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<p>Estado de Goiás</p><p>Secretaria de Estado da Educação</p><p>Superintendência de Ensino Médio</p><p>Gerência da Mediação Tecnológica</p><p>2023</p><p>ESTADO DE GOIÁS</p><p>SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO</p><p>Governador do Estado de Goiás</p><p>Ronaldo Ramos Caiado</p><p>Vice Governador do Estado de Goiás</p><p>Lincoln Graziane Pereira da Rocha</p><p>Secretária de Estado da Educação</p><p>Aparecida de Fátima Gavioli Soares Pereira</p><p>Superintendente de Ensino Médio</p><p>Osvany da Costa Gundim Cardoso</p><p>Gerente de Mediação Tecnológica</p><p>Wanda Maria de Carvalho</p><p>Coordenadora Pedagógica de Mediação Tecnológica</p><p>Luciane Aparecida de Oliveira Rodrigues</p><p>ELABORARDORES/AS</p><p>Linguagens e suas Tecnologias</p><p>Daniela de Souza Ferreira Mesquita – Coordenadora de Área/Língua Portuguesa</p><p>Guilherme Francisco Oliveira Cruvinel – Língua Estrangeira/Inglês</p><p>Ivair Alves de Souza – Língua Portuguesa</p><p>Luciana Evangelista Mendes – Língua Estrangeira/Espanhol</p><p>Luiz Carlos Silva Junior – Educação Física</p><p>Maria Caroline Guimarães Leite Logatti – Arte/Mundo do Trabalho</p><p>Matemática e suas Tecnologias</p><p>Luan de Souza Bezerra – Coordenador de Área</p><p>Evandro de Moura Rios</p><p>Luara Laressa Ferreira dos Santos Lima</p><p>Ujeverson Tavares Sampaio</p><p>Ciências Humanas e Sociais Aplicadas</p><p>Pedro Ivo Jorge de Faria – Coordenador de Área/História</p><p>Alejandro de Freitas Paulino Matos – Geografia</p><p>Carlos César Higa – Sociologia/Mundo do Trabalho</p><p>Gustavo Henrique José Barbosa – Sociologia/Filosofia/Projeto de Vida</p><p>Ciências da Natureza e suas Tecnologias</p><p>Rosimeire Silva de Carvalho – Coordenadora de Área/ Química</p><p>Francisco Rocha – Física</p><p>George Fontenelle Costa – Física</p><p>Luiz Carlos Silva Júnior – Biologia</p><p>Núbia Pontes Pereira – Biologia</p><p>Revisão</p><p>Daniela de Souza Ferreira Mesquita</p><p>Designer Gráfico</p><p>Hugo Leandro de Leles Carvalho – Capa</p><p>EQUIPE GOIÁS TEC</p><p>TELEFONE: 3201-3253</p><p>E-MAIL: gmt@seduc.go.gov.br</p><p>© Copyright 2022 – Goiás Tec Ensino Médio ao Alcance de Todos</p><p>“Todos os direitos reservados”</p><p>Sumário</p><p>LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS ............................................................................ 5</p><p>CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS .......................................................127</p><p>MATEMÁTICA E SUAS TECNOLOGIAS ........................................................................ 207</p><p>CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS APLICADAS .............................................................235</p><p>PROJETO DE VIDA ..................................................................................................... 297</p><p>Linguagens e</p><p>suas Tecnologias</p><p>LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS</p><p>6</p><p>COMPETÊNCIAS DA BNCC PARA A ÁREA DE LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS</p><p>1 - Compreender o funcionamento das diferentes linguagens e práticas culturais (artísticas, corporais e</p><p>verbais) e mobilizar esses conhecimentos na recepção e produção de discursos, nos diferentes campos de</p><p>atuação social e nas diversas mídias, para ampliar as formas de participação social, o entendimento e as</p><p>possibilidades de explicação e interpretação crítica da realidade e para continuar aprendendo.</p><p>2 - Compreender os processos identitários, conflitos e relações de poder que permeiam as práticas sociais</p><p>de linguagem, respeitando as diversidades e a pluralidade de ideias e posições, e atuar socialmente com</p><p>base em princípios e valores assentados na democracia, na igualdade e nos Direitos Humanos, exercitando</p><p>o autoconhecimento, a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a cooperação, e combatendo precon-</p><p>ceitos de qualquer natureza.</p><p>3 - Utilizar diferentes linguagens (artísticas, corporais e verbais) para exercer, com autonomia e colaboração,</p><p>protagonismo e autoria na vida pessoal e coletiva, de forma crítica, criativa, ética e solidária, defendendo</p><p>pontos de vista que respeitem o outro e promovam os Direitos Humanos, a consciência socioambiental e o</p><p>consumo responsável, em âmbito local, regional e global.</p><p>6 - Apreciar esteticamente as mais diversas produções artísticas e culturais, considerando suas características</p><p>locais, regionais e globais, e mobilizar seus conhecimentos sobre as linguagens artísticas para dar significa-</p><p>do e (re)construir produções autorais individuais e coletivas, exercendo protagonismo de maneira crítica e</p><p>criativa, com respeito à diversidade de saberes, identidades e culturas.</p><p>5 - Compreender os processos de produção e negociação de sentidos nas práticas corporais, reconhecendo-as</p><p>e vivenciando-as como formas de expressão de valores e identidades, em uma perspectiva democrática e</p><p>de respeito à diversidade.</p><p>4 - Compreender as línguas como fenômeno (geo)político, histórico, cultural, social, variável, heterogêneo e</p><p>sensível aos contextos de uso, reconhecendo suas variedades e vivenciando-as como formas de expressões</p><p>identitárias, pessoais e coletivas, bem como agindo no enfrentamento de preconceitos de qualquer natureza.</p><p>7 - Mobilizar práticas de linguagem no universo digital, considerando as dimensões técnicas, críticas, criativas,</p><p>éticas e estéticas, para expandir as formas de produzir sentidos, de engajar-se em práticas autorais e coletivas,</p><p>e de aprender a aprender nos campos da ciência, cultura, trabalho, informação e vida pessoal e coletiva.</p><p>Fonte: Documento Curricular Para Goiás – Etapa Ensino Médio</p><p>COMPETÊNCIAS E HABILIDADES - DCGOEM – 1º BIMESTRE</p><p>(EM13LGG101) Compreender e analisar</p><p>processos de produção e circulação de dis-</p><p>cursos, nas diferentes linguagens, para fa-</p><p>zer escolhas fundamentadas em função de</p><p>interesses pessoais e coletivos.</p><p>(GO-EMLGG101A) Identificar as várias tipologias textuais e gêneros dis-</p><p>cursivos de circulação cotidiana, analisando as diferentes linguagens para</p><p>possibilitar a criticidade e promover a adequação textual.</p><p>(EM13LGG201) Utilizar as diversas lingua-</p><p>gens (artísticas, corporais e verbais) em</p><p>diferentes contextos, valorizando-as como</p><p>fenômeno social, cultural, histórico, variá-</p><p>vel, heterogêneo e sensível aos contextos</p><p>de uso.</p><p>(GO-EMLGG201A) Sintetizar e resenhar textos, utilizando paráfrases,</p><p>marcas do discurso reportado e citações, para empregar em textos de</p><p>divulgação de estudos e pesquisas.</p><p>(EM13LGG203) Analisar os diálogos e os</p><p>processos de disputa por legitimidade nas</p><p>práticas de linguagem e em suas produções</p><p>(artísticas, corporais e verbais).</p><p>(GO-EMLGG203A) Questionar o uso de debates, quanto ao raciocínio críti-</p><p>co, analítico de questões sociais, presentes em textos midiáticos de âmbito</p><p>nacional e local, examinando diálogos nas diversas práticas de linguagem</p><p>para ampliar as possibilidades de construção de sentido e análise crítica.</p><p>(GO-EMLGG203B) Promover debates e discussões de temas de interesses</p><p>da juventude, apropriando-se de bases legais, como o Estatuto da Juven-</p><p>tude e as políticas públicas vigentes, para tornarem-se protagonistas de</p><p>ações que contemplem a condição juvenil.</p><p>LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS</p><p>7</p><p>(EM13LGG602)</p><p>Fruir e apreciar esteticamente diversas ma-</p><p>nifestações artísticas e culturais, das locais</p><p>às mundiais, assim como delas participar, de</p><p>modo a aguçar continuamente a sensibilida-</p><p>de, a imaginação e a criatividade.</p><p>(GO-EMLGG602A) Apreender diversas manifestações artísticas, conside-</p><p>rando os elementos da linguagem em Artes Visuais, Dança, Música ou Tea-</p><p>tro para apreciar esteticamente suas obras e o conjunto de suas práticas.</p><p>(GO-EMLGG602B) Observar manifestações artísticas de culturas: local, re-</p><p>gional e mundial, analisando os elementos da linguagem em Artes Visuais,</p><p>Dança, Música ou Teatro para ampliar seu repertório de conhecimento</p><p>estético- artístico.</p><p>(GO-EMLGG602C) Experienciar diversas práticas artísticas, fruindo através</p><p>dos elementos da linguagem em Artes Visuais, Dança, Música ou Teatro</p><p>para potencializar o desenvolvimento pessoal de sua sensibilidade, ima-</p><p>ginação e criatividade.</p><p>(EM13LGG501) Selecionar e utilizar movi-</p><p>mentos corporais de forma consciente e</p><p>intencional para interagir socialmente em</p><p>práticas corporais, de modo a estabelecer</p><p>relações construtivas, empáticas, éticas e de</p><p>respeito às diferenças.</p><p>(GO-EMLGG501B) Enumerar os espaços de infraestrutura (quadras, praças,</p><p>de luz e muitos outros efeitos. A iluminação é muito</p><p>importante para o teatro, pois através dela pode-</p><p>mos ambientar a cena e ampliar as emoções nela</p><p>exploradas. É fundamental que o iluminador conheça</p><p>bem o texto e as marcações cênicas determinadas</p><p>pelo diretor do espetáculo. O iluminador é aquele</p><p>que concebe e planeja a colocação das luzes em uma</p><p>peça teatral.</p><p>O trabalho com luz na arte já vem desde o teatro</p><p>grego, onde a luz era exclusivamente natural, os es-</p><p>petáculos iniciavam com o nascer do sol e, às vezes,</p><p>avançavam à noite. Esses artistas utilizavam da criati-</p><p>vidade e buscavam sempre a luz para poder produzir;</p><p>indo atrás de locais com luzes abundantes e auxílio</p><p>do fogo para fazer suas produções. Hoje em dia a luz</p><p>fica dentro dos espaços cênicos podendo compor um</p><p>bom cenário.</p><p>O conhecimento técnico é indispensável para um</p><p>bom profissional da área. É preciso saber lidar com</p><p>equipamentos, para se ter noção do ângulo para os</p><p>refletores, por exemplo, conhecer a cabine de con-</p><p>trole de onde se pode acionar todos os itens do es-</p><p>petáculo.</p><p>Primeiramente se prepara o esboço, que são de-</p><p>senhos que servem para materializar as ideias. Em</p><p>seguida, os esboços são repensados, até se tornarem</p><p>realidade de um projeto, virando o mapa de luz. Po-</p><p>dendo criar atmosferas lindas dentro do espetácu-</p><p>lo como, por exemplo: se a peça é mais dramática,</p><p>você utiliza uma velocidade x na cena. Se o ator está</p><p>em evidência, pode-se aumentar a luz. Dar sentido</p><p>a sentimentos e condições espirituais (ódio, prazer,</p><p>felicidade, amor, glória etc.) dos atores, atrizes e ele-</p><p>mentos na atuação.</p><p>Enfatizando alguns momentos primordiais na cena</p><p>como até mesmo o clima do ambiente cênico (frio,</p><p>calor etc.). De tensão: referentes a momentos que</p><p>sugerem condições psicológicas de apreensão, deleite</p><p>etc. Isso tudo é possível com a mudança de cores,</p><p>dando estímulo visual referente a efeitos de ilumina-</p><p>ção que provocam efeitos na retina do espectador.</p><p>A utilização da iluminação é mais um elemento</p><p>cênico. Os objetos de cena, adereços, maquiagens,</p><p>figurinos e cenários, na maioria das vezes precisam</p><p>ser testados com a luz para não dar uma alusão ines-</p><p>perada para o espetáculo. Nesse sentido, a sombra</p><p>também se torna uma linguagem plástica e como já</p><p>podemos entender a luz transforma todos os elemen-</p><p>tos da cena se tornando uma ferramenta de auxílio</p><p>que, por instantes, pode até virar protagonista de um</p><p>espetáculo.</p><p>6 – Elementos das Artes Visuais</p><p>Linguagem visual é todo tipo de comunicação que</p><p>se dá através de imagens e símbolos. Os elementos</p><p>visuais constituem a substância básica daquilo que</p><p>vemos, são a matéria-prima de toda informação vi-</p><p>sual. Entretanto, esses elementos isolados não repre-</p><p>sentam nada, não tem significados preestabelecidos,</p><p>LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS</p><p>25</p><p>nada definem antes de entrarem num contexto for-</p><p>mal.</p><p>De acordo com o estudo de vários autores, po-</p><p>dem-se identificar como principais elementos visuais:</p><p>o ponto, a linha, a forma, o plano, a textura, e a cor.</p><p>1. Ponto</p><p>Definições:</p><p>O ponto é o elemento básico da geometria, atra-</p><p>vés do qual se originam todas as outras formas ge-</p><p>ométricas.</p><p>Ponto é o lugar onde duas linhas se cruzam.</p><p>Ponto é um sinal sem dimensões, deixado na su-</p><p>perfície.</p><p>Ponto é a unidade de comunicação visual mais</p><p>simples e irredutivelmente mínima (DONDIS, 1997).</p><p>Considera-se como ponto qualquer elemento que</p><p>funcione como forte centro de atração visual dentro</p><p>de um esquema estrutural, seja numa composição ou</p><p>num objeto (FORTES, 2001).</p><p>Formas de Representação do Ponto</p><p>O ponto pode ser representado graficamente de</p><p>duas maneiras: pela interseção de duas linhas ou por</p><p>um simples toque na superfície com um instrumento</p><p>apropriado. É identificado através de uma letra mai-</p><p>úscula do nosso alfabeto.</p><p>Utilização do Ponto nas Artes Visuais</p><p>Qualquer ponto tem grande poder de atração vi-</p><p>sual, quando juntos eles são capazes de dirigir o olhar</p><p>do espectador. Essa capacidade de conduzir o olhar é</p><p>intensificada pela maior proximidade dos pontos, ou</p><p>seja, quanto mais próximos uns dos outros estiverem</p><p>os pontos, mais rápido será o movimento visual.</p><p>Nas artes visuais um único ponto não é capaz de</p><p>construir uma imagem. Porém com um conjunto de</p><p>pontos podemos obter imagens visuais casuais ou</p><p>organizadas.</p><p>Em grande número e justapostos os pontos criam</p><p>a ilusão de tom ou de cor.</p><p>Observe:</p><p>Georges Seurat.</p><p>2. Linha</p><p>Definições</p><p>Linha é a trajetória definida pelo movimento de</p><p>um ponto no espaço;</p><p>Linha é um conjunto de pontos que se sucedem</p><p>uns aos outros, numa sequência infinita;</p><p>Linha é o elemento visual que mostra direcio-</p><p>namentos, delimita e insinua formas, cria texturas,</p><p>carrega em si a ideia de movimento.</p><p>Classificação</p><p>Alguns autores classificam as linhas simplesmente</p><p>como físicas, geométricas e geométricas gráficas.</p><p>Físicas – são aquelas que podem ser enxergadas</p><p>pelo homem no meio ambiente. Ex.: fios de lã, bar-</p><p>bantes, rachaduras de pisos, fios elétricos etc.</p><p>Geométricas – apresentam comprimento ilimi-</p><p>tado não possuindo altura e espessura, sendo apre-</p><p>sentadas através da imaginação de cada um de nós</p><p>quando observamos a natureza.</p><p>Geométricas gráficas – são linhas desenhadas</p><p>numa superfície, sendo concretizadas quando colo-</p><p>camos a ponta de qualquer material gráfico sobre uma</p><p>superfície e o movemos seguindo uma direção.</p><p>Em artes Visuais, estudaremos as linhas geométri-</p><p>cas gráficas que são classificadas quanto ao formato</p><p>em SIMPLES e COMPLEXAS. As linhas simples podem</p><p>ser retas ou curvas. Observe:</p><p>LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS</p><p>26</p><p>Utilização das Linhas nas Artes Visuais</p><p>As linhas nascem do poder de abstração da mente humana, uma vez que não há linhas corpóreas no espaço</p><p>natural. Elas só se tornam fato físico quando são representadas pela mão humana.</p><p>Independente de onde seja utilizada, a linha é o instrumento fundamental da pré-visualização, ou seja, ela</p><p>é o meio de apresentar em forma palpável, concreta, aquilo que só existe na imaginação.</p><p>Nas artes visuais, a linha é o elemento essencial do desenho, seja ele feito a mão livre ou por intermédio</p><p>de instrumentos.</p><p>Segundo ARNHEIM (1994) as linhas apresentam-se basicamente de 3 modos diferentes nas artes visuais:</p><p>Significados Expressos pelas Linhas</p><p>A linha pode assumir formas muito diversas para expressar uma grande variedade de estados de espírito,</p><p>uma vez que reflete a intenção do artista, seus sentimentos e emoções e principalmente sua visão de mundo.</p><p>LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS</p><p>27</p><p>Quando predomina uma direção, a linha possui uma tensão que pode ser associada a determinado sen-</p><p>timento ou sensação. Exemplos:</p><p>3. a Forma</p><p>Forma é o aspecto exterior dos objetos reais, imaginários ou representados. A linha descreve uma forma,</p><p>ou seja, uma linha que se fecha dá origem a uma forma. Na linguagem das artes visuais, a linha articula a</p><p>complexidade da forma.</p><p>Formas Básicas</p><p>Existem três formas básicas: o quadrado, o círculo e o triângulo equilátero. Cada uma das formas básicas</p><p>tem suas características específicas, e a cada uma se atribui uma grande quantidade de significados, alguns</p><p>por associação, outros por vinculação arbitrária, e outros, ainda, através de nossas próprias percepções psi-</p><p>cológicas e fisiológicas. Ao quadrado se associam enfado, honestidade, retidão e esmero; ao triângulo ação,</p><p>conflito, tensão; ao círculo, infinitude, calidez, proteção.</p><p>Todas as formas básicas são figuras planas e simples, fundamentais, que podem ser descritas e construídas</p><p>verbalmente ou visualmente.</p><p>LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS</p><p>28</p><p>4. Plano e Superfície</p><p>O plano é uma superfície sem ondulações, de ex-</p><p>tensão infinita, ou seja, uma superfície plana que se</p><p>estende infinitamente em todas as direções possíveis.</p><p>Temos a noção de um plano quando imaginamos uma</p><p>superfície plana ilimitada e sem espessura.</p><p>Pense numa folha de papel prolongada infinita-</p><p>mente em todas as direções, desprezando a sua es-</p><p>pessura.</p><p>A representação do plano será feita</p><p>através de</p><p>uma figura que sugere a ideia de uma parte dele. Tam-</p><p>bém nesse caso, fica por nossa conta imaginar que</p><p>essa superfície se estende indefinidamente em todas</p><p>as direções possíveis. Os planos são denominados por</p><p>letras minúsculas do alfabeto grego: alfa (α), beta (β),</p><p>gama (γ), delta (δ) etc.</p><p>Superfície é a extensão que delimita no espaço</p><p>um corpo considerável, segundo a largura e a altura,</p><p>sem levar em conta a profundidade. É o suporte onde</p><p>o artista criará sua composição.</p><p>5. Textura</p><p>Textura, nas artes plásticas, é o elemento visual</p><p>que expressa a qualidade tátil das superfícies dos ob-</p><p>jetos (DONDIS, 1997). A palavra textura tem origem</p><p>no ato de tecer. Existem várias classificações para a</p><p>textura, segundo diferentes autores que tratam do</p><p>assunto. Para começar, ela pode ser classificada como</p><p>natural – quando encontrada na natureza – ou arti-</p><p>ficial - quando produzida pelo ser humano (simula</p><p>texturas naturais ou cria novas texturas). A textura</p><p>natural de alguns animais, como o camaleão, pode</p><p>ser modificada quando ele simula outra cor de pele.</p><p>O homem também simula texturas naturais em suas</p><p>vestimentas (como é o caso dos soldados camuflados).</p><p>As texturas podem também ser divididas em visuais</p><p>(óticas) e táteis.</p><p>A textura visual ou ótica possui apenas qualidades</p><p>óticas. Ela simula as texturas táteis. Ex.: Uma pintura</p><p>que crie o efeito da maciez de uma pétala de rosa,</p><p>ou o pelo do cachorrinho. A textura tátil possui tanto</p><p>qualidades visuais quanto táteis. Existe textura tátil</p><p>em todas as superfícies e esta nós podemos realmente</p><p>sentir através do toque ou do contato com nossa pele.</p><p>Quanto à forma de apresentação a textura pode</p><p>ser geométrica ou orgânica. Nas artes gráficas pode</p><p>ser reproduzida através de desenhos, pinturas, im-</p><p>pressões, fotografia etc. Podemos representar as tex-</p><p>turas em forma de trama de sinais, pontos, traços,</p><p>manchas com os quais se realizam as mais variadas</p><p>atividades gráficas e artísticas. Exemplos:</p><p>A textura é tão importante quanto a forma, tama-</p><p>nho, cor etc. Existem várias técnicas para se criar tex-</p><p>turas nas artes plásticas. O pintor, por exemplo, utiliza</p><p>uma infinidade de técnicas para reproduzir ou criar</p><p>a ilusão de textura tátil da vida real em suas obras.</p><p>Entre as técnicas mais conhecidas estão a tinta</p><p>diluída e o empasto (uso livre de grossas camadas de</p><p>tinta para dar efeito de relevo). Outra técnica conhe-</p><p>cida é a frotagem. A palavra “Frottage” é de origem</p><p>francesa - frotter, que significa “esfregar”. Consiste</p><p>em colocar uma folha de papel sobre uma superfície</p><p>áspera, que contém alguma textura, e esfregá-la, pres-</p><p>sionando-a com um bastão de giz de cera, por exem-</p><p>plo, para que a textura apareça na folha. No campo</p><p>da arte, essa técnica foi usada pela primeira vez pelo</p><p>pintor, desenhista, escultor e escritor alemão Max Er-</p><p>nest (1891 – 1976), um dos fundadores do movimento</p><p>“Dada” e posteriormente um dos grandes nomes do</p><p>Surrealismo.</p><p>Os abstracionistas utilizam uma grande variedade</p><p>de técnicas como a colagem com pedaços de jornais</p><p>e materiais “expressivos” como madeira, papelão,</p><p>barbante, areia, pedaços de pano etc.</p><p>Os artistas recorrem às texturas para:</p><p>• Traduzir visivelmente o sentido de volume e os</p><p>efeitos de superfície;</p><p>LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS</p><p>29</p><p>• Representar graficamente o claro e o escuro, a</p><p>luz e a sombra.</p><p>• Na escultura, os artistas utilizam texturas dife-</p><p>rentes conforme os padrões estéticos do perí-</p><p>odo ou movimento artístico a que pertencem.</p><p>No Renascimento observamos texturas lisas e</p><p>suaves, enquanto no Impressionismo percebe-</p><p>mos superfícies inacabadas como nas obras de</p><p>Rodin.</p><p>Além das artes visuais a textura ocorre também</p><p>em diferentes espaços da vida. No cotidiano nós a</p><p>observamos nos utensílios domésticos, nas roupas,</p><p>nos calçados, nos papéis, nos vidros, na decoração</p><p>de interiores etc. A tecnologia favoreceu a criação de</p><p>uma variedade muito grande de texturas. A tinta de</p><p>parede, por exemplo, é encontrada em diversos tipos</p><p>e para as mais diversas aplicações. Essas por si só já</p><p>permitem efeitos de texturização.</p><p>6. A Cor</p><p>Definição</p><p>A cor é o elemento visual caracterizado pela sen-</p><p>sação provocada pela luz sobre o órgão da visão, isto</p><p>é, sobre nossos olhos. O pigmento é o que dá cor a</p><p>tudo o que é material.</p><p>Ao falarmos de cores, temos duas linhas de pen-</p><p>samento distintas: a Cor-Luz e a Cor-Pigmento.</p><p>A Cor-Luz pode ser observada através dos raios lu-</p><p>minosos. Cor-luz é a própria luz que pode se decompor</p><p>em muitas cores. A luz branca contém todas as cores.</p><p>No caso da Cor-Pigmento a luz é que, refletida</p><p>pelo material, faz com que o olho humano perceba</p><p>esse estímulo como cor. Os pigmentos podem ser di-</p><p>vididos em dois grupos diferentes: os transparentes</p><p>e os opacos.</p><p>As cores pigmento transparentes são mais utiliza-</p><p>das nas artes gráficas, nas impressoras coloridas entre</p><p>outros meios de produção.</p><p>As cores pigmento opacas são geralmente utiliza-</p><p>das nas artes plásticas, são mais populares, portan-</p><p>to, são mais conhecidas pelos estudantes da escola</p><p>básica.</p><p>Os dois extremos da classificação das cores são:</p><p>o branco, ausência total de cor, ou seja, luz pura; e o</p><p>preto, ausência total de luz, o que faz com que não</p><p>se reflita nenhuma cor. Essas duas “cores”, portanto,</p><p>não são exatamente cores, mas características da luz,</p><p>que convencionamos chamar de cor.</p><p>Nomenclatura das Cores</p><p>LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS</p><p>30</p><p>Tanto a cor-luz quanto a cor-pigmento, seja ela</p><p>transparente ou opaca se divide em:</p><p>Cores primárias - aquelas consideradas puras, que</p><p>não se fragmentam.</p><p>Cores secundárias - obtidas através da mistura em</p><p>partes iguais de duas cores primárias.</p><p>Cores terciárias - são obtidas pela mistura de uma</p><p>primária com uma secundária ou a partir das primárias</p><p>em proporções desiguais.</p><p>Cores neutras - o preto e o branco, embora sejam</p><p>consideradas como ausência e totalidade das cores-</p><p>-luz respectivamente, no entendimento das cores-pig-</p><p>mento são também conhecidas, juntamente com o</p><p>cinza, como cores neutras. Não aparecem no círculo</p><p>cromático.</p><p>Referências:</p><p>ALENCAR, Valéria Peixoto. Música - origem - Sons e</p><p>instrumentos. In: UOL Educação - Pesquisa escolar.</p><p>Disponível em: <https://educacao.uol.com.br/disci-</p><p>plinas/artes/musica---origem-sons-e-instrumentos.</p><p>htm> acessado em junho de 2021.</p><p>ALMEIDA, Emília P. de. José Gil, a Arte como lingua-</p><p>gem - A “Última Lição”. In: Revista de História da Arte,</p><p>nº10, 2012. Disponível em: <https://run.unl.pt/bits-</p><p>tream/10362/16835/1/RHA_10_REC_1_EPAlmeida.</p><p>pdf> acessado em junho de 2021.</p><p>BOURCIER, Paul. História da Dança no Ocidente. São</p><p>Paulo: Martins Fontes, 2000.</p><p>GOMBRICH, Ernest H. A História da Arte. Rio de Ja-</p><p>neiro: LTC, 1999.</p><p>JUNIOR, Garcia. Apostila de Arte. Disponível em:</p><p><https://escoladigital.org.br/odas/apostila-de-arte-</p><p>-1a-serie-ensino-medio-51553> acessado em junho</p><p>de 2021.</p><p>LABAN, Rudolf. Domínio do movimento. 5. ed. São</p><p>Paulo: Editora Summus, 1978.</p><p>PROENÇA, Graça. História da Arte. São Paulo: Ed. Áti-</p><p>ca, 2010.</p><p>REVISTA USP – São Paulo, n. 94, p. 6-8 - junho/julho/</p><p>agosto 2012.</p><p>Links:</p><p>http://repositorio.unicentro.br:8080/jspui/bitstre-</p><p>am/123456789/1656/1/MACHADO_Movimentos_</p><p>na_Arte_Seculo_XX.pdf - acessado em junho de 2021.</p><p>h t t p s : / / a c e r v o d i g i t a l . u n e s p . b r / b i t s t r e -</p><p>am/123456789/40427/3/2ed_art_m1d2.pdf - aces-</p><p>sado em junho de 2021.</p><p>RODRIGUES, Natally. A arte como grito da linguagem.</p><p>Disponívem em: <http://obviousmag.org/doce_meni-</p><p>na/2018/a-arte-como-um-grito-da-linguagem.html></p><p>acessado em junho de 2021.</p><p>Tipos de instrumentos musicais: 9 para conhecer e se</p><p>encantar. In> LAART - galeria de arte on-line. Disponí-</p><p>vel em: <https://laart.art.br/blog/tipos-instrumentos-</p><p>-musicais/> acessado em junho de 2021.</p><p>Qual a importância da cenografia para um espetáculo</p><p>cultural? Disponível em: <https://fosforocenografia.</p><p>com.br/qual-a-importancia-da-cenografia-para-um-</p><p>-espetaculo-cultural/> acessado em junho de 2021.</p><p>A importância do figurino na criação</p><p>de uma persona-</p><p>gem. Disponível em: <https://escsfm.ipl.pt/escs-ma-</p><p>gazine/a-importancia-do-figurino-na-criacao-de-uma-</p><p>-personagem/> acessado em junho de 2021.</p><p>Maquiagem de Teatro. Disponível em: <https://www.</p><p>xivamaquiagembh.com.br/2013/11/maquiagem-de-</p><p>-teatro/> acessado em junho de 2021.</p><p>FEDERICI, Rafaela. O papel da maquiagem no teatro.</p><p>Disponível em: <https://institutosementinha.wixsite.</p><p>com/ceuvilanovauniao/post/o-papel-da-maquiagem-</p><p>-no-teatro> acessado em junho de 2021.</p><p>ANDRADE, Isabella. MAQUIAGEM CÊNICA E A CRIA-</p><p>ÇÃO TEATRAL. Disponível em: <https://ociclorama.</p><p>com/maquiagem-cenica-e-a-criacao-teatral/> aces-</p><p>sado em junho de 2021.</p><p>LIMA, Klívio. A sonoplastia no teatro. Disponível em:</p><p><https://ciacarcara.wordpress.com/2012/11/02/a-so-</p><p>noplastia-no-teatro/> acessado em junho de 2021.</p><p>LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS</p><p>31</p><p>COMPONENTE CURRICULAR</p><p>EDUCAÇÃO FÍSICA</p><p>Olá est udante, estamos “nave-</p><p>gando pelo mar do conhecimento”</p><p>no Ensino Médio, assim, a aposti la</p><p>será para você uma importante fer-</p><p>ramenta na construção integral do</p><p>ser humano em suas esferas, e a</p><p>educação fí sica será um componente</p><p>curricular interligado com seu coti -</p><p>diano e com o meio escolar. Espero</p><p>que possa realmente desfrutar dos conhecimentos e</p><p>objetos que iremos trabalhar no Goiás Tec ao longo</p><p>do nosso ano leti vo.</p><p>Um grande abraço do seu professor Luiz Priman-</p><p>dade</p><p>MÓDULO 1</p><p>HABILIDADES DA BNCC</p><p>(EM13LGG501) Selecionar e uti lizar movimentos</p><p>corporais de forma consciente e intencional para</p><p>interagir socialmente em práti cas corporais, de</p><p>modo a estabelecer relações construti vas, empá-</p><p>ti cas, éti cas e de respeito às diferenças.</p><p>OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM DO DC-GOEM</p><p>(GO-EMLGG501B) Enumerar os espaços de infra-</p><p>estrutura (quadras, praças, galpões, páti os), dis-</p><p>criminando os que possuem condições dentro e</p><p>fora da escola para organizar práti cas corporais em</p><p>condições seguras para a comunidade.</p><p>OBJETOS DE CONHECIMENTO DO DC-GOEM</p><p>Ginásti cas (ginásti cas de condicionamento fí sico,</p><p>ginásti cas de conscienti zação corporal, ginásti cas</p><p>de competi ção e/ou ginásti ca geral):</p><p>Senti dos e/ou signifi cados do corpo humano, mo-</p><p>vimento, práti cas corporais e suas relações na área</p><p>de Linguagens e Suas Tecnologias.</p><p>Práti cas corporais desenvolvidas em diferentes</p><p>contextos: educacional, de parti cipação e lazer e/</p><p>ou do rendimento.</p><p>O nome GINÁSTICA vem</p><p>do grego “gymnádzein”, que</p><p>signifi ca treinar, desenvol-</p><p>vendo, fortalecendo e pro-</p><p>porcionando fl exibilidade</p><p>ao corpo através de roti nas</p><p>de exercícios.</p><p>A ginásti ca já era prati cada na Anti guidade, quan-</p><p>do homens primiti vos desempenhavam ati vidades</p><p>com o intuito de se protegerem de ameaças naturais,</p><p>mas ganha destaque na Grécia anti ga surgindo como</p><p>modalidade fundamental para garanti r o equilíbrio</p><p>do corpo e da mente.</p><p>O ideal de beleza humana ajuda a ginásti ca se</p><p>destacar na Grécia, mas na civilização Romana devido</p><p>aos exercícios militares a ginásti ca fi ca afastada do</p><p>coti diano das pessoas.</p><p>A ginásti ca ganha força novamente com o Renas-</p><p>centi smo e a revalorização das referências culturais</p><p>da anti guidade clássica. Desta maneira, a ginásti ca</p><p>atual surge no século XIX quatro grandes escolas do</p><p>esporte (Inglesa, Alemã, Sueca e Francesa).</p><p>Ginásti ca Geral</p><p>Conhecida tam-</p><p>bém como a ginásti ca</p><p>para todos ou tam-</p><p>bém como Ginásti ca</p><p>Básica, Ginásti ca Ex-</p><p>pressiva ou Ginásti ca Acrobáti ca, ela é uma práti ca</p><p>corporal não competi ti va.</p><p>A ginásti ca geral envolve possibilidades de expres-</p><p>são corporal, acrobáti cas, de interações sociais e de</p><p>comparti lhamento de aprendizagem, podendo ser</p><p>consti tuída de exercícios no solo, no ar, em aparelhos,</p><p>podendo ser individual ou coleti vo, combinando um</p><p>conjunto variado de movimentos corporais.</p><p>Ginásti ca de Condicionamento Físico</p><p>Como o próprio nome já</p><p>diz é a ginásti ca que realiza</p><p>exercícios fí sicos com intuito</p><p>de melhorar a condição fí sica</p><p>do indivíduo e consequente-</p><p>mente a transformação da sua</p><p>composição corporal.</p><p>São realizadas várias repe-</p><p>ti ções e séries com intensidades variando com idade,</p><p>sexo, bioti po, saúde entre outros fatores para defi nir</p><p>a frequência e quanti dade que serão realizados os</p><p>exercícios.</p><p>Idosos, gestantes, crianças e pacientes em recu-</p><p>peração também podem realizar exercícios voltados</p><p>para o condicionamento fí sico. Quando existe uma</p><p>desti nação específi ca para os exercícios ela pode ser</p><p>classifi cada como ginásti ca laboral.</p><p>Ginásti ca de Conscienti zação Corporal</p><p>Este ti po caracteriza-se por movimentos lentos e</p><p>suaves, com objeti vo de melhorar a condição corporal</p><p>e postura, a parti r da conscienti zação de exercícios</p><p>respiratórios, aumentando a capacidade pulmonar e</p><p>consequentemente melhorando o metabolismo.</p><p>LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS</p><p>32</p><p>Promovendo a percepção do próprio corpo, po-</p><p>demos citar como exemplos a ioga, o tai chi chuan,</p><p>a ginásti ca chinesa, a “biodança”, a bioenergéti ca, a</p><p>eutonia, a anti ginásti ca e o Método Feldenkrais.</p><p>Ginásti cas Competi ti vas</p><p>As competi ti vas, esti mu-</p><p>lam a competi ção, individual</p><p>ou coleti vas, são promovidas</p><p>em campeonatos, intercole-</p><p>giais, Pan-americanos e até</p><p>mesmo nas olimpíadas. Tra-</p><p>balhada como esporte de</p><p>alto rendimento, além dos</p><p>movimentos exige uma es-</p><p>trutura fí sica com força, elasti cidade e agilidade com</p><p>intuito de alcançar a vitória e possivelmente meda-</p><p>lhas.</p><p>Imagem: Arthur Zanetti – extraído de htt ps://www.</p><p>olimpiadatododia.com.br/lima-2019/ginasti ca-arti sti ca/argolas/</p><p>Sua práti ca requer concentração, raciocínio, dis-</p><p>ciplina e horas de treinamentos diários com acompa-</p><p>nhamento de um técnico, por exemplo, para melhorar</p><p>sua performance.</p><p>Imagem: Daiane dos Santos – 2008</p><p>Criador: LLUIS GENE | Crédito: AFP via Gett y Images Direitos</p><p>autorais: 2008 AFP</p><p>A PRIMEIRA ESCOLA DE GINÁSTICA</p><p>Na Era Moderna, a ginásti ca foi fortemente im-</p><p>pulsionada pelos alemães. Em 1811, com o objeti vo</p><p>de dar treinamento fí sico aos jovens, a primeira es-</p><p>cola de ginásti ca ao ar livre foi fundada pelo alemão</p><p>Johann Friedrich Ludwig Jahn (1778-1852).</p><p>Extraído de: htt ps://www.todamateria.com.br/ginasti ca/</p><p>Mãos à obra</p><p>Você deverá citar os espaços</p><p>de infraestrutura (quadras,</p><p>praças, galpões, páti os), discri-</p><p>minando os que possuem con-</p><p>dições dentro e fora da escola para organizar práti cas</p><p>corporais em condições seguras para a sua comunida-</p><p>de. Existem algum espaço na sua região que possam</p><p>ser prati cadas exercícios relacionados à ginásti ca?</p><p>Anote na sua aposti la como estão a infraestrutura,</p><p>e se não possuir anote quais alternati vas podemos</p><p>encontrar para substi tuir ou adaptar espaços para</p><p>garanti r uma boa aula de ginásti ca.</p><p>LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS</p><p>33</p><p>MÓDULO 2</p><p>HABILIDADES DA BNCC</p><p>(EM13LGG502) Analisar criti camente preconceitos,</p><p>estereóti pos e relações de poderes presentes nas</p><p>práti cas corporais, adotando posiciona mento con-</p><p>trário a qualquer manifestação de injusti ça e des-</p><p>respeito a direitos humanos e valores democráti cos.</p><p>OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM DO DC-GOEM</p><p>(GO-EMLGG502A) Associar os diversos discursos</p><p>que as mídias (impressa, televisiva, internet e po-</p><p>dcasts etc.) fazem entre a ginásti ca e os padrões</p><p>de beleza por meio de propagandas publicitárias,</p><p>debatendo sobre as questões de individualidade</p><p>biológica para estabelecer relações de respeito e</p><p>solidariedade entre as diferenças, posicionar criti -</p><p>camente sobre padrões de beleza estabelecidos e</p><p>construir signifi cado em seu Projeto de Vida.</p><p>OBJETOS DE CONHECIMENTO DO DC-GOEM</p><p>Ginásti cas (ginásti cas de condicionamento fí sico,</p><p>ginásti cas de conscienti zação corporal, ginásti cas</p><p>de competi ção e/ou ginásti ca geral):</p><p>Elementos sócio histórico culturais, políti co-econô-</p><p>micos e estéti co-artí sti cos das práti cas corporais.</p><p>Comunicação, mídias e tecnologias no contexto</p><p>das práti cas corporais. Acessibilidade, diversidade</p><p>e inclusão no contexto das práti cas corporais.</p><p>Padrão de beleza é uma ex-</p><p>pressão usada para caracterizar um</p><p>modelo</p><p>de beleza que é considera-</p><p>do “ideal” em uma sociedade, por</p><p>exemplo, na civilização Romana o</p><p>corpo saudável e defi nido para os homens era consi-</p><p>derado um padrão de beleza.</p><p>Os padrões mudam de acordo com a época e com</p><p>a sociedade, para Detrez (2002), quando criamos uma</p><p>associação entre o corpo ideal e o sucesso, construin-</p><p>do a imagem do belo, formando o corpo conforme os</p><p>saberes e os valores de uma sociedade.</p><p>Imagem extraída de: htt ps://www.signifi cados.com.br/padrao-</p><p>de-beleza/</p><p>A mídia vincula na maioria das vezes, corpos que</p><p>se encaixam no padrão de beleza, com intuito de aten-</p><p>der interesses da indústria do consumo, uti lizando</p><p>indivíduos, imagens, vídeos, comerciais entre outros</p><p>para seduzir pessoas a se tornarem potenciais com-</p><p>pradores.</p><p>As percepções sobre o que é “feio ou bonito” são</p><p>subjeti vas e variam de indivíduo para indivíduo, as-</p><p>sim como mudam conforme as culturas, países ou</p><p>momentos históricos.</p><p>Na ginásti ca competi ti va podemos observar niti -</p><p>damente que existem alguns padrões corporais que</p><p>são estabelecidos pela roti na de treinos realizados e</p><p>constantes competi ções que os atletas parti cipam.</p><p>Até mesmo a altura de um atleta de alto rendimento</p><p>pode afetar seu resultado na competi ção.</p><p>Desta maneira, precisamos</p><p>ter muito cuidado ao abordar</p><p>este assunto para não gerar</p><p>bullying nem ati tudes precon-</p><p>ceituosas em nossas vidas e</p><p>em nossa escola.</p><p>A adoção de um único</p><p>conceito de beleza, além de</p><p>ser restriti va, pode reforçar</p><p>senti mentos de desprezo e</p><p>preconceito em relação a to-</p><p>das as formas de apresentação</p><p>estéti ca que sejam diferentes do que foi escolhido e</p><p>determinado como belo.</p><p>UMA BREVE REFLEXÃO</p><p>SOBRE O PODER DA ESTÉTICA</p><p>A palavra estéti ca tem a sua origem da palavra</p><p>grega “aísthesis” que tem como signifi cado sensa-</p><p>ção, senti mento. É fácil de se imaginar o moti vo,</p><p>quando você tem a sua atenção atraído por um</p><p>objeto ou uma pessoa o qual você julga bonito ou</p><p>feio, seu senti mento é desperto, no qual o seu pró-</p><p>prio julgamento sobre o que é bonito ou feio está</p><p>submeti do a essa sensação.</p><p>Aqui fazemos uso da nossa capacidade do gos-</p><p>to, ou seja, a nossa faculdade de julgar se algo ou</p><p>alguém nos promove prazer ou desprazer, o que é</p><p>LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS</p><p>34</p><p>bonito ou feio. Mas será que o sistema midiático</p><p>pode impor em nós convenções e valores enquanto</p><p>aos nossos juízos de valores estéticos?</p><p>Será que o que afirmamos como beleza é um</p><p>padrão criado e valido de forma universal?</p><p>E a obra de arte tem essa capacidade de mani-</p><p>pular os nossos sentimentos e gosto?</p><p>A disciplina acadêmica estética foi criada pelo</p><p>filosofo alemão Alexander Baumgarten no século</p><p>XVIII, mas em obras filosóficas clássicas já eram</p><p>trabalhados esses temas nomeados de estudo so-</p><p>bre “o belo”. Na antiguidade o padrão de beleza</p><p>também era associado a cultura e ao desenvolvi-</p><p>mento histórico de um povo, sendo integradas no</p><p>comportamento do culto religioso e nas práticas</p><p>éticas ( tanto no cenário político como o social),</p><p>como nos objetos em que os mais adornados eram</p><p>a confirmação de um status social elevado ou a</p><p>exclusividade do uso de determinados objetos por</p><p>uma figura de status social elevado na sociedade.</p><p>Se analisarmos esse tipo de padrão até hoje se</p><p>repete, seja pela moda em que buscamos seguir um</p><p>determinado padrão ou tendência que ocorre na</p><p>sociedade, ou seja pelo desejo de possuir mercado-</p><p>rias ou modos de vida que não são acessíveis para</p><p>todos e ter o sentimento de exclusividade, de posse</p><p>de algo que nos destaca dos demais e associar esse</p><p>sentimento a algo bom, ou que traz uma qualidade</p><p>aceita e bem vista na sociedade. Em que podemos</p><p>pecar por não desassociar o padrão estético com</p><p>a satisfação individual gerada por um objeto ou</p><p>indivíduo, ética e a política, possibilitando assim</p><p>o desenvolvimento de técnicas de produção que</p><p>culminam na massificação do ser humano. Ou seja,</p><p>julgamos o livro pela capa e por conta de sermos</p><p>facilmente influenciados pelos padrões criados de</p><p>beleza, associamos aquele objeto ou comporta-</p><p>mento como corretos e desejados.</p><p>Barbosa. Gustavo Henrique José. Texto: Uma breve reflexão</p><p>sobre o poder da estética. Seduc-2022.</p><p>Mãos à obra</p><p>RODA DE DEBATE</p><p>Associar os diversos discursos</p><p>que as mídias (impressa, te-</p><p>levisiva, internet e podcasts</p><p>etc.) fazem entre a ginástica e</p><p>os padrões de beleza por meio</p><p>de propagandas publicitárias.</p><p>Procure em jornais, revistas,</p><p>internet ou em outros meios, imagens que mostrem</p><p>os padrões de beleza impostos pela mídia.</p><p>Após encontrar estas imagens, posicione criticamente</p><p>sobre padrões de beleza estabelecidos pela mídia e</p><p>conte sua opinião para o restante da turma.</p><p>________________________________________</p><p>LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS</p><p>35</p><p>MÓDULO 3</p><p>HABILIDADES DA BNCC</p><p>(EM13LGG503) Vivenciar práti cas corporais e sig-</p><p>nifi cá-las em seu projeto de vida, como forma de</p><p>autoconhecimento, autocuidado com o corpo e</p><p>com a saúde, socialização e entretenimento.</p><p>OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM DO DC-GOEM</p><p>(GO-EMLGG503B) Identi fi car as capacidades fí si-</p><p>cas, por meio de leituras e vídeos, aplicando nas</p><p>vivências práti cas (ginásti ca, jogos esporte, lutas</p><p>etc.) para manutenção da condição fí sica individu-</p><p>al, possibilidades de modifi cação da composição</p><p>corporal, esti mulando o posicionamento críti co e</p><p>de respeito às individualidades biológicas.</p><p>OBJETOS DE CONHECIMENTO DO DC-GOEM</p><p>Ginásti cas (ginásti cas de condicionamento fí sico,</p><p>ginásti cas de conscienti zação corporal, ginásti cas</p><p>de competi ção e/ou ginásti ca geral):</p><p>Estudo bio-anátomo-fi siológico dos aparelhos e/ou</p><p>sistemas do corpo humano aplicados ao movimen-</p><p>to no contexto das práti cas corporais.</p><p>SAÚDE</p><p>Conforme dados do Insti tuto</p><p>Nacional de Saúde Mental dos Es-</p><p>tados Unidos, aproximadamente 70</p><p>milhões de pessoas desenvolvem</p><p>algum ti po de transtorno alimentar durante a vida.</p><p>As mulheres são a maioria desse índice e corres-</p><p>pondem a cerca de 85% dos casos.</p><p>Anorexia e bulimia são dois dos trans-</p><p>tornos com maior ocorrência.</p><p>A nutrição é importante processo para todos os</p><p>seres vivos, assim</p><p>como, para todos os</p><p>seres humanos,</p><p>existe a necessidade</p><p>de ter uma alimen-</p><p>tação balanceada e</p><p>rica em todos os ti -</p><p>pos de alimentos.</p><p>TRANSTORNOS ALIMENTARES</p><p>Quando pensamos em padrões de beleza po-</p><p>demos relacionar com os diversos transtornos ali-</p><p>mentares encontrados em nossa sociedade.</p><p>Na anorexia, a pessoa desenvolve uma espécie</p><p>de obsessão pela perda de peso e pode uti lizar di-</p><p>versos métodos pouco saudáveis para emagrecer,</p><p>além de passar muitas horas sem se alimentar.</p><p>Na anorexia, é comum que as pessoas tenham</p><p>uma distorção de sua autoimagem, enxergando-se</p><p>maior ou mais pesadas do que realmente são.</p><p>Na bulimia, é comum que ocorra a ingestão</p><p>de excesso de comida, alternada com episódios de</p><p>vômitos provocados. O processo cíclico ocorre para</p><p>alimentar o desejo de evitar o ganho de peso.</p><p>Existem ainda outros distúrbios, como a vi-</p><p>gorexia (alteração da autoimagem) e a ortorexia</p><p>(obsessão por alimentação saudável).</p><p>Fonte: www.signifi cados.com.br/padrao-de-beleza/</p><p>A imagem abaixo representa os ti pos de alimentos</p><p>que devem ser encontrados em proporções adequa-</p><p>das em nossa dieta alimentar:</p><p>LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS</p><p>36</p><p>Vale ressaltar que a quantidade de alimentos não</p><p>é padrão para todas as pessoas, variando por exemplo</p><p>a quantidade de acordo com a idade, altura, peso, o</p><p>tipo de exercício que pratica, ou seja, a fisiologia e</p><p>anatomia do indivíduo.</p><p>A FISIOLOGIA</p><p>A Fisiologia (do grego physis = natureza e logos</p><p>= estudo) é o estudo das funções e do funcionamen-</p><p>to normal dos seres vivos, bem como dos processos</p><p>físico-químicos que ocorrem nas células, tecidos, ór-</p><p>gãos e sistemas dos seres vivos sadios. Na Fisiologia</p><p>se estuda o funcionamento dos sistemas celulares e</p><p>orgânicos (nervoso, muscular, endócrino, cardiovascu-</p><p>lar, respiratório, digestório e urinário), bem como suas</p><p>interações entre si e com o meio ambiente. De forma</p><p>geral, a fisiologia aborda</p><p>assuntos relacionados à nu-</p><p>trição, circulação, respiração, excreção, aos sistemas</p><p>de integração aos movimentos corporais, suporte e</p><p>movimentos corporais, controle imunitário e repro-</p><p>dução, ao logo da história evolutiva.</p><p>Como as demais ciências ocidentais, a fisiologia</p><p>nasceu na Grécia, há mais de 2500 anos. A origem</p><p>da palavra fisiologia vem do termo grego phýsis, que</p><p>significa natureza. Este termo deu origem tanto à pa-</p><p>lavra física quanto à fisiologia. Entretanto, a distin-</p><p>ção entre essas duas disciplinas, uma relacionada ao</p><p>funcionamento do universo e a outra relacionada ao</p><p>funcionamento dos organismos vivos só foi levada a</p><p>cabo na modernidade. Os primeiros pensadores gre-</p><p>gos foram os chamados pré-socráticos, que recebem</p><p>essa denominação por terem vivido antes de Sócra-</p><p>tes. Esses homens, mistos de filósofos e cientistas,</p><p>foram os pioneiros em realizar um estudo racional e</p><p>científico da natureza. São, dessa forma, considerados</p><p>os primeiros fisiólogos, os “estudantes da natureza”.</p><p>A medicina, concebida como uma prática racional,</p><p>nasceu também na Grécia, na mesma época dos</p><p>pré-socráticos. Sua fundação está ligada à figura de</p><p>Hipócrates (460 e 370 a.C.); o conjunto de sua obra</p><p>forma o Corpus Hippocraticus, onde encontramos</p><p>descrita sua concepção de fisiologia. Ela baseava-se</p><p>na doutrina dos “quatro humores”, segundo a qual o</p><p>corpo humano seria constituído por uma mistura de</p><p>quatro fluidos, ou humores: o sangue, a fleuma, a bile</p><p>amarela e a bile negra.</p><p>A mais influente figura fisiológica da Antiguidade</p><p>foi Cláudio Galeno (129-200 d.C.). Médico de gladiado-</p><p>res, ele viveu em Roma e chegou a tratar do imperador</p><p>Marco Aurélio. Alguns o consideram o pai da fisiologia</p><p>experimental, devido às grandes descobertas que re-</p><p>alizou por meio de experimentos em animais. Galeno</p><p>julgava-se herdeiro intelectual de Hipócrates e da ci-</p><p>ência grega, e sua fisiologia baseava-se na doutrina</p><p>dos quatro humores.</p><p>Os três principais órgãos do corpo humano, se-</p><p>gundo ele, seriam:</p><p>• o fígado;</p><p>• o coração;</p><p>• cérebro;</p><p>O sangue seria produzido no fígado a partir dos</p><p>alimentos absorvidos no intestino, e daí distribuído</p><p>para todo o organismo, passando pelo lado direito do</p><p>coração. No ventrículo direito, uma pequena parte</p><p>do sangue atravessaria o septo interventricular atra-</p><p>vés de minúsculos canais, penetrando o ventrículo</p><p>esquerdo, local em que o sangue se misturaria ao ar</p><p>trazido dos pulmões. Dessa maneira, Galeno e os fisio-</p><p>logistas que o sucederam não concebiam a circulação</p><p>sanguínea: o sangue seria continuamente produzido</p><p>no fígado. O esquema galênico dominou os estudos</p><p>fisiológicos até ser derrubado por William Harvey, no</p><p>século XVII.</p><p>Texto extraído e adaptado de: https://mcv.ufes.br/fisiologia aces-</p><p>so 05/12/2022.</p><p>Atividade</p><p>Escreva em seu caderno os</p><p>quais são os alimentos en-</p><p>contrados no seu cotidiano</p><p>e classifique estes alimen-</p><p>tos de acordo com a tabela acima.</p><p>LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS</p><p>37</p><p>MÓDULO 4</p><p>HABILIDADES DA BNCC</p><p>(EM13LGG503) Vivenciar práti cas corporais e sig-</p><p>nifi cá-las em seu projeto de vida, como forma de</p><p>autoconhecimento, autocuidado com o corpo e</p><p>com a saúde, socialização e entretenimento.</p><p>OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM DO DC-GOEM</p><p>(GO-EMLGG503C) Diferenciar característi cas entre</p><p>as ati vidades fí sicas e os exercícios fí sicos, uti lizan-</p><p>do-os nas práti cas corporais para produzir senti dos</p><p>em diferentes contextos.</p><p>OBJETOS DE CONHECIMENTO DO DC-GOEM</p><p>Ginásti cas (ginásti cas de condicionamento fí sico,</p><p>ginásti cas de conscienti zação corporal, ginásti cas</p><p>de competi ção e/ou ginásti ca geral):</p><p>Conhecimento teórico-práti co sobre ati vidade</p><p>fí sica, exercício fí sico e treinamento corporal no</p><p>contexto das práti cas corporais.</p><p>Vamos destacar a importância do discernimento</p><p>entre o conceito de Ati vidade Física que é uma</p><p>expressão genérica que pode ser defi nida como</p><p>qualquer movimento corporal, produzido pelos</p><p>músculos esqueléti cos, que resulta em gasto ener-</p><p>géti co maior do que os níveis de repouso, e do Exer-</p><p>cício Físico (um dos seus principais componentes),</p><p>que é uma ati vidade fí sica planejada, estruturada e</p><p>repeti ti va que tem como objeti vo fi nal ou interme-</p><p>diário aumentar ou manter a saúde/apti dão fí sica.</p><p>(CASPERSEN et al 1985).</p><p>Desta maneira, quando você varre a casa, lava o</p><p>carro, vai até a mercearia comprar algum produto e</p><p>até mesmo sobe uma escada, está realizando ati vi-</p><p>dades fí sicas. Quando você vai para academia três</p><p>vezes por semana, joga vôlei duas vezes por semana</p><p>e faz natação todos os dias, está realizando exercícios</p><p>fí sicos.</p><p>O exercício fí sico leva o indivíduo a uma maior parti -</p><p>cipação social, resultando em um bom nível de bem-es-</p><p>tar bio-psicofí sico, fatores esses que contribuem para</p><p>a melhoria de sua qualidade de vida. (BROGAN 1981).</p><p>Você realiza mais ati vidades fí sicas ou realiza mais</p><p>exercícios fí sicos? Cite alguns exemplos.</p><p>Antes de começar a prati car ati vidades fí sicas, é</p><p>importante que sejam feitos exames médicos para</p><p>verifi car o estado geral de saúde, avaliar as arti cula-</p><p>ções e o funcionamento cardíaco, principalmente no</p><p>caso de a pessoa ser sedentária, procure a ajuda de</p><p>um profi ssional da área de saúde, como por exemplo,</p><p>um cardiologista.</p><p>O QUE É ATIVIDADE FÍSICA?</p><p>Como vimos, ati vidade fí sica é</p><p>todo movimento produzido pelo cor-</p><p>po que causa um gasto energéti co</p><p>acima do que teria se esti vesse em</p><p>repouso. Na práti ca, é tudo que reali-</p><p>zamos no dia a dia, desde limpar a casa até passear</p><p>com o cachorro.</p><p>Embora não seja uma práti ca programada, é</p><p>muito importante realizar ati vidades fí sicas com</p><p>frequência, pois elas tornam o coti diano mais mo-</p><p>vimentado e reduzem os riscos do sedentarismo.</p><p>Algumas ati vidades fí sicas que ajudam seu corpo</p><p>a se manter ati vo sem você perceber:</p><p>• andar;</p><p>• correr;</p><p>• dançar;</p><p>• subir escadas.</p><p>LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS</p><p>38</p><p>Quem automati za de maneira excessiva a vida</p><p>e usa o carro para tudo, com o objeti vo de evitar</p><p>esforços, reduz a quanti dade de ati vidades fí sicas</p><p>realizadas no dia a dia. Isso pode ser prejudicial à</p><p>saúde e resultar em alguns quilos extras.</p><p>O QUE É EXERCÍCIO FÍSICO?</p><p>O exercício fí sico é uma ati vidade</p><p>bem estruturada, com uma sequên-</p><p>cia sistemati zada de movimentos do</p><p>corpo, que são executados com um</p><p>objeti vo específi co. É uma práti ca repeti ti va, que</p><p>geralmente precisa de acompanhamento de um</p><p>profi ssional, já que envolve intensidade, duração e</p><p>outros fatores que variam de acordo com o estado</p><p>fí sico da pessoa.</p><p>Por serem repeti ti vos, os exercícios fí sicos provo-</p><p>cam o aumento da musculatura e a redução do peso</p><p>corporal com mais rapidez, quando comparados às</p><p>ati vidades fí sicas. Além disso, também melhoram</p><p>a capacidade do sistema cardiovascular, reduzem a</p><p>pressão arterial, previnem o surgimento de diabetes</p><p>e outras doenças associadas ao sedentarismo.</p><p>Alguns exercícios fí sicos muito comuns:</p><p>• natação;</p><p>• ginásti ca;</p><p>• futebol;</p><p>• caminhadas diárias;</p><p>• treino na academia;</p><p>• crossfi t.</p><p>A práti ca de exercícios fí sicos requer um pouco</p><p>mais de atenção e planejamento, comparada à prá-</p><p>ti ca de ati vidades fí sicas. É importante, por exem-</p><p>plo, procurar exercícios alinhados ao esti lo de vida</p><p>de cada um, de modo que o horário não atrapalhe</p><p>outros compromissos de roti na. Isso é fundamental</p><p>para manter o corpo ati vo com regularidade e, só</p><p>assim, obter os benefí cios com a saúde.</p><p>Texto extraído e adaptado de: htt ps://conteudo.omronbrasil.</p><p>com/ acesso 05/12/2022</p><p>Mãos à obra</p><p>Produção de uma pro-</p><p>paganda incenti vando as</p><p>pessoas quanto a práti ca de</p><p>exercícios fí sicos e a procura-</p><p>rem recomendação médica.</p><p>Você pode uti lizar sua cria-</p><p>ti vidade para construir uma</p><p>propaganda aproveitando os</p><p>recursos que tem disponíveis. Poderá uti lizar a propa-</p><p>ganda para promover a saúde e práti ca de exercícios</p><p>em sua comunidade escolar.</p><p>MÓDULO 5</p><p>HABILIDADES DA BNCC</p><p>(EM13LGG503) Vivenciar práti cas cor-</p><p>porais e signifi cá-las em seu projeto de</p><p>vida, como forma</p><p>de autoconhecimen-</p><p>to, autocuidado com o corpo e com a</p><p>saúde, socialização e entretenimento.</p><p>OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM DO DC-GOEM</p><p>(GO-EMLGG503G) Selecionar informações sobre os</p><p>benefí cios referentes a práti ca de ati vidades e exer-</p><p>cícios fí sicos, organizando mo-</p><p>mentos de divulgação através</p><p>de diversas mídias (folhetos,</p><p>redes sociais, rádio escola etc.)</p><p>para promover saúde, bem-es-</p><p>tar e integração da comunida-</p><p>de na escola.</p><p>OBJETOS DE CONHECIMENTO DO DC-GOEM</p><p>Ginásti cas (ginásti cas de condicionamento fí sico,</p><p>ginásti cas de conscienti zação corporal, ginásti cas</p><p>de competi ção e/ou ginásti ca geral):</p><p>Estrutura, organização e/ou funcionamento de</p><p>eventos no contexto das práti cas corporais.</p><p>Neste módulo você irá en-</p><p>contrar “passos” para montar</p><p>seu evento no contexto das prá-</p><p>ti cas corporais na sua escola/</p><p>colégio, lembrando que toda e</p><p>qualquer práti ca de ati vidade</p><p>fí sica deve ser realizada mediante a presença de um</p><p>profi ssional formado da área e do atestado médico,</p><p>que possa garanti r a saúde o bem-estar do estudante.</p><p>CINCO PASSOS PARA ORGANIZAR SEU EVENTO</p><p>• O primeiro passo é defi nir qual será o ti po de</p><p>competi ção e disputa realizada em sua insti tuição. É</p><p>crucial que você inicie a organizar sua competi ção. O</p><p>mediador(a) pretende organizar um torneio ou cam-</p><p>peonato de futebol, handebol, queimada, basquete-</p><p>bol ou voleibol amador, por exemplo?</p><p>Nos torneios, geralmente a forma de eliminações é</p><p>simplifi cada por parti das “mata-mata”, ou seja, quem</p><p>perdeu está fora, são mais comuns em parti das ama-</p><p>doras, por terem um sistema mais simples e rápido.</p><p>Nos campeonatos, os mediadores deverão organi-</p><p>zar os ti mes ou atletas em grupos, que disputarão en-</p><p>tre si por pontuações, ou seja, ao fi nal do campeonato,</p><p>quem ti ver mais pontos, irá vencer o campeonato.</p><p>O sistema de disputa em eliminatórias simples vai</p><p>melhor, caso optar por um torneio simples num esti lo</p><p>LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS</p><p>39</p><p>de mata-mata, neste caso, precisa organizar os times</p><p>e quem perder, sai do torneio.