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<p>NUTROLOGIA</p><p>INSTRUÇÕES</p><p>• Verifique se este CADERNO DE QUESTÕES contém 120 questões de múltipla escolha.</p><p>• Caso não esteja completo, informe imediatamente o fiscal da sala. Não serão aceitas</p><p>reclamações posteriores.</p><p>• Escreva seu nome completo, sala, carteira e assine no campo indicado.</p><p>• Utilize caneta de tinta preta ou azul.</p><p>• Responda as questões de múltipla escolha na FOLHA OBJETIVA.</p><p>• Não será permitida qualquer espécie de consulta nem o uso de aparelhos eletrônicos.</p><p>As imagens de pacientes e de exames complementares exibidos têm prévia autorização para apresentação.</p><p>"Direitos autorais reservados. Proibida a reprodução, ainda que parcial, sem autorização prévia".</p><p>Boa prova!</p><p>03/Janeiro/2021</p><p>Nome do Candidato:</p><p>_________________________________________</p><p>_________________________________________</p><p>ASSINATURA</p><p>SALA: CARTEIRA:</p><p>RESIDÊNCIA MÉDICA - 2021</p><p>C</p><p>A</p><p>D</p><p>E</p><p>R</p><p>N</p><p>O</p><p>D</p><p>E</p><p>Q</p><p>U</p><p>E</p><p>S</p><p>T</p><p>Õ</p><p>E</p><p>S</p><p>Página 2/24 Residência Médica 2021 - Faculdade de Medicina da USP</p><p>Residência Médica 2021 - Faculdade de Medicina da USP Página 3/24</p><p>QUESTÃO 01</p><p>Paciente de 49 anos com antecedente de doença do refluxo</p><p>gastroesofágico. Endoscopia digestiva alta demonstra esofagite</p><p>Los Angeles C e hérnia de hiato por deslizamento com 4cm de</p><p>extensão. Ao exame físico abdominal, sem dor à palpação ou</p><p>visceromegalias palpáveis. IMC: 24,9kg/m2. Após uso de</p><p>omeprazol em dose otimizada, apresenta importante melhora dos</p><p>sintomas, apesar de alguns episódios de disfagia. Com relação</p><p>ao caso, assinale a melhor alternativa:</p><p>(A) O tratamento cirúrgico do refluxo gastroesofágico pode ser</p><p>proposto após realizar estudo radiológico contrastado de</p><p>esôfago, estômago e duodeno.</p><p>(B) O tratamento cirúrgico do refluxo gastroesofágico pode ser</p><p>proposto após realizar estudo radiológico contrastado de</p><p>esôfago, estômago e duodeno e manometria esofágica.</p><p>(C) O tratamento cirúrgico do refluxo gastroesofágico pode ser</p><p>proposto sem necessidade de mais exames</p><p>complementares.</p><p>(D) O tratamento cirúrgico está contraindicado, já que o</p><p>paciente teve melhora dos sintomas após tratamento</p><p>medicamentoso.</p><p>QUESTÃO 02</p><p>Paciente em investigação de megaesôfago chagásico apresenta</p><p>estudo radiológico contrastado de esôfago, estômago e duodeno</p><p>com ondas terciárias e diâmetro máximo do esôfago de 5cm.</p><p>Manometria mostra aperistalse esofágica. Qual o melhor</p><p>tratamento nesse momento?</p><p>(A) Esofagectomia em 3 campos.</p><p>(B) Tratamento medicamentoso.</p><p>(C) Cardiomiotomia com fundoplicatura.</p><p>(D) Esofagectomia transhiatal.</p><p>QUESTÃO 03</p><p>Paciente com doença de refluxo gastresofágico, em seguimento</p><p>de Esôfago de Barrett, apresenta disfagia rapidamente</p><p>progressiva. Realizada a endoscopia digestiva alta com</p><p>visualização de lesão de 32cm a 38cm da arcada dentária</p><p>superior (ADS), sendo a transição esofagogástrica a 40 cm da</p><p>ADS. Conforme a classificação topográfica de Siewert, como</p><p>classificar esta lesão?</p><p>(A) Tipo 1.</p><p>(B) Tipo 2.</p><p>(C) Tipo 3.</p><p>(D) Lesão não passível de classificação.</p><p>QUESTÃO 04</p><p>Homem, 60 anos, com diagnóstico de carcinoma espinocelular</p><p>de esôfago médio. Foi submetido a tratamento neoadjuvante com</p><p>quimio e radioterapia. Realizado re-estadiamento clínico com</p><p>tomografia de pescoço, tórax, abdome e pelve, negativo para</p><p>metástases e endoscopia demonstra retração cicatricial em</p><p>topografia do tumor, com biópsias negativas para neoplasia. Qual</p><p>a melhor conduta para o caso nesse momento?</p><p>(A) Novo estadiamento clínico em 6 meses.</p><p>(B) Ultrassom endoscópico com biópsias seriadas.</p><p>(C) Radioterapia complementar.</p><p>(D) Esofagectomia transtorácica com esôfago-gastro</p><p>anastomose.</p><p>QUESTÃO 05</p><p>Homem, 44 anos, com perda ponderal não quantificada há 6</p><p>meses e sensação de empachamento progressivo com vômitos</p><p>recorrentes. Endoscopia digestiva alta mostra lesão subepitelial</p><p>a 1cm de piloro, em grande curvatura de antro gástrico.</p><p>Ultrassom endoscópico demonstra lesão subepitelial de 5cm de</p><p>diâmetro sugestiva de tumor gastrointestinal estromal (GIST).</p><p>Tomografia de tórax, abdome e pelve negativas para metástases.</p><p>Sobre o caso, qual a melhor conduta terapêutica?</p><p>(A) Gastrectomia subtotal com reconstrução em Y de Roux.</p><p>(B) Gastrectomia subtotal com linfadenectomia D2 e</p><p>reconstrução em Y de Roux.</p><p>(C) Gastrectomia em cunha.</p><p>(D) Gastrectomia total com linfadenectomia D2 e reconstrução</p><p>em Y-de-Roux.</p><p>QUESTÃO 06</p><p>Mulher, 77 anos, realizou durante consulta de rotina Endoscopia</p><p>Digestiva Alta que mostrou lesão elevada de 1cm em grande</p><p>curvatura gástrica. Biópsia de lesão demonstra adenocarcinoma</p><p>gástrico bem diferenciado. Quais exames devem ser solicitados</p><p>nesse momento para definir a melhor conduta terapêutica?</p><p>(A) Tomografia de tórax, abdome e pelve.</p><p>(B) Tomografia de tórax, abdome e pelve e ultrassom</p><p>endoscópico.</p><p>(C) PET-CT de corpo inteiro.</p><p>(D) Não há necessidade de exames adicionais, considerando</p><p>que se trata de paciente idosa e não será proposto</p><p>tratamento invasivo para a mesma.</p><p>QUESTÃO 07</p><p>Paciente de 58 anos, com antecedente de gastrectomia parcial</p><p>por úlcera perfurada há 5 anos. Vem ao ambulatório por quadro</p><p>de dispepsia e regurgitação intensa com resposta inadequada a</p><p>tratamento clínico com inibidor de bomba de prótons. Endoscopia</p><p>digestiva alta mostra: esofagite erosiva grave (Classe C de Los</p><p>Angeles), status pós gastrectomia parcial com reconstrução à</p><p>Billroth II, lago mucoso bilioso abundante e intenso edema e</p><p>enantema com erosões em mucosa gástrica principalmente</p><p>próximo a anastomose gastrojejunal. Sobre o caso, assinale a</p><p>melhor conduta:</p><p>(A) Totalização de gastrectomia com reconstrução em Y-de-</p><p>Roux.</p><p>(B) Otimizar tratamento clínico com dose dobrada de inibidor</p><p>de bomba de prótons.</p><p>(C) Solicitar pH-metria para comprovar o refluxo gastro</p><p>esofágico.</p><p>(D) Conversão da reconstrução à Billroth II em Y de Roux.</p><p>Página 4/24 Residência Médica 2021 - Faculdade de Medicina da USP</p><p>QUESTÃO 08</p><p>Homem, 29 anos, com queixa de perda ponderal > 10% do peso</p><p>corpóreo nos últimos 6 meses, empachamento progressivo e</p><p>anemia sintomática. Endoscopia digestiva alta mostra lesão</p><p>ulcerada, de 5cm de diâmetro, em grande curvatura de antro</p><p>gástrico, friável ao toque, ocupando cerca de 50% da</p><p>circunferência do órgão, cujo exame anatomopatológico da</p><p>biópsia demonstra adenocarcinoma. Estadiamento clínico</p><p>demonstra 3 lesões hepáticas de 3cm cada em segmentos II e VI</p><p>do fígado. Sobre o caso, assinale a melhor alternativa cirúrgica.</p><p>(A) Gastrectomia subtotal com reconstrução em Y de Roux</p><p>com linfadenectomia D2 e hepatectomia lateral esquerda.</p><p>(B) Gastrectomia subtotal com reconstrução em Y de Roux</p><p>com radioterapia intra-operatória.</p><p>(C) Gastrectomia subtotal com reconstrução em Y de Roux.</p><p>(D) Gastroenteroanastomose em Y de Roux.</p><p>QUESTÃO 09</p><p>Paciente de 68 anos com quadro de colúria e acolia fecal há 7</p><p>dias. Ultrassonografia de abdome superior demonstrava</p><p>colecistopatia crônica calculosa e dilatação de vias biliares intra</p><p>e extra-hepáticas, com cálculo de 1 cm em colédoco distal.</p><p>Realizada colangiopancreatografia retrógrada endoscópica</p><p>(CPRE) com retirada do cálculo após infundibulotomia,</p><p>cateterização da via biliar principal e introdução de sonda tipo</p><p>basket.</p><p>No 1º dia após procedimento, paciente evolui com dor em andar</p><p>superior do abdômen, irradiada para região lombar e vômitos. Ao</p><p>exame físico apresenta-se ictérico, ++/4+, frequência cardíaca de</p><p>120 bpm, temperatura 38oC, dor a palpação de andar superior do</p><p>abdômen e extenso enfisema de subcutâneo na região cervical.</p><p>A principal hipótese diagnóstica é:</p><p>(A) Perfuração duodenal.</p><p>(B) Pancreatite aguda.</p><p>(C) Colangite.</p><p>(D) Sangramento.</p><p>QUESTÃO 10</p><p>Paciente de 71 anos, em pós-operatório de</p><p>duodenopancreatectomia (há 2 anos) por adenocarcinoma de</p><p>cabeça de pâncreas. Apresenta-se em unidade de pronto</p><p>atendimento</p><p>Exame clínico: abdome levemente timpânico a</p><p>percussão, sem dor à descompressão brusca.</p><p>A medicação a ser associada para o tratamento da obstipação</p><p>intestinal é:</p><p>(A) Senna.</p><p>(B) Polietilenoglicol.</p><p>(C) Supositório glicerina.</p><p>(D) Docusato de sódio.</p><p>QUESTÃO 89</p><p>Mulher de 61 anos com queixa de cefaleia recorrente há um mês,</p><p>bitemporal, associada a dor e rigidez nos ombros. Antecedentes</p><p>pessoais: hipertensão arterial sistêmica, diabetes mellitus tipo 2</p><p>insulino-dependente e doença arterial coronariana com</p><p>angioplastia há um ano. Exame clínico: IMC 34 kg/m2,</p><p>hipersensibilidade à palpação do couro cabeludo, sem lesões</p><p>cutâneas; dor à movimentação de ombros, com força preservada.</p><p>Restante do exame sem alterações.</p><p>A causa mais provável para a dor nos ombros é:</p><p>(A) Polimiosite.</p><p>(B) Fibromialgia.</p><p>(C) Polimialgia reumática.</p><p>(D) Síndrome miofascial.</p><p>QUESTÃO 90</p><p>Homem de 60 anos, previamente hipertenso e diabético, será</p><p>submetido à cirurgia de revascularização do miocárdio. Está</p><p>hospitalizado há 36 horas.</p><p>Em relação à antibioticoprofilaxia, a conduta mais adequada é:</p><p>(A) Vancomicina duas horas antes, com repetição</p><p>intraoperatória após quatro horas.</p><p>(B) Cefuroxima duas horas antes, sem repetição</p><p>intraoperatória.</p><p>(C) Clindamicina uma hora antes, sem repetição</p><p>intraoperatória.</p><p>(D) Cefazolina uma hora antes, com repetição intraoperatória</p><p>após quatro horas.</p><p>QUESTÃO 91</p><p>Homem de 56 anos, hipertenso e com sobrepeso, está internado</p><p>na unidade de terapia intensiva há três dias por quadro de</p><p>insuficiência respiratória decorrente de COVID-19. O paciente</p><p>está sedado, sob ventilação mecânica há 36 horas, no modo</p><p>volume controlado: volume corrente = 480 mL, frequência</p><p>respiratória = 32 ipm, fluxo = 60 L/min (quadrado),</p><p>PEEP =11 cmH20, pressão de pico = 40 cmH20, pressão de</p><p>platô = 26 cmH2O, FIO2 = 60%, sem sinais de assincronia.</p><p>Gasometria arterial: pH = 7,25, PaCO2 = 50 mmHg,</p><p>PaO2 = 65 mmHg, Sata O2 = 91%, bicarbonato = 26 mEq/L. Peso</p><p>predito = 80 Kg.</p><p>A conduta mais adequada para esse paciente é:</p><p>(A) Colocar o paciente em posição prona.</p><p>(B) Aumentar o volume corrente para 640 mL.</p><p>(C) Iniciar bloqueio neuromuscular.</p><p>(D) Aumentar PEEP para 15 cm H2O, após manobra de</p><p>recrutamento.</p><p>QUESTÃO 92</p><p>Mulher de 42 anos está internada por COVID-19 há três dias.</p><p>Está em uso de cateter de O2 3 L/min e recebendo</p><p>dexametasona 6 mg IV uma vez ao dia. Exame clínico:</p><p>PA = 100/74 mmHg, FC = 94 bpm, SatO2 = 92 e pulmões com</p><p>estertores grossos difusos. Restante do exame sem alterações.</p><p>Há uma hora cefaleia holocraniana e rebaixamento do nível de</p><p>consciência. Foi realizada tomografia de crânio, cuja imagem é</p><p>apresentada.</p><p>A conduta terapêutica mais adequada para esta paciente é:</p><p>(A) Descompressão cirúrgica.</p><p>(B) Heparinização plena.</p><p>(C) Antiagregação plaquetária.</p><p>(D) Trombólise endovascular.</p><p>QUESTÃO 93</p><p>Mulher de 90 anos, viúva, vem à consulta ambulatorial trazida por</p><p>um dos filhos por apatia há seis semanas. Frequentava sempre</p><p>a igreja, porém nesse período não quer mais sair de casa. O</p><p>apetite está reduzido, perdeu 4 kg e também está com dificuldade</p><p>para dormir. Tem antecedentes de hipertensão arterial,</p><p>constipação crônica e quedas frequentes.</p><p>A melhor opção de tratamento para esta paciente é:</p><p>(A) Amitriptilina.</p><p>(B) Fluoxetina.</p><p>(C) Bupropiona.</p><p>(D) Mirtazapina.</p><p>Residência Médica 2021 - Faculdade de Medicina da USP Página 17/24</p><p>QUESTÃO 94</p><p>Mulher de 68 anos, oriental, vem em consulta com queixa de dor</p><p>em coxa direita iniciada há um mês, inespecífica, de ritmo</p><p>mecânico, sem outros sintomas, com alívio apenas temporário</p><p>quando faz uso de analgésico comum. Antecedentes:</p><p>hipertensão arterial, dislipidemia e osteoporose. Faz uso de</p><p>losartana, anlodipino e sinvastatina há 10 anos e alendronato há</p><p>sete anos. Exame clínico: dor à mobilização do quadril direito,</p><p>sem outras alterações.</p><p>Faz parte do tratamento desta paciente:</p><p>(A) Associar cálcio e vitamina D.</p><p>(B) Suspender alendronato.</p><p>(C) Substitutir alendronato por ácido zoledrônico.</p><p>(D) Avaliar adesão ao tratamento.