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<p>2</p><p>SUMÁRIO</p><p>1 INTRODUÇÃO ............................................................................................ 4</p><p>2 ENTENDENDO A ARTE ............................................................................. 5</p><p>3 ARTE NAS IMAGENS DO COTIDIANO ..................................................... 6</p><p>4 ARTE PRÉ-HISTÓRICA ............................................................................. 8</p><p>4.1 Arquitetura ............................................................................................ 9</p><p>4.2 Arte egípcia ........................................................................................ 11</p><p>4.3 Arte cretense ...................................................................................... 11</p><p>4.4 Pintura ................................................................................................ 12</p><p>1 A IMPORTÂNCIA DO ENSINO DAS ARTES NA EDUCAÇÃO ................ 12</p><p>2 A RELAÇÃO ENTRE A TEORIA E A PRÁTICA NO ENSINO DE ARTE NA</p><p>ESCOLA 14</p><p>3 FUNDAMENTOS ESTÉTICOS DA ARTE ABERTA À RECEPÇÃO ......... 16</p><p>3.1 Arte como expressão.......................................................................... 17</p><p>3.2 Arte como tradução criativa ................................................................ 18</p><p>3.3 Arte como comunicação e linguagem................................................. 18</p><p>4 ARTE COMO DISCURSO OU A DISCURSIVIDADE NAS LINGUAGENS</p><p>ARTÍSTICAS ............................................................................................................. 19</p><p>4.1 O ENSINO DAS LINGUAGENS ARTÍSTICAS ................................... 21</p><p>4.2 A DISCURSIVIDADE NAS LINGUAGENS ARTÍSTICAS ................... 22</p><p>5 ARTE - A ESSÊNCIA PELA EXPERIÊNCIA ............................................. 22</p><p>6 A LINGUAGEM VISUAL ........................................................................... 24</p><p>6.1 Um código ao alcance de todos ......................................................... 26</p><p>7 MÚSICA: ORIGEM, LINGUAGEM E EPISTEMOLOGIA .......................... 28</p><p>7.1 A MÚSICA NA ESCOLA: OBJETIVOS E FORMAS DE APLICAÇÃO 29</p><p>7.2 ORIGEM DAS NOTAS MUSICAIS ..................................................... 30</p><p>3</p><p>7.3 MÚSICA COMO CIÊNCIA .................................................................. 30</p><p>7.4 APRECIAÇÃO, EXECUÇÃO E COMPOSIÇÃO ................................. 31</p><p>7.5 A MÚSICA, O LÚDICO E A APRENDIZAGEM ESCOLAR ................ 33</p><p>8 MÚSICA POPULAR .................................................................................. 33</p><p>9 BIBLIOGRAFIA ......................................................................................... 37</p><p>4</p><p>1 INTRODUÇÃO</p><p>Prezado aluno!</p><p>O Grupo Educacional FAVENI, esclarece que o material virtual é semelhante</p><p>ao da sala de aula presencial. Em uma sala de aula, é raro – quase improvável -</p><p>um aluno se levantar, interromper a exposição, dirigir-se ao professor e fazer uma</p><p>pergunta , para que seja esclarecida uma dúvida sobre o tema tratado. O comum</p><p>é que esse aluno faça a pergunta em voz alta para todos ouvirem e todos ouvirão a</p><p>resposta. No espaço virtual, é a mesma coisa. Não hesite em perguntar, as perguntas</p><p>poderão ser direcionadas ao protocolo de atendimento que serão respondidas em</p><p>tempo hábil.</p><p>Os cursos à distância exigem do aluno tempo e organização. No caso da nossa</p><p>disciplina é preciso ter um horário destinado à leitura do texto base e à execução das</p><p>avaliações propostas. A vantagem é que poderá reservar o dia da semana e a hora que</p><p>lhe convier para isso.</p><p>A organização é o quesito indispensável, porque há uma sequência a ser</p><p>seguida e prazos definidos para as atividades.</p><p>Bons estudos!</p><p>5</p><p>2 ENTENDENDO A ARTE</p><p>Fonte: jucienebertoldo</p><p>O mundo da arte é concreto e vivo podendo ser observado, compreendido e</p><p>apreciado. Através da experiência artística o ser humano desenvolve sua imaginação</p><p>e criação aprendendo a conviver com seus semelhantes, respeitando as diferenças e</p><p>sabendo modificar sua realidade. A arte dá e encontra forma e significado como</p><p>instrumento de vida na busca do entendimento de quem somos, onde estamos e o</p><p>que fazemos no mundo (JUNIOR, 2018).</p><p>A arte é uma das primeiras manifestações da humanidade como forma do ser</p><p>humano marcar sua presença criando objetos e formas (pintura nas cavernas, templos</p><p>religiosos, roupas, quadros, filmes etc) que representam sua vivência no mundo,</p><p>comunicando e expressando suas idéias, sentimentos e sensações para os outros.</p><p>Desta maneira, quando o ser humano faz arte, ele cria um objeto artístico que não</p><p>precisa nos mostrar exatamente como as coisas são no mundo natural ou vivido e</p><p>sim, como as coisas podem ser, de acordo com a sua visão. A função da arte e o seu</p><p>valor, portanto, não estão no retrato fiel da realidade, mas sim, na representação</p><p>simbólica do mundo humano (JUNIOR, 2018).</p><p>Para existir a arte, são precisos três elementos refere o autor acima: o artista,</p><p>o observador e a obra de arte. O primeiro elemento é o artista, aquele que cria a obra,</p><p>Usuario</p><p>Realce</p><p>Usuario</p><p>Realce</p><p>Usuario</p><p>Realce</p><p>Usuario</p><p>Realce</p><p>Usuario</p><p>Realce</p><p>Usuario</p><p>Realce</p><p>6</p><p>partindo do seu conhecimento concreto, abstrato e individual transmitindo e</p><p>expressando suas idéias, sentimentos, emoções em um objeto artístico (pintura,</p><p>escultura, desenho etc) que simbolize esses conceitos. Para criar a obra o artista</p><p>necessita conhecer e experimentar os materiais com que trabalha, quais as técnicas</p><p>que melhor se encaixam à sua proposta de arte e como expor seu conhecimento de</p><p>maneira formal no objeto artístico.</p><p>O outro elemento é o observador, que faz parte do público que tem o contato</p><p>com a obra, partindo num caminho inverso ao do artista observa a obra para chegar</p><p>ao conhecimento de mundo que ela contém. Para isso o observador precisa de</p><p>sensibilidade, disponibilidade para entendê-la e algum conhecimento de história e</p><p>história da arte, assim poderá entender o contexto em que a obra foi produzida e fazer</p><p>relação com o seu próprio contexto. Por fim, a obra de arte ou o objeto artístico, faz</p><p>parte de todo o processo, indo da criação do artista até o entendimento e apreciação</p><p>do observador. A obra de arte guarda um fim em si mesma sem precisar de um</p><p>complemento ou “tradução”, desde que isso não faça parte da proposta do artista</p><p>(JUNIOR, 2018).</p><p>3 ARTE NAS IMAGENS DO COTIDIANO</p><p>Fonte: www.todamateria.com.br</p><p>http://www.todamateria.com.br/</p><p>Usuario</p><p>Realce</p><p>Usuario</p><p>Realce</p><p>Usuario</p><p>Realce</p><p>7</p><p>Uma imagem guarda uma semelhança com algo, representando aquilo que o</p><p>nosso sentido da visão pode captar, aquilo que podemos ver, ou que nossa</p><p>imaginação pode criar. Assim, o reflexo de nosso rosto na água é uma imagem que a</p><p>natureza se encarregou de criar. O ser humano, ao longo de seu desenvolvimento,</p><p>tem procurado encontrar formas de registrar essa imaginação ou realidade captada,</p><p>através de pinturas, desenhos, esculturas, gravuras ou filmes, ou seja, através de</p><p>representações imagéticas (JUNIOR, 2018).</p><p>Onde e como você vê a arte no seu dia-a-dia?</p><p>Quais são as características formais e quais significados as imagens que você</p><p>considera arte transmitem para você?</p><p>O que leva você a entender estas imagens como sendo arte?</p><p>A principal diferença entre imagem e representação imagética é que imagem</p><p>é tudo aquilo que nosso sentido da visão pode captar registrando tanto o que é</p><p>realidade quanto imaginação, e representação imagética são imagens carregadas de</p><p>significados organizados ou não de maneira consciente com valores artísticos. Os</p><p>significados e intenções na criação variam de acordo com o período, lugar e pessoas,</p><p>ou seja, de acordo com o contexto histórico (JUNIOR, 2018).</p><p>Desde tempos remotos, refere o autor acima, o ser humano já procurava fazer</p><p>representações imagéticas nas paredes</p><p>das cavernas. Essas imagens</p><p>podiam ter finalidades místicas e de sobrevivência. Na Idade Média, as</p><p>imagens das obras de arte possuíam um cunho educativo a serviço da</p><p>religião. Já no Renascimento as imagens artísticas procuravam elevar a</p><p>condição do ser humano a um nível maior. No Romantismo e Modernismo,</p><p>as obras de arte possuíam fins diversos, como protestos e denúncias dos</p><p>problemas políticos e sociais.