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<p>QUESTÕES AIN – 6 PERIODO – CASO 1</p><p>1. Em relação à ferritina sérica elevada podemos AFIRMAR que:</p><p>a. Pode representar tanto a sobrecarga de ferro, quanto inflamação sistêmica</p><p>b. Nunca está associada com síndrome metabólica</p><p>c. Marcadores inflamatórios como proteína C reativa (PCR) e VHS</p><p>costumam estar normais quando ela está elevada</p><p>d. O USG de abdômen não tem valor no apoio à investigação</p><p>e. Não está associada com anemias de eritropoiese ineficaz, como por</p><p>exemplo talassemia</p><p>2. No leucograma, é crucial prestar atenção ao número total de leucócitos, aos</p><p>diferentes tipos dessas células, que são responsáveis por respostas específicas a</p><p>antígenos, bem como à presença de desvios à direita ou à esquerda. Desvio à direita</p><p>no leucograma é indicativo de:</p><p>a. Predomínio de linfócitos imaturos como consequência de uma infecção</p><p>viral.</p><p>b. Aumento das formas polisegmentadas (maturadas) dos neutrófilos do</p><p>sangue periférico.</p><p>c. Diminuição significativa dos neutrófilos e aumento de eosinófilos,</p><p>comumente visto em reações alérgicas.</p><p>d. Aumento das formas imaturas dos neutrófilos, indicativo de infecções</p><p>bacterianas agudas.</p><p>3. Homem de 65 anos apresenta anorexia e perda de 7kg em três meses. Nega outras</p><p>queixas e desconhece comorbidades. Não faz uso de quaisquer medicamentos. Ao</p><p>exame físico não apresenta anormalidades. Exames de laboratório: Hg 10,9g/dL;</p><p>leucócitos 12.450/mm3; eosinófilos 1.790/mm3; neutrófilos 6.400/mm3; linfócitos</p><p>3.800/mm3; plaquetas 167.000/mm3. Assinale a alternativa que NÃO apresenta um</p><p>diagnóstico diferencial para a eosinofilia apresentada por esse paciente:</p><p>a. Insuficiência adrenal.</p><p>b. Leucemia mieloide crônica.</p><p>c. Mieloma múltiplo.</p><p>d. Neoplasia do trato gastrointestinal.</p><p>4. Citocinas são pequenas proteínas ou glicoproteínas secretadas para alterar a função</p><p>das células-alvo, de uma maneira endócrina, parácrina ou autócrina. Qual das</p><p>citocinas abaixo tem função de aumentar a produção de hemácias pela medula</p><p>óssea?</p><p>a. Interferon ß (IFN-ß</p><p>b. Eritropoetina (EPO)</p><p>c. Interleucina 2 (IL2)</p><p>d. Interleucina 5 (IL5)</p><p>e. Interleucina 10 (IL10)</p><p>5. Mulher, 30 anos de idade, G6P5A1, apresenta queda de cabelos, unhas quebradiças</p><p>e intensa fraqueza. O hemograma evidenciou: Hb = 3,5 g/dL e plaquetas =</p><p>750.000/mm3 , além de saturação da transferrina de 6%. O diagnóstico mais</p><p>provável é</p><p>a. talassemia major.</p><p>b. anemia ferropriva.</p><p>c. anemia ferropriva com trombocitemia essencial concomitante.</p><p>d. anemia ferropriva com síndrome mieloproliferativa crônica.</p><p>6. Uma paciente com 40 anos de idade procurou uma unidade de pronto atendimento</p><p>por apresentar astenia e dispneia aos grandes esforços havia 3 meses. Realizou-se</p><p>um hemograma, cujos resultados são apresentados a seguir. hemoglobina: 8 g/dL</p><p>hematócrito: 24% volume corpuscular médio: 75 fL (referência: > 80 fL)</p><p>hemoglobina corpuscular média: 24 pg (referência: 27pg a 31 pg) conteúdo de</p><p>hemoglobina corpuscular média: 33% (referência: 2,6% a 34,3 %) RDW: 18%</p><p>(referência: 11,5% a 15,5%) série leucocitária e plaquetária: normal A partir das</p><p>informações apresentadas no caso clínico hipotético precedente, julgue os itens que</p><p>se seguem. Deve-se evitar a prescrição de um tratamento imediato até que se</p><p>estabeleça a causa definitiva do problema.</p><p>a. CERTO</p><p>b. ERRADO</p><p>7. Em um exame, quando detectada a alteração no número de eritrócitos e na</p><p>quantidade de hemoglobinas, pode-se identificar como consequência final o quadro</p><p>de:</p><p>a. Anorexia</p><p>b. Hipóxia tecidular.</p><p>c. Isquemia cerebral.</p><p>d. Anoxia cerebral.</p><p>8. Homem de 20 anos vai à consulta médica com hemograma e coagulograma</p><p>solicitados previamente para realizar a excisão cirúrgica de um lipoma de 5 cm no</p><p>dorso. O paciente é completamente assintomático e seus exames estão normais,</p><p>exceto pela presença de plaquetas de 5 mil/mm3 (referência 140 mil a 450</p><p>mil/mm3). A conduta deve ser</p><p>a. transfundir plaquetas.</p><p>b. realizar mielograma</p><p>c. repetir hemograma.</p><p>d. realizar tomografia de abdome</p><p>e. pesquisar protrombina mutante.</p><p>9. Senhora Ilda, 65 anos de idade, viúva há 2 anos, costureira aposentada, fumante</p><p>inveterada, procurou a UBS (Unidade Básica de Saúde) de sua comunidade com</p><p>queixas de cansaço e sensação de queimação em seus pés nos últimos seis meses.</p><p>Um hemograma mostrou anemia com VCM (Volume Corpuscular Médio)</p><p>aumentado. Qual das seguintes alternativas é a causa mais provável de sua anemia?</p><p>a. Talassemia</p><p>b. Deficiência de Ferro.</p><p>c. Perda sanguínea gastrointestinal crônica.</p><p>d. Falta de fator intrínseco.</p><p>e. Doenças da tireoide.</p><p>AIN – 6 PERIODO – CASO 2 – QUESTÕES</p><p>1. Paciente de 57 anos do sexo masculino, Sr José Lima tem diagnóstico de tumor</p><p>de cólon em tratamento, HAS e insuficiência renal crônica em tratamento</p><p>conservador. Relato de doença hematológica na família com um filho e dois</p><p>sobrinhos em tratamento no Hemorio. Tem exames antigos com hepatograma</p><p>normal, creatinina de 1.5 e eletroforese de hemoglobina com hemoglobina AS.</p><p>Atualmente interna na sua unidade de clínica médica com quadro de fadiga,</p><p>síndrome edemigênica. Avaliação laboratorial na admissão evidenciava: ureia</p><p>55, creatinina 1.6, hemoglobina 8,2, VCM 65, leucócitos 6540 com diferencial</p><p>normal, reticulocitopenia. Você encontra o residente da hematologia no corredor</p><p>com quem discute o caso e levantam a principal etiologia e tratamento para</p><p>anemia:</p><p>a. Anemia falciforme, hemotransfusões, uso de hidroxiureia.</p><p>b. Anemia dilucional, furosemida.</p><p>c. Anemia por deficiência de ferro, reposição venosa de ferro</p><p>d. Anemia secundária a doença renal crônica, reposição de erítropoetina</p><p>subcutânea</p><p>2. Um paciente anêmico apresentou, em seu hemograma, microcitose, hipocromia</p><p>e anisocitose. Com base nessa situação hipotética, assinale a alternativa que</p><p>apresenta a etiologia mais provável, considerando-se que tais alterações sejam</p><p>causadas pela patologia mais comum e esperada no paciente idoso.</p><p>a. Deficiência nutricional.</p><p>b. Intoxicação.</p><p>c. Cirurgia abdominal prévia.</p><p>d. Uso de metformina.</p><p>e. Sangramento do trato gastrointestinal</p><p>3. Mulher de 35 anos foi diagnosticada com anemia ferropriva. Após três meses de</p><p>tratamento com reposição oral de sulfato ferroso de forma adequada e aderente,</p><p>os exames revelaram que não houve elevação das reservas de ferro ou aumento</p><p>da hemoglobina. Assinale a alternativa que NÃO apresenta um diagnóstico</p><p>diferencial para a refratariedade ao tratamento descrito:</p><p>a. Doença celíaca.</p><p>b. Gastrite atrófica associada ao H. Pylori.</p><p>c. Gastrite autoimune.</p><p>d. Ressecção ileal.