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<p>Curso de Graduação a Distância</p><p>Auditoria</p><p>(4 créditos – 80 horas)</p><p>Autor:</p><p>Fortunato Lopes Bennett</p><p>Universidade Católica Dom Bosco Virtual</p><p>www.virtual.ucdb.br | 0800 647 3335</p><p>2</p><p>www.virtual.ucdb.br | 0800 647 3335</p><p>Missão Salesiana de Mato Grosso</p><p>Universidade Católica Dom Bosco</p><p>Instituição Salesiana de Educação Superior</p><p>Chanceler: Pe. Ricardo Carlos</p><p>Reitor: Pe. José Marinoni</p><p>Pró-Reitora de Graduação e Extensão: Profa. Rúbia Renata Marques</p><p>Diretor da UCDB Virtual: Prof. Jeferson Pistori</p><p>Coordenadora Pedagógica: Profa. Blanca Martín Salvago</p><p>Direitos desta edição reservados à Editora UCDB</p><p>Diretoria de Educação a Distância: (67) 3312-3335</p><p>www.virtual.ucdb.br</p><p>UCDB -Universidade Católica Dom Bosco</p><p>Av. Tamandaré, 6000 Jardim Seminário</p><p>Fone: (67) 3312-3800 Fax: (67) 3312-3302</p><p>CEP 79117-900 Campo Grande – MS</p><p>Bennett, Fortunato Lopes.</p><p>Auditoria / Fortunato Lopes Bennett. 3. ed. rev e atual. Campo</p><p>Grande: UCDB, 2023. 55 p.</p><p>Palavras-chave: 1. Auditoria; 2. Papéis de trabalho; 3. Controle</p><p>Interno</p><p>0224</p><p>3</p><p>www.virtual.ucdb.br | 0800 647 3335</p><p>APRESENTAÇÃO DO MATERIAL DIDÁTICO</p><p>Este material foi elaborado pelo professor conteudista sob a orientação da equipe</p><p>multidisciplinar da UCDB Virtual, com o objetivo de lhe fornecer um subsídio didático que</p><p>norteie os conteúdos trabalhados nesta disciplina e que compõe o Projeto Pedagógico do</p><p>seu curso.</p><p>Elementos que integram o material</p><p>Critérios de avaliação: são as informações referentes aos critérios adotados para</p><p>a avaliação (formativa e somativa) e composição da média da disciplina.</p><p>Quadro de Controle de Atividades: trata-se de um quadro para você organizar a</p><p>realização e envio das atividades virtuais. Você pode fazer seu ritmo de estudo, sem ul-</p><p>trapassar o prazo máximo indicado pelo professor.</p><p>Conteúdo Desenvolvido: é o conteúdo da disciplina, com a explanação do pro-</p><p>fessor sobre os diferentes temas objeto de estudo.</p><p>Indicações de Leituras de Aprofundamento: são sugestões para que você</p><p>possa aprofundar no conteúdo. A maioria das leituras sugeridas são links da Internet para</p><p>facilitar seu acesso aos materiais.</p><p>Atividades Virtuais: atividades propostas, que marcarão um ritmo no seu estudo,</p><p>assim como as datas de envio, encontram-se no Ambiente Virtual de Aprendizagem.</p><p>Como tirar o máximo de proveito</p><p>Este material didático é mais um subsídio para seus estudos. Consulte outros</p><p>conteúdos e interaja com os outros participantes. Portanto, não se esqueça de:</p><p>· Interagir com frequência com os colegas e com o professor, usando as ferramentas</p><p>de comunicação e informação do Ambiente Virtual de Aprendizagem – AVA;</p><p>· Usar, além do material em mãos, os outros recursos disponíveis no AVA: aulas</p><p>audiovisuais, videoaulas, fórum de discussão, fórum permanente de cada unidade, etc.;</p><p>· Recorrer à equipe de tutoria sempre que precisar orientação sobre dúvidas quanto</p><p>a calendário, atividades, ferramentas do AVA, e outros;</p><p>· Ter uma rotina que lhe permita estabelecer o ritmo de estudo adequado a suas</p><p>necessidades como estudante, organize o seu tempo;</p><p>· Ter consciência de que você deve ser sujeito ativo no processo de sua aprendiza-</p><p>gem, contando com a ajuda e colaboração de todos.</p><p>4</p><p>www.virtual.ucdb.br | 0800 647 3335</p><p>Objetivo Geral</p><p>Conhecer os campos de atuação da Auditoria, as normas e procedimentos de</p><p>auditoria, suas aplicações, os objetivos dos exames auditoriais e o resultado do trabalho.</p><p>CONTEÚDO PROGRAMÁTICO</p><p>UNIDADE 1 – ORIGENS E CONCEITOS ................................................................ 09</p><p>1.1 História e Evolução da Auditoria ............................................................................ 09</p><p>1.2 Conceito de Auditoria ........................................................................................... 11</p><p>1.3 Objetivo da Auditoria ............................................................................................ 12</p><p>1.4 Auditor interno e independente ............................................................................. 14</p><p>UNIDADE 2 – PRINCIPAIS NORMAS DE AUDITORIA .......................................... 16</p><p>2.1 Normas Brasileiras de Auditoria ............................................................................. 16</p><p>2.2 Penalidade para a atividade irregular ..................................................................... 21</p><p>2.3 Principais NBC’s PA’s ............................................................................................ 23</p><p>UNIDADE 3 – CONHECIMENTOS PRÁTICOS DE AUDITORIA............................... 25</p><p>3.1 Planejamento....................................................................................................... 25</p><p>3.2 Papéis de Trabalho ............................................................................................... 37</p><p>3.3 Fraudes e Erros.................................................................................................... 40</p><p>3.4 Parecer ............................................................................................................... 41</p><p>3.5 Controle Interno .................................................................................................. 44</p><p>3.6 Caso prático ........................................................................................................ 45</p><p>UNIDADE 4 – AUDITORIA GOVERNAMENTAL ..................................................... 47</p><p>4.1 Finalidade da Auditoria Governamental .................................................................. 47</p><p>4.2 Objetivos Operacionais da Auditoria Governamental ................................................ 48</p><p>4.3 Formas de Auditoria Governamental ...................................................................... 48</p><p>4.4 Tipos de Auditoria Governamental ......................................................................... 49</p><p>4.5 Tipos de opinião do Auditor no Serviço Público ....................................................... 51</p><p>4.6 Fundamentação Constitucional para a Auditoria Pública ........................................... 52</p><p>REFERÊNCIAS ..................................................................................................... 55</p><p>5</p><p>www.virtual.ucdb.br | 0800 647 3335</p><p>Avaliação</p><p>A UCDB Virtual acredita que avaliar é sinônimo de melhorar, isto é, a finalidade da</p><p>avaliação é propiciar oportunidades de ação-reflexão que façam com que você possa</p><p>aprofundar, refletir criticamente, relacionar ideias, etc.</p><p>A UCDB Virtual adota um sistema de avaliação continuada: além das provas no final de</p><p>cada módulo (avaliação somativa), será considerado também o desempenho do aluno ao longo</p><p>de cada disciplina (avaliação formativa), mediante a realização das atividades. Todo o processo</p><p>será avaliado, pois a aprendizagem é processual.</p><p>Para que se possa atingir o objetivo da avaliação formativa, é necessário que as</p><p>atividades sejam realizadas criteriosamente, atendendo ao que se pede e tentando sempre</p><p>exemplificar e argumentar, procurando relacionar a teoria estudada com a prática.</p><p>As atividades devem ser enviadas dentro do prazo estabelecido no calendário de</p><p>cada disciplina.</p><p>Critérios para composição da Média Semestral:</p><p>Para compor a Média Semestral da disciplina, leva-se em conta o desempenho</p><p>atingido na avaliação formativa e na avaliação somativa, isto é, as notas alcançadas nas</p><p>diferentes atividades virtuais e na prova, da seguinte forma: Somatória das notas recebidas</p><p>nas atividades virtuais, somada à nota da prova, dividido por 2.</p><p>Média Semestral: Somatória (Atividades Virtuais) + Nota da Prova / 2</p><p>Assim, se um aluno tirar 7 nas atividades e tiver 5 na prova: MS = 7 + 5 / 2 = 6</p><p>Atenção: o aluno pode conseguir um ponto adicional (Engajamento) na nota das</p><p>atividades virtuais. Para ganhar</p><p>lista dos titulares, cópias dos principais</p><p>contratos, plano de contas, descrição dos negócios, etc. São montados e</p><p>compilados numa primeira etapa da auditoria, normalmente nas primeiras</p><p>visitas, e mantidos sob constante atualização nos anos seguintes. Attie</p><p>(2018) exemplifica esses papéis como dados históricos, dados contábeis, de</p><p>controle interno, contratuais, analíticos e dados de planejamento de longo</p><p>prazo.</p><p> Papéis Correntes ou em Curso: contêm as informações relacionadas</p><p>com a auditoria em execução, os objetivos dos exames, testes efetuados e</p><p>os problemas detectados no controle interno, documentos examinados, etc.</p><p>Os conjuntos dos papéis de trabalho podem ainda ser divididos em:</p><p>1 NCB TA 200 – Objetivos Gerais do Auditor Independente.</p><p>39</p><p>www.virtual.ucdb.br | 0800 647 3335</p><p> folhas ou células mestras;</p><p> folhas ou células analíticas ou de detalhes;</p><p> folhas ou células de ajustes;</p><p> folhas ou células de reclassificações.</p><p>As folhas mestras são preparadas para fazerem referência imediata ao balanço</p><p>final ou conta do razão geral. Esses papéis são complementados pelas folhas subsidiárias</p><p>(programas, movimentações de contas, análises, conciliações, testes e demonstrativos), que</p><p>evidenciam todo o exame realizado.</p><p>De forma prática, a Folha Mestra a seguir apresenta a sistemática de referenciação</p><p>com a respectiva legenda:</p><p>Quadro 3 - Folha Mestra – Caixa e Banco</p><p>Fonte: http://www.aespi.br/iest/professor/lustosa/auditoria_aula03.pdf</p><p>3.2.4 Guarda e sigilo</p><p>Baseando-se na NBC PA 1, os papéis de trabalho não devem ser liberados para</p><p>terceiros a menos que:</p><p>• o cliente tenha autorizado a divulgação por escrito;</p><p>• exista um dever profissional de divulgar as informações;</p><p>• a divulgação seja requerida por processo legal ou judicial; ou</p><p>• a divulgação seja requerida por lei ou regulamento.</p><p>40</p><p>www.virtual.ucdb.br | 0800 647 3335</p><p>A menos que proibido por lei ou regulamento (por exemplo, de acordo com os</p><p>termos de certos atos antiterroristas ou de lavagem de dinheiro em diversas jurisdições), a</p><p>firma deve informar e obter autorização por escrito do cliente antes de disponibilizar os</p><p>papéis de trabalho para revisão. É interessante que seja obtida carta de autorização quando</p><p>houver solicitação para revisar arquivos de comprador, investidor ou credor em potencial.</p><p>Pode-se buscar assessoria jurídica se o cliente não autorizar nenhuma divulgação das</p><p>informações necessárias.</p><p>No caso de litígio ou possível litígio, ou procedimentos regulamentares ou</p><p>administrativos, sugere-se que os papéis de trabalho não sejam fornecidos sem a obtenção</p><p>do consentimento dos consultores jurídicos da firma.</p><p>Os períodos de retenção mínimos para papéis de trabalho e arquivos de clientes</p><p>atuais são determinados com base nos requisitos fiscais e legais da jurisdição local. Certos</p><p>materiais podem precisar ser retidos por períodos mais longos, dependendo das</p><p>necessidades do cliente, do risco e das considerações legislativas ou legais. A política da</p><p>firma deve ditar o número de anos (normalmente cinco anos no mínimo) que será aplicado</p><p>para a retenção de papéis de trabalho e pode, também, fazer o mesmo para os seguintes</p><p>tipos de arquivo: arquivos permanentes; arquivos fiscais; demonstrações contábeis e</p><p>relatórios; correspondência.</p><p>A política deve declarar, também, o período de retenção mínimo para papéis de</p><p>trabalho e arquivos de clientes antigos, que normalmente não é inferior a cinco anos da</p><p>data do relatório do auditor independente ou, se posterior, da data do relatório do auditor</p><p>independente do grupo.</p><p>3.3 Fraudes e Erros</p><p>A Auditoria externa não é realizada para detectar fraudes, erros ou para interferir</p><p>na administração da empresa, ou ainda, reorganizar o processo produtivo ou demitir</p><p>pessoas ineficientes. Naturalmente, no decorrer do processo de auditoria, o auditor pode</p><p>encontrar fraudes ou erros, mas o seu objetivo não é este.</p><p>Já para Auditoria interna, conforme NBC T12, item 12.1.3:</p><p>12.1.3.1 – A Auditoria Interna deve assessorar a administração da</p><p>entidade no trabalho de prevenção de fraudes e erros, obrigando-se a</p><p>informá-la, sempre por escrito, de maneira reservada, sobre quaisquer</p><p>indícios ou confirmações de irregularidades detectadas no decorrer de seu</p><p>trabalho.</p><p>41</p><p>www.virtual.ucdb.br | 0800 647 3335</p><p>12.1.3.2 – O termo “fraude” aplica-se a ato intencional de omissão e/ou</p><p>manipulação de transações e operações, adulteração de documentos,</p><p>registros, relatórios, informações e demonstrações contábeis, tanto em</p><p>termos físicos quanto monetários.</p><p>É interessante destacar que o termo “fraude” é caracterizado pela “intencionalidade”</p><p>da ação enquanto a norma, a respeito do “erro” diz que:</p><p>12.1.3.3 – O termo “erro” aplica-se a ato não-intencional de omissão,</p><p>desatenção, desconhecimento ou má interpretação de fatos na elaboração</p><p>de registros, informações e demonstrações contábeis, bem como de</p><p>transações e operações da entidade, tanto em termos físicos quanto</p><p>monetários.</p><p>3.4 Parecer</p><p>O parecer dos auditores Independentes é o documento mediante o qual o auditor</p><p>expressa sua opinião de forma clara e objetiva, sobre as demonstrações contábeis quanto</p><p>ao adequado atendimento, ou não, a todos os aspectos relevantes.