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3 - Fatores comuns e específicos das psicoterapias

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<p>Psicologia</p><p>clínica</p><p>Prof. MSc. Márcio Rocha Damasceno</p><p>Fatores comuns e específicos das psicoterapias</p><p>Prof. MSc. Márcio Rocha Damasceno</p><p>16/03/2021</p><p>Descrever os resultados gerais das psicoterapias, os processos de mudança em psicoterapia e os diferentes fatores envolvidos em tal processo.</p><p>OBJETIVO</p><p>Resultados em psicoterapias</p><p>Após décadas de pesquisa, é evidente a eficácia de diferentes psicoterapias no tratamento de diversas condições psicológicas e psiquiátricas.</p><p>A TCC comprovadamente eficaz para transtornos de ansiedade, depressivos e alimentares;</p><p>A TIP comprovadamente também eficaz para transtornos de ansiedade, depressivos e alimentares;</p><p>As terapias psicodinâmicas, eficazes para depressão e transtornos de personalidade boderline;</p><p>Resultados em psicoterapias</p><p>Estudos comparativos, comprovam a eficácia entre as diferentes abordagens psicoterapêuticas.</p><p>As psicoterapias não apresentam diferenças significativas entre si.</p><p>Os resultados de diversas técnicas psicoterapêuticas parecem semelhantes, mesmo que seus postulados teóricos e técnicos sejam bastante diferentes entre si.</p><p>Resultados em psicoterapias</p><p>O veredito do pássaro Dodô</p><p>Resultados em psicoterapias</p><p>Apesar do grande número de ensaios publicados, ainda não está claro se há diferença clínica significativa entre as técnicas psicoterapêuticas.</p><p>“Se as técnicas fossem concebidas como receitas sobre o que se deve fazer, todo interesse pelas técnicas obedeceria por certo a fins espúrios.”1</p><p>27/02/2023</p><p>Processos de mudança em psicoterapia</p><p>Luborsky dividiu os fatores responsáveis pelas mudanças em psicoterapia em dois grupos:</p><p>1) As técnicas utilizadas (ou fatores específicos), que são particulares de cada modelo de psicoterapia, as diferentes intervenções do terapeuta, bem como a forma como são estruturadas e conduzidas as sessões.</p><p>2) A relação paciente-terapeuta (ou fatores comuns), que envolve os fenômenos transferenciais, os aspectos lógicos e racionais (aliança terapêuticas) e os aspectos reais da relação (entre o vínculo afetivo como terapeuta.</p><p>Processos de mudança em psicoterapia</p><p>Karasu sintetizou os agentes de mudanças comuns às diversas psicoterapias nos seguintes itens:</p><p>1) A experiência afetiva, que é o clima favorável para expressar e compartilhar as emoções e realizar a catarse, quebrando mecanismos de defesa e resistências.</p><p>2) Aumento das habilidades cognitivas, pela aquisição e integração de novos padrões de pensamentos e de percepção e promoção do autoconhecimento.</p><p>3) Regulação do comportamento, em toda psicoterapia existiria algum tipo de aprendizagem de controle de ações, de regulação emocional e hábitos e assim, mudanças de comportamento.</p><p>4) Fatores sociais grupais ou sistêmicos, intervenções que visam modificar o ambiente social ou familiar.</p><p>Processos de mudança em psicoterapia</p><p>Segundo autores:</p><p>Cerca de 40% da melhora poderia ser explicada por fatores extraterapêuticos, como variáveis como o diagnóstico, suporte social e eventos estressantes.</p><p>Cerca de 30% da melhora poderia ser atribuída a fatores comuns, como a qualidade da relação terapêutica, empatia, o afeto e a consideração positiva.</p><p>Cerca de 15% da melhora seria decorrente do efeito placebo ou da expectativa.</p><p>Cerca de 15% da melhora seria resultante das técnicas específicas de cada modelo teórico.</p><p>Fatores Específicos de mudança em psicoterapia</p><p>Fatores cognitivos: psicoeducação, reestruturação cognitiva e insight.</p><p>Aquisição de novas percepções, correção de interpretações distorcidas de si mesmo e da realidade, aumento do autoconhecimento e da introspecção.