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<p>JORNALISMO POLÍTICO</p><p>QUESTIONÁRIOS</p><p>Q01 - Questionário Semana 01</p><p>Pergunta 1 - O filósofo alemão Jürgen Habermas é contemporâneo dos teóricos Theodor Adorno e Max Horkheimer, e pertence à segunda geração do Instituto para Pesquisa Social de Frankfurt, também denominado de Escola de Frankfurt. Desde a década de 1970, seus estudos acompanham o objetivo central desse grupo de pensadores de formular uma Teoria Crítica da Sociedade após a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). De modo mais específico, qual é a área de conhecimento e o conceito central das reflexões de Habermas?</p><p>Cultura e Razão Instrumental</p><p>Democracia e Razão Comunicativa</p><p>Totalitarismo e Razão Emancipadora</p><p>Cidadania e Razão Republicana</p><p>Direito e Razão Deliberativa</p><p>Pergunta 2 - Em "Mudança estrutural da Esfera Pública" (1984), Jürgen Habermas analisa os impactos da ascensão da burguesia na formação de uma Opinião Pública moderna. Na obra em questão, o conceito de Esfera Pública é criado como uma estrutura de ação comunicativa. Quais são os dois princípios destacados pelo autor como constitutivos de tal estrutura?</p><p>Autonomia e Verdade</p><p>Militância e Resistência</p><p>Associação e Criticidade</p><p>Publicidade e Discursividade</p><p>Transparência e Participação</p><p>Pergunta 3 - O século XIX foi emblemático para o processo de profissionalização do jornalismo. Segundo o autor português Nelson Traquina (2005), fatores de ordem tecnológica e social, no contexto da Revolução Industrial inglesa, confluíram para a consolidação deste estatuto. Foram eles:</p><p>Advento da câmera fotográfica, cinetoscópio e formação das agências de notícia</p><p>Advento da tipografia, telégrafo e dinâmicas de urbanização</p><p>Ondas de transmissão, advento do microfone e massificação da educação</p><p>Ofício de escrivão, oralidade e expansão das comunidades rurais</p><p>Cabeamento telefônico, criação de clubes e sindicatos</p><p>Pergunta 4 - O conceito de Campo, do teórico francês Pierre Bourdieu (1989), refere-se às instituições que compõem o funcionamento social, tais quais a Política, a Economia, a Ciência, a Religião e o próprio jornalismo. Apesar das particularidades de cada instância, há uma característica central e comum a todo campo social, de acordo com Bourdieu:</p><p>O campo social é atravessado por relações hierárquicas e obediência interna e externa, entre agentes e instituições</p><p>O campo social é atravessado por relações subversivas e de sujeição interna e externa, entre agentes e instituições</p><p>O campo social é atravessado por relações de poder e disputas internas e externas, entre agentes e instituições</p><p>O campo social é atravessado por relações classistas e manipulação interna e externa, entre agentes e instituições</p><p>O campo social é atravessado por relações conciliatórias e equilíbrio interno e externo, entre agentes e instituições</p><p>Q02 - Questionário Semana 02</p><p>Pergunta 1 - Com o desenvolvimento do século XX, o jornalismo fortalece sua atuação e influência nos sistemas sociais pela emergência dos meios de massa, especificamente o rádio e a televisão. De acordo com o autor inglês Roger Silverstone (2002), a principal função da mídia que se consolida por esses processos, no desenrolar de uma sociedade de massas, é:</p><p>Fomentar a inércia cidadã pela manutenção da estrutura dominante.</p><p>Induzir o imaginário social por recortes destoantes de realidade cotidiana.</p><p>Criar e sustentar significados coletivos através da construção de representações culturais.</p><p>Influenciar pensamentos e ações por processos de dissonância cognitiva.</p><p>Manipular a opinião pública em razão dos interesses econômicos dos grupos de comunicação.</p><p>Pergunta 2 - Em 1968, os professores norte-americanos Donald Shaw e Maxwell Mccombs realizaram um estudo intitulado “The Agenda-setting function of mass media”, que disseminou nas Teorias do Jornalismo o conceito de Agendamento Midiático. A investigação lança uma importante contribuição ao debate sobre a cobertura política na área da Comunicação. Seu objetivo foi avaliar:</p><p>A capacidade de agendamento temático dos meios de comunicação nas ações internacionais.</p><p>A capacidade de agendamento temático dos meios de comunicação nas discussões entre autoridades políticas.