais adequada é:</p><p>(A) Fazer investigação para outra causa de anafilaxia com</p><p>testes cutâneos.</p><p>(B) Fazer testes cutâneos para alergia a veneno de abelha</p><p>neste momento.</p><p>(C) Repetir a pesquisa de IgE sérica específica após quatro</p><p>semanas do evento.</p><p>(D) Fazer investigação para outra causa de anafilaxia com IgE</p><p>sérica específica.</p><p>Página 18/24 Residência Médica 2021</p><p>- Faculdade de Medicina da USP</p><p>ATENÇÃO: O caso seguinte se refere às questões 101 e 102:</p><p>Identificação + HPMA: Homem de 45 anos de idade com perda</p><p>de 15% do peso habitual nos últimos 2 meses, evoluindo com</p><p>queixa de epigastralgia, náuseas e vômitos há 10 dias,</p><p>acompanhado de inapetência e fraqueza generalizada. Ao</p><p>exame físico com peso = 45 kg, altura = 1,70 m e exame</p><p>laboratorial com albumina = 2,1 g/dl. Com hipótese de Câncer</p><p>Gástrico como segue a endoscopia digestiva alta:</p><p>QUESTÃO 101</p><p>Qual é o índice de massa corpórea e a melhor via de suporte</p><p>nutricional?</p><p>(A) IMC = 15,5 kg/m² e passagem de sonda nasoenteral para</p><p>suporte nutricional.</p><p>(B) IMC = 16,5 kg/m² e passagem de acesso venoso central</p><p>para nutrição parenteral.</p><p>(C) IMC = 15,5 kg/m² e passagem de acesso venoso periférico</p><p>para nutrição parenteral.</p><p>(D) IMC = 15,5 kg/m² e dieta via oral.</p><p>QUESTÃO 102</p><p>Foi indicada cirurgia para este paciente no caso relatado acima.</p><p>Qual seria a melhor forma de preparo nutricional antes da</p><p>cirurgia?</p><p>(A) Indicação cirúrgica imediata sem necessidade de preparo</p><p>nutricional pré-operatório.</p><p>(B) Realizaria uma imunonutrição pré-operatória por 14 dias</p><p>antes da cirurgia por uma dieta enteral exclusiva.</p><p>(C) Realizaria a imunonutrição pré-operatória por via parenteral</p><p>exclusiva por 30 dias.</p><p>(D) Não realizaria a imunonutrição pré-operatória uma vez que</p><p>não teria benefícios ao paciente.</p><p>ATENÇÃO: O caso seguinte se refere às questões 103 a 105:</p><p>Identificação: MMS, feminino, 26 anos, natural de Sorocaba/SP.</p><p>HPMA: Submetida a cirurgia de urgência devido a quadro de dor</p><p>abdominal que se iniciou a 12 horas, tendo procurado o serviço</p><p>médico no dia anterior, sendo medicada com analgésicos e</p><p>posterior alta para casa. Porém devido a persistência e piora da</p><p>dor abdominal procurou novamente outro serviço médico. A</p><p>paciente relata que foi submetida a cirurgia bariátrica (cirurgia de</p><p>BY-PASS a FOBI – CAPELLA) há três anos. Evoluiu com necrose</p><p>intestinal extensa, resultando no intestino remanescente de 50cm</p><p>de jejuno + cólon transverso + cólon descendente + sigmoide +</p><p>reto.</p><p>Exame físico: Regular Estado Geral, eupneico, afebril,</p><p>desnutrição grau 3 (IMC = 14,3 kg/m²), hemodinamicamente</p><p>estável no pós-operatório.</p><p>QUESTÃO 103</p><p>Qual o possível diagnóstico e suporte nutricional a ser proposto</p><p>neste momento?</p><p>(A) Síndrome de Intestino Curto e Nutrição Parenteral, após</p><p>estabilização do quadro clínico.</p><p>(B) Falência Intestinal e Nutrição Enteral de início imediato.</p><p>(C) Síndrome do Intestino Curto e Nutrição Enteral, após</p><p>estabilização do quadro clínico.</p><p>(D) Falência Intestinal e Nutrição Parenteral de início imediato.</p><p>QUESTÃO 104</p><p>Caso esta paciente desenvolva a síndrome de realimentação</p><p>durante o suporte nutricional. Qual seria a melhor conduta?</p><p>(A) Correção hidroeletrolítica e aumentar o aporte Calórico.</p><p>(B) Aumento do aporte calórico apenas.</p><p>(C) Diminuir o aporte calórico apenas.</p><p>(D) Correção hidroeletrolítica e diminuir o aporte calórico.</p><p>QUESTÃO 105</p><p>No paciente portador de Síndrome do Intestino Curto:</p><p>(A) A perda de parte do cólon acarreta em desidratação e má</p><p>absorção de gorduras e vitaminas lipossolúveis.</p><p>(B) A nutrição parenteral é a base do tratamento para esses</p><p>pacientes.</p><p>(C) O jejuno é a porção do intestino com maior capacidade de</p><p>adaptação.</p><p>(D) A ressecção da válvula íleo-cecal é um fator prognóstico</p><p>negativo para o desmame da nutrição parenteral.</p><p>Residência Médica 2021 - Faculdade de Medicina da USP Página 19/24</p><p>QUESTÃO 106</p><p>S.J.C.S, 74 anos, Branca, Casada, Internada na Clínica de</p><p>Geriatria.</p><p>QUEIXA PRINCIPAL: “Esqueço rapidamente o que me falam;</p><p>não consigo usar aparelhos eletrônicos em geral”.</p><p>HISTORIA MOLÉSTIA ATUAL: Dificuldades de memória</p><p>progressivas evoluindo há 3 anos. Início com perda da memória</p><p>recente (recados e compromissos), dificuldade para escrever.</p><p>Nos últimos meses apresentando períodos de confusão com</p><p>desorientação espacial e emagrecimento.</p><p>HISTÓRIA PREGRESSA: Tabagista: 1,5 maços/ dia por 42 anos.</p><p>Hipertensão Arterial Sistêmica: em uso de Captopril e</p><p>Hidroclorotiazida.</p><p>Gastrite: em uso de Omeprazol.</p><p>Exames laboratoriais normais.</p><p>Ressonancia Magnética de Encéfalo (2019): redução volumétrica</p><p>encefálica difusa proporcional à idade.</p><p>Diagnóstico: Síndrome demencial – Síndrome de Alzheimer</p><p>provável em fase moderada.</p><p>ESTADO NUTRICIONAL</p><p>Peso: 62 kg</p><p>Peso habitual: 75kg</p><p>Perda de 13kg: 17% de perda de peso em 5 meses</p><p>Altura: 1,78 m</p><p>IMC: 19,5 kg/m2</p><p>Necessidades Nutricionais:</p><p>Calorias: 1860 kcal/ dia → 30 kcal/kg/dia.</p><p>Proteínas: 74,4g /dia → 1,2g/kg/dia.</p><p>Recebendo Dieta consistência geral, hipocalórica, hipoproteica e</p><p>normolipidica.</p><p>Fracionamento irregular (as vezes esquece de comer).</p><p>Pobre em vitaminas e fibras.</p><p>Avaliação de aceitação alimentar:</p><p>Calorias: 1280 kcal 71,1%</p><p>Proteínas: 54 g/dia 72%</p><p>Qual a melhor orientação nutricional para esta paciente?</p><p>(A) Manter dieta habitual conforme aceitação, devido idade e a</p><p>doença.</p><p>(B) Dieta hipercalórica e hiperproteica com uso de suplemento</p><p>nutricional oral.</p><p>(C) Terapia nutricional enteral.</p><p>(D) Terapia nutricional parenteral.</p><p>QUESTÃO 107</p><p>Paciente recebeu alta hospitalar e retornou aos atendimentos</p><p>ambulatoriais/consultório, com boa adesão ao tratamento</p><p>medicamentoso para Síndrome de Alzheimer e às orientações</p><p>nutricionais, com controle da perda de peso e melhora no estado</p><p>nutricional. Após 3 meses de acompanhamento, paciente é</p><p>internada por fratura de fêmur por queda. A hospitalização e a</p><p>restrição ao leito levaram a paciente a progressão importante da</p><p>Síndrome de Alzheimer.</p><p>Qual o tipo de orientação você daria?</p><p>(A) Em pacientes geriátricos, após fraturas e cirurgias</p><p>ortopédicas, é recomendado o uso de suplementos</p><p>nutricionais orais para melhorar a ingestão alimentar e</p><p>redução do risco de complicações.</p><p>(B) Pacientes idosos em risco de lesões por pressão não é</p><p>recomendado receber intervenção nutricional a fim de</p><p>evitar desenvolvimento de lesões por pressão.</p><p>(C) Idosos hospitalizados com desnutrição ou em risco de</p><p>desnutrição será oferecida Suplemento Nutricional Oral</p><p>(SNO), a fim de melhorar a ingestão dietética e peso</p><p>corporal, diminuir o risco de complicações e readmissão</p><p>hospitalar.</p><p>(D) Idosos com desnutrição ou em risco de desnutrição com</p><p>condições crônicas devem ser oferecidos SNO quando</p><p>aconselhamento e fortificação alimentar não são suficientes</p><p>para aumentar ingestão alimentar e alcançar objetivos</p><p>nutricionais.</p><p>QUESTÃO 108</p><p>Nas primeiras semanas de internação paciente mantém apetite</p><p>relativamente preservado, com moderada aceitação da dieta oral</p><p>60%, além de apresentar disfagia a sólidos.</p><p>Calorias: 1116 kcal ( 60%).</p><p>Proteínas: 44,6g de proteína (60%).</p><p>Qual é a recomendação?</p><p>(A) Dieta oral conforme aceitação.</p><p>(B) Dieta hipercalórica com uso de suplemento nutricional oral.</p><p>(C) Terapia nutricional enteral.</p><p>(D) Terapia nutricional parenteral.</p><p>QUESTÃO 109</p><p>A Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica, em</p><p>seu Consenso mais atual, indica a cirurgia para pacientes com</p><p>qual índice de massa corporal? Assinale a alternativa correta.</p><p>(A) Entre 25 e 30 Kg/m2 , na presença de comorbidades.</p><p>(B) Acima de 35 Kg/m2 , independentemente da presença de</p><p>comorbidades.</p><p>(C) Entre 30 e 35 Kg/m2 , na presença de comorbidades.</p><p>(D) Acima de 40 Kg/m2 , independentemente da presença de</p><p>comorbidades.</p><p>Página 20/24 Residência Médica 2021 - Faculdade de Medicina da USP</p><p>ATENÇÃO: O caso seguinte se refere às questões 110 e 111:</p><p>Paciente C.F.A, masculino, 60 anos, gravemente desnutrido,</p><p>tabagista 50 anos-maço, hipertenso e com histórico de fibrilação</p><p>atrial sem</p><p>uso regular de anti-coagulação, chega à emergência</p><p>com fortes dores abdominais, vômitos, abdome em tábua.</p><p>Internou na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) com o</p><p>diagnóstico confirmado de isquemia mesentérica.</p><p>QUESTÃO 110</p><p>A isquemia mesentérica exige um diagnóstico rápido para evitar</p><p>infarto intestinal, além de possuir uma mortalidade de até 80 a</p><p>90 %. Diante de sua alta mortalidade, podemos afirmar:</p><p>(A) O ultrassom com doppler é um método eficaz para avaliar</p><p>a circulação mesentérica.</p><p>(B) A laparoscopia é um método de escolha nos pacientes com</p><p>instabilidade hemodinâmica.</p><p>(C) A angiotomografia é o método padrão ouro para o</p><p>diagnóstico.</p><p>(D) Na suspeita de isquêmica mesentérica em território</p><p>colônico, a colonoscopia pode ser usada para avaliar a</p><p>perfusão intestinal.</p><p>QUESTÃO 111</p><p>Ainda com relação ao caso anterior, paciente foi submetido à</p><p>laparotomia, visualizado isquemia mesentérica extensa em</p><p>território de artéria mesentérica superior com consequente</p><p>enterectomia extensa de grande parte de jejuno, todo o íleo e</p><p>colectomia direita, sendo caracterizado como portador de</p><p>síndrome do intestino curto já que permaneceu somente com 90</p><p>cm de intestino delgado após o ângulo de Treitz. Após</p><p>estabilidade hemodinâmica, na UTI, é indicada a nutrição</p><p>parenteral e o paciente possui risco de síndrome realimentação.</p><p>Tal síndrome pode ser diagnosticada por meio dos seguintes</p><p>parâmetros laboratoriais:</p><p>(A) Hipercalemia e hipofosfatemia.</p><p>(B) Hipercalemia e hipocapnia.</p><p>(C) Hiponatremia e hipomagnesemia.</p><p>(D) Hipocalemia e hipofosfatemia.</p><p>QUESTÃO 112</p><p>Em 2016, A Society Of Critical Care Medicine (SCCM) e a</p><p>European Society of Intensive Care Medicine (ESICM)</p><p>publicaram novas definições de sepse baseadas em uma análise</p><p>robusta de grandes bancos de dados, basicamente americanos,</p><p>na qual houve uma mudança conceitual. Pelo novo consenso de</p><p>Sepse de 2016 e com relação ao manejo de terapia nutricional</p><p>nos pacientes críticos, podemos afirmar:</p><p>(A) Após a estabilidade hemodinâmica, a terapia nutricional em</p><p>paciente com sepse deve ser iniciada entre 24 a 48 horas.