</p><p>O parecer emitido pelo auditor independente compõe-se basicamente, de três</p><p>parágrafos, como se segue:</p><p> Parágrafo referente à identificação das demonstrações contábeis e à</p><p>definição das responsabilidades da administração e dos auditores;</p><p> Parágrafo referente à extensão dos trabalhos;</p><p> Parágrafo referente à opinião sobre as demonstrações contábeis.</p><p>O parecer deve expressar, claramente, a opinião do auditor sobre se as</p><p>demonstrações contábeis da entidade representam, em todos os aspectos relevantes:</p><p> Sua posição patrimonial e financeira;</p><p> O resultado de suas operações para o período a que correspondem;</p><p> As mutações de seu patrimônio líquido para o período a que correspondem;</p><p> As origens e aplicações de recursos para o período a que correspondem.</p><p>3.4.1 Tipos de Parecer</p><p>Os pareceres de auditoria são normalmente classificados conforme o tipo, dividindo-</p><p>se em: com ressalva, sem ressalva, parecer adverso e com abstenção de opinião.</p><p>42</p><p>www.virtual.ucdb.br | 0800 647 3335</p><p>O parecer sem ressalva é emitido quando o auditor está convencido sobre todos os</p><p>aspectos relevantes dos assuntos tratados no âmbito de auditoria, o parecer do auditor</p><p>independente deve expressar essa convicção de forma clara e objetiva.</p><p>MODELO</p><p>PARECER DOS AUDITORES INDEPENDENTES</p><p>Aos Administradores e Acionistas (Quotistas) da</p><p>NOME DA ENTIDADE AUDITADA</p><p>Cidade – Estado</p><p>1. Examinamos os balanços patrimoniais da... (NOME DA ENTIDADE AUDITADA),</p><p>levantados em 31 de dezembro de 20XX e de 20XX, e as respectivas demonstrações do</p><p>resultado, das mutações do patrimônio líquido e das origens e aplicações de recursos</p><p>correspondentes aos exercícios findos naquelas datas, elaborados sob a responsabilidade</p><p>de sua administração. Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas</p><p>demonstrações contábeis.</p><p>2. Nossos exames foram conduzidos de acordo com as normas de auditoria e</p><p>compreenderam, entre outros procedimentos: (a) o planejamento dos trabalhos,</p><p>considerando a relevância dos saldos, o volume de transações e os sistemas contábil e de</p><p>controles internos da entidade; (b) a constatação, com base em testes, das evidências e</p><p>dos registros que suportam os valores e as informações contábeis divulgados; e (c) a</p><p>avaliação das práticas e estimativas contábeis mais representativas adotadas pela</p><p>administração da sociedade, bem como da apresentação das demonstrações contábeis</p><p>tomadas em conjunto.</p><p>3. Em nossa opinião, as demonstrações contábeis acima referidas, representam</p><p>adequadamente em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial</p><p>e financeira da</p><p>(NOME DA ENTIDADE AUDITADA), em 31 de dezembro de 2002 e de 2001, o resultado de</p><p>suas operações, as mutações de seu patrimônio líquido e as origens e aplicações de seus</p><p>recursos referentes aos exercícios findos naquelas datas, elaboradas de acordo com os</p><p>Princípios Fundamentais da Contabilidade.</p><p>Local e data:</p><p>NOME DA EMPRESA DE AUDITORIA:</p><p>CRC-(UF) ...</p><p>NOME DO AUDITOR SIGNATÁRIO</p><p>Contador</p><p>CRC-(UF) ...</p><p>Já o parecer com ressalva é emitido quando o auditor conclui que o efeito de</p><p>qualquer discordância ou restrição na extensão de um trabalho não é de tal magnitude que</p><p>requeira parecer adverso ou abstenção de opinião.</p><p>43</p><p>www.virtual.ucdb.br | 0800 647 3335</p><p>Tal parecer, com ressalva, deve obedecer ao modelo do parecer sem ressalva,</p><p>modificado no parágrafo de opinião (3), com a utilização das expressões “exceto por”,</p><p>“exceto quanto” ou “com exceção de”, referindo-se aos efeitos do assunto objeto da</p><p>ressalva. Não é aceitável nenhuma outra expressão na redação desse tipo de parecer. No</p><p>caso de limitação na extensão do trabalho, o parágrafo referente à extensão também será</p><p>modificado, para refletir tal circunstância.</p><p>O auditor deve emitir parecer adverso quando verificar que as demonstrações</p><p>contábeis estão incorretas ou incompletas, em tal magnitude que impossibilite a emissão do</p><p>parecer com ressalva.</p><p>Quando o auditor verificar a existência de efeitos que, isolada ou conjugadamente,</p><p>forem de tal relevância que comprometam o conjunto das demonstrações contábeis, deve</p><p>emitir parecer adverso. No seu julgamento deve considerar tanto as distorções provocadas,</p><p>quanto a apresentação inadequada ou substancialmente incompleta das demonstrações</p><p>contábeis.</p><p>Quando da emissão de parecer adverso, o auditor deve descrever, em um ou mais</p><p>parágrafos intermediários, imediatamente anteriores ao parágrafo de opinião, os motivos e</p><p>a natureza das divergências que suportam sua opinião adversa, bem como os seus</p><p>principais efeitos sobre a posição patrimonial e financeira, e o resultado do exercício ou</p><p>período.</p><p>No parágrafo de opinião, o auditor deve explicitar que, devido à relevância dos</p><p>efeitos dos assuntos descritos no parágrafo ou parágrafos precedentes, ele é da opinião de</p><p>que as demonstrações contábeis da entidade não estão adequadamente apresentadas,</p><p>consoante as disposições contidas no item 11.1.1.1 da NBC T 11.</p><p>O parecer com abstenção de opinião é emitido quando houver limitação significativa</p><p>na extensão de seus exames que impossibilitem o auditor expressar opinião sobre as</p><p>demonstrações contábeis por não ter obtido comprovação suficiente para fundamentá-la.</p><p>O parecer com abstenção de opinião por limitação na extensão é emitido quando</p><p>houver limitação significativa na extensão do exame que impossibilite o auditor de formar</p><p>opinião sobre as demonstrações contábeis, por não ter obtido comprovação suficiente para</p><p>fundamentá-la, ou pela existência de múltiplas e complexas incertezas que afetem um</p><p>número significativo de rubricas das demonstrações contábeis.</p><p>44</p><p>www.virtual.ucdb.br | 0800 647 3335</p><p>Nos casos de limitações significativas, o auditor deve indicar claramente os</p><p>procedimentos omitidos e descrever as circunstâncias de tal limitação. Ademais, são</p><p>requeridas as seguintes alterações no modelo de parecer sem ressalvas:</p><p> a substituição da sentença “Examinamos...” por “Fomos contratados para</p><p>auditar as demonstrações contábeis...”;</p><p> a eliminação da sentença do primeiro parágrafo “Nossa responsabilidade é a</p><p>de expressar opinião sobre essas demonstrações contábeis”;</p><p> a eliminação do parágrafo de extensão.</p><p>No parágrafo final do parecer, o auditor deve mencionar claramente que os exames</p><p>não foram suficientes para permitir a emissão de opinião sobre as demonstrações contábeis.</p><p>A abstenção de opinião não elimina a responsabilidade do auditor de mencionar qualquer</p><p>desvio relevante que normalmente seria incluído como ressalva no seu parecer e que,</p><p>portanto, possa influenciar a decisão do usuário dessas demonstrações.</p><p>Quando a abstenção de opinião decorrer de incertezas relevantes, o auditor deve</p><p>expressar, no parágrafo de opinião, que, devido à relevância das incertezas descritas em</p><p>parágrafos intermediários específicos, não está em condições de emitir opinião sobre as</p><p>demonstrações contábeis. Novamente, a abstenção de opinião não elimina a</p><p>responsabilidade do auditor de mencionar, no parecer, os desvios relevantes que</p><p>normalmente seriam incluídos como ressalvas.</p><p>Entre as circunstâncias que impedem a emissão de parecer sem ressalva, desçamos</p><p>aquelas em que o auditor pode discordar da administração da entidade quanto às práticas</p><p>contábeis utilizadas e quanto à forma de aplicação das práticas contábeis.</p><p>3.5 Controle Interno</p><p>O AICPA - Comitê de Procedimentos de Auditoria do Instituto Americano de</p><p>Contadores Públicos Certificados expõe o seguinte conceito para o Controle Interno:</p><p>O Controle Interno compreende o plano de organização e o conjunto coordenado</p><p>dos métodos e medidas, adotados na empresa, para proteger seu patrimônio, verificar a</p><p>exatidão e fidedignidade de seus dados contábeis, promover a eficiência operacional e</p><p>encorajar a adesão à política traçada pela administração (ATTIE, 2018).</p><p>O conceito de controle interno é muito abrangente e complexo. Para entendermos a</p><p>contento é preciso analisá-lo por partes, conforme segue abaixo:</p><p>45</p><p>www.virtual.ucdb.br | 0800 647 3335</p><p> Plano de organização: é a própria organização administrativa operacional</p><p>da empresa, os controles criados, os departamentos existentes, ou seja, a</p><p>disposição física da organização, ressaltando que sua implantação e</p><p>organização é de única e exclusiva responsabilidade da administração.</p><p> Métodos e medidas: são os procedimentos executados dentro da empresa,</p><p>de seus setores, os caminhos seguidos para chegar àquilo que é esperado.</p><p> Proteger seu patrimônio: a proteção do patrimônio diz respeito às formas</p><p>de controle do patrimônio, ou seja, procedimentos de controle para</p><p>salvaguardar os bens e direitos da entidade.</p><p> Exatidão e fidedignidade de seus dados contábeis: nesse item é</p><p>considerada toda a estrutura operacional que leva a contabilidade a emitir</p><p>informações em bases reais, precisas e completas.</p><p> Eficiência operacional: são os procedimentos adotados pela entidade com</p><p>a finalidade de gerar excelência nas operações.</p><p> Política traçada pela administração: “compreendem o sistema de regras</p><p>relativas à direção dos negócios e à prática dos princípios, normas e funções</p><p>para a obtenção de determinado resultado” (ATTIE, 2018, p. 241).</p><p>Qualquer sistema, independentemente de sua solidez fundamental, pode deteriorar</p><p>se não for periodicamente revisto, esse procedimento deve ser realizado principalmente</p><p>pelos responsáveis pelo controle interno. Tal responsabilidade cabe em primeiro lugar à</p><p>administração da empresa.</p><p>3.6 Caso prático</p><p>O caso prático que propomos a seguir está baseado no modelo de atividade</p><p>elaborada por Silva (2020).</p><p>Numa auditoria efetuada em 25/08/XX, nas disponibilidades de uma empresa, o</p><p>Auditor constatou a falta de numerário no caixa. Segundo procedimentos de inquérito, na</p><p>situação houve furto de dinheiro por parte do responsável pela tesouraria e o saldo físico do</p><p>caixa existente antes do roubo, em 20/08/XX, era de R$ 130.000,00.</p><p>46</p><p>www.virtual.ucdb.br | 0800 647 3335</p><p>Levando em consideração que na data da avaliação do auditor, o saldo contábil já</p><p>inclui o valor roubado pelo tesoureiro, qual seria o valor subtraído do caixa da empresa,</p><p>levando em consideração os dados abaixo?</p><p>- Saldo Contábil do Disponível em 25/08/XX, é R$ 150.500,00 na data da avaliação</p><p>do auditor, sendo o banco responsável por 60% do saldo.</p><p>- Fatos ocorridos em 15/08/XX não contabilizados:</p><p> Pagamento de ICMS efetuado através de cheque, no valor de</p><p>R$ 12.500,00, acrescido</p><p>de 10% de multa moratória.</p><p> Recebimento de duplicatas em carteira, no valor de R$ 24.500,00.</p><p> Pagamento com recursos do caixa de despesas com material de</p><p>escritório no valor de R$ 2.000,00.</p><p> Pagamento de adiantamento a funcionários com recursos do caixa, no</p><p>valor de R$13.500,00.</p><p>Resolução:</p><p>Se o saldo “Contábil Disponível” em 25/08 era de R$ 150.500,00 e 60% deste saldo</p><p>estava no banco (R$ 90.300), então, no Caixa da empresa o saldo seria de R$ 150.500 –</p><p>(R$ 150.500 x 60% ou R$ 90.300) = R$ 60.200.</p><p>Contabilizando os fatos ocorridos em 15/08 e não contabilizados até 25/08,</p><p>deveríamos acrescentar ao saldo do Caixa o recebimento de duplicatas (R$ 24.500) e</p><p>subtrair pagamentos referentes às despesas com material de escritório (R$ 2.000) e</p><p>adiantamento a funcionário (R$ 13.500).</p><p>60.200 + 24.500 – 2.000 – 13.500 = 69.200</p><p>O saldo físico do caixa antes do roubo, em 20/08 era de 130.000. Subtraindo-se o</p><p>valor contábil de 69.200, estaria faltando no caixa 60.800 (130.000 – 69.200).</p><p>Resultado: O valor subtraído seria de R$ 60.800,00</p><p>Antes de continuar seu estudo, realize o Exercício 2 e a</p><p>Atividade 3.</p><p>47</p><p>www.virtual.ucdb.br | 0800 647 3335</p><p>UNIDADE 4</p><p>AUDITORIA GOVERNAMENTAL</p><p>OBJETIVO DA UNIDADE: Familiarizar o acadêmico com as principais diretrizes da</p><p>Auditoria Governamental.</p><p>Para entender a lógica da auditoria pública, podemos utilizar este quadro explicativo:</p><p>Quadro 4 – Tipos de Auditoria Pública</p><p>OBJETO DE AUDITORIA QUEM AUDITA EXEMPLOS</p><p>Auditoria de</p><p>Arrecadação</p><p>FOCO NA TRIBUTAÇÃO</p><p>Auditoria Fiscal da União, do</p><p>Estado, do Município.</p><p>Auditores da receita Federal,</p><p>Fiscais de renda, Fiscais</p><p>Estaduais, Auditor do</p><p>Trabalho, etc.</p><p>Auditoria de Aplicação</p><p>FOCO NO GASTO E</p><p>CONTROLE PÚBLICO</p><p>Tribunais de Contas,</p><p>Controladorias, Controles</p><p>Internos, etc.</p><p>Auditores do TCU, TCE ou</p><p>TCM; Auditores Internos</p><p>públicos; etc.</p><p>Fonte: Elaboração própria</p><p>Sobre Auditoria Pública, cabe destacar que entre as finalidades da Auditoria</p><p>Governamental, pode-se citar: comprovar a legalidade e legitimidade e avaliar os</p><p>resultados, quanto à economicidade, eficiência e eficácia da gestão orçamentária, financeira</p><p>e patrimonial nas unidades da administração direta e entidades supervisionadas da</p><p>administração federal, bem como a aplicação de recursos públicos por entidades de direito</p><p>privado.