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EXERCÍCIOS_-_HUMANAS_-_SOCIOLOGIA

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Questões resolvidas

(UFMA) Os principais fatos histórico-sociais que propiciaram o surgimento da sociologia foram:

a) a Revolução Cubana e a Revolução Chinesa.
b) a Revolução Mexicana e a Revolução Nicaragüense.
c) a Revolução Russa e a Revolução Chinesa.
d) a Revolução Industrial e a Revolução Francesa.
e) a Revolução dos cravos em Portugal e a Revolução Moçambicana.

O Darwinismo Social pode ser definido corretamente como:

a) o estudo da vida biológica em sociedade, como as sociedades das abelhas, das formigas etc.
b) a tentativa de igualar, a nível de organização social, os animais superiores, como os mamíferos, e a sociedade dos homens.
c) o período da atividade intelectual de Charles Darwin em que o naturalista inglês dedicou-se à criação da Sociologia, ao lado de nomes como August Comte.
d) a transposição da teoria da evolução das espécies e da seleção natural do terreno da ciência natural para a realidade sociocultural.
e) a tentativa de estabelecer relação entre o comportamento animal e o comportamento humano a partir de experimentos psicológicos.

pensamento comteano, é incorreto afirmar que
a) considerava os problemas sociais malefícios do desenvolvimento econômico das sociedades industriais.
b) teve grande influência sobre o pensamento social brasileiro do século XIX e início do XX.
c) a inspiração para o método de investigação dos fenômenos sociais de Comte veio das ciências da natureza.
d) era uma tentativa de constituição de um método objetivo para a observação dos fenômenos sociais.
e) considerava o progresso e a evolução social um princípio da história humana.

A ordem e o progresso constituem partes fundamentais da Sociologia de Auguste Comte. Com base nas ideias comteanas, assinale a alternativa correta.
a) A ordem social total se estabelece de acordo com as leis da natureza, e as possíveis deficiências existentes podem ser retificadas mediante a intervenção racional dos seres humanos.
b) A liberdade de opinião e a diferença entre os indivíduos são fundamentos da solidariedade na formação da estática social; essa diversidade produz vantagens para a evolução, em comparação com a homogeneidade.
c) O desenvolvimento das forças produtivas é a base para o progresso e segue uma linha reta, sem oscilações e, portanto, a interferência humana é incapaz de alterar sua direção ou velocidade.
d) O progresso da sociedade, em conformidade com as leis naturais, é resultado da competição entre os indivíduos, com base no princípio de justiça de que os mais aptos recebem as maiores recompensas.
e) O progresso da sociedade é a lei natural da dinâmica social e, considerado em sua fase intelectual, é expresso pela evolução de três estados básicos e sucessivos: o doméstico, o coletivo e o universal.

O positivismo foi a corrente de pensamento que teve forte influência sobre o método de investigação na Sociologia, por propor um sistema geral do conhecimento com a pretensão de “organizar” a sociedade. São aspectos fundamentais do positivismo, exceto
a) Para o positivismo clássico, é impossível conhecer o estado de um fenômeno social particular se não for considerado cientificamente o todo social.
b) Na concepção positivista, graças à aplicação da ciência à organização do trabalho, a humanidade desenvolve suas potencialidades.
c) As ideias na Sociologia positivista tentam descobrir qual é a ordem social que orienta a história humana.
d) O positivismo fundamenta-se na concepção dialética de Georg Wilhelm F. Hegel (1770-1831), originária do Idealismo alemão. Propõe um método interpretativo de sociedade baseado na ideia de contrato social.
e) Augusto Comte acreditava que era possível elaborar uma ciência capaz de estudar o comportamento humano coletivo seguindo os mesmos métodos das ciências naturais.

As preocupações intelectuais de Auguste Comte (1798-1857) decorrem, principalmente, da herança do Iluminismo e da Revolução Francesa. Inspirado no método de investigação das ciências da natureza, procurava identificar os princípios da vida social assim como outros cientistas explicavam a vida natural. Além de cunhar o nome da nova ciência de Sociologia, foi dele a primeira tentativa de definir-lhe o objeto, seus métodos e problemas fundamentais, bem como a primeira tentativa de determinar-lhe a posição no conjunto das ciências. Considerando as reflexões e definições de Auguste Comte sobre a natureza da Sociologia, analise as afirmativas a seguir: I. Definiu a lei dos três estados, na qual o conhecimento está sujeito, em sua evolução, a passar por três estados diferentes: o teológico, o metafísico e o positivo. II. Propôs classificação das ciências, que tratam do pensamento sobre cada domínio do universo e da sociedade, pela ordem, matemática/astronomia, física, química, biologia e sociologia. III. Defendeu que a observação cuidadosa dos fatos empíricos e o teste sistemático de teorias sociológicas tornam-se modos dominantes para se acumular conhecimento metafísico. IV. Preocupou-se em definir a Sociologia como ciência da humanidade, capaz de desvendar as leis da organização humana, cujo conhecimento deveria ter utilidade prática a fim de melhorar a vida das pessoas. Estão CORRETAS as afirmativas
a) I, II e III, apenas.
b) I, III e IV, apenas.
c) I, II e IV, apenas.
d) II, III e IV, apenas.
e) II e IV, apenas.

Sobre o significado do fato social para Durkheim, é correto afirmar que
a) os fenômenos sociais, embora obviamente inexistentes sem os seres humanos, residem nos seres humanos como indivíduos, ou seja, os fatos sociais são os estados mentais ou emoções dos indivíduos.
b) os fatos sociais, parecem, aos indivíduos, uma realidade que pode ser evitada, de maneira que se apresenta dependente de sua vontade. Nesse sentido, desobedecer a uma norma social não conduz o indivíduo a sanções punitivas.
c) a proposição fundamental do método de Durkheim é a de que os fatos sociais devem ser tratados como coisas, ou seja, como objeto do conhecimento que a inteligência não penetra de forma natural, mas através da observação e da experimentação.
d) Durkheim considera os fatos sociais como coisas materiais. Pode-se afirmar, portanto, que todo objeto de ciência é uma coisa material e deve ser abordado a partir do princípio de que o seu estudo deve ser abordado sem ignorar completamente o que são.
e) os fatos sociais são semelhantes aos fatos psíquicos, pois apresentam um substrato semelhante e evoluem no mesmo meio, de maneira que dependem das mesmas condições.

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Questões resolvidas

(UFMA) Os principais fatos histórico-sociais que propiciaram o surgimento da sociologia foram:

a) a Revolução Cubana e a Revolução Chinesa.
b) a Revolução Mexicana e a Revolução Nicaragüense.
c) a Revolução Russa e a Revolução Chinesa.
d) a Revolução Industrial e a Revolução Francesa.
e) a Revolução dos cravos em Portugal e a Revolução Moçambicana.

O Darwinismo Social pode ser definido corretamente como:

a) o estudo da vida biológica em sociedade, como as sociedades das abelhas, das formigas etc.
b) a tentativa de igualar, a nível de organização social, os animais superiores, como os mamíferos, e a sociedade dos homens.
c) o período da atividade intelectual de Charles Darwin em que o naturalista inglês dedicou-se à criação da Sociologia, ao lado de nomes como August Comte.
d) a transposição da teoria da evolução das espécies e da seleção natural do terreno da ciência natural para a realidade sociocultural.
e) a tentativa de estabelecer relação entre o comportamento animal e o comportamento humano a partir de experimentos psicológicos.

pensamento comteano, é incorreto afirmar que
a) considerava os problemas sociais malefícios do desenvolvimento econômico das sociedades industriais.
b) teve grande influência sobre o pensamento social brasileiro do século XIX e início do XX.
c) a inspiração para o método de investigação dos fenômenos sociais de Comte veio das ciências da natureza.
d) era uma tentativa de constituição de um método objetivo para a observação dos fenômenos sociais.
e) considerava o progresso e a evolução social um princípio da história humana.

A ordem e o progresso constituem partes fundamentais da Sociologia de Auguste Comte. Com base nas ideias comteanas, assinale a alternativa correta.
a) A ordem social total se estabelece de acordo com as leis da natureza, e as possíveis deficiências existentes podem ser retificadas mediante a intervenção racional dos seres humanos.
b) A liberdade de opinião e a diferença entre os indivíduos são fundamentos da solidariedade na formação da estática social; essa diversidade produz vantagens para a evolução, em comparação com a homogeneidade.
c) O desenvolvimento das forças produtivas é a base para o progresso e segue uma linha reta, sem oscilações e, portanto, a interferência humana é incapaz de alterar sua direção ou velocidade.
d) O progresso da sociedade, em conformidade com as leis naturais, é resultado da competição entre os indivíduos, com base no princípio de justiça de que os mais aptos recebem as maiores recompensas.
e) O progresso da sociedade é a lei natural da dinâmica social e, considerado em sua fase intelectual, é expresso pela evolução de três estados básicos e sucessivos: o doméstico, o coletivo e o universal.

O positivismo foi a corrente de pensamento que teve forte influência sobre o método de investigação na Sociologia, por propor um sistema geral do conhecimento com a pretensão de “organizar” a sociedade. São aspectos fundamentais do positivismo, exceto
a) Para o positivismo clássico, é impossível conhecer o estado de um fenômeno social particular se não for considerado cientificamente o todo social.
b) Na concepção positivista, graças à aplicação da ciência à organização do trabalho, a humanidade desenvolve suas potencialidades.
c) As ideias na Sociologia positivista tentam descobrir qual é a ordem social que orienta a história humana.
d) O positivismo fundamenta-se na concepção dialética de Georg Wilhelm F. Hegel (1770-1831), originária do Idealismo alemão. Propõe um método interpretativo de sociedade baseado na ideia de contrato social.
e) Augusto Comte acreditava que era possível elaborar uma ciência capaz de estudar o comportamento humano coletivo seguindo os mesmos métodos das ciências naturais.

As preocupações intelectuais de Auguste Comte (1798-1857) decorrem, principalmente, da herança do Iluminismo e da Revolução Francesa. Inspirado no método de investigação das ciências da natureza, procurava identificar os princípios da vida social assim como outros cientistas explicavam a vida natural. Além de cunhar o nome da nova ciência de Sociologia, foi dele a primeira tentativa de definir-lhe o objeto, seus métodos e problemas fundamentais, bem como a primeira tentativa de determinar-lhe a posição no conjunto das ciências. Considerando as reflexões e definições de Auguste Comte sobre a natureza da Sociologia, analise as afirmativas a seguir: I. Definiu a lei dos três estados, na qual o conhecimento está sujeito, em sua evolução, a passar por três estados diferentes: o teológico, o metafísico e o positivo. II. Propôs classificação das ciências, que tratam do pensamento sobre cada domínio do universo e da sociedade, pela ordem, matemática/astronomia, física, química, biologia e sociologia. III. Defendeu que a observação cuidadosa dos fatos empíricos e o teste sistemático de teorias sociológicas tornam-se modos dominantes para se acumular conhecimento metafísico. IV. Preocupou-se em definir a Sociologia como ciência da humanidade, capaz de desvendar as leis da organização humana, cujo conhecimento deveria ter utilidade prática a fim de melhorar a vida das pessoas. Estão CORRETAS as afirmativas
a) I, II e III, apenas.
b) I, III e IV, apenas.
c) I, II e IV, apenas.
d) II, III e IV, apenas.
e) II e IV, apenas.

Sobre o significado do fato social para Durkheim, é correto afirmar que
a) os fenômenos sociais, embora obviamente inexistentes sem os seres humanos, residem nos seres humanos como indivíduos, ou seja, os fatos sociais são os estados mentais ou emoções dos indivíduos.
b) os fatos sociais, parecem, aos indivíduos, uma realidade que pode ser evitada, de maneira que se apresenta dependente de sua vontade. Nesse sentido, desobedecer a uma norma social não conduz o indivíduo a sanções punitivas.
c) a proposição fundamental do método de Durkheim é a de que os fatos sociais devem ser tratados como coisas, ou seja, como objeto do conhecimento que a inteligência não penetra de forma natural, mas através da observação e da experimentação.
d) Durkheim considera os fatos sociais como coisas materiais. Pode-se afirmar, portanto, que todo objeto de ciência é uma coisa material e deve ser abordado a partir do princípio de que o seu estudo deve ser abordado sem ignorar completamente o que são.
e) os fatos sociais são semelhantes aos fatos psíquicos, pois apresentam um substrato semelhante e evoluem no mesmo meio, de maneira que dependem das mesmas condições.

