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FARMACOTÉCNICA AVANÇADA
PROF. MSc.WIDSON SANTOS
widson.santos@sereducacional.com
UNIDADE I – WEB I: 
FORMAS FARMACÊUTICAS 
LÍQUIDAS E SISTEMAS DISPERSOS
PROF. MSc. WIDSON SANTOS
widson.santos@sereducacional.com
ORAL
OFTÁLMICO
RETAL E 
VAGINAL
OTOLÓGICO
TÓPICO
PARENTERAL
FORMAS FARMACÊUTICAS LÍQUIDAS
São preparações farmacêuticas constituídas por, pelo menos, um princípio 
ativo e se encontram no estado líquido. 
XAROPES ELIXIRES INJETÁVEISSOLUÇÕES
FORMAS FARMACÊUTICAS LÍQUIDAS
SOLUÇÕES 
FARMACÊUTICAS
SOLUÇÕES FARMACÊUTICAS
São preparações líquidas que contêm uma ou mais substâncias químicas 
dissolvidas em um solvente ou mistura de solventes adequados.
Solvente
Fármaco dissolvido
SOLUÇÃO FÁRMACO DISSOLVIDO
ABSORÇÃO 
GASTRINTESTINAL
MAIS RÁPIDA
ABSORÇÃO INTESTINAL
AÇÃO MAIS RÁPIDA QUE OUTRAS FFs DE USO ORAL
USO APROPRIADO PARA EMERGÊNCIAS
FLEXIBILIDADE DE DOSE
FÁCIL DEGLUTIÇÃO
NÃO ADEQUADA PARA FÁRMACOS INSTÁVEIS
FF VOLUMOSA E DE DIFÍCIL TRANSPORTE
VANTAGENS E DESVANTAGENS
COMPOSIÇÃO BÁSICA DE UMA SOLUÇÃO
INSUMO FARMACÊUTICO ATIVO (IFA)
SOLVENTE OU MISTURA DE SOLVENTES
FLAVORIZANTES Utilizado para conferir sabor agradável
Ex: baunilha, mentol, coco, óleo de laranja, óleo de hortelã e outros 
ESTABILIZANTES Mantém as propriedades físico-químicas das soluções
Substância ativa (fármaco).
Deve dissolver todos os componentes da formulação
Ex: água, álcool etílico, glicerina e propilenoglicol.
Ex: gomas, polissorbatos, alginatos, etc. 
CONSERVANTES Previne a proliferação microbiana
Antimicrobianos: cloreto de benzalcônio.
Antifúngicos: metilparabeno (Nipagin), propilparabeno (Nipazol), ácido 
benzoico, propionato de sódio.
EDULCORANTES Confere sabor doce
Sacarose, manitol, sacarina sódica, sorbitol, aspartame, dextrose e glicerina
XAROPES
XAROPES
São soluções aquosas de uso oral com altas concentrações de sacarose ou outros 
açúcares, caracterizada pela alta viscosidade. Não apresenta menos que 45% de açúcar. 
DISFARÇA SABOR DESAGRADÁVEL DE FÁRMACOS
ATRAENTE PARA PACIENTES PEDIÁTRICOS
ADEQUADO PARA VEICULAÇÃO DE QUALQUER 
FÁRMACO SOLÚVEL E ESTÁVEL EM ÁGUA
RESTRIÇÃO PARA PACIENTES DIABÉTICOS
CARIOGÊNICO
INSUMO FARMACÊUTICO ATIVO (IFA)
ÁGUA PURIFICADA
CONSERVANTES
FLAVORIZANTES
CORANTES
ESPESSANTES
EDULCORANTE
COMPOSIÇÃO BÁSICA DOS XAROPES
SACAROSE
Açúcar mais utilizado no preparo de xaropes
ALTA 
VISCOSIDADE 
MASCARA SABOR
Em conjunto com 
flavorizantes
EFEITO CALMANTE 
NA GARGANTA
ESTABILIDADE CONTRA A 
PROLIFERAÇÃO MICROBIANA
Em altas concentrações
COMPOSTO GLICOGÊNICO
EDULCORANTES
SUBSTITUIÇÃO DA SACAROSE POR AGENTES NÃO-GLICOGÊNICOS
POLÍMEROS DERIVADOS 
DA CELULOSE
Metilcelulose
Carboximetilcelulose
Hidroxietilcelulose
NÃO SÃO ABSORVIDOS
NÃO SÃO CONVERTIDOS 
EM GLICOSE
VISCOSIDADE SEMELHANTE 
AO XAROPE DE SACAROSE
EDULCORANTES ARTIFICAIS 
Sacarina
Sucralose
Aspartame
Ciclamato
Estévia
EDULCORANTES
DISSOLUÇÃO A QUENTE