</p><p>Na atualidade existem várias maneiras de se representar a realidade ou a</p><p>imaginação, hoje em dia, além das formas tradicionais (desenho, pintura, escultura,</p><p>gravura, arquitetura), existe o cinema, a televisão, o computador e a Internet. Através</p><p>dessas novas tecnologias surgiram também várias manifestações artísticas que são</p><p>produzidas basicamente utilizando-se das suas possibilidades e inovações. Através</p><p>da TV encontramos várias manifestações de produções artísticas, como, por exemplo,</p><p>telenovelas, seriados, filmes ou desenhos animados. Estes ligados diretamente às</p><p>artes cênicas, porém utilizando mecanismo de representação imagética das artes</p><p>visuais, como o vídeo. Nesse caso, são linguagens artísticas que se fundem, se unem.</p><p>Usuario</p><p>Realce</p><p>Usuario</p><p>Realce</p><p>Usuario</p><p>Realce</p><p>8</p><p>Podemos denominar essa linguagem artística como “audiovisual” união de som e de</p><p>imagem (JUNIOR, 2018).</p><p>4 ARTE PRÉ-HISTÓRICA</p><p>Fonte: caminhosdeformacao</p><p>A história da arte não se trata de uma jornada evolutiva de uma produção</p><p>simples para mais complexa, mas da construção de uma narrativa onde o homem se</p><p>coloca acima de tudo como um criador de símbolos, através dos quais ele expressa o</p><p>que percebe e apreende do mundo em diferentes épocas (LIS, 2008).</p><p>De acordo com Carol Strickland e John Boswell, há 25 mil anos nossos</p><p>ancestrais inventaram a arte. “Em algum momento da era glacial, quando caçadores</p><p>e coletores ainda viviam em cavernas, a mentalidade Neanderthal de fazer</p><p>instrumentos deu lugar ao impulso Cro-Magnon de fazer imagens”. Acredita-se que</p><p>os primeiros objetos artísticos foram desenvolvidos na tentativa de controlar ou</p><p>amenizar as forças da natureza. A arte rupestre é o principal exemplo desses</p><p>primeiros tempos, ela é constituída por representações gráficas do tipo: desenhos,</p><p>símbolos e sinais; produzidos em paredes de cavernas ou nas superfícies de grandes</p><p>rochas (LIS, 2008).</p><p>Usuario</p><p>Realce</p><p>Usuario</p><p>Realce</p><p>Usuario</p><p>Realce</p><p>9</p><p>Esses grafismos são de fundamental importância pois nos fornecem</p><p>informações necessárias para a compreensão sobre, a cultura, o tempo e os costumes</p><p>dos nossos ancestrais. Em geral, pode-se dizer que a produção rupestre conta com</p><p>motivos de feição naturalista. Nela, os homens são habitualmente mostrados de forma</p><p>isolada ou realizando algum tipo de ação coletiva, como o momento da caça, o parto</p><p>de uma criança ou o intercurso sexual. Além disso, no que concerne aos animais</p><p>representados, temos a predominância daqueles que serviam como alimento ou</p><p>atacavam algum espaço habitado pelos humanos. Logo, a arte produzida possuía</p><p>uma funcionalidade material, cotidiana ou mágico-religiosa: ferramentas, armas ou</p><p>figuras que envolvem situações específicas, como a caça. Cabe lembrar que as cenas</p><p>de caça retratadas em cavernas não descreviam uma situação experimentada pelo</p><p>grupo, mas possuía um cunho mágico-ritualístico, preparando o grupo para essa ação</p><p>que lhes garantiria a sobrevivência (LIS, 2008, p. 1).</p><p>Na opinião de LIS (2008) as expressões artísticas mais antigas foram</p><p>encontradas na Europa, em especial na Espanha, Sul da França e da Itália e datam</p><p>de aproximadamente de 25 000 a.C., portanto no período paleolítico. Na França</p><p>encontramos o maior número de obras pré-históricas e até hoje em bom estado de</p><p>conservação, como foi o caso das cavernas de Altamira, Lascaux e Castilho.</p><p>4.1 Arquitetura</p><p>A Arquitetura a mais desenvolvida das artes, porém não era tão notável quanto</p><p>a egípcia exemplifica Doberstein (2010) que caracterizou-se pelo exibicionismo e pelo</p><p>luxo. Construíram templos e palácios, que eram considerados cópias dos existentes</p><p>nos céus, de tijolos, por ser escassa a pedra na região. O zigurate, torre piramidal, de</p><p>base retangular, composto de vários pisos superpostos, formadas por sucessivos</p><p>andares, cada um menor que o anterior. Construção característica das cidades</p><p>estados sumerianos. Nas construções, empregavam argilas, ladrilhos e tijolos.</p><p>Provavelmente só os sacerdotes tinham acesso à torre, que tanto podia ser um</p><p>santuário, como um local de observações astronômicas.</p><p>Usuario</p><p>Realce</p><p>Usuario</p><p>Realce</p><p>Usuario</p><p>Realce</p><p>Usuario</p><p>Realce</p><p>Usuario</p><p>Realce</p><p>10</p><p>Fonte: /md.uninta.edu.br</p><p>As muralhas construídas por Nabucodonosor eram tão largas, que sobre elas</p><p>realizavam-se corridas de carros. Mais famosas foi as portas, cada uma dedicada a</p><p>umas divindades e ornamentadas com grandes figuras em relevo. O caminho das</p><p>procissões e a porta azul de Ishatar (deusa do amor e da fertilidade) eram decorados</p><p>com figuras em cerâmicas esmaltada. A porta encontra-se no Museu de Berlim, mas</p><p>suas cores desaparecem (SOARES, 2017).</p><p>Escultura e a pintura conforme Soares (2017) cita, tanto a escultura quanto a</p><p>pintura eram fundamentalmente decorativas. A escultura era pobre, representada pelo</p><p>baixo relevo. Destacava-se a estatuária assíria, gigantesca e original. Os relevos do</p><p>palácio de Assurbanipal são obras de artistas excepcionais. A pintura mural existia em</p><p>função da arquitetura. Um dos raros testemunhos da pintura mesopotâmica foi</p><p>encontrados no Palácio de Mari, descoberto entre 1933 e 1955. Embora as tintas</p><p>utilizadas fossem extremamente vulneráveis ao tempo, nos poucos fragmentos que</p><p>restaram é possível perceber o seu brilho e vivacidade. Seus artistas possuíam uma</p><p>técnica talvez superior à que lhes era permitido demonstrar.</p><p>A música na Mesopotâmia, principalmente entre os babilônicos, estava ligada</p><p>à religião. Quando os fiéis estavam reunidos, cantavam hinos em louvor dos deuses,</p><p>com acompanhamento de música. Esses hinos começavam muitas vezes, pelas</p><p>expressões: " Glória, louvor tal deus; quero cantar os louvores de tal deus", seguindo</p><p>a enumeração de suas qualidades, de socorro que dele pode esperar o fiel. Nas</p><p>Usuario</p><p>Realce</p><p>Usuario</p><p>Realce</p><p>11</p><p>cerimônias de penitência, os hinos eram de lamentação: "aí de nós", exclamavam</p><p>eles, relembrando os sofrimentos de tal ou qual deus ou apiedando-se das desditas</p><p>que desabam sobre a cidade. Instrumentos sem dúvida de sons surdos,</p><p>acompanhavam essa recitação e no corpo desses salmos, vê-se o texto interromper-</p><p>se e as onomatopéias "ua", "ui", "ua", sucederem-se em toda uma linha. A massa dos</p><p>fiéis devia interromper a recitação e não retomá-la senão quando todos, em coro</p><p>tivessem gemido bastante (SOARES, 2017).</p><p>4.2 Arte egípcia</p><p>Para Bonilha (2011) a arquitetura egípcia é composta por monumentos</p><p>funerários, religiosos e lugares destinados para a moradia (casas, etc.). Suas</p><p>principais características são:</p><p>-Dimensões grandiosas;</p><p>- Simplicidade nas formas;</p><p>- Aspecto maciço e pesado,</p><p>- Predominância das superfícies sobre os vazios;</p><p>- Policromia; os monumentos funerários podem ser divididos em: mastabas,</p><p>pirâmides e hipogeus.</p><p>PIRÂMIDES: a primeira pirâmide foi construída por um arquiteto chamado</p><p>Inhotep a pedido do faraó Zozer. Inhotep sobrepôs cinco mastabas, criando a pirâmide</p><p>escalonada de Sacara, com sessenta metros de altura, na planície de Gizé. As</p><p>maiores pirâmides construídas no Egito antigo foram as dos faraós Quéops, Quéfren,</p><p>e Miquelinos. Ao redor da pirâmide havia dois templos. Um mais rico, para que a</p><p>família do morto e a nobreza pudessem cultuar seu ancestral, e outro mais modesto</p><p>para o povo. A Esfinge possui os traços de Quéfren e marca a entrada do templo de</p><p>sua pirâmide (BONILHA, 2011).</p><p>4.3 Arte cretense</p><p>Fixando-se na região sul da Grécia, os cretenses são considerados, entre</p><p>outros povos, responsáveis pela</p><p>formação da civilização grega. A ilha de Creta foi</p><p>Usuario</p><p>Realce</p><p>Usuario</p><p>Realce</p><p>Usuario</p><p>Realce</p><p>Usuario</p><p>Realce</p><p>Usuario</p><p>Realce</p><p>12</p><p>cenário do desenvolvimento de uma cultura rica e de uma economia sustentada,</p><p>sobretudo, pelo comércio marítimo. Tal aspecto foi tão predominante entre eles,</p><p>chegando a dominar regiões do Mediterrâneo.</p><p>4.4 Pintura</p><p>Os artistas gregos alcançaram o apogeu com a chamada Trompe l’oeil, uma</p><p>técnica com truques de perspectiva, que cria um efeito óptico fazendo com que formas</p><p>de duas dimensões tenham a aparência de três. A técnica provém de uma expressão</p><p>em língua francesa cujo significado é “engana o olho”, usada também na arquitetura.