</p><p>QUESTÃO 95</p><p>Mulher de 20 anos, gestante de 10 semanas, foi encaminhada</p><p>pelo obstetra por apresentar sorologia reagente para sífilis.</p><p>Refere quadro de urticária generalizada e hipotensão 30 minutos</p><p>após a administração de penicilina benzatina aos 15 anos. Nega</p><p>uso do medicamento posteriormente ou sintomas semelhantes</p><p>com qualquer outro medicamento. Já foi medicada com</p><p>cefalexina em duas ocasiões sem reações adversas.</p><p>A conduta mais adequada é:</p><p>(A) Iniciar tratamento com penicilina benzatina.</p><p>(B) Iniciar tratamento com estolato de eritromicina.</p><p>(C) Comprovar alergia à penicilina com teste cutâneo e</p><p>dessensibilizar, se positivo.</p><p>(D) Solicitar RAST para penicilina e, se negativo, liberar o uso</p><p>de penicilina.</p><p>QUESTÃO 96</p><p>Mulher de 37 anos em tratamento para artrite reumatoide</p><p>apresenta anemia com ferro sérico = 26 ug/dL e ferritina</p><p>sérica = 110 ng/mL. A anemia desta paciente se caracteriza por:</p><p>(A) Elevação da hepcidina e liberação da ferroportina.</p><p>(B) Elevação da hepcidina e bloqueio da ferroportina.</p><p>(C) Queda da hepcidina e liberação da ferroportina.</p><p>(D) Queda da hepcidina e bloqueio da ferroportina.</p><p>QUESTÃO 97</p><p>Mulher de 60 anos, diabética há 10 anos, está internada há três</p><p>dias por coma hiperosmolar, desencadeado por infecção urinária.</p><p>Foi hidratada, recebeu insulina regular em bomba de infusão por</p><p>dois dias e ceftriaxona. Em casa usava metformina 850 mg nas</p><p>três refeições e empagliflozina, 25 mg/dia. Hoje, está em uso de</p><p>insulina NPH 12 U/dia (em duas doses) e insulina regular</p><p>conforme glicemia capilar pré-refeições. Exames de hoje:</p><p>glicemia de jejum = 120 mg/dL, ureia = 50 mg/dL,</p><p>creatinina = 1,6 mg/dL, peptídeo C elevado, HbA1c = 11%. Foi</p><p>decidido por alta hoje, com seguimento ambulatorial.</p><p>O tratamento hipoglicemiante mais adequado para esta paciente</p><p>é:</p><p>(A) Insulina NPH e metformina.</p><p>(B) Insulina NPH e glicazida.</p><p>(C) Empagliflozina e metformina.</p><p>(D) Empaglifozina e glicazida.</p><p>QUESTÃO 98</p><p>Mulher de 29 anos com diagnóstico de hipertensão arterial</p><p>sistêmica desde a primeira gestação. Está na 8ª semana de uma</p><p>segunda gestação, em uso de enalapril 20 mg 12/12 horas e</p><p>hidroclorotiazida 12,5 mg uma vez ao dia. Assintomática. Exame</p><p>clinico sem alterações, PA = 120/74 mmHg.</p><p>A melhor conduta no momento é:</p><p>(A) Trocar medicações para losartana e atenolol.</p><p>(B) Suspender enalapril.</p><p>(C) Trocar medicações para nifedipino e metildopa.</p><p>(D) Suspender hidroclorotiazida.</p><p>QUESTÃO 99</p><p>Mulher de 53 anos é admitida com quadro de cólica ureteral</p><p>recorrente. Nega poliúria, polidipsia, fraqueza muscular, dores</p><p>ósseas ou fraturas. Ex-tabagista de 50 maços-ano, parou há três</p><p>anos. Relata constipação intestinal há três meses, com melhora</p><p>com uso de lactulose. Exames laboratoriais: cálcio</p><p>total = 12,8 mg/dL, fósforo = 2,3 mg/dL, creatinina = 0,77 mg/dL,</p><p>25-OH-vitamina D = 7 ng/dL; PTH = 232 pg/mL.</p><p>Para indicação de paratireoidectomia é necessário:</p><p>(A) Ultrassonografia cervical.</p><p>(B) Cintilografia com sestamibi tecnécio-99m.</p><p>(C) Investigar neoplasia maligna.</p><p>(D) Nenhum outro exame.</p><p>QUESTÃO 100</p><p>Mulher de 22 anos foi ferroada por abelha há uma semana. Após</p><p>10 minutos, iniciou quadro de urticária em todo corpo e dispneia.</p><p>Na investigação inicial após uma semana, a pesquisa de IgE</p><p>sérica específica foi não reagente para veneno de abelha</p><p>(0,20 kU/L).</p><p>A conduta mais adequada é:</p><p>(A) Fazer investigação para outra causa de anafilaxia com</p><p>testes cutâneos.</p><p>(B) Fazer testes cutâneos para alergia a veneno de abelha</p><p>neste momento.</p><p>(C) Repetir a pesquisa de IgE sérica específica após quatro</p><p>semanas do evento.</p><p>(D) Fazer investigação para outra causa de anafilaxia com IgE</p><p>sérica específica.</p><p>Página 18/24 Residência Médica 2021</p><p>- Faculdade de Medicina da USP</p><p>ATENÇÃO: O caso seguinte se refere às questões 101 e 102:</p><p>Identificação + HPMA: Homem de 45 anos de idade com perda</p><p>de 15% do peso habitual nos últimos 2 meses, evoluindo com</p><p>queixa de epigastralgia, náuseas e vômitos há 10 dias,</p><p>acompanhado de inapetência e fraqueza generalizada. Ao</p><p>exame físico com peso = 45 kg, altura = 1,70 m e exame</p><p>laboratorial com albumina = 2,1 g/dl. Com hipótese de Câncer</p><p>Gástrico como segue a endoscopia digestiva alta:</p><p>QUESTÃO 101</p><p>Qual é o índice de massa corpórea e a melhor via de suporte</p><p>nutricional?</p><p>(A) IMC = 15,5 kg/m² e passagem de sonda nasoenteral para</p><p>suporte nutricional.</p><p>(B) IMC = 16,5 kg/m² e passagem de acesso venoso central</p><p>para nutrição parenteral.</p><p>(C) IMC = 15,5 kg/m² e passagem de acesso venoso periférico</p><p>para nutrição parenteral.</p><p>(D) IMC = 15,5 kg/m² e dieta via oral.</p><p>QUESTÃO 102</p><p>Foi indicada cirurgia para este paciente no caso relatado acima.</p><p>Qual seria a melhor forma de preparo nutricional antes da</p><p>cirurgia?</p><p>(A) Indicação cirúrgica imediata sem necessidade de preparo</p><p>nutricional pré-operatório.</p><p>(B) Realizaria uma imunonutrição pré-operatória por 14 dias</p><p>antes da cirurgia por uma dieta enteral exclusiva.</p><p>(C) Realizaria a imunonutrição pré-operatória por via parenteral</p><p>exclusiva por 30 dias.</p><p>(D) Não realizaria a imunonutrição pré-operatória uma vez que</p><p>não teria benefícios ao paciente.</p><p>ATENÇÃO: O caso seguinte se refere às questões 103 a 105:</p><p>Identificação: MMS, feminino, 26 anos, natural de Sorocaba/SP.</p><p>HPMA: Submetida a cirurgia de urgência devido a quadro de dor</p><p>abdominal que se iniciou a 12 horas, tendo procurado o serviço</p><p>médico no dia anterior, sendo medicada com analgésicos e</p><p>posterior alta para casa. Porém devido a persistência e piora da</p><p>dor abdominal procurou novamente outro serviço médico. A</p><p>paciente relata que foi submetida a cirurgia bariátrica (cirurgia de</p><p>BY-PASS a FOBI – CAPELLA) há três anos. Evoluiu com necrose</p><p>intestinal extensa, resultando no intestino remanescente de 50cm</p><p>de jejuno + cólon transverso + cólon descendente + sigmoide +</p><p>reto.</p><p>Exame físico: Regular Estado Geral, eupneico, afebril,</p><p>desnutrição grau 3 (IMC = 14,3 kg/m²), hemodinamicamente</p><p>estável no pós-operatório.</p><p>QUESTÃO 103</p><p>Qual o possível diagnóstico e suporte nutricional a ser proposto</p><p>neste momento?</p><p>(A) Síndrome de Intestino Curto e Nutrição Parenteral, após</p><p>estabilização do quadro clínico.</p><p>(B) Falência Intestinal e Nutrição Enteral de início imediato.</p><p>(C) Síndrome do Intestino Curto e Nutrição Enteral, após</p><p>estabilização do quadro clínico.</p><p>(D) Falência Intestinal e Nutrição Parenteral de início imediato.</p><p>QUESTÃO 104</p><p>Caso esta paciente desenvolva a síndrome de realimentação</p><p>durante o suporte nutricional. Qual seria a melhor conduta?</p><p>(A) Correção hidroeletrolítica e aumentar o aporte Calórico.</p><p>(B) Aumento do aporte calórico apenas.</p><p>(C) Diminuir o aporte calórico apenas.</p><p>(D) Correção hidroeletrolítica e diminuir o aporte calórico.</p><p>QUESTÃO 105</p><p>No paciente portador de Síndrome do Intestino Curto:</p><p>(A) A perda de parte do cólon acarreta em desidratação e má</p><p>absorção de gorduras e vitaminas lipossolúveis.</p><p>(B) A nutrição parenteral é a base do tratamento para esses</p><p>pacientes.</p><p>(C) O jejuno é a porção do intestino com maior capacidade de</p><p>adaptação.</p><p>(D) A ressecção da válvula íleo-cecal é um fator prognóstico</p><p>negativo para o desmame da nutrição parenteral.</p><p>Residência Médica 2021 - Faculdade de Medicina da USP Página 19/24</p><p>QUESTÃO 106</p><p>S.J.C.S, 74 anos, Branca, Casada, Internada na Clínica de</p><p>Geriatria.</p><p>QUEIXA PRINCIPAL: “Esqueço rapidamente o que me falam;</p><p>não consigo usar aparelhos eletrônicos em geral”.</p><p>HISTORIA MOLÉSTIA ATUAL: Dificuldades de memória</p><p>progressivas evoluindo há 3 anos. Início com perda da memória</p><p>recente (recados e compromissos), dificuldade para escrever.</p><p>Nos últimos meses apresentando períodos de confusão com</p><p>desorientação espacial e emagrecimento.</p><p>HISTÓRIA PREGRESSA: Tabagista: 1,5 maços/ dia por 42 anos.</p><p>Hipertensão Arterial Sistêmica: em uso de Captopril e</p><p>Hidroclorotiazida.</p><p>Gastrite: em uso de Omeprazol.</p><p>Exames laboratoriais normais.</p><p>Ressonancia Magnética de Encéfalo (2019): redução volumétrica</p><p>encefálica difusa proporcional à idade.</p><p>Diagnóstico: Síndrome demencial – Síndrome de Alzheimer</p><p>provável em fase moderada.</p><p>ESTADO NUTRICIONAL</p><p>Peso: 62 kg</p><p>Peso habitual: 75kg</p><p>Perda de 13kg: 17% de perda de peso em 5 meses</p><p>Altura: 1,78 m</p><p>IMC: 19,5 kg/m2</p><p>Necessidades Nutricionais:</p><p>Calorias: 1860 kcal/ dia → 30 kcal/kg/dia.</p><p>Proteínas: 74,4g /dia → 1,2g/kg/dia.</p><p>Recebendo Dieta consistência geral, hipocalórica, hipoproteica e</p><p>normolipidica.</p><p>Fracionamento irregular (as vezes esquece de comer).</p><p>Pobre em vitaminas e fibras.</p><p>Avaliação de aceitação alimentar:</p><p>Calorias: 1280 kcal 71,1%</p><p>Proteínas: 54 g/dia 72%</p><p>Qual a melhor orientação nutricional para esta paciente?</p><p>(A) Manter dieta habitual conforme aceitação, devido idade e a</p><p>doença.</p><p>(B) Dieta hipercalórica e hiperproteica com uso de suplemento</p><p>nutricional oral.</p><p>(C) Terapia nutricional enteral.</p><p>(D) Terapia nutricional parenteral.</p><p>QUESTÃO 107</p><p>Paciente recebeu alta hospitalar e retornou aos atendimentos</p><p>ambulatoriais/consultório, com boa adesão ao tratamento</p><p>medicamentoso para Síndrome de Alzheimer e às orientações</p><p>nutricionais, com controle da perda de peso e melhora no estado</p><p>nutricional. Após 3 meses de acompanhamento, paciente é</p><p>internada por fratura de fêmur por queda. A hospitalização e a</p><p>restrição ao leito levaram a paciente a progressão importante da</p><p>Síndrome de Alzheimer.</p><p>Qual o tipo de orientação você daria?</p><p>(A) Em pacientes geriátricos, após fraturas e cirurgias</p><p>ortopédicas, é recomendado o uso de suplementos</p><p>nutricionais orais para melhorar a ingestão alimentar e</p><p>redução do risco de complicações.</p><p>(B) Pacientes idosos em risco de lesões por pressão não é</p><p>recomendado receber intervenção nutricional a fim de</p><p>evitar desenvolvimento de lesões por pressão.</p><p>(C) Idosos hospitalizados com desnutrição ou em risco de</p><p>desnutrição será oferecida Suplemento Nutricional Oral</p><p>(SNO), a fim de melhorar a ingestão dietética e peso</p><p>corporal, diminuir o risco de complicações e readmissão</p><p>hospitalar.</p><p>(D) Idosos com desnutrição ou em risco de desnutrição com</p><p>condições crônicas devem ser oferecidos SNO quando</p><p>aconselhamento e fortificação alimentar não são suficientes</p><p>para aumentar ingestão alimentar e alcançar objetivos</p><p>nutricionais.</p><p>QUESTÃO 108</p><p>Nas primeiras semanas de internação paciente mantém apetite</p><p>relativamente preservado, com moderada aceitação da dieta oral</p><p>60%, além de apresentar disfagia a sólidos.</p><p>Calorias: 1116 kcal ( 60%).</p><p>Proteínas: 44,6g de proteína (60%).</p><p>Qual é a recomendação?</p><p>(A) Dieta oral conforme aceitação.</p><p>(B) Dieta hipercalórica com uso de suplemento nutricional oral.</p><p>(C) Terapia nutricional enteral.</p><p>(D) Terapia nutricional parenteral.</p><p>QUESTÃO 109</p><p>A Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica, em</p><p>seu Consenso mais atual, indica a cirurgia para pacientes com</p><p>qual índice de massa corporal? Assinale a alternativa correta.</p><p>(A) Entre 25 e 30 Kg/m2 , na presença de comorbidades.</p><p>(B) Acima de 35 Kg/m2 , independentemente da presença de</p><p>comorbidades.</p><p>(C) Entre 30 e 35 Kg/m2 , na presença de comorbidades.</p><p>(D) Acima de 40 Kg/m2 , independentemente da presença de</p><p>comorbidades.</p><p>Página 20/24 Residência Médica 2021 - Faculdade de Medicina da USP</p><p>ATENÇÃO: O caso seguinte se refere às questões 110 e 111:</p><p>Paciente C.F.A, masculino, 60 anos, gravemente desnutrido,</p><p>tabagista 50 anos-maço, hipertenso e com histórico de fibrilação</p><p>atrial sem</p><p>uso regular de anti-coagulação, chega à emergência</p><p>com fortes dores abdominais, vômitos, abdome em tábua.</p><p>Internou na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) com o</p><p>diagnóstico confirmado de isquemia mesentérica.</p><p>QUESTÃO 110</p><p>A isquemia mesentérica exige um diagnóstico rápido para evitar</p><p>infarto intestinal, além de possuir uma mortalidade de até 80 a</p><p>90 %. Diante de sua alta mortalidade, podemos afirmar:</p><p>(A) O ultrassom com doppler é um método eficaz para avaliar</p><p>a circulação mesentérica.</p><p>(B) A laparoscopia é um método de escolha nos pacientes com</p><p>instabilidade hemodinâmica.</p><p>(C) A angiotomografia é o método padrão ouro para o</p><p>diagnóstico.</p><p>(D) Na suspeita de isquêmica mesentérica em território</p><p>colônico, a colonoscopia pode ser usada para avaliar a</p><p>perfusão intestinal.