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<p>EXERCÍCIOS – HUMANAS – SOCIOLOGIA</p><p>01) UEM - 2011 - Sobre a relação entre a revolução industrial e o surgimento da sociologia</p><p>como ciência, assinale o que for incorreto.</p><p>a) A consolidação do modelo econômico baseado na indústria conduziu a uma grande</p><p>concentração da população no ambiente urbano, o qual acabou se constituindo em laboratório</p><p>para o trabalho de intelectuais interessados no estudo dos problemas que essa nova realidade</p><p>social gerava.</p><p>b) A migração de grandes contingentes populacionais do campo para as cidades gerou uma série</p><p>de problemas modernos, que passaram a demandar investigações visando à sua resolução ou</p><p>minimização.</p><p>c) Os primeiros intelectuais interessados no estudo dos fenômenos provocados pela revolução</p><p>industrial compartilhavam uma perspectiva positiva sobre os efeitos do desenvolvimento</p><p>econômico baseado no modelo capitalista.</p><p>d) Os conflitos entre capital e trabalho, potencializados pela concentração dos operários nas</p><p>fábricas, foram tema de pesquisa dos precursores da sociologia e continuam inspirando debates</p><p>científicos relevantes na atualidade.</p><p>e) No início da Revolução Industrial, as condições de trabalho eram perigosas e os trabalhadores</p><p>tinham pouquíssimos direitos para se defender dos abusos sofridos</p><p>02) A sociologia surgiu para suprir a necessidade de se entender os fenômenos sociais e as</p><p>regras fundamentais pelas quais se baseiam nossas relações. Entretanto, a sociologia</p><p>contemporânea difere-se da ideia original, na medida em que:</p><p>a) entende-se que as sociedades são como organismos vivos, com leis de funcionamento</p><p>estabelecidas e imutáveis.</p><p>b) é amplamente aceito que as diferenças raciais determinam características do convívio do</p><p>sujeito, uma vez que é a raça que estabelece o comportamento social.</p><p>c) entende-se que as sociedades e as relações sociais possuem infinitas variações, não sendo</p><p>possível traçar leis gerais que justifiquem ou expliquem, em termos absolutos, todas as formas</p><p>de interação humana no mundo social.</p><p>d) deixou de ser uma área do conhecimento válida, uma vez que não é possível estudar uma</p><p>sociedade em razão da enorme quantidade de diferenças entre os sujeitos que a compõem.</p><p>e) estuda exclusivamente os animais não racionais, deixando a Filosofia e a História o estudo dos</p><p>seres humanos.</p><p>03) O autor considerado “pai” da sociologia, Augusto Comte, acreditava que a nova ciência</p><p>das sociedades deveria igualar-se às demais ciências da natureza que se pautavam pelos</p><p>fenômenos observáveis e mensuráveis para que assim fosse possível apreender as regras</p><p>gerais que regem o mundo social do indivíduo. Essa perspectiva ideológica é chamada de:</p><p>a) Iluminismo.</p><p>b) Darwinismo.</p><p>c) Dadaísmo.</p><p>d) Positivismo.</p><p>e) Socialismo</p><p>04) (UEM/2011) O evolucionismo social do século XIX teve um papel fundamental na</p><p>constituição da sociologia como ramo científico. Sobre essa corrente de pensamento, que</p><p>reunia autores como Augusto Comte e Herbert Spencer, assinale o que for correto.</p><p>a) O evolucionismo define que as estruturas, naturais ou sociais, passam por processo de</p><p>diferenciação e integração que levam ao seu aprimoramento.</p><p>b) O evolucionismo propõe que a evolução das sociedades ocorre em estágios sucessivos de</p><p>racionalização.</p><p>c) O evolucionismo defende a unidade biológica e cognitiva da espécie humana, independente</p><p>de variações particulares.</p><p>d) O evolucionismo, quando adaptado para teorias sociais, se tornou uma arma social de</p><p>opressão durante o neocolonialismo (ou imperialismo).</p><p>e) O evolucionismo rejeita o modelo político e econômico liberal, baseado na livre iniciativa e</p><p>no laissez-faire, considerando-o uma orientação contrária à evolução social.</p><p>05) (UFMA) Os principais fatos histórico-sociais que propiciaram o surgimento da sociologia</p><p>foram:</p><p>a) a Revolução Cubana e a Revolução Chinesa.</p><p>b) a Revolução Mexicana e a Revolução Nicaragüense.</p><p>c) a Revolução Russa e a Revolução Chinesa.</p><p>d) a Revolução Industrial e a Revolução Francesa.</p><p>e) a Revolução dos cravos em Portugal e a Revolução Moçambicana.</p><p>06) Sobre o positivismo, corrente teórica pioneira na sistematização do pensamento</p><p>sociológico, assinale o que for incorreto.</p><p>a) Apesar de reconhecer as diferenças entre fenômenos do mundo físico e do mundo social, o</p><p>positivismo busca no método das ciências da natureza a orientação básica para legitimar a</p><p>sociologia.</p><p>b) O positivismo enfatiza a coesão e a harmonia entre os indivíduos como solução de conflitos,</p><p>para alcançar o progresso social.</p><p>c) O positivismo endereça uma contundente crítica à sociedade europeia do século XIX,</p><p>sobretudo em razão das desigualdades sociais oriundas da consolidação do capitalismo.</p><p>d) O positivismo utiliza recorrentemente a metáfora organicista para se referir à sociedade como</p><p>um todo constituído de partes integradas e coesas, funcionando harmonicamente, segundo uma</p><p>lógica física ou mecânica.</p><p>e) O positivismo defende uma concepção evolucionista da história social, segundo a qual o</p><p>estágio mais avançado seria dominado pela razão técnico-científica.</p><p>07) Leia e responda.</p><p>“A Sociologia constitui em certa medida uma resposta intelectual às novas situações colocadas</p><p>pela revolução industrial. Boa parte de seus temas de análise e de reflexão foi retirada das novas</p><p>situações, como exemplo, a situação da classe trabalhadora, o surgimento da cidade industrial,</p><p>as transformações tecnológicas, a organização do trabalho na fábrica etc”.</p><p>MARTINS, Carlos B. O que é sociologia. São Paulo: Brasiliense, 1982. Coleção Primeiros</p><p>Passos.</p><p>Do texto, depreende-se que:</p><p>a) A Sociologia surge para resolver os problemas advindos com as grandes revoluções ocorridas</p><p>no século XVIII e manter o status quo da classe dominante.</p><p>b) Os temas tratados pela Sociologia voltam-se para a solução de conflitos de classe e visam à</p><p>transformação do status quo da classe dominante no capitalismo.</p><p>c) A sociedade industrial coloca questões como a organização do trabalho, as inovações</p><p>tecnológicas e o conflito de classes, objetos de estudo da Sociologia funcionalista.</p><p>d) O pensamento sociológico volta-se, de maneira divergente, para a análise do social como</p><p>problema fruto da situação vivida no contexto do século XVIII.</p><p>e) As consequências sociais decorrentes das grandes revoluções ocorridas no século XVIII no</p><p>mundo europeu são analisadas unilateralmente pela Sociologia.</p><p>08) A Sociologia é uma ciência moderna que surge e se desenvolve juntamente com o avanço</p><p>do capitalismo. Nesse sentido, reflete suas principais transformações e procura desvendar os</p><p>dilemas sociais por ele produzidos. Sobre a emergência da sociologia, considere as afirmativas</p><p>a seguir.</p><p>I. A Sociologia tem como principal referência a explicação teológica sobre os problemas sociais</p><p>decorrentes da industrialização, tais como a pobreza, a desigualdade social e a concentração</p><p>populacional nos centros urbanos.</p><p>II. A Sociologia é produto da Revolução Industrial, sendo chamada de “ciência da crise”, por</p><p>refletir sobre a transformação de formas tradicionais de existência social e as mudanças</p><p>decorrentes da urbanização e da industrialização</p><p>III. A emergência da Sociologia só pode ser compreendida se for observada sua correspondência</p><p>com o cientificismo europeu e com a crença no poder da razão e da observação, enquanto</p><p>recursos de produção do conhecimento.</p><p>IV. A Sociologia surge como uma tentativa de romper com as técnicas e métodos das ciências</p><p>naturais, na análise dos problemas sociais decorrentes das reminiscências do modo de produção</p><p>feudal.</p><p>Estão corretas apenas as afirmativas:</p><p>a) I e III.</p><p>b) II e III.</p><p>c) II e IV.</p><p>d) I, II e IV.</p><p>e) I, III e IV.</p><p>09) (Unicentro) Leia o trecho e responda.</p><p>“Considerando-se as grandes mudanças que ocorreram na história da humanidade, aquelas que</p><p>aconteceram no século XVIII — e que se estenderam no século XIX — só foram superadas pelas</p><p>grandes transformações do final do século XX.</p><p>entre elas.</p><p>e) A sociedade burguesa, por intensificar a exploração dos homens através do trabalho</p><p>assalariado, constitui-se em forma de organização social menos desenvolvida que as anteriores.</p><p>68) (Unioeste 2016) Leia e responda.</p><p>“I. Burgueses e proletários. A história de todas as sociedades até hoje existente é a história das</p><p>lutas de classes. Homem livre e escravo, patrício e plebeu, senhor feudal e servo, mestre de</p><p>corporação e companheiro, em resumo, opressores e oprimidos, em constante oposição, têm</p><p>vivido numa guerra ininterrupta, ora franca, ora disfarçada; uma guerra que terminou sempre</p><p>ou por uma transformação revolucionária da sociedade inteira, ou pela destruição das classes</p><p>em conflito”</p><p>MARX, Karl. ENGELS, Friedrich. Manifesto Comunista. São Paulo: Boitempo, 2010, p. 40</p><p>Assinale a alternativa CORRETA: para Karl Marx (1818-1883) como se originam as classes</p><p>sociais?</p><p>a) As classes sociais se originam da divisão entre governantes e governados.</p><p>b) As classes sociais se originam da divisão entre os sexos.</p><p>c) As classes sociais se originam da divisão entre as gerações.</p><p>d) As classes sociais se originam da divisão do trabalho.</p><p>e) As classes sociais se originam da divisão das riquezas.</p><p>69) (Upe-ssa 2 2016) Leia o texto a seguir:</p><p>“A utilização da força de trabalho é o próprio trabalho. O comprador da força de trabalho</p><p>consome-a, fazendo o vendedor dela trabalhar. Este, ao trabalhar, torna-se realmente no que</p><p>antes era apenas potencialmente: força de trabalho em ação, trabalhador. Para o trabalho</p><p>reaparecer em mercadorias, tem de ser empregado em valores de uso, em coisas que sirvam</p><p>para satisfazer necessidades de qualquer natureza. O que o capitalista determina ao trabalhador</p><p>produzir é, portanto, um valor de uso particular, um artigo especificado. A produção de valores</p><p>de uso muda sua natureza geral por ser levada a cabo em benefício do capitalista ou estar sob</p><p>seu controle. Por isso, temos inicialmente de considerar o processo de trabalho à parte de</p><p>qualquer estrutura social determinada”.</p><p>MARX, Karl. O capital, v. 1, parte III, capítulo VII. Disponível em:</p><p><https://www.marxists.org/portugues/marx/1867/ocapitalv1/vol1cap07.htm></p><p>Os três principais elementos que constituem o processo apresentado no texto são</p><p>a) trabalho, vendedor e material.</p><p>b) matéria-prima, trabalho e capitalista.</p><p>c) estrutura social, capitalista e trabalho.</p><p>d) consumo, vendedor, instrumentos de produção.</p><p>e) trabalho, matéria-prima e instrumentos de produção.</p><p>70) (Uem 2016) Leia o trecho de Karl Marx e responda.</p><p>“A conclusão geral a que cheguei e que, uma vez adquirida, serviu de fio condutor de meus</p><p>estudos, pode formular-se resumidamente assim: na produção social de sua existência, os</p><p>homens estabelecem relações determinadas, necessárias, independentes de sua vontade,</p><p>relações de produção que correspondem a um determinado grau de desenvolvimento das forças</p><p>produtivas materiais. O conjunto dessas relações de produção constitui a estrutura econômica</p><p>da sociedade, a base concreta sobre a qual se eleva uma superestrutura jurídica e política à qual</p><p>correspondem determinadas formas de consciência social. O modo de produção da vida material</p><p>condiciona o desenvolvimento da vida social, política e intelectual em geral”.</p><p>(MARX, Karl. Prefácio a Contribuição à crítica da economia política. In BOTELHO, André (org)</p><p>Essencial sociologia. São Paulo: Penguin Classics/Cia. Das Letras, 2013, p. 35).</p><p>Considerando o texto acima e conhecimentos sobre o tema, assinale o que for correto.</p><p>a) São as relações políticas e jurídicas que determinam a organização das formas produtivas e a</p><p>estrutura econômica da sociedade.</p><p>b) O principal fundamento do conflito social é o salário. Acordos capazes de manter aumentos</p><p>salariais constantes levariam à superação da luta de classes.</p><p>c) As relações sociais estabelecidas no mundo produtivo capitalista são determinadas pela</p><p>liberdade, pela qualificação e pela empregabilidade do trabalhador.</p><p>d) O desenvolvimento das forças produtivas transforma as relações sociais existentes e abre</p><p>caminho para o surgimento de processos de revolução social.</p><p>e) Ampliar o acesso ao consumo é uma forma eficiente de alterar as relações de poder existentes</p><p>no interior da sociedade capitalista.</p><p>71) (Uel 2015) O dinheiro alterou enormemente as relações sociais e, no desenvolvimento da</p><p>história econômica da sociedade, atingiu o seu ápice com o modo de produção capitalista.</p><p>Com base nos conhecimentos sobre os estudos de Karl Marx, assinale a alternativa que</p><p>apresenta, corretamente, as explicações sobre a produção da riqueza na sociedade capitalista.</p><p>a) A mercantilização das relações de produção e de reprodução, por intermédio do dinheiro,</p><p>possibilita a desmistificação do fetichismo da mercadoria.</p><p>b) Enquanto mediação da relação social, o dinheiro demonstra as particularidades das relações</p><p>entre indivíduos, como as políticas e as familiares.</p><p>c) O dinheiro tem a função de revelar o valor de uso das mercadorias, ao destacar a valorização</p><p>diferenciada entre os diversos trabalhos.</p><p>d) O dinheiro é um instrumento técnico que facilita as relações de troca e evidencia a exploração</p><p>contida no trabalho assalariado.</p><p>e) O dinheiro caracteriza-se por sua capacidade de expressar um valor genérico equivalente,</p><p>intercambiável por qualquer outro valor.</p><p>72) (Unimontes 2015) Para Karl Marx (1818-1883), no processo produtivo, o trabalhador gera</p><p>o valor equivalente a seu salário, que é o tempo de trabalho necessário, mas também cria</p><p>valor com o tempo de trabalho excedente, que é apropriado pelo proprietário do capital.</p><p>Embora o processo de venda da força de trabalho por um salário apareça como um</p><p>intercâmbio entre equivalentes, o valor que o trabalhador pode produzir durante o tempo em</p><p>que trabalha para aquele que o contrata é um valor superior àquele pelo qual vende suas</p><p>capacidades. Assinale a alternativa que define essa proposição.</p><p>a) Mais-valia.</p><p>b) Modo de produção.</p><p>c) Materialismo histórico.</p><p>d) Trabalho concreto.</p><p>e) Construção Social</p><p>73) (Uem 2015) Leia o texto abaixo e responda.</p><p>“O que dava aos partidos e movimentos operários sua força original era a justificada convicção</p><p>dos trabalhadores de que pessoas como eles não podiam mudar sua sorte pela ação individual,</p><p>mas só pela ação coletiva, de preferência através de organizações, fosse pela ajuda mútua, greve</p><p>ou voto”.</p><p>HOBSBAWN, E. Era dos extremos: o breve século XX. São Paulo: Cia. Das Letras, 1995, p. 300.</p><p>Considerando o trecho citado e os estudos sobre movimentos de trabalhadores no século XX,</p><p>assinale o que for incorreto.</p><p>a) No Ocidente, desde a Revolução Industrial, a greve é um instrumento político amplamente</p><p>utilizado pelos chefes (os donos do meio-de-produção) para barrar direitos trabalhistas.</p><p>b) Segundo a perspectiva marxista, o pertencimento de classe é aquilo que nos define enquanto</p><p>seres históricos e sociais, pois é a partir disso que estabelecemos nossos valores e princípios de</p><p>comportamento.</p><p>c) As greves são manifestações sociopolíticas complexas. Em termos jurídicos, podem ser tanto</p><p>legais quanto ilegais; em termos político-sociais podem ser tanto legítimas quanto ilegítimas.</p><p>d) Sob influência do chamado neoliberalismo e da mundialização de mercados, verifica-se nas</p><p>últimas décadas a ampliação da adoção de medidas que favorecem as negociações</p><p>individualizadas entre empregadores e trabalhadores em detrimento das ações coletivas</p><p>mobilizadas por sindicatos e centrais sindicais.</p><p>e) Os sindicatos são instituições que representam os interesses de determinadas categorias</p><p>profissionais. Contudo, também precisam equacionar constantemente as demandas daqueles</p><p>que representam e os interesses sociais mais amplos que podem se manifestar, por exemplo,</p><p>diante da carência de serviços</p><p>nos setores de saúde, educação, transporte, atendimento público</p><p>e outros durante manifestações, paralisações e greves.</p><p>74) (Unioeste 2014) A teoria do Materialismo Histórico, desenvolvida por Karl Marx, engloba</p><p>um conjunto de conceitos que perpassam um novo entendimento do sistema capitalista, das</p><p>classes sociais e do Estado. Sobre os principais conceitos que compõem a teoria do</p><p>Materialismo Histórico, é CORRETO afirmar que</p><p>a) não há na teoria do Materialismo Histórico uma preocupação sobre o processo de circulação</p><p>de mercadorias no capitalismo.</p><p>b) no processo de formação do capital, o prejuízo nasce no momento em que o produtor fabrica</p><p>sua mercadoria.</p><p>c) Marx define a mais-valia como o excedente do valor produzido pelo empresário que é</p><p>apropriado pelo trabalhador.</p><p>d) segundo Marx, as mercadorias nada mais são do que a materialização do trabalho que foi</p><p>pago ao empregado.</p><p>e) o empresário, ao pagar o salário aos trabalhadores, nunca paga a esses o que eles realmente</p><p>produziram.</p><p>75) (Uema 2014) A história da cultura brasileira é pontuada pelo “jeitinho brasileiro” e pela</p><p>cordialidade, frutos da colonização portuguesa. Sérgio Buarque sugere que nossa cultura tem</p><p>algumas singularidades, tais como: aversão à impessoalidade, forte simpatia e rejeição ao</p><p>formalismo nas relações sociais. Tais singularidades se refletem no ordenamento da sociedade</p><p>expresso no fragmento da música Minha história de João do Vale e Raimundo Evangelista, que</p><p>trata da educação como base da estratificação social na sociedade burguesa.</p><p>“E quando era noitinha, a meninada ia brincar.</p><p>Vige como eu tinha inveja de ver Zezinho contar:</p><p>“o professor ralhou comigo,</p><p>porque eu não quis estudar” (bis)</p><p>Hoje todos são doutor,</p><p>E eu continuo um João Ninguém</p><p>Mas, quem nasce pra pataca</p><p>nunca pode ser vintém.</p><p>Ver meus amigos doutor basta pra mim sentir bem (bis)...”</p><p>João do vale; Chico Evangelista. “Minha história”. In: álbum, João do Vale. Rio de Janeiro:</p><p>Sony, 1981.</p><p>Conforme a contribuição de Karl Marx sobre a análise da sociedade capitalista, os conceitos</p><p>sociológicos expressos nessa música são</p><p>a) superestrutura, anomia social, racionalidade, alienação.</p><p>b) ação social, infraestrutura, solidariedade orgânica, coesão social.</p><p>c) divisão do trabalho, mais valia, solidariedade mecânica, burocracia.</p><p>d) sansão social, relações de produção, organicismo, forças produtivas.</p><p>e) ideologia, classe social, desigualdade social, relações sociais de trabalho.</p><p>76) (Interbits 2014) Leia e responda.</p><p>“Um amigo da área de RH de uma multinacional disse que não sabia onde enfiar a cara quando</p><p>chamou um homem muito, muito simples para informar que ele seria descontinuado. “O</p><p>senhorzinho não entendia nem por um decreto que estava sendo demitido'', diz ele – que teve</p><p>que apelar para o método antigo, quando foi claramente compreendido.</p><p>Aliás, as empresas não falam mais em “empregados''. Agora são “colaboradores”. Há várias</p><p>razões que explicam, muitas delas traçando um resgate da ação coletiva de sinergias voltadas à</p><p>construção de um objetivo comum… Zzzzzz… Prefiro a explicação mais simples que surgiu de</p><p>outro colega, do RH de uma grande empresa brasileira: “isso foi para botar no mesmo pacote o</p><p>pessoal que é contratado como CLT e quem é terceirizado ou integrado mas, na prática, também</p><p>é empregado nosso''. Enfim, todos colaboram com o lucro do patrão, portanto faz sentido”.</p><p>SAKAMOTO, Leonardo. Palavras podem cair em desuso. Mas “idiota” continuará sempre na</p><p>moda. Blog do Sakamoto. 11 mar. 2014. Adaptado. Disponível em:</p><p><http://blogdosakamoto.blogosfera.uol.com.br/2014/...na-moda/> Acesso em 11 mar.</p><p>2014.</p><p>A frase “Enfim, todos colaboram com o lucro do patrão, portanto faz sentido” revela uma</p><p>adesão ideológica. Qual foi o sociólogo abaixo que desenvolveu a compreensão de mundo</p><p>adotada pelo autor do texto acima?</p><p>a) Max Weber.</p><p>b) Anthony Giddens.</p><p>c) Émile Durkheim.</p><p>d) Karl Marx.</p><p>e) Pierre Bourdieu.</p><p>77) (Unioeste 2013) O Manifesto do Partido Comunista, escrito por Marx e Engels no ponto</p><p>de inflexão entre as reflexões de juventude e a obra de maturidade, sintetiza os resultados da</p><p>concepção materialista da história alcançados pelos dois autores até 1848. A dinâmica do</p><p>desenvolvimento histórico é então concebida como resultante do aprofundamento da tensão</p><p>entre forças produtivas e relações de produção, que se expressaria através da luta política</p><p>aberta. Com base na concepção materialista da história defendida por Marx e Engels no</p><p>Manifesto, selecione a alternativa correta.</p><p>a) A história das sociedades humanas até agora existentes tem sido o resultado do agravamento</p><p>das contradições sociais que, uma vez maturadas, explode através da luta de classes.</p><p>b) A história das sociedades humanas é o resultado dos desígnios da providência que atuam</p><p>sobre a consciência dos homens e forjam os rumos do desenvolvimento social.</p><p>c) A história das sociedades humanas é o resultado de acontecimentos fortuitos e casuais,</p><p>independentes da vontade dos homens, que acabam moldando os rumos do desenvolvimento</p><p>social.</p><p>d) A história das sociedades humanas é o resultado inevitável do desenvolvimento tecnológico,</p><p>que não só aumenta a produtividade do trabalho, como elimina o antagonismo entre as classes</p><p>sociais.</p><p>e) A história das sociedades humanas é o resultado da ação desempenhada pelos grandes</p><p>personagens que, através de sua emulação moral, guiam as massas no sentido das</p><p>transformações sociais pacíficas.</p><p>78) (Ufpa 2012) Um das importantes preocupações sociológicas é a questão a respeito dos</p><p>fatores que tornam possível a existência e a evolução das sociedades. A ideia de “conflito”</p><p>assume uma posição contraditória, por este ser considerado ora como “motor das</p><p>transformações”, ora como fator que “deixa a sociedade estagnada” e impede a evolução. Em</p><p>relação às consequências do conflito para sociedade, é CORRETO afirmar:</p><p>a) Para Karl Marx, o regime capitalista é capaz de produzir cada vez mais. A despeito desse</p><p>aumento das riquezas, a miséria continua sendo a sorte da maioria. Essa contradição irá gerar</p><p>conflitos que, mais cedo ou mais tarde, desencadearão um processo de reforma da sociedade</p><p>que a reorganizará com critérios científicos.</p><p>b) Para Karl Marx, a supressão das contradições de classe deve levar logicamente ao</p><p>desaparecimento do Estado, pois este é um dos subprodutos ou a expressão dos conflitos</p><p>sociais.</p><p>c) O marxismo exclui a possibilidade de haver um paralelismo entre o desenvolvimento das</p><p>forças produtivas, a transformação das relações de produção, a intensificação da luta de classes</p><p>e dos conflitos que marcam a marcha para a revolução.</p><p>d) Durkheim diz que os conflitos entre trabalhadores e empresários demonstram a falta de</p><p>organização ou a anomia parcial da sociedade moderna, que deve ser corrigida com uma</p><p>revolução do proletariado, que restaure o consenso social.</p><p>e) Durkheim acredita que a forma como os indivíduos se organizam socialmente para produzir</p><p>determina a sua visão de mundo. Ou seja, ele acredita que não é a consciência dos homens que</p><p>determina a realidade, mas, ao contrário, é a realidade social e principalmente seus conflitos</p><p>que determina a consciência coletiva.</p><p>79) (Interbits 2012) Max Weber e Karl Marx foram sociólogos que procuraram compreender</p><p>as transformações na sociedade moderna. Entretanto, em muitos pontos, eles apresentam</p><p>ideias bastante divergentes. Assinale se as frases a seguir dizem respeito à sociologia de Marx</p><p>ou à sociologia de Weber.</p><p>MARX WEBER</p><p>1. As transformações na sociedade são decorrentes, principalmente, das</p><p>alterações no modo de produção da vida material.</p><p>2. As transformações na sociedade possuem diversas causas.</p><p>3. A estratificação social é influenciada</p><p>por diferenças de classe, status e</p><p>partido.</p><p>4. As classes sociais decorrem das relações de produção e da divisão do</p><p>trabalho.</p><p>5. O Estado é definido pela posse do monopólio do uso legítimo da força.</p><p>6. O Estado está relacionado com a superestrutura da sociedade.</p><p>7. A luta de classes é o motor da história.</p><p>a) Marx: 1,4,6 e 7. Weber: 2,3 e 5.</p><p>b) Marx: 1,2,5 e 7. Weber: 3,4 e 6.</p><p>c) Marx: 2,4,6 e 7. Weber: 1,3 e 5.</p><p>d) Marx: 2,3,4 e 5. Weber: 1,6 e 7.</p><p>e) Marx: 3,4,6 e 7. Weber: 1,2 e 5.</p><p>80) (Uem 2012) Sobre as teorias clássicas da estratificação social, assinale o que for incorreto.</p><p>a) Segundo a sociologia marxista, a diferenciação entre os indivíduos na sociedade capitalista se</p><p>dá pela posição que eles ocupam na estrutura produtiva.</p><p>b) Apesar de reconhecer a existência da pequena burguesia, Marx defendia que, com o</p><p>desenvolvimento do capitalismo, haveria a redução da sociedade a apenas duas classes</p><p>fundamentais: burguesia e proletariado.</p><p>c) A sociologia weberiana desenvolve uma teoria da estratificação social que inclui, além das</p><p>posses materiais, o nível de educação e o conjunto das habilidades técnicas individuais na</p><p>definição das classes.</p><p>d) Para Max Weber, os grupos de status são unidades de estratificação tão importantes quanto</p><p>a classe social.</p><p>e) Os grupos de status unificam e agrupam os indivíduos de forma igualitária.</p><p>81) (Unicentro 2012) De acordo com as análises de Karl Marx, a divisão social do trabalho</p><p>revela duas classes que se contrapõem. Na produção capitalista, as duas classes antagônicas</p><p>são as indicadas em</p><p>a) senhor e escravo.</p><p>b) clero e burguesia.</p><p>c) servos e senhores.</p><p>d) nobreza e burguesia.</p><p>e) burguesia e proletariado.</p><p>82) (Interbits 2012) Leia.</p><p>“Tá vendo aquele edifício, moço?</p><p>Ajudei a levantar.</p><p>Foi um tempo de aflição,</p><p>eram quatro condução,</p><p>duas pra ir, duas pra voltar.</p><p>Hoje depois dele pronto,</p><p>olho pra cima e fico tonto,</p><p>mas me vem um cidadão</p><p>e me diz desconfiado:</p><p>"Tu tá aí admirado? Ou tá querendo roubar?"</p><p>Meu domingo tá perdido,</p><p>vou pra casa entristecido,</p><p>dá vontade de beber.</p><p>E pra aumentar meu tédio,</p><p>eu nem posso olhar pro prédio</p><p>que eu ajudei a fazer”.</p><p>(...)</p><p>RAMALHO, Zé. Composição: Lucio Barbosa. Cidadão. Frevoador. Columbia (Sony Music) [CD],</p><p>1992.</p><p>A música Cidadão, interpretada por Zé Ramalho, apresenta uma situação na qual um</p><p>trabalhador conta sobre a sua experiência de ser impedida de contemplar o fruto do seu</p><p>trabalho. Qual conceito sociológico é o mais adequado para compreendermos essa relação</p><p>entre trabalhador e mercadoria?</p><p>a) Fetichismo da mercadoria.</p><p>b) Fato social.</p><p>c) Alienação.</p><p>d) Socialização.</p><p>e) Ação social.</p><p>83) (Interbits 2012) Responda a questão apartir do texto abaixo.</p><p>“Segundo a concepção materialista da história, na produção da vida os homens geram também</p><p>outra espécie de produtos que não têm forma material: as ideologias políticas, concepções</p><p>religiosas, códigos morais e estéticos, sistemas legais, de ensino, de comunicação, o</p><p>conhecimento filosófico e científico, representações coletivas de sentimentos, ilusões, modos de</p><p>pensar e concepções de vida diversos e plasmados de um modo peculiar”.</p><p>QUITANEIRO, T. Um toque de clássicos: Marx, Weber e Durkheim. 2.ed. rev. amp. Belo</p><p>Horizonte: Editora UFMG, 2002, p. 37.</p><p>Na abordagem marxista, essa outra espécie de produtos imateriais que são derivados da</p><p>produção da vida material humana corresponde à:</p><p>a) Infraestrutura da sociedade.</p><p>b) Superestrutura da sociedade.</p><p>c) Ideologia.</p><p>d) Luta de classes.</p><p>e) Representação coletiva.</p><p>84) (Uel 2011) Observe a charge.</p><p>Com base na charge e nos conhecimentos sobre a teoria de Marx, é correto afirmar:</p><p>a) A produção mercantil e a apropriação privada são justas, tendo em vista que os patrões detêm</p><p>mais capital do que os trabalhadores assalariados.</p><p>b) Um dos elementos constitutivos da acumulação capitalista é a mais-valia, que consiste em</p><p>pagar ao trabalhador menos do que ele produziu em uma jornada de trabalho.</p><p>c) A mercadoria, para poder existir, depende da existência do capitalismo e da substituição dos</p><p>valores de troca pelos valores de uso.</p><p>d) As relações sociais de exploração surgiram com o nascimento do capitalismo, cuja faceta</p><p>negativa está em pagar salários baixos aos trabalhadores.</p><p>e) Sob o capitalismo, os trabalhadores se transformaram em escravos, fato acentuado por ter</p><p>se tornado impossível, com a individualização do trabalho e dos salários, a consciência de classe</p><p>entre eles.</p><p>85) (Ueg 2011) O comunismo rondava a Europa. Em meados do século XIX, o Manifesto</p><p>Comunista é publicado. As lutas entre as forças conservadoras da nobreza e do clero contra a</p><p>burguesia se acirram. Aumenta também a tensão entre liberais e socialistas. É neste contexto</p><p>que Karl Marx ganha força com seu</p><p>a) espiritualismo histórico dialético.</p><p>b) materialismo histórico dialético.</p><p>c) positivismo histórico dialético.</p><p>d) criticismo histórico dialético.</p><p>e) comunismo histórico dialético.</p><p>86) (Uel 2008) Sobre a exploração do trabalho no capitalismo, segundo a teoria de Karl Marx</p><p>(1818-1883), é correto afirmar:</p><p>a) A lei da hora-extra explica como os proprietários dos meios de produção se apropriam das</p><p>horas não pagas ao trabalhador, obtendo maior excedente no processo de produção das</p><p>mercadorias.</p><p>b) A lei da mais valia consiste nas horas extras trabalhadas após o horário contratado, que não</p><p>são pagas ao trabalhador pelos proprietários dos meios de produção.</p><p>c) A lei da mais-valia explica como o proprietário dos meios de produção extrai e se apropria do</p><p>excedente produzido pelo trabalhador, pagando-lhe apenas por uma parte das horas</p><p>trabalhadas.</p><p>d) A lei da mais valia é a garantia de que o trabalhador receberá o valor real do que produziu</p><p>durante a jornada de trabalho.</p><p>e) As horas extras trabalhadas após o expediente constituem-se na essência do processo de</p><p>produção de excedentes e da apropriação das mercadorias pelo proprietário dos meios de</p><p>produção.</p><p>87) (Ufu 2003) Considere o texto apresentado.</p><p>“Em uma de suas colunas de opinião no jornal Folha de São Paulo de 02/05/2003, Clóvis Rossi</p><p>refere-se à existência hoje de uma “hegemonia cultural e midiática das opiniões de gente do</p><p>mundo financeiro”. Segundo esse jornalista, essa hegemonia do setor financeiro, não só no Brasil</p><p>como no resto do mundo, leva os governos a optarem “por adotar políticas que não ofendam o</p><p>poder real e, por extensão, a sua capacidade de gerar críticas virulentas à qualquer inovação. É</p><p>mais fácil prejudicar ou deixar de atender assalariados e marginalizados em geral do que</p><p>banqueiros, como é óbvio”.</p><p>Na análise sociológica marxista, o poder do dinheiro, incluindo suas projeções no plano</p><p>ideológico, tem um nome: fetichismo da mercadoria. Com relação ao tema abordado, atente-</p><p>se para as afirmativas abaixo.</p><p>I. O caráter misterioso da mercadoria provém da utilidade particular que ela tem para cada</p><p>indivíduo; e é, desta forma, que este avalia o próprio dinheiro.</p><p>II. O fetichismo da mercadoria oculta a verdadeira relação entre os trabalhos particulares e o</p><p>trabalho total, ao apresentá-la como uma relação objetiva entre os produtos do próprio</p><p>trabalho.</p><p>III. Os produtos do trabalho humano, ao serem trocados no mercado, adquirem uma realidade</p><p>socialmente homogênea, distinta da sua heterogeneidade de objetos úteis, perceptíveis aos</p><p>sentidos.</p><p>IV. O caráter fetichista da mercadoria nada tem a ver com a questão do valor, pois o fetichismo</p><p>é uma questão de ilusão, de se levar em conta tão somente que, hoje, o dinheiro “faz a cabeça”</p><p>dos indivíduos.</p><p>V. Com o fetichismo da mercadoria, dá-se uma inversão do sujeito em objeto, produzida pela</p><p>alienação</p><p>ou separação entre os produtores e os produtos de seus trabalhos na sociedade.