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<p>ESTRATÉGIAS DE</p><p>MARKETING E</p><p>PESQUISA DE</p><p>MERCADO</p><p>7 FERRAMENTAS</p><p>PARA IDENTIFICAR,</p><p>PRIORIZAR E</p><p>ANALISAR</p><p>PROBLEMAS</p><p>Para nós os grandes</p><p>Homens não são</p><p>aqueles que</p><p>resolveram os</p><p>problemas, mas</p><p>aqueles que os</p><p>descobriram.</p><p>Albert Schweitzer</p><p>https://www.pensador.com/autor/albert_schweitzer/</p><p>INTRODUÇÃO</p><p>Olhe para si. Olha para o lado. Sim! Estamos rodeados de</p><p>problemas. Alguns são corriqueiros. Outros, urgentes e, se não</p><p>resolvidos, podem nos afetar e ainda fazer mal às pessoas que</p><p>amamos. Por isso, cabe ao Empreendedor identificar, analisar,</p><p>priorizar e resolver esses problemas; para que possamos, mais e</p><p>mais, viver em uma sociedade mais justa e feliz.</p><p>O QUE FAZER DIANTE DO CAOS?</p><p>Eu sei. Você está aí pensando: são muitos os problemas! Como faço para identifca-los, analiza-los e, ainda,</p><p>prioriza-los com eficácia? Afinal, não disponho de recursos (tempo, vigor físico, dinheiro) para resolver</p><p>todos de uma vez só.</p><p>Calma! A seguir, serão apresentadas ferramentas muito legais para que, diante do caos, possa</p><p>sabiamente identificar os problemas que afetam você e as pessoas que te cercam, identificar as suas</p><p>causas e, ainda, priorizar aqueles mais importantes e que devem ser resolvidos primeiro.</p><p>Vamos lá?</p><p>Conheça, a seguir, as 7 FERRAMENTAS PARA IDENTIFICAR, PRIORIZAR E ANALISAR PROBLEMAS</p><p>A observação direta é um método de coleta de</p><p>dados sobre um fenômeno ou situação individual.</p><p>Caracteriza-se pelo fato de o investigador estar no</p><p>local onde o evento ocorre sem interferir ou alterar</p><p>o ambiente, pois, caso contrário, os dados obtidos</p><p>não seriam válidos.</p><p>A observação direta é caracterizada por não ser</p><p>intrusiva. Isso significa que o objeto observado se</p><p>desenrola sem ser perturbado pelo observador.</p><p>Por esse motivo, os dados obtidos por esse</p><p>método são reconhecidos e têm reputação na</p><p>área de pesquisa.</p><p>Em observação direta, o observador assume um</p><p>papel discreto, como se fosse uma mosca na</p><p>parede. Por esse motivo, você não deve sugerir ou</p><p>comentar os participantes.</p><p>1 - OBSERVAÇÃO</p><p>DIRETA</p><p>Os estudos de observação direta geralmente</p><p>duram mais de uma semana. Isso é feito por duas</p><p>razões. Primeiro, para garantir que o objeto se</p><p>sinta confortável com o observador e aja</p><p>naturalmente. Em segundo lugar, a fim de obter</p><p>todos os dados necessários para a pesquisa que é</p><p>realizada.</p><p>Os resultados obtidos por esse método podem ser</p><p>objetivos e subjetivos. Os objetivos envolvem</p><p>figuras (por exemplo, o tempo que leva para o</p><p>objeto realizar uma determinada atividade),</p><p>enquanto os subjetivos incluem impressões (por</p><p>exemplo, a ansiedade que uma determinada</p><p>atividade gerou no objeto).</p><p>A observação direta oferece vantagens que outros</p><p>métodos de coleta de dados não possuem. O mais</p><p>relevante é que ele permite estudar a interação de</p><p>grandes grupos sem ter que aumentar o número</p><p>de observadores</p><p>1 - OBSERVAÇÃO</p><p>DIRETA</p><p>2 - ANÁLISE DE</p><p>INDICADORES</p><p>O indicador é uma métrica que acompanha os objetivos de</p><p>uma organização, seja de forma quantitativa ou qualitativa.</p><p>Dessa forma, funcionam como um termômetro, indicando o</p><p>grau de sucesso de determinada estratégia e, claro, das</p><p>pessoas nela envolvidas.</p><p>Além disso, são eles que vão monitorar se o trajeto realizado</p><p>pela estratégia realmente levará aos resultados que se espera.