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ESTCE Módulo I 1/84 ESTÁGIO SETORIAL DE FISCALIZAÇÃO ADMINISTRATIVA Módulo IV – Patrimônio 2025 5º Centro de Gestão, Contabilidade e Finanças do Exército ESFA - 2025 Módulo IV Atualizações Autor Data (dd mmm) Item alterado Breve descrição da alteração (Atenção: esta apostila não deve ser usada como amparo legal, tratando-se apenas de um material didático de apoio para estudo e eventuais consultas) 2/84 ESFA - 2025 Módulo IV Sumário INTRODUÇÃO............................................................................................................5 1. PATRIMÔNIO.........................................................................................................6 2. CONTABILIDADE PATRIMONIAL...........................................................................10 2.1. Principais contas contábeis patrimoniais da UG...........................................11 3. SISCOFIS.............................................................................................................17 4. SISCOFIS WEB.....................................................................................................22 4.1. SISCOFIS WEB – Envio de Estoques..............................................................24 4.1.1 Verificação de envio................................................................................27 5. SIGELOG..............................................................................................................29 5.1. Finalidade do SIGELOG.................................................................................29 5.2. Verificação de atualização de catálogos e notícias sobre a migração para o SIGELOG..............................................................................................................32 5.3. Atualização de Catálogo...............................................................................32 5.4. Atualização de fichas – migração para o SIGELOG........................................33 5.5. Verificação de inconsistências......................................................................35 5.6. Utilização plena do Sistema..........................................................................36 6. REGISTROS PATRIMONIAIS..................................................................................37 6.1. Registro via SIAFI WEB..................................................................................38 6.2. Baixa/Entrada por transferência de material entre UG.................................39 6.3. Bens e Materiais em Trânsito........................................................................46 6.4. Bens em Manutenção...................................................................................48 6.4.1 Bens em Manutenção na Própria UG.......................................................49 6.4.2 Bens em Manutenção em outra UG.........................................................49 6.4.3 Bens em Manutenção por empresa contratada.......................................52 6.5. Intangível......................................................................................................53 6.6. Depreciação e Amortização..........................................................................54 6.6.1 Depreciação.............................................................................................54 3/84 ESFA - 2025 Módulo IV 6.6.2 Amortização.............................................................................................55 6.6.3 Rotina Mensal..........................................................................................56 6.6.4 Execução da Depreciação e Amortização................................................57 6.6.4.1 SISCOFIS.........................................................................................57 6.6.4.2 Documentos gerados no SISCOFIS..................................................58 6.6.4.5 SIAFI Web........................................................................................59 6.6.5 Baixa da Depreciação..............................................................................60 6.7. Combustíveis................................................................................................61 6.7.1 Aspectos Importantes..............................................................................62 6.8. Unificação Patrimonial..................................................................................66 6.9. Doações........................................................................................................ 66 6.10. Baixas de material de consumo e permanente...........................................67 7. PATRIMÔNIO IMOBILIÁRIO E MEIO AMBIENTE......................................................68 7.1 Sistema Informatizado de Gestão do Patrimônio Imobiliário e Meio Ambiente – SIGPIMA.............................................................................................................69 8. ACIDENTES COM VIATURAS................................................................................76 9. ORIENTAÇÕES AOS OFICIAIS DE LOGÍSTICA – COLOG.........................................80 CONCLUSÃO............................................................................................................82 REFERÊNCIAS..........................................................................................................84 4/84 ESFA - 2025 Módulo IV INTRODUÇÃO Prezado instruendo, Chegamos a um módulo que tratará de assuntos relacionados a maior gama de atribuições para a Fiscalização Administrativa, o Patrimônio. Como já observamos dentro do módulo III, grande parte daquilo que é executado em termos orçamentários e financeiros geram reflexos patrimoniais para a UG. Dessa maneira, torna-se fundamental que os agentes tenham conhecimento dos aspectos patrimoniais que envolvem a administração da OM, saibam conceituar e entender o que significa Patrimônio, tenham conhecimento de suas atribuições voltadas ao tema e entendam as rotinas e seus reflexos contábeis nas suas contas patrimoniais. Importante destacar, também, que o Comando Logístico elaborou, no ano de 2020, documento intitulado “Orientações aos Oficiais de Logística – Edição Experimental”. Este documento tem por finalidade apresentar os principais aspectos das atividades que envolvem a rotina dos Oficiais de Logística, especialmente dos E-4 dos Comandos Militares de Área, Divisões de Exército e Grandes Unidades; dos Chefes de Escalão Logístico Regionais e Comandantes de Grupamento Logístico, bem como dos S-4 e Fiscais Administrativos das Organizações Militares. O referido material, está disponível na biblioteca deste módulo. Dessa maneira, algumas orientações contidas nesse documento estarão inseridas dentro de alguns tópicos a fim de complementarmos determinados assuntos e, também, ao final deste módulo pontuaremos ao Fiscal alguns assuntos que podem ser encontrados neste material do COLOG. 5/84 ESFA - 2025 Módulo IV 1. PATRIMÔNIO Como podemos observar, a Contabilidade é a ciência que trata do Patrimônio. Ela permite que, por meio do registro e análise de fatos relacionados às movimentações patrimoniais, sejam geradas demonstrações da situação patrimonial de uma entidade, fornecendo aos seus administradores informações úteis para a tomada de decisões e proporcionando assim, um efetivo controle das atividades desenvolvidas nessa área. Portanto, torna-se fundamental para uma Unidade ter total controle de sua situação patrimonial a fim de proporcionar uma melhor otimização dos recursos que lhes são destinados. 6/84 Figura 1: Ciência - Contabilidade Mas enfim, o que é o Patrimônio ESFA - 2025 Módulo IV Patrimônio é o conjunto de bens, direitos e obrigações vinculados a uma pessoa ou a uma entidade. É o objeto de estudo da contabilidade. Ospodem ser realizados por meio da página da DPIMA na intranet (http://intranet.dpima.eb.mil.br/). A figura abaixo ilustra como acessar o sistema e/ou consultar o material referente ao SIGPIMA. Por meio desse caminho, tanto o Fiscal quanto seus auxiliares poderão ter acesso aos diversos manuais dos módulos que compõem o sistema. Como podemos observar, o sistema possui uma área de cadastro e autenticação, a qual ainda está em fase de implementação, e três módulos de acesso que são: ➢ Módulo Gestão de Usuários RM/Gpt E; ➢ Módulo Requisição de Recursos; e ➢ Módulo Meio Ambiente – Diagnóstico/Conformidade Ambiental. 69/84 Figura 63: Intranet DPIMA ESFA - 2025 Módulo IV O módulo Gestão de Usuários RM/Gpt E, está voltado para as Regiões Militares e Grupamentos de Engenharia nas quais, por meio de seus Chefes e Adjuntos de Seções de Patrimônio e Meio Ambiente, executam a gestão de usuário do sistema SIGPIMA relativos à sua área de atuação. O manual “Tutorial de Gerenciamento de Usuário”, que pode ser encontrado no caminho indicado na figura abaixo e, também, disponível na biblioteca deste módulo, contém todas as orientações a respeito da operação deste módulo. O módulo Requisição de Recursos envolve o processo de solicitação de crédito para os diversos tipos de despesas relacionadas ao imóvel como, por exemplo, aquelas já citadas no módulo II deste Estágio: cercamento das áreas patrimoniais, taxa de limpeza pública, confecção de placas de sinalização, construção e readequação de Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), e redes de esgoto, compra de containers para resíduos, lixeiras ecológicas, recuperação de área degradada, etc. Existem três perfis de agentes que terão atribuições específicas na sua operacionalização: Operador, Fiscal Administrativo e Comandante. Para cada perfil existe um Manual de Utilização do Módulo de Requisição de Recursos do SIGPIMA, os quais podem ser acessados conforme ilustrado na figura abaixo e, também, disponíveis na biblioteca deste módulo do Estágio. 70/84 Figura 64: SIGPIMA ESFA - 2025 Módulo IV Depois do operador ter cadastrado, editado, aprovado e enviado a requisição para o Fiscal por meio do seu perfil no sistema, o Fiscal Administrativo poderá realizar as seguintes operações, todas detalhadas pormenorizadamente no manual referente ao seu perfil: ✔ Filtrar requisições; ✔ Editar requisição; ✔ Reprovar requisição; ✔ Inserir ou modificar prioridade da requisição; ✔ Aprovar e enviar requisição para o Comandante; ✔ Visualizar detalhes do pedido; e ✔ Acompanhar descentralização do recurso. O módulo Meio Ambiente – Diagnóstico/Conformidade Ambiental possui dois manuais sendo um para o Operador, Encarregado do Meio Ambiente da OM e Fiscal Administrativo e outro para o Comandante, os quais são chamados de “Tutorial de Resposta do Questionário de Diagnóstico / Conformidade Ambiental da OM”. Ambos podem ser acessados conforme a figura a seguir, também disponíveis na biblioteca deste módulo do Estágio. 