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<p>1</p><p>Prof. Phelipe Cerdeira</p><p>Aula 2</p><p>Fundamentos Teóricos da</p><p>Literatura</p><p>Conversa inicial</p><p>Desde a sua origem etimológica, a literatura</p><p>acabou sendo relacionada à arte de escrever</p><p>ou, décadas depois, à ideia das belas artes,</p><p>dos textos que “merecem ser lidos”</p><p>É preciso pensar a literatura com base em</p><p>seu contexto de enunciação e na sociedade</p><p>da qual ela faz parte</p><p>A ideia da literariedade</p><p>A constituição dos gêneros literários</p><p>As formas literárias</p><p>Contextualizando</p><p>2</p><p>Antonio Candido e o conceito da</p><p>literatura como um “direito inalienável”</p><p>(Candido, 2004, p. 191)</p><p>As funções da literatura</p><p>“(1) ela [a literatura] é uma construção</p><p>de objetos autônomos como estrutura</p><p>e significado; (2) ela é uma forma de</p><p>expressão, isto é, manifesta emoções</p><p>e a visão do mundo dos indivíduos e</p><p>dos grupos; (3) ela é uma forma de</p><p>conhecimento, inclusive como incorporação</p><p>difusa e inconsciente.” (Candido, 2004, p. 176)</p><p>CRÉDITO: LAERTE COUTINHO</p><p>leite, leitura</p><p>letras, literatura,</p><p>tudo o que passa,</p><p>tudo o que dura</p><p>tudo o que duramente passa</p><p>tudo o que passageiramente dura</p><p>tudo, tudo, tudo,</p><p>não passa de caricatura</p><p>de você, minha amargura</p><p>de ver que viver não tem cura</p><p>Fonte: LEMINSKI, Paulo. Toda poesia. São Paulo: Companhia das Letras, 2013. p. 333.</p><p>Leitura e linguagem</p><p>“[a] especifidade da linguagem literária,</p><p>aquilo que a distinguia de outras formas</p><p>de discurso, era o fato de ela ‘deformar’ a</p><p>linguagem comum de várias maneiras.”</p><p>(Eagleton, 1983, p. 4)</p><p>3</p><p>“A arte como artifício” (1917), de</p><p>Víctor Sklovski</p><p>Estruturalismo russo</p><p>Literariedade</p><p>Sentença 1</p><p>“Teresa, você é a coisa mais bonita que</p><p>eu vi até hoje na minha vida, inclusive o</p><p>porquinho-da-índia que me deram quando</p><p>eu tinha seis anos.”</p><p>Madrigal tão engraçadinho</p><p>Teresa, você é a coisa mais bonita que</p><p>eu vi até hoje na minha vida, inclusive</p><p>o porquinho-da-índia que me deram</p><p>quando eu tinha seis anos.</p><p>(Bandeira, 1993, p. 140)</p><p>Os gêneros literários clássicos</p><p>Platão: comédia, tragédia, ditirambos,</p><p>epopeias</p><p>Aristóteles: Poética</p><p>Gêneros literários clássicos: lírico, épico e</p><p>drama</p><p>4</p><p>Rigidez e apelo à forma: crítica na Idade</p><p>Média, Renascimento e positivismo de</p><p>Nicolas Boileau-Despréaux</p><p>O impacto do Romantismo e</p><p>algumas formas dos gêneros</p><p>A grande ruptura ocorre a partir de uma</p><p>mudança de concepção do poeta, do</p><p>porta-voz literário</p><p>Valorização da individualidade e autonomia</p><p>das obras</p><p>Formas fixas do drama: comédia e tragédia</p><p>Formas fixas da lírica: balada, canção, elegia,</p><p>haicai, ode, soneto, madrigal, rondó</p><p>Formas fixas da narrativa: romance, novela,</p><p>conto, crônica, ensaio etc.</p><p>Pós-modernidade: quais são os</p><p>limites entre os gêneros?</p><p>Pós-modernidade: quebra dos grandes</p><p>relatos e fissura entre as fronteiras que</p><p>delimitam os gêneros literários</p><p>5</p><p>Fenômenos de hibridação discursiva</p><p>Prosa poética, poesia narrativa, memória,</p><p>autoficção, biografia, não ficção, fanfictions</p><p>etc.</p><p>Na prática</p><p>Reflita sobre as questões a seguir:</p><p>1) A que está ligada a ideia de literariedade</p><p>desenvolvida pelos estruturalistas russos?</p><p>2) Explique com suas palavras por que,</p><p>segundo a teoria e a crítica literária, a</p><p>ideia de literariedade não é suficiente</p><p>para a definição do que é literatura</p><p>3) Faça um breve resumo dos principais</p><p>gêneros literários, buscando identificar</p><p>elementos que os caracterizem</p><p>Finalizando</p><p>A impossibilidade de se pensar a literatura</p><p>apenas por um preceito de literariedade</p><p>A pós-modernidade decreta uma fissura em</p><p>todo e qualquer limite estético entre os</p><p>gêneros literários, exigindo um novo</p><p>comportamento do crítico literário</p><p>Referências</p><p>6</p><p>ANDRUETTO, M. T. Hacia una literatura sin</p><p>adjetivos. Córdoba: Comunic-Arte, 2013.</p><p>BANDEIRA, M. Estrela da vida inteira.</p><p>Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1993.</p><p>CANDIDO, A. Vários escritos.</p><p>São Paulo: Duas Cidades, 2004.</p><p>COMPAGNON, A. Literatura para quê?</p><p>Belo Horizonte: Editora da UFMG, 2009.</p><p>EAGLETON, T. Teoria da literatura: uma</p><p>introdução. São Paulo: Martins Fontes, 1983.</p><p>SOARES, A. Gêneros literários.</p><p>São Paulo: Ática, 2007.</p><p>TODOROV, T. A literatura em perigo.</p><p>Rio de Janeiro: Difel, 2009.</p>