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<p>ESTCE Módulo I</p><p>1/45</p><p>ESTÁGIO SETORIAL</p><p>DE FISCALIZAÇÃO</p><p>ADMINISTRATIVA</p><p>Módulo III – Aspectos Orçamentários e</p><p>Financeiros</p><p>2024</p><p>5º Centro de Gestão, Contabilidade e Finanças do</p><p>Exército</p><p>ESFA - 2024 Módulo III</p><p>Atualizações</p><p>Autor Data (dd mmm) Item alterado</p><p>Breve descrição da</p><p>alteração</p><p>(Atenção: esta apostila não deve ser usada como amparo legal, tratando-se</p><p>apenas de um material didático de apoio para estudo e eventuais consultas)</p><p>2/45</p><p>ESFA - 2024 Módulo III</p><p>Sumário</p><p>INTRODUÇÃO............................................................................................................4</p><p>1. ASPECTOS ORÇAMENTÁRIOS................................................................................5</p><p>1.1 Execução Orçamentária...................................................................................7</p><p>1.2 Nota de Movimentação de Crédito (NC)...........................................................9</p><p>1.2.1 Analisando a estrutura de uma NC............................................................9</p><p>1.2.2 Analisando a contabilização de uma NC..................................................14</p><p>1.3 Nota de Empenho (NE)..................................................................................16</p><p>1.3.1 Empenho Ordinário:.................................................................................17</p><p>1.3.2 Empenho Global:.....................................................................................17</p><p>1.3.3 Empenho Estimativo:...............................................................................17</p><p>1.3.4 Possibilidades de se consultar uma NE....................................................17</p><p>1.3.5 Contabilização de uma NE.......................................................................20</p><p>1.4 Nota de Lançamento de Sistema (NS)...........................................................22</p><p>1.4.1 Analisando a estrutura de uma NS..........................................................22</p><p>1.4.2 Analisando a contabilização de uma NS..................................................23</p><p>1.5 Restos a Pagar...............................................................................................24</p><p>1.5.1 Execução da Inscrição em Restos a Pagar...............................................26</p><p>2. CADERNO DE ORIENTAÇÃO AOS AGENTES DA ADMINISTRAÇÃO – APOIO</p><p>ADMINISTRATIVO E FUNDO DO EXÉRCITO..............................................................28</p><p>2.1 Origem dos Recursos.....................................................................................29</p><p>2.2. OAA – Aspectos Importantes.........................................................................31</p><p>2.2.1. Recursos do Apoio Administrativo..........................................................31</p><p>2.2.2. Fundo do Exército...................................................................................38</p><p>CONCLUSÃO............................................................................................................44</p><p>REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS...............................................................................45</p><p>3/45</p><p>ESFA - 2024 Módulo III</p><p>INTRODUÇÃO</p><p>O orçamento público é o instrumento de gestão de maior relevância e</p><p>provavelmente o mais antigo da administração pública. É um instrumento que os</p><p>governos usam para organizar os seus recursos financeiros. Partindo da intenção</p><p>inicial de controle, o orçamento público tem evoluído e incorporado novas</p><p>instrumentalidades.</p><p>No Brasil, o orçamento reveste-se de formalidades legais. Existe uma lei</p><p>constitucionalmente prevista que estima a receita e fixa a despesa para um exercício.</p><p>Por causa dessa rigidez, as despesas só poderão ser realizadas se forem previstas ou</p><p>incorporadas ao orçamento.</p><p>Como já observamos dentro do nosso primeiro módulo, entre as atribuições do</p><p>Fiscal Administrativo, previstas no RAE, estão aquelas relacionadas com a gestão</p><p>orçamentária e financeira. Dessa maneira, torna-se interessante que este agente</p><p>tenha uma noção de alguns conceitos orçamentários e financeiros, rotinas inerentes a</p><p>essas áreas dentro de sua função, bem como saiba quais ferramentas podem auxiliá-</p><p>lo nesses controles dentro da sua Unidade.</p><p>O objetivo deste módulo é mostrar ao Fiscal, assuntos relacionados com</p><p>questões orçamentárias e financeiras dentro de sua função procurando, inicialmente,</p><p>contextualizar de maneira bem resumida o início do processo orçamentário até a</p><p>efetiva entrada do crédito em sua Unidade Gestora, para daí abordar aspectos</p><p>relacionados com as rotinas da gestão orçamentária e financeira dentro do universo</p><p>da UG.</p><p>4/45</p><p>ESFA - 2024 Módulo III</p><p>1. ASPECTOS ORÇAMENTÁRIOS</p><p>Primeiramente é importante reforçarmos, de maneira bem resumida, alguns</p><p>conceitos relacionados ao Orçamento Público no tocante aos projetos de lei atribuídos</p><p>ao Poder Executivo, todos eles previstos na Constituição Federal.</p><p>A elaboração da proposta de Lei Orçamentária tem por base as diretrizes</p><p>estabelecidas na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e os investimentos e</p><p>programas de duração continuada, constantes do Plano Plurianual (PPA).</p><p>a) Plano Plurianual (PPA)</p><p>Diretrizes, objetivos e metas regionalizados para despesas de capital e outras</p><p>decorrentes e para programas de duração continuada.</p><p>Vigência: 4 anos com início no 2º ano do mandato presidencial.</p><p>Prazos: - até 31 de agosto do primeiro ano de cada governo, para</p><p>encaminhamento ao Legislativo;</p><p>- até o encerramento da sessão legislativa, para aprovação pelo</p><p>Congresso.</p><p>b) Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO)</p><p>– metas e prioridades para o exercício financeiro subsequente;</p><p>– orienta a elaboração do orçamento;</p><p>– dispõe sobre alteração na legislação tributária;</p><p>– estabelece a política de aplicação das agências financeiras de fomento;</p><p>– anexos de metas e riscos fiscais (LRF).</p><p>Vigência: anual</p><p>Prazos: - 15 de abril: Encaminhamento do Projeto de Lei ao Poder Legislativo;</p><p>- Primeiro período da sessão legislativa: Aprovação pelo Congresso</p><p>Nacional.</p><p>c) Lei Orçamentária Anual (LOA)</p><p>Estima a receita e fixa a despesa para o exercício.</p><p>Abrangência:</p><p>– Orçamento Fiscal;</p><p>5/45</p><p>ESFA - 2024 Módulo III</p><p>– Orçamento da Seguridade Social;</p><p>– Orçamento de Investimento.</p><p>Vigência: anual</p><p>Prazos: - 31 de agosto: Encaminhamento do Projeto de Lei ao Poder</p><p>Legislativo</p><p>- Encerramento da sessão legislativa: Aprovação pelo Congresso</p><p>Nacional.</p><p>Importante destacar a conexão existente entre LDO e LOA com o PPA, já que as</p><p>duas primeiras são utilizadas para planejar e executar anualmente o contido neste</p><p>último, o qual compreende um período de 4 anos.</p><p>A elaboração da proposta de Lei Orçamentária tem por base as diretrizes</p><p>estabelecidas na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e os investimentos e</p><p>programas de duração continuada, constantes do Plano Plurianual (PPA).</p><p>A LDO, segundo a Constituição Federal, em seu art. 165, parágrafo 2º, entre</p><p>outros, compreenderá as metas e prioridades da administração pública federal e</p><p>orientará a elaboração da Lei Orçamentária Anual (LOA).</p><p>6/45</p><p>Figura 1: Orçamento</p><p>ESFA - 2024 Módulo III</p><p>Após aprovação no Legislativo, o Orçamento volta ao chefe do Poder Executivo</p><p>para sanção ou proposição de vetos parciais ou totais. Sancionado o projeto de lei é</p><p>remetido para publicação.</p><p>A partir daí se inicia a execução orçamentária propriamente dita onde, no início</p><p>de cada exercício financeiro, é elaborada a programação orçamentária e financeira.</p><p>Essa execução inicia em 1º de janeiro do ano de sua vigência. Dessa maneira,</p><p>quando publicada a Lei Orçamentária, tem início o processo de execução do</p><p>Orçamento do Governo Federal.</p><p>Também importante ressaltar que todo o processo de execução orçamentária e</p><p>financeira sofre controle tanto externo, por meio do Poder Legislativo que se utiliza do</p><p>Tribunal de Contas da União,</p><p>previsto no parágrafo primeiro, do artigo nº 82, da Lei nº</p><p>4.320/64, como também do Controle Interno exercido no âmbito dos poderes,</p><p>ministérios ou órgãos, que tem a responsabilidade de sugerir e testar mecanismos de</p><p>controles contábeis e administrativos na administração pública federal.</p><p>1.1 Execução Orçamentária</p><p>A execução orçamentária tem seu início em 1º de janeiro do ano vigência da</p><p>LOA. A partir da aprovação do orçamento, o Exército como integrante da</p><p>Administração Pública Direta, passará a executar, por meio de suas Unidades</p><p>Gestoras (UG) e seus agentes, a parcela do orçamento público a que lhe foi</p><p>destinado.