</p><p>A capacidade de agendamento temático dos meios de comunicação nas decisões governamentais.</p><p>A capacidade de agendamento temático dos meios de comunicação nos assuntos democráticos.</p><p>A capacidade de agendamento temático dos meios de comunicação no debate público.</p><p>Pergunta 3 - O conceito de Campo Social, do teórico francês Pierre Bourdieu (1989), é fundamental à área de estudos sobre Economia Política da Informação. A partir dele, assume-se que a mídia está integrada em uma rede mais ampla de disputas com demandas que são econômicas e políticas. O Jornalismo é uma arena social permeada por interesses e relações de poder, de ordem interna e externa: dentro do próprio campo, entre jornalistas e concorrentes, e fora do campo, com anunciantes, empresários, audiência e governos. Essa compreensão pode ser traduzida na seguinte afirmação:</p><p>O Jornalismo é um campo autônomo, que dispõe de autonomia fraca por sua exposição a embates com outras instituições.</p><p>O Jornalismo é um campo heterônomo, que dispõe de autonomia fraca por sua exposição a embates com outras instituições.</p><p>O Jornalismo é um campo sem autonomia, que se subordina aos interesses de outras instituições.</p><p>O Jornalismo é um campo autônomo, que dispõe de autonomia forte por sua exposição a embates com outras instituições.</p><p>O Jornalismo é um campo heterônomo, que dispõe de autonomia forte por sua exposição a embates com outras instituições.</p><p>Pergunta 4 - De acordo com uma pesquisa realizada pelos coletivos Intervozes e Repórter Sem Fronteiras, em 2017, junto aos veículos de maior abrangência no Brasil, nos segmentos do Impresso, do Rádio, da Televisão e da Internet, o sistema midiático brasileiro se caracteriza por índices elevados de concentração em termos de propriedade, audiência e distribuição geográfica. O mapeamento em questão identificou que o panorama comunicacional do país é controlado por apenas cinco grupos empresariais. São eles:</p><p>Grupo Globo, da família Marinho; Grupo Band, da família Saad; Grupo Diários Associados, da família Chateaubriand; Grupo Abril, da família Civita; Grupo Folha, da família Frias.</p><p>Grupo Globo, da família Marinho; Grupo SADA, da família Medioli; Grupo Abril, da família Civita; Grupo RBS, da família Sirotsky; Grupo Estadão, da família Mesquita.</p><p>Grupo Globo, da família Marinho; Grupo Band, da família Saad; Grudo Record, da família Macedo; Grupo RBS, da família Sirotsky; Grupo Folha, da família Frias.</p><p>Grupo Abril, da família Civita; Grupo Globo, da família Marinho; Grupo SBT, da família Abravanel; Grupo Estadão, da família Mesquita; Grupo Record, da família Macedo.</p><p>Grupo Globo, da família Marinho; Grupo Abril, da família Civita; Grupo Band, da família Saad; Grudo Record, da família Macedo; Grupo Folha, da família Frias.</p><p>Q03 - Questionário Semana 03</p><p>Pergunta 1 - Ademais do modelo de exploração da radiodifusão conhecido como Trusteeship, temos como possibilidade de gestão das emissoras de rádio e televisão o controle por parte da iniciativa pública. Esta estrutura de comunicação é denominada de Radiodifusão Pública, e tem por características:</p><p>Uma lógica de exploração de mídia pelo Estado, em regime de cooperação com empresas privadas, em benefício do livre-mercado e do direito à informação de órgãos públicos.</p><p>Uma lógica de exploração de mídia pelo Estado, como imprensa oficial, em benefício dos poderes instituídos e prática hegemônica em regimes democráticos.</p><p>Uma lógica de exploração de mídia pelo Estado, como imprensa oficial, em benefício de seus próprios interesses e prática comum em regimes ditatoriais.</p><p>Uma lógica de exploração de mídia pelo Estado, em benefício social e de práticas de cidadania, incorporado de forma inaugural pelo Reino Unido em 1922, com a criação da BBC.</p><p>Uma lógica de exploração de mídia pelo Estado, em benefício social e de práticas de cidadania, incorporado de forma inaugural pelos Estados Unidos em 1969, com a criação da PBS.</p><p>Pergunta 2 - A Constituição</p><p>Federal de 1988, em seu capítulo referente à Comunicação Social, estabelece que “Compete ao Poder Executivo outorgar e renovar concessão, permissão e autorização para o serviço de radiodifusão sonora e de sons e imagens, observando o princípio da complementaridade” (Art. 223). Este princípio orienta que:</p><p>A Radiodifusão brasileira deve zelar por um equilíbrio entre os sistemas privado, público e estatal de mídia, de modo a assegurar uma participação igualitária entre as diferentes instituições, dentro de uma finalidade social.