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<p>Público</p><p>Economia</p><p>Política</p><p>Karl Marx e a</p><p>crítica da</p><p>economia política</p><p>e a escola</p><p>neoclássica</p><p>Público</p><p>A circulação</p><p>capitalista</p><p>de Karl Marx</p><p>Profº Ms. Renato Silva</p><p>Público</p><p>Compreender as bases teóricas da</p><p>teoria de Karl Marx.</p><p>Objetivo da Aula</p><p>Público</p><p>Teoria do Valor Trabalho</p><p>Para Marx, o valor de uma mercadoria não é</p><p>determinado pelo seu preço de mercado, como</p><p>argumentavam os economistas clássicos, mas sim</p><p>pelo tempo de trabalho socialmente necessário para</p><p>produzi-la, considerando-se as condições normais de</p><p>produção, a competência média e a intensidade do</p><p>trabalho no tempo (Brue e Grant, 2016).</p><p>Público</p><p>Teoria da exploração do</p><p>trabalho</p><p>• Marx argumenta que o tempo de trabalho socialmente</p><p>necessário para produzir os bens culturais essenciais</p><p>consumidos pelos trabalhadores e suas famílias é o que</p><p>determina o valor da força de trabalho.</p><p>• Inicialmente, os empregadores remuneram os trabalhadores</p><p>com salários correspondentes ao valor da força de trabalho</p><p>do trabalhador, ou seja, eles pagam o salário conforme o</p><p>preço vigente no mercado.</p><p>• Em segundo lugar, esse salário de mercado, no entanto, é</p><p>apenas o bastante para adquirir os bens culturais essenciais</p><p>necessários para a sobrevivência e continuidade da força de</p><p>trabalho.</p><p>Público</p><p>Teoria da exploração do</p><p>trabalho</p><p>• Marx classificou a parte do capital investida em</p><p>equipamentos e matéria-prima como capital constante,</p><p>representado por "c".</p><p>• Por outro lado, o capital destinado aos salários, utilizado</p><p>para adquirir a força de trabalho, é denominado capital</p><p>variável, representado por "v".</p><p>Público</p><p>Teoria da exploração do</p><p>trabalho</p><p>• A mais-valia, representada por "s", é o valor adicional que o</p><p>capitalista obtém sem recompensar o trabalhador que o</p><p>produziu. A taxa da mais-valia, s` é dado por:</p><p>• Já a taxa de lucro, a taxa de lucro (p`) na fórmula de Marx é</p><p>a razão entre a mais-valia e o total de capital investido, ou</p><p>seja:</p><p>𝑝 =</p><p>𝑠</p><p>𝑐+𝑣</p><p>Público</p><p>O acúmulo de capital e a queda da taxa de</p><p>lucro</p><p>Marx denomina de composição orgânica do capital,</p><p>representada pela letra "Q" na equação a seguir:</p><p>Ao realizar manipulações algébricas das duas equações</p><p>anteriores, pode-se chegar a uma equação alternativa para</p><p>a taxa de lucro, dada por:</p><p>Veja que essa nova equação indica que a taxa de lucro, p`,</p><p>varia diretamente com a taxa da mais-valia, s`, e</p><p>inversamente com a composição orgânica do capital, Q.</p><p>Público</p><p>O acúmulo de capital e a queda da taxa de</p><p>lucro</p><p>Marx acreditava que a dinâmica do capitalismo</p><p>inevitavelmente leva a um aumento da composição</p><p>orgânica do capital, por dois motivos principais:</p><p>- Empresas obtêm lucros e reduzem custos de produção</p><p>- Quanto mais eficiente for a produção, menor será o</p><p>valor da força de trabalho e maior será o lucro total</p><p>produzido por dia de trabalho.</p><p>Marx identificou a queda da taxa de lucro como um</p><p>dos problemas insolúveis do capitalismo. Ele</p><p>argumentava que, à medida que o capitalismo se</p><p>desenvolve, há uma tendência natural para a taxa de</p><p>lucro diminuir ao longo do tempo</p><p>Público</p><p>Acúmulo de Capital e a Crise</p><p>A dinâmica cíclica do capitalismo, conforme descrita por</p><p>Marx, revela um padrão recorrente de expansão e</p><p>contração econômica.</p><p>- Investimentos em capital e mão de obra impulsionam a</p><p>demanda e elevam os salários</p><p>- Aumento nos salários diminui a rentabilidade do capital,</p><p>levando à interrupção do crescimento e ao início de uma</p><p>recessão</p><p>- Algumas fábricas fecham, os preços caem e os salários</p><p>são reduzidos.</p><p>- Essas medidas restauram as taxas de mais-valia e lucro,</p><p>reiniciando o ciclo de investimento e expansão econômica</p><p>Público</p><p>Centralização de capital e a</p><p>concentração de riqueza</p><p>• A centralização de capital refere-se ao processo pelo qual</p><p>o capital se concentra em poucas mãos, resultando na</p><p>formação de grandes conglomerados financeiros e</p><p>industriais.</p><p>• À medida que empresas menores são engolidas por</p><p>corporações maiores, ocorre uma concentração de</p><p>riqueza nas mãos de uma minoria privilegiada.</p><p>Público</p><p>À medida que o poder econômico se concentra em</p><p>poucas empresas e indivíduos, aumenta-se a</p><p>disparidade de renda e de acesso aos recursos.</p><p>Isso resulta em uma sociedade cada vez mais</p><p>dividida entre uma pequena elite rica e uma</p><p>grande massa de trabalhadores empobrecidos.</p><p>Centralização de capital e a</p><p>concentração de riqueza</p><p>À medida que empresas</p><p>menores são engolidas</p><p>por corporações maiores,</p><p>ocorre uma</p><p>concentração de</p><p>riqueza nas mãos de uma</p><p>minoria privilegiada.</p><p>A centralização de</p><p>capital refere-se ao</p><p>processo pelo qual o</p><p>capital se concentra em</p><p>poucas mãos,</p><p>resultando na formação</p><p>de grandes</p><p>conglomerados</p><p>financeiros e industriais.</p><p>Público</p><p>Figura 01: “Lei de movimento” do capitalismo de</p><p>Marx</p><p>Fonte: Brue e Gant (2016), pg 204.</p><p>Slide 1</p><p>Slide 2</p><p>Slide 3</p><p>Slide 4</p><p>Slide 5</p><p>Slide 6</p><p>Slide 7</p><p>Slide 8</p><p>Slide 9</p><p>Slide 10</p><p>Slide 11</p><p>Slide 12</p><p>Slide 13</p>