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<p>BÚSSOLA ZERO</p><p>2024</p><p>BÚSSOLA ZERO</p><p>© Copyright 2023 da Inspirali.</p><p>É permitida a reprodução total ou parcial, desde que sejam respeitados os direitos do</p><p>autor, conforme determinam a Lei n.º 9.610/98 (Lei do Direito Autoral) e a</p><p>Constituição Federal, art. 5º, inc. XXVII e XXVIII, “a” e “b”.</p><p>M149b</p><p>Machado, José Lúcio Martins.</p><p>Bússola Zero [recurso eletrônico] / José</p><p>Lúcio Martins Machado et. al. - Santo André,</p><p>SP: Difusão Editora, 2023.</p><p>Inclui bibliografia.</p><p>ISBN 978-65-00-64773-0 (Facilitador)</p><p>1. Medicina e saúde. 2. Saúde. 3. Estudo e</p><p>ensino. I. Título.</p><p>CDD 610</p><p>Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)</p><p>(Ficha catalográfica elaborada pela Dtcom. Bibliotecária –</p><p>Vanessa Gabriele de Araújo - CRB 14/1498)</p><p>S U M Á R I O</p><p>COMO FAZEMOS NA INSPIRALI ...............................................................................7</p><p>O currículo integrado .....................................................................................................8</p><p>Organização em atividades curriculares ....................................................................13</p><p>Aprendizagem Baseada em Equipes (Team Based Learning) e Sala de Aula</p><p>Invertida (SAI) em atividades curriculares .......................................................13</p><p>Práticas Médicas no SUS – PMSUS ......................................................................14</p><p>Habilidades Médicas e Estações Clínicas (HM/EC) .........................................14</p><p>Práticas em laboratório ........................................................................................15</p><p>SISTEMAS DE AVALIAÇÃO ......................................................................................17</p><p>Aspectos Gerais ...............................................................................................................18</p><p>Resultados das avaliações ...................................................................................23</p><p>Instrumentos de avaliação ..................................................................................24</p><p>Avaliação processual de aprendizagem (APA) .................................................25</p><p>Portfólio reflexivo .................................................................................................26</p><p>Avaliação de desempenho (D1 e D2) ................................................................27</p><p>Avaliação de desempenho prático ..............................................................................30</p><p>Mini Clinical Evaluation Exercise (Mini-CEX) ...................................................30</p><p>Objective Structuuctured Clinical Examination (OSCE) ................................31</p><p>Global rating (conceito global) ...........................................................................31</p><p>Avaliação do internato .........................................................................................32</p><p>Teste de progresso individual .............................................................................31</p><p>Plano de melhoria .................................................................................................34</p><p>Resultados da avaliação e conceitos de aprendizagem por instrumentos</p><p>de avaliação ............................................................................................................35</p><p>Reteste .....................................................................................................................37</p><p>Mudança de Ciclo ..................................................................................................39</p><p>Conselho de Classe .............................................................................................41</p><p>Avaliação de desempenho dos docentes - ADD .............................................42</p><p>Avaliação das Atividade Curriculares – AAC ....................................................42</p><p>UNIDADES CURRICULARES ....................................................................................43</p><p>Core Curriculum ..............................................................................................................44</p><p>O que é e como funciona .....................................................................................44</p><p>Avaliação .................................................................................................................44</p><p>Habilidades médicas ......................................................................................................45</p><p>Objetivos e estratégias educacionais ...............................................................45</p><p>Avaliação .................................................................................................................45</p><p>Saúde Baseada em Evidências .....................................................................................46</p><p>O que é SBE? ...........................................................................................................46</p><p>Intencionalidade educacional ............................................................................46</p><p>Momentos de avaliação .......................................................................................47</p><p>Habilidades cirúrgicas ...................................................................................................48</p><p>O que é .....................................................................................................................48</p><p>Objetivos gerais .....................................................................................................48</p><p>Metodologia ...........................................................................................................49</p><p>Avaliação .................................................................................................................49</p><p>Práticas Médicas no Sistema Único de Saúde ..........................................................50</p><p>Intencionalidade educacional ............................................................................50</p><p>Avaliação .................................................................................................................51</p><p>Necessidades e cuidados em saúde ...........................................................................52</p><p>Composição ............................................................................................................52</p><p>Processamento da Situação Problema .............................................................52</p><p>Aprendizagem Baseada em Problemas ............................................................54</p><p>Organização da NCS ..............................................................................................55</p><p>Avaliação .................................................................................................................56</p><p>REFERÊNCIAS ........................................................................................................57</p><p>Referências recomendadas ..........................................................................................58</p><p>ANEXOS ................................................................................................................61</p><p>Anexo 1 - Modelos da Avaliação Processual de Aprendizagem (APA) ......................62</p><p>Anexo 2 - Portfólio Reflexivo ........................................................................................71</p><p>Anexo 3 - Modelo de Mini-CEX .....................................................................................77</p><p>Anexo 4 - Objective Structured Clinical Examination (OSCE) ................................79</p><p>COMO FAZEMOS</p><p>NA INSPIRALI</p><p>8</p><p>O currículo integrado</p><p>No currículo integrado, a utilização de metodologias ativas de ensino</p><p>aprendizagem e a perspectiva processual da aquisição de competência</p><p>são os referenciais utilizados para o desenvolvimento do Curso de</p><p>Medicina na Inspirali. Nesse sentido, a matriz curricular articula</p><p>unidades curriculares temáticas, simulações e práticas profissionais,</p><p>por meio da aprendizagem</p><p>6. Diferenciar as urgências e emergências cirúrgicas de maior</p><p>incidência relacionadas às especialidades cirúrgicas a fim de</p><p>executar os devidos encaminhamentos;</p><p>OBJETIVOS GERAIS</p><p>49</p><p>METODOLOGIA</p><p>As metodologias aplicadas são o Team Based Learning (TBL), treino</p><p>de habilidades e a simulação virtual. As sessões de aprendizagem</p><p>no formato de TBL têm por objetivo trazer a reflexão e os conceitos</p><p>necessários a serem aplicados na clínica cirúrgica; os treinos de</p><p>Habilidades desenvolvem as habilidades psicomotoras dos principais</p><p>procedimentos cirúrgicos; e a Simulação virtual oportuniza aos</p><p>estudantes a prática do raciocínio clínico e a tomada de decisão da</p><p>clínica cirúrgica de uma forma interativa e instigante.</p><p>AVALIAÇÃO</p><p>O aproveitamento do estudante é verificado por meio de uma avaliação</p><p>de desempenho com questões de múltipla escolha e discursivas, uma</p><p>avaliação prática no modelo OSCE, com no mínimo seis estações</p><p>curtas; e portfólio. As estações do OSCE devem abordar situações</p><p>para avaliação da tomada de decisão na indicação cirúrgica e também</p><p>estações práticas para que os estudantes possam demonstrar seu</p><p>aprendizado em determinados procedimentos cirúrgicos esperados</p><p>para o médico generalista.</p><p>7. Desenvolver habilidades cirúrgicas de determinados procedimentos</p><p>cirúrgicos a fim de solucionar situações mais prevalentes em</p><p>prontos-socorros e emergências quando não há um especialista.</p><p>50</p><p>INTENCIONALIDADE EDUCACIONAL</p><p>A Unidade Curricular de Prática Médica no SUS – PMSUS visa promover</p><p>o desenvolvimento de capacidades nas três áreas de competência do</p><p>perfil, com uma abordagem crescente e orientada à terminalidade em</p><p>relação ao perfil de competência, em cenários reais do trabalho em</p><p>saúde, no contexto do SUS. Nesses cenários, o erro deve ser evitado</p><p>em função de potenciais riscos ou danos às pessoas. Assim, a vivência</p><p>dos estudantes é acompanhada por docentes das universidades e</p><p>apoiada por preceptores e pela equipe de saúde do serviço no qual</p><p>os estudantes são inseridos, abrangendo os seguintes conteúdos ao</p><p>longo do curso, sendo aprofundados a cada etapa:</p><p>Práticas Médicas no</p><p>Sistema Único de Saúde</p><p>Necessidades de saúde biológicas, subjetivas e sociais de</p><p>pacientes reais atendidos nas unidades de saúde da prática</p><p>(saúde da família e comunidade); aplicação de critérios para</p><p>identificação de necessidades de saúde de pessoas atendidas:</p><p>nutrição, respiração, proteção/segurança, autonomia, interação</p><p>social, autopercepção, perfil de saúde-doença, atenção à saúde;</p><p>desenvolvimento da racionalidade científica e do raciocínio</p><p>epidemiológico; compromisso social com a cidadania e com a</p><p>saúde coletiva no contexto da unidade de saúde da prática.</p><p>História de vida, história clínica e exame físico (semiologia</p><p>médica) de pessoas atendidas e vinculadas à unidade de saúde</p><p>de prática.</p><p>Planos de cuidado individuais e coletivos, segundo necessidades</p><p>identificadas, com foco na promoção da saúde e prevenção</p><p>de doenças de pessoas atendidas na unidade de saúde de</p><p>prática; aplicação de critérios para a elaboração dos planos de</p><p>cuidado: singularização; contextualização; evidência científica;</p><p>negociação e pactuação; monitoramento e avaliação.</p><p>51</p><p>Atenção à saúde na unidade de saúde de prática – macrogestão:</p><p>Sistema Único de Saúde e o modelo de atenção à saúde,</p><p>desenvolvido na unidade de saúde da prática; estratégia saúde</p><p>da família e comunidade – política nacional e organização dessa</p><p>atenção na unidade de prática; territorialização e distritos</p><p>sanitários; modelo de gestão da atenção à saúde, desenvolvido</p><p>na unidade de saúde da prática; atenção primária e atenção</p><p>integral à saúde; rede escola de atenção à saúde; pensamento</p><p>estratégico situacional.</p><p>Atenção à saúde na unidade de saúde de prática – microgestão:</p><p>trabalho da equipe de saúde da família: trabalho multiprofissional</p><p>e relações de estudantes e docentes com a equipe de saúde da</p><p>unidade de prática; identificação de obstáculos e oportunidades</p><p>de melhoria no trabalho em saúde na ESF na unidade de saúde</p><p>de prática; reuniões de equipe; apoio matricial; educação</p><p>permanente.</p><p>Estudos epidemiológicos: caracterização das dez famílias</p><p>acompanhadas pelos estudantes; distribuição de variáveis</p><p>relacionadas ao perfil demográfico; consolidação dos dados das</p><p>famílias do pequeno grupo de estudantes inseridos na unidade</p><p>de saúde; epidemiologia descritiva; acesso a bancos de dados –</p><p>sistemas de informação em saúde.</p><p>Processos educacionais na saúde: estratégias de aprendizagem</p><p>e metacognição; formulação de hipóteses, de questões de</p><p>aprendizagem e propostas de transformação da realidade;</p><p>raciocínio crítico reflexivo e do trabalho colaborativo e ético, por</p><p>meio da problematização.</p><p>AVALIAÇÃO</p><p>A avaliação acontece no meio e no final do semestre, sendo composta</p><p>por avaliação formativa e de portfólio (AF1 e AF2) e duas avaliações de</p><p>desempenho (D1 e D2), com questões de múltipla escolha e discursivas.</p><p>52</p><p>COMPOSIÇÃO</p><p>Necessidades e</p><p>Cuidados em Saúde</p><p>Processamento de Situação Problema – Abertura (ou Síntese</p><p>Provisória) e fechamento (ou Nova Síntese).</p><p>Práticas nos Laboratórios Morfofuncionais e Multidisciplinares.</p><p>Processamento e Síntese de Conhecimento Profundo (TBL).</p><p>PROCESSAMENTO DA SITUAÇÃO PROBLEMA</p><p>A Unidade Curricular (UC) Necessidades e Cuidados em Saúde –</p><p>NCS utiliza o processamento de Situações Problema prevalentes da</p><p>prática médica, no contexto do SUS. Explora capacidades cognitivas,</p><p>atitudinais e psicomotoras, considerando as situações prevalentes</p><p>nos diferentes ciclos de vida e o perfil de competência do estudante,</p><p>segundo o semestre/módulo do curso. Para atingir os objetivos</p><p>educacionais, a UC NCS é desenvolvida por meio de três estratégias</p><p>educacionais: Aprendizagem Baseada em Problemas em pequenos</p><p>grupos (NCS-ABP), Aprendizagem Orientada por Roteiros de Estudo no</p><p>Laboratório de Morfofuncional e Laboratórios Multidisciplinares (LMF)</p><p>e Aprendizagem Baseada em Equipes (NCS-TBL).</p><p>53</p><p>Os conceitos de necessidades de saúde – olhar ampliado para as</p><p>dimensões do processo saúde-doença e terapêutica e escolha da</p><p>melhor alternativa de cuidado, – norteiam o trabalho de estudantes e</p><p>docentes:</p><p>1. Processos biológicos normais e alterados;</p><p>2. Processos sociais, culturais, ecológicos/ambientais, éticos e</p><p>legais vinculados à saúde-doença;</p><p>3. Processos comportamentais/psicológicos normais e alterados;</p><p>4. Processos de cuidado no contexto do SUS;</p><p>5. Processos educacionais por meio da aprendizagem baseada em</p><p>problemas.</p><p>Essa atividade curricular também focaliza o desenvolvimento de</p><p>capacidades da área de competência “Educação em Saúde”, considerando</p><p>as capacidades de aprender a aprender e de metacognição.