71/84 Figura 65: SIGPIMA - perfis ESFA - 2025 Módulo IV O tutorial abrange as orientações para que as Organizações Militares por meio de seus integrantes Operadores, Fiscais Administrativos e Encarregados de Meio Ambiente possam responder o questionário de Diagnóstico / Conformidade Ambiental da OM e apresenta como objetivos: a. Estabelecer a sequência de ações para login no sistema SIGPIMA; b. Estabelecer a sequência de ações para acesso à funcionalidade do questionário; c. Estabelecer a sequência de ações para responder e salvar as respostas do questionário; d. Estabelecer a sequência de ações para o envio do questionário para homologação do Comandante da OM; e. Estabelecer a sequência de ações para gerar o relatório de Não Conformidade da OM; e f. Estabelecer a sequência de ações para fazer o download da documentação de apoio para responder o questionário. Basicamente, este módulo do sistema apresenta as seguintes funcionalidades: ✔ Acessar Questionário de Diagnóstico/Conformidade Ambiental; ✔ Responder Questionário de Diagnóstico/Conformidade Ambiental; ✔ Salvar Questionário de Diagnóstico/Conformidade Ambiental; ✔ Enviar Questionário para Homologação do Comandante; ✔ Homologação do Comandante; 72/84 Figura 66: Módulo Meio Ambiente ESFA - 2025 Módulo IV ✔ Somatório e Percentual de Conformidade da OM; ✔ Relatório de Não Conformidade; e ✔ Downloads. Mais uma vez destacamos a importância do conhecimento por parte do fiscal do tutorial relacionado ao Comandante para fins de assessoramento, o qual segue basicamente o mesmo caminho para ser visualizado e, também, encontra-se disponível na biblioteca deste módulo do estágio. 7.2 MEIO AMBIENTE O objetivo desta seção é indicar ao Fiscal Administrativo o material para que possa se atualizar em relação aos conceitos de gestão ambiental dentro de sua OM. Sendo assim, vamos citar de maneira geral o que esse agente poderá encontrar dentro da Cartilha de Práticas Ambientais nas Organizações Militares do Exército e da Cartilha Ambiental do Exército – CamBEx (EB-50-CI-04.006). a) Cartilha de Práticas Ambientais nas Organizações Militares do Exército: Conforme constante na Cartilha, seus objetivos são os seguintes: ✔ Orientar os Comandantes/Chefes/Diretores de Organizações Militares sobre práticas ambientalmente corretas e os procedimentos que deverão adotar durante o exercício de suas funções; e ✔ Disponibilizar aos Oficiais de Controle Ambiental, bem como aos demais integrantes das OM, um documento de fácil manuseio que contenha orientações básicas da legislação ambiental e que conduzam a uma gestão sustentável dos meios disponibilizados à Força Terrestre. - Dentro dele podemos encontrar assuntos sobre: ✔ Educação Ambiental; ✔ Gerenciamento de Resíduos Sólidos: Resíduos Sólidos de Atividades Administrativas, Resíduos Sólidos Orgânicos, Resíduos Sólidos de Serviços de Saúde, Resíduos Sólidos de Construção e Demolição e Resíduos Sólidos Perigosos; 73/84 ESFA - 2025 Módulo IV ✔ Gerenciamento de Recursos Hídricos: abastecimento de água, e efluentes; ✔ Adestramento da Tropa; ✔ Licitações Sustentáveis; ✔ Licenciamento Ambiental; ✔ Recuperação de áreas Degradadas; ✔ Contratos de Arrendamentos; ✔ Atividades de Abastecimento e Manutenção de Viaturas: Posto de Abastecimento e Oficinas de Manutenção; ✔ Poluição Sonora; ✔ Supressão Vegetal e Poda; e ✔ Situações de Emergência: Vazamento/derramamento de produto químico/óleo no solo/óleo na água, Incêndios Florestais. b) Cartilha Ambiental do Exército – CamBEx: Esta cartilha faz parte de um conjunto de documentos elaborados pela Diretoria de Patrimônio Imobiliário e Meio Ambiente (DPIMA), com o objetivo de orientar e subsidiar o entendimento e preenchimento dos documentos técnicos que visam garantir a boa Gestão Ambiental no Exército Brasileiro. Basicamente ela trata sobre três assuntos. A figura abaixo, retirada da cartilha, demonstra como a mesma está dividida: 74/84 ESFA - 2025 Módulo IV Logo no seu início ela apresenta como serão abordados cada assunto da seguinte maneira: “Cada capítulo é dividido em tópicos cujo objetivo é facilitar o entendimento e orientar a elaboração do Plano de Gestão Ambiental, do Plano de Gerenciamento de Resíduos e da Conformidade Ambiental. Explica-se a seguir os tópicos: Desenvolvendo e Passo a passo. - Desenvolvendo • Conceitua e explica de forma prática o documento. • Apresenta os tópicos mínimos necessários. • Apresenta as referências básicas. - Passo a passo • Apresenta um fluxograma para garantir um melhor entendimento. •Descreve e exemplifica cada um dos tópicos mínimos necessários.” Também explica no início o que é o Sistema de Gestão Ambiental do Exército – SIGAEB: O Sistema de Gestão Ambiental do Exército Brasileiro (SIGAEB) é uma “ferramenta” de apoio ao gerenciamento de toda estrutura do Exército Brasileiro em 75/84 Figura 67: Assuntos da Cartilha Ambiental do EB ESFA - 2025 Módulo IV consonância com as questões ambientais, sobretudo com a Política Nacional do Meio Ambiente. O SIGAEB busca a proteção do meio ambiente em cinco níveis da gestão ambiental: conscientização, prevenção, preservação, recuperação e cooperação. É um sistema que precisa ser atualizado permanentemente, o que é um requisito fundamental melhoria contínua, previsto no próprio Sistema.” Devido a importância dos assuntos tratados nesta seção, orientamos que o Fiscal Administrativo realize uma leitura completa das cartilhas apresentadas a fim de estar bem inteirado dos assuntos relacionados a gestão ambiental, ficando em condições de orientar e coordenar os trabalhos de seus auxiliares, bem como melhor assessorar o Agente Diretor sobre as questões relacionadas ao meio ambiente dentro de sua OM. 8. ACIDENTES COM VIATURAS As viaturas são itens do patrimônio de uma OM que devem ter atenção especial por parte do Fiscal Administrativo e seus auxiliares. Como grande parte do conjunto de bens móveis, elas estão sujeitas a desgastes e obsolescência, devido ao tempo de uso, gerando depreciação em relação ao seu valor contabilizado. Sujeitas a sinistros, podem causar os mais variados tipos de danos materiais e pessoais no meio militar, civil ou em ambos. O conteúdo tratado nesta seção terá como base o seguinte material, todo disponibilizado na biblioteca deste módulo do estágio: ✔ Portaria nº 039, de 28 de janeiro de 2010 (IG 10-44); ✔ Portaria nº 1.534 - C Ex, de 07 de junho de 2021 - Altera a IG 10-44; e ✔ Portaria nº 1.845, de 29 de setembro de 2022. A Portaria nº 039/10 – IG 10-44 é quem estabelece normas para apuração de acidentes de trânsito envolvendo viaturas militares do Exército, tratando também de veículos de terceiros e das indenizações dos danos causados. A Portaria nº 1.845/22 trata das normas para apuração de irregularidades administrativas as quais, em alguns casos, irão se aplicar a acidentes com viaturas. 76/84 ESFA - 2025 Módulo IV A Portaria nº 039/10 trata de assuntos como: ✔ Apuração dos fatos para acidentes de trânsito com e sem vítimas; ✔ Orientações sobre instauração de sindicâncias e IPM; ✔ Orientações sobre Parecer Técnico; ✔ Acidentes envolvendo viaturas de mais de uma OM; ✔ Acidentes envolvendo viatura civil na guarnição, fora da guarnição e em localidades que não existam OM; ✔ Acidentes com viaturas de outras forças; ✔ Indenizações de danos causados à União e a Terceiros; e ✔ Modelos de alguns documentos que poderão fazer parte do processo relacionado ao acidente. A biblioteca deste módulo traz orientações atualizadas, retiradas da intranet da DGO, sobre Indenização de Danos Causados a Terceiros por Viaturas Pertencentes ao Exército e Principais Impropriedades durante os procedimentos administrativos. A leitura deste material é de suma importância. Nas orientações constantes na biblioteca, são apresentados os procedimentos a serem adotados pela UG nas seguintes situações: ✔ Situação I – Viatura pertencente ao EB foi a responsável pelo acidente decorrente de motivos que imputem a responsabilidade ao condutor e/ou, conforme o caso, ao chefe de viatura (art. 20 das IG 10-44) ✔ Situação II – O veículo de terceiro foi o responsável pelo acidente (Art. 24 das IG 10-44) ✔ Situação III - A viatura pertencente ao EB foi a responsável pelo acidente, decorrente de motivos que isentem de responsabilidade seu condutor (Art. 25 das IG 10-44) 77/84 ESFA - 2025 Módulo IV Observações: Nas Situações I e III, a indenização dos danos causados a terceiros será efetuada pelo valor concluído pela sindicância (resguardadas as atualizações monetárias que se fizerem necessárias), limitado ao valor de mercado do veículo (valores de referência conforme Tabela de Preços Médios da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas - Tabela FIPE). Recomenda-se a leitura desse Capítulo do Caderno que aborda com muita clareza os procedimentos a serem realizados em cada situação. Como complementação sobre o assunto, elencamos abaixo quatro questões que geralmente são alvo de dúvidas por parte das OM: 1 – Em casos onde o terceiro possua o veículo assegurado: a. Como proceder nos casos onde o veículo possua seguro? Resposta: Conforme Parecer nº 091/AJ/SEF, de 13 de outubro de 2011, a seguradora deverá apresentar Nota de Serviço, explicitando os gastos com os serviços de manutenção e peças utilizadas no reparo do veículo. Caso não tenha sido solicitada a Nota de Serviço durante a elaboração da Sindicância, tornar-se-á pertinente fazê-lo por meio de Diligência Complementar. b. Quem será o indenizado nos casos onde o veículo possua seguro? Resposta: Após concluída a análise, a indenização terá como base o valor presente na nota de serviço da oficina credenciada à seguradora, devendo constar, a partir desse momento, dois favorecidos no processo: a referida empresa de seguros, que receberá a diferença do valor total gasto no reparo menos o valor da franquia; e o terceiro, proprietário do veículo, que receberá como indenização o valor pago à seguradora. Dessa forma, a situação retornará ao status anterior (dano reparado, indenização a quem pagou as custas, bonificação do segurado preservada), conforme Parecer nº 091/AJ/SEF, de 13 de outubro de 2011. 78/84 ESFA - 2025 Módulo IV 2 – Em caso de acidente ocorrido fora da guarnição, qual OM responsável por realizar a sindicância? Resposta: Caso o acidente envolvendo veículo civil ocorra fora da guarnição à qual pertença a viatura militar, a responsabilidade da instauração da Sindicância será do Comandante de OM mais antigo dentre as OM com viaturas envolvidas. (vide Art 7º e 8º das IG 10-44, alterado pela Portaria nº 1.534/21). 3 - Qual o procedimento para solicitação de recursos e pagamento dos terceiros envolvidos no acidente, quando não forem os agentes causadores? Resposta: Para que seja provisionada com o crédito a OM/UGE deve ter incluído o processo no SISADE, atentando para o registro do(s) terceiro(s) a indenizar e encaminhar à Região Militar (RM) de vinculação, a documentação listada no Art.13 da Portaria 039 – Cmt Ex, de 28 JAN 2010 e demais documentos que se julgarem necessários. A RM procederá a análise e aprovação do pleito no SISADE e a DGO, por sua vez, descentralizará a Nota de Crédito com o PI IXAPFUNINRE, para fins de pagamento do (s) terceiro (s). Para realizar os procedimentos acima, o operador poderá consultar o Manual do SISADE, disponível em https://sisade.cciex.eb.mil.br/. Após o recebimento do crédito a UG deverá providenciar entre outras medidas: 1) o pagamento ao terceiro prejudicado ou à seguradora, nos casos de veículos segurados. 2) a implantação do desconto em contracheque do responsável, via Formulário de Alteração de Pagamentos (FAP), sob o código Z38 (FEX-IND TERC VTR), em tempo hábil para que o desconto inicie a partir do mês subsequente ao recebimento do crédito. 