</p><p>Identificar diferentes fenômenos mentais (pensamentos, emoções, impulsos, lembranças) e estabelecer ligações entre eles.</p><p>Ser introspectivo (pensar psicologicamente).</p><p>Fatores Específicos de mudança em psicoterapia</p><p>Psicoeducação</p><p>Aumentar o conhecimento sobre o transtorno mental que apresenta.</p><p>Familiarizar o paciente com o modelo de terapia e com os mecanismos e estratégias utilizadas para remover os sintomas.</p><p>O terapeuta pode fornecer folhetos explicativos, orientar leituras e consultas à internet.</p><p>Fatores Específicos de mudança em psicoterapia</p><p>Reconstrução cognitiva</p><p>Espera-se que ao longo da terapia ocorram duas mudanças essenciais: dos pensamentos automáticos (ideias prontas) e das crenças subjacentes (desde a infância, formando suposições a respeito de si mesmo), bem como de esquemas cognitivos disfuncionais (comportamentos e emoções desadaptativas).</p><p>Fatores Específicos de mudança em psicoterapia</p><p>Insight</p><p>Ampliação do autoconhecimento e da capacidade de perceber as conexões entre emoções e comportamentos do presente e emoções e comportamentos do passado.</p><p>Um tipo específico de habilidade cognitiva essencial.</p><p>Uma tomada de consciente de algo significativo a respeito da vida psíquica durante o tratamento.</p><p>Fatores comportamentais: aprendizagens</p><p>Tanto os comportamentos normais quanto os patológicos são entendidos como resultantes dos diversos processos de aprendizagem e das leis que os regem.</p><p>O condicionamento clássico explica certas mudanças de comportamento, especialmente respostas do sistema nervoso autônomo (estímulos e emoções em situações de grande estresse)</p><p>O condicionamento operante ou instrumental o reforço ou a extinção de algum tipo de comportamento em razão dos efeitos que produz sobre o meio ambiente.</p><p>Fatores comportamentais: aprendizagens</p><p>A aprendizagem social é um processo no qual emoções e comportamentos podem ser aprendidos (e desaprendidos) pela observação de outros indivíduos.</p><p>A extinção e a habituação são duas modalidades de aprendizagem onde, na extinção uma resposta condicionada (medo, nojo ou ansiedade) diminui e se extingue quando a pessoa, de forma repetida, tem contato com o estímulo condicionado (local, objeto ou situação) sem a presença do estímulo incondicionado (acidente, ataque de pânico, assalto).</p><p>Fatores comportamentais: aprendizagens</p><p>Na habituação é um processo natural onde ocorre diminuição espontânea e progressiva das respostas da pessoa a um estímulo não nocivo (som, ruído, cheiro, dor, aflição) quando permanece em contato com o tempo necessário ou quando o contato com o referido estímulo é repetido. Nem sempre é fácil distinguir entre extinção e habituação.</p><p>Uma das características das intervenções comportamentais é o fato de serem focadas em sintomas específicos.</p><p>Fatores sociais, grupais ou sistêmicos</p><p>Os problemas psicopatológicos individuais sofrem forte influência do contexto social, familiar e das relações interpessoais atuais.</p><p>Empregar tais influências no sentido de auxiliar os indivíduos em seu crescimento emocional e na superação de suas dificuldades.</p><p>Nas psicoterapias familiares sistêmicas, reconhecer a família como um sistema no qual um membro influencia os demais e é por eles influenciado, tanto no sentido da saúde e da maturidade como na doença e na regressão.</p><p>O todo é mais que a soma das partes.</p><p>Na terapia de grupo, vários fatores influenciam os membros como: identificação, comportamento imitativo e aprendizagem interpessoal, correção das percepções distorcidas, apoio.</p><p>Fatores comuns e os diferentes</p><p>modelos de psicoterapia</p><p>Além das técnicas há fatores comuns a todas elas. Segundo Jerome Frank (1960), toda psicoterapia deve ter os seguintes fatores comuns:</p><p>Uma relação emocionalmente carregada e de confiança.