</p><p>QUESTÃO 111</p><p>Ainda com relação ao caso anterior, paciente foi submetido à</p><p>laparotomia, visualizado isquemia mesentérica extensa em</p><p>território de artéria mesentérica superior com consequente</p><p>enterectomia extensa de grande parte de jejuno, todo o íleo e</p><p>colectomia direita, sendo caracterizado como portador de</p><p>síndrome do intestino curto já que permaneceu somente com 90</p><p>cm de intestino delgado após o ângulo de Treitz. Após</p><p>estabilidade hemodinâmica, na UTI, é indicada a nutrição</p><p>parenteral e o paciente possui risco de síndrome realimentação.</p><p>Tal síndrome pode ser diagnosticada por meio dos seguintes</p><p>parâmetros laboratoriais:</p><p>(A) Hipercalemia e hipofosfatemia.</p><p>(B) Hipercalemia e hipocapnia.</p><p>(C) Hiponatremia e hipomagnesemia.</p><p>(D) Hipocalemia e hipofosfatemia.</p><p>QUESTÃO 112</p><p>Em 2016, A Society Of Critical Care Medicine (SCCM) e a</p><p>European Society of Intensive Care Medicine (ESICM)</p><p>publicaram novas definições de sepse baseadas em uma análise</p><p>robusta de grandes bancos de dados, basicamente americanos,</p><p>na qual houve uma mudança conceitual. Pelo novo consenso de</p><p>Sepse de 2016 e com relação ao manejo de terapia nutricional</p><p>nos pacientes críticos, podemos afirmar:</p><p>(A) Após a estabilidade hemodinâmica, a terapia nutricional em</p><p>paciente com sepse deve ser iniciada entre 24 a 48 horas.</p><p>(B) Uma vez que o suporte enteral não possa ser iniciado, deve</p><p>-se iniciar a nutrição parenteral em qualquer doente</p><p>enfermo.</p><p>(C) Faz parte do diagnóstico de síndrome de realimentação o</p><p>desenvolvimento de hipofosfatemia e de hipercalemia, nos</p><p>primeiros dias de nutrição parenteral em pacientes</p><p>desnutridos.</p><p>(D) A albumina é um bom indicador de desnutrição em</p><p>pacientes críticos.</p><p>ATENÇÃO: O caso seguinte se refere às questões 113 e 114:</p><p>RJF, 46 anos, feminino, internada pela dermatologia pra</p><p>diagnóstico diferencial de lesões bolhosas de pele em áreas</p><p>fotoexpostas.</p><p>Na história mórbida pregressa, foi submetida a quatro</p><p>laparotomias exploradoras sem achados significativos que</p><p>justificassem a dor abdominal recorrente.</p><p>Em decorrência dos diversos procedimentos cirúrgicos, os</p><p>achados eram de bridas e foi submetida a uma ressecção de</p><p>colon direito.</p><p>Apresenta-se ao exame com lesões bolhosas em mãos e com</p><p>ileostomia de alto débito (>2000ml/dia).</p><p>Na família, a irmã é portadora de porfiria.</p><p>A paciente foi diagnosticada com porfiria variegata e submetida à</p><p>reconstrução do trânsito intestinal.</p><p>Lesões bolhosas</p><p>Enema Opaco Enema Opaco pela ileostomia</p><p>QUESTÃO 113</p><p>Sobre as porfirias hepáticas agudas é INCORRETO afirmar:</p><p>(A) As porfirias são doenças causadas por deficiências</p><p>enzimáticas que cursam com aumento de metabólitos</p><p>intermediários do heme, as porfirinas.</p><p>(B) As porfirias não podem ser dosadas em exames</p><p>laboratoriais, o que dificulta o diagnóstico dessa condição.</p><p>(C) O heme é uma proteína sintetizada em todas as células</p><p>nucleadas e contém ferro, está presente na hemoglobina,</p><p>na mioglobina e no citocromo.</p><p>(D) As porfirias são decorrentes de alterações genéticas nas</p><p>enzimas envolvidas.</p><p>Residência Médica 2021 - Faculdade de Medicina da USP Página 21/24</p><p>QUESTÃO 114</p><p>Sobre as manifestações clínicas das porfirias hepáticas agudas,</p><p>é INCORRETO afirmar:</p><p>(A) Fazem parte do diagnóstico diferencial de abdome agudo.</p><p>(B) Os sinais e sintomas mais frequentes são dor abdominal,</p><p>vômitos, constipação e sintomas álgicos inespecíficos.</p><p>(C) Todas as porfirias cursam com lesões de pele.</p><p>(D) Medicações e drogas podem desencadear crises como</p><p>diclofenaco, rifampicina, álcool e fumo, estrógenos e</p><p>progesterona.</p><p>ATENÇÃO: O caso seguinte se refere às questões 115 e 116:</p><p>Paciente M.L.S, 62 anos, sexo feminino, vítima de atropelamento.</p><p>Diagnóstico trauma + hemotórax. Durante a internação, evoluiu</p><p>com sepse. Paciente com edema em membros superiores e</p><p>inferiores (+++/++++). No quinto dia de internação, após</p><p>estabilidade hemodinâmica a equipe de nutrição foi chamada</p><p>para avaliar o paciente. Foi feita avaliação nutricional onde se</p><p>determinou a altura estimada de 1,65 cm (por meio da altura do</p><p>joelho) e peso estimado de 60kg. O diagnóstico nutricional foi de</p><p>eutrofia. Necessidade energética calculada = 1800 kcal e 60 g de</p><p>proteína por dia. Conduta = Sonda nasogástrica, dieta padrão,</p><p>intermitente, 60 ml/ hora a cada 2 horas. Após 03 dias a nutrição</p><p>foi novamente chamada, pois a paciente apresentava diarreia</p><p>além de hiperglicemia.</p><p>QUESTÃO 115</p><p>Sobre a paciente citada no caso acima, assinale qual seria a</p><p>conduta correta em relação à diarreia apresentada:</p><p>(A) A diarréia deve ser devido à antibioticoterapia, dessa forma</p><p>é recomendado manter a prescrição dietética.</p><p>(B) A diarréia que a paciente apresentou deve ser devido</p><p>intolerância a dieta, devendo a mesma ser substituída por</p><p>dieta oligomérica.</p><p>(C) Deve-se reduzir a velocidade de infusão da dieta, e verificar</p><p>a osmolaridade da mesma.</p><p>(D) Em todos os pacientes de suporte enteral com quadro de</p><p>diarréia, deve-se introduzir mix de fibras.</p><p>QUESTÃO 116</p><p>Sobre as alterações clínicas e metabólicas de sepse, as</p><p>seguintes afirmativas são corretas, EXCETO:</p><p>(A) A secreção aumentada de glucagon, catecolaminas e</p><p>glicocorticoides é responsável pela produção de calor,</p><p>catabolismo e estimulação das células alfa do pâncreas.</p><p>(B) Dentre os mediadores químicos relacionados ao trauma</p><p>estão o fator de necrose tumoral (TNF) alfa e as</p><p>interleucinas (IL) IL1 e IL-6.</p><p>(C) O aumento da Il-10 sinaliza para a produção de proteínas</p><p>de fase aguda no fígado e diferenciação de linfócitos B em</p><p>plasmócitos.</p><p>(D) Agentes como tromboxano A2 (TxA2), óxido nítrico, e</p><p>fração 5ª do complemento mantém o estado inflamatório</p><p>visto no paciente séptico.</p><p>ATENÇÃO: O caso seguinte se refere às questões 117 a 119:</p><p>Indicação / História Progressiva da Moléstia Atual</p><p>ID: J.P.S, 77 anos, sexo masculino, casado, natural de São</p><p>Paulo, católico.</p><p>Data de Admissão Hospitalar (ICHC-FMUSP): 25/04/2020.</p><p>HPMA: Paciente transferido de instituição externa com histórico</p><p>de tosse e febre iniciadas dia 02/04/2020 e diagnóstico positivo</p><p>de COVID-19 (pcr-rt). Realizado tratamento ambulatorial em</p><p>primeiro momento, porém, devido piora do quadro clínico foi</p><p>optado por internação hospitalar em leito de enfermaria e</p><p>necessidade de CN*O2 2,0 l/min.</p><p>Antecedentes Pessoais</p><p>- HAS</p><p>- DPOC oxigênio-dependente</p><p>- Ex - tabagista – 20 anos maços (cessou há 5 anos)</p><p>- Três internações prévias nos últimos 12 meses por quadro</p><p>pulmonar descompensado</p><p>Geral: Regular estado geral, corado, desidratado (2+/4+),</p><p>acianótico, anictérico, afebril, acordado, porém desorientado em</p><p>tempo e espaço, Glasgow 13.</p><p>FC: 110 bpm, PA: 110 x 80 mmhg, SpO2: 92% em cateter nasal</p><p>2 l/min.</p><p>Respiratório: MV + bilateralmente sem RA, sem sinais de</p><p>desconforto respiratório.</p><p>Cardiovascular: BRNF, em 2T, sem sopros, sem turgência de</p><p>jugulares.</p><p>Abdome: escavado, indolor, sem sinais de irritação, sem</p><p>viceromegalias ou massa palpável, Ruído Hidroaéreo presente.</p><p>Extremidades: bem perfundidas, sem edema, sem sinais</p><p>de</p><p>Trombose Venosa Profunda.</p><p>QUESTÃO 117</p><p>Qual a melhor via de suporte nutricional?</p><p>(A) Dieta via oral com suplemento.</p><p>(B) Nutrição parenteral por acesso venoso central.</p><p>(C) Dieta enteral por passagem de sonda nasoenteral.</p><p>(D) Dieta enteral por gastrostomia.</p><p>Página 22/24 Residência Médica 2021 - Faculdade de Medicina da USP</p><p>QUESTÃO 118</p><p>Este mesmo paciente foi submetido ao exame radiológico para</p><p>confirmar a posição da sonda nasoenteral antes do início da</p><p>infusão da dieta enteral. Segue a imagem do raio x de tórax.</p><p>Qual das afirmativas é INCORRETA para este caso?</p><p>(A) O exame radiológico é método seguro para averiguar a</p><p>posição da sonda nasoenteral.</p><p>(B) Neste caso de acordo com a imagem radiológica</p><p>poderíamos iniciar a infusão da dieta enteral.</p><p>(C) Caso se iniciasse a infusão da dieta enteral através desta</p><p>sonda nasoenteral teríamos como consequência uma</p><p>pneumonia lobar direita.</p><p>(D) Neste caso teríamos de reposicionar a sonda nasoenteral.</p><p>QUESTÃO 119</p><p>No que se concerne à anorexia nervosa (AN), assinale a opção</p><p>correta.</p><p>(A) A AN caracteriza-se pela relutância do paciente em manter</p><p>o peso corporal adequado à sua idade e à sua estatura.</p><p>(B) A AN não tem uma etiologia definida e praticamente não</p><p>difere da bulimia.</p><p>(C) O principal objetivo da terapia nutricional para pacientes</p><p>com AN é a manutenção do peso corporal, pois não é</p><p>possível a correção das sequelas fisiológicas da</p><p>desnutrição.</p><p>(D) Os medicamentos são utilizados para tratamento dos</p><p>sintomas depressivos, das alterações do apetite e das</p><p>distorções da imagem corporal. Os psicofarmácos são</p><p>altamente eficazes no combate aos sintomas exclusivos da</p><p>AN e a melhora clínica é evidente.</p><p>QUESTÃO 120</p><p>Paciente de 66 anos, masculino. Antecedente de HAS, DM tipo 2,</p><p>Tabagista (55 anos/maço). História de dor abdominal contínua,</p><p>diarréia semi-líquida (2-3 episódios/dia), anemia hipocrômica e</p><p>microcítica e perda de 17 Kg em 6 meses. Realizou colonoscopia</p><p>que evidenciou neoplasia infiltrativa e estenosante em ângulo</p><p>hepático. Na admissão apresentava lesão em região sacral:</p><p>Qual o estágio da lesão por pressão segundo a classificação de</p><p>Braden e quais vitaminas e minerais devem ser suplementados?</p><p>(A) Estágio 1. Vitamina E e zinco.</p><p>(B) Estágio 2. Vitamina C e zinco.</p><p>(C) Estágio 4. Ferro e zinco.</p><p>(D) Inclassificável. Vitamina C e ferro.</p><p>Residência Médica 2021 - Faculdade de Medicina da USP Página 23/24</p><p>Página 24/24 Residência Médica 2021 - Faculdade de Medicina da USP</p><p>com quadro de icterícia, colúria e acolia fecal,</p><p>associado a dor em hipocôndrio direito e febre de até 39oC.</p><p>Ultrassom de abdome total demonstra lesão sólida em topografia</p><p>de pâncreas com dilatação de vias biliares intra e extra hepáticas.</p><p>Qual a melhor conduta para desobstrução das vias biliares nesse</p><p>momento?</p><p>(A) Colangiopancreatografia retrógrada endoscópica.</p><p>(B) Drenagem transparieto hepática.</p><p>(C) Laparotomia exploradora com coledocotomia e alocação de</p><p>dreno de Kehr.</p><p>(D) Anastomose biliodigestiva em Y-de-Roux.</p><p>QUESTÃO 11</p><p>Durante colecistecomia videolaparoscópica eletiva, foi realizada</p><p>colangiografia intraoperatória que mostra, após a injeção de</p><p>contraste, apenas a contrastação da via biliar principal distal ao</p><p>clipe, com bom esvaziamento de contraste para duodeno, sem</p><p>identificação de cálculos no interior da via biliar, porém sem</p><p>contrastar a via biliar intra-hepática ou vesícula biliar. Qual a</p><p>melhor conduta neste momento do ato operatório?</p><p>(A) Prosseguir com a colecistectomia, uma vez que via biliar</p><p>está sem cálculos.</p><p>(B) Prosseguir com a colecistectomia, uma vez que a via biliar</p><p>está com bom esvaziamento.</p><p>(C) Drenar a via biliar com dreno trans-cístico.</p><p>(D) Rever cuidadosamente as estruturas biliares no campo</p><p>operatório.</p><p>QUESTÃO 12</p><p>Mulher, 28 anos, com diagnóstico de lesão cística em cauda do</p><p>pâncreas de 5cm de diâmetro em ultrassonografia de abdome</p><p>superior de rotina. Solicitada ressonância magnética, com</p><p>diagnóstico de neoplasia cística mucinosa do pâncreas com</p><p>diâmetro de 5cm. Qual a melhor conduta?</p><p>(A) Repetir ressonância magnética em 12 meses.</p><p>(B) Enucleação.</p><p>(C) Pancreatectomia distal.</p><p>(D) Ultrassonografia endoscópica com punção.</p><p>QUESTÃO 13</p><p>Mulher, 48 anos, assintomática. Fez ultrassom de abdome total</p><p>que evidenciou lesão cística em lobo hepático direito medindo</p><p>9 x 10cm, com paredes finas, sem septos e com conteúdo</p><p>homogêneo. Foi solicitada ressonância magnética que confirmou</p><p>lesão cística ocupando o lobo direito, parcialmente exofítica, sem</p><p>septos. Qual a melhor conduta para essa paciente?</p><p>(A) Hepatectomia direita.</p><p>(B) Destelhamento (“unroofing”) por laparoscopia.</p><p>(C) Alcoolização do cisto.</p><p>(D) Acompanhamento clínico.</p><p>QUESTÃO 14</p><p>Mulher, 32 anos, em uso de anticoncepcional oral há 12 anos,</p><p>com empachamento pós-prandial, vômitos e perda de peso não</p><p>aferida há 6 meses. Endoscopia digestiva alta mostrou</p><p>compressão extrínseca na parede anterior do estômago.