</p><p>4.1 Finalidade da Auditoria Governamental</p><p>Entre as principais finalidades, está dar suporte ao exercício pleno da supervisão</p><p>ministerial, através das seguintes atividades básicas:</p><p> Examinar a observância da legislação federal específica e normas correlatas;</p><p> Avaliar a execução dos programas de governo, dos contratos, convênios,</p><p>acordos, ajustes e outros instrumentos congêneres;</p><p>48</p><p>www.virtual.ucdb.br | 0800 647 3335</p><p> Observar o cumprimento, pelos órgãos e entidades, dos princípios</p><p>fundamentais de planejamento, coordenação, descentralização, delegação de</p><p>competência e controle;</p><p> Avaliar o desempenho administrativo e operacional das unidades da</p><p>administração direta e entidades supervisionadas;</p><p> Verificar o controle e a utilização dos bens e valores sob uso e guarda dos</p><p>administradores ou gestores;</p><p> Examinar e avaliar as transferências e a aplicação dos recursos orçamentários</p><p>e financeiros das unidades da administração direta e entidades</p><p>supervisionadas; e</p><p> Verificar e avaliar os sistemas de informações e a utilização dos recursos</p><p>computacionais das unidades da administração direta e entidades</p><p>supervisionadas.</p><p>4.2 Objetivos Operacionais da Auditoria Governamental</p><p>Examinar a regularidade e avaliar a eficiência da gestão administrativa e dos</p><p>resultados alcançados. Apresentar subsídios para o aperfeiçoamento dos procedimentos</p><p>administrativos e controles internos das unidades da administração direta e entidades</p><p>supervisionadas.</p><p>4.3 Formas de Auditoria Governamental</p><p>A auditoria governamental classifica-se conforme a forma como é realizada:</p><p> Direta: quando realizada com a utilização de Analistas de Finanças e</p><p>Controle. Nesta forma de auditoria, o profissional tem a atribuição de auditar</p><p>os exercícios nos órgãos seccionais, regionais ou setoriais do sistema.</p><p> Integrada: quando realizada por mais de uma unidade de auditoria do</p><p>Sistema de Controle Interno - SCI.</p><p> Compartilhada: quando realizada com a utilização de auditores de uma</p><p>entidade para, em conjunto com o Auditor do órgão seccional, regional ou</p><p>setorial, sob a coordenação do órgão seccional, desenvolver trabalhos</p><p>específicos na própria entidade auditada ou numa terceira.</p><p>49</p><p>www.virtual.ucdb.br | 0800 647 3335</p><p> Subsidiária: quando realizada pelas respectivas unidades de auditoria</p><p>interna das entidades em exame, sob a orientação do órgão seccional,</p><p>regional ou setorial do Sistema.</p><p> Indireta: quando realizada por firmas ou empresas privadas de auditoria,</p><p>contratadas em caráter supletivo, devido a situações excepcionais, para, sob</p><p>a supervisão do órgão seccional, regional ou setorial do Sistema, efetuar</p><p>trabalhos em entidades ou projetos.</p><p>4.4 Tipos de Auditoria Governamental</p><p>A auditoria Governamental pode ser classificada conforme o objeto a ser auditado</p><p>para a emissão do parecer:</p><p> Auditoria de Gestão: Objetiva emitir opinião com vistas a certificar a</p><p>regularidade das contas, verificar a execução de contratos, convênios,</p><p>acordos ou ajustes, a probidade na aplicação do dinheiro público e na guarda</p><p>ou administração de valores e outros bens da União ou a ela confiados,</p><p>compreendendo, entre outros, os seguintes aspectos:</p><p> Exame das peças que instruem os processos de tomada ou prestação</p><p>de contas;</p><p> Exame da documentação comprobatória dos atos e fatos</p><p>administrativos;</p><p> Verificação da existência física de bens e outros valores;</p><p> Verificação da eficiência dos sistemas de controle administrativo e</p><p>contábil;</p><p> Verificação do cumprimento da legislação pertinente.</p><p> Auditoria de Programas: Objetiva acompanhar, examinar e avaliar a</p><p>execução de programas e projetos governamentais específicos, bem como a</p><p>aplicação de recursos descentralizados, compreendendo, entre outros, os</p><p>seguintes aspectos:</p><p> Análise da realização físico-financeira em face dos objetivos e metas</p><p>estabelecidos;</p><p>50</p><p>www.virtual.ucdb.br | 0800 647 3335</p><p> Análise dos demonstrativos e dos relatórios de acompanhamento</p><p>produzidos com vistas à avaliação dos resultados alcançados e à</p><p>eficiência gerencial;</p><p> Verificação da documentação instrutiva e comprobatória, quanto à</p><p>propriedade dos gastos realizados; e</p><p> Análise da adequação dos instrumentos de gestão -contratos,</p><p>convênios, acordos, ajustes e outros congêneres- para consecução</p><p>dos planos, programas, projetos e atividades desenvolvidas pelo</p><p>gestor, inclusive quanto à legalidade e diretrizes estabelecidas.</p><p> Auditoria Operacional: Atua nas áreas inter-relacionadas do</p><p>órgão/entidade, avaliando a eficácia dos seus resultados em relação aos</p><p>recursos materiais, humanos e tecnológicos disponíveis, bem como a</p><p>economicidade e eficiência dos controles internos existentes para a gestão</p><p>dos recursos públicos. Sua filosofia de abordagem dos fatos é de apoio, pela</p><p>avaliação do atendimento às diretrizes e normas, bem como pela</p><p>apresentação de sugestões para seu aprimoramento.</p><p> Auditoria Contábil: É a técnica que, utilizada no exame dos registros e</p><p>documentos e na coleta de informações e confirmações, mediante</p><p>procedimentos específicos, pertinentes ao controle do patrimônio de um</p><p>órgão ou entidade, objetiva obter elementos comprobatórios suficientes que</p><p>permitam opinar se os registros contábeis foram efetuados de acordo com os</p><p>princípios fundamentais de contabilidade e se as demonstrações deles</p><p>originárias refletem, adequadamente, a situação econômico-financeira do</p><p>patrimônio, os resultados do período administrativo examinado e as demais</p><p>situações</p><p>nelas demonstradas.</p><p> Auditoria de Sistema: Objetiva assegurar a adequação, privacidade dos</p><p>dados e informações oriundas dos sistemas eletrônicos de processamento de</p><p>dados, observando as diretrizes estabelecidas e a legislação específica.</p><p> Auditoria Especial: Objetiva o exame de fatos ou situações consideradas</p><p>relevantes, de natureza incomum ou extraordinária, sendo realizadas para</p><p>atender a determinação do Presidente da República, Ministros de Estado ou</p><p>por solicitação de outras autoridades.</p><p>51</p><p>www.virtual.ucdb.br | 0800 647 3335</p><p>4.5 Tipos de opinião do Auditor no Serviço Público</p><p>No âmbito do serviço público, a opinião do Auditor, com atribuição de auditoria,</p><p>deverá ser expressa através de Relatório e/ou Certificado de auditoria.</p><p>Certificado de auditoria será emitido quando o auditor verificar e certificar as contas</p><p>dos responsáveis pela aplicação, utilização ou guarda de bens e valores públicos, e de todo</p><p>aquele que der causa à perda, subtração ou estrago de valores, bens e materiais de</p><p>propriedade ou responsabilidade da União.</p><p>Tipos de Certificado:</p><p> Certificado Pleno: será emitido quando o Auditor formar a opinião de que na</p><p>gestão dos recursos públicos foram adequadamente observados os princípios</p><p>da legalidade, legitimidade e economicidade.</p><p> Certificado Restritivo: será emitido quando o Auditor constatar falhas,</p><p>omissões ou impropriedades de natureza formal no cumprimento das normas e</p><p>diretrizes governamentais, quanto à legalidade, legitimidade e economicidade e</p><p>que, pela sua irrelevância ou imaterialidade, não caracterizar irregularidade de</p><p>atuação dos agentes responsáveis.</p><p> Certificado de Irregularidade: será emitido quando o Auditor verificar a</p><p>não observância da aplicação dos princípios de legalidade, legitimidade e</p><p>economicidade, constatando a existência de desfalque, alcance, desvio de bens</p><p>ou outra irregularidade de que resulte prejuízo quantificável, para a Fazenda</p><p>Nacional e/ou comprometam, substancialmente, as demonstrações financeiras</p><p>e a respectiva gestão dos agentes responsáveis, no período ou exercício</p><p>examinado.</p><p>4.5.1 Relatório de Auditoria</p><p>Para cada auditoria realizada, o Auditor governamental deverá elaborar relatório que</p><p>refletirá os resultados dos exames efetuados, de acordo com a forma ou tipo de auditoria.</p><p>As informações que proporcionem a abordagem da auditoria, quanto aos atos de</p><p>gestão, fatos ou situações observadas, devem reunir principalmente os seguintes atributos</p><p>de qualidade: concisão, objetividade, convicção, clareza, integridade, coerência,</p><p>oportunidade, apresentação lógica e conclusivo.</p><p>52</p><p>www.virtual.ucdb.br | 0800 647 3335</p><p>4.6 Fundamentação Constitucional para a Auditoria Pública</p><p>A Constituição Federal de 1988 garante a auditoria das contas da União e reza em</p><p>sua Seção IX:</p><p>Art. 70 A fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e</p><p>patrimonial da União e das entidades da administração direta e indireta,</p><p>quanto à legalidade, legitimidade, economicidade, aplicação das</p><p>subvenções e renúncia de receitas, será exercida pelo Congresso Nacional,</p><p>mediante controle externo, e pelo sistema de controle interno de cada</p><p>Poder.</p><p>Parágrafo único. Prestará contas qualquer pessoa física ou jurídica,</p><p>pública ou privada, que utilize, arrecade, guarde, gerencie ou administre</p><p>dinheiros, bens e valores públicos ou pelos quais a União responda, ou que,</p><p>em nome desta, assuma obrigações de natureza pecuniária.(Redação dada</p><p>pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)</p><p>É importante destacar também os artigos sequenciais, por complementarem tal</p><p>fundamentação:</p><p>Art. 71. O controle externo, a cargo do Congresso Nacional, será exercido</p><p>com o auxílio do Tribunal de Contas da União, ao qual compete:</p><p>I - apreciar as contas prestadas anualmente pelo Presidente da República,</p><p>mediante parecer prévio que deverá ser elaborado em sessenta dias a</p><p>contar de seu recebimento;</p><p>II - julgar as contas dos administradores e demais responsáveis por</p><p>dinheiros, bens e valores públicos da administração direta e indireta,</p><p>incluídas as fundações e sociedades instituídas e mantidas pelo Poder</p><p>Público federal, e as contas daqueles que derem causa a perda, extravio ou</p><p>outra irregularidade de que resulte prejuízo ao erário público;</p><p>III - apreciar, para fins de registro, a legalidade dos atos de admissão de</p><p>pessoal, a qualquer título, na administração direta e indireta, incluídas as</p><p>fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público, excetuadas as</p><p>nomeações para cargo de provimento em comissão, bem como a das</p><p>concessões de aposentadorias, reformas e pensões, ressalvadas as</p><p>melhorias posteriores que não alterem o fundamento legal do ato</p><p>concessório;</p><p>IV - realizar, por iniciativa própria, da Câmara dos Deputados, do Senado</p><p>Federal, de Comissão técnica ou de inquérito, inspeções e auditorias de</p><p>natureza contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial, nas</p><p>unidades administrativas dos Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário, e</p><p>demais entidades referidas no inciso II;</p><p>V - fiscalizar as contas nacionais das empresas supranacionais de cujo</p><p>capital social a União participe, de forma direta ou indireta, nos termos do</p><p>tratado constitutivo;</p><p>VI - fiscalizar a aplicação de quaisquer recursos repassados pela União</p><p>mediante convênio, acordo, ajuste ou outros instrumentos congêneres, a</p><p>Estado, ao Distrito Federal ou a Município;</p><p>VII - prestar as informações solicitadas pelo Congresso Nacional, por</p><p>qualquer de suas Casas, ou por qualquer das respectivas Comissões, sobre</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc19.htm</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc19.htm</p><p>53</p><p>www.virtual.ucdb.br | 0800 647 3335</p><p>a fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial e</p><p>sobre resultados de auditorias e inspeções realizadas;</p><p>VIII - aplicar aos responsáveis, em caso de ilegalidade de despesa ou</p><p>irregularidade de contas, as sanções previstas em lei, que estabelecerá,</p><p>entre outras cominações, multa proporcional ao dano causado ao erário;</p><p>IX - assinar prazo para que o órgão ou entidade adote as providências</p><p>necessárias ao exato cumprimento da lei, se verificada ilegalidade;</p><p>X - sustar, se não atendido, a execução do ato impugnado, comunicando a</p><p>decisão à Câmara dos Deputados e ao Senado Federal;</p><p>XI - representar ao Poder competente sobre irregularidades ou abusos</p><p>apurados.</p><p>Art. 72. A Comissão mista permanente a que se refere o art. 166, §1º,</p><p>diante de indícios de despesas não autorizadas, ainda que sob a forma de</p><p>investimentos não programados ou de subsídios não aprovados, poderá</p><p>solicitar à autoridade governamental responsável que, no prazo de cinco</p><p>dias, preste os esclarecimentos necessários.</p><p>§ 1º - Não prestados os esclarecimentos, ou considerados estes</p><p>insuficientes, a Comissão solicitará ao Tribunal pronunciamento conclusivo</p><p>sobre a matéria, no prazo de trinta dias.</p><p>§ 2º - Entendendo o Tribunal irregular a despesa, a Comissão, se julgar</p><p>que o gasto possa causar dano irreparável ou grave lesão à economia</p><p>pública, proporá ao Congresso Nacional sua sustação.</p><p>.............................</p><p>Art. 74. Os Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário manterão, de forma</p><p>integrada, sistema de controle interno com a finalidade de:</p><p>I - avaliar o cumprimento das metas previstas no plano plurianual, a</p><p>execução dos programas de governo e dos orçamentos da União;</p><p>II - comprovar a legalidade e avaliar os resultados, quanto à eficácia e</p><p>eficiência, da gestão orçamentária, financeira e patrimonial nos órgãos e</p><p>entidades da administração federal, bem como da aplicação de recursos</p><p>públicos por entidades de direito privado;</p><p>III - exercer o controle das operações de crédito, avais e garantias, bem</p><p>como dos direitos e haveres da União;</p><p>IV - apoiar o controle externo no exercício de sua missão institucional.