</p><p>A Radiodifusão brasileira deve conferir protagonismo ao sistema público de mídia, de modo a assegurar às organizações não-governamentais liberdade editorial e subsídio.</p><p>A Radiodifusão brasileira deve zelar por um equilíbrio entre os sistemas privado e estatal de mídia, de modo a assegurar que as instituições se influenciem nos processos de produção de conteúdo.</p><p>A Radiodifusão brasileira deve conferir protagonismo ao sistema estatal de mídia, de modo a assegurar aos órgãos do governo controle informacional e de propaganda.</p><p>A Radiodifusão brasileira deve conferir protagonismo ao sistema privado de mídia, de modo a assegurar aos conglomerados empresariais liberdade de atuação e concorrência.</p><p>Pergunta 3 - Segundo Manuel Castells (2003), desde 1970 o mundo vem experimentando uma nova configuração social, protagonizada pela internet e pelo compartilhamento das informações. Essa nova sociedade é pós-industrial, também designada de Sociedade da Informação ou Sociedade em Rede, e promove uma transformação nas bases materiais que sempre organizaram a vida em sociedade:</p><p>A cultura, que deixa de ser local e passa a ser transnacional, e os costumes, que deixam de ser identitários e passam a ser permanentes.</p><p>As cidades, que deixam de ser delimitadas por territórios e passam a ser globais, e os conflitos urbanos, que deixam de ser bélicos e passam a ser morais.</p><p>A política, que deixa de ser centralizada e passa a ser militante, e as eleições, que deixam de ser representativas e passam a ser diretas.</p><p>O dinheiro, que deixa de ser fixo e passa a ser fluído, e o emprego, que deixa de ser genérico e passa a ser especializado.</p><p>O tempo, que deixa de ser cronológico e passa a ser atemporal, e o espaço, que deixa de ser geográfico e passa a ser de fluxos.</p><p>Pergunta 4 - Considerando a atividade política que constitui o novo paradigma da Sociedade da Informação, o autor espanhol Manuel Castells (2003) aponta para reconfigurações na ordem das relações de poder. São dois os aspectos característicos dessa transformação que os países ocidentais vêm enfrentando desde o final da década de 1970:</p><p>Crise do regime eleitoral como dinâmica eficiente de voto e disputas políticas travadas como Batalhas de informação, dentro das redes de disseminação das fake news.</p><p>Crise do Estado-nação como entidade soberana e disputas políticas travadas como Batalhas culturais, dentro das mídias.</p><p>Crise do sistema de coalizão partidário como forma de associação e disputas políticas travadas como Batalhas jurídicas, dentro de comissões de inquérito.</p><p>Crise dos movimentos sindicais como instância legítima de contestação e disputas políticas travadas como Batalhas ideológicas, dentro da influência da Guerra Fria.</p><p>Crise do modelo de Democracia Direta como adequado às demandas da população e disputas políticas travadas como Batalhas territoriais, dentro de uma sociedade globalizada.</p><p>Q04 - Questionário Semana 04</p><p>Pergunta 1 No livro “Redes de indignação e esperança” (2014), o sociólogo Manuel Castells analisa a formação dos novos movimentos políticos na era da internet. O autor identifica duas formas de exercício de poder em nossas sociedades: pela coerção, através de mecanismos de intimidação do Estado, e pela construção de significados na mente das pessoas. A expansão digital, de acordo com o teórico, tem favorecido:</p><p>Práticas de resistência de um contra poder simbólico, através da partilha de insatisfações sociais e de novas possibilidades de pressão cívica.</p><p>Lógicas de inércia cidadã, pela incapacidade de articulação de grupos sociais sem a participação de estruturas sindicais.</p><p>Os processos de controle social por parte das instituições governamentais, através da manipulação de algoritmos e de aparatos de vigilância tecnológicos.</p><p>A manutenção de regimes ditatoriais em civilizações orientais, pela censura ao exercício da imprensa e repressão policial de iniciativas populares.</p><p>Mecanismos de engajamento coletivo dentro de associações políticas formais, com a renovação de métodos tradicionais de governança para a contestação popular.