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<p>DIREITOS</p><p>SEXUAIS E</p><p>REPRODUTIVOS</p><p>UM OLHAR ANTROPOLÓGICO</p><p>ALICE FIGUEREDO; ANA HELLEN; HELOISA LOPES; JOSÉ VICTOR; MARIA CLARA; MARIA ISABEL; MARIA</p><p>VITÓRIA; PEDRO CALIXTO; ROBERTO MARTINS; ROBERTA LAURA; TAELI BENICIO; TEREZA ALANE;</p><p>VITOR JOSÉ; YASMIN LINS;</p><p>DIREITOS SEXUAIS E REPRODUTIVOS</p><p>EVOLUÇÃO</p><p>⤷ Desdobramento dos direitos humanos civis e políticos.</p><p>CRÍTICA DOS MOVIMENTOS</p><p>⤷ Feminismo e liberação homossexual criticam a concepção tradicional de</p><p>gênero e sexualidade.</p><p>DIREITOS SEXUAIS E REPRODUTIVOS</p><p>MARCOS IMPORTANTES</p><p>⤷ Conferência do Cairo (1994): População e</p><p>Desenvolvimento.</p><p>⤷ IV Conferência Mundial sobre a Mulher (1995): Beijing.</p><p>DIREITOS SEXUAIS E REPRODUTIVOS</p><p>PERSPECTIVAS</p><p>⤷ Reprodutivos: Controle da natalidade, contracepção, aborto seguro.</p><p>⤷ Sexuais: Sexualidade livre de coerção, desestigmatização de sexualidades</p><p>alternativas.</p><p>DIREITOS SEXUAIS E REPRODUTIVOS</p><p>CONCEITOS</p><p>⤷ Gênero: Construções culturais de atributos masculinos e femininos.</p><p>⤷ Sexualidade: Mudança de conceito para orientação subjetiva e erótica.</p><p>VISÕES ANTROPOLÓGICAS</p><p>⤷ Essencialismo vs. Construcionismo: Gênero e sexualidade como</p><p>construções culturais, não naturais</p><p>DIREITOS SEXUAIS E REPRODUTIVOS</p><p>TRANSFORMAÇÕES SOCIAIS</p><p>⤷ Contracepção e Reprodutiva: Separação entre sexualidade e reprodução.</p><p>⤷ Movimentos Sociais: Feminismo e liberação homossexual na década de 1960.</p><p>DIREITOS SEXUAIS E REPRODUTIVOS</p><p>NOVOS DIREITOS E DESAFIOS</p><p>⤷ Identidades Sexuais e de Gênero: Transgêneros, travestis, e novas</p><p>designações.</p><p>TECNOLOGIAS</p><p>⤷ Tecnologias Médicas: Reprodução sem sexo</p><p>ABORTO</p><p>⤷ Bangladesh: A distinção entre regularização da menstruação e aborto.</p><p>⤷ Parteiras Tradicionais de Pernambuco: Diferença entre "aborto" e</p><p>"descer a regra".</p><p>CASOS DE ESTUDO:</p><p>CONCEITO DE ABORTO E SUAS DIVERSAS EXPRESSÕES</p><p>CULTURAIS</p><p>ABORTO</p><p>LEGITIMIDADE CULTURAL VS. LEGAL</p><p>ASPECTOS INTERNACIONAIS:</p><p>⤷ China: Aborto como parte do planejamento reprodutivo e estigma associado.</p><p>⤷ Índia: Controle populacional e ética pública.</p><p>⤷ França e EUA: Aborto como direito individual e suas bases morais e legais.</p><p>ABORTO</p><p>DIVERSIDADE CULTURAL E MORAL</p><p>⤷ Percepção da diversidade cultural dentro de uma mesma sociedade.</p><p>⤷ A influência da intolerância e do silenciamento da diversidade.</p><p>IDENTIDADE DE GÊNERO</p><p>⤷ O tópico explica o que é identidade de gênero, diferenciando gênero e</p><p>sexo biológico. Discute como a identidade de gênero é influenciada pela</p><p>cultura e normas sociais, e como as pessoas podem não se identificar</p><p>com as expectativas tradicionais associadas ao seu sexo biológico.</p><p>DEFINIÇÃO DE IDENTIDADE E GÊNERO</p><p>IDENTIDADE DE GÊNERO</p><p>⤷ Este tópico explora as contribuições de Robert Stoller, que introduziu</p><p>o conceito de "identidade de gênero". Ele diferencia sexo biológico de</p><p>identidade de gênero e aborda questões como transexualidade, onde a</p><p>identidade de gênero não corresponde ao sexo biológico.