</p><p>Portanto, através dos indicadores, é possível conseguir</p><p>alcançar uma maior eficiência com as estratégias e ter um</p><p>melhor controle dos resultados alcançados.</p><p>Ao nosso redor, existem milhares de indicadores, que</p><p>permeiam todas as organizações. Na família, temos o Saldo</p><p>Bancário, os Gastos Mensais, a Satisfação dos Filhos, a Renda</p><p>Familiar etc. Nas empresas, temos a Lucratividade, os Número</p><p>de Faltas dos Colaboradores, as Vendas Mensais, por aí vai. Do</p><p>governo, saem inúmeros indicadores: Taxa de Câmbio, PIB</p><p>anual, Carga Tributária, etc.</p><p>A análise desses e de outros indicadores possibilitam ao</p><p>Empreendedor identificar problemas e, sobretudo, investigar</p><p>as suas causas para que sejam resolvidos com a maior eficácia</p><p>possível.</p><p>3 - BRAINSTORMING</p><p>Brainstorming é uma técnica para estimular o surgimento de</p><p>soluções criativas. A Tempestade de Ideias, em português, é</p><p>feita em uma reunião e permite o compartilhamento de</p><p>ideias e insights valiosos para identificar, analisar, priorizar</p><p>problemas, ajudando inclusive a proposição de soluções</p><p>criativas.</p><p>Sendo assim, é fundamental que o brainstorming envolva um</p><p>número mais elevado de participantes, de preferência</p><p>reunindo pessoas ativas, mas que tragam perspectivas</p><p>diferentes. Essa pluralidade de ideias é o pilar da técnica. Para</p><p>que seja bem-sucedido, o processo deve focar em</p><p>quantidade, não em qualidade.</p><p>Assim, é importante que o brainstorming seja</p><p>completamente livre de críticas. Mesmo as ideias que</p><p>parecem ineficientes devem ser levadas em conta, afinal, elas</p><p>podem ser o ponto de partida para a construção de</p><p>pensamentos mais aprofundados</p><p>3 - BRAINSTORMING</p><p>Contudo, é importante não confundir essa liberdade de ideias</p><p>com a falta de um objetivo claro. É crucial que os</p><p>participantes do processo tenham em mente qual problema</p><p>querem validar, analisar e solucionar ou que tipo de novidade</p><p>querem desenvolver. Ao final, os melhores insights são</p><p>extraídos e convertidos em estratégia.</p><p>É importante ter um ambiente propício para que as</p><p>contribuições dos participantes aconteçam. Por isso, é melhor</p><p>executado quando há um roteiro mediado por um</p><p>coordenador e a divisão do processo entre etapas.</p><p>Dessa forma, um Brainstorming bem construído é uma</p><p>técnica útil em agregar conhecimento para os participantes e</p><p>auxiliar na gestão de problemas.</p><p>4 - GUT</p><p>A Matriz GUT é uma ferramenta que auxilia na</p><p>priorização de resolução de problemas (por isso é</p><p>também conhecida como Matriz de Prioridades). A</p><p>análise GUT é muito utilizada naquelas questões em que</p><p>é preciso de uma orientação para tomar decisões</p><p>complexas e que exigem a análise de vários problemas.</p><p>Para isso, com o sistema GUT é possível classificar cada</p><p>problema de acordo com a Gravidade, Urgência e</p><p>Tendência (e assim temos a sigla GUT).</p><p>Imagine que você tenha um incêndio para apagar e não</p><p>sabe por onde começar: pelo quarto, sala ou cozinha. No</p><p>caso da sua rotina profissional, seria o mesmo que se</p><p>você tivesse que apagar o fogo causado pela</p><p>inadimplência de clientes ou pelas despesas que</p><p>superam a receita, para citar dois exemplos. Para tomar</p><p>a decisão certa sobre qual fogo apagar primeiro será</p><p>preciso trabalhar com prioridades, ou seja, com a Tabela</p><p>GUT.