</p><p>4. Uma mulher de 55 anos de idade, sem antecedentes conhecidos, foi internada</p><p>devido a cansaço, dispneia aos esforços e astenia intensas há três semanas, com</p><p>piora há dois dias. Nega outros sintomas. No exame físico, verifica‐se que</p><p>apresenta intensa descoloração de pele e mucosas. No hemograma, observa‐se</p><p>hemoglobina de 7,1. VCM e HCM apresentam‐se próximos ao limite inferior da</p><p>normalidade. Com base nessa situação hipotética, assinale a alternativa que</p><p>apresenta a escolha mais adequada para a paciente.</p><p>a. Deve ser solicitado o perfil de ferro e deve ser iniciada a reposição de</p><p>ferro oral.</p><p>b. Devem ser solicitados reticulócitos e provas carenciais e deve ser</p><p>iniciada uma reposição de ferro oral.</p><p>c. Devem ser solicitados reticulócitos e provas carenciais e deve ser</p><p>iniciada uma reposição de ferro endovenoso.</p><p>d. Deve ser solicitado o perfil de ferro e deve ser iniciada uma reposição de</p><p>ferro endovenoso.</p><p>e. Deve ser transfundida com hemo concentrado e devem ser solicitados</p><p>reticulócitos e provas carenciais.</p><p>5. A anemia ferropriva ainda é um grave problema de saúde pública em todo o</p><p>mundo. No Brasil, recomenda-se o rastreamento da deficiência</p><p>de ferro em todas</p><p>as crianças aos 12 meses de idade. A alteração laboratorial mais precoce nos</p><p>casos de falta de ferro é a redução da(o)</p><p>a. hematócrito.</p><p>b. ferro sérico.</p><p>c. transferrina.</p><p>d. volume corpuscular médio (VCM).</p><p>e. ferritina.</p><p>6. Mulher, 22 anos, previamente hígida, vem à consulta mostrar exames, referindo</p><p>cansaço, inapetência e menorragia há mais de 6 meses. Nega uso de</p><p>anticoncepcional oral ou outras medicações. Ao exame físico: mucosas</p><p>descoradas e demais sem particularidades. Traz hemograma: diminuição da</p><p>hemoglobina e do volume corpuscular médio, hemoglobina corpuscular média</p><p>diminuída, capacidade total de ligação do ferro alta e ferritina diminuída. A</p><p>partir da principal hipótese diagnóstica do caso, espera(m)-se ainda o(s)</p><p>seguinte(s) resultado(s) laboratorial(ais): I. Ferro sérico normal. II. Red cell</p><p>distribution width (RDW) aumentado. III. Índice de saturação da transferrina</p><p>aumentado. Está/Estão correto(s) apenas o(s) item(ns)</p><p>a. I.</p><p>b. II.</p><p>c. I e III.</p><p>d. II e III.</p><p>7. Homem, 39 anos de idade, encontra-se no décimo dia após quimioterapia para</p><p>tratamento de tumor cerebral. O hemograma mostra Hb = 8g/dl, leucócitos =</p><p>700/mm3, plaquetas = 49.000/mm3. Qual é o padrão de anemia mais provável</p><p>neste caso?</p><p>a. Hipercrômica e macrocítica, hiperregenerativa com contagem de</p><p>reticulócitos altos.</p><p>b. Hipocrômica e microcítica, hiporregenerativa com contagem de</p><p>reticulócitos baixos.</p><p>c. Normocrômica e normocítica, hiporregenerativa com contagem de</p><p>reticulócitos baixos.</p><p>d. Normocrômica e normocítica, hiperregenerativa com contagem de</p><p>reticulócitos altos.</p><p>8. Mulher de 52 anos encaminhada ao ambulatório de hematologia para investigar</p><p>causa de anemia que vem apresentando há 8 meses. Considerando os exames</p><p>diagnósticos e os diferentes tipos de anemia, assinale a alternativa com a</p><p>correlação CORRETA:</p><p>a. Ferro sérico normal: anemia ferropriva.</p><p>b. Ferritina diminuída: talassemia beta menor.</p><p>c. Saturação de transferrina normal: anemia ferropriva.</p><p>d. Transferrina sérica diminuída ou normal: anemia de doença crônica.</p><p>e. Contagem de reticulócitos diminuída: talassemia beta menor.</p><p>9. Reinaldo, 49 anos, é usuário frequente do Serviço de Saúde devido a dores</p><p>osteomusculares. Relaciona as dores ao trabalho de mecânico, e costuma</p><p>comprar por sua conta remédio na farmácia, do qual não lembra o nome. Hoje</p><p>vem à consulta preocupado com uma nova dor no estômago, que melhora</p><p>quando come algo. Sente-se empachado a maior parte do tempo, apresentou dois</p><p>episódios de vômitos, sem alteração do hábito intestinal. Sente-se preocupado já</p><p>que um tio de um amigo faleceu por Câncer Gástrico, motivo pelo qual o amigo</p><p>lhe recomendou procurar um médico para realizar uma endoscopia. Nega</p><p>emagrecimento. Tem tido dificuldade para dormir, preocupado com a família</p><p>devido a problemas financeiros. Antecedentes Pessoais: Tabagismo em</p><p>abstinência há um ano. Nega etilismo. São indicações de solicitação de</p><p>endoscopia digestiva alta:</p><p>a. Anemia ferropriva, disfagia e reicidiva dos sintomas em um ano.</p><p>b. Anemia ferropriva, disfagia e emagrecimento.</p><p>c. Sangramento gastrintestinal, vômitos frequentes, e reicidiva dos sintomas</p><p>em seis meses.</p><p>d. Sangramento gastrintestinal, idade superior a 45 anos e emagrecimento.</p><p>10. Em relação ao papel dos reticulócitos no acompanhamento de pacientes com</p><p>anemia ferropriva, sabe-se que</p><p>a. é capaz de avaliar precocemente a resposta terapêutica.</p><p>b. uma vez normalizado, pode-se suspender o tratamento.</p><p>c. se encontra elevado antes do início do tratamento.</p><p>d. é imprescindível para o acompanhamento de todo o tratamento.</p><p>e. não apresenta valor no acompanhamento da anemia ferropriva.</p><p>11. A deficiência de ferro é a carência nutricional mais prevalente no mundo,</p><p>causando importantes problemas de saúde na infância. No diagnóstico</p><p>laboratorial de anemia ferropriva na criança, considerando-se o 1º estágio da</p><p>doença em que ocorre depleção de estoques de ferro no organismo, o</p><p>hemograma mostrará:</p><p>a. Hemoglobina diminuída, Volume Corpuscular Médio (VCM) diminuído,</p><p>ferro sérico baixo e ferritina diminuída.</p><p>b. Hemoglobina normal, VCM aumentado, ferro sérico baixo e ferritina</p><p>diminuída.</p><p>c. Hemoglobina diminuída, VCM normal, ferro sérico baixo e ferritina</p><p>diminuída.</p><p>d. Hemoglobina normal, VCM normal, ferro sérico normal e ferritina</p><p>diminuída.</p><p>e. Hemoglobina normal, VCM diminuído, ferro sérico baixo e ferritina</p><p>diminuída.</p><p>12. Mulher de 53 anos faz acompanhamento regular a Unidade de saúde da família,</p><p>e em seu último exame de rotina foi verificada anemia hipocrômica e</p><p>microcítica: Com relação a esse tipo de anemia podemos afirmar:</p><p>a. A causa mais comum é deficiência de vitamina B12.</p><p>b. Os principais diagnósticos diferenciais são anemia ferropriva, talassemia</p><p>e anemia de doença crônica.</p><p>c. Devem ser investigadas com mielograma.</p><p>d. Devem ser tratadas com sulfato ferroso.</p><p>13. Durante a gestação o ferro é utilizado nas seguintes fases:</p><p>a. A necessidade de ferro durante o primeiro mês é completamente suprido</p><p>através da dieta alimentar</p><p>b. A suplementação de sulfato ferroso durante a gravidez é de 300mg/dia,</p><p>correspondendo a 30 mg de ferro elementar</p><p>c. A suplementação de ferro com fumarato é pior que com sulfato ferroso</p><p>d. Para o tratamento da anemia ferropriva durante a gestação, preconiza-se</p><p>comprimidos de 150mg de sulfato ferroso</p><p>14. Um lactente de 12 meses apresenta um perfil hematológico com Hb: 7,5 g/dl,</p><p>Ht: 22%, VCM: 65 fl e uma contagem ajustada de reticulócitos de 1%. A anemia</p><p>dessa criança é provavelmente devida a:</p><p>a. Eritrocitopenia transitória da infância.</p><p>b. Anemia de doença crônica.</p><p>c. Anemia ferropriva.