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<p>METODOLOGIA DA</p><p>PESQUISA CIENTÍFICA</p><p>Prof.ª ÉrICA DANIELLE SILVA</p><p>Este trabalho está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.</p><p>METODOLOGIA DA PESQUISA CIENTÍFICA</p><p>Autora: Érica Danielle Silva</p><p>Graduada em Letras, com habilitação em Português e Inglês e mestre e</p><p>doutora em Letras pela Universidade Estadual de Maringá.</p><p>https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/</p><p>SUMÁRIO</p><p>UNIDADE III ......................................................................................................................................................................................04</p><p>APrESENTAÇÃo forMAL DA PESQUISA: orIENTAÇÕES GErAIS E METoDoLÓGICAS........................................05</p><p>CoNVErSA INICIAL ........................................................................................................................................................................06</p><p>1 PLANEJAMENTo DA PESQUISA ............................................................................................................................................07</p><p>1.1 Delimitação do tema ...........................................................................................................................................................08</p><p>1.2 formulação do problema ..................................................................................................................................................08</p><p>1.3 Construção das hipóteses .................................................................................................................................................09</p><p>1.4 Determinação dos objetivos ............................................................................................................................................10</p><p>1.5 Justificativa .............................................................................................................................................................................13</p><p>1.6 Metodologia ...........................................................................................................................................................................14</p><p>1.7 revisão da literatura ............................................................................................................................................................14</p><p>1.8 Cronograma ...........................................................................................................................................................................15</p><p>2 EXECUÇÃo DA PESQUISA .......................................................................................................................................................15</p><p>2.1 Coleta dos dados ..................................................................................................................................................................15</p><p>2.2 Análise e interpretação dos dados .................................................................................................................................17</p><p>3 rESULTADoS ................................................................................................................................................................................17</p><p>3.1 relatório de pesquisa ........................................................................................................................................................18</p><p>3.2 Artigo científico ....................................................................................................................................................................19</p><p>3.3 Monografia .............................................................................................................................................................................21</p><p>3.4 Dissertação e tese ................................................................................................................................................................23</p><p>4 EXPANDINDo A EXPErIÊNCIA ACADÊMICo-CIENTÍfICA ............................................................................................25</p><p>4.1 Participação em eventos ...................................................................................................................................................25</p><p>4.1.1 Introdução à comunicação oral ................................................................................................................................26</p><p>4.1.2 orientações gerais – preparação, apresentação e conclusão ........................................................................28</p><p>4.2 Curriculum vitae ..................................................................................................................................................................30</p><p>CoNCLUSÃo ....................................................................................................................................................................................32</p><p>rEfErÊNCIAS ..................................................................................................................................................................................33</p><p>04</p><p>UNIDADE III</p><p>05</p><p>UNIDADE III</p><p>APRESENTAÇÃO FORMAL DA PESQUISA:</p><p>ORIENTAÇÕES GERAIS E METODOLÓGICAS</p><p>Prof.ª Me. Érica Danielle Silva</p><p>oBJETIVoS DE APrENDIZAGEM</p><p>Ao finalizar esta unidade você deverá ser capaz de distinguir as diferentes etapas do projeto</p><p>de pesquisa, bem como descrever os procedimentos metodológicos de cada uma, identificar a</p><p>estrutura e organização de trabalhos científicos, sobretudo o artigo científico, a monografia (ou</p><p>trabalho de conclusão de curso), a dissertação e a tese e organizar uma apresentação formal da</p><p>pesquisa, sobretudo via comunicação oral.</p><p>Plano de estudo</p><p>Serão abordados os seguintes tópicos:</p><p>1. Planejamento da pesquisa.</p><p>2. Execução da pesquisa.</p><p>3. relatório da pesquisa.</p><p>4. Artigo Científico.</p><p>5. Monografia.</p><p>6. Dissertação e tese.</p><p>7. Expandindo a experiência acadêmico-científica (participação em eventos e construção do</p><p>currículo).</p><p>06</p><p>CONVERSA INICIAL</p><p>Embora não seja possível estabelecermos um percurso linear na pesquisa científica, nos-</p><p>sa proposta nesta unidade é explicitar alguns procedimentos comuns ao desenvolvimento de</p><p>qualquer pesquisa, independente de sua área, de seu foco ou do seu tipo.</p><p>Em linhas gerais, a pesquisa científica percorre três momentos inter-relacionados: o plane-</p><p>jamento (projeto de pesquisa), a execução e os resultados. Importa destacar que essas fases não</p><p>são estanques, mas sim dinâmicas e estão inter-relacionadas, e esse processo não se finaliza com</p><p>entrega do TCC/ da dissertação / da tese. os resultados alcançados serão base de outros question-</p><p>amentos, formando outros ciclos de pesquisa.</p><p>Ao longo da vida acadêmica, na graduação, você, aluno(a), será exposto(a) a diferentes tra-</p><p>balhos didáticos que permitirão que você se inicie nos métodos de pesquisa e de reflexão, como,</p><p>por exemplo, os trabalhos de pesquisa, os relatórios de pesquisa, os seminários, os resumos e as</p><p>resenhas. Conforme afirma Severino (2007), dependendo do nível em que se encontra o estu-</p><p>dante, dos objetivos do curso e do próprio trabalho, não se exige originalidade nos trabalhos. o</p><p>que importa é usar corretamente o material reunido, de forma a tratá-lo de maneira adequada</p><p>para que contribua à aprendizagem do aluno.