3) nos casos excepcionais, em que o responsável pelo prejuízo comprometer-se a saldar a dívida para com a Fazenda Nacional, mediante recolhimento via GRU (Código de recolhimento 22697-1 – Indenizações diversas devidas ao FEx), a UG deverá informar à Seção de Gestão do Fundo do Exército (UG 167086), por meio de DIEx, o número do Registro de Arrecadação (RA) gerado pela GRU; 4) a informação, por ocasiãoda implantação do desconto em contracheque, do mês/ano da última parcela a ser descontada do militar; e 79/84 ESFA - 2025 Módulo IV 5) o acompanhamento do desconto, mês a mês. 4. Qual o valor a ser indenizado ao terceiro envolvido no acidente, quando houver perda total do veículo? Resposta: No caso de perda total, a indenização dos danos causados a terceiros será limitada ao valor de mercado do veículo (valores de referência na data da conclusão da sindicância ou IPM, conforme a tabela FIPE), descontado o valor do salvado (material aproveitável/sucata). Nesse caso, a UG deverá anexar à documentação do processo: - comprovante do valor de referência, conforme Tabela de Preços Médios da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Tabela FIPE); e, - comprovante do valor do salvado. 9. ORIENTAÇÕES AOS OFICIAIS DE LOGÍSTICA – COLOG 80/84 ESFA - 2025 Módulo IV Como já mencionado no início deste módulo, em 2020 o COLOG desenvolveu documento intitulado “Orientações aos Oficiais de Logística - Edição Experimental”. Entre as diversas orientações para oficiais das mais variadas funções e escalões da área Logística, existem aquelas relacionadas à atribuições do S/4/Fisc Adm OM. Como o documento é extenso, a fim de direcionar o Fiscal para a consulta de assuntos do seu interesse, pontuaremos os aspectos principais tratados, enfatizando aqueles que foram abordados especificamente para o Fiscal. Recomendamos a utilização deste documento como subsídio para as atividades desenvolvidas dentro da sua função. Basicamente o documento apresenta orientações sobre: ✔ Classes de suprimento; ✔ Manutenção; ✔ Desfazimento de Materiais; ✔ Transporte; ✔ Controle Físico; e ✔ Aviação do Exército; Em relação ao Fiscal, apresenta, entre outros assuntos de interesse, uma seção que trata especificamente sobre atribuições do S4/Fiscal Administrativo em relação ao controle físico de materiais. (pág 41). No seu final apresenta, em seu anexo C, um “Cartão de Trabalho” para os S4/Fiscais Administrativos, contendo um apanhado das principais ações referentes a: ✔ Diversas classes de suprimento; ✔ Manutenção; e ✔ Controle Físico. 81/84 ESFA - 2025 Módulo IV 82/84 É altamente recomendável a leitura desse material a fim de complementar os conhecimentos adquiridos neste estágio. ESFA - 2025 Módulo IV CONCLUSÃO Caros participantes, chegamos ao final deste módulo. Por mais que possa ter parecido um conteúdo muito extenso, ainda existem outros temas que são de interesse do Fiscal Administrativo, os quais poderiam ter sido abordados. Procuramos fazer um apanhado daquelas rotinas de análise voltadas ao dia a dia das UG, que demandam um pouco mais de atenção e são mais frequentes, além de direcionar o S4/Fiscal Administrativo sobre material a ser estudado, relacionado a área de Logística. Como tivemos a oportunidade de observar, as atribuições voltadas a área patrimonial da UG são muito abrangentes e, dessa maneira, requerem atenção e atualização constante da Fiscalização Administrativa. Procuramos apresentar informações mais gerais, com foco um pouco mais gerencial, até mesmo por que existe um estágio voltado especificamente para os auxiliares de fiscalização administrativa com detalhamento maior de algumas operações. Ainda assim, alguns assuntos mais técnicos demandaram apresentação de algumas situações operacionais, já que necessitaram ser visualizadas a fim de contextualizar determinados temas, com o objetivo de dar ao Fiscal uma noção do que sua equipe realiza dentro dos processos abordados, bem como ter uma noção geral do que os vários sistemas e funcionalidades podem proporcionar. Também é interessante fazermos uma analogia daquilo que foi visto, com as questões patrimoniais previstas no RAE. Os sistemas disponíveis são as ferramentas que permitem registrar, consultar e controlar aquilo que já é previsto neste regulamento. Esperamos com isso ter cumprido a finalidade de ambientá-los sobre aspectos relacionados as questões patrimoniais que devem ser de conhecimento do Fiscal Administrativo. Bons estudos! 83/84 Realizaremos uma avaliação somativa que fará parte da nota final do estágio ESFA - 2025 Módulo IV REFERÊNCIAS - BRASIL. Exército. Portaria – C Ex Nº 1.555, de 9 de julho de 2021. Aprova o Regulamento de Administração do Exército (RAE), EB10-R-01.003, 1ª Edição, 2021.. Brasília, DF, 2021. - BRASIL. Exército. Portaria Nº 039, de 28 de janeiro de 2010. Aprova as Instruções Gerais para a Apuração de Acidentes Envolvendo Viaturas Pertencentes ao Exército e Indenizações de Danos Causados à União e a Terceiros (IG 10-44) e dá outras providências. Brasília, DF, 2010. - BRASIL. Exército. Portaria Nº 1.845, de 29 de setembro de 2022. Aprova as Normas para a Apuração de Irregularidades Administrativas no âmbito do Comando do Exército (EB10-N-13.007) 2ª edição. Brasília, DF, 2022. - BRASIL. Exército. Portaria Nº 445, de 15 de agosto de 2003. Estabelece as condições para solicitação e recebimento, por cessão, de bens apreendidos, abandonados ou disponíveis, administrados pela Secretaria da Receita Federal. Brasília, DF, 2003. - BRASIL. Tesouro Nacional. Manual SIAFI. Disponível em Acesso em: 21 de novembro de 2024. - Caderno de Orientações aos Agentes da Administração – Gestão Patrimonial. Brasília. Secretaria de Economia e Finanças. (http://intranet.sef.eb.mil.br/memento.html) - Caderno de Orientações aos Agentes da Administração – Apoio Administrativo e Fundo do Exército. Brasília. Secretaria de Economia e Finanças. (http://intranet.sef.eb.mil.br/memento.html) - Caderno de Orientações aos Agentes da Administração – Gestão Contábil de Recursos do Novo PAC. Brasília. Secretaria de Economia e Finanças. (http://intranet.sef.eb.mil.br/memento.html) 84/84 http://intranet.sef.eb.mil.br/memento.html INTRODUÇÃO 1. PATRIMÔNIO 2. CONTABILIDADE PATRIMONIAL 2.1. Principais contas contábeis patrimoniais da UG 3. SISCOFIS 4. SISCOFIS WEB 4.1. SISCOFIS WEB – Envio de Estoques 4.1.1 Verificação de envio 5. SIGELOG 5.1. Finalidade do SIGELOG 5.2. Verificação de atualização de catálogos e notícias sobre a migração para o SIGELOG 5.3. Atualização de Catálogo 5.4. Atualização de fichas – migração para o SIGELOG 5.5. Verificação de inconsistências 5.6. Utilização plena do Sistema 6. REGISTROS PATRIMONIAIS 6.1. Registro via SIAFI WEB 6.2. Baixa/Entrada por transferência de material entre UG 6.3. Bens e Materiais em Trânsito 6.4. Bens em Manutenção 6.4.1 Bens em Manutenção na Própria UG 6.4.2 Bens em Manutenção em outra UG 6.4.3 Bens em Manutenção por empresa contratada 6.5. Intangível 6.6. Depreciação e Amortização 6.6.1 Depreciação 6.6.2 Amortização 6.6.3 Rotina Mensal 6.6.4 Execução da Depreciação e Amortização 6.6.4.1 SISCOFIS 6.6.4.2 Documentos gerados no SISCOFIS 6.6.4.5 SIAFI Web 6.6.5 Baixa da Depreciação 6.7. Combustíveis 6.7.1 Aspectos Importantes 6.8. Unificação Patrimonial 6.9. Doações 6.10. Baixas de material de consumo e permanente 7. PATRIMÔNIO IMOBILIÁRIO E MEIO AMBIENTE 7.1 Sistema Informatizado de Gestão do Patrimônio Imobiliário e Meio Ambiente – SIGPIMA 8. ACIDENTES COM VIATURAS 9. ORIENTAÇÕES AOS OFICIAIS DE LOGÍSTICA – COLOG CONCLUSÃO REFERÊNCIAStrês itens que compõem o Patrimônio estão dispostos em contas contábeis que integram Ativo, Passivo e Patrimônio Líquido. Ativo – compreende os direitos e os bens, tangíveis ou intangíveis adquiridos, formados, produzidos, recebidos, mantidos ou utilizados pelo setor público, que seja portador e que represente um fluxo de benefícios, presente ou futuro, bem como os mantidos na condição de fiel depositário; (*) Passivo – compreende as obrigações presentes assumidas pelas entidades do setor público, decorrentes de eventos passados, cujo pagamento se espera que resulte em uma saída de recursos financeiros, incorporando benefícios econômicos ou potencial de serviços. (*) Patrimônio Líquido, Saldo Patrimonial ou Situação Líquida Patrimonial – representa a diferença entre o Ativo e o Passivo. Fonte: STN / D Cont Patrimônio Público é o conjunto de direitos e bens, tangíveis ou intangíveis, onerados ou não, adquiridos, formados, produzidos, recebidos, mantidos ou utilizados pelas entidades do setor público. Dentro desse grupo de contas que compõe a estrutura patrimonial de uma Unidade, a Fiscalização Administrativa deve dispensar especial atenção aos bens que compõem o seu grupo de Ativos. 7/84 Figura 2: Patrimônio ESFA - 2025 Módulo IV Bens Tudo aquilo que possui valor econômico e pode ser convertido em dinheiro, sendo utilizado na realização do objetivo principal da Organização. Classificam-se em: Bens Móveis, Bens Imóveis, Bens Tangíveis e Bens Intangíveis. Bens Móveis São objetos concretos, palpáveis, físicos, que não são fixos ao solo. Ex.: viaturas, móveis, utensílios, máquinas, estoques, semoventes, etc. Bens Imóveis Bens que não podem ser movimentados do seu local de origem e, caso necessitem ser deslocados, precisarão ser total ou parcialmente destruídos. Ex.: aquartelamentos, armazéns, terrenos, construções, etc. Bens Intangíveis São bens incorpóreos ou imateriais, pois não constituem uma realidade física e, dessa maneira, não podem ser tocados. Ex.: softwares, marcas, patentes, etc. Importante reforçar o conceito relacionado aos dois tipos de materiais que compõem os bens móveis de uma Unidade e, devido suas características físicas, de 8/84 Figura 3: Bens ESFA - 2025 Módulo IV uso e duração, sofrem tratamentos distintos. Para isso, vamos utilizar as definições constantes do Inciso IV do Art 45 do RAE: “IV - quanto à categoria, os bens móveis classificam-se em: a) material permanente os que têm durabilidade prevista superior a dois anos e que, em razão de seu uso, não perde sua identidade física, nem se incorpora a outro bem; e b) material de consumo o item, peça, artigo ou gênero alimentício, que se destina à aplicação, transformação, utilização ou emprego imediato e, quando utilizado, perde suas características individuais e isoladas.” (grifo nosso) Como já estudamos no módulo I deste treinamento, na Contabilidade Pública, mais especificamente dentro do PCASP, as contas de caráter patrimonial são registradas nos grupos 1,2,3 e 4. Os bens irão compor o grupo 1 – Ativo e as movimentações patrimoniais movimentarão saldos dentro desses quatro grupos de contas. Por que se torna importante o Fiscal Administrativo ter uma noção dessa sistemática? Nosso objetivo não é aprofundar o Fiscal na análise contábil. Para isso existem na Força, os Agentes e Órgãos responsáveis por uma visão mais analítica dos aspectos contábeis das UG. Porém, como vimos no início deste módulo, o Patrimônio precisa ser registrado, demonstrado e controlado pela Entidade. O Agente responsável por executar registros e lançamentos patrimoniais da Unidade deve ter ciência de onde os mesmos estão registrados e quais os reflexos desses registros, seja para conhecimento da própria Organização ou para atender Órgãos de Controle. 