</p><p>A Atividade Curricular da NCS conta com a utilização de situações-</p><p>problema (SPs) como disparadores da aprendizagem. As SPs são</p><p>elaboradas por docentes especialistas, com apoio dos autores do</p><p>projeto pedagógico do curso, e cumprem o papel de desencadear o</p><p>processo ensino-aprendizagem, permitindo a exploração de conteúdos</p><p>cognitivos relacionados aos processos e fenômenos abordados. As</p><p>SPs trazem situações do cotidiano da prática médica que, pela própria</p><p>natureza, favorecem o reconhecimento da utilidade dos saberes a</p><p>serem construídos para melhor entender e intervir na situação.</p><p>As SPs também apresentam diferentes pontos de vista em relação</p><p>a uma situação de saúde-doença. Essas diferenças favorecem o</p><p>desenvolvimento do pensamento complexo, que objetiva evitar</p><p>raciocínios lineares e simplificados da realidade e dos problemas</p><p>nela inseridos. Essa ampliação visa oportunizar uma prática médica</p><p>contextualizada e coerente com os desafios do mundo contemporâneo,</p><p>especialmente no cuidado à saúde das pessoas e populações.</p><p>54</p><p>A Aprendizagem Baseada em Problemas é realizada em pequenos</p><p>grupos. Para o processamento de uma Situação Problema, os estudantes</p><p>recebem textos elaborados pelos professores com a apresentação</p><p>de uma situação e são estimulados a: (i) identificar problemas; (ii)</p><p>formular hipóteses ou pressupostos que explicam os problemas</p><p>identificados; (iii) relacionar as discussões dos problemas e hipóteses</p><p>e com situações semelhantes encontradas na realidade; (iv) elaborar</p><p>questões de aprendizagem para melhor explicar a situação; (v) buscar</p><p>novas informações cientificamente fundamentadas; (vi) construir</p><p>esquemas de conhecimento da forma mais consistente e abrangente</p><p>possíveis; (vii) autoavaliar e avaliar os desempenhos dos participantes</p><p>do trabalho em pequeno grupo e do facilitador.</p><p>Na síntese provisória (i; ii; iii; iv; v), temos a exploração de uma</p><p>situação com identificação de conhecimentos prévios e das fronteiras</p><p>de aprendizagem expressas nas questões de aprendizagem. Na</p><p>nova síntese (vi; vii) acontece a socialização das buscas e novas</p><p>informações para a construção de novos saberes a partir das questões</p><p>de aprendizagem e da análise crítica das informações. As questões</p><p>de aprendizagem consideradas mais potentes são aquelas voltadas à</p><p>compreensão, análise, síntese ou avaliação. As avaliações formativas</p><p>são realizadas verbalmente durante e ao final de cada encontro do</p><p>pequeno grupo. Iniciar a avaliação de forma apreciativa, garantindo</p><p>primeiramente o reconhecimento de conquistas e oferecendo</p><p>oportunidades de melhoria, de construção de novos significados e de</p><p>renegociação do pacto de convivência, sempre que for necessário. Para</p><p>tanto, são focalizadas a autoavaliação, a avaliação de desempenho dos</p><p>pares (grupo) e do facilitador.</p><p>APRENDIZAGEM BASEADA EM PROBLEMAS</p><p>55</p><p>ORGANIZAÇÃO DA NCS</p><p>Essa atividade curricular contempla um conjunto de ações</p><p>educacionais presenciais, organizadas em encontros de comunidades</p><p>de aprendizagem, compostas por até quinze estudantes apoiados por</p><p>um docente no papel de facilitador. O desenvolvimento das ações</p><p>educacionais ocorre em dois momentos, em pequeno grupo, com 2</p><p>h/ aula de trabalho para Abertura do problema (Síntese Provisória), e</p><p>2 h/aula de trabalho para Fechamento do problema ou Nova Síntese.</p><p>Para cada uma dessas partes teremos um Professor/facilitador; um</p><p>estudante Coordenador, que terá o papel de facilitar/coordenar o</p><p>grupo; e um estudante relator que sintetizará as discussões do grupo.</p><p>Todos do grupo deverão passar pelo menos uma vez pelos papéis de</p><p>Coordenador ou de relator das atividades.</p><p>A composição dos grupos de trabalho de NCS é reorganizada</p><p>semestralmente de modo a favorecer o desenvolvimento de capacidades</p><p>para o trabalho em pequeno grupo, garantindo a maior diversidade</p><p>possível com representatividade de algumas características da turma</p><p>de estudantes. Todas as atividades são conduzidas por professores</p><p>facilitadores, com a exceção da atividade Aprendizagem Baseada em</p><p>Equipes, que poderá ser também conduzida por docentes especialistas</p><p>e docentes facilitadores. Após o processamento de uma determinada</p><p>SP em 2 sessões de pequenos grupos, é programada uma atividade</p><p>cujo objetivo maior é o de “aprofundamento da aprendizagem”.</p><p>Para tanto a estratégia educacional utilizada é a da “Aprendizagem</p><p>Baseada em Equipes” (TBL – Team Based Learning).</p><p>O TBL é desencadeado a partir da leitura prévia de textos selecionados</p><p>e/ou uma situação/contexto que funciona como disparador de</p><p>aprendizagem – é o momento de compartilhamento. Cada estudante</p><p>analisa individualmente a situação ou os materiais indicados para um</p><p>estudo prévio. Após esse estudo ou leitura, os estudantes respondem</p><p>a um conjunto de testes de múltipla escolha que abordam a tomada de</p><p>decisão frente à situação/contexto em questão. Após compartilharem</p><p>suas escolhas individuais, cada equipe discute as alternativas e busca</p><p>um consenso ou pacto para a discussão dos resultados por equipe. As</p><p>alternativas definidas pelas equipes são debatidas pelo facilitador ou</p><p>56</p><p>AVALIAÇÃO</p><p>A avaliação acontece no meio e no final do semestre, sendo composta</p><p>por avaliação formativa e de portfólio (AF1 e AF2); e duas avaliações de</p><p>desempenho (D1 e D2), com questões de múltipla escolha e discursivas.</p><p>por um ou mais especialistas. Após os esclarecimentos e diálogo com as</p><p>respostas e dúvidas das equipes, os especialistas apresentam desafios</p><p>de aplicação dos conhecimentos em novas situações simuladas.</p><p>Na Aprendizagem Orientada por Roteiros de Estudo no Laboratório</p><p>Morfofuncional (LMF), os estudantes recebem previamente um guia</p><p>organizado em tópicos de aprendizagem para o seu estudo, com o</p><p>apoio presencial de dois a três docentes que atuam como consultores</p><p>para esclarecimentos de dúvidas. As três atividades educacionais da</p><p>UC NCS são organizadas por meio das Unidades Temáticas de Ensino e</p><p>seus objetivos.</p><p>57</p><p>AUTO, B. D. S.; VASCONCELOS, M. V. L; PEIXOTO, A. L. V. A. Clinical skills</p><p>assessment and feedback in pediatric residency. Revista Brasileira de</p><p>Educação Médica, v. 45, n. 2, 2021. Disponível em: https://www.scielo.</p><p>br/j/rbem/a/tGrRmMV57FsbLS6tcW9Sjxj/?lang=en. Acesso em: 14</p><p>mar. 2022.</p><p>BRASIL. Ministério da Educação. Conselho Nacional de Educação. Câmara</p><p>de Educação Superior. Resolução CNE/CES nº4 de 7 de novembro de</p><p>2001. Institui diretrizes curriculares nacionais do curso de graduação</p><p>em Medicina. Diário Oficial da União. Brasília, 9 nov. 2001; Seção 1, p.</p><p>38.</p><p>DOMINGUES, R. C. L.; AMARAL, E.; BICUDO-ZEFERINO, A. Global rating:</p><p>a method for assessing clinical competence. Revista Brasileira de</p><p>Educação Médica, v. 33, n. 1, 2009, p. 148-151. Disponível em: http://old.</p><p>scielo.br/scielo.php?pid=S0100-55022009000100019&script=sci_</p><p>abstract. Acesso em: 14 mar. 2022.</p><p>GRAY, J. D. Global rating scales in residency education. Academic</p><p>Medicine, v. 71, n. 1, 1996, p. S55-63. Disponível em: https://journals.</p><p>lww.com/academicmedicine/Abstract/1996/01000/Global_rating_</p><p>scales_in_residency_education.43.aspx. Acesso em: 14 mar 2022.</p><p>HEJRI, S.M.; JALILI, M.; MASOOMI, R.; SHIRAZI, M.; NEDJAT, S.; NORCINI,</p><p>J. The utility of Mini-Clinical Evaluation Exercise in undergraduate and</p><p>postgraduate medical education: a BEME review. Medical Teacher, n.</p><p>59, 2020, p. 125-142. Disponível em: https://www.tandfonline.com/</p><p>doi/abs/10.1080/0142159X.2019.1652732?journalCode=imte20.</p><p>Acesso em: 14 mar. 2022.</p><p>LITTLEFIELD, J.; PAUKERT, J.; SCHOOLFIELD, J. Quality assurance data</p><p>for residents’ global performance ratings. Academic Medicine, v. 76,</p><p>n. 10, 2001, p. S102-S104.4. Disponível em: https://journals.lww.</p><p>com/aca-demicmedicine/_layouts/15/oaks.journals/downloadpdf.</p><p>aspx?an=00001888-200110001-00034. Acesso em: 14 mar 2022.</p><p>Referências</p><p>https://www.scielo.br/j/rbem/a/tGrRmMV57FsbLS6tcW9Sjxj/?lang=en</p><p>https://www.scielo.br/j/rbem/a/tGrRmMV57FsbLS6tcW9Sjxj/?lang=en</p><p>http://old.scielo.br/scielo.php?pid=S0100-55022009000100019&script=sci_abstract</p><p>http://old.scielo.br/scielo.php?pid=S0100-55022009000100019&script=sci_abstract</p><p>http://old.scielo.br/scielo.php?pid=S0100-55022009000100019&script=sci_abstract</p><p>https://journals.lww.com/academicmedicine/Abstract/1996/01000/Global_rating_scales_in_residency_educ</p><p>https://journals.lww.com/academicmedicine/Abstract/1996/01000/Global_rating_scales_in_residency_educ</p><p>https://journals.lww.com/academicmedicine/Abstract/1996/01000/Global_rating_scales_in_residency_educ</p><p>https://www.tandfonline.com/doi/abs/10.1080/0142159X.2019.1652732?journalCode=imte20</p><p>https://www.tandfonline.com/doi/abs/10.1080/0142159X.2019.1652732?journalCode=imte20</p><p>https://journals.lww.com/aca-demicmedicine/_layouts/15/oaks.journals/downloadpdf.aspx?an=00001888-2</p><p>https://journals.lww.com/aca-demicmedicine/_layouts/15/oaks.journals/downloadpdf.aspx?an=00001888-2</p><p>https://journals.lww.com/aca-demicmedicine/_layouts/15/oaks.journals/downloadpdf.aspx?an=00001888-2</p><p>58</p><p>OMS – ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE. Saúde para Todos, 1997.</p><p>OMS – ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE. Declaração de Alma Ata,</p><p>1978.</p><p>OMS – ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE. Declaração de Edimburgo,</p><p>1988.</p><p>OMS – ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE. Educação Médica nas</p><p>Américas, 1990.</p><p>REFERÊNCIAS RECOMENDADAS:</p><p>CUSHING, A. Assessment of non-cognitive factors. In: International</p><p>handbook of research</p><p>in medical education. Dordrecht : Springer,</p><p>2002, p. 711-755.</p><p>GRONLUND, N.E.; WAUGH,C.K. Achievement assessment and</p><p>instruction. Assessment of student achievement. USA: ERIC, 2006, p.</p><p>01-13.</p><p>HARDEN, R.M.; STEVENSON, M.; DOWNIE, W.W.; WILSON, G.M.</p><p>Assessment of clinical competence using objective structured</p><p>examination. vol 1. USA: Br Med J,1975, p.: 447-51.</p><p>HEITZMAN, N.; SEIDEL, T.; OPITZ, A.; HETMANEK, A.; WECKER, C.;</p><p>FISCHER, M.; UFER, S.; SCHMIDMAIER, R.; NEUHAUS, B.; SIEBECK, M.;</p><p>STÜRMER, K;. Facilitating diagnostic competences in simulations:</p><p>a conceptual framework and a research agenda for medical and</p><p>teacher education. Frontline Learning Research, vol. 7, n.</p><p>4, 2019. Disponível em: https://www.researchgate.net/</p><p>publication/336770954_Facilitating_diagnostic_competences_in_</p><p>simulations_A_conceptual_framework_and_a_research_agenda_for_</p><p>medical_and_teacher_education. Acesso em 14 de março de 2022.</p><p>https://www.researchgate.net/publication/336770954_Facilitating_diagnostic_competences_in_simulations_A_conceptual_framework_and_a_research_agenda_for_medical_and_teacher_education</p><p>https://www.researchgate.net/publication/336770954_Facilitating_diagnostic_competences_in_simulations_A_conceptual_framework_and_a_research_agenda_for_medical_and_teacher_education</p><p>https://www.researchgate.net/publication/336770954_Facilitating_diagnostic_competences_in_simulations_A_conceptual_framework_and_a_research_agenda_for_medical_and_teacher_education</p><p>https://www.researchgate.net/publication/336770954_Facilitating_diagnostic_competences_in_simulations_A_conceptual_framework_and_a_research_agenda_for_medical_and_teacher_education</p><p>59</p><p>LUCKESI, C. C. Avaliação da aprendizagem escolar. 17 ed. São Paulo:</p><p>Cortez, 2005.</p><p>ROYAL, K. D.; GUSKEY, T. R. On the appropriateness of norm – and</p><p>criterion-referenced assessments  in medical education.</p><p>Ear, Nose & Throat Journal, ed. 94, n. 7, p. 252–254. doi:</p><p>10.1177/014556131509400701. Disponível em: https://journals.</p><p>sagepub.com/doi/full/10.1177/014556131509400701. Acesso em</p><p>14 de março de 2022.</p><p>SCHUWIRTH, L.; DURNING, S.; KING, S. Assessment of clinical reasoning:</p><p>three evolutions of thought. Diagnosis, vol. 7, n.3, 2020, p. 191-</p><p>196. https://doi.org/10.1515/dx-2019-0096. Disponível em: <https://</p><p>pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/32182208/. Acesso em 14 de março de</p><p>2022.</p><p>TORRE, D.M.; SCHUWIRTH, L.W.; VAN DER VLEUTEN, C.P. Theoretical</p><p>considerations on programmatic assessment. Medical Teacher.</p><p>vol. 42, n. 2, 2020. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.</p><p>gov/31622126/. Acesso em 14 de março de 2022.</p><p>TRONCON, L.E.A. Clinical skills assessment: limitations to the</p><p>introduction of an “OSCE” (Objective Structured Clinical Examination) in</p><p>a traditional Brazilian medical school. Med J. 2004, p.12-17. Disponível</p><p>em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-</p><p>31802004000100004&lng=em. Acesso em 14 de março de 2022.</p><p>VAN DER VLEUTEN, C.P.M.; SCHUWIRTH, L.W.T.; DRIESSEN, E.W.;</p><p>DIJKSTRA, J.; TIGELAAR, D.; BAARTMAN, L. K. J.; VAN TARTWIJK, J. A</p><p>model for programmatic assessment fit for pourpose. Med Teacher,</p><p>n. 34, 2012, p. 205-214. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.</p><p>gov/22364452/. Acesso em 14 de março de 2022.</p><p>https://journals.sagepub.com/doi/full/10.1177/014556131509400701</p><p>https://journals.sagepub.com/doi/full/10.1177/014556131509400701</p><p>https://doi.org/10.1515/dx-2019-0096</p><p>https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/32182208/</p><p>https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/32182208/</p><p>https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/31622126/</p><p>https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/31622126/</p><p>http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516- 31802004000100004&lng=em</p><p>http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516- 31802004000100004&lng=em</p><p>https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/22364452/</p><p>https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/22364452/</p><p>60</p><p>VAN MELLE, E.; FRANK, J. R.; HOLMBOE, E. S.; DAGNONE, M.D.; DAMON,</p><p>M.D.; STOCKLEY, D.; SHERBINO, J.  A core components framework for</p><p>evaluating implementation of competency-based medical education</p><p>programs. Academic Medicin, vol. 94, n.7, 2019, p. 1002-1009 doi:</p><p>10.1097/ACM.0000000000002743. Disponível em: https://pubmed.</p><p>ncbi.nlm.nih.gov/30973365/. Acesso em 14 de março de 2022.</p><p>YUDKOWSKY, R.; PARK, Y.S.; DOWNING, S.M.. Assessment in health</p><p>professions education. Londres: Routledge; 2019</p><p>https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/30973365/</p><p>https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/30973365/</p><p>ANEXOS</p><p>62</p><p>Estudante: __________________________________________________ Etapa: ____________</p><p>Grupo:_______ Docente/facilitador(a):__________________________________________</p><p>Data:___/___/_____</p><p>1) Como têm sido a construção de saberes do(a) estudante nas atividades de oficina (busca e</p><p>análise de informações, compartilhamento de saberes, construção de novos significados)?