</p><p>Já na pós-graduação, seja no mestrado como no doutorado, exige-se uma pesquisa que</p><p>concretize os objetivos desses níveis de ensino: “[...] abordar determinada problemática mediante</p><p>exigente trabalho de pesquisa e de reflexão, apoiado num esforço de fundamentação teórica a</p><p>ser assegurada através dos instrumentos fornecidos pela escolaridade” (SEVErINo, 2007, p. 212).</p><p>07</p><p>1 PLANEJAMENTO DA PESQUISA</p><p>Segundo Marconi e Lakatos (2010), é na etapa do planejamento que o pesquisador toma a</p><p>decisão de realizar uma pesquisa, seja</p><p>por interesse próprio, seja para atender aos requisitos de</p><p>um programa de pós-graduação ou de uma entidade. Para tomar a decisão, pressupõe-se uma</p><p>série de conhecimentos de conteúdos e de metodologia, além de persistência e dedicação do</p><p>pesquisador.</p><p>É necessário então estabelecer os objetivos, que devem responder a três perguntas fun-</p><p>damentais: Por quê? Para quê? Para quem? Traça-se, então, um esquema (provisório) que deve</p><p>considerar, inclusive, os recursos materiais, humanos e de tempo que serão necessários. Para isso,</p><p>é preciso organizar um projeto de pesquisa que sistematize as ações a serem desenvolvidas ao</p><p>longo do processo. Trata-se de um documento que apresenta os resultados das escolhas real-</p><p>izadas na fase do planejamento, em que se estabelece um tema, contextualiza um problema,</p><p>justifica sua relevância, define suas intenções (objetivos), levanta hipóteses, aponta um caminho</p><p>possível (método), designa os meios (técnicas), determina o cronograma de execução, os recur-</p><p>sos necessários e o referencial teórico consultado. Em suma, podemos dizer que um projeto de</p><p>pesquisa deve responder a essas perguntas:</p><p>Quadro 1 - Questionamentos para o projeto de pesquisa</p><p>O que pesquisar? Definição do tema, do problema e das hipóteses.</p><p>Como pesquisar? Escolher a metodologia a ser utilizada.</p><p>Por que pesquisar? Justificativa da escolha do problema.</p><p>Para que pesquisar Propósito do estudo, seus objetivos.</p><p>Onde pesquisar? Levantamento bibliográfico.</p><p>Quando pesquisar? Cronograma de execução do projeto.</p><p>Com que recursos pesquisar? Previsão de um orçamento, se necessário.</p><p>Quem vai pesquisar? Pesquisador, orientador e/ou equipe técnica, se necessário.</p><p>fonte: Elaborado pela autora</p><p>Lembre-se de que o projeto de pesquisa é a base comum para qualquer tipo de trabalho</p><p>acadêmico/científico. Deve ser o norte de sua pesquisa, retomado e reformulado em qualquer</p><p>momento.</p><p>Vamos a algumas peculiaridades.</p><p>08</p><p>FIQUE POR DENTRO</p><p>Toda coleta de dados para projeto de pesquisa que envolva seres humanos só será</p><p>iniciada se o projeto for analisado e aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa. De-</p><p>verá ser assegurado ao sujeito envolvido na pesquisa seu anonimato, sigilo das infor-</p><p>mações, garantia de benefício sobre os riscos da pesquisa, e direito de entrar ou sair da</p><p>pesquisa a qualquer momento.</p><p>1.1 Delimitação do tema</p><p>o tema, em linhas gerais, pode ser definido como o assunto que se deseja pesquisar/estu-</p><p>dar. Isso significa que, enquanto pesquisador(a), você deve selecionar um assunto consideran-</p><p>do fatores internos, como seu interesse pessoal em relação ao tema, o tempo que dispõe para</p><p>desenvolver a pesquisa ou ainda sua qualificação em termos de conhecimentos já adquiridos no</p><p>percurso acadêmico. Alguns fatores externos também devem ser considerados, como o valor</p><p>acadêmico atribuído ao tema, o limite de tempo imposto para o desenvolvimento da pesquisa e</p><p>o material de consulta disponível.</p><p>1.2 Formulação do problema</p><p>o problema é uma dificuldade (teórica ou prática) em relação ao conhecimento de algo que</p><p>tenha importância e para o qual se deve encontrar uma solução. Deve ser formulado preferencial-</p><p>mente em forma interrogativa. É levantado a partir de um estado de reflexão contínua sobre um</p><p>determinado tema e requer conhecimentos prévios sobre o assunto.</p><p>Marconi e Lakatos (2010) propõem que o problema seja analisado sob alguns aspectos:</p><p>a) Viabilidade: é possível resolvê-lo com a pesquisa?</p><p>b) Relevância: possibilitará a construção de conhecimentos novos?</p><p>c) Novidade: está adequado aos estudos recentes?</p><p>d) Exequibilidade: é possível chegar a uma conclusão válida?</p><p>e) Oportunidade: atende aos interesses particulares e externos?</p><p>Partinas (1977, p. 121-125 apud MArCoNI; LAKAToS, 2010) considera que o problema pode</p><p>tomar diferentes formas, de acordo com o objetivo do trabalho:</p><p>1. Problema de Estudos Acadêmicos (ou problema de diagnóstico): refere-se a um estu-</p><p>09</p><p>do descritivo, de caráter informativo e explicativo.</p><p>2. Problema de Informação (ou problema de propaganda): está relacionado à coleta de</p><p>dados dentro de uma área de fenômenos.</p><p>3. Problemas de Ação (ou problema de planificação): diz respeito a campos de ação, onde</p><p>determinados conhecimentos são aplicados com êxito.</p><p>4. Investigação Pura e Aplicada (ou problema de investigação): estuda um problema</p><p>relativo ao conhecimento científico ou à sua aplicabilidade.</p><p>Agora, vejamos um exemplo de formulação do problema de pesquisa:</p><p>Assunto: Administração de Informação</p><p>Tema: Informatização de serviços em microempresas cruzeirenses a partir de 2010.</p><p>Problema: Qual o impacto da informatização de serviços nas microempresas cruzeirenses, a partir de</p><p>2010, para o aumento da clientela?</p><p>Alguns defeitos, comuns na formulação do problema, podem atrapalhar o desenvolvimento</p><p>da pesquisa. observe alguns casos:</p><p>Quadro 2 - Defeitos comuns na formulação do problema</p><p>PROBLEMAS FORMULADOS “DEFEITOS”</p><p>Qual é a melhor técnica de ensino? Contém juízo de valor. Evite adjetivos como bom, melhor,</p><p>ótimo... Também percebemos que falta precisão.</p><p>O que pensam os clientes? falta de delimitação do problema.</p><p>Como resolver os problemas de des-</p><p>perdícios no almoxarifado?</p><p>Trata-se de um “problema de engenharia”, ou seja, é um tipo</p><p>de questão que busca respostas ao “como fazer”, que resulta</p><p>em manuais de procedimentos e, muitas vezes, sem caráter</p><p>científico.</p><p>Quais são os direitos trabalhistas da</p><p>gestante?</p><p>Questão óbvia. Podemos apenas consultar as leis trabalhis-</p><p>tas. Não é necessário desenvolver um trabalho de pesquisa.</p><p>fonte: Elaborado pela autora</p><p>1.3 Construção das hipóteses</p><p>Uma hipótese é uma proposição feita a fim de se verificar a validade da resposta de um</p><p>problema. É uma suposição que antecede a constatação dos fatos e se caracteriza como uma for-</p><p>mulação provisória. os resultados finais do trabalho poderão comprovar, confirmar parcialmente</p><p>ou rejeitar totalmente as hipóteses. Vejamos um exemplo:</p><p>10</p><p>1.4 Determinação dos objetivos</p><p>Ao definir “para quê” desenvolver a pesquisa, você define a visão geral do que pretende al-</p><p>cançar com o estudo. Sua função é determinar o que pretende realizar para obter a resposta</p><p>para a formulação do problema. o objetivo geral deve ser abrangente e deve ser único para</p><p>todo o projeto de pesquisa. Vejamos algumas sugestões de verbos:</p><p>Quadro 3 - Sugestões de verbos para determinar os objetivos da pesquisa (Parte 1)</p><p>fonte: Elaborado pela autora</p><p>Assunto: Administração de Informação</p><p>Tema: Informatização de serviços em microempresas cruzeirenses a partir de 2010.</p><p>Problema: Qual o impacto da informatização de serviços nas microempresas cruzeirenses, a partir de</p><p>2010, para o aumento da clientela?</p><p>Hipóteses:</p><p>1) Com a informatização, os serviços prestados tornam-se mais ágeis e precisos, contribuindo para a</p><p>idoneidade da microempresa, o que impactará positivamente a clientela.</p><p>2) A agilidade na prestação de serviços, aliada à sua perfectibilidade, atrairão clientes à procura de aten-</p><p>dimento eficiente e eficaz.