</p><p>Nos campeonatos, um molde em rodízio seria o</p><p>mais indicado, sendo que acontece justamente a com-</p><p>posição dos grupos que disputam entre si.</p><p>Ainda existe o método misto, como ocorre na copa</p><p>do mundo de futebol, os jogos começam numa forma</p><p>de rodízio e, na próxima fase, tornam-se eliminatórios.</p><p>Caso esteja montando um torneio amador com</p><p>menos participantes, as eliminatórias simples são uma</p><p>boa pedida. Além de tornarem a competição mais</p><p>rápida e dinâmica, facilita a organização.</p><p>• Segundo passo, é a definição do o local da sua</p><p>competição esportiva com antecedência. Importantís-</p><p>simo definir com bastante antecedência onde ocorre-</p><p>rá a sua competição esportiva. Caso faça um torneio</p><p>de natação, por exemplo, precisará de uma piscina</p><p>que seja compatível com a disputa.</p><p>Certifique-se antes, no local onde deseja realizar</p><p>o torneio, as taxas para utilização da piscina, horários</p><p>disponíveis, entre outros. O mesmo vale para esportes</p><p>praticados em quadras.</p><p>Mesmo que seja num local habitualmente aberto</p><p>ao público, é necessário que seja verificado perante</p><p>a associação de moradores do bairro ou similar, se</p><p>não há outra competição ocorrendo na mesma data.</p><p>Além de deixar o local reservado previamente</p><p>para a disputa, certifique-se de que o espaço tenha a</p><p>infraestrutura mínima para atender os atletas e tam-</p><p>bém os espectadores.</p><p>Banheiros com vestiários, locais para os jogadores</p><p>reservas e espaços para que os espectadores possam</p><p>acompanhar toda a competição com segurança são</p><p>ideais.</p><p>• No terceiro passo refere-se a logística do evento,</p><p>verifique a necessidade de compras ou contratações.</p><p>A dica anterior já diz muito sobre a logística da sua</p><p>competição, mas não se esqueça que existem mais</p><p>coisas envolvidas.</p><p>Além do local escolhido previamente, prezando</p><p>pela segurança e viabilidade da realização da disputa,</p><p>verifique a necessidade de adquirir equipamentos ou</p><p>contratar ajuda.</p><p>Não dá pra fazer tudo sozinho, não é?</p><p>Estude a necessidade de comprar produtos ou</p><p>serviços que atendam as demandas dos atletas ou</p><p>demandas de segurança. Se o custo estimado for alto</p><p>– no caso de competições um pouco mais complexas</p><p>– pense na possibilidade de angariar patrocinadores.</p><p>Caso necessite de mão de obra extra, verifique os</p><p>preços dos profissionais necessários sempre com an-</p><p>tecedência. Com o planejamento certo e uma “mãozi-</p><p>nha” da comunidade ou mesmo de empresários, suas</p><p>demandas serão contempladas mais rapidamente.</p><p>• Quarto passo, seria montar as tabelas de par-</p><p>ticipantes de acordo com o sistema escolhido. Bem,</p><p>agora que você tem os times inscritos em seu torneio</p><p>ou campeonato e já sabe em qual sistema vai fazer a</p><p>sua competição esportiva, está na hora de colocar a</p><p>mão na massa.</p><p>A confecção da sua tabela, seja para o campe-</p><p>onato ou para o torneio, precisa ser feita de forma</p><p>planejada, para que dê tudo certo na hora da disputa.</p><p>Na hora de colocar tudo “no papel” o PDFelement</p><p>pode te dar uma ajuda enorme.</p><p>Com essa ferramenta você pode criar ou editar</p><p>arquivos em PDF e tem liberdade para convertê-los</p><p>para o formato que mais te ajudar.</p><p>Fora que pode trabalhar o PDF da sua tabela de</p><p>organização de torneio tanto na parte visual quanto</p><p>na parte escrita e deixar tudo mais bonito e prático.</p><p>E claro, se desejar pode criar proteção por senha</p><p>para os seus arquivos ou mesmo desbloquear PDF’s</p><p>protegidos por senha.</p><p>Com essa poderosa ferramenta em mãos, temos o</p><p>material ideal para colocar a construção da sua tabela</p><p>de organização dos jogos pronta para ser disponibili-</p><p>zada para todos os participantes.</p><p>Uma dica muito importante caso esteja fazendo</p><p>torneios com eliminatórias simples, o sistema mais</p><p>indicado para competições menores: para saber quan-</p><p>tos jogos deverá colocar em sua tabela, basta subtrair</p><p>1 do total de times inscritos.</p><p>• Quinto passo refere-se à divulgação da sua com-</p><p>petição. Claro, se está organizando uma competição,</p><p>seja ela qual for, a divulgação é parte integrante dessa</p><p>empreitada.</p><p>Após estar com o local escolhido e reservado</p><p>previamente, divulgue em suas redes sociais como</p><p>Instagram ou Facebook, que costumam ser poderosas</p><p>ferramentas para essa tarefa.</p><p>Após estar com os atletas inscritos e a sua tabela</p><p>de torneio criada, faça flyers que mostrem onde sua</p><p>disputa acontecerá e quais as datas e horários.</p><p>LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS</p><p>40</p><p>Dessa forma, você garante que o evento tenha o</p><p>apoio da comunidade local e se torne uma ati vidade</p><p>muito prazerosa, tanto para quem assiste, quanto para</p><p>quem parti cipa.</p><p>Não se esqueça, é claro, da segurança.</p><p>Um evento divulgado na internet tem sempre</p><p>mais chances de alcançar um público maior. Por isso,</p><p>assim como falado no passo anterior, tenha um lo-</p><p>cal preparado para receber a demanda do público.</p><p>Certi fi que-se sempre que tem espaço para receber</p><p>todos ou estabeleça uma limitação de público, para</p><p>que corra tudo bem em sua competi ção.</p><p>Divirta-se</p><p>Como amante do esporte, aposto que sua maior</p><p>meta ao organizar uma competi ção é se diverti r, não</p><p>é?</p><p>Assim como os parti cipantes e a comunidade, o</p><p>grande objeti vo em geral é apenas esse.</p><p>Com tudo devidamente planejado, as ferramentas</p><p>certas e a ajuda necessária, a disputa será incrível, seja</p><p>ela um torneio amador de futebol com seus amigos</p><p>ou algo mais grandioso.</p><p>Texto extraído e adaptado de: htt ps://www.gazetaesporti va.</p><p>com/insti tucional/5-dicas-simples-para-criar-e-organizar-</p><p>competi coes-esporti vas/ acesso 03/12/2022.</p><p>SUGESTÃO DE ATIVIDADE</p><p>Após a realização do seu evento envie</p><p>as fotos e vídeos, via mídias sociais</p><p>para a coordenação do Projeto Goiás</p><p>Tec. Considere a realização do evento</p><p>como ati vidade que irá compor o por� ólio.</p><p>MÓDULO 6</p><p>HABILIDADES DA BNCC</p><p>(EM13LGG503) Vivenciar práti cas corporais e sig-</p><p>nifi cá-las em seu projeto de vida, como forma de</p><p>autoconhecimento, autocuidado com o corpo e</p><p>com a saúde, socialização e entretenimento.</p><p>OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM DO DC-GOEM</p><p>(GO-EMLGG503H) Avaliar os riscos relacionados</p><p>às dietas, consumo de suplementos alimentares,</p><p>sem acompanhamento profi ssional e o uso de es-</p><p>teroides anabolizantes e outras formas de doping,</p><p>analisando situações reais de usos e seus efeitos</p><p>na saúde para desenvolver ações pessoais de au-</p><p>tocuidado.</p><p>OBJETOS DE CONHECIMENTO DO DC-GOEM</p><p>Ginásti cas (ginásti cas de condicionamento fí sico,</p><p>ginásti cas de conscienti zação corporal, ginásti cas</p><p>de competi ção e/ou ginásti ca geral):</p><p>Saúde individual e/ou coleti va (orgânica, mental e</p><p>social), bem-estar, patologias e qualidade de vida</p><p>no contexto das práti cas corporais.</p><p>Neste módulo iremos en-</p><p>contrar algumas questões para</p><p>você testar seus conhecimentos</p><p>e começar a familiarizar-se com</p><p>a EDUCAÇÃO FÍSICA presente no</p><p>Exame Nacional do Ensino Mé-</p><p>dio (ENEM). Tente realizar os</p><p>exercícios sem acessar os gabaritos na internet, afi nal</p><p>de contas, você está testando os seus conhecimentos</p><p>e precisa valorizar sua capacidade.</p><p>Sabemos que o Exame Na-</p><p>cional do Ensino Médio, assim</p><p>como a BNCC e o Currículo</p><p>Referência do Estado de Goi-</p><p>ás, abordam a Educação Física</p><p>dentro da grande área de con-</p><p>centração de Linguagens, e até</p><p>a presente data (dezembro de</p><p>2022) a disciplina aparece no 1º dia de provas junto</p><p>com Língua Portuguesa, Língua Estrangeira e Arte.</p><p>Neste capítulo para familiarizar com as questões</p><p>de Educação Física no Enem, você irá fazer 10 ques-</p><p>tões que apareceram em provas anteriores.</p><p>LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS</p><p>41</p><p>Questão 01 (Enem 2020) Uma das mais contunden-</p><p>tes críticas ao discurso da aptidão física relacionada</p><p>à saúde está no caráter eminentemente individual de</p><p>suas propostas, o que serve para obscurecer outros</p><p>determinantes da saúde. Ou seja, costuma-se apre-</p><p>sentar o indivíduo como o problema e a mudança</p><p>do estilo de vida como a solução. Argumenta-se ain-</p><p>da que o movimento da aptidão física relacionada à</p><p>saúde considera a existência de uma cultura homo-</p><p>gênea na qual todos seriam livres para escolher seus</p><p>estilos de vida, o que não condiz com a realidade.</p><p>O fato é que vivemos numa sociedade dividida em</p><p>classes sociais, na qual nem todas as pessoas têm</p><p>condições econômicas para adotar um estilo de vida</p><p>ativo e saudável. Há desigualdades estruturais com</p><p>raízes políticas, econômicas e sociais que dificultam</p><p>a adoção desses estilos de vida.</p><p>FERREIRA. M. S. Aptidão física e saúde na educação física</p><p>escolar; ampliando o enfoque. RBCE, n. 2. jan. 2001 (adaptado).</p><p>Com base no texto, a relação entre saúde e estilos</p><p>de vida</p><p>A) constrói a ideia de que a mudança individual de</p><p>hábitos promove a saúde.</p><p>B) considera a homogeneidade da escolha de hábitos</p><p>saudáveis pelos indivíduos.</p><p>C) reforça a necessidade de solucionar os problemas</p><p>de saúde da sociedade com a prática de exercícios.</p><p>D) problematiza a organização social e seu impacto</p><p>na mudança de hábitos dos indivíduos.</p><p>E) reproduz a noção de que a melhoria da aptidão</p><p>física pela prática de exercícios promove a saúde.</p><p>Questão 02 - (Enem 2020) LUTA: prática corporal im-</p><p>previsível, caracterizada por determinado estado de</p><p>contato proposital, que possibilita a duas ou mais pes-</p><p>soas se enfrentarem numa constante troca de ações</p><p>ofensivas e/ou defensivas, regidas por regras, com o</p><p>objetivo mútuo sobre um alvo móvel personificado</p><p>no oponente.</p><p>GOMES, M. S. P. et al. Ensino das lutas: dos princípios condicionais</p><p>aos grupos situacionais.</p><p>De acordo com o texto, podemos identificar uma abor-</p><p>dagem das lutas nas aulas de educação física quando</p><p>o professor realiza uma proposta envolvendo</p><p>A) contato corporal intenso entre o aluno e seu opo-</p><p>nente.</p><p>B) contenda entre os alunos que se agridem fisica-</p><p>mente.</p><p>C) confronto corporal em que os vencedores são pre-</p><p>viamente identificados.</p><p>D) combate corporal intencional com ações regula-</p><p>mentadas entre os oponentes.</p><p>E) conflito resolvido pelos alunos por meio de regras</p><p>previamente estabelecidas.</p><p>Questão 03. (Enem 2019) Mídias: aliadas ou inimigas</p><p>da educação física escolar?</p><p>No caso do esporte, a mediação efetuada pela câmera</p><p>de TV construiu uma nova modalidade de consumo: o</p><p>esporte telespetáculo, realidade textual relativamente</p><p>autônoma face à prática “real” do esporte, construída</p><p>pela codificação e mediação dos eventos esportivos</p><p>efetuados pelo enquadramento, edição das imagens</p><p>e comentários, interpretando para o espectador o</p><p>que ele está vendo. Esse fenômeno tende a valorizar</p><p>a forma em relação ao conteúdo, e para tal faz uso</p><p>privilegiado da linguagem audiovisual com ênfase na</p><p>imagem cujas possibilidades são levadas cada vez</p><p>mais adiante, em decorrência dos avanços tecnoló-</p><p>gicos. Por outro lado, a narração esportiva propõe</p><p>uma concepção hegemônica de esporte: esporte é</p><p>esforço máximo, busca da vitória, dinheiro... O preço</p><p>que se paga por sua espetacularização é a fragmenta-</p><p>ção do fenômeno esportivo. A experiência global do</p><p>ser-atleta é modificada: a sociabilização no confronto</p><p>e a ludicidade não são vivências privilegiadas no en-</p><p>foque das mídias, mas as eventuais manifestações de</p><p>violência, em partidas de futebol, por exemplo, são</p><p>exibidas e reexibidas em todo o mundo.</p><p>BETTI, M. Motriz, n. 2, jul.-dez. 2001 (adaptado).</p><p>A) reflexão trazida pelo texto, que aborda o esporte</p><p>telespetáculo, está fundamentada na</p><p>A) distorção da experiência do ser-atleta para os es-</p><p>pectadores.</p><p>B) interpretação dos espectadores sobre o conteúdo</p><p>transmitido.</p><p>C) utilização de equipamentos audiovisuais de última</p><p>geração.</p><p>D) valorização de uma visão ampliada do esporte.</p><p>E) equiparação entre a forma e o conteúdo.</p><p>Questão 04. (Enem 2019) Esporte e cultura: análise</p><p>acerca da esportivização de práticas corporais nos</p><p>jogos indígenas</p><p>Nos Jogos dos Povos Indígenas, observa-se que as</p><p>práticas corporais realizadas envolvem elementos</p><p>tradicionais (como as pinturas e adornos corporais) e</p><p>modernos (como a regulamentação, a fiscalização e a</p><p>padronização). O arco e flecha e a lança, por exemplo,</p><p>são instrumentos tradicionalmente utilizados para a</p><p>caça e a defesa da comunidade na aldeia. Na ocasião</p><p>do evento, esses artefatos foram produzidos pela pró-</p><p>pria etnia, porém sua estruturação como “modalidade</p><p>esportiva” promoveu uma semelhança entre as técni-</p><p>cas apresentadas, com o sentido único da competição.</p><p>ALMEIDA, A. J. M.; SUASSUNA, D. M. F. A. Pensar a prática, n. 1,</p><p>jan.-abr. 2010 (adaptado).</p><p>A relação entre os elementos tradicionais e modernos</p><p>nos Jogos dos Povos Indígenas desencadeou a</p><p>A) padronização de pinturas e adornos corporais.</p><p>LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS</p><p>42</p><p>B) sobreposição de elementos tradicionais sobre os</p><p>modernos.</p><p>C) individuação das técnicas apresentadas em dife-</p><p>rentes modalidades.</p><p>D) legitimação das práticas corporais indígenas como</p><p>modalidade esportiva.</p><p>E) preservação dos significados próprios das práticas</p><p>corporais em cada cultura.</p><p>Questão 05. (Enem 2019) Educação para a saúde me-</p><p>diante programas de educação física escolar</p><p>A) educação para a saúde deverá ser alcançada me-</p><p>diante interação de ações que possam envolver o</p><p>próprio homem mediante suas atitudes frente às</p><p>exigências ambientais representadas pelos hábitos</p><p>alimentares, estado de estresse, opções de lazer,</p><p>atividade física, agressões climáticas etc. Dessa</p><p>forma, parece evidente que o estado de ser sau-</p><p>dável não é algo estático. Pelo contrário, torna-se</p><p>necessário adquiri-lo e construí-lo de forma indivi-</p><p>dualizada constantemente ao longo de toda a vida,</p><p>apontando para o fato de que saúde é educável e,</p><p>portanto, deve ser tratada não apenas com base em</p><p>referenciais de natureza biológica e higienista, mas</p><p>sobretudo em um contexto didático-pedagógico.</p><p>GUEDES, D. P. Motriz, n. 1, 1999.</p><p>A educação para a saúde pressupõe a adoção de</p><p>comportamentos com base na interação de fatores</p><p>relacionados à</p><p>A) adesão a programas de lazer.</p><p>B) opção por dietas balanceadas.</p><p>C) constituição de hábitos saudáveis.</p><p>D) evasão de ambientes estressores.</p><p>E) realização de atividades físicas regulares</p><p>Questão 06. (Enem 2019) Emagrecer sem exercício?</p><p>Hormônio aumenta a es-</p><p>perança</p><p>de perder gordura</p><p>sem sair do sofá. A solução</p><p>viria em cápsulas. O sonho</p><p>dos sedentários ganhou</p><p>novo aliado.</p><p>Um estudo publicado na</p><p>revista científica Nature, em janeiro, sugere que é pos-</p><p>sível modificar a gordura corporal sem fazer exercício.</p><p>Pesquisadores do Dana-Farber Cancer Institute e da</p><p>Escola de Medicina de Harvard, nos EUA, isolaram em</p><p>laboratório a irisina, hormônio naturalmente produ-</p><p>zido pelas células musculares durante os exercícios</p><p>aeróbicos, como caminhada, corrida ou pedalada. A</p><p>substância foi aplicada em ratos e agiu como se eles</p><p>tivessem se exercitado, inclusive com efeito protetor</p><p>contra o diabetes.</p><p>O segredo foi a conversão de gordura branca — aquela</p><p>que estoca energia inerte e estraga nossa silhueta —</p><p>em marrom. Mais comum em bebês, e praticamente</p><p>inexistente em adultos, esse tipo de gordura serve</p><p>para nos aquecer. E, nesse processo, gasta uma ener-</p><p>gia tremenda. Como efeito colateral, afinaria nossa</p><p>silhueta.</p><p>A expectativa é que, se o hormônio funcionar da mes-</p><p>ma forma em humanos, surja em breve um novo me-</p><p>dicamento para emagrecer. Mas ele estaria longe de</p><p>substituir por completo os benefícios da atividade físi-</p><p>ca. “Possivelmente existem muitos outros hormônios</p><p>musculares liberados durante o exercício e ainda não</p><p>descobertos”, diz o fisiologista Paul Coen, professor</p><p>assistente da Universidade de Pittsburgh, nos EUA.</p><p>A irisina não fortalece os músculos, por exemplo. E</p><p>para ficar com aquele tríceps de fazer inveja só o le-</p><p>vantamento de controle remoto não daria conta.</p><p>LIMA, F. Galileu. São Paulo, n. 248, mar. 2012.</p><p>Para convencer o leitor de que o exercício físico é</p><p>importante, o autor usa a estratégia de divulgar que</p><p>A) a falta de exercício físico não emagrece e desen-</p><p>volve doenças.</p><p>B) se trata de uma forma de transformar a gordura</p><p>branca em marrom e de emagrecer.</p><p>C) a irisina é um hormônio que apenas é produzido</p><p>com o exercício físico.</p><p>D) o exercício é uma forma de afinar a silhueta por</p><p>eliminar a gordura branca.</p><p>E) se produzem outros hormônios e há outros bene-</p><p>fícios com o exercício.</p><p>Questão 07. (Enem 2019) No</p><p>Brasil, a disseminação de uma</p><p>expectativa de corpo com base</p><p>na estética da magreza é bastan-</p><p>te grande e apresenta uma enor-</p><p>me repercussão, especialmente,</p><p>se considerada do ponto de vista</p><p>da realização pessoal. Em pesquisa feita na cidade</p><p>de São Paulo, aparecem os percentuais de 90% entre</p><p>as mulheres pesquisadas que se dizem preocupadas</p><p>com seu peso corporal, sendo que 95% se sentem</p><p>insatisfeitas com “seu próprio corpo”.</p><p>SILVA, A. M. Corpo, ciência e mercado: reflexões acerca da</p><p>gestação de um novo arquétipo da felicidade. Campinas:</p><p>Autores Associados; Florianópolis: UFSC, 2001.</p><p>LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS</p><p>43</p><p>A preocupação excessiva com o “peso” corporal pode</p><p>provocar o desenvolvimento de distúrbios associados</p><p>diretamente à imagem do corpo, tais como</p><p>A) anorexia e bulimia.</p><p>B) ortorexia e vigorexia.</p><p>C) ansiedade e depressão.</p><p>D) sobrepeso e fobia social.</p><p>E) sedentarismo e obesidade.</p><p>Questão 08. (Enem PPL 2019) Slow Food</p><p>A favor da alimentação com prazer e da responsabi-</p><p>lidade socioambiental, o slow food é um movimento</p><p>que vai contra o ritmo acelerado de vida da maioria</p><p>das pessoas hoje: o ritmo fast-food, que valoriza a</p><p>rapidez e não a qualidade. Traduzido na alimentação,</p><p>o fast-food está nos produtos artificiais, que, apesar</p><p>de práticos, são péssimos à saúde: muito processados</p><p>e muito distantes da sua natureza — como os lanches</p><p>cheios de gorduras, os salgadinhos e biscoitos con-</p><p>vencionais etc.</p><p>Agora, vamos deixar de lado o fast e entender melhor</p><p>o slow food. Segundo esse movimento, o alimento</p><p>deve ser:</p><p>• bom: tão gostoso que merece ser saboreado com</p><p>calma, fazendo de cada refeição uma pausa especial</p><p>do dia;</p><p>• limpo: bom à saúde do consumidor e dos produto-</p><p>res, sem prejudicar o meio ambiente nem os ani-</p><p>mais;</p><p>• justo: produzido com transparência e honestidade</p><p>social e, de preferência, de produtores locais.</p><p>Deu pra ver que o slow food traz muita coisa interes-</p><p>sante para o nosso dia a dia. Ele resgata valores tão</p><p>importantes, mas que muitas vezes passam desper-</p><p>cebidos. Não é à toa que ele já está contagiando o</p><p>mundo todo, inclusive o nosso país.</p><p>Disponível em: www.maeterra.com.br. Acesso em: 5</p><p>ago. 2017.</p><p>Algumas palavras funcionam como marcadores tex-</p><p>tuais, atuando na organização dos textos e fazendo</p><p>os progredir. No segundo parágrafo desse texto, o</p><p>marcador “agora”</p><p>A) define o momento em que se realiza o fato descrito</p><p>na frase.</p><p>B) sinaliza a mudança de foco no tema que se vinha</p><p>discutindo.</p><p>C) promove uma comparação que se dá entre dois</p><p>elementos do texto.</p><p>D) indica uma oposição que se verifica entre o trecho</p><p>anterior e o seguinte.</p><p>E) delimita o resultado de uma ação que foi apresen-</p><p>tada no trecho anterior.</p><p>Questão 09. (Enem PPL 2019) A mídia divulga à exaus-</p><p>tão um padrão corporal determinado, padrão único,</p><p>branco, jovem, musculoso e, especialmente no caso</p><p>do corpo feminino, magro. Pesquisas apontam para o</p><p>fato de que esse padrão de beleza divulgado se aplica</p><p>apenas de 5 a 8% da população mundial. Especialmen-</p><p>te no Brasil, onde a diversidade é uma característica</p><p>marcante, a mídia no geral acaba por mostrar seu</p><p>desprezo pela riqueza de tipos, de raças, pela própria</p><p>mestiçagem, insistindo num padrão único de beleza</p><p>tanto para mulheres quanto para homens.</p><p>MALDONADO, G. A educação física e o adolescente: a imagem</p><p>corporal e a estética da transformação na mídia impressa.</p><p>Revista Mackenzie de Educação Física e Esportes, n. 1, 2006</p><p>(adaptado).</p><p>Em relação aos aspectos do padrão corporal dos bra-</p><p>sileiros, compreende-se que esta população</p><p>A) é caracterizada pela sua rica diversidade.</p><p>B) possui, em sua maioria, mulheres obesas.</p><p>C) está devidamente representada na grande mídia.</p><p>D) tem padrão de beleza idêntico aos demais países.</p><p>E) é composta, na maioria, por pessoas brancas e</p><p>magras.</p><p>Questão 10 (Enem 2018) Tanto os Jogos Olímpicos</p><p>quanto os Paralímpicos são mais que uma corrida por</p><p>recordes, medalhas e busca da excelência. Por trás</p><p>deles está a filosofia do barão Pierre de Coubertin,</p><p>fundador do Movimento Olímpico. Como educador,</p><p>ele viu nos Jogos a oportunidade para que os povos</p><p>desenvolvessem valores, que poderiam ser aplicados</p><p>não somente ao esporte, mas à educação e à socieda-</p><p>de. Existem atualmente sete valores associados aos</p><p>Jogos. Os valores olímpicos são: a amizade, a excelên-</p><p>cia e o respeito, enquanto os valores paralímpicos são:</p><p>a determinação, a coragem, a igualdade e a inspiração.</p><p>MIRAGAYA, A. Valores para toda a vida.Disponível em: www.</p><p>esporteessencial.com.br.Acesso em: 9 ago. 2017 (adaptado).</p><p>No contexto das aulas de Educação Física escolar, os</p><p>valores olímpicos e paralímpicos podem ser identifi-</p><p>cados quando o colega</p><p>A) a procura entender o próximo, assumindo atitu-</p><p>des positivas como simpatia, empatia, honestida-</p><p>de, compaixão, confiança e solidariedade, o que</p><p>caracteriza o valor da igualdade.</p><p>B) faz com que todos possam ser iguais e receber o</p><p>mesmo tratamento, assegurando imparcialidade,</p><p>oportunidades e tratamentos iguais para todos, o</p><p>que caracteriza o valor da amizade.</p><p>C) dá o melhor de si na vivência das diversas ativida-</p><p>des relacionadas ao esporte ou aos jogos, partici-</p><p>pando e progredindo de acordo com seus objeti-</p><p>vos, o que caracteriza o valor da coragem.</p><p>D) ο manifesta a habilidade de enfrentar a dor, o so-</p><p>frimento, o medo, a incerteza e a intimidação nas</p><p>LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS</p><p>44</p><p>atividades, agindo corretamente contra a vergo-</p><p>nha, a desonra e o desânimo, o que caracteriza o</p><p>valor da determinação.</p><p>E) inclui em suas ações o fair play (jogo limpo), a ho-</p><p>nestidade, o sentimento positivo de consideração</p><p>por outra pessoa, o conhecimento dos seus limites,</p><p>a valorização de sua própria saúde e o combate ao</p><p>doping, o que caracteriza o valor do respeito.</p><p>REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</p><p>BRACHT, V. Sociologia crítica do esporte: uma intro-</p><p>dução. Vitória: UFES, Centro de Educação Física e</p><p>Desportos, 1997.</p><p>BROGAN D.R. Rehabilitation services needs: Phy-</p><p>sicians’s perceptiions and referrals. Arch Phys Med</p><p>Rehabil. 1981; 62 : 215.</p><p>CASPERSEN, C.J.; POWELL, K.E.; CHRISTENSON, G.M.</p><p>Physical activity, exercise, and physical fitness: defi-</p><p>nitions and distinctions for health-related research.</p><p>Public Health Rep. 1985, 100: 126-31</p><p>DA MATTA, Roberto et. al. O universo do Futebol: es-</p><p>porte e sociedade brasileira. Rio de Janeiro: Pinako-</p><p>theke,1982.</p><p>DAOLIO, J. Da cultura do corpo. Campinas, SP: Papi-</p><p>rus, 2005.</p><p>DETREZ, C. La construction solicale du corps. Paris:</p><p>Èditions du Senil, 2002.</p><p>MARQUES, R. F. R.; GUTIERREZ, G. L.; ALMEIDA, M.</p><p>A. B. de. Esporte na empresa: a complexidade da in-</p><p>tegração interpessoal. Revista Brasileira de Educação</p><p>Física e Esporte, São Paulo, v. 20, n. 1, p. 27-36, jan/</p><p>mar, 2006.</p><p>IMAGENS sem direitos autorais extraídas de:</p><p>https://pixabay.com/</p><p>https://br.freepik.com/</p><p>REFERÊNCIAS DE SITES</p><p>https://impulsiona.org.br/cultura-esporte-transfor-</p><p>macao/</p><p>https://www.goias.gov.br/conheca-goias/cultura.</p><p>html</p><p>https://sme.goiania.go.gov.br/conexaoescola</p><p>https://daqui.opopular.com.br/editorias/geral/dia-</p><p>-do-%C3%ADndio-conhe%C3%A7a-10-esportes-tra-</p><p>dicionalmente-ind%C3%ADgenas-1.1071946</p><p>https://sports.fanato.com.br/blog/cabo-de-guerra/</p><p>https://memoria.ebc.com.br/esportes/2015/10/co-</p><p>nheca-modalidades-esportivas-dos-jogos-mundiais-</p><p>-indigenas</p><p>https://jus.com.br/artigos/61621/etica-no-esporte-</p><p>-uma-poderosa-ferramenta-de-formacao-de-carater</p><p>https://www.boavontade.com/pt/esporte/promover-</p><p>-paz-no-esporte-e-exercer-cidadania</p><p>LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS</p><p>45</p><p>COMPONENTE CURRICULAR:</p><p>LÍNGUA ESTRANGEIRA MODERNA – INGLÊS</p><p>CLASS 01 - ENGLISH</p><p>Caro professor/a, iniciar a nossa aula de INGLÊS,</p><p>com um momento de IMERSÃO, será trabalhado</p><p>nessa unidade ideias sobre a verificação e percep-</p><p>ção dos conhecimentos prévios relacionados a lín-</p><p>gua inglesa, de modo a compreendê-la e aprendê-</p><p>-la. Será explorado todo o contexto sobre assunto</p><p>e posteriormente os exercícios.</p><p>CONCEITO: INGLÊS EM TODA PARTE</p><p>Dear student, você já deve ter estudado inglês</p><p>nas séries anteriores. Certamente, você costuma ter</p><p>contato com palavras dessa língua em diversas situa-</p><p>ções de seu dia a dia. Esse será o objetivo da aula de</p><p>hoje. Let’s start!!!</p><p>SUGESTÃO DE ATIVIDADE</p><p>1- Leiam este texto e façam o que se pede.</p><p>a) O que está escrito no texto? O que vocês fizeram</p><p>para conseguir ler?</p><p>b) Na opinião de vocês, por que conseguimos ler o</p><p>texto apesar de ele não estar escrito com as letras</p><p>na ordem correta?</p><p>c) Para vocês, o que é “conhecimento prévio”?</p><p>d) Quais conhecimentos prévios foram necessários</p><p>para vocês conseguirem ler o texto?</p><p>2- Observe o texto abaixo, vamos ler e responder as</p><p>questões.</p><p>a) Que tipo de texto é esse? Que finalidade ele tem?</p><p>A quem é dirigido?</p><p>LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS</p><p>46</p><p>b) Que informações vocês conseguem identificar no</p><p>texto?</p><p>c) Vocês sabem em que língua esse texto está escrito?</p><p>Se não souberem, levantem algumas hipóteses.</p><p>3- Neste caça-palavras há dez palavras em inglês que</p><p>você certamente já usou alguma vez. Encontre as pa-</p><p>lavras e escreva no espaço indicado.</p><p>4. Em cada item abaixo há uma palavra intrusa. Vocês</p><p>conseguem identificar qual é?</p><p>5. Leiam o título e o subtítulo de uma notícia. Em</p><p>seguida, respondam às perguntas.</p><p>5.1. A notícia se refere a quem?</p><p>5.2. Qual era a profissão e a idade dessa pessoa?</p><p>5.3. O que aconteceu?</p><p>5.4. Anos atrás, essa pessoa foi diagnosticada com uma</p><p>doença. Quando isso ocorreu? Qual era a doença?</p><p>LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS</p><p>47</p><p>CLASS 02 - ENGLISH</p><p>Caro professor/a, iniciar a nossa aula de INGLÊS,</p><p>com um momento de IMERSÃO, será trabalhado</p><p>nessa aula a 1ª parte do conteúdo sobre o tempo</p><p>verbal Simple Present.</p><p>CONCEITO: SIMPLE PRESENT</p><p>Estudante, como sugestão para a nossa segunda</p><p>aula, faremos a introdução ao tempo verbal SIMPLE</p><p>PRESENT. Let’s go!!!</p><p>• O tempo verbal Simple Present</p><p>Quando falamos do nosso dia a dia, devemos fazer</p><p>uso do tempo verbal SIMPLE PRESENT, que correspon-</p><p>de ao presente do indicativo da língua portuguesa.</p><p>Porém, a conjugação dos verbos no presente simples</p><p>em inglês é um pouco diferente do que acontece na</p><p>nossa língua materna, pois eles não são conjugados</p><p>em todas as pessoas.</p><p>• Quando usar o Simple Present?</p><p>Emprega-se o SIMPLE PRESENT em situações rela-</p><p>cionadas com o dia a dia: para descrever verdades e/</p><p>ou fatos, para especificar as características físicas ou</p><p>os estados emocionais, para contar histórias e acon-</p><p>tecimentos, para quantificar a frequência com que</p><p>fazemos algo, para descrever nossa rotina e nossos</p><p>hábitos etc. Percebemos que o emprego do Simple</p><p>Present é amplo.</p><p>EXEMPLO(S):</p><p>ü	Fato, verdade: The Earth turns around the sun.</p><p>(A terra gira em torno do sol.)</p><p>ü	Aspecto físico: They aren’t very tall. (Eles não</p><p>são muito altos.)</p><p>ü	Estado emocional: Chris seems happy today.</p><p>(Chris parece feliz hoje.)</p><p>ü	Frequência, rotina, hábito: We don’t go to ci-</p><p>nema very often. (Nós não vamos ao cinema</p><p>com muita frequência.)</p><p>· Observação: Há no Simple Present, apenas dois verbos irregulares, o verbo to be (ser/estar) e o verbo</p><p>to have (ter). Veja a sua conjugação a seguir:</p><p>to be (ser, estar)</p><p>I am</p><p>to have (ter)</p><p>I have</p><p>You are You have</p><p>He is He has</p><p>She is She has</p><p>It is It has</p><p>We are We have</p><p>You are You have</p><p>They are They have</p><p>PRINCIPAIS REGRAS DO SIMPLE PRESENT</p><p>Para compreender o Simple Present, devemos ter em mente algumas regras estruturais e ortográficas.</p><p>Veja quais são essas regras:</p><p>1- APENAS na forma afirmativa, para a conjugação para os pronomes/sujeitos (he, she, it), por tratar-se</p><p>da conhecida 3ª pessoa do singular, o verbo sofrerá modificação em sua escrita (acrescentando-se os sufixos</p><p>-s/-es/-ies). Para a conjugação com os pronomes/sujeitos (I, you, we, they), o verbo não sofrerá nenhuma</p><p>modificação. Veja os exemplos:</p><p>to sleep (dormir)</p><p>I sleep</p><p>to play (jogar, brin-</p><p>car, tocar)</p><p>I play</p><p>You sleep You play</p><p>He sleeps He plays</p><p>She sleeps She plays</p><p>It sleeps It plays</p><p>We sleep We play</p><p>You sleep You play</p><p>They sleep They play</p><p>LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS</p><p>48</p><p>2- Verbo auxiliar do/does: O verbo auxiliar do/does é uti lizado para indicar um aspecto da oração. No</p><p>Simple Present, ele é uti lizado apenas em frases/conjugações negati vas e interrogati va.</p><p>to sleep (dormir)</p><p>I do not sleep I don’t sleep Do I sleep?</p><p>You do not sleep You don’t sleep Do you sleep?</p><p>He does not sleep He doesn’t sleep Does he sleep?</p><p>She does not sleep She doesn’t sleep Does she sleep?</p><p>It does not sleep It doesn’t sleep Does it sleep?</p><p>We do not sleep We don’t sleep Do we sleep?</p><p>You do not sleep You don’t sleep Do you sleep?</p><p>They do not sleep They don’t sleep Do they sleep?</p><p>to play (jogar,</p><p>brincar, tocar)</p><p>I do not play I don’t play Do I play?</p><p>You do not play You don’t play Do you play?</p><p>He does not play He doesn’t play Does he play?</p><p>She does not play She doesn’t play Does she play?</p><p>It does not play It doesn’t play Does it play?</p><p>We do not play We don’t play Do we play?</p><p>You do not play You don’t play Do you play?</p><p>They do not play They don’t play Do they play?</p><p>EXEMPLO(S):</p><p>She doesn’t live here. (Ela não mora aqui.)</p><p>Does she live here? (Ela mora aqui?)</p><p>Disponível em: htt ps://mundoeducacao.uol.com.br/</p><p>ingles/simple-present.htm</p><p>SUGESTÃO DE ATIVIDADE</p><p>1- Como proposta para ati vidade, leiam o diálogo abai-</p><p>xo. Em seguida, respondam o exercício que se segue,</p><p>assinalando T (true) ou F (false).</p><p>BOY: Hi, excuse me!</p><p>GIRL: Uuuh...Hello!</p><p>BOY: Hi! my name is</p><p>Ramon. I’m a new</p><p>student and I’m a litt le</p><p>lost. What is your</p><p>name?</p><p>GIRL: My name is Zayla.</p><p>So, Ramon, how can I</p><p>help you?</p><p>BOY: Do you know</p><p>where teacher</p><p>Romilda’s room is?</p><p>GIRL: Ah! She is in room 16. Do you study Spanish</p><p>Ramon?</p><p>BOY: Oh yeah! What about you?</p><p>GIRL: Well, I’m not a student. I am teaching German</p><p>classes for beginners students this semester.</p><p>BOY: Wooow...how fantasti c! Are you a teacher?</p><p>GIRL: Yes, I am.</p><p>BOY: Cool! Thank you teacher Zayla for your help.</p><p>GIRL: My pleasure.</p><p>a) (___) Zayla is a new student.</p><p>b) (___) Ramon studies Spanish.</p><p>c) (___) Romilda is a German teacher.</p><p>d) (___) Romilda is in room 16.</p><p>e) (___) Ramon is surprised that Zayla is a teacher.</p><p>f) (___) Ramon isn’t a new student and he isn’t lost</p><p>at school.</p><p>2. Now it’s your turn! In pairs practi ce this dialogue.</p><p>3. Complete each sentence with the Simple Present</p><p>of the verb to be.</p><p>a) Zayla and Ramon ________________ young</p><p>people.</p><p>b) ________________ the boy a new student?</p><p>c) Romilda ________________ (to be – neg.) a</p><p>German teacher.</p><p>d) Ramon ________________ a student.</p><p>e) I _____ teacher Zayla.</p><p>f) Romilda and Ramon _____ relati ves.</p><p>LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS</p><p>49</p><p>CLASS 03 - ENGLISH</p><p>Caro professor/a, iniciar a nossa aula de INGLÊS,</p><p>com um momento de IMERSÃO, será trabalhado</p><p>nessa aula a complementação (2ª parte) ao con-</p><p>teúdo sobre o tempo verbal Simple Present, que</p><p>trata das regras de aplicação do sufixo -s/-es/-ies.</p><p>CONCEITO: THE -S/-ES/-IES SUFFIX SPEELING RULES</p><p>Estudante, como sugestão para a nossa segunda</p><p>aula, daremos continuidade ao Simple Present, agora</p><p>apresentando as regras de aplicação do sufixo -s/-es/-</p><p>-ies ao verbo principal. Após a explicação do/a profes-</p><p>sor/a, realizaremos as atividades para consolidação</p><p>do que aprendemos. Let’s go!!!</p><p>As regras ortográficas aplicam-se exclusivamente</p><p>à terceira pessoa do singular (he, she, it), e apenas</p><p>à forma afirmativa. Para as outras pessoas, o verbo</p><p>não se flexiona.</p><p>1- Regra geral: para a maioria dos verbos, apenas</p><p>acrescenta-se o sufixo/terminação “-s”. Exemplos:</p><p>to dance</p><p>(dançar)</p><p>I dance</p><p>to talk</p><p>(conversar)</p><p>I talk</p><p>You dance You play</p><p>He dance He talks</p><p>She dance She talks</p><p>It dance It talks</p><p>We dance We talk</p><p>You dance You talk</p><p>They dance They talk</p><p>2- Para verbos terminados em “ss, sh, ch, z, x, o”:</p><p>acrescenta-se o sufixo/terminação “-es”. Exemplos:</p><p>to miss</p><p>(faltar)</p><p>I miss</p><p>to watch</p><p>(assistir)</p><p>I watch</p><p>You miss You watch</p><p>He misses He watches</p><p>She misses She watches</p><p>It misses It watches</p><p>We miss We watch</p><p>You miss You watch</p><p>They miss They watch</p><p>to finish</p><p>(terminar)</p><p>I finish</p><p>to buzz</p><p>(zumbir)</p><p>I buzz</p><p>You finish You buzz</p><p>He finishes He buzzes</p><p>She finishes She buzzes</p><p>It finishes It buzzes</p><p>We finish We buzz</p><p>You finish You buzz</p><p>They finish They buzz</p><p>to mix</p><p>(misturar)</p><p>I mix</p><p>to go</p><p>(ir)</p><p>I go</p><p>You mix You go</p><p>He mixes He goes</p><p>She mixes She goes</p><p>It mixes It goes</p><p>We mix We go</p><p>You mix You go</p><p>They mix They go</p><p>3. Para verbos terminados em “consoante + y”:</p><p>retira-se o “y” e, depois, acrescenta-se o sufixo/ter-</p><p>minação “-ies”.</p><p>to study</p><p>(estudar)</p><p>I study</p><p>to worry</p><p>(preocupar)</p><p>I worry</p><p>You study You worry</p><p>He studies He worries</p><p>She studies She worries</p><p>It studies It worries</p><p>We study We worry</p><p>You study You worry</p><p>They study They worry</p><p>4. Exceção: Para verbos terminados em “vogal +</p><p>y”, APENAS acrescenta-se o sufixo/terminação “-s”.</p><p>to buy</p><p>(comprar)</p><p>I buy</p><p>to play</p><p>(jogar,</p><p>brincar,</p><p>tocar)</p><p>I play</p><p>You buy You play</p><p>He buys He plays</p><p>She buys She plays</p><p>It buys It plays</p><p>We buy We play</p><p>You buy You play</p><p>They buy They play</p><p>LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS</p><p>50</p><p>SUGESTÃO DE ATIVIDADE</p><p>1- Reescreva os verbos da tabela abaixo acrescentando os sufixos -s/-es/ies, da maneira correta. Depois,</p><p>traduza cada um deles.</p><p>Infinitive Verb + suffix -s/-es/-ies Translation</p><p>a) to do</p><p>b) to reply</p><p>c) to snow</p><p>d) to lay</p><p>e) to watch</p><p>f) to hurry</p><p>g) to destroy</p><p>h) to buzz</p><p>i) to mix</p><p>j) to understand</p><p>k) to approach</p><p>l) to slash</p><p>m) to blow</p><p>n) to win</p><p>LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS</p><p>51</p><p>CLASS 04 - ENGLISH</p><p>Caro professor/a, iniciar a nossa aula de INGLÊS, com um momento de IMERSÃO, será trabalhado nessa</p><p>aula a finalização (3ª parte) do conteúdo sobre o Simple Present, que trata da aplicação da estrutura deste</p><p>tempo verbal.</p><p>CONCEITO: SIMPLE PRESENT</p><p>Estudante, como sugestão para a nossa segunda aula, finalizaremos o SIMPLE PRESENT. Após a explicação</p><p>do/a professor/a, realizaremos as atividades para consolidação do que aprendemos. Let’s go!!!</p><p>• Formação estrutural: para a forma afirmativa, tem-se o verbo no infinitivo sem “to”. Todavia, apenas</p><p>na 3ª pessoa do singular, acrescenta-se -s/-es/-ies ao verbo principal. Nas formas negativas e interrogativa,</p><p>utiliza-se o verbo auxiliar do/does.</p><p>Afirmativa Negativas Interrogativa</p><p>I walk to the park every day.</p><p>He walks to the park every day.</p><p>They walk to the park every day.</p><p>I do not (don’t) walk to the park</p><p>every day.</p><p>He does not (doesn’t) walk to</p><p>the park every day.</p><p>They do not (don’t) walk to the</p><p>park every day.</p><p>Do I walk to the park every day?</p><p>Does he walk to the park every</p><p>day?</p><p>Do they walk to the park every</p><p>day?</p><p>I watch the news on TV. (Eu assisto ao noticiário na TV.)</p><p>Diego sleeps only for six hours. (Diego dorme apenas por seis horas.)</p><p>She doesn’t do the homework. (Ela não faz as tarefas de casa.)</p><p>Marco and Lucas don’t drive carefully. (Marco e Lucas não dirigem com cuidado.)</p><p>Do you wake up early every day? (Você acorda cedo todos os dias?)</p><p>Does she work here? (Ela trabalha aqui?)</p><p>Afirmativa Negativas Interrogativa</p><p>SI</p><p>N</p><p>G</p><p>U</p><p>LA</p><p>R</p><p>I read a book. do not (don’t) read a book. Do I read a book?</p><p>You read a book. do not (don’t) read a book. Do you read a book?</p><p>He reads a book. does not (doesn’t) read a book. Does he read a book?</p><p>She reads a book. does not (doesn’t) read a book. Does she read a book?</p><p>It reads a book. does not (doesn’t) read a book. Does it read a book?</p><p>PL</p><p>U</p><p>RA</p><p>L We read a book. do not (don’t) read a book. Do we read a book?</p><p>You read a book. do not (don’t) read a book. Do you read a book?</p><p>They read a book. do not (don’t) read a book. Do they read a book?</p><p>SUGESTÃO DE ATIVIDADE</p><p>1- Rewrite each sentence so that the italic verb is a negative contraction.</p><p>1.1. Peter likes chocolate cake.</p><p>1.2. The sun sets in the east.</p><p>1.3. I get up early on Saturday.</p><p>1.4. We live in a big city.</p><p>1.5. They send the homework by e-mail.</p><p>LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS</p><p>52</p><p>2- Read the text and answer the questions below.</p><p>A dedicated teenager</p><p>Jane is a very intelligent teenager. She is fifteen years</p><p>old and has two brothers. She goes to school in the</p><p>morning and helps her parents in the afternoon. In</p><p>the evening, she studies English at a school. She loves</p><p>ice cream and barbecue; she eats an ice cream every</p><p>day and, on the weekend, she eats barbecue. Her bro-</p><p>thers don’t like to study but they help their parents</p><p>too. They want to open a small restaurant because</p><p>they like to work with food. Jane likes science and</p><p>she wants to be a doctor. Her father tells her that it is</p><p>necessary to study a lot to be a doctor. Jane tells her</p><p>father: “Yes, you are correct. This is my dream and I</p><p>know it is possible because I am dedicated.”</p><p>Jane’s family has problems but they believe there are</p><p>solutions and they never give up. Jane doesn’t have</p><p>everything she wants but she works hard.</p><p>https://www.englishexperts.com.br/forum/exercicio-texto-em-</p><p>ingles-com-o-presente-simple-s-present-t17593.html</p><p>a) How old is Jane?</p><p>b) When does she go to school?</p><p>c) Does Jane have everything she wants?</p><p>3- Write (T) true or (F) false.</p><p>a) (___) Jane doesn’t help her mother in the after-</p><p>noon.</p><p>b) (___) Jane studies English at a university.</p><p>c) (___) She doesn’t like meat.</p><p>d) (___) Her brothers love to study.</p><p>e) (___) Jane wants to be a doctor.</p><p>Disponível em: https://exercicios.brasilescola.uol.com.br/</p><p>exercicios-ingles/exercicios-sobre-simple-present.htm</p><p>LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS</p><p>53</p><p>CLASS 05 - ENGLISH</p><p>Caro professor/a, iniciar a nossa aula de INGLÊS,</p><p>com um momento de IMERSÃO, será trabalhado</p><p>nessa aula a finalização (3ª parte) do conteúdo</p><p>sobre o Simple Present, que trata da aplicação da</p><p>estrutura deste tempo verbal.</p><p>CONCEITO: QUESTION WORDS</p><p>Ainda dando continuidade ao conteúdo sobre o</p><p>present tense, trataremos aqui das Question Words,</p><p>que são termos bastante utilizados para perguntas</p><p>em inglês.</p><p>Question words (também conhecidas como In-</p><p>terrogative Pronouns) são pronomes interrogativos</p><p>utilizados para fazer perguntas, na qual você obtém</p><p>respostas mais específicas em inglês. Elas costumam</p><p>ser</p><p>galpões, pátios), discriminando os que possuem condições dentro e fora</p><p>da escola para organizar práticas corporais em condições seguras para a</p><p>comunidade.</p><p>(EM13LGG502)</p><p>Analisar criticamente preconceitos, este-</p><p>reótipos e relações de poderes presentes</p><p>nas práticas corporais, adotando posiciona-</p><p>mento contrário a qualquer manifestação de</p><p>injustiça e desrespeito a direitos humanos e</p><p>valores democráticos.</p><p>(GO-EMLGG502A) Associar os diversos discursos que as mídias (impressa,</p><p>televisiva, internet e podcasts etc.) fazem entre a ginástica e os padrões de</p><p>beleza por meio de propagandas publicitárias, debatendo sobre as ques-</p><p>tões de individualidade biológica para estabelecer relações de respeito e</p><p>solidariedade entre as diferenças, posicionar criticamente sobre padrões</p><p>de beleza estabelecidos e construir significado em seu Projeto de Vida.</p><p>(EM13LGG503)</p><p>Vivenciar práticas corporais e significá-las</p><p>em seu projeto de vida, como forma de au-</p><p>toconhecimento, autocuidado com o corpo</p><p>e com a saúde, socialização e entretenimen-</p><p>to.</p><p>(GO-EMLGG503A) Reconhecer a prática da ginástica como uma possibilida-</p><p>de de atividade física, identificando seu interesse através da vivência nas</p><p>diversas possibilidades para se movimentar e buscar o autoconhecimento.</p><p>(GO-EMLGG503B) Identificar as capacidades físicas, por meio de leituras</p><p>e vídeos, aplicando nas vivências práticas (ginástica, jogos esporte, lutas</p><p>etc.) para manutenção da condição física individual, possibilidades de mo-</p><p>dificação da composição corporal, estimulando o posicionamento crítico</p><p>e de respeito às individualidades biológicas.</p><p>(GO-EMLGG503C) Diferenciar características entre as atividades físicas</p><p>e os exercícios físicos, utilizando-os nas práticas corporais para produzir</p><p>sentidos em diferentes contextos.</p><p>(GO-EMLGG503D) Comparar manifestações das ginásticas alternativas (Pi-</p><p>lates, Yoga e Shiatsu) com outros métodos de ginástica, estabelecendo</p><p>semelhanças e diferenças entre elas para possibilitar a escolha daquela</p><p>que melhor se enquadra em seu Projeto de Vida e desenvolver novos</p><p>repertórios dessa prática corporal no seu autoconhecimento.</p><p>(GO-EMLGG503F) Identificar os fatores de riscos para doenças hipociné-</p><p>ticas (sedentarismo), analisando as práticas diárias e estilo de vida para</p><p>apropriar-se criticamente de informações relativas a hábitos saudáveis no</p><p>dia a dia e desenvolver o autoconhecimento.</p><p>(GO-EMLGG503G) Selecionar informações sobre os benefícios referentes a</p><p>prática de atividades e exercícios físicos, organizando momentos de divul-</p><p>gação através de diversas mídias (folhetos, redes sociais, rádio escola etc.)</p><p>para promover saúde, bem-estar e integração da comunidade na escola.</p><p>(GO-EMLGG503H) Avaliar os riscos relacionados às dietas, consumo de</p><p>suplementos alimentares, sem acompanhamento profissional e o uso de</p><p>esteroides anabolizantes e outras formas de dopping, analisando situações</p><p>reais de usos e seus efeitos na saúde para desenvolver ações pessoais de</p><p>autocuidado.</p><p>LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS</p><p>8</p><p>(EM13LGG401)</p><p>Empregar nas interações sociais, a variedade</p><p>e o estilo de língua adequados à situação co-</p><p>municativa, ao/à interlocutor/a e ao gênero</p><p>do discurso, respeitando os usos das línguas</p><p>por esse/a interlocutor/a e sem preconceito</p><p>linguístico.</p><p>(GO-EMLGG401A) (Re)conhecer o vocabulário empregado em textos diver-</p><p>sos, por meio das técnicas de compreensão auditiva e leitora de gêneros</p><p>discursivos (diálogos orais e escritos, blog/vlog, formulários, folhetos tu-</p><p>rísticos, guias, diário, flyers), identificando o tema (skimming) e o contexto</p><p>no qual os enunciados foram produzidos para detectar em quais situações</p><p>do dia a dia tais vocabulários são empregados.</p><p>(GO-EMLGG401D) Localizar as formas dos tempos e modos verbais utiliza-</p><p>dos em gêneros discursivos, empregando técnicas de leitura instrumental</p><p>[dedução e indução] para relacionar a forma ao uso/funcionalidade desses</p><p>objetos de conhecimento.</p><p>(GO-EMLGG401F) Distinguir os contextos de formalidade e informalida-</p><p>de em textos (orais e escritos) diversos [charges, quadrinhos, memes,</p><p>fanzines/mangás, entrevistas, diálogos, narrativas etc.] selecionando os</p><p>trechos correspondentes, analisando tais funções em múltiplas variações</p><p>linguísticas [diatópicas, diafásicas e diastráticas] para possibilitar escolhas</p><p>adequadas à situação comunicativa.</p><p>(EM13LP02) Estabelecer relações entre as</p><p>partes do texto, tanto na produção como</p><p>na leitura/escuta, considerando a construção</p><p>composicional e o estilo do gênero, usando/</p><p>reconhecendo adequadamente elementos e</p><p>recursos coesivos diversos que contribuam</p><p>para a coerência, a continuidade do texto</p><p>e sua progressão temática, e organizando</p><p>informações, tendo em vista as condições</p><p>de produção e as relações lógico-discursivas</p><p>envolvidas (causa/efeito ou consequência;</p><p>tese/argumentos; problema solução; defini-</p><p>ção/exemplos etc.).</p><p>(GO-EMLP02A) Utilizar as variedades linguísticas e a norma padrão como</p><p>língua materna, nas mais diversas situações comunicativas, consideran-</p><p>do as situações adequadas de uso da língua para evitar o preconceito</p><p>linguístico.</p><p>(GO-EMLP02B) Estruturar as partes de textos escritos e orais, estabele-</p><p>cendo as relações adequadas, considerando a composição presente na</p><p>disseminação das práticas culturais contemporâneas, no estilo e na sua</p><p>funcionalidade em diferentes situações de uso para desenvolver as rela-</p><p>ções de textualidade e de interdiscursividade.</p><p>(EM13LP16) Produzir e analisar textos orais,</p><p>considerando sua adequação aos contextos</p><p>de produção, à forma composicional e ao</p><p>estilo do gênero em questão, à clareza, à</p><p>progressão temática e à variedade linguís-</p><p>tica empregada, como também aos ele-</p><p>mentos relacionados à fala (modulação de</p><p>voz, entonação, ritmo, altura e intensidade,</p><p>respiração etc.) e à cinestesia (postura cor-</p><p>poral, movimentos e gestualidade significa-</p><p>tiva, expressão facial, contato de olho com</p><p>plateia etc.).</p><p>(GO-EMLP16A) Analisar o papel dos recursos linguísticos, paralinguísti-</p><p>cos, cinésicos e da variedade linguística na produção de discursos orais</p><p>e multissemióticos, considerando o contexto de produção, circulação e</p><p>recepção para discernir os discursos correntes.</p><p>(EM13LP31) Compreender criticamente tex-</p><p>tos de divulgação científica orais, escritos e</p><p>multissemióticos de diferentes áreas do co-</p><p>nhecimento, identificando sua organização</p><p>tópica e a hierarquização das informações,</p><p>identificando e descartando fontes não con-</p><p>fiáveis e problematizando enfoques tenden-</p><p>ciosos ou superficiais.</p><p>(GO-EMLP31-A) Elaborar pesquisas variadas, utilizando as etapas de produ-</p><p>ção, para avaliar cada parte do processo de construção do conhecimento</p><p>científico, a partir dos gêneros textuais envolvidos na realização e divulga-</p><p>ção de pesquisas, para uma posse ativa da forma como o conhecimento</p><p>científico é produzido.</p><p>(EM13LP01) Relacionar o texto, tanto na</p><p>produção como na leitura/ escuta, com</p><p>suas condições de produção e seu contexto</p><p>sócio-histórico de circulação (leitor/audiên-</p><p>cia previstos, objetivos, pontos de vista e</p><p>perspectivas, papel social do autor, época,</p><p>gênero do discurso etc.), de forma a ampliar</p><p>as possibilidades de construção de sentidos</p><p>e de análise crítica e produzir textos adequa-</p><p>dos a diferentes situações.</p><p>(GO-EMLP01A) Investigar os diferentes graus de parcialidade/imparciali-</p><p>dade (no limite, a não neutralidade) em textos jornalísticos, comparando</p><p>relatos de diferentes fontes e examinando o recorte feito de fatos/dados</p><p>e os efeitos de sentido provocados pelas escolhas realizadas pelo/a au-</p><p>tor/a do texto, mantendo uma atitude crítica diante dos textos para ter</p><p>consciência das escolhas feitas como produtor/a.</p><p>LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS</p><p>9</p><p>(EM13LP53) Produzir apresentações e</p><p>comentários apreciativos e críticos so-</p><p>bre livros, filmes, discos, canções, espe-</p><p>táculos de teatro e dança, exposições</p><p>etc. (resenhas, vlogs e podcasts literá-</p><p>rios e artísticos, playlists comentadas,</p><p>fanzines, ezines etc.).</p><p>(GO-EMLP53A) Avaliar, com o uso de textos</p><p>colocadas antes de verbos auxiliares ou modais.</p><p>Nós costumamos nos referir a elas também como WH</p><p>Question, pois a maioria das question words inicia</p><p>com “wh”. Veja o quadro abaixo.</p><p>SUGESTÃO DE ATIVIDADE</p><p>1- Choose the correct option.</p><p>a) (When / Who) is that person?</p><p>b) (Where / What) does she live? She lives in Caval-</p><p>cante</p><p>c) (Why / Which) rhythm do you prefer: K-pop or trap?</p><p>d) (Why / Which) teenagers participate in that rock</p><p>band?</p><p>e) (Why / Which) month is your birthday? It’s in Sep-</p><p>tember.</p><p>f) (Why / Which) is your favorite food: chocolate cake</p><p>or vanilla cake?</p><p>2- Read the text and answer the questions.</p><p>2- Read the text and answer the questions.</p><p>a) Where is Florent Amodio from?</p><p>b) Where does Florent Amodio live?</p><p>c) When is his birthday?</p><p>d) How old is he?</p><p>e) Where does he practice skating?</p><p>LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS</p><p>54</p><p>3- Now, is your turn! Complete the chart below with your own information.</p><p>LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS</p><p>55</p><p>CLASS 06 - ENGLISH</p><p>Na aula de hoje, iremos falar uma pouco dos Ad-</p><p>verbs of Frequency, que são bastante comuns em</p><p>textos em inglês, pois indicam quantas vezes você</p><p>fez, faz ou fará alguma coisa.</p><p>CONCEITO: ADVERBS OF FREQUENCY</p><p>Os advérbios estão para os verbos como os adje-</p><p>ti vos estão para os substanti vos. Os adjeti vos têm a</p><p>função de dar uma característi ca aos substanti vos (ou</p><p>seja, o nome das coisas, pessoas, objetos, animais),</p><p>pode ser uma característi ca sobre beleza (bonito, feio,</p><p>lindo), sobre tamanho (grande, pequeno) e assim por</p><p>diante.</p><p>Os advérbios de frequência que, como o nome diz,</p><p>indicam o número de vezes que uma ação é realizada.</p><p>Para compreender melhor seus signifi cados e as regras</p><p>a serem uti lizadas, vamos dividi-los em dois grupos: os</p><p>de frequência indefi nida e os de frequência defi nida.</p><p>• Adverbs of defi nite frequency</p><p>Estes advérbios geralmente costumam aparecer</p><p>no fi nal da oração, mas em alguns momentos quando</p><p>queremos dar ênfase, podem ser uti lizados no início</p><p>da frase.</p><p>Exemplos:</p><p>Sean writes daily. (Sean escreve diariamente.)</p><p>I go jogging on Saturdays. (Eu corro aos sábados.)</p><p>Veja alguns outros exemplos de advérbios com</p><p>frequência defi nida.</p><p>• once (a day): uma vez (por dia)</p><p>• twice (a week): duas vezes (por semana)</p><p>• fortnightly: quinzenalmente</p><p>• every day: todos os dias</p><p>• every week: todas as semanas</p><p>• on weekdays: nos dias da semana</p><p>• on weekends: aos fi ns de semana</p><p>• Adverbs of indefi nite frequency</p><p>Advérbios de frequência indefi nida são aqueles</p><p>que aparecerão antes do verbo principal da oração,</p><p>exceto se o verbo for o “to be”. Nesse caso, ele será</p><p>colocado logo após o verbo.</p><p>Exemplos:</p><p>Lucas usually meets his friends for brunch. (Lucas</p><p>geralmente encontra seus amigos para um brunch.)</p><p>Brad thinks he is always right! (Brad acha que está</p><p>sempre certo!)</p><p>Confi ra esta lista com os advérbios de frequência</p><p>indefi nida.</p><p>• always: sempre</p><p>• usually: geralmente</p><p>• frequently: frequentemente</p><p>• oft en: frequentemente</p><p>• someti mes: às vezes</p><p>• rarely: raramente</p><p>• never: nunca</p><p>SUGESTÃO DE ATIVIDADE</p><p>1- Rewrite the sentence and put the main adverb in</p><p>the correct place.</p><p>a) She goes to bed early (always).</p><p>b) We watch TV (never).</p><p>c) Julie and Tom go to the cinema (oft en).</p><p>d) Alex meets John (once a week).</p><p>e) I eat fast food (someti mes).</p><p>f) He studies English (every night).</p><p>g) You drink coff ee (normally).</p><p>LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS</p><p>56</p><p>2- Read the text about Bob’s routi ne and then answer</p><p>the questi ons about it.</p><p>2.1 Which child is older?</p><p>a) not sure</p><p>b) same age</p><p>c) Melissa</p><p>d) Samuel</p><p>2.2 What ti me does Bob fi nish his work?</p><p>a) at 8:30 a.m.</p><p>b) on wednesdays</p><p>c) at lunch ti me</p><p>d) at 5:00 p.m.