</p><p>Com a aprovação do Orçamento Público, os créditos orçamentários são</p><p>registrados nas Unidades Setoriais Orçamentárias de cada Órgão (dotação), sendo</p><p>necessário, ainda, a descentralização dos recursos às UG para que elas procedam</p><p>efetivamente a execução da despesa. Denomina-se Provisão à descentralização</p><p>interna e Destaque a descentralização externa de créditos orçamentários às Unidades</p><p>Gestoras do sistema.</p><p> Dotação: É a transferência de créditos orçamentários e adicionais feitas pelo</p><p>órgão central do sistema de orçamento (Secretaria de Orçamento Federal –</p><p>SOF, do Ministério de Planejamento, Orçamento e Gestão – MOG) às unidades</p><p>setoriais de orçamento. No caso do Comando do Exército a Unidade Setorial</p><p>de Orçamento é a UG 160087 – EME.</p><p> Provisão ou descentralização interna de créditos: Quando envolve unidades</p><p>gestoras de um mesmo órgão, ministério ou entidade integrantes do Orçamento</p><p>Fiscal e do Orçamento da Seguridade Social. Ex: Descentralização de crédito</p><p>da UG 160073 – DGO diretamente para uma UG executora do Comando do</p><p>Exército.</p><p>7/45</p><p>ESFA - 2024 Módulo III</p><p> Destaque ou descentralização externa de créditos: Quando envolve unidades</p><p>gestoras de órgãos, ministérios ou entidades de estruturas administrativas</p><p>diferentes, ou seja, de um órgão para outro. Ex: Departamento Nacional de</p><p>Infra Estrutura e Transportes para o Comando do Exército.</p><p>Obs: Note que neste caso o DEC descentralizou um crédito oriundo de destaque</p><p>da UGR 393003 para a UG 160447.</p><p>Dessa maneira, as UG iniciam o recebimento de seus créditos para executarem</p><p>a parte do orçamento que lhes é cabida.</p><p>A maneira de se executar os créditos recebidos está inserida dentro das fases de</p><p>execução da despesa que são empenho, liquidação e pagamento.</p><p>O empenho é o primeiro estágio da despesa e precede sua realização, estando</p><p>restrito ao limite do crédito orçamentário. A formalização do empenho dá-se com a</p><p>emissão da Nota de Empenho – NE, comprometendo dessa forma os créditos</p><p>orçamentários e tornando-os indisponíveis para nova utilização.</p><p>8/45</p><p>Figura 2: UGR - Provisão</p><p>Figura 3: UGR - Destaque</p><p>ESFA - 2024 Módulo III</p><p>A liquidação é o estágio que consiste na verificação do direito adquirido pelo</p><p>credor com base nos títulos e documentos devidamente atestados, que comprovem a</p><p>entrega do material ou a prestação do serviço.</p><p>O dispêndio de recursos pode ser traduzido como o último estágio da despesa: o</p><p>pagamento, consistindo na entrega de numerário ao credor, extinguindo a obrigação.</p><p>Tendo em vista termos realizado apenas uma breve e resumida introdução sobre</p><p>orçamento público, recomendamos uma leitura mais aprofundada sobre a legislação</p><p>relacionada ao tema, as quais muitas delas encontram-se dentro daquelas citadas no</p><p>item 7 do módulo I deste estágio.</p><p>Depois dessa introdução mais geral sobre orçamento, é importante que</p><p>passemos a abordar de uma maneira um pouco mais prática alguns procedimentos e</p><p>documentos relacionados a execução orçamentária dentro da Unidade, dos quais o</p><p>Fiscal Administrativo deve ter conhecimento a fim de possibilitar um efetivo controle</p><p>dos recursos destinados e executados. Iniciaremos com a entrada do crédito, seja por</p><p>meio de descentralização ou destaque, nas contas orçamentária da UG.</p><p>A seguir, abordaremos detalhes relacionados às contas de empenho da despesa</p><p>e sua liquidação. Itens relacionados ao pagamento da despesa serão abordados mais</p><p>à frente quando tratarmos dos aspectos financeiros.</p><p>1.2 Nota de Movimentação de Crédito (NC)</p><p>A partir da aprovação do orçamento inicia-se o processo de execução. Como já</p><p>visto no item 1.1 deste módulo, os créditos orçamentários são registrados nas</p><p>Unidades Setoriais Orçamentárias de cada Órgão (dotação), sendo necessário, ainda,</p><p>a descentralização dos recursos às Unidades Gestoras para que elas procedam</p><p>efetivamente a execução da despesa.</p><p>Essas descentralizações são realizadas via SIAFI, por meio de documento Nota</p><p>de Movimentação de Crédito (NC). Esse documento é utilizado para registrar a</p><p>movimentação interna e externa de créditos e suas anulações.</p><p>1.2.1 Analisando a estrutura de uma NC</p><p>Para entendermos de uma maneira mais prática os aspectos relacionados a este</p><p>documento, vamos analisar seu conteúdo e o que cada item significa, além de</p><p>visualizarmos sua contabilização e em quais contas seu saldo estará localizado.</p><p>Como exemplo de nossa análise, visualizaremos uma NC descentralizada pela</p><p>Diretoria de Gestão Orçamentária (DGO), destinada a atender despesas com a</p><p>administração da OM. Esse tipo de recurso foi escolhido por ser objeto de provisão</p><p>para a maioria das UG do Exército.</p><p>9/45</p><p>ESFA - 2024 Módulo III</p><p>- Campo UG EMITENTE: UG que emitiu o documento NC;</p><p>- Campo UG/GESTAO FAVORECIDA: UG a quem foi descentralizado o</p><p>recurso. Note que nesse exemplo, trata-se de uma UG que possui outras OM</p><p>vinculadas a sua administração e, dessa maneira, recebeu o crédito para atender as</p><p>necessidades de si própria e suas vinculadas;</p><p>- Campo OBSERVAÇÃO: Detalha a finalidade do crédito;</p><p>- Campo EV.: Código de Evento SIAFI utilizado pela UG que confeccionou o</p><p>documento. Nesse caso o Evento apresentado se refere a Provisão Concedida e</p><p>realizará a contabilização automática das contas contábeis relacionadas a esse tipo</p><p>de ação;</p><p>- Campo ESF: Indica a qual esfera orçamentária se refere o crédito:</p><p>1 – Orçamento Fiscal</p><p>2 – Orçamento de Seguridade Social</p><p>3 – Orçamento de Investimento das Empresas não Dependentes</p><p>4 – Orçamento Próprio das Empresas não Dependentes</p><p>- Campo PTRES: Indica a qual Programa de Trabalho Resumido se refere a</p><p>despesa. Corresponde à codificação própria e resumida do Programa de Trabalho, de</p><p>forma a facilitar e agilizar sua utilização, sobretudo quanto às consultas ao sistema</p><p>informatizado de administração financeira, sendo a combinação de cada PT com a</p><p>Unidade Orçamentária .</p><p>Em termos práticos, essa codificação indicará que tipo de crédito pertence o recurso.</p><p>Podemos consultar por meio da transação >CONPTRES</p><p>No exemplo apresentado temos a seguinte estrutura do PTRES:</p><p>10/45</p><p>Figura 4: Nota de Crédito</p><p>ESFA - 2024 Módulo III</p><p>Note que se trata de um recurso previsto na LOA de caráter discricionário e não</p><p>obrigatório. Também podemos visualizar que se trata de uma recurso oriundo de</p><p>descentralização interna e não destaque. Veja a diferença para um PTRES referente a</p><p>recurso oriundo de destaque.</p><p>Essa é uma das maneiras de se identificar se o recurso é fruto de</p><p>descentralização interna ou externa.</p><p>11/45</p><p>Figura 5: Consulta - CONPTRES</p><p>Figura 6: PTRES - Destaque</p><p>ESFA - 2024 Módulo III</p><p>- Campo FONTE: Representa com quais recursos financeiros esse tipo de</p><p>crédito será atendido. O mais utilizado e conhecido pelas UG é a fonte 0100000000</p><p>que se refere a Recursos Ordinários do tesouro, para pagamentos em geral. Porém,</p><p>existem outras fontes que poderão ser disponibilizadas pela Setorial Financeira.</p><p>- Campo ND: Indica qual Natureza de Despesa se destina o crédito.</p><p>As mais comuns são:</p><p>- 339014 – Diárias Pessoal Civil;</p><p>- 339015 – Diárias Pessoal Militar;</p><p>- 339030 – Material de Consumo;</p><p>- 339032 – Material, bem ou serviço para distribuição gratuita;</p><p>- 339033 – Passagens e despesas com locomoção;</p><p>- 339036 – Outros serviços</p><p>de terceiros – pessoa física;</p><p>- 339039 – Outros serviços de terceiros – pessoa jurídica;</p><p>- 339040 – Sv de tecnologia da informação e comunicação – pessoa jurídica;</p><p>- 449015 – Diárias Pessoal Militar – (Despesa de Capital);</p><p>- 449030 – Material de Consumo – (Despesa de Capital);</p><p>- 449033 – Passagens e despesas com locomoção – (Despesa de Capital);</p><p>- 449039 – Outros serviços de terceiros – pessoa jurídica – (Despesa de Capital);</p><p>- 449040 – Sv de tecnologia da informação e comunicação – PJ (Despesa de</p><p>Capital);</p><p>- 449051 – Obras e Instalações – (Despesa de Capital); e</p><p>- 449052 – Equipamentos e Material Permanente – (Despesa de Capital);</p><p>12/45</p><p>Figura 7: Natureza da Despesa</p><p>ESFA - 2024 Módulo III</p><p>- Campo SUBITEM: Identifica a qual Subitem poderá ser empenhada a despesa.</p><p>Normalmente não vem descrito na NC, cabendo a UG identificar a qual tipo constará</p><p>na Nota de Empenho.</p><p>Obs: O detalhamento de cada ND e seus subitens pode ser consultado por meio</p><p>da transação >CONNATSOF, no “SIAFI Tela Preta”.</p><p>- Campo UGR: Identifica a Unidade Gestora responsável pela realização de</p><p>parte do programa de trabalho por ela descentralizada. Pode ser consultada por meio</p><p>da transação >CONUG no “SIAFI Tela Preta”.</p><p>- Campo PI: Plano Interno. Identifica o detalhamento orçamentário próprio de um</p><p>órgão. Dessa maneira, o Exército possui seus próprios Planos Internos. Pode ser</p><p>consultada por meio da transação >CONPI no “SIAFI Tela Preta”.</p><p>No exemplo em questão temos a seguinte consulta de PI:</p><p>Qual a importância do Fiscal Administrativo ter conhecimento da estrutura de</p><p>uma NC?