</p><p>11</p><p>Quadro 4 - Sugestões de verbos para determinar os objetivos da pesquisa (Parte 2)</p><p>Domínio Cognitivo Verbos</p><p>Conhecimento –</p><p>a utilização desta categoria corresponde à ên-</p><p>fase aos processos psicológicos da memória e</p><p>refere-se ao conhecimento de elementos espe-</p><p>cíficos, de maneiras e meios de tratar com tais</p><p>elementos e com os conhecimentos universais,</p><p>bem como sua abstração num certo campo.</p><p>Apontar</p><p>Calcular</p><p>Citar</p><p>Classificar</p><p>Definir</p><p>Descrever</p><p>Distinguir</p><p>Enumerar</p><p>Enunciar</p><p>Especificar</p><p>Estabelecer</p><p>Evocar</p><p>Exemplificar</p><p>Expressar</p><p>Identificar</p><p>Inscrever</p><p>Marcar</p><p>Medir</p><p>Nomear</p><p>ordenar</p><p>reconhecer</p><p>registrar</p><p>relacionar</p><p>relatar</p><p>repetir</p><p>Sublinhar</p><p>Compreensão –</p><p>refere-se a um tipo de entendimento em que o</p><p>indivíduo conhece e pode fazer uso do material</p><p>ou ideia que está sendo comunicada, envolven-</p><p>do possibilidades de translação, interpretação</p><p>e extrapolação desta comunicação original.</p><p>Concluir</p><p>Deduzir</p><p>Demonstrar</p><p>Derivar</p><p>Descrever</p><p>Determinar</p><p>Diferenciar</p><p>Discutir</p><p>Estimar</p><p>Explicar</p><p>Exprimi</p><p>Extrapolar</p><p>Ilustrar</p><p>Induzir</p><p>Inferir</p><p>Interpolar</p><p>Interpretar</p><p>Localizar</p><p>Modificar</p><p>Narrar</p><p>Predizer</p><p>Preparar</p><p>Prever</p><p>reafirmar</p><p>relatar</p><p>reorganizar</p><p>representar</p><p>revisar</p><p>Traduzir</p><p>Transcrever</p><p>Transformar</p><p>Transmitir</p><p>Aplicação –</p><p>refere-se ao uso de abstrações em situações</p><p>particulares e concretas.</p><p>Aplicar</p><p>Demonstrar</p><p>Desenvolver</p><p>Dramatizar</p><p>Empregar</p><p>Esboçar</p><p>Estruturar</p><p>Generalizar</p><p>Ilustrar</p><p>Interpretar</p><p>Inventariar</p><p>operar</p><p>organizar</p><p>Praticar</p><p>relacionar</p><p>Selecionar</p><p>Traçar</p><p>Usar</p><p>desdobramento de uma comunicação em seus</p><p>elementos ou partes constituintes, de modo</p><p>que a hierarquia ou relação entre ideias são</p><p>tornadas explícitas (análise de elementos, de</p><p>relações ou princípios organizacionais).</p><p>Calcular</p><p>Categorizar</p><p>Categorizar</p><p>Combinar</p><p>Combinar</p><p>Comparar</p><p>Correlacionar</p><p>Criticar</p><p>Debater</p><p>Deduzir</p><p>Deduzir</p><p>Diferenciar</p><p>Diferenciar</p><p>Discutir</p><p>Distinguir</p><p>Distinguir</p><p>Investiga</p><p>Síntese -</p><p>combinação de elementos e parte, de modo</p><p>a formar um todo (produção de uma comuni-</p><p>cação singular, de um plano ou indicação de</p><p>um conjunto de operações ou derivação de um</p><p>conjunto de relações abstratas.</p><p>Codificar</p><p>Compor</p><p>Comunicar</p><p>Conjugar</p><p>Constituir</p><p>Construir</p><p>Coordenar</p><p>Criar</p><p>Dirigir</p><p>Documentar</p><p>Erigir</p><p>Escrever</p><p>Especificar</p><p>Esquematiza</p><p>formular</p><p>organizar</p><p>originar</p><p>Planejar</p><p>Prestar</p><p>Produzir</p><p>Propor</p><p>Avaliação –</p><p>julgamento sobre o valor material para as in-</p><p>tenções determinadas (julgamento em termos</p><p>de evidência interna e/ou externa a partir da</p><p>referência de critérios selecionados ou evoca-</p><p>dos).</p><p>Argumentar</p><p>Comparar</p><p>Contrastar</p><p>Decidir</p><p>Escolher</p><p>Estimar</p><p>Julgar</p><p>Medir</p><p>Precisar</p><p>Selecionar</p><p>Taxar</p><p>Validar</p><p>Valoriza</p><p>fonte: Elaborado pela autora</p><p>12</p><p>Já os objetivos específicos descrevem as ações necessárias para alcançar o propósito geral</p><p>da pesquisa descrita pelo objetivo geral. Veja um exemplo:</p><p>Assunto: Administração de Informação</p><p>Tema: Informatização de serviços em microempresas cruzeirenses a partir de 2010.</p><p>Problema: Qual o impacto da informatização de serviços nas microempresas cruzeirenses, a partir de</p><p>2010, para o aumento da clientela?</p><p>Hipóteses:</p><p>1) Com a informatização, os serviços prestados tornam-se mais ágeis e precisos, contribuindo para a</p><p>idoneidade da microempresa, o que impactará positivamente a</p><p>clientela.</p><p>2) A agilidade na prestação de serviços, aliada à sua perfectibilidade, atrairá clientes à procura de atendi-</p><p>mento eficiente e eficaz.</p><p>objetivo geral:</p><p>Pretende-se investigar a relação existente entre a satisfação da clientela de uma microempresa cru-</p><p>zeirense e a qualidade da prestação de seus serviços, em virtude da informatização de seu sistema de</p><p>produção.</p><p>objetivos específicos:</p><p>a) Descrever o impacto da qualidade de produção em uma microempresa informatizada;</p><p>b) Averiguar a satisfação do cliente diante da prestação informatizada de serviços.</p><p>Quadro 5 - Verbos para classificar os objetivos específicos</p><p>fonte: Elaborado pela autora</p><p>13</p><p>FIQUE POR DENTRO</p><p>Verbos que não devem ser usados na formulação de objetivos, por não serem verbos</p><p>de ação: Apreciar – Compreender – Conhecer – Conscientizar – Entender – familiar-</p><p>izar – Perceber – Saber – Tornar familiar.</p><p>forMULAÇÃo oPErACIoNAL DoS oBJETIVoS</p><p>1. Comece com um verbo de ação que descreva uma atividade ou um comportamen-</p><p>to específico.</p><p>2. Após o verbo de ação, representar o conteúdo referente ao assunto em estudo.</p><p>3. Termine com o rendimento-padrão em termos de avaliação.</p><p>1.5 Justificativa</p><p>A justificativa de um trabalho responde ao “por que” desenvolver uma pesquisa. É na justif-</p><p>icativa que evidenciamos a relevância da pesquisa, sua originalidade e sua atualidade no campo</p><p>de conhecimento em que está inserida. Deve ser redigida pelo pesquisador, evitando-se, assim,</p><p>citações de outros autores.</p><p>É importante destacarmos três níveis de relevância: o social (Contribui em quê para a socie-</p><p>dade?), o pessoal (o que interessa para o pesquisador?) e a científica (Amplia teorias? Contesta</p><p>verdades estabelecidas?). Vejamos como ficaria a justificativa no projeto que estamos citando ao</p><p>trabalhar os outros elementos.</p><p>Assunto: Administração de Informação</p><p>Tema: Informatização de serviços em microempresas cruzeirenses a partir de 2010.</p><p>Problema: Qual o impacto da informatização de serviços nas microempresas cruzeirenses, a partir de</p><p>2010, para o aumento da clientela?</p><p>Hipóteses:</p><p>1) Com a informatização, os serviços prestados tornam-se mais ágeis e precisos, contribuindo para a</p><p>idoneidade da microempresa, o que impactará positivamente a clientela.</p><p>2) A agilidade na prestação de serviços, aliada à sua perfectibilidade, atrairá clientes à procura de atendi-</p><p>mento eficiente e eficaz.</p><p>objetivo geral:</p><p>Pretende-se investigar a relação existente entre a satisfação da clientela de uma microempresa cru-</p><p>zeirense e a qualidade da prestação de seus serviços, em virtude da informatização de seu sistema de</p><p>produção.</p><p>14</p><p>objetivos específicos:</p><p>a) Descrever o impacto da qualidade de produção em uma microempresa informatizada;</p><p>b) Averiguar a satisfação do cliente diante da prestação informatizada de serviços.</p><p>Justificativa:</p><p>Pesquisar sobre a relação existente entre a informatização de uma microempresa e a satisfação de</p><p>sua clientela possui uma tripla relevância: científica, pessoal e social.</p><p>No que concerne ao conhecimento científico, a futura pesquisa preencherá lacunas existentes no</p><p>âmbito teórico. Tais lacunas se devem a informações de difícil acesso, uma vez que a bibliografia especí-</p><p>fica ao tema abordado é escassa.</p><p>Em razão de ser o pesquisador um microempresário, a pesquisa contribuirá com informações úteis</p><p>à manutenção e evolução de sua atividade em um mercado neoliberal e extremamente competitivo.