</p><p>§ 1º</p><p>- Os responsáveis pelo controle interno, ao tomarem conhecimento de</p><p>qualquer irregularidade ou ilegalidade, dela darão ciência ao Tribunal de</p><p>Contas da União, sob pena de responsabilidade solidária.</p><p>§ 2º - Qualquer cidadão, partido político, associação ou sindicato é parte</p><p>legítima para, na forma da lei, denunciar irregularidades ou ilegalidades</p><p>perante o Tribunal de Contas da União.</p><p>54</p><p>www.virtual.ucdb.br | 0800 647 3335</p><p>Para finalizar seu estudo, realize o Exercício 3 e a</p><p>Atividade 4.</p><p>55</p><p>www.virtual.ucdb.br | 0800 647 3335</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>ARAÚJO, Inaldo da Paixão Santos. Introdução à Auditoria: área governamental.</p><p>Salvador: Egba, 2001.</p><p>ATTIE, William. Auditoria: conceitos e aplicações. 7. ed. – São Paulo: Atlas, 2018.</p><p>CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE. Princípios Fundamentais e Normas</p><p>Brasileiras de Contabilidade de Auditoria e Perícia. 2. ed. Brasília: CFC, 2005.</p><p>Disponível em: <http://www.cfc.org.br/conteudo.aspx?codMenu=60>. Acesso em: 23 mar.</p><p>2022.</p><p>FRANCO, Hilário Franco; MARRA, Ernesto. Auditoria Contábil. 3. ed. São Paulo: Atlas</p><p>2004.</p><p>MOTTA, João Maurício. Auditoria. Princípios técnicos. São Paulo: Atlas, 1988.</p><p>SILVA, Cleber Martins da. Auditoria. Campo Grande: UCDB/EAD, 2020.</p><p>http://www.cfc.org.br/conteudo.aspx?codMenu=60</p><p>o ponto do engajamento, o estudante terá que percorrer</p><p>todo o material didático da disciplina (material textual e assistir a todos os vídeos), fazer</p><p>todos os Exercícios e enviar todas as atividades. Antes do lançamento desta nota final, será</p><p>divulgada a média de cada aluno, dando a oportunidade de que os alunos que não tenham</p><p>atingido média igual ou superior a 7,0 possam fazer a Recuperação das Atividades Virtuais.</p><p>Se a Média Semestral for igual ou superior a 4,0 e inferior a 7,0, o aluno ainda</p><p>poderá fazer o Exame Final. A média entre a nota do Exame Final e a Média Semestral</p><p>deverá ser igual ou superior a 5,0 para considerar o aluno aprovado na disciplina.</p><p>Assim, se um aluno tirar 6 na Média Semestral e tiver 5 no Exame Final: MF = 6 + 5</p><p>/ 2 = 5,5 (Aprovado).</p><p>6</p><p>www.virtual.ucdb.br | 0800 647 3335</p><p>FAÇA O ACOMPANHAMENTO DE SUAS ATIVIDADES</p><p>O quadro abaixo visa ajudá-lo a se organizar na realização das atividades. Faça seu</p><p>cronograma e tenha um controle de suas atividades:</p><p>* Coloque na segunda coluna o prazo em que deve ser enviada a atividade (consulte o</p><p>calendário disponível no ambiente virtual de aprendizagem).</p><p>** Coloque na terceira coluna o dia em que você enviou a atividade.</p><p>AVALIAÇÃO PRAZO * DATA DE ENVIO **</p><p>Atividade 1</p><p>Ferramenta: Tarefa online</p><p>Atividade 2</p><p>Ferramenta: Tarefa</p><p>Atividade 3</p><p>Ferramenta: Tarefa</p><p>Atividade 4</p><p>Ferramenta: Tarefa</p><p>7</p><p>www.virtual.ucdb.br | 0800 647 3335</p><p>BOAS VINDAS</p><p>Acadêmico(a),</p><p>É com muita satisfação que me coloco à disposição para trocarmos algumas</p><p>informações sobre nossa disciplina de Auditoria.</p><p>Algumas entidades, por determinação legal, têm o dever de prestar contas de sua</p><p>gestão administrativa e financeira à sociedade. A forma pela qual essas organizações se</p><p>comunicam com o público, em geral, ocorre por meio das Demonstrações Financeiras ou</p><p>Contábeis.</p><p>O reflexo do trabalho desenvolvido pelo administrador será evidenciado nesses</p><p>demonstrativos, que serão postos à disposição dos usuários envolvidos ou não, no processo</p><p>decisório.</p><p>É evidente que cada usuário possui interesse direto na regular aplicação do capital,</p><p>e esses interesses podem coincidir ou divergir em relação às decisões tomadas e aos</p><p>consequentes dados apresentados.</p><p>Valendo-se de normas e padrões de natureza técnica e ética, claramente</p><p>determinados, a auditoria independente torna-se elemento fundamental no sistema de</p><p>informações, medição de desempenho e prestação de contas da administração.</p><p>Nesse contexto, o auditor desenvolve o seu trabalho por meio do estudo e da</p><p>avaliação sistemática de transações, procedimentos, operações e das demonstrações</p><p>financeiras resultantes, tendo por finalidade determinar o grau de observância dos critérios</p><p>estabelecidos e emitir um parecer sobre o assunto.</p><p>8</p><p>www.virtual.ucdb.br | 0800 647 3335</p><p>Pré-teste</p><p>A finalidade deste pré-teste é fazer um diagnóstico quanto aos</p><p>conhecimentos prévios que você já tem sobre os assuntos que serão</p><p>desenvolvidos nesta disciplina. Não fique preocupado com a nota, pois não será</p><p>avaliado.</p><p>1. Indique a alternativa que diferencia o Contador e o Auditor:</p><p>a) O auditor pode ser interno ou externo.</p><p>b) O auditor está sujeito às NBC PG.</p><p>c) O auditor deve ser registrado no CRC.</p><p>d) O auditor está sujeito às NBC PA.</p><p>2. Os trabalhos de auditoria devem ser independentes:</p><p>a) do interesse público.</p><p>b) do interesse do cliente.</p><p>c) da existência de registros.</p><p>d) da existência de responsabilidades.</p><p>3. Os conceitos sobre a independência devem ser aplicados por auditores para:</p><p>a) identificar ameaças à independência.</p><p>b) avaliar a importância das ameaças identificadas.</p><p>c) aplicar salvaguardas, quando necessário, para confirmar as ameaças.</p><p>d) aplicar salvaguardas, quando necessário, para reduzir ameaças a um nível aceitável.</p><p>4. Para ter direito ao registro no Cadastro Nacional de Auditores Independentes</p><p>(CNAI) do Conselho Federal de Contabilidade (CFC), o contador deve:</p><p>a) Estar regularmente registrado no Conselho Regional de Contabilidade (CRC).</p><p>b) Ter pelo menos 5 anos de inscrição no CRC.</p><p>c) Não precisa ter sido aprovado no Exame de Qualificação Técnica do CRC.</p><p>d) Ter pelo menos 2 anos de inscrição no CRC.</p><p>Submeta o pré-teste por meio da ferramenta Questionário.</p><p>9</p><p>www.virtual.ucdb.br | 0800 647 3335</p><p>UNIDADE 1</p><p>ORIGENS E CONCEITO DA AUDITORIA</p><p>OBJETIVO DA UNIDADE: Conhecer a história, conceito e objetivos da Auditoria.</p><p>Diferenciar o Auditor interno e o Auditor independente.</p><p>1.1 História e Evolução da Auditoria</p><p>Entre os inúmeros autores que estudam o tema, alguns autores, como Araújo</p><p>(2001), acreditam que o termo pode ter origem etimológica no latim audire, “ouvir”. Porém,</p><p>segundo Araujo (2001) e Attie (2018), os primeiros a oficializarem a profissão de “auditing”</p><p>foram os ingleses, conforme cronologia a seguir.</p><p>A cronologia abaixo é bastante utilizada por autores como Attie, Araújo e Motta para</p><p>identificar períodos marcantes da história da Auditoria:</p><p>Na Antiguidade, a civilização Suméria apresenta relatos da atividade de auditoria</p><p>(MOTTA, 1988, p.13).</p><p>Figura 1 - Mapa da Suméria - Mesopotâmia</p><p>Fonte: http://migre.me/689pX</p><p>1285: durante o reinado de Eduardo I da Inglaterra, foi evidenciada a prática da Auditoria</p><p>e pela primeira vez, o termo auditor foi utilizado para designar aquele que realiza o exame</p><p>de contas públicas e servia como testemunha para levar a punição aos possíveis infratores.</p><p>10</p><p>www.virtual.ucdb.br | 0800 647 3335</p><p>1314: criação do cargo de Auditor do Tesouro da Inglaterra. Com a finalidade exclusiva de</p><p>realizar um conjunto de procedimentos técnicos para a revisão dos registros contábeis.</p><p>1559: sistematizou-se e se estabeleceu a Auditoria dos Pagamentos a servidores públicos</p><p>pela Rainha Elizabeth I.</p><p>1880: foi criada a Associação dos Contadores Públicos Certificados (Institute of Chartered</p><p>Accountants in England and Wales), na Inglaterra.</p><p>1886: surge a Associação dos Contadores Públicos Certificados (AICPA), nos Estados</p><p>Unidos.</p><p>1894: formação do Instituto Holandês de Contadores Públicos.</p><p>1934: estabelecimento da Security and Exchange Commission (SEC) nos Estados Unidos.</p><p>Foi a partir da criação do SEC, que a profissão de Auditor assume importância e cria um</p><p>novo estímulo. Pois as empresas que transacionavam ações na Bolsa de Valores foram</p><p>obrigadas a se submeter à auditoria de forma a dar maior credibilidade a suas informações</p><p>financeiras e contábeis.</p><p>No Brasil, segundo o Jornal do CRC-MS (Edição 37), podem se destacar os seguintes</p><p>acontecimentos como os principais marcos de tal profissão:</p><p> Banco Central do Brasil, Resolução 39/1966  estabelece a obrigatoriedade</p><p>da Auditoria nas Bolsas de Valores e do uso de serviços de Auditoria pelos</p><p>Bancos de Investimentos e Desenvolvimento;</p><p> Decreto nº 199/1967  estabelece a obrigatoriedade da Auditoria Externa</p><p>nas contas das entidades de administração indireta;</p><p> Decreto nº 67.090/1970  estabelece normas e fixa procedimentos de</p><p>Auditoria a serem aplicados na administração Direta Federal;</p><p> Resolução 220/1972  cria a obrigatoriedade de Auditoria Externa para as</p><p>empresas obrigadas ao Registro no BACEN;</p><p> Lei 6.385/1976  cria a Comissão de Valores Mobiliários e determina que</p><p>esta proceda ao registro, à fiscalização e à responsabilidade Civil dos</p><p>Auditores, que irão atuar em companhias abertas e demais sociedades do</p><p>mercado acionário;</p><p> Lei 6.404/76 impulsiona o mercado de auditoria em nosso país. Tal lei</p><p>determina que todas as sociedades anônimas de capital aberto, ou seja,</p><p>11</p><p>www.virtual.ucdb.br | 0800 647 3335</p><p>aquelas que transacionam ações na Bolsa de Valores estão obrigadas a</p><p>submeter suas demonstrações financeiras à auditoria independente;</p><p> Lei 2536/1998  traz exigência legal visando Auditoria</p><p>Externa do Terceiro</p><p>Setor, as entidades sem fins lucrativos, visando normas de desenvolvimentos</p><p>das políticas sociais.</p><p>Atualmente, grande parte da legislação contábil em relação à auditoria vem</p><p>passando por um processo de adequação às Normas Internacionais. Tal processo</p><p>subordina-se à adaptação, inclusive com renumeração das normas para se ajustarem à</p><p>nova estrutura das Normas Brasileiras de Contabilidade – NBCs.</p><p>1.2 Conceito de Auditoria</p><p>É bom lembrar que a atividade de auditoria, atualmente refere-se a exames</p><p>cuidadosos e sistemáticos de atividades desenvolvidas em determinadas empresas ou</p><p>setores. Tais exames teriam o objetivo de averiguar se os procedimentos desenvolvidos</p><p>estão de acordo com as disposições planejadas e/ou estabelecidas previamente, se foram</p><p>implementadas com eficácia e se estão adequadas à consecução dos objetivos traçados</p><p>pelos gestores da empresa ou por entidades ou órgãos aos quais a empresa estaria</p><p>subordinada ou sujeita à averiguação.</p><p>Tal conceito refere-se à atuação genérica de tal atividade. Porém, em nosso material</p><p>trataremos apenas do termo aplicado dentro da contabilidade. Por isso será identificada</p><p>normalmente como “Auditoria Contábil”, já que o termo de auditoria passou a ser utilizado</p><p>indiscriminadamente para outras atividades e profissionais não relacionados a tal área.</p><p>Para Araújo (2001), o termo auditoria, etimologicamente falando, origina-se do latim</p><p>audire, “ouvir”. Inicialmente os ingleses o traduziram como auditing para designar,</p><p>exclusivamente, o conjunto de procedimentos técnicos para a revisão dos registros</p><p>contábeis.</p><p>De acordo com Attie (2018, p. 05), “a auditoria é uma especialização contábil</p><p>voltada a testar a eficiência e eficácia do controle patrimonial, implantado com o objetivo de</p><p>expressar uma opinião sobre determinado dado”.</p><p>Segundo Franco:</p><p>A auditoria compreende o exame de documentos, livros e registros,</p><p>inspeções e obtenção de informações e confirmações, internas e externas,</p><p>relacionados com o controle do patrimônio, objetivando mensurar a</p><p>12</p><p>www.virtual.ucdb.br | 0800 647 3335</p><p>exatidão desses registros e das demonstrações contábeis deles decorrentes</p><p>(FRANCO e MARRA, 2004, p. 28)</p><p>Em nosso estudo adotaremos a definição de Auditoria, de forma genérica como:</p><p>Ciência especializada em examinar informações para garantir</p><p>a confiabilidade das mesmas.</p><p>1.3 Objetivo da Auditoria</p><p>Em sentido restrito à contabilidade adotaremos a definição de Auditoria como</p><p>ciência que tem:</p><p>O objetivo da auditoria é aumentar o grau de confiança nas</p><p>demonstrações contábeis por parte dos usuários (NBC TA 200).</p><p>Conforme as Normas de Auditoria Independente das Demonstrações Contábeis -</p><p>NBC TA 200, o principal objetivo da auditoria das demonstrações financeiras é certificar a</p><p>veracidade das demonstrações apresentadas pela auditada, utilizando critérios e</p><p>procedimentos que permitam assegurar a inexistência de valores ou fatos não constantes</p><p>das demonstrações financeiras e que sejam suficientes e necessárias aos preceitos</p><p>contábeis.</p><p>Segundo a NBC TA 200:</p><p>O objetivo da auditoria é aumentar o grau de confiança nas demonstrações</p><p>contábeis por parte dos usuários. Isso é alcançado mediante a expressão</p><p>de uma opinião pelo auditor sobre se as demonstrações contábeis foram</p><p>elaboradas, em todos os aspectos relevantes, em conformidade com uma</p><p>estrutura de relatório financeiro aplicável. No caso da maioria das</p><p>estruturas conceituais para fins gerais, essa opinião expressa se as</p><p>demonstrações contábeis estão apresentadas adequadamente, em todos os</p><p>aspectos relevantes, em conformidade com a estrutura de relatório</p><p>financeiro. A auditoria conduzida em conformidade com as normas de</p><p>auditoria e exigências éticas relevantes capacita o auditor a formar essa</p><p>opinião.