</p><p>(B) Uma vez que o suporte enteral não possa ser iniciado, deve</p><p>-se iniciar a nutrição parenteral em qualquer doente</p><p>enfermo.</p><p>(C) Faz parte do diagnóstico de síndrome de realimentação o</p><p>desenvolvimento de hipofosfatemia e de hipercalemia, nos</p><p>primeiros dias de nutrição parenteral em pacientes</p><p>desnutridos.</p><p>(D) A albumina é um bom indicador de desnutrição em</p><p>pacientes críticos.</p><p>ATENÇÃO: O caso seguinte se refere às questões 113 e 114:</p><p>RJF, 46 anos, feminino, internada pela dermatologia pra</p><p>diagnóstico diferencial de lesões bolhosas de pele em áreas</p><p>fotoexpostas.</p><p>Na história mórbida pregressa, foi submetida a quatro</p><p>laparotomias exploradoras sem achados significativos que</p><p>justificassem a dor abdominal recorrente.</p><p>Em decorrência dos diversos procedimentos cirúrgicos, os</p><p>achados eram de bridas e foi submetida a uma ressecção de</p><p>colon direito.</p><p>Apresenta-se ao exame com lesões bolhosas em mãos e com</p><p>ileostomia de alto débito (>2000ml/dia).</p><p>Na família, a irmã é portadora de porfiria.</p><p>A paciente foi diagnosticada com porfiria variegata e submetida à</p><p>reconstrução do trânsito intestinal.</p><p>Lesões bolhosas</p><p>Enema Opaco Enema Opaco pela ileostomia</p><p>QUESTÃO 113</p><p>Sobre as porfirias hepáticas agudas é INCORRETO afirmar:</p><p>(A) As porfirias são doenças causadas por deficiências</p><p>enzimáticas que cursam com aumento de metabólitos</p><p>intermediários do heme, as porfirinas.</p><p>(B) As porfirias não podem ser dosadas em exames</p><p>laboratoriais, o que dificulta o diagnóstico dessa condição.</p><p>(C) O heme é uma proteína sintetizada em todas as células</p><p>nucleadas e contém ferro, está presente na hemoglobina,</p><p>na mioglobina e no citocromo.</p><p>(D) As porfirias são decorrentes de alterações genéticas nas</p><p>enzimas envolvidas.</p><p>Residência Médica 2021 - Faculdade de Medicina da USP Página 21/24</p><p>QUESTÃO 114</p><p>Sobre as manifestações clínicas das porfirias hepáticas agudas,</p><p>é INCORRETO afirmar:</p><p>(A) Fazem parte do diagnóstico diferencial de abdome agudo.</p><p>(B) Os sinais e sintomas mais frequentes são dor abdominal,</p><p>vômitos, constipação e sintomas álgicos inespecíficos.</p><p>(C) Todas as porfirias cursam com lesões de pele.</p><p>(D) Medicações e drogas podem desencadear crises como</p><p>diclofenaco, rifampicina, álcool e fumo, estrógenos e</p><p>progesterona.</p><p>ATENÇÃO: O caso seguinte se refere às questões 115 e 116:</p><p>Paciente M.L.S, 62 anos, sexo feminino, vítima de atropelamento.</p><p>Diagnóstico trauma + hemotórax. Durante a internação, evoluiu</p><p>com sepse. Paciente com edema em membros superiores e</p><p>inferiores (+++/++++). No quinto dia de internação, após</p><p>estabilidade hemodinâmica a equipe de nutrição foi chamada</p><p>para avaliar o paciente. Foi feita avaliação nutricional onde se</p><p>determinou a altura estimada de 1,65 cm (por meio da altura do</p><p>joelho) e peso estimado de 60kg. O diagnóstico nutricional foi de</p><p>eutrofia. Necessidade energética calculada = 1800 kcal e 60 g de</p><p>proteína por dia. Conduta = Sonda nasogástrica, dieta padrão,</p><p>intermitente, 60 ml/ hora a cada 2 horas. Após 03 dias a nutrição</p><p>foi novamente chamada, pois a paciente apresentava diarreia</p><p>além de hiperglicemia.</p><p>QUESTÃO 115</p><p>Sobre a paciente citada no caso acima, assinale qual seria a</p><p>conduta correta em relação à diarreia apresentada:</p><p>(A) A diarréia deve ser devido à antibioticoterapia, dessa forma</p><p>é recomendado manter a prescrição dietética.</p><p>(B) A diarréia que a paciente apresentou deve ser devido</p><p>intolerância a dieta, devendo a mesma ser substituída por</p><p>dieta oligomérica.</p><p>(C) Deve-se reduzir a velocidade de infusão da dieta, e verificar</p><p>a osmolaridade da mesma.</p><p>(D) Em todos os pacientes de suporte enteral com quadro de</p><p>diarréia, deve-se introduzir mix de fibras.</p><p>QUESTÃO 116</p><p>Sobre as alterações clínicas e metabólicas de sepse, as</p><p>seguintes afirmativas são corretas, EXCETO:</p><p>(A) A secreção aumentada de glucagon, catecolaminas e</p><p>glicocorticoides é responsável pela produção de calor,</p><p>catabolismo e estimulação das células alfa do pâncreas.</p><p>(B) Dentre os mediadores químicos relacionados ao trauma</p><p>estão o fator de necrose tumoral (TNF) alfa e as</p><p>interleucinas (IL) IL1 e IL-6.</p><p>(C) O aumento da Il-10 sinaliza para a produção de proteínas</p><p>de fase aguda no fígado e diferenciação de linfócitos B em</p><p>plasmócitos.</p><p>(D) Agentes como tromboxano A2 (TxA2), óxido nítrico, e</p><p>fração 5ª do complemento mantém o estado inflamatório</p><p>visto no paciente séptico.</p><p>ATENÇÃO: O caso seguinte se refere às questões 117 a 119:</p><p>Indicação / História Progressiva da Moléstia Atual</p><p>ID: J.P.S, 77 anos, sexo masculino, casado, natural de São</p><p>Paulo, católico.</p><p>Data de Admissão Hospitalar (ICHC-FMUSP): 25/04/2020.</p><p>HPMA: Paciente transferido de instituição externa com histórico</p><p>de tosse e febre iniciadas dia 02/04/2020 e diagnóstico positivo</p><p>de COVID-19 (pcr-rt). Realizado tratamento ambulatorial em</p><p>primeiro momento, porém, devido piora do quadro clínico foi</p><p>optado por internação hospitalar em leito de enfermaria e</p><p>necessidade de CN*O2 2,0 l/min.</p><p>Antecedentes Pessoais</p><p>- HAS</p><p>- DPOC oxigênio-dependente</p><p>- Ex - tabagista – 20 anos maços (cessou há 5 anos)</p><p>- Três internações prévias nos últimos 12 meses por quadro</p><p>pulmonar descompensado</p><p>Geral: Regular estado geral, corado, desidratado (2+/4+),</p><p>acianótico, anictérico, afebril, acordado, porém desorientado em</p><p>tempo e espaço, Glasgow 13.</p><p>FC: 110 bpm, PA: 110 x 80 mmhg, SpO2: 92% em cateter nasal</p><p>2 l/min.</p><p>Respiratório: MV + bilateralmente sem RA, sem sinais de</p><p>desconforto respiratório.</p><p>Cardiovascular: BRNF, em 2T, sem sopros, sem turgência de</p><p>jugulares.</p><p>Abdome: escavado, indolor, sem sinais de irritação, sem</p><p>viceromegalias ou massa palpável, Ruído Hidroaéreo presente.</p><p>Extremidades: bem perfundidas, sem edema, sem sinais</p><p>de</p><p>Trombose Venosa Profunda.</p><p>QUESTÃO 117</p><p>Qual a melhor via de suporte nutricional?</p><p>(A) Dieta via oral com suplemento.</p><p>(B) Nutrição parenteral por acesso venoso central.</p><p>(C) Dieta enteral por passagem de sonda nasoenteral.</p><p>(D) Dieta enteral por gastrostomia.</p><p>Página 22/24 Residência Médica 2021 - Faculdade de Medicina da USP</p><p>QUESTÃO 118</p><p>Este mesmo paciente foi submetido ao exame radiológico para</p><p>confirmar a posição da sonda nasoenteral antes do início da</p><p>infusão da dieta enteral. Segue a imagem do raio x de tórax.</p><p>Qual das afirmativas é INCORRETA para este caso?</p><p>(A) O exame radiológico é método seguro para averiguar a</p><p>posição da sonda nasoenteral.</p><p>(B) Neste caso de acordo com a imagem radiológica</p><p>poderíamos iniciar a infusão da dieta enteral.</p><p>(C) Caso se iniciasse a infusão da dieta enteral através desta</p><p>sonda nasoenteral teríamos como consequência uma</p><p>pneumonia lobar direita.</p><p>(D) Neste caso teríamos de reposicionar a sonda nasoenteral.</p><p>QUESTÃO 119</p><p>No que se concerne à anorexia nervosa (AN), assinale a opção</p><p>correta.</p><p>(A) A AN caracteriza-se pela relutância do paciente em manter</p><p>o peso corporal adequado à sua idade e à sua estatura.</p><p>(B) A AN não tem uma etiologia definida e praticamente não</p><p>difere da bulimia.</p><p>(C) O principal objetivo da terapia nutricional para pacientes</p><p>com AN é a manutenção do peso corporal, pois não é</p><p>possível a correção das sequelas fisiológicas da</p><p>desnutrição.</p><p>(D) Os medicamentos são utilizados para tratamento dos</p><p>sintomas depressivos, das alterações do apetite e das</p><p>distorções da imagem corporal. Os psicofarmácos são</p><p>altamente eficazes no combate aos sintomas exclusivos da</p><p>AN e a melhora clínica é evidente.</p><p>QUESTÃO 120</p><p>Paciente de 66 anos, masculino. Antecedente de HAS, DM tipo 2,</p><p>Tabagista (55 anos/maço). História de dor abdominal contínua,</p><p>diarréia semi-líquida (2-3 episódios/dia), anemia hipocrômica e</p><p>microcítica e perda de 17 Kg em 6 meses. Realizou colonoscopia</p><p>que evidenciou neoplasia infiltrativa e estenosante em ângulo</p><p>hepático. Na admissão apresentava lesão em região sacral:</p><p>Qual o estágio da lesão por pressão segundo a classificação de</p><p>Braden e quais vitaminas e minerais devem ser suplementados?</p><p>(A) Estágio 1. Vitamina E e zinco.</p><p>(B) Estágio 2. Vitamina C e zinco.</p><p>(C) Estágio 4. Ferro e zinco.</p><p>(D) Inclassificável. Vitamina C e ferro.</p><p>Residência Médica 2021 - Faculdade de Medicina da USP Página 23/24</p><p>Página 24/24 Residência Médica 2021 - Faculdade de Medicina da USP</p><p>com quadro de icterícia, colúria e acolia fecal,</p><p>associado a dor em hipocôndrio direito e febre de até 39oC.</p><p>Ultrassom de abdome total demonstra lesão sólida em topografia</p><p>de pâncreas com dilatação de vias biliares intra e extra hepáticas.</p><p>Qual a melhor conduta para desobstrução das vias biliares nesse</p><p>momento?</p><p>(A) Colangiopancreatografia retrógrada endoscópica.</p><p>(B) Drenagem transparieto hepática.</p><p>(C) Laparotomia exploradora com coledocotomia e alocação de</p><p>dreno de Kehr.</p><p>(D) Anastomose biliodigestiva em Y-de-Roux.</p><p>QUESTÃO 11</p><p>Durante colecistecomia videolaparoscópica eletiva, foi realizada</p><p>colangiografia intraoperatória que mostra, após a injeção de</p><p>contraste, apenas a contrastação da via biliar principal distal ao</p><p>clipe, com bom esvaziamento de contraste para duodeno, sem</p><p>identificação de cálculos no interior da via biliar, porém sem</p><p>contrastar a via biliar intra-hepática ou vesícula biliar. Qual a</p><p>melhor conduta neste momento do ato operatório?</p><p>(A) Prosseguir com a colecistectomia, uma vez que via biliar</p><p>está sem cálculos.</p><p>(B) Prosseguir com a colecistectomia, uma vez que a via biliar</p><p>está com bom esvaziamento.</p><p>(C) Drenar a via biliar com dreno trans-cístico.</p><p>(D) Rever cuidadosamente as estruturas biliares no campo</p><p>operatório.</p><p>QUESTÃO 12</p><p>Mulher, 28 anos, com diagnóstico de lesão cística em cauda do</p><p>pâncreas de 5cm de diâmetro em ultrassonografia de abdome</p><p>superior de rotina. Solicitada ressonância magnética, com</p><p>diagnóstico de neoplasia cística mucinosa do pâncreas com</p><p>diâmetro de 5cm. Qual a melhor conduta?</p><p>(A) Repetir ressonância magnética em 12 meses.</p><p>(B) Enucleação.</p><p>(C) Pancreatectomia distal.</p><p>(D) Ultrassonografia endoscópica com punção.</p><p>QUESTÃO 13</p><p>Mulher, 48 anos, assintomática. Fez ultrassom de abdome total</p><p>que evidenciou lesão cística em lobo hepático direito medindo</p><p>9 x 10cm, com paredes finas, sem septos e com conteúdo</p><p>homogêneo. Foi solicitada ressonância magnética que confirmou</p><p>lesão cística ocupando o lobo direito, parcialmente exofítica, sem</p><p>septos. Qual a melhor conduta para essa paciente?