DISSOLUÇÃO DO AÇÚCAR 
SOB AQUECIMENTO
ADIÇÃO DOS COMPONENTES 
ESTÁVEIS AO CALOR
CONSERVANTES
Também podem ser adicionados nesta etapa
IFA*
CORANTE
*Se for estável ao calor
FILTRAÇÃO
MÉTODOS DE PRODUÇÃO DE XAROPES
DISSOLUÇÃO A QUENTE
RESFRIAMENTO E ADIÇÃO DOS COMPONENTES 
TERMOLÁVEIS E VOLÁTEIS
IFA
Óleos flavorizantes
ENVASE
RECIPIENTE HERMÉTICO
AFERIÇÃO DO 
VOLUME FINAL
MÉTODOS DE PRODUÇÃO DE XAROPES
DISSOLUÇÃO A QUENTE
TEMPERATURAS 
ELEVADAS
SACAROSE GLICOSE FRUTOSE
H2O
INVERSÃO DA SACAROSE
XAROPE ESTÁVEL XAROPE INVERTIDO
MAIS DOCE
ESCURO
MENOS ESTÁVEL:
susceptível à proliferação microbiana
MÉTODOS DE PRODUÇÃO DE XAROPES
DISSOLUÇÃO A FRIO
Para evitar a inversão da sacarose, um xarope pode ser preparado através da 
dissolução dos componentes a frio, com auxílio da agitação.
ÁGUA PURIFICADA
AÇÚCAR
AGITADOR
ÁGUA PURIFICADA
IFA 
CONSERVANTES
Outros sólidos
XAROPE
MAIS ESTÁVEL
PROCESSO LENTO
MÉTODOS DE PRODUÇÃO DE XAROPES
ELIXIRES
CONCEITO
Os elixires são soluções hidroalcóolicas transparentes, de sabor doce, 
indicadas para uso oral.
COMPOSIÇÃO BÁSICA
INSUMO FARMACÊUTICO ATIVO (IFA)
SISTEMA SOLVENTE Água, álcool etílico, glicerina, propilenoglicol
EDULCORANTE Sacarose, sorbitol, glicerina e edulcorantes artificiais
FLAVORIZANTE
CONSERVANTE* Não são necessários em preparações com concentração >10% de álcool etílico
SUBSTÂNCIAS SOLÚVEIS EM ÁGUA CONCENTRAÇÃO DE ÁGUA
SUBSTÂNCIAS INSOLÚVEIS EM ÁGUA CONCENTRAÇÃO DE ÁLCOOL
CORANTE
ELIXIRES
VEICULAÇÃO DE SUBSTÂNCIAS DE SOLUBILIDADE VARIADA
MENOS DOCE E VISCOSO EM RELAÇÃO AOS XAROPES
FÁCIL PREPARAÇÃO
FLEXIBILIDADE DA DOSE
FÁCIL ADMINISTRAÇÃO
NÃO MASCARA SABOR
NÃO ADEQUADO PARA PACIENTES PEDIÁTRICOS
ELIXIRES
VANTAGENS E DESVANTAGENS
SISTEMAS 
DISPERSOS
FASE DISPERSA
FASE DISPERSANTE
OU CONTÍNUA
São preparações líquidas contendo fármacos não dissolvidos ou 
imiscíveis que se encontram uniformemente distribuído no veículo
SUSPENSÕES Sólidos (fase dispersa) insolúveis 
no meio dispersante
EMULSÕES
Líquido (fase dispersa) insolúvel e 
imiscível, disposto na forma de 
gotículas, na fase dispersa
SISTEMAS DISPERSOS
São preparações que contêm partículas de fármaco finamente divididas distribuídas de 
modo uniforme em um veículo líquido na qual o fármaco exibe solubilidade mínima
SUSPENSÃO ORAL PÓ PARA SUSPENSÃO ORAL SUSPENSÃO PARENTERAL
SUSPENSÕES OFTÁLMICAS
SUSPENSÕES TÓPICAS
OUTRAS
SUSPENSÕES FARMACÊUTICAS
RAZÕES PARA O USO DE SUSPENSÕES
FACILIDADE DE DEGLUTIÇÃO
FLEXIBILIDADE DE DOSE
MASCARAMENTO DO SABOR DESAGRADÁVEL DE FÁRMACOS
SOLUÇÃO SUSPENSÃO
VEICULAÇÃO DE FÁRMACOS INSOLÚVEIS EM UMA FF LÍQUIDA
VEICULAÇÃO DE FÁRMACOS INSTÁVEIS EM SOLUÇÃO
CARACTERÍSTICAS DESEJADAS DE UMA SUSPENSÃO FARMACÊUTICA
Além de eficácia terapêutica, estabilidade química dos componentes da formulação, durabilidade da 
preparação e aparência – qualidades necessárias em todas as FFs, algumas outras características são 
específicas das suspensões.