</p><p>De modo geral, as demonstrações financeiras devem ser preparadas de forma clara</p><p>e precisa aos fatos decorrentes de sua operação. Os termos em que foram adquiridos seus</p><p>13</p><p>www.virtual.ucdb.br | 0800 647 3335</p><p>direitos, obrigações e resultados das operações realizadas no período exato, incluindo ainda,</p><p>os critérios e procedimentos contábeis adotados em sua elaboração e segundo os princípios</p><p>de contabilidade.</p><p>Os procedimentos aplicados no exame das demonstrações financeiras são descritos</p><p>por Attie:</p><p>A juízo do auditor, permite uma conclusão quanto à razoabilidade das</p><p>operações e aos seus reflexos nas demonstrações financeiras. Os</p><p>procedimentos aplicados em uma auditoria e a extensão de sua aplicação</p><p>são determinados pelo julgamento do auditor que deve considerar a</p><p>natureza e os problemas da empresa e observar a qualidade e eficiência de</p><p>seus procedimentos contábeis e seus controles internos (ATTIE, 2018, p.</p><p>12).</p><p>“Trabalho de asseguração” significa um trabalho no qual o auditor independente</p><p>expressa uma conclusão com a finalidade de aumentar o grau de confiança dos outros</p><p>usuários previstos, que não seja a parte responsável, acerca do resultado da avaliação ou</p><p>mensuração de determinado objeto de acordo com os critérios aplicáveis.</p><p>É importante destacar que a profissão exige, além das normas de auditoria, a</p><p>obediência aos princípios profissionais que fundamentalmente se apoiam em:</p><p> Independência: condição primordial ao trabalho do auditor para o julgamento</p><p>necessário e emissão de sua opinião, inclusive os descritos segundo os Objetivos</p><p>Gerais do Auditor Independente e a Condução da Auditoria em Conformidade com</p><p>as Normas de Auditoria NBC TA 200 item 51.</p><p> Integridade em todos os compromissos que envolvam a empresa auditada, o</p><p>público em geral, a entidade de classe à qual pertence, respeitando a ética e a moral</p><p>que coloque em risco os objetivos do trabalho.</p><p>Planejamento e execução dos</p><p>trabalhos com base nas normas</p><p>existentes, para reduzir o risco</p><p>de auditoria a um nível</p><p>aceitavelmente baixo (NBC TA,</p><p>200).</p><p>14</p><p>www.virtual.ucdb.br | 0800 647 3335</p><p> Eficiência na emissão de seu parecer, sendo redigido com objetividade e</p><p>clareza, em qualquer circunstância, em condições favoráveis ou não, apresentando</p><p>as razões que motivaram a sua conclusão.</p><p> Confidencialidade é indispensável à atividade da auditoria em razão das</p><p>informações fornecidas pela entidade em decorrência do trabalho realizado. As</p><p>informações decorrentes do trabalho realizado pelo auditor somente poderão ser</p><p>dadas a terceiros em razão de determinação legal ou autorização judicial, ou ainda,</p><p>por determinação formalmente expressa pela entidade auditada.</p><p>1.4 Auditor interno e independente</p><p>Conforme destaca Silva (2020), são diversos os ramos da auditoria, praticamente</p><p>todas as profissões podem exercer a atividade chamada de auditoria como, por exemplo,</p><p>auditoria médica, engenharia, jurídica, pública, política, etc.</p><p>Voltando para a auditoria contábil, podemos dividi-la em:</p><p>Quadro 1 – Tipos de Auditoria</p><p>Auditoria Interna</p><p>Auditoria realizada por profissional denominado auditor</p><p>interno, que é funcionário da empresa auditada e seus</p><p>trabalhos se resumem basicamente a realizar testes nos</p><p>controles internos à empresa de forma a auxiliar a</p><p>administração da empresa na coordenação de seus</p><p>controles.</p><p>Auditoria Externa</p><p>ou Independente</p><p>Auditoria realizada por profissional ou empresa de auditoria,</p><p>sendo que não pode ter vínculo algum com a empresa</p><p>auditada, daí o nome de externa ou independente. Esse tipo</p><p>de auditoria tem por objetivo, com a utilização de</p><p>procedimentos e técnicas, emitir uma opinião sobre as</p><p>demonstrações financeiras da auditada.</p><p>Fonte: Elaboração própria</p><p>É interessante destacar que as NBC’s, conforme será apresentado mais adiante,</p><p>normatizam de maneira diferente tais profissionais, apesar de possuírem diversos</p><p>pontos em comum. Porém, caso o auditor independente se utilize do trabalho do</p><p>auditor interno para a realização de seus trabalhos, a responsabilidade sobre tais</p><p>informações transfere-se integralmente para o auditor independente ou externo.</p><p>15</p><p>www.virtual.ucdb.br | 0800 647 3335</p><p>Antes de continuar seu estudo, realize a Atividade 1.</p><p>16</p><p>www.virtual.ucdb.br | 0800 647 3335</p><p>UNIDADE 2</p><p>PRINCIPAIS NORMAS DE AUDITORIA</p><p>OBJETIVO DA UNIDADE: Conhecer as principais normas e regulamentações que</p><p>subordinam a atividade de auditoria.</p><p>2.1 Normas Brasileiras de Auditoria</p><p>No site do CFC – Conselho Federal de Contabilidade, estão estruturadas as NBC –</p><p>Normas Brasileiras de Contabilidade, conforme RESOLUÇÃO CFC Nº 1.328/11</p><p>http://www.cfc.org.br/sisweb/sre/docs/RES_1328.doc</p><p>Faremos aqui apenas uma rápida explanação com a intenção de situar as Normas</p><p>referentes ao profissional de auditoria.</p><p>Entre as principais alterações procedentes da resolução acima podemos destacar:</p><p>Art. 1º As Normas Brasileiras de Contabilidade editadas pelo Conselho</p><p>Federal de Contabilidade (CFC) devem seguir os mesmos padrões de</p><p>elaboração e estilo utilizados nas normas internacionais e compreendem as</p><p>Normas propriamente ditas, as Interpretações Técnicas e os Comunicados</p><p>Técnicos.</p><p>Apesar da importância, na íntegra de todos os itens de tal norma, destacaremos</p><p>apenas as normas referentes diretamente à auditoria ou as que indiretamente influenciam</p><p>sobre tal atividade.</p><p>Art. 2º As Normas Brasileiras de Contabilidade classificam-se em</p><p>Profissionais e Técnicas.</p><p>Parágrafo único. As Normas Brasileiras de Contabilidade, sejam elas</p><p>Profissionais ou Técnicas, estabelecem preceitos de conduta profissional e</p><p>padrões e procedimentos técnicos necessários para o adequado exercício</p><p>profissional.</p><p>Art. 3º As Normas Brasileiras de Contabilidade Profissionais se estruturam</p><p>conforme segue:</p><p>I – Geral – NBC PG – são as Normas Brasileiras de Contabilidade</p><p>aplicadas indistintamente a todos os profissionais de Contabilidade;</p><p>II – do Auditor Independente – NBC PA – são as Normas Brasileiras de</p><p>Contabilidade aplicadas, especificamente, aos contadores que atuam como</p><p>auditores independentes;</p><p>III – do Auditor Interno – NBC PI – são as Normas Brasileiras de</p><p>Contabilidade aplicadas especificamente aos contadores que atuam como</p><p>auditores internos;</p><p>http://www.cfc.org.br/sisweb/sre/docs/RES_1328.doc</p><p>17</p><p>www.virtual.ucdb.br | 0800 647 3335</p><p>Art. 4º As Normas Brasileiras de Contabilidade Técnicas se estruturam</p><p>conforme segue:</p><p>I – Geral – NBC TG – são as Normas Brasileiras de Contabilidade</p><p>convergentes com as normas internacionais emitidas pelo International</p><p>Accounting Standards Board (IASB); e as Normas Brasileiras de</p><p>Contabilidade editadas por necessidades locais, sem equivalentes</p><p>internacionais;</p><p>II – do Setor Público – NBC TSP – são as Normas Brasileiras de</p><p>Contabilidade aplicadas ao Setor Público, convergentes com as Normas</p><p>Internacionais de Contabilidade para o Setor Público, emitidas pela</p><p>International Federation of Accountants (IFAC); e as Normas Brasileiras de</p><p>Contabilidade aplicadas ao Setor Público editadas por necessidades locais,</p><p>sem equivalentes internacionais;</p><p>III – de Auditoria Independente de Informação Contábil Histórica</p><p>– NBC TA – são as Normas Brasileiras de Contabilidade aplicadas à</p><p>Auditoria convergentes com as Normas Internacionais de Auditoria</p><p>Independente emitidas pela IFAC;</p><p>V – de Asseguração de Informação Não Histórica – NBC TO – são as</p><p>Normas Brasileiras de Contabilidade aplicadas à Asseguração convergentes</p><p>com as Normas Internacionais de Asseguração emitidas pela IFAC;</p><p>VI – de Serviço Correlato – NBC TSC – são as Normas Brasileiras de</p><p>Contabilidade aplicadas aos Serviços Correlatos convergentes com as</p><p>Normas Internacionais para Serviços Correlatos emitidas pela IFAC;</p><p>VII – de Auditoria Interna – NBC TI – são as Normas Brasileiras de</p><p>Contabilidade aplicáveis aos trabalhos de Auditoria Interna;</p><p>IX – de Auditoria Governamental – NBC TAG – são as Normas</p><p>Brasileiras de Contabilidade aplicadas à Auditoria Governamental</p><p>convergentes com as Normas Internacionais de Auditoria Governamental</p><p>emitidas pela Organização Internacional de Entidades Fiscalizadoras</p><p>Superiores (INTOSAI).</p><p>Parágrafo único. As normas de que trata o inciso I do caput são</p><p>segregadas em:</p><p>a) Normas completas que compreendem as normas editadas pelo CFC a</p><p>partir dos documentos emitidos pelo CPC que estão convergentes com as</p><p>normas do IASB, numeradas de 00 a 999;</p><p>c) Normas específicas que compreendem as ITs e os CTs editados pelo</p><p>CFC sobre entidades, atividades e assuntos específicos, numerados de 2000</p><p>a 2999.</p><p>Antes de prosseguir é bom lembrar que a atividade de auditoria contábil no Brasil,</p><p>bem como quem a realiza, estão sujeitos a uma legislação específica em constante</p><p>atualização. Tal legislação pode ser encontrada em sites relacionados a esta atividade ou</p><p>mesmo em publicações específicas referentes a tal área.</p><p>Tal legislação compõe-se de Leis, Decretos, Resoluções, Normas Brasileiras de</p><p>Contabilidade, Instruções Normativas e Súmulas.</p><p>De forma simplificada, é bom lembrar que:</p><p>18</p><p>www.virtual.ucdb.br | 0800 647 3335</p><p> Lei  é norma emanada do Poder Legislativo;</p><p> Decreto ou Decreto-lei  é norma editada pelo Chefe do Poder Executivo,</p><p>tais normas foram bastante comuns e características do período militar;</p><p> Resolução  é uma moção adotada por uma assembleia deliberativa, em</p><p>nosso caso do CFC;</p><p> Norma  é qualquer ato objetivando a uniformização de procedimentos;</p><p> Instrução Normativa  é a determinação de como as normas devem ser</p><p>seguidas;</p><p> Súmula  é a interpretação a respeito de um tema.</p><p>Continuamos com alguns artigos da Resolução CFC Nº 1.328/11:</p><p>Art. 5º A Interpretação Técnica tem por objetivo esclarecer a aplicação das</p><p>Normas Brasileiras de Contabilidade, definindo regras e procedimentos a</p><p>serem aplicados em situações, transações ou atividades específicas, sem</p><p>alterar a substância dessas normas.</p><p>Art. 6º O Comunicado Técnico tem por objetivo esclarecer assuntos de</p><p>natureza contábil, com a definição de procedimentos a serem observados,</p><p>considerando os interesses da profissão e as demandas da sociedade.</p><p>Art. 7º As Normas são identificadas conforme segue:</p><p>I – a Norma Brasileira de Contabilidade é identificada pela sigla NBC,</p><p>seguida das letras conforme disposto nos arts. 3º e 4º, numeração</p><p>específica em cada agrupamento, seguido de hífen e denominação. Por</p><p>exemplo: NBC PA 290 – “Denominação”; NBC TG 01 – “Denominação”;</p><p>II – a Interpretação Técnica é identificada pela sigla IT, seguida da letra</p><p>ou letras e numeração do grupo a que pertence conforme disposto nos</p><p>arts. 3º e 4º, seguida de hífen e denominação. Por exemplo: ITG 01 –</p><p>“Denominação”; ITSP 01 – “Denominação”.</p><p>III – o Comunicado Técnico é identificado pela sigla CT, seguida da letra</p><p>ou letras e numeração do grupo a que pertence conforme disposto nos</p><p>arts. 3º e 4º, seguido de hífen e denominação. Por exemplo: CTG 01 –</p><p>“Denominação”; CTSP 01 – “Denominação”.</p><p>Art. 9º A inobservância às Normas Brasileiras de Contabilidade constitui</p><p>infração disciplinar sujeita às penalidades previstas nas alíneas de “c” a “g”</p><p>do art. 27 do Decreto-Lei n.º 9.295/46, alterado pela Lei n.º 12.249/10, e</p><p>ao Código de Ética Profissional do Contador.</p><p>Art. 10. As Normas Brasileiras de Contabilidade, tanto as Profissionais</p><p>quanto as Técnicas, editadas pelo Conselho Federal de Contabilidade</p><p>continuarão vigendo com a identificação que foi definida nas Resoluções</p><p>CFC n.º 751/93, n.º 1.156/09 e n.º 1.298/10 até serem alteradas ou</p><p>revogadas mediante a emissão de novas normas em conformidade com as</p><p>disposições previstas nesta Resolução.</p><p>Observando a RESOLUÇÃO CFC Nº 1.328/11 acima, podemos sintetizar tais normas</p><p>para facilitar o entendimento conforme a seguir, pois tais normas classificam-se em</p><p>19</p><p>www.virtual.ucdb.br | 0800 647 3335</p><p>Profissionais e Técnicas. Estabelecendo na primeira, regras para o devido exercício</p><p>profissional, enquanto na segunda estão estabelecidos os conceitos doutrinários, regras e</p><p>procedimentos que deverão ser aplicados na Contabilidade. Tais siglas podem parecer uma</p><p>“sopa de letrinhas” para quem faz os primeiros contatos com tal conteúdo. Porém, com a</p><p>convivência na área, tais siglas acabam sendo incorporadas ao vocabulário dos profissionais</p><p>que atuam ou pretendem atuar no setor. Por isso, procuramos expor abaixo seus</p><p>significados.</p><p>Dentro das Normas Profissionais encontramos as seguintes classificações:</p><p> NBC PG - A sigla “NBC” significa Normas Brasileiras de Contabilidade e PG,</p><p>significa que são aplicadas sobre os Profissionais em Geral que atuam em</p><p>áreas da contabilidade. Portanto, impositivas ao profissional de auditoria.