</p><p>Pergunta 2 - Os movimentos políticos, conforme explica Manuel Castells (2014), também são de ordem emocional, isto é, se viabilizam por uma rede de afetos individual e social que impulsiona a conversão de sentimentos em ação ou prática concreta de manifestação. Quais são os principais afetos que mobilizam nossas interações políticas, segundo o autor espanhol, e que se disseminam com as estruturas digitais?</p><p>A ansiedade, que gera impulsos de atitude, e a confiança, que garante a soberania individual.</p><p>A determinação, que reivindica êxito, e o egoísmo, que certifica a dissonância social.</p><p>O desânimo, que acomoda o medo, e a paciência, que aguarda por instruções alheias.</p><p>A raiva, que intensifica o medo, e a alegria, que assegura a possibilidade do sucesso.</p><p>O medo, que coíbe a indignação, e a esperança, que se fortalece quando compartilhada.</p><p>Pergunta 3 Para o autor brasileiro Wilson Gomes (2009), as sociedades ocidentais contemporâneas enfrentam uma insuficiência em seus modelos de democracia representativa. Nessa forma de mecanismo político, a soberania popular se reduz à participação cidadã em ocasiões eleitorais, o que indica um baixo padrão de engajamento cívico nos assuntos públicos. O conceito de Democracia Digital, neste sentido, representa:</p><p>Um avanço às dinâmicas de poder pela criação de novas formas de colaboração, informação e interesse social em pautas políticas através das ferramentas digitais.</p><p>Um retrocesso às dinâmicas políticas pela acomodação de formas de colaboração social através da internet e sem a necessidade de engajamento cidadão real.</p><p>Um mecanismo de atuação política ainda imprevisível, já que suas aplicações não foram testadas por nenhum órgão oficial ou iniciativa social.</p><p>Uma tendência pouco próspera para as sociedades atuais, em razão dos desertos digitais que obstruem o acesso à internet e do escasso conhecimento cívico da população.</p><p>Uma tendência absoluta para as sociedades atuais, em razão da expansão vertiginosa da internet e da exclusividade de tratamento das questões políticas por plataformas on-line.</p><p>Pergunta 4 - Em relação à Teoria Democrática, são duas as tradições que orientam o nosso entendimento sobre a qualidade do funcionamento de tais sistemas políticos: a tradição deliberativa e a tradição republicana. Essas duas perspectivas são complementares e interdependentes, e tratam, respectivamente:</p><p>Do aspecto discursivo fundamental para a tomada de decisões e do aspecto participativo fundamental para o exercício da cidadania.</p><p>Do aspecto comunicativo fundamental para a resistência ao totalitarismo e do aspecto da autonomia fundamental para a soberania social.</p><p>Do aspecto partidário fundamental para a tomada de decisões e do aspecto individualista fundamental para o exercício da cidadania.</p><p>Do aspecto dialético fundamental para o ceticismo com os assuntos públicos e do aspecto associativo fundamental para a mobilização popular.</p><p>Do aspecto monológico fundamental para a compreensão dos processos políticos e do aspecto da insubordinação fundamental para o engajamento cívico.</p><p>Q05 - Questionário Semana 05</p><p>Pergunta 1 - Conforme explica o autor brasileiro Viktor Chagas (2017), os memes são uma fonte importante de estudos para se compreender as relações entre mídia, política e as dinâmicas sociais. Suas funções se articulam em âmbito interpessoal e coletivo, dentro de duas perspectivas norteadoras para essa reflexão que estabelecem:</p><p>O meme como partilha de subjetividade e como sinal de</p><p>nacionalismo acentuado.</p><p>O meme como uma forma de expressão da nossa identidade pessoal e como manifestação de nossos traços culturais.</p><p>O meme como reversão de privacidade e como hibridismo simbólico.</p><p>O meme como uma forma de humor desinteressado e como ação popular ineficaz.</p><p>O meme como sintoma de comportamentos voláteis e como mecanismo social de frágil adesão.</p><p>Pergunta 2 - A reflexão sobre Política e Entretenimento é complexa, e desperta posicionamentos divergentes dentro de suas possibilidades de associação em contexto midiático. Da expressão do humor sobre assuntos de poder em charges, cartoon e programas televisivos, alcançando as manifestações contemporâneas através de foto montagens e memes, sua problematização aborda o seguinte argumento central:</p><p>A linguagem do entretenimento é mais didática e ilustrativa, mas pode restringir a participação no debate a grupos institucionalizados.