</p><p>2.3 What’s his occupati on?</p><p>a) professor</p><p>b) engineer</p><p>c) lawyer</p><p>d) driver</p><p>2.4 How oft en does Bob take the kids to school?</p><p>a) twice a week</p><p>b) only on Wednesdays</p><p>c) every day</p><p>d) never</p><p>3- Now, it’s your turn! (Agora, é a sua vez!). Que tal</p><p>escrever sobre sua roti na em inglês? Fale dos horários</p><p>que você acorda, se alimenta, estuda/trabalha, faz</p><p>ati vidades fí sicas, descansa, dorme etc. Lembre-se de</p><p>que será necessário o emprego do Simple Present. E</p><p>caso seja necessário, consulte os anexos que estão</p><p>nesta aposti la. Have fun!!!</p><p>LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS</p><p>57</p><p>CLASS 07 - ENGLISH</p><p>Na aula de hoje, iremos falar uma pouco dos Adverbs of Frequency, que são bastante comuns em textos</p><p>em inglês, pois indicam quantas vezes você fez, faz ou fará alguma coisa.</p><p>CONCEITO: PERFIL EM REDES SOCIAIS</p><p>Estudante, ainda dando continuidade com a temática sobre redes sociais, vamos iniciar esta aula com a</p><p>leitura de um texto. Para isso, procure utilizar seu conhecimento prévio, bem como as estratégias de leitura</p><p>para compreender o texto a seguir.</p><p>SUGESTÃO DE ATIVIDADE</p><p>1- Read the following text and replace the ??? with the appropriate words to complete the profile below.</p><p>First name: ???</p><p>Last name: ???</p><p>Age: ??? years old</p><p>City: Naperville</p><p>Country: ???</p><p>Quote: “Every one should have the right to ???, persist in their dream and see that become a ???”</p><p>LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS</p><p>58</p><p>,2- Relacione as figuras com as ações que estão des-</p><p>critas abaixo.</p><p>POSTING - TEXTING - TAKING SELFIES -</p><p>WATCHING VIDEO CLIPS</p><p>a)</p><p>b)</p><p>c)</p><p>d)</p><p>3- Now is your turn! Entreviste dois/uas colegas de</p><p>sala e, baseado no perfil de Trisha (Atividade anterior),</p><p>crie um perfil para eles/as. Utilize as perguntas abaixo</p><p>para lhe ajudar na coleta de dados.</p><p>· What’s your first name?</p><p>· What’s your last name?</p><p>· How old are you?</p><p>· Where are from?</p><p>· What’s your dream/passion?</p><p>LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS</p><p>59</p><p>CLASS 08 - ENGLISH</p><p>Na aula de hoje, iremos falar uma pouco dos Ad-</p><p>verbs of Frequency, que são bastante comuns em</p><p>textos em inglês, pois indicam quantas vezes você</p><p>fez, faz ou fará alguma coisa.</p><p>CONCEITO: PRESENT CONTINUOUS</p><p>Hello student! Para a aula de hoje, vamos iniciar</p><p>com o estudo do Present Continuous, que é um tempo</p><p>verbal em que é utilizado para diversas situações do</p><p>cotidiano.</p><p>Present Continuous ou Present Progressive (em</p><p>português, presente contínuo ou progressivo) é um</p><p>tempo verbal usado para indicar ações que estão em</p><p>progresso no presente, no momento da fala.</p><p>Como as frases com o Present Continuous se re-</p><p>ferem sobre situações temporárias que estão acon-</p><p>tecendo, é comum observarmos a utilização de ad-</p><p>vérbios de tempo nas frases. Veja alguns advérbios</p><p>de tempo comumente utilizados:</p><p>• now (agora)</p><p>• at the moment (no momento)</p><p>• at present (no presente, atualmente)</p><p>EXEMPLO(S):</p><p>She is talking to her mom now. (Ela está falando</p><p>com a mãe dela agora.)</p><p>Are they studying at the moment? (Eles estão es-</p><p>tudando no momento?)</p><p>Na língua portuguesa, o Present Continuous Tense</p><p>(modo Indicativo do Presente Contínuo) corresponde</p><p>ao nosso gerúndio e às terminações “ando” (como</p><p>em andando), “endo” (como em fazendo) e “indo”</p><p>(como em sorrindo).</p><p>• Formação estrutural do Present Continuous:</p><p>presente do verb to be (am / is / are) + verbo prin-</p><p>cipal + -ing.</p><p>Observação: Utiliza-se o verb to be em sua forma</p><p>escrita do presente (am / is / are) como verbo auxiliar</p><p>deste tempo verbal.</p><p>Ø Formas afirmativas</p><p>I am (I’m) watching TV. (Eu estou assistindo TV.)</p><p>She is (She’s) watching TV. (Ela está assistindo TV.)</p><p>They are (They’re) watching TV. (Eles/Elas estão</p><p>assistindo TV.)</p><p>Ø Formas negativas</p><p>I am not (I’m not) watching TV. (Eu não estou</p><p>assistindo TV.)</p><p>She is not (She isn’t) watching TV. (Ela não está</p><p>assistindo TV.)</p><p>They are not (They aren’t) watching TV. (Eles/Elas</p><p>não estão assistindo TV.)</p><p>Ø Forma interrogativa</p><p>Am I watching TV? (Eu estou assistindo TV?)</p><p>Is she watching TV? (Ela está assistindo TV?)</p><p>Are they watching TV? (Eles/Elas estão assistindo</p><p>TV?)</p><p>LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS</p><p>60</p><p>CLASS 09 - ENGLISH</p><p>Na aula de hoje, iremos falar uma pouco do tempo</p><p>verbal Present Continuous, que é bastante conheci-</p><p>do no inglês, pois indica continuidade em relação às</p><p>ações do presente, e que acontecem no momento</p><p>da fala.</p><p>CONCEITO: THE -ING SUFFIX SPEELING RULES</p><p>Estudante,</p><p>como sugestão para a nossa segunda</p><p>aula, daremos continuidade ao Present Continuous,</p><p>agora apresentando as regras de aplicação do sufixo</p><p>“-ing” ao verbo principal. Após a explicação do/a pro-</p><p>fessor/a, realizaremos as atividades para consolidação</p><p>do que aprendemos. Let’s go!!!</p><p>O sufixo –ing (“-ndo” em português) pode ser</p><p>acrescentada à maioria dos verbos da gramática da</p><p>língua inglesa (regra geral). Sempre quando é em-</p><p>pregado, este sufixo transforma o verbo principal de</p><p>frases/orações, da sua forma original do infinitivo</p><p>(usando “to”) para a forma do gerúndio (sem “to”).</p><p>to work – working to start – starting</p><p>Entretanto, para alguns verbos, devemos obser-</p><p>var algumas normas ortográficas diferenciadas para a</p><p>aplicação do sufixo “–ing” (regras especiais).</p><p>Para verbos terminados em:</p><p>ü	“e”: retire o “e” e acrescente –ing.</p><p>to use – using to write – writing</p><p>ü	“ee”: apenas acrescente –ing.</p><p>to agree – agreeing to see – seeing</p><p>ü	“ie”: retire o “ie” e acrescente “y” + -ing.</p><p>to die – dying to lie – lying</p><p>ü	“ic”: acrescente “k” + -ing.</p><p>to panic – panicking to traffic – trafficking</p><p>ü	(verbos monossílabos) terminados em conso-</p><p>ante + vogal + consoante (regra do C.V.C), repita</p><p>a consoante final e acrescente –ing.</p><p>to set – setting to cut – cutting</p><p>ü	(verbos dissílabos) terminados em consoante</p><p>+ vogal tônica + consoante (regra do C.V.C.),</p><p>repita a consoante final e acrescente –ing.</p><p>to admit – admitting to begin – beginning</p><p>to control – controlling to prefer – preferring</p><p>• Exceções</p><p>Não há alterações ortográficas em outros casos,</p><p>como:</p><p>Ø	verbos dissílabos, terminados em consoante +</p><p>vogal + consoante (regra do C.V.C.), cuja vogal</p><p>não seja tônica.</p><p>to open – opening to travel – traveling</p><p>Ø	verbos terminados em “i” / “w” / “x” / “y”, ou</p><p>já terminados em “ing”.</p><p>to ski – skiing to say – saying to mix – mixing</p><p>to show – showing to sing – singing</p><p>SUGESTÃO DE ATIVIDADE</p><p>1- Reescreva os verbos abaixo acrescentando o sufi-</p><p>xo “–ing”.</p><p>a) to visit - _________________________________</p><p>b) to rain - _________________________________</p><p>c) to shine - ________________________________</p><p>d) to dance - _______________________________</p><p>e) to free - ________________________________</p><p>f) to tie - __________________________________</p><p>g) to destroy - ______________________________</p><p>h) to worry - _______________________________</p><p>i) to relax - ________________________________</p><p>k) to blow - ________________________________</p><p>l) to permit - _______________________________</p><p>m) to worship - _____________________________</p><p>n) to trek - ________________________________</p><p>o) to commit - _____________________________</p><p>p) to mimic - _______________________________</p><p>q) to forget - _______________________________</p><p>r) to bring - ________________________________</p><p>LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS</p><p>61</p><p>CLASS 10 - ENGLISH</p><p>Na aula de hoje, iremos falar uma pouco do tempo verbal Present Continuous, que é bastante conhecido</p><p>no inglês, pois indica continuidade em relação às ações do presente, e que acontecem no momento da fala.</p><p>CONCEITO: THE -ING SUFFIX SPEELING RULES</p><p>Hello student! Para a aula de hoje, vamos iniciar com o estudo do Present Continuous, que é um tempo</p><p>verbal em que é utilizado para diversas situações do cotidiano.</p><p>SUGESTÃO DE ATIVIDADE</p><p>1- (Enem/2015)</p><p>RIDGWAY, L. Disponível em: http://fborfw.com. Acesso em: 23 fev. 2012.</p><p>Na tirinha da série For better or for worse, a comunicação entre as personagens fica comprometida em um</p><p>determinado momento porque</p><p>(A) as duas amigas divergem de opinião sobre futebol.</p><p>(B) uma das amigas desconsidera as preferências da outra.</p><p>(C) uma das amigas ignora que o outono é temporada de futebol.</p><p>(D) uma das amigas desconhece a razão pela qual a outra a maltrata.</p><p>(E) as duas amigas atribuem sentidos diferentes à palavra season.</p><p>2- Match the definition with the correct picture.</p><p>A.</p><p>B.</p><p>LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS</p><p>62</p><p>C.</p><p>D.</p><p>E.</p><p>(___) They’re using their smartphones.</p><p>(___) He’s using a computer at school.</p><p>(___) They’re watching the news on TV.</p><p>(___) He’s listening to a podcast.</p><p>(___) She’s reading the newspaper.</p><p>3. Circule nas alternativas abaixo os trechos das canções que estão no Present Continuous Tense:</p><p>LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS</p><p>63</p><p>4. Coloque o verbo entre parênteses no Present Continuous. Se necessário consulte o conteúdo explicativo</p><p>da sua apostila quanto as regras e a ortografia das palavras.</p><p>a) The children ____________________ (to play) in the garden.</p><p>b) She ____________________ (to drive) fast today.</p><p>c) They ____________________ (to talk – neg.) each other today.</p><p>d) Be quiet please! The baby ____________________ (to sleep).</p><p>e) At the moment my wife ____________________ (to feed) the dogs and I ____________________ (to water)</p><p>the plants.</p><p>f) Why ____________________ you ____________________ (to read) the letter again? Because I</p><p>____________________ (to check) for spelling mistakes.</p><p>g) The sky ____________________ (to get) dark. You’d better take an umbrela.</p><p>h) John ____________________ (to study – neg.) at the momet. He ____________________ (to read) a comic</p><p>book.</p><p>i) Where is Carla? She ____________________ (to sit) in the living room. What ____________________ she</p><p>____________________ (to do)? She ____________________ (to watch) television.</p><p>j) What a nice dress you ____________________ (wear) today.</p><p>LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS</p><p>64</p><p>ANEXO 01 - LIST OF IRREGULAR VERBS</p><p>BASE FORM PAST SIMPLE PAST PARTICIPLE TRANSLATION</p><p>to be was, were been estar; ser</p><p>to beat beat beaten bater; derrotar, vencer;</p><p>superar</p><p>to become became become tornar-se</p><p>to begin began begun começar</p><p>to bet bet bet apostar</p><p>to blow blew blown soprar</p><p>to break broke broken quebrar</p><p>to bring brought brought trazer</p><p>to build built built construir</p><p>to buy bought bought comprar</p><p>to catch caught caught capturar, pegar</p><p>to choose chose chosen escolher</p><p>to come came come vir</p><p>to cut cut cut cortar</p><p>to deal dealt dealt lidar; negociar, tratar</p><p>to do did done fazer</p><p>to draw drew drawn atrair, chamar (a</p><p>atenção); desenhar</p><p>to dream dreamed/dreamt dreamed/dreamt sonhar</p><p>to drink drank drunk beber</p><p>to drive drove driven dirigir</p><p>to eat ate eaten comer</p><p>to fall fell fallen cair</p><p>to feel felt felt sentir</p><p>to fight fought fought brigar; lutar</p><p>to find found found encontrar</p><p>to fit fit fit ajustar; caber, servir</p><p>to flee fled fled escapar, fugir; evitar</p><p>to forget forgot forgotten esquecer</p><p>to get got got/gotten adquirir; conseguir,</p><p>obter; receber</p><p>to give gave given dar</p><p>to go went gone ir</p><p>to grow grew grown crescer; cultivar</p><p>to have had had ter</p><p>to hear heard heard ouvir</p><p>to hide hid hidden esconder, ocultar</p><p>to hold held held abraçar; segurar</p><p>to keep kept kept manter</p><p>to know knew known conhecer; saber</p><p>to lay laid laid colocar, pôr; deitar</p><p>to lead led led comandar, conduzir; levar</p><p>LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS</p><p>65</p><p>to learn learned/learnt learned/learnt aprender</p><p>to leave left left abandonar, deixar; partir,</p><p>sair</p><p>to let let let deixar, permitir</p><p>to lose lost lost perder</p><p>to make made made fazer</p><p>to mean meant meant significar</p><p>to meet met met conhecer; encontrar</p><p>to misunderstand misunderstood misunderstood entender mal, interpretar</p><p>mal</p><p>to overcome overcame overcome superar</p><p>to pay paid paid pagar</p><p>to put put put colocar, pôr</p><p>to read read read ler</p><p>to rise rose risen erguer, levantar</p><p>to run ran run correr</p><p>to say said said dizer</p><p>to see saw seen ver</p><p>to seek sought sought buscar; objetivar</p><p>to send sent sent enviar</p><p>to set set set ajustar, marcar, pôr em</p><p>determinada</p><p>to shake shook shaken sacudir</p><p>to shine shone shone brilhar, reluzir</p><p>to show showed showed/shown apresentar, mostrar</p><p>to sing sang sung cantar</p><p>to sit sat sat sentar</p><p>to sleep slept slept dormir</p><p>to speak spoke spoken falar</p><p>to spend spent spent gastar (dinheiro); passar</p><p>(tempo)</p><p>to spread spread spread espalhar</p><p>to stand stood stood ficar em pé; suportar</p><p>to steal stole stolen roubar</p><p>to strive strove striven esforçar-se, lutar</p><p>to swim swam swum nadar</p><p>to take took taken pegar</p><p>to teach taught taught ensinar</p><p>to tell told told contar, relatar</p><p>to think thought thought achar, pensar</p><p>to throw threw thrown arremessar, jogar</p><p>to understand understood understood compreender, entender</p><p>to wear wore worn usar (roupa, calçado,</p><p>acessório), vestir</p><p>LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS</p><p>66</p><p>ANEXO 02 - SIMPLES PRESENT</p><p>LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS</p><p>67</p><p>ANEXO 03 - DAILY ROUTINES IN ENGLISH</p><p>LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS</p><p>68</p><p>COMPONENTE CURRICULAR:</p><p>LÍNGUA PORTUGUESA</p><p>HABILIDADE</p><p>(EM13LGG101) Compreender e analisar processos</p><p>de produção e circulação de discursos, nas diferen-</p><p>tes linguagens, para fazer escolhas fundamentadas</p><p>em função de interesses pessoais e coletivos.</p><p>OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM</p><p>(GO-EMLGG101A) Identificar as várias tipologias</p><p>textuais e gêneros discursivos de circulação coti-</p><p>diana, analisando as diferentes linguagens para</p><p>possibilitar a criticidade e promover a adequação</p><p>textual.</p><p>OBJETOS DE CONHECIMENTO</p><p>Contexto de produção (época, objetivos, produtor/</p><p>receptor), circulação e recepção de textos.</p><p>Gênero do discurso.</p><p>Relação entre os símbolos representados.</p><p>Texto I</p><p>Kalunga</p><p>Alcileia Torres</p><p>A comunidade Vão de Almas</p><p>se encontra no nordeste de Goiás,</p><p>são tantas coisas bonitas</p><p>que essa comunidade nos traz.</p><p>Tem a cultura Kalunga</p><p>que é muito tradicional,</p><p>é lindo de se ver</p><p>essa beleza cultural.</p><p>Tem as histórias Kalunga</p><p>contadas de geração a geração,</p><p>é lindo de ouvir,</p><p>é uma inspiração!</p><p>A comunidade Vão de Almas</p><p>é cheia de aspectos naturais,</p><p>nela habita os quilombolas,</p><p>que falam sobre seus ancestrais! Seus ancestrais so-</p><p>freram bastante,</p><p>no tempo da escravidão,</p><p>até hoje sofremos,</p><p>quando deparamos com discriminação.</p><p>Os habitantes do Vão de Almas</p><p>fazem as suas plantações,</p><p>eles fazem as suas roças,</p><p>trabalham com as próprias mãos!</p><p>Nesse breve poema,</p><p>não dá pra contar toda a história,</p><p>os Quilombolas Kalunga</p><p>têm uma grande trajetória!</p><p>Texto II</p><p>No livro “Os perigos da internet”, o autor Giovanni</p><p>Godoy escreve uma fábula infantil, onde um peixinho</p><p>conhece um gato, via internet. O gato, que se passava</p><p>em seu perfil com uma foto de passarinho, enganava</p><p>os outros animais para terem encontros presenciais,</p><p>e então devorava os animais enganados, porém na</p><p>narrativa o peixinho consegue se livrar do gato de</p><p>uma forma muito inteligente. A fábula estabelece uma</p><p>complexa relação com o cenário atual das enganações</p><p>que ocorrem na internet, tanto de crianças quanto</p><p>de adultos.</p><p>Na atual era digital é notável o uso da internet</p><p>para toda e qualquer informação que se deseja sa-</p><p>ber, tornando fácil o acesso de crianças e jovens a</p><p>conteúdos proibidos, como pornografia, violência ou</p><p>conteúdos sensíveis. Tamanha exposição, mediante</p><p>a pesquisa na rede, pode colocar esses adolescentes</p><p>em grandes riscos.</p><p>A grande rede de aplicativos e sites criados nos</p><p>últimos anos proporcionou uma liberdade para seus</p><p>internautas, que compartilham, de forma desorde-</p><p>nada, sua vida pessoal e o que fazem em seus dias.</p><p>Diante disso, seus usuários acabam fazendo uma</p><p>auto exposição, postando informações pessoais, que</p><p>acabam se tornando o foco de criminosos e pessoas</p><p>mal intencionadas, acarretando assim uma série de</p><p>clonagens e possíveis chantagens, que ainda causam</p><p>assédios, pedofilia e outras formas de danos morais.</p><p>Com tudo, conclui-se que seja necessária a ado-</p><p>ção de medidas de conscientização dos usuários da</p><p>internet por meio de projetos e incentivos dos líderes</p><p>governamentais, para que os jovens aprendam, de for-</p><p>ma segura, em suas instituições de ensino, a navegar</p><p>na rede. Tornando-a assim uma rede segura, confiável,</p><p>que propicia uma navegação somente benéfica.</p><p>Diógenes.</p><p>Texto III</p><p>Cara Sra. Mente,</p><p>Olá, sou eu mais uma vez! Hoje nos foi proposto</p><p>algo diferente, um projeto de leitura e produção de</p><p>texto, achei interessante, e, como você bem sabe, sou</p><p>apaixonada por livros e amo inventar histórias român-</p><p>ticas. Eu li toda a proposta atentamente e achei bem</p><p>legal, é uma forma de incentivar os outros a lerem</p><p>mais. Mas, então surgiu o problema: o tema. “Como</p><p>foi o seu segundo bimestre”, eles disseram. Tenho que</p><p>admitir, não foi fácil. Na verdade, foi mais difícil do</p><p>que eu gostaria de admitir. E eu não estou falando só</p><p>da escola. O famigerado segundo bimestre foi bem</p><p>estressante. As aulas permaneceram (permanecem)</p><p>on-line, e, particularmente, não gosto nada desse</p><p>método de ensino. Sinto falta das aulas presenciais</p><p>LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS</p><p>69</p><p>com professores ali para ajudar quando preciso, sinto</p><p>falta de ter a experiência chata de acordar todos os</p><p>dias cedo e ir para a escola, de ter aquelas famosas</p><p>“discussões” sobre justiça dentro da sala de aula, da</p><p>união da turma... De tudo. Nesse segundo bimestre,</p><p>passei um grande stress com algumas matérias, por-</p><p>que não consegui pegar o ritmo delas, nem enten-</p><p>der completamente, não por falta de dedicação (na</p><p>verdade, a mim existe é falta de vivência). Eu sei que</p><p>não sou a pessoa mais fácil de se lidar, mas também</p><p>preciso descansar desse tipo de coisa. Sou extrema-</p><p>mente perfeccionista, odeio atrasos, odeio meus re-</p><p>pentinos ataques de ansiedade por conta de situações</p><p>que fogem do meu controle (emocional), admito: eu</p><p>sou uma pessoa chata às vezes, e sei que durante esse</p><p>segundo bimestre, todos os problemas que surgiram</p><p>me tornaram um pouco mais dura comigo mesma e</p><p>sem paciência, mas eu reconheço e tento melhorar,</p><p>por mim e por quem vive ao meu lado. O pior de</p><p>tudo, é que todas as coisas vão somando-se entre si</p><p>e o resultado, é uma terrível bola de neve instável.</p><p>Tenho que ser sincera com você, Sra. Mente, não</p><p>foi uma ou duas vezes em que quis jogar tudo para o</p><p>alto e me trancar no meu mundinho por dias, acho</p><p>que tentar ajudar os outros quando você se sente</p><p>pressionada demais, é uma cilada. Parece que os pro-</p><p>blemas dobram de tamanho (suspiro). Mas! A vida não</p><p>é só coisas ruins, certo? Eu também tive momentos</p><p>de muita alegria, e que, parando para reparar, se so-</p><p>brepõem a tudo ali em cima. Senti que minha fé au-</p><p>mentou de tamanho, e tenho cultivado ela com muito</p><p>carinho, hoje eu sei, que tem alguém, muito maior que</p><p>eu, me guiando e auxiliando (principalmente nos mo-</p><p>mentos de stress, porque, foi Ele quem me ajudou a</p><p>manter a calma e a me valorizar mais). Eu amo passar</p><p>um tempo com a minha família, e felizmente tivemos</p><p>bons dias juntos, dias de alegria e muitas risadas. Sou</p><p>apaixonada por telenovelas! E no meu tempo livre,</p><p>aproveitei para assistir várias delas, fazendo críticas</p><p>internas sobre cada uma e comparando seus enredos</p><p>chamativos. Felizmente, agora no final do bimestre,</p><p>voltei a praticar um hobby muito amado: a dança!</p><p>Sei que não sou nenhuma profissional, nem nada do</p><p>tipo, mas soltar o som e praticar uma coreografia que</p><p>amo dos boygroups e girlgroups que acompanho, foi</p><p>muito revigorante. Sei que você me agradece até ago-</p><p>ra por ter voltado a praticar exercícios, Sra. Mente</p><p>(risadas).Mas, uma das minhas maiores alegrias, foi</p><p>voltar a escrever uma história que fiz no final do ano</p><p>passado. Ela estava precisando de umas reformas e</p><p>eu (finalmente!!!!!!!) tomei vergonha na cara e estou</p><p>a reescrevendo vagarosamente. Ainda no assunto, en-</p><p>contrei um grupo de amantes da leitura e escrita, são</p><p>todos bem maluquinhos, mas são ótimas pessoas e</p><p>estão me ajudando a evoluir pouco a pouco. Sou grata</p><p>por tudo o que aconteceu, do pior ao melhor, porque</p><p>tudo tem um propósito e todas as coisas cooperam</p><p>para o bem daqueles que creem em Deus, e eu estou</p><p>mais do que grata por tudo, porque sou ensinada dia-</p><p>riamente a lidar com o cotidiano (complicado) no qual</p><p>vivemos. Segure as pontas, Sra. Mente, ainda temos</p><p>muito pelo o que passar lado a lado, e ninguém vai</p><p>impedir o nosso sucesso!</p><p>Um beijão e um abraço açucarado, Anna Vitória,</p><p>ou, Nana.</p><p>Anna Vitória.</p><p>Texto IV</p><p>Cauã, Thais, Werik e Ana Luiza</p><p>Sabem o que todos estes textos têm em comum? São</p><p>de estudantes do Goiás Tec!!!</p><p>Chegou a sua hora de escrever... Quais são as suas</p><p>expectativas para 2023?</p><p>LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS</p><p>70</p><p>O QUE É TIPOLOGIA TEXTUAL?</p><p>São as classificações recebidas por um texto de acordo com as regras gramaticais, dependendo de suas</p><p>características. São as classificações mais clássicas de um texto: A narração, a descrição e a dissertação. Hoje</p><p>já se admite também a exposição e a injunção.</p><p>Disponível em https://www.youtube.com/watch?v=rjKXuGu-fnc</p><p>NARRAÇÃO</p><p>Ao longo de nossa vida estamos sempre relatando algo que nos aconteceu ou aconteceu com outros,</p><p>pois nosso dia-a-dia é feito de acontecimentos que necessitamos contar/relatar. Seja na forma escrita ou na</p><p>oralidade, esta é a mais antiga das tipologias, vem desde os tempos das cavernas quando o homem registrava</p><p>seus momentos através dos desenhos nas paredes.</p><p>Regra gramatical para este tipo de texto (NARRAÇÃO):</p><p>Narrar é contar uma história que envolve personagens e acontecimentos. São apresentadas ações e per-</p><p>sonagens: O que aconteceu, com quem, como, onde e quando.</p><p>Segue a seguinte estrutura:</p><p>NARRAÇÃO/NARRAR</p><p>(CONTAR)</p><p>Personagens (com quem/ quem vive a história – reais ou imaginários)</p><p>Enredo (o que/ como – fatos reais ou imaginários)</p><p>Espaço (onde? /quando? )</p><p>Exemplo:</p><p>Minha vida de menina</p><p>Faço hoje quinze anos. Que aniversário triste! Vovó chamou-me cedo, ansiada como está, coitadinha e</p><p>disse: “Sei que você vai ser sempre feliz, minha filhinha, e que nunca se esquecerá de sua avozinha que lhe</p><p>quer tanto”. As lágrimas lhe correram pelo rosto abaixo e eu larguei dos braços dela e vim desengasgar-me</p><p>aqui no meu quarto, chorando escondida.</p><p>Como eu sofro de ver que mesmo na cama, penando com está, vovó não se esquece de mim e de meus</p><p>deveres e que eu não fui o que deveria ter sido para ela! Mas juro por tudo, aqui nesta hora, que eu serei um</p><p>anjo para ela e me dedicarei a esta avozinha tão boa e que me quer tanto.</p><p>LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS</p><p>71</p><p>Vou agora entrar no quarto para vê-la e já sei o</p><p>que ela vai dizer: “Já estudou suas lições? Então vá se</p><p>deitar, mas antes procure alguma coisa para comer.</p><p>Vá com Deus”. Helena Morley</p><p>DESCRIÇÃO</p><p>A intenção deste tipo de texto é que o interlocutor</p><p>possa criar em sua mente uma imagem do que está</p><p>sendo descrito. Podemos utilizar alguns recursos au-</p><p>xiliares da descrição. São eles:</p><p>A-) A enumeração:</p><p>Pela enumeração podemos fazer um “retrato do</p><p>que está sendo descrito, pois dá uma ideia de ausência</p><p>de ações dentro do texto.</p><p>B-) A comparação:</p><p>Quando não conseguimos encontrar palavras que</p><p>descrevam com exatidão o que percebemos, podemos</p><p>utilizar a comparação, pois este processo de compa-</p><p>ração faz com que o leitor associe a imagem do que</p><p>estamos descrevendo, já que desperta referências no</p><p>leitor. Utilizamos comparações do tipo: o objeto tem</p><p>a cor de ..., sua forma é como ..., tem um gosto que</p><p>lembra ..., o cheiro parece com ..., etc.</p><p>C-) Os cinco sentidos:</p><p>Percebemos que até mesmo utilizando a compara-</p><p>ção para poder descrever, estamos utilizando também</p><p>os cinco sentidos: Audição, Visão, Olfato, Paladar, Tato</p><p>como auxílio para criação desta imagem, proporcio-</p><p>nando que o interlocutor visualize em sua mente o</p><p>objeto, o local ou a pessoa descrita.</p><p>Por exemplo: Se você fosse descrever um momen-</p><p>to de lazer com seus amigos numa praia. O que você</p><p>perceberia na praia utilizando a sua visão (a cor do mar</p><p>neste dia, a beleza das pessoas à sua volta, o colorido</p><p>das roupas dos banhistas) e a sua audição (os sons</p><p>produzidos pelas pessoas ao redor, por você e pelos</p><p>seus amigos, pelos ambulantes). Não somente estes</p><p>dois, você pode utilizar também os outros sentidos</p><p>para caracterizar o objeto que você quer descrever.</p><p>Regra Gramatical para este tipo de texto (Des-</p><p>crição):</p><p>Descrever é apresentar as características princi-</p><p>pais de um objeto, lugar ou alguém.</p><p>Pode ser:</p><p>Objetiva: Predomina a descrição real do objeto,</p><p>lugar ou pessoa descrita. Neste tipo de descrição não</p><p>há a interferência da opinião de quem descreve, há</p><p>a tendência de se privilegiar o que é visto, em detri-</p><p>mento do sujeito que vê.</p><p>Subjetiva: aparecem, neste tipo de descrição, as</p><p>opiniões, sensações e sentimentos de quem descre-</p><p>ve pressupondo que haja uma relação emocional de</p><p>quem descreve com o que foi descrito.</p><p>Características do texto descritivo</p><p>• É um retrato verbal</p><p>• Ausência de ação e relação de anterioridade</p><p>ou posterioridade entre as frases</p><p>• As classes gramaticais mais utilizadas são: subs-</p><p>tantivos, adjetivos e locuções adjetivas</p><p>• Como na narração há a utilização da enumera-</p><p>ção e comparação</p><p>• Presença de verbos de ligação</p><p>• Os verbos são flexionados no presente ou no</p><p>pretérito (passado)</p><p>• Emprego de orações coordenadas justapostas</p><p>A estrutura do texto descritivo</p><p>A descrição apresenta três passos básicos:</p><p>1- Introdução: apresentação do que se pretende</p><p>descrever.</p><p>2- Desenvolvimento: caracterização subjetiva ou</p><p>objetiva da descrição.</p><p>3- Conclusão: finalização da apresentação e ca-</p><p>racterização de algo.</p><p>Exemplo:</p><p>Alguns dados sobre Rudy Steiner</p><p>“Ele era oito meses mais velho do que Liesel e</p><p>tinha pernas ossudas, dentes afiado, olhos azuis es-</p><p>bugalhados e cabelos cor de limão. Como um dos seis</p><p>filhos dos Steiner, estava sempre com fome. Na rua</p><p>Himmel, era considerado meio maluco ...”</p><p>DISSERTAÇÃO</p><p>Podemos dizer que dissertar é falar sobre algo,</p><p>sobre determinado assunto; é expor; é debater. Este</p><p>tipo de texto apresenta a defesa de uma opinião, de</p><p>um ponto de vista, predomina a apresentação deta-</p><p>lhada de determinados temas e conhecimentos.</p><p>Para construção deste tipo de texto há a neces-</p><p>sidade de conhecimentos prévios do assunto/tema</p><p>tratado.</p><p>Regra gramatical para esse tipo de texto (Dis-</p><p>sertação):</p><p>Dissertar é expor os conhecimentos que se tem</p><p>sobre um assunto ou defender um ponto de vista so-</p><p>bre um tema, por meio de argumentos.</p><p>LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS</p><p>72</p><p>Estrutura da dissertação</p><p>EXPOSITIVA</p><p>Predomínio da exposição, explicação</p><p>ARGUMENTATIVA</p><p>Predomínio do uso de argumentos, vi-</p><p>sando o convencimento, à adesão do</p><p>leitor.</p><p>Introdução Apresentação do assunto sobre o qual se</p><p>escreve (Apresentação da tese).</p><p>Apresentação do assunto sobre o qual se</p><p>escreve (apresentação da tese) e do pon-</p><p>to de vista assumido em relação a ele.</p><p>Desenvolvimento Exposição das informações e conheci-</p><p>mentos a respeito do assunto (é o mo-</p><p>mento da discussão da tese)</p><p>A fundamentação do ponto de vista e sua</p><p>defesa com argumentos. (Defende-se a</p><p>tese proposta)</p><p>Conclusão Finalização do texto, com o encerramen-</p><p>to do que foi dito</p><p>Retomada do ponto de vista para fechar</p><p>o texto de modo mais persuasivo</p><p>Exemplo:</p><p>Redução da maioridade penal, grande falácia</p><p>O advogado criminalista Dalio Zippin Filho explica</p><p>por que é contrário à mudança na maioridade penal.</p><p>Diuturnamente o Brasil é abalado com a notícia</p><p>de que um crime bárbaro foi praticado por um adoles-</p><p>cente, penalmente irresponsável nos termos do que</p><p>dispõe os artigos 27 do CP, 104 do ECA e 228 da CF.</p><p>A sociedade clama por maior segurança. Pede pela</p><p>redução da maioridade penal, mas logo descobrirá</p><p>que a criminalidade continuará a existir, e haverá mais</p><p>discussão, para reduzir para 14 ou 12 anos. Analisando</p><p>a legislação de 57 países, constatou-se que apenas</p><p>17% adotam idade menor de 18 anos como definição</p><p>legal de adulto.</p><p>Se aceitarmos punir os adolescentes da mesma</p><p>forma como fazemos com os adultos, estamos admi-</p><p>tindo que eles devem pagar pela ineficácia do Esta-</p><p>do, que não cumpriu a lei e não lhes deu a proteção</p><p>constitucional que é seu direito. A prisão é hipócrita,</p><p>afirmando que retira o indivíduo infrator da socieda-</p><p>de com a intenção de ressocializá-lo, segregando-o,</p><p>para depois reintegrá-lo. Com a redução da meno-</p><p>ridade penal, o nosso sistema penitenciário entrará</p><p>em colapso.</p><p>Cerca de 85% dos menores em conflito com a lei</p><p>praticam delitos contra o patrimônio ou por atuarem</p><p>no tráfico de drogas, e somente 15% estão internados</p><p>por atentarem contra a vida. Afirmar que os adoles-</p><p>centes não são punidos ou responsabilizados é per-</p><p>mitir que a mentira, tantas vezes dita, transforme-se</p><p>em verdade, pois não é o ECA que provoca a impu-</p><p>nidade, mas a falta de ação do Estado. Ao contrário</p><p>do que muitos pensam, hoje em dia os adolescentes</p><p>infratores são punidos com muito mais rigor do que</p><p>os adultos.</p><p>Apresentar propostas legislativas visando à</p><p>redução da menoridade penal com a modificação</p><p>do disposto no artigo 228 da Constituição Federal</p><p>constitui uma grande falácia, pois o artigo 60, § 4º,</p><p>inciso IV de nossa Carta Magna não admite que se-</p><p>jam objeto de deliberação de emenda à Constituição</p><p>os direitos e garantias individuais, pois se trata de</p><p>cláusula pétrea.</p><p>A prevenção à criminalidade está diretamente</p><p>associada à existência de políticas sociais básicas e</p><p>não à repressão, pois não é a severidade da pena que</p><p>previne a criminalidade, mas sim a certeza de sua apli-</p><p>cação e sua capacidade de inclusão social.</p><p>Dalio Zippin Filho é advogado criminalista. 10/06/2013</p><p>Texto publicado na edição impressa de 10 de junho de 2013</p><p>EXPOSIÇÃO</p><p>Aqueles textos que nos levam a uma explicação</p><p>sobre determinado assunto, informa e esclarece sem</p><p>a emissão de qualquer opinião a respeito, é um texto</p><p>expositivo.</p><p>Regras gramaticais para este tipo textual (Expo-</p><p>sição):</p><p>Neste tipo de texto são apresentadas informações</p><p>sobre assuntos e fatos específicos; expõe ideias; expli-</p><p>ca; avalia; reflete. Tudo isso sem que haja interferência</p><p>do autor, sem que haja sua opinião a respeito. Faz uso</p><p>de linguagem clara, objetiva e impessoal. A maioria</p><p>dos verbos está no presente do indicativo.</p><p>Exemplos: Notícias Jornalísticas</p><p>INJUNÇÃO</p><p>Os textos injuntivos estão presentes em nossa vida</p><p>nas mais variadas situações, como por exemplo quan-</p><p>do adquirimos um aparelho eletrônico e temos que</p><p>verificar manual de instruções para o funcionamento,</p><p>ou quando vamos fazer um bolo utilizando uma re-</p><p>ceita, ou ainda quando lemos a bula de um remédio</p><p>ou a receita médica que nos foi prescrita. Os textos</p><p>injuntivos são aqueles textos que nos orientam, nos</p><p>ditam normas, nos instruem.</p><p>Regras gramaticais para este tipo de texto (In-</p><p>junção):</p><p>LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS</p><p>73</p><p>Como são textos que expressão ordem, normas,</p><p>instruções tem como característica principal a utili-</p><p>zação de verbos no imperativo. Pode ser classificado</p><p>de duas formas:</p><p>• Instrucional: O texto apresenta apenas um con-</p><p>selho, uma indicação e não uma ordem.</p><p>• Prescrição: O texto apresenta uma ordem, a</p><p>orientação dada no texto é uma imposição.</p><p>Exemplo:</p><p>BOLO DE CENOURA</p><p>Ingredientes</p><p>Massa</p><p>3 unidades de cenoura picadas</p><p>3 unidades de ovo</p><p>1 xícaras (chá) de óleo de soja</p><p>3 xícaras (chá) de farinha de trigo</p><p>2 xícaras (chá) de açúcar</p><p>1 colheres (sopa) de fermento químico em pó</p><p>Cobertura</p><p>1/2 xícara (chá) de leite</p><p>5 colheres (sopa) de achocolatado em pó</p><p>4 colheres (sopa) de açúcar</p><p>1 colher (sopa) de Margarina</p><p>Como fazer</p><p>Massa</p><p>Coloque os ingredientes no liquidificador, e acres-</p><p>cente aos poucos a farinha. Leve para assar em uma</p><p>forma untada. Depois de assado cubra com a cober-</p><p>tura.</p><p>Cobertura</p><p>Misture todos os ingredientes e leve ao fogo e</p><p>deixe ferver até engrossar.</p><p>ELEMENTOS TEXTUAIS E FUNÇÃO SOCIAL</p><p>Quando usamos a língua, organizamos as frases</p><p>com o objetivo de produzir um texto que se comuni-</p><p>que com o interlocutor. A produção do texto é orga-</p><p>nizada, por sua vez, com base numa tradição discur-</p><p>siva que prev�� determinadas sequências e elementos</p><p>textuais. Assim, reconhecemos uma entrevista, uma</p><p>conversa em rede social, um contrato de aluguel ou</p><p>uma aula.</p><p>Tipos e gêneros textuais são duas categorias di-</p><p>ferentes de classificação textual.</p><p>Os tipos textuais são modelos abrangentes e fixos</p><p>que definem e distinguem a estrutura e os aspectos</p><p>linguísticos de uma narração, descrição, dissertação</p><p>e explicação.</p><p>Os aspectos gerais dos tipos de texto concreti-</p><p>zam-se em situações cotidianas de comunicação nos</p><p>gêneros textuais, textos flexíveis e adaptáveis que</p><p>apresentam uma intenção comunicativa bem defini-</p><p>da e uma função social específica, adequando-se ao</p><p>uso que se faz deles.</p><p>Gêneros textuais pertencentes aos textos nar-</p><p>rativos:</p><p>• romances;</p><p>• contos;</p><p>• fábulas;</p><p>• novelas;</p><p>• crônicas;</p><p>Gêneros textuais pertencentes aos textos des-</p><p>critivos:</p><p>• diários;</p><p>• relatos de viagens;</p><p>• folhetos turísticos;</p><p>• cardápios de restaurantes;</p><p>• classificados; ...</p><p>Gêneros textuais pertencentes aos textos expo-</p><p>sitivos:</p><p>• jornais;</p><p>• enciclopédias;</p><p>• resumos escolares;</p><p>• verbetes de dicionário; ...</p><p>Gêneros textuais pertencentes aos textos argu-</p><p>mentativos:</p><p>• artigos de opinião;</p><p>• abaixo-assinados;</p><p>• manifestos;</p><p>· sermões; ...</p><p>Gêneros textuais pertencentes aos textos injun-</p><p>tivos:</p><p>• receitas culinárias;</p><p>• manuais de instruções;</p><p>• bula de remédio; ...</p><p>Gêneros textuais pertencentes aos textos pres-</p><p>critivos:</p><p>• leis;</p><p>• cláusulas contratuais;</p><p>• edital de concursos públicos; ...</p><p>Gêneros textuais e gêneros literários</p><p>Conforme o próprio nome indica, os gêneros tex-</p><p>tuais se referem a qualquer tipo de texto, enquanto</p><p>os gêneros literários se referem apenas aos textos</p><p>literários.</p><p>Os gêneros literários são divisões feitas segundo</p><p>características formais comuns em obras literárias,</p><p>agrupando-as conforme critérios estruturais, con-</p><p>textuais e semânticos, entre outros.</p><p>Exemplos de gêneros literários:</p><p>• Gênero lírico;</p><p>• Gênero épico ou narrativo;</p><p>• Gênero dramático.</p><p>LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS</p><p>74</p><p>ATIVIDADES 1</p><p>1. Leia o texto a seguir para responder à próxima</p><p>questão.</p><p>Em 2008, Nicholas Carr assinou, na revista</p><p>The Atlantic, o polêmico artigo “Estará o Google</p><p>nos tornando estúpidos?” O texto ganhou a capa</p><p>da revista e, desde sua publicação, encontra-se</p><p>entre os mais lidos de seu website. O autor nos</p><p>brinda agora com The Shallows: What the inter-</p><p>net is doing with our brains, um livro instrutivo</p><p>e provocativo, que dosa linguagem fluida com</p><p>a melhor tradição dos livros de disseminação</p><p>científica.</p><p>Novas tecnologias costumam provocar incer-</p><p>teza e medo. As reações mais estridentes nem</p><p>sempre têm fundamentos científicos. Curiosa-</p><p>mente, no caso da internet, os verdadeiros fun-</p><p>damentos científicos deveriam, sim, provocar</p><p>reações muito estridentes. Carr mergulha em</p><p>dezenas de estudos científicos sobre o funcio-</p><p>namento do cérebro humano. Conclui que a inter-</p><p>net está provocando danos em partes do cérebro</p><p>que constituem a base do que entendemos como</p><p>inteligência, além de nos tornar menos sensíveis</p><p>a sentimentos como compaixão e piedade.</p><p>O frenesi hipertextual da internet, com seus</p><p>múltiplos e incessantes estímulos, adestra nos-</p><p>sa habilidade de tomar pequenas decisões. Sal-</p><p>tamos textos e imagens, traçando um caminho</p><p>errático pelas páginas eletrônicas. No entanto,</p><p>esse ganho se dá à custa da perda da capacidade</p><p>de alimentar nossa memória de longa duração</p><p>e estabelecer raciocínios mais sofisticados. Carr</p><p>menciona a dificuldade que muitos de nós, depois</p><p>de anos de exposição à internet, agora experi-</p><p>mentam diante de textos mais longos e elabora-</p><p>LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS</p><p>75</p><p>dos: as sensações de impaciência e de sonolência,</p><p>com base em estudos científicos sobre o impacto</p><p>da internet no cérebro humano. Segundo o autor,</p><p>quando navegamos na rede, “entramos em um</p><p>ambiente que promove uma leitura apressada,</p><p>rasa e distraída, e um aprendizado superficial.”</p><p>A internet converteu-se em uma ferramenta</p><p>poderosa para a transformação do nosso cérebro</p><p>e, quanto mais a utilizamos, estimulados pela car-</p><p>ga gigantesca de informações, imersos no mundo</p><p>virtual, mais nossas mentes são afetadas. E não</p><p>se trata apenas de pequenas alterações, mas de</p><p>mudanças substanciais físicas e funcionais. Essa</p><p>dispersão da atenção vem à custa da capacidade</p><p>de concentração e de reflexão.</p><p>(Thomaz Wood Jr. Carta capital, 27 de outubro</p><p>de 2010, p. 72, com adaptações)</p><p>Em relação à estrutura textual, está correta a</p><p>afirmativa:</p><p>(A) Os quatro parágrafos do texto são indepen-</p><p>dentes, tendo em vista que cada um deles</p><p>trata, isoladamente, de uma situação dife-</p><p>rente sobre a internet.</p><p>(B) O 1º parágrafo, especialmente, está isolado</p><p>dos demais, por conter uma informação, dis-</p><p>pensável</p><p>no contexto, a respeito das publica-</p><p>ções de um especialista.</p><p>(C) Identifica-se uma incoerência no desenvolvi-</p><p>mento do texto, comprometendo a afirmativa</p><p>de que as novas tecnologias provocam incerte-</p><p>za e medo, embora os sites sejam os mais lidos.</p><p>(D) No 3º parágrafo há comprometimento da cla-</p><p>reza quanto aos reais prejuízos causados ao</p><p>funcionamento do cérebro pelo uso intensivo</p><p>da internet.</p><p>(E) A sequência de parágrafos é feita com coe-</p><p>rência, por haver progressão articulada do</p><p>assunto que vem sendo desenvolvido.</p><p>2. Leia o texto a seguir para responder à próxima</p><p>questão.</p><p>Também nas cidades de porte médio, locali-</p><p>zadas nas vizinhanças das regiões metropolitanas</p><p>do Sudeste e do Sul do país, as pessoas tendem</p><p>cada vez mais a optar pelo carro para seus des-</p><p>locamentos diários, como mostram dados do</p><p>Departamento Nacional de Trânsito. Em conse-</p><p>quência, congestionamentos, acidentes, poluição</p><p>e altos custos de manutenção da malha viária</p><p>passaram a fazer parte da lista dos principais pro-</p><p>blemas desses municípios.</p><p>Cidades menores, com custo de vida menos</p><p>elevado que o das capitais, baixo índice de de-</p><p>semprego e poder aquisitivo mais alto, tiveram</p><p>suas frotas aumentadas em progressão geomé-</p><p>trica nos últimos anos. A facilidade de crédito e</p><p>a isenção de impostos são alguns dos elementos</p><p>que têm colaborado para a realização do sonho</p><p>de ter um carro. E os brasileiros desses municípios</p><p>passaram a utilizar seus carros até para percor-</p><p>rer curtas distâncias, mesmo perdendo tempo</p><p>em congestionamentos e apesar dos alertas das</p><p>autoridades sobre os danos provocados ao meio</p><p>ambiente pelo aumento da frota.</p><p>Além disso, carro continua a ser sinônimo</p><p>de status para milhões de brasileiros de todas</p><p>as regiões. A sua necessidade vem muitas vezes</p><p>em segundo lugar. Há 35,3 milhões de veículos</p><p>em todo o país, um crescimento de 66% nos úl-</p><p>timos nove anos. Não por acaso oito Estados já</p><p>registram mais mortes por acidentes no trânsito</p><p>do que por homicídios.</p><p>(O Estado de S. Paulo, Notas e Informações, A3, 11 de</p><p>setembro de 2010, com adaptações)</p><p>Não por acaso oito Estados já registram mais</p><p>mortes por acidentes no trânsito do que por ho-</p><p>micídios. A afirmativa final do texto surge como</p><p>(A) constatação baseada no fato de que os brasi-</p><p>leiros desejam possuir um carro, mas perdem</p><p>muito tempo em congestionamentos.</p><p>(B) observação irônica quanto aos problemas de-</p><p>correntes do aumento na utilização de carros,</p><p>com danos provocados ao meio ambiente.</p><p>(C) comprovação de que a compra de um carro</p><p>é sinônimo de status e, por isso, constitui o</p><p>maior sonho de consumo do brasileiro.</p><p>(D) hipótese de que a vida nas cidades menores</p><p>tem perdido qualidade, pois os brasileiros</p><p>desses municípios passaram a utilizar seus</p><p>carros até para percorrer curtas distâncias.</p><p>(E) conclusão coerente com todo o desenvolvi-</p><p>mento, a partir de um título que poderia ser:</p><p>Carro, problema que se agrava.</p><p>3. Leia o texto a seguir para responder à próxima</p><p>questão.</p><p>CIDADE MARAVILHOSA?</p><p>Os camelôs são pais de famílias bem pobres,</p><p>e, então, merecem nossa simpatia e nosso cari-</p><p>nho; logo eles se multiplicam por 1000. Aqui em</p><p>frente à minha casa, na Praça General Osório,</p><p>existe há muito tempo a feira hippie. Artistas e</p><p>artesãos expõem ali aos domingos e vendem suas</p><p>coisas. Uma feira um tanto organizada demais:</p><p>sempre os mesmos artistas mostrando coisas</p><p>quase sempre sem interesse. Sempre achei que</p><p>deveria haver um canto em que qualquer artis-</p><p>ta pudesse vender um quadro; qualquer artista</p><p>ou mesmo qualquer pessoa, sem alvarás nem</p><p>LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS</p><p>76</p><p>licenças. Enfim, o fato é que a feira funcionava,</p><p>muita gente comprava coisas – tudo bem. Pois</p><p>de repente, de um lado e outro, na Rua Visconde</p><p>de Pirajá, apareceram barracas atravancando as</p><p>calçadas, vendendo de tudo - roupas, louças, fru-</p><p>tas, miudezas, brinquedos, objetos usados, am-</p><p>polas de óleo de bronzear, passarinhos, pipocas,</p><p>aspirinas, sorvetes, canivetes. E as praias foram</p><p>invadidas por 1000 vendedores. Na rua e na areia,</p><p>uma orgia de cães. Nunca vi tantos cães no Rio, e</p><p>presumo que muita gente anda com eles para se</p><p>defender de assaltantes. O resultado é uma sujei-</p><p>ra múltipla, que exige cuidado do pedestre para</p><p>não pisar naquelas coisas. E aquelas coisas secam,</p><p>viram poeira, unem-se a cascas de frutas podres</p><p>e dejetos de toda ordem, e restos de peixes da</p><p>feira das terças, e folhas, e cusparadas, e jornais</p><p>velhos; uma poeira dos três reinos da natureza</p><p>e de todas as servidões humanas.</p><p>Ah, se venta um pouco o Noroeste, logo ela</p><p>vai-se elevar, essa poeira, girando no ar, entrar</p><p>em nosso pulmão numa lufada de ar quente.</p><p>Antigamente a gente fugia para a praia, para o</p><p>mar. Agora há gente demais, a praia está excessi-</p><p>vamente cheia. Está bem, está bem, o mar, o mar</p><p>é do povo, como a praça é do condor – mas podia</p><p>haver menos cães e bolas e pranchas e barcos e</p><p>camelôs e ratos de praia e assaltantes que tra-</p><p>balham até dentro d’água, com um canivete na</p><p>barriga alheia, e sujeitos que carregam caixas de</p><p>isopor e anunciam sorvetes e quando o inocente</p><p>cidadão pede picolé de manga, eis que ele abre</p><p>a caixa e de lá puxa a arma. Cada dia inventam</p><p>um golpe novo: a juventude é muito criativa, e</p><p>os assaltantes são quase sempre muito jovens.</p><p>Rubem Braga</p><p>Em vários momentos do texto, Rubem Braga uti-</p><p>liza longas enumerações cujos termos aparecem</p><p>ligados pela conjunção E. Esse recurso tem a se-</p><p>guinte finalidade textual:</p><p>(A) trazer a ideia de riqueza da cidade, em sua</p><p>ampla variedade;</p><p>(B) mostrar desagrado do autor diante da con-</p><p>fusão reinante;</p><p>(C) indicar o motivo de a cidade ser ainda consi-</p><p>derada “maravilhosa”;</p><p>(D) demonstrar simpatia pelo comércio popular;</p><p>(E) procurar dar maior dinamismo e vivacidade</p><p>ao texto.</p><p>Leia o texto a seguir para responder às próximas 2</p><p>questões.</p><p>A Carta de Pero Vaz de Caminha</p><p>De ponta a ponta é toda praia rasa, muito plana e</p><p>bem formosa. Pelo sertão, pareceu-nos do mar muito</p><p>grande, porque a estender a vista não podíamos ver</p><p>senão terra e arvoredos, parecendo-nos terra muito</p><p>longa. Nela, até agora, não pudemos saber que haja</p><p>ouro nem prata, nem nenhuma coisa de metal, nem</p><p>de ferro; nem as vimos. Mas, a terra em si é muito</p><p>boa de ares, tão frios e temperados, como os de En-</p><p>tre-Douro e Minho, porque, neste tempo de agora,</p><p>assim os achávamos como os de lá. Águas são muitas</p><p>e infindas. De tal maneira é graciosa que, querendo</p><p>aproveitá-la dar-se-á nela tudo por bem das águas</p><p>que tem.</p><p>(In: Cronistas e viajantes. São Paulo: Abril Educação, 1982. p.</p><p>12-23. Literatura Comentada. Com adaptações)</p><p>4. A respeito do trecho da Carta de Caminha e de</p><p>suas características textuais, é correto afirmar</p><p>que:</p><p>(A) No texto, predominam características argu-</p><p>mentativas e descritivas.</p><p>(B) O principal objetivo do texto é ilustrar ex-</p><p>periências vividas através de uma narrativa</p><p>fictícia.</p><p>(C) O relato das experiências vividas é feito com</p><p>aspectos descritivos.</p><p>(D) A intenção principal do autor é fazer oposição</p><p>aos fatos mencionados.</p><p>(E) O texto procura despertar a atenção do leitor</p><p>para a mensagem através do uso predomi-</p><p>nante de uma linguagem figurada.</p><p>5. Em todos os trechos a seguir podemos comprovar</p><p>a participação do narrador nos fatos menciona-</p><p>dos, EXCETO:</p><p>(A) “Pelo sertão, pareceu-nos do mar muito gran-</p><p>de,...”</p><p>(B) “... Porque a estender a vista não podíamos</p><p>ver senão terra e arvoredos,...”</p><p>(C) “... Parecendo-nos terra muito longa.”</p><p>(D) “Nela, até agora, não pudemos saber que haja</p><p>ouro...”</p><p>(E) “Mas, a terra em si é muito boa de ares, ...”</p><p>06. Leia o texto a seguir para responder à próxima</p><p>questão.</p><p>Painel do leitor (Carta do leitor)</p><p>Resgate no Chile</p><p>Assisti ao maior espetáculo da Terra numa operação</p><p>de salvamento de vidas, após 69 dias de perma-</p><p>nência no fundo de uma mina de cobre e ouro</p><p>no Chile.</p><p>Um a um os mineiros soterrados foram içados com</p><p>sucesso, mostrando muita calma, saúde, sorrindo</p><p>e cumprimentando seus companheiros de tra-</p><p>balho. Não se pode esquecer a ajuda</p><p>técnica e</p><p>material que os Estados Unidos, Canadá e China</p><p>ofereceram à equipe chilena de salvamento, num</p><p>gesto humanitário que só enobrece esses países.</p><p>LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS</p><p>77</p><p>E, também, dos dois médicos e dois “socorristas”</p><p>que, demonstrando coragem e desprendimento,</p><p>desceram na mina para ajudar no salvamento.</p><p>(Douglas Jorge; São Paulo, SP; www.folha.com.br –</p><p>painel do leitor – 17/10/2010)</p><p>Considerando o tipo textual apresentado, algu-</p><p>mas expressões demonstram o posicionamento</p><p>pessoal do leitor diante do fato por ele narrado.</p><p>Tais marcas textuais podem ser encontradas nos</p><p>trechos a seguir, EXCETO:</p><p>(A) “Assisti ao maior espetáculo da Terra...”</p><p>(B) “... após 69 dias de permanência no fundo de</p><p>uma mina de cobre e ouro no Chile.”</p><p>(C) “Não se pode esquecer a ajuda técnica e ma-</p><p>terial...”</p><p>(D) “... gesto humanitário que só enobrece esses</p><p>países.”</p><p>(E) “... demonstrando coragem e desprendimen-</p><p>to, desceram na mina...”</p><p>Leia o texto a seguir para responder à próxima ques-</p><p>tão.</p><p>Os dicionários de meu pai</p><p>Pouco antes de morrer, meu pai me chamou ao</p><p>escritório e me entregou um livro de capa preta que</p><p>eu nunca havia visto. Era o dicionário analógico de</p><p>Francisco Ferreira dos Santos Azevedo. Ficava quase</p><p>escondido, perto dos cinco grandes volumes do dicio-</p><p>nário Caldas Aulete, entre outros livros de consulta</p><p>que papai mantinha ao alcance da mão numa estante</p><p>giratória. Isso pode te servir, foi mais ou menos o que</p><p>ele então me disse, no seu falar meio grunhido. Era</p><p>como se ele, cansado, me passasse um bastão que</p><p>de alguma forma eu deveria levar adiante. E por um</p><p>tempo aquele livro me ajudou no acabamento de ro-</p><p>mances e letras de canções, sem falar das horas em</p><p>que eu o folheava à toa; o amor aos dicionários, para</p><p>o sérvio Milorad Pavic, autor de romances-enciclo-</p><p>pédias, é um traço infantil de caráter de um homem</p><p>adulto.</p><p>Palavra puxa palavra, e escarafunchar o dicionário</p><p>analógico foi virando para mim um passatempo. O</p><p>resultado é que o livro, herdado já em estado precário,</p><p>começou a se esfarelar nos meus dedos. Encostei-o</p><p>na estante das relíquias ao descobrir, num sebo atrás</p><p>da sala Cecília Meireles, o mesmo dicionário em en-</p><p>cadernação de percalina. Por dentro estava em boas</p><p>condições, apesar de algumas manchas amareladas,</p><p>e de trazer na folha de rosto a palavra anauê, escrita</p><p>a caneta-tinteiro.</p><p>Com esse livro escrevi novas canções e romances,</p><p>decifrei enigmas, fechei muitas palavras cruzadas. E</p><p>ao vê-lo dar sinais de fadiga, saí de sebo em sebo pelo</p><p>Rio de Janeiro para me garantir um dicionário analó-</p><p>gico de reserva. Encontrei dois, mas não me dei por</p><p>satisfeito, fiquei viciado no negócio. Dei de vasculhar</p><p>livrarias país afora, só em São Paulo adquiri meia dúzia</p><p>de exemplares, e ainda arrematei o último à venda a</p><p>Amazom.com antes que algum aventureiro o fizesse.</p><p>Eu já imaginava deter o monopólio (açambarcamen-</p><p>to, exclusividade, hegemonia, senhorio, império) de</p><p>dicionários analógicos da língua portuguesa, não fos-</p><p>se pelo senhor João Ubaldo Ribeiro, que ao que me</p><p>consta também tem um quiçá carcomido pelas traças</p><p>(brocas, carunchos, gusanos, cupins, térmitas, cáries,</p><p>lagartas-rosadas, gafanhotos, bichos-carpinteiros).</p><p>A horas mortas eu corria os olhos pela minha pra-</p><p>teleira repleta de livros gêmeos, escolhia um a esmo</p><p>e o abria a bel-prazer. Então anotava num Moleskine</p><p>as palavras mais preciosas, a fim de esmerar o voca-</p><p>bulário com que embasbacaria as moças e esmagaria</p><p>meus rivais.</p><p>Hoje sou surpreendido pelo anúncio desta nova</p><p>edição do dicionário analógico de Francisco Ferreira</p><p>dos Santos Azevedo. Sinto como se invadissem minha</p><p>propriedade, revirassem meus baús, espalhassem ao</p><p>vento meu tesouro. Trata-se para mim de uma terrível</p><p>(funesta, nefasta, macabra, atroz, abominável, dilace-</p><p>rante, miseranda) notícia.</p><p>(Francisco Buarque de Hollanda, Revista Piauí, junho de 2010)</p><p>7. O modo predominante de organização textual é:</p><p>(A) descritivo</p><p>(B) narrativo</p><p>(C) argumentativo</p><p>(D) dissertativo</p><p>(E) injuntivo</p><p>Leia o texto a seguir para responder à próxima ques-</p><p>tão.</p><p>Olhar o vizinho é o primeiro passo</p><p>Não é preciso ser filósofo na atualidade, para</p><p>perceber que o “bom” e o “bem” não prevalecem</p><p>tanto quanto desejamos. Sob a égide de uma moral</p><p>individualista, o consumo e a concentração de renda</p><p>despontam como metas pessoais e fazem muitos de</p><p>nós nos esquecermos do outro, do irmão, do próximo.</p><p>Passamos muito tempo olhando para nossos próprios</p><p>umbigos ou mergulhados em nossas crises existenciais</p><p>e não reparamos nos pedidos de ajuda de quem está</p><p>ao nosso lado. É difícil tirar os óculos escuros da indi-</p><p>ferença e estender a mão, não para dar uma esmola</p><p>à criança que faz malabarismo no sinal, para ganhar</p><p>um trocado simpático, mas para tentar mudar uma</p><p>situação adversa, fazer a diferença. O que as pessoas</p><p>que ajudam outras nos mostram é que basta querer,</p><p>para mudar o mundo. Não é preciso ser milionário,</p><p>para fazer uma doação. Se não há dinheiro, o trabalho</p><p>LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS</p><p>78</p><p>também é bem-vindo. Doar um pouco de conheci-</p><p>mento ou expertise, para fazer o bem a outros que</p><p>não têm acesso a esses serviços, é mais que caridade:</p><p>é senso de responsabilidade. Basta ter disposição e</p><p>sentimento e fazer um trabalho de formiguinha, pois,</p><p>como diz o ditado, é a união que faz a força! Graças a</p><p>esses filósofos da prática, ainda podemos colocar fé</p><p>na humanidade. Eles nos mostram que fazer o bem é</p><p>bom e seguem esse caminho por puro amor, vocação</p><p>e humanismo.