</p><p> NBC PA - Também fazem parte das NBC, porém específicas para os</p><p>contadores que exerçam a atividade profissional de auditor independente.</p><p>Apenas PA, duas letras, para Profissional de Auditoria Independente, pois</p><p>para o outro tipo de auditor usa-se a sigla PI conforme abaixo.</p><p> NBC PI - Normatizam a atividade específica dos profissionais contábeis que</p><p>atuam como auditores internos.</p><p> NBC PP - Estabelecem as regras para o exercício profissional do Perito</p><p>Contábil.</p><p>Dentro das Normas Técnicas podemos encontrar as siglas e classificações, conforme</p><p>tabela a seguir. Antes, porém, é bom relembrar que, conforme observação contida no</p><p>próprio site do CFC:</p><p>As Normas foram renumeradas, de acordo com a Resolução do CFC</p><p>nº. 1.329/11, para se ajustarem à nova estrutura das Normas Brasileiras de</p><p>Contabilidade (NBCs) na forma aprovada pela Resolução CFC nº. 1.328/11.</p><p>As Normas, cuja numeração ainda obedece à Resolução CFC nº. 751/93</p><p>(NBC P ou NBC T), serão revisadas e reeditadas adotando-se a nova</p><p>estrutura de numeração das NBCs.</p><p>Portanto, pode ocorrer que o quadro a seguir possa estar divergente em relação aos</p><p>dados apresentados atualmente pelo site do CFC:</p><p>http://www.cfc.org.br/sisweb/sre/docs/RES_1329.doc</p><p>20</p><p>www.virtual.ucdb.br | 0800 647 3335</p><p>Quadro 2 – Normas de Auditoria e suas siglas</p><p>NBC TG</p><p>São as Normas Técnicas Gerais, daí a sigla TG e conforme Res.1255/09...</p><p>“O objetivo da NBC TG ESTRUTURA CONCEITUAL é facilitar a formulação</p><p>consistente e lógica das normas. Ele também fornece uma base para o</p><p>uso de julgamento na solução de problemas de contabilidade”. Voltada</p><p>para “aplicação às demonstrações contábeis para fins gerais de empresas</p><p>de pequeno e médio porte (PMEs), conjunto esse composto por</p><p>sociedades fechadas e sociedades que não sejam requeridas a fazer</p><p>prestação pública de suas contas. Esta Norma é denominada:</p><p>Contabilidade para Pequenas e Médias Empresas (PMEs).”</p><p>NBC TSP</p><p>São as Normas Técnicas do Setor Público, daí a sigla TSP, também</p><p>dentro da estrutura das NBCs. Conforme Res.1128/08 “Entidade do Setor</p><p>Público: órgãos, fundos e pessoas jurídicas de direito público ou que,</p><p>possuindo personalidade jurídica de direito privado, recebam, guardem,</p><p>movimentem, gerenciem ou apliquem dinheiros, bens e valores públicos,</p><p>na execução de suas atividades. Equiparam-se, para efeito contábil, às</p><p>pessoas físicas que recebam subvenção, benefício, ou incentivo, fiscal ou</p><p>creditício, de órgão público” (Redação dada pela Resolução CFC nº.</p><p>1.268/09)</p><p>NBC TA</p><p>São normas Técnicas de Auditoria, daí a sigla TA. Porém, seu nome</p><p>completo é Norma de Auditoria Independente de Informação Contábil</p><p>Histórica e referem-se às Normas Brasileiras de Auditoria convergentes</p><p>com as Normas Internacionais de Auditoria Independente. Estas são</p><p>abreviadas pela sigla ISAs e são emitidas pela IFAC – Federação</p><p>Internacional de Contadores.</p><p>NBC TR</p><p>Também são emitidas pela IFAC. São normas Técnicas de Revisão de</p><p>Informação Contábil Histórica, daí a sigla TR. Fazem parte das Normas</p><p>Brasileiras de Revisão convergentes com as Normas Internacionais de</p><p>Revisão, abreviadas pela sigla ISREs.</p><p>NBC TO</p><p>Emitidas pela IFAC. São as NBCs de Asseguração convergentes com as</p><p>ISAEs (comentadas acima).</p><p>NBC TSC</p><p>Emitidas pela IFAC. TSC por serem normas Técnicas para Serviços</p><p>Correlatos convergentes com as ISRSs ou Normas Internacionais para</p><p>Serviços Correlatos.</p><p>NBC TI São as NBCs aplicadas aos trabalhos realizados pelo auditor interno.</p><p>NBC TP</p><p>Tal norma visa estabelecer regras e procedimentos técnico-científicos a</p><p>serem observados pelo perito, quando da elaboração de perícia contábil,</p><p>no âmbito judicial, extrajudicial, inclusive arbitral, mediante o</p><p>esclarecimento dos aspectos e dos fatos do litígio por meio de exame,</p><p>vistoria, indagação, investigação, arbitramento, avaliação ou certificação.</p><p>Daí a sigla TP, normas Técnicas voltadas ao Perito contábil.</p><p>NBC TAG</p><p>Seriam as NBCs convergentes com as Normas Internacionais de Auditoria</p><p>Governamental emitidas pela Organização Internacional de Entidades</p><p>Fiscalizadoras Superiores (Intosai).</p><p>Fonte: Elaboração própria</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/LEIS_2001/L10303.htm#art2</p><p>http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/LEIS_2001/L10303.htm#art2</p><p>21</p><p>www.virtual.ucdb.br | 0800 647 3335</p><p>Conforme visto acima, entre as principais normas seguidas pelo auditor destacam-se</p><p>as NBCs. Relembrando que tais normas, até a elaboração deste material didático, ainda</p><p>estavam sendo renumeradas, de acordo com a Resolução do CFC nº. 1.329/11, para se</p><p>ajustarem à nova estrutura das Normas Brasileiras de Contabilidade (NBCs) na forma</p><p>aprovada pela Resolução CFC nº. 1.328/11. Portanto, apesar de elencar todas as normas de</p><p>tal atividade, nos deteremos apenas sobre aquelas específicas ao conteúdo deste material.</p><p>No entanto, cabe destacar que o acadêmico deve conhecer todas as normas, mesmo as não</p><p>trabalhadas neste item.</p><p>A Resolução CFC Nº. 1.201/09 aprovou a NBC PA 01 – Controle de Qualidade para</p><p>Firmas (Pessoas Jurídicas e Físicas) de Auditores Independentes. Esta Norma, que trata do</p><p>controle de qualidade para auditores (pessoas jurídicas e físicas) que executam exames de</p><p>auditoria e revisões de informação financeira histórica, outros trabalhos de asseguração e</p><p>serviços correlatos, deve ser lida juntamente com a NBC TA 200 – Objetivos Gerais do</p><p>Auditor Independente e a Condução da Auditoria em Conformidade com Normas de</p><p>Auditoria.</p><p>2.2 Penalidade para a atividade irregular</p><p>A não observância das normas constitui infração disciplinar. Ou seja, o auditor que</p><p>descumprir tais normas pode sofrer as penalidades previstas no art. 27 do Capítulo V (Das</p><p>Penalidades) do Decreto-Lei nº. 9.295/46 com redação dada pelo art.76 da Lei n.º 12.249,</p><p>de 11 de junho de 2010. Disponível em: <L12249 (planalto.gov.br)> (Acesso em: 02 out.</p><p>2023).</p><p>Conforme reza no CAPÍTULO V, DAS PENALIDADES, Art. 27, as penalidades ético-</p><p>disciplinares aplicáveis por infração ao exercício legal da profissão são as seguintes: art.27</p><p>com redação dada pelo art.76 da Lei n.º 12.249, de 11 de junho de 2010...</p><p> multa de 1 (uma) a 10 (dez) vezes o valor da anuidade do exercício em curso</p><p>aos infratores dos arts. 12 e 26 deste Decreto-Lei. Estes artigos encontram-</p><p>se no Capítulo II - Do Registro da Carteira Profissional.</p><p>Art. 12. Os profissionais a que se refere este Decreto-Lei somente poderão</p><p>exercer a profissão após a regular conclusão do curso de Bacharelado em</p><p>Ciências Contábeis, reconhecido pelo Ministério da Educação, aprovação em</p><p>Exame de Suficiência e registro no Conselho Regional de Contabilidade a</p><p>que estiverem sujeitos.</p><p>http://www.cfc.org.br/sisweb/sre/docs/RES_1329.doc</p><p>https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2010/Lei/L12249.htm</p><p>22</p><p>www.virtual.ucdb.br | 0800 647 3335</p><p>Além da regularização da atividade, os profissionais que atuam em tal área, mesmo</p><p>subordinados, estão sujeitos ao art. 27:</p><p>multa de 1 (uma) a 10 (dez) vezes aos profissionais e de 2 (duas) a 20</p><p>(vinte) vezes o valor da anuidade do exercício em curso às empresas ou a</p><p>quaisquer organizações contábeis, quando se tratar</p><p>de infração dos arts. 15</p><p>e 20 e seus respectivos parágrafos.</p><p>A alínea “b” desse artigo foi alterada pelo Art. 76 da Lei n.º 12.249, de 11 de junho</p><p>de 2010.</p><p>Art. 15 Os indivíduos, firmas, sociedades, associações, companhias e</p><p>empresas em geral, e suas filiais que exerçam ou explorem, sob qualquer</p><p>forma, serviços técnicos contábeis, ou a seu cargo tiverem alguma secção</p><p>que a tal se destine, somente poderão executar os respectivos serviços</p><p>depois de provarem, perante os Conselhos de Contabilidade, que os</p><p>encarregados da parte técnica são exclusivamente profissionais habilitados</p><p>e registrados na forma da lei.</p><p>Parágrafo único. As substituições dos profissionais obrigam à nova prova,</p><p>por parte das entidades a que se refere este artigo.</p><p>Art. 20 Todo aquele que, mediante anúncios, placas, cartões comerciais,</p><p>ou outros meios, se propuser ao exercício da profissão de contabilista, em</p><p>qualquer de seus ramos, fica sujeito às penalidades aplicáveis ao exercício</p><p>ilegal da profissão, se não estiver devidamente registrado.</p><p>Segue abaixo demais alíneas que completam as penalidades sobre o exercício ilegal</p><p>da atividade:</p><p>c) multa de 1 (uma) a 5 (cinco) vezes o valor da anuidade do exercício em</p><p>curso aos infratores de dispositivos não mencionados nas alíneas a e b ou</p><p>para os quais não haja indicação de penalidade especial;</p><p>d) suspensão do exercício da profissão, pelo período de até 2 (dois) anos,</p><p>aos profissionais que, dentro do âmbito de sua atuação e no que se referir</p><p>à parte técnica, forem responsáveis por qualquer falsidade de documentos</p><p>que assinarem e pelas irregularidades de escrituração praticadas no sentido</p><p>de fraudar as rendas públicas;</p><p>e) suspensão do exercício da profissão, pelo prazo de 6 (seis) meses a 1</p><p>(um) ano, ao profissional com comprovada incapacidade técnica no</p><p>desempenho de suas funções, a critério do Conselho Regional de</p><p>Contabilidade a que estiver sujeito, facultada, porém, ao interessado a mais</p><p>ampla defesa;</p><p>f) cassação do exercício profissional quando comprovada incapacidade</p><p>técnica de natureza grave, crime contra a ordem econômica e tributária,</p><p>produção de falsa prova de qualquer dos requisitos para registro</p><p>profissional e apropriação indevida de valores de clientes confiados a sua</p><p>guarda, desde que homologada por 2/3 (dois terços) do Plenário do</p><p>Tribunal Superior de Ética e Disciplina;</p><p>g) advertência reservada, censura reservada e censura pública nos casos</p><p>previstos no Código de Ética Profissional dos Contabilistas elaborado e</p><p>23</p><p>www.virtual.ucdb.br | 0800 647 3335</p><p>aprovado pelos Conselhos Federal e Regionais de Contabilidade, conforme</p><p>previsão do art. 10 do Decreto-Lei no 1.040, de 21 de outubro de 1969.</p><p>2.3 Principais NBC’s PA’s</p><p>A recente NBC PA 1 destaca que é responsabilidade dos auditores estabelecer e</p><p>manter Sistema de Controle de Qualidade para a execução de trabalhos de auditoria e</p><p>outros trabalhos. Foi emitida visando a adequação da situação de Auditores Independentes</p><p>frente a: Convergência das Normas Brasileiras de Contabilidade aos padrões internacionais,</p><p>já que o CFC é membro associado da Federação Internacional de Contadores - IFAC. Tal</p><p>participação obriga-o à Política de tradução e Reprodução de Normas, emitida pela IFAC em</p><p>dezembro de 2008.</p><p>A NBC PA 03, também chamada de “Revisão Externa de Qualidade pelos Pares”,</p><p>defende tal “Revisão” como elemento essencial de garantia da qualidade dos serviços de</p><p>auditoria independente no âmbito nacional e internacional e, por este motivo, foi instalado</p><p>um Comitê Administrador específico, instituído pelo Conselho Federal de Contabilidade</p><p>(CFC) e pelo IBRACON - Instituto dos Auditores Independentes do Brasil.</p><p>NBC PA 13  Norma sobre o Exame de Qualificação Técnica para Registro no</p><p>Cadastro Nacional de Auditores Independentes (CNAI) do Conselho Federal de</p><p>Contabilidade (CFC). O Exame de Qualificação Técnica para registro no Cadastro Nacional</p><p>de Auditores Independentes (CNAI) do Conselho Federal de Contabilidade (CFC) será</p><p>composto de prova escrita, contemplando questões para respostas objetivas e questões</p><p>para respostas dissertativas. Nas provas dos exames, serão exigidos conhecimentos nas</p><p>seguintes áreas: Ética Profissional; Legislação Profissional; Princípios Fundamentais de</p><p>Contabilidade e Normas Brasileiras de Contabilidade, editados pelo Conselho Federal de</p><p>Contabilidade; Auditoria Contábil; Legislação Societária; Legislação e Normas de Organismos</p><p>Reguladores do Mercado; e Língua Portuguesa Aplicada.</p><p>Os Contadores que pretendem atuar em auditoria de instituições reguladas pelo</p><p>Banco Central do Brasil (BCB) devem ainda se submeter à prova específica sobre:</p><p>Legislação Profissional; Princípios Fundamentais de Contabilidade e Normas Brasileiras de</p><p>Contabilidade, editados pelo Conselho Federal de Contabilidade; Auditoria Contábil;</p><p>Legislação e Normas emitidas pelo Banco Central do Brasil (BCB); Conhecimentos de</p><p>operações da área de instituições reguladas pelo Banco Central do Brasil (BCB);</p><p>Contabilidade Bancária; Língua Portuguesa Aplicada.</p><p>24</p><p>www.virtual.ucdb.br | 0800 647 3335</p><p>Já os Contadores que pretendem atuar em auditoria de instituições reguladas pela</p><p>Superintendência de Seguros Privados (SUSEP) devem ainda se submeter à prova específica</p><p>sobre: Legislação Profissional; Princípios Fundamentais de Contabilidade e Normas</p><p>Brasileiras de Contabilidade, editados pelo Conselho Federal de Contabilidade; Auditoria</p><p>Contábil; Legislação e Normas emitidas pela Superintendência de Seguros Privados</p><p>(SUSEP); Conhecimentos de operações da área de instituições reguladas pela</p><p>Superintendência de Seguros Privados - SUSEP; Língua Portuguesa Aplicada.