</p><p>Strickland e Boswell (2014), ressaltam que essas obras não chegaram até nós, mas</p><p>que podemos conhecer os detalhes realísticos da pintura grega por intermédio das</p><p>figuras que adornam os objetos domésticos de cerâmica.</p><p>1 A IMPORTÂNCIA DO ENSINO DAS ARTES NA EDUCAÇÃO</p><p>Fonte: canaldoensino.com.br</p><p>A família é o primeiro circulo social do qual se faz parte. São aqueles com os</p><p>quais, em um modelo de estrutura familiar tido como saudável, se compartilha os</p><p>primeiros momentos da vida. É de onde se extrai os subsídios emergenciais para a</p><p>Usuario</p><p>Realce</p><p>13</p><p>sobrevivência: alimentação, segurança e afetividade; e onde se adquiri as primeiras</p><p>noções de sociabilidade (FREIRES; TANANTA; HOLANDA, 2016).</p><p>De acordo com sua raiz etimológica, refere Freires, Tananta e Holanda (2016)</p><p>a palavra escola vem do latim schola. Substantivo esse que dá nome e caracteriza o</p><p>lugar/estabelecimento no qual se realiza o processo de instrução e conhecimento. A</p><p>função social da escola se dá de modo prático, isto é, numa interação com as diversas</p><p>instâncias sociais em níveis concretos e abstratos. A escola nada mais é do que uma</p><p>forma de institucionalizar e organizar racionalmente o domínio do homem sobre a</p><p>natureza, bem como suas relações com os demais grupos humanos.</p><p>Arte nada mais é que a vida expressando-se, se observada em paralelo com o</p><p>ato da criação verificamos a expressão plena da condição humana. Esta como</p><p>conhecimento promove o desenvolvimento pleno do sujeito, uma vez que este</p><p>compreende as várias facetas de expressão do pensamento/ideias e das emoções. O</p><p>ato de criar permite que o sujeito se torne mais seguro e tome, cada vez mais,</p><p>consciência de suas capacidades e limites. Seu papel na Educação faz-se no sentido</p><p>de promover um cidadão consciente, crítico e ativo socialmente podendo</p><p>compreender e interferir em sua realidade. A Arte é, portanto, uma grande</p><p>protagonista das vicissitudes sociais. Segundo Herbert Read, em seu exemplar escrito</p><p>A redenção do Robô, a Arte é uma linguagem universal, que permite ao homem</p><p>acessar e expressar com autenticidade e agudez o sentido das coisas (FREIRES;</p><p>TANANTA; HOLANDA, 2016, p. 1).</p><p>De acordo com Freires, Tananta e Holanda (2016) como programa curricular</p><p>no ensino regular, a arte deve permitir aos estudantes a possibilidade de reflexão e</p><p>recriação dos modos de ver e exercer a vida como conjunto social. O ensino da Arte</p><p>como processual escolar deve incentivar novas criações, a formulação crítica e a</p><p>autenticidade. Assimilando estas capacidades o sujeito não necessariamente torna-</p><p>se uma artista (este não é o objetivo da educação das artes), mas tornar-se um sujeito</p><p>atuante capaz de enxergar, dentro da sua realidade, novas possibilidades de viver e</p><p>de transformar o mundo.</p><p>A Arte e o seu significado vêm, ao longo do tempo histórico, passando por</p><p>profundas mudanças, principalmente se levarmos em conta o advento da tecnologia</p><p>em nossa sociedade (READ,1986, p.29 apud Freires, Tananta e Holanda 2016).</p><p>Usuario</p><p>Realce</p><p>Usuario</p><p>Realce</p><p>Usuario</p><p>Realce</p><p>Usuario</p><p>Realce</p><p>Usuario</p><p>Realce</p><p>Usuario</p><p>Realce</p><p>Usuario</p><p>Realce</p><p>14</p><p>Assim, seus significantes, significados, funções, motivações e argumentações são,</p><p>atualmente, plurais. O que aumenta em graus a possibilidade de explorar os vários</p><p>sentidos e propósitos da Arte. Neste ponto, se faz assaz importante seu uso com</p><p>propriedade dentro do âmbito escolar. Podemos assim, grosso modo, delimitar</p><p>algumas das funções primordiais da Arte em: expressão emocional, apreciação</p><p>estética, comunicação, representação simbólica, contribuição para a integração da</p><p>sociedade e mensagem.</p><p>2 A RELAÇÃO ENTRE A TEORIA E A PRÁTICA NO ENSINO DE ARTE NA</p><p>ESCOLA</p><p>Fonte: novaescola.org.br</p><p>A educação em arte propicia o desenvolvimento do pensamento artístico e da</p><p>percepção estética, que caracterizam um modo próprio de ordenar e dar sentido à</p><p>experiência humana: o aluno desenvolve sua sensibilidade, percepção e imaginação,</p><p>tanto ao realizar formas artísticas quanto na ação de apreciar e conhecer as formas</p><p>produzidas por ele e pelos colegas, pela natureza e nas diferentes culturas. (PCN/</p><p>Arte-1997:19 apud NETO, 2019).</p><p>No entanto, para que essa prática seja eficiente faz-se necessário uma</p><p>constante avaliação por parte do professor, para que possa redimensionar sua</p><p>atuação docente sempre que necessário. Neste sentido, é de fundamental importância</p><p>Usuario</p><p>Realce</p><p>Usuario</p><p>Realce</p><p>Usuario</p><p>Realce</p><p>Usuario</p><p>Realce</p><p>15</p><p>analisar como as teorias propostas para o ensino de arte estão sendo desenvolvidas</p><p>na prática pedagógica no interior das instituições de ensino da Educação Básica</p><p>(NETO, 2019).</p><p>Através das artes temos a representação simbólica dos traços espirituais,</p><p>materiais, intelectuais e emocionais que caracterizam a sociedade ou o grupo social,</p><p>seu modo de vida, seu sistema de valores, suas tradições e crenças. A arte, como</p><p>linguagem presentacional dos sentidos, transmite significados que não podem ser</p><p>transmitidos através de nenhum outro tipo de linguagem, tais como as linguagens</p><p>discursivas e científica. (BARBOSA, 1998:16 apud NETO, 2019).</p><p>A esse respeito IAVELBERG (2003:9 apud NETO, 2019) declara que: “Cabe às</p><p>equipes de educadores das escolas e redes de ensino realizar um trabalho de</p><p>qualidade, a fim de que as crianças, jovens e adultos gostem de aprender arte”.</p><p>É papel do professor oferecer aos alunos novas estratégias pedagógicas de</p><p>aprendizagens significativas em Arte. Neste sentido, as linguagens artísticas como,</p><p>artes visuais, dança, música e teatro apresentam-se como técnicas de expressão do</p><p>pensamento de professores e alunos. O trabalho com artes visuais pode ser iniciado</p><p>com a utilização de fontes de informação e comunicação artística. Para tanto, segundo</p><p>os Parâmetros curriculares Nacionais declaram que: A escola deve colaborar para que</p><p>os alunos passem por um conjunto amplo de experiências de aprender e criar,</p><p>articulando percepção, imaginação, sensibilidade, conhecimento e produção artística</p><p>pessoal e grupal (PCN/Arte, 1997:61 apud NETO, 2019).</p><p>Com a dança é possível conhecer diferentes culturas, além de possibilitar o</p><p>trabalho com a corporeidade das crianças. De acordo com PCN/Artes,</p><p>(1998:74 apud NETO, 2019): “Como isso, poderão estabelecer relações</p><p>corporais críticas e construtivas com diferentes maneiras de ver/sentir o corpo</p><p>em movimento e por tanto, com diferentes épocas e culturas” Trabalhar a</p><p>música desde cedo nos anos iniciais do Ensino Fundamental com as crianças</p><p>é muito importante, pois a voz é o primeiro instrumento que dispõe o aluno.</p><p>O professor além de cantar pode brincar com a voz explorando vários sons,</p><p>pois desenvolvem no aluno competências musicais.</p><p>No que se refere à dança o Referencial Curricular Nacional para a Educação</p><p>Infantil aponta que: No Brasil existem inúmeras danças, folguedos, brincadeiras de</p><p>roda e cirandas que, além do caráter de socialização que representam, trazem para a</p><p>criança a possibilidade de realização de movimentos de diferentes qualidades</p><p>expressivas e rítmicas. (RCNEI, 1998:34 apud NETO, 2019).</p><p>Usuario</p><p>Realce</p><p>Usuario</p><p>Realce</p><p>Usuario</p><p>Realce</p><p>Usuario</p><p>Realce</p><p>Usuario</p><p>Realce</p><p>16</p><p>Através do teatro o aluno poderá aprender a se relacionar</p><p>e comunicar melhor</p><p>com o outro, manifestando suas idéias e sentimentos através de gestos no jogo teatral.</p><p>De acordo com PCN/Artes (1997) o teatro possibilita “interação e reconhecimento da</p><p>diversidade cultural (diferentes crenças, diferentes hábitos, diferentes narrativas,</p><p>diferentes visualidades). Para IAVELBERG (2003:10 apud NETO, 2019):</p><p>Na opinião de Neto (2019) “Aprender arte envolve a ação em distintos eixos de</p><p>aprendizagens: fazer, apreciar e refletir sobre a produção social e histórica da arte,</p><p>contextualizando os objetos artísticos e seus conteúdos”. Hoje no Brasil temos muitos</p><p>autores que discutem a questão da arte na escola, por este motivo com a finalidade</p><p>de confrontar o que diz a teoria com o que acontece na prática este trabalho analisou</p><p>na escola campo de pesquisa alguns pontos de destaque no livro de IAVELBERG, os</p><p>quais foram fundamentais para compreender a relação entre a teoria e a prática no</p><p>ensino de arte. O papel professor é importante para que os alunos aprendam a</p><p>desenvolver o fazer artístico com prazer e criatividade, para que possam gostar de</p><p>fazer arte ao longo da trajetória estudantil e da vida. Tal gosto por aprender nasce</p><p>também da qualidade da mediação que os professores realizam entre os aprendizes</p><p>e a arte.