</p><p>Justifique.</p><p>2) Como tem sido a construção do e-portfólio na atividade curricular? (O portfólio demonstra</p><p>o percurso de aprendizagem do estudante e suas reflexões? O que aprendeu? O que não</p><p>aprendeu ou tem dúvidas? E planos formulou para aprender o que não aprendeu? Qual sua</p><p>autoavaliação? Avaliação de seu grupo? Avaliação do facilitador (a)? de suas atividades?</p><p>Justifique.</p><p>Avaliação do Processo de Aprendizagem (APA) – PMSUS</p><p>Abaixo você encontrará os modelos de APA para as unidades curriculares</p><p>de Práticas Médicas no SUS (PMSUS), Habilidades Médicas e Estações</p><p>Clínicas (HM/EC) e Necessidades e Cuidados em Saúde (NCS).</p><p>Anexo 1 – Modelos da Avaliação</p><p>Processual de Aprendizagem (APA)</p><p>63</p><p>Satisfatório Precisa melhorar - 1ªAF ( ) 2ªAF ( )</p><p>Satisfatório Insatisfatório s/frequência ou em final de ciclo</p><p>3) Como tem sido o cumprimento dos pactos de trabalho? (remeta-se ao pacto realizado</p><p>pelo grupo para responder este item). Justifique.</p><p>4) Registro do plano de melhoria - recomendações e/ou sugestões individualizadas ao(à)</p><p>estudante (indique ações, movimentos que o estudante pode realizar individualmente ou</p><p>com auxílio do grupo e/ou facilitador para enfrentar suas dificuldades/lacunas).</p><p>5) Conceito</p><p>64</p><p>6) Comentários do(a) estudante:</p><p>7) Comentários do(s) colega(s):</p><p>Assinatura do(a) docente(a)/facilitador(a) __________________________________________</p><p>Assinatura do(a) estudante _______________________________________________________</p><p>65</p><p>Estudante: __________________________________________________ Etapa: ____________</p><p>Grupo:_______ Docente/facilitador(a):__________________________________________</p><p>Data:___/___/_____</p><p>1) Como têm sido a construção de capacidades do(a) estudante nas atividades de Oficinas</p><p>Técnicas e de simulação da prática médica? Justifique.</p><p>2) Como têm sido a construção de capacidades do(a) estudante relacionadas ao processo</p><p>de aprender nas atividades de reflexão e teorização sobre as simulações da prática médica?</p><p>Justifique.</p><p>Avaliação do Processo de Aprendizagem (APA) – Habilidades Médicas e Estações Clínicas</p><p>(HM/EC)</p><p>66</p><p>3) Como tem sido a construção do e-portfólio na atividade curricular (o portfólio demonstra</p><p>o percurso de aprendizagem do estudante e suas reflexões)? O que aprendeu? O que não</p><p>aprendeu ou tem dúvidas? Que planos formulou para aprender o que não aprendeu? Qual</p><p>sua autoavaliação? Avaliação de seu grupo? Avaliação do facilitador (a)? de suas atividades?</p><p>Justifique.</p><p>4) Como tem sido o cumprimento dos pactos de trabalho (remeta-se ao pacto realizado</p><p>pelo grupo para responder este item)? Justifique.</p><p>5) Registro do plano de melhoria - recomendações e/ou sugestões individualizadas para</p><p>cada estudante (indique ações, movimentos que o estudante pode realizar individualmente</p><p>ou com auxílio do grupo e/ou facilitador para enfrentar suas dificuldades/lacunas).</p><p>67</p><p>7) Comentários do(a) estudante:</p><p>8) Comentários do(s) colega(s):</p><p>Assinatura do(a) docente(a)/facilitador(a) __________________________________________</p><p>Assinatura do(a) estudante _______________________________________________________</p><p>Satisfatório Precisa melhorar - 1ªAF ( ) 2ªAF ( )</p><p>Satisfatório Insatisfatório s/frequência ou em final de ciclo</p><p>6) Conceito</p><p>68</p><p>Estudante: __________________________________________________ Etapa: ____________</p><p>Grupo:_______ Docente/facilitador(a):__________________________________________</p><p>Data:___/___/_____</p><p>1) Como têm sido a construção de capacidades do(a) estudante nas atividades da Síntese</p><p>Provisória? (na identificação, na explicação de problemas ou hipóteses explicativas por</p><p>meio de compartilhamento do seu conhecimento prévio e sua participação na elaboração</p><p>de questões de aprendizagem)? Justifique.</p><p>2) Como têm sido a construção de capacidades do(a) estudante nas atividades da Nova</p><p>Síntese (como realizou a busca; como analisou as informações; como tem compartilhado</p><p>seus aprendizados, e como tem sido a construção de novos significados)? Justifique.</p><p>Avaliação do Processo de Aprendizagem (APA) - Necessidades e Cuidados em Saúde</p><p>(NCS)</p><p>69</p><p>3) Como tem sido a construção do e-portfólio na atividade curricular (O portfólio demonstra</p><p>o percurso de aprendizagem do estudante e suas reflexões? O que aprendeu? O que não</p><p>aprendeu ou tem dúvidas? E planos formulou para aprender o que não aprendeu? Qual sua</p><p>autoavaliação? Avaliação de seu grupo? Avaliação do facilitador (a)? de suas atividades/)?</p><p>Justifique.</p><p>4) Como tem sido o cumprimento dos pactos de trabalho? (Remeta se ao Pacto realizado</p><p>pelo grupo para responder este item.) Justifique.</p><p>5) Registro do plano de melhoria - recomendações e/ou sugestões individualizadas para</p><p>cada estudante (indique ações, movimentos que o estudante pode realizar individualmente</p><p>ou com auxílio do grupo e/ou facilitador para enfrentar suas dificuldades/lacunas).</p><p>70</p><p>6) Conceito</p><p>Satisfatório - 1ªAF ( ) 2ªAF ( ) Precisa melhorar - 1ªAF ( ) 2ªAF ( )</p><p>Insatisfatório – Por frequência (falta > 75%) ou final de ciclo</p><p>7) Comentários do(a) estudante:</p><p>8) Comentários do(s) colega(s):</p><p>Assinatura do(a) docente(a)/facilitador(a) __________________________________________</p><p>Assinatura do(a) estudante _______________________________________________________</p><p>71</p><p>Anexo 2 – Portfólio Reflexivo</p><p>APRESENTAÇÃO</p><p>A produção do portfólio é uma atividade formal do curso e componente</p><p>de avaliação presencial e à distância de acompanhamento do processo</p><p>de ensino e aprendizagem. Desta forma, faz parte da avaliação</p><p>formativa e propicia o estabelecimento de planos de melhoria quando</p><p>são identificadas áreas que requerem atenção ou desafios de superação</p><p>ou aprofundamento.</p><p>MARCO LEGAL</p><p>Em alinhamento com os princípios das Diretrizes Curriculares 2014,</p><p>todas as atividades educacionais do Curso de Medicina são elaboradas</p><p>com a finalidade de contemplar o perfil de competência do profissional</p><p>médico ao final do curso nas suas três grandes áreas de competência:</p><p>educação, gestão e atenção à saúde. As atividades do curso são apoiadas</p><p>em metodologias ativa de ensino que consideram o aprendizado</p><p>como um processo ativo, onde o conhecimento não é transmitido</p><p>e apreendido de forma passiva, e sim construído pelos estudantes,</p><p>considerando a subjetividade de cada um. Neste sentido o Portfólio é</p><p>um instrumento de acompanhamento do ensino e aprendizado, onde</p><p>podemos observar ganhos e lacunas que devem assegurar planos de</p><p>melhoria durante todo o curso, incentivando estudantes e professores</p><p>a aprender a aprender.</p><p>72</p><p>APRESENTAÇÃO</p><p>A atividade de portfólio se constitui como um espaço de diálogo</p><p>entre facilitador e estudantes para reflexão sobre aprendizagens</p><p>e realizações, com base nas atividades vivenciadas e disparadas a</p><p>partir dos temas abordados em determinados momentos do curso.</p><p>As produções e realizações representam a trajetória individual de</p><p>aprendizagem de cada participante relacionada ao objeto e objetivos</p><p>do curso.</p><p>O principal propósito do portfólio utilizar a reflexão individual para</p><p>potencializar o aprendizado, por meio da integração de saberes</p><p>aprendidos em todas as atividades curriculares. A complexa atividade</p><p>médica ganhara um olhar de integralidade. O estudante deve ser</p><p>provocado a integrar as suas ações, vivências e conhecimento. A se</p><p>perguntar? - O que eu estou aprendendo no NCS me ajudará em que</p><p>nas ações em UBS e nas simulações; Como eu estou me relacionando</p><p>com meu grupo? Com meu facilitador? Com a minha dupla? Com as</p><p>equipes da UBS? Em que isso facilita ou não meu aprendizado? Como</p><p>posso fazer para vencer minhas dificuldades pessoas e lacunas? A</p><p>compreender os determinantes sociais da saúde e o processo saúde</p><p>doença.</p><p>73</p><p>O QUE COLOCAR NO PORTFÓLIO?</p><p>1. Memorial ou Narrativa de vida: no início do 1º semestre</p><p>os estudantes deverão escrever em uma lauda, sobre sua</p><p>vida e fatos que o levaram a estar agora neste curso de</p><p>medicina.</p><p>2. Linha de base: a cada semestre este item tem que trazer</p><p>as suas expectativas por Unidades Curriculares. Estas</p><p>expectativas serão revisitadas no final do semestre e</p><p>avaliadas se foram ou não alcançadas e os porquês.</p><p>3. Reflexões sobre as atividades educacionais: o portfólio</p><p>deve organizar as reflexões do estudante sobre cada</p><p>unidade curricular (UC), mas as integrando em torno</p><p>das seguintes questões: Quais são as expectativas de</p><p>aprendizagem acerca de cada unidade curricular? O que</p><p>uma UC auxilia ou não no desempenho da outra? O que o</p><p>estudante já sabe? O que está aprendendo? Quais fontes</p><p>têm consultado para responder suas lacunas? O que não</p><p>está aprendendo? O que tem dúvidas? O que está fazendo</p><p>com o que não está aprendendo ou tem dificuldades, está</p><p>construindo planos de melhoria? Importante registrar</p><p>reflexões e sentimento sobre cada grupo ou espaço de</p><p>aprendizagem que esteja participando inclusive Ligas e</p><p>outros.</p><p>4. Avaliações: avaliações pessoais das atividades</p><p>desenvolvidas, avaliação sobre o seu desempenho</p><p>(autoavaliação), do seu grupo, dupla e sobre seu facilitador,</p><p>e de toda comunidade escolar, caso queira.</p><p>5. Atenção: não se corrige portfólio. Os facilitadores deverão</p><p>apoiar a construção.</p><p>Itens necessários:</p><p>74</p><p>ONDE ELABORÁ-LO</p><p>Nossa proposta é que o portfólio seja registrado no Google sites. Até que</p><p>todos os acessos estejam disponíveis, o professor deverá solicitar que</p><p>todos enviem o portfólio para ele, antes do dia do compartilhamento.</p><p>COMO O PORTFÓLIO SERÁ AVALIADO?</p><p>No dia do compartilhamento, o estudante deverá ter em mãos/digital</p><p>o seu portfólio.</p><p>O compartilhamento poderá ser coletivo – em duplas (é aconselhado</p><p>que o primeiro seja coletivo) e serão individuais em casos de exceção.</p><p>No primeiro encontro dedicado ao portfólio, a atividade poderá ser</p><p>realizada coletivamente, na sala de aula, com os estudantes divididos</p><p>em pares: Pede-se aos estudantes que inicialmente em duplas</p><p>compartilhem seus portfólios, um identifica no portfólio do outro as</p><p>experiências (facilidades e dificuldades; o que achou interessante</p><p>no portfólio do outro) e vivências (reflexões, avaliações pessoais das</p><p>atividades) em trabalhar com Portfólio (30 min).</p><p>Algumas perguntas orientadoras podem ajudar no acompanhamento</p><p>dos portfólios e na identificação de evidências:</p><p>O que você mais valoriza no seu portfólio?</p><p>Como você organiza os documentos trabalhados no curso e que</p><p>considera relevantes?</p><p>Como você utiliza os produtos das buscas (literatura) para</p><p>fundamentar o pensamento crítico-reflexivo?</p><p>Como você dialoga com seus saberes com a literatura, qualificando</p><p>as reflexões pessoais e oriundas do trabalho em grupos?</p><p>Como você registra as reflexões sobre a trajetória no curso, com</p><p>seu grupo, dupla, facilitador, as conquistas e aprendizagens</p><p>realizadas?</p><p>75</p><p>O facilitador deverá estar atento para a presença dos itens necessários.</p><p>O Formato é pessoal, singular e subjetivo: pode ser um site, pode ser</p><p>descritivo, pode ser mapa mental ou conceitual, pode ser descritivo</p><p>etc.</p><p>On-line: pede-se que os estudantes</p><p>compartilhem os seus portfólios</p><p>por 20 min, em duplas (pode até ser anterior a sessão de portfólio), e</p><p>que respondam as perguntas orientadoras sobre o Portfólio do colega.</p><p>Após esse momento de conversa em duplas, cerca de 20 min on-</p><p>line, cada dupla apresentará a lógica de construção do portfólio do</p><p>outro, destacando que tipo de aprendizado essa troca propiciou.</p><p>O facilitador deve solicitar que cada participante compartilhe</p><p>o que sabe e que experiências anteriores teve na construção</p><p>de portfólio e o que identificaram de boas práticas (algo que</p><p>gostaram e podem até passar a fazer) e dificuldades, e que</p><p>plano de melhoria proporia ao colega com quem compartilhou a</p><p>atividade (30-40 min).</p><p>Nos encontros individuais de portfólio com o facilitador, ele</p><p>deverá deixar o estudante apresentar o portfólio e/ou pedir</p><p>esclarecimentos de partes do portfólio e propor um plano de</p><p>melhoria, não só do portfólio, mas de lacunas identificadas no</p><p>aprendizado do estudante.</p><p>Uma dica para os que tem dificuldades de escrever suas reflexões no</p><p>portfólio é solicitar que durante o portfólio individual gravem o que</p><p>falarão com o professor e depois escutem e escrevam.</p><p>O portfólio não deverá ser uma complicação. Será o diário de bordo</p><p>dos estudantes, que os auxiliam em sua autoavaliação e avaliação</p><p>formativa.</p><p>76</p><p>No meio do semestre: satisfatório ou precisa melhorar, com</p><p>feedback individual, ou em dupla ou grupo, conforme avaliação</p><p>do facilitador.</p><p>Ao final do semestre, será atribuído o conceito satisfatório ou</p><p>precisa melhorar, com feedback individual alinhado com os</p><p>pontos sinalizados na avaliação anterior. É importante destacar</p><p>que, como o portfólio é um instrumento que reflete a trajetória</p><p>do estudante no curso, seu conceito deve estar alinhado com</p><p>as demais avaliações realizadas e com a autoavaliação do</p><p>estudante.</p><p>O conceito Insatisfatório é atribuído nos momentos de virada de</p><p>ciclo aos estudantes que não alcançaram o conceito Satisfatório.</p><p>AVALIAÇÃO DO FACILITADOR</p><p>O facilitador deverá considerar os itens necessários e utilizar dois</p><p>conceitos:</p><p>77</p><p>Mini-CEX PRECISA</p><p>MELHORAR SATISFATÓRIO SATISFATÓRIO EM</p><p>EXCELÊNCIA</p><p>NÃO OBSERVADO</p><p>NÃO APLICÁVEL</p><p>Anamnese</p><p>Usa efetivamente questões</p><p>apropriadas para obter informações</p><p>adequadas e acuradas. Obtém</p><p>informações fluentemente.</p><p>Consulta bem estruturada.</p><p>Explora ideias, preocupações e</p><p>expectativas do paciente.</p><p>Habilidades de comunicação</p><p>Estabelece vínculo.</p><p>Responde apropriadamente a</p><p>informações verbais e não verbais.</p><p>Escuta e explora a perspectiva do</p><p>paciente.</p><p>Comunicação clara e efetiva (olha,</p><p>escuta, interage).</p><p>Exame clínico</p><p>Realiza o exame físico de forma</p><p>eficiente e em uma sequência</p><p>lógica. Identifica os sinais clínicos</p><p>corretamente.</p><p>Utiliza instrumentos diagnósticos</p><p>de forma adequada.</p><p>Demonstra sensibilidade às</p><p>necessidades do paciente.</p><p>Lava as mãos e utiliza medidas de</p><p>precauções Básicas.</p><p>Raciocínio Clínico</p><p>Procura informação relevante e</p><p>específica para construção do</p><p>diagnóstico diferencial.</p><p>Gera hipóteses diagnósticas</p><p>apropriadas ou identifica o</p><p>problema. Procura por sinais</p><p>físicos específicos que auxiliam na</p><p>confirmação ou não da hipótese</p><p>diagnóstica aventada.</p><p>Explica as razões do pedido de</p><p>exames e dos tratamentos e</p><p>considera o risco e benefício das</p><p>ações diagnósticas.</p><p>Profissionalismo e qualidades</p><p>humanísticas</p><p>Demonstra respeito e empatia.