</p><p>Com a investigação e a proposta de soluções acessíveis, tais como a implantação da informática em sua</p><p>empresa, o presente trabalho pretende encontrar caminhos para otimização da prestação de serviços em</p><p>uma microempresa cruzeirense, a fim de se alcançar maior afluxo da clientela.</p><p>Uma vez otimizados produtos e prestação de serviços em geral, em razão do processo de infor-</p><p>matização em microempresas, toda a sociedade é beneficiada. o consumidor será atendido de acordo</p><p>com suas necessidades específicas; o microempresário terá seus dividendos aumentados, em virtude do</p><p>aumento da procura por seus serviços e, consequentemente, o aumento de seus dividendos gerará mais</p><p>empregos e divisas tributárias para o país.</p><p>1.6 Metodologia</p><p>Em linhas gerais, a metodologia é a descrição detalhada sobre como será desenvolvida a</p><p>pesquisa. Por exemplo, se for uma pesquisa de campo, deve-se indicar como e onde ela se realizará</p><p>e os instrumentos que serão utilizados (questionário? testes? entrevistas? observação direta?).</p><p>1.7 Revisão da literatura</p><p>A revisão da literatura compreende a definição do quadro teórico de referência da pesquisa.</p><p>Exige pesquisa, leitura, fichamento e resumo de trabalhos já existentes sobre o assunto pesqui-</p><p>sado. As reflexões já existentes devem ser articuladas e o pesquisador deve fazer comentários,</p><p>análises e interpretações das teorias levantadas. Você pode pesquisar em artigos de revistas espe-</p><p>cializadas, dissertações, teses e, preferencialmente, livros especializados.</p><p>15</p><p>1.8 Cronograma</p><p>É o planejamento, em meses ou semanas, de todas as atividades de pesquisa, desde o levan-</p><p>tamento bibliográfico até a defesa pública ou elaboração do relatório. Lembre-se de que algumas</p><p>etapas podem ser executadas simultaneamente. Vejamos um exemplo:</p><p>2 EXECUÇÃO DA PESQUISA</p><p>2.1 Coleta dos dados</p><p>Esta é a etapa da pesquisa em que se inicia a aplicação dos instrumentos elaborados e das</p><p>técnicas selecionadas. Deve ser feito um rigoroso controle na aplicação dos instrumentos de</p><p>pesquisa, pois é fundamental evitar erros.</p><p>São vários os procedimentos para a realização da coleta de dados, que variam de acordo</p><p>com o tipo de investigação. Em geral são eles (MArCoNI; LAKAToS, 2010):</p><p>•	Observação	direta	intensiva, com as técnicas de:</p><p>1. observação: não consiste apenas em ver e ouvir, mas também em</p><p>examinar fatos ou</p><p>fenômenos que se deseja estudar. Pode ser: sistemática, assistemática, participante, não partici-</p><p>pante, individual, em equipe, na vida real ou no laboratório.</p><p>2. Entrevista: feita face a face, de maneira metódica. o entrevistado fornece as informações</p><p>necessárias ao entrevistador. Pode ser: padronizada, despadronizada ou painel.</p><p>16</p><p>•	Observação	direta	extensiva, com as técnicas de:</p><p>1. Questionário: série de perguntas que são respondidas por escrito, sem a presunção do</p><p>pesquisador.</p><p>2. formulário: roteiro de perguntas enunciadas pelo entrevistador e preenchidas por ele</p><p>com as respostas do pesquisado.</p><p>3. Medidas de opiniões e de Atitudes: instrumento que “padroniza” as opiniões e atitudes,</p><p>objetivando compará-las.</p><p>4. Teste: é utilizado com o objetivo de obter dados que permitam medir o rendimento, a</p><p>frequência, a capacidade ou a conduta de indivíduos, de forma quantitativa.</p><p>5. Técnicas Mercadológicas: são obtidas as informações sobre o mercado de forma organi-</p><p>zada e sistemática, para que auxilie no processo decisivo de empresas, de modo a minimizar a</p><p>margem de erros.</p><p>6. Sociometria: é uma técnica quantitativa que busca explicar as relações pessoais entre in-</p><p>divíduos de um grupo.</p><p>7. Análise de Conteúdo: permite a descrição sistemática, objetiva e quantitativa do conteú-</p><p>do da comunicação.</p><p>8. História de vida: busca obter dados da experiência de alguém que tenha significado im-</p><p>portante para o conhecimento do objeto em estudo.</p><p>Uma vez coletados, os dados devem ser sistematizados, a partir dos seguintes passos:</p><p>a) Seleção: é o exame minucioso dos dados. o pesquisador deve verificar criticamente o</p><p>material coletado, que deve apontar tanto o excesso como a falta de informações. Se necessário,</p><p>o pesquisador deve voltar ao campo para reaplicar o instrumento de observação a fim de evitar</p><p>posteriores problemas de codificação.</p><p>b) Codificação: é o momento de categorizar os dados que se relacionam. o pesquisador</p><p>pode agrupar os dados sobre determinadas categorias, atribuindo-lhes um significado. Essa técni-</p><p>ca exige certos critérios e normas que podem ser do próprio pesquisador ou não.</p><p>c) Tabulação: significa dispor os dados em tabelas, o que pode facilitar a verificação das in-</p><p>ter-relações entre eles. Nesse processo, é possível representar graficamente as categorias alcança-</p><p>das anteriormente. É importante verificar se existem programas que podem facilitar a tabulação</p><p>dos dados.</p><p>17</p><p>2.2 Análise e interpretação dos dados</p><p>Uma vez sistematizados os dados, é preciso analisá-los e interpretá-los. Analisar significa</p><p>tentar evidenciar as relações existentes entre o fenômeno estudado e outros fatores. Já a inter-</p><p>pretação procura atribuir um significado mais amplo às respostas, vinculando-as a outros conhe-</p><p>cimentos.</p><p>Best (1972, p. 150-152 apud MArCoNI; LAKAToS, 2010, p. 152 - 153) aponta alguns aspetos</p><p>que podem comprometer o êxito da investigação nesta etapa:</p><p>1. Confusão entre afirmações e fatos: as afirmações devem ser comprovadas para serem</p><p>aceitas como fatos.</p><p>2. Incapacidade de reconhecer limitações: seja em relação ao grupo, às situações ou à</p><p>capacidade de representação, pode levar a resultados falsos.</p><p>3. Tabulação descuidada ou incompetente: realizada sem os cuidados necessários.</p><p>4. Procedimentos estatísticos inadequados: leva a conclusões sem validade, decorrentes</p><p>de conhecimentos errôneos ou limitados.</p><p>5. Erros de cálculo: pode ser consequência do trabalho com um número muito grande de</p><p>dados.</p><p>6. Defeitos de lógica: falsos pressupostos podem acarretar analogias inadequadas, con-</p><p>fusões entre causa e efeito.</p><p>7. Parcialidade inconsciente do investigador: muitas vezes o pesquisador se deixa envolv-</p><p>er pelo problema, omitindo resultados desfavoráveis à hipótese e enfatizando os dados favoráveis.</p><p>8. Falta de imaginação: esse fator pode impedir a descoberta de dados significativos ou</p><p>detalhes que não escapariam a um analista mais sagaz. “A imaginação, a intuição e a criatividade</p><p>podem auxiliar o pesquisador, quando bem treinadas”.</p><p>3 RESULTADOS</p><p>os resultados correspondem à última fase da pesquisa, que deve estar vinculada à hipó-</p><p>tese de investigação, cujo conteúdo deve ter sido comprovado ou refutado. formalmente, é uma</p><p>exposição factual sobre o que foi investigado, analisado e interpretado. Importa destacar que os</p><p>problemas que ficaram sem solução serão apontados, para que possam ser estudados no futuro,</p><p>pelo próprio pesquisador ou por outros.</p><p>Mas como expomos os resultados do nosso trabalho?</p><p>18</p><p>Dependendo do nível de ensino em que você se encontra, diferentes tipos de documento</p><p>são exigidos, a fim de se apresentar os resultados da pesquisa desenvolvida. No final da graduação</p><p>ou da especialização (pós-graduação lato sensu), por exemplo, muitos cursos exigem a entrega (e</p><p>apresentação) do Trabalho de Conclusão de curso (TCC). Já no mestrado, exige-se a defesa de uma</p><p>dissertação e no doutorado a defesa de uma tese. São essas formas de sistematização que serão</p><p>apresentadas a partir de agora.