</p><p>Assinale a única alternativa que relaciona todas as afirmações corretas, a respeito do</p><p>fetichismo da mercadoria.</p><p>a) I, II e IV são corretas.</p><p>b) II, III e V são corretas.</p><p>c) II, IV e V são corretas.</p><p>d) I, III e IV são corretas.</p><p>e) Apenas a I está correta.</p><p>88) (Ufu 2002) Responda a questão abaixo.</p><p>“Para Marx, o processo de trabalho é atividade dirigida com o fim de criar valores de uso, (...) é</p><p>condição necessária da troca material entre o homem e a natureza; é condição natural eterna</p><p>da vida humana, sem depender, portanto, de qualquer forma dessa vida, sendo antes comum a</p><p>todas as suas formas sociais”.</p><p>MARX, Karl. O Capital. São Paulo: Difel, 1985, p. 208, Livro 1, Volume I.</p><p>Com base neste trecho, considere as afirmações abaixo e, em seguida, escolha a alternativa</p><p>correta.</p><p>I. É possível a existência de uma sociedade na qual o trabalho não seja a atividade criadora de</p><p>coisas úteis.</p><p>II. Em todas as sociedades o intercâmbio dos homens com os recursos naturais se dá pelo</p><p>trabalho, sempre no interior de determinadas relações sociais, como por exemplo: escravistas,</p><p>feudais, capitalistas.</p><p>III. A sociedade contemporânea, de alta tecnologia, não depende do trabalho humano para a</p><p>produção de bens e serviços.</p><p>a) I e II estão corretas.</p><p>b) I e III estão.</p><p>c) II está correta.</p><p>d) III está correta.</p><p>e) I e III está correta.</p><p>89) (Ufu 2000) O lucro do capitalismo, segundo Marx, provém</p><p>I. do aumento do preço da venda da mercadoria.</p><p>II. da compra e venda da mercadoria.</p><p>III. do valor excedente criado pelo trabalhador e que não fica com ele, a mais-valia.</p><p>IV. do trabalho não pago que se materializa nas mercadorias.</p><p>Assinale a alternativa correta.</p><p>a) I, II e III estão corretas.</p><p>b) I e II estão corretas.</p><p>c) III e IV estão corretas.</p><p>d) II, III e IV estão corretas.</p><p>e) Apenas a I está correta.</p><p>90) (Uem 2018) Acerca do tema “etnocentrismo”, assinale o que for incorreto.</p><p>a) O avanço da globalização aumenta a manifestação do etnocentrismo no mundo.</p><p>b) A xenofobia se configura como uma das consequências práticas do etnocentrismo no dia a</p><p>dia.</p><p>c) O etnocentrismo é uma expressão característica de culturas orientais, que tendem a</p><p>desprezar as influências vindas do ocidente.</p><p>d) A posição etnocêntrica toma a cultura a que se pertence como medida de julgamento e de</p><p>análise do mundo.</p><p>e) Muitos processos de genocídio e de extermínio de populações étnicas foram justificados, ao</p><p>longo da história, como imposição e conquista de uma cultura supostamente mais forte sobre</p><p>outra, mais débil e fraca.</p><p>91) (Ufu 2018) Quando de longe observamos o mundo árabe e o mundo judeu, vemos o</p><p>contraste entre duas religiões – a judaica, baseada no Tanakh (da qual a Torá é parte) e a</p><p>muçulmana, baseada no Alcorão ou no Corão. Menos comum é vermos as semelhanças tal</p><p>como o ritual de circuncisão masculina que, em ambas as religiões, se realiza a partir dos oito</p><p>dias de vida e representa o pacto entre Deus e os homens. Por isso, entre sistemas com</p><p>diferenças, também pode haver semelhanças e, para abarcar essa dupla realidade, as Ciências</p><p>Sociais criaram o conceito de</p><p>a) religiosidade como propensão particular a crenças divinas universais.</p><p>b) identidade como sistemas de diferenças culturais internas.</p><p>c) alteridade como direito particular às diferenças universais.</p><p>d) cultura como conjuntos de sistemas simbólicos.</p><p>e) indivíduo como aquele único e verdadeiro.</p><p>92) (Interbits 2015)</p><p>No fim do século XVIII, foi encontrado em um bosque próximo à cidade de Aveyron, na França,</p><p>um garoto que vivia totalmente isolado. O menino, que na época tinha por volta de 10 e 12</p><p>anos, parecia ter vivido somente na floresta, sem qualquer contato humano. Ao ser</p><p>encontrado, ele passou a viver com um professor, que se encarregou de educa-lo. Tendo em</p><p>mente o caso do menino acima, assinale a alternativa que explica, de forma correta, a relação</p><p>entre natureza e cultura.</p><p>a) A cultura é uma característica que somente algumas pessoas possuem. Indígenas são</p><p>exemplos de povos sem cultura.</p><p>b) A natureza humana é a mesma dos animais. Tanto uns quanto outros agem basicamente por</p><p>instinto.</p><p>c) A natureza humana é desenvolvida através da cultura. Sendo assim, podemos dizer que é da</p><p>natureza humana possuir cultura.</p><p>d) Não existem casos de pessoas sem cultura. É por isso que devemos estudar sociologia, para</p><p>aprendermos a viver em sociedade.</p><p>e) Diferentemente do que se pudesse pensar, o problema do garoto selvagem era mental, e não</p><p>cultural.</p><p>93) (Unioeste 2014) Como a Antropologia provou à exaustão ao longo do século XX, cada</p><p>sociedade humana possui sua própria cultura, sua própria visão de mundo. No entanto, em</p><p>nossa vivência cotidiana, tendemos a sobrevalorizar a identidade de nosso grupo diante de</p><p>outras identidades culturais, tomando nossa visão de mundo como parâmetro de cultura e de</p><p>sofisticação. Na visão etnocêntrica nós somos 'cultos', 'educados', 'civilizados', 'limpos' etc. e</p><p>os outros, ao contrário, tendem a aparecer como 'ignorantes', 'sem educação', 'selvagens',</p><p>'sujos' etc. Com base no que foi dito, escolha a alternativa abaixo que define CORRETAMENTE</p><p>o conceito de etnocentrismo.</p><p>a) Visão de mundo que considera o nosso próprio grupo cultural como centro de tudo e todas</p><p>as demais variações culturais são julgadas através de nossos valores.</p><p>b) Visão de mundo que considera a igualdade inata de todos os grupos culturais.</p><p>c) Visão de mundo fundamentada na alteridade e no reconhecimento da legitimidade das</p><p>diferenças entre os vários grupos culturais.</p><p>d) Visão de mundo fundamentada no uso da ciência para julgar e classificar as diversas</p><p>expressões culturais.</p><p>e) Visão de mundo que considera que todas as expressões culturais podem contribuir para o</p><p>desenvolvimento da espécie humana.</p><p>94) (Uem 2017) Leia e responda a questão abaixo.</p><p>“É fácil constatar que o homem se coloca face à natureza em função da sua cultura. No entanto,</p><p>o universo da cultura é multifacetado. Não há uma única cultura, mas um conjunto delas. Dito</p><p>de outro modo, os homens de diferentes culturas (por exemplo, o europeu moderno e o</p><p>ameríndio) se afirmam frente à natureza segundo diferentes formas de vida.”</p><p>FIGUEREIDO, V. de. (org.) Filosofia: temas e percursos. São Paulo: Berlendis & Vertecchia,</p><p>2013. p. 28.</p><p>Com base no trecho citado e em estudos sobre cultura, assinale o que for incorreto.</p><p>a) Se existem diferentes culturas, não podemos julgá-las por uma única medida, que é a forma</p><p>como elas compreendem a natureza.</p><p>b) Assumir a ideia de cultura única e universal implica também admitir uma posição</p><p>etnocêntrica.</p><p>c) A diversidade de culturas expressa os diversos modos pelos quais a razão humana busca</p><p>entender a si e seu entorno.</p><p>d) A compreensão dos fenômenos naturais resulta, em diferentes contextos culturais, nas</p><p>mesmas explicações.</p><p>e) A ideia de natureza é culturalmente definida, logo é plausível afirmar que diferentes culturas</p><p>produzem diferentes ideias de natureza.</p><p>95) (Unisc 2017) Leia o trecho abaixo e respnda.</p><p>"O grupo do 'eu' faz, então, de sua visão a única possível, ou mais discretamente se for o caso, a</p><p>melhor, a natural, a superior, a certa. O grupo do 'outro' fica, nessa lógica, como sendo</p><p>engraçado, absurdo, anormal ou inteligível".</p><p>ROCHA, Everardo P. Guimarães. O que é etnocentrismo. 1. ed. São Paulo: Brasiliense, 1984,</p><p>p. 9.</p><p>A citação explicita o fenômeno social denominado etnocentrismo. Assinale entre as</p><p>alternativas abaixo aquela que explica o conceito.</p><p>a) O etnocentrismo demonstra como convivemos em harmonia com grupos e indivíduos que</p><p>pertencem a uma cultura diversa ou são reconhecidos como “diferentes” por não seguirem os</p><p>padrões de comportamento socialmente</p><p>aceitos na sociedade em que vivemos.</p><p>b) O etnocentrismo é uma visão de mundo (que pode compreender ideias e ideologias) em que</p><p>nosso próprio grupo é tomado como centro de referência e todos os outros são pensados e</p><p>avaliados através de nossos valores, nossos modelos e nossas definições do que é a existência.</p><p>c) O etnocentrismo é uma visão de mundo (que pode compreender ideias e ideologias) em que</p><p>buscamos não julgar e não avaliar as diferenças e sim compreender as especificidades culturais</p><p>de cada grupo ou cultura.</p><p>d) O etnocentrismo demonstra a luta de classe nas sociedades capitalistas a partir da teoria</p><p>marxista.</p><p>e) O etnocentrismo é uma teoria que explica por que não devemos interferir nas outras culturas.</p><p>96) (Unioeste 2015) Para a antropóloga Ruth Benedict,</p><p>“a cultura é como uma lente através da qual o homem vê o mundo. Homens de culturas</p><p>diferentes usam lentes diversas e, portanto, têm visões desencontradas das coisas.”</p><p>(BENEDICT, Ruth. O crisântemo e a espada. São Paulo: Perspectiva, 1972).</p><p>Portanto, é CORRETO afirmar.</p><p>a) A cultura nos ensina a perceber as 'coisas' e classificá-las, mas não serve para orientar a nossa</p><p>conduta cotidiana.</p><p>b) Um índio Guarani vê a floresta com olhos diferentes das pessoas não Guaranis; seu olhar</p><p>percebe significados em cada árvore (alimento, morada dos Deuses). Uma pessoa não Guarani</p><p>olha para a floresta e pode ver uma oportunidade de negócio.</p><p>c) Um índio Guarani, que vive em sua aldeia, e uma pessoa não índia, que vive na cidade,</p><p>possuem valores idênticos.</p><p>d) Em todas as culturas, mulheres e homens têm os mesmos direitos, os mesmos papéis sociais.</p><p>Exemplo: povo Palestino e povo Americano.</p><p>e) A cultura não tem o poder de influenciar em nossas decisões.</p><p>97) (Enem 2015) Leia o trecho do filosofo Slavoj Žižek e responda.</p><p>“Quanto ao “choque de civilizações”, é bom lembrar a carta de uma menina americana de sete</p><p>anos cujo pai era piloto na Guerra do Afeganistão: ela escreveu que – embora amasse muito seu</p><p>pai – estava pronta a deixá-lo morrer, a sacrificá-lo por seu país. Quando o presidente Bush citou</p><p>suas palavras, elas foram entendidas como manifestação “normal” de patriotismo americano;</p><p>vamos conduzir uma experiência mental simples e imaginar uma menina árabe maometana</p><p>pateticamente lendo para as câmeras as mesmas palavras a respeito do pai que lutava pelo</p><p>Talibã – não é necessário pensar muito sobre qual teria sido a nossa reação”.</p><p>ZIZEK. S. Bem-vindo ao deserto do real. São Paulo: Bom Tempo. 2003.</p><p>A situação imaginária proposta pelo autor explicita o desafio cultural do(a)</p><p>a) prática da diplomacia.</p><p>b) exercício da alteridade.</p><p>c) expansão da democracia.</p><p>d) universalização do progresso.</p><p>e) conquista da autodeterminação.</p><p>98) (Unioeste 2013) A antropologa norte-americana Margaret Mead, em sua obra Sexo e</p><p>Temperamento, pesquisa sobre o condicionamento das personalidades sociais de homens e</p><p>mulheres. Descreve os comportamentos típicos de cada sexo em três culturas diferentes da</p><p>Nova Guiné da seguinte maneira:</p><p>“Numa delas (os Arapesh), homens e mulheres agiam como esperamos que mulheres ajam: de</p><p>um suave modo parental e sensível; na segunda (os Mundugumor), ambos agiam como</p><p>esperamos que os homens ajam: com bravia iniciativa; e na terceira (os Tchambuli), os homens</p><p>agem segundo o nosso estereótipo para as mulheres, são fingidos, usam cachos e vão às</p><p>compras, enquanto as mulheres são enérgicas, administradoras e parceiras desadornadas”.</p><p>MEAD, M. Sexo e Temperamento, prefácio à edição de 1950.</p><p>Partindo da análise do texto transcrito acima, assinale a alternativa correta.</p><p>a) O sexo, no seu aspecto biológico, é o fator determinante dos temperamentos masculinos e</p><p>femininos nas diferentes sociedades.</p><p>b) O condicionamento cultural é de fundamental importância na definição de temperamentos e</p><p>de papéis sociais de homens e mulheres nas diferentes sociedades.</p><p>c) As diferenças biológicas entre homens e mulheres determinam todas as diferenças culturais</p><p>associadas aos sexos, moldando temperamentos e papéis sociais de homens e mulheres.</p><p>d) Em qualquer sociedade, homens são fortes, agressivos, dominadores, calculistas, controlam</p><p>as relações sociais e sexuais; as mulheres são frágeis, submissas, passionais, temperamentais,</p><p>vaidosas.</p><p>e) Homens e mulheres são morfologicamente diferentes, portanto, apresentam diferenças de</p><p>temperamento e de aprendizado, uns sendo mais aptos para algumas tarefas sociais e papéis</p><p>sociais que outros.</p><p>99) (Interbits 2012) Leia e responda.</p><p>“É um grande erro comparar culturas diferentes. Por exemplo, há indígenas que caçam, pescam,</p><p>coletam e para isso precisam de uma grande área, enquanto nós podemos escolher nossos</p><p>produtos industrializados e com conservantes nas prateleiras de qualquer supermercado”.</p><p>SAKAMOTO, Leonardo. Se os índios estão com fome e não têm terras, que comam brioches!.</p><p>Blog do Sakamoto. 25 jul. 2012. Disponível em:</p><p><http://blogdosakamoto.blogosfera.uol.com.br/2012/07/25/...brioches/>. Acesso em 26 jul.</p><p>2012.</p><p>O trecho acima apresenta uma recomendação metodológica acerca da análise cultural. A</p><p>partir dele e de seus conhecimentos sobre diversidade cultural, assinale a alternativa correta.</p><p>a) As culturas devem ser analisadas em uma perspectiva comparada, a partir de uma análise</p><p>estatística.</p><p>b) As culturas devem ser estudadas e conhecidas a partir de sua especificidade. O método</p><p>etnográfico busca fazer exatamente isso.</p><p>c) As culturas devem ser estudadas a partir de seu sistema político. O método mais eficaz é o da</p><p>pesquisa de opinião.</p><p>d) As culturas devem ser estudadas a partir da sua saúde. O melhor método é o de entrevistas.</p><p>e) As culturas são analisadas a partir de sua produção artística. Para tanto, deve-se utilizar o</p><p>método de análise bibliográfica.</p><p>100) (Interbits 2012) Leia.</p><p>“Por que os personagens de anime são sempre brancos?</p><p>Uma pergunta que já vi muita gente se fazer: por que todo mundo tem cara de ocidental (leia-</p><p>se, de branco) nos desenhos animados japoneses?</p><p>A pergunta é interessantíssima. Você já se perguntou isso? Eu já.</p><p>Como sempre, a pergunta revela mais sobre nós mesmos do que a resposta revela sobre os</p><p>japoneses.</p><p>A resposta é simples: para os japoneses, os personagens de anime SÃO japoneses. NÓS é que os</p><p>vemos como ocidentais”.</p><p>CASTRO, Alex. Qual é a cor da Turma da Mônica? (Racismo e normalidade – Parte 2).</p><p>Disponível em: <http://papodehomem.com.br/... 2/>. Acesso em 27 ago. 2012.</p><p>O comentário acima serve de exemplo a qual conceito antropológico?</p><p>a) Corporativismo</p><p>b) Fascismo</p><p>c) Etnocentrismo</p><p>d) Geocentrismo</p><p>e) Individualismo</p><p>101) (Interbits 2012) Leia e responda.</p><p>“O casamento não é objeto de nenhuma cerimônia, e a acelerada circulação matrimonial dos</p><p>jovens faz dele um negócio corriqueiro. No entanto, sempre que uma união se torna pública com</p><p>a mudança de domicílio de alguém, produz-se uma sutil comoção na aldeia. O novo casal começa</p><p>imediatamente a ser visitado por outros casais, seu pátio é o mais alegre e bulhento à noite; ali</p><p>se brinca, os homens se abraçam, as mulheres cochicham e riem. Dentro de alguns dias, nota-se</p><p>uma associação frequente entre o recém-casado e um outro homem, bem como entre sua</p><p>mulher e a mulher deste. Os dois casais começam a sair juntos à mata, a pintar-se e decorar-se</p><p>no pátio do casal mais novo. Está criada a relação de apihi-pihã”.</p><p>Fonte: Instituto Socioambiental. Disponível em:</p><p><http://pib.socioambiental.org/pt/povo/arawete/106> Acesso em 13 dez. 2012.</p><p>O texto acima descreve como se constroem as alianças matrimoniais e as relações de amizade</p><p>entre os Araweté, grupo indígena que vive atualmente no estado do Pará. A respeito da</p><p>instituição do casamento, assinale a alternativa correta sociologicamente.</p><p>a) O casamento deve ser sempre constituído por pessoas de</p><p>sexos opostos.</p><p>b) O casamento, por ser uma construção social, pode existir de formas diversas.</p><p>c) O casamento existe somente na sociedade ocidental.</p><p>d) Todo casamento pressupõe um rito de passagem.</p><p>e) O casamento é desejado somente pelas mulheres.</p><p>102) (Interbits 2012) Leia e responda.</p><p>“Mesmo o exercício de atividades consideradas como parte da fisiologia humana podem refletir</p><p>diferenças de cultura. Tomemos, por exemplo, o riso. Rir é uma propriedade do homem e dos</p><p>primatas superiores. O riso se expressa, primariamente, através da contração de determinados</p><p>músculos da face e da emissão de um determinado tipo de som vocal. O riso exprime quase</p><p>sempre um estado de alegria. Todos os homens riem, mas o fazem de maneira diferente por</p><p>motivos diversos”.</p><p>LARAIA, Roque de Barros. Cultura: um conceito antropológico. Rio de Janeiro, Jorge Zahar</p><p>Ed., 2003, p. 68-69.</p><p>A partir do texto acima, é correto afirmar que:</p><p>I. O riso é universal. Todas as pessoas riem de forma semelhante.</p><p>II. O riso varia não somente conforme a pessoa, mas também conforme a cultura. Pessoas de</p><p>culturas diferentes riem de maneiras diferentes e por motivos diferentes.</p><p>III. Não somente a forma de rir, mas também as formas de comer e de andar variam de cultura</p><p>para cultura.</p><p>IV. A cultura é um sistema fechado, que determina como os homens devem agir. Há culturas</p><p>estáticas e culturas dinâmicas.</p><p>V. A cultura varia conforme a geografia do lugar. Pessoas de lugares mais quentes são mais</p><p>acolhedoras, enquanto pessoas de lugares mais frios são mais individualistas.</p><p>a) Somente as afirmativas I e II são corretas.</p><p>b) Somente as afirmativas II e III são corretas.</p><p>c) Somente as afirmativas III e IV são corretas.</p><p>d) Somente as afirmativas IV e V são corretas.</p><p>e) Somente as afirmativas II e V são corretas.</p><p>103) (Interbits 2012) Leia o texto e responda a questão.</p><p>"Pedir que eu tire o lenço é a mesma coisa que pedir para me despir", afirma a libanesa</p><p>naturalizada brasileira Iman Alloul, 45, que vive há 28 anos no Brasil. Moradora de Foz do Iguaçu</p><p>(PR), teve que tirar o véu ao posar para fotos de documentos. Ela diz que o pedido surgiu em</p><p>2010, num curso do Detran. "A moça falou que eu tinha que tirar o lenço. Aí eu fiquei assustada.</p><p>Perguntei onde eu iria tirar, e ela disse que ali mesmo", afirma Iman. "Daí eu falei: 'moça, não</p><p>posso tirar o meu lenço aqui. Não é uma fitinha que você tira e coloca na hora que quiser. Não é</p><p>um acessório, é parte da vestimenta muçulmana'."</p><p>Fonte: PAULO HENRIQUE ARAUJO. 'Não é um lacinho que você tira quando quer', diz mulher.</p><p>Folha on-line. Disponível em: <http://folha.com/no1162395>. Acesso em 02 out. 2012.</p><p>Sobre o tipo de situação acima descrito, assinale a alternativa CORRETA:</p><p>a) O que há é um exemplo claro de relativismo cultural. O DETRAN demonstra estar claramente</p><p>preparado para lidar com a diversidade dos significados religiosos.</p><p>b) A mulher em questão queria se esconder através do véu para não ser identificada caso</p><p>cometesse algum crime.</p><p>c) De acordo com os Direitos Humanos, a Lei do Estado deve estar acima de qualquer norma</p><p>cultural.</p><p>d) A situação acima corresponde a um claro exemplo de mudança social.</p><p>e) Estamos diante de um exemplo de etnocentrismo por parte do DETRAN.</p><p>104) (Interbits 2012) O Natal é caracterizado, entre outras coisas, pela troca de presentes. As</p><p>pessoas presenteiam-se, criam regras e jogos (como o “amigo secreto” ou “amigo oculto”)</p><p>para fazer essas trocas, além de estabelecerem quais tipos de presentes podem ou não ser</p><p>oferecidos. Sobre a prática de presentear, a sociologia afirma que:</p><p>a) Esta não é uma ação social dotada de sentido.</p><p>b) Ela tem a função de aumentar a anomia social.</p><p>c) Esta é uma característica somente da sociedade capitalista.</p><p>d) Ela tem como função primordial aumentar a alienação da população mediante uma lógica de</p><p>consumo.</p><p>e) Ela serve para reforçar os laços sociais, criando redes de reciprocidade e de afeto.</p><p>105) (Interbits 2012) Durante o ano de 2012, pensou-se que o mundo poderia acabar em 21</p><p>de dezembro de 2012, devido a uma antiga “profecia” maia. Esse tipo de profecia revela que</p><p>a sociedade contemporânea ainda preserva muitos mitos. Segundo as ciências sociais, esses</p><p>mitos:</p><p>a) correspondem a uma manifestação de irracionalidade, que tende a deixar de existir, graças à</p><p>civilização.</p><p>b) são parte do pensamento humano. Toda sociedade possui seus mitos e se pensa através</p><p>deles.</p><p>c) dizem respeito somente a sociedades arcaicas. A sociedade moderna, por ser científica, não</p><p>cria mais mitos.</p><p>d) deturpam a consciência coletiva, trazendo medos e falsas profecias sobre a realidade.</p><p>e) contribuem para a dinâmica social de aculturação. É através dos mitos que todos podemos</p><p>conhecer a cultura maia, asteca e egípcia clássica.</p><p>106) (Uem 2011) Sobre o tema diversidade cultural, leia o texto a seguir, que aborda as</p><p>práticas de mutilação genital existentes em sociedades como Somália e Djibuti, e assinale a</p><p>alternativa incorreta.</p><p>“Uma outra perspectiva em relação à mutilação genital feminina é aquela defendida pelos</p><p>relativistas culturais. Eles argumentam que a perspectiva dos direitos humanos é etnocêntrica.</p><p>Os relativistas culturais percebem as intervenções que interferem nessa prática como pouco mais</p><p>que ataques neoimperialistas às culturas africanas. De acordo com a perspectiva defendida por</p><p>eles, qualquer discurso sobre ‘direitos humanos universais’ nega a soberania cultural de povos</p><p>menos poderosos. Além disso, a oposição à mutilação genital feminina compromete a tolerância</p><p>e o multiculturalismo e promove atitudes racistas”.</p><p>(BRYM, Robert J.. Sociologia: sua bússola para um novo mundo. São Paulo: Cengage</p><p>Learning, 2006, p. 89).</p><p>a) O texto defende a ideia de que haveria um ‘ser humano’ em abstrato e geral a partir do qual</p><p>poderiam ser definidos direitos individuais ou coletivos com validade universal.</p><p>b) Os defensores dessa perspectiva relativista entendem que os chamados direitos humanos</p><p>são, na realidade, a expressão da cultura ocidental, política e economicamente dominante.</p><p>c) Segundo o texto, os relativistas entendem que a soberania cultural das nações é algo que deve</p><p>ser preservado, mesmo diante de práticas que aparentemente pareçam ser absurdas e</p><p>injustificáveis.</p><p>d) Pode-se concluir, a partir do texto, que a oposição à mutilação genital feminina é considerada</p><p>etnocêntrica pelos relativistas culturais porque é resultado da adoção dos valores e costumes</p><p>das sociedades ocidentais como referência para definir o que é certo ou errado.</p><p>e) O argumento proposto pela perspectiva relativista, segundo o texto, expõe a complexidade</p><p>do mundo contemporâneo, no qual princípios supostamente universais se contrapõem a</p><p>elementos culturais particulares de uma ou de outra sociedade.</p><p>107) (Unicentro) Os novos movimentos sociais são diferentes das ações coletivas de antes por</p><p>eles politizarem a esfera privada e tornarem públicas as problemáticas das minorias sociais.</p><p>Assim, dentre esses movimentos, destacam-se aqueles que:</p><p>a) envolvem negros, indígenas, sem-terra e sem-teto.</p><p>b) determinam a opinião pública sobre as questões ecológicas.</p><p>c) produzem discussões locais e regionais, não abarcando questões globais.</p><p>d) desenvolvem-se a partir do controle do Estado e dos partidos políticos.</p><p>e) realizam pressão política, apoiando contestação da política econômica, e lutam por melhores</p><p>salários.</p><p>108) (Uece 2019) Os movimentos sociais revelam ações presentes nas sociedades</p><p>democráticas e são expressão da organização e luta da sociedade civil. Atuam coletivamente</p><p>na afirmação de direitos e na resistência à exclusão social. Considerando a afirmação acima, é</p><p>correto dizer que os movimentos sociais</p><p>a) foram criados pelo Estado como meio de colaborar com a administração dos governos e de</p><p>suas propostas políticas.</p><p>b) são importantes para a sociedade civil porque, por meio deles, direitos de cidadania são</p><p>conquistados e a democracia é fortalecida.</p><p>c) são exemplos de protestos que promovem a desordem social e põem em risco os direitos e a</p><p>cidadania conquistados historicamente pela sociedade.</p><p>d) ao se constituírem, atuam aleatoriamente, sem foco nem direção, apenas movidos pela ideia</p><p>da mobilização.</p><p>e) não são importantes para a sociedade civil porque, por meio deles, direitos de cidadania são</p><p>conquistados e a democracia é enfraquecida e aumenta a chance de uma ditadura se</p><p>desenvolver.</p><p>109) (Uece 2019) Atente para o enunciado a seguir:</p><p>“O Movimento dos Trabalhadores Sem Terra – MST – é um dos mais importantes movimentos</p><p>sociais do Brasil, tendo como foco as questões do trabalhador do campo, principalmente no</p><p>tocante à luta pela reforma agrária brasileira”.</p><p>Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/sociologia/mst.htm.</p><p>No que diz respeito ao conceito de “movimentos sociais”, é correto afirmar que são</p><p>a) ações coletivas de segmentos socialmente organizados que têm como objetivo alcançar</p><p>mudanças sociais por meio do embate político, dentro de uma determinada sociedade e de um</p><p>contexto específico.</p><p>b) expressões individuais dos sujeitos em seus cotidianos na busca de realização de seus desejos</p><p>e sonhos a serem alcançados no mercado de trabalho e no reconhecimento de seus méritos</p><p>pelo Estado.</p><p>c) organizações governamentais com o objetivo de mobilizar setores da população para fazerem</p><p>valer os direitos sociais e civis, tendo como referências o acesso a serviços que reconheçam a</p><p>plena cidadania.</p><p>d) organizações de interesse público mantidas por meio de fundos públicos com o objetivo de</p><p>cooperar na organização das instituições privadas da sociedade, em parceria com os governos.</p><p>e) ações coletivas de segmentos socialmente organizados que têm como objetivo alcançar</p><p>mudanças sociais por meio do embate militar, destruindo toda a instituição conhecida como</p><p>Estado.</p><p>110) (Upe-ssa 2 2018) Observe a seguinte imagem:</p><p>O fenômeno sociológico nela apresentado pode ser definido como ações coletivas, cujo</p><p>objetivo é o de manter ou mudar uma situação historicamente contextualizada. Sobre esse</p><p>fenômeno, assinale a alternativa que NÃO indica uma característica estrutural da organização</p><p>social representada na imagem.</p><p>a) Utiliza-se, em alguns casos, do líder como principal representante e articulador das</p><p>reivindicações, que são o foco da organização dos seus membros.</p><p>b) É constituída de pessoas articuladas politicamente e reconhecidas pelo pluralismo</p><p>organizacional e pela ideologia defendida.</p><p>c) Elabora e estabelece canais comunicativos entre os indivíduos, a sociedade e o Estado.</p><p>d) Manipula a opinião pública para atender aos objetivos dos poderes políticos estabelecidos,</p><p>permitindo que estes exerçam a força necessária para manter a ordem moral e policial do</p><p>Estado.</p><p>e) Declara-se, em sua maioria, apartidária e laica, evitando a utilização do movimento para</p><p>beneficiar políticos ou líderes religiosos no contexto das relações sociais.</p><p>111) (Uel 2018) Leia a charge a seguir e responda à(s) questão(ões).</p><p>Na figura, o “fim da linha” é também uma metáfora para interpretações como aquelas que</p><p>defendem que a sociedade atual encontra-se no “fim da história”, tese popularizada por</p><p>Francis Fukuyama, ou diante do “fim das utopias”, formulada por autores como Anthony</p><p>Giddens e Zigmunt Baumann. Este debate teórico e social coloca no centro da reflexão temas</p><p>como modernidade, mudanças e movimentos sociais. Sobre o contexto sociopolítico e os</p><p>fundamentos presentes nesse debate, assinale a alternativa correta.</p><p>a) Os protestos coletivos urbanos, a partir dos anos 1990, quando ocorrem, demonstram ser</p><p>uma ferramenta política empregada primordialmente pelos indivíduos mais pobres e menos</p><p>escolarizadas.</p><p>b) Os novos movimentos sociais têm apresentado como grandes traços a heterogeneidade dos</p><p>atores envolvidos, a valorização das adesões individuais e as alianças pontuais independentes</p><p>do pertencimento de classe.</p><p>c) O liberalismo econômico é o referencial teórico dos movimentos contra a globalização,</p><p>revelando a descrença geral com os grandes projetos inspirados nos ideais socialistas e o fim das</p><p>grandes narrativas.</p><p>d) Para teóricos do “fim da linha” ou do “fim da história”, a pós-modernidade está marcada pela</p><p>ausência de perspectivas para superar a cristalização de valores, práticas e projetos sociais</p><p>defendidos na época da modernidade.</p><p>e) O “fim da linha” é o reconhecimento de que os valores criados pela modernidade foram</p><p>cumpridos, restando às novas gerações, garanti-los sem alterações significativas.</p><p>112) (Enem 2017) Leia o trecho e responda.</p><p>“Sou filho natural de uma negra, africana livre, da Costa da Mina (Nagô de Nação), de nome</p><p>Luiza Mahin, pagã, que sempre recusou o batismo e a doutrina cristã. Minha mãe era baixa de</p><p>estatura, magra, bonita, a cor era de um preto retinto e sem lustro, tinha os dentes alvíssimos</p><p>como a neve, era muito altiva, geniosa, insofrida. Dava-se ao comércio — era quitandeira, muito</p><p>laboriosa e, mais de uma vez, na Bahia, foi presa como suspeita de envolver-se em planos de</p><p>insurreição de escravos que não tiveram efeito”.</p><p>AZEVEDO, E. “Lá vai verso!”: Luiz Gama e as primeiras trovas burlescas de Getulino. In:</p><p>CHALHOUB, S.; PEREIRA, L. A. M. A história contada: capítulos de história social da literatura</p><p>no Brasil. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. 1998 (adaptado).</p><p>Nesse trecho de suas memórias, Luiz Gama ressalta a importância dos(as)</p><p>a) laços de solidariedade familiar.</p><p>b) estratégias de resistência cultural.</p><p>c) mecanismos de hierarquização tribal.</p><p>d) instrumentos de dominação religiosa.</p><p>e) limites da concessão de alforria.</p><p>113) (Uel 2017) Leia o texto a seguir.</p><p>“Uma parte considerável dos novos ativistas já compareceu a protestos e a encontros</p><p>presenciais, mas há muitos que se manifestam exclusivamente na Internet sob a forma de textos,</p><p>hashtags e vídeos. E o volume de informação produzido por eles sinaliza a centralidade que a</p><p>política assumiu no dia a dia dos brasileiros”.</p><p>Adaptado de: CIRNE, S. Somos todos ativistas. Galileu. abr. 2016, p. 41.</p><p>As formas de ativismo on-line e off-line, no Brasil, demonstram a emergência, na sociedade</p><p>civil, de novos atores políticos, que se articulam por meio de ações coletivas em rede. Com</p><p>base no texto e nos conhecimentos sobre as recentes formas de mobilização dos atores da</p><p>sociedade civil, assinale a alternativa correta.</p><p>a) As ações coletivas em rede podem ser comparadas aos movimentos sindicais brasileiros da</p><p>década de 1970, por adotarem práticas de organização e de mobilização em defesa da esfera</p><p>privada contra a opressão estatal.</p><p>b) As manifestações políticas organizadas em redes de movimentos caracterizam-se pela</p><p>participação de diversos grupos e de múltiplos atores imersos na vida cotidiana, com militância</p><p>parcial e efêmera.</p><p>c) O atual ativismo político no Brasil, a exemplo do mundo, mobiliza entidades e organizações</p><p>ideologicamente unificadas e com práticas comuns no mercado, a fim de obter vantagens</p><p>coletivas trabalhistas e salariais.</p><p>d) O ciberativismo, na contemporaneidade, envolve, como no passado, a mobilização das</p><p>grandes classes e a afirmação do movimento operário como principal protagonista das</p><p>transformações socioeconômicas.</p><p>e) Os sujeitos dos movimentos favoráveis às políticas neoliberais, na atualidade brasileira,</p><p>organizam-se em rede para a defesa da intervenção e da regulação da economia e das relações</p><p>de trabalho, pelo Estado.</p><p>114) (Uem 2016) Sobre o tema Movimentos Sociais e Participação Política, assinale o que for</p><p>correto.</p><p>a) Os movimentos sociais exercem papel importante na tarefa de exigir</p><p>do Estado o</p><p>reconhecimento de direitos de grupos minoritários e a redistribuição de recursos econômicos</p><p>que minimizem as injustiças sociais.