</p><p>(A) Hepatectomia direita.</p><p>(B) Destelhamento (“unroofing”) por laparoscopia.</p><p>(C) Alcoolização do cisto.</p><p>(D) Acompanhamento clínico.</p><p>QUESTÃO 14</p><p>Mulher, 32 anos, em uso de anticoncepcional oral há 12 anos,</p><p>com empachamento pós-prandial, vômitos e perda de peso não</p><p>aferida há 6 meses. Endoscopia digestiva alta mostrou</p><p>compressão extrínseca na parede anterior do estômago.</p><p>Tomografia de abdome com contraste mostrou lesão sugestiva</p><p>de hemangioma no setor lateral esquerdo do fígado, com</p><p>diâmetro máximo de 12 cm e compressão da parede gástrica</p><p>anterior. Qual a melhor conduta para o caso?</p><p>(A) Solicitar ressonância magnética com contraste</p><p>hepatoespecífico.</p><p>(B) Ressecção da lesão hepática.</p><p>(C) Seguimento clínico e realizar ultrassom de abdome de</p><p>controle em 6 meses.</p><p>(D) Seguimento clínico e realizar ultrassom de abdome de</p><p>controle em 12 meses.</p><p>Residência Médica 2021 - Faculdade de Medicina da USP Página 5/24</p><p>QUESTÃO 15</p><p>Homem, 63 anos, com antecedente de cirrose hepática pelo vírus</p><p>da hepatite B, classificada como Child-Pugh A5, sem sinais de</p><p>hipertensão portal. Tomografia de abdome total com contraste</p><p>trifásico demonstrou nódulo único de 3,5 cm de diâmetro em</p><p>segmentos II/III do fígado, sugestivo de carcinoma hepatocelular.</p><p>Qual a melhor conduta para tratamento desta lesão?</p><p>(A) Ressecção do setor lateral esquerdo do fígado.</p><p>(B) Quimioembolização arterial.</p><p>(C) Ablação por radiofrequência.</p><p>(D) Tratamento sistêmico com sorafenibe.</p><p>QUESTÃO 16</p><p>Mulher, 36 anos, em uso de anticoncepcional oral há 8 anos, com</p><p>diagnóstico de nódulo hepático ao ultrassom. Realizada</p><p>ressonância nuclear magnética com contraste hepatoespecífico</p><p>que evidenciou lesão nodular hepática de 2,7 cm em segmento</p><p>III do fígado, sugestiva de adenoma hepático. O uso do</p><p>anticoncepcional foi prontamente interrompido sob orientação de</p><p>seu ginecologista. Com relação à lesão hepática, deve-se:</p><p>(A) Indicar ressecção cirúrgica (nodulectomia).</p><p>(B) Indicar ressecção cirúrgica (setorectomia lateral esquerda).</p><p>(C) Manter seguimento clínico, com exame de imagem de</p><p>controle em 6 meses.</p><p>(D) Não há necessidade de seguimento, considerando que</p><p>paciente suspendeu o uso de anticoncepcional.</p><p>QUESTÃO 17</p><p>Paciente de 47 anos, com IMC de 35kg/m2, diabetes tipo 2 há 5</p><p>anos, com queixa de dispepsia importante, com melhora parcial</p><p>após uso de omeprazol em dose otimizada. Endoscopia digestiva</p><p>alta mostra mucosa esofágica em terço distal de aspecto colunar,</p><p>com biópsia comprovando metaplasia intestinal sem displasia.</p><p>Com relação ao tratamento cirúrgico para o caso em questão,</p><p>assinale a melhor alternativa:</p><p>(A) Gastrectomia vertical.</p><p>(B) Hiatoplastia com fundoplicatura total à Nissen.</p><p>(C) Hiatoplastia com fundoplicatura parcial à Toupet.</p><p>(D) Gastroplastia com derivação em Y de Roux (Bypass</p><p>gástrico).</p><p>QUESTÃO 18</p><p>Paciente de 43 anos em pós-operatório tardio de Gastroplastia</p><p>com derivação em Y de Roux (Bypass gástrico) para tratamento</p><p>de obesidade. Evoluiu com reganho de 70% do peso perdido no</p><p>último ano. Estudo radiológico contrastado demonstra gastro-</p><p>jejuno anastomose em bom aspecto, sem sinais de refluxo</p><p>gastroesofágico e estômago excluso contrastado. A melhor</p><p>conduta em relação ao reganho de peso é:</p><p>(A) Cirurgia revisional com correção de fístula gastro-gástrica.</p><p>(B) Cirurgia revisional com alongamento de alça alimentar.</p><p>(C) Cirurgia revisional com conversão para cirurgia de</p><p>Scopinaro.</p><p>(D) Não há indicação cirúrgica nesse momento, devendo-se</p><p>intensificar o acompanhamento multiprofissional.</p><p>QUESTÃO 19</p><p>Paciente de 35 anos submetida à Gastroplastia com derivação</p><p>em Y de Roux (Bypass gástrico) por videolaparoscopia há 2 anos,</p><p>com boa evolução de perda de peso. Vem apresentando crises</p><p>de dor abdominal difusa, em cólica, mais intensa em epigástrio e</p><p>com irradiação dorsal, principalmente pós alimentar, com alguns</p><p>episódios de diarréia. No atendimento no pronto socorro, realizou</p><p>exames de radiografia simples do abdômen e ultrassonografia de</p><p>abdome, os quais não mostraram alterações.</p><p>Qual das alternativas representa o diagnóstico mais provável</p><p>para o caso clínico?</p><p>(A) Dor abdominal por úlcera gástrica.</p><p>(B) Claudicação intestinal.</p><p>(C) Hérnia interna recorrente.</p><p>(D) Colite bacteriana recorrente.</p><p>QUESTÃO 20</p><p>Paciente em programação de cirurgia bariátrica. Durante preparo</p><p>para cirurgia, teve perda de 20% de excesso de peso (calculado</p><p>para IMC ideal de 25km/m2), com IMC atual de 36kg/m2. Tem</p><p>antecedente de hipertensão arterial sistêmica e dislipidemia,</p><p>ambos com tratamento medicamentoso otimizado. Sobre o caso,</p><p>assinale a melhor conduta:</p><p>(A) A cirurgia bariátrica não deve mais ser realizada</p><p>considerando que o paciente teve perda de 20% do</p><p>excesso de peso.</p><p>(B) Deve-se manter conduta cirúrgica proposta inicialmente.</p><p>(C) A cirurgia bariátrica não deve mais ser realizada</p><p>considerando IMC atual menor que 40kg/m2.</p><p>(D) A cirurgia bariátrica deve ser proposta para o paciente em</p><p>questão apenas se houver reganho de peso a partir desse</p><p>momento.</p><p>QUESTÃO 21</p><p>Paciente de 48 anos admitido em Unidade de Pronto</p><p>Atendimento com quadro de dor abdominal de forte intensidade.</p><p>Radiografia simples de abdome demonstra pneumoperitônio.</p><p>Durante laparotomia de urgência, foi evidenciada obstrução em</p><p>alça fechada com perfuração de ceco e lesão neoplásica</p><p>obstrutiva em reto baixo, a 4cm de borda anal ao toque retal. Qual</p><p>a melhor conduta a ser tomada durante a cirurgia de urgência?</p><p>(A) Colectomia total com ressecção de lesão primária e</p><p>ileostomia terminal.</p><p>(B) Rafia de ceco com ileostomia em alça à montante da lesão.</p><p>(C) Colectomia total com ressecção da lesão primária e íleo</p><p>reto anastomose.</p><p>(D) Colectomia direita com ileostomia à Mikulicz.</p><p>Página 6/24 Residência Médica 2021 - Faculdade de Medicina da USP</p><p>QUESTÃO 22</p><p>Paciente com dor anal há 2 anos e sangramento frequente às</p><p>evacuações. Exame físico revela lesão ulcerada em canal anal</p><p>com 3,0 cm de diâmetro, dolorosa e friável ao toque retal. Biopsia</p><p>realizada durante anuscopia confirma diagnóstico de carcinoma</p><p>espinocelular de canal anal. Estadiamento demonstra ausência</p><p>de lesões à distância e ressonância de pelve confirma lesão</p><p>neoplásica restrita ao canal anal. Qual a melhor conduta para o</p><p>caso nesse momento?</p><p>(A) Tratamento neoadjuvante com quimio e radioterapia de</p><p>curta duração seguido de amputação de canal anal com</p><p>colostomia terminal.</p><p>(B) Tratamento neoadjuvante com quimio e radioterapia</p><p>seguido de proctectomia com anastomose coloanal.</p><p>(C) Tratamento com quimio e radioterapia exclusivas.</p><p>(D) Imunoterapia exclusiva.</p><p>QUESTÃO 23</p><p>Homem, 56 anos, com dor em fossa ilíaca esquerda há 2 dias,</p><p>sem febre. Tem antecedente de doença diverticular (confirmada</p><p>por colonoscopia recente em exame de rotina). Durante</p><p>atendimento na unidade de pronto atendimento, tomografia de</p><p>abdome total com contraste endovenoso demonstra apendagite</p><p>epiplóica em região de fossa ilíaca esquerda, sem outros</p><p>achados no exame de imagem no contexto de urgência. Com</p><p>relação ao diagnóstico, qual o melhor tratamento a ser proposto</p><p>nesse momento?</p><p>(A) Internação para antibioticoterapia parenteral.</p><p>(B) Analgesia e anti-inflamatório domiciliar.</p><p>(C) Antibioticoterapia oral domiciliar.</p><p>(D) Retossigmoidectomia de urgência.</p><p>QUESTÃO 24</p><p>Paciente gestante de 34 semanas com queixa de dor anal</p><p>importante. Exame físico demonstra hemorróida externa com</p><p>trombose, sem sinais de infecção secundária. Toque retal não</p><p>realizado por dor importante no momento do exame. Sobre o</p><p>caso, assinale a melhor alternativa:</p><p>(A) Deve-se propor tratamento clínico e contraindicar parto</p><p>vaginal.</p><p>(B) Deve-se propor tratamento cirúrgico e contraindicar parto</p><p>vaginal.</p><p>(C) Deve-se propor tratamento clínico e não contraindicar parto</p><p>vaginal.</p><p>(D) Deve-se propor tratamento cirúrgico e não contraindicar</p><p>parto vaginal.</p><p>QUESTÃO 25</p><p>Homem, 24 anos, com diagnóstico de Doença de Crohn.</p><p>Apresenta nos últimos 6 meses quadro de dor abdominal</p><p>frequente com sensação de distensão pós-prandial. Já internado</p><p>por vômitos em outras ocasiões e em acompanhamento clínico</p><p>em uso de medicação biológica em doses crescentes.</p><p>Tomografia de abdome mostra espessamento importante em íleo</p><p>terminal, junto à válvula ileocecal. Qual a melhor conduta para o</p><p>caso?</p><p>(A) Ressecção ileocecal com anastomose íleo-cólica.</p><p>(B) Colectomia direita com ligadura dos vasos íleo-cólicos em</p><p>sua origem na a. mesentérica superior.</p><p>(C) Plastia de válvula ileocecal.</p><p>(D) Derivação interna com ileotransverso anastomose.</p><p>ATENÇÃO: O caso seguinte se refere às questões 26 e 27:</p><p>Homem de 67 anos procura o pronto-socorro com queixa de</p><p>hiperemia e dor ao redor de ileostomia e parada de eliminação</p><p>de secreções pela mesma, há 2 dias. Fez cirurgia para</p><p>tratamento de câncer de cólon há 3 anos, na urgência, quando</p><p>foi feita a ileostomia terminal. Está livre de doença neoplásica até</p><p>este momento, de acordo com a oncologia clínica (sic). O</p><p>paciente diz ainda que está em preparo para fazer a reconstrução</p><p>do trânsito intestinal. Ao exame físico, nota-se abaulamento</p><p>doloroso e hiperemia à volta da ileostomia. Esta apresenta</p><p>coloração vinhosa e está edemaciada. A bolsa está vazia, não</p><p>tendo sequer gás. Ao toque, que é muito doloroso, a ileostomia</p><p>está pérvia, embora pareça estreitada.</p><p>Esta é a foto do abdome do paciente na chegada ao pronto-</p><p>socorro.</p><p>QUESTÃO 26</p><p>Em relação ao problema deste paciente, é correto afirmar:</p><p>(A) Por se tratar de doença neoplásica, a reconstrução do</p><p>trânsito intestinal, com fechamento da ileostomia, está</p><p>contraindicada neste momento.</p><p>(B) O quadro de obstrução intestinal está descartado, visto que</p><p>a ileostomia está pérvia ao toque.</p><p>(C) A tomografia de abdome e pelve com contraste descarta</p><p>com segurança a hipótese de estrangulamento.</p><p>(D) Deve tratar-se de hérnia paraileostômica, com</p><p>encarceramento de intestino delgado e sofrimento vascular.</p><p>QUESTÃO 27</p><p>Em relação à condução deste caso, é correto:</p><p>(A) Deve ser feita cirurgia de urgência e confeccionada nova</p><p>ileostomia, devido ao quadro de obstrução intestinal.