</p><p>3.1 Relatório de pesquisa</p><p>Depois de coletar os dados, codificá-los e atribuir um tratamento estatístico, analisá-los e in-</p><p>terpretá-los, os resultados estão prontos para serem redigidos. o relatório, exigência formal ao fi-</p><p>nal dos projetos de pesquisa, é a exposição de sua pesquisa, desde o planejamento às conclusões,</p><p>com o objetivo de sistematizar os resultados a que você chegou. Deve ser objetivo e ser construí-</p><p>do de forma impessoal. Compreende as seguintes partes:</p><p>1. Apresentação</p><p>a) Capa</p><p>•	 Entidade</p><p>•	 Título	e	subtítulo</p><p>•	 Coordenador(es)</p><p>•	 Local	e	data</p><p>b) Página de rosto</p><p>•	 Entidade</p><p>•	 Título	e	subtítulo</p><p>•	 Coordenador(es)</p><p>•	 Equipe	técnica</p><p>•	 Local	e	data</p><p>2. Sinopse (Abstract)</p><p>3. Sumário</p><p>4. Introdução</p><p>a) objetivo</p><p>•	 Tema</p><p>•	Delimitação	do	tema</p><p>•	Objetivo	geral</p><p>•	 Objetivos	específicos</p><p>b) Justificativa</p><p>c) objeto</p><p>•	 Problema</p><p>•	Hipótese(s)</p><p>•	 Variáveis</p><p>5. revisão Bibliográfica</p><p>6. Metodologia</p><p>a) Método</p><p>19</p><p>b) Técnicas</p><p>7. Embasamento teórico</p><p>8. Apresentação dos Dados e sua Análise</p><p>9. Interpretação dos resultados</p><p>10. Conclusões</p><p>11. recomendações e Sugestões</p><p>12. Apêndices</p><p>a) Tabelas</p><p>b) Quadros</p><p>c) Gráficos</p><p>d) outras ilustrações</p><p>e) Instrumento(s) de pesquisa</p><p>13. Anexos</p><p>14. Bibliografia</p><p>3.2 Artigo científico</p><p>os artigos científicos são pequenos estudos completos, publicados em revistas ou periódi-</p><p>cos especializados, que apresentam o resultado de estudos. Marconi e Lakatos (2010, p. 246) ex-</p><p>põem alguns motivos que podem levar à redação de um artigo científico. Vejamos:</p><p>a) Alguns aspectos de um assunto que não foram estudados ou estudados parcialmente;</p><p>b) Uma questão antiga que pode ser revista/reformulada;</p><p>c) os resultados obtidos por uma pesquisa não são suficientes para a publicação de um livro.</p><p>Assim, opta-se por uma extensão menor;</p><p>d) Ao realizar uma pesquisa, é possível que apareçam questões secundárias, que não serão</p><p>abordadas na obra (nas monografias, dissertações e teses);</p><p>e) A publicação do artigo permite refutar ou resolver um erro de modo satisfatório.</p><p>Quanto ao estilo, o artigo deve ser claro, conciso e objetivo, com linguagem precisa, coer-</p><p>ente e simples. Evite, portanto, repetições ou explicações inúteis.</p><p>Atenção especial também para o título do artigo: ele precisa corresponder de maneira ade-</p><p>quada ao conteúdo.</p><p>Para tornar nosso material mais objetivo, observe as orientações gerais, que serão apresen-</p><p>tadas seguindo a estrutura de um artigo científico.</p><p>20</p><p>21</p><p>3.3 Monografia</p><p>Vamos iniciar esta seção observando como a ABNT define o trabalho de conclusão de curso:</p><p>Trabalho de conclusão de curso de graduação, trabalho de graduação interdisciplinar, tra-</p><p>balho de conclusão de curso de especialização e/ou aperfeiçoamento: documento que</p><p>apresenta o resultado de estudo, devendo expressar conhecimento do assunto escolhido,</p><p>que deve ser obrigatoriamente emanado da disciplina, módulo, estudo independente,</p><p>curso, programa, e outros ministrados. Deve ser feito sob a coordenação de um orientador</p><p>(ABNT – NBr 14724).</p><p>Trata-se, portanto, de um estudo sobre um tema em particular, que obedece a rigorosa met-</p><p>odologia. Sua característica fundamental não é a extensão, mas o nível da pesquisa em relação aos</p><p>objetivos a que se propõe.</p><p>Alguns autores atribuem o nome genérico de monografia a todos os trabalhos científicos.</p><p>o que os diferenciariam seria o nível de pesquisa, a profundidade e a finalidade do estudo. Dessa</p><p>forma, teríamos, em ordem crescente em relação à originalidade, à profundidade e à extensão,</p><p>22</p><p>três tipos: a monografia, a dissertação e a tese.</p><p>Conforma destacam Marconi e Lakatos (2010), outros autores preferem outra divisão: (I) as</p><p>monografias escolares, que se referem aos trabalhos didáticos apresentados ao final de um curso</p><p>específico e (II) as monografias científicas, que correspondem aos trabalhos apresentados ao final</p><p>do curso de mestrado.</p><p>o que interessa para nós é pensarmos na estrutura que fundamenta os trabalhos científicos</p><p>em geral, independente de nomenclaturas. Vejamos o que nos diz Marconi e Lakatos (2010) sobre</p><p>isso:</p><p>a) Introdução: formulação clara e simples do tema de investigação; é a apresentação sin-</p><p>tética da questão, importância da metodologia e rápida referência a trabalhos anteriores,</p><p>realizados sobre o mesmo assunto.</p><p>b) Desenvolvimento: fundamentação lógica do trabalho de pesquisa, cuja finalidade é</p><p>expor e demonstrar.</p><p>No desenvolvimento, podem ser levadas em consideração três fases ou estágios: expli-</p><p>cação, discussão e demonstração.</p><p>•	Explicação: “[...] é o ato pelo qual se faz explícito o implícito, claro o escuro, simples o</p><p>complexo” (ASTI VErA, 1979, p. 169).</p><p>Explicar é apresentar o sentido de uma noção, é analisar e compreender, procurando su-</p><p>primir o ambíguo ou obscuro.</p><p>•	Discussão: é o exame, a argumentação e a explicação da pesquisa: explica, discute, fun-</p><p>damenta e enuncia as proposições.</p><p>•	 Demonstração: é a dedução lógica do trabalho; implica o exercício do raciocínio.</p><p>Demonstra que as proposições, para atingirem o objetivo formal do trabalho e não se</p><p>afastarem do tema, devem obedecer a uma sequência lógica.</p><p>c) Conclusão: fase final do trabalho de pesquisa, mas não significa que seja somente um</p><p>“fim”. Como a introdução e o desenvolvimento, possui uma estrutura própria. A conclusão</p><p>consiste no resumo completo, mas sintetizado, da argumentação dos dados e dos ex-</p><p>emplos constantes nas duas primeiras partes do trabalho. Na conclusão deve constar a</p><p>relação existente entre as diferentes partes da argumentação e a união das ideias e, ainda,</p><p>conter o fecho da introdução ou síntese de toda reflexão (MArCoNI; LAKAToS, 2010, p.</p><p>220).</p><p>23</p><p>3.4 Dissertação e tese</p><p>FIQUE POR DENTRO</p><p>Para pesquisar dissertações e teses de sua área, recomendamos os seguintes sites:</p><p>•	 CAPES:	<http://capesdw.capes.gov.br/capesdw/>.</p><p>•	 Biblioteca	Digital	de	Teses	e	Dissertações	(BDTD):	<http://bdtd.ibict.br/>.</p><p>•	 Domínio	 Público:	 <http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/Pesquisao-</p><p>braform.jsp>.</p><p>Segundo a ABNT, a dissertação é um:</p><p>[...] documento que apresenta o resultado de um trabalho experimental ou exposição de</p><p>um estudo científico retrospectivo, de tema único e bem delimitado em sua extensão,</p><p>com o objetivo de reunir, analisar e interpretar informações. Deve evidenciar o conheci-</p><p>mento de literatura existente sobre o assunto e a capacidade de sistematização do candi-</p><p>dato. É feito sob a coordenação de um orientador (doutor), visando a obtenção do título</p><p>de mestre (ABNT – NBr 14724).</p><p>A dissertação de mestrado deve apresentar os resultados de uma reflexão que verse sobre</p><p>um tema único e delimitado. Por se tratar de um trabalho elaborado numa fase de iniciação à</p><p>ciência, não é possível exigir de um trabalho dissertativo o mesmo nível de originalidade e de con-</p><p>tribuição à ciência do que uma tese de doutorado. Entretanto, pelo seu caráter de contribuição</p><p>para o desenvolvimento científico da área, a dissertação não deve se perder em grandes retoma-</p><p>das históricas, apenas repetindo o que já foi feito. Uma alternativa é citar as fontes competentes</p><p>da contextualização que se deseja resgatar, mas sem reproduzi-las na íntegra.