</p><p>Tomografia de abdome com contraste mostrou lesão sugestiva</p><p>de hemangioma no setor lateral esquerdo do fígado, com</p><p>diâmetro máximo de 12 cm e compressão da parede gástrica</p><p>anterior. Qual a melhor conduta para o caso?</p><p>(A) Solicitar ressonância magnética com contraste</p><p>hepatoespecífico.</p><p>(B) Ressecção da lesão hepática.</p><p>(C) Seguimento clínico e realizar ultrassom de abdome de</p><p>controle em 6 meses.</p><p>(D) Seguimento clínico e realizar ultrassom de abdome de</p><p>controle em 12 meses.</p><p>Residência Médica 2021 - Faculdade de Medicina da USP Página 5/24</p><p>QUESTÃO 15</p><p>Homem, 63 anos, com antecedente de cirrose hepática pelo vírus</p><p>da hepatite B, classificada como Child-Pugh A5, sem sinais de</p><p>hipertensão portal. Tomografia de abdome total com contraste</p><p>trifásico demonstrou nódulo único de 3,5 cm de diâmetro em</p><p>segmentos II/III do fígado, sugestivo de carcinoma hepatocelular.</p><p>Qual a melhor conduta para tratamento desta lesão?</p><p>(A) Ressecção do setor lateral esquerdo do fígado.</p><p>(B) Quimioembolização arterial.</p><p>(C) Ablação por radiofrequência.</p><p>(D) Tratamento sistêmico com sorafenibe.</p><p>QUESTÃO 16</p><p>Mulher, 36 anos, em uso de anticoncepcional oral há 8 anos, com</p><p>diagnóstico de nódulo hepático ao ultrassom. Realizada</p><p>ressonância nuclear magnética com contraste hepatoespecífico</p><p>que evidenciou lesão nodular hepática de 2,7 cm em segmento</p><p>III do fígado, sugestiva de adenoma hepático. O uso do</p><p>anticoncepcional foi prontamente interrompido sob orientação de</p><p>seu ginecologista. Com relação à lesão hepática, deve-se:</p><p>(A) Indicar ressecção cirúrgica (nodulectomia).</p><p>(B) Indicar ressecção cirúrgica (setorectomia lateral esquerda).</p><p>(C) Manter seguimento clínico, com exame de imagem de</p><p>controle em 6 meses.</p><p>(D) Não há necessidade de seguimento, considerando que</p><p>paciente suspendeu o uso de anticoncepcional.</p><p>QUESTÃO 17</p><p>Paciente de 47 anos, com IMC de 35kg/m2, diabetes tipo 2 há 5</p><p>anos, com queixa de dispepsia importante, com melhora parcial</p><p>após uso de omeprazol em dose otimizada. Endoscopia digestiva</p><p>alta mostra mucosa esofágica em terço distal de aspecto colunar,</p><p>com biópsia comprovando metaplasia intestinal sem displasia.</p><p>Com relação ao tratamento cirúrgico para o caso em questão,</p><p>assinale a melhor alternativa:</p><p>(A) Gastrectomia vertical.</p><p>(B) Hiatoplastia com fundoplicatura total à Nissen.</p><p>(C) Hiatoplastia com fundoplicatura parcial à Toupet.</p><p>(D) Gastroplastia com derivação em Y de Roux (Bypass</p><p>gástrico).</p><p>QUESTÃO 18</p><p>Paciente de 43 anos em pós-operatório tardio de Gastroplastia</p><p>com derivação em Y de Roux (Bypass gástrico) para tratamento</p><p>de obesidade. Evoluiu com reganho de 70% do peso perdido no</p><p>último ano. Estudo radiológico contrastado demonstra gastro-</p><p>jejuno anastomose em bom aspecto, sem sinais de refluxo</p><p>gastroesofágico e estômago excluso contrastado. A melhor</p><p>conduta em relação ao reganho de peso é:</p><p>(A) Cirurgia revisional com correção de fístula gastro-gástrica.</p><p>(B) Cirurgia revisional com alongamento de alça alimentar.</p><p>(C) Cirurgia revisional com conversão para cirurgia de</p><p>Scopinaro.</p><p>(D) Não há indicação cirúrgica nesse momento, devendo-se</p><p>intensificar o acompanhamento multiprofissional.</p><p>QUESTÃO 19</p><p>Paciente de 35 anos submetida à Gastroplastia com derivação</p><p>em Y de Roux (Bypass gástrico) por videolaparoscopia há 2 anos,</p><p>com boa evolução de perda de peso. Vem apresentando crises</p><p>de dor abdominal difusa, em cólica, mais intensa em epigástrio e</p><p>com irradiação dorsal, principalmente pós alimentar, com alguns</p><p>episódios de diarréia. No atendimento no pronto socorro, realizou</p><p>exames de radiografia simples do abdômen e ultrassonografia de</p><p>abdome, os quais não mostraram alterações.</p><p>Qual das alternativas representa o diagnóstico mais provável</p><p>para o caso clínico?</p><p>(A) Dor abdominal por úlcera gástrica.</p><p>(B) Claudicação intestinal.</p><p>(C) Hérnia interna recorrente.</p><p>(D) Colite bacteriana recorrente.</p><p>QUESTÃO 20</p><p>Paciente em programação de cirurgia bariátrica. Durante preparo</p><p>para cirurgia, teve perda de 20% de excesso de peso (calculado</p><p>para IMC ideal de 25km/m2), com IMC atual de 36kg/m2. Tem</p><p>antecedente de hipertensão arterial sistêmica e dislipidemia,</p><p>ambos com tratamento medicamentoso otimizado. Sobre o caso,</p><p>assinale a melhor conduta:</p><p>(A) A cirurgia bariátrica não deve mais ser realizada</p><p>considerando que o paciente teve perda de 20% do</p><p>excesso de peso.</p><p>(B) Deve-se manter conduta cirúrgica proposta inicialmente.</p><p>(C) A cirurgia bariátrica não deve mais ser realizada</p><p>considerando IMC atual menor que 40kg/m2.</p><p>(D) A cirurgia bariátrica deve ser proposta para o paciente em</p><p>questão apenas se houver reganho de peso a partir desse</p><p>momento.</p><p>QUESTÃO 21</p><p>Paciente de 48 anos admitido em Unidade de Pronto</p><p>Atendimento com quadro de dor abdominal de forte intensidade.</p><p>Radiografia simples de abdome demonstra pneumoperitônio.</p><p>Durante laparotomia de urgência, foi evidenciada obstrução em</p><p>alça fechada com perfuração de ceco e lesão neoplásica</p><p>obstrutiva em reto baixo, a 4cm de borda anal ao toque retal. Qual</p><p>a melhor conduta a ser tomada durante a cirurgia de urgência?</p><p>(A) Colectomia total com ressecção de lesão primária e</p><p>ileostomia terminal.</p><p>(B) Rafia de ceco com ileostomia em alça à montante da lesão.</p><p>(C) Colectomia total com ressecção da lesão primária e íleo</p><p>reto anastomose.</p><p>(D) Colectomia direita com ileostomia à Mikulicz.</p><p>Página 6/24 Residência Médica 2021 - Faculdade de Medicina da USP</p><p>QUESTÃO 22</p><p>Paciente com dor anal há 2 anos e sangramento frequente às</p><p>evacuações. Exame físico revela lesão ulcerada em canal anal</p><p>com 3,0 cm de diâmetro, dolorosa e friável ao toque retal. Biopsia</p><p>realizada durante anuscopia confirma diagnóstico de carcinoma</p><p>espinocelular de canal anal. Estadiamento demonstra ausência</p><p>de lesões à distância e ressonância de pelve confirma lesão</p><p>neoplásica restrita ao canal anal. Qual a melhor conduta para o</p><p>caso nesse momento?</p><p>(A) Tratamento neoadjuvante com quimio e radioterapia de</p><p>curta duração seguido de amputação de canal anal com</p><p>colostomia terminal.</p><p>(B) Tratamento neoadjuvante com quimio e radioterapia</p><p>seguido de proctectomia com anastomose coloanal.</p><p>(C) Tratamento com quimio e radioterapia exclusivas.</p><p>(D) Imunoterapia exclusiva.</p><p>QUESTÃO 23</p><p>Homem, 56 anos, com dor em fossa ilíaca esquerda há 2 dias,</p><p>sem febre. Tem antecedente de doença diverticular (confirmada</p><p>por colonoscopia recente em exame de rotina). Durante</p><p>atendimento na unidade de pronto atendimento, tomografia de</p><p>abdome total com contraste endovenoso demonstra apendagite</p><p>epiplóica em região de fossa ilíaca esquerda, sem outros</p><p>achados no exame de imagem no contexto de urgência. Com</p><p>relação ao diagnóstico, qual o melhor tratamento a ser proposto</p><p>nesse momento?</p><p>(A) Internação para antibioticoterapia parenteral.</p><p>(B) Analgesia e anti-inflamatório domiciliar.</p><p>(C) Antibioticoterapia oral domiciliar.</p><p>(D) Retossigmoidectomia de urgência.</p><p>QUESTÃO 24</p><p>Paciente gestante de 34 semanas com queixa de dor anal</p><p>importante. Exame físico demonstra hemorróida externa com</p><p>trombose, sem sinais de infecção secundária. Toque retal não</p><p>realizado por dor importante no momento do exame. Sobre o</p><p>caso, assinale a melhor alternativa:</p><p>(A) Deve-se propor tratamento clínico e contraindicar parto</p><p>vaginal.</p><p>(B) Deve-se propor tratamento cirúrgico e contraindicar parto</p><p>vaginal.</p><p>(C) Deve-se propor tratamento clínico e não contraindicar parto</p><p>vaginal.</p><p>(D) Deve-se propor tratamento cirúrgico e não contraindicar</p><p>parto vaginal.</p><p>QUESTÃO 25</p><p>Homem, 24 anos, com diagnóstico de Doença de Crohn.</p><p>Apresenta nos últimos 6 meses quadro de dor abdominal</p><p>frequente com sensação de distensão pós-prandial. Já internado</p><p>por vômitos em outras ocasiões e em acompanhamento clínico</p><p>em uso de medicação biológica em doses crescentes.</p><p>Tomografia de abdome mostra espessamento importante em íleo</p><p>terminal, junto à válvula ileocecal. Qual a melhor conduta para o</p><p>caso?</p><p>(A) Ressecção ileocecal com anastomose íleo-cólica.</p><p>(B) Colectomia direita com ligadura dos vasos íleo-cólicos em</p><p>sua origem na a. mesentérica superior.</p><p>(C) Plastia de válvula ileocecal.</p><p>(D) Derivação interna com ileotransverso anastomose.</p><p>ATENÇÃO: O caso seguinte se refere às questões 26 e 27:</p><p>Homem de 67 anos procura o pronto-socorro com queixa de</p><p>hiperemia e dor ao redor de ileostomia e parada de eliminação</p><p>de secreções pela mesma, há 2 dias. Fez cirurgia para</p><p>tratamento de câncer de cólon há 3 anos, na urgência, quando</p><p>foi feita a ileostomia terminal. Está livre de doença neoplásica até</p><p>este momento, de acordo com a oncologia clínica (sic). O</p><p>paciente diz ainda que está em preparo para fazer a reconstrução</p><p>do trânsito intestinal. Ao exame físico, nota-se abaulamento</p><p>doloroso e hiperemia à volta da ileostomia. Esta apresenta</p><p>coloração vinhosa e está edemaciada. A bolsa está vazia, não</p><p>tendo sequer gás. Ao toque, que é muito doloroso, a ileostomia</p><p>está pérvia, embora pareça estreitada.</p><p>Esta é a foto do abdome do paciente na chegada ao pronto-</p><p>socorro.</p><p>QUESTÃO 26</p><p>Em relação ao problema deste paciente, é correto afirmar:</p><p>(A) Por se tratar de doença neoplásica, a reconstrução do</p><p>trânsito intestinal, com fechamento da ileostomia, está</p><p>contraindicada neste momento.</p><p>(B) O quadro de obstrução intestinal está descartado, visto que</p><p>a ileostomia está pérvia ao toque.</p><p>(C) A tomografia de abdome e pelve com contraste descarta</p><p>com segurança a hipótese de estrangulamento.</p><p>(D) Deve tratar-se de hérnia paraileostômica, com</p><p>encarceramento de intestino delgado e sofrimento vascular.</p><p>QUESTÃO 27</p><p>Em relação à condução deste caso, é correto:</p><p>(A) Deve ser feita cirurgia de urgência e confeccionada nova</p><p>ileostomia, devido ao quadro de obstrução intestinal.</p><p>(B) No fechamento de ostomias, o uso de tela de material</p><p>inabsorvível está contraindicado, pelo alto grau de</p><p>contaminação do campo cirúrgico.</p><p>(C) A reconstrução do trânsito intestinal não deve sequer ser</p><p>considerada em casos de suspeita de hérnia estrangulada.</p><p>(D) O paciente deve fazer enema opaco e avaliação</p><p>endoscópica de todo o cólon e da região da ileostomia,</p><p>antes de se proceder ao tratamento cirúrgico desta</p><p>complicação.</p><p>Residência Médica 2021 - Faculdade de Medicina da USP Página 7/24</p><p>QUESTÃO 28</p><p>Uma mulher de 38 anos vem ao pronto-socorro com queixa de</p><p>dor abdominal em região epigástrica e hipocôndrio direito há 1</p><p>semana. Diz que a dor é de forte intensidade e piora após a</p><p>alimentação. Nega alteração do hábito intestinal. Há dois dias,</p><p>vem tendo náuseas e vômitos. Nega cirurgias prévias, outras</p><p>doenças, uso de medicações, icterícia, colúria ou acolia fecal.</p><p>Está em bom estado geral, corada, desidratada e anictérica. Tem</p><p>dor à palpação abdominal profunda, na região do rebordo costal</p><p>direito, interrompendo a respiração profunda por causa da dor.</p><p>A ultrassonografia mostra vesícula biliar com parede de</p><p>espessura normal, com microcálculos e sem dilatação de vias</p><p>biliares.</p><p>Qual deve ser a sequência correta para o atendimento desta</p><p>paciente, além de administrar sintomáticos e fazer hidratação</p><p>venosa?</p><p>(A) Dosagem de eletrólitos e pesquisa de coledocolitíase,</p><p>antes da cirurgia de urgência.</p><p>(B) Encaminhamento para colecistectomia eletiva.</p><p>(C) Dosagem de eletrólitos e preparo para colecistectomia por</p><p>videolaparoscopia, na urgência.</p><p>(D) Colangiopancreatografia retrógrada endoscópica (CPRE)</p><p>antes da colecistectomia, devido à presença de</p><p>microcálculos.</p><p>ATENÇÃO: O caso seguinte se refere às questões 29 e 30:</p><p>Uma senhora de 54 anos está em seguimento pré-operatório por</p><p>hérnia incisional abdominal. Refere diabetes mellitus, apneia do</p><p>sono, esteatose hepática e dislipidemia. IMC: 37,5 kg/m2.</p><p>Tabagista. Foi realizada tomografia, onde se observa anel</p><p>herniário de 9,2 X 7,5 cm e relação volume herniário/cavidade</p><p>abdominal de 15%. Exames laboratoriais:</p><p>hemoglobima: 12,5 g/dL, HbA1c: 9,5%, creatinina: 1,5 mg/dL e</p><p>albumina: 3,1 g/dL.</p><p>QUESTÃO 29</p><p>Qual é a classificação da hérnia desta paciente e qual é o preparo</p><p>pré-operatório mais adequado, entre as opções apresentadas?</p><p>(A) Hérnia moderada. Iniciar protocolo de pneumoperitônio pré-</p><p>operatório progressivo. Se a espirometria mostrar distúrbio</p><p>ventilatório, iniciar corticoide 5 dias antes da operação.