</p><p>(B) No fechamento de ostomias, o uso de tela de material</p><p>inabsorvível está contraindicado, pelo alto grau de</p><p>contaminação do campo cirúrgico.</p><p>(C) A reconstrução do trânsito intestinal não deve sequer ser</p><p>considerada em casos de suspeita de hérnia estrangulada.</p><p>(D) O paciente deve fazer enema opaco e avaliação</p><p>endoscópica de todo o cólon e da região da ileostomia,</p><p>antes de se proceder ao tratamento cirúrgico desta</p><p>complicação.</p><p>Residência Médica 2021 - Faculdade de Medicina da USP Página 7/24</p><p>QUESTÃO 28</p><p>Uma mulher de 38 anos vem ao pronto-socorro com queixa de</p><p>dor abdominal em região epigástrica e hipocôndrio direito há 1</p><p>semana. Diz que a dor é de forte intensidade e piora após a</p><p>alimentação. Nega alteração do hábito intestinal. Há dois dias,</p><p>vem tendo náuseas e vômitos. Nega cirurgias prévias, outras</p><p>doenças, uso de medicações, icterícia, colúria ou acolia fecal.</p><p>Está em bom estado geral, corada, desidratada e anictérica. Tem</p><p>dor à palpação abdominal profunda, na região do rebordo costal</p><p>direito, interrompendo a respiração profunda por causa da dor.</p><p>A ultrassonografia mostra vesícula biliar com parede de</p><p>espessura normal, com microcálculos e sem dilatação de vias</p><p>biliares.</p><p>Qual deve ser a sequência correta para o atendimento desta</p><p>paciente, além de administrar sintomáticos e fazer hidratação</p><p>venosa?</p><p>(A) Dosagem de eletrólitos e pesquisa de coledocolitíase,</p><p>antes da cirurgia de urgência.</p><p>(B) Encaminhamento para colecistectomia eletiva.</p><p>(C) Dosagem de eletrólitos e preparo para colecistectomia por</p><p>videolaparoscopia, na urgência.</p><p>(D) Colangiopancreatografia retrógrada endoscópica (CPRE)</p><p>antes da colecistectomia, devido à presença de</p><p>microcálculos.</p><p>ATENÇÃO: O caso seguinte se refere às questões 29 e 30:</p><p>Uma senhora de 54 anos está em seguimento pré-operatório por</p><p>hérnia incisional abdominal. Refere diabetes mellitus, apneia do</p><p>sono, esteatose hepática e dislipidemia. IMC: 37,5 kg/m2.</p><p>Tabagista. Foi realizada tomografia, onde se observa anel</p><p>herniário de 9,2 X 7,5 cm e relação volume herniário/cavidade</p><p>abdominal de 15%. Exames laboratoriais:</p><p>hemoglobima: 12,5 g/dL, HbA1c: 9,5%, creatinina: 1,5 mg/dL e</p><p>albumina: 3,1 g/dL.</p><p>QUESTÃO 29</p><p>Qual é a classificação da hérnia desta paciente e qual é o preparo</p><p>pré-operatório mais adequado, entre as opções apresentadas?</p><p>(A) Hérnia moderada. Iniciar protocolo de pneumoperitônio pré-</p><p>operatório progressivo. Se a espirometria mostrar distúrbio</p><p>ventilatório, iniciar corticoide 5 dias antes da operação.</p><p>Suspender o tabagismo desde já.</p><p>(B) Hérnia grande. Iniciar programa de emagrecimento,</p><p>ponderando inclusive a oportunidade de fazer gastroplastia</p><p>para obesidade mórbida. Manter HbA1C < 8% e suspender</p><p>o tabagismo ao menos 4 semanas antes da operação.</p><p>(C) Hérnia muito grande. Iniciar CPAP noturno ao menos</p><p>quatro semanas antes da operação. Fazer protocolo de</p><p>pneumoperitônio pré-operatório progressivo, além de</p><p>suspender o tabagismo.</p><p>(D) Hérnia moderada. Manter HbA1C < 8% e suspender o</p><p>tabagismo ao menos duas semanas antes da operação.</p><p>Fazer gastroplastia no mesmo ato operatório da correção</p><p>da hérnia incisional.</p><p>QUESTÃO 30</p><p>Durante o seguimento pré-operatório, a paciente precisou ser</p><p>internada no pronto-socorro devido a dor abdominal intensa na</p><p>região da hérnia, febre e vômitos, havia 2 dias. Foi proposta</p><p>cirurgia de urgência, identificando-se necrose isquêmica (sem</p><p>perfuração) de 30 cm de jejuno. Foi feita enterectomia com</p><p>anastomose primária</p><p>jejunojejunal. A paciente, apesar da</p><p>necrose de delgado, ficou estável hemodinamicamente durante</p><p>toda a operação. Qual é a consideração mais apropriada a</p><p>respeito da conduta?</p><p>(A) Fechamento provisório do abdome à Barker, por causa da</p><p>contaminação e para prevenção da síndrome</p><p>compartimental abdominal; reoperação em 48 a 72 horas,</p><p>para revisão (second look) e provável fechamento definitivo</p><p>do abdome, com tela.</p><p>(B) Hernioplastia com fechamento primário da parede</p><p>abdominal, borda a borda, com pontos separados de fio</p><p>inabsorvível, reforçando a parede com tela de polipropileno.</p><p>(C) Fechamento primário da parede abdominal, com incisão</p><p>relaxadora, reforço do fechamento da aponeurose com tela</p><p>de polipropileno e monitorização da PIA (pressão intra-</p><p>abdominal) durante a operação e nos primeiros dias de pós-</p><p>operatório.</p><p>(D) Fechamento da parede abdominal com separação de</p><p>componentes, sem o uso de tela, por causa da necrose</p><p>intestinal, e monitorização da PIA (pressão intra-abdominal)</p><p>durante toda a operação.</p><p>QUESTÃO 31</p><p>Um paciente de 57 anos, sem antecedentes mórbidos relevantes,</p><p>está no primeiro pós-operatório de retossigmoidectomia, por via</p><p>convencional, por tumor obstrutivo de cólon. Foi submetido à</p><p>operação de Hartmann. Recebeu antibioticoterapia profilática na</p><p>indução anestésica. Queixa-se de dor na incisão e tem</p><p>desconforto abdominal difuso. A incisão está com bom aspecto.</p><p>Pulso: 100 bpm, PA: 110 X 70 mmHg, T: 37,7 oC, frequência</p><p>respiratória: 16 irpm, saturação de O2: 96%, em ar ambiente.</p><p>Diagnóstico mais provável e melhor conduta:</p><p>(A) Tromboembolismo pulmonar (TEP). Anticoagulação,</p><p>Doppler de membros inferiores e tomografia de tórax com</p><p>protocolo TEP.</p><p>(B) Pós-operatório dentro do esperado. Analgesia e</p><p>fisioterapia.</p><p>(C) Infecção de ferida operatória. Antibioticoterapia empírica.</p><p>(D) Deiscência de coto retal. Tomografia de abdome.</p><p>QUESTÃO 32</p><p>Um homem de 54 anos está no primeiro pós-operatório de</p><p>hernioplastia à Lichtenstein. A cirurgia não teve intercorrências</p><p>intraoperatórias. Comorbidades: IMC: 40 kg/m2, hipertenso,</p><p>tabagista, diabético não insulino dependente. Pelas</p><p>comorbidades, recebeu uma dose de heparina (5.000 UI) logo ao</p><p>chegar ao leito da enfermaria. Queixa-se de abaulamento</p><p>acentuado na região inguinal operada, com sangramento</p><p>persistente pela ferida operatória, sendo necessárias várias</p><p>trocas de curativo. Conduta mais apropriada:</p><p>(A) Revisão da hemostasia em centro cirúrgico.</p><p>(B) Ácido tranexâmico, protamina e curativo compressivo.</p><p>(C) Drenagem da ferida à beira leito, com dreno de Penrose e</p><p>curativo compressivo.</p><p>(D) Arteriografia, seguida de reabordagem em centro cirúrgico,</p><p>se o sangramento persistir.</p><p>Página 8/24 Residência Médica 2021 - Faculdade de Medicina da USP</p><p>QUESTÃO 33</p><p>Um homem de 25 anos, sem comorbidades, está no segundo</p><p>pós-operatório de laparotomia exploradora por úlcera pré-pilórica</p><p>perfurada. Foi feita sutura da úlcera e drenagem da cavidade,</p><p>sem intercorrências. Queixa-se de dor abdominal difusa (5 em</p><p>escala analógica de 0 a 10) e náuseas. Pulso: 100 bpm,</p><p>PA: 100 X 70 mmHg, T: 36,7 C. A ferida operatória está com</p><p>bom aspecto e o dreno abdominal teve débito de cerca de 210 mL</p><p>de secreção biliosa em 24 horas. Conduta mais adequada:</p><p>(A) Endoscopia digestiva e colocação de prótese.</p><p>(B) Tomografia de abdome com contraste oral.</p><p>(C) Sonda nasogástrica aberta e nutrição parenteral.</p><p>(D) Reoperação.</p><p>QUESTÃO 34</p><p>Um senhor de 69 anos, obeso, foi internado por</p><p>descompensação diabética, com necrose seca de hálux (pé</p><p>diabético), completando duas semanas de internação e</p><p>antibioticoterapia com ciprofloxacina e clindamicina, com boa</p><p>resposta clínica. Faz uso de metformina, omeprazol (por refluxo</p><p>gastroesofágico) e codeína (pela dor no hálux). Volta ao pronto-</p><p>socorro alguns dias após a alta, por quadro de pré-sincope e</p><p>diarreia profusa. Está em regular estado geral, mas bastante</p><p>desidratado. Temperatura: 37,4 C, pulso: 110 bpm, PA:</p><p>100 X 70 mmHg. O abdome está bastante distendido e doloroso,</p><p>ficando dúvida sobre sinais de irritação peritoneal. Não tem sinais</p><p>de infecção na lesão do hálux. Melhor conduta inicial, além de</p><p>jejum oral e hidratação venosa:</p><p>(A) Pesquisa de toxinas de Clostridioides difficile nas fezes.</p><p>Suspensão de omeprazol. Introdução de vancomicina ou</p><p>metronidazole oral.</p><p>(B) Coprocultura e introdução empírica de antibiótico</p><p>carbapenêmico.</p><p>(C) Tomografia computadorizada, antidiarreicos e probióticos.</p><p>(D) Laparotomia exploradora, por provável megacólon tóxico.</p><p>QUESTÃO 35</p><p>Um senhor de 53 anos, etilista de uma garrafa de destilado por</p><p>dia, deu entrada no pronto-socorro com quadro compatível com</p><p>colecistite aguda. Foi submetido a colecistectomia de urgência,</p><p>sem intercorrências. Na unidade de terapia intensiva (UTI), no</p><p>pós-operatório, evoluiu inicialmente sem disfunções orgânicas.</p><p>Cerca de 36 horas após a chegada à UTI, apresentou agitação</p><p>psicomotora, sudorese e taquicardia. Pulso = frequência</p><p>cardíaca: 145 bpm, ritmo sinusal, PA: 170 X 100 mmHg. Teve</p><p>ainda um episódio de crise convulsiva tônico-clônica</p><p>generalizada, com reversão espontânea em 1 minuto.</p><p>Gasometria arterial: pH: 7,50, paO2: 80 mmHg, paCO2: 32 mmHg,</p><p>bicarbonato: 21 mEq/L, BE: -1, SatO2: 96%. Na+: 154 mEq/L,</p><p>dextro: 90 mg/dL. Restante dos exames: normais.</p><p>Qual é o diagnóstico mais provável e a melhor conduta?</p><p>(A) Sepse. Antibioticoterapia de amplo espectro, inicialmente</p><p>empírica.</p><p>(B) Síndrome de abstinência. Diazepam.</p><p>(C) Peritonite. Nova abordagem cirúrgica.</p><p>(D) Delirium hiperativo. Neuroléptico.</p><p>QUESTÃO 36</p><p>Uma paciente de 57 anos, obesa, submetida a correção de hérnia</p><p>incisional gigante com colocação de tela, foi encaminhada à</p><p>unidade de terapia intensiva (UTI) para monitorização pós-</p><p>operatória. Durante o procedimento cirúrgico, a paciente recebeu</p><p>cerca de 6.000 mL de soluções cristaloides. Nas primeiras horas</p><p>após a cirurgia, a paciente evoluiu com abdome tenso, piora do</p><p>padrão respiratório e da complacência pulmonar e anúria.</p><p>Qual é a hipótese diagnóstica mais provável e qual a conduta</p><p>imediata que deve ser tomada?</p><p>(A) Hemorragia pós-operatória. Coleta de hemoglobina e</p><p>coagulograma e fazer tromboelastograma e tomografia de</p><p>abdome e pelve.</p><p>(B) Síndrome compartimental abdominal. Mensuração da</p><p>pressão intravesical e solicitar imediatamente avaliação</p><p>cirúrgica, para fazer peritoniostomia.</p><p>(C) Síndrome compartimental abdominal. Mensuração da</p><p>pressão intravesical, sondagem nasogástrica</p><p>descompressiva, aprofundamento da sedação com</p><p>bloqueio neuromuscular e evitar excesso de fluidos.</p><p>(D) Infecção de sítio cirúrgico. Troca de sondas e cateteres,</p><p>coleta de culturas e administração de antibióticos de amplo</p><p>espectro.