</p><p>(Diário do Nordeste. 28 abr. 2008)</p><p>8. Com relação ao gênero, o texto</p><p>A) é uma dissertação.</p><p>B) mistura descrição com narração.</p><p>C) é uma narração.</p><p>D) mistura narração e dissertação.</p><p>E) é uma descrição</p><p>9. ENEM 2009 - La Vie em Rose</p><p>ITURRUSGARAI, A. La Vie en Rose.</p><p>Folha de S.Paulo, 11 ago. 2007.</p><p>Os quadrinhos exemplificam que as Histórias em</p><p>Quadrinhos constituem um gênero textual</p><p>(A) em que a imagem pouco contribui para facili-</p><p>tar a interpretação da mensagem contida no</p><p>texto, como pode ser constatado no primeiro</p><p>quadrinho</p><p>(B) cuja linguagem se caracteriza por ser rápida</p><p>e clara, que facilita a compreensão, como se</p><p>percebe na fala do segundo quadrinho: “...”</p><p>(C) em que o uso de letras com espessuras diver-</p><p>sas está ligado a sentimentos expressos pelos</p><p>personagens, como pode ser percebido no</p><p>último quadrinho.</p><p>(D) que possui em seu texto escrito característi-</p><p>cas próximas a uma conversação face a face,</p><p>como pode ser percebido no segundo qua-</p><p>drinho.</p><p>(E) em que a localização casual dos balões nos</p><p>quadrinhos expressa com clareza a sucessão</p><p>cronológica.</p><p>ATIVIDADES 2</p><p>01. Futuro do pagamento móvel dispensará uso de</p><p>senhas e cartões de crédito</p><p>Novas opções já transitam entre pagamentos com</p><p>selfies, biometria de veias e até pagar ‘enquanto</p><p>caminha’; entretanto, há ainda um longo caminho</p><p>para serviços se popularizarem</p><p>Pagamentos digitais em breve serão feitos com</p><p>qualquer coisa, dos nossos celulares e relógios in-</p><p>teligentes até geladeiras e carros, incluindo nosso</p><p>próprio corpo ou o ambiente. O benefício disso</p><p>é duplo: mais opções de pagamento e compras</p><p>mais rápidas, mais convenientes e mais seguras.</p><p>Usando novos dispositivos conectados, biometria</p><p>e lojas adaptadas (como a Amazon Go) tudo ao</p><p>nosso redor vai gerenciá-los.</p><p>Uma desvantagem? Pode tornar-se tão fácil gas-</p><p>tar dinheiro que você desperdiçará todo o seu</p><p>salário sem perceber (e isso é exatamente o que</p><p>os varejistas esperam que você faça em compras</p><p>por impulso).</p><p>Entretanto, conforme mostra o CNet, este admi-</p><p>rável mundo novo dos pagamentos digitais sem</p><p>cartões de crédito ou senhas não chegará da noite</p><p>para o dia. Devido à rígida estrutura regulatória</p><p>do setor financeiro, veremos nossos rituais de</p><p>pagamento mudarem de forma incremental à</p><p>medida que as regras evoluem para acompanhar</p><p>avanços tecnológicos.</p><p>A disponibilidade de redes de pagamento móvel</p><p>como a Apple Pay e a Samsung Pay são apenas</p><p>o começo. Dar permissão para efetuar um paga-</p><p>mento ainda atrasa</p><p>o processo de compra. Mas</p><p>comprar está ficando mais rápido graças a tecno-</p><p>logias biométricas de todo tipo.</p><p>Selfi e Pay</p><p>Se você se interessou pelo “selfi e pay” da Mas-</p><p>tercard ou pelo Face ID da Apple, já está fami-</p><p>liarizado com os fundamentos dos pagamentos</p><p>biométricos que estão tomando forma. A biome-</p><p>tria facial ou por digitais é questão de segurança</p><p>e também de conveniência. Segundo pesquisa</p><p>LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS</p><p>79</p><p>realizada pela Mastercard com a Universidade</p><p>de Oxford, 93% dos consumidores preferem usar</p><p>biometria a senhas tradicionais ou PINs.</p><p>[...]</p><p>Futuro promissor</p><p>Os experimentos do Amazon Go, porém, ainda</p><p>não foram para além de Seattle, e como isso vai</p><p>funcionar em escala é uma questão. Trata-se de</p><p>uma tecnologia complexa. Mas a Amazon não é</p><p>a única empresa que quer fazer isso acontecer.</p><p>Um supermercado britânico está testando um</p><p>aplicativo feito com a Mastercard que permite</p><p>digitalizar e pagar por itens com o celular enquan-</p><p>to se anda pela loja em experiência similar.</p><p>Aos poucos as coisas estão saindo do papel. E, em</p><p>breve, talvez ninguém tenha mais que esperar em</p><p>longas filas para pagar pelo que comprou.</p><p>Disponível em: <htt p://idgnow.com.br/</p><p>mobilidade/2018/04/24/futurodo-pagamento-movel-</p><p>dispensara-uso-de-senhas-e-cartoes-de-credito>.</p><p>Acesso em: 24 abr. 2018.</p><p>Os gêneros textuais que circulam na sociedade</p><p>desempenham funções sociais diversificadas, as</p><p>quais podem ser reconhecidas pelo leitor com</p><p>base em suas características específicas, bem</p><p>como na situação comunicativa em que são pro-</p><p>duzidos. Assim, o objetivo principal deste texto é</p><p>(A) argumentar para persuadir o interlocutor a</p><p>uti lizar o pagamento digital.</p><p>(B) informar sobre as novas formas de pagamen-</p><p>tos digitais como selfi es pay.</p><p>(C) narrar uma história fictícia sobre os experi-</p><p>mentos do Amazon Go.</p><p>(D) expor conhecimentos formais, científicos e</p><p>tecnológicos.</p><p>(E) instruir como proceder para efetuar paga-</p><p>mentos digitais.</p><p>2. Leia:</p><p>Disponível em: <https://temporalcerebral.com.br/</p><p>melhores-campanhaspublicitarias-2017>. Acesso em:</p><p>02 de fevereiro de 2020.</p><p>O anúncio publicitário, geralmente, é veiculado</p><p>nas propagandas que vemos na televisão, revis-</p><p>tas, outdoors ou cartazes, sendo uma das for-</p><p>mas atrativas de se trabalhar quando a intenção</p><p>é chamar a atenção do público para um produto,</p><p>serviço ou ideia. O objetivo deste anúncio é</p><p>(A) exigir das autoridades ações a favor da doa-</p><p>ção de órgãos.</p><p>(B) instruir a população sobre como ser um do-</p><p>ador de órgãos.</p><p>(C) expor conhecimentos científicos sobre a do-</p><p>ação de órgãos.</p><p>(D) informar a população a respeito das leis que</p><p>controlam a doação de órgãos.</p><p>(E) conscientizar a população sobre a necessida-</p><p>de de praticar a doação de órgãos.</p><p>3. Observe:</p><p>Entre as funções de um cartaz, está a divulgação</p><p>de campanhas. Para cumprir essa função, as pala-</p><p>vras e as imagens desse cartaz estão combinadas</p><p>de maneira a</p><p>(A) evidenciar as formas de contágio da tubercu-</p><p>lose.</p><p>(B) mostrar as formas de tratamento da doença.</p><p>(C) discutir os tipos da doença com a população.</p><p>(D) alertar a população em relação à tuberculose.</p><p>(E) combater os sintomas da tuberculose.</p><p>4. Leia.</p><p>LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS</p><p>80</p><p>A charge aborda uma situação do cotidiano de</p><p>algumas famílias. Nesse sentido, ela tem o obje-</p><p>tivo comunicativo de</p><p>(A) denunciar os prejuízos da falta de diálogo</p><p>entre pais e filhos.</p><p>(B) mostrar as diferenças entre as preferências</p><p>de entretenimento entre pais e filhos.</p><p>(C) evidenciar os excessos de utilização das redes</p><p>sociais em momentos de vivência familiar.</p><p>(D) demonstrar que as mudanças culturais ocor-</p><p>ridas na sociedade impõem novos comporta-</p><p>mentos das famílias.</p><p>(E) enfatizar que a socialização de informações</p><p>sobre os filhos é uma forma de demonstrar</p><p>orgulho de familiares.</p><p>5. (ENEM 2010) - MOSTRE QUE SUA MEMÓRIA É</p><p>MELHOR DO QUE A DE COMPUTADOR E GUARDE</p><p>ESTA CONDIÇÃO: 12X SEM JUROS. Revista Época.</p><p>N° 424, 03 jul. 2006.</p><p>Ao circularem socialmente, os textos realizam-se</p><p>como práticas de linguagem, assumindo funções</p><p>específicas, formais e de conteúdo. Considerando</p><p>o contexto em que circula o texto publicitário, seu</p><p>objetivo básico é</p><p>(A) definir regras de comportamento social pau-</p><p>tadas no combate ao consumismo exagerado.</p><p>(B) influenciar o comportamento do leitor, por</p><p>meio de apelos que visam à adesão ao con-</p><p>sumo.</p><p>(C) defender a importância do conhecimento de</p><p>informática pela população de baixo poder</p><p>aquisitivo.</p><p>(D) facilitar o uso de equipamentos de informá-</p><p>tica pelas classes sociais economicamente</p><p>desfavorecidas.</p><p>(E) questionar o fato de o homem ser mais inte-</p><p>ligente que a máquina, mesmo a mais mo-</p><p>derna.</p><p>6. (ENEM 2010) Câncer 21/06 a 21/07</p><p>O eclipse em seu signo vai desencadear mudan-</p><p>ças na sua autoestima e no seu modo de agir. O</p><p>corpo indicará onde você falha – se anda engo-</p><p>lindo sapos, a área gástrica se ressentirá. O que</p><p>ficou guardado virá à tona, pois este novo ciclo</p><p>exige uma “desintoxicação”. Seja comedida em</p><p>suas ações, já que precisará de energia para se</p><p>recompor. Há preocupação com a família, e a</p><p>comunicação entre os irmãos trava. Lembre-se:</p><p>palavra preciosa é palavra dita na hora certa. Isso</p><p>ajuda também na vida amorosa, que será testa-</p><p>da. Melhor conter as expectativas e ter calma,</p><p>avaliando as próprias carências de modo madu-</p><p>ro. Sentirá vontade de olhar além das questões</p><p>materiais – sua confiança virá da intimidade com</p><p>os assuntos da alma.</p><p>Revista Cláudia. Nº 7, ano 48, jul. 2009.</p><p>O reconhecimento dos diferentes gêneros textu-</p><p>ais, seu contexto de uso, sua função específica,</p><p>seu objetivo comunicativo e seu formato mais</p><p>comum relacionam-se com os conhecimentos</p><p>construídos socioculturalmente. A análise dos</p><p>elementos constitutivos desse texto demonstra</p><p>que sua função é:</p><p>(A) vender um produto anunciado.</p><p>(B) informar sobre astronomia.</p><p>(C) ensinar os cuidados com a saúde.</p><p>(D) expor a opinião de leitores em um jornal.</p><p>(E) aconselhar sobre amor, família, saúde, traba-</p><p>lho.</p><p>7. (ENEM 2019)</p><p>19-11-1959</p><p>Eu a conheci da primeira vez em que estive aqui.</p><p>Parece-me que é esquizofrênica, caso crônico,</p><p>doente há mais de vinte anos — não estou bem</p><p>certa. Foi transferida para a Colônia Juliano Mo-</p><p>reira e nunca mais a vi. [...]</p><p>À tarde, quando ia lá, pedia-lhe para cantar a ária</p><p>da Bohème, “Valsa da Musetta”. Dona Georgiana,</p><p>recortada no meio do pátio, cantava — e era de</p><p>doer o coração. As dementes, descalças e rasga-</p><p>das, paravam em surpresa, rindo bonito em si-</p><p>lêncio, os rostos transformados. Outras, sentadas</p><p>no chão úmido, avançavam as faces inundadas</p><p>de presença — elas que eram tão distantes. Os</p><p>rostos fulgiam por instantes, irisados e indestrutí-</p><p>veis. Me deixava imóvel, as lágrimas cegando-me.</p><p>Dona Georgiana cantava: cheia de graça, os olhos</p><p>azuis sorrindo, aquele passado tão presente, ela</p><p>que fora, ela que era, se elevando na limpidez das</p><p>notas, minhas lágrimas descendo caladas, o pátio</p><p>de mulheres existindo em dor e beleza. A beleza</p><p>terrífica que Puccini não alcançou: uma mulher</p><p>descalça, suja, gasta, louca, e as notas saindo-lhe</p><p>em tragicidade difícil e bela demais — para existir</p><p>fora de um hospício.</p><p>CANÇADO, M. L. Hospício é Deus. Belo Horizonte:</p><p>Autêntica, 2015.</p><p>O diário da autora, como interna de hospital psi-</p><p>quiátrico, configura um registro singular, funda-</p><p>mentado por uma percepção que</p><p>(A) A atenua a realidade do sofrimento por meio</p><p>da música.</p><p>(B) B redimensiona a essência humana tocada</p><p>pela sensibilidade.</p><p>(C) C evidencia os efeitos dos maus-tratos sobre</p><p>a imagem feminina.</p><p>(D) D transfigura o cotidiano da internação pelo</p><p>poder de se emocionar.</p><p>(E) E aponta para a recuperação da saúde mental</p><p>graças à atividade artística.</p><p>LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS</p><p>81</p><p>8. (ENEM 2019) Qual a diferença entre publicidade</p><p>e propaganda?</p><p>Esses dois termos não são sinônimos, embora</p><p>sejam usados indistintamente no Brasil. Propa-</p><p>ganda é a atividade associada à divulgação de</p><p>ideias (políticas, religiosas, partidárias</p><p>etc.) para</p><p>influenciar um comportamento. Alguns exemplos</p><p>podem ilustrar, como o famoso Tio Sam, criado</p><p>para incentivar jovens a se alistar no exército</p><p>dos EUA; ou imagens criadas para “demonizar”</p><p>os judeus, espalhadas na Alemanha pelo regime</p><p>nazista; ou um pôster promovendo o poderio mi-</p><p>litar da China comunista. No Brasil, um exemplo</p><p>regular de propaganda são as campanhas polí-</p><p>ticas em período pré-eleitoral. Já a publicidade,</p><p>em sua essência, quer dizer tornar algo público.</p><p>Com a Revolução Industrial, a publicidade ganhou</p><p>um sentido mais comercial e passou a ser uma</p><p>ferramenta de comunicação para convencer o</p><p>público a consumir um produto, serviço ou mar-</p><p>ca. Anúncios para venda de carros, bebidas ou</p><p>roupas são exemplos de publicidade.</p><p>VASCONCELOS, Y. Disponível em: https://mundoestranho.</p><p>abril.com.br.Acesso em: 22 ago. 2017 (adaptado).</p><p>A função sociocomunicativa desse texto é</p><p>(A) ilustrar como uma famosa figura dos EUA foi</p><p>criada para incentivar jovens a se alistar no</p><p>exército.</p><p>(B) explicar como é feita a publicidade na forma</p><p>de anúncios para venda de carros, bebidas</p><p>ou roupas.</p><p>(C) convencer o público sobre a importância do</p><p>consumo.</p><p>(D) esclarecer dois conceitos usados no senso</p><p>comum.</p><p>(E) divulgar atividades associadas à disseminação</p><p>de ideias.</p><p>9. (ENEM 2019)</p><p>A máquina extraviada</p><p>Você sempre pergunta pelas novidades da-</p><p>qui deste sertão, e finalmente posso lhe contar</p><p>uma importante. Fique o compadre sabendo que</p><p>agora temos aqui uma máquina imponente, que</p><p>está entusiasmando todo o mundo. Desde que</p><p>ela chegou — não me lembro quando, não sou</p><p>muito bom em lembrar datas — quase não temos</p><p>falado em outra coisa; e da maneira que o povo</p><p>aqui se apaixona até pelos assuntos mais infantis,</p><p>é de admirar que ninguém tenha brigado ainda</p><p>por causa dela, a não ser os políticos. [...]</p><p>Já existe aqui um movimento para declarar a</p><p>máquina monumento municipal. [...] Dizem que a</p><p>máquina já tem feito até milagre, mas isso — aqui</p><p>para nós — eu acho que é exagero de gente su-</p><p>persticiosa, e prefiro não ficar falando no assunto.</p><p>Eu — e creio que também a grande maioria dos</p><p>munícipes — não espero dela nada em particu-</p><p>lar; para mim basta que ela fique onde está, nos</p><p>alegrando, nos inspirando, nos consolando.</p><p>VEIGA, J. J. A máquina extraviada: contos. Rio de</p><p>Janeiro: Civilização Brasileira, 1974</p><p>Qual procedimento composicional caracteriza a</p><p>construção do texto?</p><p>(A) As intervenções explicativas do narrador.</p><p>(B) A descrição de uma situação hipotética.</p><p>(C) As referências à crendice popular.</p><p>(D) A objetividade irônica do relato.</p><p>(E) As marcas de interlocução.</p><p>10. (ENEM 2019) Qual a diferença entre freios ven-</p><p>tilados, perfurados e sólidos?</p><p>Da esquerda para a direita: perfurado, ventilado</p><p>e sólido. (No detalhe, a câmara interna do disco</p><p>ventilado).</p><p>Frenagens geram calor. O sistema de freios</p><p>transforma a energia cinética do movimento em</p><p>energia térmica por meio do atrito entre as pas-</p><p>tilhas de freio e os discos. Em duas linhas, esse é</p><p>o princípio de funcionamento do freio.</p><p>Mas há um efeito colateral. Esse calor gerado</p><p>provoca fadiga dos discos e pastilhas e compro-</p><p>mete a eficiência do conjunto de freios.</p><p>O disco de freio sólido é uma peça só, fei-</p><p>ta de ferro maciço. A vantagem está em custar</p><p>mais barato que os outros. Contudo, tem baixo</p><p>rendimento em situações extremas de frenagem</p><p>(em descidas de serras, por exemplo) por não ter</p><p>estruturas que favoreçam seu resfriamento. Por</p><p>isso, discos sólidos são usados em aplicações mais</p><p>leves, comuns no eixo dianteiro dos compactos</p><p>1.0 e no eixo traseiro de carros maiores, como</p><p>sedãs e SUVs médios.</p><p>O modelo ventilado, por sua vez, é formado</p><p>por dois discos mais finos unidos por uma câmara</p><p>interna que tem a função de proporcionar uma</p><p>passagem do ar entre eles, resfriando com mais</p><p>rapidez o conjunto. Eles estão nos eixos diantei-</p><p>ros dos compactos mais potentes. Mas também</p><p>aparecem nos eixos traseiros de carros esporti-</p><p>vos. Mas esportivos com motores de alto desem-</p><p>penho e carros de luxo têm discos perfurados.</p><p>LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS</p><p>82</p><p>Há pequenos furos no disco com o objetivo de</p><p>aumentar o atrito e dispersar o calor.</p><p>RODRIGUEZ, H. Disponível em: http://quatrorodas.abril.</p><p>com.br. Acesso em: 22 ago. 2017 (adaptado).</p><p>O texto mostra diferentes tipos de discos de freio</p><p>e defende a eficácia de um modelo sobre o outro.</p><p>Para convencer o leitor disso, o autor utiliza o</p><p>recurso de</p><p>(A) definir em duas linhas o princípio de funcio-</p><p>namento do freio de esportivos de alto de-</p><p>sempenho com discos perfurados.</p><p>(B) divulgar os modelos de carros que adotam</p><p>os melhores sistemas de frenagem e resfria-</p><p>mento dos componentes.</p><p>(C) apresentar cada tipo de disco, criticando a</p><p>forma como eles geram calor nas frenagens.</p><p>(D) evidenciar os riscos do baixo desempenho</p><p>dos diferentes modelos de discos de freio.</p><p>(E) comparar o custo, a eficiência e a forma como</p><p>os discos dissipam o calor da frenagem.</p><p>11. A trajetória de Liesel Meminger é contada por</p><p>uma narradora mórbida, surpreendentemente</p><p>simpática. Ao perceber que a pequena ladra de</p><p>livros lhe escapa, a Morte afeiçoa-se à menina e</p><p>rastreia suas pegadas de 1939 a 1943. Traços de</p><p>uma sobrevivente: a mãe comunista, persegui-</p><p>da pelo nazismo, envia Liesel e o irmão para o</p><p>subúrbio pobre de uma cidade alemã, onde um</p><p>casal se dispõe a adotá-los por dinheiro. O garoto</p><p>morre no trajeto e é enterrado por um coveiro</p><p>que deixa cair um livro na neve. É o primeiro de</p><p>uma série que a menina vai surrupiar ao longo</p><p>dos anos. O único vínculo com a família é esta</p><p>obra, que ela ainda não sabe ler.</p><p>A vida ao redor é a pseudorrealidade criada em</p><p>torno do culto a Hitler na Segunda Guerra. Ela</p><p>assiste à eufórica celebração do aniversário do</p><p>Führer pela vizinhança. A Morte, perplexa diante</p><p>da violência humana, dá um tom leve e divertido</p><p>à narrativa deste duro confronto entre a infância</p><p>perdida e a crueldade do mundo adulto, um su-</p><p>cesso absoluto – e raro – de crítica e público.</p><p>Os gêneros textuais podem ser caracterizados,</p><p>dentre outros fatores, por seus objetivos. Esse</p><p>fragmento é um(a)</p><p>(A) reportagem, pois busca convencer o interlo-</p><p>cutor da tese defendida ao longo do texto.</p><p>(B) resumo, pois promove o contato rápido do</p><p>leitor com uma informação desconhecida.</p><p>(C) sinopse, pois sintetiza as informações rele-</p><p>vantes de uma obra de modo impessoal.</p><p>(D) instrução, pois ensina algo por meio de ex-</p><p>plicações,</p><p>(E) resenha, pois apresenta uma produção inte-</p><p>lectual de forma crítica.</p><p>CRÔNICA</p><p>LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS</p><p>83</p><p>GÊNERO ÉPICO –> NARRATIVO –> CRÔNICA: Texto</p><p>que conta uma história!</p><p>Vamos ler o texto a seguir? Após a leitura, você</p><p>consegue contar essa história com suas palavras? Con-</p><p>segue identificar quem narrou a história? E citar os</p><p>personagens e suas características?</p><p>Do rock</p><p>Carlos Heitor Cony</p><p>Tocam a campainha e há um estrondo em meus</p><p>ouvidos. A empregada estava de folga, o remédio era</p><p>atender o mau-caráter que me batia à porta àquela</p><p>hora da manhã. Vejo o camarada do bigodinho com</p><p>o embrulho largo e enfeitado.</p><p>— É aqui que mora a senhorita Regina Celi?</p><p>Digo que não e fulmino o importuno com um olhar</p><p>cheio de ódio e sono, mas antes de fechar a porta sin-</p><p>to alguma coisa de íntimo naquele “senhorita Regina</p><p>Celi”, sim, há uma Regina Celi em minha casa, minha</p><p>própria filha, mas apenas de 12 anos, uma guria bo-</p><p>chechuda ainda, não merecia o título e a função de</p><p>senhorita.</p><p>Chamo o homem que já estava no elevador. Eram</p><p>CDs, a garota encomendara um mundão de CDs numa</p><p>loja próxima, e pedira que mandassem as novidades,</p><p>pois as novidades estavam ali, embrulhadinhas e com</p><p>a nota fiscal bem às claras.</p><p>Gemo surdamente na hora de assinar o cheque e</p><p>recebo o embrulho. A garota dormia impune, o mun-</p><p>do podia desabar, e ninguém a despertaria do sono</p><p>12 anos. Deixo o embrulho em cima do som e volto</p><p>para a cama, forçar o sono e a tranquilidade interior,</p><p>abalada pelo cheque tão matutino e fora de propó-</p><p>sito.</p><p>Quando ordeno os pensamentos e ambições no</p><p>estreito espaço do meu pensamento e retomo um</p><p>sono e um sonho sem cor nem gosto, começa o rock.</p><p>Anos atrás, seria começa o beguine. Mas o be-</p><p>guine passou de moda, e o swing, o mambo, o baião</p><p>e outras pragas vindas de alheias e próprias pragas.</p><p>Pois aí estava o rock, matinal, cor de sangue e metal</p><p>inundando o dia e o quarto com sua voz rouca, seu</p><p>compasso monótono e histérico.</p><p>Purgo honestamente meus pecados e lembro o</p><p>pai, que me aturava a mania pelos sambas de Ary</p><p>Barroso. O velho não dizia nada, mas me olhava fundo</p><p>e talvez tivesse ganas de me esganar. Mas me atu-</p><p>rava e aturava o meu Brasil brasileiro. Hoje, aturo o</p><p>rock. Vou ao banheiro, lavo o rosto, visto um short</p><p>e vou para a sala disposto a causar boa impressão à</p><p>senhorita Regina Celi, que de babydoll, esbaforida, se</p><p>degringola ao som de U2.</p><p>O tapete já fora arrastado e amarfanhado a um</p><p>canto. Meu castiçal de prata foi profanado com a cara</p><p>de um tipo até simpático que naquela manhã ganha-</p><p>rá alguma coisa à custa do meu labor e cheque. A</p><p>senhorita Regina Celi tem a cara afogueada, os pés e</p><p>as pernas avançam e ficam no mesmo lugar, o corpo</p><p>todo treme e sua, até que ela me estende o braço.</p><p>— Vem, papai!</p><p>O peso dos meus invernos e minhas banhas causa</p><p>breve hesitação. Mas ali estamos, eu e a senhorita</p><p>Regina Celi, uma menina que ainda pego no colo e</p><p>aqueço com meu amor e o meu carinho, quando ela</p><p>tem medo do mundo ou de não saber os afluentes da</p><p>margem esquerda do rio Amazonas na hora do exame.</p><p>Ela me chama e me perdoa.</p><p>Então, aumento o volume do som, espero o tal do</p><p>U2 dar um grito histérico e medonho — e esqueço o</p><p>cheque, a vida e a faina humana rebolando este can-</p><p>sado corpo-pasto de espantos — até que o fôlego e</p><p>o U2 acabem na manhã e no som.</p><p>Disponível em: <https://tinyurl.com/GPMDGO-LPD24></p><p>Acesso em 29 jan. 2020.</p><p>Você conseguiu pontuar as observações? Contar</p><p>a história, identificar o narrador e os personagens e</p><p>suas características? Consegue dizer onde e quando</p><p>aconteceu aquela história?</p><p>- Todos esses elementos são parte de qualquer</p><p>texto narrativo. Vamos defini-los para facilitar o es-</p><p>tudo:</p><p>ELEMENTOS DA NARRATIVA</p><p>É importante entender quais são os elementos</p><p>que não podem faltar em uma narrativa.</p><p>Enredo</p><p>O enredo é um elemento fundamental para a nar-</p><p>rativa. Trata-se do conjunto de fatos que acontecem,</p><p>ligados entre si, e que contam as ações dos persona-</p><p>gens. Ele é dividido em algumas partes:</p><p>• Situação inicial: é quando o autor apresenta</p><p>os personagens e mostra o tempo e o espaço</p><p>em que estão inseridos, geralmente logo na</p><p>introdução;</p><p>· • Estabelecimento de um conflito: um aconteci-</p><p>mento é responsável por modificar a situação</p><p>inicial dos personagens, exigindo algum tipo de</p><p>ação;</p><p>• Desenvolvimento: ao longo desta seção, o au-</p><p>tor conta o que os personagens fizeram para</p><p>tentar solucionar o conflito;</p><p>• Clímax: depois de diversas ações dos persona-</p><p>gens, a narrativa é levada a um ponto de alta</p><p>tensão ou emoção, uma espécie de “encruzi-</p><p>lhada literária” que exige uma decisão ou des-</p><p>fecho;</p><p>• Desfecho: é a parte da narrativa que mostra a</p><p>solução para o conflito.</p><p>LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS</p><p>84</p><p>Espaço</p><p>Espaço é o lugar em que a narrativa acontece.</p><p>Ele é importante não só para situar o leitor quanto</p><p>ao local, mas principalmente porque contribui para</p><p>a elaboração dos personagens.</p><p>Afinal, o espaço onde as pessoas (mesmo que fic-</p><p>tícias) vivem interfere na sua aparência, vestimenta,</p><p>costumes, oportunidades, atividades e até mesmo sua</p><p>personalidade.</p><p>Tempo</p><p>O tempo da narrativa diz respeito ao desencadear</p><p>das ações, e pode ser dividido em:</p><p>Cronológico</p><p>Está relacionado a passagem das horas, dos dias,</p><p>meses, anos etc.</p><p>Psicológico</p><p>Está relacionado às lembranças da personagem</p><p>e aos sentimentos vivenciados por ele.</p><p>Assim como espaço, ele é muito importante para</p><p>definir características das personagens, principal-</p><p>mente as psicológicas. Afinal, pessoas que vivem em</p><p>épocas diferentes costumam ter visões de mundo, ati-</p><p>tudes, pensamentos e situações também diferentes.</p><p>Ação</p><p>Envolve tudo que as personagens fazem na nar-</p><p>rativa. Inclui não só os movimentos, mas também</p><p>aquilo que falam e pensam no decorrer da história.</p><p>Tipos de narrador</p><p>Sempre que existe uma narrativa, a história é con-</p><p>tada por alguém. Esse é o papel do narrador. Ele pode</p><p>relatar os fatos a partir de perspectivas diferentes, o</p><p>que pode transformá-lo em um personagem, um ob-</p><p>servador ou um ser onisciente. Entenda as diferenças:</p><p>Narrador personagem</p><p>Neste caso, o narrador participa da história, e por</p><p>isso o texto é escrito em primeira pessoa do singular</p><p>ou plural (eu, nós).</p><p>Narrador observador</p><p>Também existe a possibilidade de o narrador não</p><p>participar da história. Ele observa a situação de fora,</p><p>o que faz o texto ser escrito em terceira pessoa (ele,</p><p>ela, eles, elas).</p><p>Narrador onisciente</p><p>É aquele que sabe de todos os fatos, mesmo que</p><p>não participe da história. Sua compreensão costuma</p><p>ir além dos acontecimentos. Ele consegue narrar até</p><p>mesmo os pensamentos e sentimentos dos persona-</p><p>gens, como se tivesse um conhecimento sobrenatural.</p><p>Pelo falo desse narrador conhecer muito os per-</p><p>sonagens, bem como seus pensamentos, sentimen-</p><p>tos, ideias, atitudes, etc, ele pode opinar sobre tais</p><p>comportamentos ao longo da narrativa.</p><p>Tipos de personagens</p><p>Finalmente, vamos falar das estrelas da narrativa:</p><p>os personagens. São os seres reais ou fictícios que</p><p>participam da história. Como a Literatura é criativa,</p><p>pode ser uma pessoa, um animal, um ser mitológico</p><p>ou fantástico, um objeto personificado ou até mesmo</p><p>um sentimento.</p><p>Os personagens podem ser divididos entre:</p><p>• Protagonistas: são destaques da narrativa, ocu-</p><p>pam o lugar principal da história;</p><p>• Antagonistas: são os adversários dos protago-</p><p>nistas, aqueles que vão criar ou alimentar o</p><p>conflito, dificultando a vida dos principais;</p><p>• Secundários: são personagens menos impor-</p><p>tantes na história, mas que de alguma forma</p><p>contribuem para a sequência de fatos do en-</p><p>redo.</p><p>Narrar é montar uma história com episódios se-</p><p>quenciados, de tal modo encadeados, que formem</p><p>um todo coeso. A narrativa pode ser uma crônica,</p><p>um conto, uma novela, um romance. As narrativas</p><p>escolares são sempre um início para uns poucos que</p><p>no futuro serão cronistas, romancistas, contistas...</p><p>ATIVIDADES</p><p>Leia o texto a seguir.</p><p>Eduardo E Mônica</p><p>Legião Urbana / Composição: Renato Russo</p><p>Quem um dia irá dizer/Que existe razão?/Nas coi-</p><p>sas feitas pelo coração?/E quem irá dizer/Que não</p><p>existe razão?/Eduardo abriu os olhos, mas não quis</p><p>se levantar/Ficou deitado e viu que horas eram/En-</p><p>quanto Mônica tomava um conhaque/No outro canto</p><p>da cidade, como eles disseram.../Eduardo e Mônica</p><p>um dia se encontraram sem querer/E conversaram</p><p>muito mesmo pra tentar se conhecer.../Um carinha</p><p>do cursinho do Eduardo que disse:/”Tem uma fes-</p><p>ta legal, e a gente quer se divertir/”Festa estranha,</p><p>com gente esquisita/”Eu não ‘to’ legal, não aguento</p><p>mais birita/”E a Mônica riu, e quis saber um pouco</p><p>mais/Sobre o boyzinho que tentava impressionar/E</p><p>o Eduardo, meio tonto, só pensava em ir pra casa/”É</p><p>LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS</p><p>85</p><p>quase duas, eu vou me ferrar.../”Eduardo e Mônica</p><p>trocaram telefone/Depois telefonaram e decidiram se</p><p>encontrar/O Eduardo sugeriu uma lanchonete,/Mas</p><p>a Mônica queria ver o filme do Godard/Se encontra-</p><p>ram então no parque da cidade/A Mônica de moto</p><p>e o Eduardo de camelo/O Eduardo achou estranho,</p><p>e melhor não comentar/Mas a menina tinha tinta no</p><p>cabelo/Eduardo e Mônica era nada parecidos/Ela era</p><p>de Leão e ele tinha dezesseis/Ela fazia Medicina e</p><p>falava alemão/E ele ainda nas aulinhas de inglês/Ela</p><p>gostava do Bandeira e do Bauhaus De Van Gogh/ e</p><p>dos Mutantes, de Caetano e de Rimbaud/E o Eduardo</p><p>gostava de novela/E jogava futebol-de-botão com seu</p><p>avô/Ela falava coisas sobre o Planalto Central/Tam-</p><p>bém magia e meditação/E o Eduardo ainda tava no</p><p>esquema “escola, cinema, clube, televisão”./E mesmo</p><p>com</p><p>literários diversos, a produção</p><p>de comentários de livros, filmes, canções e espetáculos, observando os</p><p>critérios de composição de cada produto cultural para a produção oral e</p><p>escrita do raciocínio crítico avaliativo sobre os principais artistas e suas</p><p>obras.</p><p>(EM13LP20) Compartilhar</p><p>gostos, interesses, práticas</p><p>culturais, temas/ problemas/questões que</p><p>despertam maior interesse ou preocupação,</p><p>respeitando e valorizando diferenças, como</p><p>forma de identificar afinidades e interesses</p><p>comuns, como também de organizar e/ou</p><p>participar de grupos, clubes, oficinas e afins.</p><p>(GO-EMLP20A) Dialogar e produzir entendimento mútuo, nas diversas</p><p>linguagens (artísticas, corporais e verbais), com vistas ao interesse comum</p><p>pautado em princípios e valores de equidade assentados na democracia</p><p>e nos Direitos Humanos, examinando as práticas culturais, as situações-</p><p>-problemas e os temas que despertam maior interesse para respeitar as</p><p>diferenças e identificar as afinidades.</p><p>EM13LP28) Organizar situações de estudo e</p><p>utilizar procedimentos e estratégias de lei-</p><p>tura adequados aos objetivos e à natureza</p><p>do conhecimento em questão.</p><p>(GO-EMLP28A) Organizar e experimentar estratégias de estudo utilizando</p><p>leituras, resolução de exercícios, interpretação de vídeos, gráficos e ima-</p><p>gens acerca do conteúdo em questão para produzir uma aprendizagem</p><p>significativa e otimizar o tempo.</p><p>(EM13LGG701)</p><p>Explorar tecnologias digitais da informação e</p><p>comunicação (TDICs), compreendendo seus</p><p>princípios e funcionalidades, e utilizá-las de</p><p>modo ético, criativo, responsável e adequa-</p><p>do a práticas de linguagem em diferentes</p><p>contextos.</p><p>(GO-EMLGG701A) Compreender o papel das TDICs, listando possíveis cam-</p><p>pos de atuação nas áreas de conhecimento para legitimar sua existência</p><p>e importância tanto no aspecto escolar como extraescolar.</p><p>(GO-EMLGG701B) Explorar as TDICs de modo ético, criativo, responsável e</p><p>adequado às práticas de linguagem em diferentes contextos, relacionando</p><p>seus elementos constituintes à sua aplicabilidade no meio social para</p><p>ampliar as possibilidades de uso dessas ferramentas digitais.</p><p>(GO-EMLGG701C) Refletir sobre a importância de uma videoaula e outros</p><p>recursos digitais pedagógicos, questionando seus princípios básicos e os ele-</p><p>mentos que constituem o repertório digital via debates, seminários, fóruns</p><p>de discussão sobre a responsabilidade social e política no uso das TDICs</p><p>para ressignificar possibilidades de intergenericidade e hibridismo textual.</p><p>(GO-EMLGG701D) Utilizar softwares de edição de textos, fotos, vídeos e</p><p>áudio, além de ferramentas e ambientes colaborativos, observando nor-</p><p>mas de formatação de um conteúdo para organizar os elementos que</p><p>constituem o/s gênero/s digital/is específico/s.</p><p>(GO-EMLGG701E) Utilizar adequadamente ferramentas de apoio a apre-</p><p>sentações orais, usando tipos e tamanhos de fontes, e critérios para or-</p><p>ganização do conteúdo e das imagens, gráficos e tabelas para autenticar</p><p>a importância da estética e da visualização de exibições orais.</p><p>(EM13LGG702)</p><p>Avaliar o impacto das tecnologias digitais da</p><p>informação e comunicação (TDICs) na for-</p><p>mação do sujeito e em suas práticas sociais,</p><p>para fazer uso crítico dessa mídia em práti-</p><p>cas de seleção, compreensão e produção de</p><p>discursos em ambiente digital.</p><p>(GO-EMLGG702A) Utilizar diferentes linguagens, mídias e ferramentas di-</p><p>gitais em processos de produção coletiva, colaborativa e projetos autorais</p><p>em ambientes digitais, identificando os elementos implícitos ambivalen-</p><p>tes, e seus efeitos discursivos para analisar as implicações quanto ao uso</p><p>crítico das TDICs.</p><p>(GO-EMLGG702B) Realizar pesquisas de diferentes tipos, usando fontes</p><p>abertas e confiáveis, o registro do processo e a comunicação dos os resul-</p><p>tados para promover um diálogo aberto e um debate democrático sobre</p><p>os desdobramentos do uso das mídias sociais.</p><p>(GO-EMLGG702C) Usar procedimentos de checagem de fatos noticiados</p><p>e fotos publicadas, de forma a combater a proliferação de notícias falsas,</p><p>analisando veículo, fonte, data e local da publicação, autoria, URL, forma-</p><p>tação para ampliar as possibilidades de uso crítico da língua.</p><p>LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS</p><p>10</p><p>(GO-EMLGG702D) Organizar situações de estudo e utilizar procedimentos e</p><p>estratégias de leitura adequadas aos objetivos e à natureza do conhecimen-</p><p>to em questão, consultando e comparando diferentes fontes, ferramentas</p><p>e sites de busca para expandir as perspectivas de construção de sentido.</p><p>(GO-EMLGG702E) Analisar criticamente o histórico e o discurso políti-</p><p>co de candidatos, propagandas políticas, políticas públicas, programas</p><p>e propostas de governo, discutindo as condições e os mecanismos de</p><p>disseminação de “fake news” e também exemplos, causa e efeito desse</p><p>fenômeno e da prevalência de crenças e opiniões sobre fatos para ampliar</p><p>as possibilidades de participação em debates políticos e tomar decisões</p><p>conscientes e fundamentadas.</p><p>(GO-EMLGG702F) Analisar o fenômeno da pós-verdade para adotar uma</p><p>atitude crítica em relação ao fenômeno e desenvolver uma postura fle-</p><p>xível comparando autonomamente esses conteúdos, levando em conta</p><p>seus contextos de produção, referências e índices e confiabilidade, para</p><p>perceber coincidências, complementaridades, contradições, erros ou im-</p><p>precisões conceituais e de dados.</p><p>(GO-EMLGG702G) Avaliar o impacto das diferentes discursividades e ideo-</p><p>logias de linguagem presentes nos conteúdos abordados nas ferramentas</p><p>TDICs, refletindo sobre as contradições dos discursos analisados e sobre</p><p>a organização das informações presentes nas tecnologias digitais para</p><p>construir reflexões mais consistentes e críticas sobre as particularidades</p><p>dos conteúdos estudados.</p><p>(EM13LGG703)</p><p>Utilizar diferentes linguagens, mídias e fer-</p><p>ramentas digitais em processos de produção</p><p>coletiva, colaborativa e projetos autorais em</p><p>ambientes digitais.</p><p>(GO-EMLGG702A) Analisar formas contemporâneas de publicidade em</p><p>contexto digital, identificando valores e representações de situações, gru-</p><p>pos e configurações sociais veiculadas para potencializar a compreensão</p><p>da mensagem e ampliar atitudes críticas.</p><p>(GO-EMLGG703B) Avaliar o impacto das TDICs na formação do sujeito e em</p><p>suas práticas sociais levantando estratégias de engajamento e viralização</p><p>para problematizar os aspectos éticos de uso, bem como posicionar se</p><p>criticamente sobre os conteúdos digitais e estabelecer recortes precisos</p><p>sobre o tema abordado.</p><p>(GO-EMLGG703C) Apropriar-se criticamente de processos de pesquisa</p><p>e busca de informação, identificando evidências de autenticidade das</p><p>fontes de informação e relacionando os fatos apresentados em outros</p><p>canais que operam na intertextualidade para reconhecer os efeitos de</p><p>um compartilhamento de informações distantes da verdade e atuar com</p><p>ética e consciência crítico reflexiva.</p><p>(EM13LGG704)</p><p>Apropriar-se criticamente de processos de</p><p>pesquisa e busca de informação, por meio</p><p>de ferramentas e dos novos formatos de</p><p>produção e distribuição do conhecimento</p><p>na cultura de rede.</p><p>(GO-EMLGG704A) Analisar os processos humanos e automáticos de cura-</p><p>doria que operam nas redes sociais e outros domínios da internet, com-</p><p>parando os feeds de diferentes páginas de redes sociais para ampliar as</p><p>possibilidades de trato com o diferente e minimizar o efeito bolha e a</p><p>manipulação de terceiros.</p><p>(GO-EMLGG704B) Qualificar a veracidade e confiabilidade dos conteúdos</p><p>abordados nas diversas mídias, analisando formas de construção da lin-</p><p>guagem nos contextos digitais para exercitar o diálogo cultural e aguçar</p><p>a perspectiva crítica.</p><p>(GO-EMLGG704C) Fazer curadoria de informação, propondo a checagem</p><p>de outras fontes que abordem o mesmo tema, quem são os/as autores/</p><p>as dos textos e as datas de publicação imprecisa para se inserir e intervir</p><p>com autonomia e criticidade no meio midiático.</p><p>(GO-EMLGG704D) Elaborar roteiros para a produção de vídeos variados,</p><p>reconhecendo as diferentes perspectivas que podem ser ressaltadas em</p><p>sua construção para ampliar as possibilidades de produção</p><p>tudo diferente, veio mesmo, de repente/Uma</p><p>vontade de se ver/E os dois se encontravam todo dia/E</p><p>a vontade crescia como tinha de ser.../Eduardo e Mô-</p><p>nica fizeram natação, fotografia/Teatro, artesanato, e</p><p>foram viajar/A Mônica explicava pro Eduardo/Coisas</p><p>sobre o céu, a terra, a água e o ar.../Ele aprendeu a</p><p>beber, deixou o cabelo crescer/E decidiu trabalhar/E</p><p>ela se formou no mesmo mês/Que ele passou no ves-</p><p>tibular/E os dois comemoraram juntos/E também bri-</p><p>garam juntos, muitas vezes depois/E todo mundo diz</p><p>que ele completa ela/E vice-versa, que nem feijão com</p><p>arroz/Construíram uma casa há uns dois anos atrás/</p><p>Mais ou menos quando os gêmeos vieram/Batalha-</p><p>ram grana, seguraram legal/A barra mais pesada que</p><p>tiveram/Eduardo e Mônica voltaram pra Brasília/E a</p><p>nossa amizade dá saudade no verão/Só que nessas</p><p>férias, não vão viajar/Porque o filhinho do Eduardo tá</p><p>de recuperação/Ah! Ahan!/E quem um dia irá dizer/</p><p>Que existe razão/Nas coisas feitas pelo coração?/E</p><p>quem irá dizer/Que não existe razão!</p><p>Disponível em http://letras.terra.com.br/legiao-urbana/22497/</p><p>1. Podemos dizer que a música ouvida é uma nar-</p><p>rativa? Por quê?</p><p>Quais os personagens apresentados na música?</p><p>O narrador é personagem ou observador? Justi-</p><p>fique sua resposta.</p><p>Os acontecimentos narrados acontecem de forma</p><p>mais ou menos rápida? A ordem é cronológica ou</p><p>não?</p><p>Cobrem um período longo ou curto de tempo?</p><p>A história se passa em um espaço delimitado?</p><p>Destaque do texto trechos que se referem ao</p><p>espaço.</p><p>Qual fato deu origem à narrativa?</p><p>Fica claro na música o desfecho da narrativa? Qual</p><p>é o desfecho?</p><p>2. (UNIFENAS) Com base no texto abaixo, indique a</p><p>alternativa cujo elemento estruturador da narra-</p><p>tiva não foi interposto no episódio:</p><p>“Porque não quis pagar uma garrafa de cerveja,</p><p>Pedro da Silva, pedreiro, de trinta anos, residente</p><p>na rua Xavier, 25, Penha, matou ontem em Vigário</p><p>Geral, o seu colega Joaquim de Oliveira. ”</p><p>(A) Lugar</p><p>(B) Época</p><p>(C) Personagens</p><p>(D) Fato</p><p>(E) Modo</p><p>03. (UFV) Considere o texto:</p><p>“O incidente que se vai narrar, e de que Antares</p><p>foi teatro na sexta-feira 13 de dezembro do ano</p><p>de 1963, tornou essa localidade conhecida e de</p><p>certo modo famosa da noite para o dia. (…) Bem,</p><p>mas não convém antecipar fatos nem ditos. Me-</p><p>lhor será contar primeiro, de maneira tão sucinta</p><p>e imparcial quanto possível, a história de Antares</p><p>e de seus habitantes, para que se possa ter uma</p><p>ideia mais clara do palco, do cenário e principal-</p><p>mente das personagens principais, bem como</p><p>da comparsaria, desse drama talvez inédito nos</p><p>anais da espécie humana. ” (Érico Veríssimo)</p><p>Assinale a alternativa que evidencia o papel do</p><p>narrador no fragmento acima:</p><p>(A) O narrador tem senso prático, utilitário e quer</p><p>transmitir uma experiência pessoal.</p><p>(B) É um narrador introspectivo, que relata ex-</p><p>periências que aconteceram no passado, em</p><p>1963.</p><p>(C) Em atitude semelhante à de um jornalista ou</p><p>de um espectador, escreve para narrar o que</p><p>aconteceu com x ou y em tal lugar ou tal hora.</p><p>(D) Fala de maneira exemplar ao leitor, porque</p><p>considera sua visão a mais correta.</p><p>(E) É um narrador neutro, que não deixa o leitor</p><p>perceber sua presença.</p><p>4. (ENEM 2019)</p><p>As cores</p><p>Maria Alice abandonou o livro onde seus de-</p><p>dos longos liam uma história de amor. Em seu</p><p>pequeno mundo de volumes, de cheiros, de sons,</p><p>todas aquelas palavras eram a perpétua renova-</p><p>ção dos mistérios em cujo seio sua imaginação</p><p>se perdia. [...] Como seria cor e o que seria? [...].</p><p>Era, com certeza, a nota marcante de todas as coi-</p><p>sas para aqueles cujos olhos viam, aqueles olhos</p><p>que tantas vezes palpara com inveja calada e que</p><p>se fechavam, quando os tocava, sensíveis como</p><p>pássaros assustados, palpitantes de vida, sob seus</p><p>dedos trêmulos, que diziam ser claros. Que seria</p><p>o claro, afinal? Algo que aprendera, de há muito,</p><p>ser igual ao branco. [...]</p><p>LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS</p><p>86</p><p>E agora Maria Alice voltava outra vez ao Ins-</p><p>tituto. E ao grande amigo que lá conhecera. [...].</p><p>Lembrava-se da ternura daquela voz, da beleza</p><p>daquela voz. De como se adivinhavam entre de-</p><p>zenas de outros e suas mãos se encontravam.</p><p>De como as palavras de amor tinham irrompido</p><p>e suas bocas se encontrado... De como um dia</p><p>seus pais haviam surgido inesperadamente no</p><p>Instituto e a haviam levado à sala do diretor e se</p><p>haviam queixado da falta de vigilância e moralida-</p><p>de no estabelecimento. E de como, no momento</p><p>em que a retiravam e quando ela disse que pre-</p><p>tendia se despedir de um amigo pelo qual tinha</p><p>grande afeição e com quem se queria casar, o pai</p><p>exclamara, horrorizado:</p><p>— Você não tem juízo, criatura? Casar-se com</p><p>um mulato? Nunca!</p><p>Mulato era cor. Estava longe aquele dia. Estava</p><p>longe o Instituto, ao qual não saberia voltar, do</p><p>qual nunca mais tivera notícia, e do qual somente</p><p>restara o privilégio de caminhar sozinha pelo rei-</p><p>no dos livros, tão parecido com a vida dos outros,</p><p>tão cheio de cores...</p><p>LESSA, O. Seleta de Orígenes Lessa.</p><p>Rio de Janeiro: José Olympio, 1973.</p><p>No texto, a condição da personagem e os des-</p><p>dobramentos da narrativa conduzem o leitor a</p><p>compreender o(a)</p><p>(A) percepção das cores como metáfora da dis-</p><p>criminação racial.</p><p>(B) privação da visão como elemento definidor</p><p>das relações humanas.</p><p>(C) contraste entre as representações do amor</p><p>de diferentes gerações.</p><p>(D) prevalência das diferenças sociais sobre a</p><p>liberdade das relações afetivas.</p><p>(E) embate entre a ingenuidade juvenil e a ma-</p><p>nutenção de tradições familiares.</p><p>ANÁLISE DA CRÔNICA</p><p>O Homem Trocado</p><p>(Luís Fernando Veríssimo)</p><p>O homem acorda da anestesia e olha em volta.</p><p>Ainda está na sala de recuperação. Há uma enfermeira</p><p>do seu lado. Ele pergunta se foi tudo bem.</p><p>– Tudo perfeito – diz a enfermeira, sorrindo.</p><p>– Eu estava com medo desta operação…</p><p>– Por quê? Não havia risco nenhum.</p><p>– Comigo, sempre há risco. Minha vida tem sido</p><p>uma série de enganos…</p><p>E conta que os enganos começaram com seu nas-</p><p>cimento. Houve uma troca</p><p>de bebês no berçário e ele foi criado até os dez</p><p>anos por um casal de orientais, que nunca enten-</p><p>deram o fato de terem um filho claro com olhos re-</p><p>dondos. Descoberto o erro, ele fora viver com seus</p><p>verdadeiros pais. Ou com sua verdadeira mãe, pois o</p><p>pai abandonara a mulher depois que esta não soubera</p><p>explicar o nascimento de um bebê chinês.</p><p>– E o meu nome? Outro engano.</p><p>– Seu nome não é Lírio?</p><p>– Era para ser Lauro. Se enganaram no cartório e…</p><p>Os enganos se sucediam. Na escola, vivia receben-</p><p>do castigo pelo que não fazia. Fizera o vestibular com</p><p>sucesso, mas não conseguira entrar na universidade.</p><p>O computador se enganara, seu nome não apareceu</p><p>na lista.</p><p>– Há anos que a minha conta do telefone vem</p><p>com cifras incríveis. No mês passado tive que pagar</p><p>mais de R$ 3 mil.</p><p>– O senhor não faz chamadas interurbanas?</p><p>– Eu não tenho telefone!</p><p>Conhecera sua mulher por engano. Ela o confun-</p><p>dira com outro. Não foram felizes.</p><p>– Por quê?</p><p>– Ela me enganava.</p><p>Fora preso por engano. Várias vezes. Recebia in-</p><p>timações para pagar dívidas que não fazia. Até tivera</p><p>uma breve, louca alegria, quando ouvira o médico</p><p>dizer:</p><p>– O senhor está desenganado.</p><p>Mas também fora um engano do médico. Não era</p><p>tão grave assim. Uma simples apendicite.</p><p>– Se você diz que a operação foi bem…</p><p>A enfermeira parou de sorrir.</p><p>– Apendicite? – perguntou, hesitante.</p><p>– É. A operação era para tirar o apêndice.</p><p>– Não era para trocar de sexo?</p><p>1. Que elementos o cronista utilizou para gerar hu-</p><p>mor no texto?</p><p>2. Justifique o título do texto.</p><p>3. Indique que consequências os seguintes fatos</p><p>têm na narrativa:</p><p>a) Troca na maternidade</p><p>b) A ida de outro bebê para sua mãe</p><p>c) Engano do cartório.</p><p>d) Engano do computador</p><p>e) Engano da companhia telefônica</p><p>f) Engano do médico</p><p>4. Observe a fala do médico: “— O senhor está de-</p><p>senganado”. Qual o sentido da palavra “desenga-</p><p>nado”?</p><p>5. Por que o narrador não fica apreensivo com este</p><p>diagnóstico?</p><p>6. Por que, no contexto, o uso da palavra “ desen-</p><p>ganado” gera humor?</p><p>7. Comente o final</p><p>da crônica. Como se produziu o</p><p>humor nessa passagem?</p><p>LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS</p><p>87</p><p>HABILIDADE</p><p>(EM13LP31) Compreender criticamente textos de</p><p>divulgação científica orais, escritos e multissemió-</p><p>ticos de diferentes áreas do conhecimento, identifi-</p><p>cando sua organização tópica e a hierarquização das</p><p>informações, identificando e descartando fontes</p><p>não confiáveis e problematizando enfoques ten-</p><p>denciosos ou superficiais.</p><p>OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM</p><p>(GO-EMLP31-A) Elaborar pesquisas variadas, uti-</p><p>lizando as etapas de produção, para avaliar cada</p><p>parte do processo de construção do conhecimento</p><p>científico, a partir dos gêneros textuais envolvidos</p><p>na realização e divulgação de pesquisas, para uma</p><p>posse ativa da forma como o conhecimento cien-</p><p>tífico é produzido.</p><p>OBJETOS DE CONHECIMENTO</p><p>Uso de estratégias de impessoalização (uso de ter-</p><p>ceira pessoa e de voz passiva etc.).</p><p>Sistemas de linguagem.</p><p>Forma de composição do texto, coesão e articula-</p><p>dores e progressão temática.</p><p>Estratégia de leitura: apreender os sentidos globais</p><p>do texto.</p><p>Efeitos de sentido.</p><p>Construção composicional e estilo.</p><p>LÍNGUA, LINGUAGEM – VARIAÇÃO</p><p>Observe e responda:</p><p>Preconceito Linguístico</p><p>Está intimamente relacionado com as variações</p><p>linguísticas, uma vez que ele surge para julgar as ma-</p><p>nifestações linguísticas ditas “superiores”.</p><p>Para pensarmos nele não precisamos ir muito</p><p>longe, pois em nosso país, embora o mesmo idioma</p><p>seja falado em todas as regiões, cada uma possui suas</p><p>peculiaridades que envolvem diversos aspectos his-</p><p>tóricos e culturais.</p><p>Sendo assim, a maneira de falar do norte é muito</p><p>diferente da falada no sul do país. Isso ocorre porque</p><p>nos atos comunicativos, os falantes da língua vão de-</p><p>terminando expressões, sotaques e entonações de</p><p>acordo com as necessidades linguísticas.</p><p>De tal modo, o preconceito linguístico surge no</p><p>tom de deboche, sendo a variação apontada de ma-</p><p>neira pejorativa e estigmatizada.</p><p>Quem comete esse tipo de preconceito, geralmen-</p><p>te tem a ideia de que sua maneira de falar é correta</p><p>e, ainda, superior à outra.</p><p>Entretanto, devemos salientar que todas as va-</p><p>riações são aceitas e nenhuma delas é superior, ou</p><p>considerada a mais correta.</p><p>ATIVIDADES</p><p>1. Tendo em vista que “as gírias” compõem o quadro</p><p>de variantes linguísticas ligadas ao aspecto socio-</p><p>cultural, analise os excertos a seguir, indicando o</p><p>significado de cada termo destacado de acordo</p><p>com o contexto:</p><p>a) Possivelmente não iremos à festa. Lá, todos os</p><p>convidados são patricinhas e mauricinhos!</p><p>b) Nossa! Como meu pai é careta! Não permitiu</p><p>que eu assistisse àquele filme.</p><p>c) Os namoros resultantes da modernidade ba-</p><p>seiam-se somente no ficar.</p><p>d) E aí mano? Estás a fim de encontrar com uma</p><p>mina hoje? A parada vai bombar!</p><p>e) Aquela aula de matemática foi péssima, não</p><p>saquei nada daquilo que o professor falou.</p><p>2. (FUVEST)</p><p>Capitulação</p><p>Delivery</p><p>Até para telepizza</p><p>É um exagero.</p><p>Há quem negue?</p><p>Um povo com vergonha</p><p>Da própria língua.</p><p>Já está entregue.</p><p>Luís Fernando Veríssimo</p><p>a) O título dado pelo autor está adequado, tendo</p><p>em vista o conteúdo do poema? Justifique sua</p><p>resposta.</p><p>b) O exagero que o autor vê no emprego da pa-</p><p>lavra “delivery” se aplicaria também à “telepi-</p><p>zza”? Justifique sua resposta.</p><p>3. A seguir são apresentados alguns fragmentos</p><p>textuais. Sua tarefa consistirá em analisá-los,</p><p>atribuindo a variação linguística condizente aos</p><p>mesmos:</p><p>a) Antigamente</p><p>“Antigamente, as moças chamavam-se ma-</p><p>demoiselles e eram todas mimosas e muito</p><p>LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS</p><p>88</p><p>prendadas. Não faziam anos: completavam</p><p>primaveras, em geral dezoito. Os janotas,</p><p>mesmo sendo rapagões, faziam-lhes pé-de-al-</p><p>feres, arrastando a asa, mas ficavam longos</p><p>meses debaixo do balaio.”</p><p>Carlos Drummond de Andrade</p><p>b) Vício na fala</p><p>Para dizerem milho dizem mio</p><p>Para melhor dizem mió</p><p>Para pior pió</p><p>Para telha dizem teia</p><p>Para telhado dizem teiado</p><p>E vão fazendo telhados.</p><p>Oswald de Andrade</p><p>c) Aqui no Norte do Paraná, as pessoas chamam</p><p>a correnteza do rio de corredeira. Quando a</p><p>corredeira está forte é perigoso passar pela</p><p>pinguela, que é uma ponte muito estreita feita,</p><p>geralmente, com um tronco de árvore. Se te-</p><p>mos muita chuva a pinguela pode ficar submer-</p><p>sa e, portanto, impossibilita a passagem. Mas</p><p>se ocorre uma manga de chuva, uma chuvinha</p><p>passageira, esse problema deixa de existir.”</p><p>d) E aí mano? Ta a fim de dá uns rolé hoje?</p><p>Qual é! Vai topá a parada? Vê se desencana!</p><p>Morô velho?</p><p>4. Os enunciados linguísticos em evidência encon-</p><p>tram-se grafados na linguagem coloquial. Reescre-</p><p>va-os de acordo com o padrão culto da linguagem.</p><p>a) Os livros estão sobre a mesa. Por favor, devolve</p><p>eles na biblioteca.</p><p>b) Falar no celular é uma falha grave. A consequ-</p><p>ência deste ato pode ser cara.</p><p>c) Me diga se você gostou da surpresa, pois levei</p><p>muito para preparar ela.</p><p>d) No aviso havia o seguinte comentário: Não</p><p>aproxime-se do alambrado. Perigo constante.</p><p>e) Durante a reunião houveram reclamações con-</p><p>tra o atraso do pagamento dos funcionários.</p><p>5. A letra musical abaixo se compõe de alguns regis-</p><p>tros de variação linguística. Identifique-os tecendo</p><p>um comentário acerca do referido assunto, levan-</p><p>do em consideração os preceitos trazidos pela lin-</p><p>guística, em se tratando de tais variedades.</p><p>Cuitelinho</p><p>Cheguei na beira do porto</p><p>Onde as onda se espaia</p><p>As garça dá meia volta</p><p>E senta na beira da praia</p><p>E o cuitelinho não gosta</p><p>Que o botão de rosa caia, ai, ai</p><p>Ai quando eu vim</p><p>da minha terra</p><p>Despedi da parentáia</p><p>Eu entrei no Mato Grosso</p><p>Dei em terras paraguaia</p><p>Lá tinha revolução</p><p>Enfrentei fortes batáia, ai, ai [...]</p><p>Folclore recolhido por Paulo Vanzolini e Antônio Xandó</p><p>ELEMENTOS DA COMUNICAÇÃO</p><p>Veja esta capa do Correio, da Bahia, que recebeu um prêmio por seu design.</p><p>LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS</p><p>89</p><p>Elementos da Comunicação</p><p>Para exemplificar os elementos da comunicação,</p><p>vamos imaginar uma aula expositiva, ministrada por</p><p>uma professora de língua portuguesa sobre elementos</p><p>da comunicação.</p><p>• Locutora: a professora.</p><p>• Receptores/Interlocutores: os estudantes.</p><p>• Mensagem: o texto verbal oral elaborado pela</p><p>professora em seu ato de fala.</p><p>• Referente: os elementos da comunicação, o</p><p>assunto da aula.</p><p>• Canal: a voz da professora, impulsionada pelo ar</p><p>que entra e sai de seus pulmões, utilizando-se</p><p>também de seu aparelho fonador.</p><p>• Código: a língua portuguesa.</p><p>ATIVIDADES</p><p>1. (UFG-GO) A frase abaixo foi extraída de um anún-</p><p>cio que “vende” produto para pele:</p><p>Hoje você é uma uva. Mas cuidado, uva passa.</p><p>(Cláudia, ago. 1996)</p><p>a) Comente a superposição de funções gramati-</p><p>cais que recai sobre a palavra passa.</p><p>b) Explique os efeitos persuasivos provocados por</p><p>essa superposição.</p><p>c) Discorra sobre a função da linguagem que pre-</p><p>domina na frase.</p><p>2. O pai conversa com a filha ao telefone e diz que</p><p>vai chegar atrasado para o jantar. Nesta situação,</p><p>podemos dizer que o canal é:</p><p>a) o pai b) a filha c) fios de telefone d) o código</p><p>e) a fala</p><p>3. Assinale a alternativa incorreta:</p><p>a) Só existe comunicação quando a pessoa que</p><p>recebe a mensagem entende o seu significado.</p><p>b) Para entender o significado de uma mensa-</p><p>gem, não é preciso conhecer o código.</p><p>c) As mensagens podem ser elaboradas com vá-</p><p>rios códigos, formados de palavras, desenhos,</p><p>números etc.</p><p>d) Para entender bem um código, é necessário</p><p>conhecer suas regras.</p><p>e) Conhecendo os elementos e regras de um códi-</p><p>go, podemos combiná-los de várias maneiras,</p><p>criando mensagens.