</p><p>Suspender o tabagismo desde já.</p><p>(B) Hérnia grande. Iniciar programa de emagrecimento,</p><p>ponderando inclusive a oportunidade de fazer gastroplastia</p><p>para obesidade mórbida. Manter HbA1C < 8% e suspender</p><p>o tabagismo ao menos 4 semanas antes da operação.</p><p>(C) Hérnia muito grande. Iniciar CPAP noturno ao menos</p><p>quatro semanas antes da operação. Fazer protocolo de</p><p>pneumoperitônio pré-operatório progressivo, além de</p><p>suspender o tabagismo.</p><p>(D) Hérnia moderada. Manter HbA1C < 8% e suspender o</p><p>tabagismo ao menos duas semanas antes da operação.</p><p>Fazer gastroplastia no mesmo ato operatório da correção</p><p>da hérnia incisional.</p><p>QUESTÃO 30</p><p>Durante o seguimento pré-operatório, a paciente precisou ser</p><p>internada no pronto-socorro devido a dor abdominal intensa na</p><p>região da hérnia, febre e vômitos, havia 2 dias. Foi proposta</p><p>cirurgia de urgência, identificando-se necrose isquêmica (sem</p><p>perfuração) de 30 cm de jejuno. Foi feita enterectomia com</p><p>anastomose primária</p><p>jejunojejunal. A paciente, apesar da</p><p>necrose de delgado, ficou estável hemodinamicamente durante</p><p>toda a operação. Qual é a consideração mais apropriada a</p><p>respeito da conduta?</p><p>(A) Fechamento provisório do abdome à Barker, por causa da</p><p>contaminação e para prevenção da síndrome</p><p>compartimental abdominal; reoperação em 48 a 72 horas,</p><p>para revisão (second look) e provável fechamento definitivo</p><p>do abdome, com tela.</p><p>(B) Hernioplastia com fechamento primário da parede</p><p>abdominal, borda a borda, com pontos separados de fio</p><p>inabsorvível, reforçando a parede com tela de polipropileno.</p><p>(C) Fechamento primário da parede abdominal, com incisão</p><p>relaxadora, reforço do fechamento da aponeurose com tela</p><p>de polipropileno e monitorização da PIA (pressão intra-</p><p>abdominal) durante a operação e nos primeiros dias de pós-</p><p>operatório.</p><p>(D) Fechamento da parede abdominal com separação de</p><p>componentes, sem o uso de tela, por causa da necrose</p><p>intestinal, e monitorização da PIA (pressão intra-abdominal)</p><p>durante toda a operação.</p><p>QUESTÃO 31</p><p>Um paciente de 57 anos, sem antecedentes mórbidos relevantes,</p><p>está no primeiro pós-operatório de retossigmoidectomia, por via</p><p>convencional, por tumor obstrutivo de cólon. Foi submetido à</p><p>operação de Hartmann. Recebeu antibioticoterapia profilática na</p><p>indução anestésica. Queixa-se de dor na incisão e tem</p><p>desconforto abdominal difuso. A incisão está com bom aspecto.</p><p>Pulso: 100 bpm, PA: 110 X 70 mmHg, T: 37,7 oC, frequência</p><p>respiratória: 16 irpm, saturação de O2: 96%, em ar ambiente.</p><p>Diagnóstico mais provável e melhor conduta:</p><p>(A) Tromboembolismo pulmonar (TEP). Anticoagulação,</p><p>Doppler de membros inferiores e tomografia de tórax com</p><p>protocolo TEP.</p><p>(B) Pós-operatório dentro do esperado. Analgesia e</p><p>fisioterapia.</p><p>(C) Infecção de ferida operatória. Antibioticoterapia empírica.</p><p>(D) Deiscência de coto retal. Tomografia de abdome.</p><p>QUESTÃO 32</p><p>Um homem de 54 anos está no primeiro pós-operatório de</p><p>hernioplastia à Lichtenstein. A cirurgia não teve intercorrências</p><p>intraoperatórias. Comorbidades: IMC: 40 kg/m2, hipertenso,</p><p>tabagista, diabético não insulino dependente. Pelas</p><p>comorbidades, recebeu uma dose de heparina (5.000 UI) logo ao</p><p>chegar ao leito da enfermaria. Queixa-se de abaulamento</p><p>acentuado na região inguinal operada, com sangramento</p><p>persistente pela ferida operatória, sendo necessárias várias</p><p>trocas de curativo. Conduta mais apropriada:</p><p>(A) Revisão da hemostasia em centro cirúrgico.</p><p>(B) Ácido tranexâmico, protamina e curativo compressivo.</p><p>(C) Drenagem da ferida à beira leito, com dreno de Penrose e</p><p>curativo compressivo.</p><p>(D) Arteriografia, seguida de reabordagem em centro cirúrgico,</p><p>se o sangramento persistir.</p><p>Página 8/24 Residência Médica 2021 - Faculdade de Medicina da USP</p><p>QUESTÃO 33</p><p>Um homem de 25 anos, sem comorbidades, está no segundo</p><p>pós-operatório de laparotomia exploradora por úlcera pré-pilórica</p><p>perfurada. Foi feita sutura da úlcera e drenagem da cavidade,</p><p>sem intercorrências. Queixa-se de dor abdominal difusa (5 em</p><p>escala analógica de 0 a 10) e náuseas. Pulso: 100 bpm,</p><p>PA: 100 X 70 mmHg, T: 36,7 C. A ferida operatória está com</p><p>bom aspecto e o dreno abdominal teve débito de cerca de 210 mL</p><p>de secreção biliosa em 24 horas. Conduta mais adequada:</p><p>(A) Endoscopia digestiva e colocação de prótese.</p><p>(B) Tomografia de abdome com contraste oral.</p><p>(C) Sonda nasogástrica aberta e nutrição parenteral.</p><p>(D) Reoperação.</p><p>QUESTÃO 34</p><p>Um senhor de 69 anos, obeso, foi internado por</p><p>descompensação diabética, com necrose seca de hálux (pé</p><p>diabético), completando duas semanas de internação e</p><p>antibioticoterapia com ciprofloxacina e clindamicina, com boa</p><p>resposta clínica. Faz uso de metformina, omeprazol (por refluxo</p><p>gastroesofágico) e codeína (pela dor no hálux). Volta ao pronto-</p><p>socorro alguns dias após a alta, por quadro de pré-sincope e</p><p>diarreia profusa. Está em regular estado geral, mas bastante</p><p>desidratado. Temperatura: 37,4 C, pulso: 110 bpm, PA:</p><p>100 X 70 mmHg. O abdome está bastante distendido e doloroso,</p><p>ficando dúvida sobre sinais de irritação peritoneal. Não tem sinais</p><p>de infecção na lesão do hálux. Melhor conduta inicial, além de</p><p>jejum oral e hidratação venosa:</p><p>(A) Pesquisa de toxinas de Clostridioides difficile nas fezes.</p><p>Suspensão de omeprazol. Introdução de vancomicina ou</p><p>metronidazole oral.</p><p>(B) Coprocultura e introdução empírica de antibiótico</p><p>carbapenêmico.</p><p>(C) Tomografia computadorizada, antidiarreicos e probióticos.</p><p>(D) Laparotomia exploradora, por provável megacólon tóxico.</p><p>QUESTÃO 35</p><p>Um senhor de 53 anos, etilista de uma garrafa de destilado por</p><p>dia, deu entrada no pronto-socorro com quadro compatível com</p><p>colecistite aguda. Foi submetido a colecistectomia de urgência,</p><p>sem intercorrências. Na unidade de terapia intensiva (UTI), no</p><p>pós-operatório, evoluiu inicialmente sem disfunções orgânicas.</p><p>Cerca de 36 horas após a chegada à UTI, apresentou agitação</p><p>psicomotora, sudorese e taquicardia. Pulso = frequência</p><p>cardíaca: 145 bpm, ritmo sinusal, PA: 170 X 100 mmHg. Teve</p><p>ainda um episódio de crise convulsiva tônico-clônica</p><p>generalizada, com reversão espontânea em 1 minuto.</p><p>Gasometria arterial: pH: 7,50, paO2: 80 mmHg, paCO2: 32 mmHg,</p><p>bicarbonato: 21 mEq/L, BE: -1, SatO2: 96%. Na+: 154 mEq/L,</p><p>dextro: 90 mg/dL. Restante dos exames: normais.</p><p>Qual é o diagnóstico mais provável e a melhor conduta?</p><p>(A) Sepse. Antibioticoterapia de amplo espectro, inicialmente</p><p>empírica.</p><p>(B) Síndrome de abstinência. Diazepam.</p><p>(C) Peritonite. Nova abordagem cirúrgica.</p><p>(D) Delirium hiperativo. Neuroléptico.</p><p>QUESTÃO 36</p><p>Uma paciente de 57 anos, obesa, submetida a correção de hérnia</p><p>incisional gigante com colocação de tela, foi encaminhada à</p><p>unidade de terapia intensiva (UTI) para monitorização pós-</p><p>operatória. Durante o procedimento cirúrgico, a paciente recebeu</p><p>cerca de 6.000 mL de soluções cristaloides. Nas primeiras horas</p><p>após a cirurgia, a paciente evoluiu com abdome tenso, piora do</p><p>padrão respiratório e da complacência pulmonar e anúria.</p><p>Qual é a hipótese diagnóstica mais provável e qual a conduta</p><p>imediata que deve ser tomada?</p><p>(A) Hemorragia pós-operatória. Coleta de hemoglobina e</p><p>coagulograma e fazer tromboelastograma e tomografia de</p><p>abdome e pelve.</p><p>(B) Síndrome compartimental abdominal. Mensuração da</p><p>pressão intravesical e solicitar imediatamente avaliação</p><p>cirúrgica, para fazer peritoniostomia.</p><p>(C) Síndrome compartimental abdominal. Mensuração da</p><p>pressão intravesical, sondagem nasogástrica</p><p>descompressiva, aprofundamento da sedação com</p><p>bloqueio neuromuscular e evitar excesso de fluidos.</p><p>(D) Infecção de sítio cirúrgico. Troca de sondas e cateteres,</p><p>coleta de culturas e administração de antibióticos de amplo</p><p>espectro.</p><p>QUESTÃO 37</p><p>Um paciente 22 anos, vítima de queda de moto após colisão com</p><p>anteparo fixo, encontrado na cena com Glasgow 6, foi submetido</p><p>a intubação orotraqueal pela equipe de atendimento pré-</p><p>hospitalar. Avaliado e reanimado na sala de emergência, foi</p><p>transferido para a unidade de terapia intensiva (UTI). A</p><p>tomografia de crânio mostra edema cerebral difuso. Não foram</p><p>achadas outras alterações relevantes.</p><p>Após 24 horas, o paciente está com Glasgow 3T, com pupilas</p><p>mediofixas, sem sedação. Saturação de O2, com fração inspirada</p><p>de O2 de 100%: 92%, PA: 70 X 30 mmHg, pulso: 145 bpm,</p><p>diurese: 100 mL nas últimas 6 horas, temperatura central:</p><p>34,2 C. Exames laboratoriais: Na+: 154 mEq/L,</p><p>lactato: 39 mg/dL, creatinina: 2,5 mg/dL.</p><p>Quais devem ser as condutas imediatas?</p><p>(A) Notificar a Organização de Procura de Órgãos (OPO) e</p><p>convocar a família para propor cuidados paliativos, visto</p><p>que o paciente não pode ser doador, pelas condições</p><p>clínicas.</p><p>(B) Iniciar a primeira prova de morte encefálica com uso de</p><p>pressão positiva, para evitar hipóxia grave durante a prova.</p><p>(C) Passar sonda nasoenteral, aumentar o aporte de água livre,</p><p>coletar hemocultura, cultura de</p><p>secreção traqueal e</p><p>urocultura e iniciar antibioticoterapia de amplo espectro.</p><p>(D) Expansão volêmica, passagem de cateter venoso central e</p><p>uso de vasopressores para manter pressão arterial média</p><p>(PAM) > 65 mmHg.</p><p>QUESTÃO 38</p><p>Em qual das situações a seguir está contraindicada a abordagem</p><p>cirúrgica laparoscópica?</p><p>(A) Paciente com lesão cerebral traumática com abertura</p><p>ocular apenas ao estímulo de pressão e sem resposta</p><p>verbal.</p><p>(B) Terceiro trimestre da gestação.</p><p>(C) Paciente cardiopata que já fez revascularização do</p><p>miocárdio.</p><p>(D) Abdome agudo com peritonite difusa.</p><p>Residência Médica 2021 - Faculdade de Medicina da USP Página 9/24</p><p>QUESTÃO 39</p><p>Um paciente 45 anos, sem comorbidades, foi vítima de queda de</p><p>moto, sofrendo fratura fechada da diáfise do fêmur direito. Na</p><p>avaliação inicial, não foram achadas outras lesões significativas.</p><p>Cerca de 24 horas após o trauma, enquanto aguardava o</p><p>procedimento cirúrgico ortopédico definitivo, evoluiu com</p><p>rebaixamento do nível de consciência, hipoxemia e petéquias em</p><p>região torácica alta.</p><p>Qual é a principal hipótese diagnóstica e qual deve ser a conduta,</p><p>além de suporte ventilatório e clínico?</p><p>(A) Embolia gordurosa. Postergar a fixação da fratura até</p><p>normalização das condições clínicas.</p><p>(B) Lesão cerebral traumática grave e contusão pulmonar.</p><p>Medidas clínicas para hipertensão intracraniana e</p><p>avaliação neurocirúrgica de urgência.</p><p>(C) Embolia gordurosa. Fixação da fratura de fêmur logo que</p><p>possível.</p><p>(D) Lesão cerebral traumática grave e contusão pulmonar.</p><p>“Pulso” de corticosteroides.</p><p>QUESTÃO 40</p><p>Um homem de 33 anos, vítima de colisão automobilística, sofreu</p><p>traumatismo craniencefálico moderado e trauma de tórax e</p><p>abdome. Teve necessidade de esplenectomia, devido a lesão</p><p>grave de baço. Foi extubado no segundo pós-operatório,</p><p>mantendo-se em Glasgow 12 desde então. No quinto dia pós-</p><p>trauma, passa a apresentar febre (38,2 C) e leucocitose. No dia</p><p>seguinte, encontra-se no seguinte estado: Glasgow: 9, frequência</p><p>respiratória: 40 incursões por minuto, com uso de musculatura</p><p>acessória, saturação de O2, com máscara de oxigênio não</p><p>reinalante: 87%, pressão arterial: 60 x 40 mmHg, frequência</p><p>cardíaca: 145 batimentos por minuto, tempo de enchimento</p><p>capilar: 4 segundos. O laboratório revela leucocitose, aumento</p><p>acentuado do lactato sérico e disfunção renal aguda (depuração</p><p>de creatinina estimada: 20 mL/minuto).</p><p>Quais são as condutas imediatas mais apropriadas, além de</p><p>expansão volêmica?</p><p>(A) Intubação traqueal, dobutamina, se necessária para</p><p>estabilização hemodinâmica, angiotomografia com</p><p>protocolo para embolia pulmonar e início imediato de</p><p>anticoagulação plena com heparina de baixo peso</p><p>molecular.</p><p>(B) Intubação traqueal, noradrenalina, se necessária para</p><p>estabilização hemodinâmica, coleta de culturas, radiografia</p><p>de tórax e início imediato de antibioticoterapia de amplo</p><p>espectro.</p><p>(C) Ventilação não invasiva, dobutamina, se necessária para</p><p>estabilização hemodinâmica, coleta de culturas, radiografia</p><p>de tórax e início imediato de antibioticoterapia de amplo</p><p>espectro.</p><p>(D) Ventilação não invasiva, noradrenalina, se necessária para</p><p>estabilização hemodinâmica, angiotomografia com</p><p>protocolo para embolia pulmonar e início imediato de</p><p>anticoagulação plena com heparina de baixo peso</p><p>molecular.