</p><p>b) Movimentos sociais e partidos políticos têm a mesma tarefa na ordem democrática. Ambos</p><p>disputam o poder e o controle do Estado.</p><p>c) Os movimentos sociais, por mais distintas que sejam as suas reivindicações, utilizam todos um</p><p>mesmo repertório, ou seja, as mesmas práticas de ação.</p><p>d) Mobilizações com ajuda da internet são formas de ativismo que escapam das formas legítimas</p><p>de participação reconhecidas nas sociedades democráticas.</p><p>e) O voto constitui o único instrumento legítimo de participação política nas democracias</p><p>representativas.</p><p>115) (Upe-ssa 2 2016) Observe a imagem a seguir:</p><p>O fenômeno nela apresentado é definido como uma</p><p>a) ação de partidos políticos que possuem o objetivo de mudar uma determinada situação em</p><p>um país ou região.</p><p>b) determinação social de grupos minoritários que reivindicam melhores situações para</p><p>determinados indivíduos desprotegidos culturalmente.</p><p>c) solução definitiva e tranquila de conflitos e desigualdades sociais impostas pelos grupos</p><p>menos favorecidos aos grupos sociais considerados elitizados.</p><p>d) ação coletiva com base em uma determinada visão de mundo, objetivando a mudança ou a</p><p>manutenção das relações sociais numa dada sociedade.</p><p>e) norma de comportamento determinada pela sociedade para controlar manifestações</p><p>individuais ou grupais que contrariem os interesses do poder político do país.</p><p>116) (Enem 2015) Leia e responda a questão.</p><p>“Não nos resta a menor dúvida de que a principal contribuição dos diferentes tipos de</p><p>movimentos sociais brasileiros nos últimos vinte anos foi no plano da reconstrução do processo</p><p>de democratização do país. E não se trata apenas da reconstrução do regime político, da</p><p>retomada da democracia e do fim do Regime Militar. Trata-se da reconstrução ou construção de</p><p>novos rumos para a cultura do país, do preenchimento de vazios na condução da luta pela</p><p>redemocratização, constituindo-se como agentes interlocutores que dialogam diretamente com</p><p>a população e com o Estado”.</p><p>GOHN, M. G. M. Os sem-terras, ONGs e cidadania. São Paulo: Cortez, 2003 (adaptado).</p><p>No processo da redemocratização brasileira, os novos movimentos sociais contribuíram para</p><p>a) diminuir a legitimidade dos novos partidos políticos então criados.</p><p>b) tornar a democracia um valor social que ultrapassa os momentos eleitorais.</p><p>c) difundir a democracia representativa como objetivo fundamental da luta política.</p><p>d) ampliar as disputas pela hegemonia das entidades de trabalhadores com os sindicatos.</p><p>e) fragmentar as lutas políticas dos diversos atores sociais frente ao Estado.</p><p>117) (Enem PPL 2014) Leia o trecho abaixo e responda.</p><p>“Os movimentos sociais do século XXI, ações coletivas deliberadas que visam à transformação</p><p>de valores e instituições da sociedade, manifestam-se na e pela internet. O mesmo pode ser dito</p><p>do movimento ambiental, o movimento das mulheres, vários movimentos pelos direitos</p><p>humanos, movimentos de identidade étnica, movimentos religiosos, movimentos nacionalistas</p><p>e dos defensores/proponentes de uma lista infindável de projetos culturais e causas políticas”.</p><p>CASTELLS, M. A galáxia da internet: reflexões sobre a internet, os negócios e a sociedade. Rio</p><p>de Janeiro: Jorge Zahar, 2003.</p><p>De acordo com o texto, a população engajada em processos políticos pode utilizar a rede</p><p>mundial de computadores como recurso para mobilização, pois a internet caracteriza-se por</p><p>a) diminuir a insegurança do sistema eleitoral.</p><p>b) reforçar a possibilidade de maior participação qualificada.</p><p>c) garantir o controle das informações geradas nas mobilizações.</p><p>d) incrementar o engajamento cívico para além das fronteiras locais.</p><p>e) ampliar a participação pela solução da escassez de tempo dos cidadãos.</p><p>118) (Unioeste 2014)</p><p>O símbolo acima reproduzido ficou nacionalmente conhecido após uma série de</p><p>manifestações públicas que ocorreram em junho de 2013 e representa o Movimento Passe</p><p>Livre: um movimento social que luta pela implantação da 'tarifa zero' no transporte público,</p><p>como forma de garantir o acesso ao transporte para todas as camadas da população. Tendo</p><p>em vista aqueles acontecimentos, assinale qual das alternativas abaixo é CORRETA.</p><p>a) Os movimentos sociais deveriam ser proibidos porque provocam tumultos e depredações.</p><p>b) Os movimentos sociais são movimentos de oposição aos governos.</p><p>c) Os movimentos sociais só acontecem em épocas de crise.</p><p>d) Os movimentos sociais são importantes instrumentos na luta pelo reconhecimento de novos</p><p>direitos.</p><p>e) Os movimentos sociais têm como objetivo a conquista do Estado.</p><p>119) (Upe 2014) Leia o texto a seguir:</p><p>“A história do século XX apresenta outros conflitos de interesses que vão além da divisão da</p><p>sociedade em classes: conflitos entre homens e mulheres, entre adultos e jovens, entre</p><p>heterossexuais e homossexuais, entre brancos e não brancos e/ou minorias étnicas”.</p><p>OLIVEIRA, L. F.; COSTA, R. C. R. Sociologia para jovens do século XXI. Rio de Janeiro: Imperial</p><p>Novo Milênio, 2007, p.115-116.</p><p>Atualmente, no Brasil, existe um número significativo de grupos, que reivindicam direitos</p><p>sociais e políticos importantes para a formação de cidadania, identidade e pertencimento no</p><p>contexto nacional. Com base nas desigualdades apresentadas no texto e nas reflexões sobre</p><p>os grupos sociais que as vivenciam, assinale a alternativa CORRETA.</p><p>a) A opressão sofrida pelas mulheres é conhecida como desigualdade de gênero. Ela se refere</p><p>às normas sociais que são aceitas pelas mulheres como forma de reconhecimento do seu papel</p><p>transformador das condições sociais desiguais.</p><p>b) A homossexualidade é representada no Brasil como um desvio de conduta e, por isso, deve</p><p>ser tratada como doença psíquica e social. Para isso, há no país leis que garantem a intervenção</p><p>médica de indivíduos que apresentam traços do comportamento homossexual.</p><p>c) O racismo no Brasil é considerado pelos sociólogos como um preconceito disfarçado. Assim,</p><p>as piadas, brincadeiras e frases de duplo sentido com relação a grupos étnicos são consideradas</p><p>formas sutis de racismo.</p><p>d) Os conflitos entre adultos e jovens têm como base as vivências socioculturais. Todavia um</p><p>fator fundamental para formação e manutenção desses conflitos é a diferença financeira, pois</p><p>os jovens recebem menos que os adultos na sua vida profissional.</p><p>e) “A marcha das vadias” é um movimento social, que tem como objetivo conscientizar a</p><p>sociedade acerca da opressão que as mulheres vivenciam diariamente. Isso representa um</p><p>avanço, pois todas as reivindicações do movimento são aceitas e acatadas imediatamente pelas</p><p>instituições sociais como forma de melhorar a condição das mulheres.</p><p>120) (Uem 2013) Assinale o que for incorreto sobre a temática dos movimentos sociais.</p><p>a) Os movimentos sociais são ações coletivas que visam ao confronto político, objetivando</p><p>mudar ou manter uma situação.</p><p>b) Os camponeses, os negros, os jovens e as mulheres estão entre os vários grupos de sujeitos</p><p>históricos que realizam movimentos de resistência.</p><p>c) O movimento zapatista não pode ser classificado como um movimento social, pois suas ações</p><p>são pontuais, restritas à luta contra um acordo de livre comércio da América do Norte.</p><p>d) A organização dos movimentos sociais pode ser local, regional, nacional ou internacional e</p><p>está relacionada à luta por acesso aos direitos civis, políticos e sociais.</p><p>e) A estruturação dos movimentos sociais pode criar uma identidade coletiva para os seus</p><p>agentes.</p><p>121) (Interbits 2012)</p><p>A figura acima, retirada do site “Floresta faz diferença” faz referência a um movimento social.</p><p>No momento</p><p>de eleição para prefeitura municipal e de vereadores, esse movimento adquire</p><p>um novo aspecto. Assinale a alternativa CORRETA sobre a relação entre política e movimentos</p><p>sociais.</p><p>a) Não há, no sistema político contemporâneo, qualquer relação entre política e movimentos</p><p>sociais.</p><p>b) Todos os movimentos sociais surgem em um contexto democrático.</p><p>c) Os movimentos sociais muitas vezes procurar influenciar o voto dos eleitores.</p><p>d) Todas as pessoas são chamadas a fazer parte de movimentos sociais.</p><p>e) O movimento ambientalista não está preocupado com o bem estar da população. Sua</p><p>intenção é somente frear o desenvolvimento do país.</p><p>122) (Unicentro 2012) Leia e responda</p><p>“A vida política não acontece apenas dentro do esquema ortodoxo dos partidos políticos, da</p><p>votação e da representação em organismos legislativos e governamentais. O que geralmente</p><p>ocorre é que alguns grupos percebem que esse esquema impossibilita a concretização de seus</p><p>objetivos ou ideais, ou mesmo os bloqueia efetivamente. [...] Às vezes, a mudança política e</p><p>social só pode ser realizada recorrendo-se a formas não ortodoxas de ação política”.</p><p>GIDDENS, A. Sociologia. 4. ed. Tradução Sandra Regina Netz. Porto Alegre : Artmed, 2008.</p><p>Há um tipo comum de atividade política não ortodoxa, que busca promover um interesse</p><p>comum ou assegurar uma meta comum através de ações fora das esferas institucionais, que</p><p>se chama de</p><p>a) interação social.</p><p>b) mobilidade lateral.</p><p>c) movimento social.</p><p>d) princípio preventivo.</p><p>e) movimento de acomodação urbana.</p><p>123) (Uem 2012) Estudos recentes sobre ações coletivas e movimentos sociais apontam que</p><p>a mobilização dos cidadãos é um fenômeno complexo que depende de uma pluralidade de</p><p>fatores. Sobre esse assunto, assinale o que for incorreto.</p><p>a) O engajamento político dos cidadãos está relacionado à disponibilidade de recursos materiais</p><p>e subjetivos, como tempo, dinheiro, informação e educação.</p><p>b) Características do sistema político, que o tornam mais aberto ou fechado à contestação, são</p><p>relevantes para explicar os níveis de ação coletiva e a eclosão de movimentos sociais nas</p><p>sociedades modernas.</p><p>c) O acesso a fontes alternativas de informação e graus elevados de descontentamento com as</p><p>elites políticas são variáveis fundamentais para a explicação dos movimentos pró-democracia</p><p>que eclodiram recentemente no Oriente Médio.</p><p>d) Fatores relacionados à privação, tais como aumento dos preços dos produtos, elevação das</p><p>taxas de desemprego e retração da economia conduzem diretamente à mobilização dos</p><p>indivíduos para a contestação.</p><p>e) O envolvimento dos cidadãos em associações dos mais variados tipos favorece a eclosão de</p><p>movimentos sociais, uma vez que facilita a mobilização e a ação coletiva organizada.</p><p>124) (Uem 2012) Sobre os novos movimentos sociais que eclodiram na segunda metade do</p><p>século XX, assinale o que for incorreto.</p><p>a) As alterações na estrutura social que conduziram à crescente presença das mulheres na vida</p><p>econômica, política e cultural, contribuíram para o surgimento do movimento feminista que</p><p>defende, dentre outras causas, o direito à isonomia.</p><p>b) O ambientalismo se caracteriza como um novo movimento social ao questionar o modelo de</p><p>desenvolvimento autodestrutivo do capitalismo em sua fase monopolista avançada.</p><p>c) Uma das novidades apresentadas pelos novos movimentos sociais foi a denúncia das</p><p>contradições da sociedade capitalista em diferentes padrões de relações e não apenas na</p><p>dimensão produtiva.</p><p>d) Apesar de serem organizados por grupos bastante diversos, os novos movimentos sociais se</p><p>orientam pelo mesmo dogmatismo revolucionário característico do movimento operário</p><p>tradicional.</p><p>e) Os movimentos ecológico e pacifista estendiam suas críticas também ao bloco de países do</p><p>chamado socialismo real.</p><p>125) (Unicentro 2010) O conceito de Movimentos Sociais se define, exceto, por</p><p>a) movimentos que se caracterizam por diferentes reivindicações.</p><p>b) movimentos que se caracterizam por serem coletivos.</p><p>c) movimentos que priorizam interesses individuais e isolados.</p><p>d) movimentos que tem como objetivo mudar ou manter uma situação social.</p><p>e) movimentos que podem ser locais, regionais, nacionais e internacionais.</p><p>126) (Ueg 2019) Um dos fenômenos mais analisados pela sociologia é o das classes sociais.</p><p>Algumas análises sociológicas apontam para uma mudança na estrutura de classes na</p><p>sociedade, o que teria se iniciado após a Segunda Guerra Mundial e com maior intensidade</p><p>nas décadas posteriores. A respeito das alterações na estrutura de classes que ocorreram a</p><p>partir dessa época, verifica-se que</p><p>a) a longa crise econômica e o consequente enxugamento do Estado a partir dos anos 1950</p><p>geraram uma redução drástica da burocracia e uma precarização intensa da intelectualidade.</p><p>b) houve, nas últimas décadas, um decréscimo quantitativo e proporcional do proletariado</p><p>industrial, devido ao crescimento do setor de serviços e do comércio em detrimento do setor</p><p>industrial.</p><p>c) o desenvolvimento tecnológico e o avanço da informática fizeram emergir uma nova classe,</p><p>denominada tecnocracia, que vem, paulatinamente, substituindo a burguesia como classe</p><p>dominante.</p><p>d) a pós-modernidade e o neoliberalismo criaram um intenso processo de fragmentação social,</p><p>o que provocou o desaparecimento das classes sociais e sua substituição pelos grupos sociais.</p><p>e) o estado de bem-estar social nos países capitalistas mais avançados gerou uma reforma</p><p>agrária que teve como principal efeito o crescimento quantitativo do campesinato e da classe</p><p>latifundiária.</p><p>127) (Uem 2017) Sobre as relações entre diferenças e desigualdades sociais, assinale o que</p><p>for incorreto.</p><p>a) A distribuição desigual do trabalho doméstico se dá em decorrência das diferenças naturais</p><p>existentes entre homens e mulheres. As mulheres têm mais habilidades emocionais e</p><p>psicológicas no trato de crianças e nos cuidados com a casa, enquanto os homens são</p><p>biologicamente mais bem preparados para enfrentar a vida pública e as disputas políticas.</p><p>b) A desigualdade social é um tema clássico das Ciências Sociais. No âmbito deste tema se</p><p>investigam as relações sociais assimétricas existentes entre diferentes indivíduos e grupos em</p><p>uma sociedade.</p><p>c) A simples existência de diferenças entre grupos resulta em relações de desigualdade de</p><p>condições e oportunidades. Pessoas de diferentes grupos religiosos ou diferentes origens</p><p>étnicas tendem a se considerar superiores ou inferiores a outras.</p><p>d) A concepção de igualdade que estrutura nosso mundo social contemporâneo tem origem</p><p>histórica no pensamento filosófico iluminista e se constitui num dos princípios fundamentais das</p><p>nossas instituições jurídicas e políticas.</p><p>e) O princípio da igualdade de oportunidades e condições orienta a maioria das políticas públicas</p><p>tanto na redução das desigualdades sociais, tais como as políticas de combate à fome e à</p><p>mortalidade infantil, quanto na defesa e garantia de direitos, tais como o combate à violência</p><p>contra as mulheres e a expressão pública e civil da população LGBT.</p><p>128) (Enem (Libras) 2017) Leia e responda.</p><p>“Você sabe que lá fora você pode abrir seu laptop na praça, pode deixar a porta aberta, a</p><p>bicicleta sem cadeado. Mas lá fora, não esqueça, é você quem limpa a sua privada. Você já</p><p>relacionou as duas coisas? Nos países em que você lava a própria privada, ninguém mata por</p><p>uma bicicleta. Nos países em que uma parte da população vive para lavar a privada de outra</p><p>parte da população, a parte que tem sua privada lavada por outrem não pode abrir o laptop no</p><p>metrô”.</p><p>DUCLOS, D. apud DUVIVIER, G. A privada e a bicicleta. Disponível em:</p><p>www1.folha.uol.com.br. Acesso em: 6 jul. 2015 (adaptado).</p><p>O texto, apresentado como uma carta às elites brasileiras, sucedeu a notícia sobre um</p><p>assassinato por causa</p><p>de uma bicicleta. Nele contrapõem-se dois padrões de sociabilidade,</p><p>diferenciados pelo(a)</p><p>a) desenvolvimento tecnológico.</p><p>b) índice de impunidade.</p><p>c) laicização do Estado.</p><p>d) desigualdade social.</p><p>e) valor dos impostos.</p><p>129) (Upe-ssa 3 2017) Observe a imagem a seguir:</p><p>Valendo-se do conteúdo sociológico contido nessa imagem, é INCORRETO afirmar que, no</p><p>Brasil,</p><p>a) a dificuldade de acesso aos serviços básicos provoca uma grande distância social entre os</p><p>habitantes ricos e pobres.</p><p>b) o Plano “Brasil Sem Miséria”, criado em 2011 pelo governo federal, propõe identificar e</p><p>direcionar as pessoas, que não possuem nenhum benefício social, para algum tipo de auxílio,</p><p>cujo objetivo é diminuir a desigualdade no país.</p><p>c) a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio é um índice econômico, que aponta as</p><p>diferenças entre os indivíduos, abandonando o conceito de classe social e a exploração, pois seu</p><p>objetivo é quantificar e descrever a realidade de pobres e ricos.</p><p>d) as diferenças entre as pessoas estão presentes não apenas nas classes sociais mas também</p><p>nas relações de gênero, nas relações étnico-raciais e no grau de instrução da população.</p><p>e) o desenvolvimento do capitalismo criou as desigualdades evidenciadas na miséria e na</p><p>pobreza em todo o país, mas a superação foi resolvida com as políticas de divisão de riquezas</p><p>implantadas nos últimos anos pelo governo federal.</p><p>130) (Ebmsp 2016)</p><p>“O termo desigualdades sociais se refere a disparidades existentes entre indivíduos nas chances</p><p>de acesso a bens e recursos sociais escassos e disputados. Tais bens e recursos podem ser de</p><p>vários tipos e variam historicamente”.</p><p>BERTONCELO, Edison Ricardo E. A teoria do capital de Bourdieu. Grandes temas do</p><p>conhecimento Sociologia. São Paulo: Mythos, a. 1, n.1, p. 42-46. Adaptado.</p><p>A observação da charge, associada ao texto, permite afirmar:</p><p>a) Nas últimas décadas, as transformações ocorridas no sistema capitalista asseguraram grande</p><p>mobilidade na sociedade global, gerando uma nova ordem social no espaço geográfico.</p><p>b) As diferenças entre as classes sociais no mundo periférico só são visíveis pelo padrão de</p><p>consumo.</p><p>c) Os marcadores das diferenças sociais aparecem isolados e não estão articulados com as</p><p>experiências dos indivíduos e nem com o espaço onde eles vivem.</p><p>d) As diferenças e as desigualdades entre os homens são construídas socialmente e precisam</p><p>ser contextualizadas no tempo e no espaço.</p><p>e) Os mecanismos de legitimação das desigualdades sociais no sistema capitalista facilitam a</p><p>percepção de que são indevidas.</p><p>131) (Enem PPL 2015) Leia o trecho e responda.</p><p>“Em 1960, os 20% mais ricos da população mundial dispunham de um capital trinta vezes mais</p><p>elevado do que o dos 20% mais pobres, o que já era escandaloso. Mas, ao invés de melhorar, a</p><p>situação ainda se agravou. Hoje, o capital dos ricos em relação ao dos pobres é, não mais trinta,</p><p>mas oitenta e duas vezes mais elevado”.</p><p>RAMONET, I. Guerras do século XXI: novos temores e novas ameaças. Petrópolis: Vozes,</p><p>2003 (adaptado).</p><p>Que característica socioeconômica está expressa no texto?</p><p>a) Expansão demográfica.</p><p>b) Homogeneidade social.</p><p>c) Concentração de renda.</p><p>d) Desemprego conjuntural.</p><p>e) Desenvolvimento econômico.</p><p>132) (Upe 2013) Observe a charge a seguir:</p><p>Ela faz referência a uma forma de desigualdade. Acerca das características dessa estrutura</p><p>social, analise as alternativas e marque a CORRETA.</p><p>a) A hierarquização é rígida, baseada em critérios hereditários, profissionais, étnicos, religiosos,</p><p>que determinam as relações entre as pessoas.</p><p>b) A tradição é um elemento fundamental na definição das relações estabelecidas entre os</p><p>diferentes grupos.</p><p>c) A mobilidade de um estrato para outro nessa estrutura é possível, mas é controlada pelos</p><p>indivíduos que estão na hierarquia superior da organização.</p><p>d) As pessoas se diferem umas das outras pelo lugar ocupado por elas num sistema</p><p>historicamente determinado de produção social, de relação com os meios de produção e por</p><p>seu papel na organização social do trabalho.</p><p>e) A escolha do cônjuge deve ser feita exclusivamente no seio da organização social, com base</p><p>nos critérios hereditários.</p><p>133) (Uem 2013) Considerando seus conhecimentos sobre os processos de desigualdade</p><p>social, assinale o que for incorreto.</p><p>a) Martin Luther King é um dos principais nomes associados aos movimentos de luta por direitos</p><p>civis nos Estados Unidos no século XX, representando as ações contra o racismo e contra a</p><p>segregação naquele país.</p><p>b) O apartheid foi um sistema de leis que vigorou na África do Sul durante o século XX,</p><p>estabelecendo os domínios político, social e econômico da população branca sobre a maioria</p><p>negra naquele país. Nelson Mandela, um dos líderes do movimento contra o apartheid, foi</p><p>condenado à prisão pelo governo africano nos anos de 1960 e libertado na década de 1990, após</p><p>a destituição legal do regime de segregação racial.</p><p>c) Os casos de estupro coletivo ocorridos na Índia, os quais vêm sendo constantemente</p><p>anunciados pela mídia, não podem ser considerados fatos de violação aos direitos humanos,</p><p>uma vez que obedecem a uma lógica cultural e religiosa característica do sistema de castas</p><p>indiano.</p><p>d) No Brasil, a Comissão de Direitos Humanos e Minorias, criada em 1995, é uma comissão</p><p>permanente da Câmara de Deputados e tem como uma de suas atribuições garantir a aplicação</p><p>do princípio de que toda pessoa tem direitos básicos e inalienáveis que devem ser protegidos</p><p>pelo Estado.</p><p>e) No Brasil, a Lei 11.340, de 7 de agosto de 2006, mais conhecida como Lei Maria da Penha, cria</p><p>mecanismos para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher e representa um</p><p>importante avanço no combate à discriminação de gênero no Brasil.</p><p>134) (Interbits 2013) Leia o trecho abaixo e responda.</p><p>“Acordo, não tenho trabalho, procuro trabalho, quero trabalhar</p><p>O cara me pede o diploma, não tenho diploma, não pude estudar</p><p>E querem que eu seja educado, que eu ande arrumado, que eu saiba falar</p><p>Aquilo que o mundo me pede não é o que o mundo me dá”.</p><p>Até Quando? – Gabriel, o Pensador.</p><p>O trecho acima, retirado da música Até Quando? de Gabriel, o Pensador, serve para</p><p>compreendermos que aspecto da sociedade?</p><p>a) O aumento da violência policial contra negros e pobres.</p><p>b) O aumento da escolarização dos estratos mais baixos da sociedade.</p><p>c) A diminuição do acesso à educação pública no Rio de Janeiro.</p><p>d) A reprodução das desigualdades de classe ao longo da vida dos indivíduos.</p><p>e) A mudança social na vida dos indivíduos habitantes de favelas.</p><p>135) (Interbits 2012)</p><p>A pobreza é um fenômeno inerente ao sistema capitalista. Sociologicamente, o que faz com</p><p>que certas pessoas se preocupem em modificar esse tipo de situação e outras não?</p><p>a) A religião. Sabe-se que os cristãos são as únicas pessoas preocupadas com as necessidades</p><p>dos mais pobres.</p><p>b) O engajamento político-ideológico. Pessoas que possuem concepções políticas divergentes</p><p>tendem a se preocupar mais ou menos com a pobreza.</p><p>c) O individualismo acadêmico. Os acadêmicos, por serem individualistas, se tornam os grandes</p><p>responsáveis pela injustiça na distribuição de riqueza da sociedade.</p><p>d) A ética coletiva. Somente alguns povos estão preocupados em erradicar a pobreza.</p><p>e) O etnocentrismo. Pessoas etnocêntricas são as principais responsáveis por fazerem com que</p><p>os pobres deixem de existir.</p><p>136) (Uffs 2011) Ao relacionar Sociologia e Política, temos o pensador Jean-Jacques Rousseau</p><p>como um expoente do iluminismo do século XVIII. Esse autor, com muita propriedade,</p><p>analisou as origens das desigualdades existentes na sociedade de sua época</p><p>As mudanças provocadas pela revolução</p><p>científico-tecnológica, que denominamos Revolução Industrial, marcaram profundamente a</p><p>organização social, alterando-a por completo, criando novas formas de organização e causando</p><p>modificações culturais duradouras, que perduram até os dias atuais”.</p><p>DIAS, 2004, p. 15</p><p>Sobre o surgimento da Sociologia e as mudanças ocorridas na modernidade, é correto afirmar:</p><p>a) O aparecimento das fábricas e o seu desenvolvimento levou ao crescimento das cidades</p><p>rurais.</p><p>b) A antiga forma de ver o mundo não podia mais solucionar os novos problemas sociais.</p><p>c) A intensificação da economia agrária em larga escala nas metrópoles gerou o êxodo para o</p><p>campo.</p><p>d) A agricultura familiar desse período foi o objeto de estudo que fez surgir as ciências sociais.</p><p>e) O aumento do trabalho humano nas fábricas ocasionou a diminuição da divisão do trabalho.</p><p>10) (Mackenzie) Leia o texto abaixo e responda.</p><p>“Como a lei da gravitação universal de Newton, a Teoria da Evolução teve conseqüências</p><p>revolucionárias fora da área científica. [...] Alguns pensadores sociais aplicaram as conclusões</p><p>darwinianas à ordem social, produzindo teorias que as transferiram à explicação dos problemas</p><p>sociais. As expressões "luta pela existência" e "sobrevivência do mais capaz" foram tomadas de</p><p>Darwin para apoiar a defesa que faziam do individualismo econômico”.</p><p>Flávio de Campos e Renan Garcia - Oficina de História</p><p>O darwinismo social foi utilizado como argumento para justificar, no século XIX, o:</p><p>a) colonialismo.</p><p>b) imperialismo.</p><p>c) liberalismo.</p><p>d) socialismo.</p><p>e) neoliberalismo</p><p>11) (UNESP) Leia e responda.</p><p>“É difícil acreditar na guerra terrível, mas silenciosa, que os seres orgânicos travam em meio aos</p><p>bosques serenos e campos risonhos”.</p><p>C. Darwin, anotação no Diário de 1839"</p><p>Na segunda metade do século XIX, a doutrina sobre a seleção natural das espécies, elaborada</p><p>pelo naturalista inglês Charles Darwin, foi transferida para as relações humanas, numa</p><p>situação histórica marcada</p><p>a) pela concórdia universal entre povos de diferentes continentes.</p><p>b) pela noção de domínio, supremacia e hierarquia racial.</p><p>c) pelos tratados favoráveis aos povos colonizados.</p><p>d) pelas concepções de unificação europeia e de paz armada.</p><p>e) pela fundação de instituições destinadas a promover a paz.</p><p>12) (UNESP) Ao final do século passado, a dominação e a espoliação assumiam características</p><p>novas nas áreas partilhadas e neocolonizadas. A crença no progresso, o darwinismo social e a</p><p>pretensa superioridade do homem branco marcavam o auge da hegemonia europeia. Assinale</p><p>a alternativa que destaca, no plano ideológico, certo esforço para justificar interesses</p><p>imperialistas.</p><p>a) A humilhação sofrida pela China, durante um século e meio, é algo inimaginável para os</p><p>ocidentais.</p><p>b) A civilização deve ser imposta aos países e raças onde ela não pode nascer espontaneamente.</p><p>c) A invasão de tecidos de algodão do Lancashire desferiu sério golpe no artesanato indiano.</p><p>d) A diplomacia do canhão e do fuzil, a ação dos missionários e dos viajantes naturalistas</p><p>contribuíram para quebrar a resistência cultural das populações africanas, asiáticas e latino-</p><p>americanas.</p><p>e) O mapa das comunicações nos ensina: as estradas de ferro colocavam os portos das áreas</p><p>colonizadas em contato com o mundo exterior.</p><p>13) O Darwinismo Social pode ser definido corretamente como:</p><p>a) o estudo da vida biológica em sociedade, como as sociedades das abelhas, das formigas etc.</p><p>b) a tentativa de igualar, a nível de organização social, os animais superiores, como os</p><p>mamíferos, e a sociedade dos homens.</p><p>c) o período da atividade intelectual de Charles Darwin em que o naturalista inglês dedicou-se à</p><p>criação da Sociologia, ao lado de nomes como August Comte.</p><p>d) a transposição da teoria da evolução das espécies e da seleção natural do terreno da ciência</p><p>natural para a realidade sociocultural.</p><p>e) a tentativa de estabelecer relação entre o comportamento animal e o comportamento</p><p>humano a partir de experimentos psicológicos.</p><p>14) (FGV) Leia atentamente o texto abaixo e depois assinale a alternativa correta:</p><p>"As bases de inspiração dessas novas elites eram as correntes cientificistas, o darwinismo social</p><p>do inglês Spencer, o monismo alemão e o positivismo francês de Auguste Comte. Sua principal</p><p>base de apoio econômico e político procedia da recente riqueza gerada pela expansão da cultura</p><p>cafeeira no Sudeste do país, em decorrência das crescentes demandas de substâncias</p><p>estimulantes por parte das sociedades que experimentavam a intensificação do ritmo de vida e</p><p>da cadência do trabalho".</p><p>(SEVCENKO, N. “Introdução”. In: História da vida privada no Brasil. São Paulo: Cia das Letra,</p><p>1998, p. 14).</p><p>a) A difusão das teorias cientificistas e evolucionistas ao longo do século XIX forneceram</p><p>argumentos para a crítica das práticas neocolonialistas, favorecendo o processo de</p><p>descolonização.</p><p>b) A influência das teorias cientificistas no Brasil é exemplificada, principalmente, pela formação</p><p>de uma elite que estabeleceu uma plataforma de modernização que tinha como base o</p><p>desenvolvimento comercial e agrícola do país.</p><p>c) Apesar de o consumo do café estar adequado à aceleração do ritmo social no século XIX, a</p><p>industrialização brasileira processou-se independentemente do complexo cafeeiro.</p><p>d) A incorporação do positivismo pelos militares brasileiros foi impedida pelas definições de</p><p>Comte sobre o tipo militar como característico do regime teológico, marcado pelo domínio da</p><p>força, da guerra e do comando irracional, ao contrário do tipo industrial que se manifestava na</p><p>cooperação, na livre produção e na aceitação racional.</p><p>e) A adoção do ideário cientificista favoreceu a separação da Igreja e do Estado, bem como</p><p>repercutiu no projeto de modernização conservadora das elites brasileiras no período</p><p>republicano.</p><p>15) Podemos dizer que uma das consequências da doutrina do Darwinismo Social, elaborada</p><p>no século XIX, foi:</p><p>a) o aperfeiçoamento das sociedades democráticas e a evolução tecnológica ocidental.</p><p>b) as lutas pelos direitos civis e pela “igualdade racial”.</p><p>c) as políticas de segregação racial do século XX.</p><p>d) as leis de segregação racial implementadas no Brasil durante o período republicano.</p><p>e) o fim da segregação racial nos Estados Unidos na primeira metade do século XX.</p><p>16) (Upe-ssa 1 2018) Leia os textos a seguir:</p><p>TEXTO I</p><p>“Convicto de que a reorganização da sociedade exigiria a elaboração de uma nova maneira de</p><p>conhecer a realidade, Comte procurou estabelecer os princípios que deveriam nortear os</p><p>conhecimentos humanos. Seu ponto de partida era a ciência e o avanço que ela vinha obtendo</p><p>em todos os campos de investigação. (...) O advento da sociologia representava para Comte o</p><p>coroamento da evolução do conhecimento científico, já constituído em várias áreas do saber”.</p><p>MARTINS, Carlos Benedito. O que é Sociologia. São Paulo: Brasiliense, 2006, p. 44.</p><p>TEXTO II</p><p>“O conjunto da nova filosofia tenderá sempre a fazer sobressair, tanto na vida ativa como na</p><p>especulativa, a ligação de cada um a todos, sob uma série de aspectos diversos, de modo a tornar</p><p>involuntariamente familiar o sentimento íntimo da solidariedade social, (...) Não somente a ativa</p><p>busca do bem público será sempre privada, será sempre representada como a maneira mais</p><p>conveniente de assegurar a felicidade privada; mas, por uma influência (...) dos pendores</p><p>generosos, se tornará a principal fonte da felicidade pessoal”.</p><p>COMTE, August. Discurso sobre o espírito positivo. São Paulo: Escala, s/d, p. 74.</p><p>A Revolução Industrial e a Revolução Francesa impulsionaram o surgimento da Sociologia</p><p>como ciência voltada para compreender as novas relações entre as pessoas. Essas relações</p><p>envolviam agora um complexo de hábitos e costumes e eram provocadas por causa da</p><p>maneira de se produzirem e se consumirem os excedentes na Europa</p><p>e, segundo ele, a</p><p>espécie humana apresentava dois tipos de desigualdade:</p><p>a) Uma, que chamava de espiritual, porque o ser humano sempre se orientou pela necessidade</p><p>religiosa de adoração ao divino. Outra pela desigualdade produzida pela luta do homem pela</p><p>sobrevivência.