</p><p>3 FUNDAMENTOS ESTÉTICOS DA ARTE ABERTA À RECEPÇÃO</p><p>Fonte: pnld.moderna.com.br</p><p>Usuario</p><p>Realce</p><p>Usuario</p><p>Realce</p><p>Usuario</p><p>Realce</p><p>Usuario</p><p>Realce</p><p>17</p><p>Na visão de Tavares (2003) este estudo tem como objetivo investigar os vetores</p><p>estéticos que incorporam em seus fundamentos a proposta de abertura para a</p><p>recepção. Primeiramente e por exclusão, analisaremos o porquê de as noções de arte</p><p>como fazer, de arte como conhecimento e de arte como expressão, quando</p><p>manifestas de forma excludente e absolutizadas em si mesmas, não bastarem para</p><p>explicar a idéia de abertura estética.</p><p>Uma forma é uma obra realizada, ponto de chegada de uma produção e ponto</p><p>de partida de uma consumação que articulando-se volta a dar vida, sempre e de novo,</p><p>à forma inicial, sob perspectivas diversas. (UMBERTO ECO apud TAVARES, 2003).</p><p>3.1 Arte como expressão</p><p>A arte não é expressão dos sentimentos, no dizer de Tavares (2003), contudo</p><p>ela pode ter o caráter expressivo, quando este se encontra já manifesto na forma</p><p>apresentada. Como diz Langer: a arte é a "... criação de formas simbólicas do</p><p>sentimento humano". Admite, deste modo, o trabalho do artista como a feitura do</p><p>símbolo emotivo, o qual apresenta a sua significação por meio de formas articuladas</p><p>em um dado meio. Logo, nas palavras da autora, "o que a arte expressa não é um</p><p>sentimento real, mas idéias de sentimentos; ..."</p><p>Nesta circunstância, a arte é pensada como reflexo do estado de ânimo do seu</p><p>emissor, sendo expressa a partir de uma perspectiva subjetiva. Neste caso,</p><p>predomina a função emotiva da linguagem (R. Jakobson), pois a mensagem criada</p><p>visa exprimir a atitude de quem fala. No entanto, contrariamente a essa noção</p><p>baseada no mito de se relacionar a arte à mágica da inspiração, salienta-se o</p><p>pressuposto de a expressão estar perpassada pelos códigos (Gombrich), admitindo-</p><p>se que, na criação, o artista se utiliza deles mesmos para poder expressar-se</p><p>(TAVARES, 2003).</p><p>E, neste caso, segundo o autor acima é possível considerar que a obra</p><p>comporta, afinal, qualidades humanas e emotivas como qualidade genuína dela</p><p>própria, mas não como expressão do eu do criador. Assim, em um ato de</p><p>contemplação, não se recupera a emoção do artista, mas, ao contrário, ressalta-se a</p><p>singularidade daquele que percebe desinteressadamente um dado objeto, pois "...o</p><p>Usuario</p><p>Realce</p><p>Usuario</p><p>Realce</p><p>Usuario</p><p>Realce</p><p>Usuario</p><p>Realce</p><p>Usuario</p><p>Realce</p><p>Usuario</p><p>Realce</p><p>18</p><p>objeto percebido desenvolve ante o sujeito toda a sua riqueza sensível, à qual é</p><p>inerente por sua forma um significado: o de que o sujeito lê ao perceber o objeto, e</p><p>não antes ou fora de sua atividade perceptiva".</p><p>Nesta circunstância, subentende-se que a singularidade do que uma pessoa</p><p>sente no ato de contemplação estética não necessariamente é igual à qualidade por</p><p>ela atribuída à obra, ou seja, o reconhecimento da qualidade de uma melodia (por</p><p>exemplo, se ela é alegre ou triste) é distinto das emoções que sente a pessoa quando</p><p>a ouve.</p><p>3.2 Arte como tradução criativa</p><p>Ao pensar o ato de leitura de uma obra de arte como um processo de recriação</p><p>por parte do receptor, é oportuno e pertinente estabelecer semelhança entre este</p><p>papel de leitor criativo, que lhe é dado a desempenhar, e a atividade da tradução.</p><p>Recuperar o conceito de tradução como arte é a premissa que aqui nos conduz a</p><p>pressupor a recepção como esse processo de leitura criativa (TAVARES, 2003).</p><p>Tal processo incorporaria a noção de "afinidade eletiva" e a idéia de "paideuma"</p><p>como elementos que prescreveriam, tal qual no contexto da tradução criativa, a</p><p>solidariedade entre criador e recriador. Além do mais, consideraria o grau de domínio</p><p>que o leitor tem dos códigos como determinante da sua consciência de linguagem, e,</p><p>consequentemente, da maneira como as estratégias de recepção seriam atualizadas.</p><p>Admitida não como uma tradução literal, esta espécie de leitura criativa, a princípio,</p><p>igualaria o autor e o receptor pela mesma competência e desempenho para a</p><p>linguagem, estabelecendo o princípio que alicerça e embasa os pressupostos relativos</p><p>à noção de recriação (TAVARES, 2003).</p><p>3.3 Arte como comunicação e linguagem</p><p>O fato estético não é exclusivamente efetivado a partir da fonte emissora</p><p>Tavares (2003) alega que as possíveis interpretações se concretizam por meio da</p><p>relação entre artista e receptor, mediada por diferentes meios e estabelecida pela</p><p>própria obra enquanto mensagem. Independente da prática artística adotada, o</p><p>Usuario</p><p>Realce</p><p>Usuario</p><p>Realce</p><p>Usuario</p><p>Realce</p><p>19</p><p>criador, ao utilizar códigos diversos, envia uma dada mensagem que, ao ser</p><p>transmitida por meio de um canal, é decodificada pelo receptor. Com base nessa</p><p>dinâmica, evidencia-se um espaço de diálogo entre criador, obra e receptor. Ao</p><p>investigar as possibilidades de produção de sentido no contexto desse espaço de</p><p>troca entre criador e receptor, a estética da comunicação, constituída em 1983 por</p><p>Mario Costa e Fred Forest, propõe-se sobretudo a refletir filosoficamente sobre a</p><p>condição antropológica e as consequentes formas de experiência estética inerentes</p><p>às novas tecnologias da comunicação.</p><p>Ao recuperar a proposta da avant-garde de que novas técnicas transformam o</p><p>regime e as configurações do imaginário, remetendo à elaboração de modelos de</p><p>comportamento adaptados às condições existenciais emergentes, a estética da</p><p>comunicação pretende dar continuidade ao trabalho das vanguardas, no intuito de</p><p>utilizar os instrumentos atuais da comunicação (telefone, televisão, redes telemáticas,</p><p>satélites etc.) para manifestar uma nova sensibilidade e provocar experiências</p><p>estéticas de uma nova espécie (TAVARES, 2003, p. 1).</p><p>Esta teoria pressupõe uma mudança de foco de atuação: passa-se da produção</p><p>de objetos para invenção de modelos e sistemas. O artista propõe seus modelos como</p><p>alternativa, seus próprios valores como ética, perseguindo sua produção simbólica por</p><p>meio de ações transgressoras. Estas atividades procuram revelar a mudança</p><p>emocional a ser liberada pela experiência da presença e ação à distância, e também</p><p>pelo senso de ubiquidade e simultaneidade. Ao tomar como objeto a própria</p><p>comunicação, o artista age sobre o espaço da informação utilizando-se da capacidade</p><p>de metacomunicação. A estética da comunicação não só propõe a troca de objeto,</p><p>mas também a mudança de meios. O artista reintroduz, dentro de sua função</p><p>antropológica original, a noção de estética como sistemas de signos, de símbolos e</p><p>de ações (TAVARES, 2003, p. 1).</p><p>4 ARTE COMO DISCURSO OU A DISCURSIVIDADE NAS LINGUAGENS</p><p>ARTÍSTICAS</p><p>“Expressão é tudo aquilo que, tendo se formado e determinado</p><p>de alguma</p><p>maneira no psiquismo do indivíduo, exterioriza-se objetivamente para outrem com a</p><p>Usuario</p><p>Realce</p><p>Usuario</p><p>Realce</p><p>Usuario</p><p>Realce</p><p>20</p><p>ajuda de algum código de signos exteriores. A expressão comporta, portanto, duas</p><p>facetas: o conteúdo (interior) e sua objetivação exterior para outrem (ou também para</p><p>si mesmo) ” (BAKHTIN, 2002: 111 apud PASSOS, 2011).</p><p>Fonte:brasilescola.uol.com.br</p><p>Aquele que fala (ou aquele que escreve, pinta, interpreta, dança, compõe uma</p><p>obra) deve sempre pressupor que alguém estará recebendo os signos das linguagens</p><p>utilizadas (através dos órgãos dos sentidos) e percebendo ou interpretando seus</p><p>conteúdos. A obra de arte nunca é somente expressão do artista ou criação de formas</p><p>(do ponto de vista da produção), nem somente comunicação com o público ou</p><p>apresentação de conteúdos (do ponto de vista da recepção). A obra de arte pode</p><p>expressar, comunicar, apresentar e criar conteúdo.</p><p>Entendo comunicação musical como duas palavras inseparáveis por</p><p>natureza, já que a música é escrita e interpretada em função de sua</p><p>comunicabilidade, de sua interação com todos os agentes que a realizam</p><p>enquanto fenômeno material autores, obras, intérpretes, ouvintes e imaterial</p><p>história, cultura, repertório, visão de mundo” (SEINCMAN, 2008: 69 apud</p><p>PASSOS, 2011).