</p><p>QUESTÃO 41</p><p>Uma senhora de 59 anos foi operada eletivamente por neoplasia</p><p>de sigmoide. No sétimo pós-operatório, foi diagnosticada</p><p>deiscência da anastomose colorretal, pela saída de conteúdo</p><p>entérico pelo dreno abdominal. A paciente foi prontamente</p><p>reoperada. Após a reintervenção cirúrgica, a paciente teve infarto</p><p>do miocárdio e evoluiu de maneira crítica, estando agora em</p><p>ventilação mecânica e em uso de drogas vasoativas. Apesar da</p><p>correta identificação e tratamento da deiscência, a filha, que é a</p><p>responsável pela paciente, suspeita de erro médico, exigindo</p><p>acesso pleno ao prontuário de sua mãe e solicitando a cópia</p><p>integral do mesmo. Qual é a alternativa correta, a respeito desta</p><p>solicitação?</p><p>(A) O prontuário deve ser enviado para revisão pelo comitê de</p><p>ética do hospital e, só depois, a filha poderá ter acesso a</p><p>ele.</p><p>(B) Deve ser permitido o acesso ao prontuário apenas</p><p>mediante procuração legal.</p><p>(C) Apenas após a recuperação ou o óbito da mãe é que a filha</p><p>poderá ter acesso ao prontuário dela, por causa do sigilo</p><p>médico.</p><p>(D) Deve ser providenciado prontamente o acesso integral ao</p><p>prontuário da paciente.</p><p>QUESTÃO 42</p><p>Durante o preparo pré-operatório para operação de gastroplastia,</p><p>um paciente de 45 anos com IMC = 42,5 kg/m2, informa que é</p><p>testemunha de Jeová e apresenta um parecer jurídico que o</p><p>protege contra transfusão sanguínea compulsória. Qual é a</p><p>alternativa correta, a respeito da condução do caso?</p><p>(A) O médico pode opor-se a operar este paciente, bastando</p><p>referenciá-lo para outro médico da rede de atendimento.</p><p>(B) Como o paciente já apresenta parecer jurídico, o médico é</p><p>obrigado a fazer a cirurgia sem utilizar transfusão</p><p>sanguínea.</p><p>(C) O médico deve operar o paciente e fazer transfusão</p><p>sanguínea, se for pertinente, independentemente de</p><p>qualquer parecer jurídico.</p><p>(D) O caso deve ser encaminhado para o comitê de ética</p><p>médica do hospital, que decidirá sobre o que fazer.</p><p>QUESTÃO 43</p><p>Vítima de ferimento por arma de fogo em hipocôndrio direito, um</p><p>paciente de 30 anos deu entrada no pronto-socorro estável</p><p>hemodinamicamente. A tomografia de abdome mostrou</p><p>ferimento hepático, nos segmentos 6 e 7, com líquido ao redor do</p><p>fígado. Optou-se por realizar videolaparoscopia. Foi achado</p><p>apenas sangue ao redor do fígado. Os ferimentos foram</p><p>visualizados, não havendo sangramento nem saída de bile.</p><p>Optou-se por aspirar todo o sangue. No quinto dia pós-</p><p>laparoscopia, o paciente, que aparentemente vinha evoluído</p><p>bem, embora com aceitação alimentar ainda ruim, apresentou</p><p>dor e distensão abdominal, além de febre e icterícia.</p><p>Qual é a melhor conduta, neste momento?</p><p>(A) Laparotomia exploradora.</p><p>(B) Nova videolaparoscopia.</p><p>(C) Pesquisa de foco infeccioso (culturas e radiografia) e</p><p>observação clínica.</p><p>(D) Tomografia de abdome e pelve.</p><p>Página 10/24 Residência Médica 2021 - Faculdade de Medicina da USP</p><p>QUESTÃO 44</p><p>Atropelada por ônibus, uma menina de 12 anos é transportada</p><p>de helicóptero para o pronto-socorro. Atendimento realizado na</p><p>cena: imobilização com colar cervical e prancha rígida, intubação</p><p>traqueal, ventilação mecânica, acesso venoso em membro</p><p>superior direito e administração de soro fisiológico. Saturação de</p><p>O2: 85%, frequência cardíaca: 140 bpm. Ao dar entrada na sala</p><p>de emergência, a criança continuava com saturação em torno de</p><p>83%, apesar de FiO2 de 100%, e com frequência cardíaca de</p><p>120 bpm. No exame clínico do tórax, nota-se ausência de</p><p>murmúrio vesicular do lado esquerdo. Qual é a principal suspeita</p><p>clínica e qual deve ser a primeira medida terapêutica?</p><p>(A) Pneumotórax hipertensivo. Drenagem torácica no quinto</p><p>espaço intercostal esquerdo, na linha axilar média.</p><p>(B) Atelectasia por intubação seletiva. Reposicionamento do</p><p>tubo traqueal.</p><p>(C) Pneumotórax hipertensivo. Punção torácica no segundo</p><p>espaço intercostal esquerdo, na linha hemiclavicular.</p><p>(D) Pneumotórax simples. Radiografia de tórax na sala de</p><p>emergência, seguida de drenagem de tórax.</p><p>QUESTÃO 45</p><p>Uma senhora de 69 anos, tem quadro de dor localizada em</p><p>hipocôndrio direito, acompanhada de anorexia e náuseas. O</p><p>exame de ultrassonografia mostra vesícula biliar com cálculos.</p><p>Foi submetida a colecistectomia videolaparoscópica, que não</p><p>teve intercorrências. Saiu de alta após 48 horas. O exame</p><p>anatomopatológico da vesícula biliar mostrou adenocarcinoma</p><p>localizado no fundo da vesícula, com invasão até a lâmina própria</p><p>(estadiamento: pT1a). Qual é a melhor conduta, agora?</p><p>(A) Nova operação para ressecção do leito vesicular.</p><p>(B) Reoperação para ressecção hepática central, associada</p><p>a</p><p>limpeza ganglionar (linfadenectomia).</p><p>(C) Acompanhamento ambulatorial, pois a colecistectomia é</p><p>considerada curativa em mais de 80% desses casos.</p><p>(D) Quimioterapia com 5-fluorouracil (5-FU), combinado a</p><p>doxorrubicina.</p><p>QUESTÃO 46</p><p>Um rapaz de 23 anos foi vítima de ferimento por projétil de arma</p><p>de fogo, com entrada no hemitórax esquerdo, na zona perigosa</p><p>de Ziedler. Chega à sala de emergência agitado, com hálito</p><p>etílico, taquipneico e descorado. Pressão arterial: 60 x 40 mmHg,</p><p>pulso: 140 batimentos por minuto. Nota-se estase jugular bilateral</p><p>e não há desvio de traqueia. À ausculta pulmonar, o murmúrio</p><p>vesicular está diminuído à esquerda, embora sem</p><p>hipertimpanismo, e normal à direita. Não tem dor abdominal à</p><p>palpação. Subitamente, o paciente apresenta parada cardíaca e</p><p>é intubado com sucesso. Qual o diagnóstico mais provável e a</p><p>próxima conduta?</p><p>(A) Tamponamento cardíaco. Toracotomia anterolateral</p><p>esquerda.</p><p>(B) Pneumotórax hipertensivo esquerdo. Drenagem torácica.</p><p>(C) Choque hipovolêmico. Sangue tipo O Rh negativo e</p><p>massagem cardíaca externa.</p><p>(D) Hemotórax maciço. Drenagem torácica.</p><p>QUESTÃO 47</p><p>Uma mulher de 69 anos, hipertensa e diabética, tem história de</p><p>dor abdominal localizada em região de flanco e fossa ilíaca</p><p>esquerda, associada a febre de 38 °C e calafrios, há 5 dias.</p><p>Pulso: 110 bpm, rítmico; PA: 120 X 80 mmHg. O abdome é</p><p>doloroso na região da fossa ilíaca esquerda, com sinais de</p><p>peritonismo no quadrante inferior esquerdo. O exame</p><p>tomográfico mostra diverticulite aguda, tipo Hinchey II, com</p><p>abscesso de 6,0 cm x 6,0 cm x 4,0 cm, localizado na região do</p><p>cólon sigmoide. Qual é a melhor conduta, em condições ideais,</p><p>além de cuidados dietéticos e antibioticoterapia?</p><p>(A) Hidratação intravenosa e controle clínico, internada.</p><p>(B) Laparotomia exploradora com ressecção cólica,</p><p>anastomose primária em dois planos e drenagem da</p><p>cavidade abdominal.</p><p>(C) Laparotomia exploradora, com ressecção do segmento</p><p>cólico acometido e cirurgia de Hartmann.</p><p>(D) Drenagem percutânea do abscesso, guiada por radiologia</p><p>intervencionista.</p><p>QUESTÃO 48</p><p>Uma criança de 8 anos, vítima de atropelamento, chega ao</p><p>pronto-socorro, trazida pelo Resgate, lúcida, orientada (Glasgow</p><p>15), taquipneica, com pressão arterial 90 X 50 mmHg e</p><p>frequência cardíaca de 120 bpm. Tem trauma grave no membro</p><p>inferior direito, com extensa lesão de partes moles. Tem</p><p>torniquete na coxa, aplicado pelo socorrista há 20 minutos.</p><p>Queixa-se dor abdominal, tendo descompressão brusca (DB) +.</p><p>Os RHA estão +. O FAST é negativo. Qual é a melhor conduta</p><p>para o quadro abdominal desta criança?</p><p>(A) Angiotomografia de abdome.</p><p>(B) Laparotomia ou laparoscopia.</p><p>(C) Observação e repetição do FAST.</p><p>(D) Reavaliação após conduta ortopédica.</p><p>QUESTÃO 49</p><p>Você é chamado para avaliar um paciente de 30 anos internado</p><p>na UTI de Queimados com cerca de 60 % de área corpórea</p><p>queimada (predominantemente segundo grau). O trauma ocorreu</p><p>há 48 horas e o paciente já recebeu reposição de volume intensa.</p><p>Está sedado e curarizado, em ventilação mecânica. Chocado</p><p>logo após o trauma, chegou a apresentar melhora inicial, mas</p><p>agora vem apresentando piora na função renal e ventilatória.</p><p>Está em anasarca. Diversas medidas da pressão intravesical têm</p><p>mostrado valores entre 30 e 35 cm de água.</p><p>Qual deve ser a conduta?</p><p>(A) Tomografia de abdome para avaliação de provável lesão</p><p>despercebida.</p><p>(B) Enteroclisma gota a gota, dieta enteral precoce e troca de</p><p>antibióticos.</p><p>(C) Laparotomia com peritoniostomia.</p><p>(D) Melhora da reposição volêmica, com albumina ou plasma</p><p>fresco congelado.</p><p>QUESTÃO 50</p><p>Qual das alterações a seguir é observada durante a</p><p>laparoscopia?</p><p>(A) Aumento da pressão endotraqueal.</p><p>(B) Aumento da complacência pulmonar.</p><p>(C) Aumento do fluxo sanguíneo portal.</p><p>(D) Aumento do fluxo sanguíneo renal.</p><p>Residência Médica 2021 - Faculdade de Medicina da USP Página 11/24</p><p>QUESTÃO 51</p><p>Mulher de 65 anos vem com história de fraqueza há dois meses.</p><p>Refere temperatura de 37,5°C no período e emagrecimento de</p><p>3 kg (60 kg para 57 kg) apesar de se alimentar bem. Refere</p><p>insônia e desatenção. Nega medicações em uso. Exame clínico:</p><p>BEG, corada, hidratada, eupneica. PA = 140x70 mmHg, sem</p><p>hipotensão postural, P= 110 bpm. Restante normal. Traz exames:</p><p>hemograma, glicemia, creatinina e potássio normais.</p><p>A medicação mais adequada para o tratamento desta paciente é:</p><p>(A) Prednisona.</p><p>(B) Mirtazapina.</p><p>(C) Ceftriaxona.</p><p>(D) Metimazol.</p><p>QUESTÃO 52</p><p>Homem de 20 anos, com antecedente de bronquite na infância</p><p>que melhorou na pré-adolescência, apresenta crises de tosse</p><p>seca e aperto no peito há três meses. Em uma das crises,</p><p>procurou Pronto-Socorro, onde recebeu inalações, com melhora.</p><p>Tem tido sintomas diurnos aproximadamente uma vez por</p><p>semana. A espirometria mostra CVF=91%,</p><p>VEF1=82%,VEF1/CVF = 0,74, com resposta significativa após a</p><p>administração de broncodilatador.</p><p>A conduta mais adequada é:</p><p>(A) Budesonida+formoterol 400/12 mcg duas vezes ao dia e</p><p>salbutamol 200 mcg nas crises.</p><p>(B) Budesonida 200 mcg duas vezes ao dia e</p><p>salbutamol 200 mcg nas crises.</p><p>(C) Budesonida+formoterol 400/12 mcg nas crises.</p><p>(D) Budesonida+formoterol 200/6 mcg duas vezes ao dia e</p><p>salbutamol 200 mcg nas crises.</p><p>QUESTÃO 53</p><p>Mulher de 38 anos é internada para investigação de febre alta,</p><p>com um a dois picos diários, há três meses. Refere rash</p><p>maculopapular pruriginoso acometendo predominantemente o</p><p>tronco, que surge apenas durante a febre e some completamente</p><p>com a resolução da mesma. Exames com anemia de doença</p><p>crônica, leucocitose com neutrofilia, plaquetose, aumento de</p><p>provas de atividade inflamatória e elevação do complemento</p><p>sérico e da ferritina. Sedimento urinário normal e ecocardiograma</p><p>transtorácico, com boa janela, normal.</p><p>O tratamento mais adequado, baseado na principal hipótese</p><p>diagnóstica, é:</p><p>(A) Anti-inflamatório não hormonal.</p><p>(B) Pulsoterapia de ciclofosfamida.</p><p>(C) Pulsoterapia de corticoide.</p><p>(D) Antibioticoterapia.</p><p>QUESTÃO 54</p><p>Homem de 25 anos apresenta hipertensão arterial. Na</p><p>investigação encontra-se relação aldosterona / atividade de</p><p>renina bastante elevada e nódulo de 6 cm em adrenal esquerda.</p><p>Os exames mostrarão com maior probabilidade:</p><p>(A) Hipercalemia, acidemia e hipoglicemia.</p><p>(B) Hipocalemia, alcalemia e hiperglicemia.</p><p>(C) Hipocalemia, acidemia e hiperglicemia.</p><p>(D) Hipercalemia, alcalemia e hipoglicemia.</p><p>QUESTÃO 55</p><p>Homem de 55 anos, com diagnóstico de miocardiopatia</p><p>chagásica, com quadro de dispneia progressiva aos esforços,</p><p>que piorou há três dias. Exame clínico: regular estado geral,</p><p>corado, FC = 102 bpm, rítmico, PA = 142X70 mmHg. Bulhas</p><p>rítmicas e normofonéticas, B3+ e sopro sistólico 3+/6+,</p><p>regurgitativo, em área mitral. Murmúrio vesicular presente, com</p><p>estertores finos em 2/3 inferiores, bilateralmente. Edema em</p><p>membros inferiores 2+/4+.</p><p>A conduta mais adequada é:</p><p>(A) Furosemida IV e carvedilol VO.</p><p>(B) Dobutamina IV e captopril VO.</p><p>(C) Dobutamina IV e carvedilol VO.</p><p>(D) Furosemida IV e captopril VO.</p><p>QUESTÃO 56</p><p>Mulher de 40 anos vem com queixa de diarreia há dois meses.</p><p>São três episódios/dia de fezes líquidas, sem muco ou sangue.</p><p>Nega febre e teve redução de 65 para 63 Kg no período. Nega</p><p>mudança do padrão de alimentação. Refere estar mais ansiosa</p><p>devido à pandemia. Seu exame clínico é normal. Exames: anti-</p><p>transglutaminase IgG normal (IgA não realizada), teste de</p><p>tolerância à lactose sérica em jejum e de 30 em 30 minutos:</p><p>85 mg/dL, 90 mg/dL, 95 mg/dL, 95 mg/dL, calprotectina nas fezes</p><p>diminuída, protoparasitológico de fezes com Endolimax nana,</p><p>lipase sérica normal.