</p><p>A tese, por sua vez é definida como o:</p><p>[...] documento que apresenta o resultado de um trabalho experimental ou exposição</p><p>de um estudo científico de tema único e bem delimitado. Deve ser elaborado com base</p><p>http://capesdw.capes.gov.br/capesdw/</p><p>http://bdtd.ibict.br/</p><p>http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/PesquisaObraForm.jsp</p><p>http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/PesquisaObraForm.jsp</p><p>24</p><p>em investigação original, constituindo-se em real contribuição para a especialidade em</p><p>questão. É feito sob a coordenação de um orientador (doutor) e visa a obtenção do título</p><p>de doutor, ou similar (ABNT – NBr 14724).</p><p>Uma tese de doutorado é, então, o tipo mais representativo do trabalho científico monográf-</p><p>ico. Enquanto atividade acadêmica, desenvolver uma tese objetiva obter um título de doutor ou</p><p>de livre-docência. Por si só, a tese deve colocar e solucionar um problema, de forma a contribuir ao</p><p>tema pesquisado. Assim, a tese de doutorado deve constituir-se de originalidade e o pesquisador</p><p>deve conhecer a fundo quanto já foi dito sobre o mesmo tema.</p><p>As monografias científicas desenvolvidas na pós-graduação, seja a dissertação ou a tese,</p><p>seguem as mesmas normas metodológicas que acabamos de estudar. Entretanto, tudo tem um</p><p>peso maior quanto ao rigor, quanto à completude e quanto à forma de apresentação. Por exemp-</p><p>lo, a bibliografia deve ser mais rica e mais bem explorada.</p><p>Marconi e Lakatos (2010) expõem algumas vantagens que a pós-graduação pode trazer para</p><p>a pesquisa sobre um tema. Vejamos:</p><p>a) Possibilidade de investigar em profundidade uma parte da ciência, chegando a con-</p><p>clusões e deduções mais concretas;</p><p>b) facilidade de encontrar um método mais adequado, que leve ao conhecimento apro-</p><p>fundado por meio de técnicas e instrumentos de trabalho;</p><p>c) Viabilidade na consulta de monografias e artigos especializados, o que será impossível,</p><p>dada sua quantidade, se o campo não for restrito. Entretanto, não se devem perder de</p><p>vista os perigos que a especialização apresenta, ou seja, ela impede o trabalho de síntese</p><p>e de correlação entre as ciências, dá uma visão unilateral das coisas e ainda prejudica, no</p><p>tocante aos outros conhecimentos que extrapolam a especialização.</p><p>d) Qualidade do tema escolhido:</p><p>•	adequado	à	cultura	geral,	às	preferências	pessoais,	aos	idiomas	que	conhece	e	à	espe-</p><p>cialidade que domina;</p><p>•	relativo	aos	meios	físicos	(tempo	e	recursos	financeiros)	de	que	dispõe;</p><p>•	disponibilidade	de	orientação	acadêmica	da	área	em	questão;</p><p>•	importância	do	tema.	Deve	estar	ligado	a	uma	questão	teórica	ou	concreta	que	afeta	um</p><p>segmento substancial da sociedade;</p><p>•	nem	demasiado	extenso	nem	muito	restrito.	A	extensão	prejudica	a	profundidade	e	a</p><p>restrição leva ao desenvolvimento de questões sem importância;</p><p>•	claro	e	bem	delimitado,	para	ser	bem	compreendido	e	objetivo,	facilitando	o	domínio</p><p>do tema;</p><p>•	originalidade,	quer	na	abordagem,	quer	nas	conclusões	a	que	se	chega;</p><p>•	exequibilidade,	que	pode	chegar	a	uma	conclusão	válida.	(MARCONI;	LAKATOS,	2010,	p.</p><p>224)</p><p>Tanto no mestrado como no doutorado, o exame de qualificação é uma exigência. Trata-se</p><p>de uma avaliação preliminar dos resultados obtidos numa fase intermediária da pesquisa, realiza-</p><p>da por uma banca composta pelo professor orientador e mais dois professores. Por trazer outros</p><p>pontos de vista para o trabalho, essa avaliação permite que o pós-graduando possa reorientar</p><p>25</p><p>suas atividades de pesquisa.</p><p>Já a defesa pública da dissertação ou da tese, quando conduzida de forma construtiva, pode</p><p>enriquecer o trabalho com as contribuições da banca, que representa a comunidade científica.</p><p>Dependendo da universidade, é possível incorporar as contribuições feitas por ocasião da defesa</p><p>final ao trabalho, antes de preparar os exemplares que ficarão disponíveis no acervo permanente</p><p>da instituição.</p><p>4 EXPANDINDO A EXPERIÊNCIA ACADÊMICO-CIENTÍFICA</p><p>A prática científica</p><p>de professores, acadêmicos e pós-graduandos não se limita às atividades</p><p>curriculares do curso. É preciso divulgar e debater os trabalhos em desenvolvimento com outros</p><p>pesquisadores, de forma a enriquecer seu trabalho. Para tanto, veremos algumas oportunidades</p><p>de divulgação e reflexão sobre o trabalho.</p><p>4.1 Participação em eventos</p><p>os Congressos, as Conferências, os Encontros, os Seminários, os Simpósios, as Jornadas, en-</p><p>tre outros, são eventos que acontecem nas instituições a fim de congregarem pesquisadores de</p><p>campos temáticos específicos, das diversas áreas de conhecimento.</p><p>Severino (2007) ressalta que nem sempre se distingue bem as peculiaridades de cada tipo</p><p>de evento. os mais comuns em nosso meio são os congressos, as conferências, as palestras, os</p><p>simpósios, as mesas-redondas, os painéis, os seminários, os cursos e as comunicações. De modo</p><p>geral, em todos esses casos, é aberto um espaço de tempo para que o participante apresente sua</p><p>pesquisa e também se manifeste em relação aos trabalhos apresentados. Entretanto, o autor nos</p><p>esclarece algumas diferenças:</p><p>•	Congresso: É um encontro, geralmente promovido por entidades e associações de espe-</p><p>cialistas das várias áreas, interessados em disseminar e debater as teses que expressam a evolução</p><p>do conhecimento dessa área.</p><p>•	Conferência: Aproxima-se do congresso, mas conota uma abordagem mais ampla do que</p><p>o congresso, não partindo de uma entidade em particular, mas de todas as entidades de uma de-</p><p>terminada área. É frequente também a conferência ser promovida dentro de uma periodicidade.</p><p>Atenção: o termo “conferência” pode ser usado como sinônimo de palestra. Entretanto, trata-se</p><p>de uma palestra em uma perspectiva mais solene. Corresponde a uma fala de um único expositor,</p><p>geralmente uma figura de destaque na área de pesquisa. Entretanto, nem sempre essa fala é se-</p><p>guida de debates.</p><p>•	Palestra: É uma conferência feita em condições menos solenes, em um contexto de um</p><p>evento maior ou mesmo pronunciada isoladamente. Pode ser seguida de debates com os ouvin-</p><p>26</p><p>tes.</p><p>•	Encontro: É um evento de menor porte que um congresso e mais abrangente que uma</p><p>reunião. Destina-se ao debate aberto de temas predeterminados, sob a forma de sessão.</p><p>•	Reunião: Geralmente, designa um evento restrito.</p><p>•	 Jornada: É um encontro que faz referência a um certo tempo, em termos de dias.</p><p>•	Simpósio: Geralmente, versa sobre um único tema previamente determinado, que vem</p><p>sendo pesquisado por estudiosos de diferentes instituições, que são convidados para debaterem</p><p>e trocarem informações, presidido por um coordenador.</p><p>•	Seminário: É uma reunião restrita, como se fosse um grupo de estudo. No meio acadêmi-</p><p>co, o seminário é, muitas vezes, utilizado como forma de atividade didático-científica.</p><p>•	Mesa-redonda: objetiva a apresentação de pontos de vistas diferentes sobre um tema ou</p><p>assunto, a partir da exposição de dois professores pesquisadores debatedores. Depois da apresen-</p><p>tação de cada expositor, os demais participantes podem fazer um comentário crítico em relação</p><p>às posições apresentadas, voltando a palavra ao expositor para comentários.</p><p>•	Pôster: São apresentações de trabalhos via cartazes, que ficam expostos ao público partic-</p><p>ipante. o autor do pôster coloca-se à disposição para fornecer eventuais esclarecimentos. Importa</p><p>destacar que cada evento orienta a formatação do pôster.</p><p>Nos encontros de grande porte, como nos congressos, nos encontros, nas jornadas e nos</p><p>simpósios, são realizadas as sessões de comunicação, que correspondem ao espaço destinado</p><p>aos pesquisadores para apresentarem os resultados das pesquisas que vêm realizando. Podem</p><p>tratar de uma temática predeterminada, nas chamadas sessões de comunicação coordenada,</p><p>ou de temas variados, nas sessões de comunicação oral. Em todos os casos, a exposição deve ser</p><p>sucinta, devido ao tempo limitado dedicado à apresentação.