</p><p>Quando analisamos uma manifestação de linguagem, na opinião de Passos</p><p>(2011) é necessário abordar várias esferas da realidade: o som e a materialidade dos</p><p>objetos são fenômenos físicos; os processos de produção do som da voz e de</p><p>21</p><p>recepção do som e das imagens são processos fisiológicos. Os processos de criação</p><p>do artista e de percepção do público envolvem atividades mentais, sendo processos</p><p>psicológicos. A estes processos devemos somar o contexto social (abordagem</p><p>sincrônica) e o contexto histórico (abordagem diacrônica) onde esta manifestação da</p><p>linguagem acontece.</p><p>4.1 O ENSINO DAS LINGUAGENS ARTÍSTICAS</p><p>Com relação à aprendizagem das linguagens artísticas (ou dos esquemas de</p><p>percepção do código artístico), é necessário diferenciar dois contextos: a formação de</p><p>artistas (relacionado à criação e interpretação de obras de arte) e a formação de</p><p>público (relacionado à recepção e percepção de obras). Em ambos os contextos é</p><p>possível reconhecer duas formas de aprendizagem, de apropriação do código</p><p>artístico: por conhecimento e por reconhecimento (CANTO; BRITO; DIAS, 2013).</p><p>De acordo com Bourdieu e Darbel (2003 apud PASSOS, 2011), a aquisição dos</p><p>instrumentos que tornam possível a familiaridade com as obras de arte não pode</p><p>operar senão por uma lenta familiarização que pressupõe o contato repetido e</p><p>contínuo com obras de arte. A forma ideal de aprendizagem, a apropriação de</p><p>conhecimento, pressupõe uma aquisição imperceptível, inconsciente, difusa e total</p><p>dos sistemas simbólicos da arte. A percepção artística depende do controle que o</p><p>espectador detém do código da obra, ou seja, depende de sua competência artística.</p><p>A educação escolar tem (ou pelo menos deveria ter) como uma de suas funções</p><p>a transmissão dos códigos produzidos por uma determinada cultura (“o capital cultural</p><p>e simbólico”), porém o aprendizado destes códigos depende da cultura do indivíduo</p><p>(“seu habitus”) recebida pelo meio familiar e social em que vive. Para alguns</p><p>indivíduos, a cultura escolar é uma herança apropriada pelo conhecimento e para</p><p>outros, é uma “aculturação”, uma apropriação pelo reconhecimento (PASSOS, 2011,</p><p>p. 1).</p><p>Descodificar (compreender) é diferente de identificar (reconhecer) o signo</p><p>compreendido é interpretado em um determinado contexto, sendo variável e flexível</p><p>dependendo do contexto do enunciado. O sinal reconhecido pelo interlocutor é</p><p>identificado, tendo somente um sentido único. Aprender uma nova língua é</p><p>Usuario</p><p>Realce</p><p>Usuario</p><p>Realce</p><p>Usuario</p><p>Realce</p><p>Usuario</p><p>Realce</p><p>Usuario</p><p>Realce</p><p>22</p><p>compreender as formas linguísticas dentro do contexto de um discurso. Assim, possuir</p><p>competência artística é ter a capacidade de compreender as formas artísticas (os</p><p>signos) dentro do contexto do discurso do artista e/ou da obra (PASSOS, 2011, p. 1).</p><p>4.2 A DISCURSIVIDADE NAS LINGUAGENS ARTÍSTICAS</p><p>Segundo o especialista Passos (2011) o princípio da visualidade refere-se</p><p>àquilo que toma forma, que se presentifica à frente de nossos olhos, como algo que</p><p>se impregna de matéria, mesmo que onírica, podendo, portanto, apresentar-se diante</p><p>dos “olhos do espírito”. O princípio da sonoridade pode ser definido como aquele da</p><p>evanescência, da passagem do tempo, da desaparição. O princípio fica patente</p><p>naquilo que é feito para passar, como o som, que acontece no tempo, para passar</p><p>com ele e com ele ser levado.</p><p>Das artes visuais (pintura, escultura, fotografia, arquitetura) emerge</p><p>prioritariamente a matriz visual. Em obras cinéticas ou que marcam de alguma forma</p><p>a passagem do tempo aparecem traços da matriz sonora. Da música emerge a matriz</p><p>sonora, porém quando é executada em um concerto ou um show, a matriz visual está</p><p>presente nos corpos dos intérpretes e nos instrumentos musicais (PASSOS, 2011).</p><p>Da literatura emerge fortemente a matriz verbal, a matriz visual pode se fazer</p><p>presente pela imaginação do leitor ou nas imagens ou ilustrações que acompanham</p><p>os textos. O teatro e o cinema adicionam à matriz verbal do texto uma materialidade</p><p>(matriz visual) e uma temporalidade (matriz sonora). Na dança, as matrizes visual e</p><p>sonora são as mais emergentes: a dança se apresenta e passa diante dos olhos do</p><p>público (PASSOS, 2011).</p><p>5 ARTE - A ESSÊNCIA PELA EXPERIÊNCIA</p><p>As mais diversas formulações sobre a importância do fazer artístico na</p><p>formação do ser humano convergem a um ponto comum: a arte é um instrumento</p><p>poderoso e fundamental na educação das pessoas e contribui de maneira peculiar</p><p>para sua atuação significativa e pessoal dentro da sociedade. O aprendizado artístico,</p><p>em suas diferentes modalidades, depende diretamente de desenvolvimento da</p><p>Usuario</p><p>Realce</p><p>Usuario</p><p>Realce</p><p>Usuario</p><p>Realce</p><p>Usuario</p><p>Realce</p><p>Usuario</p><p>Realce</p><p>Usuario</p><p>Realce</p><p>Usuario</p><p>Realce</p><p>23</p><p>percepção, além de englobar aspectos de ordem técnica e estética (RAMPANELLI;</p><p>LIPPMANN, 2013).</p><p>Assim, podemos perceber como as diferentes formas de conhecimento que</p><p>compreendem as chamadas humanidades englobam, entre outros, o ensino da arte e</p><p>a educação estética. A escola brasileira atual, quando justifica sua função através da</p><p>formação do cidadão não só para o trabalho, mas também para viver em sociedade,</p><p>deveria valorizar mais o ensino das humanidades, visto que sua importância já era</p><p>discutida desde o século passado (RAMPANELLI; LIPPMANN, 2013).</p><p>Fonte: http:www.tribunadonorte.com.br</p><p>Fica claro segundo também a necessidade do ensino de arte de forma</p><p>eficiente, significativo e atualizado uma vez que esta é capaz de auxiliar na formação</p><p>de um ser humano mais reflexivo, sistêmico, operante, transformador, um cidadão</p><p>enfim, expressivo e que dialoga com seu tempo e seu espaço via canais estético</p><p>humano-sociais. Acreditamos, portanto, que um ensino de arte que pretende um maior</p><p>alcance educacional, ampliando efetivamente o universo de experiências artísticas e</p><p>estéticas dos nossos alunos, necessita estar alicerçado em uma proposta pedagógica</p><p>que ultrapasse as posturas tradicionais ainda vigentes e que valorize a diversidade e</p><p>a pluralidade da arte também em seus aspectos multiculturais, seja através de suas</p><p>manifestações eruditas ou populares.</p><p>Usuario</p><p>Realce</p><p>Usuario</p><p>Realce</p><p>Usuario</p><p>Realce</p><p>24</p><p>De acordo com Rampanelli e Lippmann (2013) repensando a formação e a</p><p>práxis do arte-educador, julgamos, portanto, necessário aprofundar o compromisso</p><p>com a qualidade da nossa educação e isto, cremos, somente será possível na</p><p>construção permanente do caminho, no embate diário, munidos, mesmo que somente</p><p>com as armas aguçadas da esperança. Sendo a arte um fenômeno eminentemente</p><p>humano,</p><p>através dela damos sentidos e significados ao mundo que nos rodeia,</p><p>mesmo que estranho e sem sentido, aos poucos, por meio da arte e de suas</p><p>dimensões simbólicas, ganham poder expressivo de representar ideias através de</p><p>linguagens particulares, como a literatura, a dança, a música, o teatro, a arquitetura,</p><p>a fotografia, o desenho, a pintura, entre outras formas expressivas.</p><p>Deste modo, a arte, vai tornando este mundo que o humano por vezes o</p><p>transformou em um lugar de exclusão e morte em um ambiente mais belo e prazeroso</p><p>de se viver. Ao constatarmos que a arte está presente em nossas vidas, muitas vezes</p><p>de maneira sutil, confirmamos a importância da reeducação do olhar, da valorização</p><p>da arte e sua história para a compreensão do mundo presente (RAMPANELLI;</p><p>LIPPMANN, 2013, p. 1).</p><p>6 A LINGUAGEM VISUAL</p><p>Para garantir sua sobrevivência no mundo e preservar seus conhecimentos e</p><p>memória, o ser humano necessita da comunicação através da linguagem oral e</p><p>escrita, veremos que a linguagem visual também tem grande importância no mundo</p><p>humano. A comunicação existe basicamente para satisfazer a três necessidades</p><p>primárias: para que alguém saiba algo, para que alguém faça algo ou para que alguém</p><p>aceite algo (JUNIOR, 2018).</p><p>Um dos modelos de entendimento do processo de comunicação baseia-se nos</p><p>componentes emissor – mensagem – receptor</p><p> Emissor: aquele que envia ou transmite uma ideia ou sentimento</p><p>através de uma mensagem;</p><p> Mensagem: o conteúdo da ideia ou sentimento do emissor;</p><p> Receptor: aquele que recebe a mensagem podendo enviá-la de volta</p><p>ou a outros.