</p><p>d. Síndrome talassêmica.</p><p>e. Crise aplástica pelo parvovírus B19.</p><p>15. A anemia ferropriva é a carência nutricional mais prevalente no mundo. Sobre</p><p>ela, podemos afirmar que:</p><p>a. No Brasil, estima-se que 20% dos lactentes têm anemia ferropriva.</p><p>b. Durante a gestação a deficiência de ferro pode comprometer o</p><p>desenvolvimento do sistema nervoso central, mas não tem relação com</p><p>mortalidade neonatal.</p><p>c. A dosagem de ferro sérico é bom exame para ser usado no diagnóstico de</p><p>anemia por deficiência de ferro.</p><p>d. Anemia na fase de lactente pode repercutir em longo prazo com menor</p><p>desempenho escolar e distúrbios da aprendizagem.</p><p>GABARITO:</p><p>1C</p><p>2E</p><p>3D</p><p>4E</p><p>5E</p><p>6B</p><p>7C</p><p>8D</p><p>9B</p><p>10A 11D 12B 13A 14C 15D</p><p>AIN – 6 PERIODO – CASO 3 – QUESTÕES</p><p>1. Sobre a anemia megaloblástica, marque a alternativa INCORRETA:</p><p>a. É uma anemia microcítica que é normalmente causada por deficiência</p><p>nutricionais de ácido fólico ou de vitamina B12;</p><p>b. Geralmente as plaquetas são normais; trombocitopenia ocorre nas</p><p>anemias mais graves;</p><p>c. Hemoglobina corpuscular média elevada e volume corpuscular médio</p><p>elevado;</p><p>d. Os folatos são fontes importantes para produção de DNA, que pode ser</p><p>obtido por meio de alimentos, como fígado, levedo, vegetais verdes.</p><p>2. Bruno, de 16 anos de idade, é levado ao pronto atendimento por apresentar</p><p>adinamia, hiporexia e palidez cutâneo-mucosa. A mãe relata que seu filho sofreu</p><p>um traumatismo cranioencefálico com 15 anos de idade, ao cair da bicicleta e,</p><p>como sequela, desenvolveu episódios de crises convulsivas do tipo grande mal.</p><p>Desde então, faz uso contínuo de fenitoina 300 mg/dia e fenobarbital 200</p><p>mg/dia. O distúrbio hematológico mais provável neste caso é:</p><p>a. A eritroleucemia</p><p>b. B meta-hemoglobulinemia medicamentosa</p><p>c. C anemia megaloblástica</p><p>d. D hemólise pela hipercaptação esplênica</p><p>3. Uma mulher de 25 anos, Gesta I, Para 0, queixa-se de náuseas e vômitos nos</p><p>primeiros três meses da gravidez. Observa-se que ela tem nível de hemoglobina</p><p>de 9,0g/dL e VCM de 110f/L (Normal=90-105f/L). Qual das alternativas abaixo</p><p>é a etiologia mais provável da anemia?</p><p>a. A Deficiência de ferro</p><p>b. B Deficiência de folato</p><p>c. C Deficiência de carnitina</p><p>d. D Anemia fisiológica da gravidez</p><p>e. E Deficiência de Vitamina B12</p><p>4. Paciente de 15 meses de idade foi trazida à consulta por atraso de</p><p>desenvolvimento. A mãe informou que a criança era saudável até</p><p>aproximadamente os 8 meses de idade. Durante os últimos, 6 meses, apresentou</p><p>regressão da linguagem e de habilidades motoras finas e sociais. Mãe segue</p><p>dieta vegetariana estrita há muitos anos e ainda mantém aleitamento materno</p><p>exclusivo. O hemograma da paciente revelou anemia e leucopenia, Com base na</p><p>hipótese diagnóstica mais provável, assinale a assertiva correta:</p><p>a. A A anemia é microcítica e normocrômica.</p><p>b. B O tratamento com ácido fólico deve ser iniciado imediatamente.</p><p>c. C A presença de leucopenia exclui o diagnóstico de deficiência de</p><p>vitamina B12.</p><p>d. D As alterações neurológicas podem regredir com suplementação</p><p>vitamínica.</p><p>e. E A criança deve ser submetida a endoscopia para excluir gastrite</p><p>atrófica.</p><p>5. As dosagens séricas da homocisteína e do ácido metilmalônico estão</p><p>AUMENTADAS na deficiência da vitamina:</p><p>a. E.</p><p>b. D.</p><p>c. B12.</p><p>d. B1.</p><p>e. A.</p><p>6. As alterações clínico-laboratoriais arroladas abaixo são observadas em pacientes</p><p>com anemia perniciosa, EXCETO</p><p>a. A Trombocitose</p><p>b. B Neutrófilos plurissegmentados</p><p>c. C Glossite</p><p>d. D Declínio cognitivo</p><p>e. E Elevação marcante da DHL (lactato desidrogenase)</p><p>7. Mulher de 28 anos de idade, previamente hígida, está em investigação de fadiga</p><p>progressiva há 7 meses. O resultado do seu hemograma foi: hemoglobina 8</p><p>g/dL; VCM 106 fL; leucócitos 4.200 cels/mm³ (0/2/0/0/4/53/26/15), plaquetas</p><p>240.000 cels/mm³ . O esfregaço sanguíneo revelou macrocitose, anisocitose,</p><p>poiquilocitose e hipersegmentação de neutrófilos. O melhor exame a ser</p><p>solicitado para elucidar a causa da anemia é o de:</p><p>a. A ferritina</p><p>b. B vitamina B12</p><p>c. C teste de Coombs</p><p>d. D aspirado de medula</p><p>8. Mulher de 68 anos queixa-se de dormência nos membros inferiores e dificuldade</p><p>para deambular. Familiares referem que ela está irritada e com perda de</p><p>memória nos últimos meses. Foi submetida à ressecção ileal há 10 anos devido a</p><p>complicação de doença de Crohn que, desde então, está sob controle. O</p><p>hemograma evidencia anemia (hematócrito 28%) com hemácias macrocíticas</p><p>(VCM 110fL) e neutrófilos hipersegmentados no sangue periférico. Dentre as</p><p>opções abaixo, qual é a causa MAIS PROVÁVEL das alterações clínicas e</p><p>laboratoriais apresentadas pela paciente?</p><p>a. A Deficiência de ácido fólico.</p><p>b. B Má absorção de vitamina B12.</p><p>c. C Perda intestinal crônica de ferro.</p><p>d. D Produção deficiente de fator intrínseco.</p><p>9. anos foi admitida na enfermaria com história de um ano de parestesias em</p><p>membros inferiores. A um mês da internação parou de deambular. No</p><p>laboratório, apresentava Hb: 8,4 g/dL, VCM: 110 fl, hipersegmentação de</p><p>neutrófilos e presença de anticorpos anticélulas parietais, o diagnóstico aponta</p><p>para:</p><p>a. A Anemia perniciosa.</p><p>b. B Anemia por deficiência de ácido fólico.</p><p>c. C Síndrome mielodisplásica.</p><p>d. D Anemia hemolítica autoimune.</p><p>e. E Hemoglobinúria paroxística noturna.</p><p>10. Dentre as causas de anemia megaloblástica por deficiência de vitamina B12</p><p>podemos citar todas as alternativas abaixo, EXCETO:</p><p>a. A Deficiência transcobalamina II</p><p>b. B Vegetarianos estritos</p><p>c. C Gastrectomia total</p><p>d. D Gestação</p><p>11. Mulher, 40a, em investigação de anemia, retorna para resultado de exames.</p><p>Antecedente pessoal: cirurgia bariátrica (Capella) há 8 anos. Medicação:</p><p>polivitamínico 1 x ao dia. Hemograma: hemácias = 2,02 x 10⁶/ul; Hb = 5,6 g/dl;</p><p>Ht = 20,6%; VCM = 102 fl; HCM = 28,2 pg; CHCM = 27,7 g/dl. O mecanismo</p><p>responsável pela anemia e a conduta são:</p><p>a. A Deficiência de fator intrínseco; administrar cianocobalamina</p><p>intramuscular mensal.</p><p>b. B Perda menstrual e deficiência de fator intrínseco; reposição</p><p>intravenosa de ferro.</p><p>c. C Gastrite alcalina; administrar sucralfato e suplementar ácido fólico.</p><p>d. D Baixa ingesta de ferro; reorientação alimentar e suplementação oral de</p><p>ferro.</p><p>12. Homem de 75 anos com anemia macrocítica associada à deficiência de vitamina</p><p>B12 é atendido no Centro de Saúde com pesquisa de anticorpo sérico anti-célula</p><p>pariental positivo e endoscopia digestiva alta evidenciando gastrite atrófica de</p><p>corpo e fundo gástrico. Assinale a alteração, dentre as abaixo, que NÃO deve ser</p><p>encontrada neste caso:</p><p>a. A Acloridria.</p><p>b. B Anticorpo anti- fator intrínseco positivo.</p><p>c. C Hipergastrinemia.