</p><p>A conduta mais adequada é prescrever:</p><p>(A) Amitriptilina.</p><p>(B) Ivermectina.</p><p>(C) Lactase.</p><p>(D) Pancreatina.</p><p>QUESTÃO 57</p><p>Mulher de 75 anos em avaliação pré-operatória de histerectomia</p><p>total abdominal com linfadenectomia pélvica por adenocarcinoma</p><p>de endométrio</p><p>estágio T2N0M0. Refere episódios de</p><p>precordialgia atípica relacionada a episódios de estresse, mas</p><p>não aos esforços. Nega dispneia. Antecedentes: dislipidemia e</p><p>diabetes mellitus há 20 anos, infarto do miocárdio há oito anos,</p><p>com angioplastia primária e colocação de stent não</p><p>farmacológico e episódio de ataque isquêmico transitório há</p><p>quatro anos. Está em uso de metformina, insulina NPH 10U à</p><p>noite, amlodipino, atenolol, AAS, ciprofibrato e atorvastatina.</p><p>Exame clínico: PA = 134x88 mmHg, FC = 88 bpm,</p><p>IMC=34 kg/m², sem sopros carotídeos, sem estase jugular.</p><p>Restante do exame também sem alterações. Exames pré-</p><p>operatórios: ECG = ritmo sinusal e inversão de onda T em parede</p><p>inferior, radiografia de tórax, hemograma, função renal,</p><p>coagulograma e eletrólitos normais. Cintilografia de perfusão</p><p>miocárdica realizada há quatro anos = Gated 68%, hipocaptação</p><p>persistente em segmento septal de parede inferior.</p><p>Com relação à avaliação cardiológica adicional para essa</p><p>paciente dever-se-ia:</p><p>(A) Proceder à cirurgia sem investigação adicional.</p><p>(B) Solicitar nova cintilografia de perfusão miocárdica.</p><p>(C) Solicitar ecocardiograma transtorácico.</p><p>(D) Solicitar angiografia de coronárias.</p><p>Página 12/24 Residência Médica 2021 - Faculdade de Medicina da USP</p><p>QUESTÃO 58</p><p>Homem de 82 anos compareceu à consulta com queixa de perda</p><p>de memória, que é pior durante o período da noite. Tem oito anos</p><p>de escolaridade. Sua esposa relatou que ele se aposentou há um</p><p>mês e, desde então, mudou sua personalidade habitual</p><p>extrovertida. Ele nega qualquer histórico de depressão. O escore</p><p>no Mini Exame do Estado Mental (MEEM) foi de 25/30. Durante</p><p>a realização do MEEM, ele reclamou várias vezes da perda de</p><p>memória e respondeu “não sei” para várias perguntas do teste.</p><p>A característica abaixo que sugere mais fortemente um</p><p>diagnóstico de depressão em vez de demência é:</p><p>(A) Mudança da personalidade habitual do indivíduo.</p><p>(B) Respostas frequentes “não sei” durante o teste cognitivo.</p><p>(C) Paciente conseguir perceber a perda de memória.</p><p>(D) Os sintomas serem piores durante a noite.</p><p>QUESTÃO 59</p><p>Mulher de 32 anos vem com queixas de placas eritematosas</p><p>pruriginosas e fugazes há 12 semanas. Inicialmente apresentava</p><p>edema em lábios, cerca de duas vezes na semana. Após</p><p>procurar o Pronto-Socorro em várias ocasiões, onde era</p><p>medicada com anti-histamínicos e corticosteroides sistêmicos,</p><p>vem se automedicando com prednisona 40 mg ao dia há quatro</p><p>semanas e permanece assintomática desde então. Não identifica</p><p>causas desencadeantes. Não suspendeu o tratamento com</p><p>receio de retorno dos sintomas.</p><p>Além de suspender a prednisona gradualmente, a conduta mais</p><p>adequada é:</p><p>(A) Omalizumab.</p><p>(B) Loratadina.</p><p>(C) Montelucaste.</p><p>(D) Observação clínica.</p><p>QUESTÃO 60</p><p>Funcionária da limpeza de um hospital, ao torcer o esfregão,</p><p>acidenta-se com agulha que se encontrava de permeio. Vem hoje</p><p>para avaliação médica, quatro dias após o acidente. Não se sabe</p><p>se a agulha do acidente havia sido usada em algum paciente.</p><p>A profilaxia pós-exposição de HIV nesta paciente:</p><p>(A) Deve ser iniciada imediatamente e mantida por um mês.</p><p>(B) Deve ser considerada após resultado de sorologia</p><p>negativa.</p><p>(C) Deve ser iniciada imediatamente e reavaliada após</p><p>resultado de sorologia.</p><p>(D) Não é recomendada.</p><p>QUESTÃO 61</p><p>Homem de 51 anos com cirrose hepática alcoólica foi submetido</p><p>à endoscopia digestiva alta, que revelou duas varizes esofágicas</p><p>de médio e uma de grosso calibre, com red spots e sinais de</p><p>sangramento recente. Foi realizada ligadura elástica e evoluiu</p><p>com melhora clínica e laboratorial. Na alta, apresentava</p><p>PA = 100x70 mmHg e FC = 64 bpm.</p><p>Com relação à profilaxia secundária de hemorragia digestiva,</p><p>este paciente provavelmente se beneficiará de:</p><p>(A) Ligadura elástica e propranolol.</p><p>(B) Ligadura elástica e carvedilol.</p><p>(C) Propranolol.</p><p>(D) Carvedilol.</p><p>QUESTÃO 62</p><p>Mulher de 32 anos, sem queixas ou história de doença</p><p>tireoidiana. Realizou exame ultrassonográfico, solicitado pelo</p><p>ginecologista, que revelou a presença de um nódulo sólido,</p><p>hipoecoico, de contornos irregulares, com pontos</p><p>hiperecogênicos sugestivos de microcalcificações, medindo</p><p>1,4 x 0,8 x 1,2 cm, localizado na transição do lobo direito com o</p><p>istmo. Também foi descrita a presença de um linfonodo de</p><p>aspecto reacional, com hilo hiperecogênico central, medindo</p><p>1,1 x 0,5 x 1,8 cm, localizado na cadeia cervical direita, nível 3.</p><p>Os exames de função tireoidiana mostraram TSH = 1,2 UI/mL, T4</p><p>livre = 1,2 ng/dL e anticorpos anti-tireoidianos negativos.</p><p>A conduta mais apropriada para este caso é:</p><p>(A) Observação com ultrassonografia cervical em seis meses.</p><p>(B) Cintilografia da tireoide.</p><p>(C) Punção aspirativa por agulha fina do nódulo da tireoide.</p><p>(D) Punção aspirativa por agulha fina do linfonodo cervical.</p><p>QUESTÃO 63</p><p>Homem de 19 anos, com diagnóstico de anemia falciforme, foi ao</p><p>Pronto-Socorro por quadro de crise álgica. À ocasião,</p><p>apresentava hemoglobina = 6,2 g/dL, DHL = 450 U/L e</p><p>reticulócitos = 8%. Foi solicitada transfusão de um concentrado</p><p>de hemácias. A pesquisa de anticorpos irregulares (PAI) foi</p><p>positiva, com identificação de anti-C. Foi selecionada e</p><p>transfundida uma unidade fenótipo compatível. Seis dias após a</p><p>transfusão, o paciente retorna com quadro de febre e dor óssea.</p><p>Exames atuais: hemoglobina = 4,2 g/dL, reticulócitos = 3,5%,</p><p>DHL = 1.200 U/L, teste da antiglobulina direto (TAD) negativo e</p><p>PAI positivo, com anti-C. O tratamento mais adequado para este</p><p>paciente é:</p><p>(A) Tratamento de suporte e suspensão das transfusões.</p><p>(B) Novas transfusões com unidades compatíveis.</p><p>(C) Novas transfusões com unidades recentes e</p><p>leucodepletadas.</p><p>(D) Imunoglobulina intravenosa e suspensão das transfusões.</p><p>QUESTÃO 64</p><p>Mulher de 42 anos em avaliação pré-operatória para</p><p>mastectomia total com esvaziamento axilar por neoplasia de</p><p>mama estágio T2N1M0. Sedentária. Nega dispneia ou</p><p>precordialgia. Refere episódios de broncoespasmo</p><p>especialmente à noite, em torno de duas a três vezes por</p><p>semana, e episódios de chiado diurno quase diários.</p><p>Antecedentes: asma brônquica em uso beclometasona 250 mcg</p><p>12/12h e salbutamol de demanda (usa diariamente). Nega</p><p>tabagismo e etilismo. Exame clínico: PA = 110x72 mmHg,</p><p>FC = 92 bpm, IMC = 35 kg/m², presença de sibilos esparsos</p><p>bilateralmente. Restante do exame sem alterações. ECG e</p><p>radiografia de tórax sem alterações.</p><p>Com relação ao manejo perioperatório desta paciente, deve-se:</p><p>(A) Associar beta-2 agonista de longa duração; iniciar</p><p>hidrocortisona no intra-operatório e manter por três dias</p><p>após a cirurgia.</p><p>(B) Associar beta-2 agonista de longa duração; iniciar</p><p>prednisona três dias antes e manter por três dias após a</p><p>cirurgia.</p><p>(C) Trocar beclometasona por budesonida; solicitar prova de</p><p>função pulmonar.</p><p>(D) Trocar beclometasona por budesonida; solicitar gasometria</p><p>arterial em ar ambiente.</p><p>Residência Médica 2021 - Faculdade de Medicina da USP Página 13/24</p><p>QUESTÃO 65</p><p>Homem de 52 anos é admitido na UTI com suspeita de</p><p>COVID- 19. Por dois dias, fez uso de ceftriaxone, azitromicina,</p><p>metilprednisolona 2 mg/Kg e enoxaparina 1 mg/kg 12/12 h em</p><p>hospital de campanha, onde evoluiu com piora clínica, foi</p><p>intubado e encaminhado a uma UTI. Exame clínico: T = 38,2°C,</p><p>FC = 82 bpm, FR = 30 ipm, PA = 112x78 mmHg. RASS = -5, em</p><p>uso de fentanil e midazolam, relação PaO2/FIO2 = 120, em</p><p>ventilação mecânica controlada, sem drogas vasoativas.</p><p>Secreção traqueal hialina à aspiração. Exame de PCR para</p><p>SARS-CoV-2 positivo em secreção traqueal. Radiografia de</p><p>tórax: infiltrado intersticial bilateral. Exames laboratoriais:</p><p>creatinina = 1,1 mg/dL, ureia = 56 mg/dL, leucócitos = 2.500/mm3,</p><p>linfócitos = 850/mm3, plaquetas = 222.000/mm3,</p><p>D- dímero = 5.800 mcg/L.</p><p>Além de dexametasona, a prescrição deste paciente deve conter:</p><p>(A) Enoxaparina profilática.</p><p>(B) Enoxaparina profilática e azitromicina.</p><p>(C) Enoxaparina terapêutica e azitromicina.</p><p>(D) Enoxaparina terapêutica.</p><p>QUESTÃO 66</p><p>Mulher de 25 anos vem ao Pronto-Socorro por quadro de febre</p><p>esporádica há uma semana, associada a dores articulares e</p><p>rigidez matinal que dura uma hora e meia. A paciente negou</p><p>corrimento vaginal e referiu atividade sexual com parceiro único</p><p>há três meses. Exame clínico: tenossinovite no dorso do pé</p><p>direito e da mão esquerda (tendões extensores dos dedos),</p><p>poliartrite de metacarpofalangeanas e interfalangeanas</p><p>proximais de ambas as mãos e duas pequenas lesões pustulosas</p><p>na mão direita. Restante do exame clínico normal.</p><p>O tratamento mais adequado para a principal hipótese</p><p>diagnóstica desta paciente é:</p><p>(A) Hidroxicloroquina.</p><p>(B) Ceftriaxone.</p><p>(C) Prednisona.</p><p>(D) Metotrexate.</p><p>QUESTÃO 67</p><p>Foram avaliados pacientes que apresentaram hematúria</p><p>macroscópica acompanhando infecções de vias aéreas</p><p>superiores (hematúria sinfaringítica). Parte destes indivíduos</p><p>evoluiu para síndrome nefrótica ou glomerulonefrite rapidamente</p><p>progressiva.</p><p>O diagnóstico mais provável é:</p><p>(A) Amiloidose renal.</p><p>(B) Glomerulonefrite difusa aguda pós-estreptocócica.</p><p>(C) Glomerulonefrite membrano-proliferativa.</p><p>(D) Nefropatia por IgA.</p><p>QUESTÃO 68</p><p>A saturação de oxigênio de um homem de 45 anos é de 97% e a</p><p>frequência cardíaca é de 80. Ao andar 50 m rapidamente, sua</p><p>frequência cardíaca eleva-se para 100 e a saturação cai para</p><p>84%. É mais provável que ele tenha:</p><p>(A) Doença pulmonar obstrutiva crônica.</p><p>(B) Asma grave.</p><p>(C) Pneumonia intersticial.</p><p>(D) Insuficiência cardíaca congestiva.</p><p>QUESTÃO 69</p><p>Homem de 87 anos vem ao Pronto-Socorro com síndrome</p><p>consumptiva há cinco meses e dores difusas pelo corpo. Toque</p><p>retal: próstata de consistência pétrea. Paciente emagrecido,</p><p>restrito ao leito, ECOG 3. Tomografias de tórax e abdome:</p><p>linfonodomegalias abdominais e pélvicas, além de múltiplas</p><p>lesões ósseas disseminadas em ossos da pelve e coluna torácica</p><p>e lombar. Biópsia prostática: adenocarcinoma escore 9 (5 + 4) de</p><p>Gleason, ISUP 5. PSA sérico de 1920 ng/mL (normal até</p><p>4 ng/mL). Mantém dores intensas apesar de analgesia otimizada.</p><p>Neste momento, o tratamento mais adequado é:</p><p>(A) Sedação paliativa.</p><p>(B) Radioterapia das lesões ósseas.</p><p>(C) Quimioterapia citotóxica sistêmica.</p><p>(D) Hormonioterapia com antagonista de LHRH.</p><p>ATENÇÃO: O caso seguinte se refere às questões 70 e 71:</p><p>Mulher de 48 anos é admitida na UTI com quadro de cefaleia</p><p>intensa, vômitos e hemiplegia direita com afasia global.</p><p>Tomografia de crânio: sangramento núcleo-capsular esquerdo.</p><p>Antecedentes: hipertensão arterial de difícil controle, dislipidemia.</p><p>Exame clínico: PA = 180 x 110 mmHg, FC = 92 bpm, FR = 18 ipm,</p><p>T = 36,8°C; SpO2 = 94%, glicemia capilar = 155 mg/dL. Escala de</p><p>Glasgow = 11 (AO = 4; MRM = 6; MRV = 1), hemiplegia direita.</p><p>Restante do exame clínico normal.</p><p>QUESTÃO 70</p><p>O manejo mais adequado da pressão arterial sistólica deve ser</p><p>feito com:</p><p>(A) Esmolol para manter < 180 mmHg.</p><p>(B) Nitroprussiato de sódio para manter 110 – 140 mmHg.</p><p>(C) Nitroprussiato de sódio para manter 140 – 160 mmHg.</p><p>(D) Esmolol para manter < 220 mmHg.</p><p>QUESTÃO 71</p><p>A paciente evoluiu com necessidade de intubação orotraqueal e</p><p>tratamento cirúrgico. Após 72 horas, em ventilação mecânica</p><p>controlada e realizando medidas de primeira linha para</p><p>hipertensão intracraniana (PIC = 28 mmHg), apresentava</p><p>sódio = 128 mEq/L (queda de 4 – 5 mEq/L/dia). Balanço hídrico</p><p>acumulado = + 2L. Diurese nas últimas 24h = 1.200 mL.</p><p>Osmolaridade urinária = 800 mOsm/L.</p><p>A conduta mais adequada neste momento é:</p><p>(A) NaCl 20% 40 mL em bolus e NaCl 0,9% em 24 horas.</p><p>(B) NaCl 3% 150 mL em bolus e NaCl 3% em 24 horas.</p><p>(C) NaCl 3% em 24 horas.</p><p>(D) NaCl 0,9% em 24 horas.