</p><p>Usuario</p><p>Realce</p><p>Usuario</p><p>Realce</p><p>Usuario</p><p>Realce</p><p>25</p><p>Fonte: http:radio.ufpa.br</p><p>Conforme JUNIOR (2018) a linguagem funciona como a ordenadora dos</p><p>símbolos da comunicação num contexto de espaço e tempo, através de acordos</p><p>(convenções) estabelecidos por grupos humanos para transmitir determinados</p><p>significados, organizando suas percepções, classificando e relacionando</p><p>acontecimentos para que os símbolos guardem um mesmo sentido para todos que o</p><p>empregam. Talvez por isso tenha sido mais demorado para você identificar alguns</p><p>dos símbolos mostrados anteriormente, por não fazerem parte da sua cultura local ou</p><p>por serem de uma língua estrangeira que você não conhece. A língua que usamos no</p><p>Brasil é o Português, oral e escrito, mas nem todos têm acesso devido ao alto índice</p><p>de analfabetismo no nosso país. Se você estiver lendo esta apostila é por que</p><p>consegue entender um código (a Língua Portuguesa) que é comum à sua localidade.</p><p>Este tipo de linguagem (Português, Inglês, Espanhol etc) chamamos de linguagem</p><p>conceitual. Mas além da linguagem conceitual (oral e escrita) existe também a</p><p>linguagem visual.</p><p>A linguagem visual é simbólica e funciona através de analogias e metáforas. A</p><p>linguagem visual é uma linguagem talvez mais limitada do que a falada, porém mais</p><p>direta. Isto nos mostra que a transmissão de informações no modo visual tem maior</p><p>Usuario</p><p>Realce</p><p>Usuario</p><p>Realce</p><p>Usuario</p><p>Realce</p><p>Usuario</p><p>Realce</p><p>26</p><p>impacto e efeito no observador, já que utilizamos maneiras mais objetivas através das</p><p>mensagens visuais em seus diversos exemplos (JUNIOR 2018).</p><p>Ver significa essencialmente conhecer, perceber pela visão, alcançar com a</p><p>vista os seres, as coisas e as formas do mundo ao redor. Ver é também um exercício</p><p>de construção perceptiva onde os elementos selecionados e o percurso visual podem</p><p>ser educados (JUNIOR 2018).</p><p>Observar é olhar, pesquisar, detalhar, estar atento de diferentes maneiras às</p><p>particularidades visuais relacionando-as entre si. O saber ver e observar podem ser</p><p>trabalhados de maneira que a pessoa possa analisar, refletir, interferir e produzir</p><p>visualmente através do entendimento da linguagem visual (JUNIOR 2018).</p><p>6.1 Um código ao alcance de todos</p><p>Fonte: publicadosbrasil</p><p>A linguagem visual pode ser encontrada por toda parte aeroportos, rodovias,</p><p>fábricas, conceitua JUNIOR (2018) de compreensão imediata para pessoas de</p><p>idiomas diversos, ela já faz parte da moderna paisagem urbana. A placa com o</p><p>desenho de um avião indica o caminho para o aeroporto; com um prato entre uma</p><p>faca e um garfo alerta que há um restaurante logo ali; o cartaz com um cigarro aceso,</p><p>cortado por uma faixa vermelha, lembra que não é permitido fumar; o contorno de um</p><p>Usuario</p><p>Realce</p><p>Usuario</p><p>Realce</p><p>27</p><p>homem ou mulher sobre uma porta informa que ali é um banheiro masculino ou</p><p>feminino; flechas apontam as mãos do trânsito; silhuetas humanas imitando</p><p>determinados movimentos simbolizam atividades esportivas; degraus avisam que há</p><p>uma escada por perto; e a clássica caveira sobre duas tíbias cruzadas adverte: perigo</p><p>à vista.</p><p>Estes são exemplos de glifos, refere JUNIOR (2018) palavra grega que significa</p><p>inscrição se comparados a seus ancestrais os aristocráticos hieróglifos egípcios, os</p><p>modernos até que são sinais muito corriqueiros. Enquanto os egípcios usavam os</p><p>hieróglifos apenas para adornar monumentos, templos e túmulos, os atuais glifos</p><p>podem ser encontrados por toda parte. A tal ponto estão incorporados à paisagem</p><p>urbana, em lugares públicos, mas também em fábricas e escritórios que chegam a ser</p><p>uma imagem de modernidade. Hieróglifos, em grego, significa inscrições sagradas.</p><p>Mas os glifos atuais são apenas utilitários. Eles foram se espalhando à medida que a</p><p>revolução nos transportes e comunicações produziu o turismo internacional de massa,</p><p>pondo a circular pelo mundo milhões de pessoas pouco familiarizadas com a língua</p><p>dos países visitados.</p><p>Daí a necessidade de uma linguagem que pudesse ser compreendida por</p><p>qualquer um, principalmente em lugares grandes, movimentados e complexos, como</p><p>os aeroportos, onde a informação rápida e precisa é fundamental não apenas para os</p><p>viajantes como também para o funcionamento do próprio sistema (JUNIOR, 2018).</p><p>Aliás, essa é mais uma diferença entre os atuais e antigos glifos. Enquanto os</p><p>sinais dos egípcios eram de propósito indecifráveis para os mortais comuns, os atuais</p><p>só têm sentido se forem facilmente identificáveis pelo maior número possível de</p><p>pessoas de todas as condições. No meio de tantas diferenças, há pelo menos uma</p><p>semelhança. Cada qual à sua maneira, os dois tipos de glifos são bonitos. Os atuais,</p><p>como resultado de muitas pesquisas dos especialistas em arquitetura, comunicação</p><p>visual, arte gráfica e design. Os antigos, como resultado de uma valorização cultural</p><p>comparável às tradicionais formas de arte, como a pintura ou a escultura (JUNIOR,</p><p>2018).</p><p>Usuario</p><p>Realce</p><p>Usuario</p><p>Realce</p><p>Usuario</p><p>Realce</p><p>Usuario</p><p>Realce</p><p>Usuario</p><p>Realce</p><p>28</p><p>7 MÚSICA: ORIGEM, LINGUAGEM E EPISTEMOLOGIA</p><p>Fonte: aupex.com.br</p><p>Na atualidade são poucas as instituições de ensino formal brasileiro que tem</p><p>trabalhado a música como uma linguagem auxiliar para o desenvolvimento psíquico,</p><p>social, mental e físico do indivíduo. Essa nobre função tem sido priorizada por algumas</p><p>instituições de ensino não formal e pelas ONGs, muitas delas, desenvolvendo</p><p>trabalhos pedagógico-musicais voltados para a educação especial e para as crianças</p><p>e jovens em situação de risco social. Nestes organismos vislumbra-se um ensino</p><p>musical com vistas ao aprimoramento da percepção, da sensibilidade, da</p><p>concentração, da sociabilidade, da coordenação corporal, da afetividade, da</p><p>disciplina, das emoções, ou um ensino para crianças e jovens que não teriam</p><p>condições monetárias de aprender um instrumento e almejam obter esse aprendizado</p><p>(LIMA, 2017).</p><p>A inclusão da música no ambiente educacional, principalmente na</p><p>educação básica, traz de volta parte da função a ela destinada pelos antigos</p><p>gregos. Nesse período, além do seu valor estético, a música tinha um sentido</p><p>fisiológico, ético e era considerada componente importante para a formação</p><p>da personalidade humana (LIMA, 2007).</p><p>Platão via na música um elemento essencial para a educação</p><p>do indivíduo. Para</p><p>ele todos os gregos deveriam aprender música. A teoria ética da música desenvolvida</p><p>Usuario</p><p>Realce</p><p>Usuario</p><p>Realce</p><p>Usuario</p><p>Realce</p><p>29</p><p>pelo filósofo Damon e, mais tarde aprimorada por Platão, acreditava que a virtude</p><p>podia ser ensinada e a música, quando utilizada de modo correto, era um dos meios</p><p>mais idôneos para se atingir esse objetivo (FUBINI, 1999, p. 59 apud LIMA, 2017).</p><p>7.1 A MÚSICA NA ESCOLA: OBJETIVOS E FORMAS DE APLICAÇÃO</p><p>Abre-te! Abre-te ouvido, para os sons do mundo, abre-te ouvido para os sons</p><p>existentes, desaparecidos, imaginados, pensados, sonhados, fruídos! Abre-</p><p>te para os sons originais, da criação do mundo, do início de todas as eras.</p><p>Para os sons rituais, para os sons míticos, místicos, mágicos. Encantados.</p><p>Para os sons de hoje e de amanhã. Para os sons da terra, do ar e da água.</p><p>Para os sons cósmicos, microcósmicos, macrocósmicos. Mas abre-te</p><p>também para os sons de aqui e de agora, para os sons do cotidiano, da</p><p>cidade, dos campos, das máquinas, dos animais, do corpo, da voz.... Abre-</p><p>te, ouvido, para os sons da vida... (FONTERRADA apud SCHAFER, 1992, p.</p><p>10 -11 apud CHIQUETO; ARALDI, 2009 apud CHIQUETO; ARALDI, 2009).</p><p>Várias definições versam sobre o significado de música: “Música é alguma</p><p>coisa de que se gosta; música é som organizado com ritmo e melodia; música é som</p><p>agradável aos ouvidos; música é arte ou música é uma atividade cultural relativa ao</p><p>som” (SCHAFER, 1996, p.25 apud SIQUEIRA, 2008).</p><p>A proposição estabelecida de maneira pioneira, prioriza o contato com a</p><p>natureza como representativo dos sons naturais, projetando atividades que venham a</p><p>reproduzir tais sons.</p><p>A música é parte integrante da formação humana. Sempre interagindo com seu</p><p>meio, o homem concebeu e confeccionou instrumentos variados, criou e exercitou</p><p>diferentes cânticos, desenvolvendo com a linguagem musical uma relação cada vez</p><p>mais rica e múltipla. Segundo Brito (1998 apud CHIQUETO; ARALDI, 2009), a música</p><p>é uma forma de linguagem que faz parte da cultura humana desde tempos remotos.