</p><p>Sendo o Fiscal Administrativo um assessor direto do Ordenador de Despesas em</p><p>aspectos orçamentários e financeiros, deve este procurar analisar se a despesa que</p><p>será executada está dentro da finalidade para qual o recursos foi destinado. Dessa</p><p>maneira, conhecer a estrutura de uma NC, aliando isso ao conhecimento adquirido</p><p>sobre aspectos orçamentários, proporcionará que este agente saiba analisar e</p><p>orientar sua equipe a observar onde será utilizado corretamente o recurso</p><p>descentralizado.</p><p>Essa análise torna-se de fundamental importância já que, uma vez iniciado os</p><p>procedimentos de aquisição e/ou contratação de maneira equivocada (muitas vezes</p><p>realizando procedimentos licitatórios cujo objeto está em desacordo com a fonte de</p><p>recursos previstas para o certame), caso seja plotado mais aiante que a despesa foi</p><p>executada em desacordo com a finalidade do crédito, os transtornos para sanear a</p><p>impropriedade, a qual poderá vir a se transformar em uma irregularidade, quando</p><p>possível, muitas vezes torna-se um processo custoso e desgastante para a UG,</p><p>culminado em muitos casos com responsabilização dos agentes por parte dos</p><p>controles internos e/ou externos.</p><p>13/45</p><p>Figura 8: Plano Interno</p><p>ESFA - 2024 Módulo III</p><p>Aqui cabe citar um velho e oportuno ditado popular para essa recomendação:</p><p>Agora que já nos familiarizamos com a estrutura de uma NC, o participante deste</p><p>estágio já tem condições de analisar e assessorar seu OD nas questões de</p><p>identificação e destinação dos recursos recebidos.</p><p>1.2.2 Analisando a contabilização de uma NC</p><p>Os saldos constantes em uma NC são de origem orçamentária. Dessa maneira,</p><p>como já estudado no módulo I, no assunto PCASP, sua contabilização movimentará</p><p>saldos em contas dos tipos 5 e 6.</p><p>Para simplificarmos a nossa análise, vamos nos ater aos recursos contabilizados</p><p>nas contas orçamentárias do tipo 6, as quais o Fiscal realmente efetuará o controle na</p><p>prática, dentro do Balancete da sua UG.</p><p>O Fiscal poderá, por meio da transação >Balancete, localizar seus créditos</p><p>disponíveis, bem como detalhar as NC recebidas, por meio da tecla PF2 = DETALHA,</p><p>podendo analisar a origem das mesmas, bem como sua destinação, conforme</p><p>orientado no item 1.2.1.</p><p>14/45</p><p>“Melhor prevenir do que remediar”</p><p>Mas e a questão contábil?</p><p>Onde localizar estes recursos dentro do meu plano de contas?</p><p>Estas questões trataremos no próximo tópico.</p><p>ESFA - 2024 Módulo III</p><p>Caso não saiba ou não lembre qual conta se refere o crédito disponível, como já</p><p>sabemos que esse tipo de conta é de natureza orçamentária, inciando dessa maneira</p><p>com 6, podemos realizar a seguinte consulta:</p><p>Procedendo dessa maneira, podemos consultar todas as nossas contas</p><p>orçamentárias no grupo 6 e verificar onde se encontra aquela de nosso interesse,</p><p>nesse caso, crédito disponível, porém, como projetado abaixo, também aqueles que já</p><p>foram liquidados e pagos:</p><p>15/45</p><p>Figura 9: Balancete</p><p>Figura 10: Contas Orçamentárias</p><p>ESFA - 2024 Módulo III</p><p>Por meio da tecla PF4=CONRAZAO, podemos então ter acesso e realizar os</p><p>controles de nossos créditos.</p><p>Assim, após analisadas as NC dentro de sua conta específica de crédito</p><p>disponível, o Fiscal poderá ter um controle dos empenhos que serão realizados,</p><p>podendo analisar se a finalidade dos mesmos está de acordo com os dados</p><p>constantes na descentralização ou destaque.</p><p>1.3 Nota de Empenho (NE)</p><p>Após recebido o crédito por meio de uma NC, a Unidade estará em condições de</p><p>realizar os procedimentos para realização da despesa.</p><p>Conforme prescreve o artigo 58 da Lei nº 4.320/64, “O empenho de despesa é o</p><p>ato emanado de autoridade competente que cria para o Estado obrigação de</p><p>pagamento pendente” e o artigo 61 complementa: '‘para cada empenho será extraído</p><p>um documento denominado que indicará o nome do credor, a nota de empenho”</p><p>representação e a importância da despesa bem como a dedução desta do saldo da</p><p>dotação própria. (grifo nosso).</p><p>Portanto, a Nota de Empenho ou NE é o documento que permite registrar o</p><p>comprometimento de despesa, bem como registrar os casos em que se faça</p><p>necessário o reforço ou a anulação desse compromisso.</p><p>Conforme item 4.8.1.4 da MACROFUNÇÃO SIAFI-WEB 020301 –</p><p>ELABORAÇÃO E EXECUÇÃO ORÇAMENTÁRIA, os empenhos, de acordo com a</p><p>sua natureza e finalidade, podem ser classificados em:</p><p>16/45</p><p>Figura 11: CONRAZAO - controle de créditos</p><p>ESFA - 2024 Módulo III</p><p>1.3.1 Empenho Ordinário:</p><p>É utilizado para realizar despesas com montante previamente conhecido e cujo</p><p>pagamento deva ocorrer de uma só vez;</p><p>1.3.2 Empenho Global:</p><p>Atende despesas com montante também previamente conhecido, tais como as</p><p>contratuais, mas de pagamento parcelado (art. 60, 3 da Lei n 4.320/64). Exemplos:</p><p>aluguéis, prestação de serviços por terceiros, vencimentos, salários, proventos e</p><p>pensões, inclusive as obrigações patronais decorrentes; e</p><p>1.3.3 Empenho Estimativo:</p><p>Acolhe despesas de valor não previamente identificável e geralmente de base</p><p>periodicamente não homogênea. Exemplo: água, luz, telefone, diárias.</p><p>Importante destacar que existem algumas Notas de Empenho que são</p><p>confeccionadas no SIASG e, após concluídas naquele sistema migram para o SIAFI.</p><p>Essas NE tem sua numeração iniciada com 8. Exemplo: 2021NE800001. São</p><p>empenhos provenientes de processos de compra e aquisição de materiais e serviços</p><p>do Governo Federal.</p><p>Também existem as NE emitidas diretamente no SIAFI. Essas possuem sua</p><p>numeração iniciando com zero. Exemplo: 2021NE000001. São aqueles emitidos pela</p><p>UG que não possuem modalidade de licitação específica, ou seja, não necessitam ser</p><p>emitidos em outro sistema como o SIASG por exemplo. São usados em pagamento</p><p>de taxas (DETRAN, iluminação pública, etc.), despesas com movimentação de</p><p>pessoal, despesas com auxílio-funeral, despesas com diárias, despesas de folha de</p><p>pagamento, entre outros.</p><p>1.3.4 Possibilidades de se consultar uma NE</p><p>Uma das transações utilizadas para consultar Notas de Empenho no “SIAFI Tela</p><p>preta” é >CONNE. Essa transação nos permite consultar diretamente uma NE</p><p>específica, caso se tenha conhecimento de seu número ou realizar uma série de</p><p>seleção de filtros que poderão apontar os empenhos que desejamos consultar.</p><p>17/45</p><p>ESFA - 2024 Módulo III</p><p>A figura destaca as possibilidades que temos para filtrar</p><p>as consultas que</p><p>podemos fazer, porém, é meramente ilustrativa, já que alguns filtros não podem ser</p><p>utilizados ao mesmo tempo que outros.</p><p>*Lembrete: A consulta no “SIAFI Tela preta” está limitada ao ano de 2020.</p><p>A partir do ano de 2021, podemos consultar uma NE por meio do SIAFI Web</p><p>utilizando a aba “Menu Geral” - “ORÇAMENTÁRIO” - “NOTA DE EMPENHO” -</p><p>“Consultar Nota de Empenho”.</p><p>18/45</p><p>Figura 12: Consulta Nota de Empenho (Tela Preta até 2020)</p><p>ESFA - 2024 Módulo III</p><p>Dentro da consulta, temos a possibilidade de utilizar filtros para consultas de</p><p>diversas maneiras conforme se segue:</p><p>1) Por Ano: permite visualizar todos os empenhos emitidos para o ano de</p><p>interesse selecionado;</p><p>2) Por Número: permite visualizar uma NE específica;</p><p>3) Por Esfera: permite consultar empenhos de determinadas esferas</p><p>orçamentárias de interesse. Ex: apenas empenhos do Orçamento Fiscal;</p><p>19/45</p><p>Figura 13: Consulta Nota de Empenho</p><p>Figura 14: Consulta Nota de Empenho</p><p>ESFA - 2024 Módulo III</p><p>4) Por PTRES: permite consultar empenhos de determinados Programas de</p><p>Trabalho Resumidos de interesse. Ex: apenas empenhos relacionados ao PTRES</p><p>171460 – Administração da Unidade – Manutenção Geral;</p><p>5) Por Fonte de Recursos: permite consultar empenhos de determinadas fontes</p><p>de recursos de interesse.</p><p>6) Por Natureza de Despesa: permite consultar empenhos de determinada</p><p>natureza de despesa. Ex: apenas empenhos da ND 339030 – material de consumo;</p><p>7) Por UGR: permite consultar empenhos gerados com recursos de determinada</p><p>Unidade Gestora Responsável. Ex: apenas empenhos da UGR 160073 – DGO;</p><p>8) Por Plano Interno: permite consultar empenhos de determinado PI de</p><p>interesse. Ex: apenas empenhos do PI I3DAFUNADOM;</p><p>9) Por período de emissão: permite consultar empenhos emitidos em um</p><p>determinado período de interesse. Ex: Empenhos emitidos no dia 10/05/23;</p><p>1.3.5 Contabilização de uma NE</p><p>Assim como no caso da NC, os saldos que serão gerados após a confecção da</p><p>NE permanecem no grupo de contas de natureza orçamentária. Eles sairão da conta</p><p>contábil de crédito disponível da UG, os quais foram gerados quando do recebimento</p><p>da NC e passarão a compor saldo na conta contábil de empenhos a liquidar.