</p><p>A linguagem do entretenimento é mais acessível e democrática, mas pode banalizar discussões relevantes devido ao tom de humor e de distração dos conteúdos.</p><p>A linguagem do entretenimento é mais rigorosa e protocolar, mas pode espetacularizar debates relevantes devido à padronização de seu vocabulário.</p><p>A linguagem do entretenimento é mais irônica e perspicaz, mas pode tornar difícil a compreensão sobre discussões políticas devido ao uso de formulações coloquiais.</p><p>A linguagem do entretenimento é mais convidativa e popular, mas apenas serve para manifestar visões preconceituosas e de estereótipo social.</p><p>Pergunta 3 - Os conceitos de ‘cultura jornalística’, ‘comunidade profissional transnacional’ e ‘socialização das rotinas’, do autor português Nelson Traquina (2005), orienta a compreensão para o fenômeno da notícia como resultado de um processo de produção, e não como simples espelho da realidade. Essa é uma perspectiva importante dentro das Teorias do Jornalismo, já que estabelece o papel da mídia na construção do conhecimento social sobre os acontecimentos públicos. Neste sentido, a ideia de noticiabilidade significa que:</p><p>Os fatos noticiados pelos meios jornalísticos implicam um trabalho de percepção, seleção e transformação dos acontecimentos segundo um conjunto de convenções que estruturam o campo profissional da imprensa.</p><p>Os fatos noticiados pelos meios jornalísticos implicam um trabalho de distorção dos acontecimentos segundo as demandas eleitorais dos poderes instituídos.</p><p>Os fatos noticiados pelos meios jornalísticos implicam um trabalho de transmissão direta e exata entre a ocorrência dos acontecimentos e os relatos da imprensa.</p><p>Os fatos noticiados pelos meios jornalísticos implicam um trabalho subjetivo de construção dos relatos segundo as crenças pessoais dos profissionais da imprensa.</p><p>Os fatos noticiados pelos meios jornalísticos implicam um trabalho de manipulação ideológica dos acontecimentos segundo os interesses das empresas de comunicação.</p><p>Pergunta 4 - No desenvolvimento das Teorias do Jornalismo, muitos estudos se dedicaram a identificar os critérios de noticiabilidade articulados pela imprensa na produção de seus conteúdos informativos. A partir das reflexões do teórico português Nelson Traquina (2005), quais são os valores-notícia que compõem a cultura profissional dos meios tradicionais?</p><p>Catástrofe, audiência, lazer, concorrência, cotidiano, efeméride e conflito.</p><p>Morte, notoriedade, proximidade, relevância, novidade, inesperado e conflito.</p><p>Tragédia, anonimato, equilíbrio, cotidiano, novidade, insólito e violência.</p><p>Acidente, celebridades, positividade, impacto, atualidade, transformação e escândalo.</p><p>Negativismo, hierarquia social, consequências locais, novidade, inesperado e permanência.</p><p>Q06 - Questionário Semana 06</p><p>Pergunta 1 - A noção de conflito, de acordo com o autor espanhol Vicent Fisas (1987), é muito mais complexa do que a abordagem de violência e negativismo do senso-comum: trata, na verdade, de uma incompatibilidade de interesses entre as partes envolvidas em um dado problema, isto é, de uma situação em que há choque de posições entre sujeitos, comunidades ou nações. Dentro dessa perspectiva, podemos assumir que uma cobertura jornalística sobre conflitos lida com a divergência de objetivos entre duas ou mais instâncias. Essa compreensão nos leva a considerar:</p><p>O conflito demanda a neutralidade diplomática entre os setores envolvidos para evitar o tratamento das desavenças.</p><p>O conflito demanda a aceitação de que não há possibilidade de mudança para a superação das adversidades entre os agentes implicados.</p><p>O conflito demanda a interferência de órgãos externos para a tomada de decisões a fim de manter as posições que ocasionaram a situação-problema.</p><p>O conflito demanda o desenvolvimento de estratégias bélicas e militares para a superação de divergências políticas.</p><p>O conflito demanda a necessidade de resolução das discordâncias, através de um empenho e compromisso coletivo por gerar as transformações necessárias.