</p><p>4. Uma pessoa é convidada a dar uma palestra em</p><p>espanhol. A pessoa não aceita o convite, pois não</p><p>sabia falar com fluência a língua Espanhola. Se</p><p>esta pessoa tivesse aceitado fazer esta palestra</p><p>seria um fracasso porque:</p><p>a) não dominava os signos</p><p>b) não dominava o código</p><p>c) não conhecia o referente</p><p>d) não conhecia o receptor</p><p>e) não conhecia a mensagem</p><p>LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS</p><p>90</p><p>5. Um guarda de trânsito percebe que o motorista</p><p>de um carro está em alta velocidade. Faz um ges-</p><p>to pedindo para ele parar. Neste trecho,</p><p>o gesto</p><p>que o guarda faz para o motorista parar podemos</p><p>dizer que é:</p><p>a) o código que ele utiliza</p><p>b) o canal que ele utiliza</p><p>c) quem recebe a mensagem</p><p>d) quem envia a mensagem</p><p>e) o assunto da mensagem</p><p>6. A mãe de Felipe toca-o levemente e o chama:</p><p>“FELIPE, ESTÁ NA HORA DE ACORDAR”.</p><p>O que está destacado é:</p><p>a) o emissor</p><p>b) o código</p><p>c) o canal</p><p>d) a mensagem</p><p>e) o referente</p><p>7. Podemos afirmar que Referente é:</p><p>a) quem recebe a mensagem</p><p>b) o assunto da mensagem</p><p>c) o que transmite a mensagem</p><p>d) quem envia a mensagem</p><p>e) o código usado para estabelecer comunicação.</p><p>8. Leia o texto a seguir.</p><p>Na situação retratada na tira, houve um ruído</p><p>na comunicação. O problema na comunicação</p><p>ocorreu porque</p><p>a) a situação do texto é um pedido de ajuda que</p><p>não foi compreendido.</p><p>b) o emissor não entende a mensagem do recep-</p><p>tor.</p><p>c) o código usado pelo emissor e pelo receptor,</p><p>nesta comunicação, não é o mesmo.</p><p>d) a palavra “bater” causou a confusão no diálogo.</p><p>e) os sinais feitos com o dedo pelo homem que</p><p>está atrás do carro não transmitem sentido</p><p>nesta imagem.</p><p>FUNÇÕES DA LINGUAGEM</p><p>Quando se processa a comunicação, um ou mais</p><p>desses elementos ficam em evidência, dependendo</p><p>da intenção depreendida no contexto. Nesse sentido,</p><p>quando o interlocutor dá ênfase a um desses elemen-</p><p>tos básicos da comunicação no processo comunica-</p><p>tivo com o outro, afirma-se que há um determinado</p><p>objetivo.</p><p>A comunicação pode existir para pedir informação</p><p>sobre a localização de uma rua, para falar sobre sen-</p><p>timentos ou para convencer alguém da sua opinião,</p><p>por exemplo. Assim, é preciso lembrar sempre que as</p><p>situações comunicativas assumem funções, objetivos</p><p>diferentes, dependendo do contexto em que estão</p><p>inseridas – ou seja, cada uma tem suas características</p><p>específicas.</p><p>Esses objetivos focalizam elementos da comunica-</p><p>ção distintos e vão determinar as funções da lingua-</p><p>gem em cada ato comunicativo. Confira as funções da</p><p>linguagem e suas características:</p><p>FUNÇÃO EMOTIVA/EXPRESSIVA</p><p>Dentre as funções da linguagem, a função emo-</p><p>tiva é concentrada no emissor da mensagem e tem</p><p>o objetivo de expressar os sentimentos, as emoções,</p><p>as opiniões de quem constrói. Algumas características</p><p>são normalmente encontradas nos textos com essa</p><p>função:</p><p>Linguagem expressiva / Uso da primeira pessoa</p><p>gramatical / Uso de adjetivações / Interjeições / Al-</p><p>guns sinais de pontuação, como as reticências e o</p><p>ponto de exclamação.</p><p>Características da função emotiva ou expressiva:</p><p>A mensagem transmitida é subjetiva, conforme</p><p>a visão do emissor. É pessoal, sendo utilizada a 1.ª</p><p>pessoa do discurso.</p><p>Há a presença de interjeições que enfatizam o</p><p>discurso.</p><p>LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS</p><p>91</p><p>Utiliza pontuação que acentua a sua entonação</p><p>emotiva, como os pontos de exclamação e as reti-</p><p>cências.</p><p>Onde se usa a função emotiva ou expressiva:</p><p>poemas; cartas pessoais; memórias; autobiografias;</p><p>depoimentos; entrevistas; músicas.</p><p>Exemplos da função emotiva ou expressiva:</p><p>Ah, fiquei tão feliz com essa notícia!</p><p>Minho nossa, sinto-me tão triste e cansado. Estou</p><p>sentindo um ódio extremo dele.</p><p>FUNÇÃO APELATIVA/CONATIVA</p><p>A linguagem assume a função apelativa quando</p><p>a intenção do emissor da mensagem é convencer,</p><p>persuadir, envolver o destinatário da mensagem. O</p><p>objetivo é, portanto, influenciar o comportamento do</p><p>destinatário e, por isso, o foco da mensagem está nes-</p><p>se elemento da comunicação. Como exemplo, têm-se</p><p>os textos publicitários, que têm por base esse tipo</p><p>de função. Algumas marcas gramaticais podem ser</p><p>utilizadas nesse tipo de função, como:</p><p>Presença de vocativo / Uso de segunda pessoa do</p><p>discurso / Uso de verbos no imperativo / Interlocução</p><p>Características da função apelativa ou conativa:</p><p>Predomina o uso de verbos no imperativo. Utiliza</p><p>a 2.ª ou 3.ª pessoa do discurso (tu e você).</p><p>Há a presença de vocativos que direcionam a men-</p><p>sagem. Recorre a pontos de exclamação para enfatizar</p><p>o discurso.</p><p>Onde se usa a função apelativa ou conativa:</p><p>publicidades; propagandas; discursos políticos;</p><p>sermões religiosos; livros de autoajuda; horóscopo.</p><p>Exemplos da função apelativa ou conativa:</p><p>Aproveite as melhores ofertas!</p><p>Não perca esta chance! Ligue ainda hoje! Cidadão</p><p>consciente vote em mim!</p><p>FUNÇÃO REFERENCIAL/DENOTATIVA</p><p>A função referencial tem como objetivo transmitir</p><p>uma mensagem, informar o conteúdo de forma clara</p><p>e objetiva ao receptor. Por isso, é muito utilizada nos</p><p>textos informativos de jornais e revistas. Nesses tex-</p><p>tos, alguns aspectos gramaticais são comuns, como:</p><p>Uso da terceira pessoa do discurso / Opção pelo</p><p>sentido denotativo / Uso de linguagem clara e precisa</p><p>Características da função referencial ou denota-</p><p>tiva:</p><p>Transmite uma informação de forma clara, obje-</p><p>tiva e direta; Informa sobre a realidade, tendo como</p><p>base fatos e dados concretos; É impessoal, não apre-</p><p>sentando a opinião do emissor; Utiliza uma linguagem</p><p>denotativa; Utiliza a 3.ª pessoa do discurso.</p><p>Onde se usa a função referencial ou denotativa:</p><p>notícias de jornal; textos técnicos; artigos científi-</p><p>cos; livros didáticos; documentos oficiais; correspon-</p><p>dências comerciais.</p><p>Exemplos da função referencial ou denotativa:</p><p>As tarifas dos transportes públicos aumentarão</p><p>de preço no próximo mês.</p><p>Os artigos podem ser classificados em artigos de-</p><p>finidos e artigos indefinidos.</p><p>Os médicos recomendam uma alimentação sau-</p><p>dável e a realização de exercício físico diário.</p><p>FUNÇÃO FÁTICA</p><p>A linguagem assume função fática quando se pre-</p><p>ocupa em manter contato entre o emissor e o inter-</p><p>locutor. O objetivo desta é testar o canal para iniciar,</p><p>prolongar ou terminar o processo comunicativo. Além</p><p>disso, possui também a intenção de manter um am-</p><p>biente de relacionamento amistoso e favorável. Os</p><p>cumprimentos, como o “alô” e o “tchau” ao telefone,</p><p>são exemplos dessa função da linguagem.</p><p>Características da função fática:</p><p>Recorre a frases interrogativas para obter resposta</p><p>do receptor. Utiliza interjeições e onomatopeias para</p><p>manter o discurso.</p><p>Onde se usa a função fática: cumprimentos; sau-</p><p>dações; conversas telefônicas.</p><p>Exemplos da função fática:</p><p>Alô! Alô? Bom dia!</p><p>Não é mesmo? Sei...</p><p>Hum... hum...</p><p>FUNÇÃO METALINGUÍSTICA</p><p>Esta função refere-se à metalinguagem, que ocorre</p><p>quando o emissor explica um código usando o próprio</p><p>código. O foco, portanto, é o código. Os dicionários</p><p>são exemplos dela, já que se tem a língua portuguesa</p><p>como código explicando o seu próprio uso.</p><p>Características da função metalinguística: Utiliza</p><p>o código como tema da mensagem. Tem uma função</p><p>explicativa.</p><p>Onde se usa a função metalinguística: dicioná-</p><p>rios; gramáticas.</p><p>LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS</p><p>92</p><p>Exemplos da função metalinguística:</p><p>O código linguístico é um sistema de signos usados</p><p>na construção de mensagens. Uma mensagem é uma</p><p>comunicação oral ou escrita que visa transmitir uma</p><p>informação.</p><p>FUNÇÃO POÉTICA</p><p>Tem-se a função poética da linguagem quando se</p><p>percebe que a atenção do emissor da mensagem está</p><p>voltada não apenas para o conteúdo, mas também</p><p>para sua construção, para sua formulação. Trata-se</p><p>da utilização da língua para produzir mensagens que</p><p>chamem a atenção do leitor ou do ouvinte pela forma</p><p>como estão construídas. O foco nesta função é, por-</p><p>tanto, a mensagem. A seleção vocabular, a arrumação,</p><p>o jogo de palavras, o ritmo e as figuras de lingua-</p><p>gem marcam essa função. Muitas poesias e ditados</p><p>populares apresentam, de maneira marcante, essa</p><p>preocupação formal, e, por isso, podem ser tomados</p><p>como exemplos também.</p><p>Características da função poética:</p><p>Utiliza uma linguagem elaborada e cuidada.</p><p>Dá importância ao ritmo, melodia e sonoridade</p><p>das palavras. Procura o que é belo e inovador.</p><p>Onde se usa a função poética:</p><p>poemas; obras literárias; letras de músicas; publi-</p><p>cidade; propaganda.</p><p>Exemplos da função poética: “O poeta é um fin-</p><p>gidor”. Finge tão completamente</p><p>Que chega a fingir que é dor “A dor que deveras</p><p>sente.” Fernando Pessoa</p><p>“Basta-me um pequeno gesto, feito de longe e</p><p>de leve,</p><p>para que venhas comigo</p><p>e eu para</p><p>sempre te leve...”</p><p>Cecília Meireles</p><p>ATIVIDADES</p><p>1. (ENEM 2010) A biosfera, que reúne todos os am-</p><p>bientes onde se desenvolvem os seres vivos, se</p><p>divide em unidades menores chamadas ecossis-</p><p>temas, que podem ser uma tem múltiplos me-</p><p>canismos que regulam o número de organismos</p><p>dentro dele, controlando sua reprodução, cres-</p><p>cimento e migrações.</p><p>DUARTE, M. O guia dos curiosos. São Paulo:</p><p>Companhia das Letras, 1995.</p><p>Predomina no texto a função da linguagem</p><p>a) emotiva, porque o autor expressa seu senti-</p><p>mento em relação à ecologia.</p><p>b) fática, porque o texto testa o funcionamento</p><p>do canal de comunicação.</p><p>c) poética, porque o texto chama a atenção para</p><p>os recursos de linguagem.</p><p>d) conativa, porque o texto procura orientar com-</p><p>portamentos do leitor.</p><p>e) referencial, porque o texto trata de noções e</p><p>informações conceituais.</p><p>2. (UERJ 2010)</p><p>Não-coisa</p><p>Ferreira Gullar</p><p>O que o poeta quer dizer</p><p>no discurso não cabe</p><p>e se o diz é pra saber</p><p>o que ainda não sabe.</p><p>Uma fruta uma flor</p><p>um odor que relume...</p><p>Como dizer o sabor,</p><p>seu clarão seu perfume?</p><p>Como enfim traduzir</p><p>na lógica do ouvido</p><p>o que na coisa é coisa</p><p>e que não tem sentido?</p><p>A linguagem dispõe</p><p>de conceitos, de nomes</p><p>mas o gosto da fruta</p><p>só o sabes se a comes</p><p>só o sabes no corpo</p><p>o sabor que assimilas</p><p>e que na boca é festa</p><p>de saliva e papilas</p><p>invadindo-te inteiro</p><p>tal do mar o marulho</p><p>e que a fala submerge</p><p>e reduz a um barulho,</p><p>um tumulto de vozes</p><p>de gozos, de espasmos,</p><p>vertiginoso e pleno</p><p>como são os orgasmos</p><p>No entanto, o poeta</p><p>desafia o impossível</p><p>e tenta no poema</p><p>dizer o indizível:</p><p>subverte a sintaxe</p><p>implode a fala, ousa</p><p>incutir na linguagem</p><p>densidade de coisa</p><p>LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS</p><p>93</p><p>sem permitir, porém,</p><p>que perca a transparência</p><p>já que a coisa ë fechada</p><p>à humana consciência.</p><p>O que o poeta faz</p><p>mais do que mencioná-la</p><p>é torná-la aparência</p><p>pura — e iluminá-la.</p><p>Toda coisa tem peso:</p><p>uma noite em seu centro.</p><p>O poema é uma coisa</p><p>que não tem nada dentro,</p><p>a não ser o ressoar</p><p>de uma imprecisa voz</p><p>que não quer se apagar</p><p>— essa voz somos nós.</p><p>A primeira estrofe expõe ideias no campo da me-</p><p>talinguagem, já que apresenta concepções acerca</p><p>da própria linguagem poética. Os versos que mais</p><p>se aproximam dessas ideias são:</p><p>a) Uma fruta uma flor / um odor que relume…</p><p>b) sem permitir, porém, / que perca a transpa-</p><p>rência</p><p>c) é torná-la aparência / pura – e iluminá-la.</p><p>d) Toda coisa tem peso: / uma noite em seu cen-</p><p>tro.</p><p>3. (ENEM 2009)</p><p>Canção do vento e da minha vida</p><p>O vento varria as folhas,</p><p>O vento varria os frutos,</p><p>O vento varria as flores…</p><p>E a minha vida ficava</p><p>Cada vez mais cheia</p><p>De frutos, de flores, de folhas. […]</p><p>O vento varria os sonhos</p><p>E varria as amizades…</p><p>O vento varria as mulheres…</p><p>E a minha vida ficava</p><p>Cada vez mais cheia</p><p>De afetos e de mulheres.</p><p>O vento varria os meses</p><p>E varria os teus sorrisos…</p><p>O vento varria tudo!</p><p>E a minha vida ficava</p><p>Cada vez mais cheia</p><p>De tudo.</p><p>BANDEIRA, M. Poesia completa e prosa.</p><p>Rio de Janeiro: José Aguilar, 1967</p><p>Predomina no texto a função da linguagem</p><p>a) fática, porque o autor procura testar o canal</p><p>de comunicação.</p><p>b) metalinguística, porque há explicação do sig-</p><p>nificado das expressões.</p><p>c) conativa, uma vez que o leitor é provocado a</p><p>participar de uma ação.</p><p>d) referencial, já que são apresentadas informa-</p><p>ções sobre acontecimentos e fatos reais.</p><p>e) poética, pois se chama a atenção para a elabo-</p><p>ração especial e artística da estrutura do texto.</p><p>4. Identifique a frase em que a função da linguagem</p><p>predominante é a função expressiva.</p><p>a) Não deixe de aproveitar esta oportunidade!</p><p>b) Estou muito desapontada com o seu compor-</p><p>tamento.</p><p>c) O corpo humano é formado por água (cerca</p><p>de 70%).</p><p>d) Sim... Claro… Entendo…</p><p>5. Qual a função da linguagem presente na frase:</p><p>“Os verbos transitivos são classificados em dire-</p><p>tos, indiretos e diretos e indiretos.”</p><p>a) Função expressiva;</p><p>b) Função referencial;</p><p>c) Função metalinguística;</p><p>d) Função fática.</p><p>6. Com qual elemento da comunicação está relacio-</p><p>nada a função apelativa da linguagem?</p><p>a) Código;</p><p>b) Canal;</p><p>c) Mensagem;</p><p>d) Receptor.</p><p>7. ENEM 2012</p><p>LAERTE. Disponível em: http://blog.educacional.com.br. Acesso em: 8 set. 2011.</p><p>LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS</p><p>94</p><p>Que estratégia argumentativa leva o personagem</p><p>do terceiro quadrinho a persuadir sua interlocu-</p><p>tora?</p><p>a) Prova concreta, ao expor o produto ao consu-</p><p>midor.</p><p>b) Consenso, ao sugerir que todo vendedor tem</p><p>técnica.</p><p>c) Raciocínio lógico, ao relacionar uma fruta com</p><p>um produto eletrônico.</p><p>d) Comparação, ao enfatizar que os produtos</p><p>apresentados anteriormente são inferiores.</p><p>e) Indução, ao elaborar o discurso de acordo com</p><p>os anseios do consumidor.</p><p>8. (ENEM 2013)</p><p>Lusofonia</p><p>rapariga: s.f., fem. de rapaz: mulher nova; moça;</p><p>menina; (Brasil), meretriz.</p><p>Escrevo um poema sobre a rapariga que está</p><p>sentada no café, em frente da chávena de café,</p><p>enquanto alisa os cabelos com a mão. Mas não</p><p>posso escrever este poema sobre essa rapariga</p><p>porque, no brasil, a palavra rapariga não quer</p><p>dizer o que ela diz em Portugal. Então, terei de</p><p>escrever a mulher nova do café, a jovem do café,</p><p>a menina do café, para que a reputação da pobre</p><p>rapariga que alisa os cabelos com a mão, num</p><p>café de Lisboa, não fique estragada para sempre</p><p>quando este poema atravessar o atlântico para</p><p>desembarcar no rio de janeiro. E isto tudo sem</p><p>pensar em África, porque aí lá terei de escrever</p><p>sobre a moça do café, para evitar o tom dema-</p><p>siado continental da rapariga, que é uma palavra</p><p>que já me está a pôr com dores de cabeça até</p><p>porque, no fundo, a única coisa que eu queria</p><p>era escrever um poema sobre a rapariga do café.</p><p>A solução, então, é mudar de café, e limitar-me</p><p>a escrever um poema sobre aquele café onde</p><p>nenhuma rapariga se pode sentar à mesa porque</p><p>só servem café ao balcão.</p><p>JÚDICE, N. Matéria do Poema. Lisboa: D. Quixote, 2008.</p><p>O texto traz em relevo as funções metalinguística</p><p>e poética. Seu caráter metalinguístico justifica-se</p><p>pela</p><p>a) discussãodadificuldadedesefazerarteinovado-</p><p>ranomundocontemporâneo.</p><p>b) defesa do movimento artístico da pós-moder-</p><p>nidade, típico do século XX.</p><p>c) abordagem de temas do cotidiano, em que a</p><p>arte se volta para assuntos rotineiros.</p><p>d) tematização do fazer artístico, pela discussão</p><p>do ato de construção da própria obra.</p><p>e) valorização do efeito de estranhamento cau-</p><p>sado no público, o que faz a obra ser reconhe-</p><p>cida.</p><p>9. (ENEM 2016) Ler não é decifrar, como num jogo</p><p>de adivinhações, o sentido de um texto. E, a par-</p><p>tir do texto, ser capaz de atribuir-lhe significado,</p><p>conseguir relacioná-lo a todos os outros textos</p><p>significativos para cada um, reconhecer nele o</p><p>tipo de leitura que o seu autor pretendia e, dono</p><p>da própria vontade, entregar-se a essa leitura, ou</p><p>rebelar-se contra ela, propondo uma outra não</p><p>prevista.</p><p>LAJOLO, M. Do mundo da leitura para a leitura</p><p>do mundo. São Paulo: Ática, 1993.</p><p>Nesse texto, a autora apresenta reflexões sobre</p><p>o processo de produção de sentidos, valendo-se</p><p>da metalinguagem. Essa função da linguagem</p><p>torna-se evidente pelo fato de o texto</p><p>a) ressaltar a importância da intertextualidade.</p><p>b) propor leituras diferentes das previsíveis.</p><p>c) apresentar o ponto de vista da autora.</p><p>d) discorrer sobre o ato de leitura.</p><p>e) focar a participação do leitor.</p><p>LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS</p><p>95</p><p>HABILIDADE</p><p>(EM13LP28) Organizar situações de estudo e utilizar</p><p>procedimentos e estratégias de leitura adequados</p><p>aos objetivos e à natureza do conhecimento em</p><p>questão.</p><p>OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM</p><p>(GO-EMLP28A) Organizar e experimentar estra-</p><p>tégias de estudo utilizando leituras, resolução de</p><p>exercícios, interpretação de vídeos, gráficos e ima-</p><p>gens acerca do conteúdo em questão para produzir</p><p>uma aprendizagem significativa e otimizar o tempo.</p><p>OBJETOS DE CONHECIMENTO</p><p>Estratégia de leitura: apreender os sentidos globais</p><p>do texto.</p><p>Estratégias de escrita: textualização, revisão e edi-</p><p>ção.</p><p>Planejamento e produção de questionários.</p><p>Organização de cronograma de estudo.</p><p>Forma de composição do texto.</p><p>Relação entre contexto de produção e característi-</p><p>cas composicionais e estilísticas dos gêneros.</p><p>Reconstrução da textualidade e compreensão dos</p><p>efeitos de sentido provocados pelos usos de recur-</p><p>sos linguísticos e multissemióticos.</p><p>TEXTO LITERÁRIO E NÃO LITERÁRIO</p><p>MAPAS DE ASFALTO – MICHEL YAKINI</p><p>há tempos que o céu</p><p>das beiradas</p><p>acorda cinzento</p><p>as pedras ficam intactas</p><p>endurecendo vidas</p><p>pelas esquinas</p><p>a esperança passa</p><p>como ventania</p><p>pelas ladeiras</p><p>e o asfalto grita</p><p>denunciando</p><p>mentiras vencidas</p><p>são heranças de uma</p><p>cidade açoitada</p><p>em silêncio</p><p>nos mocambos de hoje</p><p>germina a resistência</p><p>do amanhã</p><p>em cada quintal um trançado</p><p>autoestima se firma</p><p>no olhar da mulecada</p><p>vejo uma trilha</p><p>sedenta de história</p><p>é batuque,</p><p>rodeando as intenções</p><p>cravando horizontes</p><p>grafitando nos</p><p>muros, poemas</p><p>da nossa virada</p><p>declamando ação,</p><p>sacudindo vozes</p><p>e na espreita das ruas</p><p>ecoam as rimas</p><p>num versar ritmado de redenção!</p><p>a) As cinco primeiras estrofes revelam uma re-</p><p>alidade dura, penosa. Como as imagens expressam</p><p>essa ideia?</p><p>b) A sexta estrofe marca uma mudança de pers-</p><p>pectiva. Usando as suas palavras, explique o sentido</p><p>dos versos.</p><p>c) nas três últimas estrofes, quais palavras reme-</p><p>tem ao campo da arte, especialmente da literatura?</p><p>d) Segundo o poema, qual é o papel da arte? Ex-</p><p>plique sua resposta.</p><p>Disponível em https://suburbanodigital.blogspot.com/2019/04/tirinha-do-armandinho-vendo-por-do-sol.html</p><p>Podemos dizer que nem sempre os vocábulos apresentam apenas um significado, podendo apresentar</p><p>uma variedade deles de acordo com o contexto em que são empregados.</p><p>As variações de significado de um signo linguístico são chamadas de denotação e conotação. Elas devem</p><p>estar subordinadas ao tipo de linguagem que se deseja empregar.</p><p>LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS</p><p>96</p><p>DENOTAÇÃO x CONOTAÇÃO</p><p>Texto literário</p><p>É destinado à expressão, com a realidade demons-</p><p>trada de maneira poética, podendo haver subjetivi-</p><p>dade e sentido conotativo. Aquele que expressa de</p><p>alguma maneira o pensamento do autor de forma</p><p>reflexiva e não necessariamente de acordo com a re-</p><p>alidade. Oferece ao autor uma maior liberdade na</p><p>hora da escrita, podendo ele dar o destino que bem</p><p>entender ao enredo, permitindo várias leituras.</p><p>São textos literários:</p><p>• os poemas;</p><p>• os romances;</p><p>• os contos;</p><p>• as novelas;</p><p>• as lendas;</p><p>• as fábulas;</p><p>• as crônicas;</p><p>• as peças de teatro;</p><p>· as letras de músicas;</p><p>Exemplos:</p><p>A Arte de Ser Feliz (Cecília Meireles)</p><p>“Houve um tempo em que minha janela se abria</p><p>sobre uma cidade que parecia ser feita de giz. Per-</p><p>to da janela havia um pequeno jardim quase seco.</p><p>Era uma época de estiagem, de terra esfarelada, e</p><p>o jardim parecia morto. Mas todas as manhãs vinha</p><p>um pobre com um balde, e, em silêncio, ia atirando</p><p>com a mão umas gotas de água sobre as plantas. Não</p><p>era uma rega: era uma espécie de aspersão ritual,</p><p>para que o jardim não morresse. E eu olhava para as</p><p>plantas, para o homem, para as gotas de água que</p><p>caíam de seus dedos magros e meu coração ficava</p><p>completamente feliz.”</p><p>O Cio da Terra</p><p>(Chico Buarque/ Milton Nascimento)</p><p>Debulhar o trigo</p><p>Recolher cada bago do trigo</p><p>Forjar no trigo o milagre do pão</p><p>E se fartar de pão</p><p>Decepar a cana</p><p>Recolher a garapa da cana</p><p>Roubar da cana a doçura do mel</p><p>Se lambuzar de mel</p><p>Afagar a terra</p><p>Conhecer os desejos da terra</p><p>Cio da terra, a propícia estação</p><p>E fecundar o chão</p><p>Texto Não Literário</p><p>Caracterizado por ser construído de forma objeti-</p><p>va e com linguagem denotativa, sempre priorizando</p><p>a informação. Portanto, o autor deve ser imparcial e</p><p>objetivo no jeito de escrever, oferecendo apenas uma</p><p>interpretação daquilo que está sendo dito.</p><p>São textos não literários:</p><p>• notícias de jornais, TV;</p><p>• Artigos científicos;</p><p>• Anúncios publicitários (com linguagem deno-</p><p>tativa);</p><p>• Bulas de remédios;</p><p>• Conteúdo de livros didáticos;</p><p>• Receitas culinárias;</p><p>• Cartas comerciais;</p><p>• Manuais de instrução.</p><p>Exemplos:</p><p>Enfermeira alemã é suspeita de ter aplicado mor-</p><p>fina em bebês – Correios Braziliense</p><p>Os bebês tinham entre um dia e um mês de vida e</p><p>teriam recebido a morfina em dezembro, na unidade</p><p>de prematuros do centro médico</p><p>A Justiça alemã informou nesta quinta-feira (30/1)</p><p>sobre a prisão de uma enfermeira que supostamente</p><p>tentou envenenar bebês ao aplicar morfina neles. Eles</p><p>tinham entre um dia e um mês de vida.</p><p>A profissional de saúde foi presa na cidade de Ulm,</p><p>na parte sul do país. Segundo informações da polícia,</p><p>os cinco recém-nascidos sobreviveram.</p><p>De acordo com o promotor Christof Lehr, a mulher</p><p>foi presa por “tentativa de assassinato” e por feridas</p><p>graves causadas às crianças.</p><p>No armário da enfermeira no Hospital de Ulm, a</p><p>polícia encontrou uma seringa para conteúdo oral,</p><p>que continha leite materno e restos de morfina. Os</p><p>bebês haviam recebido as doses da substância em</p><p>dezembro, quando estavam na ala de recém-nascidos</p><p>do centro médico.</p><p>Posteriormente, as crianças apresentaram proble-</p><p>mas respiratórios agudos, mas conseguiram ser salvas</p><p>por intervenção imediata das equipes médicas, que</p><p>garantiram que elas não terão sequelas.</p><p>Em um primeiro momento, o hospital cogitou</p><p>que poderia se tratar de uma infecção, hipótese des-</p><p>cartada por exames de urina, como relatou o policial</p><p>LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS</p><p>97</p><p>Bernhard Weber, durante uma coletiva de imprensa.</p><p>A análise mostrou, no entanto, que havia traços de</p><p>morfina no organismo das crianças. (...)</p><p>Bolo de chocolate</p><p>Bolo de chocolate pode ser servido no café da</p><p>manhã, lanche da tarde ou até a merenda das crianças</p><p>na escola. Esta receita feita com achocolatado é batida</p><p>no liquidificador e assada no forno. A dica para fazer a</p><p>cobertura penetrar na massa do bolo é fazer furinhos</p><p>com o garfo antes de derramar a calda.</p><p>5 PORÇÕES</p><p>Ingredientes - Receita de Bolo de Chocolate Sim-</p><p>ples - Massa</p><p>1 xícara de chá de leite</p><p>1 xícara de chá de óleo de soja</p><p>2 unidades de ovo</p><p>2 xícaras de chá de farinha de trigo</p><p>1 xícara de chá de achocolatado em pó</p><p>1 xícara de chá de açúcar</p><p>1 colheres de sopa de fermento químico em pó</p><p>Modo de Preparo - Receita de Bolo de Chocolate</p><p>Simples - Massa</p><p>Coloque os líquidos no liquidificador e bata até</p><p>misturar bem. Coloque os outros ingredientes, sendo</p><p>o fermento o último. Leve para assar em forno médio,</p><p>numa forma untada e enfarinhada.</p><p>Relacionando o texto literário ao não literário, de-</p><p>vemos considerar que o texto literário tem uma</p><p>dimensão estética, plurissignificativa e de intenso</p><p>dinamismo, que possibilita a criação de novas rela-</p><p>ções de sentido, com predomínio da função poética</p><p>da linguagem. É, portanto, um espaço relevante de</p><p>reflexão sobre a realidade, envolvendo um proces-</p><p>so de recriação lúdica dessa realidade. No texto</p><p>não literário, as relações são mais restritas, tendo</p><p>em vista a necessidade de uma informação mais</p><p>objetiva e direta no processo de documentação da</p><p>realidade, com predomínio da função referencial</p><p>da linguagem, e na interação entre os indivíduos,</p><p>com predomínio de outras funções.</p><p>ATIVIDADES</p><p>1. Sobre a linguagem não literária é correto afirmar:</p><p>(A) Sempre utilizada em textos cujo caráter seja</p><p>essencialmente emocional.</p><p>(B) Sua principal característica é a subjetividade.</p><p>(C) Utiliza recursos como a denotação para escla-</p><p>recer o sentido que elas realmente possuem.</p><p>(D) Utiliza a linguagem conotativa para expressar</p><p>o real significado das palavras, sem metáforas</p><p>ou preocupações artísticas.</p><p>*Leia o texto:</p><p>SOBRE A ORIGEM DA POESIA</p><p>Arnaldo Antunes</p><p>A origem da poesia se confunde com a origem</p><p>da própria linguagem.</p><p>Talvez fizesse mais sentido perguntar quando a</p><p>linguagem verbal deixou de ser poesia. Ou: qual a</p><p>origem do discurso não poético, já que, restituindo</p><p>laços mais íntimos entre os signos e as coisas por eles</p><p>designadas, a poesia aponta para um uso muito pri-</p><p>mário da linguagem, que parece anterior ao perfil de</p><p>sua ocorrência nas conversas, nos jornais, nas aulas,</p><p>conferências, discussões, discursos, ensaios ou tele-</p><p>fonemas [...]</p><p>No seu estado de língua, no dicionário, as pala-</p><p>vras intermedeiam nossa relação</p><p>com as coisas, im-</p><p>pedindo nosso contato direto com elas. A linguagem</p><p>poética inverte essa relação, pois, vindo a se tornar,</p><p>ela em si, coisa, oferece uma via de acesso sensível</p><p>mais direto entre nós e o mundo [...]</p><p>Já perdemos a inocência de uma linguagem plena</p><p>assim. As palavras se desapegaram das coisas, assim</p><p>como os olhos se desapegaram dos ouvidos, ou como</p><p>a criação se desapegou da vida. Mas temos esses pe-</p><p>quenos oásis – os poemas – contaminando o deserto</p><p>de referencialidade.</p><p>2. No último parágrafo, o autor se refere à plenitu-</p><p>de da linguagem poética, fazendo, em seguida,</p><p>uma descrição que corresponde à linguagem não</p><p>poética, ou seja, à linguagem referencial.</p><p>Pela descrição apresentada, a linguagem refe-</p><p>rencial teria, em sua origem, o seguinte traço</p><p>fundamental:</p><p>(A) O desgaste da intuição</p><p>(B) A dissolução da memória</p><p>(C) A fragmentação da experiência</p><p>(D) O enfraquecimento da percepção</p><p>3 - A comparação entre a poesia e outros usos da</p><p>linguagem põe em destaque a seguinte caracte-</p><p>rística do discurso poético:</p><p>(A) revela-se como expressão subjetiva</p><p>(B) manifesta-se na referência ao tempo</p><p>(B) afasta-se das praticidades cotidianas</p><p>(D) conjuga-se com necessidades concretas</p><p>4 . Leia os textos abaixo para responder à questão:</p><p>(Texto 1) Descuidar do lixo é sujeira</p><p>Diariamente, duas horas antes da chegada do</p><p>caminhão da prefeitura, a gerência de uma das</p><p>filiais do McDonald’s deposita na calçada dezenas</p><p>de sacos plásticos recheados de papelão, isopor,</p><p>LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS</p><p>98</p><p>restos de sanduíches. Isso acaba propiciando um</p><p>lamentável banquete de mendigos. Dezenas de-</p><p>les vão ali revirar o material e acabam deixando os</p><p>restos espalhados pelo calçadão. (Veja São Paulo,</p><p>23-29/12/92)</p><p>(Texto 2) O bicho</p><p>Vi ontem um bicho / Na imundície do pátio / Ca-</p><p>tando comida entre os detritos.</p><p>Quando achava alguma coisa, / Não examinava</p><p>nem cheirava: /Engolia com voracidade.</p><p>O bicho não era um cão, / Não era um gato, / Não</p><p>era um rato.</p><p>O bicho, meu Deus, era um homem.</p><p>(Manuel Bandeira.)</p><p>I. No primeiro texto, publicado por uma revis-</p><p>ta, a linguagem predominante é a literária, pois</p><p>sua principal função é informar o leitor sobre os</p><p>transtornos causados pelos detritos.</p><p>II. No segundo texto, do escritor Manuel Bandei-</p><p>ra, a linguagem não literária é predominante, pois</p><p>o poeta faz uso de uma linguagem objetiva para</p><p>informar o leitor.</p><p>III. No texto “Descuidar do lixo é sujeira”, a in-</p><p>tenção é informar sobre o lixo que diariamente</p><p>é depositado nas calçadas através de uma lin-</p><p>guagem objetiva e concisa, marca dos textos não</p><p>literários.</p><p>IV. O texto “O bicho” é construído em versos e</p><p>estrofes e apresenta uma linguagem plurissignifi-</p><p>cativa, isto é, permeada por metáforas e simbolo-</p><p>gias, traços determinantes da linguagem literária.</p><p>Estão corretas as proposições:</p><p>(A) I, III e IV.</p><p>(B) III e IV.</p><p>(C) I, II, III e IV.</p><p>(D) I e IV.</p><p>(E) II, III e IV.</p><p>*Leia os fragmentos abaixo para responder às ques-</p><p>tões que seguem:</p><p>TEXTO I</p><p>O açúcar - Ferreira Gullar</p><p>O branco açúcar que adoçará meu café</p><p>nesta manhã de Ipanema</p><p>não foi produzido por mim</p><p>nem surgiu dentro do açucareiro por milagre.</p><p>Vejo-o puro</p><p>e afável ao paladar</p><p>como beijo de moça, água</p><p>na pele, flor</p><p>que se dissolve na boca. Mas este açúcar</p><p>não foi feito por mim.</p><p>Este açúcar veio</p><p>da mercearia da esquina e tampouco o fez o Oliveira,</p><p>dono da mercearia.</p><p>Este açúcar veio</p><p>de uma usina de açúcar em Pernambuco</p><p>ou no Estado do Rio</p><p>e tampouco o fez o dono da usina.</p><p>Este açúcar era cana</p><p>e veio dos canaviais extensos</p><p>que não nascem por acaso</p><p>no regaço do vale.</p><p>Em lugares distantes, onde não há hospital</p><p>nem escola,</p><p>homens que não sabem ler e morrem de fome</p><p>aos 27 anos</p><p>plantaram e colheram a cana</p><p>que viraria açúcar.</p><p>Em usinas escuras,</p><p>homens de vida amarga</p><p>e dura</p><p>produziram este açúcar</p><p>branco e puro</p><p>com que adoço meu café esta manhã em Ipanema.</p><p>TEXTO II</p><p>A cana-de-açúcar - Originária da Ásia, a cana-de-açúcar</p><p>foi introduzida no Brasil pelos colonizadores portu-</p><p>gueses no século XVI. A região que durante séculos</p><p>foi a grande produtora de cana-de-açúcar no Brasil</p><p>é a Zona da Mata nordestina, onde os férteis solos</p><p>de massapé, além da menor distância em relação ao</p><p>mercado europeu, propiciaram condições favoráveis a</p><p>esse cultivo. Atualmente, o maior produtor nacional de</p><p>cana-de-açúcar é São Paulo, seguido de Pernambuco,</p><p>Alagoas, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Além de pro-</p><p>duzir o açúcar, que em parte é exportado e em parte</p><p>abastece o mercado interno, a cana serve também</p><p>para a produção de álcool, importante nos dias atuais</p><p>como fonte de energia e de bebidas. A imensa ex-</p><p>pansão dos canaviais no Brasil, especialmente em São</p><p>Paulo, está ligada ao uso do álcool como combustível.</p><p>5. Para que um texto seja literário:</p><p>(A) basta somente a correção gramatical; isto é,</p><p>a expressão verbal segundo as leis lógicas ou</p><p>naturais.</p><p>(B) deve prescindir daquilo que não tenha corres-</p><p>pondência na realidade palpável e externa.</p><p>(C) deve fugir do inexato, daquilo que confunda</p><p>a capacidade de compreensão do leitor.</p><p>(D) deve assemelhar-se a uma ação de desnuda-</p><p>mento. O escritor revela ao escrever, revela o</p><p>LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS</p><p>99</p><p>mundo, e em especial o Homem, aos outros</p><p>homens.</p><p>(E) deve revelar diretamente as coisas do mundo:</p><p>senti mentos, ideias, ações.</p><p>6. Sobre os textos I e II, só é possível afi rmar que:</p><p>A. O texto I é literário também pela forma com</p><p>que se apresenta.</p><p>B. O texto II poderia ser literário pela forma.</p><p>C. Pela pluralidade signifi cati va da linguagem, só</p><p>é possível afi rmar que o literário é o texto II.</p><p>Está(ao) correta(s) apenas</p><p>(A) a I e a II</p><p>(B) a II e a III</p><p>(C) a I e a III</p><p>(D) apenas a II</p><p>(E) Todas estão corretas</p><p>7. Ainda com relação aos textos I e II, assinale a</p><p>opção incorreta</p><p>(A) No texto I, em lugar de apenas informar sobre</p><p>o real, ou de produzi-lo, a expressão literária</p><p>é uti lizada principalmente como um meio de</p><p>refl eti r e recriar a realidade.</p><p>(B) No texto II, de expressão não-literária, o autor</p><p>informa o leitor sobre a origem da cana-de-</p><p>-açúcar, os lugares onde é produzida, como</p><p>teve início seu culti vo no Brasil etc.</p><p>(C) O texto I parte de uma palavra do domínio</p><p>comum – açúcar – e vai ampliando seu poten-</p><p>cial signifi cati vo, explorando recursos formais</p><p>para estabelecer um paralelo entre o açúcar</p><p>– branco, doce, puro – e a vida do trabalhador</p><p>que o produz – dura, amarga, triste.</p><p>(D) O texto I, a expressão literária desconstrói há-</p><p>bitos de linguagem, baseando sua recriação</p><p>no aproveitamento de novas formas de dizer.</p><p>(E) O texto II não é literário porque, diferente-</p><p>mente do literário, parte de um aspecto da</p><p>realidade, e não da imaginação.</p><p>PALAVRAS E SEUS SENTIDOS</p><p>Um velejador havia esquecido o nome de uma</p><p>vela específi ca que precisava adquirir para seu barco</p><p>e, a fi m de identi fi ca-la, usou um buscador de imagens</p><p>na internet, obtendo a seguinte tela como resultado.</p><p>1) Por que ele não encontrou o resultado espe-</p><p>rado?</p><p>2) Como poderia ter resolvido esse problema?</p><p>A polissemia é a capacidade que uma palavra tem de</p><p>apresentar diferentes signifi cados, conforme o con-</p><p>texto em que é uti lizada. A polissemia ocorre na maior</p><p>parte dos vocábulos.</p><p>Vocábulos polissêmicos ou palavras polissêmicas</p><p>são, assim, palavras que apresentam mais do que um</p><p>signifi cado.</p><p>Exemplos de polissemia</p><p>• Bala: projéti l de arma de fogo e guloseima de</p><p>açúcar</p><p>(com origem comum na palavra em francês</p><p>balle)</p><p>• Cabeça: parte do corpo humano e líder do grupo</p><p>(com origem comum na palavra em lati m capi-</p><p>ti a)</p><p>• Gato: animal mamífero e pessoa atraente</p><p>(com origem comum na palavra em lati m catt us)</p><p>FIGURAS DE LINGUAGEM</p><p>As fi guras de linguagem são recursos linguísti cos a</p><p>que os autores recorrem para tornar a linguagem mais</p><p>rica e expressiva. Esses recursos revelam a sensibili-</p><p>dade de quem os uti liza, traduzindo parti cularidades</p><p>esti lísti cas do emissor da linguagem. As fi guras de lin-</p><p>guagem exprimem também o pensamento de modo</p><p>original</p><p>e criati vo, exploram o senti do não literal das</p><p>palavras, realçam sonoridade de vocábulos e frases e</p><p>até mesmo, organizam orações, afastando-a, de algum</p><p>modo, de uma estrutura gramati cal padrão, a fi m de</p><p>dar destaque a algum de seus elementos. As fi guras</p><p>de linguagem costumam ser classifi cadas em fi guras</p><p>de som, fi guras de construção e fi guras de palavras</p><p>ou semânti cas.</p><p>Figuras de som ou sonoras</p><p>As fi guras de som ou fi guras sonoras são aquelas</p><p>que se uti lizam de efeitos da linguagem para repro-</p><p>duzir os sons presentes nos seres.</p><p>Paráfrase em português atual</p><p>No mundo ninguém se assemelha a mim</p><p>Enquanto a vida conti nuar como vai,</p><p>Porque morro por vós e - ai!</p><p>Minha senhora alva e de pele rosadas,</p><p>Quereis que vos retrate</p><p>Quando eu vos vi sem manto.</p><p>LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS</p><p>100</p><p>Aliteração: consiste na repetição ordenada de</p><p>mesmos sons consonantais.</p><p>“Boi bem bravo, bate baixo, bota baba, boi ber-</p><p>rando...Dança doido, dá de duro, dá de dentro, dá</p><p>direito”. (Guimarães Rosa)</p><p>Assonância: consiste na repetição ordenada de</p><p>mesmos sons vocálicos.</p><p>“O que o vago e incógnito desejo/de ser eu mesmo</p><p>de meu ser me deu”. (Fernando Pessoa)</p><p>Paronomásia: consiste na aproximação de pala-</p><p>vras de sons parecidos, mas de significados distintos.</p><p>“Conhecer as manhas e as manhãs/ O sabor das</p><p>massas e das maçãs”. (Almir Sater e Renato Teixeira)</p><p>Onomatopeia: consiste na criação de uma palavra</p><p>para imitar sons e ruídos. É uma figura que procura</p><p>imitar os ruídos e não apenas sugeri-los.</p><p>Chega de blá-blá-blá-blá!</p><p>É importante destacar que a existência de uma</p><p>figura de linguagem não exclui outras. Em um mes-</p><p>mo texto podemos encontrar aliteração, assonância,</p><p>paronomásia e onomatopeia.</p><p>Figuras de construção ou sintaxe</p><p>As figuras de construção ou figuras de sintaxe são</p><p>desvios que são evidenciados na construção normal</p><p>do período. Essas figuras de linguagem ocorrem na</p><p>concordância, na ordem e na construção dos termos</p><p>da oração. São as seguintes: elipse, zeugma, pleonas-</p><p>mo, assíndeto, polissíndeto, anacoluto, hipérbato, hi-</p><p>pálage, anáfora e silepse.</p><p>Elipse: consiste na omissão de um termo facil-</p><p>mente identificável pelo contexto.</p><p>Na sala, apenas quatro ou cinco convidados.</p><p>(omissão de havia)</p><p>Zeugma: ocorre quando se omite um termo que</p><p>já apareceu antes. Ou seja, consiste na elipse de um</p><p>termo que antes fora mencionado.</p><p>Nem ele entende a nós, nem nós a ele. (omissão</p><p>do termo entendemos)</p><p>Assíndeto: é a supressão de um conectivo entre</p><p>elementos coordenados</p><p>“Todo coberto de medo, juro, minto, afirmo, assi-</p><p>no.” (Cecília Meireles)</p><p>Acordei, levantei, comi, saí, trabalhei, voltei.</p><p>Pleonasmo: é uma redundância cuja finalidade é</p><p>reforçar a mensagem.</p><p>“E rir meu riso e derramar meu pranto....” (Vinicius</p><p>de Moraes)</p><p>Polissíndeto: consiste na repetição de conectivos</p><p>ligando termos da oração ou elementos do período.</p><p>“...e planta, e colhe, e mata, e vive, e morre...”</p><p>(Clarice Lispector)</p><p>Anacoluto: consiste em deixar um termo solto na</p><p>frase. Isso ocorre, geralmente, porque se inicia uma</p><p>determinada construção sintática e depois se opta</p><p>por outra.</p><p>“Eu, que me chamava de amor e minha esperança</p><p>de amor.”</p><p>“Aquela mina de ouro, ela não ia deixar que outras</p><p>espertas botassem as mãos.” (Camilo Castelo Branco)</p><p>Os termos destacados não se ligam sintaticamente</p><p>à oração. Embora esclareçam a frase, não cumprem</p><p>nenhuma função sintática nos exemplos.</p><p>Hipérbato ou Inversão: consiste no deslocamento</p><p>dos termos da oração ou das orações no período. Ou</p><p>seja, é a mudança da ordem natural dos termos na</p><p>frase. São como cristais suas lágrimas. Batia acelerado</p><p>meu coração.</p><p>Na ordem direta, as frases dos exemplos expostos</p><p>seriam:</p><p>Suas lágrimas são como cristais.</p><p>Meu coração batia acelerado.</p><p>Anáfora: é a repetição da mesma palavra ou</p><p>expressão no início de várias orações, períodos ou</p><p>versos.</p><p>“Tudo é silêncio, tudo calma, tudo mudez.” (Olavo</p><p>Bilac)</p><p>Silepse: ocorre quando a concordância se faz com</p><p>a ideia subentendida, com o que está implícito e não</p><p>com os termos expressos. A silepse pode ser:</p><p>De gênero: Vossa excelência é pouco conhecido.</p><p>(concorda com a pessoa representada pelo pronome)</p><p>De número: Corria gente de todos os lados, e gri-</p><p>tavam. (gente dá ideia de plural, gritavam concorda</p><p>com “gente”)</p><p>De pessoa: Os brasileiros somos bastante otimis-</p><p>tas. (brasileiros dá ideia de nós (1º p. do plural) somos,</p><p>1º p. do plural “concorda” com “somos”)</p><p>Hipálage: ocorre quando se atribui a uma palavra</p><p>uma característica que pertence a outra da mesma</p><p>frase:</p><p>Esse sapato não entra no meu pé! (= Eu não entro</p><p>nesse sapato!)</p><p>Essa blusa não cabe em mim. (= Eu não caibo mais</p><p>nessa blusa.)</p><p>Figuras de palavras ou semânticas</p><p>As figuras de palavras ou semânticas são figuras de</p><p>linguagem que consistem no emprego de uma palavra</p><p>LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS</p><p>101</p><p>num senti do não convencional, ou seja, num senti do</p><p>conotati vo. São as seguintes: comparação, metáfora,</p><p>catacrese, metonímia, antonomásia, sinestesia, antí -</p><p>tese, eufemismo, gradação, hipérbole, prosopopeia,</p><p>paradoxo, perífrase, apóstrofe e ironia.</p><p>Comparação ou símile: ocorre comparação quan-</p><p>do se estabelece aproximação entre dois elementos</p><p>que se identi fi cam, ligados por nexos comparati vos</p><p>explícitos, como tal qual, assim como, que nem e etc.</p><p>A principal diferenciação entre a comparação e a me-</p><p>táfora é a presença dos nexos comparati vos.</p><p>“E fl utuou no ar como se fosse um príncipe.” (Chico</p><p>Buarque)</p><p>Metáfora: consiste</p><p>em empregar um termo</p><p>com signifi cado diferen-</p><p>te do habitual, com base</p><p>numa relação de similari-</p><p>dade entre o senti do próprio e o senti do fi gurado. Na</p><p>metáfora ocorre uma comparação em que o conecti vo</p><p>comparati vo fi ca subentendido.</p><p>“Meu pensamento é um rio subterrâneo”. (Fer-</p><p>nando Pessoa)</p><p>Catacrese: ocorre quando, por falta de um termo</p><p>específi co para designar um conceito, toma-se outro</p><p>por emprésti mo.</p><p>Ele comprou dois dentes de alho para colocar na</p><p>comida.</p><p>O pé da mesa estava quebrado.</p><p>Não sente no braço do sofá.</p><p>Metonímia: assim como a metáfora, consiste</p><p>numa transposição de signifi cado, ou seja, uma pa-</p><p>lavra que usualmente signifi ca uma coisa passa a ser</p><p>uti lizada com outro senti do. Ou seja, é o emprego de</p><p>um nome por outro em virtude de haver entre eles</p><p>algum relacionamento. A metonímia ocorre quando</p><p>se emprega:</p><p>A causa pelo efeito: vivo do meu trabalho (do pro-</p><p>duto do trabalho = alimento)</p><p>O efeito pela causa: aquele poeta bebeu a morte</p><p>(= veneno)</p><p>O instrumento pelo usuário: os microfones cor-</p><p>riam no páti o = repórteres).</p><p>Antonomásia: É a fi gura que designa uma pes-</p><p>soa por uma característi ca, feito ou fato que a tornou</p><p>notória.</p><p>A cidade eterna (em vez de Roma)</p><p>Sinestesia: Trata-se de mesclar, numa expressão,</p><p>sensações percebidas por diferentes órgãos senso-</p><p>riais.</p><p>Um doce abraço ele recebeu da irmã. (sensação</p><p>gustati va e sensação táti l)</p><p>Antí tese: é o emprego de palavras ou expressões</p><p>de signifi cados opostos.</p><p>Os jardins têm vida e morte.</p><p>Eufemismo: consiste em atenuar um pensamento</p><p>desagradável ou chocante.</p><p>Ele sempre faltava com a verdade (= menti a)</p><p>Gradação ou clímax: é uma sequência de palavras</p><p>que intensifi cam uma ideia.</p><p>Porque gado a gente marca, / tange, ferra, engor-</p><p>da e mata, / mas com gente é diferente.</p><p>Hipérbole: trata-se de exagerar uma ideia com</p><p>fi nalidade enfáti ca.</p><p>Estou morrendo de sede!</p><p>Não vejo você há séculos!</p><p>Prosopopeia ou personifi cação: consiste em atri-</p><p>buir a seres inanimados característi cas próprias dos</p><p>seres humanos.</p><p>O jardim olhava as crianças sem dizer nada.</p><p>Paradoxo: consiste no uso de palavras de senti -</p><p>do oposto que parecem excluir-se mutuamente, mas,</p><p>no contexto se completam, reforçam uma ideia e/ou</p><p>expressão.</p><p>Estou cego, mas agora consigo ver.</p><p>Perífrase: é uma expressão que designa um ser</p><p>por meio de alguma de suas característi cas ou atri-</p><p>butos.</p><p>O ouro negro foi o grande assunto do século. (=</p><p>petróleo)</p><p>Apóstrofe: é a interpelação enfáti ca de pessoas</p><p>ou seres</p><p>personifi cados.</p><p>“Senhor Deus dos desgraçados! / Dizei-me vós,</p><p>Senhor Deus! ” (Castro Alves)</p><p>Ironia: é o recurso linguísti co que consiste em</p><p>afi rmar o contrário do que se pensa.</p><p>Que pessoa educada! Entrou sem cumprimentar</p><p>ninguém.</p><p>Disponível em htt ps://querobolsa.com.br/enem/portugues/ironia</p><p>LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS</p><p>102</p><p>ATIVIDADES</p><p>1. Leia um miniconto do escritor paulista Fernando</p><p>Bonassi.</p><p>Era como se o ruído do despertador rachasse</p><p>o seu crânio. Não acreditou que conseguisse</p><p>levantar da cama. Quase se afogou na água do</p><p>chuveiro. Já na hora em que a mulher lhe serviu</p><p>suco, não acreditou que pudesse engolir. Desceu</p><p>as escadas e os degraus pareciam desdobrar-se</p><p>neles mesmos, infinitos, como numa perseguição</p><p>de filme. O tráfego até o trabalho nada menos</p><p>que intransponível. O calor: insuportável. Traba-</p><p>lhou violentamente o resto da vida.</p><p>BONASSI, Fernando. 100 histórias colhidas na rua.</p><p>São Paulo: Scritta, 1996.</p><p>a) O conto caracteriza-se pelo uso enfático de</p><p>uma figura de linguagem. Qual?</p><p>b) Explique, empregando exemplos, como ela foi</p><p>construída.</p><p>c) Que efeito expressivo é obtido com o uso dessa</p><p>figura de linguagem?</p><p>2. Leia um poema de Luiz Silva, poeta conhecido</p><p>como Cuti.</p><p>Ferro</p><p>Primeiro o ferro marca</p><p>a violência nas costas</p><p>Depois o ferro alisa</p><p>a vergonha nos cabelos</p><p>Na verdade o que se precisa</p><p>é jogar o ferro fora</p><p>e quebrar todos os elos</p><p>dessa corrente</p><p>de desesperos.</p><p>Cuti, In: Santos, Luiz Carlos dos. (Org). Antologia da Poesia</p><p>Negra Brasileira: o negro em versos. São Paulo, Moderna,</p><p>2005.</p><p>a) quais são os sentidos de ferro, no 1º e no 3º</p><p>verso?</p><p>b) em qual dessas ocorrências o eu-lírico se refere</p><p>a ideologia do branqueamento? Explique:</p><p>c) que sentido deve ser atribuído a ferro no 6º</p><p>verso do poema?</p><p>d) de que forma o poema constrói uma visão his-</p><p>tórica da situação do negro?</p><p>HABILIDADE</p><p>(EM13LGG201) Utilizar as diversas linguagens (ar-</p><p>tísticas, corporais e verbais) em diferentes contex-</p><p>tos, valorizando-as como fenômeno social, cultu-</p><p>ral, histórico, variável, heterogêneo e sensível aos</p><p>contextos de uso.</p><p>OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM</p><p>(GO-EMLGG201A) Sintetizar e resenhar textos, uti-</p><p>lizando paráfrases, marcas do discurso reportado e</p><p>citações, para empregar em textos de divulgação</p><p>de estudos e pesquisas.</p><p>OBJETOS DE CONHECIMENTO</p><p>Linguagens, seus diálogos e práticas culturais.</p><p>Contextos e práticas.</p><p>Relação entre textos, reconstrução da textualida-</p><p>de e efeitos de sentido provocados pelos usos de</p><p>recursos linguísticos e multissemióticos.</p><p>Linguagem e sentido.</p><p>A dimensão discursiva da linguagem.</p><p>RESENHA CRÍTICA</p><p>A resenha crítica é gênero textual informativo,</p><p>descritivo e opinativo sobre uma determinada obra,</p><p>por exemplo: livro, artigo, filme, série, documentá-</p><p>rio, exposição de artes, peça teatral, apresentação de</p><p>dança, shows.</p><p>Nela, o resenhista sintetiza as ideias e expõe suas</p><p>apreciações, influenciando seus leitores.</p><p>Assim, a função da resenha crítica é fazer uma</p><p>análise interpretativa da obra expondo considerações</p><p>pessoais sobre o objeto analisado.</p><p>Esse texto é muito utilizado no mundo acadêmico,</p><p>pois eles são lidos pelos pesquisadores para conhecer</p><p>melhor os aspectos positivos e negativos, expandir a</p><p>visão sobre o tema explorado e entender a abordagem</p><p>utilizado pelo autor.</p><p>Como fazer uma boa resenha crítica: passo a</p><p>passo</p><p>1. Conheça muito bem a obra</p><p>Para começar uma resenha crítica é necessário</p><p>ler/assistir atentamente à obra analisada. Se neces-</p><p>sário, pode-se fazer isso mais de uma vez para que</p><p>nenhuma parte passe despercebida. Assim, se ficou</p><p>alguma dúvida, não hesite em ler/ver novamente.</p><p>2. Faça anotações sobre a obra</p><p>Durante a fase inicial, é importante ir fazendo al-</p><p>gumas anotações sobre o tema, a estrutura da obra,</p><p>o autor/autora.</p><p>• Qual o nome da obra?</p><p>• Quem é o autor/autora?</p><p>LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS</p><p>103</p><p>• Qual a temática explorada pelo autor/autora e</p><p>sua relevância?</p><p>• Qual a opinião defendida pelo autor/autora?</p><p>• Quando ela foi publicada, lançada ou apresen-</p><p>tada?</p><p>• Qual a estrutura e divisão apresentada (partes,</p><p>capítulos, seções)?</p><p>• A obra faz parte de outras, por exemplo, é uma</p><p>trilogia?</p><p>3. Pesquise sobre o autor/autora</p><p>Para fazer uma resenha crítica é importante saber</p><p>mais sobre o autor ou autora da obra, por exemplo:</p><p>• Qual o nome completo do autor/autora?</p><p>• Qual o local e data de nascimento/morte do</p><p>autor/autora?</p><p>• O tema da obra produzida é recorrente em ou-</p><p>tras obras do mesmo autor/autora?</p><p>4. Crie sua opinião sobre a obra</p><p>Para produzir sua opinião sobre a obra analisada,</p><p>responder algumas questões podem ajudar a definir</p><p>melhor o caminho a ser seguido:</p><p>• Gostou da obra?</p><p>• Qual parte foi mais interessante?</p><p>• Que relações ela pode ter com outras obras?</p><p>• Quais as principais considerações e apreciações</p><p>sobre o tema?</p><p>• Sentiu que teve alguma parte que não ficou</p><p>muito bem explicada?</p><p>• Quais as emoções geradas depois de ler/assistir</p><p>a obra?</p><p>5. Produza a resenha crítica</p><p>Analisando as informações coletadas acima, che-</p><p>gou a hora de produzir o texto. Por isso, recorra a</p><p>todas as anotações feitas, pois elas serão valiosas e</p><p>servirão de guia e apoio para desenvolver melhor a</p><p>resenha crítica.</p><p>A estrutura da resenha crítica segue o modelo</p><p>dos textos dissertativos-argumentativos, ou seja: in-</p><p>trodução, desenvolvimento e conclusão. Sendo assim,</p><p>confira abaixo o que será contemplado em cada parte</p><p>da resenha:</p><p>Introdução</p><p>Para começar a resenha, é necessário fazer uma</p><p>exposição inicial sobre a obra, o tema e o autor. Essa</p><p>parte inicial é mais informativa e tem como intuito</p><p>situar o leitor para que ele saiba o que vai encontrar</p><p>no texto. Esse resumo inicial pode ser feito da seguinte</p><p>maneira:</p><p>• A obra: título, subtítulo (se houver) e ano de</p><p>publicação.</p><p>• O autor: nome, nacionalidade, data de nasci-</p><p>mento e morte, algumas características que o</p><p>destaque.</p><p>• O tema: o tema central levantado pelo autor</p><p>da obra e que será apresentado na resenha.</p><p>No caso de ser uma resenha crítica acadêmica é</p><p>obrigatório citar a obra nas normas da ABNT e isso</p><p>deve estar antes da introdução. Nas normas da ABNT,</p><p>as citações das obras é feita da seguinte maneira:</p><p>sobrenome e nome do autor, título da obra, edição,</p><p>local, editora e ano da publicação.</p><p>Exemplo: BOSI, Alfredo. História concisa da litera-</p><p>tura brasileira. 38 ed. São Paulo: Cultrix, 1994.</p><p>Desenvolvimento</p><p>O desenvolvimento da resenha envolve a maior</p><p>parte do texto, que inclui os argumentos e as apre-</p><p>ciações do resenhista sobre o objeto analisado. Nesse</p><p>momento, as ideias e as opiniões que surgiram na</p><p>análise anterior devem estar bem fundamentadas, ex-</p><p>plicadas e coerentes. Isso porque as resenhas críticas</p><p>pretendem influenciar os leitores e o resenhista deve</p><p>utilizar esse espaço para argumentar, indicar os pontos</p><p>positivos e negativos da obra, sempre explicando o</p><p>porquê da sua constatação. Se a resenha crítica não</p><p>tiver a posição do resenhista, ela pode ser conside-</p><p>rada uma síntese ou um resumo. Em alguns casos,</p><p>pode-se recorrer a outras obras que apresentem te-</p><p>mas semelhantes para contrapor alguns argumentos</p><p>do autor, comparar conceitos e ideias, apresentando</p><p>assim, outro ponto de vista.</p><p>Conclusão</p><p>O final da resenha contempla o fechamento das</p><p>ideias e não é necessariamente uma parte muito gran-</p><p>de. Embora no desenvolvimento a opinião do rese-</p><p>nhista tenha sido exposta, aqui é hora de sintetizar e</p><p>opinar sobre alguns aspectos da obra:</p><p>• A obra e o tema são relevantes no contexto</p><p>atual?</p><p>• A linguagem e a abordagem utilizada facilita o</p><p>entendimento?</p><p>• Quais os pontos positivos e negativos da obra?</p><p>• Quais as principais contribuições da obra para</p><p>o público?</p><p>• Comparando a obra com outras do mesmo au-</p><p>tor, quais as principais conclusões?</p><p>Segue abaixo uma resenha crítica do livro o “Me-</p><p>nino Maluquinho” (1980), do escritor Ziraldo Alves</p><p>Pinto, feita pela professora Daniela Diana.</p><p>Quem nunca ouviu falar do menino que ‘tinha</p><p>ventos nos pés’, o ‘olho maior que a barriga’, ‘fogo</p><p>LINGUAGENS E</p><p>SUAS TECNOLOGIAS</p><p>104</p><p>no rabo’, ‘umas pernas enormes (que davam para</p><p>abraçar o mundo)’ e que ‘chorava escondido se ti-</p><p>nha tristezas’?</p><p>É assim que caracterizamos um dos personagens</p><p>de Ziraldo, que com mais de 30 anos de existência cor-</p><p>robora sua atemporalidade. “O Menino Maluquinho”,</p><p>lançado em 1980 pelo escritor e cartunista Ziraldo, é</p><p>um clássico da literatura e que continua conquistan-</p><p>do o universo infanto-juvenil. Em entrevista ao Diário</p><p>Catarinense (2011), Ziraldo afirma que a ideia de criar</p><p>o Menino Maluquin ho surgiu de considerações e ob-</p><p>servações pessoais:</p><p>“Eu já tinha visto o que tinha acontecido com</p><p>meninos felizes e infelizes. Os felizes viraram adultos</p><p>mais bem resolvidos. Os infelizes e desamados, fica-</p><p>ram adultos mais sofridos.”</p><p>No tocante ao uso da inocência e da simplicidade,</p><p>muitas obras de arte nos levam a recordar da célebre</p><p>frase de Leonardo da Vinci quando nos alerta que: “A</p><p>simplicidade é o último grau de sofisticação”.