</p><p>Sendo assim, destaca-se a seguinte contabilização das contas:</p><p>D – 6.2.2.1.1.00.00 CREDITO DISPONÍVEL (saída do saldo)</p><p>C – 6.2.2.1.3.01.00 CREDITO EMPENHADO A LIQUIDAR (entrada do saldo)</p><p>C – 6.2.2.9.2.01.01 EMPENHOS A LIQUIDAR (entrada do saldo)</p><p>Na prática, o importante é que o Fiscal identifique que o mesmo saldo saiu da</p><p>conta de crédito disponível e passou a compor as contas de empenhos a liquidar e</p><p>crédito a liquidar. Ou seja, dependendo da análise que se necessita, existem duas</p><p>possibilidades de consultas de saldos a liquidar, uma visualizando as notas de</p><p>empenhos geradas, que são as contas-correntes da conta contábil de empenhos a</p><p>liquidar e outra visualizando e estrutura que compõem a célula orçamentária oriunda</p><p>da NC como PTRES, ESF, PI entre outras, que serão as contas corrente da conta</p><p>contábil de crédito a liquidar.</p><p>Vamos visualizar agora como consultamos essas contas dentro do Balancete da</p><p>UG:</p><p>20/45</p><p>ESFA - 2024 Módulo III</p><p>Dessa maneira, o Fiscal poderá, por meio da transação >Balancete, localizar</p><p>seus saldos de créditos e empenhos a liquidar, bem como detalhar as NE emitidas,</p><p>por meio da tecla PF2 = DETALHA, podendo analisar se as mesmas foram emitidas</p><p>dentro da finalidade do crédito.</p><p>21/45</p><p>Figura 15: Balancete - consulta saldos a liquidar</p><p>Figura 16: Balancete - Empenhos a liquidar</p><p>ESFA - 2024 Módulo III</p><p>Assim, após analisadas as NE e os saldos nas contas, o Fiscal poderá ter um</p><p>controle dos empenhos que estão pendentes de liquidação e o que ainda possui de</p><p>crédito disponível, caso exista, na NC que originou o empenho.</p><p>1.4 Nota de Lançamento de Sistema (NS)</p><p>Trata-se de um documento que permite registrar eventos contábeis de forma</p><p>automática. Um dos tipos de origem de uma NS no SIAFI é aquela que indica a</p><p>liquidação de uma despesa já empenhada.</p><p>1.4.1 Analisando a estrutura de uma NS</p><p>Esses documentos são gerados no SIAFI Web, por meio da transação Inclui</p><p>Documento Hábil – INCDH. Para os casos de liquidação e apropriação de despesas</p><p>utilizamos um Documento Hábil – DH do tipo NP e utilização de situação específica</p><p>para cada caso. Exemplo: liquidação de despesa com material para estoque: DSP101.</p><p>A seguir, vamos ilustrar uma tela do SIAFI Web contendo a situação</p><p>mencionada.</p><p>Após a confirmação desse documento no SIAFI Web, é gerada uma NS, a qual</p><p>pode ser visualizada por meio do “SIAFI Tela preta” utilizando a transação >CONNS</p><p>ou consultando contas contábeis que movimentam o saldo.</p><p>22/45</p><p>Figura 17: Liquidação no SIAFI Web</p><p>ESFA - 2024 Módulo III</p><p>1.4.2 Analisando a contabilização de uma NS</p><p>Os saldos que serão gerados após a confecção da NS permanecem no grupo de</p><p>contas de natureza orçamentária. Eles sairão das contas contábeis de crédito a</p><p>liquidar e empenhos a liquidar, os quais foram gerados quando da confecção da NE e</p><p>passarão a compor saldo nas contas contábeis de créditos liquidados a pagar e</p><p>empenhos liquidados a pagar.</p><p>Sendo assim, destaca-se a seguinte contabilização das contas:</p><p>D – 6.2.2.1.3.01.00 CREDITO EMPENHADO A LIQUIDAR (saída do saldo)</p><p>D – 6.2.2.9.2.01.01 EMPENHOS A LIQUIDAR (saída do saldo)</p><p>C – 6.2.2.1.3.03.00 CREDITO EMPENHADO LIQUIDADO A PAGAR (entrada</p><p>do saldo)</p><p>C – 6.2.2.9.2.01.03 EMPENHOS LIQUIDADOS A PAGAR (entrada do saldo)</p><p>Seguindo a mesma lógica da análise da contabilização do empenho, o</p><p>importante é que o Fiscal identifique para quais contas migraram os saldos que foram</p><p>liquidados e estão pendentes de pagamento.</p><p>Vamos visualizar agora como consultamos essas contas dentro do Balancete da</p><p>UG:</p><p>23/45</p><p>Figura 18: Nota de Sistema no SIAFI</p><p>ESFA - 2024 Módulo III</p><p>Dessa maneira, o Fiscal poderá, por meio da transação >Balancete, localizar</p><p>seus saldos de créditos e empenhos liquidados a pagar, bem como detalhar as NS</p><p>emitidas, por meio da tecla PF2 = DETALHA, podendo visualizar qual Documento</p><p>Hábil gerou aquela NS e assim, por meio do SIAFI Web, consultar esse documento</p><p>para verificar se o mesmo foi liquidado e apropriado na situação correta.</p><p>Sendo assim, também poderá exercer um controle das despesas que já foram</p><p>liquidadas mas ainda estão pendentes de pagamento. O controle dessas despesas</p><p>liquidadas a pagar também é feito pelo Encarregado do Setor Financeiro que, por</p><p>meio da transação GERCOMP no SIAFI Web, analisará aquilo que está pendente e</p><p>identificará quando da chegada do numerário para a realização dos pagamentos.</p><p>A execução de documentos no SIAFI é realizada por vários agentes dentro de</p><p>uma UG. Integrantes da Seção de Licitações e Contratos, Almoxarifado, Setor</p><p>Financeiro e da própria Fiscalização Administrativa poderão confeccionar notas de</p><p>empenho e notas de sistema, dependendo da situação. Dessa maneira, o objetivo</p><p>desse módulo não é ensinar o Fiscal a operacionalização de documentos no SIASG</p><p>ou SIAFI (essas situações serão abordadas no estágio voltado para auxiliares da</p><p>fiscalização administrativa), mas mostrar ao Fiscal como se apresentam os</p><p>documentos em seus respectivos sistemas a fim de que ele possa se ambientar</p><p>quando da fiscalização do serviço de seus agentes subordinados.</p><p>1.5 Restos a Pagar</p><p>Os conceitos que serão apresentados estão de acordo com o que prescreve a</p><p>Macrofunção 020317 - RESTOS A PAGAR, do SIAFI Web.</p><p>Consideram-se Restos a Pagar as despesas empenhadas, mas não pagas até</p><p>31 de dezembro, estando a sua execução condicionada aos limites fixados à conta</p><p>das fontes de recursos correspondentes, com base na legislação vigente.</p><p>24/45</p><p>Figura 19: Contabilização</p><p>ESFA - 2024 Módulo III</p><p>Quando o pagamento deixa de ser efetuado no próprio exercício, procede-se,</p><p>então, à inscrição em Restos a Pagar. Na inscrição, os Restos a Pagar (RP) são</p><p>classificados em: Restos</p><p>a Pagar Processados, Restos a Pagar não Processados em</p><p>liquidação e Restos a Pagar não Processados a liquidar:</p><p>a) RP Processados: no momento da inscrição a despesa estava empenhada e</p><p>liquidada;</p><p>b) RP Não Processados em Liquidação: no momento da inscrição a despesa</p><p>empenhada estava em processo de liquidação e sua inscrição está condicionada a</p><p>indicação pelo Ordenador de Despesa da Unidade Gestora, ou pessoa por ele</p><p>autorizada, formalmente no SIAFI em espaço próprio na tabela de UG; e</p><p>c) RP Não Processados a liquidar: no momento da inscrição a despesa</p><p>empenhada não estava liquidada e sua inscrição está condicionada a indicação pelo</p><p>Ordenador de Despesa da Unidade Gestora, ou pessoa por ele autorizada,</p><p>formalmente no SIAFI em espaço próprio na tabela de UG.</p><p>As regras relacionadas a Restos a Pagar não serão abordadas no presente</p><p>estágio, tendo em vista que anualmente são emitidas diretrizes e orientações por</p><p>parte do Comando do Exército e dos Órgãos de Direção Setorial sobre as</p><p>especificidades daquilo que poderá ou não ser inscrito, bem como orientações sobre</p><p>cancelamentos de restos a pagar. É importante que os fiscais fiquem atentos</p><p>anualmente, em especial nas proximidades de encerramento do exercício sobre as</p><p>normas emitidas em relação ao assunto.</p><p>O que gostaríamos de destacar é que as contas contábeis relacionadas a Restos</p><p>a Pagar também são de caráter orçamentário e estão incluídas nos grupos de contas</p><p>tipo 5 e 6. Como nos casos anteriores, vamos nos ater a esse último tipo, para efeitos</p><p>de orientação de como controlar esses recursos.</p><p>A seguir, uma tela de Balancete com as contas relacionadas a RP:</p><p>De acordo com a macrofunção 020317 – Restos a Pagar:</p><p>“3.2 - O empenho de despesa não liquidada deverá ser anulado antes do</p><p>processo de inscrição de Restos a Pagar, salvo quando:</p><p>25/45</p><p>Figura 20: Balancete - Restos a Pagar</p><p>ESFA - 2024 Módulo III</p><p>a) vigente o prazo para cumprimento da obrigação assumida pelo credor, nele</p><p>estabelecida;</p><p>b) vencido o prazo de que trata o item anterior, mas esteja em curso liquidação</p><p>da despesa, ou seja, de interesse da Administração exigir cumprimento da obrigação</p><p>assumida pelo credor;</p><p>(…)”</p><p>Como assessor direto do OD, o Fiscal também deve ter o controle daquilo que a</p><p>UG inscreveu ou pretende inscrever em RP. Lembramos que os cancelamentos</p><p>posteriores de RP, sem justificativa plausível, serão considerados como “EVITÁVEIS”</p><p>pelas ICFEx. Daí a importância do conhecimento dos saldos e onde os mesmos se</p><p>encontram.</p><p>1.5.1 Execução da Inscrição em Restos a Pagar</p><p>Embora muitos Ordenadores de Despesas deixem a cargo do Encarregado do</p><p>Setor Financeiro a inscrição dos empenhos em Restos a Pagar, é importante que o</p><p>Fiscal tenha um conhecimento geral de como ocorre o procedimento de inscrição de</p><p>recursos em RP já que, em alguns casos, a fiscalização poderá ficar com esta</p><p>incumbência e o Fiscal deverá orientar seus agentes e controlar a realização de tais</p><p>procedimentos.</p><p>26/45</p><p>Figura 21 CONNS</p><p>ESFA - 2024 Módulo III</p><p>Importante destacar que para a execução dos procedimentos que serão</p><p>demonstrados, é de suma importância que sejam realizadas reuniões e estudos sobre</p><p>aquilo que deverá ser inscrito já que, em possíveis cancelamentos futuros de RP,</p><p>deverão existir justificativas consideradas plausíveis por parte das ICFEx.