</p><p>QUESTÃO 72</p><p>Homem de 35 anos apresenta fraqueza, febre, mialgia, artralgia,</p><p>livedo reticular, nódulos subcutâneos, úlceras digitais,</p><p>mononeurite multiplex, claudicação intestinal e insuficiência</p><p>cardíaca. Tomografia não mostra alterações pulmonares. Tem</p><p>sorologia positiva para vírus B da hepatite. O diagnóstico mais</p><p>provável é:</p><p>(A) Poliarterite nodosa.</p><p>(B) Doença de Behçet.</p><p>(C) Granulomatose de Wegener.</p><p>(D) Doença de Churg – Strauss.</p><p>Página 14/24 Residência Médica 2021 - Faculdade de Medicina da USP</p><p>QUESTÃO 73</p><p>Homem de 25 anos com sarcoma alveolar de partes moles em</p><p>coxa esquerda há três anos, vem com piora do controle álgico</p><p>nas últimas semanas. Refere dor de intensidade 8/10 na maior</p><p>parte do tempo, com irradiação para terço distal de membro. Há</p><p>uma semana foi aumentada a dose do opioide em 50% com</p><p>melhora parcial (intensidade 5/10), mas com piora da náusea.</p><p>Está em uso de dipirona 2 g VO a cada 6 h, morfina 30 mg</p><p>VO 4/4h e gabapentina 300 mg 3x ao dia.</p><p>A melhor hipótese diagnóstica e conduta são:</p><p>(A) Hiperalgesia induzida por opioide. Manter doses de morfina</p><p>e gabapentina e associar segunda droga adjuvante.</p><p>(B) Hiperalgesia induzida por opioide. Trocar morfina por</p><p>metadona e manter doses de resgate com morfina.</p><p>(C) Tolerância ao opioide. Reduzir dose de morfina e aumentar</p><p>dose de gabapetina.</p><p>(D) Tolerância ao opioide. Trocar morfina por oxicodona e</p><p>associar segunda droga adjuvante.</p><p>QUESTÃO 74</p><p>Mulher de 32 anos, sem comorbidades, está em tratamento</p><p>anticoagulante para embolia pulmonar segmentar há quatro</p><p>meses. O evento ocorreu após internação em unidade de terapia</p><p>intensiva por COVID-19, onde permaneceu sob ventilação</p><p>invasiva por 10 dias. No momento está assintomática e retornou</p><p>às suas atividades habituais. Refere que a mãe e uma tia materna</p><p>apresentaram embolia pulmonar com cerca de 30 anos, a mãe</p><p>após viagem de avião prolongada e a tia após a gravidez. A</p><p>suspensão da anticoagulação desta paciente:</p><p>(A) Depende da investigação de trombofilia na paciente.</p><p>(B) Depende da investigação de trombofilia na mãe e na</p><p>paciente.</p><p>(C) Pode ser definida sem necessidade de investigação de</p><p>trombofilia.</p><p>(D) Não pode ser realizada, independentemente da</p><p>investigação de trombofilia.</p><p>QUESTÃO 75</p><p>Homem de 60 anos, etilista, vem trazido pela esposa com</p><p>rebaixamento do nível de consciência há dois dias. Negava febre.</p><p>Em uso de furosemida 80 mg/dia e espironolactona 200 mg/dia e</p><p>propranolol 80 mg/dia. Teve sangramento digestivo há seis</p><p>meses, quando foi feita ligadura de varizes esofágicas. Hábito</p><p>intestinal duas vezes ao dia. Dieta normal com pouca proteína</p><p>animal. Exame clínico: sonolento, consciente, orientado,</p><p>flapping +, PA = 100x70 mmHg, P = 60 bpm, ictérico ++/4+,</p><p>descorado ++/4+, pulmões e coração normais, ascite pequena,</p><p>fígado não palpável e baço a 3 cm do rebordo costal esquerdo.</p><p>Membros com edema +/4+, telangiectasias em tronco. Exames:</p><p>bilirrubina total = 5,0 mg/dL, bilirrubina direta = 4,5 mg/dL,</p><p>albumina = 3,5 g/dL, INR = 1,6, ureia = 30 mg/dL,</p><p>creatinina = 0,8 mg/dL, hemoglobina = 10 g/dL,</p><p>leucócitos = 5000/mm3, pH = 7,32, bicarbonato = 22 mEq/L.</p><p>No manejo do cuidado deste paciente deve-se:</p><p>(A) Diminuir furosemida para 40 mg e espironolactona para</p><p>100 mg.</p><p>(B) Considerar que o nível de consciência seja evolução natural</p><p>da doença.</p><p>(C) Hidratar, introduzir ceftriaxona e esvaziar a ascite.</p><p>(D) Suplementar vitamina K parenteral.</p><p>QUESTÃO 76</p><p>Homem de 48 anos, negro, com miocardiopatia hipertensiva com</p><p>fração de ejeção do ventrículo esquerdo de 28%, em uso de</p><p>enalapril 20 mg de 12/12 h, carvedilol 25 mg de 12/12 h,</p><p>espironolactona 50 mg/dia e furosemida 80 mg/dia. Atualmente</p><p>com dispneia aos esforços médios. Exame clínico:</p><p>PA = 142X84 mmHg, FC = 62 bpm e sem sinais de hipervolemia.</p><p>Eletrocardiograma com ritmo sinusal, bloqueio de ramo direito e</p><p>QRS = 128 ms. A intervenção de maior grau de recomendação</p><p>no tratamento desse paciente é:</p><p>(A) Associar ivabradina.</p><p>(B) Associar hidralazina + nitrato.</p><p>(C) Associar losartana.</p><p>(D) Implantar marca-passo com ressincronização.</p><p>QUESTÃO 77</p><p>Homem de 14 anos iniciou há</p><p>cinco dias quadro de odinofagia e</p><p>febre, para o qual recebeu prescrição de anti-inflamatório.</p><p>Evoluiu com piora do quadro que se associou a dor abdominal,</p><p>náusea e vômitos. Três dias depois, deu entrada no PS com</p><p>adinamia, sonolência, dispneia e taquicardia. Há dois dias tem</p><p>apresentado polidipsia, poliúria e polifagia. Exame clínico: regular</p><p>estado geral, torporoso, corado, desidratado ++/4+. T = 38°C;</p><p>FC = 100 bpm; PA = 90x60 mm Hg; FR = 30 ipm. Hálito cetônico.</p><p>Orofaringe com hiperemia e amígdalas hipertrofiadas. Exame</p><p>cardiopulmonar sem outras alterações. Abdome doloroso</p><p>difusamente à palpação superficial e profunda; descompressão</p><p>brusca negativa. Exames: glicemia = 400 mg/dL;</p><p>hemoglobina = 14,9 g/dL; leucócitos = 21.000/mm3;</p><p>ureia = 66 mg/dL; creatinina = 1,7 mg/dL; Na = 130 mEq/L;</p><p>K= 6,0 mEq/L; Ph = 7,02; bicarbonato = 6 mEq/L;</p><p>PaCO2 = 17 mmHg; PaO2 = 100 mmHg</p><p>O tratamento inicial deste paciente deve incluir hidratação,</p><p>insulinoterapia e:</p><p>(A) Bicarbonato de sódio.</p><p>(B) Inalação com beta2-agonista.</p><p>(C) Nenhum tratamento adicional.</p><p>(D) Ceftriaxone e metronidazol.</p><p>QUESTÃO 78</p><p>Mulher de 70 anos em consulta de rotina vem com hemograma</p><p>mostrando pancitopenia e macrocitose, com reticulócitos</p><p>diminuídos. Tem artrite reumatoide, diabetes e fibrilação atrial.</p><p>Faz uso crônico de varfarina, metformina, metotrexate e</p><p>omeprazol. O medicamento que MENOS provavelmente leva às</p><p>alterações laboratoriais descritas é:</p><p>(A) Varfarina.</p><p>(B) Metformina.</p><p>(C) Omeprazol.</p><p>(D) Metotrexate.</p><p>QUESTÃO 79</p><p>Comparada a uma mulher estadunidense branca de 65 anos de</p><p>idade, 65 Kg de peso e 1,65 m de altura e nenhum fator de risco</p><p>relevante para osteoporose, o risco de uma mulher brasileira,</p><p>com as mesmas características, apresentar uma fratura óssea</p><p>maior por osteoporose, em 10 anos, é aproximadamente:</p><p>(A) Três vezes menor e, portanto, o exame da densitometria</p><p>óssea seria dispensável.</p><p>(B) Duas vezes maior e, portanto, o exame da densitometria</p><p>óssea seria recomendável.</p><p>(C) Igual e, portanto, o exame da densitometria óssea seria</p><p>necessário.</p><p>(D) A metade e, portanto, a densitometria óssea seria</p><p>recomendável.</p><p>Residência Médica 2021 - Faculdade de Medicina da USP Página 15/24</p><p>ATENÇÃO: O caso seguinte se refere às questões 80 a 82:</p><p>Homem de 62 anos, previamente hipertenso e diabético, em uso</p><p>de enalapril e metformina, é admitido na UTI com quadro suspeito</p><p>de COVID-19. Estava em ventilação mecânica há dois dias em</p><p>uma UPA. Exame clínico: T = 38,2oC, FC = 92 bpm, FR = 32 ipm,</p><p>PA = 98x62 mmHg (PP = 18), SpO2 = 92%,</p><p>glicemia = 280 mg/dL. RASS – 3 em uso de propofol 100 mg/h e</p><p>fentanil 20 mcg/h, pupilas isocóricas e fotorreagentes. Em</p><p>ventilação mecânica, modo pressão controlada (PCV),</p><p>FR = 27 ipm, FIO2 = 60%, PEEP = 10 cmH2O, P = 12 cmH2O,</p><p>Vc = 480 mL (Peso predito = 80 Kg). Em uso de noradrenalina</p><p>0,05 mcg/Kg/min. Recebe dieta enteral 15 mL/h (1,5 Kcal/mL).</p><p>Diurese = 200 mL (24h), balanço hídrico (24h) = + 500 mL.</p><p>Exames laboratoriais: creatinina = 2,2 mg/dL, ureia = 262 mg/dL,</p><p>potássio = 5,2 mEq/L, sódio = 144 mEq/L, pH = 7,33,</p><p>PaCO2 = 44 mmHg, PaO2 = 62 mmHg, bicarbonato = 22 mEq/L</p><p>e lactato = 36 mg/dL.</p><p>QUESTÃO 80</p><p>Em relação ao manejo da lesão renal aguda, a próxima conduta</p><p>mais adequada é:</p><p>(A) Furosemida 80 mg IV e, se diurese > 200 mL em 2 horas,</p><p>manter de horário.</p><p>(B) Furosemida 80 mg IV e, se diurese < 200 mL em 2 horas,</p><p>iniciar diálise.</p><p>(C) Realizar expansão volêmica e balanço hídrico positivo.</p><p>(D) Iniciar diálise.</p><p>QUESTÃO 81</p><p>Em relação ao controle glicêmico deste paciente, a conduta mais</p><p>adequada é:</p><p>(A) Insulinoterapia intravenosa com meta de glicemia capilar</p><p>entre 80-140 mg/dL.</p><p>(B) Fazer 6 UI de insulina regular subcutânea agora e 10 UI de</p><p>insulina glargina à noite.</p><p>(C) Fazer 6 UI de insulina regular subcutânea agora e 8 UI de</p><p>insulina NPH 8/8h.</p><p>(D) Insulinoterapia intravenosa com meta de glicemia capilar</p><p>entre 140-180 mg/dL.</p><p>QUESTÃO 82</p><p>Em relação à terapia nutricional, a conduta mais adequada para</p><p>o dia de hoje é:</p><p>(A) Suspender a dieta enteral e prescrever glicose 5%</p><p>1000 mL/24h.</p><p>(B) Manter a velocidade de infusão da dieta enteral.</p><p>(C) Modificar para dieta para diabetes e manter velocidade de</p><p>infusão.</p><p>(D) Aumentar a dieta para 40 mL/h e, após 24 horas, para</p><p>55 mL/h.</p><p>QUESTÃO 83</p><p>Homem de 50 anos vem para consulta de rotina. Refere usar</p><p>medicação prescrita por psiquiatra, mas não sabe o nome. Traz</p><p>exames recentes, dentre os quais Na = 160 mEq/L. A medicação</p><p>que provavelmente este paciente utiliza é:</p><p>(A) Carbonato de lítio.</p><p>(B) Carbamazepina.</p><p>(C) Fenitoína.</p><p>(D) Desvenlafaxina.</p><p>QUESTÃO 84</p><p>Mulher de 67 anos, vem em consulta no ambulatório com queixa</p><p>de astenia e perda de peso há cinco meses. Faz</p><p>acompanhamento na oncologia por neoplasia de mama há cinco</p><p>anos, tratada com exérese cirúrgica, quimioterapia e radioterapia.</p><p>Exame clínico: descorada ++/4+ e baço percutível, sem outras</p><p>alterações. Exames: Hemoglobina = 8,2 g/dL, VCM = 104 fl,</p><p>leucócitos = 3.400/mm3, segmentados = 1.200/mm3,</p><p>linfócitos 800/mm3, plaquetas = 68.000/mm3.</p><p>A hipótese mais provável é:</p><p>(A) Deficiência de ácido fólico.</p><p>(B) Síndrome mielodisplásica.</p><p>(C) Hiperesplenismo.</p><p>(D) Infiltração medular pelo câncer.</p><p>QUESTÃO 85</p><p>Mulher de 36 anos, primigesta, 12 semanas de gestação,</p><p>assintomática, retorna com as seguintes sorologias:</p><p>Toxoplasmose: IgG e IgM reagentes</p><p>Rubéola: IgG e IgM não reagentes</p><p>CMV: IgG reagente e IgM não reagente</p><p>EBV: IgG reagente e IgM não reagente</p><p>Hepatite B: AgHBs, Anti-HBc e Anti-HBs não reagentes</p><p>Hepatite A: IgG reagente e IgM não reagente</p><p>Hepatite C: não reagente</p><p>A conduta mais adequada é solicitar:</p><p>(A) Avidez para toxoplasmose (IgG) e vacinação para</p><p>hepatite B e para rubéola agora.</p><p>(B) Avidez para toxoplasmose (IgM) e vacinação para</p><p>hepatite B e para rubéola após o parto.</p><p>(C) Avidez para toxoplasmose (IgG) e vacinação para</p><p>hepatite B agora.</p><p>(D) Avidez para toxoplasmose (IgM) e vacinação para</p><p>hepatite B após o parto.</p><p>QUESTÃO 86</p><p>Homem de 32 anos é trazido para atendimento no Pronto-</p><p>Socorro devido a quadro de dificuldade respiratória e fraqueza</p><p>muscular após discussão familiar. Tem hipertensão de difícil</p><p>controle há vários anos. Exames: K+ = 2,2 mEq/L; pH = 7,52;</p><p>PvCO2 = 34 mmHg; bicarbonato = 28 mEq/L. A tabela resume os</p><p>exames da última consulta ambulatorial.</p><p>Exame laboratorial Resultado</p><p>TSH e T4 livre Normais</p><p>Cortisol urinário Normal</p><p>Potássio urinário Aumentado</p><p>Sódio urinário Reduzido</p><p>Atividade de renina plasmática Reduzida</p><p>Aldosterona plasmática Reduzida</p><p>O tratamento mais adequado é:</p><p>(A) Acetazolamida.</p><p>(B) Dexametasona.</p><p>(C) Espironolactona.</p><p>(D) Amilorida.</p><p>Página 16/24 Residência Médica 2021 - Faculdade de Medicina da USP</p><p>QUESTÃO 87</p><p>Homem de 66 anos, tabagista (50 maços-ano), com antecedente</p><p>de câncer de cólon operado há sete anos, vem em consulta</p><p>devido a nódulo pulmonar identificado em radiografia de tórax</p><p>durante avaliação pré-operatória para cirurgia de correção de</p><p>hérnia incisional. Está assintomático e sem alterações ao exame</p><p>clínico. Tomografia de tórax: nódulo de 3,6 cm em ápice pulmonar</p><p>esquerdo. Tomografia de abdome: normal. Dosagem sérica de</p><p>antígeno carcinoembrionário: 15,6 microgramas/L (valor normal</p><p>até 5,0 microgramas/L).</p><p>A conduta mais adequada neste momento é:</p><p>(A) Quimioterapia paliativa.</p><p>(B) Biópsia do nódulo.</p><p>(C) Colonoscopia.</p><p>(D) Lobectomia associada à linfadenectomia.</p><p>QUESTÃO 88</p><p>Homem de 38 anos com anemia falciforme e necrose asséptica</p><p>da cabeça do fêmur retorna para seguimento ambulatorial. Está</p><p>em uso de paracetamol 500 mg via oral a cada 6 h,</p><p>oxicodona 10 mg duas vezes ao dia, lactulose 10 mL três vezes</p><p>ao dia e bisacodil 10 mg duas vezes ao dia. Apresenta dor</p><p>controlada, tem apetite preservado, sem dispneia, mas queixa de</p><p>obstipação, com hábito intestinal a cada cinco dias, com fezes</p><p>ressecadas.</p>