</p><p>https://www.treasy.com.br/blog/o-papel-do-gerente-de-controladoria-controller</p><p>https://www.treasy.com.br/blog/inadimplencia</p><p>Sem gravidade</p><p>Pouco grave</p><p>Grave</p><p>Muito grave</p><p>Extremamente grave</p><p>Pode esperar</p><p>Pouco urgente</p><p>Urgente, merece atenção no curto prazo</p><p>Muito urgente</p><p>Necessidade de ação imediata</p><p>Não irá mudar</p><p>Irá piorar a longo prazo</p><p>Irá piorar a médio prazo</p><p>Irá piorar a curto prazo</p><p>Irá piorar rapidamente</p><p>Os fatores trabalhados com a Matriz GUT (Gravidade, Urgência e</p><p>Tendência) são pontuados de 1 a 5, sendo que:</p><p>Gravidade:</p><p>1.</p><p>2.</p><p>3.</p><p>4.</p><p>5.</p><p>Urgência:</p><p>1.</p><p>2.</p><p>3.</p><p>4.</p><p>5.</p><p>Tendência:</p><p>1.</p><p>2.</p><p>3.</p><p>4.</p><p>5.</p><p>A combinação dessas pontuações definirá quais ações serão</p><p>prioritárias. Essa combinação é feita com um cálculo de</p><p>multiplicação dos três fatores (G) x (U) x (T). Portanto, o</p><p>resultado com maior pontuação no Método GUT será o de 125</p><p>pontos e o menor, 1.</p><p>Como a Matriz GUT é uma matriz de priorização de</p><p>problemas, aquele cujo resultado da multiplicação for mais</p><p>alto deverá ter prioridade para tomada de ação. Fácil, não é</p><p>mesmo?</p><p>COMO ELABORAR</p><p>A MATRIZ GUT?</p><p>5 - DIAGRAMA</p><p>DE CAUSA E</p><p>EFEITO</p><p>O Diagrama de Ishikawa, também conhecido como Diagrama de</p><p>Espinha de Peixe ou Diagrama de Causa e Efeito, é uma ferramenta</p><p>da qualidade que ajuda a levantar as causas-raízes de um problema,</p><p>analisando todos os fatores que envolvem a execução do processo.</p><p>Criado na década de 60, por Kaoru Ishikawa, o diagrama leva em</p><p>conta todos os aspectos que podem ter levado à ocorrência do</p><p>problema, dessa forma, ao utilizá-lo, as chances de que algum</p><p>detalhe seja esquecido diminuem consideravelmente.</p><p>Na</p><p>metodologia, todo problema tem causas específicas, e essas</p><p>causas devem ser analisadas e testadas, uma a uma, a fim de</p><p>comprovar qual delas está realmente causando o efeito (problema)</p><p>que se quer eliminar. Eliminado as causas, elimina-se o problema.</p><p>O Diagrama de Ishikawa apresenta a relação existente entre o</p><p>resultado indesejado ou não conforme de um processo (efeito) e os</p><p>diversos fatores (causas) que podem contribuir para que esse</p><p>resultado tenha ocorrido. Sua relação com a imagem de uma</p><p>espinha de peixe se dá devido ao fato que podemos considerar suas</p><p>espinhas as causas dos problemas levantados, que contribuirão para</p><p>a descoberta de seu efeito, além do formato gráfico que muito se</p><p>assemelha ao desenho de um esqueleto de peixe.</p><p>https://blogdaqualidade.com.br/o-que-e-nao-conformidade/</p><p>defina o problema (efeito) a ser analisado;</p><p>desenhe uma seta horizontal apontando para a direita e</p><p>escreva o problema no interior de um retângulo</p><p>localizado na ponta da seta;</p><p>realize um brainstorming para levantar as possíveis</p><p>causas que possam estar gerando o problema. Para isso,</p><p>procure responder a seguinte pergunta: “Por que isto</p><p>está acontecendo?”;</p><p>divida as causas identificadas em categorias, por</p><p>exemplo: máquina, mão de obra, método e materiais ou</p><p>da forma que for mais coerente com o problema</p><p>analisado e o contexto da sua empresa;</p><p>logo após, defina as sub-causas, ou seja, os fatores que</p><p>levaram aquela causa a acontecer.</p><p>Para realizar a análise de causas utilizando o Diagrama de</p><p>Ishikawa, basta seguir alguns passos. Veja só:</p><p>COMO MONTAR</p><p>ESSE DIAGRAMA?</p><p>6 - ÁRVORE DE FALHAS</p><p>Uma árvore de falha é um diagrama de seqüência de eventos</p><p>que permite através de lógica dedutiva aplicada de trás para</p><p>diante chegarse às causas-raiz de uma dada falha. Os eventos</p><p>são organizados em uma estrutura lógica que utiliza “portas</p><p>lógicas” para identificar a relação causal entre os eventos</p><p>imediatamente abaixo da “porta lógica”. Árvores de falha</p><p>podem ser utilizadas na determinação dos ramos que irão</p><p>compor uma árvore de eventos.