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<p>05/08/2024, 21:39 Ciclo 1 - Base Nacional Comum Curricular: aspectos históricos, políticos, legislação e referenciais pedagógicos Base Nac... Claretiano Ciclo 1 - Base Nacional Comum Curricular: aspectos históricos, políticos, legislação e referenciais pedagógicos Prof. Pricila Bertanha Objetivos Formar o professor reflexivo-investigador numa perspectiva humanista, com sólida formação na área, incluindo seus fundamentos e concepções tornando-o capaz de se adaptar à diversidade e à práxis pedagógica de forma crítica, criativa e autônoma. Compreender o que é Base Nacional Comum Curricular (BNCC), articulada com a história de sua inserção na educação brasileira, seus aspectos legais, políticos e pedagógicos, sua estrutura e os elementos que a Entender, de forma analítica, o que é competência, sua inserção, de forma criteriosa, na escola, tendo clareza sobre a implementação das dez competências gerais da Educação Básica, considerando a complexidade da progressão das aprendizagens dos estudantes. Entender, de forma comprometida e ética, os princípios da fundamentação pedagógica da BNCC: educação integral, igualdade, diversidade e equidade. Contribuir para a BNCC em sistemas, escola e sala de aula, considerando o regime de colaboração entre municípios, estados, Distrito Federal e União (Ministério da Educação), ação permeada pela formação profissional docente de excelência. Conteúdos BNCC: aspectos históricos, políticos, legislação e referenciais pedagógicos. Fundamentos Pedagógicos da BNCC: desenvolvimento de competências gerais da Educação Básica, educação integral, igualdade, diversidade, equidade, educação ambiental, educação das relações étnico-raciais e cultura afro-brasileira e africana, e educação em direitos humanos. BNCC: currículo, regime de colaboração e formação dos professores para a Educação Básica e continuada (professores em serviço). Estrutura da BNCC: competências gerais, Educação Infantil, Ensino Fundamental (anos iniciais e finais) e Ensino Médio. Problematização que é a Base Nacional Comum Curricular (BNCC)? que é a BNCC, considerando seus aspectos históricos, políticos, legais e de referenciais pedagógicos? Quais os fundamentos pedagógicos da BNCC? que são competências? Qual o sentido da educação integral, considerando igualdade, diversidade, equidade, educação ambiental, educação das relações étnico-raciais e cultura afro-brasileira e africana, e educação em direitos humanos? o que é currículo? Qual a importância de entender o que é currículo para a implementação correta da BNCC? o que significa o regime de colaboração? É necessária uma formação inicial e continuada (professores em serviço) mais ética e profissional dos professores para a implementação da BNCC na Educação Básica? A BNCC possui uma estrutura? Como ela está organizada, considerando toda a Educação Básica: competências gerais, Educação Infantil, Ensino Fundamental (anos iniciais e finais) e Ensino Médio? Orientação para o estudo Para sua organização, atente-se às seguintes orientações: 1. documento da Base Nacional Comum Curricular o qual será objeto de 1/48</p><p>05/08/2024, 21:39 Ciclo 1 - Base Nacional Comum Curricular: aspectos históricos, políticos, legislação e referenciais pedagógicos - Base Nac... estudo durante toda a disciplina, deverá ser baixado por você. 2. Uma pasta da disciplina BNCC deverá ser organizada por você em seu computador, o mesmo valendo para as demais disciplinas do curso. Na pasta, organize várias "subpastas", as quais você poderá nomear de acordo com cada Ciclo de Aprendizagem para inserir as referências bibliográficas e organizar as tarefas a serem entregues. 3. A disciplina será estudada a partir do Material do tipo: Material Online. Segundo Claretiano e Menari Pereira (2019, o Material do tipo Online é composto de Guia de Estudos (GEO - Introdução) e Material Dinâmico Online (MDO - Ciclos de Aprendizagem). Esse tipo de material tem uma abordagem dinâmica do conteúdo, com maior nível de interatividade. No Material Online, convergem textos, sons, imagens e movimento. Ele permite a você acessar conteúdos preexistentes na rede, por meio de links de navegação (CLARETIANO; MENARI PEREIRA, 2019, n.p.). 4. Você deve seguir rigorosamente a ordem das indicações de leituras e orientações para o estudo desta disciplina. 5. Toda referência indicada por link é obrigatória e deve ser lida e estudada no momento da indicação, e, em seguida, você deve retornar sua leitura ao texto deste material. 6. Caso alguma referência ou link sejam complementares aos estudos, você será orientado nesse sentido. 7. Para o estudo do Ciclo de Aprendizagem 1, você será orientado detalhadamente no material denominado "Ciclo 1", que pode ser acessado na Sala de Aula Virtual, clicando na aba "Material" e, em seguida, no nome da disciplina e em Material Dinâmico, onde você terá acesso à Introdução (que já deve ter lido), a todos os Ciclos de Aprendizagem e ao Cronograma. Se você está lendo este item, é porque já fez todo este caminho. Excelente por ser proativo! 8. Para iniciar esta disciplina, você deverá acessar o Ciclo de Aprendizagem 1. 9. No Ciclo de Aprendizagem 1, você terá um texto que vai trilhar/orientar a sua aprendizagem para a realização de leitura, estudo e exploração minuciosa das primeiras 34 páginas do documento da BNCC, além de outras referências obrigatórias, as quais devem ser lidas e estudadas na íntegra. 10. Ainda, neste Ciclo de Aprendizagem 1, você tem uma tarefa denominada Interatividade, que deverá ser postada no Fórum de Abertura. A você, bacharel, estudante do curso de Formação Pedagógica, e a você, licenciado, estudante do curso de Segunda Licenciatura, bons estudos e aprendizagens incríveis! 1. Introdução Estimado aluno dos cursos de Segunda Licenciatura e Formação Pedagógica, o Ciclo de Aprendizagem 1 da disciplina Base Nacional Comum Curricular (BNCC): história, concepção, política e referenciais pedagógicos, que compõe os cursos de Segunda Licenciatura e Formação Pedagógica, cursos estes embasados pela Resolução CNE/CP n° 2, de 20 dezembro de 2019(http://portal.mec.gov.br/docman/dezembro-2019-pdf/135951-rcp002-19/file), republicada em 15 de abril de 2020, tem como compromisso ensinar, discutir e analisar, juntamente com você, todo o contexto histórico, político, legal e pedagógico da BNCC, tendo como fundamento a educação integral, permeada pelos princípios de igualdade, diversidade, equidade, educação ambiental, educação das relações étnico-raciais e cultura afro-brasileira e africana, e educação em direitos humanos, que são a base para o alcance das aprendizagens essenciais que, por sua vez, direcionam ao desenvolvimento das dez competências gerais da Educação Básica. Este Ciclo de Aprendizagem 1, início dos estudos da disciplina, será o momento em que você irá estudar para aprender e entender a BNCC. A BNCC tem uma trajetória de 30 anos no contexto da educação brasileira, a qual você vai estudar neste ciclo. Esses 30 anos compõem os aspectos históricos, políticos e legais, que são premissas para aprender, entender e analisar a BNCC enquanto: 2/48</p><p>05/08/2024, 21:39 Ciclo 1 Base Nacional Comum Curricular: aspectos históricos, políticos, legislação e referenciais pedagógicos Base Nac... [...] um documento de caráter normativo que define o conjunto orgânico e progressivo de aprendizagens essenciais que todos os alunos devem desenvolver ao longo das etapas e modalidades da Educação Básica, de modo a que tenham assegurados seus direitos de aprendizagem e desenvolvimento, em conformidade com o que preceitua o Plano Nacional de Educação (PNE) (BRASIL, [2018], p. 7). o próximo passo do Ciclo 1 é o estudo e análise da essência da BNCC: seus fundamentos pedagógicos, os quais têm como foco o desenvolvimento de competências. Por isso, você vai estudar o que é competência, sua inserção, de forma criteriosa, na escola, não apenas como um rol de metas, tendo clareza sobre a implementação das dez competências gerais da Educação Básica, considerando a complexidade da progressão das aprendizagens dos estudantes. Educação integral, igualdade, diversidade, equidade, educação ambiental, educação das relações étnico-raciais e cultura afro-brasileira e africana, e educação em direitos humanos também são focos de estudo do Ciclo 1, pois são os princípios que permeiam o desenvolvimento das competências e que devem estar presentes de maneira permanente e comprometida na Educação Básica. Para a implementação da BNCC, tendo em vista a articulação dos currículos de todo o sistema educacional brasileiro, tem-se garantido, por lei, o regime de colaboração entre União, estados, Distrito Federal e municípios, articulado com a formação dos professores para a Educação Básica e continuada (professores em serviço). Como última etapa de estudos do Ciclo de Aprendizagem 1, você vai dedicar-se a entender a Estrutura da BNCC, articulada com as competências gerais, para todas as etapas da Educação Básica: Educação Infantil, Ensino Fundamental (anos iniciais e finais) e Ensino Médio. Embora existam inúmeras críticas ao documento da BNCC - como a formulada pelo professor da Faculdade de Educação da Unicamp Dr. Luiz Carlos de Freitas (2016), que aponta, em sua análise, a possibilidade de fixação de padrões em detrimento da consideração às especificidades locais -, a disciplina fará um estudo analítico e detalhado do documento no tocante ao seu entendimento para sua implementação, e, consequentemente, o futuro professor, em seu dia a dia, poderá fazer a análise dos pontos positivos e negativos, aproveitando oportunamente a melhor maneira de superar os entraves da BNCC. Neste momento, é imprescindível que você assista ao vídeo indicado a seguir e conheça algumas das críticas apontadas pelo professor Dr. Luiz Carlos de Freitas, que citamos anteriormente. Focamos o trabalho da disciplina por um ponto de vista que vai ao encontro das ideias de Nunes (2019, p. 1): "A BNCC (Base Nacional Comum Curricular) como Oportunidade de Transformação da Educação e da Escola: Fortalecer o Que Nos Une Mais do Que Aquilo Que Nos Divide". Essa colocação nos convida a estudar, profundamente e de maneira crítica, a BNCC e descobrir o que ela tem de bom e ético para o desenvolvimento e aprendizagem dos nossos estudantes, visando à melhoria da educação do nosso país (BERTANHA, 2020, n.p.). Você, atual ou futuro profissional da educação, estudando e conhecendo a BNCC, assume agora o compromisso de estudar, entender e implementar a BNCC em regime de colaboração, respeitando a realidade local das escolas, a autonomia dos sistemas ou das redes de ensino e das instituições escolares, e o contexto e as características dos alunos. Pronto para iniciar? Bons estudos! 3/48</p><p>05/08/2024, 21:39 Ciclo 1 Base Nacional Comum Curricular: aspectos históricos, políticos, legislação e referenciais pedagógicos - Base Nac... 2. Base Nacional Comum Curricular: aspectos históricos, políticos, legislação e referenciais pedagógicos A elaboração de uma base nacional comum está prevista no Artigo 210 da Constituição de 1988 e no Artigo 26 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, de 1996. Além disso, a lei de 2014 que instituiu o PNE cita diretamente a BNCC como estratégia para o cumprimento das metas 2, 3 e 7 do Plano. Portanto, a elaboração da BNCC, determinada já na carta constitucional, encontra-se amplamente amparada pela legislação educacional do País (BRASIL, [2018]). que é a Base Nacional Comum Curricular (BNCC)? Como ela se caracteriza, considerando seus aspectos históricos, políticos e legais? Estudar a BNCC é se comprometer com a educação brasileira, no sentido de torná-la democrática, justa e para todos os alunos indistintamente. Para iniciar os estudos do Ciclo de Aprendizagem 1, acesse o documento da Base Nacional Comum Curricular (BRASIL, [2018]) e explore a capa e a composição do Ministério da Educação, no momento da publicação da BNCC; leia, detalhadamente, o sumário, que fornecerá uma visão geral, e também a apresentação. Após a leitura, retome os estudos deste material. Você acabou de ver, na página 2 do documento da BNCC (BRASIL, [2018]), que, na época de sua publicação, o Ministro da Educação era o Senhor Rossieli Soares da Silva, que tinha como parceiros o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) e a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime). o sumário traz a indicação da introdução, da estrutura e de todo o detalhamento da proposição da BNCC para as etapas da Educação Infantil, do Ensino Fundamental (anos iniciais e anos finais) e do Ensino Médio. Ainda, a apresentação, redigida pelo Ministro da Educação da época, pauta-se pela aprendizagem de qualidade a partir do desenvolvimento integral dos estudantes da Educação Básica, compromisso tal que deve ser assumido por cada profissional da educação. Feitas as primeiras leituras e considerações sobre a BNCC, agora é o momento de estudar a sua definição conceitual de acordo com Brasil ([2018], p. 7). A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) é um documento de caráter normativo que define o conjunto orgânico e progressivo de aprendizagens essenciais que todos os alunos devem desenvolver ao longo das etapas e modalidades da Educação Básica, de modo a que tenham assegurados seus direitos de aprendizagem e desenvolvimento, em conformidade com o que preceitua o Plano Nacional de Educação (PNE). Vamos, agora, entender e detalhar a definição da BNCC. Para isso, confira as informações a seguir: Documento de caráter Documento que registra, de forma impressa e escrita, orientações, regras e diretrizes. normativo Reunião de elementos (aprendizagens essenciais, competências e habilidades) que se Que define conjunto articulam e devem ser desenvolvidos durante toda a Educação Básica, considerando orgânico e progressivo a complexidade da aprendizagem de uma habilidade mais simples para uma mais complexa. De aprendizagens Conhecimentos imprescindíveis, sem os quais não é possível concluir a Educação essenciais Básica. Que todos os alunos devem Qualquer estudante, considerando a igualdade, diversidade, equidade, raça, gênero, desenvolver origem e cultura e direitos humanos. 4/48</p><p>05/08/2024, 21:39 Ciclo 1 Base Nacional Comum Curricular: aspectos históricos, políticos, legislação e referenciais pedagógicos Base Nac... o conhecimento não é estanque, mas progressivo, ou seja, considera-se que ele vá se Ao longo das etapas e tornando complexo desde a Educação Infantil, passando pelo Ensino Fundamental modalidades da Educação (anos iniciais e anos finais), até o Ensino Médio. Aqui considera-se, também, a Básica Educação de Jovens e Adultos, a Educação Profissional Técnica de Nível Médio e a Educação Especial. De modo que tenham assegurados seus direitos o direito à garantia dos conhecimentos e crescimento é assegurado. de aprendizagem e desenvolvimento As Metas do Plano Nacional de Educação (BRASIL, 2014, de acordo com as quais o BNCC deve estar, são: Art. 2° São diretrizes do PNE: erradicação do analfabetismo; II universalização do atendimento escolar; III superação das desigualdades educacionais, com ênfase na promoção da cidadania e na erradicação de todas as formas de discriminação; IV - melhoria da qualidade da educação; Em conformidade com o V formação para o trabalho e para a cidadania, com ênfase nos valores morais e éticos em que se que preceitua o Plano fundamenta a sociedade; Nacional de Educação VI promoção do princípio da gestão democrática da educação pública; (PNE) VII promoção humanística, cultural e tecnológica do País; VIII estabelecimento de meta de aplicação de recursos públicos em educação como proporção do Produto Interno Bruto PIB, que assegure atendimento às necessidades de expansão, com padrão de qualidade e equidade; IX valorização dos(as) profissionais da educação; X promoção dos princípios do respeito aos direitos humanos, à diversidade e à sustentabilidade socioambiental. Assista ao vídeo a seguir, intitulado Definição da BNCC: entendendo e detalhando, para, em seguida, continuar seus estudos. Agora, faça a leitura e o estudo atentos do seguinte texto: Leitura complementar Tópico 1. Introdução apresentado no documento da BNCC (BRASIL, [2018], p. 7-10). Atenção! É importante ressaltar que, quando é solicitado a você o estudo (ou estudar), isso significa que você deverá fazer uma leitura (silenciosa, oral) bem atenta, apontando (escrevendo, pensando) os aspectos que compreendeu, os que não compreendeu, realizando as articulações com os conhecimentos anteriores e, no nosso caso, a prática docente. Quanto ao entendimento, cabem mais explicações: você poderá acessar um dicionário eletrônico, por exemplo: Dicio Dicionário Online Português (http://www.dicio.com.br/), e também referências conectadas ao assunto. Finalizada a leitura da introdução da BNCC (BRASIL, 2018, p. 7-10), vamos estudá-la, agora destacando alguns elementos que contribuem para o entendimento/concepção da BNCC e sua implementação na Educação Básica. A BNCC destina-se à Educação Escolar Formal, definida no parágrafo da Lei 9394/1996 (grifo nosso) da seguinte forma: 5/48</p><p>05/08/2024, 21:39 Ciclo 1 Base Nacional Comum Curricular: aspectos históricos, políticos, legislação e referenciais pedagógicos - Base Nac... Art. 1° A educação abrange os processos formativos que se desenvolvem na vida familiar, na convivência humana, no trabalho, nas instituições de ensino e pesquisa, nos movimentos sociais e organizações da sociedade civil e nas manifestações culturais. §1° Esta Lei disciplina a educação escolar, que se desenvolve, predominantemente, por meio do ensino, em instituições próprias. §2° A educação escolar deverá vincular-se ao mundo do trabalho e à prática social (BRASIL, 1996, Toda Educação Escolar Formal deve pautar-se pelos princípios éticos, políticos e estéticos que visam à formação humana integral e à construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva (BRASIL, 2018, p. 7), de acordo com as Diretrizes Curriculares da Educação Básica. A BNCC (2018) integra e se alinha à Política Nacional da Educação Básica, juntamente com outras políticas e ações federais, estaduais e municipais, como pode ser visualizado na figura a seguir: Política Nacional da Educação Básica e BNCC: 1 BNCC Infraestrutura 5 2 Formação de Política Superação da 6 Professores Nacional fragmentação das políticas educacionais Educação 3 Avaliação Básica Fortalecimento do Regime de Colaboração: Estados, 7 Distrito Federal e Municípios 4 Elaboração de BNCC: instrumento Conteúdos essencial para orientar e 8 garantir as aprendizagens Educacionais essenciais Elaborado pela autora, adaptado de Brasil (2018, 8). Figura 1 BNCC e política nacional da educação básica. Outro elemento que precisa ser destacado na leitura e estudo introdutório da BNCC é a competência como fundamento pedagógico (que será estudado adiante) e, consequentemente, como contribuição para o desenvolvimento dos alunos. De acordo com Brasil (2018, p. 8), a competência é definida: [...] "como a mobilização de conhecimentos (conceitos e procedimentos), habilidades (práticas, cognitivas e socioemocionais), atitudes e valores para resolver demandas complexas da vida cotidiana, do pleno exercício da cidadania e do mundo do trabalho". aprofundamento da conceituação e a leitura crítica e analítica do tema competência serão feitos no tópico: Fundamentos Pedagógicos da BNCC e, também, nos demais Ciclos de Aprendizagem, articulando esse tema aos de Educação Infantil, Ensino Fundamental (anos iniciais e finais), Ensino Médio, Docência e Gestão. Como docente de qualquer etapa de ensino da Educação Básica, tenha como premissa que a competência não se constitui de um rol de aptidões, mas de capacidades permeadas pela dimensão humana. Veja a síntese das dez Competências Gerais da Educação Básica, que não se resumem ao aspecto cognitivo, o que vai ao encontro da Educação Integral, que também será estudada a seguir. 