</p><p>d. D Pepsinogênio sérico I aumentado.</p><p>13. Nulípara, 28 anos procura aconselhamento pré concepcional. Seu médico avalia</p><p>o estado para rubéola e prescreve ácido fólico. Qual das alternativas a seguir é a</p><p>melhor justificativa da prescrição?</p><p>a. A Prevenção de anemia megaloblástica.</p><p>b. B Melhorar a absorção de ferro.</p><p>c. C Aumentar a função imunológica materna.</p><p>d. D Diminuir as chances de anomalias fetais.</p><p>14. A avaliação de um paciente com privação alimentar importante mostrou anemia</p><p>com elevação do volume corpuscular médio. Um exame realizado cerca de 6</p><p>meses antes mostrava valores normais. Ao exame físico, além de emagrecimento</p><p>e mucosas hipocoradas, mostrava a pressão arterial normal. A proposta</p><p>terapêutica deverá priorizar o seguinte item:</p><p>a. A Ferro</p><p>b. B Transfusão sanguínea</p><p>c. C Ácido fólico</p><p>d. D Eritropoietina</p><p>15. Paciente de 88 anos, com anemia normocrômica macrocítica com leucopenia,</p><p>plaquetopenia e reticulócitos reduzidos na periferia, associados à presença de</p><p>parestesia de membros inferiores, deve ser tratado preferencialmente com</p><p>a. A hidroxicobalamina e acido fólico.</p><p>b. B eritropetina e gabapentina.</p><p>c. C corticoterapia.</p><p>d. D esplenectomia.</p><p>GABARITO:</p><p>1A</p><p>2C</p><p>3B</p><p>4D</p><p>5C</p><p>6A</p><p>7B</p><p>8B</p><p>9A</p><p>10D 11A 12D 13D 14C 15A</p><p>AIN – 6 PERIODO – CASO 4 – QUESTÕES</p><p>1. As características laboratoriais da anemia de doença crônica são:</p><p>a. A macrocitose e redução da proteína receptora de transferrina.</p><p>b. B ferritina baixa e normocitose.</p><p>c. C ferro sérico baixo e aumento da saturação de transferrina.</p><p>d. D trombocitose e aumento do RDW.</p><p>e. E aumento da hepcidina e redução da transferrina.</p><p>2. A anemia microcítica caracterizada por ferro sérico diminuído, TIBC diminuído,</p><p>ferritina normal ou aumentada e RDW normal é:</p><p>a. A Anemia ferropriva.</p><p>b. B Talassemia.</p><p>c. C Anemia de doença crônica.</p><p>d. D Anemia sideroblástica.</p><p>e. E Anemia falciforme.</p><p>3. A anemia da doença crônica ocorre associada com diversas condições, como</p><p>doenças infecciosas, inflamatórias e neoplásicas, além de trauma, diabetes</p><p>melito, entre outras. São afirmações INCORRETAS:</p><p>a. A Hepcidina e IL-6 desempenham relevante papel na sua fisiopatogenia.</p><p>b. B o padrão da anemia pode ser microcítica e hipocrômica na minoria dos</p><p>casos.</p><p>c. C caracteriza-se por apresentar ferro medular ausente na biópsia de</p><p>medula óssea.</p><p>d. D A anemia habitualmente é leve e com uma hemoglobina entre 10 e</p><p>11g/dl.</p><p>e. E A ferritina geralmente se encontra em níveis elevados ou normais.</p><p>4. Na anemia da doença crônica espera-se encontrar os achados abaixo, EXCETO:</p><p>a. A Estoque de ferro na medula normal ou aumentado.</p><p>b. B Inabilidade da medula em aumentar a eritropoiese em resposta à</p><p>anemia.</p><p>c. C Transferrina sérica e saturação de transferrina elevadas.</p><p>d. D Eritropoietina elevada, porém em níveis abaixo do que seria de se</p><p>esperar para o nível de anemia.</p><p>e. E Hipoferremia.</p><p>5. A etiologia das anemias caracteriza-se pela biosíntese anormal de hemoglobina.</p><p>As hemácias em desenvolvimento requerem ferro, protoporfirina e globina em</p><p>quantidades ótimas para a produção de hemoglobina. No grupo das anemias</p><p>caracterizadas por distúrbios do metabolismo de ferro, podemos classificar a</p><p>anemia ferropriva e a anemia de doença crônica como sendo</p><p>as mais comuns.</p><p>Sobre esse tema marque a alternativa ERRADA:</p><p>a. A A dosagem dos níveis séricos de ferritina é o parâmetro mais sensível</p><p>e específico para determinar deficiência de ferro. Detectando-se níveis</p><p>diminuídos na anemia ferropriva e marcadamente aumentados na anemia</p><p>de doença crônica isolada ou associada à anemia ferropriva.</p><p>b. B A hepcidina é um hormônio sintetizado pelo fígado responsável pela</p><p>regulação do influxo de ferro dos tecidos (enterócitos, macrófagos e</p><p>hepatócitos) para o plasma. Sua síntese é inibida em todas as situações de</p><p>estímulo à atividade eritropoiética como na anemia e hipóxia; e</p><p>estimulada em resposta a níveis elevados de ferro tecidual e circulante e</p><p>durante estados de inflamação e infecção.</p><p>c. C Na anemia de doença crônica a presença de citocinas inflamatórias,</p><p>especialmente a IL-6, induz o aumento dos níveis de hepcidina. E desta</p><p>forma, o "sequestro" de ferro nos tecidos diminui sua disponibilidade</p><p>para erotropoiese.</p><p>d. D A anemia ferropriva é considerada refratária quando existe ausência de</p><p>resposta hematológica (aumento < 1g de hemoglobina) após 4 a 6</p><p>semanas de tratamento com ferro por via oral. Dentre as possíveis causas</p><p>devemos considerar: infecção por Helicobacter pylori, intolerância ao</p><p>glúten, gastrite atrófica autoimune e causa genética como a mutação no</p><p>gene da serina- 6 (que determina altos níveis de hepcidina circulante).</p><p>6. Em portadores de anemia de doença crônica, é provável o encontro de aumento</p><p>de</p><p>a. A ferro sérico.</p><p>b. B volume corpuscular médio.</p><p>c. C capacidade total de ligação de ferro.</p><p>d. D ferritina sérica.</p><p>e. E saturação de transferrina.</p><p>7. Mulher de 52 anos encaminhada ao ambulatório de hematologia para investigar</p><p>causa de anemia que vem apresentando há 8 meses. Considerando os exames</p><p>diagnósticos e os diferentes tipos de anemia, assinale a alternativa com a</p><p>correlação CORRETA:</p><p>a. A Ferro sérico normal: anemia ferropriva.</p><p>b. B Ferritina diminuída: talassemia beta menor.</p><p>c. C Saturação de transferrina normal: anemia ferropriva.</p><p>d. D Transferrina sérica diminuída ou normal: anemia de doença crônica.</p><p>e. E Contagem de reticulócitos diminuída: talassemia beta menor.</p><p>GABARITO:</p><p>1E</p><p>2C</p><p>3C</p><p>4C</p><p>5A</p><p>6D</p><p>7D</p><p>AIN – 6 PERIODO – CASO 5 – QUESTÕES</p><p>1. Homem, 29 anos, com diagnóstico de anemia falciforme, em uso de</p><p>hidroxiuréia, procura pronto atendimento com dor torácica, artralgia e cefaleia</p><p>há 1 semana. Antecedentes pessoais: Múltiplas admissões com quadro clínico</p><p>semelhante. Exames complementares: hemoglobina 8.4 g/dL, reticulócitos 16.3</p><p>%, bilirrubina 1.7 mg/dL, e LDH 1267 U/L. Radiograma de tórax: opacidade nas</p><p>bases bilateralmente com espessamento intersticial. Trata-se de uma crise:</p><p>a. Aplástica</p><p>b. Veno-oclusiva</p><p>c. Hemolítica</p><p>d. De sequestro esplênico.</p><p>2. Sobre a anemia falciforme, assinale a alternativa CORRETA.</p><p>a. A Na síndrome torácica aguda devemos tratar com oxigênio e</p><p>transfusões, sendo que o uso de antimicrobianos não é recomendado.</p><p>b. B A colelitíase costuma ocorrer nesses pacientes, especialmente entre 20</p><p>e 40 anos, devido ao rápido turnover do pigmento biliar da anemia</p><p>hemolítica.</p><p>c. C Essa condição é causada pela persistência da hemoglobina F, mesmo</p><p>após os 6 meses de idade.</p><p>d. D O seu tratamento consiste no uso de hidroxiureia, que reduz os níveis</p><p>séricos circulantes de Hemoglobina F (HbF) e aumenta os níveis séricos</p><p>de Hemoglobina S (HbS), reduzindo a frequência de crises vaso</p><p>oclusivas.