</p><p>Trata-se de uma abordagem sistemática que permite</p><p>identificar a causa raiz de uma falha através de um diagrama.</p><p>Uma árvore de falhas permite analisar uma única ocorrência</p><p>indesejada, mas também pode ser usada sistematicamente</p><p>para avaliar o funcionamento de um conjunto de</p><p>componentes, o que torna essa ferramenta muito versátil.</p><p>https://blog.infraspeak.com/pt-br/analise-de-causa-raiz/</p><p>diagnosticar a causa raiz de uma falha</p><p>perceber como o sistema pode falhar</p><p>determinar os riscos associados ao sistema</p><p>identificar medidas para reduzir o risco</p><p>estimar a frequência de acidentes de segurança</p><p>PARA QUE SERVE A</p><p>ANÁLISE DA ÁRVORE</p><p>DE FALHAS?</p><p>7 - TÉCNICA DOS</p><p>5 PORQUES</p><p>Por que os produtos têm sido entregues sistematicamente com</p><p>atraso? Porque foram postados com atraso.</p><p>Por que os produtos foram postados com atraso? Porque o prazo</p><p>de produção estourou.</p><p>Por que o prazo de produção estourou? Porque os materiais para</p><p>a confecção não estavam disponíveis.</p><p>Por que os materiais não estavam disponíveis? Porque não</p><p>foram solicitados a tempo ao fornecedor.</p><p>Por que os materiais não foram solicitados a tempo ao</p><p>fornecedor? Porque o controle de estoque não acompanhou o</p><p>aumento da demanda pelo material.</p><p>Os 5 porquês é um método que consiste em, após definido</p><p>exatamente o problema, questionar o porquê por cinco vezes, até</p><p>que se encontre sua verdadeira causa.</p><p>A técnica dos 5 porquês foi criada pela Toyota na busca pela</p><p>qualidade plena de seus processos e surgiu em meados da década</p><p>de 70 no Japão.</p><p>Suponhamos que o problema seja que os produtos têm sido</p><p>entregues sistematicamente com atraso.</p><p>Aí seguem os porquês:</p><p>1.</p><p>2.</p><p>3.</p><p>4.</p><p>5.</p><p>https://www.toyota.com.br/</p><p>https://qualyteam.com/pb/blog/9-ferramentas-de-gestao-da-qualidade-para-implantar-na-sua-empresa-ja/</p><p>7 - TÉCNICA DOS</p><p>5 PORQUES</p><p>Observe que, após a aplicação da técnica dos 5 porquês, detectou-se</p><p>a falha principal: o gerenciamento ineficiente do estoque.</p><p>Assim, o que a princípio parecia ser um problema de terceiros,</p><p>relacionado a entrega e fornecedor, acabou surgindo como uma</p><p>falha interna após um questionamento um pouco mais</p><p>aprofundado.</p><p>O atraso, portanto, é apenas um sintoma de um problema maior,</p><p>que agora pode ser devidamente solucionado.</p><p>Apesar de não substituir uma análise de qualidade mais detalhada,</p><p>a técnica dos 5 porquês tem a vantagem de ser bastante simples,</p><p>podendo ser aplicada a qualquer momento, sem a exigência, por</p><p>exemplo, de análises estatísticas apuradas ou consultorias técnicas</p><p>especializadas.</p><p>Assim, o método pode ser aplicado por qualquer pessoa para buscar</p><p>a compreensão de qualquer problema, sempre gerando resultados</p><p>surpreendentes.</p><p>POR FIM...</p><p>Qualquer problema, por maior que ele pareça ser,</p><p>pode ser resolvido. A eficácia da solução dependerá</p><p>da compreensão que as pessoas envolvidas têm</p><p>sobre as características do problema e as suas</p><p>causas, especialmente, a causa-raiz.</p><p>Atacar a causa-raiz mediante a aplicação de ações</p><p>criativas pode ser um passo decisivo para solucionar</p><p>o problema e beneficiar as pessoas que até então</p><p>eram acometidas por ele.</p><p>Use e abuse dessas ferramentas e, com espírito</p><p>empreendedor, seja um "resolvedor de problemas".</p><p>Sua comunidade agradece!</p>

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