6/48</p><p>05/08/2024, 21:39 Ciclo 1 Base Nacional Comum Curricular: aspectos históricos, políticos, legislação e referenciais pedagógicos Base Nac... COMPETÊNCIAS GERAIS DA NOVA BNCC 1. Conhecimento 10. Responsabilidade e Valorizar e utilizar os Cidadania conhecimentos sobre mundo Agir pessoal e coletivamente com físico, social, cultural e digital. autonomia, responsabilidade, flexibilidade, resiliência e 2. Pensamento determinação. e criativo 9. Empatia e Cooperação Exercitar a curiosidade intelectual e utilizar as ciências Exercitar a empatia, o diálogo, a com criticidade e criatividade. resolução de conflitos e a cooperação. 3. Repertório cultural 8. Autoconhecimento e Valorizar as diversas autocuidado manifestações artísticas Conhecer-se, compreender-se na e culturais. diversidade humana e apreciar-se. 4. Comunicação 7. Argumentação Utilizar diferentes linguagens. Argumentar com base em fatos, dados e informações confiáveis. 5. Cultura Digital 6. Trabalho e Compreender, utilizar e criar Projeto de Vida tecnologias digitais de forma Valorizar e apropriar-se de crítica, significativa e ética. conhecimentos e experiências. Figura 2 Competências gerais da nova BNCC Agora, você vai responder a um Quiz, uma questão do tipo "Lacuna para completar", com o objetivo de fortalecer a compreensão que você desenvolveu até o momento sobre o Com o estudo da definição da BNCC mais delineado, agora o foco é compreender a BNCC, articulada com à história de inserção na educação brasileira, e a seus aspectos históricos, legais e políticos. É importante salientar que os próximos Ciclos de Aprendizagem retomarão os aspectos supracitados, articulados com a Educação Infantil, Ensino Fundamental (anos iniciais e anos finais), Ensino Médio, Gestão e Docência. Leitura obrigatória! Para esse aprofundamento, faça a leitura e o estudo do Tópico Os marcos legais que embasam a BNCC apresentado no documento da BNCC (BRASIL, 2018, p. 10-12). Outra referência que contribui para compreender o desenho e a proposição da BNCC é a linha do tempo que apresenta seu histórico, construída pelo Ministério da Educação. Você poderá visualizá-la acessando o Histórico da BNCC Atenção! Para o estudo ordenado da página toda, faça a leitura da página citada de baixo para cima, No entanto, em alguns momentos, este documento está aberto para leitura e, em outros momentos, não. Caso você consiga acessar, realize a leitura como orientado. Caso não consiga, você pode acessar o link Base Nacional Comum Curricular(http://portal.mec.gov.br/conselho-nacional-de-educacao/base- nacional-comum-curricular-bncc), no site do Ministério da Educação, que apresenta os principais eventos e as versões do documento entre sua preparação até 2018. Feitos os estudos supracitados, vamos passar aos destaques, articulando os atos legais, as políticas e os marcos históricos da educação brasileira. 7/48</p><p>05/08/2024, 21:39 Ciclo 1 Base Nacional Comum Curricular: aspectos históricos, políticos, legislação e referenciais pedagógicos Base Nac... A história da concepção, construção e promulgação da BNCC tem relação com a Constituição de 1988. Somam-se mais de 30 anos para a concepção da BNCC em nosso país, sendo que o tempo da mobilização até a promulgação foram de três a quatro anos. Para sintetizar os Atos Legais, Políticas e Eventos, conjuntamente com trechos ou destaques destes, e articulando- os com os acontecimentos históricos da política educacional e geral brasileira, apresentamos os quadros a seguir. Atenção! Cabe salientar que você não precisa ler, na íntegra, as legislações citadas, no entanto, os trechos citados nos quadros apresentados a seguir são de leitura Quadro 1 Constituição de 1988. Constituição de 1988 (BRASIL, 1988, n.p.) "Art. 205. A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho" (BRASIL, 1988, n.p., grifo nosso). Destaques o artigo 210 destaca a necessidade de serem fixados conteúdos mínimos para o Ensino Fundamental, de maneira a assegurar formação básica comum e respeito aos valores culturais e artísticos, nacionais e regionais. Período de Governo Republicano Presidente: José Sarney Política Brasileira e Política Período: de 15/03/1985 a 15/03/1990 (5 anos) Educacional Brasileira Ministro da Educação: Hugo Napoleão do Rego Neto Nova Constituição Brasileira é aprovada (promulgada em 5 de outubro de 1988) Quadro 2 Lei n° 9394/1996 (Diretrizes e Bases da Educação Nacional). Lei n° 9394/1996 - Diretrizes e Bases da Educação Nacional (BRASIL, 1996, n.p.) (http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/19394.htm) Inciso IV, Artigo 9°, cabe à União "[...] estabelecer, em colaboração com os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, competências e diretrizes para a Educação Infantil, o Ensino Fundamental e o Ensino Médio, que nortearão os currículos e seus conteúdos mínimos, de modo a assegurar formação básica comum" (BRASIL, 1996, n.p., grifo nosso). Presença de dois conceitos decisivos para a BNCC hoje: Destaques Relação entre o que é básico-comum e o que é diverso em matéria curricular: as competências e diretrizes são comuns, os currículos são diversos. Foco do currículo, ao dizer que os conteúdos curriculares estão a serviço do desenvolvimento de competências/definição das aprendizagens essenciais, e não apenas dos conteúdos mínimos a ser ensinados. Duas noções essenciais da BNCC: básico-comum (o que é obrigatório) e diverso (estados, Distrito Federal, municípios e sistemas ou redes). 8/48</p><p>05/08/2024, 21:39 Ciclo 1 - Base Nacional Comum Curricular: aspectos históricos, políticos, legislação e referenciais pedagógicos - Base Nac... Período de Governo Republicano Presidente da República: Fernando Henrique Cardoso Período: de 01/01/1995 a 01/01/1999 (4 anos) Política Brasileira e Política Educacional Brasileira Ministro da Educação: Paulo Renato Souza Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (promulgada em 20 de dezembro de 1996) Quadro 3 Parâmetros Curriculares Nacionais do Ensino Fundamental e Ensino Médio. Parâmetros Curriculares Nacionais: Ensino Fundamental (http://portal.mec.gov.br/component/content/article? a séries (PCNs) Parâmetros Curriculares Nacionais: Ensino Fundamental a séries (PCNs) Parâmetros Curriculares Nacionais para o Ensino Médio (PCNEM) (http://portal.mec.gov.br/expansao-da-rede- PCNs 1° ao Introdução PCNs 5° ao Introdução PCNEM Ensino Médio: Bases Legais 9/48</p><p>05/08/2024, 21:39 Ciclo 1 Base Nacional Comum Curricular: aspectos históricos, políticos, legislação e referenciais pedagógicos Base Nac... Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) para o Ensino Fundamental, do 1° ao 5° ano (1997b): "Os Parâmetros Curriculares Nacionais constituem um referencial de qualidade para a educação no Ensino Fundamental em todo o País. Sua função é orientar e garantir a coerência dos investimentos no sistema educacional" (BRASIL, 1997b, p. 13, grifo nosso). Eles "[...] configuram uma proposta flexível, a ser concretizada nas decisões regionais e locais sobre currículos e sobre programas de transformação da realidade educacional empreendidos pelas autoridades governamentais, pelas escolas e pelos professores. Não configuram, portanto, um modelo curricular homogêneo e impositivo [...]", e sim uma proposta educacional que tenha em vista a qualidade da formação a ser oferecida a todos os estudantes (BRASIL, 1997b, p. 28, grifo nosso). São "[...] o estabelecimento de uma referência curricular comum para todo o País, ao mesmo tempo que fortalece a unidade nacional e a responsabilidade do Governo Federal com a educação, busca garantir, também, o respeito à diversidade que é marca cultural do País, mediante a possibilidade de adaptações que integrem as diferentes dimensões da prática educacional" Destaques (BRASIL, 1997b, p. 28, grifo nosso). Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) para o Ensino Fundamental, do 6° ao 9° ano (1998a): termo "parâmetro" visa comunicar a ideia de que, ao mesmo tempo em que se pressupõem e se respeitam as diversidades regionais, culturais, políticas existentes no país, se constroem referências nacionais que possam dizer quais os "pontos comuns" que caracterizam o fenômeno educativo em todas as regiões brasileiras (BRASIL, 1998a, p. 49, grifo nosso). Parâmetros Curriculares Nacionais para o Ensino Médio (PCNEM) (BRASIL, 2000, p. 15): "O currículo, enquanto instrumentação da cidadania democrática, deve contemplar conteúdos e estratégias de aprendizagem que capacitem o ser humano para a realização de atividades nos três domínios da ação humana: a vida em sociedade, a atividade produtiva e a experiência subjetiva, visando à integração de homens e mulheres no tríplice universo das relações políticas, do trabalho e da simbolização subjetiva". Período de Governo Republicano (Período considerado: de 1996 a 2000) Presidente da República: Fernando Henrique Cardoso. Período: de 01/01/1995 até 01/01/2003 (08 anos). Ministro da Educação: Paulo Renato Souza Política Brasileira e Período: 01/01/1995 até 01/01/2003 Política Educacional Brasileira Estatuto do Idoso (iniciativa do Projeto de Lei n° 3.561 de 1997) Lei de crimes ambientais - Lei n° 9.605/1998 (promulgada em 12 de fevereiro de 1998) Desvalorização do Real em 1999 Quadro 4 Programa Currículo em Movimento (2008-2010). Programa Currículo em Movimento (2008-2010)(http://portal.mec.gov.br/programa-curriculo-em-movimento-sp- 1312968422) 10/48</p><p>05/08/2024, 21:39 Ciclo 1 Base Nacional Comum Curricular: aspectos históricos, políticos, legislação e referenciais pedagógicos Base Nac... Programa Currículo em Movimento "[...] busca melhorar a qualidade da Destaques educação básica por meio do desenvolvimento do currículo da educação infantil, do ensino fundamental e ensino médio" (BRASIL, 2021b). Período de Governo Republicano (Período considerado: 2008-2010) Presidente da República: Luiz Inácio Lula da Silva Período: de 01/01/2003 a 01/01/2011 (8 anos) Ministro da Educação: Cristovam Buarque Período: de 01/01/2003 a 27/01/2004 Ministro da Educação: Tarso Genro Política Brasileira e Política Educacional Brasileira Período: de 27/01/2004 a 29/07/2005 Ministro da Educação: Fernando Haddad Período: de 29/07/2005 a 24/01/2012 Lei n° 11.788 - Lei do Estágio (promulgada em 25 de setembro de 2008) Estatuto da Igualdade Racial - Lei n° 12.288/10 (promulgada em 20 de junho de 2010) Quadro 5 Parâmetros Curriculares delineadas pelo Conselho Nacional de Educação (década de 1990, revistos em 2000). Diretrizes Curriculares delineadas pelo Conselho Nacional de Educação (década de 1990, revistos em 2000) Conhecimento curricular contextualizado pela realidade local, social e Destaques individual da escola e do seu alunado. Período de Governo Republicano (Período considerado: de 1996 a 2000) Presidente da República: Fernando Henrique Cardoso Período: 1° de janeiro de 1995 até 1° de janeiro de 2003 (8 anos) Ministro da Educação: Paulo Renato Souza Período: 01/01/95 a 01/01/2003 Política Brasileira e Estatuto do Idoso (iniciativa do Projeto de Lei n° 3.561 de 1997) Política Educacional Brasileira Lei de crimes ambientais - Lei n° 9.605/1998 (promulgada em 12 de fevereiro de 1998) Desvalorização do Real em 1999 Os acontecimentos políticos estão atrelados exatamente ao momento da homologação dos documentos, legislação ou eventos. 11/48</p><p>05/08/2024, 21:39 Ciclo 1 - Base Nacional Comum Curricular: aspectos históricos, políticos, legislação e referenciais pedagógicos - Base Nac... Quadro 6 Diretrizes Curriculares promulgadas pelo CNE (Parecer CNB/CEB n° 07/2010; Resolução n° 04/2010; Resolução n° 05/2009, com lançamento do documento em 2010; Resolução 07/2010; e Resolução 02/2012). Diretrizes Curriculares promulgadas pelo Conselho Nacional de Educação (Parecer/CEB n° 07/2010 0&category_slug=maio-2010-pdf&Itemid=30192); Resolução n° 04/2010 (http://portal.mec.gov.br/dmdocuments/rceb004_10.pdf) Resolução n° 05/2009 com lançamento do documento em 2010; Resolução 07/2010 Resolução 02/2012 1&Itemid=30192)) 12/48</p><p>05/08/2024, 21:39 Ciclo 1 - Base Nacional Comum Curricular: aspectos históricos, políticos, legislação e referenciais pedagógicos - Base Nac... Destaques Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais para a Educação Básica: Resolução n° 04/2010: "Art. 1° A presente Resolução define Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais para o conjunto orgânico, sequencial e articulado das etapas e modalidades da Educação Básica, baseando-se no direito de toda pessoa ao seu pleno desenvolvimento, à preparação para o exercício da cidadania e à qualificação para o trabalho, na vivência e convivência em ambiente educativo, e tendo como fundamento a responsabilidade que o Estado brasileiro, a família e a sociedade têm de garantir a democratização do acesso, a inclusão, a permanência e a conclusão com sucesso das crianças, dos jovens e adultos na instituição educacional, a aprendizagem para continuidade dos estudos e a extensão da obrigatoriedade e da gratuidade da Educação Básica" (BRASIL, 2010b, n.p., grifo nosso). Art. "[...] I sistematizar os princípios e as diretrizes gerais da Educação Básica contidos na Constituição, na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) e demais dispositivos legais, traduzindo-os em orientações que contribuam para assegurar a formação básica comum nacional, tendo como foco os sujeitos que dão vida ao currículo e à escola" (BRASIL, 2010b, n.p., grifo nosso). Art. 14°: "A base nacional comum na Educação Básica constitui-se de conhecimentos, saberes e valores produzidos culturalmente, expressos nas políticas públicas e gerados nas instituições produtoras do conhecimento científico e tecnológico; no mundo do trabalho; no desenvolvimento das linguagens; nas atividades desportivas e corporais; na produção artística; nas formas diversas de exercício da cidadania; e nos movimentos sociais" (BRASIL, 2010b, n.p., grifo nosso). Educação Infantil, Resolução n° 05/2009: "Art. 1° A presente Resolução institui as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil a serem observadas na organização de propostas pedagógicas na Educação Infantil" (BRASIL, 2009d, n.p., grifo nosso). Ensino Fundamental de 9 anos, Resolução 07/2010: "Art. 1° A presente Resolução fixa as Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Fundamental de 9 (nove) anos a serem observadas na organização curricular dos sistemas de ensino e de suas unidades escolares". "Art. 2° As Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Fundamental de 9 (nove) anos articulam-se com as Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais para a Educação Básica (Parecer CNE/CEB n° 7/2010 e Resolução CNE/CEB n° 4/2010) e reúnem princípios, fundamentos e procedimentos definidos pelo Conselho Nacional de Educação, para orientar as políticas públicas educacionais e a elaboração, implementação e avaliação das orientações curriculares nacionais, das propostas curriculares dos Estados, do Distrito Federal, dos Municípios, e dos projetos político-pedagógicos das escolas" (BRASIL, 2010e, n.p., grifo