</p><p>QUESTÃO 37</p><p>Um paciente 22 anos, vítima de queda de moto após colisão com</p><p>anteparo fixo, encontrado na cena com Glasgow 6, foi submetido</p><p>a intubação orotraqueal pela equipe de atendimento pré-</p><p>hospitalar. Avaliado e reanimado na sala de emergência, foi</p><p>transferido para a unidade de terapia intensiva (UTI). A</p><p>tomografia de crânio mostra edema cerebral difuso. Não foram</p><p>achadas outras alterações relevantes.</p><p>Após 24 horas, o paciente está com Glasgow 3T, com pupilas</p><p>mediofixas, sem sedação. Saturação de O2, com fração inspirada</p><p>de O2 de 100%: 92%, PA: 70 X 30 mmHg, pulso: 145 bpm,</p><p>diurese: 100 mL nas últimas 6 horas, temperatura central:</p><p>34,2 C. Exames laboratoriais: Na+: 154 mEq/L,</p><p>lactato: 39 mg/dL, creatinina: 2,5 mg/dL.</p><p>Quais devem ser as condutas imediatas?</p><p>(A) Notificar a Organização de Procura de Órgãos (OPO) e</p><p>convocar a família para propor cuidados paliativos, visto</p><p>que o paciente não pode ser doador, pelas condições</p><p>clínicas.</p><p>(B) Iniciar a primeira prova de morte encefálica com uso de</p><p>pressão positiva, para evitar hipóxia grave durante a prova.</p><p>(C) Passar sonda nasoenteral, aumentar o aporte de água livre,</p><p>coletar hemocultura, cultura de</p><p>secreção traqueal e</p><p>urocultura e iniciar antibioticoterapia de amplo espectro.</p><p>(D) Expansão volêmica, passagem de cateter venoso central e</p><p>uso de vasopressores para manter pressão arterial média</p><p>(PAM) > 65 mmHg.</p><p>QUESTÃO 38</p><p>Em qual das situações a seguir está contraindicada a abordagem</p><p>cirúrgica laparoscópica?</p><p>(A) Paciente com lesão cerebral traumática com abertura</p><p>ocular apenas ao estímulo de pressão e sem resposta</p><p>verbal.</p><p>(B) Terceiro trimestre da gestação.</p><p>(C) Paciente cardiopata que já fez revascularização do</p><p>miocárdio.</p><p>(D) Abdome agudo com peritonite difusa.</p><p>Residência Médica 2021 - Faculdade de Medicina da USP Página 9/24</p><p>QUESTÃO 39</p><p>Um paciente 45 anos, sem comorbidades, foi vítima de queda de</p><p>moto, sofrendo fratura fechada da diáfise do fêmur direito. Na</p><p>avaliação inicial, não foram achadas outras lesões significativas.</p><p>Cerca de 24 horas após o trauma, enquanto aguardava o</p><p>procedimento cirúrgico ortopédico definitivo, evoluiu com</p><p>rebaixamento do nível de consciência, hipoxemia e petéquias em</p><p>região torácica alta.</p><p>Qual é a principal hipótese diagnóstica e qual deve ser a conduta,</p><p>além de suporte ventilatório e clínico?</p><p>(A) Embolia gordurosa. Postergar a fixação da fratura até</p><p>normalização das condições clínicas.</p><p>(B) Lesão cerebral traumática grave e contusão pulmonar.</p><p>Medidas clínicas para hipertensão intracraniana e</p><p>avaliação neurocirúrgica de urgência.</p><p>(C) Embolia gordurosa. Fixação da fratura de fêmur logo que</p><p>possível.</p><p>(D) Lesão cerebral traumática grave e contusão pulmonar.</p><p>“Pulso” de corticosteroides.</p><p>QUESTÃO 40</p><p>Um homem de 33 anos, vítima de colisão automobilística, sofreu</p><p>traumatismo craniencefálico moderado e trauma de tórax e</p><p>abdome. Teve necessidade de esplenectomia, devido a lesão</p><p>grave de baço. Foi extubado no segundo pós-operatório,</p><p>mantendo-se em Glasgow 12 desde então. No quinto dia pós-</p><p>trauma, passa a apresentar febre (38,2 C) e leucocitose. No dia</p><p>seguinte, encontra-se no seguinte estado: Glasgow: 9, frequência</p><p>respiratória: 40 incursões por minuto, com uso de musculatura</p><p>acessória, saturação de O2, com máscara de oxigênio não</p><p>reinalante: 87%, pressão arterial: 60 x 40 mmHg, frequência</p><p>cardíaca: 145 batimentos por minuto, tempo de enchimento</p><p>capilar: 4 segundos. O laboratório revela leucocitose, aumento</p><p>acentuado do lactato sérico e disfunção renal aguda (depuração</p><p>de creatinina estimada: 20 mL/minuto).</p><p>Quais são as condutas imediatas mais apropriadas, além de</p><p>expansão volêmica?</p><p>(A) Intubação traqueal, dobutamina, se necessária para</p><p>estabilização hemodinâmica, angiotomografia com</p><p>protocolo para embolia pulmonar e início imediato de</p><p>anticoagulação plena com heparina de baixo peso</p><p>molecular.</p><p>(B) Intubação traqueal, noradrenalina, se necessária para</p><p>estabilização hemodinâmica, coleta de culturas, radiografia</p><p>de tórax e início imediato de antibioticoterapia de amplo</p><p>espectro.</p><p>(C) Ventilação não invasiva, dobutamina, se necessária para</p><p>estabilização hemodinâmica, coleta de culturas, radiografia</p><p>de tórax e início imediato de antibioticoterapia de amplo</p><p>espectro.</p><p>(D) Ventilação não invasiva, noradrenalina, se necessária para</p><p>estabilização hemodinâmica, angiotomografia com</p><p>protocolo para embolia pulmonar e início imediato de</p><p>anticoagulação plena com heparina de baixo peso</p><p>molecular.</p><p>QUESTÃO 41</p><p>Uma senhora de 59 anos foi operada eletivamente por neoplasia</p><p>de sigmoide. No sétimo pós-operatório, foi diagnosticada</p><p>deiscência da anastomose colorretal, pela saída de conteúdo</p><p>entérico pelo dreno abdominal. A paciente foi prontamente</p><p>reoperada. Após a reintervenção cirúrgica, a paciente teve infarto</p><p>do miocárdio e evoluiu de maneira crítica, estando agora em</p><p>ventilação mecânica e em uso de drogas vasoativas. Apesar da</p><p>correta identificação e tratamento da deiscência, a filha, que é a</p><p>responsável pela paciente, suspeita de erro médico, exigindo</p><p>acesso pleno ao prontuário de sua mãe e solicitando a cópia</p><p>integral do mesmo. Qual é a alternativa correta, a respeito desta</p><p>solicitação?</p><p>(A) O prontuário deve ser enviado para revisão pelo comitê de</p><p>ética do hospital e, só depois, a filha poderá ter acesso a</p><p>ele.</p><p>(B) Deve ser permitido o acesso ao prontuário apenas</p><p>mediante procuração legal.</p><p>(C) Apenas após a recuperação ou o óbito da mãe é que a filha</p><p>poderá ter acesso ao prontuário dela, por causa do sigilo</p><p>médico.</p><p>(D) Deve ser providenciado prontamente o acesso integral ao</p><p>prontuário da paciente.</p><p>QUESTÃO 42</p><p>Durante o preparo pré-operatório para operação de gastroplastia,</p><p>um paciente de 45 anos com IMC = 42,5 kg/m2, informa que é</p><p>testemunha de Jeová e apresenta um parecer jurídico que o</p><p>protege contra transfusão sanguínea compulsória. Qual é a</p><p>alternativa correta, a respeito da condução do caso?</p><p>(A) O médico pode opor-se a operar este paciente, bastando</p><p>referenciá-lo para outro médico da rede de atendimento.</p><p>(B) Como o paciente já apresenta parecer jurídico, o médico é</p><p>obrigado a fazer a cirurgia sem utilizar transfusão</p><p>sanguínea.</p><p>(C) O médico deve operar o paciente e fazer transfusão</p><p>sanguínea, se for pertinente, independentemente de</p><p>qualquer parecer jurídico.</p><p>(D) O caso deve ser encaminhado para o comitê de ética</p><p>médica do hospital, que decidirá sobre o que fazer.</p><p>QUESTÃO 43</p><p>Vítima de ferimento por arma de fogo em hipocôndrio direito, um</p><p>paciente de 30 anos deu entrada no pronto-socorro estável</p><p>hemodinamicamente. A tomografia de abdome mostrou</p><p>ferimento hepático, nos segmentos 6 e 7, com líquido ao redor do</p><p>fígado. Optou-se por realizar videolaparoscopia. Foi achado</p><p>apenas sangue ao redor do fígado. Os ferimentos foram</p><p>visualizados, não havendo sangramento nem saída de bile.</p><p>Optou-se por aspirar todo o sangue. No quinto dia pós-</p><p>laparoscopia, o paciente, que aparentemente vinha evoluído</p><p>bem, embora com aceitação alimentar ainda ruim, apresentou</p><p>dor e distensão abdominal, além de febre e icterícia.</p><p>Qual é a melhor conduta, neste momento?</p><p>(A) Laparotomia exploradora.</p><p>(B) Nova videolaparoscopia.</p><p>(C) Pesquisa de foco infeccioso (culturas e radiografia) e</p><p>observação clínica.</p><p>(D) Tomografia de abdome e pelve.</p><p>Página 10/24 Residência Médica 2021 - Faculdade de Medicina da USP</p><p>QUESTÃO 44</p><p>Atropelada por ônibus, uma menina de 12 anos é transportada</p><p>de helicóptero para o pronto-socorro. Atendimento realizado na</p><p>cena: imobilização com colar cervical e prancha rígida, intubação</p><p>traqueal, ventilação mecânica, acesso venoso em membro</p><p>superior direito e administração de soro fisiológico. Saturação de</p><p>O2: 85%, frequência cardíaca: 140 bpm. Ao dar entrada na sala</p><p>de emergência, a criança continuava com saturação em torno de</p><p>83%, apesar de FiO2 de 100%, e com frequência cardíaca de</p><p>120 bpm. No exame clínico do tórax, nota-se ausência de</p><p>murmúrio vesicular do lado esquerdo. Qual é a principal suspeita</p><p>clínica e qual deve ser a primeira medida terapêutica?</p><p>(A) Pneumotórax hipertensivo. Drenagem torácica no quinto</p><p>espaço intercostal esquerdo, na linha axilar média.</p><p>(B) Atelectasia por intubação seletiva. Reposicionamento do</p><p>tubo traqueal.</p><p>(C) Pneumotórax hipertensivo. Punção torácica no segundo</p><p>espaço intercostal esquerdo, na linha hemiclavicular.</p><p>(D) Pneumotórax simples. Radiografia de tórax na sala de</p><p>emergência, seguida de drenagem de tórax.</p><p>QUESTÃO 45</p><p>Uma senhora de 69 anos, tem quadro de dor localizada em</p><p>hipocôndrio direito, acompanhada de anorexia e náuseas. O</p><p>exame de ultrassonografia mostra vesícula biliar com cálculos.</p><p>Foi submetida a colecistectomia videolaparoscópica, que não</p><p>teve intercorrências. Saiu de alta após 48 horas. O exame</p><p>anatomopatológico da vesícula biliar mostrou adenocarcinoma</p><p>localizado no fundo da vesícula, com invasão até a lâmina própria</p><p>(estadiamento: pT1a). Qual é a melhor conduta, agora?</p><p>(A) Nova operação para ressecção do leito vesicular.</p><p>(B) Reoperação para ressecção hepática central, associada</p><p>a</p><p>limpeza ganglionar (linfadenectomia).</p><p>(C) Acompanhamento ambulatorial, pois a colecistectomia é</p><p>considerada curativa em mais de 80% desses casos.</p><p>(D) Quimioterapia com 5-fluorouracil (5-FU), combinado a</p><p>doxorrubicina.</p><p>QUESTÃO 46</p><p>Um rapaz de 23 anos foi vítima de ferimento por projétil de arma</p><p>de fogo, com entrada no hemitórax esquerdo, na zona perigosa</p><p>de Ziedler. Chega à sala de emergência agitado, com hálito</p><p>etílico, taquipneico e descorado. Pressão arterial: 60 x 40 mmHg,</p><p>pulso: 140 batimentos por minuto. Nota-se estase jugular bilateral</p><p>e não há desvio de traqueia. À ausculta pulmonar, o murmúrio</p><p>vesicular está diminuído à esquerda, embora sem</p><p>hipertimpanismo, e normal à direita. Não tem dor abdominal à</p><p>palpação. Subitamente, o paciente apresenta parada cardíaca e</p><p>é intubado com sucesso. Qual o diagnóstico mais provável e a</p><p>próxima conduta?</p><p>(A) Tamponamento cardíaco. Toracotomia anterolateral</p><p>esquerda.</p><p>(B) Pneumotórax hipertensivo esquerdo. Drenagem torácica.</p><p>(C) Choque hipovolêmico. Sangue tipo O Rh negativo e</p><p>massagem cardíaca externa.</p><p>(D) Hemotórax maciço. Drenagem torácica.