</p><p>No livro o “Menino Maluquinho” isso não é dife-</p><p>rente e se torna claro no momento em que iniciamos</p><p>a leitura. De partida, já nos familiarizamos com seus</p><p>desenhos naif, sua linguagem simples, ‘nada de es-</p><p>pecial’, diriam alguns, ‘tudo de essencial’, afirmariam</p><p>outros. Assim, o essencial e o especial se mesclam</p><p>numa narrativa fluida, simples e familiar. Isso porque</p><p>a obra trata de aspectos do cotidiano, da simplicida-</p><p>de dos momentos, de um menino travesso com uma</p><p>felicidade contagiante.</p><p>Interessante notar que o sucesso da obra não fora</p><p>passageiro, e seu reconhecimento implicou no aumen-</p><p>to considerável do número de vendas e edições ao</p><p>longo desses anos. E, se pensarmos assim, já temos</p><p>certeza que esse ‘personagem lendário’ adquiriu uma</p><p>posição de destaque, já que é considerada uma das</p><p>maiores obras infanto-juvenis do Brasil.</p><p>Atualmente, ela é utilizada nas escolas como fer-</p><p>ramenta de acesso e, ainda, para disseminar o gosto</p><p>pela leitura. Além disso, a obra foi adaptada para cine-</p><p>ma, série televisiva e desenho animado, expandindo</p><p>ainda mais os corriqueiros momentos de travessuras</p><p>desse menino tão maluquinho.</p><p>Nesse momento, surgem as perguntas: o que tor-</p><p>na uma obra literária parte do imaginário de um povo?</p><p>Como adquire uma posição de destaque? Para respon-</p><p>der essas questões, podemos pensar na psicologia e</p><p>pressupor uma identificação da personagem com a</p><p>nossa personalidade. Ou ainda, percorrer os cami-</p><p>nhos da linguística para explicar que uma linguagem</p><p>simples e cheia de significados absorve a atenção do</p><p>público. Entretanto, aqui, a ideia não é esta!</p><p>Após a leitura fica claro que, com uma linguagem e</p><p>uma narrativa simples, Ziraldo conseguiu transmitir ao</p><p>público, a trajetória e os momentos quase universais</p><p>de uma infância feliz. Talvez por isso houve, durante</p><p>essas décadas, enorme aceitação do público. Essa</p><p>obra vendeu cerca de 2,5 milhões de exemplares, ao</p><p>mesmo tempo que acompanhou nossa era digital. As-</p><p>sim, hoje encontramos sites do Menino Maluquinho,</p><p>com vídeos, jogos e quadrinhos.</p><p>“E, como todo mundo, o menino maluquinho cres-</p><p>ceu (...) E foi aí que todo mundo descobriu que ele não</p><p>tinha sido um menino maluquinho ele tinha sido era</p><p>um menino feliz!”.</p><p>A simplicidade com que o livro termina, nos leva</p><p>a pensar que como toda criança travessa, sua infância</p><p>e trajetória de vida está repleta de acontecimentos</p><p>tão ‘humanos’. Destacam-se: fazer travessuras, ter</p><p>inquietudes, se apaixonar, brincar com os familiares,</p><p>tirar nota baixa na escola, ter bons amigos, algumas</p><p>namoradas, segredos, jogar futebol, empinar pipa, se</p><p>machucar, ter decepções e alegrias... Todos os acon-</p><p>tecimentos que resumem uma vida simples e feliz e</p><p>que o tornam esse ‘cara legal’, são desvendadas pelo</p><p>próprio Ziraldo no final da estória.</p><p>O Maluquinho revela diante das coisas boas e nem</p><p>tão boas da vida que consegue sorrir e ter princípios</p><p>e valores. Segundo o poeta e filósofo estadunidense</p><p>Henry Thoreau (1817-1862): “Muitos homens inicia-</p><p>ram uma nova era na sua vida a partir da leitura de</p><p>um livro”. Essa frase faz sentido na medida em que</p><p>meu encontro com o “Menino Maluquinho” foi de</p><p>extrema identificação, percepção, magia, catarse. ‘De-</p><p>vorei’ a obra nos espaçosos corredores de uma feira</p><p>de livros na década de 90 na cidade de São Paulo. Eu</p><p>tinha 8 anos.</p><p>Naquele momento, inebriada com o cheiro de</p><p>livros, luzes coloridas e brilhantes, vozes em verso</p><p>e prosa, e as mãos dadas ao papai, eu sabia que iria</p><p>crescer, igual o Menino Maluquinho. Assim, o meu</p><p>novo desafio a partir daí foi a busca para me tornar</p><p>aquele ‘cara legal’ descrito por Ziraldo.</p><p>Afinal, ‘ventos nos pés’, vontade de ‘abraçar o</p><p>mundo’ e ‘imaginação’ eu já tinha, e bastante.</p><p>ATIVIDADES</p><p>‘O Juízo’ é tentativa honesta, ainda que imperfeita,</p><p>de visão nacional no terror</p><p>FOLHAPRESS Francesca Angiolillo</p><p>SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Experiente em di-</p><p>ferentes formatos, Andrucha Waddington se lança,</p><p>com “O Juízo”, no filme de suspense. Uma história</p><p>de corte psicológico-sobrenatural foi a opção da atriz</p><p>LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS</p><p>105</p><p>e escritora Fernanda Torres, colunista da Folha, para</p><p>fazer desta parceria com o marido diretor seu primeiro</p><p>voo solo como roteirista de cinema.</p><p>A fazenda do período escravocrata, outrora às</p><p>margens do caminho do ouro e hoje isolada em meio</p><p>a florestas e cachoeiras, dá o cenário perfeito --antiga,</p><p>brumosa e sombria, é um bom lar para fantasmas.</p><p>Num enredo com reminiscências de “O Ilumina-</p><p>do”, Guto (Felipe Camargo) se muda para a proprie-</p><p>dade herdada do avô com a mulher, Tereza (Carol Cas-</p><p>tro), e o filho, Marinho (Joaquim Torres Waddington,</p><p>filho do diretor e da roteirista, estreando no cinema).</p><p>Pouco sabemos da família, além do fato de que</p><p>Guto foge da vida urbana para tentar se livrar do al-</p><p>coolismo. A falta de rumo do trio --apenas Tereza se</p><p>mantém realmente ocupada, tentando fazer da velha</p><p>casa um lar-- é propícia para que suas mentes sejam</p><p>cooptadas pelas assombrações.</p><p>No caso, os fantasmas do escravo Couraça (Criolo)</p><p>e de sua filha, Ana (Kênia Bárbara), assassinados ali</p><p>graças a um antepassado de Guto.</p><p>É um plot que propicia possíveis desdobramentos</p><p>interessantes. Trataria o filme de reparação histórica?</p><p>Ou será um terror em que não se sabe se os mistérios</p><p>vêm do além ou da psique? Tudo isso «O Juízo» pro-</p><p>mete. Na primeira metade, ou pouco mais, cumpre.</p><p>A estética contribui --planos aéreos, a fotografia</p><p>desenhando um cenário que mistura idílio e medo--,</p><p>assim como as interpretações contidas.</p><p>Entre estas, destaca-se Joaquim Torres Wadding-</p><p>ton, que expressa bem, com seu olhar de severas so-</p><p>brancelhas, seu tédio adolescente, ao vagar por uma</p><p>paisagem que lembra a estreia cinematográfica de sua</p><p>mãe em “Inocência”, filme de Walter Lima Jr. de 1983.</p><p>Também há as atuações coadjuvantes, porém ins-</p><p>piradas, de Lima Duarte, como o ourives Costa Breves,</p><p>e Fernanda Montenegro, como sua irmã, a médium</p><p>Marta Amarantes.</p><p>Algo, contudo, desanda na fórmula promissora.</p><p>O ritmo não se encaminha para a escalada da an-</p><p>gústia, como pede a convenção do gênero; segue na</p><p>mesma toada, com cenas que isoladamente fazem a</p><p>ação avançar. Se o espectador esperava sustos --pois</p><p>sustos são parte desse tipo de filme--, eles não vêm.</p><p>A fotografia acompanha o ensombrecer das al-</p><p>mas; de repente faz-se a noite sem fim que, no terror</p><p>e no suspense, anuncia o desenlace cruento.</p><p>A alvorada vem, mas não de maneira redentora,</p><p>a relaxar a tensão --pois esta não chegou a se instalar</p><p>nessa tentativa honesta, ainda que imperfeita, de dar</p><p>uma visão nacional de um gênero de volta à moda.</p><p>O JUÍZO</p><p>Avaliação: bom</p><p>Quando: Estreia nesta quinta (5)</p><p>Classificação: 14 anos</p><p>Elenco: Fernanda Montenegro, Criolo e Lima Duarte</p><p>Produção: Brasil, 2019</p><p>Direção: Andrucha Waddington</p><p>Disponível em https://gauchazh.clicrbs.com.br/cultura-</p><p>e-lazer/noticia/2019/12/o-juizo-e-tentativa-honesta-</p><p>ainda-que-imperfeita-de-visao-nacional-no-terror-</p><p>ck3rwsi1z018b01msqien3k1w.html.</p><p>Por ter um caráter argumentativo, as resenhas críticas</p><p>fazem um uso ainda mais evidente e intencional de</p><p>termos que expressam avaliação. Após ler a resenha</p><p>de Francesca Angiolillo, sobre o filme “O juízo”, res-</p><p>ponda às atividades.</p><p>1. No primeiro parágrafo, a autora afirma que o</p><p>diretor “se lança (...) no filme de suspense. Que</p><p>particularidade de sentido é traduzida pelo em-</p><p>prego do verbo “lançar-se”?</p><p>2. No sexto parágrafo, a autora afirma que o “plot”</p><p>(o enredo) “propicia possíveis desdobramentos</p><p>interessantes”.</p><p>a) Explique a importância do adjetivo utilizado</p><p>para a construção do sentido do trecho.</p><p>b) Reescreva o trecho, retirando o adjetivo e al-</p><p>terando a forma verbal de modo a manter o</p><p>sentido original.</p><p>3. O modo como as ideias são redigidas pode resul-</p><p>tar em imprecisões. Releia o seguinte trecho:</p><p>“Também há as atuações coadjuvantes, porém ins-</p><p>piradas, de Lima Duarte, como o ourives Costas</p><p>Breves, e Fernanda Montenegro, como sua irmã,</p><p>a médium Marta Amarantes.”</p><p>a) O que o leitor poderia supor, equivocadamen-</p><p>te, sobre a ação de atores coadjuvantes em</p><p>geral? Que palavra é responsável por essa lei-</p><p>tura? Explique sua resposta.</p><p>b) O que a autora pretendeu, de fato, afirmar?</p><p>c) Por que se espera que a autora não tenha</p><p>pretendido expressar o sentido identificado</p><p>no item a?</p><p>4. O décimo parágrafo é constituído por apensa um</p><p>período: “Algo, contudo, desanda na fórmula pro-</p><p>missora.”</p><p>a) Por que a palavra “contudo” evidencia que a</p><p>autora passará a apontar falhas do filme?</p><p>b) A forma verbal “desanda” é coerente com a</p><p>avalição da obra? Explique sua resposta.</p><p>5. Apesar de a resenha apresenta algumas crítica, a</p><p>expressão “tentativa honesta” é bastante enfática</p><p>em sua defesa. Qual é o sentido de “honesta”</p><p>nesse contexto?</p><p>LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS</p><p>106</p><p>HABILIDADE</p><p>(EM13LGG203) Analisar os diálogos e os processos de</p><p>disputa por legiti midade nas práti cas de linguagem e</p><p>em suas produções (artí sti cas, corporais e verbais).</p><p>OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM</p><p>(GO-EMLGG203A) Questi onar o uso de debates,</p><p>quanto ao raciocínio críti co, analíti co de questões</p><p>sociais, presentes em textos midiáti cos de âmbito</p><p>nacional e local, examinando diálogos nas diversas</p><p>práti cas de linguagem para ampliar as possibilida-</p><p>des de construção de senti do e análise críti ca.</p><p>(GO-EMLGG203B) Promover debates e discussões</p><p>de temas de interesses da juventude, apropriando-</p><p>-se de bases legais, como o Estatuto da Juventude</p><p>e as políti cas públicas vigentes, para tornarem-se</p><p>protagonistas de ações que contemplem a condi-</p><p>ção juvenil.</p><p>OBJETOS DE CONHECIMENTO</p><p>Tipos de discursos.</p><p>Intertextualidade.</p><p>Literatura da Língua Portuguesa.</p><p>Interpretação na Libras de textos nas diversas lin-</p><p>guagens (artí sti cas, corporais e verbais): confi gu-</p><p>ração da mão, locação, movimento e orientação.</p><p>Gêneros discursivos.</p><p>A linguagem do gênero seminário, debate etc.</p><p>Intertextualidade</p><p>O que é intertextualidade?</p><p>A intertextualidade é um recurso linguísti co que</p><p>faz o diálogo entre duas ou mais obras uti lizando um</p><p>texto-fonte como referência.</p><p>Um autor uti liza um recurso intertextual quando</p><p>ele traz elementos de outras obras para dentro da sua,</p><p>estabelecendo uma relação entre elas.</p><p>Os recursos intertextuais não acontecem apenas</p><p>entre textos, é muito comum encontrá-los em músicas,</p><p>anúncios publicitários, cinema, pinturas e charges.</p><p>Quando uma imagem é construída tendo outra</p><p>como referência, verifi camos a uti lização de um re-</p><p>curso intertextual, por exemplo.</p><p>A obra Mona Lisa de Botero (à direita) foi inspirada na obra Mona</p><p>Lisa de Leonardo da Vinci (à esquerda).</p><p>A intertextualidade pode estar implícita ou ex-</p><p>plícita</p><p>Este recurso linguísti co pode ser classifi cado de</p><p>duas formas de acordo com a niti dez com que se</p><p>apresentam:</p><p>Intertextualidade explícita</p><p>A intertextualidade é explícita quando a referên-</p><p>cia ao texto-fonte é clara e de fácil percepção, não</p><p>sendo necessários conhecimentos prévios específi cos</p><p>por parte do leitor.</p><p>Intertextualidade implícita</p><p>A intertextualidade implícita é menos evidente,</p><p>não é tão fácil identi fi cá-la e exige do leitor conhe-</p><p>cimentos prévios. Caso este não conheça a obra que</p><p>está sendo referenciada, a compreensão do signifi ca-</p><p>do pode fi car comprometi da.</p><p>Especialmente no caso da intertextualidade implí-</p><p>cita, a compreensão das obras será tanto maior quan-</p><p>to maior for o conhecimento de mundo e o repertório</p><p>de leitura e conhecimentos do leitor.</p><p>Quais são os ti pos mais comuns de intertextu-</p><p>alidade?</p><p>Citação</p><p>A citação acontece quando as ideias de um autor</p><p>são trazidas para dentro de outra obra. As citações</p><p>podem ser diretas, quando são copiadas e coladas</p><p>do texto original, ou indiretas, quando são reescritas</p><p>com outras palavras.</p><p>As citações são muito comuns em trabalhos aca-</p><p>dêmicos, como monografi as, dissertações e teses e</p><p>devem sempre indicar o nome do autor da ideia.</p><p>Quando a educação não é libertadora, o sonho do</p><p>oprimido é ser o opressor. (Paulo Freire)</p><p>Paródia</p><p>A paródia é um recurso intertextual, geralmente</p><p>uti lizado com uma fi nalidade cômica. A paródia sub-</p><p>verte um texto, uma música ou qualquer outro ti po</p><p>de obra, dando-lhe um novo senti do.</p><p>Podemos citar como exemplo a música “Mulhe-</p><p>res” de Doralyce Gonzaga e Silvia Duff rayer, que é uma</p><p>releitura da música “Mulheres” de Marti nho da Vila.</p><p>Mulheres - Doralyce Gonzaga e Silvia Duff rayer</p><p>Nós somos Mulheres de todas as cores</p><p>De várias idades, de muitos amores</p><p>Lembro de Dandara, mulher foda que eu sei</p><p>De Elza Soares, mulher fora da lei</p><p>Lembro de Anastácia, Valente, guerreira</p><p>De Chica da Silva, toda mulher brasileira</p><p>Crescendo oprimida pelo patriarcado, meu corpo</p><p>Minhas regras</p><p>LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS</p><p>107</p><p>Agora, mudou o quadro</p><p>Mulheres cabeça e muito equilibradas</p><p>Ninguém tá confusa, não te perguntei nada</p><p>São elas por elas</p><p>Escuta esse samba que eu vou te cantar</p><p>Mulheres - Martinho da Vila</p><p>Já tive mulheres de todas as cores</p><p>De várias idades, de muitos amores</p><p>Com umas até certo tempo fiquei</p><p>Pra outras apenas um pouco me dei</p><p>Já tive mulheres do tipo atrevida</p><p>Do tipo acanhada, do tipo vivida</p><p>Casada carente, solteira feliz</p><p>Já tive donzela e até meretriz</p><p>Mulheres cabeça e desequilibradas</p><p>Mulheres confusas, de guerra e de paz</p><p>Mas nenhuma delas me fez tão feliz</p><p>Como você me faz</p><p>Paráfrase</p><p>A paráfrase acontece quando um autor reescreve</p><p>a ideia de outro com suas palavras, sem alterar o sen-</p><p>tido da mensagem. A ideia é a mesma, mas a estrutura</p><p>e as palavras podem ser diferentes.</p><p>A diferença de uma paráfrase para a citação in-</p><p>direta é que na citação deve-se fazer referência ao</p><p>texto-fonte, na paráfrase não existe essa necessidade.</p><p>não discuto</p><p>com o destino</p><p>o que pintar</p><p>eu assino. (Paulo Leminski)</p><p>Podemos parafrasear esse haicai de Paulo Le-</p><p>minski da seguinte forma:</p><p>Paulo Leminski disse que com o destino, ele não</p><p>discute. O que pintar, ele assina.</p><p>Alusão</p><p>A alusão é uma menção a elementos de outro</p><p>texto. É uma intertextualidade que acontece de ma-</p><p>neira indireta e sutil e pode não ser compreendida</p><p>pelo leitor se ele não conhecer a referência, veja a</p><p>seguinte frase:</p><p>Afinal, traiu ou não traiu?</p><p>Para o leitor que desconhece o livro Dom Casmur-</p><p>ro, essa frase pode parecer sem sentido e sem contex-</p><p>to. No entanto, para quem conhece esta famosa obra</p><p>de Machado de Assis, a alusão é evidente.</p><p>Tradução</p><p>A tradução é considerada uma intertextualidade,</p><p>pois para traduzir um texto é preciso interpretá-lo e</p><p>reescrevê-lo da maneira mais próxima ao que preten-</p><p>dia o autor. Isso significa que traduzir uma obra, não</p><p>é apenas reescrevê-la em outro idioma.</p><p>If you can dream it, you can do it. (Walt Disney)</p><p>Se você pode sonhar, você pode realizar.</p><p>Crossover</p><p>O crossover é o encontro ou diálogo de persona-</p><p>gens de universos fictícios diferentes. Um dos exem-</p><p>plos é o filme Os Vingadores, que reúne super-heróis</p><p>de diferentes narrativas.</p><p>Epígrafe</p><p>A epígrafe é um trecho de um texto colocado no</p><p>início de uma obra e que serve como um elemento</p><p>introdutório, pois dialoga com o conteúdo que será</p><p>apresentado a seguir.</p><p>Um trabalho</p><p>de sentidos e</p><p>engajar-se em práticas autorais e coletivas.</p><p>Fonte: Documento Curricular Para Goiás – Etapa Ensino Médio - Bimestralização</p><p>LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS</p><p>11</p><p>HABILIDADES DA BNCC OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM</p><p>DO DC-GOEM</p><p>OBJETOS DE CONHECIMENTO</p><p>DO DC-GOEM</p><p>(EM13LGG602) Fruir e apreciar</p><p>esteticamente diversas manifes-</p><p>tações artísticas e culturais, das</p><p>locais às mundiais, assim como</p><p>delas participar, de modo a agu-</p><p>çar continuamente a sensibilida-</p><p>de, a imaginação e a criatividade.</p><p>(GO-EMLGG602A) Apreender diversas</p><p>manifestações artísticas, considerando</p><p>os elementos da linguagem em Artes</p><p>Visuais, Dança, Música ou Teatro para</p><p>apreciar esteticamente suas obras e o</p><p>conjunto de suas práticas.</p><p>Artes Visuais - Abstrato e figurativo. Li-</p><p>near e pictórico. Bi e tridimensional</p><p>Dança - Movimento. Corpo dançante.</p><p>Espaço. Som e silêncio</p><p>Música - Estruturação e arranjos. Parâ-</p><p>metros do som. Formas de registro.</p><p>Performances (como modos de realizar</p><p>a música)</p><p>Teatro - Ator e público. Sonoridade (so-</p><p>noplastia). Caracterização (maquiagem,</p><p>figurino e adereços). Espaço</p><p>cênico (iluminação e cenografia). For-</p><p>mas de registro (dramaturgia, escrita</p><p>cênica, roteiro, storyboard etc.)</p><p>(GO-EMLGG602B) Observar ma-</p><p>nifestações artísticas de culturas:</p><p>local, regional e mundial, analisan-</p><p>do os elementos da linguagem em</p><p>Artes Visuais, Dança, Música</p><p>ou Teatro para ampliar seu reper-</p><p>tório de conhecimento estético-ar-</p><p>tístico.</p><p>(GO-EMLGG602C) Experienciar di-</p><p>versas práticas artísticas, fruindo</p><p>através dos elementos da lingua-</p><p>gem em Artes Visuais, Dança, Mú-</p><p>sica ou Teatro para potencializar o</p><p>desenvolvimento pessoal de sua</p><p>sensibilidade, imaginação e criati-</p><p>vidade.</p><p>COMPONENTE CURRICULAR: ARTE</p><p>Introdução</p><p>Arte como Linguagem*</p><p>No século XX, houve uma virada linguística tam-</p><p>bém repercutiu no campo da arte. O conceito de arte</p><p>como linguagem deu lugar a propostas formativas e</p><p>programas centrados mais na ideia de comunicação</p><p>do que no objeto artístico ou no sujeito criador.</p><p>Com base na psicologia da percepção, os teóricos da</p><p>comunicação visual buscaram estabelecer os elemen-</p><p>tos constitutivos desta linguagem, tais como: o ponto,</p><p>a linha, a superfície, a cor, a luz e a textura. Uma das</p><p>mais conhecidas defensoras desta linha teórica é Donis</p><p>A. Dondis, que acredita que estes elementos coordena-</p><p>dos entre si, dão lugar a uma espécie de gramática das</p><p>formas, que determinam códigos visuais aptos para a</p><p>intercomunicação entre os vários setores da sociedade.</p><p>O foco do ensino da arte (visual) nesta perspectiva</p><p>seria, portanto, a linguagem visual, que seria também</p><p>de grande importância para a percepção e apreciação</p><p>das demais linguagens artísticas.</p><p>É importante ressaltar que esta concepção se con-</p><p>figura em paralelo ao desenvolvimento das tecnologias</p><p>visuais no século XX. O espetacular incremento da cul-</p><p>tura visual nas sociedades tecnificadas, os avanços na</p><p>reprodução técnica de imagens junto a despreparação</p><p>dos sujeitos para compreender o poder dessas imagens</p><p>dão sentido a estas novas necessidades de aprendizado.</p><p>É a partir desta concepção que se dissemina a</p><p>ideia da alfabetização visual, tendo como paralelo os</p><p>processos de aprendizagem da linguagem verbal, de-</p><p>senvolvendo competências para a leitura e emissão</p><p>de textos visuais.</p><p>Segundo Imanol Aguirre (2005, p. 256), as com-</p><p>petências e objetivos formativos se resumem a:</p><p>• Habilidades de ver-observar;</p><p>• Habilidades de leitura para decodificar as</p><p>imagens ou mensagens visuais;</p><p>• Habilidades de escritura-produção de ima-</p><p>gens ou mensagens visuais;</p><p>• Habilidades para emitir mensagens com e so-</p><p>bre as imagens.</p><p>LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS</p><p>12</p><p>A partir de análises dos signos visuais e sua orga-</p><p>nização semântica particular, inclui-se como objeto</p><p>de estudo um novo elenco de produções gráficas e</p><p>plásticas como a fotografia, o cinema, o vídeo etc. O</p><p>enfoque formalista, no entanto, restringe as análises</p><p>à qualidade do signo das imagens, desprezando os</p><p>aspectos históricos e culturais, o que será contornado</p><p>por abordagens do tipo semiótica e pós estrutura-</p><p>listas, que são tentativas de atualização da ideia de</p><p>alfabetização visual.</p><p>Ampliação da perspectiva de Arte - Arte como</p><p>cultura e a pós-modernidade</p><p>Pensar a arte como um sistema autônomo, de-</p><p>rivado da relação entre o sujeito criador e o objeto</p><p>criado não é o suficiente para as necessidades da</p><p>pós-modernidade, onde uma nova perspectiva vem</p><p>sendo formulada que concebe a arte, não como um</p><p>saber normatizado, nem como expressão interior,</p><p>nem como linguagem, mas como um fato cultural.</p><p>Para melhor compreender e se situar nas pers-</p><p>pectivas que se abrem na contemporaneidade é ne-</p><p>cessário de antemão refletir sobre a ideia de cultura.</p><p>Quando falamos de cultura na perspectiva da pós-</p><p>-modernidade, ao invés de assumir um conceito de</p><p>cultura como elemento aglutinador de identidades,</p><p>como algo fixo e homogeneizador, importa pensar a</p><p>cultura como redes de significados, como comunida-</p><p>des de sentidos, de pertinência e de pertencimento,</p><p>que revela heterogeneidade e contradições.</p><p>Portanto, é uma ideia mais dinâmica de cultura</p><p>que comporta transfusões e mestiçagens nos trânsi-</p><p>tos entre culturas. Fruto das rupturas e mudanças de</p><p>paradigmas que se forjaram no pensamento ocidental</p><p>desde meados do século XX, em sintonia com as re-</p><p>voluções que a pós-modernidade havia introduzido</p><p>nos estudos sobre a arte.</p><p>Podemos identificar três fatores de mudança no</p><p>contexto da cultura contemporânea:</p><p>• O primeiro é a ampliação da ideia de arte. A</p><p>arte contemporânea, de certa maneira conti-</p><p>nuadora das propostas das vanguardas moder-</p><p>nistas, se caracteriza por enfatizar questões que</p><p>se referem a narração de histórias, por abordar</p><p>temas controvertidos ou que chamam atenção</p><p>para aspectos sociais e políticos da vida cotidia-</p><p>na em sociedade. A ordem formal sede lugar</p><p>às linguagens híbridas que se configuram em</p><p>narrativas.</p><p>• O segundo fator são as transformações no cam-</p><p>po das pesquisas das teorias e história da arte.</p><p>Diante da diversificação do campo das práticas</p><p>artísticas, os estudos sobre a arte se viram diante</p><p>de paradoxos que os levaram a questionar, por</p><p>exemplo, as analogias e diferenças entre as artes</p><p>canônicas e a cultura visual, entre o teatro e as</p><p>produções dramatúrgicas dos meios de comuni-</p><p>cação de massa, ou a legitimidade e hegemonia</p><p>das formas de arte culta frente as formas po-</p><p>pulares. Houve um deslocamento de interesse</p><p>da obra ou do artista para os processos de cir-</p><p>culação, de recepção e de apropriação da arte.</p><p>Passou-se a observar como a arte interatua com</p><p>o social, o político ou o estético e como incita o</p><p>olhar do espectador, não mais entendido como</p><p>um sujeito passivo, mas como um interator.</p><p>• O terceiro fator é a evidência da crescente in-</p><p>fluência educativa da cultura visual nas socie-</p><p>dades tecnológicas. Na atualidade, tanto o co-</p><p>nhecimento quanto o entretenimento se apre-</p><p>sentam em formas visuais, diferente da cultura</p><p>das letras do século passado, exaltando mundo</p><p>das imagens. No contexto da juventude de hoje,</p><p>a pedagogia escolar está sendo suplantada pela</p><p>pedagogia cultural, ou seja, aquela que advém</p><p>dos meios de comunicação de massa (cinema,</p><p>televisão, videogames, música popular, inter-</p><p>net, publicidade etc.) com as quais os jovens</p><p>interatuam em seu tempo de ócio. Esta cultura</p><p>massificada transmite valores e aporta conhe-</p><p>cimentos aos processos identitários.</p><p>* Texto adaptado do material Ensino de Arte no Brasil: Aspectos</p><p>históricos e metodológicos. Disponível em: <https://acervodigital.</p><p>unesp.br/bitstream/123456789/40427/3/2ed_art_m1d2.pdf></p><p>acessado em junho de 2021.</p><p>Linguagens Artísticas</p><p>A linguagem artística refere-se aos códigos co-</p><p>municativos que um artista usa para transmitir a sua</p><p>mensagem. Parte dessa mensagem é estética, mas</p><p>também deve provocar sentimentos, reflexões e ou-</p><p>tras interpretações consideradas pelo artista e pelo</p><p>espectador.</p><p>Uma das principais características do ser huma-</p><p>no é sua capacidade de se comunicar.</p><p>que trata da luta de classes, por</p><p>exemplo, poderia utilizar uma citação de Karl Marx</p><p>em sua epígrafe:</p><p>Não é a consciência do homem que lhe determi-</p><p>na o ser, mas, ao contrário, o seu ser social que lhe</p><p>determina a consciência.</p><p>Qual a relação entre interdiscursividade e inter-</p><p>textualidade?</p><p>A intertextualidade está no plano material, acon-</p><p>tece entre duas obras que já foram feitas, isto é, já</p><p>estão materializadas. A interdiscursividade, por sua</p><p>vez, está no campo das ideias, no mundo dos pensa-</p><p>mentos e da abstração.</p><p>A relação entre discursos pode ser notada quando</p><p>dois textos falam coisas muito parecidas e baseadas</p><p>em uma mesma visão de mundo, mesmo sem que os</p><p>autores tenham conhecimento uma da outra.</p><p>Quando diferentes obras colocam mulheres em</p><p>posições de inferioridade, por exemplo, ainda que não</p><p>haja relação entre essas obras, percebe-se que ambas</p><p>estão relacionadas com um discurso machista.</p><p>Disponível em https://www.significados.com.br/</p><p>intertextualidade/.</p><p>LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS</p><p>108</p><p>HABILIDADE</p><p>(EM13LP02) Estabelecer relações entre as partes</p><p>do texto, tanto na produção como na leitura/es-</p><p>cuta, considerando a construção composicional e</p><p>o esti lo do gênero, usando/reconhecendo adequa-</p><p>damente elementos e recursos coesivos diversos</p><p>que contribuam para a coerência, a conti nuidade</p><p>do texto e sua progressão temáti ca, e organizando</p><p>informações, tendo em vista as condições de pro-</p><p>dução e as relações lógico-discursivas envolvidas</p><p>(causa/efeito ou consequência; tese/argumentos;</p><p>problema solução; defi nição/exemplos etc.).</p><p>OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM</p><p>(GO-EMLP02A) Uti lizar as variedades linguísti cas</p><p>e a norma padrão como língua materna, nas mais</p><p>diversas situações comunicati vas, considerando as</p><p>situações adequadas de uso da língua para evitar</p><p>o preconceito linguísti co.</p><p>(GO-EMLP02B) Estruturar as partes de textos escri-</p><p>tos e orais, estabelecendo as relações adequadas,</p><p>considerando a composição presente na dissemina-</p><p>ção das práti cas culturais contemporâneas, no esti -</p><p>lo e na sua funcionalidade em diferentes situações</p><p>de uso para desenvolver as relações de textualidade</p><p>e de interdiscursividade.</p><p>OBJETOS DE CONHECIMENTO</p><p>Gêneros discursivos.</p><p>Variedades linguísti cas da língua portuguesa: so-</p><p>ciocultural, regional e histórica.</p><p>Textualidade: estrutura do texto.</p><p>Coesão: conjunções, preposição e pronomes, ad-</p><p>vérbios (referentes e referenciais, elementos de</p><p>coesão).</p><p>Estrutura (textos híbridos e multi ssemióti cos).</p><p>Tema/assunto, fato e opinião.</p><p>HABILIDADE</p><p>(EM13LP16) Produzir e analisar textos orais, con-</p><p>siderando sua adequação aos contextos de produ-</p><p>ção, à forma composicional e ao esti lo do gênero</p><p>em questão, à clareza, à progressão temáti ca e à va-</p><p>riedade linguísti ca empregada, como também aos</p><p>elementos relacionados à fala (modulação de voz,</p><p>entonação, ritmo, altura e intensidade, respiração</p><p>etc.) e à cinestesia (postura corporal, movimentos e</p><p>gestualidade signifi cati va, expressão facial, contato</p><p>de olho com plateia etc.).</p><p>OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM</p><p>(GO-EMLP16A) Analisar o papel dos recursos lin-</p><p>guísti cos, paralinguísti cos, cinésicos e da variedade</p><p>linguísti ca na produção de discursos orais e multi s-</p><p>semióti cos, considerando o contexto de produção,</p><p>circulação e recepção para discernir os discursos</p><p>correntes.</p><p>OBJETOS DE CONHECIMENTO</p><p>Uso de estratégias de impessoalização (uso de ter-</p><p>ceira pessoa e de voz passiva etc.).</p><p>Sistemas de linguagem.</p><p>Forma de composição do texto, coesão e arti cula-</p><p>dores e progressão temáti ca.</p><p>Estratégia de senti dos globais do texto.</p><p>Efeitos de senti do.</p><p>Construção composicional e esti lo.</p><p>Gêneros de divulgação cientí fi ca.</p><p>PROGRESSÃO TEMÁTICA - COESÃO</p><p>Jaguar. Áti la, você é bárbaro. Rio de Janeiro:</p><p>Civilização Brasileira, 1968, p. 166-67.</p><p>LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS</p><p>109</p><p>1. Podemos dizer que cada desenho recupera algum</p><p>dado do desenho anterior?</p><p>2. Se recupera, acrescenta uma informação nova?</p><p>Comente.</p><p>3. Podemos dizer que houve uma progressão cons-</p><p>tante até o desfecho da história?</p><p>4. O que se pode inferir da leitura desse cartum?</p><p>Dificilmente um caso de imoralidade pública terá</p><p>sido tão clamoroso, tão irrefutável, tão estarrecedor</p><p>como o da concorrência para a construção da ferrovia</p><p>Norte-Sul; atitudes do governo Sarney diante do episó-</p><p>dio, todavia, não têm surgido como uma reação à altura</p><p>da gravidade e evidência de tudo o que se revelou.</p><p>(Folha de S. Paulo, 16 de maio de 1987, p.2. In: Para</p><p>Entender o texto. Platão & Fiorin. p.319)</p><p>1. Qual é o tema desse texto?</p><p>2. Segundo o texto, como são consideradas as ati-</p><p>tudes do governo Sarney diante do episódio?</p><p>3. A gravidade do fato é enfatizada pela gradação</p><p>de algumas palavras. Que palavras são essas?</p><p>4. Qual a estratégia do autor para fazer o texto pro-</p><p>gredir?</p><p>AVALIANDO OS TEXTOS</p><p>No cartum, podemos perceber que cada desenho</p><p>recupera um dado do anterior e apresenta um dado</p><p>novo, numa progressão constante, até o desfecho</p><p>da narração.</p><p>No texto da Folha de S. Paulo, defrontamo-nos</p><p>com a contraposição da gravidade da fraude na con-</p><p>corrência pública para a construção da ferrovia Nor-</p><p>te–Sul com as atitudes consideradas inadequadas do</p><p>governo Sarney diante do episódio. Há, aqui, uma</p><p>progressão que vai da gravidade do fato, enfatizada</p><p>pela gradação dos adjetivos (clamoroso, irrefutável,</p><p>estarrecedor), à inadequação das medidas governa-</p><p>mentais diante do episódio.</p><p>Disponível em: https://www1.educacao.pe.gov.br/</p><p>cpar/ProfessorAutor/L%C3%ADngua%20Portuguesa/</p><p>L%C3%ADngua%20Portuguesa%20%20I%20%203%C2%BA%20</p><p>ano%20%20I%20%20M%C3%A9dio/Mecanismos%20</p><p>enunciativos%20progress%C3%A3o%20tem%C3%A1tica..ppt</p><p>COMPETÊNCIAS ENEM – PRODUÇÃO DE TEXTO</p><p>LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS</p><p>110</p><p>Disponível em: htt ps://www.passeidireto.com/arquivo/98172074/o-que-e-progressao-temati ca.</p><p>LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS</p><p>111</p><p>Disponível em: https://www.escrevendoofuturo.org.br/formacao/pergunte-a-olimpia/132/progressao-textual-e-tematica.</p><p>Coesão referencial e coesão sequencial</p><p>A coesão referencial e sequencial criam vínculos entre as palavras, orações e as partes de um texto, con-</p><p>tribuindo para a coerência interna e para a progressão temática e textual.</p><p>A coesão referencial e sequencial criam vínculos entre as palavras, ora-</p><p>ções e as partes de um texto</p><p>A coesão referencial e a coesão sequencial são chamadas de recursos</p><p>coesivos por estabelecerem vínculos entre as palavras, orações e as</p><p>partes de um texto.</p><p>LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS</p><p>112</p><p>Coesão referencial</p><p>A coesão referencial é responsável por criar um</p><p>sistema de relações entre as palavras e expressões</p><p>dentro de um texto, permitindo que o leitor identi-</p><p>fique os termos aos quais se referem. O termo que</p><p>indica a entidade ou situação a que o falante se refere</p><p>é chamado de referente.</p><p>Exemplo:</p><p>• Ana Elisabete gritou. Ela fica apavorada quan-</p><p>do fica sozinha, apesar de ser uma menina calma e</p><p>inteligente.</p><p>Nesse exemplo, o termo referente é Ana Elisabete.</p><p>Todas as vezes que o referente precisa ser retomado</p><p>no texto, podemos utilizar outras palavras para que</p><p>os leitores possam retornar e recuperar a ideia.</p><p>É bastante frequente o uso de figuras de cons-</p><p>trução/sintaxe para a coesão referencial, como as</p><p>anáforas, catáforas, elipses e as correferências não</p><p>anafóricas (contiguidades, reiterações).</p><p>Coesão sequencial</p><p>A coesão sequencial é responsável por criar as</p><p>condições para a progressão textual. De maneira</p><p>geral, as flexões de tempo e de modo dos verbos e</p><p>as conjunções são os mecanismos responsáveis pela</p><p>coesão sequencial nos textos.</p><p>Os mecanismos de coesão sequencial são utili-</p><p>zados para que as partes e as informações do texto</p><p>possam ser articuladas e relacionadas. Além da pro-</p><p>gressão das partes do texto, os mecanismos de coesão</p><p>sequencial contribuem para o desenvolvimento do</p><p>recorte temático. Dessa forma, o autor do texto evita</p><p>falta de coesão, garantindo boa articulação entre as</p><p>ideias, informações e argumentos no interior do texto</p><p>e, principalmente,</p><p>a coerência textual.</p><p>→ Alguns termos responsáveis pela coesão se-</p><p>quencial nos textos:</p><p>Adição/inclusão - Além disso; também; vale lem-</p><p>brar; pois; outrossim; agora; de modo geral; por iguais</p><p>razões; inclusive; até; é certo que; é inegável; em ou-</p><p>tras palavras; além desse fator...</p><p>Oposição - Embora; não obstante; entretanto;</p><p>mas; no entanto; porém; ao contrário; diferentemen-</p><p>te; por outro lado...</p><p>Afirmação/igualdade - Felizmente; infelizmente;</p><p>obviamente; na verdade; realmente; de igual forma;</p><p>do mesmo modo que; nesse sentido; semelhante-</p><p>mente...</p><p>Exclusão - Somente; só; sequer; senão; exceto;</p><p>excluindo; tão somente; apenas...</p><p>Enumeração - Em primeiro lugar; a princípio...</p><p>Explicação - Como se nota; com efeito; como vi-</p><p>mos; portanto; pois; é óbvio que; isto é; por exemplo;</p><p>a saber; de fato; aliás...</p><p>Conclusão - Em suma; por conseguinte; em última</p><p>análise; por fim; concluindo; finalmente; por tudo isso;</p><p>em síntese, posto isso; assim; consequentemente...</p><p>Continuação - Em seguida; depois; no geral; em</p><p>termos gerais; por sua vez; outrossim...</p><p>Disponível em; https://www.portugues.com.br/redacao/</p><p>coesao-referencial-coesao-sequencial.html</p><p>LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS</p><p>113</p><p>HABILIDADE</p><p>(EM13LP01) Relacionar o texto, tanto na produção</p><p>como na leitura/ escuta, com suas condições de</p><p>produção e seu contexto sócio histórico de circu-</p><p>lação (leitor/audiência previstos, objetivos, pontos</p><p>de vista e perspectivas, papel social do autor, épo-</p><p>ca, gênero do discurso etc.), de forma a ampliar</p><p>as possibilidades de construção de sentidos e de</p><p>análise crítica e produzir textos adequados a dife-</p><p>rentes situações.</p><p>OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM</p><p>(GO-EMLP01A) Investigar os diferentes graus de</p><p>parcialidade/imparcialidade (no limite, a não neu-</p><p>tralidade) em textos jornalísticos, comparando re-</p><p>latos de diferentes fontes e examinando o recorte</p><p>feito de fatos/dados e os efeitos de sentido pro-</p><p>vocados pelas escolhas realizadas pelo/a autor/a</p><p>do texto, mantendo uma atitude crítica diante dos</p><p>textos para ter consciência das escolhas feitas como</p><p>produtor/a.</p><p>OBJETOS DE CONHECIMENTO</p><p>Linguagens, seus diálogos e práticas culturais.</p><p>Contextos e práticas.</p><p>Relação entre textos nas Línguas Espanhola, Inglesa</p><p>e Portuguesa, reconstrução da textualidade e efei-</p><p>tos de sentido provocados pelos usos de recursos</p><p>linguísticos e multissemióticos.</p><p>Linguagem e sentido.</p><p>A dimensão discursiva da linguagem.</p><p>LITERATURA</p><p>A Literatura é uma arte produzida com palavras.</p><p>Sua definição específica depende de questões diver-</p><p>sas, tais quais de ordem social, histórica, cultural etc.</p><p>A Literatura tem papel fundamental na construção</p><p>do homem enquanto sujeito e cidadão.</p><p>A Literatura está presente em todas as civilizações,</p><p>das mais antigas tribos até no cotidiano das grandes</p><p>cidades contemporâneas. Seja nos livros clássicos,</p><p>seja nos muros das capitais, manifestações verbais</p><p>podem ser consideradas expressões literárias. Mas,</p><p>afinal, o que é a Literatura? Para que serve o texto</p><p>literário? O que é a História da Literatura? Ou ainda,</p><p>o que e quais são os chamados gêneros literários?</p><p>O que é?</p><p>A definição mais antiga comumente usada pelos</p><p>teóricos da Literatura é aquela construída por Aristó-</p><p>teles. Para o pensador grego, a Literatura seria uma</p><p>imitação ou representação da realidade mediante as</p><p>palavras. Na época, o filósofo ainda dividiu a Literatura</p><p>em três categorias ou gêneros clássicos – o lírico, o</p><p>épico e o dramático.</p><p>Atualmente, definir Literatura parece não ser tare-</p><p>fa tão simples. Isso porque, a depender da civilização</p><p>em que é escrita ou ainda da época da produção, uma</p><p>obra pode ou não ser considerada literária.</p><p>De todo modo, é possível dizer que Literatura é toda</p><p>manifestação de linguagem que tem como uma das fi-</p><p>nalidades a expressão estética – ou seja, é Literatura um</p><p>discurso que não pretende apenas comunicar algo, mas</p><p>também construir um dizer que seja belo ou envolvente</p><p>em um nível sensível e humanamente profundo.</p><p>Funções</p><p>A Literatura não tem uma função absoluta e definiti-</p><p>va. Na verdade, em cada leitor, a Literatura relaciona-se</p><p>de um jeito diferente. Para alguns, ler um poema pode</p><p>ser uma maneira de entender os próprios sentimen-</p><p>tos. Para outros, um romance pode funcionar como um</p><p>modo de conhecer um mundo diferente do seu.</p><p>Há aqueles que podem encontrar filosofias de vida</p><p>em um texto literário. Outros ainda encontram uma</p><p>forma profunda de pensar a sociedade e a política</p><p>lendo livros de Literatura.</p><p>Não há, portanto, como dizer qual é a função da</p><p>Literatura. Não obstante, é possível dizer que ela tem</p><p>papel fundamental na construção do homem enquan-</p><p>to sujeito e cidadão. Por meio do texto literário, é</p><p>possível compreender a si mesmo e às diversas dinâ-</p><p>micas sociais do mundo.</p><p>História da Literatura</p><p>A história da Literatura pode ser definida como</p><p>uma ciência que estuda a produção literária de um</p><p>povo sob um viés cronológico. Quando se estudam</p><p>diversos autores do passado, em alguma medida,</p><p>percebe-se certa correlação entre os dizeres de cada</p><p>escritor, construindo-se movimentos ou escolas lite-</p><p>rárias. No Brasil, a história da Literatura é dividida da</p><p>seguinte forma:</p><p>• Quinhentismo</p><p>Literatura produzida nos primeiros anos do desco-</p><p>brimento do Brasil, por volta do século XVI. É dividido</p><p>em Literatura de informação e de catequese.</p><p>LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS</p><p>114</p><p>• Barroco</p><p>Obras produzidas por volta do século XVII, sob</p><p>influência do Barroco europeu.</p><p>• Arcadismo</p><p>Com manifestações líricas, satíricas e épicas, esse</p><p>movimento ocorreu durante parte do ciclo do ouro</p><p>no Brasil, no século XVIII.</p><p>• Romantismo</p><p>Movimento literário das primeiras décadas do sé-</p><p>culo XIX, foi fundador de várias bases da nossa iden-</p><p>tidade nacional, com autores como Gonçalves Dias e</p><p>José de Alencar.</p><p>• Realismo / Naturalismo</p><p>Em oposição ao Romantismo, o Realismo e o Na-</p><p>turalismo ocorreram nos anos finais do século XIX e</p><p>tiveram como principais expoentes Machado de Assis</p><p>e Aluísio Azevedo, respectivamente.</p><p>• Simbolismo</p><p>Movimento poético de revolução nos signos lin-</p><p>guísticos e nas percepções sobre o sujeito, o Simbo-</p><p>lismo ocorreu no final do século XIX.</p><p>• Parnasianismo</p><p>Escola literária que buscava atingir o belo clássi-</p><p>co por meio do apurado trabalho formal dos poetas,</p><p>comparados a ourives.</p><p>• Pré-modernismo</p><p>Embora não seja exatamente um movimento lite-</p><p>rário, esse período histórico teve autores fundamen-</p><p>tais, como Monteiro Lobato, Lima Barreto, Euclides</p><p>da Cunha e José Lins do Rego.</p><p>• Modernismo</p><p>Movimento fundado em 1922, durante a Semana</p><p>de Arte Moderna, é considerado o marco inicial da</p><p>Literatura brasileira do século XX.</p><p>• Literatura Contemporânea</p><p>É considerada Literatura contemporânea brasileira</p><p>toda manifestação literária produzida após os anos</p><p>de 1945 no Brasil.</p><p>TROVADORISMO</p><p>Nossa literatura</p><p>tem origem na Litera-</p><p>tura de nosso coloniza-</p><p>dor: Portugal. Quando</p><p>Cabral “descobre” o</p><p>Brasil inicia-se um pro-</p><p>cesso de colonização que entre seus objetivos estava o</p><p>de impor a nova língua: Português. Então para poder-</p><p>mos entender nossa literatura (brasileira) precisamos</p><p>analisar de onde vem todo esse processo: Literatura</p><p>Portuguesa.</p><p>Para definir a forma de estudo da literatura, con-</p><p>vencionou-se dividi-la em Períodos Literários ou Escolas</p><p>Literárias, ou Estilos de Época. Nas Escolas Literárias os</p><p>autores têm uma aproximação estilística e ideológica.</p><p>Na Literatura Portuguesa temos: Era Medieval:</p><p>Trovadorismo, Humanismo. Era Clássica: Classicismo,</p><p>Barroco, Arcadismo. Era Moderna: Romantismo, Rea-</p><p>lismo/Naturalismo, Simbolismo, Modernismo</p><p>LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS</p><p>115</p><p>Quando estudamos a literatura de Portugal não</p><p>podemos esquecer que a formação do reino portu-</p><p>guês, separado do reino espanhol, ocorre apenas</p><p>quando a Guerra da Reconquista (durante a qual os</p><p>visigodos cristãos, partindo da região das Astúrias,</p><p>lutaram contra os árabes, expulsando-os da Península</p><p>Ibérica) chega a sua fase final. Nesse ponto, assume</p><p>papel preponderante</p><p>a povoação de Portucale, na foz</p><p>do rio Douro. O reino da Galícia (ou Galiza) localiza-</p><p>va-se na região noroeste da Península Ibérica (e hoje</p><p>é uma das comunidades autônomas que compõem a</p><p>Espanha). Antes disso, no entanto, Espanha e Portugal</p><p>formavam um só conjunto de reinos mais ou menos</p><p>independentes, nos quais os falares, os dialetos con-</p><p>viviam lado a lado, influenciando-se mutuamente.</p><p>O Trovadorismo, ou Primeira Época Medieval, é o</p><p>primeiro movimento literário da língua portuguesa.</p><p>Seu marco inicial é baseado na primeira cantiga que</p><p>se tem registro, CANTIGA DA RIBEIRINHA (ou Cantiga</p><p>de Guarvaia*), feita por Paio Soares Taveirós, prova-</p><p>velmente em 1198 (ou 1189). O nome Ribeirinha se</p><p>deu por ter sido dedicada à Dona Maria Paes Ribeiro,</p><p>a ribeirinha.</p><p>A poesia desse movimento literário compõe-se</p><p>basicamente de cantigas, que geralmente eram acom-</p><p>panhadas por instrumentos (alaúde, flauta, viola, gaita</p><p>etc.). Quem cantava e tocava essas poesias musicadas</p><p>eram os jograis ou menestréis, normalmente homens</p><p>que perambulavam por feiras, aldeias e castelos. Os</p><p>trovadores eram aqueles que compunham a poesia</p><p>e a melodia e deram origem ao nome desse estilo de</p><p>época português. Era comum pertencerem à pequena</p><p>nobreza, embora alguns reis tivessem sido poetas.</p><p>Mais tarde, as cantigas foram compiladas em</p><p>Cancioneiros. São conhecidos três Cancioneiros: o</p><p>“Cancioneiro da Ajuda”, o “Cancioneiro da Biblioteca</p><p>Nacional de Lisboa” e o “Cancioneiro da Vaticana”.</p><p>As cantigas medievais portuguesas eram expres-</p><p>sas na chamada “medida velha”, as redondilhas, ver-</p><p>sos de cinco ou sete sílabas, de tradição medieval. O</p><p>idioma empregado era o galaico-português, comum</p><p>à Galícia e a Portugal.</p><p>Tipos de Cantiga</p><p>As cantigas são divididas em:</p><p>Líricas: constituídas de temas amorosos (cantigas</p><p>de amor e cantigas de amigo)</p><p>Satíricas: tem como características a crítica. Havia</p><p>preocupação em denunciar os falsos valores morais</p><p>vigentes, atingindo todas as classes sociais: senhores</p><p>feudais, clérigos, povo e até eles próprios (cantigas de</p><p>escárnio e cantigas de maldizer).</p><p>Cantigas Líricas:</p><p>Cantigas de amor</p><p>O eu lírico geralmente é masculino. Tratam, ge-</p><p>ralmente, de um relacionamento amoroso platônico,</p><p>inatingível, em que o trovador assume a posição de</p><p>vassalo e canta a dor de amar e não ser correspondi-</p><p>do a uma dama idealizada. Ela é colocada num plano</p><p>superior, num pedestal, pois ele faz parte dos cam-</p><p>poneses e ela da nobreza. O trovador roga a dama</p><p>que aceite sua dedicação e submissão e, em troca,</p><p>espera benefícios dela. Essa relação amorosa vertical</p><p>é chamada “vassalagem amorosa”, pois reproduz as</p><p>relações dos vassalos com os seus senhores feudais.</p><p>Sua estrutura é mais sofisticada. A Cantiga da Ribei-</p><p>rinha é classificada como cantiga de amor.</p><p>Como identificamos que é uma cantiga de amor?</p><p>Eu lírico masculino</p><p>Assunto Principal:</p><p>o sofrimento amoroso</p><p>do eu lírico perante</p><p>uma mulher idealizada</p><p>e distante.</p><p>Amor cortês; vas-</p><p>salagem amorosa.</p><p>Amor impossível.</p><p>Ambientação aris-</p><p>tocrática das cortes.</p><p>Forte influência provençal.</p><p>Vassalagem amorosa “o eu lírico usa o pronome</p><p>de tratamento “senhor”</p><p>Cantigas de amigo</p><p>São cantigas de origem popular, com marcas evi-</p><p>dentes da literatura oral (reiterações, paralelismo,</p><p>refrão, estribilho), recursos esses próprios dos tex-</p><p>tos para serem cantados e que propiciam facilidade</p><p>na memorização. Esses recursos são utilizados, ainda</p><p>hoje, nas canções populares.</p><p>Esse tipo de cantiga, que não surgiu em Provença</p><p>como as outras, teve suas origens na Península Ibérica.</p><p>Nela, o eu lírico é geralmente feminino (apesar de</p><p>as cantigas serem escritas por homens, devido aos</p><p>costumes da sociedade feudal e o restrito acesso ao</p><p>LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS</p><p>116</p><p>conhecimento da época), que canta seu amor pelo</p><p>amigo (isto é, namorado). Os elementos da natureza</p><p>(ambiente bucólico, campestre) estão quase sempre</p><p>presentes e muitas vezes há diálogo com a mãe ou</p><p>amigas, evidenciando, assim, o caráter popular da can-</p><p>tiga de amigo. A figura feminina que as cantigas de</p><p>amigo desenham é, pois, a da jovem que se inicia no</p><p>universo do amor, por vezes lamentando a ausência</p><p>do amado, por vezes cantando a sua alegria pelo pró-</p><p>ximo encontro. Outra diferença da cantiga de amor,</p><p>é que nela não há a relação Suserano x Vassalo, ela é</p><p>uma mulher do povo. Muitas vezes tal cantiga também</p><p>revelava a tristeza da mulher pela ida de seu amado</p><p>à guerra.</p><p>Como identificamos que é uma cantiga de amigo?</p><p>Eu lírico feminino.</p><p>Presença de paralelismos (refrão).</p><p>Predomínio da musicalidade.</p><p>Assunto Principal: o lamento da moça cujo na-</p><p>morado partiu.</p><p>Amor natural e espontâneo.</p><p>Amor possível.</p><p>Ambientação rural.</p><p>Influência da tradição oral ibérica.</p><p>Deus é o elemento mais importante do poema.</p><p>Pouca subjetividade.</p><p>Cantigas Satíricas:</p><p>Cantiga de escárnio</p><p>As cantigas de escárnio ca-</p><p>racterizam-se por serem sátiras</p><p>indiretas a alguma pessoa. A</p><p>pessoa criticada não é identifi-</p><p>cada, pois o nome daquele que</p><p>é satirizado não é revelado e ela</p><p>é cheia de duplos sentidos, suti-</p><p>lezas e ironias.</p><p>Como identificamos que é uma cantiga de es-</p><p>cárnio?</p><p>Crítica indireta; normalmente a pessoa satirizada</p><p>não é identificada.</p><p>Linguagem trabalhada, cheia de sutilezas, troca-</p><p>dilho e ambiguidades.</p><p>Ironia.</p><p>Cantiga de maldizer</p><p>As cantigas de maldizer caracterizam-se por serem</p><p>sátiras diretas. O nome da pessoa satirizada pode ou</p><p>não ser revelado, porém é possível identificar quem</p><p>está sendo criticado. Há agressão verbal, não há pre-</p><p>sença de duplos sentidos e muitas vezes são usadas</p><p>palavras de baixo calão (palavrões).</p><p>Como identificamos que é uma cantiga de mal-</p><p>dizer?</p><p>Crítica direta; pessoa satirizada é identificada.</p><p>Linguagem agressiva, direta.</p><p>Zombaria.</p><p>Linguagem Culta.</p><p>PROSA TROVADORESCA</p><p>É representada pe-</p><p>las novelas de cavalaria,</p><p>que retratam a vida dos</p><p>cavaleiros medievais e</p><p>também elementos da</p><p>religião. A novela mais</p><p>importante desse movi-</p><p>mento é A demanda do</p><p>Santo Graal. Ela conta a</p><p>história dos cavaleiros da távola redonda (cavaleiros</p><p>do Rei Artur) que são incumbidos de encontrar o Santo</p><p>Graal, cálice em que José de Arimatéia teria recolhido</p><p>o sangue de Jesus Cristo quando Ele foi crucificado. O</p><p>cavaleiro Galaaz consegue encontrá-lo.</p><p>ATIVIDADES</p><p>1. Interpretando historicamente a relação de vassa-</p><p>lagem entre homem amante/mulher amada, ou</p><p>mulher amante/homem amado, pode-se afirmar</p><p>que:</p><p>(A) o Trovadorismo corresponde ao Renascimento.</p><p>(B) o Trovadorismo corresponde ao movimento</p><p>humanista.</p><p>(C) o Trovadorismo corresponde ao Feudalismo.</p><p>(D) o Trovadorismo e o Medievalismo só pode-</p><p>riam ser provençais.</p><p>(E) tanto o Trovadorismo como o Humanismo são</p><p>expressões da decadência medieval.</p><p>2. O Trovadorismo, quanto ao tempo em que se</p><p>instala:</p><p>(A) tem concepções clássicas do fazer poético.</p><p>(B) é rígido quanto ao uso da linguagem que,</p><p>geralmente, é erudita.</p><p>(C) estabeleceu-se num longo período que dura</p><p>10 séculos.</p><p>(D) tinha como concepção poética a epopeia, a</p><p>louvação dos heróis.</p><p>(E) reflete as relações de vassalagem nas cantigas</p><p>de amor.</p><p>3. (UNESP) Leia e observe com atenção a composi-</p><p>ção seguinte:</p><p>“Ay flores, ay flores do verde pinho, se sabedes</p><p>novas do meu amigo! ay Deus, e hu é1? 1 E hu</p><p>é: onde está Ay flores, ay flores do verde ramo,</p><p>LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS</p><p>117</p><p>se sabedes novas do meu amado! ay Deus, e hu</p><p>é? Se sabedes novas do meu amigo, aquel que</p><p>mentiu no que pôs comigo! ay Deus, e hu é? Se</p><p>sabedes novas do meu amado, aquel que mentiu</p><p>no que me há jurado! ay Deus, e hu é?”</p><p>(A) composição, parcialmente transcrita, perten-</p><p>ce à lírica medieval da Península Ibérica.</p><p>(A) O autor é Paio Soares de Taveirós. Destacam-</p><p>-se o paralelismo das estrofes, a alternância</p><p>vocálica e o refrão. O poeta pergunta pelo</p><p>seu amigo.</p><p>(B) O autor é Nuno Fernandes Torneol. Destaca-</p><p>-se o refrão como interpelação à natureza.</p><p>Trata-se de uma cantiga de amigo.</p><p>(C) O autor é el-rei D. Dinis. Destacam-se o para-</p><p>lelismo das estrofes, a alternância</p><p>vocálica e o</p><p>refrão. O poeta canta na voz de uma mulher e</p><p>pergunta pelo amado, porque é uma cantiga</p><p>de amigo.</p><p>(D) O autor é Fernando Pessoa. Destaca-se a al-</p><p>ternância vocálica. Trata-se da teoria do fin-</p><p>gimento, que já existia no lirismo medieval.</p><p>(E) O autor é Martim Codax. Destaca-se o am-</p><p>biente campestre. O poeta espera que os</p><p>pinheiros respondam à sua pergunta.</p><p>4. (UNIFESP) Senhor feudal / Se Pedro Segundo</p><p>/ Vier aqui / Com história / Eu boto ele na ca-</p><p>deia. (Oswald de Andrade) O título do poema de</p><p>Oswald remete o leitor à Idade Média. Nele, as-</p><p>sim como nas cantigas de amor, a ideia de poder</p><p>retoma o conceito de</p><p>(A) fé religiosa.</p><p>(B) relação de vassalagem.</p><p>(C) idealização do amor.</p><p>(D) saudade de um ente distante.</p><p>(E) igualdade entre as pessoas.</p><p>5. (FUVEST) Sobre o Trovadorismo em Portugal, é</p><p>correto afirmar que:</p><p>(A) sua produção literária está escrita em galego</p><p>ou galaico-português e divide-se em: poesia</p><p>(cantigas) e prosa (novelas de cavalaria).</p><p>(B) utilizou largamente o verso decassílabo por-</p><p>que sua influência é clássica.</p><p>(C) a produção poética daquela época pode ser</p><p>dividida em lírico-amorosa e prosa doutrinária.</p><p>(D) as cantigas de amigo têm influência provençal.</p><p>(E) a prosa trovadoresca tinha claro objetivo de</p><p>divertir a nobreza, por isso têm cunho satírico.</p><p>6 - (MACKENZIE) Assinale a afirmativa correta com</p><p>relação ao Trovadorismo.</p><p>(A) Um dos temas mais explorados por esse estilo</p><p>de época é a exaltação do amor sensual entre</p><p>nobres e mulheres camponesas.</p><p>(B) Desenvolveu-se especialmente no século XV</p><p>e refletiu a transição da cultura teocêntrica</p><p>para a cultura antropocêntrica.</p><p>(C) Devido ao grande prestígio que teve durante</p><p>toda a Idade Média, foi recuperado pelos po-</p><p>etas da Renascença, época em que alcançou</p><p>níveis estéticos insuperáveis.</p><p>(D) Valorizou recursos formais que tiveram não</p><p>apenas a função de produzir efeito musical,</p><p>como também a função de facilitar a memo-</p><p>rização, já que as composições eram trans-</p><p>mitidas oralmente.</p><p>(E) Tanto no plano temático como no plano ex-</p><p>pressivo, esse estilo de época absorveu a influ-</p><p>ência dos padrões estéticos greco-romanos.</p><p>7. Uma das diferenças fundamentais entre as can-</p><p>tigas de amor e as de amigo é</p><p>(A) a autoria.</p><p>(B) o eu lírico.</p><p>(C) a língua em que eram escritas.</p><p>(D) o caráter épico.</p><p>(E) a linguagem rebuscada.</p><p>8. Assinale a alternativa correta:</p><p>(A) não houve prosa no período trovadoresco.</p><p>(B) a prosa, no período trovadoresco, sofreu a</p><p>influência provençal.</p><p>(C) a prosa do período trovadoresco era exclusi-</p><p>vamente histórica.</p><p>(D) a prosa do período trovadoresco era literal-</p><p>mente inferior à poesia do mesmo período.</p><p>(E) só houve prosa no período trovadoresco.