</p><p>Estabelece uma relação de</p><p>confiança, buscando atender as</p><p>necessidades do paciente (conforto,</p><p>confidencialidade etc.)</p><p>Anexo 3 – Modelo de Mini-CEX</p><p>78</p><p>Mini-CEX PRECISA</p><p>MELHORAR SATISFATÓRIO SATISFATÓRIO EM</p><p>EXCELÊNCIA</p><p>NÃO OBSERVADO</p><p>NÃO APLICÁVEL</p><p>Orientações e Plano terapêutico</p><p>(Habilidades de aconselhar</p><p>paciente)</p><p>Obtém consentimento do paciente,</p><p>quando necessário, para realizar</p><p>exames ou procedimentos.</p><p>Educa o paciente e orienta sobre</p><p>medidas preventivas, promoção à</p><p>saúde e plano terapêutico sempre</p><p>que indicado.</p><p>Explica sobre a história natural</p><p>da doença e prognóstico quando</p><p>indicado.</p><p>Interpreta os resultados da</p><p>investigação clínica e produz uma</p><p>síntese coerente com a história e</p><p>exame físico.</p><p>Demonstra uma abordagem</p><p>bem organizada para obter e</p><p>oferecer informações</p><p>Utiliza bem o tempo.</p><p>Organização e priorização das ações</p><p>durante o atendimento.</p><p>Demonstra eficiência durante o</p><p>Atendimento.</p><p>Avaliação Geral da Competência</p><p>Clínica</p><p>Considere o atendimento</p><p>observado como um todo e faça sua</p><p>avaliação. Aqui, o que desejamos</p><p>é o conceito global sobre o</p><p>desempenho do estudante.</p><p>Conceito Satisfatório: 70% das dimensões avaliadas (exemplo: das 7 dimensões avaliadas o</p><p>estudante obteve conceito Satisfatório em 5).</p><p>Satisfatório com Excelência: o estudante obterá o conceito Satisfatório com Excelência (SE)</p><p>quando acertar 90% ou mais das dimensões avaliadas.</p><p>79</p><p>AVALIAÇÃO EM AMBIENTES CONTROLADOS E</p><p>NÃO CONTROLADOS DE APRENDIZAGEM</p><p>Define-se ambiente controlado de avaliação aquele cenário em que as</p><p>variáveis estão potencialmente sob controle dos atores do processo</p><p>avaliativo, previamente planejado e validado, minimizando as possíveis</p><p>interferências não planejadas ou intercorrências que interfiram</p><p>principalmente na validade e confiabilidade do método. As avaliações</p><p>que ocorrem neste cenário, tanto formativas quanto somativas, são</p><p>“estandardizadas”, com instrumentos propícios para se aferir ou gerar</p><p>dados confiáveis sobre o desenvolvimento cognitivo, de habilidades</p><p>ou atitudes dos estudantes, do curso e dos educadores. Como exemplo</p><p>podemos citar os testes de múltipla escolha ou questões dissertativas,</p><p>o teste de progresso, as avaliações formativas critério- referenciadas,</p><p>diálogos de portfólio e o Objective Structured Clinical Examination</p><p>(OSCE).</p><p>Os ambientes não controlados são, por definição, relacionados</p><p>aos cenários de vivência da prática profissional real, portanto</p><p>sujeitos a interferências de baixo potencial de controle de quem</p><p>planeja a avaliação, que são compostas por variáveis extremamente</p><p>diversas do meio externo, sejam pessoas (que incluem pacientes e</p><p>acompanhantes), ambientes, equipes etc., próprios da vivência real do</p><p>mundo profissional. Tornam-se válidas e confiáveis por incorporarem</p><p>justamente este universo não protegido e não “estandardizado”. São</p><p>mais utilizadas para gerar dados sobre o desempenho ou performance</p><p>profissional no contexto de sua complexidade intrínseca ou extrínseca.</p><p>Como exemplos podemos citar o Mini Clinical Evaluation Exercise</p><p>(Mini-CEX), One Minute Preceptor (OMP), dentre outros.</p><p>Anexo 4 – Objective Structured</p><p>Clinical Examination (OSCE)</p><p>80</p><p>OSCE - OBJECTIVE STRUCTURED, CLINICAL</p><p>EXAMINATION (EXAME CLÍNICO OBJETIVO E</p><p>ESTRUTURADO POR ESTAÇÕES)</p><p>Antes de nos aprofundarmos especificamente no método de avaliação</p><p>do desenvolvimento de Habilidades (e por que não conhecimento</p><p>e atitudes?), mais aceito em educação em saúde, o Exame Clínico</p><p>Objetivo e Estruturado por Estações (OSCE – Objective Structured,</p><p>Clinical Examination), gostaríamos de citar alguns princípios básicos</p><p>a serem considerados em todo processo avaliativo, em especial nesta</p><p>modalidade:</p><p>Um único método de avaliação é falho; são necessários vários</p><p>métodos e vários focos (ou dados) avaliativos para se atribuir</p><p>competência, considerando o impacto dos resultados no</p><p>educando, educador e no próprio planejamento do curso,</p><p>adotando assim a perspectiva de Avaliação Programática;</p><p>Avaliações “estandardizadas” precisam ter o instrumento</p><p>validado;</p><p>A validade das avaliações reside principalmente nos avaliadores</p><p>e não só no instrumento;</p><p>A sustentabilidade da avaliação deve ser vista como um processo</p><p>contínuo relacionado ao número crescente de dados e formas de</p><p>avaliar, compondo um Sistema de Avaliação;</p><p>A avaliação dirige e é parte do processo de aprendizagem;</p><p>A avaliação dos avaliadores e o feedback são imprescindíveis;</p><p>Além da confiabilidade* e validade**, deve-se levar em conta o</p><p>impacto educacional, a aceitabilidade, o custo, a factibilidade, e</p><p>o todo levar à utilidade da avaliação.</p><p>* A validade de um</p><p>instrumento ou método de avaliação é a sua capacidade de avaliar, efetivamente, o</p><p>“que” deve realmente ser avaliado.</p><p>81</p><p>A elaboração de um OSCE requer uma grande mobilização e envolvimento</p><p>do grupo de avaliadores tanto para o planejamento quanto para a</p><p>operacionalização, aplicação (incluindo o preenchimento do checklist</p><p>por estação por estudante) e devolutiva. A literatura aponta que um</p><p>número em torno de 10 estações garante maior confiabilidade na</p><p>avaliação, porém a validade é extremamente dependente do avaliador.</p><p>Pode-se utilizar casos elaborados que necessitem de um maior tempo</p><p>de observação e desempenho do estudante (estações longas, com</p><p>aproximadamente 30 minutos para cada estudante) ou casos curtos,</p><p>focados nas habilidades objetivamente planejadas (estações curtas,</p><p>com aproximadamente 8 minutos para cada estudante), a depender</p><p>sempre “daquilo que se quer avaliar”, por exemplo, um ou mais</p><p>processos ou procedimentos. Todos estes itens trazem preocupações</p><p>na factibilidade deste tipo de avaliação.</p><p>Um dos pontos mais sensíveis de todo o processo é sem dúvidas</p><p>a validade, tendo em vista o prolongado tempo de aplicação e a</p><p>interferência pessoal do avaliador, da subjetividade mesmo com</p><p>o checklist, cansaço, disposição, fatores emocionais, empatia etc.</p><p>Vários autores têm destacado também o custo, a operacionalização e</p><p>a “artificialização” do comportamento dos estudantes determinados</p><p>pelo checklist, como fatores que dificultam a aplicação de um bom</p><p>OSCE.</p><p>O OSCE continua sendo o método mais utilizado para avaliar a</p><p>competência clínica em ambientes controlados, em especial os de</p><p>simulação clínica de diversos níveis de fidelidade e complexidade,</p><p>mas muitas adaptações têm causado interferências em sua utilidade.</p><p>Sugere-se a realização de OSCE periodicamente, ao longo do currículo</p><p>e do desenvolvimento de competências, durante a graduação, com</p><p>a intencionalidade de aumentar a geração de dados da Avaliação</p><p>Programática, para que possam ser utilizados na certificação da</p><p>competência dos educandos a profissionais. Apesar de ter esta grande</p><p>ênfase na graduação, é um método que tem sido cada vez mais utilizado</p><p>nos exames de residência médica.</p><p>(Texto elaborado a partir de capítulo de livro no prelo, escrito pelo Diretor</p><p>Regional da Inspirali Prof. João Bizario, na íntegra em Bizario e Meninn –</p><p>Editora Atheneu, BRANDÃO et al., 2022).</p><p>orientada para a integração entre ensino e</p><p>serviço no âmbito das Redes de Atenção à Saúde do SUS, ou seja, entre</p><p>o trabalho em saúde e a escola médica. As bases dessa integração são:</p><p>formação orientada por competências, abordagem construtivista da</p><p>educação, articulação teoria-prática e avaliação programática, critério</p><p>referenciada, formativa e somativa.</p><p>O perfil do médico a ser formado apresenta três áreas de competência:</p><p>Atenção à saúde; (II) Gestão em saúde; e (III) Educação em saúde. Esse</p><p>desenvolvimento é progressivamente construído ao longo de três</p><p>ciclos de dois anos cada, que promovem, aprofundam e mobilizam as</p><p>capacidades que fundamentam a formação profissional em diversos</p><p>cenários da prática profissional. O desenvolvimento de desempenhos</p><p>que conformam as áreas de competência ocorre simultaneamente, ao</p><p>longo dos ciclos, com progressão de domínio, acurácia e autonomia</p><p>dos estudantes na prática médica.</p><p>Na Atenção à Saúde, os princípios e competências gerais apontadas</p><p>como fundamentais a serem proporcionadas pelo egresso são:</p><p>1. O acesso universal e a equidade como direito à cidadania;</p><p>2. A integralidade e humanização do cuidado;</p><p>3. A qualidade na atenção à saúde;</p><p>4. A segurança na realização de processos e procedimentos;</p><p>5. A preservação da biodiversidade com sustentabilidade;</p><p>6. A ética profissional;</p><p>7. A comunicação;</p><p>8. A promoção da saúde;</p><p>9. O cuidado centrado na pessoa sob cuidado na família e na</p><p>comunidade;</p><p>10. A promoção da equidade no cuidado adequado e eficiente à</p><p>pessoa com deficiência.</p><p>9</p><p>A Gestão em Saúde visa à formação do médico capaz de compreender</p><p>os princípios, diretrizes e políticas do sistema de saúde e de participar</p><p>de ações de gerenciamento e administração para promover o bem-</p><p>estar da comunidade, por meio das seguintes dimensões gerais:</p><p>1. Gestão do Cuidado;</p><p>2. Valorização da Vida;</p><p>3. Tomada de Decisões;</p><p>4. Comunicação;</p><p>5. Liderança;</p><p>6. Trabalho em Equipe;</p><p>7. Construção participativa do sistema de saúde;</p><p>8. Participação social e articulada nos campos de ensino e</p><p>aprendizagem das redes de atenção à saúde.</p><p>Na Educação em Saúde, o graduando de medicina da Inspirali deverá</p><p>ser corresponsável pela própria formação inicial, continuada e em</p><p>serviço, e pela sua autonomia intelectual e responsabilidade social, ao</p><p>tempo em que se compromete com a formação das futuras gerações</p><p>de profissionais de saúde, e ao estímulo à mobilidade acadêmica e</p><p>profissional, tendo por objetivos:</p><p>1. Aprender a aprender;</p><p>2. Aprender com autonomia e com a percepção da necessidade da</p><p>educação continuada;</p><p>3. Aprender interprofissionalmente;</p><p>4. Aprender em situações e ambientes protegidos e controlados ou</p><p>em simulações da realidade;</p><p>5. Comprometer-se com seu processo de formação;</p><p>6. Participar de programas de Mobilidade Acadêmica e Formação</p><p>de Redes Estudantis;</p><p>7. Dominar língua estrangeira.</p><p>10</p><p>Na Inspirali, o perfil do médico é progressivamente construído ao longo</p><p>de três ciclos de dois anos cada, que promovem, aprofundam e mobilizam</p><p>as capacidades que fundamentam a formação profissional em diversos</p><p>cenários da prática profissional. Vale destacar que o curso não é mais</p><p>organizado por disciplinas, mas sim por Unidades Curriculares (UCs)</p><p>que são trabalhadas de maneira integrada e articulada. As unidades</p><p>curriculares são os componentes-chaves do curso, sendo vistas como</p><p>unidades mínimas e indivisíveis dos currículos, possibilitando um</p><p>pensamento mais complexo e sistêmico. As UCs abrangem todos os</p><p>conteúdos, habilidades e competências relacionados a diferentes</p><p>complexos temáticos, que anteriormente estavam dispersos em</p><p>disciplinas ao longo do curso. Dessa forma, a cada semestre, o estudante</p><p>tem a oportunidade de relacionar conteúdos, práticas reais, práticas</p><p>simuladas de cada unidade curricular num processo de aprendizagem</p><p>contextualizado, com grau de complexidade crescente e continuada,</p><p>que fomenta a construção do conhecimento de forma autônoma pelos</p><p>estudantes.</p><p>O currículo de Medicina da Inspirali é constituído de 12 Módulos</p><p>Educacionais Integradores: da Prática, da Simulação da Prática e da</p><p>Formação Geral. Cada Módulo tem a duração de 1 semestre/etapa. O</p><p>1º ao 4º módulo constituem o Ciclo I do currículo. O 5º ao 8º Módulo</p><p>constituem o Ciclo II e o 9º ao 12º configuram o Ciclo III.</p><p>Cada Módulo do Ciclo I possui duas Unidades Curriculares Relacionadas</p><p>a Práticas em Cenários de Simulação:</p><p>• Necessidades e Cuidados em Saúde – NCS, Habilidades Médicas</p><p>e Estações Clínicas – HM/EC, uma Unidade Relacionada à Prática</p><p>em Cenários Reais, Práticas Médicas no SUS (PMSUS) e uma</p><p>Unidade de Conhecimentos Gerais, Core Curriculum. A carga</p><p>horária total de um Módulo corresponde à carga horária total do</p><p>semestre/etapa.</p><p>11</p><p>Cada Módulo do Ciclo II possui duas Unidades Curriculares Relacionadas</p><p>a Práticas em Cenários de Simulação:</p><p>• Necessidades e Cuidados em Saúde – NCS, Habilidades Médicas</p><p>e Estações Clínicas – HM/EC), e uma Unidade Relacionada à</p><p>Prática em Cenários Reais, Práticas Médicas no SUS (PMSUS). A</p><p>carga horária total de um Módulo corresponde à carga horária</p><p>total do semestre/etapa.</p><p>O internato médico, desenvolvido no Ciclo III, é elemento fundamental</p><p>da formação profissional e ocorre em um período de dois anos letivos</p><p>no final do Curso, integrando e consolidando a formação médica. As</p><p>atividades do internato são realizadas em sistema de rodízio nos</p><p>cenários de práticas relacionadas às Redes de Atenção à Saúde do</p><p>município e região, em ambulatórios, Hospitais e Unidades Básicas de</p><p>Saúde.</p><p>O desenvolvimento nos ciclos é cumulativo (Quadro 1). A aquisição de</p><p>competências alia-se ao processo de incorporação de valores éticos e</p><p>humanísticos que se expressam em oportunidades de aprendizagem</p><p>em cenários de prática que vivenciam a ciência com o cotidiano das</p><p>pessoas, comunidades e serviços de saúde com os quais os estudantes</p><p>e o curso como um todo interagem.</p><p>12</p><p>Quadro 1 – Progressão do domínio e da autonomia no desenvolvimento de</p><p>competências dos estudantes, segundo critérios de excelência.</p><p>ÁREAS DE</p><p>COMPETÊNCIA</p><p>CICLO I CICLO IICICLO II CICLO III</p><p>1º e 2°</p><p>Módulo</p><p>Etapa</p><p>3º e 4°</p><p>Módulo</p><p>Etapa</p><p>5º e 6°</p><p>Módulo</p><p>Etapa</p><p>7º e 8°</p><p>Módulo</p><p>Etapa</p><p>9º e 10°</p><p>Módulo</p><p>Etapa</p><p>Internato</p><p>11º e 12°</p><p>Módulo</p><p>Etapa</p><p>Internato</p><p>ATENÇÃO À</p><p>SAÚDE</p><p>++ ++ +++ ++++ +++++ ++++++</p><p>GESTÃO EM</p><p>SAÚDE</p><p>+ ++ +++ ++++ +++++ ++++++</p><p>EDUCAÇÃO EM</p><p>SAÚDE</p><p>++ ++ +++ ++++ +++++ ++++++</p><p>Legenda: (+) intensidade do grau de domínio, de acrácia e de autonomia no desenvolvimento de competência, sendo seis</p><p>o valor máximo.</p><p>A formação do profissional por perfil de competências considera o</p><p>desenvolvimento crescente de capacidades, ou seja, a partir de uma série</p><p>de atividades curriculares desenvolvidas que culminarão no desempenho</p><p>esperado ao final do curso.</p><p>13</p><p>Organização em</p><p>atividades curriculares</p><p>A operacionalização dos conteúdos modulares da 1ª à 8ª etapa (ou</p><p>semestre) é feita através das seguintes atividades: Tutoriais em pequenos</p><p>grupos; Aulas/conferências e/ou sessões de TBL – Aprendizagem por</p><p>Equipes; Interação ensino – serviços – comunidade; Habilidades e</p><p>atitudes (informações em saúde, comunicação, habilidades clínicas e</p><p>cirúrgicas); Práticas em laboratórios; e Disciplinas de Conhecimentos</p><p>Gerais.