</p><p>QUESTÃO 47</p><p>Uma mulher de 69 anos, hipertensa e diabética, tem história de</p><p>dor abdominal localizada em região de flanco e fossa ilíaca</p><p>esquerda, associada a febre de 38 °C e calafrios, há 5 dias.</p><p>Pulso: 110 bpm, rítmico; PA: 120 X 80 mmHg. O abdome é</p><p>doloroso na região da fossa ilíaca esquerda, com sinais de</p><p>peritonismo no quadrante inferior esquerdo. O exame</p><p>tomográfico mostra diverticulite aguda, tipo Hinchey II, com</p><p>abscesso de 6,0 cm x 6,0 cm x 4,0 cm, localizado na região do</p><p>cólon sigmoide. Qual é a melhor conduta, em condições ideais,</p><p>além de cuidados dietéticos e antibioticoterapia?</p><p>(A) Hidratação intravenosa e controle clínico, internada.</p><p>(B) Laparotomia exploradora com ressecção cólica,</p><p>anastomose primária em dois planos e drenagem da</p><p>cavidade abdominal.</p><p>(C) Laparotomia exploradora, com ressecção do segmento</p><p>cólico acometido e cirurgia de Hartmann.</p><p>(D) Drenagem percutânea do abscesso, guiada por radiologia</p><p>intervencionista.</p><p>QUESTÃO 48</p><p>Uma criança de 8 anos, vítima de atropelamento, chega ao</p><p>pronto-socorro, trazida pelo Resgate, lúcida, orientada (Glasgow</p><p>15), taquipneica, com pressão arterial 90 X 50 mmHg e</p><p>frequência cardíaca de 120 bpm. Tem trauma grave no membro</p><p>inferior direito, com extensa lesão de partes moles. Tem</p><p>torniquete na coxa, aplicado pelo socorrista há 20 minutos.</p><p>Queixa-se dor abdominal, tendo descompressão brusca (DB) +.</p><p>Os RHA estão +. O FAST é negativo. Qual é a melhor conduta</p><p>para o quadro abdominal desta criança?</p><p>(A) Angiotomografia de abdome.</p><p>(B) Laparotomia ou laparoscopia.</p><p>(C) Observação e repetição do FAST.</p><p>(D) Reavaliação após conduta ortopédica.</p><p>QUESTÃO 49</p><p>Você é chamado para avaliar um paciente de 30 anos internado</p><p>na UTI de Queimados com cerca de 60 % de área corpórea</p><p>queimada (predominantemente segundo grau). O trauma ocorreu</p><p>há 48 horas e o paciente já recebeu reposição de volume intensa.</p><p>Está sedado e curarizado, em ventilação mecânica. Chocado</p><p>logo após o trauma, chegou a apresentar melhora inicial, mas</p><p>agora vem apresentando piora na função renal e ventilatória.</p><p>Está em anasarca. Diversas medidas da pressão intravesical têm</p><p>mostrado valores entre 30 e 35 cm de água.</p><p>Qual deve ser a conduta?</p><p>(A) Tomografia de abdome para avaliação de provável lesão</p><p>despercebida.</p><p>(B) Enteroclisma gota a gota, dieta enteral precoce e troca de</p><p>antibióticos.</p><p>(C) Laparotomia com peritoniostomia.</p><p>(D) Melhora da reposição volêmica, com albumina ou plasma</p><p>fresco congelado.</p><p>QUESTÃO 50</p><p>Qual das alterações a seguir é observada durante a</p><p>laparoscopia?</p><p>(A) Aumento da pressão endotraqueal.</p><p>(B) Aumento da complacência pulmonar.</p><p>(C) Aumento do fluxo sanguíneo portal.</p><p>(D) Aumento do fluxo sanguíneo renal.</p><p>Residência Médica 2021 - Faculdade de Medicina da USP Página 11/24</p><p>QUESTÃO 51</p><p>Mulher de 65 anos vem com história de fraqueza há dois meses.</p><p>Refere temperatura de 37,5°C no período e emagrecimento de</p><p>3 kg (60 kg para 57 kg) apesar de se alimentar bem. Refere</p><p>insônia e desatenção. Nega medicações em uso. Exame clínico:</p><p>BEG, corada, hidratada, eupneica. PA = 140x70 mmHg, sem</p><p>hipotensão postural, P= 110 bpm. Restante normal. Traz exames:</p><p>hemograma, glicemia, creatinina e potássio normais.</p><p>A medicação mais adequada para o tratamento desta paciente é:</p><p>(A) Prednisona.</p><p>(B) Mirtazapina.</p><p>(C) Ceftriaxona.</p><p>(D) Metimazol.</p><p>QUESTÃO 52</p><p>Homem de 20 anos, com antecedente de bronquite na infância</p><p>que melhorou na pré-adolescência, apresenta crises de tosse</p><p>seca e aperto no peito há três meses. Em uma das crises,</p><p>procurou Pronto-Socorro, onde recebeu inalações, com melhora.</p><p>Tem tido sintomas diurnos aproximadamente uma vez por</p><p>semana. A espirometria mostra CVF=91%,</p><p>VEF1=82%,VEF1/CVF = 0,74, com resposta significativa após a</p><p>administração de broncodilatador.</p><p>A conduta mais adequada é:</p><p>(A) Budesonida+formoterol 400/12 mcg duas vezes ao dia e</p><p>salbutamol 200 mcg nas crises.</p><p>(B) Budesonida 200 mcg duas vezes ao dia e</p><p>salbutamol 200 mcg nas crises.</p><p>(C) Budesonida+formoterol 400/12 mcg nas crises.</p><p>(D) Budesonida+formoterol 200/6 mcg duas vezes ao dia e</p><p>salbutamol 200 mcg nas crises.</p><p>QUESTÃO 53</p><p>Mulher de 38 anos é internada para investigação de febre alta,</p><p>com um a dois picos diários, há três meses. Refere rash</p><p>maculopapular pruriginoso acometendo predominantemente o</p><p>tronco, que surge apenas durante a febre e some completamente</p><p>com a resolução da mesma. Exames com anemia de doença</p><p>crônica, leucocitose com neutrofilia, plaquetose, aumento de</p><p>provas de atividade inflamatória e elevação do complemento</p><p>sérico e da ferritina. Sedimento urinário normal e ecocardiograma</p><p>transtorácico, com boa janela, normal.</p><p>O tratamento mais adequado, baseado na principal hipótese</p><p>diagnóstica, é:</p><p>(A) Anti-inflamatório não hormonal.</p><p>(B) Pulsoterapia de ciclofosfamida.</p><p>(C) Pulsoterapia de corticoide.</p><p>(D) Antibioticoterapia.</p><p>QUESTÃO 54</p><p>Homem de 25 anos apresenta hipertensão arterial. Na</p><p>investigação encontra-se relação aldosterona / atividade de</p><p>renina bastante elevada e nódulo de 6 cm em adrenal esquerda.</p><p>Os exames mostrarão com maior probabilidade:</p><p>(A) Hipercalemia, acidemia e hipoglicemia.</p><p>(B) Hipocalemia, alcalemia e hiperglicemia.</p><p>(C) Hipocalemia, acidemia e hiperglicemia.</p><p>(D) Hipercalemia, alcalemia e hipoglicemia.</p><p>QUESTÃO 55</p><p>Homem de 55 anos, com diagnóstico de miocardiopatia</p><p>chagásica, com quadro de dispneia progressiva aos esforços,</p><p>que piorou há três dias. Exame clínico: regular estado geral,</p><p>corado, FC = 102 bpm, rítmico, PA = 142X70 mmHg. Bulhas</p><p>rítmicas e normofonéticas, B3+ e sopro sistólico 3+/6+,</p><p>regurgitativo, em área mitral. Murmúrio vesicular presente, com</p><p>estertores finos em 2/3 inferiores, bilateralmente. Edema em</p><p>membros inferiores 2+/4+.</p><p>A conduta mais adequada é:</p><p>(A) Furosemida IV e carvedilol VO.</p><p>(B) Dobutamina IV e captopril VO.</p><p>(C) Dobutamina IV e carvedilol VO.</p><p>(D) Furosemida IV e captopril VO.</p><p>QUESTÃO 56</p><p>Mulher de 40 anos vem com queixa de diarreia há dois meses.</p><p>São três episódios/dia de fezes líquidas, sem muco ou sangue.</p><p>Nega febre e teve redução de 65 para 63 Kg no período. Nega</p><p>mudança do padrão de alimentação. Refere estar mais ansiosa</p><p>devido à pandemia. Seu exame clínico é normal. Exames: anti-</p><p>transglutaminase IgG normal (IgA não realizada), teste de</p><p>tolerância à lactose sérica em jejum e de 30 em 30 minutos:</p><p>85 mg/dL, 90 mg/dL, 95 mg/dL, 95 mg/dL, calprotectina nas fezes</p><p>diminuída, protoparasitológico de fezes com Endolimax nana,</p><p>lipase sérica normal.</p><p>A conduta mais adequada é prescrever:</p><p>(A) Amitriptilina.</p><p>(B) Ivermectina.</p><p>(C) Lactase.</p><p>(D) Pancreatina.</p><p>QUESTÃO 57</p><p>Mulher de 75 anos em avaliação pré-operatória de histerectomia</p><p>total abdominal com linfadenectomia pélvica por adenocarcinoma</p><p>de endométrio</p><p>estágio T2N0M0. Refere episódios de</p><p>precordialgia atípica relacionada a episódios de estresse, mas</p><p>não aos esforços. Nega dispneia. Antecedentes: dislipidemia e</p><p>diabetes mellitus há 20 anos, infarto do miocárdio há oito anos,</p><p>com angioplastia primária e colocação de stent não</p><p>farmacológico e episódio de ataque isquêmico transitório há</p><p>quatro anos. Está em uso de metformina, insulina NPH 10U à</p><p>noite, amlodipino, atenolol, AAS, ciprofibrato e atorvastatina.</p><p>Exame clínico: PA = 134x88 mmHg, FC = 88 bpm,</p><p>IMC=34 kg/m², sem sopros carotídeos, sem estase jugular.</p><p>Restante do exame também sem alterações. Exames pré-</p><p>operatórios: ECG = ritmo sinusal e inversão de onda T em parede</p><p>inferior, radiografia de tórax, hemograma, função renal,</p><p>coagulograma e eletrólitos normais. Cintilografia de perfusão</p><p>miocárdica realizada há quatro anos = Gated 68%, hipocaptação</p><p>persistente em segmento septal de parede inferior.</p><p>Com relação à avaliação cardiológica adicional para essa</p><p>paciente dever-se-ia:</p><p>(A) Proceder à cirurgia sem investigação adicional.</p><p>(B) Solicitar nova cintilografia de perfusão miocárdica.</p><p>(C) Solicitar ecocardiograma transtorácico.</p><p>(D) Solicitar angiografia de coronárias.</p><p>Página 12/24 Residência Médica 2021 - Faculdade de Medicina da USP</p><p>QUESTÃO 58</p><p>Homem de 82 anos compareceu à consulta com queixa de perda</p><p>de memória, que é pior durante o período da noite. Tem oito anos</p><p>de escolaridade. Sua esposa relatou que ele se aposentou há um</p><p>mês e, desde então, mudou sua personalidade habitual</p><p>extrovertida. Ele nega qualquer histórico de depressão. O escore</p><p>no Mini Exame do Estado Mental (MEEM) foi de 25/30. Durante</p><p>a realização do MEEM, ele reclamou várias vezes da perda de</p><p>memória e respondeu “não sei” para várias perguntas do teste.</p><p>A característica abaixo que sugere mais fortemente um</p><p>diagnóstico de depressão em vez de demência é:</p><p>(A) Mudança da personalidade habitual do indivíduo.</p><p>(B) Respostas frequentes “não sei” durante o teste cognitivo.</p><p>(C) Paciente conseguir perceber a perda de memória.</p><p>(D) Os sintomas serem piores durante a noite.</p><p>QUESTÃO 59</p><p>Mulher de 32 anos vem com queixas de placas eritematosas</p><p>pruriginosas e fugazes há 12 semanas. Inicialmente apresentava</p><p>edema em lábios, cerca de duas vezes na semana. Após</p><p>procurar o Pronto-Socorro em várias ocasiões, onde era</p><p>medicada com anti-histamínicos e corticosteroides sistêmicos,</p><p>vem se automedicando com prednisona 40 mg ao dia há quatro</p><p>semanas e permanece assintomática desde então. Não identifica</p><p>causas desencadeantes. Não suspendeu o tratamento com</p><p>receio de retorno dos sintomas.</p><p>Além de suspender a prednisona gradualmente, a conduta mais</p><p>adequada é:</p><p>(A) Omalizumab.</p><p>(B) Loratadina.</p><p>(C) Montelucaste.</p><p>(D) Observação clínica.</p><p>QUESTÃO 60</p><p>Funcionária da limpeza de um hospital, ao torcer o esfregão,</p><p>acidenta-se com agulha que se encontrava de permeio. Vem hoje</p><p>para avaliação médica, quatro dias após o acidente. Não se sabe</p><p>se a agulha do acidente havia sido usada em algum paciente.</p><p>A profilaxia pós-exposição de HIV nesta paciente:</p><p>(A) Deve ser iniciada imediatamente e mantida por um mês.</p><p>(B) Deve ser considerada após resultado de sorologia</p><p>negativa.</p><p>(C) Deve ser iniciada imediatamente e reavaliada após</p><p>resultado de sorologia.</p><p>(D) Não é recomendada.