</p><p>b) Uma, que apontava como natural, visto que os seres humanos são dotados de diferenças</p><p>físicas que muitas vezes são determinantes de sucesso. Outra relacionada à questão psicológica,</p><p>pois os homens naturalmente são diferentes de mulheres, orientando diferenças inatas de</p><p>comportamento social.</p><p>c) Uma, que chamava de espiritual ou gnosiológica, pois a espiritualidade humana acabava por</p><p>moldar a cultura do homem diferente da cultura animal. Outra que ele designou como diferença</p><p>cultural, pois a cultura é genuinamente humana.</p><p>d) A desigualdade provocada por fenômenos naturais que acabava por orientar diferenças</p><p>culturais das sociedades ainda pré-históricas e a desigualdade promovida pela luta do homem</p><p>pela sobrevivência, visto que essa luta representou a evolução do ser humano até os dias de</p><p>hoje.</p><p>e) Uma, que chamava natural ou física, porque foi estabelecida pela natureza e que consiste na</p><p>diferença das idades, da saúde, das forças corporais e das qualidades da alma. Outra, que se</p><p>pode chamar de desigualdade moral ou política, pois depende de uma espécie de convenção e</p><p>foi estabelecida pelo consentimento dos homens.</p><p>137) (Ufal 2009) O capitalismo modificou os costumes das sociedades tradicionais e incentivou</p><p>a competição social. Com o crescimento da sociedade capitalista, as relações de mobilidade</p><p>social:</p><p>a) ganharam um espaço importante para se compreender as crises existentes na produção dos</p><p>valores econômicos.</p><p>b) construíram uma hierarquia definidora das relações de poder, destruindo as possibilidades</p><p>de desigualdades.</p><p>c) são aceitas sem problemas pelas administrações públicas, não havendo políticas que</p><p>objetivem alterá-las.</p><p>d) revelam situações de conflito entre grupos de valor apenas econômico, sem maiores</p><p>problemas sociais.</p><p>e) mostram a força do capitalismo e das suas verdades que garantem a felicidade humana.</p><p>138) (Upe-ssa 2 2018) Leia a tirinha a seguir:</p><p>Sobre o grupo social apresentado na tirinha, analise os seguintes itens:</p><p>I. A objetividade e a exterioridade são características importantes na formação desse grupo, pois</p><p>os grupos sociais sempre são superiores aos indivíduos, e suas regras e normas de convivência</p><p>não são construções individuais, e sim coletivas.</p><p>II. A Sociologia classifica esse grupo social como intermediário.</p><p>III. As maneiras de pensar e agir desse grupo estão ressaltadas na consciência individual, pois o</p><p>sentimento coletivo provoca conflitos e tensões irresolutos.</p><p>IV. A mediação política desse grupo está concentrada no discurso dos estudantes e representada</p><p>por uma pluralidade de indivíduos e por uma organização polianárquica.</p><p>V. O grupo profissional apresentado na tirinha estabelece relações no âmbito do</p><p>desenvolvimento de competências e de habilidades sistematizadas e demandadas pela</p><p>sociedade.</p><p>Estão CORRETOS apenas</p><p>a) I, II e III.</p><p>b) I, III e V.</p><p>c) IV e V.</p><p>d) I, II e V.</p><p>e) I, II e IV.</p><p>139) (Upe-ssa 3 2017) Leia o texto a seguir:</p><p>“O saber da comunidade, aquilo que todos conhecem de algum modo; o saber próprio dos</p><p>homens e das mulheres, de crianças, adolescentes, jovens, adultos e velhos; o saber de guerreiros</p><p>e esposas; o saber que faz o artesão, o sacerdote, o feiticeiro, o navegador e outros tantos</p><p>especialistas, envolve, portanto, situações pedagógicas interpessoais, familiares e comunitárias,</p><p>em que ainda não surgiram técnicas pedagógicas escolares, acompanhadas de seus profissionais</p><p>de aplicação exclusiva”.</p><p>BRANDÃO, Carlos Rodrigues. O que é Educação? São Paulo: Brasiliense, 2007, p. 20.</p><p>O tema discutido no texto é uma preocupação nos estudos da Sociologia desde a sua</p><p>consolidação como ciência. Nos trabalhos de Émile Durkheim, esse tema ganhou um destaque</p><p>por considerar uma forma de integração dos indivíduos e de perpetuação dos hábitos e</p><p>costumes do grupo, ou seja, dos fatos sociais. Sobre isso, assinale a alternativa que NÃO indica</p><p>uma característica do tipo de transmissão do conhecimento.</p><p>a) A aprendizagem acontece sem que haja um planejamento específico e, muitas vezes, sem que</p><p>os sujeitos se deem conta.</p><p>b) O processo de construção do conhecimento é permanente, contínuo e não previamente</p><p>organizado, desenvolvendo-se ao longo da vida.</p><p>c) O conhecimento transmitido permite ao sujeito resolver situações referentes aos processos</p><p>de socialização e àqueles relacionados às imposições da natureza para sobrevivência do grupo.</p><p>d) A percepção gestual, a moral e a comportamental, provenientes de meios familiares de</p><p>amizade, de trabalho e de socialização midiática, fazem parte do rol de aprendizagens e</p><p>conhecimentos.</p><p>e) O conhecimento e a habilidade são transmitidos por meio de um currículo pré-definido em</p><p>ambientes especializados, num processo conhecido como escolarização.</p><p>140) (Unisc 2017) Na última década, entre os investimentos mais significativos do Governo</p><p>Federal está a Educação. Dada uma série de fatores econômicos e políticos, externos e</p><p>internos à Nação, o orçamento da União prevê uma redução drástica no orçamento da</p><p>educação que certamente repercutirá nos dois programas mais significativos de</p><p>financiamento para estudantes de Universidades privadas e comunitárias. Das alternativas</p><p>abaixo, assinale aquela que contempla os dois programas aqui destacados.</p><p>a) Bolsa Família e Jovem Aprendiz.</p><p>b) Minha Casa Minha Vida e PRONATEC.</p><p>c) FIES e PROUNI.</p><p>d) PETI-MT e Criança Feliz.</p><p>e) Nenhuma das alternativas anteriores está correta.</p><p>141) (Uel 2016) Leia o texto a seguir.</p><p>“Inevitavelmente, nós consideramos a sociedade um lugar de conspiração, que engole o irmão</p><p>que muitas de nós temos razões de respeitar na vida privada, e impõe em seu lugar um macho</p><p>monstruoso, de voz tonitruante, de pulso rude, que, de forma pueril, inscreve no chão signos em</p><p>giz, místicas linhas de demarcação, entre as quais os seres humanos ficam fixados, rígidos,</p><p>separados, artificiais. Lugares em que, ornado de ouro ou de púrpura, enfeitado de plumas como</p><p>um selvagem, ele realiza seus ritos místicos e usufrui dos prazeres suspeitos do poder e da</p><p>dominação, enquanto nós, “suas” mulheres, nos vemos fechadas na casa da família, sem que</p><p>nos seja dado participar de nenhuma das numerosas sociedades de que se compõe a sociedade”.</p><p>(WOOLF, V. Trois Guinées. Paris: Éditions des Femmes, 1997. p.200. apud Bourdieu, P. A</p><p>Dominação Masculina. 2.ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2002. p.4.)</p><p>Em sua obra, Virginia Woolf reflete sobre a condição social das mulheres. Tal condição foi</p><p>historicamente abordada com base no pensamento binário, a exemplo da díade masculino-</p><p>feminino, também presente na oposição entre ordem e caos, o que pode ser encontrado em</p><p>diferentes culturas e no pensamento científico. O binarismo, no entanto, é uma forma de</p><p>racionalização da vida social criticada por diferentes correntes teóricas. Com base no texto e</p><p>nos conhecimentos sobre as críticas ao pensamento binário aplicado às explicações das</p><p>relações sociais de gênero, considere as afirmativas a seguir.</p><p>I. Nesse trecho, Virginia Woolf invoca o paradigma do construtivismo social e entende que os</p><p>posicionamentos sociais das mulheres e dos homens são fruto de forças sociais que tendem a</p><p>transcender as vontades individuais e a gerar opressões.</p><p>II. Para Virginia Woolf, as separações entre o mundo dos homens e o mundo das mulheres são</p><p>intransponíveis, havendo correspondência real entre as representações sociais e as práticas dos</p><p>sujeitos empreendidas na experiência concreta.</p><p>III. As evidências de que diferentes sociedades</p><p>atribuem posição de domínio ao masculino</p><p>fornecem a comprovação de que os valores culturais são determinados pelas diferenças</p><p>biológicas entre os sexos, o que se expressa em uma cultura universal.</p><p>IV. Pelos exemplos históricos conhecidos, os esquemas binários de representação do masculino</p><p>e do feminino produzem hierarquias entre esses dois termos, de modo a reservar um status</p><p>superior aos atributos classificados como masculinos.</p><p>Assinale a alternativa correta.</p><p>a) Somente as afirmativas I e II são corretas.</p><p>b) Somente as afirmativas I e IV são corretas.</p><p>c) Somente as afirmativas III e IV são corretas.</p><p>d) Somente as afirmativas I, II e III são corretas.</p><p>e) Somente as afirmativas II, III e IV são corretas.</p><p>142) (Unesp 2016) Leia o texto de Mateus Prado e responda.</p><p>“A escola que se autointitula a primeira colocada no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem)</p><p>ocupa, ao mesmo tempo, a e a posição no ranking que a imprensa faz com os resultados do</p><p>Enem. A escola separou numa sala diferente os alunos que acertavam mais questões em suas</p><p>provas internas. Trouxe, inclusive, alguns alunos de suas franquias pela Grande São Paulo. E</p><p>“criou” uma outra escola (abriu outro CNPJ), mesmo estando no mesmo espaço físico. E de lá pra</p><p>cá esta ‘outra escola’ todo ano é a primeira colocada no Enem. A posição é a que melhor reflete</p><p>as condições da escola. O lugar é uma farsa. A primeira colocada no Enem NÃO é uma escola,</p><p>é uma artimanha jurídica que faz com que os alunos tenham suas notas computadas em duas</p><p>listas diferentes. Todos estudam no mesmo prédio, com os mesmos professores, com o mesmo</p><p>material, no mesmo horário, convivendo no mesmo pátio e no mesmo horário de intervalo.</p><p>No Brasil todo temos centenas de escolas que trabalham com a regra na mão para tentar parecer</p><p>que são a melhor e depois divulgar, em suas propagandas, que são a melhor escola do país, do</p><p>estado, da região, da cidade e, em cidades grandes, como várias capitais, até mesmo que é a</p><p>melhor escola de um determinado bairro”.</p><p>(Mateus Prado. “Escola campeã do Enem ocupa, ao mesmo tempo, o e o lugar do ranking”.</p><p>O Estado de S.Paulo, 26.12.2014. Adaptado.)</p><p>O fato relatado pode ser explicado em função da</p><p>a) hegemonia dos critérios instrumentais da empresa capitalista em alguns setores da educação.</p><p>b) falência da meritocracia como critério de acesso ao ensino superior na sociedade atual.</p><p>c) priorização de aspectos humanísticos, em detrimento da preparação para o mercado de</p><p>trabalho.</p><p>d) resistência dos educadores à transformação da escola em instrumento de reprodução</p><p>ideológica.</p><p>e) separação rigorosa entre os âmbitos da educação e da publicidade na sociedade capitalista.</p><p>143) (Fgv 2015) A imagem retrata a jovem paquistanesa Malala Yousafzai em discurso na</p><p>ONU, em julho de 2013, trajando o véu e o xale da ex-premiê do Paquistão Benazir Bhutto,</p><p>assassinada em 2007 em um atentado político.</p><p>Leia trechos do discurso de Malala:</p><p>“Queridos amigos, em 09 de outubro de 2012, o Talibã atirou no lado esquerdo da minha testa.</p><p>Atiraram nos meus amigos também. Eles acharam que aquelas balas nos silenciariam. Mas</p><p>falharam e, então, do silêncio vieram milhares de vozes. (...) O sábio ditado que diz A caneta é</p><p>mais poderosa que a espada é verdadeiro. Os extremistas têm medo dos livros e das canetas. O</p><p>poder da educação os assusta e eles têm medo das mulheres. (...) É por isto que eles mataram</p><p>14 estudantes inocentes no recente ataque em Quetta. E é por isto que eles matam professoras.</p><p>É por isto que eles atacam escolas todos os dias: porque tiveram e têm medo da mudança, da</p><p>igualdade que vamos trazer para a nossa sociedade. (...) Deixem-nos pegar nossos livros e</p><p>Canetas porque estas são as nossas armas mais poderosas. Uma criança, um professor, um livro</p><p>e uma caneta podem mudar o mundo”.</p><p>http://www.ikmr.org.br/dia-malala-discurso-onu/</p><p>Com base no texto, o apelo lançado por Malala</p><p>a) simboliza a luta das meninas para frequentarem a escola em países com restrições religiosas,</p><p>culturais e políticas à instrução feminina, como no caso do Paquistão, sob domínio Talibã, e da</p><p>Índia, submetida à lei oficial da Sharia.</p><p>b) advoga o princípio da educação como arma contra a discriminação muçulmana das minorias</p><p>étnico-religiosas curda e pachtun e como meio para pacificar a guerra civil em seu país.</p><p>c) apoia a formação militar feminina, inspirando-se no programa de Benazir Bhutto, a primeira</p><p>mulher a ocupar um cargo de chefe de governo de um estado muçulmano moderno.</p><p>d) defende a educação como um dos direitos humanos básicos e como um meio para a</p><p>libertação dos indivíduos de regimes e crenças excludentes e discriminatórios.</p><p>e) sustenta o protagonismo feminino de todas as mulheres e condena todas as religiões, em</p><p>nome da adoção de um sistema de educação laico e igualitário no Paquistão.</p><p>144) (Interbits 2012) Leia o texto a seguir.</p><p>“A educação é a ação exercida, pelas gerações adultas, sobre as gerações que não se encontram</p><p>ainda preparadas para a vida social; tem por objeto suscitar e desenvolver, na criança, certo</p><p>número de estados físicos, intelectuais e morais, reclamados pela sociedade política, no seu</p><p>conjunto, e pelo meio espacial a que a criança, particularmente, se destine”.</p><p>DURKHEIM, Émile. Educação e sociologia. São Paulo: Melhoramentos, 1972, p.41.</p><p>Tomando em consideração a definição acima, é correto afirmar que, para Durkheim:</p><p>a) a educação está relacionada ao processo de socialização. Através dela, as gerações mais novas</p><p>internalizam as normas, valores e a moral da sociedade em que estão inseridas. Nesse sentido,</p><p>é pela educação que a sociedade reproduz-se e se sustenta intergeracionalmente.</p><p>b) a educação é essencialmente transformadora. A obra de Paulo Freire demonstra justamente</p><p>como, através da educação, as gerações mais novas podem se emancipar e pensar</p><p>autonomamente.</p><p>c) a educação não ocorre somente nas escolas, dado que as escolas são uma invenção moderna.</p><p>Antes dela, a educação ocorria, sobretudo, no ambiente do trabalho.</p><p>d) toda forma de educação é contrária aos interesses da criança. A criança naturalmente quer</p><p>brincar e se divertir. A escola acaba por tolher das crianças a sua pureza, obrigando-as a</p><p>estudarem e assumirem responsabilidades que não são condizentes à sua faixa etária.</p><p>e) a educação tende a fazer com que a sociedade se modifique, uma vez que os valores</p><p>transmitidos às gerações mais novas são diferentes daqueles que as gerações mais antigas</p><p>receberam.</p><p>145) (Unimontes 2012 - adaptada) Escrevendo num contexto de vigência do Estado liberal-</p><p>democrático, Émile Durkheim (1858-1917) foi o autor, entre os clássicos da Sociologia, que</p><p>mais refletiu sobre a estreita relação entre educação e cidadania. Ao mesmo tempo em que</p><p>sintetiza sua análise, desenvolve um conjunto de ideias que influenciarão o desenvolvimento</p><p>da teoria sociológica aplicada no contexto educacional. Considerando as reflexões do autor</p><p>sobre esse tema, é incorreta a afirmativa</p><p>a) O caráter classista da estrutura educacional demonstra que ocorre uma seleção natural dos</p><p>indivíduos que alcançarão níveis mais elevados no sistema educacional e no processo produtivo,</p><p>graças aos currículos, aos exames e às formas de acesso socialmente desiguais.</p><p>b) O Estado não pode negligenciar-se ou desinteressar-se do processo educativo, pois cabe a ele</p><p>manter e tornar os indivíduos conscientes de uma série de ideias e sentimentos necessários à</p><p>organização social.</p><p>c) A sociedade deve lembrar aos professores quais são as ideias e sentimentos que deverão estar</p><p>presentes na ação educativa, sendo materializados nos currículos, programas e estruturas</p><p>escolares.</p><p>d) A ação educativa deve ser exercida em sentido social, essencial na formação do cidadão,</p><p>moldado nos padrões e valores preconizados no interesse coletivo</p><p>em detrimento dos interesses</p><p>e egoísmos estritamente particulares.</p><p>e) Dentro dos aspectos analíticos ele coloca a educação no sentido amplo do termo, para além</p><p>da escolarização. A educação também assume um sentido plural e dinâmico que sobre sua base</p><p>repousa algo comum: cada sociedade alimenta certo ideal humano.</p><p>146) (Unimontes 2011) Leia e responda.</p><p>“A Educação é a ação exercida pelas gerações adultas sobre as gerações que não se encontram</p><p>ainda preparadas para a vida social, que tem como objetivo suscitar e desenvolver, na criança,</p><p>certo número de estados físicos, intelectuais e morais, reclamados pela sociedade política no seu</p><p>conjunto e pelo meio especial a que a criança, particularmente, se destine”.</p><p>(Émile Durkheim, Educação e Sociedade)</p><p>Sobre a definição do autor para educação, podemos afirmar, exceto</p><p>a) Um tipo de educação absolutamente homogêneo e igualitário pode ser encontrado em</p><p>sociedades simples onde não existe diferenciação social.</p><p>b) Uma sociedade repousa em certo número de ideias, de sentimentos e práticas que a educação</p><p>deve inculcar a todas as crianças, promovendo a homogeneidade necessária à vida coletiva.</p><p>c) A educação desenvolve a espontaneidade das personalidades individuais, sendo o ser</p><p>individual determinante para a escolha do sistema de ideias, sentimentos e hábitos sociais.</p><p>d) Cada sociedade constrói, para seu uso, certo ideal de homem, tanto do ponto de vista</p><p>intelectual quanto do ponto de vista físico e moral, e, por ser coletivo, esse ideal vale para todos</p><p>os cidadãos.</p><p>e) A educação desenvolve a um controle sobre as personalidades individuais, sendo o ser</p><p>individual destruído apartir de doutrinações Estatais.</p><p>147) (Uffs 2011) O Capital Cultural consiste em ideias e conheci¬mentos que pessoas usam</p><p>quando participam da vida social. Tudo, de regras de etiqueta à capacidade de falar e escrever</p><p>bem, pode ser considerado capital cultural. A incorporação do capital cultural efetua-se</p><p>através de ações pedagógicas. O conceito de Capital Cultural foi muito discutido no meio</p><p>acadêmico por:</p><p>a) Anthony Giddens.</p><p>b) Herbert Marcuse.</p><p>c) Juan Tedesco.</p><p>d) Pierre Bourdieu.</p><p>e) Theodor Adorno.</p><p>148) (Uffs 2011) A estratificação social no campo é potencializada quando o extensionista (ex.</p><p>agrônomo) não promove um diálogo que leve em conta as condições históri¬cas, sociológicas</p><p>e culturais dos agricultores. A mera transmissão de uma determinada técnica agrícola não</p><p>garante a libertação da possível consciência oprimida por parte do agricultor. O autor que</p><p>aponta a necessidade da extensão rural estar vinculada à comunicação libertadora é:</p><p>a) Paulo Freire</p><p>b) Nelson Piletti</p><p>c) Noam Chomsky</p><p>d) Pierre Joseph Proudhon</p><p>e) Paulo Sérgio do Carmo</p><p>149) (Udesc 2019) Leia o trecho a seguir:</p><p>“Não existe democracia racial efetiva, onde o intercâmbio entre indivíduos pertencentes a ‘raças’</p><p>distintas começa e termina no plano da tolerância convencionalizada. Esta pode satisfazer as</p><p>exigências do bom-tom, de um discutível espírito cristão e da necessidade prática de ‘manter</p><p>cada um no seu lugar’. Contudo, ela não aproxima realmente os homens senão na base da mera</p><p>coexistência no mesmo espaço social e, onde isso chega a acontecer, da convivência restritiva,</p><p>regulada por um código que consagra a desigualdade, disfarçando-a e justificando-a acima dos</p><p>princípios de integração da ordem social democrática”.</p><p>Florestan Fernandes, 1960.</p><p>Florestan Fernandes se refere à ideia de “democracia racial” que, durante um período, foi</p><p>considerada constitutiva da identidade nacional brasileira. Esta tese era caracterizada por:</p><p>a) pressupor uma miscigenação harmoniosa entre os diferentes grupos étnicos constitutivos da</p><p>nação brasileira.</p><p>b) apregoar que representantes de todos os grupos étnicos deveriam ter representatividade</p><p>política em âmbito legislativo.</p><p>c) promover a denúncia de práticas racistas contra negros, mulheres e indígenas.</p><p>d) reivindicar a instauração de processos e eventuais julgamentos dos responsáveis pelo</p><p>processo de favelização nas grandes capitais brasileiras, a partir de fins do século XIX.</p><p>e) defender as candidaturas plurirraciais nos processos eleitorais, pós 1964.</p><p>150) (Ufsc 2018) Leia e responda.</p><p>“Todo brasileiro, mesmo o alvo, de cabelo louro, traz na alma, quando não na alma e no corpo</p><p>– há muita gente de jenipapo ou mancha mongólica pelo Brasil –, a sombra, ou pelo menos a</p><p>pinta, do indígena ou do negro. No litoral, do Maranhão ao Rio Grande do Sul, e em Minas Gerais,</p><p>principalmente do negro. A influência direta, ou vaga e remota, do africano. Na ternura, na</p><p>mímica excessiva, no catolicismo em que se deliciam nossos sentidos, na música, no andar, na</p><p>fala, no canto de ninar menino pequeno, em tudo que é expressão sincera de vida, trazemos</p><p>quase todos a marca da influência negra. Da escrava ou sinhama que nos embalou. Que nos deu</p><p>de mamar. Que nos deu de comer, ela própria amolengando na mão o bolão de comida”.</p><p>FREYRE, Gilberto. Casa-grande & senzala, 2005 [1933], p. 367.</p><p>“Em suma, a expansão urbana, a revolução industrial e a modernização ainda não produziram</p><p>efeitos bastante profundos para modificar a extrema desigualdade racial que herdamos do</p><p>passado. Embora “indivíduos de cor” participem (em algumas regiões segundo proporções</p><p>aparentemente consideráveis) das “conquistas do progresso”, não se pode afirmar,</p><p>objetivamente, que eles compartilhem, coletivamente, das correntes de mobilidade social</p><p>vertical vinculadas à estrutura, ao funcionamento e ao desenvolvimento da sociedade de</p><p>classes”.</p><p>FERNANDES, Florestan, O negro no mundo dos brancos, 2006 [1972], p. 67. [Adaptado].</p><p>Acerca do debate sobre relações raciais no Brasil e com base na leitura dos textos acima, é</p><p>incorreto afirmar que:</p><p>a) a chamada “democracia racial” é uma expressão normalmente atribuída a Gilberto Freyre,</p><p>que defendia essa ideia sobre o Brasil.</p><p>b) para o sociólogo e antropólogo Gilberto Freyre, o Brasil seria um país miscigenado não apenas</p><p>no plano biológico, mas também no cultural.</p><p>c) há diferentes interpretações sociológicas e antropológicas sobre como se dão as relações</p><p>raciais no Brasil, inclusive correlacionando as desigualdades raciais com outros fatores, como</p><p>gênero e classe social.</p><p>d) segundo as ideias de Florestan Fernandes, no Brasil foi necessária a realização de medidas</p><p>formais para separar negros de brancos.</p><p>e) segundo Gilberto Freyre, era necessário distinguir raça de cultura, pois algumas diferenças</p><p>existentes entre brancos e negros seriam de ordem cultural, e não racial, como defendiam</p><p>algumas teorias.</p><p>151) (Enem PPL 2017) Leia os textos e responda</p><p>TEXTO I</p><p>“A Resolução nº 7 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) passou a disciplinar o exercício do</p><p>nepotismo cruzado, isto é, a troca de parentes entre agentes para que tais parentes sejam</p><p>contratados diretamente, sem concurso. Exemplificando: o desembargador A nomeia como</p><p>assessor o filho do desembargador B que, em contrapartida, nomeia o filho deste como seu</p><p>assessor”.</p><p>COSTA, W. S. Do nepotismo cruzado: características e pressupostos. Jusnavigandi, n. 950, 8</p><p>fev. 2006.</p><p>TEXTO II</p><p>“No Brasil, pode-se dizer que só excepcionalmente tivemos um sistema administrativo e um</p><p>corpo de funcionários puramente dedicados a interesses objetivos e fundados nesses interesses”.</p><p>HOLANDA, S. B. Raízes do Brasil. Rio de Janeiro: José Olympio, 1993.</p><p>A administração pública no Brasil possui raízes históricas marcadas pela</p><p>a) valorização do mérito individual.</p><p>b) punição dos desvios de conduta.</p><p>c) distinção entre o público e o privado.</p><p>d) prevalência das vontades particulares.</p><p>e) obediência a um ordenamento impessoal.</p><p>152) (Uem-pas 2017) A nação, a nacionalidade e a identidade nacional são construções</p><p>sócio-</p><p>históricas, portanto, são resultado da ação de vários agentes sociais. O intelectual é um dos</p><p>agentes sociais envolvidos na construção das ideias de nação, de nacionalidade e de</p><p>identidade nacional. Para o caso brasileiro, no que diz respeito à criação da identidade</p><p>nacional, um intelectual central foi Gilberto Freyre (1900-1987). Em suas obras, Freyre</p><p>sistematizou, divulgou e ajudou a sedimentar a ideia do Brasil como país mestiço, atrelando a</p><p>identidade nacional brasileira à miscigenação, à mestiçagem.</p><p>Sobre a identidade nacional brasileira assentada na miscigenação e na mestiçagem, é</p><p>incorreto afirmar:</p><p>a) A identidade nacional brasileira assentada nos ideais da mestiçagem e da miscigenação busca</p><p>conciliar discursivamente uma sociedade altamente estratificada onde o racismo é um operador</p><p>social importante.</p><p>b) A construção da identidade nacional brasileira favoreceu a expropriação do patrimônio</p><p>cultural da população negra, uma vez que elementos da cultura negra foram transformados em</p><p>cultura nacional, situação que colaborou para fortalecer a ideia da ausência de uma cultura da</p><p>população negra no Brasil.</p><p>c) A identidade nacional alicerçada nos ideais da miscigenação e da mestiçagem é algo que foi e</p><p>ainda é utilizado para encobrir o racismo existente no Brasil.</p><p>d) A construção da identidade nacional em torno do ideal da miscigenação e da mestiçagem</p><p>favoreceu o desenvolvimento do mito da democracia racial e da ausência de racismo no Brasil.</p><p>e) A identidade nacional calcada nos ideais da miscigenação e da mestiçagem favoreceu o</p><p>surgimento de conflito racial explícito no Brasil.</p><p>153) (Enem (Libras) 2017) Leia e responda.</p><p>“A miscigenação que largamente se praticou aqui corrigiu a distância social que de outro modo</p><p>se teria conservado enorme entre a casa-grande e a mata tropical; entre a casa-grande e a</p><p>senzala. O que a monocultura latifundiária e escravocrata realizou no sentido de</p><p>aristocratização, extremando a sociedade brasileira em senhores e escravos, com uma rala e</p><p>insignificante lambujem de gente livre sanduichada entre os extremos antagônicos, foi em</p><p>grande parte contrariado pelos efeitos sociais da miscigenação”.</p><p>FREYRE, G. Casa-grande & senzala. Rio de Janeiro: Record, 1999.</p><p>A temática discutida é muito presente na obra de Gilberto Freyre, e a explicação para essa</p><p>recorrência está no empenho do autor em</p><p>a) defender os aspectos positivos da mistura racial.</p><p>b) buscar as causas históricas do atraso social.</p><p>c) destacar a violência étnica da exploração colonial.</p><p>d) valorizar a dinâmica inata da democracia política.</p><p>e) descrever as debilidades fundamentais da colonização portuguesa.</p><p>154) (Unesp 2017) Leia os textos abaixo e responda.</p><p>TEXTO I</p><p>“O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou pedido de juiz do</p><p>Rio de Janeiro que reivindica que a Justiça obrigue os funcionários do prédio onde esse juiz mora</p><p>a chamá-lo de “senhor” ou de “doutor”, sob pena de multa diária. Na ação judicial, o juiz</p><p>argumenta que foi chamado pelo porteiro do condomínio de “você” e de “cara” e que ouviu a</p><p>expressão “fala sério!” após ter feito uma reclamação”.</p><p>Mariana Oliveira. “Ministro do STF nega pedido de juiz que quer ser chamado de ‘doutor’”.</p><p>http://g1.globo.com, 22.04.2014. Adaptado.</p><p>TEXTO II</p><p>“O “Você sabe com quem está falando?” não parece ser uma expressão nova, mas velha,</p><p>tradicional, entre nós. Na medida em que as marcas de posição e hierarquização tradicional,</p><p>como a bengala, as roupas de linho branco, o anel de grau e a caneta-tinteiro no bolso de fora</p><p>do paletó se dissolvem, incrementa-se imediatamente o uso da expressão separadora de</p><p>posições sociais para que o igualitarismo formal e legal, mas cambaleante na prática social,</p><p>possa ficar submetido a outras formas de hierarquização social”.</p><p>Roberto da Matta. Carnavais, malandros e heróis, 1983. Adaptado.</p><p>Considerando a análise do antropólogo Roberto da Matta, o fato descrito no texto 1 pode ser</p><p>corretamente interpretado como resultante</p><p>a) da contradição entre igualitarismo liberal e autoritarismo cultural.</p><p>b) da plena assimilação cultural dos ideais iluministas de cidadania.</p><p>c) das tendências estatais de controle totalitário da existência cotidiana.</p><p>d) da superação das hierarquias sociais pela universalização ética.</p><p>e) da hegemonia ideológica da classe operária sobre a classe burguesa.</p><p>155) (Enem PPL 2016) Flor da negritude</p><p>“Nascido numa casa antiga, pequena, com grande quintal arborizado, localizada no subúrbio de</p><p>Lins de Vasconcelos, o Renascença Clube foi fundado por 29 sócios, todos negros. Buscava-se</p><p>instaurar, por meio do Renascença, um campo de relações em que os filhos de famílias negras</p><p>bem-sucedidas pudessem encontrar pessoas consideradas do mesmo nível social e cultural, para</p><p>fins de amizade ou casamento. Os homens usavam trajes obrigatoriamente formais, flores na</p><p>lapela, às vezes de summer ou até de fraque. As mulheres se vestiam com muitas sedas, cetins e</p><p>rendas, não esquecendo as luvas e os chapéus”.</p><p>GIACOMINI, S. M. Revista de História da Biblioteca Nacional, 19 set 2007 (adaptado).</p><p>No início dos anos 1950, a fundação do Renascença Clube, como espaço de convivência,</p><p>demonstra o(a)</p><p>a) inexperiência associativa que levou a elite negra a imitar os clubes do brancos.</p><p>b) isolamento da comunidade destacada que ignorava a democracia racial brasileira.</p><p>c) interesse de um grupo de negros na afirmativa social para se livrar do preconceito.</p><p>d) existência de uma elite negra imune ao preconceito pela posição social que ocupava.</p><p>e) criação de um racismo invertido que impedia a presença de pessoas brancas nesses clubes.</p><p>156) (Uem 2016) Leia o texto e responda.</p><p>“Em Raízes do Brasil, Sérgio Buarque desenvolve uma ideia em torno da qual constrói sua</p><p>interpretação sociológica: a do ‘homem cordial’. Este seria o brasileiro típico, fruto da</p><p>colonização portuguesa e representante conceitual de nossa sociedade.</p><p>(...).</p><p>A cordialidade, tal como entendida por Sérgio Buarque, sugere aversão à impessoalidade. Nós,</p><p>brasileiros, estaríamos sempre buscando estabelecer intimidade, pondo os laços pessoais e os</p><p>sentimentos como intermediários de nossas relações. Estamos acostumados a ‘fazer amizade’,</p><p>‘contar a vida’, ‘pedir conselho’ a pessoas que nunca vimos antes enquanto aguardamos na fila</p><p>do banco ou do supermercado.</p><p>(...)</p><p>Podemos concluir, assim, que o ‘homem cordial’ caracteriza-se fundamentalmente pela rejeição</p><p>da distância e do formalismo nas relações sociais. Mas o caso brasileiro tem outra característica:</p><p>as atitudes e princípios vigentes no universo íntimo da família acabaram por transbordar para a</p><p>esfera pública”.</p><p>(BOMENY, H.; FREIRE-MEDEIROS, B.; EMERIQUE, R. B.; O’DONNELL, J. Tempos modernos,</p><p>tempos de sociologia. São Paulo: Editora do Brasil, 2013, p. 348 e 349).</p><p>Considerando o texto citado e conhecimentos sobre os temas das representações, das</p><p>identidades e das diferenças culturais, assinale o que for incorreto.</p><p>a) O homem cordial existe como um tipo ideal, isto é, trata-se de uma construção abstrata que</p><p>se refere a certos padrões de comportamento individual relacionados com uma estrutura</p><p>política, econômica e cultural predominante na vida social brasileira.</p><p>b) A noção de cordialidade foi amplamente difundida dentro e fora do Brasil como estereótipo</p><p>da hospitalidade e da simpatia do brasileiro e até hoje é considerada uma marca de grande valor</p><p>simbólico no mercado turístico internacional.</p><p>c) A cordialidade se manifesta também na concepção do espaço público como prolongamento</p><p>do espaço privado.</p><p>d) Interpretações sociológicas baseadas na observação de hábitos e costumes como elementos</p><p>delineadores de uma identidade nacional marcaram de forma decisiva a constituição do</p><p>pensamento social brasileiro no início</p><p>do século XX.</p><p>e) Ao instaurar um comportamento marcado pela proximidade, pela afetividade e pela emoção,</p><p>a cordialidade impede o surgimento de relações desiguais e hierárquicas, tais como o</p><p>preconceito social, o racismo e a violência de gênero.</p><p>157) (Unioeste 2016) Leia e responda.