</p><p>É uma forma de expressão e comunicação e se realiza por meio da apreciação e do</p><p>fazer musical. Entre as características da linguagem musical, é possível destacar o</p><p>caráter lúdico, ressaltando que a música é um jogo de relações entre som e silêncio;</p><p>a existência de diferentes sistemas de composição musical; que o ruído pode ser,</p><p>também, material musical e que a idéia musical é autônoma.</p><p>Durante o processo de musicalização, a criança desenvolve a capacidade de</p><p>expressar-se de modo integrado, realizando movimentos corporais enquanto canta ou</p><p>ouve uma música. De acordo com Souza (2000, p. 17 apud CHIQUETO; ARALDI,</p><p>Usuario</p><p>Realce</p><p>Usuario</p><p>Realce</p><p>Usuario</p><p>Realce</p><p>30</p><p>2009), “A tarefa básica da música na educação é fazer contato, promover experiências</p><p>com possibilidades de expressão musical e introduzir os conteúdos e as diversas</p><p>funções da música na sociedade, sob 10 condições atuais e históricas”.</p><p>Essa perspectiva destaca a necessidade de conhecer as realidades dos alunos</p><p>e compreender como eles se relacionam com música fora da escola, em quais</p><p>situações, sob que formas, por quais processos e procedimentos, com que objetivos,</p><p>com quais expectativas e interesses, para que seja possível construir práticas</p><p>pedagógico-musicais significativas, práticas essas que, ao incorporar as experiências</p><p>musicais extra-escolares dos alunos, possam ser ampliadas e aprofundadas (SOUZA,</p><p>2000 apud CHIQUETO; ARALDI, 2009).</p><p>7.2 ORIGEM DAS NOTAS MUSICAIS</p><p>Os nomes das pessoas sempre nascem inspirados em algo ou alguém. Os</p><p>nomes das notas musicais, também. Antigamente, as notas não tinham nome. Isso</p><p>dificultava a memorização dos sons. Segundo a lenda, a origem dos nomes das notas</p><p>musicais dó, ré, mi, fá, sol, lá, si está na música coral medieval. O monge italiano.</p><p>Cuido d'Arezzo (aprox. 990-1050) criou o sistema para nomear as notas. As seis</p><p>primeiras notas vieram das sílabas iniciais das 6 primeiras frases do hino de louvor a</p><p>São João Batista, padroeiro dos cantores medievais. Escrito por Paolo Diacono</p><p>(aprox. 720-799), cada frase tinha uma escala acima da anterior, exatamente como</p><p>as notas fundamentais (SANDRONI, 2012).</p><p>7.3 MÚSICA COMO CIÊNCIA</p><p>O que são as notas musicais? Nota musical é o nome que se dá a cada</p><p>elemento que compõe o som. Formada por um único modo de vibração do ar, cada</p><p>nota tem uma duração e uma frequência diferente.</p><p>E o que isso tem a ver com Ciências? Tudo! Afinal, o som é um fenômeno físico.</p><p>O som é constituído por uma onda (ou conjunto de ondas) propagada no ar em</p><p>determinada frequência. A unidade utilizada para descrever o som em nomenclatura</p><p>física é o Hz (hertz). Se as ondas tiverem frequência de 20Hz a 20.000Hz, o ouvido</p><p>Usuario</p><p>Realce</p><p>Usuario</p><p>Realce</p><p>Usuario</p><p>Realce</p><p>Usuario</p><p>Realce</p><p>Usuario</p><p>Realce</p><p>Usuario</p><p>Realce</p><p>31</p><p>humano as receberá vibrando na mesma frequência, produzindo sensações neurais,</p><p>a que damos o nome de som. Estas sensações podem variar, de acordo com a faixa</p><p>de frequência captada. Quando a frequência é inferior a esse valor, entre 20Hz a</p><p>100Hz, por exemplo, o som é registrado pelos ouvidos como grave, e quando a</p><p>frequência é elevada (acima de 400Hz, por exemplo) ele soa de forma aguda</p><p>(SIQUEIRA, 2008).</p><p>As frequências propagam-se em um determinado intervalo de tempo e podem</p><p>ser mais longas ou mais curtas, refere o autor acima o que determina sua duração.</p><p>Quando vemos as notas dispostas numa pauta, elas não estão lá casualmente. A</p><p>posição que cada uma delas ocupa representa a sua altura. A combinação de notas</p><p>é o que produz a arte da música. Quando elas são tocadas ao mesmo tempo,</p><p>produzem a harmonia. Já a sequência com que elas são tocadas define a melodia.</p><p>7.4 APRECIAÇÃO, EXECUÇÃO E COMPOSIÇÃO</p><p>Segundo Hentschke e Del Ben (2003 apud CHIQUETO; ARALDI, 2009), as</p><p>atividades de composição, execução e apreciação são aquelas que propiciam um</p><p>envolvimento direto com a música, possibilitando a construção do conhecimento</p><p>musical pela ação do próprio indivíduo. Portanto, essa proposta foi estruturada sob o</p><p>tripé: apreciação musical, execução musical e criação/composição musical. Ao final</p><p>das atividades do projeto, os alunos vivenciaram cada um desses momentos e, por</p><p>relacionarem-se de maneira flexível, as práticas foram intercaladas, dependendo do</p><p>rendimento e grau de interesse da turma.</p><p>• Apreciação Musical: O sentir e o perceber são formas de apreciação e</p><p>apropriação das criações artísticas. Foi feita através da visualização e da audição de</p><p>experiências já feitas e composições criadas por diversos artistas com a utilização de</p><p>materiais alternativos, a fim de despertar a sensibilidade estética e artística. O uso</p><p>criativo de materiais alternativos para a realização musical, analisados em vídeos e</p><p>escutas de CDs, foi colocado em discussão e estudo durante as aulas. Foram</p><p>enfocados grupos como o Uakti, que serve de inspiração para a construção de</p><p>instrumentos com tubos de PVC, madeira, vidro; shows como o grupo inglês Stomp e</p><p>Patubatê, que parte de situações do cotidiano para criar números musicais com</p><p>Usuario</p><p>Realce</p><p>Usuario</p><p>Realce</p><p>Usuario</p><p>Realce</p><p>Usuario</p><p>Realce</p><p>Usuario</p><p>Realce</p><p>Usuario</p><p>Realce</p><p>Usuario</p><p>Realce</p><p>32</p><p>baldes, panelas, jornais, isqueiros, bolas, etc.; e os americanos do Blue Man Group,</p><p>que utilizam o PVC de forma diferente do Uakti, inserindo seus instrumentos em show</p><p>performáticos (CHIQUETO; ARALDI, 2009).</p><p>• Execução Musical: Foram realizadas práticas musicais individuais e em grupo,</p><p>que desenvolveram a musicalidade com os materiais escolhidos, formando conceitos</p><p>musicais através da aquisição de habilidades com o manuseio do som criado com</p><p>diversos aparatos. Foram trabalhadas as qualidades do som: Altura, duração</p><p>intensidade e timbre, mencionadas conforme os questionamentos durante as</p><p>experimentações com os objetos e instrumentos alternativos (CHIQUETO;</p><p>ARALDI,</p><p>2009).</p><p>• Composição Musical: Possibilitou que os alunos produzissem um trabalho</p><p>artístico com sons alternativos, desenvolvendo suas capacidades cognitivas, afetivas</p><p>e psicomotoras através de combinações de sons e movimentos corporais. Os alunos</p><p>experimentaram esse processo de maneira individual ou em grupo, de modo a se</p><p>expressar pela música, com objetos sonoros e instrumentos musicais confeccionados</p><p>por eles. Estudos mostram que tais atividades (apreciação – execução – composição)</p><p>se retroalimentam (SWANWICK e FRANÇA, 1999 apud CHIQUETO; ARALDI, 2009)</p><p>ou seja, o desenvolvimento musical do aluno por meio da apreciação, certamente</p><p>influenciará a sua atividade de execução e/ou composição e vice-versa.</p><p>No entendimento de Beineke (2003 apud CHIQUETO; ARALDI, 2009), é</p><p>principalmente na proposta da composição e arranjo que cada aluno colabora</p><p>segundo seus interesses, trazendo suas preferências musicais e assumindo funções</p><p>diversas no uso de suas habilidades, fazendo surgir o instrumentista, o arranjador, o</p><p>cantor, o maestro e o ouvinte crítico.</p><p>É importante citar também as Diretrizes Curriculares de Arte para a Educação</p><p>Básica (2008), que recomenda ao professor contemplar o conjunto de conhecimentos</p><p>ligados à organização, articulação, registro e produção dos sons, de maneira a criar</p><p>ou identificar uma estrutura musical, reconhecendo-a auditivamente. O aluno deve ser</p><p>capaz de ampliar sua percepção sonora e musical, memorização, organização sonora,</p><p>registro, execução e interpretação dos sons memorizados e registrados, de modo a</p><p>compreender e avaliar o que foi experimentado e apreciado. O estudo sobre essa</p><p>temática, permitiu a fundamentação e a instrumentalização para implementar a</p><p>Usuario</p><p>Realce</p><p>Usuario</p><p>Realce</p><p>Usuario</p><p>Realce</p><p>33</p><p>proposta em sala de aula. A seguir apresentamos os resultados das aulas e seus</p><p>desdobramentos.</p><p>7.5 A MÚSICA, O LÚDICO E A APRENDIZAGEM ESCOLAR</p><p>Segundo Siqueira (2008) o comportamento das crianças, diante da música,</p><p>tem-se modificado no decorrer dos tempos. Há algumas décadas mais</p><p>especificamente em relação ao canto o repertório infantil era, basicamente, oral e,</p><p>predominantemente, formado por canções folclóricas. Certamente havia um contexto</p><p>onde essas canções faziam sentido. É muito comum se ouvir dizer que “os jogos e as</p><p>atividades lúdicas não servem para nada e não têm nenhuma significação dentro das</p><p>escolas, a não ser na educação física”. Teóricos endossam que as atividades lúdicas</p><p>em geral são de fundamental importância na aprendizagem de qualquer criança. Esta</p><p>fase psicológica do lúdico na infância é exaustivamente objeto de estudos de teóricos</p><p>como Freud.