</p><p>Um contexto onde: o terapeuta é um profissional percebido como efetivo e que desenvolve seu trabalho no melhor interesse do paciente.</p><p>Um racional que ofereça uma explanação convincente para os problemas, que seja aceita pelo paciente.</p><p>Um procedimento, ritual ou conjunto de práticas consistente com o propósito.</p><p>Fatores do paciente</p><p>O paciente que obtém mudanças por meio da psicoterapia é aquele que apresenta sofrimento psíquico suficiente para motivá-lo ao tratamento e a capacidade de estabelecer vínculo e aliança de trabalho com o terapeuta.</p><p>A motivação é o desejo e a disposição consciente de fazer mudanças na vida.</p><p>Tolerar reviver emoções desagradáveis como ansiedade, culpa ou tristeza e</p><p>que tenha disposição tanto para examinar fatos relevantes da vida atual e passada, como os comportamentos evitativos.</p><p>Fatores do terapeuta</p><p>A pessoa do terapeuta é um dos ingredientes críticos para o resultado da terapia.</p><p>A forma como o terapeuta põe em prática o método de tratamento é mais importante do que o método em si e é o que faz a diferença.</p><p>Formar uma relação terapêutica colaborativa.</p><p>Rogers sugeriu a empatia, o calor humano e a autenticidade.</p><p>O terapeuta deve servir como modelo para seu paciente, agindo de forma mais madura que eles.</p><p>É importante que o terapeuta avalie seus próprios padrões de exigência, perfeccionismo e necessidade de aprovação e também as expectativas de autonomia e de “cura terapêutica” dos pacientes.</p><p>Fatores decorrentes da</p><p>dupla terapeuta-paciente</p><p>Uma boa relação entre o par.</p><p>Os seres humanos têm a necessidade de se vincular a seus semelhantes e de poder compartilhar algum tipo de intimidade, como antídoto para o isolamento e para a solidão.</p><p>A aliança terapêutica – colaboração.</p><p>Questões em aberto e perspectivas futuras</p><p>As psicoterapias são eficazes mas ainda há poucas evidências sugerindo quais são os elementos responsáveis por seus efeitos.</p><p>Os resultados encontrados até agora não demonstram superioridade de uma abordagem sobre a outra.</p><p>Mas também não há elementos suficientes para afirmar que diferenças inexistem.</p><p>Questões em aberto e perspectivas futuras</p><p>Qual o mecanismo de ação das psicoterapias?</p><p>1) abordagem de tratamento transdiagnóstico;</p><p>2) estudos da eficácia dos diferentes componentes das psicoterapias;</p><p>3) papel das psicoterapias virtuais; e</p><p>4) integração com outras áreas das ciências psicológicas.</p><p>A pesquisa em psicoterapia enfatizou o desfecho (se a psicoterapia funciona), deixando as questões do processo em aberto (como e porque as psicoterapia funciona).</p><p>Considerações Finais</p><p>Um olhar mais conciliador permite concluir que as duas teorias são menos divergentes do que apresentam e possibilita um debate menos dicotômico.</p><p>Todos reconhecem a importância dos fatores comuns e específicos no sucesso das psicoterapias.</p><p>Descrever os resultados gerais das psicoterapias, os processos de mudança em psicoterapia e os diferentes fatores envolvidos em tal processo.</p><p>22/03/2021</p><p>Referências Bibliográficas</p><p>BRUM, E. H. M. Evolução dos modelos de pesquisa em psicoterapia. Estudos de Psicologia, V. 29, n. 2. p. 259-269. Campinas, 2012.</p><p>CORDIOLI, A.V (Org) Psicoterapia: Abordagens Atuais. Porto Alegre: Artes Médicas, 4. ed., 2019, pág. 64-77.</p><p>27/02/2023</p><p>image2.jpeg</p><p>image3.png</p><p>image4.png</p><p>image5.png</p><p>image6.png</p><p>image7.jpeg</p><p>image8.jpeg</p><p>image9.png</p><p>image10.png</p><p>image11.png</p><p>image12.png</p><p>image13.png</p><p>image14.png</p><p>image15.png</p><p>image16.png</p>

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