</p><p>“Para Gilberto Freire, a família, não o indivíduo, nem tampouco o Estado nem nenhuma</p><p>companhia de comércio, é, desde o século XVI, o grande fator colonizador no Brasil, a unidade</p><p>produtiva, o capital que desbrava o solo, instala as fazendas, compra escravos, bois,</p><p>ferramentas, a força social que se desdobra em política, constituindo-se na aristocracia colonial</p><p>mais poderosa da América. Sobre ela, o rei de Portugal quase reina sem governar. Os senados</p><p>de Câmara, expressões desse familismo político, cedo limitam o poder dos reis e mais tarde o</p><p>próprio imperialismo ou, antes, parasitismo econômico, que procura estender do reino às</p><p>colônias os seus tentáculos absorventes”.</p><p>Gilberto Freire. Casa Grande & Senzala. Rio de Janeiro: José Olympio. 1994, p. 19.</p><p>Assinale a afirmativa CORRETA.</p><p>a) Para Freire, o Estado Brasileiro foi o grande impulsionador do desenvolvimento brasileiro.</p><p>b) Para Freire, o rei de Portugal mantinha o total controle sobre o processo de colonização no</p><p>Brasil.</p><p>c) Para Freire, a família não pode ser considerada o agente colonizador do Brasil.</p><p>d) Para Freire, a família foi predominante no desenvolvimento da sociedade brasileira, sua</p><p>existência relacionou-se, desde o início, ao domínio das grandes propriedades, tanto na zona</p><p>rural como posteriormente no meio urbano.</p><p>e) Para Freire, a família manteve-se longe da aristocracia colonial brasileira.</p><p>158) (Enem PPL 2015) Leia o trecho abaixo e responda.</p><p>“A população negra teve que enfrentar sozinha o desafio da ascensão social, e frequentemente</p><p>procurou fazê-lo por rotas originais, como o esporte, a música e a dança. Esporte, sobretudo o</p><p>futebol, música, sobretudo o samba, e dança, sobretudo o carnaval, foram os principais canais</p><p>de ascensão social dos negros até recentemente. A libertação dos escravos não trouxe consigo a</p><p>igualdade efetiva. Essa igualdade era afirmada nas leis, mas negada na prática. Ainda hoje,</p><p>apesar das leis, aos privilégios e arrogâncias de poucos correspondem o desfavorecimento e a</p><p>humilhação de muitos”.</p><p>CARVALHO, J. M. Cidadania no Brasil: o longo caminho. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira,</p><p>2006 (adaptado).</p><p>Em relação ao argumento de que no Brasil existe uma democracia racial, o autor demonstra</p><p>que</p><p>a) essa ideologia equipara a nação a outros países modernos.</p><p>b) esse modelo de democracia foi possibilitado pela miscigenação.</p><p>c) essa peculiaridade nacional garantiu mobilidade social aos negros.</p><p>d) esse mito camuflou formas de exclusão em relação aos afrodescendentes.</p><p>e) essa dinâmica política depende da participação ativa de todas as etnias.</p><p>159) (Upe 2015) Observe a tabela a seguir:</p><p>Diferença entre as populações de brancos e negros no Brasil (em médias)</p><p>Analfabetismo</p><p>Proporção de</p><p>pobres (família)</p><p>Proporção de</p><p>crianças pobres</p><p>Domicílios com</p><p>banheiros e</p><p>água encanada</p><p>BRASIL 12,9 32,8 46,0 77,0</p><p>Brancos 8,3 22,2 20,2 87,0</p><p>Negros 18,7 45,5 43,1 65,1</p><p>Fonte: ESCÓSSIA, Fernanda. Raças ocupam posições, e negro sofre mais. Folha de São Paulo,</p><p>2, out. 2003. Caderno Especial Qualidade de Vida, p. A-4. Adaptado</p><p>Ela apresenta as principais dimensões que caracterizam a desigualdade racial no Brasil. Com</p><p>base nas médias nela apresentadas, é CORRETO afirmar que</p><p>a) a proporção de negros analfabetos é menor que a média nacional.</p><p>b) os domicílios com banheiro e água encanada representam a dimensão mais desigual,</p><p>mostrando a proximidade do negro em relação ao branco.</p><p>c) a desigualdade social no Brasil aumentou significativamente, pois a proporção de pobres</p><p>negros foi maior que a de brancos e a da média nacional juntas.</p><p>d) as formas de perseguição étnica e racial no Brasil são relações sociais, que refletem a</p><p>desigualdade existente, apresentada na tabela.</p><p>e) há uma desigualdade forte no país entre brancos e negros, e os dados são insuficientes para</p><p>perceber todas as dimensões sociais que tornam os indivíduos desiguais.</p><p>160) (Ufu 2015) O discurso sobre a formação da identidade nacional brasileira tem como uma</p><p>de suas vertentes o estudo das consequências do encontro de três matrizes étnicas: o negro,</p><p>o europeu (branco) e o indígena. Em meio a este debate, e contrariando as teorias raciais,</p><p>elaborou-se uma tese conhecida como “democracia racial”, caracterizada por</p><p>a) defender o direito de participação de representantes de todas as raças no processo político.</p><p>b) pressupor a miscigenação harmoniosa entre os diferentes grupos étnicos que formaram a</p><p>nação brasileira.</p><p>c) denunciar os conflitos raciais e a desvalorização dos afrodescendentes no Brasil.</p><p>d) culpar os grupos dominantes pela marginalização dos afrodescendentes e da população</p><p>indígena brasileira.</p><p>e) pressupor a miscigenação resultante de constantes guerras entre os diferentes grupos étnicos</p><p>que formaram a nação brasileira.</p><p>161) (Uema 2015) Leia o fragmento abaixo.</p><p>“[...] Se a supressão do nexo colonial não se refletiu na condição de escravo nem afetou a</p><p>natureza da escravidão mercantil, ela alterou a situação econômica do senhor que deixou de</p><p>sofrer o peso da ‘espoliação colonial‘ e passou a contar, por conseguinte, com todas as vantagens</p><p>da ‘espoliação escravista‘ que não fossem absorvidas diretamente pelos mecanismos</p><p>secularizados do comércio internacional”.</p><p>FERNANDES, Florestan. Circuito Fechado: quatro ensaios sobre o “poder institucional”.</p><p>São Paulo: Globo, 2010.</p><p>Baseando-se no fragmento de Florestan Fernandes, pode-se afirmar que a independência do</p><p>Brasil</p><p>a) dificultou o fortalecimento da economia nacional.</p><p>b) fortaleceu o setor econômico escravista nacional.</p><p>c) extinguiu o tráfico de pessoas escravizadas ao país.</p><p>d) rompeu com a estrutura econômica baseada na escravidão.</p><p>e) aumentou a dependência brasileira aos interesses portugueses.</p><p>162) (Enem 2015) Leia o texto abaixo e responda a questão.</p><p>“Em sociedade de origens tão nitidamente personalistas como a nossa, é compreensível que os</p><p>simples vínculos de pessoa a pessoa, independentes e até exclusivos de qualquer tendência para</p><p>a cooperação autêntica entre os indivíduos, tenham sido quase sempre os mais decisivos. As</p><p>agregações e relações pessoais, embora por vezes precárias, e, de outro lado, as lutas entre</p><p>facções, entre famílias, entre regionalismos, faziam dela um todo incoerente e amorfo. O</p><p>peculiar da vida brasileira parece ter sido, por essa época, uma acentuação singularmente</p><p>enérgica do afetivo, do irracional, do passional e uma estagnação ou antes uma atrofia</p><p>correspondente das qualidades ordenadoras, disciplinadoras, racionalizadoras”.</p><p>HOLANDA, S. B. Raízes do Brasil. São Paulo: Cia. das Letras, 1995.</p><p>Um traço formador da vida pública brasileira expressa-se, segundo a análise do historiador,</p><p>na</p><p>a) rigidez das normas jurídicas.</p><p>b) prevalência dos interesses privados.</p><p>c) solidez da organização institucional.</p><p>d) legitimidade das ações burocráticas.</p><p>e) estabilidade das estruturas políticas.</p><p>163) (Uepa 2015) Leia o texto abaixo para respondera questão proposta.</p><p>Responsabilidade pelas diferenças é da sociedade atual</p><p>“No período colonial e imperial brasileiro, um modelo de escravidão extremamente</p><p>brutal sobre suas vítimas não deixará de lograr mecanismos de mobilidade social para alguns</p><p>descendentes de escravizados que se tornaram libertos.No Brasil do século 19, em algumas</p><p>regiões, eles poderiam chegar mesmo a 80% do total da população livre; dados semelhantes</p><p>aos de Cuba. No Sul dos Estados Unidos, por exemplo, o índice era de</p><p>apenas 4%. Alguns destes</p><p>chegaram – de forma ainda hoje inédita – aos altos escalões da vida cultural e política do país.</p><p>A lista não e tão pequena assim: Rebouças, Patrocínio, Caldas Barbosa, Machado de Assis.</p><p>Na contramão, há quem afirme que a liberdade conquistada pela alforria, em nossa</p><p>antiga sociedade, era extremamente precária – em razão da cor, tornando as pessoas libertas</p><p>de tez mais escura no máximo quase-cidadãos. De qualquer maneira, se é verdade que nossa</p><p>realidade colonial e imperial guarda uma complexidade própria, o fato é que ao longo do século</p><p>20 a antiga sociedade acabaria abrigando um desconcertante paradoxo. O escravismo não tivera</p><p>nada de harmonioso, mas o sistema de dominação abria margens para infiltrações.</p><p>Para as experiências do pós-emancipação, cor, raça e racismo foram paisagens</p><p>permanentemente reconfiguradas. Ordem, trabalho, disciplina e progresso dialogaram com as</p><p>políticas públicas de aparato policial e criminalização dos descendentes dos escravizados e suas</p><p>formas de manifestação cultural e simbólica. No projeto de nossas elites desse período vigorou</p><p>a concepção de que o desenvolvimento socioeconômico era incompatível com nossas origens</p><p>ancestrais em termos étnicos. Países com maiorias não brancas não atingiram, e jamais</p><p>alcançariam, o tão desejado progresso. Os perniciosos efeitos do sistema escravista foram</p><p>associados às suas vitimas, ou seja, os escravizados.</p><p>No contexto posterior aos anos 1930, a valorização simbólica da mestiçagem seria um</p><p>importante combustível ideológico do projeto desenvolvimentista. Dado o momento histórico</p><p>em que fora forjado, se pode até reconhecer que tal discurso poderia abrigar algum tipo de</p><p>perspectiva progressista. Por outro lado, ao consagrar como natural a convergência das linhas</p><p>de classe e cor, tal lógica tentou convencer que diferenças sociais derivadas de aparências físicas</p><p>(cor da pele, traços faciais), conquanto nítidas e persistentes, inexistiam.</p><p>Ou se existiam eram para ser esquecidas, abafadas ou comentadas no íntimo do lar.</p><p>Como tal, o mito da democracia racial serviu não apenas ao projeto de industrialização do país.</p><p>Também se associou a um modelo de desenvolvimento que viria a ser assumidamente</p><p>concentrador de renda e poder político em termos sociorraciais, dado que tais assimetrias</p><p>passaram a ser incorporadas à paisagem das coisas.</p><p>Após o fim do mito da democracia racial, parece que se torna necessário romper com</p><p>uma segunda lenda. A de que as assimetrias de cor ou raça sejam decorrência direta do</p><p>escravismo, findado há 120 anos.</p><p>Tal compreensão retira da sociedade do presente a responsabilidade pela construção</p><p>de um quadro social extremamente injusto gerado a cada instante, colocando tal fardo apenas</p><p>nos ombros do distante passado. Nosso racismo está embebido de uma forte associação entre</p><p>cor da pele e uma condição social esperada ou desejada. Tal correlação atua nos diversos</p><p>momentos da vida social, econômica e institucional.</p><p>A leitura dos indicadores sociais decompostos pela variável cor ou raça expressa a</p><p>dimensão de tais práticas sociais inaceitáveis. Se os afrodescendentes se conformam com tal</p><p>realidade, fica então ratificado o mito. Se não se conformam, dizem os maus presságios: haverá</p><p>ruptura de nossa paz social.</p><p>O racismo e as assimetrias de cor ou raça do presente não são produtos da escravidão,</p><p>muito embora tenham sido vitais para o seu funcionamento. Em sendo uma herança perpétua</p><p>e acriticamente atual.</p><p>O que fazer para superar este legado? Este é o desafio de todos nós, habitantes deste</p><p>sexto século brasileiro que há pouco despertou.</p><p>(Flávio Gomes e Marcelo Paixão. Disponível em</p><p>http://www1.folha.uol.com.br/fsp/especial/fj2311200806.htm.Texto adaptado)</p><p>Segundo o texto, o primeiro mito é o da democracia racial e o segundo é de que:</p><p>a) as assimetrias de cor ou raça sejam decorrência direta do escravismo.</p><p>b) a ruptura de nossa paz social acontecerá a qualquer momento.</p><p>c) não há mobilidade social para alguns descendentes de escravizados que se tornaram libertos.</p><p>d) onde há ordem, trabalho, disciplina e progresso não há escravidão.</p><p>e) a liberdade conquistada pela alforria, em nossa antiga sociedade, era extremamente precária</p><p>– em razão da classe.</p><p>164) (Uema 2014) A história da cultura brasileira é pontuada pelo “jeitinho brasileiro” e pela</p><p>cordialidade, frutos da colonização portuguesa. Sérgio Buarque sugere que nossa cultura tem</p><p>algumas singularidades, tais como: aversão à impessoalidade, forte simpatia e rejeição ao</p><p>formalismo nas relações sociais. Tais singularidades se refletem no ordenamento da sociedade</p><p>expresso no fragmento da música Minha história de João do Vale e Raimundo Evangelista, que</p><p>trata da educação como base da estratificação social na sociedade burguesa.</p><p>“E quando era noitinha, a meninada ia brincar.</p><p>Vige como eu tinha inveja de ver Zezinho contar:</p><p>“o professor ralhou comigo,</p><p>porque eu não quis estudar” (bis)</p><p>Hoje todos são doutor,</p><p>E eu continuo um João Ninguém</p><p>Mas, quem nasce pra pataca</p><p>nunca pode ser vintém.</p><p>Ver meus amigos doutor basta pra mim sentir bem (bis)...”</p><p>João do vale; Chico Evangelista. “Minha história”. In: álbum, João do Vale. Rio de Janeiro:</p><p>Sony, 1981.</p><p>Conforme a contribuição de Karl Marx sobre a análise da sociedade capitalista, os conceitos</p><p>sociológicos expressos nessa música são</p><p>a) superestrutura, anomia social, racionalidade, alienação.</p><p>b) ação social, infraestrutura, solidariedade orgânica, coesão social.</p><p>c) divisão do trabalho, mais valia, solidariedade mecânica, burocracia.</p><p>d) sansão social, relações de produção, organicismo, forças produtivas.</p><p>e) ideologia, classe social, desigualdade social, relações sociais de trabalho.</p><p>165) (Uem 2013) Os arranjos familiares têm sido considerados pelo pensamento social</p><p>moderno como agências primárias de socialização dos indivíduos. A partir das contribuições</p><p>sociológicas sobre o assunto, assinale o que for incorreto.</p><p>a) Para Gilberto Freyre, a lógica patriarcal, que regulou as relações familiares no Brasil colônia,</p><p>também ajudou a estruturar as relações políticas e econômicas da época a partir da figura do</p><p>“patriarca”.</p><p>b) A “família nuclear” burguesa pode ser compreendida como um modelo idealizado de</p><p>organização familiar que representou valores e relações sociais dominantes no imaginário</p><p>ocidental contemporâneo.</p><p>c) Os novos papéis sociais assumidos pelas mulheres vêm produzindo mudanças nas relações</p><p>familiares contemporâneas, pois alteram os sentidos tradicionais atribuídos ao casamento e à</p><p>maternidade.</p><p>d) No Brasil, o reconhecimento jurídico da união estável de pessoas do mesmo sexo significou</p><p>uma conquista recente dos grupos envolvidos nas lutas pela legitimação de arranjos familiares</p><p>alternativos.</p><p>e) O aumento expressivo no número de divórcios ocorridos nas últimas décadas está</p><p>diretamente relacionado à crise moral e social por que passa a sociedade brasileira.</p><p>166) (Enem 2013) Leia o trecho abaixo e responda.</p><p>“A recuperação da herança cultural africana deve levar em conta o que é próprio do processo</p><p>cultural: seu movimento, pluralidade e complexidade. Não se trata, portanto, do resgate ingênuo</p><p>do passado nem do seu cultivo nostálgico, mas de procurar perceber o próprio rosto cultural</p><p>brasileiro. O que se quer é captar seu movimento para melhor compreendê-lo historicamente”.</p><p>MINAS GERAIS. Cadernos do Arquivo 1: Escravidão em Minas Gerais. Belo Horizonte: Arquivo</p><p>Público Mineiro, 1988.</p><p>Com base no texto, a análise de manifestações culturais de origem africana, como a capoeira</p><p>ou o candomblé, deve considerar que elas</p><p>a) permanecem como reprodução dos valores e costumes africanos.</p><p>b) perderam a relação com o seu passado histórico.</p><p>c) derivam da interação entre valores africanos e a experiência histórica brasileira.</p><p>d) contribuem para o distanciamento cultural entre negros e brancos</p><p>no Brasil atual.</p><p>e) demonstram a maior complexidade cultural dos africanos em relação aos europeus.</p><p>167) (Uem 2012) Os sociólogos consideram que o Carnaval é uma das mais importantes</p><p>manifestações da cultura popular brasileira. Assinale o que for incorreto sobre a abordagem</p><p>sociológica dessa festa popular.</p><p>a) A expressiva participação das camadas populares em festas como o Carnaval indica como, no</p><p>Brasil, as desigualdades socioeconômicas não impedem o acesso das classes trabalhadoras às</p><p>mais diversas manifestações culturais.</p><p>b) Festas populares, como o Carnaval, possibilitam o encontro dos grupos, das classes sociais e</p><p>das diferentes etnias.</p><p>c) A festa carnavalesca permite que papéis sociais sejam invertidos; contudo, essa inversão da</p><p>vida diária não se sustenta para além do período carnavalesco.</p><p>d) Por meio do Carnaval, a Sociologia consegue revelar as estruturas de uma sociedade</p><p>altamente hierarquizada e marcada por definições de papéis que dificultam a mobilidade dos</p><p>indivíduos.</p><p>e) O Carnaval brasileiro foi apropriado pela indústria cultural e se tornou um espetáculo que</p><p>movimenta milhões de reais para o setor do turismo, gerando empregos.</p><p>168) (Uema 2015) Leia o trecho abaixo e responda o que for necessário.</p><p>“O sociólogo Zygmunt Bauman, em seu livro Globalização: as consequências humanas, afirma</p><p>que a ‘globalização‘ tem sido apresentada como o destino irremediável do mundo, mas que, no</p><p>fenômeno da globalização, há mais coisas do que pode o olho apreender, pois o fenômeno da</p><p>globalização tanto divide como une”.</p><p>Fonte: BAUMAN, Zygmunt. Globalização: as consequências humanas. Rio de Janeiro: Jorge</p><p>Zahar, 1999. (adaptado)</p><p>Essa crítica do autor é, também, expressa em outras linguagens como na charge abaixo. Com</p><p>base na charge e nas ideias de Zygmunt Bauman, pode-se afirmar que o fenômeno da</p><p>globalização</p><p>a) seleciona povos, países e setores que serão inseridos no processo, determinando a forma da</p><p>inserção.</p><p>b) uniformiza todos os países e atinge a todos da mesma maneira, sem distinção de etnia, credo</p><p>e ideologia.</p><p>c) distribui igualmente entre povos e países os produtos advindos do desenvolvimento</p><p>econômico e tecnológico.</p><p>d) transforma as nações em uma só, criando uma verdadeira “aldeia global”, na qual todos os</p><p>povos são iguais.</p><p>e) padroniza o mundo social, cultural, política e economicamente, reduzindo as desigualdades</p><p>entre as nações.</p><p>169) (Unimontes 2014) Zygmunt Bauman e Tim May afirmam que a Sociologia</p><p>“é uma disciplina dinâmica e progressiva, produzindo permanentemente novos estudos – o que,</p><p>aliás, não surpreende, considerando que nossa vida muda de várias maneiras e de diferentes</p><p>momentos”.</p><p>Diante do exposto por esses autores contemporâneos e de seus estudos de Sociologia,</p><p>assinale a alternativa INCORRETA.</p><p>a) A Sociologia contribui para o pensar de forma relacional e auxilia a nos situar em redes de</p><p>relações sociais.</p><p>b) A Sociologia estuda processos sociais, funções, normas e ações coletivas, bem como analisa</p><p>as estruturas presentes na sociedade.</p><p>c) A Sociologia contribui para a produção de uma visão crítica dos fenômenos sociais.</p><p>d) Por ser uma ciência da pós-modernidade, a Sociologia procura respostas definitivas e</p><p>irrefutáveis sobre a complexidade social, apontando os melhores caminhos a serem seguidos</p><p>por todos em sociedade.</p><p>e) A Sociologia estuda a estrutura social que o homem vive.</p><p>170) (Interbits 2012) Leia e responda</p><p>“A internet opera preferencialmente com a escrita, a escrita curta e imediata. A velocidade de</p><p>escrita e de leitura está relacionada à agitação mais ou menos alucinada da vida cotidiana,</p><p>estimulada pelas tecnologias comunicacionais. A sociedade mediatizada não é uma sociedade</p><p>feliz; ao contrário, é uma sociedade da compulsão, da cobrança invisível, dos apelos</p><p>permanentes de estar conectado, pois, caso contrário, a pessoa estará "morta".</p><p>Ciro Marcondes Filho. Entrevista. In: IHU On-line. 09 abr. 2011. Adaptado. Disponível em:</p><p><http://bit.ly/RGR7Xg>. Acesso em 06 nov. 2012.</p><p>Alguns sociólogos desenvolveram conceitos que nos ajudam a compreender o contexto</p><p>apresentado no texto acima. Um desses pensadores, Zygmunt Bauman, define esse tipo de</p><p>contexto como sendo uma:</p><p>a) Sociedade do espetáculo, devido à falta de profundidade da vida humana.</p><p>b) Sociedade infeliz, devido à transformação do homem em coisa.</p><p>c) Sociedade do consumo, uma vez que as pessoas passam a ser definidas pelo que compram.</p><p>d) Modernidade líquida, devido às formas fluídas de existência humana.</p><p>e) Pós-modernidade, devido às transformações geradas pela internet.</p><p>171) (Unioeste 2012) Segundo Zygmunt Bauman, a Sociologia é constituída por um conjunto</p><p>considerável de conhecimentos acumulados ao longo da história. Pode-se dizer que a sua</p><p>identidade forma-se na distinção com o chamado senso comum. Considerando que a</p><p>Sociologia estabelece diferenças com o senso comum e estabelece uma fronteira entre o</p><p>pensamento formal e o senso comum, é correto afirmar que</p><p>a) a Sociologia se distingue do senso comum por fazer afirmações corroboradas por evidências</p><p>não verificáveis, baseadas em ideias não previstas e não testadas.</p><p>b) o pensar sociologicamente caracteriza-se pela descrença na ciência e pouca fidedignidade de</p><p>seus argumentos. O senso comum, ao contrário, evita explicações imediatas ao conservar o rigor</p><p>científico dos fenômenos sociais.</p><p>c) pensar sociologicamente é não ultrapassar o nível de nossas preocupações diárias e</p><p>expressões cotidianas, enquanto o senso comum preocupa-se com a historicidade dos</p><p>fenômenos sociais.</p><p>d) o pensamento sociológico se distingue do senso comum na explicação de alguns eventos e</p><p>circunstâncias, ou seja, enquanto o senso comum se preocupa em analisar e cruzar diversos</p><p>conhecimentos, a Sociologia se preocupa apenas com as visões particulares do mundo.</p><p>e) um dos papéis centrais desempenhados pela Sociologia é a desnaturalização das concepções</p><p>ou explicações dos fenômenos sociais, conservando o rigor original exigido no campo científico.</p><p>172) (Uenp 2011) TEXTOS PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:</p><p>TEXTO I</p><p>“A insegurança ambiente concentra-se no medo pela segurança pessoal; que por sua vez aguça</p><p>ainda mais a figura ambígua e imprevisível do estranho. Estranho na rua, gatuno perto de casa...</p><p>Alarmes contra assalto, bairros vigiados e patrulhados, condomínios fechados, tudo isso serve</p><p>ao mesmo propósito: manter os estranhos afastados. A prisão é apenas a mais radical dentre</p><p>muitas medidas — diferente do resto pelo suposto grau de eficiência, não por sua natureza. As</p><p>pessoas que cresceram numa cultura de alarmes contra ladrões tendem a ser entusiastas</p><p>naturais das sentenças de prisão e de condenações cada vez mais longas. Tudo combina muito</p><p>bem e restaura a lógica ao caos da existência”.</p><p>Zygmunt Bauman. Globalização: as consequências humanas. Rio de Janeiro: Jorge Zahar,</p><p>1999.</p><p>TEXTO II</p><p>“Depois de vinte anos sem prestar atenção nas consequências sociais e humanas de um</p><p>capitalismo global incontido, o presidente do Banco Mundial chegou à conclusão de que, para a</p><p>maior parte da população mundial, a palavra ‘globalização’ sugere ‘medo e insegurança’ em vez</p><p>de ‘oportunidade e inclusão’.”</p><p>Eric Hobsbawn, Globalização, democracia e terrorismo. São Paulo: Companhia das Letras,</p><p>2007.</p><p>Texto 03</p><p>“Entre os jovens, cada vez mais prevalece o ‘cada um por si’. Mais do que a amizade, são redes</p><p>de cumplicidade que orientam a busca da sobrevivência, a abstenção da balbúrdia política. A</p><p>sociedade pretensamente sem classes resulta num egoísmo cheio de cautela. Tal como o</p><p>capitalismo. Isso significa que as ‘derivações’, para falar como Pareto, têm pouca influência e o</p><p>homem continua a ser o que é (mais hobbesiano e menos rousseauísta), sejam quais forem o</p><p>sistema político e a ideologia que o legitimam”.</p><p>Gerard Vincent, Uma história do</p><p>segredo? São Paulo: Companhia das Letras, 2009.</p><p>A cultura contemporânea é marcada pelo medo do outro, pelo egoísmo e pela intolerância; é</p><p>possível identificar, ainda, uma ideologia que é caracterizada pela ausência de fraternidade,</p><p>pela desintegração dos laços humanos e pela solidão. Entre as principais críticas relacionadas</p><p>a essa problemática (guerra civil, democracia e exclusão) estão as queixas ao sistema</p><p>representativo, as queixas de direito e justiça, as queixas econômicas. Sobre o tema assinale</p><p>a alternativa incorreta.</p><p>a) O ceticismo quanto à política – sobretudo a democracia – acompanha esta mesma linha de</p><p>raciocínio. As relações autônomas minoram a criação de uma identidade e os direitos já</p><p>reconhecidos, poucas vezes são efetivados. A solidão cresce na mesma proporção da atitude</p><p>cética.</p><p>b) Embora haja medo do outro, as culturas de um modo geral estão se abrindo para acolher o</p><p>diferente, e isso pode ser percebido tanto na Europa, com relação ao mulçumano, quanto no</p><p>Brasil, com relação aos negros e indígenas, por exemplo.</p><p>c) As queixas de representatividade se dirigem tanto às distorções de representação internas de</p><p>cada Estado, quanto externas, voltadas a atacar as distorções de representatividade existentes</p><p>na Organização das Nações Unidas, por exemplo.</p><p>d) As queixas de direito e justiça ocorrem porque, a despeito de serem frequentemente</p><p>reconhecidos nas constituições nacionais, não são efetivados especialmente no tocante aos</p><p>grupos minoritários, isso tanto no mundo desenvolvido quanto no mundo subdesenvolvido, o</p><p>que tem colaborado para o aumento do número de movimentos que têm por escopo a</p><p>reivindicação de direitos, ou da efetivação dos já reconhecidos.</p><p>e) Quanto às queixas econômicas, diga-se que estão relacionadas ao alcance da pobreza no</p><p>mundo de hoje. Embora presente no mundo todo, ela é distribuída de forma desigual, de acordo</p><p>com critérios de raça, etnia e gênero. Por exemplo, encontram-se no sul da Ásia e na África</p><p>subsaariana aproximadamente 70% da população mundial que vivem com menos de um dólar</p><p>por dia.</p><p>173) (Ufsc 2019) Leia e responda.</p><p>TEXTO I</p><p>“Assim, nessa pequena comunidade, deparava-se com o que parece ser uma constante universal</p><p>em qualquer figuração de estabelecidos-outsiders: o grupo estabelecido atribuía a seus</p><p>membros características humanas superiores; excluía todos os membros do outro grupo do</p><p>contato social não profissional com seus próprios membros; e o tabu em torno desses contatos</p><p>era mantido através de meios de controle social como a fofoca elogiosa [praise gossip], no caso</p><p>dos que o observavam, e a ameaça de fofocas depreciativas [blame gossip] contra os suspeitos</p><p>de transgressão”.</p><p>ELIAS, Norbert; SCOTSON, John L. Os estabelecidos e os outsiders. Sociologia das relações de</p><p>poder a partir de uma pequena comunidade. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2000, p. 20.</p><p>TEXTO II</p><p>“Por conseguinte, o espaço dos estilos de vida, ou seja, o universo das propriedades pelas quais</p><p>se diferenciam, com ou sem intenção de distinção, os ocupantes das diferentes posições no</p><p>espaço social não passa em si mesmo de um balanço, em determinado momento, das lutas</p><p>simbólicas cujo pretexto é a imposição do estilo de vida legítimo e que encontram uma realização</p><p>exemplar nas lutas pelo monopólio dos emblemas da “classe”, ou seja, bens de luxo, bens de</p><p>cultura legítima ou modo de apropriação legítimo desses bens”.</p><p>BOURDIEU, Pierre. A distinção. Crítica social do julgamento. São Paulo: Edusp; Porto Alegre:</p><p>Zouk, 2008, p. 233.</p><p>Com relação às teorias de Norbert Elias e John Scotson e de Pierre Bourdieu, é incorreto</p><p>afirmar que:</p><p>a) de acordo com Elias e Scotson, os grupos estabelecidos mobilizam características naturais de</p><p>superioridade a fim de se mostrarem mais valiosos do que outros grupos.</p><p>b) o par conceitual formado por valorização e exclusão é considerado por Elias e Scotson uma</p><p>constante das relações de poder.</p><p>c) a aquisição de símbolos distintivos cumpre uma função de legitimação do estilo de vida que,</p><p>segundo Bourdieu, é parte de um conflito simbólico permanente.</p><p>d) um traço comum a essas teorias é que elas assumem que os mecanismos de exercício do</p><p>poder não são meras imposições das classes dominantes, mas expressam relações entre os</p><p>grupos dominantes e dominados.</p><p>e) Elias e Scotson e Bourdieu podem ser considerados representantes de teorias sociológicas</p><p>que buscam realizar uma síntese teórica entre o papel das estruturas sociais e o papel dos</p><p>agentes da vida social, e isso se expressa na forma como esses autores entendem a luta por</p><p>poder.</p><p>174) (Uel 2017) Leia o texto a seguir.</p><p>“O homem ocidental nem sempre se comportou da maneira que estamos acostumados a</p><p>considerar como típica ou como sinal característico do homem “civilizado”. Se um homem da</p><p>atual sociedade civilizada ocidental fosse, de repente, transportado para uma época remota de</p><p>sua própria sociedade, tal como o período medievo-feudal, descobriria nele muito do que julga</p><p>“incivilizado” em outras sociedades modernas. Sua reação em pouco diferiria da que nele é</p><p>despertada no presente pelo comportamento de pessoas que vivem em sociedades feudais fora</p><p>do Mundo Ocidental. Dependendo de sua situação e de suas inclinações, sentir-se-ia atraído pela</p><p>vida mais desregrada, mais descontraída e aventurosa das classes superiores dessa sociedade</p><p>ou repelido pelos costumes “bárbaros”, pela pobreza e rudeza que nele encontraria. E como quer</p><p>que entendesse sua própria “civilização”, ele concluiria, da maneira a mais inequívoca, que a</p><p>sociedade existente nesses tempos pretéritos da história ocidental não era “civilizada” no mesmo</p><p>sentido e no mesmo grau que a sociedade ocidental moderna”.</p><p>Adaptado de: ELIAS, N. O processo civilizador. v. 1. 2. ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1994,</p><p>p. 13.</p><p>Com base no texto e nos conhecimentos de Norbert Elias sobre as normas e as emoções</p><p>disseminadas nas práticas cotidianas, especialmente no tocante à formação da civilização na</p><p>sociedade moderna ocidental, assinale a alternativa correta.</p><p>a) A construção social do processo civilizador comprova que este é um fenômeno sem</p><p>características evolutivas, dadas as sucessivas rupturas e descontinuidades observadas, por</p><p>exemplo, em relação aos controles das funções corporais.</p><p>b) Os estudos do processo civilizador comprovam que as emoções são inatas, com origem</p><p>primitiva, o que garante a empatia entre indivíduos de diversas sociedades e culturas, bem como</p><p>de diferentes classes sociais.</p><p>c) Os mecanismos de controle e de vigilância da sociedade sobre as maneiras de gerenciar as</p><p>funções corporais correspondem a um aparelho de repressão que se forma na economia política</p><p>da sociedade, sendo, portanto, exterior aos indivíduos.</p><p>d) O modo de se alimentar, o cuidado de si, a relação com o corpo e as emoções em resposta às</p><p>funções corporais são produtos de um processo civilizador, de longa duração, por meio do qual</p><p>se transmitem aos indivíduos as regras sociais.</p><p>e) O processo civilizador propiciou sucessivas aproximações sociais entre o mundo dos adultos</p><p>e o das crianças, favorecendo a transição entre etapas geracionais e reduzindo o embaraço com</p><p>temas relativos à sexualidade.</p><p>175) (Unimontes 2016) Norbert Elias (1897-1990), alemão de origem judaica, é considerado,</p><p>na atualidade, um dos mais importantes representantes da Sociologia. Elias ganhou</p><p>notoriedade, entre outros motivos, por fazer análises dos hábitos e costumes sobre o</p><p>desenrolar do “processo civilizatório”. No que se refere a esse assunto, é INCORRETO afirmar:</p><p>a) Segundo Elias, o termo “civilização” configura-se como um conjunto de hábitos, valores e</p><p>costumes internalizados pelos indivíduos que lhes dão o caráter “social” ou “humano”. Os seres</p><p>humanos, por natureza, não possuem aspectos civilizados, porém possuem</p><p>um potencial que</p><p>lhes permite adquirir e aprender os modos civilizados de existência.</p><p>b) Um aspecto vital da civilização, para Elias, é a autorregulação dos impulsos e pulsões, o</p><p>autocontrole das energias instintivas que brotam dos seres humanos. Importante frisar que se</p><p>trata de um “autocontrole”, ou seja, diferentemente de coações externas que eram antes</p><p>necessárias para a convivência humana.