</p><p>8 MÚSICA POPULAR</p><p>A Música Popular Brasileira (MPB) tem suas origens no Brasil colônia, a partir</p><p>da mistura de vários estilos Leal (2006) alega que a MPB surgiu quando brancos,</p><p>índios e negros integraram os ritmos e os sons de suas etnias e os disseminaram em</p><p>todas as classes sociais. Entre os séculos XVI e XVIII, por exemplo, havia em nosso</p><p>país a presença das cantigas populares, dos sons de origem africana, das fanfarras</p><p>militares, das músicas religiosas e músicas eruditas europeias, além dos cantos</p><p>indígenas e sons tribais.</p><p>Nos séculos XVIII e XIX, com o desenvolvimento e aumento demográfico das</p><p>cidades, os ritmos mais marcantes foram o Lundu e a Modinha. O Lundu, de origem</p><p>africana, possuía um forte caráter sensual e uma batida rítmica dançante. Já a</p><p>Modinha, de origem portuguesa, trazia a melancolia e falava de amor numa batida</p><p>calma e erudita (LEAL, 2006).</p><p>Nos saraus, espécie de reunião onde se recitavam poemas e se cantavam</p><p>músicas em tardes e noites cariocas, os dois gêneros causavam furor entre os jovens</p><p>Usuario</p><p>Realce</p><p>Usuario</p><p>Realce</p><p>Usuario</p><p>Realce</p><p>Usuario</p><p>Realce</p><p>Usuario</p><p>Realce</p><p>34</p><p>enamorados. Eram nestes encontros musicais que se podiam ouvir pianos, violas e</p><p>cantores diletantes, derramando lirismo e sarcasmo (LEAL, 2006).</p><p>Fonte: efemeridesdoefemello.com</p><p>A Modinha refere o autor acima foi gênero lírico, cantando o amor impossível,</p><p>as queixas dos apaixonados e desiludidos. Já o Lundu era gênero cômico com letras</p><p>engraçadas e cheias de duplo sentido, que levavam os ouvintes às gargalhadas</p><p>muitas vezes. O mais importante compositor e cantor de modinhas e lundus, no século</p><p>XVIII, Domingos Caldas Barbosa, era um padre que não usava batina e tocava viola.</p><p>Na segunda metade do século XIX, surge o Choro ou Chorinho, a partir da</p><p>mistura do Lundu, da Modinha e da Dança de Salão Europeia. Em 1899, a cantora</p><p>Chiquinha Gonzaga compõe a música Abre Alas, uma das mais conhecidas</p><p>marchinhas carnavalescas da história (LEAL, 2006).</p><p>De acordo com PAULA (2008) a história do choro iniciou em meados do século</p><p>XIX, época em que as danças de salão passaram a ser importadas da Europa. A</p><p>abolição do tráfico de escravos, em 1850, provocou o surgimento de uma classe média</p><p>urbana, composta por pequenos comerciantes e funcionários públicos, geralmente de</p><p>origem negra, segmento de público que mais se interessou por esse gênero de</p><p>música. No início do século XX começam a surgir as bases do que seria o Samba.</p><p>Dos morros e dos cortiços do Rio de Janeiro, começam a se misturar os batuques e</p><p>Usuario</p><p>Realce</p><p>Usuario</p><p>Realce</p><p>Usuario</p><p>Realce</p><p>Usuario</p><p>Realce</p><p>Usuario</p><p>Realce</p><p>Usuario</p><p>Realce</p><p>35</p><p>rodas de capoeira com os pagodes e as batidas em homenagem aos orixás. O</p><p>carnaval começa a tomar forma com a participação expressiva de ex-escravos e seus</p><p>descendentes.</p><p>O ano de 1917 é um marco, pois Ernesto dos Santos, o Donga, compõe o</p><p>primeiro samba que se tem notícia: Pelo Telefone. Neste mesmo ano, aparece a</p><p>primeira gravação de Pixinguinha, importante cantor e compositor da MPB do início</p><p>do século XIX. Com o crescimento e popularização do rádio nas décadas de 1920 e</p><p>1930, a Música Popular Brasileira cresce ainda mais. Nesta época inicial do rádio</p><p>brasileiro, destacam-se os seguintes cantores e compositores: Ary Barroso, Lamartine</p><p>Babo, Dorival Caymmi, Lupicínio Rodrigues e Noel Rosa. Surgem também os grandes</p><p>intérpretes da música popular brasileira: Carmen Miranda, Mário Reis e Francisco</p><p>Alves (PAULA, 2008).</p><p>Nos anos de 1940 na visão de Fagundes (2017) ganha destaque no cenário</p><p>musical brasileiro Luiz Gonzaga, o "rei do Baião". Nesta mesma época surgiu o</p><p>Samba-Canção, com um ritmo mais calmo e orquestrado, e canções que falavam</p><p>principalmente de amor. Destacam-se neste contexto musical: Dolores Duran,</p><p>Emilinha Borba, Dalva de Oliveira, Ângela Maria e Caubi Peixoto.</p><p>Na década de 1950 surge a Bossa Nova, um estilo sofisticado e suave.</p><p>Destaque para Elizeth Cardoso, Tom Jobim e João Gilberto. A Bossa Nova leva as</p><p>belezas brasileiras para o exterior, fazendo grande sucesso, principalmente nos</p><p>Estados Unidos (FAGUNDES, 2017).</p><p>A televisão começou a se popularizar em meados da década de 1960,</p><p>influenciando na música. Nesta época, a TV Record organizou o Festival de Música</p><p>Popular Brasileira. Nestes festivais são lançados Milton Nascimento, Elis Regina,</p><p>Chico Buarque de Holanda, Caetano Veloso e Edu Lobo. Neste mesmo período, a TV</p><p>Record lança o programa musical Jovem Guarda, onde despontam os cantores</p><p>Roberto Carlos e Erasmo Carlos e a cantora Wanderléa. No final da década de 1960,</p><p>as músicas "Domingo no parque", de Gilberto Gil, e "Alegria, alegria", de Caetano</p><p>Veloso, deram início ao movimento musical chamado Tropicalismo, organizado não</p><p>só por esses dois compositores, como também por Tom Zé, Os Mutantes e Torquato</p><p>Neto (MENEGUEL, 2016).</p><p>Usuario</p><p>Realce</p><p>Usuario</p><p>Realce</p><p>Usuario</p><p>Realce</p><p>36</p><p>Na década de 1970, vários músicos começam a fazer sucesso nos quatro</p><p>cantos do país. Nara Leão grava músicas de Cartola e Nelson do Cavaquinho. Vindas</p><p>da Bahia, Gal Costa e Maria Bethânia fazem sucesso nas grandes cidades. O mesmo</p><p>acontece com Djavan (Alagoas), Fafá de Belém (Pará), Clara Nunes (Minas Gerais),</p><p>Belchior e Fagner (Ceará), Alceu Valença (Pernambuco) e Elba Ramalho (Paraíba).</p><p>No cenário do rock brasileiro destacam-se Raul Seixas e Rita Lee. No cenário funk</p><p>aparecem Tim Maia e Jorge Ben Jor (MENEGUEL, 2016, p. 1).</p><p>37</p><p>9 BIBLIOGRAFIA</p><p>BONILHA, Caroline. Gonzaga. Arquitetura egípcia, [S. l.], p. 1-4, 14 maio 2011.</p><p>CANTO, Fernanda Soares Godoi Yano do; BRITO, Maria Cristina Ponçano; DIAS,</p><p>Carmen Lúcia. Unoeste. A importância das linguagens artísticas no</p><p>desenvolvimento infantil, [S. l.], p. 1-7, 8 out. 2013.</p><p>CHIQUETO, Marcia Rosane; ARALDI, JUCIANE. Dia-dia-educação. Uma</p><p>experiência com sons alternativos, [S. l.], p. 1-38, 18 ago. 2009.</p><p>DOBERSTEIN, Arnoldo Walter. Bibliodigit. O EGITO ANTIGO, Porto Alegre, p. 1-176,</p><p>16 jun. 2010.</p><p>FAGUNDES, Luciana Pessanha. Scielo. Música e guerra: impactos da Primeira</p><p>Guerra Mundial no cenário musical carioca, São Paulo, p. 1-7, 27 dez. 2017.</p><p>FREIRES, Orlane Pereira; TANANTA, Eduardo da Costa; HOLANDA, Paulo César</p><p>Marques. Teses. A importância do ensino das artes na educação, Boa Vista, p. 1-</p><p>10, 18 nov. 2016.</p><p>JUNIOR, Garcia. ENTENDENDO A ARTE. Artes Visuais, [S. l.], p. 1-59, 14 out. 2018.</p><p>LEAL, Elisabete da Costa. Scielo. O calendário republicano e a festa cívica do</p><p>descobrimento do Brasil em 1890: versões de história e militância positivista,</p><p>São Paulo, p. 1-8, 25 nov. 2006.</p><p>LIMA, Sonia Regina Albano de. Core. A música e as artes auxiliando o</p><p>desenvolvimento humano, Ribeirão Preto, p. 1-21, 18 jun. 2017.</p><p>38</p><p>MENEGUEL, Yvonete Pedra. Diaadiaeducacao. O rádio no brasil: do surgimento à</p><p>década de 1940 e a primeira emissora de rádio em guarapuava, [S. l.], p. 1-27, 14</p><p>ago. 2016.</p><p>NETO, Rivaldo Bevenuto de Oliveira. Ufrn. A relação entre a teoria e a prática no</p><p>ensino de arte na escola, Rio Grande do Norte, p. 1-8, 14 out. 2019.</p><p>PASSOS, Juliana Cunha. Ufrgs. Arte como discurso ou a discursividade nas</p><p>linguagens artísticas, Campinas, p. 1-18, 14 nov. 2011.</p><p>PAULA, DANIEL AUGUSTO MEIRA DE. Repositorio. DANÇA DE SALÃO:</p><p>HISTÓRIA E EVOLUÇÃO, Rio Claro, p. 1-25, 19 maio 2008.</p><p>RAMPANELLI, Marlene; LIPPMANN, Eglecy. Tribunadonorte. Os desafios da escola</p><p>pública paranaense na perspectiva do professor pde, Paraná, p. 1-18, 14 ago.</p><p>2013.</p><p>SANDRONI , Fernando. Ufsc. Música e harmonia, Florianópolis, p. 1-24, 12 out.</p><p>2012.</p><p>SIQUEIRA, Kárpio Márcio de. Unirios. linguagem musical: Uma Abordagem da</p><p>Música Sob a Perspectiva Arte-Educativa., [S. l.], p. 1-7, 2 dez. 2008.</p><p>SOARES, Ana Cecília. Uninta. História da Arte, Sobral, p. 1-80, 14 set. 2017.</p><p>TAVARES, Monica. Scielo. Fundamentos estéticos da arte aberta à recepção, São</p><p>Paulo, p. 1-10, 14 set. 2003.</p>