</p><p>GRUPOS TUTORIAIS</p><p>Compostos por cerca de 15 estudantes e um tutor, com sessão de</p><p>cinco horas de duração, uma vez por semana, com processamento de</p><p>problemas relacionados ao processo saúde-doença.</p><p>Com quatro horas de duração e em uma vez por semana, as sessões</p><p>são realizadas por professores do curso, sobre temas que estão sendo</p><p>abordados pelos estudantes nos grupos tutoriais e nas Habilidades</p><p>Médicas/Estações Clínicas. Têm a finalidade de contribuir para a</p><p>sistematização de conteúdos, aplicação em situações clínicas reais e</p><p>indicação de meios para ajudar na análise dos problemas abordados.</p><p>Acontecem de forma alternada entre sessões interativas de TBL (Team</p><p>Based Learning ou Aprendizagem</p><p>Baseada em Equipes) e Sala de Aula</p><p>Invertida (Flipped Classroom).</p><p>APRENDIZAGEM BASEADA EM EQUIPES</p><p>(TEAM BASED LEARNING) E</p><p>SALA DE AULA INVERTIDA (SAI)</p><p>14</p><p>PRÁTICAS MÉDICAS NO SUS – PMSUS</p><p>HABILIDADES MÉDICAS E</p><p>ESTAÇÕES CLÍNICAS (HM/EC)</p><p>Esta unidade curricular propõe-se a integrar teoria e prática, priorizando</p><p>o enfoque biopsicossocial-bioético. Tem CH total semanal de 6</p><p>horas, organizada em duas atividades curriculares: 4 horas de prática</p><p>supervisionada no SUS e 2 horas de reflexão sobre a prática. É realizada</p><p>em grupos de estudo e atividades supervisionadas nos serviços de</p><p>Saúde, integrando com equipes multiprofissionais da Secretaria de</p><p>Saúde do município, adotando a metodologia problematizadora e</p><p>de investigação científica. Os campos de atuação são os ambientes</p><p>comunitários, as equipes do Programa Saúde da Família, os serviços de</p><p>Saúde de 1° nível de atenção, de 2° nível (UPA) e de 3° nível (hospitais</p><p>conveniados).</p><p>As atividades práticas de HM/EC são realizadas nos laboratórios</p><p>específicos nos quais os estudantes poderão experienciar as</p><p>diferentes modalidades de simulação, a saber: treinos de habilidades</p><p>psicomotoras; simulação com paciente ator; simulação virtual; e</p><p>simulação realística. Nesta unidade curricular, serão abordados temas</p><p>como: (a) habilidades de comunicação, (b) semiologia e propedêutica</p><p>clínica; (c) técnicas e procedimentos clínicos; (d) profissionalismo e</p><p>desenvolvimento de atitudes profissionais e pessoais; (e) trabalho e</p><p>relação com equipes; (f) tecnologia médica e competências digitais.</p><p>Toda a prática e toda reflexão consideram as diretrizes da segurança do</p><p>paciente, o atendimento humanizado e a assistência integral à saúde.</p><p>As atividades são realizadas nos laboratórios específicos de treinamento</p><p>de habilidades e simulação realística. É seguido um programa vertical,</p><p>associado aos temas das Unidades Curriculares, incluindo (a) habilidades</p><p>de comunicação profissional-paciente; (b) semiologia e propedêutica</p><p>clínica; (c) técnicas e procedimentos clínicos; (d) profissionalismo e</p><p>desenvolvimento de atitudes profissionais e pessoais; (e) trabalho e</p><p>relação com equipes; (f) informática e tecnologia médica.</p><p>15</p><p>PRÁTICAS EM LABORATÓRIO</p><p>São distribuídas no decorrer dos quatro anos iniciais do curso,</p><p>associadas aos temas e conteúdo das Unidades Curriculares, com maior</p><p>concentração nos anos iniciais do curso médico, contemplando práticas</p><p>de Morfologia (Anatomia Humana, Histologia, Embriologia), Bioquímica,</p><p>Farmacologia, Fisiologia, Patologia Geral e Anatomopatologia, Análises</p><p>Clínicas (Hematologia, Imunologia, Parasitologia, Microbiologia) e</p><p>Propedêutica (métodos gráficos, radiologia, dentre outros).</p><p>A experiência de aprendizagem nos laboratórios se dá por meio da</p><p>“Rotação em Estações”. Nessa abordagem, os recursos tecnológicos</p><p>e clínicos criam um ambiente dinâmico, em que o estudante assume</p><p>protagonismo em seu processo de aprendizado.</p><p>Os recursos de tecnologia e a condução do professor asseguram um</p><p>aprendizado contínuo e duradouro, já que a interatividade e o feedback</p><p>imediato permitem autonomia e personalização da experiência, os</p><p>quais são elementos essenciais para o desenvolvimento de diferentes</p><p>habilidades e competências médicas e comportamentais.</p><p>INSPIRALI | MEDICINA</p><p>Cada módulo corresponde a um 1 semestre (6 meses)</p><p>Mais detalhes sobre a matriz curricular podem ser obtidas com a Coordenação do Curso</p><p>1º MÓDULO 2º MÓDULO 3º MÓDULO 4º MÓDULO 5º MÓDULO 6º MÓDULO 7º MÓDULO 8º MÓDULO</p><p>9ª ETAPA</p><p>ESTÁGIOS OBRIGATÓRIOS</p><p>ROTATIVOS (INTERNATO)</p><p>10ª ETAPA</p><p>ESTÁGIOS OBRIGATÓRIOS</p><p>ROTATIVOS (INTERNATO)</p><p>11ª ETAPA</p><p>ESTÁGIOS OBRIGATÓRIOS</p><p>ROTATIVOS (INTERNATO)</p><p>12ª ETAPA</p><p>ESTÁGIOS OBRIGATÓRIOS</p><p>ROTATIVOS (INTERNATO)</p><p>NCS 1 – Necessidades e Cuidados �</p><p>em Saúde 1 (Complexos Temáticos:</p><p>Introdução ao Estudo da Medicina,</p><p>Concepção e Formação do Ser</p><p>Humano, Metabolismo)</p><p>TEÓRICA - 80H</p><p>PRÁTICA - 180H</p><p>TOTAL - 260H</p><p>HM/EC 1- Habilidades �</p><p>Médicas e Estações Clínicas 1</p><p>TEÓRICA - 40H</p><p>PRÁTICA - 80H</p><p>TOTAL - 120H</p><p>PMSUS 1 – Práticas �</p><p>Médicas no SUS 1</p><p>TEÓRICA - 40H</p><p>PRÁTICA - 80H</p><p>TOTAL - 120H</p><p>TEÓRICA - 40H</p><p>CORE 2 – Core Curricullum 2 –</p><p>Antropologia na Saúde</p><p>TEÓRICA - 40H</p><p>PMSUS 2 – Práticas�</p><p>Médicas no SUS 2</p><p>TEÓRICA - 40H</p><p>PRÁTICA - 80H</p><p>TOTAL - 120H</p><p>HM/EC 2- Habilidades �</p><p>Médicas e Estações Clínicas 2</p><p>TEÓRICA - 40H</p><p>PRÁTICA - 80H</p><p>TOTAL - 120H</p><p>NCS 2 – Necessidades e Cuidados</p><p>em Saúde 2 (Complexos Temáticos:</p><p>Funções Biológicas; Mecanismos de</p><p>Agressão e Defesa; Abrangência �</p><p>das Ações de Saúde)</p><p>TEÓRICA - 80H</p><p>PRÁTICA - 180H</p><p>TOTAL - 260H</p><p>NCS 3 – Necessidades e Cuidados</p><p>em Saúde 3 (Complexos Temáticos:</p><p>Nascimento, Crescimento de</p><p>Desenvolvimento; Percepção,</p><p>Consciência e Emoção; Processo de</p><p>Evelhecimento</p><p>TEÓRICA - 80H</p><p>PRÁTICA - 180H</p><p>TOTAL - 260H</p><p>HM/EC 3- Habilidades�</p><p>Médicas e Estações Clínicas 3</p><p>PRÁTICA - 80H</p><p>PMSUS 3 – Práticas �</p><p>Médicas no SUS 3</p><p>TEÓRICA - 40H</p><p>PRÁTICA - 80H</p><p>TOTAL - 120H</p><p>CORE 3 – Core Curricullum 3 –</p><p>Projeto Interdisciplinar 1</p><p>TEÓRICA - 40H</p><p>CORE 4 – Core Curricullum 4 –</p><p>Projeto Interdisciplinar 2</p><p>TEÓRICA - 40H</p><p>PMSUS 4 – Práticas �</p><p>Médicas no SUS 4</p><p>TEÓRICA - 40H</p><p>PRÁTICA - 80H</p><p>TOTAL - 120H</p><p>HM/EC 4- Habilidades �</p><p>Médicas e Estações Clínicas 4</p><p>PRÁTICA - 80H</p><p>NCS 4 – Necessidades e �</p><p>Cuidados em Saúde 4 (Complexos</p><p>Temáticos: Proliferação Celular e</p><p>Onco- gênese; Saúde da Mulher,</p><p>Sexualidade e Planejamento</p><p>Familiar; Intoxicações, Meio</p><p>Ambiente e Saúde)</p><p>TEÓRICA - 80H</p><p>PRÁTICA - 180H</p><p>TOTAL - 260H</p><p>TEÓRICA - 80H</p><p>PRÁTICA - 180H</p><p>TOTAL - 260H</p><p>HM/EC 5- Habilidades�</p><p>Médicas e Estações Clínicas 5</p><p>PRÁTICA - 80H</p><p>PMSUS 5 – Práticas �</p><p>Médicas no SUS 5</p><p>TEÓRICA - 40H</p><p>PRÁTICA - 240H</p><p>TOTAL - 280H</p><p>PMSUS 6 – Práticas �</p><p>Médicas no SUS 6</p><p>TEÓRICA - 40H</p><p>PRÁTICA - 240H</p><p>TOTAL - 280H</p><p>HM/EC 6 - Habilidades �</p><p>Médicas e Estações Clínicas 6</p><p>PRÁTICA - 80H</p><p>NCS 6 – Necessidades e Cuidados</p><p>em Saúde 6 (Complexos Temáticos:</p><p>Saúde Mental; Perda de Sangue;</p><p>Fadiga, Perda de Peso e Anemias)</p><p>TEÓRICA - 80H</p><p>PRÁTICA - 180H</p><p>TOTAL - 260H</p><p>NCS 7 – Necessidades e Cuidados</p><p>em Saúde 7 (Complexos Temáticos:</p><p>Locomoção e Preensão; Distúrbios</p><p>Sensoriais, Motores e da</p><p>Consciência; Dispnéia, Dor �</p><p>Torácica e Edema)</p><p>TEÓRICA - 80H</p><p>PRÁTICA - 140H</p><p>TOTAL - 220H</p><p>HM/EC 7- Habilidades �</p><p>Médicas e Estações Clínicas 7</p><p>TEÓRICA - 40H</p><p>PRÁTICA - 120H</p><p>TOTAL - 160H</p><p>PMSUS 7 – Práticas �</p><p>Médicas no SUS 7</p><p>TEÓRICA - 40H</p><p>PRÁTICA - 240H</p><p>TOTAL - 280H</p><p>PMSUS 8 – Práticas �</p><p>Médicas no SUS 8</p><p>TEÓRICA - 40H</p><p>PRÁTICA - 240H</p><p>TOTAL - 280H</p><p>HM/EC 8- Habilidades �</p><p>Médicas e Estações Clínicas 8</p><p>TEÓRICA - 40H</p><p>PRÁTICA - 120H</p><p>TOTAL - 160H</p><p>NCS 8 – Necessidades e Cuidados</p><p>em Saúde 8 (Complexos Temáticos:</p><p>Desordens Nutricionais e</p><p>Metabólicas; Manifestações</p><p>Externas das Doenças e</p><p>Iatrogenias; Emergências)</p><p>TEÓRICA - 80H</p><p>PRÁTICA - 140H</p><p>TOTAL - 220H</p><p>Saúde da Criança I</p><p>PRÁTICA - 240H</p><p>Saúde da Criança II</p><p>PRÁTICA - 240H</p><p>Saúde do Adulto I</p><p>PRÁTICA - 240H</p><p>Saúde do Adulto II</p><p>PRÁTICA - 240H</p><p>Saúde da Mulher I</p><p>PRÁTICA - 120H</p><p>Saúde da Mulher II</p><p>PRÁTICA - 120H</p><p>Saúde da Família e Comunidade I</p><p>PRÁTICA - 240H</p><p>Saúde da Família e �</p><p>Comunidade II e Saúde Coletiva</p><p>PRÁTICA - 240H</p><p>Urgências e Emergências �</p><p>no Adulto</p><p>PRÁTICA - 240H</p><p>Saúde Mental e �</p><p>Saúde do Idoso</p><p>PRÁTICA - 240H</p><p>Urgências e Emergências �</p><p>na Mulher e na Criança</p><p>PRÁTICA - 240H</p><p>Optativo</p><p>PRÁTICA - 240H</p><p>CARGA HORÁRIA: 540H CARGA HORÁRIA: 540H CARGA HORÁRIA: 500H CARGA HORÁRIA: 500H CARGA HORÁRIA: 620H CARGA HORÁRIA: 620H CARGA HORÁRIA: 640H CARGA HORÁRIA: 640H CARGA HORÁRIA: 720H CARGA HORÁRIA: 720H</p><p>CARGA HORÁRIA: 720H CARGA HORÁRIA: 720H</p><p>TOTAL DOS MÓDULOS: 4640H</p><p>TOTAL DO INTERNATO: 2880H</p><p>TOTAL DO CURSO: 7520H</p><p>ATIVIDADES COMPLEMENTARES (5% CH TOTAL): 360H</p><p>TOTAL GERAL: 7880H</p><p>SISTEMAS DE</p><p>AVALIAÇÃO</p><p>18</p><p>Aspectos gerais</p><p>A avaliação do processo de ensino-aprendizagem deve ser contínua,</p><p>dialógica, ética, democrática e corresponsável. O Sistema de Avaliação</p><p>do Curso de Medicina</p><p>da Inspirali é critério referenciado e programático,</p><p>formado por um conjunto de instrumentos coerentes com os princípios</p><p>do Projeto Pedagógico do Curso (PPC); e para cada unidade curricular</p><p>estão programadas avaliações somativas e formativas. Desta forma,</p><p>o desempenho do estudante é verificado em cada etapa/semestre</p><p>e ao longo da formação acadêmica, sendo possível acompanhar seu</p><p>desenvolvimento na articulação dos recursos cognitivos, psicomotores</p><p>e afetivos em diferentes atividades de ensino-aprendizagem, como</p><p>casos clínicos, situações reais ou simuladas do ambiente profissional,</p><p>dentre outras.</p><p>No currículo da Inspirali, a avaliação segue as premissas de uma</p><p>Avaliação Programática e está ancorada nos seguintes princípios:</p><p>1. Contínua, dialógica, ética, democrática e corresponsável;</p><p>2. Critério- referenciada, conforme os objetivos do curso e o perfil</p><p>de competência estabelecido para o profissional médico a ser</p><p>formado;</p><p>3. Diagnóstica, formativa e somativa.</p><p>Conforme proposto por Troncon (2016), a Avaliação Programática</p><p>envolve um conjunto de ações diversificadas, mas coordenadas, que</p><p>se desenvolvem em diferentes momentos, compondo um verdadeiro</p><p>programa de avaliação, que tem como meta colocar em prática as</p><p>várias funções de um processo avaliativo, beneficiando desta forma</p><p>todos os envolvidos.</p><p>Uma avaliação é critério-referenciada quando os objetivos e o perfil de</p><p>competências desejados são utilizados como critérios ou referências</p><p>para a avaliação de produtos e resultados. Nesta proposta de avaliação</p><p>busca-se identificar o desempenho do estudante na realização de uma</p><p>determinada atividade e a capacidade de demonstrar a aquisição de</p><p>conhecimento, habilidade ou competência, como, por exemplo, de</p><p>realizar o exame físico do paciente ou descrever o conhecimento</p><p>fisiopatológico de uma enfermidade.</p><p>19</p><p>A avaliação critério-referenciada difere da normo-referenciada, uma</p><p>vez que não se estabelece uma classificação/ranking de desempenho</p><p>entre os educandos, pois o esforço educacional é direcionado para que</p><p>todos alcancem o perfil de competência. Na Inspirali, o desempenho</p><p>acadêmico de cada estudante é analisado de forma individual</p><p>e contínua, permitindo acompanhar o deslocamento de cada</p><p>estudante(a) em relação ao seu próprio processo de aprendizagem e</p><p>ao longo da sua formação.</p><p>Para a avaliação da aprendizagem do estudante no Curso de Medicina,</p><p>em cada unidade curricular estão programadas avaliações com caráter</p><p>diagnóstico, formativo e somativo, nas quais o rendimento acadêmico</p><p>é avaliado mediante a atribuição de conceitos.</p><p>O caráter diagnóstico do processo de avaliação assegura a gestão</p><p>da qualidade do ensino e da aprendizagem, trazendo subsídios para</p><p>proporcionar melhorias nas ferramentas didáticas e eventuais ajustes</p><p>no conteúdo programático ou mesmo na estrutura curricular. Além disso,</p><p>identifica os estudantes que requerem algum suporte individualizado</p><p>em seu processo de aprendizagem. Na Inspirali, a avaliação diagnóstica</p><p>é realizada de forma institucional sob a curadoria e gestão da equipe</p><p>acadêmica, de acordo com cronograma preestabelecido, como, por</p><p>exemplo, o Teste de Progresso Individual.</p><p>A avaliação formativa é contínua; tem como objetivo ajudar o estudante</p><p>a reconhecer suas potencialidades e a identificar as competências</p><p>que ainda precisam ser aprimoradas ao longo das etapas de sua</p><p>formação acadêmica. A avaliação formativa provê feedback apreciativo</p><p>construtivo para o estudante, durante ou após uma atividade curricular.</p><p>As atividades avaliativas formativas devem ser consideradas de</p><p>forma longitudinal, ou seja, ao longo da trajetória de aprendizagem</p><p>do estudante e em todos os ciclos de formação; e são registradas na</p><p>Avaliação do Processo de Aprendizagem (APA). Servem de subsídio</p><p>para essa avaliação as observações e registros dos professores sobre a</p><p>participação dos estudantes nas aulas, os Feedbacks apreciativos que</p><p>ocorrem após uma atividade curricular (como na seção de tutoria, na</p><p>reflexão da prática e na simulação) e o portfólio reflexivo elaborado</p><p>pelos estudantes.</p><p>20</p><p>A avaliação formativa deve instigar o estudante a desenvolver e</p><p>construir planos de melhoria contínua durante todo o seu processo</p><p>de ensino e aprendizagem, o que deve ser documentado em seu</p><p>e-portfólio reflexivo.</p><p>A avaliação Formativa estruturada da Inspirali compreende os seguintes</p><p>elementos:</p><p>Autoavaliação: cada estudante avalia o próprio desempenho</p><p>nas atividades de ensino-aprendizagem, com o intuito de</p><p>desenvolver o senso de autocrítica e de responsabilidade pela</p><p>aprendizagem, avaliando seus conhecimentos, habilidades,</p><p>atitudes e ética profissional individualmente, mas também como</p><p>participante do grupo.</p><p>Avaliação interpares: atividade que envolve feedback do colega</p><p>que observou a execução de determinada ação e a escuta ativa</p><p>de quem a executou, permitindo a aprendizagem a partir da</p><p>observação.