</p><p>e. E A osteonecrose costuma acometer portadores de doença falciforme,</p><p>sendo mais comum nos ossos curtos e nas articulações distais.</p><p>3. A anemia falciforme decorre de:</p><p>a. A defeito na membrana do eritrócito.</p><p>b. B defeito na estrutura da hemoglobina.</p><p>c. C deficiência enzimática.</p><p>d. D defeito na síntese da hemoglobina.</p><p>e. E deficiência de folatos.</p><p>4. A suplementação profilática de ferro é recomendada pelo Ministério da Saúde</p><p>do Brasil para todas as crianças na dose de 1 mg/kg/dia, entre 6 e 24 meses de</p><p>idade. Constitui uma contraindicação à suplementação de ferro:</p><p>a. A Anemia falciforme.</p><p>b. B Anemias hemolíticas.</p><p>c. C Aleitamento materno.</p><p>d. D Transfusão sanguínea recente (até seis meses da data da transfusão).</p><p>5. Sobre a Doença Falciforme, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para</p><p>as falsas. ( ) É uma anemia hemolítica hereditária autossômica dominante. ( )</p><p>São hemoglobinopatias nas quais pelo menos uma das hemoglobinas alteradas é</p><p>a Hb S. ( ) O portador assintomático, portador do traço de Hb S ou heterozigoto</p><p>para Hb S, não é anêmico e não é considerado doente. ( ) As doenças falciformes</p><p>mais frequentes são a anemia falciforme (Hb SS), a S/betatalassemia e as duplas</p><p>heterozigozes Hb SC e Hb SD. ( ) O diagnóstico precoce pode ser feito por meio</p><p>da triagem neonatal para Hb S pelo teste do pezinho. Assinale a sequência</p><p>correta.</p><p>a. F, V, F, F, F.</p><p>b. V, V, V, V, V.</p><p>c. F, V, V, V, V.</p><p>d. V, F, F, V, V.</p><p>6. A terapia mais eficiente em reduzir o número de crises na Doença Falciforme é:</p><p>a. Suplementação de folato.</p><p>b. Penicilina profilática.</p><p>c. Hidroxiurea</p><p>d. Vacinação pneumocócica.</p><p>e. Anti-inflamatórios</p><p>7. Menino de dois anos e seis meses, com diagnóstico de Anemia Falciforme (SS)</p><p>no teste do pezinho (triagem neonatal), dá entrada na Unidade de pronto</p><p>atendimento (UPA) com queixa de febre (38°C) há quatro dias, coriza hialina,</p><p>tosse seca, inapetência e prostração. Ao exame físico não são observadas</p><p>alterações que indiquem foco infeccioso ou instabilidade hemodinâmica. De</p><p>acordo com o Manual de Eventos Agudos em Anemia Falciforme de 2009</p><p>publicado pelo Ministério da Saúde do Brasil, a conduta MAIS ADEQUADA</p><p>nesse caso será:</p><p>a. Alta com prescrição de amoxicilina oral.</p><p>b. Alta com reavaliação em 48 horas.</p><p>c. Internação hospitalar com prescrição de ampicilina venosa.</p><p>d. Internação hospitalar para observação por 48 horas.</p><p>8. G.N.V., sexo feminino, 12 anos, é acompanhada por anemia falciforme. Iniciou</p><p>queixas constantes de cefaleia em região occipital pulsátil. Optou-se pela</p><p>realização de ressonância magnética de crânio que evidenciou moyamoya. Qual</p><p>a conduta a ser tomada nesse caso?</p><p>a. Submeter a paciente à transfusão de troca a fim de obter uma HbS <</p><p>30%.</p><p>b. Iniciar hidroxiureia na dose inicial de 15 mg/kg/dia.</p><p>c. Submeter a paciente à transfusão simples a fim de obter uma Hb > 10.</p><p>d. Indicar imediatamente transplante de medula óssea alogênico.</p><p>e. Apenas observação, já que é esperado esse achado em exames de</p><p>imagem de portadores de anemia falciforme.</p><p>9. Paciente, 2 anos de idade, com diagnóstico de anemia falciforme. A mãe conta</p><p>que a criança empalideceu subitamente e notou aumento do volume abdominal.</p><p>Nega febre e dores pelo corpo. Ao exame físico: regular estado geral, descorado</p><p>+++/4+, afebril. Ausculta cardíaca: taquicárdico, com sopro holossistólico</p><p>++/4+. Ausculta pulmonar: murmúrio vesicular presente, sem ruídos</p><p>adventícios. Propedêutica abdominal: fígado palpável a 1 cm do rebordo costal</p><p>direito e baço palpável a 6 cm do rebordo costal esquerdo, doloroso.</p><p>Hemograma na emergência: hemoglobina: 3,0 g/dl; leucócitos: 18.600/mm³;</p><p>plaquetas: 160.000/mm³; reticulócitos: 22,5%. Nesse caso, qual é a hipótese</p><p>diagnóstica entre as crises agudas da anemia falciforme?</p><p>a. Aplásica.</p><p>b. Sequestro Esplênico.</p><p>c. Vaso-oclusiva.</p><p>d. Hiper-hemolítica.</p><p>e. Síndrome torácica aguda.</p><p>10. Quanto a anemia falciforme, analise as afirmativas abaixo.; I. As crises álgicas</p><p>são as mais comuns e mais frequentes causas de internação hospitalar, sendo a</p><p>dactilite muitas vezes, a primomanifestacao.; II. As medidas gerais de crises</p><p>álgicas incluem detecção de fatores precipitantes:acidose, desidratação, hipóxia</p><p>e quadro infeccioso.; III. Na dor intensa, deve-se hiperhidratar e fazer morfina.;</p><p>IV. Febre, tosse, taquipneia, dispneia, dor</p><p>torácica, hipoxemia e acentuação de</p><p>anemia são frequentes na síndrome torácica.; V. Rx tórax, hemograma,</p><p>gasometria, reticulócitos, pcr e hemocultura fazem parte da investigação</p><p>diagnóstica . A alternativa que contém todas as afirmativas corretas é:</p><p>a. I, II, III, IV e V</p><p>b. I, II, IV e V</p><p>c. I, III e V</p><p>d. I, II e III</p><p>e. II e IV</p><p>11. Homem, 25 anos, em hemograma realizado em exame admissional apresenta</p><p>anemia discreta (Hb=11,8 g/dL), microcítica (VCM= 62 fL), com contagem de</p><p>reticulócitos= 125.000/?L (valor de referência 25.000-100.000/?L); RDW</p><p>normal. Previamente hígido. Um dos primos é portador de traço falciforme.</p><p>Sobre o caso, é correto afirmar que:</p><p>a. A hipótese diagnóstica é de traço talassêmico</p><p>b. A hipótese diagnóstica é de traço falciforme</p><p>c. A hipótese diagnóstica é de anemia ferropriva</p><p>d. A hipótese diagnóstica é de talassemia intermedia (S-beta talassemia)</p><p>12. Um paciente com talassemia recebeu uma quantidade expressiva de</p><p>hemotransfusões ao longo de sua vida, sem que tivesse sido submetido a</p><p>controle de excesso de ferro corporal. Uma das manifestações que podem surgir</p><p>como consequência desse fato é:</p><p>a. demência</p><p>b. intolerância à glicose</p><p>c. pericardite constrictiva</p><p>d. disfunção tubular renal</p><p>13. Sérgio, 3 anos, tem história de anemia grave. Foi internado para a investigação</p><p>de anemia com necessidade de hemotransfusões. Mãe refere que o menor tinha</p><p>astenia intensa e progressiva. Nega sangramentos. Ao exame físico, observam-se</p><p>crescimento inadequado, deformidades ósseas faciais, palidez (4+/4) e o baço é</p><p>palpado na altura da cicatriz umbilical. Foram feitos os seguintes exames</p><p>complementares: hemoglobina = 4 g/dl; hematócrito = 12%; VCM = 62 fl;</p><p>reticulócitos = 8%; leucócitos = 1.500 mm³; plaquetas = 80.000 mm³. Na</p><p>microscopia óptica, foram evidenciados corpúsculos de Howel-Jolly. Qual é o</p><p>mais provável diagnóstico desse caso?</p><p>a. Talassemia major.</p><p>b. Talassemia minor.</p><p>c. Anemia aplásica.</p><p>d. Leucemia</p><p>e. Alfatalassemia.</p><p>14. Grávida NMP, 24 anos, G II P 0 A I ( aborto de I trimestre), com 20 semanas,</p><p>apresenta exames de rotina pré-natal onde se evidencia hemoglobina de 9,5g-dL,</p><p>hematócrito de 28%, volume corpuscular médio (VCM) de 75 e hemoglobina</p><p>corpuscular media de 30% e ferritina plasmática de 190. A eletroforese de</p><p>hemoglobina mostra Hb A1 de 94,7%, Hb A2 de 4,2% e Hb fetal de 1,1%.