9/84 Figura 4: PCASP ESFA - 2025 Módulo IV 2. CONTABILIDADE PATRIMONIAL A D Cont, como órgão setorial do Sistema de Contabilidade Federal, acompanha as atividades contábeis das Unidades Gestoras Executoras (UGE), por intermédio dos Centros de Gestão, Contabilidade e Finanças do Exército (CGCFEx), no que diz respeito ao adequado e tempestivo registro dos atos e fatos da gestão patrimonial, orienta e apoia os ordenadores de despesa e demais agentes da administração. A Administração Pública Federal dispõe do Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (SIAFI), onde são registrados os atos e fatos administrativos relativos à execução orçamentária, financeira e patrimonial. Para exercer o controle físico dos bens móveis, o EB utiliza-se de um sistema institucional denominado Sistema de Controle Físico (SISCOFIS), cujo gerenciamento é de competência do Comando Logístico (COLOG). Importante destacar que o COLOG, com a finalidade de modernizar os sistemas de apoio às atividades logísticas, entre eles o SIMATEx, no qual o SISCOFIS encontra-se inserido, criou o Sistema Integrado de Gestão Logística – SIGELOG, o qual já foi inicialmente apresentado no Módulo I deste Estágio e será abordado mais adiante. O processo de Contabilidade Patrimonial consiste, entre outras finalidades, no acompanhamento dos registros contábeis dos bens móveis, identificando possíveis divergências, de modo a manter uma conciliação que permita retratar a fidedignidade das informações. Para tal, a UG deverá manter o correto registro contábil do bem demonstrando sua real situação, e compatibilizar os saldos do SIAFI e SISCOFIS, tomando por base o Relatório de Movimentação de Almoxarifado (RMA) e o Relatório de Movimentação de Bens Móveis (RMB), além de verificar informações da depreciação executada no SISCOFIS, demonstrada no Relatório Sintético de Depreciação (RSD) e registrada no SIAFI. Em nosso módulo I, já elencamos orientações sobre Contabilidade Patrimonial de interesse do Fiscal Administrativo e que devem ser de conhecimento de seus auxiliares. Dessa maneira, muitos dos assuntos que serão abordados neste módulo estarão relacionados àquelas orientações. 10/84 ESFA - 2025 Módulo IV 2.1. Principais contas contábeis patrimoniais da UG Como já vimos no módulo II, as consultas ao Plano de Contas da UG podem ser realizadas por meio da transação >Balancete do “SIAFI Operacional”. Usando essas mesmas orientações, podemos visualizar as principais contas contábeis patrimoniais da UG. 11/84 Figura 5: Consulta >BALANCETE Figura 6: Balancete - opção de preenchimento ESFA - 2025 Módulo IV Neste item, vamos abordar algumas contas do grupo 1-Ativo e, também, algumas contas de controle do grupo 8, de interesse dos Fiscais Administrativos da maioria das Unidades Gestoras. Os exemplos a seguir são um apanhado mais geral de contas contábeis que terão reflexo daquilo que é executado pelos auxiliares da fiscalização responsáveis por lançamentos patrimoniais e que devem ser objeto de controle por parte do Fiscal Administrativo. EXEMPLOS DE CONTAS DE ESTOQUES DE MATERIAL DE CONSUMO 1.1.5.1.1.01.01 MERCADORIAS PARA VENDA OU REVENDA 1.1.5.5.1.10.00 MATERIAIS DE CONSUMO EM TRANSITO 1.1.5.6.1.01.00 MATERIAIS DE CONSUMO 1.1.5.6.1.10.00 MATERIAIS DE CONSUMO NAO LOCALIZADOS 1.1.5.8.1.02.01 MATERIAL CONS -ESTOQ INTERNO- PARA DISTRIBUIR 1.1.5.8.1.02.05 ESTOQUE DE MATERIAIS PARA PREMIACOES 1.1.5.8.1.03.01 MERCADORIAS PARA DOACAO - ESTOQUE EXEMPLOS DE CONTAS CONTÁBEIS DE BENS MÓVEIS EM USO 1.2.3.1.1.01.01 APARELHOS DE MEDICAO E ORIENTACAO 1.2.3.1.1.01.02 APARELHOS E EQUIPAMENTOS DE COMUNICAÇÃO 1.2.3.1.1.01.03 EQUIPAM/UTENSILIOS MEDICOS,ODONTO, 1.2.3.1.1.01.04 APARELHO E EQUIPAMENTO P/ESPORTES 1.2.3.1.1.01.05 EQUIPAMENTO DE PROTECAO, SEGURANCA 1.2.3.1.1.01.06 MAQUINAS E EQUIPAMENTOS INDUSTRIAIS 1.2.3.1.1.01.07 MAQUINAS E EQUIPAMENTOSENERGETICO 1.2.3.1.1.01.08 MAQUINAS E EQUIPAMENTOS GRAFICOS 1.2.3.1.1.01.09 MAQUINAS, FERRAMENTAS E UTENSILIOS 1.2.3.1.1.01.10 EQUIPAMENTOS DE MONTARIA 1.2.3.1.1.01.12 EQUIPAMENTOS, PECAS E ACESSORIOS P/ AUTOMO 1.2.3.1.1.01.13 EQUIPAMENTOS, PECAS E ACESSORIOS MARITIMO 1.2.3.1.1.01.16 EQUIPAMENTOS DE MERGULHO E SALVAMENTO 1.2.3.1.1.01.18 EQUIPAMENTOS DE MANOBRAS E PATRULHAMENTO 1.2.3.1.1.01.19 EQUIPAMENT DE PROTECAO E VIGILANCIA 1.2.3.1.1.01.20 MAQUINAS E UTENSILIOS AGROPECUARIO 1.2.3.1.1.01.21 EQUIPAMENTOS HIDRAULICOS E ELETRICOS 12/84 ESFA - 2025 Módulo IV 1.2.3.1.1.01.24 MAQUINAS E EQUIPAMENTOS ELETRO-ELETRONICOS 1.2.3.1.1.01.25 MAQUINAS, UTENSILIOS E EQUIPAMENTOS DIVERSOS 1.2.3.1.1.02.01 EQUIP DE TECNOLOG DA INFOR E COMUNICACOES 1.2.3.1.1.03.01 APARELHOS E UTENSILIOS DOMESTICOS 1.2.3.1.1.03.02 MAQUINAS E UTENSILIOS DE ESCRITORIO 1.2.3.1.1.03.03 MOBILIARIO EM GERAL 1.2.3.1.1.04.02 COLECOES E MATERIAIS BIBLIOGRAFICO 1.2.3.1.1.04.03 DISCOTECAS E FILMOTECAS 1.2.3.1.1.04.04 INSTRUMENTOS MUSICAIS E ARTISTICOS 1.2.3.1.1.04.05 EQUIPAMENTOS PARA AUDIO, VIDEO E FOTO 1.2.3.1.1.04.06 OBRAS DE ARTE E PECAS PARA EXPOSICAO 1.2.3.1.1.05.01 VEICULOS EM GERAL 1.2.3.1.1.05.02 VEICULOS FERROVIARIOS 1.2.3.1.1.05.03 VEICULOS DE TRACAO MECANICA 1.2.3.1.1.05.04 CARROS DE COMBATE 1.2.3.1.1.05.05 AERONAVES 1.2.3.1.1.05.06 EMBARCACOES EXEMPLOS DE CONTAS CONTÁBEIS DE ESTOQUE DE BENS MÓVEIS 1.2.3.1.1.08.01 ESTOQUE INTERNO 1.2.3.1.1.08.02 ESTOQUE DE DISTRIBUICAO 1.2.3.1.1.08.03 BENS MOVEIS A REPARAR 1.2.3.1.1.08.04 BENS MOVEIS EM REPARO 1.2.3.1.1.08.05 BENS MOVEIS INSERVIVEIS EXEMPLOS DE CONTAS CONTÁBEIS BENS MÓVEIS EM ANDAMENTO 1.2.3.1.1.07.01 BENS MOVEIS EM ELABORACAO 1.2.3.1.1.07.02 IMPORTACOES EM ANDAMENTO - BENS MOVEIS 1.2.3.1.1.07.04 ALMOXARIFADO DE INVERSOES FIXAS 13/84 ESFA - 2025 Módulo IV EXEMPLOS DE CONTAS CONTÁBEIS DEMAIS BENS MÓVEIS 1.2.3.1.1.99.01 BENS MOVEIS A ALIENAR 1.2.3.1.1.99.02 BENS EM PODER DE OUTRA UNIDADE OU 1.2.3.1.1.99.04 ARMAZENS ESTRUTURAIS - COBERTURAS 1.2.3.1.1.99.05 BENS MOVEIS EM TRANSITO 1.2.3.1.1.99.07 BENS NAO LOCALIZADOS 1.2.3.1.1.99.08 BENS MOVEIS A CLASSIFICAR 1.2.3.1.1.99.09 PECAS NAO INCORPORAVEIS A IMOVEIS 1.2.3.1.1.99.10 MATERIAL DE USO DURADOURO CONTAS CONTÁBEIS BENS IMÓVEIS PARA UG RESPONSÁVEL PELO PATRIMÔNIO IMOBILIÁRIO 1.2.3.2.1.01.01 IMOVEIS RESIDENCIAIS / COMERCIAIS 1.2.3.2.1.01.02 EDIFICIOS 1.2.3.2.1.01.03 TERRENOS/GLEBAS 1.2.3.2.1.01.04 ARMAZENS/GALPOES 1.2.3.2.1.01.05 AQUARTELAMENTOS 1.2.3.2.1.01.09 FAZENDAS, PARQUES E RESERVAS 1.2.3.2.1.01.10 IMOVEIS DE USO RECREATIVO 1.2.3.2.1.01.14 MUSEUS/PALACIOS 1.2.3.2.1.01.16 HOSPITAIS 14/84 Você sabia que a maioria dos saldos existentes nas contas de BENS MOVEIS EM ANDAMENTO anteriormente descritas, são decorrentes de ações constantes do Caderno de Orientação – D Cont .5 – Gestão Contábil de Recursos do Novo PAC, o qual está disponível na Biblioteca deste módulo. Trata da adequada gestão contábil dos bens e serviços a serem adquiridos Por intermédio de recursos do novo PAC. Fiscal Administrativo deve ter conhecimento deste documento bem como seus agentes auxiliares. ESFA - 2025 Módulo IV 1.2.3.2.1.01.17 HOTEIS 1.2.3.2.1.06.01 OBRAS EM ANDAMENTO 1.2.3.2.1.06.05 ESTUDOS E PROJETOS 1.2.3.2.1.06.06 ALMOXARIFADO DE INVERSOES FIXAS 1.2.3.2.1.07.00 INSTALACOES CONTAS CONTÁBEIS BENS IMÓVEIS EM ANDAMENTO 1.2.3.2.1.06.01 OBRAS EM ANDAMENTO 1.2.3.2.1.06.05 ESTUDOS E PROJETOS 1.2.3.2.1.06.06 ALMOXARIFADO DE INVERSOES FIXAS 1.2.3.2.1.07.00 INSTALACOES CONTAS CONTÁBEIS DE DEPRECIAÇÃO E AMORTIZAÇÃO 1.2.3.8.1.01.00 DEPRECIACAO ACUMULADA - BENS MOVEIS 1.2.3.8.1.02.00 DEPRECIACAO ACUMULADA - BENS IMOVES 1.2.4.8.1.01.00 AMORTIZACAO ACUMULADA - CONTAS 124 (SOFTWARES) CONTAS CONTÁBEIS DE SOFTWARES 1.2.4.1.1.01.00 SOFTWARES COM VIDA UTIL DEFINIDA 1.2.4.1.1.02.00 SOFTWARES COM VIDA UTIL INDEFINIDA CONTAS CONTÁBEIS DE CONTROLE 8.9.7.1.1.11.00 MERCADORIAS E BENS EM PODER DE TERCEIROS 8.9.7.1.1.13.00 BENS EM MANUTENCAO 8.9.7.2.1.13.00 BENS RECEBIDOS PARA MANUTENCAO 8.9.9.9.2.01.01 BENS DE ESTOQUE A RECEBER 8.9.9.9.2.01.02 BENS DE ESTOQUE ENVIADOS 8.9.9.9.2.02.01 BENS MOVEIS A RECEBER 8.9.9.9.2.02.02 BENS MOVEIS ENVIADOS 15/84 ESFA - 2025 Módulo IV Vale ressaltar que todos os saldos relacionados a material de consumo e bens móveis devem estar compatibilizados com o SISCOFIS, além de retratar a realidade de sua existência física. Os bens imóveis têm seus saldos originados por meio dos registros efetuados no Sistema de Gestão dos Imóveis de Uso Especial da União SPIUNET e também devem estar compatibilizados com esse sistema. 16/84 Figura 8: SIAFI/SPIUNET Figura 7: SIAFI/SISCOFIS ESFA - 2025 Módulo IV 3. SISCOFIS Conforme já estudamos no Módulo II, o SISCOFIS é um subsistema do Sistema de Material do Exército – SIMATEx, que tem por finalidade o controle físico e o gerenciamento de todo o material existente no Exército. Para esse tópico, vamos nos valer de conteúdo das videoaulas do COLOG. 17/84 Figura 9: SIMATEX Figura 10: Legislação de apoio ESFA - 2025 Módulo IV SIMATEX é composto por três subsistemas: O SISCOFIS é dividido em três aplicativos: 18/84 Figura 11: Subsistemas Figura 12: Aplicativos ESFA - 2025 Módulo IV Principais recursos e vantagens na utilização do SISCOFIS: Nele são gerados os relatórios de controle físico do material da OM, os quais deverão estar compatibilizados com os saldos no SIAFI. É composto por SISCOFIS OM, voltado a todas as Unidades e SISCOFIS OP, para Unidades com características de Órgão Provedor. 19/84 Figura 13: Recursos e Vantagens do SISCOFIS Figura 14: SISCOFIS OM/OP ESFA - 2025 Módulo IV Entre as funcionalidades do sistema podemos citar: - Cadastramento de documentos; - Cadastro de Boletim Administrativo; - Inclusão de matérias no Boletim Administrativo; - Impressão de Boletim Administrativo; - Pedidos de material: - Geração de relatórios (RMA, RMB, RSDA, RADI, Inventário); - Definição de Centro de Custos; - Cadastro inicial de material de consumo, duradouro e permanente; - Saída de material de consumo; - Abertura de fichas de material de consumo, duradouro e permanente; - Entrada de material de consumo, duradouro e permanente; - Distribuição de material de consumo, duradouro e permanente; - Transferência interna de material permanente; - Recolhimento e descarga de material permanente; e - Depreciação de bens móveis em uso. Para um melhor entendimento sobre o funcionamento e operação do SISCOFIS, sugerimos assistir as videoaulas do COLOG, as quais estão disponíveis na intranet daquele ODS http://dsmm.colog.eb.mil.br/portal/index.php/videoaulas-om 20/84 Figura 15: Intranet do COLOG ESFA - 2025 Módulo IV Eis alguns exemplos de telas das videoaulas. 