</p><p>CONCEITO DE ROBERT STOLLER</p><p>IDENTIDADE DE GÊNERO</p><p>⤷ A antropologia oferece uma visão de gênero como uma construção</p><p>cultural e social, ressaltando que as identidades de gênero variam</p><p>entre culturas e não são fixas ou naturais. Enfatiza a evolução da</p><p>identidade de gênero ao longo do tempo e das interações sociais.</p><p>PERSPECTIVA ANTROPOLÓGICA</p><p>IDENTIDADE DE GÊNERO</p><p>⤷ Este tópico explora como as ideias de masculino, feminino e outros</p><p>gêneros são moldadas pela sociedade e cultura. Discute como as</p><p>normas e comportamentos de gênero são ensinados desde a infância e</p><p>reforçados ao longo da vida.</p><p>IDENTIDADE DE GÊNERO COMO CONSTRUÇÃO SOCIAL E CULTURAL</p><p>IDENTIDADE DE GÊNERO</p><p>⤷ Discute como diferentes culturas possuem concepções variadas de</p><p>sexo e gênero, desafiando o modelo binário de masculino e feminino.</p><p>Exemplos de culturas com gêneros múltiplos, como os Hijras na Índia e</p><p>os Two-Spirit em culturas indígenas norte-americanas, são</p><p>apresentados.</p><p>VARIAÇÃO CULTURAL NA CONCEPÇÃO DE SEXO E GÊNERO</p><p>IDENTIDADE DE GÊNERO</p><p>⤷ Foca na ideia de que a identidade de gênero pode mudar ao longo da</p><p>vida e é influenciada por fatores globais e modernos, como a</p><p>globalização. Enfatiza a fluidez das identidades de gênero em muitas</p><p>sociedades contemporâneas.</p><p>IDENTIDADE DE GÊNERO COMO DINÂMICA E</p><p>TRANSITÓRIA</p><p>IDENTIDADE DE GÊNERO</p><p>⤷ Aborda as implicações legais relacionadas à identidade de gênero,</p><p>incluindoquestões sobre a mudança de nome e sexo, casamento,</p><p>herança e adoção. Fala sobre os desafios enfrentados por pessoas</p><p>transexuais no sistema jurídico,especialmente quanto à necessidade de</p><p>cirurgia para alterar documentos legais.</p><p>IMPLICAÇÕES LEGAIS</p><p>IDENTIDADES SEXUAIS</p><p>⤷ Sexologia: Classificou a homossexualidade como "desvio" e a</p><p>heterossexualidade como a forma "normal" e "saudável" de</p><p>sexualidade.</p><p>VISÃO CONSTRUCIONISTA X ESSENCIALISTA</p><p>TEORIAS BIOMÉDICAS DO SÉCULO XIX</p><p>IDENTIDADES SEXUAIS</p><p>⤷ Identidades no Brasil: Distinções através de termos pejorativos e o</p><p>surgimento de identidades como "gay" e "lésbica".</p><p>PERSPECTIVA SOCIOLÓGICA E ANTROPOLÓGICA</p><p>SEXUALIDADE E IDENTIDADE NO CONTEXTO CONTEMPORÂNEO</p><p>⤷ Construção Social</p><p>⤷ Diversidade Cultural</p><p>⤷ Richard Von Krafft-Ebing</p><p>IDENTIDADES SEXUAIS</p><p>EXEMPLOS RELEVANTE PARA O CONTEXTO BRASILEIRO</p><p>VIOLÊNCIA E TRANSGRESSÃO</p><p>LIMITES DA SEXUALIDADE</p><p>CONSTRUÇÃO SOCIOCULTURAL DOS LIMITES E SEXUALIDADE</p><p>SEXUALIDADE COMO PRODUTO DE HIERARQUIAS E NEGOCIAÇÕES</p><p>CULTURAIS</p><p>VIOLÊNCIA E TRANSGRESSÃO</p><p>LIMITES DA SEXUALIDADE</p><p>⤷ Expansão das práticas sexuais</p><p>⤷ Limitação das práticas sexuais</p><p>⤷ Deslocamento das práticas sexuais</p><p>EXPANSÃO, LIMITAÇÃO E DESLOCAMENTO DAS PRÁTICAS</p><p>SEXUAIS CONFORME NORMAS CULTURAIS E LEGAIS</p><p>ANTROPOLOGIA E VIOLÊNCIA</p><p>⤷ Violência como prática cultural e social</p><p>⤷ Normas que regem a violência</p><p>⤷ Desafios e problematizações</p><p>VIOLÊNCIA COMO PRÁTICA CULTURAL E SOCIAL, COM BASE</p><p>EM NORMAS E FUNÇÕES SOCIAIS</p><p>SEXUALIDADE E VIOLÊNCIA</p><p>⤷ Definição de práticas sexuais abusivas</p><p>⤷ Tratamento pelas instituições sociais</p><p>⤷ A construção do "fato" jurídico</p><p>PRÁTICAS SEXUAIS ABUSIVAS</p><p>SEXUALIDADE E VIOLÊNCIA</p><p>⤷ Ansiedades morais</p><p>⤷ Pânico sexual</p><p>⤷ Feminismo e Pânico Sexual</p><p>ANSIEDADES MORAIS E PÂNICO SEXUAL</p><p>SEXO E GÊNERO</p><p>⤷ Na década de 1970, a distinção entre sexo (biologia) e gênero (construções</p><p>culturais) foi amplamente usada nas lutas pelos direitos das mulheres. Essa</p><p>separação permitiu que feministas argumentassem que a subordinação das</p><p>mulheres é social e, portanto, pode ser transformada. Discussões antropológicas</p><p>ajudaram a formular e questionar essa distinção, especialmente a divisão entre</p><p>natureza e cultura. Esse debate é importante nas "novas políticas de gênero", que</p><p>incluem movimentos por direitos de pessoas transexuais e intersexuais.</p><p>DISTINÇÃO ENTRE SEXO E GÊNERO</p><p>SEXO E GÊNERO</p><p>HISTÓRICO</p><p>⤷ Diferença Sexual: Tradicionalmente, pensadores usavam a ideia de diferença</p><p>sexual como um princípio universal para classificar e diferenciar pessoas. Na</p><p>antropologia, isso se refletiu na teoria dos papéis sexuais, que sugere que os</p><p>indivíduos ocupam posições sociais determinadas por normas culturais e</p><p>desempenham papéis baseados em seu sexo biológico.</p><p>⤷ Papel da Teoria dos Papéis Sexuais: A teoria dos papéis sexuais mostrou que,</p><p>embora muitas sociedades criem papéis distintos para homens e mulheres, essas</p><p>distinções não são universais nem inatas, mas sim moldadas culturalmente. No</p><p>entanto, essa abordagem muitas vezes minimizava a dimensão política das</p><p>relações de gênero.</p><p>SEXO E GÊNERO</p><p>⤷ Feminismo e Gênero: O conceito de "sistema de sexo e gênero", proposto por</p><p>feministas, como Gayle Rubin, destacou que a opressão das mulheres e de pessoas</p><p>não heterossexuais está ligada à organização social do sexo e da reprodução. Isso</p><p>trouxe à tona a importância das relações de poder nas construções de gênero.</p><p>⤷ Críticas à Distinção entre Sexo e Gênero: Algumas teorias começaram a questionar</p><p>a distinção rígida entre sexo e gênero, argumentando que até mesmo o conceito de</p><p>sexo biológico é uma construção social. Essas críticas sugerem que o que</p><p>consideramos</p><p>"corpo sexuado" é moldado por ideias culturais e não é um dado</p><p>universal.</p><p>SEXO E GÊNERO</p><p>⤷ Impacto nas Ciências Sociais: Ao analisar diferentes culturas, estudiosos</p><p>perceberam que as noções de masculinidade e feminilidade nas sociedades</p><p>ocidentais são moldadas por estruturas de desigualdade. Essa análise crítica</p><p>revela como essas construções influenciam até mesmo o conhecimento</p><p>científico sobre o corpo, reforçando a coerência entre sexo e gênero e exigindo</p><p>que atributos corporais sejam claros e consistentes.</p><p>A distinção entre sexo e gênero, enquanto importante para entender as relações</p><p>de poder e desigualdade, também foi criticada por ser baseada em conceitos</p><p>ocidentais que nem sempre se aplicam a outras culturas. Essa crítica amplia o</p><p>entendimento das complexas interações entre cultura, biologia e poder nas</p><p>construções de gênero.