</p><p>LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS</p><p>118</p><p>HUMANISMO</p><p>Corrente filosófica e artística que surgiu no sécu-</p><p>lo XV na Europa. Na literatura, representou o período</p><p>de transição entre o Trovadorismo e o Classicismo,</p><p>bem como da Idade Média para a Idade Moderna.</p><p>O termo “Huma-</p><p>nismo”, no geral, cor-</p><p>responde ao conjunto</p><p>de valores filosóficos,</p><p>morais e estéticos que</p><p>focam no ser humano.</p><p>Trata-se de uma ciên-</p><p>cia que permitiu ao</p><p>homem compreender</p><p>melhor o mundo e o</p><p>próprio ser. Isso ocor-</p><p>reu durante o período</p><p>do Renascimento Cul-</p><p>tural.</p><p>O Humanismo foi</p><p>uma época de transição entre a Idade Média e o Re-</p><p>nascimento. Como o próprio nome já diz, o ser huma-</p><p>no passou a ser valorizado. Foi nessa época que surgiu</p><p>uma nova classe social: a burguesia. Os burgueses não</p><p>eram nem servos e nem comerciantes.</p><p>Com o aparecimento desta nova classe social</p><p>foram aparecendo as cidades e muitos homens que</p><p>moravam no campo se mudaram para morar nestas</p><p>cidades, como consequência o regime feudal de ser-</p><p>vidão desapareceu.</p><p>Foram criadas leis e o poder começou a migrar das</p><p>mãos da Igreja Católica e dos reis para as mãos da-</p><p>queles que, apesar de não serem nobres ou clérigos,</p><p>estavam ficando mais ricos. No Humanismo o “status”</p><p>econômico passou a ser muito valorizado, muito mais</p><p>do que o título de nobreza.</p><p>(Homem Vitruviano – Leonardo Da Vinci)</p><p>As Grandes Navegações trouxeram ao homem de</p><p>Portugal confiança de sua capacidade e vontade de</p><p>conhecer e descobrir várias coisas. A religião começou</p><p>a decair (mas não desapareceu) e o teocentrismo deu</p><p>lugar ao antropocentrismo, ou seja, o homem passou</p><p>a ser o centro de tudo e não mais Deus.</p><p>Os artistas começaram a dar mais valor às emo-</p><p>ções humanas. É bom ressaltar que todas essas mu-</p><p>danças não ocorreram do dia para a noite.</p><p>A época renascentista foi um momento de im-</p><p>portantes transformações na mentalidade europeia.</p><p>Assim, com a invenção da imprensa, as grandes na-</p><p>vegações, a crise do sistema feudal e o aparecimento</p><p>da burguesia, surge uma nova visão do ser humano.</p><p>Essa mudança veio questionar os velhos valores num</p><p>impasse desenvolvido entre a fé a razão.</p><p>Nesse momento, o teocentrismo (Deus como cen-</p><p>tro do mundo) e a estrutura hierárquica medieval (no-</p><p>breza-clero-povo) sai de cena, dando lugar ao antro-</p><p>pocentrismo (homem como centro do mundo). Esse</p><p>último, foi o ideal central do humanismo renascentista.</p><p>O marco inicial do humanismo literário português</p><p>foi a nomeação de Fernão Lopes para cronista-mor</p><p>da Torre do Tombo, em 1418. O movimento com</p><p>foco na prosa, poesia e teatro, terminou com a</p><p>chegada do poeta Sá de Miranda da Itália em 1527,</p><p>ele trouxe inspirações literárias baseadas na nova</p><p>medida, chamada de “dolce stil nuevo” (Doce estilo</p><p>novo) - esse fato permitiu o início do classicismo</p><p>como escola literária.</p><p>Características do Humanismo</p><p>• Racionalidade.</p><p>• Antropocentrismo.</p><p>• Cientificismo.</p><p>LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS</p><p>119</p><p>• Separação entre a música e a poesia.</p><p>• Descrição da figura humana (inclusive a mu-</p><p>lher), suas expressões, detalhes e proporções</p><p>(beleza e perfeição).</p><p>• Descoberta da natureza, dos campos, das flo-</p><p>restas, das montanhas, considerados refúgios</p><p>para as mágoas do amor.</p><p>• Descentralização do conhecimento, até então</p><p>controlado pela Igreja Católica.</p><p>• Apoio aos valores cristãos e medievais.</p><p>AUTORES E OBRAS</p><p>O teatro popular, a poesia palaciana e a crônica</p><p>histórica foram os gêneros mais explorados durante</p><p>o período do humanismo em Portugal.</p><p>Teatro – A Dramaturgia foi a manifestação literá-</p><p>ria onde ficavam mais claras as características desse</p><p>período.</p><p>Gil Vicente (1465-1536) foi considerado o pai do</p><p>teatro português, escrevendo “Autos” e “Farsas”, dos</p><p>quais se destacam:</p><p>• Auto da Visitação (1502)</p><p>• O Velho da Horta (1512)</p><p>• Auto da Barca do Inferno (1516)</p><p>• Farsa de Inês Pereira (1523)</p><p>Prosa – Crônicas</p><p>Registravam a vida dos personagens e aconteci-</p><p>mentos históricos – Fernão Lopes foi o mais importan-</p><p>te cronista (historiador) da época, tendo sido</p><p>Fernão Lopes (1390-1460) considerado o “Pai da</p><p>História de Portugal”, foi o maior representante da</p><p>prosa historiográfica humanista, pela seriedade da</p><p>pesquisa histórica, pelas qualidades do estilo e pelo</p><p>tratamento literário, além de fundador da historiogra-</p><p>fia portuguesa. Foi também o 1º cronista que atribuiu</p><p>ao povo um papel importante nas mudanças da his-</p><p>tória, essa importância era, anteriormente, atribuída</p><p>somente à nobreza.</p><p>De suas obras merecem destaque:</p><p>• Crônica de El-Rei D. Pedro I</p><p>• Crônica de El-Rei D. Fernando</p><p>• Crônica de El-Rei D. João I</p><p>Poesia</p><p>Novos recursos, novas formas poéticas e temas</p><p>novos. Esses recursos se distanciaram da formalidade</p><p>do Trovadorismo. Em 1516 foi publicada em Portugal</p><p>a obra “Cancioneiro Geral”. Era uma coletânea de</p><p>poemas de época, organizada por Garcia Rezende.</p><p>O Cancioneiro Geral foi a primeira obra impressa em</p><p>Portugal, e tinha textos em Português e em Castelha-</p><p>no, retratando a obra de diversos autores com poemas</p><p>amorosos, satíricos, religiosos entre outros.</p><p>Os humanistas eram os estudiosos da cultura an-</p><p>tiga que se dedicavam, sobretudo, aos estudos dos</p><p>textos da antiguidade clássica greco-romana.</p><p>• Petrarca, Dante Alighieri e Boccaccio são cer-</p><p>tamente os poetas italianos humanistas que mere-</p><p>cem destaque. Todos eles foram influenciados</p><p>por</p><p>características do período como o culto às línguas e</p><p>às literaturas greco-latinas (modelo clássico).</p><p>Além deles, grandes representantes da literatura</p><p>humanista foram:</p><p>• o teólogo holandês Erasmo de Roterdã (1466-</p><p>1536);</p><p>• o escritor inglês Thomas More (1478-1535);</p><p>• o escritor francês Michel de Montaigne (1533-</p><p>1592).</p><p>ATIVIDADES</p><p>1. Sobre o Humanismo, identifique a alternativa falsa:</p><p>(A) Em sentido amplo, designa a atitude de va-</p><p>lorização do homem, de seus atributos e re-</p><p>alizações.</p><p>(B) Configura-se na máxima de Protágoras: “O</p><p>homem é a medida de todas as coisas”.</p><p>(C) Rejeita a noção do homem regido por leis</p><p>sobrenaturais e opõe-se ao misticismo.</p><p>(D) Designa tanto uma atitude filosófica intempo-</p><p>ral quanto um período específico da evolução</p><p>da cultura ocidental.</p><p>(E) Fundamenta-se na noção bíblica de que o</p><p>homem é pó e ao pó retornará, e de que só</p><p>a transcendência liberta o homem de sua in-</p><p>significância terrena.</p><p>2. Ainda sobre o Humanismo, assinale a afirmação</p><p>incorreta:</p><p>(A) Associa-se à noção de antropocentrismo e</p><p>representou a base filosófica e cultural do</p><p>Renascimento.</p><p>(B) Teve como centro irradiador a Itália e como</p><p>precursor Dante Alighieri, Boccaccio e Petrarca.</p><p>(C) Denomina-se também Pré-Renascentismo, ou</p><p>Quatrocentismo, e corresponde ao século XV.</p><p>(D) Representa o apogeu da cultura provençal</p><p>que se irradia da França para os demais paí-</p><p>ses, por meio dos trovadores e jograis.</p><p>(E) Retorna os clássicos da Antiguidade greco-</p><p>-latina como modelos de Verdade, Beleza e</p><p>Perfeição.</p><p>3. O Cancioneiro Geral não contém:</p><p>(A) Composições com motes e glosas.</p><p>(B) Cantigas e esparsas.</p><p>(C) Trovas e vilancetes.</p><p>(D) Composições na medida velha.</p><p>(E) Sonetos e canções.</p><p>LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS</p><p>120</p><p>04. A obra de Fernão Lopes tem um caráter:</p><p>(A) Puramente científico, pelo tratamento docu-</p><p>mental da matéria histórica;</p><p>(B) Essencialmente estético pelo predomínio do</p><p>elemento ficcional;</p><p>(C) Basicamente histórico, pela fidelidade à docu-</p><p>mentação e pela objetividade da linguagem</p><p>científica;</p><p>(D) Histórico-literário, aproximando-se do mo-</p><p>derno romance histórico, pela fusão do real</p><p>com o imaginário.</p><p>(E) Histórico-literário, pela seriedade da pesquisa</p><p>histórica, pelas qualidades do estilo e pelo</p><p>tratamento literário, que reveste a narrativa</p><p>histórica de um tom épico e compõe cenas</p><p>de grande realismo plástico, além do domínio</p><p>da técnica dramática de composição.</p><p>05. (FUVEST) Aponte a alternativa correta em relação</p><p>a Gil Vicente:</p><p>(A) Compôs peças de caráter sacro e satírico.</p><p>(B) Introduziu a lírica trovadoresca em Portugal.</p><p>(C) Escreveu a novela Amadis de Gaula.</p><p>(D) Só escreveu peças em português.</p><p>(E) Representa o melhor do teatro clássico por-</p><p>tuguês.</p><p>06. (FUVEST-SP) Caracteriza o teatro de Gil Vicente:</p><p>(A) A revolta contra o cristianismo.</p><p>(B) A obra escrita em prosa.</p><p>(C) A elaboração requintada dos quadros e ce-</p><p>nários apresentados.</p><p>(D) A preocupação com o homem e com a religião.</p><p>(E) A busca de conceitos universais.</p><p>07. Leia com atenção o fragmento do Auto da Barco</p><p>do Inferno, de Gil Vicente:</p><p>Parvo – Hou, homens dos breviários,</p><p>Rapinastis coelhorum</p><p>Et pernis perdigotorum</p><p>E mijais nos campanários.</p><p>Não é correto afirmar sobre o texto:</p><p>(A) As falas do Parvo, como esta, sempre são</p><p>repletas de gracejos e de palavrões, com in-</p><p>tenção satírica.</p><p>(B) Nesta fala, o Parvo está denunciando a cor-</p><p>rupção do Juiz e do Procurador.</p><p>(C) O latim que aparece na passagem é exemplo</p><p>de imitação paródia dessa língua.</p><p>(D) Por meio de seu latim, o Parvo afasta-se de</p><p>sua simplicidade, mostrando-se conhecedor</p><p>de outras línguas.</p><p>(E) Ao misturar um falso latim com palavrões, Gil</p><p>Vicente demonstra a natureza popular de seu</p><p>teatro e de seus canais de expressão.</p><p>CLASSICISMO</p><p>A Criação do Homem – Michelangelo</p><p>LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS</p><p>121</p><p>O Classicismo foi um movimento cultural que fez</p><p>parte do Renascimento europeu, durante os séculos</p><p>XV e XVI. Como o próprio nome aponta, a proposta</p><p>do Classicismo era um retorno às formas e temas da</p><p>Antiguidade Clássica, ou seja, Grécia e Roma antigas.</p><p>CONTEXTO HISTÓRICO</p><p>O período da Idade Média durou cerca de 10</p><p>séculos na Europa (século V – século XV). Durante</p><p>esse longo período de tempo, o desenvolvimento</p><p>científico e cultural dependia do aval ou do aceite</p><p>da Igreja Católica, que exercia influência política e</p><p>socioeconômica em toda a Europa.</p><p>Enquanto a riqueza na Idade Média estava relacio-</p><p>nada à posse da terra e à tradição, as trocas comerciais</p><p>que se estabeleceram com o mercantilismo tornaram</p><p>o dinheiro a grande fonte de poder. O intercâmbio</p><p>com civilizações da Ásia e da África, sobretudo com</p><p>povos de origem árabe, abriu para os europeus novos</p><p>horizontes, como o desenvolvimento da matemática</p><p>e os instrumentos de navegação, como o astrolábio.</p><p>Os espaços geográficos abriam-se, com a desco-</p><p>berta de novas rotas pelo mar, levando até a chegada</p><p>aos territórios do grande continente americano: eram</p><p>as Grandes Navegações.</p><p>Tudo isso foi possível graças ao Renascimento,</p><p>movimento científico e cultural que tomou conta</p><p>da Europa no século XV. Esquivando-se da censura</p><p>ideológica da Igreja, pensadores e cientistas elabo-</p><p>raram novas teorias e invenções: Nicolau Copérnico</p><p>propõe o modelo heliocêntrico do Universo, Galileu</p><p>Galilei descobre as leis que regem a queda dos cor-</p><p>pos, Johann Gutemberg inventa os tipos móveis para</p><p>imprimir os livros, tarefa antes delegada aos monges</p><p>copistas.</p><p>O horizonte cultural do Renascimento era a An-</p><p>tiguidade Clássica. A Grécia Antiga é considerada o</p><p>berço do pensamento ocidental (tendo influencia-</p><p>do diretamente a cultura dos romanos), por isso o</p><p>retorno às formas clássicas foi o propósito estético</p><p>dos renascentistas. O Classicismo tem sua gênese na</p><p>Itália, ao final do século XIII, com o surgimento do</p><p>pensamento humanista.</p><p>Principais Características do Classicismo</p><p>• Imitação dos autores clássicos gregos e roma-</p><p>nos da antiguidade;</p><p>• Uso da mitologia dos deuses e o uso de musas</p><p>como inspiração;</p><p>• Racionalismo: predomínio da razão sobre os</p><p>sentimentos;</p><p>• Universalismo: abordagem de temas universais</p><p>como, por exemplo, os sentimentos humanos;</p><p>• Antropocentrismo: o homem como o centro do</p><p>Universo;</p><p>• Perfeição formal (rigor em busca da pureza for-</p><p>mal);</p><p>• Busca do equilíbrio entre razão e sentimento;</p><p>• Influência do pensamento humanista.</p><p>• Contenção da subjetividade, dos ímpetos da</p><p>interioridade: o que vale é a obra, não o que</p><p>sente ou pensa o autor. O autor deve desapa-</p><p>recer perante a obra.</p><p>• Separação das artes: os gêneros textuais não</p><p>se misturam. A poesia lírica tem seu próprio</p><p>método e características que não devem ser</p><p>confundidos com aqueles da poesia épica, ou</p><p>da dramaturgia, por exemplo.</p><p>Classicismo em Portugal</p><p>Embora na Itália o Classicismo tenha se insinuado</p><p>em meados do século XIII, é apenas em 1527, com Sá</p><p>de Miranda, que o movimento tem início em Portugal.</p><p>Influenciado pelo dolce stil nuovo, “doce estilo novo”,</p><p>em tradução livre, que aprendera na Itália, Sá de Mi-</p><p>randa introduz à literatura o gênero do soneto decas-</p><p>sílabo, que ficaria conhecido como “medida nova”, em</p><p>oposição à “medida velha”, a das redondilhas (cinco</p><p>ou sete sílabas métricas).</p><p>Foi predominante no Classicismo português a</p><p>temática do neoplatonismo, escola filosófica que</p><p>retomava a filosofia amorosa de Platão, tratando o</p><p>amor não a partir da sensualidade, mas por seu viés</p><p>filosófico e religioso. Além disso, os poetas do período</p><p>valorizaram sobretudo os grandes feitos nacionais,</p><p>as conquistas do povo português, assunto da poesia</p><p>épica. Pode-se entender, portanto, que o Classicis-</p><p>mo em Portugal se voltou para dois principais temas:</p><p>amor e bravura.</p><p>Principais autores e obras</p><p>• Francisco de Sá de Miranda (Coimbra, 1481 –</p><p>Amares, 1558) - Precursor do Classicismo português,</p><p>foi o responsável pela introdução do verso decassí-</p><p>labo em Portugal. Teve algumas poesias publicadas</p><p>no Cancioneiro geral (1516), compilado antológico da</p><p>poesia humanista.</p><p>Introduziu</p><p>também, em língua portuguesa, as for-</p><p>mas da canção da sextina e as produções em tercetos</p><p>e em oitavas, sendo responsável pela formação dos</p><p>poetas portugueses, tendo grande influência na lite-</p><p>ratura que se desenvolveu no período.</p><p>Eram parte de suas temáticas a reflexão moral,</p><p>filosófica e política, além do lirismo amoroso. Escre-</p><p>veu também textos dramatúrgicos e cartas em forma</p><p>de verso.</p><p>“Comigo me desavim, Sou posto em todo perigo;</p><p>/ Não posso viver comigo / Nem posso fugir de mim. /</p><p>Com dor da gente fugia, / Antes que esta assi cre-</p><p>cesse: / Agora já fugiria / De mim, se de mim pudesse. /</p><p>LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS</p><p>122</p><p>Que meo espero ou que fim / Do vão trabalho que</p><p>sigo, / Pois que trago a mim comigo / Tamanho imigo</p><p>de mim?” (Sá de Miranda)</p><p>• Luís Vaz de Camões (1524/1525-1580) - O berço</p><p>de nascimento de Camões é incerto: provavelmen-</p><p>te Lisboa, provavelmente em 1524 ou 1525, mas as</p><p>cidades de Coimbra, Santarém e Alenquer também</p><p>reivindicam ser o local onde o poeta nasceu. De ori-</p><p>gem fidalga, Camões teve uma educação sólida e era</p><p>conhecedor de história, geografia e literatura. Deu iní-</p><p>cio ao curso de Teologia na Universidade de Coimbra,</p><p>que abandonou por levar uma vida incompatível com</p><p>os preceitos religiosos. Conquistador, Camões teve</p><p>muitas paixões e seus versos eram muito prestigia-</p><p>dos pelas damas da corte. Envolveu-se em duelos e</p><p>fez inimizades, o que o levou a alistar-se e embarcar,</p><p>como soldado, para Ceuta, lutando contra os mouros e</p><p>perdendo o olho direito em combate. Já em liberdade,</p><p>embarcou para a Índia, em 1554, e viveu também em</p><p>Macau. Salvou-se de um naufrágio em 1556, levando</p><p>consigo os originais de sua mais célebre obra, o poema</p><p>épico Os Lusíadas. Morreu em Portugal, em 1580.</p><p>Camões é considerado o mais importante poeta</p><p>de língua portuguesa e um dos maiores da literatura</p><p>universal. Sua produção literária é múltipla e con-</p><p>templa tanto as formas eruditas quanto as formas</p><p>populares, de trovas, inspiradas em velhas cantigas</p><p>medievais. A obra de Camões pode ser dividida em</p><p>dois eixos principais: a poesia lírica e a épica.</p><p>A lírica camoniana é composta principalmente de</p><p>temas amorosos, bastante influenciada pelo neopla-</p><p>tonismo, que convive com os temas sensuais, estabe-</p><p>lecendo quase sempre uma contradição. As antíteses</p><p>da presença-ausência, amor espiritual-amor carnal,</p><p>vida-morte, sonho-realidade são muito presentes em</p><p>seus poemas, o que o torna um antecipador do mo-</p><p>vimento maneirista. Além disso, Camões compôs na</p><p>chamada “medida velha”, as redondilhas, ligadas à</p><p>tradição popular, e na “medida nova”, o poema de-</p><p>cassílabo, forma preferida para a exposição de temas</p><p>e sentimentos complexos.</p><p>“Alma minha gentil, que te partiste / Tão cedo</p><p>desta vida, descontente, /</p><p>Repousa lá no Céu eternamente / E viva eu cá na</p><p>terra sempre triste.</p><p>Se lá no assento etéreo, onde subiste, / Memória</p><p>desta vida se consente, /</p><p>Não te esqueças daquele amor ardente / Que já</p><p>nos olhos meus tão puro viste.</p><p>E se vires que pode merecer-te / Algua cousa a dor</p><p>que me ficou / Da mágoa, sem remédio, de perder-te,</p><p>Roga a Deus, que teus anos encurtou, / Que tão</p><p>cedo de cá me leve a ver-te, /Quão cedo de meus</p><p>olhos te levou. (Camões)</p><p>Os Lusíadas</p><p>Camões ficou muito conhecido por seu trabalho</p><p>como sonetista, mas sua grande obra foi Os Lusía-</p><p>das, poema épico de cunho nacionalista que exalta</p><p>o período das Grandes Navegações portuguesas. Ins-</p><p>pirado em Virgílio e Homero pela forma e pelo tema,</p><p>Camões utiliza-se também da mitologia greco-romana</p><p>para tecer a epopeia: Baco teria se voltado contra os</p><p>portugueses, por ser dono dos territórios indianos, e</p><p>Vênus, por gostar do povo lusitano, estaria a seu favor.</p><p>Assim, a viagem real de Vasco da Gama mistura-</p><p>-se a essa narrativa mitológica. Escritos em 10 cantos</p><p>com oito estrofes cada um, Os Lusíadas é obra de</p><p>linguagem culta e elevada, conforme a característica</p><p>da poesia épica, e canta heroicamente os reis e os</p><p>fidalgos portugueses a partir da conquista dos novos</p><p>territórios, adicionando também outros episódios</p><p>gloriosos da história de Portugal.</p><p>Canto I</p><p>As armas e os barões assinalados</p><p>Que, da Ocidental praia Lusitana,</p><p>Por mares nunca dantes navegados,</p><p>Passaram ainda além da Taprobana,</p><p>Em perigos e guerras esforçados</p><p>Mais do que prometia a força humana,</p><p>E entre gente remota edificaram</p><p>Novo reino, que tanto sublimaram;</p><p>E também as memórias gloriosas</p><p>Daqueles Reis que foram dilatando</p><p>A Fé, o Império, e as terras viciosas</p><p>De África e de Ásia andaram devastando,</p><p>E aqueles que por obras valerosas</p><p>Se vão da lei da Morte libertando:</p><p>Cantando espalharei por toda a parte,</p><p>Se a tanto me ajudar o engenho e a arte.</p><p>[...] (Camões, Os Lusíadas.)</p><p>Disponível em https://www.todamateria.com.br/</p><p>os-lusiadas-de-luis-de-camoes/</p><p>LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS</p><p>123</p><p>Também são autores que se destacaram no pe-</p><p>ríodo:</p><p>• Bernardim Ribeiro – poeta e escritor português,</p><p>Ribeiro introduziu o bucolismo em Portugal e colabo-</p><p>rou no Cancioneiro de Garcia de Resende junto a poe-</p><p>tas palacianos, como Gil Vicente e Sá de Miranda. Sua</p><p>principal obra, a novela ‘Saudades’, mais conhecida</p><p>como ‘Menina e Moças’, é a primeira novela pastoril</p><p>escrita em português.</p><p>• Antonio Ferreira – considerado por muitos como</p><p>um dos maiores poetas do classicismo, Ferreira era</p><p>mais conhecido como ‘o Horácio português’. Sua obra</p><p>mais notável, ‘Tragédia de D. Inês de Castro’, marcou</p><p>a cultura e a história portuguesa.</p><p>O Renascimento foi um movimento cultural, eco-</p><p>nômico e político, surgido na Itália no século XIV e</p><p>se estendeu até o século XVII por toda a Europa.</p><p>Inspirado nos valores da Antiguidade Clássica e</p><p>gerado pelas modificações econômicas, o Renas-</p><p>cimento reformulou a vida medieval, e deu início à</p><p>Idade Moderna. O termo Renascimento foi criado</p><p>no séc. XVI para descrever o movimento artístico</p><p>que surgiu um século antes. Posteriormente acabou</p><p>designando as mudanças econômicas e políticas do</p><p>período também e é muito contestado hoje em dia.</p><p>Afinal, as cidades nunca desapareceram totalmente</p><p>e os povos não deixaram de comercializar entre si,</p><p>nem de usar moeda. Houve, sim, uma diminuição</p><p>dessas atividades durante a Idade Média. Observa-</p><p>mos, porém, que na Península Itálica várias cidades</p><p>como Veneza, Gênova, Florença, Roma, dentre ou-</p><p>tras, se beneficiaram do comércio com o Oriente.</p><p>Estas regiões se enriqueceram com o desenvolvi-</p><p>mento do comércio no Mar Mediterrâneo dando</p><p>origem a uma rica burguesia mercantil. A fim de</p><p>se afirmarem socialmente, estes comerciantes pa-</p><p>trocinavam artistas e escritores, que inauguraram</p><p>uma nova forma de fazer arte. A Igreja e nobreza</p><p>também foram mecenas de artistas como Miche-</p><p>langelo, Domenico Ghirlandaio, Pietro della Fran-</p><p>cesa, entre muitos outros.</p><p>ATIVIDADES</p><p>1. (Enem 2012)- LXXVIII (Camões, 1525?-1580)</p><p>Leda serenidade deleitosa,</p><p>Que representa em terra um paraíso;</p><p>Entre rubis e perlas doce riso;</p><p>Debaixo de ouro e neve cor-de-rosa;</p><p>Presença moderada e graciosa,</p><p>Onde ensinando estão despejo e siso</p><p>Que se pode por arte e por aviso,</p><p>Como por natureza, ser fermosa;</p><p>Fala de quem a morte e a vida pende,</p><p>Rara, suave; enfim, Senhora, vossa;</p><p>Repouso nela alegre e comedido:</p><p>Estas as armas são com que me rende</p><p>E me cativa Amor; mas não que possa</p><p>Despojar-me da glória de rendido.</p><p>CAMÕES, L. Obra completa. Rio de janeiro:</p><p>Nova Aguilar, 2008.</p><p>A pintura e o poema, embora sendo produtos</p><p>de duas linguagens artísticas diferentes, partici-</p><p>param do mesmo contexto social e cultural de</p><p>produção pelo fato de ambos</p><p>(A) apresentarem um retrato realista, evidencia-</p><p>do pelo unicórnio presente na pintura e pelos</p><p>adjetivos usados no poema.</p><p>(B) valorizarem o excesso de enfeites na apre-</p><p>sentação pessoal e na variação de atitudes</p><p>da mulher, evidenciadas pelos adjetivos do</p><p>poema.</p><p>(C) apresentarem um retrato ideal de mulher</p><p>marcado pela sobriedade e o equilíbrio,</p><p>evidenciados pela postura, expressão e ves-</p><p>timenta da moça e os adjetivos usados no</p><p>poema.</p><p>(D) desprezarem o conceito medieval da idea-</p><p>lização da mulher como base da produção</p><p>artística, evidenciado pelos adjetivos usados</p><p>no poema.</p><p>(E) apresentarem um retrato ideal de mulher</p><p>marcado pela emotividade e o conflito inte-</p><p>rior, evidenciados pela expressão da moça e</p><p>pelos adjetivos do poema.</p><p>2. São os principais representantes, na literatura</p><p>portuguesa, do Classicismo:</p><p>(A) Gregório de Matos, Augusto dos Anjos, Padre</p><p>José de Anchieta e Almeida Garret.</p><p>(B) Luiz de Camões, Gregório de Matos, Augusto</p><p>dos Anjos e Antero de Quental.</p><p>LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS</p><p>124</p><p>(C) Luiz de Camões, Sá de Miranda, Antônio Fer-</p><p>reira e Bernardim Ribeiro.</p><p>(D) Almeida Garret, Florbela Espanca, Eça de</p><p>Queiroz e Antônio Ferreira.</p><p>3. Identifique a alternativa que não contenha ideais</p><p>clássicos de arte:</p><p>(A) Universalismo e racionalismo.</p><p>(B) Formalismo e perfeccionismo.</p><p>(C) Obediência às regras e modelos e contenção</p><p>do lirismo.</p><p>(D) Valorização do homem (do soldado, do sábio</p><p>e do amante) e verossimilhança (imitação da</p><p>verdade e da natureza).</p><p>(E) Liberdade de criação e predomínio dos im-</p><p>pulsos pessoais.</p><p>4. Não se relaciona à medida nova:</p><p>(A) versos decassílabos; (B) influência italiana; (C)</p><p>predileção por formas fixas;</p><p>(D) sonetos, tercetos, oitavas e odes; (E) cultura</p><p>popular, tradicional.</p><p>5. O Classicismo propriamente dito, tem por limites</p><p>cronológicos, em Portugal, as datas de:</p><p>(A) 1500 e 1601.</p><p>(B) 1434 e 1516.</p><p>(C) 1502 e 1578.</p><p>(D) 1527 e 1580.</p><p>(E) 1198 e 1434.</p><p>6. (FUVEST-SP) Na Lírica de Camões:</p><p>(A) o verso usado para a composição dos sonetos</p><p>é o redondilha maior;</p><p>(B) encontram-se sonetos, odes, sátiras e autos;</p><p>(C) cantar a pátria é o centro das preocupações;</p><p>(D) encontra-se uma fonte de inspiração de mui-</p><p>tos poetas brasileiros do século XX;</p><p>(E) a mulher é vista em seus aspectos físicos,</p><p>despojada de espiritualidade.</p><p>7. (PUC-PR) Sobre o narrador ou narradores de os</p><p>Lusíadas, é lícito afirmar que:</p><p>a) existe um narrador épico no poema: o próprio</p><p>Camões;</p><p>b) existem dois narradores no poema: O eu-épico,</p><p>Camões fala através dele, e o outro, Vasco da</p><p>Gama, que é quem dá conta de toda a História</p><p>de Portugal.</p><p>c) o narrador de Os Lusíadas é Luiz Vaz de Ca-</p><p>mões;</p><p>d) O narrador de os Lusíadas é o Velho do Restelo;</p><p>e) O narrador de Os Lusíadas é o próprio povo</p><p>português.</p><p>Referências Bibliográficas:</p><p>A Criação do Homem, Michelangelo. Cola da web. Dis-</p><p>ponível em: https://www.coladaweb.com/literatura/</p><p>classicismo Acesso em 02 fev, 2020.</p><p>A importância do figurino na criação de uma persona-</p><p>gem. Disponível em: <https://escsfm.ipl.pt/escs-ma-</p><p>gazine/a-importancia-do-figurino-na-criacao-de-uma-</p><p>-personagem/> acessado em junho de 2021.</p><p>Atividades de Literatura. Norma Culta. 2008. Disponí-</p><p>vel em: https://www.normaculta.com.br/texto-litera-</p><p>rio-e-nao-literario/ Acesso em 31 de janeiro de 2020.</p><p>Atividades Humanismo. Cola da web. 2008. Disponível</p><p>em: https://www.coladaweb.com/exercicios-resolvi-</p><p>dos/exercicios-resolvidos-de-portugues/humanismo-</p><p>-ou-pre-renascentismo</p><p>Atividades Texto Literário e não Literário. Blog do</p><p>Enem, 2017. https://blogdoenem.com.br/texto-lite-</p><p>rario-e-nao-literario-literatura-enem/ Acesso em 31</p><p>de janeiro de 2020.</p><p>Atividades Trovadorismo. Racha Cuca. 2016. Disponí-</p><p>vel em: https://rachacuca.com.br/quiz/solve/123778/</p><p>trovadorismo-i/ Acesso em 02 fev, 2020.</p><p>Classicismo. Literatura Portuguesa. Brasil Escola. Dis-</p><p>ponível em: https://www.educamaisbrasil.com.br/</p><p>enem/lingua-portuguesa/classicismo Acesso em 03</p><p>fev., 2020.</p><p>Coesão. Disponível em: https://www.portugues.com.</p><p>br/redacao/coesao-referencial-coesao-sequencial.</p><p>html. Acesso em 26 jan, 2022.</p><p>Correio Brasiliense. 2020. Disponível em: https://</p><p>www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/mun-</p><p>do/2020/01/31/interna_mundo,824678/enfermei-</p><p>ra-alema-e-suspeita-de-ter-aplicado-morfina-em-be-</p><p>bes.shtml Acesso em 31 de janeiro de 2020.</p><p>Denotação e Conotação. Portal da Linguagem. 2012.</p><p>Disponível em: https://portodalinguagem.com.br/</p><p>denotacao-e-conotacao/ Acesso em 31 de janeiro</p><p>de 2020.</p><p>Elementos da narrativa. Disponível em: https://www.</p><p>todamateria.com.br/elementos-da-narrativa/Acesso</p><p>em 18 de março de 2020.</p><p>Escolas literárias. Mais Uma Página. Disponível em:</p><p>https://maisumapagina.com/as-escolas-literarias/</p><p>Acesso em 03 fev., 2020.</p><p>Exercícios de Classicismo. Mundo Educação. Dispo-</p><p>nível em: https://exercicios.mundoeducacao.bol.uol.</p><p>LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS</p><p>125</p><p>com.br/exercicios-literatura/exercicios-sobre-classi-</p><p>cismo.htm#resposta-1137 Acesso em 03 fev, 2020.</p><p>Exercícios literatura. Brasil Escola. 2018. Disponível</p><p>em: https://exercicios.brasilescola.uol.com.br/exer-</p><p>cicios-literatura/exercicios-sobre-linguagem-litera-</p><p>ria-nao-literaria.htm#questao-1 Acesso em 31 de</p><p>janeiro de 2020.</p><p>Figuras de Linguagem. 2016. Disponível em: https://</p><p>www.figuradelinguagem.com/gramatica/qual-a-di-</p><p>ferenca-entre-texto-literario-e-texto-nao-literario/</p><p>Acesso em 31 de janeiro de 2020.</p><p>Figuras de Linguagem. Disponível em: https://www.</p><p>todamateria.com.br/exercicios-de-figuras-de-lingua-</p><p>gem/ Acesso em 11 dez, 2020.</p><p>Gênero textual: Relato. 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Disponível em:</p><p>https://www.portugues.com.br/literatura/aliteratu-</p><p>rainformacao.html Acesso em 03 fev., 2020.</p><p>ORMUNDO, Wilton. Se liga na língua: literatura, pro-</p><p>dução de texto, linguagem. Wilton Ormundo e Cristia-</p><p>ne Siniscalchi. 1ª ed. São Paulo: Moderna, 2016, p 75.</p><p>ORMUNDO, Wilton. Se liga nas linguagens. Wilton</p><p>Ormundo e Cristiane Siniscalchi. 1ª ed. São Paulo:</p><p>Moderna, 2020.</p><p>ORMUNDO, Wilton. Se liga nas linguagens. Coleção</p><p>Experimenta. Wilton Ormundo e Cristiane Siniscalchi.</p><p>1ª ed. São Paulo: Moderna, 2020.</p><p>Português – Literatura. Pharma. 2018. Disponível em:</p><p>http://pharmacistresponde.blogspot.com/2013/01/</p><p>literatura-portuguesa-trovadorismo.html>. Acesso</p><p>em 02 fev, 2020.</p><p>Progressão Temática. Disponível em: https://www.</p><p>escrevendoofuturo.org.br/formacao/pergunte-a-o-</p><p>limpia/132/progressao-textual-e-tematica. Acesso</p><p>em 26 jan, 2022.</p><p>Redação: Crônica. Disponível em: https://brasilesco-</p><p>la.uol.com.br/redacao/cronica.htmAcesso em 18 de</p><p>março de 2020.</p><p>Texto Literário e não Literário. Toda Matéria. 2005.</p><p>Disponível em: https://www.todamateria.com.br/tex-</p><p>to-literario-e-nao-literario/ Acesso em 31 de janeiro</p><p>de 2020.</p><p>Trovadorismo. UOL. 2004. Disponível em: https://</p><p>educacao.uol.com.br/disciplinas/portugues/trovado-</p><p>rismo---origens-e-prosa-cronicas-hagiografias-livros-</p><p>-de-linhagens-e-novelas-de-cavalaria.htm. Acesso em</p><p>02 fev, 2020.</p><p>Ciências da</p><p>Natureza e suas</p><p>Tecnologias</p><p>Ciências da</p><p>Natureza e suas</p><p>CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS</p><p>128</p><p>COMPONENTE CURRICULAR:</p><p>BIOLOGIA</p><p>Capítulo 1</p><p>CIÊNCIA EM DADOS</p><p>Competência específica</p><p>Analisar e utilizar interpretações sobre a dinâmica</p><p>da Vida, da Terra e do Cosmos para elaborar argu-</p><p>mentos, realizar previsões sobre o funcionamento</p><p>e a evolução dos seres vivos e do Universo, e funda-</p><p>mentar e defender decisões éticas e responsáveis.</p><p>Habilidade específica</p><p>(EM13CNT205) Interpretar resultados e realizar</p><p>previsões sobre atividades experimentais, fenôme-</p><p>nos naturais e processos tecnológicos, com base</p><p>nas noções de probabilidade e incerteza, reconhe-</p><p>cendo os limites explicativos</p><p>das ciências.</p><p>Objetivo de aprendizagem do DC-GOEM</p><p>(GO-EMCNT205C) Interpretar informações quanti-</p><p>tativas por meio de linguagem gráfica, consideran-</p><p>do coleta de dados e tratamento de informações</p><p>obtidos a partir de processos químicos e biológicos</p><p>para analisar resultados obtidos.</p><p>Objeto(s) de conhecimento</p><p>- Gráficos e tabelas.</p><p>Descritor Saeb</p><p>Compreender o funcionamento de instrumentos e</p><p>os métodos utilizados para a realização de obser-</p><p>vações e medidas astronômicas.</p><p>Imersão Curricular</p><p>Gráficos e tabelas – o que são e para que</p><p>servem?</p><p>Diariamente vemos tabelas e gráficos nos mais</p><p>variados veículos de comunicação (tais como jornais,</p><p>revistas, livros, televisão, Internet, redes sociais etc.),</p><p>associadas a assuntos diversos da nossa rotina diária,</p><p>como resultados de pesquisas eleitorais, esportes,</p><p>segurança pública, saúde, trabalho, emprego, renda,</p><p>economia, cidadania, etc. A importância das tabelas</p><p>e dos gráficos está ligada, sobretudo, à facilidade e</p><p>agilidade na absorção e conhecimento dos dados por</p><p>parte do leitor e, também, às diversas maneiras de</p><p>ilustrar e resumir as informações apresentadas.</p><p>O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística</p><p>(IBGE), por exemplo, dispõe de diversas publicações</p><p>resultantes de coleta de dados e estudos realizados</p><p>por esta instituição. Uma publicação interessante do</p><p>IBGE diz respeito aos “Indicadores de Desenvolvimen-</p><p>to Sustentável (2015)”. Por meio de tabelas, gráficos</p><p>e mapas, essa publicação fornece subsídios para o</p><p>acompanhamento da sustentabilidade do padrão de</p><p>desenvolvimento brasileiro nas dimensões ambien-</p><p>tal, social, econômica e institucional, oferecendo um</p><p>panorama abrangente de informações necessárias ao</p><p>conhecimento da realidade do País, ao exercício da</p><p>cidadania e ao planejamento e formulação de políticas</p><p>públicas para o desenvolvimento sustentável.</p><p>Nesta publicação citada, por exemplo, são apre-</p><p>sentados 63 indicadores, produzidos com dados ad-</p><p>quiridos nas pesquisas do IBGE e de diversas outras</p><p>instituições, procurando mensurar, em seus aspectos</p><p>essenciais, as qualidades ambiental e de vida da po-</p><p>pulação, o desempenho macroeconômico do País, os</p><p>padrões de produção e consumo e a governança para</p><p>o desenvolvimento sustentável.</p><p>O indicador 5 – Uso de agrotóxicos – traz uma</p><p>aproximação da intensidade de uso de agrotóxicos</p><p>nas áreas plantadas de um território, em determina-</p><p>do período. Alguns dados estão assim apresentados:</p><p>Distribuição percentual dos ingredientes ativos</p><p>de agrotóxicos mais comercializados, por classes de</p><p>uso - Brasil – 2012</p><p>CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS</p><p>129</p><p>Fonte: IBGE. Disponível em https://biblioteca.ibge.gov.br/</p><p>visualizacao/livros/liv94254.pdf. Acesso em 06 out 2022.</p><p>Este tipo de gráfico conhecido como “gráfico de</p><p>pizza”, também chamado de “Gráfico de Setores”, é</p><p>circular. Eles são utilizados para reunir valores a partir</p><p>de um todo, segundo o conceito de proporcionalida-</p><p>de, tanto que se você somar todas as porcentagens</p><p>apresentadas e cada um dos gráficos perceberá que</p><p>o total será sempre 100%. Essa percepção é impor-</p><p>tante no momento de interpretados das informações</p><p>apresentadas.</p><p>SUGESTÃO DE ATIVIDADE</p><p>Você saberia dizer, por exemplo, qual substância é a</p><p>mais utilizada na composição de herbicidas? E qual o</p><p>ingrediente conhecido presente em menor propor-</p><p>ção nos inseticidas? E qual a proporção de Oxicloreto</p><p>de cobre nos fungicidas? Volte aos gráficos e pense</p><p>um pouco... Responda às três perguntas acima.</p><p>Ainda utilizando a publicação do IBGE - Indicado-</p><p>res de Desenvolvimento Sustentável (2015) – como</p><p>fonte de exemplos sobre gráficos, temos o indicador</p><p>7 – Queimadas e incêndios florestais – que expressa</p><p>a ocorrência anual de queimadas e de incêndios flo-</p><p>restais, em determinado território.</p><p>As queimadas e os incêndios florestais são de-</p><p>tectados por satélites como focos de calor sobre a</p><p>superfície terrestre. Assim, para este indicador, foram</p><p>utilizados dados coletados diariamente por satélite,</p><p>permitindo a análise de tendências nos números de</p><p>focos para as regiões e períodos de interesse.</p><p>Um dos gráficos obtidos foi:</p><p>Número de focos de calor nos Biomas Brasileiros - 2008-2013</p><p>Fonte: IBGE. Disponível em https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv94254.pdf. Acesso em 06 out 2022.</p><p>Observe que este gráfico apresenta os dados na</p><p>forma de linhas e daí vem sua nomenclatura: “Grá-</p><p>fico de Linhas”, que também pode ser chamado de</p><p>“Gráfico de Segmento”. Ele é usado para apresentar</p><p>valores (sequência numérica) em determinado espaço</p><p>de tempo. Ou seja, mostra as evoluções ou diminui-</p><p>ções de algum fenômeno.</p><p>SUGESTÃO DE ATIVIDADE</p><p>Observando este gráfico, você saberia dizer em qual</p><p>bioma ocorreram maior número de focos de calor,</p><p>ou seja, provavelmente queimadas, no ano 2010?</p><p>Ou quais os dois biomas que mais sofreram quei-</p><p>madas ao longo do intervalo entre os anos 2008 e</p><p>2013? O gráfico não nos retorna informações como</p><p>“por que tais biomas têm sido mais devastados por</p><p>queimadas do que outros”, mas serviria para emba-</p><p>sar argumentos e conclusões acerca do assunto em</p><p>uma publicação científica, em uma reportagem, ou</p><p>mesmo em uma redação do ENEM sobre o tema.</p><p>Volte ao gráfico e reflita respondendo aos dois</p><p>questionamentos acima.</p><p>CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS</p><p>130</p><p>Tipos de gráficos</p><p>Estes gráficos de “pizza” e de “linhas” são dois dos principais tipos que podemos utilizar para apresentar</p><p>dados. Além destes podemos citar:</p><p>Gráfico de barras:</p><p>Também conhecido como “Gráfico de Barra”, eles são usados para comparar quantidades ou mesmo de-</p><p>mostrar valores pontuais de determinado período. As colunas podem surgir de duas maneiras:</p><p>• Vertical:</p><p>Fonte: IBGE. Disponível em https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv94254.pdf. Acesso em 06 out 2022.</p><p>• Horizontal:</p><p>Fonte: IBGE. Disponível em https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv94254.pdf. Acesso em 06 out 2022.</p><p>CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS</p><p>131</p><p>Gráfico de área:</p><p>Esse tipo de gráfico é utilizado para demostrar</p><p>as alterações ou comparar valores ao longo de um</p><p>tempo. Ele é formado por um conjunto de linhas e</p><p>pontos, onde a área é preenchida.</p><p>Fonte: Blog Gestão de Segurança Privada. Disponível em: https://</p><p>gestaodesegurancaprivada.com.br/grafico-o-que-e-objetivo-</p><p>caracteristica-e-tipos/. Acesso em 06 out 2022.</p><p>Histograma:</p><p>Histograma é uma ferramenta de análise de dados</p><p>que apresenta diversos retângulos justapostos (barras</p><p>verticais). Por esse motivo, ele se assemelha ao gráfico</p><p>de colunas, entretanto, o histograma não apresenta</p><p>espaço entre as barras.</p><p>Fonte: Toda Matéria. Disponível em: https://www.</p><p>todamateria.com.br/tipos-de-graficos/. Acesso em 06</p><p>out 2022.</p><p>Ele é muito utilizado na área da estatística, sendo</p><p>um importante indicador para a distribuição de dados.</p><p>Segundo sua representação gráfica, eles são classificados em:</p><p>• Histogramas Simétricos: composto de uma fre-</p><p>quência mais alta (no centro) e que aos poucos</p><p>vai diminuindo conforme se aproxima das bor-</p><p>das.</p><p>• Histogramas Assimétricos: apresenta somente</p><p>um ponto mais alto, sendo que o resto dos re-</p><p>tângulos são assimétricos.</p><p>• Histograma Despenhadeiro: nesse tipo, a re-</p><p>presentação parece incompleta, pois é usado</p><p>quando alguns dados são eliminados.</p><p>• Histograma com Dois Picos: nesse caso, temos</p><p>duas análises de dados distintas que apresen-</p><p>tam dois picos (pontos maiores).</p><p>• Histograma Platô: no centro da figura nota-se</p><p>a aproximação das frequências, o que forma</p><p>uma figura menos desigual.</p><p>• Histograma Retângulos Isolados: também cha-</p><p>mado de “ilha isolada”, esse caso de histograma</p><p>apresenta lacunas, que por sua vez, indicam</p><p>uma anormalidade ou erros no processo.</p><p>Inserção Curricular</p><p>Para o momento de “Recomposição da Aprendiza-</p><p>gem” vamos mobilizar conhecimentos da Astronomia,</p><p>que estuda os corpos celestes e os fenômenos que</p><p>se originam fora da atmosfera da Terra, e os conhe-</p><p>cimentos da Física, que estuda fenômenos naturais,</p><p>baseando-se em teorias e por</p><p>meio da observação e</p><p>experimentação.</p><p>A Astronomia e a Física são ciências da natureza</p><p>cujos dados pesquisados, informações levantadas e</p><p>conhecimentos construídos, podem ser apresentados</p><p>na forma de gráficos, tabelas, quadros, dentre outras</p><p>representações gráficas estudadas neste capítulo.</p><p>Esta atividade tem como orientador o descritor</p><p>para o Saeb “Compreender o funcionamento de ins-</p><p>trumentos e os métodos utilizados para a realização</p><p>de observações e medidas astronômicas”. Para pro-</p><p>porcionar que você desenvolva esta habilidade, realize</p><p>as atividades propostas a seguir.</p><p>1º Momento: Individualmente...</p><p>1. Leia o artigo “Captada imagem mais nítida já feita</p><p>da estrela mais massiva do Universo” publicado</p><p>pela revista Galileu online em 19 de agosto de</p><p>2022, disponível no link:</p><p>https://revistagali leu.globo.com/Ciencia/Espaco/</p><p>noticia/2022/08/captada-imagem-mais-nitida-ja-feita-da-</p><p>estrela-mais-massiva-do-universo.html.</p><p>2. Com base no texto sugerido na questão anterior,</p><p>explique como os astrônomos conseguem esti-</p><p>mar a massa de um estrela.</p><p>2º Momento: Agora em grupo...</p><p>3. Façam uma pesquisa sobre os diferentes tipos</p><p>de instrumentos que podem ser utilizados para</p><p>a realização de observações astronômicas.</p><p>4. Organize as informações pesquisadas para a</p><p>questão anterior em um quadro que resuma as</p><p>principais informações relacionadas a cada tipo</p><p>de instrumento, como, por exemplo, peças que</p><p>os compõem, indicações de uso, tipos etc.</p><p>CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS</p><p>132</p><p>5. Existem peças que são comuns à estrutura de</p><p>alguns dos instrumentos listados no quadro an-</p><p>terior? O que diferencia, no geral, todos estes</p><p>instrumentos?</p><p>6. Pesquisem como é feita a medida da distância</p><p>entre corpos celestes, como, por exemplo a dis-</p><p>tância entre a Terra e o Sol ou entre a Terra e a</p><p>Lua.</p><p>7. Construam uma tabela apresentando as médias</p><p>das distâncias entre os planetas do Sistema Solar,</p><p>em quilômetros (km) e em unidades astronômi-</p><p>cas (UA), em relação ao Sol.</p><p>ATIVIDADE INTEGRADORA</p><p>Atividade prática</p><p>Nivelamento e Ampliação</p><p>Objetivo: Obter dados a serem apresentados atra-</p><p>vés de gráficos e tabelas.</p><p>Metodologia:</p><p>1º momento:</p><p>Em grupos, com 4 ou 5 colegas defina temas de</p><p>pesquisa parecidos com os seguintes:</p><p>1 – Valor da cesta básica em cinco supermercados</p><p>diferentes;</p><p>2 – Valor dos combustíveis em dez postos diferen-</p><p>tes;</p><p>3 – Idade, altura e peso de 10 familiares diferentes.</p><p>4 – Número de indivíduos vacinados contra a co-</p><p>vid na comunidade escolar (1ª e 2ª doses mais os</p><p>reforços), considerando-se os tipos diferentes de</p><p>vacinas disponibilizados</p><p>Os temas não precisam ser esses, mas devem ser</p><p>temas que possam ser pesquisados facilmente e</p><p>retornem dados quantitativos (em números).</p><p>É preciso colher o maior número de informações</p><p>que for possível: a região da cidade onde a pes-</p><p>quisa foi feita, o objeto de pesquisa em si, o grau</p><p>de interesse das pessoas com relação àqueles pro-</p><p>dutos etc.</p><p>2º momento:</p><p>Organize, com seus colegas de grupo, os dados em</p><p>uma tabela.</p><p>Produza uma parte teórica na qual demarque o</p><p>contexto social, econômico e histórico dos locais</p><p>escolhidos para a pesquisa dentro das limitações</p><p>dos dados obtidos.</p><p>3º momento:</p><p>O terceiro momento é a análise e debate dos dados</p><p>da tabela obtida. Para tanto, é bom que os grupos</p><p>produzam uma apresentação de slides ou constru-</p><p>am uma tabela maior em papel. Cada grupo falará</p><p>sobre todas as informações disponíveis que foram</p><p>encontradas.</p><p>A tabela em si pode ser apresentada a partir dos</p><p>valores mínimos, máximos e médios das informa-</p><p>ções mais importantes da lista e, também, com</p><p>comentários sobre o significado desses números.</p><p>4º momento:</p><p>Essa etapa destina-se à construção de gráficos.</p><p>Cada grupo terá que construir um gráfico com as</p><p>informações obtidas na pesquisa. Isto pode ser feito</p><p>à mão em um cartaz ou com a ajuda de um aplica-</p><p>tivo de planilhas como o Excel.</p><p>SAIBA MAIS</p><p>Para mais informações sobre como utilizar o Ex-</p><p>cel como gerador de gráficos consultar o vídeo</p><p>“Aprenda tudo sobre como criar GRÁFICOS no EX-</p><p>CEL” disponível em: https://www.youtube.com/</p><p>watch?v=P_SnCOqMYqQ produzido pelo canal do</p><p>YouTube “Hashtag Treinamentos”.</p><p>Outras formas de apresentação de dados</p><p>Além de gráficos e histogramas, dados e infor-</p><p>mações podem ser organizados e apresentados na</p><p>forma de:</p><p>• Infográficos: representam a união de uma ima-</p><p>gem com um texto informativo. As imagens podem</p><p>conter alguns tipos de gráficos.</p><p>CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS</p><p>133</p><p>Fonte: Toda Matéria. Disponível em: htt ps://www.todamateria.</p><p>com.br/ti pos-de-grafi cos/. Acesso em 06 out 2022.</p><p>• Diagramas: são ti pos de representações gráfi cas,</p><p>que demostram, por exemplo, um esquema ou uma</p><p>maquete. Também são usados para simplifi car uma</p><p>ideia ou conceito, e, portanto, facilitam na interpreta-</p><p>ção do tema. Geralmente incluem linhas, setas, dese-</p><p>nhos, etc. São muito uti lizados na área das estatí sti cas</p><p>e administração.</p><p>Fonte: Wikimedia Commons. Disponível em: htt ps://commons.</p><p>wikimedia.org/wiki/File:Diagrama_da_Cadeia_Alimentar_</p><p>simples.svg. Acesso em 08 nov 2022.</p><p>• Tabelas: são usadas para organizar algumas in-</p><p>formações ou dados. Da mesma forma que os gráfi cos,</p><p>elas facilitam o entendimento, por meio de linhas e</p><p>colunas que separam os dados.</p><p>Fonte: Diferença. Disponível em: htt ps://www.diferenca.com/</p><p>tabelas-quadros-e-fi guras/. Acesso em 06 ago 2022.</p><p>Sendo assim, são usadas para melhor visualização</p><p>de informações em diversas áreas do conhecimento.</p><p>Também são muito frequentes em concursos e ves-</p><p>ti bulares.</p><p>Além disso, é por meio de tabelas que os dados</p><p>são organizados para fi nalmente comporem um grá-</p><p>fi co.</p><p>Fonte: Microsoft Support. Disponível em: htt ps://support.</p><p>microsoft.com/pl-pl/office/wybieranie-danych-do-wykresu-</p><p>5fca57b7-8c52-4e09-979a-631085113862. Acesso em 06 out</p><p>2022.</p><p>Aplicati vos de planilhas eletrônicas podem uti lizar</p><p>os dados organizados para gerar automati camente</p><p>um gráfi co. Estes podem, inclusive, serem sugeridos</p><p>pelo próprio aplicati vo de acordo com o ti po de dados</p><p>apresentados. Normalmente estes dados envolvem</p><p>nomes e principalmente números. Esta é uma das</p><p>principais diferenças entre tabelas e quadros.</p><p>No que diz respeito ao conteúdo, a tabela trabalha</p><p>com dados quanti tati vos (números, valores, porcenta-</p><p>gens, estatí sti cas) e o quadro traz dados qualitati vos</p><p>(ideias, informações, resumos, tí tulos).</p><p>Por exemplo, esta é uma tabela:</p><p>Fonte: Smart Planilhas. Disponível em: htt ps://smartplanilhas.</p><p>com.br/planilha-gratuita/tabela-nutricional-em-excel/. Acesso</p><p>em 06 out 2022.</p><p>CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS</p><p>134</p><p>E este é um quadro:</p><p>Fonte: Blog Alex Bager. Disponível em https://bab.empreendedor-</p><p>academico.com.br/especies-ameacadas-e-estradas/especies-</p><p>ameac%cc%a7adas-mais-registros-sistema-urubu/. Acesso em</p><p>06 out 2022.</p><p>Elementos dos gráficos e tabelas</p><p>Alguns elementos importantes são:</p><p>• Título: geralmente possuem um título a respei-</p><p>to da informação que será apresentada.</p><p>• Fonte: muitos gráficos e tabelas, sobretudo os</p><p>da área de estatística, apresentam a fonte, ou</p><p>seja, de onde as informações foram retiradas.</p><p>Também podem apresentar o ano de publica-</p><p>ção da fonte referida.</p><p>• Números: estes são essenciais para comparar</p><p>as informações dadas pelos gráficos e tabelas.</p><p>A maior parte deles utilizam números, seja para</p><p>indicar quantidade ou tempo (mês, ano, trimes-</p><p>tre).</p><p>• Legendas: grande parte dos gráficos apresen-</p><p>tam legendas que auxiliam na leitura das infor-</p><p>mações apresentadas. Junto a ela, cores que</p><p>destacam diferentes informações, dados ou</p><p>períodos, são utilizadas. Nas tabelas, podem</p><p>ser ou não necessárias.</p><p>MOMENTO ENEM</p><p>QUESTÃO 1 - (Enem-2012) O dono de uma farmácia</p><p>resolveu colocar à vista do público o gráfico mostrado</p><p>a seguir, que apresenta a evolução do total de vendas</p><p>(em Reais) de certo medicamento ao longo do ano</p><p>de 2011.</p><p>De acordo com o gráfico, os meses em que ocorreram,</p><p>respectivamente, a maior e a menor vendas absolutas</p><p>em 2011 foram</p><p>(A) março e abril.</p><p>(B) março e agosto.</p><p>(C) agosto e setembro.</p><p>(D) junho e setembro.</p><p>(E) junho e agosto.</p><p>QUESTÃO 2 - (Enem-2020) Em uma pesquisa estão</p><p>sendo testados cinco quimioterápicos quanto à sua</p><p>capacidade antitumoral. No entanto, para o tratamen-</p><p>to de pacientes, sabe-se que é necessário verificar</p><p>também o quanto cada composto agride células nor-</p><p>mais. Para o experimento, partiu-se de cultivos de</p><p>células tumorais (colunas escuras na figura) e células</p><p>normais (colunas claras) com o mesmo número de</p><p>células iniciais. Dois grupos-controle não receberam</p><p>quimioterápicos: controle de células tumorais (CT)</p><p>e de células normais (CN). As colunas I, II, III, IV e</p><p>V correspondem aos grupos tratados com os cinco</p><p>compostos. O número de células viáveis após os tra-</p><p>tamentos está representado pelas colunas.</p><p>Qual quimioterápico deve ser escolhido para trata-</p><p>mento desse tipo de tumor?</p><p>(A) I</p><p>(B) II</p><p>(C) III</p><p>(D) IV</p><p>(E) V</p><p>QUESTÃO 3 - (Enem 2016) Um pesquisador investi-</p><p>gou o papel da predação por peixes na densidade e</p><p>tamanho das presas, como possível controle de po-</p><p>pulações de espécies exóticas em costões rochosos.</p><p>No experimento colocou uma tela sobre uma área</p><p>da comunidade, impedindo o acesso dos peixes ao</p><p>alimento, e comparou o resultado com uma área adja-</p><p>cente na qual os peixes tinham acesso livre. O quadro</p><p>apresenta os resultados encontrados após 15 dias de</p><p>experimento.</p><p>CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS</p><p>135</p><p>O pesquisador concluiu corretamente que os peixes</p><p>controlam a densidade dos(as)</p><p>(A) algas, estimulando seu crescimento.</p><p>(B) cracas, predando especialmente animais peque-</p><p>nos.</p><p>(C) mexilhões, predando especialmente animais pe-</p><p>quenos.</p><p>(D) quatro espécies testadas, predando indivíduos</p><p>pequenos.</p><p>(E) ascídias, apesar de não representarem os menores</p><p>organismos.</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>RÉBULA U. Tabelas e Gráficos. O que são e para que</p><p>servem? Blog Profes. 2018. Disponível em: https://</p><p>profes.com.br/aulasdeestatistica/blog/tabelas-e-gra-</p><p>ficos-o-que-sao-para-que-servem. Acesso em 06 out</p><p>2022.</p><p>Brasil. IBGE. Indicadores de desenvolvimento susten-</p><p>tável. 2015. Disponível em: https://biblioteca.ibge.</p><p>gov.br/visualizacao/livros/liv94254.pdf. Acesso em</p><p>06 out 2022.</p><p>IBGE Educa. Indicadores de desenvolvimento susten-</p><p>tável (IDS). Disponível em: https://educa.ibge.gov.br/</p><p>professores/educa-recursos/20580-ibge-explica-indi-</p><p>cadores-de-desenvolvimento-sustentavel-ids.html.</p><p>Acesso em 06 out 2022.</p><p>BEZERRA J. Tudo Sobre Gráficos. Site Toda a Matéria.</p><p>Disponível em: https://www.todamateria.com.br/ti-</p><p>pos-de-graficos/. Acesso em 06 out 2022.</p><p>MOREIRA L. P. Sugestão de aula para análise de gráfi-</p><p>cos e tabelas. Site Brasil Escola. Disponível em: https://</p><p>educador.brasilescola.uol.com.br/estrategias-ensi-</p><p>no/sugestao-aula-para-analise-graficos-tabelas.htm.</p><p>Acesso em 06 out 2022.</p><p>Capítulo 2</p><p>INTRODUÇÃO À BIOESTATÍSTICA</p><p>Competência</p><p>Analisar e utilizar interpretações sobre a dinâmica</p><p>da Vida, da Terra e do Cosmos para elaborar argu-</p><p>mentos, realizar previsões sobre o funcionamento</p><p>e a evolução dos seres vivos e do Universo, e funda-</p><p>mentar e defender decisões éticas e responsáveis.</p><p>Habilidade da BNCC</p><p>(EM13CNT205) Interpretar resultados e realizar</p><p>previsões sobre atividades experimentais, fenôme-</p><p>nos naturais e processos tecnológicos, com base</p><p>nas noções de probabilidade e incerteza, reconhe-</p><p>cendo os limites explicativos das ciências.</p><p>Objetivos de aprendizagem do DC-GOEM</p><p>(GO-EMCNT205C) Interpretar informações quanti-</p><p>tativas por meio de linguagem gráfica, consideran-</p><p>do coleta de dados e tratamento de informações</p><p>obtidos a partir de processos químicos e biológicos</p><p>para analisar resultados obtidos.</p><p>Objeto de conhecimento</p><p>Introdução à Bioestatística</p><p>O que é Bioestatística?</p><p>Bioestatística é o estudo aplicado da Estatística</p><p>nas áreas da Biologia e da Medicina.</p><p>Este estudo busca compreender o planejamento,</p><p>a coleta, a avaliação e a análise de todos os dados</p><p>obtidos nas pesquisas biológicas e médicas, sendo</p><p>de fundamental importância para os campos da epi-</p><p>demiologia, ecologia e psicologia social.</p><p>Uma vez que os objetos de estudo da Biologia se</p><p>tornaram variados, a Bioestatística ampliou o campo</p><p>para que qualquer modelo quantitativo pudesse ser</p><p>empregado nas pesquisas e que pudesse atender às</p><p>necessidades de cada área específica.</p><p>Neste contexto, ela é capaz de avaliar com segu-</p><p>ridade dados médicos e biológicos, para obter uma</p><p>maior segurança nas análises clínicas, por meio de</p><p>ferramentas avançadas e softwares específicos para a</p><p>realização das análises estatísticas sobre o problema</p><p>estudado.</p><p>Portanto, ela pode ser considerada um ramo es-</p><p>pecializado da Informática Médica, que é aplicação</p><p>das comunicações e da informática à saúde, com-</p><p>plementada pela Bioinformática, que é a tecnologia</p><p>empregada para gestão e análise de dados biológicos.</p><p>A Bioestatística tem como principal vantagem o</p><p>fato dela não apenas resolver, como é capaz de com-</p><p>preender uma complexa metodologia de estudo para</p><p>CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS</p><p>136</p><p>responder às hipóteses, além de agilizar e organizar</p><p>o sistema de investigação, desde o projeto geral, a</p><p>amostra, o controle da qualidade de informação e a</p><p>prestação dos resultados.</p><p>Ela também tem benefícios como poder desen-</p><p>volver estudos que possibilitem a criação de novos</p><p>remédios e a compreensão de doenças crônicas, como</p><p>a AIDS e o câncer. Ela também tem se tornado funda-</p><p>mental para as pesquisas na saúde pública, como o</p><p>estudo sobre epidemiologia, saúde ambiental, nutri-</p><p>ção e saneamento, genética populacional, medicina,</p><p>ecologia e bioensaios.