</p><p>Pergunta 2 - Em termos de cobertura jornalística de conflitos, o sociólogo norueguês Johan Galtung (1969) chama a atenção para a necessidade de conhecimento acerca das formas de violência que fazem parte de nossa organização coletiva: a violência física, a violência estrutural e a violência cultural ou simbólica. De modo específico, quando falamos em violência estrutural estamos nos referindo à:</p><p>Violência que se constrói em manipulação ideológica, por coerção punitiva e mecanismos de vigilância de regimes ditatoriais.</p><p>Violência que se reproduz em disputas bélicas, por confrontação territorial ou de exploração de recursos em âmbito nacional e internacional.</p><p>Violência que se difunde nas tradições de identidade, pelo preconceito que enraíza estereótipos e estigmas sociais.</p><p>Violência que se exerce em contato físico e direto, por agressões e enfrentamentos entre os indivíduos em conflito.</p><p>Violência que se manifesta nas estruturas sociais, pela desigualdade na distribuição de poder e recursos na vida dos cidadãos.</p><p>Pergunta 3 - Segundo o autor português Nelson Traquina (2005), a cultura jornalística é composta por saberes específicos e técnicas que norteiam a prática profissional. O saber de reconhecimento é aquele que diz respeito à noticiabilidade dos fatos, ou o processo de conversão dos acontecimentos em notícia. O saber de procedimento se refere, em aspectos mais específicos, às dinâmicas de apuração jornalística. Quais são as três principais fontes de informação que contribuem com o trabalho do repórter nesta etapa?</p><p>Fonte bibliográfica, fonte política e fonte anônima.</p><p>Fonte de referência, fonte primária e fonte secundária.</p><p>Fonte documental, fonte notória e fonte especializada.</p><p>Fonte local, fonte nacional e fonte internacional.</p><p>Fonte grau zero, fonte pessoal e fonte virtual.</p><p>Pergunta 4 - De acordo com o teórico brasileiro Nilson Lage (2005), é a articulação entre as fontes de informação que confere verdade e densidade aos fatos reportados, já que fornecem dados, explicações, testemunho e contextualização para a abordagem dos relatos. No caso do trabalho de investigação sobre as consequências e implicações da pauta em questão, qual é a fonte que dispõe de argumento de autoridade para a composição da matéria?</p><p>As fontes internacionais, já que podem avaliar as repercussões sobre os acontecimentos de qualquer país.</p><p>As fontes políticas, já que opinam sobre os assuntos sem interesse pessoal ou partidário.</p><p>As fontes anônimas, já que a voz popular é unânime na avaliação dos fatos.</p><p>As fontes secundárias, já que possuem formação e conhecimento especializados nos temas em pauta.</p><p>As fontes virtuais, já que têm acesso direto e imediato a qualquer fato social.</p><p>Q07 - Questionário Semana 07</p><p>Pergunta 1 - Nilson Lage (2005) explica que as entrevistas jornalísticas podem ser classificadas em razão de seus objetivos e de suas circunstâncias, isto é, é importante que consideremos quais são as finalidades das conversas com as fontes e em quais situações elas ocorrem. Em termos de objetivo, quais são os tipos de entrevista desenvolvidas no trabalho jornalístico?</p><p>Entrevista local, entrevista, regional,</p><p>entrevista nacional e entrevista internacional</p><p>Entrevista direta, entrevista virtual, entrevista anônima e entrevista especializada</p><p>Entrevista pontual, entrevista temática, entrevista política e entrevista contextualizada</p><p>Entrevista ritual, entrevista temática, entrevista testemunhal e entrevista em profundidade</p><p>Entrevista simples, entrevista dialogal, entrevista indireta e entrevista técnica</p><p>Pergunta 2 - Em períodos eleitorais, os jornalistas trabalham de modo mais próximo junto aos agentes políticos para coletarem informações mais completas sobre os candidatos que concorrem a cargos do Executivo e do Legislativo. Qual das modalidades de entrevista listadas a seguir é mais favorável para o objetivo de uma compreensão mais densa sobre o perfil dos políticos que disputam uma vaga de representação?</p><p>Entrevista testemunhal, já que lida com a possibilidade de reconstituição direta dos fatos por parte do candidato entrevistado.</p><p>Entrevista virtual, já que as plataformas tecnológicas permitem um contato personalizado e imediato junto às figuras entrevistadas.</p><p>Entrevista em profundidade, já que contempla uma dinâmica de escuta mais apurada e interrogações mais abertas na relação com as fontes.