21/84 Figura 16: Exemplos de telas das videoaulas ESFA - 2025 Módulo IV 4. SISCOFIS WEB Como já citado no Módulo II deste Estágio, o SISCOFIS Web é uma plataforma web, onde às UG inserem e enviam seus estoques semanais diretamente para o CITEx. Ele também possibilita o acompanhamento dos estoques, bem como a situação do carregamento de envio. Por meio desse sistema, o Fiscal poderá controlar seus estoques via Web, bem como conferir movimentações contábeis e de material, além do seu inventário. As telas apresentadas a seguir ilustram essas possibilidades. A) Consultando Movimentação Contábil 22/84 Figura 17: SISCOFISWEB – tela inicial Figura 18: SISCOFIS - consulta ESFA - 2025 Módulo IV B) Consultando o Inventário 23/84 Figura 20: SISCOFIS - relatórios Figura 21: SISCOFIS – Consulta inventários Figura 19: SISCOFIS – Filtros ESFA - 2025 Módulo IV A título de ilustração sobre as funcionalidades proporcionadas por este sistema, recomendamos assistir o vídeo disponibilizado no material complementar deste módulo. O qual demostra uma das funcionalidades do SISCOFIS Web. 4.1. SISCOFIS WEB – Envio de Estoques Outra funcionalidade apresentada pelo SISCOFIS Web é operacionalizar o envio de estoques previstos para as OM, os quais são gerados no SISCOFIS OM/OP. Reforçando que esta é uma atribuição prevista também nas orientações do COLOG. Trata-se de um procedimento que deve ser observado e seguido pelo Fiscal, dentro de suas atribuições relacionadas aos estoques existentes na Unidade. Existem 24/84 Figura 23: SISCOFIS - Inventário Figura 22: SISCOFIS – Seleção de OM ESFA - 2025 Módulo IV dois tipos de estoques, o “físico” e o “contábil”. Para os dois casos existe um calendário estabelecido pelo COLOG para os envios por meio do SISCOFIS Web. Os procedimentos operacionais para envio serão abordados no estágio de auxiliares da fiscalização administrativa já que estes agentes serão os responsáveis pela execução. Além disso, é importante que o Fiscal Administrativo observe as orientações a respeito de envio de estoques constantes no Caderno de Orientações aos Agentes da Administração – Gestão Patrimonial, com link para acesso disponível na página inicial deste Estágio, bem como as orientações e atualizações emanadas diretamente no site do COLOG (http://dsmm.colog.eb.mil.br/portal/index.php/controle-fisico/141- calendario-de-obrigacoes). No site do COLOG é apresentado um Calendário de Obrigações para a Administração do SISCOFIS OM e do SISCOFIS OP que devem ser observados para o envio de “estoques”. Importante observar que existem obrigações com periodicidades anuais, mensais, semanais e diárias, tanto para OM como para OP. 25/84 Figura 24: Envio de estoques - ANUAL ESFA - 2025 Módulo IV 26/84 Figura 26: Envio de estoques - SEMANAL Figura 25: Envio de estoques - MENSAL ESFA - 2025 Módulo IV Os documentos constantes das referências das figuras acima estão disponíveis para "baixar" no Menu "Orientações Técnicas" do Portal do COLOG - http://dsmm.colog.eb.mil.br/portal/index.php/orientacoes-tecnicas. 4.1.1 Verificação de envio Após os procedimentos de envio realizados pelos seus auxiliares, o Fiscal poderá verificar se os mesmos foram registrados sem intercorrências. Para isso, deverá seguir os seguintes passos: a) Acessar a opção “Situação de Carga” no campo “Estoque” do SISCOFIS Web: 27/84 Figura 27: Envio de estoques - DIÁRIA ESFA - 2025 Módulo IV b) Selecionar o período, Escalão a que pertence sua OM e tipo de relatório que pretende consultar: c) No exemplo abaixo, podemos verificar resultado de uma consulta com situações de envio que foram carregadas e situações em que foram enviadas mas ainda não carregadas: 28/84 Figura 28: Situação carga Figura 29: seleção de período ESFA - 2025 Módulo IV Com essas orientações, o Fiscal terá condições de melhor acompanhar a situação de seus estoques por meio do SISCOFIS OM/OP e SISCOFIS Web, bem como acompanhar e controlar seus envios. 29/84 Figura 30: Situação de envio ESFA - 2025 Módulo IV 5. SIGELOG 5.1. Finalidade do SIGELOG O SIMATEX está passando por um processo de modernização e será substituído por uma nova aplicação que venha a atender a demanda da Gestão Logística atual. Essa nova aplicação concerne no Sistema Integrado de Gestão Logística - SIGELOG. Daqui há algum tempo, o atual aplicativo que está em uso nas OM e OP (SISCOFIS OM/OP) deixará de ser utilizado, mas ainda não há previsão de quando isso ocorrerá. O SIGELOG tem, entre outros, o objetivo de ser o sistema de gestão de material do Exército, fazendo isso de maneira eficiente e eficaz. O sistema permite a auditoria dos dados carregados e sua amplitude abrange: a) o Ciclo de vida dos materiais; b) o planejamento da aquisição; c) a Gestão de Contratos; d) o Controle Físico, Financeiro e Contábil; e) a manutenção; f) o transporte: e g) a alienação. 30/84 ESFA - 2025 Módulo IV Na imagem abaixo podemos ter uma visão geral das fases e módulos de apoio do SIGELOG. O COLOG vem emitindo instruções a respeito dos procedimentos a serem adotados pelas UG, visando ao início dos trabalhos de migração para o Sistema Integrado de Gestão Logística (SIGELOG). Das “Instruções para atualizar o SICOFIS OM V 355D” e “Instruções para atualizar o SICOFIS OP V 49” ressaltamos que é importante cada OM/OP estabelecer seu cronograma de trabalho, visando cumprir os prazos estabelecidos nas referidas instruções; e as dúvidas devem ser registradas nos respectivos fóruns da Divisão de Sistemas de Material e Mobilização (DSMM), disponibilizados no Portal da DSMM (http://dsmm.colog.eb.mil.br ). Os trabalhos iniciais preveem a atualização de todas as fichas de materiais (consumo e permanente), para que passem a estar vinculadas a uma referência do catálogo do SIGELOG (Id Item SIGELOG). 31/84 Figura 31: Visão geral do SIGELOG ESFA - 2025 Módulo IV É importante estabelecer um cronograma interno que permita executar os preparativos para migração de dados para o SIGELOG, conforme a disponibilidade de pessoal e o quantitativo de fichas a serem vinculadas ao catálogo de migração, bem como diferenciar as outras em que será necessário solicitar futura identificação. A funcionalidade de vinculação das fichas ao catálogo de migração auxiliará o usuário exibindo uma lista de sugestões de materiais cadastrados no catálogo do SIGELOG, filtrando com base no NEE/NSN registrado na ficha e permitindo, ainda, utilizar outros filtros. Existirão materiais do catálogo do SISCOFIS que no catálogo do SIGELOG terão apenas uma referência (ID), por motivo da “Unidade de Medida de Consumo” (UMC) ser diferente da “Unidade de medida” utilizada no catálogo do SidMEx. Para apoiar o usuário no processo de vincular as fichas de material do SISCOFIS ao material correspondente no catálogo de migração, será disponibilizada uma relação de correspondência entre cada ID de material do catálogo do SIGELOG com os possíveis NEE/NSN do catálogo do SidMEx, conforme as sugestões das agências de identificação. A relação citada acima será disponibilizada no portal da DSMM no menu “Identificação”, submenu “Orientações técnicas”. Para vincular uma ficha a sua referência no catálogo de migração, deve ser considerado se os novos dados do material permitem seu controle de estoque, caso contrário poderá manter a referência antiga, inserindo o material manualmente no SIGELOG quando ocorrer a migração dos saldos. A atualização do catálogo de material no SISCOFIS permaneceu utilizando o processo anteriormente estabelecido por intermédio do SISCOFIS Web, agora com uma nova numeração que poderá ser acompanhada nos dois sistemas citados. No estágio atual de implantação do sistema destacamos, a seguir, tópicos que são mais relevantes para o desempenho da missão de Fiscal Administrativo da Organização Militar. 32/84 ESFA - 2025 Módulo IV 5.2. Verificação de atualização de catálogos e notícias sobre a migração para o SIGELOG Uma rotina que deve ser implementada para realização constante e que é necessária antes da atualização de fichas de material para a migração para o SIGELOG, é a de verificar se há atualizações do catálogo do SIGELOG no site da Divisão de Sistemas de Material e Mobilização(DSMM) http://dsmm.colog.eb.mil.br/portal/index.php, onde é possível, além de baixar essas atualizações, acompanhar notícias de atualização do aplicativo. 5.3. Atualização de Catálogo Após verificar a disponibilização de catálogo atualizado este deverá ser baixado, no SISCOFIS WEB. 33/84 Figura 32: Atualização de catálogo http://dsmm.colog.eb.mil.br/portal/index.php ESFA - 2025 Módulo IV 5.4. Atualização de fichas – migração para o SIGELOG No exemplo da figura abaixo, podemos observar a escolha da opção “Atualizar Ficha Cons – Sigelog”. Lembramos que, de acordo com o perfil do usuário, este é o mesmo caminho a ser seguido para atualização de fichas de material permanente. 34/84 Figura 33: SISCOFIS WEB - catálogos Figura 34: SISCOFIS OM ESFA - 2025 Módulo IV Após clicar em “Atualizar Ficha Cons - Sigelog” o sistema solicitará uma confirmação. 35/84 Figura 35: Atualização de fichas - SIGELOG Figura 36: Confirmação de alteração do Cod Mat ESFA - 2025 Módulo IV Após a confirmação o sistema exibirá um pop-up confirmando a atualização da ficha. 5.5. Verificação de inconsistências É importante que seja realizada periodicamente uma consulta nos Relatórios de Inconsistências por Fichas para verificar pendências. 36/84 Figura 38: SISCOFIS - Relatório de Inconsistência por Fichas Figura 37: Aviso de atualização ESFA - 2025 Módulo IV Para extrair os relatórios de inconsistências por fichas deve-se selecionar as quatro opções, uma de cada vez. Ressalta-se ainda a necessidade de atenção com as contas de depreciação, pois há diferenças de parâmetros atrelados as contas de material, podendo gerar inconsistências que devem ser ajustadas antes do fechamento mensal. 5.6. Utilização plena do Sistema Por se tratar de sistema incipiente, certamente teremos novas informações e orientações e possivelmente aquelas passadas nessa apostila poderão sofrer alterações, conforme forem sendo cumpridos os passos para a utilização plena do SIGELOG. Para tanto, existe a necessidade de que seja mantido constante acompanhamento das notícias no site do COLOG e da DSMM. 37/84 Figura 39: Relatório de inconsistências ESFA - 2025 Módulo IV 6. REGISTROS PATRIMONIAIS A situação patrimonial da UG está em constante transformação. Existem várias situações que aumentam ou diminuem o patrimônio de uma UG. Entre essas situações podemos destacar: Entrada de saldo por meio de: ✔ Aquisições de bens e materiais de consumo realizadas por meio de processos de compra junto a fornecedores; ✔ Fornecimentos realizados pelos órgãos Provedores – cadeia de suprimento; ✔ Doações recebidas, inclusive pela Receita Federal; e ✔ Transferências recebidas de outras Unidades Gestoras. Saídas de saldo por meio de: ✔ Baixas de material permanente e material de consumo; e ✔ Transferências para outras Unidades gestoras. Todas essas entradas e saídas requerem procedimentos a serem executados por meio do SISCOFIS e SIAFI. Dessa maneira, esse tópico abordará alguns registros patrimoniais de maior relevância e que são realizados na grande maioria das UG. Os registros que serão tratados têm como base macrofunções SIAFI Web específicas e orientações constantes em documentos emitidos pela D Cont. Não serão abordados aspectos relacionados à operacionalização dos registros mas sim, fornecidas informações de interesse para o Fiscal a fim de subsidiá-lo na fiscalização e controle daquilo que é executado por parte de seus auxiliares, bem como ao atendimento de orientações já emitidas sobre cada assunto. 38/84 ESFA - 2025 Módulo IV 6.1. Registro via SIAFI WEB Primeiramente é importante destacar que a maioria dos registros patrimoniais se dão por meio do SIAFI Web. Esses registros são provenientes de lançamentos executados dentro do SISCOFIS da OM. Dessa maneira, sempre devemos estar atentos para a compatibilidade de saldos entre os dois sistemas. Dentro do SIAFI Web, os lançamentos são realizados por meio de inclusão de documentos hábeis, transação INCDH e situações específicas. No caso de movimentações patrimoniais os documentos são do tipo PA. Como resultado desses lançamentos, temos a geração de uma NS que poderá ser visualizada no “SIAFI Tela Preta”. A seguir, apresentamos a estrutura de um documento relacionado a um lançamento patrimonial e sua respectiva NS gerada. 