SEDIMENTAÇÃO LENTA
REDISPERSÃO FÁCIL
TAMANHO DE PARTÍCULA CONSTANTE
ESCOAMENTO RÁPIDO E FÁCIL
SUSPENSÕES DEFLOCULADAS
As partículas finamente divididas comportam-se independentemente e sedimentam 
lentamente. Formam um sedimento denso e compacto, descrito como cake.
CAKESISTEMA 
DEFLOCULADO
TIPOS DE SUSPENSÕES
SUSPENSÕES FLOCULADAS
• As partículas estão dispostas em agregados frouxos ou flóculos, que se 
comportam como partículas individuais grandes e porosas. 
• Sedimentam rapidamente (minutos ou horas) e formam sedimento solto e macio.
SISTEMA 
FLOCULADO
SEDIMENTO FROUXO
FÁCIL REDISPERSÃO
ADIÇÃO DE AGENTES FLOCULANTES
TIPOS DE SUSPENSÕES
SUSPENSÕES FLOCULADAS X SUSPENSÕES DEFLOCULADAS
COMPOSIÇÃO BÁSICA DE UMA SUSPENSÃO
INSUMO FARMACÊUTICO ATIVO (IFA)
VEÍCULO
AGENTE SUSPENSOR Aumenta a viscosidade da fase externa (do veículo)
Ex: carboximetilcelulose sódica (CMC-Na), goma xantana, goma arábica, 
entre outros.
AGENTE FLOCULANTE
Previne a proliferação microbiana
Substância ativa (fármaco) no estado sólido.
Substância líquida na qual as partículas de fármaco serão suspensas. Ex: água e óleos.
EDULCORANTE E FLAVORIZANTE
Favorecem a floculação do sistema
AGENTE MOLHANTE Reduz o ângulo de contato entre o sólido e o líquido.
Ex: propilenoglicol, glicerina, tensoativos, entre outros. 
Ex: NaCl, AlCl3, bentonita, entre outros. 
CONSERVANTE
Confere sabor doce e sabor agradável, respectivamente.
SEDIMENTAÇÃO RÁPIDA
CAMADA DE SOBRENADANTE
ERRO DE DOSAGEM
ESTETICAMENTE DESAGRADÁVEL
AGENTES 
SUSPENSORES
VISCOSIDADE
VELOCIDADE DE 
SEDIMENTAÇÃO
VISCOSIDADE MUITO ALTA
DIFÍCIL REDISPERSÃO DAS PARTÍCULAS
DIFÍCIL ESCOAMENTO DA PREPARAÇÃO
Exemplos: 
Carboximetilcelulose, metilcelulose, celulose 
microcristalina, polivinilpirrolidona, goma 
xantana e bentonita.
AGENTES SUSPENSORES
AGENTES MOLHANTES
• Reduzem a tensão interfacial entre o sólido e a água (ou outro solvente presente na fase 
dispersante).
PARTÍCULA 
SÓLIDA
SOLVENTE
BAIXA 
MOLHABILIDADEAGENTE 
MOLHANTE
ALTA 
MOLHABILIDADE
Exemplos de agentes molhantes
• Tensoativos (EHL entre 7 e 9): Span®, Tween®, laurilsulfato de sódio, lecitinas e Poloxamer®
• Coloides hidrofílicos: goma arábica, magma de bentonita, goma xantana, derivados da celulose.
• Solventes: álcool, glicerina e propilenoglicol. 
AGENTES FLOCULANTES
• Favorecem a aglomeração das partículas (floculação) através da modificação da carga 
superficial das partículas (potencial zeta).
ELETRÓLITOS Reduzem a barreira elétrica das 
partículas, formando uma ponte que as 
mantêm unidas. 
Exemplos: NaCl e CaCl2
Contêm minerais que ionizam-se, 
reduzem a barreira elétrica das 
partículas e forma agregados. 
Exemplos: magma de bentonita.
ARGILAS
PREPARO DA FASE DISPERSA
IFA AGENTE MOLHANTE
GRAL E PISTILO
PREPARO DA FASE DISPERSANTE
VEÍCULO
AGENTE SUSPENSOR
CORANTE
FLAVORIZANTE
CONSERVANTE
PREPARO DAS SUSPENSÕES
PREPARO DAS SUSPENSÕES
FASE DISPERSA
FASE DISPERSANTE
MISTURA DAS DUAS FASES AFERIÇÃO DO VOLUME
MOINHO COLOIDAL
PREPRARO INDUSTRIAL
AJUSTE DO VOLUME COM O VEÍCULO
Dispersão em que a fase dispersa é composta por pequenas gotículas de 
líquido distribuídas em um veículo (também líquido) no qual é imiscível.