</p><p>Aquela situação de “marca um X em tudo e depois vemos o que fazer” deve</p><p>ser considerada como coisa do passado.</p><p>Na biblioteca deste módulo temos um vídeo que demonstra como realizar a</p><p>inscrição de empenhos em Restos a Pagar, reforçando que os Restos a Pagar</p><p>Processados não necessitam desse procedimentos já que sua inscrição ocorre</p><p>automaticamente.</p><p>Após esse estudo sobre o empenho, liquidação da despesa e Restos a Pagar,</p><p>encerramos os procedimentos relacionados aos aspectos orçamentários e passamos</p><p>abordar os aspectos relacionados aos recursos financeiros, decorrentes do processo</p><p>de execução orçamentária e sua utilização.</p><p>27/45</p><p>ESFA - 2024 Módulo III</p><p>2. CADERNO DE ORIENTAÇÃO AOS AGENTES DA ADMINISTRAÇÃO – APOIO</p><p>ADMINISTRATIVO E FUNDO DO EXÉRCITO</p><p>A Diretoria de Gestão Orçamentária – DGO é o órgão de apoio técnico-</p><p>normativo, diretamente subordinado à Secretaria de Economia e Finanças – SEF, que</p><p>tem por finalidade realizar a gestão setorial dos recursos a cargo da SEF referentes</p><p>ao Apoio Administrativo, do Fundo do Exército e de Pagamento de Pessoal; o</p><p>acompanhamento da execução orçamentária do Comando do Exército; estudos</p><p>orçamentários e de gestão; e o controle de importações e exportações e das dívidas</p><p>interna e externa.</p><p>Grande parte dos assuntos e rotinas relacionadas a Fiscalização Administrativa</p><p>nas questões orçamentárias está relacionada com recursos provenientes desta</p><p>Diretoria. Para tanto, anualmente são atualizadas as Orientações aos Agentes da</p><p>Administração – OAA, que a partir de 2021, devido a centralização das orientações</p><p>pela SEF, receberam a nomenclatura de “Caderno de Orientação Aos Agentes Da</p><p>Administração – Apoio Administrativo e Fundo do Exército (disponível na biblioteca</p><p>deste módulo).</p><p>Dentro deste manual, poderão ser encontrados assuntos relacionados a:</p><p>✔ PARTE I – RECURSOS DO APOIO ADMINISTRATIVO</p><p>➢RECURSOS DESTINADOS A ATIVIDADE-MEIO</p><p>➢ FUNCIONAMENTO DA VIDA ADMINISTRATIVA</p><p>28/45</p><p>Figura 22: Capa do Caderno – Ap Adm e FEx</p><p>ESFA - 2024 Módulo III</p><p>➢CONCESSIONÁRIAS DE SERVIÇO PÚBLICO</p><p>➢CONTRATOS ADMINISTRATIVOS</p><p>➢DESPESAS DE EXERCICIOS ANTERIORES</p><p>➢RESTOS A PAGAR</p><p>✔ PARTE II – RECURSOS DO FUNDO DO EXÉRCITO</p><p>➢FUNDO DO EXÉRCITO</p><p>➢RECEITAS</p><p>➢DESPESAS</p><p>➢SUB-REPASSE</p><p>➢APLICAÇÕES FINANCEIRAS</p><p>➢AUXÍLIO EMERGENCIAL FINANCEIRO (AEF)</p><p>➢TAXA DE FISCALIZAÇÃO DOS PRODUTOS CONTROLADOS PELO</p><p>EXÉRCITO</p><p>✔ PARTE III – IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO</p><p>➢CONTRATAÇÃO DE CÂMBIO</p><p>Com base neste manual e em alguns conceitos relacionados a gestão</p><p>orçamentária e financeira, apresentaremos algumas orientações de interesse ao</p><p>Fiscal. Reforçando a necessidade da leitura pormenorizada deste documento pelos</p><p>agentes da Fiscalização Administrativa.</p><p>2.1 Origem dos Recursos</p><p>O Manual Técnico do Orçamento 2023 - MTO/23, disponível na biblioteca deste</p><p>módulo, apresenta toda a estrutura programática do orçamento federal utilizada na</p><p>elaboração do PAA. Não abordaremos toda ela devido não ser o foco deste estágio.</p><p>Porém, existem dois componentes desta estrutura, interessantes de terem seus</p><p>conceitos apresentados para podermos entender melhor a origem dos recursos</p><p>relacionados com a vida vegetativa das Unidades.</p><p>✔ Programa – é a categoria que articula um conjunto de ações (orçamentárias e</p><p>não-orçamentárias) suficientes para enfrentar um problema. Seu desempenho deve</p><p>ser passível de aferição.</p><p>✔ Ação Orçamentária – operação da qual resultam produtos (bens ou serviços)</p><p>que contribuem para atender ao objetivo de um programa. Incluem-se também no</p><p>29/45</p><p>ESFA - 2024 Módulo III</p><p>conceito de ação as transferências obrigatórias ou voluntárias a outros entes da</p><p>Federação e a pessoas físicas e jurídicas, na forma de subsídios, subvenções,</p><p>auxílios, contribuições, entre outros, e os financiamentos.</p><p>Conforme consta nas OAA/20:</p><p>“As Ações Finalísticas do Comando do Exército vinculam-se ao Programa 6012 –</p><p>Defesa Nacional.”</p><p>“A Ação compreende o nível máximo de agregação das metas de Governo, por</p><p>intermédio da qual é alcançada a realização dos grandes projetos e atividades da</p><p>Nação.”</p><p>“As UG do Comando do Exército (Cmdo Ex) dispõem, conforme sua atividade, de</p><p>recursos do Programa Temático e seus objetivos e iniciativas (educação, alimentação,</p><p>engenharia, serviço militar, etc) e também de recursos da Ação 2000 para</p><p>manutenção de sua atividade-meio.”</p><p>“Algumas ações previstas no Orçamento da Unidade Orçamentária Comando do</p><p>Exército (UO Cmdo Ex) para o ano de 2020, com as respectivas responsabilidades</p><p>setoriais:”</p><p>“Em resumo, os créditos oriundos da Ação 2000 destinam-se, exclusivamente, ao</p><p>atendimento das necessidades da vida administrativa interna (atividade-meio) do dia-</p><p>a-dia das UG/OM.”</p><p>“Os OD deverão identificar a aplicação (atividade-fim ou meio) dos materiais ou</p><p>serviços a serem adquiridos ou prestados para a definição do crédito a ser utilizado.”</p><p>30/45</p><p>Figura 21: Código - AÇÃO</p><p>ESFA - 2024 Módulo III</p><p>2.2. OAA – Aspectos Importantes</p><p>Agora que já visualizamos sobre quais tipos de recursos trataremos nesta seção,</p><p>ou seja, aqueles relacionados a atividade-meio, apresentaremos um resumo de</p><p>algumas orientações que podem ser encontradas nas OAA/20. Em nosso estágio</p><p>vamos nos ater apenas às Partes I e II dessas orientações.</p><p>O objetivo desta seção é apresentar ao Fiscal, informações que poderão ser úteis</p><p>no desenvolvimento das atividades-meio da Unidade, orientando sobre onde</p><p>encontrar as mesmas e reforçando alguns pontos constantes nas OAA/20. Dessa</p><p>maneira, muitos dos assuntos abordados foram transcritos exatamente como se</p><p>apresentam nas Orientações da DGO.</p><p>2.2.1. Recursos do Apoio Administrativo</p><p>a) Plano Interno (PI)</p><p>✔ visando otimizar a execução orçamentária e financeira, bem como permitir o</p><p>acompanhamento e o controle da realização das despesas, foi adotado o Plano</p><p>Interno (PI) no âmbito do Exército Brasileiro.</p><p>✔ A partir de 2018 diversos PI da Ação 2000 foram criados/reativados com a</p><p>finalidade de permitir o controle gerencial da execução orçamentária desta Ação no</p><p>tocante à aplicabilidade dos créditos.</p><p>O item 1.4 do das OAA/20 traz várias informações sobre como consultar um PI</p><p>no SIAFI, qual o significado da codificação, apresenta a relação de PI com créditos</p><p>descentralizados pela DGO e outros relacionados a créditos descentralizados por</p><p>outros ODS.</p><p>31/45</p><p>Figura 22: Origem do crédito</p><p>ESFA - 2024 Módulo III</p><p>Já no item 2.2 das OAA/20 são apresentados detalhes dos tipos de PI exclusivos</p><p>da DGO. São eles:</p><p>✔ I3DAFUNADOM (ADMINISTRAÇÃO DA OM) - poderá ser empregado na</p><p>aquisição de materiais de consumo (normalmente na reposição de estoques de</p><p>almoxarifado, como itens de expediente, limpeza e higienização, etc) e na contratação</p><p>de serviços (como Mnt de equipamentos, Mnt das instalações,Mnt de material e Eqp</p><p>de informática), tudo obrigatoriamente relacionado à vida vegetativa da OM.</p><p>Em caráter excepcional, a própria UG está autorizada a realizar a mudança do PI</p><p>I3DAFUNADOM exclusivamente para os PI I3DAFUNREEX, I3DAFUNDEDE e</p><p>I3DAFUNPETA, por meio da transação DETAORC.</p><p>➢ I3DAFUNREEX (SV DE MNT, RECARGA E REVISÃO E EXTINTORES) -</p><p>Tem por finalidade controlar as despesas com serviço de manutenção, recarga e</p><p>revisão de extintores de incêndio das Instalações vinculadas à vida vegetativa da OM.</p><p>➢ I3DAFUNDEDE (DESINSETIZAÇÃO E DESRATIZAÇÃO - Tem por finalidade</p><p>controlar as despesas com desinsetização e desratização das instalações vinculadas</p><p>à vida vegetativa da OM.</p><p>➢ I3DAFUNPETA (MNT DE POÇOS E TRATAMENTO DE ÁGUA) - Tem por</p><p>finalidade controlar o emprego de recursos para a manutenção de poços artesianos e</p><p>tratamento de água.</p><p>✔ I3DAFUNINCD (AQUISIÇÃO DE INSUMOS DE COMBATE A INCÊNDIO) -</p><p>Tem por finalidade controlar as despesas com insumos voltados para a prevenção e</p><p>combate a incêndio, como Equipamentos de Proteção Individual (EPI) (protetores</p><p>faciais, óculos de segurança, capacetes, luvas, mangas de proteção, calçados de</p><p>proteção, aparelhos de proteção respiratória, cremes protetores, aventais, jaquetas,</p><p>etc.) e demais equipamentos móveis de combate a incêndio (mangueiras, esguichos,</p><p>acessórios de corte e arrombamentos, etc.), exceto para viaturas, embarcações,</p><p>aeronaves e recarga de extintores, em que deverá ser utilizado o PI – I3DAFUNREEX.</p><p>Destaca-se que a descentralização de recursos para a aquisição de extintores</p><p>de incêndio é de responsabilidade da D Abast/COLOG – extintor das Instalações da</p><p>OM ou D Mat/COLOG – extintor p/ Vtr.</p><p>✔ I3DAFUNLLED (AQUISIÇÃO DE LÂMPADAS DE LED) - Tem por finalidade</p><p>atender e controlar despesas com a aquisição de lâmpadas de LED, a fim de mitigar</p><p>as despesas com concessionária de energia elétrica.