39/84 Figura 40: SIAFI Web – Baixa de Estoques ESFA - 2025 Módulo IV A grande maioria de documentos que geram reflexos patrimoniais para as contas contábeis da UG, como os ilustrados acima, são confeccionados pelos auxiliares da fiscalização administrativa. Daí a importância do Fiscal ter uma noção de quais documentos geram essas contabilizações. 6.2. Baixa/Entrada por transferência de material entre UG Conforme previsto no inciso III, do Art. 65 do RAE, uma das maneiras de inclusão no patrimônio da Unidade se dá por meio de transferência de material de outra OM. Os materiais transferidos podem ser tanto de consumo (Bens de Estoque), como permanentes (Bens Móveis). Toda movimentação relacionada a transferência de materiais deve ser realizada por meio do SISCOFIS, com comandos específicos daquele sistema e realizadas concomitantemente no SIAFI Web. As contas contábeis que serão movimentadas nessa situação são as seguintes: 1) Movimentações de materiais de consumo: Em relação aos materiais de consumo, a baixa e entrada de material nas transferências de estoques entre UG movimentará as seguintes contas contábeis: a) Gera saldo para a UG que transfere nas contas: 11.551.10.00 – Materiais de Consumo em Trânsito 89.992.01.02 – Bens de Estoque Enviados 40/84 Figura 41: SIAFI – NS de baixa de material ESFA - 2025 Módulo IV b) Gera saldo para a UG que recebe na conta: 89.992.01.01 – Bens de Estoque a Receber. Nas figuras abaixo temos um exemplo de transferência de material de consumo entre UG. Conta 11.55110.00 - Materiais de Consumo em Trânsito 41/84 Figura 42: Transferência de estoques SIAFI - WEB Figura 43: Movimentação na Conta 11.55110.00 ESFA - 2025 Módulo IV 89.992.01.02 – Bens de Estoque Enviados Movimentação na conta 89.992.01.01 – Bens de Estoque a Receber, na UG que recebe o material. 42/84 Figura 44: Movimentação na Conta 89.992.01.02 Figura 45: Movimentação na Conta 89.992.01.01 ESFA - 2025 Módulo IV Depois de executados os procedimentos de recebimento e exame, conforme previsto no Art. 57 do RAE, a UG que recebe realizará a inclusão do material em carga e efetuará os registros no SISCOFIS e no SIAFI Web, em sua conta 11.561.01.00 = MATERIAL DE CONSUMO 2) Movimentações de materiais permanentes: Em relação aos materiais permanentes ou bens móveis, a baixa e entrada nas transferências de estoques entre UG movimentará as seguintes contas contábeis: a) Gera saldo na UG que transfere nas contas: 12311.99.05 – Bens Móveis em Trânsito; 89992.02.02 – Bens Móveis Enviados b) Gera saldo para a UG que recebe na conta: 89992.02.01 - Bens Móveis a Receber Depois de executados os procedimentos de recebimento, conforme previsto no Art. 57 do RAE, a UG que recebe realizará a inclusão do material em carga e efetuará os registros no SISCOFIS e no SIAFI Web, em sua conta 12.311.08.01 = ESTOQUE INTERNO Nas figuras abaixo temos um exemplo de transferência de bens móveis entre UG.: 43/84 ESFA - 2025 Módulo IV 12311.99.05 – Bens Móveis em Trânsito; 44/84 Figura 47: Saldo na conta de bens móveis em trânsito Figura 46: Transferência bens móveis - SIAFI WEB ESFA - 2025 Módulo IV 89992.02.02 – Bens Móveis Enviados; 89992.02.01 = BENS MOVEIS A RECEBER (saldo na conta da UG recebedora do material) 45/84 Figura 48: Saldo na conta de bens móveis enviados Figura 49: Saldo na conta de bens móveis a receber ESFA- 2025 Módulo IV 6.3. Bens e Materiais em Trânsito Como consequência das movimentações observadas no item anterior, os bens transferidos passarão a compor contas patrimoniais de caráter transitório na UG que envia o bem. 1.1.5.5.1.10.00 MATERIAIS DE CONSUMO EM TRANSITO 1.2.3.1.1.99.05 BENS MOVEIS EM TRANSITO Nas duas UG que participam da transferência, quem transfere e quem recebe, serão gerados saldos em contas de controle. Quem transfere 8.9.9.9.2.01.02 BENS DE ESTOQUE ENVIADOS 8.9.9.9.2.02.02 BENS MOVEIS ENVIADOS Quem recebe 8.9.9.9.2.01.01 BENS DE ESTOQUE A RECEBER 8.9.9.9.2.02.01 BENS MOVEIS A RECEBER Essas contas possuem regras de tempo de permanência, previstas em algumas Macrofunções SIAFI Web, dentre as quais destacamos a seguinte: “4.2.4 - Roteiro de Análise: 46/84 Figura 50: Macrofunção 021003 ESFA - 2025 Módulo IV c) Bens e Materiais em Trânsito - Deve apresentar saldo apenas no período em que os bens permanecerem em trânsito, devendo os registros de sua expedição e recebimento serem efetuados de forma tempestiva no SIAFI. Para fins de Conformidade Contábil será observado na atribuição de Restrição Contábil o período de um mês a partir do envio (...)” (grifo nosso) A Diretoria de Contabilidade, por meio do DIEx nº 287-SSecPatm/2ª Seção/D Cont - CIRCULAR, constante na Biblioteca deste módulo, orientou sobre casos excepcionais que, poderão permanecer por até 120 dias em trânsito, dependendo do caso concreto. Dessa maneira torna-se interessante observar o que consta em alguns trechos desse documento: “4. Contudo, devido às situações de excepcionalidades, às limitações do sistema de transporte utilizado, aos obstáculos naturais regionais, às longas distâncias entre Regiões Militares, entre outros, estabeleceu-se como critério para análise da permanência do saldo das contas mencionadas, no Comando do Exército, o prazo de 120 dias, contados do primeiro registro da respectiva Nota de Sistema (NS), cuja a responsabilidade é da UG de origem até a entrega efetiva do bem no seu destino final.” O que podemos analisar em relação a essa informação: - Não são todos os saldos que poderão ultrapassar o período de 30 dias previstos na macrofunção SIAFI, apenas aqueles que se enquadrarem nas excepcionalidades citadas. - Para efeitos de contagem de prazo vale a data constante na primeira NS de transferência, ou seja, não é permitido cancelar o registro e realizar outro com o objetivo de recontagem de prazo. - A responsabilidade pelo material em trânsito, até sua chegada na UG de destino, é de quem enviou o material, ou seja, todas as informações a serem prestadas bem como o controle da localização do material recai sobre a UG que enviou o material, até mesmo porque como já vimos nas regras de contabilização, apenas depois de executados os procedimentos de recebimento, conforme previsto 47/84 ESFA - 2025 Módulo IV no Art. 57 do RAE, a UG que recebe realizará a inclusão do material em carga e efetuará os registros no SISCOFIS e no SIAFI Web, em seu patrimônio. Outro trecho importante do DIEx da D Cont é o seguinte: “6. Dessa forma, constatada a existência de saldo nas contas 89992.01.xx e 89992.02.xx, por mais de 120 dias, recomenda-se ao CGFEx proceder a análise do caso concreto com base nas justificativas apresentadas pela UGV, entre outros elementos julgados necessários, a fim de efetuar a conformidade contábil de UG.” O que podemos analisar em relação a essa informação: Mesmo ocorrendo a permanência do saldo por mais de 120 dias, a UG de origem deverá justificar essa situação a fim de que ao CGCFEx de vinculação analise se a mesma é ou não plausível. Alertando que não sendo plausível a justificativa, a UG fica passível de ter um registro de conformidade “com ocorrência” e, constatado se tratar de um caso de irregularidade, realizar ações previstas em normas para apuração de irregularidades administrativas. Dessa maneira, tanto o Fiscal Administrativo como seus auxiliares devem observar fielmente as orientações contidas nesse tópico a fim de evitar ocorrências contábeis na conformidade da UG, bem como descontrole do material que se encontra em trânsito. 6.4. Bens em Manutenção Antes de abordar os aspectos que envolvem os procedimentos contábeis a serem realizados pela UG quando envolver bens para manutenção, é importante destacar que o item 3. MANUTENÇÃO, das “Orientações aos Oficiais de Logística – Edição Experimental” - COLOG (pág 25), apresenta mais informações sobre o tema . Nele são tratados os aspectos conceituais e apresentadas algumas generalidades sobre o assunto. Dessa maneira, orientamos o Fiscal a realizar a leitura deste assunto nas referidas orientações a fim de complementar as noções sobre essa atividade de muita importância dentro da OM. 48/84 ESFA - 2025 Módulo IV Em relação aos aspectos contábeis, os Fiscais Administrativos devem estar atentos aos procedimentos que serão vistos neste tópico já que os mesmos sofreram alterações em suas rotinas mais recentemente. Na biblioteca deste módulo poderão ser consultados materiais referentes aos procedimentos que serão tratados a seguir. Basicamente existem três situações em que a UG poderá colocar seus bens em manutenção. Na própria UG, enviando para outra UG de manutenção ou, ainda, enviando para uma empresa de manutenção civil. 6.4.1 Bens em Manutenção na Própria UG A lógica dessa situação é recolher o bem que está em uso para o Almoxarifado de bens em manutenção da OM, caso possua, ou dependência em que o bem será manutenido. Para isso, é necessária autorização do Fiscal para que o bem seja recolhido para manutenção. Contabilmente, deverão ser realizados procedimentos no SISCOFIS e SIAFI Web, os quais serão executados pelos auxiliares da fiscalização administrativa, resultando na transferência da conta “Bens Móveis em Uso” (12.311.WW.ZZ), com guia específica para essa finalidade, para a conta de “Bens Móveis a Reparar” (12.311.08.03), por meio de Documento Hábil “PA”, no SIAFI Web. Dessa maneira, torna-se fundamental que o Fiscal Administrativo tenha o controle dessa última conta a fim de evitar que a mesma permaneça com saldo de bens que já não se encontram mais em manutenção ou para cobrar dos responsáveis pela manutenção do bem a real situação em que o mesmo se encontra. Após a manutenção do bem, o mesmo retornará para sua conta contábil de uso. 6.4.2 Bens em Manutenção em outra UG Nessa situação, o bem sairá efetivamente da UG, porém, contabilmente permanece em seu patrimônio, sendo registrado como posse de terceiros para manutenção. Atentar para o fato de que antes de enviar o bem para manutenção em outra UG, o mesmo já deverá ter sido recolhido ao almoxarifado, na conta 12.311.08.03 - Bens 49/84 ESFA - 2025 Módulo IV Móveis a Reparar. Após isso, o mesmo será transferido para a conta contábil 12.311.08.04 – Bens Móveis em Reparo e será realizado, concomitantemente, o registro na conta contábil de controle 89.711.13.00 - Bens em Manutenção, tudo dentro de situações específicas no SIAFI Web, não esquecendo do acompanhamento dos registros também no SISCOFIS da OM. Dessa maneira, o Fiscal deve ter o controle especial das contas supracitadas 12.311.08.03 – Bens Móveis a Reparar. 12.311.08.04 – Bens Móveis em Reparo 89.711.13.00 – Bens em Manutenção A seguir serão apresentadas telas do SIAFI exemplificando o registro de bens nas contas supracitadas: a) 12.311.08.03 – Bens Móveis a Reparar 50/84 Figura 51: Bens Móveis a Reparar ESFA - 2025 Módulo IV b) 12.311.08.04 – Bens Móveis em Reparo c) 89.711.13.00 – Bens em Manutenção O Fiscal deverá atentar para o fatode que, como não existe transferência patrimonial definitiva do bem, não são geradas guias no SISCOFIS para esse caso. 51/84 Figura 53: Bens em Manutenção Figura 52: Bens Móveis em Reparo ESFA - 2025 Módulo IV Sendo assim, o registro que deverá constar nesse sistema é transferência de saldo para a conta de bens em manutenção. Após o recebimento do bem, a UG de origem registrará a baixa de Bens em Manutenção e realizará a reclassificação do bem para a conta Bens Móveis (12311.xx.yy). 