nosso). "Art. 10 currículo do Ensino Fundamental tem uma base nacional comum, complementada em cada sistema de ensino e em cada estabelecimento escolar por uma parte diversificada. Art. 11 A base nacional comum e a parte diversificada do currículo do Ensino Fundamental constituem um todo integrado e não podem ser consideradas como dois blocos distintos 13/48</p><p>05/08/2024, 21:39 Ciclo 1 - Base Nacional Comum Curricular: aspectos históricos, políticos, legislação e referenciais pedagógicos Base Nac... § 1° A articulação entre a base nacional comum e a parte diversificada do currículo do Ensino Fundamental possibilita a sintonia dos interesses mais amplos de formação básica do cidadão com a realidade local, as necessidades dos alunos, as características regionais da sociedade, da cultura e da economia e perpassa todo o currículo" (BRASIL, 2010e, n.p., grifo nosso). Ensino Médio, Resolução "Art. 1° A presente Resolução define as Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio, a serem observadas na organização curricular pelos sistemas de ensino e suas unidades escolares" (BRASIL, 2012c, n.p., grifo nosso). "Art. 7° A organização curricular do Ensino Médio tem uma base nacional comum e uma parte diversificada que não devem constituir blocos distintos, mas um todo integrado, de modo a garantir tanto conhecimentos e saberes comuns necessários a todos os estudantes, quanto uma formação que considere a diversidade e as características locais e especificidades regionais" (BRASIL, 2012c, n.p., grifo nosso). Período de Governo Republicano Presidente da República: Luiz Inácio Lula da Silva Política Brasileira e Período: de 01/01/2007 a 01/01/2011 - 2° Mandato (4 anos) Política Educacional Brasileira Ministro da Educação: Fernando Haddad Quadro 7 Conferência Nacional de Educação (Conae). Conferência Nacional de Educação (Conae) "[...] Tanto a formação de profissionais para a educação básica, em todas as suas etapas (educação infantil, ensino fundamental e ensino médio) e modalidades (educação profissional, de jovens e adultos, do campo, escolar indígena, especial e quilombola), como a formação dos/das profissionais para a educação superior (graduação e independentemente do objeto próprio de sua formação, devem contar com uma base comum. Esta base deve voltar-se para a garantia de uma concepção de formação pautada tanto pelo desenvolvimento de sólida formação teórica e interdisciplinar em educação de crianças, adolescentes, jovens e adultos/as e nas áreas específicas Destaques de conhecimento científico, quanto pela unidade entre teoria e prática e pela centralidade do trabalho como princípio educativo na formação profissional, além do entendimento de que a pesquisa se constitui em princípio cognitivo e formativo e, portanto, eixo nucleador dessa formação. Deverá, ainda, considerar a vivência da gestão democrática, o compromisso social, político e ético com um projeto emancipador e transformador das relações sociais e a vivência do trabalho coletivo e interdisciplinar, de forma problematizadora" (BRASIL, 2010b, p. 78, grifo nosso). 14/48</p><p>05/08/2024, 21:39 Ciclo 1 - Base Nacional Comum Curricular: aspectos históricos, políticos, legislação e referenciais pedagógicos - Base Nac... Período de Governo Republicano Presidente da República: Luiz Inácio Lula da Silva Política Brasileira e Período: de 01/01/2007 a 01/01/2011 - 2° Mandato (4 anos) Política Educacional Brasileira Ministro da Educação: Fernando Haddad Quadro 8 Portaria n° 867/2012 (Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa - PNAIC). Portaria n° (Pacto Nacion Certa PNAIC), revogada pela Portaria n° Portaria n° Art. 1° - Fica instituído o Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa, pelo qual o Mir secretarias estaduais, distrital e municipais de educação reafirmam e ampliam o compromisso 24 de abril de 2007, de alfabetizar as crianças até, no máximo, os oito anos de idade, ao final d aferindo os resultados por exame periódico específico [...]. Art. 2° Ficam instituídas as ações do Pacto, por meio do qual o MEC [...] I - pela integração e estruturação, a partir do eixo Formação Continuada de Professores Alfab referências curriculares e pedagógicas do MEC que contribuam para a alfabetização e o Portaria n° 826/2017 (http://pacto.mec.gov.br/images/pdf/legislacao/portaria_mec_826_alterada "Art. 1° Esta Portaria dispõe sobre ações e diretrizes gerais do Pacto Nacional pela passa a abranger: I - a alfabetização em língua portuguesa e em matemática; II - a realização de avaliações com foco na alfabetização, pelo Instituto Nacional de Estudos Teixeira - INEP; e III - o apoio gerencial, técnico e financeiro aos entes que tenham aderido às ações do PNAIC, par [...] Art. 2° o Ministério da Educação - MEC, em parceria com os sistemas públicos de ensino municípios, apoiará a alfabetização e o letramento dos estudantes até o final do 3° ano do Ensino e urbanas. § 1° As ações desenvolvidas no âmbito do PNAIC se caracterizam: I - pela integração e estruturação de ações de formação, materiais e referenciais curriculares e p Destaques a alfabetização e o letramento; II - pelo compartilhamento da gestão do Programa entre a União, estados, Distrito Federal e mur III - pela garantia dos direitos de aprendizagem e desenvolvimento, a serem aferidos por meio 2017b, n.p.). 15/48</p><p>05/08/2024, 21:39 Ciclo 1 - Base Nacional Comum Curricular: aspectos históricos, políticos, legislação e referenciais pedagógicos - Base Nac... Contexto da Portaria n° 867/2012 Período de Governo Republicano Presidente da República: Dilma Vana Rousseff Período: de 01/01/2011 a 01/01/2015 Ministro da Educação: Aloizio Mercadante Obs: os acontecimentos apresentados anteriormente estão no contexto da primeira vez que Política Brasileira e Nacional pela Alfabetização na Idade Certa - PNAIC foi promulgada. Política Educacional Brasileira Contexto da Portaria n° 826/2017 Período de Governo Republicano Presidente da República: Michel Miguel Elias Temer Lulia Período: de 31/01/2016 a 01/01/2019 Ministro da Educação: Mendonça Filho Quadro 9 Portaria n° 1.140/2013 (Pacto Nacional de Fortalecimento do Ensino Médio - PNFEM). P medio)ortaria n° fortalecimento-do-ensino-medio) (Pacto Nacional de Fortalecimento do Ensino Médio - PNFEM) "Art. 1° - Fica instituído o Pacto Nacional pelo Fortalecimento do Ensino Médio Pacto, pelo qual o Ministério da Educação - MEC e as secretarias estaduais e distrital de educação assumem o compromisso com a valorização da Destaques formação continuada dos professores e coordenadores pedagógicos que atuam no ensino médio público, nas áreas rurais e urbanas, em consonância com a Lei n° 9.394, de 1996, e a [...] Resolução CNE/CEB n° 2, de 30 janeiro de 2012" (BRASIL, 2013d, p. 24). Período de Governo Republicano Presidente da República: Dilma Vana Rousseff Política Brasileira e Período: 01/01/2011 a 01/01/2015 Política Educacional Brasileira Ministro da Educação: Aloizio Mercadante Quadro 10 Lei n° 13.005/2014 (Plano Nacional de Educação PNE). Lei n° (Plano Nacional de Educação - PNE) 16/48</p><p>05/08/2024, 21:39 Ciclo 1 - Base Nacional Comum Curricular: aspectos históricos, políticos, legislação e referenciais pedagógicos - Base Nac... "Meta 2: universalizar o ensino fundamental de 9 (nove) anos para toda a população de 6 (seis) a 14 (quatorze) anos e garantir que pelo menos 95% (noventa e cinco por cento) dos alunos concluam essa etapa na idade recomendada, até o último ano de vigência deste PNE. [...] 2.2) pactuar entre União, Estados, Distrito Federal e Municípios, no âmbito da instância permanente de que trata o § 5° do art. 7° desta Lei, a implantação dos direitos e objetivos de aprendizagem e desenvolvimento que configurarão a base nacional comum curricular do ensino fundamental" 2014b, n.p. grifo nosso). "Meta 3: universalizar, até 2016, o atendimento escolar para toda a população de 15 (quinze) a 17 (dezessete) anos e elevar, até o final do período de vigência deste PNE, a taxa líquida de matrículas no ensino médio para 85% (oitenta e cinco por cento). [...] 3.3) pactuar entre União, Estados, Distrito Federal e Municípios, no âmbito da instância permanente de que trata o § do art. desta Lei, a implantação dos direitos e objetivos de aprendizagem e desenvolvimento que configurarão a base nacional comum curricular do ensino médio" (BRASIL, 2014b, n.p., grifo nosso). Destaques "Meta 7: Fomentar a qualidade da educação básica em todas as etapas e modalidades, com melhoria do fluxo escolar e da aprendizagem de modo a atingir as seguintes médias nacionais para o Ideb. Meta 7 é o destaque para a BNCC [...] 7.1) estabelecer e implantar, mediante pactuação interfederativa, diretrizes pedagógicas para a educação básica e a base nacional comum dos currículos, com direitos e objetivos de aprendizagem e desenvolvimento dos(as) alunos(as) para cada ano do ensino fundamental e médio, respeitada a diversidade regional, estadual e local" (BRASIL, 2014b, n.p., grifo nosso). "Meta 15: Garantir, em regime de colaboração entre a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, no prazo de 1 (um) ano de vigência deste PNE, política nacional de formação dos profissionais da educação de que tratam os incisos I, II e III do caput do art. 61 da Lei n 9.394, de 20 de dezembro de 1996, assegurado que todos os professores e as professoras da educação básica possuam formação específica de nível superior, obtida em curso de licenciatura na área de conhecimento em que atuam. [...] 15.6) promover a reforma curricular dos cursos de licenciatura e estimular a renovação pedagógica, de forma a assegurar o foco no aprendizado do(a) aluno(a), dividindo a carga horária em formação geral, formação na área do saber e didática específica e incorporando as modernas tecnologias de informação e comunicação, em articulação com a base nacional comum dos currículos da educação básica, de que tratam as estratégias 2.1, 2.2, 3.2 e 3.3 deste PNE" (BRASIL, 2014b, n.p., grifo nosso). 17/48</p><p>05/08/2024, 21:39 Ciclo 1 Base Nacional Comum Curricular: aspectos históricos, políticos, legislação e referenciais pedagógicos Base Nac... Período de Governo Republicano Presidente da República: Dilma Vana Rousseff Política Brasileira e Período: de 01/01/2011 a 01/01/2015 Política Educacional Brasileira Ministro da Educação: Henrique Paim Quadro 11 Conferência Nacional pela Educação 2014 (Conae). Conferência Nacional pela Educação 2014 (Conae) http://fne.mec.gov.br/images/pdf/documentoreferenciaconae2014versaofinal.pdf) organizada pelo Fórum Nacional de Educação (FNE) Apresentou documento que foi importante para o processo de criação da Base. "[...] Documento Final, resultado das deliberações da Conae/2014, constitui importante referencial para o processo de mobilização e o debate permanente entre educadores e entidades da sociedade civil organizada comprometida Destaques com a educação, na perspectiva de articular o sistema nacional de educação na ocasião da implementação e avaliação do Plano Nacional de Educação e dos correspondentes planos decenais dos estados, Distrito Federal e municípios" (BRASIL, 2014a, p. 12). Período de Governo Republicano Presidente da República: Dilma Vana Rousseff Política Brasileira e Período: de 01/01/2011 a 01/01/2015 Política Educacional Brasileira Ministro da Educação: Henrique Paim Quadro 12 Seminário Interinstitucional para a elaboração da BNC (2014) Portaria n° 592/2015. Seminário Interinstitucional para a elaboração da BNC (2014) (http://basenacionalcomum.mec.gov.br/numeros- dos-seminarios) Portaria n° 592/2015 (http://portal.mec.gov.br/index.php? Foi um evento marcante no processo de elaboração da BNCC (na época, chamada de BNC). Destaques "Art. 1° - Fica instituída a Comissão de Especialistas para a Elaboração da Proposta da Base Nacional Comum Curricular" (BRASIL, 2015, p. 16). Presidente da República: Dilma Vana Rousseff Período: de 01/01/2015 a 31/08/2016 Mandato Política Brasileira e Política Educacional Brasileira Ministro da Educação: Renato Janine Ribeiro Quadro 13 versão da Base Nacional Comum Curricular (2015). versão da Base Nacional Comum Curricular (2015) (http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/relatorios- analiticos/BNCC-APRESENTACAO.pdf) 18/48</p><p>05/08/2024, 21:39 Ciclo 1 - Base Nacional Comum Curricular: aspectos históricos, políticos, legislação e referenciais pedagógicos - Base Nac... A versão apresenta capítulos que destacam a Educação Especial na Perspectiva Inclusiva e a Base Nacional Comum Curricular; a Educação Infantil e os diversos componentes curriculares, nos quais se subdivide a Destaques Educação Básica (Ensino Fundamental e Ensino Médio). Vale ressaltar a presença da Filosofia e Sociologia como componentes curriculares para o Ensino Médio. Período de Governo Republicano Presidente da República: Dilma Vana Rousseff Política Brasileira e Período: de 01/01/2015 a 31/08/2016 2° Mandato Política Educacional Brasileira Ministro da Educação: Aloizio Mercadante Quadro 14 versão da Base Nacional Comum Curricular (2016). versão da Base Nacional Comum Curricular (2016) (http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/relatorios analiticos/bncc-2versao.revista.pdf) Na versão, a Educação Especial na Perspectiva Inclusiva perde o destaque de Tópico e é contemplada na explicação do Subtópico A BNCC e as Destaques modalidades da educação básica, que, por sua vez, faz parte do Tópico: Princípios da base nacional comum curricular e direitos de aprendizagem e desenvolvimento Período de Governo Republicano Presidente da República: Dilma Vana Rousseff Política Brasileira e Período: de 01/01/2015 a 31/08/2016 2° Mandato Política Educacional Brasileira Ministro da Educação: Aloizio Mercadante Quadro 15 versão da Base Nacional Comum Curricular (2016). versão da Base Nacional Comum Curricular (2016) (https://movimentopelabase.org.br/wp- Destaques Documento que relata as principais alterações da versão da Presidente da República: Dilma Vana Rousseff Período: de 01/01/2015 a 31/08/2016 - 2° Mandato Política Brasileira e Política Educacional Brasileira Ministro da Educação: José Mendonça Bezerra Filho Quadro 16 Versão final da Base Nacional Comum Curricular (entrega do MEC ao CNE, 2017). Versão final da Base Nacional Comum Curricular (http://portal.mec.gov.br/index.php? 2&category_slug=dezembro-2017-pdf&Itemid=30192) (entrega do MEC ao CNE, 2017) Esta versão exclui o Ensino Médio. As disciplinas de Sociologia e Filosofia Destaques não têm o destaque da versão, são mencionadas na Área de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas. 19/48</p><p>05/08/2024, 21:39 Ciclo 1 - Base Nacional Comum Curricular: aspectos históricos, políticos, legislação e referenciais pedagógicos - Base Nac... Período de Governo Republicano Presidente da República: Michel Miguel Elias Temer Lulia Política Brasileira e Período: de 31/08/2016 a 31/12/2018 Política Educacional Brasileira Ministro da Educação: José Mendonça Bezerra Filho Quadro 17 Resolução n° 02/2017 (Institui e orienta a implantação da Base Nacional Comum Curricular). Resolução n° e orienta a implantação da Base Nacional Comum Curricular) "Art. 1° A presente Resolução e seu Anexo instituem a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), como documento de caráter normativo que define o conjunto orgânico e progressivo de aprendizagens essenciais como direito das crianças, jovens e adultos no âmbito da Educação Básica escolar, e orientam sua implementação pelos sistemas de ensino das diferentes instâncias federativas, bem como pelas instituições ou redes escolares. Parágrafo Único. No exercício de sua autonomia, prevista nos artigos 12, 13 e 23 da LDB, no processo de construção de suas propostas pedagógicas, atendidos todos os direitos e objetivos de aprendizagem instituídos na BNCC, as instituições escolares, redes de escolas e seus respectivos sistemas de ensino poderão adotar formas de organização e propostas de progressão que Destaques julgarem necessários. Art. 2° As aprendizagens essenciais são definidas como conhecimentos, habilidades, atitudes, valores e a capacidade de os mobilizar, articular e integrar, expressando-se em competências. Parágrafo único. As aprendizagens essenciais compõem o processo formativo de todos os educandos ao longo das etapas e modalidades de ensino no nível da Educação Básica, como direito de pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e qualificação para o trabalho" (BRASIL, 2017d, p. 4, grifo nosso). Período de Governo Republicano Presidente da República: Michel Miguel Elias Temer Lulia Política Brasileira e Período: de 31/08/2016 a 31/12/2018 Política Educacional Brasileira Ministro da Educação: José Mendonça Bezerra Filho Quadro 18 versão da Base Nacional Comum Curricular (Ensino Médio, 2018). versão da Base Nacional Comum Curricular (Ensino Médio, 2018) (http://portal.mec.gov.br/docman/abril-2018- pdf/85121-bncc-ensino-medio/file) Destaques Esta é a versão que contempla especificamente o Ensino Médio. 