</p><p>✔ I3DAFUNGEEA (COMBUSTÍVEL P/ GERAÇÃO ENEL E AQUECIMENTO) -</p><p>Tem por finalidade controlar as despesas para aquisição de combustíveis</p><p>exclusivamente para a geração de eletricidade e aquecimento, como por exemplo:</p><p>óleo diesel e gasolina.</p><p>32/45</p><p>ESFA - 2024 Módulo III</p><p>✔ I3DAFUNPUBL (PUBLICAÇÕES EBC/JORNAIS) - Tem por finalidade</p><p>controlar as despesas com a publicação de editais, avisos, convocações, extratos de</p><p>contratos e assemelhados – na EBC e jornais de grande circulação.</p><p>Destaca-se que a DGO somente descentraliza recursos destinados a custear</p><p>publicações relacionadas aos processos de aquisições de produtos/prestações de</p><p>serviços referentes aos créditos disponibilizados por esta Diretoria.</p><p>Existe o modelo de Msg SIAFI para fins de solicitação do recurso constante neste</p><p>item das OAA/20.</p><p>✔ I3DAFUNCNPJ (CERTIFICAÇÃO DIGITAL) - Tem por finalidade controlar a</p><p>aquisição de certificação digital (tokens).</p><p>Existe o modelo de Msg SIAFI para fins de solicitação do recurso constante neste</p><p>item do OAA/20.</p><p>✔ I3DAFUNSEGO (VTR ADMINISTRATIVAS) - Tem por finalidade controlar as</p><p>despesas com seguro obrigatório, taxas de licenciamento e serviços de</p><p>emplacamento de viaturas administrativas.</p><p>✔ I3DAFUNSUPL (PEDIDO EVENTUAL – ADMINISTRAÇÃO DA OM) - Tem por</p><p>finalidade custear despesas de caráter eventual, as quais não integram o diaa-dia da</p><p>OM. Todavia, a sua descentralização ocorrerá conforme solicitação fundamentada da</p><p>UG e mediante disponibilidade orçamentária.</p><p>Obs: “A DGO não descentraliza créditos de diárias e passagens às UG/OM.</p><p>Necessidades de tal natureza devem seguir o rito próprio estabelecido pelo DGP e</p><p>Regiões Militares (utilização do SIPEO).”</p><p>b) Natureza de Despesa (ND) E Subitem (SI)</p><p>No item 2.3 das OAA/20 são apresentadas todas as ND e SI que poderão ser</p><p>utilizados com recursos descentralizados pela SGS/DGO (160073).</p><p>c) DETAORC</p><p>O item 2.4 das OAA/20 explica sobre a transação DETAROC da seguinte</p><p>maneira:</p><p>A transação DETAORC permite o detalhamento dos créditos orçamentários em</p><p>nível de Fontes de Recursos, UGR e PI por meio de uma Nota de Dotação (ND).</p><p>A SGS/DGO descentraliza recursos para o custeio do funcionamento da OM, em</p><p>regra, na ND 339000 ou 449000 (ND de origem).</p><p>Dessa maneira, após receber o recurso, é necessária a utilização dessa</p><p>transação para o correto enquadramento da natureza da despesa. A figura a seguir</p><p>33/45</p><p>ESFA - 2024 Módulo III</p><p>representa recurso descentralizado por uma NC que necessitará ser realizado o</p><p>procedimento de DETAORC.</p><p>d) Recolhimento de Créditos</p><p>O item 2.6 das OAA/20 orienta sobre como proceder para recolher os créditos</p><p>que não serão mais utilizados.</p><p>Para fins de recolhimento do crédito descentralizado, faz-se necessário que a UG</p><p>disponibilize o recurso a ser recolhido na estrutura orçamentária recebida, ou seja,</p><p>retornando para o PI e ND de origem, caso tenha alterado.</p><p>IMPORTANTE: A DGO informa que não há necessidade da UG enviar Msg SIAFI</p><p>solicitando o recolhimento de eventuais sobras de NC ao longo do ano, pois tais</p><p>recolhimentos ocorrerão oportunamente, conforme o calendário do final do exercício</p><p>financeiro ou orientação da Diretoria, na própria NC ou por meio de DIEx e/ou Msg</p><p>SIAFI.</p><p>d) Concessionárias de Serviços Públicos</p><p>Este é um tema que o Fiscal precisa estar muito atento pois envolve uma série de</p><p>detalhes e um grande volume de recursos descentralizados para as UG. Para se ter</p><p>uma ideia, a DGO dedicou um capítulo inteiro das OAA/20 para tratar do assunto. O</p><p>Capítulo III trata de vários aspectos conforme se segue:</p><p>✔ Cessionários custeados pela DGO:</p><p>34/45</p><p>Figura 23: DETAORC</p><p>ESFA - 2024 Módulo III</p><p>a. água e esgoto (PI – I3DACSPAGES);</p><p>b. energia elétrica (PI – I3DACSPENEL);</p><p>c. internet (PI – I3DACSPINTE);</p><p>d. serviços postais/correios (PI – I3DACSPCORR);</p><p>e. telefonia fixa (PI – I3DACSPTELF);</p><p>f. telefonia móvel (PI – I3DACSPTELM); e</p><p>g. telefonia satelital (PI – I3DACSPTELS)</p><p>✔ Racionalização das despesas com concessionárias:</p><p>O item 3.3 das OAA/20 traz uma série de orientações sobre como racionalizar as</p><p>despesas com concessionárias.</p><p>Além disso existe a cartilha de Medidas de Racionalização de Despesas com</p><p>Atividades de Apoio Administrativo, disponibilizada pela DGO na internet/intranet,</p><p>também disponível na biblioteca deste módulo, a qual deve ser objeto de leitura por</p><p>parte do Fiscal e de seus agentes.</p><p>✔ Recomendações para cada tipo de despesa:</p><p>Os itens 3.4 ao 3.9 apresentam uma série de recomendações a respeito das</p><p>despesas com água e esgoto, energia elétrica, internet, serviços postais, telefonia fixa,</p><p>telefonia móvel e telefonia satelital.</p><p>Por meio desses itens o Fiscal poderá encontrar informações referentes a PI, ND,</p><p>SI e objetivo, além de inúmeras recomendações relevantes como:</p><p>➢solicitação de recurso emergencial;</p><p>➢orientações sobre controle e racionalização das despesas; e</p><p>➢ informações sobre multas e juros.</p><p>✔ Transposição de Plano Interno (PI):</p><p>A DGO informa que não realiza a transposição de eventual saldo de crédito de</p><p>determinado PI de concessionária para outros PI, sejam de concessionárias, de</p><p>contratos ou de FUNADOM.</p><p>Todavia, caso a UG necessite de recurso suplementar para a liquidação e</p><p>pagamento de fatura de concessionária, faz-se necessário que a UG solicite o valor</p><p>exato pendente da fatura em aberto, abatendo o saldo disponível (crédito disponível,</p><p>35/45</p><p>ESFA - 2024 Módulo III</p><p>empenhado a liquidar e/ou RP), por meio de Msg SIAFI, com todas as informações</p><p>constantes do modelo previsto no Anexo F destas orientações.</p><p>e) Contratos Administrativos</p><p>Este é outro tema que o Fiscal precisa estar muito atento e, no qual, a DGO</p><p>também dedicou um capítulo inteiro das OAA/20 para tratar do assunto.</p><p>A SGS/DGO (UGR 160073) é a seção responsável pela gestão dos contratos</p><p>administrativos relacionados ao funcionamento da vida vegetativa da OM, os quais</p><p>têm por finalidade a prestação de serviços voltados ao apoio administrativo</p><p>O Capítulo IV trata de vários aspectos conforme se segue:</p><p>✔ Procedimentos para a celebração de contrato :</p><p>Devido a importância do assunto, transcrevemos abaixo o constante no item 4.1</p><p>das OAA/20 sobre os procedimentos a serem adotados:</p><p>1º – Encaminhar Msg SIAFI para a DGO solicitando autorização para celebração</p><p>de NOVO contrato ou a ADITIVAÇÃO/RENOVAÇÃO de contrato já cadastrado, com</p><p>no mínimo 30 (trinta) dias antes do início da vigência do NOVO contrato ou do</p><p>TERMO ADITIVO/RENOVAÇÃO;</p><p>IMPORTANTE: anualmente a UG/OM deverá solicitar autorização para</p><p>ADITIVAÇÃO/RENOVAÇÃO, pois os recursos são descentralizados pela DGO</p><p>conforme a disponibilidade orçamentária do exercício financeiro, evitando, assim, a</p><p>solução de continuidade.</p><p>2º – Aguardar a resposta da DGO, a qual poderá ser realizada por meio de envio</p><p>de Msg SIAFI ou de descentralização de NC, conforme o caso;</p><p>3º – Emitir Nota de Empenho (NE) do contrato/termo aditivo;</p><p>4º – Cadastrar o contrato no SIASG/SICON; e</p><p>5º – Informar a DGO o cadastro do contrato no SIASG/SICON, bem como todas</p><p>as demais informações pendentes, como por exemplo: os valores exatos</p><p>(mensais/total) do contrato e a vigência;</p><p>IMPORTANTE: Somente após o recebimento de todas as informações, a DGO</p><p>efetuará o cadastramento do contrato, descentralizando os recursos oportunamente,</p><p>conforme a disponibilidade orçamentária.</p><p>✔ Tipos de Contratos:</p><p>O item 4.2 das OAA/20 apresenta os tipos de contratos permitidos e</p><p>recomendações sobre os mesmos. São eles:</p><p>➢ I3DACNTCOPI (Mnt e Locação de Máquinas Copiadoras/Impressoras);</p><p>➢ I3DACNTLARO (Lavagem de Roupas);</p><p>➢ I3DACNTARCO (Manutenção de Ar Condicionado);</p><p>36/45</p><p>ESFA - 2024 Módulo III</p><p>➢ I3DACNTELEV (Manutenção de Elevadores);</p><p>➢ I3DACNTPETA (Manutenção de Poço Artesiano e Tratamento de Água);</p><p>➢ I3DACNTMABM (Manutenção de Bens Móveis); e</p><p>➢ I3DACNTLICO (Limpeza e Conservação);</p><p>IMPORTANTE: Sempre que o Contrato/Termo Aditivo sofrer</p><p>REPACTUAÇÃO/REAJUSTE, a UG deverá encaminhar Msg SIAFI para a DGO o</p><p>mais breve possível, preenchendo todas as informações constantes do modelo de</p><p>Msg SIAFI disponibilizado na internet/intranet da DGO para esta finalidade.</p><p>Também é apresentado um quadro com informações a respeito das ND e SI a</p><p>serem utilizados em cada caso.</p><p>Obs: Mais uma vez reforçamos a leitura pormenorizada desta parte das OAA/20</p><p>a fim de se inteirar sobre as especificidades de cada tipo de contrato.</p><p>✔ Além das orientações constantes nas OAA/20, existe a necessidade dos</p><p>contratos serem registrados tanto no SICON como no SIAFI.