</p><p>4.1.1 Introdução à comunicação oral</p><p>Desenvolver um trabalho consistente e adequado ao nível de ensino em que estamos in-</p><p>seridos requer (I) a escolha de um tema significativo para a comunidade acadêmica e conveni-</p><p>ente ao tempo disponível para desenvolver a pesquisa; (II) o levantamento e o registro de fontes</p><p>confiáveis; (III) a elaboração do projeto em si (justificativa, problematização, hipótese, objetivos,</p><p>metodologia, revisão da literatura e cronograma); (IV) a coleta de dados; (V) a redação do trabalho</p><p>(análise e discussão dos dados e conclusão) e (VI) a organização dos elementos pré/pós-textuais e</p><p>a apresentação pública do trabalho de pesquisa. E é justamente nessa última parte que focaremos</p><p>nossa atenção neste momento: como desenvolver uma postura retórica adequada ao ambiente</p><p>de exposição do trabalho acadêmico científico? Afinal, de nada adianta desenvolver uma pesqui-</p><p>sa louvável e não saber apresentá-la adequadamente aos ouvintes/leitores.</p><p>27</p><p>Se considerarmos que nossa pesquisa é uma forma de contribuição à Ciência, então a di-</p><p>vulgação do nosso trabalho no meio acadêmico é obrigatória. Mesmo uma monografia (de con-</p><p>clusão de curso, relatório de pesquisa, dissertação ou tese), quando defendida publicamente,</p><p>muita vezes fica restrita aos participantes. Logo, é necessário levar os resultados do trabalho para</p><p>uma comunidade maior que a acadêmica.</p><p>os principais meios de divulgação de trabalhos científicos são os eventos, que podem se</p><p>caracterizar como simpósio, encontro, congresso ou colóquio, entre outros. São oportunidades</p><p>em que você pode debater sobre sua pesquisa, trocar informações, observar as tendências e es-</p><p>tabelecer contato com outros pesquisadores. ou seja, você se atualiza enquanto pesquisador no</p><p>mundo acadêmico/científico.</p><p>Cada evento tem regras específicas de apresentação de trabalho. Normalmente, o evento</p><p>exige um resumo da pesquisa, que deve ter um limite de palavras. o resumo deve abordar os</p><p>principais aspectos da pesquisa, entre eles o tema, a justificativa, os objetivos, a metodologia, o</p><p>arcabouço teórico utilizado e a síntese dos resultados e conclusões. Tudo de forma objetiva e en-</p><p>quadrada no enfoque do evento. Não deve conter citações e deve ser escrito em parágrafo único.</p><p>Se o resumo for aprovado pela Comissão Científica do evento, o participante poderá enviar o</p><p>trabalho completo, que geralmente é publicado nos anais. o trabalho deve seguir rigorosamente</p><p>as normas propostas pela comissão, que vão desde o tamanho da fonte, espaçamento e margens</p><p>até o tipo de texto, que pode ser um artigo ou um resumo expandido. No trabalho completo, você</p><p>poderá descrever com mais detalhes as diversas etapas da pesquisa, conforme já estudamos, por</p><p>exemplo, sobre artigo científico.</p><p>Vamos então à exposição oral do trabalho. Geralmente, o tempo de apresentação é limitado</p><p>e rigidamente controlado. Por isso, devemos planejar nossa apresentação cuidadosamente, nos</p><p>atentando para dois aspectos principais (ANDrADE, 2010):</p><p>1. Aspectos do conteúdo:</p><p>a) Domínio do assunto;</p><p>b) Clareza nos conceitos expostos;</p><p>c) Seleção quantitativa e qualitativa do material coletado;</p><p>d) Adequação da extensão do trabalho ao tempo disponível;</p><p>e) Encadeamento / estabelecimento de uma sequência das partes.</p><p>2. Aspectos exteriores:</p><p>a) Autocontrole;</p><p>b) Boa dicção (entonação, timbre, altura);</p><p>c) Vocabulário adequado;</p><p>d) Postura correta;</p><p>e) Empatia com classe.</p><p>É de extrema importância utilizar materiais audiovisuais que ilustrem seu trabalho. Hoje em</p><p>dia, o recurso mais comum é a projeção de slides, que são desenvolvidos com o programa Power</p><p>Point. A funcionalidade desse recurso é fácil de ser reconhecida, pois consiste em um sistema</p><p>que permite mostrar informações na tela na forma de texto, imagens, sons, vídeos e animações.</p><p>28</p><p>o problema é que esses numerosos recursos de formatação são frequentemente mal utilizados,</p><p>o que pode confundir o público ou tornar a apresentação monótona ao invés de facilitar a mem-</p><p>orização do que foi dito ou servir de guia para o público ouvinte. Por exemplo, telas com textos</p><p>longos, lidos pelo apresentador ou os efeitos</p><p>que distraem o público são exemplos de mau uso</p><p>da ferramenta.</p><p>Em primeiro lugar, vamos pensar para que tipo de apresentação o multimídia é útil. Por</p><p>exemplo, quando utilizado para mostrar imagens e vídeos, esse recurso audiovisual atribui uma</p><p>dinâmica diferente para apresentação, auxiliando na assimilação do conteúdo que está sendo</p><p>explorado. Entretanto, em várias situações, o multimídia é usado para projetar elementos da lin-</p><p>guagem verbal. Nesses casos, é preciso pensar em tudo: tamanho da letra, diagramação, cores e,</p><p>principalmente, a extensão das informações dispostas em cada slide. o excesso de informações</p><p>pode sobrecarregar o leitor, o que impede que o ouvinte preste atenção no orador.</p><p>Comparemos, por exemplo, um slide com um outdoor. A informação, nos dois casos, deve</p><p>ser transmitida de forma rápida: deve conter poucas linhas e poucas palavras. Para tanto, você</p><p>deve trabalhar com tópicos, e depois esclarecê-los durante a exposição. Afinal, se a tela contem os</p><p>raciocínios completos, a figura do apresentador torna-se dispensável.</p><p>4.1.2 Orientações gerais – preparação, apresentação e</p><p>conclusão</p><p>É preciso lembrar que os slides, por si só, não garantem boas apresentações. os recursos tec-</p><p>nológicos apenas somam-se à linguagem corporal e à boa preparação do apresentador. observe</p><p>algumas orientações importantes:</p><p>A PREPARAÇÃO</p><p>- Informe-se sobre o público: seus colegas de turma? Uma banca de professores? Pesquisadores da</p><p>área?</p><p>- Estude o assunto até estar seguro para falar sobre ele. No caso de falar sobre seu projeto de</p><p>pesquisa, tenha sua proposta muito clara.</p><p>- Tenha um “Plano B” em relação aos recursos audiovisuais. Tenha uma cópia impressa dos slides ou</p><p>prepare-se para suprir possíveis problemas tecnológicos.</p><p>29</p><p>A APRESENTAÇÃO</p><p>- Apresente-se: diga em que nível está, a qual universidade/ área/ programa pertence;</p><p>- Explique, logo de início, o objetivo da apresentação, o tempo a ser usado, como sua fala está or-</p><p>ganizada e eventuais espaços para perguntas.</p><p>- fale de modo claro, com entonação (para não entediar a plateia) e entusiasmo. Mas não se es-</p><p>queça de que deve manter a naturalidade.</p><p>- Use vocabulário simples e objetivo.</p><p>- Cuidado com a concordância e a conjugação dos verbos.</p><p>- Evite termos especializados ou regionais em lugares não familiarizados com eles.</p><p>- Evite cacoetes, como “tá ok?”, “é assim”, “né”, “bem”, “então”, “certo”, “e o seguinte”...</p><p>- Evite ler a tela ou suas anotações.</p><p>- Não dê as costas ao público.</p><p>- É aceitável consultar anotações em instantes de “branco”. Mas isso não deve virar um hábito.</p><p>- Não mantenha as mãos cheias de coisas que não esteja usando no momento (canetas, papel...).</p><p>- Evite gesticular em excesso, andando de um lado par ao outro, o tempo todo. Mas também evite</p><p>ficar parado, sem movimento algum.</p><p>A CONCLUSÃO</p><p>- Ao fim da apresentação, nunca diga que esqueceu algo: indica que você não se preparou como</p><p>devido.</p><p>- Não confronte quem faz perguntas.</p><p>- Capte a intenção e o conteúdo do que lhe é questionado. fique atento aos termos-chave da per-</p><p>gunta.