</p><p>c) Os modos civilizados de ser têm relação estreita com o refinamento dos costumes, que</p><p>passam a caracterizar os indivíduos ocidentais modernos. A limpeza e a higiene pessoal são</p><p>exemplos básicos desse refinamento dos costumes.</p><p>d) Estudos sobre civilização e cultura não interessam à Sociologia, por ser uma disciplina</p><p>acadêmica vinculada apenas aos problemas de gestão do aparato estatal.</p><p>e) Um dos objetivos é entender como costumes e comportamento específicos de cada indivíduo</p><p>que vive em sociedade acaba moldando quem ele é.</p><p>176) (Uel 2015) Leia o texto a seguir.</p><p>“A sociedade, com sua regularidade, não é nada externa aos indivíduos; tampouco é</p><p>simplesmente um “objeto oposto” ao indivíduo; ela é aquilo que todo indivíduo quer dizer</p><p>quando diz “nós”. Mas esse “nós” não passa a existir porque um grande número de pessoas</p><p>isoladas que dizem “eu” a si mesmas posteriormente se une e resolve formar uma associação.</p><p>As funções e as relações interpessoais que expressamos com partículas gramaticais como “eu”,</p><p>“você”, “ele” e “ela”, “nós” e “eles” são interdependentes. Nenhuma delas existe sem as outras</p><p>e a função do “nós” inclui todas as demais. Comparado àquilo a que ela se refere, tudo o que</p><p>podemos chamar “eu”, ou até “você”, é apenas parte”.</p><p>ELIAS, N. A Sociedade dos Indivíduos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1994. p.57.</p><p>O modo como as diferentes perspectivas teóricas tratam da noção de identidade vincula-se à</p><p>clássica preocupação das Ciências Sociais com a questão da relação entre indivíduo e</p><p>sociedade. Com base no texto e nos conhecimentos da sociologia histórica, de Norbert Elias,</p><p>assinale a alternativa que apresenta, corretamente, a noção de origem do indivíduo e da</p><p>sociedade.</p><p>a) O indivíduo forma-se em seu “eu” interior e todos os outros são externos a ele, seguindo cada</p><p>um deles o seu caminho autonomamente.</p><p>b) A origem do indivíduo encontra-se na racionalidade, conforme a perspectiva cartesiana,</p><p>segundo a qual “penso, logo existo”.</p><p>c) A sociedade origina-se do resultado diretamente perceptível das concepções, planejamentos</p><p>e criações do somatório de indivíduos ou organismos.</p><p>d) A sociedade forma-se a partir da livre decisão de muitos indivíduos, quando racional e</p><p>deliberadamente decide-se pela elaboração de um contrato social.</p><p>e) A sociedade é formada por redes de funções que as pessoas desempenham umas em relação</p><p>às outras por meio de sucessivos elos.</p><p>177) (Enade 2011) Leia e responda</p><p>“A sociedade do que hoje denominamos era moderna caracteriza-se, acima de tudo no Ocidente,</p><p>por certo nível de monopolização. O livre emprego de armas militares é vedado ao indivíduo e</p><p>reservado a uma autoridade central, qualquer que seja seu tipo, e de igual modo a tributação da</p><p>propriedade ou renda de pessoas concentra-se em suas mãos. Os meios financeiros arrecadados</p><p>pela autoridade sustentam-lhe o monopólio da força militar, o que, por seu lado, mantém o</p><p>monopólio da tributação. [...] É preciso haver uma divisão social muito avançada de funções</p><p>antes que possa surgir uma máquina duradoura, especializada, para administração do</p><p>monopólio. É só depois que surge esse complexo aparelho é que o controle sobre o exército e a</p><p>tributação assumem seu pleno caráter monopolista. Só nessa ocasião está firmemente</p><p>estabelecido o controle militar e fiscal. A partir desse momento, os conflitos sociais não dizem</p><p>mais respeito à eliminação do governo monopolista, mas apenas à questão de quem deve</p><p>controlá-lo, em que meio seus quadros devem ser recrutados e como devem ser distribuídos os</p><p>ônus e benefícios do monopólio. Apenas quando surge esse monopólio permanente da</p><p>autoridade central, é que esses domínios assumem o caráter de Estados”.</p><p>ELIAS, N. O processo civilizador. Formação do Estado e Civilização, v. 2. Tradução Ruy</p><p>Junomann. Rio de Janeiro: Zahar, 1993. p. 97-8.</p><p>Considerando a dinâmica do processo de formação e consolidação dos Estados Nacionais</p><p>Modernos, exposta por Norbert Elias no texto acima, conclui-se que</p><p>a) a implantação de um aparato militar precedeu, nos estados europeus, a formação de seus</p><p>aparelhos de cobrança de impostos. Com isso, foi possível garantir os privilégios e o prestígio</p><p>social dos grupos burgueses contra o poder econômico dos nobres.</p><p>b) o processo de formação dos Estados Nacionais foi similar na Inglaterra, na França e nos Reinos</p><p>Germânicos. Esses Estados estabeleceram um processo de monopolização da força, da</p><p>tributação e territorial ao longo do século XIV, chegando ao século XVIII como um Estado</p><p>Nacional unificado.</p><p>c) a Revolução de 1789, na França, pode ser caracterizada pela luta da burguesia contra a</p><p>nobreza. Ela foi motivada pelo rompimento das relações de equilíbrio entre ambos os grupos,</p><p>vigentes desde a Idade Média, em virtude de a burguesia assumir, ao longo do século XVIII, o</p><p>controle militar e fiscal da sociedade francesa.</p><p>d) a livre competição, no processo de formação do Estado Moderno, tendeu para a formação de</p><p>monopólios privados e para a gradual transformação desses monopólios privados em públicos.</p><p>A expressão “O Estado sou eu”, de Luis XIV, conserva essa confusão entre o público e o privado.</p><p>e) o estabelecimento de atitudes comportamentais específicas para cada grupo social que</p><p>compunha as “sociedades de corte” faz parte do que Norbert Elias chamou de processo</p><p>civilizador. Esse aspecto, por pertencer ao foro da subjetividade, encontra-se dissociado, no</p><p>âmbito do pensamento do autor, da formação dos Estados nacionais, aspecto de cunho político.</p><p>178) (UFAM) São características da Globalização:</p><p>a) A adoção do Toyotismo como modelo para a reorganização da produção, a restrição dos</p><p>mercados e a valorização tecnológica.</p><p>b) O estabelecimento de redes comerciais, com valorização do capital mercantil e o aumento do</p><p>controle estatal na economia.</p><p>c) A adoção de políticas neoliberais, a desregulamentação da economia e diminuição dos índices</p><p>de robotização na indústria.</p><p>d) A dinamização tecnológica com a garantia da ampliação de políticas sociais e direitos</p><p>trabalhistas.</p><p>e) A formação de blocos econômicos, a integração dos mercados e o avanço do capital</p><p>financeiro.</p><p>179) A economia brasileira, após a maior integração do país no processo de Globalização,</p><p>passou a ter uma relação mais dinâmica com o comércio internacional. A principal atuação do</p><p>Brasil em termos de exportação ocorre por meio de:</p><p>a) produtos industrializados, graças às novas descobertas em pesquisa e tecnologia de ponta.</p><p>b) gêneros agrícolas, com destaque para alimentos de fabricação orgânica.</p><p>c) produtos industrializados, voltados para atender a maior demanda dos países europeus.</p><p>d) produtos primários, com destaque para as vendas ao mercado chinês.</p><p>e) gêneros industriais de base, para abastecer as indústrias tecnológicas norte-americanas.</p><p>180) (Cesgranrio) A década de 90 do século XX será lembrada na história da economia</p><p>brasileira como o período em que o Brasil entrou para a era da globalização, ao mesmo tempo</p><p>em que se desmontaram as bases do modelo de substituição das importações, adotado desde</p><p>a última década do século XIX.</p><p>Sobre o processo mencionado, pode-se afirmar que:</p><p>I – a estruturação de um novo modelo desenvolvimentista no Brasil permitiu o aparecimento de</p><p>um ritmo de crescimento econômico classificado como um dos mais elevados do mundo;</p><p>II – para atingir as suas metas, o governo brasileiro implementou a estabilidade econômica, com</p><p>a redução dos altos juros inflacionários que prevaleciam antes da adoção do Plano Real;</p><p>III – a redução dos gastos públicos e a diminuição do papel do Estado na economia levaram a</p><p>cortes nos investimentos em infraestrutura, piorando a oferta de serviços públicos;</p><p>IV – a paridade cambial que marcou esse período resultou em uma aceleração do consumo e,</p><p>em consequência, no aumento da oferta de emprego e na elevação da qualidade de vida da</p><p>população.</p><p>Estão corretas as afirmativas:</p><p>a) I e II, apenas.</p><p>b) I e III, apenas.</p><p>c) II e III, apenas.</p><p>d) II e IV, apenas.</p><p>e) III e IV, apenas.</p><p>do século XIX. Sobre esse</p><p>período da Sociologia e com base na concepção apresentada nos textos I e II, é CORRETO</p><p>afirmar que</p><p>a) a Sociologia foi chamada de física social e deveria utilizar os métodos da filosofia teológica</p><p>como instrumento de compreensão da sociedade.</p><p>b) as investigações sociológicas deveriam utilizar os mesmos procedimentos das ciências</p><p>naturais, ou seja, a observação, a experimentação e a comparação.</p><p>c) o positivismo foi a corrente filosófica, que fundamentou o surgimento da Sociologia como</p><p>ciência da sociedade, pois tinha uma visão metafísica das relações entre as pessoas.</p><p>d) o principal representante da Sociologia nesse período foi August Comte, que tinha uma visão</p><p>positiva de sociedade, ou seja, uma reflexão sobre a essência e o significado abstrato das</p><p>relações sociais.</p><p>e) as ideias de Comte tinham como objetivo encontrar leis universais para explicar as relações</p><p>sociais, com base nos princípios de subjetividade e parcialidade, utilizados pelas ciências da</p><p>natureza.</p><p>17) (Uem 2018) Auguste Comte (1798-1857), a quem se atribui a formulação do termo</p><p>Sociologia, foi o principal representante e sistematizador do Positivismo. Acerca do</p><p>pensamento comteano, é incorreto afirmar que</p><p>a) considerava os problemas sociais malefícios do desenvolvimento econômico das sociedades</p><p>industriais.</p><p>b) teve grande influência sobre o pensamento social brasileiro do século XIX e início do XX.</p><p>c) a inspiração para o método de investigação dos fenômenos sociais de Comte veio das ciências</p><p>da natureza.</p><p>d) era uma tentativa de constituição de um método objetivo para a observação dos fenômenos</p><p>sociais.</p><p>e) considerava o progresso e a evolução social um princípio da história humana.</p><p>18) (Uel 2016) A ordem e o progresso constituem partes fundamentais da Sociologia de</p><p>Auguste Comte.</p><p>Com base nas ideias comteanas, assinale a alternativa correta.</p><p>a) A ordem social total se estabelece de acordo com as leis da natureza, e as possíveis</p><p>deficiências existentes podem ser retificadas mediante a intervenção racional dos seres</p><p>humanos.</p><p>b) A liberdade de opinião e a diferença entre os indivíduos são fundamentos da solidariedade</p><p>na formação da estática social; essa diversidade produz vantagens para a evolução, em</p><p>comparação com a homogeneidade.</p><p>c) O desenvolvimento das forças produtivas é a base para o progresso e segue uma linha reta,</p><p>sem oscilações e, portanto, a interferência humana é incapaz de alterar sua direção ou</p><p>velocidade.</p><p>d) O progresso da sociedade, em conformidade com as leis naturais, é resultado da competição</p><p>entre os indivíduos, com base no princípio de justiça de que os mais aptos recebem as maiores</p><p>recompensas.</p><p>e) O progresso da sociedade é a lei natural da dinâmica social e, considerado em sua fase</p><p>intelectual, é expresso pela evolução de três estados básicos e sucessivos: o doméstico, o</p><p>coletivo e o universal.</p><p>19) (Unimontes 2015) O positivismo foi a corrente de pensamento que teve forte influência</p><p>sobre o método de investigação na Sociologia, por propor um sistema geral do conhecimento</p><p>com a pretensão de “organizar” a sociedade. São aspectos fundamentais do positivismo,</p><p>exceto</p><p>a) Para o positivismo clássico, é impossível conhecer o estado de um fenômeno social particular</p><p>se não for considerado cientificamente o todo social.</p><p>b) Na concepção positivista, graças à aplicação da ciência à organização do trabalho, a</p><p>humanidade desenvolve suas potencialidades.</p><p>c) As ideias na Sociologia positivista tentam descobrir qual é a ordem social que orienta a história</p><p>humana.</p><p>d) O positivismo fundamenta-se na concepção dialética de Georg Wilhelm F. Hegel (1770-1831),</p><p>originária do Idealismo alemão. Propõe um método interpretativo de sociedade baseado na</p><p>ideia de contrato social.</p><p>e) Augusto Comte acreditava que era possível elaborar uma ciência capaz de estudar o</p><p>comportamento humano coletivo seguindo os mesmos métodos das ciências naturais.</p><p>20) (Uel 2015) Leia o texto a seguir.</p><p>“Até o século XVIII, a maioria dos campos de conhecimento, hoje enquadrados sob o rótulo de</p><p>ciências, era ainda, como na Antiguidade Clássica, parte integral dos grandes sistemas</p><p>filosóficos. A constituição de saberes autônomos, organizados em disciplinas específicas, como</p><p>a Biologia ou a própria Sociologia, envolverá, de uma forma ou de outra, a progressiva reflexão</p><p>filosófica, como a liberdade e a razão”.</p><p>Adaptado de: QUINTANEIRO, T.; BARBOSA, M. L. O.; OLIVEIRA, M. G. M. Um Toque de</p><p>Clássicos: Marx, Durkheim e Weber. Belo Horizonte: UFMG, 2002. p.12.</p><p>Com base nos conhecimentos sobre o surgimento da Sociologia, assinale a alternativa que</p><p>apresenta, corretamente, a relação entre conhecimento sociológico de Auguste Comte e as</p><p>ideias iluministas.</p><p>a) A ideia de desenvolvimento pela revolução social foi defendida pelo Iluminismo, que</p><p>influenciou o Positivismo.</p><p>b) A crença na razão como promotora do progresso da sociedade foi compartilhada pelo</p><p>Iluminismo e pelo Positivismo.</p><p>c) O Iluminismo forneceu os princípios e as bases teóricas da luta de classes para a formulação</p><p>do Positivismo.</p><p>d) O reconhecimento da validade do conhecimento teológico para explicar a realidade social é</p><p>um ponto comum entre o Iluminismo e o Positivismo.</p><p>e) Os limites e as contradições do progresso para a liberdade humana foram apontados pelo</p><p>Iluminismo e aceitos pelo Positivismo.</p><p>21) (Unimontes 2015) As preocupações intelectuais de Auguste Comte (1798-1857) decorrem,</p><p>principalmente, da herança do Iluminismo e da Revolução Francesa. Inspirado no método de</p><p>investigação das ciências da natureza, procurava identificar os princípios da vida social assim</p><p>como outros cientistas explicavam a vida natural. Além de cunhar o nome da nova ciência de</p><p>Sociologia, foi dele a primeira tentativa de definir-lhe o objeto, seus métodos e problemas</p><p>fundamentais, bem como a primeira tentativa de determinar-lhe a posição no conjunto das</p><p>ciências. Considerando as reflexões e definições de Auguste Comte sobre a natureza da</p><p>Sociologia, analise as afirmativas a seguir:</p><p>I. Definiu a lei dos três estados, na qual o conhecimento está sujeito, em sua evolução, a passar</p><p>por três estados diferentes: o teológico, o metafísico e o positivo.</p><p>II. Propôs classificação das ciências, que tratam do pensamento sobre cada domínio do universo</p><p>e da sociedade, pela ordem, matemática/astronomia, física, química, biologia e sociologia.</p><p>III. Defendeu que a observação cuidadosa dos fatos empíricos e o teste sistemático de teorias</p><p>sociológicas tornam-se modos dominantes para se acumular conhecimento metafísico.</p><p>IV. Preocupou-se em definir a Sociologia como ciência da humanidade, capaz de desvendar as</p><p>leis da organização humana, cujo conhecimento deveria ter utilidade prática a fim de melhorar</p><p>a vida das pessoas.</p><p>Estão CORRETAS as afirmativas</p><p>a) I, II e III, apenas.</p><p>b) I, III e IV, apenas.</p><p>c) I, II e IV, apenas.</p><p>d) II, III e IV, apenas.</p><p>e) II e IV, apenas.</p><p>22) (Interbits 2013) A bandeira nacional, símbolo maior da República Federativa do Brasil, é</p><p>bastante simbólica. Além das suas cores, existem também os dizeres “Ordem e Progresso”.</p><p>Esses dizeres possuem sua origem em qual teoria filosófica?</p><p>a) No Materialismo histórico, de Karl Marx.</p><p>b) No Positivimo, de Auguste Comte.</p><p>c) No Idealismo, de Friedrich Hegel.</p><p>d) No Funcionalismo, de Émile Durkheim.</p><p>e) No Iluminismo, de René Descartes.</p><p>23) (Ueg 2013) A sociologia nasce no séc. XIX após as revoluções burguesas sob o signo do</p><p>positivismo elaborado por Augusto Comte. As características do pensamento comtiano são:</p><p>a) a sociedade é regida por leis sociais tal como a natureza é regida por leis naturais; as ciências</p><p>humanas devem utilizar os mesmos métodos das ciências naturais e a ciência deve ser neutra.</p><p>b) a sociedade humana atravessa três estágios sucessivos</p><p>de evolução: o metafísico, o empírico</p><p>e o teológico, no qual predomina a religião positivista.</p><p>c) a sociologia como ciência da sociedade, ao contrário das ciências naturais, não pode ser</p><p>neutra porque tanto o sujeito quanto o objeto são sociais e estão envolvidos reciprocamente.</p><p>d) o processo de evolução social ocorre por meio da unidade entre ordem e progresso, o que</p><p>necessariamente levaria a uma sociedade comunista.</p><p>e) a sociedade é regida por leis naturais tal como a natureza é regida por leis quânticas; as</p><p>ciências humanas devem utilizar os mesmos métodos das ciências naturais e a ciência deve ser</p><p>política.</p><p>24) (Ufrgs 2012) Tanto Augusto Comte quanto Karl Marx identificam imperfeições na</p><p>sociedade industrial capitalista, embora cheguem a conclusões bem diferentes: para o</p><p>positivismo de Comte, os conflitos entre trabalhadores e empresários são fenômenos</p><p>secundários, deficiências, cuja correção é relativamente fácil, enquanto, para Karl Marx, os</p><p>conflitos entre proletários e burgueses são o fato mais importante das sociedades modernas.</p><p>A respeito das concepções teóricas desses autores, é CORRETO afirmar:</p><p>a) Comte pensava que a organização científica da sociedade industrial levaria a atribuir a cada</p><p>indivíduo um lugar proporcional à sua capacidade, realizando-se assim a justiça social.</p><p>b) Comte considera que a partir do momento em que os homens pensam cientificamente, a</p><p>atividade principal das coletividades passa a ser a luta de classes que leva necessariamente à</p><p>resolução de todos os conflitos.</p><p>c) Marx acredita que a história humana é feita de consensos e implica, por um lado, o</p><p>antagonismo entre opressores e oprimidos; por outro lado, tende a uma polarização em dois</p><p>blocos: burgueses e proletários.</p><p>d) Para Karl Marx, o caráter contraditório do capitalismo manifesta-se no fato de que o</p><p>crescimento dos meios de produção se traduz na elevação do nível de vida da maioria dos</p><p>trabalhadores embora não elimine as desigualdades sociais.</p><p>e) Tanto Augusto Comte quanto Karl Marx concordam que a sociedade capitalista industrial</p><p>expressa a predominância de um tipo de solidariedade, que classificam como orgânica, cujas</p><p>características se refletirão diretamente em suas instituições.</p><p>25) (Uem 2012) Sobre o positivismo, corrente teórica pioneira na sistematização do</p><p>pensamento sociológico, assinale o que for incorreto.</p><p>a) Apesar de reconhecer as diferenças entre fenômenos do mundo físico e do mundo social, o</p><p>positivismo busca no método das ciências da natureza a orientação básica para legitimar a</p><p>sociologia.</p><p>b) O positivismo enfatiza a coesão e a harmonia entre os indivíduos como solução de conflitos,</p><p>para alcançar o progresso social.</p><p>c) O positivismo endereça uma contundente crítica à sociedade europeia do século XIX,</p><p>sobretudo em razão das desigualdades sociais oriundas da consolidação do capitalismo.</p><p>d) O positivismo utiliza recorrentemente a metáfora organicista para se referir à sociedade como</p><p>um todo constituído de partes integradas e coesas, funcionando harmonicamente, segundo uma</p><p>lógica física ou mecânica.</p><p>e) O positivismo defende uma concepção evolucionista da história social, segundo a qual o</p><p>estágio mais avançado seria dominado pela razão técnico-científica.</p><p>26) (Unioeste 2012) ,A filosofia da História – o primeiro tema da filosofia de Augusto Comte –</p><p>foi sistematizada pelo próprio Comte na célebre “Lei dos Três Estados” e tinha o objetivo de</p><p>mostrar por que o pensamento positivista deve imperar entre os homens. Sobre a “Lei do Três</p><p>Estados” formulada por Comte, é correto afirmar que</p><p>a) Augusto Comte demonstra com essa lei que todas as ciências e o espírito humano</p><p>desenvolvem-se na seguinte ordem em três fases distintas ao longo da história: a positiva, a</p><p>teológica e a metafísica.</p><p>b) na “Lei dos Três Estados” a argumentação desempenha um papel de primeiro plano no estado</p><p>teológico. O estado teológico, na sua visão, corresponde a uma etapa posterior ao estado</p><p>positivo.</p><p>c) o estado teológico, segundo está formulada na “Lei dos Três Estados”, não tem o poder de</p><p>tornar a sociedade mais coesa e nenhum papel na fundamentação da vida moral.</p><p>d) o estado positivista apresenta-se na “Lei dos Três Estados” como o momento em que a</p><p>observação prevalece sobre a imaginação e a argumentação, e na busca de leis imutáveis nos</p><p>fenômenos observáveis.</p><p>e) para Comte, o estado metafísico não tem contato com o estado teológico, pois somente o</p><p>estado metafísico procura soluções absolutas e universais para os problemas do homem.</p><p>27) (Ifsp 2011) Segundo a Lei dos Três Estados, conceito fundamental na obra de Auguste</p><p>Comte, a evolução das concepções intelectuais da humanidade percorreu três estados</p><p>teóricos distintos e consecutivos, a saber:</p><p>a) Mitológico, teológico e filosófico.</p><p>b) Teológico, metafísico e científico.</p><p>c) Metafísico, abstrato e positivo.</p><p>d) Fetichista, teológico e positivo.</p><p>e) Mitológico, filosófico e científico.</p><p>28) (Uel 2019) Leia o texto a seguir.</p><p>“A modernidade [...] é um fenômeno de dois gumes. O desenvolvimento das instituições sociais</p><p>modernas e sua difusão em escala mundial criaram oportunidades bem maiores para os seres</p><p>humanos gozarem de uma existência segura e gratificante que qualquer tipo de sistema pré-</p><p>moderno. Mas a modernidade tem também um lado sombrio”.</p><p>GIDDENS, A. As consequências da modernidade. São Paulo: Editora Unesp, 1991, 2ª</p><p>reimpressão, p. 16.</p><p>Com base no texto e nos conhecimentos sobre o debate a respeito da modernidade, considere</p><p>as afirmativas a seguir.</p><p>I. Para Marx, a modernidade identificava-se com o capitalismo, o qual continha, em suas origens</p><p>industriais, dimensões sociais potencialmente revolucionárias.</p><p>II. No momento do surgimento do industrialismo, Durkheim identificou o lado sombrio da</p><p>modernidade com a possibilidade dos fenômenos da anomia social.</p><p>III. Weber compreendia o mundo moderno como aquele no qual a racionalização implicava a</p><p>expansão da burocracia e dos limites que o corpo de funcionários estabelecia à autonomia</p><p>individual.</p><p>IV. Para Giddens, a atual fase da modernidade, ao reduzir as possibilidades de autodestruição</p><p>social, eliminou a existência da chamada “sociedade de risco”.</p><p>Assinale a alternativa correta.</p><p>a) Somente as afirmativas I e II são corretas.</p><p>b) Somente as afirmativas I e IV são corretas.</p><p>c) Somente as afirmativas III e IV são corretas.</p><p>d) Somente as afirmativas I, II e III são corretas.</p><p>e) Somente as afirmativas II, III e IV são corretas.</p><p>29) (Uece 2019) Durkheim afirmou que os acontecimentos sociais – como os crimes, os</p><p>suicídios, a família, a escola, as leis – poderiam ser observados como coisas, pois assim seria</p><p>mais fácil de estudá-los pela Sociologia. Esses fenômenos são por ele denominados de fatos</p><p>sociais. Assinale a opção que apresenta corretamente características do fato social.</p><p>a) É subjetivo, aleatório e coercitivo.</p><p>b) É individual, exterior e representa homogeneização social.</p><p>c) É exterior ao indivíduo, tem poder de generalização e exerce coerção social.</p><p>d) É coletivo, coercitivo e pessoal.</p><p>e) É singular e única para cada.</p><p>30) (Ueg 2019) O objeto de estudo da sociologia remete ao social. Alguns delimitam tal objeto</p><p>a partir de um conceito específico e assim constroem sua abordagem sociológica. Tendo em</p><p>vista que os sociólogos clássicos lançaram as bases para a constituição da sociologia como</p><p>ciência, verifica-se que uma das definições do objeto de estudo da sociologia é</p><p>a) a consciência coletiva, tal como apontou Durkheim.</p><p>b) a luta de classes sociais, tal como definiu Marx.</p><p>c) a comunicação, tal como desenvolveu Adorno.</p><p>d) a ação social, tal como especificou Weber.</p><p>e) a modernidade, tal como colocou Comte.</p><p>31) (Uem-pas 2017) Émile Durkheim (1858-1917) é considerado, conjuntamente com Auguste</p><p>Comte (1798-1857), Karl</p><p>Marx (1818-1883) e Max Weber (1864-1920), um dos fundadores da</p><p>Sociologia. Em 1895, Durkheim publicou As regras do método sociológico, onde apresenta o</p><p>conceito de fato social. Este conceito é central na sociologia durkheiminiana. Sobre o fato</p><p>social é incorreto afirmar:</p><p>a) Émile Durkheim afirma em As regras do método sociológico que o fato social é exterior às</p><p>pessoas.</p><p>b) O fato social, segundo Émile Durkheim, possui uma existência própria, para além das</p><p>manifestações individuais.</p><p>c) Em As regras do método sociológico, Émile Durkheim propõe que o fato social é geral,</p><p>ocorrendo no conjunto de uma sociedade.</p><p>d) Para Émile Durkheim, o fato social é particular e individual.</p><p>e) Uma das características definidoras do fato social, segundo Émile Durkheim, é a sua</p><p>capacidade de coerção sobre as pessoas.</p><p>32) (Interbits 2017) Brasil vive momento de 'anomia', diz FHC</p><p>“O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso acredita que o Brasil vive um "momento de</p><p>anomia" - estado que se caracteriza pela ausência de regras - e que é preciso "botar ordem na</p><p>casa". "Há falta de sentido de organização e autoridade. Em toda a parte”. Questionado sobre o</p><p>que faria se estivesse no lugar do presidente Michel Temer, FHC disse que "a essa altura, estaria</p><p>considerando o futuro do Brasil e pensando bem: será que eu tenho condições de governar?". Na</p><p>sequência, o tucano foi perguntado quanto tempo levaria para fazer essa reflexão. "Não muito.</p><p>As coisas vão variar com muita velocidade, vão se mover com muita rapidez, eu acho. Sem julgar,</p><p>mas em termos das condições do Brasil, estamos passando por um momento de... Vou falar em</p><p>sociologuês, mas é simples... De anomia”.</p><p>NUCCI, João Paulo. Brasil vive momento de ‘anomia’, diz FHC. O Estado de S.Paulo. 22 mai.</p><p>2017. Disponível em: <http://politica.estadao.com.br/noticias/geral,brasil-vive-momento-</p><p>de-anomia-diz-fhc,70001804232> Acesso em 25 mai. 2017.</p><p>Considerando o contexto político apresentado na notícia acima, assinale a alternativa que</p><p>apresenta, de forma correta, uma interpretação sociológica do contexto brasileiro.</p><p>a) O Brasil vive em uma anomia pela pobreza e desnutrição de sua população.</p><p>b) Ao utilizar o conceito de anomia, Fernando Henrique Cardoso faz referência a uma corrente</p><p>de pensamento sociológico que tem origem no positivismo de Auguste Comte, que valoriza</p><p>ideais como a ordem e o progresso.</p><p>c) Fernando Henrique Cardoso é um ex-presidente do Brasil, do PSDB. Sua análise da política</p><p>tem como objetivo evitar que Lula chegue ao poder nas próximas eleições.</p><p>d) Há uma clara intenção do ex-presidente de criticar o atual presidente, Michel Temer. Assim,</p><p>Fernando Henrique demonstra que seu objeto é assumir o país através de eleições indiretas.</p><p>e) Ao criticar a governabilidade de Michel Temer e defender o sentido de organização e</p><p>autoridade, FHC demonstra que tem uma visão política baseada nas ideias de John Locke, ou</p><p>seja, de que o homem é naturalmente livre.</p><p>33) (Ueg 2016) O objeto de estudo da sociologia, para Durkheim, é o fato social, que deve ser</p><p>tratado como “coisa” e o sociólogo deve afastar suas prenoções e preconceitos. A construção</p><p>durkheimiana do objeto de estudo da sociologia pode ser considerada</p><p>a) positivista, pois se fundamenta na busca de objetividade e neutralidade.</p><p>b) dialética, pois reconhece a existência de uma realidade exterior ao pesquisador.</p><p>c) kantiana, pois trata da “coisa em si” e realiza a coisificação da realidade.</p><p>d) nietzschiana, pois coloca a “vontade de poder” como fundamento para a pesquisa.</p><p>e) weberiana, pois aborda a ação social racional atribuída por um sujeito.</p><p>34) (Ufu 2015) Leia e responda.</p><p>“A concepção da Sociologia de Durkheim se baseia em uma teoria do fato social. Seu objetivo é</p><p>demonstrar que pode e deve existir uma Sociologia objetiva e científica, conforme o modelo das</p><p>outras ciências, tendo por objeto o fato social”.</p><p>ARON, R. As etapas do pensamento sociológico. São Paulo: Martins Fontes, 1995. p. 336.</p><p>Em vista do exposto, assinale a alternativa correta.</p><p>a) Durkheim demonstrou que o fato social está desconectado dos padrões de comportamento</p><p>culturais do indivíduo em sociedade e, portanto, deve ser usado para explicar apenas alguns</p><p>tipos de sociedade.</p><p>b) Segundo Durkheim, a primeira regra, e a mais fundamental, é considerar os fatos sociais como</p><p>coisas para serem analisadas.</p><p>c) O estado normal da sociedade para Durkheim é o estado de anomia, quando todos os</p><p>indivíduos exercem bem os fatos sociais.</p><p>d) A solidariedade orgânica, para Durkheim, possui pequena divisão do trabalho social, como</p><p>pode ser demonstrada pela análise dos fatos sociais da sociedade.</p><p>e) A sociologia de Durkheim estudo que o homem é um ser com conhecimento inato, nasce</p><p>pronto e que todas as suas capacidades são baseadas na sua descendência.</p><p>35) (Uem 2014) Leia e responda</p><p>“O devoto, ao nascer, encontra as crenças e as práticas da vida religiosa; existindo antes dele, é</p><p>porque existem fora dele. O sistema de sinais de que me sirvo para exprimir meus pensamentos,</p><p>o sistema de moedas que emprego para pagar as dívidas, os instrumentos de crédito que utilizo</p><p>nas minhas relações comerciais, as práticas seguidas na profissão etc. funcionam</p><p>independentemente do uso que delas faço”.</p><p>(DURKHEIM, E. As regras do método. São Paulo: Editora Nacional, 1974, p. 2).</p><p>Considerando a citação e a teoria sociológica de Durkheim, assinale o que for incorreto.</p><p>a) Conforme Durkheim, a Sociologia pode ser definida como uma ciência que estuda a gênese,</p><p>a duração e o funcionamento dos comportamentos coletivos instituídos pela sociedade.</p><p>b) Segundo Durkheim, os “fatos sociais” são fenômenos coletivos que exercem sobre o indivíduo</p><p>uma coerção exterior que influencia suas maneiras de agir, de pensar e de sentir.</p><p>c) Da perspectiva durkheimiana, os “fatos sociais” são fenômenos subjetivos ou psicológicos que</p><p>dependem da vontade e do desejo individual das pessoas para que possam aparecer na</p><p>sociedade.</p><p>d) De acordo com Durkheim, as “representações coletivas” constituem uma das expressões dos</p><p>fatos sociais, pois compreendem os modos como a sociedade vê a si mesma e ao mundo que a</p><p>envolve.</p><p>e) Para Durkheim, a educação escolar é um momento importante de socialização, no qual as</p><p>novas gerações são levadas a internalizar regras, valores e maneiras de ser que são exigidas pela</p><p>sociedade.</p><p>36) (Unioeste 2013) O sociólogo francês Émile Durkheim (1858-1917), em sua obra As Regras</p><p>do Método Sociológico, ocupou-se em estabelecer o objeto de estudo da sociologia. Entre as</p><p>constatações de Durkheim, está a de que o fato social não pode ser definido pela sua</p><p>generalidade no interior de uma sociedade. Nessa obra, Durkheim elabora um tratamento</p><p>científico dos fatos sociais e cria uma base para a sociologia no interior de um conjunto coeso</p><p>de disciplinas sociais, visando fornecer uma base racional e sistemática da sociedade civil.</p><p>Sobre o significado do fato social para Durkheim, é correto afirmar que</p><p>a) os fenômenos sociais, embora obviamente inexistentes sem os seres humanos, residem nos</p><p>seres humanos como indivíduos, ou seja, os fatos sociais são os estados mentais ou emoções</p><p>dos indivíduos.</p><p>b) os fatos sociais, parecem, aos indivíduos, uma realidade que pode ser evitada, de maneira</p><p>que se apresenta dependente de sua vontade. Nesse sentido, desobedecer a uma norma social</p><p>não conduz o indivíduo a sanções punitivas.</p><p>c) a proposição fundamental do método de Durkheim é a de que os fatos sociais devem ser</p><p>tratados como coisas, ou seja, como objeto do conhecimento que a inteligência não penetra de</p><p>forma natural, mas através da observação e da experimentação.