</p><p>SEXO E GÊNERO</p><p>NOÇÕES DE MASCULINIDADE E FEMINILIDADE E O DIREITO</p><p>⤷ É importante entender que as noções de masculinidade e feminilidade, sendo</p><p>construções culturais, têm impacto significativo em todas as áreas do direito, desde a</p><p>criação de leis até sua aplicação na Justiça. Essas noções podem reforçar ou</p><p>desafiar hierarquias e desigualdades, afetando especialmente mulheres e outros</p><p>grupos marginalizados.</p><p>SEXO E GÊNERO</p><p>EXEMPLOS</p><p>⤷ Crimes Passionais: Em Campinas, entre as décadas de 1950 e 1970, julgamentos</p><p>de homicídios entre casais heterossexuais foram marcados por ideias tradicionais de</p><p>gênero. A masculinidade era associada ao controle e honra, enquanto a feminilidade à</p><p>submissão e fidelidade, justificando muitas vezes a violência masculina como reação à</p><p>"desonra".</p><p>⤷ Assassinatos e Homossexualidade: Nos anos 1980, no Rio de Janeiro,</p><p>investigações de assassinatos de pessoas envolvidas em relações</p><p>homossexuais mostraram que preconceitos sobre homossexualidade</p><p>influenciaram negativamente o tratamento das vítimas e dos acusados.</p><p>SEXO E GÊNERO</p><p>⤷ Direitos de Transexuais: Transexuais que buscam cirurgias para alinhar sua identidade</p><p>de gênero ao corpo enfrentam resistência legal e médica, baseada em noções tradicionais</p><p>de gênero.</p><p>⤷ Cirurgias em Crianças com Genitália Ambígua: Médicos têm realizado cirurgias em</p><p>crianças com genitália ambígua para adequá-las a um gênero específico, refletindo a</p><p>pressão cultural por uma correspondência clara entre sexo biológico e identidade de</p><p>gênero.</p><p>SEXO E GÊNERO</p><p>As mulheres ainda sofrem com as desigualdades de gênero, e crimes</p><p>passionais continuam sendo uma das principais causas de assassinatos de</p><p>mulheres em São Paulo. Além disso, a compreensão de gênero como algo</p><p>culturalmente construído tem sido usada de maneiras controversas. Por um</p><p>lado, transexuais lutam pelo direito de realizar cirurgias para alinhar seu corpo</p><p>ao gênero com o qual se identificam. Por outro lado, médicos, às vezes de</p><p>forma trágica, realizam cirurgias em crianças com genitália ambígua para</p><p>adequá-las a um gênero escolhido, muitas vezes pelos familiares ou pelos</p><p>próprios médicos.</p><p>DIREITOS HUMANOS</p><p>⤷ Principio: o próximo como merecedor de respeito.</p><p>⤷ Dicotomia do "eu vs o outro".</p><p>⤷ Direitos Humanos como um combate.</p><p>⤷ Direitos Humanos diferentes a cada grupo sujeito ao direito. Particularidades.</p><p>IGUALDADE E DIFERENÇA</p><p>TRÊS VERTENTES DA CONCEPÇÃO DE IGUALDADE</p><p>⤷ formal: "todos iguais perante a leis“.</p><p>⤷ material: justiça social, parâmetros socioeconômicos.</p><p>⤷ material: Reconhecimento de Dignidade.</p><p>REDISTRIBUIÇÃO E RECONHECIMENTO</p><p>⤷ Reconhecer Diferença; não alimentar desigualdade.</p><p>ABORTO E DIREITO INTERNACIONAL</p><p>RECOMENDAÇÕES PARA REVISÃO DE LEGISLAÇÕES, ACESSO</p><p>UNIVERSAL E PROTEÇÃO À SAÚDE REPRODUTIVA</p><p>CONFERÊNCIA DO CAIRO</p><p>COMITÊ DE DIREITOS HUMANOS DA ONU</p><p>ABORTO E DIREITO INTERNACIONAL</p><p>ABORTO ILEGAL E DESAFIOS</p><p>ABORTO COMO UM PROBLEMA DE SAÚDE PÚBLICA</p><p>ABORTO LEGAL</p><p>OBRIGADA PELA ATENÇÃO!</p>