</p><p>QUESTÃO 61</p><p>Homem de 51 anos com cirrose hepática alcoólica foi submetido</p><p>à endoscopia digestiva alta, que revelou duas varizes esofágicas</p><p>de médio e uma de grosso calibre, com red spots e sinais de</p><p>sangramento recente. Foi realizada ligadura elástica e evoluiu</p><p>com melhora clínica e laboratorial. Na alta, apresentava</p><p>PA = 100x70 mmHg e FC = 64 bpm.</p><p>Com relação à profilaxia secundária de hemorragia digestiva,</p><p>este paciente provavelmente se beneficiará de:</p><p>(A) Ligadura elástica e propranolol.</p><p>(B) Ligadura elástica e carvedilol.</p><p>(C) Propranolol.</p><p>(D) Carvedilol.</p><p>QUESTÃO 62</p><p>Mulher de 32 anos, sem queixas ou história de doença</p><p>tireoidiana. Realizou exame ultrassonográfico, solicitado pelo</p><p>ginecologista, que revelou a presença de um nódulo sólido,</p><p>hipoecoico, de contornos irregulares, com pontos</p><p>hiperecogênicos sugestivos de microcalcificações, medindo</p><p>1,4 x 0,8 x 1,2 cm, localizado na transição do lobo direito com o</p><p>istmo. Também foi descrita a presença de um linfonodo de</p><p>aspecto reacional, com hilo hiperecogênico central, medindo</p><p>1,1 x 0,5 x 1,8 cm, localizado na cadeia cervical direita, nível 3.</p><p>Os exames de função tireoidiana mostraram TSH = 1,2 UI/mL, T4</p><p>livre = 1,2 ng/dL e anticorpos anti-tireoidianos negativos.</p><p>A conduta mais apropriada para este caso é:</p><p>(A) Observação com ultrassonografia cervical em seis meses.</p><p>(B) Cintilografia da tireoide.</p><p>(C) Punção aspirativa por agulha fina do nódulo da tireoide.</p><p>(D) Punção aspirativa por agulha fina do linfonodo cervical.</p><p>QUESTÃO 63</p><p>Homem de 19 anos, com diagnóstico de anemia falciforme, foi ao</p><p>Pronto-Socorro por quadro de crise álgica. À ocasião,</p><p>apresentava hemoglobina = 6,2 g/dL, DHL = 450 U/L e</p><p>reticulócitos = 8%. Foi solicitada transfusão de um concentrado</p><p>de hemácias. A pesquisa de anticorpos irregulares (PAI) foi</p><p>positiva, com identificação de anti-C. Foi selecionada e</p><p>transfundida uma unidade fenótipo compatível. Seis dias após a</p><p>transfusão, o paciente retorna com quadro de febre e dor óssea.</p><p>Exames atuais: hemoglobina = 4,2 g/dL, reticulócitos = 3,5%,</p><p>DHL = 1.200 U/L, teste da antiglobulina direto (TAD) negativo e</p><p>PAI positivo, com anti-C. O tratamento mais adequado para este</p><p>paciente é:</p><p>(A) Tratamento de suporte e suspensão das transfusões.</p><p>(B) Novas transfusões com unidades compatíveis.</p><p>(C) Novas transfusões com unidades recentes e</p><p>leucodepletadas.</p><p>(D) Imunoglobulina intravenosa e suspensão das transfusões.</p><p>QUESTÃO 64</p><p>Mulher de 42 anos em avaliação pré-operatória para</p><p>mastectomia total com esvaziamento axilar por neoplasia de</p><p>mama estágio T2N1M0. Sedentária. Nega dispneia ou</p><p>precordialgia. Refere episódios de broncoespasmo</p><p>especialmente à noite, em torno de duas a três vezes por</p><p>semana, e episódios de chiado diurno quase diários.</p><p>Antecedentes: asma brônquica em uso beclometasona 250 mcg</p><p>12/12h e salbutamol de demanda (usa diariamente). Nega</p><p>tabagismo e etilismo. Exame clínico: PA = 110x72 mmHg,</p><p>FC = 92 bpm, IMC = 35 kg/m², presença de sibilos esparsos</p><p>bilateralmente. Restante do exame sem alterações. ECG e</p><p>radiografia de tórax sem alterações.</p><p>Com relação ao manejo perioperatório desta paciente, deve-se:</p><p>(A) Associar beta-2 agonista de longa duração; iniciar</p><p>hidrocortisona no intra-operatório e manter por três dias</p><p>após a cirurgia.</p><p>(B) Associar beta-2 agonista de longa duração; iniciar</p><p>prednisona três dias antes e manter por três dias após a</p><p>cirurgia.</p><p>(C) Trocar beclometasona por budesonida; solicitar prova de</p><p>função pulmonar.</p><p>(D) Trocar beclometasona por budesonida; solicitar gasometria</p><p>arterial em ar ambiente.</p><p>Residência Médica 2021 - Faculdade de Medicina da USP Página 13/24</p><p>QUESTÃO 65</p><p>Homem de 52 anos é admitido na UTI com suspeita de</p><p>COVID- 19. Por dois dias, fez uso de ceftriaxone, azitromicina,</p><p>metilprednisolona 2 mg/Kg e enoxaparina 1 mg/kg 12/12 h em</p><p>hospital de campanha, onde evoluiu com piora clínica, foi</p><p>intubado e encaminhado a uma UTI. Exame clínico: T = 38,2°C,</p><p>FC = 82 bpm, FR = 30 ipm, PA = 112x78 mmHg. RASS = -5, em</p><p>uso de fentanil e midazolam, relação PaO2/FIO2 = 120, em</p><p>ventilação mecânica controlada, sem drogas vasoativas.</p><p>Secreção traqueal hialina à aspiração. Exame de PCR para</p><p>SARS-CoV-2 positivo em secreção traqueal. Radiografia de</p><p>tórax: infiltrado intersticial bilateral. Exames laboratoriais:</p><p>creatinina = 1,1 mg/dL, ureia = 56 mg/dL, leucócitos = 2.500/mm3,</p><p>linfócitos = 850/mm3, plaquetas = 222.000/mm3,</p><p>D- dímero = 5.800 mcg/L.</p><p>Além de dexametasona, a prescrição deste paciente deve conter:</p><p>(A) Enoxaparina profilática.</p><p>(B) Enoxaparina profilática e azitromicina.</p><p>(C) Enoxaparina terapêutica e azitromicina.</p><p>(D) Enoxaparina terapêutica.</p><p>QUESTÃO 66</p><p>Mulher de 25 anos vem ao Pronto-Socorro por quadro de febre</p><p>esporádica há uma semana, associada a dores articulares e</p><p>rigidez matinal que dura uma hora e meia. A paciente negou</p><p>corrimento vaginal e referiu atividade sexual com parceiro único</p><p>há três meses. Exame clínico: tenossinovite no dorso do pé</p><p>direito e da mão esquerda (tendões extensores dos dedos),</p><p>poliartrite de metacarpofalangeanas e interfalangeanas</p><p>proximais de ambas as mãos e duas pequenas lesões pustulosas</p><p>na mão direita. Restante do exame clínico normal.</p><p>O tratamento mais adequado para a principal hipótese</p><p>diagnóstica desta paciente é:</p><p>(A) Hidroxicloroquina.</p><p>(B) Ceftriaxone.</p><p>(C) Prednisona.</p><p>(D) Metotrexate.</p><p>QUESTÃO 67</p><p>Foram avaliados pacientes que apresentaram hematúria</p><p>macroscópica acompanhando infecções de vias aéreas</p><p>superiores (hematúria sinfaringítica). Parte destes indivíduos</p><p>evoluiu para síndrome nefrótica ou glomerulonefrite rapidamente</p><p>progressiva.</p><p>O diagnóstico mais provável é:</p><p>(A) Amiloidose renal.</p><p>(B) Glomerulonefrite difusa aguda pós-estreptocócica.</p><p>(C) Glomerulonefrite membrano-proliferativa.</p><p>(D) Nefropatia por IgA.</p><p>QUESTÃO 68</p><p>A saturação de oxigênio de um homem de 45 anos é de 97% e a</p><p>frequência cardíaca é de 80. Ao andar 50 m rapidamente, sua</p><p>frequência cardíaca eleva-se para 100 e a saturação cai para</p><p>84%. É mais provável que ele tenha:</p><p>(A) Doença pulmonar obstrutiva crônica.</p><p>(B) Asma grave.</p><p>(C) Pneumonia intersticial.</p><p>(D) Insuficiência cardíaca congestiva.</p><p>QUESTÃO 69</p><p>Homem de 87 anos vem ao Pronto-Socorro com síndrome</p><p>consumptiva há cinco meses e dores difusas pelo corpo. Toque</p><p>retal: próstata de consistência pétrea. Paciente emagrecido,</p><p>restrito ao leito, ECOG 3. Tomografias de tórax e abdome:</p><p>linfonodomegalias abdominais e pélvicas, além de múltiplas</p><p>lesões ósseas disseminadas em ossos da pelve e coluna torácica</p><p>e lombar. Biópsia prostática: adenocarcinoma escore 9 (5 + 4) de</p><p>Gleason, ISUP 5. PSA sérico de 1920 ng/mL (normal até</p><p>4 ng/mL). Mantém dores intensas apesar de analgesia otimizada.</p><p>Neste momento, o tratamento mais adequado é:</p><p>(A) Sedação paliativa.</p><p>(B) Radioterapia das lesões ósseas.</p><p>(C) Quimioterapia citotóxica sistêmica.</p><p>(D) Hormonioterapia com antagonista de LHRH.</p><p>ATENÇÃO: O caso seguinte se refere às questões 70 e 71:</p><p>Mulher de 48 anos é admitida na UTI com quadro de cefaleia</p><p>intensa, vômitos e hemiplegia direita com afasia global.</p><p>Tomografia de crânio: sangramento núcleo-capsular esquerdo.</p><p>Antecedentes: hipertensão arterial de difícil controle, dislipidemia.</p><p>Exame clínico: PA = 180 x 110 mmHg, FC = 92 bpm, FR = 18 ipm,</p><p>T = 36,8°C; SpO2 = 94%, glicemia capilar = 155 mg/dL. Escala de</p><p>Glasgow = 11 (AO = 4; MRM = 6; MRV = 1), hemiplegia direita.</p><p>Restante do exame clínico normal.</p><p>QUESTÃO 70</p><p>O manejo mais adequado da pressão arterial sistólica deve ser</p><p>feito com:</p><p>(A) Esmolol para manter < 180 mmHg.</p><p>(B) Nitroprussiato de sódio para manter 110 – 140 mmHg.</p><p>(C) Nitroprussiato de sódio para manter 140 – 160 mmHg.</p><p>(D) Esmolol para manter < 220 mmHg.</p><p>QUESTÃO 71</p><p>A paciente evoluiu com necessidade de intubação orotraqueal e</p><p>tratamento cirúrgico. Após 72 horas, em ventilação mecânica</p><p>controlada e realizando medidas de primeira linha para</p><p>hipertensão intracraniana (PIC = 28 mmHg), apresentava</p><p>sódio = 128 mEq/L (queda de 4 – 5 mEq/L/dia). Balanço hídrico</p><p>acumulado = + 2L. Diurese nas últimas 24h = 1.200 mL.</p><p>Osmolaridade urinária = 800 mOsm/L.</p><p>A conduta mais adequada neste momento é:</p><p>(A) NaCl 20% 40 mL em bolus e NaCl 0,9% em 24 horas.</p><p>(B) NaCl 3% 150 mL em bolus e NaCl 3% em 24 horas.</p><p>(C) NaCl 3% em 24 horas.</p><p>(D) NaCl 0,9% em 24 horas.</p><p>QUESTÃO 72</p><p>Homem de 35 anos apresenta fraqueza, febre, mialgia, artralgia,</p><p>livedo reticular, nódulos subcutâneos, úlceras digitais,</p><p>mononeurite multiplex, claudicação intestinal e insuficiência</p><p>cardíaca. Tomografia não mostra alterações pulmonares. Tem</p><p>sorologia positiva para vírus B da hepatite. O diagnóstico mais</p><p>provável é:</p><p>(A) Poliarterite nodosa.</p><p>(B) Doença de Behçet.</p><p>(C) Granulomatose de Wegener.</p><p>(D) Doença de Churg – Strauss.</p><p>Página 14/24 Residência Médica 2021 - Faculdade de Medicina da USP</p><p>QUESTÃO 73</p><p>Homem de 25 anos com sarcoma alveolar de partes moles em</p><p>coxa esquerda há três anos, vem com piora do controle álgico</p><p>nas últimas semanas. Refere dor de intensidade 8/10 na maior</p><p>parte do tempo, com irradiação para terço distal de membro. Há</p><p>uma semana foi aumentada a dose do opioide em 50% com</p><p>melhora parcial (intensidade 5/10), mas com piora da náusea.</p><p>Está em uso de dipirona 2 g VO a cada 6 h, morfina 30 mg</p><p>VO 4/4h e gabapentina 300 mg 3x ao dia.</p><p>A melhor hipótese diagnóstica e conduta são:</p><p>(A) Hiperalgesia induzida por opioide. Manter doses de morfina</p><p>e gabapentina e associar segunda droga adjuvante.</p><p>(B) Hiperalgesia induzida por opioide. Trocar morfina por</p><p>metadona e manter doses de resgate com morfina.</p><p>(C) Tolerância ao opioide. Reduzir dose de morfina e aumentar</p><p>dose de gabapetina.</p><p>(D) Tolerância ao opioide. Trocar morfina por oxicodona e</p><p>associar segunda droga adjuvante.</p><p>QUESTÃO 74</p><p>Mulher de 32 anos, sem comorbidades, está em tratamento</p><p>anticoagulante para embolia pulmonar segmentar há quatro</p><p>meses. O evento ocorreu após internação em unidade de terapia</p><p>intensiva por COVID-19, onde permaneceu sob ventilação</p><p>invasiva por 10 dias. No momento está assintomática e retornou</p><p>às suas atividades habituais. Refere que a mãe e uma tia materna</p><p>apresentaram embolia pulmonar com cerca de 30 anos, a mãe</p><p>após viagem de avião prolongada e a tia após a gravidez. A</p><p>suspensão da anticoagulação desta paciente:</p><p>(A) Depende da investigação de trombofilia na paciente.