20/48</p><p>05/08/2024, 21:39 Ciclo 1 - Base Nacional Comum Curricular: aspectos históricos, políticos, legislação e referenciais pedagógicos - Base Nac... Período de Governo Republicano Presidente da República: Michel Miguel Elias Temer Lulia Política Brasileira e Período: de 31/08/2016 a 31/12/2018 Política Educacional Brasileira Ministro da Educação: José Mendonça Bezerra Filho Quadro 19 Programa de apoio à implementação da Base Nacional Comum Curricular (ProBNCC). Programa de apoio à implementação da Base Nacional Comum Curricular (ProBNCC) A proposição do Programa é acontecer em regime de colaboração entre União, estados e municípios, para a revisão e elaboração dos currículos como definidos pela BNCC, bem como para a formação dos profissionais da Educação e revisão dos Projetos Pedagógicos das escolas (BRASIL, 2019c), Destaques visando à implementação dos novos currículos até 2021. Veja o vídeo que é a Base Nacional Comum Curricular (BNCC)? (https://www.youtube.com/watch?v=ELQ2azcQC9Q) Programa foi instituído no Governo de: Presidente da República: Michel Miguel Elias Temer Lulia Período: de 31/08/2016 a 31/12/2018 Ministro da Educação: José Mendonça Bezerra Filho o Programa foi lançado no Governo de: Política Brasileira e Período de Governo Republicano Política Educacional Brasileira Presidente da República: Jair Messias Bolsonaro. Período: de 01/01/2019 atual Ministro da Educação: Ricardo Vélez Rodríguez, empossado em 01 de janeiro de 2019, permanecendo até 08 de abril de 2019. Como o lançamento foi dia 04 de abril de 2019, a vigência era do Ministro citado. Quadro 20 Resolução n° 4/2018 (Institui a Base Nacional Comum Curricular na Etapa do Ensino Médio: BNCC-EM). Resolução n° (Institui a Base Nacional Comum Curricular na Etapa do Ensino Médio - BNCC-EM) Versão oficial da BNCC, na qual estão contemplados: a Educação Infantil, o Destaques Ensino Fundamental (anos iniciais e finais) e o Ensino Médio 21/48</p><p>05/08/2024, 21:39 Ciclo 1 Base Nacional Comum Curricular: aspectos históricos, políticos, legislação e referenciais pedagógicos - Base Nac... A Resolução foi homologada no Governo de: Presidente da República: Michel Miguel Elias Temer Lulia Período: de 31/08/2016 a 31/12/2018 Ministro da Educação: José Mendonça Bezerra Filho Uma legislação importante para o contexto foi a promulgação da Lei Geral de Política Brasileira e Proteção de Dados Pessoais (LGPD ou LGPDP) - Lei n° 13.709/2018 (promulgada Política Educacional Brasileira em 14 de agosto de 2018). Na data da homologação da Resolução, dia 14 de dezembro de 2018, em Período de Governo Republicano, Jair Messias Bolsonaro já tinha sido eleito Presidente e tomou posse em: 01/01/2019 atual Ministro da Educação: Ricardo Vélez Rodríguez, empossado em 01 de janeiro de 2019, permanecendo até 08 de abril de 2019. Fonte: elaborado pela autora, adaptado de Bertanha (2020, Antes de finalizarmos o tema "Base Nacional Comum Curricular: Aspectos Históricos, Políticos e Legislação", é importante salientar duas noções fundantes do documento: 1. a relação entre o que é básico-comum e o que é diverso: as competências, diretrizes são comuns; os currículos, diversos (BRASIL, 1988, n.p.; BRASIL, 1996, n.p.; BRASIL, [2018], p. 11); e 2. o foco no currículo, ou seja, os conteúdos curriculares estão a serviço do desenvolvimento das competências. Reforça-se que os currículos da Educação Básica devem ter uma base nacional comum e ser complementados e apoiados pelo que é diverso, ou seja: [...] "em cada sistema de ensino e em cada estabelecimento escolar, por uma parte diversificada, exigida pelas características regionais e locais da sociedade, da cultura, da economia e dos educandos" (BRASIL, 1996 apud BRASIL, [2018], p. 11). Assim, considerando o olhar para o diverso, a realidade local, social e individual de sistemas, escolas e estudantes, você pode explorar cada estado brasileiro, ou o seu especialmente, no que diz respeito à proposta de currículo, articulado com a BNCC. Para tanto, você tem acesso à Secretaria de Educação dos estados brasileiros que estabelecem a relação com a BNCC, considerando o prazo estabelecido pela Resolução n° 02/2017 a implementação. Observe, no quadro a seguir, os sites das Unidades da Federação disponibilizados para consulta da implementação da BNCC nessas regiões. Quadro 21 Implementação da BNCC e organização dos currículos. Unidade da Capital Página da Secretaria Estadual de Educação ou similar de cada Unidade da Federação, Federação [2010] implementação da BNCC. Acre Rio Branco Currículo de Referência Único do Acre Alagoas Maceió Referencial Curricular de Alagoas (http://educacao.al.gov.br/aviso/item/16996-referencial Amapá Macapá Secretaria de Estado da Educação (https://seed.portal.ap.gov.br/busca_de_noticias) (na bu Amazonas Manaus Secretaria de Estado de Educação do Amazonas (http://www.educacao.am.gov.br/base-na Bahia Salvador Base Nacional Comum Curricular BNCC (http://escolas.educacao.ba.gov.br/bncc) Ceará Fortaleza Secretaria do Estado de Educação do Ceará (https://www.ceara.gov.br/tag/bncc/) Distrito Brasília Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal Federal 22/48</p><p>05/08/2024, 21:39 Ciclo 1 - Base Nacional Comum Curricular: aspectos históricos, políticos, legislação e referenciais pedagógicos Base Nac... Espírito Vitória Governo do Estado do Espírito Santo (https://www.es.gov.br/Noticia/novo-curriculo-do-es Santo Goiás Goiânia Secretaria de Estado de Educação de Goiás (https://bncc.educacao.go.gov.br/?s=bncc) Maranhão São Luís Secretaria de Estado de Educação do Maranhão Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso Cuiabá Mato Grosso Campo Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso do Sul (https://www.sed.ms.gov.br/Gera do Sul Grande Minas Belo Currículo Referência de Minas Gerais Gerais Horizonte Pará Belém Governo do Estado do Pará/Conselho Estadual de Educação (http://www.cee.pa.gov.br/site Governo do Estado da Paraíba Paraíba João Pessoa Paraná Curitiba Secretaria de Estado de Educação do Paraná (http://www.educadores.diaadia.pr.gov.br/m Pernambuco Recife Secretaria de Estado de Educação e Esportes de Pernambuco Piauí Teresina Secretaria de Estado de Educação do Piauí Seduc Rio de Rio de Documento de Orientação Curricular do Estado do Rio de Janeiro (https://undime.org.br/u Janeiro Janeiro Rio Grande Secretaria de Estado do Planejamento Natal do Norte Rio Grande Porto Alegre Referencial Curricular Gaúcho (http://curriculo.educacao.rs.gov.br/) do Sul Secretaria de Estado de Educação de Rondônia - Seduc (http://www.rondonia.ro.gov.b Rondônia Porto Velho Governo de Roraima Roraima Boa Vista curricular-de-roraima) Santa Florianópolis Secretaria de Estado de Educação de Santa Catarina (http://www.sed.sc.gov.br/documento Catarina São Paulo São Paulo Secretaria de Estado de Educação de São Paulo (https://efape.educacao.sp.gov.br/curriculo Sergipe Aracaju Secretaria de Estado de Educação, do Esporte e da Cultura de Sergipe Secretaria de Estado da Educação, Juventude e Esportes (https://seduc.to.gov.br/publicac Tocantins Palmas e-ensino-fundamental/) Fonte: Bertanha (2020, 3. Fundamentos pedagógicos da BNCC: desenvolvimento de competências gerais da Educação Básica, educação integral, igualdade, diversidade, equidade, educação ambiental, educação das relações étnico-raciais e cultura afro-brasileira e africana, e educação em Direitos Humanos Neste tópico, vamos discutir vários conteúdos relevantes ao seu aprendizado e buscaremos responder alguns questionamentos, tais como: que são referenciais/fundamentos pedagógicos? Quais os fundamentos pedagógicos da BNCC? o que são competências? Qual o sentido da educação integral, considerando igualdade, diversidade, equidade, educação ambiental, educação das relações étnico-raciais e cultura afro-brasileira e africana, e educação em Direitos Humanos? 23/48</p><p>05/08/2024, 21:39 Ciclo 1 - Base Nacional Comum Curricular: aspectos históricos, políticos, legislação e referenciais pedagógicos - Base Nac... Agora é o momento de estudarmos os fundamentos pedagógicos da BNCC, tendo como foco o desenvolvimento de competências. Você sabe o que são fundamentos pedagógicos? Trata-se da base da realização, do exercício da ação docente, sendo o que direciona o ensinar (essência do trabalho do professor e o que o identifica). São as orientações fundadas em escritos e teorias, que surgiram ou surgem de práticas consolidadas na história e na cultura, articuladas com a política e a economia de determinadas épocas e sociedades. Tendo o ensinar como a essência do trabalho docente e o que o identifica, vale retomar o seu significado de acordo com as ideias de Winter (2017, p. 29): Ensinar significa fazer uma opção política, desenvolver uma visão crítica de mundo e formar um cidadão (pessoa humana), atuante. A escola e o professor tem autonomia para fazer essa escolha, e sua forma de ensinar reflete a visão de mundo que tem, a visão de homem em que acredita e deve ter a formação social como ponto de partida. Considerando o contexto de uma pedagogia que embasa a ação docente, é imprescindível que o professor "olhe" e analise detalhadamente o espaço em que está, ou seja, todo o seu entorno micro e macro, para que sua práxis pedagógica seja humana, justa, e que tenha como princípios educação integral, igualdade, diversidade e equidade. Aqui, práxis é definida como o processo de pensar e agir sobre a realidade, com a intenção de transformá-la (WINTER, 2017, p. 27). Assim, toda essa base pedagógica - ou seja, a fundamentação baseada no foco em competências, tendo como princípios a educação integral, igualdade, diversidade e equidade - vai direcionar cada ação docente na implementação da BNCC, visando às aprendizagens essenciais dos estudantes. Vamos observar, na figura a seguir, o que devemos analisar ao colocar a BNCC em prática. Ao colocar a BNCC em prática, é preciso ter em mente: foco no 1. Fundamentos desenvolvimento de Pedagógicos: competências. educação integral, 2. Princípios: igualdade, diversidade e equidade. Fonte: elaborado pela autora (adaptado de Brasil [2018], p. 8). Figura 3 BNCC em prática. Para tanto, ou seja, para implementar a BNCC (processo que se traduz na função do professor de ensinar, tendo como grande compromisso a aprendizagem do alunos), é preciso entender, de forma analítica, o que é competência, sua inserção de forma criteriosa na escola, tendo clareza em relação à implementação das dez competências gerais da Educação Básica, considerando a complexidade da progressão das aprendizagens dos estudantes. Também é necessário entender, de forma comprometida e ética, os princípios da fundamentação pedagógica da BNCC: educação integral, igualdade, diversidade, equidade, permeados por educação ambiental, educação das relações étnico-raciais e cultura afro-brasileira e africana, e educação em Direitos Humanos. Entender competência de forma analítica é saber as bases do seu surgimento e proposições, para que a prática docente não seja alienada, alienante e mecânica. 24/48</p><p>05/08/2024, 21:39 Ciclo 1 - Base Nacional Comum Curricular: aspectos históricos, políticos, legislação e referenciais pedagógicos - Base Nac... A palavra "competência" pode gerar estranhezas para uns e inovações para outros; de qualquer forma, é importante entendê-la para bem trabalhá-la na escola. Para Dias (2010, p. 74): [...] o termo competência (do latim competentia, "proporção", "justa relação", significa aptidão, idoneidade, faculdade que a pessoa tem para apreciar ou resolver um assunto) terá surgido pela primeira vez na língua francesa, no século XV, designando a legitimidade e a autoridade das instituições (por exemplo, o tribunal) para tratar de determinados problemas. No século XVIII amplia-se o seu significado para o nível individual, designando a capacidade devida ao saber e à experiência. Considerando o contexto do surgimento da competência, podemos apontar dois elementos: legitimidade de autoridade, e saber e experiência. Nesse sentido, Perrenoud (1999), estudioso do conceito de competências, aponta três ideias falsas sobre o termo que nos afastam do seu entendimento: 1. Competência apenas para insistir na necessidade de expressar objetivos de um ensino em termos de condutas ou práticas observáveis; ou seja, retoma-se a tradição da pedagogia do domínio ou das diversas formas de pedagogia por objetivos [...]. 2. [...] Oposição entre a noção de competência e de desempenho: o desempenho observado seria um indicador mais ou menos confiável de uma competência, supostamente mais estável, que é medido indiretamente [...]. 3. [...] Considerar que a competência é uma faculdade genérica, uma potencialidade de qualquer mente humana. As competências no sentido aqui mencionado são aquisições, aprendizados construídos e não virtualidades da espécie (PERRENOUD, 1999, p. 19-21). Veremos, agora, a definição de competência para Perrenoud (1999, p. 7): [...] uma capacidade de agir eficazmente em um determinado tipo de situação, apoiada em conhecimento, mas sem limitar-se a eles (aqui, apoiada em conhecimento, seria todo o conhecimento ensinado na escola como meio para ajudar a desenvolver competências). Para enfrentar tal situação da melhor maneira possível, deve-se, via de regra, pôr em ação e em sinergia vários recursos cognitivos complementares, entre os quais estão os conhecimentos. Perrenoud (1999, p. 9-10) aponta que uma competência: [...] nunca é a implementação "racional" pura e simples de conhecimentos [...]. Formar em competências não pode levar a dar as costas à assimilação do conhecimento, pois a apropriação de numerosos conhecimentos não permite sua mobilização em situações de ação, ou seja, [...] é preciso o aluno ter tempo de viver as experiências e analisá-las. Neste momento, faz-se uma ressalva quanto ao "tempo de viver as experiências e analisá-las", que vai ao encontro da progressão da aprendizagem e desenvolvimento ao longo da Educação Básica (BRASIL, [2018]). Após as definições de competência mencionadas, vamos ao estudo do documento da BNCC ([2018], p. 8), o qual define competência como: [...] a mobilização de conhecimentos (conceitos e procedimentos), habilidades (práticas, cognitivas e socioemocionais), atitudes e valores para resolver demandas complexas da vida cotidiana, do pleno exercício da cidadania e do mundo do trabalho. Já a professora Terezinha Azerêdo Rios enfatiza o saber, saber fazer, saber bem e fazer bem. No vídeo Competência e qualidade (https://www.youtube.com/watch?v=yNh9bQkJD1A)(s.d. ela nos apresenta, didaticamente, uma grande compreensão de competência. É possível desenvolver competências na escola de maneira humana, mas, para tanto, é necessário conceber o estudante como pessoa, considerando-o de forma integral. E o que seria isso? 25/48</p><p>05/08/2024, 21:39 Ciclo 1 - Base Nacional Comum Curricular: aspectos históricos, políticos, legislação e referenciais pedagógicos - Base Nac... [...] é compreender a complexidade e a não linearidade desse desenvolvimento humano, rompendo com visões reducionistas que privilegiam ou a dimensão intelectual (cognitiva) ou a dimensão afetiva. [...] visão plural, singular e integral da criança, do adolescente, do jovem e do adulto - considerando-os como sujeitos de aprendizagem - e promover uma educação voltada ao seu acolhimento, reconhecimento e desenvolvimento pleno, nas suas singularidades e diversidades. [...] a escola, como espaço de aprendizagem e de democracia inclusiva, deve se fortalecer na prática coercitiva de não discriminação, não preconceito e respeito às diferenças e diversidades (BRASIL, [2018], p. 14). É preciso, então, ter clareza sobre a noção de competência, para fortalecer as ações que asseguram as aprendizagens dos alunos (BRASIL, [2018], p. 13), sem tornar o ensino (nossa tarefa) e o aprender do aluno mecânicos. Leitura obrigatória! Neste momento, você deverá realizar a leitura e o estudo, no documento da BNCC ([2018], p. 13-16), do tópico Os Fundamentos Pedagógicos da BNCC, subtópicos "Foco no desenvolvimento de competências" e "O compromisso com a educação integral"; e do tópico pacto interfederativo e a implementação da BNCC em que serão abordados os princípios de igualdade, diversidade e equidade. Boa leitura! Após realizar a leitura proposta, vamos retomar a fundamentação pedagógica da BNCC, objeto de estudo em todos os ciclos de aprendizagem: Para o entendimento epistemológico dos princípios de igualdade, diversidade e equidade, você deve clicar aqui america), até o final da página e clicar em "Guia para garantir a inclusão e a equidade na educação na Ibero-América (português) (971) (PDF 10 MB)". Leia: Prefácio (p. 4); Glossário (p. 10); Introdução (p. 11-12); e Inclusão e equidade na política educacional (p.17-19). Segundo a Organização dos Estados Ibero-americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI) (OEI, 2018, p. 3): 26/48</p><p>05/08/2024, 21:39 Ciclo 1 Base Nacional Comum Curricular: aspectos históricos, políticos, legislação e referenciais pedagógicos Base Nac... [...] o guia, elaborado pelas duas instituições (OEI e UNESCO), coloca o foco no princípio de que as pessoas mais vulneráveis e com dificuldades de acesso à aprendizagem na Ibero-América devem ter garantido o mesmo direito à educação que o restante da população. o documento está alinhado com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) estabelecidos pela Agenda 2030 e, mais especificamente, com o ODS 4, que propõe "assegurar a educação inclusiva e equitativa de qualidade, e promover oportunidades de aprendizagem ao longo da vida para todos. As questões da educação ambiental, educação das relações étnico-raciais e cultura afro-brasileira e africana, e educação em Direitos Humanos, entre outros, embora não constantemente ressaltadas no documento da BNCC, são compromissos para: [...] reverter a situação de exclusão histórica que marginaliza grupos como os povos indígenas originários e as populações das comunidades remanescentes de quilombos e demais afrodescendentes e as pessoas que não puderam estudar ou completar sua escolaridade na idade própria. Igualmente, requer o compromisso com os alunos com deficiência, reconhecendo a necessidade de práticas pedagógicas inclusivas e de diferenciação curricular, conforme estabelecido na Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei n° 13.146/2015) (BRASIL, [2018], p. 15-16). Este é um compromisso de todo professor, amparado por lei, para tornar transversal todo o conhecimento que apoiará o desenvolvimento das dez competências da Educação Básica, culminando nas aprendizagens essenciais, apoiando-se nos seguintes preceitos: 1. Direitos da Criança e do Adolescente (Lei n° 8.069/1990) "Art. 53. A criança e o adolescente têm direito à educação, visando ao pleno desenvolvimento de sua pessoa, preparo para o exercício da cidadania e qualificação para o trabalho, assegurando-se-lhes: I igualdade de condições para o acesso e permanência na escola; II direito de ser respeitado por seus educadores" (BRASIL, 1990). 