</p><p>Pergunta-se, qual o diagnóstico e tratamento:</p><p>a. Anemia ferropriva - Ferro endovenoso</p><p>b. Anemia ferropriva - Ferro via oral</p><p>c. Tallassemia - Ferro via oral e ácido fólico</p><p>d. Talassemia - Ácido fólico</p><p>15. Qual das alternativas abaixo apresenta alteração encontrada na anemia por</p><p>deficiência de ferro e talassemia?</p><p>a. Ferritina elevada</p><p>b. Capacidade total de ligação de ferro >360 μg/dl</p><p>c. Ferro sérico < 30 μg/dl</p><p>d. Microcitose</p><p>16. Para o adequado tratamento de pacientes com betatalassemia maior, inclui</p><p>terapêutica transfusional crônica, agentes quelantes de ferro, esplenectomia,</p><p>transplante alogênico de células-tronco hematopoéticas e medidas de suporte.</p><p>Entretanto, a terapia transfusional regular leva a complicações relacionadas à</p><p>sobrecarga de ferro, incluindo manifestações listadas a seguir, com EXCEÇÃO</p><p>de:</p><p>a. Retardo no crescimento.</p><p>b. Aceleração da maturação sexual.</p><p>c. Miocardiopatia dilatada.</p><p>d. Fibrose hepática e cirrose.</p><p>GABARITO:</p><p>1B</p><p>2B</p><p>3B</p><p>4A</p><p>5C</p><p>6C</p><p>7C</p><p>8A</p><p>9B</p><p>10B 11A 12B 13A 14D 15D 16B</p><p>AIN – 6 PERIODO – CASO 6 - QUESTOES</p><p>1. Em se tratando do tema pancreatite crônica, assinale a alternativa INCORRETA:</p><p>a. A principal causa, etiologia, é biliar, cálculos biliares</p><p>b. Ascite pancreática ocorre por ruptura de ducto pancreático, podendo</p><p>inclusive, ocorrer derrame pleural concomitante</p><p>c. A principal etiologia é alcoólica</p><p>d. Quando sintomática, a principal manifestação da pancreatite crônica é</p><p>dor abdominal</p><p>2. Marque V ou F. O quadro de icterícia, colúria e acolia fecal, quando presentes</p><p>representam diagnóstico muito sugestivo de pancreatite crônica de origem</p><p>alcoólica</p><p>a. VERDADEIRO</p><p>b. FALSO</p><p>3. Pancreatite crônica é definida como a presença de lesões inflamatórias crônicas</p><p>irreversíveis que levam à fibrose do pâncreas e destruição do parênquima</p><p>exócrino e endócrino do órgão. Sobre a pancreatite crônica é CORRETO</p><p>afirmar:</p><p>a. o trauma abdominal fechado é a principal causa de pancreatite crônica.</p><p>b. na trombose de veia porta por complicação da pancreatite crônica,</p><p>quando necessário o tratamento cirúrgico, este é o mesmo da hipertensão</p><p>portal por cirrose hepática.</p><p>c. a esteatorreia ocorre por insuficiência na função endócrina do pâncreas.</p><p>d. entre as indicações do tratamento cirúrgico da pancreatite crônica</p><p>podemos citar a suspeita de malignidade no órgão.</p><p>4. A pancreatite crônica é uma afecção complexa e de etiologia diversa, fazendo</p><p>parte do diagnóstico diferencial de dor abdominal crônica. Sobre a pancreatite é</p><p>CORRETO afirmar:</p><p>a. A esteatorreia é o sintoma mais comum e precoce da doença.</p><p>b. A fibrose cística é a etiologia mais frequente no nosso meio.</p><p>c. A ecoendoscopia deve ser indicada para o diagnóstico de pancreatite</p><p>crônica após insucesso dos outros métodos de imagem, permitindo</p><p>avaliar critérios morfológicos e alterações ductais, além do estadiamento</p><p>da doença.</p><p>d. Os pseudocistos, presentes em cerca de um terço dos pacientes, podem</p><p>gerar complicações como infecção, hemorragia e abscesso, além de</p><p>compressão de estruturas vizinhas e constituem a principal indicação</p><p>cirúrgica nesses pacientes.</p><p>e. O tratamento cirúrgico visa, sobretudo, a melhorar as funções endócrina</p><p>e exócrina do pâncreas.</p><p>5. Uma mulher de 56 anos com histórico de alcoolismo crônico apresenta-se ao</p><p>pronto-socorro com dor abdominal severa irradiando para as costas e vômitos</p><p>incoercíveis. Exames laboratoriais revelam elevação das enzimas pancreáticas.</p><p>Qual dos seguintes achados laboratoriais é mais provável de ser observado nesta</p><p>paciente devido à sua condição atual?</p><p>a. Aumento da amilase sérica.</p><p>b. Diminuição da alanina aminotransferase (ALT).</p><p>c. Aumento da bilirrubina conjugada.</p><p>d. Diminuição da lipase sérica.</p><p>e. Aumento da aspartato aminotransferase (AST) de forma isolada.</p><p>GABARITO:</p><p>1A</p><p>2B</p><p>3D</p><p>4C</p><p>5A</p><p>QUESTÕES CASO 7</p><p>1. Mulher de 48 anos, apresentando quadro de palpitação, tremor fino de</p><p>extremidade, emagrecimento com hipororexia e intolerância ao calor. Ao exame:</p><p>tireoide aumentada (1,5 x) e reflexo Aquileu exaltado. TSH: 0,005 mU/I</p><p>(normal: 0,4-5) e T4 livre: 3,2 microg/dI (normal: 0,8-1,9). Dentre as</p><p>alternativas, assinale a que representa o exame que melhor diferencia</p><p>hipertireoidismo de tireotoxicose sem hipertireoidismo.</p><p>a. Captação de iodo radioativo</p><p>b. Pesquisa de anticorpos antitireoperoxidase.</p><p>c. Tireoglubulina sérica.</p><p>d. T3 livre.</p><p>2. Paciente do sexo feminino, 27 anos, que iniciou há 6 meses com sintomas de</p><p>tremores, emagrecimento importante, palpitações e irritabilidade. Ao exame</p><p>físico, apresenta-se com bócio volumoso, oftalmopatia e taquicardia. Em relação</p><p>aos exames complementares, espera-se encontrar:</p><p>a. TSH e T4 livre elevados.</p><p>b. TSH baixo, T4 livre elevado, captação tireoidiana de I 131 elevada.</p><p>c. TSH baixo, T4 livre normal e T3 normal.</p><p>d. TSH e T4 livre baixos.</p><p>e. TSH baixo, T4 livre elevado e captação tireoidiana de I 131 baixa.</p><p>3. Mulher, 24 anos, procura atendimento médico com queixa de nervosismo,</p><p>agitação, queda de cabelos e emagrecimento. Ao exame físico, a paciente está</p><p>taquicárdica, com 132 bpm, apresenta tumoração em região anterior do pescoço</p><p>que, à palpação, sugere um aumento difuso da glândula tireoide e tem exoftalmia</p><p>moderada. Em relação ao caso clínico descrito, assinale a alternativa correta.</p><p>a. O diagnóstico mais</p><p>provável é de doença de Graves e a dosagem dos</p><p>anticorpos antirreceptores de TSH auxiliam no diagnóstico, estando</p><p>presentes em cerca de 95% desses pacientes.</p><p>b. O quadro é sugestivo de bócio nodular atóxico e o tratamento deve ser</p><p>feito com levotiroxina.</p><p>c. Trata-se de um adenoma tóxico de tireoide. Recomenda-se a punção</p><p>aspirativa com agulha fina (PAAF) e radioiodoterapia.</p><p>d. A doença de Hashimoto é o diagnóstico principal e a suplementação com</p><p>levotiroxina deve ser prontamente instituída.</p><p>e. O carcinoma papilífero de tireoide é a principal hipótese diagnóstica e a</p><p>tireoidectomia está indicada no caso descrito.</p><p>4. Sobre a tireotoxicose, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as</p><p>falsas. ( ) Refere-se àquelas situações em que há superprodução de hormônio</p><p>pela glândula tireoide. ( ) É caracterizada por manifestações clínicas e</p><p>laboratoriais, devido a quantidades excessivas de hormônios tireoidianos,</p><p>originados não necessariamente da tireoide. ( ) A tireotoxicose pode decorrer de</p><p>outras fontes, como o tecido tireoidiano ectópico. ( ) O hipertireoidismo se deve</p><p>geralmente à Doença de Graves. Assinale a sequência correta.</p><p>a. F, V, F, F.</p><p>b. F, V, V, V.</p><p>c. V, V, F, V.