</p><p>Bioestatística e Estatística</p><p>A Bioestatística é um ramo mais amplo da área</p><p>Estatística. Então, para fins didáticos vamos, inicial-</p><p>mente, definir o termo Estatística. A Estatística é</p><p>fundamental na análise de dados provenientes de</p><p>quaisquer processos onde exista variabilidade, es-</p><p>tando assim, interessada nos métodos e processos</p><p>quantitativos que servem para a coleta, organização,</p><p>resumo, apresentação e análise desses dados, bem</p><p>como na obtenção de conclusões válidas e na tomada</p><p>de decisões a partir de tais análises. Assim, de maneira</p><p>geral, a estatística pode ser dividida em três áreas:</p><p>A Estatística Descritiva:</p><p>Geralmente utilizada nas etapas inicias dos tra-</p><p>balhos, se refere à maneira de representar dados em</p><p>tabelas e gráficos, resumi-los por meio de algumas</p><p>medidas sem, contudo, tirar quaisquer informações</p><p>sobre um grupo maior. Portanto, informações e con-</p><p>clusões a respeito do fenômeno estudado são tiradas</p><p>de modo informal e direto, restritas àquele particular</p><p>conjunto de valores.</p><p>A Probabilidade:</p><p>É a teoria matemática utilizada para se estudar a</p><p>incerteza oriunda de fenômenos de caráter aleatório.</p><p>Seu estudo é fundamental na bioestatística/estatísti-</p><p>ca, tem sua origem ligada aos jogos de azar. Esses jo-</p><p>gos implicam em ações como girar uma roleta, lançar</p><p>um dado ou uma moeda, tendo como característica</p><p>a incerteza de ocorrer determinado acontecimento</p><p>(como a face cara de uma moeda, ou o às de ouro</p><p>em um set de baralho) em determinada tentativa, e</p><p>a regularidade em longo prazo, que permite prever</p><p>o número de vezes que ocorrerá determinado acon-</p><p>tecimento em uma série de tentativas conduzidas de</p><p>maneira uniforme.</p><p>A Inferência Estatística:</p><p>Ao contrário da estatística descritiva, é o estudo</p><p>de técnicas que possibilitem a extrapolação das in-</p><p>formações e conclusões obtidas a partir de subcon-</p><p>juntos de dados, a um grande número de dados, ou</p><p>seja, procura estabelecer conclusões para toda uma</p><p>população, quando apenas se observou uma parte</p><p>desta (denominada mostra).</p><p>De maneira geral a Bioestatística é a Estatística</p><p>aplicada a dados biológicos e de ciências agrárias,</p><p>como tal, está interessada na coleta, organização,</p><p>resumo, apresentação e análise de tais dados.</p><p>ATIVIDADE INTEGRADORA</p><p>Atividade prática</p><p>Quantos peixes têm no lago?</p><p>Tópicos: Gráficos e Tabelas, Probabilidade e Mode-</p><p>los, Inferência Estatística.</p><p>Recursos:</p><p>É fundamental</p><p>em todos os aspectos da vida: desde objetivos mais</p><p>simples para garantir a sobrevivência, até níveis mais</p><p>elaborados, como o psicológico e o transcendente.</p><p>LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS</p><p>13</p><p>Embora possivelmente a palavra seja a linguagem</p><p>comunicativa mais poderosa disponível para qualquer</p><p>pessoa, também são utilizados gestos, expressões cor-</p><p>porais, silêncio e muitas outras ferramentas. Tudo o</p><p>que é necessário é que o remetente e o destinatário</p><p>possam compartilhar os códigos utilizados, para que</p><p>possam ser entendidos adequadamente.</p><p>No caso da arte, essa comunicação também é fun-</p><p>damental. Da música – um dos primeiros métodos</p><p>comunicativos da história humana – ao cinema, tudo</p><p>faz parte de um sistema para transmitir sentimentos</p><p>e informações.</p><p>Os códigos de cada manifestação artística são</p><p>diferentes, embora existam algumas características</p><p>comuns semelhantes às de outros tipos de idiomas.</p><p>A linguagem artística tem uma particularidade em</p><p>comparação com o restante das mensagens, o que a</p><p>torna mais complexa.</p><p>Com a linguagem oral (sempre que a linguagem</p><p>é compartilhada), a gestual (com gestos quase uni-</p><p>versais) ou a escrita, você pode ter certeza de que os</p><p>mesmos códigos serão compartilhados. No entanto,</p><p>essa situação nem sempre ocorre na arte. Além disso,</p><p>sendo criações individuais nas quais o destinatário não</p><p>conhece a intenção do autor, é comum que cada obser-</p><p>vador interprete a obra de arte de maneira diferente.</p><p>Por isso, dizemos que é uma percepção subjetiva, uma</p><p>característica importante desse tipo de linguagem.</p><p>Ainda que haja subjetividade, devemos continuar</p><p>insistindo que os códigos de arte são importantes para</p><p>uma comunicação eficaz. Já foi dito muitas vezes que</p><p>a música é uma linguagem universal. Embora possa</p><p>ser verdade, nem todos os ouvintes o interpretam da</p><p>mesma maneira. Existem até diferenças culturais que</p><p>às vezes fazem um ocidental não apreciar ou enten-</p><p>der uma composição feita no Extremo Oriente. Mas</p><p>são essas diferenças que enriquecem as linguagens</p><p>artísticas.</p><p>Os níveis da linguagem artística</p><p>Três níveis foram descritos na linguagem da arte:</p><p>• O primeiro é responsável por atrair a atenção</p><p>– percepção objetiva.</p><p>• O segundo nível é feito inconscientemente; o</p><p>observador contempla (ou ouve) o trabalho e</p><p>estabelece analogias em sua mente.</p><p>• Se os outros dois foram bem-sucedidos, o ter-</p><p>ceiro nível estabelece um tipo de diálogo entre</p><p>o destinatário e o autor.</p><p>Para refletir um pouco sobre a arte como lingua-</p><p>gem, leia o breve artigo publicado na revista digital</p><p>Obvious, pela colunista Natally Rodrigues:</p><p>A ARTE COMO UM GRITO DA LINGUAGEM</p><p>A arte rodeia tudo o que fazemos e produzi-</p><p>mos, ela carrega todo um sentido e um significado.</p><p>Trabalha com a subjetividade de cada um de forma</p><p>objetiva e assim brinca com o poético, o imagético</p><p>e a alma. Um importante detalhe que nos esque-</p><p>cemos de olhar é que a arte é um dos principais</p><p>instrumentos da linguagem.</p><p>O que nos leva a atribuir significado para uma</p><p>representação é a interação que temos com o meio</p><p>social. Isso se delonga nos estereótipos criados e</p><p>cultivados pela sociedade. A partir do momento</p><p>que é repassado em uma cultura em massa deter-</p><p>minados tipos de beleza e modos de vida criam-</p><p>-se formas de levar a vida até que chegue a de-</p><p>terminado horizonte, e isso é apenas reproduzido</p><p>sem nenhum cerne de reflexão ou olhar crítico. O</p><p>preconceito tanto está presente nas obras de arte</p><p>como fator questionador para gerar conscientiza-</p><p>ção quanto uma obra que se alimenta exatamente</p><p>de estereótipos e a mídia cultua e propaga como</p><p>ideais.</p><p>A partir disso, nenhum objeto é um objeto em</p><p>si, mas o que vemos dele, como o interpretamos.</p><p>Ou seja, o que ou para que nós temos exatamen-</p><p>te olhado? O que realmente enxergamos ou pro-</p><p>curamos enxergar? Temos nos deixado levar pela</p><p>ideologia individualista e racional? Até que ponto</p><p>nos permitimos olhar com afetividade para o outro</p><p>e nós mesmos?</p><p>Outro ponto relevante é sobre os paradigmas</p><p>criados que podem propiciar coisas terríveis, jus-</p><p>LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS</p><p>14</p><p>tamente pela rigidez em fluir visões de mundo. A</p><p>linguagem é um objeto do homem, a partir dela</p><p>há a comunicação. É exatamente nessa relação da</p><p>linguagem existir por si só e também pelo que o</p><p>mundo demanda que se dão os diversos signos.</p><p>Somos mediados por símbolos interligados aos</p><p>signos, e então temos a representação simbólica.</p><p>Uma forma de demonstrar o nosso eu, a nossa iden-</p><p>tidade, com o que nos identificamos e o motivo</p><p>disso. É o resultado de cada indivíduo, mas este é</p><p>influenciado pelo meio, por exemplo, a tatuagem</p><p>pode ser a representação de algo mais pessoal e</p><p>singular, enquanto a cultura representa algo mais</p><p>grupal, uma sociedade, um país inteiro.</p><p>A arte é porta voz. Ao mesmo tempo em que</p><p>ela tem o sentido e a subjetividade de quem a cria,</p><p>ela também tem o sentido e a subjetividade de cada</p><p>um que a interpreta. Um instrumento da linguagem</p><p>humana, por isso ela é utilizada como um meio</p><p>para críticas e reflexões sociais. Somos influencia-</p><p>dos quando entramos em contato com a arte, com</p><p>um texto, uma poesia, um vídeo, uma fotografia,</p><p>um quadro etc. A energia e o sentimento da troca</p><p>entre estes objetos que formam a relação, a inte-</p><p>ração e faz com que tudo tenha papel de produto</p><p>e produtor na nossa sociedade. A arte, assim como</p><p>a linguagem, tem o poder de indagar, questionar,</p><p>comunicar e também interiorizar e exteriorizar ao</p><p>mesmo tempo.</p><p>Enfim, que nós olhemos com mais afinco para</p><p>os detalhes que constituem a vida humana e saiba-</p><p>mos enxergá-los com destreza. Que saibamos cons-</p><p>cientemente da força que as palavras carregam, de</p><p>toda a história e significado que cada uma traz. E a</p><p>arte é um grito silencioso carregado de linguagem</p><p>e emoções.</p><p>Disponível em: <http://obviousmag.org/doce_menina/2018/a-</p><p>arte-como-um-grito-da-linguagem.html> - acessado em junho de</p><p>2021.</p><p>Alguns exemplos de linguagem artística</p><p>MÚSICA</p><p>Muitas vezes conhecida como linguagem universal</p><p>e como uma das primeiras maneiras de comunicar a</p><p>história, a música é capaz de causar um grande im-</p><p>pacto no receptor, tanto sentimental quanto estético.</p><p>Para transmitir sua mensagem, usa todos os</p><p>meios que permitem combinar diferentes sons har-</p><p>monicamente. Além dos instrumentos musicais, as</p><p>ferramentas são ritmo, tons, harmonias, repetições,</p><p>silêncio e outros. Tudo isso acaba formando um todo</p><p>que chega ao receptor, que o decodifica para receber</p><p>a mensagem. Lembre-se de que esse entendimento</p><p>é pessoal e subjetivo, apesar de existirem elementos</p><p>formais e sistematizados.</p><p>PINTURA</p><p>A pintura é a arte plástica e visual mais conhecida.</p><p>Apesar da aparente facilidade que o destinatário</p><p>tem para capturar a mensagem do autor, há estudio-</p><p>sos que afirmam que é uma arte antidemocrática e</p><p>que ele precisa de conhecimentos prévios para poder</p><p>capturá-la em sua totalidade. Certamente, não é o</p><p>mesmo contemplar um quadro hiper-realista do que</p><p>um abstrato, uma vez que a linguagem utilizada é di-</p><p>ferente, o que implica que a percepção do observador</p><p>também pode variar.</p><p>As ferramentas utilizadas pela linguagem pictórica</p><p>são as desta arte. Entre essas, destacam-se cor e luz,</p><p>com muitas variáveis de significado. O volume e a</p><p>perspectiva também são usados, o que torna a pintura</p><p>mais realista e mais próxima. Finalmente, a linha, o</p><p>material pictórico e a técnica podem ser citados como</p><p>outros elementos dessa linguagem.</p><p>DANÇA</p><p>A dança é outro dos</p><p>modos mais antigos de co-</p><p>municação do ser humano.</p><p>Além disso, é um tipo de</p><p>comunicação que usa vá-</p><p>rios códigos diferentes: da</p><p>música ao figurino.</p><p>A principal ferramenta</p><p>é o corpo dos dançarinos.</p><p>A mensagem ou a história</p><p>LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS</p><p>15</p><p>é transmitida através dos movimentos rítmicos dos</p><p>protagonistas. Apesar da óbvia plasticidade, é uma</p><p>modalidade que exige certa cumplicidade do espec-</p><p>tador e que ele possui algum conhecimento prévio</p><p>para decodificar o que lhe estão dizendo.</p><p>TEATRO</p><p>O teatro é uma arte</p><p>Sacola ou caixa de sapato com fichas</p><p>(bolinhas ou cartões).</p><p>Duração: 3 horas-aula.</p><p>Objetivo: simular um procedimento para avaliar o</p><p>número de peixes em um lago.</p><p>Estimação</p><p>Em Estatística há alguns procedimentos que permi-</p><p>tem estimar o tamanho de populações. Por exem-</p><p>plo: quantos peixes há no Lagoa Rodrigo de Freitas,</p><p>no Rio de probabilidade é o valor em que a frequ-</p><p>ência relativa se estabiliza após um número muito</p><p>grande de ensaios. lisbeth@maua.br 16 Janeiro?</p><p>Ou no Dique do Tororó em Salvador? Ou no Lago</p><p>do Ibirapuera? Já no século XVIII Laplace procurou</p><p>desenvolver metodologia para estimar o tamanho</p><p>de populações. Provavelmente Petersen foi o pri-</p><p>meiro que no final do século XIX, querendo estimar</p><p>o número de peixes do Mar Báltico, desenvolveu o</p><p>método que iremos analisar nesta Atividade.</p><p>Descrição da atividade</p><p>Passo 1 – Em grupos, de 4 a 5 estudantes, criar</p><p>uma população de “peixes” em cartões, fichas ou</p><p>na forma de bolinhas. Cada grupo irá criar a quan-</p><p>tidade que desejar, desde que o número seja maior</p><p>que o de estudantes do grupo. Depois todos serão</p><p>colocados juntos numa caixa ou pacote (não fazer</p><p>contagem).</p><p>CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS</p><p>137</p><p>Agora, cada grupo anota a sua esti mati va para o nú-</p><p>mero de “peixes” apresentados (tem que ser uma</p><p>esti mati va feita de longe, com a mera visualização</p><p>da caixa ou pacote.</p><p>Passo 2 – Reti rar da caixa/pacote um elemento (um</p><p>por aluno).</p><p>Passo 3 – Captura. Agora a classe já terá reti rado</p><p>uma amostra da população (esta amostra tem o</p><p>mesmo número de elementos da classe). Fazer uma</p><p>marca no seu elemento (com caneti nha).</p><p>Passo 4 – Devolver todos os “peixes” marcados para</p><p>a “lago” (caixa/pacote).</p><p>Passo 5 – Recaptura. Misturar bem os elementos</p><p>dentro da caixa/pacote. Aleatoriamente, cada es-</p><p>tudante, deve reti rar, novamente, um “peixe” do</p><p>“lago”. Isto signifi ca que teremos uma nova amos-</p><p>tra, ou seja, se forem 30 alunos na sala, teremos</p><p>30 elementos reti rados, provavelmente com alguns</p><p>marcados e outros não marcados, independente</p><p>da primeira vez, dada a aleatoriedade do processo.</p><p>Passo 6 – Escolher um colega para ir à lousa para</p><p>fazer as seguintes anotações:</p><p>• Quanti dade de alunos que ti raram “peixes” mar-</p><p>cados.</p><p>• Razão entre o número de “peixes” marcados e</p><p>o número de “peixes” reti rados (esta razão dará a</p><p>frequência relati va amostral de marcados; supondo</p><p>que este número tenha sido 10 em uma sala com</p><p>30 alunos, a frequência amostral será 10/30).</p><p>Passo 7 – Em grupo, sugira uma frequência relati va</p><p>populacional de marcados (que seria o número de</p><p>marcados (no caso 30, na sala de 30 alunos) sobre</p><p>o tamanho desconhecido da população (o qual po-</p><p>deríamos chamar de N)  30/N.</p><p>Passo 8 – Sugerir valores de “N” (considerando</p><p>aquele exemplo anterior de uma turma com 30</p><p>alunos e 10 “peixes” recapturados que estavam</p><p>marcados – os quocientes que deverão estar ano-</p><p>tados na lousa serão:</p><p>Frequência relati va amostral: 10/30 (número de</p><p>“peixes” reti rados na recaptura que estavam marca-</p><p>dos, dividido pelo número de “peixes” capturados</p><p>da primeira vez – que coincide com a quanti dade</p><p>de alunos da sala);</p><p>Frequência relati va populacional: 30/N (quanti dade</p><p>de “peixes” capturados da primeira vez, dividido</p><p>pela quanti dade total de “peixes” do “lago” – que</p><p>é um número desconhecido).</p><p>Passo 9 – Igualar os quocientes anteriores para</p><p>descobrir o valor de N. A primeira esti mati va para</p><p>N será chamada de ^N1. Ficará assim:</p><p>(observe que este é o exemplo que considera 30</p><p>elementos reti rados na etapa de captura, sendo</p><p>10 elementos marcados reti rados na etapa de re-</p><p>captura)</p><p>Passo 10 e 11 (a critério do/a professor/a)</p><p>Passo 12 – Contar todos os elementos presentes</p><p>no pacote. Verifi car se algum grupo acertou ou</p><p>chegou bem próximo do valor durante a etapa de</p><p>esti mati va.</p><p>Recapitulando o processo:</p><p>1. Quantos “peixes” o grupo capturou inicialmente?</p><p>2. Quantos “peixes” foram marcados inicialmente?</p><p>3. Quantos “peixes” foram Recapturados?</p><p>4. Quantos estavam marcados dentre os Recaptu-</p><p>rados?</p><p>5. Considerando o tamanho da amostra Recaptura-</p><p>da qual a proporção de marcados nessa amostra?</p><p>6. Qual a proporção de peixes marcados na popu-</p><p>lação?</p><p>7. Como relacionar os itens 5 e 6?</p><p>8. Como esti mar o valor de N (tamanho da popu-</p><p>lação).</p><p>9. Repeti ndo o procedimento, obtém-se sempre a</p><p>mesma esti mati va para N?</p><p>10. A esti mati va foi construída com qual tamanho</p><p>de amostra?</p><p>11. Em sua opinião, qual a infl uência do tamanho</p><p>da amostra na esti mati va?</p><p>Conceitos básicos</p><p>Populações e amostras</p><p>Na terminologia estatí sti ca, o grande conjunto de</p><p>dados que contém a característi ca que temos interes-</p><p>se recebe o nome de População. Esse termo refere-se</p><p>não semente a uma coleção de indivíduos, mas tam-</p><p>bém ao alvo sobre o qual reside o nosso interesse. As-</p><p>sim, nossa população pode ser tanto todo o conjunto</p><p>de cervos em uma área de proteção, todas as árvores</p><p>de uma determinada espécie na fl oresta amazônica,</p><p>todas as lâmpadas produzidas em uma fábrica em</p><p>um determinado período de tempo. Dentro dessa de-</p><p>fi nição de população, poderemos, ainda, fazer uma</p><p>disti nção entre os ti pos de população:</p><p>CIÊNCIAS DA NATUREZA E SUAS TECNOLOGIAS</p><p>138</p><p>Populações Comuns:</p><p>Uma população é um conjunto de pessoas (ou</p><p>coisas) que possuem uma característica observável</p><p>comum – este é o conceito mais amplo de população,</p><p>e temos como exemplos: população de pessoas que</p><p>moram na Região Centro-oeste do Brasil que apresen-</p><p>tam resultado positivo para hepatite C, a população</p><p>de plantas de uma variedade de soja plantada na re-</p><p>gião sul do Brasil, a população de bovinos de corte</p><p>do estado de Goiás.</p><p>Populações Estatísticas:</p><p>A população estatística se refere a dados (infor-</p><p>mação), e não às pessoas, indivíduos ou objetos nessa</p><p>abordagem, a população é composta de característi-</p><p>cas das pessoas (ou objetos de estudo). Tomando o</p><p>exemplo anterior, na população comum de pessoas</p><p>que moram na Região Sudeste do Brasil que apresen-</p><p>tam positivo para hepatite C, teríamos como popula-</p><p>ções estatísticas um parâmetro que indicasse se todas</p><p>as pessoas necessitaram de transfusão sanguínea em</p><p>algum momento de suas vidas, por exemplo. No caso</p><p>da população de uma variedade específica de soja</p><p>teríamos como população estatística, a sua produ-</p><p>tividade. Portanto, a população estatística consiste</p><p>em características de pessoas ou objetos de estudo,</p><p>independente de terem sido medidas ou não.</p><p>Amostra:</p><p>Na maioria dos casos, não conseguimos acessar</p><p>toda uma população para estudar as características</p><p>de interesse, isso devido às razões econômicas, éticas</p><p>e dificuldades de outra natureza. Assim, tomaremos</p><p>alguns elementos dessa população para formar um</p><p>grupo a ser estudado. Este subconjunto da popula-</p><p>ção, em geral com menores dimensões, é denominado</p><p>amostra, ou seja, qualquer subconjunto da população.</p><p>Dado:</p><p>Esse termo se refere ao registro das medições de</p><p>características de interesse. Assim, as características</p><p>tipo sanguíneo e altura de alguns, ou todos, os ele-</p><p>mentos de uma população são avaliados e registrados.</p><p>Os resultados desses processos são obtidos na forma</p><p>de dados. Assim, em um ensaio experimental ou le-</p><p>vantamento, o pesquisador terá medido, ou observa-</p><p>do, as características que compõe a amostra e as terão</p><p>registradas em forma de dados. Entretanto, o mesmo</p><p>não será verdade no caso da população. Tomemos</p><p>como exemplo um experimento no qual temos por</p><p>objetivos realizar um teste clínico para aferição da</p><p>pressão sanguínea dos alunos de uma determinada</p><p>universidade. Nesse caso, será impraticável medir a</p><p>pressão sanguínea de todos os alunos, mas é bastante</p><p>razoável fazer medições em uma amostra de 50 dessas</p><p>pressões sanguíneas.</p><p>Variável:</p><p>Uma característica que pode diferir de uma en-</p><p>tidade biológica para outra é denominada variável.</p><p>É a característica de estudo do pesquisador. As in-</p><p>formações a respeito das variáveis de interesse são</p><p>armazenadas na forma de dados.</p><p>Tipos de variáveis</p><p>Fonte:</p><p>que utiliza quase todas as</p><p>ferramentas de comunicação que o homem possui.</p><p>Assim, ele criou uma linguagem muito rica, na qual</p><p>ele pode usar música, gestos, ritmo e, claro, a palavra.</p><p>A montagem do trabalho é outra maneira pela</p><p>qual o espectador pode receber a mensagem, acom-</p><p>panhado pela iluminação usada ou pelos efeitos vi-</p><p>suais. Essa linguagem requer cumplicidade do espec-</p><p>tador. Ele precisa se envolver no trabalho e acreditar</p><p>no que está vendo, decodificar a mensagem e não ver</p><p>apenas um grupo de atores em um palco próximo.</p><p>CINEMA</p><p>Deixando de lado as manifestações artísticas mais</p><p>modernas encontradas na Internet, o cinema é a arte</p><p>que desenvolveu códigos linguísticos mais completos.</p><p>Não existe um modo de comunicação que não</p><p>apareça na tela e, portanto, é um dos mais completos</p><p>quando se trata de refletir histórias.</p><p>Entre suas ferramentas está a palavra, um de seus</p><p>fundamentos. Na era do cinema mudo, esse recurso</p><p>foi compensado com uma linguagem gestual mais</p><p>próxima do teatro.</p><p>Além disso, a música é usada no cinema para en-</p><p>fatizar situações, figurinos para fornecer informações,</p><p>além de encenação e comunicação não-verbal, entre</p><p>outros recursos.</p><p>FOTOGRAFIA</p><p>Refletir a realidade no papel (agora na tela do</p><p>computador) também possui sua própria linguagem</p><p>artística.</p><p>A fotografia, embora não possua movimentos ou</p><p>palavras, é capaz de transmitir emoções, informações,</p><p>sugestões, entre outros elementos.</p><p>Para fazer isso, ela usa vários códigos e ferra-</p><p>mentas, como a luz e a cor, destacando significativa</p><p>diferença entre preto e branco, nuances de cor e di-</p><p>ferenças de iluminação e perspectiva.</p><p>O uso do ritmo também é importante. Um bom fo-</p><p>tógrafo poderá chamar a atenção do espectador para</p><p>onde quiser e, juntamente com o enquadramento e</p><p>a profundidade, criar uma mensagem reconhecível.</p><p>ESCRITA</p><p>É a maneira mais transparente de se comunicar,</p><p>além da fala. A escrita, uma vez que se sabe ler e</p><p>LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS</p><p>16</p><p>aprende certos códigos comuns, expressa muito di-</p><p>retamente o que o autor deseja contar.</p><p>A ferramenta principal é a palavra. Existem inúme-</p><p>ros recursos estilísticos que ajudam a criar a história</p><p>ou provocar a reação do leitor. Poesias, narrativas,</p><p>ficção, quadrinhos e muitos outros estilos que se uti-</p><p>lizam das palavras para alcançar nossa imaginação.</p><p>ARQUITETURA</p><p>A arquitetura tem uma dupla função: uma delas é</p><p>meramente funcional e a outra é artística. Essa função</p><p>artística possui uma linguagem própria que deseja</p><p>expressar algo para quem olha uma construção em</p><p>particular.</p><p>Para isso, brinca com vários códigos, desde os</p><p>materiais utilizados até a forma de sua planta, sua</p><p>altura ou sua estrutura. Um bom exemplo pode ser as</p><p>antigas catedrais góticas projetadas para impressionar</p><p>os crentes e incentivá-los a temer a Deus, para isso,</p><p>usaram a grande altura de suas paredes e os diferen-</p><p>tes elementos arquitetônicos, pictóricos e esculturais.</p><p>3 – Elementos da Música</p><p>A música é um dos principais elementos da nossa</p><p>cultura. Há indícios de que desde a pré-história já se</p><p>produzia música, provavelmente como consequência</p><p>da observação dos sons da natureza. É de cerca do</p><p>ano de 60.000 a.C. o vestígio de uma flauta de osso</p><p>e de 3.000 a.C. a presença de liras e harpas na Me-</p><p>sopotâmia.</p><p>No panteão grego, por exemplo, Apolo é a di-</p><p>vindade que rege as artes. Por isso vemos várias re-</p><p>presentações suas, nas quais ele porta uma lira. Vale</p><p>lembrar que na Grécia Antiga apenas a música e a</p><p>poesia eram consideradas manifestações artísticas da</p><p>maneira como as compreendemos atualmente.</p><p>Música é uma palavra de origem grega - vem de</p><p>musiké téchne, a arte das musas - e se constitui, ba-</p><p>sicamente, de uma sucessão de sons, entremeados</p><p>por curtos períodos de silêncio, organizada ao longo</p><p>de um determinado tempo. Assim, é uma combina-</p><p>ção de elementos sonoros que são percebidos pela</p><p>audição. Isso inclui variações nas características do</p><p>som, tais como duração, altura, intensidade e timbre,</p><p>que podem ocorrer em diferentes ritmos, melodias</p><p>ou harmonias.</p><p>Compreendendo a Música</p><p>O que é som?</p><p>O som é um fenômeno acústico. Sons são ondas</p><p>produzidas pela vibração de um corpo qualquer, trans-</p><p>mitida por um meio (gasoso, sólido ou líquido), por</p><p>meio de propagação de frequências regulares ou não,</p><p>que são captadas pelos nossos ouvidos e interpreta-</p><p>das pelos nossos cérebros.</p><p>Como os sons são produzidos?</p><p>Todos os sons conhecidos são produzidos por</p><p>vibrações. Quando agitamos ou tocamos algum ins-</p><p>trumento, uma parte dele vibra. As vibrações pro-</p><p>duzidas se deslocam formando ondas sonoras que</p><p>são captadas por nossos ouvidos. Essa propagação é</p><p>semelhante às ondulações que se formam na água de</p><p>um lago quando jogamos uma pequena pedra.</p><p>Cada instrumento possui uma característica di-</p><p>ferente, por isso são tocados de formas diferentes.</p><p>Os instrumentos podem ser dedilhados, percutidos,</p><p>sacudidos, soprados ou produzidos por interferência</p><p>eletrônica.</p><p>Elementos formais da música</p><p>Os elementos formais são características próprias</p><p>que dão forma à música, percebidas pelos nossos ou-</p><p>vidos. São cinco os elementos formadores do som,</p><p>e é articulando esses cinco elementos que se criam</p><p>músicas: timbre, intensidade, altura, densidade e</p><p>duração.</p><p>LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS</p><p>17</p><p>Composição</p><p>As composições são baseadas no conhecimento</p><p>sonoro que o compositor adquiriu no local onde vive.</p><p>A música que cada um compõe depende do lugar e</p><p>da época em que vive, dos sons que conhece e dos</p><p>quais tem acesso, enfim, da sua história pessoal esco-</p><p>lhendo e articulando de formas diferentes a imensa</p><p>variedade de sons aos quais tem acesso: a harmonia,</p><p>a melodia e o ritmo.</p><p>Altura é a forma como o ouvido humano percebe</p><p>a frequência dos sons. As baixas frequências são per-</p><p>cebidas como sons graves e as mais altas como sons</p><p>agudos, ou tons graves e tons agudos.</p><p>É por meio da altura que podemos distinguir um</p><p>som agudo (fininho, alto), de um grave (grosso, baixo).</p><p>A altura de um som musical depende do número de</p><p>vibrações. As vibrações rápidas produzem sons agudos</p><p>e os lentos sons graves. São essas vibrações que defi-</p><p>nem cada uma das notas musicais: dó, ré, mi, fá, sol,</p><p>lá, si; assim, a velocidade da onda sonora determina a</p><p>altura do som, por isso cada nota tem sua frequência</p><p>(número de vibrações por segundo). A altura de um</p><p>som pode ser caracterizada como definida ou indefi-</p><p>nida. Em ambos os casos, os sons podem ser agudos</p><p>ou graves. Os instrumentos de altura indefinida são</p><p>incapazes de produzir uma melodia, visto que a maio-</p><p>ria deles emite um só som, que a voz humana ou outro</p><p>instrumento de altura definida não conseguem imitar.</p><p>Tom é a altura de um som na escala geral dos sons.</p><p>Timbre: O Timbre é a “cor” do som. Aquilo que</p><p>distingue a qualidade do tom ou voz de um instru-</p><p>mento ou cantor, por exemplo, a flauta do clarinete, o</p><p>soprano do tenor. Cada objeto ou material possui um</p><p>timbre que é único, assim como cada pessoa possui</p><p>um timbre próprio de voz, tão individual quanto as</p><p>impressões digitais.</p><p>Intensidade: é a percepção da amplitude da onda</p><p>sonora. Também é chamada, frequentemente, de vo-</p><p>lume ou pressão sonora. O timbre nos permite distin-</p><p>guir se sons de mesma frequência foram produzidos</p><p>por instrumentos diferentes. Por exemplo, quando</p><p>ouvimos uma nota tocada por um saxofone e, depois,</p><p>a mesma nota, com a mesma altura, produzida por</p><p>um trompete, podemos imediatamente identificar os</p><p>dois sons como tendo a mesma frequência, mas com</p><p>características sonoras muito distintas.</p><p>A intensidade é a força do som, também chama-</p><p>da de sonoridade. É uma propriedade do som que</p><p>permite ao ouvinte distinguir se o som é fraco (baixa</p><p>intensidade) ou se o som é forte (alta intensidade) e</p><p>ela está relacionada à energia de vibração da fonte</p><p>que emite as ondas sonoras. Ao se propagar, as ondas</p><p>sonoras transmitem energias que se espalham em</p><p>todas as regiões. Quanto maior é a energia que a onda</p><p>transporta, maior é a intensidade do som que o nosso</p><p>ouvido</p><p>percebe. É semelhante ao que habitualmente</p><p>chamamos de volume.</p><p>A intensidade sonora é a força com que as ondas</p><p>sonoras empurram o ar e é medida em uma unidade</p><p>chamada bel, em homenagem ao cientista inglês Gra-</p><p>nham Bell, o qual fez estudos que culminaram com</p><p>a invenção do telefone. No entanto, os submúltiplos</p><p>do bel são mais utilizados: 1 decibel = 1dB = 0,1 bel.</p><p>A partir de 140db aparece o chamado limite da dor</p><p>ao ouvido humano: o som é dificilmente suportável</p><p>pelo ouvido e pode causar lesões no sistema auditivo.</p><p>Densidade: A densidade sonora é a qualidade que</p><p>estabelece um maior ou menor número de sons si-</p><p>multâneos. Quando ouvimos um grande conjunto de</p><p>LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS</p><p>18</p><p>timbres simultaneamente dizemos que a música em</p><p>questão tem uma grande densidade sonora.</p><p>Duração: A duração é o tempo que o som per-</p><p>manece em nossos ouvidos, isto é, se o som é curto</p><p>ou longo. É a característica que revela o tempo de</p><p>emissão de um som. Depende do tempo que duram</p><p>as vibrações do objeto que os produz. As diversas</p><p>durações são utilizadas em combinação com uma</p><p>regularidade básica chamada de pulso ou pulsação.</p><p>Essas variações são comumente chamadas de ritmo.</p><p>Alguns sons possuem ressonância curta, isto é,</p><p>continuam soando por um breve período, como o som</p><p>dos tambores, e outros tem ressonância longa, como</p><p>os sons dos sinos que permanecem soando por um</p><p>período de tempo maior.</p><p>Ritmo: Em música, a duração de um som está re-</p><p>lacionada ao tempo, mas não como ele é medido, por</p><p>exemplo, em um relógio. A relação entre o tempo de</p><p>duração das notas musicais e o tempo das pausas cria</p><p>o ritmo. Ritmo, portanto, é o que age em função da</p><p>duração do som, é a definição de quanto tempo cada</p><p>parte da melodia continuará à tona.</p><p>Harmonia: é a combinação dos sons ouvidos si-</p><p>multaneamente, é o agrupamento agradável de sons.</p><p>No nosso exemplo, você poderia muito bem tocar a</p><p>música apenas com uma nota de cada vez, porém</p><p>ficaria sem graça. Por isso, quanto mais notas musi-</p><p>cais você tocar simultaneamente (acordes) de forma</p><p>agradável, harmoniosa, melhor será a música.</p><p>Melodia: É uma sequência de sons em intervalos</p><p>irregulares.</p><p>A Melodia caminha por entre o Ritmo. A Melodia</p><p>normalmente é a parte mais destacada da Música, é a</p><p>parte que fica a cargo do Cantor, ou de um instrumen-</p><p>to como Sax ou de um solo de Guitarra etc. Sempre</p><p>que ouvir um Solo - notas tocadas individualmente</p><p>- você estará ouvindo uma Melodia.</p><p>E para experimentar e apreciar as diversas com-</p><p>binações que a música proporciona, existem os ins-</p><p>trumentos musicais.</p><p>Conhecer quais são os diferentes tipos de instru-</p><p>mentos musicais é também entender a história, uma</p><p>vez que muitos deles se originaram muitos anos antes</p><p>de Cristo, uma prova de quão antiga e importante é</p><p>a música.</p><p>Além da relevância em momentos de lazer, a mú-</p><p>sica é fundamental para o desenvolvimento cerebral,</p><p>para o raciocínio e a cognição. Nos últimos anos, estu-</p><p>dos científicos apontaram a relação da musicalidade</p><p>com o aprendizado, assim como também mostraram</p><p>os benefícios dessa arte para o tratamento de doen-</p><p>ças, como depressão e Mal De Alzheimer.</p><p>Para os artistas, as melodias representam muito</p><p>mais, uma vez que despertam emoções, inspiram e dá</p><p>a eles a força necessária para criar e expor sua arte.</p><p>A classificação dos tipos de instrumentos mu-</p><p>sicais está ligada ao material de sua base e ao som</p><p>que produz. A primeira delas aconteceu na China no</p><p>século IV a.C., ou seja, é bastante antiga e remete</p><p>aos sons originados do papel, da seda e da pedra,</p><p>entre outros elementos. Hoje, na cultura ocidental,</p><p>a orquestra sinfônica divide os tipos de instrumentos</p><p>musicais como: cordas, sopros e percussão. Porém, é</p><p>válido ressaltar que essa classificação pode variar de</p><p>acordo com a região.</p><p>Sem falar nas suas variações mais específicas,</p><p>como, por exemplos, os chamados eletrofones, que</p><p>são instrumentos que funcionam com base na cor-</p><p>rente elétrica e que, assim, têm seu som propagado</p><p>por meio de alto-falantes.</p><p>Nesse contexto, há os instrumentos tradicionais,</p><p>como, por exemplo, a guitarra que pode ter seu som</p><p>potencializado eletricamente, como os teclados ele-</p><p>trônicos, que contam com sintetizadores para fun-</p><p>cionar.</p><p>“Sem a música, a vida seria um erro” – Friedrich</p><p>Nietzsche</p><p>LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS</p><p>19</p><p>4 – Elementos da Dança</p><p>Entendendo a Dança</p><p>Quem dança tem mais facilidade para construir a</p><p>imagem do próprio corpo, o que é fundamental para o</p><p>crescimento e a maturidade do indivíduo e a formação</p><p>de sua consciência social. A criança esti mulada a se</p><p>movimentar explora com mais frequência e esponta-</p><p>neidade o meio em que vive, aprimora a mobilidade</p><p>e se expressa com mais liberdade.</p><p>A dança é uma linguagem artí sti ca baseada no</p><p>movimento.</p><p>“Um dos objeti vos educacionais da dança é a</p><p>compreensão da estrutura e do funcionamento</p><p>corporal e a investi gação do movimento humano.”</p><p>(Brasil, 1997a, p.68)</p><p>O que é movimento?</p><p>O movimento nada mais é do que a variação de</p><p>posição de um corpo relati vamente a um ponto, é o</p><p>deslocamento no espaço. É a variação da posição de</p><p>um objeto ou ponto material no decorrer do tempo.</p><p>São 4 os fatores do movimento: tempo, espaço, fl u-</p><p>ência e peso – O que move? Como? Onde? Por quê?</p><p>Para quê?</p><p>Fonte: Adaptado de Laban (1978)</p><p>Estudo do movimento corporal: o movimento</p><p>do corpo ou parte dele num determinado tempo e</p><p>espaço.</p><p>Percepção do tempo: caracteriza a velocidade do</p><p>movimento corporal (ritmo e duração); contrastes (rá-</p><p>pido, médio, lento), contratempo. Além dessas carac-</p><p>terísti cas do tempo entende-se a atenção ao tempo</p><p>presente como fundamental para o estudo da dança.</p><p>O corpo precisa estar aberto às mudanças decorrentes</p><p>no tempo em diferentes momentos.</p><p>Exploração do espaço: interno e externo, público</p><p>e privado, relacionando o entendimento de corpo e</p><p>ambiente/contexto. Dentro do espaço estudamos as</p><p>direções (cima, baixo, lado, frente, trás e diagonais),</p><p>dimensões (pequeno, médio e grande), níveis (baixo,</p><p>médio e alto), extensões (perto, médio e longe). As</p><p>conexões que se estabelecem com o ambiente podem</p><p>ser vistas como relação de comparti lhamento e troca.</p><p>Elementos Estruturantes da Dança</p><p>Fonte: Adaptado de Laban (1978)</p><p>MOVIMENTO CORPORAL</p><p>KINESFERA: A kinesfera é tudo que podemos al-</p><p>cançar com todas as partes do corpo, perto ou lon-</p><p>ge, grande ou pequeno, com movimentos rápidos ou</p><p>lentos etc. A Kinesfera ou Cinesfera é a esfera que</p><p>delimita o limite natural do espaço pessoal, no en-</p><p>torno do corpo do ser movente. Esta esfera cerca o</p><p>corpo esteja ele em movimento ou em imobilidade,</p><p>e se mantém constante em relação ao corpo, sendo</p><p>‘carregada’ pelo corpo quando este se move.</p><p>FLUXO: Qualidade de Movimento que refere-se à</p><p>tensão muscular com a qual se deixa fl uir um movi-</p><p>mento - fl uência contí nua e interrompida e seus graus</p><p>de tensão.</p><p>Fluxo Livre: uma movimentação sem interrupções,</p><p>onde o indivíduo está livre para se movimentar como</p><p>quiser desde que seja sem pausa. EX: Correr em um</p><p>parque, o fl uxo de um rio.</p><p>Fluxo Conduzido Ou Controlado: é um estado de</p><p>cuidado com o movimento, há uma maior tensão</p><p>LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS</p><p>20</p><p>muscular para se possa controlar a intensidade desse</p><p>movimento. Ex: escrever um texto com uma caneta</p><p>em um papel, movimentos de taichi chuan.</p><p>Fluxo Interrompido: é o máximo da tensão para</p><p>que se faça uma interrupção imediata do movimento,</p><p>que origina movimentos quebrados. Ex: escovar os</p><p>dentes.</p><p>GIROS: O giro vai depender do estilo de dança</p><p>se é balé, street dance, contemporâneo, de qualquer</p><p>forma é rotacionar o corpo no seu próprio eixo. Os</p><p>giros trazem a experiência de equilíbrio estável e de-</p><p>sequilíbrio.</p><p>SALTOS: utilizando eixos verticais e horizontais; os</p><p>saltos ou pulos são movimentos que deixam o corpo</p><p>temporariamente sem suporte; ocorrem quando o</p><p>corpo fica suspenso no ar, perdendo o contato com</p><p>o chão ou outra base de sustentação em que o corpo</p><p>se apoie. O salto pode ser visto com relação ao peso</p><p>(leve</p><p>ou forte) e com relação ao tempo (rápido ou</p><p>lento). Os saltos podem ser executados de dois pés</p><p>para dois pés, de dois pés para um pé, de um pé para</p><p>dois pés, de um pé para o mesmo pé, ou de um pé</p><p>para outro pé.</p><p>EIXO: fortalecimento das cadeias musculares prin-</p><p>cipalmente do centro como eixo da movimentação,</p><p>possibilitando o estudo da sustentação e equilíbrio.</p><p>PESO: Qualidade de Movimento que refere-se</p><p>às mudanças de força utilizadas pelo corpo ao movi-</p><p>mentar-se. Passivo, ativo, leve, pesado, transferência,</p><p>contrapeso e suas graduações. Estabilidade e insta-</p><p>bilidade.</p><p>Peso leve: Transmite uma sensação de leveza, ou</p><p>de ausência de peso como por exemplo uma bailarina</p><p>dançando na ponta dos pés, ou um carinho delicado</p><p>no rosto de alguém querido.</p><p>Peso Pesado: Exige uma carga maior de força para</p><p>ser executado, como por exemplo o bater do martelo</p><p>de um operário, um elefante andando ou dar um soco</p><p>em alguém.</p><p>ESPAÇO: Pode ser a relação entre o corpo e o es-</p><p>paço (ambiente no qual está), o corpo em relação ao</p><p>seu próprio corpo ou em relação a um outro corpo e</p><p>o corpo e um outro objeto.</p><p>NÍVEIS: (em relação à altura) alto, médio e baixo</p><p>- de modo geral são movimentos possíveis do corpo</p><p>utilizando os espaços acima da cabeça, na altura da</p><p>cintura ou abaixo dela.</p><p>DIMENSÃO: é uma extensão entre duas direções</p><p>opostas. É um elemento básico de orientação no es-</p><p>paço. São três as dimensões: amplitude (ou largura),</p><p>comprimento (ou altura) e profundidade. É o que La-</p><p>ban chama de plano de mesa (largura), plano de porta</p><p>(altura) e plano de roda (frente/trás).</p><p>DIREÇÃO: é a trajetória traçada no espaço. Deve-</p><p>mos sempre ficar atentos para o que Laban chama de</p><p>direção, que indica, na verdade, o sentido para onde</p><p>o movimento segue, partindo sempre do centro do</p><p>corpo. Direções (sentido; aonde se vai): Frente, trás,</p><p>lado, diagonais, em cima, em baixo.</p><p>LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS</p><p>21</p><p>Símbolos das direções espaciais</p><p>Fonte: LABAN, 1978</p><p>DESLOCAMENTO: o deslocamento se dá quando</p><p>você está uti lizando por exemplo um palco ou uma</p><p>cena, você se desloca para pontos específi cos de uma</p><p>coreografi a. No caso da dança contemporânea não</p><p>há um ponto central ou um senti do único ou predo-</p><p>minantemente simétrico no espaço. O deslocamento</p><p>pode ser feito de diferentes formas em uma dança.</p><p>Saltando, andando, correndo, sendo carregado, se ar-</p><p>rastando, girando, entre outras. Esses deslocamentos</p><p>podem se dar por meio de “caminhos” retos ou cur-</p><p>vos, e serem feitos individual ou coleti vamente.</p><p>DIREÇÃO: o movimento pode ser feito para di-</p><p>versas direções no espaço: frente, trás, diagonal, es-</p><p>querda, direita etc. Essas direções são determinadas</p><p>pelo espaço e ti po de dança.</p><p>TEMPO: velocidade em que são executados de-</p><p>terminados movimentos pode ser rápido, moderado</p><p>e lento. É uma qualidade bastante subjeti va, pois de-</p><p>ve-se sempre ter um parâmetro de comparação para</p><p>defi nir o que é rápido e o que é lento.</p><p>RÁPIDO: Quando mantém a sua aceleração</p><p>constante ou um ritmo rápido sem alterações, por</p><p>exemplo, um samba enredo, ou um carro correndo</p><p>na estrada.</p><p>LENTO: Mantém seu tempo lento, ou vai reduzin-</p><p>do a sua velocidade constantemente quase até parar,</p><p>por exemplo, um adágio para a música clássica ou uma</p><p>lagarta se deslocando em uma folha.</p><p>MODERADO: É o meio termo entre o rápido e o</p><p>lento, por exemplo uma caminhada tranquila numa</p><p>praça.</p><p>A maneira como são feitas as combinações dos</p><p>movimentos, as variações, é que consti tuem os di-</p><p>ferentes ti pos de dança.</p><p>5 – Elementos do Teatro</p><p>O teatro é uma manifestação artí sti ca e um fenô-</p><p>meno cultural de vários povos e remonta às socieda-</p><p>des primiti vas.</p><p>É a arte em que um ou mais atores interpretam</p><p>uma história ou conjunto de ati vidades com o objeti vo</p><p>de apresentar situações e fazer afl orar senti mentos e</p><p>refl exões a quem os assiste.</p><p>Uma peça teatral não é feita apenas pelos atores</p><p>que aparecem no palco, outras pessoas também par-</p><p>ti cipam de uma peça e, mesmo que não apareçam,</p><p>são fundamentais para que o espetáculo se realize.</p><p>Um espetáculo cultural depende de muitos deta-</p><p>lhes além da apresentação em si. É fundamental, por</p><p>exemplo, estar atento à qualidade do que será exibi-</p><p>do e, também, à estrutura do projeto — da locação</p><p>aos equipamentos, do mobiliário à cenografi a. Não</p><p>apenas no teatro, mas em palestras, apresentações</p><p>musicais, gravações de vídeo e até mesmo em estan-</p><p>des de vendas, a adequação da estrutura ao que se</p><p>pretende apresentar pode infl uenciar (e muito) na</p><p>experiência do público.</p><p>Cenografi a</p><p>Deen Van Meer/Mary Poppins, The Musical.</p><p>Fonte: htt p://bit.ly/1PqwOxF</p><p>Muito mais do que decoração e ornamentação,</p><p>a cenografi a é técnica, técnica de organizar todo o</p><p>espaço onde as ações dramáti cas são encenadas. A</p><p>cenografi a é parte importante do espetáculo, pois ela</p><p>ambienta e ilustra o espaço/tempo materializando o</p><p>imaginário e aproximando o público da representação.</p><p>A cenografi a cria e transforma o espaço cênico.</p><p>A cenografi a envolve vários símbolos, normal-</p><p>mente baseados em um roteiro predefi nido para o</p><p>espetáculo cultural. Todo o cenário e a construção de</p><p>sensações para o público estão em jogo. Painéis de</p><p>fundo, mobiliário, cores, identi dade visual, iluminação</p><p>e quaisquer outros elementos visuais estão inseridos</p><p>na cenografi a.</p><p>Além disso, a cenografi a tem o poder de recons-</p><p>truir espaços, imprimindo percepções diferentes onde</p><p>LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS</p><p>22</p><p>quer que seja. A cenografia também está relacionada</p><p>com a criação da atmosfera desejada no espetáculo</p><p>e não abrange apenas uma estrutura física, mas sim</p><p>todo o período do espetáculo — podendo, inclusive,</p><p>ser modificada ao longo da apresentação.</p><p>O cenógrafo é aquele que cria o cenário, é o pro-</p><p>fissional responsável em conceber, criar e utilizar os</p><p>elementos da cenografia de acordo com o roteiro e</p><p>a ideia do espetáculo. Ele coordena a montagem da</p><p>estrutura, o processo de criação e a construção do</p><p>espaço usando luz, itens de decoração e todas as pos-</p><p>sibilidades técnicas que tiver em mãos. Mas ele não</p><p>trabalha sozinho: outros profissionais também estão</p><p>envolvidos com a cenografia, como o contrarregra, o</p><p>cenotécnico e o iluminador.</p><p>Todo espetáculo tem uma mensagem ou imagem</p><p>a passar, e essa imagem pode influenciar profunda-</p><p>mente na percepção do público. Por mais que pare-</p><p>ça um detalhe que pode ser ignorado ou produzido</p><p>por conta própria, uma escolha como essa pode se</p><p>configurar em um erro grave, reduzindo o resultado</p><p>desejado.</p><p>Figurino</p><p>É um elemento importante da linguagem visual</p><p>do espetáculo formado por, além das vestimentas,</p><p>pelos acessórios. O figurino auxilia na compreensão</p><p>do personagem, ele é carregado de simbologia e</p><p>pode acentuar o perfil psicológico do personagem,</p><p>objetivos e características da história. Os figurinos</p><p>e acessórios utilizados em cena devem ser sempre</p><p>coerentes com a época em que acontece a ação ou</p><p>com o simbolismo que o diretor queira dar a ela. O</p><p>figurinista é o responsável pelas roupas e acessórios</p><p>utilizados na peça teatral.</p><p>Fonte: Artistas pela Graça</p><p>No universo ficcional, o figurino exerce a fun-</p><p>ção de narrar visualmente certas características da</p><p>personagem. A criação deste é feita na fase final da</p><p>produção após a definição estrutural do desenho da</p><p>encenação (luz e cenário), de modo a realizar uma</p><p>espécie de “vestimenta” final do espetáculo.</p><p>Por seu intermédio, é possível criar uma lingua-</p><p>gem através das formas, cores e texturas; transmitir a</p><p>época em que a peça decorre e o seu contexto político</p><p>e econômico; e indicar a região ou cultura da perso-</p><p>nagem através do seu estilo. É possível afirmar que o</p><p>figurino há muito deixou de ser apenas a roupa que a</p><p>personagem está a usar quando entra em cena, sendo</p><p>agora parte integrante tanto do espetáculo como da</p><p>personagem.</p><p>Até ao século XIX, os figurinos limitavam-se a ser</p><p>meramente ilustrativos, representando apenas tipos</p><p>específicos de personagens que fossem de fácil enten-</p><p>dimento para o público. Era</p><p>necessário que os figuri-</p><p>nos tivessem entrançados na imagem do espetáculo,</p><p>para que as cores em si contidas se harmonizassem</p><p>com os restantes elementos cênicos.</p><p>Ao longo do século XX, o figurino estabelece-se</p><p>como parte importante do espetáculo, acumulando</p><p>novas funções. Neste século nasce a profissão de fi-</p><p>gurinista. Este aparecimento deve-se ao facto de os</p><p>textos teatrais se terem tornado mais complexos e</p><p>as personagens mais detalhadas ao nível psicológi-</p><p>co, sendo posta de parte a interpretação meramente</p><p>tipificada da personagem.</p><p>Nos dias de hoje, ainda é possível observar uma</p><p>fronteira na questão do gênero. A androginia é ainda</p><p>tabu no vestuário masculino e feminino, embora seja</p><p>mais aceitável no segundo caso. A construção da ima-</p><p>gem, tanto do homem como da mulher, ainda aparece</p><p>muito ligada a estereótipos como o de que a mulher</p><p>deve usar um vestido e o homem calças.</p><p>Assim, o figurino tem duas funções básicas: a</p><p>de ajudar o ator a “encontrar” a personagem e a de</p><p>auxiliar no estabelecimento daquilo que irá ser o es-</p><p>petáculo, ou seja, o tema, a atmosfera de produção,</p><p>o que é que vai estar em cena, quais serão as cores</p><p>centrais da peça e o que elas pretendem transmitir.</p><p>Maquiagem</p><p>Cirque Du Soleil</p><p>A maquiagem é parte da composição do espetá-</p><p>culo, é um instrumento fundamental que auxilia na</p><p>criação do personagem e na transformação estética</p><p>LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS</p><p>23</p><p>dos atores. O maquiador atua junto com toda a pro-</p><p>dução do espetáculo acompanhando sempre a con-</p><p>cepção do mesmo, com vistas a ressaltar e/ou criar</p><p>elementos que ressaltem aspectos importantes para</p><p>a compreensão do personagem.</p><p>O maquiador é o responsável pela pintura do rosto</p><p>ou do corpo dos atores e atrizes.</p><p>A maquiagem é parte da composição do espetá-</p><p>culo, é um instrumento fundamental que auxilia na</p><p>criação do personagem e na transformação estética</p><p>dos atores.</p><p>Há indícios de que nos ritos religiosos ancestrais</p><p>na Grécia nos cortejos em louvor ao deus pagão Dio-</p><p>nísio, os participantes usavam a borra do vinho no</p><p>rosto ou passavam farinha ou argila branca, como um</p><p>ato simbólico de semelhança ao deus, esses homens</p><p>pintavam o rosto, mas não havia uma consciência de</p><p>que era uma maquiagem ou o fazer teatral, e, sim,</p><p>de entrar em contato com as divindades. Desta for-</p><p>ma criavam pinturas diversas no rosto, com materiais</p><p>extraídos da natureza, para conceber uma caracte-</p><p>rização do que acreditavam ser essas divindades, e</p><p>assim, tornando possível, através destas manifesta-</p><p>ções, um reconhecimento e uma identificação entre</p><p>divindades e seres humanos, viabilizando um contato</p><p>com os deuses.</p><p>Passado um tempo essa “maquiagem” desapa-</p><p>rece com a construção dos grandes teatros, surgindo</p><p>a partir de uma nova forma de comunicação entre o</p><p>palco e a plateia, a máscara, que permite essa nova</p><p>interação.</p><p>A máscara é um acessório utilizado no teatro</p><p>até hoje, têm uma função primordial: a de chamar</p><p>a atenção e aproximar o público, da ação teatral que</p><p>está sendo apresentada. As máscaras expressivas são</p><p>estilizadas e carregadas nos traços, formas, cores e</p><p>texturas, para chamar a atenção do público, sinteti-</p><p>zando ao máximo as informações contidas sobre o</p><p>caráter dos personagens.</p><p>A máscara no teatro grego, - nos primórdios do</p><p>teatro ocidental, quando este surgiu no século VI a.C.</p><p>como forma espetacular - era um elemento funda-</p><p>mental na encenação, com a função de ampliação</p><p>sonora e visual, potencializando o trabalho do ator em</p><p>cena através das suas expressões, e com o propósito</p><p>de fixar tipos que facilitavam identificação dos perso-</p><p>nagens pelo público. Desde o teatro grego antigo a</p><p>máscara já podia ser encarada como algo que ia além</p><p>de um mero adereço Jean Jacques Roubine afirma:</p><p>“A máscara acentua e esquematiza os traços do</p><p>rosto. Na dramaturgia grega ela assumia, ao que pare-</p><p>ce, uma tripla função: amplificação visual, permitindo</p><p>ao espectador mais distante uma apreensão satisfa-</p><p>tória do personagem; ampliação sonora na medida</p><p>em que ela podia servir de auto falante; ampliação</p><p>estética.”</p><p>Tudo começou assim, agora a maquiagem artís-</p><p>tica é muito além de rápidas pinceladas para cobrir</p><p>imperfeições da pele, ela se destaca como um dos im-</p><p>portantes elementos de criação da linguagem cênica</p><p>e requer reflexão estética, pesquisa e elaboração. O</p><p>trabalho com maquiagem auxilia atores, dançarinos,</p><p>artistas circenses entre tantas outras formas de arte</p><p>a exprimirem emoções e o caráter simbólico de seus</p><p>personagens. Variando entre criações realistas ou po-</p><p>éticas, a maquiagem cênica pode ajudar a transmitir</p><p>mensagens na cena, quando colocada de maneira</p><p>forte e pertinente com o espetáculo.</p><p>A maquiagem pode estar diretamente ligada ao</p><p>corpo, à pele do ator e pode potencializar sua ex-</p><p>pressividade além de aproximá-lo das características</p><p>físicas e simbólicas da personagem. Quando o ator en-</p><p>tende e tem domínio do que a maquiagem representa</p><p>para uma proposta cênica, pode dominar suas carac-</p><p>terísticas e acentuá-las em cena. As maiores variações</p><p>são conforme a distância do público, necessidade de</p><p>aproximação com o real ou destaque de estruturas</p><p>simbólicas propostas pela encenação. Reforçando as</p><p>características dos personagens, caracteriza e desca-</p><p>racteriza indivíduos e possibilita a criação de seres</p><p>diferentes, além de valorizar a interpretação através</p><p>dos traços expressivos.</p><p>Para o artista no palco a maquiagem é tão im-</p><p>portante quanto a cenografia, o figurino, a luz, a</p><p>expressão corporal, o texto ou a emoção articulada</p><p>por um ator no momento do espetáculo. Todos estes</p><p>elementos se unem para compor uma atmosfera de</p><p>textos visíveis e invisíveis para o espectador.</p><p>Estamos rodeados por imagens o tempo intei-</p><p>ro em todos os lugares e nossa leitura do mundo é</p><p>atravessada radicalmente pelas sensações produzi-</p><p>das pelo que vemos. Na cena, o mesmo acontece. A</p><p>maquiagem pode caracterizar um personagem antes</p><p>mesmo que o ator fale uma palavra ou execute qual-</p><p>quer movimento”. (ANDRADE, 2017)</p><p>Sonoplastia</p><p>Mesa de som</p><p>A sonoplastia é um som ou conjunto de sons</p><p>que auxilia a enfatizar as cenas e ou as emoções dos</p><p>atores. O sonoplasta trabalha os elementos sono-</p><p>ros ajudando a envolver o público na construção de</p><p>LINGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS</p><p>24</p><p>imagens e sensações. As músicas e sons utilizados</p><p>devem estar intimamente ligados ao que acontece</p><p>na cena, o sonoplasta deve estudar o texto e depois</p><p>acompanhá-lo passo a passo. O sonoplasta é aquele</p><p>que compõe e faz funcionar os ruídos e sons de um</p><p>espetáculo teatral.</p><p>A sonoplastia é de suma importância na atividade</p><p>teatral. O estudo de técnicas, teorias teatrais e princi-</p><p>palmente música é fundamental. Quanto às suas tare-</p><p>fas específicas, é necessário que o sonoplasta possua</p><p>um repertório musical minimamente diversificado,</p><p>para que possa fazer de sua atividade um instrumento</p><p>de ampliação do sentimento da cena. Lembrando-se</p><p>sempre de que as músicas e sons utilizados devem</p><p>estar intimamente ligados ao que acontece na cena,</p><p>o sonoplasta deve acompanhar o texto passo a passo</p><p>e estudá-lo também, a fim de desempenhar cada vez</p><p>mais satisfatoriamente sua tarefa.</p><p>É muito raro um espetáculo não ter música. Assim,</p><p>o sonoplasta é o responsável pela criação, pesquisa,</p><p>gravação, finalização, sonorização e operação dos efei-</p><p>tos sonoros e músicas que o espetáculo necessita. É</p><p>ele que, com criatividade e técnica, resolve os climas</p><p>e efeitos propostos durante os ensaios ou rubricados</p><p>no texto. E mais: o sonoplasta apreende a ideia da</p><p>concepção da montagem do diretor e participa do</p><p>processo de criação do espetáculo.</p><p>Fazer sonoplastia para teatro significa deixar a</p><p>música penetrar no espetáculo, compor uma criação</p><p>artística de tal forma que ela entre na cabeça e no</p><p>coração do público sem que ele se dê conta.</p><p>Iluminação</p><p>A iluminação pode dar ênfase a certos aspectos</p><p>do cenário, pode estabelecer relações entre o ator</p><p>e os objetos, pode enfatizar as expressões do ator,</p><p>pode limitar o espaço de representação a um círculo</p>

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