2. Educação para o Trânsito (Lei n° 9.503/1997, alterada pela Lei n° 14.071/2020; no entanto, o Art. 76° se mantém): "Art. 76. A educação para o trânsito será promovida na pré-escola e nas escolas de 2° e 3° graus, por meio de planejamento e ações coordenadas entre os órgãos e entidades do Sistema Nacional de Trânsito e de Educação, da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, nas respectivas áreas de atuação" (BRASIL, 1997a, OBS: no artigo 76 do Código não está atualizado quando a nomenclatura correta das etapas da escolaridade brasileira. 3. Educação Ambiental (Lei n° 9.795/1999, Parecer CNE/CP n° 14/2012 e Resolução CNE/CP 2/2012) Lei n° "Art. 2°. A educação ambiental é um componente essencial e permanente da educação nacional, devendo estar presente, de forma articulada, em todos os níveis e modalidades do processo educativo, em caráter formal e não-formal" (BRASIL, 1999b, n.p.). Parecer CNE/CP n° 14/2012: A inserção dos conhecimentos concernentes à Educação Ambiental nos currículos da Educação Básica e da Educação Superior pode ocorrer: pela transversalidade, mediante temas relacionados com o meio ambiente e a sustentabilidade socioambiental, tratados interdisciplinarmente; como conteúdo de disciplina ou componente já constante do currículo; pela combinação de transversalidade e de tratamento em disciplina ou componente curricular (BRASIL, 2012b, Resolução CNE/CP n° As Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Básica em todas as suas etapas e modalidades reconhecem a relevância e a obrigatoriedade da Educação Ambiental (BRASIL, 2012e). 4. Educação Alimentar e Nutricional (Lei 11.947/2009) 27/48</p><p>05/08/2024, 21:39 Ciclo 1 - Base Nacional Comum Curricular: aspectos históricos, políticos, legislação e referenciais pedagógicos - Base Nac... "Art. 2° São diretrizes da alimentação escolar: [...] II a inclusão da educação alimentar e nutricional no processo de ensino e aprendizagem, que perpassa pelo currículo escolar, abordando o tema alimentação e nutrição e o desenvolvimento de práticas saudáveis de vida, na perspectiva da segurança alimentar e nutricional" (BRASIL, 2009c, n.p.). 5. Processo de Envelhecimento, Respeito e Valorização do Idoso (Lei n° 10.741/2003) "Art. 22. Nos currículos mínimos dos diversos níveis de ensino formal serão inseridos conteúdos voltados ao processo de envelhecimento, ao respeito e à valorização do idoso, de forma a eliminar o preconceito e a produzir conhecimentos sobre a matéria" (BRASIL, 2003b, n.p.). 6. Educação em Direitos Humanos (Decreto n° 7.037/2009, Parecer CNE/CP n° 8/2012 e Resolução CNE/CP n° 1/2012) Decreto n° 7.037/2009: V Eixo Orientador V: Educação e Cultura em Direitos Humanos: b) Diretriz 19: Fortalecimento dos princípios da democracia e dos Direitos Humanos nos sistemas de educação básica, nas instituições de ensino superior e nas instituições formadoras (BRASIL, 2009a, n.p.). Parecer CNE/CP n° 8/2012: É importante que se desenvolva, no ambiente escolar, destinado a formar crianças, adolescentes, jovens e adultos para participar ativamente da vida democrática e exercitar seus direitos e responsabilidades na sociedade, uma cultura de paz e de direitos, onde todos exercitem e aprendam, na prática cotidiana, regras de convivência que respeitem e promovam os direitos de todas as pessoas (BRASIL, 2012a, n.p.). Resolução CNE/CP n° 1/2012: § 2° Aos sistemas de ensino e suas instituições cabe a efetivação da Educação em Direitos Humanos, implicando a adoção sistemática dessas diretrizes por todos(as) os(as) envolvidos(as) nos processos educacionais (BRASIL, 2012d, n.p.). 7. Educação das relações étnico-raciais e ensino de história e cultura afro-brasileira, africana e indígena (Lei n° 11.645/2008, Parecer CNE/CP n° 3/2004 e Resolução CNE/CP 1/2004) Lei n° 11.645/2008: "Art. 26-A. Nos estabelecimentos de ensino fundamental e de ensino médio, públicos e privados, torna-se obrigatório o estudo da história e cultura afro-brasileira e indígena. 1° o conteúdo programático a que se refere este artigo incluirá diversos aspectos da história e da cultura que caracterizam a formação da população brasileira, a partir desses dois grupos étnicos, tais como o estudo da história da África e dos africanos, a luta dos negros e dos povos indígenas no Brasil, a cultura negra e indígena brasileira e o negro e o índio na formação da sociedade nacional, resgatando as suas contribuições nas áreas social, econômica e política, pertinentes à história do Brasil. 2° Os conteúdos referentes à história e cultura afro-brasileira e dos povos indígenas brasileiros serão ministrados no âmbito de todo o currículo escolar, em especial nas áreas de educação artística e de literatura e história brasileiras." (NR) (BRASIL, 2008, n.p.). Parecer CNE/CP n° 3/2004: Inclusão de discussão da questão racial como parte integrante da matriz curricular, tanto dos cursos de licenciatura para Educação Infantil, os anos iniciais e finais da Educação Fundamental, Educação Média, Educação de Jovens e Adultos, como de processos de formação continuada de professores, inclusive de docentes no Ensino Superior (BRASIL, 2004a). Resolução CNE/CP n° 1/2004: Art. 3° A Educação das Relações Étnico-Raciais e o estudo de História e Cultura Afro-Brasileira, e História e Cultura Africana será desenvolvida por meio de conteúdos, competências, atitudes e valores, a serem estabelecidos pelas Instituições de ensino e seus professores, com o apoio e supervisão dos sistemas de ensino, entidades mantenedoras e coordenações pedagógicas, atendidas as indicações, recomendações e diretrizes explicitadas no Parecer CNE/CP 003/2004 (BRASIL, 2004b). 8. Saúde, vida familiar e social, educação para o consumo, educação financeira e fiscal, trabalho, ciência e tecnologia e diversidade cultural (Parecer CNE/CEB 11/2010 e Resolução CNE/CEB n° 7/2010) 28/48</p><p>05/08/2024, 21:39 Ciclo 1 Base Nacional Comum Curricular: aspectos históricos, políticos, legislação e referenciais pedagógicos Base Nac... "Art. 16. Os componentes curriculares e as áreas de conhecimento devem articular em seus conteúdos, a partir das possibilidades abertas pelos seus referenciais, a abordagem de temas abrangentes e contemporâneos que afetam a vida humana em escala global, regional e local, bem como na esfera individual. Temas como saúde, sexualidade e gênero, vida familiar e social, assim como os direitos das crianças e adolescentes, de acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei n° 8.069/90), preservação do meio ambiente, nos termos da política nacional de educação ambiental (Lei n° 9.795/99), educação para o consumo, educação fiscal, trabalho, ciência e tecnologia, e diversidade cultural devem permear o desenvolvimento dos conteúdos da base nacional comum e da parte diversificada do currículo" (BRASIL, 2010e, n.p.). Na BNCC, essas temáticas fazem parte do pacto interfederativo. Por parte do professor, deve haver o compromisso de articulá-las no dia a dia da sala de aula, considerando as aprendizagens essenciais dos estudantes. Sintetizando os fundamentos pedagógicos da BNCC, é preciso que o professor considere cinco grandes premissas para a conquista das aprendizagens do estudante brasileiro da Educação Básica. Para conhecê-las, confira a figura a seguir: A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Brasil, 1996,), considerando os Princípios e Fins da Educação Nacional, as Premissa 1: Finalidade da Educação Básica, a Finalidade da Educação Infantil, o Objetivo do Ensino Fundamental (9 anos) e as Finalidades do Ensino Médio. Base Nacional Comum Curricular: 10 Competências para a Premissa 2: Educação Básica e as especificidades de cada etapa de ensino. Considerando a LDB Lei 9394/96 e a BNCC, em seguida, cada Premissa 3: escola, município, estado, rede pública e particular, Distrito Federal e unidade federal de ensino elabora seus currículos, com características regionais e locais da sociedade, da cultura, da economia e dos educandos. Foca as competências, objetivos de aprendizagem Premissa 4: e desenvolvimento, aprendizagens essenciais, direitos de aprendizagem e desenvolvimento, permeados pelos princípios da igualdade, diversidade e equidade: pacto interfederativo. Trabalho pedagógico embasado teoricamente e Premissa 5: com ação consciente de cada professor. Fonte: elaborado pela autora (adaptado de Brasil 8). Figura 4 Sintetizando os Fundamentos Pedagógicos da BNCC. Após analisar as premissas apresentadas, volte ao documento da BNCC, nas páginas 9 e 10, e faça a leitura atenta das dez competências gerais da Educação Básica (BRASIL, [2018], p. 9-10). Logo após a leitura das dez competências, lembre-se de que um dos objetivos desta disciplina é: entender, de forma analítica, o que é competência, sua inserção de forma criteriosa na escola, levando à clareza da implementação das dez competências gerais da Educação Básica, considerando a complexidade da progressão das aprendizagens dos estudantes. Para que você, professor, saiba ajudar seus alunos a se apropriar das competências, é preciso ter claro que elas têm uma progressão considerando cada etapa de ensino, além de estar atento, a todo momento, ao seu desenvolvimento. Cabe salientar que as competências são numeradas de 1 a 10 por questão didática, mas não por ordem de apropriação. As competências devem ser trabalhadas em toda a Educação Básica em regime de complexidade a partir dos conteúdos ensinados. Observe o exemplo a seguir: fique atento aos trechos dessa competência, que estão presentes, de forma indireta, nas capacidades (que eram mencionadas nos Parâmetros Curriculares Nacionais do Ensino Fundamental e Médio e no 29/48</p><p>05/08/2024, 21:39 Ciclo 1 - Base Nacional Comum Curricular: aspectos históricos, políticos, legislação e referenciais pedagógicos - Base Nac... Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil). Cada trecho da competência está indicado por uma cor, que aparece nas capacidades. Observação: Os Parâmetros Curriculares Nacionais do Ensino Fundamental e Médio e o Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil não têm mais função de orientar o currículo da Educação Básica, no entanto é importante você a articulação desses conteúdos com a BNCC. Os próximos ciclos de aprendizagem tratarão dessa articulação. Competência 4. Utilizar diferentes linguagens - verbal (oral ou visual-motora, como Libras, e escrita), corporal, visual, sonora e digital -. bem como conhecimentos das linguagens artística, matemática e científica, para se expressar e partilhar informações, experiências, ideias e sentimentos em diferentes contextos e produzir sentidos que levem ao entendimento mútuo. Capacidade Física: utilizar diferentes linguagens (visual-motora, como Libras), corporal, visual. Capacidade Afetiva: expressar e partilhar sentimentos em diferentes contextos e produzir sentidos que levem ao entendimento Capacidade de Relação Interpessoal: partilhar informações, experiências, ideias e sentimentos em diferentes contextos e produzir sentidos que levem ao entendimento mútuo. Capacidade Cognitiva: utilizar diferentes linguagens - verbal (oral ou visual-motora, como Libras, e escrita), corporal, visual, sonora e digital - conhecimentos das linguagens artística, matemática e científica. Capacidade de Inserção Social: diferentes contextos e produzir sentidos que levem ao entendimento mútuo. Capacidade Ética: produzir sentidos que levem ao entendimento mútuo. Capacidade Estética: bem como conhecimentos das linguagens artística e científica, para se expressar e partilhar informações, experiências, ideias e sentimentos em diferentes contextos e produzir sentidos que levem ao entendimento mútuo. A partir da percepção de que uma competência pode desenvolver inúmeras capacidades, o professor precisa não decorar, mas apropriar-se do conceito de cada competência com muito sentido e relacioná-la a cada etapa de ensino. Todas as competências devem ser buscadas em cada etapa de ensino, mas considerando o desenvolvimento de cada estudante. Observe, a seguir, a progressão do aprofundamento das competências: Progressão do aprofundamento das competências Educação Infantil: a partir do "conviver, brincar, participar, explorar, expressar e conhecer-se" (BRASIL, [2018], p. 25), a criança pode começar a aprender, devagar, a utilizar diferentes linguagens para se expressar e partilhar informações, experiências, ideias e sentimentos em diferentes contextos e produzir sentidos que levem ao entendimento mútuo. Ensino Fundamental: os estudantes já podem ir aprendendo os conceitos mais profundos das diferentes linguagens, bem como conhecimentos das linguagens artística, matemática e científica, para se expressar e partilhar informações, experiências, ideias e sentimentos em diferentes contextos e produzir sentidos que levem ao entendimento mútuo. Ensino Médio: o jovem pode vivenciar e discutir a valorização do uso das diferentes linguagens, sua pertinência e adequação, porque já tem uma sustentação vinda da Educação Infantil até o Ensino Médio. Este é um exercício de entendimento que você acabou de realizar considerando uma das competências gerais da Educação Básica, para que você torne a sua ação docente consciente no sentido de ajudar o aluno a se apropriar das aprendizagens essenciais. Tudo isso será realizado a partir da contribuição dos conteúdos que serão selecionados. E, 30/48</p><p>05/08/2024, 21:39 Ciclo 1 Base Nacional Comum Curricular: aspectos históricos, políticos, legislação e referenciais pedagógicos Base Nac... então, é função da escola estabelecer seus currículos, em compromisso com a educação integral, permeada pelos princípios da igualdade, diversidade e equidade. Será que você compreendeu todo o conteúdo estudado neste tópico? Verifique sua aprendizagem realizando a questão a seguir. 4. BNCC: currículo, regime de colaboração e formação dos professores para a Educação Básica e continuada (professores iniciantes e em serviço) Durante o estudo deste tópico, vamos discutir alguns conteúdos, tendo em vista responder aos questionamentos a seguir: que é currículo? Qual a importância de entender o que é currículo para a implementação correta da BNCC? que significa o regime de colaboração? É necessária uma formação inicial e continuada dos professores mais ética e profissional para a implementação da BNCC na Educação Básica? A partir de agora, vamos estudar a articulação da BNCC com currículo, tendo o apoio da prerrogativa do regime de colaboração e a formação dos professores para a Educação Básica. Ao ter o conhecimento supracitado, você poderá contribuir para a implementação da BNCC em sistemas, escola e sala de aula, considerando o regime de colaboração entre municípios, estados, Distrito Federal e União (Ministério da Educação), ação essa permeada pela sua formação profissional docente de excelência. Para tanto, iniciaremos apresentando o conhecimento acerca de currículo, considerando várias conceituações: De acordo com Dicio (2021), "currículo" pode ser assim definido: Documento com os dados pessoais, a formação escolar ou acadêmica, a experiência profissional ou os trabalhos prestados por quem pretende se candidatar a um emprego, cargo etc. [Por Extensão] Reunião das disciplinas de um curso: currículo de Letras. [Gramática] Forma aportuguesada da expressão latina: curriculum vitae. Etimologia (origem da palavra currículo). Do latim currilum Desvio que se faz para encurtar um caminho; atalho. Ação de correr, de se movimentar rapidamente; corrida ou curso. Etimologia (origem da palavra currículo). Do latim (que remetia a tempo corrido. A melhor tradução para curriculum vitae talvez seja espaço de vida, referindo-se ao que se fez nesse período. Especificamente no contexto do que estamos estudando, as concepções que mais se aproximam são: Reunião das disciplinas de um curso, ação de se movimentar rapidamente; corrida ou curso, remetia ao tempo corrido e espaço de vida (DICIO, 2021; DICIONÁRIO ETIMOLÓGICO, 2021). No entanto, nosso entendimento será mais profundo, pois o currículo no contexto escolar vai além do "rol de disciplinas" (definição muito reduzida); considerando a "ação de movimentar", o currículo é considerado a vida da escola; já "o tempo e espaço de vida" seriam tudo o que é ensinado e aprendido em um espaço de tempo, levando em conta a complexidade e idade do estudante. A partir dessas ideias, seguimos para a concepção de currículo definida de forma especializada e crítica (TYLER, 1949; BERNSTEIN, 1980; COLL, 2000; 2000; BERTICELLI, 2001). Que tal iniciarmos nossa conversa com algumas conceituações a respeito de currículo? o entendimento de currículo contribuirá na implementação da BNCC de uma forma consciente e desmistificadora. É ao profissional da 31/48</p><p>05/08/2024, 21:39 Ciclo 1 - Base Nacional Comum Curricular: aspectos históricos, políticos, legislação e referenciais pedagógicos - Base Nac... educação entender o que é currículo em suas Sacristán (2000, p. 14-15) analisa o currículo a partir de cinco âmbitos: 1. o ponto de vista sobre sua função social como ponte entre a sociedade e a escola. 