</p><p>d. F, F, F, V.</p><p>5. Pacientes com crise tireotóxica podem apresentar todos os sintomas abaixo</p><p>citados, EXCETO:</p><p>a. Hipotermia.</p><p>b. Psicose.</p><p>c. Fibrilação atrial.</p><p>d. Icterícia.</p><p>e. Insuficiência cardíaca congestiva.</p><p>6. Paciente de 26 anos procura emergência por nervosismo e taquicardia. Ao</p><p>exame físico, apresentou exoftalmia, mãos úmidas e trêmulas, FC = 140bpm,</p><p>TAX 37,2ºC. O exame neurológico identificou desorientação, agitação e</p><p>hiperreflexia. Após ser internado, foi medicado com propiltiouracil e, para</p><p>aproveitar o efeito conhecido como Wolf-Chaikoff, foi administrado:</p><p>a. lítio</p><p>b. metimazol</p><p>c. propranolol</p><p>d. iodeto de potássio</p><p>7. Mulher, 81 anos, desconforto à deglutição, sensação de taquicardia, aumento do</p><p>volume do pescoço, não sabe há quanto tempo. À palpação, foi identificado um</p><p>bócio multinodular com aproximadamente 130 gramas. Níveis séricos de TSH =</p><p>0,01 IU/ml e T4 livre = 1,45 ng/ml (0,9 a 1,8). A partir desses dados, é</p><p>CORRETO afirmar que:</p><p>a. Nessa paciente podemos afastar o quadro de tireotoxicose, pois esses</p><p>valores são normais em sua faixa etária.</p><p>b. Se ela tiver um nódulo autônomo, ele será hipocaptante à cintilografia.</p><p>c. Essa paciente tem um hipertireoidismo subclínico.</p><p>d. Ultrassom de tireoide esclareceria o diagnóstico nesse caso e afastaria a</p><p>hipótese de malignidade.</p><p>e. Hipotireoidismo de causa central não pode ser afastado nesse caso.</p><p>8. Em relação às condutas no perioperatório de tireoidectomia em paciente com</p><p>diagnóstico de hipertireoidismo, assinale a afirmativa ERRADA:</p><p>a. Manter o uso de soluções iodadas por via oral no pré-operatório pode</p><p>reduzir o fluxo sanguíneo, a friabilidade e o sangramento da tireoide no</p><p>pré-operatório.</p><p>b. Está contraindicado o uso de iodo por via oral no pré-operatório de</p><p>tireoidectomia em paciente com bócio nodular tóxico.</p><p>c. Soluções iodadas e tionamida devem ser mantidas por, pelo menos, cinco</p><p>dias após a tireoidectomia.</p><p>d. Na presença de tireotoxicose, é necessário administrar drogas</p><p>antitireoidianas, betabloqueadores e glicocorticóides antes da</p><p>tireoidectomia.</p><p>9. Mulher, 27 anos, refere labilidade emocional, choro fácil, dificuldade para</p><p>dormir e palpitações taquicárdicas. Na avaliação clínica apresenta-se inquieta,</p><p>com pele quente e úmida e tremor fino de extremidades. Sua frequência cardíaca</p><p>é de 116 bpm e nota-se reflexos tendinosos exacerbados. Assinale a alternativa</p><p>que contém o achado de exame complementar mais provável.</p><p>a. T4 total baixo.</p><p>b. T3 indetectável.</p><p>c. TSH baixo.</p><p>d. T4 livre baixo.</p><p>e. Captação de iodo baixa pela tireoide.</p><p>10. Mulher, 52a, diabética, em uso de metformina 1.700 mg/dl, é diagnosticada com</p><p>fibrilação atrial em janeiro de 2016. Ecocardiograma e dosagens de TSH e T4</p><p>livre realizados em fevereiro de 2016 não mostram alterações. Em março de</p><p>2016, faz cardioversão e inicia uso contínuo de amiodarona. Em abril de 2017</p><p>refere perda de peso de 4 Kg e taquicardia há 2 meses. Nesta época, faz novos</p><p>exames, que mostram TSH = < 0,01 μUI/ml; T4 livre = 2,12 ng/dl. ECG (DII</p><p>longo). A alternativa CORRETA é:</p><p>a. Hipertireoidismo não detectado no exame de abril de 2016.</p><p>b. Há indicação de cardioversão.</p><p>c. Betabloqueador está contraindicado.</p><p>d. Hipertireoidismo induzido por amiodarona em 2017.</p><p>11. Todos os sinais e sintomas a seguir são compatíveis com hipertireoidismo,</p><p>EXCETO;</p><p>a. Menorragia.</p><p>b. Ansiedade.</p><p>c. Mixedema pré-tibial.</p><p>d. Diarreia.</p><p>GABARITO</p><p>1A</p><p>2B</p><p>3A</p><p>4B</p><p>5A</p><p>6D</p><p>7C</p><p>8C</p><p>9C</p><p>10D</p><p>11A</p><p>AIN – 6 PERIODO – CASO 8 – QUESTOES</p><p>1. A elevação em qual dos hormônios abaixo é decorrente dos efeitos da anorexia</p><p>nervosa?</p><p>a. Cortisol;</p><p>b. Hormônio liberador de gonadotrofina (GnRH);</p><p>c. Leptina;</p><p>d. Tiroxina (T4);</p><p>2. Paciente feminina, 20 anos. Dá entrada no Centro Cirúrgico em estado grave</p><p>devido à perfuração do esôfago. Apresenta-se com hipocalemia e fácies</p><p>arredondada. Nota-se no dorso da mão direita escarificações e os dentes</p><p>encontram-se em mau estado de conservação, contrastando com a aparência</p><p>geral da paciente, pertencente à classe média. À anamnese, demonstra grande</p><p>medo de ganhar peso, embora seu peso esteja dentro da faixa normal. Qual o</p><p>diagnóstico mais provável para esta paciente?</p><p>a. Anorexia nervosa</p><p>b. Dismorfofobia</p><p>c. Vômitos psicogênicos</p><p>d. Automutilação psicótica</p><p>e. Bulimia nervosa</p><p>3. Em relação à anorexia nervosa na adolescência, assinale a alternativa correta.</p><p>a. Durante a evolução ou na fase de recuperação da anorexia nervosa,</p><p>acima de 70% das pacientes apresentarão fases bulímicas.</p><p>b. O consenso sobre a etiologia desses transtornos está bem definido, e seu</p><p>aparecimento está relacionado a uma combinação de fatores</p><p>psicológicos, biológicos familiares, genéticos, ambientais e sociais.</p><p>c. O tratamento de primeira escolha consiste nos antidepressivos, como os</p><p>inibidores da MAO, imipramina e amitriptilina.</p><p>d. Muitas pacientes apresentam-se temerosas em desenvolver caracteres</p><p>sexuais secundários, tentando retornar seus corpos a estágios pré-</p><p>pubertários.</p><p>4. Sobre os transtornos alimentares, é correto afirmar:</p><p>a. Compulsão alimentar se caracteriza pelo ato repetitivo e irresistível de</p><p>comer. Pessoas com compulsão alimentar comem em diversos momentos</p><p>do dia, mesmo que em pequenas quantidades</p><p>b. O Carbonato de Lítio é o tratamento de primeira escolha para o</p><p>tratamento da bulimia nervosa</p><p>c. A principal complicação do transtorno de compulsão alimentar é a</p><p>obesidade</p><p>d. O tratamento de escolha do transtorno de compulsão alimentar é a</p><p>sibutramina</p><p>5. Qual ou quais medicações pode(m) ser usada(s) para o tratamento psiquiátrico</p><p>do caso anterior?</p><p>a. Antipsicóticos atípicos e benzodiazepínicos</p><p>b. Estabilizadores do humor em geral</p><p>c. Carbonato de lítio</p><p>d. Antidepressivos e topiramato</p><p>e. Olanzapina e antidepressivos</p><p>6. A anorexia nervosa é um dos transtornos psiquiátricos com maior mortalidade.</p><p>Sobre este quadro é correto afirmar:</p><p>a. Um indivíduo desnutrido, no qual a perda de peso significativa ocorreu</p><p>por, volunt quantidade de alimentos ou pequeno montante calórico e/ou</p><p>fazer exercícios físicos exagerados, tem uma anorexia nervosa subtipo</p><p>restritivo</p><p>b. O critério imprescindível para o diagnóstico é amenorreia, uma vez que</p><p>denota interferência da desnutrição no equilíbrio endócrino</p><p>c. O tratamento de primeira escolha é o inibidor seletivo de recaptura de</p><p>serotonina</p><p>d. Difere da bulimia nervosa pela ausência de purgações (vômitos</p><p>induzidos ou uso de laxativos ou diuréticos)</p><p>7. Os transtornos alimentares (TA) se definem por padrão de comportamentos</p><p>alimentares desviantes que</p><p>afetam negativamente a saúde física ou mental de um</p><p>indivíduo. Qual dos itens abaixo diferencia a Anorexia da Bulimia Nervosa?