</p><p>No SIAFI Web, por meio de situações específicas, deverão ser registrados</p><p>saldos nas seguintes contas contábeis de controle, conforme cada caso:</p><p>➢ 81.231.01.01 - Contratos de Seguros</p><p>➢ 81.231.02.01 – Contratos de Serviços</p><p>➢ 81.231.03.01 – Contratos de Aluguéis</p><p>➢ 81.231.04.01 – Contratos de Fornecimento</p><p>Também importante destacar que as garantias referentes aos contratos, quando</p><p>existirem, também precisam estar registradas no SIAFI, por meio das seguintes</p><p>contas contábeis de controle, conforme cada caso:</p><p>➢ 81.111.01.04 – Fiança a Executar</p><p>➢ 81.111.01.10 – Seguro Garantia a Executar</p><p>➢ 81.111.01.13 – Caução a Executar</p><p>Dessa maneira, o Fiscal deve coordenar e controlar esses registros por parte dos</p><p>fiscais de contrato e demais auxiliares da Fiscalização Administrativa, responsáveis</p><p>por essas atribuições.</p><p>✔ Algumas orientações importantes:</p><p>➢ Informar a DGO sobre os registros dos contratos no SICON.</p><p>➢ Designar os fiscais de contrato e publicar em BI.</p><p>➢ Verificar as liquidações e pagamentos dos contratos quando da reunião de</p><p>prestação de contas.</p><p>37/45</p><p>ESFA - 2024 Módulo III</p><p>➢Providenciar a renovação ou substituição do contrato com a devida</p><p>antecedência a fim de evitar interrupção dos serviços ou prestação dos mesmos sem</p><p>estarem regulares.</p><p>f) Despesa com Exercícios Anteriores</p><p>Além de observar a Portaria - C Ex nº 1.746, de 19 de maio de 2022, disponível</p><p>na biblioteca deste módulo, o Fiscal tem a sua disposição um capítulo específico nas</p><p>OAA sobre despesas de exercícios anteriores referentes a recursos da DGO.</p><p>Lembrando que alguns ODS possuem recomendações específicas sobre esses</p><p>processos em seus âmbitos.</p><p>No capítulo V das OAA/20, o Fiscal poderá encontrar além das orientações, os</p><p>erros mais comuns cometidos nesses tipos de processos.</p><p>g) Restos a Pagar</p><p>Além do material já apresentado no item 1.5 deste módulo, o Capítulo VI das</p><p>OAA/20 também trata sobre Restos a Pagar. Recomenda-se sua leitura a fim de</p><p>complementar as orientações já transmitidas por meio daquele item.</p><p>2.2.2. Fundo do Exército</p><p>Basicamente esta parte das OAA/20 apresenta orientações sobre Receitas e</p><p>Despesas. Não serão tratados de todos os assuntos devido alguns não estarem</p><p>relacionados diretamente com Seção de Fiscalização Administrativa, sendo que</p><p>existem outros mais relacionados a outras seções como o Setor Financeiro, por</p><p>exemplo. Porém, recomenda-se a leitura de toda esta parte na medida do possível.</p><p>a) Origem dos Recursos Financeiros</p><p>O item 7.2 das OAA/20 apresenta os tipos de origem dos recursos finsceiros do</p><p>Fundo do Exército:</p><p>✔ Receitas próprias diretamente arrecadadas: são as receitas geradas pelas</p><p>Unidades Gestoras decorrentes de suas atividades, tais como: exploração econômica</p><p>de bens, prestação de serviços, alienação de bens e outras.</p><p>✔ Receitas próprias oriundas das aplicações financeiras: são os rendimentos</p><p>provenientes das aplicações financeiras, os quais são destinados à Reserva do</p><p>Comandante do Exército, exceto os rendimentos dos recursos de saúde (FUSEx e</p><p>PASS), que são alocados integralmente na fonte de origem e dos recursos próprios</p><p>das UG.</p><p>38/45</p><p>ESFA - 2024 Módulo III</p><p>✔ Receitas vinculadas: são as receitas vinculadas ao Fundo do Exército cujo</p><p>recolhimento é feito ao caixa único do Tesouro Nacional, a exemplo da Taxa de</p><p>Fiscalização de Produtos Controlados, ou recolhidos diretamente ao Fundo do</p><p>Exército mas com aplicação vinculada, a exemplo das receitas de apropriação</p><p>indébita, multas por ocupação irregular de PNR, entre outras.</p><p>✔ Receitas do Tesouro Nacional: receitas recebidas do Tesouro Nacional para</p><p>o reforço de ações orçamentárias com dotações insuficientes ou para programas</p><p>específicos.</p><p>b) Ações Orçamentárias</p><p>Atualmente, o Fundo é responsável pelas seguintes Ações Orçamentárias:</p><p>➢2004 - Assistência Médica e Odontológica aos Servidores Civis, Empregados,</p><p>Militares e seus Dependentes (FUSEx/PASS);</p><p>➢2522 – Produtos Farmacêuticos, Medicamentos e Fitoterápicos;</p><p>➢2000 – Administração da Unidade;</p><p>➢21A0 – Aprestamento das Forças;</p><p>➢15F1 – Disponibilização de Próprios Nacionais Residenciais para os</p><p>Comandos Militares; e</p><p>➢2919 – Registro e Fiscalização de Produtos Controlados.</p><p>c) Receitas</p><p>O assunto envolvendo Receitas arrecadadas pelas UG envolvem, em grande</p><p>parte, atribuições atinentes a Fiscalização Administrativa e Setor Financeiro da UG.</p><p>A Portaria nº 89-SEF/C Ex, de 19 de outubro de 2020 (disponível na biblioteca</p><p>deste módulo), a qual revogou a Portaria nº 11-SEF, de 28 de julho de 2011, é quem</p><p>trata sobre o assunto.. Esta Portaria aprova as Normas para a Administração das</p><p>Receitas Geradas pelas Unidades Gestoras do Comando do Exército (EB90-N-</p><p>03.003). Basicamente estas normas tratam das receitas patrimonais, referentes a</p><p>alienação de bens, oriundas de serviços e outras receitas correntes. Recomendamos</p><p>a sua leitura por parte do Fiscal e seus auxiliares.</p><p>Após a realização da leitura das normas citadas acima, o Fiscal deve inteirar-se</p><p>do que prescreve as OAA.</p><p>As receitas administradas pelo F Ex são aquelas arrecadadas por suas Unidades</p><p>Gestoras em razão da exploração de bens móveis e imóveis, da prestação de</p><p>serviços e comercialização de produtos, da alienação de bens, do rendimento das</p><p>aplicações financeiras e de outras fontes (doações, indenizações, multas e</p><p>restituições).</p><p>39/45</p><p>ESFA - 2024 Módulo III</p><p>Conforme consta nas orientações da DGO, após realizar o cadastro das receitas,</p><p>o militar com perfil de “Validador de Receitas” realizará a conferência de todos os</p><p>dados cadastrados pela UG e procederá a validação, garantindo assim que as</p><p>informações registradas estão de acordo com os instrumentos contratuais.</p><p>Após a validação não será possível nenhuma modificação no “status”, bem como</p><p>nos valores, tipo de contrato ou tipo de receita. Qualquer alteração de dados será</p><p>realizada somente pelo Fundo do Exército, conforme solicitação da UG, por meio de</p><p>Mensagem Comunica ao Fundo do Exército (UG 167086).</p><p>Esse cadastro é levado em consideração para estimar a arredação anual da UG,</p><p>que por sua vez, serve de parâmetro à concessão de crédito nas fontes pares.</p><p>Os itens 8.4 a 8.7 das OAA/20, os quais tratam de informações sobre GRU,</p><p>acompanhamento da arrecadação das receitas arrecadadas, transferência de</p><p>numerário entre UG e Taxa de Ocupação de PNR, são mais específicos para</p><p>conhecimento do Encarregado do Setor Financeiro mas também podem ser objeto de</p><p>leitura por parte do Fiscal.</p><p>d) Despesas</p><p>O Capítulo IX das OAA/20 trata especificamente sobre aspectos relacionados a</p><p>despesa, voltados a Unidade Orçamentária Fundo do Exército. Ele apresenta alguns</p><p>conceitos e orientações que são interessantes para o Fiscal Administrativos e seus</p><p>auxiliares.</p><p>✔ Crédito com sub-repasse:</p><p>O item 9.2 das OAA/20 trata sobre esses tipos de crédito. Basicamente, os</p><p>créditos com sub-repasse da Unidade Orçamentária Fundo do Exército são provisões</p><p>40/45</p><p>Figura 15: SIGA - Receitas</p><p>ESFA - 2024 Módulo III</p><p>concedidas às UG, por meio dos Órgãos de Direção Setorial (ODS), com recursos</p><p>geridos pelos mesmos e recebidos do Fundo do Exército.</p><p>✔ Crédito sem sub-repasse:</p><p>Já o item 9.3 das OAA/20, explica essa modalidade consiste na descentralização</p><p>de créditos, sem sub-repasse de numerário, às UG para aplicação em despesas,</p><p>prioritariamente, em benefício dos bens e atividades nas quais foram arrecadadas. A</p><p>critério do Ordenador de Despesas, os recursos poderão ser aplicados em outras</p><p>atividades da UG, desde que haja saldo de disponibilidade financeira não aplicada na</p><p>atividade de origem.</p><p>Mais uma vez reforçamos a necessidade da leitura destes assuntos para um</p><p>maior entendimento sobre as orientações específicas para cada caso.</p><p>✔ Bens móveis para PNR funcional de Comandante, Chefe ou Diretor:</p><p>Assunto relevante para o Fiscal, o qual é tratado no item 9.5 das OAA/20.</p><p>Basicamente apresenta orientações sobre a fonte de recursos que será destinada</p><p>para esse tipo de aquisição, lista de itens que podem ser adquiridos bem como os</p><p>procedimentos para aquisição de itens não previstos na lista. É muito importante o</p><p>Fiscal se inteirar dessas orientações.</p><p>✔ Manutenção e conservação de PNR :</p><p>Mais um assunto de interesse do Fiscal que pode ser consultado por meio do</p><p>item 9.6 das OAA/20. Conforme previsto no art. 32 da Portaria n° 277/Cmt Ex, de 30</p><p>abr 08 (IG 50-01), as necessidades de recursos para a conservação de PNR deverão</p><p>ser encaminhadas ao Departamento de Engenharia e Construção, por intermédio do</p><p>Sistema OPUS. Caso os recursos arrecadados pela UG não sejam suficientes para</p><p>realizar a manutenção dos PNR sob sua responsabilidade, a complementação deverá,</p><p>também, ser solicitada ao DEC.</p><p>✔ Cerimonial Militar:</p><p>Ás orientações para esse tipo de despesa constam no item 9.7 das OAA/20.</p><p>Basicamente, o crédito deve ser solicitado junto a Diretoria de Abastecimento - D</p><p>Abst, por intermédio da RM de vinculação.