</p><p>Antes de continuar seu estudo, realize o Exercício 1 e a</p><p>Atividade 2.</p><p>Dica de Aprofundamento</p><p>Para saber mais sobre as Normas Brasileiras de Contabilidade relativas</p><p>à Auditoria, visite o site do CFC em: <NBC TA – de Auditoria Independente de</p><p>Informação Contábil Histórica | ::Conselho Federal de Contabilidade::</p><p>(cfc.org.br)>. Acesso em: 02 out. 2023.</p><p>https://cfc.org.br/tecnica/normas-brasileiras-de-contabilidade/nbc-ta-de-auditoria-independente/</p><p>https://cfc.org.br/tecnica/normas-brasileiras-de-contabilidade/nbc-ta-de-auditoria-independente/</p><p>https://cfc.org.br/tecnica/normas-brasileiras-de-contabilidade/nbc-ta-de-auditoria-independente/</p><p>25</p><p>www.virtual.ucdb.br | 0800 647 3335</p><p>UNIDADE 3</p><p>CONHECIMENTOS PRÁTICOS DE AUDITORIA</p><p>OBJETIVO DA UNIDADE: Entender os principais elementos que compõem a</p><p>atividade prática de auditoria.</p><p>3.1 Planejamento</p><p>Conforme afirma Attie (2018), o planejamento é o alicerce sobre o qual todo</p><p>trabalho deve ser fundamentado e funciona como um mapa estrategicamente montado para</p><p>atingir o alvo. A montagem do planejamento tem o objetivo de percorrer uma estrada</p><p>predeterminada, num rumo identificado, estabelecido e analisado.</p><p>3.1.1 Objetivo</p><p>O principal objetivo do planejamento em auditoria é determinar o fluxo decorrente</p><p>do trabalho planejado até a emissão do parecer do auditor.</p><p>Segue abaixo um fluxograma dos passos da auditoria:</p><p>Figura 2 - Fluxograma da Auditoria</p><p>Fonte: Adaptado de Attie (2018)</p><p>Analisa e define</p><p>os riscos</p><p>Analisa e define os</p><p>riscos</p><p>Avalia o controle</p><p>interno</p><p>Elabora o programa</p><p>de Auditoria</p><p>Efetua a revisão</p><p>analítica</p><p>Colhe e avalia as</p><p>evidências</p><p>Emite o parecer</p><p>Planeja o</p><p>Trabalho</p><p>Organiza e fecha</p><p>os papéis de</p><p>trabalho Executa os outros</p><p>procedimentos</p><p>previstos no Programa</p><p>26</p><p>www.virtual.ucdb.br | 0800 647 3335</p><p>Dentre as Principais Normas direcionadas ao Planejamento em auditoria, podemos</p><p>citar:</p><p>NBC TA 300  Planejamento da Auditoria de Demonstrações Contábeis;</p><p>NBC TA 200  com destaque para os itens 9 a 11;</p><p>NBC TA 220  Controle de Qualidade na Auditoria das Demonstrações Contábeis,</p><p>com destaque para os itens</p><p>12 e 13.</p><p>Na NBC TA 230 citada na NBC TA 300 podemos encontrar que o auditor deve</p><p>documentar:</p><p> a estratégia global de auditoria;</p><p> o plano de auditoria; e</p><p> eventuais alterações significativas ocorridas na estratégia global de auditoria</p><p>durante o trabalho de auditoria, e as razões dessas alterações.</p><p>Entre os elementos integrantes do Planejamento em Auditoria, cabe salientar que o</p><p>Auditor Independente deve estabelecer e documentar seus honorários mediante avaliação</p><p>dos serviços. Elencando entre os vários fatores na determinação do valor do serviço,</p><p>aqueles referentes aos seguintes itens:</p><p> Número de horas estimadas para a execução dos trabalhos;</p><p> Qualificação técnica dos profissionais designados;</p><p> Complexidade dos trabalhos a serem executados e</p><p> Outros elementos que possam influenciar significativamente na execução do</p><p>serviço.</p><p>3.1.2 Amostragem</p><p>Na auditoria independente, o auditor deve considerar a avaliação do sistema contábil</p><p>e do controle interno em funcionamento na entidade; o auditor se utilizará desses dados</p><p>para determinar a natureza, oportunidade e extensão dos exames. É com base neles que o</p><p>auditor determinará o procedimento adequado a ser aplicado, o tamanho da amostragem</p><p>dentre outros.</p><p>Segundo Silva (2020), na auditoria independente, o auditor se utiliza quase que em</p><p>sua totalidade de amostragens, para assim formar uma opinião sobre o todo, daí a</p><p>necessidade desta norma, que volta a atenção do auditor para as peculiaridades da</p><p>amostragem.</p><p>27</p><p>www.virtual.ucdb.br | 0800 647 3335</p><p>O auditor deverá planejar sua amostragem avaliando todas as possibilidades,</p><p>relevância e riscos de auditoria inerente; nesse planejamento deverão ser considerados os</p><p>seguintes aspectos:</p><p> Os objetivos específicos da auditoria: Se o auditor extrairá sua opinião</p><p>com base na amostragem, fica claro que essa amostragem terá que atender o</p><p>objetivo da auditoria das demonstrações ou daquela conta em específico.</p><p> A população da qual o auditor deseja extrair a amostra: A população</p><p>corresponde ao total da seleção de onde o auditor pretende extrair sua</p><p>amostragem, lembramos que o auditor deve avaliar bem criteriosamente para</p><p>não considerar uma população de forma inadequada.</p><p> A estratificação da população: O auditor pode estratificar o total</p><p>selecionado para avaliar a população de forma mais adequada, assim ele</p><p>estará dividindo uma população em grupos com naturezas iguais, definidas</p><p>pelo auditor.</p><p> O tamanho da amostra: A amostra é única e exclusiva responsabilidade do</p><p>auditor, assim ele deve definir uma amostra que seja representativa dentro da</p><p>população e possa trazer subsídios concretos para a formação da opinião do</p><p>auditor.</p><p> O risco da amostragem: É a possibilidade de que o auditor, aplicando</p><p>procedimentos de auditoria em uma amostragem, possa vir a emitir uma</p><p>opinião diferente daquela que seria dada se fossem aplicados os mesmos</p><p>procedimentos em toda a população. O auditor estará sujeito ao risco de</p><p>amostragem tanto nos testes substantivos como nos testes de observância.</p><p> O erro tolerável: O erro tolerável deve ser planejado pelo auditor,</p><p>mensurando em que grau podem ocorrer erros em sua amostragem. A norma</p><p>é autoexplicativa, demonstrando que erro tolerável, como o próprio nome</p><p>indica, é aquele erro que o auditor pode tolerar que aconteça, pois mesmo</p><p>com esse erro, ele poderá atingir seus objetivos.</p><p> O erro esperado: Se o auditor espera que vai ocorrer um erro, deverá</p><p>aumentar sua amostragem de forma a diminuir seu risco. Caso não se espere</p><p>erro, a amostragem pode ser muito reduzida, pois o risco de amostragem é</p><p>mínimo. Com a amostragem, o auditor deverá concluir que o erro esperado</p><p>não excede o erro tolerável.</p><p>28</p><p>www.virtual.ucdb.br | 0800 647 3335</p><p>3.1.3 Procedimentos</p><p>Conforme Silva (2020), os procedimentos de auditoria são os métodos ou técnicas</p><p>que o auditor utiliza para coletar e avaliar material de evidência suficiente e competente. Ao</p><p>planejar e programar a auditoria, o auditor considera como pode ser utilizado cada um</p><p>deles, ressaltando que poderá ser usada a quantidade de procedimentos que o auditor</p><p>achar necessário até que consiga chegar a uma conclusão aceitável. Enquanto o auditor</p><p>estiver em dúvida quanto à conclusão do teste, deverá aprofundar-se na aplicação dos</p><p>procedimentos até que esteja plenamente satisfeito com o resultado alcançado.</p><p>Vamos entender a funcionalidade dos procedimentos de auditoria:</p><p>a) Exame físico</p><p>É o procedimento de auditoria realizado no local, proporcionando conclusão sobre a</p><p>existência física do item auditado.</p><p>Attie (2018, p. 262) afirma que o procedimento de Exame físico deve conter as</p><p>seguintes características:</p><p>• Identificação: comprovação através do exame visual do item específico a ser</p><p>examinado.</p><p>• Existência física: comprovação, através da constatação visual, de que o objeto</p><p>ou item examinado existe realmente.</p><p>• Autenticidade: poder de discernimento de que o item ou objeto examinado é</p><p>fidedigno.</p><p>• Quantidade: a apuração das quantidades reais existentes fisicamente, somente</p><p>se dando por satisfeito após apuração adequada.</p><p>• Qualidade: exame visual de que o objeto examinado permanece em uso, não</p><p>está deteriorado e merece fé.</p><p>Exemplo: Verificação da existência física de um Imobilizado, produtos em estoque,</p><p>ou até mesmo, existência física de um investimento em ações.</p><p>É bom salientar que o exame físico realizado pelo Auditor, relativamente à existência</p><p>dos estoques de um órgão ou entidade, tem por objetivo a constatação visual de que estes</p><p>existem e nas quantidades apuradas. Tal auditor deve, sempre, ter a segurança e</p><p>preocupação de que aquilo que será examinado tem por objetivo a identificação correta,</p><p>abrangendo as características acima citadas.</p><p>29</p><p>www.virtual.ucdb.br | 0800 647 3335</p><p>Além disso, o exame físico não existe por si só. Pois se trata de um procedimento</p><p>complementar que permite ao auditor verificar se existe correspondência nos registros do</p><p>órgão ou entidade. Desta forma, a comprovação física serve para determinar que os</p><p>registros estão corretos e os valores são adequados em função da qualidade do item</p><p>examinado.</p><p>b) Confirmação, Circularização ou confirmação formal</p><p>É a técnica ou procedimento de obtenção de declaração formal e independente, de</p><p>pessoas não ligadas ao órgão ou entidade. Tal circularização geralmente é utilizada para</p><p>confirmar uma informação interna da entidade com uma externa, por meio de cartas que</p><p>também podem ser chamadas de cartas de circularização.</p><p>Exemplo: o procedimento de confirmação é muito utilizado para confirmar saldos de</p><p>bancos. O auditor elabora um modelo de carta para ser enviada à instituição financeira, na</p><p>qual mantém conta a entidade auditada, e a partir desse modelo disponibilizado pelo</p><p>auditor, a entidade elabora a carta em seu papel timbrado, assina e envia à instituição,</p><p>solicitando que a resposta seja enviada diretamente aos seus auditores independentes.</p><p>É importante observar alguns detalhes do exemplo demonstrado, primeiramente a</p><p>carta deve ser elaborada em papel timbrado da auditada e assinada pela mesma, pois a</p><p>conta bancária é de sua titularidade não transferindo direito à auditoria para tal solicitação.</p><p>Outro detalhe é a questão de solicitar no corpo da carta que seja enviada diretamente à</p><p>auditoria independente, fato que ocorre dessa forma para dar maior credibilidade ao</p><p>procedimento de confirmação.</p><p>Existem dois tipos de cartas de confirmação:</p><p>• Positivo: este modelo é utilizado quando se quer uma resposta da pessoa ou</p><p>pessoas circularizadas, pois neste tipo de confirmação o procedimento somente</p><p>estará completo quando do recebimento da resposta.</p><p>- Positivo branco: quando o pedido de confirmação não segue com os valores ou</p><p>saldo para confirmação.</p><p>- Positivo preto: quando o pedido de confirmação segue com os valores ou saldos</p><p>dos</p><p>quais o auditor deseja confirmação em determinada data-base.</p><p>• Negativo: o modelo de confirmação negativo ocorre somente quando a resposta</p><p>for necessária em caso de discordância daquele a quem foi direcionado o pedido, ou</p><p>seja, se não for recebida uma resposta da confirmação, o auditor entende que está</p><p>de acordo com as informações ali dispostas.</p><p>30</p><p>www.virtual.ucdb.br | 0800 647 3335</p><p>Segundo Attie:</p><p>O pedido de confirmação negativo é geralmente utilizado como</p><p>complemento do pedido de confirmação positivo, e deve ser expedido em</p><p>carta registrada para se assegurar de que a pessoa de quem se quer obter</p><p>a confirmação efetivamente receberá o pedido de confirmação (ATTIE,</p><p>2018, p. 263).</p><p>É importante observar que os pedidos de confirmação devem ser elaborados em três</p><p>vias, para manter controle das circularizações expedidas, e também enviadas em carta</p><p>registrada, para comprovar que a pessoa de quem se quer obter a resposta recebeu o</p><p>pedido de confirmação.</p><p>MODELO</p><p>PEDIDO DE CONFIRMAÇÃO POSITIVO – BRANCO</p><p>Campo Grande, MS, XX de janeiro de 20X8.</p><p>Indústria de Aço Ferrugem Ltda.</p><p>Rua Dr. Miguel Ferreira, 1.222</p><p>Palmas – TO</p><p>Prezados Senhores:</p><p>A título de simples conferência e a pedido de nossos auditores, X&Y</p><p>Auditores Associados, Rua General da Mata, nº 535, Campo Grande –</p><p>MS, CEP 79.100-300, solicitamos a V. Sas. a gentileza de enviarem</p><p>diretamente aos referidos auditores a relação por nota</p><p>fiscal/duplicata do saldo de que éramos devedores em</p><p>31/12/X7, proveniente de fornecimentos realizados por V. Sas.</p><p>Para sua resposta anexamos um envelope-resposta.</p><p>Atenciosamente</p><p>_________________________</p><p>Cia. Bronze</p><p>MODELO</p><p>PEDIDO DE CONFIRMAÇÃO POSITIVO – PRETO</p><p>Campo Grande, MS, XX de janeiro de 20X8.</p><p>Rua Dr. Miguel Ferreira, 1.222</p><p>Palmas – TO</p><p>Prezados Senhores:</p><p>A título de simples conferência e a pedido de nossos auditores, X&Y</p><p>Auditores Associados, Rua General da Mata, nº 535, Campo Grande –</p><p>MS, CEP 79.100-300, solicitamos a V. Sas. a gentileza de enviarem</p><p>diretamente aos referidos auditores o saldo de seu débito por</p><p>duplicatas na data de 31/12/X7, na importância de R$ 200.000,00,</p><p>como demonstrado abaixo.</p><p>Para sua resposta anexamos um envelope-resposta.</p><p>Se for encontrada alguma divergência entre o valor acima e o constante</p><p>31</p><p>www.virtual.ucdb.br | 0800 647 3335</p><p>dos livros de V. Sas., pedimos a fineza de fornecer informações</p><p>detalhadas aos auditores.</p><p>Duplicata Vencimento Valor R$ Observação</p><p>6.300 15/01/X8 23.000,00</p><p>6.400 15/01/X8 64.700,00</p><p>9.500 22/01/X8 31.300,00</p><p>10.000 25/01/X8 21.500,00</p><p>TOTAL 200.000,00</p><p>Atenciosamente</p><p>_________________________</p><p>Cia. Bronze</p><p>MODELO</p><p>PEDIDO DE CONFIRMAÇÃO NEGATIVO</p><p>Campo Grande, MS, XX de janeiro de 20X8.</p><p>Indústria de Aço Ferrugem Ltda.