</p><p>a. Peso abaixo do normal</p><p>b. Imaturidade emocional</p><p>c. Episódios de compulsão alimentar</p><p>d. Preocupação excessiva com o peso e a alimentação</p><p>e. Episódios de purgação (vômitos, uso de laxantes ou diuréticos)</p><p>8. Paciente de 19 anos, sexo feminino, estudante universitária. Chega ao</p><p>ambulatório acompanhada pela genitora que relata que a filha está muito</p><p>emagrecida e triste. Apresenta IMC de 15, nega qualquer alteração do padrão</p><p>alimentar ou purgação, mas afirma que se sente gorda e por isso faz dieta</p><p>restritiva e pratica muitos exercícios físicos. Diante desse breve histórico</p><p>podemos afirmar:</p><p>a. Essa paciente tem distorção da imagem corporal e é portadora de</p><p>anorexia nervosa</p><p>b. Restauração do peso adequado rapidamente associada a reeducação</p><p>alimentar são prioridades na condução dessa paciente</p><p>c. A tristeza é um sintoma frequente nessas coisas é, sem dúvida, indica</p><p>uma depressão em curso</p><p>d. Trata-se de um caso de transtorno alimentar com padrão não definido</p><p>9. Adolescente, sexo feminino, 15 anos, refere perda de 15 kg nos últimos seis</p><p>meses e amenorréia. Apresenta vômitos, diarréia, dor abdominal e mal estar.</p><p>Nega febre. Exame físico revela caquexia, frequência cardíaca de 40 batimentos</p><p>por minuto. Apresenta potássio sérico de 3,0 mEq/L (normal: 3,5 - 5,1 mEq/L),</p><p>hematócrito de 30% (36 - 43%), velocidade de hemossedimentação de 3</p><p>mm/hora (normal: até 10 mm/hora) e colesterol total de 300 mg/dL. Qual a</p><p>hipótese diagnóstica?</p><p>a. Anorexia nervosa.</p><p>b. Doença inflamatória intestinal.</p><p>c. Bulimia.</p><p>d. Adenoma de hipófise.</p><p>e. Doença de Addison.</p><p>10. Qual é o sintoma que, ao ocorrer no início do quadro clínico, contraria o</p><p>diagnóstico de anorexia nervosa em uma paciente com muito baixo peso?</p><p>a. Distorção da imagem corporal.</p><p>b. Perda de apetite.</p><p>c. Episódios de compulsão alimentar.</p><p>d. Prática de purgação.</p><p>11. Com relação às questões éticas no tratamento da anorexia nervosa podemos</p><p>afirmar que:</p><p>a. O paciente com anorexia nervosa, na maioria dos casos, aceita o</p><p>tratamento oferecido pelos médicos.</p><p>b. A internação involuntária de um paciente com anorexia nervosa pode ser</p><p>encerrada por solicitação expressa da família mesmo em casos de risco</p><p>iminente.</p><p>c. Algumas indicações de internamento imediato nos casos de anorexia são:</p><p>ideação suicida, síncope, perda rápida de peso, recusa alimentar,</p><p>convulsões, bradicardia, distúrbios hidroeletrolíticos, hipoglicemia,</p><p>ausência de resposta ao tratamento ambulatorial, ambiente familiar muito</p><p>comprometido.</p><p>d. Os pacientes com anorexia nervosa são globalmente incompetentes pelo</p><p>comprometimento de seus pensamentos, percepções, julgamentos e</p><p>comportamentos.</p><p>12. A bulimia nervosa:</p><p>a. Sempre está associada à depressão.</p><p>b. O pico de idade é no começo da adolescência.</p><p>c. Tipicamente envolve um peso corporal de mais de 25% acima do</p><p>esperado para a idade e altura.</p><p>d. Muitas vezes é episódica, com remissões e recaídas.</p><p>13. A.G.M., de 23 anos, do sexo feminino, apresenta grande preocupação em</p><p>relação ao seu peso corporal. Diz que nos últimos meses não tem conseguido se</p><p>desligar desses pensamentos e quer muito emagrecer. Apesar de seus familiares</p><p>e amigos dizerem que ela está com um peso adequado e o corpo muito bonito,</p><p>ela se acha muito gorda e tenta seguir dietas muito restritivas sem, no entanto,</p><p>conseguir mantê-las por mais de dois ou três dias. Geralmente, após um breve</p><p>período de restrição alimentar, acaba tendo episódios nos quais perde o controle</p><p>sobre a quantidade de alimentos ingeridos, come uma quantidade excessiva, se</p><p>arrepende em seguida e usa métodos laxativos ou provoca vômitos para tentar</p><p>não absorver aquelas “calorias”. Nos últimos seis meses, esses episódios têm</p><p>ocorrido de uma a duas vezes por semana. Ao exame: peso de 67 kg e altura de</p><p>160 cm. Qual é o diagnóstico da paciente, levando em consideração os critérios</p><p>atuais da Associação Psiquiátrica Americana (DSM-5)?</p><p>a. Transtorno de compulsão alimentar periódica.</p><p>b. Anorexia nervosa.</p><p>c. Bulimia nervosa.</p><p>d. Transtorno alimentar restritivo evitativo.</p><p>14. Em relação aos transtornos alimentares, indique a alternativa INCORRETA.</p><p>a. Na anorexia, há perda de peso e manutenção abaixo do normal</p><p>(IMC=17,5 kg/m²) associado à restrição alimentar pelo medo de</p><p>engordar e a percepção de estar muito gorda(o).</p><p>b. Na bulimia, há episódios recorrentes de hiperfagia, preocupação</p><p>persistente com o comer e desejo irresistível de comida, seguido do uso</p><p>de métodos compensatórios para neutralizar ingestão calórica.</p><p>c. No transtorno da compulsão alimentar periódica, há episódios</p><p>recorrentes de compulsão alimentar, que envolvem duas características</p><p>principais: o excesso alimentar e a perda de controle, mas, sem método</p><p>de compensação.</p><p>d. O IMC abaixo de 14kg/m2 indica a necessidade aumentar a dosagem</p><p>medicamentosa e encaminhar para tratamento ambulatorial.</p><p>e. Nos transtornos alimentares, pode ocorrer distúrbio endócrino</p><p>envolvendo o eixo hipotálamo-hipofisário-gonadal (amenorréia) e atraso</p><p>desenvolvimento puberal.</p><p>15. Nicole, 14 anos de idade, chega ao PS trazida pelo SAMU após desmaio na</p><p>escola. Você nota que ela está consciente, respira rapidamente, com suspiros</p><p>frequentes, pulso de 70 bpm, pálida, ausculta cardíaca e respiratória normais,</p><p>abdome flácido, pele ressecada, com unhas roídas, calos nos dedos e cabelos</p><p>muito quebradiços. Pesa 30 kg, estatura de 150 cm (Z score -1,41), IMC 13,3</p><p>kg/m2 (Z score - 3,57). PA 100 x 60 mmHg. A professora da escola informa que</p><p>ela vem emagrecendo há uns 6 meses, mas que é uma excelente aluna, sempre</p><p>muito atenciosa e obediente. Ao ser questionada sobre o que aconteceu, Nicole</p><p>começa a chorar e pedir para ir embora. Diante do caso, qual a sua conduta.</p><p>a. Solicita a presença dos pais, porque a adolescente não pode ser atendida</p><p>sem a presença de um deles. Como ela não se encontra em risco de vida,</p><p>aguardará a chegada de um dos pais para continuar a abordagem clínica.</p><p>b. É importante abordar hábitos alimentares e situação familiar para</p><p>identificar indícios de monotonia alimentar ou estresse importante, visto</p><p>que podemos estar diante de um transtorno alimentar.</p><p>c. Realizar um beta-HCG, pois ela deve estar escondendo uma gravidez.</p><p>Com o resultado em mãos informaremos aos pais para que possam contar</p><p>a ela.</p><p>d. É possível estabelecer o diagnóstico de transtorno alimentar - anorexia</p><p>com as informações acima.</p><p>e. Anorexia e bulimia podem ser destacadas, pois não há história de</p><p>vômitos relatados na história, e para o diagnóstico é necessário haver</p><p>purgação.</p><p>GABARITO</p><p>1A</p><p>2E</p><p>3D</p><p>4C</p><p>5D</p><p>6A</p><p>7A</p><p>8A 9A 10B 11C 12D 13C 14D 15B</p>