</p><p>Esse item também orienta sobre a aquisição de bebidas alcoólicas. A UG</p><p>deverá seguir o contido no DIEx nº 212-ASSE2/SSEF/SEF, de 20 de junho de 2018,</p><p>disponível na biblioteca deste módulo.</p><p>Deverá utilizar recursos próprios da fonte 0250270002 (Exploração Econômica de</p><p>Bens); caso a UG não disponha de recurso próprio, poderá solicitar ao Fundo do</p><p>Exército crédito com sub-repasse, por meio de DIEx, ficando o atendimento sujeito à</p><p>disponibilidade de crédito.</p><p>41/45</p><p>ESFA - 2024 Módulo III</p><p>Para outras despesas de pequeno vulto em apoio ao evento (ornamentação de</p><p>mesas, sonorização, entre outros), poderá utilizar, a critério do OD, recursos próprios</p><p>da fonte de recursos 0250270002 (Exploração Econômica de Bens); caso a UG não</p><p>disponha de recurso próprio, poderá solicitar ao Fundo do Exército crédito com sub-</p><p>repasse, por meio de DIEx, ficando o atendimento sujeito à disponibilidade de crédito.</p><p>✔ Recursos para obras emergenciais:</p><p>O item 9.9 das OAA/20 aponta quais seriam os casos de obra emergencial,</p><p>orientando que a UG deverá solicitar o crédito ao Departamento de Engenharia e</p><p>Construção, de acordo com as orientações contidas na Portaria n° 001/DEC, de 29</p><p>mar 02 (N 50-1).</p><p>✔ Despesas com o funcionamento dos Hotéis de Trânsito:</p><p>O item 9.10 das OAA/20 orientam sobre o assunto. Basicamente deverão ser</p><p>utilizados os recursos próprios da fonte 0250270006, que é destinada a arrecadação</p><p>de receitas com hospedagem na OM. O item apresenta as despesas que poderão ser</p><p>custeadas nessa fonte bem como os procedimentos para reformas de pequeno porte</p><p>e para a aquisição de móveis, aparelhos e utensílios, necessários ao melhor</p><p>funcionamento do HT, as quais deverão ser solicitados à DCIPAS/DGP, por meio do</p><p>Programa Pé-na-Estrada, instituído pela Portaria 098 - DGP, de 20 de maio de 2013.</p><p>✔ Aquisição de viaturas administrativas:</p><p>Basicamente, para aquisição de viaturas administrativas com recursos próprios, a</p><p>UG deverá solicitar a autorização prévia e expressa do Comando Logístico (COLOG),</p><p>gestor da atividade. As demais orientações, caso a aquisição seja seja autorizada pelo</p><p>COLOG, encontram-se no</p><p>Item 9.14 das OAA/20.</p><p>✔ Aquisição de material permanente para PNR:</p><p>Assunto tratado no item 9.15 das OAA/20. As solicitações de recursos para</p><p>aquisição de material permanente para PNR (fonte 0250270010), deverão ser</p><p>encaminhadas, por DIEx, ao Subdiretor de Gestão Orçamentária, informando a</p><p>natureza de despesa, o valor e a especificação do material permanente a ser</p><p>adquirido. Após a análise, em caso de deferimento do pleito, a UG será provisionada</p><p>com o crédito. Em caso de indeferimento, a UG será informada com o motivo do não</p><p>atendimento do pleito.</p><p>✔ Contratação de serviços e/ou aquisição de bens de TI e comunicação:</p><p>Os recursos destinados à contratação de serviços e/ou aquisição de bens de</p><p>tecnologia da informação são, normalmente, atendidos pelo Departamento de Ciência</p><p>e Tecnologia (DCT), por meio da Diretoria de Material de Comunicações, Eletrônica e</p><p>Informática (DMCEI). Caso não exista possibilidade desse atendimento, o item 9.16</p><p>das OAA orienta sobre como proceder.</p><p>42/45</p><p>ESFA - 2024 Módulo III</p><p>✔ Prazo para emissão da Nota de Empenho (NE):</p><p>Assunto tratado no item 9.20 das OAA/20, muito importante e que requer um</p><p>controle por parte do Fiscal junto as seções responsáveis pela emissão de empenhos.</p><p>Após o recebimento do crédito solicitado ao Fundo do Exército, a UG terá o</p><p>prazo de 30 (trinta) dias para emitir a Nota de Empenho (NE) podendo, após o</p><p>término deste prazo, os créditos serão recolhidos e disponibilizados a outras</p><p>finalidades.</p><p>O Ordenador de Despesas da UG poderá solicitar a prorrogação do prazo para a</p><p>emissão da Nota de Empenho (NE), ao Subdiretor de Gestão Orçamentária, por meio</p><p>de DIEx ou Msg SIAFI, com a exposição de motivos que embasem a solicitação.</p><p>Ao chegar no final desta seção, orientamos aos participantes que realizem uma</p><p>leitura completa do Caderno de Orientação aos Agentes da Administração – Ap Adm e</p><p>Fex, já que, devido se tratar de um assunto muito extenso, não foi possível abordar</p><p>todo o seu conteúdo. Além disso, algumas orientações foram repassadas de uma</p><p>maneira mais genérica, necessitando de uma leitura mais detalhada dentro das</p><p>Orientações da DGO.</p><p>43/45</p><p>ESFA - 2024 Módulo III</p><p>CONCLUSÃO</p><p>Caros participantes, chegamos ao final deste módulo. Espero que o mesmo</p><p>tenha cumprido a finalidade de ambientá-los sobre alguns aspectos relacionados as</p><p>questões orçamentárias e financeiras que devem ser de conhecimento do Fiscal</p><p>Administrativo.</p><p>A intenção do módulo foi, inicialmente, tratar de questões mais gerais</p><p>relacionadas ao orçamento, até para poder ambientar o participante sobre como se</p><p>inicia o processo que proporcionará a entrada dos recursos na Unidade Gestora. Em</p><p>um segundo momento, procuramos ambientar o Fiscal sobre aspectos relacionados a</p><p>execução orçamentária da UG, permitindo familiarizar este agente em relação a</p><p>algumas questões contábeis e possibilidades proporcionadas pelo SIAFI para auxiliá-</p><p>lo no controle dos recursos à disposição da UG. Por fim tendo em vista a importância</p><p>do desenvolvimento das atividades-meio da OM para a função de Fiscal</p><p>Administrativo, apresentamos alguns detalhes sobre as orientações emitidas pela</p><p>DGO, abordando assuntos constantes do Caderno de Orientação aos Agentes da</p><p>Administração – Ap Adm e FEx, documento elaborado por aquela diretoria com a</p><p>finalidade de melhor capacitar os agentes da administração na correta utilização dos</p><p>recursos por ela geridos.</p><p>Obviamente que o objetivo deste módulo não foi o de aprofundar o Fiscal sobre</p><p>todas as questões tratadas, mas sim, procurar direcioná-lo sobre alguns temas e onde</p><p>melhor consultá-los. Importante destacar que em alguns casos, existem outros</p><p>agentes da UG mais familiarizados com determinadas áreas, onde o Fiscal pode se</p><p>valer de seus assessoramentos para determinadas questões. Faz necessário reforçar</p><p>que muitas dessas ações, realizadas nas fases orçamentárias e financeiras,</p><p>ocasionarão reflexos futuros nas contas contábeis patrimoniais, as quais deverão ter</p><p>atenção especial desse agente.</p><p>No próximo módulo trataremos de aspectos patrimoniais, assunto esse de</p><p>extrema importância para a função de Fiscal Administrativo.</p><p>Bons estudos!</p><p>44/45</p><p>Realizaremos uma avaliação somativa que fará parte da nota final do estágio</p><p>ESFA - 2024 Módulo III</p><p>REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</p><p>- BRASIL. Constituição Federal 1988. Brasília, DF, 1988.</p><p>- BRASIL. Exército. Portaria Nº 89-SEF, de 19 de outubro de 2020. Aprova as</p><p>Normas para a Administração das Receitas Geradas pelas Unidades</p><p>Gestoras do Comando do Exército (EB90-N-03.003). Brasília, DF, 2020.</p><p>- BRASIL. Exército. Portaria C Ex Nº 1.746, de 19 de maio de 2022. Aprova as</p><p>Normas para o Pagamento de Despesas de Exercícios Anteriores no</p><p>Âmbito do Comando do Exército. Brasília, DF, 2022.</p><p>- BRASIL. Lei N° 4.320, de 17 de março de 1964. Estatui Normas Gerais de</p><p>Direito Financeiro para elaboração e contrôle dos orçamentos e balanços</p><p>da União, dos Estados, dos Municípios e do Distrito Federal. Presidência da</p><p>Republica, Brasília, DF, 1964.</p><p>- BRASIL. Ministério da Economia. Manual Técnico de Orçamento – MTO.</p><p>Brasília, DF, Ed. 2020.</p><p>- BRASIL. Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão.Plano Plurianual</p><p>2020-2023. Brasília, DF, 2019.</p><p>- BRASIL. Tesouro Nacional. Manual de Contabilidade Aplicada ao Setor</p><p>Público – 9ª Edição. Brasília, DF, Ed. 2021.</p><p>- BRASIL. Tesouro Nacional. Manual SIAFI. Disponível em</p><p><https://manuais.tesouro.gov.br/siafi> Acesso em: 18 outubro 2023.</p><p>- Cadernos de Orientação aos Agentes da Administração. Brasília. Secretaria</p><p>de Economia e Finanças. Disponível em <intranet.sef.eb.mil.br/memento.html>.</p><p>45/45</p><p>INTRODUÇÃO</p><p>1. ASPECTOS ORÇAMENTÁRIOS</p><p>1.1 Execução Orçamentária</p><p>1.2 Nota de Movimentação de Crédito (NC)</p><p>1.2.1 Analisando a estrutura de uma NC</p><p>1.2.2 Analisando a contabilização de uma NC</p><p>1.3 Nota de Empenho (NE)</p><p>1.3.1 Empenho Ordinário:</p><p>1.3.2 Empenho Global:</p><p>1.3.3 Empenho Estimativo:</p><p>1.3.4 Possibilidades de se consultar uma NE</p><p>1.3.5 Contabilização de uma NE</p><p>1.4 Nota de Lançamento de Sistema (NS)</p><p>1.4.1 Analisando a estrutura de uma NS</p><p>1.4.2 Analisando a contabilização de uma NS</p><p>1.5 Restos a Pagar</p><p>1.5.1 Execução da Inscrição em Restos a Pagar</p><p>2. CADERNO DE ORIENTAÇÃO AOS AGENTES DA ADMINISTRAÇÃO – APOIO ADMINISTRATIVO E FUNDO DO EXÉRCITO</p><p>2.1 Origem dos Recursos</p><p>2.2. OAA – Aspectos Importantes</p><p>2.2.1. Recursos do Apoio Administrativo</p><p>2.2.2. Fundo do Exército</p><p>CONCLUSÃO</p><p>REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</p>