</p><p>Rua Dr. Miguel Ferreira, 1.222</p><p>Palmas – TO</p><p>Prezados Senhores:</p><p>A título de simples conferência e a pedido de nossos auditores, X&Y</p><p>Auditores Associados, Rua General da Mata, nº 535, Campo Grande –</p><p>MS, CEP 79.100-300, solicitamos a V. Sas.a gentileza de enviarem</p><p>diretamente aos referidos auditores o saldo de seu débito por</p><p>duplicatas na data de 31/12/X7, na importância de R$</p><p>200.000,00, como demonstrado abaixo.</p><p>Para sua resposta anexamos um envelope-resposta.</p><p>Caso V. Sas. Não estejam de acordo com o débito mencionado,</p><p>solicitamos comunicarem quaisquer divergências com os seus</p><p>livros diretamente aos referidos auditores.</p><p>Na falta de resposta, presumiremos que V. Sas. estão de acordo com o</p><p>referido débito.</p><p>Duplicata Vencimento Valor R$ Observação</p><p>6.300 15/01/X8 23.000,00</p><p>6.400 15/01/X8 64.700,00</p><p>9.500 22/01/X8 31.300,00</p><p>10.000 25/01/X8 21.500,00</p><p>TOTAL 200.000,00</p><p>Atenciosamente</p><p>_________________________</p><p>Cia. Bronze</p><p>32</p><p>www.virtual.ucdb.br | 0800 647 3335</p><p>MODELO</p><p>RESPOSTA DO PEDIDO DE CONFIRMAÇÃO POSITIVO – PRETO</p><p>Campo Grande, MS, XX de janeiro de 20X8.</p><p>Indústria de Aço Ferrugem Ltda.</p><p>Rua Dr. Miguel Ferreira, 1.222</p><p>Palmas – TO</p><p>Prezados Senhores:</p><p>A título de simples conferência e a pedido de nossos auditores, X&Y</p><p>Auditores Associados, Rua General da Mata, nº 535, Campo Grande –</p><p>MS, CEP 79.100-300, solicitamos a V. Sas. a gentileza de enviarem</p><p>diretamente aos referidos auditores o saldo de seu débito por</p><p>duplicatas na data de 31/12/X7, na importância de R$ 200.000,00,</p><p>como demonstrado abaixo.</p><p>Para sua resposta anexamos um envelope-resposta.</p><p>Se for encontrada alguma divergência entre o valor acima e o constante</p><p>dos livros de V. Sas. pedimos a fineza de fornecer informações</p><p>detalhadas aos auditores.</p><p>Duplicata Vencimento Valor R$ Observação</p><p>6.300 15/01/X8 23.000,00</p><p>6.400 15/01/X8 64.700,00</p><p>9.500 22/01/X8 31.300,00</p><p>10.000 25/01/X8 21.500,00</p><p>TOTAL 200.000,00</p><p>Atenciosamente</p><p>_________________________</p><p>Cia. Bronze</p><p>Nós da Indústria de Aço Ferrugem Ltda., conferimos nossos</p><p>registros e estamos de acordo com o mencionado acima.</p><p>_________________________</p><p>De acordo – Aço Ferrugem Ltda.</p><p>c) Exames dos documentos originais</p><p>Como o próprio nome indica, esse é o procedimento efetuado sobre os documentos</p><p>gerados das transações e controles da entidade. No momento em que o auditor estiver</p><p>efetuando o exame de documentos, ele deve atentar para a autenticidade, normalidade,</p><p>aprovação, registro:</p><p> Autenticidade: constatar se a documentação é fidedigna e merece crédito;</p><p>33</p><p>www.virtual.ucdb.br | 0800 647 3335</p><p> Normalidade: constatar que a transação se refere à operação normal e de</p><p>acordo com os objetivos da empresa;</p><p> Aprovação: verificação de que a operação e os documentos foram</p><p>aprovados por pessoa autorizada; e</p><p> Registro: comprovar que o registro das operações foi adequado, a</p><p>documentação é hábil e houve correspondência contábil, fiscal, etc.</p><p>Abaixo segue exemplo, segundo Attie (2018, p. 265):</p><p>A título de exemplo, enfoquemos o exame dos documentos originais</p><p>realizados pelo auditor com relação à compra de ativo imobilizado. Ao</p><p>examinar a compra de itens do imobilizado, o auditor levará em</p><p>consideração se a documentação-suporte dessas compras é autêntica; fará</p><p>a confrontação com as notas fiscais, duplicatas nominais da empresa</p><p>auditada, quitadas e emitidas por fornecedores fidedignos. Examinará se as</p><p>aquisições de itens do imobilizado são normais em relação à atividade da</p><p>empresa; se esta os utiliza para a elaboração de produtos destinados à</p><p>venda que fazem parte de seu objeto social. Essas aquisições devem ter</p><p>aprovações de pessoas responsáveis pela administração da empresa e estar</p><p>obrigatoriamente registradas em contas adequadas de ativo permanente de</p><p>imobilizado.</p><p>d) Conferência de cálculos</p><p>É um procedimento muito simples, mas não menos importante. Esse procedimento</p><p>se realiza quando o auditor efetua a conferência de qualquer operação aritmética ou</p><p>financeira durante os trabalhos de auditoria. É muito comum encontrar erros de cálculo nos</p><p>controles das empresas e isso pode trazer consequências importantes se não for feita a</p><p>conferência de cálculos pela auditoria.</p><p>Attie (2018, p. 266) expõe alguns exemplos de conferência de cálculos:</p><p>• Cálculo da listagem de estoque.</p><p>• Soma do razão auxiliar de clientes/fornecedores.</p><p>• Soma do diário auxiliar de clientes/fornecedores.</p><p>• Cálculo da equivalência patrimonial sobre os investimentos.</p><p>• Cálculo dos dividendos a distribuir aos acionistas.</p><p>• Cálculo da depreciação dos bens do imobilizado.</p><p>• Cálculo da variação cambial sobre empréstimos.</p><p>• Cálculo dos juros a receber/pagar.</p><p>34</p><p>www.virtual.ucdb.br | 0800 647 3335</p><p>Temos também cálculo dos encargos sobre folha de pagamento, tributos a recolher,</p><p>depreciação, amortização, dentre outros.</p><p>e) Exame dos lançamentos contábeis ou de escrituração</p><p>Consiste em avaliar o atendimento aos princípios e normas contábeis e legislação</p><p>aplicada. É o momento em</p><p>que o auditor constata a veracidade das informações contábeis e</p><p>para isso fará suas análises, conciliações e composições de saldos.</p><p>f) Investigação minuciosa</p><p>A investigação minuciosa é quando o auditor investiga com maior profundidade,</p><p>mais detalhadamente para se certificar da fidedignidade da informação.</p><p>g) Entrevistas ou Inquéritos</p><p>É um procedimento muito utilizado na auditoria. O inquérito é a formulação de</p><p>perguntas na tentativa de obter respostas satisfatórias sobre determinado item. Esse</p><p>procedimento é muito utilizado no levantamento e registro dos controles internos da</p><p>auditada, e continua sendo utilizado em várias oportunidades durante todo o trabalho, ou</p><p>seja, é perguntar a alguém sobre algo de forma a confirmar uma opinião, entender algum</p><p>processo, analisar decisões verbais e assim por diante.</p><p>h) Exame de livros e de registros auxiliares</p><p>Em todas as entidades, fica evidente que a contabilidade e seus registros principais</p><p>se utilizam de registros auxiliares para consolidar suas informações. Portanto, é de suma</p><p>importância que o auditor teça uma opinião sobre a fidedignidade dos referidos registros, a</p><p>sua autenticidade, a possibilidade de serem fraudados, e qualquer anomalia que possa</p><p>conter aquelas informações, pois implicam diretamente nas demonstrações contábeis e</p><p>financeiras da auditada.</p><p>i) Correlação das informações obtidas</p><p>Este procedimento prima pela relação de harmonia na contabilidade, ou seja,</p><p>respeitando o método das partidas dobradas e os conceitos de origem e aplicação.</p><p>35</p><p>www.virtual.ucdb.br | 0800 647 3335</p><p>Attie (2018, p. 270) nos coloca alguns exemplos de aplicação de procedimentos de</p><p>correlação das informações obtidas:</p><p>• Recebimento de duplicatas a receber, que afetam as disponibilidades e contas a</p><p>receber.</p><p>• Pagamentos a fornecedores, que afetam contas a pagar e o disponível.</p><p>• Constituição da provisão para crédito de liquidação duvidosa, que afeta o resultado</p><p>e as contas a receber.</p><p>• Depreciação do imobilizado, que afeta o resultado e as depreciações acumuladas.</p><p>Observação: Esse procedimento depende da astúcia do auditor, da experiência em</p><p>trabalhos da natureza, ou seja, durante todo seu trabalho, o auditor deve estar atento a</p><p>qualquer procedimento que possa lhe parecer estranho, ou que fuja da normalidade. Esse</p><p>procedimento será sempre utilizado com outros procedimentos para complementar suas</p><p>análises e ratificar suas observações.</p><p>Attie (2018, p. 271) dá alguns exemplos de procedimentos de auditoria de</p><p>observação:</p><p>• Observação de despesas consideradas como disponível.</p><p>• Observação de itens de movimentação morosa ou obsoletos durante a contagem</p><p>de estoques.</p><p>• Observação quanto à uniformidade de obediência aos princípios de contabilidade.</p><p>• Observação quanto à correta classificação contábil.</p><p>• Observação de passivos não registrados.</p><p>j) Revisão analítica</p><p>A esse procedimento compete a aplicação de índices, quocientes, indicadores e</p><p>outros no intuito de avaliar tendências ou situações adversas.</p><p>Um exemplo a ser levantado é quando o auditor efetua a análise horizontal do</p><p>resultado do exercício, comparando-o aos últimos doze ou seis meses, com o objetivo de</p><p>encontrar variações relevantes durante os meses, e a partir daí realizar inquérito e outros</p><p>procedimentos para averiguar a possibilidade de erros e/ou fraudes.</p><p>k) Observação das atividades</p><p>36</p><p>www.virtual.ucdb.br | 0800 647 3335</p><p>É a técnica de auditoria mais intrínseca, pois envolve o poder de constatação visual</p><p>do auditor. Esta técnica pode revelar erros, problemas ou deficiências através de exames</p><p>visuais, e é uma técnica dependente da argúcia, conhecimentos, e experiências do Auditor,</p><p>que colocada em prática possibilitará que sejam identificados quaisquer problemas no item</p><p>em exame.</p><p>A observação é, talvez, a mais generalizada de todas as técnicas de auditoria. Ela</p><p>não se aplica à verificação específica de problemas, da forma que o fazem a circularização</p><p>ou a conferência de cálculos, sendo, ao contrário, de alguma utilidade em quase todas as</p><p>fases do exame e não devendo jamais ser omitida/negligenciada.</p><p>Após ter avaliado os sistemas de controle interno, o que permitirá ao auditor traçar a</p><p>extensão do seu trabalho, definem-se os procedimentos ou técnicas de auditoria a serem</p><p>aplicadas.</p><p>Durante a execução do trabalho, o Auditor deverá estar atento sobre a melhor forma</p><p>de obtenção das provas necessárias ao seu trabalho, captando informações consideradas</p><p>válidas e satisfatórias e avaliando, de imediato, todas as provas e informações obtidas no</p><p>decorrer dos exames.</p><p>Como consequência da utilização das técnicas de auditoria, poderão surgir provas ou</p><p>evidências de erros que conduzirão o auditor a detectar fraudes culposas ou falhas nos</p><p>procedimentos de controle interno. Não existe uma técnica de auditoria voltada para a</p><p>detecção de fraudes ou erros culposos. Estes são descobertos como consequência dos</p><p>testes e extensão dos exames de auditoria aplicados corretamente.</p><p>A prática adequada dessas técnicas, conjugada com os objetivos traçados, permitirá</p><p>ao auditor executar o programa de auditoria de acordo com tais objetivos e com a</p><p>segurança fornecida pelos sistemas de controle internos avaliados.</p><p>Resumindo: Procedimentos de auditoria são o conjunto de técnicas que permitem ao</p><p>auditor obter evidências ou provas suficientes e adequadas para fundamentar sua opinião.</p><p>37</p><p>www.virtual.ucdb.br | 0800 647 3335</p><p>Fonte: Elaboração própria</p><p>3.2 Papéis de Trabalho</p><p>3.2.1 Conceito</p><p>Os papéis de trabalho constituem registros permanentes dos serviços executados</p><p>pelo auditor e sua equipe, sobre os procedimentos que foram seguidos, os testes realizados,</p><p>as informações que foram obtidas e as conclusões relativas ao seu exame. Todos os</p><p>documentos gerados pelo trabalho integram um processo organizado de registro de</p><p>evidências da auditoria por intermédio de informações em papel, filmes, meios eletrônicos</p><p>ou outros que assegurem o objetivo a que se destinam.</p><p>Esses documentos se destinam a:</p><p> Ajudar no planejamento e execução da auditoria;</p><p> Facilitar a revisão do trabalho de auditoria, e</p><p> Registrar as evidências do trabalho executado para fundamentar e</p><p>sustentar o parecer do auditor independente.</p><p>3.2.2 Forma e conteúdo dos Papéis de Trabalho</p><p>Os papéis são elaborados, estruturados e organizados para atender as</p><p>circunstâncias do trabalho levando em consideração os seguintes princípios, segundo Attie</p><p>(2018):</p><p> Concisão: devem ser claros, de forma que todos entendam sem necessidade</p><p>de explicações da pessoa que os elaborou;</p><p>38</p><p>www.virtual.ucdb.br | 0800 647 3335</p><p> Objetividade: com objetivos claros, de forma que se entenda aonde o auditor</p><p>quer chegar;</p><p> Limpeza: os papéis devem estar limpos, de maneira a não prejudicar o seu</p><p>entendimento;</p><p> Lógica: os papéis devem ser elaborados de forma lógica de raciocínio, na</p><p>sequência natural do objetivo a ser atingido;</p><p> Completabilidade: todas as informações julgadas necessárias para</p><p>fundamentar a opinião do auditor, quando da realização do relatório ou parecer.</p><p>3.2.3 Classificação dos Papéis de Trabalho</p><p>Na visão de Attie (2018, p. 287), “o produto do trabalho do auditor é evidenciado</p><p>nos papéis de trabalho” que devem evidenciar de forma sistematizada, ética e harmônica</p><p>toda a matéria examinada pelo auditor. Essas ferramentas de controle do auditor, nos casos</p><p>de auditorias em vários períodos consecutivos, “desde que sejam atualizadas, podem ser</p><p>reutilizadas, diferentemente daquelas que contêm informações sobre a auditoria de um</p><p>único período”1.</p><p>Esses documentos devem ser organizados conforme sua finalidade e destacaremos</p><p>aqui duas classificações:</p><p> Papéis permanentes: são utilizados por mais de um período e contêm</p><p>informações relacionadas à organização e atividades da empresa. Exemplos:</p><p>constituição legal, estatutos,</p>

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