</p><p>Avaliação pelo professor/facilitador: relato do desempenho</p><p>dos discentes em suas atividades, reforçando comportamentos</p><p>positivos, apontando oportunidades de melhoria – um incentivo</p><p>à reflexão crítica e o aprendizado auto conduzido, auxiliando o</p><p>estudante a melhorar seu desempenho –, devendo ser:</p><p>1. Assertivo e específico, indicando com clareza e objetividade</p><p>os desempenhos adequados e aqueles que o estudante pode</p><p>melhorar;</p><p>2. Descritivo, de modo a evitar julgamento de comportamentos;</p><p>3. Respeitoso em relação às opiniões e ao consenso</p><p>compartilhado;</p><p>4. Oportuno, em ambiente reservado e o mais próximo da</p><p>situação ou comportamento que o motivou.</p><p>Portfólio reflexivo: documento de avaliação que deve ser</p><p>elaborado pelo estudante, com registro do seu processo</p><p>de aprendizagem, desempenhos alcançados, dificuldades</p><p>encontradas e plano de melhoria para lidar com elas. Item</p><p>obrigatório do sistema de avaliação de nosso projeto pedagógico,</p><p>que desenvolve autonomia, a aprendizagem significativa e ativa,</p><p>bem como a competência de “aprender a aprender”.</p><p>21</p><p>A avaliação somativa é uma avaliação focada no desempenho dos</p><p>estudantes nas atividades educacionais de determinado período.</p><p>Tem a finalidade de avaliar o aspecto cognitivo, psicomotor e afetivo,</p><p>tornando visíveis a aquisição de conhecimento sobre temáticas</p><p>específicas e o desenvolvimento de competências. O desempenho</p><p>observado é comparado aos critérios referenciados pelos objetivos</p><p>de aprendizagem do projeto pedagógico do curso e os resultados são</p><p>expressos mediante conceitos qualitativos. A avaliação somativa da</p><p>Inspirali compreende os seguintes elementos:</p><p>Avaliação com testes de múltipla escolha e questões dissertativas:</p><p>avaliação de conhecimento, relacionada às Situações Problema</p><p>discutidas e às temáticas desenvolvidas durante o semestre,</p><p>sempre alinhadas aos critérios e perfil de competência definidos</p><p>no PPC do curso. As questões discursivas são aquelas em que o</p><p>estudante precisa discorrer sobre a resposta em forma de texto.</p><p>Também chamada de questão aberta ou dissertativa, esse tipo</p><p>de pergunta desafia o estudante a ler, compreender, assimilar</p><p>seus conhecimentos e organizá-los em um texto coeso.</p><p>Avaliação prática: avaliação baseada em desempenho clínico,</p><p>onde se propõe acompanhar o desenvolvimento de habilidades,</p><p>conhecimentos, atitudes e competências para a prática médica,</p><p>com ênfase em habilidades de comunicação interpessoal e</p><p>procedimentos desenvolvidos na atenção primária, especializada</p><p>e hospitalar. As avaliações de desempenho são diretamente</p><p>observadas e podem se dar por meio de situações simuladas</p><p>(OSCE) ou em Cenários Reais de Prática (Mini-CEX e “Long Case”</p><p>CEX).</p><p>Apresentações de trabalhos em grupo: atividade aplicada</p><p>no decorrer ou ao final de uma unidade curricular que visa</p><p>sistematizar a experiência de aprendizado.</p><p>Relatório executivo: atividade individual ou em grupo que visa</p><p>descrever/registrar a experiência de aprendizado ao longo de</p><p>uma atividade ou unidade curricular.</p><p>22</p><p>A figura apresentada a seguir sintetiza os princípios e formas</p><p>da</p><p>avaliação na INSPIRALI.</p><p>Figura 1 – Representação esquemática do Modelo de Avaliação da Inspirali.</p><p>23</p><p>Os conceitos de aprendizagem são atribuídos a partir da análise</p><p>dos desempenhos observados e o perfil de competência esperado,</p><p>como proposto no modelo de avaliação critério-referenciada, para o</p><p>semestre/etapa. Os conceitos utilizados são os seguintes:</p><p>Satisfatório com Excelência (SE): desempenho que alcançou a</p><p>excelência no perfil de competência esperado nas avaliações</p><p>somativas e formativas.</p><p>Satisfatório (S): desempenho considerado coerente com o perfil</p><p>de competência esperado. Esse conceito pode ser empregado</p><p>em avaliações formativas e somativas. O conceito Satisfatório</p><p>permite a progressão do estudante no curso.</p><p>Precisa melhorar (PM): desempenho que não alcançou o</p><p>resultado esperado em avaliações formativas e somativas para</p><p>o qual deve ser formulado um Plano de Melhoria. O conceito</p><p>Precisa Melhorar não impede a progressão do estudante dentro</p><p>do ciclo de aprendizagem vigente, contudo, nos fechamentos</p><p>de ciclo, os estudantes que não alcançaram os resultados</p><p>almejados nos planos de melhoria podem ser retidos. Dentro</p><p>de um mesmo ciclo de aprendizagem, o estudante com conceito</p><p>Precisa Melhorar seguirá no seu histórico com status “a cursar”¹</p><p>na unidade curricular, até que demonstre deslocamento para o</p><p>conceito Satisfatório, por meio das oportunidades de aceleração</p><p>de aprendizagem previstas no Projeto Pedagógico do Curso.</p><p>Insatisfatório (I): desempenho que não alcançou o resultado</p><p>esperado ao final de um ciclo de aprendizagem e após as</p><p>devidas oportunidades de reavaliação. O Conceito Insatisfatório</p><p>também é atribuído ao estudante que não cumpre o percentual</p><p>obrigatório de presença (75%) e estará automaticamente</p><p>reprovado no semestre/etapa independentemente dos</p><p>resultados das avaliações realizadas.</p><p>RESULTADOS DAS AVALIAÇÕES:</p><p>CONCEITOS DE APRENDIZAGEM</p><p>1Em fase de ajuste no sistema para “cursado com pendência”</p><p>24</p><p>Para cada unidade curricular estão programadas avaliações formativas</p><p>e somativas de desempenho do estudante conforme quadro a seguir.</p><p>Quadro 2 – Avaliações formativas e somativas de desempenho do</p><p>estudante.</p><p>INSTRUMENTOS DE AVALIAÇÃO</p><p>UNIDADE CURRICULAR AVALIAÇÃO FORMATIVA AVALIAÇÃO SOMATIVA</p><p>Necessidades e</p><p>Cuidados em Saúde</p><p>(NCS)</p><p>Avaliação do Processo</p><p>de Aprendizagem</p><p>(APA) + Portfólio</p><p>Reflexivo + Feedback</p><p>apreciativo contínuo</p><p>Avaliação de</p><p>Desempenho</p><p>(D1 e D2)</p><p>Práticas Médicas no</p><p>SUS (PMSUS)</p><p>Avaliação do Processo</p><p>de Aprendizagem</p><p>(APA) + Portfólio</p><p>Reflexivo + Feedback</p><p>apreciativo contínuo</p><p>Avaliação de</p><p>Desempenho</p><p>(D1 e D2)</p><p>Habilidades Médicas/</p><p>Estações Clínicas</p><p>(HM/EC)</p><p>Saúde Baseada em</p><p>Evidências (SBE)</p><p>Habilidades cirúrgicas</p><p>Avaliação do Processo</p><p>de Aprendizagem</p><p>(APA) + Portfólio</p><p>Reflexivo + Feedback</p><p>apreciativo contínuo</p><p>HM/EC – Avaliação de</p><p>Desempenho Prático (D)</p><p>SBE – Avaliação de</p><p>Desempenho (D) ou</p><p>Relatório executivo</p><p>TOCE – Avaliação</p><p>de Desempenho</p><p>(D) e Avaliação de</p><p>Desempenho Prático (D)</p><p>Core Curriculum ---</p><p>Apresentações de</p><p>trabalhos em grupo e/</p><p>ou Relatório executivo</p><p>e/ou avaliação de</p><p>aprendizagem</p><p>25</p><p>Esta avaliação visa a reflexão do processo de aprendizagem: a</p><p>autoavaliação dos estudantes, a avaliação do estudante com seus</p><p>pares e grupo e a avaliação do facilitador. Nesta atividade, reflete-se</p><p>sobre o deslocamento alcançado pelo estudante, partindo de sua linha</p><p>de base: potências e desafios para trabalhar em grupo e o alcance das</p><p>competências propostas para determinada atividade das Unidades</p><p>Curriculares (UC). Avalia-se o deslocamento do próprio estudante e</p><p>não o dele em relação aos outros. Portanto, é uma avaliação formativa</p><p>e gera Plano de Melhoria para os próximos períodos. Sendo formativa</p><p>e somativa somente no final dos ciclos (4ª e 8ª etapas). No formato de</p><p>avaliação, são incluídos os seguintes domínios, conforme UC:</p><p>1. Como tem sido a construção de capacidades do(a) estudante</p><p>nas atividades de simulação da prática médica (UC HM/EC);</p><p>2. Como tem sido a construção de capacidades do(a) estudante</p><p>relacionadas ao processo de aprender nas atividades de</p><p>reflexão e teorização sobre as simulações da prática médica</p><p>(UC HM/EC);</p><p>3. Como tem sido a construção de capacidades do(a) estudante</p><p>nas atividades da Síntese Provisória? (Na identificação, na</p><p>explicação de problemas ou hipóteses explicativas por meio</p><p>de compartilhamento do seu conhecimento prévio e sua</p><p>participação na elaboração de questões de aprendizagem.)</p><p>Justifique (todas UC).</p><p>4. Como tem sido a construção de capacidades do(a) estudante</p><p>nas atividades da Nova Síntese? (Como realizou a busca;</p><p>como analisou as informações; como tem compartilhado</p><p>seus aprendizados, e como tem sido a construção de novos</p><p>significados e síntese.) Justifique (todas UC).</p><p>5. Como tem sido o cumprimento dos pactos de trabalho (todas</p><p>UC)?</p><p>AVALIAÇÃO PROCESSUAL DE APRENDIZAGEM</p><p>(APA)</p><p>26</p><p>6. Como tem sido a construção do e-portfólio: reflete sobre cada</p><p>cenário? (Simulações de trabalho em grupo? Avalia o grupo?</p><p>Seu colega de simulação? Faz autoavaliação? Demonstra</p><p>seu aprendizado? Suas necessidades educacionais? Indica o</p><p>esforço que está fazendo para melhorar e sanar suas lacunas?)</p><p>(Todas UC).</p><p>7. As recomendações e/ou sugestões para o estudante (Plano de</p><p>Melhoria) deverão ser claras e diretas e construídas e pactuadas</p><p>com o estudante (Todas UC).</p><p>8. E o conceito acordado, que poderá ser: Satisfatório ou Precisa</p><p>Melhorar. O conceito Insatisfatório será atribuído quando</p><p>a frequência for inferior a 75% ou no final do ciclo (4ª e 8ª</p><p>etapa), quando não houve deslocamento dos estudantes</p><p>para os itens que precisava melhorar. Deverá ser levado em</p><p>consideração nas APA os conhecimentos, habilidades, atitudes,</p><p>valores e ética do estudante.</p><p>Mais informações sobre a Avaliação Processual de Aprendizagem (APA)</p><p>estão disponíveis no Anexo 1.</p><p>PORTFÓLIO REFLEXIVO</p><p>A atividade de portfólio se constitui como um espaço de diálogo</p><p>entre facilitador e estudantes para reflexão sobre aprendizagens</p><p>e realizações, com base nas atividades vivenciadas e disparadas a</p><p>partir dos temas abordados em determinados momentos do curso.</p><p>As produções e realizações representam a trajetória individual de</p><p>aprendizagem de cada participante relacionada ao objeto e objetivos</p><p>do curso.</p><p>O principal propósito do portfólio é utilizar a reflexão individual</p><p>para potencializar o aprendizado, por meio da integração de saberes</p><p>aprendidos em todas as atividades curriculares. A complexa atividade</p><p>médica ganha um olhar de integralidade. O estudante deve ser</p><p>provocado a integrar as suas ações, vivências e conhecimento. A se</p><p>perguntar: O que eu estou aprendendo no NCS me ajudará em que</p><p>nas ações em UBS e nas simulações? Como eu estou me relacionando</p><p>com meu grupo? Com meu facilitador? Com a minha dupla? Com as</p><p>27</p><p>AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO (D1 E D2)</p><p>As Avaliações de Desempenho (D1 e D2) que ocorrem nas Unidades</p><p>Curriculares (UC) de Necessidade e Cuidados em Saúde (NCS) e Práticas</p><p>Médicas no SUS (PMSUS) são compostas, no mínimo, por 07 questões</p><p>objetivas e 01 questão discursiva por Situação Problema (SP) ou por</p><p>Oficina.</p><p>O conteúdo abordado nesta avaliação é de acordo com o semestre/</p><p>etapa do curso. Independentemente do momento da prova, a D1</p><p>deverá abordar 50% das SPs/oficinas do semestre. Dessa forma,</p><p>a D1 só deverá acontecer após 50% das SPs/oficinas terem sido</p><p>processadas no semestre. A D2 deverá abordar os outros 50% e não é</p><p>cumulativa.</p><p>A prova é presencial e preferencialmente em ambiente digital, realizada</p><p>sob supervisão docente, no dia e horário definidos em calendário</p><p>acadêmico.</p><p>equipes da UBS? Em que isso facilita ou não meu aprendizado? Como</p><p>posso fazer para vencer minhas dificuldades pessoais e lacunas? A</p><p>compreender os determinantes sociais da saúde e o processo saúde-</p><p>doença.</p><p>A produção do portfólio é uma atividade formal do curso e componente</p><p>de avaliação presencial e à distância de acompanhamento do processo</p><p>de ensino e aprendizagem.</p><p>Desta forma, faz parte da avaliação</p><p>formativa e propicia o estabelecimento de Planos de Melhoria quando</p><p>são identificadas áreas que requerem atenção ou desafios de superação</p><p>ou aprofundamento.</p><p>A elaboração do portfólio atende as normativas das Diretrizes</p><p>Curriculares de 2014 do MEC e sua produção e entrega são</p><p>obrigatórias. Assim, o estudante que não entregar o portfólio terá,</p><p>automaticamente, o conceito “Precisa Melhorar” nas unidades</p><p>curriculares que o requerem.</p><p>Mais informações sobre o Portfólio Reflexivo estão disponíveis no</p><p>Anexo 2.</p><p>28</p><p>As questões das provas devem ser formuladas pelos professores das</p><p>etapas e cadastradas na plataforma de avaliação, até 5 dias antes da</p><p>prova, com o objetivo de garantir tempo hábil para sua validação,</p><p>teste do ambiente e eventuais correções que se façam necessárias. A</p><p>avaliação cadastrada na plataforma de avaliação precisa ser validada</p><p>por outro professor da UC, que conferirá a formatação da prova e</p><p>checar a resposta correta das questões, evitando possíveis equívocos</p><p>que possam ocasionar a anulação do item.</p><p>As questões devem ter a resposta correta comentada e pelo menos</p><p>uma referência bibliográfica que a valide.</p><p>As questões das avaliações são elaboradas e corrigidas com base em</p><p>referências bibliográficas previstas nas bússolas e/ou indicadas pelo</p><p>docente e apresentadas no momento de feedback da avaliação.</p><p>O estudante obterá o conceito Satisfatório com Excelência (SE)</p><p>quando acertar 90% ou mais das questões objetivas e integralmente</p><p>a questão discursiva por Situação Problema ou Oficina que componha</p><p>uma Avaliação de Desempenho (D1 ou D2). Para alcançar SE em uma</p><p>Avaliação de Desempenho, o estudante precisará obtê-lo em todas</p><p>as Situações Problema ou Oficinas da prova. O estudante obterá o</p><p>conceito SE na UC da etapa quando alcançar o SE nas avaliações de</p><p>desempenho (D1 e D2) consecutivamente e, também, for Satisfatório</p><p>nas avaliações formativas (AF1 e AF2) da unidade curricular. Além</p><p>disso, é importante destacar, que o estudante que realizou reteste não</p><p>é elegível ao conceito SE na respectiva UC.</p><p>O estudante obterá o conceito na Situação Problema ou Oficina quando</p><p>acertar 70% ou mais das questões objetivas, ou seja, se acertar ao</p><p>menos 5 de 7 questões objetivas e alcançar o conceito Satisfatório na</p><p>questão discursiva.</p><p>Caso o estudante obtenha conceito Satisfatório (S) nas questões</p><p>objetivas e Precisa Melhorar (PM) nas discursivas ou vice-versa,</p><p>o conceito final da prova será Precisa Melhorar (PM). Neste caso,</p><p>o estudante deverá elaborar o Plano de Melhoria, validá-lo junto</p><p>ao professor e participar da nova oportunidade de aceleração da</p><p>aprendizagem, realizando o reteste conforme previsto em calendário</p><p>acadêmico.</p><p>29</p><p>Vale ressaltar que as Avaliações de Desempenho de NCS e PMSUS</p><p>ocorrem no meio do semestre/etapa (D1) e no final da etapa (D2); e as</p><p>avaliações práticas de HM/EC ocorrem no final da etapa. O período de</p><p>avaliação das atividades do Core Curriculum (Ciclo I) fica a critério do</p><p>professor.</p><p>O estudante que tiver avaliação anulada por fraude ou plágio receberá</p><p>conceito Precisa Melhorar, terá que pactuar um Plano de Melhoria e</p><p>estará automaticamente em reteste.