6.4.3 Bens em Manutenção por empresa contratada A UG poderá enviar bens para manutenção em empresas civis contratadas. O importante para o Fiscal saber é que os registros se dão de maneira análoga aos efetuados quando do envio de bens para outra UG, tendo apenas como diferença as situações de registro e o tipo de contas correntes da conta contábil de controle 89.711.13.00 – Bens em Manutenção, que neste caso serão o CNPJ da empresa ao invés do código de UG de manutenção em que se encontra o bem. A figura a seguir representa o fluxo de bens em manutenção: 52/84 Figura 54: Fluxo de bens em manutenção ESFA - 2025 Módulo IV 6.5. Intangível A Macrofunção SIAFI Web “020345 - ATIVOS INTANGÍVEIS”, é quem trata sobre o assunto. Pode ser consultada no Manual SIAFI disponível na internet. (https://manuais.tesouro.gov.br/siafi) Os ativos intangíveis são aqueles que não têm existência física. Como exemplos de intangíveis: os direitos de exploração de serviços públicos mediante concessão ou permissão do Poder Público, marcas e patentes, direitos autorais adquiridos, softwares e o fundo de comércio adquirido. No caso da grande maioria das UG, os ativos intangíveis a serem controlados são os relacionados a softwares. A partir de janeiro de 2016 as contas do sub-grupo 124-ativo intangível foram segregadas em intangível com vida útil definida e indefinida. Intangível com vida útil definida é sujeito à amortização. Intangível com vida útil indefinida não está sujeito à amortização. 53/84 Figura 55: Conta de Softwares Os procedimentos operacionais para os lançamentos no SISCOFIS e SIAFI das situações de bens em manutenção serão tratados no estágio para os auxiliares da fiscalização administrativa. ESFA - 2025 Módulo IV Dessa maneira, torna-se importante não só o Fiscal ter o controle dos saldos destas contas como, também, atentar para o correto procedimento de amortização que deve ser realizado por seus auxiliares. Basicamente as regras são as mesmas da depreciação com a diferença apenas nas situações a serem executadas no SIAFI Web. 6.6. Depreciação e Amortização Os documentos que tratam sobre este assunto e utilizados neste Estágio são: ✔ Caderno de Orientação ao Agentes da Administração – Gestão Patrimonial (http://intranet.sef.eb.mil.br/memento.html); e ✔ Macrofunção 020330 - DEPRECIAÇÃO, AMORTIZAÇÃO E EXAUSTÃO NA ADM. DIR. UNIÃO, AUT. E FUND. (https://manuais.tesouro.gov.br/siafi). 6.6.1 Depreciação É a redução do valor de um bem pelo desgaste ou perda de utilidade por uso, ação da natureza ou obsolescência ao longo de sua vida útil, realizada de maneira periódica, até que se atinja o valor residual. Alguns conceitos, são interessantes enquanto trabalhamos com o tema depreciação: ✔ Valor bruto contábil - é o valor do bem registrado na contabilidade, em uma determinada data, sem a dedução da correspondente depreciação, amortização ou exaustão acumulada. ✔ Valor depreciável, amortizável e exaurível - é o valor original de um ativo deduzido do seu valor residual, quando possível ou necessária a sua determinação. 54/84 ESFA - 2025 Módulo IV ✔ Valor líquido contábil - é o valor do bem registrado na contabilidade, em uma determinada data, deduzido da correspondente depreciação, amortização ou exaustão acumulada. ✔ Valor residual - é o montante líquido que a entidade espera, com razoável segurança, obter por um ativo no fim de sua vida útil econômica deduzida os gastos esperados para sua alienação. ✔ Vida útil - é o período de tempo durante o qual a entidade espera utilizar o ativo ou o número de unidade de produção ou de unidades semelhantes que a entidade espera obter pela utilização do ativo, o qual deverá ser determinado pelo Órgão Gestor do bem. Algumas observações importantes referentes a depreciação: ✔ A reparação e a manutenção de um ativo não evitam a necessidade de depreciá-lo. ✔ Como regra, a depreciação será iniciada a partir do primeiro dia do mês seguinte à data da colocação do bem em utilização. ✔ A depreciação cessa após o término do período de vida útil do bem. Nesse momento, seu valor contábil será igual ao seu valor residual, ou na falta deste, igual a zero. A partir desse momento, o bem somente poderá ser depreciado se houver uma reavaliação, acompanhada de uma análise técnica que defina o tempo de vida útil restante do bem. ✔ O método das cotas constantes, adotado pelo Comando do Exército, utiliza-se de taxa de depreciação constante durante a vida útil do ativo, caso o seu valor residual não se altere. 6.6.2 Amortização Segue a mesma lógica conceitual da depreciação com a diferença de que registra a redução de valor relacionado a bem intangível. É realizada para elementos patrimoniais de direitos de propriedade e bens intangíveis que tiverem a vida útil econômica limitada e têm como característica 55/84 ESFA - 2025 Módulo IV fundamental a redução do valor do bem, cujo cálculo será realizado por meio do SISCOFIS. São exemplos de ativos intangíveis amortizáveis: 1) softwares; 2) patentes, direitos autorais e direitos sobre filmes cinematográficos adquiridos; 3) direitos sobre recursos naturais; 4) franquias e direitos de comercialização adquiridos; 5) gastos na fase de desenvolvimento da pesquisa; e 6) outros direitos contratuais de qualquer natureza adquiridos. Recomenda-se a leitura mais pormenorizada sobre amortização no Caderno de Orientação aos Agentes da Administração – Gestão Patrimonial. 6.6.3 Rotina Mensal Em relação a rotina mensal de depreciação e amortização é importante observar o seguinte: ✔ A rotina de depreciação e da amortização deverá ser executada, impreterivelmente, até a data do encerramento do mês, sendo que o relatório de depreciação deverá ser gerado no SISCOFIS no 1º dia útil do mês subsequente. ✔ A depreciação e a amortização somente serão executadas se todas as fichas estiverem com o registro da conta contábil parametrizada dentro do SISCOFIS OM. ✔ Ao clicar no botão “Executar”, o sistema executa todo o processo de depreciação e de amortização do ativo imobilizado e do intangível, respectivamente. ✔ No final da execução desse processo, o sistema exibirá uma tela com a mensagem “Processo de depreciação terminado!”. ✔ Após realizado os procedimentos no SISCOFIS são necessários os lançamentos dentro do SIAFI Web ainda dentro do mês contábil que se encerra, 56/84 ESFA - 2025 Módulo IV observando o correto preenchimento da DATA DE EMISSÃO CONTÁBIL que deverá ser realizada com a data do último dia útil do mês a que se refere o relatório gerado. 6.6.4 Execução da Depreciação e Amortização O objetivo desta seção é proporcionar ao Fiscal conhecimentos mais gerais sobre procedimentos e rotinas relacionados a execução da depreciação e amortização dentro de sua seção. Os procedimentos são realizados tanto no SISCOFIS como no SIAFI Web. Os detalhes sobre procedimentos operacionais serão tratados no estágio de Auxiliares de Fiscalização Administrativa e também podem ser consultados junto a intranet do COLOG, no caso de assuntos relacionados ao SISCOFIS e no manual SIAFI em se tratando de procedimentos referentes a este último. O Fiscal precisa estar atento sobre as rotinas de depreciaçãoe amortização dentro do mês a fim de que possa controlar a execução realizada por seus auxiliares e cumprir as determinações da D Cont sobre os procedimentos regulamentares. 6.6.4.1 SISCOFIS Como já observado no item anterior, os procedimentos relacionados a depreciação mensal de bens de uma UG são realizados dentro do SISCOFIS OM e, posteriormente, lançados manualmente no SIAFI Web. O Fiscal deve ter ciência de que para um bem sofrer os procedimentos automáticos de depreciação é necessário que sejam realizadas determinadas operações dentro do SISCOFIS OM por parte de seus auxiliares responsáveis por essas rotinas dentro da fiscalização. O processamento da depreciação dos bens móveis e da amortização do intangível é realizado por meio do SISCOFIS OM, que recebeu módulos responsáveis pela execução da depreciação dos bens móveis (material permanente) visando adequar o controle patrimonial às exigências da Secretaria do Tesouro Nacional. Estes módulos são responsáveis pela manutenção dos parâmetros básicos (ano de início da depreciação, tempo de duração do bem em meses e porcentagem para valor residual do bem) em nível de conta contábil. 57/84 ESFA - 2025 Módulo IV Os procedimentos referentes a execução da depreciação e amortização a serem executados pelos auxiliares da fiscalização administrativa constam no Caderno de Orientação ao Agentes da Administração – Gestão Patrimonial (link disponível na página inicial deste Estágio). As orientações para operacionalização do SISCOFIS estão disponíveis na intranet do COLOG. 6.6.4.2 Documentos gerados no SISCOFIS É importante ao Fiscal, após serem realizados todos os procedimentos referentes à depreciação e amortização, ter conhecimento de quais documentos são gerados no sistema a fim de verificar a conformidade do processo. a) Relatório de Apropriação da Depreciação de Imobilizado - RADI (Bens Móveis) Por meio desse relatório, a UG realizará os lançamentos da depreciação mensal e das baixas de depreciação dentro do SIAFI Web. 58/84 Figura 56: RADI ESFA - 2025 Módulo IV b) Relatório Sintético de Depreciação Acumulada - RSDA Por meio desse relatório, a UG realizará a conferência dos valores da depreciação acumulada até o mês em questão. Esses valores deverão estar compatibilizados com a conta contábil 1.2.3.8.1.01.00 DEPRECIACAO ACUMULADA - BENS MOVEIS, no SIAFI. 6.6.4.5 SIAFI Web No SIAFI Web, os valores da depreciação mensal e suas baixas serão lançados antes do fechamento contábil do mês (>CONFECMES), atentando-se para a data de lançamento do Pa para que não seja lançada no mês errado. A UG deve providenciar, antes da emissão do PA, as assinaturas do Fiscal Administrativo e do Ordenador de Despesas no Relatório Sintético de Depreciação. A título de ilustração, seguem exemplos de telas e observações importantes sobre as mesmas em um procedimento de registro de depreciação no SIAFI Web: 59/84 Figura 57: RSDA ESFA - 2025 Módulo IV Os procedimentos para amortização são basicamente os mesmos, apenas tendo alterado os campos de preenchimento conforme constante no Caderno de Gestão Patrimonial. 6.6.5 Baixa da Depreciação Em linhas gerais, a baixa da depreciação ocorrerá sempre que o bem sair do patrimônio da UG, por um dos seguintes motivos: a. Transferência de bens entre UG; b. Descarga de bens por inservibilidade; e c. Descarga por alienação de bens móveis. 