2. projeto ou plano educativo, pretenso ou real, composto de diferentes aspectos, experiências, conteúdos. 3. fala-se do currículo como a expressão formal e material desse projeto que deve apresentar, sob determinado formato, seus conteúdos, suas orientações e suas seqüências para abordá-lo. 4. referem-se ao currículo os que o entendem como um campo prático. Entendê-lo assim supõe a possibilidade de: analisar os processos instrutivos e a realidade da prática a partir de uma perspectiva que lhes dota de conteúdo; estudá-lo como território de intersecção de práticas diversas que não se referem apenas aos processos de tipo pedagógico, interações e comunicações educativas; sustentar o discurso sobre a interação entre a teoria e a prática em educação. 5. referem-se a ele os que exercem um tipo de atividade discursiva acadêmica e pesquisadora sobre todos estes temas. Sacristán (2000, p. 32) organiza uma síntese dos significados de currículo: expressão da função socializadora da escola; instrumento que cria toda uma gama de usos; é elemento imprescindível para compreender o que costumamos chamar de prática pedagógica; algo estreitamente relacionado ao conteúdo da profissionalização dos docentes. o que se entende por bom professor e as funções que se pede que desenvolva dependem da variação nos conteúdos, finalidades e mecanismos de desenvolvimento curricular; documento em que se entrecruzam componentes e determinações muito diversas: pedagógicas, políticas e práticas administrativas, produtivas de diversos materiais, de controle sobre o sistema escolar, de inovação pedagógica; ponto central de referência na melhora da qualidade do ensino, na mudança das condições da prática, no aperfeiçoamento dos professores, na renovação dos professores, na renovação da instituição escolar em geral e nos projetos de inovação dos centros escolares. Bem, agora que você teve contato com algumas conceituações de currículo, que tal conhecer sua origem? Você lerá três trechos do capítulo "Currículo: tendências e filosofia", de Berticelli (2001, p. 160-168 apud COSTA, 2001): 32/48</p><p>05/08/2024, 21:39 Ciclo 1 Base Nacional Comum Curricular: aspectos históricos, políticos, legislação e referenciais pedagógicos Base Nac... o termo currículo deriva do verbo latino currere (correr). Há os substantivos cursos (carreira, corrida) e curriculum que, por ser neutro, tem o plural curricula. Significa carreira, em forma figurada. derivam expressões como cursus carreira do foro, cursus honorum: carreira das honras, das dignidades funcionais públicas, sucessiva e progressivamente ocupadas. o termo cursus passa a ser utilizado, com variedade semântica a partir dos séculos XIV e XV, nas línguas como o português, o francês, o inglês e outras, como linguagem A palavra curriculum é de uso mais tardio, nessas línguas. Não se pode deixar de lembrar a presença do currículo no Oxford English Dictionary, desde 1633, mais como uma ocorrência terminológica do que como um significante, com o sentido que conhecemos hoje. Em Platão e Aristóteles, currículo era o termo que utilizavam, quando queriam referir-se aos temas Portanto, num sentido bem próximo daquele que emergiu na Isto não significa que tenha havido um amadurecimento, ainda, da questão curricular, mesmo em países tido como muitos avançados e de grande desenvolvimento cultural. Em 1682, em inglês, a palavra curricle aparecia com o sentido de cursinho. Nesta mesma língua, se utiliza, a partir de 1824, a palavra curriculum com o sentido de um curso de aperfeiçoamento ou estudos universitários, traduzido, também pela palavra course. Somente no século XX a palavra curriculum migra da Inglaterra para os Estados Unidos sendo empregada no sentido de curriculum o aportuguesamento da palavra, no Brasil, se dá por volta de 1940 (BERTICELLI, 2001, p. 160-168 apud COSTA, 2001, p. 160-161). Ao buscarmos as origens do currículo, tal como se entende hoje, sob a dupla dimensão do documento escrito e daquilo que é educativo, colocamo-nos num emaranhado de filigranas semânticas e históricas que só muito lenta e recentemente se mostram como questão de domínio geral (BERTICELLI, 2001, p. 160-168 apud COSTA, 2001, p. 161). Verificamos que a palavra curriculum migrou da Inglaterra para os Estados Unidos por volta de 1940. É apenas a partir de aproximadamente 1945 que o conceito começa a se delinear, como produto da era industrial, quando se diversificam os saberes e as demandas de saberes emergentes. Ainda que a partir de 1920 já se tenham orientações sobre a problemática do currículo, é somente a partir da Segunda Guerra Mundial que aparecem as primeiras formulações com um maior grau de articulação. Fruto da modernidade, quando a unidade se rompe para dar origem às mais diversas ciências particulares, emergentes da técnica, o saber educacional adquire a forma de uma ciência nova, a ciência pedagógica. Neste contexto é que surge o currículo, como ordenamento dos saberes educativos. o conceito de currículo revela a multiplicidade de saberes, correlatos de várias ciências. Assim, o currículo nasce nas linhas conceituais da pedagogia da sociedade industrial. Isso se dá por inúmeras entre elas ao desenvolvimento da tecnologia, uma das características marcantes da modernidade inaugurada por Galileu, a qual passa por Descartes, amadurece com Newton e se expande definitivamente com a era industrial. A partir da era industrial se faz a produção do sentido atual do currículo, fenômeno que se estabelece definitivamente no pós- Segunda Guerra Mundial (BERTICELLI, 2001, p. 160-168 apud COSTA, 2001, p. 162). o estudo a respeito do currículo, como um campo profissional especializado, surgiu nos Estados Unidos. o estudo teórico no campo do currículo de origem norte-americana foi influenciado pela abordagem tecnicista, de natureza prescritiva, como regra, ordenação, com base nas categorias de controle da eficiência social. A partir da publicação do livro Princípios básicos de currículo e ensino, de Ralph W. Tyler (1981, p. 2), apontava-se que a organização e desenvolvimento do currículo deveria responder a quatro questões básicas: 1. Que objetivos educacionais deve a escola procurar atingir? 2. Quais experiências educacionais podem ser oferecidas que tenham probabilidade de alcançar esses propósitos? 3. Como organizar eficientemente essas experiências educacionais? 4. Como podemos ter certeza de que esses objetivos estão sendo alcançados? No modelo de Tyler, o currículo é visto como uma atividade neutra, um instrumento de racionalização da atividade educativa, e seu desenvolvimento depende da qualidade, racionalidade e controle do planejamento. As ideias de Tyler influenciaram os estudos sobre o currículo no Brasil, tendo sido adotado como fundamento teórico na organização curricular de primeiro grau na década de 1970. A relação entre currículo e sociedade em nosso país começou a ser estudada a partir de 1960. Segundo Berticelli [...] esse fenômeno, que já ocorrera no chamado primeiro mundo a partir da mesma década recebeu o nome de Nova Sociologia da Educação, que tem por característica principal considerar o conjunto dos funcionamentos e dos fatores sociais da educação a partir de um ponto de vista privilegiado que é o da seleção, da estruturação, da circulação e da legitimação dos saberes e dos conteúdos simbólicos incorporados nos programas e nos cursos. Na busca de uma resposta a uma série de questionamentos em torno o currículo, surgiu a Sociologia do Currículo, com as seguintes questões: 1. o que pode ou não ser considerado de valor educativo para fazer parte dos conteúdos a serem transmitidos pela escola? 2. Quem faz a seleção dos conteúdos e, portanto, dos elementos das culturas que fazem parte dos currículos? 3. A quem servem os conteúdos ensinados na escola? 4. Como é tratada a cultura das classes populares nos currículos? De acordo com Berticelli (2001), as pesquisas a respeito do currículo dividem-se em três momentos: 33/48</p><p>05/08/2024, 21:39 Ciclo 1 - Base Nacional Comum Curricular: aspectos históricos, políticos, legislação e referenciais pedagógicos - Base Nac... De 1983 a 1985: a inspiração teórica limitava-se a Tyler (trabalhos exploratórios, sem expressão teórica). De 1986 a 1989: foi superada a concepção de currículo como elenco de disciplinas e listagens de conteúdos e se pensou no sentido de que todas as atividades da escola são significativas para o saber do aluno e a apropriação do conhecimento. A escola assume um papel social, sendo estudada a questão da adequação do conteúdo ao aluno. A partir de 1990: as teorias que já se haviam fortemente firmado em vários países desenvolvidos passaram a ser utilizadas para analisar os problemas curriculares no Brasil, momento em que o Estudo Cultural ganhou espaço na preocupação dos estudiosos do currículo. Vamos continuar a refletir mais um pouco a respeito de currículo, a partir das ideias de Coll (2000). Para esse autor, uma proposta curricular é formalizada a partir de um conjunto de decisões sucessivas. Para ele, um dos caminhos para compreender o currículo é perguntar quais funções ele deve desempenhar na realidade escolar: Função 1: a razão de ser do currículo é explicitar as intenções e planos de ação das atividades escolares. Função 2: o currículo deve levar em conta a realidade em que será implementado, bem como intenções, princípios e orientações gerais e prática pedagógica. Assim, a proposta de Coll (2000) para o currículo é ser um projeto que orienta as atividades escolares, esclarece suas intenções e os guias de ação para os professores, que são os responsáveis pela sua execução, além de informar sobre que ensinar, quando ensinar, como ensinar, e o quê, como e quando avaliar. Ao professor, é necessário que saiba transformar esse saber em saber ensinável, ou seja, traduzível ao aluno e que possa ser por este aprendido, existindo essa mesma intenção na BNCC. Para trabalharmos com um currículo, podemos utilizar alguns níveis de cooperação entre as disciplinas escolares (diferentes domínios de conhecimento); aqui trazemos o modelo da interdisciplinaridade: Segundo Fazenda (2002, p. 40): A interdisciplinaridade pressupõe basicamente uma intersubjetividade, não pretende a construção de uma superciência, mas uma mudança frente ao problema do conhecimento, uma substituição da concepção fragmentada para a unitária do ser humano. [...] Para Fazenda (2003), a interdisciplinaridade se apoia na tríade, formada pelo sentido de ser, de pertencer e de fazer. "A ação do educador será a de decifrar com o educando as coisas do mundo das quais ambos são participantes". (FAZENDA, 2003, p. 38 apud FAZENDA et al., 2010, p. 32). De acordo com Fazenda et al. (2010, p. 32): [...] Os cinco princípios, que formam a base da teoria interdisciplinar: humildade, coerência, espera, respeito e desapego, também devem permear a avaliação. Humildade para perceber e aceitar o erro na hora de avaliar e sabedoria para trabalhar o erro do aluno; coerência entre aquilo que se ensina com o que e para que se avalia; espera, porque os resultados não devem ser vistos como fim, mas como processo; respeito às novas formas de conhecimento e às individualidades do aluno e desapego da forma tradicional de avaliação, tão arraigada na cultura. A interdisciplinaridade é um movimento que se aprende praticando, vivendo, não se ensina; portanto exige-se um novo posicionamento diante da prática educacional e da vida, pois a interdisciplinaridade é o motor de transformação, de mudança social, em que a comunicação, o diálogo e a parceria são fundamentais para que ela ocorra. É preciso integração, o momento da interdisciplinaridade em que há a organização das disciplinas, num programa de estudos, é o conhecer e relacionar conteúdos, métodos e teorias, é integrar conhecimentos parciais e específicos em busca da totalidade sobre o conhecimento. Referimo-nos a uma integração do conhecimento no movimento de (re)construção que, através de novos questionamentos, novas buscas, transforma o entendimento da realidade presente. A partir da contextualização histórica de currículo e sua definição, você deverá assistir ao vídeo o Currículo precisa preparar os alunos para a vida que contém a fala de Dave Peck (Chief Executive Officer Diretor Executivo da The Curriculum Foundation (https://www.curriculumfoundation.org/), no Reino Unido), no contexto do Seminário Internacional Base Nacional Comum: o que podemos aprender com as evidências nacionais e internacionais, de 2015. Neste vídeo, Peck (2015) ressalta que, ao elaborar um currículo, é preciso considerar que todos os alunos deveriam saber ao deixar a escola, o que vai ao encontro das aprendizagens essenciais mencionadas no documento da BNCC. A base teórica apresentada anteriormente é apoio para a leitura da próxima etapa do documento da BNCC: os tópicos "Base Nacional Comum Curricular e currículos" e Base Nacional Comum Curricular regime de colaboração" trecho das páginas de 16 a 20 (BRASIL, [2018]). Ao terminar a leitura, é possível que você tenha percebido o compromisso da implementação da BNCC articulada ao currículo de um sistema, rede de ensino ou escola. Entender os significados e explicações da presença do currículo 34/48</p><p>05/08/2024, 21:39 Ciclo 1 Base Nacional Comum Curricular: aspectos históricos, políticos, legislação e referenciais pedagógicos Base Nac... na escola é permitir que o mesmo amplie as possibilidades dos estudantes, "[...] fomente a tolerância, ensine racionalidade, ajude as pessoas a perceberem a complexidade do mundo e a tomada de decisões democráticas" (SACRISTÁN, 2013, p. 25). Diante do exposto, das leituras e dos estudos realizados, vale reforçar que a BNCC não tem seu foco sobre os conteúdos, que são uma das dimensões dos currículos, mas, sim, sobre competências e direitos de aprendizagem que serão a base para a sua constituição em cada escola, município, estado e no Distrito Considerando a implementação da BNCC juntamente com escola, município, estado e Distrito Federal, foi estabelecida a Lei n° 13.005/2014, que traz prerrogativas para o Regime de Colaboração. Leitura obrigatória! Neste momento, você deverá ler a Lei n° 13.005/2014, que aprova o Plano Nacional de Educação - PNE a qual prevê o Regime de Colaboração. Ao fazer a leitura, vá articulando o regime de colaboração com a implementação da BNCC, com o apoio dos municípios, estados e Distrito Federal. Após a leitura da Lei n° 13.005/2014, leia as páginas 20 e 21 do Documento da BNCC e estude mais uma vez o tópico: Base Nacional Comum Curricular e Regime de Colaboração. Os estudos do Regime de Colaboração também perpassam a formação inicial e continuada dos professores, sendo imperativos a urgência e o compromisso da União em organizar a formação inicial e continuada dos professores no contexto da BNCC (BRASIL, [2018], p. 21). Nos dias de hoje, a legislação mais relevante e atual para o direcionamento da formação de professores da Educação Básica brasileira, e que irá guiar a organização de professores a partir de 2022, é a Resolução MEC/CNE/SE n° 2, de 20 de dezembro de 2019, que define as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Formação Inicial de Professores para a Educação Básica e institui a Base Nacional Comum para a Formação Inicial de Professores da Educação Básica (BNC - Formação). Leitura obrigatória! Antes de finalizar este tópico, faça a leitura e o estudo da Resolução MEC/CNE/SE n° 2, de 20 de dezembro de 2019 em 15 de abril de 2019. Ao estudar essa resolução, você vai compreender o que é requerido de você como professor da Educação Básica. Cabe salientar que a Segunda Licenciatura ou a Formação Pedagógica cursada por você já está articulada por completo a essa legislação, no que diz respeito às competências específicas baseadas em três dimensões fundamentais (art. 4°): I conhecimento profissional; II prática profissional; e III engajamento profissional. Veja as articulações: Quadro 22 Articulação da Resolução CNE/CP 2/2019 com a Segunda Licenciatura e Formação Pedagógica do Claretiano. RESOLUÇÃO CNE/CP 2/2019 DIMENSÕES E COMPETÊNCIAS SEGUNDA LICENCIATURA FORMAÇÃO PEDAGÓGICA 35/48</p><p>21:39 Ciclo 1 - Base Nacional Comum Curricular: aspectos históricos, políticos, legislação e referenciais pedagógicos Base Nac... § 1° As competências específicas da dimensão do conhecimento profissional são as seguintes: Articulação com as disciplinas: I dominar os objetos de conhecimento e Base Nacional Comum saber como ensiná-los; Articulação com as disciplinas: Curricular (BNCC): história, Nacional Comum concepção, política e Curricular (BNCC): história, II demonstrar conhecimento sobre os referenciais pedagógicos. concepção, política e estudantes e como eles aprendem; Docência: Conhecimento, referenciais pedagógicos. Prática e Engajamento Específicas. III reconhecer os contextos de vida dos Profissional. Prática Profissional. estudantes; Específicas. Prática Profissional. IV conhecer a estrutura e a governança dos sistemas educacionais. § 