</p><p>O feedback apreciativo da avaliação é uma atividade obrigatória, trata-</p><p>se de um momento de discussão da prova e deverá ocorrer até uma</p><p>semana após a sua aplicação. Após o feedback, caso o estudante ainda</p><p>tenha dúvidas ou discorde do gabarito da questão, ele poderá entrar</p><p>com recurso e solicitar revisão. O prazo para solicitação de recurso é</p><p>de 48 horas após o feedback da avaliação, de acordo com os seguintes</p><p>critérios:</p><p>1. Utilizar o ambiente de recurso da plataforma de provas (ULIFE ></p><p>selecionar CAMPUS > clicar em GESTÃO DE RESULTADOS > clicar</p><p>em IR PARA MINHAS AVALIAÇÕES > Selecionar a prova > clicar</p><p>em VER DESEMPENHO > clique em REGISTRAR RECURSO > OK)</p><p>2. Justificar com base na literatura o pedido de revisão (não serão</p><p>aceitos materiais de blogues, sites e publicações livres ou não</p><p>indexadas), descrevendo claramente o ponto de discordância e</p><p>informando a resposta correta;</p><p>3. Justificar com pelo menos 2 referências bibliográficas.</p><p>4. Atenção: os recursos só serão analisados se os requisitos de</p><p>solicitação estiverem contemplados.</p><p>O processo de revisão da questão é conduzido pelos professores</p><p>vinculados a avaliação, em até 15 dias úteis para resposta. Em caso</p><p>de parecer favorável ao recurso, o conceito atribuído à questão será</p><p>ajustado.</p><p>O estudante tem direito a solicitar recurso das avaliações de</p><p>desempenho cognitivo (D1, D2 e reteste).</p><p>30</p><p>O Mini Clinical Evaluation Exercise (Mini-CEX), uma escala de avaliação</p><p>de competências clínicas, foi desenvolvido, na década de 1990,</p><p>pelo American Board of Internal Medicine (ABIM), originalmente para</p><p>avaliar o desempenho de residentes durante os atendimentos de seus</p><p>pacientes. A utilização do Mini-CEX tem sido ampliada para graduação,</p><p>principalmente do internato e avalia as seguintes competências:</p><p>entrevista/história clínica;</p><p>exame físico;</p><p>qualidades humanísticas/profissionalismo;</p><p>raciocínio e juízo clínico;</p><p>comunicação e aconselhamento;</p><p>organização e eficiência;</p><p>e uma categoria global de competência clínica.</p><p>Durante a aplicação do Mini-CEX estão previstos dois momentos: o de</p><p>observação e registro do desempenho do estudante durante a interação</p><p>com o paciente; e o de feedback imediato e estruturado, realizado pelo</p><p>professor ou preceptor (HEJRI et al., 2020). Mais informações sobre</p><p>Mini-CEX estão disponíveis no Anexo 3.</p><p>MINI CLINICAL EVALUATION EXERCISE</p><p>(MINI-CEX)</p><p>Avaliação de</p><p>Desempenho Prático</p><p>31</p><p>O OSCE (Objective Structured, Clinical Examination – Exame Clínico</p><p>Objetivo e Estruturado por Estações) foi descrito inicialmente por</p><p>Harden nos anos 70, cujos estudos propuseram a utilização de</p><p>múltiplas estações clínicas previamente preparadas e controladas,</p><p>com examinadores experientes avaliando por meio de checklists</p><p>predefinidos, que abrangem a observação da execução de tarefas</p><p>que requerem múltiplas habilidades (comunicação, anamnese, exame</p><p>físico, exames específicos, procedimentos etc.). Utilizam-se manequins,</p><p>pacientes atores ou recursos diversos, em ambientes simulados da</p><p>prática profissional, que garantam a padronização das estações, as</p><p>quais possuem tema, contexto, direcionamento para o que se quer</p><p>avaliar e principalmente intencionalidade. Outras informações sobre</p><p>OSCE estão disponíveis no Anexo 4.</p><p>OBJECTIVE STRUCTURED CLINICAL</p><p>EXAMINATION (OSCE)</p><p>GLOBAL RATING (CONCEITO GLOBAL)</p><p>O conceito global consiste em uma escala utilizada para avaliar</p><p>competências, de maneira retrospectiva, de conhecimento, assiduidade</p><p>e atitude. Trata-se de um instrumento amplamente utilizado na</p><p>avaliação de residentes nos Estados Unidos, pois fornecem avaliações</p><p>relativamente confiáveis e consistentes. Este instrumento foi indicado</p><p>como um método de avaliação das seis competências gerais, mapeadas</p><p>para médicos de todas as especialidades, no projeto de Accreditation</p><p>Council for Graduate Medical Education (ACGME). São elas:</p><p>1. Cuidado com o paciente;</p><p>2. Conhecimento médico;</p><p>3. Aprendizagem e melhoria baseada na prática;</p><p>4. Habilidades interpessoais e de comunicação;</p><p>5. Profissionalismo;</p><p>6. Prática baseada em sistemas.</p><p>32</p><p>A avaliação multifacetada no internato médico é essencial, pois</p><p>abrange diversos aspectos da formação médica, integrando teoria e</p><p>prática. Enquanto as avaliações formativas focam no desenvolvimento</p><p>contínuo e na identificação de áreas para melhoria, as avaliações</p><p>somativas visam julgar a competência global ao fim de um período de</p><p>treinamento. Essa abordagem holística assegura uma compreensão</p><p>mais completa do progresso do estudante, enfatizando a importância</p><p>de habilidades práticas, conhecimento teórico, autoavaliação e reflexão</p><p>crítica.</p><p>1. Avaliação do desempenho global (Global Rating)</p><p>Essa técnica avalia o desempenho geral do estudante em</p><p>diferentes competências médicas. Baseia-se em observações</p><p>cotidianas,</p><p>fornecendo um panorama abrangente das habilidades</p><p>clínicas, comunicação, profissionalismo e capacidade de tomada</p><p>de decisão.</p><p>2. Exame clínico objetivo estruturado (OSCE)</p><p>Consiste em uma série de estações nas quais os estudantes</p><p>realizam tarefas clínicas específicas. Avaliam habilidades</p><p>práticas, conhecimento clínico, comunicação e habilidade de</p><p>interagir com pacientes simulados, oferecendo uma avaliação</p><p>objetiva e padronizada.</p><p>3. Miniexercício clínico avaliativo (Mini-CEX)</p><p>Ferramenta de avaliação focada em observações diretas de</p><p>encontros clínicos reais. Permite a avaliação de habilidades</p><p>como anamnese, exame físico, profissionalismo, e tomada de</p><p>decisões clínicas em um contexto real de trabalho.</p><p>4. Avaliação cognitiva com testes de múltipla escolha e questões</p><p>discursivas</p><p>Esses testes medem o conhecimento teórico e a capacidade de</p><p>aplicá-lo em cenários clínicos. As questões de múltipla escolha</p><p>oferecem uma avaliação objetiva, enquanto as discursivas</p><p>permitem uma análise mais profunda do raciocínio clínico.</p><p>AVALIAÇÃO DO INTERNATO</p><p>33</p><p>O Teste de Progresso Individual (TPI) é uma avaliação longitudinal</p><p>baseada em testes de múltipla escolha, com o conteúdo que reflete os</p><p>objetivos finais do curso, conforme previsto nas diretrizes curriculares</p><p>nacionais e PPC. O teste avalia o desenvolvimento contínuo e</p><p>progressivo do estudante, proporcionando um feedback sobre seu</p><p>desempenho à medida que progride de um semestre/etapa.</p><p>O TPI nos ajuda a conhecer o curso, como está o desempenho individual</p><p>e coletivo dos estudantes de cada instituição, as áreas que necessitam</p><p>de ajustes, as turmas, as escolas e todos os processos que envolvem</p><p>o curso de Medicina. Esse diagnóstico nos permite intervir de forma</p><p>assertiva nas situações identificadas.</p><p>O TPI é feito duas vezes ao ano, sempre no meio do semestre letivo.</p><p>É constituído de uma prova única, com 120 questões de múltipla</p><p>escolha, aplicada a todos os semestres/etapas do curso em um mesmo</p><p>dia e horário, com duração de 4 horas. As perguntas buscam resgatar</p><p>o conhecimento de forma contextualizada, abordando casos clínicos,</p><p>TESTE DE PROGRESSO INDIVIDUAL</p><p>5. Autoavaliação</p><p>Encoraja os estudantes a refletirem sobre suas próprias</p><p>habilidades, conhecimentos e atitudes. É uma parte vital do</p><p>aprendizado autodirigido, ajudando-os a identificar pontos</p><p>fortes e áreas que necessitam de desenvolvimento.</p><p>6. Portfólio semiestruturado</p><p>Essa ferramenta de avaliação permite aos estudantes documentar</p><p>seu progresso ao longo do tempo, incluindo reflexões, feedbacks</p><p>recebidos e evidências de aprendizado e desenvolvimento.</p><p>Promove a autoavaliação contínua e o desenvolvimento</p><p>profissional.</p><p>Cada um desses componentes contribui para um quadro completo</p><p>da competência e desenvolvimento do estudante, assegurando uma</p><p>formação médica abrangente e eficaz. O processo de avaliação está</p><p>detalhado no Manual do Internato do curso. A exigência de frequência</p><p>de 100% nas atividades práticas do internato médico reflete a</p><p>importância crítica da imersão contínua e da experiência prática na</p><p>formação médica.</p><p>34</p><p>situações de vida ou experimental, entre outras temáticas sempre</p><p>alinhadas com a literatura científica e com a matriz curricular dos Cursos</p><p>de Medicina da Inspirali – Ecossistema Ânima (e-Bússola). As questões</p><p>abrangem a área das ciências básicas, ética, humanidades médicas e as</p><p>ciências clínicas, nas cinco grandes áreas da Medicina (Saúde Coletiva,</p><p>Clínica Médica, Cirurgia, Pediatria e Ginecologia e Obstetrícia).</p><p>É uma avaliação institucional, realizada em meio eletrônico, no</p><p>ambiente virtual de aprendizagem do estudante, com a autenticação</p><p>pessoal com usuário e senha de cada estudante. O processo de correção</p><p>utiliza a Teoria de Resposta ao Item (TRI), que baliza as provas e permite</p><p>que os desempenhos sejam equânimes, independentemente do nível</p><p>de dificuldade das questões.</p><p>Os resultados geram notas individuais e os estudantes que concluírem</p><p>o teste recebem relatórios individuais de desempenho, certificado</p><p>e declaração de participação contabilizando 10 horas de atividades</p><p>complementares.</p><p>Todo estudante com desempenho “Precisa Melhorar” deve construir e</p><p>cumprir um Plano de Melhoria pactuado junto ao professor indicado.</p><p>O acompanhamento do Plano de Melhoria é realizado em processo,</p><p>durante as ações educacionais programadas na respectiva Unidade</p><p>Curricular, devendo ser orientado ao desenvolvimento das capacidades</p><p>que requerem atenção. O Plano de Melhoria é uma oportunidade de</p><p>desenvolvimento e deve ser efetivado dentro do ciclo de aprendizagem,</p><p>portanto, é pré-condição para que o estudante progrida para um novo</p><p>ciclo.</p><p>O Plano de Melhoria deverá ser acompanho pelo docente indicado,</p><p>envolvendo todos os docentes da etapa/semestre, com encontros</p><p>que poderão ser semanais, quinzenais ou mensais, de acordo com</p><p>a necessidade do estudante. O professor deverá conversar com o</p><p>estudante sobre as suas dificuldades de conhecimento, habilidades,</p><p>atitudes, valores e ética. A coordenação do curso deverá acompanhar o</p><p>desenvolvimento desse estudante.</p><p>Os estudantes com mais de um conceito Precisa Melhorar em uma</p><p>unidade curricular deverão ter acompanhamento personalizado e com</p><p>encontros mais frequentes.</p><p>PLANO DE MELHORIA</p><p>35</p><p>D1 APA1 D2 APA2 Conceito Final</p><p>S S S S Satisfatório</p><p>SE S SE S Satisfatório com</p><p>excelência</p><p>SE PM SE S Satisfatório</p><p>S S SE S Satisfatório</p><p>SE S SE PM Precisa Melhorar</p><p>PM S S S Precisa Melhorar</p><p>PM PM S S Precisa Melhorar</p><p>S PM S S Satisfatório</p><p>PM PM PM PM Precisa Melhorar</p><p>S S PM S Precisa Melhorar</p><p>S S PM PM Precisa Melhorar</p><p>S PM S PM Precisa Melhorar</p><p>S S S PM Precisa Melhorar</p><p>RESULTADOS DA AVALIAÇÃO E CONCEITOS</p><p>DE APRENDIZAGEM POR INSTRUMENTOS DE</p><p>AVALIAÇÃO</p><p>Será considerado aprovado nos componentes curriculares o estudante</p><p>que apresentar desempenho de aprendizagem Satisfatório e tiver no</p><p>mínimo 75% de frequência, exceto no estágio obrigatório (internato</p><p>médico), no qual, além do conceito Satisfatório, a frequência exigida</p><p>para aprovação é de 100%.</p><p>O estudante obterá o conceito Satisfatório com Excelência (SE) na</p><p>etapa quando alcançar o SE nas avaliações de desempenho (D1 e</p><p>D2) consecutivamente e, também, for Satisfatório nas avaliações</p><p>formativas (AF1 e AF2) da unidade curricular.</p><p>Quadro 3 - Possibilidades de conceitos do processo avaliativo das</p><p>Unidades Curriculares de NCS e PMSUS entre etapas de um ciclo.</p><p>36</p><p>O estudante com Precisa Melhorar na D1 e/ou D2 deverá elaborar e</p><p>validar com seu professor um Plano de Melhoria, bem como realizar</p><p>o reteste referente à Situação Problema (SP) ou Oficina em que não</p><p>alcançou o desempenho Satisfatório.</p><p>O estudante com Precisa Melhorar na APA deverá seguir o Plano de</p><p>Melhoria descrito na sua APA e será acompanhado pelo professor/</p><p>facilitador do próximo semestre/etapa, buscando atingir o desempenho</p><p>desejado.</p><p>Quadro 4 - Possibilidades de conceitos do processo avaliativo da</p><p>Unidade Curricular de HM/EC.</p><p>APA1 APA2</p><p>SBE/</p><p>Habilidades</p><p>cirúrgicas*</p><p>Avaliação</p><p>de prática Conceito Final</p><p>S S S S Satisfatório</p><p>S S SE SE Satisfatório com</p><p>excelência</p><p>S S SE S Satisfatório</p><p>PM S S SE Satisfatório</p><p>S PM S SE Precisa Melhorar</p><p>PM S S S Satisfatório</p><p>S PM S S Precisa Melhorar</p><p>PM PM PM S Precisa Melhorar</p><p>PM PM S PM Precisa Melhorar</p><p>S PM PM Precisa Melhorar</p><p>S S PM S Precisa Melhorar</p><p>S S S PM Precisa Melhorar</p><p>PM PM PM PM Precisa Melhorar</p><p>*De acordo com a etapa</p><p>37</p><p>O estudante com Precisa Melhorar na Avaliação Prática, em Habilidades</p><p>cirúrgicas ou SBE deverá elaborar e validar com seu professor um Plano</p><p>de Melhoria e realizar o reteste.</p><p>O estudante com Precisa Melhorar na APA deverá seguir as mesmas</p><p>orientações descritas para NCS.</p><p>A APA não se aplica para as atividades curriculares Habilidades</p><p>cirúrgicas e SBE.</p><p>Atenção: O cálculo do percentual de frequência é realizado para</p><p>cada UC com periodicidade semestral, sendo assim, o estudante que</p><p>obtiver frequência inferior a 75% está automaticamente reprovado na</p><p>unidade curricular, independentemente</p><p>dos resultados das avaliações</p><p>realizadas.</p><p>RETESTE</p><p>O reteste é uma oportunidade de aceleração da aprendizagem para o</p><p>estudante que não alcançou o desempenho esperado nas avaliações.</p><p>São oferecidas duas oportunidades para realização do reteste,</p><p>aplicadas no semestre subsequente ao que o estudante tenha obtido o</p><p>“Precisa Melhorar”, com datas estabelecidas a critério do Conselho de</p><p>Classe em comum acordo com a coordenação do curso. Para realização</p><p>do reteste o estudante deve estar devidamente matriculado no curso.</p><p>A progressão do estudante dentro de um mesmo ciclo de aprendizagem</p><p>não é interrompida mesmo que ele não alcance o conceito Satisfatório</p><p>em todos os componentes curriculares. O estudante, todavia, deve</p><p>cumprir seu Plano de Melhoria, seguir em acompanhamento pelo</p><p>professor, realizar as oportunidades de aceleração da aprendizagem</p><p>previstas e sanar todas as pendências acadêmicas antes do término do</p><p>ciclo de aprendizagem em que está matriculado, para que alcance o</p><p>conceito Satisfatório e possa progredir para o ciclo seguinte.</p><p>Nas etapas de mudança de Ciclo de Aprendizagem (quarta e oitava</p><p>etapa) os retestes são realizados no semestre letivo vigente. Nas</p><p>demais etapas, o primeiro reteste pode ocorrer no semestre seletivo</p><p>vigente, quando a maioria da turma e a coordenação estiverem de</p><p>acordo.</p><p>38</p><p>Avaliação D1</p><p>1º Semestre/</p><p>Etapa</p><p>Primeira</p><p>oportunidade</p><p>Segunda</p><p>oportunidade Resultado final</p><p>PM em 2024.1 S em 2024.2 Não se aplica Satisfatório</p><p>PM em 2024.1 PM em 2024.2 S em 2024.2 Satisfatório</p><p>PM em 2024.1 PM em 2024.2 PM em 2024.2 Insatisfatório até análise</p><p>do CC* no final do ciclo</p><p>PM em 2024.1 S em 2024.2 Não se aplica Satisfatório</p><p>PM em 2024.1 PM em 2024.1 S em 2024.2 Satisfatório</p><p>PM em 2024.1 PM em 2024.1 PM em 2024.2 Insatisfatório até análise</p><p>do CC* no final do ciclo</p><p>*CC – Conselho de Classe.