</p><p>Lembramos que essas orientações fundamentam tanto a apresentação em eventos como as</p><p>apresentações acadêmicas – do projeto de pesquisa, da monografia, de seminários. Agora, vamos</p><p>ver como tudo isso contribui para a construção de um bom currículo.</p><p>30</p><p>4.2 Curriculum vitae</p><p>o Curriculum Vitae é um dos principais documentos frequentemente solicitados no meio</p><p>acadêmico-científico. É o registro de forma esquemática da trajetória de formação e de atuação</p><p>profissional do pesquisador, de modo que expresse seu perfil científico e técnico.</p><p>No meio acadêmico, o formato de Currículo privilegiado é aquele estabelecido pelo CNPq,</p><p>o Currículo Lattes. Esse tipo de currículo deve ser preenchido na Plataforma Lattes no Portal do</p><p>CNPq (http://www.cnpq.br/ - http://lattes.cnpq.br/), onde ficará à disposição de seu titular para at-</p><p>ualizações periódicas e para o público em geral, apenas para fins de consulta. o programa de reg-</p><p>istro e atualização é online, apresentado por campos predefinidos, bastando ao titular preenchê-</p><p>los, de acordo com as orientações que constam na própria plataforma.</p><p>Figura 1 - Visualização da página inicial do CV</p><p>fonte: PLATAforMA LATTES, 2017</p><p>FIQUE POR DENTRO</p><p>Relato de pesquisa - A importância dos eventos científicos na formação acadêmi-</p><p>ca: estudantes de biblioteconomia, Revista ACB - Vol. 13, No 1 (2008). Disponível em:</p><p><http://revista.acbsc.org.br/index.php/racb/article/view/553>. Acesso em 29 de no-</p><p>vembro de 2012.</p><p>http://www.cnpq.br/</p><p>http://lattes.cnpq.br/</p><p>http://revista.acbsc.org.br/index.php/racb/article/view/553</p><p>31</p><p>LEITURA COMPLEMENTAR</p><p>COMO ELABORAR PROJETOS DE PESQUISA</p><p>Autor: Antonio Carlos Gil</p><p>Idioma: Português</p><p>Editora: Atlas</p><p>Assunto: Metodologia de Pesquisa</p><p>Edição: 4ª</p><p>Ano: 2002</p><p>Resumo: Este livro expõe os elementos necessários para a</p><p>elaboração de projetos de pesquisa em diversos campos do</p><p>conhecimento, além de mostrar como organizar os conhec-</p><p>imentos obtidos ao longo da vida acadêmica.</p><p>fonte: Elaborado pela autora</p><p>FUNDAMENTOS DE MÉTODOS DE PESQUISA EM AD-</p><p>MINISTRAÇÃO</p><p>Autores: Joseph f. Hair Jr., Barry rabin, Arthur H. Money,</p><p>Phillip Samouel</p><p>Idioma: Português</p><p>Editora: Bookman</p><p>Assunto: Metodologia de Pesquisa</p><p>Edição: 1ª</p><p>Ano: 2006</p><p>Resumo: Neste livro, os autores oferecem técnicas de</p><p>análise de dados, apresentando uma abordagem práti-</p><p>ca e direta.</p><p>fonte: Elaborado pela autor</p><p>32</p><p>CONCLUSÃO</p><p>Nesta unidade foram expostos alguns procedimentos gerais pelos quais passa uma pesquisa</p><p>acadêmico-científica. Você deve ter percebido que uma pesquisa científica não pode ser realizada</p><p>de forma intuitiva. É preciso seguir uma série de passos inter-relacionados e interdependentes</p><p>para que você obtenha êxito no resultado final. Vejamos um resumo dessas etapas:</p><p>Figura 2 - resumo das etapas de um projeto de pesquisa</p><p>P</p><p>E</p><p>S</p><p>Q</p><p>U</p><p>I</p><p>S</p><p>A</p><p>Escolha do</p><p>tema</p><p>fatores internos</p><p>- Afetividade em relação a um tema ou</p><p>alto grau de interesse pessoal;</p><p>- Tempo disponível para a realização do</p><p>trabalho de pesquisa;</p><p>- Limite da capacidade do pesquisador</p><p>em relação ao tema pretendido.</p><p>fatores externos</p><p>- A significação do tema escolhido, sua</p><p>novidade, seu valor acadêmico e social;</p><p>- o limite de tempo disponível para a</p><p>conclusão do trabalho;</p><p>- Material de consulta disponível.</p><p>Levantamento</p><p>de fontes</p><p>- Determinar locais de coletas;</p><p>- registrar documentos;</p><p>- organizar o material levantado.</p><p>Elaboração do</p><p>projeto</p><p>Determinar o problema da pesquisa Marco referencial do processo de pesquisa.</p><p>Estipular a hipótese para o problema resposta hipotética ao problema levantado.</p><p>Determinar os objetivos Meta do trabalho.</p><p>Esclarecer a justificativa Explicação do porque ter escolhido esse</p><p>tema e optado pelo arcabouço teórico.</p><p>Explicar a metodologia Explicação minuciosa da utilização dos</p><p>instrumentos de coletas de dados.</p><p>Elaboração do</p><p>esquema do</p><p>trabalho</p><p>Estipular sobre quais tópicos será desenvolvido o relatório final.</p><p>Coleta de</p><p>dados</p><p>Transcrever para o trabalho as informações</p><p>colhidas nos instrumentos de coleta de</p><p>dados.</p><p>Instrumentos:</p><p>- observação;</p><p>- Entrevista;</p><p>- Questionário;</p><p>- Análise de conteúdo.</p><p>Elaboração do</p><p>relatório final</p><p>organizar a parte pré-textual de acordo com as normas da ABNT.</p><p>organizar a parte textual de acordo com as normas da ABNT.</p><p>organizar a parte pós-textual de acordo com as normas da ABNT.</p><p>Apresentação pública do trabalho de pesquisa</p><p>fonte: Elaborado pela autora</p><p>33</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>ANDrADE, Maria Margarida de. Introdução à metodologia do trabalho científico: elaboração</p><p>de trabalhos na graduação. 10. ed. São Paulo: Atlas, 2010.</p><p>ASSoCIAÇÃo BrASILEIrA DE NorMAS TÉCNICAS (ABNT). NBR 14724: Informação e documentação.</p><p>Trabalhos	acadêmicos.	Apresentação.	São	Paulo:	ABNT,	2003.	Disponível	em	<www.abnt.org.br>.</p><p>ASTI VErA, Armando. Metodologia da Pesquisa Científica. rio de Janeiro: São Paulo, 1979.</p><p>CUrrÍCULo LATTES. In: Plataforma Lattes.	Disponível	em:	<http://lattes.cnpq.br/>.		Acesso	em:</p><p>27 jul. 2017.</p><p>MArCoNI, Maria de Andrade;</p><p>LAKAToS, Eva Maria. Fundamentos de metodologia científica. 7.</p><p>ed. São Paulo: Atlas, 2010.</p><p>SEVErINo, Antonio Joaquim. Metodologia do trabalho científico. 23. ed. rev. e atual. São Paulo:</p><p>Cortez, 2007.</p><p>www.abnt.org.br</p><p>http://lattes.cnpq.br/</p><p>Este trabalho está licenciado com uma Licença Creative</p><p>Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivações</p><p>4.0 Internacional.</p><p>INSTITUIÇÃO</p><p>Mantenedora</p><p>União das faculdades Metropolitanas de Maringá</p><p>Forma Jurídica</p><p>Instituição com fins lucrativos</p><p>Diretor Presidente</p><p>Evandro Buquera de freitas oliveira</p><p>Diretora Geral</p><p>Maria da Conceição Buquera de freitas oliveira</p><p>Diretora de Ensino</p><p>Professora Doutora Adriana dos Santos Souza Crevelin</p><p>Diretora de Pesquisa e Extensão e Pós-Graduação</p><p>Professora Doutora Juliana orsini da Silva</p><p>Comissão Editorial</p><p>Adriana dos Santos Souza Crevelin (UNIfAMMA)</p><p>Celso Leopoldo Pagnan (UNoPAr)</p><p>Juliana orsini da Silva (UNIfAMMA)</p><p>Patrícia Aparecida ferreira (UfLA)</p><p>Coordenador do Núcleo de Educação a Distância</p><p>Professor Mestre Givago Dias Mendonça</p><p>Revisão Linguística</p><p>Tatiane Caldeira dos Santos Bernardo</p><p>Projeto Gráfico e Diagramação</p><p>Deborah Busko</p><p>Mariana Pereira de Novaes</p><p>Normalização</p><p>Carmen Torresan</p><p>https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/</p><p>https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/</p><p>UNIDADE III</p><p>APRESENTAÇÃO FORMAL DA PESQUISA:</p><p>ORIENTAÇÕES GERAIS E METODOLÓGICAS</p><p>CONVERSA INICIAL</p><p>1 PLANEJAMENTO DA PESQUISA</p><p>1.1 Delimitação do tema</p><p>1.2 Formulação do problema</p><p>1.3 Construção das hipóteses</p><p>1.4 Determinação dos objetivos</p><p>1.5 Justificativa</p><p>1.6 Metodologia</p><p>1.7 Revisão da literatura</p><p>1.8	Cronograma</p><p>2 EXECUÇÃO DA PESQUISA</p><p>2.1 Coleta dos dados</p><p>2.2 Análise e interpretação dos dados</p><p>3 RESULTADOS</p><p>3.1 Relatório de pesquisa</p><p>3.2 Artigo científico</p><p>3.3 Monografia</p><p>3.4 Dissertação e tese</p><p>4 EXPANDINDO A EXPERIÊNCIA ACADÊMICO-CIENTÍFICA</p><p>4.1 Participação em eventos</p><p>4.1.1 Introdução à comunicação oral</p><p>4.1.2 Orientações gerais – preparação, apresentação e conclusão</p><p>4.2 Curriculum vitae</p><p>CONCLUSÃO</p><p>REFERÊNCIAS</p>

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