2° As competências específicas da dimensão da prática profissional se pelas seguintes ações: I - planejar as ações de ensino que resultem Articulação com as disciplinas: Base Nacional Comum em efetivas aprendizagens; Articulação com as disciplinas: Curricular (BNCC): história, Nacional Comum concepção, política e II - criar e saber gerir os ambientes de Curricular (BNCC): história, referenciais pedagógicos. aprendizagem; concepção, política e Docência: Conhecimento, referenciais pedagógicos. Prática e Engajamento III avaliar o desenvolvimento do educando, Específicas. Profissional. a aprendizagem e o ensino; Prática Específicas. Prática Profissional. IV conduzir as práticas pedagógicas dos objetos do conhecimento, as competências e as habilidades. § 3° As competências específicas da dimensão do engajamento profissional podem ser assim discriminadas: I comprometer-se com o próprio Articulação com as disciplinas: desenvolvimento profissional; Base Nacional Comum Curricular (BNCC): história, II comprometer-se com a aprendizagem Articulação com as disciplinas: concepção, política e Base Nacional Comum dos estudantes e colocar em prática o referenciais pedagógicos. Curricular (BNCC): história, princípio de que todos são capazes de Docência: Conhecimento, concepção, política e aprender; Prática e Engajamento referenciais pedagógicos. Específicas. III participar do Projeto Pedagógico da Específicas. Prática Profissional. escola e da construção de valores Prática Profissional. democráticos; IV engajar-se, profissionalmente, com as famílias e com a comunidade, visando melhorar o ambiente escolar. ESTRUTURA FORMAÇÃO PEDAGÓGICA SEGUNDA LICENCIATURA 36/48</p><p>05/08/2024, 21:39 Ciclo 1 Base Nacional Comum Curricular: aspectos históricos, políticos, legislação e referenciais pedagógicos Base Nac... 560 horas de disciplinas (Grupo CAPÍTULO V DA FORMAÇÃO EM SEGUNDA I) LICENCIATURA 200 horas de prática pedagógica Art. 19. Para estudantes já licenciados, que (Grupo III) realizem estudos para uma Segunda Licenciatura, a formação deve ser organizada de modo que corresponda à seguinte carga horária: I Grupo I: 560 (quinhentas e sessenta) horas para o conhecimento pedagógico dos conteúdos específicos da área do *Motivo do Claretiano não ofertar o Grupo conhecimento ou componente curricular, se a independentemente de ser área diversa da segunda licenciatura corresponder à área formação integral ou não, o Claretiano decidiu diversa da formação original. ofertar para a Segunda Licenciatura apenas os Grupos I e III, para compor o curso com maior II Grupo II: 360 (trezentas e sessenta) horas, carga horária, considerando o teor de se a segunda licenciatura corresponder à embasamento da formação e futuramente as mesma área da formação original. (este provas do Enade que demandam grupo não é oferecido)*. conhecimentos que precisam ser trabalhados na Segunda Licenciatura. Com uma carga maior III Grupo III: 200 (duzentas) horas para a (Grupos e III: 760 horas), pode-se ensinar de prática pedagógica na área ou no modo mais consistente o que é preciso aos componente curricular, que devem ser alunos. o Grupo II não é ofertado. o estudante adicionais dos Grupos I e II. que se enquadraria no Grupo II, obrigatoriamente se inclui no Grupo 1. CAPÍTULO VI - DA FORMAÇÃO PEDAGÓGICA PARA GRADUADOS Art. 21. No caso de graduados não licenciados, a habilitação para o magistério se dará no curso destinado à Formação Pedagógica, que deve ser realizado com carga horária básica de 760 (setecentas e sessenta) horas com a forma e a seguinte distribuição: 360 horas de disciplinas (Grupo I) 400 horas de prática pedagógica (Grupo II) I - Grupo I: 360 (trezentas e sessenta) horas para o desenvolvimento das competências profissionais integradas às três dimensões constantes da BNC Formação, instituída por esta Resolução. II Grupo II: 400 (quatrocentas) horas para a prática pedagógica na área ou no componente curricular. Fonte adaptado de Resolução CNE/CP 2/2019 2020) e Projetos dos Cursos de Segunda Licenciatura e Formação Continuada do Claretiano - Centro Universitário de Batatais. Os estudos deste tópico estão finalizados. Agora responda a mais um Quiz! 5. Estrutura da BNCC: competências gerais, Educação Ensino Fundamental (anos iniciais e finais) e Ensino Médio No decorrer dos estudos deste tópico, buscaremos responder aos seguintes questionamentos: a BNCC possui uma estrutura? Como está organizada a estrutura da BNCC considerando toda a Educação Básica: competências gerais, 37/48</p><p>05/08/2024, 21:39 Ciclo 1 Base Nacional Comum Curricular: aspectos históricos, políticos, legislação e referenciais pedagógicos - Base Nac... Educação Infantil, Ensino Fundamental (anos iniciais e finais) e Ensino Médio? Neste último tópico do Ciclo de Aprendizagem 1, você vai estudar e entender a estrutura da BNCC. Nos Ciclos de Aprendizagem 2, 3 e 4, o conteúdo deste tópico será retomado, considerando as competências gerais e todos os elementos contemplados nos contextos da Educação Infantil, Ensino Fundamental (anos iniciais e anos finais) e Ensino Médio. Agora será o momento de iniciar a compreensão da estrutura da BNCC quanto à Educação Infantil, Ensino Fundamental (anos iniciais e finais) e Ensino Médio, para que você possa distinguir seus elementos e aplicar os códigos alfanuméricos direcionados às aprendizagens. Considerando os estudos do documento da BNCC, até agora, você estudou da capa até o início da página 22. Continue seguindo rigorosamente as leituras e orientações para o estudo da disciplina. Toda referência indicada como obrigatória deve ser lida concomitantemente com os escritos do Ciclo 1. Continue suas leituras e estudos avançando nas conquistas de aprendizagens com sentido! Você está na reta final do Ciclo de Aprendizagem 1. termo "estrutura" da BNCC quer dizer como ela didaticamente se compõe, se desenha, está construída e organizada, para ser lida, entendida e colocada em prática. Para os estudos da estrutura da BNCC, você deverá fazer a leitura do Tópico 2 do documento da Base Nacional Comum Curricular (páginas 23 a 34). Embora sejam pouquíssimas páginas, esta leitura exigirá de você muita atenção. A orientação é que você vá devagar, anotando todas as suas dúvidas. Caso não entenda algo, volte ao início de cada etapa da Educação Básica. Após a leitura e estudo do Tópico 2, volte aqui para reforçar as suas aprendizagens a partir das explicações mais detalhadas. Você pode ler todo o conteúdo do tópico (p. 23-34) e, depois, retomar as leituras da seguinte forma: ler a página 24 e voltar aqui, ler as páginas 25 e 26 e voltar, ler as páginas 27 a 31 e voltar e, finalmente, ler das páginas 32 a 34 e finalizar aqui, pois cada trecho corresponde a uma etapa da Educação Básica. Após as leituras solicitadas, vamos retomar a concepção fundante da BNCC (2018), mas, agora, com a ajuda do vídeo que é a Base Nacional Comum Curricular (BNCC)? Vamos nos debruçar na Estrutura Geral da BNCC (p. 24) para nos aproximar dos elementos essenciais da ação didática. Observe a figura a seguir 38/48</p><p>05/08/2024, 21:39 Ciclo 1 Base Nacional Comum Curricular: aspectos históricos, políticos, legislação e referenciais pedagógicos - Base Nac... EDUCAÇÃO BÁSICA COMPETÊNCIAS GERAIS DA EDUCAÇÃO BÁSICA ETAPAS EDUCAÇÃO ENSINO ENSINO INFANTIL FUNDAMENTAL MÉDIO Direitos de aprendizagem e desenvolvimento Campos de Áreas do do experiências conhecimento conhecimento Competências específicas específicas da área de área Lingua Componentes Portuguesa curriculares Competências Unidades específicas de temáticas componente Crianças Crianças bem pequenas pequenas Anos Anos (1a7m- 3a11m) iniciais Finais Objetivos de aprendizagem e Unidades Objetos de desenvolvimento Habilidades Habilidades temáticas conhecimento da Educação Básica A proposição da BNCC tem a intencionalidade e apresenta as prerrogativas para o desenvolvimento das dez competências gerais da Educação Básica. Este é o primeiro ponto essencial a ser considerado. Quais as etapas da Educação Básica? São três: a Educação Infantil, o Ensino Fundamental e o Ensino Médio Em cada uma delas, são considerados e apresentados os elementos que a Vamos ver como a Educação Infantil é composta? Para isso, observe atentamente a figura a seguir. 39/48</p><p>05/08/2024, 21:39 Ciclo 1 Base Nacional Comum Curricular: aspectos históricos, políticos, legislação e referenciais pedagógicos Base Nac... A Educação Infantil é composta de: Direitos de Campos de que serão implementados considerando três faixas de ano e 6 meses, que é a faixa dos bebês; de 1 ano e 7 meses a 3 anos e 11 meses, as crianças bem pequenas; e de 4 anos a 5 anos e 11 meses, as crianças pequenas. Um lembrete importante é que os conhecimentos ensinados podem ser os mesmos, no entanto, devendo mudar sua complexidade e profundidade. Isso vai até o Ensino Médio. o que ajudará a direcionar a profundidade do trabalho com os conhecimentos são os objetivos de aprendizagem e desenvolvimento. Assim, compõe-se a estrutura geral da Educação Infantil. Fonte: elaborada pela autora, adaptado de Brasil ([2018] p. 25-26). Figura 6 Educação Infantil e os elementos essenciais da ação didática/BNCC. Agora, vamos entender cada aspecto apresentado na figura de forma mais detalhada? Direitos de aprendizagem São direitos do aprender que devem ser garantidos para bebês, crianças bem pequenas e crianças pequenas nesse espaço de tempo (de 0 a 5 anos e 11 meses), a partir do conviver, brincar, participar, explorar, expressar-se e conhecer-se. Para tal, são propostos cinco campos de experiências, e não mais as linguagens como ditas no Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil (1998b), ou disciplinas ou matérias. Vamos ver? Campos de experiência Os cinco campos de experiência são espaços, dimensões, áreas que precisam fazer parte da construção do ser humano, considerando os bebês até as crianças pequenas. Você estudará cada um deles detalhadamente no Ciclo 2 Base Nacional Comum Curricular e a Educação Infantil: concepções, legislações e formação para a atuação profissional, direitos de aprendizagem e desenvolvimento, campos de experiência e os objetivos e progressão de aprendizagem. São eles: o eu, o outro e o nós. Corpo, gestos e movimentos. Traços, sons, cores e formas. Escuta, fala, pensamento e imaginação. Espaços, tempos, quantidades, relações e transformações. Cada um dos cinco campos de experiência contempla os objetivos de aprendizagem e desenvolvimento. Objetivos de aprendizagem e desenvolvimento objetivo é um direcionamento, a meta que se quer Considerando o contexto da aprendizagem, é a intenção da aprendizagem exata, ou seja, o conhecimento que vamos ajudar a levar até a criança com sentido, conjuntamente com a sua evolução a cada dia. 40/48</p><p>05/08/2024, 21:39 Ciclo 1 Base Nacional Comum Curricular: aspectos históricos, políticos, legislação e referenciais pedagógicos Base Nac... Na BNCC, esse constructo está sintetizado em blocos dos campos de experiência, sendo que cada um deles é composto por três faixas etárias (de 0 a 1 ano e 6 meses, a faixa dos bebês; de 1 ano e 7 meses a 3 anos e 11 meses, das crianças bem pequenas; e de 4 anos a 5 anos e 11 meses, das crianças pequenas), nas quais, de forma progressiva, são apresentados objetivos de desenvolvimento e aprendizagem. Retomando, cada objetivo de aprendizagem e desenvolvimento é composto por um código alfanumérico, ou seja, letras e Observe, na figura, como eles são descritos. OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E DESENVOLVIMENTO Bebês (zero a 1 ano e Crianças bem pequenas (1 ano Crianças pequenas (4 anos a 6 meses) e 7 meses a 3 anos e 11 meses) 5 anos e 11 meses) Perceber que suas ações Demonstrar atitudes de Demonstrar empatia pelos têm efeitos nas outras cuidado e solidariedade na outros, percebendo que crianças e nos interação com crianças e as pessoas têm diferentes adultos. sentimentos, necessidades e maneiras de pensar e agir. Perceber as possibilidades Demonstrar imagem positiva Agir de maneira independente, e os limites de seu corpo nas de si e confiança em sua com confiança em suas brincadeiras e interações capacidade para enfrentar capacidades, reconhecendo das quais participa. dificuldades e desafios. suas conquistas e limitações. Interagir com crianças Compartilhar os objetos e Ampliar as relações da mesma faixa etária os espaços com da interpessoais, desenvolvendo e adultos ao explorar mesma faixa etária e atitudes de participação e espaços, materiais, cooperação. objetos, brinquedos. Comunicar necessidades, Comunicar-se com os colegas Comunicar suas ideias e desejos e emoções, e os adultos, buscando sentimentos a pessoas e utilizando gestos, e fazendo-se grupos balbucios, palavras. compreender. Reconhecer seu corpo e Perceber que as pessoas Demonstrar valorização das expressar suas sensações têm físicas características de seu corpo em momentos de diferentes, respeitando essas e respeitar as alimentação, higiene, diferenças. dos outros (crianças e adultos) brincadeira e descanso. com os quais convive. Figura 7 Campos de experiência "O eu, o outro e o nós" Como você pôde perceber, cada frase que está em um quadrinho é um objetivo de aprendizagem e desenvolvimento, composto por número e letras. Vejamos o primeiro código à esquerda do quadro: Perceber as possibilidades e os limites de seu corpo nas brincadeiras e interações das quais participa (BRASIL, [2018], p. 45). Esta frase nos diz que, na Educação Infantil (EI), considerando a etapa de 0 a 1 ano e 6 meses (01), a partir do trabalho pedagógico no campo de experiências "O eu, o outro e o nós" (EO), progressivamente, o professor deve focar, direcionar o bebê para perceber as possibilidades e os limites de seu corpo nas brincadeiras e interações das quais participa (02), sendo que, consequentemente, esse ensinar está levando ao desenvolvimento das competências gerais da Educação Básica 4, 8 e 9 (BRASIL, [2018], p. 9-10): 41/48</p><p>05/08/2024, 21:39 Ciclo 1 Base Nacional Comum Curricular: aspectos históricos, políticos, legislação e referenciais pedagógicos Base Nac... [...] 4. Utilizar diferentes linguagens verbal (oral ou visual-motora, como Libras, e escrita), corporal, visual, sonora e digital bem como conhecimentos das linguagens artística, matemática e científica, para se expressar e partilhar informações, experiências, ideias e sentimentos em diferentes contextos e produzir sentidos que levem ao entendimento mútuo. [...] 8. Conhecer-se, apreciar-se e cuidar de sua saúde física e emocional, compreendendo-se na diversidade humana e reconhecendo suas emoções e as dos outros, com autocrítica e capacidade para lidar com elas. [...] 9. Exercitar a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a cooperação fazendo-se respeitar e promovendo o respeito ao outro e aos direitos humanos, com acolhimento e valorização da diversidade de indivíduos e de grupos sociais, seus saberes, identidades, culturas e potencialidades, sem preconceitos de qualquer natureza. Após entender um pouco a respeito da Educação Infantil, a próxima etapa a ser estudada é o Ensino Fundamental. Observe a figura: Ensino Fundamental, a próxima etapa da Educação Básica é composta por: Áreas do Competências específicas Componentes Áreas do conhecimento... de área... curriculares... que, serão trabalhados junto aos alunos nos Anos Iniciais ao ano) e anos Finais (de 6° ao 9° ano), também de forma progressiva considerando as unidades didáticas, objetos do conhecimento e habilidades. Fonte: elaborada pela autora, adaptada de Brasil ([2018], p. 27-31). Figura 8 Educação Fundamental e os elementos essenciais da ação didática/BNCC. o Ensino Fundamental contempla os seguintes elementos da ação didática, que serão estudados no Ciclo 3 Base Nacional Comum Curricular e o Ensino Fundamental: áreas de conhecimento, componentes curriculares e respectivas competências específicas, unidades temáticas, habilidades e direitos a aprendizagens. Áreas do conhecimento Área do conhecimento se refere a parte/campo de um determinado saber, de uma ciência, ou teoria. No Ensino Fundamental, são apresentadas cinco áreas, a saber: 1. Linguagens (Língua Portuguesa, Arte, Educação Física e Língua Inglesa) 2. Matemática (Matemática). 3. Ciências da Natureza (Ciências). 4. Ciências Humanas (Geografia e História). 42/48</p><p>05/08/2024, 21:39 Ciclo 1 - Base Nacional Comum Curricular: aspectos históricos, políticos, legislação e referenciais pedagógicos - Base Nac... 5. Ensino Religioso (Ensino Religioso). Componente curricular Componente curricular, por sua vez, significa parte/recorte da área do conhecimento (seria a disciplina). No Ensino Fundamental, são apresentados nove componentes curriculares, com suas respectivas áreas entre parênteses: 1. Língua Portuguesa (Linguagens). 2. Arte (Linguagens). 3. Educação Física (Linguagens). 4. Língua Inglesa (Linguagens). 5. Matemática (Matemática). 6. Ciências (Ciências da Natureza). 7. Geografia (Ciências Humanas). 8. História (Ciências Humanas). 