</p><p>A realização do reteste deve ocorrer no início do semestre letivo,</p><p>preferencialmente no primeiro mês de aula, seguindo os mesmos</p><p>moldes da avaliação da UC. Os estudantes realizam o reteste das SPs</p><p>ou Oficinas que ficaram com o conceito Precisa Melhorar; e respondem</p><p>a prova considerando o tipo de questão (questões objetivas e</p><p>discursivas). Exemplos de possibilidades de realização do reteste:</p><p>1. O estudante que obtiver PM nas questões objetivas, de uma ou</p><p>mais SP/Oficina, fará o reteste apenas das questões objetivas.</p><p>2. O estudante que obtiver PM na questão discursiva, de uma ou</p><p>mais SP/Oficina, fará o reteste apenas das questões discursivas.</p><p>3. O estudante que obtiver PM nas duas situações citadas acima,</p><p>fará reteste de questões objetivas e discursivas, da(s) SP(s)/</p><p>Oficinas(s) que não alcançou o conceito Satisfatório.</p><p>Somente os estudantes que cumpriram no mínimo 75% da carga</p><p>horária da Unidade Curricular, poderão realizar a avaliação de reteste.</p><p>O cálculo do percentual de frequência é realizado para cada UC</p><p>com periodicidade semestral, sendo assim, o estudante que obtiver</p><p>Quadro 5 - Exemplos de oportunidades de realização de reteste:</p><p>39</p><p>frequência inferior a 75% estará, automaticamente, com conceito</p><p>Insatisfatório no semestre/etapa, independentemente dos resultados</p><p>das avaliações realizadas.</p><p>O estudante que não comparecer em qualquer avaliação, estará</p><p>automaticamente submetido ao reteste, uma vez que não há oferta</p><p>de avaliação substitutiva em nenhuma hipótese, salvo as situações de</p><p>exceção previstas em regimento da IES.</p><p>Se o estudante tiver a avaliação do reteste anulada por fraude</p><p>comprovada receberá conceito Insatisfatório na mudança de ciclo,</p><p>ficando automaticamente retido e precisará cursar a UC novamente.</p><p>Dentro de um mesmo ciclo de aprendizagem, o estudante que não</p><p>alcançou o conceito Satisfatório, segue com status “a cursar”² em seu</p><p>histórico até que as pendências do devido componente curricular</p><p>sejam sanadas.</p><p>2Em fase de ajuste no sistema para “cursado com pendência”</p><p>MUDANÇA DE CICLO</p><p>O Curso de Medicina da Inspirali prevê Ciclos de Aprendizagem em</p><p>seu Projeto Pedagógico (PPC). A previsão de Ciclos no PPC implica na</p><p>interrupção do percurso formativo discente, quando houver reprovação</p><p>(conceito Insatisfatório) em algum componente curricular ao final de</p><p>um Ciclo, de forma a impedi-lo de avançar ao Ciclo seguinte.</p><p>A progressão do estudante dentro de um mesmo ciclo de aprendizagem</p><p>não é interrompida mesmo que ele não alcance o conceito Satisfatório</p><p>em todos os componentes curriculares. O estudante, todavia, deve</p><p>cumprir seu Plano de Melhoria, realizar as oportunidades de aceleração</p><p>da aprendizagem previstas (retestes) e sanar todas as pendências</p><p>acadêmicas antes do término do ciclo de aprendizagem em que está</p><p>matriculado, para que alcance o conceito Satisfatório e possa progredir</p><p>para o ciclo seguinte.</p><p>Dentro de um mesmo ciclo de aprendizagem, o estudante que não</p><p>alcançou o conceito Satisfatório, segue com status “a cursar”² em seu</p><p>histórico até que as pendências do devido componente curricular</p><p>sejam sanadas.</p><p>40</p><p>O estudante com conceito Precisa Melhorar em qualquer APA nas</p><p>etapas de mudança de ciclo (4ª e 8ª) não poderá progredir. As situações</p><p>excepcionais serão tratadas pelo Conselho de Classe. O estudante com</p><p>conceito Satisfatório em ≥ 80% das APAs de um ciclo terá conceito</p><p>Satisfatório no ciclo.</p><p>O estudante com conceito Precisa Melhorar em qualquer avaliação</p><p>somativa nas etapas de mudança de ciclo (4ª e 8ª) deverá realizar</p><p>os dois retestes no semestre vigente. Caso não alcance o conceito</p><p>Satisfatório, poderá ser submetido ao Conselho de Classe.</p><p>Ao final de cada ciclo de aprendizagem, o estudante que não alcançar</p><p>o conceito Satisfatório, após as duas oportunidades de aceleração da</p><p>aprendizagem, mas que demonstrar deslocamentos em sua Avaliação</p><p>do Processo de aprendizagem (APA), poderá ser submetido ao Conselho</p><p>de Classe para possível aplicação de um de um ou mais retestes, a</p><p>critério do Conselho – teste este não previsto em Calendário Acadêmico</p><p>e que será agendado pela Coordenação de curso. Caberá também ao</p><p>Conselho de Classe definir a melhor estratégia avaliativa que permita</p><p>demonstrar a superação da lacuna de conhecimento do estudante no</p><p>processo de aprendizagem.</p><p>O estudante que não alcançou o conceito Satisfatório ao final de um</p><p>ciclo de aprendizagem após todas as oportunidades de aceleração</p><p>da aprendizagem, não poderá progredir no curso e deverá cursar</p><p>novamente a unidade curricular na qual exista pendência acadêmica,</p><p>em turma regular, estando submetido às mesmas exigências de</p><p>frequência, aproveitamento e cumprimento das cláusulas contratuais</p><p>pactuadas no ato da matrícula ou rematrícula.</p><p>Caso a Unidade Curricular em que o estudante possua pendência</p><p>acadêmica não seja oferecida no semestre subsequente ao término do</p><p>ciclo, o estudante poderá efetuar matrícula conforme deliberação do</p><p>Colegiado do Curso. Vale destacar que em hipótese alguma o estudante</p><p>poderá integralizar o curso sem alcançar o conceito Satisfatório e</p><p>cumprir todos os componentes curriculares previstos.</p><p>O estudante com conceito Precisa Melhorar na APA, nas etapas de</p><p>mudança de ciclo, poderá progredir desde que alcance um (1) conceito</p><p>Satisfatório na etapa seguinte.</p><p>A progressão para o ciclo dos estágios obrigatórios (internato médico)</p><p>pressupõe inexistência de pendências acadêmicas anteriores.</p><p>41</p><p>CONSELHO DE CLASSE</p><p>O Conselho de Classe para o curso de Medicina, é órgão colegiado de</p><p>natureza consultiva e deliberativa em assuntos didático-pedagógicos,</p><p>fundamentado no Projeto Político Pedagógico e no Regimento. A</p><p>constituição do conselho se dará a cada semestre e sua composição se</p><p>dará com:</p><p>1. O Coordenador do curso;</p><p>2. O coordenador adjunto, quando houver, do curso de Medicina;</p><p>3. Os docentes vinculados em unidades curriculares ministradas</p><p>no período letivo.</p><p>O Conselho de Classe tem como objetivo apoiar a coordenação do curso</p><p>no período de mudança de ciclo, possibilitando a reflexão a respeito das</p><p>questões relativas ao processo de aprendizagem de forma longitudinal,</p><p>identificando os estudantes</p><p>que precisam de uma abordagem</p><p>personalizada e propondo estratégias ou desfechos para as situações</p><p>que envolvam as dificuldades de conhecimento, habilidades, atitudes,</p><p>valores e ética. Cabe ao Conselho de Classe apoiar a coordenação do</p><p>curso nas decisões acerca dos processos de progressão ou retenção</p><p>dos estudantes ao longo dos ciclos de aprendizagem que apresentem</p><p>pendências acadêmicas persistentes.</p><p>Nas discussões e tomadas de decisões devem ser considerados e</p><p>analisados:</p><p>1. Os avanços obtidos pelo estudante com relação ao seu próprio</p><p>desenvolvimento;</p><p>2. O cumprimento do Plano de Melhoria e do cronograma de</p><p>encontros para acompanhamento do processo de aprendizagem</p><p>e feedback; e</p><p>3. Os relatórios dos instrumentos avaliativos utilizados pelos</p><p>docentes.</p><p>As decisões tomadas pelo Conselho de Classe são consideradas</p><p>recomendações à coordenação, sendo que a decisão final cabe ao</p><p>Coordenador do curso. O Conselho de Classe do curso de Medicina</p><p>reúne-se periodicamente, no momento de virada de Ciclos de</p><p>42</p><p>AVALIAÇÃO DAS ATIVIDADES</p><p>CURRICULARES – AAC</p><p>Os estudantes e docentes registram a avaliação das atividades</p><p>curriculares nos momentos que coincidem com a sua avaliação de</p><p>desempenho. Esse formato de avaliação visa incluir a percepção dos</p><p>estudantes e docentes sobre as atividades curriculares, considerando</p><p>os disparadores, cenários e recursos educacionais. A identificação dos</p><p>avaliadores é opcional. Os resultados consolidados dessas avaliações,</p><p>incluindo as análises quantitativas, de tendência e qualitativas, são</p><p>divulgados pelos coordenadores por meio de relatórios técnicos.</p><p>AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO</p><p>DOS DOCENTES – ADD</p><p>Os estudantes registram a avaliação de desempenho dos docentes</p><p>nos momentos que coincidem com a sua avaliação de desempenho</p><p>em cada atividade curricular. Esse formato de avaliação tem como</p><p>objetivo incluir a percepção dos estudantes sobre o desempenho</p><p>docente, considerando suas capacidades de mediar o processo</p><p>de aprendizagem, assim como de cumprir os pactos de trabalho</p><p>estabelecidos. A identificação do estudante é opcional. Espera-se que,</p><p>a despeito da força da cultura em relação à avaliação e das relações de</p><p>poder nela envolvidas, a maioria dos estudantes não tenha dificuldade</p><p>para se identificar, o que pode revelar a incorporação dos princípios e</p><p>diretrizes da avaliação do projeto pedagógico.</p><p>Aprendizagem, podendo reunir-se extraordinariamente quantas vezes</p><p>se fizer necessário.</p><p>O estudante com PM nas etapas que não são de mudança de ciclo,</p><p>que realizaram os dois retestes, cumpriram o Plano de Melhoria e</p><p>não alcançaram o conceito Satisfatório nos processos regulares da</p><p>avaliação, deverão ser acompanhados semestralmente pelo Conselho</p><p>de Classe.</p><p>UNIDADES</p><p>CURRICULARES</p><p>44</p><p>O QUE É E COMO FUNCIONA</p><p>Essa atividade curricular surge para responder à necessidade de um</p><p>núcleo de conhecimentos complementares ao curso médico em vista</p><p>à discussão de temas atuais e relevantes para a prática clínica e a</p><p>pesquisa. Dessa maneira abrangendo desde a metodologia da pesquisa</p><p>científica e pesquisa clínica até Antropologia e Medicina Integrativa.</p><p>A intencionalidade do Core Curriculum consiste em discutir a formação</p><p>humanística e ética de forma integral do estudante, promovendo a</p><p>discussão de questões fundamentais para o desenvolvimento do olhar</p><p>crítico do estudante sobre o mundo natural, cultural e social em que</p><p>estamos inseridos, reforçando a atenção ao cuidado integral, segurança</p><p>e respeito ao paciente. Representa um conjunto de conhecimentos,</p><p>habilidades e atitudes selecionado com vistas à ampliação do repertório</p><p>analítico, científico, humanístico e cultural do estudante.</p><p>CORE</p><p>Curriculum</p><p>AVALIAÇÃO</p><p>As avaliações desta unidade curricular estão a critério do docente</p><p>responsável, considerando o trabalho em grupo e o relatório executivo.</p><p>O processo de avaliação do Core Curriculum está descrito nos Termos</p><p>de Referência desta atividade curricular.</p><p>45</p><p>OBJETIVOS E ESTRATÉGIAS EDUCACIONAIS</p><p>A unidade curricular Habilidades Médicas/Estações Clínicas (HM/</p><p>EC) contempla Saúde Baseada em Evidências (SBE) e habilidades</p><p>cirúrgicas, divididas nos dois primeiros ciclos e abordam os elementos</p><p>de comunicação, relacionamento médico-paciente, anamnese, exame</p><p>físico, raciocínio clínico e tratamento através de oficinas práticas, com</p><p>sala de aula invertida, práticas utilizando as diferentes modalidades de</p><p>simulação, práticas por meio das rotações das estações autodirigidas</p><p>(READ) e discussões em pequenos grupos (sínteses provisórias e novas</p><p>sínteses).</p><p>Cada etapa apresenta dois módulos temáticos, relacionados com os</p><p>temas das outras unidades curriculares do mesmo período, mas há</p><p>momentos em que esta sincronia não ocorre, mas sem configurar</p><p>problema, pois os temas são trabalhados dentro da lógica da espiral</p><p>construtivista, que permite abordagens em momentos diferentes, mas</p><p>que mantenham seu diálogo.</p><p>Habilidades médicas/</p><p>Estações clínicas</p><p>AVALIAÇÃO</p><p>O aproveitamento do estudante é verificado por meio de avaliação</p><p>formativa (AF1 e AF2) e de portfólio; e uma avaliação de desempenho</p><p>prático ao final do semestre (D).</p><p>46</p><p>O QUE É SBE?</p><p>A saúde baseada em evidências qualifica assistência à saúde, através</p><p>da avaliação crítica das evidências disponíveis (principalmente</p><p>pesquisas), implementação das evidências na prática e avaliação dos</p><p>resultados obtidos na resolução de problemas. Também incorpora a</p><p>competência clínica do profissional para a tomada de decisão sobre a</p><p>assistência à saúde3.</p><p>Saúde baseada em</p><p>Evidências</p><p>INTENCIONALIDADE EDUCACIONAL</p><p>3.Galvão MC, Sawada NO. Prática baseada em evidências: estratégias para sua implementação na enfermagem.</p><p>Rev Bras Enferm, Brasília (DF) 2003, 56(1): 57-60.</p><p>A) SAÚDE BASEADA EM EVIDÊNCIAS</p><p>O perfil esperado de desempenho satisfatório consiste:</p><p>Quanto ao objetivo de buscas em bases de dados:</p><p>1. Entendimento da importância do uso de buscas bem</p><p>construídas em bases de dados para atualização</p><p>profissional;</p><p>2. Identificação das principais bases de dados em saúde e as</p><p>mais relevantes para o contexto nacional;</p><p>3. Dominar o processo de identificação dos descritores e as</p><p>funções lógicas dos operadores booleanos.</p><p>Quanto ao objetivo de conhecer diferentes desenhos de estudo:</p><p>1. Reconhecer os principais desenhos de estudo voltados</p><p>para o processo de tomada de decisão clínica;</p><p>2. Identificar quais os desenhos mais adequados para as</p><p>principais categorias clínicas.</p><p>47</p><p>Quanto ao objetivo de avaliação crítica da literatura:</p><p>1. Manifestar a compreensão de que nem toda produção</p><p>científica pode ser considerada confiável sem uma</p><p>avaliação criteriosa da sua qualidade.</p><p>MOMENTOS DE AVALIAÇÃO</p><p>As avaliações serão conduzidas por meio de atividades regulares</p><p>durante o horário das aulas, utilizando diferentes ferramentas a critério</p><p>do facilitador (Avaliação de Desempenho ou Relatório Executivo).. O</p><p>processo de avaliação de SBE está descrito no Termo de Referência</p><p>para avaliações desta atividade curricular.</p><p>48</p><p>O QUE É?</p><p>As Habilidades Cirúrgicas são uma atividade curricular que abordará</p><p>os principais procedimentos cirúrgicos e as principais condições</p><p>clínicas cirúrgicas necessárias para a formação do médico generalista</p><p>e, portanto, imprescindíveis de aprendizado durante a graduação.</p><p>Por meio de metodologias ativas e treinos práticos, os estudantes</p><p>conhecerão os principais procedimentos cirúrgicos e raciocínio clínico</p><p>das principais condições da clínica cirúrgica.</p><p>Habilidades</p><p>Cirúrgicas</p><p>1. Compreender as indicações dos procedimentos cirúrgicos para o</p><p>médico generalista;</p><p>2. Deter os conceitos que norteiam o ato operatório para o médico</p><p>generalista;</p><p>3. Aplicar na prática médica os conceitos que norteiam o ato cirúrgico</p><p>para o médico generalista;</p><p>4. Desenvolver habilidades cirúrgicas para tratamento de ferimentos</p><p>voltados para o médico generalista;</p><p>5. Aplicar o tratamento das urgências e emergências cirúrgicas de</p><p>maior incidência em prontos-socorros relacionadas ao médico</p><p>generalista;</p>

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