</p><p>(B) Depende da investigação de trombofilia na mãe e na</p><p>paciente.</p><p>(C) Pode ser definida sem necessidade de investigação de</p><p>trombofilia.</p><p>(D) Não pode ser realizada, independentemente da</p><p>investigação de trombofilia.</p><p>QUESTÃO 75</p><p>Homem de 60 anos, etilista, vem trazido pela esposa com</p><p>rebaixamento do nível de consciência há dois dias. Negava febre.</p><p>Em uso de furosemida 80 mg/dia e espironolactona 200 mg/dia e</p><p>propranolol 80 mg/dia. Teve sangramento digestivo há seis</p><p>meses, quando foi feita ligadura de varizes esofágicas. Hábito</p><p>intestinal duas vezes ao dia. Dieta normal com pouca proteína</p><p>animal. Exame clínico: sonolento, consciente, orientado,</p><p>flapping +, PA = 100x70 mmHg, P = 60 bpm, ictérico ++/4+,</p><p>descorado ++/4+, pulmões e coração normais, ascite pequena,</p><p>fígado não palpável e baço a 3 cm do rebordo costal esquerdo.</p><p>Membros com edema +/4+, telangiectasias em tronco. Exames:</p><p>bilirrubina total = 5,0 mg/dL, bilirrubina direta = 4,5 mg/dL,</p><p>albumina = 3,5 g/dL, INR = 1,6, ureia = 30 mg/dL,</p><p>creatinina = 0,8 mg/dL, hemoglobina = 10 g/dL,</p><p>leucócitos = 5000/mm3, pH = 7,32, bicarbonato = 22 mEq/L.</p><p>No manejo do cuidado deste paciente deve-se:</p><p>(A) Diminuir furosemida para 40 mg e espironolactona para</p><p>100 mg.</p><p>(B) Considerar que o nível de consciência seja evolução natural</p><p>da doença.</p><p>(C) Hidratar, introduzir ceftriaxona e esvaziar a ascite.</p><p>(D) Suplementar vitamina K parenteral.</p><p>QUESTÃO 76</p><p>Homem de 48 anos, negro, com miocardiopatia hipertensiva com</p><p>fração de ejeção do ventrículo esquerdo de 28%, em uso de</p><p>enalapril 20 mg de 12/12 h, carvedilol 25 mg de 12/12 h,</p><p>espironolactona 50 mg/dia e furosemida 80 mg/dia. Atualmente</p><p>com dispneia aos esforços médios. Exame clínico:</p><p>PA = 142X84 mmHg, FC = 62 bpm e sem sinais de hipervolemia.</p><p>Eletrocardiograma com ritmo sinusal, bloqueio de ramo direito e</p><p>QRS = 128 ms. A intervenção de maior grau de recomendação</p><p>no tratamento desse paciente é:</p><p>(A) Associar ivabradina.</p><p>(B) Associar hidralazina + nitrato.</p><p>(C) Associar losartana.</p><p>(D) Implantar marca-passo com ressincronização.</p><p>QUESTÃO 77</p><p>Homem de 14 anos iniciou há</p><p>cinco dias quadro de odinofagia e</p><p>febre, para o qual recebeu prescrição de anti-inflamatório.</p><p>Evoluiu com piora do quadro que se associou a dor abdominal,</p><p>náusea e vômitos. Três dias depois, deu entrada no PS com</p><p>adinamia, sonolência, dispneia e taquicardia. Há dois dias tem</p><p>apresentado polidipsia, poliúria e polifagia. Exame clínico: regular</p><p>estado geral, torporoso, corado, desidratado ++/4+. T = 38°C;</p><p>FC = 100 bpm; PA = 90x60 mm Hg; FR = 30 ipm. Hálito cetônico.</p><p>Orofaringe com hiperemia e amígdalas hipertrofiadas. Exame</p><p>cardiopulmonar sem outras alterações. Abdome doloroso</p><p>difusamente à palpação superficial e profunda; descompressão</p><p>brusca negativa. Exames: glicemia = 400 mg/dL;</p><p>hemoglobina = 14,9 g/dL; leucócitos = 21.000/mm3;</p><p>ureia = 66 mg/dL; creatinina = 1,7 mg/dL; Na = 130 mEq/L;</p><p>K= 6,0 mEq/L; Ph = 7,02; bicarbonato = 6 mEq/L;</p><p>PaCO2 = 17 mmHg; PaO2 = 100 mmHg</p><p>O tratamento inicial deste paciente deve incluir hidratação,</p><p>insulinoterapia e:</p><p>(A) Bicarbonato de sódio.</p><p>(B) Inalação com beta2-agonista.</p><p>(C) Nenhum tratamento adicional.</p><p>(D) Ceftriaxone e metronidazol.</p><p>QUESTÃO 78</p><p>Mulher de 70 anos em consulta de rotina vem com hemograma</p><p>mostrando pancitopenia e macrocitose, com reticulócitos</p><p>diminuídos. Tem artrite reumatoide, diabetes e fibrilação atrial.</p><p>Faz uso crônico de varfarina, metformina, metotrexate e</p><p>omeprazol. O medicamento que MENOS provavelmente leva às</p><p>alterações laboratoriais descritas é:</p><p>(A) Varfarina.</p><p>(B) Metformina.</p><p>(C) Omeprazol.</p><p>(D) Metotrexate.</p><p>QUESTÃO 79</p><p>Comparada a uma mulher estadunidense branca de 65 anos de</p><p>idade, 65 Kg de peso e 1,65 m de altura e nenhum fator de risco</p><p>relevante para osteoporose, o risco de uma mulher brasileira,</p><p>com as mesmas características, apresentar uma fratura óssea</p><p>maior por osteoporose, em 10 anos, é aproximadamente:</p><p>(A) Três vezes menor e, portanto, o exame da densitometria</p><p>óssea seria dispensável.</p><p>(B) Duas vezes maior e, portanto, o exame da densitometria</p><p>óssea seria recomendável.</p><p>(C) Igual e, portanto, o exame da densitometria óssea seria</p><p>necessário.</p><p>(D) A metade e, portanto, a densitometria óssea seria</p><p>recomendável.</p><p>Residência Médica 2021 - Faculdade de Medicina da USP Página 15/24</p><p>ATENÇÃO: O caso seguinte se refere às questões 80 a 82:</p><p>Homem de 62 anos, previamente hipertenso e diabético, em uso</p><p>de enalapril e metformina, é admitido na UTI com quadro suspeito</p><p>de COVID-19. Estava em ventilação mecânica há dois dias em</p><p>uma UPA. Exame clínico: T = 38,2oC, FC = 92 bpm, FR = 32 ipm,</p><p>PA = 98x62 mmHg (PP = 18), SpO2 = 92%,</p><p>glicemia = 280 mg/dL. RASS – 3 em uso de propofol 100 mg/h e</p><p>fentanil 20 mcg/h, pupilas isocóricas e fotorreagentes. Em</p><p>ventilação mecânica, modo pressão controlada (PCV),</p><p>FR = 27 ipm, FIO2 = 60%, PEEP = 10 cmH2O, P = 12 cmH2O,</p><p>Vc = 480 mL (Peso predito = 80 Kg). Em uso de noradrenalina</p><p>0,05 mcg/Kg/min. Recebe dieta enteral 15 mL/h (1,5 Kcal/mL).</p><p>Diurese = 200 mL (24h), balanço hídrico (24h) = + 500 mL.</p><p>Exames laboratoriais: creatinina = 2,2 mg/dL, ureia = 262 mg/dL,</p><p>potássio = 5,2 mEq/L, sódio = 144 mEq/L, pH = 7,33,</p><p>PaCO2 = 44 mmHg, PaO2 = 62 mmHg, bicarbonato = 22 mEq/L</p><p>e lactato = 36 mg/dL.</p><p>QUESTÃO 80</p><p>Em relação ao manejo da lesão renal aguda, a próxima conduta</p><p>mais adequada é:</p><p>(A) Furosemida 80 mg IV e, se diurese > 200 mL em 2 horas,</p><p>manter de horário.</p><p>(B) Furosemida 80 mg IV e, se diurese < 200 mL em 2 horas,</p><p>iniciar diálise.</p><p>(C) Realizar expansão volêmica e balanço hídrico positivo.</p><p>(D) Iniciar diálise.</p><p>QUESTÃO 81</p><p>Em relação ao controle glicêmico deste paciente, a conduta mais</p><p>adequada é:</p><p>(A) Insulinoterapia intravenosa com meta de glicemia capilar</p><p>entre 80-140 mg/dL.</p><p>(B) Fazer 6 UI de insulina regular subcutânea agora e 10 UI de</p><p>insulina glargina à noite.</p><p>(C) Fazer 6 UI de insulina regular subcutânea agora e 8 UI de</p><p>insulina NPH 8/8h.</p><p>(D) Insulinoterapia intravenosa com meta de glicemia capilar</p><p>entre 140-180 mg/dL.</p><p>QUESTÃO 82</p><p>Em relação à terapia nutricional, a conduta mais adequada para</p><p>o dia de hoje é:</p><p>(A) Suspender a dieta enteral e prescrever glicose 5%</p><p>1000 mL/24h.</p><p>(B) Manter a velocidade de infusão da dieta enteral.</p><p>(C) Modificar para dieta para diabetes e manter velocidade de</p><p>infusão.</p><p>(D) Aumentar a dieta para 40 mL/h e, após 24 horas, para</p><p>55 mL/h.</p><p>QUESTÃO 83</p><p>Homem de 50 anos vem para consulta de rotina. Refere usar</p><p>medicação prescrita por psiquiatra, mas não sabe o nome. Traz</p><p>exames recentes, dentre os quais Na = 160 mEq/L. A medicação</p><p>que provavelmente este paciente utiliza é:</p><p>(A) Carbonato de lítio.</p><p>(B) Carbamazepina.</p><p>(C) Fenitoína.</p><p>(D) Desvenlafaxina.</p><p>QUESTÃO 84</p><p>Mulher de 67 anos, vem em consulta no ambulatório com queixa</p><p>de astenia e perda de peso há cinco meses. Faz</p><p>acompanhamento na oncologia por neoplasia de mama há cinco</p><p>anos, tratada com exérese cirúrgica, quimioterapia e radioterapia.</p><p>Exame clínico: descorada ++/4+ e baço percutível, sem outras</p><p>alterações. Exames: Hemoglobina = 8,2 g/dL, VCM = 104 fl,</p><p>leucócitos = 3.400/mm3, segmentados = 1.200/mm3,</p><p>linfócitos 800/mm3, plaquetas = 68.000/mm3.</p><p>A hipótese mais provável é:</p><p>(A) Deficiência de ácido fólico.</p><p>(B) Síndrome mielodisplásica.</p><p>(C) Hiperesplenismo.</p><p>(D) Infiltração medular pelo câncer.</p><p>QUESTÃO 85</p><p>Mulher de 36 anos, primigesta, 12 semanas de gestação,</p><p>assintomática, retorna com as seguintes sorologias:</p><p>Toxoplasmose: IgG e IgM reagentes</p><p>Rubéola: IgG e IgM não reagentes</p><p>CMV: IgG reagente e IgM não reagente</p><p>EBV: IgG reagente e IgM não reagente</p><p>Hepatite B: AgHBs, Anti-HBc e Anti-HBs não reagentes</p><p>Hepatite A: IgG reagente e IgM não reagente</p><p>Hepatite C: não reagente</p><p>A conduta mais adequada é solicitar:</p><p>(A) Avidez para toxoplasmose (IgG) e vacinação para</p><p>hepatite B e para rubéola agora.</p><p>(B) Avidez para toxoplasmose (IgM) e vacinação para</p><p>hepatite B e para rubéola após o parto.</p><p>(C) Avidez para toxoplasmose (IgG) e vacinação para</p><p>hepatite B agora.</p><p>(D) Avidez para toxoplasmose (IgM) e vacinação para</p><p>hepatite B após o parto.</p><p>QUESTÃO 86</p><p>Homem de 32 anos é trazido para atendimento no Pronto-</p><p>Socorro devido a quadro de dificuldade respiratória e fraqueza</p><p>muscular após discussão familiar. Tem hipertensão de difícil</p><p>controle há vários anos. Exames: K+ = 2,2 mEq/L; pH = 7,52;</p><p>PvCO2 = 34 mmHg; bicarbonato = 28 mEq/L. A tabela resume os</p><p>exames da última consulta ambulatorial.</p><p>Exame laboratorial Resultado</p><p>TSH e T4 livre Normais</p><p>Cortisol urinário Normal</p><p>Potássio urinário Aumentado</p><p>Sódio urinário Reduzido</p><p>Atividade de renina plasmática Reduzida</p><p>Aldosterona plasmática Reduzida</p><p>O tratamento mais adequado é:</p><p>(A) Acetazolamida.</p><p>(B) Dexametasona.</p><p>(C) Espironolactona.</p><p>(D) Amilorida.</p><p>Página 16/24 Residência Médica 2021 - Faculdade de Medicina da USP</p><p>QUESTÃO 87</p><p>Homem de 66 anos, tabagista (50 maços-ano), com antecedente</p><p>de câncer de cólon operado há sete anos, vem em consulta</p><p>devido a nódulo pulmonar identificado em radiografia de tórax</p><p>durante avaliação pré-operatória para cirurgia de correção de</p><p>hérnia incisional. Está assintomático e sem alterações ao exame</p><p>clínico. Tomografia de tórax: nódulo de 3,6 cm em ápice pulmonar</p><p>esquerdo. Tomografia de abdome: normal. Dosagem sérica de</p><p>antígeno carcinoembrionário: 15,6 microgramas/L (valor normal</p><p>até 5,0 microgramas/L).</p><p>A conduta mais adequada neste momento é:</p><p>(A) Quimioterapia paliativa.</p><p>(B) Biópsia do nódulo.</p><p>(C) Colonoscopia.</p><p>(D) Lobectomia associada à linfadenectomia.</p><p>QUESTÃO 88</p><p>Homem de 38 anos com anemia falciforme e necrose asséptica</p><p>da cabeça do fêmur retorna para seguimento ambulatorial. Está</p><p>em uso de paracetamol 500 mg via oral a cada 6 h,</p><p>oxicodona 10 mg duas vezes ao dia, lactulose 10 mL três vezes</p><p>ao dia e bisacodil 10 mg duas vezes ao dia. Apresenta dor</p><p>controlada, tem apetite preservado, sem dispneia, mas queixa de</p><p>obstipação, com hábito intestinal a cada cinco dias, com fezes</p><p>ressecadas.</p>

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