60/84 Figura 59: Registro de depreciação no SIAFI Web - outros lançamentos Figura 58: SIAFI WEB - data ESFA - 2025 Módulo IV No caso de transferência de bens entre UG, o SISCOFIS dispõe dos dados necessários para sua realização, tais como: saldo acumulado da depreciação, vida útil restante do bem, valor de aquisição e valor líquido contábil do bem. A transferência de bens poderá ocorrer entre UG do Comando do Exército e/ou para UG de outro Órgão. Em ambos os casos a UG de origem deverá realizar a transferência do bem pelo seu valor líquido contábil (valor do bem deduzido da depreciação acumulada), ou seja, realizando os procedimentos de baixa da depreciação. Para os casos de descarga do bem, o operador deverá dispor do Relatório de Baixa de Depreciação por Descarga de Material Permanente para execução dessa atividade. Já para os casos de descarga por alienação, inicialmente, a UG deverá apurar o valor líquido contábil do bem e realizar a baixa da sua depreciação acumulada. Em seguida, deverá identificar o valor líquido contábil do bem a ser alienado e reclassificar o saldo correspondente para a conta contábil 12311.99.01 (Bens Móveis a Alienar). Os procedimentos para baixa de depreciação e apuração do valor líquido do bem, para cada caso acima, constam no Caderno de Orientação ao Agentes da Administração – Gestão Patrimonial (http://intranet.sef.eb.mil.br/memento.html). 6.7. Combustíveis Os procedimentos para transferência e apropriação de combustíveis entre UG estão contido na Caderno de Orientação ao Agentes da Administração – Gestão Patrimonial (link disponível na página inicial deste Estágio), atualizado em dezembro de 2023. 61/84 http://intranet.sef.eb.mil.br/memento.html ESFA - 2025 Módulo IV Basicamente, o fluxograma do processo é o seguinte: 6.7.1 Aspectos Importantes Os créditos de combustível são distribuídos pela Diretoria de Abastecimento – D Abst aos órgãos Coordenadores – OC, dentro das cotas gerenciadas por órgãos Gestores – OG. Os tetos dessas cotas estão definidos no PDRLog/D Abst, referente a classe III. Conforme contido nas Orientações aos Oficiais de Logística do COLOG, as cotas e seus respectivos OG responsáveis são as seguintes: ✔ Cota Operacional – COTER: destinada ao preparo e emprego do Exército; ✔ Cota Administrativa – COLOG/D Abst: encargos normais das OM em atividades de manutenção de viaturas, administração e serviços peculiares de cada organização; ✔ Cota de Ensino – DECEx: atividades de ensino; 62/84 Figura 60: Fluxograma abastecimento ESFA - 2025 Módulo IV ✔ Cota de Inteligência – CIE: atividades de inteligência; e ✔ Cota de Manutenção de Blindados- D Mat. A figura abaixo, também constante naquelas Orientações, ilustram essa distribuição: Após verificado como se divide o sistema de cotas de combustíveis, passamos a tratar dos procedimentos para sua transferência entre os atores envolvidos no fluxo do processo: a) A UG COLOG adquire o combustível do fornecedor por adiantamento: - somente para esses casos é procedida a contabilização conforme o caderno. - podem ocorrer casos excepcionais de aquisição de combustível diferente do procedimento de adiantamento a fornecedores. Nessa situação, as UG que recebem saldo na conta de adiantamento a fornecedores devem ficar atentas para transferências diretamente nas contas de material em trânsito. Ex: Já ocorreram situações da UG ficar aguardando saldo na conta de adiantamento a fornecedores e o combustível já ter sido transferido diretamente na conta de bens de estoque a receber. b) A UG Coordenadora, denominada de Órgão Coordenador (OC), nas quais figuram os Comandos Militares de Área, Regiões Militares, Grupamentos Logísticos, 63/84 Figura 61: Distribuição de combustíveis ESFA - 2025 Módulo IV Divisões de Exército ou Comandos de Brigada, recebe o saldo de combustível do COLOG diretamente na conta de adiantamento a fornecedores. Atualmente existem 19 (dezenove) OC, conforme figura abaixo: c) A UG Coordenadora transfere o saldo para a OM Tanque (OT), onde são movimentadas as contas Adiantamento a fornecedores (11.311.09.00) do OC (crédito) e da OT (débito). d) O saldo a ser transferido deve ser somente o previsto a ser entregue pela fornecedora na OT. e) O OC deve informar o planejamento da entrega decombustível à OT. f) A OT transfere o saldo da conta de Adiantamento a Fornecedores para a conta Estoque a Distribuir quando receber o combustível pela distribuidora, tendo como documento de origem a Nota de Simples Remessa emitida pela distribuidora, o PA de transferência do OC e o documento que o OC informou à OT. g) Na OT serão movimentadas as contas de Estoque Interno para Distribuir (11.581.02.01 - Débito) e Adiantamento a Fornecedores (11.311.09.00 – Crédito). h) A OT não considerará o valor descrito na Nota de Simples Remessa e sim no campo Observação do PA emitido pela OC. i) Não ocorrendo a entrega do combustível dentro dos prazos previstos em contrato, a OM Tanque informa ao OC via Msg SIAFI e estorna o valor patrimonial a este último. 64/84 Figura 62: Órgãos Coordenadores ESFA - 2025 Módulo IV j) Quando houver o abastecimento pela UG Consumidora, a OM Tanque deve transferir, quinzenalmente, o saldo de Estoque para a UG Consumidora do Combustível. k) A OT deve informar no campo Observação do PA, o nº da Guia de remessa (documento) gerada no SISCOFIS, o tipo de combustível, o valor unitário, a quantidade e o período compreendido. l) Junto com a Guia de remessa (documento) gerada no SISCOFIS, deverá ser remetido para a OM abastecida as autorizações de abastecimento e/ou a relação com a Vtr, motorista, EB/Placa, data, quantidade e tipo de combustível. m) Tratando-se de volumes provenientes de carga líquida solicitada pela D Abst ao fornecedor, a transferência patrimonial deverá ocorrer do Órgão Coordenador (OC) detentor do contrato utilizado diretamente para a OT recebedora do volume, conforme fluxograma apresentado. Para isso, a D Abst enviará, aos OC envolvidos, DIEx informando o fornecimento de combustível nesta situação. n) O OC da OT recebedora de combustível deverá repassar as informações do DIEx enviado pela D Abst à OT recebedora para apropriação do combustível transferido, por ocasião do recebimento da carga líquida. o) Não é necessário que o OC detentor do contrato utilizado aguarde o recebimento da nota de simples remessa do volume entregue na OT do outro OC. Devendo, para tanto, utilizar, como embasamento para a execução da transferência patrimonial, o documento (DIEx) enviado pela D Abst, informando tal operação. p) A OT não considerará o valor descrito na Nota de Simples Remessa da Distribuidora e sim o valor unitário do combustível, do respectivo contrato, multiplicado pelo volume recebido, conforme DIEx enviado pela D Abst, informando tal operação para o seu respectivo OC. 65/84 ESFA - 2025 Módulo IV Importante: Já existiram situações em que o COLOG transferiu diretamente as OT, o saldo patrimonial referente a combustível, também para a UG Secundária (167XXX). Dessa maneira torna-se importante, quando da ocorrência desta situação, o controle por parte do Fiscal, da execução dos procedimentos previstos no Caderno de Orientação - Gestão Patrimonial, tanto para apropriação do combustível na UG Secundária, quanto para aqueles relacionados a unificação patrimonial do saldo para a UG Primária (160XXX). 6.8. Unificação Patrimonial No caso de aquisições realizadas por meio da UG Secundária (167XXX), o Fiscal deverá ficar atento para os procedimentos de Unificação Patrimonial. Esse procedimento é realizado por meio do SIAFI, onde é feita a transferência de saldos de contas de estoque, material de consumo e permanente, da UG Secundária para a UG Primária (167XXX para 160XXX). A UG deve ficar atenta para não permanecer com saldo em suas contas de estoque na UG Secundária quando do fechamento do mês contábil no SIAFI. 6.9. Doações No caso das Doações, o Fiscal deve ficar atento para que seja confeccionado o Termo de Doação, devidamente publicado em Boletim Interno da OM. Importante destacar que, caso o material não venha acompanhado de termo de doação próprio 66/84 Você sabia que no Caderno de Orientação aos Agentes da Administração – Gestão Patrimonial encontram-se todas as orientações para as UG executarem os procedimentos relacionados a combustíveis, tanto no SIAFI Web como no SISCOFIS. ESFA - 2025 Módulo IV do órgão ou entidade doadora, a UG deverá confeccionar o documento. Existe um modelo de Termo de Doação na biblioteca deste módulo. Muita atenção deve ser dispensada para materiais doados pela Receita Federal. Antes de realizar os contados com a RFB, a Unidade deve observar o contido na Portaria nº 445, de 15 de agosto de 2003, do Comandante do Exército, disponível na biblioteca deste módulo, onde determina que esse contato deverá ser realizado por meio das RM ou, em caso de guarnições que não forem sede de RM, esses grandes comandos podem delegar os procedimentos de ligações junto a Receita, com a devida formalização deste ato. Recomenda-se que a Unidade interessada na doação realize um estudo minucioso para verificar se realmente o material a ser doado terá aplicabilidade evitando, com isso, receber materiais que permanecerão muito tempo em estoque chegando, em muitos casos, a se deteriorar ou ter seu prazo de validade esgotado. Também importante destacar que o material doado deverá vir acompanhado do Ato de Destinação de Mercadoria - ADM emitido pela Receita Federal. 6.10. Baixas de material de consumo e permanente Em relação as baixas de material de consumo é importante destacar que a D Cont orienta que sejam realizadas pelo menos semanalmente. Dessa maneira, o Fiscal deve ficar atento para evitar o alongamento de saldos em contas de material de consumo que não retratem a realidade de seus estoques como, por exemplo, realização de baixa de gêneros alimentícios mensalmente. Como já visto no módulo II, existe uma ferramenta no SAG que permite visualizar a situação dessas baixas. Em relação a baixas de saldos de material permanente, o Fiscal deve ficar atento para a realização dos procedimentos referentes a descarga em cada situação: ✔ TEAM : casos de inservibilidade; ✔ Sindicância: perda ou extravio; e ✔ IPM: furto ou roubo. 67/84 ESFA - 2025 Módulo IV 7. PATRIMÔNIO IMOBILIÁRIO E MEIO AMBIENTE A Diretoria de Patrimônio Imobiliário e Meio Ambiente – DPIMA, subordinada ao Departamento de Engenharia e Construção – DEC, é o órgão responsável por normatizar, superintender, orientar e coordenar as atividades e ações de gestão patrimonial e meio ambiente no âmbito do Exército Brasileiro. Com o objetivo de bem orientar o Fiscal Administrativo nas questões relacionadas ao Patrimônio Imobiliário e Meio Ambiente, disponibilizamos na biblioteca deste módulo do estágio os seguintes materiais que servirão de base para os assuntos tratados nesta seção: ✔ Cartilha de Práticas Ambientais nas Organizações Militares do Exército; ✔ Cartilha Ambiental do Exército – CamBEx (EB-50-CI-04.006); ✔ Caderno de Orientação para Gestão do Patrimônio Imobiliário Jurisdicionado ao Exército Brasileiro; e ✔ Manuais SIGPIMA. 68/84 Recomendamos que esse material seja objeto de leitura por parte do Fiscal Administrativo, já que serão abordados nesta seção apenas alguns tópicos de maneira mais geral, cabendo a esse agente estudar mais detalhadamente os assuntos relacionados ao tema para melhor assessorar o Agente Diretor nessas questões. ESFA - 2025 Módulo IV 7.1 Sistema Informatizado de Gestão do Patrimônio Imobiliário e Meio Ambiente – SIGPIMA Como já observado no módulo II deste Estágio, o SIGPIMA é um dos vários sistemas operacionalizados pela Fiscalização Administrativa. Substitui o antigo SiSPATR, proporcionando maior agilidade e transparência na condução de diversos processos. Tanto o acesso ao sistema como a consulta do material que trata sobre assunto,