EMULSÕES
ÓLEO EM ÁGUA (O/A) ÁGUA EM ÓLEO (A/O)
NECESSIDADE DE UM 
TENSOATIVO (EMULGENTE)
PROCESSO DE EMULSIFICAÇÃO
EMULSÕES LÍQUIDAS EMULSÕES SEMISSÓLIDAS
ORAL
TÓPICO
PARENTERAL
USO TÓPICO
Cremes
Loções
CLASSIFICAÇÃO DAS EMULSÕES
VIA ORAL
MELHORA DA PATALATABILIDADE DE ÓLEOS: EMULSÕES O/A
ADMINISTRAÇÃO ORAL DE SUBSTÂNCIAS COM BAIXA SOLUBILIDADE EM ÁGUA 
GOTÍCULAS DA FASE OLEOSA
ÁREA SUPERFICIAL
CONTATO COM O LOCAL DE ABSORÇÃO
ABSORÇÃO
VIAS DE ADMINISTRAÇÃO DAS EMULSÕES
VIA PARENTERAL
VIA INTRAVENOSA EXCLUSIVAMENTE EMULSÕES O/A
VIA INTRAMUSCULAR
E SUBCUTÂNEA
EMULSÕES O/A OU A/O
EMULSÕES A/O: prolongam a liberação de 
substâncias ativas
VIAS DE ADMINISTRAÇÃO DAS EMULSÕES
VIA TÓPICA
As emulsões dermatológicas são a maior classe de emulsões usada na Farmácia e variam em 
consistência, de fluidos estruturados (loções, linimentos) aos semissólidos (cremes).
EMULSÕES A/O
Hidratam a pele por oclusão
Tempo de contato com a pele
Permeabilidade
Aspecto sensorial: gordurosas
Não se mistura com exsudatos aquosos
VIAS DE ADMINISTRAÇÃO DAS EMULSÕES
VIA TÓPÍCA
As emulsões dermatológicas são a maior classe de emulsões usada na Farmácia e variam em 
consistência, de fluidos estruturados (loções, linimentos) aos semissólidos (cremes).
EMULSÕES O/A
Melhor sensorial: aspecto menos gorduroso
Se misturam com os exsudatos aquosos
Removidas facilmente por lavagem
Tempo de contato com a pele
VIAS DE ADMINISTRAÇÃO DAS EMULSÕES
COMPOSIÇÃO BÁSICA DAS EMULSÕES
INSUMO FARMACÊUTICO ATIVO (IFA)
FASE AQUOSA
FASE OLEOSA Ex: óleos vegetais e glicerina.
AGENTE ESPESSANTE
Previne a proliferação microbiana. Geralmente adicionados à fase aquosa.
Pode ser incorporado na fase oleosa ou aquosa, dependendo 
da solubilidade
Ex: água purificada, xarope, glicerina e sorbitol.
ANTIOXIDANTE
Aumenta a viscosidade de uma das fases
AGENTE EMULSIFICANTE Reduz a tensão interfacial entre a fase oleosa e aquosa.
Ex: Polisorbatos e ésteres de sorbinata (Span e Tween). 
Ex.: álcool cetoestearílico (FO) e carboximetilcelulose sódica (FA).
CONSERVANTE
Evita a oxidação da fase oleosa.
Ex.: BHT e vitamina E.
Ex.: BHT e vitamina E.
A O
DISSOLUÇÃO DOS 
COMPONENTES
Água (veículo)
IFA*
Emulsificante
Umectantes
Espessantes
Conservantes
Corante.
Óleo (veículo)
IFA**
Emulsificante
Emolientes
Espessantes
Antioxidantes
Excipientes oleosos
AQUECIMENTO DAS FASES OLEOSA 
E AQUOSA
A O
• Evita a formação de grânulos 
(empelotamento)
• Redução da viscosidade: melhor 
dispersão das gotículas
PREPARO DE EMULSÕES
PREPARO DE EMULSÕES
MISTURA DAS FASES
O A/O
AGITAÇÃO
Energia para distribuição das gotículas
Redução do tamanho das gotículas
RESFRIAMENTO
A/O
Componentes voláteis 
e termolábeis
Adição da fase dispersa na fase 
dispersante
PREPARO DE EMULSÕES
MISTURADORES Formam emulsões grosseiras (1-50 mm)
OBRIGADO
NOME DO 
APRESENTADOR
CONTATOSCARGO
PROF. WIDSON SANTOS
widson.santos@sereducacional.com
Instagram: @prof.widson

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