</p><p>d) Durkheim considera os fatos sociais como coisas materiais. Pode-se afirmar, portanto, que</p><p>todo objeto de ciência é uma coisa material e deve ser abordado a partir do</p><p>princípio de que o</p><p>seu estudo deve ser abordado sem ignorar completamente o que são.</p><p>e) os fatos sociais são semelhantes aos fatos psíquicos, pois apresentam um substrato</p><p>semelhante e evoluem no mesmo meio, de maneira que dependem das mesmas condições.</p><p>37) (Upe 2013) A Sociologia nasce no século XIX com o objetivo de combater a visão de mundo</p><p>predominante nesse período, defendendo o estudo da ação coletiva e social. Assim, o objeto</p><p>de estudo da Sociologia é definido como um conjunto de relacionamentos, que os homens</p><p>estabelecem entre si, na vida em sociedade, num determinado contexto histórico. Na tirinha</p><p>a seguir, percebe-se um objeto de estudo da Sociologia, que representa o modo de pensar,</p><p>sentir e agir de um grupo social. Assinale a alternativa que contém a principal característica</p><p>desse objeto de estudo.</p><p>a) Igualdade</p><p>b) Individualismo</p><p>c) Liberdade</p><p>d) Coerção</p><p>e) Solidariedade</p><p>38) (Unimontes 2013) Para o sociólogo francês Émile Durkheim (1858-1917), a definição</p><p>objetiva de suicídio diz respeito a "todo caso de morte que resulte direta ou indiretamente de</p><p>um ato positivo ou negativo praticado pela própria vítima, sabedora de que deveria produzir</p><p>esse resultado”. Analisando o suicídio como um fenômeno coletivo, esse autor recorre a dados</p><p>relativos ao número de suicídios de várias sociedades para encontrar regularidades e construir</p><p>uma taxa específica para cada uma delas. Analisou variáveis que podem estar relacionadas ao</p><p>suicídio, tais como sexo, crises políticas, crises econômicas, família, religião, escolaridade,</p><p>entre outras. Com base no texto e nas proposições desse autor, analise as afirmativas a seguir:</p><p>I. Esse autor estabeleceu a tipologia de suicídios como egoísta, altruísta e anômico. O suicídio</p><p>egoísta é característico nas sociedades tradicionais, enquanto o altruísta e o anômico são</p><p>frequentes apenas nas sociedades modernas.</p><p>II. Cada grupo social tem uma disposição coletiva para o suicídio, e desta derivam as inclinações</p><p>individuais. O grau de coesão ou vitalidade das instituições às quais a pessoa está ligada pode</p><p>preservá-la ou estimulá-la a cometer um ato dessa natureza.</p><p>III. As sociedades religiosa, doméstica e política podem exercer sobre o suicídio uma influência</p><p>moderadora. Ao se constituírem em sociedades integradas, elas protegem seus membros. A</p><p>ultrapassagem, por parte de qualquer delas, de seu grau normal de intensidade pode expor</p><p>alguns membros a formas de suicídio.</p><p>IV. Certas condições de vida social revelam o estado moral da sociedade, podendo gerar</p><p>correntes de egoísmo, de altruísmo ou de anomia que afligem a todos e consequentemente</p><p>aumentam as taxas de suicídio.</p><p>Estão CORRETAS as afirmativas</p><p>a) II, III e IV, apenas.</p><p>b) I, II e IV, apenas.</p><p>c) I, II e III, apenas.</p><p>d) I e III apenas.</p><p>e) I, II, III e IV, apenas.</p><p>39) (Interbits 2012) Um dos aspectos do fato social é a coerção que ele exerce sobre todos os</p><p>indivíduos. Em diversas ações que tomamos na nossa sociedade, podemos identificar fatos</p><p>sociais que aparecem sem que nos demos conta. Qual das ações abaixo pode ser considerada</p><p>como um fato social?</p><p>a) O ato de ir ao estádio de futebol. Todas as mulheres devem, ao menos uma vez, assistir a um</p><p>jogo de futebol no estádio.</p><p>b) O ato de presentear a criança que faz aniversário. Os adultos sabem que se forem convidados</p><p>para uma festa de criança, é bom levarem um presente para ela.</p><p>c) O ato de andar. Toda pessoa deve, obrigatoriamente, saber andar.</p><p>d) O ato de ler livros de literatura. Uma pessoa que não lê literatura fica excluída do convívio</p><p>social.</p><p>e) O ato de brincar de peão. Toda criança é socializada mediante o jogo de peão.</p><p>40) (Interbits 2012) Leia e responda.</p><p>“Para compreender a maneira como a sociedade representa a si mesma e o mundo que a cerca,</p><p>é a natureza da sociedade, e não a dos particulares, que se deve considerar. Os símbolos com os</p><p>quais ela se pensa mudam conforme o que ela é”.</p><p>DURKHEIM, Émile. As regras do Método Sociológico. São Paulo: Martins Fontes, 2003,</p><p>p.XXIII.</p><p>Dentre os conceitos abaixo, qual é aquele que Durkheim utiliza para compreender a forma</p><p>como a sociedade representa a si mesma?</p><p>a) Sociedade mecânica.</p><p>b) Sociedade orgânica.</p><p>c) Suicídio.</p><p>d) Representação coletiva.</p><p>e) Anomia social.</p><p>41) (Interbits 2012) No dia 12/07/2012, no Programa “Na Moral”, Pedro Cardoso foi</p><p>entrevistado por Pedro Bial a respeito do trabalho dos paparazzi. Leia abaixo um trecho da</p><p>entrevista:</p><p>“Pedro Bial – Mas seguindo o seu raciocínio: o empresário busca o ganho – pra evitar a palavra</p><p>lucro, que vamos dizer... ou lucro, o que for –, o empresário quer vender revista. As pessoas</p><p>compram essas revistas. Esses sites são os mais acessados – os acessos de celebridades.</p><p>Pedro Cardoso – É, os alemães também compraram o Nazismo, por esse raciocínio. A sociedade</p><p>tem demandas. Nem todas as demandas da sociedade são a saúde dela. [...] Nós temos uma</p><p>doença cultural. Uma doença social que mata pessoas, que constrange a liberdade, que</p><p>principalmente vende uma mentira”.</p><p>Programa Na Moral apresentado em 12/07/2012. [transcrição]. Disponível em:</p><p><http://tvg.globo.com/programas/na-moral...i/2038750/>. Acesso em 15/07/2012.</p><p>No trecho acima, Pedro Cardoso considera que a sociedade possui uma saúde que deve ser</p><p>preservada. Dentre os autores abaixo, qual aquele que apresenta uma concepção</p><p>semelhante?</p><p>a) Max Weber.</p><p>b) Karl Marx.</p><p>c) Émile Durkheim.</p><p>d) Marcel Mauss.</p><p>e) Pierre Bourdieu.</p><p>42) (Interbits 2012) Émile Durkheim, em seus estudos de sociologia, confere importância</p><p>central à religião em uma sociedade. Segundo ele, a religião:</p><p>a) Fortalece os laços de coesão social e contribui para a solidariedade entre os membros da</p><p>sociedade.</p><p>b) Favorece a solidariedade do tipo mecânica, fundamental para evitar a anomia em uma</p><p>sociedade moderna.</p><p>c) Aumenta a alienação dos indivíduos na sociedade capitalista.</p><p>d) Está intimamente relacionada ao surgimento do capitalismo na Europa.</p><p>e) Contribui para que o individualismo moderno seja relegado a somente alguns estratos sociais</p><p>minoritários.</p><p>43) (Unimontes 2012) Segundo Émile Durkheim (1858-1917), os costumes e as ideias</p><p>existentes na sociedade não fomos nós, individualmente, que fizemos. São produtos da vida</p><p>em comum e exprimem as necessidades sociais. São mesmo, na sua maior parte, obras de</p><p>gerações passadas. Segundo as reflexões do autor sobre esse tema, marque a alternativa</p><p>incorreta.</p><p>a) Cada sociedade dispõe de certas regras, normas e leis que existem independentemente dos</p><p>indivíduos e fazem com que a sociedade se perpetue.</p><p>b) As leis e regras sociais existem fora da consciência individual, pairam como que acima de</p><p>todos, formando uma consciência coletiva que a todos permeia.</p><p>c) Os costumes e normas solidificam-se em instituições sociais e essas, por sua vez, são todas as</p><p>crenças e comportamentos instituídos e essenciais para a coletividade.</p><p>d) As transformações das regras e normas sociais ocorrem de forma dialética, em que o processo</p><p>de mudanças é condicionado principalmente pela interação dos indivíduos na ação-reflexão-</p><p>ação.</p><p>e) Os costumes são construídos ao longo do tempo pela necessidade da sociedade.</p><p>44) (Unioeste 2012) Émile Durkheim é considerado um dos fundadores das Ciências Sociais e</p><p>entre as suas diversas obras se destacam “As Regras do Método Sociológico”, “O Suicídio” e</p><p>“Da Divisão do Trabalho Social”. Sobre este último estudo, é correto afirmar que</p><p>a) a divisão do trabalho possui um importante papel social. Muito além do aumento da</p><p>produtividade econômica, a divisão garante a coesão social ao possibilitar o surgimento de um</p><p>tipo específico de solidariedade.</p><p>b) a solidariedade mecânica é o resultado do desenvolvimento da industrialização,</p><p>que garantiu</p><p>uma robotização dos comportamentos humanos.</p><p>c) a solidariedade orgânica refere-se às relações sociais estabelecidas nas sociedades mais</p><p>tradicionais. O nome remete ao entendimento da harmonia existentes nas comunidades de</p><p>menor taxa demográfica.</p><p>d) indiferente dos tipos de solidariedade predominantes, o crime necessita ser punido por</p><p>representar uma ofensa às liberdades e à consciência individual existente em cada ser humano.</p><p>e) a consciência coletiva está vinculada exclusivamente às ações sociais filantrópicas</p><p>estabelecidas pelos indivíduos na contemporaneidade, não tendo nenhuma relação com</p><p>tradições e valores morais comuns.</p><p>45) (Interbits 2012) Leia.</p><p>– Escreveu A ética protestante e o espírito do capitalismo.</p><p>– Nasceu em 1864 e morreu em 1920.</p><p>– Desenvolveu a noção de conceitos ideais típicos.</p><p>– Desenvolveu a chamada sociologia compreensiva.</p><p>As informações acima dizem respeito a qual cientista social?</p><p>a) Max Weber</p><p>b) Émile Durkheim</p><p>c) Karl Marx</p><p>d) Friedrich Hegel</p><p>e) Friedrich Nietzsche</p><p>46) (Interbits 2012) Cada um dos grandes teóricos da sociologia contribuiu com um ponto</p><p>específico de sua teoria para a compreensão do mundo presente. Entre esses teóricos, está</p><p>Max Weber. Podemos afirmar que a grande questão teórica de Weber era o processo de</p><p>racionalização do mundo durante a modernidade. Esse processo pode ser definido como:</p><p>a) A forma como a sociedade ocidental encontrou meios para desenvolver seus valores</p><p>religiosos.</p><p>b) O processo pelo qual a natureza, a sociedade e a ação individual são crescentemente</p><p>enquadradas por uma orientação voltada para a ação racional.</p><p>c) O desenvolvimento das forças produtivas resultantes da luta de classes entre burgueses e</p><p>proletários.</p><p>d) O processo de acomodação dos anseios individuais em uma lógica de acumulação e produção</p><p>de mercadorias.</p><p>e) A utilização da teologia como principal explicação dos anseios humanos.</p><p>47) (Unimontes 2011) Considerando as obras dos clássicos da Sociologia e seus respectivos</p><p>autores, associe a 2ª coluna com a 1ª.</p><p>1) As regras do método sociológico</p><p>2) A ética protestante e o espírito do</p><p>capitalismo</p><p>3) O Capital</p><p>( ) Karl Marx (1818-1883)</p><p>( ) Émile Durkheim (1858-1917)</p><p>( ) Max Weber (1864-1920)</p><p>A sequência correta é</p><p>a) 3, 1, 2.</p><p>b) 1, 2, 3.</p><p>c) 2, 1, 3.</p><p>d) 3, 2, 1.</p><p>e) 1, 3, 2.</p><p>48) (Unicentro 2011) Max Weber, um dos fundadores da Sociologia, tinha amplo</p><p>conhecimento em muitas áreas afins a essa ciência, tais como economia, direito e filosofia.</p><p>Assim, ao analisar o desenvolvimento do capitalismo moderno, buscou entender a natureza e</p><p>as causas da mudança social. Em sua obra, existem dois conceitos fundamentais, ou seja,</p><p>a) cultura e tipo Ideal.</p><p>b) classe e proletariado.</p><p>c) anomia e solidariedade.</p><p>d) fato social e burocracia.</p><p>e) ação social e racionalidade.</p><p>49) (Unicentro 2010) Leia e responda.</p><p>“A ação social (incluindo tolerância ou omissão) orienta-se pela ação de outros, que podem ser</p><p>passadas, presentes ou esperadas como futuras (vingança por ataques anteriores, réplica a</p><p>ataques presentes, medidas de defesa diante de ataques futuros). Os ´outros` podem ser</p><p>individualizados e conhecidos ou um pluralidade de indivíduos indeterminados e completamente</p><p>desconhecidos”.</p><p>(Max Weber. Ação social e relação social. In M.M. Foracchi e J.S Martins. Sociologia e</p><p>Sociedade. Rio de Janeiro, LTC, 1977, p.139).</p><p>Max Weber, um dos clássicos da sociologia, autor dessa definição de ação social, que para ele</p><p>constitui o objeto de estudo da sociologia, apontou a existência de quatro tipos de ação social.</p><p>Quais são elas?</p><p>a) Ação tradicional, ação afetiva, ação política com relação a valores, ação racional com relação</p><p>a fins.</p><p>b) Ação tradicional, ação afetiva, ação racional e ação carismática.</p><p>c) Ação tradicional, ação afetiva, ação política com relação a valores, ação política com relação</p><p>a fins.</p><p>d) Ação tradicional, ação afetiva, ação racional com relação a fins, ação racional com relação a</p><p>valores.</p><p>e) Ação tradicional, ação emotiva, ação racional com relação a fins e ação política não esperada.</p><p>50) (Uel 2008) Max Weber, sociólogo alemão, conceituou três tipos ideais de dominação:</p><p>dominação legal, dominação tradicional e dominação carismática. São tipos ideais porque são</p><p>construções conceituais que o investigador utiliza para fazer aproximações entre a teoria e o</p><p>mundo empírico. Leia a seguir o trecho da Carta Testamento de Getúlio Vargas:</p><p>“Sigo o destino que é imposto. Depois de decênios de domínio e espoliação dos grupos</p><p>econômicos e financeiros internacionais, fiz-me chefe de uma revolução e venci. Iniciei o trabalho</p><p>de libertação e instaurei o regime de liberdade social. Tive de renunciar. Voltei ao governo nos</p><p>braços do povo”.</p><p>(VARGAS, G. Carta Testamento. Disponivel em:</p><p>http://www.cpdoc.fgv.br/dhbd/verbetes_htm/5458_53.asp. Acesso em: 17 nov. 2007.)</p><p>Com base nos conhecimentos sobre os tipos ideais de dominação e levando em consideração</p><p>o texto citado e as características históricas e políticas do período, assinale a única alternativa</p><p>que apresenta a configuração correta do tipo de dominação exercida por Getúlio Vargas.</p><p>a) Dominação carismática e tradicional.</p><p>b) Dominação tradicional que se opõe à dominação carismática.</p><p>c) Dominação tradicional e legal.</p><p>d) Dominação legal e carismática.</p><p>e) Dominação legal que reforça a dominação tradicional.</p><p>51) (Ufsc 2018) O ano de 2017 marca os 500 anos da publicação do documento considerado o</p><p>marco fundador da Reforma Protestante: as 95 teses de Martinho Lutero. Sobre a Reforma</p><p>Protestante e seus desdobramentos, é incorreto afirmar que:</p><p>a) Martinho Lutero recusava o princípio católico de que a salvação dependia da fé, das obras</p><p>humanas e da graça divina porque, na sua concepção, apenas a fé levava à salvação.</p><p>b) ao contrário do que defendia a Igreja Católica, Lutero sustentava que todas as pessoas,</p><p>religiosas ou leigas, deveriam ter acesso à Bíblia para que compreendessem individual e</p><p>livremente a palavra de Deus.</p><p>c) de acordo com o sociólogo Max Weber, há uma adequação entre a atitude protestante e a</p><p>atitude capitalista.</p><p>d) como consequência imediata da Reforma Protestante, os camponeses, estimulados pelas</p><p>palavras de Lutero contra a autoridade da Igreja Católica, iniciaram uma série de levantes contra</p><p>a nobreza e o clero.</p><p>e) o movimento luterano, apesar de toda a sua crítica reformista, mantinha a defesa da</p><p>negociação das indulgências (perdões) para os pecados que os infiéis cometessem.</p><p>52) (Uel 2019) Leia o texto a seguir.</p><p>“A menos que seja um físico, quem anda num bonde não tem ideia de como o carro se</p><p>movimenta. E não precisa saber. Basta-lhe poder contar com o comportamento do bonde a</p><p>orientar sua conduta de acordo com sua expectativa; mas nada sabe sobre o que é necessário</p><p>para produzir o bonde ou movimentá-lo. O selvagem tem um conhecimento incomparavelmente</p><p>maior sobre suas ferramentas”.</p><p>WEBER, M. A ciência como vocação. In: GERTH, H.; MILLS, W. Max Weber. Ensaios de</p><p>Sociologia. Rio de Janeiro: Zahar, 1979. p. 165.</p><p>Com base no texto e nos conhecimentos sobre a sociedade moderna, conforme Max Weber,</p><p>assinale a alternativa correta.</p><p>a) A secularização da vida moderna e o consequente desencantamento do mundo são</p><p>expressões da racionalização ocidental.</p><p>b) O homem moderno detém menor controle sobre as forças da natureza, em comparação com</p><p>o domínio que possuía o “selvagem”.</p><p>c) O avanço da racionalidade produz, também, uma maior revitalização da cultura clássica, dado</p><p>que amplia o alcance das escolhas efetivas disponíveis.</p><p>d) O desencantamento do mundo é um fato social que atua como força coercitiva sobre as</p><p>vontades individuais, visando à construção da consciência coletiva.</p><p>e) O desencantamento do mundo destitui o Ocidente</p><p>de um elemento diferenciador em relação</p><p>ao Oriente: as ações sociais dotadas de sentido.</p><p>53) (Ueg 2019) O objeto de estudo da sociologia remete ao social. Alguns delimitam tal objeto</p><p>a partir de um conceito específico e assim constroem sua abordagem sociológica. Tendo em</p><p>vista que os sociólogos clássicos lançaram as bases para a constituição da sociologia como</p><p>ciência, verifica-se que uma das definições do objeto de estudo da sociologia é</p><p>a) a consciência coletiva, tal como apontou Durkheim.</p><p>b) a luta de classes sociais, tal como definiu Marx.</p><p>c) a comunicação, tal como desenvolveu Adorno.</p><p>d) a ação social, tal como especificou Weber.</p><p>e) a modernidade, tal como colocou Comte.</p><p>54) (Ufu 2018) Leia e responda.</p><p>“Para Weber, um tipo de dominação é estabelecido, pois “obedece-se não à pessoa em virtude</p><p>de seu direito próprio, mas à regra estatuída, que estabelece ao mesmo tempo a quem e em que</p><p>medida se deve obedecer”.</p><p>COHN, Gabriel (Org.). Weber: Sociologia. 5.ed. São Paulo: Ática, 1991. p. 129. Coleção</p><p>Grandes Cientistas Sociais.</p><p>Com base na análise weberiana, assinale a alternativa que indica o tipo de dominação a que</p><p>essa descrição está relacionada.</p><p>a) Dominação Legal.</p><p>b) Dominação Carismática.</p><p>c) Dominação Tradicional.</p><p>d) Dominação Altruísta.</p><p>e) Dominação Católica.</p><p>55) (Ueg 2018) O sociólogo Max Weber desenvolveu estudos sobre a ética protestante e o</p><p>espírito do capitalismo. A esse respeito tem-se o seguinte:</p><p>a) a tentativa de constituir uma ciência da sociedade promoveria um processo de pesquisa</p><p>multidisciplinar e não especializado e por isso Weber concebia a economia como determinante</p><p>da cultura e o capitalismo determinante do protestantismo.</p><p>b) o processo de racionalização era o fio condutor da análise do capitalismo ocidental por parte</p><p>de Weber e por isso ele analisou o papel da ética protestante, que apontaria um primeiro</p><p>momento de racionalização na esfera religiosa.</p><p>c) Weber considerava que as ideias dominantes eram as ideias da classe dominante, que, na</p><p>modernidade, era a classe capitalista, e por isso a ética protestante desenvolvida pelos</p><p>comerciantes gerou o espírito do capitalismo.</p><p>d) a inspiração na dialética idealista hegeliana fez com que Weber focalizasse a questão cultural</p><p>e desenvolvesse um determinismo cultural segundo o qual o modo de produção capitalista seria</p><p>produto do protestantismo.</p><p>e) a concepção weberiana surgiu a partir de uma síntese da filosofia kantiana e marxista e por</p><p>isso ele focaliza o processo de formação do capitalismo ao lado do desenvolvimento do</p><p>protestantismo e do apriorismo.</p><p>56) (Unioeste 2016) Max Weber (1864-1920) afirma que</p><p>“devemos conceber o Estado contemporâneo como uma comunidade humana que, dentro dos</p><p>limites de determinado território […], reivindica o monopólio do uso legítimo da violência física”.</p><p>(Weber, Ciência e Política: duas vocações. São Paulo: Cultrix, 2006, p. 56).</p><p>Assinale a alternativa CORRETA, a respeito do significado da afirmação de Weber.</p><p>a) Para Weber, no caso do Estado contemporâneo, apenas seus agentes podem utilizar a</p><p>violência de modo legítimo dentro dos limites do seu território.</p><p>b) O Estado foi sempre o único agente que pode utilizar legalmente a violência com o</p><p>consentimento dos cidadãos – a violência dos pais contra os filhos, por exemplo, sempre foi</p><p>ilegal.</p><p>c) Atualmente, o Estado é o único agente que utiliza a violência (ameaças, armas de fogo, coação</p><p>física) como meio de atingir seus fins – assim a segurança de todos os cidadãos está garantida.</p><p>d) Outros grupos também podem utilizar a violência como recurso – por exemplo, as empresas</p><p>privadas de vigilância – independente da autorização legal do Estado.</p><p>e) Todos os cidadãos reconhecem como legítima qualquer violência praticada pelos agentes do</p><p>Estado contemporâneo – por exemplo, quando a polícia usa balas de borracha contra grevistas.</p><p>57) (Uel 2015) Leia o texto a seguir.</p><p>“Lembra-te de que tempo é dinheiro; aquele que pode ganhar dez xelins por dia por seu trabalho</p><p>e vai passear, ou fica vadiando metade do dia, embora não despenda mais do que seis pence</p><p>durante seu divertimento ou vadiação, não deve computar apenas essa despesa; gastou, na</p><p>realidade, ou melhor, jogou fora, cinco xelins a mais”.</p><p>WEBER, M. A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo. São Paulo: Pioneira; Brasília:</p><p>UNB, 1981, p.29.</p><p>O conselho de Benjamin Franklin é analisado por Max Weber (1864-1920) na obra A Ética</p><p>Protestante e o Espírito do Capitalismo. Com base nessa obra, assinale a alternativa que</p><p>apresenta, corretamente, a compreensão weberiana sobre o sentido da conduta do indivíduo</p><p>na formação do capitalismo moderno ocidental.</p><p>a) Tradicionalidade.</p><p>b) Racionalidade.</p><p>c) Funcionalidade.</p><p>d) Utilitariedade.</p><p>e) Organicidade.</p><p>58) (Upe 2015) Leia os textos a seguir:</p><p>TEXTO 1</p><p>“Toda maneira de agir, fixa ou não; suscetível de exercer sobre o indivíduo uma coerção exterior;</p><p>ou então, ainda que seja geral na extensão de uma sociedade dada, apresentando uma</p><p>existência própria, independentemente das manifestações individuais que possa ter”.</p><p>SILVA, José Otacílio da. Elementos da Sociologia Geral. 2. ed. Cascavel: Edunioeste, 2006, p.</p><p>102.</p><p>TEXTO 2</p><p>“A interação entre torcedor e jogador constitui-se em um fenômeno social, pois seus agentes</p><p>têm um ao outro como referência para seus atos. Do mesmo modo, podem ser tratadas todas</p><p>as interações existentes no âmbito do esporte, que, no geral, tomam o comportamento do</p><p>jogador como referência, orientando seus atos a partir desse parâmetro”.</p><p>DIAS, Reinaldo. Introdução à Sociologia. 2. ed. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2010, p. 15.</p><p>Os estudos sociológicos se baseiam em vários objetos que são temas específicos de</p><p>investigação. Os objetos de estudos descritos nos textos 1 e 2 são, respectivamente,</p><p>a) dialética e materialismo.</p><p>b) fato social e ação social.</p><p>c) fato social e materialismo.</p><p>d) positivismo e funcionalismo.</p><p>e) funcionalismo e sociologia compreensiva.</p><p>59) (Interbits 2014) A sociologia desenvolvida por Max Weber é tradicionalmente conhecida</p><p>como sociologia compreensiva. Assinale a alternativa correta a respeito da sociologia</p><p>weberiana:</p><p>a) Para Max Weber, os fatos sociais devem ser tratados como coisas.</p><p>b) Para Weber, a ação compreensiva é a ação com sentido, sendo analisada mediante tipos</p><p>puros ou ideais.</p><p>c) Segundo Weber, a sociologia deve estar comprometida com a transformação social resultante</p><p>da luta de classes.</p><p>d) Weber está interessado em compreender o desenvolvimento do capitalismo moderno. Por</p><p>isso ele desenvolve a noção de solidariedade orgânica e mecânica.</p><p>e) Weber pouco se interessou pelo fenômeno da Religião. Segundo ele, a religião é o ópio do</p><p>povo e, por isso, deve ser substituída pela razão como forma de compreender o mundo.</p><p>60) (Interbits 2013) Leia o trecho e responda.</p><p>“Basta uma vista de olhos pelas estatísticas ocupacionais de um país pluriconfessional para</p><p>constatar a notável frequência de um fenômeno por diversas vezes vivamente discutido na</p><p>imprensa e na literatura católicas bem como nos congressos católicos da Alemanha: o caráter</p><p>predominantemente protestante dos proprietários do capital e empresários, assim como das</p><p>camadas superiores da mão de obra qualificada, notadamente do pessoal de mais alta</p><p>qualificação técnica ou comercial das empresas modernas”.</p><p>WEBER, Max. A ética protestante e o “espírito” do capitalismo. São Paulo: Companhia das</p><p>Letras, 2004, p. 29.</p><p>O livro A ética protestante e o “espírito” do capitalismo começa com a constatação de uma</p><p>relação entre dois fenômenos. Que fenômenos são esses, expressos no texto acima?</p><p>a) Confissão religiosa e estratificação social.</p><p>b) Confissão religiosa e preferência sexual.</p><p>c) Estratificação social e desenvolvimento social.</p><p>d) Formação universitária e desenvolvimento econômico.</p><p>e) Estatística e literatura.</p><p>61) (Interbits 2012) Leia e responda.</p><p>“Sendo uma ciência generalizadora, a Sociologia constrói conceitos-tipo, ‘vazios frente à</p><p>realidade concreta do histórico’ e distanciados desta, mas unívocos porque pretendem ser</p><p>fórmulas interpretativas através das quais se apresenta uma explicação racional para a</p><p>realidade empírica que organiza. [...] Um conceito típico-ideal é um modelo simplificado do real,</p><p>elaborado com base em traços considerados essenciais para a determinação da causalidade,</p><p>segundo os critérios de quem pretende explicar um fenômeno”.</p><p>QUITANEIRO, T. Um toque de clássicos: Marx, Weber e Durkheim. 2.ed. rev. amp. Belo</p><p>Horizonte: Editora UFMG, 2002, p. 112-113.</p><p>Uma das formas de interpretação sociológica é por meio de conceitos ideais-típicos, que</p><p>servem ao sociólogo como forma de objetivar a realidade e compreendê-la de forma rigorosa.</p><p>Quem foi o autor que desenvolveu esse tipo de compreensão sociológica?</p><p>a) Karl Marx.</p><p>b) Max Weber.</p><p>c) Émile Durkheim.</p><p>d) Augusto Comte.</p><p>e) Marcel Mauss.</p><p>62) (Uema 2012) No conjunto da sua Sociologia compreensiva, o sociólogo alemão Max Weber</p><p>define ação social como ação</p><p>a) racional em que o agente associa um sentido objetivo aos fatos sociais.</p><p>b) desprovida de sentido subjetivo e motivacional.</p><p>c) humana associada a um sentido objetivo.</p><p>d) cuja intenção fomentada pelos indivíduos se refere à conduta de outros, orientando-se por</p><p>ela.</p><p>e) não orientada significativamente pela conduta do outro em prol de um bem comum.</p><p>63) (Uel 2007) Max Weber, sociólogo alemão, presenciou as crises e as grandes</p><p>transformações da Europa do início do século XX, desenvolvendo uma obra vasta que aborda</p><p>os aspectos econômicos, políticos e sociais do mundo atual. Tomando como base a teoria</p><p>weberiana, é correto afirmar que:</p><p>a) O Estado moderno é controlado pela classe detentora do capital e, sendo assim, a função do</p><p>Estado é dominar e oprimir os trabalhadores.</p><p>b) A sociedade moderna caracteriza-se pela complexidade das relações sociais, exigindo para o</p><p>seu funcionamento o aperfeiçoamento de organizações racionais e burocratizadas.</p><p>c) Em sua essência, todas as sociedades são iguais, pois, independentemente do período</p><p>histórico, os seres humanos são egoístas e ambiciosos.</p><p>d) As sociedades humanas são organizadas tal como os organismos biológicos, com as</p><p>instituições sociais estabelecendo entre si uma interdependência semelhante ao funcionamento</p><p>dos órgãos do corpo humano.</p><p>e) A complexidade da sociedade moderna cria um significativo sentimento de insegurança nos</p><p>indivíduos, que os leva à busca da religiosidade e dos rituais mágicos e místicos.</p><p>64) (Ueg 2017) O ser humano é explicado por diversas abordagens sociológicas e filosóficas</p><p>que propõem diferentes concepções de natureza humana, chegando mesmo a negá-la. Em</p><p>relação a tais concepções, tem-se o seguinte:</p><p>a) Marx compreendia a natureza humana a partir das necessidades humanas, especialmente o</p><p>desenvolvimento de sua sociabilidade, e que, com o surgimento das classes sociais e da</p><p>alienação, essa natureza seria negada.</p><p>b) a sociologia recusa totalmente a ideia de natureza humana, pois essa natureza seria</p><p>metafísica, já que o ser humano é um produto social e histórico e o indivíduo nasce como uma</p><p>folha em branco, na qual a cultura escreve seu texto.</p><p>c) Durkheim concebia a existência de uma dupla natureza humana, sendo que uma natureza</p><p>humana seria caracterizada pela violência e a outra pela razão, cabendo à socialização o papel</p><p>de superar ambas pela solidariedade.</p><p>d) para Kant e Hegel, a natureza humana era uma criação ideológica do iluminismo, que deveria</p><p>ser superada por uma filosofia racionalista que reconhecesse que o ser humano é um projeto</p><p>gestado pela razão.</p><p>e) Nietzsche considerava que a essência do ser humano é a racionalidade, e cuja existência é</p><p>comprovada pelo fato de que somente os seres pensantes possuem certeza de sua existência a</p><p>partir do próprio ato de pensar.</p><p>65) (Uel 2016) A ópera-balé Os Sete Pecados Capitais da Pequena Burguesia, de Kurt Weill e</p><p>Bertold Brecht, composta em 1933, retrata as condições dessa classe social na derrocada da</p><p>ordem democrática com a ascensão do nazismo na Alemanha, por meio da personagem Anna,</p><p>que em sete anos vê todos os seus sonhos de ascensão social ruírem. A obra expressa a visão</p><p>marxista na chamada doutrina das classes. Em relação à doutrina social marxista, assinale a</p><p>alternativa correta.</p><p>a) A alta burguesia é uma classe considerada revolucionária, pois foi capaz de resistir à ideologia</p><p>totalitária através do controle dos meios de comunicação.</p><p>b) A classe média, integrante da camada burguesa, foi identificada com os ideais do nacional-</p><p>socialismo por defender a socialização dos meios de produção.</p><p>c) A pequena burguesia ou camada lúmpen é revolucionária, identificando a alta burguesia como</p><p>sua inimiga natural a ser destruída pela revolução.</p><p>d) A pequena burguesia ou classe média é uma classe antirrevolucionária, pois, embora esteja</p><p>mais próxima das condições materiais do proletariado, apoia a alta burguesia.</p><p>e) O proletariado e a classe média formam as classes revolucionárias, cuja missão é a derrubada</p><p>da aristocracia e a instauração do comunismo.</p><p>66) (Fatec 2013) Em 2012, o Brasil comemorou os 100 anos de nascimento do escritor baiano</p><p>Jorge Amado. Uma das características de seus livros é a defesa de suas ideias políticas.</p><p>Leia atentamente o trecho do romance Jubiabá, publicado em 1937.</p><p>“Quando eu saio de casa, digo a meus filhos: vocês são irmãos de todas as crianças operárias do</p><p>Brasil. Digo isso porque posso morrer e quero que meus filhos continuem a lutar pela redenção</p><p>do proletariado. O proletariado é uma força e se souber se conduzir, se souber dirigir a sua luta,</p><p>conseguirá o que quiser...”</p><p>(AMADO, Jorge. Jubiabá. São Paulo: Martins Fontes, s/d, p. 286. Adaptado)</p><p>Considerando que o trecho expressa o ponto de vista do escritor, conclui-se que Jorge Amado</p><p>defendia uma posição política</p><p>a) integralista.</p><p>b) socialista.</p><p>c) neoliberal.</p><p>d) absolutista.</p><p>e) nazifascista.</p><p>67) (Uel 2018) Leia o texto a seguir.</p><p>“Assim como Darwin descobriu a lei do desenvolvimento da natureza orgânica, Marx descobriu</p><p>a lei do desenvolvimento da história humana. A produção dos meios imediatos de vida, materiais</p><p>e, por conseguinte, a correspondente fase de desenvolvimento econômico de um povo ou de uma</p><p>época é a base a partir da qual tem se desenvolvido as instituições políticas, as concepções</p><p>jurídicas, as ideias artísticas. A descoberta da mais-valia clareou estes problemas”.</p><p>(Adaptado de: ENGELS, F. Discurso diante do túmulo de Marx. 1883. Disponível em:</p><p><http://www.marxists.org/espanol/m-e/1880s/83-tumba.htm>. Acesso em: 11 set. 2017.)</p><p>Com base no texto e nos conhecimentos sobre a concepção materialista da história, assinale</p><p>a alternativa correta.</p><p>a) Existem leis gerais e invariáveis na história, que fazem a vida social retornar continuamente</p><p>ao ponto de partida, isto é, a uma forma idêntica de exploração do homem sobre o homem.</p><p>b) A mais-valia, ou seja, uma maneira mais eficaz de os proprietários lucrarem por meio da venda</p><p>dos produtos acima de seus preços, é uma manifestação típica da sociedade capitalista e do</p><p>mundo moderno.</p><p>c) O darwinismo social é a base da concepção materialista da história na medida em que esta</p><p>teoria demonstra cientificamente que somente os mais aptos podem sobreviver e dominar,</p><p>sendo os capitalistas um exemplo.</p><p>d) A partir de intercâmbios na infraestrutura da vida social, desenvolve-se um conjunto de</p><p>relações que passam a integrar o campo da superestrutura, com uma interdependência</p><p>necessária</p>

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