</p><p>Entrevista técnica, já que o valor principal está em discussões formais e especializadas sobre os diferentes segmentos da vida pública.</p><p>Entrevista ritual, já que as coletivas de imprensa são as oportunidades mais adequadas para um diálogo contínuo entre jornalista e fonte de poder.</p><p>Pergunta 3 - A cultura jornalística se caracteriza pela articulação de três saberes específicos, segundo Nelson Traquina (2005). O saber de reconhecimento se refere aos critérios de noticiabilidade, e define os valores que são considerados pelos jornalistas na seleção dos conteúdos, dentro da demanda social por atualização constante. O saber de procedimento diz respeito às técnicas de coleta de dados e entrevistas junto às fontes, também a partir da rotina produtiva de cada empresa jornalística. O saber de narração, por fim:</p><p>É relativo à estrutura formal do texto noticioso, e se atravessa invariavelmente por estratégias subjetivas que personalizam o trabalho informativo.</p><p>É relativo à estrutura formal do texto noticioso, e se atravessa ocasionalmente por estratégias de redação que correspondem à objetividade da comunidade profissional.</p><p>É relativo à estrutura formal do texto noticioso, e se atravessa tradicionalmente por estratégias literárias que refinam o trabalho informativo.</p><p>É relativo à estrutura formal do texto noticioso, e se atravessa principalmente pelas estratégias opinativas que argumentam sobre os fatos reportados.</p><p>É relativo à estrutura formal do texto noticioso, e se atravessa por estratégias de redação que correspondem ao imediatismo da comunidade profissional.</p><p>Pergunta 4 - A reflexão sobre Estilo diz respeito à dimensão das escolhas narrativas, das palavras e ordenamentos semânticos que são feitos na formulação de um texto, conscientes de que cada termo carrega também uma visão e possibilidade de sentido. Dentro do campo jornalístico, quais são as características de um texto noticioso de qualidade?</p><p>Correção, clareza, harmonia, precisão e unidade.</p><p>Coloquialidade, repetição, discurso indireto, precisão e objetividade.</p><p>Formalidade, concisão, simplicidade, discurso indireto e subjetividade.</p><p>Orações intercalares, clareza, harmonia, descrição de detalhes e estrangeirismo.</p><p>Q08 - Questionário Semana 08</p><p>Pergunta 1 - De acordo com os teóricos brasileiros José Marques de Melo e Francisco de Assis (2010), a informação e a opinião constituem os dois gêneros hegemônicos do jornalismo. Se com as notícias, o interesse é informar sobre aspectos da realidade, ou transmitir os fatos, com conteúdo em tom opinativo, a função é da ordem de comentar, ou opinar, sobre os aspectos da realidade. Quais são os formatos textuais que fazem parte do gênero opinativo?</p><p>Editorial, artigo de opinião, coluna, resenha, roteiro e indicador.</p><p>Editorial, artigo de opinião, coluna, perfil, análise e cronologia.</p><p>Editorial, artigo de opinião, história colorida, cotação, nota e enquete.</p><p>Editorial, artigo de opinião, coluna, crônica, resenha e carta.</p><p>Editorial, artigo de opinião, coluna, entrevista, dossiê e história de interesse humano.</p><p>Pergunta 2 - O formato Editorial se caracteriza por ter uma autoria que é institucional: isto é, é o único registro dedicado a manifestar a opinião do jornal, enquanto instituição e empresa, de modo explícito. Falamos em autoria institucional, porque o texto é produzido por sujeitos que representam os interesses e a voz do jornal como campo legitimado. Dentre as características listadas a seguir, quais são aquelas que mais se adequam à produção desse gênero textual?</p><p>Seu procedimento de apuração é baseado em dados estatísticos, com investigação restrita a informações do orçamento público.</p><p>Sua estrutura narrativa é descritiva e composta por diálogos diretos entre repórteres e as autoridades políticas.</p><p>Sua linguagem apresenta diversidade temática e tom coloquial para abranger uma análise dos diferentes acontecimentos da semana.</p><p>Seu objetivo é interpelar o poder público, por uma articulação entre as agendas midiática e política.</p><p>Sua função é manifestar hipóteses e especulações provocativas ao poder público, com interesse de pressionar a população por cobranças eficazes.</p><p>image1.wmf</p><p>image2.wmf</p>

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