9. Ensino Religioso (Ensino Religioso). Competências De acordo com a BNCC (BRASIL, [2018], p. 8), a "[...] competência é definida como a mobilização de conhecimentos (conceitos e procedimentos), habilidades (práticas, cognitivas e socioemocionais), atitudes e valores para resolver demandas complexas da vida cotidiana, do pleno exercício da cidadania e do mundo do trabalho". Competências gerais da Educação Básica A partir da definição de competências, a BNCC apresenta dez competências gerais para a Educação Básica, que vão ajudar a garantir o conjunto de aprendizagens essenciais durante a Educação Básica, que precisam ser consideradas no planejamento didático por parte de todo professor dos anos finais do Ensino Fundamental (BRASIL, [2018], p. 9- 10). Competências específicas [...] para o Ensino Fundamental Trata-se de "[...] mobilização de conhecimentos (conceitos e procedimentos), habilidades (práticas, cognitivas e socioemocionais), atitudes e valores para resolver demandas complexas da vida cotidiana, do pleno exercício da cidadania e do mundo do trabalho" (BRASIL, [2018], p. 8), relativos a cada área do conhecimento: 1) Linguagens; 2) Matemática; 3) Ciências da Natureza; 4) Ciências Humanas; 5) Ensino Religioso. Unidades Temáticas Unidades Temáticas são objetos de conhecimento, compilação/agrupamento de conjunto de conteúdos, conceitos e processos (BRASIL, [2018], p. 28). Objetos de conhecimento Objetos de conhecimento são conteúdos, conceitos e processos (BRASIL, [2018], p. 28). Habilidades De acordo com o que descreve a BNCC (BRASIL, [2018], p. 8), habilidades são práticas cognitivas e socioemocionais e expressam as aprendizagens essenciais que devem ser asseguradas aos alunos nos diferentes contextos escolares (BRASIL, [2018], p. 29). Como interpretar o código alfanumérico no Ensino Fundamental? Para compreender, observe os exemplos apresentados a seguir: Anos iniciais: "(EF04CI01) Identificar misturas na vida diária, com base em suas propriedades físicas observáveis, reconhecendo sua composição" (BRASIL, [2018], p. 339). 43/48</p><p>05/08/2024, 21:39 Ciclo 1 Base Nacional Comum Curricular: aspectos históricos, políticos, legislação e referenciais pedagógicos Base Nac... Nos anos iniciais do Ensino Fundamental (EF), especificamente no ano (04), no Componente Curricular de Ciências (CI), o professor, a partir do ensino das Unidades Temáticas: Matéria e Energia e dos Objetos de Conhecimento: Misturas Transformações reversíveis e não reversíveis, vai trabalhar pedagogicamente para desenvolver a habilidade 1 (01) do aluno, que é identificar misturas na vida diária, com base em suas propriedades físicas observáveis, reconhecendo sua composição. Anos finais: "(EF06CI01) Classificar como homogênea ou heterogênea a mistura de dois ou mais materiais (água e sal, água e óleo, água e areia etc.)" (BRASIL, [2018], p. 345). Nos anos finais do Ensino Fundamental (EF), especificamente no ano (06), no Componente Curricular de Ciências (CI), o professor, a partir do ensino das Unidades Temáticas: Matéria e Energia e dos Objetos de Conhecimento: Misturas homogêneas e heterogêneas, Separação de materiais, Materiais sintéticos, Transformações químicas, vai trabalhar pedagogicamente para desenvolver a habilidade 1 (01) do aluno, que é classificar como homogênea ou heterogênea a mistura de dois ou mais materiais (água e sal, água e óleo, água e areia etc.). Os códigos alfanuméricos dos anos iniciais "(EF04CI01) Identificar misturas na vida diária, com base em suas propriedades físicas observáveis, reconhecendo sua composição" (BRASIL, [2018], p. 339) e dos anos finais "(EF06CI01) Classificar como homogênea ou heterogênea a mistura de dois ou mais materiais (água e sal, água e óleo, água e areia etc.)" (BRASIL, [2018], p. 345) articulam-se com as Competências Específicas 2 e 3 de Ciências da Natureza para o Ensino 2. Compreender conceitos fundamentais e estruturas explicativas das Ciências da Natureza, bem como dominar processos, práticas e procedimentos da investigação científica, de modo a sentir segurança no debate de questões científicas, tecnológicas, socioambientais e do mundo do trabalho, continuar aprendendo e colaborar para a construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva. 3. Analisar, compreender e explicar características, fenômenos e processos relativos ao mundo natural social e tecnológico (incluindo o digital), como também as relações que se estabelecem entre eles, exercitando a curiosidade para fazer perguntas, buscar respostas e criar soluções (inclusive tecnológicas) com base nos conhecimentos das Ciências da Natureza (BRASIL, [2018], p. 324). E articulam-se com as competências gerais da Educação Básica 2 e 7: [...] 2. Exercitar a curiosidade intelectual e recorrer à abordagem própria das ciências, incluindo a investigação, a reflexão, a análise crítica, a imaginação e a criatividade, para investigar causas, elaborar e testar hipóteses, formular e resolver problemas e criar soluções (inclusive tecnológicas) com base nos conhecimentos das diferentes áreas. [...] 7. Argumentar com base em fatos, dados e informações confiáveis, para formular, negociar e defender ideias, pontos de vista e decisões comuns que respeitem e promovam os direitos humanos, a consciência socioambiental e o consumo responsável em âmbito local, regional e global, com posicionamento ético em relação ao cuidado de si mesmo, dos outros e do planeta (BRASIL, [2018], p. 9). Os códigos numéricos não são simplesmente números. o professor precisa entender toda essa relação, para que haja um desencadeamento de todo o apoio do conteúdo, a fim de que ao aluno sejam garantidos (pois é seu direito) as aprendizagens essenciais e o desenvolvimento, por sua vez, das competências, que devem ser vistas como capacidades dinâmicas e não como um rol de mecanização do ser humano. A última etapa da Educação Básica que abordaremos é o Ensino Médio. Vamos ver como ele é composto? Observe a figura a seguir: 44/48</p><p>05/08/2024, 21:39 Ciclo 1 - Base Nacional Comum Curricular: aspectos históricos, políticos, legislação e referenciais pedagógicos - Base Nac... Quanto ao Ensino Médio, a etapa final da Educação Básica, este é composto de: Áreas do Competências específicas Componentes Áreas do de área... que serão trabalhados junto aos alunos do Ensino Médio, como nas etapas anteriores de forma progressiva, a partir da aquisição das habilidades. Fonte: elaborada pela autora, adaptada de Brasil p. 31-34). Figura 9 Ensino Médio e os elementos essenciais da ação didática/BNCC. Quanto ao Ensino Médio, são apresentados os seguintes elementos da ação didática, que serão estudados detalhadamente no Ciclo 4 Base Nacional Comum Curricular e o Ensino Médio. Áreas do conhecimento Já vimos esta definição anteriormente, mas vamos recordá-la? Áreas do conhecimento são parte/campo de um determinado saber, de uma ciência, ou teoria A organização por áreas, como bem aponta o Parecer CNE/CP n° 11/2009: [...] não exclui necessariamente as disciplinas, com suas especificidades e saberes próprios historicamente construídos, mas, sim, implica o fortalecimento das relações entre elas e a sua contextualização para apreensão e intervenção na realidade, requerendo trabalho conjugado e cooperativo dos seus professores no planejamento e na execução dos planos de ensino (BRASIL, 2009 apud BRASIL, [2018], p. 32). No Ensino Médio, estão presentes quatro áreas: 1. Linguagens e suas Tecnologias. 2. Matemática e suas Tecnologias. 3. Ciências da Natureza e suas Tecnologias. 4. Ciências Humanas e Sociais Aplicadas. Componente curricular Componente curricular é parte/recorte da área do conhecimento (seria a disciplina). São dois no Ensino Médio: Língua Portuguesa e Competências Competências: adota-se a mesma definição do Ensino Fundamental, já apresentada anteriormente. 45/48</p><p>05/08/2024, 21:39 Ciclo 1 - Base Nacional Comum Curricular: aspectos históricos, políticos, legislação e referenciais pedagógicos - Base Nac... Competências gerais da Educação Básica A partir da definição de competências, a BNCC apresenta dez competências gerais para a Educação Básica, que vão ajudar a garantir o conjunto de aprendizagens essenciais durante a Educação Básica, que precisam ser consideradas no planejamento didático por parte de todo professor do Ensino Médio (BRASIL, [2018], p. 9-10). Competências específicas da área No Ensino Médio, as competências específicas da área também têm o mesmo sentido que no Ensino mobilização de conhecimentos (conceitos e procedimentos), habilidades (práticas, cognitivas e socioemocionais), atitudes e valores para resolver demandas complexas da vida cotidiana, do pleno exercício da cidadania e do mundo do trabalho (BRASIL, [2018], p. 8), relativos a cada área do conhecimento - Linguagens e suas Tecnologias; Matemática e suas Tecnologias; Ciências da Natureza e suas Tecnologias; Ciências Humanas e Sociais Aplicadas. Habilidades Habilidades são aprendizagens essenciais que devem ser garantidas no âmbito da BNCC a todos os estudantes do Ensino Médio (BRASIL, [2018], p. 33). Progressão das aprendizagens De acordo com a BNCC (BRASIL, [2018], p. 31): A progressão das aprendizagens, que se explicita na comparação entre os quadros relativos a cada ano (ou bloco de anos), pode tanto estar relacionada aos processos cognitivos em jogo - sendo expressa por verbos que indicam processos cada vez mais ativos ou exigentes - quanto aos objetos de conhecimento - que podem apresentar crescente sofisticação ou complexidade ou, ainda, aos modificadores - que, por exemplo, podem fazer referência a contextos mais familiares aos alunos e, aos poucos, expandir-se para contextos mais amplos. Itinerários formativos São a oferta de diferentes arranjos curriculares, conforme a relevância para o contexto local e a possibilidade dos sistemas de ensino, a saber: I - linguagens e suas tecnologias; II - matemática e suas tecnologias; III - ciências da natureza e suas tecnologias; IV - ciências humanas e sociais aplicadas; V - formação técnica e profissional (LDB, Art. 36; ênfases adicionadas). (BRASIL, [2018], p. 468). o detalhamento dos diferentes itinerários formativos [...] é prerrogativa dos diferentes sistemas, redes e escolas, conforme previsto na Lei n° 13.415/2017 (BRASIL, [2018], p. 469). Projeto de Vida Em relação ao Projeto de Vida, a BNCC argumenta que: 46/48</p><p>05/08/2024, 21:39 Ciclo 1 - Base Nacional Comum Curricular: aspectos históricos, políticos, legislação e referenciais pedagógicos - Base Nac... Na BNCC, o protagonismo e a autoria estimulados no Ensino Fundamental traduzem-se, no Ensino Médio, como suporte para a construção e viabilização do projeto de vida dos estudantes, eixo central em torno do qual a escola pode organizar suas práticas. Ao se orientar para a construção do projeto de vida, a escola que acolhe as juventudes assume o compromisso com a formação integral dos estudantes, uma vez que promove seu desenvolvimento pessoal e social, por meio da consolidação e construção de conhecimentos, representações e valores que incidirão sobre seus processos de tomada de decisão ao longo da vida. Dessa maneira, o projeto de vida é o que os estudantes almejam, projetam e redefinem para si ao longo de sua trajetória, uma construção que acompanha o desenvolvimento da(s) identidade(s), em contextos atravessados por uma cultura e por demandas sociais que se articulam, ora para promover, ora para constranger seus desejos. Logo, é papel da escola auxiliar os estudantes a aprender a se reconhecer como sujeitos, considerando suas potencialidades e a relevância dos modos de participação e intervenção social na concretização de seu projeto de É, também, no ambiente escolar que os jovens podem experimentar, de forma mediada e intencional, as interações com o outro, com o mundo, e vislumbrar, na valorização da diversidade, oportunidades de crescimento para seu presente e futuro (BRASIL, [2018], p. 472-473). Agora, vamos ver como interpretar o código alfanumérico no Ensino Médio: Em Matéria e Energia, no Ensino Médio, diversificam-se as situações-problema, referidas nas competências específicas e nas habilidades, incluindo-se aquelas que permitem a aplicação de modelos com maior nível de abstração e que buscam explicar, analisar e prever os efeitos das interações e relações entre matéria e energia (por exemplo, analisar matrizes energéticas ou realizar previsões sobre a condutibilidade elétrica e térmica de materiais, sobre o comportamento dos elétrons frente à absorção de energia luminosa, sobre o comportamento dos gases frente a alterações de pressão ou temperatura, ou ainda sobre as consequências de emissões radioativas no ambiente e na saúde) (BRASIL, [2018], p. 549). A BNCC destaca a seguinte habilidade do Ensino Médio (BRASIL, [2018], p. 555): (EM13CNT101) Analisar e representar, com ou sem o uso de dispositivos e de aplicativos digitais específicos, as transformações e conservações em sistemas que envolvam quantidade de matéria, de energia e de movimento para realizar previsões sobre seus comportamentos em situações cotidianas e em processos produtivos que priorizem o desenvolvimento sustentável, o uso consciente dos recursos naturais e a preservação da vida em todas as suas formas. No Ensino Médio (EM), em qualquer série (de a no Componente Curricular de Ciências da Natureza e Suas Tecnologias (CNT), o professor, a partir do ensino de Matéria e Energia e dos Objetos de Conhecimento, vai trabalhar pedagogicamente para desenvolver a Competência 1 e a habilidade 1 (01) do aluno, que é analisar e representar, com ou sem o uso de dispositivos e de aplicativos digitais específicos, as transformações e conservações em sistemas que envolvam quantidade de matéria, de energia e de movimento para realizar previsões sobre seus comportamentos em situações cotidianas e em processos produtivos que priorizem o desenvolvimento sustentável, o uso consciente dos recursos naturais e a preservação da vida em todas as suas formas. Articula-se com Competência Específica 1, da área de Ciências da Natureza e Suas Tecnologias do Ensino Médio: "Analisar fenômenos naturais e processos tecnológicos, com base nas interações e relações entre matéria e energia, para propor ações individuais e coletivas que aperfeiçoem processos produtivos, minimizem impactos socioambientais e melhorem as condições de vida em âmbito local, regional e global" (BRASIL, [2018], p. 554). Também, contribui para o desenvolvimento das competências gerais da Educação Básica 2, 5 e 10: 47/48</p><p>05/08/2024, 21:39 Ciclo 1 - Base Nacional Comum Curricular: aspectos históricos, políticos, legislação e referenciais pedagógicos - Base Nac... [...] 2. Exercitar a curiosidade intelectual e recorrer à abordagem própria das ciências, incluindo a investigação, a reflexão, a análise crítica, a imaginação e a criatividade, para investigar causas, elaborar e testar hipóteses, formular e resolver problemas e criar soluções (inclusive tecnológicas) com base nos conhecimentos das diferentes áreas. [...] 5. Compreender, utilizar e criar tecnologias digitais de informação e comunicação de forma crítica, significativa, reflexiva e ética nas diversas práticas sociais (incluindo as escolares) para se comunicar, acessar e disseminar informações, produzir conhecimentos, resolver problemas e exercer protagonismo e autoria na vida pessoal e coletiva. [...] 10. Agir pessoal e coletivamente com autonomia, responsabilidade, flexibilidade, resiliência e determinação, tomando decisões com base em princípios éticos, democráticos, inclusivos, sustentáveis e solidários (BRASIL, [2018], p. 9-10). Para finalizar seus estudos sobre a estrutura da BNCC, responda ao Quiz: 6. Considerações o Ciclo de Aprendizagem 1 teve como grande objetivo contribuir para a sua formação de excelência como professor (na área escolhida por você), para que possa, no exercício da docência humanista, ser capaz de olhar a diversidade e a práxis pedagógica de forma crítica, criativa e autônoma, contextualizando-a com a compreensão da Base Nacional Comum Curricular, tendo clareza no tocante à implementação das dez competências gerais da Educação Básica, pautando-se na progressão das aprendizagens dos estudantes, de forma comprometida e ética, atendendo aos princípios da educação integral, igualdade, diversidade e equidade, contribuindo para a implementação da Base junto a sistemas, escola e sala de aula, considerando o regime de colaboração entre municípios, estados, Distrito Federal e União (Ministério da Educação) e garantindo as aprendizagens essenciais dos estudantes. Para o alcance desse grande objetivo, foram objetos de estudo: os aspectos históricos, políticos, legais da BNCC; seus fundamentos e o desenvolvimento de competências gerais da Educação Básica, educação integral, igualdade, diversidade, equidade, educação ambiental, educação das relações e cultura afro-brasileira e africana, e educação em Direitos Humanos. Além disso, você estudou a BNCC articulada com o currículo, o regime de colaboração e formação dos professores para a Educação Básica e continuada (professores em serviço) e, por fim, a estrutura da BNCC, que abrange as competências gerais, a Educação Infantil, o Ensino Fundamental (anos iniciais e finais) e o Ensino Médio. Assim, para finalizar o estudo da Introdução (BRASIL, [2018], p. 7-9), vale destacar que a BNCC deve ser vista não como currículo que orienta conteúdos, mas sim que normatiza as aprendizagens essenciais dos e para os estudantes. Continue firme e com o propósito de continuar estudando para o entendimento e implementação da Base Nacional Comum Curricular, a partir de sua área de formação como professor! Siga, agora, para o Ciclo de Aprendizagem 2 - Base Nacional Comum Curricular e a Educação Infantil: concepções, legislações e formação para a atuação profissional, direitos de aprendizagem e desenvolvimento, campos de experiência e os objetivos e progressão de aprendizagem. Bons estudos! 48/48</p>

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